Arquivo de Notícias

Quem é o CEO da Kodak, filho de costureira e zelador, que tenta resgatar ícone da fotografia da falência

Publicado em: 29/10/2025 04:02

O CEO da Kodak que tenta resgatar ícone da fotografia da crise Desde que a Kodak saiu da falência, em 2013, o executivo James Continenza, de 63 anos, assumiu a presidência da empresa, com a missão de recolocar nos trilhos uma das marcas mais icônicas da história da fotografia e que perdeu espaço com a popularização das câmeras digitais e dos smartphones. O executivo, de origem ítalo-americana, filho de uma costureira e de um zelador, costuma circular pessoalmente pelas fábricas da Eastman Kodak, que hoje emprega cerca de 4 mil pessoas, segundo o jornal britânico Financial Times. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? “Quando você anda por lá, encontra gente da classe trabalhadora, feliz em te ver e conversar com você”, disse em entrevista ao Financial Times nesta semana. “Muitos funcionários de grandes empresas passam 30 ou 40 anos sem nunca conhecer o CEO. Isso, para mim, é inacreditável.” Continenza construiu sua carreira recuperando companhias em crise. Passou por empresas de telecomunicação como AT&T e Lucent e se especializou em “turnaround” — o processo de reerguer negócios em dificuldade. Entrou no conselho de administração da Kodak a convite dos credores, em 2013. Foi nomeado presidente executivo do conselho em 2019, e CEO da empresa em julho de 2020. Desde então, trocou o escritório pelas visitas a clientes, fornecedores e unidades de produção. Ao Financial Times, o executivo contou que, quando chegou à empresa, a burocracia era enorme e as decisões demoravam demais. “Levava dias para marcar uma reunião com meus diretores e semanas para que cada divisão apresentasse informações básicas, como quem eram seus principais clientes”, afirmou. “Era como dirigir um carro vendado.” O executivo disse, ainda, que atualmente reduziu a hierarquia e centralizou decisões em um grupo menor de executivos. “Simplificamos tudo. Cada área foca no que faz melhor”, contou ao jornal britânico. Jim Continenza, presidente da Kodak. Divulgação/Kodak Continenza afirmou, ainda, que um dos momentos mais marcantes de sua gestão foi uma visita que fez ao Museu George Eastman, em Rochester, estado de Nova York, onde está localizada a sede da companhia. Lá, viu câmeras inovadoras criadas pela Kodak — mas que nunca tiveram sucesso comercial. “Gastamos milhões nesses projetos e tivemos pouco retorno. Eu preferia ter investido esse dinheiro nos funcionários e acionistas”, disse ao Financial Times. Do auge à queda A trajetória da Kodak começou em 1879, quando George Eastman registrou sua primeira patente para uma máquina de revestimento de chapas. Em 1888, lançou sua primeira câmera por US$ 25 (R$ 134,23 na cotação atual), com o slogan: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Durante o século XX, dominou o mercado mundial de filmes e câmeras, tornando-se um símbolo da era analógica. Câmeras Kodak Instamatic: Lançadas em 1963, as câmeras Instamatic usavam filmes em cartucho de fácil carregamento, tornando a fotografia amadora mais acessível e popular. Divulgação Mas, ironicamente, foi uma tecnologia criada dentro da própria empresa — a fotografia digital, em 1975 — que iniciou seu declínio. A Kodak demorou a apostar nesse novo modelo de negócio e perdeu espaço rapidamente. Nos anos 1990, as vendas despencaram, e em 2012 a companhia pediu falência, com dívidas de cerca de US$ 6,75 bilhões (R$ 36 bilhões). Em 1975, Steven Sasson, enquanto trabalhava na Kodak, inventou a primeira câmera digital do mundo Divulgação A partir de 2020, a Kodak diversificou suas atividades e passou a produzir também insumos farmacêuticos a pedido do governo dos EUA. Hoje, mantém a fabricação de filmes para cinema, produtos químicos industriais e licencia sua marca para diferentes itens de consumo. Mesmo assim, o peso das dívidas continua sendo um desafio. Em junho, a empresa informou que não tem recursos suficientes para quitar cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) em débitos. O relatório financeiro da companhia reconheceu que essa situação “levanta dúvidas” sobre sua capacidade de manter as operações no longo prazo. No segundo trimestre deste ano, a Kodak registrou prejuízo de US$ 26 milhões e queda de 1% na receita em relação a 2024. Plano de recuperação Para reduzir custos e tentar estabilizar as contas, a Kodak encerrou seu antigo plano de previdência privada — que era superfinanciado — e criou um novo modelo para os funcionários atuais. Parte do dinheiro liberado será usada para pagar dívidas. Segundo o Financial Times, Continenza espera concluir esse processo, conhecido como “reversão da previdência”, até o ano que vem, e diz ter alternativas de financiamento caso o cronograma atrase. Segundo ele, ainda levará cerca de dois anos para que a estratégia de recuperação seja totalmente executada. Atualmente, a empresa concentra seus investimentos em três frentes: impressão comercial, materiais e produtos químicos avançados — como revestimentos para baterias e antenas — e farmacêutica, com a produção de reagentes aprovados pela agência americana FDA, a Anvisa dos Estados Unidos. Além disso, mantém a produção de filmes analógicos, que voltaram a ser procurados por fotógrafos e cineastas, e continua licenciando a marca Kodak para outros produtos. Segundo Continenza, cerca de 90% da reestruturação da companhia já foi concluída. “Quando terminar, vou sair”, afirmou ao jornal britânico. “Aí será a hora de outra pessoa assumir e levar a Kodak para o próximo capítulo.” Logo da Kodak Divulgação

Palavras-chave: tecnologia

É possível fazer dinheiro sem destruir a natureza? Da borracha ao cosmético, a Amazônia mostra que é possível

Publicado em: 29/10/2025 04:01

O que as empresas estão fazendo para produzir riqueza causando menos impacto ambiental? Há quem diga que meio ambiente e economia não andam juntos, mas o Brasil quer provar o contrário. Na COP30, conferência da ONU sobre o clima que acontece em Belém, o país pretende se apresentar como um exemplo de economia verde. 🔴 O desafio é enorme: a Amazônia Legal concentra 60% do território brasileiro, abriga a maior floresta tropical do planeta — e, ainda assim, responde por apenas 10% do PIB nacional. Além disso, é também uma das regiões com maior desigualdade do país, onde quase metade da população vive em situação de pobreza. Por outro lado, é justamente ali que está o maior potencial de uma nova economia: a que usa os recursos da floresta sem destruí-la. Estudos apontam que, se ganhar escala, a bioeconomia pode adicionar R$ 40 bilhões ao PIB da Amazônia Legal até 2050 e gerar mais de 800 mil novos empregos. O g1 visitou projetos que mostram, na prática, como a floresta pode gerar riqueza sem desmatamento. Neste texto, você vai conhecer: Veja, a marca de tênis que escolheu produzir no Brasil Natura, a empresa brasileira que une cosmético e bioeconomia A floresta capaz de gerar bilhões Como isso pode impactar quem vive na Amazônia A francesa que escolheu o Brasil Diferentemente de outras marcas internacionais, a produção da Veja é feita no Brasil. A maior parte das marcas internacionais está na Ásia, conhecida pela produção mais barata, seja pelo custo da mão de obra ou por ter menos exigências ambientais. Foi em uma viagem pela Amazônia que dois amigos franceses decidiram que o Brasil seria sua sede. A proposta da empresa era conciliar rentabilidade e redução de impacto ambiental. François Morillion, cofundador da Veja, explica que o primeiro ponto era a borracha, matéria-prima base para os tênis. Na Amazônia, a seringueira é parte do bioma, não sendo necessário intervir em uma área para explorar o material. O único lugar do mundo em que a borracha não é plantada é a Amazônia. A gente queria usar a borracha como uma maneira de manter a floresta em pé e foi o que fizemos. Borracha da Amazônia é matéria-prima da Veja Divulgação Usando borracha e algodão brasileiros, eles investiram em um modelo de comércio justo. ➡️ A ideia era que as famílias fornecedoras fossem bem remuneradas para não dependerem de outras atividades que poderiam causar desmatamento, como o corte de árvores ou a criação de gado. Segundo o cofundador François Morillion, a empresa afirma pagar mais de três vezes o preço médio da borracha. O nosso preço não se regula com o mercado, mas com o custo de produção e de vida de quem entrega o produto. Antes, essas pessoas seriam remuneradas só pela borracha. Hoje, o preço leva em conta o tempo de trabalho e o custo da preservação. A Veja diz monitorar por satélite as áreas de onde seu material vem e repassa aos produtores de áreas preservadas um valor adicional como bônus. 💰 E como fazer isso mantendo a competitividade e a escala? François responde: não há uma ambição de grande escala na Veja. Hoje, a empresa produz 3,5 milhões de pares por ano, vendidos em mais de 60 países. Marcas como Adidas e Nike, por exemplo, fabricam centenas de milhões por ano. Na contramão de gigantes que estão na Ásia, Veja escolheu o Brasil para produzir Divulgação 💰 Segundo a empresa, os preços se mantêm competitivos porque não há investimento em publicidade. Os tênis da Veja custam a partir de R$ 500, o que se aproxima dos valores das marcas concorrentes — mesmo pagando mais pela produção. François explica que isso é possível porque a marca não investe em publicidade, na contramão das demais — um custo que normalmente representa a maior fatia do preço de um produto. A Veja se fez conhecida pelo que está por trás de como a gente produz. Nós não fizemos nenhuma campanha, mas estamos em países pelo mundo, nos pés da realeza e até de atores de Hollywood. Ninguém recebeu nada por isso. O que nos levou foram as nossas escolhas para a marca. Atualmente, a empresa completa 20 anos de mercado, está presente em mais de 60 países e movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano. Um caso de empresa que expandiu operações mantendo compromissos sociais e ambientais. Cosmético e bioeconomia A maior empresa de cosméticos do país é a Natura, que vem avançando no mercado com a bioeconomia. A Natura tenta demonstrar que empresas de grande porte podem adotar práticas sustentáveis. 🌱 Há mais de duas décadas, a empresa atua na Amazônia. Em seus projetos, usa o conhecimento ancestral de quem vive na floresta para conhecer melhor os ingredientes, investir em pesquisa e desenvolver produtos a partir deles. Um exemplo é o da ucuuba, uma árvore da Amazônia que esteve ameaçada de extinção pelo interesse em sua madeira, leve e clara. Antes da chegada da empresa à região, essas árvores eram derrubadas e a madeira vendida para fabricar, principalmente, cabos de vassoura. 🔴 Isso causava dois problemas: desmatamento e pouco retorno financeiro para quem vive na região. O que as comunidades não sabiam é que o verdadeiro valor estava, na verdade, na ucuuba de pé. Durante pesquisas em 2004, a Natura descobriu que as sementes têm uma manteiga natural capaz de proporcionar hidratação profunda para a pele. Segundo a empresa, em um ano de atuação na região com a compra de ucuuba, foi possível preservar uma área equivalente a 150 campos de futebol. Isso mudou a exploração na região e ajudou a proteger uma espécie ameaçada — já que a qualidade do produto depende da qualidade da semente. Isso multiplicou em quatro vezes o patamar de renda das famílias e está contribuindo para a conservação da floresta em pé. É um caso que mostra o sucesso e o impacto que a preservação tem na economia. Outro exemplo é o do açaí, base alimentar do Norte. Na produção, o suco é extraído da fruta, mas o caroço é descartado — o que gera um problema ambiental, já que a região produz milhares de toneladas de resíduos por ano. Com pesquisas em laboratório, a Natura descobriu que o caroço tem potencial antioxidante e passou a usá-lo em uma linha de produtos. O diretor de pesquisa avançada da empresa, Rômulo Zamberlan, explica que o investimento em ciência é parte essencial da estratégia. Eu vejo ciência e tecnologia como um motor de transformação do desenvolvimento sustentável, especialmente na Amazônia. Veja o que foi possível fazer com pesquisa: transformamos um resíduo de baixíssimo valor agregado, que era um problema para a região, em um bioativo potente para uso cosmético. O modelo segue o princípio da bioeconomia, que tem como base o uso sustentável dos recursos naturais para gerar renda, inovação e desenvolvimento local. Hoje, a empresa calcula que suas cadeias produtivas impactam 2 milhões de hectares na Amazônia. No último trimestre, anunciou lucro de R$ 195 milhões. É possível gerar riqueza respeitando a natureza e sem gerar impacto ambiental. Casos como o da Natura e de outras empresas que operam levando o valor econômico para a manutenção da floresta em pé são a agenda que precisa ser escalada para fazer a diferença no mundo. A floresta capaz de gerar bilhões O potencial econômico da floresta vai muito além da borracha, do algodão e das sementes. Existe uma vasta lista de produtos compatíveis com a floresta -- ou seja, cuja extração mantém as árvores em pé — e que já têm mercado internacional. No entanto, isso ainda é pouco explorado. Uma análise do projeto Amazônia 2030 analisou dados de exportação que mostram que entre 2017 e 2019 empresas sediadas na região da floresta exportaram uma lista de 64 produtos que não estão ligados à extração de madeira. Juntos, esses produtos geraram uma receita anual de US$ 298 milhões, um valor que parece expressivo — até se comparar com o mercado global desses mesmos itens, que movimenta US$ 176,6 bilhões. ➡️ A fatia amazônica, portanto, é de apenas 0,17% desse total. Alguns números evidenciam o tamanho do potencial ainda não aproveitado: 💵 Enquanto o mundo exporta US$ 1,5 bilhão em pimentas, a Amazônia responde por US$ 108 milhões. 💵 Na pesca e piscicultura tropical, a diferença é ainda maior: US$ 33 milhões contra um mercado global de US$ 4,1 bilhões. (Veja a lista completa no gráfico abaixo) A mensagem por trás desses dados é clara: o que falta não é recurso natural, mas investimento, pesquisa e infraestrutura para transformar a biodiversidade amazônica em riqueza de forma sustentável. Explorar esse potencial pode ser uma das chaves para mudar o perfil econômico da Amazônia e fazer com que a floresta em pé valha mais do que derrubada. O desafio da Amazônia Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta e concentrar uma das maiores biodiversidades do mundo, a Amazônia Legal ainda representa apenas 10% do PIB nacional. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estrutura produtiva da região é dominada pelo setor de serviços (30%), seguido pela indústria (24,6%), agropecuária (16,7%) e administração pública (17,5%) — esta última ainda exerce papel decisivo em boa parte das economias locais. Essa composição reflete a realidade de quem vive na região: os moradores da Amazônia ganham menos do que a média nacional. A renda média dos trabalhadores formais é de cerca de R$ 2,3 mil por mês, contra R$ 2,7 mil no restante do país. A desigualdade também é mais profunda. Quase metade da população (46,2%) vive em situação de pobreza, e 8% em extrema pobreza. Para especialistas, esse cenário reforça a urgência de enxergar a floresta em pé não como obstáculo, mas como fonte de desenvolvimento e prosperidade para o país.

Palavras-chave: tecnologia

Show do Imagine Dragons altera o trânsito no centro de Brasília nesta quarta

Publicado em: 29/10/2025 02:01

Imagine Dragons encerra show com sucesso 'Believer' O show da banda Imagine Dragons em Brasília, na quarta-feira (29), vai causar alterações no trânsito no centro da capital. Segundo o Detran, agentes vão atuar no controle do tráfego a partir das 15h, nas imediações do estádio Mané Garrincha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A abertura dos portões do estádio será às 16h e o show começa às 21h. Alterações no trânsito Foto do Mané Garrincha e do vocalista do Imagine Dragons Reprodução Veja as alterações no trânsito, segundo o Detran: Via N1 Na altura do Planetário e na via de contorno do estádio, haverá sinalização para a travessia de pedestres e para impedir o estacionamento irregular. Via N2 Na altura da rotatória de acesso a via de contorno do Mané Garrincha, haverá uma área de embarque para carros de aplicativo. Na entrada principal de automóveis, haverá uma área destinada a táxis. O estacionamento do Planetário será reservado aos vendedores ambulantes. Dispersão As ações de dispersão vão começar às 22h. Na altura do estacionamento rotativo, os veículos da saída A serão direcionados para a via N1, enquanto os que saírem pela B seguirão no sentido do Colégio Militar. A rotatória da Curva do Chinelo, próxima ao Complexo Aquático Cláudio Coutinho, ficará bloqueada. Na via N2, serão feitas interdições com o objetivo de direcionar o tráfego para o Eixo Monumental. O cruzamento da via N2/W3 Norte, próximo ao Brasília Shopping, será fechado. LEIA TAMBÉM: ENTENDA: Por que fazer 'piada' sobre bomba ou itens proibidos em aeroportos também é crime? VEJA DETALHES: Evento sobre tecnologia, inovação e negócios recebe Alok e Fabrício Carpinejar em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

New World tem desenvolvimento encerrado após demissões em massa na Amazon

Publicado em: 29/10/2025 01:47 Fonte: Tudocelular

A Amazon Games confirmou o fim do desenvolvimento de New World, seu popular MMO. A Temporada 10 e a atualização Nighthaven, lançadas recentemente, serão os últimos conteúdos disponibilizados para o jogo no PC e nos consoles, conforme confirmado pela empresa ontem (28). O jogo permanecerá online durante o próximo ano, e a Amazon avisará com pelo menos seis meses de antecedência antes de realizar qualquer alteração que afete sua jogabilidade. Para conferir a nossa análise de New World, clique aqui.A confirmação vem logo após uma grande onda de demissões na empresa, que teria afetado pelo menos 14.000 empregos, incluindo um número significativo de profissionais da desenvolvedora de New World, a Amazon Games Orange County.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Apple poderá utilizar telas OLED no MacBook Air, iPad Air e iPad mini

Publicado em: 29/10/2025 00:43 Fonte: Tudocelular

A Apple prepara melhorias significativas para suas linhas MacBook Air, iPad mini e iPad Air, como a introdução de telas OLED, de acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, uma fonte de informação confiável a respeito da gigante de Cupertino. A empresa testa versões de cada dispositivo com painéis de diodo orgânico emissor de luz (OLED), que oferecem cores mais ricas, maior contraste e melhor eficiência do que as telas LCD atuais.Segundo Gurman, essa mudança faz parte do plano mais amplo da Apple de expandir a tecnologia OLED em toda a sua linha de produtos, indo além do iPhone e do Apple Watch. A Apple também desenvolve um chassi redesenhado para o iPad mini, com resistência à água e sistema de alto-falantes aprimorado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Montes Claros auxilia atingidos pela seca na zona rural

Publicado em: 29/10/2025 00:02

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Defesa Civil e em parceria com o Governo de Minas, está realizando ações de ajuda humanitária em 26 comunidades rurais do município. O objetivo é levar água e cestas básicas para famílias duramente afetadas pela seca que assola a região norte do Estado no período de abril a novembro, provocando escassez de água, produção e até mesmo de alimentos. A ação, dentro do Plano Municipal de Distribuição de Água Potável (PMDA) está em execução desde 17 de setembro. A ação emergencial tem garantido a entrega de cestas básicas e água potável para a população que está passando por insegurança hídrica no período de estiagem. Estão sendo entregues 972 mil litros de água potável, distribuídos por meio de caminhões pipas, que levam até 14,5 mil litros por viagem cada. Para as famílias em situação de maior vulnerabilidade a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e kits de limpeza tem sido fundamental para amenizar os efeitos da seca. Cerca de 2.000 moradores estão sendo atendidos pela ação de ajuda humanitária emergencial e pontual, que não deve ser confundida com benefício assistencial contínuo, assegurando condições mínimas de saúde, dignidade e higiene às famílias. Ações Preventivas Paralelamente à ajuda humanitária para aqueles que não estão conseguindo gerar a própria renda em função da escassez hídrica, a Defesa Civil está desenvolvendo, em parceria com o Corpo de Bombeiros, vistorias em áreas com histórico de inundações na cidade para reduzir riscos e ampliar a proteção da população frente aos impactos das chuvas, que devem voltar já no mês de novembro. “Estamos realizando as vistorias em parceria com o Corpo de Bombeiros e já adotando com a Secretaria de Serviços Urbanos e com a Secretaria de Infraestrutura ações preventivas para amenizar os efeitos da chuva. A cidade tem recebido importantes obras estruturantes como redes de drenagem, recuperação de bocas de lobos, entre outras”, afirma o secretário de Defesa Civil, Anderson Chaves. Em 2025, já foram executados cerca de 2km de rede de drenagem nos bairros Vila Brasília, Vila Mauricéia, Sagrada Família, Santo Antônio, Panorama, Vila Real e Vila Campos. Há previsão para execução de obras de drenagens também nos bairros Alice Maia e José Corrêa Machado. Além disso, foi realizada a limpeza de 919 bocas de lobo, de onde foram recolhidos 112.019 quilos de resíduos. CERCA DE DOIS MIL MORADORES ESTÃO SENDO BENEFICIADOS PELA AÇÃO Secretaria Municipal de Defesa Civil/SECOM-PMMC

Palavras-chave: vulnerabilidade

Drones-bomba no Rio: CV dominou tecnologia com ajuda de militar da Marinha, mostrou Fantástico

Publicado em: 29/10/2025 00:01

Facções usam drones para avançar na briga por controle do tráfico de drogas do Rio de Janeiro Criminosos usaram drones para lançar bombas contra policiais durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram os objetos sobrevoando os policiais e lançando as granadas. Não há informações sobre feridos após os lançamentos. “É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones”, declarou o governador Cláudio Castro (PL). O uso de drones pelo Comando Vermelho já era monitorado pela polícia. Há um ano, o Fantástico mostrou que um militar da Marinha ajudou a facção a adaptar equipamentos para lançar explosivos, num esquema que unia tecnologia militar e o tráfico de drogas. REVEJA A REPORTAGEM NO VÍDEO ACIMA. Na época, a Polícia Federal prendeu o cabo Rian Maurício Tavares Mota dentro de um quartel em Niterói. Ele foi apontado como responsável por desenvolver dispositivos capazes de acoplar granadas aos drones e por treinar criminosos no uso dos aparelhos durante ataques a grupos rivais. Segundo as investigações, o militar usava os drones também para monitorar deslocamentos da polícia e repassar informações estratégicas ao Comando Vermelho. Na casa dele, a PF encontrou um bunker subterrâneo preparado para esconderijo e sobrevivência por vários dias. “Nós precisamos comprar o dispensador, chefe. É um dispositivo que bota no drone, que ele libera a granada, entendeu? Sendo que vem um cabinho segurando no pino, né? Bota o pino no drone e a granada nesse dispositivo”, diz o criminoso em áudio interceptado pela PF. O interlocutor do militar é Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho. Na época, os investigadores afirmaram que o caso não era isolado e que outras apurações da PF já haviam identificado traficantes de diferentes facções no Rio usando drones adaptados para lançar granadas. Em uma das conversas interceptadas pela investigação, do dia 2 de fevereiro de 2024, Rian enviou para Doca um vídeo que mostra o uso de drones para lançar explosivos na Guerra da Ucrânia e oferece fazer um sistema parecido para atacar criminosos rivais. Policiais morrem e outros são baleados em megaoperação no Alemão e na Penha Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre a megaoperação no Rio de Janeiro EDITORIAL: Operação expõe limite estadual no combate ao crime Criminosos usavam drones para monitorar rivais. TV Globo/Reprodução Granada acoplada em drone TV Globo/Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

Huawei Mate 80 RS Ultimate pode trazer zoom aprimorado, novo visual e mais

Publicado em: 28/10/2025 23:05 Fonte: Tudocelular

Atualização (29/10/2025) - MR O Huawei Mate 80 RS Ultimate Design pode chegar como o modelo Mate mais caro deste ano devido a tecnologias inovadoras de zoom. A fabricante chinesa estaria em estreita colaboração com seus fornecedores para tornar seu próximo flagship ainda melhor em termos de imagem. Segundo o informante Digital Chat Station, a Huawei prepara grandes melhorias para o zoom do Mate 80 Pro Plus e do RS Ultimate Design. Os novos sensores já foram testados e devem vir equipados nos modelos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Caprichoso e Garantido abrem inscrições para novas toadas do Festival de Parintins 2026

Publicado em: 28/10/2025 22:40

Bumbás Caprichoso e Garantido Aguilar Abecassis Os bois-bumbás Caprichoso e Garantido abriram oficialmente os editais para a seleção de toadas que farão parte dos álbuns oficiais do Festival Folclórico de Parintins 2026. A oportunidade é voltada a compositores que desejam ver suas músicas ecoando no Bumbódromo, durante um dos maiores espetáculos culturais do país. Veja abaixo como concorrer. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Como participar Caprichoso 💙 O Boi Caprichoso lançou, nesta segunda-feira (20), um edital com inscrições gratuitas até 15 de dezembro de 2025, pelo e-mail caprichososelecaotoadas2026@gmail.com. As toadas devem se enquadrar nas categorias Galera, Genéricas ou Boi-Bumbá (Evolução), exaltando a força e o sentimento da Nação Azul e Branca. O edital é destinado a compositores maiores de 18 anos identificados com o boi e não estabelece limite de canções selecionadas. A avaliação será realizada pelo Conselho de Artes e Conselho Musical do Caprichoso, tanto em Parintins quanto em Manaus. Cada toada escolhida receberá um prêmio de R$ 5 mil e será incluída nas plataformas digitais do bumbá. Além da seleção principal, o edital institui o Prêmio Raimundinho Dutra, que vai premiar as três toadas mais executadas ou interagidas nas plataformas digitais até 20 de junho de 2026, com valores de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente. 📄 Confira o edital completo aqui Garantido ❤️ O Boi Garantido lançou, no domingo (19), o edital de toadas do álbum “Parintins: Portal do Encantamento”. Entre as novidades, o documento limita a três autores por toada e proíbe o uso de inteligência artificial na criação musical. Cada composição selecionada receberá R$ 6 mil. O edital também institui o Troféu Toada do Ano 2026, que será concedido à música mais executada em plataformas como Spotify, Deezer e YouTube. As inscrições vão até 20 de novembro de 2025 e podem ser feitas de forma eletrônica ou presencialmente no Curral Lindolfo Monteverde, em Parintins. O edital completo está disponível nas redes sociais oficiais do Boi Garantido. Segundo o presidente Fred Góes, o lançamento antecipado busca oferecer tempo e tranquilidade para que os compositores criem com qualidade. “Queremos dar tempo e tranquilidade aos nossos compositores para criarem com qualidade, inspiração e alinhamento ao tema do próximo espetáculo”, afirmou. 📄 Confira o edital completo aqui Tradição e renovação Com os editais, Caprichoso e Garantido dão início à corrida criativa que define o som do Festival de Parintins 2026, estimulando novos talentos e mantendo viva a tradição das toadas. Festival de Parintins: conheça a cidade vermelha e azul dos bois Garantido e Caprichoso

Palavras-chave: inteligência artificial

Honor GT 2 pode trazer tela OLED de 165 Hz, bateria de 9.000 mAh e mais

Publicado em: 28/10/2025 22:22 Fonte: Tudocelular

Atualização (29/10/2025) - MR Na última segunda-feira (27), o OnePlus 15 e o OnePlus Ace 6 foram lançados como os primeiros celulares da marca com suporte a taxa de atualização de 165 Hz. Segundo rumores, o OnePlus Ace 6 Turbo chegará até o final do ano com a mesma tecnologia. Um novo vazamento alega que a OnePlus não será a única a lançar aparelhos com taxa de atualização de 165 Hz. Um informante diz que a linha Honor GT 2 também terá celulares com tela semelhante.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Shopping de Salvador oferece aulões gratuitos de preparação para o Enem; saiba como participar

Publicado em: 28/10/2025 21:53

Imagem ilustrativa de jovem estudando para o Enem reprodução O Shopping Paralela, localizado na Avenida Luís Viana Filho, em Salvador, irá oferecer dois aulões de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O "Viradão Enem" é gratuito e acontecerá entre 3 e 6 de novembro. Os aulões serão ministradas na Praça Central do shopping e contarão com a participação de mais de 30 professores. Serão 17 disciplinas revisadas durante as aulas, que acontecerão ao vivo, em formato de show. As aulas acontecerão nos três turnos durante todos os dias do evento. Os interessados em participar das revisões podem se inscrever para o "Viradão do Enem" por meio do Sympla. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro em todo o Brasil. No primeiro dia, as provas serão de Redação; Linguagens, códigos e suas tecnologias; e Ciências Humanas e suas tecnologias. No segundo fim de semana, ocorrerão as provas de Matemática; e Ciências da Natureza e suas tecnologias. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: PrEP pelo SUS na Bahia: veja como ter acesso ao medicamento Mutirão oferece serviços de conciliação jurídica e serviços gratuitos no interior da Bahia Metrô oferece vagas de estágio e emprego exclusivas para mulheres na área de manutenção em Salvador; veja como se inscrever Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia💻

Palavras-chave: tecnologia

Homem causa tumulto em UBS e morre após tentar atacar guarda em Santa Bárbara, diz prefeitura

Publicado em: 28/10/2025 20:47

UBS do Mollon, em Santa Bárbara d'Oeste Câmara Municipal de Santa Bárbara d'Oeste Um homem morreu após causar pânico em Unidade Básica de Saúde (UBS), fugir do local e entrar em confronto com a Guarda Civil Municipal (GCM), em Santa Bárbara d'Oeste (SP), segundo a prefeitura. A administração municipal informou que o homem é morador de Hortolândia (SP) e procurou a UBS do Mollon para atendimento médico queixando-se de mal-estar, onde foi prontamente atendido e medicado. "Enquanto era medicado, passou a demonstrar agitação e agressividade, atingindo um soco em sua namorada e tentando acertar chutes em uma profissional da UBS. Também armou-se de mesa e capacete para novas agressões, causando pânico em todos os presentes, até ser contido por pacientes que estavam na recepção da unidade", acrescentou a prefeitura. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Também conforme o governo municipal, ao ser informado que a Guarda foi acionada, o homem fugiu da UBS e procurou abrigo na casa da namorada, em frente à unidade. "Tão logo a Guarda Municipal chegou ao local, o homem foi chamado em abordagem e, em ato contínuo, tentou atacar o guarda, que, em legítima defesa, usou de arma não letal", completou a administração. O homem foi socorrido pela Guarda e levado ao Pronto-Socorro Dr. Afonso Ramos, mas não resistiu. O caso foi encaminhado para registro na Polícia Civil. A prefeitura informou que lamenta e apura o ocorrido por meio de procedimentos internos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Comissão adia análise da MP que prevê mudanças no setor elétrico

Publicado em: 28/10/2025 20:40

Um pedido de vista coletiva (mais tempo para análise) suspendeu, nesta terça-feira (28), a análise do relatório da medida provisória que propõe mudanças estruturais no setor elétrico. A discussão será retomada nesta quarta-feira (29), às 11h. Entre os principais pontos da proposta estão: a fixação de um teto para os gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), com correção anual pelo IPCA a partir de 2027; e a abertura gradual do mercado livre de energia, permitindo que todos os consumidores, inclusive residenciais, possam escolher de quem comprar eletricidade — algo hoje restrito a grandes empresas. A MP perde a validade no dia 7 de novembro. O que é a CDE A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é um fundo setorial que financia políticas públicas do setor elétrico. Criada por lei, ela custeia ações como: a tarifa social para famílias de baixa renda; o programa Luz para Todos; a geração de energia em áreas isoladas; subsídios a fontes renováveis; e compensações a microgeradores, como consumidores que produzem energia solar. Principais mudanças propostas O relator da MP, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou o parecer nesta terça e informou ter acolhido 109 das mais de 400 emendas apresentadas por parlamentares. Segundo ele, a votação deve ocorrer na próxima semana no Senado. Teto para a CDE Braga propõe um limite máximo de arrecadação para as despesas da CDE — exceto as que se destinam a políticas públicas. O teto começará a valer a partir de 2027, com base no orçamento real da CDE de 2025. O valor estimado para 2024 é de R$ 49,2 bilhões, mas o relator destacou que o montante não deve ser integralmente utilizado. Para eventuais insuficiências de recursos, o texto cria o Encargo de Complemento de Recursos (ECR), que será financiado pelos beneficiários da própria CDE, na proporção do benefício obtido. Ficam isentos do pagamento do ECR: beneficiários do Luz para Todos; consumidores de baixa renda; beneficiários da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC); custos administrativos da CDE, CCC e da Reserva Global de Reversão (RGR); e perdas de energia em estados cujas capitais não estavam ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) até 9 de dezembro de 2009. Abertura do mercado livre de energia O relatório prevê que todos os consumidores poderão, de forma escalonada, escolher o fornecedor de energia elétrica. O cronograma de implantação será: até 24 meses após a sanção da MP, para consumidores industriais e comerciais; até 36 meses, para os demais consumidores. O texto também cria a figura do Supridor de Última Instância (SUI) — empresa responsável por garantir o fornecimento emergencial de energia em caso de falhas ou interrupções. Armazenamento de energia O parecer inclui sistemas de armazenamento no planejamento da expansão da rede elétrica, com regras de remuneração e acesso para estimular o uso de tecnologias que aumentem a flexibilidade e a segurança do sistema. Braga propõe incentivos fiscais para sistemas de baterias de armazenamento de energia (BESS), incluindo isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI, além de redução a zero da alíquota de importação desses equipamentos até 2026, antecipando os efeitos da reforma tributária de 2027. O texto fixa ainda um limite de renúncia fiscal de R$ 1 bilhão, monitorado por relatórios bimestrais da Receita Federal. Caso o teto seja atingido, a isenção será automaticamente extinta no mês seguinte, após audiência pública no Congresso, seguindo o modelo do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). Comercialização de gás pela PPSA O relatório também autoriza que a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) possa comercializar o gás natural da União, com o objetivo de reduzir tarifas e incentivar o desenvolvimento industrial.

Palavras-chave: tecnologia

Educação, calor e crise ambiental: secretário de Belém defende integração de políticas, aponta riscos e soluções às vésperas da COP

Publicado em: 28/10/2025 20:14

Secretário de Educação de Belém, Patrick Tranjan. Cauê Diniz / Imprensa B3 O secretário de Educação de Belém, Patrick Tranjan, afirmou nesta terça-feira (28), durante evento em São Paulo que discutiu educação e clima, que a luta contra as mudanças climáticas na capital paraense exige ações integradas entre políticas públicas e planejamento urbano. Na participação dele em um painel no evento organizado pela ONG Todos Pela Educação, ele apresentou um diagnóstico estrutural das vulnerabilidades da cidade, destacando que apenas 20% da população tem ligação com microdrenagem e esgoto em casa, enquanto 53% vive em favelas na capital menos arborizada do país, fatores que segundo ele elevam os riscos nas escolas em relação ao clima. Segundo Tranjan, os principais gargalos da educação na cidade, ligados ao clima, são a alta exposição ao calor com a baixa arborização e também a precariedade de saneamento e moradia. Ele citou ainda projeções de que Belém pode se tornar a cidade mais quente do mundo até 2050. Em entrevista ao g1, ele disse que enfrentar a crise climática na área da educação exige ações intersetoriais e planejamento urbano, e não apenas ajustes em currículos escolares; e também comentou que as soluções precisam envolver as áreas de Planejamento Urbano, Infraestrutura e o Legislativo. A arborização e os padrões construtivos, por exemplo, influenciam diretamente o conforto térmico das escolas, mas escapam da competência exclusiva da educação. “Empurrar demandas ambientais para a escola, sem redesenho urbano e apoio institucional, tende a produzir pouco efeito prático no curto prazo”, afirmou. Tranjan também advertiu sobre os limites da abordagem puramente pedagógica. Inserir o tema climático nos currículos e nas formações de professores é importante, mas os resultados são lentos e só aparecem após anos, segundo ele. Ações e engajamento comunitário Mesmo reconhecendo os desafios, o secretário destacou ações em andamento para aumentar a resiliência das escolas de Belém. Segundo ele, o município tem usado como referência técnicas aplicadas em desastres no Rio Grande do Sul e investido em mobilizações comunitárias com alunos e moradores. Entre as iniciativas estão mutirões de arborização e coleta de lixo aos fins de semana, com participação de estudantes e famílias. Tranjan afirma que essas atividades têm gerado “mudanças culturais perceptíveis”, ainda sem avaliação técnica formal, mas que ele considera importantes para construir uma consciência ambiental coletiva. Plano diretor Em entrevista ao g1, Patrick Tranjan acumula duas secretaria, sendo também titular do Planejamento. Ele defendeu uma ampla revisão do plano diretor da cidade, incorporando o meio ambiente e o clima como diretrizes centrais da gestão urbana. “Isso é um tema muito sério. Precisa ser endereçado de maneira séria também”, disse. Crianças 'embaixadoras' No âmbito escolar, a Secretaria de Educação criou o projeto “embaixadores de educação”, que envolve alunos de todas as idades nas ações ambientais. Cada turma possui um estudante representante que participa de reuniões na secretaria e ajuda a disseminar práticas sustentáveis nas escolas. A proposta busca que os alunos não sejam apenas receptores, mas também protagonistas na construção da política pedagógica voltada ao clima. Segundo Tranjan, o debate ambiental deve atravessar todas as disciplinas ao longo da educação básica. “(A discussão sobre clima nas escolas) Não pode ser apenas dentro de uma aula de geografia, em 45 minutos uma vez na vida, e depois nunca mais”, afirmou. COP 30 Com a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), Belém pretende apresentar boas práticas da rede municipal, afirma o secretário. As atividades escolares regulares foram suspensas durante o evento climático, por questões de segurança, mas algumas escolas receberão visitantes internacionais interessados em projetos de educação ambiental. Entre elas a Escola Bosque, que antes era administrada de forma independente, com a Fundação Escola Bosque, extinta na gestão atual de Igor Normando (MDB). A medida causou polêmica e gerou manifestações contrárias de educadores. Questionado pelo g1, Tranjan disse que a Fundação Escola Bosque foi extinta para reduzir custos administrativos, mas o modelo pedagógico e o corpo docente continuam mantidos. O valor economizado, segundo ele, está sendo usado na maior reforma da história da unidade. Além da Escola Bosque, referência no ensino aliado à preservação ambiental, outras escolas também devem ser palcos de agenda na COP 30, principalmente na região das ilhas de Belém, incluindo o Combu, o distrito de Cotijuba e outras como Ilha Grande, Jamasi e Jutuíba. “Belém tem muitas coisas boas a mostrar, mas também muitos desafios. As cidades amazônicas não são árvores; há pessoas que moram embaixo dessas árvores, há grandes cidades construídas aqui. E isso precisa ser compreendido”, disse.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cidade do Paraná fica ilhada após fortes chuvas e prefeito estima prejuízo em torno de R$ 2 milhões

Publicado em: 28/10/2025 20:03

Cidade do Paraná fica ilhada após fortes chuvas Goioxim, na região central do Paraná, ficou ilhada após fortes chuvas que atingiram a cidade nesta terça-feira (28). Segundo o prefeito Eder dos Santos (PSB), os estragos causaram um prejuízo estimado em torno de R$ 2 milhões. Conforme a Defesa Civil, 66 casas da área urbana foram atingidas e 80% das comunidades da área rural ficaram ilhadas. A chuva em Goioxim, que possui 6.566 habitantes, começou por volta da meia-noite, se estendeu ao longo do dia e parou em torno das 18h. Durante a manhã, a ponte sobre o rio Juquiá foi inundada. Ela é o principal acesso da cidade, que fica próximo a PR-364. Até a última atualização desta reportagem, parte da pista estava bloqueada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maringá no WhatsApp A cidade não possui estação meteorológica, segundo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Contudo, em Cantagalo, que fica a 35 quilômetros, choveu cerca de 78 milímetros. Conforme apurado pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, muitos moradores perderam tudo. Mailson José Cordeiro conta que muitos tiveram que se ajudar durante o alagamento. "Estava feio a água e super alagado. Os vizinhos ali estavam com a casa cheia d’água ali. Estava crítica a situação. Todo mundo se ajudando e ajudando o outro, dando apoio, né? Erguendo as coisas dos vizinhos ali que entraram água", contou o morador. Ruas e estradas de Goioxim ficaram alagadas nesta terça-feira (28). Prefeitura de Goioxim Segundo o prefeito, um força-tarefa foi montada no ginásio de esportes da idade para receber as famílias que perderam os pertences durante o alagamento. "As famílias do interior a dificuldade maior é de deslocamento. Tem vários pontos em que os bueiros rodaram, as pontes foram embora, estradas estão em péssimas condições depois dessas fortes chuvas. O pessoal da cidade é mais necessidades básicas: roupas, colchões, comida, água potável, haja visto que até a própria rede de distribuição de água foi prejudicada.[...] A gente orienta essas pessoas que estão impactadas, que procurem a assistência social ", disse o prefeito. Um poste quebrado durante as chuvas na cidade também deixou alguns moradores sem energia elétrica. Em nota, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) disse que equipes de campo da companhia trabalham no restabelecimento da energia de 53 unidades consumidoras de Goioxim. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informou que os poços voltaram a operar totalmente, porém a chuva também causou estragos na rede de distribuição. "Equipes da Sanepar estão em campo trabalhando nos reparos, e a previsão é a de que por volta das 20 horas, o abastecimento esteja restabelecido em pelo menos 80% da cidade. Não havendo novas intercorrências, o abastecimento deve normalizar gradativamente até o fim da noite nas demais regiões", informou a Companhia. Leia também: Estradas: Criança sem cadeirinha é ejetada de carro em acidente que matou casal Entenda: Mulher vai à Unidade de Saúde e descobre que foi declarada morta Vídeo: Ferry boat encalha em banco de areia no litoral do Paraná VÍDEOS: mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Campos Gerais e Sul.

Palavras-chave: tecnologia