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Brasil registra alta de 6% nas emissões de metano; gás é mais nocivo que o CO2 para o clima

Publicado em: 27/08/2025 10:31

COP30 - Qual gás do efeito estufa é o maior vilão do clima? Um estudo do Observatório do Clima, rede que reúne 162 organizações da sociedade civil, divulgado nesta quarta-feira (27) indica que as emissões brasileiras de metano cresceram 6% em quatro anos e chegaram a 21,1 milhões de toneladas em 2023 O dado representa o segundo maior nível da série histórica e coloca o Brasil como o quinto maior emissor mundial, atrás apenas de China, Estados Unidos, Índia e Rússia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda segundo o levantamento do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), três quartos das emissões do poluente, que é mais nocivo que o CO2 para o clima (entenda no VÍDEO acima) vêm da agropecuária, especialmente da pecuária bovina, que sozinha foi responsável por 14,5 milhões de toneladas, mais do que todos os gases de efeito estufa liberados pela Itália no mesmo ano O país possui o segundo maior rebanho bovino do mundo e bateu recorde em 2023: foram 238,6 milhões de cabeças de gado, quase 20 milhões a mais que em 2020. a COP 30 e nosso futuro Segundo o OC, o relatório foi lançado como adendo à proposta de uma nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) que a rede apresentou em 2024 e que deve servir de base para as negociações climáticas nos próximos anos. No mesmo ano, o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) divulgou que o Brasil registrou a maior queda de emissões em 15 anos. Em 2023, as emissões brutas de gases de efeito estufa do país foram de 2,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (GtCO₂e), calculadas pelo potencial de aquecimento global em 100 anos (GWP) do 5º Relatório de Avaliação (AR5) do IPCC, o painel climático da ONU. 📌 ENTENDA: Essa medida em CO₂ equivalente soma os diferentes gases do efeito estufa de acordo com o quanto cada um consegue reter calor. O padrão da ONU compara o impacto de cada gás com o do dióxido de carbono e projeta esse efeito ao longo de 100 anos. O número representa uma redução de 12% em relação a 2022, quando as emissões chegaram a 2,6 bilhões de toneladas. Para efeito de comparação, o total liberado equivale às emissões anuais de aproximadamente 540 milhões de carros. Essa foi a maior queda percentual desde 2009, quando o SEEG registrou 1,77 GtCO₂e — o menor patamar da série histórica completa, iniciada em 1990. A nova publicação também ocorre a menos de três meses da COP30, que será realizada em Belém, e segundo a rede busca pressionar o governo brasileiro a apresentar uma estratégia clara de redução do metano, gás que tem alto impacto no aquecimento global. Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU O metano (CH₄) é considerado inclusive o “segundo vilão” do clima. Ele é menos abundante que o dióxido de carbono (CO₂), mas é até 28 vezes mais potente no aquecimento do planeta quando comparado em um período de cem anos Em 2021, durante a COP26 em Glasgow, o Brasil aderiu ao Compromisso Global do Metano, que prevê reduzir em 30% as emissões até 2030. Mas, até aqui, o país não apresentou uma estratégia concreta para alcançar essa meta. Em 2022, outro relatório do Observatório do Clima já apontava que o Brasil poderia ir além: se ampliasse políticas contra o desmatamento, adotasse medidas no setor agropecuário e avançasse no manejo de resíduos, o país teria condições de cortar até 36% das emissões até 2030. “O OC tem mostrado tecnicamente que, para liderar a ambição climática mundial, o Brasil precisa focar em soluções de regeneração florestal, recuperação de solo e adoção de energias renováveis. Ao mesmo tempo, terá de reduzir as emissões de metano, lidando com a magnitude da atividade pecuária, a precariedade da gestão de resíduos sólidos e a pobreza energética”, afirma David Tsai, coordenador do SEEG. Tecnologias podem diminuir a emissão de metano no agro Arte / g1 Outros setores e desafios Ainda segundo os dados do SEEG, o agronegócio continua sendo o grande responsável pelas emissões de metano no Brasil. Só em 2023, concentrou 75,6% do total liberado para a atmosfera, o equivalente a 15,7 milhões de toneladas. A pecuária sozinha responde por 98% desse volume. Bem atrás do agro, o setor de resíduos aparece como o segundo maior emissor de metano no país, com 3,1 milhões de toneladas no ano, quase tudo vindo de lixo orgânico despejado em aterros e lixões. Em seguida, estão as mudanças de uso da terra e florestas (1,33 milhão de toneladas), puxadas principalmente pelas queimadas; depois o setor de energia (0,55 milhão), no qual mais da metade das emissões ainda vem da queima de lenha em residências; e, por último, os processos industriais e o uso de produtos (0,02 milhão). No documento de adendo à proposta de NDC, o Observatório do Clima avalia ainda que o Brasil precisa acelerar medidas para conter o avanço do metano e aponta que cortes mais profundos poderiam trazer resultados rápidos. Segundo a rede, reduzir em 45% as liberações até 2040 ajudaria a segurar o aquecimento global em 0,3 ºC. Entre as alternativas, o estudo cita ganhos possíveis no setor agropecuário. Isso porque mesmo com a tendência de aumento do rebanho nos próximos anos, especialistas apontam que há espaço para reduzir emissões do poluente a partir de práticas já conhecidas. Entre elas estão a melhoria da dieta dos animais, que reduz a fermentação no processo digestivo, e o encurtamento do tempo de abate, que diminui a quantidade de gases liberados por cada cabeça de gado ao longo da vida. O uso de técnicas de melhoramento genético também é mencionado como forma de tornar a pecuária mais produtiva sem elevar, na mesma proporção, as emissões. No setor de resíduos, o documento reforça a meta de eliminar todos os lixões até 2028, um compromisso já previsto em lei, mas que ainda não foi cumprido em grande parte dos municípios brasileiros. Gado pasta em campo cultivado com capim sabiá em Ribeirão Preto, SP Divulgação Além do fechamento dessas áreas irregulares, a recomendação é ampliar a coleta seletiva e a reciclagem, além de aproveitar o biogás que hoje escapa dos aterros sanitários. O gás, formado principalmente por metano, poderia ser capturado e usado para geração de energia, transformando um passivo ambiental em uma fonte alternativa. Já em relação ao desmatamento, os pesquisadores destacam um ponto considerado crítico: o Inventário Brasileiro de Emissões, principal ferramenta oficial para contabilizar os gases do efeito estufa, não leva em conta as queimadas em vegetação nativa. Com isso, parte importante das emissões pode estar ficando de fora das estatísticas oficiais, em um cenário no qual o fogo vem aumentando em biomas como Amazônia e Cerrado. A inclusão desses dados, ainda segundo especialistas, seria fundamental para que o país tenha um retrato mais fiel do impacto das queimadas sobre o clima. “Como só são contabilizadas as emissões por fogo associadas ao desmatamento, o estudo do SEEG mostra que essa lacuna precisa ser solucionada à medida que cresce a relevância do fogo como agente de degradação nos biomas brasileiros", diz Bárbara Zimbres, pesquisadora do Ipam. Lixão da cidade de Mongaguá, no litoral de São Paulo. Silvio Muniz/G1 LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva Comitiva da ONU inspeciona locais da COP 30 e aprova planos de segurança, mobilidade e saúde 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' COP30 - Como os cientistas medem o aquecimento global?

Palavras-chave: tecnologia

Tempestades com raios e granizo se afastam do Paraná, diz Simepar; veja previsão do tempo

Publicado em: 27/08/2025 08:39

Parece neve: vídeo mostra chuva de granizo deixando rodovia coberta de gelo, no Paraná As tempestades com raios e granizo que foram registradas na terça-feira (26) no Paraná estão se afastando do estado, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental estadual (Simepar). De acordo com o órgão, ao longo do dia choveu em praticamente todas as regiões paranaenses. Em Castro, nos Campos Gerais, a queda de granizo foi tão intensa que a cidade ficou com um cenário parecido com neve - mas, também, deixou diversos estragos. Meteorologistas do Simepar explicam que o fenômeno aconteceu devido à formação de um "vórtice ciclônico", que é um sistema de baixa pressão bem desenvolvido que se forma a 5 km de altitude e propicia a formação de tempestades. Agora, a previsão é de que a chuva perca a força e nesta quarta-feira (27) o sol volte a predominar no Paraná. Veja previsão do tempo por região mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp “Ao longo da quarta-feira, esse sistema meteorológico se afasta para São Paulo, para a região do Oceano Atlântico, e aí a tendência é o sol voltar a predominar no interior, com temperaturas máximas se aproximando novamente dos 30°C. Já na capital ocorrerá um pouco mais de nebulosidade, céu encoberto em alguns momentos e temperaturas mais amenas”, afirma o meteorologista Reinaldo Kneib. A previsão do Simepar também aponta que nesta quinta-feira (28) a nebulosidade continuará presente no leste do Paraná, favorecendo a ocorrência de chuvas isoladas, especialmente no litoral, na região metropolitana de Curitiba e no sul do estado, próximo à divisa com Santa Catarina. Já as regiões norte e nordeste terão um aquecimento gradual das temperaturas máximas, mais acentuado em comparação às demais áreas, aponta o órgão. Para sexta (29), chuvas pontuais devem ser registradas nas regiões noroeste e oeste, devido à elevação das temperaturas. "No leste do estado, a nebulosidade persistirá até domingo (24), devido à contínua entrada de umidade proveniente do oceano", finaliza o Simepar. LEIA TAMBÉM: Veja vídeo: Chuva de granizo deixa cidade com cenário parecido com neve no Paraná Luto: Médico e ex-vice-prefeito de Guarapuava morre 20 dias após sofrer acidente de moto, no Paraná Entenda: Criança de 4 anos sofre afundamento de crânio em acidente e mãe é presa por três crimes, no Paraná Chuva de granizo deixou Castro (PR) com cenário parecido com neve nesta terça-feira (26) Prefeitura Municipal ☁️Previsão do tempo Veja, abaixo, a previsão do tempo que o Simepar divulgou nesta quarta (27) para os próximos dias, no Paraná: Quarta-feira, 27 de agosto Previsão do tempo do Simepar para quarta-feira, 27 de agosto Reprodução/Simepar Quinta-feira, 28 de agosto Previsão do tempo do Simepar para quinta-feira, 28 de agosto Reprodução/Simepar Sexta-feira, 29 de agosto Previsão do tempo do Simepar para sexta-feira, 29 de agosto Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

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PS6: mesmo 10x melhor, desempenho do Ray Tracing pode levar décadas para atingir nível ideal

Publicado em: 27/08/2025 08:37 Fonte: Tudocelular

Atualização (27/08/2025 às 13h40) — RD Novos rumores indicaram algumas das tecnologias que o PS6 e o próximo Xbox devem implementar graças ao uso da arquitetura RDNA 5/UDNA da AMD, atingindo os ganhos especulados de 10 vezes mais desempenho em Ray Tracing (RT). Muitas delas já estavam presentes nas placas RDNA 4, que teve elementos usados no PS5 Pro. Curiosamente, mesmo com os avanços, o leaker por trás das notícias diz acreditar que o uso de RT "sem concessões" ainda está a décadas de distância.Discutindo a disponibilização da tecnologia RTX Hair em Indiana Jones e o Grande Círculo, o entusiasta LeviathanGamer mencionou algumas das tecnologias que os consoles ainda precisam empregar para chegarem perto do desempenho de Ray Tracing dos PCs e finalmente popularizem recursos gráficos mais avançados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vereadores de Taubaté aprovam projeto para privatizar Parque do Itaim

Publicado em: 27/08/2025 08:32

Projeto para concessão do Parque do Itaim é apresentado na Câmara de Taubaté O projeto de lei que prevê a concessão do Parque do Itaim para a iniciativa privada foi aprovado pelos vereadores de Taubaté na noite desta terça-feira (26). A proposta, que recebeu aprovação em duas votações durante a 25ª sessão, realizada na Câmara Municipal, agora depende de sanção do prefeito Sérgio Victor (Novo) para que se torne lei. O prefeito é o autor do projeto, que prevê acesso livre de tarifas aos visitantes, mas também permite que a empresa vencedora da licitação cobre por outros serviços. Os detalhes devem constar no edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No projeto, o prefeito justificou que a concessão pode ser a solução para viabilizar a preservação de importante parcela da natureza. O Parque do Itaim vem registrando problemas de manutenção em banheiros e quiosques e abriga uma área de conservação ambiental. Recentemente, um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de 80 mil metros quadrados no Parque do Itaim. Corpo de idoso é encontrado no Parque do Itaim, em Taubaté, SP Divulgação/Prefeitura de Taubaté Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Rui Costa sobre IR: 'Difícil ser contra, mas sem compensação, quem paga é a população

Publicado em: 27/08/2025 08:30

Ministro da Casa Civil, Rui Costa EBC/Reprodução O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (27) que acredita ser difícil a oposição ficar contra o projeto que isenta da cobrança do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A previsão é que o texto seja votado no plenário da Câmara nos próximos dias. Na última quinta (21), a Câmara aprovou um requerimento de urgência para o projeto. "Acho que, nesse caso, vai ser difícil eles ficarem contra essa medida. O que eles podem fazer é isso: é votar o projeto e, eventualmente, tentar que não tenha compensação, o que criaria dificuldade para manter escolas, hospitais, porque qualquer governo do mundo precisa de recursos para manter serviços públicos funcionando", afirmou. A declaração do ministro foi dada durante programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov. A ampliação da faixa de isenção do IR para R$ 5 mil foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, estão isentos do pagamento de IR quem ganha até dois salários mínimos deste ano, o equivalente a R$ 3.036 A proposta, relatada pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também prevê um desconto parcial para quem tem rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O presidente Lula comandou a segunda reunião presidencial do ano PP-União Durante a entrevista, Rui Costa ainda comentou a situação dos ministros que compõe o governo e que pertencem aos partidos União Brasil e do Progressistas. Nesta terça (26), o presidente Lula cobrou os ministros desses partidos a tomarem lado e saírem em defesa do governo. O recado do presidente foi dado num momento em que os dois partidos formaram uma federação e se aproximam cada vez mais da oposição. Rui Costa foi questionado se há um receio do Executivo de que eles prejudiquem a governabilidade. "O que o presidente fez, como já disse aqui, quem compõe o governo deve defender esse governo até porque vai estar se defendendo. Ou a pessoa acredita no trabalho que está fazendo, ou fica esquisito", ponderou. Recursos do pré-sal para renegociar dívidas do agro Rui Costa afirmou que o governo vai trabalhar no Senado para barrar um projeto de lei, já aprovado pela Câmara, que autoriza o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social para que produtores rurais, cooperativas e associações renegociem dívidas financeiras relacionadas a perdas causadas por eventos climáticos extremos. Criado em 2010, o Fundo Social é abastecido com recursos oriundos da exploração do pré-sal, com destinação obrigatória para áreas como educação, saúde, meio ambiente e desenvolvimento regional e social. "Você não pode tirar recursos do fundo social - dinheiro para saúde, educação, ciência e tecnologia - para compensar pessoas que tomaram empréstimo e não pagaram. Eles [agricultores] têm que ir nos bancos e negociar", disse. "Isso não é justo e o governo não apoia esse projeto. Vamos trabalhar para que esse projeto não seja aprovado", acrescentou. - Esta reportagem está em atualização

Palavras-chave: tecnologia

Resumão diário #1630: Votação na Câmara; Zambelli na Itália; Hacker nega que ameaçou Felca; Boate Kiss e mais

Publicado em: 27/08/2025 07:56

Câmara deve votar PECs que blinda parlamentares da Justiça e do fim do foro privilegiado nesta quarta. Condenada duas vezes pelo STF, Zambelli terá nova audiência sobre extradição na Itália nesta quarta. Hacker nega que ameaçou Felca, mas admite que invadia sistemas do governo para vender dados; veja depoimento. Boate Kiss: desembargadores determinam redução de pena dos quatro condenados pelo incêndio. Starship, maior nave do mundo, faz lançamento inédito de cargas no espaço. Resumão diário do g1. Comunicação/Globo Produzido pelas equipes de vídeos e podcasts do g1, o Resumão é apresentado pela repórter Gabi Gonçalves.

Palavras-chave: hacker

Carla Zambelli volta a tribunal na Itália para audiência

Publicado em: 27/08/2025 07:51

Justiça italiana pede perícia médica de Carla Zambelli Considerada foragida da Justiça brasileira, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) compareceu nesta quarta-feira (13) a um tribunal de Roma, na Itália, para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa sua extradição ao Brasil. Ao chegar ao Tribubal de Apelações de Roma, no entanto, Zambelli alegou estar passando mal, e a audiência foi adiada. Uma médica chegou a ser chamada para examiná-la ainda no tribunal, mas o juiz responsável pela sessão ordenou depois uma perícia médica e remarcou a sessão para 27 de agosto. Desta forma, Zambelli seguirá presa — a audiência desta quarta definiria se ela poderia ou não aguardar em liberdade por uma decisão sobre uma extradição ao Brasil. Novo pedido de soltura A defesa da deputada alega questões de saúde para pedir sua liberdade e, em paralelo, apresentou ao juiz um outro pedido de soltura, alegando que o governo brasileiro não fez um pedido de prisão preventiva. Em entrevista na saída da sessão, em Roma, os advogados de Zambelli afirmaram esperar que ela seja solta "a qualquer momento". No entanto, a Corte Suprema da Itália já afirmou que um pedido de prisão na lista de alerta vermelho da Interpol, caso da parlamentar brasileira, é equivalente a um pedido de prisão em âmbito internacional, e o Tratado de Extradição Itália-Brasil, no artigo 13,2, introduz expressamente a equivalência entre pedido em âmbito Interpol e pedido de aplicação de medidas cautelares. Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o país e informou que estava na Itália. O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela foi então presa na Itália no fim de julho. Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil. Redes sociais Na Itália, Carla Zambelli reforça críticas ao STF em perfil alternativo no Instagram Zambelli, mesmo foragida, segue nas redes sociais por meio de um perfil alternativo no Instagram. O primeiro post do perfil foi publicado em 13 de junho, cerca de 10 dias após a retirada do ar de suas redes oficiais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em 4 de junho. A conta foi criada em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores e é utilizada para comentar temas da política nacional e reforçar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da suspensão das contas principais, o novo perfil continua acessível. Ele foi atualizado pela última vez em 28 de julho. Zambelli é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes e está incluída na lista de procurados da Interpol. Ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do hacker Walter Delgatti Neto. Foto de arquivo: a deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa na sede do PL em São Paulo NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Infográfico mostra fuga de Carla Zambelli até prisão na Itália. Arte/g1

Palavras-chave: hacker

Android 16 detalhará quais aplicativos têm Proteção Avançada nativa do Google

Publicado em: 27/08/2025 07:50 Fonte: Tudocelular

O Android 16 deve trazer vários recursos para proteger os usuários contra hackers. Eles devem estar agrupados na Proteção Avançada do sistema, que agora teve mais detalhes revelados em uma análise das linhas de código do Google Play Services 25.33.32 beta.Nesta versão, foi possivel habilitar manualmente uma seção no menu Configurações > Segurança e privacidade > Proteção avançada que mostra quais aplicativos do Google têm integração com a Proteção Avançada do Android 16. Esta capacidade permite que o sistema envie um sinal a estes aplicativos para que certas funções que poderiam ser utilizadas por hackers para invadir o celular ou tablet sejam desabilitadas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Microsoft expande o Xbox Cloud Gaming para planos mais básicos

Publicado em: 27/08/2025 07:50 Fonte: Tudocelular

A Microsoft anunciou a expansão do Xbox Cloud Gaming para assinantes dos planos Game Pass Core e Standard, um recurso que antes estava restrito apenas ao Game Pass Ultimate. A mudança, inicialmente em fase de testes pelo programa Xbox Insider, amplia o acesso ao streaming de jogos na nuvem para usuários de opções mais acessíveis do serviço.Além da possibilidade de jogar via nuvem, a atualização nos planos básicos do Game Pass também libera para esses assinantes o acesso a versões de títulos de PC selecionados. A Microsoft destaca que o objetivo é oferecer maior flexibilidade para quem prefere jogar em computadores ou dispositivos portáteis com Windows, sem a necessidade de migrar para a assinatura mais cara.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Comerciantes de Mogi das Cruzes enfrentam dificuldade na contratação de funcionários

Publicado em: 27/08/2025 07:37

Comerciantes do Alto Tietê relatam dificuldade em contratar mão-de-obra para o comércio Larissa Rodrigues/g1 Salários mais altos, escalas menos desgastantes e maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira têm pesado na balança dos profissionais na hora de escolher um emprego. Os comerciantes de Mogi das Cruzes têm percebido o peso das escolhas dos candidatos no momento da contratação. Eles relatam que as vagas permanecem abertas por meses e atribuem isso as mudanças no mercado de trabalho após a pandemia de Covid-19. De acordo com Aline Zaniboni, que é recrutadora de uma assessoria de recursos humanos, há pelo menos dois anos o setor lida com esse desafio. “A pandemia mudou tudo. Agora a prioridade para os profissionais é ter tempo de qualidade.” Ela explica que um dos principais entraves é a escala 6x1. “Tenho vaga em shopping há mais de três meses que não consigo preencher. Os candidatos dizem: não quero trabalhar de domingo, feriado, nem de segunda a sábado com apenas um dia de folga”, relata. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Vagas em aberto Rachid Sleiman conhece de perto o efeito das mudanças no mercado de trabalho. Há 41 anos, proprietário de uma loja de veículos no Centro de Mogi das Cruzes ele está há seis meses com duas vagas abertas para vendedor. “Em cinco anos, contratei apenas uma pessoa que permaneceu. Os outros saem em 15, 20, no máximo 30 dias, sempre sem um motivo definido”, conta. A dificuldade também atinge outros setores. Uma padaria tradicional do Parque Monte Líbano deixou de abrir aos domingos por não encontrar funcionários dispostos a trabalhar nesse dia. De acordo com Valterli Martinez, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), há em média de 30 a 50 vagas abertas no comércio do Alto Tietê. A expectativa é que em setembro deste ano, o setor abra entre 1,8 mil e 2,5 mil oportunidades temporárias. A projeção é que esse número cresça até dezembro, devido ao Dia das Crianças, Black Friday e Natal. "O comércio tem enfrentado dificuldades para preencher vagas, principalmente em funções ligadas ao atendimento, ao caixa e às vendas. Essa realidade se intensificou no pós-pandemia, quando muitos trabalhadores migraram para outros setores ou para atividades autônomas. De lá para cá, o desafio de encontrar e reter profissionais preparados para o varejo tem sido constante", explicou Martinez. Para tentar solucionar o problema, o Sincomércio criou um programa que conecta empresários e pessoas em busca de oportunidades. Além de oferecer aos candidatos, capacitação em parceria com o Sebrae e o Sesc. Mudança de mentalidade Paul Ferreira é professor de estratégia e liderança da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pesquisador sobre implicações para organizações e indivíduos. Ele observa que a pandemia acelerou a mudança na forma como as novas gerações enxergam o trabalho. “Antes, muitos acreditavam que era preciso se sacrificar no presente para ter sucesso no futuro. Hoje, a lógica é aproveitar o momento, mesmo que isso traga mais incertezas”, explica. Ferreira afirma que a construção de carreira deixou de ser prioridade. “Com a tecnologia, muitas profissões podem não existir em dez anos. Isso faz os profissionais questionarem se vale a pena se prender a uma trajetória longa.” Ele explica ainda que essa mudança também acontece entre as pessoas que não têm qualificação. "Esses trabalhos mais difíceis, que têm essas escalas [6x1], que têm essas condições difíceis, não são novos, mas as pessoas não aceitam mais”. Mais estudo, mais exigência Para a recrutadora Aline Zaniboni, o avanço da escolaridade também influencia. “Onde os pais conseguem bancar a graduação, os jovens já saem da faculdade buscando cargos na área, em vez de aceitar qualquer vaga apenas para ter renda”, observa. Ela acrescenta que a escassez de mão de obra não afeta só o comércio: “Tenho cinco vagas para mecatrônica, em escala 5x2, que não exigem experiência, apenas formação. Mesmo assim, recebo muitas negativas. Os candidatos pedem acima de R$ 3 mil.” Segundo a recrutadora, todas as áreas apresentam uma grande rotatividade de profissionais. “Hoje, quem quer estabilidade é o empresário. O mercado está com demanda, mas o que não acontecia antigamente, que era trocar de emprego por uma remuneração de R$ 100 ou R$ 150, a mais, agora acontece”. Isso vai de encontro com o que Ferreira analisa em suas pesquisas. De acordo com o professor, o trabalho CLT não é mais tão importante para os jovens profissionais. O que eles buscam é o equilíbrio entre remuneração e vida pessoal. “Prefiro fazer dois, três trabalhos diferentes, como freelance, que atendam minha necessidade do momento. Isso faz com que mesmo esses profissionais menos qualificados estejam mais exigentes. O emprego que me atende é o que me dá uma remuneração que me atende pra esse momento e que eu consiga equilibrar a minha vida. Eu coloco uma série de variáveis na equação, que faz com que eu assuma um pouco mais de risco a curto prazo”, explicou Ferreira. Mudança com resultado Na contramão, uma hamburgueria de Mogi das Cruzes conseguiu reduzir a rotatividade ao mudar a escala dos funcionários de 6x1 para 5x2. Christopher Sousa começou no restaurante como freelancer. Em um ano e meio, ele exerceu as funções de auxiliar de cozinha, chef até chegar a gerência. Hoje ele trabalha na escala 5X2. Para quem trabalhou por três anos em uma loja de produtos de limpeza na escala 6x1, em que só tinha o domingo para descansar, trabalhar cinco dias da semana e ter dois de folga foi um ganho para a saúde mental. “A gente trabalha, a gente é ser humano, o corpo precisa de descanso. Passou bastante gente [na hamburgueria] que não concordava com a escala 6x1. Os novos funcionários acabaram ficando pouco tempo. Quando a folga cai no domingo, emenda segunda e terça-feira, acaba sendo uma mini férias”, detalhou. Sousa destacou ainda que depois da mudança passou a aproveitar mais os momentos longe do trabalho. “Tenho mais tempo com o meu filho, com a minha esposa. A mudança de escala melhorou em 100% a parte mental. [Antes] chegar em casa, ia deitar e dormir. Afeta a saúde e o psicológico”. Sousa está há 1 ano e meio na empresa. Começou como freelancer, passou para auxiliar de cozinha, chef de cozinha e hoje é gerente Christopher Sousa/Arquivo Pessoal O proprietário da hamburgueria Bruno Neris mudou a escala dos funcionários há quase um ano e meio. Antes, todos trabalhavam seis dias na semana e folgavam apenas um. Hoje, eles trabalham na escala 5×2. Neris fez a mudança ao notar a rotatividade de funcionários e o quanto isso prejudicava o negócio. “Ajudou bastante. Tem os efeitos colaterais disso pro empreendedor, vou ter que trabalhar com mais pessoas, mais uniformes, mas isso se compensa na questão da rotatividade, porque isso também sai caro, ter que ficar treinando, ensinando a qualidade. A mão-de-obra não vai acabar, as empresas precisam se adaptar”. Ele afirma que a nova escala não afetou a quantidade de horas trabalhadas dos profissionais e que contratou apenas um funcionário a mais. “O custo inicial já se pagou […] eu não conseguia dar férias antes, porque a rotatividade era muito rápida. Hoje tenho 22 colaboradores diretos e indiretos. Os diretos trabalham nas escalas novas, sete horas por dia, são CLT e tiram as folgas de segunda a quinta. Sexta, sábado e domingo são o pico onde se vende no comércio”. Além da nova escala, funcionários passaram a ter um espaço chamado de 'descompreensão' no trabalho Ricardo Gallozzi/Divulgação Estratégias para manter talentos Para o professor da FGV, Paul Ferreira, o mercado de trabalho está aquecido e os profissionais têm mais opções do que as empresas. “Isso impacta na retenção. Você não precisa se sujeitar a um trabalho que não preencha os seus requisitos. Há uns cinco anos isso não era tão relevante. As empresas estão sendo desafiadas com a transformação digital, com a IA (Inteligência Artificial) e com a reconfiguração de tarefas automatizadas”. Ele aponta quatro medidas para reter talentos: Melhores pagamentos: empresas deveriam pagar melhor, principalmente os profissionais com demandas mais complicadas Flexibilidade: oferecer flexibilidade geográfica, pois muitos não precisam mais trabalhar presencialmente nos escritórios ou não precisam trabalhar todos os dias na empresa. Desenvolvimento da competência: o valor do trabalho está mudando. A tecnologia vem automatizando as tarefas e é importante para o funcionário ver que a empresa acredita nele. “As pessoas precisam ver que estão construindo pra empresa, que têm desafios que correspondem a competências delas e, se elas não tiverem competências, a empresa precisa estar disposta a desenvolver essas competências nelas”. Novas formas de trabalhar Em suas pesquisas, Ferreira estudou o engajamento dos trabalhadores e a escala 4X3. Ele destacou que esse tipo de escala traz um custo aos empregadores e isso pode inviabilizar o modelo para uma pequena ou média empresa. Por isso, deve haver eficiência nos governos e quanto maior for a tendência é de queda nos tributos empresariais o que facilitaria a implementação dessa medida. Além dos custos é preciso levar em consideração a competência dos profissionais. As empresas que se saíram melhor no projeto-piloto com a escala 4×3, foram as que tiveram um nível de capital humano mais elevado. Isso significa que o profissional precisa ter a capacidade de assimilar uma nova tarefa, mesmo que não seja a que ele realiza todos os dias. Isso gera uma rotatividade onde todos podem fazer a mesma função. “As grandes empresas estavam muito focadas em uma lógica de talento, vou encontrar altos potenciais, vou gastar dez vezes nesses profissionais. A gente precisaria mudar de paradigma, o que é importante é capacitar. Olhar menos pra aqueles que já são muito bons e sim pra aqueles que estão mais abaixo. Não é uma lógica de seleção dos dez melhores, mas de um nível médio mais acima”. As grandes empresas estavam muito focadas em uma lógica de talento, vou encontrar altos potenciais, vou gastar dez vezes nesses profissionais. A gente precisaria mudar de paradigma, o que é importante é capacitar. Olhar menos pra aqueles que já são muito bons e sim pra aqueles que estão mais abaixo. Não é uma lógica de seleção dos dez melhores, mas de um nível médio mais acima Há um ano e meio, a hamburgueria adotou a escala 5x2 Ricardo Gallozzi/Divulgação Leia também Alto Tietê perde 764 empregos formais em junho, aponta Caged Alto Tietê tem mais de 1,9 mil vagas de emprego nesta segunda-feira; confira Ferraz de Vasconcelos tem vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira

Prefeitura de Piracicaba espera arrecadar R$ 75 milhões por ano com loteria municipal; entenda

Publicado em: 27/08/2025 07:21

Vista área de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba A Prefeitura de Piracicaba (SP) espera arrecadar R$ 75 milhões ao ano com a implantação de uma loteria municipal. Um projeto do governo municipal que institui essa modalidade de jogo foi enviado à Câmara Municipal na segunda-feira (25). Segundo a justificativa do documento, a iniciativa surgiu pela necessidade de ampliar o caixa da prefeitura e é amparada na legislação, que permite a exploração de loterias por todos os entes da federação. O texto destaca que, diante do recente processo licitatório do Governo do Estado de São Paulo para concessão da loteria estadual, é previsível a instalação de canais de venda estaduais em Piracicaba, o que provocaria o escoamento de recursos locais para o caixa estadual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp "Com a instituição da loteria municipal, os valores apostados permaneceriam na cidade, beneficiando diretamente a população", justifica a prefeitura. Também conforme a administração municipal, seria uma forma de captar recursos sem criar novos impostos, por meio de uma "ferramenta legítima, historicamente comprovada e socialmente aceita". Volantes da Lotofácil, da loteria federal Eduardo Ribeiro Jr./G1 'Setor em expansão' O projeto também cita que tramita no Congresso Nacional um projeto que visa regulamentar cassinos, jogo do bicho e bingos em todo o país, sob operação da iniciativa privada. E que, se for aprovada, a iniciativa poderá reduzir os serviços lotéricos nas cidades que não tiverem estruturado previamente suas próprias operações. "Nesse cenário, Piracicaba corre o risco de perder protagonismo e espaço institucional em um setor em expansão", acrescenta. O texto ainda cita cidades do estado que já implantaram loterias municipais: São Vicente Poá Embu das Artes Agudos Botucatu Para ser implantada, a loteria municipal precisa ser aprovada em duas votações na Câmara Municipal e ser sancionada pelo prefeito Helinho Zanatta (PSD). VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Facape tem inscrições abertas para cursos gratuitos na área de tecnologia em Petrolina

Publicado em: 27/08/2025 07:18

Faculdade de Petrolina (Facape) Ascom / Facape Estão abertas as inscrições gratuitas para os cursos de Inclusão Digital e Introdução à Lógica de Programação em Petrolina, Sertão de Pernambuco. As formações, ofertadas pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome e a Faculdade de Petrolina (Facape), são voltadas para estudantes do Ensino Médio e jovens de 15 a 29 anos. As inscrições seguem até o dia 05 de setembro e podem ser realizadas de forma online. Para participar do curso de Introdução à Lógica de Programação, o formulário está disponível neste link (clique aqui). Já os interessados no curso de Inclusão Digital devem acessar este link (clique aqui).  📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Curso de alvenaria gratuito em Petrolina está com inscrições abertas A iniciativa une teoria e prática e busca democratizar o acesso à tecnologia, mesmo àqueles que ainda têm pouco contato com o mundo digital.. As aulas acontecem nos dias 06 e 13 de setembro, das 8h às 12h, na sede da Facape. Concurso da Facape oferece 51 vagas para professores e salário de até R$ 16 mil Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: tecnologia

Fim do dólar? Por que moeda vem perdendo força no mundo — e isso pode ser o que Trump quer

Publicado em: 27/08/2025 07:06

Trump diz que vai acabar com o BRICS se o bloco avançar com a proposta de substituição do dólar nas negociações comerciais No primeiro semestre de 2025, o dólar americano teve seu pior desempenho em mais de cinco décadas no índice usado para medir a força da moeda dos Estados Unidos. A desvalorização acumulada até junho foi de 11% no U.S. Dollar Index, criado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e que compara o dólar a outras seis moedas — o euro, yen japonês, a libra esterlina, o dólar canadense, o krona sueco e o franco suíço. Quedas como essa já foram registradas em outros momentos. Mas, desta vez, a desvalorização acontece ao mesmo tempo que outros eventos que preocupam alguns economistas, o que tem feito cada vez mais investidores, analistas financeiros e outras pessoas no ramo bancário questionarem a força do dólar americano, de acordo com fontes do próprio setor. Um dos pontos de preocupação apontados é a queda pequena, mas gradual, na participação da moeda nas reservas cambiais dos bancos centrais ao redor do globo. Somam-se a isso uma fuga de capital estrangeiro no mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e críticas sobre a forma como o governo americano tem usado a dominância do dólar para aplicar sanções em temas geopolíticos, segundo especialistas. A atual política de tarifas do governo de Donald Trump — e os rumores no mercado sobre a possibilidade de um enfraquecimento deliberado da moeda por parte da Casa Branca para impulsionar a indústria americana — também tem gerado especulações. Mas enquanto alguns demonstram preocupação, outros são céticos em relação ao apetite do mercado em buscar alternativas ou à capacidade de qualquer outra moeda de alcançar o status atingido pela americana. O dólar se consolidou como a moeda internacional após a 2ª Guerra Mundial, com o acordo de Bretton Woods. Desde então, tornou-se a mais usada nas reservas globais e nas transações no sistema Swift, uma rede de pagamentos globais que conecta 11 mil instituições financeiras em mais de 200 países. Então, afinal, quão profunda é a desconfiança em torno da moeda que domina as transações comerciais em todo o mundo? E o que dizem aqueles que ainda preveem uma longa vida de dominância para o dólar? Participação nas reservas cambiais Um relatório elaborado pelo banco J.P. Morgan no início de julho apontou alguns dos fatores que ameaçam o domínio da moeda atualmente. O primeiro tem relação com a queda do dólar nas reservas internacionais — ou o conjunto de ativos externos em moeda estrangeira mantidos pelos bancos centrais ou autoridades monetárias para garantir sua estabilidade econômica e financeira. A soma das reservas mundiais em moedas estrangeiras equivalia a mais de US$ 12 trilhões em março de 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Desse total, mais de 57% estava alocado em dólar. Ou seja, a moeda americana ainda domina. No entanto, no começo dos anos 2000, essa fatia superava 70%. E enquanto o dólar viu uma diminuição em sua participação, o total em renminbis chineses dobrou na última década. Vale notar, no entanto, que as reservas na moeda chinesa ainda representam apenas 2% do total, bem atrás de outras mais tradicionais, como o euro e a libra esterlina. Segundo especialistas, no entanto, a principal tendência de "desdolarização" das reservas cambiais está relacionada à crescente demanda por ouro, que é visto como uma alternativa às moedas globais. Atualmente, o ouro corresponde a 9% das reservas de mercados emergentes, mais do que o dobro dos 4% observados há uma década. Mercado de commodities e títulos do Tesouro Outros fatores que, segundo a análise do JP Morgan, indicariam uma tendência de "desdolarização" são o uso de outras moedas no comércio internacional e a queda das participações estrangeiras nos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano. Quando o assunto é a moeda usada nas transações internacionais, há várias formas de medir qual é a mais influente. E o dólar ainda domina em termos de volumes de câmbio, faturamento comercial, denominação de passivos transfronteiriços (dívidas ou obrigações financeiras de um país, empresa ou banco perante credores estrangeiros) e emissão de dívida em moeda estrangeira. Mas, segundo analistas, a moeda americana vem perdendo espaço como referência nos mercados de commodities, especialmente no setor de energia. Por conta das sanções internacionais aplicadas contra a Rússia, o país tem usado moedas locais para as exportações de petróleo e derivados. Com isso, nações como Índia, China, Brasil, Tailândia e Indonésia podem comprar petróleo a preços mais baixos e pagar com suas próprias moedas. Já as posições estrangeiras em títulos americanos vêm sendo reduzidas há 15 anos. Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos — assim como os de outros países com economia forte — costumam ser vistos como investimentos de refúgio, para onde muitos direcionam seu dinheiro em momentos de crise nos mercados, como quedas nas bolsas de valores. E, embora os investidores estrangeiros continuem sendo o maior componente do mercado de títulos do Tesouro americano, sua participação vem caindo. Antes da grande crise financeira global de 2008, mais de 50% dos títulos estavam na mão de compradores de fora dos EUA. Agora, caiu para 30%, segundo o JP Morgan. "Em termos de transações internacionais, há um declínio muito modesto na porcentagem do que ocorre em dólar", diz Luis Oganes, chefe de Pesquisa Macro Global no J.P. Morgan, à BBC News Brasil. "Onde estamos observando a desdolarização, e certamente um grande afastamento do dólar, é nas reservas cambiais dos bancos centrais e na denominação monetária das transações de commodities." Desvalorização e queda das bolsas Para além do relatório, outros fatores que chamam a atenção são a desvalorização do dólar e as quedas no mercado de ações americano. Após acumular no primeiro semestre de 2024 a maior desvalorização registrada até aquele momento desde 1973, os índices que medem o valor do dólar ensaiaram uma recuperação em meados de julho, mas voltaram a cair em agosto. Segundo relatório do banco Morgan Stanley, embora a moeda tenha se fortalecido 3,2% em julho, o declínio deve continuar, possivelmente adicionando outros 10% em perdas até o final de 2026. Além disso, no início de abril deste ano, as bolsas dos Estados Unidos tiveram a sua pior semana desde a pandemia de covid-19, com o índice S&P 500 de Wall Street, que inclui as maiores empresas americanas, com uma queda de 10%. Em seguida, bolsas de todo o mundo despencaram. No Brasil, o dólar caiu mais de 12%. Tudo aconteceu diante de anúncios do presidente Donald Trump sobre a adoção de uma onda sem precedentes de tarifas de importação. Em abril, o republicano divulgou sua intenção de adotar uma tarifa básica universal de 10% sobre todas as importações para os EUA. O prazo para entrada em vigor da medida foi adiado algumas vezes depois disso, e novas alíquotas foram anunciadas para alguns países específicos. Entre eles o Brasil, que em 6 de agosto passou a enfrentar tarifa de 50% sobre alguns produtos. Desde que foi anunciado, o tarifaço de Trump preocupa investidores, que temem seu efeito sobre os lucros corporativos e a desaceleração em massa do crescimento econômico. Isso faz com que alguns tentem se proteger de novas quedas do dólar e diminui a confiança na economia americana e em sua moeda, dizem especialistas. Como resultado, investidores estrangeiros venderam US$ 63 bilhões em ações de empresas listadas em bolsas dos EUA entre março e abril de 2025, segundo o banco Goldman Sachs. O mesmo vale para o mercado de títulos, que serve como um termômetro da confiança na economia de um país. Quando há muitas compras, isso é um sinal de confiança. Mas, se os investidores começam a vender — como aconteceu nos Estados Unidos após os anúncios de Trump sobre as tarifas — é porque algo não vai tão bem. "Existe um movimento de desvalorização e de aumento da desconfiança no dólar que foi agravado pelo presidente Donald Trump e as suas políticas erráticas e imprevisíveis em relação à política comercial americana", avalia Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Por que a confiança no dólar está caindo? Mas a aplicação de novas tarifas pelo governo americano não é o único fator que, segundo os especialistas, vem erodindo a segurança no dólar. A forma como o governo americano usa a moeda como um instrumento para punição de transgressões na área geopolítica, por meio de sanções econômicas, é um dos principais motivos para a queda de confiança entre investidores, diz Robert McCauley, pesquisador sênior da Universidade de Boston que passou a maior parte de sua carreira no Banco de Compensações Internacionais e no Fed de Nova York. Países, empresas, bancos ou indivíduos sancionados pelos EUA podem ser totalmente excluídos do sistema monetário financeiro internacional e do sistema de pagamentos global, a depender do nível das sanções. Foi o que aconteceu com a Rússia, por exemplo, após a invasão da Ucrânia. Ou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, enquadrado na Lei Magnitsky, de violações de direitos humanos e práticas de corrupção, em meio a uma disputa política com os Estados Unidos. "As tarifas foram um choque adicional que se se somam ao congelamento dos ativos russos e da exclusão de alguns bancos russos da parcela do dólar do sistema financeiro internacional", diz McCauley. Segundo o pesquisador da Universidade de Boston, essas práticas podem estar encorajando alguns atores a tentar contornar o dólar para evitar, eventualmente, serem colocados em uma situação semelhante. Os títulos do Tesouro americano ocupam há décadas "a base da pirâmide da estrutura das finanças internacionais" como os ativos mais seguros, afirma o especialista. Mas quando detentores importantes, como bancos ou investidores russos, passam a ter seus ativos congelados, essa ideia fica ameaçada. "A presunção é que os títulos do Tesouro dos EUA são o lugar certo para se recorrer quando as coisas ficam difíceis", diz McCauley. "Mas o fato de que o ativo de refúgio pode repentinamente se tornar ativo nenhum para um grande detentor é um choque. Faz os investidores pensarem melhor." 'Movimento de aumento da desconfiança no dólar foi agravado pelo presidente Donald Trump e as suas políticas', diz especialista à BBC Brasil Getty Images via BBC Outro ponto levantado é o aumento dos déficits fiscais dos países desenvolvidos nos últimos anos. No caso dos Estados Unidos, o país terminou 2024 com US$ 35,46 trilhões em dívida federal, uma quantia que equivale a 123% do seu PIB, de acordo com o Tesouro americano. Segundo Luis Oganes, há um temor entre investidores de que, no futuro, possa haver pressão sobre a moeda para que ela se desvalorize, a fim de reduzir ou liquidar os déficits comerciais — para alguns economistas, isso tornaria as exportações americanas mais competitivas, porque ficam mais baratas para os compradores estrangeiros. "Há uma sensação de que há necessidade de diversificar as moedas, especialmente em países de mercados emergentes. No passado, vimos países encontrarem dificuldades quando sua relação dívida/PIB aumentou muito, o que poderia eventualmente levar à pressão sobre suas moedas para se depreciarem a fim de reduzir ou liquidar o ônus da dívida", diz Oganes. "Isso está se combinando com razões geopolíticas para fazer os investidores de longo prazo questionarem a sensatez de manter a alocação ao dólar ou se deve haver uma mudança estrutural ou uma maior diversificação." O pesquisador do J.P.Morgan afirma ainda que há a expectativa de que o Fed anuncie novos cortes nas taxas de juros nos próximos meses, o que pode reduzir o apelo do dólar para os investidores. Com juros menores nos EUA, os rendimentos de títulos americanos caem, e os investidores podem buscar países com juros maiores, o que aumenta a oferta de dólar no mercado e faz seu valor cair. Jerome Powell, presidente do Federal Reserve dos EUA, está sob pressão para reduzir as taxas de juros Bloomberg via Getty Images/BBC O Fed normalmente reduz a taxa de juros quando a economia está em dificuldades e a aumenta se o ritmo de alta dos preços começar a acelerar demais. As autoridades do banco central americano há muito tempo indicam que esperam reduzi-las em algum momento deste ano, seguindo os passos de outros bancos centrais, incluindo o do Reino Unido. Mas eles têm adiado a redução por muito mais tempo do que o previsto, preocupados com o impacto das tarifas e outras novas políticas do governo Trump, incluindo cortes de impostos, na economia. Há ainda cada vez mais setores acusando o presidente americano de interferência no banco central americano, algo que também pode afastar investidores. O presidente americano chegou a ameaçar demitir o chefe do Fed, Jerome Powell embora tenha dito recentemente que não considerava mais tal medida necessária. Nesta semana, Trump anunciou que demitiria Lisa Cook, uma das diretoras do Fed e membro do comitê de 12 membros responsável por definir as taxas de juros nos EUA. Ele a acusa de fraude em um contrato imobiliário pessoal. Cook, que tem mandato previsto para durar até 2038, contesta a ordem de Trump, dizendo que ele não tem autoridade para isso, e se nega a pedir demissão. Seu advogado anunciou na terça-feira (26/08) um processo na Justiça contra a ordem do republicano, indicando uma longa disputa judicial sobre a questão. Trump também atacou o Fed por demorar muito para cortar as taxas de juros, afirmando que a medida ajudaria o governo a economizar dinheiro no pagamento da dívida pública e impulsionariam o mercado imobiliário. O presidente minimizou ainda nos últimos meses as preocupações de que suas tarifas pudessem elevar os preços ou prejudicar o crescimento do país. Brics e desdolarização Há ainda quem considere que a desconfiança em relação ao dólar data de antes da maior parte das sanções ou do tarifaço e suas consequências. "Começa nos anos de 2008 e 2009, quando uma crise financeira tem origem no mercado americano e leva a economia internacional a uma pequena recessão e, desde então, os países desenvolvidos a uma certa estagnação econômica", aponta Fernanda Brandão, do Mackenzie. "Essa crise é simbólica e importante porque apontou ou mostrou as vulnerabilidades em se depender do dólar como a moeda global." Segundo Brandão, depois desse momento, o mundo passou a ter mais clareza sobre o fato de que qualquer perturbação na economia americana que altere as políticas monetárias colocadas em práticas pelo Fed e pela Casa Branca pode gerar "consequências que vão afetar outras economias". E, segundo a especialista, é a partir daí que surgem os primeiros movimentos políticos encabeçados por nações em desenvolvimento em prol da desdolarização. Brics é visto hoje como uma das principais forças de apoio à desdolarização Anadolu via Getty Images/BBC Atualmente, o bloco Brics é visto como a principal força dessa corrente. O grupo era até pouco tempo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mas se expandiu com a entrada de 10 novos membros desde 2024. Para Fernanda Brandão, o fato de muitos países emergentes terem sofrido as consequências da crise financeira de 2008, apesar da crise ter começado nos EUA, fez com que o Brics adotasse uma política de desdolarização desde sua criação. "A partir dali ficou muito claro que existe uma vulnerabilidade causada pela dependência em relação ao dólar", diz Brandão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seus desejos de desdolarização do comércio global durante a última cúpula do Brics, em julho no Rio de Janeiro. "Acho que o mundo precisa encontrar um jeito de que a nossa relação comercial não precise passar pelo dólar. Quando for com os EUA, ela passa pelo dólar. Quando for com a Argentina ou China, não precisa. Ninguém determinou que o dólar é a moeda padrão. Em que fórum foi determinado?', disse Lula. Na ocasião, o presidente brasileiro afirmou ainda que a substituição de dólar no comércio internacional é "uma coisa que não tem volta, vai acontecer até que seja consolidada". O Brics já ampliou o uso das moedas nacionais de seus membros no comércio interno, em especial da chinesa. E a Rússia vem impulsionando o estabelecimento de uma plataforma digital própria para pagamentos, em uma tentativa de minimizar os impactos das sanções internacionais. O bloco também discute a criação de uma moeda própria. Nada oficial foi anunciado até agora, mas as tratativas já foram vistas como uma ameaça pelo governo americano. Trump já afirmou que o grupo é "um ataque ao dólar" e usou a participação da Índia no bloco como um agravante para a imposição de tarifas mais altas às exportações do país no Estados Unidos. "Eles têm o Brics, que é basicamente um grupo de países que são anti-Estados Unidos", disse o presidente americano no final de julho. "É um ataque ao dólar, e não vamos deixar ninguém atacar o dólar." Qual o plano de Trump? Dentro do governo Trump, parece haver perspectivas conflitantes e por vezes contraditórias sobre o que o domínio do dólar significa para os interesses políticos dos EUA, dizem analistas. Por um lado, com suas declarações sobre os Brics e alternativas de pagamentos globais, Trump trata o papel internacional da moeda como um símbolo do nacionalismo americano e de sua estratégia de "America first" (América em primeiro lugar, em português). Uma lei aprovada em julho nos Estados Unidos, que regulamenta as "stablecoins" com valor fixo em relação ao dólar, parece servir esse plano. Essas criptomoedas são projetadas para manter paridade com o valor do dólar e oferecer mais estabilidade dentro do ecossistema cripto. Por isso, dizem alguns economistas, elas podem ampliar ainda mais a preponderância da moeda americana no sistema financeiro mundial. Por outro lado, com sua política tarifária, Trump arrisca minar o domínio do dólar, segundo Fernanda Brandão, do Mackenzie. Especula-se na imprensa e no mercado que esse pode ser exatamente seu objetivo, seguindo uma corrente dentro da Casa Branca que prega que a força da moeda americana pode estar impedindo o avanço da indústria americana, como aponta em um artigo recente o centro de estudos de relações internacionais Atlantic Council. Essa ideia é defendida principalmente por Stephen Miran, ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos do governo americano que foi recentemente nomeado por Trump para o Conselho de Governadores do Fed. Em um artigo publicado em 2024, Miran afirma que por conta de sua posição como reserva mundial, o dólar "está persistentemente supervalorizado", levando a desequilíbrios comerciais e prejudicando os próprios cidadãos dos EUA. A demanda global por dólares, segundo este argumento, aumenta seu valor, encarecendo os produtos fabricados nos EUA — o que, por sua vez, gera déficits comerciais persistentes, e incentiva os fabricantes americanos a transferir a produção para o exterior, destruindo empregos locais. Outros assessores de Trump também já defenderam a ideia de que um enfraquecimento do dólar poderia tornar as exportações americanas mais competitivas no mercado internacional, uma vez que ficam mais baratas para os compradores estrangeiros. Ao mesmo tempo, os produtos importados que entram nos EUA aumentariam de preço. "Trump não quer um dólar forte porque isso aumenta as importações", afirmou Gabriela Siller, diretora de análise econômica do grupo financeiro BASE, com sede no México, em junho à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC. Stephen Miran: corrente dentro da Casa Branca que prega que a força da moeda americana pode estar impedindo o avanço da indústria americana Getty Images via BBC Uma teoria é que Trump tem um plano com vários de seus principais conselheiros — o chamado "Acordo Mar-a-Lago", que teria sido proposto por Miran, com o objetivo final de obrigar os parceiros comerciais dos EUA a desvalorizar o dólar americano no mercado internacional, aponta Anthony Zurcher, correspondente da BBC na América do Norte. Tal medida tornaria as exportações americanas mais acessíveis aos mercados estrangeiros e diminuiria o valor das grandes reservas de moeda americana da China. Mas ideias defendidas por Miran e outros assessores de Trump não são bem aceitas por uma parcela dos economistas. "O plano de Miran, por mais astuto que pareça, se baseia em um diagnóstico equivocado", escreveu Kenneth Rogoff, professor de economia e políticas públicas da Universidade de Harvard, nos EUA, e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora a função do dólar como principal moeda de reserva do mundo tenha um papel importante, o economista observa que "este é apenas um dos muitos fatores que contribuem para os persistentes déficits comerciais dos EUA". E, se o déficit comercial tem várias causas, "a ideia de que as tarifas podem ser uma panaceia é, na melhor das hipóteses, duvidosa", acrescenta. É importante ressaltar que, a rigor, o presidente não controla diretamente o valor do dólar em relação a outras moedas porque a taxa de câmbio flutua livremente. Washington não pode intervir diretamente para fazer a moeda subir ou descer, já que seu valor é determinado por um vasto mercado global de divisas, e são os grandes investidores que compram ou vendem dólares de acordo com suas expectativas. No entanto, a política econômica do governo dos EUA envia sinais ao mercado, e isso influencia a evolução do valor do dólar e outros fatores importantes, como as taxas de juros. Dólar ainda 'é rei' Mas os últimos acontecimentos não são um sinal do fim da hegemonia da moeda americana na visão de parte dos analistas. Para alguns dos especialistas consultados pela BBC News Brasil, o início do fim do dólar ainda não chegou. "A afirmação de que estamos vivendo o começo do fim do dólar é prematura", diz Robert McCauley, da Universidade de Boston. Apesar de uma retração em alguns setores, a moeda ainda impera quando falamos de transações em comércio internacional. E segundo a grande maioria dos analistas, não há no momento nenhuma outra capaz de substituí-la. "A dolarização provavelmente continuará, mas o que vai limitá-la, a velocidade com que ela pode se desenvolver, é o fato de que 'para onde ir em vez disso', certo? Não há muitas outras moedas líquidas ou países nos quais você pode investir facilmente ou com um mercado de liquidez profunda", afirma Luis Oganes. Mesmo a moeda chinesa, que tem crescido e sendo usada por muitos bancos centrais para reservas, não tem ainda força suficiente ainda para substituir o dólar, segundo os especialistas. Além disso, os depósitos bancários em dólar americano cresceram em muitos países emergentes na última década, indicando uma tendência de busca pela moeda americana em momentos de estresse econômico. Há ainda quem argumente que mesmo países como Rússia e China, que promovem a discussão sobre a desdolarização, tem dificuldade de se desvincular totalmente do dólar americano. "Me impressiona o quão lenta a desdolarização foi na Rússia, apesar da clara intenção do governo de reduzir sua exposição ao dólar americano", diz Robert McCauley. "Acredito que isso se deve ao fato de o setor privado não ser facilmente persuadido a abandonar o uso do dólar como forma de empréstimo e transação, mesmo em detrimento da moeda nacional." O especialista afirma ainda que a China não tem usado todo o potencial de seus empréstimos ou projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento em meio à Iniciativa Cinturão e Rota para impulsionar alternativas à moeda americana. "As autoridades chinesas parecem estar satisfeitas em conceder empréstimos pelo Banco de Exportação-Importação da China [China Eximbank] e pelo Banco de Desenvolvimento da China (CDB) a países africanos e asiáticos em dólar", diz McCauley. "Há uma excelente oportunidade para desdolarizar as contas externas da China, mas que não tem sido aproveitada." Queda do dólar nas reservas internacionais é visto como sinal de perda de força da moeda americana Getty Images via BBC

Palavras-chave: vulnerabilidade

Professor universitário é morto a tiros após briga de trânsito na BR-324

Publicado em: 27/08/2025 06:41

Professor universitário é morto a tiros após briga de trânsito na BR-324 Reprodução/Redes Sociais Um homem foi morto a tiros na noite de terça-feira (26), na BR-324, na região do Porto Seco, em Salvador. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o crime aconteceu após uma briga de trânsito e o autor dos disparos fugiu. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima foi identificada como Fabrício Dalla Vecchia, de 44 anos. O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS). A reportagem da TV Bahia apurou que Fabrício Dalla Vecchia era professor adjunto da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ele lecionava no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (Cecult) e também atuava como trombonista e pesquisador. Fabrício Dalla Vecchia fez mestrado em 2008 e doutorado em 2012 em Educação Musical pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele cursou licenciatura em Música, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em 2004. A polícia informou que guias de perícia e necropsia foram expedidas e testemunhas serão ouvidas para esclarecer a autoria e motivação do crime. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia LEIA TAMBÉM: Triplo homicídio em Ilhéus: veja cronologia de crime contra mulheres encontradas mortas em praia Homem é preso suspeito de matar adolescente de 12 anos a tiros no Recôncavo da Bahia Operação prende cinco suspeitos de integrar organização criminosa na Bahia; Justiça bloqueou R$ 400 mil em contas bancárias Crime é investigado ppela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), que fica no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Itapuã, em Salvador. Natally Acioli/g1 BA Reportagem em atualização Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

TV 3.0: Lula assina regulamento que dá início a nova era da transmissão aberta

Publicado em: 27/08/2025 06:32 Fonte: Tudocelular

O Brasil acaba de dar um passo na modernização da TV aberta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (27) o decreto que regulamenta a TV 3.0, novo padrão tecnológico que promete transformar a experiência do telespectador ao unir transmissão gratuita com recursos digitais. Com isso, o país se torna o primeiro da América Latina e também do bloco BRICS a adotar oficialmente essa tecnologia. Dessa forma, o consumidor terá a oportunidade de acessar a conteúdos que podem entregar mais interatividade e qualidade de imagem em até 8K. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia