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Atari vai ganhar hotel gamer e convida fãs para investirem no "futuro da hospitalidade"

Publicado em: 23/12/2025 03:53 Fonte: Tudocelular

O retorno da Atari ganhou um novo capítulo curioso nesta semana com o anúncio do projeto Atari Hotels — a iniciativa pretende construir um "hotel gamer" de alta tecnologia, buscando atender tanto a amantes de jogos, quanto a fãs de cultura pop e esportes ao "reimaginar o conceito de hospitalidade". Previsto para ter a construção iniciada em 2026, a novidade busca investimentos e está convidando interessados a colaborarem para obter recompensas.O primeiro ponto importante a ser esclarecido é que a Atari não está diretamente envolvida no plano. O hotel está sendo desenvolvido pela empresa norte-americana Intersection Development, especializada no desenvolvimento e construção de edifícios diferenciados, mas utilizando uma licença da marca Atari. Essa licença tem propósito: o Atari Hotels teria "nascido da ideia de que hospitalidade pode ser interativa como jogar", conforme disse um dos sócios da Intersection Development, Jordan Taylor. Este também seria o primeiro "hotel gamer" do Ocidente e, conforme mostram os conceitos divulgados, há uma clara presença de elementos Cyberpunk e inspiração em obras como Tron.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Novo HC, semáforos inteligentes, IA na segurança: Ricardo Silva lista avanços e desafios no 1º ano de governo em Ribeirão Preto

Publicado em: 23/12/2025 03:01

[PUBLICAR E EMBEDAR VIDEO ID 14196824] Em um ano à frente da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), Ricardo Silva (PSD) deixou evidente seu estilo de gestão mesmo executando um orçamento herdado por outra administração. Sob o argumento de equilibrar contas, ele suspendeu contratos, como o de quase R$ 200 milhões para a construção de um novo centro administrativo, e alterou o funcionamento dos corredores de ônibus para retomar vagas de estacionamento. Além disso, iniciou estudos de projetos como a abertura de um novo eixo viário para interligar as regiões Leste e Oeste da cidade, que acaba de receber a confirmação de um crédito de R$ 1,1 bilhão do governo federal para ser executado. "Tem muito para se fazer? Tem. A cidade está ficando mais agradável? Está. Mas tem muito o que se fazer na zeladoria, na saúde, na educação. A gente está pontuando e fazendo", afirma Silva. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ricardo Silva (PSD), prefeito de Ribeirão Preto (SP). Jefferson Severiano Neves/EPTV Em entrevista ao g1, o prefeito listou avanços, como o equilíbrio nas contas da saúde e a ampliação do projeto do novo Hospital das Clínicas, mas também desafios (veja mais abaixo) que pretende assumir em 2026. Entre eles estão a inauguração de uma clínica veterinária pública e uma solução para dar sequência à implementação do sistema inteligente de semáforos, também interrompido após problemas na primeira etapa, bem como a implementação de um sistema de câmeras de monitoramento com inteligência artificial com reconhecimento facial nas ruas. "O carro está andando, tem que trocar o pneu do carro, mas estou feliz com isso", diz. A seguir, veja os avanços e desafios para 2026 listados pelo prefeito: ✔Avanços melhoria nas contas da saúde e novas licitações início da construção do novo HC fim de obras paradas no Centro mudança nos corredores de ônibus verbas federais para construção do Instituto Federal de São Paulo início de obras no Parque Rubem Cione Unidade do IFSP em Ribeirão Preto, SP, será inaugurada no segundo semestre de 2026 Reprodução/EPTV 🚩Desafios inauguração da clínica pública veterinária término de obras de pontes nas avenidas Maurílio Biagi e Via Norte continuidade da implantação do sistema inteligente de semáforos construção da Casa do Autista implementação do monitoramento de ruas com inteligência artificial viabilização de transferência do novo centro administrativo para prédio de tradicional colégio Obra que faria nova ligação da Avenida Presidente Kennedy sobre a Avenida Maurílio Biagi está parada em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Saúde: otimização das UPAs e ampliação do projeto do novo HC Silva destaca que começou o governo com a perspectiva de déficit de R$ 150 milhões nas contas da saúde, mas que conseguiu reduzir esse número. "Vamos fechar o ano com R$ 6 milhões que a Prefeitura vai ter que repassar para a saúde." Segundo ele, isso é atrelado, por exemplo, a uma mudança nos atendimentos das UPAs, que passaram a realizar pequenas cirurgias para desafogar outros hospitais, bem como a uma economia nos processos de compra. "A gente tem buscado sempre o menor preço na compra de remédio, na compra de insumos e priorizando investimentos com bons lucros para as UPAs." Fase de fundação do novo HC de Ribeirão Preto em junho deste ano Reprodução EPTV Ainda dentro dessas alterações, ele promete inaugurar em 2026 a UPA Central 24 horas e uma UPA no Complexo Ribeirão Verde, deixando a cidade com seis unidades desse porte. "Estamos já com a licitação da UPA Central 24 horas retomando atendimento 24 horas no centro. O primeiro andar exclusivo, como um centro de referência para mulher, um centro ginecológico." Ainda dentro da saúde, o prefeito destaca como um avanço a ampliação do projeto de construção do novo Hospital das Clínicas, que agora deve ter 400 leitos, quando concluído. As obras foram iniciadas com a garantia de R$ 80 milhões em recursos estaduais e parlamentares e devem contar com mais R$ 300 milhões do estado graças à venda de terrenos da USP, segundo o prefeito. "A USP já depositou o dinheiro para o estado e agora nós temos o dinheiro já com o governador para fazer todo o complexo." Educação: verbas para instituto e revisão de contratos obsoletos Na área da educação, um dos marcos, na visão do prefeito, é a liberação de R$ 30 milhões do governo federal para transformar as antigas instalações da Cianê, abandonadas há décadas, em um novo prédio do Instituto Federal de São Paulo para 1,4 mil alunos. O projeto seria entregue em janeiro de 2026, mas atrasos levaram o prazo para o segundo semestre do próximo ano. Ricardo também menciona que a Prefeitura tem revisado contratos obsoletos, sobretudo os voltados para a educação especial no município. "Estamos tendo que refazer contrato e trocar a roda do pneu com o carro andando." Mobilidade: mudança nos corredores de ônibus e conclusão de obras Assim que começou o mandato, o prefeito cumpriu a promessa feita a entidades de revisar o funcionamento dos corredores de ônibus em avenidas com grande atividade comercial como a Dom Pedro I, para abrir mais vagas de estacionamento em determinados horários. Além disso, Ricardo Silva menciona como um avanço a conclusão das obras paradas no Centro, que comprometiam o tráfego nas ruas Marcondes Salgado e São José, além da Avenida Nove de Julho. "Em três meses resolvemos, fechamos tudo, acabamos a obra." Corredor de ônibus na Avenida Independência em Ribeirão Preto, SP Divulgação/Prefeitura Para 2026, está pendente, por outro lado, a finalização das pontes cortando as avenidas Maurílio Biagi e Via Norte. Essas obras ficaram paradas depois de impasses com a construtora, que pediu aditamento do contrato, mas a Prefeitura não acatou. "Isso está na Justiça. Em uma delas já teve ganho de causa parcial para a prefeitura, na outra, esperando decisão judicial. Uma pendência que nós queremos resolver." Parque histórico e clínica veterinária Segundo Ricardo Silva, ainda há muito o que se fazer no que diz respeito à zeladoria urbana. Como exemplo, ele cita o início das obras no Parque Rubem Cione, local histórico na zona Oeste da cidade que é alvo de reclamações de abandono e acúmulo de lixo há anos. "Já fizemos a limpeza do parque. Estamos com as obras da primeira fase de investimento de R$ 1 milhão para fazer a estrutura base e o cercamento. As obras estão indo muito bem, estão no prazo que estão no cronograma. Fase dois e três já estão com projeto executivo sendo feito por técnicos da prefeitura." Parque Doutor Rubem Cione, na zona Oeste de Ribeirão Preto, SP, nunca saiu do papel Antonio Luiz/EPTV Por falar em locais abandonados, Ricardo Silva afirma ter encontrado as instalações do que deve ser a futura clínica pública veterinária em péssimas condições, mas promete fazer a entrega do projeto em 2026. LEIA TAMBÉM Prefeitura pede para reavaliar projeto criado para transformar colégio em novo centro administrativo de Ribeirão Preto "Peguei o prédio completamente arrebentado, tive que reformá-lo e vamos botar para funcionar, se Deus quiser, já para 2026. Vamos resolver essa questão que vem se arrastando há muitos anos em Ribeirão Preto. " Semáforos inteligentes e IA na segurança No começo do mandato, o prefeito suspendeu a segunda fase da implantação do sistema inteligente de semáforos, no chamado "Consórcio ITS". A justificativa foi a identificação de irregularidades na execução da primeira etapa, que inclusive motivaram a abertura de uma CPI na Câmara. Apesar disso, Ricardo Silva garante que quer dar uma solução para o caso, para conseguir dar continuidade à modernização do trânsito da cidade. "Há uma investigação sobre isso e quero resolver para poder interligar semáforo, ter monitoramento por câmeras. (...) A gente vai precisar que essa investigação sobre os atos do governo passado se encerre para poder avançar com o plano dois de modernização." Outra proposta que Ricardo quer tirar do papel na segurança é a criação de um sistema com 1 mil câmeras de monitoramento nas ruas da cidade. Semelhante ao "SmartSampa", a plataforma deve utilizar inteligência artificial para fazer o reconhecimento facial de pessoas procuradas pela Justiça. "Aprovei na Câmara Municipal um projeto que autoriza pegar o recurso de um fundo usado para iluminação pública. (...) A Constituição permite usar também para monitoramento de cidades, só que eu precisava atualizar minha lei municipal. Atualizei, aprovei na Câmara, já está autorizada a utilizar esse recurso. Já tenho fonte de recurso." Novo centro administrativo e Casa do Autista Uma das primeiras decisões de Ricardo Silva quando assumiu a Prefeitura foi cancelar a construção de um novo centro administrativo na zona Norte da cidade, sob a justificativa de economia de recursos. Em vez disso, o prefeito propôs, com parte do dinheiro, a construção de um local de atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). A Casa do Autista, de acordo com Ricardo, com licitação prevista para ser lançada em 2026. Prefeitura de Ribeirão Preto quer transformar prédio do Colégio Marista em novo centro administrativo. Reprodução/ Google StreetView "Temos o anteprojeto feito pela Secretaria da Saúde, com arquiteto da secretaria, R$ 20 milhões. Eu quero, em meu governo, fazer a entrega dessa Casa do Autista." Um novo centro administrativo, no lugar do prédio adaptado na região central depois do fechamento do Palácio Rio Branco, é uma pendência para o prefeito. Ricardo Silva ainda espera consolidar a permuta de imóveis que permitirá à Prefeitura transferir todas as secretarias para as instalações de onde hoje funciona o Colégio Marista. O projeto foi retirado da Câmara para adequações e aguarda uma avaliação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci/SP) relacionada aos valores dos imóveis em negociação. Isso porque a Prefeitura quer trocar um terreno na zona Sul pelo mesmo valor do prédio do colégio. "O Marista é um prédio maravilhoso, um prédio histórico muito grande. Ali nós já fizemos o estudo. Cabem todas as secretarias da prefeitura, todos os principais departamentos, secretarias, para que nós possamos abrir as portas daquele espaço para população, para ser uma espécie de Poupatempo municipal." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

LG lança 1ª tela OLED "RGB Stripe" de 240 Hz com melhoria importante para monitores gamer

Publicado em: 23/12/2025 02:48 Fonte: Tudocelular

A LG Display, divisão de telas da gigante sul-coreana, anunciou nesta terça-feira (23) seu primeiro painel OLED RGB Stripe de 240 Hz. A tecnologia não é nova, mas a combinação desse tipo de display com a alta taxa de atualização seria inédita e promete corrigir alguns dos principais problemas de imagem vistos em monitores gamer, tendo estreia marcada já para o próximo mês.O novo painel OLED da LG conta com 27 polegadas, resolução 4K e densidade de pixels resultante de 160 PPI, além de taxa de atualização de 240 Hz, características esperadas de um monitor gamer premium moderno. No entanto, temos uma mudança fundamental na construção: o uso da estrutura chamada de RGB Stripe (ou faixa RGB, em tradução livre). Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Windows 11 apresenta lentidão após atualização de dezembro; entenda o motivo

Publicado em: 23/12/2025 02:27 Fonte: Tudocelular

Se você instalou a última atualização do Windows 11 e notou que seu PC ficou mais lento, saiba que não é o único a enfrentar esse tipo de problema. Isso porque diversos usuários em todo o mundo tem reclamado que a atualização de dezembro, que foi implementada para as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11, trouxe um novo bug nada agradável. Agora, o software faz um uso visivelmente maior de CPU, RAM e disco, causando travamentos em PCs e notebooks mais simples ou com hardware mais antigo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

WhatsApp testa novo recurso que mostra se há aparelhos "escondidos" acessando sua conta

Publicado em: 23/12/2025 01:39 Fonte: Tudocelular

Enquanto distribui a polêmica versão para Windows, o WhatsApp segue testando recursos solicitados pelos usuários nas versões para Android ou iOS. E, nesta terça-feira, o mensageiro atualizou finalmente a página de dispositivos conectados no iOS, permitindo acompanhar quais periféricos tem acesso total a sua conta. O WhatsApp ainda explica que o conceito de periférico é um dispositivo que se conecta à conta automaticamente, sem que o usuário precise escanear um código QR ou inserir um código de verificação de 6 dígitos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Foguete que explodiu após lançamento em Alcântara levava satélites e experimentos científicos do Brasil e da Índia

Publicado em: 23/12/2025 01:03

Em primeiro voo no Brasil, foguete explode no lançamento O foguete sul-coreano HANBIT-Nano, que explodiu após ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, levava ao espaço oito cargas úteis, entre cinco satélites e três experimentos científicos, desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia. A missão fazia parte da Operação Spaceward, considerada o primeiro lançamento comercial de foguete a partir do Brasil. O voo não era tripulado e tinha como objetivo colocar em órbita equipamentos voltados à coleta de dados ambientais, testes de comunicação em órbita, monitoramento de fenômenos solares e validação de tecnologias de navegação. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o foguete apresentou uma anomalia logo após a decolagem e colidiu com o solo. Técnicos da empresa sul-coreana Innospace e de instituições brasileiras analisam os dados para entender as causas do acidente e os impactos sobre as cargas. Quais eram os satélites e experimentos a bordoEntre os dispositivos que estavam no HANBIT-Nano estão satélites desenvolvidos por universidades brasileiras, startups e empresas estrangeiras, além de experimentos tecnológicos: Lançamento do primeiro foguete orbital em solo brasileiro Innospace/Reprodução Satélite Jussara-K Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em parceria com startups e instituições nacionais, o satélite tinha como missão coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso, contribuindo para pesquisas climáticas e ambientais. Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B Criados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os dois satélites seriam usados para testes de comunicação em órbita, validando tecnologias que permitem a troca de dados entre dispositivos espaciais. PION-BR2 – Cientistas de Alcântara Desenvolvido pela UFMA em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION, o dispositivo levaria ao espaço mensagens produzidas por alunos da rede pública de Alcântara, com foco educacional e científico. Satélite SNI-GNSS Desenvolvido pela AEB em parceria com as empresas Concert Space, Cron e HORUSEYE TECH, o satélite tinha como objetivo determinar com precisão velocidade, posição e altitude, tecnologia que pode ser aplicada futuramente em drones, veículos terrestres e embarcações. Solaras-S2 Criado pela empresa indiana Grahaa Space, o satélite seria responsável por monitorar fenômenos solares que podem afetar comunicações, sistemas de navegação e outras tecnologias na Terra. Sistema de Navegação Inercial (INS) Desenvolvido pela empresa brasileira Castro Leite Consultoria (CLC), o experimento tinha como objetivo validar um algoritmo de navegação, com potencial uso em futuras missões espaciais.Havia ainda outro dispositivo da mesma empresa, mas, segundo a FAB, por solicitação do fabricante, apenas dados de um dos experimentos foram compartilhados oficialmente. Investigação A Innospace informou que segue analisando os dados do voo em conjunto com a Força Aérea Brasileira e outras instituições envolvidas. Novas informações sobre o impacto do acidente nas cargas úteis devem ser divulgadas após a conclusão das análises técnicas. Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia Reprodução Foguete apresenta 'anomalia' Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão e explode após decolagem O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nesta segunda-feira (22), após ser lançado às 22h13, na Base de Alcântara, no Maranhão. Durante a transmissão, a equipe responsável exibiu a mensagem "We experienced an anomaly during the flight", indicando que uma anomalia foi identificada durante o voo, o que resultou na explosão. (Veja o vídeo do lançamento acima). O vídeo da transmissão acompanhou a trajetória do foguete por pouco mais de um minuto. Duas câmeras estavam localizadas nos estágios do foguete. Em um momento, o foguete consegue chegar a Mach 1 - que é quando a velocidade de um objeto espacial ultrapassa a velocidade do som. Em seguida, o HANBIT-Nano segue em direção à orbita da Terra, até que chega a MAX Q - que é quando um objeto espacial alcança a maior intensidade da força aerodinâmica até chegar a atmosfera. Logo depois, a transmissão foi cortada pela Innospace, impossibilitando acompanhar o resto do voo. O voo do foguete HANBIT-Nano teve pouco mais de um minuto de duração antes que a transmissão fosse interrompida. Durante esse tempo, foi possível observar o início da jornada espacial, mas logo após, o sinal foi cortado, impossibilitando o acompanhamento do restante do voo. O voo não era tripulado. O foguete levava a bordo experimentos científicos e dispositivos tecnológicos, que seriam usados em pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia.

Palavras-chave: tecnologia

FAB diz que foguete comercial lançado de Alcântara colidiu com solo após anomalia

Publicado em: 23/12/2025 00:01

Veja como foi lançamento do primeiro foguete comercial partindo do Brasil A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o foguete sul-coreano HANBIT-Nano colidiu com o solo após apresentar uma anomalia logo depois de ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, às 22h13 desta segunda-feira (22). O veículo fazia parte da Operação Spaceward, que marcou o primeiro lançamento de um foguete comercial partindo do Brasil. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros do CLA foram enviadas ao local para avaliar os destroços e a área da colisão. Os destroços do HANBIT-Nano caíram em uma área que pertence a Base de Alcântara. A FAB confirmou que todas as ações de segurança, rastreamento e coleta de dados foram realizadas conforme o planejado, garantindo que o lançamento fosse controlado e seguisse os parâmetros internacionais do setor espacial. Técnicos da Innospace continuam a analisar os dados e investigar as causas do acidente, em colaboração com a FAB e outras instituições envolvidas. Novas informações serão divulgadas à medida que as avaliações forem concluídas. Foguete apresenta 'anomalia' Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão e explode após decolagem O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nesta segunda-feira (22), após ser lançado às 22h13, na Base de Alcântara, no Maranhão. Durante a transmissão, a equipe responsável exibiu a mensagem "We experienced an anomaly during the flight", indicando que uma anomalia foi identificada durante o voo, o que resultou na explosão. (Veja o vídeo do lançamento acima). O vídeo da transmissão acompanhou a trajetória do foguete por pouco mais de um minuto. Duas câmeras estavam localizadas nos estágios do foguete. Em um momento, o foguete consegue chegar a Mach 1 - que é quando a velocidade de um objeto espacial ultrapassa a velocidade do som. Em seguida, o HANBIT-Nano segue em direção à orbita da Terra, até que chega a MAX Q - que é quando um objeto espacial alcança a maior intensidade da força aerodinâmica até chegar a atmosfera. Logo depois, a transmissão foi cortada pela Innospace, impossibilitando acompanhar o resto do voo. O voo do foguete HANBIT-Nano teve pouco mais de um minuto de duração antes que a transmissão fosse interrompida. Durante esse tempo, foi possível observar o início da jornada espacial, mas logo após, o sinal foi cortado, impossibilitando o acompanhamento do restante do voo. O voo não era tripulado. O foguete levava a bordo experimentos científicos e dispositivos tecnológicos, que seriam usados em pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. (Entenda mais abaixo) Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia Reprodução Tamanho do foguete 🚀 Como é o foguete que fará o primeiro voo comercial partindo do Brasil? O HANBIT-Nano tem 21,9 metros de altura, pesa 20 toneladas e possui 1,4 metro de diâmetro (veja mais detalhes abaixo). Em sua trajetória até a órbita da Terra, ele pode chegar a 30 mil km/h. Em números simplificados, ele equivale à altura de um prédio de sete andares, pode voar até 30 vezes mais rápido que um avião comercial e tem peso semelhante ao de quatro elefantes africanos. Batizada de Spaceward, a missão envolve um trabalho coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O objetivo é levar ao espaço cinco satélites e três dispositivos que auxiliarão pesquisas em mais de cinco áreas, desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. Ao g1, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a Innospace firmou um acordo de prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado com o Governo Brasileiro. Essa modalidade não prevê 'lucro'. ENTENDA: Como será e por que 1º voo comercial de foguete no Brasil pode colocar país na rota do mercado espacial Arte: Como é o foguete HANBIT-Nano Arte/g1 Localização 'privilegiada' Construído na década de 1980, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no litoral do Maranhão, conta com atrativos geográficos que fazem a área ser bastante atrativa e cobiçada para o lançamento de dispositivos espaciais. 📌 Dentre os motivos, está a localização próxima à linha do Equador — faz com que os foguetes gastem menos combustível e, com isso, o custo da operação seja menor. Além disso, a área fica próxima a uma ampla extensão do litoral, tem baixa densidade do tráfico aéreo e um amplo leque de inclinações orbitais para os lançamentos. 💨Quanto menor a latitude — sendo zero na Linha do Equador —, melhor é considerado o local para a realização de lançamento de foguetes. A velocidade de rotação de superfície, necessária para colocar o foguete em órbita, é maior quanto mais próximo à linha que divide os hemisférios Norte e Sul. Isso exige menor consumo de combustível da aeronave e menor tempo de viagem à órbita. Arte: Por que Alcântara? Arte/g1 Apesar destas qualidades, a base se tornou por décadas subutilizada. Entre os motivos, estão o grave acidente há mais de 20 anos no local e questões fundiárias. A tragédia interferiu para a consolidação do Brasil no mercado espacial, com redução da atividade em Alcântara a partir de 2003. ➡️ O acidente aconteceu três dias antes do lançamento do foguete VLS-1, protótipo que colocaria em órbita dois satélites nacionais de observação terrestre. A estrutura estava montada e o dispositivo passava por ajustes finais, quando um dos motores teve uma ignição prematura e o protótipo foi acionado antes do tempo. A torre acabou explodindo e 21 civis que trabalhavam no local morreram. Já a questão fundiária levou Alcântara até à cortes internacionais. Os conflitos pela terra com as comunidades quilombolas que viviam na região antes da instalação da base viraram processos judiciais que se arrastaram por décadas. Maior desastre espacial brasileiro completa 20 anos; veja o que mudou Brasil pede desculpas e reconhece que violou direitos de quilombolas por implantação do Centro de Lançamento de Alcântara Nova fase Foguete HANBIT-Nano será lançado neste sábado (22) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão INNOSPACE A Operação Spaceward, que vai lançar o HANBIT-Nano, marca o início de uma nova era do Programa Espacial Brasileiro. O foguete pode inserir o Brasil no mercado global espacial, contribuir na melhora da tecnologia dos dispositivos espaciais e atrair novos investimentos estrangeiros, alavancando o Programa Espacial Brasileiro. A abertura da base ao mercado de lançamento de foguetes comerciais em Alcântara começou a se tornar possível devido a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado pelos governos brasileiro e dos EUA, em 2019. Pelo acordo, dispositivos desenvolvidos com tecnologia norte-americana e por empresas privadas autorizadas por ele, poderiam ser lançados de Alcântara, e o Brasil ficaria habilitado a receber uma compensação monetária. Isso porque são os EUA que produzem grande parte dos componentes presentes em foguetes lançados no mundo. Porém, os norte-americanos não autorizam esses dispositivos a serem lançados por países nos quais eles não possuem acordos na área espacial. Com a assinatura, em 2019, o processo foi simplificado. "Antigamente não era proibido, mas para cada lançamento que você fizesse, precisava de uma autorização especial. Agora, é muito mais fácil", explicou Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). O que vai ser levado ao espaço? Dois dos satélites que estarão a bordo do foguete HANBIT-Nano Divulgação/FAB 🔎 O HANBIT-Nano levou ao espaço oito cargas úteis, entre elas cinco satélites e três experimentos. Os satélites farão a análise, coleta e transmissão de dados ambientais, testes de comunicação em órbita e monitoramento de dados solares. Veja, abaixo, mais detalhes dos dispositivos: Satélite Jussara-K: Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições nacionais, ele tem como missão coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso; Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B: Desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão usados para validar uma espécie de comunicação em órbita; PION-BR2 - Cientistas de Alcântara: Desenvolvido pela UFMA, em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION e levará ao espaço mensagens de alunos da rede pública de Alcântara; Satélite SNI-GNSS: Vai determinar com precisão a velocidade, posição e altitude do foguete e essa tecnologia poderá ser aplicada em outros dispositivos como drones, carros e navios. Ele foi desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com as empresas Concert Space, Cron e HORUSEYE TECH; Solaras-S2: Será responsável por monitorar fenômenos solares que podem impactar comunicações, navegação e sistemas tecnológicos na Terra. Foi desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space; Sistema de Navegação Inercial (INS): Dispositivo vai validar um algoritmo de navegação que irá auxiliar na futura aplicação em sistemas de navegação embarcados em missões espaciais. Foi desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC). Terá ainda, a bordo do foguete, um outro dispositivo desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC), entretanto, por solicitação do fabricante, a Força Aérea Brasileira (FAB) teve acesso a apenas dados de um.

Palavras-chave: tecnologia

Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão e explode após decolagem

Publicado em: 22/12/2025 22:42

Veja como foi lançamento do primeiro foguete comercial partindo do Brasil O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nesta segunda-feira (22), após ser lançado às 22h13, na Base de Alcântara, no Maranhão. Durante a transmissão, a equipe responsável exibiu a mensagem "We experienced an anomaly during the flight", indicando que uma anomalia foi identificada durante o voo, o que resultou na explosão. (Veja o vídeo do lançamento acima). O vídeo da transmissão acompanhou a trajetória do foguete por pouco mais de um minuto. Duas câmeras estavam localizadas nos estágios do foguete. Em um momento, o foguete consegue chegar a Mach 1 - que é quando a velocidade de um objeto espacial ultrapassa a velocidade do som. Em seguida, o HANBIT-Nano segue em direção à orbita da Terra, até que chega a MAX Q - que é quando um objeto espacial alcança a maior intensidade da força aerodinâmica até chegar a atmosfera. Logo depois, a transmissão foi cortada pela Innospace, impossibilitando acompanhar o resto do voo. O voo do foguete HANBIT-Nano teve pouco mais de um minuto de duração antes que a transmissão fosse interrompida. Durante esse tempo, foi possível observar o início da jornada espacial, mas logo após, o sinal foi cortado, impossibilitando o acompanhamento do restante do voo. O voo não era tripulado. O foguete levava a bordo experimentos científicos e dispositivos tecnológicos, que seriam usados em pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. (Entenda mais abaixo) Primeiro foguete comercial partindo do Brasil é lançado no Maranhão; transmissão aponta anomalia Reprodução Tamanho do foguete 🚀 Como é o foguete que fará o primeiro voo comercial partindo do Brasil? O HANBIT-Nano tem 21,9 metros de altura, pesa 20 toneladas e possui 1,4 metro de diâmetro (veja mais detalhes abaixo). Em sua trajetória até a órbita da Terra, ele pode chegar a 30 mil km/h. Em números simplificados, ele equivale à altura de um prédio de sete andares, pode voar até 30 vezes mais rápido que um avião comercial e tem peso semelhante ao de quatro elefantes africanos. Batizada de Spaceward, a missão envolve um trabalho coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB). O objetivo é levar ao espaço cinco satélites e três dispositivos que auxiliarão pesquisas em mais de cinco áreas, desenvolvidas por instituições do Brasil e da Índia. Ao g1, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a Innospace firmou um acordo de prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado com o Governo Brasileiro. Essa modalidade não prevê 'lucro'. ENTENDA: Como será e por que 1º voo comercial de foguete no Brasil pode colocar país na rota do mercado espacial Arte: Como é o foguete HANBIT-Nano Arte/g1 Localização 'privilegiada' Construído na década de 1980, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no litoral do Maranhão, conta com atrativos geográficos que fazem a área ser bastante atrativa e cobiçada para o lançamento de dispositivos espaciais. 📌 Dentre os motivos, está a localização próxima à linha do Equador — faz com que os foguetes gastem menos combustível e, com isso, o custo da operação seja menor. Além disso, a área fica próxima a uma ampla extensão do litoral, tem baixa densidade do tráfico aéreo e um amplo leque de inclinações orbitais para os lançamentos. 💨Quanto menor a latitude — sendo zero na Linha do Equador —, melhor é considerado o local para a realização de lançamento de foguetes. A velocidade de rotação de superfície, necessária para colocar o foguete em órbita, é maior quanto mais próximo à linha que divide os hemisférios Norte e Sul. Isso exige menor consumo de combustível da aeronave e menor tempo de viagem à órbita. Arte: Por que Alcântara? Arte/g1 Apesar destas qualidades, a base se tornou por décadas subutilizada. Entre os motivos, estão o grave acidente há mais de 20 anos no local e questões fundiárias. A tragédia interferiu para a consolidação do Brasil no mercado espacial, com redução da atividade em Alcântara a partir de 2003. ➡️ O acidente aconteceu três dias antes do lançamento do foguete VLS-1, protótipo que colocaria em órbita dois satélites nacionais de observação terrestre. A estrutura estava montada e o dispositivo passava por ajustes finais, quando um dos motores teve uma ignição prematura e o protótipo foi acionado antes do tempo. A torre acabou explodindo e 21 civis que trabalhavam no local morreram. Já a questão fundiária levou Alcântara até à cortes internacionais. Os conflitos pela terra com as comunidades quilombolas que viviam na região antes da instalação da base viraram processos judiciais que se arrastaram por décadas. Maior desastre espacial brasileiro completa 20 anos; veja o que mudou Brasil pede desculpas e reconhece que violou direitos de quilombolas por implantação do Centro de Lançamento de Alcântara Nova fase Foguete HANBIT-Nano será lançado neste sábado (22) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão INNOSPACE A Operação Spaceward, que vai lançar o HANBIT-Nano, marca o início de uma nova era do Programa Espacial Brasileiro. O foguete pode inserir o Brasil no mercado global espacial, contribuir na melhora da tecnologia dos dispositivos espaciais e atrair novos investimentos estrangeiros, alavancando o Programa Espacial Brasileiro. A abertura da base ao mercado de lançamento de foguetes comerciais em Alcântara começou a se tornar possível devido a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado pelos governos brasileiro e dos EUA, em 2019. Pelo acordo, dispositivos desenvolvidos com tecnologia norte-americana e por empresas privadas autorizadas por ele, poderiam ser lançados de Alcântara, e o Brasil ficaria habilitado a receber uma compensação monetária. Isso porque são os EUA que produzem grande parte dos componentes presentes em foguetes lançados no mundo. Porém, os norte-americanos não autorizam esses dispositivos a serem lançados por países nos quais eles não possuem acordos na área espacial. Com a assinatura, em 2019, o processo foi simplificado. "Antigamente não era proibido, mas para cada lançamento que você fizesse, precisava de uma autorização especial. Agora, é muito mais fácil", explicou Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). O que vai ser levado ao espaço? Dois dos satélites que estarão a bordo do foguete HANBIT-Nano Divulgação/FAB 🔎 O HANBIT-Nano levou ao espaço oito cargas úteis, entre elas cinco satélites e três experimentos. Os satélites farão a análise, coleta e transmissão de dados ambientais, testes de comunicação em órbita e monitoramento de dados solares. Veja, abaixo, mais detalhes dos dispositivos: Satélite Jussara-K: Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições nacionais, ele tem como missão coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso; Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B: Desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão usados para validar uma espécie de comunicação em órbita; PION-BR2 - Cientistas de Alcântara: Desenvolvido pela UFMA, em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION e levará ao espaço mensagens de alunos da rede pública de Alcântara; Satélite SNI-GNSS: Vai determinar com precisão a velocidade, posição e altitude do foguete e essa tecnologia poderá ser aplicada em outros dispositivos como drones, carros e navios. Ele foi desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com as empresas Concert Space, Cron e HORUSEYE TECH; Solaras-S2: Será responsável por monitorar fenômenos solares que podem impactar comunicações, navegação e sistemas tecnológicos na Terra. Foi desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space; Sistema de Navegação Inercial (INS): Dispositivo vai validar um algoritmo de navegação que irá auxiliar na futura aplicação em sistemas de navegação embarcados em missões espaciais. Foi desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC). Terá ainda, a bordo do foguete, um outro dispositivo desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC), entretanto, por solicitação do fabricante, a Força Aérea Brasileira (FAB) teve acesso a apenas dados de um.

Palavras-chave: tecnologia

Alphabet anuncia compra de desenvolvedora de energia limpa por US$ 4,75 bilhões

Publicado em: 22/12/2025 21:56

A Alphabet, controladora do Google, anunciou nesta segunda-feira (22) a compra da desenvolvedora de energia limpa Intersect por US$ 4,75 bilhões em dinheiro — assumindo também suas dívidas. A transação ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia destinam bilhões para ampliar a capacidade de computação e energia necessárias ao avanço da inteligência artificial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As grandes companhias de tecnologia vêm ampliando os aportes em projetos de energia, enquanto as redes elétricas dos Estados Unidos enfrentam dificuldades para acompanhar a crescente demanda por eletricidade impulsionada pela IA generativa, em meio a uma corrida para explorar o potencial dessa tecnologia em rápida expansão. Pelo acordo, a controladora do Google assumirá os projetos de energia e data centers da Intersect que estão em fase de desenvolvimento ou construção. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa possui US$ 15 bilhões em ativos, somando projetos já em operação e outros em construção. Até 2028, a expectativa é que os empreendimentos da Intersect, com capacidade de cerca de 10,8 gigawatts, estejam ativos ou em desenvolvimento. Esse volume equivale a mais de 20 vezes a energia gerada pela Usina Hidrelétrica Hoover, no sudoeste dos EUA. A aquisição reforça a estratégia da Alphabet de ampliar investimentos e parcerias no setor de energia. No início deste mês, a companhia de serviços públicos NextEra anunciou a expansão de sua parceria com o Google Cloud para desenvolver novas fontes de energia voltadas às operações nos EUA. Os termos do negócio O Google, em parceria com a TPG Rise Climate, apoiou a Intersect em uma rodada de financiamento de mais de US$ 800 milhões realizada em dezembro passado. O anúncio também trouxe planos para criar parques industriais destinados a abrigar gigawatts de capacidade de data centers, instalados próximos a novas usinas de energia limpa. As operações da Intersect continuarão independentes da Alphabet. Os ativos já em funcionamento no Texas e os projetos em operação ou desenvolvimento na Califórnia ficarão fora da aquisição e seguirão como uma empresa autônoma, com o suporte dos investidores atuais, informou a Alphabet. Entre os projetos no Texas está o Quantum, um sistema de armazenamento de energia limpa em construção ao lado de um complexo de data centers do Google. A Intersect também pretende adotar novas tecnologias para ampliar e diversificar o fornecimento de energia, enquanto apoia os investimentos do Google em data centers nos Estados Unidos, informou a Alphabet. Logotipo do Google em uma instalação de pesquisa da empresa em Mountain View, Califórnia. Reuters

Dinamarca e Groelândia protestam contra decisão de Trump de nomear aliado político como enviado especial

Publicado em: 22/12/2025 20:48

Dinamarca e Groelândia protestam contra decisão de Trump de nomear aliado político como enviado especial Reprodução/TV Globo A Dinamarca e a Groelândia protestaram contra a decisão de Donald Trump de nomear um aliado político como enviado especial para a ilha. O presidente americano já disse que tem intenção de comprar a Groelândia, ou até de anexa-la à força. Já era noite, no domingo (21), quando o presidente americano foi às redes sociais... E, enquanto a Groenlândia dormia, Donald Trump anunciou a nomeação do governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para região. "Jeff entende a importância da Groenlândia para a nossa segurança nacional e defenderá com veemência os interesses do nosso país para a segurança, a proteção e a sobrevivência dos nossos aliados e, de fato, do mundo” O governador, aliado de Trump, respondeu que era uma uma honra servir para tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos. Pela manhã, o primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen, rebateu, afirmando que o anúncio de Donald Trump não muda nada: "A Groenlândia pertence aos groenlandeses e sua integridade territorial deve ser respeitada." Depois, escreveu numa nota conjunta com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen: "As fronteiras nacionais e a soberania dos Estados têm raízes no direito internacional. Não se pode anexar outro país. Nem mesmo com o argumento da segurança internacional.” A Groelândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca. Pode tratar internamente de temas como economia e educação. Mas a Dinamarca mantém autoridade em assuntos de política externa e segurança da Groenlândia. E nesta segunda-feira (22) convocou o embaixador dos Estados Unidos em Copenhague para pedir esclarecimentos. Depois de alguns meses esquecida, a Groenlândia – ambição antiga de Donald Trump – voltou para o radar do presidente. No primeiro mandato, Trump tinha cogitado comprar a ilha. No início deste segundo, disse que não excluía o uso de força militar para obter o controle do território. A maior ilha do planeta tem ganhado mais importância geopolítica.... O derretimento do gelo na região, onde o aquecimento global acontece três vezes mais rápido do que no resto do planeta, é visto como oportunidade para algumas das maiores potências mundiais. Rotas que, antes, eram navegáveis por apenas 20 dias no ano, agora já têm movimento de navios por 4 meses. Além disso, a Groenlândia tem um 1,5 milhão de toneladas de minérios raros -- essenciais para os setores de tecnologia e defesa. A Rússia e a China têm expandido a presença na região. Trump já declarou que navios de guerra russos e chineses estão por toda a parte, e que não vai deixar isso acontecer. O presidente americano alega que age pela paz mundial.

Palavras-chave: tecnologia

'Inceptio': Justiça manda soltar dois empresários presos pela PF por tráfico e lavagem de dinheiro no AC

Publicado em: 22/12/2025 20:25

Marck Johnnes Lisboa (esq.) e André Borges (dir.) deixaram o presídio nesta segunda-feira (22) Reprodução Os empresários André Borges e Marck Johnnes Lisboa deixaram um presídio de Rio Branco nesta segunda-feira (22) após mais de um mês presos por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A liberdade foi concedida pela Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco após a defesa entrar com um pedido de revogação da prisão preventiva. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Para permanecerem em liberdade, os empresários precisam cumprir as seguintes medidas cautelares: Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades; Proibição de ausentar-se da comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial; Manter o endereço e telefone para contato atualizados; Recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 5h; Uso de tornozeleira eletrônica. Os irmãos John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa e Johnnes Lisboa e o sócio e primo deles, Douglas Henrique da Cruz, foram presos preventivamente em setembro durante a Operação Inceptio, que investigou tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outro preso na ação foi o empresário André Borges, solto quatro dias depois. Marck e Douglas foram soltos em setembro. Seguem presos desde à época da operação John Muller Lisboa e Mayon Ricary Lisboa. A defesa, contudo, informou ao g1 que também pediu a revogação a prisão de John Muller Lisboa e Mayon Ricary e aguarda o julgamento do pedido. LEIA TAMBÉM: Preso em operação da PF é comissionado em secretaria do Acre com salário de mais de R$ 6 mil Após prisão de contratante, show do DJ Alok no Acre é cancelado O que é habeas corpus e quando ele pode ser utilizado? No início de novembro, a Justiça revogou a liberdade de Johnnes Lisboa, Douglas Henrique da Cruz e André Borges. Na época, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) julgou o mérito do pedido de habeas corpus impetrado pela defesa e determinou que os empresários voltassem para o presídio. Empresários são presos em operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro 'Inceptio' A Polícia Federal deflagrou a operação em Rio Branco, Porto Velho (RO), Ubaí (MG), Camaçari (BA), Ilhéus (BA), Salvador (BA), Cabedelo (PB) e São Paulo (SP). Os irmãos Lisboa, John, Mayon e Johnnes, e o primo deles Douglas são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas, a Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025. Já Johnnes Lisboa é diretor geral da empresa Inove Eventos, que havia anunciado a vinda do DJ Alok para Rio Branco. A apresentação, que deveria ocorrer na Arena da Floresta, foi cancelada uma semana após a prisão dos suspeitos. Presos durante a Operação Inceptio, no Acre e em outros estados Reprodução O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa ocupava ainda um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), com salário de mais de R$ 6 mil. Ele foi exonerado no dia seguinte à prisão, em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE). Bloqueio de bens A Justiça bloqueou mais de R$ 130 milhões em contas bancárias do grupo investigado, e apreendeu bens que valem cerca de R$ 10 milhões. A polícia descobriu que o grupo atuava em seis estados e mandavam grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e o Sudeste. O dinheiro do tráfico era movimentado por meio de contas bancárias, criptomoedas e empresas de fachada. Os suspeitos podem responder por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. À Rede Amazônica Acre, o delegado André Barbosa, da Delegacia de Repreensão a Entorpecentes da PF-AC, disse que o grupo criminoso atua no Acre desde 2019 e que o caso foi descoberto durante a investigação de outros crimes. "Não tem ligação direta com a venda de entorpecente. Eram usadas como mecanismo de instrumentalizar a movimentação de recursos ilícitos, inclusive com origem do tráfico de drogas. Identificamos que tinha um grupo de narcotraficantes que revendia drogas para os estados do Nordeste e Sudeste e para internalizar o dinheiro, utilizava diversas pessoas físicas e jurídicas para lavar dinheiro, incluindo estabelecimentos comerciais", destacou na época. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de SP decide manter grama natural em praça na Vila Mariana após críticas a instalação de material sintético

Publicado em: 22/12/2025 20:24

Praça Rosa Alves da Silva, em 2020, após revitalização. Carol Rocha / Subprefeitura Vila Mariana Após protestos de moradores da Vila Mariana, na Zona Sul da capital paulista, à proposta de trocar grama natural por sintética em uma praça da região, a subprefeitura recuou e vai manter a área como está. A revitalização proposta pela subprefeitura do bairro à Praça Rosa Alves da Silva deu origem a um debate sobre o uso do espaço público e possíveis danos ao meio ambiente. A obra previa a instalação de um campo sintético de rugby em área atualmente ocupada por um "campão" — uma mistura de gramado natural e terra batida — utilizado para lazer, atividades esportivas e circulação de animais domésticos. A praça está localizada na Rua Machado de Assis, quase na divisa entre a Vila Mariana e o bairro da Aclimação. O local, que tem mais de 13 mil m², já abrigou uma garagem da antiga Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo os moradores, não houve comunicação prévia sobre a substituição do gramado e o campo poderá restringir o uso coletivo do espaço, além de trazer riscos ambientais, como aumento de temperatura, impermeabilização e contaminação por microplásticos. Em nota, a Subprefeitura Vila Mariana informou que, "após reunião nesta segunda-feira (22/12) com representantes da Câmara Municipal e moradores, foi decidido que será mantida a grama natural na revitalização da Praça Rosa Alves". O texto ainda afirma que "o projeto prioriza o caráter verde do espaço e inclui melhorias na drenagem, garantindo a preservação ambiental e a funcionalidade do campo, que será ampliado. Essa ampliação resultou em um aditamento contratual para adequações técnicas, e a previsão para o início das obras é a segunda quinzena de janeiro de 2026". Manifestação Um grupo organizou um protesto na segunda-feira (15) e conseguiu suspender o início da obra. A comunidade da praça reuniu cerca de 2 mil assinaturas em um abaixo-assinado contra a instalação do sintético e acionou o Conselho Participativo Municipal, o Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz (Cades) e vereadores — que também não estão de acordo com o projeto. “A gente fez um protesto no dia que chegaram as escavadeiras, a gente ficou lá”, contou Lina Ceschin, moradora da região e contrária à obra. “O grupo só saiu quando a gente tinha certeza que a obra não ia acontecer.” Segundo a Prefeitura de São Paulo, o orçamento da obra completa era de R$ 4.489.504,22. Na sexta-feira (19), porém, a empresa responsável pela reforma pediu mais R$ 1 milhão para iniciar as obras. Em um ofício, ela apresentou justificativas e documentos, e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) concordou com esse pedido. O valor total passou a ser de R$ 5.588.004,16. Imagem do 'campão' feita na última segunda-feira (15). Arquivo pessoal Ilha de calor De acordo com o botânico e arquiteto paisagista Ricardo Cardim, a instalação de grama sintética poderia transformar o espaço em uma ilha de calor e liberar microplásticos no solo e na água. Ele afirma ser contrário a instalações deste tipo. “Eu não gosto de grama sintética para nada, porque tem inclusive trabalhos que falam da toxicidade dessas borrachas usadas. Elas são ilhas de calor, acumulam uma temperatura altíssima, pode chegar a 70°C no sol.” O botânico reconhece que a grama sintética pode oferecer desempenho esportivo e praticidade, mas afirma que os possíveis benefícios não compensam os impactos ambientais e de uso, como calor excessivo, falta de permeabilidade e risco de queimaduras. Ele defende alternativas mais sustentáveis, como pisos permeáveis, e lembra que campos de terra e gramados naturais, como os de futebol de várzea nas periferias, já atendem bem ao esporte. “A grama sintética tem qualidade e desempenho, mas, por outro lado, há toda a problemática ambiental e o calor que pode queimar crianças. Eu acho que é possível conciliar, mas realmente sou contra a grama sintética por tudo isso.” "Você vai em Paris, na Champs-Élysées, por exemplo, que é a avenida símbolo da cidade, você tem um piso constituído por areia, com pedrinhas, sobre a terra, permeável. Eles fazem um tipo de aglomeração, de compactação ali, que o piso fica super funcional mesmo com aqueles milhares de turistas andando em cima. E você tem essa naturalidade, essa biofilia, essa absorção de água, que é muito interessante." SP prevê instalar incinerador de lixo em antigo aterro em Perus; moradores temem possível dano ambiental Uso coletivo e restrições A praça é utilizada por diversos grupos, incluindo moradores, donos de pets, jogadores de futebol e atletas de rugby. Segundo a moradora Lina Ceschin, o local abriga duas nascentes e possui uso compartilhado há anos. Ela afirma que o projeto pode proibir a circulação de animais e limitar o acesso de frequentadores. “Todos convivem muito bem e é um ecossistema que funciona muito bem”, afirma Lina. "Grama sintética corta, queima e ela precisa ser resfriada para todo o uso. Mesmo com uma drenagem muito correta, cai um absurdo de microplástico na rede fluvial." Os moradores apontam que a federação de rugby poderia assumir a gestão do campo, podendo restringir o uso por outros grupos. Procurada, a Federação Paulista de Rugby (FPR) não respondeu sobre as tratativas com a Prefeitura de São Paulo sobre o uso da praça até a última atualização desta reportagem. Segundo os moradores, a Subprefeitura teria afirmado ainda que a Vila Mariana não apresenta histórico de alagamentos. Após a declaração, no início de dezembro, a praça registrou alagamento em dia de chuva forte, segundo relatos. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), no entanto, afirmou que o entorno da praça não apresenta histórico de alagamento e que a Vila Mariana conta com "39 jardins de chuva, que funcionam como reservatórios para a captação de águas pluviais, contribuindo para a infiltração da água no lençol freático". O que diz a prefeitura Leia nota da Subprefeitura da Vila Mariana de 21 de dezembro: "A Subprefeitura Vila Mariana informa que a Praça Rosa Alves da Silva permanecerá, após a obra de revitalização, sendo um espaço público de amplo acesso à população. As intervenções vão diversificar as atividades oferecidas, alcançando novos públicos e sem prejuízo à prática das demais modalidades esportivas já existentes no local. A requalificação prevê também a substituição do gramado do campo por grama sintética, implantação de uma nova rede de drenagem, reforma do parcão e da ATI (Academia da Terceira Idade), bem como a instalação de um parquinho sensorial voltado à primeira infância, com o objetivo de estimular o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. A Subprefeitura Vila Mariana ressalta que a Praça Rosa Alves da Silva e seu entorno não apresentam histórico de alagamentos. O território da Vila Mariana conta com 39 jardins de chuva, que funcionam como reservatórios para a captação de águas pluviais, contribuindo para a infiltração da água no lençol freático. Cada jardim de chuva possui até 1,5 metro de profundidade e é composto por três camadas: um poço de infiltração de um metro, uma estrutura formada por rachão, brita, terra e composto orgânico, além de plantas e flores responsáveis pela absorção da água."

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Câmara de BH aprova, em 2º turno, reajuste de 2,4% para servidores municipais

Publicado em: 22/12/2025 20:03

Câmara de BH aprova reajuste para servidores municipais A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou nesta segunda-feira (22), em 2º turno, o Projeto de Lei 395/2025, que prevê reajuste salarial de 2,49% aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta de BH. A aprovação foi por unanimidade, com 39 votos favoráveis. A proposta entra em vigor em 2026, mas ainda depende da sanção do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O texto foi proposto pela Prefeitura e define critérios e valores para cada cargo e função. Além disso, altera regras de progressão específicas de servidores da saúde, incluindo, por exemplo, médicos, enfermeiros, agentes sanitários e técnicos de saúde. A proposta foi acordada com sindicatos e inclui cerca de 70% das categorias do serviço público municipal. O impacto financeiro para o orçamento do município em 2026 deverá ser de R$ 173 milhões, segundo estimativas do Executivo local. Para 2027, deverá ser de R$ 347 milhões. Câmara Municipal de Belo Horizonte Karoline Barreto/CMBH Divulgação Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Decisão do STF suspende lei que obriga comércio a oferecer sacolas gratuitas em Salvador

Publicado em: 22/12/2025 19:23

Alternativas recicláveis e gratuitas devem ser oferecidas por estabelecimentos comerciais de Salvador Reprodução/RBS TV Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu temporariamente a lei que obriga os estabelecimentos de Salvador a oferecerem sacolas plásticas recicláveis de forma gratuita. A liminar foi expedida no sábado (20), após pedido da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), e se estende até o julgamento que pode definir ou não o fim da medida na capital baiana. Na decisão, o ministro citou que leis como essa violam os princípios de livre iniciativa e da livre concorrência e destacou que a tese defendida pela instituição tem chance de vitória, devido a um julgamento recente do próprio STF, que declarou inconstitucional a ação na Paraíba. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A decisão mencionada pelo ministro sustenta que a gratuidade não é necessária para proteger o consumidor em situação de vulnerabilidade e que o valor a mais pelo custeio das sacolas acaba sendo repassado ao preço dos produtos, configurando uma espécie de "venda casada". O g1 procurou a Prefeitura de Salvador, para comentar o caso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Conheça lei A lei entrou em vigor no dia 14 de julho de 2024, pouco mais de um mês depois de o projeto ter sido aprovado na Câmara Municipal. A distribuição de sacolas plásticas não recicláveis foi proibida em Salvador em maio deste ano. O projeto foi criado pelo vereador Carlos Muniz (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Salvador. Desde a proibição, os estabelecimentos, principalmente supermercados, passaram a cobrar valores extras aos que desejassem embalar as compras em sacolas plásticas recicláveis, que eram oferecidas nos caixas. A opção gratuita para os consumidores era levar as próprias embalagens ou sacolas de casa, o que gerou queixas. Com a aprovação da Lei 9.817/2024, houve uma alteração na primeira lei referente as sacolas plásticas, a 9.699, de 18 de maio de 2023. Portanto, os estabelecimentos têm de oferecer alternativas gratuitas para os clientes, como sacolas de papel ou plástico biodegradável, que se desintegra na natureza em um tempo menor do que o convencional. As sacolas devem ser feitas, majoritariamente, com materiais oriundos de fontes renováveis. Os estabelecimentos são obrigados a fixar placas visíveis aos clientes, informando a respeito. A lei se estende aos atacadistas em relação aos produtos comercializados no varejo. Esses estabelecimentos, porém, já faziam cobranças pelas sacolas muito antes de a lei entrar em vigor. Os preços variam entre R$ 0,15 e R$ 0,30. Conforme o texto, se algum estabelecimento não cumprir a ordem, o cliente pode procurar órgãos de defesa do consumidor, contudo, o dispositivo não detalhou multas previstas em casos de descumprimento. LEIA MAIS: Prefeitura sanciona lei que proíbe fornecimento de canudos plásticos em Salvador Aprovado projeto de lei que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a ajudarem mulheres vítimas de assédio na Bahia Lei que proíbe o uso de sacolas plásticas não recicláveis no comércio de Feira de Santana é promulgada Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Drones e patrulhamento aéreo: como será fiscalização após decreto proibir nudismo em Balneário Camboriú

Publicado em: 22/12/2025 19:01

Patrulhamento aéreo policial em Balneário Camboriú após decreto proibir nudismo Drones e patrulhamentos aéreos estão entre as medidas que serão usadas pela Secretaria de Segurança de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, para a fiscalização após a publicação do decreto que proibiu a prática de nudismo no município. Serão intensificadas rondas e operações. O decreto que proíbe a prática de nudismo na região foi publicado na sexta-feira (19). A Praia do Pinho, que fica no município, foi a primeira de naturismo do Brasil. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 🏖️ Naturismo é uma filosofia que prega autorrespeito, autoconhecimento, respeito ao próximo, alimentação saudável e preservação da natureza. Dentro deste modo de viver, também está a prática de nudismo social. Como é a Praia do Pinho, a 1ª de naturismo do Brasil Decreto que proíbe nudismo nas praias de Balneário Camboriú é publicado Ações da Secretaria de Segurança O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Carlos Alberto Araújo Gomes, disse que a prefeitura dará ampla publicidade às novas regras. Ele disse ainda que serão organizadas e estimuladas ações comunitárias e de voluntariado visando ocupar a região com novas atividades. "As forças de segurança, de forma complementar e integrada, vão intensificar as rondas e operações, inclusive com o apoio de câmeras e drones", declarou o secretário. Praia do Pinho, em Balneário Camboriú Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau/Divulgação 🏖️Como é a Praia do Pinho? A Praia do Pinho é considerada a primeira praia de naturismo do Brasil. De fácil acesso, o espaço tem cerca de 500 metros de extensão e fica entre as praias de Laranjeiras e do Estaleirinho. O nudismo existe no local desde 1980. A prática de não usar vestimentas no local é um dos principais fundamentos do chamado naturismo. A praia é aberta a todos os públicos, incluindo crianças, idosos e casais, sejam heterossexuais ou homoafetivos. Homens solteiros também podem permanecer na faixa de areia. É proibido fotografar ou filmar sem autorização dos frequentadores, mesmo à distância. Enquanto foi autorizada a prática do nudismo no local, era proibida qualquer prática de cunho sexual ou comportamento obsceno na praia. 🤔Nudismo x naturismo Segundo explica Susan Letícia Gals, integrante do movimento e tesoureira da Associação NuParaíso, responsável pela manutenção da Praia do Pinho, o naturismo pode ser classificado como uma "filosofia de vida que engloba várias atitudes e, dentre elas, o nudismo". De acordo com Susan, os espaços são reconhecidos pelos municípios e pela Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). A entidade possui regras para os visitantes, mas afirma que não há espaço delimitado para pessoas que querem andar nuas ou idade mínima para frequentar os espaços. Praia do Pinho é considerada a primeira de naturismo do Brasil Praia do Pinho/Divulgação O que diz a Federação Brasileira de Naturismo Confira abaixo a nota completa da Federação Brasileira de Naturismo. A Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) manifesta profunda preocupação e pesar diante do encerramento da prática do naturismo na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em decorrência da aprovação da PL 10/2022 e das alterações introduzidas pelo novo Plano Diretor do município. A Praia do Pinho não é apenas um espaço geográfico. Trata-se de um marco histórico do naturismo brasileiro, reconhecido nacional e internacionalmente, que por décadas representou um ambiente de convivência respeitosa, liberdade responsável e contato consciente com a natureza. É fundamental esclarecer à sociedade alguns pontos que têm sido, reiteradamente, confundidos ou utilizados de forma inadequada no debate público. Naturismo não é nudismo desordenado O naturismo é uma prática regulamentada, baseada em valores claros: respeito mútuo, convivência social, ética, preservação ambiental e responsabilidade individual. Não se confunde, em hipótese alguma, com comportamentos inadequados, atos obscenos ou crimes sexuais. Crimes são crimes — independentemente de onde ocorram — e devem ser combatidos com fiscalização, investigação e punição, não com a extinção de uma prática legítima e reconhecida mundialmente. Criminalidade e omissão do poder público Os próprios debates realizados na Câmara Municipal evidenciaram que práticas criminosas, inclusive de natureza sexual e relacionadas ao uso de drogas, ocorrem em diversos espaços públicos de Balneário Camboriú, e não exclusivamente na Praia do Pinho. Diante disso, questionamos: Por que a resposta escolhida foi abolir o naturismo, em vez de fortalecer a segurança, a fiscalização e a aplicação da lei? Punir corretamente uma minoria que age fora das normas sempre foi, e continua sendo, mais eficaz do que eliminar um direito coletivo por falhas de gestão e ausência do Estado. Ausência de associação local e responsabilidade compartilhada Reconhecemos que a ausência de uma associação naturista local, forte e atuante, contribuiu para o enfraquecimento da defesa do espaço. Uma sociedade organizada é sempre mais respeitada — porém, também sabemos que nem sempre é fácil encontrar pessoas dispostas a assumir responsabilidades, enfrentar críticas e “colocar a cara a tapa”. Ainda assim, a falta de organização civil não justifica a supressão de um direito cultural e social, especialmente quando existem instrumentos legais e administrativos para coibir abusos. Interesses imobiliários e falso moralismo A possível venda do Complexo do Pinho e a crescente especulação imobiliária na região levantam preocupações legítimas. O discurso moralista, em muitos casos, esconde interesses econômicos claros. Em diversos momentos na Câmara Municipal foi dito sobre atos sexuais praticados em diversos locais, inclusive centrais de Balneário Camboriú e que não são áreas naturistas. É importante lembrar que grande parte das pessoas que hoje pedem o fim do naturismo escolheu morar na região quando a praia já era oficialmente naturista, ou seja, tinham pleno conhecimento da vocação do local. Optar por mudar a lei, em vez de respeitar o ambiente escolhido, revela um comportamento egoísta e excludente. Democracia, diversidade e respeito Santa Catarina possui centenas de praias. Quantas se tornaram áreas restritas por empreendimentos imobiliários e não por ser área naturista? É realmente tão difícil garantir um pequeno espaço para quem escolhe viver e se expressar de forma diferente? A democracia se constrói com diversidade, não com imposição de um único modo de pensar ou viver. Defender o fim de um espaço isolado, de acesso voluntário, não é proteção da moral — é negação da liberdade alheia. Conclusão A Federação Brasileira de Naturismo entende que o fim da Praia do Pinho como área naturista representa uma perda histórica, cultural e social, fruto de omissões, desinformação, interesses paralelos e intolerância. Seguiremos defendendo o naturismo como prática legítima, ética e respeitosa, bem como o direito à diversidade, ao diálogo e à convivência democrática. O combate ao crime se faz com lei, presença do Estado e punição aos culpados, não com a eliminação de direitos de quem sempre agiu corretamente. Paula Silveira Presidente da FBrN - Federação Brasileira de Naturismo VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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