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Como criar uma sociedade de aprendizado contínuo

Publicado em: 26/02/2026 03:00

Na coluna de terça, escrevi sobre Allison Pugh, professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins, que mostrou os riscos de imaginarmos a inteligência artificial como a panaceia para a sociedade contemporânea. No entanto, no Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford com o tema “Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho”, os defensores da IA também dispunham de bons argumentos. No painel intitulado “Enabling learning across the life course” – algo como “Viabilizando o aprendizado em todas as fases da vida” – muito se discutiu sobre um novo design para a educação, mais antenado com as demandas contemporâneas e ao alcance de todos. William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida, da Georgia Tech Divulgação “O sistema de ensino já estava longe de ser perfeito. Agora precisa ser reinventado, porque até o conceito de as universidades serem instituições de aprendizado está em xeque. Ninguém pode achar que um curso com duração de quatro ou cinco anos vai servir para a vida toda”, afirmou William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida da Georgia Tech, criada em 2024. Com um plano de metas para ser implementado até 2035, ele citou dados alarmantes: “três em cada quatro empregadores dizem ter dificuldades para encontrar funcionários com as habilidades necessárias. Duas em cada cinco habilidades existentes sofrerão mudanças ou estarão totalmente desatualizadas até 2030.” E como levar em conta a diversidade e os desafios de alunos espalhados pelos quatro cantos do planeta? É aí que entra a chamada ciência do design aplicada ao aprendizado, como explicou Candace Thille, diretora do centro de aceleração do aprendizado de Stanford: “Temos que estudar todos os aspectos do processo e o algoritmo da IA nos ajuda a desenvolver modelos sob medida para diferentes públicos, com demandas e contextos distintos. Se otimizarmos as ferramentas, poderemos replicar uma experiência acadêmica de qualidade em qualquer lugar do mundo. A inteligência artificial nos oferece dois caminhos: concentrar ou redistribuir poder. Meu objetivo é que a maioria tenha acesso ao que está disponível apenas para uma elite”. Carissa Little, diretora executiva do Centro de Engenharia para Educação Global e On-line da Universidade Stanford, disse que a meta é usar a tecnologia para expandir ao máximo o acesso ao conhecimento: “queremos oferecer cursos de qualidade que se adaptem às necessidades do aluno. Sabemos que a realidade virtual é uma ferramenta excepcional para o aprendizado. Com a inteligência artificial, o tempo para criar esse tipo de conteúdo diminuiu muito”. Para viabilizar projeto tão ambicioso, Gaudelli propõe uma grande frente: “o campus deve ser uma ferramenta de suporte para o estudante pelo resto da sua vida, além de estar aberto para a comunidade. Antes isso não era possível, mas agora, sim. Para termos uma sociedade de aprendizado contínuo, precisamos de uma ampla coalizão de governos, corporações e doadores”. Conselho Nacional de Educação prepara regras para o uso de inteligência artificial nas escolas

Julgamento sobre vício de crianças: ex-chefe do WhatsApp revela porque abandonou app no Brasil: ‘Frustração imensa’

Publicado em: 26/02/2026 03:00

As redes sociais no banco dos réus Em meio ao julgamento americano sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais, a ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Daniela de Almeida, revelou ao Fantástico o descontentamento que a fez sair do emprego na plataforma. “Eu tinha uma frustração imensa de fazer o meu trabalho por dentro de uma empresa e encontrar tantas barreiras para poder levantar formas mais seguras, formas mais íntegras de desenvolver as tecnologias que depois iam chegar ao público e que eu sabia que iam chegar também a crianças e adolescentes", disse. Na última quarta-feira, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, se sentou diante de um tribunal americano para depor pela primeira vez em um processo que pode mudar para sempre a relação das redes sociais com seus usuários mais jovens. A acusação central: as gigantes da tecnologia viciam propositalmente crianças e adolescentes, faturando às custas de sua saúde mental. O julgamento, que reúne mais de mil e seiscentas ações judiciais, pode criar uma jurisprudência inédita nos Estados Unidos sobre a responsabilização das empresas de mídia social. A batalha legal foi iniciada em 2023 por uma jovem na Califórnia, cuja identidade é mantida em sigilo. Hoje com 20 anos, ela começou a usar redes sociais aos seis e, segundo seus advogados, foi diagnosticada com severos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e ideação suicida, como consequência do acesso a conteúdos perigosos. Daniela de Almeida, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil Reprodução Marie Santini, diretora do Netlab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que as plataformas são criadas para viciar. "Tudo isso foi desenhado para que crianças, adolescentes e adultos fiquem o máximo de tempo possível dentro da plataforma. O produto é desenhado pra reter e pra viciar”, afirmou. O vício entre crianças e adolescentes Nos antebraços, a advogada Laura Márquez carrega duzentos e noventa e seis traços. Cada um, segundo ela, representa uma criança que morreu em decorrência dos danos causados pelas redes sociais e pela Inteligência Artificial. Representando uma equipe de advogados no caso contra a Meta, ela afirma que as evidências são contundentes. "Você vai ver declarações de gente de dentro do Instagram dizendo coisas do tipo: 'O Instagram é uma droga'", revela. O processo forçou a Meta a entregar milhões de documentos internos. Muitos deles, segundo a acusação, confirmam que a empresa não só sabia dos danos potenciais de seus produtos na saúde mental de adolescentes, como também realizava estudos sobre o cérebro jovem, ainda em desenvolvimento, para explorar suas vulnerabilidades neurológicas. Os advogados chamam isso de "arquitetura do vício", criada para causar dependência. "Você vai ver documentos da Meta dizendo: 'pegue os jovens, os jovens são os melhores'. E falando sobre crianças: 'pré-adolescentes são animais de rebanho'", denuncia Márquez, citando o material do processo. Além da Meta, a Alphabet, dona do Google e YouTube, também é acusada. TikTok e Snapchat, que seriam incluídos na mesma ação, conseguiram fechar acordos confidenciais. Denúncias de dentro da empresa As acusações são reforçadas por Sarah Wynn-Williams, que trabalhou por seis anos na Meta e chegou a ocupar o cargo de diretora global de políticas públicas da empresa. Ela se tornou uma das vozes mais críticas sobre o tema. Em seu livro "Gente Descuidada", ela detalha como a empresa capitaliza sentimentos negativos. "A empresa desenvolveu a capacidade de avaliar quando um adolescente se sente inútil ou impotente", explicou Sarah. "Se uma menina de treze anos apaga uma selfie, porque não se sente bem com ela, essa é uma informação que a empresa consegue coletar”, diz. O que era feito com essa informação? "Eles deram essa pesquisa para um anunciante de produtos de beleza porque, do ponto de vista do anunciante, o momento em que uma adolescente se sente sem valor é um bom momento pra veicular um anúncio de beleza". Em depoimento ao Senado americano, no ano passado, Sarah disse: "Eu perguntava aos executivos: 'seu filho adolescente já usou o produto que vamos lançar?'. E eles respondiam: 'meu filho adolescente não tem permissão para usar o Facebook. Meu adolescente não está no Instagram'. Esses executivos conhecem os danos que esses produtos causam". A defesa de Zuckerberg e o custo humano Em seu depoimento, Mark Zuckerberg negou que os aplicativos sejam feitos para viciar. Ele reiterou que a idade mínima para criar uma conta no Instagram é de 13 anos. No entanto, um documento interno da própria Meta, apresentado no processo, estimava que em 2015 a rede já contava com mais de quatro milhões de usuários abaixo dessa idade. Questionado sobre recomendações de especialistas alertando para o impacto negativo de filtros de beleza, Zuckerberg afirmou que ignorou os avisos, considerando o uso dos filtros "uma questão de liberdade de expressão". Para a ativista Lóri, que também faz parte do processo, as consequências foram trágicas. Ela perdeu a filha, Annalee, de 18 anos, em 2020. "A ficha caiu quando li os diários dela, que diziam: 'como alguém vai amar uma pessoa tão feia quanto eu? Vejo os perfis das outras garotas, estou destruída e não tenho futuro'". Ela diz que as redes no celular da filha tinham conteúdos nocivos. As medidas pelo mundo Países ao redor do mundo começam a agir sobre o tema. A Austrália estabeleceu a idade mínima de 16 anos para uso de redes sociais. A China impôs um limite de 40 minutos diários na versão local do TikTok para menores de 14 anos. Dinamarca, França e Grécia discutem restrições semelhantes. Em nota ao Fantástico, a Meta afirmou que "discorda fortemente das alegações" do processo e que as evidências demonstrarão seu "compromisso de longa data em dar apoio aos jovens". A empresa citou a introdução de contas para adolescentes e ferramentas de supervisão para os pais como exemplos de suas iniciativas. “Há mais de uma década ouvimos pais, trabalhamos com especialistas e com as autoridades e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões mais relevantes nesta frente”, diz a nota da empresa. No tribunal americano, o advogado do google disse que o Youtube não é viciante, nem é rede social, mas sim uma plataforma de entretenimento. O Youtube divulga em seu blog iniciativas como recurso de contas supervisionadas para adolescentes e pré-adolescentes. Para os advogados das vítimas, no entanto, o objetivo vai além de uma compensação financeira. "Se o resultado do processo for apenas compensação financeira, nós perdemos", adverte Laura Márquez. "No fim das contas, o objetivo é parar com isso, forçar as redes a consertar seus produtos". Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Galaxy S26 Ultra: entenda por que a Samsung abandonou o titânio no flagship

Publicado em: 26/02/2026 02:21 Fonte: Tudocelular

A Samsung oficializou o Galaxy S26 Ultra como o dispositivo mais fino da história da linha S Ultra, consolidando uma mudança estratégica em sua engenharia de materiais. Embora o novo flagship introduza avanços em carregamento rápido, processamento de última geração e telas com tecnologia Privacy Display, o dispositivo marca o retorno ao Armor Aluminum em substituição ao chassi de titânio utilizado na geração anterior. A fabricante justifica a transição como uma necessidade técnica para atingir o novo patamar de design.Segundo resposta ao portal SamMobile, o uso do alumínio foi fundamental para sustentar um formato mais leve e esguio sem sacrificar a durabilidade exigida pelo segmento premium. A decisão reflete um equilíbrio entre resistência estrutural e conforto ergonômico, permitindo que o S26 Ultra reduza milímetros críticos em sua espessura total.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Monge robô movido por IA promete dar conselhos espirituais no Japão

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Monge robô movido por IA promete dar conselhos espirituais no Japão. Freepik Pesquisadores japoneses apresentaram o monge robótico movido por inteligência artificial (IA) "Buddharoid", capaz, segundo os cientistas, de dar conselhos espirituais e, talvez um dia, atenuar a escassez de monges humanos. A máquina foi treinada em escrituras budistas e pode responder a perguntas que os fiéis às vezes não ousam fazer a uma pessoa, explicou nesta quarta-feira (25) a equipe da Universidade de Kyoto, no oeste do Japão. O pequeno humanoide bípede tem a habilidade de se comunicar por voz. "No futuro, é possível que auxiliem ou substituam alguns dos rituais religiosos tradicionalmente realizados por monges humanos", afirmou a universidade em um comunicado. Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real? 'Robocop do trânsito': China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete O robô é a criação mais recente de Seiji Kumagai, professor no Instituto para o Futuro da Sociedade Humana da instituição universitária. Utilizando modelos da empresa americana OpenAI (ChatGPT) e outros, ele já havia trabalhado em chatbots religiosos como o "BuddhaBot" ou um bot de catecismo. Para a nova criação, Kumagai instalou o software "BuddhaBotPlus" atualizado em um robô humanoide "Unitree G1" de fabricação chinesa. Ele foi apresentado na terça-feira (24) em um templo e, embora ainda não tenha rosto, estava com um traje cinza e mostrou a capacidade de unir as mãos em sinal de oração. Sentado em uma cadeira, o monge robô deu conselhos a uma jornalista. "O budismo ensina que não se deve seguir cegamente os pensamentos nem se precipitar", afirmou com voz grave à repórter do canal NHK. "Uma abordagem é acalmar a mente e livrar-se desses pensamentos", acrescentou. Milhões de pessoas de diferentes religiões utilizam chatbots religiosos. Kyoto já conta com um androide sem funcionalidades de IA, Mindar, que faz sermões, e a Alemanha apresentou em 2017 um robô que abençoa os fiéis em cinco idiomas. A nova máquina combina IA e robótica, oferecendo conselhos espirituais e mantendo conversas religiosas enquanto executa movimentos físicos semelhantes aos humanos. A Universidade de Kyoto afirmou que as discussões éticas sobre o uso adequado dessas ferramentas em ambientes religiosos devem continuar. Mas os humanoides poderiam realizar algumas tarefas no futuro devido ao envelhecimento da população e à escassez de mão de obra no país. Veja mais: 'Não faça isso': executiva da Meta diz que IA alucinou e apagou seus e-mails Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini – e os fiz contar mentiras sobre mim Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês

Palavras-chave: inteligência artificial

O que sobrou do programa nuclear do Irã — e ele é uma ameaça como alega Trump?

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Um cartaz em Teerã retrata equipamentos de enriquecimento de urânio e cientistas iranianos mortos em ataques israelenses em junho de 2025. Getty Images via BBC O programa nuclear do Irã está novamente em destaque. Os Estados Unidos enviou aeronaves e navios de guerra à região, que parecem prontos para atacar caso Teerã não feche um acordo relacionado às suas atividades nucleares. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente americano Donald Trump disse, na quinta-feira passada (19/02), que "coisas ruins" aconteceriam se um "acordo significativo" não fosse alcançado, reiterando sua posição. "Eles não podem ter uma arma nuclear. É muito simples. Não se pode ter paz no Oriente Médio se eles tiverem uma arma nuclear." O Irã nega ter uma bomba nuclear, mas muitos países, assim como a agência global de vigilância nuclear, a Agência Internacional de Energia Atômica, não acreditam nisso. Como se encontra o programa nuclear do Irã? Como chegamos a esta situação? O Irã está trabalhando em instalações nucleares? Quanto tempo levaria para o Irã construir uma arma nuclear? Por que uma arma nuclear iraniana seria preocupante? Como se encontra o programa nuclear do Irã? A situação do programa nuclear iraniano não é clara após o país ter visto instalações nucleares chaves suas serem atacadas durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã que aconteceu em junho do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA entraram brevemente no conflito, atacando três instalações — o maior complexo de pesquisa nuclear do Irã, em Isfahan, além de centros em Natanz e Fordo usados para enriquecer urânio para uso como combustível nuclear. Trump disse que as instalações haviam sido "destruídas". Uma semana depois, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, disse que os ataques causaram danos graves, embora "não totais", sugerindo que alguma forma de enriquecimento poderia ser retomada dentro de alguns meses. A agência estima que, quando Israel lançou ataques aéreos em 13 de junho, o Irã tinha um estoque de 440 quilos de urânio enriquecido a até 60% de pureza — um pequeno passo técnico para atingir os 90% necessários para armas nucleares. Grossi disse em outubro à agência de notícias Associated Press que essa quantidade — se enriquecida ainda mais — seria suficiente para produzir dez bombas nucleares. Mapa mostra instalações nucleares do Irã bombardeadas pelos EUA em 2025. BBC Em novembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à revista The Economist que o enriquecimento de urânio tinha sido paralisado. No mês passado, ele causou controvérsia em outra entrevista, esta ao canal de notícias Fox News. "Sim, vocês destruíram as instalações, as máquinas, mas a tecnologia não pode ser bombardeada, e a determinação também não pode ser bombardeada." Grossi disse à Reuters em janeiro que conseguiu inspecionar 13 instalações nucleares no Irã que não foram bombardeadas, mas não as três principais que haviam sido. Ele afirmou que já tinham se passado sete meses desde a última verificação do estoque de urânio enriquecido do Irã. Persistem incertezas sobre questões-chave, particularmente a localização e o estado do estoque, além da condição das instalações de enriquecimento. Donald Trump afirmou que o Irã não pode ter armas nucleares. Getty Images via BBC Como chegamos a esta situação? O governo iraniano insiste que suas atividades nucleares são exclusivamente para fins civis. O Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que permite o uso dessa tecnologia para fins civis, como medicina, agricultura e energia, mas proíbe a busca por armas. No entanto, uma investigação da Agência Internacional de Energia Atômica constatou que o Irã realizou "uma série de atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear" do final da década de 1980 até 2003. A agência afirma que havia indicações de que esse programa, conhecido como Projeto Amad, havia sido interrompido. Mas em 2009 agências de inteligência ocidentais identificaram a instalação de Fordo. Em 2015, a instituição afirmou em um relatório que não tinha "nenhum indício crível de atividades no Irã relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear após 2009". Também em 2015, o Irã assinou um acordo com seis potências mundiais, concordando com limites rigorosos em suas atividades nucleares em troca do alívio das sanções impostas ao país. O acordo limitava o enriquecimento a 3,67% — nível adequado para a produção de energia nuclear — e interrompeu a atividade em Fordo sob monitoramento reforçado. Mas, em 2018, o presidente Trump retirou-se do acordo, argumentando que ele não impedia o Irã de obter uma bomba atômica, e restabeleceu as sanções. O Irã respondeu violando os limites do acordo, enriquecendo urânio a 60%, implantando centrífugas avançadas e retomando o enriquecimento em Fordo. Em 12 de junho de 2025, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica declarou formalmente que o Irã havia violado suas obrigações de não proliferação pela primeira vez em duas décadas. No dia seguinte, Israel iniciou ataques aéreos. Bandeiras iranianas com um cartaz retratando o líder do país, Ali Khamenei, ao fundo. Getty Images via BBC O Irã está trabalhando em instalações nucleares? Imagens de satélite mostram que trabalhos têm sido realizados nas instalações de Natanz e Isfahan nos últimos meses. Em Isfahan, todas as entradas para o complexo de túneis agora parecem estar seladas com terra, e um novo teto foi construído, conforme revelam imagens de satélite analisadas pelo Instituto para Ciência e Segurança Internacional, um centro de pesquisas com sede nos Estados Unidos. Um teto também foi construído em Natanz, como mostram as fotos. Veja abaixo. As imagens também mostram que o Irã está fortificando um complexo subterrâneo, o Monte Kolang Gaz La. Também conhecido como Montanha da Picareta, o local não foi atingido por ataques de Israel ou dos Estados Unidos e fica a cerca de dois quilômetros ao sul da instalação nuclear de Natanz. Imagens de satélite de instalação nuclear iraniana entre maio de 2025 e fevereiro de 2026. Arte BBC Imagens de satélite da instalação nuclear iraniana de Isfahan de janeiro de 2026 e fevereiro de 2026. Arte BBC Quanto tempo levaria para o Irã construir uma arma nuclear? Produzir urânio enriquecido para armas não é o mesmo que construir uma arma nuclear operacional, algo que demanda etapas técnicas adicionais. Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos em maio do ano passado — antes dos ataques israelenses e americanos — concluiu que o Irã poderia, na época, produzir urânio enriquecido suficiente para armas em "provavelmente menos de uma semana". Mas há divergências quanto à tentativa do Irã de transformar urânio enriquecido em armas. A avaliação também afirmou: "É quase certo que o Irã não esteja produzindo armas nucleares, mas tenha realizado atividades nos últimos anos que o posicionam melhor para produzi-las, caso queira." Entretanto, militares israelenses afirmaram em junho que tinham informações suficientes para concluir que "progressos concretos" foram feitos "nos esforços do regime iraniano para produzir componentes de armas para uma bomba nuclear". "O Irã havia desenvolvido alguma capacidade para projetar ogivas até 2003, quando aparentemente interrompeu o programa", afirma a Patricia Lewis, especialista independente em controle de armas. No entanto, Lewis diz que "após o colapso do acordo nuclear de 2015 e o fracasso contínuo das negociações para um novo acordo, é possível que o Irã tenha decidido reiniciar o desenvolvimento de uma capacidade de produção de ogivas nucleares". Questionado em 18 de fevereiro se a Agência Internacional de Energia Atômica havia observado sinais de desenvolvimento ativo de armas, Grossi disse à emissora francesa TF1: "Não". Ele acrescentou que via "uma disposição" tanto dos Estados Unidos quanto do Irã "para chegar a um acordo". O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi. Getty Images via BBC Por que uma arma nuclear iraniana seria preocupante? Líderes ocidentais há muito enfatizam a opinião de que o Irã não deveria ter permissão para ter uma arma nuclear. "O mundo seria destruído", disse Trump em maio de 2025. Durante a campanha eleitoral de 2024, ele afirmou que isso significaria "um mundo completamente diferente, uma negociação completamente diferente", e que Israel "deixaria de existir". O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o Irã com armas nucleares seria "a maior ameaça à estabilidade da região". "Isso aumentaria a tensão regional e complicaria o gerenciamento de crises, particularmente para Israel e os Estados Unidos", afirmou H. A. Hellyer, especialista em Oriente Médio do Royal United Services Institute, um centro de pesquisas com sede no Reino Unido. Alguns analistas argumentam que a aquisição de uma arma nuclear poderia encorajar o Irã regionalmente, reforçar seus crescentes laços com a China e a Rússia e, potencialmente, desencadear uma corrida armamentista com a Arábia Saudita. Sabe-se que Israel possui armas nucleares, embora ninguém confirme nem negue isso. Hellyer argumenta que isso significa que o "resultado provável" de o Irã possuir uma arma nuclear "seria a dissuasão mútua em vez de uma escalada imediata". Ele afirma que a maioria dos atores regionais considera "o poder israelense — e não uma hipotética bomba iraniana — como a preocupação de segurança mais imediata e disruptiva". Um dos principais riscos de um Irã com armas nucleares seria de "erros de cálculo durante períodos de confronto", diz ele.

Palavras-chave: tecnologia

Especialistas encontram possível vestígio de antiga sonda soviética na Lua

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Sonda Luna 9 foi projetada para realizar um pouso suave na superfície da Lua e obter uma visão panorâmica e realizar pesquisas cientificas Divulgação/Roscosmos Em 3 de fevereiro de 1966, no auge da Guerra Fria, uma pequena esfera lançada pela União Soviética, do tamanho de uma bola inflável, pousou na superfície lunar. Após sofrer vários impactos com o solo, a cápsula finalmente se estabilizou ao acionar quatro estruturas em forma de pétalas e começou a fotografar a paisagem. Era a Luna 9, o primeiro objeto feito pelo homem a conseguir pousar suavemente em outro corpo celeste. As imagens em preto e branco transmitidas pela sonda – as primeiras capturadas da superfície lunar – revelaram um terreno rochoso e acidentado, com contrastes marcantes. Esses registros dissiparam um temor amplamente difundido de que a superfície lunar pudesse ser um tipo de "areia movediça" na qual qualquer objeto inevitavelmente afundaria. As baterias da sonda se esgotaram três dias depois. Desde então, sua localização exata permanece incerta. Agora, após quase seis décadas, duas equipes independentes acreditam tê-la encontrado. O problema, no entanto, é que elas sugerem localizações diferentes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Duas equipes, duas localizações Um dos possíveis locais foi sugerido por Vitaly Egorov, um divulgador científico russo que dedicou quase oito anos à análise de imagens disponíveis em busca da Luna 9. Seu método foi baseado em crowdsourcing, ou seja, ele pediu aos leitores de seu blog que revisassem uma faixa de cerca de 100 quilômetros de largura de imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LROC) da Nasa, pixel por pixel, para identificar possíveis sinais do módulo soviético. Maquete da espaçonave que lançou a Luna 9, em exibição no Memorial Museum of Astronautics Armael/Wikimedia Segundo ele, a descoberta decisiva ocorreu quando comparou o horizonte desfocado nas fotografias enviadas pela Luna 9 em 1966 com as recriações virtuais disponíveis na ferramenta QuickMap da LROC. "Certo dia, a paisagem me pareceu familiar", disse ele ao jornal The New York Times. "Olhei ao redor e percebi que era o mesmo lugar que a Luna 9 havia visto." Ele se diz "bastante confiante" da correspondência entre as imagens, embora reconheça uma margem de erro de alguns metros. O obstáculo, porém, é técnico. Embora a câmera LROC possa atingir resoluções de até 0,25 metros por pixel, confirmar a presença de um objeto tão pequeno continua sendo extremamente difícil. Como observou Mark Robinson, pesquisador principal da LROC, "podemos olhar fixamente para uma imagem e talvez seja aquilo, mas não pode ter certeza". O lado visível da Lua, à esquerda, e o lado oculto são vistos em uma combinação de imagens sem data de observações feitas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa. NASA/JPL-Caltech/Divulgação via REUTERS Inteligência artificial na busca lunar A segunda busca pela sonda soviética foi realizada pela equipe do University College London. Em um estudo publicado em 21 de janeiro no jornal científico Npj Space Exploration, os pesquisadores treinaram um algoritmo de aprendizado automático chamado You-Only-Look-Once–Extraterrestrial Artifact (YOLO-ETA), projetado para identificar possíveis detritos artificiais na superfície lunar. Ao ser aplicado à área onde se estima que a Luna 9 tenha pousado, o sistema identificou um conjunto de possíveis artefatos perto das coordenadas 7,03° N, 64,33° O. De acordo com a equipe, esses indícios atendem a vários critérios de plausibilidade, embora não constituam uma confirmação. Eles aparecem consistentemente sob diferentes condições de iluminação, sua disposição espacial é compatível com a dispersão prevista dos componentes do módulo de pouso e o relevo do terreno corresponde ao perfil do horizonte visível em fotografias históricas. "No mínimo, detectamos um artefato desconhecido", disse o coautor Lewis Pinault ao The New York Times. "Estou muito otimista e acredito que possa ser a Luna 9." Qual é a localização correta? O problema é que as duas localizações propostas estão a vários quilômetros de distância. A indicada pela equipe de Londres está mais próxima das coordenadas que a União Soviética publicou no jornal Pravda após o pouso – cerca de cinco quilômetros, segundo o IFLScience –, enquanto a estimativa de Egorov fica a cerca de 24 quilômetros desse mesmo ponto. No entanto, vários especialistas apontam que as coordenadas soviéticas oficiais podem conter erros significativos. Em 1966, o conhecimento detalhado da topografia lunar ainda era limitado, o que dificultava a determinação precisa da posição exata da espaçonave. Mesmo assim, nem todos os especialistas estão convencidos das propostas. O cartógrafo planetário Philip Stooke, da Western University, em Ontário, explicou ao The New York Times que um local de pouso deveria mostrar não apenas fragmentos do módulo composto por cinco elementos, mas também uma marca mais evidente na superfície, deixada pelos propulsores durante a descida. "Não estou convencido de que qualquer uma dessas localizações seja realmente uma boa candidata, mas a de Egorov é melhor", observou. Sonda indiana poderá resolver o mistério O mistério poderá ser esclarecido nos próximos meses. Em março, a sonda indiana Chandrayaan-2 deverá fotografar a região da superfície lunar com uma câmera capaz de atingir uma resolução semelhante à da LROC, mas sob diferentes condições de observação. Segundo Egorov, isso deverá ser suficiente para distinguir a silhueta do módulo. Ele disse que o corpo central ocuparia aproximadamente um pixel, e cada uma das quatro pétalas desdobradas poderia aparecer como pontos separados. Além da curiosidade histórica, localizar a Luna 9 também é de interesse científico. Como o geoquímico Alexander Basilevsky disse ao jornal Scientific American, a descoberta permitiria aos pesquisadores estudar como os materiais se degradam após décadas de exposição direta ao ambiente lunar. Enquanto isso, a busca prossegue. Uma solução talvez não exija nada extraordinário, apenas mais paciência e melhor tecnologia. Como o jornalista especializado Anatoly Zak resumiu ao The New York Times, para dissipar a dúvida provavelmente bastará "colocar câmeras maiores e melhores em órbita ao redor da Lua". Sonda chinesa retorna para a Terra com amostras do lado oculto da Lua

Entenda o que levou à demissão de secretário-adjunto da SPTuris; empresa ligada a ex-sócia tinha contratos de R$ 229 milhões com estatal

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Guias de Turismo contratados para o carnaval de rua de SP em contrato entre a SPTuris e a MM Quarter, que agora está sob investigação da Controladoria do Município. Divulgação/PMSP Na noite desta quarta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), demitiu o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nunes anunciou ainda que o subprefeito da Sé, Coronel Salles, assumirá a presidência da SPTuris, no lugar de Gustavo Pires. As demissões ocorrem após investigação para apurar denúncia de contratos milionários com empresa de ex-sócia de Marinho. A denúncia foi publicada, inicialmente, pelo portal Metrópoles e diz que a empresa MM Quarter Produções e Eventos está no nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, que além de ex-sócia, também trabalhou com Marinho em um gabinete de deputado. A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu a investigação a partir do próprio prefeito Ricardo Nunes (MDB). Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. A MM Quarter diz que "as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos". (leia mais abaixo) Nunes anuncia demissão de secretário-adjunto e presidente da SPTuris após denúncias Um dos contratos ativos é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. Nathalia foi sócia minoritária do secretário Rodolfo Marinho da Silva em uma empresa de comunicação, a Legiscom Publicidade e Consultoria LTDA, que prestou serviços eleitorais ao vereador Gilberto Nascimento JR (PL) e o pai dele, o deputado federal Gilberto Nascimento, nas campanhas de 2020 e 2022. Ela tinha 1% da empresa. Nathália e Rodolfo Marinho também trabalharam juntos no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) em 2017, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A MM Quarter só começou a ganhar contratos vultosos com a SPTuris depois que Rodolfo Marinho foi indicado pelo prefeito como secretário municipal de Turismo. Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução 📌 Nesta reportagem você vai ler: A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa após denúncia envolvendo contratos da SPTuris. A apuração envolve uma empresa fornecedora que firmou ao menos R$ 229 milhões em contratos com a Prefeitura de São Paulo desde 2022. A empresa MM Quarter Produções e Eventos está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A empresa passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo. Registros mostram que Nathalia assumiu como única dona da empresa 13 dias antes da nomeação oficial de Marinho como secretário. Antes da mudança societária, a empresa atuava com serviços de manutenção e limpeza e depois passou a organizar eventos. Documentos indicam que Nathalia declarava residência em um imóvel na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, e posteriormente informou morar em endereço comercial na Avenida Roque Petroni Júnior, na Zona Sul. O telefone cadastrado da empresa em contratos públicos pertence ao presidente de uma ONG que também possui contratos milionários com a gestão municipal. Parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público e pediram investigação sobre possível favorecimento e uso de empresa “laranja”. A Prefeitura afirma que determinou apuração completa sobre eventuais irregularidades. Segundo o Diário Oficial e os registros da Jucesp, Marinho foi formalmente nomeado secretário por Nunes em 20 de abril de 2022. Treze dias antes, no dia 13 de abril de 2022, sua então ex-sócia foi registrada na Jucesp como dona única da MM Quarter. Durante a campanha de reeleição de Nunes, Marinho deixou a titularidade da pasta, tornando-se secretário-adjunto. Quem assumiu o posto principal do Turismo, em junho de 2024, foi o atual secretário Rui Alves de Souza Júnior, pastor evangélico e deputado estadual pelo Republicanos. Segundo documentos da Junta Comercial de SP (Jucesp), aos quais o g1 teve acesso, a MM Quarter antes era uma empresa de prestação de serviços de manutenção e limpeza, até que, em 13 de abril de 2022, Nathalia Carolina assumiu como única sócia e mudou a atividade social da empresa para uma microempresa de organização de feiras e eventos, exposições e festas, entre outras qualificantes econômicas. Rodolfo Marinho é o atual secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, após ter sido titular da pasta até junho de 2024. Divulgação/PMSP Um ano depois, em 20 de maio de 2023, a empresa passou de micro para empresa de pequeno porte (EPP), segundo a Jucesp. Apesar da mudança na razão social da empresa, o endereço — um terreno com pequenas casas na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, onde Nathalia Carolina afirmou morar — permaneceu o mesmo, mesmo ela sendo a única proprietária de uma cota de R$ 1,2 milhão da empresa de eventos. Ela só saiu da sociedade com o secretário-adjunto na Legiscom Publicidade em 09 de maio de 2022, após já ter assumido sozinha a MM Quarter. Registros da Junta Comercial de SP (Jucesp) mostram a sociedade entre Nathália Souza e o secretário adjunto Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução/Jucesp A Junta Comercial atualizou o endereço dela no registro da empresa apenas nesta segunda-feira (23), depois que a reportagem do Metrópoles apontou as coincidências estranhas dessa relação comercial entre Natália e Rodolfo Marinho. Agora, a empresária afirma que é dona majoritária de uma cota de R$ 3,5 milhões da agência e que mora num prédio comercial da Avenida Roque Petroni Júnior, no Jardim das Acácias, Zona Sul, mesmo endereço da nova sede da empresa (veja destaque no documento). Segundo a MM Carter, "sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado." Salas em prédio comercial da MM Quarter, onde sócia diz que mora Rodrigo Rodrigues/g1 Prédio comercial onde Nathalia diz morar Rodrigo Rodrigues/g1 O telefone registrado como contato da MM Quarter Produções e Eventos nos contratos entre a empresa da Nathália e a SPTuris pertence a Marcelo Camargo Moraes, que é presidente da ONG Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura (ASA)– que tem outros contratos com a gestão Nunes desde 2022 que somam mais de R$ 212 milhões, em várias áreas. Registro da Alesp mostra que Natália e Rodolfo Marinho foram colegas de gabinete na Alesp em 2017. Reprodução/Alesp O que diz a MM Quarter "A MM Quarter vem a público esclarecer, de forma objetiva e responsável, os questionamentos apresentados, reiterando que as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos. 1.Rodolfo Marinho é sócio oculto da MM Quarter? Não procede. O quadro societário da MM Quarter encontra-se regularmente registrado na Junta Comercial. A empresa não possui sócios ocultos nem qualquer estrutura paralela de controle societário. 2. Por que o nome de Marcelo Camargo Moraes não consta no quadro societário? O Sr. Marcelo mantém vínculo contratual com a MM Quarter na modalidade de prestação de serviços por Pessoa Jurídica, com emissão regular de nota fiscal pelos serviços prestados. 3. Qual o papel do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? Marcelo exerce a função de líder de operação e gestão da empresa, atribuições previstas em seu contrato. O instrumento contratual está disponível para consulta pelas autoridades competentes. 4. Sobre a alegação de que a sócia majoritária seria “laranja” (o g1 não fez essa pergunta). A afirmação é inverídica. A sócia está sempre presente e exerce funções efetivas de direção, gestão, tomada de decisões estratégicas, condução operacional e acompanhamento da execução dos contratos assinados pela empresa. Sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado. Seus bens constam na declaração de Imposto de Renda e estão formalmente registrados e declarados às autoridades competentes. 5. Sobre a alegação relativa à residência da sócia A sócia não reside no imóvel divulgado. A fotografia mencionada data do ano de 2011 e refere-se a imóvel no qual a sócia residiu há pelo menos 12 anos. A utilização de registro desatualizado induz a interpretação equivocada dos fatos. 6. Há parentes do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? A MM Quarter possui estrutura formal de contratação e processos administrativos regulares. Eventuais vínculos pessoais não configuram irregularidade, desde que inexistente conflito de interesses ou violação legal, o que não ocorre. Todas as contratações observam a legislação trabalhista e as normas internas da empresa. 7.A Sra. Nathalia Carolina da Silva Souza gostaria de se manifestar sobre a investigação e sobre o suposto apontamento de que seria “laranja” da empresa? A Sra. Nathalia prefere não se manifestar sobre o tema. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, confiando que os fatos serão devidamente apurados. 8- Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. Um dos contratos ativos atualmente - em 2026 - é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. O contrato mencionado possui valor global estimado de R$ 9,4 milhões, conforme previsto no instrumento contratual. Contudo, é importante esclarecer que se trata de contrato por demanda, cujo valor representa teto máximo estimado e não necessariamente o montante integral executado. Especificamente em relação ao Carnaval de Rua, o valor efetivamente utilizado para a operação foi de R$ 2.987.443,57, correspondente aos serviços efetivamente demandados e prestados no período." O que dizem os demais envolvidos A reportagem também procurou o secretário adjunto Rodolfo Marinho questionando se houve favorecimento da ex-sócia durante a gestão dele, mas não obteve retorno. Em nota, o vereador Gilberto Nascimento e o deputado Gilberto Nascimento afirmaram que "não têm qualquer relação e desconhecem os negócios da empresa mencionada pela reportagem. A relação com o sr. Rodolfo Marinho, secretário adjunto do Turismo, é profissional." Por meio de nota, a gestão municipal disse que o prefeito Ricardo Nunes determinou “toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos” envolvidos no suposto esquema. “O prefeito Ricardo Nunes solicitou na manhã de sexta-feira a abertura de um processo investigatório na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar eventuais irregularidades em relação às empresas citadas na reportagem. O prefeito determinou à CGM toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos também citados pelo portal”, declarou. A reportagem questionou se o sr Marcelo Camargo Moraes, presidente da ONG ASA - Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura - também será investigado, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Oposição pede investigação Diante das denúncias e da própria investigação da CGM, vários parlamentares da oposição ingressaram com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a SPTuris, a MM Quarter e o secretário Rodolfo Marinho. Uma delas é do vereador Nabil Bonduki (PT), que também protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de SP para apurar todos os eventos da SPTuris que tem a MM Quarter foi contratada com intermediária, contratante e contratada. “Acabo de protocolar a criação de uma CPI para investigar os contratos da prefeitura na realização de eventos na cidade. O Carnaval acaba, mas as empresas e ONGs com contratos suspeitíssimos com a prefeitura continuam”, escreveu o petista nas redes sociais. Os vereadores Nabil Bonduki (PT) e Luana Alves (PSOL) solicitaram ao Ministério Público que investigue os contratos da MM Quarter com a SPTuris. Montagem/g1/Reprodução/Rede Câmara “Isso é surreal! A empresa [MM Quarter] manda nota de qualquer coisa e a prefeitura paga. A mesma empresa presta quase todo tipo de serviço [na SPTuris]. De copo de água, guias, produtores, fotos... Tudo. É preciso investigar fundo tudo isso”, argumentou. A vereadora Luana Alves e as deputadas Sâmia Bomfim e Mônica Seixas - todas do PSOL - também acionaram o Ministério Público para investigar R$ 229 milhões em contratos da Prefeitura de SP com a Quarter, sob suspeita de uso de “empresa laranja”. “Estamos falando de milhões em contratos públicos sob suspeita. Se há uso de empresa laranja, possível favorecimento e falhas graves de fiscalização, isso não é detalhe burocrático, é um indício de desvio da finalidade da máquina pública”, afirmou Luana Alves (PSOL). “O Carnaval de São Paulo não pode ser transformado em mecanismo de transferência de recursos para grupos privados às custas da transparência e do interesse coletivo”, declarou. O g1 procurou o MP para falar das representações e recebeu o seguinte retorno: "O MPSP confirma ter recebido as Notícias de Fato abaixo, as quais estão em análise, no momento NF 0695.0000135/2026, da BANCADA FEMINISTA DO PSOL NF 0695.0000138/2026, do NABIL GEORGES BONDUKI". Todos os contratos firmados entre a SPTuris e a MM Quarter desde 2022. Reprodução/SPTuris Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Um ano de planejamento e manobras milimétricas: como é operação para levar transformador brasileiro a cidade futurista na Arábia Saudita

Publicado em: 26/02/2026 02:00

Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita para rodovia de SP Um transformador com tecnologia 100% brasileira vai ajudar a viabilizar a “Linha", megaprojeto da Arábia Saudita que prevê a construção de uma cidade linear de 170 quilômetros, totalmente abastecida por fontes renováveis. Nesta fase inicial, o equipamento será usado para garantir energia à infraestrutura das obras no deserto. O Fantástico acompanhou a operação para transportar a quarta unidade de um total de 14 transformadores. Produzido em Guarulhos (SP), o equipamento de 540 toneladas percorreu as estradas até o Porto de Itaguaí (RJ) em uma supercarreta com mais de 50 eixos e centenas de pneus, puxada por três cavalos mecânicos. Foram pelo menos 12 meses de planejamento logístico para colocar a carga na estrada. Interrupção na Dutra A passagem pela Rodovia Dutra, a principal do país, foi planejada para ocorrer durante a madrugada para minimizar o impacto aos 350 mil veículos que circulam diariamente pela via. No entanto, imprevistos mecânicos e burocráticos atrasaram o cronograma. Quebra mecânica: um dos cavalos mecânicos quebrou antes do acesso à rodovia, forçando o cancelamento temporário da operação. Restrições de horário: a supercarreta não circula nos fins de semana, quando o fluxo de veículos é maior. Custo do pedágio: Com mais de 50 eixos, as taxas de pedágio ao longo do trajeto somam R$ 4.500. A segurança das chamadas "obras de arte", que passou por pontes e viadutos, foi uma preocupação constante. Engenheiros acompanharam o trajeto medindo as estruturas antes e depois da passagem do veículo para garantir que não houve danos estruturais. O gargalo da Serra das Araras Um dos pontos mais críticos da viagem foi o trecho na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. A logística optou pelo Porto de Itaguaí (RJ) em vez do Porto de Santos (SP) devido ao congestionamento e à falta de pátios de manobra no terminal paulista. "O Porto de Santos já está bastante congestionado, hoje ele opera quase que na sua totalidade de capacidade", afirmou Lino Guimarães Marujo, professor de Logística da UFRJ. Na descida da serra, a velocidade é reduzida para apenas 5 km/h para proteger a carga milionária, totalizando 840 toneladas de peso bruto ladeira abaixo. "Aqui é atenção no retrovisor e no rádio. Não tem jeito", relatou o motorista da supercarreta, conhecido como Macarrão. Atrasos e infraestrutura Enquanto a Arábia Saudita acelera para modernizar sua infraestrutura até 2030 com tecnologia brasileira, o horizonte para a modernização das estradas e ferrovias no Brasil permanece distante. O impacto de transportes como este na vida de quem usa a rodovia é inevitável. Motoristas e motoboys relataram esperas de mais de uma hora durante a interrupção das pistas. O projeto inicial previa a entrega de três transformadores em dois meses, mas a complexidade da infraestrutura brasileira e fatores climáticos causaram um atraso de três meses no cronograma total. Para o professor Lino Marujo, a solução para evitar o transtorno nas rodovias passaria por mais investimentos em ferrovias e na criação de pátios de carga. "Precisamos ter um modo de transporte mais sustentável e mais barato para o deslocamento dessas cargas", defendeu. Supercarreta levou transformador gigante até porto. Equipamento foi para a Arábia Saudita Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

A condenação dos mandantes da execução de Marielle Franco - O Assunto #1667

Publicado em: 26/02/2026 00:40

Foram mais de 12 horas de julgamento até que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal chegasse a uma decisão unânime. Quase oito anos depois do crime, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e ordenar a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, Moraes destacou que a motivação política do crime se somou a elementos como misoginia, racismo e origens de Marielle. Neste episódio, Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília, relata todos os aspectos do julgamento pela Primeira Turma. Ela, que é advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público, também apresenta os argumentos da acusação, da defesa e que disseram os ministros sobre as provas do crime. Depois, Natuza Nery conversa com Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Flávia relembra o passo a passo da noite em que ocorreram as execuções e comenta o envolvimento de agentes públicos na investigação do caso. Por fim, ela explica por que é tão importante para o país relembrar a trajetória de Marielle. Convidadas: Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília e advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público; e Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. O que você precisa saber: STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Os réus já vão começar a cumprir pena? Há recurso? Saiba os próximos passos 'Não tem celebração, mas hoje demos um grande passo', diz Anielle Condenação de irmãos Brazão por morte de Marielle repercute na imprensa internacional O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Marielle Franco em imagem de fevereiro de 2017 Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Palavras-chave: câmara municipal

Isenção de taxas em concursos a pessoas com fibromialgia, limite de emendas, e mais: veja projetos aprovados em Rio Branco

Publicado em: 25/02/2026 21:25

Saúde, direitos e mais: vereadores aprovam 10 projetos em Rio Branco Os vereadores de Rio Branco aprovaram 10 projetos de lei durante sessão nessa terça-feira (24), incluindo a isenção de taxas em concursos a pessoas com fibromialgia, limite para as emendas parlamentares municipais e a obrigação de síndicos comunicarem aos órgãos de segurança casos suspeitos de violência doméstica em condomínios. (Entenda mais abaixo) A Câmara Municipal retomou os trabalhos no dia 3 de fevereiro. Desde então, sete sessões foram organizadas, sendo que nas primeiras foram votados vetos da prefeitura e concessão de honrarias e na maioria delas ocorreu a discussão dos projetos aprovados nessa terça. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Das 10 legislações votadas, oito foram aprovadas com unanimidade. Após as votações, as propostas seguem para sanção ou veto do prefeito Tião Bocalom (PL). Ainda no início do mês, a câmara derrubou três vetos da prefeitura. Com a derrubada dos vetos, as leis que estavam em discussão serão promulgadas pela própria Câmara Municipal, na íntegra. Sessão da Câmara de Rio Branco Reprodução/Youtube/Câmara de Vereadores de Rio Branco LEIA MAIS Vereadores derrubam três vetos da Prefeitura de Rio Branco; veja quais Lei Juliana Chaar, proibição de recursos públicos em shows e outros PLs são vetados no Acre Câmara de Rio Branco derruba seis vetos do Executivo à LDO de 2026 Acre chega a ano eleitoral com duas vagas para o Senado em disputa; veja cenários Em pleno ano eleitoral, os próprios vereadores da base do prefeito Tião Bocalom (PL), como Rutênio Sá (União) e Márcio Mustafá (PSDB), ajudaram a definir a derrubada dos vetos. Dois dos vetos foram assinado pelo vice-prefeito Alysson Bestene (PP), e contaram com votos de Samir Bestene (PP), primo de Alysson, favoráveis à derrubada. Projetos aprovados Isenção a pessoas com fibromialgia Isenta da taxa de inscrição em concursos municipais pessoas com fibromialgia, mediante laudo médico. A lei é de autoria de Matheus Paiva (União Brasil). Programa Parada Segura Permissão de parada fora dos pontos de ônibus do transporte público de Rio Branco para mulheres, idosos e pessoas com deficiência a partir das 20h. O texto, de autoria do vereador Leôncio Castro (PSDB), obriga motoristas a pararem em qualquer local do trajeto que considerem seguro. Definição de emendas Projeto de lei que fixa as emendas parlamentares municipais em 1,55% do orçamento do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto. O texto determina ainda que a metade desse percentual seja destinada a ações e serviços públicos de saúde. Assinam a proposta os vereadores Joabe Lira (União Brasil), Aiache (PP), Eber Machado (MDB) Felipe Tchê (PP), João Paulo Silva (Podemos), Joaquim Florêncio (PL), Leôncio Castro (PSDB), Lucilene Vale (PP), Matheus Paiva (União Brasil), Moacir Júnior (Solidariedade) e Nenem Almeida (MDB). Prioridade a responsáveis legais por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou doenças raras De autoria de Leôncio Castro (PSDB), texto se refere ao atendimento em estabelecimentos públicos e privados, mediante comprovação da condição da pessoa cuidada. A lei diz estar em conformidade com a Constituição Federal e com o Estatuto da Pessoa com Deficiência "Garantir atendimento prioritário para essas mães e pais é uma medida de respeito, inclusão e dignidade, que reconhece a importância de seu papel na sociedade", afirma. Assistência a pais que perderam bebês Cria o programa "Mães de Anjos", de apoio emocional e psicológico às famílias que passaram por perda gestacional ou neonatal, com grupos de apoio e terapia e acesso a informações sobre direitos e benefícios. Além da assistência direta às famílias, a lei, também de autoria de Leôncio Castro (PSDB), prevê estratégias de conscientização sobre os casos para reduzir estigmas e promover empatia. "O Programa 'Mães de Anjos' será implementado por meio de parcerias entre a Secretaria Municipal de Saúde e outras entidades governamentais e não governamentais", afirma. Prevenção a amputações por diabetes Outro projeto de autoria de Leôncio Castro, institui a política municipal de prevenção e combate às amputações por conta da doença. Entre as principais medidas previstas, estão o direito dos pacientes de terem os pés examinados em toda consulta médica, independente da especialidade, com encaminhamento em caso de risco; acompanhamento sistemático da evolução e do controle da doença e campanhas de divulgação e capacitação. "As iniciativas voltadas para a prevenção e detecção do pé diabético serão organizadas juntamente om entidades da sociedade civil organizada de al forma que as campanhas possam atingir o maior número possível de pessoas", diz. Proibição de propaganda de jogos de azar em eventos públicos O poder público municipal fica proibido de utilizar patrocínio e de fazer propaganda ou promoção de plataformas de jogos de azar em eventos. A divulgação será proibida em qualquer forma de disposição, seja em materiais audiovisuais, seja em vestimentas, materiais cenográficos e equipamentos. A proposta é assinada pela vereadora Lucilene Vale (PP). Programa Farmácia Verde A proposta prevê o uso medicinal e fitoterápico de plantas na rede pública municipal de saúde. De autoria de Joabe Lira (União Brasil), o projeto traz em sua justificativa o objetivo de valorizar a biodiversidade regional e a preservação destas espécies, prevendo a capacitação de profissionais e o fomento à pesquisa. Limpeza permanente do Igarapé São Francisco A lei cria um programa permanente de limpeza e manutenção do leito e margens do igarapé para prevenir enchentes. O programa, que será coordenado pela Secretaria de Cuidados com a Cidade (SMCCI), prevê a retirada de resíduos como galhos, troncos e materiais que obstruam o fluxo; desobstrução de trechos críticos; monitoramento periódico; campanhas sobre descarte correto de resíduos e incentivo à participação comunitária, inclusive com entidades públicas e privadas. Obrigação de comunicar suspeitas de violência doméstica Os vereadores de Rio Branco aprovaram, de forma unânime, uma lei que obriga síndicos e administradores de condomínios residenciais e comerciais a comunicarem casos suspeitos de violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e animais. Texto prevê a comunicação aos órgãos oficiais, como Polícia Militar, por ligação telefônica ou mensagens em aplicativos de possíveis violências cometidas nas unidades dos condomínios e em áreas comuns. O g1 explicou os detalhes da proposta nesta matéria. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: câmara municipal

Nunes demite secretário-adjunto do Turismo e presidente da SPTuris após denúncia envolvendo ex-sócia com contratos milionários na estatal

Publicado em: 25/02/2026 21:06

Nunes anuncia demissão de secretário-adjunto e presidente da SPTuris após denúncias O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou na noite desta quarta-feira (25) que exonerou o secretário-adjunto de Turismo da cidade, Rodolfo Marinho da Silva, que era alvo de uma investigação da Controladoria Geral do Município (CGM), e demitiu do cargo o presidente da SPTuris, Gustavo Pires. Em vídeo postado nas redes sociais, Nunes disse que determinou na sexta-feira (20) a investigação das ligações do secretário Marinho com a empresa MM Quarter, que tem mais de R$ 229 milhões em contratos com a SPTuris e foi denunciada pelo portal Metrópoles. Ele também disse que o subprefeito da Sé, Coronel Salles, será o novo presidente da SPTuris. A MM Quarter pertence à empresária Nathália Carolina de Souza Silva, que foi sócia de Rodolfo Marinho numa empresa de consultoria política. Ela deixou a sociedade com o agora ex-secretário poucos dias antes de ele ser indicado para o cargo de secretário de Turismo da cidade. Após a nomeação de Marinho por Nunes, a empresa MM Quarter ganhou 19 contratos milionários com a SPTuris. Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução Marinho foi titular da pasta até junho de 2024, quando foi rebaixado a adjunto em razão da indicação do Republicanos para o cargo, que é ocupado até hoje pelo pastor e deputado estadual Rui Alves. Segundo o prefeito, a investigação da CGM encontrou uma procuração de Nathália Carolina dando plenos poderes a Rodolfo Marinho, o que pode indicar uma relação de sociedade entre eles na empresa investigada. “Dentro desses documentos, há uma procuração da senhora Nathália, da empresa Quarter, para o secretário-adjunto Rodolfo Marinho. Diante dessa documentação e da orientação da Controladoria, estou exonerando o senhor Rodolfo Marinho”, afirmou Nunes em pronunciamento. Já Gustavo Pires era diretor-presidente da SPTuris desde agosto de 2021. Ele foi indicado na gestão do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), de quem era amigo pessoal e de noitadas. Após a morte do ex-prefeito, ele continuou no cargo e se consolidou como CEO da empresa, depois de trazer para o Brasil eventos esportivos como os jogos da liga de futebol americano NFL. Em nota, a prefeitura afirmou que "a decisão foi tomada após o prefeito ser informado na tarde de hoje (25) pela CGM da existência de uma procuração assinada pela sócia da empresa Nathalia Carolina da Silva Souza para Marinho" (leia mais abaixo). A investigação A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa para apurar denúncia de que uma empresa fornecedora da SPTuris, com contratos que somam ao menos R$ 229 milhões com a Prefeitura, está registrada em nome de uma ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. O pedido de investigação da CGM partiu do próprio prefeito Ricardo Nunes (MDB). A denúncia foi publicada, inicialmente, pelo portal Metrópoles e diz que a empresa MM Quarter Produções e Eventos está no nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, que além de sócia, também trabalhou com Marinho em um gabinete de deputado. Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. A MM Quarter diz que "as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos". (leia mais abaixo) Um dos contratos ativos é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. Nathalia foi sócia minoritária do secretário Rodolfo Marinho da Silva em uma empresa de comunicação, a Legiscom Publicidade e Consultoria LTDA, que prestou serviços eleitorais ao vereador Gilberto Nascimento JR (PL) e o pai dele, o deputado federal Gilberto Nascimento, nas campanhas de 2020 e 2022. Ela tinha 1% da empresa. Nathália e Rodolfo Marinho também trabalharam juntos no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) em 2017, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A MM Quarter só começou a ganhar contratos vultosos com a SPTuris depois que Rodolfo Marinho foi indicado pelo prefeito como secretário municipal de Turismo. 📌 Nesta reportagem você vai ler A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa após denúncia envolvendo contratos da SPTuris. A apuração envolve uma empresa fornecedora que firmou ao menos R$ 229 milhões em contratos com a Prefeitura de São Paulo desde 2022. A empresa MM Quarter Produções e Eventos está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A empresa passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo. Registros mostram que Nathalia assumiu como única dona da empresa 13 dias antes da nomeação oficial de Marinho como secretário. Antes da mudança societária, a empresa atuava com serviços de manutenção e limpeza e depois passou a organizar eventos. Documentos indicam que Nathalia declarava residência em um imóvel na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, e posteriormente informou morar em endereço comercial na Avenida Roque Petroni Júnior, na Zona Sul. O telefone cadastrado da empresa em contratos públicos pertence ao presidente de uma ONG que também possui contratos milionários com a gestão municipal. Parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público e pediram investigação sobre possível favorecimento e uso de empresa “laranja”. A Prefeitura afirma que determinou apuração completa sobre eventuais irregularidades. Rodolfo Marinho é o atual secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, após ter sido titular da pasta até junho de 2024. Divulgação/PMSP Segundo o Diário Oficial e os registros da Jucesp, Marinho foi formalmente nomeado secretário por Nunes em 20 de abril de 2022. Treze dias antes, no dia 13 de abril de 2022, sua então ex-sócia foi registrada na Jucesp como dona única da MM Quarter. Durante a campanha de reeleição de Nunes, Marinho deixou a titularidade da pasta, tornando-se secretário-adjunto. Quem assumiu o posto principal do Turismo, em junho de 2024, foi o atual secretário Rui Alves de Souza Júnior, pastor evangélico e deputado estadual pelo Republicanos. Segundo documentos da Junta Comercial de SP (Jucesp), aos quais o g1 teve acesso, a MM Quarter antes era uma empresa de prestação de serviços de manutenção e limpeza, até que, em 13 de abril de 2022, Nathalia Carolina assumiu como única sócia e mudou a atividade social da empresa para uma microempresa de organização de feiras e eventos, exposições e festas, entre outras qualificantes econômicas. Um ano depois, em 20 de maio de 2023, a empresa passou de micro para empresa de pequeno porte (EPP), segundo a Jucesp. Apesar da mudança na razão social da empresa, o endereço — um terreno com pequenas casas na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, onde Nathalia Carolina afirmou morar — permaneceu o mesmo, mesmo ela sendo a única proprietária de uma cota de R$ 1,2 milhão da empresa de eventos. Registros da Junta Comercial de SP (Jucesp) mostram a sociedade entre Nathália Souza e o secretário adjunto Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução/Jucesp Ela só saiu da sociedade com o secretário-adjunto na Legiscom Publicidade em 09 de maio de 2022, após já ter assumido sozinha a MM Quarter. A Junta Comercial atualizou o endereço dela no registro da empresa apenas nesta segunda-feira (23), depois que a reportagem do Metrópoles apontou as coincidências estranhas dessa relação comercial entre Natália e Rodolfo Marinho. Agora, a empresária afirma que é dona majoritária de uma cota de R$ 3,5 milhões da agência e que mora num prédio comercial da Avenida Roque Petroni Júnior, no Jardim das Acácias, Zona Sul, mesmo endereço da nova sede da empresa (veja destaque no documento). Segundo a MM Carter, "sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado." Salas em prédio comercial da MM Quarter, onde sócia diz que mora Rodrigo Rodrigues/g1 Prédio comercial onde Nathalia diz morar Rodrigo Rodrigues/g1 O telefone registrado como contato da MM Quarter Produções e Eventos nos contratos entre a empresa da Nathália e a SPTuris pertence a Marcelo Camargo Moraes, que é presidente da ONG Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura (ASA)– que tem outros contratos com a gestão Nunes desde 2022 que somam mais de R$ 200 milhões, em várias áreas. Registro da Alesp mostra que Natália e Rodolfo Marinho foram colegas de gabinete na Alesp em 2017. Reprodução/Alesp O que diz a MM Quarter "A MM Quarter vem a público esclarecer, de forma objetiva e responsável, os questionamentos apresentados, reiterando que as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos. 1. Rodolfo Marinho é sócio oculto da MM Quarter? Não procede. O quadro societário da MM Quarter encontra-se regularmente registrado na Junta Comercial. A empresa não possui sócios ocultos nem qualquer estrutura paralela de controle societário. 2. Por que o nome de Marcelo Camargo Moraes não consta no quadro societário? O Sr. Marcelo mantém vínculo contratual com a MM Quarter na modalidade de prestação de serviços por Pessoa Jurídica, com emissão regular de nota fiscal pelos serviços prestados. 3.Qual o papel do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? Marcelo exerce a função de líder de operação e gestão da empresa, atribuições previstas em seu contrato. O instrumento contratual está disponível para consulta pelas autoridades competentes. 4. Sobre a alegação de que a sócia majoritária seria “laranja” (o g1 não fez essa pergunta) A afirmação é inverídica. A sócia está sempre presente e exerce funções efetivas de direção, gestão, tomada de decisões estratégicas, condução operacional e acompanhamento da execução dos contratos assinados pela empresa. Sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado. Seus bens constam na declaração de Imposto de Renda e estão formalmente registrados e declarados às autoridades competentes. 5. Sobre a alegação relativa à residência da sócia A sócia não reside no imóvel divulgado. A fotografia mencionada data do ano de 2011 e refere-se a imóvel no qual a sócia residiu há pelo menos 12 anos. A utilização de registro desatualizado induz a interpretação equivocada dos fatos. 6.Há parentes do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? A MM Quarter possui estrutura formal de contratação e processos administrativos regulares. Eventuais vínculos pessoais não configuram irregularidade, desde que inexistente conflito de interesses ou violação legal, o que não ocorre. Todas as contratações observam a legislação trabalhista e as normas internas da empresa. 7. A Sra. Nathalia Carolina da Silva Souza gostaria de se manifestar sobre a investigação e sobre o suposto apontamento de que seria “laranja” da empresa? A Sra. Nathalia prefere não se manifestar sobre o tema. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, confiando que os fatos serão devidamente apurados. 8- Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. Um dos contratos ativos atualmente - em 2026 - é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. O contrato mencionado possui valor global estimado de R$ 9,4 milhões, conforme previsto no instrumento contratual. Contudo, é importante esclarecer que se trata de contrato por demanda, cujo valor representa teto máximo estimado e não necessariamente o montante integral executado. Especificamente em relação ao Carnaval de Rua, o valor efetivamente utilizado para a operação foi de R$ 2.987.443,57, correspondente aos serviços efetivamente demandados e prestados no período." O que dizem os demais envolvidos A reportagem também procurou o secretário adjunto Rodolfo Marinho questionando se houve favorecimento da ex-sócia durante a gestão dele, mas não obteve retorno. Em nota, o vereador Gilberto Nascimento e o deputado Gilberto Nascimento afirmaram que "não têm qualquer relação e desconhecem os negócios da empresa mencionada pela reportagem. A relação com o sr. Rodolfo Marinho, secretário adjunto do Turismo, é profissional." Por meio de nota, a gestão municipal disse que o prefeito Ricardo Nunes determinou “toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos” envolvidos no suposto esquema. “O prefeito Ricardo Nunes solicitou na manhã de sexta-feira a abertura de um processo investigatório na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar eventuais irregularidades em relação às empresas citadas na reportagem. O prefeito determinou à CGM toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos também citados pelo portal”, declarou. A reportagem questionou se o sr Marcelo Camargo Moraes, presidente da ONG ASA - Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura - também será investigado, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Oposição pede investigação Diante das denúncias e da própria investigação da CGM, vários parlamentares da oposição ingressaram com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a SPTuris, a MM Quarter e o secretário Rodolfo Marinho. Uma delas é do vereador Nabil Bonduki (PT), que também protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de SP para apurar todos os eventos da SPTuris que tem a MM Quarter foi contratada com intermediária, contratante e contratada. “Acabo de protocolar a criação de uma CPI para investigar os contratos da prefeitura na realização de eventos na cidade. O Carnaval acaba, mas as empresas e ONGs com contratos suspeitíssimos com a prefeitura continuam”, escreveu o petista nas redes sociais. Os vereadores Nabil Bonduki (PT) e Luana Alves (PSOL) solicitaram ao Ministério Público que investigue os contratos da MM Quarter com a SPTuris. Montagem/g1/Reprodução/Rede Câmara “Isso é surreal! A empresa [MM Quarter] manda nota de qualquer coisa e a prefeitura paga. A mesma empresa presta quase todo tipo de serviço [na SPTuris]. De copo de água, guias, produtores, fotos... Tudo. É preciso investigar fundo tudo isso”, argumentou. A vereadora Luana Alves e as deputadas Sâmia Bomfim e Mônica Seixas - todas do PSOL - também acionaram o Ministério Público para investigar R$ 229 milhões em contratos da Prefeitura de SP com a Quarter, sob suspeita de uso de “empresa laranja”. “Estamos falando de milhões em contratos públicos sob suspeita. Se há uso de empresa laranja, possível favorecimento e falhas graves de fiscalização, isso não é detalhe burocrático, é um indício de desvio da finalidade da máquina pública”, afirmou Luana Alves (PSOL). “O Carnaval de São Paulo não pode ser transformado em mecanismo de transferência de recursos para grupos privados às custas da transparência e do interesse coletivo”, declarou. O g1 procurou o MP para falar das representações e recebeu o seguinte retorno: "O MPSP confirma ter recebido as Notícias de Fato abaixo, as quais estão em análise, no momento NF 0695.0000135/2026, da BANCADA FEMINISTA DO PSOL NF 0695.0000138/2026, do NABIL GEORGES BONDUKI". Todos os contratos firmados entre a SPTuris e a MM Quarter desde 2022. Reprodução/SPTuris O que diz a prefeitura Nota da prefeitura na íntegra: "Depois de determinar na semana passada uma investigação pela Controladoria Geral do Município para apurar denúncias envolvendo a MM Quarter, o prefeito Ricardo Nunes anunciou nesta quarta-feira (25) a exoneração do senhor Rodolfo Marinho do cargo de secretário-adjunto municipal de Turismo. A decisão foi tomada após o prefeito ser informado na tarde de hoje (25) pela CGM da existência de uma procuração assinada pela sócia da empresa Nathalia Carolina da Silva Souza para Marinho. O prefeito também decidiu nomear o atual Subprefeito da Sé, coronel Marcelo Salles, para presidir a SPTuris, reforçando seu compromisso com a continuidade das apurações e não compactuando com qualquer tipo de irregularidade ou ilegalidade." Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Pequena Lô encosta em pele de cobra durante visita ao maior aquário de água doce do mundo

Publicado em: 25/02/2026 20:52

Pequena Lô visita o maior aquário de água doce do mundo em MS A psicóloga, influenciadora e humorista Lorrane Silva, conhecida como Pequena Lô, visitou nesta quarta-feira (25) o Bioparque Pantanal, em Campo Grande. O local é considerado o maior aquário de água doce do mundo. A visita foi uma indicação dos seguidores. Nas redes sociais, ela compartilhou momentos da experiência dentro do aquário. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Durante a visita, a influenciadora mostrou aos seguidores algumas das espécies que vivem no Bioparque Pequena Lô também conseguiu, durante uma visita sensorial, sentir com as mãos a pele de uma cobra. Segundo a guia, a troca de pele é um sinal de que o animal está saudável. Pequena Lô esteve no Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS) Redes sociais Sobre o Bioparque Pantanal Com 453 espécies, 239 tanques e 5 milhões de litros de água, o Bioparque Pantanal é considerado o maior aquário de água doce do mundo. Inaugurado em 2022, o aquário gigante fica em Campo Grande e visa trazer a total imersão ao ecossistema pantaneiro para o público. O Bioparque Pantanal é o único aquário público do mundo com espécies exclusivas de peixes neotropicais, animais que vivem em águas doces nas Américas do Sul e Central. O local abriga o maior acervo da espécie cascudo já reunido, com 81 espécies provenientes do Pantanal e da Amazônia. As espécies são dividias em: 449 espécies de peixes, entre elas a de cascudos; 2 de crustáceos (camarões); 5 de répteis (cobras e jacarés); Uma de anfíbio (axolotes); Um mamífero (uma loba). O Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN) já registrou 89 reproduções, somando 6.550 filhotes e 45.550 indivíduos no total ao longo destes três anos. Palestrante A psicóloga, influenciadora e humorista é uma das palestrantes no evento "Delas Day", voltado para a valorização de mulheres em Mato Grosso do Sul. O evento é gratuito e tem como objetivo apresentar ao público feminino experiências que conectam trajetórias com palestras sobre liderança, empreendedorismo, inclusão, ciência, tecnologia e outros assuntos. Entre as palestrantes estão a influenciadora, a atriz Giovanna Antonelli e a empreendedora Natália Beauty. Influencer encostou na pele de cobra e também tirou foto com "véio do rio" Redes sociais Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: tecnologia

Câmara aprova em definitivo projeto que amplia sanções por maus-tratos a animais em Campinas

Publicado em: 25/02/2026 20:36

Vereadores de Campinas (SP) durante a reunião ordinária desta quarta-feira (25) Câmara Municipal de Campinas A Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou em definitivo, na noite desta quarta-feira (25), o substitutivo total ao projeto de lei 26/25 que endurece o Estatuto de Proteção Animal, ampliando sanções para casos de maus-tratos a animais na cidade. A proposta que passou pela 2ª votação na Casa estipula multas que variam de 1,5 mil a 1,9 mil UFICs por animal vítimas de maus-tratos, o equivalente a R$ 7,6 mil a R$ 9,6 mil, segundo o valor da Unidade Fiscal de Campinas em 2026. Segundo o texto, ocorrência de morte ou lesão permanente no animal, ou reincidência em um período de cinco anos podem dobrar ou triplicar a multa. CLIQUE AQUI e veja o projeto na íntegra O texto ainda atualiza outros dispositivos do Estatuto de Proteção Animal, como a responsabilização de cuidadores por limpeza de dejetos em espaços públicos e sanções aplicáveis a estabelecimentos privados que descumprirem as normas. Com a aprovação em duas votações, o texto agora segue para sanção ou veto do prefeito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Honraria na pauta Os vereadores também aprovaram, em turno único, o projeto de decreto legislativo que concede o título de cidadão campineiro, maior honraria conferida pela Casa Legislativa, a Eduardo Horacio Dileo, técnico do Vôlei Campinas. Tetracampeão paulista pelo Vôlei Campinas, Horacio Dileo é o atual técnico da Seleção Argentina de vôlei masculino. Na segunda, a Casa aprovou a mesma honraria a Bruninho. VÍDEO: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Carnaval de Maricá reúne 690 mil pessoas e movimenta R$ 350 milhões

Publicado em: 25/02/2026 19:57

Carnaval de Maricá reúne 690 mil pessoas e movimenta R$ 350 milhões Adriano Marçal O Carnaval de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, reuniu mais de 690 mil pessoas entre os dias 13 e 17 de fevereiro, segundo balanço divulgado pela prefeitura nesta quarta-feira (25). O público foi 15% maior que o registrado no ano passado. De acordo com o município, a festa movimentou mais de R$ 350 milhões na economia local. A rede hoteleira registrou 95% de ocupação durante o período. Além disso, cerca de 1.550 imóveis foram alugados por aplicativos, gerando impacto estimado em R$ 11,3 milhões. Ao todo, 76 blocos desfilaram pela cidade. O mais movimentado foi o tradicional Tromba Nervosa, que levou mais de 80 mil foliões para a Orla de Itaipuaçu, segundo o secretário de Segurança Cidadã, coronel Júlio Veras. Já o Bloco da Gabriela reuniu cerca de 40 mil pessoas no Centro. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Movimento nas estradas A concessionária ViaLagos informou que 380.274 veículos passaram pela RJ-124 entre os dias 13 e 23 de fevereiro, durante a operação especial de Carnaval. Segundo a empresa, não houve registro de acidentes fatais no período. O maior fluxo em direção à Região dos Lagos foi registrado no sábado (14), enquanto o retorno à capital teve pico na Quarta-feira de Cinzas (18). A operação contou com reforço de equipes, viaturas de inspeção, guinchos e ambulâncias, além de monitoramento em pontos estratégicos. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e o CProeis também intensificaram a fiscalização. Segundo a concessionária, campanhas educativas foram realizadas ao longo do feriado, com orientações sobre direção segura e respeito às normas de trânsito. “Cada decisão, planejamento e recurso mobilizado durante o Carnaval foi orientado para preservar vidas. Encerrar um período de fluxo tão intenso sem acidentes fatais reforça que investir em prevenção, tecnologia e atuação integrada das equipes é o caminho para uma mobilidade cada vez mais segura e eficiente’, afirma a gerente de Operações da ViaLagos, Glaucia Guimarães.

Palavras-chave: tecnologia

Alcolumbre não pauta tributação especial para data centers; Haddad fala em 'soberania' e que há solução se Congresso quiser

Publicado em: 25/02/2026 19:56

Brasil atrai data centers com energia limpa O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (25) que o regime especial de tributação para atrair data centers para o Brasil, aprovado pela Câmara dos Deputados, é uma questão de "soberania digital" e que precisa entender com o presidente do Senado a razão de o projeto não ter sido votado. "Vamos ter que falar com os presidentes das duas casas, porque a Câmara votou, né? E vamos ter que entender ou se há uma negociação possível para  nós aprovarmos um projeto que vai trazer bilhões de reais para o Brasil", disse Fernando Haddad. A proposta precisava ser votada ainda nesta quarta para continuar valendo. A razão é que projeto substituia um benefício concedido por meio de uma medida provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025, que perde validade nesta quarta. Caso o projeto de lei que institucionalizava o benefício fosse aprovado até esta quarta, a concessão de benefício ia poder entrar em vigor porque a MP foi editada antes da entrada em vigor de uma outra lei, aprovada no ano passado, que limitou a possibilidade de concessão de benefícios fiscais. "Nós vamos ter que falar com os presidentes das duas casas. Temos que entender com o presidente do Senado se é uma indisposição", disse Haddad. 🔎 O data center ("centro de dados", em inglês) é um local que armazena e processa informações. Entre os tipos, estão os de nuvem (cloud), que operam serviços online, e os de inteligência artificial, que treinam modelos de linguagem complexos. "Para nós, é uma questão de soberania digital. Nós queremos atrair investimentos para o Brasil. Tem muito dado sensível que está sendo processado fora do país e que acreditando que deveria ser processado aqui", afirmou o ministro. Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Data centers regionais ganham força na era da inteligência artificial e do 5G – Crédito: Divulgação Tributação especial para data centers Caso a proposta tivesse aprovada, as empresas teriam um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA) para ter acesso aos benefícios tributários. O projeto, apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), cujo estado natal seria um dos mais beneficiados com a medida. A proposta tem como objetivo atrair empresas de data centers para o país, um mercado em expansão em todo o mundo. Para iter direito aos benefícios, as empresas precisariam cumprir algumas exigências. Tais como: fornecer para o mercado interno ao menos 10% do processamento; investir ao menos 2% do valor dos produtos adquiridos no mercado interno ou no exterior, com as isenções previstas no REDATA, em projetos de pesquisa e de inovação da indústria digital. Um dos pilares do programa também é a sustentabilidade. As empresas que entrarem no programa deverão publicar relatórios de sustentabilidade de suas instalações. Os relatórios deverão conter o Índice de Eficiência Hídrica (WUE) e as fontes de energia elétrica utilizadas para atender a totalidade da sua demanda. O REDATA também exige que apenas fontes limpas ou renováveis de energia sejam utilizadas para o fornecimento de energia elétrica dos data centers. Data centers são grandes consumidores de energia por conta da necessidade de refrigeração constante desses locais, que esquentam mais diante do alto volume de processamento de dados realizados por seus aparelhos. Entenda mais sobre o consumo de energia e água por data centers nesta reportagem do g1.

Palavras-chave: inteligência artificial