Arquivo de Notícias

Google deve liberar função muito aguardada para o Android Auto após meses de atraso

Publicado em: 24/12/2025 01:29 Fonte: Tudocelular

O Android Auto pode estar prestes a receber uma das atualizações mais interessantes dos últimos tempos. O código da versão beta 15.9.6551 revelou referências diretas ao Google Cast, sugerindo que a gigante de Mountain View trabalha para permitir o espelhamento de conteúdo multimídia diretamente para o carro. Trechos de código encontrados fazem menção explícita ao Media Router, o mesmo sistema usado em dispositivos com Chromecast. Logo os indícios mostram que a tecnologia pode ser integrada ao Android Auto em breve. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Entenda a desapropriação de prédio em Botafogo que virou disputa entre prefeitura, moradores e empresários

Publicado em: 24/12/2025 01:00

Desapropriação de prédio ativo em Botafogo gera reações A Prefeitura do Rio desapropriou, no fim de novembro, um prédio em Botafogo onde funcionam um supermercado e uma academia, alegando interesse público e renovação urbana. A decisão gerou reação de moradores e empresários, que dizem que o imóvel nunca esteve abandonado e pedem a revogação do decreto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A polêmica ganhou novos contornos após o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmar que a iniciativa partiu de um pedido da Fundação Getulio Vargas (FGV). A declaração contrastou com a primeira resposta da fundação ao g1, quando disse que desconhecia o assunto. Prefeitura desapropria prédio com comércio ativo em Botafogo; vereador e moradores apontam ilegalidade Reprodução Google Maps O que diz o decreto O decreto publicado no Diário Oficial declara o imóvel da Rua Barão de Itambi como de utilidade e de interesse públicos. O texto prevê que o prédio seja alienado pelo município por meio de leilão, dentro do instrumento de desapropriação por hasta pública, com a justificativa de promover renovação urbana. A prefeitura se baseia em uma lei municipal de janeiro de 2024, que autoriza a desapropriação de imóveis particulares quando há interesse público e objetivo de renovação urbana. Contudo, moradores e empresários afirmam que o prédio não se enquadra nos critérios previstos na lei. Segundo eles, o imóvel sempre teve uso comercial e prestação de serviços à população do bairro. O imóvel alvo da prefeitura do Rio tem entrada pela Rua Barão de Itambi e pela Rua Jornalista Orlando Dantas. Reprodução Google Maps O supermercado que funcionava no local fechou temporariamente as portas nos últimos meses, de acordo com os proprietários, para uma troca de bandeira. A reabertura estava prevista para janeiro. A notícia da desapropriação surpreendeu a vizinhança. Segundo os moradores, os serviços são essenciais para quem mora na região. "Acho isso um absurdo, né, desapropriar um prédio pra fins de quê?”, disse o aposentado Paulo Maurício Figueira de Queiroz. “Ele tem mais utilidade pra servir o povo aqui, que é o mercado, que facilita, porque fica mais perto, e a academia. A gente tá fazendo abaixo-assinado pra que ele revogue isso aí”, afirmou Paulo. O jornalista Leonardo Salles da Silva também criticou a decisão. “Esse mercado, além de ser útil pra toda a vizinhança, acaba ativando a área, questão de segurança, movimento, e é um absurdo essa desapropriação”, disse Salles. Pedido da FGV Em entrevista à rádio CBN, o prefeito Eduardo Paes afirmou que a desapropriação foi motivada por um pedido da Fundação Getulio Vargas (FGV), que tem outros imóveis na mesma rua e interesse em expandir suas atividades no local. “Eles querem conectar, parece que estão querendo fazer ali um centro de pesquisa de Inteligência Artificial, enfim, coisa que é uma enorme vantagem pra cidade”, afirmou o prefeito. Eduardo Paes disse ainda que recebeu a informação de que o supermercado estava desativado. “O mercado estava desativado, era a informação que eu tinha, e cá entre nós mercado a gente pode fazer em qualquer outro lugar”, declarou. “Eu ainda vou analisar a situação, já publiquei o decreto, pedi detalhes à FGV do projeto, mas se a gente tiver uma coisa que é melhor pra cidade pra ser feito ali nós vamos fazer, não tem jeito”. Prefeitura desapropria prédio com comércio ativo em Botafogo; vereador e moradores apontam ilegalidade Reprodução Google Maps Na semana passada, após a publicação do decreto, a Fundação Getulio Vargas informou ao g1 que “desconhece o assunto”. Depois da fala do prefeito, a fundação voltou a se manifestar. Procurada pela equipe do RJTV, a assessoria de imprensa da FGV confirmou as declarações de Eduardo Paes e a intenção de criar “um grande centro de tecnologia e pesquisa em Inteligência Artificial”, que poderá ser referência para o Rio de Janeiro e para o Brasil. A fundação informou ainda que, em razão do recesso natalino, não foi possível localizar os responsáveis pelo projeto para fornecer mais detalhes. Dono do imóvel não quer ceder O prédio pertence ao Grupo Sendas, que inaugurou o supermercado no local nos anos 1970. O presidente do grupo, Arthur Sendas Filho, afirmou que o imóvel nunca esteve inativo. “Primeiro, o prédio sempre esteve ativo, porque você tem uma operação no supermercado que fechou para o público, mas estava operando internamente. Então o prédio nunca esteve inativo”, disse. “Quando nós tomamos conhecimento no dia 28 de novembro, nós ficamos chocados com a notícia, porque é um imóvel que está com todos os impostos em dia, com uma atividade funcionando. Nunca foi abandonado e não tem menor razão para que isso aconteça”, declarou Sendas. Sobre a declaração do prefeito afirmando que "mercado pode fazer em qualquer outro lugar", Arthur Sendas disse que o município não pode utilizar um instrumento público para beneficiar uma entidade privada. "O prefeito na entrevista dele fala que para a FGV tem que ser ali, mas eu discordo completamente. (...) Com certeza, para os moradores da região, não tem outro lugar melhor para um supermercado. Não vejo uma visão muito atualizada do prefeito", analisou Sendas. "Ele não pode usar um instrumento público para beneficiar uma entidade privada. É sem sentido. Um absurdo total", concluiu o empresário. Vereador cobra explicações O vereador Pedro Duarte (sem partido) enviou um requerimento de informações à Prefeitura do Rio questionando os critérios usados para a desapropriação. Ele pede acesso aos estudos técnicos que embasaram o decreto e questiona o uso do instrumento da desapropriação por hasta pública em um imóvel que, segundo moradores e empresários, cumpria sua função social. A reportagem perguntou para a Prefeitura do Rio sobre os critérios que levaram à desapropriação do imóvel, mas até a última atualização não tivemos respostas.

TV Morena 60 anos: conheça histórias de bastidores e evolução tecnológica no jornalismo em MS

Publicado em: 23/12/2025 20:45

TV Morena é pioneira na comunicação regional e referência em tecnologia A TV Morena completa 60 anos em 2025 e sua história mostra como a evolução tecnológica transformou o jornalismo em Mato Grosso do Sul. Dos primeiros transmissores fabricados pelo grupo Zahran até as câmeras digitais atuais, a emissora acompanhou mudanças que alteraram rotinas, processos e a forma de levar informação ao público. Do improviso às transmissões em rede nacional Em 1960, quando o Brasil tinha apenas 26 emissoras de televisão, Ueze Elias Zahran e os irmãos criaram equipamentos próprios para colocar o sinal no ar. O primeiro transmissor, chamado “Maxwell”, tinha potência de 500 watts e alcançava até 10 quilômetros. Nos anos 1990, foi substituído pelo “Engesel”, quatro vezes mais potente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O início foi marcado por improvisos e dificuldades. Cinegrafistas como Jefferson Parra relatam os desafios da época. “Eu fui pro Pantanal com a câmera dessa, e ela era alimentada pela bateria. Tinha que ligar o motor e espantava todos os bichos. Aí não conseguia filmar.” Mesmo com limitações, a emissora conseguiu emplacar reportagens em rede nacional, como o conflito entre posseiros e indígenas Kadiwéu na Serra da Bodoquena, exibido no Fantástico nos anos 1980. Coberturas históricas A evolução tecnológica permitiu registrar momentos importantes do estado. Em 1977, a criação oficial de Mato Grosso do Sul foi acompanhada pela TV Morena. Em 1991, a visita do papa João Paulo II a Campo Grande reuniu mais de 100 mil pessoas e também foi registrada pelas lentes da emissora. Wilson Bisol, repórter cinematográfico por 40 anos, lembra da cobertura. “Eu fiz a cobertura com o Marcos Losekan para o Jornal Nacional. Eu fiquei muito próximo dele. Sempre lembro dessa história porque eu me arrepio até hoje. Ele me abençoou, estava a uns 2 metros de distância.” A chegada da modernidade Com o avanço da tecnologia, o trabalho mudou. Valdeir Pereira, cinegrafista em Corumbá há 15 anos, explica. “Hoje trabalhamos com uma câmera bem mais leve. Levamos dois cartões de 180 minutos cada. Gravou, a gente consegue mandar pela internet em tempo real.” João Vieira, cinegrafista em Dourados há quase 30 anos, também destaca a diferença. “Naquela época tinha que ter cinegrafista, assistente e motorista que fazia papel de iluminador. Hoje você pega um celular e a matéria acontece.” O futuro A evolução tecnológica reformulou rotinas, equipamentos e processos. Mas, por trás das mudanças, o trabalho humano continua essencial para levar informação às casas. TV Morena é pioneira na comunicação regional e referência em tecnologia TV Morena/arquivo Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

Entenda como criminosos conseguiram fraudar sistema da Justiça e libertar comparsas da prisão

Publicado em: 23/12/2025 20:43

Quadrilha de hackers e estelionatários em Minas Gerais entrou no sistema da Justiça para libertar comparsas da prisão Reprodução/TV Globo Uma quadrilha de hackers e estelionatários em Minas Gerais entrou no sistema da Justiça para libertar comparsas da prisão. Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Junio Cezar Souza Silva deixaram o Ceresp Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, no último sábado. No dia 10 de dezembro, eles e outras cinco pessoas foram presos em uma operação contra uma organização que tentava acessar, de forma irregular, o sistema de dados do Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal de Justiça de Minas e a Corregedoria-Geral de Justiça começaram a investigar o grupo há quatro meses. De acordo com as investigações, a organização criminosa formada por hackers e estelionatários usava credenciais vinculadas a magistrados para inserir informações falsas e entrar no sistema do Conselho Nacional de Justiça. O grupo tentava liberar veículos apreendidos e valores bloqueados pela Justiça e ainda alterar dados de mandados de prisão e alvarás de solturas. E foi justamente dessa forma que, segundo a Justiça de Minas, os quatro foram soltos. Os alvarás foram expedidos no Banco Nacional de Mandados de Prisão - de responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça. Segundo o CNJ, para isso os presos utilizaram credenciais legítimas de acesso obtidas de forma ilícita e inseriram as informações no banco de dados do Conselho. A pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Roberta Fernandes reforça que o processo de soltura de um preso envolve várias instituições "Envolve o TJ, sistema prisional, dados da Polícia Civil. Então, o juiz ou desembargador responsável pela aquele processo, ele vai expedir o alvará de soltura, vai remeter em via de regra eletronicamente para o sistema prisional. Eles têm acesso aos dados da Polícia Civil também há dados nacionais do Infoseg. Dificilmente consegue se quebrar esse fluxo, né de barreiras institucionais que garantem que o cumprimento do alvará seja seguro". A Secretária de Segurança Pública de Minas Gerais e o Tribunal de Justiça declaram apuraram o caso. O Judiciário já expediu novos mandados contra os quatros suspeitos. Um dos presos que tinha deixado o presídio pela porta da frente, Júnio Cezar Souza Silva foi recapturado. O Conselho Nacional de Justiça declarou que não houve invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais. E que as ordens fraudulentas foram identificadas em menos de 24 horas, devidamente canceladas, com restauração dos mandados prisionais – além do imediato acionamento dos órgãos de segurança para a recaptura dos foragidos, com determinação expressa para a rigorosa apuração dos fatos. O CNJ afirmou também que não há, até o momento, qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa dos citados.

Palavras-chave: hackerhackers

União pode voltar a ser fiadora da Prefeitura de Taubaté após adesão a programa fiscal

Publicado em: 23/12/2025 20:05

Prefeitura de Taubaté Reprodução/TV Vanguarda O Governo Federal aceitou o pedido da Prefeitura de Taubaté para adesão ao Programa de Equilíbrio Fiscal. Com a medida, a União poderá voltar a atuar como fiadora em novos empréstimos contratados pelo município. Na prática, isso permite que a prefeitura volte a ter garantias federais para operações de crédito. Em contrapartida, o município precisou adotar medidas de contenção financeira sugeridas pelo Ministério da Fazenda, como a implantação de um teto de gastos nas contas públicas. O objetivo da administração municipal é contratar um empréstimo de até R$ 166,4 milhões para quitar a dívida com o CAF e diluir o pagamento em um prazo maior. O empréstimo foi autorizado pela Câmara de Taubaté no começo de dezembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em nota, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que, em conjunto com a Prefeitura de Taubaté, está finalizando as metas e os compromissos do plano de equilíbrio fiscal, que deverão ser cumpridos até o fim de 2028. Empréstimo O objetivo do empréstimo de R$ 166,4 milhões é quitar as parcelas restantes da dívida que o município tem com o banco. A parcela do CAF venceu no dia 1° de dezembro e o prefeito Sérgio Victor (Novo) já havia dito que a Prefeitura não tinha dinheiro para pagar o valor. Dívida com a União O empréstimo da Prefeitura de Taubaté com a União vem de 6 parcelas não pagas de um total US$ 60 milhões junto ao CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina, feito em 2017. Na época, o valor correspondia à R$ 200 milhões, que seriam utilizados obras viárias e infraestrutura contra enchentes. O acordo foi feito durante a gestão do ex-prefeito Ortiz Júnior (Cidadania), que era filiado ao PSDB na época. A dívida deveria ser paga em 12 parcelas semestrais de US$ 5 milhões cada, mas, sem os pagamentos, a União, como fiadora do negócio, precisou arcar com os custos. O que dizem as antigas gestões Ortiz Junior alega que "em sua gestão como prefeito de Taubaté deixou a prefeitura com recursos suficientes para honrar todas as obrigações de curto prazo, como determina a lei" e que as contas municipais de 2020 foram aprovadas pela Câmara Municipal de Taubaté. Já o ex-prefeito José Saud (PP), que ficou à frente da Prefeitura de Taubaté entre 2021 e 2024, disse que preferiu usar o dinheiro para fazer investimentos na cidade e que tentou negociar o prazo e juros com o governo federal. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Após explosão em Alcântara, empresa dona de foguete projeta novo lançamento em 2026

Publicado em: 23/12/2025 19:57

Veja como foi lançamento do primeiro foguete comercial partindo do Brasil Em carta aos acionistas divulgada nesta terça-feira (23), além de pedir desculpas pela explosão do foguete HANBIT-Nano, o CEO da InnoSpace, Kim Soo-jong também anunciou que existe o objetivo de realizar novos lançamentos comerciais já no primeiro semestre de 2026. Veja a carta na íntegra no final da reportagem. "Com base nos dados e análises obtidos neste lançamento, a empresa dará início rapidamente às correções técnicas necessárias e a verificações adicionais, passando por um processo adequado de melhorias. Nosso objetivo é retomar os lançamentos comerciais no primeiro semestre do próximo ano. Assim como ocorreu com outras grandes empresas globais de lançadores, que aumentaram a maturidade tecnológica acumulando dados reais nas fases iniciais de seus lançamentos comerciais, acreditamos que esta experiência será uma base fundamental para elevar a probabilidade de sucesso dos próximos lançamentos", declarou Kim. CEO da InnoSpace, Kim Soo-jong Reprodução/DongA Science Ainda que a carta não deixe claro se os lançamentos seriam no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a InnoSpace tem um acordo de prestação de serviços de retribuição ao Estado com o Governo Brasileiro, de forma que é possível que novas tentativas de lançamentos de foguetes ocorram ainda em 2026, no Brasil. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O contrato entre a InnoSpace e o governo brasileiro não prevê lucro. O Brasil, em contrapartida, recebe a experiência necessária para o desenvolvimento do programa espacial e para a exploração comercial da Base de Alcântara para outros países. 'Anomalia' causou a explosão do foguete O foguete sul-coreano HANBIT-Nano é o primeiro lançamento de um foguete comercial a partir do Brasil. A missão foi adiada três vezes e teve sua missão interrompida devido a uma "anomalia" logo após a decolagem, segundo a InnoSpace. Mas as causas da falha ainda não foram divulgadas. Segundo Kim Soo-jong, a anomalia foi detectada 30 segundos após o lançamento, e, com isso, a empresa optou pela medida de queda do veículo dentro da zona de segurança terrestre, prática prevista no protocolo de segurança da empresa. O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nessa segunda-feira (22) após ser lançado às 22h13 do Centro de Lançamento de Alcântara. Reprodução O voo não era tripulado e tinha como objetivo colocar em órbita equipamentos voltados à coleta de dados ambientais, testes de comunicação em órbita, monitoramento de fenômenos solares e validação de tecnologias de navegação. Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros do CLA foram enviadas ao local para avaliar os destroços e a área da colisão. Os destroços do HANBIT-Nano caíram em uma área que pertence a Base de Alcântara. Histórico de adiamentos O lançamento do HANBIT-Nano enfrentou adiamentos por ajustes técnicos dentro da janela de lançamento em Alcântara (MA), entre os dias 17 e 22 de dezembro. Nas inspeções da Operação Spaceward, como foi batizada conjuntamente pela Innospace e pela Força Aérea Brasileira (que administra o centro de Alcântara), foram identificadas anomalias em sistemas, troca de componentes e verificações extras. Veja abaixo a cronologia. ➡️ O lançamento, previsto inicialmente para 22 de novembro as 15h, foi remarcado para 17 de dezembro após avaliações técnicas que identificaram a necessidade de ajustes nos sistemas do foguete. Segundo a FAB, os ajustes visavam melhorar o processamento dos sinais do veículo e aprimorar os sistemas de aviônica, etapa comum em missões iniciais. ➡️ Em 17 de dezembro, o lançamento foi novamente adiado para substituição de componentes após uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de fornecimento de oxidante do primeiro estágio, detectada nas inspeções finais. A Innospace informou que o adiamento foi necessário para garantir tempo suficiente para a troca dos componentes afetados. Arte: Por que Alcântara? Arte/g1 ➡️ Em 19 de dezembro, o lançamento foi adiado pela 3ª vez para uma inspeção técnica na válvula do abastecimento de metano líquido do segundo estágio. O adiamento ocorreu devido à necessidade de verificar o funcionamento da válvula do sistema de abastecimento do tanque de metano líquido do foguete. ➡️ Em 22 de dezembro, a janela de lançamento foi reaberta e o horário ajustado para as 22h. O foguete decolou às 22h13, após inspeção técnica, mas explodiu minutos depois. Explosão após ‘anomalia’ O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu nessa segunda-feira (22) após ser lançado às 22h13 do Centro de Lançamento de Alcântara. Durante a transmissão ao vivo, a equipe responsável exibiu a mensagem “We experienced an anomaly during the flight”("Vivenciamos uma anomalia durante o voo"). Pouco depois, o sinal foi interrompido, procedimento comum quando a missão não é concluída com sucesso. O vídeo acompanhou a trajetória por pouco mais de um minuto. Duas câmeras estavam localizadas nos estágios do foguete. Em um momento, o foguete consegue chegar a Mach 1 - que é quando a velocidade de um objeto espacial ultrapassa a velocidade do som. Em seguida, o HANBIT-Nano segue em direção à orbita da Terra, até que chega a MAX Q - que é quando um objeto espacial alcança a maior intensidade da força aerodinâmica até chegar a atmosfera. Logo depois, a transmissão foi cortada pela Innospace, impossibilitando acompanhar o resto do voo. Em seguida, a FAB informou que o foguete colidiu com o solo após a falha e enviou equipes ao local para avaliar destroços e a área do impacto, dentro de uma área que pertence a Base de Alcântara. "Durante esse processo, não houve qualquer dano a pessoas, embarcações, instalações terrestres ou outros bens externos. Todos os procedimentos e controles de segurança do lançamento foram executados conforme projetado, dentro do sistema de segurança estabelecido de acordo com os padrões internacionais, incluindo os órgãos aeronáuticos brasileiros", disse Kim Soo-jong. Nova imagem mostra momento em que foguete lançado do Brasil vira 'bola de fogo' Nova imagem mostra explosão do 1º foguete comercial lançado do Brasil Uma nova imagem feita com drone mostra o momento exato em que o foguete sul-coreano HANBIT-Nano se desfaz no ar e se transforma em uma "bola de fogo" após partir do Centro de Lançamento de Alcântara. O registro também mostra destroços caindo após a explosão (veja o vídeo acima). As imagens foram feitas pelo youtuber Pedro Pallotta, do canal Space Orbit, que estava no Maranhão e acompanhava a missão ao vivo. "O foguete explodiu. Alguma coisa estourou. Tivemos cerca de 40 segundos de voo", disse Pedro em sua transmissão própria. "Esse tipo de coisa acontece. Lançamentos podem dar certo ou errado", completou. Ao fundo, enquanto Pedro fala, é possível ouvir algumas explosões, mas não há confirmação se os ruídos têm relação com o foguete. Confira a carta completa de Kim Soo-jong , CEO da InnoSpace Aos estimados acionistas da Innospace, Olá, aqui é Kim Soo-jong, CEO da Innospace. Informamos que, no dia 22 de dezembro, às 22h13 (horário do Brasil) — correspondente a 23 de dezembro, às 10h13 (horário da Coreia) — realizamos, no Centro Espacial de Alcântara, no Brasil, a primeira missão comercial de lançamento SPACEWARD do foguete de dois estágios HANBIT-Nano. O HANBIT-Nano decolou normalmente da base de lançamento e iniciou, conforme o planejado, uma trajetória de voo vertical. O motor híbrido do primeiro estágio, com empuxo de 25 toneladas, foi acionado normalmente e voou dentro do perfil de voo previsto. No entanto, cerca de 30 segundos após a decolagem, ocorreu uma anomalia no veículo por causas ainda não identificadas. Em razão disso, o foguete caiu dentro da área de segurança terrestre previamente estabelecida. Durante esse processo, não houve danos externos, nem a pessoas, nem a embarcações, nem a instalações em solo. Todos os procedimentos e controles de segurança para o lançamento foram executados conforme o planejado, dentro de um sistema de segurança projetado de acordo com os padrões internacionais, incluindo os estabelecidos pela Força Aérea Brasileira e demais órgãos competentes. Atualmente, em cooperação com as autoridades relacionadas, estamos realizando uma análise abrangente dos dados de rastreamento de voo e conduzindo uma avaliação técnica sobre as circunstâncias que levaram ao encerramento da missão. Neste momento, não estamos antecipando causas específicas nem conclusões definitivas. Estamos focados em verificar objetivamente os fenômenos observados no ambiente real de voo e em validá-los de forma sistemática. Os resultados da análise serão compartilhados de maneira transparente assim que forem consolidados. Embora este lançamento não tenha alcançado o resultado final planejado, consideramos um resultado extremamente importante o fato de termos conseguido coletar com sucesso dados reais de voo, propulsão e operação em um ambiente de voo real. Esses dados representam um ativo essencial, pois são difíceis de obter apenas por meio de testes em solo ou simulações, e serão utilizados diretamente para aprimorar o projeto do veículo lançador, bem como a estabilidade e a confiabilidade operacional. Com base nos dados e análises obtidos neste lançamento, a empresa dará início rapidamente às correções técnicas necessárias e a verificações adicionais, passando por um processo adequado de melhorias. Nosso objetivo é retomar os lançamentos comerciais no primeiro semestre do próximo ano. Assim como ocorreu com outras grandes empresas globais de lançadores, que aumentaram a maturidade tecnológica acumulando dados reais nas fases iniciais de seus lançamentos comerciais, acreditamos que esta experiência será uma base fundamental para elevar a probabilidade de sucesso dos próximos lançamentos. Acima de tudo, lamentamos profundamente não termos correspondido às expectativas dos acionistas que apoiaram esta primeira missão comercial. Ainda assim, agradecemos sinceramente pela confiança contínua e pelo apoio inabalável demonstrados ao longo desse processo desafiador. A Innospace utilizará esta experiência como um trampolim para elevar ainda mais sua maturidade tecnológica e se empenhará ao máximo para apresentar resultados mais estáveis e significativos no futuro. Continuaremos compartilhando de forma transparente o andamento da análise das causas e os planos para os próximos lançamentos. Contamos com o interesse e o apoio contínuos de todos. Muito obrigado. 23 de dezembro de 2025 Kim Soo-jong CEO da Innospace

Palavras-chave: tecnologia

Maduro faz dancinha com robô IA em meio a tensões com os EUA; VÍDEO

Publicado em: 23/12/2025 18:46

Maduro faz dancinha com robô de IA em meio a tensões com os EUA O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, encontrou um parceiro de dança inusitado nesta segunda-feira (22). Durante sua participação em uma feira comercial em Caracas, que foi transmitida ao vivo pela TV estatal, Maduro dançou ao som da gaita, música natalina tradicional venezuelana, ao lado de um robô com inteligência artificial (veja no vídeo acima). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A cena insólita ocorre em um momento de tensão cada vez maior com os Estados Unidos. Há uma semana, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o país está cercado e anunciou um bloqueio total a embarcações que estejam entrando ou saindo da Venezuela. No mesmo evento, Maduro aproveitou a oportunidade para alfinetar Trump. Disse que ele "estaria melhor" se focasse mais em seu país, e não na Venezuela: "Penso que o presidente Trump poderia fazer melhor em seu país e no mundo. Ele estaria melhor no mundo se focasse nos problemas do seu próprio país. Não é possível que 70% dos seus discursos e declarações sejam [sobre] a Venezuela. E os Estados Unidos?". Esta não é a primeira vez que Maduro apela para uma dancinha descontraída para tentar minimizar a crise em que se encontra. Há um mês, durante um encontro com estudantes, ele requebrou ao som de um remix de suas próprias falas e, entre passos e sorrisos, afirmou que “as ameaças” dos Estados Unidos não vão pará-lo. Maduro dançando com robô IA VENEZUELAN GOVERNMENT TV via REUTERS Trump já admite possível retirada de Maduro do poder Desde agosto, quando começou a ofensiva militar no Caribe, o presidente Donald Trump e seus aliados sempre afirmaram que o foco era o combate ao narcotráfico e à entrada de drogas em território americano. No entanto, nesta segunda-feira (22), Trump admitiu que uma mudança de regime na Venezuela pode ocorrer. O republicano, que anunciou uma nova classe de navios de guerra batizada em homenagem a ele mesmo em um evento na Casa Branca, disse que a coisa "mais inteligente" que o venezuelano poderia fazer é renunciar. Questionado se seu governo quer tirar Maduro do poder, afirmou: "Isso depende dele, do que ele queira fazer. Acho que seria inteligente de sua parte fazer isso [renunciar]. Se ele quiser bancar o durão, será a última vez". Maduro e Trump em fotos de arquivo Reuters A declaração de Trump ocorreu horas depois de sua secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmar que Maduro "tem que sair" do poder em uma entrevista à emissora americana Fox News. Ao ser questionada sobre os petroleiros vindos do país que vem sendo interceptados pelos EUA, Noem afirmou: "Não estamos apenas interceptando navios, mas também enviando uma mensagem ao mundo de que a atividade ilegal da qual Maduro participa não pode ser tolerada; ele tem que sair". Em entrevista recente à revista "Vanity Fair", Susie Wiles, chefe de Gabinete da Casa Branca, já havia sugerido que o verdadeiro objetivo de Trump é tirar Maduro do poder. No sábado (20), após Kristi Noem postar um vídeo confirmando a segunda interceptação feita pelos EUA, a Venezuela divulgou um comunicado condenando a ação, descrevendo-a como um grave ato de pirataria internacional. Governo Trump mostra ação que apreendeu segundo petroleiro vindo da Venezuela A primeira apreensão ocorreu no último dia 10. Uma semana depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio total a petroleiros da Venezuela e disse que país estava completamente cercado. As operações americanas foram alvo de críticas da Rússia e da China nesta segunda-feira. O governo chinês afirmou que a "apreensão arbitrária" de navios de outros países pelos Estados Unidos constitui uma grave violação do direito internacional. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o país se opõe a todas as "sanções unilaterais e ilegais" dos EUA. O governo russo, que já havia expressado anteriormente seu apoio a Maduro, também reafirmou seu “total apoio” à Venezuela. Nicolás Maduro é acusado pelos EUA de ser o líder do Cartel de los Soles, descrito como um grupo ligado ao tráfico de drogas, e oferece uma recompensa de US$ 50 milhões - o equivalente a R$ 277 milhões - por informações que levem à sua captura. As Forças Armadas dos Estados Unidos também já realizaram uma série de ataques contra embarcações que supostamente eram usadas para o tráfico de drogas no Mar do Caribe e no Pacífico oriental. Destruíram cerca de 30 embarcações, e pelo menos 104 pessoas morreram nos ataques.

Palavras-chave: inteligência artificial

Sistema de baixa pressão provoca instabilidade no Paraná e alerta de tempestade é emitido para várias regiões; veja quais

Publicado em: 23/12/2025 18:41

Veja a previsão do tempo para o Paraná O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de perigo para tempestades em várias regiões do Paraná. Eles são válidos até às 23h59 desta quarta-feira (24) e abrange as regiões Noroeste, Sudoeste, Oeste, Sudeste, Centro-Sul e Região Metropolitana de Curitiba (RMC).Veja mais detalhes abaixo. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o tempo instável está ligado a um sistema de baixa pressão entre o Paraguai e a Argentina. Por causa disso, o ar se torna mais "leve" e sobe, ganhando umidade e contribuindo para a formação de nuvens e chuva. Segundo o Simepar, a área de baixa pressão deve se somar ao ar quente e úmido vindo da Amazônia e a uma frente fria que chega do litoral na quinta-feira (25). O órgão aponta que, a partir desta terça-feira, há maior chance para tempestades localizadas e chuvas localmente intensas por curto espaço de tempo, especialmente em áreas do Noroeste, Oeste, Sudoeste e Sul. Várias regiões do Paraná estão em alerta de perigo para tempestades. Renato Schiewaldt/Arquivo pessoal Alertas de tempestades para o Paraná 🟡 Alerta amarelo - Perigo potencial Alerta amarelo de tempestade do Inmet Reprodução/Inmet O alerta amarelo para "risco potencial" de tempestades começou a valer na manhã desta terça-feira (23) e continua até o fim da quarta-feira (24). O aviso vale para as regiões Noroeste, Sudoeste, Oeste, Sudeste, Norte Central, Centro-Sul e Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Nesses locais, segundo Inmet: as chuvas podem chegar aos 50 mm/dia; os ventos podem atingir os 60 km/h; pode ocorrer queda de granizo. 🟠 Alerta Laranja - Perigo Alerta laranja de tempestade do Inmet Reprodução/Inmet O alerta mais severo de tempestades está concentrado em partes do Centro-Sul, Sudoeste, Sudeste do estado e RMC. O aviso começou a valer às 13h desta terça-feira (23) e segue até às 23h59 de quarta-feira (24). De acordo com o Inmet, estão previstas: chuvas que podem variar entre 50 a 100 mm/dia; ventos intensos que podem atingir de 60 a 100 km/h; há risco de queda de granizo. O Inmet também alerta para o risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos. Leia também: Matinhos: Médico salva as filhas, mas morre afogado em mar do Paraná 'Era um amor de pessoa': Pai de adolescente morto em roubo de celular no PR diz que pediu para filho ficar em casa e assistir filme no dia do crime Vídeo: boi a caminho de frigorífico pula de picape, corre pelas ruas de cidade do Paraná e causa estragos ⚠️ Recomendações Em caso de tempestade, o Inmet recomenda: Não procurar abrigo sob árvores; Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia. 📞Telefones para emergências Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Os paranaenses também podem receber no próprio celular alertas e informações da Defesa Civil do Paraná sobre risco de mau tempo na própria região: basta enviar um SMS com o CEP da região para o número 40199. A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado. *Com colaboração de Rodrigo Matana estagiário do g1 Paraná, sob supervisão de Izabelly Fernandes. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

Prefeito interino de Itaguaí denuncia antecessor por 'contratações secretas'

Publicado em: 23/12/2025 18:01

Em nova reviravolta, presidente da Câmara de Itaguaí assume novamente a Prefeitura da cidade Sem terem sido publicadas em Diário Oficial, ao menos 169 nomeações de funcionários pela Prefeitura de Itaguaí, na região Metropolitana do Rio, motivaram uma denúncia feita pelo prefeito interino da cidade, Haroldo Jesus, o Haroldinho (PDT), ao Ministério Público do Rio (MPRJ) na última segunda-feira (22). As contratações teriam ocorrido entre os meses de junho e novembro, quando a prefeitura foi comandada pelo prefeito eleito Rubão (Podemos), que chegou ao cargo graças a uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que acabou derrubada no fim do mês passado. Segundo a denúncia apresentada por Haroldinho, esses funcionários recebiam salários sem nunca terem tido a nomeação publicada no Diário Oficial, o que é obrigatório. A gestão atual afirma que o custo mensal com essas nomeações secretas chega a quase R$ 1 milhão. Além da denúncia ao MPRJ, a prefeitura determinou a instauração de uma sindicância interna, que vai apurar ainda outras 300 portarias que não foram publicadas em Diário Oficial, segundo Haroldinho. Ele lembra que, desde julho deste ano, uma decisão da justiça, em ação movida pelo MP, determinou a redução de 20% nos gastos com cargos comissionados na cidade. "Ao não haver publicações em Diário Oficial, a gente fica de olhos tapados para saber onde o dinheiro público está sendo encaminhado. Mas está sendo feita a tomada de conta para que os reais responsáveis sejam responsabilizados, e saber o porquê não fizeram essa publicação no Diário Oficial, se foi realmente pra burlar uma decisão judicial de proibir novas contratações", afirma. Em nota, Rubão disse que cumpriu integralmente a decisão judicial, e que a gestão dele reduziu quase metade dos cargos comissionados. Segundo Rubão, todas as nomeações foram registradas no sistema da Prefeitura e no Portal da Transparência. Para Marina Atoji, diretora da ONG Transparência Brasil, no entanto, a falta de publicação em Diário Oficial é uma irregularidade grave. "A partir do momento que uma nomeação não é publicada no Diário Oficial ela se torna legalmente nula. E aí como consequências a gente tem justamente a anulação dessas nomeações, a anulação do pagamento dessas pessoas, inclusive e eventual devolução desses recursos aos cofres públicos, e também isso configura ou tem um indício muito grande de improbidade administrativa", declarou. Instabilidade política A denúncia apresentada pelo prefeito interino é mais um capítulo em uma série de problemas políticos vividos recentemente em Itaguaí. A prefeitura de Itaguaí é alvo de uma indefinição iniciada em 2024, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) impugnou a candidatura de Rubão por entender que ele estaria sendo eleito para um terceiro mandato. Mais votado nas eleições do ano passado, Rubem Vieira já havia ocupado o cargo durante seis meses no ano de 2020, quando era o presidente da Câmara, após o impeachment do prefeito e vice na época. Por isso a cidade vem sendo comandada por Haroldinho, até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conclua o julgamento, que pode resultar em novas eleições na cidade. Durante a gestão de Rubão, entre junho e novembro deste ano, a cidade viveu uma intensa disputa política entre Câmara e Prefeitura. Os vereadores chegaram a instaurar um processo de impeachment, que acabou suspenso na justiça por indícios de uso de inteligência artificial na elaboração dos documentos.

Palavras-chave: inteligência artificial

Após presos serem soltos com alvarás forjados, vice de Zema diz que vai atrasar soltura de mais presos

Publicado em: 23/12/2025 16:43

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta terça-feira (23) que o governo do estado vai atrasar o cumprimento de mandados de soltura após o episódio em que quatro presos foram liberados de um presídio de Belo Horizonte com alvarás forjados. Os integrantes de uma quadrilha suspeita de manipular sistemas judiciais conseguiram deixar o Centro de Remanejamento (Ceresp) Gameleira no último sábado (20) depois de um deles, um hacker, forjar alvarás de soltura por meio da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. "Nós vamos atrasar o cumprimento de todas as ordens de soltura que a gente receber, para que a gente tenha tempo de tentar verificar se o sistema deles foi fraudado. Agora eu vou ficar correndo risco do juízo do Ministério Público e do advogado reclamarem que nós estamos retardando cumprimento da ordem (de soltura de presos]", afirmou o vice do governador Romeu Zema (Novo). Dos quatro detentos que deixaram o Ceresp Gameleira de forma irregular, apenas um tinha sido recapturado até a tarde desta terça. Os outros três seguem sendo procurados pela polícia (veja mais abaixo quem são). "Entre segurar 12 horas um inocente que devia estar solto e soltar um vagabundo que devia estar preso, eu prefiro correr o risco de segurar mais 12 horas um inocente", disse Simões. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: hacker

Protagonismo feminino é destaque no encerramento da primeira Mostra Maker de Poços

Publicado em: 23/12/2025 15:53

Protagonismo feminino é destaque no encerramento da primeira Mostra Maker de Poços – Crédito: Divulgação A Primeira Mostra de Trabalhos das Salas Maker, uma iniciativa integrada ao Programa Mais Ciências na Escola, foi um verdadeiro espetáculo de criatividade e conhecimento prático, confirmando que o movimento “mão na massa” é o caminho para formar a próxima geração de solucionadores de problemas. O que mais chamou a atenção foi o brilhante e inspirador protagonismo feminino nas áreas de Programação e Robótica. As alunas de todas as escolas não apenas participaram: elas lideraram, criaram e provaram que o futuro da inovação em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) tem, inegavelmente, um rosto feminino. Historicamente, áreas de tecnologia e engenharia eram vistas como espaços predominantemente masculinos. A cultura Maker e o investimento de nossas escolas estão quebrando esses estereótipos. Ver jovens mulheres com confiança, dominando a lógica da programação, montando circuitos e codificando robôs, é a prova de que estamos construindo um ambiente onde o gênero não é barreira, mas sim uma força para a diversidade e para novas perspectivas na solução de desafios. Escola Municipal Maria Ovídia Junqueira – A jornada do carrinho seguidor de linha Os estudantes da Escola Maria Ovídia Junqueira trouxeram para a Mostra diversos projetos, sendo destaque a apresentação de uma das aulas com um projeto desafiador e repleto de aprendizado: o Carrinho Seguidor de Linha. Mais do que apenas montar o protótipo físico, o grande aprendizado e o centro do projeto foram os desafios da programação. Para fazer o carrinho se mover de forma autônoma, seguindo com precisão uma trilha escura, as alunas tiveram que mergulhar fundo no pensamento computacional. Este projeto se tornou um relato de experiência inspirador sobre resiliência, análise de erros e a alegria de ver o código ganhar vida em um robô funcional. (Professora Paula e Bolsista IFsuldeminas Vinicius) Escola Municipal Antonio Sérgio Teixeira – Robótica sustentável e inclusão social A Escola Antônio Sérgio Teixeira demonstrou excelência ao focar seus projetos em Robótica Sustentável e soluções de Inclusão Social, um tema essencial para o futuro. As alunas não apenas construíram robôs, mas pensaram em como a tecnologia pode gerar impacto positivo na comunidade e no meio ambiente. O grande destaque foi o projeto com os Óculos com Sensor para Auxiliar Deficientes Visuais. Utilizando sensores de ultrassom e plataformas de programação acessíveis, os estudantes desenvolveram um protótipo capaz de detectar obstáculos à frente do usuário, emitindo alertas sonoros. Os projetos representam vários outros projetos desenvolvidos por meninas e exemplificam perfeitamente a visão Maker: usar a tecnologia de forma criativa e ética para resolver problemas reais. A dedicação e o foco em sustentabilidade e acessibilidade mostram que a próxima geração de inventoras está atenta às necessidades do mundo. (Professora Benita e Estagiário IFSuldeminas Lais) “A Mostra Maker de Poços de Caldas foi muito além de uma exposição de projetos. Foi a celebração de talentos e de que as meninas e as mulheres podem estar e ser o que desejarem, independente da área escolhida”, afirma a coordenadora da Divisão de Tecnologias da Secretaria Municipal de Educação, Thaís Morgana. Ela aproveitou para agradecer a todos os envolvidos no projeto, que marcou a Educação da Rede Municipal de Poços de Caldas, com uma mostra de tecnologia e inovação.

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Poços de Caldas destaca avanços na segurança pública em 2025

Publicado em: 23/12/2025 15:48

Prefeitura de Poços de Caldas destaca avanços na segurança pública em 2025 – Crédito: Divulgação A Prefeitura de Poços de Caldas consolidou, ao longo de 2025, importantes avanços na área de segurança pública, com investimentos em tecnologia, integração entre forças de segurança e ampliação do monitoramento em toda a cidade. Um dos principais destaques é o fortalecimento da Muralha Digital, moderno sistema de vigilância que utiliza tecnologia de ponta para acompanhar, em tempo real, todas as entradas e saídas de veículos do município. O sistema opera 24 horas por dia a partir da Central de Monitoramento e amplia significativamente a capacidade de prevenção, resposta rápida e investigação. Com a nova tecnologia, veículos suspeitos, clonados, furtados, roubados ou envolvidos em crimes em qualquer região do país passam a ser identificados imediatamente, permitindo ações integradas entre a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar e o Departamento de Trânsito. O prefeito Paulo Ney ressaltou a importância do investimento para a proteção da população. “Estamos trazendo mais segurança e controle para a entrada e saída de veículos em toda a cidade. Poços está ainda mais protegida, Poços está cada vez mais segura”, destacou. O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Rafael Tadeu Conde Maria, reforçou o impacto positivo da iniciativa. “O município avança significativamente na segurança pública ao implantar câmeras de monitoramento 24 horas com leitura de placas veiculares. Veículos clonados, furtados, roubados ou que apresentem qualquer tipo de alerta, inclusive com pessoas procuradas pela Justiça, serão identificados de imediato. A Central de Monitoramento é acionada e as forças policiais atuam conjuntamente para capturar esses indivíduos”, explicou. Além da Muralha Digital, a Prefeitura segue ampliando os investimentos no setor. Para o próximo ano, está prevista a instalação de mais de 150 novas câmeras, equipadas com tecnologia além de câmeras com reconhecimento facial, o que vai reforçar ainda mais a capacidade de vigilância e prevenção no município. A administração municipal também implantou sistemas de monitoramento nas unidades escolares, fortalecendo a presença das equipes nas ruas e em pontos estratégicos da cidade. Outro marco importante foi a integração de Poços de Caldas à Central Regional de Inteligência e Monitoramento (CRIM), tornando-se a primeira cidade fora do Estado de São Paulo a participar da plataforma. A CRIM reúne informações estratégicas de mais de 50 municípios do interior paulista, com foco na prevenção e no combate a crimes, especialmente os relacionados a veículos furtados, roubados ou clonados. A adesão representa um avanço significativo na cooperação entre cidades de diferentes estados em prol da segurança regional. O trabalho conta ainda com uma parceria estratégica entre as forças de segurança que atuam no município, como Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros, demonstrando o esforço conjunto para fortalecer a segurança pública por meio da integração e do uso inteligente da tecnologia. Com a centralização dos serviços e a modernização da infraestrutura de vigilância, o município passa a monitorar em tempo real pontos estratégicos da cidade, contribuindo de forma direta para a prevenção da criminalidade, o ordenamento do trânsito e a proteção do patrimônio público e privado. Com essas ações, a Prefeitura de Poços de Caldas reafirma seu compromisso com políticas públicas modernas e eficazes, consolidando o município como uma cidade cada vez mais segura, tecnológica e preparada para cuidar da sua população.

Palavras-chave: tecnologia

Call of Duty no Nintendo Switch 2: vazamento aponta lançamento para 2026

Publicado em: 23/12/2025 15:17 Fonte: Tudocelular

A franquia Call of Duty deverá desembarcar no Nintendo Switch 2 em algum momento de 2026. Ao menos, é o que indica um vazamento divulgado por Jez Corden, do portal Windows Central. Em sua conta no X (Twitter), o jornalista afirma que pela primeira vez um jogo da franquia da Activision chegará ao console portátil mais recente da Nintendo “nos próximos meses”, como você pode conferir na publicação abaixo. The first CoD Switch version is nearly done and launching in a few monthsClique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Por que suas fotos dos anos 2000 podem estar perdidas para sempre — e como preservar as atuais

Publicado em: 23/12/2025 15:11

Segundo estimativas recentes, calcula-se que cerca de 5,3 bilhões de fotografias digitais sejam tiradas todos os dias no mundo Getty Images via BBC No meu aniversário de 40 anos, pedi aos meus amigos e familiares um único presente: fotos minhas do início dos meus 20 anos. Minha própria coleção de imagens dessa época — aproximadamente entre 2005 e 2010 — é terrivelmente pequena. Existe um vazio entre os meus álbuns de fotos impressos da época da faculdade e minha pasta do Dropbox (serviço de armazenamento em nuvem) com registros dos meus primeiros anos como mãe. Tudo o que consegui encontrar daquela época foi um punhado de fotos de baixa resolução, em que apareço em um bar fazendo algo estranho com as mãos. E o resto? Ficou para trás por causa de um computador quebrado, contas de e-mail e redes sociais inativas e um mar de pequenos cartões de memória e pendrives perdidos no caos de várias mudanças internacionais. É como se minhas lembranças não passassem de um sonho. Descobri que não sou a única. No início dos anos 2000, o mundo passou por uma transição repentina e drástica da fotografia analógica para a digital, mas levou um tempo para encontrar um armazenamento fácil e confiável para todos aqueles novos arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como não perder fotos e vídeos para sempre? Guia indica onde guardar arquivos 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Hoje em dia, seu smartphone envia cópias de segurança das fotos para a nuvem assim que elas são tiradas. Muitas imagens capturadas durante a primeira geração de câmeras digitais não tiveram a mesma sorte. Conforme as pessoas trocavam de aparelhos e os serviços digitais surgiam e desapareciam, milhões de fotos se perderam no caminho. Há um buraco negro no registro fotográfico que atravessa a sociedade. Quem tinha uma câmera digital naquela época provavelmente perdeu boa parte das imagens quando deixou de usá-la. Mesmo hoje em dia, os arquivos digitais são muito menos permanentes do que parecem. Mas, se você tomar as medidas certas, ainda é possível proteger suas fotos atuais do mesmo esquecimento. Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália Neste ano, comemora-se o 50º aniversário da fotografia digital. A primeira câmera digital era um equipamento volumoso e pouco prático, que mais parecia uma "torradeira com uma lente", como explicou seu inventor, Steve Sasson, à BBC. Décadas se passaram até que as câmeras digitais se tornassem um produto de consumo viável, mas, no início dos anos 2000, praticamente todos os meus conhecidos tinham uma. Tiramos milhares de fotos e as compartilhamos em álbuns online com nomes como "Terça à Noite!" ou "Viagem à Nova York — parte 3". Mas será que alguém do meu círculo teria essas imagens 20 anos depois? Quando perguntei, descobri que pouquíssimos as guardaram. Todos enfrentavam os mesmos problemas que eu. Como podia haver tão pouco material de um período tão repleto de fotos? Ao observar nossa relação com as fotografias, o intervalo entre 2005 e 2010 se revela como um microcosmo da Era da Informação. É uma vida inteira de inovação, rupturas e acesso condensado em apenas cinco anos da cronologia da história humana. A revolução digital O ano de 2005 foi um bom momento para quem usava câmeras digitais. Naquele ano, o avanço da tecnologia digital derrubou as vendas de câmeras analógicas, segundo dados da Associação de Produtos de Câmera e Imagem (Cipa, na sigla em inglês). A concorrência acirrada reduziu o preço das câmeras digitais compactas básicas a ponto de torná-las compras por impulso. A qualidade dos equipamentos também melhorou rapidamente, dando a alguns consumidores uma desculpa para atualizar suas câmeras compactas uma ou até duas vezes por ano. Pense nisso: durante um século, a fotografia pessoal foi um processo lento e deliberado. Tirar fotos custava dinheiro. Cada rolo de filme rendia um número limitado de fotos. E se você quisesse ver suas fotos, tinha que gastar tempo revelando o filme ou pagar um laboratório para fazer o trabalho, e depois repetir todo o processo se quisesse cópias impressas. No entanto, a partir de 2005, todas essas barreiras ruíram num piscar de olhos. Logo, os consumidores estavam produzindo milhões de fotos digitais por ano. Mas o que parecia uma época de abundância fotográfica foi, na prática, um momento de extrema vulnerabilidade. Cartões SD, pendrives e discos rígidos externos eram as formas de armazenamento preferidas na década de 2000 Getty Images via BBC "[Os consumidores] não tinham consciência do que não sabiam", afirma Cheryl DiFrank, fundadora da My Memory File, empresa que ajuda clientes a organizar bibliotecas de fotos digitais. "A maioria de nós não dedica tempo para compreender de fato as novas tecnologias. Simplesmente descobrimos como usá-las para atender às nossas necessidades imediatas... e resolvemos o resto depois." Segundo DiFrank, na época as pessoas não tinham consciência de que não conseguiriam "resolver o resto mais tarde". A memória do consumidor médio estava espalhada de forma precária por uma ampla gama de tecnologias portáteis de primeira geração, vulneráveis a perdas, furtos, vírus e à obsolescência: câmeras, cartões SD, discos rígidos, pendrives, câmeras Flip Cam, CDs e um emaranhado de cabos USB que funcionavam com alguns dispositivos, mas não com outros. Ao mesmo tempo, os laptops começaram a superar os computadores de mesa pela primeira vez na história. As pessoas passaram a armazenar e visualizar fotos apenas nesses aparelhos, que, infelizmente, também eram mais fáceis de quebrar ou perder. As vendas de câmeras digitais dispararam em 2005, atingiram o pico em 2010 e depois despencaram, segundo a Associação de Produtos de Câmera e Imagem. O iPhone da Apple foi lançado em 2007, e os telefones celulares logo revolucionaram por completo a então nascente explosão da fotografia digital. Os consumidores rapidamente adotaram a nova tendência fotográfica, muitas vezes sem se deter em proteger as fotos que já haviam feito. O 'buraco negro' A dor de perder fotos é algo pessoal para Cathi Nelson. Em 2009, seu computador e o disco rígido externo de backup foram roubados de sua casa. Como na época ainda não havia serviços de armazenamento em nuvem acessíveis, ela perdeu para sempre grande parte das memórias de sua família. Ironicamente, Nelson agora ganha a vida ajudando outras pessoas a recuperarem suas fotos perdidas. Naquele mesmo ano, Nelson fundou a organização The Photo Manager, que reúne profissionais especializados em organizar acervos de fotos digitais. Naquela época, as coleções de fotos já estavam tão desorganizadas que havia uma enorme demanda por ajuda profissional, diz ela. "As pessoas estão sobrecarregadas pelas opções, pela tecnologia e pela quantidade de dados", escreveu Nelson em um relatório técnico sobre o problema. Os membros da Photo Manager estão constantemente ajudando seus clientes com o "buraco negro" digital de 2005-2010. "Vejo isso repetidamente, essa coisa toda do 'buraco negro' digital", diz Caroline Gunter, integrante do grupo. "Houve um período, do início dos anos 2000 até 2013, em que era muito difícil para as pessoas se organizarem e muitas fotos acabaram se perdendo." Nelson, Gunter e outros membros da organização contam que recuperam imagens pixeladas de bebês feitas em celulares Nokia com teclado físico, resgatam fotos armazenadas em CDs e enfrentam o atendimento ao cliente de sites de álbuns online, como Snapfish ou Shutterfly. "Nossos membros sempre dizem que este é o único trabalho que fazem em que as pessoas choram quando recebem tudo de volta", afirma Nelson. Ao mesmo tempo, ocorreu outra mudança radical: a livre troca de fotos online. Não só tínhamos a capacidade de gerar milhões de fotos, como também podíamos compartilhá-las com toda a humanidade, de uma forma que parecia muito mais permanente do que realmente era. Em 2006, a plataforma de redes sociais MySpace era o site mais popular dos Estados Unidos e, para muitos, tornou-se o serviço preferido para compartilhar e armazenar fotos. Seu reinado, porém, durou pouco. O Facebook foi lançado em 2004 e, em 2012, já contava com mais de 1 bilhão de usuários. O MySpace logo caiu no esquecimento, deixando para trás inúmeras fotos e outras lembranças digitais. Em 2019, o MySpace anunciou que 12 anos de dados haviam sido apagados devido a uma falha acidental no servidor. A empresa afirmou que "todas as fotos, vídeos e arquivos de áudio" publicados antes de 2016 foram perdidos para sempre — toda uma geração de imagens perdida no tempo. No entanto, o MySpace não era o único centro de armazenamento de fotos. Empresas como a Kodak, a Shutterfly, a Snapfish, a rede de farmácias Walgreens e muitas outras empresas também investiram em serviços de fotos online. Os clientes recebiam galerias de fotos online gratuitas, e as empresas podiam gerar receita com impressões e brindes. Inicialmente, o modelo foi um sucesso estrondoso. A Shutterfly, por exemplo, abriu seu capital em 2006 com uma oferta pública inicial de grande repercussão, que arrecadou US$ 87 milhões (aproximadamente R$ 430 milhões). Perdidas para sempre O restante do que ocorreu ficou para os livros de história e para os estudos de caso das escolas de negócios. A Kodak, por exemplo, entrou em processo de falência — embora a empresa tenha ressurgido anos depois. A Shutterfly adquiriu todas as fotos da Galeria Kodak EasyShare, mas minha experiência pessoal mostra que isso não foi uma boa notícia para minhas imagens. Para transferir as fotos da Kodak EasyShare para a Shutterfly, era necessário vincular as duas contas — uma tarefa que nunca concluí, apesar dos vários e-mails enviados pela Shutterfly me incentivando a fazê-lo. Os e-mails de marketing da empresa prometiam aos clientes que as fotos jamais seriam apagadas. Algum tempo depois, porém, ao acessar minha conta, descobri que as imagens estavam arquivadas e inacessíveis. Um porta-voz da Shutterfly afirmou que minha história é conhecida e que a empresa fez todo o possível para auxiliar os clientes na transição para a Kodak. No entanto, infelizmente, algumas fotos se tornaram irrecuperáveis ​​com o tempo. A Kodak lançou muitos modelos de câmeras digitais nas décadas de 1990 e 2000 Getty Images via BBC A Shutterfly ainda mantém parte dessas imagens, mas a empresa não as libera. Segundo um porta-voz, não é possível acessar, baixar ou compartilhar fotos armazenadas na Shutterfly a menos que se faça uma compra a cada 18 meses. Posso usar essas fotos para criar um produto como um calendário fotográfico, que a Shutterfly vende com prazer, mas não consigo acessar meus arquivos a menos que faça compras regulares. É quase como se minhas memórias estivessem sido sequestradas. "O que as pessoas não compreendem é que um dos maiores custos dos negócios online é o armazenamento", afirma Karen North, professora da Escola de Comunicação Annenberg da Universidade do Sul da Califórnia (Estados Unidos). "Havia tanto entusiasmo com as novas tecnologias que não se deu atenção real — muito menos atenção pública — à necessidade de um modelo de negócios sustentável." Na década de 2000, o custo do armazenamento digital era consideravelmente maior do que é hoje. O armazenamento em nuvem externa para as empresas estava apenas começando a surgir naquela época, e muitas empresas precisavam construir e manter seus próprios servidores, o que era um gasto enorme. Os consumidores produziam milhões de fotos digitais, mas, a longo prazo, as empresas online não conseguiam arcar com os custos de armazená-las, afirma North. "No início dos anos 2000, havia a ideia de que tudo o que fosse colocado na internet deveria ser gratuito", diz North. "Todos vivíamos nossas 'segundas vidas' de graça. O Gmail era gratuito. Hoje, ao olhar para trás, fica claro como uma pequena taxa de assinatura da Kodak ou de qualquer um desses sites poderia ter protegido nossas lembranças." O que aconteceu, em vez disso, foi que os consumidores passaram a pagar um preço diferente: todas aquelas fotos carregadas e compartilhadas rapidamente (mas não impressas ou armazenadas em um disco rígido externo) entre 2005 e 2010 ficaram seriamente comprometidas. "Estamos maravilhados com toda essa coisa grátis", diz Sucharita Kodali, analista de mercado varejista da Forrester Research. "Ninguém se pergunta: 'O que acontecerá daqui a cinco ou dez anos?' Perdemos completamente nossa capacidade de pensamento crítico porque fomos deslumbrados pela internet gratuita." As soluções atuais de armazenamento de fotos podem parecer mais permanentes, mas, segundo especialistas como Nelson, os riscos continuam os mesmos. "Psicologicamente, as pessoas não entendiam a diferença entre dados digitais e uma fotografia física", diz Nelson. "Pensamos que estamos vendo uma fotografia real. Mas não estamos. Estamos vendo um monte de números." Você pode segurar uma foto na mão, mas os dados estão a apenas um clique de desaparecer. Como proteger suas fotos "Tudo se resume à redundância", afirma Nelson. "Corremos um risco muito maior hoje do que quando as fotos eram simplesmente impressas." Se os consumidores dependerem demais da nuvem, o destino de suas fotos estará nas mãos de uma empresa que pode falir ou decidir apagá-las completamente. "Ou veja o meu exemplo do roubo de um disco rígido externo, que eu considerava o backup ideal", acrescenta Nelson. "É por isso que a redundância é fundamental." Especialistas em gerenciamento de imagens costumam seguir a chamada regra do 3-2-1 para o armazenamento de fotos. A lógica é manter sempre três cópias de cada imagem: duas guardadas em mídias diferentes (como a nuvem e um disco rígido externo) e uma terceira cópia armazenada em um local físico separado, como um HD deixado na casa de um parente. Essa é a melhor proteção contra falhas tecnológicas e desastres naturais. Aprendi essa lição da pior forma. Hoje, salvo todas as fotos que recebo por SMS ou e-mail no meu dispositivo, que tem backup automático no Google Fotos. Uma vez por mês, faço backup do Google Fotos no meu HD externo. Também é uma boa ideia editar suas fotos diariamente. Sentir que você tem um número administrável de fotos significa que você tem mais chances de estar no controle. "O volume [de fotos] atualmente é insano", diz Gunter. "A seleção de fotos é o que está causando problemas para as pessoas, porque elas não têm tempo. Elas simplesmente continuam acumulando bagunça." No meu aniversário de 40 anos, recebi alguns tesouros que nunca tinha visto antes. Havia uma foto minha com o cabelo incrivelmente curto; o futon estranho que não conseguimos vender e acabamos deixando na calçada; os azulejos de um banheiro que já não existe; bolsas enormes e desnecessárias. Encontrei até um vídeo granulado do meu cachorro, gravado com um celular antigo, no qual uma amiga diz estar apaixonada por "um cara qualquer" — o mesmo cara com quem ela se casou 15 anos depois. Há algo que hoje sabemos e que naquela época não sabíamos: as redes sociais, ou qualquer serviço online, podem não ser guardiãs confiáveis de nossas fotografias. Cabe a nós assumir a responsabilidade real por nossas memórias e reduzir os riscos envolvidos.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Ourinhos aprova reajuste de 113% no salário dos vereadores para próxima legislatura

Publicado em: 23/12/2025 15:03

Câmara de Ourinhos aprova reajuste de 113% no salário de vereadores A Câmara Municipal de Ourinhos (SP) aprovou, na última sessão do ano, um reajuste salarial de 113% para os vereadores, que passarão a receber R$ 15,9 mil por mês a partir da legislatura 2029–2032. Atualmente, o subsídio é de R$ 7.577. Os salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais também foram reajustados. Além do aumento salarial, os vereadores aprovaram a ampliação do número de cadeiras no Legislativo, que passará de 15 para 19 parlamentares na próxima legislatura, e a criação do 13º salário para vereadores e secretários municipais. As mudanças entram em vigor somente a partir de janeiro de 2029. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Câmara de Ourinhos aprovou reajuste salarial para a próxima legislatura Câmara Municipal de Ourinhos/Divulgação A votação foi unânime entre os parlamentares presentes. Nenhum vereador se manifestou contra as propostas; apenas o vereador Ederson Kita não votou por estar de licença. Em nota, a Câmara Municipal informou que o reajuste não beneficia os atuais vereadores e atende às exigências constitucionais e às orientações do Tribunal de Contas, que determinam que a fixação de subsídios ocorra de um mandato para o outro. Segundo o Legislativo, o valor aprovado está abaixo do limite legal, equivalente a 50% do subsídio dos deputados estaduais, e a proposta foi apresentada de forma conjunta, sem interesse individual. Ainda de acordo com a nota, desde 2012 não havia fixação formal dos subsídios, o que teria gerado uma defasagem acumulada ao longo dos anos. A Câmara afirmou que a medida busca corrigir essa distorção de forma legal, transparente e sem impacto no equilíbrio das finanças públicas. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal