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Vagas de estágio abertas no TO oferecem bolsas de até R$ 1,6 mil; veja como participar

Publicado em: 21/04/2026 06:30

IEL Tocantins oferta vagas de estágio em cidades do Tocantins Victor Hiroshi Espindola Fukushima/IEL-TO Os estudantes interessados em estagiar e obter conhecimentos na prática já podem concorrer a 32 vagas disponíveis pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) no Tocantins. Além da bolsa-auxílio, que pode chegar a R$ 1.621,00, e do auxílio-transporte, o programa garante acompanhamento e orientação. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Conforme o IEL, as oportunidades estão disponíveis para os seguintes cursos: Pedagogia, Direito, Tecnologia da Informação, Jornalismo, Farmácia, Administração, Ciências Contábeis, entre outras áreas. As vagas estão distribuídas nas cidades de Palmas, Araguaína, Cristalândia, Colinas, Gurupi e Miracema. Os interessados podem se inscrever no site do IEL Tocantins (clique aqui). LEIA TAMBÉM Lei autoriza Prefeitura de Palmas a repassar área pública para quitar dívida de R$ 26 milhões com empresa de ônibus Suspeito de matar cães a tiros em zona rural do TO é preso, diz polícia Mulher registra sucuri gigante em lago no interior do Tocantins; assista Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira as oportunidades de estágio abaixo Palmas Administração Administração, Ciências Contábeis ou Direito Administração e Processos Gerenciais Administração e Ciências Contábeis Administração, Ciências Econômicas, Pedagogia, Gestão Pública ou Recursos Humanos Ciências Contábeis Direito Ensino Médio Ensino Médio ou EJA Farmácia Jornalismo Pedagogia Pedagogia ou Magistério Pedagogia ou Técnico em Magistério Pedagogia, Letras e Educação Física Tecnologia da Informação (TI) Técnico em Segurança do Trabalho TI Araguaína Administração, Marketing, Jornalismo, Comunicação Social ou Publicidade e Propaganda Administração, Engenharia de Produção ou Engenharia Civil Administração, Ciências Contábeis, Gestão Financeira, Processos Gerenciais ou Engenharia de Produção Ciências Contábeis Ensino Médio ou Técnico em Administração Pedagogia Cristalândia Direito Colinas do Tocantins Administração ou Técnico em Gestão Pública Gurupi Ensino Médio Educação Física (Bacharelado) Técnico em Enfermagem ou Enfermagem (Bacharelado) Miracema do Tocantins Direito Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Pode atualizar! Firefox 150 fica disponível com melhorias no visualizador PDF e no Linux

Publicado em: 21/04/2026 05:08 Fonte: Tudocelular

Desde a segunda-feira (20), a Mozilla liberou a versão final do Firefox 150 para download, mesmo antes de sua apresentação oficial, marcada para esta terça-feira (21). A novidade inclui melhorias para visualizador PDF e maior compatibilidade no Linux. No último caso, a nova edição do navegador inclui suporte ao seletor de emojis GTK em máquinas equipadas com o kernel Linux. A novidade permite inserir emojis por meio de atalho de teclado.Além disso, a mais recente instalação do Firefox também possibilita reorganizar páginas de arquivo com o formato PDF de maneira direta no visualizador integrado ao programa. Comandos extras, como mover, copiar e excluir páginas, também estão presentes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

VÍDEO: criminosos gravam furtos de celulares em SP e divulgam ações nas redes sociais

Publicado em: 21/04/2026 05:00

Ladrões gravam furtos de celular em SP e expõem crimes nas redes sociais Criminosos têm gravado os próprios furtos de celulares em diferentes pontos da cidade de São Paulo e divulgado as imagens em dezenas de perfis nas redes sociais, em uma espécie de exaltação ao crime. Apesar de dados do governo paulista msotrarem que houve uma redução de 20% dos casos de roubos de celular no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a média na capital é de um roubo de celular a cada 10 minutos. Nos vídeos, que já somam milhares de visualizações, aparecem ações variadas: furtos cometidos a partir de bicicletas, ataques em que os ladrões quebram o vidro de carros para roubar vítimas e abordagens dentro de estações e vagões de metrô (assista acima). Em muitos casos, um comparsa acompanha a ação apenas para filmar, seja na rua ou no transporte público, e registrar toda a abordagem. As gravações têm sido usadas para atrair seguidores e mostram desde o momento da investida até a fuga, muitas vezes com comemorações após o crime. O g1 encontrou dezenas de perfis no Instagram com diferentes cenas de furtos cometidos na capital paulista. Nas postagens, o responsável pelas publicações cita sempre o artigo 155 do Código Penal, que trata do crime de furto. Além dos vídeos, os criminosos também exibem fotos de celulares roubados, muitas vezes ainda com imagens pessoais das vítimas na tela, e imagens de dinheiro, numa espécie de vitrine do que foi levado. Ladrões gravam furtos de celulares em SP e exibem ações nas redes sociais Reprodução/Instagram Em nota, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, afirmou que não permite conteúdos que promovam ou glorifiquem crimes, que remove publicações desse tipo quando identificadas e que colabora com autoridades, além de incentivar denúncias de usuários (veja nota completa abaixo). Contudo, até a noite desta segunda-feira (20), as contas localizadas pelo g1 estavam disponíveis. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que "até o momento, não foram localizados registros de boletins de ocorrência diretamente relacionados aos perfis mencionados". Para o professor da FGV-SP e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rafael Alcadipani, os vídeos fazem parte de uma subcultura criminosa em que os bandidos querem mostrar que estão cometendo os atos para ter reputação. "É uma coisa bastante delicada, na medida em que eles estão usando as plataformas para mostrar os atos criminosos que estão fazendo para ter legitimidade perante os criminosos." Conforme Alcadipani, as plataformas não podem permitir que conteúdos flagrantemente criminosos fiquem hospedados. "Acredito que independe até de ter um boletim de ocorrência. As plataformas precisam tomar ação, e a polícia precisa investigar. Não é difícil investigar esses perfis e prender os responsáveis que estão cometendo esses crimes", ressaltou. O que diz o Instagram “As políticas da Meta não permitem o uso de nossos serviços para promover atividades criminosas ou conteúdos que glorifiquem, apoiem ou representem organizações e indivíduos perigosos. Removemos esse tipo de conteúdo sempre que identificamos violações e estamos continuamente aprimorando nossa tecnologia e treinando nossas equipes para detectar e lidar com atividades suspeitas. Incentivamos, ainda, as pessoas a denunciarem qualquer conteúdo que considerem contrário aos nossos Padrões da Comunidade, ajudando-nos a manter nossas plataformas seguras para todos. Além disso, trabalhamos com autoridades e respondemos a solicitações legais, colaborando com forças de segurança nos termos da legislação aplicável.” O que diz a Secretaria da Segurança Pública "A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo orienta que eventuais crimes divulgados em redes sociais sejam formalmente comunicados às autoridades para a devida apuração. Até o momento, não foram localizados registros de boletins de ocorrência diretamente relacionados aos perfis mencionados. A SSP reforça que o registro pode ser feito nas unidades policiais ou por meio da Delegacia Eletrônica, sendo fundamental para subsidiar investigações e responsabilizar os envolvidos. Denúncias também podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque 181. A colaboração da população é essencial para o enfrentamento qualificado da criminalidade." Bairros de SP com mais roubos e furtos Pinheiros é campeão em ranking de roubos e furtos Conhecido por ser um bairro boêmio e localizado na Zona Oeste de São Paulo, Pinheiros segue sendo o bairro que registrou o maior número de roubos e furtos de celulares na capital no 1° bimestre, segundo levantamento da TV Globo realizado com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Entre janeiro e fevereiro, ao menos 2.303 aparelhos foram roubados ou furtados em Pinheiros — o equivalente a 39 casos por dia. LEIA TAMBÉM: Flagrantes mostram ação de ladrões de celulares no Centro de SP; cidade tem um aparelho roubado a cada 10 min 'Gangue do quebra-vidro': como age quadrilha que aterroriza motoristas em SP Suspeito de participar da ‘gangue do quebra-vidro’, que ataca carros nas marginais Pinheiros e Tietê, é preso em SP No 1° bimestre do ano passado, Pinheiros também ocupou o primeiro lugar do ranking. O bairro tinha registrado 1.562 ocorrências, ou seja, um aumento de mais de 47%, de acordo com o levantamento. O empresário André Kohn conta que anda na região de Pinheiros todos os dias para trabalhar. Por conta dos casos recentes de violência, tem andado com a atenção redobrada. "Está periogoso. A gente tem que tomar cuidado, ficar ressabiado com a situação. [Tem] roubo de celular bastante, está preocupante", afirmou. Além de Pinheiros outros bairros têm sofrido com a ação de criminosos. Confira o ranking dos cinco bairros da capital com maior número de roubos e furtos de celulares: Pinheiros: 2.303 casos Perdizes: 1.880 casos Sé: 1.846 casos Consolação: 1.781 casos Campos Elíseos: 1.656 casos Em nota, a SSP afirmou que a delegacia de Pinheiros registrou queda de 3,49% nos roubos no 1° bimestre. A pasta também informou que, desde 2023, fez mais de 50 mil prisões em toda a capital no enfrentamento aos crimes de roubo e furto.

Palavras-chave: tecnologia

Entenda por que porcos são a espécie considerada mais viável para transplante em humanos

Publicado em: 21/04/2026 04:01

Entenda por que porcos são a espécie considerada mais viável para transplante em humanos A técnica de xenotransplante — a transferência de órgãos e tecidos entre espécies diferentes — deu um passo importante no Brasil após o nascimento de Boreal, o primeiro porco clonado no país. O suíno nasceu no Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ/APTA), em Piracicaba (SP). ➡️ Apesar de não ser o animal mais parecido fisicamente com os seres humanos e estar distante na cadeia evolutiva se comparado a primatas, atualmente, o porco é considerado a espécie mais promissora para o xenotransplante. Tanto que o suíno foi o escolhido para um xenotransplante de coração em 2023, quando um veterano da marinha dos Estados Unidos (EUA) que sofria de insuficiência cardíaca passou pela cirurgia na Universidade de Medicina de Maryland. Um ano depois, um paciente recebeu o rim de um porco em uma cirurgia realizada em Boston. Em 2021, uma equipe de Nova York transplantou um rim suíno em uma pessoa com morte cerebral. Biólogo geneticista da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa que clonou o porquinho Boreal, Luciano Brito diz que a escolha pela espécie ocorre por semelhanças anatômicas e fisiológicas com os seres humanos, além da facilidade de manejo. "O suíno tem vantagens no peso e nas medidas dos órgãos, uma semelhança bastante grande, anatômica e fisiológica dos órgãos também. O suíno é uma espécie que reproduz muito bem e, em razão de ser já domesticado há muito tempo, é fácil de criar. É um animal dócil e fácil de criar em laboratório", explicou o pesquisador. Médico brasileiro lidera primeiro transplante de rim suíno geneticamente modificado Arte/g1 A escolha do porco: o quanto somos semelhantes? De acordo com Simone Raimundo, pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que atua diretamente no estudo, o suíno é um animal que possui uma série de compatibilidades biológicas e físicas com seres humanos. As principais semelhanças apontadas são: os órgãos dos suínos são muito parecidos com os de seres humanos, com semelhanças em termos de pesos e medidas; o funcionamento dos órgãos também é bastante próximo ao dos humanos; os órgãos atingem o tamanho ideal para o transplante em menos tempo. Segundo Simone, a ciência já utiliza o porco na saúde humana, no uso de válvulas cardíacas em cirurgias e na extração de insulina do pâncreas suíno para tratar diabéticos, por exemplo. Além disso, a pesquisadora afirma que a pele do suíno também é usada em alguns casos de queimadura grave. Os macacos são uma alternativa? Em comparação aos porcos, os primatas são animais bem próximos dos seres humanos quando se trata do processo evolutivo. Entretanto, Luciano Brito explica que não há, atualmente, estudos que mostrem viabilidade para fazer o xenotransplante. "Os macacos compatíveis em termos de tamanho com os seres humanos são os africanos, são animais em risco de extinção, por norma. Os macacos brasileiros nem serviriam para isso, porque são pequenos. Os primatas reproduzem pouco e demoram nove meses para gerar um filhote. O suíno precisa de quase quatro meses para gerar vários e vários filhotes", explica. De acordo com Brito, também existem limitações éticas em relação na utilização dos órgãos de primatas, que tornam a escolha pelos porcos melhor aceita pela sociedade. Os macacos são animais totalmente silvestres e, segundo o pesquisador, estão em risco de extinção — principalmente os primatas africanos de maior tamanho. Os suínos, por sua vez, já são criados para o abate e alimentação. Validação da técnica da clonagem Brito explica que o Boreal serviu para validar a técnica de clonagem e que ainda não houve a clonagem de um animal geneticamente modificado. Com ele, os cientistas pretendem compreender a saúde do clone e se ele estará apto para ceder um órgão a um humano no futuro. Isso porque o animal clone, seja ele qual for, segundo o biólogo, tem uma saúde mais debilitada. "É comum ver algumas malformações congênitas em em animal clone. Então, a gente já tem que selecionar os clones que são saudáveis desde o nascimento", explicou. ➡️ A saúde debilitada do clone era uma questão para os pesquisadores, tanto que, inicialmente, a orientação era que os animais utilizados para o xenotransplante fossem os decorrentes do cruzamento entre os clonados, ou seja, os filhos dos clones. Entretanto, segundo Brito, o entendimento mudou após a comunidade cientifica identificar que utilização dos animais da linhagem do clone poderia diminuir a eficácia das alterações genéticas implementadas na clonagem. Após os cientistas compreenderem se os porcos de Piracicaba estão aptos para ceder um órgão a um humano, os suínos serão transferidos para um laboratório livre de patógenos em São Paulo para novas etapas da pesquisa — inclusive, o estudo clínico em seres humanos. "O estudo em humanos vai ser feito com novos suínos com as modificações genéticas. Esses animais de Piracicaba vão ser usados para estudo do animal clone: se o clone é mais debilitado, esse tipo de coisa, para entender mesmo como funciona o animal clone", explicou. Rejeição do órgão é desafio Mesmo nos transplantes tradicionais, de humano para humano, o sistema imunológico pode tratar o novo órgão como uma infecção e o atacar. Por isso são administrados imunossupressores, que são medicamentos que buscam evitar a rejeição. Essa incompatibilidade imunológica é o principal entrave no xenotransplante, segundo os pesquisadores. As experiências começaram na década de 1960, mas foram interrompidas porque os pacientes desenvolviam rejeição aguda. Para contornar a limitação, a ciência aprendeu a desativar três genes que estão ligados à rejeição do órgão. "Existe a distância evolutiva, é verdade, mas uma eventual incompatibilidade imunológica que é decorrente dessa distância evolutiva pode ser corrigida por meio da genética, tirando alguns genes do suíno responsáveis por produzir moléculas que causam essa incompatibilidade imunológica", diz Luciano. Retirando os genes responsáveis pela rejeição e inserindo genes humanos, os cientistas conseguiram melhorar a aceitabilidade do organismo ao órgão suíno. Entenda como funciona essa alteração: Três genes dos porcos, responsáveis por provocar rápida rejeição de órgãos em humanos, foram removidos. Essas alterações impedem que anticorpos humanos ataquem os tecidos do animal logo após o transplante. Outro gene do porco também foi eliminado para evitar que o tecido cardíaco cresça de forma exagerada após o transplante. Essa medida busca garantir que o órgão mantenha tamanho e funcionamento adequados dentro do corpo humano. Além disso, sete genes humanos ligados à aceitação imunológica foram inseridos no genoma suíno. A inclusão desses genes ajuda o organismo humano a reconhecer o coração do porco como compatível, diminuindo o risco de rejeição. Mesmo com avanço gerado pelas modificações genéticas, Brito aponta que existem mecanismos de rejeição do organismo ainda desconhecidos. "Existem algumas modificações genéticas que a gente conhece, que precisam ser feitas para que seja evitado um processo de rejeição imunológica desse órgão, e outras modificações genéticas que a gente não conhece, que a gente precisa entender melhor esses mecanismos", explicou. Além disso, Simone Raimundo explica que mesmo essas modificações não garantem que os órgãos durariam no organismo. "A gente não tem como te afirmar [se o órgão é definitivo], porque mesmo quem já teve sucesso em outros países, a gente ainda não tem esse estudo, mas a gente sabe que o suíno vive vários anos. [...] Vamos trabalhar para que seja cada vez um tempo de vida maior desses órgãos, mantendo a qualidade de vida e a satisfação de viver das pessoas", explicou. Boreal: como ocorreu a clonagem do porco? Primeiro porco clonado no Brasil nasceu em Piracicaba André Luís Rosa/EPTV 🐷 O Boreal nasceu saudável e com 2,5 kg no laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, em Piracicaba, em 24 de março. Além disso, um ultrassom mostrou que já há outra porca grávida de pelo menos mais três filhotes clonados. A equipe levou seis anos para dominar a técnica de clonagem, que possibilita incorporar modificações para evitar rejeições imunológicas conhecidas e ajuda a entender mecanismos genéticos que a ciência ainda precisa desvendar. Em quatro dos seis anos, os pesquisadores se aperfeiçoaram no processo de geração de embriões. Ao longo desse tempo, foram cerca de 50 implantes em porcas receptoras até que se obtivesse o sucesso do primeiro clone suíno brasileiro. O porco Boreal não tem qualquer modificação genética. Ele foi apenas clonado. Ao contrário da reprodução natural, que une óvulo e espermatozoide, o clone é gerado a partir de uma célula somática, resultando em um porco geneticamente idêntico à célula do animal doado — veja o passo a passo abaixo: remoção do núcleo de uma célula germinativa feminina (óvulo); transferência do núcleo da célula somática do doador para esse óvulo; implante dos embriões clones em uma matriz receptora (porca). "A gente só vai conseguir a produção de órgãos que sirvam como doadores para humanos por meio do domínio da técnica clonagem, porque a gente precisa editar geneticamente as células que vão ser as doadoras de material genético para o clone", explicou Luciano. Com o domínio da clonagem de "porcos normais" estabelecido, o desafio agora é gerar os animais geneticamente modificados seguindo o mesmo padrão de sucesso. Esperança na fila de transplantes Esses resultados são fruto de pesquisas iniciadas na década de 1960 e comandadas pelo médico e professor Silvano Raia, que afirmou que existem muito mais receptores do que doadores no país. "Muitos pacientes morrem enquanto não tem um órgão disponível para eles”, lamenta. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 48.708 pessoas na fila por transplante. Depois dos estudos clínicos em seres humanos, as conclusões da pesquisa serão avaliadas por órgãos reguladores, e só após essa etapa o xenotransplante poderá ser implementado em hospitais particulares e na rede pública do Brasil. De acordo com a zootecnista Simone, o intervalo entre a clonagem do primeiro porco e o aceite governamental pode ultrapassar sete anos. Mesmo sendo um cenário distante, a professora tem a esperança que, futuramente, o xenotransplante impeça que as pessoas tenham quadros de saúde agravados pela falta de um órgão humano compatível. "Eu espero num futuro próximo a gente ter órgãos para quando a pessoa começar um processo de decadência ou falência de um órgão, antes que ela chegue ao limite, para ela ter a possibilidade de usar o órgão de um suíno e depois decidir o que vai fazer. Que a gente não espera essa pessoa adoecer", contou Simone. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região na página do g1 Piracicaba.

Palavras-chave: tecnologia

Segundo SUV mais vendido do país, Volkswagen Tera vai bem na cidade, mas não anima na estrada

Publicado em: 21/04/2026 04:00

Volkswagen Tera: erros e acertos Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera já conseguiu ultrapassar rivais como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian em vendas mensais, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Só no primeiro trimestre deste ano, o SUV compacto registrou mais de 18 mil unidades emplacadas, conquistando o segundo lugar entre os mais vendidos do país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idêni em diversos modelos da Com preços a partir de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o lançamento do Nivus, em 2020. O g1 passou uma semana com o SUV, testando-o em uso urbano e durante uma viagem de 120 km, e descreve agora seus principais acertos e limitações. Visual e tecnologia Volkswagen Tera Rafael Peixoto/g1 O visual do Tera merece atenção especial. Nesse aspecto, a marca alemã corrige escolhas anteriores e aprimora soluções que já vinham funcionando bem. O interior do Tera não segue exatamente o padrão conhecido do chamado “plástico Volkswagen”, presente em modelos como Polo, T-Cross, Nivus e Taos. Ainda assim, o carro não deve ser visto como um SUV compacto capaz de rivalizar com os modelos chineses no quesito acabamento macio ao toque. A comparação mais direta é com a Fiat. Assim como a marca italiana faz em modelos como Argo e Pulse, a Volkswagen adotou plásticos com diferentes texturas e acabamentos em áreas distintas da cabine. A estratégia adiciona contraste ao interior e afasta o Tera da sensação de que, “do Polo ao Taos, por dentro tudo é sempre igual”. Em termos de equipamentos, o Tera não traz grandes novidades. Volante, câmbio, comandos do ar-condicionado e outros botões são muito semelhantes ou quase idênticos aos que existem em diversos modelos da Volkswagen, assim como o painel de instrumentos digital, que se destaca pela ampla possibilidade de personalização. Volkswagen Tera por dentro A central multimídia, no entanto, chama atenção por ficar destacada do console central, o que reforça ainda mais seu visual de “tablet”. Os ícones e aplicativos seguem o mesmo padrão gráfico, aproximando a experiência da de um iPad ou de um tablet Android dentro do carro. Essa proposta se estende aos aplicativos que podem ser instalados diretamente no sistema, sem a necessidade de parear com um celular. Entre eles estão Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e até o iFood. Além disso, o modelo conta com uma inteligência artificial embarcada chamada Otto. No dia a dia, o sistema ajuda a explicar trechos do manual do Tera, indica necessidades de manutenção, informa a previsão do tempo e até sugere rotas. É importante destacar que, ao contrário das inteligências artificiais disponíveis em celulares, o Otto não é gratuito. Para ter acesso ao assistente, é necessário pagar uma mensalidade de R$ 59,90. Volkswagen Tera tem freio de mão manual em todas as versões Rafael Peixoto/g1 Apesar do conjunto tecnológico ser positivo, dois pontos desagradaram na cabine. O primeiro está ligado à tecnologia e envolve o freio de mão manual. Ele ajuda a manter o preço mais baixo nas versões de entrada, mas perde o sentido no modelo mais completo, que foi o avaliado pelo g1. O segundo ponto negativo é o apoio de braço do motorista. Pequeno e fixado ao assento, ele indica a ausência de um compartimento para objetos entre os bancos. Com isso, o descanso fica restrito apenas ao condutor, algo que não ocorre, por exemplo, no Fiat Pulse. Por fora, o visual também foge do padrão seguido por outros modelos da Volkswagen, embora o Tera ainda transmita a sensação de ser “um Polo mais alto”. Essa possível falta de criatividade, no entanto, desaparece na dianteira, que traz um desenho exclusivo nas luzes diurnas em LED. Com isso, quem vê o carro de frente identifica rapidamente que não se trata de um Polo, de um Nivus ou de um T-Cross. Desempenho O Tera testado pelo g1 também herdou o motor 1.0 turbo do Polo. Como as dimensões dos dois modelos são muito próximas — incluindo o peso —, o conjunto mecânico transmite ao volante uma sensação bastante semelhante. Volkswagen Tera tem o mesmo motor turbo do Polo Rafael Peixoto/g1 Essa percepção é positiva graças ao bom acerto da suspensão, à direção bem calibrada e à posição de condução típica dos modelos da Volkswagen. Ela envolve a forma como o motorista se senta, a disposição dos comandos, a visibilidade da estrada e o conforto em viagens mais longas. No Tera, tudo isso funciona bem. No entanto, assim como ocorre no Polo, há um atraso perceptível entre o momento em que o motorista pisa no acelerador e a resposta do carro em ganho de velocidade. Em arrancadas no semáforo, esse comportamento é menos evidente, mas na estrada ele se torna incômodo. Na prática, foram cerca de três segundos entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do Tera. Em uma ultrapassagem em velocidade mais alta, na estrada para Santos (SP), foi preciso antecipar a manobra para realizá-la com segurança. Galerias Relacionadas Esse atraso na resposta do motor não é exclusividade da Volkswagen, mas, entre todos os carros testados pelo g1, o Tera está entre os que apresentam maior intervalo entre o acelerador totalmente pressionado e a reação do veículo. O g1 apurou, junto a outras fabricantes, que esse atraso na resposta do motor está ligado à redução das emissões de gases. O comportamento é resultado direto do Proconve L8, fase atual do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, em vigor desde 1º de janeiro de 2025. Deixando de lado o atraso na resposta do acelerador, o Volkswagen Tera se saiu bem no trânsito urbano de São Paulo (SP), onde a velocidade máxima raramente ultrapassa os 60 km/h. Na experiência ao volante, ele está muito mais próximo do que o Polo oferece do que do T-Cross. Isso também se reflete no porta-malas, que oferece 350 litros de capacidade. O volume está dentro da média dos concorrentes diretos, com bom desempenho no segmento. Veja abaixo: Fiat Pulse: 370 litros; Renault Kardian: 358 litros; Citroën Basalt: 490 litros; Jeep Renegade: 320 litros. Vale a pena? Após uma semana com o carro, foi possível perceber que a Volkswagen finalmente começou a acertar no acabamento. Ainda assim, o modelo testado — a versão topo de linha — segue atrás de concorrentes chineses mais baratos nesse quesito. Pelo preço de R$ 146.190 do Volkswagen Tera Highline, você encontra: Chevrolet Spark: a partir de R$ 144.990; BYD Dolphin: a partir de R$ 149.990; Geely EX2: a partir de R$ 123.800; GAC GS3: a partir de R$ 129.990; Caoa Chery Tiggo 5X Sport: a partir de R$ 124.990. Todos os modelos listados oferecem acabamento mais confortável, melhor qualidade geral e uma lista de equipamentos mais completa. Com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, todos são elétricos. Por outro lado, nenhum deles tem o mesmo tempo de mercado da Volkswagen no Brasil, nem a estrutura de pós-venda já consolidada. Também é mais fácil encontrar mecânicos familiarizados com o motor três cilindros do Tera. Se a ideia for buscar um SUV mais econômico e permanecer em uma marca já consagrada no Brasil, sem se aventurar muito fora do uso urbano, o Volkswagen Tera entrega exatamente a experiência que quem já dirigiu um modelo da marca espera. Já para quem está mais aberto a experimentar outras marcas, o GAC GS3 se destaca por oferecer mais espaço, melhor acabamento e um conjunto mecânico superior. O Tiggo 5X Sport segue a mesma linha, e ambos custam menos que o Tera topo de linha já nas versões de entrada.

Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA

Publicado em: 21/04/2026 02:01

Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços Freepik Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram. Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas. Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma. O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg. Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%. Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação. O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas. “Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg. A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns. Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando. “Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.” A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast. Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%. Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”. No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista. Hoje, pode ganhar até US$ 63 por hora, mas continua tentando migrar para a área em que se formou. “A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.” Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia. A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008. Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos. “Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.” Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.

Tasers reforçam a Guarda Civil de Montes Claros

Publicado em: 21/04/2026 00:05

A Prefeitura de Montes Claros deu um passo importante para proporcionar mais segurança à cidade. Foram entregues 63 armas de choque não letal do tipo taser à Guarda Civil Municipal. O armamento entregue foi obtido por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Marcelo Freitas, de quase R$ 400 mil. O taser é capaz de imobilizar indivíduos por meio de eletrochoque e permite que eles sejam abordados sem causar transtorno à segurança dos agentes e da população. Nas mãos da Guarda, o equipamento ajudará na manutenção da vigilância ostensiva dos locais públicos da cidade, como prédios, UBSs, UPAs, instituições de ensino e parques. O equipamento tático também garante segurança nas abordagens e diminui a letalidade da GCM, que atua na missão de proteger vidas. O secretário de Segurança Integrada de Montes Claros, Coronel Járson Sebástian Hansen Ferreira, reforçou a importância da atualização do equipamento para que a GCM possa atuar na cidade. “Essas pistolas são de suma importância para o trabalho da Guarda e serão prontamente distribuídas aos agentes para que a nossa GCM continue exercendo seu valioso papel”, disse. O comandante da Guarda, Azevedo, ressaltou o papel da corporação na preservação da vida. “Nosso lema é servir e proteger. Essas pistolas taser são importantes para, em uma situação de tumulto, por exemplo, não ser necessário a utilização de equipamento letal. Isso nos garante segurança para o trabalho e tranquilidade para a população”, afirmou. O prefeito Guilherme Guimarães destaca que a aquisição dessa nova tecnologia será muito importante tanto para a Guarda Municipal quanto para a população. “Esse tipo de armamento será uma segurança maior para os guardas ao atuarem na proteção da nossa cidade”, destacou o prefeito. Ao investir em tecnologia de menor potencial ofensivo, a administração reafirma seu compromisso com a proteção da vida e com a valorização dos profissionais da Guarda Civil Municipal. Novos equipamentos ampliam poder de atuação da Guarda Civil Guarda Civil Municipal

Palavras-chave: tecnologia

Governo e prefeitura lançam ação emergencial após temporal que afetou 42 mil em Belém

Publicado em: 20/04/2026 23:17

Prefeitura de Belém decreta situação de emergência por causa da chuva do fim de semana Cerca de 42 mil pessoas foram afetadas pelo temporal em Belém, segundo a prefeitura. Ruas e casas foram alagadas e pessoas precisaram ser resgatadas. Nesta segunda-feira (20), governo do Estado e a Prefeitura de Belém anunciaram um plano de ação emergencial para ajudar as famílias. Segundo a gestão municipal, estão sendo distribuídos 400 cestas básicas, 350 kits dormitório, 400 kits de limpeza e 300 kits de higiene bucal nos bairros da Pratinha e do Tapanã, os mais atingidos pelos alagamentos. Os cadastros das famílias atingidas estão sendo feitos em três escolas nos bairros da Terra Firme, Guamá e Tapanã: Escola Municipal Alda Eutrópio, na região da Pratinha/Tapanã; Escola Municipal Amália Paumgartten, no Guamá; Escola Municipal Solerno Moreira, na Terra Firme A prefeitura da capital decretou emergência e também criou um Comitê de Monitoramento para coordenar as ações integradas. Prefeitura de Belém anuncia medidas emergencias após chuvas Segundo a prefeitura, além da assistência às famílias, cerca de 500 agentes estão em pontos críticos da capital realizando trabalhos de dragagem e limpeza de canais. Ainda de acordo com a prefeitura, até quarta-feira, um projeto de lei para a criação de um auxílio emergencial será enviado à Câmara Municipal. LEIA TAMBÉM: 'Ruas viram rios' na Grande Belém e moradores enfrentam transtornos após chuva Belém decreta emergência após alagamentos: 'Maior chuva em 10 anos', diz prefeito Veja aqui a previsão do tempo para a sua cidade Chuva de abril todo Belém já registrou mais chuva neste mês do que a média histórica de abril dos últimos 30 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O volume já somou mais de 450 mm e a estimativa é que o volume de chuva até o fim do mês na região metropolitana da capital paraense ultrapasse 550 mm. A chuva caiu irregular por cerca de 26 horas e, associada à maré alta, provocou alagamentos em diferentes bairros da região metropolitana de Belém. "Os índices pluviométricos serão ultrapassados até porque a média que é 450 mm nos mês de abril nos últimos 30 anos, a gente pode verificar que já somou. Faltam 10 dias para acabar o mês e vai chover ainda em torno de 100 mm", afirma José Raimundo Abreu, meteorologista do Inmet. Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Veja outras notícias do Pará no g1 Ruas ficam submersas após chuva de mais de 24 horas em Belém. Reprodução / TV Liberal Previsão A previsão é que a chuva continue, mas com menos intensidade. A maré alta também deve seguir nesta terça-feira (21). Ainda segundo o meteorologista José Raimundo Abreu, do Inmet, o temporal foi causado por uma combinação da atuação da zona de convergência intertropical sobre a região. A maré alta potencializou os alagamentos, pois o escoamento de águas da chuva ficou prejudicado. "Se verificou que a chuva foi acentuada e causou transtornos intensos devido à maré-alta. Essa maré ainda vai acontecer e são as maiores do mês de abril", detalhou. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

Palavras-chave: câmara municipal

Amazon anuncia investimento de até US$ 25 bilhões na empresa de IA Anthropic

Publicado em: 20/04/2026 22:55

Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo A Amazon afirmou nesta segunda-feira (20) que vai investir até US$ 25 bilhões na Anthropic, enquanto a startup de inteligência artificial se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos 10 anos em tecnologias de nuvem da própria Amazon. O acordo aprofunda a relação entre as duas empresas em um momento em que a Anthropic busca ampliar sua capacidade para sustentar o desenvolvimento de seus modelos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Amazon, sediada em Seattle, vai investir US$ 5 bilhões imediatamente e outros US$ 20 bilhões no futuro, condicionados ao cumprimento de determinados marcos comerciais. O valor se soma aos US$ 8 bilhões já aplicados anteriormente pela companhia na startup. A Amazon tem enfrentado dificuldades para ganhar destaque com seus próprios modelos de IA, como o Nova, ao mesmo tempo em que mantém posição de liderança na oferta de infraestrutura essencial ao setor, como a computação em nuvem. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa informou que prevê cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital neste ano, majoritariamente voltadas ao desenvolvimento de inteligência artificial. A companhia também tem ampliado apostas em grandes startups do setor. O novo investimento na Anthropic, criadora do Claude, ocorre após o anúncio, no início do ano, de que a Amazon planejava investir até US$ 50 bilhões na OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. Em comunicado, a Anthropic afirmou esperar alcançar cerca de 1 gigawatt de capacidade até o fim do ano com o uso dos chips Trainium2 e Trainium3 e que pretende expandir essa capacidade para até 5 gigawatts no longo prazo. O CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que o uso dos chips pela Anthropic “reflete o progresso que fizemos juntos em silício personalizado”. A Anthropic busca avançar na corrida da inteligência artificial com modelos voltados a programação e design, enquanto a Amazon tenta ampliar a adoção de seus próprios chips para treinamento e inferência de IA. As ações da Amazon subiram cerca de 2,7% no after-market.

Médicos e engenheiros brasileiros criam IA que identifica dor em recém-nascidos

Publicado em: 20/04/2026 21:41

Médicos e engenheiros brasileiros criam forma de identificar dor em recém-nascidos Médicos e engenheiros brasileiros estão usando a inteligência artificial para criar um programa que identifica dores em recém-nascidos. Como saber se alguém está com dor? "Quando a gente define dor, a gente tá falando de uma coisa verbal. Por exemplo, eu pergunto para você: 'você tá com dor? Que tipo de dor é?' ", pergunta Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Unifesp e coordenadora-geral da UTI Neonatal do Hospital São Paulo. Victor Benício nasceu prematuro e está na UTI. "Como ele está com esse cansaço respiratório, eu não sei se ele tá bem. Eu não sei como, como agir, como lidar,em tocar nele ", diz Thaíssa Pereira, mãe do Victor Benício. A dúvida da Thaíssa é o grande desfaio dos médicos. "Num recém-nascido que ainda não tem a capacidade de verbalizar a dor é muito difícil dizer quanto de dor e que tipo de dor", explica a professora Ruth. No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: A boca muito aberta ou tensa; O queixo tremendo; A testa contraída; A língua para fora. Expressões como essas são analisadas juntamente com dados fisiológicos, como a temperatura, a frequência cardíaca ou a pressão arterial. Dois médicos avaliam as informações e definem o que pode ser feito para diminuir a dor da criança. No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: TV Globo/Reprodução Em 2015, médicos da Universidade Federal de São Paulo e engenheiros da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial, de São Bernardo do Campo, no ABC paulista) se uniram no desafio de refinar esse conjunto de informações. Durante quase dois anos, câmeras instaladas em cima das incubadoras gravaram as expressões dos recém-nascidos no dia a dia do tratamento. As imagens — cerca de 300 horas de gravações — viraram um grande arquivo que agora está sendo analisado por um programa de inteligência artificial. A esperança é que o resultado dessa análise ajude os pediatras a identificar com mais precisão as dores que os bebês estão sentindo. Os engenheiros colocaram essas imagens num programa de inteligência artificial e criaram um modelo que foi usado de forma pioneira no Hospital São Paulo, da Unifesp. "Quando a gente escreveu para o modelo, observe a boca, observe o sulco nasolabial e relacionados, ele observa e conclui falando se é dor ou não", afirma Lucas Pereira Carlini, pesquisador da FEI. O modelo cria gráficos que mostram as expressões que indicam a dor. "Por exemplo, esse vermelho quer dizer a boca. Então a gente percebe que em algum momento a boca começa a se tornar mais importante para esse modelo na tomada de decisão, principalmente quando ele tá com dor, do que antes", comenta Carlos Thomaz, professor do departamento de Engenharia Elétrica da FEI. O estudo foi publicado em uma das mais importantes revistas científicas internacionais. Por enquanto, o programa está sendo desenvolvido apenas para uso em hospitais. "Uma ferramenta desse tipo vai permitir você capturar, monitorar e mensurar a dor, detectar a dor, de forma a identificar os momentos que realmente são necessárias uma intervenção, uma intervenção médica", conclui o pesquisador.

Palavras-chave: inteligência artificial

Nova lei obriga empresas a consertar ruas e calçadas após obras em Porto Velho

Publicado em: 20/04/2026 21:33

Projeto prevê aumentar multas por remendos mal feitos após obras Reprodução/TV Globo A Câmara Municipal de Porto Velho publicou, nesta segunda-feira (20), uma nova lei que estabelece regras para evitar danos em ruas, calçadas e espaços públicos após obras realizadas por empresas de serviços na capital. A norma também prevê aplicação de multas para quem descumprir as exigências. O texto, sancionado pelo prefeito Léo Moraes (Podemos), passa a valer a partir de 19 de junho de 2026 e determina que as empresas sejam obrigadas a reparar todos os danos causados, dentro de prazos definidos e seguindo padrões de qualidade. Pela nova regra, antes de iniciar qualquer obra, a empresa deverá comunicar a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), com pelo menos 72 horas de antecedência. Em situações emergenciais, o serviço poderá começar imediatamente, desde que a urgência seja justificada e informada ao órgão em até 24 horas após o início. Após a conclusão dos trabalhos, as empresas terão prazo máximo de 10 dias para iniciar os reparos no local. Durante esse período, será obrigatória a sinalização da área com placas, cones e outros itens de segurança até a finalização do conserto. A lei também estabelece que a empresa permanecerá responsável pelo serviço por 12 meses após o reparo. Caso o problema reapareça dentro desse período, a empresa deverá refazer o conserto sem custos adicionais, garantindo a qualidade do serviço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Multas e fiscalização Empresas que descumprirem as regras estarão sujeitas a multas a partir de 10 UPF (Unidade Padrão Fiscal). O valor pode aumentar progressivamente: A cada 72 horas de atraso, a multa dobra; Em caso de reincidência no período de 12 meses, o valor total é aplicado em dobro; Se o dano ocorrer em área de grande circulação ou oferecer risco, a multa pode ter acréscimo de até 50%. ⚠️ Mesmo com os aumentos, o limite máximo da multa é de 20 mil UPF por ocorrência. O pagamento da penalidade não isenta a empresa da obrigação de reparar os danos. A legislação também prevê a participação da população na fiscalização. Moradores poderão enviar denúncias com fotos, vídeos, endereço e, se possível, a identificação da empresa responsável. As informações serão suficientes para abertura de apuração pela prefeitura. Os critérios técnicos para os reparos ainda serão definidos por decreto, no prazo de até 90 dias, estabelecendo um padrão obrigatório de qualidade. A fiscalização ficará a cargo da Seinfra.

Palavras-chave: câmara municipal

Lula e premiê da Alemanha inauguram feira industrial e defendem acordo Mercosul-UE

Publicado em: 20/04/2026 21:03

Lula defende ampliação do consumo de biocombustível brasileiro pelos países europeus Brasil e Alemanha fecharam acordos de cooperação na segunda etapa da viagem do presidente Lula pela Europa. Na manhã desta segunda-feira (20), o presidente Lula e o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, participaram da inauguração do estande brasileiro na Feira Industrial de Hannover — a principal do setor no mundo. O Brasil tem esse lugar de destaque no evento porque é o país parceiro desta edição, o que não acontecia desde 1980. Os dois defenderam o acordo entre Mercosul e União Europeia como resposta adequada ao atual cenário internacional turbulento e incerto. Presidente Lula em evento na Alemanha na segunda (20) Reprodução/TV Globo Merz ressaltou que, em tempos instáveis na economia e na geopolítica, parcerias são fundamentais. À tarde, Lula e Merz vieram fazer uma declaração conjunta para a imprensa no antigo Palácio Real de Herrenhausen. E anunciaram acordos bilaterais. São cooperações em áreas como inteligência artificial, defesa e bioeconomia. A Alemanha é a quarta maior parceira comercial do Brasil, com negócios na casa dos 20 bilhões de dólares, atrás só da China, Estados Unidos e Argentina. O presidente brasileiro disse que há espaço para mais investimentos, principalmente no setor de biocombustíveis. "A recente alta nos preços do petróleo mostra que está mais do que na hora da Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis. Com o cnhecimento acumulado ao longo de cinco décadas, o Brasil é capaz de produzir etanol e biodiesel sem comprometer a produção de alimentos e as áreas de floresta", afirmou o presidente.

Palavras-chave: inteligência artificial

Justiça suspende leilão de prédio em Botafogo alvo de desapropriação; liminar aponta indícios de irregularidades

Publicado em: 20/04/2026 20:59

Prefeitura desapropria prédio com comércio ativo em Botafogo; vereador e moradores apontam ilegalidade Reprodução Google Maps A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o leilão do imóvel localizado na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, na Zona Sul, após recurso apresentado pelo Grupo Sendas, proprietário do terreno. A decisão foi tomada em segunda instância, em caráter liminar. O leilão estava previsto para ocorrer ainda neste mês e fazia parte do processo de desapropriação conduzido pela Prefeitura do Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Em dezembro do ano passado, o município desapropriou o prédio por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do município, declarando o imóvel de utilidade pública para fins de "renovação urbana" e posterior leilão por hasta pública. Desapropriação de prédio ativo em Botafogo gera reações A decisão, no entanto, gerou reação imediata de moradores e empresários da região, que contestam a legalidade da medida e afirmam que o imóvel não está abandonado. Para eles, a intervenção retiraria serviços em plena atividade da vizinhança. O espaço abrigava um supermercado e outros serviços. No começo do ano, o imóvel passou por uma reforma para a chegada de uma nova rede de supermercados, como afirmou ao g1 o empresário Arthur Sendas Filho, presidente da Sendas Invest. "Querem tomar nosso imóvel. Imagina se amanhã uma imobiliária quer a sua casa, sua loja, seu imóvel e combina com a prefeitura uma ação. A prefeitura desapropria, a imobiliária compra no leilão e decide fazer um empreendimento bem onde era a sua casa. Estamos chocados”, disse, à época, Arthur Sendas Filho. A decisão liminar ainda será analisada pelo colegiado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Até lá, o processo de desapropriação e o leilão do imóvel permanecem suspensos. "Estamos a alguns meses nessa disputa. Iria abrir ali um novo supermercado, no caso, um Mundial. A prefeitura tentou fazer uma desapropriação para um projeto a ser desenvolvido pela FGV e desde o início o que nós temos pontuado é que deve prevalecer o respeito a propriedade privada, a livre iniciativa e a preferência da vizinhança", comentou o vereador Pedro Duarte (PSD), que também entrou na Justiça para impedir o leilão. Decisão reverte entendimento O recurso foi apresentado após a Justiça de primeira instância ter negado o pedido para suspender o leilão. Na nova decisão, o tribunal entendeu que há elementos suficientes para interromper o procedimento até uma análise mais aprofundada do caso. O imóvel alvo da prefeitura do Rio tem entrada pela Rua Barão de Itambi e pela Rua Jornalista Orlando Dantas. Reprodução Google Maps Na ação, o Grupo Sendas sustenta que o processo de desapropriação apresenta ilegalidades e possível desvio de finalidade, com o objetivo de atender interesses específicos. Segundo a decisão, há necessidade de avaliar com mais profundidade os argumentos antes que o leilão seja realizado, para evitar prejuízos de difícil reversão. Entre os pontos levantados pela empresa estão: possível ausência de motivação adequada no decreto de desapropriação; dúvidas sobre a regularidade do procedimento administrativo; questionamentos sobre a real finalidade pública da medida. A decisão também considera o risco de que a realização do leilão comprometa o resultado do processo judicial. Modelo de desapropriação por leilão O caso envolve o uso do instrumento de desapropriação por hasta pública, previsto no Plano Diretor do Rio. Nesse modelo, o imóvel é levado a leilão e o vencedor assume o pagamento da indenização ao proprietário, além da execução do projeto urbanístico previsto. A modalidade, no entanto, vem sendo questionada judicialmente e também por especialistas, que apontam riscos de insegurança jurídica e possíveis distorções no processo. Projeto previa centro de IA A desapropriação do imóvel foi decretada pela prefeitura com o objetivo de viabilizar a implantação de um centro de pesquisa em inteligência artificial. Prefeitura desapropria prédio com comércio ativo em Botafogo; vereador e moradores apontam ilegalidade Reprodução Google Maps O projeto está associado à Fundação Getulio Vargas (FGV), que apresentou proposta para utilização do terreno. O edital do leilão previa lance mínimo de R$ 36 milhões e obrigava o comprador a desenvolver no local um empreendimento voltado à pesquisa e ensino.

Palavras-chave: inteligência artificial

Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões

Publicado em: 20/04/2026 20:02

Mina de terras raras em Minaçu (GO) é alvo de acordo bilionário entre empresa brasileira e americana; operação prevê expansão da produção e fornecimento por 15 anos Divulgação/Serra Verde A empresa americana USA Rare Earth firmou um acordo para adquirir participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, em uma transação avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões. O negócio prevê a combinação das operações das duas companhias para criar uma cadeia completa de produção — da extração à fabricação de ímãs — fora da Ásia, região que hoje domina esse mercado. A Serra Verde é considerada estratégica por produzir terras raras pesadas em larga escala fora do continente asiático. Esses minerais são essenciais para a fabricação de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. O que muda com o acordo Com a operação, as duas empresas passam a atuar de forma integrada em diferentes etapas da cadeia produtiva. A nova estrutura deve reunir atividades de mineração, processamento, separação e fabricação de materiais em países como Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. A expectativa é que a combinação fortaleça a posição das empresas no mercado global e reduza a dependência de países asiáticos na produção desses insumos estratégicos. A operação também amplia o acesso a tecnologia e investimentos para expansão da mina em Goiás. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos Terras raras em Goiás: estado assina parceria com Japão para extrair minerais Terras raras: cidade em Goiás é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais Contrato de 15 anos garante produção Além da aquisição, o acordo inclui um contrato de fornecimento de 15 anos. Pelo termo, 100% da produção inicial da mina será destinada a uma empresa criada com apoio de agências do governo dos Estados Unidos e capital privado. O contrato estabelece preços mínimos para os minerais, o que garante previsibilidade de receita e reduz riscos para a operação. Segundo a empresa, isso permite planejar a expansão da produção e sustentar novos investimentos ao longo dos próximos anos. Impacto em Goiás A mina da Serra Verde fica em Minaçu e iniciou produção comercial em 2024. A expectativa é que a unidade atinja cerca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras até o fim de 2027, com possibilidade de expansão nos anos seguintes. De acordo com a empresa, a operação deve gerar empregos, aumentar a arrecadação e impulsionar o desenvolvimento econômico da região. A mineradora afirma ainda que mantém operações com baixo impacto ambiental e uso de energia renovável. O que são terras raras Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente escassas, mas exigem processos complexos de extração e separação. Elas são fundamentais para a produção de ímãs de alta performance, usados em tecnologias consideradas estratégicas, como carros elétricos, turbinas eólicas, robôs e equipamentos eletrônicos. Hoje, a maior parte da produção global está concentrada na Ásia, especialmente na China. Por isso, projetos fora desse eixo têm ganhado importância geopolítica e econômica. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Fachin diz que proposta de Dino para nova reforma no Judiciário 'vem somar'

Publicado em: 20/04/2026 19:29

Análise: os recados de Dino na proposta de reforma do Judiciário O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin comentou nesta segunda-feira (20) o artigo do colega, ministro Flávio Dino, propondo uma nova reforma do Poder Judiciário. Ao blog, Fachin afirmou que a proposta de Dino "vem somar" e é "muito boa". Entre as medidas propostas por Dino estão: revisão de competências do STF e de tribunais superiores; alterações na tramitação de processos eleitorais; e mudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. (Veja todas as mudanças abaixo). "Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal", escreveu Dino. A proposta foi feita em artigo do magistrado foi publicado no portal "ICL Notícias". Ministro Edson Fachin, do STF Luiz Silveira/STF Mais cedo, Fachin disse em nota que a perspectiva trazida por Dino “merece aplauso e apoio” por indicar a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário. As manifestações de Fachin nesta segunda são uma forma de reagir à ideia de que o artigo foi uma crítica à agenda ética e de autoconteção proposta pelo presidente. Na prática, apenas Fachin e Cármen Lúcia, relatora do Código de Conduta, citam a agenda ética em seus discursos. Dentro da corte, ela é vista como polêmica por motivos diferentes. Alguns ministros acreditam que a legislação já trata de desvios éticos inclusive do Judiciário. Outros pensam que o momento é delicado e o tema precisa ser debatido apenas depois das eleições. As citações a ministros em conversas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e as investigações da Polícia Federal, que respingam no STF, trouxeram desgaste à imagem da corte e em especial de alguns ministros, provocando reações de blindagem dos próprios ministros. Propostas de Dino No artigo, Dino aponta o que considera eixos para o "redesenho normativo do sistema de Justiça": requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais; critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas. Na prática, eles funcionam como um crédito contra o Estado. instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa; criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos; revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral; procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados; tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política; composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades; direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como "aposentadoria compulsória punitiva" e a multiplicação de parcelas indenizatórias; critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais; revisão das competências constitucionais do STF e dos Tribunais Superiores; garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação; regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais; arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública; medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.

Palavras-chave: inteligência artificial