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Copilot é atualizado no Windows 11 com novas funções para Office, Gmail e mais

Publicado em: 10/10/2025 06:50 Fonte: Tudocelular

A Microsoft tem aprimorado a integração do Copilot em vários aplicativos, como o navegador Edge. A última adição inclui a possibilidade de criar documentos usando o Microsoft Word, Excel, PowerPoint e demais programas da suíte Office com apenas uma descrição de linguagem natural.Segundo a Microsoft, o Copilot agora é capaz de criar documentos a partir de ideias simples, complexas, notas e dados em documentos compartilháveis e editáveis sem que você sequer precise abrir o Office. Para conveniência dos usuários, o Copilot também incluirá um botão de compartilhamento para exportar o documento diretamente para o Word, PowerPoint, Excel ou PDF.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Câmara tem exposição em homenagem aos Congos e Caiapós em Poços de Caldas

Publicado em: 10/10/2025 06:27

Câmara de Poços de Caldas realiza exposição em homenagem aos congos e caiapós Câmara de Poços de Caldas/Divulgação A Câmara Municipal de Poços de Caldas recebe a exposição “Ternos de São Benedito” em homenagem aos congos e caiapós , manifestações culturais tradicionais e centenárias da cidade. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Aberta à visitação até o dia 17 de outubro, no saguão do Legislativo, a exposição “Ternos de São Benedito” apresenta registros históricos e afetivos das bandeiras dos seis ternos de congo e dois de caiapós, reforçando o papel da cultura popular na preservação da memória local. A mostra é realizada em parceria com a Associação de Ternos de Congos e Caiapós de São Benedito de Poços de Caldas e a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura. Os ternos de congo e de caiapós fazem parte da tradição de São Benedito, celebrada há mais de 120 anos no município (veja vídeo abaixo). Uma lei de 2022 reconheceu a importância destas manifestações culturais e instituiu o Dia Municipal dos Ternos de Congo, celebrado em 5 de outubro. Dia da Festa de São Benedito é feriado em Poços de Caldas; entenda Para a tesoureira da Associação dos Ternos de Congos e Caiapós, Lilian Regina Clementino, a mostra é uma forma de ampliar o conhecimento da população sobre a tradição. “As pessoas conhecendo a nossa história vão dar mais valor no que a gente faz”, disse. O vereador Douglas Dofu (União), autor do requerimento que solicitou a exposição destacou a relevância histórica e cultural da manifestação. “Esta exposição, que integra as comemorações do Dia Municipal dos Ternos de Congos, não é apenas uma mostra fotográfica, é uma homenagem à memória, à fé e à história de um povo que, por meio da devoção a São Benedito, construiu uma das tradições mais identitárias da nossa cidade.” Serviço 🖼️ Exposição “Ternos de São Benedito” 🗓️ Data: de segunda a sexta, até 17 de outubro ⏰ Horário: das 9h às 18h 📍 Local: Câmara Municipal de Poços de Caldas - R. Junqueiras, 454 🎟️ Entrada gratuita Câmara de Poços de Caldas realiza exposição em homenagem aos congos e caiapós Câmara de Poços de Caldas/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

PS6 pode ter lançamento adiantado para 2027, apenas 7 anos após o PlayStation 5

Publicado em: 10/10/2025 05:41 Fonte: Tudocelular

Atualização (10/10/2025) - EB Em julho, vimos rumores de que o PS6 deve ser lançado em 2029, 9 anos após o PS5, mas o confiável informante KeplerL2 diz que a data pode ser adiantada para 2027. De acordo com uma publicação no fórum NeoGAF, este "é o plano" da Sony para o seu próximo lançamento, "a menos que ocorram atrasos inesperados".A publicação foi feita após a Sony publicar um vídeo no canal oficial da PlayStation no YouTube onde Mark Cerny, arquiteto-chefe do PS5 e PS5 Pro, e Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral do grupo de computação e gráficos da AMD, anunciam que estão trabalhando juntos em novas tecnologias para a GPU do PS6.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vereador preso após denúncias de crimes sexuais em Piracicaba: o que se sabe e o que falta saber

Publicado em: 10/10/2025 05:01

Vereador Cássio Fala Pira é preso por crimes sexuais em Piracicaba A Polícia Civil prendeu temporariamente o vereador de Piracicaba (SP), Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), no início da manhã desta quinta-feira (9). A prisão ocorreu em cumprimento de mandado judicial devido a denúncias de crimes sexuais. Até a tarde desta quinta, Cássio foi denunciado por nove mulheres (entenda mais aqui). Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que as investigações continuem sem possíveis interferências do suspeito. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Cássio nega as acusações e afirma que vai provar sua inocência. A seguir, veja o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão Reprodução/ EPTV O que se sabe Cássio Fala Pira foi denunciado por nove mulheres por supostos crimes sexuais até a tarde desta quinta-feira. Em um dos casos, mostrado com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo no dia 2 de outubro, a denunciante afirmou que os abusos aconteceram dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal, quando o acionou porque precisava de emprego. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. Em outro caso, também revelado pela EPTV, a denunciante disse que foi abusada duas vezes, em situações nas quais o vereador teria lhe oferecido cesta básica e um emprego. Uma terceira denunciante relatou à Polícia Civil que conhece Cássio devido a ações políticas dele em seu bairro e que o parlamentar, em diferentes vezes, fez comentários sexuais sobre seu corpo e, em um dos episódios, passou a mão em sua cintura e quadril. Nesta quinta, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados: um de prisão, na casa do parlamentar, e outros três de busca e apreensão, em um escritório de Cássio localizado no bairro Vila Sônia e em seu gabinete na Câmara Municipal. Foram apreendidos computadores e celulares. Cássio foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba e ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. O vereador ficará preso no 1º DP e apenas será ouvido pela polícia no fim das investigações, apurou a EPTV. Segundo a Câmara Municipal de Piracicaba, a convocação do suplente - que é Fabrício Polezi - para substituir o vereador só ocorreria a partir de um afastamento de 120 dias, o que não é o caso atualmente. Com a prisão temporária, Cássio pediu afastamento sem remuneração até 16 de dezembro e o pedido foi aprovado em plenário por 19 votos a 1. O Legislativo informou que também recebeu uma denúncia de crime sexual contra ele e que ela será encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Em comunicado, a Câmara declarou que acompanha de perto o "desenrolar dos acontecimentos" e todas as medidas administrativas e regimentais cabíveis serão tomadas. Em nota, o Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Piracicaba reconheceu a gravidade das denúncias e afirmou que, se foram confirmadas, vai abrir processo disciplinar que poderá levar à expulsão do parlamentar da legenda. Também em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Cássio classificou as denúncias como "frágeis", disse que o vereador ainda não teve a oportunidade de dar sua versão à polícia e que sua inocência será provada (veja o texto na íntegra no final da reportagem). Advogado do parlamentar, Jonas Tadeu Parisotto também afirmou que tem conhecimento "de grupos que têm interesse político nessa questão". Cássio Fala Pira acompanha polícia durante cumprimento de mandados de busca Reprodução/ EPTV O que falta saber As investigações ainda estão em andamento. Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que elas continuem sem possíveis interferências do suspeito. A Polícia Civil ainda não divulgou quais são as provas reunidas contra o investigado. Também não foi divulgado o teor das denúncias feitas por todas as nove mulheres contra o parlamentar. A defesa de Cássio também não apresentou à imprensa, ainda, quais são as provas que disse possuir para provar sua inocência. Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais A seguir, veja nota da defesa de Cássio Fala Pira na íntegra: "A defesa técnica e constituída pelo Vereador Cássio Luiz Barbosa, vem, por meio desta nota, esclarecer, publicamente, os fatos relacionados às acusações dirigidas a ele, às quais não correspondem à verdade. Os relatos apresentados por supostas 'vítimas', carecem de verossimilhança e não encontram respaldo nas frágeis acusações produzidas em redes sociais que se consubstanciam, em cancelamento e linchamento virtuais, violando a honra e a imagem do vereador, do cidadão e do pai Cássio Luiz Barbosa. Releva notar, que a autoridade policial que preside o inquérito na Delegacia de Defesa da Mulher e que redundou na precoce representação de prisão temporária junto ao Poder Judiciário, sequer teve o cuidado e a prudência de convocar o Vereador Cássio, para dar-lhe a oportunidade de esclarecer os supostos fatos e acusações vindo, em maioria, de usuários da internet, que se colocam como juízes e, ao mesmo tempo, se enxergam como carrascos, promovendo o linchamento virtual, tendo em vista que o espaço virtual lhes dá esse poder, sem que nenhuma penalidade lhes sejam impostas. Ressalta-se que o Vereador Cássio Luiz Barbosa, assim como qualquer cidadão brasileiro, possui o direito constitucional à presunção de inocência, à ampla defesa e ao contraditório e do devido processo legal, diante do princípio da dignidade da pessoa humana. A prisão, ainda que temporária, no entendimento da Defesa, é medida excepcional, diante do princípio da dignidade da pessoa humana, de qualquer forma, reitera, nesta oportunidade, a sua confiança na Justiça e reafirma que, ao final do processo, sua inocência será comprovada". Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Veja mais notícias no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Dia das Crianças: veja opções de teatro, música, parques e outros eventos

Publicado em: 10/10/2025 05:00

Para quem não quer ficar em casa com os pequenos no fim de semana de Dia das Crianças no Rio, o g1 reuniu dicas opções de lazer - gratuitas e pagas. As opções incluem peças de teatro, brincadeiras, contato com a ciência, tecnologia e música. Veja abaixo e monte seu roteiro 🎤 Música 🥁 Brincadeiras 🛝Parques 🤪 Homenagens ao Menino Maluquinho 🎭 Teatro 🖥️Hacktudo 🖼️ Exposições 🎤 Música Festival Crescer Na véspera do Dia das Crianças, o "Festival Crescer – Edição Pequenos Exploradores" transforma o Parque das Figueiras, na Lagoa, em um espaço de imaginação, arte e natureza. No sábado, 11 de outubro, o evento convida famílias a uma pausa na rotina e nas telas para viver experiências lúdicas e criativas. A programação inclui shows, teatro musical, oficinas, brincadeiras e espaços dedicados ao livre brincar, como o Espaço Baby, Espaço Piquenique e arenas temáticas que estimulam o movimento e a curiosidade. Entre os destaques estão os espetáculos do projeto Grandes Músicos para os Pequenos, com homenagens a Luiz Gonzaga e Elza Soares, além dos shows de Trelelê, Tiê e Beatles para Crianças. Oficinas de pintura, caça ao tesouro e artesanato, além do encontro com personagens do Detetives do Prédio Azul, completam a programação. O evento é uma oportunidade para pais e filhos compartilharem momentos de afeto e diversão em meio à natureza. 🗓️ Quando? Sábado (11)⏰ Horário: das 11h às 19h📍 Onde? Parque das Figueiras – Av. Borges de Medeiros, 1426 – Lagoa💲 Ingresso: Lote final disponível a partir de 10h desta sexta– Sympla🔞 Classificação: Livre – atividades voltadas para crianças de 0 a 12 anos🎟️ Gratuito, sujeito à lotação O Som das Histórias” na Sala Cecília Meireles no Dia das Crianças Nos dias 11 e 12 de outubro, a Orquestra Petrobras Sinfônica celebra o Dia das Crianças com o concerto “O Som das Histórias”, na Sala Cecília Meireles, sob a regência de Felipe Prazeres. Com participação especial da cantora e dubladora Analu Pimenta e do diretor de dublagem Marcelo Coutinho, o espetáculo convida o público a embarcar em uma jornada musical repleta de emoção e memórias afetivas, unindo gerações por meio de trilhas sonoras que marcaram o imaginário infantil. O repertório inclui sucessos internacionais como “Livre Estou”, “Parte do Seu Mundo” e “Além do Arco-Íris”, além de clássicos brasileiros como “Pluft, o Fantasminha” e o tema do Sítio do Pica-pau Amarelo. 🗓️ Quando? Sábado (11) – 16h/ Domingo (12) – 11h📍 Onde? Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47 – Lapa💲 Ingressos: a partir de R$20 no site🔞 Classificação: Livre 🥁Brincadeiras Plaza Niterói – Plaza Play Plaza Play no Plaza Niterói Divulgação Espaço infantil do shopping Plaza Niterói recebe atividades especiais para o Dia das Crianças, com oficinas de musicalização, apresentações circenses e distribuição de brindes. Após o fim de semana especial, o espaço continuará funcionando todos os domingos do ano. 🗓️ Quando? 11/10 (sábado), 13h às 21h | 12/10 (domingo), 14h às 20h📍 Onde? Plaza Shopping – Rua XV de Novembro, 08 – Centro de Niterói💲 Entrada: gratuita🔞 Classificação: livre Festa do Dia das Crianças – Casa Favela A 6ª edição da festa na comunidade Mata Machado combina brincadeiras, cultura e solidariedade, com atrações como futebol de sabão, tobogãs, pula-pula, guerra de cotonete, TikTok e batalhas de rima. As atividades educativas abordam ancestralidade e sustentabilidade. Além disso, há corte de cabelo gratuito e ações de saúde bucal, garantindo cuidado e diversão para todos. 🗓️ Quando? 12/10 (domingo), 10h às 18h📍 Onde? Quadra da comunidade Mata Machado – Estrada das Furnas, 1467 – Alto da Boa Vista💲 Entrada: gratuita 🛝 Parques Parque Realengo Beth Santos/Prefeitura do Rio Nos dias 11 e 12 de outubro, três parques do Rio de Janeiro recebem uma programação especial e gratuita para celebrar o Dia das Crianças. O Aterro do Flamengo, o Parque Realengo Susana Naspolini e o Parque Oeste Ana Gonzaga serão palco de atividades culturais e recreativas para toda a família, com espetáculos de circo e teatro, shows musicais, sessões de cinema ao ar livre, contação de histórias, oficinas e brincadeiras. A iniciativa busca promover o acesso à cultura e ao lazer em diferentes regiões da cidade. No Aterro do Flamengo, o Arteirinhos Festival acontece das 9h às 20h, com atrações diversas no Parque das Crianças. Já na Zona Oeste, o Parque Realengo Susana Naspolini exibe filmes como Chico Bento e a Goiaba Maravilhosa e O Auto da Compadecida 2. No Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, o público poderá curtir oficinas, apresentações de palhaços e mágicos, personagens infantis e atrações digitais. Os três espaços oferecem infraestrutura completa e atividades para todas as idades. 🗓️ Quando? 11 e 12 de outubro (sexta e sábado)📍 Onde? Aterro do Flamengo – Parque das Crianças - Av. Infante Dom Henrique, s/nº – Flamengo⏰ 9h às 20h/ Parque Realengo Susana Naspolini - Rua Professor Carlos Wenceslau, 388 – Realengo⏰ 6h às 22h/ Parque Oeste Ana Gonzaga- Av. Cesário de Melo, 6851 – Inhoaíba⏰ 6h às 22h💲 Entrada: gratuita🔞 Classificação: Livre – evento familiar 🤪 Menino Maluquinho Flora Manga com o clássico figurino do personagem mais famoso de Ziraldo Divulgação Neste Dia das Crianças, o Brasil celebra os 45 anos de um dos personagens mais queridos da literatura infantil: O Menino Maluquinho, de Ziraldo. Para marcar a data, o Instituto Ziraldo e a Livraria da Travessa promovem o evento Somos Todos Maluquinhos, no domingo (12), no Shopping Leblon. A programação inclui um show literário com a narradora Flora Manga e atividades lúdicas voltadas ao público infantil, celebrando a irreverência, a imaginação e o legado do personagem que atravessa gerações. A homenagem também marca o lançamento de uma linha exclusiva de produtos com a assinatura de Ziraldo, como canecas e cadernetas, disponíveis em lojas da Travessa em todo o Brasil. No sábado (11), outras ações celebram o autor: a Livraria O Pequeno Benjamin, em Ipanema, recebe sessão de autógrafos do livro O Caminho das Sete Tias, com Adriana Lins, e contação de histórias com Anamô. Já a Casa 11, em Laranjeiras, promove uma festa com leitura de Flicts, oficinas criativas e música ao vivo, reunindo crianças e famílias em torno da obra de Ziraldo. 📚 “Flicts” – Contação de histórias e oficina criativa + música ao vivo📍 Largo Maria Portugal, Laranjeiras (em frente à Rua Alice)🗓️ Sábado, 11 de outubro Das 9h30 às 13h🎤 Letícia Beghini, José Henrique e Wade Lulo💲 Evento gratuito🔞 Classificação: Livre 📖 “O Caminho das Sete Tias” – Sessão de autógrafos + contação de histórias📍 Livraria O Pequeno Benjamin – Rua Visconde de Pirajá, 595 – Loja 113, Ipanema 🗓️ Sábado, 11 de outubro⏰ A partir das 11h🎤 Adriana Lins e Anamô💲 Evento gratuito🔞 Classificação: Livre 🎉 “Somos Todos Maluquinhos” – Show literário + atividades infantis📍 Livraria da Travessa – Shopping Leblon – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Loja 205 A, Leblon🗓️ Domingo, 12 de outubro⏰ Das 16h às 18h🎤 Flora Manga💲 Evento gratuito🔞 Classificação: Livre 🎭 Teatro EcoVilla Ri Happy Dia das Crianças na Eco Vila Ri Happy Divulgação Neste Dia das Crianças, a EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico, convida os pequenos para uma tarde de diversão, criatividade e emoção. No domingo, 12 de outubro, das 15h às 18h, o espaço se transforma em um universo lúdico com estações temáticas, oficinas interativas e o espetáculo musical Zaquim, dirigido por Duda Maia e produzido pela Aventura. A peça, com canções originais e linguagem híbrida de dança, música e teatro, propõe uma jornada sensível e poética que fala com crianças de todas as idades — e com a criança que vive em cada adulto. Além do musical, a programação inclui as Arenas de Brincar, com atividades para diferentes faixas etárias, como a Estação Diversão (para crianças de 1 a 3 anos) e a Estação Movimento (até 12 anos), onde os pequenos recebem mapas com desafios lúdicos. As oficinas Missão Secreta e Missão Criativa estimulam os sentidos e a imaginação, com experiências táteis e artísticas. A EcoVilla Ri Happy, referência em cultura infantojuvenil, oferece acessibilidade completa e uma loja conceito integrada ao espaço, tornando o evento uma experiência inesquecível para toda a família. 🗓️ Quando? Domingo (12)⏰ Horário: das 15h às 18h🎭 Espetáculo Zaquim: das 16h às 17h📍 Onde? EcoVilla Ri Happy – Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico💲 Ingresso: R$45 (meia-entrada) – todas as crianças pagam ingresso🔗 Venda online no site Ingresso.com📞 Contato: (21) 97281-1987📧 E-mail: casa@ecovilla.art.br FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens O FIL ocupa diferentes palcos do Rio de Janeiro com o tema “O Fio da Memória”, reunindo espetáculos interativos, concertos e performances que misturam arte, filosofia e imaginação. A programação inclui o espetáculo francês Muances, o musical Enreduana, a peça Tibicuera Costura o Brasil, o infantil Monstros BR e a matinê do Projeto Pequeno Cineasta, com filmes feitos por crianças e jovens de vários países. 🗓️ Quando? 8 a 15 de outubro⏰ Horário: variáveis conforme o espetáculo📍 Onde? Teatro Sérgio Porto (Humaitá), Teatro Ipanema (Ipanema) e Teatro Carlos Gomes (Centro)💲 Entrada: de R$25 (meia) a R$50 (inteira); sessões gratuitas no Teatro Carlos Gomes🔗 Mais informações: www.fil.art.br 🖥️Hacktudo Edição 2023 do Hacktudo Divulgação O maior festival gratuito de cultura digital do Brasil chega à sua 9ª edição com uma nova casa: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Nos dias 11 e 12 de outubro, o Hacktudo transforma o MAM em um espaço de descobertas, criatividade e diversão para todas as idades, com atrações que misturam arte, ciência, tecnologia e entretenimento. Entre os destaques está o Batukando, uma instalação interativa criada em parceria com o coletivo Caramelo Biônico, que convida o público a tocar tambores em uma escada cenográfica guiada por luzes de LED, criando imagens coletivas em tempo real. O festival também traz competições de robôs, desafios de drones, oficinas criativas, realidade virtual, exposições imersivas e a presença da AbleGamers, com consoles adaptados para pessoas com deficiência. 🗓️ Quando?• 11 e 12 de outubro – das 14h às 22h📍 Onde? Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo💲 Entrada: gratuita🔗 Ingressos e programação completa no site Mostras Primeira Infância O CCBB Rio recebe a mostra Primeira Infância, organizada pelo coletivo Eranos Círculo de Arte. Gratuita e voltada a bebês e crianças até 6 anos, a programação inclui espetáculos como Bebê e o Boi Babau, O Barquinho Amarelo, #Mergulho e Pô!Ema, além da exposição interativa O Céu, o Mar e a Palavra. Oficinas e vivências para educadores completam a experiência. 🗓️ Quando? 10 de outubro a 2 de novembro ⏰ Horário: quarta a segunda, das 9h às 20h 📍 Onde? CCBB Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro💲 Entrada: gratuita (ingressos em bb.com.br/cultura, totens ou bilheteria) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Snapdragon 8 Elite Gen 5 feito pela Samsung teria atingido nova etapa de fabricação

Publicado em: 10/10/2025 04:09 Fonte: Tudocelular

Rumores recentes indicam que a Qualcomm continua estudando fabricar parte do suprimento do novo Snapdragon 8 Elite Gen 5 com a Samsung. Ao que parece, a parceria entre as duas gigantes teria atingido uma nova etapa com a produção das primeiras unidades de teste. Especula-se ainda que, caso o acordo seja fechado, o Galaxy Z Flip 8 poderia ser o primeiro aparelho a empregar a variante especial da plataforma feita pela marca sul-coreana.As informações chegam por fontes do portal New Daily e sugerem que a Samsung teria fornecido à Qualcomm recentemente as primeiras unidades de teste do Snapdragon 8 Elite Gen 5 fabricado no processo de próxima geração da empresa sul-coreana, o SF2 da classe de 2 nm. Esperado para também ser utilizado com o Exynos 2600, o SF2 tem como um dos maiores diferenciais o uso dos novos transistores GAAFET, presentes na litografia rival Intel 18A. A tecnologia não apenas promete maior eficiência energética e densidade superior, como ainda mais flexibilidade para que os engenheiros equilibrem melhor o consumo e o desempenho dos chips.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Como cidades de SC usam inteligência artificial para detectar câncer de mama mais cedo

Publicado em: 10/10/2025 04:01

Inteligência artificial auxilia no diagnóstico precoce do câncer de mama 🩺🎗️A mamografia é um dos principais exames para detectar o câncer de mama. Em cerca de 18 cidades de Santa Catarina, uma nova tecnologia baseada em inteligência artificial tem ajudado a tornar esse diagnóstico mais rápido e preciso. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado tem a maior taxa de incidência de câncer de mama no país: são 74 casos a cada 100 mil mulheres. A estimativa é de 3.860 novos diagnósticos até o fim de 2025 no estado. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Na clínica onde atua a médica radiologista Bianca Miranda Lago, em Joinville, mais de 6 mil mamografias são realizadas por ano com o apoio da IA. Apesar da tecnologia acelerar o processo com redução de até 70% no tempo de resposta, a análise final continua sendo feita por médicos especialistas. “Levamos cerca de 30 minutos por exame, mas esse tempo varia conforme o tipo de mama da paciente. Cada mama é como uma digital”, explica. Inteligência artificial acelera diagnóstico de câncer de mama em cidades de SC NSC TV 🩻🖥️IA reconhece nódulos e sinais de alerta A ferramenta analisa os laudos das mamografias, identificando possíveis nódulos e sinais de alerta com agilidade. O sistema consegue reconhecer padrões nas imagens que podem indicar lesões ou microcalcificações suspeitas. De acordo com a especialista em tecnologia de medicina diagnóstica Paula Castilho, isso significa que a ferramenta permite que exames com maior risco sejam priorizados. “A IA já detecta antecipadamente exames com lesões ou microcalcificações que exigem atenção, permitindo que sejam avaliados com prioridade em relação aos exames considerados normais”, afirma. O conceito moderno do autoexame envolve conhecer o próprio corpo. Getty Images via BBC Autoexame O câncer de mama é o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil e no mundo (excluindo tumores de pele não melanoma). O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e amplia as opções de tratamento. Veja abaixo como fazer o autoexame: Para começar, coloque uma mão atrás da cabeça e a outra nos seios; Observe, em frente ao espelho, se há retração na pele ou qualquer outra alteração nas mamas; Com a ponta dos dedos, apalpe os seios em movimentos circulares; Não se esqueça de apalpar a região das axilas; Depois, esprema o bico do seio e verifique se sai algum líquido. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Dentista se comove ao participar de ação humanitária que realizou mais de 2 mil atendimentos na África: 'Transformador'

Publicado em: 10/10/2025 04:01

Goiana participa de ação humanitária que realizou mais de 2 mil atendimentos Bonito e transformador. É assim que a dentista Rachel Di Batista, de 44 anos, descreve o período em que realizou o trabalho humanitário no Campo de Refugiados de Dzaleka, no Malawi, país do sudeste da África. Ela foi a única goiana em um grupo de profissionais da saúde que realizou mais de 2 mil atendimentos médicos de diversas especialidades e mais de 70 cirurgias em setembro de 2025. Rachel relatou ao g1 que o grupo é composto por voluntários do Brasil inteiro e que não conhecia nenhum dos profissionais que estiveram com ela no campo de refugiados. A ação é parte de um projeto da ONG Fraternidade Sem Fronteiras. “Eu fui para doar e para servir. Achei que foi uma experiência muito transformadora ver a diferença que você faz na vida da pessoa. Acho que outras pessoas também iam gostar de fazer”, contou. As viagens de Goiânia até chegar ao campo de refugiados no Malawi duraram mais de 15 horas, contabilizou Rachel . Ela saiu da capital goiana, passou por Joanesburgo, na África do Sul, e depois viajou para Lilongwe, capital do Malawi, onde pegou um transfer até o campo de refugiados. Quando decidiu ir para o Malawi, Rachel já conhecia o trabalho e era madrinha dos projetos da ONG. Além disso, ela contou que já fazia trabalho voluntário, como realizar palestras de prevenção em regiões periféricas. Entretanto, Rachel sempre teve o sonho de realizar um trabalho voluntário em lugares com maior vulnerabilidade social e econômica. “O que me motivou foi poder fazer a diferença na vida das pessoas, poder servir, ser útil”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Casal cria ONG para treinar voluntários, dar aulas para crianças carentes e doar roupas e livros pelo 'preço' de um abraço Cura e devoção: conheça histórias de voluntários da romaria que recebe milhões de pessoas por ano, em Goiás Voluntários se unem para terminar de construir creche em área de ocupação em Aparecida de Goiânia Goiana participa de ação humanitária que realizou mais de 2 mil atendimentos e 70 cirurgias na África Arquivo pessoal de Rachel Di Batista Voluntários custeiam atendimentos e cirurgias Além dos custos da própria viagem, Rachel relatou que os voluntários também custeiam todo o material necessário para realizar os atendimentos e as cirurgias. “Nós somos todos voluntários. Cada um pagando seu custo, pagando a estadia, pagando as passagens, pagando tudo, no sentido de oferecer ajuda em um campo de refugiados”, explicou. Os profissionais tiveram que enfrentar diversas dificuldades para atender os refugiados no país africano, segundo a dentista. “O campo de refugiados não tem água, não tem esgoto, não tem energia. Mas o que choca são as pessoas vivendo nesse cenário trágico, a alegria delas, uma fé inabalável, a resiliência, a empatia, a coragem e a força”, declarou. Dificuldades A dentista relatou que exercer a profissão em um campo de refugiados oferece muitas limitações e dificuldades pela falta de estrutura típica de consultórios odontológicos. Para atender aos pacientes, a equipe montou um consultório adaptado. "A gente trabalha em quatro cadeiras, uma pessoa coladinha com a outra. O paciente cospe em um balde, porque não tem tubulação", descreveu. Os atendimentos eram, na maior parte, para solucionar dores de dente e doenças periodontais como gengivite e tártaro. Refugiados Goiana participa de ação humanitária que realizou mais de 2 mil atendimentos e 70 cirurgias na África Arquivo pessoal de Rachel Di Batista A dentista contou que um dos atendimentos que mais a marcou no campo de refugiados foi uma extração de dente em uma paciente. Ela conta que, como profissional de saúde, às vezes fica chateada por tirar o dente da frente de um paciente para colocar implante. Quando acontece, o paciente costuma pedir para colocar uma máscara. Entretanto, a paciente que atendeu no Malawi era uma das poucas que tinha celular e pediu para tirar uma foto ao terminar o procedimento. "Quando tirei a foto da paciente sorrindo, com um buraco na frente, com o celular dela. Depois, ela ajoelhou e falou assim: 'Eu posso fazer uma oração para você? Obrigada por você ter tirado minha dor’, relatou. Volta para o Brasil Rachel declarou que realizar o trabalho voluntário no Malawi a transformou e que agora se sente mais motivada para trabalhar. Ela contou que, ao voltar, pensava que estaria tudo feito, mas agora pretende voltar para o campo de refugiados e poder ajudar mais. “Quero incentivar outras pessoas a irem, meus colegas de profissão, outros médicos a irem em outras caravanas e levar o seu trabalho e se doar”, incentivou. Goiana participa de ação humanitária que realizou mais de 2 mil atendimentos e 70 cirurgias na África Arquivo pessoal de Rachel Di Batista Ação humanitária na África Segundo a ONG Fraternidade Sem Fronteiras, Rachel estava entre os 33 profissionais de saúde que participaram da Caravana da Saúde, parte do projeto Nação Ubuntu, no Malawi. Entre os profissionais na caravana, havia médicos, dentistas, enfermeira e farmacêutico. Ainda segundo a ONG, o campo de refugiados abriga quase 60 mil pessoas refugiadas, sendo a maior parte composta por mulheres e crianças. O projeto Nação Ubuntu é realizado no Malawi desde 2018, ao lado do campo de refugiados de Dzaleka. De acordo com a ONG, o trabalho visa acolher os refugiados de guerra, oferecendo oportunidades para mudar as histórias de vida de crianças, jovens e toda a população de refugiados em situação de extrema vulnerabilidade. A ONG Fraternidade Sem Fronteira tem sede em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e atua em 77 polos de trabalho espalhados por nove países. A ONG oferece alimentação, serviços de saúde, formação profissionalizante, cultivo sustentável e construção de casas. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

TV dos anos 80, revistas da redemocratização e capas de discos: conheça exposição que vereadores de BH tentam fechar

Publicado em: 10/10/2025 04:01

Vereadores de BH vão ao CCBB com guardas e PMs e cobram fechamento de exposição A exposição "Fullgás", que foi alvo de fiscalização de vereadores de Belo Horizonte após supostas queixas de mães incomodadas com obras expostas, traz imagens que refletem a cultura brasileira dos anos 1980, e apresenta no catálogo rádios antigos, TVs dos anos 1980, capas de revistas e pinturas que contam a história da ditadura militar no Brasil. Vereadores de Belo Horizonte fizeram uso do aparato de segurança pública na tarde desta quarta-feira (8) em uma tentativa de fechamento da exposição artística, em cartaz no Centro Cultural de Belo Horizonte (CCBB-BH). Os parlamentares alegam imagens de sexo e nudez em uma mostra de classificação indicativa livre (entenda mais abaixo). A abertura ocorreu no dia 27 de agosto deste ano, e contou com o show gratuito da cantora Marina Lima, que tem em seu repertório a canção que leva o nome da mostra. O g1 visitou a exposição na tarde desta quinta-feira (9), e foi observada uma variedade de obras de artistas brasileiros que contam como era a cultura pop da época por meio de música, TV, quadrinhos, revistas e capas de discos que marcaram a geração. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Visita em família A mostra estava movimentada com um público de diferentes grupos sociais, desde mães acompanhadas de filhos pequenos, idosos e até um trio de freiras. Nos corredores do Centro Cultural era possível ouvir conversas dos próprios visitantes sobre a riqueza dos temas abordados em "Fullgás", além da importância de tratar temas como a prevenção da AIDS, provocada pelo vírus HIV. A curadoria é dos artistas Raphael Fonseca, Amanda Tavares e Tálisson Melo, e as obras fazem parte do acervo dos principais nomes da cena artística como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Leonilson e Leda Catunda, ao lado de artistas de várias regiões do Brasil, como Kassia Borges (GO) e Sérgio Lucena (PB). A exposição está organizada em cinco temas, inspirados em músicas dos anos 80, o que ajuda a entender os diferentes aspectos do período. Por exemplo, o tema “Que país é este” trata do fim da ditadura militar e da redemocratização, abordando movimentos sociais e questões políticas. “Beat acelerado” foca no período pós-ditadura, com destaque para pinturas e esculturas. Já “Diversões eletrônicas” explora a influência da televisão e das novas tecnologias. Conheça exposição que vereadores de BH tentam fechar Fechamento Os parlamentares Flávia Borja (DC) e Irlan Melo (Republicanos) foram até o centro cultural com guardas municipais e policiais militares alegando estar fazendo uma fiscalização motivada por supostas queixas de mães incomodadas com obras expostas. Imagens de nudez e sexo foram relatadas, segundo eles. Entre as peças citadas pela vereadora do Democracia Cristã, está uma mensagem sobre sexo seguro, com uso de preservativo, para evitar a contaminação de doenças autoimunes como a AIDS, causada pelo vírus HIV. Peças foram questionadas por vereadores de BH Reprodução Outra obra citada por Flávia Borja e Irlan Melo mostra a pintura de uma mulher usando espartilho, em pose sensual e dramática. Uma terceira imagem representa uma mulher com os seios à mostra, levantando uma espécie de triângulo feito em tons de marrom e bege. De acordo com Flávia Borja, o intuito dos parlamentares é que a exposição seja fechada até que a classificação indicativa, que hoje atualmente livre, seja revisada. Em nota, o CCBB informou que o evento segue as regras do Ministério da Justiça, que permitem a exibição de obras com violência apenas imaginária ou simbólica e nudez sem conteúdo sexual, classificando-as como livres para todos os públicos. Segundo essas normas, criadas para orientar mostras de arte, o objetivo é proteger a liberdade de expressão e valorizar a diversidade cultural, em conformidade com a Constituição Federal. "Estamos pedindo que haja a mudança na classificação etária, e que [a exposição] seja fechada até que isso seja resolvido. Acionamos a Polícia Militar, a Guarda Civil e também uma delegada da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente", disse Flávia. Ainda segundo a parlamentar, o CCBB-BH apresentou documento que comprova a decisão da curadoria da mostra em permitir que a classificação seja livre para todos os públicos. 'Há pautas mais importantes na cidade' No Brasil, a classificação indicativa de obras como filmes, séries, jogos eletrônicos e espetáculos é definida pelo Ministério da Justiça, por meio da Coordenação de Política de Classificação Indicativa. A classificação indicativa serve como orientação a pais e responsáveis, sendo que o Ministério da Justiça considera a corresponsabilidade da família, da sociedade e do Estado para a "garantia à criança e ao adolescente dos direitos à educação, ao lazer, à cultura, ao respeito e à dignidade". A vereadora Juhlia Santos (PSOL) esteve no CCBB-BH durante a visita dos colegas de casa. Ao g1, ela afirmou que o papel dos parlamentares deveria estar pautado em problemas mais urgentes da cidade, e não em movimentos que tentam estimular a censura. "Na semana passada, a fiscalização [da vereadora Flávia Borja] veio à exposição, constrangendo as pessoas. Hoje vieram com a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar. Foram os mesmos vereadores que se abstiveram na votação que beneficiava mães a seguir com seus estudos. Tem tanta pauta mais importante em Belo Horizonte", disse a parlamentar. A votação em questão citada por Juhlia é a do Projeto Mãe Estudante, que garante creche e escola em tempo integral para quem estuda e cria seus filhos. O projeto foi rejeitado após 22 dos 40 vereadores se absterem. LEIA TAMBÉM Artista é barrado de entrar descalço em museu onde tinha obra exposta Nikolas Ferreira vota com o governo em MP e diz que se confundiu Voo com 84 brasileiros deportados dos EUA chega a BH após confusão em trajeto Vídeos mais vistos no g1 Minas: Vereadores de BH vão ao CCBB com guardas e PMs e cobram fechamento de exposição

Palavras-chave: tecnologia

Semáforos inteligentes: integrante da OAB sugere estender contrato para amenizar prejuízos em Ribeirão Preto

Publicado em: 10/10/2025 04:01

Falha em fiscalização de obra impede sistema para melhorar trânsito em Ribeirão Preto Um aditamento no contrato de implantação do novo sistema inteligente de semáforos de Ribeirão Preto (SP) pode ser a melhor alternativa para a Prefeitura conseguir viabilizar o projeto que custará mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos sem a garantia de prestação de serviços à população. A sugestão é da vice-presidente da comissão de direito administrativo da Ordem do Advogados do Brasil (OAB), Daniela Soares Mendonça, diante de alegações do secretário municipal de Obras Públicas, Walter Telli, de que falhas de planejamento anteriores à atual gestão, que resultaram na obstrução de dutos de cabos de fibra ótica, podem impossibilitar o projeto elaborado para dar mais fluidez ao trânsito da cidade, que está atrasado desde maio. “Às vezes não seria o caso de fazer uma nova licitação. Seria simplesmente o caso de a gente fazer um termo aditivo, acrescentar essa questão dessa desobstrução e até mesmo, querendo ou não, ter que prorrogar o prazo, porque além de aumentar o serviço consequentemente vai prorrogar o prazo da execução desse serviço. E caminhar com a mesma empresa”, afirmou Daniela, à EPTV, afiliada da TV Globo. ✅ Siga o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Segundo ela, a demora na entrega do sistema já é um transtorno para a população. “Tinham 30 meses para fazer a execução desse serviço e, querendo ou não, tem uma expectativa. A gente já sabe que toda vez que tem plano de alguma construção, de alguma obra, sempre causa um transtorno para os envolvidos, principalmente para a população que está na redondeza. Então já tem uma insatisfação de que passou esse tempo e não tem o serviço executando totalmente", diz. Sistema inteligente de semáforos ainda não está em funcionamento em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV O sistema inteligente e a CPI dos Semáforos O contrato em questão foi firmado pelo Executivo em 2022 com três empresas que formam o Consórcio ITS. Pelo valor inicial de R$ 19,4 milhões - depois atualizado para R$ 20,4 milhões, a contratação prevê a instalação de câmeras, sensores, cabeamento e tecnologias que permitirão à RP Mobi monitorar e otimizar em tempo real o trânsito, principalmente do transporte público, e o sistema semafórico da cidade por meio de um centro de controle de operações (CCO). LEIA TAMBÉM Ribeirão Preto vai gastar R$ 20 milhões sem garantia de que sistema inteligente de semáforos vai funcionar, diz secretário CPI na Câmara vai investigar contrato de instalação de semáforos inteligentes em Ribeirão Preto, SP Obstrução de dutos para passagem de cabos pode ter atrasado sistema inteligente de semáforos em Ribeirão, diz diretor da RP Mobi O programa deveria estar funcionando desde maio deste ano, mas isso não aconteceu devido a atrasos e aditamentos nos preços que inclusive levaram a Câmara a instalar uma comissão parlamentar de inquérito, a CPI dos Semáforos. Ouvido esta semana pelos parlamentares que compõem a comissão, o secretário de Obras Públicas Walter Telli disse que o sistema pode ainda não entrar em funcionamento mesmo com a regularidade da execução do contrato com o Consórcio ITS e consequentemente dos pagamentos, que já passaram dos R$ 15 milhões. Isso porque os dutos destinados à passagem de cabos de fibra ótica estão obstruídos no trecho do corredor de ônibus que fica no cruzamento das avenidas Thomaz Alberto Whatelly e Recife, na zona norte. Sem essa ligação, a conexão do sistema de semáforos à central de controle de operações também fica prejudicada. "Você tem a tomada, tem a árvore de Natal com as luzes, mas não tem o fio que liga na tomada", disse o secretário, à CPI. Segundo ele, essa obstrução - que pode ter ocorrido por diferentes fatores, inclusive por depredação - foi descoberta em 2023, mas a Prefeitura, desde a gestão passada, não conseguiu resolver o problema junto à empresa responsável pela construção daquele trecho do corredor de ônibus, a JZ Engenharia, mesmo após várias notificações por e-mail. A empresa, por sua vez, alegou não ter responsabilidade sobre a obstrução porque entregou a obra em 2022, mais de um ano antes, e deixou tudo pronto para a instalação dos cabos. "A manutenção da rede subterrânea de dutos não constituía objeto do contrato celebrado com esta empresa, não sendo de conhecimento da JZ Engenharia e Comércio o estado atual dela, ou se há motivo técnico que impeça a instalação", comunicou ao g1. De acordo com Telli, esse mesmo problema não ocorreu em outras partes do corredor de ônibus, porque as outras empresas, quando acionadas, se prontificaram em desobstruir dutos eventualmente problemáticos. Falta de planejamento inviabiliza sistema de semáforos em Ribeirão Preto, diz secretário Aditamento de contrato A solução sugerida pela representante da OAB é uma das alternativas em análise na Prefeitura. Questionado pelos vereadores na CPI, Walter Telli disse que a atual gestão tem tentado buscar soluções desde junho. Uma das possibilidades em estudo junto à Procuradoria Geral do Município é um aditamento do contrato para garantir que esse problema seja resolvido sem a necessidade de abertura de uma nova licitação. As autoridades também avaliam os diferentes caminhos pelos quais esse cabeamento de fibra ótica pode passar até que chegue à CCO da RP Mobi para que ao menos o trecho norte-sul dos corredores funcione corretamente. Secretário de Obras de Ribeirão Preto mostra duto para passagem de cabos obstruído na CPI dos Semáforos Divulgação/ Câmara de Ribeirão Preto CPI dos Semáforos Instalada no fim de agosto, a CPI dos Semáforos é integrada por Isaac Antunes (PL), Daniel Gobbi (PP) e Jean Coraucci (PSB). Na primeira reunião, os parlamentares ouviram o superintendente da RP Mobi, Marcelo Galli, que também mencionou esse problema relacionado aos cabos de fibra ótica. O próximo convidado é o ex-secretário de Obras Públicas, Pedro Pegoraro, que pode ou não comparecer à audiência, prevista para a próxima segunda-feira (13), às 16h. A Lei Orgânica do Município prevê que ex-servidores não são obrigados a participarem de oitivas. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

AMD Instinct MI450 será primeira GPU da marca fabricada com litografia de 2 nm

Publicado em: 10/10/2025 03:03 Fonte: Tudocelular

Em entrevista realizada na última segunda-feira (6), a CEO da AMD, Dra. Lisa Su, confirmou que a Instinct MI450 será a primeira GPU da gigante a ser produzida em uma litografia da classe de 2 nm. Anunciada como uma solução feita do zero para IA, a novidade promete avanços significativos no treinamento e inferência de Grande Modelos de Linguagem (LLMs), e tem potencial de sair na frente da NVIDIA graças a essa vantagem no processo de fabricação.As informações foram compartilhadas no canal Yahoo Finance, em discussões sobre o recente acordo fechado entre o time vermelho e a OpenAI para a aquisição do equivalente a 6 gigawatts de infraestrutura para Inteligência Artificial, começando pela MI450 na segunda metade de 2026. "Estamos muito animados com nossa geração MI450, ela tem tecnologia de 2 nm, a mais avançada capacidade de fabricação, tem soluções de escala de rack, então estamos colocando todos esses elementos de computação juntos", revelou a CEO. "A maneira de pensar sobre isso é que é preciso uma aldeia [ditado que significa que uma grande equipe é necessária] para construir tudo isso. Então, claro, estamos muito orgulhosos e focados".Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

'Fiquei com medo de a sensação sumir': Laís Souza sente o dedo após 11 anos e diz que toparia participar de estudo clínico

Publicado em: 10/10/2025 03:01

Laís Souza e as novas sensibilidades O vídeo começa com um ruído de celular e um riso fora de quadro. A mão da ex-ginasta Laís Souza está apoiada no sofá quando, de repente, ela diz: “Bem-vinda [nova sensibilidade]”. Não é metáfora. É o dedo mínimo da mão esquerda, que voltou a responder depois de onze anos. A sensação não chega a ser exatamente um toque — é pressão, formigamento, algo entre o nada e o quase. “Devo sentir uns três a cinco por cento”, calcula. O vídeo não foi planejado para registrar uma descoberta. Laís e a namorada apenas gravavam um momento banal de carinho quando, por acaso, a câmera flagrou o retorno do movimento no dedo. Surpresa, ela pediu que a namorada apertasse o mesmo ponto várias vezes, com medo de que a sensação desaparecesse. À noite, já na cama, testou de novo. Continuava ali. Não procurou os médicos. “Não tem muito o que fazer”, explica em entrevista exclusiva ao g1. Eles já tinham dito que pequenas melhoras são possíveis mesmo depois de anos, quando fibras preservadas voltam a conduzir sinais. “O corpo é incrível. Às vezes o estímulo está por um fio e algo resolve.” Desde sempre, o corpo da ex-ginasta foi assunto de trabalho. A partir de 2014, entretanto, esse assunto teve de mudar de lado. A agilidade deu lugar à paciência. Laís aprendeu a decifrar sinais que ninguém mais entende: ardência, espasmos, arrepios que podem significar dor, frio ou vontade de urinar. Aprendeu também a detectar o que não sente. Uma vez, passou horas com o tênis dobrado atrás do calcanhar sem perceber. O corpo tentou avisar de outro jeito: uma ardência que vinha com arrepio e dor de cabeça. “Era o calcanhar. O tênis estava dobrado e eu não tinha sentido”, conta. Laís treina cuidadores para reconhecer pintas, manchas, calos, dobras de roupa. Sabe que, se errar o tempo, o corpo responde com infecção, febre, ferida. A atleta que vivia de impulso hoje opera por antecipação. E estuda. O tempo todo. “Meu grande músculo é o cérebro”, afirma. A rotina é cronometrada: cuidados e higiene pela manhã, fisioterapia à tarde, trabalho e palestras no resto do dia. “Parece empresa”, diz, sobre a própria casa e os funcionários com quem trabalha. Tudo tem lugar e regra. Tirou, devolve. Sujou, lava. Se não, ela se perde. Aos 36 anos, aprendeu a planejar até o improvável. Treina todos os dias para estar pronta caso alguma pesquisa científica avance o suficiente para se tornar tratamento. Acompanha de perto os estudos brasileiros com polilaminina — uma proteína derivada da placenta que vem sendo testada para regeneração nervosa — e também o projeto da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que desenvolve uma medula espinhal em 3D feita com células do próprio paciente. Nos testes com animais, a técnica já restaurou parte da mobilidade. “Quero estar pronta quando chegar a hora. Se o movimento voltar, preciso estar forte. Se as pernas reagirem, quero conseguir me levantar. Se o braço recuperar a sensibilidade, quero segurar um copo de água, quero poder fazer carinho nos meus cachorros.” Fala de ciência com o mesmo pragmatismo com que organiza o dia. “Tenho esperança, mas tento não criar expectativa. Sei que pode não dar certo. Talvez, se o acidente tivesse acontecido hoje, as respostas da medicina seriam outras — mais rápidas, com base em resultados de estudos clínicos que ainda estavam longe há onze anos.” Relembre o acidente Laís Souza tinha 24 anos quando se chocou contra uma árvore durante um treino de esqui aéreo, nos Estados Unidos, às vésperas das Olimpíadas de Inverno de Sochi. Havia migrado da ginástica artística — onde representou o Brasil em duas Olimpíadas e conquistou um quarto lugar no Mundial de 2006 — para o novo esporte há menos de um ano. Naquele 27 de janeiro de 2014, a tentativa era apenas um salto de rotina. O impacto quebrou duas vértebras cervicais, C3 e C4, esmagando a medula. Laís lembra pouco: desmaiou, acordou, desmaiou outra vez. “Vomitei, aspirei o vômito, o que afetou meus pulmões. Mas não me lembro de muita coisa. Dormia e acordava”, conta. Só percebeu a gravidade dias depois, quando pediu à mãe que colocasse o celular em sua mão para mandar uma mensagem aos amigos. O aparelho escorregou, e ela não conseguiu segurá-lo. Pediu de novo. Caiu outra vez. “Foi aí que a ficha caiu.” A mãe, que acompanhou tudo de perto, ouviu dos médicos o prognóstico mais duro: se sobrevivesse às primeiras 12 horas –o que era improvável–, dependeria de máquinas para respirar, comer e urinar. Nada disso se confirmou. Ainda assim, onzparaanos depois, a mãe continua por perto. Quando passa a noite com a filha, entra no quarto a cada três horas, faz a sondagem, muda o decúbito, confere se está tudo certo. “Minha mãe é minha melhor amiga. Sabe tudo da minha vida”, conta. O abuso sexual Desde o acidente, o corpo de Laís também se viu em vigilância. “A gente que passa pela situação enxerga o que o médico não vê”, diz. A ardência nas mãos, por exemplo, pode significar quase qualquer coisa — de gases a infecção urinária. O aprendizado foi fisiológico e filosófico. O corpo voltou a ser tema público quando Laís revelou ter sido vítima de abuso sexual por parte de cuidadores. Ela contou que os episódios ocorreram em momentos de completa vulnerabilidade, quando estava deitada ou dormindo, sem sensibilidade em boa parte do corpo. “Já fui abusada antes, quando tinha quatro anos, e depois do acidente, que foi quando realmente fiquei supervulnerável. Foram abusos inesperados. Eu estava totalmente vulnerável: deitada, dormindo… não estava nem vendo o que estava rolando. E não tenho sensibilidade em 100% do corpo. Sinto que está tudo certo e a pessoa se aproveita daquilo”, conta. Ela denunciou os casos, mas teve medo de sofrer retaliação por parte dos abusadores, embora não tenha relatado ameaças. Desde então, passou a tratar a confiança como questão prática. “Minha confiança é bem abalada. Para confiar em alguém, tenho que saber realmente quem está ali, conversando, convivendo.” Depois disso, quando um novo cuidador chega, Laís treina cada gesto. “Explico como quero, deixo cada coisa no seu lugar para que não haja nenhum ponto em que ele precise dar um passo que eu não saiba. Tento fazer com que tudo esteja sob controle.” Instalou câmeras em casa, evita consultas sozinha e se mantém em alerta constante. Desde então, não aceita mais profissionais homens para tarefas íntimas. O serviço de home care que a atende chegou a enviar um cuidador substituto. Era um homem, e Laís dispensou o atendimento assim que ele chegou. “Para mim é impossível, não dá. Por mais fofo que ele seja, é um gatilho, não consigo. Não é nada pessoal com a pessoa”, relata. Acessibilidade, ou a falta dela Fora de casa, Laís enfrenta outro tipo de hostilidade. Fala da falta de acessibilidade como quem descreve o tempo: sem surpresa, mas com precisão. Restaurantes sem rampa, lojas inacessíveis, elevadores de lixo usados como entrada alternativa. “Às vezes fico no carro e peço para quem está comigo comprar o que quero. A cadeira de rodas, na maior parte das vezes, não passa pela porta das lojas. Quando passa, não tem espaço dentro dos estabelecimentos para que eu consiga me mover.” O isolamento imposto por essa falta de acesso acabou levando Laís de volta para dentro — da casa e de si mesma. Durante a pandemia, retomou um hábito antigo: pintar. “É uma atividade parada, mas me dá a mesma adrenalina do dever cumprido que o esporte me fazia sentir”, explica. As pinturas são figurativas e vibrantes, feitas com guache, sempre com ajuda de um cuidador. “Quando a arte termina, é como se o corpo tivesse se mexido.” A introspecção virou também curiosidade científica. Laís voltou a estudar: leu sobre o funcionamento do sistema nervoso, as etapas da cicatrização, a neuroplasticidade. Acompanhou estudos internacionais e se inscreveu em grupos que monitoram terapias experimentais para lesões medulares. “Quero estar pronta quando chegar a hora”, diz. Palestras, rotina e o trabalho de existir No palco, o corpo volta a ser centro. Já fez mais de duzentas palestras, de segurança do trabalho à inclusão. Às vezes, sobe ao palco com a pressão baixa, às vezes, com espasmos. “Tem que cuidar para não cair, para não dar tremor.” Fala sem roteiro. “De coração”, diz, sem romantismo. No meio do discurso, sente o peso do próprio nome — símbolo de superação que nunca quis ser. “Tem dia que não quero me superar. Só quero ficar deitada e chorar. Ou só ficar deitada, sem chorar”, ri. O acidente redefiniu o corpo, mas não o anulou. O dedo que mexeu, por acaso, é o mesmo que lembra a dimensão do possível. Laís não chama de milagre. Chama de corpo.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Chuva em 40% dos dias em 2025: Entenda por que chove tanto em Curitiba

Publicado em: 10/10/2025 03:01

Meteorologista do Simepar explica porque chove tanto em Curitiba Conhecida pelo clima imprevisível e pelos dias de céu cinzento, Curitiba carrega a fama de ser uma das capitais mais chuvosas do país. Neste ano, a capital paranaense registrou 110 dias de chuva, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), reforçando o que viajantes, escritores e moradores há tempos sabem: a garoa é parte da identidade curitibana. Mas, afinal, o que provoca tanta chuva em Curitiba? O g1 conversou um meteorologista que explicou o motivo. Entenda abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, explica que a alta incidência de chuva na cidade está ligada a fatores geográficos, como a proximidade com o oceano e a Serra do Mar. Isso porque a umidade vinda dessas regiões acaba contribuindo para a formação de nuvens na Região Metropolitana de Curitiba e gerando as precipitações. "Nessa época do ano, entre o inverno e o início da primavera, a gente recebe muita umidade vinda da região do oceano. Tem a própria Serra do Mar, que acaba contribuindo para a evaporação, com o processo de evaporação e transpiração da floresta. Isso contribui para que tenhamos mais umidade na atmosfera e, com isso, pode ter mais formação de nuvens que levam a chuva. Outro fator é a proximidade do oceano, que também transporta muita umidade. Os ventos são do oceano para o continente, de nordeste para leste, então, muitas vezes essa umidade consegue passar a Serra do Mar, chega aqui na na Região Metropolitana, forma as nuvens e provoca aquelas chuvas leves,”, explica o especialista. Segundo Kneib, ao longo do ano, a maioria dos registros de chuva ocorre no período da tarde. Na primavera e no verão, as chamadas tempestades isoladas acontecem devido ao aquecimento durante o dia, que provoca chuvas no fim da tarde. O meteorologista explica que 2025 tem sido mais chuvoso do que o ano passado. A diferença foi provocada pelo registro de um inverno mais seco em 2024. "Esse ano está chovendo um pouco mais que no ano passado. As ondas de ar frio conseguiram avançar até o Paraná e a incursão de ar frio favoreceu que tivéssemos mais períodos de céu encoberto. No ano passado não, o que predominou foi uma massa de ar quente da região Centro-Oeste, ela avançou um pouquinho mais para o Sul, o que não é comum para essa época do ano. Já este ano, o inverno voltou a ser rigoroso, com quatro ondas de ar frio aqui e isso é esperado", contou Kneib. Em 280 dias de 2025, choveu em 40% deles em Curitiba. Ricardo Marajó/SECOM Segundo o Simepar, janeiro foi o mês mais chuvoso do ano até agora, com registro de 302,4 milímetros em 20 dias. Em outubro, o clima continua úmido e já foram registrados sete dias de chuva e 44,2 milímetros acumulados. Até o momento, o dia 29 de setembro foi o mais chuvoso, registrando maior acumulado do ano: 61,8 milímetros. Veja abaixo quantos dias de chuva foram registrados em cada mês, em Curitiba: Janeiro: 20 dias, com 302,4 mm; Fevereiro: 16 dias, com 233,2 mm; Março: 9 dias, com 47,6 mm; Abril: 14 dias, com 69,0 mm; Maio: 8 dias, com 46,8 mm; Junho: 18 dias, com 145,0 mm; Julho: 6 dias, com 31,2 mm; Agosto: 4 dias, com 39,4 mm; Setembro: 8 dias, com 70,2 mm; Outubro até o dia 8: 7 dias, com 44,2 mm. "É importante ressaltar que, quando a gente fala chuvoso, não necessariamente são grandes volumes de precipitação. 1 milímetro já é considerado um dia chuvoso, dependendo da metodologia", explicou o especialista. LEIA TAMBÉM: Investigação: Porsche incendiado custa cerca de R$ 700 mil e tinha dívidas de IPVA; proprietário é suspeito de atear fogo no carro Polícia: Famílias alugam casas, fazem mudança, mas descobrem que caíram em golpe de grupo que clonava chaves de imobiliárias Entenda: Sinal de pedido de socorro entre mulheres faz vítima ser retirada de carro de ex-namorado, diz GCM Fatores geográficos podem influencia alta incidência de chuva em Curitiba, diz especialista. Ricardo Marajó/SECOM Ainda vai chover mais em Curitiba este ano? Sim. Segundo o meteorologista, para outubro, por exemplo, são esperados em média 160 milímetros de chuva na cidade. À medida que as temperaturas vão ficando mais altas, com o avanço das estações, o aquecimento também vai favorecer a frequência de dias chuvosos em Curitiba, conforme Kneib. "A partir de novembro, dezembro, acontece um rápido aquecimento, pois tem umidade na atmosfera, então começa a ter aquelas pancadas de chuva isoladas, aquelas chuvas bem típicas do verão, de curtíssima duração", explica. Para atuar no monitoramento de variações climáticas e agir em casos de emergência, a Defesa Civil de Curitiba possui 15 estações meteorológicas movidas a energia solar. O trabalho é feito por meio do Sistema de Alerta e Alarme de Prevenção de Desastres de Curitiba (SisAAPrev). Essas estações medem índices de chuva, vento, umidade, temperatura, radiação solar e pressão atmosférica. As equipes da Defesa Civil podem ser acionadas em casos de chuvas fortes, granizo ou vendavais. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 199. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

WePink: empresa de Virginia fez publicidade enganosa, teve mais de 120 mil reclamações e censurou nas redes sociais, diz promotor

Publicado em: 10/10/2025 02:01

MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões A WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, teve 120 mil reclamações registradas em menos de 2 anos, de acordo com o Ministério Público de Goiás. Segundo o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, entre os problemas estão propaganda enganosa e censura nas redes sociais com a exclusão de reclamações (veja acima). Ao g1, o advogado da empresa, Felipe de Paula, informou que eles não foram citados na ação, portanto, ainda não tomaram conhecimento dos termos. A ação foi protocolada na quarta-feira (8), em conjunto com o Procon. O órgão explicou que a estratégia de "flash sales" (ofertas-relâmpago) criou um senso artificial de urgência, induzindo à compra impulsiva e explorando a vulnerabilidade psicológica das pessoas. O uso da imagem da influenciadora agravou isso, pois milhares de seguidores confiam em sua recomendação, destacou o MP. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo o documento, em 2025 foram registradas 30 mil reclamações até a data da ação. Já em 2024 foram 90 mil queixas. O texto também destaca que o número total pode chegar a 300 mil consumidores, considerando aqueles que não reclamaram oficialmente. LEIA TAMBÉM: Empresa de Virginia, WePink é autuada pelo Procon por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online WePink: MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões por práticas abusivas contra consumidores Queimadura nos olhos após uso de sérum para cílios: internautas relatam reações e médicos fazem alerta WePinl, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon, em Goiás Reprodução/Instagram da WePink Élvio destacou que consumidores também denunciaram a falta de entrega de produtos pagos, dificuldades na hora de solicitar o reembolso e um péssimo atendimento pós-venda. Veja as práticas abusivas listadas na ação: Falta de entrega de produtos: consumidores que pagaram pelos produtos e nunca receberam; Descumprimento de prazos: alguns atrasos ultrapassaram sete meses; Dificuldade de reembolso: resistência da empresa em devolver valores pagos; Atendimento deficiente: o sistema é automatizado, mas não resolve os problemas; Exclusão de críticas: a empresa removeu comentários negativos nas redes sociais; Produtos com defeito: os cosméticos chegam estragados na entrega e estão diferente do enunciado. "Diante de toda essa situação, o Ministério Público pediu a suspensão dessas lives enquanto não forem regularizadas as pendências, criar um saque eficiente, humanizado, em 30 dias, com resposta em 24h por cada reclamação", destacou o promotor. O Ministério Público escreve na ação que o objetivo é ressarcir de forma integral todos os clientes lesados. Élvio também afirmou que foi pedido uma multa de R$ 1 mil por cada ofensa feita por consumidor, além de indenização em caráter punitivo e educativo de R$ 5 milhões, e outra reparatória para cada consumidor prejudicado, que ainda será calculada. Marca WePink, de Virgínia Fonseca Reprodução/Instagram/WePink WePink autuada pelo Procon A Wepink já havia sido notificada outras vezes, de acordo com o Procon, tendo sido autuada no final de setembro. De acordo com a fiscalização, a empresa anunciou e comercializou os produtos nacionalmente, mas não realizou a entrega no prazo estabelecido. O órgão lembrou ainda que a marca realizou lives nas redes sociais em que influenciadores anunciaram os produtos a preços muito atrativos e links promocionais, apesar da quantidade significativa de reclamações dos consumidores. Sobre a autuação do Procon, a defesa da WePink informou ao g1 que a empresa não recebeu a notificação enviada no começo deste ano. Disse ainda que apresentou defesa quando recebeu uma segunda notificação, informando o não recebimento e que a autuação ainda não é definitiva. Em nota, a empresa ainda informou que não sofre mais com atrasos frequentes. Empresa de Virginia Fonseca é autuada pelo Procon 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pesquisadores paraenses transformam resíduos amazônicos em cimento de baixo impacto ambiental

Publicado em: 10/10/2025 00:45

O concreto é o segundo material mais usado no mundo. Está diretamente ligado ao processo de desenvolvimento socioeconômico das cidades, mas provoca um alto impacto ambiental. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a indústria cimenteira é responsável por 7% da emissão de gás carbônico na atmosfera em todo mundo. Da extração de calcário, matéria-prima do cimento, ao transporte do produto pronto, a fabricação de uma tonelada de cimento equivale a uma tonelada de CO² na atmosfera. 📲 Siga o canal do g1 Pará do WhatsApp É neste contexto que pesquisadores paraenses têm trabalhado em alternativas mais sustentáveis para o setor. Soluções que gerem menor impacto ambiental e diminuam a emissão de gás carbônico no processo produtivo. O Instituto Federal do Pará (IFPA) é o berço de duas dessas iniciativas: o cimento Portland, criado a partir de resíduos da indústria de celulose, e o concreto desenvolvido com resíduos de recapagem de pneus, usado como piso tátil. Desenvolvimento de cimento composto Um dos projetos desenvolvidos no IFPA é o cimento Portland com resíduos, que consiste na utilização de dois resíduos da indústria de celulose para produzir cimento composto. A iniciativa partiu do professor e Dr. em engenharia civil, Marco Oliveira, com o intuito de substituir o clínquer, matéria-prima do cimento, que é obtido a partir da queima de calcário em altas temperaturas e é um dos principais responsáveis pela emissão de CO² na indústria cimenteira. A pesquisa possibilita que, em proporções diferentes, este componente seja substituído por Cinza Volante de Biomassa (CVB), resíduo obtido dos fornos de beneficiamento da celulose, alimentados por eucalipto e madeira, e por Filler Calcário de Biomassa (FCB), resíduo derivado de um processo químico para obtenção da celulose. Um dos projetos desenvolvidos no IFPA é o cimento Portland com resíduos, que consiste na utilização de dois resíduos da indústria de celulose para produzir cimento composto. Juliana Alvarez/TV Liberal Os dois materiais, comumente descartados em bacias de rejeitos, podem substituir em até 50% do uso de clínquer na produção de cimento. As misturas desenvolvidas (mais de 30) foram testadas e validadas para atender diversas aplicações na construção civil, como argamassas de assentamento, reboco e até alvenaria estrutural. O projeto atende a normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e tem ainda a capacidade de capturar e fixar CO². A produção do novo cimento tem viabilidade técnica em larga escala, “pois o Brasil é um dos países que mais produz celulose”, e tem competitividade no mercado, é o que garante Marco Oliveira. “Se equipara ao custo de um cimento produzido. Ele tem competitividade no mercado. Eu sempre busquei pesquisas aplicadas. Quando você inicia esses projetos, já tenta responder essas perguntas em termos de custos”. Resíduos de pneus substituem o uso de areia A pesquisa começou em 2013, a partir da necessidade de encontrar materiais alternativos para a produção de cimento na região norte. O material escolhido veio da indústria de recapagem de pneus, já que o produto costuma gerar muito resíduo na Região Metropolitana de Belém. Quando chegam ao Laboratório de Caracterização de Materiais (LCM), do IFPA, os pneus passam por um processo de separação e a borracha presente no material é granulada, em tamanhos fino, médio e grosso. Quando chegam ao Laboratório de Caracterização de Materiais (LCM), do IFPA, os pneus passam por um processo de separação e a borracha presente no material é granulada, em tamanhos fino, médio e grosso Juliana Alvarez/TV Liberal O material granulado é agregado a outros materiais para a produção do concreto usado no piso tátil. "A gente pega uma quantidade de areia, uma quantidade de água, uma quantidade de cimento e mistura num equipamento chamado misturador pneumático. Então, esse misturador faz com que essa mistura fique homogênea e aplicamos ela nas formas que são essas formas de piso tátil", detalha Laércio Gouvêa Gomes, doutor em engenharia de materiais e professor do IFPA, que coordena a pesquisa. A pesquisa tem por objetivo diminuir a extração de areia do meio ambiente e dar uma outra destinação a pneus usados e descartados. "Quando a gente começa a incorporar esse resíduo, a gente tá dando uma outra utilidade, uma outra propriedade mecânica. No caso do resíduo de pneus, eles dão uma uma propriedade de flexibilidade nesses pisos. Então, ele gera menos impacto na pisada da pessoa com deficiência e na pisada dos transeuntes", complementa. Professor do IFPA, Laércio Gomes desenvolve piso tétil com resíduos de pneu e caroços de açaí Juliana Alvarez/TV Liberal A pesquisa já está sendo aplicada no piso tátil usado na instituição de ensino. A resistência mecânica do material também está dentro das normas estabelecidas pela ABNT. “Sustentabilidade não freia o desenvolvimento” Mestra em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento sustentável, Marjorie Azevedo destaca que projetos como dos professores Marco Oliveira e Laércio Gomes mostram o potencial da economia circular, em que os resíduos são reinseridos na cadeia produtiva, os transformando em novos produtos, como tijolos, blocos e concretagem. Ela ressalta que a busca por sustentabilidade não significa “frear o desenvolvimento”, mas, sim, buscar alternativas que conciliem o crescimento econômico com a preservação ambiental e a inclusão social, um desenvolvimento sustentável. “Ao contrário do que se pensa, não estamos na contramão do crescimento econômico. Muito pelo contrário, estamos buscando alternativas para esse crescimento”. Para a engenheira ambiental Marjorie Azevedo, a "sustentabilidade não freia o desenvolvimento” Arquivo pessoal A engenheira ambiental destaca que ainda existem barreiras econômicas que dificultam a adoção em larga escala de práticas sustentáveis no setor e ressalta a necessidade de políticas públicas que viabilizem tais iniciativas. Para falar sobre como a academia tem trabalhado a perspectiva de custo das produções, consultamos a doutora em estruturas, pesquisadora e professora do Instituto Federal do Amapá, Natasha Costa. Orientadora de diversas pesquisas sobre cimento, ela destaca que os materiais sempre são pensados para concorrer com o que se tem no mercado. “A gente precisa pensar nesse material para que ele consiga concorrer com o que a gente tem no mercado, porque não adianta eu pensar soluções na academia, mas que essa solução não seja viável ou que tenha um custo muito elevado, que inviabilize a produção em massa, porque a ideia é produzir em massa esse material para que ele possa ser utilizado em obras”. Para falar sobre como a academia tem trabalhado a perspectiva de custo das produções, consultamos a doutora em estruturas, pesquisadora e professora do Instituto Federal do Amapá, Natasha Costa Arquivo pessoal Ela explica ainda que quando os pesquisadores propõem um novo material, características mecânicas, de resistência e de durabilidade também são levadas em consideração para que a solução seja, de fato, competitiva no mercado. Mesmo assim, escalonar a produção ainda é uma dificuldade. Neste contexto, a pesquisadora destaca a necessidade de incentivos fiscais para que as empresas passem a adotar o uso de materiais mais sustentáveis. “Vamos ter uma via de mão dupla. A gente vai ter essas empresas querendo parceria com as instituições de ensino, que elas conhecem, mas que ainda caminham a passos um pouco mais lentos, a academia conseguiria ter esse investimento e eles também conseguiriam ter esse apoio”. A perspectiva da indústria Como parte da indústria cimenteira, Fábio Cirilo, gerente de sustentabilidade e energia da Votorantim Cimentos, destaca os critérios para escalonar a produção de cimento fruto de pesquisas acadêmicas dentro da empresa. “Passa por escala das soluções, porque é um setor com volumes sempre muito grandes. Às vezes a gente esbarra em umas pesquisas com um cimento um pouco diferente ou alguma nova tecnologia, mas de escala muito pequena. Um outro elemento importante é a viabilidade econômica, que sempre está na avaliação, por mais que possamos fazer investimento para desenvolver tecnologia”, pontua. Ele destaca ainda que, desde 1990, a Votorantim Cimentos trabalha para diminuir a emissão de carbono no processo produtivo do cimento. Para alcançar este objetivo, a empresa tem trabalhado em diferentes frentes. Uma delas tem por objetivo diminuir o uso de clínquer na fábrica. Gradativamente, o componente tem sido substituído por outros aditivos com propriedades similares e mais sustentáveis. Os combustíveis fósseis, usados na queima do calcário, também estão sendo substituídos. Normalmente, por resíduos de outras indústrias. Em São Paulo, vem de pneus em desuso. No Pará, na fábrica de Primavera, o combustível para a queima vem de caroços de açaí. Galpão com caroços de açaí Divulgação Desde 2018, a empresa coleta o caroço de açaí na Região Metropolitana de Belém e leva para a fábrica, a aproximadamente 190 quilômetros da capital paraense. No ano passado, 48.000 toneladas de caroço de açaí foram usadas neste processo, isso resultou em 44.000 toneladas de carbono que deixaram de ser emitidas. O empreendimento paulista, com atuação em nove países - na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e África -, também tem trabalhado no uso de energia renovável e em eficiência energética. Além disso, tem buscado novas tecnologias capazes de fazer a captura e o sequestro de carbono na indústria cimenteira. O trabalho leva em consideração o compromisso ambiental da empresa, alinhada aos acordos ambientais globais, e a necessidade de se manter competitiva no mercado. “A gente sabe o tamanho do desafio que a gente tem como sociedade para enfrentar a crise climática. Talvez seja o maior desafio que a gente vai enfrentar como sociedade global e demanda um esforço coletivo coordenado. Então, é respeitar esses acordos, estar alinhados com eles. E claro que isso tem reflexo no nosso compromisso, reflexo na imagem com os nossos clientes e parceiros e o ponto crucial que é o ponto de competitividade, de sobrevivência do negócio”, declara Fábio. De 1990 a 2024, a empresa reduziu 28% da emissão de carbono no processo produtivo do cimento. Para 2030 a meta de redução é de 14%, que eles buscam alcançar com novas tecnologias usadas para captura e sequestro de carbono. A indústria cimenteira na COP30 Encarar a Amazônia como o futuro não é apenas um discurso bonito. É uma realidade. A região é, nas palavras do PhD em Engenharia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Rodrigo Rodrigues, “privilegiada geologicamente” por abrigar materiais que, quando incorporados ao cimento industrial, ajudam a reduzir significativamente as emissões de CO₂. “No Brasil, especialmente na região Norte, existem materiais que podem ser adicionados ao cimento, conhecidos como adições. As pozolanas amazônicas, por exemplo, estão entre as mais reativas do mundo. Isso faz com que os cimentos brasileiros emitem, em média, 11% a menos de CO₂ do que os produzidos em outras partes do planeta”. Para Rodrigues, isso posiciona o Brasil como referência em sustentabilidade dentro da indústria cimenteira global. Rodrigo Rodrigues faz parte do comitê internacional da indústria cimenteira que estará presente na COP30, realizada em Belém em novembro deste ano Divulgação Rodrigo Rodrigues faz parte do comitê internacional da indústria cimenteira que estará presente na COP30, realizada em Belém em novembro deste ano. O grupo tem como foco discutir formas de reduzir as emissões de CO₂ no setor da construção civil, responsável por uma parcela significativa dos gases de efeito estufa no mundo. A participação brasileira no comitê, segundo ele, será uma oportunidade de mostrar ao mundo as soluções já adotadas no país, especialmente na região amazônica. "Essa é a grande discussão que vamos levar à COP, como membros do Conselho Brasileiro. O futuro sustentável, o futuro ambiental e até o controle da temperatura do planeta dependem, em grande parte, da construção civil." VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse todas as notícias do estado no g1 Pará.

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