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Adolescentes criam submarino premiado que une impressão 3D e lA para medir tilápias

Publicado em: 07/12/2025 06:00

Adolescentes criam submarino premiado que une impressão 3D e lA para medir tilápias Três adolescentes de Campinas (SP) desenvolveram um submarino que utiliza inteligência artificial (IA) para realizar a biometria de tilápias, que consiste na medição e monitoramento desses peixes para a produção. Premiado na 4ª edição do Prêmio Ciência para Todos, o projeto realiza o processo de forma menos invasiva, mais rápida e econômica, segundo os estudantes. Chamada de “FishVision”, o projeto começou a ser desenvolvido em 2024 pelos estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Bento Quirino. Uma das alunas envolvidas, Flávia Lemos, explica que o submarino foi desenvolvido com o objetivo de facilitar o trabalho dos piscicultores, profissionais responsáveis pela criação de peixes. Ela argumenta que o uso de IA torna a biometria mais precisa nas medições, o que pode resultar, por exemplo, em maior economia de ração. “Já estamos no segundo protótipo. Vamos iniciar o protótipo final agora, para já começar os testes. Queremos abrir uma startup para comercializar nosso projeto, e ajudar piscicultores de todo o Brasil”, diz a adolescente. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 🐟 Como funciona o submarino? Submarino feito com impressora 3D tem objetivo de ajudar piscicultores Bruna Azevedo/g1 O protótipo do submarino foi elaborado com uma impressora 3D. Ele é equipado com uma câmera e um sensor capaz de medir as imagens captadas. Para que o submarino se movimente, um motor elétrico aciona uma peça localizada na parte traseira, permitindo o controle da direção debaixo d'água. Os alunos também desenvolveram um centro de controle para observar as imagens captadas debaixo d'água e controlar a movimentação do veículo. Uma câmera e um sensor acoplados ao submarino fazem a medição das tilápias e, em seguida, cruzam os dados com uma base de informações sobre a espécie, elaborada pelos próprios alunos. LEIA TAMBÉM: Por que escola para cientistas no interior de SP vai na contramão do Brasil e forma 9 em cada 10 alunos 'Máquina do tempo' na Amazônia: g1 entrou em megaestrutura criada por cientistas para simular clima de 2060 Biometria de tilápias? O estudante Leonardo Biancalana, que também participou do projeto, descreve a biometria de tilápias como um conjunto de medições físicas voltadas para o monitoramento das condições ambientais e do crescimento dos peixes. Ele explica que a medição é feita manualmente, o que exige a captura dos peixes. Eles são mantidos vivos, mas podem ser feridos durante o manejo. A partir da biometria, é possível regular a quantidade necessária de ração, acompanhar o desenvolvimento dos peixes e corrigir fatores ambientais no sistema de criação. Segundo o aluno, o FishVision defende uma biometria menos invasiva aos peixes com uso de inteligência artificial. "Nosso primeiro protótipo foi inspirado no modelo Riachuelo, da Marinha. Já o segundo foi desenvolvido com foco na praticidade de impressão e montagem. Ele possui os mesmos recursos do anterior, mas com melhorias que facilitam o trabalho dos piscicultores”, relata Leonardo. Letícia Dalpoz, outra integrante do grupo, diz que a ideia surgiu com a ajuda da mãe, que comentou com um conhecido sobre a vontade da filha em participar de um projeto científico e recebeu a sugestão de trabalhar com a biometria de tilápias. "Nunca imaginei nada disso. Eu não sabia nada sobre tilápias, mas esse conhecido da minha mãe, que trabalha na área, comentou sobre as dificuldades em realizar a biometria", afirma Letícia. Estudantes desenvolvem submarino que mede tilápias por meio de IA Bruna Azevedo *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: inteligência artificial

Soltura de mosquitos com Wolbachia reduz casos de dengue em mais de 60% em Campo Grande, aponta estudo

Publicado em: 07/12/2025 06:00

Estudo da wolbachia na capital Um estudo brasileiro publicado pela revista The Lancet, uma das principais publicações científicas do mundo, mostrou que a soltura em massa de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia reduziu em mais de 60% os casos de dengue em Campo Grande (MS) entre 2020 e 2024. Essa foi a primeira vez que a tecnologia foi aplicada como política de saúde pública em larga escala pelo governo federal. A pesquisa acompanhou a cidade entre dezembro de 2020 e dezembro de 2023, período em que mais de 100 milhões de mosquitos com Wolbachia foram liberados em todos os bairros. A bactéria impede que o inseto transmita dengue, zika e chikungunya. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Resultado considerado “promissor” Segundo o médico infectologista Julio Croda, um dos coordenadores do estudo, o impacto é direto na saúde pública do estado. “Significa muito: uma redução de mais de 60% dos casos de dengue em 2024, associada à política pública de controle vetorial, que teve apoio do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul e Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande”, afirma. Croda destaca que, pela primeira vez, a estratégia pôde ser testada como política pública em uma cidade inteira e deu certo. “Essa tecnologia da Wolbachia pode ser escalável para outros municípios e outras situações epidemiológicas, principalmente para reduzir casos de dengue, zika e chikungunya”, diz. Como a Wolbachia funciona A Wolbachia é uma bactéria presente naturalmente em mais de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. No projeto, cientistas introduzem a bactéria no mosquito. Ela passa de geração em geração e coloniza o intestino do inseto, impedindo que ele transmita vírus como dengue, zika e chikungunya. Por que Campo Grande teve tanto sucesso De acordo com Croda, fatores ambientais foram decisivos para que Campo Grande se tornasse referência internacional. “Depende muito das condições ambientais, de temperatura e clima. Campo Grande tem uma situação muito favorável para a reprodução desses mosquitos infectados e, por isso, o sucesso na redução de casos”, explica. O estudo mostrou que 89% das áreas da cidade atingiram prevalência estável da bactéria, nível considerado suficiente para interromper surtos. A prevalência média final foi de 86,4%. Expansão deve alcançar mais da metade da população brasileira Com os resultados, o Ministério da Saúde já planeja ampliar a estratégia. Campo Grande foi uma das primeiras cidades a adotar o método, ao lado de Foz do Iguaçu, Petrolina e Belo Horizonte. Segundo Croda. “Depois desses resultados, o governo federal já tem o compromisso de ampliar o acesso a essa tecnologia para outros municípios do Brasil. Dentro de cinco anos, com a nova fábrica de produção desses mosquitos, esperamos que mais de 50% da população brasileira tenha acesso à ferramenta.” Detalhes do estudo Foram analisados dados de dengue entre 2008 e 2024. Os bairros foram divididos em três categorias: não tratados, parcialmente tratados e totalmente tratados. A redução foi significativa apenas onde a Wolbachia se estabilizou acima de 60%. A queda na incidência foi de 63,2%, segundo o modelo estatístico aplicado. Após a intervenção, não houve novos grandes surtos semelhantes aos observados antes da liberação dos mosquitos. Campo Grande se destaca nacionalmente Em 2024, o Brasil ultrapassou 6 milhões de casos prováveis de dengue, recorde histórico. Mesmo assim, Campo Grande foi a única capital da região Centro-Oeste com menos de mil casos prováveis, segundo dados oficiais, resultado compatível com a alta cobertura da Wolbachia. Próximos passos O Ministério da Saúde deve acompanhar a cidade nos próximos anos para avaliar a durabilidade da intervenção, a relação custo-benefício e o impacto também sobre zika e chikungunya. O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é considerado a evidência mais robusta já produzida no Brasil sobre a tecnologia. Método Wolbachia. Cedidas Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

Uma semana após morte de jovem por ataque de leoa, zoológico de João Pessoa segue fechado e amplia segurança antes da reabertura

Publicado em: 07/12/2025 05:00

Leona, uma das leoas da Bica de João Pessoa Divulgação/PMJP Uma semana após a morte de Gerson de Melo Machado, que entrou no recinto de uma leoa e foi atacado por ela, o Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, segue fechado e passa por reforço nas medidas de segurança. A reabertura do zoológico ainda não tem data definida, mas a previsão é que ocorra nos próximos 10 dias, com quantidade limitada de visitantes. O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, afirmou ao g1 que haverá reforço nas práticas de educação ambiental e no monitoramento do fluxo nos recintos do parque. Ele acrescentou que novas câmeras de segurança com inteligência artificial também serão instaladas. Silveira destacou ainda que os servidores passarão por treinamentos, inclusive para situações de emergência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo o secretário, o recinto da leoa já supera o tamanho indicado pelas normas das autoridades ambientais, tendo cerca de sete metros de altura, sendo seis de muro e um metro de mureta inclinada. Ele também disse que já existiam câmeras de monitoramento no local e a presença de agentes ambientais e guardas municipais. “Essas [novas] medidas são preventivas, como triagem, aumentar a quantidade de agentes ambientais para passar informações. Muitas vezes parece óbvio você colocar uma placa dizendo que não se aproxime dos recintos ou não alimente os animais, mas mesmo assim as pessoas insistem em descumprir. Então, reforçar essas práticas, essas medidas de segurança, cercamentos, grades de proteção, a fim de inibir. Não é apenas cumprir uma norma, mas cada vez mais inibir esse tipo de situação”, afirmou Silveira. Gerson de Melo Machado, de 19 anos, morreu após entrar na jaula de uma leoa na Paraíba. Reprodução LEIA TAMBÉM: Quem era o jovem que morreu após entrar na área de leoa Abandono, internações e esquizofrenia: como era a vida do jovem morto por leoa Ministério Público apura morte de jovem que invadiu área de leoa Na última quinta-feira (4), a Polícia Civil afirmou que não enxerga falhas de segurança no local do incidente, e considera o ocorrido como um fato atípico. A delegada Josenise Andrade afirmou que, segundo as informações já apuradas, o recinto da leoa obedece todos os critérios técnicos. Josenice ressaltou que exames de perícia foram feitos no recinto da leoa e no corpo de Gerson de Melo. A delegada também solicitou as imagens de câmera de segurança no local. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) tem dois procedimentos de investigação abertos em relação ao zoológico. O primeiro apura as medidas adotadas pelos órgãos da administração municipal após a morte de Gerson. O outro não tem relação direta com o caso e investiga possíveis irregularidades ambientais apontadas em relatório da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Homem é morto por leoa após entrar em jaula em zoológico de João Pessoa Reabertura do parque da Bica terá limite de visitantes O secretário de Meio Ambiente explicou que não há data para reabertura do parque, mas a previsão é que isso deve ocorrer nos próximos 10 dias, de forma transitória. Ele avalia que o retorno da Bica está sendo muito aguardada pela população, que quer visitar o recinto da leoa Leona. “Vai haver uma grande demanda de pessoas no parque, então a gente também vai limitar a quantidade de visitantes, a fim de resguardar o bem-estar animal e o cuidado com os funcionários”, afirmou Silveira. INFOGRÁFICO: Homem é morto por leoa em zoológico da Paraíba Fonte: Arte/g1 A morte do jovem no recinto da leoa Um vídeo mostra o momento em que Gerson de Melo Machado, de 19 anos, entrou no recinto de uma leoa no zoológico Parque Arruda Câmara. O animal reage e o homem acaba morrendo em decorrência dos ferimentos. As imagens, que circulam nas redes sociais, registram inclusive o ataque do animal ao invasor. Assista vídeo abaixo. No vídeo é possível observar Gerson subindo por uma estrutura lateral da jaula, e, em seguida, ele usa a árvore do recinto da leoa como apoio para entrar no espaço. Logo após, é atacado pelo animal. Leoa volta ao recinto de zoológico na Paraíba após morte de jovem e período em isolamento Quem era Gerson de Melo Machado Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que morreu após invadir o recinto da leoa e ser atacado por ela tinha esquizofrenia e não recebia acompanhamento psicológico contínuo. O jovem já havia sido internado em um complexo psiquiátrico e acumulava passagens pelo sistema prisional. Gerson também tinha uma família com histórico de transtornos psicológicos e viveu em instituições de acolhimento até completar a maioridade. “Depois que ele fez 18 anos, ele foi entregue à própria sorte. Saiu do acolhimento institucional e entrou no sistema prisional”, disse a conselheira tutelar Verônica Oliveira. A mãe do jovem foi destituída do poder familiar por ter esquizofrenia, e o pai é ausente. As avós também têm transtornos mentais, e outros quatro irmãos do jovem foram adotados. Gerson nunca foi acolhido por pais adotivos. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: inteligência artificial

Após polêmica com tilápia, suspensão da lista de invasoras permite inclusão e retirada de espécies

Publicado em: 07/12/2025 04:01

Brasil sem tilápia? O que significa a inclusão do peixe em lista de espécies invasoras A suspensão temporária da tramitação da lista nacional de espécies exóticas invasoras abre caminho para que novas espécies possam entrar ou sair da relação. A decisão do Ministério do Meio Ambiente (MMA) ocorre em meio à polêmica envolvendo a tilápia, espécie importante para a aquicultura brasileira. A paralisação atende a um pedido de prorrogação do Ministério da Pesca e busca permitir a análise de um grande volume de manifestações de setores produtivos. Espécies de interesse econômico O g1 conversou com Rita Mesquita, secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, sobre o cenário de suspensão e avaliação da lista de exóticos em meio às polêmicas. O processo vinha sendo conduzido pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que é um órgão colegiado consultivo que reúne diversos setores do governo e da sociedade. A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, Rita Mesquita. Divulgação/MMA A proposta inicial passou 45 dias em consulta interna, mas, no momento da reunião para avaliar as contribuições, o Ministério da Pesca solicitou mais 60 dias para analisar espécies de interesse econômico, incluindo a tilápia. O pedido foi aceito, estendendo o período de contribuições até 29 de dezembro. Segundo a secretária, Rita Mesquita, a tilápia não é a única espécie em análise. E "espécies exóticas invasoras, são uma das principais causas de perda de biodiversidade no mundo". "Nós vamos categorizar a lista, as espécies da lista, em categorias diferentes, com tratamentos diferentes. Uma dessas categorias deve ser espécies de interesse econômico que já estão em operação", explicou a secretária. Mesquita afirmou que receberam muitas manifestações de diferentes setores com contribuições ou demonstrações de preocupação com a lista de classificação das espécies exóticas invasoras. Segundo o MMA, o volume de manifestações recebidas e a necessidade de analisá-las com cuidado, tornaram impossível manter o cronograma original. Por isso, o processo foi suspenso até que todas as contribuições sejam examinadas e que novas reuniões setoriais sejam realizadas. "Na lista existem espécies que elas são de relevância para saúde, pra saúde pública, então é o Ministério da Saúde. Espécies que são de interesse para Aquicultura, então o Ministério da Pesca. Espécies que estão comprometendo toda a parte do setor de silvicultura, aí é o Mapa [Ministério da Agricultura], a silvicultura de exóticas. A gente tem espécies que tem impacto até mesmo sobre o setor hidrelétrico, espécies que comprometem o funcionamento de turbinas, por exemplo, geração de energia", explica a secretária. Criação de tilápias em Minas Gerais. Diego Vargas/Seapa MG Lista é preventiva e não gera proibições O ministério ressalta que a lista tem caráter técnico e preventivo e não implica, por si só, em proibição de consumo ou cultivo de espécies. A função é identificar antecipadamente organismos com potencial invasor, para que, se necessário, as autoridades possam tomar medidas de modo evitar danos à biodiversidade nativa. Atualmente, o documento preliminar inclui mais de 400 espécies, abrangendo peixes, mamíferos, árvores, fungos, moluscos e outros organismos. Algumas espécies, como a tilápia, estão no país há décadas; outras, como o javali, representam preocupação crescente para o agronegócio por casos de prejuízos às lavouras, ataques a animais e risco sanitário para os suínos, além de possíveis danos para a fauna nativa. Outro caso emblemático é o do pirarucu, nativo da Amazônia, mas considerado exótico e potencialmente invasor quando aparece em outras regiões do Brasil. "O pirarucu é o peixe amazônico nativo, nosso predador. Ele está lá na Amazônia, é o lugar dele, quando você traz o pirarucu e coloca ele numa bacia hidrográfica, num rio, onde não é da ocorrência natural dele, se ele escapar, ele vai ter um impacto como predador sobre as espécies daquele rio", explica Rita Mesquita. "Então, ainda que ele seja uma espécie nativa do Brasil, ela de ocorrência em certas bacias, ela está na lista como exótica invasora. E fora da bacia, ele precisa da do monitoramento, das salvaguardas, de escape, porque ele tem um potencial de causar impacto sobre a fauna dessa bacia que não era dele." conclui a secretária. Pirarucu é considerado uma espécie invasora fora de seu habitát natural, a Amazônia. Getty Images via BBC Polêmica da tilápia Hoje, a tilápia conta com todos os mecanismos de licenciamento, de monitoramento. Os empreendimentos são licenciados pelo Ibama. Segundo o governo, a sugestão inicial do Conabio de incluir o peixe na lista de espécies exóticas invasoras, e até uma possível inclusão definitiva no futuro, não gera impacto na produção, comercialização ou consumo. "Apesar de toda essa comoção, na verdade, não tem esse tipo de restrição ou proibição com nenhuma das espécies que está na lista. Quando a gente publica a lista, essa lista passa a ser uma relação de espécies que merecem atenção por razões preventivas e de detecção precoce", explica a secretária. O monitoramento serve para identificar se a espécie exótica conseguiu sobreviver, se foi predada ou até mesmo capturada, e, no cenário mais preocupante, se começou a formar populações fora do ambiente controlado. Como funciona a lista Com a suspensão e a retomada das análises, ajustes na lista são esperados. Novas evidências científicas podem levar à inclusão ou retirada de espécies. Fatores como clima, distribuição geográfica e condições ambientais também podem alterar o status de um organismo. O ministério planeja ainda aprimorar a lista criando categorias diferentes, separando espécies de alto impacto ambiental daquelas já amplamente utilizadas em produção e submetidas a salvaguardas e licenciamento. O trabalho de formulação da lista de espécies exóticas invasoras busca proteger a biodiversidade brasileira e também salvaguardar atividades produtivas. Um exemplo dado pela secretária é a da "unha-do-diabo", espécie exótica invasora que atinge a produção de carnaúba na Caatinga. Segundo a secretária, hoje, a produção de carnaúba na Caatinga está impactada pela invasão de espécie exótica invasora, "unha-do-diabo". 🔍A carnaúba é uma palmeira nativa da Caatinga, de enorme importância ecológica e econômica: sua cera e palha geram renda para milhares de extrativistas no Nordeste. 🔍A “unha-do-diabo” é uma planta trepadeira exótica, originária de Madagascar. Por ter se adaptado ao clima semiárido, espalhou-se e tornou-se invasora no Nordeste brasileiro. 🔍A invasora cresce envolvendo o tronco e cobrindo a copa da carnaúba, isso impede a entrada de luz solar e bloqueia a fotossíntese da palmeira, o que costuma levar à sua morte por “sufocamento”. "Não é de maneira nenhuma um objetivo nosso causar qualquer tipo de prejuízo ou perda a nenhum segmento da sociedade brasileira. Essa não é a razão que a gente faz uma lista de exóticas invasoras, a gente faz numa expectativa de proteger a biodiversidade, assegurar as melhores práticas, aprimorar tecnologias de produção e disseminação", declarou Mesquita. Segundo o MMA, parte da repercussão negativa ocorreu devido à disseminação de informações falsas sobre a tilápia. Ainda não há previsão para a retomada da tramitação da lista. Quando concluída a análise na Conabio, uma recomendação será enviada ao MMA, que deve consultar outros ministérios impactados como Saúde, Pesca, Agricultura e Minas e Energia, antes de publicar qualquer versão final. "Eu acho que a origem da preocupação com a exótica, é ela fugir, escapar, ela demanda então aprimoramentos nas técnicas de manuseio e tudo isso deveria ser visto como aumento da eficiência do negócio, porque você vai ter menos perdas, você vai ter mais segurança sobre o seu negócio. Não há nenhuma intenção ou necessidade de proibição porque todas as boas práticas vão estar em vigor, vão estar sendo aplicadas", afirmou a secretária.

Palavras-chave: tecnologia

Austrália começa a proibir redes sociais para menores de 16 anos na quarta; veja como vai funcionar

Publicado em: 07/12/2025 02:00

Como é a lei da Austrália que proíbe redes sociais para menores de 16 anos A lei da Austrália que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos começa a valer na próxima quarta-feira (10). O país será o primeiro no mundo a adotar uma regra com esse alcance, depois de ela ter sido aprovada no final de 2024. A medida vale para Instagram, Facebook, Threads, TikTok, Snapchat, YouTube, X, o fórum de discussões Reddit e as plataformas de transmissões ao vivo Kick e Twitch. Elas deverão desativar ou remover contas já existentes de menores de 16 anos e agir para evitar a criação de novos perfis de usuários nessa faixa etária. Estão de fora plataformas como YouTube Kids, Google Classroom, WhatsApp, Roblox e Discord. Isso porque a lei se refere a plataformas que têm como único propósito ou propósito significativo permitir a interação online entre usuários e permitam a publicação de conteúdos por usuários. Menores de 16 anos ainda poderão acessar conteúdo em plataformas que não exigem conta. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Outros países estão adotando medidas para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. O Brasil vai exigir a partir de março a vinculação de contas de menores de idade aos perfis de um adulto responsável, como parte do que ficou conhecido como Lei Felca ou ECA Digital. O governo da Austrália disse que espera proteger crianças e adolescentes do modelo de redes sociais "que as encorajam a passar mais tempo diante das telas, enquanto oferecem, ao mesmo tempo, conteúdos prejudiciais à saúde e ao bem-estar". As empresas deverão adotar "medidas razoáveis" e adotar múltiplas tecnologias de verificação de idade para garantir que menores de 16 anos acessem seus serviços. E não poderão aceitar autodeclaração de idade. LEIA TAMBÉM: #casadaaos14: vídeos no TikTok expõem vida conjugal de meninas My Family Cinema e BTV: cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo Redes sociais alimentam problemas de saúde mental em adolescentes, diz estudo Adobe Stock Segundo o governo australiano, as plataformas deverão "encontrar maneiras de evitar que menores de 16 anos falsifiquem sua idade usando documentos de identidade falsos, ferramentas de IA ou deepfakes", além de tentar impedir que esses usuários contornem o bloqueio com uso de VPNs. As redes sociais que cometerem violações sérias e repetidas poderão enfrentar multas de até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 179 milhões, na cotação de 5 de dezembro). Plataformas têm criticado a nova regra, alegando que a verificação deve ser feita pelas lojas de aplicativos e que a mudança pode diminuir a segurança de jovens online. Mas algumas delas já estão implementando a alteração. A Meta, por exemplo, anunciou na última quinta-feira (3) que começou a excluir contas de menores de 16 anos no Instagram, no Facebook e no Threads. Esses usuários poderão baixar seu histórico nas plataformas. Por conta do bloqueio, muitos adolescentes na Austrália planejam migrar para redes sociais menores, que não estão enquadradas pela lei. É o caso da plataforma de vídeos Coverstar, do aplicativo de fotos Yope e da rede social Lemon8, controlada pela dona do TikTok. Criança no celular Canva Lei australiana é questionada na Justiça No final de novembro, um grupo chamado Digital Freedom Project (Projeto Liberdade Digital) entrou com um processo na Suprema Corte da Austrália para questionar a lei, afirmando que a regra "rouba" dos jovens a liberdade de comunicação política. A ministra das Comunicações da Austrália, Anika Wells, disse que o governo não será intimidado por ameaças legais e que "continua firme ao lado dos pais, e não das plataformas políticas", segundo a Reuters. Outras críticas são de que a lei não garante proteção a crianças e adolescentes porque não inclui plataformas de jogos, relacionamento e inteligência artificial, por exemplo. Além disso, a coleta de dados em massa para verificar a idade de usuários também é apontada como um potencial fator de risco para futuros vazamentos de dados. O governo australiano diz que a lei prevê "proteções fortes" para dados pessoais, incluindo a exigência de exclusão dos registros após cada verificação. Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

Unesp 2026: 2ª fase tem 2,9 mil candidatos em Araraquara e região; veja como calcular nota final

Publicado em: 07/12/2025 02:00

Professor explica como calcular a nota da 2ª fase da Unesp A segunda fase do vestibular da Unesp recebe 2.911 candidatos neste domingo (7) e segunda (8) em Araraquara, Rio Claro e São João da Boa Vista. As provas também são realizadas em outras 32 cidades de São Paulo, além de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG). As provas da Vunesp têm duração de 5 horas. Os portões abrem às 13h, fecham às 13h40 e o início é às 14h. A pedido do projeto Vestibulou do g1 e da EPTV, o diretor do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, Wander Azanha, explicou como a Unesp calcula a nota final. (veja no vídeo acima ou no texto abaixo). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Em Araraquara a prova será na Unip e foram convocados 1.660 candidatos. Rio Claro aplica a prova para 832 estudantes no campus da Unesp, e São João da Boa Vista, também com prova na Unesp, recebe 419 vestibulandos. Ao todo, foram convocados 32.835 alunos, o que representa 50,35% do total de inscritos no vestibular. No domingo, serão aplicadas 24 questões de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas tecnologias, além de Matemática e suas tecnologias. Na segunda, serão 12 questões sobre Linguagens e suas tecnologias e uma redação. Veja mais notícias da região: DICAS: Saúde, abuso e bullying: os temas ligados ao ECA que podem pautar redação da Unesp 2026 VÍDEO: Mecânico fica ferido após cair em córrego com carro BMW do cliente no interior de SP UNESP 2026: Lista de aprovados para 2ª fase do vestibular é divulgada; confira Wander Azanha, o diretor do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, explicando cálculo de nota da Vunesp Vestibulou Cálculo das notas da Unesp 1ª Fase: Prova de Conhecimentos Gerais A nota da prova será obtida por: (nº de respostas certas x 100) ÷ 90. Nota máxima da prova: 100. Para o candidato que prestou o Enem em 2025, o desempenho da parte objetiva desse exame poderá ser aproveitado na nota da Prova de Conhecimentos Gerais do Vestibular da Unesp, de acordo com a seguinte fórmula: NF = [(4 x CG) + (1 X ENEM)] ÷ 5, se Enem> CG ou NF = CG, se ENEM ≤ CG, onde CG: nota da Prova de Conhecimentos Gerais do Vestibular da Unesp (escala 0-100 pontos). Enem: A nota do Exame Nacional do Ensino Médio será obtida pela nota bruta (sem a variação da Teoria da Resposta ao Item - TRI) das provas objetivas desta prova. Esta nota será convertida na escala de 0 a 100. NF: nota final da Prova de Conhecimentos Gerais da Unesp (escala 0-100 pontos). 2ª Fase: Prova de Conhecimentos Específicos e Redação Para correção das questões discursivas, as bancas estabelecerão critérios para atribuir a seguinte pontuação às respostas dadas a cada questão: 0,00 - 0,50 - 1,00 - 1,50 - 2,00. Nota máxima: 72. A prova de redação terá, na sua correção, a atribuição de nota de 0 a 28 pontos. Nota máxima da prova: 100. Cálculo da Nota Final A nota final será a média aritmética simples das notas de todas as provas, dada por: [(Prova de Conhecimentos Gerais) + (Prova de Conhecimentos Específicos e Redação)] ÷ 2. Para os cursos que exigem prova de habilidades, a nota dessa prova será atribuída numa escala de 0 a 100 e a nota final será igual à média aritmética simples das três notas: a da primeira fase, a da segunda fase e a da Prova de Habilidades O candidato será desclassificado em uma das seguintes situações: não comparecer a uma das provas; obtiver nota inferior a 20 (vinte) na prova de Conhecimentos Gerais (primeira fase); obtiver nota igual a 0 (zero) nas questões da prova de Conhecimentos Específicos (segunda fase); obtiver nota 0 (zero) na Redação. Em caso de empate na nota final, os critérios para desempate serão, pela ordem: maior nota na segunda fase; maior nota na Redação; maior nota nos componentes Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias da Prova de Conhecimentos Específicos, para candidatos dos cursos das áreas de Biológicas ou Exatas; maior nota no componente Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da Prova de Conhecimentos Específicos, para candidatos dos cursos da área de Humanas; idade mais elevada, considerando-se os anos, meses e dias a partir do nascimento. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Unesp: 2ª fase do vestibular 2026 acontece neste domingo; veja regras

Publicado em: 07/12/2025 00:01

Portaria 1 da Unesp de Bauru (SP) Clara Sganzerla/g1 A segunda fase do Vestibular 2026 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) será aplicada neste domingo (7) e na segunda-feira (8). Ao todo, 32.835 candidatos disputam 5.867 vagas oferecidas pela instituição. A consulta de local de prova está disponível no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). A recomendação é checar com antecedência para evitar contratempos. Os portões serão abertos às 13h, e o fechamento está previsto para as 13h40, em ambos os dias. A prova terá duração de cinco horas. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Para realizar o exame, o candidato deve obrigatoriamente levar: Documento de identificação original com foto: são aceitos RG, Carteira de Habilitação (CNH) com foto, Certificado Militar, Carteira de Trabalho, Passaporte, Carteira de Identificação Nacional, Registro Nacional de Estrangeiros, Identidade expedida pelas Forças Armadas ou carteira de órgão ou conselho de classe. Atenção: Não serão aceitos protocolos ou cópias, mesmo que autenticadas. O documento deve permitir a clara identificação do candidato. Caneta esferográfica com tinta preta: Fabricada em material transparente. O uso de outra cor pode impedir a leitura óptica das respostas. Régua transparente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Divisão da prova No primeiro dia, a prova será composta por 24 questões discursivas das áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (elementos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia), Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química) e Matemática e suas Tecnologias. Já no segundo dia, os candidatos deverão elaborar uma redação em gênero dissertativo e responder a 12 questões discursivas de Linguagens e suas Tecnologias (Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte). Proibições Durante a realização das provas, fica estritamente proibido: o uso de dispositivos eletrônicos, como calculadoras, telefones celulares, relógios, reprodutores de áudio; o uso de acessórios, como protetores auriculares, bonés, gorros, chapéus e óculos de sol. Resultado Os cadernos de questões poderão ser consultados a partir das 20h de cada dia de exame, no site da Vunesp. O resultado será divulgado em 30 de janeiro de 2026.

Palavras-chave: tecnologia

IA prevê risco de câncer de mama com 5 anos de antecedência

Publicado em: 07/12/2025 00:01

Confira os avanços da tecnologia que ajudam contra o câncer de mama Todos os anos, cerca de 2,3 milhões de casos de câncer de mama são diagnosticados em todo o mundo, e aproximadamente 670 mil mulheres morrem em decorrência da doença. "O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres, mesmo com a triagem por mamografia", afirma a médica Christiane Kuhl, da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália em Aachen (RWTH Aachen). O motivo é que muitos casos de câncer de mama não são detectamos por meio da mamografia, pelo menos não em estágio inicial. Kuhl explica que em particular tumores agressivos e de crescimento rápido muitas vezes não são visíveis nas mamografias. São justamente esses tumores que matam muitas mulheres. Agora um novo algoritmo promete reorientar a triagem: um modelo de inteligência artificial (IA) consegue avaliar com elevada precisão, simplesmente analisando dados de imagens de mamografia, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de mama nos próximos cinco anos. Num estudo, mulheres identificadas pelo algoritmo como tendo alto risco de desenvolver câncer de mama de fato apresentaram uma probabilidade significativamente maior de desenvolver a doença do que mulheres identificadas pela IA como tendo "risco normal". "Essas mulheres desenvolveram câncer de mama quatro vezes mais frequentemente do que aquelas com baixa pontuação na IA", diz Kuhl, que é a autora principal do estudo. "Com a IA que desenvolvemos, podemos prever com muito mais precisão que uma mulher desenvolverá câncer de mama nos próximos cinco anos – com base em mamografias que não apresentam sinais da doença." Inteligência artificial acelera diagnóstico de câncer de mama em cidades de SC NSC TV Rastreamento individualizado Em geral, uma mamografia de rastreamento de câncer de mama é recomendada de forma sistemática para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. No entanto, o risco individual de desenvolver a doença – e, portanto, a necessidade de uma detecção precoce eficaz – varia consideravelmente de uma mulher para a outra. Por isso, Kuhl defende o rastreamento individualizado do câncer de mama. Afinal, a precisão da mamografia também varia significativamente de mulher para mulher: quanto mais denso o tecido mamário, maior o risco de desenvolver a doença – e pior a identificação pela mamografia. Muitas mulheres não sabem disso, conta a médica. Médicos recomendam que mulheres com densidade mamária extremamente alta façam ressonância magnética (RM) para detecção precoce, um exame que ajuda a identificar o câncer de mama em estágio inicial de forma confiável.Embora a RM seja muito confiável, seu custo é muitas vezes maior do que o da mamografia ou da ultrassonografia, que são menos confiáveis. IA pode decidir se RM é necessária Para identificar quais mulheres precisam de uma RM para detecção precoce, o Consórcio Clairity (uma cooperação internacional de 46 instituições de pesquisa nos EUA, Canadá, América do Sul e Alemanha) desenvolveu o sistema de inteligência artificial Clairity Breast, que foi treinado com centenas de milhares de mamografias das Américas e da Europa. Ao contrário dos modelos de risco tradicionais, o algoritmo não requer informações sobre histórico familiar, genética ou estilo de vida. Ele calcula a probabilidade de câncer de mama exclusivamente a partir da mamografia e categoriza as mulheres em grupos de risco com base em limiares definidos. A IA reconhece não apenas a quantidade de tecido glandular, mas também sua textura, o que é outro parâmetro para o risco de câncer de mama. "Apenas cerca de 10% das mulheres têm esse tecido glandular extremamente denso. A grande maioria das que desenvolvem câncer de mama e recebem um diagnóstico tardio têm tecido menos denso", afirma Kuhl. O avanço crucial, em sua opinião, é que "a IA pode decidir em segundos se uma mulher precisa ou não de uma ressonância magnética para detecção precoce". Estudos mostram que, em países onde a cobertura mamográfica atingiu 70%, houve uma queda de cerca de 35% na mortalidade por câncer de mama. Adobe Stock Uma outra abordagem Na maioria dos países, o rastreamento sistemático do câncer de mama começa aos 50 anos, porque o risco aumenta significativamente com a idade e os benefícios da mamografia generalizada são estatisticamente comprovados a partir dessa idade. Embora as mulheres mais jovens tenham menos probabilidade de desenvolver câncer de mama, elas têm maior probabilidade de desenvolver tumores agressivos se vierem a ter a doença. "Na verdade, especialmente as mulheres mais jovens se beneficiariam da detecção precoce – desde que ela funcione", afirma Kuhl. Pois justamente para mulheres mais jovens a mamografia costuma ser problemática: "Mulheres jovens geralmente têm tecido mamário denso – e isso torna a detecção precoce por mamografia especialmente difícil". Porém, Kuhl diz que simplesmente reduzir a idade de rastreamento não é muito eficaz. Em vez disso, ela defende uma abordagem em duas etapas. "Primeiro, mamografia para detecção precoce; em seguida, uma análise por IA deve ser realizada para determinar o risco de desenvolvimento da doença nos próximos cinco anos." Se o algoritmo indicar um risco particularmente alto, uma ressonância magnética deve ser oferecida, e a mamografia deixa de ser necessária para essas mulheres. Autor: Alexander Freund

CNU 2025: como será a estrutura da prova discursiva

Publicado em: 07/12/2025 00:00

CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva A prova discursiva do Concurso Nacional Unificado (CNU) será aplicada neste domingo (7) e marca a segunda etapa do processo seletivo. Embora seja mais curta que a objetiva, essa fase tem peso significativo na Nota Final Ponderada, que reúne os demais resultados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp A aplicação da discursiva será no mesmo dia para todos os blocos temáticos, mas o formato varia conforme o nível da vaga. Para os cargos de nível superior, a prova será composta por duas questões discursivas. Cada uma deve ser respondida em até 30 linhas. Ao todo, a etapa vale 45 pontos. Cada questão tem o valor de 22,5 pontos, distribuídos igualmente entre dois critérios. A metade da nota se refere ao domínio dos conhecimentos específicos, que são os conteúdos previstos nos anexos do bloco temático de inscrição. A Fundação Getúlio Vargas, banca organizadora, avaliará a compreensão do tema, a precisão conceitual e a pertinência das informações utilizadas pelo candidato. A outra metade corresponde ao uso da Língua Portuguesa. O avaliador verificará correção gramatical, estrutura do texto e organização das ideias. Segundo o edital, a coerência e a coesão serão determinantes para que a resposta tenha clareza e unidade. No nível intermediário, a avaliação será uma redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas. Ela vale 30 pontos e toda a nota será atribuída exclusivamente ao critério de uso da Língua Portuguesa. Embora o tema tenha relação com os conhecimentos específicos do bloco, o edital não atribui pontuação por domínio técnico. O desempenho dependerá da capacidade do candidato de estruturar um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão, além de manter coerência, coesão e respeito à norma culta. 📎 Tanto as questões do nível superior quanto o tema da redação do nível intermediário serão baseados nos conteúdos específicos definidos nos anexos do edital. O candidato deve consultar o material correspondente ao seu bloco temático, já que os assuntos da prova virão exclusivamente dessa lista. Em ambos os níveis, os temas e questões serão baseados exclusivamente nos conteúdos previstos nos anexos do edital. O documento também estabelece regras rígidas: não haverá textos de apoio; o rascunho não será corrigido; e apenas a folha definitiva será considerada. Veja ainda: ➡️ O que pode zerar? 📚 Como estudar? ⏰ Quais são os horários? 📝 Como foi a primeira fase? 🧭 Sobre o CNU 2025 👣 Próximos passos Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que pode zerar? Alguns erros podem causar eliminação automática já na etapa de entrega da folha de textos definitivos, documento entregue ao final da prova discursiva. Ela funciona como a versão final da resposta e não permite rasuras, anotações fora do espaço indicado ou qualquer marca que possa identificar o candidato. A organização do concurso adota essas regras para manter igualdade entre todos. Por isso, a banca corrige apenas o texto que aparece dentro das linhas autorizadas e ignora qualquer trecho escrito em cadernos de rascunho, margens ou espaços não permitidos. O candidato deve ficar atento aos itens mais rígidos. Um deles é a proibição de assinaturas, iniciais, desenhos, números de documentos ou qualquer marca pessoal que possa revelar a identidade do autor do texto. A identificação gera eliminação imediata porque viola o critério de correção às cegas, prática usada para garantir que o avaliador não saiba quem escreveu a resposta. Outra regra importante trata do uso de caneta. A banca exige materiais transparentes com tinta preta ou azul desde o início da prova e considera inválido qualquer trecho feito com lápis, borracha ou tinta de outra cor. Rasuras também precisam de cuidado. A folha definitiva não é um espaço para reescrita. Quando o candidato tenta apagar, sombrear ou modificar partes já escritas, corre o risco de perder a legibilidade do texto, o que também leva à nota zero. O espaço destinado à resposta deve ser respeitado. A banca corrige apenas o que estiver dentro das linhas da folha oficial. ⚠️ Se o candidato ultrapassar os limites e tentar continuar o texto em outra área, perde a pontuação. A regra vale tanto para textos muito longos quanto para respostas que ficam soltas ou desconectadas da área indicada. O edital prevê ainda que a fuga completa do tema é outro ponto que elimina automaticamente. Os enunciados da prova discursiva apresentam uma situação, um problema ou uma argumentação que deve ser desenvolvida. Quando o candidato ignora o assunto e entrega uma resposta sem relação com a proposta, a banca não atribui nota, independentemente da qualidade do texto. O mesmo vale para modelos decorados, respostas prontas ou textos desconectados da pergunta. A estrutura básica do texto também influencia. O edital determina que o candidato apresente uma resposta redigida de forma contínua, com início, desenvolvimento e conclusão. A entrega de frases soltas, listas, esquemas ou textos incompletos indica que a proposta não foi cumprida. A banca considera isso insuficiente para avaliação e atribui nota zero. A organização do concurso reforça ainda que o candidato deve respeitar as instruções impressas na própria folha. Além das regras sobre a folha definitiva de reação, no dia da prova, apenas alguns itens são permitidos: Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 Como estudar? Para se preparar, não basta memorizar. É preciso transformar conhecimento em texto, revisando os eixos do edital e identificando os temas mais cobrados. Estude com três pilares: revisão focada, treino e simulação, dica da professora Leticia Bastos. Revise conteúdos-chave, treine redações respeitando 30 linhas e o tempo da prova e simule a prova completa pelo menos uma vez. No nível superior, foque em conceitos, classificações, políticas públicas e procedimentos específicos. Por exemplo, no Bloco 5, Administração, é comum cobrar gestão por competências. Leia o edital com atenção, explica Leticia Bastos. Confira formato da prova, eixos temáticos e critérios de correção para planejar seus estudos. Para escrever bem dentro de 30 linhas, use estrutura em quatro parágrafos: introdução, dois blocos de desenvolvimento e conclusão, conselho da professora. Faça um rascunho com tese, argumentos e conclusão, distribua linhas e use conectivos claros. O ideal é escolher palavras precisas, fundamentar a argumentação com conceitos previstos no edital e manter a progressão lógica do texto. Equilibre conhecimento técnico e língua portuguesa. Nível superior divide a nota entre conteúdo e linguagem; intermediário avalia 100% língua portuguesa, orientação de Leticia Bastos. Na revisão final, dedique 5 a 10 minutos para conferir tema, coerência e erros gramaticais, recomenda Leticia Bastos. Provas discursivas do CNU serão aplicadas em dezembro Analice Diniz/Arquivo g1 Quais são os horários? Os portões serão fechados às 12h30, no horário de Brasília, e a prova começa às 13h. A partir daí, muda apenas a duração conforme o cargo: No nível superior, a prova segue até 16h (três horas totais) e o caderno só pode ser levado a partir das 15h; No nível intermediário, a prova termina às 15h (duas horas de aplicação) e a retirada do caderno é permitida a partir das 14h. Em ambos os casos, o candidato deve permanecer pelo menos uma hora na sala, entregar o cartão de respostas e a folha de textos definitivos ao final, e as três últimas pessoas da sala precisam permanecer juntas até a assinatura da ata. Como foi a primeira fase? A primeira etapa do CNU 2025, realizada no dia 5 de outubro, teve números expressivos e algumas mudanças em relação ao ano anterior. Para reforçar a segurança contra fraudes, foram produzidas 36 versões diferentes da prova objetiva, com quatro modelos distintos para cada bloco temático. Outra novidade foi a permissão de levar o caderno de questões para casa — mas apenas para quem permaneceu até a última hora do período total da prova. As provas começaram às 13h, com durações diferentes: Nível Superior: 5 horas (até 18h) Nível Intermediário: 3h30 (até 16h30) Independente do nível, todos precisaram ficar na sala pelo menos duas horas antes de poder sair. A estrutura da objetiva foi dividida em duas partes: Conhecimentos gerais, como português, lógica e atualidades. Conhecimentos específicos, variando conforme o bloco temático. O número de questões também variou: 90 questões para nível superior (30 gerais + 60 específicas); 68 questões para nível intermediário (20 gerais + 48 específicas). Segudo o Ministério da Gestão, a participação de candidatos surpreendeu: quase 60% dos inscritos compareceram, reduzindo a abstenção para 42,8%, um índice muito menor que o de 2024 (54%). Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país. O menor índice de abstenção foi no Distrito Federal (30,8%); o maior, no Amazonas (51,2%). A primeira fase, portanto, fechou com boa participação e reforçou a expectativa para a etapa discursiva, que agora decide o futuro dos candidatos. Sobre o CNU 2025 A segunda edição do CNU organizou suas vagas em nove blocos temáticos. Com uma única inscrição, o candidato concorre a todas as vagas do seu bloco. O títulos dos blocos são: Seguridade Social Cultura e Educação Ciências, Dados e Tecnologia Engenharias e Arquitetura Administração Desenvolvimento Socioeconômico Justiça e Defesa Intermediário – Saúde Intermediário – Regulação Os salários vão de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível. Embora a maioria das vagas esteja em Brasília, há oportunidades em vários estados. O CNU 2025 também trouxe uma mudança importante: agora todo o processo é regido por um único edital, facilitando o acesso às informações e a comparação entre blocos. Próximos Passos 7 de dezembro – Aplicação da Prova Discursiva 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da Discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) Gabaritos oficiais do 'Enem dos Concursos' são divulgados Dicas de como estudar para concursos públicos com Thaynara OG

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CNU 2025: quando sai o resultado da prova discursiva? Veja datas e próximos passos

Publicado em: 07/12/2025 00:00

CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva Os candidatos do Concurso Nacional Unificado (CNU), apelidado de “Enem dos concursos”, que realizaram as provas discursivas neste domingo (7) terão que aguardar mais de um mês para conhecer o desempenho na etapa. Isso porque a divulgação da nota preliminar da prova discursiva, junto com o espelho de correção, está prevista apenas para 23 de janeiro de 2026. (veja cronograma completo abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Depois disso, os participantes terão um prazo para apresentar pedidos de revisão das notas, marcado entre 26 e 27 de janeiro. O resultado dos recursos e o resultado definitivo da prova discursiva serão publicados somente em 18 de fevereiro de 2026. Antes da divulgação do resultado final, os participantes ainda passarão pela avaliação de títulos — como pós-graduação, mestrado e doutorado — que pode aumentar a pontuação na nota final. Além disso, os candidatos que concorrem às vagas reservadas (para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência) ainda vão passar pelos procedimentos de verificação. Todos esses resultados também serão divulgados em 18 de fevereiro de 2026. Já no dia 20 de fevereiro, os candidatos terão acesso as listas de classificação (das vagas imediatas e lista de espera). Neste mesmo dia, será feita a primeira convocação para os classificados confirmar interesse em seguir no processo seletivo. Apenas aqueles que responderem "SIM" à convocação terão sua vaga garantida. "A medida em que candidatos não confirmem sua participação nos cursos de formação, outros candidatos serão convocados, provocando uma alteração nas listas nos demais cargos", explicou o MGI. Para os candidatos que ainda não sabem quais são os próximos passos, o g1 reuniu abaixo os principais pontos de atenção. Veja nesta reportagem: 🗒️Como acessar os resultados? 🧮 Como será o procedimento de verificação? ➡️ Como será feita a Avaliação de Títulos? 📆 Confira o cronograma oficial Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 🗒️Como acessar os resultados? Para acessar as informações, o candidato precisará acessar a página oficial (clique aqui para ser direcionado), fazer login com os dados da conta gov.br e clicar na Área do Candidato. Ao abrir o menu de atividades, o candidato deve clicar em "Minhas Inscrições', localizar o card referente à sua inscrição do CNU 2 e clicar no botão "Ver Resultado". Após clicar em “Ver Resultado”, ele será direcionado para um tela na qual é possível visualizar o resultado da prova objetiva. Segundo o Ministério da Gestão, os inscritos também poderão consultar as imagens dos seus cartões de resposta e conferir como preencheram o gabarito das questões objetivas. Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação 🧮 Como será o procedimento de verificação? A nova edição traz regras mais rígidas para garantir a reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, com deficiência e candidatos quilombolas. Segundo o governo, a medida reforça o compromisso com a promoção da equidade no acesso ao serviço público federal. Com isso, a distribuição das cotas ficou definida da seguinte maneira: 25% para pessoas negras; 3% para pessoas indígenas; 2% para pessoas quilombolas; 5% para pessoas com deficiência (PcD). Nos casos em que o número de vagas é inferior ao mínimo exigido para aplicação das cotas, o MGI realizou um sorteio para definir a reserva proporcional, conforme previsto na norma. Os candidatos que optaram por disputar vagas reservadas a pessoas negras, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência passarão por etapas de verificação da condição declarada. Segundo o edital, as avaliações ocorrerão entre 8 e 17 de dezembro. Quem se autodeclarou pessoa negra e concorre às vagas reservadas deverá se apresentar ao procedimento de confirmação complementar da autodeclaração (heteroidentificação). Essa etapa será presencial, realizada por uma comissão específica, que utiliza exclusivamente o critério fenotípico — ou seja, características físicas observáveis — para verificar a condição declarada. Durante o procedimento, o candidato terá dados biométricos coletados e passará por exame grafológico. Todo o processo será filmado para registro e análise da comissão, conforme regras previstas pelo edital. Perderá o direito à vaga reservada o candidato que: Não comparecer ao procedimento de heteroidentificação; Recusar-se a ser filmado; Recusar-se a coletar os dados biométricos ou a fazer o exame grafológico. Candidatos indígenas passarão por uma análise documental, feita por uma comissão formada majoritariamente por pessoas indígenas. Serão exigidos documentos oficiais que comprovem o pertencimento étnico, como declaração de comunidade reconhecida ou registros de órgãos públicos ligados à pauta indígena Candidatos quilombolas deverão apresentar documentos que comprovem o vínculo com comunidades reconhecidas pelo Estado, seguindo regras semelhantes à adotada para indígenas, com análise por uma comissão específica. Por fim, os candidatos que se declararam com deficiência deverão passar por uma perícia médica (avaliação biopsicossocial), que inclui a análise da documentação enviada durante a inscrição. Esses candidatos serão avaliados por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, que poderá solicitar a presença física ou realizar avaliação complementar por telemedicina. A equipe será responsável por emitir parecer conclusivo sobre o enquadramento da deficiência conforme a legislação. Serão avaliados: Tipo e grau da deficiência; Compatibilidade com as atribuições do cargo; Possibilidade de uso de tecnologias assistivas. Se a condição não for confirmada, o candidato perde o direito à cota, mas poderá permanecer na lista de ampla concorrência, caso tenha nota suficiente. Os resultados preliminares dessas verificações serão divulgados em 15 de janeiro de 2026. O prazo para recursos será de 16 a 19 de janeiro, e as decisões finais serão publicadas em 18 de fevereiro de 2026. ➡️ Como será feita a Avaliação de Títulos? A Avaliação de Títulos será classificatória e poderá acrescentar até dois pontos para cargos de nível intermediário e até cinco pontos para cargos de nível superior. O prazo regular para envio dos documentos terminou em 25 de novembro. Porém, a etapa foi reaberta para alguns candidatos, que agora podem enviar seus títulos até 8 de dezembro. Entre os participantes contemplados na reabertura estão os 3,1 mil candidatos do Bloco 4 que já haviam sido convocados para apresentar títulos em um ou mais cargos. Eles precisam reenviar a documentação porque o sistema da Fundação Getulio Vargas (FGV) exige a entrega dos títulos para cada cargo individualmente. No primeiro prazo, o sistema não indicou corretamente essa necessidade para quem se inscreveu em cargos ofertados em diferentes cidades. O prazo também foi estendido para os candidatos convocados apenas em 21 de novembro, garantindo condições iguais aos demais. O envio dos documentos deve ser feito exclusivamente pelo site oficial do concurso. Os candidatos devem digitalizar e enviar certificados, diplomas e comprovantes de experiência profissional dentro do prazo, seguindo os formatos e limites de tamanho exigidos. Os títulos devem ser enviados em formato digital — imagem do documento original ou cópia autenticada, frente e verso — nos formatos JPG, JPEG, PNG ou PDF, com tamanho máximo de 5 MB por arquivo. Serão aceitos os seguintes documentos: Diplomas, certificados ou declarações de conclusão de cursos (em papel timbrado da instituição, com data de conclusão, carga horária e aprovação da banca); Para pós-graduação, é necessário incluir o histórico escolar junto à declaração; Títulos obtidos no exterior devem estar reconhecidos por instituições brasileiras e traduzidos por tradutor juramentado, se estiverem em língua estrangeira. Cada título será analisado pela comissão, que verificará sua autenticidade e relevância, atribuindo pontos conforme os critérios do edital. A soma dos pontos definirá a nota final nesta etapa. O resultado será publicado no sistema, com possibilidade de recurso em caso de divergência. Durante o envio dos documentos, o candidato deve observar algumas orientações importantes: Títulos exigidos como requisito básico para o cargo não serão pontuados; Cada título será considerado apenas uma vez; O envio fora do prazo ou por outro meio que não o sistema online será desconsiderado; A ausência de envio de títulos não elimina o candidato, mas resultará em nota zero nesta etapa. O resultado preliminar será divulgado em 8 de janeiro de 2026, com prazo para recursos entre 9 e 12 de janeiro. O resultado definitivo está previsto para 18 de fevereiro de 2026. Movimentação de candidatos antes da abertura dos portões para a realização das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025. WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO 📆 Confira o cronograma oficial 7 de dezembro – Aplicação da Prova Discursiva 8 a 17 de dezembro – Caracterização da deficiência + verificação de autodeclaração (vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas) 8 de janeiro de 2026 – Resultado preliminar da Avaliação de Títulos 9 a 12 de janeiro de 2026 – Recursos do resultado preliminar da Avaliação de Títulos 15 de janeiro de 2026 – Resultados preliminares da avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência 16 a 19 de janeiro de 2026 – Recursos para avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão das notas de títulos + resultado definitivo da verificação documental da autodeclaração e caracterização da deficiência 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da prova discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) + 1ª convocação para confirmação de interesse dos classificados g1 em 1 Minuto: Governo divulga nesta segunda os locais das provas discursivas do CNU CNU 2025: cerca de 43% dos inscritos não compareceram às provas

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Voo mais longo do mundo: qual o segredo dos aviões comerciais que conseguem ficar mais de 18h no ar?

Publicado em: 07/12/2025 00:00

Qual o segredo dos aviões comerciais que conseguem ficar mais de 18h no ar? Embarcar em viagens aéreas longas normalmente significa fazer escalas (paradas para abastecer ou para embarcar e desembarcar passageiros) ou conexões (quando é preciso trocar de avião). Isso porque só algumas aeronaves conseguem fazer voos longos sem paradas. Uma companhia aérea da Austrália chamou a atenção recentemente ao anunciar que terá aviões capazes de voar por até 22h, o que lhe daria o título de detentora do voo mais longo do mundo. O modelo A350-1000ULR está sendo desenvolvido pela Airbus. A geração anterior dessa aeronave faz a rota Singapura-Nova York, que é o atual voo mais longo do mundo, de acordo com o ranking da FlightRadar24, plataforma especializada no setor. Os passageiros da Singapore Airlines, que opera essa rota, ficam quase 19h no ar com o Airbus A350-900ULR, sem escalas ou conexões. ➡️ Mas qual é o segredo para aviões fazerem voos cada vez mais longos? Eles são os chamados Ultra Long Range (rotas ultralongas) — reparou na sigla ULR dos nomes de aviões citados até agora? É porque eles são dessa categoria. Esse tipo de avião recebe adaptações para voar por muito mais tempo e é usado principalmente para voos que duram a partir de 13h, explica o escritor e consultor internacional de aviação Gianfranco “Panda” Beting ao g1. Ele já viajou no voo mais longo do mundo, da Singapore. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quanto custa fazer um voo ultralongo? Segundo Beting, a principal diferença entre os aviões preparados para voar por muitas horas e os modelos tradicionais não está na estrutura externa (como motor ou tamanho), mas no que eles levam por dentro — em especial: o número de assentos, explica Beting. Por exemplo, o avião da Airbus que faz a viagem mais longa do mundo atualmente leva 161 passageiros, enquanto a sua versão tradicional comporta até 253 (veja mais abaixo). E isso não acontece por falta de espaço, mas para otimizar o consumo de combustível. Com menos poltronas e, consequentemente, pessoas e bagagens, o avião fica bem mais leve e gasta menos combustível. Este é um dos motivos pelos quais muitos desses voos ultralongos, como o de Singapura-NY, nem têm classe econômica. Ali, além da executiva, são apenas 94 assentos de "econômica premium". "O peso é o principal desafio que precisa ser vencido para que um avião realize voos diretos de longa distância. Quanto mais peso, mais combustível ele precisa, e ele nem sempre tem espaço para tanto combustível", explica. Aí entra o outro motivo estratégico para ter menos assentos: sobra mais espaço para levar combustível. Avião A350-1000ULR, fabricado pela Airbus, que pretende fazer o voo mais longo do mundo em 2027 Divulgação/Qantas 💺Mais assentos na executiva e áreas de descanso Outra característica dos aviões fabricados para voos de longa duração é o investimento em conforto. Eles costumam ter uma proporção maior de assentos na classe executiva, mesmo com menos poltronas que aeronaves mais comuns no total (veja os números abaixo). Esses modelos ainda oferecem áreas para alongamento e circulação, usadas por passageiros e tripulantes durante o voo. "Panda" Beting já fez o trajeto de quase 19 horas da Singapore Airlines, de Singapura para Nova York, e diz que esses espaços — e a cabine executiva — fizeram diferença. "Cheguei com a sensação de ter participado de um voo longo, né? Mas não de uma maratona de quase 18 horas", conta. Durante a viagem, segundo ele, a companhia ofereceu duas refeições principais (ceia e jantar) e três lanches. Tudo isso tem um preço alto: a passagem pode custar quase R$ 45 mil para ida ou volta. ✈️Aviões tradicionais x ✈️aviões de longa duração Airbus A350-900ULR da Singapore Airlines Divulgação/Singapore Airlines A seguir, veja algumas das principais diferenças internas entre o A350-900 (modelo tradicional) e o A350-900ULR (versão para rotas ultralongas). Vale destacar que esses aviões são operados por diversas companhias aéreas e cada uma disponibiliza uma quantidade diferente de poltronas. 💺​Número de assentos disponibilizados pela Singapore Airlines: ✈️ A350-900 (tradicional): 253 ao todo, sendo 42 na executiva, 24 na econômica premium e 187 da econômica. ✈️A350-900ULR (feito para viagens longas): 161 ao todo, sendo 67 na executiva e 94 na econômica premium; não tem classe econômica. ⛽​Capacidade de combustível (segundo Beting): ✈️A350-900 (tradicional): 110 toneladas ✈️A350-900ULR (feito para viagens longas): 130 toneladas 🗺️Distâncias no ar sem pausa (de acordo com site da Airbus): ✈️ A350-900 (tradicional): 15.750 km ✈️A350-900ULR (feito para viagens longas): 18 mil km Avião A350-900 Divulgação/Airbus Avião A350-1000ULR na fábrica da Airbus em Toulouse, na França Divulgação/Qantas Avião A350-1000ULR na fábrica da Airbus em Toulouse, na França Divulgação/Qantas Um avião Airbus A350-900 da Singapore Airlines decola no aeroporto de Changi, em Singapura REUTERS/Edgar Su Veja mais: Quem é o milionário da tecnologia que já recorreu a anel peniano e a terapia de choque para não envelhecer 'Conversar' com quem já morreu? IA que revive familiares viraliza e gera polêmica Robô anda 106 km sem parar e bate recorde mundial

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Novos radares fixos da SP-304 não multam motociclistas, afirma DER

Publicado em: 06/12/2025 19:15

Novo radar instalado na SP-304, em Piracicaba DER-SP Os novos radares fixos para fiscalização de velocidade instalados na Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), em Piracicaba (SP), Santa Bárbara d'Oeste (SP) e Americana (SP), não multam motos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP). Historicamente, na região, a maioria dos acidentes fatais envolvem homens em motos. Em resposta ao g1, o órgão informou que, na SP-304, os controladores de velocidade do tipo fixo são equipamentos com captação frontal, tecnologia necessária para identificar corretamente veículos de carga. "Para motos, cuja placa está obrigatoriamente na parte traseira, a fiscalização é realizada por meio de radares portáteis operados pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que possuem capacidade de captação traseira e permitem a autuação regular de motocicletas que excedem os limites de velocidade", acrescentou o departamento. Segundo o órgão, os equipamentos registram a velocidade e a imagem do veículo autuado, com identificação precisa da faixa e do alvo no momento da medição, impedindo que a velocidade de uma motocicleta seja atribuída a um automóvel que trafegue corretamente. "O DER-SP e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) realizam a fiscalização de todos os tipos de veículos, cada qual com o equipamento adequado ao cenário operacional do trecho", completou. Como foram definidos os locais? Segundo o DER-SP, a instalação dos novos radares tem o objetivo de reforçar a segurança viária e ampliar a prevenção de acidentes. O órgão acrescenta que os trechos estão devidamente sinalizados com o limite de velocidade permitido. Também conforme o departamento, a escolha de cada ponto ocorreu com base em mapeamento técnico que considera fatores como histórico de acidentes, excesso de velocidade, características geométricas da via, pontos críticos e áreas com travessia de fauna. Na região de Piracicaba, os trechos onde estão sendo instalados novos radares passam por Piracicaba, Limeira, Santa Bárbara d'Oeste, Iracemápolis e Nova Odessa. ARQUIVO: Veja reportagem da época da retirada dos radares anteriores das rodovias da região Radares anteriores removidos em 2021 O contrato anterior para operação dos radares terminou em 2020, mas a licitação aberta para instalação dos novos equipamentos foi marcada por adiamentos, questionamentos de edital e reformulações. A nova gestão do DER-SP informou que revisou todos os contratos e licitações em andamento logo que assumiu, no início de 2023. "Após análise, novos estudos de viabilidade foram feitos para a instalação de radares, já que os dispositivos anteriores haviam sido removidos em janeiro de 2021, após o término do contrato com as empresas responsáveis", acrescentou. Na licitação, quatro empresas arremataram, cada uma, um ou mais lotes dos 14 lotes licitados, divididos entre as 14 diretorias regionais do DER-SP, no valor total de R$ 83,7 milhões. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Provas do Paes da Unimontes serão aplicadas no domingo (7); veja orientações

Publicado em: 06/12/2025 16:26

Candidatos durante prova da Unimontes Unimontes/Divulgação As provas do Processo de Avaliação Seriada para o Acesso ao Ensino Superior (PAES) da Universidade Estadual de Montes Claros serão aplicadas neste domingo (7). As três etapas contam com 11.650 candidatos inscritos. De acordo com a instituição, as provas serão aplicadas nas seguintes cidades: Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Montes Claros, Paracatu, Pirapora, Salinas e São Francisco. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Das 8h às 12h, serão aplicadas as provas da primeira etapa do triênio 2025/2027 (6.006 candidatos. Das 15 às 19h, serão aplicadas as provas da segunda etapa do triênio 2024/2026 (3.309 candidatos) e da terceira etapa do biênio 2024/2025 (2.335 inscritos). De acordo com a Unimontes, os participantes da terceira etapa disputarão 826 vagas em 68 cursos de graduação. Neste ano, a universidade oferece vagas cursos de graduação de Engenharia Elétrica/Eletrônica e de Inteligência Artificial (IA). Recomendações Chegar aos locais de prova com antecedência mínima de 30 minutos. Os portões serão fechados às 8h (primeira etapa do triênio 2025/2027) e às 15h (segunda etapa do triênio 2025/2026 e terceira etapa do biênio 2024/2025) Conferir com antecedência o endereço do local provas descrito no cartão de inscrição. Os candidatos deverão apresentar documento oficial de identificação original, com foto. Não serão aceitos documentos no formato digital. As marcações da folha de respostas da prova de múltipla escolha deverão ser feitas com caneta esferográfica comum, de tubo transparente e tinta azul ou preta. Não será permitido o uso de lapiseira. Durante a realização das provas, os celulares devem estar desligados. VEJA TAMBÉM: Unimontes cria novos cursos voltados para a inteligência artificial Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: inteligência artificial

Última parcela do IPTU 2025 vence nesta terça (9); guias podem ser emitidas online

Publicado em: 06/12/2025 16:08

Sede da Secretaria Municipal da Fazenda de São Luís (Semfaz) Divulgação/Prefeitura de São Luís A última parcela do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2025 vence nesta terça-feira (9). Quem optou pelo pagamento parcelado pode emitir as guias pelo site da Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) ou em um dos postos de atendimento do órgão. Parcelas já vencidas também estão disponíveis na plataforma, com cobrança de multa e juros. O IPTU é uma das principais fontes de arrecadação da Prefeitura de São Luís e financia obras e serviços em toda a cidade. Segundo a área de Tecnologia da Informação da Semfaz, mais de R$ 90 milhões já foram arrecadados em 2025, um crescimento de 5,99% em relação ao valor obtido no ano passado. As guias também podem ser solicitadas pela Central de Atendimento do IPTU, via WhatsApp, pelo número (98) 99114-9142, ou pelo e-mail centraldeiptu2025@semfaz.saoluis.ma.gov.br Como emitir a guia Para gerar o boleto, o contribuinte precisa ter em mãos a inscrição imobiliária do imóvel ou o CPF cadastrado no sistema. No portal da Semfaz, é necessário acessar a área do “IPTU”, escolher “Emissão de carnê” ou “Emissão IPTU”, digitar a inscrição imobiliária (nova, com 17 dígitos, ou antiga, com 16 dígitos) ou o CPF, inserir o código de verificação e clicar em “Consultar débitos de IPTU”. Em seguida, o sistema exibirá o endereço do imóvel. Ao clicar na barra azul, aparecerão todos os débitos disponíveis. Basta selecionar a parcela desejada, definir a data de pagamento e emitir a guia. Postos de atendimento da Semfaz A emissão das guias também pode ser feita presencialmente. A Semfaz mantém cinco postos descentralizados em diferentes regiões da cidade, com horário ampliado para facilitar o atendimento. Confira os locais e horários: Semfaz – Rua do Egito, 283, Centro: segunda a sexta-feira, das 8h às 16h Viva Cidadão – Shopping da Ilha: segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 13h às 19h Viva Cidadão – Golden Shopping: segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 13h às 19h Viva Cidadão – Shopping Passeio (Cohatrac): segunda a sexta, das 10h às 22h Viva Cidadão – São Luís Shopping: segunda a sexta, das 10h às 22h; sábado, das 13h às 19h

Palavras-chave: tecnologia

Jovem morre após motocicleta bater contra objeto em rua de Goiás

Publicado em: 06/12/2025 15:02

Segundo os bombeiros, Ana Vitória da Costa morreu depois que sua moto bateu em um objeto, em Rialma, na região central de Goiás Reprodução/ Perfil do Instagram de Ana Vitória da Costa Uma jovem de 24 anos morreu, na manhã deste sábado (6), em Rialma, na região central de Goiás, depois de a motocicleta que dirigia bater contra um objeto, segundo o Corpo de Bombeiros. Luana Vitória da Costa já foi encontrada sem vida, caída no asfalto, próximo da moto, quando a equipe do Samu chegou ao local. Segundo os bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 6h15. O acidente aconteceu na Avenida Alvorada, no Setor Planalto. Depois de constatada a morte, foram acionadas a Polícia Militar e a Polícia Científica, para realização da perícia. Tanto os bombeiros quanto a Polícia Militar quanto o Samu de Ceres, cidade vizinha de Rialma, que atendeu a ocorrência, não souberam informar qual foi o objeto no qual a moto de Ana Vitória bateu. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Em seu perfil oficial do Instagram, a Câmara Municipal de Ceres, publicou uma nota de pesar pela morte da jovem. "Nossos sentimentos aos familiares e amigos neste momento de dor", afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: câmara municipal