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Com QI 132, menino de 3 anos que fala sete idiomas é aceito em comunidade internacional para superdotados

Publicado em: 12/12/2025 07:17

Gabriel é superdotado e foi aceito na Mensa Arquivo pessoal A infância pode ser um período de muitas descobertas que, dia após dia, transformam a vida da criança. Aprender a sentar, andar, balbuciar e até entender o formato de figuras geométricas pode ser crucial, mas, para alguns pequenos, "desbravar o mundo" pode ir além do esperado pelos pais. No caso de Gabriel Francisco Novaes, de apenas três anos, a rotina possui diversas interpretações ao decorrer do dia. Apesar da idade, o menino já tem familiaridade com sete idiomas que, inclusive, diferem do alfabeto utilizado no português, como o grego e o russo. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A família é de Tapiraí (SP) e ao g1, a mãe de Gabriel, Kelidy Novaes, conta que, após diversas consultas com especialistas, ele foi laudado com superdotação e possui um QI de 132, considerado muito acima da média para a idade dele. Recentemente, ele foi aceito na Mensa International, uma sociedade que reúne pessoas de alta capacidade intelectual considerada a mais antiga do mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Eu sou professora, então, sempre quis ensinar as coisas a ele. Quando o Gabriel tinha um ano, imprimi o alfabeto para colar na parede, mas quando coloquei, ele já estava falando as letras em português e inglês. Confesso que fiquei espantada, afinal, onde é que ele aprendeu isso? O número nove, por exemplo, ele só falava 'nine'. Ele aprendeu a pronúncia em inglês primeiro", questiona. A professora explica que, depois dessa situação, o menino passou a surpreender ainda mais a família. Em um dos dias, ele foi flagrado pela família assistindo e cantarolando um vídeo que, na legenda, era um idioma desconhecido pelos parentes. "Tirei um print do vídeo, joguei na inteligência artificial e acusou que ele estava cantando em russo. Depois disso, veio o inglês, português, grego, armênio, russo e a Língua Brasileira de Sinais (Libras)", diz. Gabriel tem uma irmã de nove anos Arquivo pessoal O aprendizado "fora da curva" de Gabriel vai além de entender idiomas de países distantes do Brasil. A mãe afirma que ele realiza operações matemáticas de adição e subtração com facilidade e, segundo o neuropsicólogo responsável, ele é uma pessoa interessada em resolver problemas. "O neuropsicólogo afirma que ele é uma pessoa totalmente lógica e matemática, que gosta de resolver problemas. É interessante conversar com ele porque, apesar da idade, ele entende muito bem. Se eu falo que quero tomar água e não encontro o copo, ele aparece com um. Qualquer atividade que eu proponho, ele faz", revela. Hoje, Gabriel possui uma idade mental de aproximadamente seis anos, ou seja, o dobro da idade. Ele também se comunica com palavras formais e consideradas incomuns até nas relações interpessoais envolvendo adultos, com uma dicção muito além do esperado para uma criança de apenas três anos. "Ele é um menino incrível, independente da capacidade intelectual e cognitiva dele. Ele tem a dicção muito boa e fala coisas do tipo 'nossa, como eu sou interessante'. Às vezes, tenho que 'cortar um pouco as asinhas' dele. Se ele sobe em algum lugar alto, ele gosta de falar que 'está altíssimo'. Nem nós adultos falamos dessa forma", pontua. 'Inteligente, mas criança também' Kelidy destaca que, apesar de surpreender a família diariamente, ela procura reforçar com Gabriel e com o resto dos familiares que ele continua sendo uma criança. Em paralelo, ele desenvolveu interesses mais comuns, como o fascínio pelo futebol. "Nosso maior medo é ele se tornar uma criança chata que só gosta de idiomas, apesar dele se interessar por vários assuntos. Ele não gosta das crianças da creche que frequenta por, segundo ele, serem 'muito bebês'. Eu reforço o tempo todo que ele é tão criança quanto as outras", destaca. Gabriel tem familiaridade com sete idiomas diferentes Arquivo pessoal "Como ele não pedia as letras mais, comprei bola, bambolê, levo ele na praça para brincar sozinho e interagir com outras crianças. Hoje, ele é fascinado por futebol e se diz super torcedor do Corinthians. Ele tem o lado criança que gosta de brincar de pega-pega, pique-esconde e outras brincadeiras", completa. Entre os traços de personalidade mais presentes em Gabriel, está a frustração. Segundo a mãe, ele não se importa muito quando recebe críticas, no entanto, a autocrítica é muito presente mesmo com pouca idade. "Se ele fizer um desenho e alguém falar que está feio, ele não vai ligar nem um pouco. Agora, se ele fizer um desenho e ele achar que não ficou bom, complica. Até eu convencer ele que o desenho está bonito, é uma longa conversa", brinca. Processo do laudo de superdotação Kelidy revela que, apesar de descobrir traços não correspondentes a idade anos antes, demorou para acreditar que Gabriel poderia ser, de fato, uma criança superdotada. Ela decidiu encaminhá-lo para diversos profissionais e, com o laudo, tem procurado uma escola voltada para crianças assim como ele. "Primeiramente, eu entrei em contato com psicólogos depois de tantas pessoas falarem que ele era diferente dos demais. Eu duvidava, achava que era natural, afinal, eu tenho uma filha mais velha que sempre foi muito bem na escola e nunca desconfiei que ela fosse superdotada", conta. Ao chegar ao psicólogo, o profissional encaminhou Gabriel e a mãe para um neuropsicólogo em Piedade (SP), cidade vizinha. O resultado positivo para superdotação chegou logo na primeira sessão, sendo que, geralmente, pode demorar mais de dez sessões para chegar em uma conclusão. "Na primeira sessão dele com o neuropsicólogo já foi acusado que ele tinha algo. Foi diagnosticado que o QI dele era de 132, o mais alto já registrado na clínica. Em seguida, fomos ao neuropediatra e à terapia ocupacional para tirar uma possível indicação para o autismo, porém, ele não tem o transtorno e, geralmente, ele está associado à superdotação", explica. Família deve se mudar para Sorocaba (SP) após o laudo Arquivo pessoal O g1 obteve acesso ao laudo, que descreve um funcionamento intelectual muito acima do esperado para a faixa etária de Gabriel. No documento, é dito que a criança possui uma alta capacidade de estruturar raciocínios e planejamentos. "Agora, o neuropediatra disse que chegou a hora dele frequentar uma instituição de ensino que seja voltada aos superdotados. Tentei ver com escolas mais convencionais de cidades vizinhas, mas não deu certo. Provavelmente, teremos que nos mudar para Sorocaba (SP)", complementa Kelidy. Com o laudo, Kelidy passou a procurar sociedades exclusivas para pessoas diagnosticadas com a característica. Gabriel foi aprovado após pagar uma taxa e passar por uma análise dos laudos, que demorou cerca de 40 dias. "A Mensa não é uma sociedade física, então, tenho que começar a encontrar mães de crianças como o Gabriel para conseguir me comunicar e marcar encontros. Há oficinas on-line e tudo mais, mas estou aprendendo a usar as redes sociais a favor do meu filho", diz. História de superação Ao g1, a mãe conta que jamais imaginou passar por uma situação dessa, mesmo criando expectativas para o filho desde o período da gravidez. Logo no primeiro ano de vida, Gabriel foi diagnosticado com bronquiolite e, até então, Kelidy suspeitava que ele tivesse uma dificuldade de aprendizado em comparação com os demais. "No começo, ele teve bronquiolite com pneumonia bacteriana e viral junto. Encaminhamos ele à unidade de saúde, mas ele não respondia a nenhum medicamento e confesso que entrei em desespero quando a enfermeira disse que era a hora de me apegar a Deus. Antes disso, eu estava bem aflita, pois achava que ele estava demorando para sentar, balbuciar, andar", alega. Por conta do avanço da doença, a criança precisou ser entubada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Foi lá que, de acordo com a mãe, Gabriel disse as primeiras palavras. "Ele começou a falar dentro da UTI, chamando o nome da avó. Eu levo para mim que Deus colocou ele em stand-by durante todo esse período, pois foi a partir daí que ele se desenvolveu rapidamente. Ele voltou mil vezes melhor para casa e era algo que jamais esperei, nem eu, nem meu marido", conta. "É muito gostoso ficar perto do Gabriel. As pessoas até falam que ele é uma criança fofa, carinhosa, que se expressa bem. Esses são traços da superdotação, que conta com um nível de empatia elevado. Ele gosta de atenção e é uma criança maravilhosa", finaliza. Como saber se meu filho é superdotado? De acordo com a Mensa Brasil, existe uma série de características em crianças que podem identificar uma superdotação. Elas foram definidas pela Secretaria da Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) em 2006 e, entre elas, está o alto repertório de vocabulário para a idade. Confira a lista: Alto grau de curiosidade; Vocabulário avançado para a sua idade; Liderança e autoconfiança; Grande interesse por um assunto e especial dedicação a ele; Ótima memória; Criatividade; Facilidade de aprendizagem; Alfabetização precoce; Excelente desempenho em uma ou mais disciplinas em comparação a seus pares; Habilidade para adaptar ou modificar ideias; Facilidade em fazer observações perspicazes; Persistência ao buscar um objetivo; Comportamento que requer pouca orientação do professor. Segundo a comunidade, o conceito de superdotação é considerado polêmico e é instável, ou seja, pode mudar com o passar do tempo. De qualquer forma, é necessária uma série de testes e consultas com profissionais especializados para averiguar a situação de uma forma correta e mais aprofundada. " A avaliação deve incluir, além dos testes de inteligência, também uma anamnese completa e detalhada, incluindo perguntas sobre os pais, as condições da gravidez da criança, o parto e o seu desenvolvimento até a data da avaliação, bem como o profissional deve fazer uso de outros testes neuropsicológicos, de acordo com as características, queixas, sintomas e comportamentos relatados pelos pais, pela escola e observados pelo profissional, em consultório", completa. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: inteligência artificial

Memorial Edson Queiroz recebe programação do Ciclo Natalino em Cascavel

Publicado em: 12/12/2025 07:00

Memorial Edson Queiroz divulga programação de Natal. Divulgação/ LC Moreria O Memorial Edson Queiroz, em Cascavel, recebe a partir desta sexta-feira (12) mais uma edição do Ciclo Natalino do Ceará. A programação, realizada na Praça Nossa Senhora do Ó, ao lado do Memorial, segue também nos dias 13, 19 e 20 de dezembro, sempre às 18h, com entrada gratuita. O evento é uma realização da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará) e da Secretaria de Cultura de Cascavel, em parceria com o Instituto Myra Eliane, responsável pela gestão do Memorial Edson Queiroz. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará Entre os destaques da programação estão o Coral da Unifor, a Camerata Memorial Edson Queiroz, a chegada do Papai Noel, grupos de teatro locais e um concerto com o Quarteto Musical e o Coral da Casa da Vovó Dedé. No encerramento, a praça se transforma em um grande palco cultural, com o Projeto Formigar – Natal Sertanejo, o Grupo Narra Sonhos, a Orquestra de Sopros de Pindoretama e uma feira de artesanato. Para Igor Queiroz, presidente do Instituto Myra Eliane, o ciclo representa um momento de fortalecimento da cultura local. “O Natal é um período de luz, união e esperança. Realizar essa programação em Cascavel, ao lado de tantos parceiros, reforça nosso compromisso com a promoção da cultura, preservação das tradições e oferta de experiências que emocionam e fortalecem a comunidade”, afirma. Instalado em Cascavel e administrado pelo Instituto Myra Eliane, o Memorial Edson Queiroz funciona desde 2021 no prédio histórico que já abrigou a Câmara Municipal e a antiga cadeia pública. O Memorial possui uma exposição permanente sobre Edson Queiroz e recebe mostras e atividades culturais que buscam aproximar a comunidade da arte e da educação. Programação 12/12 — Sexta-feira, 18h — Praça Nossa Senhora do Ó Coral da Unifor Camerata Memorial Edson Queiroz Chegada do Papai Noel 13/12 — Sábado, 18h Grupo Base de Teatro – Memórias do Drama Dramistas de Guanacés Grupo New Choro 19/12 — Sexta-feira, 18h — Praça Nossa Senhora do Ó Quarteto Musical Coral da Casa da Vovó Dedé 20/12 — Sábado, 18h — Praça Nossa Senhora do Ó Projeto Formigar – Natal Sertanejo Grupo Narra Sonhos – Entre Reisados e Fitas Orquestra de Sopros de Pindoretama Chegada do Papai Noel Feira de Artesanato Serviço: Ciclo Natalino do Ceará em Cascavel 📅 Quando: 12, 13, 19 e 20 de dezembro, a partir das 18h; 📍 Onde: Praça Nossa Senhora do Ó (ao lado do Memorial Edson Queiroz), Cascavel – CE; Entrada gratuita Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: câmara municipal

Edital prevê concessão de cinco anos para administração do Parque Residência em Macapá

Publicado em: 12/12/2025 06:01

Obras do Parque Residência seguem avançando em Macapá O governo do Amapá lançou, na quarta-feira (10), um edital para escolher a empresa que vai administrar o futuro Parque da Residência, no Centro de Macapá. A iniciativa busca revitalizar o espaço, considerado um dos principais pontos culturais e históricos da capital. As empresas interessadas devem comprovar experiência na área de turismo. A concessão terá duração de cinco anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A empresa escolhida ficará responsável por espaços como o prédio da antiga residência oficial, galerias de arte, restaurante, cafeteria, área da aeronave Embraer Bandeirante, anfiteatro e áreas de convivência. Confira o edital De acordo com o governo, a meta é fortalecer o turismo e oferecer mais serviços aos visitantes. Atualmente, o espaço é administrado pelas secretarias de Turismo, Administração e Ciência e Tecnologia. LEIA TAMBÉM: Operação ‘Cobro Final’ mira grupo que movimentou R$ 60 milhões em agiotagem no Amapá e Piauí Veja o que é necessário fazer para solicitar interdição de vias, em Macapá Espaço é um dos principais pontos culturais e históricos da capital. Divulgação/GEA *Estagiário sob supervisão do editor Rafael Aleixo. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Inscrições para seletivo da educação de Roraima com 1.654 vagas começam dia 16; veja cargos

Publicado em: 12/12/2025 06:00

Secretaria de Educação lança processo seletivo com 1.654 vagas para ano letivo de 2026 em Roraima Divulgação/Seed O edital de um novo processo seletivo para a educação de Roraima foi lançado pelo Governo de Roraima nesta quinta-feira (11). Ao todo, são ofertadas 1.654 vagas para contratação temporária, distribuídas em 38 funções diferentes. Os salários chegam a R$ 8 mil. Veja o edital aqui. O objetivo é contratar profissionais para trabalhar no ano letivo de 2026. Há oportunidades para escolas de Boa Vista e também para municípios do interior, incluindo áreas rurais e comunidades indígenas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Como se inscrever As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no site da Secretaria de Educação e Desporto (Seed). Acesse neste link. O prazo de inscrições começa na próxima terça-feira, 16 de dezembro, e vai até o dia 21 de dezembro. Os interessados devem acessar o menu "Editais" no portal da secretaria. Vagas e Cargos A seleção busca recompor equipes administrativas, pedagógicas e técnicas. As oportunidades atendem desde o suporte diário nas escolas até funções especializadas. Confira as principais áreas de atuação: Apoio Escolar: assistente administrativo, cuidador escolar (Educação Especial), articulador escolar e apoio técnico administrativo; Pedagógico: apoio pedagógico e professor formador; Especialistas: nutricionista, psicólogo, assistente social, técnicos de laboratório e técnicos em tecnologia educacional; Inclusão: intérprete e instrutor de libras. Segundo o governo, também há funções específicas voltadas para o reforço do currículo escolar e programas federais. Cronograma da seleção O processo seletivo é dividido em etapas de análise e, para alguns cargos, etapas práticas. É importante ficar atento às datas de divulgação dos resultados. Inscrições: 16 a 21 de dezembro de 2025; Relação final de inscritos: 2 de janeiro de 2026; Resultado preliminar da análise de títulos: 6 de janeiro de 2026; Resultado Final (Professores, cuidadores, monitores e supervisores): 23 de janeiro de 2026. Cargos com etapas práticas Para funções especializadas (como nutricionista, psicólogo, assistente social, instrutor, regente, luthier e professor auxiliar em Libras), haverá uma fase prática entre os dias 26 e 30 de janeiro. Para este grupo específico, o resultado final será divulgado no dia 12 de fevereiro de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

BH 128 anos: 'Maria Papuda', 'Fantasma da Serra' e 'Capeta da Vilarinho' marcam luta por moradia e baile dos anos 80

Publicado em: 12/12/2025 05:09

'Maria Papuda': conheça a lenda BH Uma mulher que cobra suas terras, um funcionário público longe dos palácios reservados para a classe alta e um homem "meio humano, meio diabo". O que essas lendas têm em comum é a construção do contexto histórico, político e até lúdico de Belo Horizonte, que completa 128 anos nesta sexta-feira (12). A data marca a transferência da antiga capital de Minas Gerais, Ouro Preto, para a então nova cidade. A construção de BH expulsou "Maria Papuda", cuja maldição assombra o Palácio da Liberdade, representando a dor dos moradores originais desalojados. Por outro lado, o "Fantasma da Rua do Ouro" é o melancólico servidor público forçado a se mudar de Ouro Preto e que surge nas noites de junho. Ele simboliza a solidão burocrática e a resistência ao novo. Por fim, a cultura mineira ganha um toque de humor e medo com o "Capeta do Vilarinho", o brilhante dançarino de chapéu que revelou pés de bode e chifres, fugindo em meio a um cheiro de enxofre. Um mito que virou lenda e uma jogada de marketing genial. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Na comemoração do aniversário de Belo Horizonte, o g1 preparou uma série especial, em texto e vídeo, sobre figuras emblemáticas do imaginário belo-horizontino. Nesta sexta, mostramos as lendas de "Maria Papuda", do "Funcionário Público da Rua do Ouro" e do "Capeta da Vilarinho". Ainda que os personagens sejam velhos conhecidos de quem vive na região, e muita gente até diga que já os tenha visto, esses fantasmas nunca tiveram sua existência comprovada, como ocorre com toda lenda urbana. LEIA TAMBÉM: O que as lendas da 'Loira do Bonfim' e do 'Cego da Contorno' dizem sobre a cidade Lendas 'Avantesma da Lagoinha' e 'Moça da Rua do Chumbo' refletem abandono social e solidão da cidade grande BH 128 anos: conheça as lendas que carregam a história da cidade Imagem gerada por Inteligência Artificial Maria Papuda A lenda da "Maria Papuda" é uma das histórias urbanas mais conhecidas de Belo Horizonte, ligada diretamente à construção da capital mineira e, em especial, ao Palácio da Liberdade (veja vídeo mais acima). "Maria Papuda" era uma antiga moradora do Arraial do Curral Del Rey, comunidade que deu origem a Belo Horizonte, antes de a cidade ser planejada e construída no final do século XIX. Ela era uma das lideranças comunitárias mais importantes da época. A história conta que a casa de Maria Papuda ficava na Praça da Liberdade — hoje uma das regiões nobres de Belo Horizonte —, bem onde fica atualmente o Palácio da Liberdade, casarão que seria a sede do governo de Minas e residência oficial dos governadores. Ela foi expulsa e teve sua casa demolida para que o projeto da nova capital fosse erguido, sendo obrigada a sair de suas terras. Inconformada com a destruição de sua morada e a expulsão dos habitantes originais, teria lançado uma maldição sobre os futuros "proprietários". Após sua morte, ela retorna ao local como um fantasma que vaga pelos corredores do Palácio, assustando quem dormia por lá. A lenda ganhou ainda mais força depois que quatro governadores morreram no palácio ou durante o exercício do cargo, reforçando a crença na maldição: Silviano Brandão, morto em 1902, antes mesmo de completar o mandato; João Pinheiro, morto em 1908, durante o exercício do cargo; Raul Soares, morto em 1924, dentro do Palácio; Olegário Maciel, morto em 1933, repentinamente, nas primeiras horas manhã, durante o banho, no Palácio da Liberdade. 'Funcionário Público da Rua do Ouro' - 'Fantasma da Serra' 'Fantasma da Serra': conheça lenda de BH Outra lenda que surgiu durante a construção da capital mineira é o "Funcionário público da Rua do Ouro" ou "Fantasma da Serra". O cavalheiro que surgia no silêncio da noite, vestido de terno preto, chapéu de coco e um guarda-chuva não interagia ou falava com quem o via. Ele simplesmente permanecia imóvel, observando quem passava pela Rua do Ouro. Na época da construção, Aarão Reis, um dos urbanistas que projetou BH, teve a ideia de limitar o número de pessoas dentro da Avenida do Contorno. O restante das pessoas teria que procurar moradias nas áreas suburbanas. A história contada pelos moradores diz que o homem era um dos funcionários públicos de Ouro Preto, antiga capital de Minas Gerais, que foi forçado a ir trabalhar no novo projeto de cidade. E ele não ganhou espaço nos palacetes do bairro Funcionários como os outros servidores públicos. Depois de sua morte, ele surge como um fantasma em uma das ruas que dão acesso à Avenida do Contorno, como um lembrete das pessoas e dos trabalhadores que foram esquecidos enquanto as vias ganhavam nomes de ricos engenheiros, arquitetos e parlamentares. O escritor e cofundador do movimento BH a Pé, Rafael Sette Câmara, afirma que a data 12 de dezembro é importante para a memória belo-horizontina e para os mineiros, mas existiram outros tantos que criaram suas famílias antes mesmo de a capital ser o que é hoje. E essas pessoas também merecem serem lembradas. "É importante lembrar que o dia que comemoramos é o da transferência da capital. Antes disso, houve quatro anos de demolição e quase 200 anos de ocupação da cidade. São mais de 300 anos de cidade. Esses fantasmas relembram essa história, que havia algo antes, e tinham donos, mas escolheram contar a história só a partir da criação de BH", explicou. Capeta da Vilarinho 'Capeta da Vilarinho': conheça lenda de BH Já o lendário "Capeta da Vilarinho" foge um pouco do contexto real sobre a construção de Belo Horizonte, e traz um tom um pouco mais folclórico sobre um ser que contribuiu até para o marketing das extintas Quadras da Vilarinho. Criada em meados dos anos 1980, a lenda diz que durante um baile nas Quadras, um homem alto, misterioso, bem-vestido, de chapéu e excelente dançarino surge em uma noite animada e quente na famosa festa em Venda Nova. Após longas horas de baile, o sujeito mostra talento e vence um concurso de dança, o qual ele disputou ao lado de uma linda dama. Mas o caldeirão começa a derramar quando o homem vai receber o prêmio da noite, e acaba cometendo a gafe de deixar o chapéu cair. Nesse pequeno ato falho, ele deixa aparecer um par de chifres assustadores, que deixa todo mundo em pânico. Enquanto tenta fugir dos olhares assustados, a figura deixa aparecer também as patas de bode no lugar dos pés. Ele foge para o banheiro da quadra e desaparece, deixando cheiro de enxofre. A história, é claro, chamou a atenção da imprensa local e das pessoas que já haviam frequentado o baile, deixando os curiosos instigados e com aquela questão clássica: "só acredito vendo". O boato cresceu tanto que há relatos de que o antigo proprietário das Quadras da Vilarinho usou o marketing ao seu favor, fortalecendo a lenda e atraindo mais pessoas para o "inferninho", que por anos alegrou um dos mais importantes bailes noturnos que resistiu corajosamente à modernização das festas fechadas para os moradores periféricos. "O 'Capeta da Vilarinho' é uma lenda que surge fora bem longe da Avenida do Contorno. Isso mostra que a cidade avançou, e suas lendas também. Fantasmas são vivos, podem surgir a qualquer momento, inclusive agora", afirma Rafael Sette Câmara. Maria Papuda, Fantasma da Serra e Capeta da Vilarinho Imagem gerada por Inteligência Artificial Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Palavras-chave: inteligência artificial

Cidade da Criança tem atividades gratuitas e divertidas no Centro de Fortaleza; veja programação

Publicado em: 12/12/2025 05:04

Cidade da Criança tem oficinas de brinquedos e brincadeiras, em Fortaleza Visitas escolares, contação de histórias, piqueniques e até cinema fazem parte da nova programação da Cidade da Criança, no Centro de Fortaleza. Após reforma, o espaço foi reinaugurado em agosto, no Dia dos Pais. O parque passou a contar também com oito circuitos interativos e oito casas temáticas, que oferecem atividades educativas, artísticas e lúdicas. Com as férias de dezembro chegando, o g1 lista no Guia de Lazer desta sexta-feira (28) algumas atividades disponíveis na nova Cidade da Criança. Programação de graça na Cidade da Criança em Fortaleza LEIA TAMBÉM: Nise da Silveira transformou a psiquiatria brasileira com afeto e arte O que fazer e onde levar a criançada para se divertir em Fortaleza Nova estrutura Prefeitura de Fortaleza apresenta nova Cidade da Criança Divulgação ➡️ Circuitos Banco de Histórias: Contação de histórias em roda Labirinto Sensorial: Texturas e descobertas Expedição Radical: Aventura e desafios com segurança Mundo do Toque: Exploração tátil livre Giro da Alegria: Movimento e diversão Aventura do Equilíbrio: Obstáculos e coordenação Estação do Movimento: Corridas e desafios motores Recanto Natural: Brincar com elementos naturais ➡️ Casas Temáticas Casa da Imaginação: Leitura, histórias e dramatização Casa da Tecnologia: Robótica, programação e inovação Casa do Artelier: Arte, capacitação e criatividade Casa da Cidadania: Valores, participação e convivência Casa do Café: acolhimento e encontros afetivos Casa das Oficinas Criativas: Jardinagem, costura e reciclagem Casa da Cespi e projetos da Funci Castelinho e Espaço Cultural: Mostras e produções infantis Programação > Segunda a sexta Aberto ao público de 11h às 13h e de 17h Às 19h Visitas pedagógicas pré-agendadas: 08h às 11h / 14h às 17h > Sábado Aberto ao público de 7h às 19h > Domingo Aberto ao público de 7h às 19h Programação especial com atividades e atrações infantis das 8h às 12h Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Toxinas demais e nutrientes de menos: problema global na alimentação pode ter solução já conhecida, afirmam especialistas

Publicado em: 12/12/2025 04:01

A nutrição personalizada pode ser uma das chaves para uma alimentação mais saudável. Freepik Às vezes, eu brinco que meus animais de estimação comem melhor do que meus filhos. Não é por falta de tentativa – crianças torcem o nariz para legumes, peixes e grãos, enquanto os cães nunca rejeitam sua ração especialmente formulada, completa com todas as vitaminas e minerais de que precisam para prosperar. Os resultados são claros: pelo brilhante, muita energia e boa saúde. Comparar crianças a animais pode parecer exagero, mas revela uma verdade importante. Do ponto de vista nutricional, alimentos produzidos para animais – domésticos ou de criação – são mais completos do que muitos dos alimentos feitos para humanos. VEJA TAMBÉM: O que comer para viver mais: os alimentos ligados à proteção coração e à longevidade Micronutrientes poderosos Microminerais ou oligoelementos – como ferro, zinco, cobre, selênio, iodo e manganês – são essenciais. Embora precisemos deles em quantidades mínimas, têm papel em centenas de reações metabólicas. O ferro transporta oxigênio no sangue; o zinco e o cobre fazem parte de enzimas que protegem contra o estresse oxidativo; o iodo é fundamental para o funcionamento da tireoide; e o selênio ajuda o sistema imunológico a funcionar adequadamente. Quando esses nutrientes faltam, mesmo que levemente, o corpo sente: aumenta o cansaço, a imunidade cai e o risco de doenças crônicas, inclusive câncer, cresce. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 2 bilhões de pessoas sofrem algum tipo de deficiência de micronutrientes. É o que se chama de “fome oculta”: há comida no prato, mas faltam os nutrientes invisíveis que garantem desenvolvimento saudável e envelhecimento adequado. Toxinas em excesso Outro problema é a exposição a elementos tóxicos como arsênico, chumbo, mercúrio e cádmio, com os quais entramos em contato por meio de certos alimentos ou do ambiente. Mesmo em pequenas quantidades, eles se acumulam no corpo e afetam o sistema nervoso, a fertilidade e aumentam o risco de câncer. O grande desafio é que tanto as deficiências de minerais essenciais quanto a exposição a toxinas muitas vezes passam despercebidas. Não apresentam sinais claros até que o problema se torne sério. Ultraprocessados 'saudáveis' aumentam desejo de comer e podem dificultar processo de emagrecimento; entenda Um problema global e multifacetado A deficiência de micronutrientes é universal, mas se manifesta de formas diferentes ao redor do mundo. Em países de baixa renda, as deficiências geralmente resultam de uma dieta baseada quase exclusivamente em cereais ou tubérculos, com pouca disponibilidade de alimentos de origem animal ricos em ferro, zinco e selênio. Assim, deficiências combinadas desses nutrientes afetam milhões de mulheres e crianças, com sérias consequências para o desenvolvimento físico e cognitivo. Em países de média renda, duas realidades contrastantes coexistem: áreas rurais continuam sofrendo com falta de acesso a alimentos variados, enquanto grandes cidades apresentam deficiências “invisíveis”, ligadas a dietas ultraprocessadas e consumo excessivo de calorias pobres em micronutrientes. Em sociedades mais desenvolvidas, as deficiências tendem a ser mais sutis. Não é fome visível, mas deficiências subclínicas associadas ao envelhecimento e a dietas veganas ou mal planejadas, com pouco consumo de carne e peixe. Na Europa, por exemplo, vários países do norte e do centro sofrem com baixos níveis de selênio e iodo – provavelmente devido a solos pobres nesses elementos. Ao mesmo tempo, a exposição a metais tóxicos como mercúrio e cádmio continua preocupante, especialmente pelo consumo de certos peixes ou pelo tabagismo. Essa diversidade de causas mostra que a “fome oculta” assume muitas formas e que garantir ingestão adequada de minerais essenciais é um desafio global, sem fronteiras ou distinção de renda. Nutrição direcionada Na medicina veterinária, estamos à frente nessa área há algum tempo – e não apenas com animais domésticos. Em vacas leiteiras, por exemplo, o soro sanguíneo é rotineiramente analisado para ajustar a dieta e prevenir deficiências que podem afetar tanto a saúde do animal quanto a produção de leite. O mesmo vale para cavalos, porcos e aves; sua nutrição é ajustada de forma precisa para evitar problemas e otimizar resultados. Na medicina humana, ainda dependemos principalmente de pesquisas dietéticas e recomendações gerais, pois não há valores de referência universalmente aceitos. Calculamos quanto ferro, zinco ou iodo a população média deve consumir e, com base nisso, elaboramos diretrizes nutricionais. Essa abordagem é útil para políticas públicas, mas limitada porque não reflete circunstâncias individuais. Uma pessoa pode estar em risco de deficiência mesmo seguindo as recomendações — ou pode estar acumulando toxinas sem saber. A contradição é evidente: se cuidamos tão bem da dieta de uma vaca ou de um cão, por que não aplicamos os mesmos princípios à nossa própria saúde? Soro: uma janela para a saúde A boa notícia é que já existe uma ferramenta simples para avançarmos rumo à nutrição personalizada: a análise de soro. O soro permite medir ao mesmo tempo minerais essenciais e tóxicos. Assim como recebemos resultados de colesterol ou glicose em exames de rotina, poderíamos detectar deficiência de zinco ou selênio, ou saber se estamos acumulando chumbo ou cádmio. A tecnologia atual permite obter esses perfis com rapidez e precisão a partir de uma pequena amostra. Isso abre caminho para programas de saúde pública mais eficazes, que não dependam apenas de estimativas alimentares, e para uma nutrição realmente personalizada. Cuidamos melhor das vacas do que de nós mesmos Se sabemos que uma vaca com deficiência de selênio produz menos leite e é menos fértil, corrigimos isso imediatamente. Se um cão precisa de zinco para manter o pelo brilhante, damos sem hesitar. Por que não fazemos o mesmo com os humanos? A nutrição direcionada não deve se limitar a animais de criação ou de estimação; ela pode – e deve – ser aplicada à saúde humana. Uma simples análise de soro poderia nos ajudar a viver melhor, prevenir doenças e envelhecer com mais qualidade de vida. Talvez seja hora de aprender com o que a medicina veterinária faz bem há anos: cuidar da nutrição nos mínimos detalhes. *Marta López Alonso é professora de Patologia Animal da Universidade de Santiago de Compostela. **Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation.

Palavras-chave: tecnologia

TJ-SP investiga origem da publicação de dados de crianças e adolescentes em sites jurídicos

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos O Tribunal de Justiça de São Paulo investiga a divulgação de informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais em sites jurídicos, como Escavador e Jusbrasil. Por lei, estes dados são sigilosos. Segundo o Tribunal, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O vazamento, considerado inédito pela Defensoria Pública de São Paulo, já provocou demissões, abandono escolar e situações de constrangimento entre jovens cujos nomes passaram a aparecer em buscas simples na internet. Os sites jurídicos lamentaram a exposição dos jovens e alegaram que apenas reproduziram dados. A origem do vazamento é desconhecida. (leia mais abaixo) Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Raio X da violência contra a criança e o adolescente no Brasil Justiça vai contra a lei e expõe nomes e até endereços de crianças e mulheres vítimas de estupro e violência doméstica Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. "Embora os portais se esquivem de assumir uma responsabilidade, o fato é que qualquer divulgação, independentemente da fonte de obtenção, é uma infração administrativa. Então, os portais são responsáveis por essa divulgação, sim. Além da indenização, que esses adolescentes podem fazer jus. E aí, teria que investigar a origem para poder pensar em espécies de responsabilidade seja penal, administrativa ou cível", completou Gabriele. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários. O que diz o Jusbrasil "O Jusbrasil organiza e disponibiliza dados públicos extraídos de fontes oficiais do sistema de justiça. Desde a entrada no ar do Jusbrasil, criamos mecanismos de remoção de informações pessoais, mesmo que estejam disponíveis em sites oficiais. Já foram mais de 15 milhões de processos que tiveram informações desidentificadas de forma proativa. Essas medidas incluem casos de adolescentes que cumprem ou cumpriram medidas socioeducativas. Nos casos de informações que tenham sido publicadas erroneamente pelas fontes oficiais e não tenham sido contempladas em nossos mecanismos automáticos de prevenção, temos um canal de atendimento que funciona 24 horas por dia para solicitação de desidentificação das informações. Nos diários oficiais, havendo o pedido, a desidentificação é imediata."

ENTREVISTA: presidente da Volkswagen celebra força do Tera e admite desafio na eletrificação

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 A Volkswagen voltou a viver um bom momento. Em apresentação recente a jornalistas, a montadora alemã comemorou um crescimento de 18% nas vendas na América Latina. É verdade que o avanço ocorre após dois anos de queda, mas a empresa aposta em seu principal acerto de 2025 para manter uma boa trajetória no próximo ano. O Volkswagen Tera, desenvolvido pela unidade brasileira da empresa, foi lançado em meados deste ano e já lidera entre os SUVs mais emplacados do país. Segundo a marca, foram 60 mil unidades vendidas, somando mercado interno e exportações para países vizinhos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, evita afirmar que o Tera é o grande marco de sua gestão, iniciada há seis anos. Ainda assim, não perde a oportunidade de destacar que, no dia do lançamento, o SUV que acompanhou desde a concepção esgotou três meses de produção em menos de uma hora. "Comentei ano passado para a turma: 'Pessoal, eu quero esse carro realmente que seja um ícone'. (...) Acertamos a campanha, acertamos a comunicação dele, acertamos no marketing, na maneira de vender", diz Possobom em entrevista exclusiva ao g1. O Tera é certamente o ponto mais positivo dos R$ 20 bilhões em investimentos anunciados pela marca para a América Latina. Mas outra parte relevante será destinada a recuperar um atraso na linha de produção da Volks: a eletrificação. A marca ainda não anunciou nenhum modelo híbrido ou elétrico de produção nacional, enquanto outras montadoras tradicionais do país já começam a ofertar suas opções. A pioneira Toyota lançou seu híbrido flex em 2019. A Volks só terá o primeiro em 2026. Isso sem contar as marcas chinesas, que chegaram com força, já focadas em modelos eletrificados. A presença é tão grande que a participação de veículos importados emplacados neste ano se aproxima de 20%. Três anos atrás, era de apenas 13%, segundo dados da Anfavea. "A gente anunciou algumas semanas atrás a entrada realmente da Volkswagen na eletrificação, com mais força. Então, todos os carros produzidos que nós vamos lançar a partir de 2026 vão ter algum tipo de eletrificação", diz Possobom, mencionando um empréstimo de R$ 2,3 bilhões contratado no BNDES justamente para acelerar o processo. Além dos próximos lançamentos, o presidente da Volkswagen comentou os passos futuros e desafios da marca no país, suas perspectivas para o mercado automotivo e a ausência no Salão do Automóvel de 2025, que marcou o retorno do evento após sete anos. Veja abaixo a íntegra da entrevista de Ciro Possobom ao g1. g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques. Quando se percebe o potencial de um sucesso Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante O que empacou a eletrificação da Volkswagen O que faria o mercado automotivo deslanchar O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel Quando se percebe o potencial de um sucesso Presidente da Volkswagen conta como percebeu que o Tera seria um sucesso Constatar o sucesso de um novo modelo não acontece da noite para o dia. O desenvolvimento de um carro começa muito antes. Possobom explica que, em geral, são necessários cerca de cinco anos de planejamento, testes e ajustes até que o veículo ganhe forma. O potencial de sucesso — ou de fracasso — do carro só surge mais adiante, quando o projeto está concluído e decisões como design, estofamento, motor e formato dos bancos já foram tomadas. Segundo ele, essa percepção costuma aparecer entre três e seis meses antes do lançamento. “Quando realmente ele aparece para o grande público e começa a ver a percepção que a gente tem, do tamanho do potencial do carro”, disse o executivo. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 No caso do Tera, o modelo “apareceu” pela primeira vez em setembro de 2024, em um teaser no Rock in Rio, nove meses antes do lançamento. Em março, a três meses da estreia, o carro foi apresentado integralmente no Rio de Janeiro, durante o carnaval. Foi nesse intervalo que o Tera despertou o interesse do público e resultou na venda de 12.200 unidades em menos de uma hora, quando as encomendas foram abertas. Os pedidos precisaram ser encerrados devido ao limite de produção da fábrica de Taubaté (SP). O modelo divide a linha de montagem com o Polo. A planta já produziu outros veículos bastante conhecidos da Volks, como Gol, Voyage, Passat, Saveiro, Parati e Up. Brasileiro prefere SUV, mas hatch é importante Presidente da Volkswagen diz que brasileiro prefere SUV, mas hatch ainda é importante Os brasileiros compram mais SUVs zero quilômetro do que hatches desde 2020. Hoje, os utilitários respondem por 54% dos veículos emplacados, enquanto os hatches representam 24,6% das vendas. O movimento aparece dentro da própria Volkswagen, que oferece: Seis SUVs: Tera, Nivus, T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4 (para aluguel) Dois hatches: Polo e Golf GTI Duas picapes: Saveiro e Amarok Uma minivan: ID.Buzz (também para aluguel) Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em outras palavras, há três vezes mais opções de SUVs do que de hatches. E entre estes está o Golf GTI, que parte de R$ 430 mil e não é um veículo de grande volume. Mesmo assim, o presidente da Volkswagen não acredita que o mercado de hatches esteja em declínio. “O SUV, ele [o público brasileiro] realmente prefere mais, mas não quer dizer que o hatch não é importante”, afirma o executivo. Mas é preciso reconhecer que a troca já está em curso. À medida que o Tera ganhou espaço entre os emplacamentos, o Polo perdeu ritmo. O SUV já vende mais que o hatch, em um ano em que se esperava até que o Polo pudesse se tornar o veículo mais vendido do Brasil, superando a Fiat Strada. O que empacou a eletrificação da Volkswagen Presidente da Volkswagen explica como será a introdução dos eletrificados da marca no país Quem procura carros elétricos ou híbridos não encontra hoje uma opção da Volkswagen para compra no Brasil. Os únicos modelos eletrificados da marca são dois 100% elétricos — ID.4 e ID.Buzz — oferecidos apenas por assinatura. O cenário contrasta com o de concorrentes como Chevrolet, Toyota, Honda, Fiat, Peugeot e Hyundai, além das marcas chinesas BYD, GWM, MG e Zeekr, que já oferecem modelos eletrificados no país. Segundo Ciro Possobom, eletrificar a linha atual encareceria os veículos, e esse foi um fator decisivo para a estratégia de limitar, por ora, a oferta de modelos com bateria de alta tensão. “O Tera, que hoje tem preço médio de R$ 120 mil, hoje ele não é eletrificado. Se eu começar a eletrificar ele, quanto fica a mais? Um híbrido leve vai custar R$ 10 mil a mais, se eu colocar um híbrido, vai para R$ 30 mil ou R$ 40 mil a mais”, disse o executivo. “Um cliente de R$ 120 mil não é o mesmo de R$ 160 mil. Então eu tenho que ter muito cuidado quando você adota algumas tecnologias, para talvez não desposicionar e o brasileiro não conseguir pagar”, complementou. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Em relação à eletrificação nos próximos anos, a Volkswagen prometeu que todos os lançamentos de 2026 terão ao menos uma versão eletrificada. Possobom destacou sobretudo os híbridos flex e justificou a escolha pelo tamanho do país e pelo modo como o brasileiro utiliza o carro. “O brasileiro anda muito de carro, são 13 mil ou 15 mil km por ano. Ele pega o carro, vai para a praia, coloca a família. (...) Então, um híbrido leve, um HEV (híbrido pleno) e um plug-in hybrid estão dentro das soluções, também como carros elétricos. A gente tem vários carros sensacionais elétricos lá fora que também poderia fazer aqui”, diz. O presidente da Volkswagen também mencionou que, a exemplo de Chevrolet e Stellantis, poderia trazer ao Brasil carros elétricos produzidos na China, mas prefere fabricar aqui, com tecnologias voltadas ao mercado nacional. “O brasileiro, ele tem um comportamento. Ele precisa ficar anos com o carro. Tem que cuidar muito com o valor residual desse carro. Como é que vai estar essa tecnologia daqui a 3, 4 anos? Então, a gente acredita que a solução de híbridos é a melhor solução aqui para o brasileiro”, comentou Possobom. O que faria o mercado automotivo deslanchar Presidente da Volkswagen comenta sobre o que faria o mercado automotivo deslanchar O mercado de automóveis deve encerrar 2025 com 2,55 milhões de veículos zero quilômetro emplacados, um avanço de 3% em relação ao ano anterior, segundo a Fenabrave. O número é expressivo, mas a estimativa já foi maior. A projeção inicial era de 2,6 milhões de emplacamentos, o que representaria alta de 5%. A revisão ocorreu em outubro, quando a entidade atualizou suas expectativas. Ciro Possobom aponta três fatores que poderiam ter levado o índice além do resultado modesto, de um dígito: juros mais baixos, maior produção nacional e regulamentação mais flexível. “Um ponto é a parte de juros. Eu acho que é importante. É o primeiro ponto que poderia realmente ajudar bastante ali”, disse o executivo. Atualmente a taxa de juros Selic está em 15% e permanece assim desde junho deste ano. Há, porém, previsão de queda. A edição mais recente do Boletim Focus indica que o Brasil deve encerrar 2026 com a taxa próxima de 12%. Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil Kaique Mattos/g1 Além dos juros, ele acredita que ampliar a produção nacional de veículos também seria decisivo para impulsionar o crescimento do mercado. “Se a gente produz na região, sei lá, 600 mil carros, por exemplo, se eu pudesse produzir 700 mil ou 800 mil carros, com certeza, o meu custo barataria. A indústria precisa se fortalecer, precisa de mais massa de produção. Isso ajudaria a ter o carro mais competitivo”, afirma. Possobom também afirma que a legislação de emissão de poluentes no Brasil é mais “pesada do que a própria Europa, os próprios Estados Unidos”. “Quando você faz um PL 7, um PL 8, você coloca mais custo naquele carro. Então, são investimentos de centenas de milhões e um custo por unidade também ali”, explica. O PL 8 é a fase mais recente do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde o início de 2025, com etapas que serão implementadas gradualmente até 2029. Entre as exigências estão limites menores de emissões e a adoção de tecnologias para capturar vapores de combustível durante o abastecimento, evitando que esses gases sejam liberados na atmosfera. O que a Volkswagen precisaria para voltar ao Salão do Automóvel Presidente da Volkswagen explica por que ficou de fora do Salão do Automóvel O Salão do Automóvel de São Paulo voltou a ser realizado após sete anos de hiato, mas marcas de peso como Volkswagen, Chevrolet, Ford, Audi, BMW e Mercedes decidiram não participar, desfalcando o retorno do evento. Quem dominou os estandes foram as fabricantes chinesas, em um salão de proporções mais modestas. Ciro Possobom não se mostrou arrependido de ficar de fora. Ele menciona as inúmeras ativações de marketing da Volkswagen no ano e afirma que a empresa pode considerar voltar ao evento em 2027 caso ele seja mais “forte”. “Salão forte para mim é com presença de todas as marcas, né? Então, acho que é isso que é importante, né? Tiveram marcas importantes lá, mas muita gente ficou de fora. Vamos torcer que a gente consiga fazer um salão bacana, bem melhor em 2027”, revelou o executivo. O formato pouco inovador também não agradou. “Acho que pode ser maior. A gente participou de alguns eventos na Europa que são diferentes, diferentes formatos de salão, aberto ao público, em praças”, disse. “Acho que ficar naquele modelo do salão de galpão fechado, com cada um num canto, talvez não seja o que o público queira”, avalia.

Palavras-chave: tecnologia

Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais, que, por lei, deveriam estar totalmente protegidas, foram encontradas em sites jurídicos como Escavador e Jusbrasil. O g1 apurou que o caso tem provocado demissões, abandono escolar e constrangimentos entre jovens que passaram a aparecer em buscas simples na internet. A origem do vazamento ainda é desconhecida. 1. Como o vazamento foi descoberto Segundo apurou o g1, o problema veio à tona quando técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberam que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente na internet. Um desses serviços mapeou 40 nomes expostos em apenas uma região de SP. A Defensoria Pública de SP, então, passou a receber denúncias de forma contínua e já contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora estime que o número real seja muito maior. Os dados vazados incluem nome, idade e detalhes do ato infracional, como furtos e outros crimes patrimoniais. “É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento. Esses processos têm camadas de sigilo”, disse Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora auxiliar do Núcleo da Infância da Defensoria. O ECA proíbe qualquer divulgação que identifique adolescentes envolvidos em atos infracionais. A pena para quem publica ou reproduz esses dados vai de 3 a 20 salários de referência, dobrada em caso de reincidência. 2. O que pode ter causado o vazamento A Defensoria trabalha com três principais suspeitas: Publicações judiciais feitas sem ocultar os nomes dos envolvidos, inclusive em varas criminais, onde adolescentes chegaram a ser citados nominalmente. Casos que envolvem advogados, cujas decisões acabam publicadas no Diário de Justiça Eletrônico sem sigilo. Divulgação de atos processuais que deveriam permanecer totalmente sigilosos, como os do juízo corregedor, que têm o nível máximo de restrição. Há ainda a hipótese de que o problema esteja relacionado a sistemas nacionais como o Códex, do CNJ, onde tribunais alimentam informações processuais. Não há confirmação. A Defensoria afirma que solicitar a remoção caso a caso não resolve: “É um universo infinito. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, disse Gabriele. 3. Impacto real na vida dos adolescentes O vazamento tem provocado consequências diretas e graves. Entre os casos mapeados pela Defensoria: uma adolescente foi demitida quando o empregador encontrou seu processo na internet; um estudante abandonou a escola constrangimentos após serem reconhecidos O g1 conversou com o pai de um adolescente inocentado pela Justiça que viu seu nome parar nos sites jurídicos. “Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, contou. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão.” O adolescente passou a apresentar sintomas de depressão e hoje estuda em regime domiciliar. 4. O que diz a lei e quais são as sanções O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe qualquer divulgação — total ou parcial — de informações que permitam identificar crianças ou adolescentes envolvidos em atos infracionais, incluindo nome, idade, atos atribuídos e dados de processos. A regra vale tanto para a publicação original quanto para qualquer tipo de republicação. Pela lei, quem divulga esses dados comete infração administrativa e está sujeito à aplicação de multa que varia de três a vinte salários de referência, podendo dobrar em caso de reincidência. A exposição de imagens ou documentos que permitam identificar o adolescente também está sujeita às mesmas penalidades. Defensoria também diz que cabe indenização aos adolescentes. 5. O que dizem TJ-SP, CNJ e os sites citados TJ-SP: O Tribunal afirma que não houve falha interna, segundo auditoria feita pela área de TI, e diz que os dados encontrados teriam sido obtidos por “meios externos”, sem relação com seus sistemas. O órgão também diz que não pode retirar conteúdos de sites privados sem ordem judicial. CNJ: A Corregedoria pediu esclarecimentos ao TJ e disse que, diante das informações apresentadas, não encontrou provas de falha no sistema que justificassem medidas mais severas. O órgão também mencionou apenas dois casos formalmente encaminhados ao tribunal — número contestado pela Defensoria. Escavador: A empresa lamentou a exposição, afirmou que apenas reproduz informações já tornadas públicas em bases oficiais e que removeu imediatamente as páginas citadas. Disse ainda que detectou que esses processos constavam como públicos em bases ligadas ao próprio Judiciário e que se colocou à disposição para colaborar. Jusbrasil: O site disse ter mecanismos que desidentificam automaticamente informações pessoais e que oferece remoção imediata quando solicitado. Informou que já desidentificou mais de 15 milhões de processos. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução

Palavras-chave: vazamento de dados

Família acusa ChatGPT de alimentar delírios de homem que matou a mãe e cometeu suicídio nos EUA

Publicado em: 12/12/2025 03:01

Logo da OpenAI, dona do ChatGPT AP Photo/Michael Dwyer A OpenAI e sua maior investidora, a Microsoft, foram processadas nesta quinta-feira (11) em um tribunal da Califórnia, nos Estados Unidos, sob a alegação de que o ChatGPT incentivou um homem com problemas mentais a matar sua mãe e, depois, cometer suicídio. O processo afirma que o ChatGPT alimentou delírios de Stein-Erik Soelberg, de 56 anos, envolvendo uma conspiração contra ele, e isso o levou a assassinar sua mãe, Suzanne Adams, de 83 anos. O crime ocorreu em Connecticut, em agosto. "O ChatGPT manteve Stein-Erik engajado por horas a fio, validando e amplificando cada nova crença paranoica e, sistematicamente, reformulando a imagem das pessoas mais próximas a ele, especialmente sua própria mãe, como adversárias, agentes ou ameaças programadas", afirma o processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: OpenAI cita 'uso indevido' e nega que ChatGPT tenha levado adolescente ao suicídio Mais de um milhão de usuários falam sobre planos de suicídio com o ChatGPT, diz OpenAI A OpenAI classificou o caso como "uma situação extremamente dolorosa". "Analisaremos os documentos para entender os detalhes", acrescentou a empresa. "Continuamos aprimorando o treinamento do ChatGPT para reconhecer e responder a sinais de sofrimento mental ou emocional, amenizar conflitos em conversas e orientar as pessoas para obterem apoio na vida real", disse a OpenAI. Representantes da Microsoft não responderam imediatamente ao pedido de comentário feito pela Reuters. ChatGPT alimentou teoria da conspiração, diz processo O caso, movido pela família de Adams, faz parte de um número crescente de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial, alegando que seus chatbots incentivaram o suicídio. Este é o primeiro a vincular um chatbot de IA a um assassinato. Segundo a denúncia, Stein-Erik Soelberg publicou um vídeo nas redes sociais em junho, mostrando uma conversa na qual o ChatGPT lhe disse que ele tinha "cognição divina" e que havia despertado a consciência do chatbot. O processo alega que o ChatGPT comparou sua vida ao filme "Matrix" e incentivou suas teorias de que pessoas estavam tentando matá-lo. A denúncia afirma que o ChatGPT informou a Soelberg, em julho, que a impressora de sua mãe estava piscando porque era um dispositivo de vigilância usado contra ele. O processo também diz que, antes do assassinato, o chatbot "validou a crença de Stein-Erik de que sua mãe e um amigo tentaram envenená-lo com medicamentos psicodélicos dispersos pelas saídas de ar de seu carro" . Soelberg utilizou o GPT-4o, uma versão do ChatGPT que foi criticada por ter um comportamento supostamente bajulador com os usuários. "Essas empresas precisam responder por suas decisões, que mudaram minha família para sempre", disse o filho de Soelberg, Erik, em um comunicado.

Palavras-chave: inteligência artificial

Larry Ellison perde R$ 168 bilhões em um dia e cai para 3º no ranking de bilionários da Forbes

Publicado em: 12/12/2025 02:00

A fortuna do cofundador da Oracle, Larry Ellison, despencou US$ 31 bilhões (cerca de R$ 168 bilhões) nesta quinta-feira (11), segundo a revista Forbes. Com isso, o bilionário caiu da segunda para a terceira posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo. No fechamento do dia, o patrimônio de Ellison foi estimado em US$ 249,5 bilhões (R$ 1,353 trilhão), valor abaixo da fortuna do cofundador do Google, Larry Page, que agora ocupa a segunda colocação com US$ 256,7 bilhões. (veja o top 5 mais abaixo) A perda bilionária está diretamente ligada à queda de mais de 10% nas ações da Oracle nesta quinta-feira, após a divulgação do balanço financeiro da companhia. 🤔 Na prática, a queda das ações da Oracle reduz o patrimônio de Larry Ellison porque a maior parte de sua fortuna está ligada aos papéis da empresa. Quando eles se desvalorizam, o valor dessas participações cai na hora, diminuindo sua posição no ranking da Forbes. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O resultado da Oracle, que veio abaixo das expectativas dos analistas, aumentou a preocupação do mercado com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). Os gastos robustos e as projeções fracas reforçaram dúvidas sobre a velocidade com que essas apostas em IA trarão retorno. Investidores também se desfizeram dos papéis da Oracle diante das preocupações com o uso de dívidas para sustentar sua estratégia de expansão nessas novas tecnologias. A Oracle é referência global em soluções para gerenciamento de bancos de dados e servidores, atendendo empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos Estados Unidos. (leia mais abaixo). Veja os top 5 mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes: Elon Musk (Tesla e SpaceX): US$ 491,9 bilhões Larry Page (Google): US$ 256,7 bilhões Larry Ellison (Oracle): US$ 249,5 bilhões Jeff Bezos (Amazon): US$ 241,9 bilhões Sergey Brin (Google): US$ 236,8 bilhões Larry Ellison, da Oracle, no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2025. Associated Press De onde vem a fortuna de Larry Ellison A maior parte da fortuna de Ellison vem de sua participação de 41% na Oracle. Além de cofundador, ele ocupa os cargos de presidente do conselho e diretor de tecnologia da companhia. Ellison também foi CEO da empresa por 37 anos, deixando a função em 2014. Em setembro, o patrimônio de Larry Ellison chegou perto do de Elon Musk, que já ocupava o posto de mais rico do mundo, com US$ 491,3 bilhões na época. Naquele período, uma disparada das ações da Oracle acrescentou mais de US$ 110 bilhões à fortuna de Ellison, elevando seu total para quase US$ 405 bilhões, segundo a Forbes. O empresário também é dono de quase metade da Paramount Skydance, gigante da mídia formada pela fusão de US$ 8,4 bilhões (R$ 45,5 bilhões) entre o estúdio Paramount e a produtora Skydance. O grupo fez, recentemente, uma oferta para comprar a Warner Bros. Discovery. Ellison, que nunca concluiu a faculdade, chegou a desenvolver um banco de dados para a CIA enquanto trabalhava na Ampex Corporation. Ele também integrou o conselho da Tesla entre 2018 e 2022. Segundo a Forbes, o bilionário vive atualmente na ilha havaiana de Lanai, adquirida quase por completo em 2012 por US$ 300 milhões. Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes O que é a Oracle Pouco conhecida pelo consumidor final, a Oracle atua no desenvolvimento de soluções para empresas. Fundada em 1977, em Santa Clara, na Califórnia (EUA), pelos engenheiros Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, a empresa nasceu com o nome Relational Software Inc.. O primeiro escritório tinha apenas 83 metros quadrados. Em 1982, a companhia adotou oficialmente o nome Oracle Corporation, que mantém até hoje. Cinco anos depois, já listada na bolsa Nasdaq, a Oracle foi classificada como a maior empresa de gerenciamento de bancos de dados do mundo, com US$ 100 milhões em vendas e presença em 55 países. Atualmente, a Oracle é referência global no gerenciamento de bancos de dados e servidores para empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos EUA. A companhia também atua na infraestrutura de servidores em nuvem e na área de inteligência artificial. Com valor de mercado de US$ 566 bilhões em 11 de dezembro de 2025, a Oracle compete com gigantes como Microsoft e Amazon no segmento de computação em nuvem, e com empresas como SAP e Salesforce na área de bancos de dados. Além disso, fornece serviços em nuvem para a xAI, startup de inteligência artificial fundada por Elon Musk, um aliado de longa data de Larry Ellison, segundo a Reuters.

‘Time’ escolhe como personalidade do ano empresários responsáveis por desenvolver a inteligência artificial

Publicado em: 11/12/2025 21:16

Criadores de inteligência artificial são as pessoas do ano da revista 'Time' A revista americana “Time” escolheu como personalidade do ano os empresários responsáveis por desenvolver a inteligência artificial. Na foto original, onze trabalhadores almoçam durante uma pausa na construção de um arranha-céu de Manhattan, em 1932. Na reconstrução da foto na capa da “Time”, quem está no andaime são as pessoas mais ricas e poderosas do país hoje. De acordo com a revista, representam os arquitetos da inteligência artificial. Dois são chefes de empresas que fabricam os chips - a Nvidia e a AMD. Um, de uma empresa que pega esses chips e constrói os data centers para processar dados. E outros três desenvolvem os programas que as pessoas e empresas usam. Comandam: a OpenAI, do ChatGPT; a Anthropic, do Claude; a Meta, que já usa inteligência artificial nas redes sociais e desenvolve novos modelos. Mais de 800 milhões de usuários empregaram a inteligência artificial a cada semana para várias tarefas: escrever programas, ajudar em pesquisas, compor músicas e escrever textos. ‘Time’ escolhe como personalidade do ano empresários responsáveis por desenvolver a inteligência artificial Jornal Nacional/ Reprodução Se antes o governo americano pressionava os donos dessas empresas para tornar a tecnologia mais segura para a população, desde a eleição de Donald Trump tudo mudou. Na cerimônia de posse, estavam muitos dos que agora figuram na capa da “Time”. Donald Trump, em 2025, até falou em comprar uma parte das companhias americanas e desenvolver a inteligência artificial como estratégia de segurança nacional. Foram US$ 427 bilhões investidos em inteligência artificial só em 2025 nos Estados Unidos. Mas muitos economistas temem uma bolha financeira, porque esses investimentos são cíclicos. Por exemplo: a Nvidia, que faz chips, vai investir US$ 100 bilhões na OpenAI, do ChatGPT, que vai investir US$ 300 bilhões na Oracle, que em troca vai fazer o data center só com chips da Nvidia. Muitas dessas empresas operam no vermelho. A OpenAI tem déficit de US$ 9 bilhões. Mesmo com toda essa dívida, as pessoas sentadas nesse andaime são as mais ricas do mundo. Enquanto preveem que a inteligência artificial vai acabar com a maior parte dos empregos e automatizar grande parte dos serviços que construíram Manhattan e a economia americana,. Enquanto a revista “Time” elege esse grupo como pessoas do ano por estarem revolucionando a economia americana, uma outra publicação importante, a revista “New Yorker”, chamou essas pessoas em 2025 de outro nome: oligarcas. A “New Yorker” descreve um oligarca como leal ao Estado, para proteger suas fortunas, que estabelece uma rede de favores com controle sobre ministérios e orçamento nacional. A capa da “Time” é a representação desse admirável mundo novo. LEIA TAMBÉM Com imagem de Musk, Zuckerberg e CEOs de big techs, revista 'Time' escolhe 'arquitetos da IA' como pessoas do ano em 2025 Quem são os 'arquitetos da IA' que revista Time elegeu como Pessoa do Ano de 2025

Há 10 anos, paulistanos enfrentam tempestades cada vez mais intensas; especialistas alertam para necessidade de prevenção

Publicado em: 11/12/2025 20:42

Há 10 anos, paulistanos enfrentam tempestades cada vez mais intensas Reprodução/TV Globo Fenômenos extremos estão mais frequentes. Por isso as cidades precisam aprender a se planejar melhor. Foi o pior vendaval sem chuva desde 1963, segundo o Inmet. Com rajadas que duraram praticamente o dia inteiro, como registra o gráfico mostrado pela professora de Ciências da Atmosfera da USP. “Atingindo aqui São Paulo, Sudeste, os estragos são diferentes e maiores, e afeta muito mais gente. Manteve essas rajadas de ventos, que nós chamamos de rajadas de vento sustentadas, por praticamente 12 horas sobre a cidade de São Paulo e isso gera um estresse em toda a infraestrutura da cidade”, explica Rachel Ifanger Albrecht. Mas não são poucas as tempestades que chegaram completas: com ventania, chuvas e raios. Nos últimos dez anos, elas ficaram pioraram. Em 2014, um temporal com granizo e ventos fortes deixou 200 mil pessoas sem energia. Dois anos depois, a chuva e a ventania causaram soterramentos, alagamentos e apagão. Vinte e oito pessoas morreram na Região Metropolitana. A tempestade em 2019 derrubou árvores, provocou apagões e afetou o transporte público. Em fevereiro de 2020, as marginais Tietê e Pinheiros ficaram submersas em um evento classificado como um dos mais extremos em décadas. Um ciclone extratropical atingiu a capital em novembro de 2023. A ventania deixou mais de 2 milhões de clientes sem energia elétrica e centenas de árvores caíram. A ventania passa, mas os estragos e prejuízos ficam - e vão se somar aos próximos eventos extremos do clima, cada vez mais frequentes e intensos. Isso é certeza dos especialistas. Uma certeza tão firme quanto a necessidade de prevenção. A Prefeitura de São Paulo informou que depende do desligamento de energia para remover árvores que caíram e que trabalha para prevenir o problema. “A prefeitura faz o seu papel preventivo. São cerca de 170 mil podas realizadas nas vias urbanas da cidade e por volta de 11 mil remoções de árvores que não são mais saudáveis por ano. E o replantio: só este ano, na cidade de SP, foram 120 mil novas árvores plantadas”, diz Fabricio Cobra Arbex, secretário municipal das Subprefeituras de SP. Às 6h40, quando mais de 1 milhão de clientes continuavam sem energia elétrica, o Globocop flagrou o pátio da Zona Norte lotado de veículos e caminhões da Enel parados. O diretor da concessionária disse que era troca de turnos, informou que tem 3 mil homens trabalhando em campo, mas não há previsão de tempo para restabelecer a energia em toda a cidade. “Eu tenho ocorrências que consigo agilizar e trocar mais rápido, porque não foi tão destruído. E eu tenho ocorrências que, de fato, preciso reconstruir a rede, e isso leva um tempo, dada a complexidade da ocorrência”, diz Marcelo Puertas, diretor da Regional Norte da Enel São Paulo. O coordenador do Instituto Cidades Sustentáveis explica que temos tecnologia, ciência e profissionais capazes de preparar melhor as cidades para evitar os prejuízos e o sofrimento de tanta gente. “Quem tem a capacidade de tomar uma decisão em escala - porque esse é um problema em escala - é a gestão pública. E a gestão pública tem que tomar as decisões e enfrentar os problemas, sobretudo com quem fornece o serviço. Nós temos aqui esse problema, mas não adianta ficar com essa troca de culpas: quem é culpado ou não. Nós temos é que solucionar o problema para a população de uma forma geral”, afirma Jorge Abrahão, coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis e da Rede Nossa São Paulo. LEIA TAMBÉM Ventania chega a 98 km/h em SP, deixa mais de 2 milhões de imóveis sem luz, derruba 151 árvores e cancela voos Ventania provoca cancelamentos e atrasos de voos pelo Brasil; veja aeroportos afetados Aeroportos de SP têm 100 voos cancelados nesta quinta após vendaval histórico; número total desde quarta passa de 300 Voos cancelados ou atrasados após ventania: saiba quais são os direitos dos passageiros

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Vereadores de Lagarto aprova título de cidadania para Wesley Safadão

Publicado em: 11/12/2025 20:06

Wesley Safadão Divulgação/Arquivo Os vereadores da Câmara Municipal de Lagarto aprovaram, nesta quinta-feira (11), a concessão do Título de Cidadão Lagartense para o cantor Wesley Safadão, que é natural de Fortaleza (CE). Segundo a Câmara, a proposta para a homenagem é do vereador e presidente da Casa Washington da Mariquita e se baseia no vínculo que o artista mantém com Lagarto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Safadão marca presença constante na cidade e frequenta eventos importantes, especialmente na tradicional Vaquejada do Parque das Palmeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente Washington da Mariquita também considera que essa relação contínua e positiva ajudou a criar um laço especial entre o artista e a comunidade lagartense. A aprovação para o título ainda deve ser publicada do Diário Oficial do Município.

Palavras-chave: câmara municipal