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Positivo Vision R15m: notebook acessível cai de preço em nova oferta com cupom

Publicado em: 07/04/2026 06:42 Fonte: Tudocelular

Boa alternativa para quem está em busca de um notebook baratinho para tarefas diárias, o Positivo Vision R15m embarca uma ficha técnica bastante competente. Além de processadores AMD, o modelo chama atenção pela tela grande Full HD e uma minitela interativa personalizável. Na variante com sistema Linux, 8 GB de RAM e processador AMD Ryzen 5 5625U, o laptop atinge um dos seus menores preços nesta oferta do Mercado Livre — usando o cupom MELIOFERTAS, você pode levá-lo por apenas R$ 2.069 ao realizar o pagamento no PIX. Notebook Positivo Vision R15m Amd Ryzen 5-5625u Linux 8gb Ram 256gb Ssd Wi-fi 6 Tela 15 Full Hd Ips Antirreflexo - Permite Upgrade De Memória Ram E Ssd - Preto Mercadolivre R$ 2.069 Ver Oferta Sobre o dispositivoO Positivo Vision R15M se destaca por oferecer a Minitela no canto direito da superfície do chassi, um pouco abaixo do teclado. Ela oferece funcionalidades como a possibilidade de receber notificações do WhatsApp, exibir previsão do tempo, lembretes pessoais, status de bateria/rede/conexões, além de fotos e GIFs.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Esqueça iPhone Fold: Apple teria escolhido nome de peso para o seu primeiro dobrável

Publicado em: 07/04/2026 06:41 Fonte: Tudocelular

A Apple parece ter definido a estratégia de branding para sua entrada no mercado de dispositivos dobráveis, escolhendo o nome "iPhone Ultra" em vez do esperado "iPhone Fold". Essa decisão é estratégica, pois posiciona o aparelho não apenas como uma nova categoria de tela, mas como o ápice da linha em termos de prestígio e tecnologia. O vazamento ganha relevância no momento em que o dispositivo atinge marcos importantes de produção, preparando o terreno para um possível lançamento ainda este ano.Fontes da indústria indicam que a escolha do nome já está influenciando a concorrência antes mesmo do anúncio oficial. Fabricantes chinesas estariam planejando renomear seus próprios dobráveis como "Ultra" para competir diretamente com a gigante de Cupertino em especificações e preço. Essa antecipação do mercado demonstra como as decisões de design e marketing da Apple continuam servindo de bússola para o ecossistema mobile global.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Cores absolutas! Smart TV LG OLED C5 de 55" com mais de R$ 600 de desconto em oferta

Publicado em: 07/04/2026 06:23 Fonte: Tudocelular

As smart TVs OLED estão entre as melhores do mercado, tanto em reprodução de cores, contraste e durabilidade. Hoje você pode garantir a sua com mais de R$ 600 de desconto no Mercado Livre, onde a LG OLED C5 de 55" com resolução 4K está em promoção por R$ 5.075 à vista ou R$ 5.639 em até 12 vezes com o cartão Mercado Pago. "Smart TV LG OLED evo AI C5 4K 55 polegadas 2025 Processador ?9 AI Ger 8 webOS 25 Intensificador de Brilho" Mercadolivre R$5075.1 Ver Oferta Dentre os destaques da LG OLED C5 estão o seu painel com pixels autoiluminados de contraste infinito com 144Hz otimizado pelo chipset Alpha AI Gen8, que aumenta a fidelidade de cores, faz upscaling de imagens em resolução abaixo de 4K e ainda aprimora o som em tempo real com áudio surround de até 11.1.2 canais.Além disso, este modelo traz modo de alta fidelidade visual para filmes com o FILMMAKER Mode, Dolby Vision, Dolby Atmos, taxa de atualização variável, NVIDIA G-SYNC, controle remoto com microfone integrado, assistente de IA que reconhece a sua voz e controle por gestos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

A nova geração de telas: Huawei apresenta Vision 6 SE com imagem 4K e ecossistema integrado

Publicado em: 07/04/2026 06:09 Fonte: Tudocelular

A Huawei anunciou a nova Vision Smart Screen 6 SE com foco em experiências imersivas em jogos. Trata-se de uma smart TV com tecnologia Mini LED que foi desenvolvida também para reprodução de conteúdos em alta velocidade, com fluidez maior. O novo equipamento foi apresentado na China e integra o ecossistema HarmonyOS. Huawei lança TV 4K com Mini LED e taxa de 288Hz De modo geral, o produto vem com um painel Mini LED 4K e suporte a taxa de atualização de até 288 Hz. Além disso, ele tem brilho máximo de até 2.000 nits, cobertura de cor 98% DCI-P3 e revestimento antirreflexo para reduzir significativamente os reflexos, bem como tecnologia MEMC para suavizar o movimento.Integração, Inteligência Artificial e Conectividade A alta fluidez que essa smart TV da Huawei entrega permite o uso para diferentes tipos de aplicações, como jogos, esportes e conteúdos de ação. Na parte de conectividade, o modelo vem com portas HDMI 2.1 para uso com consoles de nova geração.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Veja quem são os pré-candidatos ao Governo e ao Senado no Amazonas

Publicado em: 07/04/2026 06:00

Mão apertando tecla em urna eletrônica Divulgação O cenário político do Amazonas para as eleições de 2026 começa a se consolidar com a definição de nomes que devem disputar o Governo do Estado e vagas no Senado Federal. Entre lideranças tradicionais, parlamentares em exercício e novos nomes, os partidos já articulam estratégias e alianças. O quadro de pré-candidaturas ainda pode sofrer alterações até o período das convenções partidárias, quando os nomes serão oficialmente confirmados para as eleições de 2026. Veja abaixo quem são os pré-candidatos ao Governo do Amazonas e Senado confirmados até esta terça-feira (7). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Governo do Amazonas David Almeida (Avante) O ex-prefeito de Manaus deixou o comando do Executivo municipal para disputar o Governo do Amazonas. A renúncia foi oficializada no fim de março, durante cerimônia na Câmara Municipal de Manaus, em cumprimento à legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de cargos públicos. Com isso, o então vice-prefeito Renato Junior assumiu a Prefeitura de forma definitiva. David Almeida tem uma trajetória consolidada na política amazonense. Foi eleito deputado estadual por três mandatos consecutivos (2006, 2010 e 2014), chegando à presidência da Assembleia Legislativa no biênio 2017/2018. No mesmo período, assumiu interinamente o Governo do Estado. Ainda em 2017, disputou o governo e ficou em terceiro lugar. Em 2020, foi eleito prefeito de Manaus e, em 2024, garantiu a reeleição com mais de 576 mil votos. David Almeida. Divulgação Maria do Carmo (PL) A empresária e professora Maria do Carmo anunciou a pré-candidatura ao Governo do Amazonas durante reunião da direção nacional do Partido Liberal, em Brasília, com a presença de lideranças da sigla. Com trajetória ligada à educação, Maria do Carmo é mestre e doutora em Direito e atua como gestora de instituições de ensino no estado. Ao lado do marido, participou da fundação de faculdades e também administra empreendimentos nas áreas educacional e empresarial. Foi candidata a vice-prefeita nas eleições municipais de 2024. Maria do Carmo Seffair. Reprodução/Redes Sociais Omar Aziz (PSD) O senador lançou recentemente um plano estratégico de desenvolvimento econômico, movimento que consolidou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas. O documento reúne propostas voltadas ao crescimento econômico e à diversificação da matriz produtiva do estado. Omar Aziz tem uma das trajetórias mais extensas da política local. Iniciou no movimento estudantil, foi vereador de Manaus, deputado estadual, sendo o mais votado à época, vice-prefeito, vice-governador e governador do Amazonas, cargo que assumiu em 2010 e para o qual foi eleito no mesmo ano. Desde 2015 exerce mandato no Senado Federal, tendo sido reeleito em 2022. Senador Omar Aziz (PSD) Rede Amazônica Senado Federal Eduardo Braga (MDB) Atual senador, Eduardo Braga deve disputar a reeleição. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), possui longa trajetória política. Já foi prefeito de Manaus, governador do Amazonas por dois mandatos consecutivos (2003 a 2010) e ministro de Minas e Energia no governo Dilma Rousseff. No Senado desde 2011, foi reeleito em 2018 e é uma das lideranças políticas mais tradicionais do estado no cenário nacional. Senador Eduardo Braga (MDB-AM) durante entrevista à Rede Amazônica Rede Amazônica Plínio Valério (PSDB) Senador eleito em 2018, Plínio Valério também deve buscar a reeleição. Jornalista e radialista, construiu sua carreira política a partir da Câmara Municipal de Manaus. Ele iniciou a vida pública como vereador em 2001, retornando ao cargo em outros mandatos até chegar ao Senado. Entre suas principais pautas estão a defesa da BR-319 e da Zona Franca de Manaus como alternativas para o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. Plínio Valério é senador pelo Amazonas. Beto Barata/Agência Senado Capitão Alberto Neto (PL) Deputado federal, Capitão Alberto Neto é pré-candidato ao Senado. Ele tem formação militar, foi oficial da Polícia Militar do Amazonas e comandou unidades como a Rocam e Companhias Interativas Comunitárias (CICOMs). Também é bacharel em Direito e possui pós-graduação em gestão pública. Foi eleito deputado federal em 2018 e tem atuação voltada principalmente para a área de segurança pública. Em 2024, chegou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Manaus. Capitão Alberto Neto é do PL. Divulgação Chris Melchior (PSB) A advogada Chris Melchior foi anunciada pelo Partido Socialista Brasileiro como pré-candidata ao Senado. O nome foi divulgado nas redes sociais da legenda, destacando a defesa dos direitos das mulheres como uma das principais bandeiras. Ela tem 37 anos e disputou as eleições municipais de 2024, quando concorreu ao cargo de vereadora. Agora, passa a integrar a disputa majoritária, representando uma renovação no cenário político. Chris Melchior é anunciada pelo PSB como pré-candidata ao Senado pelo Amazonas Reprodução/Redes Sociais Marcos Rotta (Avante) Ex-vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta também aparece como nome na disputa ao Senado. Ele tem trajetória no Legislativo estadual, onde foi deputado por quatro mandatos consecutivos, e também foi deputado federal. No Executivo, atuou como vice-prefeito de Manaus e secretário municipal de Infraestrutura, além de ter ocupado cargos no governo estadual. Foi exonerado recentemente da Casa Civil de Manaus para ficar apto à disputa eleitoral. Marcos Rotta. g1 AM Wilson Lima (União Brasil) O ex-governador do Amazonas deixou o cargo para disputar o Senado nas eleições de 2026. Jornalista de formação, ganhou projeção como apresentador de TV antes de ingressar na política. Foi eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. Durante a gestão, enfrentou desafios como a pandemia de Covid-19 e pautas relacionadas à economia e infraestrutura. Agora, busca uma vaga no Senado Federal. Wilson Lima anuncia criação de três novas secretarias estaduais Divulgação Secom Marcelo Ramos (PT) Advogado e ex-deputado federal, Marcelo Ramos também é pré-candidato ao Senado. Ele iniciou a carreira política como vereador de Manaus e posteriormente foi deputado estadual. Em 2018, foi eleito deputado federal e, ao longo da trajetória, também disputou a Prefeitura de Manaus. Em 2024, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, pelo qual voltou a concorrer ao Executivo municipal e agora se posiciona na disputa ao Senado. Marcelo Ramos é do PT. Divulgação/PL Rodrigo Sá (Progressistas) Delegado da Polícia Civil e atual vereador em Manaus, Rodrigo Sá surge como outro nome na disputa. Ele foi anunciado como pré-candidato da federação União Progressista no Amazonas antes de Wilson Lima deixar o governo para disputar o cargo pela mesma legenda. A federação, no entanto, não retirou a pré-candidatura de Sá até a publicação desta reportagem. No Detran-AM, onde foi diretor-presidente, implantou projetos como o Detran Digital e programas sociais voltados à habilitação. Também teve atuação no Ministério Público e se destacou em iniciativas na área de segurança e gestão pública. Em 2024, foi eleito vereador, ampliando sua presença política. Rodrigo Sá é lançado pré-candidato ao Senado pela União Progressista no Amazonas Divulgação Amazonas tem novo governador: Roberto Cidade assumiu cargo depois de renúncias

Palavras-chave: câmara municipal

Repórter surpreende golpista durante tentativa de sequestro de celular: 'Aqui é do Fantástico'; veja VÍDEO

Publicado em: 07/04/2026 04:01

Saiba como se prevenir contra o sequestro de celular O golpe do sequestro de celular tem se tornado cada vez mais comum no Brasil. Um repórter conseguiu desmascarar um golpista durante uma tentativa de fraude por telefone, enquanto investigava o avanço dos crimes digitais no país para o Fantástico deste domingo (5). Durante a abordagem, o criminoso orientou a instalação de um aplicativo no celular e pediu acesso a funções do aparelho. “A câmera, compartilha a tela novamente. Agora arrasta para cima e vai lá para o início do seu celular, todos os aplicativos”, disse o golpista, ao instruir o passo a passo da fraude. A conversa foi acompanhada por um especialista em tecnologia, que havia retirado previamente os dados bancários do aparelho para evitar prejuízos. Seguindo as orientações do criminoso, ele mostrou como funciona o golpe. “Eu permiti, seguindo as orientações dele, que ele pudesse ativar o acesso remoto, com a possibilidade de leitura das pastas de meus arquivos pessoais, fotos, vídeos, leitura da memória do celular e dos meus contatos ”, explicou o especialista, que também destacou que o golpista passou a ter acesso a arquivos, fotos, contatos e memória do celular. Golpista é desmascarado durante reportagem do Fantástico. Reprodução/TV Globo/Fantástico A técnica é conhecida como engenharia social, quando criminosos manipulam a vítima para obter informações confidenciais. Com o controle do aparelho, eles conseguem acessar aplicativos bancários e realizar transferências. Em seguida, o repórter se identificou. “Aqui é o jornalista do Fantástico. Não tem nenhum constrangimento em aplicar esse tipo de fraude?”, questionou. Do outro lado da linha, a resposta foi direta: “Não, não”. O caso expõe o nível de sofisticação dos golpes digitais e a naturalidade com que os criminosos atuam. Especialistas alertam que pedidos para instalar aplicativos, compartilhar a tela ou agir com urgência são sinais claros de fraude. A orientação é interromper imediatamente o contato e nunca fornecer dados pessoais ou senhas. Quando ligar o sinal de alerta? A evolução desses crimes é considerada extremamente preocupante. Em um período de 12 meses, 24 milhões de brasileiros sofreram ao menos uma tentativa de golpe no setor financeiro, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões. 🚨 Especialistas explicam que esses golpes usam técnicas de engenharia social, que manipulam a vítima com senso de urgência e falsas vantagens. "Se os preços ou as ofertas de investimento estiverem muito fora daquilo que normalmente é praticado no mercado, é um grande sinal de alerta", diz Merula Borges, especialista em finanças da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 🚨 A orientação é clara: diante de qualquer pedido de senha, compartilhamento de tela ou instalação de aplicativos, a recomendação é desligar imediatamente a ligação. Bancos não solicitam esse tipo de procedimento. "Quando houver qualquer demanda de dados, senha, compartilhamento de tela, instalação de aplicativos, desligue imediatamente, pois você está, com certeza, sendo fruto de uma tentativa de golpe", explica Ivo Mosca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban. "As pessoas precisam fazer a sua parte, entender a tecnologia e entender o poder que está ali na mão delas, para que elas consigam utilizar aquilo de forma efetivamente segura", afirma Cristiano Borges, analista de segurança da informação. 🎧 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Windows 11 de cara nova: Microsoft detalha mudanças no Menu Iniciar e página de Configurações

Publicado em: 07/04/2026 03:05 Fonte: Tudocelular

Após prometer uma verdadeira "faxina" no Windows 11, a Microsoft começou a compartilhar os primeiros avanços esperados para as próximas versões Insider. Em postagem compartilhada na rede social X (ex-Twitter), March Rogers revelou que o sistema deve ganhar uma melhoria há muito tempo esperada no aplicativo de Configurações. Ainda há muito a fazer, mas este é o tipo de trabalho que adoro ver concluído: páginas de configurações redesenhadas para maior clareza, diálogos atualizados para o modo escuro, Narrador funcionando com o Copilot em todos os dispositivos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Rio das Ostras moderniza todas as unidades da Saúde Bucal

Publicado em: 07/04/2026 00:02

A população será beneficiada com os novos equipamentos Secom A Gestão Municipal está levando o atendimento de Saúde Bucal em Rio das Ostras a outro nível de qualidade. Após a reorganização, que permitiu a retomada de serviços e acabou com grande parte das filas de espera, a Secretaria de Saúde adquire, agora, uma série de equipamentos para modernizar todos os consultórios dentários da Rede Municipal. O Município entregou à população 30 novas cadeiras odontológicas, mais 15 equipamentos de autoclave (essencial para esterilização de todo o instrumental utilizado), 24 novos compressores, além de aparelhos de alta tecnologia, como fotopolimerizadores – que possibilitam uma restauração dentária com mais qualidade, agilidade e precisão. Outros equipamentos, como raio-x panorâmico e canetas de alta rotação, já estão em processo de licitação para compra. “No início da gestão encontramos falta de insumos e equipamentos sucateados, o que acabava por paralisar atendimentos e prejudicar a população. Fizemos a reorganização da Saúde Bucal e agora damos um passo muito importante para elevar a qualidade dos serviços, com a chegada dos novos equipamentos”, explica o secretário de Saúde, Fábio Simões. Os equipamentos adquiridos são de última geração Secom AVANÇOS - O coordenador de Saúde Bucal, André Mello, lembra os avanços e traz uma perspectiva muito positiva. “Ainda no ano passado, pelo empenho da gestão e das equipes de saúde, conseguimos reabrir consultórios que estavam fechados por más condições de estrutura e trabalho, a falta de insumos e, tão importante quanto, reduzimos muito e até zeramos filas de espera, como no caso do tratamento de canal”, completa. Em 2025 houve uma redução significativa das filas de espera dos atendimentos especializados, como nas áreas de endodontia, bucomaxilofacial, periodontia, odontopediatria, ortodontia e atendimento a Pacientes com Necessidades Especiais (PNE). A maior parte das filas foi eliminada, com avanços expressivos, especialmente no ambulatório de PNE e na endodontia. De olho no futuro, a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar o CEO – Centro de Especialidades Odontológica e dobrar a capacidade de atendimento da Saúde Bucal nas unidades da Atenção Primária.

Palavras-chave: tecnologia

'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos

Publicado em: 07/04/2026 00:01

Os Estados Unidos têm recorrido a um aliado não convencional na campanha contra o Irã: a inteligência artificial. No centro dessa estratégia está o Project Maven, sistema que cruza dados de sensores e imagens de satélite para identificar alvos e mapear, em tempo real, o cenário de combate. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quando foi criado em 2017, o projeto surgiu para apoiar analistas militares diante da avalanche de imagens geradas por drones. Até então, o trabalho era feito manualmente: operadores precisavam examinar quadro a quadro para identificar possíveis indícios — muitas vezes visíveis por apenas instantes —, em um processo demorado e suscetível a erros. Agora, oito anos depois, o projeto é visto como um facilitador da tomada de decisão no campo de batalha. Isso porque, ao analisar dados como imagens de satélite e registros de drones, r Como é na prática? Project Maven Reprodução/X Uma demonstração do Departamento de Defesa em março mostrou como funciona a plataforma. Veja o passo a passo: Integração de dados: o sistema reúne informações de sensores e imagens em uma única tela, permitindo visão consolidada do campo de batalha. Filtragem: o operador seleciona e organiza os dados relevantes na própria interface. Identificação de alvos: ao detectar um elemento suspeito, o sistema transforma a informação em um alvo formal dentro do fluxo operacional. Classificação: os alvos são organizados por tipo, o que orienta a tomada de decisão. Sugestão de ataque: a plataforma cruza dados e indica possíveis cursos de ação, incluindo o recurso militar mais adequado. Decisão e ação: o operador escolhe uma das opções e inicia a operação. Execução integrada: todo o processo ocorre no mesmo sistema, reduzindo o tempo entre identificação e ataque. Segundo o chefe de IA do departamento, Camaeron Stanley, graças ao programa, o que antes exigia programas diferentes e horas de trabalho humano agora leva minutos. "Estávamos fazendo isso em cerca de oito ou nove sistemas, onde humanos estavam literalmente movendo detecções de um lado para o outro para chegar ao nosso estado final desejado", disse. Do Google à Palantir A Palantir é a empresa responsável pelo software de IA que alimenta o projeto. Mas essa não foi sempre a realidade. Quando o projeto começou, em 2017, o Google era responsável pelo seu desenvolvimento. Mas questões éticas acerca do uso de IA em conflitos armados fizeram a big tech desisitir. Em 2018, mais de 3 mil funcionários da empresa assinaram uma carta aberta para denunciar que o contrato ultrapassava uma linha vermelha. De acordo com a AFP, engenheiros da empresa chegaram a pedir demissão. Isso fez com que o Google se recusasse a renovar o contrato. A empresa, então, publicou uma carta ética sobre IA que excluía qualquer participação em sistemas de armamento. Em fevereiro do ano passado, contudo, a empresa alterou sua política de inteligência artificial (IA) e removeu uma cláusula que proibia o uso da tecnologia para o desenvolvimento de armas e vigilância. Após a desistência do Google, a Palantir ocupou o lugar no projeto. Desde então, passou a liderar o fornecimento do Project Maven, com sua tecnologia de inteligência artificial formando a base central de funcionamento do programa. A Palantir é uma empresa americana de tecnologia especializada em análise de dados, conhecida por softwares usados por governos e forças de segurança. A empresa é alvo de críticas por fornecer tecnologia ao ICE, usada em operações contra imigrantes e alvo de debates sobre direitos civis. Os resultados O Pentágono e a Palantir se recusaram comentar sobre o desempenho do Maven na guerra com o Irã. Entretanto, segundo a AFP, o ritmo dos ataques americanos mostra que o projeto provavelmente acelerou o processo de seleção de alvos e de disparo. Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, as forças americanas atingiram mais de mil alvos. Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times em 2024 aponta que o Maven enfrentou o seu primeiro teste real na Guerra da Ucrânia, mas ali o software enfrentou um problema. Segundo o jornal, a guerra evidenciou que é difícil aplicar tecnologia avançada em um conflito que ainda se parece com guerras do passado, baseadas em trincheiras e artilharia pesada. Apesar disso, de acordo com autoridades ouvidas pelo jornal, a visualização de movimentos e comunicações russas foi simplificada pela plataforma.

Por que a Artemis II teve 'só' um sobrevoo pela Lua se os Estados Unidos já pousaram lá?

Publicado em: 07/04/2026 00:00

O astronauta Neil Armstrong na Lua Divulgação/Nasa Os quatro astronautas da Artemis II passaram pela Lua na segunda-feira (6), observaram regiões nunca vistas por olhos humanos e quebraram o recorde de distância da Terra. Mas não pousaram. Para quem acompanhou as missões Apollo nas décadas de 1960 e 1970, pode parecer um passo atrás. Afinal, os Estados Unidos já fizeram isso seis vezes. Então por que, mais de 50 anos depois, a viagem mais avançada que a NASA consegue realizar é um sobrevoo? A resposta tem várias camadas, técnicas, políticas e orçamentárias, e ajuda a entender por que retornar à Lua se provou muito mais difícil do que muitos esperavam. O ponto mais direto é que a nave Orion, que transporta a tripulação atual, simplesmente não tem capacidade de pousar. Ela foi projetada para levar astronautas até as proximidades da Lua e trazê-los de volta à Terra com segurança, não para descer à superfície. Para pousar, é preciso um módulo separado, e esse módulo ainda não está pronto. A NASA tem contratos com duas empresas para desenvolver esses veículos de pouso lunar: a SpaceX, com a nave Starship, e a Blue Origin, com o Blue Moon. Nenhum dos dois está disponível ainda para uma missão tripulada. O pouso mais cedo que a agência projeta é em 2028, na Artemis IV. Missão Artemis começa a voltar à Terra O que aconteceu desde o progrma Apollo Depois que Neil Armstrong pisou na Lua em 1969 (e outros dez astronautas o seguiram nas cinco missões subsequentes), a corrida espacial com a União Soviética foi considerada vencida. O interesse político e público pela exploração lunar caiu rapidamente, e o programa Apollo foi encerrado em 1972. Nas décadas seguintes, a NASA concentrou seus recursos em órbita baixa da Terra, com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS). Recolocar humanos na Lua exige, portanto, reconstruir praticamente do zero uma infraestrutura que foi desativada há mais de meio século — e fazer isso com tecnologias, exigências de segurança e estruturas de custo completamente diferentes das da era Apollo. O programa Artemis começou a tomar forma em 2017, durante o primeiro governo Trump, com a meta inicial de pousar na Lua em 2024. Esse prazo nunca foi considerado realista pela maioria dos especialistas. Problemas com trajes espaciais, com o escudo térmico da Orion, que perdeu mais material do que o esperado durante o reingresso da missão não tripulada Artemis I, em 2022 — e com o desenvolvimento da Starship foram adiando os cronogramas sucessivamente. Imagem feita pela missão Artemis II mostra o lado oculto da Lua (à esquerda) e o lado visível (à direita), com destaque para a bacia de Orientale. NASA Uma abordagem de etapas A lógica por trás da Artemis II é a mesma que guiou o programa Apollo no início: testar cada sistema separadamente antes de arriscar uma missão mais complexa. A Artemis I, em 2022, enviou a Orion ao redor da Lua sem tripulação. A Artemis II faz o mesmo com quatro astronautas a bordo, verificando os sistemas de suporte de vida, propulsão, navegação e comunicação em ambiente de espaço profundo pela primeira vez com humanos. "A missão vai confirmar que todos os sistemas da nave operam como projetado com tripulação a bordo, no ambiente real do espaço profundo", descreveu a NASA. A Artemis III, prevista para 2027, não pousará na Lua tampouco: será uma missão de treino de acoplamento em órbita terrestre entre a Orion e os módulos de pouso privados. Apenas na Artemis IV a NASA pretende colocar astronautas na superfície lunar novamente. É uma progressão deliberadamente cautelosa — e que reflete o quanto a exploração espacial tripulada mudou desde os tempos em que a corrida espacial justificava riscos que hoje seriam inaceitáveis. A ‘tripulação’ da Artemis I. NASA/Lockheed Martin/DLR E quais são os próximos passos da Artemis II? A 2º missão do programa Artemis ainda segue em andamento. Nas próximas horas e dias, os astronautas devem deixar a esfera de influência gravitacional da Lua, realizar queimas de correção de trajetória e conduzir experimentos a bordo antes da amerissagem prevista para 10 de abril no Oceano Pacífico. Veja os próximos marcos previstos da missão: 7 de abril: a Orion deixa a esfera de influência gravitacional da Lua. Cientistas em solo têm a chance de conversar com a tripulação sobre as observações feitas durante o sobrevoo lunar 8 de abril: testes de pilotagem manual e simulação de abrigo contra radiação solar 9 de abril: último dia completo no espaço. Tripulação revisa procedimentos de reentrada, realiza queima de correção de trajetória e veste roupas de compressão para minimizar os efeitos do retorno à gravidade 10 de abril: queima final de correção de trajetória, separação do módulo de serviço, reentrada com escudo térmico a até 1.650°C e amerissagem no Oceano Pacífico Como será a trajetória da missão. Alberto Corrêa/Arte g1 LEIA TAMBÉM: FOTO: Artemis II consegue imagem inédita da Lua feita por humanos Nasa divulga imagens dos astronautas da Artemis II observando a Terra; veja Astronautas da Artemis II treinam emergência e ajustam cabine para passagem pela Lua; veja IMAGEM

Palavras-chave: tecnologia

Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite

Publicado em: 06/04/2026 21:50

A um dia do ultimato, Trump eleva ameaças e diz que pode destruir todo o Irã amanhã à noite A guerra no Oriente Médio entra na 6ª semana. Faltam pouco mais de 24 horas para o fim do prazo que Donald Trump deu para o Irã fechar um acordo de paz e liberar a passagem de petroleiros no Estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira (6), o regime iraniano rejeitou uma nova proposta de cessar-fogo. E Trump elevou as ameaças e disse que pode destruir todo o Irã nesta terça-feira (7) à noite. Esse não é o primeiro ultimato do presidente americano. Mas será o último? Ele diz que sim. Para Donald Trump, é fundamental encontrar um caminho para acabar com a guerra. Ela está custando alto - financeiramente e politicamente. E o próprio presidente admitiu isso nesta segunda-feira (6): "Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo do Irã. Mas, infelizmente, os cidadãos americanos querem que a gente volte para casa", disse nesta segunda-feira (6) de manhã. E voltou a ameaçar atacar usinas elétricas e pontes do Irã. Atingir alvos civis é considerado crime de guerra pelo direito internacional. Trump foi questionado por que, na visão dele, ataques à rede elétrica não seriam crimes de guerra. O presidente respondeu: "Porque eles mataram manifestantes, eles são uns animais”. Até agora, a pressão não tem funcionado. Nesta segunda-feira (6), mais uma tentativa de acordo terminou frustrada. O Paquistão propôs um cessar-fogo de 45 dias. Mas o Irã declarou que não quer uma trégua e exigiu o fim permanente da guerra. Os iranianos alegam que das últimas vezes em que se sentaram à mesa de negociação foram atacados, e não querem que isso se repita. O regime dos aiatolás fez uma contraproposta com dez pontos. A imprensa estatal divulgou poucos detalhes, mas afirmou que o plano de paz prevê o fim das sanções econômicas e ajuda na reconstrução do país. Trump disse que os iranianos fizeram uma proposta significativa, mas que não era o suficiente. Mais tarde, ele retomou as ameaças na Casa Branca. O prazo dado por Trump para que o Irã aceite um acordo e reabra completamente o Estreito de Ormuz é terça-feira (7), 21h, pelo horário de Brasília. "O país inteiro pode ser destruído em uma única noite, e essa noite pode ser a de amanhã", afirmou o presidente. Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite Jornal Nacional/ Reprodução O secretário de Guerra Pete Hegseth afirmou que esta segunda-feira (6) teria o maior volume de ataques desde o início da guerra e que esta terça-feira (7) será pior do que segunda-feira (6). Trump reforçou: "Temos um plano e todas as pontes do Irã serão dizimadas e todas as usinas de energia vão parar de funcionar em quatro horas. Vai tudo queimar e explodir, vai ser uma demolição completa”. Em seguida, o presidente mudou o tom e disse: "Não queremos que isso aconteça. Talvez até ajudemos os iranianos na reconstrução do país”. As Forças Armadas do Irã responderam que as ameaças de Donald Trump são delirantes. Resgate Simulação do resgate de soldado americano Jornal Nacional/ Reprodução Também nesta segunda-feira (6), a Casa Branca detalhou o resgate dos dois pilotos que estavam a bordo do caça F-15E abatido pelos iranianos na sexta-feira (3). Os dois conseguiram se ejetar antes da queda. Um deles foi resgatado seis horas depois. O outro ficou desaparecido por quase 48 horas. O resgate marcou uma corrida entre Estados Unidos e Irã pelo paradeiro dele. De acordo com o relato de autoridades à imprensa americana, o militar desceu de paraquedas em uma região montanhosa. Mesmo ferido, conseguiu caminhar e escalar uma montanha de 2 mil metros de altura. Ele tinha apenas uma pistola e precisava se esconder até a ajuda chegar. Acabou se escondendo em uma espécie de caverna no alto da montanha. De lá, conseguiu enviar sinais com a sua localização. Trump disse hoje que 155 aviões e centenas de militares participaram da missão de resgate. Muitos deles, usados apenas para despistar os iranianos, se espalharam por sete regiões diferentes. Houve confronto. Helicópteros e aviões americanos foram atingidos. Os iranianos não estavam muito longe e atiraram contra os militares que desceram para buscar o piloto. Mas não houve nenhuma baixa americana. Dois aviões de transporte, cheios de equipamentos, ficaram presos na areia úmida, muito pesados para decolar. Aí entrou em cena o plano B. Aviões mais leves e rápidos tiveram que buscar os militares restantes, e a decisão foi por explodir os aviões atolados ali mesmo para impedir que o Irã tivesse acesso à tecnologia americana. A missão de resgate foi bem-sucedida. Um desfecho que Trump agora tenta explorar para reduzir o desgaste entre os americanos enquanto a guerra não termina. LEIA TAMBÉM Trump diz que pode tomar 'Irã inteiro' na noite de terça-feira: 'Todas as usinas de energia serão demolidas' Trump diz que não está preocupado com crimes de guerra no Irã: 'Mataram manifestantes, são animais' Resgate de piloto no Irã envolveu 155 aeronaves e ações para despistar iranianos, diz Trump Veja como foi o resgate de militar dos EUA no Irã em simulação do Fantástico

Palavras-chave: tecnologia

Histórico: 4 tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou

Publicado em: 06/04/2026 21:33

Missão Artemis explora o lado escuro da Lua Em um voo inédito ao redor da Lua, quatro astronautas fizeram história nesta segunda-feira (6). Os tripulantes da missão Artemis II se tornaram os seres humanos que viajaram ao ponto mais distante do planeta Terra até agora. Ao longo de sete horas, eles chegaram tão perto da Lua que viram um lado dela que ninguém, da Terra, consegue enxergar. Um feito que jornalistas e apaixonados por ciência do mundo inteiro acompanharam passo a passo, imagem a imagem. Às 19h27 no horário de Nova York, 20h27 pelo horário de Brasília, finalmente a nave Orion reestabeleceu contato com a Terra. E só um minuto depois eles conseguiram ouvir alguém dizendo alguma coisa. A primeira pessoa a falar foi a Christina Koch. Ela disse: "É muito bom ouvir a Terra novamente". Um certo alívio, claro, porque eles passaram 40 minutos sem nenhuma comunicação com o centro de comando em Houston, no Texas. Isso porque a Lua ficou entre a nave e a Terra, e aí as ondas de frequência de rádio não conseguiam chegar até a nave. Além disso, foi momento em que eles chegaram mais perto da Lua - uma distância de cerca de 400 km, a mesma distância da Estação Espacial Internacional em relação à Terra. Isso foi às 20h01. No ponto de vista dos astronautas, a Lua estava parecendo tão perto que estava do tamanho de uma bola de basquete. Em um fenômeno inédito, o planeta todo está acompanhando o passo a passo dessa missão pelas redes sociais. Cada astronauta levou um celular para poder postar a rotina no espaço. Isso faz parte da estratégia de marketing da Nasa. Com essa viagem, a Nasa quer dar início a uma nova era de missões para a Lua. Isso vai desde a tecnologia envolvida na espaçonave, mas também na forma como a viagem está sendo documentada. O resultado é praticamente um Big Brother. A gente está acompanhando a rotina dos astronautas, os bastidores da missão. Mas, sobretudo, o encantamento deles com o que eles estão vendo pela janela - imagens belíssimas. Isso é uma estratégia para chamar a atenção sobretudo do público mais jovem, o interesse dos jovens pelo espaço. E, pela primeira vez, a Nasa autorizou que astronautas levassem nesse tipo de missão celulares, os smartphones como os que a gente tem em casa. A ideia é que eles tirem fotos, selfies, e depois compartilhem esse material quando voltarem para Terra. Nesta segunda-feira (6), teve uma publicação do comandante da missão fazendo a barba com a mensagem: "Rotina matinal: acordar, fazer a barba, arrumar a cama e presenciar algo que os olhos humanos nunca viram antes". O celular deles tem duas alterações: o bluetooth não funciona e nem o sinal de telefonia, que é para não correr o risco de alguma interferência com a espaçonave. Quais foram as primeira reações dessa tripulação, dos quatro astronautas, quando eles atingiram a maior distância do nosso planeta e ficaram mais perto da face oculta da Lua? Christina Koch falou que estava emocionada com a grandiosidade daquele momento que ele estava vivendo. Assim que a comunicação foi reconectada, ela falou: "A gente pode conhecer, explorar o espaço, mas, no fim das contas, sempre escolheremos o planeta Terra. Sempre escolheres uns aos outros". Teve mensagem especial também muito direcionada. O piloto mandou mensagem para a esposa, que estava acompanhando do centro de controle, dizendo: "Eu te amo aqui da Lua". Histórico Quatro tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou Jornal Nacional/ Reprodução O dia na missão Artemis II começou com uma mensagem do passado. De alguém que já fez história no espaço há quase seis décadas. Jim Lovell participou da missão Apollo 8, a primeira a dar a volta na Lua, em 1968, e da dramática Apollo 13, em 1970, que quase terminou em tragédia depois de uma explosão a bordo. Ele faleceu em 2025, mas deixou uma mensagem para os astronautas que estavam prestes a seguir os passos dele: “Bem-vindos à minha antiga vizinhança. Durante a Apollo 8, tivemos a primeira visão próxima da Lua com nosso planeta. Essa visão inspirou as pessoas a se unirem e estou orgulhoso de passar o bastão para vocês. É um dia histórico. Aproveitem a vista”. Os quatro astronautas da Artemis estavam a caminho de um recorde que era dele. Por volta das 15h pelo horário de Brasília, se tornaram os primeiros seres humanos a chegar no ponto mais distante da Terra: exatos 406.777 km de distância do nosso planeta – 6.606 km mais longe do que chegou a Apollo 13 de Lovell. Para ter uma ideia dessa distância que a missão Artemis II chegou, basta imaginar que a Estação Espacial Internacional fica a 400 km da Terra. Ou seja, a Artemis viajou mil vezes mais longe que a estação. É como se os astronautas a bordo da Orion tivessem feito mil viagens à estação em apenas seis dias. O canadense Jeremy Hansen foi o primeiro a falar: “Ao ultrapassar a maior distância já atingida pela humanidade, honramos os esforços extraordinários dos nossos antecessores na exploração espacial. E queremos aproveitar o momento para desafiar esta e as próximas gerações para que esse recorde não dure muito”. Hansen pediu, então, para batizar duas novas crateras. A primeira ganhou o nome de Integrity - ou "integridade", em português -, como os astronautas têm chamado a cápsula. E, em um momento de emoção, a outra recebeu o nome da mulher do comandante da missão, Reid Wiseman: Caroll. Caroll era enfermeira de um CTI neonatal e morreu em 2020 de câncer. Diante da comoção na nave, enquanto os astronautas enxugavam as lágrimas, o comando da missão, em Houston, fez um momento de silêncio. Em seguida, os astronautas rumaram para o lado oculto da Lua para ver com os próprios olhos a parte da Lua nunca vista da Terra. Isso porque a rotação da Terra e da Lua são sincronizadas e esse lado nunca fica voltado para o nosso planeta. O físico espacial da Universidade do Texas Phil Anderson explica que é a primeira vez que astronautas verão esta parte oculta iluminada pelo Sol: "Eles passaram a 4 mil km, mas conseguiram ver tudo mais de perto com a ajuda de telescópios e câmeras fotográficas”. E sobre o período em que perderam a comunicação sobre a Terra, afirma: "É um momento de solidão sem contato com a Terra. É como se fossem as pessoas mais solitárias da humanidade. Pode ser assustador e meio louco, mas eu certamente gostaria de estar no lugar deles”. Histórico: 4 tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou Jornal Nacional/ Reprodução Próximos passos Os astronautas devem voltar para a Terra no dia 10 de abril. Mas, por enquanto, agora que eles conseguiram reestabelecer contato com a Terra, eles vão falar o que sentiram, o que viram e falar com foi essa experiência. Isso é muito importante porque uma das missões dessa viagem espacial é exatamente saber os efeitos que essa distância toda da Terra - esse período de dez dias tão longe de casa - vai ter sobre o corpo desses quatro astronautas. Um dos experimentos que eles estão fazendo no espaço se chama "Experiência avatar". Eles retiraram material genético dos quatro astronautas, botaram em tubos de ensaio e analisaram na Terra. Agora, eles vão fazer a mesma análise quando voltarem para casa, para ver se a radiação - tanto do Sol quanto do próprio universo - teve algum efeito nesse material genético. São muitas as experiências que ainda vão ser feitas, muitos exames que esses astronautas ainda vão ter que passar. Mas, agora, a gente tem que pensar na missão Artemis IV, que está programada para 2028. O objetivo final das missões Artemis é posar a primeira mulher na Lua. LEIA TAMBÉM Primeiro a Lua, depois Marte? Por que nova missão da Nasa é importante O que é o 'lado oculto' da Lua e por que ele nunca é visto da Terra? O que existe no lado oculto da Lua? Missão vai mostrar crateras, cores e áreas nunca vistas

Palavras-chave: tecnologia

Espetáculo de música e imagem, 'As Amazônias' reúne vozes de cantoras do Norte em Belém

Publicado em: 06/04/2026 19:26

Espetáculo de música e imagem, “As Amazônias” reúne Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP) Amazônia Imersiva/ Liliane Moreira Três vozes femininas da Amazônia se encontram no palco para cantar territórios, memórias e modos de existir. O espetáculo “As Amazônias”, com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP), chega a Belém para uma temporada na CAIXA Cultural, de 9 a 12 de abril, sempre às 19h. A apresentação combina música ao vivo com projeções visuais, criando uma experiência audiovisual que aproxima palco, imagem e tecnologia a partir de diferentes territórios da Amazônia. No palco, o espetáculo articula trajetórias que atravessam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e a música contemporânea produzida na região. Cada artista traz a força de seu território: Patrícia Bastos incorpora ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú; Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária; e Aíla conecta essas referências à cena musical contemporânea de Belém, marcada por fusões e experimentações. Cantora, compositora e vencedora do Grammy Latino, Patrícia Bastos é uma das principais vozes da Amazônia brasileira, reconhecida por traduzir em música as sonoridades e narrativas do Amapá. Já Aíla, artista paraense, atua como uma das figuras centrais da música contemporânea produzida na região, transitando entre o pop, a música amazônica e a experimentação sonora. A presença de Djuena Tikuna amplia esse encontro ao trazer para o centro do palco a força dos povos originários. Cantora indígena do Amazonas, ela foi a primeira jornalista indígena formada no estado e também a primeira artista indígena a realizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas, em Manaus. Suas composições são cantadas integralmente na língua Tikuna, reafirmando o canto como forma de memória e resistência. Para Patrícia Bastos, o espetáculo revela a potência das múltiplas Amazônias que coexistem na região. “Nas Amazônias conseguimos colaborar na transmissão da narrativa da diversidade feminina da região, seja na latinidade, na afrocentralização, nas nossas cores, figurinos e no jeito de cantar as nossas tradições e sonhos. Somos três mulheres representando um pouco das Amazônias, porque nós somos muitas, plurais e múltiplas.” A relação entre as artistas atravessa não apenas a música, mas também experiências compartilhadas em diferentes territórios da região Norte. “Cantar com a Djuena é sempre uma emoção sem tamanho, ela do Amazonas, eu do Pará, a gente carrega conexões que só quem é da região Norte entende. Além de ser uma enorme artista, ela faz um show inteiro cantado na língua Tikuna, a origem dela, e isso sempre me emociona muito”, afirma Aíla. No espetáculo, esse encontro ganha forma também na escolha de repertório. Em um dos momentos da apresentação, Aíla interpreta em português uma composição de Djuena, traduzida da língua Tikuna. “É um momento bem especial, a gente canta sobre uma aldeia que é o mundo, afinal, como Djuena sempre diz, somos todos da mesma aldeia. Isso é forte… norteia e conduz muita coisa”, completa. Para Djuena Tikuna, o canto está diretamente ligado à existência e à continuidade de seu povo. “Para nós, povos indígenas, a cultura é a nossa vida. Enxergamos o mundo com os olhos da cultura. A luta pelo território, por educação e saúde diferenciada é uma luta pela cultura”, afirma. A artista também destaca o papel da Amazônia como espaço de encontro entre diferentes povos e expressões. “A Amazônia é morada de resistências. Somos tantos povos que dialogam e se conectam através da arte para manter viva a nossa essência. Juntos nós somos a floresta que pulsa viva, multicolorida, plural e infinita.” Serviço Show “As Amazônias” Com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP) 📅 Temporada: 09 a 12 de abril de 2026 🕖 Horário: 19h 📍 Local: CAIXA Cultural Belém — Av. Mal. Hermes, S/N, Armazém 6A, Reduto 🎟 Ingressos: (https://www.bilheteriadigital.com/as-amazonias-09-a-12-de-abril ) Maior nevoeiro dos últimos anos em Belém cobre prédios e causa desvio de voos Defesa Civil emite alerta extremo de alagamentos para Belém e Região Metropolitana VÍDEOS com as principais notícias do Pará

Palavras-chave: tecnologia

Último réu de irmãs mortas em Ipatinga é condenado a 95 anos

Publicado em: 06/04/2026 19:12

Último réu de irmãs encontradas mortas e amarradas é condenado a 95 anos em Ipatinga O último réu acusado de envolvimento no assassinato de duas irmãs em Ipatinga foi condenado a 95 anos e 4 meses de prisão, nesta segunda-feira (6), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado na Câmara Municipal. Marcelo Augusto Rodrigues chegou ao local por volta das 9h da manhã, algemado e com a roupa carcerária (veja acima). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, além de furto. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pela acusação. “O caso era muito grave e tivemos sucesso em demonstrar a autoria do réu. Não cabia nenhuma hipótese de diminuição da pena e todas foram rejeitadas”, afirmou o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Conforme o MPMG, o réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Irmãs mortas em Ipatinga Redes sociais Também foi reconhecido que os crimes foram cometidos para assegurar a ocultação e a impunidade de outros delitos, além do uso de arma de fogo de uso restrito. Ainda segundo o MPMG, os crimes foram praticados em conjunto com outras pessoas. O caso teve outros três denunciados: Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão Leonardo Victor Citadino da Costa foi condenado a 96 anos e 8 meses, antes de ser morto no CERESP de Ipatinga, em janeiro deste ano Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu em Governador Valadares antes do oferecimento da denúncia Com a condenação, foi concluída a responsabilização penal de todos os envolvidos no caso. Julgamento de último réu acusado de duplo homicídio acontece em Ipatinga Relembre o caso As irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34, foram encontradas mortas na manhã do dia 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácara Madalena, em Ipatinga. Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam em uma rua, com marcas de tiros. As duas estavam com as mãos e pernas amarradas e com as bocas amordaçadas. Elas foram enterradas dois dias depois, em Ubaporanga, cidade onde a família morava. Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu suspeitos de participação no crime em uma operação realizada em fevereiro de 2024. De acordo com a corporação, as duas mulheres teriam sido mantidas em cárcere privado antes de serem mortas. A investigação também apontou que o crime pode ter relação com um desentendimento por questões financeiras, após uma cobrança de dinheiro. Segundo o promotor, a motivação foi considerada “banal e brutal”, e as vítimas foram escolhidas por estarem em situação de vulnerabilidade. “A família tem esse alívio. Saber que a justiça foi feita é uma resposta importante [...] É um julgamento histórico. A sociedade mostra que não tolera a violência contra a mulher”, disse o promotor. LEIA TAMBÉM: Corpos de duas irmãs são encontrados com marcas de tiros em rua de Ipatinga; vítimas estavam amarradas e amordaçadas Irmãs executadas em Ipatinga são enterradas em Ubaporanga Durante operação, Polícia Civil prende suspeitos de duplo homicídio em Ipatinga Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: câmara municipal

Após tornado que destruiu 90% de cidade no Paraná, moradores tentam reconstruir em meio ao trauma: 'As crianças não ficam mais em casa quando chove'

Publicado em: 06/04/2026 19:00

Professora conta como alunos de creche vivem trauma do tornado que devastou cidade No começo da tarde de 17 de março, dois dias antes do aniversário de 34 anos do município de Rio Bonito do Iguaçu, fortes rajadas de vento atingiram a cidade, na região central do Paraná. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), a velocidade do vento passou dos 70 km/h na região. Nas ruas do centro da cidade, moradores saíram assustados para as portas das lojas, ligando para familiares para saber se estava tudo bem. Todos olhavam para o céu e se lembravam do dia 7 de novembro de 2025, quando um tornado da categoria F4 (a segunda mais devastadora) cruzou a cidade de cerca de 14 mil habitantes. Naquele dia, os ventos alcançaram velocidades próximas dos 400 km/h. Seis pessoas morreram no município e pelo menos 750 ficaram feridas. Cerca de 90% das construções da cidade foram danificadas ou completamente destruídas, de acordo com o relatório da Defesa Civil. ✅Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Segundo os moradores, o vendaval de março deste ano foi o primeiro desde a tragédia. “Aquele dia começou igual”, contou Roseli de Fátima Ribeiro, funcionária de um mercado da cidade. “É como se passasse um filme na cabeça da gente”, diz outra moradora. “Você imagina que vai vir de novo, que você vai viver tudo de novo”. Assustados, os pais apareceram mais cedo no CMEI Pedacinho do Céu para buscar os filhos. A escola é uma das oito que foram destruídas pelo tornado. Agora, o CMEI funciona provisoriamente em um galpão emprestado pela Associação dos Servidores Públicos do município. Com memórias muito vivas do trauma do tornado, os alunos, que têm entre 3 e 4 anos, entraram em pânico. “É choro, é um desespero, é aquele apavoramento. Tem criança que chega a tremer o lábio. A gente tinha uma criança ontem aqui, que estava com a mãe, que é nossa professora. Ela entra em um estado de choque”, conta Elaine Rodrigues, coordenadora do CMEI. Enquanto tentavam acalmar os alunos, as professoras disfarçavam o próprio medo. A coordenadora do CMEI conta que pegou um rosário e uma Bíblia e passou a andar pelo espaço improvisado da escola, rezando. Pedia proteção para as crianças. “A gente que é adulto consegue se virar”, diz. Sede antiga do CMEI Pedacinho do Céu foi destruída. Escola tem funcionado em espaço improvisado. Maycon Hoffmann Nery de Lara Ribeiro, morador da comunidade Sol Nascente – antiga área de ocupação regularizada em 2022 –, em Rio Bonito do Iguaçu, diz que a filha de 14 anos passou a ter crises em dias de chuva. “Era dar um pezinho de vento, uma nuvem mais escura, ela já saía do terreno. Não ficava mais dentro de casa. E gritava, ficava chamando. Eu não podia mais sair de casa, não podia mais trabalhar. Eu e a mãe dela tínhamos que ficar cuidando dela”, conta Nery. Segundo ele, a filha passa por acompanhamento psicológico uma vez por mês e passou a ser medicada para sintomas depressivos desde o dia do tornado. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o acompanhamento psicossocial dos moradores da cidade atingida pelo tornado está sob responsabilidade da assistência social municipal. Os casos mais graves, que possam demandar atendimento específico, têm sido reportados ao MP. Suzane Bortoluzzi, membro da equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, afirma que o atendimento psicológico à comunidade escolar tem sido feito em um esforço conjunto de diferentes órgãos. “O CAEEM [Centro de Atendimento Educacional Especializado Municipal] tem feito todo um trabalho em rede de apoio com o SUS, com a rede de Psicologia da Unicentro, que tem feito um trabalho com as famílias e com as crianças. E neste primeiro semestre deste ano eles têm feito um trabalho mais voltado para as famílias”, destaca. Reconstrução e luto Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma das casas pré-fabricadas contratadas pela Cohapar Maycon Hoffmann “Não vivi meu luto ainda”, diz Marilda Carvalho Risse, de 60 anos, no terreno onde antes ficava a casa em que vivia com o marido. O tornado levou a casa, os móveis, os eletrodomésticos e soterrou Claudino Paulino Risse, uma das vítimas fatais daquele dia. Os dois eram casados há 35 anos. “Eu fui duas vezes na psicóloga. Foi o que me deixou… me deu assim... Me falou bastante coisa que a gente coloca na cabeça. Mas tem horas que a gente começa a pensar e a gente perde o chão”, desabafa. “Quando penso que não vou mais poder tomar um chimarrão com ele”. Para poder viver o luto, Marilda diz que precisa retomar alguma normalidade. Quatorze dias após o tornado, ela recebeu uma ligação do governador Ratinho Junior (PSD) e uma promessa: em dez dias, receberia a primeira das 320 casas pré-fabricadas anunciadas pelo Governo do Estado do Paraná no esforço emergencial para atender os desabrigados. A espera acabou sendo mais longa. Ela passou alguns meses na casa de uma das filhas e, em fevereiro deste ano, Marilda recebeu a casa. “Eu me revoltei. Tinham me prometido uma casa pronta, com a chave na mão. E daí me deram a casa pela metade”, lembra. “Só tinha as paredes e o piso bruto e a luz dentro da casa. A luz do poste na casa não tinha, a água da rua na casa também não tinha.” Depois de ir à prefeitura, ela conseguiu o revestimento para o piso. Com a ajuda do irmão e lembrando o que havia aprendido com o marido, que era pedreiro, ela mesma fez o rejunte e concluiu o acabamento. Levou mais um mês até que a casa tivesse condições para que ela se mudasse. Os itens dentro da casa vieram de doações, que continuam chegando. Casa pré-fabricada instalada no município após o tornado Maycon Hoffmann As casas pré-fabricadas seriam destinadas aos moradores que tiveram os lares completamente destruídos, mas que são proprietários do terreno. Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma delas. O contrato emergencial firmado entre a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a empresa Tecverde tem valor de R$ 43.969.024,00 e previa a construção de 320 casas neste modelo, com estrutura feita em uma mistura de madeira, gesso e fibra de vidro. Cada casa de cerca de 50 metros quadrados custaria à Cohapar R$ 137.403,20. No entanto, muitos moradores recusaram o modelo de habitação escolhido pelo governo e optaram por receber o benefício do programa Reconstrução, que oferece aos moradores um valor de até R$ 50 mil para obras. Leia mais sobre os auxílios abaixo. Na época, o governo informou que 189 unidades prontas no estoque da Tecverde seriam levadas imediatamente para Rio Bonito, conforme as áreas de construção fossem liberadas pela prefeitura e pela Defesa Civil, após limpeza e terraplanagem. As demais casas seriam produzidas em um prazo de até 90 dias. No final de março, no entanto, a Cohapar informou que, das mais de 300 casas disponibilizadas para a cidade, o número final ficou em 50 unidades. Destas, o governo afirma que 19 estão em fase final de obras, com entrega prevista para o início de abril. O contrato deve passar por alterações para que a empresa receba apenas o equivalente às 50 casas, considerando o valor por unidade do contrato anterior. O Ministério Público do Paraná tem questionado o valor e a estrutura das casas oferecidas pela Cohapar em um inquérito civil. Entre as supostas irregularidades, o MP apura suspeitas de “sobrepreço, superfaturamento e violação aos princípios da Administração Pública na contratação e execução de unidades habitacionais pela empresa Tecverde, sob gestão da Cohapar”, conforme o documento da ação. O MP pede explicações, por exemplo, sobre o prazo de vida útil das casas. No inquérito, o promotor de Justiça Carlos Bitencourt questiona quais as "garantias técnicas de durabilidade e habitabilidade do sistema" adotado na construção das residências. O Ministério Público investiga também o fato de itens essenciais, como pisos, forros e sistema de esgoto, não constarem nas casas entregues. E aponta que o custo com essas partes da obra “foi indevidamente transferido a famílias em situação de extrema vulnerabilidade.” Em entrevista ao g1 e à RPC, o promotor afirmou que os técnicos do MP estão em processo de avaliação sobre a qualidade dessas habitações. “É importante que a população tenha acesso a essas casas, mas o direito à moradia contempla o fornecimento de casas adequadas a essa população”, defende Bitencourt. Procurada, a Tecverde afirmou que as edificações "são produzidas utilizando o sistema construtivo light wood frame, um método industrializado consolidado no Brasil e no exterior, especialmente em países como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Japão". Segundo a empresa o projeto atende aos mesmos critérios de segurança estrutural, conforto térmico e acústico, durabilidade e vida útil da construção convencional. A empresa diz ainda que "o período de garantia atende integralmente à legislação vigente e às normas técnicas, incluindo a ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho), que estabelece critérios de durabilidade, segurança e desempenho para edificações habitacionais." O presidente da Cohapar, Jorge Lange, afirma que o convênio feito com a prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu prevê que o município fique responsável pela ligação de água, esgoto e energia, além da instalação dos pisos. Disse ainda que a decisão de entregar as casas sem o acabamento foi revista. “Como a gente fez uma contratação emergencial muito rápida, foi utilizado o processo normal, que a gente faz inclusive em casas financiadas. Não se pensou naquele primeiro momento nessa possibilidade”, diz Lange. “Entendendo aí o desenrolar dessa situação, nós, também em parceria com o prefeito, já conseguimos doações. Agora, todas as 19 casas [em obras] e as outras que vão ser construídas lá no Campo do Bugre serão todas entregues já finalizadas, com piso, com todo o acabamento interno da casa”. Sobre o modelo escolhido pela Cohapar, Lange justificou que “o que nós pretendíamos no primeiro momento e deveria ter acontecido era responder muito rapidamente e colocar as famílias em segurança em lares onde elas pudessem sair da situação de desabrigados. Elas estariam abrigadas num novo lar, não como o anterior delas, mas recomeçando a vida num lugar seguro, confortável”. O aposentado Edamir Kades é um dos moradores que recusou a oferta da casa da Cohapar. “Não tem nem condições do cara morar dentro, né? É muito pequena. Daí estamos tentando construir assim. Um pouco de ajuda de alguém e mão de obra do meu compadre”, conta. No entanto, Edamir diz que ainda não recebeu o benefício do programa Reconstrução. “Se viesse aquilo lá [benefício], pelo menos terminava a casa. Vai saber quando que eu vou terminar isso daí.” Questionado sobre o caso da família Kades, o governo do estado respondeu que Edamir constava ainda em novembro na lista de beneficiários do auxílio Reconstrução. De acordo com o governo, o dinheiro ainda não foi liberado porque o morador questionou o valor estimado para o benefício na primeira vistoria. “A segunda vistoria foi realizada e o pagamento ajustado para a cota máxima, no valor de R$ 50 mil, que será liberado nos próximos dias”, diz a nota do governo. Edamir Kades trabalha na reconstrução da casa perdida no tornado. Maycon Hoffmann Auxílios emergenciais Rio Bonito do Iguaçu está em estado de calamidade desde o dia seguinte ao tornado. O decreto, válido por 180 dias, deve se encerrar no começo de maio e facilita as ações de socorro e reconstrução. Entre outras coisas, ele permite a contratação direta de empresas, sem licitação, para a execução de obras e flexibiliza limites de gastos da administração pública. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), as contas do município receberam nesse período R$ 35.592.251,42, entre recursos do governo federal, do governo estadual e doações diversas. Ainda segundo o TCE, até o final de março, apenas 33,92% desse valor (pouco mais de R$ 12 milhões) estava empenhado, ou seja, tem destino definido. Dentro deste valor estão os mais de R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Foram R$ 3,1 milhões destinados à prefeitura para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas. O governo estadual também investiu cerca de R$ 29,9 milhões do Fecap para financiar os programas emergenciais de repasse de recursos diretamente às famílias afetadas. O governo fez esse repasse por meio de duas iniciativas: O programa Superação prevê o pagamento de mil reais mensais durante seis meses para as famílias. Segundo o governo, até março, o programa fez o pagamento de R$ 7,2 milhões, beneficiando 1.971 famílias. O programa Reconstrução é dedicado à compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para o reparo das casas danificadas. Os repasses variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, conforme o grau de destruição identificado em laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e da Defesa Civil. O governo do estado afirma que já foram distribuídos 654 cartões desse benefício (outros 69 cartões foram emitidos, mas ainda não foram entregues), totalizando R$ 22,7 milhões. Ventos chegaram a velocidades próximas dos 400 km/h no dia durante passagem do tornado Reprodução/RPC Moradores questionam demora no pagamento dos auxílios emergenciais A Defensoria Pública do Paraná instalou uma van na cidade para acolher as demandas da população de Rio Bonito do Iguaçu. Segundo o órgão, desde a semana do tornado, foram mais de 2,4 mil atendimentos feitos. Desses, cerca de 60% foram de pessoas que tentam receber os auxílios anunciados pelo governo do estado. “O benefício Superação é o que tem apresentado maior reclamação pela população, que não tem conseguido acessar da maneira que todos gostariam”, comenta a defensora pública Ingrid Lima. “A procura aqui é muito grande. Diariamente a gente atende dezenas de pessoas nesta situação, reclamando que precisam, que estão desempregadas, ou que tiveram a casa danificada, que não receberam nenhum auxílio. Então, que esse valor faz falta é uma certeza.” O coordenador executivo da Defesa Civil do Estado do Paraná, Coronel Ivan Ricardo Fernandes, defende que o governo fez o levantamento de famílias atingidas e disponibilizou os benefícios de forma rápida. “Em duas semanas, todos aqueles que estavam regulares com seus imóveis perante o município tiveram acesso ao benefício, sem qualquer tipo de juntada de documentação. Ele nem na fila entrava”, afirma. “Como a consulta era por meio de um QR Code, ele já tinha informação se tinha direito ou não e já era destinado a um guichê e retirava o cartão”. Após esse período de duas semanas, os moradores que ainda não foram contemplados precisam solicitar o benefício. Desde então, 1.353 pessoas fizeram o requerimento. Dessas, segundo Fernandes, 723 (cerca de 53%) receberam o auxílio. Outros 480 moradores estão com o pedido “em processamento”, que o coronel diz ser a fase de apresentação e conferência de documentos, além das vistorias que são feitas nas casas para avaliação dos danos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, os demais casos são situações de indeferimento, quando o benefício é negado. Moradores se esforçam para reconstruir casas destruídas Maycon Hoffmann Com as próprias mãos e com mãos solidárias No dia em que os ventos arremessaram a casa vizinha sobre a casa de Adilson Pinheiro, o empresário levou a esposa e a filha para o quarto e ergueu a cama para protegê-las dos destroços. Em menos de um minuto, todo o telhado e parte dos cômodos da casa se foram, assim como os dois carros. Enquanto pinta as paredes da casa reerguida, ele conta que se cansou de esperar pelos auxílios anunciados pelo governo. Há cerca de um mês ele decidiu fazer a reconstrução da casa por conta própria. “Ah, vai lá e sempre tá ‘em verificação’, verificação, verificação, só. Já estamos por aqui de verificação e não vem”, desabafa. “Caso viesse esse dinheiro, podia ajudar a terminar de uma vez, voltar para nossa casa, porque nada melhor que o lar da gente”. Adilson precisou arcar com os custos dos estragos que o vento causou na farmácia da qual é dono para poder voltar a abrir as portas. Hoje, ele soma a renda da farmácia com “bicos” como árbitro de futebol e trabalhando como vigilante para pagar a reconstrução da casa. Desde a tragédia, a mão-de-obra para construção está escassa e com preços altos em Rio Bonito e nas cidades do entorno. Em relação ao caso de Adilson, o governo do estado respondeu que o pedido dele foi recusado porque a família tem dois imóveis no mesmo terreno e, segundo o governo, a esposa de Adilson já recebeu o cartão Reconstrução no valor de R$ 20 mil em novembro do ano passado. “Tendo em vista a constatação da duplicidade de solicitações a um mesmo lote, feito por ele e a esposa, o pedido foi negado. Houve contestação e uma segunda vistoria ratificou o laudo anterior”, disse, em nota, o governo. Morando de favor no apartamento da sogra – que também precisou passar por obras depois do temporal – Adilson conta que a ajuda que tem recebido vem da solidariedade de muita gente, conhecidos e desconhecidos. “Tem uns anjos da guarda que ajudaram a gente. Até o pessoal do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] ajudou. Ajudaram a cobrir [fazer o telhado da casa]. Consegui madeira com um pessoal de fora [da cidade] também”. Há alguns dias, Adilson encontrou um vizinho que aceitou cobrar um valor mais baixo pelos serviços de pedreiro. “Um outro vizinho já me ajudou a fazer uma parte sem cobrar nada também. E estamos nos virando”. O empresário Adilson Pinheiro conta com a ajuda de voluntários e com o próprio esforço para reconstruir a casa da família Maycon Hoffmann Entre muitas residências em obras e outras ainda em ruínas, casas novas despontam. Algumas delas foram construídas com doações reunidas por voluntários da Igreja Católica. A regional Paraná da Cáritas Brasileira segue na cidade desde o tornado. A princípio, a ideia era ajudar com a compra de móveis e eletrodomésticos. “Mas o volume de doações foi tão grande que vimos que era possível contratar construtoras para fazerem as casas, o que é melhor, porque as pessoas não teriam onde colocar uma geladeira, se a casa inteira desabou”, diz o padre Paulo Francini, presidente da Cáritas de Guarapuava. Até o momento, a Cáritas construiu dez casas, que foram entregues a moradores que perderam completamente a moradia. Outras 12 estão em obras. “Temos previsão para 42 casas”, destaca o psicólogo Yan Merhet, um dos membros da equipe de voluntários. Segundo a instituição, cada uma das casas de 48 metros quadrados custa cerca de 50 mil reais. Uma delas é uma casinha lilás que chama atenção no meio de escombros e outras construções ainda na fase de fundação. Quando receberam a equipe da reportagem, as irmãs Edazilma e Maria Idalina do Nascimento estavam acompanhando a instalação da água e energia na casa nova, etapas finais para finalmente se mudarem. Em uma área de mata a alguns metros dali ainda é possível ver o que sobrou do sofá que ficava na antiga casa das irmãs. Nos fundos da nova casa, a gatinha Magali recebe potinhos com água e ração. No dia do tornado, quando a residência foi levada pelo vento, a aposentada Maria Idalina foi arrastada e bateu a cabeça. No meio da destruição e do desespero para levar Maria para o hospital, a gata se perdeu das donas. Nos dias seguintes à tragédia, as irmãs voltaram para recolher o que restou da casa e encontraram Magali à espera delas, andando por entre os escombros. Trinta dias depois do tornado, Maria Idalina descobriu que a pancada na cabeça tinha deixado sequelas. Ela foi parar na UTI com um coágulo. Agora que a irmã está recuperada, Edazilma aguarda ansiosa pela mudança. As duas estão morando na casa de uma amiga. As irmãs Maria Idalina e Edazilma com a gata Magali em frente à casa doada pelos voluntários da Cáritas Douglas Maia Se o espanto com a tragédia ainda é grande, o tamanho da solidariedade que as alcançou também impressiona. “Não tem nem explicação, né. Foi uma emoção grande chegarem até a gente lá e dizerem assim: ‘vocês foram contempladas com uma casinha, vocês vão ganhar a casinha da igreja. A igreja vai construir para vocês’. A gente acabou chorando”, lembra Edazilma. Nery de Lara conseguiu refazer o telhado da casa da família, na comunidade Sol Nascente, com a ajuda de voluntários. “O povo brasileiro é muito unido, né? Muito solidário. É nessas horas difíceis que a gente vê que um irmão ajuda o outro, às vezes faz o possível e o impossível para ajudar”. Ele conta que os materiais e mãos que cobriram a casa vieram de longe. “Veio muita ajuda de fora também. Não só aqui do Paraná, como veio do Rio Grande do Sul, do país todo. Na minha casa, a ajuda veio de Fortaleza”, diz. Esperança em uma cidade mais vazia Quando conseguiu reabrir o pequeno mercado da família depois de um destelhamento e de ficar vinte dias sem luz, por causa do tornado, Renata Valim notou que o comércio e a cidade de modo geral estão mais vazios. “Quem pagava aluguel foi embora”, conta. A casa de Renata também foi completamente destruída. Hoje ela mora com a família nos fundos do mercado. Ela acredita que o caminho para a reconstrução da cidade ainda é longo. “Eu acho que a cidade vai conseguir se reerguer. Mas demora. Não tenho nem noção de quanto tempo vai levar”, avalia Renata. Sueli e Renata no mercado, reaberto após o tornado Douglas Maia Filha de assentados da reforma agrária e com a grande responsabilidade de formar os novos rio bonitenses do CMEI Pedacinho do Céu, a professora Elaine Rodrigues acredita que um marco quase tão antigo quanto a própria cidade está no centro do que vai construir o futuro de Rio Bonito do Iguaçu: “é a força do povo”. ➡️Rio Bonito do Iguaçu é uma das cidades que faz parte de uma das maiores áreas contínuas de reforma agrária do Brasil. No fim de 2025, um acordo pôs fim ao conflito agrário mais longo do país, depois de trinta anos. O acordo regularizou a situação de cerca de três mil famílias assentadas. “Porque os assentados pegaram um pedaço da terra, ficaram muito tempo acampados e a situação era muito crítica. Pobreza, crianças morrendo, falta de água... E quando eles entraram na terra, eles não pensaram duas vezes. Eles tentaram produzir, ficaram oito, dez anos e não sabiam se a terra produzia”, lembra a professora. “Aí tinha os eventos: uma vez pedra, outra vez vento, outra vez muita chuva, outra vez muita seca. Então eles ficaram pedalando. E hoje eu vejo que todos os assentados, ou a grande maioria, têm mais que o pedaço de terra, porque com o trabalho construíram casas, compraram carros, fizeram os barracões, maquinários apropriados para produzir, para colher”. “Nós entramos, nós sofremos, nós ganhamos, algumas vezes perdemos, mas nós não deixamos de levantar, respirar e dizer ‘vamos de novo’”, conclui. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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