Arquivo de Notícias

O que chamamos de evidência científica?

Publicado em: 15/03/2026 05:01

Polilaminina: por que o estudo não foi publicado por revistas científicas Em tempos de desinformação viral e certezas instantâneas, poucas expressões são usadas com tanta autoridade e, muitas vezes, com tão pouca precisão como “evidência científica”. Ela é invocada em debates políticos, campanhas de saúde pública, discussões familiares e até em propagandas comerciais, como se fosse um selo de verdade absoluta. Mas o que realmente significa esse conceito, que parece tão evidente e, ao mesmo tempo, tão evasivo? À primeira vista, poderíamos dizer que evidência científica é aquilo que “demonstra” algo com base na ciência. Mas basta examiná-la para descobrir que não é um objeto estável, mas um processo complexo, cheio de nuances, incertezas e revisões constantes. Longe de ser um bloco monolítico, a evidência científica é construída, questionada e, às vezes, se contradiz. Compreender sua natureza é fundamental para navegar em debates sobre temas tão diversos como vacinas, inteligência artificial, mudanças climáticas ou nutrição. Quem pode gerar evidências científicas? Existe a crença de que a ciência é um território exclusivo dos profissionais de laboratório. Mas, em essência, a ciência não é um título; é um método. Se uma pessoa formula uma pergunta clara, levanta uma hipótese, coleta dados com rigor, controla vieses e expõe suas conclusões ao escrutínio público, ela está usando o método científico e, portanto, está fazendo ciência. O que determina a validade de um resultado não é quem o produz, mas como os dados são gerados e avaliados. Mesmo assim, a ciência moderna tornou-se tão técnica que alguns experimentos requerem equipamentos, financiamento ou conhecimentos especializados. Essa barreira é prática, não filosófica. Freepik Quanta evidência é suficiente? Uma das ideias mais importantes e mais difíceis de comunicar é que nem toda evidência tem o mesmo peso. Nenhum estudo isolado, por mais sólido que seja, pode carregar sozinho o peso da verdade. A evidência é acumulada e avaliada como um gradiente. A hierarquia clássica da evidência científica — ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, séries e relatos de casos etc — é um guia útil, mas imperfeito. Na vida real, a “melhor evidência disponível” depende da pergunta, do contexto e da viabilidade dos estudos. Por exemplo, não seria ético randomizar pessoas para fumar ou não fumar para estudar a relação do tabagismo com o câncer de pulmão. Por isso, estudos observacionais cuidadosamente elaborados tornaram-se a forma mais robusta de evidência possível para esse tipo de problema. Além disso, a reprodutibilidade é fundamental. Um resultado isolado pode ser interessante; um resultado reproduzido por diferentes equipes, em diferentes locais e com diferentes métodos torna-se convincente. Quando as evidências se contradizem As contradições entre estudos podem parecer desconcertantes para o público, mas são uma parte essencial do avanço científico. Diferentes grupos podem estudar populações distintas, usar métodos com níveis variáveis de precisão ou analisar os dados com suposições estatísticas divergentes. Às vezes, o que parece contradição é simplesmente evidência incompleta. Se cinco pequenos estudos sugerem um efeito e um grande ensaio clínico o contradiz, o peso da evidência recai sobre o estudo mais rigoroso, não sobre a soma aritmética das publicações. Há um protocolo único para produzir evidências? Embora costumemos falar do “método científico” como se fosse uma receita única, a realidade é muito mais diversificada. A biologia, a física, a sociologia, a medicina ou a astronomia utilizam abordagens metodológicas distintas, adaptadas aos seus objetos de estudo. Em temas de medicina e saúde, os ensaios clínicos randomizados são a ferramenta mais robusta para avaliar intervenções. Em contrapartida, o estudo do clima depende de modelos matemáticos de enorme complexidade. Nas ciências sociais, os métodos qualitativos (entrevistas, etnografias, análise de discurso) geram evidências distintas, mas complementares às quantitativas. O que todas essas abordagens têm em comum é a transparência: descrever o que foi feito, como foi feito, com quais dados, sob quais premissas e com quais limitações. A evidência científica é legitimada, em grande medida, por sua capacidade de ser revisada, testada e replicada. Provisória por natureza Mas talvez a característica mais fascinante da evidência científica seja seu caráter provisório. Uma afirmação científica é forte não porque é eterna, mas porque está sujeita a revisão quando surgirem dados ou métodos melhores. Essa flexibilidade, às vezes percebida como fraqueza, é, na verdade, um dos pilares da ciência moderna. Aceitar a incerteza não significa renunciar à ação. Significa agir com as melhores evidências disponíveis, enquanto se continua investigando. Na saúde pública, durante pandemias ou diante de avanços tecnológicos disruptivos, as evidências são necessariamente imperfeitas e evoluem rapidamente. Compreender isso ajuda a evitar frustrações, teorias da conspiração e falsas dicotomias. A chave: as evidências como ponto de partida A evidência científica, portanto, não é um veredicto final, mas um processo contínuo, coletivo e aperfeiçoável. Sua força reside em sua capacidade de se autocorrigir, reconhecer suas limitações e melhorar com o tempo. Em um mundo saturado de dados, opiniões e pseudocertezas, compreender sua natureza dinâmica é essencial. A evidência científica não encerra debates: ela os abre. É, mais do que uma resposta, um convite permanente para continuar questionando. Luis Felipe Reyes não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

Palavras-chave: inteligência artificial

Entrega por aplicativo pode ficar mais cara com regulação? Entenda propostas do governo e das empresas

Publicado em: 15/03/2026 04:01

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar até o próximo mês no plenário da Casa o projeto que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativos. 🏍️ A proposta está rodeada de divergências entre o Legislativo, o Executivo e o setor empresarial. Na semana passada, uma reunião de ministros do governo com Motta e deputados envolvidos na elaboração do projeto terminou sem acordo. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), afirma que a falta de acordo está no valor mínimo a ser pago por entregas. A última versão do texto, de dezembro de 2025, previa o valor mínimo de R$ 8,50 por entrega. O governo, por sua vez, defende o valor mínimo de R$ 10 com R$ 2,50 por quilômetro adicional. 💰 Já representantes de empresas afirmam que as divergências vão além da discussão sobre o valor mínimo e que as mudanças propostas pelo governo e pelo Congresso vão inviabilizar o serviço, além de aumentar os custos da operação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), falou que está sendo feito um "terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores". Já o vice-presidente de relações institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Marcelo Ramos, cita "realismo econômico". Após a reunião de Motta com ministros, começaram a circular nas redes sociais posts alegando que o governo Lula "quer taxar entregadores de aplicativo em R$ 10 por corrida". É #FAKE. Também pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood. Proposta do governo O Palácio do Planalto tem defendido que a regulamentação defina: a fixação de uma remuneração mínima de R$ 10 por entrega ou corrida de até 4 kms, com R$ 2,50 por quilômetro adicional; fim das entregas agrupadas; transparência dos algoritmos que definem valores pagos aos trabalhadores; pontos de apoio pagos pelas empresas; e garantia de acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal. Para o ministro Guilherme Boulos, as medidas não vão encarecer o serviço. "A maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles. Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede", disse. O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas. 1º de julho de 2020 - Manifestação e paralisação de entregadores de aplicativo, em São Paulo Amanda Perobelli/Reuters O que dizem as empresas O vice-presidente de relações institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Marcelo Ramos, afirmou que as empresas são a favor da regulamentação do trabalho por aplicativos, mas que para se chegar a um acordo, o texto tem que pressupor viabilidade econômica das empresas, proteção social do trabalhador e acessibilidade do consumidor. Ramos afirmou que a proposta do governo de fixar uma remuneração mínima de R$ 10 vai gerar aumento de custo. "Se eu estou pagando R$ 5 por entrega e passo a pagar R$ 10, aumentei meu custo. Numa economia de livre mercado num país capitalista, aumento de custo é aumento de preço", argumentou. "Nossos estudos técnicos demonstram claramente que o trabalhador até vai ganhar mais por cada entrega, mas vai ter uma queda tão drástica na quantidade de entrega que no volume no fim do mês vai ganhar menos que hoje", declarou. O representante da Amobitec disse que o Estado tenta intervir no serviço privado ao estipular uma taxa mínima. Ele disse que o setor é favorável a discutir uma remuneração por hora trabalhada. Para a associação, uma proposta bem vista pelos empresários, deveria prever: clareza que as empresas são de tecnologia que intermediam oferta e demanda e não empresas de transporte; que o trabalhador é autônomo sem nenhuma relação trabalhista com as plataformas; empresas pagarem parcela de contribuição social; seguro acidente; remuneração mínima por hora trabalhada. As plataformas se queixam, entre outros pontos: o projeto classifica as empresas como empresas prestadoras de serviço. Isso provoca alteração tributária, o que aumenta o custo ao ponto de inviabilizar o negócio, segundo especialistas; as regras de previdência são consideradas “pesadas”; o setor reclama do detalhamento do texto ao definir regras básicas do funcionamento dos aplicativos. Produto mais caro? Ao contrário do governo, as plataformas argumentam que o produto final vai ficar mais caro para o consumidor, o que tende a inibir a compra pelos aplicativos. A lógica é a de que cada vez que se aumenta o custo da intermediação, se derruba o número de pedidos. Executivos envolvidos nas negociações afirmam ainda que o Ministério do Trabalho já havia aceitado um acordo em 2024, prevendo que o trabalhador não poderia receber, ao final do cômputo geral da jornada de trabalho, valor inferior a um salário mínimo, já descontado os gastos com manutenção. Segundo as plataformas, o governo voltou atrás no acordo e agora apoia a remuneração por entrega. O setor avalia que o cálculo feito pelo governo é eleitoral, mas que a proposta não é sustentável e que, por isso, não deve ser aprovada. Politicamente o texto também pode pesar para os parlamentares em ano eleitoral por, segundo um executivo do setor, “colocar um conjunto incerto de trabalhadores contra 60 milhões de consumidores”, que pagarão mais caro pelo produto na ponta.

Palavras-chave: tecnologia

Recife no Oscar: como tecnologia transformou cidade em personagem no filme 'Agente Secreto'

Publicado em: 14/03/2026 22:38

Tecnologia transforma a cidade de Recife em personagem no filme O Agente Secreto Falta pouco para a festa do Oscar e expectativa é grande no Recife. Em "O Agente Secreto", a tecnologia transformou a cidade em personagem. No Recife, o tubarão saiu da vida real e foi parar na tela do cinema, em uma das cenas do filme "O Agente Secreto". Depois das gravações, a réplica do tubarão-tigre foi doada para uma universidade federal. Virou atração. "Quando ele foi liberado para ser exposto, aí todo mundo no laboratório queria ver, queria tirar foto, foi um 'auê' aqui, foi muito bacana", diz Mari Rêgo, pesquisadora e coordenadora do NEA / UFRPE "O Agente Secreto" é ambientado no Recife. Diversos pontos da cidade serviram de locação. O Parque Treze de Maio, o Ginásio Pernambucano e o Cinema São Luiz, onde a atriz Mariza Moreira gravou uma participação no filme. "Eu olhava o meu sapato, eu olhava aquele cigarro, as vitrines, os carros, e eu me lembrava, misturava memória com o que eu estava vendo ali agora, né", comenta Mariza Moreira, atriz. Para o diretor Kleber Mendonça Filho, a cidade onde nasceu é universal. "O Recife está no Oscar da mesma maneira que durante tantos anos, eu vi filmes franceses, americanos. Eu vi Paris, Nova York, Los Angeles, e, dessa vez, a gente tem um filme feito em Recife, Pernambuco, que está sendo visto no mundo inteiro", destaca Kleber Mendonça Filho, diretor de "O Agente Secreto". O Recife, mais que cenário, também é personagem de "O Agente Secreto". Boa parte das cenas do filme - indicado ao Oscar em quatro categorias - foi filmada lá. Mas, para contar uma história que se passa no final da década de 1970, vários pontos da cidade precisaram entrar no túnel do tempo com a ajuda da tecnologia. Os letreiros nos prédios, o chão da ponte, o ônibus... a equipe de VFX ou efeitos visuais reconstituiu tudo digitalmente. "Boa parte disso foi feito com pesquisas iconográficas, de foto e de vídeo. Eu organizava esse material e enviava diretamente para a casa de VFX, e lá eles tinham uma base suficiente para construir cenários virtuais, para acrescentar placas antigas", explica André Pinto, supervisor de efeitos visuais no set. Voltar ao passado abriu as janelas do mundo para o Recife. É o futuro do cinema que, por Recife, já chegou. "Que bacana 'O Agente Secreto' dar essa visibilidade a uma cidade e mostrar que o cinema não é preciso ser feito apenas nos grandes centros. As pessoas perguntam muito 'ah, você acha que vai ganhar o Oscar?'. Olha, para mim já ganhou! O prêmio já está aí, é esse reconhecimento que o filme tem", diz Alexandre Figueiroa, crítico e professor de cinema. Tecnologia transforma a cidade de Recife em personagem no filme O Agente Secreto Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: ‘Tem sido bonito ver pessoas falarem do Brasil’: Wagner Moura destaca repercussão internacional de 'Agente Secreto'

Palavras-chave: tecnologia

Anúncios falsos com inteligência artificial se espalham pelas redes sociais e levam usuários a caírem em golpes

Publicado em: 14/03/2026 21:26

Anúncios fraudulentos circulam nas redes sociais Anúncios falsos se espalham pelas redes sociais e levam usuários a caírem em golpes. As empresas que controlam as plataformas afirmam que tentam conter as fraudes, mas os conteúdos enganosos continuam circulando. Os golpes on-line estão cada vez mais sofisticados. Bandidos usam a inteligência artificial para criar anúncios prometendo, por exemplo, facilidades inexistentes para acesso a serviços públicos; e para criar vídeos também falsos com imagem e voz de pessoas conhecidas, com credibilidade. O médico Drauzio Varella diz que tem a imagem usada em fraudes na internet há pelo menos dez anos e que, agora, o uso da IA tornou esses golpes ainda mais perigosos: “Mesmo pessoas que me conhecem falam: 'não, era você falando, eu vi você falando'. Eu digo: não era, é falsa a propaganda. E desde que isso começou, a gente tentou entrar em contato com eles, explicar que isso era propaganda falsa. Eles simplesmente ignoram. Por que eles ignoram? Eles ganham dinheiro para fazer isso”. Marie Santini, especialista em manipulação e desinformação em redes sociais, afirma que todos nós estamos cada vez mais vulneráveis: “A gente não pode transferir para o consumidor e para o usuário a responsabilidade de se proteger das fraudes e golpes. A gente não pode pedir para que as pessoas passem a ser especialistas em identificação de inteligência artificial, ou checadores de informação, ou até médicos. E, por isso, a gente precisa de uma solução coletiva que passa pela regulamentação, passa pela fiscalização e passa pelo desincentivo econômico e em última instância na punição”, afirma. A última edição do Anuário de Segurança Pública revela que houve uma forte migração do crime do ambiente real para o virtual. Em um período de seis anos, o índice de roubos de todo tipo teve queda de 51% no país, enquanto os crimes na internet aumentaram 408%. Para um anúncio ser impulsionado e atingir um grande número de usuários na rede social, e-mail ou aplicativo de bate-papo, o contratante paga à big tech - geralmente com cartão de crédito. Ele precisa fazer um cadastro com apresentação de CPF ou CNPJ, no caso de empresa. O anúncio é então direcionado para o usuário com base em seus interesses, faixa etária, sexo: informações que as empresas de tecnologia têm. “Essas empresas de tecnologia não têm feito o suficiente para evitar golpes e fraudes na rede, principalmente em relação aos anúncios, à publicidade, que é um serviço que elas vendem. Se uma empresa não tem condições de verificar o cadastro e os dados bancários de seus clientes, ela não pode nem operar, porque não garante segurança nem para o sistema financeiro nem para os próprios consumidores”, diz Marie Santini. Quem tem a responsabilidade de proteger o usuário nas redes? Especialistas afirmam que esses golpes se tornaram um problema não só de segurança, mas também de saúde pública. As big techs, as grandes empresas de tecnologia que controlam as redes sociais, dizem que têm criado e tomado medidas para evitar a publicação e derrubar os anúncios fraudulentos. Uma reportagem da agência de notícias Reuters, com base em documentos da Meta - dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp - diz que a companhia estima que 10% de sua receita em 2024 vieram de anúncios fraudulentos: US$ 16 bilhões. No Brasil, a Meta informa que o combate a fraudes e golpes on-line é uma prioridade; que está utilizando tecnologia de reconhecimento facial e detecção, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de segurança e alertas; que em 2025 removeu 159 milhões de anúncios fraudulentos, 92% deles antes de serem denunciados; e que está acionando a Justiça contra anunciantes que usam imagens de figuras públicas indevidamente. O Google diz que proíbe anúncios com representações fraudulentas e comércio de substâncias não aprovadas; que em 2024, 201 milhões de anúncios foram removidos e 1,3 milhão de contas de anunciantes suspensas; e que oferece uma ferramenta para que usuários denunciem possíveis violações. A assessoria do X nos Estados Unidos afirmou que proíbe globalmente a promoção de conteúdos fraudulentos, incluindo anúncios. Também por nota, o TikTok declarou que não permite anúncios ou conteúdos manipulados, incluindo os gerados por inteligência artificial; e que os conteúdos que violavam as diretrizes da empresa foram removidos. Só em 2025, a Advocacia-Geral da União abriu mais de 150 processos pedindo a retirada de anúncios fraudulentos da internet. Em quase 90% dos casos conseguiu, mas reconhece que isso ainda é muito pouco diante da gravidade do problema. “Hoje, a AGU tem uma equipe dedicada a isso. A gente poderia ter pessoas dedicadas a outras políticas públicas se não tivesse que ficar buscando informação errada na internet que leva a prejuízos financeiros aos contribuintes”, diz Flávio José Roman. “Elas são capazes de diariamente retirar da plataforma conteúdo de pornografia, de mutilação, conteúdos muito tóxicos e pesados, e elas retiram realmente. Então, se elas têm condições de retirar esse tipo de conteúdo, elas têm condições de tirar qualquer tipo de conteúdo que esteja prejudicando a sociedade, o consumidor e o usuário que está ali dentro”, afirma Marie Santini. Anúncios falsos se espalham pelas redes sociais e levam usuários a caírem em golpes Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Meta faturou US$ 16 bilhões com anúncios de golpes e produtos ilegais em 2024, diz agência Meta anuncia processos contra deepfakes no Brasil e na China

Câmara de Santos aprova criação de quatro novos cargos; veja quais são

Publicado em: 14/03/2026 20:15

Câmara Municipal de Santos, no litoral de São Paulo Arquivo/A Tribuna Jornal A Câmara Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, aprovou um projeto que cria quatro novos cargos no quadro do Legislativo. A proposta também extingue outras quatro funções que estavam vagas, com o objetivo de adequar a estrutura administrativa às demandas atuais, segundo a própria Câmara. O projeto foi aprovado na quinta‑feira (12) e apresentado pela Mesa Diretora, formada pelo presidente Adilson Júnior (PP) e pelos secretários Adriano Piemonte (União) e Maurício Campos (Republicanos). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Com a mudança, passam a integrar o quadro do Legislativo os cargos de controlador legislativo, engenheiro, arquiteto e analista de gestão documental. Em contrapartida, foram extintos os cargos de analista de recursos humanos, assistente legislativo, auxiliar administrativo e telefonista, todos sem ocupantes no momento da votação. Os vereadores afirmaram que a proposta busca modernizar a estrutura da Câmara, substituindo funções que exigiam ensino médio completo por cargos de nível superior, considerados mais compatíveis com as atuais necessidades administrativas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Funções e ingresso De acordo com a Câmara Municipal, o ingresso nos novos cargos ocorrerá exclusivamente por meio de concursos públicos, que ainda serão publicados. Haverá uma vaga para cada função criada, todas destinadas a servidores efetivos. Segundo o Legislativo, os cargos de engenheiro e arquiteto são necessários para acompanhar obras, intervenções e manutenções nas dependências da Câmara. Já o controlador legislativo atende a apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com o objetivo de fortalecer o sistema de controle interno. O cargo de analista de gestão documental, por sua vez, busca aprimorar a organização e preservação do acervo institucional, em atendimento a recomendações do Ministério Público sobre a gestão de documentos públicos. Em nota, a Câmara informou que a reorganização administrativa pretende fortalecer áreas técnicas, além de garantir maior eficiência e transparência na gestão do Legislativo municipal. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: câmara municipal

'Corte uma cabeça e outras crescerão': por que regime iraniano segue difícil de derrubar

Publicado em: 14/03/2026 20:09

Especialistas afirmam que estrutura de poder do Irã garante longevidade do regime. Getty Images via BBC Mais de quarenta anos após a Revolução de 1979, a República Islâmica do Irã enfrenta a crise mais grave de sua história. Ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel mataram o Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, e outros altos comandantes militares, além de danificar infraestrutura essencial. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Washington e Tel Aviv deixaram claro que desejam uma mudança de regime, incentivando os iranianos a derrubar seu governo. Ainda assim, especialistas afirmam que o Irã construiu deliberadamente uma estrutura de poder robusta e duradoura, difícil de ser desmantelada. O que explica essa resiliência — e por que ela difere da de outros países do Oriente Médio? Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Hidra iraniana' Quem detém o poder no Irã BBC Desde a derrubada da monarquia iraniana, a República Islâmica construiu gradualmente um sistema político projetado para resistir a crises, dizem especialistas. Esse sistema combina instituições rigidamente controladas, doutrinação ideológica, coesão das elites e uma oposição fragmentada. "É uma estrutura semelhante à Hidra (monstro mitólogico com corpo de dragão e várias cabeças de serpente, que renasciam quando cortadas): você corta uma cabeça e outras crescem", diz Sébastien Boussois, pesquisador de Oriente Médio no Instituto Geopolítico Europeu, na Bélgica. No domingo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi escolhido como seu sucessor, menos de duas semanas após a morte do pai. Espera‑se que ele continue a linha dura do pai. Novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, tende a manter linha dura adotada por seu pai. Getty Images via BBC 'Poliditadura' Especialistas afirmam que, ao contrário de países do Oriente Médio ou do Norte da África, como Tunísia, Egito e Síria — onde líderes foram derrubados — o Irã conseguiu resistir mais eficazmente a pressões externas graças a um aparato de segurança fortemente motivado por ideologia. Segundo Bernard Hourcade, ex‑diretor do Instituto Francês de Pesquisa no Irã, sediado em Teerã, o país não funciona como uma ditadura tradicional centrada em um único líder, mas como uma "poliditadura": uma aliança entre defensores do islamismo político e um intenso nacionalismo iraniano. O poder é distribuído entre diversas esferas — instituições clericais, forças armadas e setores estratégicos da economia — o que torna o sistema muito mais difícil de derrubar do que regimes baseados em um líder único. Entre os órgãos mais influentes está o Conselho dos Guardiões, responsável por vetar leis e filtrar candidatos para as eleições, reduzindo ainda mais as chances de qualquer facção desafiar seriamente o Estado. Embora o Irã seja amplamente classificado como uma autocracia, oferece aos cidadãos a possibilidade simbólica de votar em algumas eleições, incluindo a escolha do presidente. No entanto, o processo é rigidamente controlado, com candidatos avaliados pelo Conselho dos Guardiões segundo critérios como lealdade à República Islâmica. O papel central da Guarda Revolucionária Se as instituições formam o esqueleto do regime, as forças de segurança são amplamente vistas como o seu músculo. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), que atua paralelamente ao exército regular, é frequentemente descrito como a "espinha dorsal do regime", afirma Hourcade. Além de sua função militar, a Guarda tornou‑se uma potência política e econômica, com vastos interesses empresariais e influência exercida por meio da milícia Basij, uma organização paramilitar voluntária. Um ponto crucial é que as forças de segurança permaneceram unificadas diante de sucessivas ondas de protestos. Para Boussois, essa coesão está profundamente ligada à ideologia: "Essa cultura de martírio presente entre os xiitas e em grupos como Hamas e Hezbollah é quase considerada parte do trabalho", afirma. O vice‑ministro da Defesa, Reza Talaeinik, declarou recentemente à TV que cada comandante da Guarda tem sucessores designados até três níveis abaixo, garantindo continuidade operacional. Kasra Aarabi, chefe de pesquisa sobre a Guarda na organização americana United Against Nuclear Iran, argumenta que a estrutura descentralizada do Irã foi moldada pelas lições do colapso das forças iraquianas em 2003, durante a invasão liderada pelos EUA. Se o regime continuar de pé, ele acredita que "a Guarda terá um papel ainda mais importante". Redes de patronagem e coesão das elites Grande parte da economia iraniana é controlada por organizações ligadas ao Estado, como as bonyads — fundações de caridade que, ao longo do tempo, passaram a comandar milhares de empresas em diversos setores. Essas redes distribuem empregos e contratos a grupos leais ao regime. O vasto império empresarial da Guarda Revolucionária, que inclui o conglomerado Khatam al‑Anbia, reforça esse sistema de patronagem. Embora as sanções ocidentais tenham causado danos profundos à economia iraniana, essas estruturas ajudam a proteger as elites e a preservar seu interesse na continuidade do sistema, afirmam especialistas. Segundo Boussois, o arranjo é "tão sólido que quase não vemos deserções". Ideologia e o legado da revolução A religião também desempenha um papel central na preservação do poder no Irã. A revolução estabeleceu uma rede duradoura de instituições religiosas, políticas e educacionais que continuam moldando a visão de mundo do Estado. "Essa estrutura muito antiga e muito poderosa — ideológica, burocrática, administrativa — torna o sistema forte", afirma Boussois. Para ele, a ideologia "funciona como uma verdadeira fonte de unidade, vocação e recrutamento". Uma oposição dividida Historicamente, a oposição iraniana tem sido marcada pela fragmentação. Ela reúne reformistas, monarquistas, grupos de esquerda, movimentos da diáspora — como o Conselho Nacional de Resistência do Irã — e diversas organizações étnicas. Essa divisão não é recente, observa Ellie Geranmayeh, pesquisadora sênior do Conselho Europeu de Relações Exteriores. Após a revolução, o debate sobre a criação de partidos políticos foi deixado de lado, em grande parte porque o país entrou em guerra com o Iraque em 1980, conflito que durou quase oito anos. Segundo Geranmayeh, ao longo do tempo, facções moderadas foram "marginalizadas, desacreditadas ou presas" tanto pelo regime quanto por grupos linha‑dura. Houve grandes ondas de protestos contra o governo — como o Movimento Verde de 2009 e as manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini em 2022 —, mas esses movimentos careciam de liderança centralizada e foram duramente reprimidos. A onda mais recente de protestos, neste e no último ano, foi impulsionada por apelos do filho exilado do último xá (rei). O Irã também mantém um dos sistemas de vigilância mais sofisticados da região, recorrendo a desligamentos frequentes da internet, monitoramento por Inteligência Artificial e unidades cibernéticas que visam ativistas no exterior. Cautela pública — e por que ela começa a se desgastar Por muitos anos, grande parte da população iraniana hesitou em pressionar por uma mudança de regime, influenciada pelo que viu nas intervenções lideradas pelos EUA no Afeganistão e no Iraque, afirma Geranmayeh. A Primavera Árabe reforçou ainda mais essa cautela. Segundo ela, porém, esse cálculo mudou. Muitos iranianos passaram a sentir que o Estado já não consegue garantir necessidades básicas — de empregos a água potável — ao mesmo tempo em que intensifica a repressão violenta. A brutal repressão de janeiro contra uma nova onda de protestos — na qual milhares foram mortos após algumas das maiores manifestações já vistas no país — acelerou essa mudança, acrescenta. Hourcade observa ainda a existência de um "fosso geracional" na forma como os iranianos enxergam o regime. Os mais jovens, muitos deles altamente educados, conectados ao mundo e influenciados pelas redes sociais, rejeitam o sistema, que consideram "corrupto, opressivo e irrelevante para suas aspirações", argumenta. 'Todo regime acaba um dia' Analistas afirmam que regimes autoritários tendem a cair quando três condições se alinham: Mobilização em massa Divisões entre as elites governantes Deserções das forças de segurança No passado, o Irã frequentemente experimentou a primeira, mas não as outras duas, dizem especialistas. Hourcade acredita que o fim da República Islâmica é inevitável, mas não iminente. "Todo regime acaba um dia. A verdadeira questão é o tempo — a cronologia." Ele argumenta que a morte de Khamenei foi um grande golpe para o regime. "Não haverá outro como ele. Seu substituto nunca terá a autoridade que Khamenei teve." Mas Boussois diz que a queda da República Islâmica está longe de ser certa. Se acontecer e for desencadeada por intervenção militar estrangeira, o que vier depois pode ser pior, afirma. Trump disse anteriormente ao jornal americano New York Times que a captura do ex‑presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA seria o "cenário perfeito" para o Irã. Mas Boussois afirma: "O oposto pode ocorrer — como na Coreia do Norte ou em Cuba — um fortalecimento do núcleo duro do regime."

Palavras-chave: inteligência artificial

Sistema de abastecimento de água encanada chega a famílias de comunidade em Aveiro

Publicado em: 14/03/2026 19:25

Rodrigo Sousa, gestor de núcleo/PSA, fala um pouco sobre a entrega das sisternas Famílias da aldeia e comunidade de Escrivão, no município de Aveiro, no oeste do Pará, passaram a contar com água encanada após a implantação de um microssistema de abastecimento que utiliza energia solar para garantir o funcionamento contínuo do sistema. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Na casa da moradora Mirela Tupinambá, a água já chega à caixa d’água, facilitando atividades do cotidiano, como lavar louça e manter a casa abastecida. A moradora relatou que o acesso à água era mais difícil, principalmente durante o período de seca. “Era um pouco difícil, principalmente na parte da seca, que a dificuldade era maior para nós. Agora, com esse novo abastecimento, vai melhorar bastante a nossa vida.” O sistema começou a transformar a realidade de 64 famílias da comunidade. A estrutura inclui quatro caixas d’água, um poço profundo de 152 metros e um sistema híbrido de bombeamento que combina energia solar e diesel para manter o fornecimento de forma contínua. serviço leva mais dignidade aos moradores e conta, agora, com energia solar para que o seu funcionamento aconteça de forma contínua Reprodução/TV Tapajós Segundo o gestor de núcleo do programa, Rodrigo Sousa, a entrega integra o Programa Cisternas, política pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. “Hoje estamos aqui na comunidade do Escrivão comemorando mais uma entrega do programa. São 64 tecnologias que representam mais qualidade de vida, mais dignidade e o direito de acesso à água potável.” O presidente do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA), Lucas Tupinambá, destacou que o projeto garante água potável diretamente às famílias que mais precisam. “É um projeto que traz dignidade a essas famílias, levando água potável diretamente para quem realmente necessita.” Para o presidente da comunidade Escrivão, Fábio Marques, a manutenção do sistema será uma responsabilidade coletiva dos moradores. “A gente vai cuidar desse microssistema de água para o resto da vida, porque sabemos que isso é muito importante para nós.” Antes da implantação da estrutura, os moradores precisavam percorrer longas distâncias para buscar água em fontes naturais, muitas vezes sem tratamento. O cacique Antônio Pereira lembrou das dificuldades enfrentadas diariamente. Ele contou que as famílias precisavam descer uma grande ladeira até um olho d’água para encher vasilhas e depois subir novamente com a água para casa. A liderança comunitária Maria José Caetano afirmou que a conquista é resultado de uma mobilização iniciada há décadas pelas comunidades da região.Ela explicou que a luta por melhorias começou ainda na década de 1990 e que projetos anteriores não atendiam todas as famílias. Com a ampliação do sistema, o acesso à água potável deve trazer benefícios diretos para a saúde e para a qualidade de vida da população. O técnico em organização comunitária do programa, João Carlos disse que a região enfrentava dificuldades devido ao relevo montanhoso, o que dificultava a chegada da água às residências. Abastecimento muda a realidade de famílias em uma aldeia de Aveiro VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: tecnologia

Meu Pet Amazonas: aplicativo é lançado para agendar castração e denunciar maus-tratos

Publicado em: 14/03/2026 18:44

Aplicativo Meu Pet Amazonas permite solicitar castração e denunciar maus-tratos pelo celular no estado. Foto: Divulgação/Sepet-AM Moradores do Amazonas já podem acessar pelo celular serviços públicos voltados à causa animal. O aplicativo 'Meu Pet Amazonas', lançado neste sábado (14), Dia Nacional dos Animais, reúne agendamento de castração, cadastro digital de pets e orientações sobre cuidados veterinários. A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Sasi e marca o primeiro ano da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet). Entre os serviços disponíveis estão o agendamento de castração pelo projeto Castramóvel, cadastro digital dos animais, confirmações de atendimento e orientações sobre cuidados antes e depois das cirurgias. O app também oferece canal para denúncias de maus-tratos e espaço para divulgação de animais disponíveis para adoção. A ideia é ampliar o acesso da população aos serviços da secretaria e fortalecer a comunicação com os cidadãos. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a secretária da Sepet, Joana Darc, a iniciativa moderniza as políticas públicas voltadas aos animais no estado. “A tecnologia tem um papel fundamental para aproximar a população dos serviços públicos. Com o Meu Pet Amazonas, as pessoas poderão acessar informações, solicitar atendimentos e contribuir com a proteção animal de forma rápida e prática, diretamente pelo celular”, disse. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como acessar Para usar o Meu Pet Amazonas, basta seguir os passos abaixo: baixar o aplicativo Sasi Pro, disponível para Android e iOS; criar uma conta e inserir o código MEUPET para liberar o acesso. No sistema, é possível cadastrar os animais, solicitar castração e acompanhar outras ações da secretaria. O aplicativo também ajuda a organizar os processos internos da Sepet. Além de facilitar o acesso da população, o app vai reunir dados sobre os atendimentos, o que deve ajudar no planejamento e no fortalecimento das políticas públicas de proteção animal.

Palavras-chave: tecnologia

Chuvas fortes causam alagamentos e transtornos em bairros de Rio das Ostras

Publicado em: 14/03/2026 18:02

Chuva intensa volta a causar alagamentos em Rio das Ostras As fortes chuvas que atingiram a cidade de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio, na tarde de sexta-feira (13) provocaram alagamentos e transtornos em diversos bairros do município. Moradores registraram ruas completamente tomadas pela água, o que dificultou a passagem de pedestres e veículos em diferentes pontos da cidade. Em alguns locais, a situação ficou ainda mais complicada. Segundo relatos de moradores, o grande volume de água fez com que o esgoto retornasse para as ruas, provocando mau cheiro e aumentando o risco de contaminação. Vídeos e imagens feitos pela própria população mostram vias alagadas, principalmente em áreas onde o sistema de drenagem costuma apresentar problemas durante períodos de chuva mais intensa. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Ruas e praças alagadas em Rio das Ostras após chuvas Reprodução Inter TV Moradores afirmam que os alagamentos se repetem sempre que há temporais e cobram soluções para melhorar o escoamento da água e evitar novos transtornos. Em nota, a Prefeitura de Rio das Ostras informou que foram registradas pancadas fortes de chuva, com maior impacto nos bairros da região norte da cidade. De acordo com a Defesa Civil municipal, o volume chegou a 50 milímetros em um intervalo de três horas, o que provocou alguns pontos de alagamento em diferentes localidades. Apesar dos transtornos, segundo a prefeitura, não houve registro de desalojados, desabrigados ou qualquer tipo de impacto social relacionado a esse episódio. O município informou ainda que os alagamentos também são consequência das chuvas recentes, que mantêm o solo saturado e tornam o escoamento da água mais lento em algumas áreas. A administração municipal destacou que equipes e máquinas atuaram antes, durante e após as chuvas em várias localidades da cidade para minimizar os impactos e garantir uma resposta mais rápida à população. A prefeitura informou ainda que pretende encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei para conceder um auxílio emergencial no valor de R$ 1.600 a famílias em situação de vulnerabilidade atingidas pela maior chuva já registrada no município, no dia 26 de fevereiro, evento que levou a cidade a decretar estado de emergência. O benefício tem como objetivo ajudar na reposição de móveis, eletrodomésticos e outros itens essenciais perdidos. A concessionária responsável pelo saneamento no município, a Rio+Saneamento, informou que acompanha os impactos das chuvas na cidade. Segundo a empresa, em períodos de precipitação intensa podem ocorrer situações pontuais, como a entrada de objetos estranhos nas redes de esgoto. A concessionária orienta que, caso os moradores identifiquem algum problema, a ocorrência seja registrada pelos canais oficiais de atendimento, pelo telefone ou WhatsApp 0800 772 1027 ou pelo site da empresa, para que a situação possa ser avaliada e as providências necessárias sejam adotadas. A empresa também reforçou a importância de que os imóveis mantenham separadas as redes de drenagem da chuva e de esgoto, evitando sobrecarga no sistema.

Palavras-chave: câmara municipal

Lei oficializa nome de Zezé Garcia para a Passarela do Samba em Juiz de Fora

Publicado em: 14/03/2026 17:42

José Francisco Garcia, o Zezé Garcia, é considerado embaixador do samba na cidade TV Integração/Reprodução Foi sancionada nesta semana a Lei nº 15.348, que denomina Passarela do Samba José Francisco Garcia – Zezé Garcia os espaços públicos destinados aos desfiles das escolas de samba e às manifestações culturais do carnaval em Juiz de Fora. A lei homenageia o carnavalesco José Francisco Garcia, considerado embaixador do samba na cidade, e é fruto de um projeto de autoria da vereadora Kátia Franco (PSB), aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pela prefeita Margarida Salomão (PT). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp De acordo com o texto, a homenagem não se limita a um endereço fixo. A denominação se aplica a qualquer espaço público designado pelo Poder Executivo para desfiles, seja em caráter permanente ou temporário. Também deverá receber a denominação qualquer local que venha a ser futuramente escolhido para sediar oficialmente as festividades carnavalescas da cidade. A lei estabelece ainda que o nome de Zezé Garcia constará em todos os documentos oficiais, programações e divulgações relacionadas ao carnaval de Juiz de Fora. Quem foi José Francisco Garcia Zezé Garcia, lenda do carnaval juiz-forano, morre aos 86 anos Nascido em 19 de março de 1935, Zezé Garcia foi uma das figuras mais emblemáticas do carnaval mineiro, com uma trajetória que une a tradição de Juiz de Fora ao brilho da Sapucaí, no Rio de Janeiro. Em 1966, marcou época ao desfilar como baiana pela Turunas do Riachuelo, no primeiro concurso oficial de escolas de samba de Juiz de Fora. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, apaixonou-se pela Mangueira e, desde 1985, era presença cativa desfilando na Ala Moana. Zezé deixou marca na história da 'Verde e Rosa' e das agremiações de Juiz de Fora, sendo um dos guardiões da memória do samba na região. Ele morreu em 2024, aos 86 anos. LEIA TAMBÉM: Quem era Adenilde Petrina, professora, radialista e referência no movimento negro em Juiz de Fora Real Grandeza é campeã do Carnaval 2026 em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: câmara municipal

Senar abre inscrições para cursos gratuitos de capacitação rural em várias cidades de MS

Publicado em: 14/03/2026 17:20

Plataforma EaD do Senar/MS João Carlos Castro O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) está com inscrições abertas para cursos gratuitos de capacitação profissional em várias cidades do estado. As aulas começam a partir de 16 de março, com vagas limitadas e carga horária definida para cada formação. Os cursos são voltados a trabalhadores e produtores rurais. As capacitações tratam de temas como segurança no trabalho, uso de tecnologias no campo e atividades ligadas à produção agropecuária. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Cursos disponíveis Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apicultura Básica Local: Sindicato Rural de Maracaju Carga horária: 24 horas NR 31.7 – Prevenção de Acidentes com Defensivos Agrícolas (norma de segurança rural) Local: Sementes América, em Camapuã Carga horária: 20 horas Análise e Classificação de Grãos (Soja e Milho) Local: Sindicato Rural de Itaporã Carga horária: 32 horas Fundamentos da Utilização de Drones no Agronegócio – Módulo II Local: Polícia Científica de Campo Grande Carga horária: 16 horas Operação e Manutenção de Roçadeira Local: Sindicato Rural de Corumbá Carga horária: 16 horas Casqueamento e Manutenção de Cascos de Equídeos Local: Fazenda Lageado, em Anastácio Carga horária: 16 horas A lista completa dos cursos, com datas, pré-requisitos e informações para inscrição, pode ser consultada aqui. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

Tamoiotatá 6 combate desmatamento e aplica mais de R$ 28 milhões em multas no Amazonas

Publicado em: 14/03/2026 16:46

Primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 chega ao fim com mais de R$ 28,2 milhões em multas no Amazonas Foto: Divulgação/Ipaam A primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 terminou neste sábado (14), com mais de R$ 28,2 milhões em multas aplicadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A fiscalização ocorreu entre 23 de fevereiro e 14 de março em quatro municípios do sul do estado — Humaitá, Apuí, Novo Aripuanã e Canutama — regiões consideradas estratégicas no combate ao desmatamento ilegal. A operação registrou 63 autos de infração e 24 embargos. Mais de 2,3 mil hectares foram interditados por irregularidades ambientais — área equivalente a 3,2 mil campos de futebol. As principais infrações foram desmatamento ilegal, descumprimento de embargos, impedimento à regeneração da vegetação e atividades agropecuárias sem licença. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a atuação integrada entre os órgãos estaduais e federais fortalece o combate aos ilícitos ambientais no interior do estado, ampliando a presença do poder público em regiões com histórico de pressão sobre a floresta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Essa integração entre os órgãos de fiscalização ambiental, segurança pública e inteligência geoespacial é fundamental para ampliar a presença do Estado em regiões críticas. Com isso, conseguimos identificar infratores, aplicar as sanções previstas na legislação e impedir que novas áreas sejam degradadas”, afirmou o gestor. Nos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, as equipes fiscalizaram 21 polígonos com alertas de desmatamento, resultando na aplicação de R$ 15.115.500 em multas e no embargo de 1.562 hectares de áreas. Também foram lavrados 16 autos de infração, 11 termos de embargo e interdição, duas notificações e um termo de apreensão. Entre os materiais apreendidos estão rolos de arame utilizados em atividades irregulares e combustível. Na base operacional de Humaitá, a operação resultou em 47 autos de infração e 13 embargos em áreas localizadas principalmente nos municípios de Humaitá e Canutama. As multas aplicadas somaram R$ 13.154.100, e cerca de 776 hectares foram embargados por irregularidades ambientais. As ações contaram com o apoio de tecnologias de sensoriamento remoto e inteligência geoespacial para identificação de áreas com indícios de desmatamento e outras infrações ambientais. Ao todo, 23 agentes participaram diretamente das atividades de fiscalização, segurança e suporte técnico. Força-tarefa integrada A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação conjunta do Governo do Amazonas e contou, nesta primeira etapa, com a atuação do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A operação também contou com o apoio de órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa. As ações da Tamoiotatá 6 incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, lavratura de autos de infração, embargos e outras medidas administrativas previstas na legislação ambiental. O trabalho também prioriza a proteção das Unidades de Conservação (UCs) estaduais e de áreas estratégicas para a conservação da floresta. Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e reforçando as ações permanentes de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas. A iniciativa conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento. O Ipaam disponibiliza à população um canal direto para denúncias de infrações ambientais por meio do WhatsApp (92) 98557-9454. O número é administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) e permite o envio de informações que auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização em todo o Amazonas.

Palavras-chave: tecnologia

Agentes resgatam cadelinha trancada há 3 dias em carro em Copacabana; VÍDEO

Publicado em: 14/03/2026 16:36

Agentes resgatam cadelinha trancada em carro em Copacabana Agentes da Prefeitura do Rio de Janeiro resgataram na manhã deste sábado (14) uma cadelinha que, segundo moradores, estava trancada há 3 dias em um carro estacionado na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul. Segundo vizinhos, o automóvel estava parado em uma vaga desde a última quinta-feira (12), mas somente neste sábado perceberam que havia uma cachorrinha presa — o animal foi visto arranhando as janelas do banco traseiro. Um grupo avisou ao vereador Luiz Ramos Filho, da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, que acionou a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais. Com auxílio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), conseguiram abrir o veículo e retirar a cadelinha em segurança. O sábado no Rio foi de sol, com máxima de quase 30°C, e fazia calor em Copacabana quando a cachorrinha foi salva. Agentes deram água para ela e a levaram para a 12ª DP (Copacabana), onde o caso foi registrado, e depois para o Hospital Veterinário Jorge Vaitsman, na Mangueira. “Aparentemente a cadelinha está bem de saúde. Vai ser avaliada pelos veterinários do município. A boa notícia é que já temos uma pessoa interessada em adotá-la”, disse a secretária Jeniffer Coelho. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cadelinha é resgatada em Copacabana Reprodução Luiz Ramos Filho lembrou que neste sábado é o Dia Nacional dos Animais. “A crueldade contra esses seres indefesos aumenta a cada dia. Precisamos lembrar que maltratar e abandonar animais é crime e dá até 5 anos de cadeia.” Além da infração por maus-tratos aos animais, o veículo estava estacionado irregularmente, já que parou em uma vaga reservada para idosos sem qualquer identificação compatível. O carro foi rebocado. Os tutores da cadelinha não foram localizados. Cadelinha foi levada para o Hospital Veterinário Jorge Vaitsman e será adotada Reprodução

Palavras-chave: câmara municipal

Caso Eloá: Preso em Tremembé, Lindemberg pede redução de 80 dias da pena por ter feito prova do Enem

Publicado em: 14/03/2026 15:39

Lindemberg no Fórum de Santo André. Diogo Moreira / Futura Press / Agência Estado Condenado a 39 anos de prisão pela morte da ex-namorada, Eloá Pimentel, Lindemberg Alves quer reduzir a pena no presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo. Neste mês, a defesa dele protocolou na Justiça um novo pedido de remição de pena. Desta vez, Lindemberg quer eliminar o cumprimento de 80 dias da condenação. A justificativa feita pela defesa dele é a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "Sempre demonstrou proatividade nos estudos, dedicando-se intensamente não apenas ao aprimoramento intelectual, mas também ao seu compromisso com o processo de ressocialização", alegou a advogada Marcia Renata da Silva no processo. A defesa citou ainda que Lindemberg atingiu a média de notas em quatro áreas de conhecimento da prova do Enem de 2025. Arquivo N: 10 anos do caso Eloá MP-SP é contra Ainda no processo, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra o pedido da defesa, alegando que uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exige, "para o reconhecimento da pretendida remição, que o reeducando obtenha a aprovação nos referidos exames, satisfazendo uma pontuação mínima para tanto". No documento, o MP explicou que, para que Lindemberg tenha a redução da pena autorizada, era necessário que ele atingisse o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, além de 500 pontos na redação. Caderno de Provas do primeiro dia do Enem 2025 Angelo Miguel/MEC O documento anexado pela defesa, contudo, mostra que Lindemberg tirou 361,6 pontos em 'Matemática e suas Tecnologias'. Segundo o MP, ele foi reprovado no quesito e não deve ter a redução autorizada. Ainda não há uma data definida para que a Justiça julgue o pedido. O g1 acionou a defesa de Lindemberg Alves e aguarda um retorno. Reduções anteriores Ao todo, Lindemberg já conseguiu reduzir 887 dias da pena prevista. Segundo o último cálculo da pena, ao qual o g1 teve acesso, foram 465 dias remidos por trabalho na prisão, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2015, além de 313 dias, também por trabalho, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2020. A mais recente das reduções foi autorizada pela Justiça em março do ano passado. Diferente do novo pedido, o Ministério Público havia se manifestado favoravelmente ao pedido. A redução de 109 dias foi referente ao trabalho realizado por Lindemberg na prisão entre 2021 e 2024, além dele ter feito curso de empreendedorismo. 🔍 A redução de pena é prevista em lei. Segundo a Lei de Execução Penal, cada detento tem o direito de remir 1 dia da pena a cada 3 dias trabalhados. Lindemberg Alves, durante condenação globonews Caso Eloá O crime aconteceu em 13 de outubro de 2008, em Santo André (SP). Na época, Lindemberg invadiu o apartamento onde morava Eloá e manteve ela, sua amiga Nayara Rodrigues e outros dois colegas de escola delas, reféns. Eloá ficou cinco dias em cárcere privado, sob ameaças do namorado. Os outros reféns foram liberados, mas Nayara voltou ao local por orientação da polícia. No dia 17 de outubro de 2008, a polícia invadiu o local após escutar um ruído que seria de um tiro. Antes da entrada da PM, o Lindemberg ainda conseguiu balear Nayara (que sobreviveu) e deu dois tiros em Eloá, que morreu. Eloá Pimentel e Lindemberg Alves namoraram por pouco mais de 2 anos. Ela tinha 15 e ele 22. Reprodução/Arquivo pessoal Lindemberg foi preso em flagrante e, quatro anos depois, condenado a 98 anos de prisão. Em 2013, a pena dele foi reduzida para 39 anos. Em 2021, o detento chegou a obter progressão ao regime semiaberto, mas o benefício foi revogado quatro meses depois. No fim de 2022, conseguiu progredir novamente ao semiaberto. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

Condenado por estupro que virou suplente de vereador no PI é preso novamente por violar tornozeleira

Publicado em: 14/03/2026 13:25

Foto de registro de candidatura de Gasparino Azevedo, suplente de vereador do Piauí Reprodução/TSE Gasparino Lustosa Azevedo, 37 anos, foi preso novamente na sexta-feira (13) em Corrente, no Sul do Piauí, por violar a tornozeleira eletrônica, segundo a Polícia Civil do Piauí (PC-PI). Ele cumpria pena em prisão domiciliar, mas a Justiça revogou a medida após o sistema registrar descumprimentos das regras de monitoramento. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Equipes de investigação da Delegacia de Corrente fizeram a captura. O condenado foi localizado menos de 24 horas após a expedição do novo mandado de prisão, emitido na quinta-feira (12). Segundo a polícia, ele deve retornar ao sistema prisional para continuar cumprindo a pena. Histórico de prisões e erro judicial Gasparino já havia sido preso em novembro de 2024, em Brasília, após uma operação de inteligência da polícia piauiense. Ele era considerado foragido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caso teve repercussão nacional depois que o g1 revelou que ele conseguiu disputar as eleições municipais de 2024 mesmo condenado em decisão definitiva. A candidatura só foi registrada por causa de um erro na emissão de documentos. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) liberou uma certidão negativa que classificava Gasparino como “ficha limpa”. O tribunal informou que o problema ocorreu por uma “falha técnica” no sistema. Com a certidão, ele se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) e concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Sebastião Barros. Recebeu 135 votos e, mesmo sem ser eleito, virou o primeiro suplente do partido. Cassação do diploma Em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) cassou por unanimidade o diploma de suplente de Gasparino. O tribunal afirmou que uma condenação já transitada em julgado suspende automaticamente os direitos políticos, tornando-o inelegível para qualquer cargo público. O crime Gasparino foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável, ocorrido na noite de Natal de 2015, na zona rural de Sebastião Barros. A sentença afirma que Gasparino violentou uma adolescente de 17 anos por mais de uma hora dentro de um carro. Para dominar a vítima, usou ameaças de morte e agressões que a deixaram inconsciente. A jovem foi abandonada ferida em um local isolado. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: câmara municipal