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Telemedicina facilita atendimento médico em casos de saúde não emergenciais

Publicado em: 24/03/2026 10:14

São Luís – MA – Em situações de saúde que não exigem atendimento imediato, a tecnologia tem se tornado uma grande aliada da população. Foi o que aconteceu com o estudante universitário Lucas Carvalho, 23 anos, que apresentou dor de garganta, febre leve e mal-estar durante a semana de provas na faculdade. Sem sinais de gravidade, Lucas optou por utilizar o serviço de telemedicina da VitalMed, que permite atendimento médico à distância por meio de consulta online. Em poucos minutos, ele conseguiu conversar com um profissional de saúde, relatar os sintomas e receber as primeiras orientações sem precisar sair de casa. Durante a consulta virtual, o médico realizou a avaliação inicial do quadro clínico, orientou medidas para controle dos sintomas e indicou a realização de alguns exames laboratoriais para acompanhamento. Todo o processo ocorreu de forma rápida e segura, evitando deslocamento até uma unidade de saúde. Segundo a médica Dra. Marina Leite, a telemedicina tem um papel fundamental na triagem e no direcionamento correto dos pacientes. “Muitos quadros clínicos podem ser avaliados inicialmente de forma remota. Isso permite orientar o paciente com rapidez, reduzir deslocamentos desnecessários e evitar sobrecarga nos serviços de urgência e emergência”, explicou. Ela destaca ainda que o recurso não substitui completamente o atendimento presencial, mas funciona como uma ferramenta estratégica para identificar quando o paciente pode ser tratado em casa e quando há necessidade de avaliação médica presencial. “Quando percebemos sinais de alerta, orientamos imediatamente que o paciente procure uma unidade de saúde ou acione o suporte necessário”, completou. A utilização da telemedicina também tem sido importante para acompanhamento de sintomas leves, renovação de receitas médicas, orientações clínicas e esclarecimento de dúvidas relacionadas à saúde. Na região da Ilha de São Luís, a VitalMed disponibiliza esse serviço para seus associados como parte da estrutura de atendimento, integrando tecnologia e assistência médica para oferecer mais praticidade e segurança no cuidado com a saúde. Especialistas reforçam que utilizar corretamente recursos como a telemedicina ajuda a organizar o sistema de saúde, garantindo que casos realmente urgentes recebam atendimento prioritário, enquanto situações mais simples podem ser acompanhadas com orientação médica à distância. Médica responsável: Dra. Monise Maria de Moura Simeao, inscrita no CRM 13990-MA

Palavras-chave: tecnologia

VÍDEO mostra Dudu Azevedo ensaiando cena da Paixão de Cristo

Publicado em: 24/03/2026 08:19

Dudu Azevedo ensaia cenas da Paixão de Cristo Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o ensaio do ator Dudu Azevedo para o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. O registro exibe o ator, que interpreta Jesus, ainda sem o figurino, mas com cabelos longos e concentrado durante a cena (veja vídeo acima). Segundo a organização do evento, o vídeo foi gravado na noite de segunda-feira (23) no maior teatro a céu aberto do mundo, em Fazenda Nova, distrito de Brejo da Madre de Deus. A cena retrata Jesus sendo tentado por demônios no monte, correspondendo ao primeiro ato do espetáculo. A cena, chamada de “O Sermão” mostra os profetas anunciando a vinda do Messias. Logo em seguida, Jesus é tentado no deserto e, após isso, prega o Sermão da Montanha, ensinando a oração do "Pai Nosso". LEIA TAMBÉM Elenco principal da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém chega em Pernambuco para ensaios Dudu Azevedo, José Loreto, Fábio Assunção e Renato Góes: veja atores que já interpretaram Jesus na ‘Paixão de Cristo’ Paixão de Cristo de Nova Jerusalém terá Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens na temporada 2026 Ao todo, o espetáculo dura cerca de três horas e possui nove cenas. Em cada uma delas, o público caminha até os cenários monumentais para acompanhar a apresentação que retrata os últimos dias de Jesus na Terra, focando intensamente no seu sacrifício, morte e ressurreição. A encenação aborda desde a sua trajetória de vida e ensinamentos até o julgamento, a crucificação, a sepultura e a ascensão. De acordo com a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN), na 57ª do espetáculo, o evento realiza uma homenagem ao centário de Plínio Pacheco, idealizador da cidade-teatro. Entre as novidades, haverá uma reformulação na cena final com uso de iluminação especial e tecnologia de última geração para proporcionar um desfecho mais realista. Até o ano passado, o personagem subia apenas alguns metros acima de um rochedo, em um dos momentos mais emocionantes da encenação. Dudu Azevedo e o elenco principal, composto por, Beth Goulart no papel de Maria, Marcelo Serrado como Pilatos e Carlo Porto interpretando Herodes. A temporada de apresentações deste ano será realizada entre os dias 28 de março e 4 de abril. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial.

Palavras-chave: tecnologia

NR-1: Governo estuda adiar mais uma vez regra que pune empresas por danos à saúde mental no trabalho

Publicado em: 24/03/2026 07:46

Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1 O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quer adiar mais uma vez a norma que passaria a punir empresas por ações que afetem a saúde mental dos trabalhadores. A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos. Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano, para maio de 2026. Agora, novamente sob pressão, o MTE informou que estuda um segundo adiamento. O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença. A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais. O MTE informou que ainda não tem uma definição e que deve divulgar uma decisão em breve. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O que está acontecendo? A atualização da norma foi anunciada em agosto de 2024 — ano em que o país teve o maior número de afastamentos do trabalho por saúde mental em 10 anos, como mostrou o g1 com exclusividade. O governo deu cerca de nove meses para as empresas se adaptarem. Porém, a menos de um mês da entrada em vigor, o Ministério do Trabalho cedeu à pressão do setor patronal e adiou o início da atualização da NR-1. Inicialmente prevista para maio de 2025, a regra foi postergada por mais um ano e passou a ter caráter apenas educativo e orientativo. As punições estão previstas para começar em 25 de maio de 2026. A menos de dois meses dessa data, entidades empresariais pressionam por um novo adiamento, alegando que o prazo não foi suficiente para adaptação — principalmente pela falta de orientações técnicas mais claras por parte do Ministério do Trabalho. No ano passado, o setor alegava que a prorrogação permitiria criar critérios mais objetivos para a aplicação da norma, reduzindo a insegurança jurídica. As entidades também apontam que a medida pode: Colocar sob a empresa a responsabilidade por problemas de saúde mental, que são globais. Gerar gasto extra não previsto com profissionais de saúde mental; Trazer falta de clareza sobre a aplicação da norma; Por outro lado, auditores fiscais do trabalho afirmam que as exigências não são novas e que a principal mudança é a inclusão dos riscos psicossociais na fiscalização. Além disso, o Ministério do Trabalho lançou, no ano passado, uma cartilha para orientar as empresas e, no início deste ano, um manual de interpretação e aplicação da norma. Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, admitiu a possibilidade de adiamento após reunião com representantes dos setores de serviços e comércio. O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescon-SP) apresentou uma nota técnica ao governo apontando inconsistências, como a exigência de relatórios para comprovar a inexistência de riscos psicossociais — o que pode aumentar custos e burocracia, especialmente para pequenas e médias empresas. Para o presidente da entidade, Antonio Carlos Santos, a possível prorrogação representa “uma vitória do diálogo”. Ele afirma que a norma pode gerar insegurança jurídica ao tratar riscos psicossociais sem critérios claros, além de possíveis conflitos com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A diretora executiva da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (ABLOS), Daniela Archanjo, também aponta falta de parâmetros objetivos para avaliar fatores como estresse, pressão e clima organizacional, considerados mais subjetivos. Saúde mental no trabalho: como o adiamento de punição às empresas pode afetar os trabalhadores? O cenário da saúde mental no país Em 2025, o Brasil bateu, pela segunda vez, o recorde com o maior número de afastamentos do trabalho por transtornos mentais em uma década. Ao todo, foram 546.254 mil licenças concedidas – uma alta de 15% se comparado com o ano anterior. Em 2024, o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por esse motivo em 10 anos. Na época, foram concedidas 472 mil licenças. A maior parte desses afastamentos está concentrada em casos de ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. Uma análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) mostra que mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que os trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Especialistas criticam o adiamento Apesar da posição do Ministério do Trabalho, a possibilidade de adiamento enfrenta resistência de entidades ligadas à fiscalização e à defesa dos trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) se posicionou contra a medida. Em nota, o órgão afirmou que a postergação pode gerar insegurança jurídica, comprometer a proteção à saúde mental no ambiente de trabalho e abrir espaço para o esvaziamento da norma. Segundo a procuradora do Trabalho Juliane Mombelli, o adiamento pode criar um “limbo regulatório”, ao transferir ao Judiciário decisões que deveriam ser definidas na regulamentação. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) também criticou a possibilidade de nova prorrogação. “Os trabalhadores estão sofrendo as graves consequências da falta de implementação da NR-1”, afirma a entidade. Já entidades da área de Segurança e Saúde no Trabalho defendem que seja mantido o prazo de 26 de maio de 2026. Segundo o setor, o tempo de adaptação foi suficiente e há orientação técnica disponível. Na avaliação dessas entidades, adiar a regra significa postergar medidas de prevenção e pode contribuir para o aumento dos afastamentos por problemas de saúde mental. Elas também destacam que a mudança segue padrões adotados em outros países e responde ao avanço desse tipo de adoecimento no Brasil. Para Francisco Edison Sampaio, da Associação Ibero-Americana de Engenharia de Segurança do Trabalho (AIEST), o prazo concedido foi adequado. “O que se observa, em muitos casos, não é falta de tempo, mas a não utilização do período já concedido”, afirma. As entidades também rebatem a alegação de falta de orientação técnica. Segundo Nivaldo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (FENATEST), o Ministério do Trabalho já disponibilizou guias e manuais para apoiar a implementação. Outras entidades da área também se posicionaram contra o adiamento, como a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANEST), Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (ABERGO), Associação Nacional dos Docentes de Engenharia de Segurança do Trabalho (ANDEST do Brasil), Associação Brasileira dos Higienistas Ocupacionais (ABHO) e Associação Brasileira das Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho (ABRESST). Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o adiamento é um retrocesso diante do cenário nacional, e que o trabalho é um fator estressor importante na saúde mental. “O argumento das empresas não faz sentido e isso pode ser um retrocesso diante do grande passo que o governo federal tinha dado, levando a saúde mental em consideração”, explica Arthur Danila, psiquiatra e coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida na USP. "É claro que a saúde mental ultrapassa o trabalho, mas esse ambiente é onde as pessoas passam o maior tempo do dia e da vida. Falar que o trabalho não está adoecendo é contrariar a realidade", diz Danila. A mestre em ciências sociais e consultora sobre trabalho, Thatiana Cappellano, reforça que o ambiente de trabalho é um fator importante nas questões de saúde mental e que as empresas fazem pressão porque não querem olhar para os problemas estruturais. 🔴 Alguns dos pontos citados pelos especialistas em saúde mental e trabalho como responsáveis pelo aumento nos afastamentos por transtornos psicológicos são a precarização do trabalho, o déficit salarial, as muitas horas de dedicação com a mudança na cultura de trabalho pós pandemia. Segundo Thatiana, para que as corporações pudessem cumprir as medidas exigidas pelo governo, teriam que olhar para seus problemas. As empresas são contra porque para discutir saúde mental é preciso olhar para a estrutura do trabalho. A empresa que debater meta abusiva, precarização, baixos salários? Não é que a empresa não tem clareza ou verba para fazer isso, é que ela não está interessada em fazer isso Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais

Palavras-chave: lgpd

PF faz operação contra nomeação de assessores parlamentares fantasmas no Rio

Publicado em: 24/03/2026 07:45

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (24), uma operação contra suspeitas de irregularidades relacionadas ao possível uso indevido de recursos eleitorais e da estrutura institucional da Câmara Municipal de Angra dos Reis, do Rio de Janeiro, para campanha política. Entre os casos investigados está o de uma assessora parlamentar que cursa medicina, presencialmente e em tempo integral, em Juiz de Fora (MG). Ela também trabalha como cirurgiã-dentista no local. Ou seja, não poderia atuar, de fato, no gabinete em Angra dos Reis, onde é contratada. Policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, nas cidades de Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG). A operação é chamada de Caça Fantasmas. As diligências ocorrem em endereços vinculados aos investigados, incluindo residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar na Câmara Municipal de Angra dos Reis. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionava o esquema? As investigações apontam para o uso da máquina pública para práticas criminosas, com nomeação de assessores parlamentares sem efetivo exercício funcional. Na prática, isso sugere que haveria uma vinculação entre a ocupação de cargos públicos e a obtenção de apoio político e financeiro. A PF apura se essas ligações eram usadas como mecanismo de sustentação de base política, inclusive, como recebimento e envio de dinheiro público por fora dos registros oficiais de campanha. Entre os exemplos está o caso de uma assessora parlamentar, formalmente vinculada ao gabinete investigado que cursa medicina, presencialmente e em tempo integral, em Juiz de Fora (MG). Ela também trabalha como cirurgiã-dentista no local. Ou seja, não poderia trabalhar, de fato, no gabinete em Angra dos Reis, onde é contratada. Entre os elementos apurados, destaca-se a situação de uma assessora parlamentar formalmente vinculada ao gabinete investigado que, conforme levantado, desenvolvia atividades acadêmicas em curso de medicina presencial, em tempo integral e situado na cidade de Juiz de Fora/MG, além de exercer atividade profissional como cirurgiã-dentista no mesmo município. Tais circunstâncias evidenciam uma impossibilidade concreta de exercício simultâneo em relação às atribuições do cargo público em Angra dos Reis. - Esta reportagem está em atualização.

Palavras-chave: câmara municipal

Wine 11 melhora reprodução de jogos do Windows no Linux e resultados impressionam

Publicado em: 24/03/2026 06:15 Fonte: Tudocelular

O projeto Wine anunciou a chegada do Wine 11, nova versão que amplia significativamente a execução de jogos do Windows no Linux. A atualização ganhou destaque após testes e benchmarks indicarem ganhos expressivos de desempenho em títulos específicos, marcando um dos avanços mais relevantes do ecossistema nos últimos anos.Divulgado recentemente, o Wine 11 surge em um momento em que a jogabilidade no Linux evolui de forma consistente, impulsionada por iniciativas como o Proton. As melhorias agora vão além de compatibilidade básica, buscando reduzir gargalos históricos e oferecer uma experiência mais próxima do ambiente nativo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Microsoft anuncia novo nome para o Modo Tela Cheia do Xbox no Windows

Publicado em: 24/03/2026 05:35 Fonte: Tudocelular

A Microsoft anunciou durante a GDC 2026 a mudança de nomenclatura da antiga “Experiência Xbox em Tela Cheia”, agora chamado de “modo Xbox” dentro do aplicativo Xbox no Windows 11. A atualização começará a ser distribuída em abril, inicialmente em mercados selecionados, como parte de um plano de expansão mais amplo da plataforma.A decisão de mudar a nomenclatura do modo Xbox no Windows busca simplificar a comunicação do recurso e reforçar sua identidade como interface dedicada ao uso com controle. Segundo a empresa, o novo nome acompanha a evolução do sistema, que deixa de focar apenas em dispositivos portáteis e passa a integrar diferentes formatos de hardware.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Motorola Signature vai bem, mas corpo fino cobra o preço | Teste de bateria oficial

Publicado em: 24/03/2026 05:35 Fonte: Tudocelular

O Motorola Signature chegou como uma revolução no portfólio da Motorola, trazendo não apenas uma linha inédita, mas um claro foco em design para abraças o público cada vez maior de "lifestyle-tech". Como resultado, o modelo tem apenas 6,99 mm de espessura, bem abaixo da média de 8 mm vista em rivais, e a bateria acabou sendo um dos pontos "sacrificados" para chegar a algo tão fino — mesmo com tecnologia de silício-carbono, ele tem somente 5.200 mAh enquanto rivais passam de 7.000 mAh. Sua ficha técnica inclui tela AMOLED de 6,8 polegadas e 165 Hz, processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, câmera traseira tripla (50 MP / 50 MP / 50 MP), câmera frontal de 50 MP, bateria de 5.200 mAh com recarga de 90 W, IP69, leitor de digitais sob a tela, som estéreo, 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0, NFC, e sistema operacional Android 16.Nosso teste de bateria oficial é executado com vários apps, jogos e serviços populares em ciclos cronometrados até que a bateria esgote completamente, sendo dado um tempo de standby entre os ciclos para acompanhar o consumo em segundo plano. Brilho da tela e configurações de redes são padronizados para que possamos traçar um paralelo entre todos os modelos que passaram por nossas bancadas.O Motorola Signature está disponível na Amazon por R$ 8.099. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 16 ofertas clique aqui. (atualizado em 23 de March de 2026, às 21:08)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Corpo de canadense enterrado como indigente no Brasil pode levar um ano para voltar à terra natal; entenda

Publicado em: 24/03/2026 05:23

Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP O corpo do canadense Karl Van Roon, que estava desaparecido há quatro anos e foi localizado pela família com ajuda de inteligência artificial, pode levar mais de um ano para voltar ao Canadá. Segundo a Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, a retirada do cadáver só pode ser feita a partir de junho de 2027 ou mediante solicitação de parentes, com autorização sanitária e decisão judicial. Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que eles colocaram uma foto do homem em uma ferramenta de inteligência artificial e chegaram a uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. 📰A notícia era sobre um homem que vivia há meses nas ruas de Santos. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. A esperança de um reencontro durou pouco, já que descobriram que Karl morreu um dia depois da publicação da matéria, após sofrer uma embolia pulmonar, em 2024. Não há detalhes sobre como o homem chegou ao Brasil e passou a viver em situação de rua. Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. "A exumação do corpo somente poderá ocorrer após o prazo legal de três anos após a morte, ou seja, a partir de junho de 2027. Antes disso, a medida dependerá de autorização sanitária e de decisão judicial, mediante solicitação da família", explicou a secretaria, por meio de nota. A mãe de Karl confirmou ao g1 que ainda não iniciou os trâmites para a exumação e translado dos restos mortais do filho, pois ainda aguarda alguns procedimentos -- não especificados -- da polícia. A secretaria ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. Reconhecimento Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024, após sofrer uma embolia pulmonar. Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: inteligência artificial

Halo no MacBook Neo: notebook da Apple surpreende ao alcançar 60 FPS

Publicado em: 24/03/2026 05:20 Fonte: Tudocelular

Ver o clássico Halo rodando em um processador mobile da Apple não estava nos planos de muitos entusiastas para 2026, mas testes recentes revelam um desempenho surpreendente. Com o MacBook Neo alcançando quase 60 FPS em um título icônico da Microsoft, a discussão sobre a portabilidade de franquias do Xbox para arquiteturas ARM ganha um novo fôlego. Essa demonstração técnica reforça o poder dos chips atuais e questiona se a estratégia multiplataforma da gigante de Redmond deveria focar mais em versões nativas para dispositivos móveis de alta performance.Realizado pelo YouTuber @GhobsoGaming, o experimento utilizou a camada de tradução Crossover para converter instruções do Windows diretamente para o macOS. Em uma resolução de 1.920 x 1.200 e configurações gráficas definidas no nível "Alto", o jogo manteve uma média estável entre 50 e 60 quadros por segundo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

iQOO Z11: revelada bateria "monstruosa" de 9.020 mAh e processador Dimensity 8500

Publicado em: 24/03/2026 05:17 Fonte: Tudocelular

Depois de ter lançado os iQOO Z11 Turbo e Z11x há algumas semanas, a iQOO acaba de divulgar informações sobre o próximo smartphone da linha. Em uma postagem no Weibo, a marca revelou o processador que equipará o iQOO Z11, complementando as especificações já conhecidas. Segundo a própria companhia, a novidade será lançada para o mercado chinês com o potente MediaTek Dimensity 8500, acompanhado do motor gráfico Monster de última geração – conjunto capaz de atingir 2.625.016 pontos no AnTuTu. Confira a imagem compartilhada:Mas essa não é a primeira informação divulgada pela empresa chinesa. De acordo com postagens anteriores, o novo aparelho deverá ser o primeiro da marca a contar com uma tela de 165 Hz com proteção ocular voltada para jogos. O display de 6,83” também contará com tecnologias para diminuir o efeito de ghosting e terá brilho intenso.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam

Publicado em: 24/03/2026 04:02

Os chatbots de Inteligência Artificial (IA) estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam. Se essa homogeneização continuar sem controle, corre-se o risco de reduzir a sabedoria coletiva da humanidade e sua capacidade de adaptação. É o que argumentam cientistas da computação e psicólogos em um artigo publicado em meados de março na revista Trends in Cognitive Sciences. Eles afirmam que os desenvolvedores de IA deveriam incorporar a pluralidade do mundo real nos conjuntos de treinamento de grandes modelos de linguagem (os LLMs), não apenas para preservar a diversidade cognitiva, mas também para aperfeiçoar o raciocínio dos próprios chatbots. Inteligência Artificial (IA): chatbots estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam Finelightarts para Pixabay “Os indivíduos se distinguem na forma como escrevem, raciocinam e veem o mundo. Quando essas diferenças são mediadas pelos LLMs, seus estilos linguísticos, perspectivas e estratégias de raciocínio se tornam homogeneizados, produzindo expressões e pensamentos padronizados entre os usuários”, alertou o cientista da computação Zhivar Sourati, autor principal do artigo e professor da Universidade do Sul da Califórnia. À medida que um número crescente de pessoas utiliza o mesmo punhado de chatbots para realizar suas tarefas, a diversidade vai encolhendo. Quando se usa a IA para polir a escrita, por exemplo, o texto acaba perdendo sua individualidade estilística. “A preocupação não é apenas que os LLMs moldem como as pessoas escrevem ou falam, mas que eles redefinam o que conta como um discurso confiável, uma perspectiva correta ou até um bom raciocínio”, acrescentou Sourati. A equipe apontou estudos indicando que os resultados dos LLMs são menos variados do que a escrita gerada por gente de carne e osso, e que tendem a refletir os valores e estilos de raciocínio de sociedades ocidentais, educadas, industrializadas, ricas e democráticas (western, educated, industrialized, rich and democratic societies, o acrônimo WEIRD) – ou seja, espelham uma fatia estreita e enviesada da experiência humana. Embora pesquisas mostrem que indivíduos geram mais ideias quando usam LLMs, o irônico é que as equipes são menos criativas do que quando combinam suas habilidades coletivas sem o auxílio da IA. Mesmo quem (ainda) não utiliza a a tecnologia pode ser afetado: “se muitas pessoas ao meu redor pensam e falam de uma certa maneira e eu faço as coisas de um jeito diferente, acabo me sentindo pressionado a me alinhar a elas”, explicou Sourati. A solução? Os desenvolvedores deveriam incorporar a multiplicidade global nos modelos, até para proteger o potencial de criação das futuras gerações. Para tirar a prova dos nove, fui perguntar à IA se ela está nos moldando. Eis a resposta (o negrito é meu): “Sim, a inteligência artificial está influenciando e, em muitos casos, padronizando a forma como os humanos se expressam, escrevem e se comunicam, criando um padrão de escrita perfeita, clara e gramaticalmente correta”. O curioso é que, entre os principais pontos dessa tendência, o próprio robô reconhece o “risco de desumanização”, com a perda de laços genuínos e uma baixa interação pessoal.

Mesmo com indicação, paciente com câncer de pulmão recorre à Justiça pela 2ª vez para conseguir imunoterapia

Publicado em: 24/03/2026 04:02

Francisca, 66 anos, ao lado do marido Arquivo Pessoal Imagine saber que existe um tratamento padrão-ouro para uma doença ameaçadora de vida com a qual você foi diagnosticado. Agora, imagine saber que, embora esse tratamento exista e ofereça boas taxas de resposta, você não poderá ter acesso a ele. É assim que vive Francisca Almeida Diniz da Costa, de 66 anos, desde que foi diagnosticada com câncer de pulmão de não pequenas células, em 2024. Paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), ela ouviu de oncologistas que o subtipo de seu tumor é altamente responsivo ao pembrolizumabe, um tipo de imunoterapia cuja aplicação não está na lista do SUS e pode custar cerca de R$ 97 mil na rede privada. Ainda assim, não conseguiu iniciar o tratamento. Francisca tenta, pela segunda vez, judicializar o acesso ao medicamento. Teve o pedido negado no primeiro processo e agora aguarda decisão na nova ação. Nesse meio tempo, seguiu o tratamento disponível. Foi submetida a seis ciclos de quimioterapia, seguidos de terapia de manutenção. Inicialmente, houve resposta: lesões diminuíram e parte das metástases regrediu. Mas o efeito não se sustentou. Hoje, a doença voltou a avançar. O câncer está espalhado por linfonodos, ossos, pulmão e glândula adrenal, caracterizando estágio IV, o mais avançado da doença . “Sinto muita dor o dia todo. É horrível ficar esperando”, conta ao g1. Em entrevista ao lado do filho, Francisco Eudes, ela diz que a rotina mudou completamente. Sai menos de casa, convive com os efeitos do tratamento e também foi diagnosticada com depressão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tratamento padrão deixou de funcionar Francisca iniciou quimioterapia ainda em 2024. Nos primeiros ciclos, houve resposta, com redução das lesões. Mas o controle não se manteve. Exames posteriores mostraram nova progressão da doença, com avanço em diferentes regiões do corpo. Diante desse cenário, os médicos indicaram mudança de estratégia. A recomendação foi iniciar imunoterapia, abordagem que tem ganhado espaço no tratamento de câncer de pulmão avançado. Por que a imunoterapia foi indicada A indicação não se baseia apenas na progressão da doença, mas nas características do tumor. Exames mostram que Francisca apresenta expressão da proteína PD-L1 em cerca de 20% das células tumorais. Esse marcador é usado na prática clínica para orientar o uso de imunoterapia. Além disso, o tumor apresenta alta carga mutacional —ou seja, acumula um grande número de alterações genéticas. Esse perfil aumenta a chance de resposta ao tratamento imunoterápico. Ao menos três laudos médicos, incluindo um parecer pericial produzido no próprio processo, apontam a imunoterapia como a melhor estratégia para o caso. “É um paciente clássico para o uso de pembrolizumabe”, afirma o oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. O que é o pembrolizumabe e como ele age O pembrolizumabe é um imunoterápico da classe dos inibidores de PD-1, indicado para diferentes tipos de câncer em estágio avançado. Diferentemente da quimioterapia, que atua diretamente sobre as células tumorais, a imunoterapia age sobre o sistema imunológico. Em tumores como o de pulmão, as células cancerígenas ativam mecanismos que impedem o organismo de reconhecê-las como uma ameaça. Um dos principais envolve a proteína PD-L1, que funciona como um “freio” para as células de defesa. O medicamento bloqueia esse mecanismo, permitindo que o sistema imunológico volte a identificar e atacar o tumor. Segundo Stefani, esse efeito tende a ser mais intenso em tumores com alta carga mutacional, como o de Francisca. “Quanto maior a carga mutacional, maior a chance de o sistema imunológico enxergar o tumor. A imunoterapia atua justamente liberando esse reconhecimento”, explica . Tratamento aprovado, mas fora do SUS O pembrolizumabe é aprovado no Brasil e amplamente utilizado na rede privada. No SUS, porém, o acesso depende de incorporação formal após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por avaliar evidências clínicas, custo-efetividade e impacto orçamentário. Hoje, a imunoterapia está incorporada no SUS apenas melanoma avançado. Para câncer de pulmão de não pequenas células, como o de Francisca, o uso ainda está em análise pela comissão. Segundo o Ministério da Saúde, “a incorporação de novas tecnologias considera não apenas a eficácia clínica, mas também o impacto financeiro para o sistema”. O ministério diz, ainda, que a oferta de terapias de alto custo depende de avaliação técnica e da sustentabilidade orçamentária. Francisca, paciente com câncer de pulmão elegível a imunoterapia Arquivo Pessoal Custo elevado limita acesso O principal entrave é financeiro. Um orçamento obtido pela família mostra que uma única sessão do tratamento pode custar cerca de R$ 97 mil na rede privada. Como o medicamento é administrado de forma contínua, o custo total pode chegar a centenas de milhares de reais ao longo do tratamento. No SUS, porém, o financiamento da oncologia funciona por meio de valores fixos por paciente. “Hoje, o valor pago para tratar câncer de pulmão gira em torno de R$ 1.100 por APAC. Mesmo que você multiplique isso várias vezes, ainda fica muito abaixo do custo dessas drogas”, afirma Stefani . A sigla se refere à Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade, modelo usado pelo sistema público para remunerar tratamentos como quimioterapia. Segundo ele, esse modelo cria um descompasso entre o avanço das terapias e a capacidade do sistema público de oferecê-las. A Justiça como último caminho Sem acesso pelo SUS, Francisca recorreu à Justiça para tentar garantir o tratamento. Ela já está no segundo processo judicial com esse objetivo. No primeiro pedido, a solicitação foi negada sob o argumento de que o medicamento ainda não foi incorporado ao SUS e não está previsto nos protocolos da rede pública. A nova ação ainda está em análise. Ao menos três laudos médicos, incluindo um parecer pericial produzido no próprio processo, indicam a imunoterapia como a melhor estratégia para o caso. Procurado, o Ministério da Saúde informou que não foi notificado sobre o atual processo da paciente. Segundo a pasta, o Departamento de Judicialização em Saúde atua apenas em demandas com decisão judicial favorável no âmbito da União. O ministério acrescenta que pedidos também podem tramitar nas esferas estadual e municipal. Enquanto aguarda, a doença segue em progressão. Retrato de um problema maior Para Stefani, o caso de Francisca reflete um cenário cada vez mais frequente na oncologia: o avanço das terapias e a dificuldade do sistema público em incorporá-las na mesma velocidade. “O que a gente viu na última década foi uma mudança importante. Doenças que antes evoluíam rapidamente passaram a ter possibilidade de controle por mais tempo”, afirma. Segundo ele, o problema não é a ausência de tratamento, mas a dificuldade de acesso. “Não é que não existe tratamento eficaz. Ele existe. O que acontece é que não cabe dentro do orçamento previsto”, diz. Para pacientes com doença avançada, como Francisca, essa diferença pode ser determinante. “Quando a gente fala de doença metastática, tempo importa. E saber que existe uma opção e não ter acesso a ela é uma situação extremamente difícil”, conclui.

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Agricultor que encontrou possível petróleo no CE estranhou material que jorrou no quintal e fez teste caseiro: 'Água não pega fogo'

Publicado em: 24/03/2026 04:01

Agricultor que encontrou possível petróleo no CE diz ter estranhado material O agricultor Sidrônio Moreira, de Tabuleiro do Norte (CE), que encontrou uma possível jazida de petróleo ao perfurar dois poços artesianos em seu quintal, conta que estranhou o líquido preto que jorrou do terreno e fez um 'teste' caseiro para saber do que se tratava. Acreditando que encontraria água, o cearense pediu um empréstimo de R$ 15 mil ao banco para cavar dois poços e resolver um problema antigo na região: falta de água encanada em casa. No lugar, achou um material denso, viscoso e com cheiro de combustível. O caso iniciou em novembro de 2024. A uma equipe do g1 que visitou o Sítio Santo Estevão, onde Sidrônio mora com a família, ele disse que nunca viu material semelhante e ficou triste por não ter encontrado fonte de água própria: "Começou a jorrar esse material preto, uma piçarra. Não encontrei água, encontrei esse material. Quando puxou o óleo, e colocaram em uma vasilha, eu cheirei e disse : É óleo mesmo'. Peguei um pouco, levei acolá, botei [fogo] e o bicho incendiou. Água não pega fogo, é óleo mesmo" , descreveu Sidrônio. LEIA TAMBÉM: Entenda por que agricultores que acharam possível petróleo preferiam ter encontrado água 'Nem água nem R$ 15 mil', lamenta agricultor que contraiu dívida e encontrou possível petróleo O agricultor relembra que às vezes ouve um barulho muito alto, parecido com um "estrondo" ou um "trovão", vindo do local onde o material foi achado. O barulho assusta a família e até os animais do sítio, que correm com medo. Após o primeiro contato, um dos filhos do agricultor decidiu levar o caso para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que tem um campus em Tabuleiro do Norte. Em 2025, testes laboratoriais feitos pelo instituto apontaram que o líquido encontrado pelo agricultor tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto aguarda o laudo do órgão, a família segue com problemas de acesso à água, e não há prazo para resposta definitiva do órgão. "Segue com o problema da água, porque depois que descobriu isso, não mexi mais no solo de jeito nenhum. Tava 'doido' que resolvessem isso aí. O que interessa é agua (..) Não quero riqueza, quero apenas sobreviver", reforça Sidrônio. ➡️ Veja linha do tempo do caso Infográfico - Possível descoberta de petróleo registrada em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará. Arte/g1 Falta de água afeta rotina Sidrônio e esposa recebem equipe do g1 em visita a Tabuleiro do Norte, interior do Ceará. Gabriela Feitosa/g1 Sidrônio e a esposa, Maria Luciene, vivem com dois filhos no Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 km do centro de Tabuleiro do Norte. Sem acesso à água encanada, a família depende de adutora e carros-pipa para o abastecimento. A renda vem das aposentadorias do casal e da venda de animais, feijão e milho. A água armazenada precisa ser racionada e usada para todas as atividades diárias, do consumo à criação de animais. Para beber, muitas vezes é necessário comprar água mineral. Agricultora que encontrou possível petróleo no CE relata problemas para acessar água A descoberta do líquido com características de petróleo e os custos já assumidos com a perfuração dificultam a tentativa de abrir um novo poço. Além disso, os agricultores foram alertados sobre os riscos de uma nova perfuração feita de forma inadequada. Há a possibilidade de o óleo atingir o lençol freático e contaminar a água da região. Diante disso, a família aguarda orientações da ANP para saber como proceder com segurança. "Nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água", afirma Sidnei Moreira. Gabriela Feitosa/g1 O filho de Sidrônio, o gerente de vendas Sidnei Moreira, afirmou que a prioridade da família sempre foi encontrar água para resolver a escassez na propriedade, especialmente por conta da idade do pai e da criação de animais. Segundo ele, caso a substância encontrada seja de fato petróleo, a expectativa é que a situação seja resolvida rapidamente para gerar uma renda extra, o que ajudaria a garantir o abastecimento, ainda que por meio da compra mais frequente de água por carro-pipa. "Nunca foi nossa intenção achar petróleo, sempre foi achar água", declarou. Não há garantia de que família poderá lucrar com a descoberta Agricultor Sidrônio Moreira furou poço em busca de água, mas encontrou óleo que pode ser petróleo Marcelo Andrade/IFCE Mesmo que a presença de petróleo seja confirmada, a família não poderá explorar ou vender o recurso. Pela legislação brasileira, o petróleo pertence à União. A exploração só pode ser feita por empresas autorizadas, após estudos e leilões conduzidos pelo governo federal. Ou seja, o achado não representa, necessariamente, ganho financeiro direto para os agricultores. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual do lucro. Dívida de R$ 15 mil Busca por água gera dívida para agricultor que encontrou possível petróleo ao furar poço Para viabilizar o primeiro poço, Sidrônio utilizou parte das economias e ainda precisou recorrer a um empréstimo de R$ 15 mil. Após a frustração inicial, a família chegou a perfurar um segundo poço, mais raso, mas novamente não encontrou água. Desde então, segue à espera de uma resposta oficial. Além de não resolver o problema da água, a perfuração deixou uma dívida. Sem retorno imediato, o investimento pesa no orçamento da família. "Eu disse: 'Mulher, vamos fazer esse empréstimo pra furar esse poço'. Fizemos, fiquei animado, mas agora nem água e nem os R$ 15 mil. A gente se aperreia, né?! Meu pensamento era pegar o dinheiro, fazer esse poço (...), ficar sossegado. Mas não deu. Vamos esperar por Deus, quem sabe não melhora?", lamentou. Depois do empréstimo, eles ficaram com as finanças comprometidas. Enquanto esperam uma resposta definitiva da ANP, Sidrônio não pode mais perfurar poços, e o problema da água continua. O caso começou em novembro de 2024, mas só neste ano a ANP visitou o local pela primeira vez. O vice-prefeito de Tabuleiro do Norte, Antério Fernandes, afirmou que uma nova adutora - uma espécie de tubulação subterrânea criada para transportar grande volume de água - está sendo construída na zona rural da cidade e deve atender mais de 700 famílias. Uma delas é a família de Sidrônio e Luciene. O prazo para a construção é o fim deste mês de março. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: D

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Carro movido a carvão vira símbolo de improviso de cubanos para lidar com falta de combustível no país em crise

Publicado em: 24/03/2026 04:01

Cubanos improvisam e criam carro movido a carvão para enfrentar crise energética Em meio à pior crise energética das últimas décadas, moradores de Cuba têm recorrido à criatividade para driblar a falta de combustível no país. Um dos exemplos mais emblemáticos vem das ruas de Havana: um carro adaptado para funcionar à base de carvão, solução improvisada que virou símbolo da resistência cubana diante do colapso no abastecimento de petróleo. Sem combustível, cubanos improvisam com carro movido a carvão Reprodução/TV Globo Sem gasolina e sem transporte público regular, o veículo chama a atenção pelo funcionamento rudimentar. Na traseira, um compartimento metálico abriga o carvão, que é queimado para gerar o gás necessário ao funcionamento do motor. A tecnologia é antiga, usada em tempos de guerra e escassez extrema, mas voltou a circular como alternativa possível para quem não tem outra opção de locomoção. A cena reflete a realidade enfrentada por milhões de cubanos. Com a interrupção no envio de petróleo da Venezuela — após sanções impostas pelos Estados Unidos — o país passou a conviver com apagões diários, falta de água, lixo acumulado nas ruas e transporte praticamente inexistente. “Você sabe quando o apagão começa, mas não quando termina”, relata uma moradora de Havana que preferiu não se identificar. Segundo ela, a escuridão tomou conta até de bairros considerados nobres da capital. “A rua fica completamente vazia.” Cubanos improvisam com carro movido a carvão Reprodução/TV Globo Crise energética afeta rotina e saúde mental A escassez de combustível não impacta apenas o transporte. Sem energia suficiente para manter estações de bombeamento, o abastecimento de água também foi interrompido em várias cidades. Há regiões onde os moradores ficam dois ou três dias sem uma gota nas torneiras. O cozinheiro Dariel, que trabalha em um dos restaurantes mais famosos de Havana, conta que, em casa, cada refeição virou um desafio. “A gente fazia muito espaguete, mas agora precisa economizar água. Às vezes ficamos dias sem.” Sem ônibus e sem gasolina, Dariel depende da bicicleta para se locomover. Outros, como o dono do carro movido a carvão, foram ainda mais longe na improvisação. Criatividade como estratégia de sobrevivência A adaptação do carro resume o que especialistas chamam de “engenharia da necessidade”. Segundo a diretora da Associated Press no Caribe, Cristiana Mesquita, o cubano é “extremamente resiliente e criativo”. “Para cada problema que aparece, eles buscam algum tipo de solução”, afirma. Essa criatividade, no entanto, surge em um cenário de esgotamento. Trabalhadores tiveram contratos congelados por falta de energia, empresas pararam e o lixo se acumulou nas ruas por ausência de combustível para os caminhões de coleta. Uma socióloga que trabalhava em uma loja de roupas relata que ficou sem salário e desenvolveu crises de ansiedade. “Quando escurece, eu não durmo. É uma incerteza constante.” Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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Iepha-MG mobiliza equipe para vistoriar cocho destruído durante ato de prefeito após proibição de charretes em Poços de Caldas

Publicado em: 24/03/2026 04:00

Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) vai enviar uma equipe técnica a Poços de Caldas (MG) para vistoriar o cocho localizado na Praça Getúlio Vargas, após a estrutura ser parcialmente destruída pelo prefeito Paulo Ney (PSD) durante o ato que marcou o fim do uso de charretes a cavalo na cidade. A ação motivou um requerimento da Câmara Municipal cobrando explicações e questionando a legalidade da intervenção. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em nota enviada ao g1, o Iepha confirmou que o “cocho” está protegido por tombamento estadual, por estar inserido no perímetro do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, conjunto tombado pelo Estado desde 1989. O órgão reforçou que qualquer intervenção na área, inclusive reparos, só pode ocorrer mediante anuência prévia do instituto. De acordo com o Iepha, uma equipe técnica foi mobilizada para realizar vistoria presencial com o objetivo de avaliar o estado de conservação da estrutura e verificar possíveis impactos decorrentes do ato realizado pelo prefeito. Após a análise, será elaborado um relatório técnico circunstanciado, com orientações e indicação de eventuais medidas cabíveis. Leia também: VÍDEO: Prefeito usa marreta para demolir cocho tombado após charretes serem proibidas em MG; Câmara questiona Cocho que foi parcialmente destruído é reconstruído pela prefeitura em Poços de Caldas Redes Sociais / Fabiana Assis Câmara cobra explicações O ato aconteceu no último dia 13 de março. Ao lado de ativistas da causa animal, o prefeito utilizou uma marreta para quebrar parte do cocho que servia como bebedouro dos cavalos das charretes. Depois da destruição parcial, a estrutura chegou a ser reconstruída e recebeu flores plantadas no local. Os vereadores classificaram a atitude como desrespeitosa à história da cidade e aos antigos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade pede esclarecimentos sobre a legalidade da ação e questiona se houve autorização dos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico. Mafra cita que a Lei Orgânica do município impede alterações em áreas tombadas sem autorização legislativa, e lembra que uma lei complementar de 2006 exige autorização prévia do CONDEPHACT para destruição, alteração ou restauração de bens protegidos. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas ONG Pegasus O professor e historiador Hugo Pontes afirmou à EPTV que, por estar inserida em uma praça tombada, a estrutura deve ser preservada. “Se a praça é tombada, tudo que está nela também é objeto de tombamento”, disse. Ele defendeu ainda que o local seja sinalizado para registrar a passagem histórica das charretes pelo centro da cidade. Apesar do fim oficial das charretes a cavalo, as carruagens elétricas que devem substituí-las ainda não têm prazo definido para entrar em funcionamento. Câmara de Poços de Caldas questiona demolição de cocho durante ato sobre fim das charretes Prefeitura nega destruição e diz que houve apenas ato simbólico Em nota enviada ao g1, a prefeitura disse que não houve demolição dos cochos, afirmando que a ação do prefeito foi simbólica e representou o encerramento do serviço de transporte por charretes. Segundo o município, os bebedouros foram “inutilizados” e, posteriormente, ressignificados com o plantio de flores. A administração municipal afirmou que os cochos não fazem parte do patrimônio tombado e não são inventariados como bens culturais. O Conselho Municipal de Patrimônio (CONDEPHACT) também divulgou nota técnica afirmando que a estrutura destruída não se caracterizava como bem protegido. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas Reprodução redes sociais A prefeitura declarou, ainda, que o gesto buscou transformar um símbolo antes ligado ao uso de animais para trabalho em um espaço de “renovação, cuidado e respeito à vida animal”. Veja a nota na íntegra: "A Prefeitura Municipal de Poços de Caldas esclarece que não houve demolição dos “cochos” para hidratação de equinos localizados nos espaços destinados ao estacionamento de charretes por tração animal na cidade. Informa-se, para restabelecimento da verdade, que, no dia de encerramento dos serviços turísticos de transporte por charretes, houve um ato simbólico com a retirada das placas de estacionamento e com a inutilização dos referidos bebedouros. Esses cochos, que por muitos anos simbolizaram o uso da força animal nas ruas da cidade, tiveram sua função encerrada e, como parte de um gesto consciente de ressignificação, foram plantadas flores nos locais, conforme imagens já disponibilizadas, transformando espaços antes associados à exploração animal para trabalho em símbolos de renovação, cuidado e respeito à vida. Tal iniciativa reflete o compromisso da gestão municipal com uma cidade mais ética e compassiva em relação aos animais. Salienta-se, por fim, que as instalações nunca foram parte de patrimônio histórico tombado, tampouco integram o rol de equipamentos que compõem o procedimento de tombamento da praça onde estão localizados. A Prefeitura Municipal reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a construção de uma Poços de Caldas cada vez mais moderna, sustentável e sensível ao bem-estar animal." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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