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Com trabalho contra dengue, brasileiro entra para lista dos cientistas mais importantes do mundo em 2025

Publicado em: 08/12/2025 21:43

O trabalho de um pesquisador brasileiro contra a dengue ganhou destaque mundial. Luciano Moreira entrou na lista da revista “Nature” dos cientistas mais importantes em 2025. Ele transformou o inimigo em solução. O pesquisador Luciano Moreira ficou conhecido por criar mosquitos Aedes aegypti com menor chance de transmitir dengue, zika ou chikungunya. São os chamados mosquitos do bem. A manchete da revista “Nature”, a publicação científica mais influente do mundo, diz: "Este cientista está reproduzindo bilhões de mosquitos para combater uma doença no Brasil”. Luciano Moreira está na lista das dez pessoas que moldaram a ciência em 2025. "Eu fiquei muito lisonjeado pela notícia, por esse reconhecimento", diz o pesquisador e CEO da Wolbito do Brasil. Com trabalho contra dengue, brasileiro entra para lista dos cientistas mais importantes do mundo em 2025 Jornal Nacional/ Reprodução A pesquisa coordenada por Luciano Moreira foi feita em parceria com a Fiocruz e levou 17 anos. A tecnologia introduziu no Aedes aegypti a bactéria Wolbachia, que impede a proliferação do vírus dentro do mosquito e reduz, assim, a chance de transmissão para as pessoas. Pesquisas recentes revelam que essa iniciativa reduziu os casos de dengue em até 89%. É a situação de Niterói, município da Região Metropolitana do Rio, onde os primeiros mosquitos com a bactéria foram soltos. Hoje, Luciano Moreira trabalha em uma das maiores fábricas de mosquitos do mundo, em Curitiba. Os 100 milhões de ovos produzidos semanalmente já são distribuídos em 16 cidades do Brasil e devem chegar a mais 13 em 2026. Com trabalho contra dengue, brasileiro entra para lista dos cientistas mais importantes do mundo em 2025 Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério da Saúde disse que a pesquisa ajudou a criar uma importante ferramenta de saúde pública e elogiou o reconhecimento. Para o engenheiro agrônomo, o nome na revista “Nature” é um incentivo. Mas o desejo dele é o fim das doenças transmitidas por um bichinho tão pequeno. "A gente tem muita gente que está no dia a dia trabalhando, batalhando para que a gente consiga proteger mais vidas. Um método que está já como política pública do Ministério da Saúde para ser utilizado em larga escala e, juntamente com outros métodos, outras formas de controle, reduzir a incidência de arboviroses, das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti", diz Luciano Moreira. LEIA TAMBÉM Brasileiro que criou mosquito Aedes que não transmite dengue entra na lista dos cientistas que mudaram a ciência em 2025

Palavras-chave: tecnologia

Fiocruz: poucos jovens procuram atendimento médico para questões de saúde mental - e são eles os que mais precisam

Publicado em: 08/12/2025 21:20

Estudo da Fiocruz concluiu que poucos jovens procuram atendimento por questões de saúde mental Um levantamento da Fiocruz concluiu que poucos jovens procuram atendimento médico para questões de saúde mental - e são eles os que mais precisam. A primeira tarefa da pesquisa é relembrar o óbvio: a geração que tem de 15 a 29 anos é feita de carne e osso. "Nem sempre é ouvida, em geral é desqualificada já no seu núcleo familiar. A gente ouve muito: é uma geração que está com frescura, está com mimimi. Só que essa geração, na verdade, está nomeando esses problemas, trazendo à luz essa condição juvenil contemporânea e as suas dificuldades”, diz André Sobrinho, coordenador da Agenda Jovem Fiocruz. O estudo da Fiocruz mostra que os jovens são os mais internados por questões de saúde mental. No grupo de 20 a 24 anos, são 625 internações para cada 100 mil habitantes. Na faixa seguinte, até 29, sobem para 720. São taxas bem maiores que as da população adulta. Concluir os estudos, começar o trabalho, formar uma nova família. A vida do jovem tem muitos degraus, e todos eles são cercados de muitas expectativas. O problema é que dificilmente esses degraus são vencidos um de cada vez. Geralmente, as etapas e expectativas vão se misturando, e muitas vezes se transformam em fatores de pressão para a saúde mental. "É difícil arrumar emprego. Fica uma expectativa muito grande e uma ansiedade de não saber o que vem pela frente. As redes sociais influenciam bastante nisso. E é importante você falar sobre esse assunto". Na reportagem, a voz das adolescentes foi alterada por inteligência artificial para que a identidade delas seja preservada. "Muita gente passa muita coisa dentro de casa e não procura ajuda. Muita gente mesmo. Não conseguia. Aí conversei com a minha madrasta, ela me levou no hospital e lá eles me encaminharam para cá”. Fiocruz: poucos jovens procuram atendimento médico para questões de saúde mental - e são eles os que mais precisam Jornal Nacional/ Reprodução Os números do estudo comprovam a barreira para quem procura ajuda. Apesar de serem os mais internados em hospitais, os jovens são os menos atendidos nos serviços básicos de saúde: 11% dos atendimentos de jovens foram voltados para saúde mental, enquanto na população em geral essa proporção chega a quase 25%. O SUS oferece atendimento gratuito para saúde mental nos CAPS, os Centros de Atenção Psicossocial. "Foi super importante para mim. Eu mudei bastante desde quando entrei aqui. Com certeza aqui fez algo me apaixonar por esse lugar. Foi um dos grandes motivos de eu querer ser psicóloga. É incrível esse lugar”. Acolher é enxergar que entre a expectativa e a realidade existe uma pessoa: "Desenvolver estratégias de autocuidado, entender que uma coisa são as expectativas, outra coisa é a realidade concreta. E que entre uma coisa e outra tem que se preservar a saúde mental para poder continuar com seus projetos de vida”, afirma André Sobrinho. LEIA TAMBÉM Hiperconectividade e cobrança excessiva são combustíveis para adoecimento mental, diz psicóloga Já é dezembro? Entenda o que pode te dar a sensação de que o 'ano passou voando' e como isso afeta sua saúde mental Afinal, a geração Z é 'frágil' ou vive o período mais difícil para ser jovem?

Palavras-chave: inteligência artificial

Aumenta número de jovens brasileiros que tratam sequelas de AVC; médicos alertam para fatores de risco relacionados ao estilo de vida

Publicado em: 08/12/2025 21:17

Aumenta número de jovens tratando efeitos de AVC E os jovens estão em uma lista que tem preocupado muito os médicos. De uma hora para outra, movimentos simples ficam complexos: caminhar, preparar a própria comida. Karina Pires não está em casa, mas na cozinha de um centro de reabilitação depois de sofrer um AVC, há dois anos. "Eu não falava nada. Agora eu estou falando e me expressando. É muito gratificante também eu estar fazendo as pequenas coisas”, diz Karina. O AVC, acidente vascular cerebral, também conhecido como "derrame", acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, interrompendo a circulação sanguínea em uma parte do órgão. Em alguns casos, pode ser fatal. Em 2024, foram mais de 62 mil mortes no Brasil por AVC. No caso da Karina, a doença, quase sempre silenciosa, deu um sinal: uma convulsão. "Meu pai me levou para o hospital e veio o diagnóstico da má formação. Quando eu fui para tratar não dava mais tempo”, conta Karina. Karina tinha 27 anos. Os médicos têm notado um aumento de pessoas mais jovens entre as vítimas de AVC. Os atendimentos nas sete unidades da entidade no Brasil aumentaram 63% na faixa dos 18 aos 59 anos nos primeiros nove meses de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. O médico César Jardim diz que, quando não é uma má formação no cérebro, como no caso da Karina, a explicação pode estar no estilo de vida. "Uso de hormônios em excesso, uso de drogas ilícitas que são estimulantes em excesso, algumas drogas que não são ilícitas mas que são estimulantes. Então, derivados de cafeína em excesso”, diz César Jardim, cardiologista e responsável pelo Clinique Check-up do HCor. Em qualquer idade, o AVC tem outros fatores de risco, que podem ser controlados: pressão alta; diabetes; colesterol alto; tabagismo; obesidade; sedentarismo. O tempo de recuperação varia muito. Depende da gravidade da lesão e de quais funções do cérebro foram comprometidas. O que é importante para qualquer pessoa é que o atendimento seja rápido nos primeiros sintomas do AVC. Isso faz toda diferença na reabilitação. Antônio Carlos Fonseca teve um desmaio. "Começou a ter dor de cabeça, subiu a pressão... Pode saber que alguma coisa errada tem”, afirma o paciente. Tontura, fraqueza, dormência no corpo também podem ser sinais de um AVC. Antônio ficou dois meses na UTI e está há um ano na reabilitação. "Eu sinto a diferença no meu corpo”, conta Antônio. O médico fisiatra Marcelo Ares diz que a tecnologia tem ajudado na recuperação e na melhora da qualidade de vida dos pacientes: "Em uma terapia robótica, por exemplo, a gente pode trabalhar motor, atenção, coordenação, tempo de resposta. A gente pode trabalhar várias atividades em uma só terapia. Claro que isso não elimina as terapias convencionais, que são muito importantes também”. Aumenta número de jovens tratando efeitos de AVC Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM AVC tira a vida de um brasileiro a cada seis minutos; 80% dos casos poderiam ser evitados Como as células-tronco podem ajudar na recuperação do cérebro após um derrame AVC, Alzheimer e enxaqueca: por que OMS emitiu alerta sobre essas doenças e condições neurológicas?

Palavras-chave: tecnologia

Projeto que regulamenta motos por aplicativo na cidade de SP é aprovado em segunda votação; veja regras

Publicado em: 08/12/2025 21:00

Placar da votação na Câmara, em segundo turno, o projeto que regulamenta o serviço de moto por app na capital paulista Giba Bergamim/TV Globo A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em segunda votação, nesta segunda-feira (8), o projeto de lei que regulamenta o serviço de moto por aplicativo na capital paulista. O placar foi de 32 votos a favor e 16 contrários. O vereador Paulo Frange (MDB) apresentou um novo projeto, que substituiu o aprovado na semana passada, com base num pré-acordo entre líderes de partidos. Entre as mudanças, um seguro funerário e a proibição de bônus por viagem, o que estimularia uma competição por passageiros. A presidente da subcomissão que analisava o tema, Renata Falzoni (PSB), que tinha votado a favor no primeiro turno, mudou e votou contra desta vez. Janaína Pascoal se absteve. O projeto substitutivo foi uma estratégia para evitar a inclusão de emendas, o que atrasaria a votação. Vereadores querem mandar a carta de lei ainda nesta noite para, se o prefeito Ricardo Nunes (MDB) quiser, sancionar ainda nesta segunda. A aprovação ocorreu em sessão extraordinária, dois dias antes do vencimento do prazo da Justiça de SP para que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) faça a regulamentação do projeto. O projeto prevê uma série de obrigações para os motociclistas e empresas como 99 e Uber. Entre as principais regras para os motociclistas estão: Idade mínima de 21 anos; Proibição de circular na área do minianel viário, que corresponde à área do rodízio de veículos e abrange todo o centro expandido da cidade; Também não podem atuar em dias de chuva forte, vendaval e nas vias de trânsito rápido, como as Marginais Pinheiros e Tietê e o corredor Norte-Sul; Devem ficar fora das faixas e corredores de ônibus; Cadastro prévio na prefeitura; Possibilidade de os motociclistas se juntarem em cooperativa e terem o próprio aplicativo; Carteira de habilitação categoria “A” ou “B” há no mínimo 2 anos; Curso especializado para transporte de passageiros em motocicletas de 30 horas pagos pelas empresas de aplicativo ; Não ter recebido infração de trânsito gravíssima nos 12 meses anteriores; Eles também deverão fazer exame toxicológico, válido por 3 meses, além de oferecer capacete certificado para o passageiro. As empresas terão que: Manter cadastros dos mototaxistas, que só poderão usar uma moto; Contratar seguro para passageiros; Deixar claro que serão por conta das empresas os equipamentos de proteção individual e o custo com cadastro; Instalar pontos de descanso e estacionamento; Manter dispositivo limitador de velocidade no aplicativo, informando condutor e passageiro; Seguro funerário (os apps já têm seguro de vida, mas não funerário). Caso não cumpram as regras, as empresas poderão receber multas diárias que vão de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão. As plataformas estão proibidas de oferecer bônus para viagens. Já as motos deverão ter: No máximo 8 anos de uso; Registro na categoria aluguel, com placa vermelha paga; Alças metálicas traseira e lateral para apoio do passageiro; Proteção para pernas e motor, para casos de tombamento; Dispositivo aparador de linha, para evitar acidentes com pipas. Moto por app: serviço oferecido pela 99 e Uber é alvo de impasse jurídico em SP Reprodução Primeira votação O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite de quinta-feira (4), em primeiro turno de discussão, o projeto de lei que regulamenta a atividade de mototáxi e motos por aplicativo na cidade de São Paulo. O PL 1487/2025, de autoria da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara, recebeu 29 votos a favor e 9 votos contrários, somando 38 votos dos 55 vereadores. Ao menos 17 vereadores não votaram nem sim, nem não. Eles não tiveram nem seus nomes registrados no painel. Entre eles o vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que é candidato à Presidência da Câmara contra o vereador Ricardo Teixeira, do mesmo partido. Quase 1/3 dos vereadores eleitos não se manifestaram sobre o projeto que é tão importante para a cidade e foi exaustivamente debatido publicamente ao longo de 2025. A sessão se estendeu até perto da meia-noite. Motos por app em SP: vereadores aprovam projeto em 1ª votação Painel da Câmara Municipal aponta apenas 38 vereadores entre os 55 que registraram voto no projeto de regulamentação dos mototaxistas em São Paulo. Divulgação/Câmara Municipal de SP O texto aprovado em primeiro turno foi o mesmo apresentado pelo vereador Paulo Frange (MDB), resultado de meses de debates promovidos pela subcomissão criada na Câmara para tratar do assunto, sob a presidência da vereadora Renata Falzoni (PSB). As penalidades previstas incluem advertência, multa, suspensão e cassação de cadastro ou credenciamento (veja regras abaixo). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pretende publicar decreto de regulamentação das motos por aplicativo até 8 de dezembro. Montagem/g1/Bruno Peres/Agência Brasil e Secom/PMSP Em conversa com a imprensa na semana passada, o prefeito adiantou que estava preparando o texto com regras mais restritivas do que o esperado pelas empresas do setor. Ele havia pedido a suspensão do prazo (que termina em 10 de dezembro) para a atividade ser regulamentada, mas o presidente do Tribunal de Justiça negou a solicitação. As empresas diretamente interessadas no assunto - 99 e Uber - anunciaram que devem retomar os serviços de moto por aplicativo na cidade em 11 de dezembro. Veja os principais pontos aprovados no projeto em primeira votação: Credenciamento obrigatório das empresas O texto determina que o uso intensivo das motos para prestação de serviço dependerá de credenciamento prévio da empresa, com validade de um ano; A empresa deverá contratar seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros (APP); Também será necessário apresentar um plano inicial para a instalação de pontos de descanso e estacionamento; O Poder Executivo terá 60 dias para analisar o pedido e poderá solicitar documentos adicionais. Cadastro dos condutores Para trabalhar no transporte de passageiros, o motociclista precisará ter idade mínima de 21 anos; CNH A ou AB há pelo menos 2 anos, com anotação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR); Deverá disponibilizar capacete em bom estado e touca descartável ao passageiro; Obrigatoriedade de se manter como contribuinte do INSS; Conclusão de curso especializado, inexistência de infração gravíssima nos últimos 12 meses; Ausência de condenação por crimes contra a mulher, contra a dignidade sexual e outros; Exame toxicológico com janela mínima de 90 dias; O cadastro será gratuito e deverá ser concluído antes do registro do condutor na plataforma. Como devem ser as motos Toda motocicleta usada no serviço deverá ter Certificado de Segurança Veicular (CSV); Ano de fabricação não superior a 8 anos; Registro na categoria “aluguel”, o que obriga o uso de placa vermelha; Alças na traseira e na lateral para apoio do passageiro; Dispositivo de proteção para pernas e motor e antena "corta-pipa". Deveres das plataformas As empresas deverão oferecer viagens somente com motociclistas cadastrados e veículos certificados; Disponibilizar à prefeitura os dados necessários para fiscalização; Exibir no aplicativo a identificação do condutor e o certificado da moto; Permitir vinculação de apenas um veículo por condutor; Manter limitador de velocidade no aplicativo; Manter vigente o seguro APP. Elas também terão de compartilhar dados detalhados das viagens com a Prefeitura de São Paulo, como origem, destino, trajeto, tempo de espera, avaliação, identificação do veículo, registros de sinistros e dados de telemetria sobre comportamentos de risco. Áreas com circulação proibida O projeto proíbe a circulação de motos usadas para transporte de passageiros em: Corredores e faixas exclusivas de ônibus; Durante eventos adversos, como chuva intensa, vendaval, enchentes e baixa visibilidade; Em vias de trânsito rápido; No minianel viário (região do Centro expandido); E na Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC) de caminhões. O Executivo poderá ainda definir perímetros específicos para operação e delimitar pontos de embarque e desembarque em terminais e estações de transporte público. Multas de até R$ 1,5 milhão As penalidades previstas incluem advertência, multa, suspensão e cassação de cadastro ou credenciamento. Para as empresas, as multas variam de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão, podendo ser cobradas por dia caso a infração persista. Os valores serão reajustados anualmente com base no IPCA. O que dizem as empresas de app A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as empresas de aplicativo de moto, disse que esse projeto votado na Câmara Municipal, na prática, "inviabiliza a operação do serviço de mototáxi na cidade". Segundo a Amobitec, ele é “inconstitucional, pois cria um conjunto de restrições que, na prática, inviabiliza a operação do serviço na cidade de São Paulo ao impor limitações ao condutor, à moto e aos locais de uso”. “O texto apresentado reúne exigências que extrapolam o que a legislação que regula a categoria permite. Por exemplo, ao exigir placa vermelha (categoria aluguel) para as motocicletas que venham a atuar na modalidade, o projeto equipara indevidamente o motoapp ao mototáxi, ignorando a legislação federal específica para transporte via aplicativos”, afirmou. A Amobitec também afirmou que “o projeto estabelece credenciamento prévio obrigatório para empresas e motoristas, com prazo de até 60 dias para análise por parte do Executivo”. “Na prática, trata-se de um ato de liberação sujeito à total discricionariedade da Prefeitura – o que significa que o município poderia, em última instância, não autorizar nenhuma empresa ou condutor, configurando uma nova forma de proibição, já vedada pela Justiça”, argumenta. “Municípios não podem criar barreiras desproporcionais, nem criar regras não previstas na legislação nacional, principalmente se não tiverem estritamente a ver com a regulação do trânsito”, completa a entidade. Anúncio de retomada em 11 de dezembro 99 e Uber anunciam retomada do serviço de moto por aplicativo na cidade de SP a partir de 11 de dezembro Rodrigo Rodrigues/g1 No final do mês passado, as plataformas 99 e Uber anunciaram que vão retomar o serviço de moto por aplicativo na cidade de São Paulo a partir do próximo dia 11 de dezembro. Na véspera, dia 10, vence o prazo dado pela Justiça de São Paulo para que Nunes regulamente as regras do serviço na capital paulista. Procurada, a Prefeitura de SP disse que é "rigorosamente contrária ao serviço de mototáxis na cidade. Trata-se de um transporte não regulamentado, perigoso e que tem registrado acidentes e mortes de inúmeros passageiros" e que "as áreas jurídicas e técnicas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) avaliam o assunto". O anúncio da retomada dos serviços foi feito em conjunto pelas duas empresas e acontece após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a lei estadual que dava aos municípios poder para autorizar ou proibir o serviço. Segundo as empresas, o modelo já é aplicado no Rio de Janeiro em parceria com o poder público e pode subsidiar a futura regulamentação municipal.

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Falta água em alguns bairros de João Pessoa nesta terça-feira (9); saiba onde

Publicado em: 08/12/2025 19:45

Falta água nesta quinta-feira (6) em alguns bairros de Santa Rita, PB Aurélio Sal/EPTV Alguns bairros de João Pessoa vão ficar sem água nesta terça-feira (9). De acordo com a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a suspensão acontece para dar andamento ao projeto "Água na Medida", com a implantação de novas tecnologias e materiais que visam melhorar o abastecimento na capital. O serviço vai ficar suspenso a partir das 8h e será retomado, após a conclusão do serviço, de forma gradual, a partir das 20h. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Bairros de João Pessoa que vão ficar sem água na terça-feira (9) Tambaú; Manaíra; Jardim Oceania; Aeroclube; São José. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: tecnologia

TCU abre fiscalização de estatais com riscos fiscais e vai tratar caso dos Correios de forma separada

Publicado em: 08/12/2025 19:18

Tesouro vê juros altos e rejeita proposta de bancos para empréstimo aos Correios O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou ao g1 que o tribunal abriu processos de fiscalizaçaõ e demandou informações para as nove empresas estatais classificadas com riscos fiscais que passarão por fisacilização do TCU. No caso específico dos Correios, que passa por uma crise financeira e estuda opções para se reestruturar, o processo será conduzido de forma separa das demais empresas. "Os Correios têm três processos, três solicitações do Congresso Nacional e tem o próprio processo dos Correios", explicou o presidente. 🔎 O Tribunal de Contas da União é responsável por controlar gastos, pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas do país. O TCU anunciou em novembro que criaria uma força-tarefa para fiscalizar nove estatais federais que apresentam riscos fiscais. Entre elas estão os Correios e a Casa da Moeda. Segundo Vital do Rêgo, os processos já têm relatores definidos. correios, crise, entregas, encomendas Reprodução/TV Globo A iniciativa foi motivada por um relatório do Tesouro Nacional que identificou fragilidades financeiras e possíveis riscos às contas públicas em nove das 27 empresas estatais analisadas. Além dos Correios e da Casa da Moeda, também são citadas as Companhias Docas (CDC, CDP, Codeba, CDRJ e Codern), a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Infraero. “O objetivo é ampliar o escopo da fiscalização para além do aspecto financeiro, incorporando dimensões de governança, eficiência operacional e qualidade da gestão”, afirmou o presidente do TCU. Segundo Vital do Rêgo, a ação da força-tarefa será estruturada em cinco: gestão e inovação; desempenho financeiro; gestão de pessoal; contratações; e tecnologia da informação. “Esses são fatores que frequentemente estão na raiz das dificuldades fiscais enfrentadas por essas entidades”, completou.

Palavras-chave: tecnologia

Tema da redação da Unesp 2026 é 'Vivemos uma epidemia de solidão?'

Publicado em: 08/12/2025 19:08

Solidão na velhice aumenta o risco de morte precoce em 26%; o de quedas em 30%; e o de desenvolver demência em 50% Mariza Tavares O segundo dia da segunda fase da Unesp, realizado nesta segunda-feira (8), trouxe o seguinte tema da redação: 'Vivemos uma epidemia de solidão?'. Além de um texto dissertativo-argumentativo em prosa sobre o tema, os estudantes responderam 12 questões sobre Linguagens e suas tecnologias. A prova teve duração de 5 horas. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram No domingo (7), os estudantes responderam 24 questões de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas tecnologias, além de Matemática e suas tecnologias. Chico Mendes, Platão e conflito na Caxemira estavam entre os temas abordados. Veja aqui a reportagem. No total, 32.835 candidatos disputam 5.867 vagas em 136 cursos de graduação, distribuídos em 24 cidades do estado de São Paulo. (veja abaixo calendário de datas). Unesp 2026: veja como foi o 1º dia da segunda fase do vestibular LEIA TAMBÉM: 1º DIA: Temas da Unesp 2026: 2ª fase aborda Chico Mendes, Platão e conflito na Caxemira; veja opiniões NOTA DA UNESP: professor ensina a calcular a nota final do vestibular EXEMPLO: Com 4 faculdades, idoso de 66 anos tenta vaga em Letras na Unesp: 'estudar faz bem pra cabeça' Quais são os critérios de avaliação da redação? O texto deve atributos como coerência e coesão e deve estar de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, segundo o Manual do candidato. O texto deve ser elaborado a partir da leitura e compreensão dos textos auxiliares que servem de referencial para o candidato. Tema - A inadequação ao tema proposto pode zerar a nota. Estrutura – Avalia o respeito à estrutura do texto dissertativo (introdução, desenvolvimento e conclusão). Observa a sustentação da tese, a progressão lógica (sem contradições), o encadeamento articulado e a coerência das ideias. Espera-se o posicionamento pessoal do autor e a defesa clara do seu ponto de vista. A conclusão deve retomar a tese principal e, no caso da Vunesp, sem proposta de intervenção no problema proposto. Língua – Cobra a modalidade escrita e o registro formal da língua. Avalia os conhecimentos de gramática como concordância, regência, ortografia, pontuação e acentuação. O vocabulário dever ser claro e preciso (não necessariamente rebuscado). Evite seguidas repetições de palavras, uso de clichês e frases feitas. Evite usar a primeira pessoa do singular (eu) e a segunda pessoa do singular ou plural (tu, vós). Coesão - A redação também avalia os recursos coesivos como conjunções, conectivos e pronomes, e seu uso correto entre frases e parágrafos. Autonomia – O texto deve ser original, autônomo e completo, sem depender da referência direta à proposta de redação. Original – Seja autêntico, evite transcrever ou copiar trechos de outras obras ainda que da própria prova. Nota – A redação pode ser zerada se: Fugir ao tema e gênero proposto Apresentar nome ou qualquer sinal que possa identificar o candidato Estiver em branco Estiver predominantemente ilegível For idêntica ou muito semelhante a outras redações de vestibulares ou modelos de internet Apresentar menos de 8 linhas autorais (trechos não copiados) Veja aqui como calcular a nota final da Unesp: Professor explica como calcular a nota da 2ª fase da Unesp Confira os últimos temas de redação da Vunesp 2026 - Vivemos uma epidemia de solidão? 2025 – MEIO ANO – “Justiça climática” é uma utopia? 2025 - Medicalização da vida: a quem interessa? 2024 – É possível um futuro off-line? 2024 – MEIO ANO - Faz-se necessária a proibição do uso de celular nas escolas? 2023 - A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio? 2022 - “Tudo bem não estar bem”?: A tristeza em tempos de felicidade compulsória 2021 - Tempo é dinheiro? 2020 - O carro será o novo cigarro? 2019 - Compro, logo existo? 2018 MEIO ANO - Liberar o porte de armas de fogo a todos os cidadãos diminuirá a violência no Brasil? 2018 - O voto deveria ser facultativo no Brasil? 2017 - A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira? 2016 - Banalização do sofrimento ou forma de sensibilização? 2015 - O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil Calendário da Unesp 2026: Resultado 1ª fase e lista de convocados para a 2ª fase: 28/11/25 Prova 2ª Fase: 7 e 8/12/25 Lista Geral de Classificação: 30/1/26 VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Dezembro Vermelho reforça prevenção e combate ao preconceito sobre HIV em Sorocaba

Publicado em: 08/12/2025 19:05

Sorocaba oferece testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites durante todo o ano Dezembro Vermelho é o mês dedicado à conscientização sobre o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. A campanha reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do combate ao preconceito. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 68 mil pessoas vivem com HIV ou aids no Brasil. O país já eliminou a transmissão do vírus de mãe para filho durante o parto, mas ainda é necessário falar sobre outras formas de contaminação e, principalmente, sobre a importância do tratamento. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O HIV é o vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico e torna o organismo mais vulnerável a infecções e doenças. Quando não tratado, pode evoluir para a aids, estágio em que as defesas do corpo estão comprometidas. O preconceito ainda é uma das maiores barreiras enfrentadas por quem convive com o vírus. Muitas pessoas deixam de buscar diagnóstico ou tratamento por medo de discriminação. O ator e palestrante Rafael Bolacha é uma das vozes que defendem os direitos dessas pessoas. "Estamos em 2025 e a gente ainda é negado no seguro de vida de uma empresa. Nos deparamos com todas qualificações, graduações, pós-graduações, idiomas e não somos chamados para uma entrevista de emprego. É 2025, a ciência evoluiu tanto, tomamos comprimidos, temos informações de indetectável, mas as pessoas ainda preferem se ausentar do tema, se silenciar em relação a isso ao invés de evoluir da mesma maneira que a ciência tem feito", desabafa. Há algumas décadas, jornais e revistas tratavam o tema de forma equivocada, associando a aids a uma “doença de homossexuais”, o que a ciência já comprovou ser falso. A desinformação ainda impacta o acesso à prevenção e ao tratamento. Há algumas décadas, os jornais e revistas tratavam o assunto de forma equivocada Reprodução/TV TEM "Era uma década um pouco mais silenciosa, estamos vivendo em um silêncio novamente com poucas oportunidades de falar sobre, mas naquela época vínhamos de um silêncio de histórias, era uma referência muito atrasada", conta Rafael. "Era um período que estava ligado ao sofrimento, a uma outra realidade. Essa era a referência que eu tinha, então vinha com um pouco de medo, com muita insegurança do que ia ser, como ia viver com HIV. Mas através do conhecimento, a gente descobre o básico, se cuidando e tendo informação, a minha vida é completamente plena e realizada", completa. Para aproximar os jovens do conhecimento, palestras são realizadas em todo o estado, em uma ação do projeto “saúde, informação e cidadania”, parceria entre o Senac e a Agência de Notícias da Aids. A jornalista e idealizadora do projeto, Roseli Tardelli, estampa o livro que os jovens receberam. Ela começou a trabalhar com o assunto depois de perder um irmão "para o HIV", na década de 1990. Roseli Tardelli estampando livro sobre o tema Reprodução/TV TEM "Hoje nós temos novas tecnologias de prevenção. Temos a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e A Profilaxia Pós-Exposição (PEP), e o importante é que a informação chegue antes que a HIV entre no role dessa moçada, porque o HIV está no mundo e não falamos de prevenção. Não temos que falar apenas no Dia Mundial da Aids ou no Carnaval, temos que falar sempre de prevenção", explica a jornalista. O infectologista Jaime Saudajá acompanhou muitas histórias de pessoas com HIV e, segundo o médico, a transmissão é, em muitos casos, sexual, mas também pode acontecer de outras formas, como por exemplo pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas. HIV e Aids, qual a diferença? Reprodução: Tem Notícias 1 HIV e aids não são a mesma coisa. O primeiro é o vírus, que ataca o sistema imunológico do paciente. Já a aids é a condição de saúde causada pela infecção do HIV, quando chega a um estágio avançado. Uma pessoa pode estar infectada pelo HIV mas, não necessariamente, apresentar sintomas ou desenvolver aids. "O HIV é um vírus que, se não controlado, pode levar a aids é uma síndrome grave que pode matar muita gente, e já matou muita gente desde que o vírus foi descoberto, no final da década de 1980. Hoje em dia, quando fazemos o diagnóstico, pedimos alguns exames para ver se o paciente tem alguma disfunção renal, hepática, para ver se podemos entrar com o esquema habitual. O esquema habitual é composto por duas medicações, mas com o passar do tempo conseguimos reduzir para um comprimido", conta o doutor. Com o avanço da ciência, da medicina e de um trabalho de conscientização da sociedade, o cenário para uma pessoa com HIV hoje em dia é bem diferente de anos atrás. A mortalidade por aids tem diminuído, segundo o Ministério da Saúde, mas ainda é muito importante se cuidar. O primeiro passo para um acompanhamento adequado e para a melhora na qualidade de vida é o diagnóstico. Em Sorocaba (SP), segundo informações da Secretaria de Saúde, de janeiro até o início de deste mês, mais de 200 pessoas testaram positivo e passaram a fazer o tratamento. O tratamento é oferecido de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e os moradores de Sorocaba podem realizar os testes rápidos o ano todo. A testagem é para HIV, Sífilis, Hepatites B e C. O Centro de Testagem (CTA) fica na R. Manoel Lopes, número 220 e funciona de segunda a sexta, das 7h às 15h30, mas nas quartas funciona até as 19h. Informação e prevenção salvam vidas Foto: Banco de Imagens Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Manaus envia à Câmara novo pedido para empréstimo de quase R$ 1 bilhão junto ao Banco Mundial

Publicado em: 08/12/2025 18:56

Sede da Prefeitura de Manaus Semcom A Câmara Municipal de Manaus (CMM) deve analisar, nesta terça-feira (9), um novo pedido da Prefeitura de Manaus para contratar um empréstimo de até US$ 195 milhões, cerca de R$ 1 bilhão na cotação atual, junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), órgão do Banco Mundial. O projeto foi enviado em regime de urgência pela gestão municipal. O texto integra a Mensagem 103/2025, assinada pelo prefeito David Almeida (Avante-AM), e diz que os recursos não serão usados para novas despesas, mas para "substituir dívidas internas mais caras, dentro do Programa de Eficiência Fiscal e Ambiental de Manaus (Proefis Manaus)". A proposta tem como objetivo reduzir encargos financeiros e ampliar o prazo de pagamento da dívida municipal. De acordo com o documento encaminhado à Câmara, os recursos deverão ser usados “integralmente para a reestruturação de dívidas internas, substituindo empréstimos antigos por um financiamento de longo prazo com condições mais favoráveis", conforme justificou a prefeitura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O texto afirma que a operação busca “melhorar a saúde fiscal do município”, reduzindo encargos atuais e aumentando o prazo de pagamento. O prefeito também justificou o envio em regime de urgência, alegando a “relevância da matéria” para as contas públicas. A mensagem foi assinada no dia 5 de dezembro de 2025. O projeto já passou por etapas internas na Casa Civil e foi protocolado na Câmara Municipal na sexta-feira (5). A matéria foi encaminhada à Diretoria Legislativa e à Divisão de Apoio ao Plenário, onde aguarda inclusão na pauta desta terça. A proposta deve ser discutida pelos vereadores antes de seguir para votação. O Executivo afirma que toda a operação segue “parâmetros de responsabilidade fiscal, transparência e segurança financeira”, sem impactos negativos nas contas públicas. 'Substituição de dívidas', diz prefeitura Em nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que a operação não representa um novo endividamento, mas sim a troca de dívidas antigas por uma com juros menores. Segundo o município, o acordo com o BIRD permitirá: Economia de cerca de R$ 100 milhões aos cofres municipais, devido aos juros reduzidos; Abertura de R$ 900 milhões em espaço fiscal nos primeiros sete anos; R$ 200 milhões de alívio fiscal já no primeiro ano, criando margem para investimentos; Mais recursos para obras, serviços e ações prioritárias da gestão. A prefeitura destacou ainda que o acordo inclui apoio do Banco Mundial a projetos de bioeconomia, crédito de carbono, construções sustentáveis, saneamento e adaptação às mudanças climáticas dentro do Programa de Parcerias de Investimentos de Manaus (PPI/Manaus). Leia a nota na íntegra abaixo: A Prefeitura de Manaus esclarece que a mensagem enviada à Câmara Municipal de Manaus (CMM) não se trata de uma proposta para a contratação de um novo empréstimo, mas sim trocar dívidas antigas, com juros maiores, por uma nova dívida com juros menores e maior prazo de pagamento. A proposta solicita uma autorização para um acordo junto ao Banco Internacional Para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para a substituição de dívidas internas da prefeitura incluídas no âmbito do Programa de Eficiência Fiscal e Ambiental de Manaus (Proefis) por um financiamento de longo prazo com condições mais vantajosas. O acordo prevê a utilização máxima de um valor equivalente a 195 milhões de dólares americanos ou ienes japoneses. O programa tem como objetivo principal melhorar a saúde financeira da prefeitura, isso porque o novo acordo reduzirá os juros e encargos atuais e ampliará os prazos de pagamento, aliviando o impacto das parcelas anuais no orçamento municipal, fortalecendo assim a sustentabilidade financeira do município. A Prefeitura de Manaus ressalta que o acordo proporcionará cerca de R$ 100 milhões em economia aos cofres municipais (devido aos juros menores) e R$ 900 milhões de espaço fiscal para investimentos nos primeiros sete anos, sendo R$ 200 milhões no primeiro ano, proporcionando a disponibilização de mais recursos para obras, ações e serviços em geral que proporcionarão melhoria da qualidade de vida da população manauara. A operação também garante o apoio do Banco Mundial aos projetos de bioeconomia, crédito de carbono, construções sustentáveis, saneamento e adaptação das mudanças climáticas dentro do Programa de Parceria de Investimentos de Manaus (PPI/Manaus). A prefeitura reitera que a operação em andamento segue todos os parâmetros de responsabilidade fiscal, transparência e segurança financeira, sem gerar impactos negativos às contas públicas do município. David Almeida sanciona empréstimo de R$ 145,8 milhões para a Prefeitura de Manaus

Palavras-chave: câmara municipal

Alexandria usa tecnologia para facilitar o acesso à energia limpa no Brasil

Publicado em: 08/12/2025 18:15

A Alexandria vem se destacando no setor energético brasileiro ao combinar Inteligência Artificial proprietária, automação e um modelo totalmente digital. A proposta da empresa é tornar o acesso à energia limpa mais simples, ágil e democrático, ampliando as possibilidades para consumidores e organizações. A iniciativa nasce de uma missão clara: Facilitar o modo como pessoas e empresas lidam com energia, oferecendo meios digitais para consumir e participar desse mercado. Tecnologia que simplifica experiências No centro da operação está a Lex, plataforma digital criada pela Alexandria para reduzir etapas e tornar o processo de contratação de energia mais direto. A tecnologia integra IA, automação e análise de dados, permitindo que usuários realizem o processo em poucos minutos, sem formulários complexos ou exigência de conhecimento técnico. Com a Lex, a experiência é: Rápida: fechamento de vendas em poucos minutos. Digital: sem papelada, deslocamentos ou etapas presenciais. Automatizada: validações acontecem em tempo real. Escalável: preparada para atender grandes volumes de consumidores e vendedores simultaneamente. O que antes dependia de um longo trâmite com distribuidoras pode acontecer com a fluidez de um aplicativo moderno. Consumir energia ficou mais simples. Participar do mercado, também. A proposta da Alexandria não está apenas em facilitar o acesso à energia com desconto, mas também em oferecer ferramentas para que usuários possam participar do modelo energético de maneira prática. Na plataforma: consumidores podem economizar de forma automática, sem instalação ou investimento; pessoas interessadas podem participar do modelo por meio da indicação de novos clientes; empresas têm acesso a soluções digitais que agilizam a migração para energia eficiente. A tecnologia amplia o entendimento de que energia não é um serviço distante: é um recurso que pode ser otimizado por meio de escolhas mais conscientes. Modelos que unem simplicidade e eficiência A Alexandria atua em dois formatos, ambos conduzidos pela plataforma Lex: Geração Distribuída (GD): residências e pequenos negócios Energia renovável com desconto, sem obras, sem manutenção e com acompanhamento digital. Mercado Livre (ACL/Varejista): empresas Possibilidade de reduzir custos por meio da contratação inteligente de energia, com a gestão feita de forma centralizada pela plataforma. Impacto em escala: tecnologia que apoia novos hábitos Com a digitalização do processo energético, a Alexandria contribui para três avanços simultâneos: Econômico: mais brasileiros têm acesso a energia com possibilidade de economia mensal. Tecnológico: o país dá passos importantes rumo a modelos energéticos apoiados por automação e IA. Cultural: cresce a percepção de que energia é um serviço que pode ser escolhido, otimizado e acompanhado de perto pelo próprio usuário. Essa mudança de comportamento também é impulsionada pela comunidade ativa que utiliza a plataforma Lex. Depoimento do CEO “Criamos tecnologia para devolver o protagonismo às pessoas. Nossa missão é facilitar o modo como a sociedade utiliza e contrata energia, colocando ao alcance de todos um modelo mais simples e acessível”, afirma Alexandre Brandão, CEO da Alexandria. “Com a Lex, energia deixa de ser algo distante e passa a ser uma experiência mais rápida, clara e digital.” Sobre a Alexandria A Alexandria é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções para ampliar o acesso à energia limpa por meio da plataforma digital Lex. A combinação de Inteligência Artificial, automação e processos 100% digitais simplifica a contratação de energia, cria novas formas de participação no mercado e apoia a transição energética no país. A missão da empresa é promover um uso mais eficiente e consciente de energia por parte de pessoas e organizações. Saiba mais sobre os serviços e modelos disponíveis no site da Alexandria.

Trump diz que não é amigo da Netflix nem da Paramount em meio a disputa pela Warner

Publicado em: 08/12/2025 17:59

Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (8) que nem a Netflix nem a Paramount Skydance são suas “grandes amigas”, após as duas empresas apresentarem propostas para adquirir a Warner Bros. Discovery. (entenda abaixo) “Eu conheço muito bem as empresas. Sei o que estão fazendo, mas preciso analisar, preciso ver qual porcentagem de mercado elas têm. Nenhuma delas é, particularmente, uma grande amiga minha”, disse Trump durante uma mesa-redonda na Casa Branca. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A declaração do republicano veio após a disputa pelo controle da Warner ganhar um novo capítulo nesta segunda-feira. A Paramount fez uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões para assumir a empresa, elevando a pressão sobre um cenário já agitado desde a semana passada, quando a Netflix anunciou um acordo de mais de US$ 70 bilhões para comprá-la. 🔎 Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da empresa que está sendo alvo. Em vez de negociar "amigavelmente" com os executivos, quem faz a oferta vai direto aos acionistas, normalmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle. A investida amplia a disputa e reacende a pressão sobre as negociações, que já movimentavam Hollywood, reguladores e até o presidente dos Estados Unidos desde o anúncio do acordo da Netflix. Além disso, a ofensiva também marca a escalada de uma série de tentativas frustradas da Paramount para assumir o controle da Warner nos últimos meses. Desde setembro, o estúdio apresentou várias propostas para formar um novo conglomerado de mídia capaz de competir com gigantes como a própria Netflix e empresas de tecnologia como Apple, que já avançam no setor de entretenimento. Todas essas ofertas foram rejeitadas. 💰 Na proposta de hoje, a Paramount colocou sobre a mesa US$ 30 por ação, acima do valor de quase US$ 28 por ação oferecido pela Netflix na semana passada. O pacote total, incluindo o valor da compra e da dívida para ser assumida, chega a US$ 108,4 bilhões. Mesmo que a proposta atraia os acionistas, o caminho não será fácil. A oferta deve ser analisada de perto pelos órgãos antitruste, que avaliam se fusões desse porte podem comprometer a concorrência no mercado. Netflix anuncia acordo de compra A reação da Paramount acontece apenas três dias depois do anúncio que movimentou o setor. Na sexta-feira (5), a Netflix saiu vitoriosa de uma guerra de lances que envolveu, além da Paramount, a Comcast. O acordo — avaliado em US$ 72 bilhões apenas pelos ativos de TV, cinema e streaming da Warner — foi recebido com choque por executivos de Hollywood, sindicatos, cineastas e reguladores nos EUA e na Europa. A aquisição daria à Netflix um catálogo imenso, incluindo marcas globais como HBO e Warner Bros. Pictures. Para críticos, a união representaria um nível de concentração sem precedentes no entretenimento. Sindicatos alertaram para risco de demissões em massa e redução de salários. Concorrentes falaram em ameaça ao equilíbrio competitivo no streaming. Já cineastas temeram queda na produção de filmes para cinema, já que a Netflix privilegia lançamentos diretos na plataforma. A Netflix, por sua vez, demonstrou convicção: aceitou incluir no acordo uma multa de rescisão de US$ 5,8 bilhões, caso a fusão não seja aprovada por reguladores. Trump afirma que vai participar de decisão sobre Netflix e Warner A disputa ganhou um peso político inesperado. A compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix foi comentada publicamente pelo presidente Donald Trump, que afirmou que a participação de mercado do novo grupo “poderia ser um problema”. Trump também disse que pretende acompanhar de perto o processo conduzido pelo Departamento de Justiça, órgão responsável por avaliar se a fusão viola regras de concorrência e prejudica consumidores ou rivais. Nesta segunda-feira, o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que a análise do Departamento de Justiça deve durar “um bom tempo”, indicando que a fusão não será aprovada rapidamente. Além das pressões políticas e regulatórias, a Warner também enfrenta críticas da própria indústria. Sindicatos, como os que representam roteiristas e atores, expressaram preocupação com uma possível redução da produção cinematográfica e aumento de custos para consumidores. Analistas de mercado também estão divididos: parte vê risco de “destruição de valor” na fusão; outros avaliam que a Netflix pode dar um salto estratégico ao incorporar uma das bibliotecas mais valiosas do mundo. Movimento “hostil” da Paramount Antes mesmo da proposta hostil, a Paramount já vinha contestando a forma como o processo de venda foi conduzido pela Warner. Em carta enviada à empresa na semana passada, o estúdio afirmou que a negociação com a Netflix foi “tendenciosa” e que o processo teria “predefinido” a plataforma como vencedora. A Paramount argumenta ainda que a fusão criaria um grupo com 43% do mercado global de streaming, o que, segundo seus advogados, violaria leis antitruste americanas. Com a oferta desta segunda-feira, a Paramount tenta reverter o resultado da disputa. A empresa, que permanece entre os principais estúdios de Hollywood, vive um momento de desempenho irregular nas bilheterias e tenta usar a aquisição para recuperar protagonismo. Na perspectiva da Paramount, a Netflix não deve ser o destino da Warner porque isso aprofundaria a concentração de mercado em um setor já dominado por poucos jogadores. Ao apresentar uma oferta hostil, a Paramount tenta pressionar não só os acionistas da Warner, mas também reguladores, que já estão preocupados com o impacto do acordo com a Netflix. O objetivo é mostrar que existe um comprador alternativo — um argumento que pode pesar nas avaliações antitruste. *Com informações da agência de notícias Reuters Ilustração mostra um modelo em miniatura em 3D impresso de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, diante do logo da Warner Bros. Reuters

Palavras-chave: tecnologia

Orçamento de Uberlândia será de 5,4 bilhões em 2026; Saúde e Educação terão mais de R$ 1 bilhão cada uma

Publicado em: 08/12/2025 17:33

Votação da LOA 2026 define orçamento de R$ 5,4 bilhões para Uberlândia A receita pública de Uberlândia para 2026 foi estimada em R$ 5.420.298.100,00, segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo prefeito Paulo Sérgio. Segundo a proposta aprovada pela Câmara nesta segunda-feira (8), as secretarias de Saúde e Educação terão à disposição mais de R$ 1 bilhão cada uma. O orçamento é distribuído entre secretarias, autarquias e fundações. Veja abaixo como será feita a distribuição. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Administração direta Câmara Municipal de Uberlândia - R$ 120.000.000,00; Secretaria Municipal de Governo - R$ 50.589.000,00; Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - R$ 34.592.780,00; Procuradoria Geral do Município - R$ 78.956.697,00; Secretaria Municipal de Administração - R$ 341.054.800,00; Secretaria Municipal de Finanças - R$ 233.422.909,00; Secretaria Municipal de Educação - R$ 1.102.408.593,00; Secretaria Municipal de Cultura e Turismo - R$ 37.040.200,00; Secretaria Municipal de Saúde - R$ 1.287.903.273,00; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social - R$ 105.909.611,00; Secretaria Municipal de Agronegócio - R$ 31.872.000,00; Secretaria Municipal de Infraestrutura - R$ 104.894.000,00; Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes - R$ 237.359.500,00; Controladoria Geral do Município - R$ 6.256.209,00; Secretaria Municipal de Serviços Urbanos - R$ 205.125.100,00; Secretaria Municipal de Habitação - R$ 11.739.000,00; Secretaria Municipal da Juventude - R$ 4.170.135,00; Secretaria Municipal de Comunicação - R$ 18.791.000,00; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação - R$ 5.618.162,00; Secretaria Municipal de Gestão Estratégica - R$ 5.535.527,00; Secretaria Municipal de Planejamento Urbano - R$ 15.291.500,00; Secretaria Municipal de Segurança Integrada - R$ 34.568.200,00; LEIA TAMBÉM: Entenda a nova regra para atestado médico Uberlândia altera pontos de táxis e amplia vagas acessíveis Entenda como será a taxa de iluminação para terrenos vagos Administração indireta Departamento Municipal de Água e Esgoto – Dmae - R$ 566.300.000,00; Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Uberlândia – Ipremu - R$ 586.600.000,00; Fundação Uberlandense de Turismo, Esporte e Lazer – Futel - R$ 53.535.000,00; Fundação de Excelência Rural de Uberlândia – Ferub - R$ 2.574.930,00; Empresa Municipal de Apoio e Manutenção – Emam - R$ 5.499.974,00; Agência de Regulação dos Serviços de Saneamento Básico de Uberlândia – Aresan - R$ 2.690.000,00; Prodaub - Processamento de Dados de Uberlândia - R$ 27.886.955,96; Centro Administrativo de Uberlândia Prefeitura de Uberlândia Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Terceirização inteligente: como a Qualis transforma operações em resultados estratégicos

Publicado em: 08/12/2025 16:22

Mais do que cortar custos, terceirizar com inteligência significa ganhar tempo, produtividade e fortalecer o foco no que realmente importa: o negócio principal. É assim que a QualiS atua em empresas do Paraná e Santa Catarina, unindo diagnósticos personalizados, padronização de processos e gestão baseada em indicadores. Hoje, a terceirização deixou de ser apenas uma alternativa financeira para se tornar uma ferramenta estratégica de gestão. Nesse cenário, a QualiS mostra que atividades como limpeza, conservação, copa, portaria, recepção, jardinagem, serviços administrativo, entre outros, podem se transformar em vantagem competitiva quando bem estruturadas. O segredo está em um modelo que combina diagnóstico detalhado e personalizado para o cliente, padronização de processos e indicadores de desempenho. Antes de cada contrato, a empresa realiza um levantamento completo da operação do cliente, analisando fluxos, áreas críticas, horários de pico e necessidades específicas. A partir disso, monta equipes alinhadas ao perfil do negócio e define rotinas de execução claras e mensuráveis. O resultado é uma operação com: Previsibilidade de execução Qualidade consistente Flexibilidade para expansão sem perda de padrão Mais tempo para gestores e equipes focarem no core business Casos que mostram a diferença A aplicação prática desse modelo tem gerado ganhos visíveis em diferentes setores: Segmento industrial: logo nos primeiros meses, relatou aumento significativo na eficiência e qualidade dos serviços de limpeza, destacando também a postura ética e profissional da equipe da QualiS. Montadora de veículos de luxo: passou a enxergar a conservação impecável de áreas internas e externas como parte da experiência de marca oferecida aos clientes. Ambientes limpos e bem cuidados reforçam a imagem premium e a satisfação dos visitantes. Esses resultados são sustentados por metodologias reconhecidas de gestão, como o ciclo PDCA, auditorias de rotina, checklists digitais e planos de ação contínuos. Para elevar ainda mais a performance, a QualiS criou o departamento de Processos e Melhoria Contínua, voltado a identificar oportunidades de evolução e aprimorar a produtividade das equipes. Uma nova visão sobre terceirização Fundada em 2022, mas com mais de 30 anos de experiência acumulada por seus fundadores e corpo técnico, a QualiS defende que terceirizar não é simplesmente transferir funções, mas estruturar um modelo de gestão que potencializa resultados. Ao investir em tecnologia, capacitação de colaboradores e práticas sustentáveis, a empresa mostra que a terceirização inteligente é uma ferramenta de transformação, capaz de unir eficiência operacional, valorização das pessoas e vantagem competitiva de longo prazo. Para saber mais sobre como a Qualis pode otimizar os cuidados com a sua empresa e seus colaboradores, acesse o site.

Palavras-chave: tecnologia

TSE mantém mandatos de vereadores de Tatuí após reverter cassação por suposta fraude à cota de gênero

Publicado em: 08/12/2025 16:09

Três vereadores dos partidos Solidariedade e MDB tiveram mandatos cassados em decisão de 1ª instância Reprodução/Câmara Municipal de Tatuí O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverteu uma decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo e manteve os mandatos dos vereadores de Tatuí (SP) João JJ (Solidariedade), Leandro Magrão (MDB) e Renan Cortez (MDB). Eles haviam sido cassados por suposta fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Ainda cabe recurso da decisão. O g1 obteve acesso ao documento, assinado pelo relator André Mendonça em 3 de dezembro, no qual ele argumenta que não há provas robustas de que os partidos tenham fraudado a cota de gênero. Segundo o ministro, as candidatas tiveram campanhas de baixo custo, movimentação nas redes sociais e obtiveram certa quantidade de votos, o que descaracteriza a fraude. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "Em relação à atuação de campanha, constam dos autos diversos registros que evidenciam movimentações de cunho eleitoral, sobretudo no ambiente digital. Cintia Regina Siqueira Leonel aparece em postagens com seu nome e número e imagens da urna eletrônica, além de interações por aplicativos com apoiadores solicitando votos, adesivagem de veículos e compartilhamentos de santinhos digitais", diz o documento. Com relação à Tatiana Keila de Campos, investigada que não fez nenhuma campanha nas redes sociais, o relator alega que a candidata prestou depoimento pessoal afirmando que distribuiu material de campanha em bairros da cidade com a ajuda de familiares. Ela obteve cinco votos durante as eleições. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com o documento, uma terceira candidata investigada no caso, Amanda Benevides, teria apresentado mensagens de campanha enviadas pelas redes sociais, além de comprovar sua participação em convenções e o repasse de materiais. "A legislação eleitoral não estabelece número mínimo de votos como condição de validade da candidatura. O uso de campanha modesta, inclusive exclusivamente digital, sem arrecadação de recursos, não configura, por si só, candidatura simulada. A existência de votos válidos e de alguma forma de divulgação é suficiente para afastar a tese de candidatura fictícia", completa o relator. Mandatos haviam sido cassados Em maio deste ano, a 140ª Zona Eleitoral havia cassado os três mandatos após constatar que os partidos fraudaram a cota nas eleições de 2024. Por meio de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), na ocasião, a Justiça Eleitoral também determinou a anulação dos votos dos partidos MDB, Solidariedade e PRD em Tatuí por fraude à cota de gênero, prevista no parágrafo 3º do artigo 10 da Lei n.º 9.504/97. A lei garante que: Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. No caso, conforme a ação de investigação, os três partidos de Tatuí utilizaram candidatas fictícias ao cargo de vereadoras para compor as respectivas chapas, o que contribuiu para a eleição dos três vereadores: João Francisco de Lima Filho (Solidariedade), conhecido como João JJ; Leandro Magrão (MDB); e o atual presidente da Câmara Municipal, Renan Cortez (MDB). A prática configura fraude à cota de gênero, exigência prevista na legislação eleitoral para promover a participação feminina na política. João Francisco de Lima Filho, que também é secretário municipal de Obras e Infraestrutura em Tatuí (SP), poderia perder o mandato como vereador e ficar inelegível por oito anos, segundo a decisão de primeira instância. O presidente da Câmara Municipal, Renan Cortez (MDB), e o vereador Leandro Magrão (MDB) também haviam sido cassados e poderiam ficar inelegíveis por oito anos. No caso do partido PRD, as penalidades foram para as pessoas envolvidas na coligação. A decisão de primeira instância, agora revertida, também havia determinado a inelegibilidade por oito anos (até 2032) para: Lívia Gabriela Machado (secretária do Solidariedade); Ana Paula da Silva Camargo (presidente do PRD); Daniel Gomes Belanga (secretário adjunto da Prefeitura de Tatuí e secretário do PRD); Altair Benedito Vieira (professor da rede municipal e secretário do MDB). As ações foram impetradas pelos partidos PSB e AVANTE de Tatuí e aceitas pelo Ministério Público Eleitoral, sob a tese de participação de candidaturas "laranjas", registradas para beneficiar outros candidatos. As seis candidatas consideradas fictícias também foram penalizadas, sendo três do partido Solidariedade, duas do PRD e uma pelo MDB. Na época da primeira decisão, em nota ao g1, os vereadores Renan Cortez e Leandro “Magrão” se manifestaram, reforçando que a decisão, por ser de primeira instância, ainda cabia recurso e que não possuía efeitos imediatos sobre os mandatos parlamentares, e que eles continuariam exercendo suas funções. “Após as eleições, é comum que algumas questões jurídicas sejam levantadas pelos partidos e candidatos que não obtiveram sucesso nas urnas. O MDB em todo processo eleitoral de 2024 foi transparente e democrático. Toda a chapa de vereadores trabalhou uníssono”, afirmaram. Investigações No caso do partido MDB, a candidata Amanda Sampaio Franco Benevides obteve apenas oito votos (0,013% dos 58.206 votos válidos). Além disso, a investigação apontou forte indício de ausência ou insuficiência de atos durante a campanha eleitoral, já que a candidata declarou ter usado apenas R$ 30 para material gráfico. A defesa de Amanda justificou no processo que a carga horária de trabalho da candidata, de segunda a sábado, teria dificultado a atuação política, sendo este o motivo para a falta de divulgação da campanha de maneira mais assertiva. A defesa afirmou também que “Amanda optou por não utilizar as redes sociais, uma vez que poderia acarretar-lhe sérios prejuízos no seu trabalho". Já referente às provas contra as candidaturas do Solidariedade, as investigadas Tatiane Keila de Campos, Cintia Regina Siqueira Leonel e Samanta Molina obtiveram votação inexpressiva, ao receberem cinco, sete e 12 votos, respectivamente. Elas também apresentaram prestações de contas sem movimentação financeira e padronizadas. A defesa de Tatiane Keila alegou que a candidata teria feito campanha nas ruas, fato que não foi comprovado na contestação, e que teria utilizado o WhatsApp para promover a candidatura. A Justiça Eleitoral acessou o aplicativo e constatou que as conversas ocorreram, entretanto, considerou que os atos de propaganda não foram significativos. Samanta Molina afirmou em depoimento que fez campanha com as clientes que atende como manicure e que utilizou o Facebook. No documento da primeira instância, consta que “os depoimentos prestados pelas investigadas são vagos e não trazem elementos concretos que permitam aferir a real utilização em campanha do material de propaganda em comento”. No caso do PRD, as candidatas Elizabete Rodrigues e Flaviana de Fátima Campos tiveram um e três votos, respectivamente. Segundo a investigação, Elizabete não votou em si própria. A defesa afirmou que Flaviana e Elizabete tiveram problemas de saúde que as impediram de realizar a campanha, o que acarretou o baixo desempenho. No caso de Elizabete, a defesa alegou que o estado de saúde a impossibilitou de comparecer às urnas. A Justiça Eleitoral de primeira instância identificou que os problemas de saúde que teriam levado as duas investigadas a desistir tacitamente da disputa só se manifestaram no período da campanha. O TSE considera a desistência tácita, mas o documento de investigação da primeira instância reforçava que, para isso, é necessário demonstrar motivos consistentes, sob pena de tornar inócua a norma sobre o percentual mínimo de gênero. O que dizem os vereadores O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Tatuí, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

CNU 2025: provas discursivas são divulgadas; veja o que caiu e o que dizem professores

Publicado em: 08/12/2025 16:01

CNU 2025: como será formato, pesos, critérios e regras da prova discursiva Os temas das provas discursivas e redação do Concurso Nacional Unificado (CNU) foram divulgados nesta segunda-feira (8). Os candidatos podem acessar os cadernos de provas para nível superior e nível médio por meio do site oficial da Fundação Getulio Vargas (FGV). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Os temas variaram conforme o bloco temático escolhido pelo candidato. Abaixo, confira os assuntos disponíveis em cada um dos nove blocos. Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) Democracia é Saúde: participação social, equidade nas políticas públicas e Desastres Climáticos, Equidade e Intersetorialidade; Bloco 2: Cultura e Educação Inclusão Digital e Políticas Públicas Relacionadas à Cultura Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia As relações entre o avanço das novas tecnologias e suas repercussões econômicas e sociais Bloco 4: Engenharias e Arquitetura Planejamento e integração de projetos voltados à infraestrutura pública, com foco em saneamento básico, acessibilidade, sustentabilidade e atendimento às normas técnicas e legais Bloco 5: Administração Emendas Parlamentares e Comunicação Pública Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico Mercado de trabalho e extensão rural Bloco 7: Justiça e Defesa Princípios do Direito Internacional Público e Humanitário, Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) Bloco 8: Intermediário – Saúde A relação entre as ocupações irregulares nas grandes cidades, os impactos na saúde e o papel do poder público Bloco 9: Intermediário – Regulação Mobilidade Urbana: O papel do estado na implantação e popularização do transporte coletivo de qualidade, além da ação que as agências reguladoras Essa é a segunda segunda edição do CNU. A seleção deste ano oferece mais de 3,6 mil vagas, com salários iniciais que chegam em até R$ 16,4 mil. Professores do Estratégia Concursos e do Gran Concursos, ouvidos pelo g1, analisaram os temas, explicaram os caminhos mais seguros pra cada resposta e alertaram sobre os pontos de atenção em todos os blocos. Ao longo desta reportagem, você acompanha esses comentários e consegue comparar com o que fez na prova. Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU Ministério da Gestão e Inovação O que os professores acharam dos temas? Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) De acordo com Lígia Carvalheiro e Nilza Ciciliati, professoras do Estratégia Concursos, as questões do Bloco 1 abordaram temas centrais para saúde e assistência social, mas surpreenderam pela forma como foram apresentadas. A primeira questão tratou da relação entre democracia e saúde, exigindo articulação entre participação social, SUS, SUAS e gestão democrática. Era esperado que o candidato conectasse a fala histórica de Sérgio Arouca aos mecanismos atuais, como conselhos e conferências, e exemplificasse ações concretas. O domínio da legislação — Constituição de 1988, LOAS e PNAS — foi considerado um diferencial. Segundo as professoras, a questão também pedia exemplos que relacionassem democracia, equidade e cidadania, como aprovação de planos priorizando áreas de risco ou implantação de Consultórios de Rua. Políticas como a de Saúde Mental ou a PNAB poderiam ser citadas para mostrar participação social nos Conselhos Gestores. A introdução deveria ser objetiva, apresentando o tema sem tentar abordar todos os tópicos de uma vez. A segunda questão trouxe um tema mais inesperado: desastres climáticos, equidade e intersetorialidade. O candidato precisava explicar equidade como princípio, diferenciando-a da igualdade, e discutir justiça social como objetivo ético. Também era necessário mostrar a integração SUS–SUAS para enfrentar desastres, com exemplos como planos de contingência, mapeamento de riscos e articulação com defesa civil. Entre os desafios, destacam-se falta de dados, subfinanciamento e lacunas na capacitação das equipes. Bloco 2: Cultura e Educação As questões deste bloco trataram de inclusão digital e políticas culturais, temas previstos no edital. A primeira questão exigiu que o candidato relacionasse os conceitos de conectividade significativa e capacidades humanas, explicando como o acesso à internet qualificada amplia direitos e liberdades, segundo Júlia Branco, professora do Estratégia Concursos. Também era necessário apontar barreiras, como baixa alfabetização digital e custo da banda larga, e propor estratégias para ampliar a conectividade, especialmente para grupos vulneráveis. Na segunda questão, o candidato deveria identificar duas formas de manifestação cultural: em espaços institucionalizados, como museus e teatros, e nas comunidades, por meio de coletivos locais. Para Júlia, era importante discutir a dificuldade de acesso aos espaços formais e articular a Política Nacional de Cultura Viva com os pontos e pontos de cultura, destacando seu papel no mapeamento das manifestações e na distribuição de recursos para reduzir desigualdades. Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia No bloco 3, foram tratados a soberania digital do Brasil e dos impactos socioeconômicos do avanço acelerado da inteligência artificial, especialmente sobre o mundo do trabalho e as políticas públicas. Segundo o professor Eduardo Cambuy, do Gran Concursos, a prova discursiva do bloco 3 exigiu bastante domínio técnico, mas seguiu um padrão já esperado pelos candidatos. “Na primeira questão, o foco foi totalmente nas novas tecnologias e em suas repercussões econômicas e sociais, com destaque para a Inteligência Artificial”, afirmou o especialista. “A banca pediu a análise dos impactos da expansão da IA sobre o mundo do trabalho e, em seguida, a apresentação de uma política ou medida regulatória para mitigar efeitos negativos, em uma estrutura que facilitou a organização da resposta”, explicou. Para Cambuy, "foi uma prova técnica, mas totalmente dentro do que havíamos previsto”. Sobre a segunda questão do bloco 3, o professor ressaltou que o tema da soberania digital já havia sido trabalhado no ítem anterior. “O candidato precisou escolher duas categorias de soberania digital indicadas no texto-base e avaliar como os princípios da Estratégia Federal de Governo Digital (EFGD) que contribuem para sua promoção. Também foi necessário propor uma ação concreta para fortalecer a soberania digital e de dados no Brasil, com a devida justificativa”, afirmou. Segundo Cambuy, o fechamento exigiu uma análise mais abrangente. “Era preciso discutir a viabilidade de implementação da proposta, considerando instituições, políticas públicas, marco legal, infraestrutura tecnológica e competências científicas e tecnológicas do país. Na prática, tratava-se de uma terceira argumentação, já encaminhando a conclusão", explicou. Bloco 4: Engenharias e Arquitetura No bloco 4, foram abordados o planejamento e integração de projetos de engenharia voltados à infraestrutura pública, com foco em saneamento básico, acessibilidade, sustentabilidade e atendimento às normas técnicas e legais. De acordo com professores do Gran Concursos, esse foi um dos blocos mais difíceis da prova discursiva, com questões extensas, quadros explicativos, além de 3 a 4 itens para análise por enunciado. Para Eduardo Cambuy, o principal desafio foi cumprir rigorosamente os comandos. “Cada um desses itens daria uma redação de 30 linhas, então esse já foi um primeiro desafio para os candidatos. Além disso, quando a banca usa o plural ou impõe uma abordagem qualitativa, o candidato precisa apresentar, no mínimo, dois aspectos ou soluções, sempre focando em elementos substanciais”, explicou. Ele também destacou que a banca indicou claramente o caminho das respostas ao apontar critérios objetivos, como inclinação, corrimão e espaço, reforçando temas transversais como mobilidade e acessibilidade. Na avaliação de Aragonê Fernandes, professor de Direito Constitucional, a prova enfatizou a necessidade de integração entre áreas técnicas. “O enunciado deixa claro que engenheiros e arquitetos não atuam sozinhos. A proposta é pensar projetos de forma integrada, evitando retrabalho”, afirmou. Segundo ele, o foco em acessibilidade dialoga com o envelhecimento da população brasileira e com políticas públicas atuais. Já na segunda questão, o destaque foi o saneamento básico, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde fatores logísticos, geográficos e hidrográficos dificultam a implementação de soluções eficazes. Para Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa, o quarto item da primeira questão exigiu atenção redobrada. “A banca cobrou a menção nominal das equipes estrutural, mecânica, hidráulica e de arquitetura, não permitindo respostas genéricas”, ressaltou. De acordo com a docente, esse formato reflete o estilo da FGV, que costuma concentrar vários aspectos em uma única questão. Bloco 5: Administração Segundo o professor Stefan Fantini, do Estratégia Concursos, as questões discursivas do Bloco 5 abordaram dois temas atuais e desafiadores na Administração Pública: o peso das emendas parlamentares e os dilemas da comunicação governamental nas redes sociais. Segundo ele, muitos candidatos tiveram dificuldade porque esperavam temas mais amplos e neutros, mas encontraram problemas práticos de gestão, exigindo raciocínio crítico e visão integrada. Na questão sobre emendas parlamentares, era necessário unir três pontos: conceitos orçamentários (tipos de emendas e caráter impositivo), regras da Lei 13.019/2014 e estratégias para uma Organização da Sociedade Civil captar recursos. O professor destaca que respostas fragmentadas perderam força, pois a banca buscava uma abordagem completa, incluindo transparência, governança e qualidade do gasto. Já na questão sobre comunicação pública, o desafio foi diferenciar comunicação institucional de conteúdo promocional e analisar os riscos do uso de linguagem humorística por órgãos públicos. De acordo com Fantini, o candidato precisava propor uma estratégia voltada aos jovens, explicando como ela fortaleceria transparência, confiança social e governança, sem comprometer a credibilidade institucional. Para o professor, o conjunto das questões deixou claro que decorar conceitos não basta: é preciso interpretar, conectar teoria à prática e apresentar soluções coerentes. Quem conseguiu fazer isso, afirma Fantini, saiu na frente. Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico As duas questões do bloco foram pertinentes e alinhadas à realidade brasileira. A primeira abordou aspectos do mercado de trabalho, como a baixa taxa de desemprego, aumento das solicitações do seguro-desemprego e impacto das políticas de proteção ao trabalhador, seja pelo mercado ou pela assistência social. O candidato precisava articular esses elementos sem cair em respostas superficiais, pontua Amanda Aires, professora do Estratégia Concursos. Já a segunda questão destacou a importância da extensão rural, com ênfase no papel da Embrapa, e exigiu a proposição de duas parcerias público-privadas. Segundo Amanda Aires, quem se limitou à teoria pode ter enfrentado dificuldades, pois a banca esperava soluções práticas e contextualizadas. Para a professora, um ponto comum às duas questões foi a necessidade de gerenciar bem o espaço, já que os comandos traziam muitos elementos e o limite era de 30 linhas. Além disso, aspectos de língua portuguesa representaram 50% da nota, o que penalizou candidatos que falharam em coesão, coerência ou gestão das linhas. Bloco 7: Justiça e Defesa O bloco 7 abordou os princípios do Direito Internacional Público e Humanitário, Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), ambos os temas previstos em edital. Segundo Aragonê Fernandes, professor de Direito Constitucional, a prova discursiva do Bloco 7 apresentou uma estrutura diferente em relação aos demais blocos de nível superior. “A primeira questão trouxe itens muito específicos e baseados em situações concretas, o que exigiu do candidato uma análise mais aplicada, menos genérica”, avaliou. Na mesma linha, Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa do Gran Concursos, destacou que a FGV adotou o formato de estudo de caso logo na primeira questão. “A banca contou uma história e formulou perguntas a partir desse contexto. O candidato precisava necessariamente relacionar a resposta ao texto motivador, mencionando o caso e os personagens apresentados. Não era possível responder de forma abstrata”, explicou. Segundo a professora, essa característica diferenciou a prova do Bloco 7. “Até então, vínhamos observando questões discursivas mais amplas e abertas. Já na segunda questão, apesar de não ser um estudo de caso, os comandos foram longos, detalhados e bastante específicos, o que também exigiu atenção redobrada na interpretação do enunciado”, concluiu. Bloco 8: Intermediário – Saúde O bloco 8, por sua vez, tratou a relação entre ocupações irregulares nas grandes cidades, os impactos na saúde e o papel do poder público. Segundo Letícia Bastos, professora de Língua Portuguesa, a redação deste bloco seguiu de forma consistente o que estava previsto no edital. “A FGV propôs uma dissertação argumentativa com base em textos motivadores, abordando temas ligados à saúde pública. O assunto dialoga diretamente com o eixo temático do bloco, envolvendo determinantes sociais, desigualdades regionais e políticas públicas”, explicou. De acordo com a professora, a banca valorizou a capacidade de análise crítica dos candidatos. “Esperava-se que o participante fosse capaz de identificar problemas sanitários decorrentes da urbanização desordenada, como surtos de doenças, falta de saneamento e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, além de propor medidas governamentais viáveis e articuladas", explicou "Era preciso demonstrar conhecimento técnico, responsabilidade social e ir além do senso comum, com argumentos estruturados e exemplos pertinentes”, completou a professora. Para Letícia Bastos, a escolha do tema não foi surpreendente. “A relação entre desigualdade social, ocupações irregulares e impactos na saúde é amplamente discutida na saúde pública brasileira, sobretudo em cidades que cresceram sem planejamento. A FGV optou por um tema que exige visão sistêmica, empatia e compromisso ético, avaliando não apenas o domínio de conteúdo, mas a capacidade de interpretar cenários complexos e propor soluções concretas”, concluiu. Bloco 9: Intermediário – Regulação A redação do bloco 9 tinha como tema a mobilidade urbana. O candidato deveria comentar sobre o papel do estado na implantação e na popularização do transporte coletivo de qualidade, além das ações que as agências reguladoras deveriam promover para melhoria da mobilidade urbana. Segundo o professor Herbert Almeida, do Estratégia Concursos, na redação do Bloco 9 a maior dificuldade era estruturar as ideias. “É um tema geral e de amplo conhecimento, mas os candidatos tiveram algumas dificuldades, principalmente com a quantidade de informações que poderiam ser abordadas”, explicou. Um exemplo levantado pelo professor é que no papel do Estado, era possível comentar sobre investimentos em infraestrutura, segurança no transporte coletivo, integração entre os diferentes modais, investimento em campanhas para popularizar o transporte coletivo, entre outros. Sobre as agências reguladoras, o professor destacou que o desafio foi ainda maior devido à escassez de órgãos especializados em transporte urbano no Brasil, ponto inclusive abordado nos textos motivadores. “Ainda assim, era possível citar ações como incentivo à concorrência, participação do usuário na administração pública e a normatização do setor com disseminação de boas práticas”, explicou. Segundo ele, o fundamental foi selecionar poucas medidas, justificá-las com dados e respeitar o espaço da redação. Para Rodolfo Gracioli, o tema tem caráter atual e estrutural, dialogando com o direito social ao transporte previsto na Constituição e com o crescimento urbano desordenado. “Quando a mobilidade urbana não é garantida, as desigualdades sociais se aprofundam”, afirmou. Na avaliação do professor, a banca acertou ao escolher um tema socialmente relevante, conectado ao bloco e ao cenário atual. Movimentação de candidatos antes da abertura dos portões para a realização das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025. WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO 📆 Próximos Passos 8 a 17 de dezembro – Caracterização da deficiência + verificação de autodeclaração (vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas) 8 de janeiro de 2026 – Resultado preliminar da Avaliação de Títulos 9 a 12 de janeiro de 2026 – Recursos do resultado preliminar da Avaliação de Títulos 15 de janeiro de 2026 – Resultados preliminares da avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência 16 a 19 de janeiro de 2026 – Recursos para avaliação de autodeclaração e caracterização da deficiência 23 de janeiro de 2026 – Divulgação da nota preliminar e espelho de correção 26 e 27 de janeiro de 2026 – Prazo para recursos 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão das notas de títulos + resultado definitivo da verificação documental da autodeclaração e caracterização da deficiência 18 de fevereiro de 2026 – Resultado dos pedidos de revisão e nota definitiva da prova discursiva 20 de fevereiro de 2026 – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) + 1ª convocação para confirmação de interesse dos classificados CNU 2025: cerca de 80% dos inscritos compareceram às provas discursivas CNU 2025: veja o que pode zerar sua resposta nas provas discursivas