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Grupo Rovema acompanha mobilidade em Rondônia que entra nas rotas eletrificadas

Publicado em: 06/04/2026 15:45

Grupo Rovema lança a Autovema E-car, operação voltada aos carros híbridos e elétricos. Divulgação A indústria automotiva brasileira passa por uma inflexão. Nos últimos dois anos, a expansão dos veículos eletrificados deixou de apontar apenas uma tendência de consumo e passou a alterar, de forma concreta, a dinâmica da atividade no país. Em 2025, o Brasil superou 223 mil unidades eletrificadas comercializadas. Em janeiro de 2026, essa fatia chegou a 15% das vendas nacionais de automóveis. Esse desempenho indica que a mobilidade elétrica deixou de ser assunto restrito aos grandes centros e passou a demandar respostas mais amplas da cadeia automotiva. A nova fase reúne tecnologia embarcada, pontos de recarga, adaptação das redes de atendimento e um consumidor mais atento à inovação e às mudanças que já alcançam a indústria. Em Rondônia, esse processo começa a ganhar expressão concreta. A Prefeitura de Porto Velho abriu chamamento público para a implantação e operação de 12 estações de recarga rápida em áreas públicas da capital e dos distritos. A medida, organizada com apoio técnico de órgãos municipais e investimento da iniciativa privada, mostra que o estado começa a ingressar de forma mais objetiva na agenda da nova mobilidade. A criação dessa base de apoio tem peso estratégico porque antecipa uma exigência central dessa transição. A disseminação dos eletrificados depende de oferta, segurança regulatória, confiança do consumidor e condições mínimas de funcionamento. A implantação dos eletropostos em Porto Velho reforça que essa agenda já começa a ser considerada também em território rondoniense. É nesse contexto que o Grupo Rovema acompanha a evolução desse novo ciclo e abre uma frente inédita de atuação na área automotiva. O grupo lança a Autovema E-CAR, operação da Autovema voltada aos carros híbridos e elétricos, com base em Porto Velho e atendimento em todo o estado. A iniciativa se conecta a um ambiente de crescimento nacional e à formação das condições necessárias para esse novo padrão de mobilidade em Rondônia. Com trajetória iniciada em 1985, em Porto Velho, o Grupo Rovema consolidou presença no ramo de veículos e mobilidade, com atuação em diferentes cidades e reconhecimento em Rondônia e no Acre. Esse percurso confere ao grupo lastro para atuar em uma fase em que a inovação passa a redesenhar a atividade automotiva. A expansão dos eletrificados não representa apenas o aparecimento de uma nova categoria de automóveis. Ela expressa uma mudança mais ampla no comportamento de compra, na relação com a tecnologia e nas exigências ligadas a serviço, recarga e suporte técnico. Ao avançar nessa direção, o Grupo Rovema passa a ocupar espaço mais direto em uma transformação que já altera o ambiente automotivo brasileiro e começa a produzir efeitos concretos em Rondônia. A Autovema E-CAR surge como resposta a essa mudança e marca a entrada do grupo em uma frente ligada à eletrificação da frota. Com a ampliação desse nicho no país e o início da implantação da rede de recarga em Porto Velho, a iniciativa reforça a capacidade da empresa de identificar com antecedência os novos rumos do setor e amplia sua atuação em um segmento que tende a ganhar relevância no estado, em sintonia com a trajetória construída pelo grupo ao longo de mais de quatro décadas.

Palavras-chave: tecnologia

Fim de março é marcado pela 7ª edição do Smart City Expo Curitiba

Publicado em: 06/04/2026 15:31

Inovação, criatividade e habitação social foram alguns dos temas que se destacaram na 7ª edição do Smart City Expo Curitiba 2026. O evento, que ocorreu na Arena da Baixada, reuniu um público recorde de mais de 25 mil pessoas entre os dias 25 a 27 de março e focou no debate sobre como as cidades podem inovar de forma criativa para tornar as cidades espaços mais humanos. Realizado pelo iCities com chancela da Fira Barcelona e apoio da prefeitura de Curitiba, o encontro reuniu autoridades, especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil em mais de 100 painéis distribuídos em cinco trilhas temáticas, além da participação de mais de 155 marcas, entre grandes empresas, startups e instituições. Impacto econômico A estimativa de negócios potenciais gerados nesta edição superou os R$ 800 milhões. “Esse crescimento reflete um mercado mais maduro, investidores mais confiantes e soluções que saem do papel para transformar a vida das pessoas nas cidades”, destacou Caio de Castro, sócio e CEO do iCities. “Para 2027, nossa expectativa é manter esse ritmo de evolução. Embora seja difícil cravar uma porcentagem exata de crescimento, o nosso compromisso é superar os resultados a cada ano, trazendo cada vez mais qualidade, conexões e impacto econômico para Curitiba e para todo o ecossistema de inovação”, completa. Caio de Castro, sócio e CEO do iCities Divulgação / iCities Reconhecimentos e prêmios Evento recebeu Prêmio da Criatividade - Foto: Divulgação / iCities Divulgação/iCities Durante o evento, o Smart City Expo Curitiba recebeu o Prêmio da Criatividade, concedido pela World Creativity Organization (WCO) em parceria com o Hub Curitiba Mais Criativa. Esta foi a primeira de 100 homenagens planejadas para iniciativas que impulsionam a criatividade no país em 2026. A homenagem foi entregue pela cofundadora da WCO, Edna Duisenberg, e pelo líder do World Creativity Day em Curitiba, Eugênio Calixto. “O Grupo iCities - The Smart Cities Hub tem tido protagonismo na construção de cidades inteligentes, inovadoras, sustentáveis, e sobretudo mais humanas”, afirmou a líder em suas redes sociais. Outro destaque foi a entrega dos Votos de Congratulações e Aplausos da Câmara Municipal de Curitiba. O vereador Nori Seto entregou um documento que destaca a importância do Smart City Expo Curitiba e do iCities para a cidade. O parlamentar ressaltou que, em 12 de março, Curitiba celebrou pela primeira vez o Dia das Cidades Inteligentes. “Qual a ideia dessa lei? É para nós divulgarmos e fomentarmos o conceito de cidades inteligentes para que as pessoas entendam a importância de investir e apoiar pesquisa, estudo e dedicação para buscar soluções de forma positiva através das pessoas”, afirmou Seto. Na ocasião, também foi anunciada a proposta de criação de um selo municipal para reconhecer anualmente instituições focadas em desafios urbanos. “É uma premiação que congratula o resultado de um trabalho. O iCities ser homenageado evidencia que a cidade presta essa homenagem para uma empresa curitibana que, além de trazer uma ótica internacional para a cidade, empresas, palestrantes, também traz oportunidades para o próprio curitibano, melhorando os serviços, o comércio e o turismo. Somos um agente de desenvolvimento do ecossistema que favorece toda a cidade, e uma cidade mais inteligente, traz mais qualidade de vida para as pessoas”, ressaltou o presidente do conselho e sócio-fundador do iCities, Beto Marcelino. Beto Marcelino durante recebimento de Votos de Congratulações e Aplausos. Divulgação/iCities Habitações do amanhã No terceiro dia, foram apresentados os resultados do projeto Sprint Urbano, que propõe soluções para habitação de interesse social, abordando temas como a ocupação da região central. As discussões realizadas nos três dias de evento visam consolidar diretrizes que possam contribuir para o novo Plano Diretor da cidade. “É uma cidade que está tratando dos seus problemas. A gente entregou o Sprint Urbano para resolver o problema dos moradores de rua e a gente entregou a fase 2 para pensar nas pessoas que precisam de um lugar para morar com interesse social”, explicou Marcelino. De acordo com Eduardo Marques, sócio e conselheiro do iCities, o projeto este ano serviu para redesenhar as regras de construção da cidade, garantindo que Curitiba tenha moradia para todos. “Foram viabilizadas muitas discussões em cima da habitação social, e a gente vai apresentar o resultado técnico para a prefeitura daqui uma, duas semanas”, revelou. Eduardo Marques, sócio e conselheiro do iCities. Divulgação/iCities Cultura e sustentabilidade O encerramento do último dia contou com o desfile da coleção “Repense”, da Badu Design. A iniciativa, parte do programa ESG do evento, apresentou acessórios criados a partir do reaproveitamento de cintos de segurança. A experiência foi conduzida por Ariane Santos, fundadora da Badu Design, destacando a economia circular e o design regenerativo no contexto das cidades inteligentes. A ativação buscou mostrar que o desenvolvimento urbano envolve também cultura e sustentabilidade como ativos de inovação. Próxima edição Com a data confirmada, o Smart City Expo Curitiba do próximo ano será realizado entre os dias 17 e 19 de março de 2027, novamente na capital paranaense.

Palavras-chave: câmara municipal

Facilities assume papel estratégico na governança de empresas e condomínios

Publicado em: 06/04/2026 15:11

Delphos integra serviços de manutenção, limpeza e segurança para transformar o suporte operacional em estratégia de gestão Delphos/Divulgação A gestão de facilities atravessa um momento de consolidação estratégica no Brasil. O que antes era tratado como atividade de apoio operacional hoje integra o núcleo das decisões de governança em empresas e condomínios que buscam eficiência, previsibilidade e mitigação de riscos. Em um ambiente marcado por maior complexidade regulatória, pressão por redução de custos e necessidade de ambientes seguros e produtivos, a integração de serviços como manutenção predial, limpeza técnica, zeladoria e segurança tornou-se fator determinante para a sustentabilidade operacional. Facilities não é mais apenas execução. É coordenação inteligente de pessoas, processos e tecnologia. Mercado em expansão e profissionalização acelerada O avanço do setor é respaldado por dados. O Global FM Impact Report 2023 – Country Brazil, divulgado pela ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), aponta que o mercado brasileiro de Facility Management movimentou aproximadamente US$ 23 bilhões em 2022. O estudo indica crescimento anual de 8,7% no FM total e 9,3% no modelo de Integrated Facilities Management (IFM), que consolida múltiplos serviços sob gestão única. A terceirização especializada já representa cerca de US$ 9,5 bilhões desse volume. Análises da Mordor Intelligence reforçam que a digitalização, a busca por eficiência energética e o uso de tecnologias inteligentes continuarão impulsionando o setor nos próximos anos. O movimento evidencia uma mudança estrutural: organizações estão substituindo modelos fragmentados por arquiteturas integradas de gestão. A zeladoria preventiva da Delphos atua de forma contínua para evitar que falhas simples se tornem grandes problemas estruturais Delphos/Divulgação Facilities como engenharia operacional aplicada A gestão moderna de facilities estrutura-se em três pilares principais: 1. Limpeza técnica e zeladoria estratégica Em ambientes corporativos, industriais e hospitalares, a limpeza técnica envolve protocolos rigorosos, controle de contaminação e uso de equipamentos especializados. A zeladoria, por sua vez, atua de forma preventiva e contínua, garantindo correções ágeis e evitando que pequenos desvios evoluam para falhas estruturais. 2. Manutenção predial preventiva e corretiva A manutenção preventiva reduz custos emergenciais, amplia a vida útil de ativos e evita interrupções operacionais. Sistemas elétricos, hidráulicos, climatização e infraestrutura crítica exigem monitoramento constante. Organizações que operam apenas de forma corretiva acumulam passivos técnicos invisíveis que, inevitavelmente, se transformam em custos elevados. 3. Segurança integrada A segurança, dentro da lógica de facilities, ultrapassa a vigilância tradicional. Ela envolve: Monitoramento por câmeras com análise inteligente Controle de acesso físico e digital Sensores perimetrais e integração de dados Protocolos operacionais padronizados A integração entre tecnologia e equipes treinadas fortalece a proteção de pessoas, ativos e informações. Integração como diferencial competitivo Quando manutenção, limpeza e segurança operam de forma isolada, aumentam-se as chances de retrabalho, falhas de comunicação e desperdício de recursos. O modelo integrado permite: Centralização da gestão Indicadores de desempenho consolidados Tomada de decisão baseada em dados Padronização de protocolos Redução de redundâncias Facilities passa a atuar como sistema coordenado — não como departamentos desconectados. DelphosA manutenção preventiva realizada pela Delphos garante eficiência energética e reduz o impacto ambiental das operações prediais Delphos/Divulgação Benefícios estratégicos para empresas e condomínios Organizações que adotam gestão estruturada de facilities registram ganhos objetivos: Maior eficiência operacional Redução de custos de longo prazo Preservação do patrimônio Conformidade regulatória facilitada sustentabilidade ambiental e energética A gestão integrada amplia previsibilidade e reduz vulnerabilidades ocultas. Delphos: inteligência aplicada à gestão integrada de serviços Com experiência consolidada em segurança patrimonial e operações corporativas, a Delphos posiciona-se como referência na integração estratégica de facilities. A empresa combina: Gestão centralizada de múltiplos serviços Tecnologia aplicada ao monitoramento e controle Indicadores de desempenho mensuráveisProtocolos operacionais estruturados Equipes capacitadas e supervisionadas continuamente Ao integrar manutenção, limpeza técnica e segurança sob uma única governança operacional, a Delphos transforma facilities em ferramenta estratégica de eficiência e proteção patrimonial. Mais do que terceirização de serviços, trata-se de engenharia operacional aplicada à realidade de cada cliente. Um novo padrão de governança operacional A evolução do setor demonstra que facilities deixou de ser custo administrativo para tornar-se ativo estratégico. Empresas e condomínios que adotam modelos integrados ganham previsibilidade, controle e vantagem competitiva. Em um ambiente onde eficiência e segurança caminham lado a lado, a gestão estruturada de facilities consolida-se como elemento central da sustentabilidade organizacional. A Delphos reafirma seu compromisso com esse novo paradigma: integrar pessoas, processos e tecnologia para transformar gestão operacional em valor estratégico duradouro.

Palavras-chave: tecnologia

One UI 9: recurso de segurança inédito deve blindar seu Galaxy contra invasões, mas com um porém

Publicado em: 06/04/2026 14:48 Fonte: Tudocelular

Embora o One UI 8.5 ainda não tenha chegado para todos, a este ponto não é mais novidade que a One UI 9 já está em desenvolvimento. Agora, segundo novos boatos, a nova versão da interface da Samsung deverá trazer uma ferramenta de segurança poderosa. A grande novidade descoberta em códigos internos do sistema é chamada de Memory Tagging Extension (MTE) – ou Extensão de Marcação de Memória em tradução direta. Pense no MTE como um "segurança particular" da memória RAM do seu aparelho.Este recurso, presente em processadores ARM mais modernos, monitora em tempo real como os aplicativos utilizam a memória do celular. Ele detecta corrupção de dados ou acessos não autorizados e impede que um app interaja com uma parte da memória que não deveria. Na prática, isso significa maior estabilidade, menos fechamentos repentinos de apps) e uma proteção mais forte contra hackers.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história

Publicado em: 06/04/2026 14:26

Quem é o funcionário mais antigo da Apple que ganhou ações, hoje avaliadas em milhões Poucas empresas conseguiram definir como as pessoas usam a tecnologia no seu dia a dia tão categoricamente quanto a Apple. A empresa comemorou seus 50 anos de fundação na semana passada. Ela foi fundada por dois Steves, em uma garagem de São Francisco, no Estado americano da Califórnia. Seu sucesso foi realmente estrondoso, mas a companhia também foi marcada por alguns fiascos notáveis. Atualmente, cerca de uma a cada três pessoas do planeta tem um produto da Apple. Para Emma Wall, estrategista-chefe de investimentos da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, este sucesso tem muito a ver com o marketing da empresa, além do seu próprio hardware. "Eles venderam um sonho", ela conta. Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar Tim Cook se isola como CEO mais longevo da Apple; veja as diferenças para Steve Jobs Apple, 50 anos: funcionário mais antigo ganhou ações que hoje valem milhões Wall acredita que eles desenvolveram algo "bastante novo na época — a ideia de que a marca é tão importante quanto a linha de produtos." A série de sucessos da Apple, sem dúvida, diminuiu após a morte do visionário Steve Jobs (1955-2011), um dos seus fundadores. A empresa passou a se concentrar mais em aprimorar sua tecnologia já existente. Ken Segall, diretor criativo de Jobs por 12 anos, declarou à BBC que o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, fez um "trabalho incrível" de adaptação com o passar do tempo, mantendo a rentabilidade da empresa. Mas ele destaca que muitos puristas da Apple ainda não se sentem tão animados com a fase atual da companhia, pois "eles se lembram da antiga Apple, que era Steve Jobs." Com a Apple completando meio século de existência, pedimos a especialistas e analistas da tecnologia que observassem algumas das mudanças mais significativas trazidas pela empresa para o mundo da tecnologia e as ocasiões em que ela, indiscutivelmente, errou o alvo. iPod (sucesso) Longe de ser o primeiro aparelho de música digital portátil na época do seu lançamento, em 2001, o iPod é um dos "produtos mais simbólicos da Apple", segundo Craig Pickerill, do blog The Apple Geek — não apenas pelo que ele foi, mas "pelo que ele mudou". "Os aparelhos de MP3 eram desajeitados, sua armazenagem era limitada e gerenciar sua biblioteca de músicas parecia dar trabalho", relembra ele. "O iPod mudou tudo isso quase da noite para o dia." O iPod foi lançado em 2001 e abriu o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor Getty Images via BBC O design de anel de clique diferenciava o aparelho, que introduziu a biblioteca iTunes, abrindo o caminho para que o download legal de música digital se tornasse o padrão do setor. Lançado em 2007, o iPod Touch foi projetado pela mesma equipe que viria a inventar o iPhone — que rapidamente superou o iPod. "Sem o iPod, a Apple provavelmente não teria o apoio financeiro e a maturidade operacional necessárias para assumir a complexidade da indústria do smartphone", afirma o analista de tecnologia Francisco Jeronimo, da empresa de pesquisa de mercado IDC. iPhone (sucesso) Mais de 200 milhões de iPhones são vendidos todos os anos. São cerca de sete aparelhos comprados a cada segundo, em algum lugar do planeta. Para Ben Wood, da empresa de análise de mercado CCS Insight, o iPhone é o "Hotel Califórnia dos smartphones". Quando você tem um, é "muito improvável que você saia" do ecossistema da Apple para um aparelho concorrente, com sistema Android. "iPod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho", declarou Steve Jobs, radiante com a primeira versão do celular nas mãos, ao apresentá-lo ao mundo em 2007. 'iPod, telefone e comunicador via internet': Steve Jobs apresentou a primeira versão para o mundo em 2007 AFP via Getty Images Como muitos produtos revolucionários da Apple, o iPhone não foi o primeiro exemplo da sua espécie. Outros telefones já tinham capacidade de acesso à internet ou telas sensíveis ao toque. Mas a jornalista especializada em tecnologia Kara Swisher defende que seu "belo marketing" ajudou a catapultar o aparelho para o público. "Ele fez você pensar no iPhone não como um aparelho tecnológico, mas como um dispositivo de romance", afirma ela. Apple Watch (sucesso) Na época do lançamento do Apple Watch, em 2015, Steve Jobs já havia morrido de câncer. Mas seu sucessor, Tim Cook, assumiu com um propósito condizente com seu predecessor: produzir o melhor relógio de pulso do mundo. Em termos de receita gerada para a Apple (cerca de US$ 15 bilhões, ou R$ 78 bilhões), é difícil argumentar que o smartwatch mais vendido do mundo não tenha atingido seu objetivo. "Como negócio isolado, o Apple Watch ficaria confortavelmente entre as 250 a 300 maiores empresas dos Estados Unidos", segundo Wood. O sucessor de Jobs, Tim Cook, queria produzir o melhor relógio de pulso do mundo Getty Images via BBC Seu primeiro protótipo era relativamente básico, mas seus modelos futuros também foram pioneiros na tecnologia de saúde vestível. Funções como o monitoramento cardíaco fizeram dele um importante promotor da tecnologia de saúde e fitness. Atualmente, acredita-se que o Apple Watch venda mais unidades todos os anos do que toda a tradicional indústria de relógios de pulso suíços. Apple Lisa (fracasso) De certa forma, o computador pessoal Apple Lisa, lançado em 1983 pelo alto preço de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, pelo câmbio atual), foi inovador. Ele foi um dos primeiros PCs a incorporar uma interface gráfica de usuário (GUI, na sigla em inglês) e um mouse. O Apple Lisa foi lançado em 1983 por cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) Science & Society Picture Library via BBC Mas o analista de tecnologia Paolo Pescatore afirma que o computador, destinado às empresas, era "caro demais", o que impediu seu sucesso comercial. O fracasso, para ele, demonstrou que "estar à frente na curva não é suficiente se o produto estiver mal posicionado". A Apple aprenderia com seus erros ao lançar o Macintosh original, um ano depois, com preço relativamente melhor para o consumidor final, de US$ 2.495 (cerca de R$ 13 mil, pelo câmbio atual). Teclado 'borboleta' (fracasso) O teclado com design "borboleta" da Apple foi um mecanismo introduzido nos laptops em 2015. Para Pickerill, ele foi um "raro deslize de confiabilidade". Usado em aparelhos como o MacBook Air, o design consistia em equipar os teclados com teclas de encaixe bilateral que pareciam asas de borboleta. O design do teclado foi um 'raro deslize de confiabilidade' Bloomberg via Getty Images/BBC Mas ele dividiu opiniões. Algumas pessoas afirmavam que o mecanismo dificultou a digitação nos teclados, dando a impressão de que a Apple estaria "priorizando a pouca espessura e não a durabilidade", segundo Pickerell. Em 2019, a empresa apresentou um novo MacBook Pro de 16 polegadas, sem o teclado borboleta. Vision Pro (fracasso) Para Wood, um fracasso notável e muito mais recente da Apple foi o headset Vision Pro, o primeiro lançamento importante da empresa desde o Apple Watch. Wood acredita que a grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito "complicada", sem conteúdo que permitisse igualar o sucesso de outros produtos da empresa. Apple Vision Pro: veja primeiras impressões sobre óculos de realidade virtual O site de notícias de tecnologia The Information afirma que a companhia reduziu a produção do headset de US$ 3,5 mil (cerca de R$ 18 mil) poucos meses após o lançamento, devido à baixa demanda e à grande quantidade de estoque não vendido. O fracasso significa que a Apple "provavelmente será cautelosa para entrar rapidamente em áreas relacionadas, como óculos inteligentes", segundo Wood. A grande aposta da Apple na realidade aumentada acabou sendo muito 'complicada' Getty Images via BBC

Palavras-chave: tecnologia

Lixo digital: aplicativos feitos por IA lotam a App Store com erros graves

Publicado em: 06/04/2026 14:08 Fonte: Tudocelular

A App Store recebeu mais de 235 mil novos aplicativos nos três primeiros meses de 2026, um número que representa um salto de 84% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento expressivo se deu por causa da nova febre de criar programas com o auxílio de inteligência artificial. E traz um problema em seu encalço: a falta de qualidade de muitas dessas novas aplicações, que chegou a gerar até mesmo uma nova profissão no mercado.Ferramentas como o Claude Code, da Anthropic, e o Codex, da OpenAI, permitem a construção de sistemas completos por pessoas sem qualquer experiência em programação. É possível criar um novo aplicativo e publicá-lo nas lojas oficiais em pouquíssimo tempo. Contudo, a qualidade destas criações passa longe do ideal, e muitos dos aplicativos gerados por máquinas apresentam tantas falhas que o mercado precisou inventar uma nova categoria de profissionais na área de tecnologia: os especialistas em limpeza de código. Executivos e curiosos adotaram a novidade para maximizar lucros de forma rápida, mas o resultado prático é uma verdadeira invasão de software com defeitos graves na loja oficial.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Pesquisa detecta antibióticos em rios e alerta para risco de superbactérias

Publicado em: 06/04/2026 13:57

Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/ Túllio F O descarte inadequado de antibióticos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando rios brasileiros em criadouros de superbactérias. Um estudo da Universidade Estadual de Goiás (UEG) identificou substâncias antimicrobianas em diversos pontos de coleta nos rios Extrema e Meia Ponte, no Cerrado. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp As substâncias são classificadas como poluentes emergentes (PEs): compostos químicos que ameaçam o meio ambiente e a saúde, mas que ainda não possuem regulamentação ou monitoramento por lei. Entre as causas principais estão o esgoto sem tratamento, o descarte incorreto de remédios e o uso indiscriminado de medicamentos. VIU ISSO? As plantas do Brasil que têm formas tão estranhas que parecem extraterrestres VÍDEO: Homem grava boipeva tentando engolir sapo-cururu enorme Filhote da jiboia mais rara do mundo é encontrado vivo pela 1ª vez em SP Riscos à saúde e ao lazer Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa Pexels/ pixabay A presença desses resíduos cria o cenário ideal para o surgimento de bactérias resistentes. Nas amostras coletadas em Goiás, os pesquisadores revelaram a presença da Staphylococcus aureus, bactéria ligada a infecções severas e resistente ao antibiótico meticilina (MRSA). O risco se estende a humanos e animais através do contato com a água, solo e alimentos contaminados. “As superbactérias tornam infecções mais perigosas, difíceis de tratar e potencialmente fatais, sendo um dos maiores desafios atuais da medicina”, afirma Igor Romeiro dos Santos, autor principal da pesquisa. Segundo o estudo, a contaminação pode desencadear infecções generalizadas, como a sepse, e exige que a água passe por tratamentos muito mais rigorosos antes do consumo, além de tornar o uso dos rios perigoso para o lazer. Impacto no ecossistema Descarte de substâncias nos rios estão criando superbactérias diz pesquisa Rio Meia Ponte - Wikimedia Commons/Túllio F Além da resistência bacteriana, o excesso de nutrientes vindos do esgoto causa a eutrofização. Esse processo favorece a proliferação de algas que bloqueiam a luz solar, impedindo a fotossíntese de plantas submersas e reduzindo o oxigênio na água. “Essa poluição compromete a qualidade da água utilizada para consumo e para a vida aquática, favorecendo a ocorrência de doenças infecciosas, intoxicações e a bioacumulação de contaminantes na cadeia alimentar”, completa Igor. O resultado é um ciclo de morte de peixes e outros organismos, gerando ainda mais decomposição e proliferação bacteriana. Cenário global e local O problema não é exclusivo do Cerrado. Uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (CENA/USP) também revelou a presença de 12 tipos de antibióticos no Rio Piracicaba, em São Paulo. Veja o que está em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O local concentra contaminantes de esgoto tratado, resíduos domésticos e da agropecuária. “A detecção de antimicrobianos não é um caso isolado, mas sim um problema que ocorre no Brasil e no mundo, pois a origem está ligada ao descarte de efluentes sem tratamento, agricultura, pecuária e aquicultura”, pontua o pesquisador da UEG. Um estudo global de 2019 já apontava que rios de 72 países apresentam concentrações de antibióticos que favorecem a resistência bacteriana. Para Igor Romeiro, a situação expõe fragilidades estruturais no Brasil, como a baixa cobertura de coleta e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos. A tese sugere que o monitoramento constante e o estudo da resistência bacteriana na água são ferramentas essenciais para auxiliar no controle desse problema ambiental e de saúde pública no país. *Sob supervisão de Rodrigo Peronti. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

Palavras-chave: tecnologia

E no Android? Google lança novo aplicativo com IA offline para iPhone

Publicado em: 06/04/2026 13:45 Fonte: Tudocelular

O Google acaba de lançar sem nenhum alarde um aplicativo que deve revolucionar como você faz anotações e gravações de voz. Trata-se do Google AI Edge Eloquent, um aplicativo que usa inteligência artificial local avançada para escrever textos com ditado e o melhor: ele é totalmente gratuito.Para fornecer reconhecimento avançado de voz, o Google AI Edge Eloquent utiliza um modelo de IA baseado em Gemma, a mesma tecnologia por trás do Gemini, mas especializada neste tipo de tarefa para funcionar até quando você está sem uma conexão Wi-Fi ou dados móveis. O modo offline vem desativado por padrão, pois a conexão com a sua conta do Google permite que o reconhecimento entenda palavras-chave, nomes e expressões usadas no seu Gmail. Você também pode adicionar nomes e palavras próprias ao aplicativo manualmente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Protesto cobra responsabilização por mortes de crianças em hospitais públicos e particulares no AM

Publicado em: 06/04/2026 12:49

Pais realizaram uma manifestação em frente a Secretaria de Saúde Jucélio Paiva/Rede Amazônica Mães que perderam filhos em hospitais públicos e privados de Manaus protestaram nesta segunda-feira (6) em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), na Zona Centro-Sul de Manaus. O grupo pede rapidez nas investigações e responsabilização de profissionais de saúde apontados pelas famílias por suposta negligência. O grupo foi recebido pelo secretário executivo da SES-AM, em reunião fechada à imprensa. As mães afirmam que também vão levar os casos ao Tribunal de Justiça do Amazonas. Uma audiência pública está marcada para esta terça-feira (7), às 13h, na Câmara Municipal de Manaus, bairro Santo Agostinho. O encontro vai discutir as denúncias e cobrar providências das autoridades. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com os organizadores, seis famílias participaram do protesto. Entre elas está Joyce Xavier, mãe de Benício Xavier, de 3 anos, que morreu em novembro de 2025 durante um procedimento no Hospital Santa Júlia. O inquérito ainda não foi concluído porque aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML). “Já são quatro meses de espera. Imploramos para que o laudo seja finalizado e o caso siga para a Justiça. Perdemos nossos filhos por indiferença e descaso. Nós pedimos que os médicos culpados sejam responsabilizados.”, disse Joyce. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Outro caso citado foi o de Antônio, de dois meses, que morreu em dezembro de 2024 após ser atendido três vezes no Hospital Infantil Joãozinho, na Zona Leste. A mãe, Markele, relatou que o bebê não recebeu atendimento adequado e acabou falecendo na emergência. “Eu gritava pedindo ajuda, mas não quiseram salvar a vida do meu filho”, afirmou. Lisandra Vitória, mãe de Alice, também participou do protesto. A menina morreu em novembro de 2025 no Hospital da Criança da Compensa, Zona Oeste. Segundo a mãe, houve falhas graves no atendimento. “Minha filha estava em estado grave e a médica disse que não viria porque estava cansada. Eu pedi de todas as formas, mas não fui atendida”, contou. Lisandra também lembrou o caso de Isadora, que morreu em 2023 no mesmo hospital. “Se tivesse havido justiça, minha filha não teria falecido. A equipe médica se repete”, disse. LEIA TAMBÉM Corpo de bebê morto durante cirurgia em maternidade no AM é exumado para investigação Caso Benício: veja o vídeo da defesa da médica investigada que a polícia diz ter sido adulterado Caso Benício: polícia pede mais 45 dias para concluir investigação sobre morte de criança em hospital de Manaus Familiares protestam em Manaus Jucélio Paiva/Rede Amazônica

Palavras-chave: câmara municipal

Quem é Leo Bezerra, novo prefeito de João Pessoa após renúncia de Cícero Lucena

Publicado em: 06/04/2026 12:39

Léo Bezerra assume como prefeito de João Pessoa após renúncia de Cícero Lucena Prefeitura de João Pessoa Leo Bezerra (Cidadania) assumiu o cargo de prefeito de João Pessoa, oficialmente, nesta segunda-feira (6) em uma cerimônia simbólica realizada dias depois de Cícero Lucena (MDB) renunciar a função para concorrer ao governo da Paraíba. O agora prefeito vai ter um mandato até o final de 2028. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O novo prefeito era vice de Cícero Lucena desde 2020, quando juntos venceram a primeira eleição. Em 2024, também compondo a mesma chapa, os dois venceram a reeleição. Antes disso, ele foi vereador em João Pessoa. Veja mais abaixo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem é Leo Bezerra, que assume a prefeitura de João Pessoa Tendo o nome de registro Leopoldo de Araújo Bezerra Cavalcanti, mas conhecido apenas como Leo Bezerra, ele nasceu em 2 de agosto de 1983, em João Pessoa. É filho da servidora pública Fátima Araújo e do deputado estadual Hervázio Bezerra. A vida política dele começou quando Bezerra se candidatou à Câmara Municipal de João Pessoa pela primeira vez no ano de 2012, quando obteve 3.392 votos. Em 2016, Leo Bezerra novamente apresentou seu nome para a Câmara, pelo PSB, e foi o vereador mais votado de João Pessoa. Leo Bezerra atuou como vereador municipal até 2020, quando deixou a função para concorrer na chapa de Cícero Lucena à primeira eleição de ambos juntos. Depois dos primeiros quatro anos, ele também fez parte da chapa com Cícero para o segundo mandato, quando venceu e, agora, assume a prefeitura até o final de 2028. Cícero Lucena renúncia ao cargo de prefeito Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa Sérgio Lucena/Arquivo Pessoal Cícero Lucena renunciou ao cargo de prefeito de João Pessoa, em uma coletiva realizada na última quinta-feira (2). Ele deixa a função para concorrer ao governo da Paraíba nas Eleições 2026. Esse foi o quarto mandato de Cícero Lucena como prefeito de João Pessoa. Iniciou sua vida política em 1990, quando foi eleito vice-governador da Paraíba, assumindo o cargo de governador por nove meses, em 1994, quando o então governador Ronaldo Cunha Lima renunciou para concorrer ao Senado Federal nas eleições daquele ano. Em 1996, foi eleito prefeito de João Pessoa, sendo reeleito em 2000. Em 2021 iniciou o terceiro mandato. Foi também senador entre 2007 e 2015. Em outubro de 2025, Cícero Lucena anunciou saída do Partido Progressistas para se filiar ao MDB, atual legenda dele. Após ter ficado na cadeira de prefeito entre o final dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, Cícero voltou ao cargo após, em 2020, ser eleito prefeito de João Pessoa ao conquistar 53,16% dos votos válidos no segundo turno, superando o candidato Nilvan Ferreira. Já em 2024, Cícero Lucena garantiu a reeleição também em segundo turno, com 258.727 votos (63,91% dos votos válidos), vencendo o ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Marcelo Queiroga, que recebeu 146.129 votos (36,09%). No primeiro turno, Cícero já liderava a disputa, com 205.122 votos (49,16%), enquanto Queiroga somava 90.840 votos (21,77%), ficando na segunda colocação. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: câmara municipal

O que é o 'lado oculto' da Lua e por que ele nunca é visto da Terra?

Publicado em: 06/04/2026 12:18

Por que existe um lado oculto da Lua? A missão Artemis II, da Nasa, iniciada na última quinta-feira (1º), marca um momento histórico: pela primeira vez em mais de 50 anos, quatro astronautas estão a caminho da Lua para um voo rasante que os levará aonde nenhum humano esteve desde a década de 1970. Durante a jornada, eles passarão pelas "costas" do nosso satélite natural, ou seja, pela face que fica escondida de quem está aqui na Terra. ➡️Afinal, por que a Lua nunca mostra o seu "outro lado" para nós? Não é nada pessoal. O fenômeno é resultado de um ajuste gravitacional que mantém o satélite "travado" em relação ao nosso planeta. Nesta reportagem, entenda: O que é a rotação sincronizada? Por que a Lua leva o mesmo tempo para girar e para orbitar a Terra? Qual a diferença entre lado oculto e lado escuro (e por que Pink Floyd não foi preciso cientificamente)? O que os astronautas da Artemis II devem encontrar por lá? 🌕 Por que a Lua mostra sempre a mesma face para a Terra? Lua nunca mostra 'as costas' para a Terra NASA/EPIC A Lua não gira só em torno da Terra — ela também gira em torno de si mesma, em total sincronia. Esse é um fator determinante na explicação de por que não vemos as "costas" do satélite. Para entender a dinâmica, imagine dois movimentos ocorrendo simultaneamente: Rotação: O giro da Lua em torno de si mesma Translação: O giro da Lua ao redor da Terra A Lua leva exatamente o mesmo tempo — cerca de 27,3 dias — para completar ambos os movimentos. Isso faz com que sempre a mesma face do satélite fique visível para quem está na Terra. “Se ela não girasse em torno de si mesma, veríamos todos os seus lados ao longo de um mês. Para manter a mesma face voltada para o centro da órbita, ela precisa completar uma volta de 360° sobre o próprio eixo enquanto completa uma volta ao redor da Terra”, afirma João Batista Garcia Canalle, astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). 🌙 Por que o tempo de giro é igual? A Lua girava muito mais rápido antes. No entanto, a gravidade da Terra exerceu uma espécie de "fricção" constante sobre o satélite ao longo de milhões de anos. O "puxão" desigual: A gravidade da Terra atraía a Lua com tanta força que acabou deformando o satélite, criando um leve abaulamento (como se a Lua ficasse levemente esticada, em formato de ovo). O efeito de freio: Como a Lua girava rápido, esse "calombo" saía do alinhamento com a Terra. A gravidade do nosso planeta, então, puxava esse calombo de volta, agindo como um freio invisível. O ajuste final: Aos poucos, essa resistência foi diminuindo a velocidade de rotação da Lua. Esse processo de "frenagem" só se estabilizou quando os tempos se igualaram: 1 volta em torno de si mesma = 1 volta em torno da Terra. “Ao longo de muito tempo, a interação gravitacional entre a Terra e a Lua fez esse sistema evoluir para um estado mais estável”, diz José Lages, professor de física e coordenador de itinerários formativos do Colégio Andrews (RJ). 🌘 Lado oculto ou lado escuro? Um erro comum, cometido até pela banda Pink Floyd no álbum “The Dark Side of The Moon” (1973), é chamar a face escondida de "lado escuro da Lua". Na verdade, o lado oculto recebe tanta luz solar quanto o lado que vemos. Lado Oculto: É uma definição geográfica. A maior parte dessa face nunca pode ser vista diretamente da Terra. Lado Escuro: É uma definição de iluminação. Refere-se a qualquer parte da Lua que esteja passando pela noite lunar naquele momento. Durante a fase de Lua Nova, por exemplo, o lado que vemos da Terra está totalmente no escuro, enquanto o lado oculto está plenamente iluminado pelo Sol. 🌕 O que existe do outro lado da Lua? Segundo Canalle, o lado oculto: “quase não possui os famosos "mares" (aquelas manchas escuras de lava basáltica que vemos daqui); é muito mais acidentado e repleto de crateras de impacto; tem uma crosta mais espessa do que o lado voltado para nós”. Caio Britto, autor de física do Sistema de Ensino pH, explica que há várias hipóteses para explicar essas diferenças. “A mais atual e mais aceita é a que cada face sofreu níveis de aquecimento/resfriamento diferentes no início do nosso Sistema Solar. Essa diferença de temperatura fez com que houvesse mais cristalização no lado oculto, criando superfícies irregulares, e, no lado visível, as pedras e cristais foram derretidos e criaram uma superfície mais lisa e plana”, diz. 🚀 Qual a relação com a missão Artemis II da Nasa? Como a Lua é um corpo sólido e opaco, ela bloqueia as ondas de rádio vindas da Terra. Elas não conseguem chegar ao lado "oculto". Quando a cápsula Orion passar por trás da Lua, os astronautas ficarão sem comunicação direta com a Nasa por alguns minutos. Todo o “corpo” da Lua funcionará como um bloqueio aos sinais enviados da Terra — a “massa” do satélite natural ficará entre o ponto onde estarão os astronautas e o ponto da face visível da Lua, onde chegam as ondas de rádio. Será um isolamento total por um intervalo curto de tempo. Se tudo der certo, os tripulantes serão os primeiros humanos a verem o lado oculto com os próprios olhos desde a missão Apollo 17, em 1972. Eles poderão documentar detalhes geológicos que os satélites, mesmo com alta tecnologia, ainda tentam desvendar completamente.

Palavras-chave: tecnologia

IA avança e pressiona iniciantes: estudo mede impacto da tecnologia nos empregos

Publicado em: 06/04/2026 12:18

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A inteligência artificial já começa a ter efeitos mensuráveis sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, segundo um levantamento do banco Goldman Sachs. De acordo com o estudo, trabalhadores em início de carreira são os mais afetados por essa transformação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O banco estima que, desde o lançamento do ChatGPT, o avanço da inteligência artificial tenha reduzido o crescimento mensal da folha de pagamento do país em cerca de 16 mil vagas. O estudo também aponta um aumento de 0,1 ponto percentual na taxa de desemprego associado a esse processo. Segundo Elsie Peng, analista do Goldman Sachs, o impacto tem sido mais forte entre profissionais com menos experiência. “Grande parte do custo está recaindo sobre os trabalhadores menos experientes”, escreveu a analista no relatório. Para chegar às conclusões, a equipe do banco criou um sistema de pontuação que mede dois efeitos diferentes da inteligência artificial sobre o emprego: quando a tecnologia substitui trabalhadores e quando ela passa a complementar o trabalho humano. Os dois efeitos da IA no mercado de trabalho Nos casos de substituição, tarefas antes feitas por pessoas passam a ser realizadas por sistemas automatizados. Esse movimento tem sido mais evidente em áreas como atendimento telefônico, análise de sinistros de seguros e cobrança de contas. Nesses setores, o estudo aponta redução do número de empregados e aumento do desemprego. Por outro lado, há situações em que a inteligência artificial atua como ferramenta de apoio, ajudando profissionais a realizar tarefas com mais rapidez ou eficiência. Nesses casos, a tecnologia tende a reforçar a atividade humana em vez de substituí-la. Segundo o levantamento, esse efeito tem contribuído para o crescimento do emprego em áreas como educação, direito e gerenciamento de obras. “Os setores mais expostos ao uso da IA como ferramenta registraram aumento no emprego e leve redução nas taxas de desemprego, o que compensou parte das perdas observadas em outras áreas”, afirmou o banco. O Goldman Sachs também ressalta que o impacto total da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho pode ser menor do que essas estimativas indicam. Isso porque os cálculos não consideram totalmente novos postos ligados ao desenvolvimento da própria tecnologia. Entre esses empregos estão, por exemplo, vagas associadas à construção de centros de dados e ao aumento da demanda por trabalhadores em setores que podem crescer com ganhos de produtividade impulsionados pela IA. Divulgação Professor e alunos utilizando inteligência artificial, ilustrando a nova rotina acadêmica. - Divulgação

Fiasco! NVIDIA é obrigada a remover seu vídeo do DLSS 5 após denúncia de direitos autorais

Publicado em: 06/04/2026 12:15 Fonte: Tudocelular

A NVIDIA enfrentou um problema inesperado após ter seu próprio vídeo do DLSS 5 removido do YouTube. A situação ocorreu após uma denúncia em massa de direitos autorais envolvendo o trailer da tecnologia. O caso começou quando uma emissora italiana utilizou trechos do vídeo em sua cobertura. Em seguida, um funcionário teria enviado uma série de notificações DMCA, levando o sistema da plataforma a derrubar todos os conteúdos relacionados, incluindo o material original da própria NVIDIA.Acabamos de entrar no segundo trimestre de 2026, mas já podemos considerar que o anúncio do DLSS 5 da NVIDIA se tornou um dos eventos mais vergonhosos do ano. Recebida com uma enxurrada de memes na internet, a tecnologia se tornou alvo de descrença entre os jogadores, manchando o histórico impecável das versões anteriores do DLSS. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Defesa da Terra: telescópio acha 11 mil asteroides e monitora o Sistema Solar

Publicado em: 06/04/2026 12:02 Fonte: Tudocelular

Em menos de um ano de atividade e ainda sem funcionar em sua capacidade máxima, o Observatório Vera C. Rubin já transformou a astronomia e a forma de observar o espaço. A mais recente análise de dados revela a descoberta de mais de 11 mil novos asteroides, um número expressivo que representa apenas uma fração do poder do equipamento de ponta instalado no Chile.A tecnologia do novo telescópio acelera o ritmo das descobertas a um nível sem precedentes, e os cientistas também conseguiram registrar mais de 80 mil objetos já conhecidos. A alta precisão do sistema permite rastrear corpos celestes que haviam sumido dos catálogos astronômicos por causa da incerteza de suas órbitas. O grande atrativo desta leva de dados para a segurança do planeta é a identificação de 33 objetos próximos da Terra, conhecidos pela sigla NEOs. Os pesquisadores monitoram estes corpos de forma constante devido à possibilidade de cruzarem a órbita terrestre. O maior deles possui cerca de 500 metros de largura, mas os especialistas descartam qualquer risco imediato de colisão com o nosso planeta.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Investidores pressionam Amazon, Microsoft e Google por gasto de água e energia em data centers nos EUA

Publicado em: 06/04/2026 11:02

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Gigantes de tecnologia como Amazon, Microsoft e o Google, da Alphabet, estão sendo pressionadas por investidores por causa do impacto ambiental de seus centros de dados nos Estados Unidos. As três empresas abandonaram recentemente projetos bilionários de data centers após oposição de comunidades locais. Agora, acionistas cobram mais transparência sobre o consumo de água e energia dessas operações. Segundo a agência de notícias Reuters, mais de uma dezena de investidores aumentaram a pressão antes das assembleias anuais, realizadas nesta primavera no hemisfério norte. Eles pedem dados mais detalhados sobre o consumo de água e as estratégias de conservação, em um momento em que as empresas ampliam a sua infraestrutura — impulsionada principalmente pelo avanço da inteligência artificial. A gestora Trillium Asset Management, por exemplo, com mais de US$ 4 bilhões sob gestão, apresentou em dezembro uma resolução à Alphabet pedindo esclarecimentos sobre como a companhia pretende cumprir suas metas climáticas diante da crescente demanda energética dos data centers. Em 2020, o grupo se comprometeu a cortar pela metade suas emissões e usar energia livre de carbono até 2030. No entanto, segundo a Trillium, as emissões aumentaram 51%, deixando investidores “no escuro” sobre como as metas serão atingidas. Uma proposta semelhante já havia obtido apoio de quase um quarto dos acionistas independentes no ano passado. Já a Green Century Capital Management afirmou que discute com a Nvidia a possibilidade de apresentar uma resolução para garantir que os ganhos de curto prazo com inteligência artificial não resultem em riscos climáticos e financeiros no longo prazo. Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água? Uso de água entra no radar O consumo de água virou um dos principais pontos de atenção. Em 2025, data centers na América do Norte usaram quase 1 trilhão de litros de água, segundo a consultoria Mordor Intelligence — volume próximo à demanda anual da cidade de Nova York. Empresas como Meta, Google, Amazon e Microsoft passaram a adotar sistemas de resfriamento em circuito fechado, que consomem menos água. Ainda assim, os dados divulgados são inconsistentes. A Meta informou o consumo apenas em instalações próprias — sem incluir unidades alugadas ou em construção. Entre 2020 e 2024, o uso de água da empresa cresceu 51%, alcançando 5.637 megalitros, o suficiente para abastecer mais de 13 mil casas por um ano. Já o Google divulgou dados de unidades próprias e alugadas, mas não das operadas por terceiros. Amazon e Microsoft apresentaram números totais, sem detalhamento por unidade. Segundo investidores, esse nível de detalhamento é essencial para avaliar riscos operacionais e a capacidade das empresas de gerenciar impactos ambientais — incluindo iniciativas para reposição de água. Um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa vem ampliando a divulgação de dados específicos por unidade e que está comprometida em ser uma “boa vizinha”, investindo em eficiência energética e redução do consumo de água. Pressão por transparência local Para analistas, ainda falta clareza sobre os impactos nas comunidades. “Não vimos divulgação suficiente sobre o consumo de água e seus efeitos locais”, disse Jason Qi, da Calvert Research and Management. A Microsoft afirmou que sustentabilidade é um “valor central” e que trabalha para enfrentar desafios ambientais com soluções de longo prazo. O Google não comentou, e a Meta não respondeu aos pedidos. Já Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, disse que o engajamento com comunidades virou prioridade. “Ser transparente sobre o uso de água e energia é essencial para que moradores entendam que os projetos não vão pressionar recursos locais”, afirmou. Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 CHARLES PLATIAU/Reuters