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ASUS lança versão do ROG NUC 9 Mini com AMD Ryzen e NVIDIA RTX

Publicado em: 16/10/2025 04:07 Fonte: Tudocelular

O ROG NUC 9 Mini foi oficialmente anunciado pela ASUS como uma solução da companhia para o público gamer que deseja um equipamento mais compacto. Apesar do tamanho, as configurações não decepcionam e vêm com chip AMD de alto desempenho, bem como placa de vídeo dedicada da linha RTX da NVIDIA. Em geral, o modelo se apresenta para quem deseja uma opção diferente das que são oferecidas com chips Intel Core Ultra. Como resultado, o produto vem equipado com processador AMD Ryzen 9 9955HX3D. Trata-se de um chip com 16 núcleos Zen 5 e tecnologia 3d V-Cache.O componente, no caso, é uma versão mobile e tida como das mais rápidas soluções para notebooks. Além disso, o modelo ainda vem com placa de vídeo dedicada GeForce RTX 5070 da NVIDIA. Nesse sentido, vale destacar que esse é o modelo mais potente, então as variantes Intel possuem até o modelo RTX 5080.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Exame de sangue testado no Brasil detecta Alzheimer com mais de 90% de precisão e pode reduzir custo do diagnóstico em até 10 vezes

Publicado em: 16/10/2025 04:02

Exame de sangue detecta Alzheimer com mais de 90% de precisão Um exame de sangue desenvolvido pela empresa norte-americana Quanterix e testado em pacientes brasileiros mostrou alta capacidade de identificar alterações cerebrais associadas ao Alzheimer, com mais de 90% de precisão. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e apoiado pelo Instituto Serrapilheira. Os resultados representam um passo importante na validação de ferramentas que possam auxiliar o diagnóstico clínico da doença, dentro do que especialistas chamam de diagnóstico assistido por biomarcadores — quando exames laboratoriais são usados como complemento à avaliação médica. “Atualmente, o diagnóstico do Alzheimer é feito, na maior parte das vezes, com base em avaliação clínica”, explica o neurocientista Eduardo Zimmer, professor da UFRGS e líder do ZimmerLab. “Em alguns casos, são utilizados exames complementares — como o PET-CT ou a análise de líquor —, mas eles são caros e pouco acessíveis. O exame de sangue pode se tornar uma ferramenta de apoio, tornando esse diagnóstico mais preciso e democrático.” AdobeStock O que o estudo mostrou A pesquisa avaliou 59 pacientes atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, comparando os resultados do exame de sangue com o chamado “padrão ouro”, o exame de líquor. Os testes indicaram que a proteína p-tau217, medida no plasma, foi capaz de distinguir indivíduos com e sem Alzheimer com acurácia entre 94% e 96% — desempenho equivalente ao dos exames invasivos e muito mais caros. “O exame acerta praticamente todas as vezes se o indivíduo tem Alzheimer ou não”, diz Zimmer. “Ele pode facilitar o diagnóstico assistido por biomarcadores, especialmente em locais onde o acesso a exames de imagem é limitado.” Publicado na revista Molecular Psychiatry, o estudo se destaca também por incluir pacientes brasileiros de baixa escolaridade, um grupo frequentemente negligenciado em pesquisas internacionais. “Testamos a ferramenta em uma população diversa, e ela funcionou muito bem”, resume Zimmer. Diferença em relação aos exames atuais O diagnóstico clínico do Alzheimer é feito principalmente com base em sintomas, histórico médico e testes cognitivos. Em alguns casos, médicos solicitam exames que detectam as proteínas envolvidas na doença — como a beta-amiloide e a tau —, mas esses métodos ainda são restritos a grandes centros e têm custo elevado. O PET-CT cerebral, por exemplo, pode chegar a R$ 10 mil, enquanto o exame de líquor exige punção lombar e equipe especializada. Nenhum dos dois está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame de sangue, por outro lado, usa apenas uma amostra simples de plasma e equipamentos ultra-sensíveis, capazes de detectar quantidades mínimas da proteína tau. O custo estimado é cerca de dez vezes menor do que o dos exames de imagem. “O método não substitui a avaliação clínica, mas pode funcionar como uma ferramenta complementar — acessível e precisa — para apoiar o diagnóstico”, afirma Zimmer. 🧪 Próximas fases da pesquisa O grupo da UFRGS lidera agora a Iniciativa Brasileira de Biomarcadores para Doenças Neurodegenerativas (IB-BioNeuro), que pretende testar a tecnologia em larga escala no país. O projeto vai avaliar 3 mil voluntários em dez cidades do Rio Grande do Sul, com investimento de cerca de R$ 20 milhões, financiado por diferentes órgãos públicos: a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) — empresa pública que apoia pesquisa e inovação — e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fundo federal de fomento à ciência. A previsão é que o estudo dure 24 meses. Só depois será possível avaliar se o exame mantém o mesmo desempenho em larga escala e se poderá, futuramente, ser encaminhado para análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nosso objetivo agora é validar a tecnologia no contexto brasileiro”, diz Zimmer. “Se ela mantiver o desempenho, o país pode se tornar referência mundial em diagnóstico acessível para doenças neurodegenerativas.” Educação também protege o cérebro Um segundo estudo coordenado por Zimmer, publicado em fevereiro de 2025 na revista The Lancet Global Health, reforça que educação e saúde mental são fatores biológicos decisivos para a proteção do cérebro. A pesquisa avaliou 41 mil pessoas de cinco países latino-americanos e concluiu que fatores sociais e de estilo de vida pesam mais para o envelhecimento cerebral do que idade ou sexo. No Brasil, a falta de acesso à educação formal apareceu como o principal fator de risco para o declínio cognitivo. Quanto menor o tempo de escolaridade, mais rápido o cérebro perde conexões e funções ligadas à memória e à atenção. “Aprender é como treinar o cérebro”, explica Zimmer. “Quanto mais conexões o cérebro cria ao longo da vida, mais resistente ele se torna às doenças neurodegenerativas.” O estudo também destacou o impacto da saúde mental e do sedentarismo. Indivíduos com depressão, isolamento social ou baixa atividade física tendem a apresentar envelhecimento cerebral mais precoce, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e à equidade educacional. O que pode mudar no futuro Se confirmada em larga escala, a utilização de biomarcadores sanguíneos poderá: Apoiar o diagnóstico precoce com um exame simples de sangue. Facilitar o acompanhamento clínico e o controle de fatores de risco, como hipertensão e diabetes. Ampliar o acesso a tecnologias de ponta em países de renda média, como o Brasil. “Estamos dando os primeiros passos de uma transformação profunda”, conclui Zimmer. “Um exame de sangue que revele a saúde do cérebro pode mudar não só a medicina, mas também a forma como envelhecemos.”

Palavras-chave: tecnologia

TudoOppo: notícias, reviews e muito mais da gigante chinesa em um só lugar

Publicado em: 16/10/2025 04:02 Fonte: Tudocelular

O TudoCelular.com é pioneiro no mercado de tecnologia do Brasil, sendo um dos primeiros portais nacionais com foco na publicação de notícias e análises de celulares — que, posteriormente, viriam a se tornar smartphones —, e reconhecido internacionalmente por suas fichas técnicas, testes padronizados e ferramentas de comparativos. Na liderança do mercado nacional de tecnologia, segundo dados do SemRush e SimilarWeb, buscamos sempre oportunidades de informar aos nossos leitores sobre as frequentes mudanças que ocorrem em nosso país, algo que se ampliou nos últimos anos com a chegada de várias marcas chinesas consolidadas, como a Oppo. E por isso criamos o TudoOppo, uma página especial onde você encontrará tudo sobre a gigante chinesa, que vem reforçando sua estrutura no Brasil e pretende seguir rumo ao topo do mercado nacional, não apenas com smartphones como o recém-lançado Reno 14 como com outros produtos do seu amplo ecossistema.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Do frigorífico à energia nuclear: conheça o império bilionário dos irmãos Batista

Publicado em: 16/10/2025 04:01

Irmãos Batista entram para o setor de energia nuclear e ampliam império Bilionários e donos de mais de 50 marcas em setores diversos, os irmãos Wesley e Joesley Batista deram mais um passo na ampliação do seu império: a J&F acaba de entrar no setor de energia nuclear com a compra de uma participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões. A operação, anunciada na última quarta-feira (15) pela companhia, aumenta ainda mais a presença da J&F em diferentes mercados. Atualmente, a holding controlada pelos irmãos administra oito grandes negócios e reúne mais de 50 marcas em setores variados, como o de proteínas animais, agronegócio, energia, comunicação e serviços financeiros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja algumas das empresas ligadas aos irmãos Batista abaixo: Empresas ligadas aos irmãos Batista. Arte/g1 No centro do conglomerado está a JBS, uma das maiores empresas de processamento de carne do mundo. Com um valor de mercado estimado em cerca de R$ 70 bilhões, a empresa está listada na B3 e na Bolsa de Nova York. Não por acaso, o sucesso empresarial dos irmãos os coloca entre os bilionários brasileiros, com fortunas estimadas em US$ 4,3 bilhões (aproximadamente R$ 23,5 bilhões), segundo a Forbes. Expansão global da J&F A J&F nasceu em 1953, a partir de um pequeno açougue em Anápolis (GO), chamado "Casa de Carnes Mineira". A empresa foi fundada por José Batista Sobrinho — conhecido como Zé Mineiro, pai de Joesley e Wesley. A empresa iniciou suas atividades comprando e vendendo gado e, nas décadas seguintes, expandiu com matadouros e frigoríficos, sendo rebatizada para Friboi em 1975. A entrada da segunda geração da família, nos anos 1980, marcou uma nova fase de crescimento e profissionalização da companhia. Foi apenas nos anos 2000 que a empresa se consolidou como líder nacional em proteína bovina e iniciou sua expansão internacional com a compra da Swift Armour, na Argentina, seguida pela aquisição de seis frigoríficos no país vizinho nos dois anos seguintes. A expansão global continuou com aquisições nos Estados Unidos e na Europa, transformando a empresa em uma das maiores produtoras de proteína animal do mundo. Em 2007, a companhia passou a se chamar JBS e realizou sua abertura de capital (IPO), levantando R$ 1,6 bilhão. A partir de 2010, o grupo diversificou suas atividades, entrando nos setores financeiro, energético, de celulose, tecnologia e mineração. A holding também expandiu sua atuação no varejo, com a criação da Flora Higiene e Cosméticos. Atualmente, a J&F está presente em mais de 20 países, com destaque para a atuação da JBS. Veja abaixo: Infográfico - Mapa do império global da J&F Arte/g1 Escândalos políticos A trajetória dos irmãos Batista, no entanto, também é marcada por escândalos políticos. Em 2017, os irmãos revelaram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que haviam gravado o então presidente Michel Temer autorizando pagamentos para garantir o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após sua prisão na operação Lava Jato. Joesley também entregou ao Ministério Público Federal (MPF) uma gravação em que Aécio Neves (PSDB-MG) pede R$ 2 milhões para cobrir despesas com advogados que o defendiam em processos da Lava Jato. No auge do escândalo, os irmãos admitiram ter subornado cerca de 1.800 políticos. O faturamento do frigorífico saltou de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões em 2016. Os irmãos Batista se afastaram dos cargos de liderança da JBS durante o escândalo e foram posteriormente presos, acusados de negociar informações privilegiadas com base no acordo de delação. Mais tarde, acabaram absolvidos no processo. Em 2023, um ministro do Supremo Tribunal Federal suspendeu a multa aplicada à J&F no acordo de leniência, alegando que os promotores teriam agido de forma tendenciosa na época. O caso ainda aguarda uma análise mais ampla pelo tribunal. Irmãos goianos Joesley Batista e Wesley Batista estão na lista dos 10 maiores bilionários do Brasil, divulgada pela Forbes Divulgação/Forbes

Palavras-chave: tecnologia

ENTREVISTA: Langrafe, diretor da Honda, conta planos para novo WR-V e futuro de híbridos flex da marca

Publicado em: 16/10/2025 04:01

Marcelo Langrafe trabalha há 27 anos na Honda e assumiu a diretoria comercial de carros há pouco mais de 11 meses Kaique Mattos | g1 A Honda tem perdido espaço no mercado brasileiro. Parte do que explica a menor participação da marca no país é o encarecimento dos carros — que, em meio ao repasse de custos de importação e aos altos juros do país, tem se tornado cada vez menos acessíveis aos consumidores brasileiros. Além disso, a chegada dos carros chineses, mais atrativos e com preços mais competitivos que os da fabricante japonesa, tem intensificado a concorrência para a Honda no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Enquanto os concorrentes oferecem uma vasta lista de configurações, por exemplo, a Honda ainda comercializa a 11ª geração do Civic em versão única. Veja os preços dos sedans médios vendidos pela Honda, Toyota e BYD: Honda Civic Advanced Hybrid: R$ 265.900; Toyota Corolla XEi: R$ 171.590; Toyota Corolla Altis Premium: R$ 199.490; Toyota Corolla GLi HEV: R$ 189.000; Toyota Corolla Altis Premium HEV: R$ 199.990; Toyota Corolla GR-Sport: R$ 199.790; BYD King GL PHEV: R$ 169.990; BYD King GS: R$ 175.990. É na tentativa de conter o avanço das fabricantes chinesas que montadoras tradicionais têm investido na modernização de suas fábricas no Brasil. Nos últimos meses, Volkswagen, Chevrolet e Toyota anunciaram aportes bilionários para renovar suas linhas de produção e lançar novos modelos. Com a Honda não é diferente: a marca japonesa prometeu investir R$ 4,2 bilhões na modernização de sua operação até 2030. Parte desse plano inclui a produção nacional do novo WR-V, que estreia em novembro no segmento de SUVs subcompactos, e chega para competir com Toyota Yaris Cross, Renault Kardian e Volkswagen Tera. O modelo será exibido ao público durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo, segundo Marcelo Langrafe, diretor comercial da Honda Automóveis do Brasil, em entrevista exclusiva ao g1. O anúncio do investimento, feito em abril de 2024, começa a render frutos em um momento estratégico: a chinesa BYD tem se consolidado como uma das principais ameaças às marcas tradicionais. Nos últimos meses, superou a Renault em emplacamentos e já ultrapassou a própria Honda, que caiu da sétima para a oitava posição no ranking nacional de montadoras entre janeiro e setembro de 2025, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Confira o ranking de participação no mercado brasileiro: Volkswagen: 18,11%; Fiat: 15,70%; Chevrolet: 10,93%; Hyundai: 9,64%; Toyota: 7,21%; Jeep: 6,10%; BYD: 5,41%; Honda: 5,21%; Renault: 4,94%; Nissan: 3,68%. “É um mercado extremamente competitivo”, reconhece Marcelo Langrafe, diretor comercial da Honda Automóveis do Brasil, em entrevista ao g1. No cargo há pouco mais de um ano, Langrafe passou a maior parte de seus 27 anos de empresa atuando no setor de motocicletas, onde a Honda lidera com quase 70% do mercado. Agora, ele enfrenta o desafio de tornar os automóveis da marca mais atrativos para o consumidor brasileiro. Atualmente, o grande destaque da Honda é o HR-V, quarto SUV mais vendido do país, segundo a Fenabrave. No entanto, o restante da linha patina: o Civic, por exemplo, ocupa apenas a sexta posição entre os sedãs médios, atrás do BYD King, enquanto o City Sedan é o terceiro em seu segmento — perdendo para Onix Plus e Virtus — e o City hatch fica na sexta colocação, atrás até do Dolphin Mini, modelo de entrada da BYD. Além do WR-V, Langrafe revelou que a marca prepara outro lançamento para este ano, mas os detalhes seguem em sigilo. Em entrevista ao g1, o diretor também falou sobre a tecnologia híbrida flex, ainda em desenvolvimento pela montadora; sobre as instabilidades da economia brasileira e sobre a estratégia da marca para tornar os carros importados mais palatáveis para o consumidor. Veja a entrevista na íntegra no vídeo abaixo: G1 Carros entrevista Diretor Comercial da Honda Automóveis do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques: Híbridos flex: aposta atrasada; Juros altos e consumidores que pagam à vista; Investimento e produção; Importados: carros perdem capacidade de competir com rivais; De líder nas motos ao desafio nos carros. Híbridos flex: aposta atrasada Honda está atrasada na eletrificação e foco atual é híbrido flex Apesar da pressão das rivais, a Honda adota cautela na eletrificação. Segundo Langrafe, a marca investe em híbridos flex desenvolvidos no Brasil, mas ainda sem previsão de lançamento. “Nós temos uma estratégia de eletrificação que será aplicada gradualmente, conforme a demanda do mercado. O importante é que haja condições iguais de competição, para que isso seja positivo para o Brasil”, afirma o executivo. Por enquanto, apenas a Toyota oferece carros híbridos flex no país, como o Corolla e o Corolla Cross. Mesmo assim, as vendas são tímidas: de janeiro a agosto, apenas 12,9% dos Corollas e 15,6% dos Corolla Cross vendidos foram da versão híbrida flex. Langrafe acredita que o etanol será fundamental nessa transição. “A tecnologia híbrida é a ponte entre a combustão e o elétrico, e o etanol é o grande legado do Brasil.” Atualmente, a Honda já comercializa híbridos importados, como CR-V, Accord e Civic, mas os preços elevados limitam o alcance desses modelos. A promessa é de uma transição gradual e adaptada à realidade brasileira. Volte ao início. LEIA MAIS Honda HR-V 2026 é um SUV de poucas novidades, mas de muitos acertos; veja o teste Toyota Corolla Cross híbrido se esforça para peitar chineses, mas sofre com motor fraco; VÍDEO Expansão, novos carros e desmanche: os planos da Toyota para os R$ 11,5 bilhões em investimentos no Brasil Juros altos e o perfil dos consumidores brasileiros Honda não reconhece dificuldade de crédito para compra de seus carros O cenário macroeconômico também preocupa Langrafe. Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, a compra de bens duráveis tende a ser adiada pelos consumidores. “Sem dúvida, a taxa de juros influencia a decisão do consumidor”, reconhece Langrafe. Ainda assim, segundo ele, 75% dos clientes da Honda compram à vista, o que ajuda a minimizar o impacto da inadimplência. Questionado sobre a possibilidade de produzir no Brasil modelos atualmente importados — como CR-V, ZR-V e Civic —, Langrafe preferiu não dar detalhes. “Estamos atentos às necessidades dos brasileiros. Se houver oportunidade, vamos considerar. Mas, neste momento, não posso revelar nossas estratégias”, desconversa. Volte ao início. Investimento e produção Honda aposta em consumidor de até 50 anos para compensar juros altos Com um investimento de R$ 4,2 bilhões até 2030, a Honda pretende ampliar a capacidade produtiva de sua fábrica em Itirapina (SP). “A partir de dezembro, a planta vai operar em dois turnos completos, com capacidade anual de 120 mil veículos”, afirma o executivo. Mesmo com a expansão, a Honda ainda fica atrás da Toyota, que produz 268 mil veículos por ano em suas duas fábricas localizadas em Sorocaba (SP). Volte ao início. Importados: carros perdem capacidade de competir com rivais Não deve ser agora que o Honda Civic voltará a competir com o preço do Toyota Corolla A tradicional disputa entre Civic e Corolla, que durou décadas, perdeu força. A decisão da Honda de importar o Civic elevou os preços e reduziu as vendas, enquanto a Toyota fortaleceu sua linha de produção nacional. Para Langrafe, não há desequilíbrio. “Está dentro do plano que estabelecemos para esses modelos”, afirma. Volte ao início. Da liderança nas motos ao desafio no mercado de carros Desafios da Honda para lidar com o mercado de carros Langrafe passou grande parte da carreira na divisão de motocicletas da Honda, onde ocupou diferentes funções ligadas às vendas. Nesse segmento, a marca mantém uma liderança sólida há quase 40 anos, com cerca de 70% de participação no mercado — um domínio raro no setor automotivo global. Essa trajetória proporcionou ao executivo uma rotina mais estável do que a que enfrenta atualmente à frente da operação de automóveis. “O setor de motocicletas é um mercado construído basicamente pela Honda. Temos um portfólio diversificado, de alta qualidade, e uma participação única em nível global”, diz Langrafe. A comparação com o universo das motocicletas ajuda a explicar o tamanho do desafio. “Se traçarmos um paralelo, o mercado de automóveis se assemelha ao de motos de alta cilindrada, que é extremamente competitivo”, conclui o diretor comercial da Honda Automóveis do Brasil. Diretor Comercial da Honda, Marcelo Langrafe Kaique Mattos | g1 Volte ao início.

Palavras-chave: tecnologia

Energia eólica vive crise, mas projeta retomada com data centers e expansão no mar

Publicado em: 16/10/2025 04:01

O que esperar da energia eólica no Brasil? Se antes a força dos ventos fazia girar moinhos para moer grãos e bombear água, hoje essa mesma força move turbinas que geram energia limpa e renovável. No Brasil, a primeira chamada pública para a instalação de um parque eólico ocorreu em 2004. De lá para cá, a participação da fonte eólica na matriz elétrica nacional cresceu tanto que hoje ocupa o segundo lugar. ➡️Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2024, 15,5% da energia do país veio da eólica, atrás das hidrelétricas, que responderam por 61,6%. O Brasil tem hoje 1.143 parques eólicos, com 11.990 aerogeradores operando em 12 estados, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). 📉 No entanto, após anos de crescimento, em 2024 o setor viu a instalação de novas usinas eólicas recuar em relação ao ano anterior. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, o setor está em crise. Esse tipo de crise, a falta de venda de energia eólica em contrato, tem um impacto muito grande, maior até do que outras fontes. A solar, por exemplo, ela é toda importada da China, então se eu não instalo o parque solar, eu só vou deixar de importar. Gannoum explica que, no Brasil, cerca de 80% da cadeia produtiva da energia eólica é nacional, e, por isso, a queda nas contratações afeta diretamente a indústria e o emprego. Se a fábrica não contrata, ela começa a demitir trabalhadores e foi o que aconteceu em algumas fábricas, inclusive, explica a presidente da ABEEólica. Entre os motivos para isso, Gannoum destaca o baixo crescimento da economia, já que historicamente o crescimento da demanda por energia acompanha o crescimento do PIB. 🏠☀️Mas ela aponta como principal causa a entrada de uma nova categoria de geração: a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), conhecida como “energia de telhado” - os painéis solares instalados nas casas e empresas de consumidores. Nos últimos anos, essa modalidade teve um crescimento expressivo, impulsionada por incentivos financeiros que garantem bom retorno aos consumidores, especialmente após o marco legal, em 2022. E aí essa demanda por energia, que era do mercado como um todo, foi reduzida porque os donos das residências começaram a instalar a própria energia e eles não contrataram essa energia no mercado, explicou Elbia. Ou seja, quem instala painel solar em casa consome menos da rede elétrica, e sobra menos espaço para a eólica vender sua energia. ✂️ O setor também vem sofrendo com os cortes de geração de energia, o chamado curtailment. O Brasil hoje vive um paradoxo. Em alguns momentos de excesso, precisa cortar a geração de energia renovável, e, em outros, aciona termelétricas, mais caras e poluentes. Isso acontece porque, com a entrada das renováveis, a geração de energia cresceu num ritmo maior que a demanda. Em momentos de excesso de produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa interromper a geração. Segundo a ABEEólica, o prejuízo acumulado desde 2023 com os cortes chega a R$ 5 bilhões. a COP 30 e nosso futuro Aumento de contratos com data centers de IA 🤖 Apesar da crise atual, o setor já projeta uma recuperação nos próximos anos. Segundo a presidente da ABEEólica, em 2025 houve um avanço nas contratações de energia gerada por fontes eólicas. Como a implantação dos parques leva tempo, o efeito desse movimento só deve aparecer a partir de 2027, quando as novas usinas entrarem em operação. Nós começamos a perceber essa recuperação de contratação. Agora em 2025 a gente já está assinando mais contratos, principalmente de data center, que é um tipo de demanda muito diferente daquilo que a gente estava acostumado, disse Gannoum. 🤖 A instalação de data centers de inteligência artificial já tem projetos anunciados em várias cidades do país e deve avançar no Brasil nos próximos anos. São espaços que abrigam supercomputadores responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de dados, e demandam um alto consumo de energia. O setor também aposta no aumento de contratações com o avanço do hidrogênio verde. O hidrogênio é contratação de energia eólica direta. O hidrogênio é produzido a partir de renovável e vai ser produzido a partir de eólica e solar, explica a presidente da ABEEólica. Além disso, a eólica acredita no potencial da descarbonização da economia, ou seja, no uso de energias renováveis pelo agronegócio e pela indústria. ⚓'Mar à vista' Nos próximos anos, a expansão da energia eólica deve ganhar novas fronteiras: o mar, com a instalação de parques eólicos offshore. Gustavo Ponte, superintendente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) - responsável por estudos e projeções sobre o crescimento do setor no país - explica que o Brasil ainda tem muito espaço e bons ventos a explorar. O Brasil tem um potencial gigantesco no mar. Se a gente filtra só as melhores áreas, ou seja, áreas com águas rasas, porque a fundação fica mais barata, e áreas com vento mais forte, ainda assim a gente está falando da ordem de 700 gigawatts. Para botar em perspectiva, se a gente soma tudo que a gente tem em operação hoje no Brasil, são 230 gigawatts, explica Ponte. A primeira licença prévia para um projeto desse tipo foi concedida em junho deste ano, para um empreendimento em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, a uma distância de 15 a 20 quilômetros da costa. E mais de 100 projetos offshore já solicitaram licenciamento ao Ibama. Isso mostra o apetite que esse mercado tem para o Brasil, pontua o superintendente da EPE. Barulho das turbinas Para licenciar um empreendimento eólico, os estados seguem uma norma do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de 2014 que determina um distanciamento de 400 metros entre torres e casas. No entanto, movimentos sociais pleiteiam uma nova regulamentação. Em Pernambuco, por exemplo, agricultores reclamam que o barulho das turbinas tem gerado problemas de audição e prejudicado a saúde mental da população. De acordo com a presidente da ABEEólica, os conflitos entre parques eólicos e moradores do entorno aconteceram nas primeiras instalações de parques, antes da resolução do Conama. A gente não tinha muita dimensão dessa distância de um aerogerador de uma residência. No entanto, para ela, com o distanciamento definido, o problema foi mitigado. Nós temos cerca de 1.100 parques instalados, e menos de 3% apresenta um problema ou outro, e esses problemas estão sendo mitigados. Eu entendo que essa questão está superada. Excesso de energia pode provocar apagão? Parque eólico no Rio Grande do Norte Divulgação

Palavras-chave: inteligência artificial

Supertempestade solar: o que acontece se o Sol 'desligar' a tecnologia na Terra? ESA testa resposta de missão

Publicado em: 16/10/2025 03:01

Agência espacial europeia simula tempestade solar que poderia apagar satélites Imagine um apagão global no espaço e na Terra: satélites sem controle, GPS fora do ar, eletrônicos falhando e redes elétricas entrando em colapso. Foi esse o cenário extremo simulado por engenheiros da Agência Espacial Europeia (ESA) na Alemanha, em um exercício inédito que colocou à prova a capacidade humana de reagir a uma tempestade solar de grandes proporções. A experiência, realizada no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt, reuniu dezenas de engenheiros e especialistas em clima espacial para enfrentar, de forma simulada, o pior pesadelo possível para a infraestrutura tecnológica moderna: uma supertempestade solar como a que atingiu a Terra em 1859, conhecida como Evento Carrington, a mais intensa já registrada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na época, o planeta ainda vivia a era do telégrafo. Mesmo assim, a tempestade foi capaz de causar incêndios nas linhas de transmissão e iluminar o céu noturno em cores avermelhadas até regiões tropicais. Países como Cuba tiveram até registros de auroras. Hoje, com o mundo totalmente dependente de satélites, internet e sistemas elétricos, um evento semelhante teria impactos catastróficos, e é exatamente esse tipo de cenário que a ESA quer evitar. CHUMBO: como metal pesado tóxico afeta crianças no Brasil e no mundo décadas após proibição Explosão solar registrada pela sonda Solar Orbiter, da ESA, em 30 de setembro de 2024. O evento durou cerca de 15 minutos e liberou uma radiação intensa, com potencial de interferir em comunicações na Terra. ESA & NASA/Solar Orbiter/EUI Team Uma erupção que veio com tudo O exercício fez parte da preparação para o lançamento do Sentinel-1D, novo satélite europeu de observação da Terra, previsto para decolar em 4 de novembro. O teste começou de forma normal, simulando o lançamento e as primeiras operações do satélite, com todos os sistemas funcionando e as comunicações estáveis. Poucos minutos depois, contudo, os dados começaram a apresentar falhas e o sinal do satélite ficou instável, como se tivesse sido atingido por uma forte erupção solar. ☀️ ENTENDA: uma erupção solar é uma explosão de energia na superfície do Sol causada pelo rompimento de campos magnéticos. Em poucos minutos, ela aquece o plasma a milhões de graus e libera radiação que pode interferir em satélites, GPS e comunicações na Terra. Segundo a ESA, o objetivo dessa fase era comparar a resposta da equipe a esse cenário extremo, em que uma erupção solar simulada de intensidade semelhante às maiores já registradas atingiria virtualmente o satélite, gerando falhas nos sistemas de comunicação, radares e navegação, exatamente como ocorreria durante uma tempestade solar real. Por isso, a partir desse ponto, o cenário ficou mais complexo. À medida que o cenário avançava, os sistemas começaram a responder de forma errática, simulando os efeitos de uma tempestade de classe X45, o tipo mais poderoso da escala usada para medir a intensidade dessas explosões. Em um evento real, uma erupção desse porte poderia provocar apagões generalizados em comunicações e redes elétricas. Segundo os cientistas, a radiação de um evento assim alcançaria a Terra em cerca de oito minutos, o que praticamente não deixa tempo para reação. Simulação de tempestade solar no centro de controle da ESA, na Alemanha, testou como equipes reagiriam a uma erupção extrema capaz de afetar satélites, comunicações e sistemas de navegação. ESA Assim, essa fase da simulação reproduziu os efeitos de uma ejeção de massa coronal, uma nuvem gigantesca de partículas carregadas lançada pelo Sol. Quando uma dessas nuvens atinge o campo magnético da Terra, ela pode causar tempestades geomagnéticas: distorções capazes de interferir no funcionamento de satélites, em redes de energia e até gerar auroras visíveis em latitudes incomuns, como já ocorreu no século 19. “Caso uma tempestade dessas aconteça, o arrasto dos satélites pode aumentar 400%, com picos locais na densidade atmosférica. Isso eleva o risco de colisões e reduz a vida útil das missões por causa do maior consumo de combustível”, afirmou Jorge Amaya, coordenador de modelagem de clima espacial da ESA. Durante o exercício, as equipes também simularam falhas nos instrumentos de orientação, perda de sinal e erros nos sensores que ajudam os satélites a se manterem na rota correta. A ideia era testar como as equipes reagiriam a falhas simultâneas, algo que poderia ocorrer em um cenário real de tempestade solar. “Se um problema assim acontecer de verdade, não há boas soluções. O objetivo seria apenas manter o satélite seguro e limitar os danos tanto quanto possível”, explicou Thomas Ormston, gerente adjunto de operações do Sentinel-1D. O treinamento também contou com a participação do Escritório de Clima Espacial da ESA, criado em 2022, e do Escritório de Detritos Espaciais, que monitora o risco de colisões em órbita. Ambos ajudaram a coordenar as respostas e a avaliar os possíveis impactos em outras missões. “A principal conclusão é que não é uma questão de ‘se’ isso acontecerá, mas de ‘quando’”, reforçou Gustavo Baldo Carvalho, oficial líder de simulação do Sentinel-1D. “A escala e a variedade dos impactos nos levaram ao limite, mas a equipe dominou o desafio.” Modelo de um satélite Sentinel-1, usado em treinamentos e testes da ESA. ESA/Mlabspace Risco solar vem aumentando Essa simulação da ESA faz parte de uma série de exercícios internacionais que vêm sendo realizados para preparar governos e agências espaciais diante do aumento da atividade solar. Como o Sol passa por ciclos de cerca de 11 anos, o atual, chamado Ciclo 25, está no auge. Segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana, os últimos meses registraram um número de erupções acima do esperado. Entre 2024 e 2025, mais de dez tempestades solares classificadas como fortes atingiram a Terra: a maior quantidade desde 2003. Elas provocaram auroras em locais pouco comuns, como França, Alemanha e o norte dos Estados Unidos. Em alguns momentos, houve falhas temporárias em sinais de GPS e comunicações de rádio, que chegaram até afetar rotas aéreas e marítimas. Para reduzir riscos, diferentes países vêm reforçando esse monitoramento e a troca de informações. A ESA, por exemplo, antém o programa "Space Weather Readiness", responsável por simulações como a realizada na Alemanha. A NASA, por sua vez, desenvolve o plano Solar Storm 2030, que reúne cientistas e o setor elétrico dos EUA para definir medidas de proteção de satélites e redes de energia. Agências dos Estados Unidos, Europa, Japão e Canadá também realizam treinamentos conjuntos de resposta rápida, usando dados de satélites como o Solar Orbiter e o SOHO, que observam o Sol em tempo real. Esses testes ajudam a definir protocolos de alerta e a melhorar a comunicação entre centros de previsão. De acordo com especialistas, a meta é simples: não ser pego de surpresa. As tempestades solares fazem parte do comportamento natural do Sol e, embora a maioria cause apenas pequenas interferências, os órgãos de monitoramento querem garantir que o mundo esteja pronto caso uma erupção mais forte volte a ocorrer. Erupção solar extrema registrada em 2003 pelo observatório SOHO: a explosão, 28 vezes mais poderosa que uma típica flare de classe X, lançou bilhões de toneladas de plasma a mais de 8 milhões de km/h no espaço. ESA/NASA VÍDEO: Entenda a pesquisa sobre colonização interplanetária de Alysson Muotri Primeiro cientista brasileiro no espaço conduzirá estudo sobre colonização interplanetária

Palavras-chave: tecnologia

As mulheres que decidiram confrontar a Meta após perderem seus bebês: 'Anúncios lembram tudo que perdi'

Publicado em: 16/10/2025 02:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Qual o tamanho do meu bebê com seis semanas de gravidez? Qual é a data prevista para o parto? Quando devo marcar minha primeira consulta médica? Estas são algumas perguntas que as mulheres digitam nos mecanismos de busca quando descobrem que estão grávidas. Com Sammi Claxon, não foi diferente. Logo depois que ela começou a procurar respostas, os algoritmos detectaram que ela estava grávida e começaram a bombardeá-la com anúncios. Mas quando ela perdeu o bebê devido a um aborto espontâneo, os anúncios não pararam. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após seu primeiro aborto espontâneo em 2021, Sammi teve mais quatro nos três anos seguintes. "Assim que você recebe o resultado positivo, você se sente como uma mãe", diz Sammi. "Você tem esse plano para o futuro na cabeça e quando isso te é tirado, é horrível." Sentimentos de vergonha e constrangimento fizeram com que Sammi se sentisse isolada. Sammi Claxon teve cinco abortos espontâneos BBC/Arquivo pessoal/Sammi Claxon Ela recorreu às redes sociais em busca de apoio e se lembra de ver seu feed repleto de anúncios relacionados a bebês, o que para ela foi devastador. Sammi, de Nottinghamshire, na Inglaterra, acabou se afastando das redes sociais, diz ela, para preservar sua saúde mental. Assim como Sammi, Tanya O'Carroll foi impactada por anúncios direcionados do Facebook quando descobriu que estava grávida em 2017. "Achei isso simplesmente enervante – isso foi antes mesmo de eu contar às pessoas na minha vida privada", disse ela à BBC. Em março, após Tanya entrar com uma ação judicial, o Facebook concordou em parar de direcionar anúncios a um usuário individual usando dados pessoais. A ação judicial de Tanya argumentou que o sistema de publicidade direcionada do Facebook se enquadra na definição de marketing direto do Reino Unido, dando aos indivíduos o direito de se opor. Veja mais: Facebook exclui grupo que vendia garrafas de bebidas usadas e tinha 11 mil pessoas Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil 'Anúncios assustadores e invasivos' A Meta – dona do Facebook e do Instagram – afirmou que os anúncios em suas plataformas só poderiam ser direcionados a grupos de no mínimo 100 pessoas, e não a indivíduos, portanto, não seriam considerados marketing direto. Mas a Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido discordou. Tanya afirma que a Meta concordou em parar de usar seus dados pessoais para fins de marketing direto, "o que, em termos não jurídicos, significa que basicamente consegui desativar todos os anúncios assustadores, invasivos e direcionados no Facebook". Pelo que ela e seus advogados sabem, ela é agora a única entre os mais de 50 milhões de usuários do Facebook no Reino Unido que não é alvo de anúncios personalizados. Tanya acrescenta que agora há mais de 10 mil pessoas que se opuseram à Meta para que a empresa pare de usar seus dados para marketing direto – o que pode levar a novos processos judiciais. Mas o caso não mudou nada para muitas mulheres que perderam seus bebês, mas ainda assim foram "bombardeadas" com anúncios relacionados à gravidez. Rhiannon Lawson planejava seu bebê quando descobriu que estava grávida BBC/Arquivo pessoal/Rhiannon Lawson Entre elas estão Rhiannon Lawson, de Suffolk, na Inglaterra, que disse à BBC que ver aquelas duas linhas azuis em seu teste de gravidez encheu ela e seu parceiro, Mike, de "esperança". Como muitos outros futuros pais, eles deram um nome ao bebê em desenvolvimento. "Nós o batizamos de Fantus — em homenagem a um personagem infantil que víamos constantemente quando visitávamos amigos na Dinamarca", diz Rhiannon. Mas, após um sangramento no início da gravidez, um teste mostrou que Rhiannon havia sofrido um aborto espontâneo com oito semanas. Em outubro do ano passado, ela descobriu que estava grávida novamente e, desta vez, ficou mais tranquila com alguns exames iniciais. Mas então veio o ultrassom de 20 semanas, que revelou que o bebê – que o casal chamou de Hudson – tinha uma forma grave de síndrome do coração esquerdo hipoplásico, uma doença cardíaca congênita rara em que o lado esquerdo do coração é subdesenvolvido. "Não havia como seguir em frente", diz ela, e Hudson nasceu morto em março, com 22 semanas. Devastados, Rhiannon e seu parceiro usavam as redes sociais para obter apoio, além de jogar jogos de palavras online juntos. Rhiannon engravidou duas vezes, mas perdeu os dois bebês BBC/Arquivo pessoal/Rhiannon Lawson Mas, depois de se despedir do filho, o casal ainda se deparou com anúncios relacionados a bebês em seus celulares. "Aplicativos de gravidez ainda enviam notificações de marcos. Lojas de bebês oferecem descontos em itens que nunca precisaremos. Anúncios de carrinhos de bebê e itens essenciais para recém-nascidos aparecem nas rolagens de tela", afirma Rhiannon. "A tecnologia não entende a perda e, nos momentos em que menos esperamos, ela nos lembra com uma precisão devastadora do que não temos mais." Veja mais: Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também? TikTok recomenda conteúdo sexual e pornografia para crianças, denuncia relatório 'Consinta ou pague' No final de setembro, a Meta anunciou que lançaria um serviço de assinatura para usuários que não querem ver anúncios no Reino Unido. Isso significa que, para parar de ver anúncios, eles terão que pagar 2,99 libras (R$ 22) por mês. O modelo de publicidade, conhecido como "consinta ou pague", é uma forma de os proprietários de plataformas digitais gerarem receita com usuários que se recusam a ser rastreados. Mas Rhiannon afirma que isso não ajudará pessoas como ela. "Se eles [Meta] se importassem com seus usuários, cobrar para que não vejam conteúdo perturbador parece irracional", diz ela. Hayley Dawe diz que foi alvo de anúncios, apesar de ter mudado suas preferências BBC Após três tentativas malsucedidas de fertilização in vitro (FIV), Hayley Dawe e seu parceiro Anthony ficaram "chocados" ao descobrir que estavam esperando gêmeos e imediatamente se juntaram a vários grupos online de gêmeos e vasculharam a internet em busca de dicas e conselhos. Eles já tinham uma filha de seis anos, então estavam animados com as duas novas adições. Mas essa empolgação se transformou em devastação quando um exame ainda no início da gravidez confirmou que uma das gêmeas havia morrido uma semana antes. E no dia do próximo exame, a sala ficou em silêncio, pois sua outra gêmea também não tinha batimentos cardíacos — e havia morrido no dia anterior. "Eu fiquei devastada", diz ela. Hayley buscou apoio em fóruns online, mas se viu confrontada com anúncios de, entre outros itens, roupas de maternidade, travesseiros de gravidez e aplicativos de monitoramento de gravidez. Para Hayley, sair das redes sociais "não era uma opção", pois foi lá que ela encontrou outras mulheres passando por experiências semelhantes. A Meta afirma que os usuários do Facebook podem bloquear o acesso a tópicos de anúncios que não desejam ver por meio de suas configurações, que oferecem parentalidade como um tópico ao lado de coisas como chocolate, jogos de tabuleiro e luta livre. Hayley diz que ficou chocada ao ver que gravidez não foi listada como uma categoria separada e afirma que desativar a opção de parentalidade não fez diferença, com pelo menos cinco anúncios de gravidez aparecendo depois. Ela marcou alguns dos anúncios como spam, mas afirma que, três semanas depois, ainda estava sendo exposta a repetidas promoções de gravidez. Assim como Rhiannon, Hayley não é a favor de uma assinatura paga. "Por que tenho que pagar quando há opções para alterar preferências que parecem não funcionar?", questiona. Arturo Bejar diz que o botão 'marcar como spam' faz muito pouco BBC/Arquivo pessoal/Arturo Bejar As experiências de Sammi, Rhiannon e Hayley com o acionamento de conteúdo não são nenhuma surpresa para o ex-funcionário da Meta Arturo Bejar. "O [botão] marcar como spam não estava conectado a nada", diz Arturo, que fazia parte da equipe de gerência sênior. "Descobrimos que, em alguns casos, os relatórios de ajuda estavam sendo descartados porque eram muitos." Ele trabalhou para a Meta entre 2009 e 2015 e novamente de 2019 a 2021. Bejar também prestou depoimento ao Congresso dos EUA em 2023 sobre como acreditava que a Meta não estava mantendo os usuários seguros. "Eles adoram dizer que se importam, mas o que importa é atrair mais usuários para suas plataformas, para que possam ganhar mais dinheiro. Acho isso imperdoável. É desumano", acrescenta. Em resposta, um porta-voz da Meta disse: "Levamos essas preocupações a sério e continuamos a melhorar a sensibilidade e a precisão da forma como os anúncios são veiculados." "Nossos sistemas são projetados para compartilhar o conteúdo mais relevante e útil, mas não são perfeitos e alguns anúncios podem ocasionalmente parecer insensíveis ou mal colocados. À medida que continuamos a refinar nossos modelos, incentivamos as pessoas a optarem por bloquearem certas categorias." 'Me lembra de tudo o que perdi' A jornalista da BBC Hayley Compton perdeu três bebês BBC Sei como esses anúncios são angustiantes, porque faço parte do mesmo clube de pais do qual ninguém quer fazer parte. Dei à luz minha filha Liliana em 18 de abril de 2020. Carreguei-a por 40 semanas e, então, seu coração parou de bater dentro de mim — dois dias após a data prevista para o parto. Passei algumas horas preciosas tentando memorizar seu rosto, seu peso em meus braços e a sensação de sua pele ao toque. Tenho dificuldade com a palavra "perda", porque não a perdi como um molho de chaves entre as almofadas do sofá. Desde a morte de Liliana, tive uma filha e um filho, e outros dois abortos espontâneos. Sempre digo que sou mãe de dois bebês que posso segurar nos braços — e três que carrego no coração. Quando estou no meu mais vulnerável, vasculhando as redes sociais em busca de apoio, sou bombardeada por anúncios direcionados de bebês rindo, barrigas de gravidez exuberantes, famílias felizes, me lembrando de tudo que perdi. Veja mais: SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet; Brasil tem casos em 10 estados Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta

Palavras-chave: hackertecnologia

Cientistas brasileiros criam papel vegetal impermeável, antibacteriano e que pode substituir plástico

Publicado em: 16/10/2025 02:01

Papel vegetal com látex promete substituir plástico Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu um papel feito a partir de fibras vegetais e látex natural capaz de substituir o plástico em embalagens. O material, segundo o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), combina resistência mecânica, impermeabilidade e ação antibacteriana, sem deixar de ser biodegradável e reciclável. O estudo foi publicado no periódico "Chemical Engineering Journal" por pesquisadores do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM), em parceria com a Unicamp e a UFABC. Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana. Divulgação/CNPEM O novo material é produzido a partir da interação eletrostática entre nanocelulose catiônica, extraída do bagaço da cana-de-açúcar, e látex natural da seringueira. As cargas opostas dessas substâncias se atraem, formando camadas alternadas que revestem o papel com firmeza e estabilidade. Cada componente desempenha um papel complementar: a nanocelulose cria uma barreira densa contra gases e óleos, enquanto o látex confere resistência à água, explica Juliana Bernardes, pesquisadora do LNNano e uma das responsáveis pelo estudo. Desempenho superior aos revestimentos sintéticos Nos testes laboratoriais, o papel com cinco camadas reduziu em 20 vezes a passagem de vapor de água e em 4 mil vezes a permeabilidade ao oxigênio. Também atingiu o nível máximo de resistência a óleos e gorduras e eliminou mais de 99% das células de Escherichia coli após contato direto. Os resultados mostram que a combinação entre nanocelulose e látex natural pode superar revestimentos convencionais feitos com polímeros sintéticos, sem uso de compostos fluorados (PFAS), frequentemente associados a riscos ambientais e à contaminação de solos e águas. Os pesquisadores avaliam que o material tem potencial para substituir embalagens, sobretudo nos ramos alimentício e cosmético. ""Nosso objetivo foi criar uma alternativa viável para reduzir a dependência de plásticos descartáveis", explica Juliana Bernardes. Cientistas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM, em parceria com a Unicamp e a UFABC, desenvolveram um papel biodegradável de origem vegetal que reúne alta resistência, barreira contra líquidos, oxigênio e ação antibacteriana. Divulgação/CNPEM Reaproveitamento e escala industrial Diferentemente de outros papéis impermeáveis, o novo material mantém sua reciclabilidade. Ele pode ser reaproveitado no ciclo produtivo sem perda de propriedades, segundo o CNPEM. Para a etapa seguinte, o desafio será ampliar a produção. “Para viabilizar essa tecnologia em escala industrial, é fundamental estabelecer parcerias com empresas interessadas. (...) O custo projetado mostrou-se competitivo em relação às resinas poliméricas tradicionalmente empregadas”, afirma Juliana Bernardes. Pesquisa colaborativa e patente registrada O trabalho reuniu pesquisadores das áreas de química, engenharia química e biologia, responsáveis pela formulação das camadas, pelo processo de deposição e pelos testes antimicrobianos. O projeto recebeu financiamento da Fapesp e do CNPq, e já resultou em pedido de patente no Brasil. "Para o desenvolvimento deste projeto, foi composta uma equipe multidisciplinar, reunindo especialistas em química, engenharia química e biologia. (...) A integração dessas áreas do conhecimento foi determinante para viabilizar a transição de uma proposta laboratorial para um material com potencial de aplicação industrial", explica a pesquisadora.

Palavras-chave: tecnologia

Professor virtual, máquina que 'lê' emoções e robô que disputa jogos de tabuleiro: como foi o primeiro dia do REC'n'Play

Publicado em: 16/10/2025 01:01

Primeiro dia de REC'n'Play tem máquina que 'lê' emoções e robô que disputa jogos de tabuleiro O festival de tecnologia e inovação REC'n'Play começou nesta quarta-feira (15), data em que se comemora o Dia do Professor. Entre as novidades deste primeiro dia de programação, que segue até sábado (18) no Bairro do Recife com mais de 700 atividades gratuitas, está um assistente virtual que ajuda professores a tirar dúvidas de alunos, 24 horas por dia, com uso de Inteligência Artificial (IA). Também teve equipamentos de robótica na Arena da Inovação, que trouxe nove expositores, incluindo um braço de robô que disputa jogos de tabuleiro e uma máquina que "lê" emoções (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O "professor virtual" foi apresentado pelo desenvolvedor de software Érico Melo durante uma palestra para profissionais da educação. "Imagine que qualquer especialista que entra e se cadastra na plataforma configura uma personalidade que pode ser a personalidade dele, inclusive a voz, o trejeito, gírias, estilo de escrita. [...]. Ele consegue avaliar todas as interações que existiram com aquele agente e, inclusive, disponibiliza isso pelo WhatsApp", detalhou. Dono de uma escola, o professor Bruno Downey disse que já usa o "professor virtual" e tem tido bons resultados. "É óbvio que assusta no início, ainda é algo que, para a escola, é muito novo. Mas os alunos abrem a mente deles, eles enxergam um novo mundo. E aumenta a performance, principalmente dos alunos do ensino médio", afirmou. Confira programação do REC'n'Play Um dos espaços que mais chamam atenção do público do REC'n'´Play é a Arena da Inovação, que exibe diversas invenções de última tecnologia. Uma delas é uma máquina desenvolvida por cientistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que avalia a expressão no rosto das pessoas e "lê" as emoções que elas sentem. "A Inteligência Artificial e a visão computacional [...] são capazes de entender o que a gente está sentindo de acordo com princípios da psicologia e com análises da nossa expressão, do nosso corpo e do contexto do que está acontecendo", explicou o professor responsável pela pesquisa, identificado apenas como Francisco. Robô que disputa jogos de tabuleiro foi uma das invenções apresentadas no primeiro do festival REC'n'Play 2025 Reprodução/TV Globo Histórias inspiradoras Entre as palestras realizadas, o Movimento LED, da TV Globo, promoveu um encontro com profissionais da educação. Com mediação da jornalista Mônica Silveira, o bate-papo reuniu a mestra em cultura popular Imaculada Salustiano, o professor de geografia, mestre em educação e ex-BBB João Pedrosa, e a professora paraibana Patrícia Rosas, vencedora do Prêmio LED. "Eu acreditava, com 7 anos de idade, que ser professor era uma pessoa que cheirava. Eu disse: 'eu quero ser professora porque quero ter esse cheiro e levar esse cheiro para as pessoas'", contou Patrícia durante a palestra. Para os participantes, o evento representa um "caldeirão de conhecimento" que sugere soluções para as grandes questões da atualidade. "Aqui a gente consegue encontrar um mundo: um mundo de inovação, um mundo de tecnologia, mas, acima de tudo, um mundo de preocupação com pessoas, preocupação com o futuro. Então, a REC'n'Play me entrega muito essa perspectiva do que nós estamos construindo para o amanhã", disse o gerente de Implantação de Sistemas Érico Santos. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Como ter estilo e segurança em áreas externas com o porcelanato ideal

Publicado em: 16/10/2025 00:02

Escolher o revestimento certo para áreas externas é mais do que uma questão de gosto, é uma decisão que envolve segurança, resistência e conforto. Em regiões com alta incidência de chuvas ou áreas molhadas como quintais e piscinas, optar por porcelanatos com superfície segura pode evitar acidentes e ainda valorizar o projeto com personalidade e beleza. Piso antiderrapante que une beleza e proteção Acervo Vilarejo Na hora de planejar o espaço externo da casa, muitas dúvidas surgem: como equilibrar funcionalidade e estilo? Qual o material mais adequado? Como garantir durabilidade sem abrir mão da estética? Veja a seguir algumas dicas e informações importantes para acertar nessa escolha. 1. Revestimentos com superfície segura e texturas inteligentes Ao contrário do que muitos pensam, segurança não precisa significar um visual técnico ou sem graça. Os revestimentos atuais para áreas externas são desenvolvidos com tecnologia de superfície que garante aderência ao caminhar sem comprometer o design. Texturas suaves e discretas dão mais firmeza aos passos e se integram com harmonia ao projeto arquitetônico. Porcelanato para áreas externas com charme e personalidade Acervo Vilarejo 2. Versatilidade nos formatos e acabamentos Os porcelanatos para áreas externas estão disponíveis em grandes formatos, com bordas retificadas que oferecem acabamento preciso e elegante. Estilos que imitam pedra natural, cimento ou madeira são algumas das opções mais procuradas, perfeitas para quem deseja um espaço aconchegante e com ar contemporâneo. Porcelanato de grandes formato que une elegância, segurança e o visual autêntico da pedra Acervo Biancogres 3. Durabilidade para todos os climas Sol intenso, chuvas frequentes, variação térmica… As áreas externas enfrentam condições desafiadoras. Por isso, os porcelanatos ideais para esses ambientes precisam ter baixa absorção de água, alta resistência mecânica e estabilidade de cor. Um bom porcelanato, bem aplicado, mantém sua beleza por muitos anos. 4. Recursos inteligentes para ambientes mais seguros e eficientes Marcas renomadas vêm investindo em soluções cada vez mais completas, que aliam resistência a inovações técnicas. Alguns porcelanatos, por exemplo, contam com superfícies microtexturizadas que aumentam a segurança sem exigir manutenção complexa. Assim, é possível ter uma varanda bonita, segura e prática no dia a dia. Visite a Vilarejo Acabamentos e encontre a solução ideal para sua área externa Na Vilarejo Acabamentos, você encontra um mix completo de porcelanatos e revestimentos pensados especialmente para áreas externas. São mais de 4 mil opções em acabamento com estoque garantido, entrega todo dia e atendimento especializado. Visite uma de nossas lojas ou fale com nossos consultores para encontrar a solução que mais combina com o seu projeto. Visite uma das lojas em Araruama, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé, Maricá e Rio das Ostras. Conheça a Vilarejo Conceito em Búzios, CasaShopping - RJ e Niterói.

Palavras-chave: tecnologia

Beneficiários de programa habitacional do PA denunciam atrasos e cobranças abusivas em materiais de construção

Publicado em: 15/10/2025 21:48

Famílias denunciam golpe no programa habitacional 'Sua Casa', antigo 'Cheque Moradia' Famílias em Belém denunciam ter sido vítimas de fraude ao tentar usar o benefício do programa "Sua Casa", antigo "Cheque Moradia", do governo do estado do Pará, destinado a construir, ampliar ou reformar residências de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a denúncia das famílias, taxas abusivas estão sendo cobradas em cima dos valores dos materiais e há também atraso nas entregas das compras. Em nota, a Companhia de Habitação do Pará (Cohab) disse que os beneficiários podem comprar materiais em qualquer loja com CNPJ ativo e que não deve ser aceita cobrança de taxa. O valor do cheque é compensado diretamente nos impostos dos estabelecimentos devidos ao estado. Gleice Souza é uma das afetadas. Em 2024, a filha dela recebeu o valor de R$ 10 mil por ser a melhor aluna do colégio. A dona de casa foi até a loja de construção mais próxima, fez a compra do material, mas não recebeu os produtos comprados. A residência da família fica localizada sobre o Canal do Mata Fome, e começou a desmoronar. Gleice, o marido e os três filhos tiveram que se mudar para casa de parentes. Beneficiários do programa, antigo "Cheque Moradia", denunciam cobrança indevida e atraso na entrega de materiais, prejudicando reformas em Belém. TV Liberal Segundo Gleice, a loja de construção reteve 50% do valor do cheque, o que é proibido pelo regulamento do programa. 📲 Clique e siga o canal do g1 Pará do WhatsApp A empresa W.W Materiais de Construção, registrada no bairro do Bengui no nome de Alcilene Dias Ferreira, é responsável pelo fornecimento. Diversas famílias relatam problemas semelhantes. Na casa de Aline e Nildo Braga, os R$ 7 mil do auxílio resultaram apenas na construção de uma escada. O segundo andar, que incluiria quartos do casal e dos filhos, além do banheiro, não saiu do papel porque o material nunca foi entregue. A proprietária da W.W Materiais de Construção justificou para as famílias a demora na entrega dos materiais, alegando o grande número de rotas de entrega e as chuvas recentes. Beneficiários do programa, antigo "Cheque Moradia", denunciam cobrança indevida e atraso na entrega de materiais, prejudicando reformas em Belém. TV Liberal O casal registrou boletim de ocorrência em junho deste ano e descobriu que outras famílias também haviam reclamado. A proprietária da estância foi intimada e recebeu prazo de 30 dias para entregar os materiais, que não foi cumprido. As famílias dizem que Alcilene não atende mais as ligações. O g1 também tenta contato com a proprietária. Outra vítima é Scarlet Santos, manicure, que entregou o cheque em novembro de 2024 e também não recebeu o material. A Polícia Civil informou que a proprietária já foi ouvida e alegou que as entregas são feitas de forma gradativa. A orientação da polícia é que os beneficiários que se sintam lesados registrem boletim de ocorrência. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse todas as notícias do estado no g1 Pará.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Projeto da nova Planta Genérica de Valores de SP deve ser votado na próxima semana; entenda

Publicado em: 15/10/2025 21:33

Prefeitura explica, em audiência pública, cálculos da novo Planta Genérica que serve de base para o IPTU e reconhece que mais impostos devem ter aumento do que redução do imposto O projeto da nova Planta Genérica de Valores da capital, que serve de base para a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), deve ser votado em definitivo na próxima semana. Nesta quarta-feira (15), a Câmara Municipal realizou uma audiência pública para explicar como foram feitos os cálculos. Durante a apresentação, a Prefeitura de São Paulo detalhou a metodologia usada para chegar ao valor de cada imóvel na cidade, o que se chama de Planta Genérica de Valores. E são nesses números que a administração municipal se baseia para cobrar o imposto. Por lei, a cada quatro anos a prefeitura precisa atualizar a Planta Genérica de Valores. O processo começa com uma pesquisa de mercado para identificar o preço do metro quadrado em cada bairro da cidade. Em seguida, são aplicados cálculos e descontos até se chegar ao valor final do IPTU. Mapas exibidos na audiência mostraram os bairros mais valorizados da cidade. Reprodução/TV Globo Mapas exibidos na audiência mostraram os bairros mais valorizados da cidade. Quanto mais azul, mais barato o metro quadrado; quanto mais vermelho, mais caro. Outro mapa destacou, em vermelho escuro, as regiões que mais valorizaram nos últimos quatro anos, como Pinheiros, Jardins e Barra Funda. De acordo com Tiago Rubio Salvioni, subsecretário da Receita Municipal, mais imóveis devem ter reajuste do que redução no IPTU no próximo ano. "A tendência é que ocorram mais imóveis com aumento, fruto da valorização imobiliária, que foi praticamente universal na cidade". Questionado se 70% desses imóveis vão ter algum aumento do IPTU, Subio disse que terão, sendo de 1% a 20%. Cobrança do IPTU 2025 na cidade de São Paulo J.SOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Atualmente, há uma trava de 10% de aumento para imóveis residenciais, que deve ser mantida no próximo ano. No caso dos imóveis comerciais, os vereadores aprovaram na semana passada um limite de 12% de reajuste. A diferença entre o valor real da valorização e o teto poderá ser cobrada nos anos seguintes — por exemplo, 10% em 2026 e mais 10% em 2027. A prefeitura também promete corrigir situações em que moradores de áreas mais carentes receberam carnês com valores considerados altos. É o caso de Sormani Lopes da Cruz, auxiliar de contabilidade que mora há anos no Parque Nações Unidas, região do Jaraguá, na Zona Norte. O bairro, classificado como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), é destinado a moradias de baixa renda. Assim como Sormani, outros moradores receberam carnês com valores retroativos até 2021. Os boletos chegam em nome de uma mesma associação, mas com valores individuais para cada imóvel. Isso ocorre porque toda a área da Rua Giorgio Bassani estava registrada em nome da associação que fez o loteamento. A prefeitura, porém, identificou que as casas já estavam individualizadas e passou a emitir carnês separados, com cobrança retroativa. Regiões como essa devem ser incluídas em novas isenções previstas para as ZEIS. Em nota, a Secretaria Municipal da Fazenda confirmou que, se o projeto do IPTU for aprovado como está hoje, os imóveis da rua giorgio bassani ficarão isentos. Mas disse que o valor já pago não será devolvido.

Palavras-chave: câmara municipal

USP cria plataforma para calcular e agilizar compra e venda de crédito de carbono do Brasil

Publicado em: 15/10/2025 21:06

A USP cria uma plataforma para calcular os créditos de carbono A Universidade de São Paulo criou uma forma de calcular o crédito de carbono no Brasil. Uma plataforma para agilizar a compra e venda do crédito. É uma riqueza ainda pouco explorada no Brasil. Tudo o que empresas, população e governos fazem para preservar ou recuperar o meio ambiente pode virar crédito de carbono. Funciona assim: um crédito de carbono é uma unidade de valor, igual a uma tonelada de gás carbônico que deixa de ser emitida. A ideia do mercado é a da compensação. Atividades e processos que não conseguem cumprir metas de redução de gases do efeito estufa podem comprar créditos gerados por atividades que ajudam a retirar ou reduzir esses gases que agravam as mudanças climáticas. O objetivo dessa negociação é fazer a balança pender em favor do meio ambiente, já que, em alguns setores, é mais fácil reduzir as emissões do que em outros. “Você tem lá empresas de óleo e gás, siderurgia, transporte, por exemplo, aviação. E você tem as outras empresas que são as empresas geradoras de crédito de carbono, que investem em tecnologias que reduzem a emissão de CO₂ ou que eventualmente evitam a formação do CO₂, como por exemplo energias renováveis, carros elétricos, veículos elétricos, agricultura de baixo carbono”, diz Emilio Nelli Silva, diretor do Centro de Pesquisa para Inovação de Gases do Efeito Estufa/ USP. Para virar dinheiro, os créditos de carbono precisam ser checados e registrados em uma espécie de cartório digital, em uma registradora, uma plataforma digital como a que está sendo criada na Universidade de São Paulo. "É a primeira universidade a ter uma registradora. No mundo, existem registradoras que são muito mais caras, muito mais demoradas e que não estavam valorizando tanto para a gente o crédito como a gente acha que deveria", diz Ruy Rede, gerente de Transferência de Tecnologia e Inovação/ USP. Reflorestar e preservar árvores e matas são as formas mais conhecidas de se obter créditos de carbono. Mas mudar processos para poluir menos e consumir menos recursos também pode render, assim como dar um destino correto para o lixo. Tudo o que é levado para um dos pontos de recolhimento é pesado, fotografado e registrado. Quem leva, recebe o pagamento por PIX. USP cria plataforma para calcular e agilizar compra e venda de crédito de carbono do Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Todo o material vai para a reciclagem e todo o processo está sendo bem documentado porque a empresa está se preparando para vender créditos de carbono e, assim, pagar até mais pelo material que recebe. “A expectativa é que dentro de seis meses, mais ou menos, a gente tenha já créditos que a gente consiga vender no mercado. No momento em que você recicla ao invés de retirar do meio ambiente, você está evitando essa extração e essas emissões. Então, daí que vêm os créditos de carbono da reciclagem”, explica Renata Tucci Lisboa, coordenadora de comunicação da Green Mining. Para isso, eles tiveram que ir atrás de empresas internacionais, que são as únicas que hoje fazem o registro dos créditos. Isso pode mudar com a plataforma desenvolvida na USP. Além da redução de custo, a expectativa é de valorização dos créditos gerados por empresas e biomas brasileiros. "O valor do nosso crédito de carbono vai poder aumentar no sentido de que você vai ter uma precisão maior nesse calculo, um conhecimento maior exatamente de como quantificar esse crédito de carbono. Isso, consequentemente, dá um valor maior no mercado", diz Emílio Nelli Silva. O CEO da empresa de reciclagem está otimista com o futuro desse mercado: “Além das florestas, além de gases nos aterros, temos a reciclagem e mais outros projetos interessantes de energia que podem beneficiar o Brasil para ter recursos entrando através de créditos de carbono”, afirma Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining. LEIA TAMBÉM O que é e como funciona o mercado de carbono? Como projeto no Pará quer recuperar floresta desmatada vendendo crédito de carbono? União Europeia propõe nova meta climática e pela primeira vez inclui compra crédito de carbono de países em desenvolvimento

Palavras-chave: tecnologia

YouTube caiu? Usuários relatam problemas na plataforma nesta quarta-feira

Publicado em: 15/10/2025 20:44

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Usuários relataram instabilidade no YouTube na noite desta quarta-feira (15). De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em serviços online, os problemas começaram pouco depois das 20h. Às 20h55, o número de queixas atingiu um pico de 40,5 mil registros. A partir desse horário, as reclamações começaram a diminuir e, às 21h50, o site contabilizava cerca de 420 notificações. As principais queixas são de falhas na reprodução de vídeos, no aplicativo e na conexão com o servidor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como funciona e como ativar a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA Usuários registram instabilidade no YouTube nesta quarta Reprodução/Downdetector Nos Estados Unidos, usuários também relataram falhas na plataforma. Por lá, as reclamações começaram por volta das 20h (horário de Brasília) e, às 20h41, já somavam mais de 330 mil registros, segundo o Downdetector. Pouco depois das 21h, o volume de queixas começou a diminuir. O g1 entrou em contato com o YouTube para saber mais informações e aguarda retorno. Logo do YouTube Dado Ruvic/Reuters Usuários postam no X sobre o problema; veja memes Usuários divulgam memes no X após YouTube apresentar instabilidade Reprodução/X Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Palavras-chave: hacker