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Quem já 'caçou' gabiroba? Conheça tudo sobre esse fruto brasileiro; vai do azedo ao doce

Publicado em: 01/03/2026 10:32

Antes da fruta da guavira nascer, as flores encantam e colorem o cerrado Antes das telas, dos jogos online e dos algoritmos que disputam a nossa atenção, havia brincadeiras que começavam no quintal ou na beira da estrada de terra. Bastava saber a época certa, seguir o cheiro doce no ar e caminhar mata adentro. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A “caça” à gabiroba não era apenas sobre colher um fruto, mas sobre descobrir o tempo da natureza, dividir a colheita e criar vínculos com a paisagem. Gabiroba é o nome popular dado aos frutos do gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, a mesma da goiaba e da jabuticaba Marcelo Kuhlmann Em meio a tanta tecnologia, essa memória segue viva no interior do Brasil, guardada no gosto azedo que vira doce e nas histórias que atravessam gerações. É nesse território do afeto – bem distante da lógica acelerada do mundo digital – que a gabiroba continua resistindo. Um fruto nativo, simples e intenso, que carrega saberes tradicionais, identidade cultural e uma relação direta com a natureza que muitos pensam ter ficado no passado, mas que ainda pulsa forte fora do wi-fi. AMOR OU SOBREVIVÊNCIA? Ciência explica por que macaco rejeitado pela mãe 'adotou' pelúcia VÍDEO: Maquiadora viraliza ao 'se transformar' em aves brasileiras; incluindo raridades BOAS NOVAS: Pesquisa da USP revela que própolis verde tem potencial contra Alzheimer e Parkinson Entre as aves atraídas pelas gabirobeiras estão os psitacídeos Marcelo Kuhlmann O que é a gabiroba? A gabiroba é o nome popular dado aos frutos do gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, a mesma da goiaba, da jabuticaba e da pitanga. Segundo o biólogo e doutor em Botânica Marcelo Kuhlmann, o Brasil possui cerca de 40 espécies e variedades descritas de gabiroba, distribuídas por todos os biomas nacionais. Os nomes populares variam conforme a região – gabiroba, guabiroba, guabiraba ou guavira Mauricio Mercadante/iNaturalist Os nomes também variam conforme a região – gabiroba, guabiroba, guabiraba ou guavira – e têm origem no tupi, significando “fruto brilhante”. Já o nome científico Campomanesia é uma homenagem ao explorador espanhol Pedro Rodríguez Camponánes, do século XVIII. A família das frutas A família Myrtaceae é uma das mais importantes da flora brasileira, com mais de mil espécies descritas. “Ela é conhecida como a ‘família das frutas’, porque reúne diversas espécies com frutos comestíveis, muito presentes na alimentação tradicional”, explica Kuhlmann. As gabirobeiras podem variar bastante de porte, indo de arbustos baixos a árvores que chegam a 30 metros de altura Marcelo Kuhlmann Além da gabiroba, fazem parte desse grupo plantas como goiabas, araçás, jabuticabas, pitangas e cambuís. Em geral, os frutos dessa família não apresentam toxicidade, embora o consumo seguro dependa do conhecimento das espécies e de suas características. Como reconhecer uma gabirobeira As gabirobeiras podem variar bastante de porte, indo de arbustos baixos a árvores que chegam a 30 metros de altura, dependendo da espécie e do ambiente. Uma característica marcante está nas folhas, que apresentam nervuras curvas, formando arcos bem visíveis – detalhe importante para identificação no campo. Uma característica marcante está nas folhas, que apresentam nervuras curvas, formando arcos bem visíveis Marcelo Kuhlmann As flores são pequenas, geralmente brancas, com cinco pétalas, surgindo isoladas ou em pequenos agrupamentos nas pontas dos ramos. Já os frutos possuem várias sementes internas, organizadas em compartimentos e envoltas por pequenas glândulas que liberam uma substância amarelada e levemente amarga. Onde a gabiroba é encontrada e quando frutifica As gabirobas ocorrem em todo o território brasileiro, mas cada região abriga espécies diferentes. No Cerrado, são comuns espécies como Campomanesia adamantium, C. pubescens e C. velutina. No Sudeste, destaca-se a Campomanesia xanthocarpa. No Cerrado, a floração acontece no início da primavera e a frutificação ocorre entre novembro e dezembro, durante o período chuvoso. As flores são pequenas, geralmente brancas, com cinco pétalas, surgindo isoladas ou em pequenos agrupamentos nas pontas dos ramos Marcelo Kuhlmann “A frutificação é curta, geralmente dura cerca de duas semanas”, explica o biólogo. Por isso, encontrar gabiroba no ponto certo é motivo de festa. Uma fruta adaptada ao Cerrado A gabiroba é um exemplo de planta adaptada à sazonalidade do Cerrado. Suas raízes profundas ajudam a armazenar água, enquanto as folhas mais espessas, pilosas e ricas em óleos essenciais reduzem a perda de umidade. As sementes são do tipo recalcitrantes, ou seja, não toleram o ressecamento. “Elas precisam ser colocadas para germinar logo após serem retiradas do fruto, caso contrário perdem a viabilidade”, explica Kuhlmann. No Cerrado, a floração da gabirobeira acontece no início da primavera Marcelo Kuhlmann Do azedo ao doce: o amadurecimento do fruto Quando verde, a gabiroba é bastante azeda e adstringente – aquela sensação de “amarrar” ou ressecar a boca, comum em frutas ainda imaturas. Isso acontece porque, nessa fase, o fruto concentra ácidos e taninos, substâncias que reduzem a salivação e tornam o sabor menos agradável, funcionando como uma proteção natural contra o consumo precoce, antes que as sementes estejam completamente formadas. Quando verde, a gabiroba é bastante azeda e adstringente – aquela sensação de “amarrar” ou ressecar a boca Marcelo Kuhlmann Durante o amadurecimento, ocorre uma transformação química: os ácidos diminuem, o amido se converte em açúcares e a polpa se torna mais macia e aromática. “É uma estratégia da planta para sinalizar que o fruto está pronto para consumo e dispersão das sementes”, explica o biólogo. Tamanhos, cores e sabores Os frutos variam bastante entre as espécies. Podem medir de 1 a 8 centímetros de diâmetro, embora a média fique entre 2 e 3 centímetros. A casca pode ser lisa, rugosa ou ornamentada, e as cores vão do verde ao amarelo, laranja, vermelho, vináceo e até tons arroxeados. Os frutos podem medir de 1 a 8 centímetros de diâmetro Marcelo Kuhlmann O sabor também varia, com espécies mais ácidas ou mais doces, mas geralmente apresenta um equilíbrio característico entre doçura e acidez. Uso tradicional, ciência e cultura Na medicina popular, folhas e cascas da gabiroba já foram utilizadas em chás e infusões para tratar problemas digestivos, inflamações e infecções urinárias. Estudos científicos indicam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, além de teores relevantes de vitamina C, ferro e potássio no fruto. Mais do que alimento ou objeto de estudo, a gabiroba carrega identidade cultural. Para quem cresceu no interior, “caçar gabiroba” era um passatempo. “É uma alegria encontrar o fruto no mato. Vivi isso na infância e faço até hoje”, conta o biólogo Marcelo Kuhlmann. A prática também é cercada de histórias e crenças populares. Uma das mais conhecidas diz que sempre há uma cobra à espreita embaixo de um pé de gabiroba. Segundo Marcelo, a lenda tem fundo biológico, já que serpentes podem se abrigar em árvores frutíferas à espera de animais atraídos pelos frutos. Gabiroba do Cerrado é uma das PANCs que podem ser experimentadas na intervenção Adriana Tiba “Mas isso vale para qualquer planta frutífera, não só para a gabiroba”, explica. Ele brinca que o mito pode ter servido, muitas vezes, para afastar concorrentes da colheita: “Cuidado para não ir catar gabiroba, senão a cobra pica…assim sobra mais fruto para quem contou a história”. Em Mato Grosso do Sul, desde 2017, a gabiroba – conhecida popularmente como guavira – é reconhecida por lei como o fruto símbolo do estado. Em novembro, época da colheita, acontece o Festival da Guavira, em Bonito. Herdada dos povos indígenas Terena, a prática da “Cata Guavira” reúne moradores e visitantes nas estradas e áreas rurais para colher o fruto que nasce espontaneamente, sem intervenção humana. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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Líder supremo interino do Irã, Alireza Arafi estava entre os homens de confiança de Ali Khamenei; saiba quem é

Publicado em: 01/03/2026 10:13

Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei O aiatolá Alireza Arafi é, a partir deste domingo (1º), o líder supremo interino do Irã. Ele foi eleito um dia após a morte do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28) após um ataque dos EUA. “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, afirmou o porta-voz do conselho, Mohsen Dehnavi, em uma publicação na rede X. Arafi (veja um perfil mais abaixo) ficará à frente do país e foi eleito o chefe do Conselho interino de liderança iraniano, com a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder supremo. AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Nova geração de líderes do Irã Nascido em 1959 na histórica cidade de Meybod, na província central iraniana de Yazd, Alireza Arafi tem 67 anos, é um clérigo xiita que nasceu em uma família de religiosos islâmicos. Seu pai, o aiatolá (xeique Haji) Mohammad Ibrahim Arafi, é geralmente retratado na mídia estatal iraniana como alguém próximo ao falecido fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini. Quando a revolução iraniana aconteceu em 1979, Arafi tinha apenas 21 anos e não fez parte da "primeira geração de revolucionários" do país. Seu nome ganhou maior notoriedade após a ascensão de seu antecessor, aiatolá Ali Khamenei, a líder supremo em 1989. Veja uma linha do tempo da sua carreira: 1970 - mudou-se para Qom para aprofundar seus estudos religiosos, iniciados com seu pai em Meybod; 1992 - líder da oração de sexta-feira em sua cidade natal, Meybod; 2008 a 2018 - Presidente da Universidade Al-Mustafa Internacional, em Qom; 2015 - líder da oração de sexta-feira na cidade de Qom; 2016 - chefe de todos os seminários do país; 2019 - nomeado para o Conselho dos Guardiães, composto por 12 membros, o órgão máximo de controle da República Islâmica, capaz de vetar qualquer política governamental ou candidato político. Ao longo da sua carreira, conquistou o título de mujtahid. Isso significa que Arafi é considerado um estudioso islâmico altamente qualificado, com autoridade para interpretar a lei islâmica (Sharia) e deduzir regras jurisprudenciais (fiqh) diretamente das fontes principais, como o Alcorão e a Sunnah. Suas áreas de especialização incluem jurisprudência islâmica (fiqh) e filosofia. Ele é fluente em árabe e inglês. Também é considerado um especialista em tecnologia. Alireza Arafi Mostafa Meraji via Wikimedia Commons

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Governo Federal anuncia construção de 17 escolas indígenas no Amapá

Publicado em: 01/03/2026 09:09

Terra indígena no extremo norte do Amapá CCPIO/Divulgação O Amapá receberá 17 novas escolas indígenas como parte do investimento federal de R$ 785 milhões destinado à educação escolar indígena em todo o país, conforme anunciado na quinta-feira (26), pelo Governo Federal. O projeto integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC – Indígena, que prevê a construção de até 117 unidades escolares em 14 estados brasileiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Amapá terá mais escolas para comunidade indígena Gea/Reprodução Estrutura adaptada às comunidades Segundo o Ministério da Educação (MEC), as obras no Amapá vão priorizar a criação de espaços que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos indígenas. A iniciativa busca atender a uma demanda histórica das comunidades por infraestrutura escolar adequada. LEIA MAIS: Prazo para cadastro e recadastro da meia-passagem estudantil é prorrogado em Macapá Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’ Concurso para educação indígena no AP oferta 420 vagas com salários de mais de R$ 6 mil Política Nacional de Educação Escolar Indígena As construções fazem parte da Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), instituída em 2025, e estão amparadas pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante direitos fundamentais a povos indígenas e comunidades tradicionais. A pactuação das unidades escolares foi definida pela Portaria Conjunta MEC/FNDE nº 1/2026, que estabelece critérios técnicos e territoriais para a seleção dos projetos. No caso do Amapá, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) articulou diretamente com o governo estadual para formalizar as propostas. Distribuição nacional Além do Amapá, estados como Amazonas (27 escolas), Roraima (23) e Maranhão (11) também receberão grande parte dos investimentos. No total, 14 estados serão contemplados. Câmara dos Deputados aprova criação de Universidade Federal Indígena Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Galaxy S27 Ultra: nova câmera de 200 MP deve ter tecnologia para “melhor HDR do mundo”

Publicado em: 01/03/2026 08:35 Fonte: Tudocelular

A Samsung ainda tem feito a divulgação da série Galaxy S26 nos principais mercados, mas já começou o desenvolvimento da linha Galaxy S27, sendo que os primeiros vazamentos já apareceram. Neste fim de semana, o Ice Universe revelou detalhes daquilo que a Samsung prometeu recentemente: uma nova câmera para o Galaxy S27 Ultra. Segundo explica o vazador, a resolução será de 200 MP, mas o novo sensor HP6 trará como grande novidade a presença de tecnologia LOFIC (Lateral Overflow Integration Capacitor).Clique aqui para ler mais

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Crise dos solteiros, mulheres 'sobrando' e 'taxa das camisinhas': por que a aposta da China num baby boom fracassou

Publicado em: 01/03/2026 06:01

Bebê chinês Getty Images via BBC Nos feriados do Ano Novo Lunar, milhões de pessoas em toda a China comemoram com refeições em família, festividades e orações. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mas, para alguns adultos solteiros, esta pode ser uma época difícil. Afinal, seus pais podem usar o período festivo para criticá-los por não se estabelecerem e trazerem netos para a família. Não ter filhos é um tema recorrente na China (e em outros países do leste asiático). E, agora, é uma importante fonte de preocupação para as autoridades. O tema chegou às manchetes em janeiro, quando o governo chinês publicou números que demonstram que a taxa de natalidade do país despencou para um novo e indesejado recorde de baixa. A China atingiu apenas 5,63 nascimentos por 1 mil habitantes, o nível mais baixo desde a criação da República Popular, em 1949. E as autoridades chinesas não previam tamanha redução. Os dados publicados em janeiro pelo Escritório Nacional de Estatísticas demonstraram que a China registrou apenas 7,92 milhões de nascimentos em 2025. Natalidade da China cai a nível mais baixo já registrado China, onde política do filho único vigorou por 35 anos, vai dar benefícios às famílias que tiverem mais crianças O número de mortes superou os nascimentos no país pelo quarto ano consecutivo, fazendo com que a população total caísse em cerca de 3,4 milhões de habitantes no ano passado. Especialistas das Nações Unidas acreditam que a população chinesa continuará a diminuir. Eles estimam que a nação asiática perderá mais da metade da sua população atual até o final do século. É um panorama que parece muito diferente de apenas duas décadas atrás, quando as autoridades chineses previram que a população do país continuaria crescendo até 2033, atingindo 1,5 bilhão de pessoas. O pico veio 12 anos antes, com cerca de 100 milhões de habitantes a menos que as projeções do governo. Como os especialistas chineses erraram tanto ao calcular a trajetória do país que, na época, era o mais populoso do mundo? EUA tentam embalar projetos para aumentar a taxa de natalidade A aposta no 'baby boom' Quando a população da China se aproximou de um bilhão de habitantes no final dos anos 1970, o governo do país passou a se preocupar com os efeitos deste aumento sobre seus ambiciosos planos de crescimento econômico. Em 1979, o governo do então líder chinês Deng Xiaoping (1904-1997) estabeleceu uma política para evitar que as famílias tivessem mais de um filho. O plano, basicamente, ofereceu incentivos financeiros e trabalhistas para quem seguisse a regra estabelecida pelo governo. Os anticoncepcionais se tornaram facilmente disponíveis e as famílias que violassem as normas recebiam multas. Às vezes, eram adotadas outras medidas coercitivas, como abortos forçados e esterilizações em massa. E a política certamente atingiu seu objetivo inicial. Ao todo, o governo chinês estima que a política do filho único tenha evitado o nascimento de cerca de 400 milhões de bebês, embora este número seja contestado. Mas ela também afetou profundamente o equilíbrio entre as gerações. Gradualmente, a preocupação passou a ser o envelhecimento da população, que retardaria o crescimento da economia com a queda do número de trabalhadores e da relação entre os contribuintes e os pensionistas. Os especialistas chineses em planejamento populacional consideraram por anos que a baixa taxa de natalidade era temporária. E que, quando os limites fossem eliminados, os casais rapidamente começariam a ter mais filhos. Um importante relatório de estratégia populacional publicado em 2007, compilado por mais de 300 especialistas, defendia que a baixa natalidade tinha forte "potencial de recuperação" e alertou contra o relaxamento muito rápido das políticas de controle, mesmo com a queda do número de nascimentos. Mas a política de dois filhos, criada em 2016, não gerou crescimento sustentado da natalidade. E nem a de três filhos, anunciada em 2021, trouxe grandes impactos. 'Declínio constante' Para o professor de estudos chineses Kerry Brown, diretor do Instituto Lau China do King's College de Londres, a China já vem sofrendo declínio constante da sua taxa de natalidade desde muito antes da criação da política do filho único. "A taxa de fertilidade da China vinha caindo por razões naturais desde o início dos anos 1970", declarou ele à BBC. "O pico do crescimento populacional, em termos de filhos por família, ocorreu nos anos 1950 e 1960." Brown acredita que, desde a década de 1980, cada vez mais pessoas decidiram ter apenas um ou dois filhos por uma série de motivos, incluindo razões financeiras, independentemente da política do filho único. "Acho que o partido pode não ter realmente entendido as dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias para criar seus filhos e como é prioritário para elas decidir se conseguirão fazer isso bem ou se não terão filhos." "Temos observado essas mudanças em todo o mundo, mas, na China, aconteceu com muita rapidez", prossegue o professor. Brown acredita que o governo chinês ficou "surpreso" com a velocidade das mudanças socioeconômicas. Afinal, os efeitos das políticas demográficas se desenvolvem ao longo de décadas, enquanto a economia pode mudar radicalmente em questão de meses ou anos. Desequilíbrio de gênero A política do filho único também deixou um profundo legado para a população da China, em termos de gênero. Sabendo que só poderiam ter um filho para ajudá-los na velhice, os pais chineses, às vezes, abortavam os fetos de meninas, o que distorcia a relação entre homens e mulheres. Isso gerou uma "crise de solteiros", com dezenas de milhões de homens "sobrando", que não conseguem encontrar uma noiva. Os homens sem formação universitária passaram a enfrentar dificuldades. O maior acesso à educação superior reformulou o mercado de casamentos — e muito mais mulheres do que homens passaram a cursar a universidade. "Isso gerou um fenômeno chamado de 'homens dos galhos vazios', uma metáfora para designar homens incapazes de encontrar parceiras", segundo Brown. O professor explica que a expressão vem da ideia de que seus galhos não irão gerar frutos (filhos) e faz comparações com o movimento incel no Ocidente. A China têm milhões de homens a mais do que mulheres, fazendo com que muitos deles tenham dificuldades para encontrar esposas. Eles são conhecidos na China como os 'homens dos galhos vazios' Getty Images via BBC Já as mulheres com alto nível de educação passaram cada vez mais a decidir se casar mais tarde ou mesmo não contrair matrimônio. Para tentar incentivar essas mulheres a se casarem, a imprensa estatal chinesa passou a usar uma expressão depreciativa para se referir a elas: shèngnǚ (剩女), "solteirona". "É uma expressão muito pejorativa, uma referência a mulheres discriminadas devido à sua idade, que não se casaram porque deram mais importância à carreira do que ao casamento e sua estabilização", afirma o professor. Em 2023, 43% das mulheres chinesas com 25 a 29 anos de idade eram solteiras, o que reduz sua janela para ter filhos e diminui ainda mais a taxa de natalidade do país. Bônus para bebês Pequim criou diversas formas para tentar reverter a queda das taxas de natalidade. Uma delas foi a oferta de incentivos financeiros no valor anual de 3,6 mil yuans (US$ 500, cerca de R$ 2,6 mil) para cada filho com menos de três anos de idade. Algumas das medidas provocaram controvérsias, como o imposto de 13% criado este ano sobre contraceptivos (incluindo preservativos, dispositivos e pílulas anticoncepcionais). A decisão despertou preocupações com a gravidez indesejada e os índices de HIV. Mas os incentivos não conseguiram mudar o comportamento da população, pois muitos jovens chineses afirmam que não querem mais filhos devido aos custos da sua criação. Millie (nome fictício) é controladora de tráfico aéreo em Pequim. Ela e seu marido tiveram seu primeiro filho 10 anos atrás. Ela declarou à BBC que gostaria de ter um segundo bebê, mas mudou de ideia. "Durante a pandemia, minha mãe e minha sogra não podiam vir mais", ela conta. "Meu marido viaja regularmente a negócios e eu sempre levava nosso filho para a escola e para aulas de reforço." Millie conta que seu empregador foi compreensivo e permitiu que ela ajustasse seus horários de trabalho. Mas ela hesita em pedir tratamento similar novamente. "Sou funcionária em tempo integral, paga para trabalhar essas horas", explica ela. "Existe uma regra implícita de que a vida familiar não deve interferir com as obrigações do trabalho." "Definitivamente, não terei outro filho. Não é bom para o meu corpo, será difícil conseguir creche e ninguém irá me ajudar." Li Hongfei (também, nome fictício) dirige uma companhia de produção de vídeos em Chongqing, no sudoeste da China. Ele relembra que sua família costumava esconder seu irmão mais novo das autoridades, nos anos 1980. Li está hoje na casa dos 40 anos de idade. Ele é casado há 10 anos e eles tiveram uma filha durante a pandemia. O casal pensou em ter um segundo filho, mas, agora, enfrenta as pressões financeiras da paternidade. "Meu trabalho vem diminuindo, mas o custo de manutenção da empresa permanece o mesmo. As mensalidades da minha filha estão subindo e minhas economias estão acabando", descreve ele. "Queremos que nossa filha tenha um irmão ou irmã, mas parece cada vez mais improvável." Brown não se surpreende pelo fato de que as tentativas chinesas de reverter sua tendência demográfica ainda não tenham tido sucesso. "O governo realizou campanhas mostrando como é patrioticamente importante que as pessoas tenham filhos, mas acho que elas, na verdade, não dão ouvidos", afirma ele. "Afinal, o que o governo pode fazer é muito limitado. Ele não pode forçar as pessoas a terem filhos." O que isso significa para a China — e para o mundo? Com cerca de um filho por mulher, a China tem uma das menores taxas de fertilidade do mundo, muito abaixo da taxa de 2,1 que manteria a população estável. A redução populacional traz consequências socioeconômicas para a segunda maior economia do mundo, esgotando a força de trabalho e enfraquecendo a demanda dos consumidores. O declínio populacional da China pode atingir, em efeito cascata, toda a economia global, gerando aumentos de preços em outras partes do mundo. Outras economias asiáticas e de outros continentes apresentam taxas de natalidade similares. Mas são países muito mais ricos, proporcionalmente ao número de habitantes. Isso permite que seus governos tenham margem maior para administrar o desequilíbrio causado pelo envelhecimento da população. O perigo para a China é que o país está envelhecendo antes de enriquecer. "Em quase toda a região, a população está caindo e envelhecendo", explica Brown. "O fenômeno é mais crítico em locais como o Japão e Taiwan, mas a escala da mudança na China certamente é a maior." "Em relação à assistência social e outras formas de enfrentar o envelhecimento populacional e oferecer assistência aos idosos, a China ainda não atingiu os níveis de riqueza necessários", alerta o professor. Se os recursos para as pensões estiverem realmente diminuindo, como acredita a Academia Chinesa de Ciências Sociais (um organismo estatal), o país pode precisar correr contra o tempo para reunir fundos suficientes e atender sua população cada vez maior de idosos. Mas Brown apresenta um otimismo cauteloso sobre a capacidade chinesa de resolver seus problemas populacionais a tempo. "Eles provavelmente tentarão usar a tecnologia e detêm todo tipo de alavancas políticas para enfrentar estas questões", afirma ele. "Acho que as pessoas costumam ter ideias pessimistas sobre a capacidade da China de fazer as coisas. Mas, no fim, eles acabam encontrando uma solução." Esta reportagem foi publicada originalmente pela BBC News China, com colaboração de Kelly Ng, Silvia Chang e Britt Yip. Edição de Mark Shea e Su-min Hwang.

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Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita?

Publicado em: 01/03/2026 05:00

Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita? A Colômbia pode eleger, no dia 8 de março, a primeira parlamentar criada por inteligência artificial da América Latina. Com o objetivo de “devolver o poder às mãos do povo”, a avatar Gaitana IA se apresenta como uma mulher indígena, de pele azul, e concorre a uma vaga reservada aos povos originários no Congresso colombiano. Mas, afinal, o que acontece caso ela conquiste votos suficientes para ocupar a cadeira no Legislativo? A avatar possui um agente de conversação (chatbot) de IA em que os mais de 10 mil usuários registrados ajudam a construir as posições políticas do robô. No período de campanha, qualquer pessoa pode acessar o bot e fazer perguntas a "Gaitana". Caso seja eleita, a mesma plataforma servirá para coletar as opiniões dos eleitores. Entre as principais pautas que levanta, estão a defesa do meio ambiente e do território e a luta antissistema. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam como o mandato de IA pode funcionar na prática. A avaliação é de que a tecnologia pode aproximar a política das pessoas, principalmente de grupos minoritários, mas o uso da plataforma para legislar exige cautela e envolve riscos. O que acontece se Gaitana for eleita? A candidata concorre simultaneamente a cadeiras no Senado e na Câmara dos Representantes da Colômbia. Como registrar a candidatura de uma IA não é permitido no país, cada chapa é viabilizada legalmente por um candidato humano, que também são os criadores do avatar: Carlos Redondo, engenheiro do povo zenú, e a a antropóloga Alba Rincón. O eleitor que desejar votar em Gaitana precisará selecionar a opção “IA” na cédula. Gaitana IA possui chatbot para interagir com eleitores Reprodução Uma vez eleita, a proposta dos idealizadores é de que a plataforma da IA seja um espaço para a proposição de ideias de projetos de leis. A tecnologia irá processar o conteúdo da ideia e reformular a redação para se adequar aos trâmites legislativos. Francieli de Campos, advogada e especialista em aspectos jurídicos da inteligência artificial, explica que o modo de funcionamento facilita a participação política de pessoas que não compreendem a linguagem técnica do Legislativo. O encaminhamento do projeto, de fato, dependerá da decisão da maioria dos usuários registrados na plataforma de Gaitana. Após a definição da pauta, eles podem decidir se querem ou não que a proposta avance. A lógica é a mesma quando for a vez de Gaitana votar os projetos de lei apresentados pelos demais parlamentares. A plataforma irá traduzir a proposta de forma simplificada e a comunidade de usuários decide como votar. “É uma forma de apresentar os projetos para as pessoas que fazem parte da comunidade indígena”, entende a pesquisadora. Já as atividades políticas que demandam presença física no Congresso – como apresentação de projetos, votações e discussões em plenário – serão realizadas pelos representantes humanos. Para João Paulo Veiga, cientista político e professor de Relações Internacionais da USP, Gaitana pode ser uma ferramenta para expandir a participação democrática popular de grupos historicamente marginalizados de uma forma que um representante humano não conseguiria. Na teoria, nada impede que um candidato humano crie um aplicativo para compilar opiniões de seus eleitores sobre determinado assunto. “Mas não teria o charme de uma candidatura de IA”, conclui o professor. Imagem gerada por IA publicada por criadores de Gaitana IA simula outdoor pedindo votos na Colômbia Reprodução Quais são os riscos de ter uma IA como parlamentar? A pele azulada e os traços robóticos de Gaitana não deixam esquecer que a candidata é uma IA. E como qualquer modelo dessa tecnologia, está sujeita a possíveis falhas, como alucinações (informações escritas de formas coerentes, mas incorretas) e a expressão de vieses e preconceitos. No caso de Gaitana, a lógica de votar de acordo com a opinião da maioria é uma decisão objetiva, mas a “tradução” dos projetos é feita por meio de inteligência artificial. Para Francieli de Campos, é “utópico e arriscado” colocar esse processo na mão de um algoritmo. “É uma responsabilidade que é humana. A questão de ser corruptível ou incorruptível é uma questão ética. Em algum momento vai ter um dilema ético [caso Gaitana seja eleita]”. Outra questão no uso de avatares na política é a segurança de dados pessoais, como aponta o professor João Paulo Veiga. A plataforma de Gaitana utiliza a tecnologia blockchain para impedir que seja alvo de hackers, mas o criador Carlos Redondo reconheceu, à agência de notícias RFI, que o sistema ainda é limitado em termos de segurança de dados. Já existem casos que evidenciam esse impasse em outros lugares do mundo. Em setembro de 2025, a Albânia nomeou uma ministra gerada por IA, a primeira do mundo a ocupar esse cargo. Em fevereiro de 2026, a atriz Anila Bisha entrou com um processo contra o governo albaniano pelo uso não consentido de sua imagem e voz para criar a “ministra”. Computador exibe Gaitana, uma inteligência artificial representada nas redes sociais como uma mulher de pele azul e tanga de penas, que participará como candidata às eleições legislativas da Colômbia em Bogotá RAUL ARBOLEDA / AFP Afinal, 'Gaitana' tem chance de ser eleita? Os especialistas avaliam que, em um momento em que o governo da Colômbia enfrenta ameaças do presidente Donald Trump e após a vizinha Venezuela ter sido atacada pelos americanos, a candidatura pode ganhar força. Isso por que a avatar de IA defende a defesa da soberania do território nacional. Para a especialista Francieli de Campos, a alta temperatura da geopolítica global pode influenciar as eleições nacionais. “A Europa está se reorganizando, os Estados Unidos largando mão dos aliados com a OTAN. A IA chega em um momento em que as coisas já estão desordenadas.”, avalia Francieli de Campos. Além disso, em um contexto global em que o mundo como conhecemos está se transformando rapidamente, a IA acaba sendo melhor aceita por ser algo diferente e pode ser vista como um caminho possível, analisa a pesquisadora. Ainda assim, é difícil medir o impacto da candidatura de Gaitana em específico. De acordo com a RFI, a iniciativa é muito apoiada por jovens, mas pesquisas indicam que apenas um terço dos eleitores com menos de 24 anos pretende votar. E no Brasil? "É difícil existir algo assim no Brasil”, afirma o professor João Paulo Veiga. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou as resoluções que vão orientar as eleições gerais de 2026, mas Veiga avalia que, no momento atual do cenário político, essa abertura para a IA não deve ser incluída. A resolução 23.610/2019, que foi alterada para reger o pleito de 2024, proíbe o uso de robôs para intermediar contato com o eleitor.

'Curva de deslizamentos' anunciava tragédia que matou mais de 60 pessoas em Juiz de Fora

Publicado em: 01/03/2026 05:00

Especialista do Cemaden analisa causas e riscos da tragédia em Juiz de Fora Juiz de Fora viveu, na última semana, a pior tragédia da história recente da cidade: 64 pessoas morreram, em sua maioria soterradas devido aos deslizamentos de encostas causados pelas fortes chuvas, que marcaram fevereiro como o período mais chuvoso já registrado no município. Porém, essa catástrofe geológica não pode ser considerada uma surpresa. Afinal, o número de deslizamentos contabilizados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já alertava que a instabilidade do solo juiz-forano estava cada vez mais recorrente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A curva de deslizamentos - e, consequentemente, de riscos - vinha subindo desde 2020 e atingiu pico em 2023. Apesar de 2024 e 2025 terem apresentado redução, os índices ainda estavam acima do patamar pré-2020, sem trazer a cidade de volta ao nível anterior. "Grande parte desses desastres ocorreram em áreas que já estavam mapeadas. Então, isso por si só, já é um fato que evidencia que sabíamos que haviam pessoas morando em áreas altamente suscetíveis e que, na iminência de uma chuva muito torrencial, essas populações poderiam ser impactadas", explicou o diretor substituto do Cemaden, Pedro Ivo Camarinha. Histórico de deslizamentos em Juiz de Fora 🔎O Cemaden contabiliza os deslizamentos por meio de notificações realizadas pela Defesa Civil, por meio de notícias cujas informações são criteriosamente checadas e também por imagens de satélite. Os dados mostram baixa recorrência de deslizamentos até 2019, apresentam quebra de patamar a partir de 2020, pico fora da curva em 2023 e, em 2026, a tragédia escancara a tendência: 1.243 escorregamentos de talude registrados pela Defesa Civil municipal, de janeiro até o fim da tarde de sexta-feira (27). Em termos de escala, isso representa quase 22 vezes mais deslizamentos de terra que o pior ano isolado (2023) já registrado pelo Cemaden, que mantém uma base de dados da cidade desde 2016. "Realmente, mudou o padrão nos últimos anos. A gente está tendo mais chuvas sendo registradas aí no município, principalmente a partir de 2020. E a gente sabe que isso é verdade porque os nossos alertas também aumentaram muito a partir de 2020”, afirmou Camarinha. A maior recorrência de deslizamentos nos últimos seis anos em Juiz de Fora mostra que a cidade convive com mais gatilhos: solos mais encharcados por mais tempo, encostas sob pressão e a necessidade de agir preventivamente diante dos primeiros sinais de instabilidade. O que as autoridades já sabiam antes da tragédia da última semana Juiz de Fora figura entre as 10 cidades com maior população em áreas de risco desde 2018, segundo Pedro Ivo Camarinha. Veja ranking mais abaixo. Por isso, a tragédia atual não surge sem avisos. É a confluência de mais chuva, solo e encostas fragilizados ao longo dos anos e de ocupação de áreas suscetíveis — um cenário que o próprio sistema de alertas já vinha sinalizando, pelo menos desde 2023. Por que 2026 levou tudo ao extremo? Hidrologia: fevereiro excepcionalmente chuvoso. Foram mais de 750 milímetros, número três vezes superior ao que era esperado para o mês, ou seja, com dias seguidos de precipitações o solo satura e perde resistência; Base fragilizada: a quebra de patamar desde 2020 e o pico de 2023 indicam maior recorrência de gatilhos (mais eventos por ano), antes da tragédia atual; Exposição: ocupação de encostas e déficits de obras e fiscalização transformam um evento extremo em desastre humano; Capacidade de resposta com gargalos: aperto e bloqueios orçamentários dificultam a manutenção de programas contínuos de prevenção (drenagem, contenções, remoções). Mortes em Juiz de Fora durante desastre de fevereiro de 2026 Verbas para prevenção de desastres foram reduzidas O Governo de Minas Gerais reduziu em 95,6% as verbas de programas contra impactos das chuvas nos últimos três anos. Segundo dados do Portal da Transparência estadual analisados pelo jornal O Globo e confirmados pelo g1, os investimentos do programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” registrou queda acentuada nos valores pagos: R$ 134,8 milhões em 2023 R$ 41,1 milhões em 2024 R$ 5,9 milhões em 2025 Já a União fez um aperto nas despesas discricionárias (onde ficam verbas de investimentos e prevenção), o que reduz o espaço dos ministérios. Por isso, 2026 já começou com “cinto apertado” para investimentos e dando prioridade às emendas parlamentares (R$ 61 bi), o que comprimiu rubricas técnicas. Além disso, em 2025, houve contingenciamento de R$ 31,3 bi, com uma das maiores contenções no Ministério das Cidades — pasta que concentra obras de drenagem e prevenção —, sinalizando menos folga para políticas anticatástrofe. É preciso melhorar a gestão de riscos e de desastres A maior recorrência de deslizamentos em Juiz de Fora nos últimos anos pede cuidado redobrado na leitura do que está acontecendo agora e nas decisões de curto prazo. De acordo com Camarinha, é necessário analisar e melhorar a gestão de riscos de desastres, que começa muito antes de um desastre se materializar, inclusive na expectativa de que eles não aconteçam. "Não é só a chuva. A chuva pode estar sendo intensificada, mas muitos desses deslizamentos que causam impacto têm a ver também com como a gente tem ocupado essas encostas, para onde as cidades têm crescido, principalmente as populações mais vulneráveis", explicou o diretor substituto do Cemaden, Pedro Ivo Camarinha. "Você pode ter a chuva extrema, você pode ter a ocorrência de deslizamentos, mas aquilo não chega a impactar a população ao ponto de ser um desastre. O que a gestão de risco busca é isso. E aí, são muitas frentes que devem atuar ao mesmo tempo", explicou. Camarinha faz um paralelo entre desastres pluviométricos e desastres de avião: não é uma causa só, e grande parte pode ser evitada com prevenção. "Desastres são uma construção social ao longo do tempo", disse. "Normalmente, há uma série de problemas que vão acontecer em sequência, muitas vezes negligenciados, que levam a desastres. Então, no caso de Juiz de Fora, não é diferente. Você tem uma cidade que é naturalmente muito suscetível a esse processo, que vem registrando chuvas volumosas e trazem preocupação, que já tinha ocorrências de deslizamentos ao longo do tempo, que já tinha mapeamentos de pessoas morando em áreas de risco. Hora ou outra, com as mudanças climáticas em curso, é esperado que um evento extremo aconteça nessa cidade. E aí, uma vez que ele acontece, tudo isso é explicitado. A causa mesmo é histórica, sobretudo, a manutenção dessas pessoas morando nessas áreas suscetíveis ao longo do tempo, sem ações efetivas para poder reduzir esses riscos." Conforme ele, essa gestão de riscos, para ser eficiente, deve passar por várias etapas: ➡️Planejamento urbano Segundo Camarinha, a primeira atuação que deve ser feita é evitar o avanço da área urbana de forma não controlada em direção às encostas. "Evitar que áreas que são suscetíveis, e nós conhecemos muito bem quais são essas áreas, que elas sejam ocupadas. Então, primeiro é ter políticas de ordenamento territorial, políticas de habitação, para que você também forneça soluções para alguns grupos sociais - que já se encontram e para aqueles que estão começando a ocupar - terem alternativas", afirmou. ➡️Fiscalização Em seguida, o poder público deve fiscalizar para que o primeiro passo (evitar ocupação em encostas) seja cumprido. ➡️Manejo ambiental O próximo passo deve ser o manejo das bacias hidrográficas, para que também garanta que as áreas conservadas, as áreas de muita inclinação, sejam preservadas e cuidadas. ➡️Educação ambiental "Para que a população entenda essa problemática e não avance para essas regiões, além de aumentar a percepção dos riscos delas. Quanto maior for a percepção de uma pessoa que está morando ou está passando por uma área de risco, menor é a chance dela ser impactada durante um evento", disse Camarinha. ➡️Obras de infraestrutura Podem ser obras de contenção de encostas e obras de reflorestamento, por exemplo, dependendo de como for o tipo de solução viável para a localidade. ➡️Defesa Civil preparada Para isso, são necessários recursos humanos, recursos financeiros, viaturas, e condições para poder montar abrigos. Além de treinar os planos de evacuação junto com a população, para que as pessoas saibam como agir durante um evento como esse. ⭐População orientada A população deve aprender a identificar possíveis situações de risco e, principalmente, deve ser orientada sobre como agir. "Quando a população não sabe para onde ir ou não tem para onde ir, não tem esse direcionamento, o que sobra são as ações de autoproteção. Por isso, a importância da população ter essa percepção de risco, porque em muitos casos, o cidadão sabendo reconhecer uma situação de risco e ser conservador no sentido de antecipar as suas ações é que vai ser determinante para que ele pelo menos salve sua vida. Talvez perca o seu imóvel, perca os seus bens, mas pelo menos ele salvaguarde sua vida." ➡️Alertas antecipados São necessárias ciência e tecnologia lado a lado para conseguir antecipar esses riscos de desastres. "Esse é o último recurso que a gente espera dentro da gestão de risco, esperando que essa gestão comece lá atrás. E, claro, esses alertas só vão ser efetivos se você tiver uma capacidade boa da Defesa Civil". "Mas, no Brasil, todas as etapas da gestão de risco começam a falhar. E, hoje, tem um fardo muito grande em cima das instituições que fazem o monitoramento e o alerta e, principalmente, das defesas civis que, via de regra, não têm o reconhecimento e os recursos necessários para lidar com o desafio do dia a dia. O desafio da Defesa Civil, no geral, é muito maior do que a capacidade que eles têm em campo", afirmou Camarinha. De acordo com Camarinha, na última segunda-feira (23), antes do temporal que atingiu Juiz de Fora, o Cemaden enviou ao Município um alerta de alto risco e grande probabilidade de deslizamentos significativos acontecerem na área urbana. "Sabemos que muitas dessas frentes dentro da gestão são complexas, são caras e demoram bastante tempo. Então, acaba que no Brasil, hoje, é mandatório você ter sistemas de alerta cada vez mais bem orquestrados e as Defesas Civis sendo capazes de poder fazer essa atuação. Então, gente precisa colocar esses alertas como uma das prioridades, mas não deixando de cobrar do poder público que todo o resto da gestão de risco seja aceita", afirmou Camarinha. LEIA TAMBÉM: FOTOS: veja a destruição provocada pela chuva em Juiz de Fora VÍDEO mostra prédio desabando em Ubá 'Perdemos tudo, móveis, carros, tudo', desaba moradora Quem são as vítimas da chuva em Juiz de Fora Juiz de Fora registra o fevereiro mais chuvoso da história Juiz de Fora é a 9ª cidade com maior população em áreas de risco De acordo com um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora é a 9ª cidade do Brasil com maior população em áreas de risco de deslizamentos, enchentes e enxurradas. População de Juiz de Fora: 540.756 habitantes Pessoas que vivem em áreas de risco: 128.946 Percentual da população em áreas de risco: 23,7% Áreas de risco: Deslizamentos, enchentes e enxurradas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

Regras para o convívio de diferentes gerações no mesmo ambiente de trabalho

Publicado em: 01/03/2026 04:01

Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração Encerro a série de colunas sobre o Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford com o tema “Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho”, com um debate sobre como a intergeracionalidade é boa para os negócios. O painel reuniu Marci Alboher, uma das diretoras executivas da CoGenerate, cujo foco é a colaboração entre gerações; Kevin J. Delaney, criador da Charter, empresa de pesquisa sobre o futuro do trabalho; e Dustin Liu, diretor associado sênior da Stern School of Business da Universidade de Nova York para a área de Propósito e Florescimento. Comunicação é a chave: compartilhar experiências é a melhor forma de superar as barreiras entre gerações no ambiente de trabalho TungArt7 para Pixabay Os três concordam que mitos e estereótipos relacionados ao convívio intergeracional representam um dos grandes obstáculos a serem superados. “Há concepções equivocadas e ideias preconcebidas dos dois lados. Temos cinco gerações convivendo e a questão da idade talvez seja a característica menos relevante. Independentemente do fator cronológico, o que mais conta é o estágio da vida em que nos encontramos. Hoje, é comum que pessoas na faixa dos 30 e dos 50 anos tenham filhos pequenos, ou seja, apesar da diferença etária, os estágios de vida se assemelham”, afirmou Alboher. Liu ressaltou que os rótulos dificultam a aproximação, por isso conversas abertas e honestas são indispensáveis. “Há objetivos individuais e outros que são multigeracionais e engajam todos. Só assim damos um passo além: da coexistência para a coesão do grupo”, explicou. Os três lembraram que os jovens também sofrem com o etarismo, quando são considerados incapazes de assumir responsabilidades. Na verdade, eles anseiam por um novo tipo de liderança que compartilhe o poder e as atribuições. Delaney disse que o pior mito é o de que há uma guerra em curso entre as gerações, o que alimenta a ansiedade e a desconfiança. No entanto, quando começam a dividir experiências, essas barreiras tendem a ser superadas. Comunicação é a chave para a convivência: “o colaborador quer ser visto em suas particularidades, e não apenas como um representante de uma geração”. Ele criou um guia com ferramentas práticas para evitar o que chama de “atrito geracional”. A primeira regra é a da curiosidade sobre a suposição: antes de rotular uma postura como “coisa da Geração Z” – como a suposta falta de compromisso dos nascidos entre 1997 e 2012 – ou “coisa de Boomer”, como a resistência à tecnologia que seria uma marca registrada dos nascidos entre 1946 e 1964, busque explicações para tal comportamento. Mentoria reversa: não existe apenas o sênior ensinando o júnior. Há momentos nos quais o colaborador mais jovem é quem traz informações sobre novas ferramentas ou tendências de consumo, enquanto o veterano oferece seu repertório sobre a navegação política e institucional. O acrônimo GATE: Generation (Geração), Age (Idade), Tenure (Tempo de casa) e Experience (Experiência) são atributos a serem considerados em conjunto, evitando o foco exclusivo no ano de nascimento. Delaney sugere ainda que cada membro da equipe enumere suas características e preferências para compartilhar com os colegas, o que elimina suposições baseadas em idade (por exemplo, que os mais velhos só usam o telefone para se comunicar). Alguns tópicos que devem constar nesse roteiro de comunicação: Canais: “para decisões urgentes, me ligue; para atualizações rotineiras, use o WhatsApp”. Pico de produtividade: “sou mais focado de manhã”; ou “prefiro reuniões após as 14h”. Feedback: “prefiro feedback direto por escrito antes de uma conversa”; ou "gosto de debater ideias pessoalmente”. Valores: “não abro mão de pontualidade”; ou “valorizo flexibilidade de prazos em nome de uma qualidade superior”. Para quem quiser conferir as colunas anteriores: a de terça-feira trata dos riscos da inteligência artificial; a de quinta discute como criar uma sociedade de aprendizado contínuo.

Mineradora de MG entrega 1º lote nacional de terras raras para produção de ímãs no Brasil

Publicado em: 01/03/2026 04:00

Mineradora de MG entrega primeiro lote nacional de terras raras para produção de ímãs O Brasil deu um passo inédito na disputa global por terras raras, minerais estratégicos usados na fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos. Pela primeira vez, um laboratório brasileiro começou a testar a produção de ímãs de alta potência com matéria-prima extraída no próprio país, na busca de criar uma cadeia produtiva nacional desses materiais, hoje dominada por outros países. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O lote de 20 quilos de carbonato de terras raras entregue pela mineradora Meteoric ao Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras (CIT Senai ITR), em Lagoa Santa (MG), marca o desenvolvimento das pesquisas com material nacional. É o primeiro lote de carbonato obtido a partir de extração em terras brasileiras que o projeto recebe. O laboratório costuma usar material importado da China. Carbonato de terras raras é o resultado da lixiviação (processo de lavagem) da argila iônica que contém os minérios e é um composto intermediário, antes da separação dos elementos de terras raras. Carbonato misto de terras raras Meteoric/Divulgação O material destinado ao CIT Senai ITR é resultado dos testes de processos de extração realizados na planta piloto da mineradora inaugurada em dezembro, em Poços de Caldas (MG). O carbonato foi obtido a partir de amostras de argila iônica coletadas durante pesquisa sobre terras raras na região do Planalto Vulcânico de Poços de Caldas. A empresa está em fase de licenciamento para a construção da mina. Desenvolvimento para o futuro Laboratório de ímãs de terras raras é inaugurado pela Fiemg em Lagoa Santa, MG Fiemg/Divulgação O CIT Senai ITR é a primeira fábrica de ímãs permanentes da América Latina e faz parte do projeto MagBras, uma aliança formada por empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa, universidades e fundações de apoio que tem como objetivo estabelecer uma cadeia produtiva completa e permanente de terras raras no país, da matéria-prima mineral até o ímã final, que são essenciais para a montagem de motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, computadores, equipamentos de ressonância magnética e componentes industriais de automação Segundo o coordenador do CIT Senai ITR, André Luis Pimenta de Faria, a entrega destes 20 quilos de carbonato representa um passo concreto para o avanço das pesquisas. "Com essa remessa, o projeto passa a ter a oportunidade de trabalhar com matéria-prima de origem nacional nas etapas de obtenção de óxidos puros de terras raras, redução para metal, produção de liga e fabricação de ímãs de NdFeB (neodímio-ferro-boro). Isso é extremamente relevante porque permite validar, em escala piloto, a rota tecnológica utilizando terras raras brasileiras", afirmou. Empresa faz a primeira entrega de extração de terras raras para produção de imãs em Poços LEIA TAMBÉM: Brasil inaugura 1º laboratório de extração de terras raras; veja como vai operar Projeto da Câmara dos Deputados prevê criação de reserva nacional de terras raras no Sul de MG e interior de SP Conselho de Política Ambiental aprova licenciamento ambiental para exploração de terras raras em MG MG terá o primeiro centro de reciclagem de ímãs de terras raras do Hemisfério Sul A entrega do material faz parte de um acordo de parceria de cinco anos, assinado pelo CIT SENAI ITR e pela Meteoric, em 2024. Desde a sua inauguração em 2025, o ITR também recebeu amostras de óxidos puros fornecidos pela Viridion, empresa do grupo da mineradora Veridis, instalada em Poços de Caldas, retirados a partir de ímãs recolhidos no Brasil e reciclados na Irlanda, e uma amostra de oxalato da St George, também a partir de minério nacional. Amostras de argila e solo com terras raras retiradas em Minas Anova Mineração RCO Mineração Ao mesmo tempo, o centro de tecnologia continua trabalhando com material importado da China, até que o Brasil consolide sua própria produção em escala industrial. "É importante para garantir a continuidade dos projetos, comparabilidade técnica e segurança de fornecimento. O que está sendo construído neste momento é a base tecnológica e industrial para que, no futuro próximo, o país possa transformar seus próprios minerais estratégicos em produtos de alto valor agregado, como os ímãs permanentes utilizados em motores elétricos, geração de energia e mobilidade elétrica", disse o coordenador. Material de alta qualidade Carbonado de terras raras produzido na planta piloto da mineradora Meteoric, em Poços de Caldas, MG João Daniel Alves/EPTV Segundo a Meteoric, as análises do carbonato produzido na sua planta piloto indicam que o material retirado do Planalto Vulcânico de Poços de Caldas tem alto teor de terras raras. “A gente pega uma argila que tem 0,4% de terras raras e transforma num carbonato que é 98% de terras raras. A qualidade do carbonato que nós estamos gerando mostra que o Planalto de Poços de Caldas é um dos melhores depósitos do mundo. A gente está atingindo recuperações que vão até 78%, 79%. A maioria das minas no mundo tem uma recuperação de 50%”, afirma o diretor executivo da Meteoric, Marcelo Carvalho. Laboratório de extração de terras raras é inaugurado em Poços de Caldas Meteoric/Divulgação O próximo desafio da Meteoric é desenvolver a separação dos minerais de terras raras a partir do carbonato, dando mais um passo no desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional. “Nos comprometemos com os governos federal e estadual e vamos iniciar o processo de estudos usando nosso carbonato. Uma das importâncias de realizar os estudos de separação é dar mais um passo e, quem sabe, o resto da cadeia também não se desenvolva e a gente venha a produzir ímãs no país”, disse Carvalho. Terras Raras: jazida sobre vulcão inativo no Sul de MG pode colocar o Brasil como protagonista na corrida global por energia limpa Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Município implanta prontuário eletrônico e avança na Saúde Digital

Publicado em: 01/03/2026 00:02

O PEC é um avanço na digitalização e modernização da Saúde Secom Rio das Ostras conquista um novo marco na Saúde Pública. O Município implantou o Prontuário Eletrônico do Cidadão – PEC, avançando na digitalização e modernização da Saúde. A iniciativa amplia o acesso dos cidadãos aos serviços, por meio da tecnologia, promovendo uma abordagem mais integrada e eficiente no cuidado à saúde. A primeira unidade a utilizar o sistema é a de Rocha Leão, mas a previsão é de que, A inovação seguiu para Cantagalo e Mar do Norte. Em uma segunda fase, as demais unidades também serão inseridas no Prontuário Eletrônico, para que, em breve, toda a Rede Municipal de Saúde esteja integrada ao mesmo sistema. VANTAGENS – Com a implantação do Prontuário Eletrônico, os dados dos pacientes são registrados e enviados diretamente ao Ministério da Saúde, garantindo um acompanhamento mais preciso e integrado. Essa tecnologia possibilita que o cidadão tenha mais agilidade no atendimento, um histórico de saúde completo e acessível, integralidade e continuidade do cuidado, com mais qualidade. O sistema permite ainda a padronização das informações dos pacientes de forma segura, incluindo seu histórico e avaliações clínicas, além da prescrição de tratamentos e medicamentos. Com o PEC é ainda possível emitir atestados e documentos e solicitar exames e procedimentos de forma totalmente digital. A adesão ao prontuário eletrônico é fundamental para garantir a segurança, a agilidade e a qualidade do atendimento oferecido à população, alinhando a Gestão Municipal às diretrizes nacionais de Saúde Digital. O prontuário eletrônico é fundamental para garantir a segurança, a agilidade e a qualidade do atendimento oferecido à população Secom TELECONSULTA – Outro avanço possibilitado pelo sistema é a teleconsulta, uma funcionalidade própria do sistema eletrônico do SUS (e-SUS), por meio do prontuário eletrônico. Considerada uma verdadeira revolução no atendimento, a teleconsulta permite atendimentos de saúde à distância, quando necessário. Com ela, profissionais e pacientes podem se conectar por videochamada. Essa ferramenta representa um grande avanço, especialmente para o acompanhamento de casos crônicos e para levar atendimento a áreas de difícil acesso. ECONOMIA – Todo o processo está sendo realizado sem custos extras para o Município, uma vez que o sistema é disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Saúde e está sendo implantado em Rio das Ostras por servidores municipais capacitados.

Palavras-chave: tecnologia

Ataques ao Irã: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o conflito no Oriente Médio

Publicado em: 01/03/2026 00:00

Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã neste sábado (28). Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um dos bombardeios. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Em uma rede social, Trump havia confirmado mais cedo a morte de Khamenei, e disse que o aiatolá não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos EUA em parceria com Israel. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump. Veja abaixo, em tópicos, tudo o que se sabe sobre o ataque e suas consequências. Um resumo dos fatos Veja os locais dos ataques e da retaliação Programa nuclear iraniano está no centro do confronto Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu nos ataques O que disse Trump sobre os ataques O que disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz opositor iraniano Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Veja a repercussão dos ataques O que disse o governo brasileiro FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana Relembre a onda de protestos que tomou o Irã ANÁLISE: Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos Um resumo dos fatos Pela manhã, explosões foram registradas na capital, Teerã, e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O ataque ocorreu após semanas de negociações tensas e pressão dos EUA para que Teerã encerrasse seu programa nuclear. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações utilizadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram um comunicado que lista os membros do alto escalão iraniano mortos. Entre eles, está o o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses. Ali Khamenei não estava nesta lista. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, em diferentes regiões do país. O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. O ataque deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. O bombardeio a uma escola de meninas no sul do Irã deixou mais de 100 mortos, segundo o embaixador do Irã na ONU. Na mesma região, outras 15 pessoas morreram em um ginásio. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Explosões também foram ouvidas em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos — todos com presença de bases norte-americanas. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e informaram que uma pessoa morreu na capital, Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai e vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e por países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após um míssil iraniano atingir um prédio, informou a Reuters. Já na noite de sábado, o Irã lançou uma nova rodada de mísseis, mirando alvos militares e de segurança dos EUA e de Israel. Uma pessoa morreu e outras 21 ficaram feridas na região de Tel Aviv Outra pessoa morreu e mais sete ficaram feridas em um "incidente" no Aeroporto Zayed, em Abu Dhabi. Quatro pessoas ficaram feridas após um incidente no Aeroporto Internacional de Dubai, informou o gabinete de imprensa da cidade neste sábado. O escritório de comunicação do governo de Dubai confirmou que destroços de um drone interceptado causaram um incêndio na fachada externa do edifício Burj Al Arab. Volte ao índice. Veja os locais dos ataques e da retaliação Mapa mostra os locais dos ataques no Irã e da retaliação Arte/g1 Volte ao índice. Programa nuclear iraniano está no centro do confronto A escalada militar entre Irã, EUA e Israel tem como pano de fundo uma disputa antiga: o programa nuclear iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. "Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. "Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear". Trump considera o programa uma ameaça, embora o governo iraniano negue possuir uma bomba nuclear. Parte da comunidade internacional, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), responsável pela fiscalização nuclear no mundo, contesta a versão iraniana. Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava conflito com o país. O resultado do ataque de nove meses atrás, no entanto, permanece incerto. Na época, o presidente americano disse que as instalações haviam sido destruídas. Em seguida, Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, afirmou que os ataques causaram danos graves, embora “não totais”. Saiba mais na reportagem abaixo. Programa nuclear iraniano está no centro do confronto com os EUA; entenda Volte ao índice. Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu nos ataques O governo do Irã e a sua mídia estatal confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei ainda no sábado. A morte foi divulgada pela agência Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", diz o texto. Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado, enquanto cumpria os seus deveres no escritório. "Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o Líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", completa a nota. A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentou a morte. "O corpo de Guardas da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo e resistirão contra conspirações internas e externas, punindo exemplarmente os agressores da pátria islâmica". Veja detalhes na reportagem abaixo. Mídia estatal iraniana confirma morte do líder supremo Ali Khamenei Volte ao índice. O que disse Trump sobre os ataques O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é “defender o povo americano” de “ameaças do governo iraniano”. “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear.” Sobre os alvos da operação, Trump disse que os EUA vão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”. Trump alertou que, como resultado da operação militar dos EUA, “podemos ter baixas”. Segundo o jornal “The New York Times”, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas de que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã. Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. Trump confirma ataques ao Irã e diz que objetivo é 'defender o povo americano' Volte ao índice. O que disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o “Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares” e que a ofensiva “criará as condições para que o povo iraniano tome as rédeas do próprio destino”. “Chegou a hora de todos os setores da população do Irã removerem o jugo da tirania (do regime) e construírem um Irã livre e pacífico”, disse Netanyahu em comunicado. Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. 'Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares', diz Netanyahu Volte ao índice. O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa” que coloca em risco a paz mundial e pediu providências à ONU. “Neste momento, o povo do Irã se orgulha de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo”, diz a nota. “Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza.” Veja a íntegra do pronunciamento na reportagem abaixo. Irã diz ser alvo de 'agressão militar criminosa' de EUA e Israel Volte ao índice. 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz opositor iraniano O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, publicou uma mensagem na rede social X logo após os ataques, dizendo que a “ajuda americana finalmente chegou” e que o “momento de voltar às ruas está próximo”. “A ajuda que o presidente dos Estados Unidos prometeu ao bravo povo do Irã chegou agora. Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, o aparelho de repressão e sua máquina de matar — não o grande país e o grande povo do Irã”, disse. Durante os protestos de janeiro contra o regime dos aiatolás no Irã, Pahlavi surgiu como possível sucessor de Ali Khamenei. Para alguns, ele é a principal figura da oposição no país. Ele, que deixou o país na juventude e não retorna ao Irã desde 1978, está longe de ser unanimidade entre analistas e mesmo entre aliados políticos. O jornalista Guga Chacra o descreveu como um “playboy, filho de ditador, que vive no exterior”. Saiba mais na reportagem abaixo. 'Momento de voltar às ruas está próximo', diz Reza Pahlavi; quem é o filho de ditador que se apresenta como príncipe herdeiro Volte ao índice. Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Os ataques de EUA e Israel ao Irã são mais um capítulo no cenário geopolítico do Oriente Médio. A região, uma das mais conflituosas do mundo desde meados do século XX, também concentra diversas bases militares norte-americanas. Veja abaixo os principais aliados dos EUA e do Irã na região: Aliados dos EUA Israel: é o principal aliado dos EUA no Oriente Médio, recebendo armamentos e compartilhando inteligência e tecnologia militar. Arábia Saudita: Riad mantém laços estreitos com o Ocidente e com os EUA há décadas, apesar de divergências pontuais que nunca escalaram para conflito aberto. Como principal potência sunita da região e guardiã de Meca, cidade sagrada do Islã, o país mantém rivalidade com o Irã, de maioria xiita. Emirados Árabes Unidos: o país da Península Arábica mantém forte cooperação militar e econômica com os EUA. Jordânia: a monarquia da família Hashemita é tradicional aliada das potências ocidentais, assim como a família Saud, da Arábia Saudita. Bahrein: aliado da Arábia Saudita e dos EUA, que mantêm no país insular do Golfo Pérsico a sede da Quinta Frota. Kuwait: é aliado estratégico dos EUA no Golfo Pérsico. Os americanos defenderam o país quando foi invadido pelo regime de Saddam Hussein, do Iraque, em 1990. Desde então, mantêm parcerias em acordos de defesa. Egito: embora não se alinhe automaticamente aos EUA em todas as questões regionais, o governo do Cairo recebe ajuda militar americana desde os anos 1970, quando reconheceu Israel e se aproximou do Ocidente para recuperar o controle da Península do Sinai, ocupada por Tel Aviv em 1967. Atualmente, busca atuar como mediador de conflitos. Síria: o país era um dos principais aliados do Irã durante o regime de Bashar al-Assad, cuja família pertence a um ramo da minoria xiita local. Após a queda de Assad, o presidente interino, Ahmed Al-Sharaa, ex-integrante da Al-Qaeda local, busca aproximação com Trump e com Israel. Apesar da desconfiança ocidental, ele manteve o espaço aéreo aberto para ataques israelenses ao Irã durante o conflito de junho de 2025. Aliados do Irã Iêmen (houthis): o país é amplamente controlado pelos houthis, grupo xiita que tomou a capital, Sanaa. O regime não tem amplo reconhecimento internacional. Os houthis recebem apoio militar de Teerã e realizam ataques ocasionais contra Israel. Hezbollah: o grupo extremista é um partido libanês xiita com milícia própria que atua como força paramilitar. Embora o Líbano permaneça formalmente neutro, o Hezbollah mantém forte aliança com Teerã. O grupo foi enfraquecido em 2024 após ataques israelenses e a morte de seu líder, Hasan Nasrallah. Hamas: um dos raros aliados sunitas do Irã. Tanto o Hamas, ligado à Irmandade Muçulmana, quanto os aiatolás compartilham oposição ao Estado de Israel. Paquistão: não integra o Oriente Médio, mas faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã quando o país é atacado ou ameaçado. Saiba mais na reportagem abaixo. Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio Volte ao índice. Veja a repercussão dos ataques Líderes da Europa, China, Rússia, Japão, França e outros países se manifestaram sobre os ataques pela manhã. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como “extremamente preocupantes”. “Garantir a segurança nuclear e prevenir quaisquer ações que possam escalar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não proliferação é de importância crítica”, disse. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Trump e questionou a posição de Washington. “O ‘pacificador’ mostrou mais uma vez sua face”, disse Medvedev, ex-presidente da Rússia. “Todas as negociações com o Irã são uma operação de fachada. Ninguém duvidava disso. Ninguém realmente queria negociar coisa alguma.” Saiba mais na reportagem abaixo. Veja a repercussão dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã Volte ao índice. O que disse o governo brasileiro O Itamaraty condenou o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã e afirmou que a negociação entre as partes é o “único caminho viável para a paz”. "O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty em nota. Na manifestação, o Ministério das Relações Exteriores “apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção”, a fim de evitar a escalada das hostilidades e assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil. O Itamaraty afirmou que as embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos do conflito e que o embaixador brasileiro em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança. Saiba mais na reportagem abaixo. Itamaraty condena ataques ao Irã e diz que negociação é único caminho 'viável' para paz Volte ao índice. FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana EUA e Israel realizaram ataque coordenado contra o Irã. Em resposta, o país disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Veja as imagens na reportagem abaixo. Ataque ao Irã: FOTOS e VÍDEOS mostram destruição em Teerã e retaliação iraniana em Israel e base dos EUA Volte ao índice. Relembre a onda de protestos que tomou o Irã Os protestos no Irã começaram diante da insatisfação popular com a situação econômica do país. A moeda local sofreu forte desvalorização, enquanto o custo de vida aumentava. O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, principalmente após a reimposição de sanções pelos EUA e outros países. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. Os primeiros registros dos protestos ocorreram em 28 de dezembro, quando comerciantes iranianos iniciaram greve e fecharam lojas em reação à situação econômica. Saiba mais na reportagem abaixo. Da greve de comerciantes ao ataque dos EUA: relembre a onda de protestos que tomou o Irã Volte ao índice. ANÁLISE: Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos A jornalista Sandra Cohen, especializada em temas internacionais, escreve que a campanha militar prolongada e capacidade de retaliação do Irã guiarão as consequências para ambos os líderes em ano eleitoral. Leia a análise completa abaixo. Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano, mas se expõem a riscos políticos Volte ao índice.

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Instituto oferece mais de 800 vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional em Salvador

Publicado em: 28/02/2026 18:35

IJCPM abre mais de 800 vagas para cursos gratuitos em Salvador Divulgação O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) está com inscrições abertas para mais de 800 vagas de cursos gratuitos de qualificação profissional. As oportunidades são para as unidades do Salvador Shopping e do Salvador Norte Shopping, e as inscrições estarão abertas até o dia 5 de março. Para participar, é necessário estar cursando ou ter concluído o ensino médio em escolas públicas, além de morar em bairros no entorno dos centros comerciais (Pernambués, Saramandaia e Boca do Rio, São Cristóvão, Jardim das Margaridas e Cassange). As inscrições podem ser feitas através das redes sociais da empresa. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Entre as oportunidades oferecidas, estão os cursos de inglês, assistente administrativo, atendente de farmácia, introdução à inteligência artificial, informática básica e muitos outros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira os cursos disponíveis em cada unidade e os horários das aulas abaixo: 📍Salvador Shopping Inglês Básico I 🗓️ Data: 17/03 a 26/05 (terça e quinta) ⏰ Horário: 08h às 10h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico II 🗓️ Data: 17/03 a 26/05 (terça e quinta) ⏰ Horário: 10h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico I 🗓️ Data: 17/03 a 26/05 (terça e quinta) ⏰ Horário: 14h às 16h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico II 🗓️ Data: 17/03 a 26/05 (terça e quinta) ⏰ Horário: 16h às 18h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Multidisciplinar (Comunicação e Expressão; Informática e Tecnologias Digitais; Desafios Numéricos e Raciocínio Lógico; Projeto de Vida e Protagonismo) 🗓️ Data: 16/03 a 18/05 (segunda e terça) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Multidisciplinar (Comunicação e Expressão; Informática e Tecnologias Digitais; Desafios Numéricos e Raciocínio Lógico; Projeto de Vida e Protagonismo) 🗓️ Data: 16/03 a 18/05 (segunda e terça) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Defesa Pessoal (CEPREVE — Guarda Municipal de Salvador) 🗓️ Data: 19, 20, 26 e 27/03 (quinta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 16h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Assistente Administrativo (SENAC) 🗓️ Data: 09/03 a 22/06 (segunda e sexta) ⏰ Horário: 08h às 12h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Auxiliar de Farmácia Hospitalar 🗓️ Data: 16/03 a 29/04 (segunda, quarta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Introdução à Inteligência Artificial no Mundo do Trabalho 🗓️ Data: 18/03 a 17/04 (quarta e sexta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Técnicas de Comunicação e Vendas Inteligentes com IA 🗓️ Data: 08/04 a 14/05 (quarta, quinta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Formação para o Mundo do Trabalho em Diversidade (ESPRO) 🗓️ Data: 12/05 a 03/07 (segunda e sexta) ⏰ Horário: 08h às 12h 👤 Perfil: 15 a 22 anos | Cursando ensino médio, EJA ou concluído Formação para o Mundo do Trabalho em Educação Ambiental (ESPRO) 🗓️ Data: 12/05 a 03/07 (segunda e sexta) ⏰ Horário: 13h30 às 17h 👤 Perfil: 15 a 22 anos | Cursando ensino médio, EJA ou concluído Gestão de Mídias Sociais 🗓️ Data: 18/03 a 17/04 (quarta, quinta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Libras para Atendimento (Pense em Libras) 🗓️ Data: 18/03 a 17/04 (quarta e quinta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído 📍Salvador Norte Shopping Inglês Básico I 🗓️ Data: 16/03 a 25/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 08h às 10h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico II 🗓️ Data: 16/03 a 25/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 10h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico I 🗓️ Data: 16/03 a 25/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 14h às 16h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Inglês Básico II 🗓️ Data: 16/03 a 25/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 16h às 18h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Multidisciplinar (Comunicação e Expressão; Informática e Tecnologias Digitais; Desafios Numéricos e Raciocínio Lógico; Projeto de Vida e Protagonismo) 🗓️ Data: 16/03 a 11/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Multidisciplinar (Comunicação e Expressão; Informática e Tecnologias Digitais; Desafios Numéricos e Raciocínio Lógico; Projeto de Vida e Protagonismo) 🗓️ Data: 16/03 a 11/05 (segunda e quarta) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Defesa Pessoal (CEPREVE — Guarda Municipal de Salvador) 🗓️ Data: 09, 10, 16 e 17/04 (quinta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 16h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Assistente Administrativo (SENAC) 🗓️ Data: 16/03 a 29/06 (segunda, quarta e sexta) ⏰ Horário: 08h às 12h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Atendente de Farmácia 🗓️ Data: 16/03 a 29/06 (segunda, quarta e sexta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 18 a 30 anos | Ensino médio completo Introdução à Inteligência Artificial no Mundo do Trabalho 🗓️ Data: 17/03 a 16/04 (terça e quinta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Trilha para 1º Emprego — Soft Skills, Pensamento Crítico, Marketing Digital e Técnicas de Atendimento (SENAC) 🗓️ Data: 17/03 a 11/06 (terça e quinta) ⏰ Horário: 08h às 11h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Trilha para 1º Emprego — Soft Skills, Pensamento Crítico, Marketing Digital e Técnicas de Atendimento (SENAC) 🗓️ Data: 18/03 a 12/06 (quarta e sexta) ⏰ Horário: 14h às 17h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Informática Básica (Pacote Office) 🗓️ Data: 19/03 a 08/05 (quinta e sexta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Produção Cultural 🗓️ Data: 09/04 a 12/05 (quinta e sexta) ⏰ Horário: 09h às 12h 👤 Perfil: 15 a 24 anos | Cursando ensino médio ou concluído Mais informações podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (71) 98171-6202 (IJCPM Salvador Norte) e (71) 98263-5530 (IJCPM Salvador Shopping), ou no link disponível no perfil @ijcpm do Instagram. LEIA MAIS: Empresa de telemarketing faz mutirão com quase 300 vagas de emprego em Salvador Adab abre concurso com 200 vagas e salários que podem chegar a R$ 7,4 mil Confira as vagas de emprego para Salvador e RMS Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

Estrondos no Sul do RJ: caças da FAB rompem barreira do som e assustam moradores

Publicado em: 28/02/2026 16:55

Estrondo no céu assusta moradores de Volta Redonda, Pinheiral e Piraí A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, na tarde deste sábado (28), que os estrondos no céu que assustaram moradores de Volta Redonda (RJ), Pinheiral (RJ) e Piraí (RJ) na sexta-feira (27) foram provocados por duas aeronaves do modelo F-5, que realizavam uma missão de treinamento na região. Inicialmente, quando procurada pelo g1, a FAB informou que, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), não tinha sido identificado oficialmente qualquer incidente ou acidente ocorrido na região. Em uma nova nota, a Força Aérea Brasileira afirmou que duas aeronaves estavam sobrevoando o Sul do Rio de Janeiro e que, durante o treinamento, a barreira do som pode ser rompida pela velocidade dos aviões (entenda abaixo). ✅ Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Além disso, a FAB informou que treinamentos operacionais são realizados na região sudeste do país, com diversas aeronaves, incluindo as de caça. Ainda na sexta-feira, uma câmera de segurança registrou o momento do estrondo (veja acima). Os moradores relataram o susto com o barulho vindo do céu: "Estava na cozinha e saí correndo para a rua, minha casa tremeu, todo mundo tremeu aqui em Pinheiral", conta a dona de casa Romilda Ribeiro. Uma outra, Carla Lemos, comerciante de Pinheiral, comentou que "parecia que tinha caído uma bomba ou alguma coisa aqui perto da gente". Ainda de acordo com a Força Aérea Brasileira, o objetivo da ação é manter as unidades aéreas de prontidão e que os voos seguem rigorosamente as normas de segurança operacional de controle do tráfego aéreo (veja a nota completa abaixo). Caça F5 Roberto Caiafa/Tecnologia & Defesa Leia também: 'Parecia que tinha caído uma bomba', diz comerciante que ouviu estrondo no Rio; confira relatos de moradores O que é o estrondo ouvido no céu? Ao g1, o pesquisador de Física da Universidade Federal Fluminense, João Marcelo Moreira, explicou que a velocidade em que o som se propaga no ar é de aproximadamente 343 m/s. Ele disse que o estrondo é causado quando essa velocidade é ultrapassada por algum objeto, que comprime o ar à sua frente e forma uma onda de choque. Essa onda acaba produzindo um estrondo muito forte conhecido como “boom sônico”. "Basicamente, pense como se o ar fosse uma coberta: quando corremos a uma velocidade muito maior que a do som, rompemos essa “coberta” e, quando isso acontece, forma-se um estrondo. O chicote rompe a barreira do som, assim como aviões supersônicos." disse João Marcelo. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

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Vereador cobra explicações sobre cancelas contra alagamentos que deixaram de ser acionadas automaticamente em Petrópolis

Publicado em: 28/02/2026 16:54

Vereador cobra explicações sobre cancelas contra alagamentos que deixaram de ser acionadas automaticamente em Petrópolis Priscila Torquato As cancelas instaladas para impedir a circulação de veículos em pontos de alagamento nas ruas Coronel Veiga e Washington Luiz, em Petrópolis, são alvo de questionamentos na Câmara Municipal. O vereador Thiago Damaceno (PSDB) enviou um requerimento de informações à Prefeitura de Petrópolis pedindo esclarecimentos sobre o funcionamento e a manutenção dos equipamentos de segurança. Segundo o parlamentar, as barreiras físicas, criadas para bloquear automaticamente o tráfego em áreas inundadas, não estariam sendo utilizadas atualmente da forma prevista originalmente. Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante a audiência pública de prestação de contas do quadrimestre da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, realizada no dia 24 de fevereiro, o vereador questionou o secretário da pasta, Guilherme Moraes, sobre o funcionamento das estruturas. Na ocasião, o secretário admitiu que parte do equipamento deixou de ser utilizada e que, atualmente, o fechamento das vias passou a ser feito com apoio de viaturas e barreiras físicas móveis. Segundo ele, as cancelas continuam emitindo alertas, mas o braço mecânico não é mais acionado. “Na verdade, elas não descem mais o braço, fazem apenas sinal luminoso e sonoro”, afirmou. Ainda de acordo com Moraes, a mudança ocorreu após danos frequentes aos equipamentos. “A empresa entendeu que toda vez que descia o braço havia a quebra das cancelas, então mudaram para o sinal luminoso”, explicou. O secretário acrescentou que, nos pontos de risco, equipes posicionam viaturas para impedir a passagem de veículos e, em alguns locais, a CPTrans instala gradis como reforço. “O que temos feito é posicionar as viaturas para evitar a passagem. Em alguns pontos a CPTrans coloca um gradil. Infelizmente a população não respeita. Já não respeitava o braço, quebrava. Hoje colocamos a viatura e o gradil para evitar que as pessoas passem”, disse. As cancelas foram instaladas justamente para impedir que motoristas avancem por trechos alagados durante chuvas fortes, situação recorrente em períodos de grande volume de precipitação na cidade. No requerimento, o vereador questiona se há contrato de manutenção em vigor, quando foi realizada a última manutenção dos equipamentos, qual a fonte de custeio do serviço e há quanto tempo as cancelas deixaram de operar com o acionamento automático. Para Damaceno, a interrupção do uso da barreira física pode representar um retrocesso nas políticas de prevenção a desastres. “Em pleno verão, com previsão de altos índices de chuva, não podemos abrir mão de equipamentos fundamentais para a segurança da população”, destacou. Questionamentos sobre o Cimop foram feitos separadamente Em um requerimento distinto, o vereador também solicitou informações sobre o funcionamento do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (Cimop), que passa por processo de atualização tecnológica. Em nota, a Prefeitura informou que o sistema está em modernização, com substituição de equipamentos por câmeras de maior tecnologia. Segundo o município, durante o período de transição, o acesso externo às imagens ficará temporariamente indisponível, mas o monitoramento interno segue funcionando normalmente.

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Investigação sobre morte de adolescente apreende carro blindado, armas e celulares em Macaé

Publicado em: 28/02/2026 15:33

Itens apreendidos pela Polícia Civil em investigação em Macaé Polícia Civil A investigação sobre a morte do adolescente Lorran Cristo, de 13 anos, avançou nesta sexta-feira (27) com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Macaé, no Norte Fluminense. De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os agentes estiveram em três endereços: duas residências, uma no bairro Barra e outra no condomínio Vale dos Cristais, e na empresa de um dos investigados, no Lagomar. Durante as buscas, foram apreendidos um carro blindado que teria sido utilizado no dia do crime, celulares e sete armas de fogo. Todas, segundo a polícia, possuem registro. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A próxima etapa considerada fundamental para o inquérito é o confronto balístico. A perícia vai comparar o projétil que atingiu o carro da família com as armas recolhidas. O resultado deve ser concluído em até dez dias e pode ser determinante para o encerramento da investigação. Inicialmente, a polícia trabalhava com duas linhas investigativas. Com o avanço das provas técnicas, no entanto, o foco passou a se concentrar em um dos investigados, que atua no setor de pesca na região. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia também realizou uma reconstrução em 3D da cena do crime e reconstituiu o trajeto feito pela família com base em imagens de monitoramento da rodovia RJ-182. Um dos investigados confirmou que estava na rodovia no dia do crime. Ele afirmou ter presenciado uma situação suspeita, mas negou qualquer participação. Delegado destaca uso de tecnologia Responsável pelo caso, o delegado de Conceição de Macabu, Ruchester Marreiros, destacou o uso de tecnologia e o trabalho técnico da equipe como essenciais para o avanço das apurações. “A polícia demonstra uma resposta rápida de que, com a tecnologia correta e profissionalismo, é possível chegar à elucidação de qualquer crime. Uma das ferramentas mais importantes é a coleta e a análise de dados. O trabalho em parceria com a iniciativa privada, complementando com tecnologia de ponta e fornecimento ágil de informações, permite que a Polícia Civil elucide crimes com mais velocidade e precisão, o que é fundamental para que o criminoso responda na Justiça”, afirmou. O delegado classificou o caso como um crime bárbaro e disse que a sociedade precisa de respostas. As investigações seguem em andamento.

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