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Tecnologia para pets: microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos

Publicado em: 27/09/2025 18:09

Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados As inovações tecnológicas estão cada vez mais presentes no dia a dia, e não apenas para os humanos. Os pets também têm se beneficiado da modernidade, com dispositivos que ajudam tutores a cuidar melhor dos animais e garantem mais segurança e bem-estar. Um exemplo é a família formada por Babi, Duque, Pérola, Penélope e Cacau. Os cinco cães da raça golden retriever carregam microchips implantados sob a pele. O investimento foi feito por Patrícia Yashimoto Watanabe, tutora dos animais, com a ajuda do filho, Diego Watanabe, que é veterinário. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp "Eles são 'espuletas'. A gente sai para passear com eles e, às vezes, em um nível de estresse eles podem se perder para outro lugar. A gente fica preocupado com isso, mesmo", diz Patrícia. Segundo Diego, o chip armazena informações como nome, endereço, telefone do tutor, restrições alimentares, medicações e histórico de saúde. O dispositivo tem o tamanho de um grão de arroz e pode ser inserido na região da cervical ou entre as escápulas. O procedimento é simples e rápido. “É mais para a gente ter essa segurança. Se o animal foge, alguma coisa assim, a gente tem a numeração desse animal. Ele não é como um GPS, então a gente não tem como rastrear, mas, se por acaso alguém for até o nosso animal ou o animal vai parar em algum lugar a gente tem esse controle que a gente tem a numeração dele. Cada um tem a sua numeração e a gente consegue ter esse cadastro", explica Diego. Segundo Diego, quem encontrar um animal microchipado deve levá-lo até um veterinário, onde uma máquina vai verificar a numeração do cadastro. Além dos microchips, há alternativas mais acessíveis, como pingentes com QR Code que podem ser colocados na coleira. Com preços a partir de R$ 5, o dispositivo permite que qualquer pessoa que encontre o animal acesse informações de contato do tutor. Em apartamentos, a tecnologia também tem papel importante. A veterinária Jéssica Kill Lemes Rossi vive com dois gatos, Phoebe e Valentim. Como Phoebe é alérgica e não pode comer a ração do irmão, a comida dele fica guardada em um comedouro automático que só abre com a aproximação do chip que ele carrega na coleira. "A dele é uma ração comum, padrão, mas que ela não pode comer porque ela desenvolve todo o processo alérgico de pele e da doença inflamatória intestinal que ela tem. Então ela come hoje a analergênica, específica para tudo isso, e a dele fica disponível o tempo todo", explica Jéssica. Phoebe também usa um comedouro moderno com dispenser automático. Pelo celular, Jéssica consegue programar os horários de liberação da ração e até visualizar fotos do momento em que a gata se aproxima para comer, graças a um sensor de movimento. "Nos dois [comedouros] juntos, [investimos] talvez uma média de R$ 1,8 mil, R$ 2 mil [...] É um investimento que compensa", finaliza. Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Microchips, QR Codes e comedouros inteligentes facilitam rotina de cuidados com cães e gatos Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Tarifa zero nos ônibus de Santos entra em debate: Câmara convoca audiência pública com especialistas e população

Publicado em: 27/09/2025 18:00

Frota de ônibus municipais de Santos, no litoral de São Paulo Francisco Arrais/Prefeitura de Santos A Câmara Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, realizará uma audiência pública para debater a viabilidade da implantação da tarifa zero no transporte coletivo da cidade. O encontro também abordará o modelo atual de subsídios pagos pela prefeitura à concessionária responsável pelo sistema. Marcada para o dia 3 de outubro, às 19h, a audiência foi convocada pela Comissão de Transportes e Acessibilidade e reunirá especialistas, representantes do poder público e a população para discutir alternativas de financiamento do transporte público municipal. A proposta foi apresentada pelo vereador Chico Nogueira (PT), que afirmou, em nota, que o objetivo é entender como outras cidades viabilizaram a tarifa zero e de que forma Santos pode avançar nessa discussão. Segundo o projeto de lei, a medida busca ampliar o acesso ao transporte coletivo, desestimular o uso de veículos individuais e incentivar o desenvolvimento sustentável, tanto no aspecto social e econômico quanto ambiental. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Como participar Local: Câmara Municipal de Santos, na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova Quando: 3 de outubro, às 19h Transmissão ao vivo: TV Câmara, YouTube e Facebook do Legislativo santista Contribuições antecipadas: e-mail para sugestões e perguntas: cta@camarasantos.sp.gov.br Próximos passos Frota do transporte coletivo de Santos Francisco Arrais/Prefeitura de Santos Após a audiência, será elaborado um relatório com as contribuições da sociedade civil e dos especialistas convidados. O documento será encaminhado ao prefeito Rogério Santos (Republicanos) e poderá servir de base para futuros projetos e convênios relacionados ao transporte público da cidade. Confira outra discussão da Câmara de Santos: Câmara de Santos discute cobrança de Zona Azul exclusiva para turistas VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: câmara municipal

Jovem é preso suspeito de manter adolescente grávida em cárcere privado em Goiás

Publicado em: 27/09/2025 17:44

Jovem é preso suspeito de manter adolescente grávida em cárcere privado em Goiás Um jovem de 21 anos foi preso por suspeita de manter uma adolescente, de 13 anos, grávida em cárcere privado no distrito de Posselândia, em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia. A polícia disse que a denúncia do caso foi feita pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A prisão do jovem aconteceu na quinta-feira (25). Ainda segundo as investigações, a adolescente era privada da liberdade, impedida pelo suspeito de frequentar a escola e de manter contato com familiares. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O delegado André Veloso, que investiga o caso disse à TV Anhanguera que os pais tentaram pegar a adolescente de volta, mas eram ameaçados de morte pelo suspeito. "Estava tendo uma vida totalmente alienada, diferente do que ela deveria ter, sem acesso a estudo, sem acesso à família e ainda sendo submetida a atos sexuais, a estupro de vulnerável", disse o delegado. LEIA TAMBÉM: Policiais são presos suspeitos de envolvimento em esquema de exploração sexual infantil Pai é preso suspeito de estuprar filha por anos e ameaçar matá-la caso revelasse crime Homem é preso suspeito de estuprar duas filhas e neta de 2 anos, em Goiás Prisão Preventiva O jovem passou por audiência de custódia e a juíza Letícia Brum converteu a prisão em preventiva por entender que a liberdade dele colocaria em risco não só a garota, vítima dos abusos, mas também os seus familiares que sofreram ameaças do homem. "Manter a liberdade significaria, na prática, permitir a continuidade do delito, frustrando a própria finalidade do processo penal e desafiando a autoridade do Estado na proteção dos direitos fundamentais de criança em situação de extrema vulnerabilidade", destacou a magistrada. Defesa Na audiência, a defesa do suspeito justificou que precisariam indícios para materializar as acusações. "Não vislumbro, neste momento, a conversão da flagrância em prisão preventiva, excelência", disse a advogada. A decisão, no entanto, foi mantida pela magistrada. Polícia Civil recebeu denúncia e investiga crimes cárcere privado e abuso Divulgação/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

Intoxicação por metanol: polícia investiga caso de jovens internados após consumo de gin em SP

Publicado em: 27/09/2025 17:42

Bebida Alcoolica Reprodução/TV Integração A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de possível intoxicação por metanol que deixou quatro jovens — dois homens e duas mulheres, com idades entre 23 e 27 anos — internados após consumirem duas garrafas de gin no último dia 1º de setembro, um sábado. 🔎 De acordo com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, já foram registradas duas mortes por intoxicação com metanol em bebidas alcoólicas neste mês: uma na capital e outra em São Bernardo do Campo. Outros dez casos semelhantes seguem sob apuração. Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo g1, o grupo comprou as garrafas de gin, além de gelo de coco e energético, em uma adega localizada na região da Cidade Dutra, na Zona Sul da capital. Em seguida, eles se reuniram na casa de um dos jovens, de 27 anos, para uma confraternização que se estendeu até cerca de 3h. No dia seguinte, o dono da residência começou a passar mal, apresentando vômitos e fortes dores abdominais. A princípio, ele acreditou que eram sintomas de ressaca. No entanto, segundo relatou a tia dele no B.O., o rapaz começou a gritar que estava cego. Levado pela família ao Hospital Geral do Grajaú, ele entrou em coma e foi intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda no domingo, foi transferido para o Hospital São Luiz, em Osasco, para realizar sessões de hemodiálise, onde permanece internado. O boletim de ocorrência aponta que as garrafas consumidas pelos jovens foram entregues ao hospital, submetidas a exames e tiveram presença de metanol confirmada, resultado compatível com os sintomas apresentados pela vítima mais grave. Após a confirmação da suspeita, os demais jovens que participaram da confraternização foram chamados ao hospital e também acabaram internados, segundo o registro policial. A mãe de uma das jovens relatou à polícia que a filha apresentou tontura, enjoo e visão turva depois de beber o gin. Segundo ela, o rapaz que está na UTI ingeriu a bebida pura, enquanto os demais a misturaram com gelo e energético. As garrafas e os copos utilizados na confraternização foram apreendidos pela Polícia Civil e encaminhados para perícia. Apenas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) poderá confirmar se a bebida estava adulterada com metanol. O gerente da adega onde as bebidas foram compradas prestou depoimento. Ele afirmou que todas as mercadorias do estabelecimento têm procedência e nota fiscal. Disse ainda que o jovem internado em estado grave “é frequentador assíduo do empório” e que teria adquirido o combo de bebidas já apresentando “sinais notórios de embriaguez”. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que um inquérito policial foi instaurado pelo 48° Distrito Policial da Cidade Dutra. " A autoridade policial está empenhada na coleta de depoimentos de testemunhas, vítimas e demais envolvidos, bem como no aprofundamento em outras diligências. Também foram requisitados exames periciais para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias dos fatos", disse a pasta. Duas mortes no estado de SP Duas pessoas morreram por intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas na capital paulista e em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, segundo informou o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo neste sábado (27) ao g1. Conforme o órgão, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito. Atualmente, há 10 casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. Ainda não se sabe como ocorreram as intoxicações. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista informou que a vítima em São Paulo é um homem de 54 anos, morador da região da Mooca/Aricanduva, Zona Leste. Ele apresentou sintomas em 9 de setembro e morreu no dia 15. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria da Saúde, disse que atendeu um paciente no Hospital de Urgência, que morreu por suspeita de contaminação por metanol. "Ainda são aguardados exames para confirmar a contaminação. Mais informações não serão repassadas em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", disse a pasta. Nesta sexta-feira (26), o Ministério da Justiça e de Segurança Pública divulgou que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido, "notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada". Ainda conforme o Ministério, os casos são "considerados fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol" (leia a nota na íntegra abaixo). Metanol O metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. Ele já foi chamado de “álcool da madeira”, porque antigamente era obtido pela destilação de toras. Hoje, sua produção industrial é feita principalmente a partir do gás natural. Porém, embora seja usado em pequenas quantidades na natureza, podendo ser encontrado em frutas, vegetais e até produzido pelo corpo humano em baixíssimas doses, o metanol é altamente tóxico em concentrações elevadas. O que diz a Secretaria Estadual da Saúde "O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informa que, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito - um em São Bernardo do Campo e outro na capital. Atualmente, há dez casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. O CVS está apoiando e monitorando o trabalho dos Municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas. A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco". O que diz o governo federal? "Nesta sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol, no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada. O número de casos registrado, inicialmente, pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), de Campinas (SP), e encaminhado ao Comitê Técnico do SAR é considerado fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol. O Ciatox recebeu, nos últimos dois anos, casos de intoxicação por metanol a partir de consumo de combustíveis por ingestão deliberada em contextos de abuso de substâncias, frequentemente associada à população de rua. Contudo, de acordo com a notificação de hoje, a ingestão se deu em cenas sociais de consumo alcóolico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, whisky, vodka, entre outros. São registros inéditos no referido centro toxicológico. É possível haver outros casos não notificados, uma vez que nem todos os casos de intoxicação chegam aos órgãos de vigilância e controle. A ingestão acidental ou intencional de metanol leva a intoxicações graves e potencialmente fatais. O cenário de adulteração é particularmente relevante do ponto de vista de saúde pública, pois episódios dessa natureza frequentemente resultam em surtos epidêmicos com múltiplos casos graves e elevada taxa de letalidade, afetando grupos populacionais vulneráveis e exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias. Nesse sentido, requer alerta à população, considerando, inclusive, o início do fim de semana, quando há maior frequência a bares e consumo de bebidas alcóolicas. SAR - O Sistema de Alerta Rápido sobre drogas do Brasil (SAR) é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas - Sisnad, gerenciado pela Secretaria da Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid)".

Palavras-chave: lgpd

Google faz 27 anos e relembra seu primeiro logo, criado por uma brasileira

Publicado em: 27/09/2025 17:32

Doodle deste sábado de aniversário do Google, feito por Ruth Kedar Reprodução O Google comemora seu aniversário de 27 anos neste sábado (27) com o doodle de seu logo original. "Ao celebrarmos o aniversário do Google hoje, relembramos nosso humilde começo como um projeto de pesquisa em uma garagem — a prova de que momentos decisivos podem começar em lugares comuns", diz a empresa. "A arte do Doodle apresenta o primeiro logotipo do Google (criado em 1998). Deixe que este logotipo vintage o transporte de volta aos anos 90 e se teletransporte para o futuro." O primeiro projeto visual da gigante de tecnologia foi idealizado por uma brasileira, a designer Ruth Kedar. Ela lecionava nas turmas de design da Universidade de Stanford, em meados dos anos 1990, quando foi procurada pelo jovem Larry Page. Ele e o colega de classe Sergey Brin estavam começando uma nova empresa e procuravam alguém que pudesse projetar o logotipo, como lembra a designer. “A intenção era criar uma empresa como nenhuma outra, sem o desejo de seguir noções preconcebidas sobre como as coisas deveriam ser feitas. Eles não desejavam seguir os passos de nenhuma outra empresa. Mesmo sendo uma startup, eles queriam se destacar e deixar sua marca”, disse Ruth em entrevista recente ao g1. Ruth conta que Larry e Sergey sempre pensaram no projeto como algo a longo prazo. Assim, era preciso que a marca tivesse a consistência necessária para atravessar décadas. Ruth Kedar, a brasileira do interior de São Paulo que criou o logotipo do Google Arquivo Pessoal Quem é Ruth Kedar Ruth Kedar é uma brasileira designer, diretora de arte, mentora e palestrante, com trabalho reconhecido, principalmente, nos Estados Unidos. Entre o final dos anos 1920 e o início de 1930, os avós de Ruth deixaram a Polônia para escapar da perseguição enfrentada pelos judeus. “Eles estavam em busca de um refúgio seguro, uma terra onde pudessem vislumbrar um futuro mais brilhante e seguro para seus filhos”, diz ela. O Brasil foi o destino escolhido. Seguindo os costumes da época, um membro da família partiu primeiro para encontrar a cidade ideal. Campinas, no interior do São Paulo, já possuía uma pequena comunidade judaica e acabou se tornando o lar dos familiares da designer. “Meus pais eram crianças pequenas quando chegaram a Campinas e foi lá que passaram seus anos formativos, receberam sua educação, frequentaram a universidade e iniciaram suas carreiras. É onde eles se conheceram, se apaixonaram, começaram uma família e onde eu nasci”. O casal e a filha se mudaram para a capital paulista quando ela tinha 2 anos, mas continuaram visitando Campinas. “Minha infância foi preenchida com fins de semana e férias na casa de minha tia e tio, criando laços com meus primos, fazendo passeios de bonde até a loja deles na Rua 13 de Maio”. “Apesar de não morar lá, Campinas ainda parecia ser meu lar durante toda a minha infância e adolescência”. Pouco antes dos 16 anos, Ruth e a família se mudaram mais uma vez. O pai recebeu uma oferta de emprego na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e ela precisou embarcar em uma jornada de aprendizados. Novo idioma, novo alfabeto, costumes desconhecidos e uma cultura bem diferente. Apesar dos desafios, a campineira concluiu o ensino médio e foi para a faculdade. Começou a formação como arquiteta e fez cursos de design. Por um tempo, passou a ser vista como superqualificada pelas companhias do setor, enquanto as de arquitetura não tinham muito interesse nela. Acabou fundando a própria empresa. “Cinco anos depois do início de minha carreira, dois fatores decisivos convergiram: o conflito no Líbano e a tenra idade de meus filhos [então com 5 e 1 ano]. Meu marido e eu começamos a discutir a ideia de seguir nossos estudos de pós-graduação nos Estados Unidos”. Ruth Kedar, o marido e os dois filhos foram embora para a Califórnia, onde ela passou a estudar e, depois, a trabalhar na Universidade de Stanford. Também passou pela Adobe Systems, multinacional norte-americana de softwares de edição, e se tornou diretora de arte. Anos depois, abriu o próprio estúdio de design. 🏠 Nascida no Brasil, ela voltou ao país pela primeira vez aos 24 anos, com a própria família, e afirma que as visitas à terra natal, se tornaram uma tradição anual. “Sempre ficávamos na casa da minha tia em Campinas. Mesmo após todos esses anos, Campinas ainda ocupa um lugar especial em meu coração e parece ser meu lar”. União Europeia multa Google em quase 3 bilhões de euro

Palavras-chave: tecnologia

Intoxicação por metanol causa duas mortes em São Bernardo do Campo e São Paulo; 10 casos suspeitos são investigados

Publicado em: 27/09/2025 16:58

O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico Adobe Stock Duas pessoas morreram por intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas na capital paulista e em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, segundo informou o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo neste sábado (27) ao g1. Conforme o órgão, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito. Atualmente, há 10 casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. Ainda não se sabe como ocorreram as intoxicações. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista informou que a vítima em São Paulo é um homem de 54 anos, morador da região da Mooca/Aricanduva, Zona Leste da capital. Ele apresentou sintomas em 9 de setembro e morreu no dia 15. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria da Saúde, disse que atendeu um paciente no Hospital de Urgência, que morreu por suspeita de contaminação por metanol. "Ainda são aguardados exames para confirmar a contaminação. Mais informações não serão repassadas em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", disse a pasta. Nesta sexta-feira (26), o Ministério da Justiça e de Segurança Pública divulgou que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido, "notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada". Ainda conforme o Ministério, os casos são "considerados fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol" (leia a nota na íntegra abaixo). O metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. Ele já foi chamado de “álcool da madeira”, porque antigamente era obtido pela destilação de toras. Hoje, sua produção industrial é feita principalmente a partir do gás natural. Porém, embora seja usado em pequenas quantidades na natureza, podendo ser encontrado em frutas, vegetais e até produzido pelo corpo humano em baixíssimas doses, o metanol é altamente tóxico em concentrações elevadas. O que diz a Secretaria Estadual da Saúde "O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informa que, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito - um em São Bernardo do Campo e outro na capital. Atualmente, há dez casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. O CVS está apoiando e monitorando o trabalho dos Municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas. A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco". O que diz o governo federal? "Nesta sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol, no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada. O número de casos registrado, inicialmente, pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), de Campinas (SP), e encaminhado ao Comitê Técnico do SAR é considerado fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol. O Ciatox recebeu, nos últimos dois anos, casos de intoxicação por metanol a partir de consumo de combustíveis por ingestão deliberada em contextos de abuso de substâncias, frequentemente associada à população de rua. Contudo, de acordo com a notificação de hoje, a ingestão se deu em cenas sociais de consumo alcóolico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, whisky, vodka, entre outros. São registros inéditos no referido centro toxicológico. É possível haver outros casos não notificados, uma vez que nem todos os casos de intoxicação chegam aos órgãos de vigilância e controle. A ingestão acidental ou intencional de metanol leva a intoxicações graves e potencialmente fatais. O cenário de adulteração é particularmente relevante do ponto de vista de saúde pública, pois episódios dessa natureza frequentemente resultam em surtos epidêmicos com múltiplos casos graves e elevada taxa de letalidade, afetando grupos populacionais vulneráveis e exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias. Nesse sentido, requer alerta à população, considerando, inclusive, o início do fim de semana, quando há maior frequência a bares e consumo de bebidas alcóolicas. SAR - O Sistema de Alerta Rápido sobre drogas do Brasil (SAR) é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas - Sisnad, gerenciado pela Secretaria da Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid)". Sintomas e atendimento A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. Os sintomas podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma.

Palavras-chave: lgpd

Bosque dos Papagaios oferece bicicletas gratuitas para passeio nas trilhas em Boa Vista

Publicado em: 27/09/2025 15:11

Bicicletas podem ser usadas de forma gratuita no Bosque dos Papagaios, em Boa Vista (RR). Diane Sampaio/PMBV/Divulgação Para incentivar a prática de atividades físicas ao ar livre, dez bicicletas podem ser usadas de forma gratuita no Bosque dos Papagaios, no bairro Paraviana, zona Leste de Boa Vista. A iniciativa foi divulgada nessa sexta-feira (26). As bicicletas podem ser usadas nas trilhas calçadas do parque. De acordo com a prefeitura, responsável pelo bosque, um dos objetivos é ampliar as opções de lazer da população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🚴 Para utilizar as bicicletas, o visitante deve se cadastrar na administração do parque e retirar o equipamento do suporte. Após o passeio, o usuário deve trancar a bicicleta novamente e devolver a chave. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Sandro Barbot, as bicicletas são acompanhadas de capacetes e o uso é obrigatório. "A ideia é fazer com que as pessoas sejam mais acolhidas, se desconectem das tecnologias e se conectem com a natureza”, disse. LEIA TAMBÉM: Araras e papagaios fazem treinamento semanal para reaprender a voar e voltar à natureza Filhote de onça-pintada é resgatado após ser acuado por cães no interior de Roraima No espaço há animais silvestres, como araras, papagaios, tucanos, raposa, capivara, anta, veados-campeiros e mais de 90 jabuttis. 🌳 Localizado no bairro Paraviana, o Bosque dos Papagaios funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 18h em dias úteis. Aos sábados e domingos, o horário de funcionamento é das 14h às 18h. O local não abre nos dias de feriados. Além disso, é proibido entrar com animais domésticos, alimentar os animais, entrar com bebida alcoólica, consumir alimentos nas trilhas, fumar e descartar resíduos de forma irregular. Saiba os benefícios do ciclismo: Saiba quais são os benefícios para quem pratica o ciclismo Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Otan vai reforçar vigilância no Mar Báltico após novo incidente com drones na Dinamarca

Publicado em: 27/09/2025 15:08

Europa planeja "muro de drones" contra ameaças do leste A Otan afirmou neste sábado (27) que vai "reforçar ainda mais a vigilância com novos recursos na região do Mar Báltico" após os recentes incidentes com drones na Dinamarca. Em comunicado enviado por e-mail à agência de notícias Reuters, a aliança disse que os novos recursos incluem "plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de ao menos uma fragata de defesa aérea". Um porta-voz da OTAN disse que não forneceria detalhes sobre quais países estariam contribuindo com os recursos adicionais. Os novos recursos irão reforçar a missão "Sentinela do Báltico", lançada em janeiro em resposta a uma série de incidentes em que cabos de energia, links de telecomunicação e gasodutos no fundo do Mar Báltico foram danificados. A aliança também lançou este mês a missão "Sentinela do Leste", para fortalecer a defesa da fronteira oriental da Europa em resposta às incursões de drones russos no espaço aéreo polonês. Na noite desta sexta-feira (26), novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas sobre a maior base militar dinamarquesa, informou a polícia local. Os governos locais falam de um ataque da Rússia, que nega. Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou que seu país tenha envolvimento na onda de drones e prometeu reagir a qualquer agressão. O anúncio ocorre após ministros da Defesa de países do leste europeu concordarem, nesta sexta, que a criação de um "muro antidrones" é uma prioridade para o bloco. ➡️ Contexto: Os drones têm desempenhado um papel central na guerra entre Ucrânia e Rússia. O aumento da atividade desses equipamentos também intensificou as preocupações de segurança em vários países europeus. Em geral, são usados tanto para atividades de inteligência quanto para ataques (leia mais abaixo). Segundo o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, a prioridade do escudo é criar um "sistema de detecção [de drones] eficaz." O projeto deverá ser debatido por líderes da UE em cúpula que acontece em Copenhague nesta semana. O projeto prevê a criação de um sistema de rastreamento e interceptação de drones. E, embora a Otan saiba identificar ameaças de jatos e mísseis, lidar com drones é um desafio maior, avaliaram autoridades à Associated Press. ➡️ Quando os drones russos invadiram a Polônia, por exemplo, as nações da Otan mobilizaram caças e helicópteros de ataque e colocaram sistemas de defesa antimísseis em alerta. Mas nenhuma dessas opções foi projetada especificamente para combater drones. Ainda não há detalhes sobre como a muralha funcionará nem como será financiada. De acordo com o comissário europeu, os líderes pretendem começar as negociações para estruturar a política industrial e financeira do projeto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início deste mês que a Europa "deve atender ao chamado de nossos amigos bálticos e construir uma muralha de drones". Von der Leyen afirmou que 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) serão reservados para a criação de uma aliança de drones com a Ucrânia, cujas forças armadas utilizaram esses equipamentos para causar cerca de dois terços de todas as perdas de material militar sofridas pelas tropas russas. Drones na guerra entre Ucrânia e Rússia A Rússia está usando drones contra a Ucrânia porque cada um deles é “um bilhete de loteria que sempre ganha”, disse Kusti Salm, ex-alto funcionário do Ministério da Defesa da Estônia. Isso porque um drone ou atinge um alvo ou, se a Ucrânia o derruba, drena as defesas aéreas e os recursos financeiros de Kiev, já que os mísseis de defesa são mais caros do que os drones, explicou. Apesar de Rússia e Ucrânia estarem lançando cada vez mais drones, houve pouco investimento em sistemas de combate a eles. Isso ocorre em parte porque é mais fácil colocar um drone para voar do que desenvolver algo capaz de detectá-lo ou interceptá-lo. Muralha A União Europeia negou, em março, financiar uma proposta conjunta da Estônia e da Lituânia para criar um "muro antidrone". Agora, no entanto, cresce o apoio de líderes europeus a uma ideia do tipo. A criação do sistema, na prática, não será fácil. Os sistemas ainda são "muito caros", demoram a ser implementados e não podem ser produzidos em massa, disse o tenente-geral Andrus Merilo, comandante das Forças Armadas da Estônia. Diante de ataques constantes, a Ucrânia está desenvolvendo rapidamente sua própria tecnologia, incluindo drones de ataque de longo alcance e modelos menores para uso na linha de frente. Embora grandes empresas de defesa desempenhem um papel fundamental na proteção da Europa, a Letônia e alguns outros países da Otan recorreram a empresas menores para adquirir pequenos mísseis antidrone assim que estiverem em produção. Mas uma abordagem fragmentada não é o ideal. Em vez disso, a UE precisa investir mais em startups europeias, que podem acelerar a produção de defesas antidrones utilizáveis por aliados em diferentes sistemas de armas, afirmou Kusti Salm. Na Ucrânia, às vezes se passam apenas algumas semanas entre o desenvolvimento de uma nova tecnologia de drones e seu uso no campo de batalha. A Europa “não tem tempo” para esperar anos pela aquisição de equipamentos, afirmou Tomas Godliauskas, vice-ministro da Defesa Nacional da Lituânia. Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025. Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP

Palavras-chave: tecnologia

Após denúncia, TCM-PA dá prazo de 24 horas para Prefeitura de Anapu, no Pará, divulgar licitações e contratos com recursos do Fundeb

Publicado em: 27/09/2025 14:54

Prefeito de Anapu terá investigação conduzida pela Câmara Municipal O Tribunal de Contas dos Municípios do Pará determinou que a prefeitura de Anapu e a Secretaria de Educação publique, no prazo de 24 horas, documentações sobre licitações e contratos públicos de recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb), o que é obrigatório por lei. A decisão veio depois que foram constatados indícios de irregularidades, entre elas a dispensa de licitação de mais de R$ 3 milhões do fundo. O conselheiro Sebastião Cezar entendeu que, por conta da omissão da prefeitura, há perigo de dano de difícil reparação pelo prosseguimento de certames e contratações sem a transparência exigida legalmente. O TCM determinou também que Luiz Carlos Aguiar Leite (Republicanos), prefeito de Anapu, e Suzana Margareth Leite, secretária de Educação, sejam notificados sobre a medida cautelar. Em caso de descumprimento, eles podem ser multados. Os dois têm prazo de 30 dias para apresentar defesa. Na última semana, a Câmara de Anapu aprovou a instalação de uma comissão processante para apurar a conduta do prefeito, com base em uma denúncia feita pelo Sindicato dos Professores (Sintepp). Segundo a denúncia da categoria, o gestor não estaria disponibilizando informações básicas sobre licitações públicas no Portal da Transparência. Outro lado A Prefeitura Municipal de Anapu disse, em nota, que "recebeu do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a determinação de complementar o processo de alimentação do sistema com dados que, segundo o órgão, não estavam registrados de forma integral.Esclarecemos que o TCM não apontou qualquer irregularidade". A nota disse, ainda, que "a solicitação se limitou apenas ao preenchimento e encaminhamento completo das informações, visando garantir maior transparência e conformidade nos registros" e que "foi concedido o prazo de 24 horas para a atualização, o qual será rigorosamente cumprido pela gestão municipal". Também na nota, a Prefeitura de Anapu disse que "reafirma compromisso com a transparência, a legalidade e a boa gestão pública, sempre prezando pelo respeito aos órgãos de controle e, principalmente, à população anapuense".

Palavras-chave: câmara municipal

Vereador se exalta em sessão e chama ex-parlamentar de calhorda: 'Não pego na mão de bandido'; VÍDEO

Publicado em: 27/09/2025 14:45

Vereador se exalta em sessão e chama ex-parlamentar de calhorda Uma sessão da Câmara Municipal de Registro, no Vale do Ribeira, terminou em confusão após o vereador Amarildo Simoni (PSD) ofender Frederico Ribeiro Simões, o Professor Fred, ex-vereador e atual reitor de uma universidade local. O episódio foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do Legislativo e gerou repercussão. Fred estava presente como convidado para receber uma homenagem durante a inauguração do Centro de Referência Interprofissional para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (CRITEA), espaço voltado ao atendimento especializado. Ao entrar no plenário, na última segunda-feira (22), tentou cumprimentar os parlamentares, mas foi interrompido por Amarildo, que se recusou a apertar sua mão e disparou: “Não, eu não pego na sua mão. Tomar no seu c…, rapaz. Se f… Você deveria estar na cadeia. Seu calhorda”. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Na tribuna, o vereador reforçou: “Não pego na mão de bandido. Quero distância de bandido. O cara que prejudicou essa cidade não tem o meu respeito, nunca terá”. A equipe de reportagem procurou o vereador Amarildo Simoni, que optou por não se manifestar. Amarildo Simoni (à esquerda) e Frederico Ribeiro Simões, o Professor Fred, ex-vereador (à direita) protagonizaram uma discussão em uma sessão da Câmara Municipal de Registro Divulgação/TSE e Reprodução/Redes sociais  Ex-vereador se posiciona Fred afirmou que foi surpreendido pela atitude do parlamentar. Segundo ele, ao ser convidado para entrar no plenário, tinha a intenção de cumprimentar e agradecer todos os vereadores pelo reconhecimento. No entanto, ao se aproximar, Amarildo teria se recusado a cumprimentá-lo. "[Ele] desferiu algumas palavras e um palavrão à minha pessoa. Sem responder, continuei cumprimentando os demais vereadores e participando da homenagem”, disse. O reitor acrescentou que Amarildo usou a tribuna para “direcionar uma série de ofensas e inverdades” e ressaltou que as falas e acusações “precisam ser provadas” e serão tratadas por seus advogados. Sobre a imunidade parlamentar, Fred comentou: “Entendo as questões das imunidades, mas é importante que elas não sejam usadas para ataques pessoais e acusações infundadas”.  Histórico político de Fred Fred teve o mandato cassado em 2009 pela Justiça Eleitoral, após ação do Ministério Público por captação ilícita de sufrágio, envolvendo a oferta de benefícios em troca de votos durante a campanha municipal de 2008. A decisão foi reformada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em 2010, permitindo que ele continuasse na política. Em 2012, Fred enfrentou nova condenação por improbidade administrativa, confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão levou o TRE-SP a cassar seu diploma de suplente de vereador e declará-lo inelegível por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: câmara municipal

Na ONU, chanceler russo nega ataque com drones à Europa e diz que qualquer agressão da Otan à Rússia terá resposta

Publicado em: 27/09/2025 13:41

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), na sede da ONU em Nova York, EUA, em 27 de setembro de 2025 Caitlin Ochs/Reuters O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou neste sábado (27), durante a Assembleia Geral da ONU, que seu país tenha envolvimento na onda de drones que têm sobrevoado aeroportos e bases militares de países da Otan em países da Europa. Os países europeus têm responsabilizado a Rússia pelo que chama de "ataque híbrido". ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "A Rússia está sendo acusada de quase planejar um ataque à Aliança do Atlântico Norte (Otan) e aos países da União Europeia. O presidente Putin tem repetidamente desmentido essas provocações", disse ele à Assembleia Geral das Nações Unidas. Lavrov falou a um plenário mais esvaziada que o normal, mas com mais delegações que as que acompanharam a fala do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, na sexta-feira (26). O chanceler substituiu o presidente russo, Vladimir Putin, que é alvo de um mandado de prisão internacional — apesar de os Estados Unidos não serem signatários do Tribunal Penal Internacional, que emitiu o mandado, ele teria de sobrevoar países que fazer parte da Corte. No discurso, Lavrov afirmou também que "'qualquer agressão contra meu país será recebida com uma resposta decisiva". Ele se referia a ameaças da Otan de que podem responder a invasões de espaço aéreo par parte da Rússia que países da Europa têm relatado estar sofrendo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 27 de setembro de 2025. Caitlin Ochs/ Reuters Países da Otan acusam Rússia Europa planeja "muro de drones" contra ameaças do leste Em um novo episódio da "crise dos drones" que vem escalando na Europa nas últimas semanas, novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas na noite de sexta-feira (26) sobre a maior base militar da Dinamarca, informou a polícia local neste sábado (27). O episódio é o mais recente de uma série de sobrevoos de aeronaves do tipo nos céus da Dinamarca e de países da Europa nos últimos dias, que levantaram suspeitas de uma ofensiva coordenada. Os governos locais falam de um "ataque híbrido" da Rússia, que nega. Ministros da Defesa de países do leste europeu concordaram, na sexta-feira (26), que a criação de um "muro antidrones", com capacidades avançadas de rastreamento e interceptação dos equipamentos, é uma prioridade para o bloco. Os drones devem ser um dos principais assuntos da cúpula de líderes da União Europeia que acontece em Copenhague a partir de quarta-feira (1º). Também neste sábado, o ministro da Defesa da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que a ameaça de drones de origem desconhecida sobrevoando pontos estratégicos da Europa passou a ser alta. E disse que o Exército alemão, um dos mais poderosos da União Europeia, vai "tomar medidas para se defender". Na Dinamarca, os drones avistados na sexta sobrevoaram a base militar de Karup, que fica no norte do país, por "várias horas", segundo disse o policial responsável pela área, Simon Skelsjaer, à agência de notícias AFP. "Um ou dois drones foram vistos do lado de fora da base aérea e acima dela", afirmou. Skelsjaer disse que os drones não foram derrubados, mas que a polícia disse que investiga o caso com o Exército. O aeroporto de Midtjylland, perto da base, teve de fechar brevemente, acrescentou o policial. Os voos de drones começaram dias depois de a Dinamarca anunciar que adquiriria armas de precisão de longo alcance pela primeira vez, argumentando que a Rússia representaria uma ameaça "nos próximos anos". O país nórdico é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que prevê defesa de seus integrantes em casos de ataque de terceiros países. 'Muro antidrone' Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025. Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP Por conta das ameaças constantes, representantes da União Europeia pressionam a criação de "muro antidrone". Dez países da fronteira leste do bloco concordaram com a estruturação do escudo, durante reunião com membros da Ucrânia e da Otan. Segundo o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, a prioridade do escudo é criar um "sistema de detecção [de drones] eficaz." O projeto deverá ser debatido pelos líderes da UE em uma cúpula que acontece em Copenhague nesta semana. A ameaça dos drones deve estar entre os principais tópicos da agenda. "Precisamos agir rapidamente", disse Kubilius em entrevista à AFP. "E precisamos aprender todas as lições da Ucrânia e construir esse 'muro antidrones' com a Ucrânia." ➡️ Os drones têm desempenhado um papel central na guerra entre Ucrânia e Rússia. O aumento da atividade desses equipamentos também intensificou as preocupações de segurança em vários países europeus. Ainda não há detalhes sobre como a muralha funcionará nem como será financiada. De acordo com o comissário europeu, os líderes pretendem estrutura uma política industrial e financeira para o projeto. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no início deste mês que a Europa "deve atender ao chamado de nossos amigos bálticos e construir uma muralha de drones". Von der Leyen afirmou que 6 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) serão reservados para a criação de uma aliança de drones com a Ucrânia, cujas forças armadas utilizaram esses equipamentos para causar cerca de dois terços de todas as perdas de material militar sofridas pelas tropas russas. Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia já trabalhavam em uma ideia semelhante, mas em março a Comissão Europeia — braço executivo do bloco — rejeitou um pedido conjunto de Estônia e Lituânia por recursos para sua criação. O Exército dinamarquês vem colocando radares móveis perto de bases militares, com a de Amager, nos arredores de Copenhague e perto da fronteira com a Suécia (veja imagem acima). O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, afirmou nesta semana que seu país já ganhará novas capacidades para detectar e neutralizar drones. Na sexta, o governo do país anunciou que aceitou uma oferta da Suécia de fornecer sua tecnologia antidrones para a segurança da cúpula de chefes de governo europeus. Mas a Dinamarca não é o primeiro país a ser alvo de sobrevoos de drones de origem desconhecida sobre pontos estratégicos nas últimas semanas. Só em setembro, houve episódios semelhantes na Polônia e na Romênia. Mundo vive guerra de drones e corrida armamentista mais destrutiva da história, diz Zelensky na ONU Sobrevoo de drones na Dinamarca levanta suspeitas de ação coordenada contra países da Otan 'Provocação encenada' Aeroporto é fechado após presença de drones suspeitos no espaço aéreo da Dinamarca A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou em uma mensagem de vídeo na quinta-feira (25) que o país foi "vítima de ataques híbridos", referindo-se a uma forma de guerra não convencional, apontando diretamente para a Rússia. "Há um país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e esse país é a Rússia", declarou. Moscou rejeitou "firmemente" qualquer envolvimento nos incidentes na Dinamarca. A Embaixada da Rússia em Copenhague chamou os eventos de "provocação encenada" em uma mensagem publicada nas redes sociais. O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, declarou no início desta semana que o objetivo desses ataques era "semear o medo, criar divisões e nos assustar".

Palavras-chave: tecnologia

ADPF 709: entenda como decisão do STF define futuro de Terras Indígenas após operações contra invasores no Pará

Publicado em: 27/09/2025 13:15

Imagens de satélite mostram presença de desmatamento na TI Trincheira-Bacajá, no Pará Reprodução / ISA O Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu, por unanimidade, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 para conclusão de operações federais de retirada de invasores em Terras Indígenas, as chamadas desintrusões. Segundo indígenas do Pará, a aprovação encerra efeitos de ações consideradas fundamentais para garantir operações de proteção das terras indígenas. Na decisão, publicada neste sábado (27), o ministro relator Luís Roberto Barroso determinou, entre outros pontos, que uma sala de situação, criada durante a pandemia de Covid-19, deve ser mantida para avaliar as operações; e que a Controladoria-Geral da União (CGU) continue elaborando relatórios semestrais de monitoramento. No Pará, um ano e meio após o governo federal anunciar a conclusão da desintrusão da Terra Indígena Trincheira Bacajá, no sudeste do estado, o povo Mẽbengôkre-Xikrin denuncia que o território continua sofrendo com invasões e pressões ilegais. A TI já esteve entre as mais desmatadas do país. No PA, retirada de invasores é marcada por tensão nas duas terras indígenas mais desmatadas do Brasil Um relatório elaborado pela Rede Xingu+, com base em relatos das comunidades e monitoramento via satélite, aponta a existência de seis frentes ativas de exploração, envolvendo extração de madeira, grilagem de terras, abertura de ramais e até loteamento ilegal da área, mesmo após a desintrusão. Desde a determinação do ministro Barroso, o governo federal empreendeu as seguintes operações de desintrusão: TI Yanomami (em curso); TI Kayapó (concluído em 2025); TI Apyterewa (concluído em 2024); TI Trincheira Bacajá (concluído em 2024); TI Karipuna (concluído em 2024); TI Munduruku (concluído em 2025); TI Sai-Cinza (concluído em 2025); TI Araribóia (concluído em 2025); TI Uru-Eu-Wau-Wau (em execução). Garimpo funcionando há mais de uma década no território indígena Trincheira Bacajá, município de Altamira. PF/Ascom "A desintrusão não acabou" De acordo com a Rede Xingu+, invasões avançam inclusive em regiões que nunca foram alvo de operações, com o é o caso da chamada "Estrada do Mogno", no sudoeste da TI Trincheira Bacajá. Segundo as denúncias, invasores abriram estrada ilegal e promovem queimadas para formação de pastagens. Há ainda relatos de ocupantes armados que ameaçam os indígenas. Para a antropóloga pesquisadora do Instituto Socioambiental (ISA) Luísa Molina, "há áreas que, segundo os indígenas, ainda não foram totalmente desintrusadas, mas mesmo assim houve avanço nos últimos anos". "Há três anos atrás a gente não tinha esperança de que essas desintrusões pudessem acontecer. Então celebramos a conquista que a ADPF representa e os esforços do governo. Mas também nos preocupamos com o momento posterior e, principalmente, com alguns aspectos do processo de desintrusão que ainda precisam ser aprimorados", explica. Outras áreas, como o nordeste e o norte do território dos indígenas Xikrin, concentram denúncias de extração de madeira "esquentada" sob falsos projetos de manejo e de um suposto esquema de grilagem por meio de loteamento e venda ilícita de terrenos dentro da terra indígena. Já na Vila Sudoeste, no sudeste da TI, desmatamentos e novos ramais ilegais foram registrados mesmo após a operação de retirada, realizada por órgãos federais. O levantamento alerta que o avanço simultâneo dessas frentes invasoras pode dividir a terra indígena ao meio, isolando áreas e abrindo caminho para a consolidação da grilagem em larga escala. O que isso tem a ver com a ADPF 709 A TI Trincheira Bacajá foi uma das áreas contempladas diretamente pela decisão liminar do STF na ADPF 709, ajuizada em 2020 pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). A ação obrigou o governo a adotar planos emergenciais contra a Covid-19 e a realizar desintrusões de terras pressionadas por invasões e crimes ambientais. A operação feita na Trincheira Bacajá foi oficialmente concluída em março de 2024, mas, segundo a denúncia, deixou lacunas que se tornaram novas frentes de expansão ilegal. Segundo os indígenas, o quadro evidencia a preocupação das lideranças com o julgamento concluído em Brasília. Para eles, com o STF encerrando a ADPF, sem estabelecer mecanismos permanentes de atuação do Estado, haveria riscos de aumento das invasões e de insegurança para os povos indígenas. Em maio deste ano, a APIB havia alertado o tribunal sobre falhas nos planos do governo para o chamado "pós-desintrusão", apontando a falta de presença contínua de órgãos fiscalizadores e de ações efetivas de recuperação ambiental nos territórios. Ofícios foram enviados a órgãos como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e à Polícia Federal. O governo federal se manifestou por meio da Casa Civil - (veja posicionamento completo ao final da reportagem). O que os indígenas pedem Diante do avanço dos invasores, a Rede Xingu+ e o povo Mẽbengôkre-Xikrin exigem uma nova resposta dos órgãos federais responsáveis pela proteção dos territórios. Eles reivindicam a retomada imediata das ações de fiscalização, a destruição dos ramais ilegais e a criação de bases de proteção permanentes dentro da TI Trincheira Bacajá, especialmente nas áreas que ficaram de fora da operação inicial. Para os indígenas, a decisão do STF sobre a ADPF 709 pode ditar o futuro da proteção territorial. Sem a ação judicial em vigor, o receio é que os casos de reocupação e crimes ambientais se ampliem, colocando em risco tanto a integridade da terra indígena, que soma 1,6 milhão de hectares nos municípios de Altamira, Anapu e São Félix do Xingu, quanto a segurança do povo Mẽbengôkre-Xikrin. Indígenas da etnia Xikrin, no Pará Evandro Corrêa/OLiberal O que diz o governo Em nota, a Casa Civil da Presidência da República, que coordena as operações, disse que "ações de desintrusão no âmbito da ADPF 709, do STF, são realizadas de forma integrada pelo Governo do Brasil com a participação de mais de 20 órgãos federais" e que elas "contam com medidas de fiscalização e segurança pública que envolvem planejamento para durante e depois das operações, com a implementação de programas de sustentabilidade para fortalecer a vigilância e garantir o não retorno dos invasores". A nota ressalta que "a referida ação foi ajuizada em 2020 e, somente em 2023, no atual governo, as operações de desintrusão se iniciaram efetivamente, com a apresentação de planos de trabalho de cada terra indígena homologados pelo STF". De acordo com a Casa Civil, recentemente, o relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso, elogiou o trabalho do governo na proteção das comunidades indígenas. "O processo de desintrusão engloba diversas frentes como investigação, inteligência e fiscalização, realizadas por órgãos especializados, como ABIN, Polícia Federal, IBAMA, FUNAI, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal, entre outros. O objetivo é claro: proteger os habitantes indígenas da região e combater atividades criminosas', afirma a nota. De acordo com a Casa Civil, ao concluir etapas ostensivas de combate aos ilícitos nas TIs, as equipes de fiscalização e segurança pública são mobilizadas para garantir a manutenção dos resultados das desintrusões, com a elaboração de Planos de Manutenção de responsabilidade do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). "O Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas, criado pelo Decreto 11.702/2023, também faz parte das ações articuladas para garantir a presença do Estado, a segurança dos povos indígenas e o usufruto exclusivo do território". A nota diz, ainda, que o Ministério dos Povos Indígenas conduz o Programa de Consolidação da Posse Indígena (PCPI), que contempla um conjunto de medidas integradas que incluem o fortalecimento da vigilância comunitária, a prevenção de reinvasões, a proteção do território e o incentivo à gestão autônoma dos recursos naturais". "Com acompanhamento periódico e sistematizado, o PCPI prevê também a ampliação da infraestrutura básica nas aldeias, o apoio a atividades produtivas sustentáveis e a articulação de políticas públicas que garantam condições efetivas de permanência, respeitando os modos de vida e a organização social de cada povo", aponta. No caso da TI Trincheira Bacajá, o governo informou que "possui equipes locais coordenadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) voltadas ao monitoramento e à proteção do território" e que "essas equipes estão distribuídas em três bases no interior da TI: a Base Operacional Trincheira Bacajá, localizada na região sul, nas proximidades da Vila Plano Dourado, município de São Félix do Xingu (PA); a Base Tuerê, situada próxima à Vila Cachimbinho, município de Anapu (PA); e a Base Anapu, na região sul da TI, também no município de Anapu". Segundo a nota, "as três estruturas foram implantadas estrategicamente para assegurar presença permanente, garantir monitoramento contínuo e oferecer suporte às ações de fiscalização e proteção territorial". Na TI Trincheira Bacajá, o governo também afirma que o MPI acompanha as equipes de fiscalização, inteligência, segurança e monitoramento, além de receber e qualificar denúncias, validar informações em campo e construir planos operacionais conjuntos com os órgãos de competência fiscalizatória. Como exemplo, a Casa Civil cita que "a Portaria MJSP nº 1.008, de 25 de agosto de 2025, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nas Terras Indígenas Trincheira Bacajá e Apyterewa, em apoio às atividades e serviços das equipes responsáveis pela proteção territorial". A nota conclui afirmando que "o MPI também promove, em diversos outros territórios indígenas, o projeto Ywy Ipuranguete – Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas, que destinará recursos estratégicos para o monitoramento ambiental e o fortalecimento da governança indígena"; e que "todas as iniciativas, somadas à presença reforçada das forças de segurança, são essenciais para manter os criminosos longe dos territórios indígenas e criar alternativas sustentáveis, reduzindo a vulnerabilidade das comunidades à cooptação por atividades ilegais". VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

Palavras-chave: vulnerabilidade

Três horas e meia após a oferta, transplante de fígado em Sorocaba mobiliza equipe médica em tempo recorde

Publicado em: 27/09/2025 12:22

Um transplante mobilizou em tempo recorde a equipe médica de um hospital de Sorocaba (SP) enquanto a série de reportagens "Amor que salva", da TV TEM, era gravada. O paciente foi avisado, foi ao hospital e já estava pronto no centro cirúrgico quando o órgão chegou, após três horas e meia da oferta. Foi um momento único para nós. Eu, que já passei por isso, nunca imaginei toda essa correria no dia do meu transplante. Nesta série de reportagens da TV TEM, apresentada pela jornalista Mayara Corrêa, que é transplantada, conheça como um "sim" pode mudar a vida de alguém por intermédio do Sistema Nacional de Transplantes de Órgãos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Transplante de fígado mobilizou em tempo recorde a equipe médica de um hospital de Sorocaba (SP) Reprodução/TV TEM Enquanto a reportagem era gravada no Hospital Unimed Sorocaba, surgiu a oferta de um fígado. Do momento da ligação até a chegada do órgão, passaram-se três horas e meia. Nesse intervalo, o paciente foi avisado, chegou ao hospital e a equipe se organizou para a cirurgia. Quando o carro da Central de Transplantes estacionou, o paciente já estava pronto no centro cirúrgico. Initial plugin text A movimentação que hoje é intensa quase parou em 2020, com o início da pandemia de coronavírus no Brasil. Na época, os transplantes foram diretamente afetados: faltavam leitos nos hospitais e as doações de órgãos caíram drasticamente. Número de doações de órgãos diminui na pandemia de coronavírus Em 2019, o Banco de Olhos de Sorocaba realizava cerca de 180 transplantes de córnea por mês. Em abril de 2020, esse número caiu para apenas sete. Com isso, a fila de espera cresceu e a chance de cirurgia ficou mais distante para milhares de pacientes. Em 2025, mais de 33 mil pessoas aguardam por transplantes de córnea no Brasil. Em Sorocaba, o Banco de Olhos voltou ao ritmo de cirurgias que tinha antes da pandemia — e bateu recorde. Em julho, foram realizados 296 transplantes de córnea, o maior número da história da instituição. Edil Vidal de Souza, superintendente do Banco de Olhos de Sorocaba Reprodução/TV TEM Edil Vidal de Souza, superintendente do Banco de Olhos de Sorocaba, explica como foi possível alcançar o recorde e comenta os desafios enfrentados desde o início da pandemia. "Nós tivemos que redesenhar todos os nossos processos e conseguimos superar isso. Diferentemente do resto do país, nós conseguimos achar uma saída, mudamos o perfil dos profissionais que atuavam, eles passaram a trabalhar mais por produção. Um caminho que deu certo e está sendo replicado. Através da telemedicina agilizamos muito os atendimentos de quem precisa fazer essa avaliação, porque atendemos pacientes do país todo". Angústia e esperança Mayara Corrêa precisou de transplante de fígado por causa de uma doença autoimune chamada colangite Reprodução/TV TEM A angústia de quem espera por um transplante começa no momento em que o paciente recebe a notícia de que precisa do procedimento para sobreviver. No meu caso, a indicação veio após os medicamentos não conseguirem controlar uma doença autoimune chamada colangite. Minha pele ficou amarelada, um sinal típico de problemas hepáticos. Glauco Perticarrari, cirurgião especializado em transplante de fígado, foi quem me deu a notícia de que eu precisaria entrar na lista. Lembro do quarto, da conversa, do cuidado. E como é para o médico transmitir essa notícia? "Dar essa notícia é sempre emocionante. Ela traz esperança, mas também ansiedade e muitas dúvidas. O paciente sabe que vai enfrentar uma cirurgia complexa, depender de uma lista e do gesto altruísta de alguém que decidiu doar. É um momento delicado, mas necessário. Porque, quando chegamos a esse ponto, a doença já está comprometendo a qualidade de vida e colocando a vida em risco", responde Glauco. Todos os pacientes transplantados com quem conversei — e também os que ainda esperam — destacam a importância do acompanhamento psicológico. No meu caso, esperei quase quatro meses e contei com o apoio da psicóloga Driéli Fernanda, da equipe multidisciplinar. Ela e meu marido foram as primeiras pessoas que vi ao acordar da cirurgia. Mayara e a psicóloga Driéli Fernanda Reprodução/TV TEM “Num primeiro momento, o paciente lida com a frustração: ‘Por que comigo? O que fiz de errado?’”, explica Driéli. “Ninguém está preparado para receber um diagnóstico grave. A psicologia entra justamente nesse processo de aceitação.” Ela conta que, depois da entrada na fila, surgem outros desafios: a espera, a perda de autonomia, a mudança na autoimagem. “Não sabemos quando o órgão vai chegar. Só temos esperança de que seja logo.” Em uma conversa, Driéli me perguntou: “Você já parou para pensar que vai receber o órgão de alguém? O que acha disso?” Respondi que não queria pensar. Ela insistiu: “Você precisa refletir sobre isso. Muitos pacientes acreditam que alguém precisa morrer para que o transplante aconteça. Mas com você, aprendi que não é bem assim.” “Em algum momento, esse pensamento aparece: ‘Estou desejando um órgão... então estou desejando que alguém morra?’”, diz a psicóloga. “Mas não sabemos quando o nosso momento vai chegar. Não está sob nosso controle. Aquela pessoa quis doar, quis salvar uma vida. Ou a família decidiu doar para ajudar alguém.” Ela completa: “A perda é irreparável, mas o coração se aquece ao saber que outra pessoa vai viver com o órgão de alguém tão amado que partiu.” Referência Carlos Alberto Caniello, diretor do Hospital Unimed Sorocaba – Miguel Soeiro Reprodução/TV TEM Transplantes são cirurgias complexas, que exigem estrutura adequada e equipes altamente qualificadas. Quando o órgão implantado não funciona, o paciente é mantido na UTI com suporte de aparelhos e passa a ser prioridade nacional na lista de espera. No Hospital Unimed Sorocaba – Miguel Soeiro, são realizados seis tipos de transplantes: fígado, rim, córnea, medula óssea e músculoesquelético. Em número de transplantes de fígado, o hospital fica atrás apenas do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Trabalhamos com qualidade e tecnologia, mas o diferencial está na assistência. Temos médicos altamente qualificados, profissionais de enfermagem e uma equipe multidisciplinar preparada para realizar transplantes com excelência”, destaca o diretor Carlos Alberto Caniello. ❤️🏥 Amor que salva Reportagem e apresentação: Mayara Corrêa Imagens: Fábio Modesto Edição de imagem: Mônica Silva Edição de arte: Mariele Santos Edição de texto web: Eric Mantuan Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Ex-morador em situação de rua passa em concurso público e recomeça vida em Araras

Publicado em: 27/09/2025 11:57

Cresce número de pessoas que deixaram as ruas em Araras Com acolhimento, apoio e, principalmente, a vontade de recomeçar, Celso Gonçalvez, 47 anos, está prestes a escrever um novo capítulo de sua vida. Após passar 17 anos em situação de rua, ele se prepara agora para tomar posse em um cargo público conquistado por concurso, em Araras (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Celso é uma das pessoas atendidas pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua “Dr. Narciso Gomes” (Centro POP), e um exemplo de superação de quem conseguiu sair da vulnerabilidade social e recomeçar a vida. Neste ano, 20 pessoas saíram da situação de rua em Araras, com a ajuda do trabalho conjunto do Centro Pop, Casa de passagem, Instituto de Difusão Espírita (IDE), Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (CAPS AD), entre outros. " Meu pior momento foi em São Paulo. Cheguei a ficar 2 meses na Cracolândia. Ali você está com um pé no inferno e outro na sepultura", disse. Celso Gonçalves é ex-morador em situação de rua e passou em concurso público em Araras (SP) EPTV Leia também: SOLIDARIEDADE: Voluntário ajuda ex-morador de rua a recuperar emprego e família em Matão SUPERAÇÃO: Após 14 internações, ex-morador de rua supera vício e abre fábrica de chocolate no interior de SP VIOLÊNCIA: Morador de rua é perseguido e agredido na cabeça por dois homens em São Carlos Superação e trabalho Celso já passou por diversos estados brasileiros e sobreviveu à Cracolândia. Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Brasília estiveram em seu itinerário durante o tempo em que viveu nas ruas. O ex-morador de rua lembra que um pedido de ajuda a uma assistente social na Cracolândia mudou a sua vida. "Ela foi um anjo que Deus colocou para eu poder sair dali. Não queria mais a rua", contou. Após isso, ele começou a ser acompanhado pelo Centro Pop de Araras, e agora se prepara para ser um servidor público concursado. Ele passou em um concurso público e em breve deve ser chamado para trabalhar de servente. Desejo de mudança O coordenador do Centro Pop, Sidinei de Pontes enfatiza que o desejo da pessoa de mudar é o fator principal, complementado pela rede de serviços e de apoio. "O primeiro fator é o desejo da pessoa de sair dessa situação de rua, e depois tem uma rede de serviço por trás disso. Sem uma rede de apoio fica difícil para essas pessoas retornarem ao convívio social. E Araras hoje a gente tem esse suporte e estamos vendo muitos resultados positivos e com histórias maravilhosas", disse. A conquista de Celso foi comemorada pelo Centro Pop. Lá, os acolhidos recebem apoio direto de um orientador social e de estagiários de psicologia da Fundação Hermínio Ometto (FHO) para estudos. Para o coordenador, a inclusão profissional é uma das principais transformações para a nova etapa de vida. "O trabalho de preparação para o concurso, que incluiu estudo e acompanhamento contínuo, foi um exemplo de como o apoio especializado pode transformar vidas”, comentou o coordenador. Recomeço e luta A trajetória de Márcia Fonseca, de 44 anos, foi de muito sofrimento e luta. Ela passou por dependência química, vulnerabilidade social e se emociona ao lembrar o que já viveu. Márcia se emociona com o atual momento e está muito feliz com a vida nova em Araras (SP) EPTV "Mulher na rua é muito amedrontado na parte da noite, sabe? Se tiver sozinha, para comer, para tomar banho, é muito dificultoso, é muito difícil. Já teve tentado estupro, mas eu consegui correr e me defender. Mas já fui agredida. Eu vi que droga, bebida, ia me levar mais abaixo. É cadeia ou cemitério", disse. Hoje, ela se sente feliz em sua casa alugada e com a possibilidade de cozinhar e ter o que comer. O que para muitos pode ser algo simples, para ela é uma conquista e tanto. "Agora eu tenho meu cantinho, né? Minha casinha, mesmo alugada, mas está ali, é minha. Tenho minhas coisas, onde eu posso fazer minha comida, e posso comer. Eu sofri muita humilhação. Não quero isso nunca mais", comentou. O coordenador a Centro Pop reforça que o por trás de uma pessoa em situação de rua, existe o ser humano que precisa de ajuda e ser respeitado. "A pessoa está em situação de rua, ela é um ser humano, ela tem a sua dignidade, seus desejos. A gente tem que respeitar isso. Se você quer ajudar uma pessoa em situação de rua, converse com ela, encaminhe ela para um serviço especializado, para ela ser tratada com dignidade. Isso é muito importante", conclui. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Justiça Federal aplica multa se Governo do Pará não explicar programas de EaD

Publicado em: 27/09/2025 11:29

Sede da Seduc-PA, em Belém. Agência Pará A Justiça Federal estabeleceu multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 1 milhão, ao Estado do Pará caso não cumpra uma ordem judicial de fornecer explicações sobre a execução dos programas de ensino médio com mediação tecnológica, como o Sistema Educacional Interativo (SEI) e o Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep). A decisão, do último dia 23 de setembro, foi proferida após o Ministério Público Federal (MPF) protocolar uma manifestação informando o descumprimento de ordem judicial anterior, de junho deste ano. Por telefone, a assessoria do Ministério da Saúde informou que apura internamente o caso. O g1 solicitou nota do Governo do Pará, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem. Segundo o MPF, a Justiça reiterou a intimação para que o Estado do Pará apresente, no prazo de 15 dias, as informações solicitadas anteriormente, sob pena de incidência da multa. O não cumprimento da decisão deve-se à ausência de esclarecimentos sobre o panorama dos programas de Educação a Distância (EaD) ou com mediação tecnológica, ainda de acordo com o MPF. A Justiça entendeu que o Estado do Pará deve fornecer esclarecimento detalhado sobre a situação atual do SEI, informando: se o programa permanece em execução, quais escolas e localidades estão sendo atendidas, e quais os critérios técnico-administrativos adotados para a implementação. As determinações levam em consideração a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelece que o ensino médio deve ser ofertado de forma presencial, e que o ensino mediado por tecnologia só é admitido excepcionalmente. Além disso, a Justiça determinou que sejam fornecidas informações precisas sobre a alegada substituição do SEI pelo Cemep. O governo paraense deve apresentar os atos normativos que regulam a criação, funcionamento e expansão do Cemep, o rol atualizado das escolas e comunidades atualmente atendidas por esse centro e os critérios adotados para a implementação, considerando também os parâmetros de excepcionalidade estabelecidos pela LDB para a oferta de ensino mediado por tecnologia. Entenda A determinação do fornecimento dessas informações tem intuito de permitir a análise do pedido de decisão urgente formulado pelo MPF e pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em uma ação que busca a suspensão e expansão desses programas em comunidades tradicionais e rurais. A ação aponta que é "ilegal a oferta de ensino médio pelo estado do Pará por meio do SEI em comunidades tradicionais e rurais". O MPPA e o MPF argumentam que o modelo do SEI (ou Cemep) não atende às especificidades dessas comunidades, violando a legislação da Educação do Campo. O MPF tem alertado que o estado do Pará está expandindo a metodologia de ensino telepresencial, inclusive para comunidades indígenas, como a Aldeia Itapeyga, na Terra Indígena Parakanã, no ano letivo de 2025. Uma nota técnica recente do Ministério da Educação (MEC), juntada pelo MPF ao processo este ano, conclui que não há amparo legal para a oferta de educação escolar indígena, quilombola, do campo e de comunidades tradicionais por meio da modalidade a distância ou suas variações. A nota técnica evidencia uma mudança na postura da própria União Federal, que anteriormente havia defendido a legalidade do projeto. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

Palavras-chave: tecnologia