Arquivo de Notícias

Rei do DxOMark: OPPO Find N6 tem novas câmeras Hasselblad de 200 MP confirmadas

Publicado em: 26/02/2026 05:49 Fonte: Tudocelular

Conforme o lançamento do OPPO Find N6 se aproxima, mais vazamentos mostram o dispositivo até em imagens reais. Para alimentar aqueles que estão ansiosos pelo dobrável, o gerente de produto da série Find, Zhou Yibao, revelou que o aparelho terá câmeras de 200 megapixels calibradas pela Hasselblad.No anúncio feito no Weibo, Yibao confirmou que o aparelho terá câmeras de 200 megapixels com tecnologias da Hasselblad integradas e tecnologia de reprodução de cores Danxia proprietária da OPPO. Graças a isto, o OPPO Find N6 deve ter um sensor multiespectral que capta dados de cores com maior precisão, resultando em imagens com tons mais naturais e gradação mais rica em condições desafiadoras.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Samsung supera trauma do Galaxy Note 7 e confirma baterias de silício-carbono

Publicado em: 26/02/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

A Samsung confirma o desenvolvimento de smartphones equipados com baterias de anodo de silício-carbono. Moon Sung-Hoon, vice-presidente da divisão mobile, revelou a iniciativa durante o Galaxy Unpacked 2026. O movimento busca equiparar a marca aos rivais chineses, que já utilizam a tecnologia para ampliar a densidade energética sem aumentar o volume físico. A transição para o silício-carbono marca uma mudança na postura da Samsung Electronics, que tradicionalmente prioriza a estabilidade química em detrimento de capacidades extremas. Ao substituir os anodos de grafite por compostos de silício-carbono, a empresa conseguirá armazenar mais íons de lítio no mesmo espaço físico, permitindo baterias maiores em chassis finos.O Samsung Galaxy Note 7 ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Galaxy S26: Samsung lança nova função de tradução em tempo real na câmera

Publicado em: 26/02/2026 04:24 Fonte: Tudocelular

Sem alarde e sem evidenciar isso no Unpacked, a Samsung adicionou um dos recursos mais úteis e futuristas da One UI ao Galaxy S26. A nova geração estreia com a tradução em tempo real integrada à câmera. O grande diferencial é que ela não apenas interpreta o texto, mas literalmente o substitui na imagem enquanto você aponta o celular.Na prática, ao mirar a câmera para uma placa, cardápio ou etiqueta em outro idioma, o sistema reconhece o texto e aplica a tradução sobre a cena ao vivo. Diferente de soluções tradicionais com caixas flutuantes, as palavras traduzidas permanecem fixas ao objeto, acompanhando o movimento do aparelho e criando um efeito de realidade aumentada mais natural. A base dessa tecnologia está na evolução do Overlay Translation já visto em outros produtos Galaxy, que permitia traduzir imagens estáticas na Galeria ou páginas da web no navegador. Nesses casos, o processo envolve OCR, tradução neural e reconstrução do fundo com técnicas de preenchimento por IA antes de inserir o novo texto com aparência coerente.O Samsung Galaxy S26 Ultra está disponível na Amazon por R$ 10.349. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S26 Plus está disponível na Amazon por R$ 8.279. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S26 está disponível na Amazon por R$ 6.749. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 26 de February de 2026, às 09:56)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Golpe do falso advogado: criminosos usam IA para enganar quase mil vítimas no ES

Publicado em: 26/02/2026 04:01

Golpe do falso advogado: criminosos estão usando até inteligência artificial no ES O golpe do falso advogado é uma modalidade de crime sofisticada que se popularizou há pouco tempo e tem ganhado novos contornos com o uso da inteligência artificial (IA). Só no Espírito Santo, já são quase mil vítimas, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O crime consiste em um golpista se passando por um advogado para convencer o cliente dele, que está com processo ativo na Justiça, a realizar pagamentos indevidos, via pix ou boleto. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Esta prática, no entanto, fica ainda mais perigosa com o uso de ferramentas tecnológicas. Criminosos têm utilizado a voz de profissionais reais para solicitar os valores, tentando ser mais "realista" com os golpes, como explica o diretor de Prerrogativas da OAB-ES, Rivelino Amaral. "Poucas palavras que você fala no telefone (os criminosos pegam e) fazem frases com aquela voz e passam para as pessoas", disse. Golpe do falso advogado faz vítimas no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM: ESTELIONATO: Falso advogado é preso após enganar ao menos dez pessoas no Sul do ES GOLPE: Homem se passava por servidor de prefeitura e pedia dinheiro a empresários para patrocinar time de futebol VEJA VÍDEO: Com uma pedra, homem invade loja e tenta furtar bicicletas elétricas Há quadrilhas com métodos tão sofisticados que conseguem acesso até a processos e documentos sigilosos de casos abertos na Justiça. O acesso aos dados é uma forma de tentar ganhar a confiança da vítima. No ano passado, foi preso em Vila Velha, na Grande Vitória, Henrique Vargas da Silva, conhecido como Oliver. Ele é apontado pela polícia como o principal fornecedor de logins e senhas de advogados a golpistas de todo o país. Henrique Vargas da Silva, de 29 anos, conhecido como Oliver, foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Prejuízos às vítimas A advogada Marta Benfica, que tem utilizado as redes sociais para fazer campanhas informativas a fim de combater o golpe, contou que há poucos dias um de seus clientes perdeu R$ 18 mil ao ser alvo dos estelionatários. Para a profissional, o golpe não causa apenas a perda financeira: "Não é o abalo financeiro somente. É o abalo na confiança na advocacia. E preservar a confiança na advocacia é preservar o acesso à justiça", falou. Para evitar cair no golpe, Rivelino Amaral dá algumas orientações: Se receber mensagens com pedidos de pagamentos, faça contato com o seu advogado através do número que ele te informou, ou no telefone do escritório. Comunique imediatamente à autoridade policial, indo à delegacia. Informe a OAB-ES pelo telefone: (27) 3232-5600. Segundo Amaral, a OAB-ES também está buscando minimizar os riscos. "A OAB-ES já entrou com ações judiciais contra operadoras de telefonia e redes sociais para tentar agilizar o bloqueio dessas contas, para que o criminoso não consiga efetivamente causar prejuízo às vítimas". Golpe do falso advogado faz vítimas no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: inteligência artificial

Gemini agora pede Uber e comida por você no Galaxy S26 e Pixel 10

Publicado em: 26/02/2026 03:35 Fonte: Tudocelular

O Google Gemini deixou de ser um assistente de conversação para atuar como um agente de execução proativa. A funcionalidade de automação de tarefas estreia no Samsung Galaxy S26 e no Google Pixel 10, permitindo que a inteligência artificial navegue de forma independente em aplicativos de terceiros como Uber e DoorDash para realizar pedidos e reservas complexas. A tecnologia utiliza uma combinação de raciocínio visual e protocolos de integração para interagir com as interfaces de maneira humana. Em vez de apenas abrir um link, o assistente opera em uma janela virtual, seleciona opções, avalia alternativas e lida com imprevistos, como produtos fora de estoque. O sistema suporta fluxos de trabalho avançados, sendo capaz de ler conversas em grupos de mensagens para organizar pedidos coletivos e preencher carrinhos de compras automaticamente em plataformas como o Grubhub.O Samsung Galaxy S26 Ultra está disponível na Amazon por R$ 10.349. O Samsung Galaxy S26 Plus está disponível na Amazon por R$ 8.279. O Samsung Galaxy S26 está disponível na Amazon por R$ 6.749. O Google Pixel 10a ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.O Google Pixel 10 Pro Fold ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.O Google Pixel 10 Pro XL ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.O Google Pixel 10 Pro ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.O Google Pixel 10 ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.(atualizado em 26 de February de 2026, às 08:20)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Saiba como criar sua herança digital

Publicado em: 26/02/2026 03:01

O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Perfis em redes sociais e outros dados na internet podem permanecer disponíveis mesmo após a morte de uma pessoa, e nem sempre está claro quem pode decidir o que fazer com essas informações. Um especialista em direito digital ouvido pelo g1 explica que, após a morte, os bens e direitos ligados à vida digital da pessoa passam a compor a chamada "herança digital". Ela pode incluir contas, arquivos, redes sociais, domínios e conteúdos guardados na nuvem. 🔎 Nuvem é o nome dado a serviços externos de armazenamento de dados. Para usuários comuns, é onde ficam guardadas fotos, vídeos e documentos em plataformas como Google Drive, Dropbox e Microsoft OneDrive. Empresas também usam a nuvem para hospedar sistemas na internet, contratando a estrutura de provedores em vez de manter servidores próprios. O desafio é que ainda não existe uma lei única e específica no Brasil sobre herança digital, afirma Enrique Tello Hadad, especialista em proteção de dados da Loeser e Hadad Advogados. Na prática, isso significa que, se ninguém ficar responsável pelas informações online de uma pessoa, elas tendem a continuar disponíveis na internet. Algumas empresas já oferecem ferramentas para planejar esse destino. Talvez você não saiba, mas o Google, por exemplo, tem uma página chamada "Seu legado digital", que permite indicar pessoas para cuidar dos seus dados em caso de falecimento. Também é comum que empresas desativem contas que ficam muito tempo sem acesso. Cada companhia adota um prazo próprio para isso. Google libera recuperação de conta com selfie; veja como fazer Na ausência de uma lei para o tema, Enrique afirma que essas informações acabam sendo tratadas com base em regras gerais do direito, como as normas sobre sucessão, previstas no Código Civil, e as de proteção de dados, estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). "Hoje, já existem testamentos que indicam pessoas responsáveis por organizar a vida digital após a morte, incluindo a desativação de contas ou a definição de um possível legado digital", diz Enrique Tello Hadad. Também tramitam no Congresso Nacional projetos de lei, como o PL 4.066/2025, que propõem atualizar o Código Civil e estabelecer regras claras para o acesso a dados e a criação da figura do "inventariante digital". O que as redes permitem fazer após a morte de um usuário Instagram e TikTok Reuters No caso das redes sociais, cada plataforma adota regras próprias para lidar com contas de pessoas que morreram. Em geral, familiares podem solicitar a desativação do perfil ou a transformação da conta em um perfil "em memória" (veja abaixo quais plataformas oferecem essa opção). Instagram A plataforma permite que familiares ou pessoas próximas solicitem a transformação do perfil em "em memória". Nesses casos, a conta permanece visível, mas passa a exibir a indicação de que a pessoa morreu e deixa de aparecer em recomendações ou lembretes da rede. Para isso, é necessário preencher um formulário e enviar provas do falecimento, como a certidão de óbito (acesse aqui). Para excluir o perfil, o Instagram diz ter regras mais rígidas. Apenas familiares próximos confirmados podem fazer o pedido, e a plataforma pode exigir documentos como certidão de nascimento, certidão de óbito e comprovante de parentesco (formulário aqui). A empresa diz que o responsável por transformar uma conta "em memória" não terá acesso ao login e senha da conta. "Entrar no perfil de outra pessoa sempre viola nossas políticas", diz. Facebook O processo é semelhante ao do Instagram. É possível solicitar à Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, que o perfil seja transformado em memorial ou removido da rede. Nos dois casos, a plataforma exige a apresentação de um comprovante de óbito, enviado por meio de um formulário (acesse aqui). X No X, também é possível solicitar a exclusão da conta de uma pessoa que morreu. O pedido deve ser feito por meio de um formulário, no qual é necessário informar nome completo, e-mail e grau de parentesco (acesse aqui). Depois disso, a plataforma envia um e-mail com orientações para a etapa seguinte. Nesse contato, o X pede o envio de uma cópia do documento de identidade do solicitante e da certidão de óbito da pessoa. A solicitação passa então por análise antes da desativação da conta. TikTok No TikTok, o primeiro passo é acessar a "Central de Ajuda" e ir em "Relatar um Problema" (acesse aqui). Depois, toque em "Acesso/segurança da conta" e selecione uma destas opções: "selecionar entre transformar a conta de uma pessoa falecida em um memorial" ou "deletar a conta de uma pessoa falecida". A plataforma pede que você preencha um formulário antes de tomar qualquer ação. Segundo o TikTok, apenas familiares da pessoa falecida podem solicitar a exclusão da conta. Google (Gmail, YouTube, Google Fotos, Drive...) O Google tem uma página chamada "Seu legado digital" que permite indicar pessoas para cuidar dos seus dados em caso de falecimento. É possível autorizar até dez pessoas a baixar os dados da conta após um período de inatividade ou determinar que ela seja excluída. O usuário define previamente quais contatos terão acesso e que tipo de ação poderão realizar. Dependendo das permissões configuradas, a pessoa indicada pode acessar conteúdos da conta ou solicitar a exclusão da Conta do Google e de serviços como Google Drive, YouTube e YouTube Music, Google Fotos, Gemini e Google Pay (veja os detalhes aqui). WhatsApp O WhatsApp, que também pertence à Meta, informou ao g1 que, por não ser uma rede social, não possui um formulário específico para comunicar o falecimento de um usuário. Ainda assim, a empresa afirma que contas no aplicativo de mensagens são apagadas após 120 dias de inatividade, ou seja, sem uso. Segundo a companhia, contatos podem ver a notificação "Perfil do WhatsApp removido automaticamente" ou a foto de perfil de um usuário removida caso a conta fique inativa (veja detalhes aqui). Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes

Palavras-chave: lgpd

Como criar uma sociedade de aprendizado contínuo

Publicado em: 26/02/2026 03:00

Na coluna de terça, escrevi sobre Allison Pugh, professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins, que mostrou os riscos de imaginarmos a inteligência artificial como a panaceia para a sociedade contemporânea. No entanto, no Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford com o tema “Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho”, os defensores da IA também dispunham de bons argumentos. No painel intitulado “Enabling learning across the life course” – algo como “Viabilizando o aprendizado em todas as fases da vida” – muito se discutiu sobre um novo design para a educação, mais antenado com as demandas contemporâneas e ao alcance de todos. William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida, da Georgia Tech Divulgação “O sistema de ensino já estava longe de ser perfeito. Agora precisa ser reinventado, porque até o conceito de as universidades serem instituições de aprendizado está em xeque. Ninguém pode achar que um curso com duração de quatro ou cinco anos vai servir para a vida toda”, afirmou William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida da Georgia Tech, criada em 2024. Com um plano de metas para ser implementado até 2035, ele citou dados alarmantes: “três em cada quatro empregadores dizem ter dificuldades para encontrar funcionários com as habilidades necessárias. Duas em cada cinco habilidades existentes sofrerão mudanças ou estarão totalmente desatualizadas até 2030.” E como levar em conta a diversidade e os desafios de alunos espalhados pelos quatro cantos do planeta? É aí que entra a chamada ciência do design aplicada ao aprendizado, como explicou Candace Thille, diretora do centro de aceleração do aprendizado de Stanford: “Temos que estudar todos os aspectos do processo e o algoritmo da IA nos ajuda a desenvolver modelos sob medida para diferentes públicos, com demandas e contextos distintos. Se otimizarmos as ferramentas, poderemos replicar uma experiência acadêmica de qualidade em qualquer lugar do mundo. A inteligência artificial nos oferece dois caminhos: concentrar ou redistribuir poder. Meu objetivo é que a maioria tenha acesso ao que está disponível apenas para uma elite”. Carissa Little, diretora executiva do Centro de Engenharia para Educação Global e On-line da Universidade Stanford, disse que a meta é usar a tecnologia para expandir ao máximo o acesso ao conhecimento: “queremos oferecer cursos de qualidade que se adaptem às necessidades do aluno. Sabemos que a realidade virtual é uma ferramenta excepcional para o aprendizado. Com a inteligência artificial, o tempo para criar esse tipo de conteúdo diminuiu muito”. Para viabilizar projeto tão ambicioso, Gaudelli propõe uma grande frente: “o campus deve ser uma ferramenta de suporte para o estudante pelo resto da sua vida, além de estar aberto para a comunidade. Antes isso não era possível, mas agora, sim. Para termos uma sociedade de aprendizado contínuo, precisamos de uma ampla coalizão de governos, corporações e doadores”. Conselho Nacional de Educação prepara regras para o uso de inteligência artificial nas escolas

Julgamento sobre vício de crianças: ex-chefe do WhatsApp revela porque abandonou app no Brasil: ‘Frustração imensa’

Publicado em: 26/02/2026 03:00

As redes sociais no banco dos réus Em meio ao julgamento americano sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais, a ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Daniela de Almeida, revelou ao Fantástico o descontentamento que a fez sair do emprego na plataforma. “Eu tinha uma frustração imensa de fazer o meu trabalho por dentro de uma empresa e encontrar tantas barreiras para poder levantar formas mais seguras, formas mais íntegras de desenvolver as tecnologias que depois iam chegar ao público e que eu sabia que iam chegar também a crianças e adolescentes", disse. Na última quarta-feira, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, se sentou diante de um tribunal americano para depor pela primeira vez em um processo que pode mudar para sempre a relação das redes sociais com seus usuários mais jovens. A acusação central: as gigantes da tecnologia viciam propositalmente crianças e adolescentes, faturando às custas de sua saúde mental. O julgamento, que reúne mais de mil e seiscentas ações judiciais, pode criar uma jurisprudência inédita nos Estados Unidos sobre a responsabilização das empresas de mídia social. A batalha legal foi iniciada em 2023 por uma jovem na Califórnia, cuja identidade é mantida em sigilo. Hoje com 20 anos, ela começou a usar redes sociais aos seis e, segundo seus advogados, foi diagnosticada com severos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e ideação suicida, como consequência do acesso a conteúdos perigosos. Daniela de Almeida, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil Reprodução Marie Santini, diretora do Netlab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que as plataformas são criadas para viciar. "Tudo isso foi desenhado para que crianças, adolescentes e adultos fiquem o máximo de tempo possível dentro da plataforma. O produto é desenhado pra reter e pra viciar”, afirmou. O vício entre crianças e adolescentes Nos antebraços, a advogada Laura Márquez carrega duzentos e noventa e seis traços. Cada um, segundo ela, representa uma criança que morreu em decorrência dos danos causados pelas redes sociais e pela Inteligência Artificial. Representando uma equipe de advogados no caso contra a Meta, ela afirma que as evidências são contundentes. "Você vai ver declarações de gente de dentro do Instagram dizendo coisas do tipo: 'O Instagram é uma droga'", revela. O processo forçou a Meta a entregar milhões de documentos internos. Muitos deles, segundo a acusação, confirmam que a empresa não só sabia dos danos potenciais de seus produtos na saúde mental de adolescentes, como também realizava estudos sobre o cérebro jovem, ainda em desenvolvimento, para explorar suas vulnerabilidades neurológicas. Os advogados chamam isso de "arquitetura do vício", criada para causar dependência. "Você vai ver documentos da Meta dizendo: 'pegue os jovens, os jovens são os melhores'. E falando sobre crianças: 'pré-adolescentes são animais de rebanho'", denuncia Márquez, citando o material do processo. Além da Meta, a Alphabet, dona do Google e YouTube, também é acusada. TikTok e Snapchat, que seriam incluídos na mesma ação, conseguiram fechar acordos confidenciais. Denúncias de dentro da empresa As acusações são reforçadas por Sarah Wynn-Williams, que trabalhou por seis anos na Meta e chegou a ocupar o cargo de diretora global de políticas públicas da empresa. Ela se tornou uma das vozes mais críticas sobre o tema. Em seu livro "Gente Descuidada", ela detalha como a empresa capitaliza sentimentos negativos. "A empresa desenvolveu a capacidade de avaliar quando um adolescente se sente inútil ou impotente", explicou Sarah. "Se uma menina de treze anos apaga uma selfie, porque não se sente bem com ela, essa é uma informação que a empresa consegue coletar”, diz. O que era feito com essa informação? "Eles deram essa pesquisa para um anunciante de produtos de beleza porque, do ponto de vista do anunciante, o momento em que uma adolescente se sente sem valor é um bom momento pra veicular um anúncio de beleza". Em depoimento ao Senado americano, no ano passado, Sarah disse: "Eu perguntava aos executivos: 'seu filho adolescente já usou o produto que vamos lançar?'. E eles respondiam: 'meu filho adolescente não tem permissão para usar o Facebook. Meu adolescente não está no Instagram'. Esses executivos conhecem os danos que esses produtos causam". A defesa de Zuckerberg e o custo humano Em seu depoimento, Mark Zuckerberg negou que os aplicativos sejam feitos para viciar. Ele reiterou que a idade mínima para criar uma conta no Instagram é de 13 anos. No entanto, um documento interno da própria Meta, apresentado no processo, estimava que em 2015 a rede já contava com mais de quatro milhões de usuários abaixo dessa idade. Questionado sobre recomendações de especialistas alertando para o impacto negativo de filtros de beleza, Zuckerberg afirmou que ignorou os avisos, considerando o uso dos filtros "uma questão de liberdade de expressão". Para a ativista Lóri, que também faz parte do processo, as consequências foram trágicas. Ela perdeu a filha, Annalee, de 18 anos, em 2020. "A ficha caiu quando li os diários dela, que diziam: 'como alguém vai amar uma pessoa tão feia quanto eu? Vejo os perfis das outras garotas, estou destruída e não tenho futuro'". Ela diz que as redes no celular da filha tinham conteúdos nocivos. As medidas pelo mundo Países ao redor do mundo começam a agir sobre o tema. A Austrália estabeleceu a idade mínima de 16 anos para uso de redes sociais. A China impôs um limite de 40 minutos diários na versão local do TikTok para menores de 14 anos. Dinamarca, França e Grécia discutem restrições semelhantes. Em nota ao Fantástico, a Meta afirmou que "discorda fortemente das alegações" do processo e que as evidências demonstrarão seu "compromisso de longa data em dar apoio aos jovens". A empresa citou a introdução de contas para adolescentes e ferramentas de supervisão para os pais como exemplos de suas iniciativas. “Há mais de uma década ouvimos pais, trabalhamos com especialistas e com as autoridades e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões mais relevantes nesta frente”, diz a nota da empresa. No tribunal americano, o advogado do google disse que o Youtube não é viciante, nem é rede social, mas sim uma plataforma de entretenimento. O Youtube divulga em seu blog iniciativas como recurso de contas supervisionadas para adolescentes e pré-adolescentes. Para os advogados das vítimas, no entanto, o objetivo vai além de uma compensação financeira. "Se o resultado do processo for apenas compensação financeira, nós perdemos", adverte Laura Márquez. "No fim das contas, o objetivo é parar com isso, forçar as redes a consertar seus produtos". Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Galaxy S26 Ultra: entenda por que a Samsung abandonou o titânio no flagship

Publicado em: 26/02/2026 02:21 Fonte: Tudocelular

A Samsung oficializou o Galaxy S26 Ultra como o dispositivo mais fino da história da linha S Ultra, consolidando uma mudança estratégica em sua engenharia de materiais. Embora o novo flagship introduza avanços em carregamento rápido, processamento de última geração e telas com tecnologia Privacy Display, o dispositivo marca o retorno ao Armor Aluminum em substituição ao chassi de titânio utilizado na geração anterior. A fabricante justifica a transição como uma necessidade técnica para atingir o novo patamar de design.Segundo resposta ao portal SamMobile, o uso do alumínio foi fundamental para sustentar um formato mais leve e esguio sem sacrificar a durabilidade exigida pelo segmento premium. A decisão reflete um equilíbrio entre resistência estrutural e conforto ergonômico, permitindo que o S26 Ultra reduza milímetros críticos em sua espessura total.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Monge robô movido por IA promete dar conselhos espirituais no Japão

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Monge robô movido por IA promete dar conselhos espirituais no Japão. Freepik Pesquisadores japoneses apresentaram o monge robótico movido por inteligência artificial (IA) "Buddharoid", capaz, segundo os cientistas, de dar conselhos espirituais e, talvez um dia, atenuar a escassez de monges humanos. A máquina foi treinada em escrituras budistas e pode responder a perguntas que os fiéis às vezes não ousam fazer a uma pessoa, explicou nesta quarta-feira (25) a equipe da Universidade de Kyoto, no oeste do Japão. O pequeno humanoide bípede tem a habilidade de se comunicar por voz. "No futuro, é possível que auxiliem ou substituam alguns dos rituais religiosos tradicionalmente realizados por monges humanos", afirmou a universidade em um comunicado. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? 'Robocop do trânsito': China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete O robô é a criação mais recente de Seiji Kumagai, professor no Instituto para o Futuro da Sociedade Humana da instituição universitária. Utilizando modelos da empresa americana OpenAI (ChatGPT) e outros, ele já havia trabalhado em chatbots religiosos como o "BuddhaBot" ou um bot de catecismo. Para a nova criação, Kumagai instalou o software "BuddhaBotPlus" atualizado em um robô humanoide "Unitree G1" de fabricação chinesa. Ele foi apresentado na terça-feira (24) em um templo e, embora ainda não tenha rosto, estava com um traje cinza e mostrou a capacidade de unir as mãos em sinal de oração. Sentado em uma cadeira, o monge robô deu conselhos a uma jornalista. "O budismo ensina que não se deve seguir cegamente os pensamentos nem se precipitar", afirmou com voz grave à repórter do canal NHK. "Uma abordagem é acalmar a mente e livrar-se desses pensamentos", acrescentou. Milhões de pessoas de diferentes religiões utilizam chatbots religiosos. Kyoto já conta com um androide sem funcionalidades de IA, Mindar, que faz sermões, e a Alemanha apresentou em 2017 um robô que abençoa os fiéis em cinco idiomas. A nova máquina combina IA e robótica, oferecendo conselhos espirituais e mantendo conversas religiosas enquanto executa movimentos físicos semelhantes aos humanos. A Universidade de Kyoto afirmou que as discussões éticas sobre o uso adequado dessas ferramentas em ambientes religiosos devem continuar. Mas os humanoides poderiam realizar algumas tarefas no futuro devido ao envelhecimento da população e à escassez de mão de obra no país. Veja mais: 'Não faça isso': executiva da Meta diz que IA alucinou e apagou seus e-mails Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini – e os fiz contar mentiras sobre mim Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês

Palavras-chave: inteligência artificial

O que sobrou do programa nuclear do Irã — e ele é uma ameaça como alega Trump?

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Um cartaz em Teerã retrata equipamentos de enriquecimento de urânio e cientistas iranianos mortos em ataques israelenses em junho de 2025. Getty Images via BBC O programa nuclear do Irã está novamente em destaque. Os Estados Unidos enviou aeronaves e navios de guerra à região, que parecem prontos para atacar caso Teerã não feche um acordo relacionado às suas atividades nucleares. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente americano Donald Trump disse, na quinta-feira passada (19/02), que "coisas ruins" aconteceriam se um "acordo significativo" não fosse alcançado, reiterando sua posição. "Eles não podem ter uma arma nuclear. É muito simples. Não se pode ter paz no Oriente Médio se eles tiverem uma arma nuclear." O Irã nega ter uma bomba nuclear, mas muitos países, assim como a agência global de vigilância nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica, não acreditam nisso. Como se encontra o programa nuclear do Irã? Como chegamos a esta situação? O Irã está trabalhando em instalações nucleares? Quanto tempo levaria para o Irã construir uma arma nuclear? Por que uma arma nuclear iraniana seria preocupante? Como se encontra o programa nuclear do Irã? A situação do programa nuclear iraniano não é clara após o país ter visto instalações nucleares chaves suas serem atacadas durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã que aconteceu em junho do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA entraram brevemente no conflito, atacando três instalações — o maior complexo de pesquisa nuclear do Irã, em Isfahan, além de centros em Natanz e Fordo usados para enriquecer urânio para uso como combustível nuclear. Trump disse que as instalações haviam sido "destruídas". Uma semana depois, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, disse que os ataques causaram danos graves, embora "não totais", sugerindo que alguma forma de enriquecimento poderia ser retomada dentro de alguns meses. A agência estima que, quando Israel lançou ataques aéreos em 13 de junho, o Irã tinha um estoque de 440 quilos de urânio enriquecido a até 60% de pureza — um pequeno passo técnico para atingir os 90% necessários para armas nucleares. Grossi disse em outubro à agência de notícias Associated Press que essa quantidade — se enriquecida ainda mais — seria suficiente para produzir dez bombas nucleares. Mapa mostra instalações nucleares do Irã bombardeadas pelos EUA em 2025. BBC Em novembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à revista The Economist que o enriquecimento de urânio tinha sido paralisado. No mês passado, ele causou controvérsia em outra entrevista, esta ao canal de notícias Fox News. "Sim, vocês destruíram as instalações, as máquinas, mas a tecnologia não pode ser bombardeada, e a determinação também não pode ser bombardeada." Grossi disse à Reuters em janeiro que conseguiu inspecionar 13 instalações nucleares no Irã que não foram bombardeadas, mas não as três principais que haviam sido. Ele afirmou que já tinham se passado sete meses desde a última verificação do estoque de urânio enriquecido do Irã. Persistem incertezas sobre questões-chave, particularmente a localização e o estado do estoque, além da condição das instalações de enriquecimento. Donald Trump afirmou que o Irã não pode ter armas nucleares. Getty Images via BBC Como chegamos a esta situação? O governo iraniano insiste que suas atividades nucleares são exclusivamente para fins civis. O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que permite o uso dessa tecnologia para fins civis, como medicina, agricultura e energia, mas proíbe a busca por armas. No entanto, uma investigação da Agência Internacional de Energia Atômica constatou que o Irã realizou "uma série de atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear" do final da década de 1980 até 2003. A agência afirma que havia indicações de que esse programa, conhecido como Projeto Amad, havia sido interrompido. Mas em 2009 agências de inteligência ocidentais identificaram a instalação de Fordo. Em 2015, a instituição afirmou em um relatório que não tinha "nenhum indício crível de atividades no Irã relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear após 2009". Também em 2015, o Irã assinou um acordo com seis potências mundiais, concordando com limites rigorosos em suas atividades nucleares em troca do alívio das sanções impostas ao país. O acordo limitava o enriquecimento a 3,67% — nível adequado para a produção de energia nuclear — e interrompeu a atividade em Fordo sob monitoramento reforçado. Mas, em 2018, o presidente Trump retirou-se do acordo, argumentando que ele não impedia o Irã de obter uma bomba atômica, e restabeleceu as sanções. O Irã respondeu violando os limites do acordo, enriquecendo urânio a 60%, implantando centrífugas avançadas e retomando o enriquecimento em Fordo. Em 12 de junho de 2025, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica declarou formalmente que o Irã havia violado suas obrigações de não proliferação pela primeira vez em duas décadas. No dia seguinte, Israel iniciou ataques aéreos. Bandeiras iranianas com um cartaz retratando o líder do país, Ali Khamenei, ao fundo. Getty Images via BBC O Irã está trabalhando em instalações nucleares? Imagens de satélite mostram que trabalhos têm sido realizados nas instalações de Natanz e Isfahan nos últimos meses. Em Isfahan, todas as entradas para o complexo de túneis agora parecem estar seladas com terra, e um novo teto foi construído, conforme revelam imagens de satélite analisadas pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional, um centro de pesquisas com sede nos Estados Unidos. Um teto também foi construído em Natanz, como mostram as fotos. Veja abaixo. As imagens também mostram que o Irã está fortificando um complexo subterrâneo, o Monte Kolang Gaz La. Também conhecido como Montanha da Picareta, o local não foi atingido por ataques de Israel ou dos Estados Unidos e fica a cerca de dois quilômetros ao sul da instalação nuclear de Natanz. Imagens de satélite de instalação nuclear iraniana entre maio de 2025 e fevereiro de 2026. Arte BBC Imagens de satélite da instalação nuclear iraniana de Isfahan de janeiro de 2026 e fevereiro de 2026. Arte BBC Quanto tempo levaria para o Irã construir uma arma nuclear? Produzir urânio enriquecido para armas não é o mesmo que construir uma arma nuclear operacional, algo que demanda etapas técnicas adicionais. Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos em maio do ano passado — antes dos ataques israelenses e americanos — concluiu que o Irã poderia, na época, produzir urânio enriquecido suficiente para armas em "provavelmente menos de uma semana". Mas há divergências quanto à tentativa do Irã de transformar urânio enriquecido em armas. A avaliação também afirmou: "É quase certo que o Irã não esteja produzindo armas nucleares, mas tenha realizado atividades nos últimos anos que o posicionam melhor para produzi-las, caso queira." Entretanto, militares israelenses afirmaram em junho que tinham informações suficientes para concluir que "progressos concretos" foram feitos "nos esforços do regime iraniano para produzir componentes de armas para uma bomba nuclear". "O Irã havia desenvolvido alguma capacidade para projetar ogivas até 2003, quando aparentemente interrompeu o programa", afirma a Patricia Lewis, especialista independente em controle de armas. No entanto, Lewis diz que "após o colapso do acordo nuclear de 2015 e o fracasso contínuo das negociações para um novo acordo, é possível que o Irã tenha decidido reiniciar o desenvolvimento de uma capacidade de produção de ogivas nucleares". Questionado em 18 de fevereiro se a Agência Internacional de Energia Atômica havia observado sinais de desenvolvimento ativo de armas, Grossi disse à emissora francesa TF1: "Não". Ele acrescentou que via "uma disposição" tanto dos Estados Unidos quanto do Irã "para chegar a um acordo". O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi. Getty Images via BBC Por que uma arma nuclear iraniana seria preocupante? Líderes ocidentais há muito enfatizam a opinião de que o Irã não deveria ter permissão para ter uma arma nuclear. "O mundo seria destruído", disse Trump em maio de 2025. Durante a campanha eleitoral de 2024, ele afirmou que isso significaria "um mundo completamente diferente, uma negociação completamente diferente", e que Israel "deixaria de existir". O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o Irã com armas nucleares seria "a maior ameaça à estabilidade da região". "Isso aumentaria a tensão regional e complicaria o gerenciamento de crises, particularmente para Israel e os Estados Unidos", afirmou H. A. Hellyer, especialista em Oriente Médio do Royal United Services Institute, um centro de pesquisas com sede no Reino Unido. Alguns analistas argumentam que a aquisição de uma arma nuclear poderia encorajar o Irã regionalmente, reforçar seus crescentes laços com a China e a Rússia e, potencialmente, desencadear uma corrida armamentista com a Arábia Saudita. Sabe-se que Israel possui armas nucleares, embora ninguém confirme nem negue isso. Hellyer argumenta que isso significa que o "resultado provável" de o Irã possuir uma arma nuclear "seria a dissuasão mútua em vez de uma escalada imediata". Ele afirma que a maioria dos atores regionais considera "o poder israelense — e não uma hipotética bomba iraniana — como a preocupação de segurança mais imediata e disruptiva". Um dos principais riscos de um Irã com armas nucleares seria de "erros de cálculo durante períodos de confronto", diz ele.

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Especialistas encontram possível vestígio de antiga sonda soviética na Lua

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Sonda Luna 9 foi projetada para realizar um pouso suave na superfície da Lua e obter uma visão panorâmica e realizar pesquisas cientificas Divulgação/Roscosmos Em 3 de fevereiro de 1966, no auge da Guerra Fria, uma pequena esfera lançada pela União Soviética, do tamanho de uma bola inflável, pousou na superfície lunar. Após sofrer vários impactos com o solo, a cápsula finalmente se estabilizou ao acionar quatro estruturas em forma de pétalas e começou a fotografar a paisagem. Era a Luna 9, o primeiro objeto feito pelo homem a conseguir pousar suavemente em outro corpo celeste. As imagens em preto e branco transmitidas pela sonda – as primeiras capturadas da superfície lunar – revelaram um terreno rochoso e acidentado, com contrastes marcantes. Esses registros dissiparam um temor amplamente difundido de que a superfície lunar pudesse ser um tipo de "areia movediça" na qual qualquer objeto inevitavelmente afundaria. As baterias da sonda se esgotaram três dias depois. Desde então, sua localização exata permanece incerta. Agora, após quase seis décadas, duas equipes independentes acreditam tê-la encontrado. O problema, no entanto, é que elas sugerem localizações diferentes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Duas equipes, duas localizações Um dos possíveis locais foi sugerido por Vitaly Egorov, um divulgador científico russo que dedicou quase oito anos à análise de imagens disponíveis em busca da Luna 9. Seu método foi baseado em crowdsourcing, ou seja, ele pediu aos leitores de seu blog que revisassem uma faixa de cerca de 100 quilômetros de largura de imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LROC) da Nasa, pixel por pixel, para identificar possíveis sinais do módulo soviético. Maquete da espaçonave que lançou a Luna 9, em exibição no Memorial Museum of Astronautics Armael/Wikimedia Segundo ele, a descoberta decisiva ocorreu quando comparou o horizonte desfocado nas fotografias enviadas pela Luna 9 em 1966 com as recriações virtuais disponíveis na ferramenta QuickMap da LROC. "Certo dia, a paisagem me pareceu familiar", disse ele ao jornal The New York Times. "Olhei ao redor e percebi que era o mesmo lugar que a Luna 9 havia visto." Ele se diz "bastante confiante" da correspondência entre as imagens, embora reconheça uma margem de erro de alguns metros. O obstáculo, porém, é técnico. Embora a câmera LROC possa atingir resoluções de até 0,25 metros por pixel, confirmar a presença de um objeto tão pequeno continua sendo extremamente difícil. Como observou Mark Robinson, pesquisador principal da LROC, "podemos olhar fixamente para uma imagem e talvez seja aquilo, mas não pode ter certeza". O lado visível da Lua, à esquerda, e o lado oculto são vistos em uma combinação de imagens sem data de observações feitas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa. NASA/JPL-Caltech/Divulgação via REUTERS Inteligência artificial na busca lunar A segunda busca pela sonda soviética foi realizada pela equipe do University College London. Em um estudo publicado em 21 de janeiro no jornal científico Npj Space Exploration, os pesquisadores treinaram um algoritmo de aprendizado automático chamado You-Only-Look-Once–Extraterrestrial Artifact (YOLO-ETA), projetado para identificar possíveis detritos artificiais na superfície lunar. Ao ser aplicado à área onde se estima que a Luna 9 tenha pousado, o sistema identificou um conjunto de possíveis artefatos perto das coordenadas 7,03° N, 64,33° O. De acordo com a equipe, esses indícios atendem a vários critérios de plausibilidade, embora não constituam uma confirmação. Eles aparecem consistentemente sob diferentes condições de iluminação, sua disposição espacial é compatível com a dispersão prevista dos componentes do módulo de pouso e o relevo do terreno corresponde ao perfil do horizonte visível em fotografias históricas. "No mínimo, detectamos um artefato desconhecido", disse o coautor Lewis Pinault ao The New York Times. "Estou muito otimista e acredito que possa ser a Luna 9." Qual é a localização correta? O problema é que as duas localizações propostas estão a vários quilômetros de distância. A indicada pela equipe de Londres está mais próxima das coordenadas que a União Soviética publicou no jornal Pravda após o pouso – cerca de cinco quilômetros, segundo o IFLScience –, enquanto a estimativa de Egorov fica a cerca de 24 quilômetros desse mesmo ponto. No entanto, vários especialistas apontam que as coordenadas soviéticas oficiais podem conter erros significativos. Em 1966, o conhecimento detalhado da topografia lunar ainda era limitado, o que dificultava a determinação precisa da posição exata da espaçonave. Mesmo assim, nem todos os especialistas estão convencidos das propostas. O cartógrafo planetário Philip Stooke, da Western University, em Ontário, explicou ao The New York Times que um local de pouso deveria mostrar não apenas fragmentos do módulo composto por cinco elementos, mas também uma marca mais evidente na superfície, deixada pelos propulsores durante a descida. "Não estou convencido de que qualquer uma dessas localizações seja realmente uma boa candidata, mas a de Egorov é melhor", observou. Sonda indiana poderá resolver o mistério O mistério poderá ser esclarecido nos próximos meses. Em março, a sonda indiana Chandrayaan-2 deverá fotografar a região da superfície lunar com uma câmera capaz de atingir uma resolução semelhante à da LROC, mas sob diferentes condições de observação. Segundo Egorov, isso deverá ser suficiente para distinguir a silhueta do módulo. Ele disse que o corpo central ocuparia aproximadamente um pixel, e cada uma das quatro pétalas desdobradas poderia aparecer como pontos separados. Além da curiosidade histórica, localizar a Luna 9 também é de interesse científico. Como o geoquímico Alexander Basilevsky disse ao jornal Scientific American, a descoberta permitiria aos pesquisadores estudar como os materiais se degradam após décadas de exposição direta ao ambiente lunar. Enquanto isso, a busca prossegue. Uma solução talvez não exija nada extraordinário, apenas mais paciência e melhor tecnologia. Como o jornalista especializado Anatoly Zak resumiu ao The New York Times, para dissipar a dúvida provavelmente bastará "colocar câmeras maiores e melhores em órbita ao redor da Lua". Sonda chinesa retorna para a Terra com amostras do lado oculto da Lua

Entenda o que levou à demissão de secretário-adjunto da SPTuris; empresa ligada a ex-sócia tinha contratos de R$ 229 milhões com estatal

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Guias de Turismo contratados para o carnaval de rua de SP em contrato entre a SPTuris e a MM Quarter, que agora está sob investigação da Controladoria do Município. Divulgação/PMSP Na noite desta quarta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), demitiu o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nunes anunciou ainda que o subprefeito da Sé, Coronel Salles, assumirá a presidência da SPTuris, no lugar de Gustavo Pires. As demissões ocorrem após investigação para apurar denúncia de contratos milionários com empresa de ex-sócia de Marinho. A denúncia foi publicada, inicialmente, pelo portal Metrópoles e diz que a empresa MM Quarter Produções e Eventos está no nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, que além de ex-sócia, também trabalhou com Marinho em um gabinete de deputado. A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu a investigação a partir do próprio prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. A MM Quarter diz que "as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos". (leia mais abaixo) Nunes anuncia demissão de secretário-adjunto e presidente da SPTuris após denúncias Um dos contratos ativos é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. Nathalia foi sócia minoritária do secretário Rodolfo Marinho da Silva em uma empresa de comunicação, a Legiscom Publicidade e Consultoria LTDA, que prestou serviços eleitorais ao vereador Gilberto Nascimento JR (PL) e o pai dele, o deputado federal Gilberto Nascimento, nas campanhas de 2020 e 2022. Ela tinha 1% da empresa. Nathália e Rodolfo Marinho também trabalharam juntos no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) em 2017, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A MM Quarter só começou a ganhar contratos vultosos com a SPTuris depois que Rodolfo Marinho foi indicado pelo prefeito como secretário municipal de Turismo. Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução 📌 Nesta reportagem você vai ler: A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa após denúncia envolvendo contratos da SPTuris. A apuração envolve uma empresa fornecedora que firmou ao menos R$ 229 milhões em contratos com a Prefeitura de São Paulo desde 2022. A empresa MM Quarter Produções e Eventos está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A empresa passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo. Registros mostram que Nathalia assumiu como única dona da empresa 13 dias antes da nomeação oficial de Marinho como secretário. Antes da mudança societária, a empresa atuava com serviços de manutenção e limpeza e depois passou a organizar eventos. Documentos indicam que Nathalia declarava residência em um imóvel na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, e posteriormente informou morar em endereço comercial na Avenida Roque Petroni Júnior, na Zona Sul. O telefone cadastrado da empresa em contratos públicos pertence ao presidente de uma ONG que também possui contratos milionários com a gestão municipal. Parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público e pediram investigação sobre possível favorecimento e uso de empresa “laranja”. A Prefeitura afirma que determinou apuração completa sobre eventuais irregularidades. Segundo o Diário Oficial e os registros da Jucesp, Marinho foi formalmente nomeado secretário por Nunes em 20 de abril de 2022. Treze dias antes, no dia 13 de abril de 2022, sua então ex-sócia foi registrada na Jucesp como dona única da MM Quarter. Durante a campanha de reeleição de Nunes, Marinho deixou a titularidade da pasta, tornando-se secretário-adjunto. Quem assumiu o posto principal do Turismo, em junho de 2024, foi o atual secretário Rui Alves de Souza Júnior, pastor evangélico e deputado estadual pelo Republicanos. Segundo documentos da Junta Comercial de SP (Jucesp), aos quais o g1 teve acesso, a MM Quarter antes era uma empresa de prestação de serviços de manutenção e limpeza, até que, em 13 de abril de 2022, Nathalia Carolina assumiu como única sócia e mudou a atividade social da empresa para uma microempresa de organização de feiras e eventos, exposições e festas, entre outras qualificantes econômicas. Rodolfo Marinho é o atual secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, após ter sido titular da pasta até junho de 2024. Divulgação/PMSP Um ano depois, em 20 de maio de 2023, a empresa passou de micro para empresa de pequeno porte (EPP), segundo a Jucesp. Apesar da mudança na razão social da empresa, o endereço — um terreno com pequenas casas na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, onde Nathalia Carolina afirmou morar — permaneceu o mesmo, mesmo ela sendo a única proprietária de uma cota de R$ 1,2 milhão da empresa de eventos. Ela só saiu da sociedade com o secretário-adjunto na Legiscom Publicidade em 09 de maio de 2022, após já ter assumido sozinha a MM Quarter. Registros da Junta Comercial de SP (Jucesp) mostram a sociedade entre Nathália Souza e o secretário adjunto Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução/Jucesp A Junta Comercial atualizou o endereço dela no registro da empresa apenas nesta segunda-feira (23), depois que a reportagem do Metrópoles apontou as coincidências estranhas dessa relação comercial entre Natália e Rodolfo Marinho. Agora, a empresária afirma que é dona majoritária de uma cota de R$ 3,5 milhões da agência e que mora num prédio comercial da Avenida Roque Petroni Júnior, no Jardim das Acácias, Zona Sul, mesmo endereço da nova sede da empresa (veja destaque no documento). Segundo a MM Carter, "sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado." Salas em prédio comercial da MM Quarter, onde sócia diz que mora Rodrigo Rodrigues/g1 Prédio comercial onde Nathalia diz morar Rodrigo Rodrigues/g1 O telefone registrado como contato da MM Quarter Produções e Eventos nos contratos entre a empresa da Nathália e a SPTuris pertence a Marcelo Camargo Moraes, que é presidente da ONG Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura (ASA)– que tem outros contratos com a gestão Nunes desde 2022 que somam mais de R$ 212 milhões, em várias áreas. Registro da Alesp mostra que Natália e Rodolfo Marinho foram colegas de gabinete na Alesp em 2017. Reprodução/Alesp O que diz a MM Quarter "A MM Quarter vem a público esclarecer, de forma objetiva e responsável, os questionamentos apresentados, reiterando que as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos. 1.Rodolfo Marinho é sócio oculto da MM Quarter? Não procede. O quadro societário da MM Quarter encontra-se regularmente registrado na Junta Comercial. A empresa não possui sócios ocultos nem qualquer estrutura paralela de controle societário. 2. Por que o nome de Marcelo Camargo Moraes não consta no quadro societário? O Sr. Marcelo mantém vínculo contratual com a MM Quarter na modalidade de prestação de serviços por Pessoa Jurídica, com emissão regular de nota fiscal pelos serviços prestados. 3. Qual o papel do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? Marcelo exerce a função de líder de operação e gestão da empresa, atribuições previstas em seu contrato. O instrumento contratual está disponível para consulta pelas autoridades competentes. 4. Sobre a alegação de que a sócia majoritária seria “laranja” (o g1 não fez essa pergunta). A afirmação é inverídica. A sócia está sempre presente e exerce funções efetivas de direção, gestão, tomada de decisões estratégicas, condução operacional e acompanhamento da execução dos contratos assinados pela empresa. Sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado. Seus bens constam na declaração de Imposto de Renda e estão formalmente registrados e declarados às autoridades competentes. 5. Sobre a alegação relativa à residência da sócia A sócia não reside no imóvel divulgado. A fotografia mencionada data do ano de 2011 e refere-se a imóvel no qual a sócia residiu há pelo menos 12 anos. A utilização de registro desatualizado induz a interpretação equivocada dos fatos. 6. Há parentes do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? A MM Quarter possui estrutura formal de contratação e processos administrativos regulares. Eventuais vínculos pessoais não configuram irregularidade, desde que inexistente conflito de interesses ou violação legal, o que não ocorre. Todas as contratações observam a legislação trabalhista e as normas internas da empresa. 7.A Sra. Nathalia Carolina da Silva Souza gostaria de se manifestar sobre a investigação e sobre o suposto apontamento de que seria “laranja” da empresa? A Sra. Nathalia prefere não se manifestar sobre o tema. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, confiando que os fatos serão devidamente apurados. 8- Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. Um dos contratos ativos atualmente - em 2026 - é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. O contrato mencionado possui valor global estimado de R$ 9,4 milhões, conforme previsto no instrumento contratual. Contudo, é importante esclarecer que se trata de contrato por demanda, cujo valor representa teto máximo estimado e não necessariamente o montante integral executado. Especificamente em relação ao Carnaval de Rua, o valor efetivamente utilizado para a operação foi de R$ 2.987.443,57, correspondente aos serviços efetivamente demandados e prestados no período." O que dizem os demais envolvidos A reportagem também procurou o secretário adjunto Rodolfo Marinho questionando se houve favorecimento da ex-sócia durante a gestão dele, mas não obteve retorno. Em nota, o vereador Gilberto Nascimento e o deputado Gilberto Nascimento afirmaram que "não têm qualquer relação e desconhecem os negócios da empresa mencionada pela reportagem. A relação com o sr. Rodolfo Marinho, secretário adjunto do Turismo, é profissional." Por meio de nota, a gestão municipal disse que o prefeito Ricardo Nunes determinou “toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos” envolvidos no suposto esquema. “O prefeito Ricardo Nunes solicitou na manhã de sexta-feira a abertura de um processo investigatório na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar eventuais irregularidades em relação às empresas citadas na reportagem. O prefeito determinou à CGM toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos também citados pelo portal”, declarou. A reportagem questionou se o sr Marcelo Camargo Moraes, presidente da ONG ASA - Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura - também será investigado, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Oposição pede investigação Diante das denúncias e da própria investigação da CGM, vários parlamentares da oposição ingressaram com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a SPTuris, a MM Quarter e o secretário Rodolfo Marinho. Uma delas é do vereador Nabil Bonduki (PT), que também protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de SP para apurar todos os eventos da SPTuris que tem a MM Quarter foi contratada com intermediária, contratante e contratada. “Acabo de protocolar a criação de uma CPI para investigar os contratos da prefeitura na realização de eventos na cidade. O Carnaval acaba, mas as empresas e ONGs com contratos suspeitíssimos com a prefeitura continuam”, escreveu o petista nas redes sociais. Os vereadores Nabil Bonduki (PT) e Luana Alves (PSOL) solicitaram ao Ministério Público que investigue os contratos da MM Quarter com a SPTuris. Montagem/g1/Reprodução/Rede Câmara “Isso é surreal! A empresa [MM Quarter] manda nota de qualquer coisa e a prefeitura paga. A mesma empresa presta quase todo tipo de serviço [na SPTuris]. De copo de água, guias, produtores, fotos... Tudo. É preciso investigar fundo tudo isso”, argumentou. A vereadora Luana Alves e as deputadas Sâmia Bomfim e Mônica Seixas - todas do PSOL - também acionaram o Ministério Público para investigar R$ 229 milhões em contratos da Prefeitura de SP com a Quarter, sob suspeita de uso de “empresa laranja”. “Estamos falando de milhões em contratos públicos sob suspeita. Se há uso de empresa laranja, possível favorecimento e falhas graves de fiscalização, isso não é detalhe burocrático, é um indício de desvio da finalidade da máquina pública”, afirmou Luana Alves (PSOL). “O Carnaval de São Paulo não pode ser transformado em mecanismo de transferência de recursos para grupos privados às custas da transparência e do interesse coletivo”, declarou. O g1 procurou o MP para falar das representações e recebeu o seguinte retorno: "O MPSP confirma ter recebido as Notícias de Fato abaixo, as quais estão em análise, no momento NF 0695.0000135/2026, da BANCADA FEMINISTA DO PSOL NF 0695.0000138/2026, do NABIL GEORGES BONDUKI". Todos os contratos firmados entre a SPTuris e a MM Quarter desde 2022. Reprodução/SPTuris Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Um ano de planejamento e manobras milimétricas: como é operação para levar transformador brasileiro a cidade futurista na Arábia Saudita

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita para rodovia de SP Um transformador com tecnologia 100% brasileira vai ajudar a viabilizar a “Linha", megaprojeto da Arábia Saudita que prevê a construção de uma cidade linear de 170 quilômetros, totalmente abastecida por fontes renováveis. Nesta fase inicial, o equipamento será usado para garantir energia à infraestrutura das obras no deserto. O Fantástico acompanhou a operação para transportar a quarta unidade de um total de 14 transformadores. Produzido em Guarulhos (SP), o equipamento de 540 toneladas percorreu as estradas até o Porto de Itaguaí (RJ) em uma supercarreta com mais de 50 eixos e centenas de pneus, puxada por três cavalos mecânicos. Foram pelo menos 12 meses de planejamento logístico para colocar a carga na estrada. Interrupção na Dutra A passagem pela Rodovia Dutra, a principal do país, foi planejada para ocorrer durante a madrugada para minimizar o impacto aos 350 mil veículos que circulam diariamente pela via. No entanto, imprevistos mecânicos e burocráticos atrasaram o cronograma. Quebra mecânica: um dos cavalos mecânicos quebrou antes do acesso à rodovia, forçando o cancelamento temporário da operação. Restrições de horário: a supercarreta não circula nos fins de semana, quando o fluxo de veículos é maior. Custo do pedágio: Com mais de 50 eixos, as taxas de pedágio ao longo do trajeto somam R$ 4.500. A segurança das chamadas "obras de arte", que passou por pontes e viadutos, foi uma preocupação constante. Engenheiros acompanharam o trajeto medindo as estruturas antes e depois da passagem do veículo para garantir que não houve danos estruturais. O gargalo da Serra das Araras Um dos pontos mais críticos da viagem foi o trecho na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. A logística optou pelo Porto de Itaguaí (RJ) em vez do Porto de Santos (SP) devido ao congestionamento e à falta de pátios de manobra no terminal paulista. "O Porto de Santos já está bastante congestionado, hoje ele opera quase que na sua totalidade de capacidade", afirmou Lino Guimarães Marujo, professor de Logística da UFRJ. Na descida da serra, a velocidade é reduzida para apenas 5 km/h para proteger a carga milionária, totalizando 840 toneladas de peso bruto ladeira abaixo. "Aqui é atenção no retrovisor e no rádio. Não tem jeito", relatou o motorista da supercarreta, conhecido como Macarrão. Atrasos e infraestrutura Enquanto a Arábia Saudita acelera para modernizar sua infraestrutura até 2030 com tecnologia brasileira, o horizonte para a modernização das estradas e ferrovias no Brasil permanece distante. O impacto de transportes como este na vida de quem usa a rodovia é inevitável. Motoristas e motoboys relataram esperas de mais de uma hora durante a interrupção das pistas. O projeto inicial previa a entrega de três transformadores em dois meses, mas a complexidade da infraestrutura brasileira e fatores climáticos causaram um atraso de três meses no cronograma total. Para o professor Lino Marujo, a solução para evitar o transtorno nas rodovias passaria por mais investimentos em ferrovias e na criação de pátios de carga. "Precisamos ter um modo de transporte mais sustentável e mais barato para o deslocamento dessas cargas", defendeu. Supercarreta levou transformador gigante até porto. Equipamento foi para a Arábia Saudita Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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A condenação dos mandantes da execução de Marielle Franco - O Assunto #1667

Publicado em: 26/02/2026 00:40

Foram mais de 12 horas de julgamento até que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal chegasse a uma decisão unânime. Quase oito anos depois do crime, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e ordenar a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, Moraes destacou que a motivação política do crime se somou a elementos como misoginia, racismo e origens de Marielle. Neste episódio, Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília, relata todos os aspectos do julgamento pela Primeira Turma. Ela, que é advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público, também apresenta os argumentos da acusação, da defesa e que disseram os ministros sobre as provas do crime. Depois, Natuza Nery conversa com Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Flávia relembra o passo a passo da noite em que ocorreram as execuções e comenta o envolvimento de agentes públicos na investigação do caso. Por fim, ela explica por que é tão importante para o país relembrar a trajetória de Marielle. Convidadas: Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília e advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público; e Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. O que você precisa saber: STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Os réus já vão começar a cumprir pena? Há recurso? Saiba os próximos passos 'Não tem celebração, mas hoje demos um grande passo', diz Anielle Condenação de irmãos Brazão por morte de Marielle repercute na imprensa internacional O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Marielle Franco em imagem de fevereiro de 2017 Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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