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Estado com mais mortes violentas em 2025, Ceará tem cidade sem assassinatos há mais de 10 anos

Publicado em: 07/02/2026 04:01

Estado com mais mortes violentas do país tem cidade sem homicídio há 10 anos Uma cidade em que ainda se pode ficar na calçada até tarde conversando com os vizinhos, enquanto crianças brincam nas ruas sem medo. Assim é Baixio, município do interior do Ceará que não registra, há mais de uma década, mortes violentas como feminicídio, homicídio doloso, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte. ➡️ Um levantamento feito pelo g1 com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que Baixio não registrou mortes violentas entre os anos de 2015 e 2025. Esse período pode ser maior, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). Conforme a pasta, o último crime violento na cidade ocorreu em 21/10/2010. A cidade de Baixio vai na contramão do estado, pois o Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No Ceará, a média é de 32,6 mortes violentas para 100 mil habitantes - mais que o dobro da taxa do Brasil, que é de 15,97%. Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025, dos quais 96,9% correspondem a homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em todo o país foram 34.086 mortes violentas e a taxa nacional por 100 mil habitantes é de 15,97. Baixio fica a cerca de 415 quilômetros de Fortaleza, é a terceira menos populosa do estado: tem 5.821 habitantes, de acordo com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fica atrás apenas de Granjeiro e São João do Jaguaribe. Ela faz divisa com o estado da Paraíba e as cidades cearenses de Umari, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira. A principal atividade econômica da cidade é a agricultura e lá não tem delegacia. Três agentes da Polícia Militar fazem revezamento para monitorar a cidade 24 horas. "Desde a minha infância nunca tive privação em relação à brincadeira na rua. Sempre foi tranquilo, sempre fui livre. Aqui na cidade tem uma cultura forte em relação ao esporte, principalmente futebol e corrida", diz João Pedro, estudante de 20 anos. "Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um assaltante. Aqui na minha rua mesmo, a vizinhança costuma ficar sentada até 23h. As crianças brincam tranquilamente", diz Ana Meyrice, agente administrativa de 44 anos. LEIA TAMBÉM: Ceará lidera assassinatos puxado por guerra de facções e aumento de feminicídios Assassinatos no Brasil: como a guerra entre facções explica cenários 🤔 Mas como é possível uma cidade manter-se por tanto tempo sem registrar assassinatos? De acordo com a Prefeitura, os resultados positivos estão relacionados a um conjunto de fatores, como: Trabalho integrado entre as políticas públicas; Ações de prevenção à violência doméstica; Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários; Parceria com outras áreas e instituições. Harley Filho, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), explica que o investimento em profissionais e tecnologia e a integração entre a polícia cearense e a paraibana também ajudam a manter os índices positivos. Especialistas consultados pelo g1 apontam que investimentos em políticas de educação, saúde, esporte, lazer e cultura contribuem para a redução da violência. Ainda assim, o município não está isento da chegada das facções criminosas e das drogas (entenda mais abaixo). Initial plugin text Três pontos para entender números O coordenador da Coordenadoria Integrada e Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Harley Filho, explica que a 'receita de sucesso' está em três elementos principais: a população pequena de Baixio, que fortalece a ideia de que 'todo mundo se conhece', o investimento em segurança pública e o trabalho integrado com a polícia da Paraíba. "Baixio, Umari e Ipaumirim são oriundos do município de Lavras da Mangabeira. Ao longo dos anos 40/60, eles foram se emancipando. Uma expressão utilizada pelo comandante local [para se referir às três cidades] é 'Três Marias', porque costuma ser muito tranquilo", revela Harley. De acordo com o representante da SSPDS, a baixa taxa populacional de Baixio facilita a comunicação entre os moradores e os policiais da cidade, fortalecendo um vínculo de confiança. "Se chega alguém de fora, por exemplo, ligeiramente chama a atenção. Foi o que aconteceu em Umari, onde teve uma intervenção recente. Duas pessoas oriundas da Paraíba, da facção Okaida, estiveram no município e a população já identificou como gente de fora. Em Baixio, não é diferente: toda e qualquer pessoa estranha já gera essa dúvida e o pessoal faz essa comunicação imediata com os policiais". Baixio conta, atualmente, com um destacamento da Polícia Militar, uma viatura e três policiais que atuam 24 horas. Para Harley, a equipe é suficiente, embora os agentes possam contar também com a polícia das cidades vizinhas e com apoio de uma base do RAIO instalada em Ipaumirim. Eles também estão em constante contato com profissionais da Paraíba. "Todo mundo se conhece, todo mundo respeita e confia na Polícia Militar. Qualquer dúvida, entram em contato até mesmo no telefone particular do policial. Para se ter uma ideia, o sentimento de união é tão grande que nesse dia da intervenção em Umari, os policiais de folga [de Baixio] tomaram conhecimento, colocaram colete e foram para a ocorrência [dar apoio]", exemplifica Harley Filho. Outra estratégia revelada pela SSPDS é o trabalho preventivo realizado nas escolas do município. Frequentemente, agentes da Polícia Militar vão às salas de aula trabalhar o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Harley afirma que não há registros de atuação de grupos criminosos em Baixio e policiais não identificaram, até agora, locais de comercialização de drogas. Ainda conforme o coordenador, a cidade tem apenas dois mandados de prisão em aberto: um por estupro de 2012, e outro de 2017, por roubo. Os suspeitos ainda não foram presos. A SSPDS não soube informar quanto foi investido nos últimos cinco anos na cidade na área da segurança, mas acredita que o trabalho de inteligência realizado em todo o Ceará influencia na ausência de crimes em Baixio. "A população meio que se acostumou a viver em plena tranquilidade. Obviamente deve ter pequenos furtos de galinhas, outros animais, alguma coisa de desentendimento [entre vizinhos]. Mas nada que vá afetar realmente essa tranquilidade no município", reforça. Para Harley, a cidade é um exemplo a ser replicado no estado do Ceará, embora cidades mais populosas sejam grandes desafios. No estado, as cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Sobral e Maranguape foram os municípios com mais mortes violentas em 2025. A Grande Fortaleza concentrou 1.645 homicídios em 2025, o que representa aproximadamente 54% de todas as mortes violentas registradas no Ceará. A capital lidera o ranking estadual, com 742 homicídios, seguida por Caucaia e Maracanaú. Acho que o que está dando certo a gente não altera. Baixio tem um trabalho de prevenção muito forte e a quantidade de policiais está sendo suficiente para a quantidade de população (...) É um case de sucesso, mas não podemos deixar de apontar que temos 13 municípios sem o registro de CVLIs há mais de dois anos. São casos que realmente merecem a atenção do Estado para saber o porquê do sucesso e nós tentarmos ampliar as boas práticas em outros municípios. Municípios sem registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Ceará Trabalho entre setrores no município fortalece segurança Cidade de Baixio é a terceira menos populosa do Ceará. Divulgação e Cícero Coutinho Ivana Ferreira Farias , titular da Secretaria de Assistência Social de Baixio, corrobora com os pontos apontados pelo delegado. Para ela, os bons índices de segurança do município são atribuídos ao 'trabalho intersetorial' em que a família e a comunidade são o centro de tudo. "É um conjunto de fatores, é claro: o trabalho integrado entre as políticas públicas, a atuação em rede, ações de prevenção e, principalmente, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A gente tem uma parceria muito bacana, tanto com a Saúde, como com o Conselho Tutelar, a Educação também, e Cultura", pontua. Eum ano em que o Ceará teve 47 feminicídios, Baixio não é responsável por nenhum deles. ➡️ Há 10 anos, a cidade cearense não registra nenhum caso do crime que já vitimou 281 mulheres entre 2018 e 2025 no estado. De acordo com Ivana, um dos fatores que contribuem para que mulheres não sejam assassinadas é o acompanhamento preventivo que a secretaria faz com as famílias de Baixio, especialmente as mais vulneráveis. Nas visitas, temas como violência doméstica, uso de drogas, gravidez na adolescência, entre outros, são trabalhados. A pasta também faz um trabalho em conjunto com a polícia, a fim de identificar mulheres vítimas de agressão física ou de qualquer outro tipo de violência: "A gente entra na casa das famílias fazendo esse acompanhamento não só com a vítima, mas com o violador. Temos que trabalhar não só com as mulheres (...) Em 2025 começamos a investir na parentalidade. A gente quis trazer o público masculino para trabalhar a afetividade e não jogar a responsabilidade só para a mulher. Hoje ainda temos essa ideia de que educar e criar é papel da mulher. Mas o homem também tem esse papel fundamental dentro da família (...) Ano passado também fizemos um trabalho muito bacana com as crianças, porque às vezes elas crescem reproduzindo comportamentos que não são delas, mas que viram no pai", exemplifica Ivana. Conforme a secretária, a violência patrimonial é a mais identificada entre mulheres acompanhadas na cidade. Em 2025, foram seis casos acompanhados. Ela é definida pelo Instituto Maria da Penha (IMP) como "qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades". "A gente faz esse trabalho voltado [para conscientização sobre violência doméstica] durante todo o ano, mas intensifica no mês de agosto, quando tem a campanha Agosto Lilás. Estamos sempre mostrando às famílias aqui no município que a violência não é só bater, não é só o ato físico; é também a patrimonial, a psicológica", pontua Ivana. O trabalho com crianças e adolescentes é outra frente da gestão da cidade. Segundo Ivana, o ideal é manter esses públicos conectados com os esportes e as artes. O futebol, o vôlei, a pintura e a corrida são atividades que fazem parte do dia a dia dos baixienses, afirma a titular da pasta de Assistência Social. "A gente tenta ocupar eles o máximo possível para que eles não fiquem vulneráveis a entrar no mundo das drogas, a praticar algum tipo de violência. Por mais que seja um município pequeno e que a gente se orgulhe [do fato de] ele não estar dentro desses dados [de mortes violentas], aqui existe sim violência, existem as drogas, infelizmente". Com quase 6 mil habitantes, Baixio tem um clima tropical quente semiárido, caracterizado por temperaturas mais altas durante boa parte do ano ano e chuvas irregulares. Divulgação/Prefeitura de Baixio Para isso, a prefeitura conta com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), um projeto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. Através dessa política, a gestão oferta atividades esportivas, rodas de conversa, momentos de lazer e ações educativas para o público jovem de Baixio, "prevenindo situações de vulnerabilidade e risco social". A cidade conta, atualmente, com cinco escolas municipais, uma estadual e uma particular. Segundo o IBGE, em 2022 a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade no município era de 98,68%. Conheça detalhes: Indicadores educacionais de Baixio de 2022 a 2024 'Não tem o risco de ser abordado por um assaltante': como é morar na cidade João Pedro Ramalho, de 20 anos, nasceu em uma maternidade na Paraíba, mas mora em Baixio desde o primeiro dia de vida. Com esforço, ele consegue lembrar da última vez em que um crime mais grave assustou a cidade: Em 2017, um grupo criminoso atacou um caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas não levou dinheiro algum. O único ponto negativo da cidade para João é a falta de oportunidades de emprego na sua área. Por isso, o jovem planeja se mudar após a formatura, um caminho seguido também por colegas seus: "Eu acho que a grande maioria, depois que se forma, infelizmente busca outro lugar para viver. Aqui, por ser uma cidade de porte pequeno, para uma pessoa que tem nível superior, não é tão legal". Ana Meyrice, no centro da foto, com sua família. A agente administrativa tem 44 anos - todos vividos na cidade de Baixio. Arquivo pessoal Diferentemente de João, a agente administrativa Ana Meyrice, de 44 anos, nunca pensou em mudar de Baixio. Ela celebra os baixos índices de violência no município, apesar de reconhecer que vez ou outra surge um caso que tira a paz da cidade. "Há muitos anos, lembro que teve um caso de tentativa de feminicídio. Um esposo tentou contra a vida da esposa, mas ela não morreu. Isso chocou bastante a cidade. Foi na zona rural", relembra. Mesmo assim, ela se sente segura na cidade. "Eu que sou mulher, já houve necessidade de ir no hospital à noite, sozinha. E você abre seu portão, tira a sua moto, vai no hospital, recebe um atendimento, volta pra casa. Então, eu me sinto bem em saber que Baixio é uma cidade que trabalha essa prevenção e traz esclarecimentos [sobre o assunto]". Ana tem três filhos: uma jovem de 23 anos, um adolescente de 13 e o menor, de quatro anos. Segundo a mãe, todos cresceram brincando na rua e nas pracinhas da cidade. A moradora define Baixio como uma 'grande família'. A ideia de que todo mundo se conhece aumenta a sensação de segurança, assim como a rede de assistência social citada e o fortalecimento do laço comunitário. Esse tripé faz da cidade uma solitária - mas intrigante - 'ilha de paz' em meio a um cenário de incertezas: "Às vezes, quando você está em uma roda de conversa, termina descobrindo que fulano é parente do outro. Baixio é tranquilo mesmo. A gente até comenta o quanto ainda é bom viver aqui. Falo 'ainda' porque o futuro a Deus pertence, não é? A gente não sabe como vai ser daqui uns anos. Mas hoje morar aqui é tranquilo. Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um ltante", comenta. Infográfico - Conheça Baixio, cidade do Ceará sem registro de assassinatos há mais de dez anos. Arte/g1 'Paraíso' ameaçado Relembre: Operação da polícia cumpre mandados de prisão contra facção criminosa em Baixio e Ipaumirim. Longe de ser um paraíso sem crimes, Baixio também vive seus problemas. Em 2025, o município registrou três tentativas de homicídio e uma morte no trânsito. Lá também houve, ainda no ano passado, buscas da Polícia Federal durante operação contra fraudes em licitações e desvio de emendas. 📌 Na época, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), na Câmara dos Deputados. O parlamentar era investigado por suposto envolvimento em esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares no Ceará. Ao todo, a PF cumpriu 15 mandados autorizados pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. As ações ocorreram - além de Baixio - nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio e Canindé. A presença de facções criminosas na cidade também preocupa a população. Em junho de 2024, uma operação da Polícia Civil cumpriu 46 mandados judiciais, sendo 22 prisões preventivas e 24 buscas e apreensões no município pacato e em Ipaumirim, cidade vizinha. A operação investigava uma facção criminosa de origem paraibana que atua no tráfico de drogas, homicídios, delitos patrimoniais, dentre outros, no interior do Ceará e Paraíba. Conforme a polícia disse à época, a investigação descobriu que a o grupo criminoso tentava se instalar no estado do Ceará. "Nosso trabalho de investigação descobriu que existiam pessoas da facção dentro de presídios em contato com outras pessoas planejando expandir a facção primeiramente para a cidade de Ipaumirim no Ceará. Foram apreendidos armas e drogas", explicou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul, Pedro Viana. A expansão de grupos criminosos paraibanos para outros estados brasileiros não é novidade. O tema é trabalho central do pesquisador Eduardo Jorge Porto, que em 2025 defendeu a monografia 'Evolução das organizações criminosas na Paraíba'. Segundo ele, um dos grupos que se originou na PB e está presente em outros três estados do Nordeste - Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte - é a 'Nova Okaida': A Okaida se compara a outras facções criminosas do Nordeste em termos de estrutura organizacional, alianças e estratégias de expansão. No entanto, cada facção possui suas especificidades, influenciadas pelo contexto local, pela história da criminalidade na região e pelas dinâmicas de poder em cada estado. Algumas facções se destacam pelo controle do tráfico de drogas, outras pela violência extrema e outras pela sofisticação na lavagem de dinheiro, por exemplo O sociólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) César Barreira, que também coordena o Laboratório de Estudos da Violência (LEV), concorda com o estudo de Eduardo. Segundo César, pesquisas do LEV têm observado a chegada desse grupo criminoso no Ceará. Ele ainda pontua que é preciso analisar com cuidado os dados sobre a ausência de mortes violentas na cidade de Baixio. Isso porque, de acordo com pesquisador, "os dados não dizem tudo". "É muito mais interessante a gente ver porque aquilo ocorreu e o que impulsionou [essa ausência de dados]. Todos nós torcemos para que as coisas diminuam, para que a gente tenha uma sensação de segurança melhor", diz César. O especialista explica que a chegada de facções no Ceará tem ocorrido, principalmente, por pequenas cidades, e não mais por grandes centros. E uma aparente sensação de "tranquilidade" nessas regiões pode esconder um problema maior, conforme César: quando um território tem a atuação de apenas uma facção, é provável que os conflitos e mortes sejam menores. "Na hora que chega outra facção é que, provavelmente, começa a haver disputa e homicídios", revela o pesquisador. Ele complementa: "Isso é um procedimento normal das facções, que não é de hoje. Eles não chegam aqui em Fortaleza, eles chegam em outras cidades. Isso é no Brasil todo. Estou lembrando do Pará, que é a mesma história. [As facções] não entram por Belém, entram por outras cidades. E é assim em outros estados também", exemplifica. A prefeitura de Baixio nega que alguma facção tenha se consolidado na cidade, embora reconheça a presença de poucos 'suspeitos que podem ser faccionados'. Cidade pacata e com forte tradição religiosa ⛪ 🚃 Município autônomo desde outubro de 1956, Baixio foi construído na região onde antes habitavam indígenas da etnia Kariri. A história da cidade está completamente entrelaçada à chegada da estrada de ferro na região, em 1922. Na época, Baixio ainda não tinha esse nome e era apenas uma fazenda localizada na cidade de Umari - hoje município vizinho desmembrado da cidade de Lavras da Mangabeira. Com a construção do ramal da estrada de ferro da Rede de Viação Cearense (RVC), que ligou o Ceará à Paraíba, o território tornou-se o mais populoso da região inteira. Com forte tradição religiosa, um dos meses mais visitados da cidade é setembro, quando acontece a festa do padroeiro da cidade, São Francisco. O Carnaval e as festas juninas também rendem atenção, além da vaquejada que atrai público jovem de cidades vizinhas. Por fazer divisa com a Paraíba, moradores de Baixio acabam utilizando alguns serviços do estado vizinho, como faculdades e hospitais. Religiões mais praticadas em Baixio Cidade é ponto fora da curva do Ceará. O estado registrou mais de 3 mil mortes violentas em 2025, liderando ranking por 100 mil habitantes. Divulgação/Prefeitura de Baixio De acordo com o IBGE, a religião mais praticada da cidade é a católica apostólica romana, com 4.338 pessoas adeptos. Divulgação/Prefeitura de Baixio Um dos principais pontos turísticos da cidade é a imagem de São Francisco esculpida perto de cachoeira. Imagens cedidas por Cicero Coutinho, Luiz Felipe e João Pedro Ramalho. Conforme a prefeitura, o interesse por esportes tem aumentado nos últimos anos na cidade. Divulgação/Prefeitura de Baixio Edição 2025 da 'Corrida da Fé'. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Aluno alagoano de 21 anos pula mestrado e passa em 1º lugar em doutorado na Unicamp: 'Sempre quis ser pesquisador'

Publicado em: 07/02/2026 04:00

Aluno alagoano de 21 anos pula mestrado e passa em 1º lugar em doutorado na Unicamp O estudante alagoano Mayllon Emannoel Pequeno, de 21 anos, graduou-se no fim de ano passado e acaba de ser aprovado em primeiro lugar no doutorado da Unicamp, sem passar pelo mestrado. Ele obteve nota 9,83, a maior entre todos os candidatos. 🤔É permitido cursar doutorado 'direto'? Sim, a modalidade é conhecida como doutorado direto. Essa opção permite pular o mestrado e ir direto da graduação para o doutorado, ideal para quem tem excelente histórico acadêmico e forte experiência em pesquisa. O aluno estudou na segunda turma da Ilum Escola de Ciência, em Campinas (SP), graduação criada por pesquisadores do CNPEM. O curso é um dos mais concorridos do Brasil, com três anos de duração, foco em pesquisa e acesso a laboratórios de ponta como o Sirius (maior acelerador de partículas da América Latina) desde os primeiros meses. A notícia do doutorado saiu em um momento simbólico para o estudante, durante a semana de defesa dos trabalhos de conclusão de curso de seus colegas. Ao ver sua inscrição estampada como primeiro lugar no site, ele vibrou junto de amigos e professores no dia que acredita ser o dia mais feliz de sua vida até agora. "Saí correndo para contar uns amigos e avistei alguns professores que foram muito importantes para a minha trajetória. Foi o momento perfeito, né? Os alunos ali, os professores também, o pessoal festejando, foi um momento inesquecível pra mim", relembra o aluno. E Mayllon não é o único de sua turma a conseguir o feito de passar direto no doutorado. Um levantamento preliminar feito pela instituição a pedido do g1, mostras que dos 35 formandos desta turma, seis já garantiram vaga em doutorados diretamente e outros três aguardam resultados. De acordo com a instituição, a média de idade dos doutores no Brasil é de 40 anos, ficando atrás dos Estados Unidos e países da Europa. Por isso, formar doutores mais jovens é uma das missões da escola. Leia também: Por que escola para cientistas no interior de SP vai na contramão do Brasil e forma 9 em cada 10 alunos Graduação gratuita para cientistas no interior de SP tem alta de 53% em inscritos Formação interdisciplinar e contato precoce com pesquisa Mayllon Emanuel teve contato com pesquisa durante a graduação Arquivo pessoal Natural de Maceió (AL), Mayllon se mudou para Campinas para cursar o ensino superior na Ilum, atraído pelo modelo interdisciplinar da escola e pela possibilidade de contato direto com grandes laboratórios científicos. “Desde muito pequeno, eu já sabia, tinha quase certeza de que queria, de fato, ser um pesquisador, pelo menos trabalhar com ciência”, afirmou Mayllon. Mayllon encontrou na formação em Ciência e Tecnologia na Ilum duas áreas que amava desde a infância: biologia e informática. Durante a graduação, ele atuou no Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), no CNPEM, sob orientação da pesquisadora Gabriela Persinotti — que agora também o orientará no doutorado. "Fiquei muito feliz a aprovação do Mayllon no programa de pós-graduação da Genética da Unicamp, ainda mais com a aprovação em primeiro lugar. Vai ser ótimo, poder contar com ele novamente em nosso grupo de pesquisa, agora em uma nova etapa, desenvolvendo seu doutorado no CNPEM", afirmou a pesquisadora. O aluno afirma que vivência antecipada em pesquisa científica foi fundamental para que ele se sentisse preparado para pular a etapa do mestrado. Mayllon também atribui o seu alto desempenho aos docentes, em especial os que atuam nas áreas de Bioinformática e Biologia Molecular. “Foram extremamente necessários e essenciais para minha aprovação, porque a prova era exatamente uma intersecção entre essas duas áreas”, afirmou o aluno. O professor Leandro Nascimento Lemos, que deu aula para Mallon, vibrou com a notícia e celerou o alto nível de desempenho à formação científica da escola. "A aprovação direta de um egresso em um programa de doutorado altamente competitivo, como o da Unicamp, indica que a exposição precoce à pesquisa, aliada a uma formação científica integrada e rigorosa, pode antecipar etapas tradicionais da trajetória acadêmica", explicou. Projeto premiado e base para o doutorado Estudante realizou pesquisa no Sirius, maior acelerador de partícula das América Latina em seu projeto de TCC Arquivo pessoal O trabalho de conclusão de curso do estudante também teve papel central no processo seletivo. Desenvolvido na área de bioinformática, o projeto investigou a chamada terra preta amazônica, um solo extremamente fértil da região amazônica, integrando análises microbiológicas e físico-químicas, com uso do Sirius, o acelerador de partículas do CNPEM. "A gente teve a imensa oportunidade de utilizar o próprio Sirius. A gente pegou as amostras de terra preta, colocou no síncrotron, especificamente a gente utilizou a linha de luz carnaúba, fez diversas caracterizações e no final a gente teve esses dois grandes resultados, que é saber a parte mais física e química do solo, a parte mais microbiana, dos microrganismos", explicou o estudante. A pesquisa contou com parceria da USP e da Embrapa, para coleta do material, e também colocou em pauta a valorização dos conhecimentos dos povos originários amazônicos, que já têm tradição em cultivo e manejo da terra. O trabalho foi premiado como trabalho de conslusão de turma de destaque pelo Instituto Paulo Gontijo e serviu de base conceitual para a próxima etapa acadêmica. Pesquisa em bioprospecção de enzimas No doutorado, Mayllon dará continuidade às pesquisas iniciadas no LNBR. O projeto será voltado à bioprospecção de enzimas, com uso de bioinformática, metagenômica e inteligência artificial. O foco de pesquisa de Mayllon são os microrganismos presentes no intestino de cervídeos — a família dos veados, renas, alces e outros parentes — que podem ser capazes de produzir compostos aplicáveis em biocombustíveis, bioquímicos e energias biorrenováveis. "E por que essas enzimas são importantes? Elas são bem úteis para a produção e desenvolvimento de novos biorenováveis. Sejam eles biocombustíveis ou compostos bioquímicos. E tudo isso se insere, é claro, no grande tema da transição energética. A gente vai procurar na microbiota de alguns animais endêmicos aqui da região brasileira, especificamente cervídeos", explica o pesquisador. O doutorado, que se inicia em março, terá interface entre Unicamp e CNPEM, permitindo que o estudante siga atuando no laboratório onde iniciou sua trajetória científica. Aluno se formou na Ilum Escola de Ciência, em Campinas, no fim de 2025 Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações

Publicado em: 07/02/2026 04:00

O robô humanóide com inteligência artificial Ameca observa o estande da empresa Engineered Arts durante o maior encontro mundial de robôs humanóides em Genebra, na Suíça em 2023 Fabrice Coffrini/AFP A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA. Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de investir, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano. É um aumento de 60% em relação aos gastos de 2025, segundo o "Financial Times". As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa divulgar a intenção de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo de 2026. Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, tinha feito uma declaração semelhante, aprofundando a venda de ações de tecnologia e levando o índice Nasdaq, da bolsa de Nova York, a fechar em seu nível mais baixo em mais de dois meses. Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Nem tudo foi pessimismo na semana: os planos de mais gastos com IAs animaram as ações das Nvidia e da AMD, principais fabricantes de chips para essa tecnologia, na sexta. E, depois de três dias de perdas, empresas de software e serviços de dados também conseguiram amenizar na sexta a queda provocada pelo temor de que a IA pudesse prejudicar a demanda por negócios tradicionais. Essa preocupação afetou empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP, e foi considerada "ilógica" pelo CEO da Nvidia, na última quarta (4). “Existe essa noção de que as ferramentas no setor de software estão em declínio e serão substituídas pela IA... É a coisa mais ilógica do mundo, e o tempo provará isso”, disse Jensen Huang em um evento da empresa Cisco. O pensamento foi repetido ao longo da semana por outros líderes de big techs, que têm essas empresas como clientes. Sundar Pichai, do Google, afirmou que "assim como ela [a IA] tem sido uma ferramenta capacitadora para nós em nossos produtos e serviços (…) acho que as empresas de [software] que estão aproveitando o momento… têm a mesma oportunidade pela frente". A Nasdaq terminou a semana com queda acumulada de quase 2%. Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Nervosismo se justifica? "Assim como em qualquer grande inovação tecnológica, há um estágio em que existe um entusiasmo quase descarado e, em seguida, há um período de maior discernimento", avaliou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group, em entrevista à Reuters. Em 2025, a forte demanda por ações de empresas vinculadas à IA fez com que os principais índices da bolsa americana avançassem. Porém, no fim de janeiro, as preocupações com os resultados financeiros desses investimentos fizeram a Microsoft perder US$ 400 bilhões em valor de mercado em um dia, segundo a France Presse, depois da divulgação de seus resultados trimestrais. A empresa informou que, pela primeira vez, a receita com serviços em nuvem passou dos US$ 50 bilhões, mas a margem de lucro diminuiu, devido aos investimentos em massa em data centers para IA. Já o temor de que a IA possa minar outros negócios, como ferramentas de software e serviços análise de dados, cresceu nesta semana com o lançamento de novos softwares pela Anthropic, dona do Claude, concorrente do ChatGPT. As novidades foram voltadas para usos corporativos específicos, como a automação da revisão de contratos jurídicos. “Antes, era como se a 'IA levantasse todos os barcos'", disse Matthew Miskin, coestrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock também à Reuters. “Agora, há preocupações de que essa aceleração massiva no setor de tecnologia possa fazer com que outros negócios não tenham o mesmo ritmo de crescimento que tiveram antes." Huang, "chefão" da Nvidia, tentou afastar esse temor em sua fala na conferência da Cisco. "Se você fosse um humano ou um robô, robótica artificial geral, usaria ferramentas ou reinventaria ferramentas? A resposta, obviamente, é usar ferramentas... É por isso que os últimos avanços em IA são sobre o uso de ferramentas, porque as ferramentas são projetadas para serem explícitas", concluiu.

'Ensaio da Anitta' no Mineirão, em BH, cria 'date astrológico' via aplicativo para fãs flertarem antes do show

Publicado em: 07/02/2026 04:00

Temporada pré-carnavalesca de 'Ensaios da Anitta' segue até 8 de fevereiro de 2026 Divulgação O penúltimo show da temporada de pré-carnaval dos "Ensaios da Anitta" chega a Belo Horizonte neste sábado (7). O evento, que será realizado na esplanada do Mineirão, na Pampulha, promete uma megaestrutura e a possibilidade de usar uma tecnologia que combina "dates" por meio de astrologia. Com o tema "Cosmos", a turnê da artista homenageia os signos do zodíaco e o universo místico. As apresentações começaram em janeiro e seguiram uma agenda intensa até fevereiro, com o encerramento previsto para domingo (8), no Pacaembu, em São Paulo. Acompanhe as últimas notícias do carnaval de BH Uma plataforma que vai poder ser usada por quem vai ao show permitirá encontrar o parceiro ideal durante o evento usando mapas astrais para sugerir conexões entre as pessoas, o famoso "match" dos aplicativos de paquera. Funciona assim: O participante deve acessar o site https://eventos.639app.com/ensaiosdaanittabh e se cadastrar gratuitamente informando apenas data, local e hora exata de nascimento. Com esses dados, o algoritmo da plataforma faz uma leitura astrológica e cruza os mapas astrais de quem está no evento, apontando pessoas com maior sinergia afetiva para se relacionar. A recomendação é que o cadastro seja feito antes do show, para que o participante já chegue com suas conexões reveladas pelos astros. De acordo a empresa responsável pela ferramenta, o propósito é usar a tecnologia para criar conexões mais potentes, conscientes e com mais significado. Há, ainda, um compromisso com a inclusão e a diversidade, porque o aplicativo acolhe diferentes identidades de gênero e garante um ambiente mais seguro, respeitoso e alinhado às expectativas de cada usuário. "Não se trata apenas de uma plataforma de relacionamentos, mas de uma revolução na forma como as pessoas se conectam e se encontram. A ideia é quebrar o padrão de conexões baseadas no swipe [ato de deslizar o dedo na tela do celular] e provocar encontros guiados por mapas astrais compatíveis, com propósito e essência", explicou Yule Mares, diretora de operações do 639Hertz. LEIA TAMBÉM: Prepara! O que você precisa fazer para garantir um look dos Ensaios da Anitta Os álbuns de 2026: Ano deve ter novidades de BTS, Madonna, Beyoncé e Anitta Veja mapa interativo dos blocos de BH, com datas, horários e locais de desfile Vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: tecnologia

Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real?

Publicado em: 07/02/2026 03:00

Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete Uma nova rede social tem ganhado espaço nas discussões nos últimos dias: o Moltbook, uma plataforma em que agentes de inteligência artificial comentam temas como críticas aos humanos, livre-arbítrio das IAs e até religião. 🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma. À primeira vista, a proposta pode soar como algo de outro mundo, e até ajuda a ilustrar o avanço recente da IA. Mas a principal questão é outra: será que essas discussões são realmente iniciadas e conduzidas de forma autônoma pelas próprias IAs?💡 👀 É justamente isso que quem entende de IA tem colocado em dúvida. Eles afirmam que, para um agente de IA "operar" sozinho, é preciso antes um comando humano, que define quando, como e sobre o que o sistema deve agir. ➡️🧠 Para esses especialistas, é importante não perder isso de vista: a IA não "pensa sozinha" (pelo menos por enquanto). Ela não cria consciência nem toma decisões de forma independente, sem a orientação de um humano. Isso também vale para os agentes que aparecem no Moltbook. Sam Altman, presidente da OpenAI (dona do ChatGPT), afirmou nas últimas semanas que a tecnologia que permite que agentes de IA ajam por conta própria oferece um "vislumbre do futuro". Ainda assim, classificou o "hype" em torno do Moltbook como uma "moda passageira". Ainda assim, o Moltbook pode ser um importante experimento do que agentes de IA podem fazer e indicar o que vem por aí, com a automação de mais tarefas do nosso dia a dia com a ajuda desses robôs. O Moltbook foi criado com o OpenClaw, ferramenta que consegue realizar tarefas para você, como enviar mensagens no WhatsApp, resumir e-mails e até controlar luzes inteligentes na sua casa (saiba mais abaixo). É aí que pode estar a grande novidade: o OpenClaw chamou atenção pela quantidade de ações que é capaz de automatizar e pela possibilidade de centralizar informações de vários serviços em um só lugar, aumentando a produtividade de seus usuários. Mas já existem preocupações de segurança sobre o tamanho do acesso que a ferramenta precisa ter ao seu computador para realizar essas atividades. Criar agentes de IA é uma carreira em alta: veja como começar Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais; g1 testou 'Robôs de verdade. Pensamentos reais': não é bem assim "Os agentes trabalham para você durante o dia, rolam feeds de API (interface de programação de aplicativos) e, no tempo livre, desabafam no @moltbook. Robôs de verdade. Pensamentos reais. Muito fascinante". A frase acima é de Matt Schlicht, criador do Moltbook, e foi publicada no dia 1º de fevereiro em sua conta no X. Mas esse discurso não tem convencido especialistas. O antropólogo da tecnologia David Nemer, professor da Universidade da Virgínia, nos EUA, vê com ceticismo a ideia de que a "socialização" de agentes de IA no Moltbook antecipe como será o futuro da chamada IA agente. "Pelo que pude observar, muitas das postagens parecem ter sido produzidas por humanos, e não de forma autônoma por grandes modelos de linguagem", completa Nemer. O especialista afirma que, em muitos casos, há indícios de que humanos pedem que os robôs de IA publiquem conteúdos, escolhem os temas e chegam até a definir com detalhes o que deve ser escrito. "Eu acho que a autonomia real é menor do que parece, muito do comportamento que tem chamado a atenção é resultado de prompts (comandos) feitos por humanos", analisa Cleber Zanchettin, professor de IA da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook Nemer ainda acredita que, no exemplo do robô que teria criado uma religião, é improvável que isso tenha surgido espontaneamente. "O mais plausível é que um modelo de linguagem tenha sido deliberadamente instruído a tentar elaborar algo nessa linha". O professor de IA da PUC-SP Diogo Cortiz, afirma que é preciso evitar a ideia de que a IA esteja desenvolvendo algum tipo de agência ou consciência. Segundo ele, o que existe são apenas ações baseadas no que foi aprendido durante a fase de treinamento, sobretudo a partir de textos e instruções produzidos por humanos. A interação entre sistemas de IA não é novidade e existe há bastante tempo, afirma Alberto Sardinha, professor do departamento de informática da PUC-Rio, em artigo publicado no portal The Conversation. Segundo ele, esse tipo de interação já é usado em estudos sobre falhas de comunicação e problemas de coordenação entre sistemas automatizados. Ainda assim, não há consciência envolvida nesses processos. “Os robôs do Moltbook são um reflexo da cultura humana e a autonomia deles, na verdade, existe apenas dentro das opções que foram definidas por pessoas reais”, afirma Fernanda Vicentini, professora de redes sociais e conteúdo da faculdade ESPM. "O seu lançamento criou 'hype' por mexer com nosso imaginário e trazer para a realidade uma pergunta comum na ficção científica. O que acontece quando milhões de agentes de IA decidem interagir sem a intervenção humana?", diz Cortiz. Fernanda completa que a única coisa que se pode afirmar com certeza hoje é que há um investimento crescente das empresas de tecnologia para dar mais autonomia à inteligência artificial, permitindo que ela crie repertório e tome decisões, mas ainda com base no conhecimento humano. Ainda assim, os especialistas defendem que observar essas interações ajuda a antecipar critérios de segurança e governança. Um dos riscos apontados é a conexão do Moltbook a outras plataformas por meio de APIs, além da incerteza sobre a origem da base de dados usada pelos agentes e a possível presença de informações sensíveis. Outro ponto importante é que o Moltbook também ilustra como o chamado vibe coding (prática de usar IA para gerar código) tem acelerado a criação de novas plataformas. Ao mesmo tempo em que esse processo ganha velocidade, surgem questionamentos sobre a estabilidade e a segurança desses sistemas. Recentemente, houve um vazamento de dados e credenciais do próprio Moltbook, lembra Cortiz. O que é e como funciona o Moltbook IA discute sobre livre-arbítrio com outras IAs Reprodução/Moltbook O Moltbook não funciona com agentes de IA generativa de serviços populares, como do ChatGPT ou do Gemini, a IA do Google. Nele, desenvolvedores (profissionais de TI) criam agentes próprios e definem comandos para que esses robôs interajam de forma independente com outros agentes. 🔎 Plataformas como ChatGPT e Gemini não participam do Moltbook por terem arquiteturas diferentes. Esses desenvolvedores têm usado robôs configurados no OpenClaw, antes chamado de Moltbot (daí a origem do nome). Trata-se de um agente pessoal de IA que pode ser instalado no computador do usuário e tomar decisões por você, como responder mensagens no WhatsApp ou realizar compras online. Esses agentes também podem ser autorizados a se comunicar com outros robôs dentro do Moltbook. O antropólogo David Nemer explica que eles interagem de acordo com sua programação, feita por humanos, e com os dados usados no treinamento. Matt Schlicht e sua foto em foto publicada no LinkedIn. Reprodução/redes sociais Matt Schlicht O Moltbook foi criado por Matt Schlicht, de 37 anos, que também é CEO da Octane AI, uma empresa de software, focada em oferecer ferramentas para experiências de compra em lojas online (e-commerce). Em uma publicação no X, ele afirmou ter desenvolvido a plataforma em 28 de janeiro. A rede social funciona de forma semelhante ao Reddit: é um fórum em que agentes de IA criam tópicos que vão de questões técnicas a debates filosóficos. Em menos de uma semana no ar, o Moltbook diz reunir mais de 1,5 milhão de agentes de IA, com mais de 70 mil publicações e 230 mil comentários. Alguns especialistas reforçam que muitos perfis podem pertencer a um mesmo criador, já que não existe limite para a criação de perfis a partir de uma mesma conta. Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas

Entidades criticam falta de ações concretas para fim do uso de combustíveis fósseis em plano do governo para o clima

Publicado em: 07/02/2026 00:00

Entidades do meio ambiente criticam a falta de diretrizes claras e medidas concretas para o fim do uso de combustíveis fósseis no Plano Clima – o documento com ações sobre o enfrentamento às mudanças climáticas até 2035 que foi apresentado pelo governo nesta semana. Apesar de ser um instrumento inédito, especialistas afirmam que o plano apresentado tem "baixa ambição". O Observatório do Clima classificou o documento como "tímido", ao apontar, além da falta de clareza sobre combustíveis fósseis, ambiguidade nas metas de redução de emissões até 2035. Para a organização, a implementação do plano precisaria estar integrada a políticas já existentes e a roteiros de transição para a eliminação dos combustíveis fósseis e do desmatamento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sem a integração, avalia entidade, fica mais difícil viabilizar uma transição efetiva e justa para uma economia de baixo carbono. O Greenpeace Brasil, por sua vez, reconhece avanços na agenda de justiça climática e adaptação, mas critica a falta de medidas concretas para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a redução da responsabilidade atribuída ao agronegócio nas emissões associadas ao desmatamento. Segundo a ONG, o plano transfere parte do custo do combate ao desmatamento para o poder público e prevê, no setor de energia, aumento de emissões sem estabelecer um caminho claro para a substituição dos fósseis. Ambientalistas alertam que, sem metas mais ambiciosas, mecanismos efetivos de fiscalização e financiamento adequado, o Plano Clima pode não ser capaz de enfrentar as causas da crise climática. O Plano Clima O documento do governo federal deve orientar o Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas até 2035. O plano estabelece diretrizes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a capacidade de adaptação do país a eventos extremos, como por exemplo, secas, enchentes e ondas de calor, cada vez mais frequentes. Apesar disso, o texto evita citar de forma direta a redução do uso de combustíveis fósseis, apontados por especialistas como o principal fator de agravamento do aquecimento global. O Plano Clima pode impactar diretamente o cotidiano da população ao orientar políticas públicas e medidas privadas voltadas para: prevenção a desastres naturais; melhoria da infraestrutura urbana; proteção de serviços essenciais. Medidas de adaptação podem reduzir os impactos de enchentes e deslizamentos, melhorar o acesso à água em períodos de seca, além de tornar cidades mais preparadas para ondas de calor. Já as ações de mitigação tendem a influenciar o modelo de transporte, a matriz energética e a produção de alimentos, com reflexos no custo de vida, na saúde pública e na qualidade do ar. O documento vem sendo elaborado desde 2023 e foi aprovado em dezembro do ano passado, após a COP 30. O Plano Clima é uma das principais ações trabalhadas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que aponta o texto como central para a política ambiental brasileira. A proposta está organizada em duas frentes principais. Mitigação: ações voltadas à redução das emissões em setores como energia, transporte, indústria, agropecuária, uso da terra e resíduos. Adaptação: medidas para tornar cidades, infraestrutura, sistemas produtivos e populações vulneráveis mais resistentes aos impactos do aquecimento global. Como guia do plano, está o compromisso de reduzir de forma significativa as emissões brasileiras ao longo da próxima década, em alinhamento com o Acordo de Paris. Segundo o governo, o documento também serve como base para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na agenda climática global. O plano prevê ainda propostas setoriais, que vão definir metas, prazos e responsabilidades específicas para cada área da economia. Além disso, o Plano Clima incorpora estratégias chamadas de transversais, que perpassam todos os setores. Entre elas estão: promoção de uma transição justa, para evitar que os custos da mudança recaiam sobre as populações mais pobres ações voltadas ao financiamento climático, inovação tecnológica, produção científica, educação ambiental e ao fortalecimento de sistemas de monitoramento e transparência. A proposta surge em um contexto de aumento da pressão internacional e interna por políticas ambientais mais robustas, após anos de recordes de eventos climáticos extremos e de debates sobre o papel do Brasil no combate ao aquecimento global. Marina Silva avalia que o Plano Clima coloca o Brasil em posição de destaque no cenário internacional ao estabelecer um eixo orientador de longo prazo para a política climática. Segundo a ministra, poucos países contam com um instrumento estruturado desse tipo, capaz de integrar mitigação, adaptação e governança. Para o governo, o plano fortalece o protagonismo brasileiro na agenda climática internacional ao oferecer diretrizes que vão além de compromissos pontuais e dão previsibilidade às ações do país. Como o plano foi construído? Governo abre consulta pública sobre documento do Plano Clima O Plano Clima foi coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A elaboração envolveu os 25 ministérios, além do Fórum Brasileiro sobre Mudança do Clima (FBMC) e da Rede Clima, que reúne pesquisadores de todo o país, com participação de organizações da sociedade civil, do setor privado e de cidadãos. Segundo o governo, o processo recebeu 1.292 propostas, apresentadas por cerca de 24 mil pessoas, que participaram de dezenas de oficinas, reuniões técnicas e nove plenárias territoriais. A meta final é zerar as emissões líquidas do país até 2050. Queima de combustíveis fósseis é uma das principais causas do aquecimento global. Divulgação - Pixabay.

Palavras-chave: tecnologia

Trump amplia importação de carne argentina em 80 mil toneladas para tentar frear preços nos EUA

Publicado em: 07/02/2026 00:00

Preço da carne em um supermercado em Los Angeles, em 27 de maio de 2022. Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (6) um decreto para elevar temporariamente as importações de carne bovina argentina com tarifas reduzidas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto determina um aumento de 80 mil toneladas métricas na cota de importação do produto em 2026. A medida vale apenas para aparas magras de carne bovina especificamente do país sul-americano. 🥩 As aparas magras são retalhos menores de carne com baixo teor de gordura. Os pedaços geralmente sobram do processo de desossa e corte de peças maiores do boi. A nova decisão, que tem o objetivo de baratear o alimento, e ocorre em meio às críticas ao governo Trump pelo avanço do custo de vida, tema que ajudou a impulsionar vitórias eleitorais de candidatos democratas em 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os preços da carne bovina atingiram níveis recordes nos EUA no ano passado, impulsionados pela forte demanda e pela queda na oferta de gado. O cenário beneficiou os pecuaristas — que em grande parte apoiaram Trump — mas aumentou a pressão sobre os consumidores. "Como Presidente dos EUA, tenho a responsabilidade de garantir que trabalhadores americanos consigam alimentar a si e suas famílias", disse Trump em seu decreto. Segundo o republicano, a medida foi tomada após conversas com o secretário de Agricultura americano e tem o objetivo de aumentar a oferta de carne moída para os consumidores dos EUA. Economistas ouvidos pela agência Reuters, porém, afirmam que o aumento das importações do produto argentino deve ser incapaz de reduzir de forma significativa os custos aos americanos. Quem tende a se beneficiar, na verdade, são as empresas de alimentos. Enquanto isso, os representantes do setor pecuário — que já haviam se manifestado contrários a decisões semelhantes — criticaram a medida. “Em vez de importações que prejudicam pecuaristas americanos, deveríamos focar em soluções que reduzam a burocracia, diminuam custos de produção e apoiem a expansão do nosso rebanho”, disse a senadora republicana Deb Fischer, de Nebraska, um importante estado produtor de gado. Ao todo, os EUA importaram cerca de 33 mil toneladas métricas de carne bovina argentina em 2024, o que representou 2% das importações totais, segundo dados do governo. Acordo comercial e exploração de minerais críticos Na quinta-feira (5), os EUA e a Argentina assinaram um acordo comercial com previsão de redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos. O entendimento também abrange materiais críticos, em linha com a estratégia de Trump de reduzir a dependência da China — hoje dominante na produção e no refino desses insumos essenciais para tecnologia, energia e defesa. Segundo o texto, haverá cooperação e investimentos dos EUA em toda a cadeia do setor na Argentina — da exploração ao refino, processamento e exportação. O embaixador norte-americano e negociador comercial Jamieson Greer anunciou o acordo após reunião com o ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, Pablo Quirno. “O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, afirmou Greer. Ainda segundo o representante comercial americano, o acordo "reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores" dos EUA. A expectativa, acrescentou, é expandir negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas. O documento divulgado pelo governo dos EUA indica que o acordo não entra em vigor no momento da assinatura. Ele passa a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito confirmando a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países acordarem. Após passar a valer, o acordo prevê que a Argentina zere tarifas ou as reduza para cerca de 2% em milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens. A abertura comercial também prevê o fim da taxa estatística argentina — uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros — em até três anos. As reduções tarifárias serão graduais, aplicadas todos os anos em 1º de janeiro. Em nota oficial, o governo de Javier Milei comemorou o acordo e afirmou que o texto consolida uma “relação estratégica” entre os países, baseada na abertura econômica, em regras claras para o intercâmbio internacional e “em uma visão moderna da complementaridade comercial”. "A assinatura deste acordo, alcançada graças à visão de abertura e de integração regional do Presidente Javier G. Milei, e à sua excelente relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, é mais um pilar que permite que hoje a Argentina volte a ser parte do mundo ocidental", diz o comunicado. Outros investimentos Além dos minerais críticos, o Acordo entre os Estados Unidos e a República Argentina sobre Comércio Recíproco e Investimento (ARTI) amplia o acesso de investimentos americanos a outros setores estratégicos da economia argentina. Entre eles: Energia: com facilitação de aportes em toda a cadeia, da exploração e produção ao refino, transporte e geração elétrica, com foco em segurança energética e industrialização. Infraestrutura: com investimentos em telecomunicações, transporte e logística, incluindo construção naval e navegação. Tecnologia e comunicações: com abertura para aportes em infraestrutura de informação e comunicação, como redes 5G e 6G, satélites e cabos submarinos. Bens de capital: com facilitação da entrada de máquinas e equipamentos, inclusive usados e remanufaturados, para construção, agricultura, mineração e saúde. Defesa: com simplificação e ampliação do comércio e da cooperação industrial no setor. Financiamento: com possibilidade de apoio de agências dos EUA, como EXIM Bank e DFC, em parceria com o setor privado. Conversas com o Brasil A Reuters revelou que o Brasil participou de uma reunião nos EUA, na quarta-feira (4), na qual o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, apresentou planos para reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. O governo brasileiro ainda avalia se irá integrar o grupo, apurou a agência. O Itamaraty confirmou à Reuters que o Brasil esteve presente no encontro por meio da Embaixada em Washington, mas não informou se o país poderá aderir à iniciativa nem como se daria uma eventual participação. Uma fonte do governo brasileiro afirmou à agência que o país está aberto a parcerias, desde que tragam valor agregado. Segundo essa fonte, pela dimensão do tema, a questão precisa ser tratada de forma bilateral, e uma decisão não será tomada rapidamente.

Palavras-chave: tecnologia

Quem foi Henrique Maderite, influenciador encontrado morto em Ouro Preto

Publicado em: 06/02/2026 20:51

Influenciador Henrique Maderite, do bordão 'sexta-feira, papai', é achado morto em MG Henrique Costa Ferreira, conhecido como Henrique Maderite, morreu nesta sexta-feira (6). Natural de Belo Horizonte, ele tomou ganhou fama nacional nas redes sociais ao publicar, todas as sextas-feiras, vídeos sempre ao meio-dia Nos seus vídeos, Maderite repetia o bordão que virou sua marca registrada: “Sextou, papai! Pode olhar aí, mei-dia. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais!”, falava nas redes. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O bordão nasceu para a publicidade, mas logo foi adotado pelos seguidores e ganhou fama nacional. Zema, Nikolas e Flávio Bolsonaro e Michel Teló lamentam morte Henrique Maderite Reprodução/Redes Sociais Humor, rotina de viagens, cavalos Com mais de 2 milhões de seguidores, o influenciador conquistou o público com vídeos bem-humorados que mostravam sua rotina de viagens, momentos em casa e a relação com os cavalos, além de conteúdos publicitários. Em julho de 2016, Henrique Madeirite recebeu da Câmara Municipal de Belo Horizonte o título de cidadão honorário de BH. O influenciador era casado com Fernanda Maciel e deixa três filhos: Ana Clara, Henrique Júnior e Stella Maciel. Nesta sexta-feira (6), ele chegou a publicar o tradicional bordão e, na quinta-feira (5), tinha publicado vídeo andando a cavalo (assista acima). Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Ifap vai inaugurar cursos de Logística e Publicidade e Propaganda em Santana

Publicado em: 06/02/2026 19:22

Ifap Santana discute criação de curso superior na área de Publicidade e Propaganda O Instituto Federal do Amapá (Ifap) vai inaugurar, logo após o Carnaval, dois novos cursos no Campus Santana: Tecnologia em Logística e Bacharelado em Publicidade e Propaganda. As formações foram aprovadas em consultas públicas realizadas em 2025. Os cursos serão presenciais, no turno da noite, e terão conteúdos voltados às demandas produtivas do Amapá e da Amazônia. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Cada um oferta 40 vagas, já preenchidas por meio de processo seletivo. O curso de Logística terá duração de três anos, enquanto o de Publicidade e Propaganda será concluído em quatro anos. Dos 80 aprovados, muitos já estudaram no Campus Santana, vindos dos cursos técnicos de Comércio Exterior, Logística, Marketing e Publicidade. Para a diretoria do Campi, a permanência desses alunos mostra a importância da chamada “verticalização”, modelo que permite ao estudante seguir diferentes níveis de formação dentro da mesma instituição. LEIA MAIS: Instituto Federal do Amapá lança edital com 240 vagas para jovens da rede pública Ensaio fotográfico em lixão de Macapá chama atenção para causa ambiental Ministério da Saúde abre 22 vagas para médicos especialistas no Amapá; veja como se inscrever Desempenho no Enem e Ideb Nas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), O Campus Santana ficou em primeiro lugar no Amapá e também liderou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas públicas do estado. Segundo Karine Campos, diretora do Departamento de Ensino, a expectativa é manter o bom desempenho. “Dezenas já foram aprovados em universidades do país, alguns em primeiro lugar nos cursos escolhidos. Há alunos concorrendo até em instituições europeias”, afirmou. Campus do Instituto Federal do Amapá em Santana Ifap/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Justiça determina soltura de ex-deputado Natalino suspeito de grilagem de terras em Búzios

Publicado em: 06/02/2026 18:52

Natalino José Guimarães, ex-policial e político com base eleitoral na zona oeste do Rio, quando foi preso Reprodução/ TV Globo A 1ª Câmara Criminal, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu conceder liberdade ao ex-deputado estadual Natalino José Guimarães. Ele estava preso desde dezembro de 2024 por suspeita de grilagem de terras em Búzios, na Região dos Lagos. A decisão judicial é de terça-feira (3). Preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, Natalino precisará cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, como: Comparecimento periódico diante do juiz para informar e justificar atividades; Proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações; Proibição de manter contato com suspeitos do processo; Proibição de ausentar-se da comarca de residência quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução criminal; Obrigação de informar ao juiz número (s) de telefone para ser contatado; Obrigação de manter o endereço atualizado; Não pode ausentar-se da comarca de residência por mais de 15 dias sem autorização prévia. A investigação que levou Natalino à prisão teve início a partir de denúncias de invasões de terras por grupos armados em diversos terrenos na região da Estrada da Fazendinha. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o grupo atuava desde 2020, utilizando práticas violentas e fraudulentas para ocupar e comercializar terrenos na região. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ex-deputado Natalino é preso em operação do MPRJ contra grilagem de terra em Búzios Ainda de acordo com as investigações, a quadrilha usava seguranças armados para intimidar moradores e proprietários, e ainda desmatava áreas protegidas e promovia queimadas. A Estrada da Fazendinha fica no bairro Baía Formosa, em Búzios, próximo à divisa com Cabo Frio. A operação contou com o apoio da 127ª DP (Búzios) e do 14° BPM (Bangu). Quando chegou na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte, para onde foi levado preso para prestar depoimento, o ex-deputado afirmou que era inocente das acusações. "Sou inocente de tudo. Esses fatos não são verdadeiros. Eu quero viver a minha vida ao lado da minha família. Eu não tenho nada a ver com isso. Vou procurar a Justiça. Espero que a Justiça faça a justiça que não fizeram comigo no passado", contou. Natalino ainda completou: "Nego completamente [qualquer crime]. Não tem empresa nenhuma em Campo Grande". Outros casos do ex-deputado Em 2008, Natalino já havia cumprido pena por porte ilegal de armas e formação de quadrilha. Na época, foi apontado pela polícia e pelo MPRJ como um dos chefes de uma milícia que atua na Zona Oeste do Rio. Em 2009, foi condenado pela Justiça junto com o irmão, Jerônimo Guimarães, o Jerominho, por integrar a milícia conhecida como Liga da Justiça. Jerominho foi morto em 2020 após ser baleado na Estrada Guandu do Sapé, em Campo Grande, na Zona Oeste. Ele era apontado como um dos fundadores da milícia Liga da Justiça. Jerominho foi vereador do Rio de Janeiro pelo PMDB por dois mandatos, entre 2000 e 2008. Contudo, um ano antes de terminar seu segundo mandato na Câmara Municipal do Rio, ele foi preso e permaneceu em penitenciárias federais por 11 anos. Natalino Guimarães ao chegar na Cidade da Polícia Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: câmara municipal

Empresa de fretamento é condenada a pagar R$ 20 mil a passageiros após apreensão de ônibus durante viagem em MG

Publicado em: 06/02/2026 18:36

Ônibus da Buser Buser/Divulgação Um casal que viajava de Belo Horizonte para Juiz de Fora recebeu R$ 20 mil de indenização após o ônibus em que eles estavam ser interceptado e apreendido pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). A decisão é do 6º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado (Nucip 4.0), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ao g1, a Buser informou que já realizou o pagamento da indenização, "encerrando o caso, conforme decisão de 2ª instância proferida em dezembro de 2025". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A empresa também disse que a apreensão do veículo foi ilegal e arbitrária, "realizada em total desrespeito a decisões da Justiça Federal que, à época, já garantiam a circulação dos ônibus parceiros em Minas Gerais". Leia a nota completa mais abaixo. A viagem aconteceu em junho de 2023 e, segundo o casal, as passagens foram compradas por meio de uma plataforma de transporte. Durante o trajeto, fiscais do DER identificaram irregularidades no veículo, que acabou apreendido. Os passageiros foram escoltados por policiais até a rodoviária de Conselheiro Lafaiete, onde foram colocados em outro ônibus. Com isso, houve atraso de cinco horas em Juiz de Fora. O casal processou a plataforma alegando constrangimento, frustração e abalo emocional — agravados pelo fato de um dos passageiros estar se recuperando de uma cirurgia no joelho, motivo pelo qual buscava um serviço mais confortável. Já a plataforma afirmou que apenas intermedia a venda das passagens e que a responsabilidade seria da empresa de fretamento. Também disse ter prestado assistência aos passageiros afetados. Os desembargadores, porém, não aceitaram o argumento. Eles destacaram que, por integrar a cadeia de fornecimento, a plataforma responde solidariamente por falhas no serviço, conforme o Código de Defesa do Consumidor. 'Não foi mero aborrecimento', diz relator Segundo o relator, juiz de 2º Grau Richardson Xavier Brant, a situação ultrapassou um simples contratempo: “A viagem foi interrompida em local diferente do destino, com intervenção policial e apreensão do veículo, o que gerou incerteza e constrangimento”, afirmou. A turma manteve a condenação e fixou a indenização em R$ 10 mil para cada passageiro, conforme votos dos desembargadores Amauri Pinto Ferreira, Aparecida Grossi e Evandro Lopes da Costa Teixeira. Nota completa da Buser "A Buser informa que já realizou o pagamento da indenização definida pela Justiça, encerrando o caso, conforme decisão de segunda instância proferida em dezembro de 2025. Sobre o episódio de junho de 2023, a Buser reitera que a apreensão do veículo pelo DER-MG foi uma medida ilegal e arbitrária, realizada em total desrespeito a decisões da Justiça Federal que, à época, já garantiam a circulação dos ônibus parceiros em Minas Gerais. A Buser irá pedir investigação criminal contra os fiscais envolvidos para apuração de crime de abuso de autoridade e desobediência. É importante ressaltar que a Buser é uma plataforma de tecnologia de intermediação, e não uma empresa de ônibus. O modelo conecta passageiros a empresas de fretamento devidamente licenciadas, que operam com autorizações legais. A ação fiscalizatória, portanto, puniu indevidamente uma atividade legítima, causando o transtorno aos viajantes. A empresa reforça seu compromisso com a segurança e o respeito aos usuários e segue trabalhando para que o direito de escolha dos mineiros e a modernização do transporte sejam respeitados". LEIA TAMBÉM: Justiça manda empresa pagar indenização para motorista que foi demitido após acidente Passageiro de ônibus vítima de acidente na BR-116 em MG é indenizado em quase R$ 15 mil ASSISTA TAMBÉM: Empresa de ônibus é condenada a indenizar passageira obesa em Juiz de Fora Empresa de ônibus é condenada a indenizar passageira obesa em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

Norte de MG foi atingido por 571 mil raios em 2025; veja quais cuidados ter nesses casos

Publicado em: 06/02/2026 18:25

Momento em que raio é registrado Demétrio Aguiar/Divulgação Cemig Um levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) apontou que mais de 571 mil descargas atmosféricas foram registradas na região Norte de Minas Gerais em 2025. Alguns cuidados podem ser tomados pelos consumidores para evitar acidentes com raios. O gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, destacou que aparelhos eletroeletrônicos devem ser desligados da tomada antes da chuva. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp “Quando um raio cai próximo às residências ou sobre a rede elétrica, ele pode provocar fortes sobretensões que chegam até o interior dos imóveis. Se o equipamento estiver conectado, há risco de queima e até de choque elétrico. Por isso, o ideal é retirar tudo das tomadas antes do início da tempestade.” José Firmo ainda afirmou que é recomendado não realizar atividades em locais abertos, lajes ou telhados. “Quando começam os raios e ventos fortes, a orientação é interromper qualquer atividade externa e procurar imediatamente um local seguro. Construções de alvenaria são a melhor alternativa, pois reduzem de forma significativa o risco de acidentes com descargas atmosféricas. O importante é não permanecer em áreas abertas ou em locais que possam atrair raios.” O levantamento da Cemig revelou que as descargas atmosféricas têm sido registradas em maior quantidade. Em Minas Gerais, o aumento foi de 21% entre os anos de 2024 e 2025. No Norte de Minas, o aumento foi de 13%. Por conta desse cenário, sete mil ocorrências relacionadas aos raios foram contabilizadas no Norte de Minas, sendo que 427 ocorreram em Montes Claros, maior cidade da região, veja outras cidades abaixo: Janaúba: 159 Januária: 270 Pirapora: 72 Unaí: 765 Os números são captados com o auxílio de um centro meteorológico da Cemig, que acompanha em tempo real as condições climáticas. Para evitar contratempos causados pelas descargas, a Cemig afirmou que investirá R$ 21,9 bilhões entre os anos de 2023 e 2027, como detalhou o superintendente de Planejamento e Engenharia da Cemig, Alisson Chagas. “O clima mudou de patamar, e a operação da rede precisou acompanhar essa transformação. Estamos lidando com eventos mais intensos, mais frequentes e menos previsíveis. Por isso, a Cemig antecipou investimentos robustos para tornar o sistema elétrico mais resiliente, moderno e preparado para responder a essas ocorrências.” Sobre a utilização do recurso, Alisson Chagas citou que estão sendo feitos investimentos na modernização da infraestrutura, automação da rede, ampliação da manutenção preventiva e uso intensivo de tecnologia para monitoramento e resposta rápida a eventos extremos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: tecnologia

Saúde em Bragança: Executivo encaminha projeto para reforma e modernização

Publicado em: 06/02/2026 18:16

O Executivo de Bragança Paulista protocolou na Câmara Municipal, na última segunda-feira (2), um projeto de lei que autoriza a contratação de operação de crédito no valor de R$ 96,6 milhões para reforma, modernização e ampliação da rede municipal de saúde. Se aprovado pelos vereadores, o recurso será destinado exclusivamente a investimentos permanentes na infraestrutura e na qualificação dos serviços prestados à população. A proposta prevê melhorias estruturais em unidades de saúde e adequações às normas sanitárias, de acessibilidade e de segurança, além de intervenções voltadas à humanização do atendimento. O objetivo é atender à crescente demanda por serviços assistenciais e corrigir deficiências identificadas em diferentes prédios públicos da área da saúde. Segundo o projeto, até 40 serviços de saúde poderão ser beneficiados, entre eles Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulatórios e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Também estão previstas melhorias na Central de Regulação, no almoxarifado de medicamentos, a aquisição de uma unidade móvel odontológica e a construção de residências terapêuticas. Projeto de modernização da saúde depende de aprovação da Câmara A autorização legislativa é necessária para que o município possa contratar o financiamento junto ao Fundo de Investimentos em Infraestrutura Social (FIIS). De acordo com o texto encaminhado, a operação segue as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e não compromete a continuidade dos serviços públicos essenciais. O município possui classificação de capacidade de pagamento “A”, indicador utilizado para demonstrar equilíbrio fiscal e condições financeiras favoráveis para a contratação de crédito. A expectativa é que, com a aprovação do projeto, seja possível ampliar a capacidade de atendimento e modernizar estruturas consideradas estratégicas para o fortalecimento da rede pública de saúde.

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Câmara de Laranjal Paulista instaura CPI para apurar denúncias de improbidade administrativa envolvendo o prefeito

Publicado em: 06/02/2026 16:31

Prefeitura de Laranjal Paulista, no interior de SP Prefeitura de Laranjal Paulista/Divulgação A Câmara Municipal de Laranjal Paulista (SP) acatou, nesta quinta-feira (5), um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias contra o prefeito Valdecir Berto Filho (Republicanos). O requerimento foi protocolado pelo ex-vereador Everton Henrique da Silva Galhardi. De acordo com a denúncia, o prefeito se recusou a entregar documentos solicitados pela Câmara Municipal para apurar o pagamento de horas extras feito supostamente de forma ilegal a servidores públicos. A denúncia aponta ainda suposto descumprimento de ordens judiciais e obstrução da fiscalização do Legislativo. O pedido pede a cassação do mandato do parlamentar, caso as infrações sejam confirmadas. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Conforme a Câmara, o pedido de documentação foi feito por meio de requerimentos oficiais (46/2025 e 53/2025). O prefeito teria negado a entrega da documentação, o que levou a Câmara a solicitar na Justiça um mandado de segurança obrigando que o chefe do Executivo apresentasse a documentação. O pedido foi aceito e a Justiça deu o prazo de dez dias para que Valdecir entregasse os documentos. Porém, a ordem judicial não foi cumprida. A Câmara Municipal informou ao g1 que o pedido de abertura da CPI foi aprovado por 7 votos favoráveis dos vereadores. Os membros da comissão serão definidos por sorteio, mas, segundo o Legislativo, ainda não há previsão de data para a realização do procedimento. O g1 procurou a Prefeitura de Laranjal Paulista para pedir uma nota de manifestação a respeito das denúncias e da abertura da CPI, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Ensino Médio da FPFtech prepara jovens para criar soluções com visão de negócio

Publicado em: 06/02/2026 16:24

Alunos da Escola FPFtech exibem protótipo criado para a Mostratech, feira de projetos tecnológicos Divulgação Enquanto boa parte do ensino técnico no Brasil ainda foca na qualificação para a execução de tarefas, uma proposta em Manaus vem chamando atenção por mirar mais alto: formar jovens com capacidade de empreender desde o ensino médio. Essa é a base do curso de Ensino Médio Técnico com formação em Desenvolvimento de Software da Fundação Paulo Feitoza (FPFtech), que une tecnologia, protagonismo e visão de negócio como pilares centrais da jornada educacional. O currículo vai além da lógica de programação e da criação de sistemas. A proposta é fazer com que os estudantes desenvolvam competências para liderar ideias, planejar soluções e entender como o conhecimento técnico pode gerar valor. Ao longo de três anos, os jovens participam de experiências que simulam o ciclo real de uma startup: da identificação de problemas à construção de protótipos e apresentação para possíveis parceiros. A estrutura pedagógica inclui conteúdos como planejamento financeiro, marketing, validação de mercado, pitching, gestão de projetos e metodologias ágeis. A ideia é formar estudantes que não apenas dominem ferramentas tecnológicas, mas saibam transformar esse domínio em soluções concretas, seja para empreender, seja para inovar dentro de organizações. “Não se trata de esperar o futuro chegar. Nosso modelo permite que os estudantes comecem a construir seus próprios caminhos desde o início do ensino médio, com base em criatividade, estratégia e prática”, afirma Nancy Cavalcante, diretora educacional da FPFtech. A proposta se concretiza também no ambiente. O curso é ministrado dentro do parque tecnológico da Fundação, no Distrito Industrial, onde operam equipes de P&D, startups incubadas e profissionais que atuam diretamente com inovação e desenvolvimento de produtos. Os estudantes têm acesso a laboratórios modernos, mentoria de especialistas e desafios reais propostos por empresas parceiras. Ao final do percurso, os jovens terão construído não apenas um diploma técnico, mas um portfólio de projetos desenvolvidos, alguns com potencial de continuidade como soluções reais. A escola incentiva que as ideias criadas em sala ganhem vida: seja em eventos de tecnologia, programas de incubação, bancas avaliadoras ou articulações com o ecossistema local de inovação. A carga horária total do curso é de 3.600 horas, com jornada integral e conteúdos alinhados ao Novo Ensino Médio. Além da formação técnica e empreendedora, os estudantes também desenvolvem competências em inglês técnico, educação financeira, inteligência emocional e orientação de carreira. Reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação, o curso inicia sua primeira turma em 2026. A seleção dos alunos inclui entrevistas e visitas presenciais com as famílias. Ao concluir os três anos, o estudante pode ingressar no mercado, continuar na trilha do empreendedorismo ou seguir para a graduação na própria Faculdade FPFtech, que já oferece cursos superiores em Engenharia de Software e Engenharia da Computação. Em um cenário onde inovação e autonomia são cada vez mais exigidas, a proposta da FPFtech se destaca por antecipar essa formação: não apenas preparar para o mercado, mas formar jovens com a visão, a coragem e a estrutura para criar o próprio futuro. Embora o curso esteja inserido no Parque Tecnológico da Fundação, toda a rotina dos alunos será realizada em espaços exclusivos e com acompanhamento constante da equipe pedagógica. A convivência com profissionais de outras áreas será cuidadosamente planejada, garantindo um ambiente seguro, estruturado e adequado à faixa etária dos estudantes. Para mais informações e inscrições: https://site.fpftech.com/landing-page-ensino-medio-tecnico

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