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Acessibilidade e equidade na saúde vão depender de muita tecnologia

Publicado em: 13/11/2025 04:02

Na semana passada, acompanhei o primeiro dia da FISweek 2025, descrita por seus organizadores como o maior evento de inovação e tendências da saúde na América Latina. Os números são expressivos: ao longo de três dias, 700 palestrantes se apresentaram em 14 palcos. Muito se discutiu sobre o papel da tecnologia para garantir acessibilidade e equidade, como desafogar o sistema de saúde – e, claro, sobre a inteligência artificial como o elemento indispensável para atingir tais metas. Sistema de saúde é voltado para quadros agudos, mas o que mais cresce são as doenças crônicas e as relacionadas ao envelhecimento Ageing without limits Estudos e diretrizes internacionais apontam que o ideal é um país ter entre três e cinco leitos por mil habitantes para oferecer uma cobertura adequada em situações normais e emergenciais. Nações com sistemas de saúde robustos, como Alemanha e Japão, costumam ter mais de oito leitos por mil habitantes. Já o Brasil dispõe de cerca de dois leitos por mil habitantes – o que inclui o SUS e a rede privada. Diante desse cenário, o ecossistema da saúde tenta se ajustar para melhorar o atendimento. Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil, afirmou que a empresa está focada em proporcionar conveniência e qualidade de vida aos pacientes: “O objetivo é criar um sistema que funcione num ambiente de menor complexidade, se possível na própria casa da pessoa, com uma equipe de apoio fazendo o monitoramento remotamente. Na nossa área, um bom exemplo disso é disponibilizar medicamentos cujas doses possam ser mais espaçadas, com até seis meses de intervalo, sem prejuízo para o tratamento”. Fernando Pares, fundador ISA Saúde, empresa de atendimento domiciliar, ratificou a ideia: “o sistema é todo voltado para quadros agudos, mas o que mais cresce são as doenças crônicas e as relacionadas ao envelhecimento. Cerca de metade das internações é de pacientes que poderiam ser tratados em casa. Precisamos trabalhar para que esse novo modelo seja aceito pelas operadoras de saúde, pela comunidade médica e pelos próprios pacientes”. O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão apresentou uma lista de iniciativas que, segundo ele, deveriam nortear as políticas públicas, enfatizando a necessidade de reduzir a dependência tecnológica: “no Brasil, 90% dos princípios ativos para a fabricação de medicamentos são importados. Temos que deixar de ser consumidores passivos”. Ele também destacou a importância de novas modalidades de compras públicas e citou, como um exemplo de sucesso, a ação conjunta entre o Estado brasileiro (Fiocruz) e a iniciativa privada na aquisição da vacina contra a Covid-19. “Saúde é um direito garantido na Constituição, é inadmissível que o acesso não seja para todos”, afirmou. Na coluna de domingo, “Como a ética deve reger o uso da inteligência artificial na medicina”. Veja os vídeos que estão em alta no g1

'Lei Laudemir' obriga instalação de câmeras em caminhões da coleta de lixo em cidade de MG; entenda

Publicado em: 13/11/2025 04:01

Coleta de lixo em Nova Serrana Prefeitura de Nova Serrana/Divulgação Todos os caminhões usados na coleta de lixo em Nova Serrana terão que operar com câmeras de monitoramento. A exigência faz parte da chamada “Lei Laudemir”, sancionada e publicada no Diário Oficial do Município. A norma homenageia o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, assassinado em agosto de 2025 enquanto trabalhava na limpeza urbana de Belo Horizonte. A legislação foi criada para ampliar a segurança dos trabalhadores da limpeza urbana e melhorar a fiscalização dos serviços prestados na cidade. O projeto é de autoria do vereador Maycon Vinícius Rodrigues Bueno (Agir). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp. O que a lei determina As empresas responsáveis pela coleta de resíduos — concessionárias, permissionárias ou prestadoras de serviço — terão de instalar câmeras em pontos estratégicos dos veículos. Esses equipamentos deverão registrar: as áreas de trabalho dos coletores; o entorno e o processo de coleta e descarte dos resíduos; imagens em alta resolução, com visão noturna e registro automático de data, hora e localização. O custo da instalação, manutenção e operação dos sistemas será de responsabilidade das empresas contratadas. Em caso de descumprimento, a lei prevê advertência, multa e até rescisão contratual em situações de reincidência ou infrações graves. As gravações terão uso restrito e seguirão as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A administração municipal ainda vai detalhar os procedimentos de guarda, solicitação e uso das imagens, que deverão ser armazenadas por pelo menos 24 meses. Segundo a lei, as imagens terão quatro finalidades principais: Promover a segurança dos trabalhadores e da população; Fiscalizar o descarte irregular de resíduos; Verificar a qualidade dos serviços e o cumprimento de rotas e horários; Proteger a dignidade dos coletores, prevenindo agressões, assédios e acidentes. LEIA TAMBÉM: Divinópolis investe na coleta seletiva e enfrenta o desafio da conscientização ambiental dos moradores Carreta ‘gigante’ cruza rodovias do Centro-Oeste de MG levando sistema de moagem; VÍDEO Homenagem Na justificativa do projeto, o vereador Maycon Vinícius destacou que a lei homenageia a memória de Laudemir, descrito como um “trabalhador exemplar, pai de família e homem de coração gigante”. “O episódio expôs a vulnerabilidade desses profissionais, que enfrentam não apenas riscos de acidentes, mas também a violência e o desrespeito da sociedade. A proposta visa transformar a dor dessa tragédia em política pública preventiva”, afirmou Maycon. O advogado Tiago Lenoir, que representa a família de Laudemir, também ressaltou a importância simbólica e prática da nova legislação. “Essa lei é pioneira e inédita no Brasil, servindo de exemplo para outros municípios que buscam unir tecnologia, transparência e valorização dos trabalhadores da limpeza urbana. Que iniciativas como essa contribuam para que nenhum trabalhador da coleta sofra discriminação ou violência no exercício de sua função", disse. 'Morreu fazendo o que gostava': quem era o gari assassinado a tiros em BH VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Valve apresenta novos Steam Machine e Steam Controller para encarar PlayStation e Xbox

Publicado em: 13/11/2025 03:06 Fonte: Tudocelular

Após inúmeros rumores e vazamentos, a Valve revelou de surpresa nesta quarta-feira (12) uma expansão da sua família de hardware com o retorno da Steam Machine, agora repaginada, e a chegada de um novo Steam Controller. Alimentado por hardware semipersonalizado da AMD, o dispositivo traz ao formato de desktop o conceito de maior liberdade do Steam Deck, devendo ser um concorrente de peso para o PlayStation e o Xbox.O retorno da Steam MachineFamosa por ser a dona da Steam e desenvolver títulos como Half Life e Portal, a Valve deu um passo ambicioso em 2014 ao anunciar as Steam Machines, projeto que tentava trazer a flexibilidade dos PCs ao mundo dos consoles usando o SteamOS, distro Linux personalizada para games. Por diversos fatores, incluindo as especificações das máquinas e o próprio suporte limitado dos jogos ao Linux, a iniciativa acabou se tornando uma grande falha. Vimos uma nova tentativa anos depois na forma de um computador portátil, com o Steam Deck — o resultado desta vez foi um sucesso, a ponto de incentivar a gigante Microsoft a olhar com mais cuidado para a experiência de gameplay no Windows.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Justiça proíbe posto de combustíveis de exigir que frentistas trabalhem de cropped e legging: 'Potencial assédio', diz juíza

Publicado em: 13/11/2025 03:00

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Justiça do Trabalho determinou que um posto de combustíveis localizado no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife, pare imediatamente de exigir que frentistas mulheres trabalhem usando calça legging e camiseta cropped como uniforme. A liminar foi assinada na sexta-feira (7), pela 10ª Vara do Trabalho do Recife, e divulgada na quarta-feira (12) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). A juíza responsável apontou "constrangimento, vulnerabilidade e potencial assédio". ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O decisão foi contrária ao Posto Power, também registrado como FFP Comércio de Combustíveis. A ação na Justiça foi proposta pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Pernambuco. Segundo o advogado Sérgio da Silva Pessoa, uma funcionária procurou a entidade para denunciar que o seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não estava sendo recolhido. Durante a conversa, a mulher compartilhou que estava com sua saúde mental abalada por ser obrigada a trabalhar com roupas justas e inapropriadas. “Ela relata que, quando ocorreu uma mudança de gestão, em meados de setembro, começou esse comportamento. É uma rede de postos que já vem fazendo essa prática”, contou o advogado. Na ação, o sindicato alegou que a prática descumpre a Convenção Coletiva de Trabalho, que garante o fornecimento gratuito de roupas adequadas à função e ao ambiente laboral. "Essa legging tem alguns agravantes, porque ela viola normas regulamentadoras do Ministério Público [...], que falam da questão das roupas de ter materiais antichamas, resistentes a fogo. Uma calça legging, de elastano, não vai assegurar isso”, apontou Sérgio da Silva Pessoa. Imagens anexadas ao processo mostram mulheres trabalhando de legging e cropped Sinpospetro-PE/Divulgação Ainda segundo o advogado, o uniforme imposto pelo Posto Power viola a dignidade das trabalhadoras e as expõe a constrangimentos e situações de assédio. “Querendo ou não, a gente tem uma calça que, de certa forma, [...] objetifica o corpo feminino dentro do estabelecimento”, afirmou o advogado. No texto da decisão, a juíza Ana Isabel Koury apontou que fotos anexadas ao processo mostram vestimentas “justas e curtas”, o que “expõe, de forma desnecessária, o corpo das trabalhadoras” e desvirtua a finalidade protetiva do uniforme. A magistrada também disse que “a manutenção da exigência do uso do uniforme inadequado prolonga, a cada dia, a situação de constrangimento, vulnerabilidade e potencial assédio”. Com a decisão, a empresa FFP Comércio de Combustíveis Ltda. foi obrigada a fornecer, em até cinco dias, novos uniformes, como calças de corte reto e camisas de comprimento padrão. Se descumprir a decisão, o posto terá que pagar multa diária de R$ 500 por funcionária, a partir da data de publicação. Procurada pelo g1, a FFP Comércio de Combustíveis afirmou que a decisão “não reflete a realidade dos fatos” e será contestada judicialmente. A empresa disse que “as fotografias apresentadas pelo sindicato [...] não dizem respeito a funcionárias da empresa” e que as mulheres nas imagens “não utilizam o fardamento oficial”. Segundo o advogado do sindicato, mesmo após a liminar, as funcionárias do Posto Power seguem trabalhando de legging e cropped. “Depois [da liminar] eu fui no local de novo, tirei novas fotos e as leggings permanecem, tudo está do mesmo jeito. Tem relatos de mais funcionárias que também falam sobre isso, inclusive outras questões de 'body shaming'. Uma menina que estava obesa foi demitida e a justificativa era porque ela não estava dentro desse corpo padrão”, contou Sérgio. Ainda de acordo Sérgio da Silva Pessoa, um processo de rescisão indireta do contrato de trabalho está sendo movido pela funcionária que procurou o sindicato para denunciar a falta de recolhimento do FGTS. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

Empresa brasileira vence prêmio do príncipe William com projeto que usa IA para reflorestar Amazônia

Publicado em: 13/11/2025 03:00

Empresa brasileira une tecnologia e natureza para restaurar florestas Uma combinação de inteligência artificial, imagens de satélite e dados ecológicos que tem como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta na Amazônia e na Mata Atlântica. Esse é o projeto desenvolvido pela re.green, empresa brasileira de reflorestamento vencedora de uma das categorias do Earthshot Prize 2025. 🌱 O Earthshot Prize foi criado em 2020 pelo Príncipe William e tem como propósito buscar exemplos de liderança climática e resolução de problemas ambientais. O prêmio sempre destaca os 15 finalistas mais inspiradores e tem cinco vencedores anualmente, que ganham 1 milhão de libras cada para investirem em seus projetos. Empresa brasileira re.green trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. Divulgação/re.green A re.green, fundada em 2021, foi a ganhadora na categoria "Protect & Restore Nature" ("Proteger e Restaurar a Natureza", em inglês). A empresa trabalha com toda a cadeia de restauração, desde a coleta das sementes até a comercialização do crédito de carbono. (entenda mais abaixo) "Às vezes, as pessoas acham que restaurar um ecossistema é igual a plantar árvores. Mas não é. Exige um monte de considerações sobre métodos a serem usados, sobre quais espécies têm que estar presentes", detalha Thiago Picolo, CEO da re.green. A empresa diz que cerca de 6 milhões de mudas já foram cultivadas desde 2021, e há previsão para plantio de mais de 65 milhões até 2032. A companhia atua em mais de 34 mil hectares em quatro estados (Bahia, Pará, Maranhão e Mato Grosso), sendo que metade dessa área já está em processo de restauração. Mapeamento e compra de terras A empresa brasileira combina tecnologia com manejo de espécies para garantir um processo eficiente de restauração. Primeiro, são utilizados drones e imagens de satélite, além de dados ecológicos e financeiros, para identificar as áreas com maior potencial de recuperação. Projeto de reflorestamento da floresta amazônica no Maranhão. Divulgação/re.green É nessa etapa que entra também uma análise feita com o uso de inteligência artificial. A empresa desenvolveu algoritmos que conseguem entender, dentro de uma área específica, qual é o recorte restaurável e qual alocação de modelo de restauração é necessária. 📈Isso permite que seja estimado o custo de cada projeto e até qual a curva de carbono capturada estimada no local, a partir do reflorestamento. "Uma vez que a gente definiu quais são esses lugares que a gente vai estabelecer uma presença, a gente precisa encontrar propriedades específicas que possam ser negociadas ou adquiridas pela empresa", comenta Picolo. 👉Atualmente, a re.green conta com dois principais modelos nessa etapa do processo: Compra de propriedades pecuárias de baixa produtividade – as terras tornam-se propriedade da empresa e passam a ser usada para reflorestamento. Arrendamento de terras com os proprietários – o proprietário se torna parceiro da empresa, com participação nos lucros gerados pela terra pela restauração. Apesar de ainda atuar apenas em propriedades privadas, a empresa vê com bons olhos a possibilidade de, no futuro, desenvolver o projeto também em áreas públicas, por meio de concessões do governo. Frascos com óleo para 'chamar dinheiro' e muito mais: conheça a tradição das erveiras no Ver-o-Peso Modelos de restauração e monitoramento A partir daí, são desenvolvidos modelos de restauração baseados em espécies nativas e regionais, personalizados para cada região. "Entendemos que para conseguir restabelecer todos os processos ecossistêmicos e recuperar uma floresta resiliente, é fundamental que as plantas escolhidas sejam parte natural do bioma da região", afirma a empresa. Thiago ainda destaca que os modelos são desenvolvidos considerando o contexto de cada terra, isto é, como ela foi utilizada no passado e qual seu estado de degradação. "A restauração pode ir desde um processo mais intensivo, com muito plantio, até uma restauração menos intensiva, que chamamos de regeneração natural – quando a gente só ajuda a natureza a tomar o caminho que ela tem potencial para tomar", compara. 🌱Para isso, a re.green trabalha com 22 parceiros, incluindo a Bioflora, um dos maiores viveiros de espécies nativas brasileiras, com capacidade de produzir cerca de 3 milhões de mudas por ano. Projeto da re.green de restauração da Mata Atlântica na Bahia. Divulgação/re.green Após o plantio nas áreas selecionadas a empresa monitora a restauração e recuperação das florestas. Essa parte do processo é importante para garantir que as operações previstas na área sejam executadas da forma correta. "As avaliações são periódicas, tanto para entender se é necessário algum manejo adaptativo, como para mensurar o quanto de carbono está sendo sequestrado naquelas áreas", explica Picolo. Só então, são comercializados os créditos de carbono com as empresas que contratam os serviços da re.green. Além de ter como objetivo restaurar um milhão de hectares de floresta, a empresa pretende capturar 15 milhões de toneladas de CO₂ por ano. LEIA MAIS: Brasil anuncia menor taxa de desmatamento na Amazônia em 11 anos Por que o fogo passou a ter papel de destaque no desmatamento na Amazônia? Expansão do projeto Diretamente da COP30, no Pará, Thiago comenta que o objetivo da empresa é seguir expandindo sua atuação no Brasil e fazendo cada vez mais negócios com grandes companhias. "Se eu fechar o olho e imaginar a empresa nos próximos anos, eu gostaria de ter um rol de clientes tão bom quanto o que já temos, mas mais numeroso e com representatividade mais ampla em termos de geografias e setores", deseja. Ele pondera que cada projeto exige um investimento inicial considerável, mas a geração de valor acontece de forma consistente ao longo de muitos anos. Além do aumento no número de clientes, a empresa também mira no investimento público, para expandir as ações para áreas ainda maiores, inclusive por meio de concessões governamentais. "A gente é bem ambicioso com as metas que a gente coloca. Então, temos que ter um ritmo de crescimento ousado tanto na oferta quanto na demanda", projeta.

Café = propina: mensagens obtidas pela PF revelam palavras usadas em esquema milionário de fraudes para evitar investigações

Publicado em: 13/11/2025 01:00

PF prende vice-prefeito e secretário da educação de Hortolândia por suspeita de fraude A Polícia Federal (PF) identificou que os envolvidos no esquema de fraudes em licitações com verbas federais usavam vocabulário próprio para se referir a propina e operações ilegais. Termos como “café”, “mimos”, “alpha”, “pega”, “encomenda” e até “convites de festa” aparecem em agendas, áudios e mensagens analisadas nas investigações, indicando entregas de dinheiro vivo e vantagens indevidas - confira abaixo. O esquema de fraudes foi revelado na Operação Coffee Break, da PF de Campinas (SP), nesta quarta-feira (12) — a operação levou esse nome por conta do uso da palavra "café". Durante a ação, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná. A investigação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar. Entre os presos está o vice-prefeito de Hortolândia (SP), Carlos Augusto Cesar, conhecido como Cafu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo a apuração, as prefeituras de Sumaré(SP), Hortolândia (SP), Morungaba (SP) e Limeira (SP) contrataram a empresa Life Tecnologia Educacional para fornecimento de kits e livros escolares com recursos públicos. As investigações apontam superfaturamento, pagamento de propina a servidores, direcionamento de editais e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e doleiros. Confira o que dizem os envolvidos aqui. Como funcionava o esquema? Investigações apontam que o ciclo da fraude operava desde 2021 e envolvia agentes públicos, lobistas e operadores financeiros clandestinos ("doleiros"); André Mariano, proprietário da Life Tecnologia Educacional, estabelecia contato com secretários de educação e servidores dos municípios; A empresa vencia os certames com forte indício de pagamentos de propina a servidores; As licitações eram fraudadas desde a base: os termos eram elaborados de forma que apenas os produtos da Life pudessem ser fornecidos e concorrentes eram desclassificados; A apuração aponta que o sobrepreço praticado pela Life chegava até 35 vezes o preço de aquisição do produto comercializado; Após receber os pagamentos superfaturados dos municípios, a empresa direcionava grandes quantias para empresas de fachada, muitas controladas por "doleiros" (operadores financeiros clandestinos); Os "doleiros" usavam métodos como pagamentos fracionados de boletos e empresas de prateleira para lavar dinheiro e gerar quantias em espécie para o pagamento de propinas; Esse dinheiro vivo, que André Mariano se referia como "café", era então usado para pagar vantagens indevidas a servidores públicos e lobistas, garantindo o funcionamento do esquema. Segundo a PF, a Life registrou uma entrada de R$ 128 milhões, por meio de mais de 305 transferências, sendo quase todas provenientes de prefeituras. LEIA MAIS Lobistas, doleiros e políticos: quem é quem no esquema de fraude em licitações de materiais escolares no interior de SP Operação da PF cumpre mandados contra fraudes em licitações em dois estados e no DF Vocabulário próprio Da esquerda para direita: Carlos Augusto Cesar, vice-presidente de Hortolândia; e André Gonçalves Mariano, líder da Life Educacional Reprodução/Redes Sociais e Polícia Federal A partir de eventos salvos agendas, áudios e mensagens obtidas pela Polícia Federal, a corporação identificou o uso de um vocabulário próprio para se referir à propina. Segundo a PF, nos agendamentos feitos por André Mariano em sua agenda online, o termo "café" foi registrado ao menos 104 vezes, entre 2021 e 2024. Nos agendamentos, o termo aparecia seguido do município ou nome da pessoa que seria beneficiado, por vezes acompanhado de números que indicariam o valor da propina. As datas dos agendamentos com "café" coincidem com as datas em que valores foram retirados em espécie ou pagamentos foram efetuados a doleiros, servidores públicos e lobistas, segundo a PF. Ainda conforme as investigações, o termo "Alpha" aparece associado a encontros no bairro Alphaville, em São Paulo, onde doleiros entregavam dinheiro vivo a Mariano. Em conversas de áudio, uma servidora questiona Mariano sobre a distribuição de "mimos", e o empresário chega a perguntar se os "mimos" se referem a "aquela situação" ou "alguma coisa adicional", o que evidenciaria um acordo financeiro. Além desses, os termos "pega", "encomenda" e "convites da festa" foram expressões codificadas usadas para entregas de dinheiro, segundo a apuração. 50 mandados de busca e seis de prisão Durante a operação, foram executados 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em São Paulo, no Distrito Federal e no Paraná. Todos foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP). Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e três de prisão na região de Campinas (SP). Além da metrópole, as ações também ocorreram em Hortolândia, Sumaré (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo. Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação irregular e organização criminosa. O que dizem os envolvidos? A prefeitura de Hortolândia disse que aguarda o acesso às informações da denúncia para avaliar quais medidas serão adotadas. Mario Botion, que era prefeito de Limeira na época das irregularidades, informou que, durante sua gestão, a licitação junto à empresa Life Educacional foi regular e transparente e que está à disposição para esclarecimento. Já a atual administração da prefeitura disse que não renovou o contrato com a empresa, nem fez qualquer pagamento à Life neste ano. A empresa Life Educacional, principal alvo da investigação, apenas informou que não vai se pronunciar. O g1 pediu posicionamento a todos os envolvidos e até a publicação desta reportagem não teve retorno dos demais. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Huawei Mate 80 Pro Max pode ser lançado com tela OLED de camada dupla

Publicado em: 13/11/2025 00:10 Fonte: Tudocelular

Nos últimos dias, um novo modelo da linha Mate 80 passou a ganhar destaque nos rumores: o Huawei Mate 80 Pro Max. Sua existência ainda é incerta, mas informantes afirmam que o dispositivo é real e deve trazer tecnologia de ponta na tela.De acordo com vazamentos, a Huawei planeja lançar cinco modelos da série Mate 80 em 2025. Quatro deles repetiriam as versões já conhecidas — Mate 80, 80 Pro, 80 Pro Plus e 80 RS Ultimate — enquanto o quinto seria a nova variante Pro Max.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

TERMÔMETRO DA COP30 #DIA 4: capivara gigante, 'reunião estranha' e o significado de adaptação

Publicado em: 13/11/2025 00:01

Olá, aqui quem escreve é Roberto Peixoto, repórter de Meio Ambiente no g1. Este é o Termômetro da COP30, edição #DIA 4, um boletim com o essencial que você precisa saber sobre a 30ª Conferência do Clima da ONU. Eu vou explicar para você, em 7 tópicos, como foi a quarta-feira em Belém. Entre os destaques eu conto que a capital paraense venceu o desafio de organizar o evento e a COP30 virou a segunda maior da história. Vou falar também por que observadores classificaram como "estranha" uma reunião que discutia dinheiro e comércio. E ainda explico como uma "capivara gigante" acabou virando atração da barqueata que navegou nas águas da Baía do Guajará. 1 - Em alta X em baixa EM ALTA: 🌍 A COP30 já é a segunda maior conferência do clima de todos os tempos, com mais de 56 mil participantes registrados de forma presencial. O levantamento é do site britânico Carbon Brief, especializado em dados e análises sobre política climática. O encontro tem 193 países e a União Europeia e fica atrás apenas da COP28, em Dubai. O Brasil lidera as delegações, seguido por China, Nigéria e Indonésia. EM BAIXA: 🛢️Apesar da fala de Lula sobre a necessidade de um novo mapa do caminho para a transição dos combustíveis fósseis (relembre o termo no Termômetro do dia #1), o tema não está diretamente em debate na COP30. O discurso empolgou, mas não virou debate oficial, e ainda enfrenta resistência de dezenas de países. Pra completar, o foco do Brasil em “combustíveis sustentáveis” na Cúpula dos Líderes gerou desconfiança entre especialistas, que veem o risco de trocar um problema por outro se a transição não for realmente limpa. "Isso não é um item da agenda, não está no momento sendo algo que foi levantado durante a COP. O presidente Lula colocou esse assunto no centro de suas preocupações porque é algo que foi acordado dentro do Brasil e que colocamos na nossa NDC", afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. 📝ENTENDA: As NDCs são as metas dos países, o o principal instrumento do Acordo de Paris para enfrentar a crise climática. A rodada atual - chamada de NDCs 3.0 - pode ser a última chance real de manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C. 2 - Brisa de esperança: expansão das renováveis aperta o cerco aos fósseis Saiu o novo relatório da Agência Internacional de Energia, e ele confirma o que a gente já vê no mundo real: a energia limpa está avançando em ritmo histórico. A previsão é que, só nos próximos cinco anos, o planeta construa mais projetos de energia solar e eólica do que em todo o período dos últimos quarenta. Segundo a IEA, esse crescimento pode atender quase toda a nova demanda global por eletricidade, que deve subir 40% até 2035, puxada pelo aumento de carros elétricos, aparelhos de refrigeração e data centers. Em alguns países, como China e Índia, a energia solar já é inclusive a principal fonte de novas instalações. O relatório também fala em um “renascimento” da energia nuclear, puxado pela busca de grandes empresas de tecnologia por fontes estáveis e de baixo carbono. ⚠️Mas nem tudo é consenso. A IEA voltou a incluir um cenário mais cauteloso, que imagina o que aconteceria se os países não adotassem novas políticas climáticas. Nesse caso, o uso de petróleo e gás continuaria crescendo por décadas. Por outro lado, o documento reforça uma ideia central: o declínio dos combustíveis fósseis já começou e o desafio agora é garantir que essa mudança aconteça rápido o bastante para manter viva a meta de 1,5°C. “O relatório mostra que ainda há uma escolha: é possível evitar o pior da crise climática se os governos defenderem o limite de 1,5°C e concordarem com um plano justo para eliminar os combustíveis fósseis", afirma Kaisa Kosonen, assessora sênior de políticas do Greenpeace Nórdico O mundo pode abandonar os combustíveis fósseis? Entenda os argumentos nesse VÍDEO Turbinas de energia eólica são vistas em frente a usina a carvão na Alemanha, em foto de arquivo. Ina Fassbender/Reuters 3 - Traduz aí, g1 O QUE É ADAPTAÇÃO? O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, disse à GloboNews que fazer o mundo entender que “a adaptação virou uma prioridade” é algo essencial. O tema ganhou força nas negociações em Belém. Adaptação é o conjunto de ações para enfrentar os impactos das mudanças climáticas que já estão em curso, como proteger cidades contra enchentes, garantir água em períodos de seca e fortalecer sistemas de saúde diante de ondas de calor. Diferente da mitigação, que busca reduzir emissões, a adaptação trata de lidar com as consequências. Na COP30, o debate gira em torno do palavrão "Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global", que vai definir os indicadores do Objetivo Global de Adaptação (GGA). São cerca de cem critérios, que envolvem acesso a financiamento, tecnologia e dados sobre populações mais vulneráveis. As discussões, porém, avançam lentamente. Alguns países defendem metas mais ambiciosas e alertam que, sem recursos previsíveis, o sistema pode não sair do papel. 4 - Pergunta do dia: e os itens fora da agenda oficial? Na quarta (12), a COP30 tinha que resolver o destino de quatro temas que ficaram fora da agenda formal da cúpula. São assuntos importantes, mas complicados: financiamento climático (quem paga a conta da crise), comércio internacional (como regras de mercado afetam o clima), lacuna de ambição (o quanto as metas atuais ainda são insuficientes) e relatórios de implementação (como cada país mostra o que fez ou não fez). Para evitar a briga de pauta, a presidência brasileira colocou tudo em consultas separadas. André Corrêa do Lago disse que as conversas foram tão construtivas que os países pediram para continuar, e uma nova plenária no sábado (15) deve trazer um balanço. Nos bastidores, porém, o clima foi bem diferente. Uma observadora descreveu ao g1 a reunião como “estranha” e sem consenso, com travas especialmente no financiamento e nas medidas comerciais. Quer mandar uma pergunta pro TERMÔMETRO? Envie pelo VC no g1 ou nos comentários desta reportagem 5 - Fóssil do Dia Manifestantes anunciam o “Fóssil do Dia” para o Brasil durante a COP23, em Bonn, na Alemanha, em 16 de novembro de 2017. Na época, o país foi criticado por propor subsídios bilionários à exploração de petróleo na camada do pré-sal. John Englart O Fóssil do Dia de quarta foi para o Reino Unido. O prêmio, dado por organizações da sociedade civil, vai para o país que mais atrapalhou as negociações climáticas do dia. Durante um debate sobre transição justa, a maioria dos países, incluindo o G77 + China (que reúne mais de 100 nações, inclusive o Brasil) defendeu criar um mecanismo global para apoiar economias em desenvolvimento. Mas o Reino Unido foi na direção oposta e disse que isso não era necessário, alegando que a ONU já tem estruturas suficientes. 📝ENTENDA: A reação foi imediata: para muitos, a fala soou como ignorar as necessidades dos países mais vulneráveis, justamente num debate que trata de não deixar ninguém para trás. Por isso, os britânicos acabaram levando o “troféu” do dia. 🦖 O "Fóssil do dia" é um "prêmio" é simbólico e irônico, concedido uma vez por dia durante as conferências climáticas da ONU. 6 - Você precisa assistir Empresa brasileira une tecnologia e natureza para restaurar florestas No vídeo acima, a Júlia Carvalho conta que a brasileira re.green venceu uma das categorias do Earthshot Prize 2025, prêmio criado pelo príncipe William para destacar soluções ambientais pelo mundo. A empresa usa IA, satélites e conhecimento da floresta para recuperar áreas da Amazônia e da Mata Atlântica. A meta é grande: restaurar 1 milhão de hectares. Desde 2021, já são 6 milhões de mudas cultivadas, e eles tem planos de chegar a 65 milhões até 2032. Hoje, a re.green trabalha em 34 mil hectares em quatro estados e monitora tudo de perto para garantir que a floresta volte a se regenerar. "Entendemos que para conseguir restabelecer todos os processos ecossistêmicos e recuperar uma floresta resiliente, é fundamental que as plantas escolhidas sejam parte natural do bioma da região", afirma a empresa. 7 - Além da imagem Barqueata da Cúpula dos Povos leva mais de 200 embarcações à Baía do Guajará durante a 30ª Conferência das Partes (COP30). Hermes Caruzo/COP30 MAIS DO QUE UMA FOTO: Mais de 200 embarcações ocuparam a Baía do Guajará na manhã da última quarta, em Belém, em um protesto que abriu a Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30. Cerca de 5 mil pessoas de 60 países participaram da barqueata, que cobrou justiça climática e denunciou o avanço de grandes obras e do agronegócio sobre territórios tradicionais. O percurso saiu da UFPA e seguiu até a Vila da Barca, uma das maiores comunidades de palafitas da América Latina, localizada na periferia da cidade. Entre os barcos, estavam lideranças como o cacique Raoni Metuktire e Alessandra Korap Munduruku. Um grupo de organizações ambientais também levou uma capivara inflável. Para os organizadores, foi um “manifesto das águas” em defesa da Amazônia. Saiba mais aqui sobre a barqueata pela justiça climática Amanhã, acompanhe mais um TERMÔMETRO DA COP30. Até lá! LEIA TAMBÉM: Preços de hospedagem caem quase 50% em Belém às vésperas da COP 30, aponta Airbnb Cúpula de Belém surpreende ao trazer de volta o petróleo para o foco das negociações da COP Tornado, ciclone, furacão: entenda as diferenças entre os fenômenos meteorológicos

Palavras-chave: tecnologia

CNU 2025: prazo para envio de títulos começa nesta quinta; veja como fazer

Publicado em: 13/11/2025 00:01

CNU 2025: começa o prazo para envio de títulos O prazo para envio dos documentos para a avaliação de títulos do Concurso Nacional Unificado (CNU) começa nesta quinta-feira (13). ➡️ A prova de títulos é uma etapa do concurso que considera a experiência profissional e formação acadêmica — como pós-graduação, mestrado e doutorado — para compor a nota final dos candidatos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Os documentos devem ser enviados pela página oficial do concurso no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), seguindo as regras do edital. (Veja abaixo como fazer) O prazo para envio dos títulos termina em 19 de novembro. O resultado preliminar será divulgado em 8 de janeiro de 2026, seguido do período de recursos, de 9 a 12 de janeiro. Nesse momento, os candidatos poderão contestar a pontuação atribuída. Após a análise dos recursos, o resultado final será publicado em 18 de fevereiro. As primeiras listas de classificação devem ser divulgadas em 20 de fevereiro. (Confira o cronograma completo abaixo) ➡️ Como será feita a Avaliação de Títulos? Essa etapa é classificatória e pode acrescentar até dois pontos para cargos de nível intermediário e até cinco pontos para cargos de nível superior. Os candidatos devem digitalizar e enviar certificados, diplomas e comprovantes de experiência profissional dentro do prazo, respeitando os formatos e limites de tamanho exigidos. Os títulos devem ser enviados em formato digital — imagem do documento original ou cópia autenticada, frente e verso — nos formatos JPG, JPEG, PNG ou PDF, com tamanho máximo de 5 MB por arquivo. Serão aceitos os seguintes documentos: Diplomas, certificados ou declarações de conclusão de cursos (em papel timbrado da instituição, com data de conclusão, carga horária e aprovação da banca); Para pós-graduação, é necessário incluir o histórico escolar junto à declaração; Títulos obtidos no exterior devem estar reconhecidos por instituições brasileiras e traduzidos por tradutor juramentado, se estiverem em língua estrangeira. Cada título será analisado pela comissão, que verificará sua autenticidade e relevância, atribuindo pontos conforme os critérios do edital. A soma dos pontos definirá a nota final nesta etapa. O resultado será publicado no sistema, com possibilidade de recurso em caso de divergência. Durante o envio dos documentos, o candidato deve observar algumas orientações importantes: Títulos exigidos como requisito básico para o cargo não serão pontuados; Cada título será considerado apenas uma vez; O envio fora do prazo ou por outro meio que não o sistema online será desconsiderado; A ausência de envio de títulos não elimina o candidato, mas resultará em nota zero nesta etapa. O resultado preliminar será divulgado em 8 de janeiro de 2026, com prazo para recursos entre 9 e 12 de janeiro. O resultado definitivo está previsto para 18 de fevereiro de 2026. 🤔 Como os títulos compõem a nota final do concurso? A Avaliação de Títulos é classificatória e integra a Nota Final Ponderada (NFP) do concurso, junto com as notas da prova objetiva e da prova discursiva. A soma funciona da seguinte forma: Nota da Prova Objetiva (NPO) + Nota da Prova Discursiva (NPD) + Nota da Avaliação de Títulos (NAT) = Nota Final Ponderada (NFP) Para cargos de nível superior, a prova objetiva vale até 150 pontos, a discursiva até 45 pontos e os títulos podem acrescentar até 5 pontos, totalizando 200 pontos. Ou seja, os títulos representam cerca de 2,5% da nota final. Nos cargos de nível intermediário, o total máximo é de 100 pontos: 68 na prova objetiva, 30 na discursiva e até 2 pontos nos títulos — o que equivale a cerca de 2% na nota final. Embora tenham impacto limitado na nota final, os títulos podem ser decisivos em casos de empate ou para melhorar a posição do candidato na disputa por vagas. A classificação final seguirá a ordem decrescente da Nota Final Ponderada, considerando a prioridade de escolha dos cargos e as modalidades de concorrência — ampla concorrência, candidatos negros, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência. Para alguns cargos, etapas posteriores — como defesa de memorial, prova oral ou curso de formação — também podem influenciar o resultado final antes da homologação do concurso. 📌 Como será a próxima etapa? A próxima etapa do CNU 2025 é a prova discursiva, marcada para 7 de dezembro. Nessa fase, participam apenas os candidatos aprovados na prova objetiva. Os participantes serão avaliados conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo. Veja como serão as provas: Nível superior: os candidatos responderão duas questões discursivas, com duração de três horas (das 13h às 16h); Nível intermediário: os candidatos farão uma redação dissertativa-argumentativa, com duração de duas horas (das 13h às 15h). Além de avaliar a capacidade de argumentação e o domínio do conteúdo, essa etapa é decisiva para a classificação final dos candidatos. Nesta edição, a seleção segue um único edital, o que facilita o acesso às informações. As vagas estão distribuídas em nove blocos temáticos, que agrupam cargos por áreas como saúde, tecnologia, administração, justiça, entre outras. A versão impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição, com o local da prova da discursiva, estará disponível em 1º de dezembro de 2025. A nota preliminar da prova discursiva, acompanhada do espelho de correção, será divulgada 23 de janeiro de 2026. Os candidatos poderão pedir revisão das notas nos dias 26 e 27 de janeiro. O resultado dos recursos e a nota final da prova discursiva serão divulgados em 18 de fevereiro de 2026. As primeiras listas de classificação devem sair em 20 de fevereiro de 2026. O cronograma prevê que as convocações comecem em março do próximo ano. Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação 📆 Confira o cronograma oficial Disponibilização da imagem do cartão de respostas: 12/11/2025 Convocação para prova discursiva: 12/11/2025 Convocação para confirmação de cotas e PcD: 12/11/2025 Convocação para a avaliação de títulos: 12/11/2025 Envio de títulos: de 13 a 19/11/2025 Cartão de confirmação de inscrição para prova discursiva: 1/12/2025 Prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7/12/2025 Procedimentos de confirmação de cotas: de 8 a 17/12/2025 Resultado preliminar da avaliação de títulos: 2/1/2026 Divulgação da nota preliminar da prova discursiva: 6/1/2026 Pedidos de revisão das notas da discursiva: de 7 a 8/1/2026 Divulgação da 1ª lista de classificação: 30/1/2026 Como estudar para o CNU

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Apenas 15% das cidades brasileiras têm um plano municipal de adaptação às mudanças climáticas, diz levantamento

Publicado em: 12/11/2025 22:24

Apenas 15% das cidades brasileiras têm plano municipal de adaptação às mudanças climáticas Desastres naturais deixaram evidente, mais uma vez, que é necessário preparar cidades brasileiras contra eventos extremos. Os tornados que atingiram o Paraná na sexta-feira (7) se somam a outras datas trágicas no calendário das mudanças climáticas. 2024 foi o ano das enchentes no Rio Grande do Sul. Em 2023, temporais devastaram o litoral norte de São Paulo. “Os desastres e as catástrofes estão sucedendo, e nós não estamos, no Brasil, nos preparando a tempo e o quanto nós deveríamos”, afirma Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden. Victor Marchezini é pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, o Cemaden. Um levantamento do Cemaden no primeiro semestre de 2025 mostrou que apenas 15% das cidades brasileiras têm um plano municipal de adaptação às mudanças climáticas. Mais de dois terços delas estão nas regiões Sudeste e Sul. O Nordeste vem em seguida. As regiões Centro-Oeste e Norte são as que têm os menores índices de municípios com planos para enfrentar as mudanças ambientais. Em 2009, o Brasil anunciou a Política Nacional sobre Mudança do Clima. São basicamente dois caminhos: planos de mitigação e de adaptação. Os planos de mitigação indicam formas de reduzir as emissões que causam mudanças climáticas, e as estratégias de adaptação buscam reduzir os impactos dos eventos extremos, que já são frequentes. Ou seja, mitigação são as táticas usadas para evitar o aquecimento do planeta. Por exemplo: a substituição dos combustíveis fósseis, incentivo ao uso de bicicletas e carros elétricos, e o reflorestamento de áreas degradadas. Já o plano de adaptação é uma estratégia para lidar com os problemas que já existem, tais como: criar infraestruturas mais resistentes, barreiras contra enchentes e planos de alerta em áreas vulneráveis. Mas foi só em 2024, depois da inundação no Sul do país, que o Brasil estabeleceu as diretrizes para os planos de adaptação. Mas elas não são obrigatórias. O professor da Unesp, Pedro Henrique Torres, diz que a preocupação com o clima está de fora até mesmo dos planos diretores, que tratam do desenvolvimento das cidades. Ele diz que é preciso ter planos de fuga e criar áreas seguras, especialmente nas regiões mais pobres das cidades, que geralmente são as que mais sofrem. “Os planos diretores, infelizmente, não contemplam a dimensão climática como deveriam. E aí tem -principalmente nas cidades urbanas de grande porte, mas também nas médias e nas pequenas - uma relação que deve ser vista cada vez mais estreita entre adaptação, entre o desenvolvimento e crescimento das cidades e o tema do clima. Ou seja: para onde vão as pessoas quando tem um déficit habitacional na cidade”, afirma Pedro Henrique Torres, professor do Instituto de Biociência do Campus Litoral da Unesp. Apenas 15% das cidades brasileiras têm um plano municipal de adaptação às mudanças climáticas, diz levantamento Jornal Nacional/ Reprodução E foi depois da forte ressaca forte em 2016 que Santos, no litoral de São Paulo, criou uma Comissão Municipal de Adaptação à Mudança do Clima. Santos começou mapeando as áreas mais vulneráveis do território. E a orla é uma delas. Os moradores contam que, 20 anos atrás, tinha uma faixa de areia na ponta da praia. Hoje, o mar quebra praticamente no muro do calçadão. Ou seja: a praia - que era uma barreira de proteção natural contra a força das ondas - desapareceu. E foi preciso agir. A cidade fez uma parceria com a Unicamp e colocou sacos enormes de areia na ponta da praia, bem perto do canal do porto, que é um dos principais da América Latina. “Eles têm uma função de quebrar a energia das ondas e também reter sedimento. Esse foi um projeto pioneiro, piloto. Em 2018, ele foi inaugurado. De lá para cá, não tivemos mais estragos nas estruturas urbanas. E já temos um projeto tanto de reforma como também prolongá-lo em direção ao canal quatro. Com isso, ampliando a área protegida com os chamados ecobags aqui em Santos", conta Glaucus Farinello, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos. Outra ação foi em uma área de encosta. Os moradores que viviam em uma ocupação de risco foram removidos e a própria população ajudou a replantar espécies nativas da Mata Atlântica. “Envolver a população é fundamental. Ela é a peça fundamental, porque se a gente consegue envolver a população, a gente vai conseguir que a população também empurre o tomador de decisão a considerar essa agenda importante na política pública”, diz Pedro Henrique Torres. Mas, para colocar todos os planos necessários em prática, é preciso dinheiro. Ou seja, financiamento. “Existem muitas atribuições colocadas para os municípios. Mas faltam os meios de implementação para ajudar os municípios a colocar a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e adaptação às mudanças climáticas também em prática”, afirma Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden. O Ministério do Meio Ambiente reconhece a urgência de ações para adaptar os municípios. “A gente tem feito um trabalho no âmbito do programa Cidade Verde Resilientes para reunir tanto os gestores do Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente, também Ministério da Ciência e Tecnologia em particular, mas outros ministérios também estão envolvidos. Além do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, em todos os recursos que estão disponíveis para que a gente permita, possibilite aos gestores essa facilitação”, diz Inamara Mélo, diretora de Políticas Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente.

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MPRJ identifica casos de tiro à curta distância e decapitação entre mortos da megaoperação no Rio

Publicado em: 12/11/2025 21:28

ATENÇÃO, IMAGENS FORTES: Imagem de drone mostra corpos em sacos no pátio do IML após megaoperação da polícia no Rio Reuters/Janaina Quinet O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) encontrou indícios de mortes com características “fora do padrão de confronto” entre os 121 corpos dos mortos durante a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no último dia 28 de outubro. Um relatório técnico obtido pela TV Globo revelou que os peritos identificaram ao menos dois casos atípicos, sendo um cadáver com marcas de tiro à curta distância e outro com sinais de decapitação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo o documento, elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT/CI2) do MPRJ, as necropsias foram acompanhadas por técnicos do órgão no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IMLAP) entre os dias 28 e 30 de outubro. A equipe observou que todos os mortos eram homens, de 20 a 30 anos, com ferimentos compatíveis com munições de alta energia, típicas de fuzis, mas destacou que os dois casos destoavam do padrão. “Um corpo apresentava lesões com características de disparo de arma de fogo à curta distância (...) Outro corpo possuía lesão produzida por projétil de arma de fogo à distância, porém apresentava, adicionalmente, ferimento por decapitação, produzido por instrumento cortante ou corto-contundente", dizia um trecho do relatório. Chuva de tiros’: imagens registram intensa troca de tiros por 62 segundos durante megaoperação no Rio Os promotores sugerem uma “análise minuciosa” das imagens das câmeras corporais dos agentes que atuaram na Operação Contenção, além do escaneamento do ambiente do confronto, para esclarecer a dinâmica das mortes. Roupas camufladas, munição e drogas O relatório do MPRJ informou ainda que a equipe técnica acompanhou todos os 121 exames de necropsia, com 378 varreduras técnicas de documentação pericial e escaneamento corporal digital. A atuação do órgão teve o objetivo de observar lesões que fugissem ao contexto esperado de confronto armado. A maioria dos corpos vestia roupas camufladas, coletes e botas operacionais, roupas associadas ao combate, e alguns carregavam munição, drogas e celulares nos bolsos. Operação contra o Comando Vermelho: corpos encontrados na mata são levados para a Praça da Penha Jornal Nacional/ Reprodução Muitos corpos tinham tatuagens ligadas a facções criminosas. Ainda assim, o relatório reforçou que o achado de disparos à curta distância e de decapitação “destoava das demais lesões”, sugerindo que nem todas as mortes ocorreram sob as mesmas circunstâncias. O MPRJ ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais e a identificação oficial dos corpos para correlacionar os achados com os registros de cada vítima. Megaoperação com 121 mortos A Operação Contenção, deflagrada no dia 28 de outubro, reuniu cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e resultou em 121 mortos, entre eles quatro policiais. Outros 113 suspeitos foram presos e 93 fuzis apreendidos, segundo balanço oficial. Foto de drone mostra fila de corpos estendidos em praça no Complexo da Penha, no Rio. Reuters/Ricardo Moraes A ofensiva, que mirou o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, provocou uma série de retaliações coordenadas por criminosos, com bloqueios em vias expressas como a Linha Amarela e a Grajaú-Jacarepaguá. O município do Rio chegou a entrar em estágio operacional 2, e o transporte público foi paralisado em várias regiões. De acordo com o governo estadual, a ação foi planejada para conter o avanço da facção. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que “a operação foi necessária, planejada e vai continuar”.

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Veja quem são as pessoas do 'alto escalão' da Prefeitura de Sorocaba citados em investigação da PF

Publicado em: 12/11/2025 20:33

Secretários e ex-secretários municipais de Sorocaba (SP) são citados em investigação da PF; todos continuam em cargos públicos Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação Secretários, ex-secretários e servidores da Prefeitura de Sorocaba (SP) foram citados pela Polícia Federal na investigação que apura um suposto esquema de propina envolvendo contratos municipais. As informações estão no documento que embasou, além das prisões de Josivaldo Batista Souza e Marco Mott, o afastamento do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) por 180 dias. O g1 e a TV TEM tiveram acesso aos documentos que mostram como era o suposto esquema e a suposta participação dos servidores. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Pelo menos seis dos citados ainda ocupam cargos na Prefeitura de Sorocaba. São eles: Clayton Cesar Marciel Lustosa, secretário do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Glauco Enrico Bernandes Fogaça, diretor presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto; Luciana Mendes da Fonseca, secretária de Administração; Márcio Bortolli Carrara, ex-secretário da Educação e atual assessor de gabinete na Secretaria de Governo; Marcelo Duarte Regalado, secretário municipal da Fazenda; Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo e atual assessor do Gabinete Central. Os servidores aparecem na contabilidade paralela de Josivaldo como supostos beneficiários de pagamentos ilícitos ligados ao esquema de corrupção. Até a noite desta quarta-feira (12), porém, eles não eram investigados pela Polícia Federal. Segundo relatório da PF, o nome "BP Cleyton" se refere a Clayton Lustosa e que a sigla "BP" significa bispo, título religioso do secretário. Ele aparece em três registros na contabilidade paralela de Josivaldo e teria recebido R$ 55 mil de origem ilícita. Nome que aparece em anotações financeiras de Josivaldo seria de Clayton Cesar Marciel Lustosa, secretário do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte Reprodução Márcio Bortolli Carrara é mencionado no relatório como tendo recebido com valores de R$ 100 mil. Na contabilidade de Josivaldo, a PF identificou quatro pagamentos feitos à uma pessoa com o nome "Carra" e "Carrara". A investigação entendeu que se trata do ex-secretário. Carrara é investigado em um processo de licitação na cidade sobre a compra dos kits de robótica e ficou afastado do cargo de secretário da Educação por sete meses, até ser exonerado em fevereiro do ano passado. Atualmente, ele ocupa cargo de assessor de gabinete. PF aponta que 'Carrara' que aparece em contabilidade paralela de Josivaldo seria Marcio Bortolli Carrara, ex-secretário de Educação e atual assessor de gabinete na Prefeitura de Sorocaba (SP) Reprodução Outro ex-secretário que aparece no relatório como tendo recebido R$ 100 mil é Paulo Henrique Marcelo, citado nas movimentações financeiras como "PH". A PF também localizou conversas entre Josivaldo e Paulo Henrique em aplicativos de mensagem, marcando encontros presenciais. Paulo foi condenado a prisão por propina e superfaturamento na compra de um prédio, no valor de R$ 30 milhões, que seria a sede da Secretaria de Educação. A compra do prédio ocorreu em 2021, no primeiro ano da gestão do prefeito Rodrigo Manga. Ele recorre da decisão em liberdade. Contabilidade paralela aponta quatro possíveis pagamentos a "PH", que a Polícia Federal interpretou como Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento de Sorocaba Reprodução Luciana Mendes da Fonseca é relacionada com a descrição "Dra". Ela aparece tendo recebido, supostamente, sete pagamentos, porém, não consta no relatório os valores pagos. Prints anexados ao relatório mostram troca de entre Luciana e Josivaldo. Na conversa, a secretária compartilha informações e preocupações internas com Josivaldo, que não tem cargo público, o que demonstra, conforme a PF, que o pastor tem acesso e influência dentro da administração municipal. As anotações com os termos “regalado”, “regado” e “rega” fazem referência a Marcelo Duarte Regalado, atual Secretário da Fazenda de Sorocaba, conforme apontam os investigadores. De acordo com a Polícia Federal, foram identificados quatro registros de pagamentos associados ao nome do secretário, todos vinculados aos valores “3.5” ou “3.500”, que indicariam transferências em dinheiro. Duas anotações com o nome "Glauco" também aparecem nos registros de Josivaldo, com valores de "4.150" e "4.700". A PF relaciona o registro a Glauco Enrico Bernandes Fogaça, diretor-presidente do Saae, autarquia municipal responsável por serviços de abastecimento e saneamento na cidade. A Polícia Federal também encontrou conversas entre Josivaldo e Glauco Fogaça no celular apreendido. Glauco Fogaça, diretor-presidente do Saae, é citado em relatório como tendo recebido pelo menos dois pagamentos Reprodução Conforme a Polícia Federal, os pagamentos são considerados ilícitos porque não aparecem na contabilidade oficial, mas sim em uma planilha paralela, típica de esquemas de corrupção, favorecimento ou desvio de recursos. Segundo a Polícia Federal, a principal forma usada para dar aparência legal ao dinheiro suspeito foi por meio de contratos de publicidade que, na prática, não eram verdadeiros. A investigação aponta que estes contratos não passavam de "ficção" e "estratagema", usados como estratégia para fazer o dinheiro proveniente da atividade criminosa desenvolvida pelo grupo parecer legítimo e voltar a circular na economia. Além dos nomes acima, a Polícia Federal investiga a participação dos ex-secretários municipais Vinícius Tadeu Sattin Rodrigues e Fausto Bossolo. A Justiça, inclusive, determinou que Rodrigo Manga não tenha contato com os dois. Ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), Vinicius Rodrigues, e ex-secretário de Administração, Fausto Bossolo Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação O que dizem os citados A defesa do prefeito, representada pelo escritório Bialski Advogados Associados, disse que a investigação conduzida pela Polícia Federal de Sorocaba "é completamente nula, porque foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente". "Além disso, é fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito nesse inquérito policial. Ademais, indiscutivelmente temerário o afastamento do prefeito baseado em ilações sobre supostas irregularidades investigadas. Os supostos fatos remontam ao ano de 2021, o que demonstra a ausência de qualquer contemporaneidade capaz de colocar em risco a continuidade do exercício do legítimo mandato do chefe do Executivo Municipal. Mandato este, inclusive, conquistado nas urnas, de forma legítima e maciça." Os representantes de Josivaldo, Simone e da Igreja Cruzada de Milagres dos Filhos de Deus afirmam que jamais participaram de qualquer atividade ilícita e que todos os recursos da igreja e de seus sócios estavam devidamente declarados às autoridades desde 2018. Sobre os servidores municipais, citados na investigação, a Prefeitura de Sorocaba informou que não foi oficialmente notificada e que o setor jurídico do município não teve acesso ao conteúdo. Vinícius Rodrigues se manifestou dizendo que mantém seu posicionamento de que não tem envolvimento com os eventos ou com os contratos investigados pela PF. Habeas corpus negado Os advogados de Manga protocolaram, no dia 10 de novembro, um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). No dia seguinte, às 9h25 da manhã, apresentaram um complemento ao pedido. O documento tem 422 páginas e é assinado por seis advogados, que tentam convencer a Justiça a suspender as restrições administrativas impostas ao político. Apesar do pedido, o habeas corpus foi negado pela Justiça e não exclui automaticamente a investigação da Polícia Federal e não garante o retorno imediato de Manga à administração municipal. Ele segue afastado do cargo até abril de 2026, conforme decisão judicial. Sobre a operação A investigação que levou à operação teve início em 2022, após suspeitas de fraudes na contratação da Organização Social (OS) Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni) para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde em Sorocaba. A OS fez a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden. O g1 e a TV TEM conseguiram, com exclusividade, em julho de 2024, acesso a documentos de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio Grande do Sul. Com base nessas informações e em outras reportagens publicadas, o g1 preparou uma linha do tempo sobre o caso, das reuniões em 2020 às operações em 2025. Os documentos traziam elementos, obtidos via interceptação telefônica e quebra de sigilo de mensagens, de que a relação entre os investigados e a OS começou antes mesmo da eleição de 2020 e teria sido conduzida diretamente por Manga. Os documentos já estão com promotores de Sorocaba. Linha do tempo da operação Copia e Cola, da Polícia Federal, que investiga irregularidades na saúde de Sorocaba (SP) Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Lobistas, doleiros e políticos: quem é quem no esquema de fraude em licitações de materiais escolares no interior de SP

Publicado em: 12/11/2025 20:25

Vice-prefeito de Hortolândia é preso em operação da PF contra fraudes em licitações O processo judicial que resultou na operação Coffee Break, da Polícia Federal, nesta terça-feira (12), indica que o esquema de fraudes em licitações de material escolar em prefeituras do estado de São Paulo envolvia, além de autoridades municipais, empresários, doleiros e lobistas. Cinco pessoas foram presas, entre elas, o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo a PF, alguns dos investigados alegavam ter influência no governo federal, dentre eles, Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Kalil Bittar, ex-sócio de outro filho do petista. Entenda a seguir como funcionava o esquema e o papel de cada um dos suspeitos segundo a investigação da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU). ➡️Operação Coffee Break 50 mandados de busca e apreensão 6 mandados de prisão preventiva 5 pessoas presas 24 pessoas são alvos dos mandados 4 prefeituras ligadas à maior parte dos desvios: Sumaré, Hortolândia, Limeira e Morungaba O nome coffee break se dá porque os suspeitos chamavam a propina de "café" O esquema Segundo a investigação, a organização criminosa usava lobistas para intermediar contatos entre a Life Tecnologia Educacional, empresa usada no esquema, e o poder público. Eles fraudavam licitações, vendendo a prefeituras materiais didáticos e kits de robótica com valores superfaturados em até 35 vezes o preço real. O dinheiro arrecadado era lavado por meio da ação de doleiros que geravam o montante em espécie para repassar propinas aos envolvidos nas etapas anteriores. Segundo a PF, a Life registrou uma entrada de R$ 128 milhões, por meio de mais de 305 transferências, sendo quase todas provenientes de prefeituras. Quem é quem no esquema Da esquerda para a direita: Cafu Cesar, vice-prefeito de Hortolândia; André Mariano, líder da Life Tecnologia Educacional; e Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula. Reprodução/ Redes Sociais, Polícia Federal e Portal On André Gonçalves Mariano: é apontado como o líder da organização criminosa, proprietário da empresa Life Tecnologia Educacional, responsável por gerar lucro ilícito por meio de licitações superfaturadas, lavar o dinheiro e coordenar o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e intermediadores políticos. Segundo a PF, ele recebeu mais de R$ 16 milhões diretamente em sua conta pessoal. Mariano foi preso preventivamente na operação desta quarta (12). O empresário já tinha sido condenado em 2024 pela Justiça Federal por crime de fraude em uma licitação e, inicialmente, teria que cumprir dois anos de detenção em regime aberto, que foram substituídos por prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, além do pagamento de multa. Carlos Augusto Cesar, o "Cafu": é vice-prefeito e secretário de Governo de Hortolândia, investigado por atuar ativamente no direcionamento de licitações do município e liberação de pagamentos para a Life em troca de vantagens indevidas. A investigação aponta indícios de que ele teria recebido (por meio de terceiros) pelo menos R$ 2,4 milhões. Ele foi preso preventivamente nesta quarta. Quem é Cafu Cesar, vice-prefeito de Hortolândia preso em operação da PF contra fraudes em licitações Fernando Gomes de Moraes: é o secretário municipal de Educação de Hortolândia (SP), acusado de assinar atas de registro de preços, direcionar licitações e agilizar pagamentos da Life em troca de propina. Foi preso preventivamente na operação desta quarta (12). José Aparecido Ribeiro Marin: é ex-secretário municipal de Educação de Sumaré, apontado como o principal parceiro de André Mariano na cidade, responsável por direcionar licitações e liberar pagamentos em troca de propina. Ele foi alvo de mandado de prisão, não cumprido. Carla Ariane Trindade: foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho adotado por Lula. É mãe de neto do atual presidente. Carla foi alvo de busca e apreensão nesta quarta (12). Segundo a Polícia Federal, ela integra o núcleo político da organização criminosa, atuando como lobista e intermediária para a empresa Life Tecnologia Educacional, defendendo seus interesses junto a órgãos públicos federais — especialmente o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) — e municipais. É citada na investigação com as alcunhas de "Nora" e "amiga de Paulínia". Kalil Bittar: é ex-sócio de filho de Lula (Fábio Luís Lula da Silva) e apontado como intermediador político e "lobista", sendo considerado pela PF como figura de "grande importância e participação no sucesso empresarial da Life". Ele teria recebido pagamentos diretos e "mesada" de André Mariano, além de um carro de luxo da marca BMW, doado também por Mariano. Ele foi alvo de busca e apreensão em Brasília nesta quarta. Kalil foi visto em uma comitiva brasileira em viagem oficial à China, acompanhando o Vice-Presidente da República, embora não possuísse "qualquer vínculo formal" com órgãos públicos. Segundo a PF, a finalidade era patrocinar os interesses privados de Andre Mariano junto aos órgãos públicos. Eduardo Maculan: foi identificado como "doleiro" que atuava com Claudia Terumi na conversão de transferências da Life em dinheiro em espécie, utilizando empresas e métodos como pagamento de boletos fracionados. Suas empresas teriam recebido mais de R$ 9 milhões da Life. Ele foi preso preventivamente nesta quarta. Abdalla Ahmad Fares: também identificado como "doleiro" e proprietário de diversas empresas, ele é responsável por converter recursos da Life em dinheiro em espécie para André Mariano fazer o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e lobistas. Ele foi preso preventivamente nesta quarta. Rogério Mion: é Secretário Municipal de Habitação de Hortolândia e foi alvo de busca e apreensão. Marcia Cristina Tognete: é diretora do Centro de Formação de Educadores Municipais de Sumaré e teria recebido R$ 187 mil dividido em 42 transações indevidamente a partir de outubro de 2021. Foi alvo de busca e apreensão. Alejandro Vladimir Bermejo Ângulo Junior: professor de Sumaré que assinou documento que desqualificou uma empresa concorrente da Life, em processo de licitação. Foi alvo de busca e apreensão. Marcus Ricardo Gonçalves: é professor de Sumaré que assinou documento que desqualificou uma empresa concorrente da Life, em troca de R$ 24 mil. Foi alvo de busca e apreensão. Clovis Adriano Viana: é professor de Sumaré que assinou documento que desqualificou uma empresa concorrente da Life, em troca de R$ 14 mil segundo a investigação. Foi alvo de busca e apreensão. Claudia Terumi Okumura Rodrigues: parceira de Eduardo Maculan na atividade de doleira, foi alvo de busca e apreensão. Mercilio dos Santos Yamassita: foi identificado como um operador financeiro responsável por intermediar a conversão de transferências bancárias em dinheiro vivo para Mariano, e lavar dinheiro a partir de empresas de fachada como a Les Barons. Foi alvo de busca e apreensão. Paulo de Matos Junior: envolvido na lavagem de dinheiro via criptoativos. Foi alvo de busca e apreensão. Péricles Santos Gomes: sócio da empresa de fachada Les Barons, utilizada como "banco clandestino". Foi alvo de busca e apreensão. Paulo Marcos Borges dos Santos: é apontado como lobista com acesso a ministérios e parlamentares. Foi alvo de busca e apreensão. Serafim José de Oliveira Junior: teria atuado pontualmente como doleiro auxiliando no esquema de lavagem de dinheiro. Foi alvo de busca e apreensão. Gustavo Adolfo Morceli Rodrigues: fornecedor que contribuiu para o superfaturamento e parceiro empresarial de André Mariano. Há indícios de lavagem de dinheiro a partir de empresas controladas por Gustavo. Foi alvo de busca e apreensão. João Raphael de Oliveira Lima Knack: teria indicado doleiros para André Mariano. Foi alvo de busca e apreensão. Cristian Bergue Cesar: é filho Carlos Augusto Cesar, o "Cafu", vice-prefeito e secretário de Governo de Hortolândia preso nesta quarta suspeito de auxiliar na lavagem de propinas. Foi alvo de busca e apreensão. Magno Romero Rabelo Mota: envolvido no lobby em Brasília. Esteve presente em uma reunião da Life no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), atuando como um dos representantes da empresa. Foi alvo de busca e apreensão. Daniel Lancaster Gonçalves Grassano de Moraes: teria oferecido serviço de lavagem de dinheiro por meio da empresa Metrópole Soluções Ltda. O que dizem os envolvidos A prefeitura de Hortolândia disse que aguarda o acesso às informações da denúncia para avaliar quais medidas serão adotadas. A defesa do vice-prefeito de Hortolândia, Cafú Cesar, informou que assim qeu finalizar a análise do inquérito irá ingressar com as medidas para a reversão da prisão preventiva. Mario Botion, que era prefeito na época das irregularidades, informou que, durante sua gestão, a licitação junto à empresa Life Educacional foi regular e transparente e que está à disposição para esclarecimento. Já a atual administração da prefeitura disse que não renovou o contrato com a empresa, nem fez qualquer pagamento à Life neste ano. A empresa Life Educacional, principal alvo da investigação, apenas informou que não vai se pronunciar. A defesa de Abdalla Ahmad Fares disse que ainda não teve acesso aos autos e que a investigação vai provar a inocência do empresário. O g1 pediu posicionamento a todos os envolvidos e até a publicação desta reportagem não teve retorno dos demais. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Câmara Municipal de BH aprova moção de apoio a operação que causou 121 mortes no RJ

Publicado em: 12/11/2025 20:14

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. Ricardo Moraes/Reuters A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta quarta-feira (12), uma moção em apoio à operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. A manifestação, destinada ao secretário de estado de Segurança Pública do RJ, Victor Santos, destaca que a operação promoveu o "enfrentamento direto à criminalidade organizada que ameaça a paz social e a ordem pública no Rio de Janeiro e em todo o Brasil". "A operação em questão representou mais um ato de bravura e compromisso com o dever público, revelando a coragem dos profissionais que, diuturnamente, colocam suas vidas em risco na defesa da população e da ordem pública", diz o texto, assinado pelos vereadores Pablo Almeida (PL), Sargento Jalyson (PL) e Wanderley Porto (PRD). Normalmente, as moções não precisam passar pelo Plenário, mas essa proposição foi levada à votação após ter sido impugnada por Pedro Patrus (PT). Ele e outros três parlamentares votaram contra o texto nesta quarta. "As pessoas acham que esse tipo de ação vai resolver alguma coisa. Não resolveu absolutamente nada, não é assim que se resolve. Vereador que vem a esse microfone defender uma operação como essa defende a morte, defende o sangue, defende o terror. [...] Nós temos que ter várias formas de se combater o crime organizado que vão muito além de entrar numa favela dando tiro e matando pessoas", disse Patrus. 'Muro do Bope': entenda estratégia da polícia em megaoperação mais letal do Rio de Janeiro Relembre A megaoperação contra o Comando Vermelho foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha no dia 28 de outubro. Ao todo, 121 pessoas morreram – incluindo quatro policiais – e 113 foram presas. Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro atuaram no cumprimento de quase 100 mandados de prisão. Traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Escolas e postos de saúde não abriram, e a população também sentiu impactos no transporte coletivo e no trânsito. O governador do RJ, Cláudio Castro (PL), considerou a operação um "sucesso" e que só os quatro policiais mortos são "vítimas". Operação Contenção no Complexo da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro Arte g1

Palavras-chave: câmara municipal

Prefeitura de Limeira pagou R$ 10 milhões por kits educacionais de empresa investigada por superfaturamento, diz PF

Publicado em: 12/11/2025 19:42

Operação da PF contra fraudes em licitações cumpre mandados em Piracicaba e Limeira A Prefeitura de Limeira (SP) gastou R$ 10,7 milhões da verba pública municipal para compras de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia de uma empresa que é investigada por superfaturar seus produtos em até 35 vezes, segundo investigação da Polícia Federal (PF). A casa e uma empresa de ex-prefeito de Limeira, Mario Botion, foram alvos de mandado de busca durante a operação Coffee Break, realizada pela PF, nesta quarta-feira (12). Já na sede da Life Educacional, que fornecia os kits, a polícia apreendeu documentos, computadores e outros aparelhos eletrônicos. Cinco veículos também foram apreendidos. "A autoridade policial afirma que o sobrepreço praticado pela empresa é evidente, alcançando até 35 vezes o preço de aquisição da mercadoria. Em alguns casos, além do superfaturamento, a Life teria adquirido livros somente após tê-los vendido à prefeitura. Aduz que a Life compra livros por valores entre 1 e 5 reais, e os revende para prefeituras por valores de 60 a 80 reais", diz trecho de uma decisão judicial que cita as investigações policiais. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "Da análise de notas fiscais, o município de Sumaré/SP totaliza R$ 57.666.606.68 em compras de produtos da LIFE; o de Hortolândia, R$ 17.969.716,70; e, o de Limeira, R$ 10.710.000,00, concluindo que, da análise 'fria' das notas fiscais, a LIFE teria lucrado pelo menos 50 milhões de reais com a venda de livros a essas prefeituras", acrescenta. Operação da PF contra fraudes em licitações cumpre mandados em Piracicaba e Limeira PF cita empresas de fachada e repasses indevidos As investigações da PF ainda citam uma série de supostas irregularidades na relação entre a empresa e prefeituras com quem firmou contratos: Que a Life nunca teria demonstrado ter porte para o volume financeiro dos contratos; Que a Life teria empregado sua "altíssima" margem de lucro em transações voltadas a adquirir patrimônio para seu sócio e remessas de valores para empresas de fachada, controladas por "doleiros", para ocultar a origem/destino do dinheiro; Que foi possível identificar diversas transferências bancárias da Life Tecnologia para empresas de fachada; Que o sócio administrador da Life adotava a "prática corriqueira" de pagamentos indevidos a servidores públicos e lobistas, que lhe garantiam os contratos milionários junto às prefeituras. Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Piracicaba e Limeira em operação contra fraudes em licitações públicas Edijan Del Santo/EPTV Código 'café' fazia alusão a repasses, diz PF Também conforme as investigações, o termo “café” era utilizado para se referir ao pagamento de valores em espécie para interlocutores do esquema investigado. "'Café' é utilizado, claramente, em alusão a esta remessa de dinheiro em espécie para operadores políticos", afirma a PF. Durante quebra de sigilos de investigados, foram acessadas agendas deles que continham agendamentos, em três datas, com o termo "Limeira: café". Os agendamentos eram para os dias 17 de fevereiro de 2023, 26 de abril de 2023 e 12 de maio de 2023. Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação irregular e organização criminosa. Material apreendido pela Polícia Federal em unidade educacional em Piracicaba Edijan Del Santo/EPTV O que dizem os citados A Life Educacional informou à EPTV que não vai se pronunciar sobre o caso. Em nota, a assessoria de comunicação do ex-prefeito de Limeira, Mário Botion, informou que a licitação que contratou os kits de robótica ocorreu de forma regular e que seguiu rigorosos trâmites administrativos. Leia trecho da nota: "[...] O processo da licitação de aquisição de soluções tecnológicas educacionais, que adquiriu Kits de robótica, material didático pedagógico, capacitação de professores e licença de uso de plataforma educacional, que ocorreu durante sua gestão, transcorreu de forma regular e transparente, observando todos os princípios legais que regem a administração pública, em especial os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência", aponta. Esclarece-se que nenhum órgão de controle externo — como o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) — que analisaram os procedimentos, não apresentaram apontamento de qualquer irregularidade por parte da Administração Pública durante a gestão, tampouco em relação à execução contratual dele decorrente. O processo seguiu rigorosos trâmites administrativos, com ampla publicidade e fiscalização interna, assegurando a lisura, a competitividade e o correto uso dos recursos públicos. Por fim, reitera-se o compromisso do ex-prefeito Mário Botion com a transparência, a ética e a responsabilidade na gestão pública, valores que sempre orientaram sua administração à frente da Prefeitura de Limeira. Confiamos na seriedade da atuação dos Órgãos de Controle e investigação, tal qual já ocorrido anteriormente. O procedimento realizado pela Polícia Federal na data de hoje, foi para coleta de documentos, nada de ilícito sendo constatado. Sempre estaremos à disposição dos Órgãos de Controle e de investigação para todos os esclarecimentos devidos". Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado em São Paulo Polícia Federal/Divulgação Gestão atual abriu sindicância A atual gestão municipal de Limeira informou que não renovou o contrato com a Life Educacional e nem fez qualquer pagamento à empresa neste ano devido a suspeitas em relação a ele. A administração acrescentou que investiga o contrato por meio de uma sindicância. "É alvo de apuração interna, conduzida por uma comissão de sindicância da administração municipal, diante de suspeitas relacionadas à aquisição de kits de robótica", afirmou. CPI investiga licitação Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada pela Câmara Municipal de Limeira para investigação de indícios de irregularidades no processo de licitação e contratação relacionados à aquisição de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia para a rede municipal. A vereadora Mariana Calsa (MDB) foi eleita presidente, Estevão Nogueira (Avante) será o relator e Felipe Penedo (PL), secretário. Os vereadores Anderson Pereira (PSD) e João Bano (Solidariedade) permanecem como membros. A primeira reunião da CPI foi marcada para a próxima sexta-feira (14), às 14h, no Plenário Vereador Vitório Bortolan, com transmissão e gravação nos canais oficiais do Legislativo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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