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Gradução em Inteligência Artificial da Unicamp aposta em projetos reais e uso ético da tecnologia

Publicado em: 11/02/2026 19:29

Acesso ao campus da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp O curso de bacharelado em Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados, aprovado pela Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Unicamp, terá como proposta desafiar os estudantes a encontrarem resoluções para problemas da sociedade, abordar o "uso ético responsável" da IA, além de relacionar conteúdos de exatas com outras áreas do conhecimento. De acordo com a universidade de Campinas (SP), o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação da instituição. A expectativa é que ele seja votado na próxima sessão do conselho, em 31 de março. Caso seja aprovado, a previsão é que a graduação seja implementada no campus de Limeira (SP) no início de 2027. O curso também pode ter uma turma em Campinas a partir de 2028. ✍🏻 Cristiano Torezzan, diretor associado da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) de Limeira (SP), e Leonardo Tomazeli, professor da FCA, participaram da idealização do curso. Eles explicaram ao g1 que a nova graduação foi criada para capacitar o profissional a não apenas programar, mas entender o problema, dialogar com outras áreas, encontrar os dados adequados e implementar uma solução. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp "O grande diferencial é uma formação mais holística, mais ampla, no sentido de que cobre mais áreas do que tradicionalmente um curso de ciência da computação, por exemplo. Então, vai ser um curso eminentemente prático. Então, o estudante vai ter contato com problemas reais já desde o primeiro ano", relata Leonardo Tomazeli Veja os vídeos que estão em alta no g1 Onde ele poderá trabalhar? Com o diploma em mãos, o profissional estará apto a atuar em qualquer projeto que envolva a análise de dados e o desenvolvimento de algoritmos. Isso inclui desde a concepção e modelagem, até a implementação final da IA. Os professores ressaltam que a expectativa é que os formados ocupem vagas em todas as gamificações de inteligência artificial, entretanto, o curso propõe que o estudante busque uma especialização no final do curso, através da escolha de uma ênfase de especialização. "Ele vai escolher no final do curso uma ênfase, que é onde ele vai se especializar, principalmente no domínio de conhecimento daquelas áreas. Então, a nossa expectativa é que ele atue na grande área de IA, mas que ele possa se especializar em uma dessas ênfases que nós vamos oferecer aqui", explica Cristiano Torezzan. Segundo a Unicamp, o novo curso terá ênfases em três áreas: Cidades Inteligentes e Sustentáveis Administração Pública e Governo Digital Saúde e Esporte de Alto Rendimento Mais completo, prático e interdisciplinar Embora cursos como ciência da computação e outras engenharias possuam elementos semelhantes e também capacitem profissionais para trabalhar com a inteligência artificial, os professores explicam que eles nem sempre cobrem a "cadeia completa". Leonardo Tomazeli ressalta que um projeto não se baseia apenas na programação da inteligência artificial, e que o desenvolvimento de um projeto precisa ser somado a outras áreas do conhecimento. "O aluno tem que ter condições de ver toda essa cadeia, desde a modelagem do problema, do entendimento do problema, da interlocução com os atores que trabalham na área específica. [...] As vezes, o grande desafio de um projeto de IA nem sempre é a parte só técnica, mas é a parte de interação, de discussão com aquelas pessoas, as partes que estão envolvidas naquele problema", diz. Além disso, Cristiano Torezzan explica que em todos os semestres, os estudantes terão em suas grades curriculares disciplinas chamadas de "Projetos Integradores", onde vão poder aplicar os conhecimentos em "problemas reais". "Muito mais do que receber uma demanda pronta de um sistema que quer desenvolver, é preciso fazer esse sistema que cumpra essas características. Então, essa formação é ampla no sentido de ter mais aptidões, desenvolver habilidades e aptidões para conversar com pessoas que têm os problemas reais para serem resolvidos", explica. Conhecimentos éticos Segundo os professores, o curso também pretende formar pessoas que compreendam as limitações, riscos e aspectos éticos da área. "Tudo que é um pouco de soft skills, mas também esse uso ético responsável, que a gente acha também que é algo bem importante hoje para formar alguém que vai trabalhar na área de IA, né? Saber também as limitações, dificuldades, os riscos. Isso é bem importante para o curso", relata Leonardo Tomazeli. O curso O bacharelado terá duração mínima de oito e máxima de 12 semestres, com carga horária de 3.240 horas. Inicialmente, serão oferecidas 40 vagas para uma turma no período matutino. O curso será estruturado em seis eixos de formação: matemática estatística computação ferramentas de IA ciência de dados estágio De acordo com os professores, a graduação já está sendo oferecida por outras universidades públicas, como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e privadas, como a PUC Goias e a PUC-Campinas. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Justiça reafirma suspensão de parte do IPTU 2026 em Campo Grande e esclarece quem deve pagar

Publicado em: 11/02/2026 19:26

IPTU em Campo Grande O juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, reafirmou na tarde desta quarta-feira (11) a suspensão do pagamento do IPTU 2026 para contribuintes que tiveram aumento acima da inflação. A decisão complementa liminar já concedida em ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS). O despacho também traz esclarecimentos para reduzir a confusão entre moradores, prefeitura e especialistas sobre quem deve pagar o imposto até esta quinta-feira (12), data de vencimento da cota única ou da primeira parcela. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A ação judicial questiona o aumento do valor venal dos imóveis — base de cálculo do IPTU — após um “reenquadramento” feito pela prefeitura com base em atualização cadastral. Segundo a OAB, o reajuste acima da inflação foi feito por decreto, sem aprovação de lei pela Câmara Municipal. O que está suspenso? De acordo com a decisão, está suspenso apenas o pagamento do IPTU (imposto) para imóveis que tiveram aumento acima de 5,32%, índice correspondente à inflação (IPCA-E). A decisão vale para imóveis prediais (casas e prédios) e também para terrenos, sempre que o reajuste ultrapassar esse percentual. LEIA MAIS: Justiça mantém liminar do IPTU e nega novo recurso da prefeitura de Campo Grande Câmara mantém taxa do lixo mais cara no IPTU de Campo Grande; veja votos dos vereadores Adriane Lopes veta projeto de lei que reduziria valor da taxa do lixo no IPTU de Campo Grande TJ mantém suspensão do aumento real do IPTU em Campo Grande Já a Taxa do Lixo não é objeto da ação e continua sendo cobrada normalmente. O juiz fez questão de esclarecer que o boleto enviado aos contribuintes reúne dois tributos diferentes: 📌 IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) 📌 Taxa do Lixo Ou seja: ao pagar o boleto do IPTU 2026, o contribuinte paga os dois valores somados. ➡️ Quem deve pagar o IPTU até quinta-feira (12)? Deve pagar normalmente o contribuinte cujo valor do imóvel em 2026 tenha sofrido apenas a correção pela inflação de 5,32% em relação a 2025. Exemplo citado na decisão: 2025: Valor da avaliação = R$ 246.234,14 2026: Valor da avaliação = R$ 259.333,00 (correspondente a 5,32% de reajuste) Se o aumento foi apenas esse, o pagamento deve ser feito até o vencimento. ➡️ Quem está com o pagamento suspenso? Está com o pagamento suspenso o contribuinte que teve aumento superior a 5,32% no valor da avaliação do imóvel. Exemplo simples: • Se em 2025 o IPTU foi de R$ 1.000, em 2026 ele poderia ser, no máximo, R$ 1.053,20. • Se ultrapassou esse valor, a cobrança está suspensa até que o município refaça o cálculo. Nesses casos, a prefeitura terá 30 dias para recalcular o imposto e emitir novos boletos, com novo prazo de vencimento. ➡️ A Taxa do Lixo está suspensa? Não. O juiz reforçou que a ação trata apenas do IPTU. A Taxa do Lixo não foi suspensa. Prefeitura é dispensada de enviar carnês, mas com condições Consulta de débitos do IPTU em Campo Grande. TV Morena/Reprodução O município pediu à Justiça autorização para não enviar novamente os carnês físicos, alegando alto custo e risco de prejuízo aos cofres públicos. O juiz autorizou a dispensa do envio, mas impôs condições: 📍 A prefeitura só pode cobrar até 12 de fevereiro os contribuintes cujo reajuste ficou dentro dos 5,32%. 📍 Deve garantir atendimento integral à população durante todo o dia 12 de fevereiro — inclusive ampliando horário presencial, se necessário, até 23h59, até que a última pessoa seja atendida. 📍 Deve disponibilizar no site oficial (iptu.campogrande.ms.gov.br), de forma clara e destacada: O valor do IPTU 2025; O valor do IPTU 2026; O campo “Valor da Avaliação”, para que o contribuinte possa conferir o cálculo. 📍 Deve divulgar amplamente a decisão em rádio, TV, redes sociais e demais canais oficiais. Entenda a disputa A discussão começou após a OAB-MS ingressar com mandado de segurança contra o município. A entidade sustenta que o aumento real do IPTU foi feito por decreto da prefeita, após reenquadramento dos imóveis com base em imagens de satélite, sem envio de projeto de lei à Câmara. Segundo a OAB, houve aumento do valor venal sem notificação prévia individual aos proprietários. Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que: A prefeitura pode corrigir o imposto pela inflação por decreto; Mas qualquer aumento acima da inflação exige aprovação de lei pelos vereadores. Na terça-feira (10), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, negou recurso do município e manteve a suspensão dos aumentos acima da inflação. Impasse continua Mais cedo, a prefeitura divulgou nota afirmando que a suspensão valeria apenas para terrenos com aumento de alíquota. Juristas ouvidos pelo g1, no entanto, afirmam que a decisão judicial abrange imóveis prediais e territoriais sempre que o reajuste ultrapassar 5,32%. Com a nova decisão desta quarta-feira (11), o juiz reafirma o alcance da liminar e tenta encerrar as dúvidas da população. Agora, o foco está no atendimento aos contribuintes nesta quinta-feira (12), data considerada decisiva para quem teve apenas a correção inflacionária aplicada no imposto. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Vereador Rosinaldo Bual registra presença virtual em sessões da CMM mesmo afastado por suspeita de rachadinha

Publicado em: 11/02/2026 19:24

Rosinaldo Bual: Justiça concede habeas corpus e vereador usará tornozeleira eletrônica O vereador Rosinaldo Bual voltou a registrar presença nas sessões da Câmara Municipal de Manaus (CMM), segundo atas publicadas no site oficial do Legislativo municipal, mesmo afastado do cargo pela Justiça por 120 dias. Ele foi preso em outubro de 2025 por suspeita de rachadinha, esquema que desviava parte dos salários de servidores e responde em liberdade. Documentos datados de 9, 10 e 11 de fevereiro confirmam o registro de presença do parlamentar, inclusive no dia da abertura dos trabalhos legislativos, na última segunda-feira (9). As atas também indicam presença nas sessões de terça-feira (10) e desta quarta-feira (11). Apesar disso, Bual não foi visto presencialmente na Câmara em nenhum desses dias. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O vereador não registrava presença desde outubro de 2025, quando foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha”. Ele também responde por lavagem de dinheiro, associação criminosa e uso de funcionários fantasmas. Em nota, a Câmara Municipal de Manaus informou que Rosinaldo Bual não está comparecendo presencialmente às sessões, mas tem realizado o registro de presença de forma virtual. Segundo a Casa, o formato remoto foi adotado desde a pandemia da Covid-19 e continua disponível. Questionada sobre o motivo do registro de presença, já que o afastamento de 120 dias ainda estaria em vigor, a CMM não respondeu até a última atualização desta reportagem. O g1 tenta contato com a defesa de Rosinaldo Bual. LEIA TAMBÉM: Quem é Rosinaldo Bual, vereador de Manaus preso em operação por suspeita de rachadinha Entenda como funcionava o esquema de rachadinha em gabinete de vereador preso em Manaus Vereador postou vídeo cantando louvor horas antes de ser preso por suspeita de rachadinha em Manaus Prisão Bual foi preso em 3 de outubro durante operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Durante o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra o vereador, agentes encontraram três cofres. No interior de um deles, foram encontrados R$ 390 mil em espécie, dois cheques que superavam R$ 500 mil e diversos documentos, entre os quais passaportes. A investigação indicou que os valores retidos também eram usados em um esquema de agiotagem. De acordo com as investigações, mais de 100 pessoas trabalharam no gabinete do vereador entre o início do mandato e a data da operação. Os funcionários recebiam um alto valor de salário na folha de pagamento, mas pessoas ligadas ao vereador intimidavam os trabalhadores para que metade do valor fosse transferido a Bual por dinheiro em espécie ou Pix. A Justiça, que decidiu pelo afastamento do investigado das funções parlamentares por 120 dias, também determinou a quebra de sigilos bancários e telemáticos, bem como o bloqueio judicial de R$ 2,5 milhões, com o objetivo de assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Em dezembro, a Justiça do Amazonas concedeu habeas corpus ao vereador. O habeas corpus foi relatado pelo desembargador Jorge Lins, que substitui a prisão por medidas cautelares. Rosinaldo Bual na CMM Divulgação

Palavras-chave: câmara municipal

Ao menos cinco licitações da Prefeitura de Manaus são investigadas por suspeita de superfaturamento

Publicado em: 11/02/2026 19:17

Prefeitura de Manaus Vinicius Assis/Rede Amazônica Ao menos cinco licitações da Prefeitura de Manaus estão sob investigação da Justiça do Amazonas por suspeita de superfaturamento. Em uma delas, quase R$ 9 milhões foram gastos com material esportivo após a rejeição de propostas mais baratas. Documentos obtidos pela Rede Amazônica revelam que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) pediu, no ano passado, que a prefeitura comprasse dezesseis itens considerados essenciais para o tratamento de quem é atendido em um Centro de Atenção Piscossocial (Caps). No documento estão detalhados tamanho, peso e material. Foram pedidas, por exemplo, vinte bolas de futsal. O levantamento previa também a mesma quantidade de cordas de pular. Em vez de vinte, a prefeitura comprou mais de cinco mil cordas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A Rede Amazônica questionou a Prefeitura de Manaus sobre as licitações investigadas, mas não obteve retorno até a última publicação desta reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quando uma prefeitura, por exemplo, precisa comprar alguma coisa, tem que fazer uma licitação, como se fosse uma competição entre vendedores. É burocrático, mas o objetivo é evitar que um prefeito acabe favorecendo aliados. O município diz o que quer comprar, descreve com detalhes, cria regras, como deixar claro o preço máximo que está disposto a pagar. A empresa que estiver interessada em vender aquilo, faz uma proposta para tentar fechar negócio. Normalmente, vence quem oferece o menor preço. Só que não foi o que aconteceu nesta licitação de materiais esportivos para a secretaria de saúde. Conforme os documentos, inicialmente, a ideia era gastar pouco mais de R$ 1,1 milhão, mas no fim a prefeitura gastou R$ 8,7 milhões. Uma distribuidora de produtos de limpeza venceu a concorrência para vender mais de dois mil jogos de dominó. O preço que a prefeitura concordou em pagar também não foi o mais baixo. Além do aumento da quantidade, empresas que ofereciam os produtos mais baratos foram descartadas no pregão e tudo foi feito virtualmente. No caso das cordas de pular de seis metros, feitas de sisal e com cabo de madeira, houve proposta de R$ 8 a unidade, mas a prefeitura comprou cada uma por pouco mais de R$ 60. O valor de cada bola de futsal foi de quase R$ 100. O vereador Coronel Rosses achou isso tudo suspeito e levou o assunto à Justiça. "Fiz diversas denúncias, no Ministério Público de Contas e no Tribunal de Justiça, de facilitação de empresa em relação às licitações, principalmente no favorecimento em beneficiar empresas que no processo licitatório tinham o preço mais elevado. Isso aí sempre nos chamou atenção", disse. A Rede Amazônica foi até o endereço que seria o da sede da distribuidoras de produtos de limpeza, no bairro Parque Dez, mas no local havia apenas uma casa e ninguém atendeu. Da relação de materiais esportivos, a empresa Pétala Comércio de Produtos de Papelaria e Informática venceu a disputa para fornecer dez dos dezesseis itens licitados. Com base nos documentos obtidos pela reportagem, só o contrato com essa empresa foi de quase R$ 6 milhões. Oficialmente , ela fica em uma rua movimentada no bairro Redenção, mas no local há apenas um mercado, onde ninguém sabe que empresa é essa. O juiz responsável pelo caso deu quinze dias para a prefeitura fornecer informações sobre cinco licitações do ano passado. LEIA TAMBÉM: Prefeitura de Manaus renova contrato com Hapvida por mais que o dobro do preço oferecido em licitação Manaquiri define novos vereadores após fraude levar à cassação de mais da metade da Câmara Municipal; veja nomes

Palavras-chave: câmara municipal

Casal que fugiu após se envolver em acidente e deixou filho de 6 anos sozinho em caminhonete é indiciado por abandono de incapaz, no PR

Publicado em: 11/02/2026 19:14

Casal é indiciado por abandonar filho em acidente Três pessoas foram indiciadas por abandonar um menino de seis anos após um acidente na BR-376, entre Loanda e Nova Londrina, no noroeste do Paraná. O caso aconteceu no dia 25 de janeiro e a criança foi encontrada sozinha dentro da caminhonete. O pai do menino, que dirigia o veículo, foi indiciado por lesão corporal culposa, omissão de socorro, afastamento do local e abandono de incapaz. A mãe vai responder pelos mesmos crimes, menos a lesão corporal. Um homem que ajudou na fuga do casal em outro carro, foi indiciado por favorecimento pessoal. ✅ Siga o canal do g1 Londrina no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), durante a investigação foi possível apurar que eles também não prestaram socorro às pessoas de outro carro envolvido no acidente. "A investigação confirmou que, após a colisão, o condutor e a passageira do veículo Fiat/Toro evadiram-se do local em um terceiro veículo Toyota Hilux SW4, deixando o filho de seis anos sob cuidados de terceiros e sem prestar assistência às vítimas feridas no outro automóvel”, disse a delegada Angélica Ferreira. Apesar da conclusão do inquérito, a Polícia Civil informou que não foi possível apurar o motivo pelo qual os pais fugiram do local do acidente. O caso foi encaminhado ao Ministério Público (MP-PR), que vai decidir por denunciar ou não os envolvidos. Os nomes deles não foram divulgados. Leia também: VÍDEO: passageiro filma carro capotando a 140km/h, imagem chega à polícia e motorista passa a ser investigada, no PR Relembre o caso: Justiça absolve mulher filmada matando ex-namorado no Paraná BR-369: Motorista atropela e mata motociclista no Paraná, foge do local e deixa para trás marca de 82 metros de frenagem, diz PRF Como acidente aconteceu O acidente aconteceu em um trevo que dá acesso à Nova Londrina. Conforme o relatório do Corpo de Bombeiros, o veículo em que a vítima estava passou sobre o canteiro central e atingiu outra picape, que trafegava com a velocidade reduzida por ser um trecho com radar. Algumas testemunhas relataram aos bombeiros que o menino foi deixado sozinho por duas pessoas, que saíram do local em outro automóvel. A criança foi atendida pelos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Santa Catarina, em Loanda. Caminhonete em que menino de 6 anos foi encontrado sozinho. Defesa Civil de Nova Londrina Segundo a polícia, a tia do menino se apresentou como responsável na unidade e acompanhou o tratamento médico dele. O Conselho Tutelar também foi acionado. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que a mãe foi ao hospital, em seguida, e optou por continuar o tratamento do menino em Maringá, cidade em que moram. "Em respeito ao sigilo médico, à legislação vigente e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Hospital não pode fornecer informações clínicas individualizadas", disse o hospital, em nota. Na outra caminhonete envolvida no acidente, estavam cinco pessoas. O Corpo de Bombeiros informou que eles permaneceram na rodovia e uma criança também precisou de atendimento médico. Na segunda caminhonete, estavam cinco pessoas. Elas permaneceram no local. Defesa Civil de Nova Londrina Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: lgpd

Por que a renovação dos contratos de energia pode beneficiar o consumidor?

Publicado em: 11/02/2026 19:05

As novas regras estruturadas pelo MME estabelecem condicionantes para renovação dos contratos Divulgação A energia elétrica está presente na vida de todos os brasileiros, garantindo educação, saúde, lazer, bem-estar. E é por isso que a renovação dos contratos das empresas de distribuição de energia pode trazer mudanças importantes para a vida da população. Até 2031, 19 contratos de concessão de distribuição de energia elétrica passarão pelo processo de prorrogação. Dois deles já foram concluídos: EDP, no Espírito Santo, e Neoenergia, em Pernambuco. O novo modelo é mais moderno e a proposta é transformar esse momento em uma oportunidade para melhorar ainda mais o atendimento ao consumidor, modernizar a rede elétrica e ampliar investimentos em todo o país. As novas regras foram estruturadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A renovação dos contratos não será automática e as empresas terão que seguir regras mais rígidas e os indicadores de satisfação do consumidor terão um peso maior na regulação. Na prática, isso significa que as distribuidoras devem seguir com investimentos robustos no setor, assim como têm feito nos últimos anos. Esses aportes devem melhorar ainda mais o serviço, diminuindo as interrupções, e proporcionando resposta mais rápida quando a energia cai. Com estes investimentos, as redes estarão mais preparadas para enfrentar situações extremas, como tempestades, ondas de calor e outros eventos climáticos cada vez mais frequentes. “O consumidor passa a ser o centro desse processo. A renovação dos contratos deixa de ser um simples carimbo e passa a estar vinculada a resultados concretos”, afirma o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Mais investimentos, redes mais modernas Os números ajudam a dimensionar o impacto dessa mudança. No início da década, as distribuidoras de energia investiam cerca de R$ 18 bilhões por ano. Esse valor cresceu de forma significativa nos últimos quatro anos e, em 2025, ultrapassou R$ 45 bilhões. A previsão é de que, entre 2025 e 2029, os investimentos superem R$ 235 bilhões. Esse volume de recursos será direcionado principalmente para a modernização das redes, com mais tecnologia, digitalização de equipamentos, automação e reforço da infraestrutura em áreas urbanas e rurais. A ideia é tornar o sistema mais resiliente e reduzir o impacto de falhas no fornecimento. “Esses investimentos são fundamentais para acompanhar a evolução do consumo de energia e as novas necessidades da sociedade”, explica Marcos Madureira, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). “Estamos falando de redes mais modernas, mais preparadas e de um serviço que precisa acompanhar a vida cada vez mais conectada das pessoas.” Proteção social e combate à pobreza energética Além da melhoria do serviço, o novo modelo de concessões caminha junto com políticas públicas voltadas à proteção das famílias de baixa renda. Programas como o Luz do Povo e a ampliação da Tarifa Social de Energia Elétrica reforçam o compromisso do governo em garantir acesso à energia para quem mais precisa. Atualmente, milhões de famílias podem contar com descontos significativos na conta de luz que, em alguns casos, chegam a 100% do valor da tarifa, para quem consome até 80 kWh por mês. Outras faixas de renda também passaram a ter isenção de encargos, reduzindo o peso da conta no orçamento doméstico. “A energia elétrica é um direito básico. Nosso papel é garantir que ela chegue a todos, com qualidade e a um custo justo”, destaca o ministro. Agora que você entendeu como todo esse processo pode melhorar o serviço no Brasil, que tal participar de um quiz, feito com base no conteúdo acima, e conferir se você está afiado quando se trata de renovação dos contratos das distribuidoras de energia? Quiz | Teste seu conhecimento sobre as novas regras do setor elétrico (2024–2026) A ABRADEE A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, que hoje reúne 42 concessionárias de distribuição de energia elétrica – estatais e privadas – atuantes em todas as regiões do país. Juntas, são responsáveis pelo atendimento a mais de 90 milhões de clientes, o que representa uma cobertura de 99,6% dos consumidores brasileiros. Seu objetivo é apoiar suas associadas nas áreas técnica, comercial, econômico-financeira, jurídica e institucional. No site da ABRADEE, você acompanha os principais assuntos que envolvem o setor de energia elétrica do Brasil. Acesse aqui e conheça.

Palavras-chave: tecnologia

Vereador de cidade do PR é preso por 'descumprimento reiterado' de medida protetiva após entrar na casa da ex-esposa e fazer ameaças, diz polícia

Publicado em: 11/02/2026 18:53

Polícia prende vereador por descumprir medida protetiva em Laranjeiras do Sul O vereador Márcio Gonçalves (MDB), conhecido como "Márcio dos Alexandre", foi preso na noite desta terça-feira (10) em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, cidade em que foi eleito vereador. De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), o parlamentar cometeu "descumprimento reiterado" de medidas protetivas de urgência que a Justiça concedeu à ex-esposa contra ele. O cumprimento da ordem de prisão foi feito a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O g1 entrou em contato com a defesa do vereador, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Um relatório da Polícia Militar (PM) afirma que a corporação foi acionada no dia 31 de janeiro para atender uma ocorrência envolvendo descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça, injúria e violação de domicílio. No local, segundo a PM, a vítima relatou que seu ex-companheiro, contra o qual tem uma medida protetiva, entrou na casa dela sem autorização, fazendo ofensas e ameaças. Duas vizinhas também relataram ter sido ameaçadas e ofendidas na ocasião. "Diante das informações de que o autor poderia estar nas proximidades, a equipe policial realizou diligências e buscas na região, porém o suspeito não foi localizado nessa data", afirma a Polícia Militar. que fez o registro da ocorrência. Após a ordem judicial pedida pelo MP, Márcio foi abordado por policiais às 19h50 desta terça-feira (10) e preso. Márcio Gonçalves (MDB) foi eleito com 358 votos nas eleições de 2024. Câmara de Laranjeiras do Sul O vereador foi encaminhado à 2ª Subdivisão Policial e, na sequência, transferido para uma unidade do Departamento Penitenciário do Paraná (Deppen). Neste caso, não há possibilidade de pagamento de fiança, conforme a polícia. A decisão de manter o vereador preso ou conceder a liberdade cabe à Justiça. Márcio foi diretor de Obras e Urbanismo de Laranjeiras do Sul, em 2013; eleito como vereador em 2016, com 598 votos; e reeleito em 2024, com 358 votos. O que diz a Câmara de Vereadores A Câmara de Vereadores de Laranjeiras do Sul informou que "não possui conhecimento oficial dos fatos", mas que está acompanhando a investigação. Leia na íntegra: "A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Laranjeiras do Sul vem informar que tomou conhecimento da prisão do vereador Marcio Gonçalves (Márcio dos Alexandre) na noite de terça feira dia 10 de fevereiro de 2026. Informa, porém que a instituição não possui conhecimento oficial dos fatos que levaram o referido vereador a prisão. Que está diligenciando no sentido de tomar conhecimento dos fatos. Que devido ao desconhecimento oficial dos fatos, não é possível emitir opinião ou juízo de valor neste momento, deixando claro que adotará medidas ao cumprimento da lei. Que enquanto o mesmo estiver preso, impossibilitado de exercer suas funções o mesmo não terá direito ao recebimento do subsidio do cargo de vereador. Que a câmara municipal estará acompanhando os fatos e atos processuais na condição de terceiro interessado, e adotará as medidas cabíveis legalmente diante do conhecimento e decisões do Poder Judiciário. Diante do exposto, a Mesa Diretora reafirma seu compromisso com a lei, os princípios constitucionais e a dignidade humana, devendo observar os limites do respeito ao mandato, da legalidade e da civilidade." Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: câmara municipal

Entidades do setor financeiro criticam decisão de ministro do TCU que restringiu acesso do BC a documentos do caso Master

Publicado em: 11/02/2026 18:45

Entidades do setor financeiro criticam decisão de ministro do TCU que restringiu acesso do BC a documentos do caso Master Um grupo de entidades que representa bancos, fintechs e instituições do mercado financeiro divulgou nesta terça-feira (10) uma nota em que critica a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que restringiu o acesso do Banco Central aos autos do processo que apura a atuação do órgão na liquidação do Banco Master. O caso começou sigiloso no TCU, desde dezembro, como praxe. Mas o BC tinha acesso, por ser uma parte envolvida. Johnatan reclassificou o sigilo para determinar que, se quiser acesso, o BC terá que pedir ao gabinete dele. Ou seja, incluiu uma formalidade a mais. A reclassificação foi de "sigiloso" para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”. Ao blog o ministro afirmou que, quando o pedido chegar, vai compartilhar com o BC aos documentos da área técnica do TCU sobre o caso Master. E disse que fez a reclassificação para evitar vazamentos. No documento, as associações afirmam que, embora o sigilo possa ser necessário em alguns casos, a restrição ao Banco Central não tem “justificativa técnica clara e transparente”, especialmente por envolver o direito ao contraditório e à ampla defesa. As entidades também dizem que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam ter motivação objetiva e ser acompanhadas de explicações à sociedade. Duas notas em defesa do BC já foram divulgadas nos últimos meses pelas entidades, numa unificação do setor raramente vista. ‘Impacto na estabilidade do sistema’ Na nota, as associações avaliam que o processo tem “relevância crítica” e pode gerar impactos sobre a estabilidade do sistema financeiro e a confiança nos mecanismos de supervisão e controle. Segundo o grupo, nesses casos, a transparência é essencial para preservar a segurança jurídica e a credibilidade institucional. “As entidades avaliam que decisões que imponham sigilo em processos de interesse público precisam de motivação e esclarecimentos objetivos à sociedade”, diz o texto. Entidades pedem decisão colegiada Outro ponto citado na nota é que decisões com efeitos “restritivos, institucionais e sistêmicos” deveriam ser colegiadas, e não tomadas de forma individual. “Decisões com efeitos restritivos, institucionais e sistêmicos, além de serem fundamentadas, devem ser colegiadas e acompanhadas de transparência”, afirma o documento. Quem assina a nota Assinam a nota entidades como: ABBC (Associação Brasileira de Bancos) ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais) Abracam (Associação Brasileira de Câmbio) ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento) Abecs (cartões de crédito e serviços) Anbima (mercado financeiro e de capitais) ABIPAG (instituições de pagamento) Abranet (Associação Brasileira de Internet) Acrefi (crédito, financiamento e investimento) Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras) Febraban (Federação Brasileira de Bancos) OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) Zetta (associação do setor de tecnologia financeira) As entidades afirmaram, ao final, que mantêm o compromisso com a estabilidade financeira e com as melhores práticas do sistema.

Palavras-chave: tecnologia

Governo e MPF dizem que resposta do X sobre imagens eróticas do Grok é 'insuficiente'

Publicado em: 11/02/2026 18:40

Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas O governo considerou insuficiente a explicação do X sobre as medidas tomadas para impedir o uso da inteligência artificial Grok para produzir imagens sexualizadas sem consentimento. O caso é analisado pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Desde o fim do ano passado surgiram milhares de denúncias em diversos países de que essa inteligência artificial atende a pedido de usuários adulterar imagens postadas por mulheres nas redes, a fim de que elas apareçam nuas ou de biquíni, por exemplo. Ao menos duas brasileiras relatam ter sido vítimas dessas "deepfakes". A ANPD, o MPF e a Senacon já tinham recomendado, no último dia 20 de janeiro, que o X impedisse esse tipo de adulteração de imagem feito pelo Grok. A rede social, que pertence ao bilionário Elon Musk, disse ter removido milhares de publicações com essas imagens e suspendido centenas de contas por violações de suas políticas. Mas a avaliação das autoridades brasileiras é que as informações apresentadas "não foram acompanhadas de evidências concretas, relatórios técnicos ou mecanismos de monitoramento que permitam aferir sua efetividade". Testes realizados pelas equipes técnicas dos órgãos indicaram que a rede social ainda permite gerar e compartilhar sem consentimento imagens sexualizadas ou erotizadas de crianças, adolescentes e adultos. Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok Reprodução/X O MPF destacou que a empresa não foi transparente e ordenou que ela forneça relatórios mensais sobre sua atuação para evitar a produção dessas imagens. A ANPD e a Senacon determinaram que o X implemente imediatamente medidas para impedir o uso do Grok para criar esse tipo de conteúdo. Se a ordem não for cumprida, o X ficará sujeito a sanções mais rígidas, incluindo o pagamento de multas. Os envolvidos também poderão responder pelo crime de desobediência. O MPF também poderá fazer investigações mais incisivas que levem a uma ação judicial para reparar eventuais danos causados com a criação das imagens. Investigações na Europa Os escritórios da rede social X na França foram alvo de buscas do Ministério Público de Paris e da polícia francesa no último dia 3, como parte de uma investigação preliminar que apura uma série de supostos crimes, como a disseminação de pornografia infantil e "deepfakes". A adulteração de imagens pela Grok também é alvo de investigação no Reino Unido e na União Europeia. O Grok é desenvolvido pela xAI, a empresa de inteligência de Musk, que também é dona do X. No início do mês, o bilionário anunciou a fusão dessas empresas com a SpaceX, do ramo aeroespacial, que também pertence a ele. A medida deverá criar um negócio trilionário. A SpaceX deve estrear na bolsa de Nova York ainda neste ano.

Palavras-chave: inteligência artificial

É #FAKE que Tarcísio de Freitas e 'governadores bolsonaristas' assinaram carta pedindo intervenção federal no STF

Publicado em: 11/02/2026 18:30

É #FAKE que Tarcísio e governadores assinaram carta pedindo intervenção federal no STF; vídeo é IA e de ficção Reprodução Vídeos publicados no YouTube e disseminados em outras redes sociais alegam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros 12 "governadores bolsonaristas" assinaram uma carta "pedindo intervenção federal" no Supremo Tribunal Federal (STF). É #FAKE. selo fake g1 📲 Como o vídeo chegou ao Fato ou Fake? Leitores sugeriram a checagem e enviaram o link do vídeo ao nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827. 🛑 Como é o vídeo falso? A versão original do vídeo foi publicada no YouTube em 4 de fevereiro e passou de 225 mil visualizações – mas o conteúdo foi replicado em outros canais na mesma plataforma. O título diz:"Tarcísio reúne 12 governadores bolsonaristas e assina carta pedindo intervenção federal no STF". No vídeo, aparece a imagem de um homem criada com inteligência artificial (IA), acompanhada de um áudio sintético que diz: "Tarcísio junta 12 governadores bolsonaristas, e [eles] assinam carta pedindo intervenção federal no STF. É isso mesmo que você ouviu. Um movimento coordenado, articulado e histórico. Governadores de peso decidiram reagir contra abusos do Supremo. A carta já foi protocolada no Senado Federal. O alvo principal é Alexandre de Moraes". O canal que publicou o vídeo descreve, sem destaque, "o conteúdo não afirma como fatos comprovados as cartas, documentos, pedidos e movimentações discutidas". Também cita que "todas as informações sobre documentos, assinaturas e desdobramentos são apresentadas como especulação para fins de análise e entretenimento político" e que não se trata de "conteúdo jornalístico factual". Apesar disso, na seção de comentários, usuários publicaram mensagens indicando que acreditaram na veracidade do vídeo sobre a suposta carta de Tarcísio. Veja dois exemplos: "100% de acordo com governadores! Devemos salvar o Brasil das mãos destes corruptos"; e "A hora chegou! Devemos cobrar os senadores!". Há também textos que demonstram desconfiança, como este: "Não vi nada na mídia que tocasse nesse assunto tão importante. Penso seriamente que é fake, IA". Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes a um total de 27 anos e 3 meses de prisão. Moraes foi o relator da ação. ▶️ Como foi feita a checagem? O Fato ou Fake mostrou a publicação à assessoria de imprensa do governo de São Paulo. A resposta, envidada por WhatsApp, diz: "trata-se claramente de informação falsa, totalmente improcedente". Também consultada, a assessoria de imprensa do Senado Federal afirmou que "não foi protocolado qualquer documento com o teor descrito no link enviado". Além disso, o Fato ou Fake submeteu o vídeo e o áudio a detectores que apontaram o uso de IA no material: SynthID Detector – A plataforma do Google verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa. O resultado da análise apontou: "Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado" (veja abaixo). Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar vídeos, imagens, áudios ou textos fabricados sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas assistindo às cenas ou escutando os áudios), o selo é detectável pelo sistema. Hiya – Aponta que o fragmento de áudio analisado tem 99% de probabilidade de ser falso. A ferramenta SynthID Detector sinaliza que o vídeo foi feito utilizando a tecnologia do Google Reprodução A ferramenta Hyia alerta que o fragmento de áudio analisado é muito provavelmente gerado com IA, com probabilidade de 99% Reprodução O Fato ou Fake consultou o advogado constitucionalista Felipe Penteado Balera, doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele afirmou: "Isso é juridicamente impossível. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 estabelece, no art. 2º, o princípio da separação dos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. O Supremo Tribunal Federal integra o Poder Judiciário da União e não está sujeito a qualquer forma de 'intervenção' por governadores". Balera detalha ainda que "a chamada intervenção federal, prevista nos arts. 34 e 36 da Constituição, é instituto completamente diverso: trata-se de medida excepcional pela qual a União restringe temporariamente a autonomia de um Estado-membro". "Ou seja, quem pode sofrer intervenção são os próprios estados — e, consequentemente, seus governadores — e não o STF." Exemplos concretos, lembra ele, ocorreram em 2018, com intervenções federais no Rio de Janeiro e em Roraima, decretadas pelo então presidente Michel Temer (MDB), quando a União assumiu temporariamente competências estaduais. "Nunca houve, nem há previsão constitucional, de 'intervenção no STF'. Além disso, caso se cogitasse qualquer forma de intervenção sobre o STF, isso representaria gravíssima afronta ao princípio da separação dos poderes, que constitui cláusula pétrea da Constituição (art. 60, §4º, III), insuscetível de supressão sequer por emenda constitucional. Portanto, a narrativa não encontra qualquer amparo jurídico e contraria os pilares estruturantes do Estado Democrático de Direito", afirma o especialista. É #FAKE que Tarcísio e governadores assinaram carta pedindo intervenção federal no STF; vídeo é IA e de ficção Reprodução Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Com salários de até R$ 13,2 mil, UFU abre concurso com 7 vagas para professor; confira os cursos

Publicado em: 11/02/2026 18:24

Maior número de vagas para o concurso é para lecionar no Campus Santa Mônica Arquivo Portal Comunica/Alexandre Costa A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está com inscrições abertas para concurso público para preenchimento de sete vagas efetivas na carreira do Magistério Superior. As vagas são para os campi Santa Mônica e Glória, em Uberlândia. As vagas são nas áreas de Letras, Filosofia, Engenharia Mecânica, Direito e Relações Internacionais. O regime de trabalho é de dedicação exclusiva. A remuneração inicial pode chegar a R$ 13.288,85. Também são oferecidos auxílio-alimentação de R$ 1.175 e demais benefícios previstos para servidores públicos federais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Confira as vagas Concurso para docente UFU - Edital Progep 17/2026 As inscrições podem ser feitas até às 14h59 do dia 18 de fevereiro pelo Portal Seleção da UFU. A taxa é de R$ 309. Candidatos inscritos no CadÚnico ou doadores de medula óssea podem solicitar isenção da taxa até quinta-feira (12). Além da remuneração básica, que varia de pouco mais de R$ 3.090,00 a R$ 6.180,88, dependendo da vaga, os aprovados recebem as retribuições por titulações de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado, cujos vencimentos também variam de acordo com a vaga. A carga horária pode ser de 20 ou 40 horas semanais com dedicação exclusiva. Etapas O concurso será composto por prova escrita, prevista para 29 de março de 2026, prova didática, fase específica (que pode incluir defesa de projeto, prova prática ou oral, conforme a área) e análise de títulos, de caráter classificatório. Doutorado é requisito mínimo para os candidatos. LEIA TAMBÉM: Inteligência Artificial e Cibersegurança: Conselho de Graduação da UFU aprova dois cursos Demanda do mercado impulsiona novos cursos de tecnologia em universidades Com moscas e infiltrações, Laboratório de Anatomia Animal da UFU é interditado VÍDEO: UFU aprova dois novos cursos UFU aprova cursos de Inteligência Artificial e Cibersegurança VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Câmara abre investigação contra prefeito de Araucária após acordo para pagamento de R$ 31 milhões a empresa de ônibus

Publicado em: 11/02/2026 18:06

Denúncia pede cassação do prefeito de Araucária A Câmara Municipal de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, está investigando se o prefeito Luiz Gustavo Botogoski (PL) cometeu crimes de responsabilidade ao assinar um acordo para o pagamento de R$ 31 milhões à Viação Tindiquera — antiga concessionária de transporte coletivo da cidade. O valor decorre de uma suposta dívida reivindicada pela Viação Tindiquera, relacionada ao antigo contrato de concessão do transporte coletivo do município. A empresa alega ter valores a receber em razão de supostos desequilíbrios financeiros, diferenças nas planilhas de custos e valores que, segundo a viação, não teriam sido repassados ou reajustados ao longo da execução do contrato. No entanto, esses pontos são objeto de disputas judiciais em andamento, que buscam determinar se a dívida realmente existe e qual seria a eventual extensão dela. ✅Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Na terça-feira (10) os vereadores de Araucária aprovaram, por nove votos favoráveis e três contrários, o recebimento de uma denúncia que aponta que a ação do prefeito pode configurar ato de improbidade administrativa. A denúncia pede ainda a cassação do mandato de Botogoski e a inabilitação dele para o exercício da função pública. Segundo a denúncia, nas ações que tramitam na Justiça referentes ao caso, não houve, até o momento, uma decisão definitiva, que reconheça a obrigação de pagamentos pelo Município de Araucária à viação. Mesmo assim, em dezembro de 2026, Botogoski autorizou e encaminhou à homologação judicial um acordo, por meio do qual reconheceu a suposta dívida de R$ 31.712.121,84 com a empresa e definiu um cronograma de pagamento com datas e vencimentos previamente definidos. Porém a previsão de pagamento não foi votada pelos vereadores da Câmara Municipal de Araucária e a despesa foi incluída de maneira genérica no orçamento de 2026. "Trata-se, em verdade, de tentativa de esconder obrigação controvertida dentro de rubricas genéricas, em afronta ao princípio da transparência orçamentária e ao dever de controle desta Casa de Leis", aponta a denúncia apresentada. Segundo a denúncia, "a tentativa de submeter o ajuste à homologação judicial teve como efeito pretendido conferir aparência de legalidade e eficácia executiva imediata a um instrumento que, em sua essência, subverte o regime constitucional de pagamento das dívidas públicas, ao prever quitação direta e parcelada fora da ordem cronológica de precatórios". Prefeitura de Araucária Divulgação LEIA TAMBÉM: Mistério: Fila se forma em rodovia após pane de caminhão, e motorista de caminhonete é encontrado morto enquanto aguardava liberação do trânsito Saúde: Ortopedista é condenado a 10 anos de prisão por cobrar dinheiro de pacientes por cirurgias feitas pelo SUS Vídeo: Homem pede desculpa durante assalto em Curitiba e diz que 'tem conta para pagar' Decisões anteriores Em janeiro, a Justiça já havia entendido que o acordo entre a Prefeitura de Araucária e a Viação Tindiquera não respeita o regime processual dos precatórios. As regras para esse tipo de pagamento exigem ordem cronológica e inclusão no orçamento. A Justiça entendeu também que não foram apresentadas informações suficientes sobre a dívida e concedeu uma liminar que suspendeu o acordo. A Viação Tindiquera chegou a solicitar a revogação da liminar, mas o pedido foi negado. Próximos passos Prefeito de Araucária Luiz Gustavo Botogoski (PL) Reprodução A Câmara Municipal de Araucária informou que foi criada uma Comissão Processante que será responsável pela apuração dos fatos seguindo o estabelecido no Regimento Interno da instituição. A comissão tem o prazo de cinco dias para notificar o prefeito. Depois disso, Botogoski tem dez dias para apresentar defesa prévia por escrito e indicar, no máximo, cinco testemunhas. Ao fim do prazo, a comissão processante tem cinco dias para decidir se a denúncia prossegue ou se será arquivada. Segundo a prefeitura, Luiz Gustavo Botogoski está de férias, em viagem para fora do país. A previsão é que ele retorne ao cargo em 23 de fevereiro. O que dizem os citados? A defesa da Viação Tindiquera informou que vai se manifestar apenas no processo. Em nota, a Prefeitura de Araucária informou que, a partir da homologação pela Justiça, o município se comprometeria a seguir a determinação da lei. Afirmou ainda que o acordo em questão não depende de autorização do legislativo e começaria a ser pago em 2027 ou 2028. A instituição diz ainda que a prefeitura recebe com serenidade a abertura da comissão processante e que vai demonstrar que não houve qualquer ilegalidade no processo. Leia a íntegra da nota enviada pela Prefeitura Municipal de Araucária: A respeito da abertura da Comissão Processante da Câmara Municipal, aprovada na sessão desta terça-feira (10), a Prefeitura de Araucária esclarece que: 1) A dívida do município de Araucária com a Viação Tindiquera é decorrente de um ato administrativo, que em 2017 alterou unilateralmente a forma de remuneração da empresa – o que a levou a questionar judicialmente a decisão, em uma ação de indenização por dano material. 2) O responsável por essa alteração na remuneração da empresa foi o então secretário de Planejamento, Samuel Almeida da Silva – justamente o autor da denúncia que serviu de base para a Comissão Processante; 3) Na ação judicial, a Viação Tindiquera alegava que a diferença entre a remuneração estabelecida no contrato e o que ela efetivamente recebeu da Prefeitura entre 2017 e 2020 superaria os R$ 50 milhões. A Justiça determinou então a realização de uma perícia, e o perito indicado pelo município calculou o valor devido à empresa em aproximadamente R$ 41 milhões. 4) Ainda na esfera judicial, a empresa propôs então um acordo, reduzindo em cerca de R$ 10 milhões o valor apurado pela perícia – ou seja, para por volta de R$ 31 milhões. A administração municipal sugeriu parcelar este montante em três vezes, a partir do trânsito em julgado. 5) Em despacho emitido no dia 22/01/26, a juíza da ação, Deborah Penna Villar, não viu nenhuma ilegalidade no acordo, mas determinou que o pagamento fosse efetuado na forma de precatórios (o que não permite o parcelamento). 6) A partir da homologação do acordo, a Prefeitura se comprometeria a seguir rigorosamente a determinação da juíza e da Lei, incluindo o valor estabelecido na previsão dos precatórios do próximo ano. 7) O acordo em questão não depende da autorização do legislativo e, como o valor devido entraria no regime de precatórios a serem pagos em 2027 ou 2028, naturalmente não constariam da Lei Orçamentária de 2026. Portanto, não houve descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. 8) Diante do exposto, a Prefeitura de Araucária recebe com serenidade a abertura da Comissão Processante, e vai demonstrar que não houve qualquer ilegalidade no processo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Vídeo mostra guardas na porta do gabinete do presidente da Câmara para prendê-lo durante CP para cassar prefeito de Campo Limpo Paulista

Publicado em: 11/02/2026 18:05

Agentes da guarda tentam invadir gabinete do presidente da Câmara de Campo Limpo Paulista Uma sessão na Câmara para julgar a cassação do prefeito de Campo Limpo Paulista (SP), Adeildo Nogueira (PL), terminou em tumulto depois que agentes da Guarda Municipal tentaram invadir o gabinete para prender o presidente da Casa, Antonio Fiaz Carvalho, o Tonico (União Brasil). Veja o vídeo acima. Conforme apurado pela TV TEM, Tonico se trancou no gabinete, o que gerou um conflito entre os guardas e funcionários da Câmara. A Polícia Militar foi chamada para controlar a situação. Imagens mostram os agentes forçando a porta para tentar entrar no local. O tumulto começou quando o presidente da Câmara ordenou que os agentes retirassem do plenário o vereador Paulo Preza (PP), que está impedido pela Justiça de participar da votação. Durante a confusão, uma advogada que participava da sessão acusou Tonico de abuso de poder. A Justiça determinou o impedimento de Preza depois que a Comissão Processante apontou que a esposa dele teria ganhado um cargo em troca do apoio político do vereador ao prefeito na votação. Durante a confusão, o vereador Paulo Preza (PP) tentou impedir que sua suplente, Alessandra Vergílio, tomasse posse. Plenário da Câmara de Campo Limpo Paulista (SP) ficou lotação para sessão de cassação contra o prefeito da cidade Thales Rodrigues/TV TEM Sessão suspensa A sessão ficou suspensa por quase quatro horas e meia. Nesse período, a base aliada do prefeito assinou um documento afirmando que não deixaria o plenário, mas que também não participaria da votação. O presidente da Câmara foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Em seguida, o vice-presidente da Casa oficializou a suspensão dos trabalhos. O prefeito Adeildo Nogueira (PL), que acompanhou a sessão da prefeitura, nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. À TV TEM, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o caso. O órgão lamentou o episódio, afirmando que ele compromete o adequado funcionamento das instituições e o saudável exercício do debate democrático. Presidente da Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista (SP) foi levado até a delegacia para prestar esclarecimentos. TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Oito dos 11 vereadores de Turilândia são presos após descumprirem medidas em caso de desvio de R$ 56 milhões

Publicado em: 11/02/2026 18:04

Vereadores de Turilândia (MA) são presos após descumprirem medidas cautelares Oito vereadores investigados por um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia foram presos nesta quarta-feira (11), em cumprimento a mandados de prisão emitidos pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). A Justiça do Maranhão converteu a prisão domiciliar em prisão preventiva A decisão de prisão preventiva foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão após o descumprimento de medidas impostas anteriormente, como monitoramento eletrônico e a proibição de comunicação entre os investigados. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A operação é um desdobramento da investigação que apura crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O esquema de corrupção, que envolve autoridades locais e empresários, causou prejuízos estimados em mais de R$ 56 milhões ao patrimônio público. A prisão preventiva dos vereadores havia sido convertida em medidas menos severas em dezembro de 2025, mas, segundo o MPMA, os parlamentares violaram as condições estabelecidas, especialmente no que se refere ao contato entre eles e outros investigados. A decisão também excluiu dois vereadores, Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz, que não descumpriram as restrições e, portanto, não foram alvos do pedido de prisão. Os vereadores presos são: Gilmar Carlos Gomes Araújo Mizael Brito Soares José Ribamar Sampaio Nadianne Judith Vieira Reis Sávio Araújo e Araújo Josias Fróes Carla Regina Pereira Chagas Inailce Nogueira Lopes Os vereadores foram presos em Turilândia e levados para a delegacia regional de Santa Helena. Em seguida, serão encaminhados para São Luís, onde passarão pela audiência de custódia. Prisão preventiva decretada A Justiça do Maranhão transformou a prisão domiciliar em prisão preventiva de oito dos 11 vereadores investigados por um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia, no interior do estado. Os nomes dos vereadores não foram divulgados. Oito dos 11 vereadores têm prisão preventiva decretada após descumprir medidas em caso de desvio de R$ 56 mi em Turilândia Reprodução/TV Mirante Conforme apurado pela TV Mirante, a mudança ocorreu após pedido do Ministério Público do Maranhão, que apontou o descumprimento de medidas cautelares que proibiam contato entre os investigados e testemunhas. A decisão é da desembargadora Maria da Graça Peres Soares, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. O prefeito da cidade, Paulo Curió, está preso desde o fim do ano passado. Ele é suspeito de comandar o esquema. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp No mês passado, a Justiça determinou que o Governo do Maranhão assumisse a administração municipal por 180 dias. Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-MA) ainda não informou se já foi notificada da decisão judicial e se já cumpriu a determinação. O que diz a defesa dos vereadores Por meio de nota, a defesa dos vereadores afirmou que tomou conhecimento da decisão judicial de converter a prisão domiciliar por preventiva, através de blogs e redes sociais e que nenhum dos advogados foi formalmente intimado ou teve acesso ao inteiro teor do ato judicial. A defesa disse, ainda, que recebeu a notícia com "perplexidade" e afirma que não houve qualquer descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas aos vereadores. Leia, abaixo, a nota na íntegra: A defesa dos vereadores de Turilândia vem a público esclarecer que tomou conhecimento, por meio de blogs e redes sociais, de uma nova decisão judicial que teria sido proferida no âmbito do processo nº 0830604-81.2025.8.10.0000. Ressaltamos que, até o presente momento, nenhum dos advogados devidamente habilitados no processo foi formalmente intimado ou teve acesso ao inteiro teor do referido ato judicial. A defesa recebe a notícia com perplexidade e reitera, com absoluta firmeza, que não houve qualquer descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas aos vereadores. A nova representação do Ministério Público, que aparentemente fundamentou a decisão, baseia-se em um relatório frágil, repleto de suposições e falhas graves de interpretação. O documento distorce fatos e trata meras interações em grupos de aplicativos de mensagens como se fossem prova de contato direto e proibido, o que não corresponde à realidade dos fatos. É inaceitável que uma medida tão drástica seja cogitada com base em conjecturas e sem a apresentação de provas concretas de que os vereadores, após tomarem ciência formal das restrições, tenham violado qualquer uma das condições impostas. A defesa confia que, uma vez que tenha acesso oficial aos autos e possa apresentar os devidos esclarecimentos à Justiça, a verdade prevalecerá. Todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas para reverter o que se considera uma manifesta injustiça. LEIA TAMBÉM: O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara dos Vereadores em cidade no interior do Maranhão Desvios de R$ 56 milhões no MA: investigada nega participação em esquema ao MP e outros cinco ficam em silêncio Após parecer favorável do MP à soltura dos investigados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, promotores do Gaeco pedem exoneração coletiva Defensor público é indicado para ser interventor de Turilândia O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo é o interventor de Turilândia (MA) Alessandra Rodrigues/Mirante News FM Na última segunda-feira (9), o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), anunciou o defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como o interventor do município de Turilândia (MA). O nome do defensor foi enviado à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) para aprovação dos parlamentares. Segundo o governador, Thiago foi escolhido por ter um perfil técnico e ter experiência para tratar da situação administrativa do município (veja mais abaixo o perfil dele). ➡️ A intervenção terá prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada mediante nova deliberação, caso não haja restabelecimento da normalidade institucional. A finalidade é restabelecer a normalidade constitucional, garantir a prestação dos serviços públicos essenciais e assegurar o cumprimento das decisões judiciais. A aprovação da intervenção de Turilândia foi feita pelo Tribunal de Justiça do Maranhão em 26 de janeiro, após um pedido feito pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), já que o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu a gestão do município mesmo sendo um dos investigados pelo desvio. Apesar de acatar o pedido, o TJ determinou que: a intervenção se restringe ao Poder Executivo municipal; as funções legislativas permanecem com a Câmara Municipal; o interventor deverá apresentar relatório circunstanciado em até 90 dias, com diagnóstico da gestão e providências adotadas. Representação do Ministério Público pela intervenção De acordo com a representação feita pelo Ministério Público, diversas práticas ilegais teriam comprometido o funcionamento de serviços públicos essenciais, como saúde, educação, transporte e segurança, deixando a população local desassistida. As principais irregularidades são: desvio de recursos públicos; fraudes em contratos; descumprimento de decisões judiciais; atuação de organização criminosa dentro da estrutura administrativa. O MP-MA argumentou, ainda, que medidas judiciais tradicionais - como recomendações, multas, prisões e afastamento de agentes públicos - não foram suficientes para conter as ilegalidades, que teriam continuado mesmo após operações policiais e decisões judiciais, incluindo tentativas de obstrução da Justiça. Durante a sessão, o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, afirmou que o pedido de intervenção apresentado pelo Ministério Público não se baseia em falhas administrativas comuns, mas em um cenário extremo de ruptura institucional. Segundo ele, a administração pública de Turilândia — incluindo o Executivo e o Legislativo — foi capturada por uma organização criminosa que atua no município desde 2021. “Infelizmente, estamos diante de um quadro de anomalia institucional que já é de conhecimento nacional. A administração pública municipal de Turilândia foi tomada por uma organização criminosa, cujos atos são objeto de denúncia que tramita neste tribunal”, afirmou. Quem é o novo interventor? Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo é coordenador da Central de Relacionamento com o Cidadão da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA). Ele também foi empossado como presidente do Conselho Penitenciário do Maranhão (Copen), cargo que ocupa no biênio 2024–2026. Ele é pós-graduado em Direito Público e em Educação em Direitos Humanos, com atuação voltada à área institucional, administrativa e à defesa de direitos fundamentais. Investigados são denunciados pelo MP-MA O MP-MA denunciou, no último dia 19 de janeiro, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e sete familiares por suspeita de desviar R$ 56 milhões de recursos públicos, segundo a Operação Tântalo II. A denúncia, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, foi enviada ao gabinete da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. Ela decidirá se a ação penal será aceita. O MP-MA informou que deve apresentar, nos próximos dias, uma nova denúncia contra os 11 vereadores que estão em prisão domiciliar e contra servidores suspeitos de participar do esquema. Se a denúncia for aceita, os investigados se tornam réus e passam a responder judicialmente pelos crimes apontados. Veja abaixo quem são. Prefeito de Turilândia, Paulo Curió Divulgação Prefeito é apontado como líder da organização criminosa O prefeito Paulo Curió é acusado de promover, organizar, dirigir e integrar uma organização criminosa, além de usar o cargo para manter o funcionamento do esquema. Para o MPMA, ele desviou recursos por meio de contratos fraudados, participou da fraude a licitações, recebeu vantagens indevidas e ocultou valores ilícitos usando pessoas, empresas e bens. Ele foi denunciado pelos crimes de: organização criminosa; desvio de rendas e valores públicos; fraude a licitações; corrupção passiva; lavagem de dinheiro. Núcleo familiar e político entre os denunciados Além do prefeito, o MPMA denunciou familiares e integrantes do núcleo político de Turilândia, apontados como participantes do esquema. Eva Dantas, primeira-dama e esposa do prefeito, é acusada de integrar a organização criminosa, ajudar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de gestão financeira e patrimonial. Tânya Karla, vice-prefeita, é denunciada por integrar a organização criminosa, usar o cargo para facilitar desvios, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos. Janaina Soares, ex-vice-prefeita, é acusada de integrar o esquema, participar de desvios, fraudar licitações, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos. Domingos Sávio Fonseca Silva, pai do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa, auxiliar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de movimentação financeira. Marcel Everton Dantas Filho, irmão do prefeito, é denunciado por integrar a organização e ajudar na ocultação e movimentação de valores ilícitos. Taily de Jesus Everton Silva Amorim, irmã do prefeito, é acusada de participar dos desvios e ocultar a origem e a circulação dos recursos ilícitos. José Paulo Dantas Filho, tio do prefeito, é acusado de integrar o esquema e movimentar valores desviados. Ritalice Souza Abreu Dantas, cunhada do prefeito, é denunciada por integrar o grupo, participar dos desvios e ocultar valores ilícitos. Jander Silveiro, cunhado do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa e ajudar na circulação financeira de recursos desviados. Segundo o MPMA, os familiares teriam atuado como laranjas, ajudando a movimentar, ocultar e dissimular os valores desviados. O MPMA afirma que o grupo formou uma organização criminosa estruturada, estável e com divisão de funções. Segundo o órgão, o objetivo era obter vantagens indevidas por meio de fraudes a licitações, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A promotoria destacou diálogos entre os investigados que reforçam a participação deles no esquema. Na denúncia, o MPMA pede: o ressarcimento integral dos R$ 56,3 milhões desviados; a perda de bens e valores ligados ao esquema, mesmo quando registrados em nome de terceiros; a perda de cargos públicos quando houver abuso de poder; a manutenção das medidas cautelares, como bloqueio de bens, afastamentos e restrições de acesso e contato entre os investigados. O órgão também pede a fixação de valor mínimo para reparação dos danos e a conversão definitiva das medidas de bloqueio já autorizadas. A defesa de Tânya Karla disse que não vai se manifestar sobre o caso. Já a defesa de Domingos Sávio, Marcel Everton, Taily de Jesus e Ritalice Souza afirmou que os investigados "receberam com serenidade e tranquilidade a notícia" da denúncia do MP e que "confiam plenamente nas instituições e no regular funcionamento da Justiça, certo de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no curso do processo". O g1 ainda tenta contato com a defesa do prefeito e demais investigados denunciados. Sobre a operação Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA A operação, deflagrada no dia 22 de dezembro, apura o desvio de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos, envolvendo empresas de fachada criadas pelo prefeito Paulo Curió (União Brasil) e seus aliados políticos. Os desvios eram principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. Além dos gestores, há empresários, servidores, 11 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura. Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.

Palavras-chave: câmara municipal

Novas regras de cartões de benefícios começam a valer nesta semana; veja o que muda

Publicado em: 11/02/2026 16:44

Entenda o que o consumidor e os estabelecimentos devem fazer Divulgação No dia 10 de fevereiro, começaram a valer as primeiras mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A principal novidade envolve a forma como são feitos os pagamentos com cartões de benefícios, como vale-refeição, vale-alimentação e vale-cultura. Com as novas regras, esses pagamentos passam a ser realizados exclusivamente pela função “voucher” nos terminais de pagamento. Isso significa que as transações não poderão mais ser feitas pelas opções tradicionais de crédito ou débito, como ocorria em alguns estabelecimentos até agora. Segundo a Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, a opção “voucher” já está totalmente disponível e funcionando no mercado. Ela foi criada em 2025, passou por um período de adaptação e se tornou obrigatória a partir de novembro do mesmo ano para cartões das bandeiras Visa, Mastercard e Elo usados no âmbito do PAT. O que o consumidor precisa fazer? Para o trabalhador, a mudança é simples: na hora de pagar com o cartão de benefício, é preciso selecionar a opção “voucher” na maquininha ou pedir ajuda ao atendente para escolher essa modalidade. A forma de uso do cartão continua a mesma, inclusive com pagamentos por aproximação e uso em carteiras digitais. O que muda para os estabelecimentos? Restaurantes, supermercados e outros comércios que aceitam benefícios do PAT precisam garantir que a opção “voucher” esteja habilitada em suas maquininhas, sistemas de pagamento (TEF) ou plataformas de e-commerce. Essa habilitação deve ser feita junto à empresa credenciadora ou aos fornecedores de tecnologia de pagamento. De acordo com a Abecs, o novo modelo aumenta a concorrência no setor de benefícios e pode trazer vantagens aos comerciantes, como a possibilidade de negociar taxas melhores. Além disso, as transações ficam mais padronizadas e transparentes, o que facilita a organização financeira e o cumprimento das regras do PAT. Mais aceitação e concorrência Com o chamado arranjo aberto, a expectativa é que os cartões de benefícios sejam aceitos em um número maior de estabelecimentos, usando a mesma infraestrutura e segurança dos cartões bancários tradicionais. Para o trabalhador, isso significa mais opções de onde usar o benefício no dia a dia. As mudanças fazem parte do Decreto nº 12.712/2025, que atualiza as regras do PAT e busca modernizar o funcionamento do programa, ampliando a concorrência e a eficiência no setor de benefícios. A Abecs A Abecs representa o setor de meios eletrônicos de pagamento no Brasil desde 1971, atuando como principal porta-voz do segmento junto ao mercado, ao poder público e à sociedade. A associação reúne hoje mais de 90 empresas, responsáveis por mais de 96% do mercado, entre instituições financeiras, bancos digitais, adquirentes, bandeiras, fintechs, marketplaces e companhias de tecnologia que integram o sistema de pagamentos. Além de ser referência nas discussões regulatórias, a Abecs promove a autorregulação do setor desde 2008. A entidade também consolida e divulga dados do mercado, organiza anualmente o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), estimula o desenvolvimento do setor por meio de comitês e grupos de trabalho e conduz campanhas de incentivo ao uso consciente dos cartões.

Palavras-chave: tecnologia