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Curso de Medicina da Unimontes tem nota máxima no Enamed

Publicado em: 20/01/2026 07:40

Unimontes conquistou nota máxima no Enamed Unimontes/Divulgação A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) conquistou nota máxima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (19). Foram analisados 351 cursos de Instituições de Ensino Superior (IES) de Medicina de todo o país e a Unimontes é uma das 49 que tiraram nota 5. Clique aqui e veja o resultado completo 👉🏾O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Segundo a Unimontes, 80 acadêmicos participaram da avaliação em outubro de 2025, sendo estudantes das turmas 75 e 76 do curso, correspondentes ao 11º e 12º períodos. Em nota enviada à imprensa, o reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, disse que o resultado consolida uma trajetória contínua de excelência acadêmica da Universidade na área da saúde. “A conquista da nota máxima no Enamed consolida o pleno êxito do projeto pedagógico do curso de Medicina da Unimontes e valida um caminho que já vinha sendo reconhecido nacionalmente. Em 2025, o curso já havia alcançado conceito máximo no Enade 2023, ficando entre os 10 melhores do país e sendo o melhor de Minas Gerais. Esses resultados refletem o compromisso da gestão superior da Universidade com a formação médica de excelência, com responsabilidade social e com a saúde da população”. Já a coordenadora do curso de Medicina, professora Thaisa Soares Crespo, destacou que o resultado representa um marco histórico para a graduação. “O resultado é sensacional. Representa a consagração e a consolidação da excelência do nosso curso de Medicina. Estamos entregando à sociedade, simplesmente, os mais excelentes profissionais”. Resultado no país: • 🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice • 🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2 • 🟢 80 cursos ficaram com conceito Enade 3 • 🟢 114 atingiram o conceito Enade 4 • 🟢 49 ficaram com conceito Enade 5 VEJA TAMBÉM Unimontes cria novos cursos voltados para a inteligência artificial Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: inteligência artificial

Programa gratuito oferece 50 mil bolsas de capacitação em Cloud e IA Generativa

Publicado em: 20/01/2026 07:30

Cursos de Jornada Tech tem inscrições abertas até 15 de março de 2026 (Imagem meramente ilustrativa) Chico Gomes/Secitece/Reprodução Estão abertas as inscrições para Jornada Tech AWS - programa gratuito que oferece formação voltada ao desenvolvimento em computação em nuvem e inteligência artificial generativa. A iniciativa vai capacitar 50 mil pessoas em tecnologias essenciais para o futuro do trabalho. Os interessados podem se inscrever até 15 de março exclusivamente neste link. O programa oferece duas trilhas de aprendizagem complementares. A primeira, AWS Cloud, apresenta os fundamentos da computação em nuvem e prepara os participantes para o exame de certificação AWS Cloud Foundation. Já a trilha de IA Generativa aborda os principais conceitos dessa tecnologia, incluindo conteúdos específicos para a preparação da certificação AWS AI Certified Practitioner. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Ao final da jornada, os 50 participantes mais bem avaliados receberão vouchers para realizar gratuitamente as certificações oficiais da AWS, ampliando as oportunidades de inserção e crescimento no mercado de tecnologia. Com inscrições abertas para todo o público, sem necessidade de experiência prévia, o programa busca atrair pessoas interessadas em iniciar ou acelerar sua carreira na área de tecnologia, contribuindo para reduzir a brecha de profissionais qualificados no mercado e para impulsionar o desenvolvimento digital no Brasil. O programa é uma iniciativa do Santander, em parceria com uma empresa de serviço de computação em nuvem. “A parceria com a AWS reforça nossa missão de abrir portas para que mais brasileiros tenham acesso a conhecimento de ponta e possam se preparar para as profissões do futuro. O Santander Jornada Tech democratiza habilidades estratégicas, ao mesmo tempo em que fortalece o ecossistema de inovação do país”, afirmou a Sênior Head de Plataformas de Educação, Carolina Learth. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Veja vagas de estágio com inscrições abertas em Macapá e Santana

Publicado em: 20/01/2026 06:00

Estágios e vagas de jovem aprendiz estão com inscrições abertas em Macapá O Instituto Inova – Estágio e Jovem Aprendiz está com inscrições abertas para programas de estágio no Amapá. As oportunidades são voltadas para estudantes do nível superior e do ensino médio. As vagas oferecem bolsas de até R$ 1.200. Há vagas em Macapá e Santana com carga horária de até seis horas por dia. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site inovaestagioeaprendiz.org.br. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Quem pode participar Para o programa de estágio, podem se inscrever estudantes a partir do 1º ano do ensino médio e acadêmicos de 18 anos que estejam matriculados no ensino superior. CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER Confira abaixo as oportunidades com inscrições abertas: 📌Tecnologia em comércio exterior e logística (vaga de estágio) 4º semestre Horário: 8h às 14h Local: Novo Horizonte - Santana Bolsa auxílio: R$ 1200 Auxílio-transporte: R$ 165 📌 Administração (vaga de estágio) 3º semestre Horário: 8h às 11h e 14h às 17h; Local: bairro do Beirol- Macapá Bolsa auxílio: R$ 1.100 Auxílio-transporte: variável de acordo com a quantidade de dias do mês. 📌Administração (vaga de estágio) 5º semestre Horário: 600,8h às 13h Local: bairro Beirol - Macapá Bolsa auxílio: R$ 600 Auxílio-transporte: R$ 100 📌 Recursos Humanos (vaga de estágio) 1º semestre Horário: 14h às 18h (segunda a sexta) Local: bairro Buritizal - Macapá Bolsa auxílio: R$ 700 Auxílio-transporte: R$ 100 📌 Comunicação social, jornalismo, marketing ou design (vaga de estágio) 1º semestre Horário: 13h às 18h Local: bairro do Santa Rita, Macapá Bolsa auxílio: R$ 600 Auxílio-transporte: R$ 150 📌 Recursos Humanos (vaga de estágio) 1º semestre Horário: 14h às 18h Local: bairro do Santa Rita, Macapá Bolsa auxílio: R$ 400 Auxílio-transporte: R$ 100 📌 Recursos Humanos, Técnico em Administração ou Ciências Contábeis (vaga de estágio) 4º semestre Horário: 8h00 as 13h00 ou 13h00 às 18h00 Local: bairro Central, Santana Bolsa auxílio: R$ 759 Auxílio-transporte: R$ 40 📌 Ensino médio 1º semestre Horário: 11h30 as 16h30 Local: bairro Central, Macapá Bolsa auxílio: R$ 600 Auxílio-transporte: R$ 150 Veja vagas de estágio com inscrições abertas em Macapá e Santana Reprodução Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Xiaomi 18: vazamento revela Snapdragon 8 Elite Gen 6 e zoom de 5x

Publicado em: 20/01/2026 05:54 Fonte: Tudocelular

O Xiaomi 18, novo flagship da marca sob o codinome "madrid", acaba de ter suas especificações vazadas pelo informante Digital Chat Station, revelando uma estratégia agressiva. Ele é focado em usuários que exigem tecnologias antes exclusivas das linhas Ultra, como o zoom periscópico e biometria ultrassônica. A nova série deve estrear oficialmente na China em outubro de 2026. O grande salto tecnológico desta geração é a inclusão do processador Snapdragon 8 Elite Gen 6, construído em um processo de 2nm, prometendo eficiência térmica sem precedentes no mercado móvel.A grande evolução do Xiaomi 18 padrão é a substituição da lente teleobjetiva comum por uma lente periscópica com zoom óptico de 5x. Este movimento encerra anos de exclusividade desse hardware para os modelos Pro e Ultra, forçando rivais como Apple e Samsung a revisarem suas estratégias de segmentação.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fim da liberdade: celulares da OnePlus recebem trava que impede desbloqueio de bootloader

Publicado em: 20/01/2026 05:11 Fonte: Tudocelular

Após a Xiaomi descontinuar o suporte para desbloqueio de bootloader em seus celulares, a OnePlus também está adicionando uma limitação para aqueles que desejam instalar sistemas alternativos nos smartphones. A trava Anti-Rollback (ARB) foi incluída na atualização do ColorOS para a versão 16.0.3.500/.501/.503.Segundo o portal Droidwin, a nova restrição não é simples, ela utiliza uma espécie de "fusível" a nível de hardware que é praticamente impossível de remover após instalar a atualização. Por conta disso, o usuário fica impedido de: Reinstalar a versão anterior do sistema sem a restrição; Instalar sistemas alternativos (ROMs) no aparelho; Desbloquear o bootloader. Caso você tente fazer qualquer uma das ações acima, o fusível virtual informará a placa-mãe do aparelho que um ataque hacker foi realizado, tornando o celular inutilizável. A única solução para reverter o dano seria trocar a placa-mãe do aparelho, o que é inviável na maioria dos casos pelo alto valor do componente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hacker

Brasil é denunciado à Comissão da OEA por violação de direitos humanos nas operações Escudo e Verão

Publicado em: 20/01/2026 05:02

Família protesta morte de jovem em audiência pública sore a operação escudo/verão Gustavo Honório/g1 A Defensoria Pública de São Paulo e o Conectas Direitos Humanos denunciaram o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), por violações dos direitos humanos nas operações Escudo e Verão. As operações ocorreram entre julho de 2023 e maio de 2024, na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, e resultaram na morte de 84 pessoas em supostos "confrontos" com policiais militares. Segundo a denúncia de 252 páginas, obtida com exclusividade pelo g1, as ações — que ficaram conhecidas como "operações vingança" — foram marcadas por execuções sumárias, tortura, racismo institucional, impunidade, falha nas investigações e violência estrutural do Estado. Signatário e membro fundador da OEA, o Estado brasileiro cometeu as seguintes violações, de acordo com a denúncia: Direito à vida: execuções extrajudiciais e uso letal da força sem ameaça real; Proibição da tortura: maus-tratos, execuções, sobreviventes algemados em coma e humilhações; Falta de investigação e impunidade: inquéritos arquivados, perícias falhas e prevalência da palavra policial; Uso desproporcional da força: emprego de fuzis, tiros pelas costas e mortes dentro de casas; Violação de direitos de crianças e adolescentes: mortes de adolescentes e abordagens armadas em horário escolar; Destruição de famílias e trauma coletivo: medo permanente, depressão e ruptura da vida comunitária; Racismo e discriminação: letalidade concentrada em pessoas negras e periféricas; Intimidação e silenciamento: ameaças a testemunhas e medo de denunciar; Descumprimento de decisões internacionais: Brasil não implementou reformas exigidas pela Corte Interamericana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 O que é a Comissão Interamericana de Direitos Humanos? Criada em 1959, a CIDH é um órgão da OEA que recebe e analisa denúncias de violações de direitos humanos cometidas por países das Américas. Ela pode investigar casos, solicitar informações aos governos e emitir recomendações. Se o Estado não cumpre os pedidos, o caso pode ser enviado à Corte Interamericana, que pode condenar o país. Em julho do ano passado, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou os inquéritos que investigavam as mortes nas operações Escudo e Verão — mesmo diante indícios de execuções, fraude processual e adulteração das cenas dos crimes. A defensora pública Surrailly Fernandes Youssef, do Núcleo de Direitos Humanos, explica que a denúncia é mais uma etapa na luta das famílias das vítimas e dos sobreviventes por justiça, memória e reparação frente às violações de direitos humanos identificadas no decorrer das operações. A denúncia quer chamar a atenção para a persistência de um padrão de alta letalidade policial no estado de São Paulo, que teve um aumento nos últimos três anos do governo Tarcísio, exemplificando a importância de que a gente interrompa esse ciclo de aumento da letalidade policial e de perpetuação de padrões de atuação no uso excessivo da força. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que "todas as ocorrências de mortes registradas durante as operações foram rigorosamente investigadas". A pasta ainda disse que "a Polícia Militar atua dentro da legalidade, com base na Constituição e nas leis, e não tolera desvios de conduta de seus agentes" (veja a nota completa mais abaixo) . Já o Ministério Público de São Paulo informou, em nota, que "as alegações mencionadas pela reportagem não guardam a mínima relação com os fatos" e que "atuou de forma eminentemente técnica" (leia na íntegra abaixo). LEIA TAMBÉM: Mortes cometidas por PMs em serviço aumentam em SP em 2025; alta é maior no 2º semestre, após mudança no modelo de câmeras Operação Escudo: MP arquiva investigação contra motoboy baleado desarmado por PMs EXCLUSIVO: Corpos de vítimas da PM na Baixada Santista são levados a hospitais para evitar perícia, dizem funcionários da saúde Policiamento em Guarujá (SP) foi reforçado durante 'Operação Escudo' (esq.) / Soldado Patrick Reis foi assassinado em julho de 2023 (dir.) Montagem/g1/Reprodução Solicitações à Comissão Interamericana Na denúncia apresentada à CIDH, a Defensoria Pública e o Conectas solicitam, inicialmente, a decretação de sigilo absoluto sobre a identidade e os dados pessoais das vítimas diretas e indiretas das Operações Escudo e Verão, além de seus familiares, em todas as fases do processo. As instituições também pedem que o Estado brasileiro seja responsabilizado internacionalmente por violações a direitos previstos na Convenção Americana de Direitos Humanos e em outros tratados. Entre os pontos citados estão a violação ao direito à vida, à integridade física e psicológica, às garantias judiciais e à proteção judicial, além de práticas discriminatórias baseadas em raça e condição social, falta de acesso à informação e violações aos direitos de crianças e adolescentes. Como medidas de reparação, são solicitadas ações para evitar a repetição das violações, como o fortalecimento do controle sobre as polícias, a criação de uma perícia independente, regras claras para operações em comunidades e apoio material às famílias das vítimas. O pedido inclui ainda reabertura das investigações, atendimento psicológico e de saúde, reparação financeira, um pedido público de desculpas, a criação de um memorial e políticas permanentes de assistência às vítimas e seus familiares. Relembre as operações Escudo e Verão A Operação Escudo foi desencadeada logo após a morte do soldado Patrick Bastos Reis das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) em 27 de julho de 2023 em Guarujá. A ação tinha como objetivo inicial identificar e prender os suspeitos de envolvimento no assassinato do policial. Mesmo após a prisão dos suspeitos, a Polícia Militar manteve sucessivas incursões em comunidades da região, com o uso de armamento pesado, que resultaram na morte de 28 pessoas e deixaram outras duas gravemente feridas. Segundo a denúncia, "a motivação da operação foi retaliatória, caracterizando vingança institucional". A pesquisa “Vingança, uso da força e a utilização de provas nos casos de violência letal e lesões graves: dois anos da Operação Escudo/2023”, realizada pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (GENI) da UFF e usada para embasar a denúncia, aponta que as operações foram realizadas sem planejamento operacional, análise de risco ou supervisão independente. Já a Operação Verão foi deflagrada em fevereiro de 2024, com os mesmos padrões da Escudo, e intensificada após as mortes dos policiais militares Marcelo Augusto da Silva, Samuel Wesley Cosmo e José Silveira Santos, ocorridas em 26 de janeiro, 2 de fevereiro e 7 de fevereiro de 2024, respectivamente. Ao todo, 84 pessoas foram mortas durante as duas operações. Segundo a denúncia, “a alta letalidade e o fato de as ações terem sido deflagradas após a morte de agentes do Estado revelam que as Operações Escudo e Verão configuraram práticas de retaliação institucional, incompatíveis com o Estado Democrático de Direito”. De acordo com o documento, as duas operações tiveram em comum: intensificação após a morte de agentes do Estado; alto índice de letalidade policial; boletins de ocorrência padronizados; denúncias das comunidades locais de violações de direitos e uso excessivo da força. Perfil das vítimas e criminalização Homens negros, jovens e moradores de regiões periféricas da Baixada Santista. Este é o perfil das vítimas das operações Escudo e Verão que revela um padrão seletivo e sistemático de direcionamento da força letal do Estado, segundo a denúncia. O relatório aponta ainda um histórico de vulnerabilidade social entre as vítimas. Entre os 28 mortos analisados na Operação Escudo, havia dois adolescentes, de 15 e 17 anos, e oito pessoas em situação de extrema vulnerabilidade (com dependência química, em situação de rua ou com transtornos mentais). Jovem morto em confronto com a polícia durante Operação Verão era deficiente visual Reprodução Um dos exemplos citados é do jovem Hildebrando Neto, de 24 anos, executado em março de 2024, durante a Operação Verão. Na época, a polícia alegou que ele apontou uma arma na direção deles e que, por isso, os agentes atiraram três vezes em legítima defesa. Contudo, o jovem era cego de um olho e tinha apenas 20% de visão no outro — condição que inviabilizaria o manuseio ou a mira de uma arma de fogo, de acordo com a denúncia à CIDH. Outro caso é do motoboy Evandro Alves da Silva, um dos sobreviventes da Operação Escudo. Em agosto de 2023, três PMs atiraram contra o homem, enquanto ele estava nu e usava o banheiro num imóvel onde funcionava um ponto de apoio para mototaxistas em Santos. Mesmo ferido com tiros de calibre 12, Evandro conseguiu pular a janela do banheiro, após quebrar o vidro, e caiu de uma altura de 7 metros nos fundos da casa. O g1 e a GloboNews divulgaram com exclusividade as imagens das câmeras corporais dos PMs que registraram toda a ação (veja abaixo). Exclusivo: câmeras corporais mostram PMs atirando em motoboy durante operação Para Gabriel Sampaio, diretor de litigância e incidência da Conectas, tanto as operações quanto as investigações evidenciam uma seletividade das vítimas marcada pelos aspectos racial e social. "As operações atingiram fundamentalmente pessoas negras, pobres, periféricas. E as investigações invisibilizaram todo o contexto onde as mortes ocorreram. Algo que é bastante representativo disso tudo é o fato de que versões, declarações de vítimas e familiares não tiveram peso na avaliação e nas conclusões feitas por parte de investigadores e do próprio Ministério Público", afirma Sampaio. Na avaliação da defensora Surrailly Youssef, as investigações também revelaram um processo de criminalização das vítimas, ocorrendo desde a seleção dos alvos das operações até o encerramento das investigações. Esse processo se deu por meio dos seguintes mecanismos por parte do Ministério Público e das polícias de São Paulo: Estigmatização territorial: comunidades da Baixada Santista foram tratadas como “áreas hostis” ou “zonas de risco”. Morar ou circular nesses locais, especialmente de madrugada, era considerado indício de envolvimento com o crime; Antecedentes criminais: cerca de 77,7% das vítimas fatais tinham histórico criminal. Há relatos de consultas prévias a fichas criminais para localizar pessoas específicas e justificar as mortes; Tatuagens como indício de crime: o MP teria usado a presença de tatuagens para associar vítimas à criminalidade, sem respaldo em provas técnicas; Suspeita de fraude processual: foram relatados flagrantes forjados, com armas e drogas supostamente “plantadas” nas cenas dos crimes. Câmeras corporais teriam registrado policiais inserindo objetos após os disparos; Versão padrão de confronto: boletins de ocorrência repetiam justificativas de legítima defesa e reação armada antes da realização de perícias; Tratamento a sobreviventes: pessoas feridas foram interrogadas ainda em estado grave, sob escolta armada, e passaram a ser investigadas por crimes como resistência e porte ilegal de arma; Desconsideração de testemunhas: depoimentos de familiares e moradores que relataram execuções sumárias foram tratados como relatos isolados ou suspeitos; Remoção de corpos: em 91,6% dos casos da Operação Escudo, os corpos foram retirados do local sob alegação de socorro, apesar de já estarem sem vida, dificultando a perícia. Em 2024, o g1 também revelou com exclusividade que pessoas baleadas pela Polícia Militar na Operação Verão, intensificada em fevereiro após a morte de um policial, já estavam mortas quando foram levadas às unidades de saúde. Impacto nas famílias e na comunidade Além das famílias das vítimas, toda a comunidade foi atravessada pela morte e teve a vida marcada pelas consequências do uso excessivo da força policial. Os impactos são de longo prazo e múltiplos: psicológico, social e econômico. Segundo Gabriel Sampaio, a omissão do Estado nas investigações e na responsabilização dos agentes de segurança também tira das vítimas e dos familiares o direito à memória e ao acesso à justiça, à verdade e à ampla defesa. Moradores descreveram à Defensoria um ambiente de terror, com a circulação quase diária de batalhões de choque, Rota e Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) armados com fuzis, entradas repentinas em vielas e abordagens indiscriminadas, inclusive de crianças. Em algumas regiões, como a Vila dos Pescadores, moradores relataram que as operações ocorriam nos horários de entrada e saída das escolas, interrompendo a rotina, gerando medo de deslocamento e levando à suspensão de atividades básicas. Há relatos de crianças abordadas com fuzis apontados para a cabeça, pressionadas a indicar supostos traficantes. A defensora Gabriele Estabile Bezerra, do Núcleo da Infância e Juventude, também chama a atenção para o impacto das mortes e as consequências entre as crianças e adolescentes, que passa pela desestruturação da família e dificuldades financeiras. "Tem os adolescentes que foram vítimas diretas. Então é o impacto de perder um ente que tinha todo um projeto de vida, que poderia ter se desenvolvido para ser arrimo de família e sustento - fora o luto dessas mães que têm que lidar e se reestruturar para ocupar esse espaço. Também o ponto de vista das crianças que vão ter que fazer o seu desenvolvimento pessoal, seja no aspecto financeiro, emocional, educacional, sem o sustento dos pais", explica Gabriele. Moradores, familiares de mortos e associações dizem que operação policial, em Guarujá (SP), foi 'chacina' Diego Bertozzi/TV Tribuna Condenações anteriores O Brasil já foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por ações policiais consideradas violações de direitos humanos. Dois dos casos mais emblemáticos são os da Favela Nova Brasília, no Rio de Janeiro, e da Operação Castelinho, em São Paulo. Em 2017, a Corte responsabilizou o Estado brasileiro por duas chacinas ocorridas na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em 1994 e 1995. Nas operações, 26 pessoas foram mortas e três mulheres sofreram violência sexual praticada por agentes de segurança. Já em 2024, o Brasil foi condenado pela Operação Castelinho, realizada em 2002, quando 12 pessoas foram executadas extrajudicialmente pela Polícia Militar de São Paulo. Segundo a decisão, a ação foi planejada para resultar em mortes ilegítimas e não foi seguida de investigação adequada. Na época, a sentença determinou medidas para reforçar o controle da atividade policial, como o afastamento temporário de agentes envolvidos em mortes durante as apurações e o aprimoramento de registro como câmeras corporais. Apesar dessas determinações, o Brasil promovou poucos avanços na avaliação da defensora Cecilia Nascimenyo Ferreira, do Núcleo de Direitos Humanos. A defensora aponta que o MP presidiou investigações sobre as operações Escudo e Verão - diferentemente do que aconteceu no caso Castelinho e em outros casos. Contudo, as apurações, incluindo a perícia, não foram executadas de forma autônoma em relação à Polícia Civil. "No caso Castelinho, já tinha uma condenação do Brasil para que provesse o Ministério Público de recursos financeiros e pessoais para esse tipo de atuação [independente]. Então, a gente vê que é um caminho, mas, de fato, muitas coisas que já foram repetidas em outras condenações internacionais contra o Brasil continuam sendo um problema. A gente vive muitos retrocessos. O caso da Favela Novo Brasília e o que aconteceu agora na Penha mostra repetição. Esses casos de violência policial mostram que os avanços ainda são muito tímidos, se é que eles existem de fato", afirma Cecília. A defensora pública Surrailly Youssef destaca que o uso de câmeras corporais representou um avanço importante na redução da letalidade policial, mas afirma que o recurso não foi utilizado de forma adequada nas Operações Escudo e Verão. "A gente percebeu que foi um padrão de não uso dessa tecnologia ou o mau uso dessas câmeras corporais pelos policiais envolvidos nessas ocorrências, com câmeras descarregadas, câmeras deixadas na viatura durante a operação [...] A criação de alguns mecanismos institucionais foram fragilizados nos últimos anos", afirma. O que diz a Secretaria da Segurança Pública "As operações Escudo e Verão, realizadas na Baixada Santista com foco no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado entre 2023 e 2024, resultaram na prisão de mais de dois mil criminosos, sendo 826 foragidos da Justiça, além da prisão de importantes lideranças de facções criminosas. As ações também possibilitaram a retirada de 119 armas de fogo das ruas, incluindo fuzis de uso restrito, e a apreensão de mais de 3,6 toneladas de drogas. Todas as ocorrências de mortes registradas durante as operações foram rigorosamente investigadas pelas polícias Civil, por meio do Deic de Santos, e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. O conjunto probatório reunido nas apurações, incluindo imagens de câmeras corporais, foi devidamente compartilhado com os órgãos de controle. A Polícia Militar atua dentro da legalidade, com base na Constituição e nas leis, e não tolera desvios de conduta de seus agentes. A Secretaria da Segurança Pública investe continuamente na capacitação do efetivo, na atualização de protocolos, no uso de equipamentos de menor potencial ofensivo e no aprimoramento das estruturas investigativas, com foco na redução da letalidade policial. Até o momento, a pasta não foi formalmente notificada sobre a denúncia mencionada." O que diz o Ministério Público "O MPSP informa que as alegações mencionadas pela reportagem não guardam a mínima relação com os fatos. O Ministério Público atuou de forma eminentemente técnica. Após analisar as imagens das câmeras corporais, colher depoimentos de testemunhas, ouvir a versão dos agentes e confrontar todos esses dados com os laudos periciais produzidos no curso da investigação — via perícia produzida pela instituição -, o MPSP ofereceu 7 denúncias, além de ter promovido arquivamentos, devidamente homologados pelo Poder Judiciário. Insta consignar, ainda, que a Defensoria Pública se habilitou em vários procedimentos, promovendo diligências e requerimentos que foram todos analisados pelo Parquet, de forma assim a promover uma investigação participativa e mantendo a centralidade da vítima. Houve também, no campo da tutela coletiva, a instauração de dois inquéritos civis para apuração de falhas no campo de Direitos Humanos, com a expedição de recomendação técnica para aperfeiçoamento de instrumentos do sistema de investigação na Secretaria da Segurança Pública. Ademais, no âmbito de um procedimento de acompanhamento, o MPSP expediu uma Recomendação ao secretário de Estado da Segurança Pública e ao comandante-geral da PM para que determinassem e assegurassem que todos os policiais militares envolvidos nas operações portassem câmeras corporais, ainda que os equipamentos não estivessem vinculados às tropas em sua rotina ordinária, ou que utilizassem efetivo proveniente de batalhões que já estivessem contemplados no Programa Olho Vivo, de modo a adequar a ação policial a parâmetros já consignados em precedentes nacionais e internacionais, sem prejuízo, ainda, do acompanhamento da linha de decisão do STF na Suspensão de Segurança 1.296, em que a Procuradoria-Geral teve protagonismo técnico. Por fim, reitera-se que todos os caos denunciados são acompanhados atualmente pelos promotores naturais, reiterando o compromisso do Ministério Público paulista com os Direitos Humanos, com o Estado Democrático de Direito e com as vertentes mais avançadas do efetivo controle concentrado da segurança pública."

Palavras-chave: tecnologia

Galaxy Book 6 Pro e Ultra: Samsung confirma preços e data de lançamento dos notebooks

Publicado em: 20/01/2026 03:17 Fonte: Tudocelular

A Samsung finalmente confirmou os preços e a data de lançamento da nova linha Galaxy Book 6, que chega para disputar o topo do mercado de notebooks Windows. A série, anunciada no início do mês na CES, é composta pelos modelos Galaxy Book 6, Book 6 Pro e Galaxy Book 6 Ultra, todos equipados com processadores Intel Core Ultra e versões que variam entre 14 e 16 polegadas.Na Coreia do Sul, a empresa lançou o Galaxy Book 6 Pro de 14 polegadas custará cerca de KRW 3,41 milhões (~R$ 12.396), enquanto o modelo de 16 polegadas sai por KRW 3,51 milhões (~R$ 12.760). Já o Galaxy Book 6 Ultra, voltado para quem busca desempenho máximo, será vendido a partir de KRW 4,63 milhões (~R$ 16.831) na versão com GPU RTX 5060, chegando a KRW 4,93 milhões (~R$ 17.922) com a RTX 5070. Conforme a tabela abaixo, no total, serão disponibilizadas no país sede da empresa duas versões do Galaxy Book 6 Ultra e quatro alternativas do Book 6 Pro. Dessa forma, os consumidores têm diversas alternativas para explorar qual faz mais sentido para suas necessidade e condição financeira.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

LumaFusion para Android é atualizado e recebe codec que promete rivalizar com ProRes

Publicado em: 20/01/2026 02:45 Fonte: Tudocelular

O editor LumaFusion, um dos mais populares entre criadores de conteúdo, acaba de receber suporte ao Advanced Professional Video (APV), novo codec profissional desenvolvido pela Samsung. A atualização chega poucas semanas antes do lançamento da linha Galaxy S26, que deve ser a primeira a estrear oficialmente o formato. Na versão 2.5 do LumaFusion, usuários de smartphones e tablets Android agora podem exportar vídeos utilizando o codec APV. A tecnologia surge como uma resposta direta ao Apple ProRes, oferecendo qualidade de cinema, maior precisão de cores e melhor eficiência na pós-produção. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

NVIDIA N1 e N1X: chips para notebooks Windows têm novo prazo de estreia apontado em rumor

Publicado em: 20/01/2026 02:29 Fonte: Tudocelular

Especulados há meses, os chips NVIDIA N1 e N1x para notebooks gamer Windows podem finalmente estar prestes a serem apresentados — segundo um novo rumor, a linha chega ainda no início de 2026 para desafiar o domínio da AMD e Intel, e turbinar os esforços do Windows On Arm. Os detalhes também revelam que o time verde tem planos ambiciosos, que envolvem uma segunda geração para o ano que vem.As informações foram compartilhadas por fontes da indústria com a agência de notícias DigiTimes, e sugerem que os aguardados processadores NVIDIA N1 serão apresentados no primeiro trimestre de 2026, que vai até março. A chegada às lojas ocorreria um pouco depois, no segundo trimestre. Os componentes são especulados há quase dois anos e seriam baseados no GB10 Grace Blackwell, superchip usado em mini PCs de IA como o DGX Spark e o Dell Pro Max GB10. Na configuração original, a plataforma combina uma CPU Arm de 20 núcleos desenvolvida junto à MediaTek e uma GPU potente com especificações similares à GeForce RTX 5070 Mobile.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Careca do INSS tentou emplacar, sem sucesso, três contratos milionários com o Ministério da Saúde

Publicado em: 20/01/2026 00:01

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores das fraudes em aposentadorias, tentou vender ao Ministério da Saúde medicamentos de cannabis, testes rápidos de dengue e produtos de nutrição infantil. O Careca foi recebido em reunião no ministério pelo menos uma vez, em janeiro de 2025, mas o governo não comprou esses produtos das empresas ligadas a ele. A Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS e revelou ao público as suspeitas contra o Careca, estourou em 23 de abril de 2025. A atuação do Careca do INSS e de seus funcionários junto ao Ministério da Saúde está registrada em mensagens de WhatsApp obtidas pela reportagem. As conversas estão sob análise da PF. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na decisão que autorizou a fase mais recente da operação, em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, afirmou que o Ministério da Saúde era a "nova possível área de atuação da organização criminosa". E mandou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apurar administrativamente "eventuais irregularidades praticadas por servidores públicos". Uma das suspeitas é que o Careca tenha usado dinheiro desviado das aposentadorias para pagar propina e estruturar empresas de sua propriedade que miravam em contratos milionários na área da saúde. Maconha medicinal Uma das empresas do Careca do INSS é a World Cannabis. Em 19 de dezembro de 2024, ele trocou mensagens com seus funcionários, no grupo da firma, sobre um processo de revisão da resolução nº 327 da Anvisa, que teria ficado para 2025. Essa resolução trata da concessão de autorização sanitária para fabricação e importação de produtos de cannabis. "Preciso de uma reunião com vocês amanhã às 8:45h", escreveu o lobista. "Reunião com Berge [sic] às 10:30", emendou. Swedenberger Barbosa, o Berger, era secretário-executivo do Ministério da Saúde, o número 2 da pasta. A mensagem não disse se essa reunião seria presencial ou pela internet. Dias antes, em 13 de dezembro de 2024, os funcionários do Careca compartilharam no grupo um arquivo de texto com a minuta de um Termo de Referência (TR) que previa a compra de 1,2 milhão de frascos de canabidiol pelo Ministério da Saúde. O documento dizia que a compra dos medicamentos seria por "dispensa de licitação" e direcionava o negócio para quatro empresas — a World Cannabis e mais três supostas parceiras. O TR é um tipo de documento que deve ser elaborado e publicado pelo ministério. As mensagens sugerem que a intenção do lobista era entregar o texto pronto para o Ministério da Saúde. O arquivo não trazia valores. No mercado, o preço de cada frasco de canabidiol, nas concentrações previstas, varia de R$ 400 a R$ 900. A venda para o governo não ocorreu. "O Ministério da Saúde não compra nem fornece canabidiol. O produto sequer está incorporado ao SUS. Nenhuma compra foi realizada e não existe qualquer processo em curso para sua inclusão ou oferta pelo SUS", afirmou o ministério em nota. Testes de dengue Teste rápido de dengue Divulgação/Prefeitura de Campos No mês seguinte, janeiro de 2025, o objetivo do Careca passou a ser a venda de testes de dengue para o Ministério da Saúde, indicam as mensagens. Numa quinta-feira, 9 de janeiro, o empresário disse a seus funcionários que teria reunião presencial com Berger na segunda-feira seguinte. Em resposta, uma funcionária mandou a foto de uma tela de TV, na qual uma reportagem da GloboNews noticiava: "Governo atribui alta da dengue a mudanças climáticas". Essa funcionária, que é cunhada do Careca, comentou a notícia: "Terreno sendo preparado". No dia 13, o Careca compartilhou com seus funcionários sua localização, no Ministério da Saúde, e relatou como teria sido a reunião com Berger. "Apresentei os documentos com todos os racionais e ele colocou a seguinte estratégia. Irá fazer uma agenda com secretária Ethel (SVA) para conduzir o processo!", disse o lobista. Assim como no caso do canabidiol, a equipe do Careca também fez um Termo de Referência (TR) prevendo a compra de testes de dengue pelo Ministério da Saúde sem licitação. O documento foi editado pela diretora jurídica da empresa do Careca, Vitória Sernégio, que é sobrinha dele. Esse TR direcionava a compra para os testes de uma fabricante chinesa, Alltest, e previa a entrega para o pico da doença no país, "entre março e abril de 2025". Procurada pelo g1, a advogada Vitória não se manifestou. Já em 10 de fevereiro de 2025, os parceiros do Careca enviaram pelo WhatsApp um contrato assinado entre a empresa detentora do registro dos testes no Brasil e uma terceira, que faria a importação. Os documentos sugerem que as negociações tinham avançado e que o Careca não apareceria formalmente como intermediador da venda. Enquanto o lobista se movimentava, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel, mencionada pelo Careca no WhatsApp, assinou uma nota técnica recomendando o uso dos testes rápidos da Alltest. A nota técnica, de 16 de janeiro de 2025, informava que o ministério estava pronto para distribuir quase 4,5 milhões de testes de dengue para os estados. Apesar da proximidade das datas entre a nota técnica e as mensagens do Careca, os referidos testes já tinham sido comprados pelo ministério de uma empresa sem ligação com o lobista que venceu uma licitação aberta meses antes, em março de 2024, como informou a pasta. Novamente o plano do Careca não se concretizou. Quanto à reunião entre o suspeito e Berger em 13 de janeiro, o Ministério da Saúde disse que "é papel dos gestores da pasta receber, em conformidade com as regras da administração pública, representantes de diversos setores da saúde". Berger deixou o ministério em março e hoje é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente da República. Em nota da assessoria do Planalto, ele afirmou que "recebeu representantes da empresa World Cann para visita institucional devidamente registrada em sua agenda pública". "A agenda ocorreu em conformidade com as atribuições da sua função à época, sem que tenha havido qualquer tipo de 'orientação' para a sua realização. Como não houve interesse do ministério em adquirir qualquer produto ou serviço da empresa, o encontro não teve nenhum desdobramento, o que evidencia sua condução técnica e afasta a tese de qualquer tipo de influência política", diz o comunicado. Alimentação Careca do INSS é ouvido na CPI Edilson Rodrigues/Agência Senado Numa outra frente, o Careca ainda fez uma parceria com uma empresa goiana que pretendia fornecer produtos de nutrição infantil ao Ministério da Saúde por meio da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). Uma das empresas do lobista, a Camilo Comércio e Serviços SA, assinou um memorando de entendimentos — um tipo de contrato, classificado como confidencial — com a DAUS Indústria de Alimentos em 31 de outubro de 2024. De acordo com o documento, o Careca atuaria "de forma consultiva" junto à Iquego no âmbito do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), lançado pelo Ministério da Saúde. A venda dos produtos se encaixava nesse programa porque incluía a transferência de tecnologia da empresa de alimentos para a Iquego. O ministério informou que, também neste caso, o Careca não teve sucesso. "A documentação [da proposta] foi devidamente analisada pelos colegiados e instâncias responsáveis e reprovada", disse o órgão. A reprovação foi em agosto de 2025. A DAUS afirmou que, quando fez a parceria com o Careca, "o Sr. Antônio Antunes que conhecíamos tinha reputação profissional construída por dezenas de anos de atuação no setor de saúde pública". "O projeto foco do acordo firmado com o Sr. Antunes não prosperou, mas mesmo que tivesse, a relação obrigatoriamente seria encerrada em função das cláusulas de segurança contra corrupção", disse a empresa. "Não houve qualquer pagamento [ao Careca] pois o projeto não foi aprovado pelo Ministério da Saúde."

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Orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil; veja no MAPA quantos ainda existem na sua cidade

Publicado em: 20/01/2026 00:01

O fim de uma era: Os orelhões estão sendo removidos das ruas do Brasil O ano de 2026 marca o fim de uma era no Brasil. Os orelhões, os famosos telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem no território nacional. Mais abaixo nesta reportagem, veja quantos orelhões ainda existem na sua cidade. Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos. Orelhão localizado na Rua Uchôa Filho, próximo a Unesp de Presidente Prudente (SP) Enzo Mingroni/g1 📞 Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028. O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas. Como contrapartida pela desativação, a Anatel determinou que as empresas devem redirecionar seus recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje dominam a comunicação no país. Dados disponibilizados pela agência mostram que mais de 33 mil orelhões estão ativos, enquanto cerca de 4 mil estão em manutenção. Veja no mapa abaixo quantos orelhões estão ativos nos municípios: 👂O orelhão "O agente secreto" retorna à programação do Cine Líbero Luxardo Divulgação Durante décadas, os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000. Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Foi ali, ao ouvir o clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação. Recentemente, a cabine telefônica voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro e indicado pelo Brasil ao Oscar 2026. Na imagem, Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, surge dentro da cabine oval segurando um telefone público. ☎️ Símbolo nacional Cidades do interior de SP possuem mais de 550 orelhões ativos Bauru SP Acervo de Chu Ming Silveira/reprodução O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa. Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China. Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo.

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Trump, ano 2: analistas preveem presidente dos EUA ainda mais imprevisível em 2026

Publicado em: 20/01/2026 00:00

Trump completa um ano de retorno à Casa Branca Salvo algumas surpresas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguiu, em seu primeiro ano de mandato, a agenda que havia prometido durante sua campanha eleitoral. Na semana passada, ele mesmo disse que "já cumpri todas as minhas promessas de campanha". Já a partir desta terça-feira (20), quando Trump dá o pontapé inicial ao segundo ano de gestão, uma nova etapa será aberta, desta vez mais imprevisível. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Especialistas e análises consultadas pelo g1 apontam para tentativas de expansão territorial e protecionismo da América Latina ante rivais geopolíticos, com uma releitura da Doutrina Monroe. No âmbito nacional, a tendência será fechar as portas para a imigração e tentar reagrupar seu partido para evitar uma derrota eleitoral. Em 2026, a avaliação é que Trump: Dobrará a aposta nas políticas anti-imigração, agora fechando as portas para novas chegadas; Seguirá aplicando a chamada "Doutrina Donroe", com a qual expandirá sua influência na América Latina e buscará liderar um protecionismo no Ocidente para fazer frente à China e à Rússia; Tentará reagrupar o Partido Republicano, hoje fragmentado, e fará campanha agressiva para as eleições de meio de mandato; Travará uma batalha entre estados e gigantes da Inteligência Artificial para a regulamentação do uso da IA nos EUA; Manterá a imprevisibilidade, marca de seu estilo de governo. A demora em resolver conflitos internacionais, o desgaste por conta das prisões de imigrantes ao redor dos EUA e a divisão interna crescente em seu partido também devem obrigar o presidente a rever suas prioridades, segundo as análises. Aposta dobrada no combate a imigrantes Novas imagens feitas por agente do ICE mostram momento em que mulher é morta nos EUA Antes de assumir seu segundo mandato à frente da Casa Branca, em janeiro de 2025, Donald Trump prometeu expulsar todos os imigrantes que residem nos Estados Unidos em situação irregular. Como previsto por analistas, isso não ocorreu, mas a campanha de Washington anti-imigração foi bastante agressiva. Em questão de semanas, Trump colocou nas ruas milhares de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), para caçar e deter, muitas vezes sem mandado de prisão, estrangeiros em situação irregular, mesmo que estivessem em processo de regularização. O modelo, repetido ao longo do ano e por todos os EUA, foi ganhando críticos e protestos crescentes e acabou o ano de 2025 desgastado — prefeitos de diversas cidades e até moradores vêm tentando proibir as ações do ICE, e os próprios republicanos começaram a criticar a política. Inclusive, Trump enfrenta uma onda de protesto no estado de Minnesota, após um agente de imigração matar a cidadã americana Renee Nicole Good, no último dia 7. ➡️ Ainda assim, em 2026 Trump deve dobrar a aposta: as perspectivas para seu segundo ano de governo indicam endurecimento nas políticas anti-imigração. A diferença, agora, é que ele deve se concentrar nas restrições à entrada de estrangeiros e à concessão de vistos. "Ele basicamente vai desativar o sistema de imigração legal dos Estados Unidos", prevê a diretora de relações governamentais da Associação de Advogados de Imigrantes dos EUA, Shev Dalal-Dheini. Washington já começou a executar políticas de restrição de vistos. Em dezembro, o governo Trump suspendeu a solicitação de visto a cidadãos de 19 países, entre eles o Afeganistão, o Irã, Cuba e Venezuela. Em janeiro, congelou a emissão de vistos de imigrantes para mais 75 países, incluindo o Brasil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A estratégia militar e de política externa dos Estados Unidos que seu governo lançou no início de dezembro prevê o "fim da era da migração em massa" e fala da necessidade de "proteger as fronteiras contra migração descontrolada, terrorismo, drogas, espionagem e tráfico humano". O ajuste na polícia migratória, para Dheini, mira na tentativa de conter a fuga de seu eleitorado trumpista, ao manter ativa a agenda anti-imigração evitando colocar em destaque a expulsão de imigrantes que possam ter alguma relação de proximidade com eleitores. Este foi o caso, por exemplo, de Miami, onde os eleitores, em maioria republicanos, elegeram uma prefeita democrata (leia mais abaixo) por um possível desgaste das prisões de imigrantes pelo ICE. Uma pesquisa do Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos da Associated Press e do Instituto Norc, da Universidade de Chicago, feita no último semestre deste ano, mostrou que a aprovação da política de Trump para imigrantes caiu de 49% para 38%, na comparação com o primeiro semestre. SANDRA COHEN: Vitória de democrata em Miami reflete a irritação de comunidade latina com a política linha-dura migratória de Trump Manifestante ergue cartaz contra agentes do ICE, órgão responsável pelo controle da imigração nos EUA Daniel Cole/Reuters A 'Doutrina Donroe' e o protecionismo com o Ocidente Trump diz que EUA vão administrar Venezuela por anos A ofensiva sobre a Groenlândia, a invasão da Venezuela e um documento de política externa divulgado em dezembro sinalizam que, em 2026, a política externa de Trump vai focar em marcar posição diante do que o norte-americano vê como seus principais rivais: China e Rússia. No documento que destrincha a estratégia militar e a política externa dos EUA, divulgado em dezembro pelo Pentágono, Washington cita nominalmente a intenção de resgatar a Doutrina Monroe, a política que os EUA estabeleceram em 1823 para reivindicar a soberania de Washington sobre o Ocidente e, principalmente, o continente americano. Na prática, a América Latina virou o principal quintal dessa doutrina, e a operação militar que as Forças Armadas dos EUA na Venezuela. A ideia é utilizar a doutrina não só para expandir operações e influência na América Latina, mas, principalmente, fazer frente a outras duas potências que ele vê como ameaça: a China e a Rússia, na avaliação o professor de Relações Internacionais da ESPM e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos (Nenam) da escola, Roberto Uebel. "A América Latina sim é uma prioridade, mas Trump está olhando para o Ocidente como um todo, principalmente a Europa", afirma Uebel. "O que fica claro é que o Trump entende que existem três grandes potências: Estados Unidos, China e Rússia. É uma volta de um nacionalismo econômico e uma visão de mundo multipolar centrada nessa visão de mundo das três potências". "Ele tentará colocar o Ocidente inteiro sob o guarda-chuva dos Estados Unidos", prevê o professor. Campanha 'agressiva' nas eleições de meio de mandato Moradores de Nevada votam nas eleições de meio de mandato em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 8 de novembro de 2022. REUTERS/David Swanson Em novembro de 2026, os EUA renovarão boa parte do Legislativo, no que o país chama de eleições de meio de mandato, por ocorrer no meio do mandato de um presidente, eleito dois anos antes. Serão renovadas todas as vagas da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. O pleito, além de poder redefinir as maiorias em ambas as Casas, também é visto como um termômetro do governo em curso — historicamente, o partido de oposição costume vencer as eleições de meio de mandato. Embora analistas ainda não se arrisquem em prever resultados do pleito, já há um consenso sobre reequilíbrio de poderes em Washington – o que significa a perda de poder do Partido Republicano. Isso porque a sigla de Trump, que começou 2025 unida em torno do atual presidente, está atualmente fragmentada e vem sofrendo várias derrotas em eleições locais recentes, incluindo em redutos fortemente republicanos, caso de Miami. “Se você é um republicano e não está preocupado (com as eleições de meio de mandato), então está vivendo em uma caverna”, disse o senador Jim Justice, republicano da Virgínia Ocidental Em dezembro, o próprio Trump reconheceu que seu partido pode sair derrotado, mas disse também que vai buscar o que seja para fazer isso acontecer, segundo sua própria chefe de gabinete, Susie Wiles. Wiles já afirmou que Trump fará uma campanha agressiva em 2026 e que o partido efetivamente “o colocará na cédula”. Regulamentação da IA Outra batalha, e das grandes, também espera o governo Trump em 2026: a regulamentação da Inteligência Artificial. A tendência é que o presidente norte-americano intervenha pouco na matéria. Isso porque as gigantes da tecnologia, encabeçadas pela Nvidia, têm pressionado Donald Trump para isso, argumentando que o ônus de muita regulamentação dificulta a inovação. O desafio, no entanto, é que essas regulamentações já vêm sendo feitas nos EUA, embora em âmbitos locais. Ao longo do ano, 38 estados dos EUA adotaram legislações próprias regulamentando o uso da tecnologia. As leis locais vão desde a proibição de perseguição por meio de robôs com IA até o veto a sistemas de IA que podem manipular o comportamento das pessoas. Em dezembro, Trump, atento à pressão das gigantes da IA, assinou uma ordem executiva para alterar essas leis estaduais de inteligência artificial e fala de estrutura nacional para IA "minimamente onerosa". Sua intenção, em 2026, é unificar a legislação para a IA para intervir o mínimo possível na tecnologia, segundo estabelece sua ordem executiva. "Teremos uma grande batalha pela regulamentação da IA ​​— como regras sobre segurança de modelos, acesso de crianças a chatbots, construção de data centers —, e Trump está totalmente comprometido com uma abordagem de não intervenção", disse o jornalista político norte-americano Sasha Issenberg, autor de "The Victory Lab: The Secret Science of Winning Campaigns (O Laboratório da Vitória: a Ciência Secreta das Campanhas Vitoriosas, em tradução livre)". Imprevisibilidade Embora haja agendas pré-definidas, Trump deve manter sua imprevisibilidade, uma das grandes marcas de sua política, segundo o analista-chefe da consultoria de risco dos EUA Washington Southern Pulse, Sam Logan. "Não há como prever o que Trump fará em 2026 além de enaltecer a si mesmo, sua família e seus amigos, e buscar o chamado Corolário Trump à Doutrina Monroe. Assim como (o ex-presidente dos EUA Richard) Nixon, sua imprevisibilidade é possivelmente sua ferramenta mais poderosa em política externa", disse Logan ao g1.

Cidade de SP registra quase três mortes por dia em acidentes de trânsito em 2025; motociclistas são as principais vítimas

Publicado em: 19/01/2026 21:29

Aumenta o número de mortos em acidentes de trânsito em São Paulo A cidade de São Paulo registrou quase três mortes por dia em acidentes de trânsito em 2025. Uma combinação de pouco respeito às leis e aumento da frota. Na zona sul de São Paulo, um motorista na contramão bate contra uma moto e mata o piloto de 52 anos. Na marginal Pinheiros, um motociclista se choca contra a estrutura de iluminação e morre. Na zona leste, um motorista bêbado atropela três pessoas no início da madrugada. Mais uma morte de domingo (18) para segunda-feira (19). Mas estatísticas vão além dos números. São pessoas como o Cosme, que morreu no atropelamento e era .migo do Jhonatan. "Um grande amigo meu. Curtindo com a família, em um forro aqui, mas infelizmente perdeu a vida", conta Jhonatan Felix, amigo do Cosme. Em 2025, as mortes no trânsito na capital paulista atingiram o segundo maior índice da década, de acordo com a plataforma do governo estadual que monitora os acidentes. Foram 1.034. Os motociclistas são as principais vítimas do trânsito na cidade. Foram 475 mortes em 2025. Além do aumento da frotas, o especialista em medicina do tráfego afirma que é preciso aumentar da fiscalização para flagrar desrespeito às normas de trânsito. "O Brasil em termos de código de trânsito tem um dos melhores do mundo, nós precisamos aplica-lo. Fiscalizar in loco, não adianta fiscalização eletrônico para esse tipo de problema. Então veja bem, nós temos uma condição em que deveria aprofundar muito, muito educação de trânsito, que é o único remédio que se usa no mundo", diz Alberto Francisco Sabagg, especialista em medicina do tráfego - Abramet. Os especialistas dizem que a tecnologia dos carros, ônibus e caminhões aumentou a segurança de motoristas e passageiros. Enquanto isso, quem segue à pé está mais exposto. O aumento de mortes de pedestres no trânsito foi de 10%. O médico Alberto Sabbag diz que há várias explicações para essa alta. “O desrespeito à sinalização, tanto pelo pedestre quanto pelo motorista e o que está acontecendo. O que está acontecendo, principalmente também motociclistas não estão mas respeitando a sinalização, então muitas vezes o pedestre mesmo na faixa de segurança. Alguém vem para cima. Falta de respeito completa, então”. A prefeitura de São Paulo afirmou que desenvolve projetos para a segurança de pedestres e motoristas com base em relatórios sobre as causas de acidentes. E que possui mecanismos de fiscalização, gestão de velocidade e infrações. Além de campanhas educativas.

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Médica é presa em Belém por tentar fraudar concurso de especialização da Uepa

Publicado em: 19/01/2026 20:07

Uma médica do Maranhão foi presa em flagrante, em Belém, suspeita de tentar fraudar o concurso dos Programas de Residência Médica 2026 da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Ela foi detida no momento em que realizava a prova em um dos campi da instituição. A prisão ocorreu no domingo (18). Segundo a Polícia Civil, a candidata utilizava um celular e um ponto eletrônico para receber informações durante o exame. O material foi encontrado escondido sob a roupa da suspeita. Ela foi encaminhada à Seccional da Sacramenta, onde foi autuada por fraude em exame ou processo seletivo previsto em lei, e permanece à disposição da Justiça. A fraude foi identificada no campus V da Uepa, no Centro de Ciências Naturais e Tecnologia, no bairro do Marco. Fiscais do concurso acionaram a Polícia Militar após serem alertados por outro candidato, que desconfiou da atitude da mulher, que estaria lendo as questões em voz alta e fotografando a prova. Em nota, a Uepa informou que a candidata foi imediatamente eliminada do processo seletivo, conforme previsto em edital. A universidade destacou ainda que as provas dos Programas de Residência Médica 2026 foram aplicadas em quatro campi de Belém e no campus XII, em Santarém, com a participação de 2.027 candidatos inscritos. Na Região Metropolitana de Belém, os candidatos disputam 198 vagas em 38 especialidades, com atuação em unidades como o Hospital das Clínicas, Hospital Metropolitano, Hospital Ophir Loyola, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e na própria Uepa. Em Santarém, são ofertadas 27 vagas em 11 especialidades, com atendimento nas UPAs do município. A Uepa reiterou o compromisso com a segurança e a lisura na aplicação das provas e informou que seguirá o cronograma previsto no edital. O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não foi formalmente notificado por autoridade competente sobre o caso. Segundo o órgão, após o recebimento de documentos oficiais, como o auto de prisão em flagrante, será feita análise técnica e jurídica para avaliar a abertura de sindicância por possível infração ética. A defesa da investigada não foi localizada até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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Arnaldo Vianna, ex-deputado federal e ex-prefeito de Campos, é enterrado após cortejo pelas ruas da cidade

Publicado em: 19/01/2026 19:37

O corpo do ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, Arnaldo Vianna, foi sepultado no Cemitério do Caju na tarde desta segunda-feira (19) Phelipe Soares/g1 O ex-prefeito de Campos dos Goytacazes e ex-deputado federal, Arnaldo Vianna, foi enterrado no fim da tarde desta segunda-feira (19) após um cortejo que percorreu ruas da cidade e reuniu familiares, amigos e apoiadores. O sepultamento ocorreu por volta das 18h30 no Cemitério do Caju e foi marcado por muita comoção. Durante todo o dia, o velório aconteceu no Teatro Municipal Trianon, onde desde o início da manhã passaram autoridades, familiares, amigos e moradores, que foram prestar as últimas homenagens ao ex-prefeito, pai do deputado federal Caio Vianna. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Morre Arnaldo Vianna, ex-prefeito de Campos, aos 78 anos Arnaldo Vianna morreu no domingo (18), aos 78 anos. Ele estava internado há cerca de três meses no Hospital Beneficência Portuguesa. Após o velório, o corpo seguiu em cortejo acompanhado por viaturas da Guarda Civil Municipal e por um caminhão do Corpo de Bombeiros. O trajeto foi marcado por aplausos, cânticos e manifestações de carinho da população até a chegada ao cemitério, onde as homenagens continuaram até o momento do sepultamento. Trajetória política e profissional Reconhecido como uma das principais lideranças políticas da cidade nas últimas décadas, Arnaldo Vianna participou de momentos importantes da vida política local e regional. O médico e político fluminense construiu carreira marcada pela atuação na saúde e na gestão pública. Formado em Medicina pela Faculdade de Campos dos Goytacazes em 1972, fez residência em neurocirurgia no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, e acumulou experiência como diretor da Beneficência Portuguesa e do Hospital Ferreira Machado. Também foi secretário municipal de Saúde e secretário estadual, além de presidir o Consórcio da Bacia do Rio Itabapoana. Na política, iniciou como vereador em Campos dos Goytacazes, entre 1993 e 1996, foi vice-prefeito de 1996 a 1998 e prefeito em dois mandatos consecutivos, de 1998 a 2004. Em 2007, assumiu mandato de deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro, exercendo funções em diversas comissões, como Minas e Energia, Desenvolvimento Urbano e Seguridade Social, além de integrar comissões especiais ligadas ao parcelamento do solo urbano e fontes renováveis de energia. Foi vice-líder do PDT em 2010 e chegou a se licenciar do mandato em duas ocasiões para tratamento de saúde. Com trajetória acadêmica extensa, possuía MBAs em Auditoria Hospitalar, Gestão Hospitalar, Gestão Municipal e Saúde Coletiva pela Fundação Getulio Vargas, além de pós-graduação em Neurocirurgia. Também presidiu o Conselho Municipal de Saúde de Campos e era membro da Academia Brasileira de Neurocirurgia. Nas redes sociais, o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, prestou homenagem ao ex-prefeito e informou que, em razão do falecimento, foi decretado luto oficial de três dias no município. A Câmara Municipal de Campos também publicou nota de condolências nas redes sociais. Deputado federal Caio Vianna com o pai, Arnaldo Vianna, ex-deputado e ex-prefeito de Campos Divulgação

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