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3 mil vagas: IF Sul de Minas abre vestibular com cursos técnicos e superiores gratuitos

Publicado em: 22/09/2025 06:00

Cursos gratuitos de turismo têm inscrições abertas em instituto federal de ensino; veja como participar IFSULDEMINAS/Divulgação O Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) abriu as inscrições para o Vestibular 2026, oferecendo mais de 3 mil vagas em 76 cursos técnicos e superiores gratuitos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram As vagas estão distribuídas entre os campus de Carmo de Minas, Inconfidentes, Machado, Muzambinho, Passos, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Três Corações. Clique aqui para conferir o quadro de vagas completo. Além das opções presenciais, o vestibular contempla também a oferta da Licenciatura em Pedagogia na modalidade semipresencial, com metade da carga horária a distância e metade presencial, nos polos de Muzambinho (MG) e Bragança Paulista (SP). Como se inscrever As inscrições podem ser feitas até 14 de novembro, exclusivamente pelo site vestibular.ifsuldeminas.edu.br. A taxa de inscrição varia de R$ 10 a R$ 40, de acordo com o curso escolhido. Candidatos que se enquadram nos critérios socioeconômicos estabelecidos em edital podem solicitar isenção da taxa até 3 de outubro. A seleção dos candidatos será realizada de diferentes formas: Prova presencial em 7 de dezembro para cursos técnicos integrados ao ensino médio, para o curso técnico subsequente em Enfermagem e para os cursos de graduação. Sorteio eletrônico para os demais cursos técnicos subsequentes. Ingresso pelo Enem, no caso do ensino superior, com a possibilidade de utilizar notas obtidas entre 2017 e 2024. Novidades Entre os destaques desta edição está a inauguração do primeiro curso superior do Campus Três Corações: Tecnologia em Fabricação Mecânica, com aulas presenciais no período noturno e duração de três anos, ampliando as possibilidades de formação para quem busca ingressar no setor industrial. Outra novidade é a continuidade da parceria com a farmacêutica Cimed, em Pouso Alegre, que resultou na criação da segunda turma do curso técnico subsequente em Química dentro do programa Jovem Aprendiz. Nesse modelo, os alunos têm aulas presenciais no campus e desenvolvem atividades práticas remuneradas diretamente na indústria, durante dois anos, unindo aprendizado acadêmico à experiência profissional. VEJA TAMBÉM: IF Sul de Minas anuncia primeiros cursos do futuro Campus Itajubá VÍDEOS: veja tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Como comer insetos se tornou uma teoria da conspiração

Publicado em: 22/09/2025 04:01

A teoria da conspiração apresenta a falsa afirmação de que 'elites globais' irão forçar as massas a comer insetos Serenity Strull/BBC/Getty Images Ao longo da história humana, os insetos sempre estiveram no menu. Uma das primeiras ilustrações conhecidas da entomofagia (o uso de insetos na alimentação) data de 30 mil anos a.C. Pinturas antigas encontradas em cavernas de Altamira, no norte da Espanha, mostram a coleta de abelhas. Atualmente, muitas pessoas consomem insetos regularmente na América Latina, Ásia e África. No México, por exemplo, os chapulines — gafanhotos cozidos e fritos — são um aperitivo popular, cada vez mais servido em restaurantes de luxo. Mas nem todos os povos consomem insetos na alimentação. Eles são considerados, há muito tempo, fontes de proteína baratas, saudáveis e sustentáveis, mas permanecem, em grande parte, fora do cardápio dos europeus e norte-americanos. Nos últimos anos, esta relutância foi exacerbada por uma rede de teorias da conspiração, que afirmam que as "elites globais" estariam forçando o público a abandonar a carne em favor dos insetos. Esta desinformação prejudica as pesquisas científicas legítimas sobre os insetos como fonte de proteínas útil no combate às mudanças climáticas e pode obstruir a mudança para sistemas alimentares mais sustentáveis, segundo alertam os pesquisadores. Mais presente nos Estados Unidos e em alguns bolsões da Europa, "não vou comer insetos" é uma teoria da conspiração que defende que "elites globais" irão forçar as massas a comer insetos sob o pretexto do ambientalismo, segundo a analista de desinformação Sara Aniano. Aniano vem pesquisando esta teoria há anos no Centro sobre Extremismo da Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês). Ela afirma que esta desinformação se encaixa perfeitamente nos temores existentes sobre o "declínio depravado da civilização ocidental". O que começou como um meme quase humorístico em um fórum online acabou se infiltrando no campo político, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Na Holanda, o legislador Thierry Baudet, líder do partido de direita radical Fórum para a Democracia, fez um discurso contra a União Europeia (EU) em março de 2023, gritando: "De jeito nenhum!", enquanto retirava larvas de bicho-da-farinha de um saco. Baudet postou uma foto daquele momento no X (antigo Twitter), com a legenda "NÓS NÃO VAMOS COMER OS INSETOS". O partido de direita radical italiano Liga por Salvini Premier pagou um outdoor em Conegliano, no nordeste da Itália, com os dizeres: "Vamos mudar a Europa antes que ela nos mude." O cartaz continha as datas das eleições da União Europeia em 2024, ao lado da foto de uma pessoa consumindo o que parece ser um gafanhoto, associando a entomofagia à perda de valores tradicionais. O alimento funciona na imagem como um provocador prenúncio de mudanças, despertando o medo da erosão cultural da Europa. Os insetos são fontes de proteína baratas, saudáveis e sustentáveis Serenity Strull/BBC/Getty Images Antes de ser demitido pela rede de TV americana Fox News em 2023, o apresentador Tucker Carlson apresentou o último episódio do seu programa Tucker Carlson Originals: um especial de meia hora intitulado Let Them Eat Bugs ("Eles que comam insetos", em tradução livre). Durante o programa, Carlson examina as políticas alimentares relativas às mudanças climáticas e defende que "as pessoas no poder" estão empurrando insetos para o prato do público. O episódio apresenta a ativista holandesa de direita radical Eva Vlaardingerbroek, que considera o consumo de insetos um "teste de obediência" de um governo que passou dos limites. O programa corrobora seu apoio aos protestos dos agricultores, em meio a propostas de cortes da produção pecuária, em 2022. "'Não vou comer os insetos' era um meme", declarou Carlson. "Agora, é um movimento." Outros teóricos da conspiração da direita radical americana, como Alex Jones e Candace Owens, além do influenciador Jack McGuire, também difundiram a teoria da conspiração "não vou comer os insetos". Insetos são o alimento do futuro? Por que as pessoas acreditam em teorias da conspiração O macarrão feito de insetos que divide italianos Mas como se originou este medo fabricado de ser forçado a se alimentar de insetos? Na primavera de 2020 no hemisfério norte, o Fórum Econômico Mundial (FEM) — a organização não governamental internacional que realiza sua conferência anual em Davos, na Suíça — apresentou uma iniciativa chamada "A Grande Reinicialização", um esforço para reduzir as desigualdades globais e fazer avançar iniciativas ambientais durante a pandemia de covid-19. Mas, para os teóricos da conspiração, a conferência de Davos teria sido a "prova" de que as pessoas mais ricas do mundo teriam tentado usar a pandemia como instrumento para reorganizar as sociedades em regimes totalitários globais, à custa das pessoas comuns, segundo o Centro sobre Extremismo da ADL. "Não vou comer os insetos" apareceu pela primeira vez no site de fóruns anônimos 4chan, em agosto de 2019. Mas sua popularidade disparou quando o meme foi relacionado à teoria conspiratória sobre a Grande Reinicialização durante a pandemia, segundo Aniano. Em 2021, o FEM publicou um artigo defendendo que os insetos são mais sustentáveis que a carne, tanto para enfrentar as mudanças climáticas quanto para combater a insegurança alimentar. "A teoria da conspiração dos insetos incorpora a ideia de que votar na esquerda é uma passagem só de ida para o fim da sociedade moderna como a conhecemos", explica Aniano. Ela destaca que uma necessidade aparentemente simples como a comida está carregada de marcas de cultura e identidade. Em janeiro de 2023, a União Europeia aprovou quatro insetos para uso alimentar, permitindo a inclusão de um número limitado de espécies como ingredientes no mercado da UE, sob certas condições de uso. Os quatro insetos aprovados são o grilo doméstico, as larvas de besouro-dos-cereais, o gafanhoto-migratório e as larvas secas do besouro-da-farinha. Esta decisão gerou indignação nas redes sociais. O político francês de direita Laurent Duplomb criticou a nova autorização da União Europeia. "Não podemos permitir que os franceses comam insetos sem o seu conhecimento", declarou ele. Esta afirmação falsa sugere que a UE não iria exigir que os insetos fossem claramente rotulados, quando combinados a outros ingredientes. Mas a legislação da União Europeia exige que a inclusão de insetos em um produto seja declarada no seu rótulo, de forma clara e explícita. A teoria da conspiração 'não vou comer os insetos' invadiu o campo político na Europa e nos Estados Unidos Serenity Strull/BBC/Getty Images Em janeiro de 2025, a Comissão Europeia aprovou a larva-da-farinha em pó, tratada com UV, para uso alimentício. Segundo esta regulamentação, a UE autorizou o uso de até 4% do produto em pães, queijos e macarrão, desde que ele seja claramente relacionado entre os ingredientes, nos rótulos dos produtos. Ainda assim, contas de eurocéticos nas redes sociais denunciaram a aprovação e a regulamentação. "Com base na maluquice ecológica, eles estão assumindo o risco de envenenar um continente inteiro [a Europa], para concorrer com a pecuária", declarou em um vídeo no X o fundador do partido nacionalista francês Os Patriotas, Florian Philippot. Ele apresentou a afirmação falsa de que haveria "até 4 g por 100 g" de larvas no "nosso pão, compotas e macarrão". Sua alegação incorreta é similar à de Duplomb, de que as pessoas que detêm o poder estariam usando as mudanças climáticas como desculpa para fazer o cidadão europeu médio se alimentar de insetos sem o seu consentimento. Retoricamente, a frase "não vou comer os insetos" é estruturada de forma envolvente como uma resposta a uma ordem específica. Mas esta ordem nunca foi formulada, segundo explica Aniano. A eficácia do meme reside na sua simplicidade, fazendo referência a dúvidas mais profundas sobre a confiança nas autoridades, especialmente durante situações de emergência, como as mudanças climáticas e a pandemia de covid-19, destaca ela. Como combater a desinformação As teorias da conspiração atendem a uma necessidade emocional, segundo o professor de Ciências Cognitivas Stephan Lewandowsky, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Ele estuda a negação da ciência e as respostas à desinformação. O professor afirma que as teorias da conspiração costumam surgir da inclinação das pessoas a encontrar sentido no mundo. Quando o cidadão médio atravessa momentos de incerteza, particularmente em tempos de crise, pode ser difícil viver em um mundo percebido como aleatório. As teorias da conspiração oferecem uma narrativa quando, às vezes, não há nenhuma, segundo as pesquisas. As teorias da conspiração criam um sentido de controle em um mundo imprevisível, explica Lewandowsky. Acreditar que forças poderosas (ainda que malévolas) estariam por trás de eventos globais pode parecer mais tranquilizador do que aceitar a aleatoriedade. A crença insinua que aqueles eventos poderiam ter sido evitados. "Pelo menos, se você pensar que o mundo é conduzido por um conjunto de forças sombrias, você poderá imaginar que aqueles seres maléficos não poderiam ter feito aquilo", segundo o professor. A desinformação sobre as mudanças climáticas prejudica as ações ambientais no planeta Serenity Strull/BBC/Getty Images Sara Aniano defende que a teoria da conspiração "não vou comer os insetos" revela um temor: de que, se as oligarquias controlarem nossas fontes de alimento, elas irão controlar todos os aspectos da nossa vida. A frase costuma ser associada a "não vou viver em uma concha". Ela evoca uma visão sombria e distópica do futuro, no qual a liberdade e o prazer seriam eliminados, destaca ela. "Não vou comer os insetos" atrai as pessoas, enquanto teoria da conspiração, porque a frase é "curiosa, divertida e tem um minúsculo vislumbre de verdade", segundo Lewandowsky, já que os insetos, de fato, são comestíveis e uma boa fonte de proteína. Os insetos comestíveis costumam conter percentual de proteína em peso mais alto do que muitas fontes de origem vegetal e que as baseadas em outros animais. O teor de proteína dos insetos pode constituir até 60% do seu peso seco, segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). A farinha de grilo, por exemplo, contém 46% a 70% de proteína, enquanto o teor da carne de vaca magra cozida é de cerca de 26%. Chatbots de IA para combater teorias da conspiração Os chatbots especializados de inteligência artificial podem ser uma solução promissora para desradicalizar teóricos da conspiração, segundo pesquisas. Um novo estudo de uma IA chamada DebunkBot reduziu significativamente a crença dos participantes em uma teoria da conspiração específica mencionada por eles, ao longo de três rodadas de conversas. E os efeitos duraram pelo menos dois meses. "A IA é infinitamente paciente", destaca Lewandowsky. "Não importa quantas vezes você questione o ChatGPT sobre o assassinato de [John] Kennedy [o ex-presidente dos Estados Unidos, 1917-1963], ele irá alegremente responder a todas as perguntas de forma educada. Os humanos não conseguem fazer isso." Mas o uso de IA para fazer esvaziar as teorias da conspiração sobre mudanças climáticas apresenta suas próprias dificuldades, pois a adoção da tecnologia traz consigo o uso intenso de energia. É preciso ter persistência Em casos extremos, é difícil combater os teóricos da conspiração sobre mudanças climáticas. A intervenção produtiva nestes casos exige não apenas verificar os fatos, mas também cuidar das necessidades emocionais que são satisfeitas por essas teorias, segundo Stephan Lewandowsky. "Você não terá sucesso se disser 'tio Bruce, você está maluco... não acredite nessa tremenda bobagem'", explica o professor. "Mas você pode perguntar: 'Qual o propósito dessas crenças? Por que você acredita nisso?" Intervir pode ser difícil, mas isso não significa que as pessoas devam deixar de desmentir teorias da conspiração. A desinformação climática prejudica as ações ambientais efetivas, segundo pesquisas. "Tenho muita empatia pelas vítimas individuais das teorias da conspiração, mas elas não são inócuas", afirma Lewandowsky. "As conspirações não são ornamentos inofensivos no cenário do entretenimento. Elas são profundamente problemáticas, não só para as pessoas que se tornam vítimas delas, mas para a sociedade como um todo." "Se um ente querido estiver profundamente envolvido por elas e achar que George Soros está criando um governo paralelo e quer que nós nos alimentemos de baratas, é uma percepção dolorosa, mas precisamos confrontá-los", reconhece o professor. "Ofereça empatia e os coloque em uma terapia prolongada de desprogramação, que envolva persistência e assistência psicológica individual, parecida com as pessoas que abandonam seitas." Existem diversas soluções para a insegurança alimentar, segundo as diferentes preferências e culturas, explica a diretora da Iniciativa Alimentos para a Humanidade da Escola Climática da Universidade Columbia em Nova York, nos Estados Unidos, Jessica Fanzo. Abordar preocupações legítimas e fornecer contexto científico pode ajudar a promover nosso diálogo sobre o que comemos, segundo ela, e é essencial evitar qualquer noção de "forçar" as mudanças. Para Lewandowsky, enfrentar as mudanças climáticas e as teorias da conspiração exige persistência. "Não é o tipo de coisa que você pode fazer em uma única conversa durante o jantar." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Earth. Por que tantas pessoas acreditam em teorias da conspiração Quantos insetos você precisaria comer para substituir frango, porco ou carne bovina? Pesquisa mostra que pessoas podem mudar de opinião sobre teorias da conspiração

Por que artistas investem até 6 vezes mais que valor do cachê em shows de festivais?

Publicado em: 22/09/2025 04:01

Ludmilla explica por que investe alto em shows de festivais Para o show mais caro da carreira no The Town, em São Paulo, o DJ Pedro Sampaio fez um investimento na casa dos milhões. Ele não revelou a cifra exata, mas disse ao g1 que o valor "ultrapassou mais ou menos em seis vezes" o cachê recebido pela participação no festival. "Para mim não é sobre o valor, é sobre entregar a experiência que eu sonhei para o público", justificou. Não foi um sonho realizado só por Pedro. Na edição de 2025, o evento no Autódromo de Interlagos, que terminou no domingo (14), também recebeu uma megaprodução de Ludmilla. Ao falar do esforço envolvido na performance, a cantora explicou: "É um investimento muito, muito alto, tanto de dinheiro quanto de energia e preocupação. É algo que para a nossa agenda." No palco do The Town, Ludmilla preparou o terreno para o lançamento de seu próximo álbum, previsto para este ano. A ideia era fazer o show já com o projeto divulgado, "mas aconteceram coisas muito maravilhosas e eu precisei mudar o roteiro", disse ela. Esse é um dos motivos que levam atrações brasileiras a gastarem mais do que recebem em eventos desse tipo: transmitidos ao vivo para todo o país, festivais como o The Town e o Rock in Rio têm potencial para gerar burburinho - tudo que um artista pop precisa quando está prestes a lançar um novo trabalho. Ainda sem nome oficial, o novo disco de Ludmilla será dedicado ao R&B, ritmo nascido nos Estados Unidos que ela quer emplacar no Brasil. No show do festival, com o projeto em mente, a cantora revisitou o próprio repertório e incluiu músicas lentas, com melodias adaptadas a esse estilo. Ludmilla durante show no The Town 2025 Fábio Tito/g1 Também convidou a artista americana Victoria Monét para cantar "Cam Girl", uma faixa do próximo álbum. "Foi uma abertura para o que vem de novo, uma construção da minha personagem", afirmou Ludmilla ao g1. "O meu primeiro DVD já tinha uma grande estrutura. Agora que as coisas melhoraram para mim, aí é que eu faço mesmo, e isso volta para mim através de shows, que fecho no Brasil inteiro. Mas, muito mais do que isso, é uma realização pessoal porque eu cresci assistindo a grandes shows de artistas de quem sou muito fã." Por que tão caro? Quem assiste a um show muitas vezes não tem a dimensão do quanto se gasta para colocar de pé um espetáculo musical. Além dos custos com a estrutura de som, a equipe de músicos e de produção e o deslocamento dessa equipe e dos instrumentos, há o investimento envolvido em cada artifício visual usado para aprimorar a experiência do público. A apresentação de Pedro Sampaio no The Town, por exemplo, incluiu cinco plataformas que subiam e desciam no palco, movendo os bailarinos e o próprio DJ. Foram os itens mais caros da performance, segundo ele. porque geraram custos com a tecnologia dos motores digitais, a engenharia e a segurança dos profissionais envolvidos. Além disso, toda a estrutura teve que ser deslocada da Argentina para o Brasil. Sobre o valor dedicado ao show no festival, ele acrescentou: "São muitos detalhes para entregar um show redondo: tem iluminação, efeitos especiais, balé ampliado, som, equipe técnica, engenharia, segurança. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo." Pedro Sampaio se apresenta no The Town 2025 Fábio Tito/g1 A grande maioria dos convidados de um festival precisa se virar com o valor do cachê para bancar tudo isso. E, no geral, sobra pouco, especialmente para músicos e funcionários que não estão no centro do palco. São raros os que podem se dar ao luxo de ir além: geralmente, porque recebem pagamentos bem mais gordos em contratos publicitários vinculados a esses eventos. Procurada, a organização do The Town informou que não revela os valores pagos aos artistas. Em 2024, a cantora Luísa Sonza explicou por que investiu mais do que o cachê em seu show no Rock in Rio, um evento da mesma empresa: "Eu não vou ser boba de fazer no Rock in Rio o mesmo show que eu faço em qualquer canto. Eu escolho investir muito mais, atiro dinheiro para fazer um show à altura, que eu sei que vai me dar muita exposição, para ficar maior ainda, fechar com marcas e continuar no Rock in Rio." É também o caso de Pedro Sampaio. No The Town, os milhões gastos pelo DJ renderam um dos públicos mais animados de toda a edição de 2025 do festival, e uma boa repercussão nas redes sociais. "Um festival como esse é vitrine para o mundo", definiu o artista. A apresentação dele ficou em 4º lugar no ranking do g1 com os melhores shows do The Town. Para muita gente, o nome de Pedro passou a ser associado a grandes espetáculos - e era justamente esse o objetivo do investimento tão alto. "Eu entendo como um investimento na minha carreira, não em um único show. O retorno vem na construção da imagem do artista Pedro e no impacto que fica para o público. Sinto que já estou colhendo os frutos." LEIA MAIS: Os melhores e os piores shows do The Town 2025... Os destaques e as decepções do festival Pedro Sampaio faz multidão encarar "cavalinho" no The Town

Palavras-chave: tecnologia

Capixaba coloca banana em tudo? Do soteco à moqueca, fruta é protagonista na mesa e economia do ES

Publicado em: 22/09/2025 04:00

Do soteco à moqueca, banana é protagonista na mesa e na economia do ES Quem nunca comeu banana-da-terra frita no almoço, uma mariola ou bolo de banana quentinho no café da tarde? No Espírito Santo, a fruta in natura ou em preparos vai muito além de um simples acompanhamento. No Dia Nacional da Banana, comemorado nesta segunda-feira (22), ela mostra sua força e importância tanto na culinária quanto na economia. Quem chega vindo de outro estado não demora muito a perceber aquilo que os moradores já estão acostumados: "o capixaba põe banana em tudo!". E isso não é só uma sensação. É fato! Prova disso é que, no Espírito Santo, a fruta aparece em pratos variados, do salgado a sobremesas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Portanto, não é difícil encontrar banana na moqueca, em feijões tropeiros, nos vinagretes, nas tortas, cucas... E até o umbigo da fruta é utilizado em recheios de pastéis. Fora receitas típicas tradicionais, como o soteco, caldo feito com banana verde presente em comunidades quilombolas de Cariacica, na Grande Vitória. Essa relação afetiva e cultural se soma à abundância e à força econômica da fruta para o Espírito Santo. Em 2024, o estado produziu mais de 426 mil toneladas de banana, em uma área colhida de 29,1 mil hectares. A cultura gera aproximadamente 28 mil empregos em sua cadeia produtiva e movimenta mais de R$ 960 milhões por ano. Setenta e seis dos 78 municípios do estado produzem a fruta, com exceção da capital Vitória e Vila Velha, ambas da Região Metropolitana. Veja os municípios que mais produzem no ES: 🍌 Itaguaçu (46 mil toneladas) 🍌 Alfredo Chaves (44,8 mil toneladas) 🍌 Linhares (35,3 mil toneladas) 🍌 Iconha (34,8 mil toneladas) 🍌 Laranja da Terra (33,8 mil toneladas) Do soteco à moqueca, banana tem espaço na mesa e na economia do Espírito Santo. Vitor Jubini/Rede Gazeta LEIA TAMBÉM: AUMENTO DE PRODUÇÃO: Banco de material genético de banana ajuda agricultores a selecionar as melhores variedades DIVERSIFICAÇÃO: Incaper testa novas variedades de banana E fica em Cariacica, também na Região Metropolitana de Vitória, bem pertinho dos centros e da capital, o maior polo de produção de banana orgânica do Brasil, com 3 mil toneladas/ano. Esses números colocam o estado como o oitavo maior produtor da fruta do país, com produção que vai para o mercado interno, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também para exportação. Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), no ano passado, foram exportadas 567,4 toneladas, gerando US$ 456,8 mil para a economia local, e o principal destino das exportações do Espírito Santo foi a Argentina. Nos primeiros oito meses de 2025, já foram exportadas 23,3 toneladas, gerando US$ 26,8 mil. Banana prata lidera produção De acordo com o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Alciro Lazzarini, a produção de banana no Espírito Santo difere de outras regiões do país, que costumam ter meio a meio dos subtipos prata e nanica, também chamada de banana d’água. “Temos uma quantidade bem maior do subgrupo prata, depois a nanica e a da terra. Fica algo em torno de 80% de banana prata, 15% banana d'água e 5% de banana da terra. Essas são as produzidas em maior escala, mas temos mais de 20 variedades no estado”, pontuou. Bananal na região de Cachoeirinha, em Cariacica, Espírito Santo. Vitor Jubini/Rede Gazeta Lazzarini explicou ainda que a banana produzida no estado, tradicionalmente, está localizada em regiões naturais, de encostas, com solos propícios para o desenvolvimento da cultura. Essa área vai de João Neiva, na Região Norte, até Mimoso do Sul, no Sul. São cultivadas com nível baixo a médio de tecnologia, por isso, a produtividade é mais baixa. Mais recentemente em Linhares, também na Região Norte, surgiu uma produção de alta tecnologia, com uso de insumos e defensivos agrícolas autorizados. Por lá, a produtividade é maior. Força da cooperativa para escoar produção e garantir vendas A banana é o principal produto agropecuário de Cariacica. As três mil toneladas produzidas no ano passado representaram um aumento de 20% em relação ao ano anterior, recorde de produção da cidade. Desde 2017, a criação da Cooperativa da Agricultura Familiar de Cariacica (CAFC) ajuda a uniformizar e vender a produção no município. "A gente tinha a necessidade de buscar melhorias de vendas para os agricultores. Existia uma crise de banana naquele momento. A gente juntou os produtores para buscar mercado", lembrou o presidente da CAFC, Davi Dutra de Barcelos. Do soteco à moqueca, banana tem espaço na mesa e na economia do Espírito Santo. Vitor Jubini/Rede Gazeta Atualmente, são 347 cooperados cooperados, que já expandiram os limites de Cariacica, e estão atuando em 13 municípios, responsáveis pela comercialização de 200 toneladas por ano e faturamento de R$ 13 milhões em 2025. Municípios com atuação da cooperativa: 🍌 Cariacica, Santa Leopoldina, Viana, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Conceição do Castelo, São Roque do Canaã, Santa Teresa, Colatina, Itarana, Baixo Guandu, São Gabriel da Palha e Aracruz. “Se não tivesse a cooperativa, os produtores ficariam nas mãos de atravessadores e não saberíamos por quanto estaríamos vendendo. Hoje, garantimos preço justo, estabilidade e a certeza de venda”, avaliou Davi. Em 2025, a cooperativa faz investimentos também em uma fábrica que deve gerar cerca de 50 empregos na comunidade de Cachoeirinha e região. Produção para outros estados… O produtor rural Sérgio Boldi é um dos cooperados da CAFC. Produz banana há 35 anos na região de Sabão, em Cariacica, e aposta na banana orgânica desde 2016. Na propriedade dele, o trabalho começa às 5h, para dar conta de dez hectares onde predomina a cultura da banana-prata orgânica. São aproximadamente 12 mil pés plantados. Em 2024, colheu 63 toneladas. Para este ano, a expectativa é de queda devido a questões climáticas, mas, ainda assim, ele está confiante. "A banana é sensível a períodos de pouca chuva, dá o cacho, mas não consegue encher, fica fininha, não consegue criar massa. Mas também é sensível ao temporal e ao vento. Como não é um caule de madeira tão forte e tem bastante folha, acaba quebrando ao meio. Este ano, o começo foi de muito vento. Acho que vai dar um pouco mais de 40 toneladas de produção", avaliou. Do soteco à moqueca, banana tem espaço na mesa e na economia do Espírito Santo. Vitor Jubini/Rede Gazeta Sérgio explicou ainda que o manejo ideal da terra e o próprio ciclo natural da banana possibilitam produção o ano inteiro, com colheitas feitas a cada 15 dias. “É uma cultura que, plantou uma vez, você vai só conduzindo. Ela vai brotando embaixo da terra, continua crescendo, e dá de novo. De abril a agosto, a produção cai bastante, mas não para. Colheu um cacho, o brotinho embaixo já vai crescendo. Em quatro meses já tem outro cacho”. Para o produtor rural, a dificuldade atualmente está na mão de obra. Por isso, vizinhos e cooperados circulam nas propriedades da região para ajudar tanto no manejo da terra como da colheita, que é feita toda de maneira manual. …e produção na mesa das filhas! A maior parte da produção do Sérgio vai para a CAFC. No entanto, existe ainda uma quantia destinada o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) de Cariacica e do governo do estado. Só no município, o produtor ajuda a abastecer 31 escolas públicas, incluindo a unidade onde as duas filhas estudam. “A gente precisa do dinheiro da renda, lógico, mas fica muito satisfeito também em colher um produto e saber que as crianças, filhos da gente, dos amigos, se alimentam com comida boa e saudável”, disse. Do soteco à moqueca, banana tem espaço na mesa e na economia do Espírito Santo. Na foto, Sérgio Boldi está com as filhas Gabriela Simões Boldi, 9 anos, e Izabela Simões Boldi, 13 anos. Vitor Jubini/Rede Gazeta Mas, afinal, capixaba coloca banana em tudo? Com destaque na produção, geração de empregos e importância para a economia, não é de se espantar que a frutra seja comum no dia a dia dos capixabas. Para o historiador e professor do curso de gastronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando Santa Clara, a banana faz parte da identidade cultural do Espírito Santo. “Olhando para a história, a gente encontra a banana principalmente no processo de interiorização do estado. À beira-mar, não é característico que a banana fique. Nessas áreas é mais comum o coco, como foi feito pelos portugueses. [...] E a partir do momento que se começa a produzir muita banana, a princípio para consumo interno, se desenvolve a relação cultural”, pontuou. Santa Clara lembrou ainda que, em Cariacica, já no século 19 havia registros do alto consumo da fruta, inclusive em comunidades quilombolas, já que os escravizados tinham conhecimento em como lidar com a banana desde os seus antepassados na África. "É uma região que protagonizou exemplos de revolta de escravizados, que já tinham conhecimento da banana em suas multiplicidades. Eles popularizaram o Soteco, um caldo feito a partir da banana verde, de preferência nanica. Temos ainda o João Bananeira, personagem de Roda d’Água, que é exemplo do processo de ressignificação da banana além do consumo, que está no prato, mas também em outros lugares, inclusive, compondo o personagem". João Bananeira, personagem folclórico e símbolo do Carnaval de Congo de Máscaras de Cariacica, no Espírito Santo. Com rosto coberto por máscara e corpo envolvido em folhas de bananeira, representa resistência cultural e liberdade, com raízes na época da escravidão. Ricardo Medeiros/A Gazeta No entanto, a ideia de que a banana está em "todos" os pratos é mais recente. "A gente não tem registro histórico da moqueca de banana, de quando foi criada ou consumida pela primeira vez. Isso se tornou um fenômeno no começo dos anos 2000. Hoje, alguns estados até têm a banana como opção vegana de moqueca, mas no Espírito Santo o acompanhamento se aliou à moqueca tradicional, que é muito forte e não precisa nem pedir porque está subentendido que vai vir junto. Nos anos seguintes, veio essa história de que se coloca o ingrediente em tudo". Alguns pratos citados pelo professor, além do soteco e da moqueca de banana: 🍌 Moqueca de garoupa salgada com banana-da-terra: No século XIX, se comprava peixe salgado, a garoupa era muito comum, e na hora do preparo a banana da terra era utilizada para poder contrastar e tirar um pouco do sal do molho; 🍌 Cuca de banana: uma espécie de bolo de tabuleiro, comum na Região Serrana desde o século XX; 🍌 Torta capixaba e recheio de pastéis: podem ser feitos com o umbigo (ou coração) da banana, como um substituto para o palmito 🍌 Feijão tropeiro: não nasceu no Espírito Santo, e no estado é feito com banana. Ou seja, na avaliação do professor, a abundância da fruta se uniu à criatividade, passou a integrar a cultura, e ela foi parar na mesa de maneiras inusitadas. “No Espírito Santo, a banana não aparece como espessante ou escondida na farinha, mas protagonizando alguns pratos e associada a opções muito tradicionais. Eu acho que a gente usa bastante, e sabe usar muito bem, principalmente nesses pratos que criam o contraponto do doce e o salgado chama a atenção”, concluiu. Moqueca de banana-da-terra. Espírito Santo Edson Chagas Banana também é tema na Ales Duas iniciativas vindas da Assembleia Legislativa também fazem referência à importância do cultivo da banana no Espírito Santo. O Projeto de Lei (PL) 602/2024, pretende conferir ao município de Alfredo Chaves o título de "Capital Estadual da Banana". Já o PL 603/2024 propõe a instituição do "Dia Estadual da Banana", com celebração anual em 22 de setembro, quando também é comemorado o "Dia Nacional da Banana". Os projetos são do deputado delegado Danilo Bahiense, que, em sua justificativa, apontou questões econômicas e culturais da fruta para o Espírito Santo e para os produtores rurais. As duas propostas vão ser analisadas conclusivamente pelas comissões de Justiça, de Agricultura, de Turismo e Finanças e de Constituição e Justiça, mas não possuem previsão para serem votadas. Serviço: 11ª Festa da Banana de Cariacica Nos dias 4 e 5 de outubro, acontece também a 11ª Festa da Banana de Cariacica, na comunidade de Cachoeirinha. A programação é gratuita e inclui shows, gastronomia típica, turismo rural, artesanato, entre outros. Colibris do forró e Ricksom Maioli estão entre as atrações. Destaque para atividades como a Olimpíadas da Banana, que vai eleger o maior comedor da fruta, e o Tombo do Doce da Banana. 📍 Local: Sede da Cooperativa da Agricultura Familiar (CAFC), Comunidade de Cachoeirinha – Cariacica. ℹ️ Mais informações aqui. O evento uma parceria da CAFC, Associação das Mulheres Rurais de Cachoeirinha e Sabão (Asmurca), Associação dos Produtores Rurais de Cachoeirinha e Sabão (Aprucas), em parceria com a Prefeitura de Cariacica. Do soteco à moqueca, banana tem espaço na mesa e na economia do Espírito Santo. Vitor Jubini/Rede Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Como em 20 anos o PCC saltou de facção com 5 mil criminosos para virar máfia com 40 mil membros

Publicado em: 22/09/2025 04:00

Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado em Praia Grande (SP) WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e Reprodução A confirmação da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) matou nesta semana o ex-delegado-geral da Polícia Civil do estado voltou a mobilizar autoridades sobre a necessidade de agir para combater a principal organização criminosa do país. O PCC, que surgiu há mais de 30 anos em uma prisão e há duas décadas era uma facção com 5 mil criminosos, exclusivamente no estado de São Paulo, se espalhou pelo Brasil e pelo mundo. Atualmente conta com cerca de 40 mil membros e já é considerada uma máfia, segundo o promotor Lincoln Gakiya, que investiga há décadas a ação do grupo criminoso no estado de São Paulo. “O que nos preocupa é que a organização está tomando tamanho de máfia, se infiltrando no estado, participando de licitações de estado. Isso é característico de máfias, como a gente já viu na Itália. (…) E essa operação está atuando na asfixia financeira desse grupo”, afirmou o promotor ao g1 em 2024. O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros na segunda-feira (15) em Praia Grande, litoral paulista, 20 anos após prender Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O líder do PCC foi detido em 1999 por formação de quadrilha. O ex-policial tinha 64 anos, estava aposentado, andava armado, mas não possuía escolta, e trabalhava como Secretário da Administração na cidade da Baixada Santista - um dos redutos do Primeiro Comando da Capital no estado. Por conta da atuação no enfrentamento ao PCC, Ruy, outros policiais, promotores e juízes passaram a ser ameaçados de morte pelos integrantes da organização criminosa. Em 2006, quando orquestrou uma série de ataques contra as forças de segurança de São Paulo, o PCC era uma facção com 5.012 criminosos identificados no estado. O ex-delegado Ruy, aliás, foi um dos pioneiros a montar o organograma de como funcionava e quais eram os membros do Primeiro Comando da Capital. O PCC surgiu em 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior paulista, como uma proposta contra o que chamava de "opressão carcerária". LEIA TAMBÉM: Execução de ex-delegado: Derrite diz não haver dúvida sobre participação do PCC PCC tinha planos para matar ex-delegado, investigadores e promotores desde o início de 2000 FOTOS: quem são os 5 suspeitos identificados por participar do assassinato do ex-delegado Justiça manda prender 6º suspeito de participação no assassinato do ex-delegado-geral de SP As informações com nomes e fotos dos criminosos do Primeiro Comando da Capital, onde traficavam drogas, etc., passaram a ser compartilhadas entre polícias, Ministério Público (MP) e Justiça. Esse "mapa do PCC", que pode parecer simples atualmente, começou a atrapalhar o funcionamento e os negócios criminosos da facção. O que irritou a cúpula do Primeiro Comando da Capital, principalmente depois que seus chefes foram um a um presos em operações da polícia e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Ex-delegado-geral executado em SP atuou há mais de 20 anos no combate ao PCC Ministério Público O g1 conversou com três promotores do Gaeco a respeito da preocupação deles com o avanço do PCC, que atualmente tem tentáculos nos próprios órgãos de fiscalização do Estado e em grandes centros comerciais. Segundo os representantes do Ministério Público, os mesmos órgãos do governo do estado de São Paulo e os federais foram responsáveis pela ascensão do Primeiro Comando da Capital. Veja abaixo as declarações que eles deram sobre o assunto: "O que eu posso dizer é que esse crescimento, evidentemente, não foi da noite para o dia. Ele tem pelo menos duas décadas. O que a gente pode perceber é que houve falhas, sim, do Estado como um todo no controle dessa organização criminosa", afirmou Gakiya. "Tanto na questão do conhecimento, das investigações qualificadas e da persecução penal [conjunto de atividades do Estado para investigar, processar e punir a prática de infrações penais]. E das medidas que poderiam ter sido adotadas para evitar esse crescimento de maneira muito elevada", complementou. Autoridades de SP negam acordo com quadrilha para interromper ataques em 2006 De acordo com os promotores, a ausência do Estado leva ao surgimento e à manutenção das organizações criminosas. E isso teve início no sistema prisional em que o PCC se organizou e fortaleceu. "Primeiro, falta de controle do sistema penitenciário estadual nos anos 90, somada à negativa geral do problema", apontou um segundo representante do MP, que falou na condição de não ser identificado. "Criaram lemas, estruturas iniciais e normativa própria. Fator relevante nessa etapa foi a negativa de setores de segurança pública em admitir a existência do grupo." Segundo ele, somente após os ataques do PCC em 2006 é que as forças de segurança e controle reconheceram a existência do grupo criminoso e, com o passar dos anos, atuou mais no enfrentamento dele por meio de operações, como as realizadas pelo Gaeco. "PCC passou a ser preocupação federal apenas em 2019, com Sérgio Moro", aponta o promotor sobre o episódio em que o então senador pelo União Brasil do Paraná foi ameaçado de morte pelo Primeiro Comando da Capital em 2023. Os criminosos planejavam atacá-lo em resposta a ações de Moro contra o crime organizado quando foi ministro da Justiça e determinou a transferência de líderes do PCC para presídios federais. Presos fazem rebelião na Penitenciária de Junqueirópolis, em São Paulo, em 14 de maio de 2006. O motim começou às 7 da manhã, quando familiares entravam para a visita. Os rebelados subiram no telhado e prenderam faixas na caixa d´água com os dizeres: 'PCC, paz, justiça e liberdade' e 'Contra a Opressão' Alex Silva/Estadão Conteúdo/Arquivo Na opinião de um terceiro promotor ouvido pelo g1 e que também não será identificado, o Estado falha quando permite "o simples funcionamento de uma biqueira [de drogas]". Segundo ele, isso explica como o Primeiro Comando da Capital se mantém nas periferias e depois conseguiu expandir o tráfico de drogas para outros países. "O PCC é um polo atrativo natural para qualquer traficante de drogas e isso acaba se estendendo para qualquer outro criminoso que queira realizar uma ação mais estruturada, como assaltos a carros fortes." Dados do Gaeco indicam que a expansão e manutenção do PCC se deve também ao montante em dinheiro que o grupo criminoso consegue anualmente. Para efeito comparativo, em 2010, a então facção arrecadava R$ 12 milhões por ano com o tráfico nos estados. Atualmente, esse valor supera US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões) com o tráfico internacional _que teve início em 2016, com a venda de cocaína para a Europa pela máfia do PCC. PCC é mapeado em 28 países e expande tráfico de drogas e armas O Primeiro Comando da Capital tem ao menos 2.078 integrantes espalhados por 28 países pelo mundo, além do Brasil. Mais da metade, 1.092, estão em presídios no exterior. O Paraguai é o país que concentra o maior número de integrantes: 699, sendo 341 presos e 358 soltos. Já há integrantes da facção dentro de presídios europeus, na Espanha, na França, na Holanda e na Irlanda. LEIA TAMBÉM: Por que o PCC não é considerado um grupo terrorista no Brasil? Veja como estão distribuídos integrantes do PCC pelo mundo Arte/g1 Design O que diz o governo de SP Procurada para comentar o assunto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo respondeu que, desde janeiro de 2023, intensificou o combate ao crime organizado com grandes investimentos em tecnologia e inteligência, resultando em apreensão de drogas, prisões de líderes e recuperação de bens ilícitos, reforçando a integração entre forças de segurança e operações de grande impacto (veja abaixo a íntegra da nota). "O combate ao crime organizado vem sendo intensificado desde o início da atual gestão, em janeiro de 2023. Nesse período, mais de R$ 1,1 bilhão foram investidos em tecnologia, equipamentos e inteligência policial para reforçar o trabalho das forças de segurança, que atuam de forma integrada para asfixiar financeiramente esses grupos e desarticular seu ecossistema. Mais de R$ 62 milhões em recursos e bens do crime organizado foram recuperados e revertidos ao Fundo Estadual de Segurança Pública e ao Ministério Público. Com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, outros R$ 21 bilhões em movimentações ilícitas já foram identificados para futura recuperação. As operações também se intensificaram em todo o estado, resultando na apreensão de cerca de 610 toneladas de drogas e em um prejuízo estimado de R$ 2,7 bilhões ao crime organizado. Mais de 300 mil prisões foram efetuadas, incluindo a de lideranças como Léo do Moinho, Karen de Moura Tanaka Mori, a “Japa”, e Caio Vinicius, o “Nego Boy”, que é acusado de chefiar o tráfico em uma comunidade de Santos. Operações como Salus et Dignitas e Sharpe desarticularam esquemas de lavagem de dinheiro, enquanto a Carbono Oculto atacou a adulteração de combustíveis. A SSP-SP também ampliou ações interestaduais. Desde 2023, foram realizadas 164 operações em conjunto com o Ministério Público e ações com a Polícia Federal pela Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Nas divisas, operações como SULMaSSP e COSUD somaram quase 12 mil prisões, além da apreensão de 55,5 toneladas de drogas e 697 armas. A SSP-SP reafirma que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para conter e reduzir o poder das organizações criminosas, reforçando o policiamento, ampliando a integração entre forças de segurança e promovendo operações de grande impacto, sem qualquer tolerância ao crime organizado." Também por meio de um comunicado, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que atua constantemente para ter controle sobre a atuação do PCC (veja a nota abaixo). "A Secretaria da Administração Penitenciária esclarece que combate diuturnamente o crime organizado, em colaboração estreita com as demais forças de Segurança Pública, além do Ministério Público. A pasta também tem diversas parcerias com o Governo Federal, incluindo troca de informações, conhecimento e tecnologia na luta contra as facções criminosas." O que diz o governo federal PCC se infiltra em presídios e é mapeado em 28 países A Polícia Federal (PF), responsável por fiscalizar as fronteiras do Brasil para impedir a entrada e saída de criminosos do PCC, mais o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que coordena o sistema penitenciário federal, foram procurados pelo g1 para comentarem o assunto, mas não se posicionaram até a última atualização desta reportagem. Prisão, delação, portos e rotas: os bastidores da conexão entre o PCC e a máfia italiana

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Galaxy S26 pode trazer codec de vídeo APV da Samsung para brigar com ProRes da Apple

Publicado em: 22/09/2025 03:01 Fonte: Tudocelular

Rumores baseados nos primeiros vazamentos da One UI 8.5 indicam que a Samsung está preparando grandes upgrades para a câmera da linha Galaxy S26, com a adoção de um codec de vídeo premium próprio. Identificado como Advanced Professional Video, ou APV, a solução chegaria para bater de frente com o renomado ProRes usado pela Apple nos iPhone, e estaria apoiada por mais funções comuns a câmeras profissionais, como o uso de LUTs.As informações chegam pelo portal SammyGuru, responsável por vazar a existência da One UI 8.5, e indicam que a Samsung deve adotar o APV com a chegada da família Galaxy S26, em uma possível tentativa de torná-la atraente para entusiastas e profissionais, e competir com tecnologias como o ProRes da Apple. O Advanced Professional Video foi apresentado pela Samsung em 2023 e prometia entregar benefícios similares ao de gravações sem compressão, como maior flexibilidade na edição, mas consumindo 20% menos espaço que capturas feitas usando o codec H.265 (ou HEVC), empregado atualmente em aparelhos como o próprio Galaxy S25.Clique aqui para ler mais

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CNU: governo divulga locais de provas nesta segunda; veja como acessar

Publicado em: 22/09/2025 00:00

CNU 2025 tem edital publicado: veja datas, vagas e como se inscrever Faltando 13 dias para as provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), o Ministério da Gestão divulga nesta segunda-feira (22), às 18h, o cartão de confirmação de inscrição do processo seletivo. O documento mostra o endereço onde cada candidato fará as provas objetivas do processo seletivo no dia 05 de outubro. (veja como vai funcionar) ➡️ CLIQUE PARA VER O EDITAL COMPLETO ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 16,4 mil. Os exames serão aplicados em 228 cidades distribuídas pelas cinco regiões do Brasil (veja mapa abaixo). Os candidatos foram distribuídas em locais de provas levando em consideração o CEP informado no momento da inscrição. O documento também tem informações como o número definitivo da inscrição, os horários das provas e se a pessoa inscrita terá direito a atendimento especializado ou tratamento pelo nome social, por exemplo. 💻 COMO ACESSAR - Para obter o cartão de confirmação, o candidato deve acessar a mesma página onde fez a inscrição. É necessário fazer login no endereço inscricao-cpnu.conhecimento.fgv.br com os dados da conta gov.br e clicar na Área do Candidato. Apesar de não ser obrigatório, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a FGV recomendam levar o cartão impresso no dia da realização da prova para facilitar a localização. No mapa abaixo, é possível pesquisar o nome da cidade e verificar se ela está entre os municípios onde serão aplicadas as provas objetiva e discursiva. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresenta os detalhes do edital da 2ª edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Valter Campanato/Agência Brasil 💼 Vagas, órgãos participantes e distribuição por cidades 🔍 Diferentemente da edição anterior, que contou com oito editais, um para cada bloco temático, o processo seletivo será regido por um único edital. O documento traz informações detalhadas sobre as vagas, salários, conteúdo programático das provas, critérios de classificação e composição das notas finais. Nesta edição, os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes. São eles: Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) Bloco 2: Cultura e Educação Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia Bloco 4: Engenharias e Arquitetura Bloco 5: Administração Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico Bloco 7: Justiça e Defesa Bloco 8: Intermediário – Saúde Bloco 9: Intermediário – Regulação Esse formato permite que o candidato concorra a várias vagas dentro de um mesmo bloco, com apenas uma inscrição. Embora a maior parte das vagas esteja concentrada em órgãos com sede em Brasília (DF), também há postos disponíveis em diversos estados do país. 💰 Salários Os salários iniciais no CNU 2025 variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível de escolaridade exigido. Consulte as remunerações iniciais previstas na tabela abaixo. 🧮 Política de cotas A nova edição estabelece regras mais rigorosas para assegurar a reserva de vagas destinadas a pessoas negras, indígenas, com deficiência e a candidatos quilombolas. De acordo com o governo, a iniciativa reforça o compromisso com a promoção da equidade no acesso ao serviço público federal. Com isso, a distribuição das cotas ficou definida da seguinte maneira: 25% para pessoas negras; 3% para pessoas indígenas; 2% para pessoas quilombolas; 5% para pessoas com deficiência (PcD). Nos casos em que o número de vagas é inferior ao mínimo exigido para aplicação das cotas, o MGI realizou um sorteio para definir a reserva proporcional, conforme previsto na norma. ♀️ Reserva de vagas para mulheres na 2ª fase Outro ponto de destaque é a adoção de uma ação afirmativa inédita voltada às mulheres: caso o percentual de candidatas classificadas para a segunda fase do concurso seja inferior a 50%, será feita uma equiparação para promover maior equilíbrio de gênero nessa etapa. "Não é uma reserva de vaga para mulheres, como é o caso de pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas. Mas vamos fazer uma equiparação do percentual de mulheres que passam da primeira para a segunda etapa", diz a ministra da Gestão, Esther Dweck. 🔎 Na primeira edição do CNU, aproximadamente 63% dos aprovados eram homens e 37% mulheres. Esse resultado foi o oposto da proporção entre os inscritos confirmados, composta por 56% de mulheres e 44% de homens. 📝 Como serão as provas? A prova objetiva será aplicada em 5 de outubro de 2025. Ela será composta por uma parte com questões comuns a todos os candidatos (como língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades) e outra com perguntas específicas, conforme o bloco temático escolhido. A prova discursiva será aplicada em 7 de dezembro de 2025, exclusivamente para os candidatos aprovados na primeira fase. O conteúdo e o formato da redação variarão de acordo com a área de atuação. ▶️ PROVA OBJETIVA A prova objetiva será de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma correta. A quantidade de questões varia conforme o nível do cargo: Nível Superior: 90 questões no total, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Nível Intermediário: 68 questões, com 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos. ▶️ PROVA DISCURSIVA Na etapa discursiva, os candidatos deverão elaborar textos conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo: Nível Superior: 2 questões discursivas, com aplicação das 13h às 16h. Nível Intermediário: 1 redação dissertativa-argumentativa, das 13h às 15h. O tempo de prova também é diferente: Nível Superior: das 13h às 18h (5 horas de duração). Nível Intermediário: das 13h às 16h30 (3h30 de duração). 📆 Confira o cronograma oficial Prova objetiva: 5/10/2025, das 13h às 18h Convocação para prova discursiva: 12/11/2025 Convocação para confirmação de cotas e PcD: 12/11/2025 Envio de títulos: de 13 a 19/11/2025 Prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7/12/2025 Procedimentos de confirmação de cotas: de 8 a 17/12/2025 Divulgação da 1ª lista de classificação: 30/1/2026 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) Ministério da Gestão e Inovação Veja dicas de como estudar para concurso: Como estudar legislação para concurso? Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso

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IA acelera descoberta de novos antibióticos no combate a superbactérias

Publicado em: 21/09/2025 22:52

Cientistas usam IA para descobrir novos antibióticos contra as superbactérias. Uma das maiores preocupações da medicina mundial, a resistência bacteriana aos antibióticos, está encontrando um poderoso aliado na ciência: a Inteligência Artificial (IA). Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, estão utilizando algoritmos para abrir caminho a uma nova era no desenvolvimento de medicamentos. A pesquisa, que promete um novo passo no combate a bactérias resistentes, foi destaque no Fantástico deste domingo (21). Sem novos medicamentos eficazes, as infecções provocadas por superbactérias podem levar à morte de 10 milhões de pessoas por ano no mundo até 2050, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse número superaria a quantidade de mortes por câncer. A ameaça das superbactérias é real, como mostra o caso de Alexis Williams, de 23 anos. Ela estava em um hotel em Ann Arbor, no Michigan, com seus primos, quando sofreu um corte na perna após um banho de piscina. Alexis relatou que a piscina "parecia uma piscina normal. Não parecia estar contaminada nem ter nada de errado". Vinte e quatro horas após o contato com a água, ela começou a sentir muita dor. Alexis teve que ser carregada e mal conseguia andar. "Meus primos também estavam passando mal", acrescentou. No hospital, ela foi diagnosticada com a bactéria MRSA, também conhecida como Staphylococcus aureus, que é resistente ao antibiótico meticilina. A bactéria que atingiu Alexis foi uma das primeiras a integrar o grupo das chamadas superbactérias. A jovem ainda depende da ajuda da mãe para se locomover. A família acusa o hotel de não ter desinfetado a piscina corretamente. MIT estuda resposta mais efetiva às superbactérias A pouco mais de mil quilômetros dali, pesquisadores do MIT, na região de Boston, buscam a "receita perfeita" para eliminar essas superbactérias. Eles recebem, do Centro de Controle de Doenças dos EUA, bactérias que resistiram a um ou mais tipos de antibióticos. Quando o material (de humanos e animais contaminados) chega ao laboratório, os cientistas usam compostos químicos e enviam todos os resultados — positivos ou negativos — para um computador. É neste ponto que a IA entra em ação. A Inteligência Artificial permite que os pesquisadores projetem novos compostos com base nos dados recebidos. Com algoritmos, foram projetados mais de 36 milhões de compostos possíveis. Destes, os pesquisadores conseguiram testar as propriedades antimicrobianas da maior parte (24 milhões). Antes da IA, a criação de uma molécula poderia levar até dois anos; com o sistema, isso aconteceu em dias. A descoberta de medicamentos é muito difícil e pode levar anos, por isso os pesquisadores tentam "criar modelos que ajudem a encurtar esse processo", explica a pesquisadora Aarti Krishnan. O laboratório usou dois sistemas: Na primeira abordagem, algoritmos foram direcionados para projetar substâncias a partir de um fragmento químico que já tinha mostrado atividade antimicrobiana, buscando uma substância capaz de matar a bactéria que causa a gonorreia -- doença sexualmente transmissível; Já na segunda abordagem, os algoritmos puderam gerar novas moléculas de forma autônoma, sem fragmentos específicos. Este segundo sistema buscava uma fórmula para combater o Staphylococcus Aureus (MRSA), a bactéria que atingiu Alexis e provoca infecções na pele ou pneumonia. Jim Collins, professor de Engenharia Médica e Ciência no MIT, explica que as substâncias mais promissoras serão otimizadas para testes: “no nosso laboratório, nós fomos capazes de desenvolver, criar e testar em laboratório. Depois fomos para os camundongos. Agora precisamos ver quais são as substâncias mais promissoras e avançar para os testes clínicos em humanos”, afirmou. Collins acredita que a IA pode inaugurar uma “segunda era de ouro dos antibióticos”. Ele vê a tecnologia como uma ferramenta significativa e um “verdadeiro farol de esperança”, que atrai jovens pesquisadores e líderes internacionais para a batalha contra as superbactérias. A história mostra que a batalha continua: quase cem anos após Alexander Fleming ter descoberto a penicilina em 1928, o que iniciou a chamada "era de ouro" dos antibióticos em 1945, o alerta dele sobre o uso inadequado gerar resistência se confirmou. Agora, o combate segue na velocidade do algoritmo, diante de milhares de novas possibilidades.

Toalha na cabeça, peruca e rosto pintados: quadrilha usava disfarces para desviar benefícios sociais dos cidadãos

Publicado em: 21/09/2025 22:11

Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos Uma quadrilha conseguiu burlar o sistema de segurança da Caixa Econômica Federal por pelo menos cinco anos, desviando benefícios sociais em um esquema criminoso que dependia diretamente da cooptação de funcionários do banco e de casas lotéricas. A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a crueldade do grupo, que utilizava desde sofisticadas fraudes digitais, disfarces e pessoas vulneráveis para validar cadastros falsos. A reportagem, exibida pelo Fantástico, detalha como o grupo agia para acessar o dinheiro de contas digitais de baixa renda. O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação. A parceria do crime e a propina Segundo a PF, o desvio de dinheiro era facilitado por uma "parceria do crime". A quadrilha acessava as contas dos benefícios com a ajuda de funcionários da Caixa, burlando o sistema de segurança. Em uma mensagem interceptada, Felipe passava um recado ao comparsa: "16 horas o gera começa a soltar.". "Gera" era um gerente, segundo a polícia. O delegado da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Wanderson Pinheiro da Silva, explicou que o grupo atuava principalmente na coação de funcionários da Caixa Econômica e de casas lotéricas. A dimensão da corrupção é evidenciada pelo fato de que somente um desses funcionários "recebeu mais de R$ 300 mil de propina". O funcionário corrupto fornecia o acesso ao aplicativo Caixa Tem aos criminosos. Isso permitia a alteração de dados cadastrais e até mesmo biométricos dos titulares dos benefícios. A quadrilha tinha acesso a "todos os benefícios pagos pelo aplicativo Caixa Tem, como o FGTS, Bolsa Família, abono salarial, enfim, tudo", explica o delegado. Como funcionava o golpe No esquema, o funcionário envolvido no golpe apagava os dados dos beneficiários. Em seguida, criava um novo. O cadastro era reiniciado com outro e-mail, outro celular e um novo reconhecimento facial, mas mantendo o mesmo CPF, nome e data de nascimento da vítima. Assim, o dinheiro era desviado diretamente para os criminosos. A maioria das vítimas era de baixa renda. O delegado Wanderson destacou o impacto social, afirmando que ficar "um, dois meses sem receber um benefício assistencial" causa "todo um desgaste emocional" nas famílias, que precisam buscar uma agência, contestar e aguardar o ressarcimento. O uso de IA Para burlar o sistema de segurança de reconhecimento facial, o grupo criminoso usou muitas estratégias. A polícia encontrou milhares de fotos geradas por inteligência artificial. O especialista em reconhecimento facial da PF-RJ, Paulo Cesar Baroni, relatou que os criminosos usavam seus próprios rostos. Para o reconhecimento facial, o grupo não se preocupava em alinhar fotos e nomes dos cadastros. Segundo um áudio, o importante era "ser uma selfie bem tirada, bem clara, bem nítida”. “E quanto mais nova a pessoa, tá passando mais rápido", diz uma das mensagens interceptadas pela investigação. Como não podiam repetir a biometria, os golpistas buscavam os chamados "rostos virgens", pessoas que nunca tinham passado pelo reconhecimento facial do banco. O objetivo era criar clientes falsos com dados verdadeiros roubados das vítimas. Eles conseguiam essas pessoas na rua, "pegando pessoas de vulnerabilidade social, moradores de rua mesmo, utilizando essas imagens", explicou Wanderson Pinheiro da Silva. Felipe Quaresma e os comparsas também se disfarçavam, usando perucas louras, rostos pintados de preto e alterando o corte de cabelo para gerar novas fotos de validação. “Vou até fazer a minha barba pra pintar a cara de novo”, contou um dos criminosos em conversa com comparsa. O grupo era chefiado por Felipe Quaresma Couto, segundo investigação Reprodução Fantástico Desdobramento A Caixa Econômica informou que participou das investigações, denunciou e afastou os funcionários envolvidos. O banco público reforçou que atualiza diariamente o sistema de segurança e reconhecimento facial para dar tranquilidade aos 140 milhões de usuários do Caixa Tem. Anderson Possa, vice-presidente de segurança, logística e operações da Caixa, destacou que o banco está criando uma diretoria de cibersegurança, focada em prevenir e reprimir os crimes cibernéticos. “O sistema de segurança é atualizado constantemente. Não só nós, como de todo o sistema bancário. E o sistema bancário, há uma transferência também de inteligência e informação entre os diversos bancos que fazem com que esse sistema esteja sempre se retroalimentando e melhorando”, contou Possa. Contudo, o especialista em segurança da informação Wanderley Abreu Júnior ressaltou: "Nenhuma tecnologia funciona sem o ser humano". Ele pontuou que se a peça principal, o ser humano, "é corrompida, o sistema cai". Felipe Quaresma Couto, monitorado pela PF desde 2022, mas que cometia crimes desde 2020, foi preso na última quinta-feira (18) no bar onde trabalhava. As fotos de disfarce estavam nos celulares dele e de Cristiano Bloise de Carvalho, que também foi preso. Quatro outros integrantes estão foragidos. Os dois presos responderão por estelionato qualificado, corrupção de funcionários públicos, inserção de dados falsos em sistema e organização criminosa. Felipe e Cristiano já foram transferidos para o Complexo de Bangu. Eles tiraram novas fotos na cadeia esta semana, mas, dessa vez, não sorriram.

Imagens exclusivas mostram como foi invasão de milicianos armados para matar desafeto internado em hospital no Rio; VÍDEO

Publicado em: 21/09/2025 21:46

Fantástico revela invasão de criminosos armados em hospital do Rio Unidades de saúde no Rio de Janeiro vivem em constante estado de vulnerabilidade diante da ação do crime organizado e da milícia. O Fantástico revelou imagens exclusivas da invasão ao Hospital Municipal Pedro II, na Zona Oeste do Rio. Na madrugada da última quinta-feira (18), homens armados invadiram a unidade com o objetivo de matar um paciente internado, expondo como os hospitais se tornam cenários do conflito. A invasão ao Pedro II no Rio O alvo era Lucas Fernandes de Souza, de 31 anos, que havia dado entrada no hospital ferido por cinco tiros. Ele foi atendido na emergência, mas as feridas não representavam risco de vida. A invasão ocorreu às 2h37 da madrugada. A câmera de segurança registrou a chegada de um carro na portaria do hospital. Um dos invasores desceu armado com fuzil e vestia um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil. Segundo a própria polícia, esse homem era um miliciano. Segundo os registros do hospital, os agentes da portaria seguiram os protocolos e pediram para que os invasores se identificassem. O bandido armado com o fuzil desceu e disse que entraria de qualquer jeito para "terminar um serviço", que era matar Lucas. Ele já havia sido preso por extorsão em 2019 e teve ligações com a milícia, mas mudou de lado, se aliando ao tráfico de drogas. Ele era um dos 300 pacientes internados quando a unidade de saúde foi invadida. Dois homens, armados com fuzis, ficaram do lado de fora para dar cobertura. Enquanto outros quatro entraram pelo estacionamento. Eles vestiam casacos pretos com capuz e pareciam portar pistolas. Imagens mostraram que os bandidos usavam luvas médicas. Eles evitaram os elevadores sociais e subiram pelas escadas. Um profissional de saúde confirmou que, aparentemente, ele sabiam onde ficavam os setores do hospital. O grupo foi direto para o segundo andar, onde fica o centro cirúrgico. Dois bandidos abordaram uma funcionária no balcão e perguntaram pelo paciente "Lucas Fernandes de Souza". No entanto, Lucas já havia sido operado e estava em uma enfermaria em outro andar. O profissional de saúde relatou que eles "ficaram rondando, interrogando as pessoas para tentar localizar o indivíduo". A invasão durou sete minutos. Na saída, os criminosos também evitaram os elevadores e fugiram pelo estacionamento, acesso onde ficava o posto de um policial militar de plantão. Lucas Fernandes foi transferido para outro hospital. A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou apenas um dos invasores: o miliciano Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como 'Orelha'. Segundo agentes, Orelha foi encontrado morto na noite de sexta-feira (19), supostamente assassinado pelos próprios milicianos como queima de arquivo. Um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado idêntico ao usado na invasão foi encontrado ao lado do corpo. Secretário de Saúde fala sobre invasão ao Hospital Pedro II Medo: atendimentos já foram paralisados 500 vezes O medo ronda hospitais e postos de saúde em todo o Rio. Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que, só neste ano, unidades de saúde tiveram que paralisar o trabalho mais de 500 vezes em decorrência tiroteios e outras violências. Daniel Soranz, Secretário Municipal de Saúde, afirmou que "a gente não pode naturalizar isso acontecer na cidade do Rio de Janeiro". Ele citou exemplos de unidades invadidas por traficantes ou policiais em busca de pacientes. Os dados, entretanto, foram motivo de discordância. O Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro afirmou a reportagem do Fantástico que só recebeu o ofício com a relação dos 516 casos no dia 18, após a invasão. “Qual é o papel da segurança pública agora? Verificar a procedência da informação. E é isso que nós vamos fazer com cada um dos fatos elencados naquela planilha”, afirmou Victor Santos. “Toda a sociedade sabe do conflito armado (...) toda a imprensa, toda a notícia, todos os moradores e policiais (...) acompanham o problema” — Daniel Soranz, Secretário de Saúde do Rio de Janeiro. Secretários de Castro e Paes trocam farpas após invasão armada a hospital no Rio “A gente não deve politizar dois serviços muito importantes para a população: segurança e saúde pública. Quer trabalhar em conjunto? A Secretaria de Segurança Pública está de portas abertas” — Victor Santos, Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Apesar do perigo (o Hospital Pedro II fica em uma área dominada pela milícia), os profissionais de saúde já voltaram ao trabalho. Optando por não se identificar, um deles enfatizou o compromisso: "O serviço não para. Teve a ocorrência, mas a porta está aberta e os pacientes vêm chegando, um atrás do outro. E a gente tem que acolher, é a nossa função".

Palavras-chave: vulnerabilidade

TRE-BA promove Dia D de atendimento a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social em Salvador

Publicado em: 21/09/2025 19:09

TRE da Bahia promove Dia D de atendimento a pessoas com deficiência Divulgação/TRE-BA Como parte do projeto "Todo Voto Importa", o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) promove um "Dia D" de atendimento às pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e/ ou em situação de vulnerabilidade social. A ação será na segunda-feira (22), das 10h às 16h, na sede da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), situada no bairro do Comércio, em Salvador. Mas o trabalho realizado por meio do Laboratório de Inovação (LIODS Inovaxé) se estenderá na terça (23), no mesmo horário, na unidade de São Joaquim da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e de quarta (24) a sexta (26), das 9h às 16h, na Sempre. No projeto Todo Voto Importa, todos os TRE’s da região Nordeste e o tribunal do Pará se mobilizam para atender esse público de forma itinerante. A iniciativa contempla ainda a Semana de Acessibilidade e Inclusão, realizada anualmente pelo Regional baiano. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Na oportunidade, os cidadãos poderão, entre outros serviços: realizar o cadastro biométrico; solicitar alistamento eleitoral (emitir o 1º título); revisar dados cadastrais; regularizar a situação eleitoral; transferir o local de votação; consultar débitos eleitorais; emitir certidões. Inspirada no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a mobilização inclui uma programação diversa. Eleitores com deficiência na Bahia Segundo o TRE-BA, dos 76.198 eleitores com deficiência no estado: 22.764 têm deficiência locomotora; 14.089 têm deficiência visual; 8.744 têm deficiência auditiva; 3.983 têm dificuldade para exercer o voto; 35.498 têm outras deficiências. Salvador tem 21.048 pessoas com deficiência, sendo: 7.561 com deficiência locomotora; 2.415 com deficiência visual; 1.610 com deficiência auditiva; 1.258 com dificuldade para o exercício do voto; 10.257 com outras deficiências. LEIA MAIS Mais de 20 unidades de CAPS oferecem serviços e apoio gratuitos em Salvador; veja como ter acesso Universidade oferece atendimento psicológico gratuito em Salvador; veja como participar Ifba anuncia processo seletivo para professor com salários que podem chegar a quase R$ 6 mil Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. TRE-BA realiza plantão para evitar cancelamento de títulos eleitorais na Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: vulnerabilidade

Estudantes do Alto Tietê podem se inscrever em programa trainee

Publicado em: 21/09/2025 18:33

Estudantes do Alto Tietê podem se inscrever em programa trainee Divulgação/Sabesp Estudantes do ensino superior do Alto Tietê podem se inscrever no programa trainee da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os escolhidos para as vagas terão contratos de 12 meses para trabalhar por 40 horas semanais. Para se inscrever, os interessados devem enviar as candidaturas até o dia 13 de outubro pelo site disponibilizado pela companhia. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Ao todo, a ação oferece oportunidades para nove áreas de atuação, sendo elas: Operação e Manutenção, Engenharia e Inovação, Clientes e Tecnologia, Compras e Serviços Corporativos, Finanças, Estratégia e Novos Negócios, Regulação, Relações Institucionais e Sustentabilidade, Jurídica. Os aprovados começam a trabalhar no dia 15 de janeiro de 2026. As vagas contemplam mais de 900 cursos superiores, entre eles, Administração, Engenharia, Ciências econômicas Biologia e Química. Clique aqui para conferir todos os cursos; Para mais informações, os interessados podem consultar o site da Sabesp. Confira as vagas de emprego disponíveis em Santa Isabel Assista a mais notícias sobre o Alto Tietê

Palavras-chave: tecnologia

No ápice, ato contra PEC da Blindagem e projeto da anistia reuniu 41,8 mil pessoas em Copacabana

Publicado em: 21/09/2025 18:21

Manifestantes fazem atos contra a PEC da Blindagem e PL da Anistia no Rio No ápice, a manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e o projeto que anistia pessoas condenadas pelo 8 de janeiro teve 41,8 mil pessoas na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na tarde deste domingo (21). A estimativa da equipe do Monitor do Debate Político do Cebrap, feita em parceria com a ONG More in Common, refere-se ao público presente ao ato às 16h. Ela foi produzida com fotos aéreas e contou o público com auxílio de software (leia mais abaixo). Com a margem de erro do levantamento, estavam presentes de 36,8 mil e 46,8 mil pessoas. Para comparação, a manifestação realizada no Rio de Janeiro em 7 de setembro por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a favor da anistia reuniu 42,7 mil pessoas, segundo a mesma metodologia. Manifestantes se reúnem na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na tarde deste domingo (21). Thaís Espírito Santo / g1 Como foi feito o cálculo Foram tiradas fotos em 7 diferentes horários: 14h, 14h30, 15h, 15h45, 16h, 16h45 e 17h30), totalizando 258 imagens; Foram selecionadas 8 fotos tiradas às 16h, momento de pico do ato. As imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição; Para o cálculo da multidão, foi utilizado o método Point to Point Network (P2PNet), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, e da empresa Tencent . O software foi treinado com um dataset anotado de fotos de multidão da Universidade de Xangai e outro dataset anotado de fotos brasileiras da Universidade de São Paulo; No método, um drone tira fotos aéreas da multidão e o software analisa essas imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas; O método atualmente possui uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo. Isso significa na prática que há um erro percentual absoluto médio de 12%, ou seja, em uma mensuração de público de 100 mil pessoas, o valor real pode variar entre 88 mil e 112 mil (12 mil para menos, ou para mais). Multidão lota a Praia de Copacabana em ato contra a PEC da Blindagem e Projeto da Anistia Reprodução / TV Globo PEC A chamada PEC da Blindagem, aprovada na Câmara e agora em análise no Senado, tem sido criticada por supostamente dificultar a abertura de ações penais contra deputados e senadores. Os manifestantes também cobram a manutenção da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O ato aconteceu em outras capitais do país como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Teresina, Belém, Manaus, Cuiabá, entre outras.

Palavras-chave: inteligência artificial

No ápice, ato contra PEC da Blindagem e projeto da anistia na Av. Paulista teve 42,4 mil pessoas, diz levantamento da USP

Publicado em: 21/09/2025 17:03

Manifestantes fazem protesto ao Masp, na Avenida Paulista, contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Anistia Reprodução/TV Globo No ápice, o protesto na Avenida Paulista deste domingo (21) contra a PEC da Blindagem e o projeto que anistia pessoas condenadas pelo 8 de janeiro teve 42,4 mil pessoas, segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A estimativa da equipe do Monitor do Debate Político do Cebrap, feita em parceria com a ONG More in Common, refere-se ao público presente ao ato às 16h06. Ela foi produzida com fotos aéreas e contou o público com auxílio de software (leia mais abaixo). Com a margem de erro do levantamento, estavam presentes de 37,3 mil a 47,5 mil pessoas. Para comparação, a manifestação realizada em São Paulo em 7 de setembro por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a favor da anistia reuniu 42,2 mil pessoas, segundo a mesma metodologia. Manifestantes fazem protesto ao Masp, na Avenida Paulista, contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Anistia Monitor do Debate Político no Meio Digital & More in Common/Divulgação Manifestantes fazem atos contra a PEC da Blindagem e PL da Anistia em diversas cidades Como foi feito o cálculo Foram tiradas fotos em quatro diferentes horários: 14h10, 14h45, 15h22, e 16h06, durante toda a manifestação, totalizando 38 imagens; Foram selecionadas 11 fotos tiradas às 16h06, momento de pico do ato. As imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição; Para o cálculo da multidão, foi utilizado o método Point to Point Network (P2PNet), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, e da empresa Tencent . O software foi treinado com um dataset anotado de fotos de multidão da Universidade de Xangai e outro dataset anotado de fotos brasileiras da Universidade de São Paulo; No método, um drone tira fotos aéreas da multidão e o software analisa essas imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas; O método atualmente possui uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo. Isso significa na prática que há um erro percentual absoluto médio de 12%, ou seja, em uma mensuração de público de 100 mil pessoas, o valor real pode variar entre 88 mil e 112 mil (12 mil para menos, ou para mais). Como foi o protesto Manifestantes fazem protesto ao Masp, na Avenida Paulista, contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Anistia Monitor do Debate Político no Meio Digital & More in Common/Divulgação O protesto, pacífico, começou por volta das 14h e foi convocado nas redes sociais por movimentos de esquerda e também acontece em outras cidades do país. Ao menos quatro quarteirões da avenida chegaram a ser ocupados. Duas pancadas de chuva na região, o que reduziu a quantidade de manifestantes. Os participantes gritam palavras de ordem contra a anistia e carregam placas e cartazes. Também foi aberta uma bandeira gigante do Brasil, em um contraponto ao ato ocorrido no Sete de Setembro, em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestaram a favor da anistia, e quando uma bandeira dos Estados Unidos foi aberta também na Avenida Paulista. Manifestantes fazem protesto ao Masp, na Avenida Paulista, contra a PEC da Blindagem e o Projeto de Anistia Arquivo pessoal SP: Manifestantes fazem ato contra PEC da Blindagem e projeto da Anistia na Avenida Paulista

Palavras-chave: inteligência artificial

Vídeo: temporal derruba estrutura e provoca estragos no Autódromo de Cascavel durante evento de corrida

Publicado em: 21/09/2025 16:44

Temporal derruba estrutura no Autódromo de Cascavel durante evento de corrida Rajadas de vento fortes provocaram estragos no Autódromo de Cascavel, no Oeste do Paraná, no início da tarde deste domingo (21). Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a velocidade do vento chegou a 71 km/h em Cascavel por volta das 13h. No momento do temporal, acontecia o Campeonato Paulista de Velocidade, que reúne algumas categorias. Uma delas, a Old Stock Race, estava na pista com 14 carros quando a ventania começou. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Estruturas dos boxes foram derrubadas, veículos atingidos e até um galão de aproximadamente 800 litros foi arrastado pelo vento. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre feridos. A organização estima que cerca de 1.500 pessoas estavam no autódromo. Todos os pilotos e equipes são de São Paulo. Temporal derruba estrutura e provoca estragos no Autódromo de Cascavel durante evento de corrida Vilmar de Souza LEIA TAMBÉM: Fofura: Ovelha dá à luz cinco filhotes de uma vez e cordeirinhos ganham nomes de personagens da Turma da Mônica Homens mortos ao cobrar dívida: Polícia investiga envolvimento de outras pessoas no crime, diz secretário Sorte: Cinco apostas do Paraná acertam a quinta e levam quase R$ 50 mil na Mega-Sena Neto Guzella, chefe de uma das equipes que competia no local, relatou que o episódio foi assustador. “Eu vi o vento vindo, as coisas voando nos outros boxes e falei: ‘vamos pra dentro do banheiro que vai voar’. Quando entrei, já vi voando. Foi assustador, arrepia”, disse. O piloto Konrad Viehmann, que estava na pista no momento, contou que conseguiu escapar de um acidente. “Eu estava na pista. Um carro bateu, eu rodei, consegui voltar pra pista. No final o diretor de prova encerrou a prova", contou. De acordo com a Defesa Civil de Cascavel, o município recebeu 15 chamados relacionados ao temporal. As equipes trabalham no atendimento às ocorrências e na entrega de lonas para moradores atingidos. Temporal derruba estrutura e provoca estragos no Autódromo de Cascavel durante evento de corrida Vilmar de Souza O que fazer e não fazer em tempestades? O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) orienta que nos casos de rajadas de vento as pessoas não devem se abrigar embaixo de árvores, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Além disso, não devem usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Chuva em campo de soja, no Paraná José Fernando Ogura/AEN Orientações para desastres específicos, como vendavais, chuvas de granizo, deslizamentos, inundações, alagamentos, enxurradas e tempestade de raios podem ser consultados no site da Defesa Civil. Em situações de risco à vida ou acidentes com a rede elétrica, a linha direta com a Copel é o 0800 51 00 116 que pode ser acionada de qualquer telefone. A ligação é gratuita. Ao chamar, basta selecionar a opção 1 para emergências. Com celular disponível, a falta de luz pode ser comunicada pelos canais digitais da Copel via site, no número de WhatsApp (41) 3013-8973 ou pelo aplicativo Copel, disponível para celulares Android e Apple. Sem internet, é possível ainda enviar uma mensagem de texto (SMS) para o número 28593, com as letras "SL" e o número da unidade consumidora. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

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