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Nova inteligência artificial flagra motoristas sem cinto e no celular em rodovias do interior de SP

Publicado em: 07/09/2025 15:01

IA detecta motoristas infratores em rodovias no interior de SP Um novo sistema de câmeras com inteligência artificial (IA) passou a identificar motoristas que dirigem sem cinto de segurança ou usando o celular em rodovias do interior de São Paulo. A tecnologia começou a funcionar há pouco mais de um mês e, desde então, registra em média 90 flagrantes de irregularidades todos os dias. 📲 Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram As imagens captadas pelas câmeras mostram motoristas e passageiros circulando sem o cinto de segurança e condutores falando ao celular enquanto dirigem, inclusive em veículos de carga. O material é analisado por policiais militares rodoviários em tempo real, que verificam a infração antes de aplicar a multa. As penalidades variam de acordo com a gravidade: vão de infrações graves a gravíssimas, rendendo de cinco a sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multas que vão de R$ 195,23 a R$ 293,47. Como funciona o sistema inteligente As câmeras instaladas nas rodovias registram imagens continuamente. Com o uso de inteligência artificial, o sistema analisa automaticamente o comportamento dos condutores e identifica possíveis irregularidades, como dirigir falando ao celular ou sem o cinto de segurança. LEIA TAMBÉM Pesquisadores da USP Ribeirão criam ferramenta com inteligência artificial capaz de prever agressividade do câncer Braço robótico da USP vira aliado em terapias contra Parkinson, esquizofrenia e até depressão Pesquisa da USP desenvolve inteligência artificial para diagnóstico do câncer de mama De acordo com a concessionária Arteris Via Paulista, responsável pela nova tecnologia, as imagens não identificam o rosto das pessoas, apenas o comportamento irregular. Depois de captadas, elas chegam ao Centro de Controle, onde policiais rodoviários fazem a checagem final. “As imagens são perfeitas e nítidas. Elas registram condutas, não indivíduos. Esse material é analisado e, caso a irregularidade seja confirmada, o auto de infração é emitido. Se o condutor quiser, pode solicitar acesso às imagens”, explicou o tenente-coronel da Polícia Militar Rodoviária Luiz Eduardo Ulian Junqueira. Inteligência Artificial detecta motoristas sem cinto e no celular em rodovias do interior de SP Valdinei Malaguti | EPTV Uso do celular quadruplica risco de acidente Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) apontam que o uso do celular ao volante aumenta em até 400% o risco de acidentes. A prática já é considerada a terceira maior causa de mortes no trânsito no Brasil, ficando atrás apenas do excesso de velocidade e da embriaguez. Segundo a entidade, cerca de 154 pessoas morrem por dia no país em ocorrências ligadas ao uso de celular ao dirigir, o que representa mais de 54 mil mortes por ano. Além disso, dirigir enviando mensagens pode aumentar em até 23 vezes a chance de um acidente. “A distração causada pelo celular é muito perigosa. Em vários flagrantes, o condutor aparece olhando para a tela e não para a via, o que coloca em risco não só ele, mas todos os demais usuários da rodovia”, disse a gerente de operações da concessionária, Ana Caetano. Inteligência Artificial detecta motoristas sem cinto e no celular em rodovias do interior de SP Valdinei Malaguti | EPTV Cinto de segurança ainda é 'esquecido' O levantamento feito pela concessionária mostra que o uso do cinto de segurança continua sendo ignorado. Entre os motoristas, 14% circulam sem o equipamento. No banco de trás, a situação é mais preocupante: 36% dos passageiros não utilizavam o cinto no momento da pesquisa. Foram observados 10.928 usuários em trechos que somam 720 quilômetros de rodovias, ligando regiões como Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Araraquara (SP) e Botucatu (SP). “O cinto é um dispositivo simples, mas essencial. Quando o motorista ou passageiro não utiliza, em caso de acidente, a chance de ser projetado para fora do veículo aumenta e o risco de morte cresce muito”, destacou Ana Caetano. Inteligência Artificial detecta motoristas sem cinto e no celular em rodovias do interior de SP Valdinei Malaguti | EPTV Futuro do monitoramento Segundo a concessionária, o sistema pode ser expandido e instalado em diferentes pontos das rodovias, ampliando a cobertura. A expectativa é de que, com o tempo, o uso da tecnologia incentive mudanças de comportamento entre os motoristas e passageiros. “É uma ferramenta à disposição de toda a malha rodoviária. Com ela, conseguimos atuar de forma mais eficiente e preventiva, mostrando que o respeito às leis de trânsito salva vidas”, reforçou Ana Caetano. Inteligência Artificial detecta motoristas sem cinto e no celular em rodovias do interior de SP Valdinei Malaguti | EPTV *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Câmara de Angra dos Reis abre concurso com 23 vagas e salários de até R$ 5,9 mil

Publicado em: 07/09/2025 14:28

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Câmara de Vereadores de Angra dos Reis (RJ). Ao todo, são 23 vagas para cargos de níveis médio, médio técnico e superior, além de formação de cadastro de reserva. As oportunidades incluem: assistente legislativo (7), técnico em contabilidade (3), técnico em edificações (1), técnico em elétrica (1), técnico em informática (2), técnico em recursos humanos (1), arquiteto (1), assistente jurídico (3), contador (1), engenheiro civil (1) e redator (2). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com remuneração que varia entre R$ 4.633,46 e R$ 5.958,29. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Os interessados podem se inscrever até 6 de outubro de 2025, de forma online, pelo site, mediante pagamento de taxa entre R$ 90 e R$ 110. O concurso prevê aplicação de provas objetiva e discursiva em 30 de novembro de 2025. A validade do certame será de dois anos, podendo ser prorrogada por igual período a critério da Câmara Municipal. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: câmara municipal

Ato das centrais e partidos de esquerda, em defesa da soberania e contra a anistia para golpistas, reuniu 8,8 mil pessoas em SP

Publicado em: 07/09/2025 14:25

Ato pró-soberania em SP reúne partidos de esquerda, movimentos sociais e sindicatos A manifestação realizada pelas centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda na manhã deste domingo (7), no Centro de São Paulo, reuniu cerca de 8,8 mil pessoas no seu auge, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a organização More in Common. A mobilização na Praça da República foi em defesa da soberania nacional e contra a proposta de conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus apoiadores condenados por crimes contra a democracia, que está em discussão no Congresso. O ato foi organizado como resposta às manifestações de bolsonaristas convocadas para este domingo, feriado da Independência. O levantamento tem margem de erro de 12%. Com isso, estimativa de público ficou entre 7,7 milhões e 9,8 milhões. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial, segundo o monitor. A análise considerou imagens feitas em quatro horários: 09h46, 10h37, 11h11 e 11h35. Ministros de Lula participaram do ato na República Estiveram presentes no ato da esquerda os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e os deputados federais Guilherme Boulos e Érika Hilton, ambos do PSOL. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Por volta das 11h, com céu nublado e frio de 18 °C, o ato ocupava parcialmente a Praça da República e a avenida Ipiranga. Manifestantes se reúnem na Praça da República, em São Paulo, em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas. Matheus Meirelles/GloboNews A bandeira principal da manifestação foi a defesa da soberania nacional, tema que ganhou força após o governo dos Estados Unidos impor uma taxa de 50% a produtos brasileiros como forma de tentar interferir no julgamento de Bolsonaro. Manifestantes levaram faixas e bandeiras pedindo a condenação de Bolsonaro. As mensagens também são contrárias à concessão de uma anistia ao ex-presidente e a seus apoiadores condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. O presidente estadual do PT, deputado federal Kiko Celeguim, criticou diretamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua defesa da anistia. “Essa é uma manifestação para alertar a população sobre o projeto de anistia. Uma anistia não interessa ao país, interessa a um grupo pequeno. Como pode o governador do estado mais rico do país parar o trabalho no meio do dia para tentar articular essa pauta que confronta a Constituição?”, disse Celeguim. LEIA MAIS: PM usa bombas de gás para dispersar manifestação por moradia na Liberdade, Centro de SP, neste 7 de setembro Manifestantes protestam contra fome e distribuem alimentos a moradores de rua no 'Grito dos Excluídos' da Praça da Sé, em SP Tarcísio e Nunes participam do desfile de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte de SP Centrais e partidos de esquerda realizam ato em SP LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO O deputado estadual Antônio Donato (PT) e a vereadora Silvia, da Bancada Feminista (PSOL), também discursaram. Donato classificou Tarcísio e Bolsonaro como “traidores da pátria”, enquanto Silvia chamou os opositores de “capachos do Trump”. Outras pautas do ato foram a taxação dos mais ricos, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução da jornada de trabalho sem corte de salários. As reivindicações já vêm sendo defendidas por movimentos de esquerda desde o início do ano. Manifestantes se reúnem na Praça da República, em São Paulo, em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas. Matheus Meirelles/GloboNews Julgamento no STF e discussão de anistia no Congresso Na última terça-feira (2), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar Bolsonaro e mais sete réus pela tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. O julgamento deve ser concluído até a próxima sexta (12). Bolsonaro está em prisão domiciliar por violar medidas restritivas impostas anteriormente. Se for condenado, pode pegar até 43 anos de prisão. Ele também está inelegível, porque foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político. Em paralelo, ganhou força na Câmara dos Deputados a discussão sobre a possibilidade de votar uma anistia para condenados por crimes contra a democracia. Julgamento de Bolsonaro e 7 aliados políticos começa 2 de setembro O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está sob pressão dos aliados de Bolsonaro, mas ainda não colocou em votação qualquer projeto com essa finalidade. O PL, partido de Bolsonaro, é o principal interessado, e o Centrão também está endossando a medida. A aliança formada por União Brasil e PP, que tem maior bancada na Câmara, anunciou o desembarque do governo Lula recentemente para aderir à campanha da anistia. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve em Brasília para tentar convencer Motta a colocar o tema em votação. Não se sabe ainda qual texto seria votado. Um dos pontos em discussão é o alcance da possível anistia: se ela valeria apenas para quem já foi condenado pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 ou se alcançaria também o ex-presidente e seus aliados que estão sendo julgados no STF. Aliados mais próximos de Bolsonaro querem uma anistia geral. O Senado discute uma proposta alternativa que exclui o ex-presidente e reduz penas de golpistas condenados, sem que haja a anulação. O governo petista é contra votar qualquer proposta de anistia, e o presidente Lula pediu mobilização social para barrá-la. Manifestantes protestam no Centro de SP e pedem a condenação de Bolsonaro no STF Amanda Perobelli/Reuters Trama golpista: Os episódios que levaram o julgamento de Bolsonaro

Palavras-chave: inteligência artificial

Desocupação de prédio no Centro do Rio tem tumulto e uso de gás de pimenta por agentes

Publicado em: 07/09/2025 14:14

Desocupação termina em confusão no Centro do Rio Reprodução Uma desocupação em um prédio no Centro do Rio, na manhã deste domingo (7), teve tumulto, o uso de gás de pimenta por agentes da Polícia Militar e da Secretaria de Ordem Pública (Seop). Além de deputados denunciando que foram agredidos por agentes da Guarda Municipal. Uma pessoa foi presa e duas ficaram feridas, sendo levadas ao Hospital Souza Aguiar. A confusão começou durante a retirada de cerca de 100 famílias — entre elas mulheres, crianças e idosos — de um prédio na Avenida Venezuela, na Região Portuária do Rio. O imóvel pertence à construtora Cury e está em processo de doação para a Prefeitura. Os organizadores afirmam que a ocupação buscava reivindicar moradia popular em um prédio abandonado e sem função social. Durante a ação, houve relatos de violência. Os deputados Josemar (PSOL) e Tarcísio Motta, que estiveram no local, acusa agentes da Guarda Municipal de terem lançado spray de pimenta contra eles quando os parlamentarem tentavam acompanhar a operação. Motta chegou a discutir com o secretário de Ordem Pública Marcus Belchior, que também no local. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A Prefeitura afirma que o edifício será sede do futuro Centro Cultural Rio África, projeto voltado à valorização da cultura afro-brasileira e à memória da diáspora africana, com localização estratégica em frente ao Cais do Valongo, patrimônio mundial da Unesco  Paes e o governador Cláudio Castro ordenaram a desocupação, alegando que a ocupação colocava em risco o andamento das obras do centro cultural. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a PM e a GM agiram dentro da lei. Os deputados Tarcísio Motta e professor Josemar, ambos do PSOL, durante confusão com a Guarda Municipal do Rio Reprodução Caso registrado na delegacia O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) afirmou que as famílias removidas da Avenida Venezuela estavam em um terreno da União, vinculado à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e que o local está previsto para ser utilizado no programa federal “Imóvel da Gente”, voltado à destinação de imóveis públicos para habitação social. “A confusão começou quando guardas municipais entraram no prédio para retirar os pertences das famílias. Tentamos acompanhar, mas a Guarda Municipal impediu minha circulação. Estávamos apenas exercendo nossa prerrogativa parlamentar”, disse Motta. Na tarde deste domingo, Tarcísio e professor Josemar, registraram um boletim de ocorrência na 20ª DP (Vila Isabel), denunciando agressão, lesão corporal e abuso de autoridade por parte de agentes da Prefeitura do Rio. Motta informou ainda que pretende representar contra o prefeito Eduardo Paes na Câmara Municipal e no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por impedir o exercício da função parlamentar durante a operação. “Presenciamos uma cena lamentável: a Guarda Municipal agindo em um imóvel que não pertence à Prefeitura, mas sim à União. Fui empurrado, agredido e atingido com spray de pimenta no rosto enquanto exercia meu mandato. Estávamos ali para garantir que os direitos das famílias fossem respeitados, mas acabamos sendo vítimas de um abuso institucional”, afirmou Josemar. Procurada para comentar as supostas ilegalidades cometidas pelos agentes da Seop e da GM, a assessoria de imprensa de Secretaria de Ordem Pública não comentou.

Palavras-chave: câmara municipal

No Recife, Grito dos Excluídos protesta em defesa da soberania nacional e do meio ambiente e contra anistia para golpistas

Publicado em: 07/09/2025 13:08

Grito dos Excluídos pede prisão de Bolsonaro e soberania brasileira A 31ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu manifestantes, neste domingo (7), no Centro do Recife, num ato em defesa da soberania nacional, do meio ambiente, da democracia e contra a anistia para reivindicada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, bem como para golpistas que participaram dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Na tradicional manifestação que acontece simultaneamente ao desfile cívico-militar, realizado na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, na Zona Sul do Recife, os participantes se concentraram no Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, e seguiram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O Grito dos Excluídos acontece anualmente no Dia da Independência do Brasil e foi criado em 1995 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em articulação com movimentos sociais e pastorais. Neste ano, o ato teve como lema “A Vida em Primeiro Lugar” e o tema “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia”. O mote destaca a urgência de enfrentar a crise climática, proteger o meio ambiente, reafirmar a democracia e garantir a soberania nacional. Grito dos Excluídos de 2025, em imagem aérea sobre a Ponte Duarte Coelho, no Recife Reprodução/TV Globo Durante a mobilização, os participantes também pediram o Plebiscito Popular 2025, que defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6x1, além de justiça tributária, com isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumento da alíquota para os super-ricos. “O lema desse ano é cuidar da democracia, é uma luta de todo dia pela soberania do nosso país, por tudo que está acontecendo no nosso país. Eu estou aqui há 31 anos por uma mudança de olhar para nós, minorias, que, na verdade, somos maioria. Estamos aqui pelo plebiscito, pela taxação das grandes fortunas, pelo fim da escala 6x1”, disse Marcionita Batista, uma das coordenadoras do ato. Manifestantes carregaram cartazes contra a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como bandeiras em defesa da Palestina e pela valorização dos trabalhadores. Arary Nobre, Gleice e Artur no Grito dos Excluídos no Recife Iris Costa/g1 A manifestante Arary Nobre, ativista do Movimento Abrace a Comunidade, foi à manifestação acompanhada da esposa, Gleice Ribeiro, e do filho Artur. “Os excluídos são aqueles que vivem em estado de vulnerabilidade. São as pessoas em situação de rua, idosos, mulheres, pessoas LGBTQIA+, é meu filho, fruto de uma relação homoafetiva. A luta da gente é por um país igualitário. Eu me conecto com todas as pautas que estão sendo levantadas aqui hoje indo nas comunidades, vendo a realidade, sentindo na pele a vulnerabilidade das pessoas”, apontou Arary. Pajé Juruna, do Povo Karaxuna Wanassu, no Grito dos Excluídos no Recife Iris Costa/g1 O pajé Juruna, do Povo Karaxuna Wanassu, também participou do ato, e criticou a aprovação da nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, conhecida por ambientalistas como "PL da Devastação". A nova lei muda completamente o processo de obtenção de licenças ambientais no Brasil e seus defensores dizem que ela deve desburocratizar e acelerar obras consideradas estratégicas. “Todo ano a gente está aqui, mostrando a nossa realidade, tanto na cidade quanto nos campos e florestas. Ainda há muito racismo estrutural, intolerância religiosa, aqui nós temos um espaço para combater isso. Nós lutamos pela cura da terra. Querem mudar a lei que protege a natureza. Se isso acontecer, vai se repetir o que aconteceu em Brumadinho e Belo Monte”, afirmou o pajé. Para Vanildo Bandeira, advogado, professor e coordenador nacional da Articulação Brasileira de Gays, a manifestação também é uma forma de demonstrar apoio ao presidente Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Lula faz o que muitos prometeram e não fizeram. Agora, mais do que nunca, é importante que estejamos do lado dele, fortalecendo o STF, as lutas do pobre, do operário, porque nos elegemos um congresso que está trabalhando de costas para o país, entregando a soberania nacional aos Estados Unidos”. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

UFRN abre 40 mil vagas em curso gratuito de inteligência artificial; veja quem pode participar

Publicado em: 07/09/2025 13:01

Aplicativos de inteligência artificial Reprodução A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai lançar na segunda-feira (8) o curso gratuito “Inteligência Artificial para Educadores da Educação Básica: competências digitais e inovação pedagógica”, por meio do programa Universidade Aberta do Brasil. A formação será on-line e vai disponibilizar mais de 40 mil vagas para profissionais da educação em todo o país. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O curso foi desenvolvido pelo Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN). O conteúdo terá carga horária de 30 horas, dividido em quatro unidades ao longo de 10 semanas. Entre os temas abordados estão fundamentos da inteligência artificial, estratégias práticas de uso de ferramentas generativas em sala de aula e no planejamento pedagógico, além de noções de engenharia de prompts, análise de riscos e oportunidades da tecnologia. Os participantes deverão concluir um projeto final, que pode incluir planos de aula, questionários ou vídeos. O material didático foi elaborado por professores do IMD em parceria com a Secretaria de Educação a Distância (SEDIS/UFRN). Inscrições As inscrições serão abertas no dia 9 de setembro, com prazo até 9 de outubro, data limite para adesão ao processo seletivo. Podem participar: professores do Ensino Básico e Fundamental da rede pública; docentes da Carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT); estudantes de licenciaturas vinculadas ao programa Universidade Aberta do Brasil. Caso haja vagas remanescentes, técnicos das secretarias de educação estaduais, municipais e da CAPES também poderão se inscrever. As inscrições devem ser feitas pelo sistema SIGAA da UFRN ou pela plataforma Gov.br. No SIGAA, basta acessar o menu “extensão” e, em seguida, “visualizar cursos ou eventos”. Já no Gov.br, é necessário buscar pelo serviço “Matricular-se em ações de extensão – UFRN” e clicar em “iniciar”. Cresce uso de inteligência artificial para suporte emocional Veja os vídeos mais assistidos do g1 RN

Sem ministros do STF e com Motta na tribuna, Lula participa de desfile do 7 de Setembro em Brasília

Publicado em: 07/09/2025 09:07

Autoridades participam das celebrações do Sete de Setembro Isabella Calzolari/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã deste domingo (7) do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Lula chegou por volta das 9h04 ao local e desfilou em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. A cerimônia contou com a presença dos chefes das Forças Armadas, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de ministros do governo, entre eles Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça), Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente). Veja a lista completa mais abaixo nesta reportagem. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não participaram do desfile. LEIA TAMBÉM: 7 de Setembro: desfile em Brasília tem bandeirão, exibições militares e mensagem sobre COP e soberania; veja imagens 7 de Setembro: Lula e Janja saúdam público na chegada ao desfile em Brasília 'Sem anistia' Na presença de Hugo Motta, parte do público gritou "Sem Anistia", em referência à proposta que está sendo costurada no Congresso para anistiar envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), também esteve presente na ocasião, e chegou a colocar o boné "Brasil Soberano" entregue pelo governo no evento. O ministro é do partido União Brasil, que desembarcou do governo na semana passada. Sabino tem feito um esforço nos bastidores para tentar se manter no cargo por mais tempo. Ele está sendo pressionado pela cúpula do União Brasil a deixar o ministério depois que o partido antecipou a discussão para o desembarque do governo. O ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), também participou da cerimônia. Ele é outro ministro que integra partido que decidiu deixar a base do governo. O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, participam do desfile do 7 de Setembro em Brasília Adriano Machado/Reuters 'Brasil Soberano' O governo escolheu o mote "Brasil Soberano" para o desfile deste ano, que foi organizado em três eixos: defesa da soberania nacional; organização da COP30 e obras do novo PAC; futuras entregas do governo. O termo "Brasil Soberano" é o mesmo utilizado nas ações de resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que determinou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Ao justificar a elevação da tarifa sobre o Brasil, Trump citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser "uma vergonha internacional" o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Desde julho, quando Trump anunciou o tarifaço, Lula, ministros e parlamentares apostam no discurso de defesa da soberania do país e nas críticas a Trump. O julgamento de Bolsonaro começou em 2 de setembro e já foram proferidos o relatório de Alexandre de Moraes, relator do caso, e as defesas dos réus do núcleo crucial, do qual Jair Bolsonaro faz parte. 🗓️ A partir da terça-feira (9), os ministros da Primeira Turma do STF, que analisam o processo, começarão a apresentar os votos no caso. Presidente Lula e Janja desfilam em carro aberto durante o 7 de Setembro TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Confira a lista de autoridades que participaram do evento: Alexandre Padilha, ministro da Saúde; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; Marcos Sampaio Olsen, almirante de Esquadra Comandante da Marinha; Renato Rodrigues de Aguiar Freire, almirante de esquadra, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas; André de Paula, ministro da Pesca e Aquicultura; André Fufuca, ministro do Esporte; Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; Antônio Fernando Souza Oliveira, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal; Camilo Santana, ministro da Educação; Celso Amorim, embaixador, assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República; Celso Sabino, ministro do Turismo; Décio Lima, diretor-presidente do Sebrae; Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República; Hugo Motta, deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados; Jader Filho, ministro das Cidades; Jorge Messias, advogado-Geral da União; José Mucio, ministro da Defesa; Leonardo Cardoso de Magalhães, defensor público-geral federal; Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; Macaé Maria Evaristo dos Santos, ministra dos Direitos Humanos e Cidadania; Marcelo Kanitz Damasceno, tenente-brigadeiro do Ar Comandante da Aeronáutica; Márcia Lopes, ministra das Mulheres; Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Márcio Macêdo, ministro da secretaria-Geral da Presidência da República; Marcos Amaro dos Santos, general, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Marcos Brasiliano Rosa, presidente da Caixa, substituto; Margareth Menezes, ministra da Cultura; Marina Silva , ministra doMeio Ambiente e Mudança do Clima; Mauro Vieira, embaixador, ministro de Estado das Relações Exteriores; Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Renan Filho, ministro dos Transportes; Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública; Rogério Carvalho, líder do governo, substituto, no Senado; Rui Costa, ministro da Casa Civil da Presidência da República; Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento; Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas; Tarciana Paula Gomes Medeiros, presidente do Banco do Brasil Teodoro Silva Santos, ministro STJ. Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército; Tomé Monteiro da França, ministro, substituto, de Portos e Aeroportos; Vinicius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União; Waldez Goés, ministro da Ingração e do Desenvolvimento Regional; Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social. O desfile terminou por volta das 11h19 sem discurso do presidente ou de autoridades. 7 de Setembro: Bandeirão do Brasil e bandeira com a mensagem 'Brasil Soberano' em Brasília CanalGov/Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

Casa do Menor transforma a vida de jovens na Baixada com cursos gratuitos e oportunidades de emprego

Publicado em: 07/09/2025 08:35

Casa do Menor transforma a vida de jovens na Baixada com cursos gratuitos e oportunidades de emprego Uma iniciativa na Baixada Fluminense busca oferecer novas oportunidades para jovens em busca do primeiro emprego. A Casa do Menor São Miguel Arcanjo, em Miguel Couto, Nova Iguaçu, oferece cursos profissionalizantes gratuitos em diversas áreas — e já ajudou a formar milhares de estudantes. Morador de Belford Roxo, o estudante Carlos Wilton de Oliveira frequenta três vezes por semana o curso de elétrica predial na unidade. “A gente aprende a teoria da eletricidade, porque não vai ser só trocar o fio, mas saber também a teoria. De onde vem a eletricidade? A gente aprende a trocar a resistência do chuveiro. A gente aprende a como colocar uma fiação numa casa que não tem fiação e, depois de terminar o curso, que é o básico, a gente pode também avançar para outros cursos." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Carlos é um dos muitos alunos da instituição, que foi fundada em 1988 com o objetivo de oferecer um futuro com mais oportunidades para adolescentes e jovens da Baixada Fluminense. Hoje, quem dá aulas na turma de Carlos é Darcy Corrêa, que já atuava como profissional da área. “Já fiz o trabalho de profissionalização nas periferias aqui do bairro de Miguel Couto. É um trabalho muito gratificante, em que a gente acaba fazendo família. Onde a gente passa, nós somos reconhecidos, as pessoas falam conosco, e acaba fazendo essa grande família aqui através desse vínculo.” Quem passa pelo portão da Casa do Menor talvez não imagine o que há lá dentro: são 15 cursos profissionalizantes totalmente gratuitos, oferecidos em salas equipadas, com estrutura adequada para aprendizado prático e teórico. A instituição ainda atua como ponte com empresas, facilitando a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Mas, para além das formações técnicas, o espaço também é um lugar de acolhimento e afeto. Foi o que viveu a estudante Ana Paula, que chegou para o curso de gastronomia e encontrou muito mais do que receitas: “Eu tenho depressão, porque quando você tá naquele estágio que você não tem nada pra fazer a mente começa a bugar. Aí eu tenho que ocupar minha mente de qualquer forma”, relata. “Quando eu vim fazer o curso de gastronomia, eu queria só confeitaria. Aí passei pela gastronomia e foi isso que abriu minha mente para muitas coisas. Eu fui pra um lado que eu não imaginava que é justamente o empreendedorismo. Todo mundo sonha, mas não acredita que vai ser realidade. Mas aqui na Casa do Menor, pra mim, se tornou real.” A Casa do Menor foi criada pelo padre Renato Chiera, com o objetivo de reduzir a violência que atingia a juventude da Baixada. Ele encontrou na educação e no amor o caminho para mudar histórias. Padre Renato Chiera, fundador da Casa do Menor São Miguel Reprodução/TV Globo “Tinha muita matança. Um menino veio a mim e falou: ‘padre, você sabe que mataram 36 aqui na sua paróquia e agora tem 40 marcados pra morrer'", lembra. “A educação é essencial porque a gente dá instrumento para a cidadania, do protagonista, de sonhar o futuro. Paulo Freire falava que a educação transforma vidas, e as vidas transformam o mundo.” Com unidades também em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba e na Guiné-Bissau, no continente africano, a Casa do Menor vem expandindo sua missão de formar cidadãos por meio da educação e do cuidado. O impacto pode ser medido em histórias como a de Alisson Ryan, ex-aluno que hoje cursa faculdade de ciências da computação. “Eu era um adolescente muito complicado a ponto de ter muitos problemas na escola, dar muita dor de cabeça para os meus pais porque vivia em meio a amizades errada e em 2014 conheci o curso da Casa do Menor.” Ele conta que, atualmente, está cursando a faculdade de ciências da computação e que seu sonho é se tornar uma cientista computacional. Disse ainda que, no futuro, quando chegar a sua hora, deseja ter conquistado seu PhD em tecnologia.

Palavras-chave: tecnologia

Incra seleciona famílias para receber lotes em assentamento de Palmas; veja como participar

Publicado em: 07/09/2025 08:21

Incra no Tocantins Reprodução/TV Anhanguera O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) lançou um edital para selecionar famílias interessadas em receber lotes no Projeto de Assentamento Sítio, em Palmas. São 40 vagas disponíveis e as inscrições começam na segunda-feira (8). As famílias serão beneficiárias no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Conforme o edital, os interessados em concorrer aos lotes podem se inscrever gratuitamente de duas formas: pelo site do Incra ou presencialmente, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Taquaruçu, distrito de Palmas, até o dia 22 de setembro. Quem optar por fazer a inscrição pela internet, deve acessara Plataforma de Governança Territorial (PGT), efetuar login com a conta gov.br, preencher o formulário de inscrição online e anexar os documentos exigidos no edital. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Presencialmente, o candidato deve ir até a unidade do CRAS de Taquaruçu de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, também munido com a documentação. Para ser beneficiária do programa, podem participar pessoas que possuem inscrição ativa no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal. Clique aqui para conferir o edital e a documentação exigida. Clique aqui para se inscrever. Entre as determinações para ter preferência aos lotes estão pessoas desapropriadas, que trabalham no imóvel desapropriado, trabalhadores rurais em situação de vulnerabilidade, que tenha sido vítima de trabalho análogo à escravidão, entre outras condições. LEIA TAMBÉM: Ex-marido da primeira-dama agia como lobista e tinha 'proximidade' com governador afastado, diz PF Suspeito de assalto é preso duas vezes no mesmo dia após conseguir fugir de viatura, diz polícia A classificação vai levar em consideração: Famílias numerosas, que entra no critério de tamanho da família e força de trabalho (TFF); Tempo de residência da família em Palmas; Unidade familiar chefiada por mulher; Unidade familiar ou indivíduo integrante de acampamento cadastrado pelo Incra e situado no município; Unidade familiar que contenha filho com idade entre dezoito e vinte e nove anos, cujo pai ou mãe seja assentado residente na mesma área do projeto de assentamento para o qual se destina a seleção; Unidade familiar de trabalhador rural que resida no imóvel destinado ao projeto de assentamento; Tempo comprovado de exercício de atividades agrárias pela unidade familiar; Renda mensal familiar, graduada nos termos declarados no Cadastro Único; Unidade familiar cujos integrantes tenham participado de capacitações ou tenham experiência comprovada na área de preservação e conservação do meio ambiente ou práticas agrícolas sustentáveis; Unidade familiar chefiada por jovens entre dezoito e vinte e nove anos de idade, filhos de famílias acampadas ou assentadas. Os critérios vão gerar pontuações para as famílias conseguirem ser beneficiadas no programa. Após a análise dos documentos, a Comissão Regional divulgará um edital, na Plataforma de Governança Territorial e na sede da unidade responsável pela seleção, com a lista de Inscrições deferidas e indeferidas. Haverá também prazo para recursos, mas as datas não foram informadas no edital de seleção. VEJA TAMBÉM: Mais de 44 mil famílias de baixa renda aguardam por moradia no Tocantins Mais de 44 mil famílias de baixa renda aguardam por moradia no Tocantins Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Animador 3D do interior de SP participa da produção de séries de estúdio internacional: 'Inspirar outras pessoas no caminho'

Publicado em: 07/09/2025 08:00

Animador 3D de Capão Bonito participa da produção da série 'O Incrível Circo Digital' Entre cliques, frames e renderizações em softwares avançados, um animador 3D, de Capão Bonito, interior de São Paulo, conquistou a oportunidade de participar da produção de séries animadas de um estúdio internacional, que além de ter um espaço em streamings, também acumulou mais de dois bilhões de visualizações no Youtube. Veja um trecho do trabalho acima. O animador Vynicius de Oliveira, de 19 anos, que prefere ser reconhecido pelo nome artístico Bonxy, é uma das mentes responsáveis por animar a série “The Amazing Digital Circus”, traduzida como “O Incrível Circo Digital”, que apenas no episódio piloto, acumula mais de 390 milhões de acessos na internet. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A série que mudou a vida profissional do jovem foi lançada em 2023 e conta a história de uma mulher humana que ficou presa dentro de um mundo virtual em um novo corpo. O lugar é um Circo Digital e, dentro dele, a protagonista e outros cinco personagens com aparências dignas de videogames precisam enfrentar desafios para tentar escapar, incluindo vencer as loucuras de uma Inteligência Artificial. Animador 3D de Capão Bonito (SP) participa da produção da série 'O Incrível Circo Digital' Glitch Productions/Reprodução O projeto atualmente conta com 18 idiomas disponíveis para legenda e pelo menos 21 faixas de áudio de dublagem. No Brasil, fazem parte do elenco os dubladores Guilherme Briggs, Fernanda Baronne, Angélica Santos entre outras referências da área. Autodidata, o rapaz aprendeu a lidar com softwares de animação sozinho vendo tutoriais do YouTube. Ao g1, ele contou que sua profissão surgiu a partir deste hobby que tinha na infância, pois sempre gostou de trabalhar com animações 3D de histórias com mundos fantásticos. “Sempre gostei de fazer (animação) desde muito novo. Comecei fazendo videoclipes baseados no jogo ‘Five Night's at Freddy's’, como hobby, postando as animações no YouTube, até que eventualmente oportunidades de trabalho freelance foram aparecendo, enquanto trabalhava em melhorar minhas habilidades”, disse o rapaz. Personagens da série animada 'O Incrível Circo Digital' Glitch Productions/Reprodução Enquanto buscava aperfeiçoar suas técnicas de animação 3D, Bonxy costumava se juntar com os amigos, que também são artistas visuais, para criar projetos independentes, inclusive, um deles baseado na série que anima atualmente. “Decidi começar a criar um curta feito por fã, baseado na ‘Digital Circus’, focando na história do personagem ‘Kaufmo’ e no que aconteceu com ele antes dos eventos do episódio piloto. Decidi me juntar com um grupo de artistas próximos como o Juan Carlos de Paula Fernández, ajudando no ‘rigging’ e composição, Nathan de Sales Messias, Luiz Marcelo de Lima Coelho Júnior, ajudando na modelagem, Emanuella Loback Dionisio ajudando nas artes 2D e o dublador Luis Henrique de Oliveira interpretando o personagem principal”, contou. O termo “rigging” usado pelo artista se refere a estrutura esquelética feita para identificar ossos virtuais, que permitem que o modelo em desenvolvimento se mova, segundo a Adobe. Este projeto de fã demorou mais de oito meses para ficar pronto. A direção, produção, trilha sonora e animação 3D foi feita por Bonxy e o projeto foi recebido de forma positiva pelo público. Atualmente, o curta-metragem tem mais de 5 milhões de acessos. Curta de fã feito pelo animador 3D de Capão Bonito (SP) conta a história do personagem ‘Kaufmo’, da série 'O Incrível Circo Digital' Bonxy/Reprodução Trabalho com a Glitch Productions Com o sucesso do curta que desenvolveu com a ajuda dos amigos, o artista do interior paulista conseguiu uma vaga para trabalhar em um estúdio de produção de animes em 3D, até que representantes da Glitch Productions, produtora de animação independente que tem sede na Austrália, entraram em contato e lhe fizeram outra proposta de trabalho. “Após um ano, entrei através de um processo seletivo e o nosso curta ajudou bastante nesse processo. Eu atuo atualmente na empresa como animador 3D, meu papel é trazer os personagens a vida com movimentações e atuações” explicou. O rapaz recebe comissões em dólares australianos pelo trabalho, que é sua principal fonte de renda, e se comunica em inglês com os colegas da equipe. O trabalho de bonxy é feito de forma remota, mas acredita que está servindo como exemplo para os novos profissionais de animação 3D que sonham em poder trabalhar com estúdios que admiram. Para o futuro, o jovem também contou que considera fazer uma faculdade de cinema e audiovisual. “É muito bacana poder ajudar nesse projeto que eu curto tanto e, no caminho, inspirar outras pessoas que também tem interesse na área, faz tudo valer a pena”, declarou. Trecho do trabalho de animação 3D do episódio 6 da série 'O Incrível Circo Digital' Bonxy/Reprodução Próximo lançamento Com exclusividade ao g1, o animador e sua equipe divulgaram um teaser do seu próximo trabalho de animação chamado "Upside Down", que tem previsão de estreia para 2026. Assista abaixo. Animador 3D de Capão Bonito divulga teaser inédito de série animada A história é sobre três estudantes que não se dão tão bem, mas acabam caíndo dentro de uma fonte que os leva para outro mundo, que é desconhecido e, aparentemente hostil. Agora o grupo tenta achar uma saída mas não sabem apenas são parte de um plano maior, de alguém que se vê como o um ser divino. "Estamos bem contentes, achamos que vai ser bem legal para a cena de animação 3D independente no Brasil e esperamos apenas que as pessoas gostem do nosso projeto e fiquem para acompanhar o resto dessa história que queremos contar", finalizou. Animador 3D de Capão Bonito (SP) trabalha de forma remota para produtora independente com sede na Austrália Bonxy/Arquivo pessoal Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: inteligência artificial

É melhor consórcio ou financiamento na hora da compra da máquina agrícola?

Publicado em: 07/09/2025 07:30

É melhor consórcio ou financiamento na hora da compra da máquina agrícola? Reprodução/TV TEM A rotina no campo tem mudado com o avanço da mecanização agrícola. Em Mirandópolis (SP), um trator novinho — com apenas seis meses de uso — já transformou a rotina de uma propriedade rural. O equipamento atua na aplicação de defensivos em plantações de manga, goiaba e limão, e foi adquirido por meio de consórcio. A fazenda tem 135 hectares e pertence a uma associação de produtores da região. Segundo o produtor Ranil Daigo Yuba, a decisão pela compra planejada foi estratégica diante do aumento no valor de mercado das máquinas após a pandemia. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp “A gente não precisava do trator imediatamente. Estudamos o consórcio e vimos que era a melhor alternativa. Como o preço dos tratores quase triplicou, optamos por nos programar”, contou Ranil. Planejamento e tecnologia no campo O trator adquirido veio com tecnologia embarcada que permite acompanhar, em tempo real, o desempenho da máquina — como horas trabalhadas, tempo de ociosidade e produtividade do operador. “Você acessa uma plataforma gratuita e consegue ver tudo. Isso impacta diretamente na operação e ajuda a melhorar a produtividade”, destacou o produtor. Já em Piacatu (SP), o produtor José Renato Petean escolheu o financiamento como forma de compra. Ele se encaixa nas regras do Pronaf, programa destinado a pequenos produtores, com prazos mais longos e juros mais acessíveis. “A gente conseguiu um juro mais baixo e um prazo bom. Então, compensou fazer o financiamento. E com isso, a máquina chegou bem mais rápido”, explicou José. Na propriedade, o trator é usado principalmente na pecuária. O rebanho conta com 120 cabeças de gado nelore, e o novo maquinário ajuda no preparo da alimentação dos animais. A máquina substitui um trator antigo, com mais de 50 anos de uso, que já não atendia às necessidades da fazenda. “Era um equipamento que já dava muito custo com manutenção. Essa máquina nova é mais rápida, tem mais opções de marcha e ajuda a economizar tempo, mão de obra e dinheiro”, afirmou. De acordo com a consultora de negócios Priscila Rigon, a escolha entre consórcio e financiamento depende, principalmente, da urgência do produtor em ter o equipamento. “Se o cliente precisa da máquina para já, ele é direcionado para o financiamento. Se há um planejamento de médio ou longo prazo, o consórcio pode ser mais vantajoso”, explicou. A diferença principal está nos custos: no financiamento, incidem juros, geralmente mais altos. Já no consórcio, há apenas a taxa de administração, que costuma ser fixa ao longo do contrato. “O ideal é levantar o perfil do cliente e entender a urgência para decidir a melhor forma de aquisição”, completou a consultora. Veja a reportagem exibida no programa em 07/08/2025: É melhor consórcio ou financiamento na hora da compra da máquina agrícola? VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Palavras-chave: tecnologia

EXCLUSIVO: Reservatórios estão há 10 anos em seca; estiagem expõe ponto cego e encarece a conta de luz

Publicado em: 07/09/2025 07:17

Conta de luz mais cara? Entenda como a mudança do clima afeta o seu bolso Nos últimos 10 anos, as principais bacias do país passaram mais tempo secas do que cheias. ➡️ E isso escancara uma vulnerabilidade no nosso sistema elétrico: o modelo que faz a previsão dos reservatórios não é atualizado há décadas e por causa disso não leva em consideração as mudanças climáticas. A falta de previsibilidade dos recursos é um fator que pode agravar a crise de energia, de acordo com especialistas. ➡️ O cenário de estiagem prolongada se repete em diferentes regiões, mas a análise do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden) obtidos pelo g1 com exclusividade mostra que nas bacias hidrográficas mais estratégicas do país — como Paraná, São Francisco e Tocantins — a última década foi marcada por uma sequência de secas cada vez mais severas. Essas bacias atendem as principais hidrelétricas nacionais como Furnas, Sobradinho, Porto Primavera, Itaipu, Rosana, Tucuruí, Serra da Mesa e Três Marias. Série histórica mostra que bacias que atendem reservatórios passaram mais tempo secos que cheios Arte/g1 Quem estima a capacidade de geração das hidrelétricas, responsáveis por cerca de 60% da energia no Brasil, é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Seu sistema olha para o passado para entender o que vai acontecer no futuro. E isso funcionava até dez anos atrás. No entanto, agora, as projeções acabam não identificando o problema. 🔴 Isso porque o ONS ainda baseia suas previsões em parâmetros de probabilidade que são estimados a partir de séries históricas e desconsidera a previsão dos efeitos do aquecimento global e das alterações no regime de chuvas. ➡️ Em resumo: para estimar o quanto de água vai desaguar nos reservatórios, eles usam as estatísticas como a média e o desvio padrão. Para saber esse número, o sistema usa o que foi observado ao longo de 90 anos. Como a tendência de seca começou a cerca de dez anos, esse índice acaba sendo encoberto pela situação de normalidade dos outros 80 anos. Com isso, não reflete a realidade. ➡️ O próprio órgão reconhece a limitação: “Os dados históricos das vazões necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos”. Apesar disso, diz que as mudanças climáticas são um fator de atenção para a órgão. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa federal que faz os estudos para subsidiar o ONS, diz que tem desenvolvido documentos técnicos que buscam contribuir com esse debate, mas não informou se há alguma previsão para ajustes no sistema usado hoje. (Leia as notas na íntegra) Segundo especialistas, esse descompasso gera incertezas sobre o fornecimento futuro e pesa no bolso do consumidor. 🔴 Desde agosto, a conta de luz está mais cara, justamente pelo baixo nível dos reservatórios. A Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara possível. Abaixo, entenda: Como os números mostram a mudança no padrão de chuva O g1 teve acesso aos gráficos de todos as bacias do país desde os anos 1980 e selecionou as que atendem os principais reservatórios do país. ➡️ Os dados nacionais mostram que de Norte a Sul, os gráficos mostram um padrão semelhante na maioria dos reservatórios: uma mudança no ciclo a partir de 2014, com uma seca persistente. Antes disso, havia uma oscilação entre períodos de cheia e seca. Um exemplo é a bacia que atende o reservatório de Serra da Mesa, em Goiás, o maior do Brasil em volume de água, com capacidade de 54,4 bilhões de m³. A análise mostra que: Até 2013: seguia-se o padrão de alternância entre estiagens e cheias. O maior período de seca até então havia sido de 1998 a 2000 — uma estiagem de dois anos, intensa, mas sem atingir níveis extremos. Depois de 2013: inicia-se uma sequência de seca que se estende até 2020 — sete anos seguidos. Nesse período, a intensidade da estiagem superou todas as marcas anteriores. Desde então, foram registrados curtos intervalos de cheia, que não duraram sequer um ano. (Veja abaixo) Dados de bacias que atendem os reservatórios da usina de Serra da Mesa Arte/g1 Outro exemplo é a bacia que alimenta o reservatório de Furnas, essencial para o abastecimento das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Até 2015: o reservatório seguia um ciclo de alternância entre cheias e secas, o que fazia com que os períodos de baixa não durassem tanto tempo. Até esse ano, a maior estiagem registrada tinha sido entre 2001 e 2004, mas sem atingir níveis considerados extremos. Depois de 2015: a bacia enfrenta a seca que atinge a região Sudeste e afeta Furnas. O período seco se prolongou por sete anos consecutivos. Em seguida, houve uma breve trégua, com um evento isolado com chuvas acima da média, mas que não se repete mais. Assim, a bacia que atende o reservatório continua passando muito mais tempo sob estiagens intensas do que sob cheias. (Veja abaixo) Dados da bacia que atende a hidrelétrica de Furnas Arte/g1 Na bacia que atende o reservatório Três Marias, o padrão é semelhante: Antes de 2015: havia alternância entre períodos de cheia e estiagem, com variações regulares ao longo dos anos. Depois de 2015: a bacia é afetada pela grande seca que atinge a região sudeste. Com isso, há o início de uma estiagem prolongada, que se intensifica e atinge patamares inéditos na região. Há um evento extremo de chuva que aumenta os índices na bacia, mas ele volta a uma estiagem prolongada. (Veja abaixo) Dados da bacia que alimenta a hidrelétrica de Três Marias Arte/g1 Esses são apenas alguns exemplos de um padrão que se repete na maioria das bacias pelo país. A doutora em hidrologia e pesquisadora do Cemaden, Adriana Cuartas, que também faz o monitoramento de bacias, explica que há alguns anos os pesquisadores perceberam que, depois da crise de 2015, as bacias não voltaram a um ciclo normal. ➡️ Naquele ano, houve uma seca intensa. Cidades passaram por racionamento, reservatórios e rios pelo país ficaram esvaziados. Milhões de pessoas foram afetadas. “Desde então, o padrão que temos é de seca e secas cada vez mais extremas. Quando temos um breve período de normalidade, em poucos meses o reservatório volta a um ponto crítico porque não há chuva suficiente para repor a água que estamos usando”, explica Cuartas. Para Adriana, o país não vem vivendo crises que são pontuais, mas um novo normal do clima, reflexo do aquecimento global e ao desmatamento, que muda o padrão de chuvas. “É urgente olharmos esse problema e pensarmos em adaptação e mitigação. Os dados nos dão sinais de que não é mais um período de crise, esse é um novo normal no país. O ONS tem uma previsão de aumento na demanda de energia e seguramente não temos chuva o suficiente para repor as bacias e atender o país”, explica. Onde está o ponto cego no país? A mudança nos padrões de chuva já vem acendendo um alerta no setor elétrico: A conta está ficando mais caras há meses consecutivos; Há um alerta de baixa nas bacias E uma previsão de que a demanda suba em até 14% nos próximos cinco anos. Nesse ano, o ONS chegou a recomendar, entre outras medidas, a retomada do horário de verão para reduzir o consumo em determinados horários e aliviar o sistema. Ainda não há uma definição sobre isso. ➡️ Esse não é um cenário exclusivo deste ano, mas vem se repetindo nos últimos dez. A pergunta que o g1 fez ao ex-diretor do ONS Luiz Barata e o ex-diretor da Aneel Jerson Kelman é: estamos na iminência de uma crise? Eles explicam que há um risco no futuro, que é incerto e o maior problema está na forma como nos preparamos. Segundo eles, há um ponto cego no sistema. ➡️ Atualmente, o ONS utiliza um modelo de previsão para estimar a situação dos reservatórios nos próximos cinco anos. Como esse sistema funciona: A ferramenta se baseia em dados desde 1930; Os dados são atualizados, mas ao tentar prever o futuro, ele usa estatísticas que levam em conta o que aconteceu nos últimos 95 anos; Os dados mais antigos, correspondentes aos períodos mais úmidos, acabam prevalecendo nas estimativas das estatísticas sobre os dados mais recentes, que são dos períodos mais secos. Em resumo: o modelo matemático acaba sendo otimista porque a análise dos dados do passado superestima o volume de água que os reservatórios terão no futuro. Isso faz com que o sistema aponte que vamos ter uma quantidade de água que, na prática, não chega. ➡️ Além de só olhar para o passado, ele também não leva em conta o panorama desenvolvido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), referência mundial no assunto, que ajuda a pensar cenários futuros. “Os modelos utilizados pelo Operador, no horizonte de 9 meses e de até cinco anos – Plano da Operação Energética (PEN) e Programa Mensal da Operação (PMO) – consideram dados históricos das vazões e necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos”, admite o ONS. Luiz Barata, que comandou o ONS entre 2016 e 2020, explica que tentou modernizar os modelos para incluir projeções mais alinhadas ao cenário climático atual, mas não teve sucesso. “Insistimos com o centro de pesquisas sobre a necessidade de rever a cadeia de modelos utilizada nos estudos do operador, mas eu fracassei nessa tentativa de modernizar e eles são os mesmos até hoje”, diz Barata, que hoje preside a Frente Nacional dos Consumidores de Energia. O g1 também conversou com Jerson Kelman, referência no setor elétrico, já foi diretor-geral da Aneel, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), responsável por desenvolver os estudos técnicos que sustentam o trabalho do ONS. Segundo Kelman, desde que atuou no Cepel, nos anos 70 e 80, os modelos usados para projeções no setor elétrico quase não mudaram. "Agora, é mais do que claro que precisa ser feita uma atualização. A mudança climática existe. Os eventos extremos estão cada vez mais frequentes e intensos", explica. E por que isso não foi feito? O g1 questionou os dois especialistas que já estiveram à frente do órgão e podiam liderar o movimento de mudança. As justificativas foram: Para Kelman, o problema é que ainda havia dúvidas sobre o real impacto das mudanças climáticas, apesar dos alertas do IPCC existirem desde os anos 1990. "A mudança climática há 10 anos não era uma hipótese amplamente aceita. Agora, dez anos depois, pouca gente acha que não tem mudança climática", diz o ex-diretor. Já Barata aponta que o problema foi a resistência à mudança, ao relembrar o período em que esteve à frente do ONS. "Durante todo o tempo que estive no ONS, de 2016 a 2020, preciso dizer que a organização resiste em mudar. É uma resistência por entender que há anos é feito assim e funcionou. Por que mudar? Isso exige muito processo. Agora é urgente", diz. O g1 questionou o ONS que explica que suas projeções são de curto prazo e, por isso, não olham as mudanças climáticas, mas que reconhece que elas são um fator de atenção. (Leia a nota na íntegra abaixo) Qual o risco para a segurança energética no país? Hoje, a água é muito importante para a produção de energia no país. Cerca de 60% de toda a nossa energia vem de hidrelétricas. Por isso, os reservatórios precisam ser preservados. Assim, quando se identifica que a chuva vai ser pouca e os níveis vão descer, o ONS precisa acionar outras fontes, como as termelétricas. Isso é feito para equalizar o sistema. ➡️ No entanto, se modelo for otimista, no sentido de prever mais chuva do que efetivamente o país vai ter, acaba usando muita água do estoque armazenado nos reservatórios no presente. Isso pode gerar racionamentos e encarece o custo da energia no futuro. Barata explica que, da forma como o sistema funciona hoje, as ações acabam sendo tomadas apenas “muito perto do problema” e que “as medidas corretivas tornam a energia mais cara”. O especialista afirma que o país tem reserva de energia para atender à demanda, mas, no longo prazo, sem considerar as mudanças climáticas, isso pode afetar o sistema e elevar ainda mais o custo da energia para o consumidor. "Se a gente continuar usando o mesmo sistema, com o avanço das mudanças climáticas como estamos vendo, talvez a solução que temos hoje, como ativar termelétricas, já não vá mais ser o suficiente. Há um risco futuro. Além da energia ficar ainda mais cara", explica. Kelman diz que no longo prazo, isso pode acarretar problemas graves para o setor de energia. "Precisamos priorizar isso, sob pena de cometer erros graves. Esses modelos não servem apenas para determinar quanto cada usina produz para atender à demanda, mas também produzem o preço da energia. Uma falha afeta relações comerciais entre agentes do setor elétrico e consumidores da ordem de bilhões de reais”, explica. Clauber Leite, diretor de bioeconomia e energia renovável do instituo E +, que atua com transição energética, explica que o país vive há anos na eminência de uma crise pela forma como o sistema funciona e que isso é um risco. "A gente vive na eminência de termos uma crise desde 2014. Precisamos mudar a forma como operamos o sistema para ter segurança. Isso pode impactar ainda mais o custo, a vazão, a disponibilidade de água. Isso pode desequilibrar o sistema", explica. Ele reforça que esse o cenário recente, com secas e acionamento de bandeiras, deve servir para a operação como um alerta para a mudança. Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explica que isso é um risco para a segurança energética do país no longo prazo. "O reservatório é a segurança de energia. Ele precisa ser preservado e, se o sistema não sabe que a água vai acabar mais rápido que o esperado, ele age tarde. Isso é um risco. Precisamos urgente revisar como isso é feito sob risco de ficarmos vulneráveis no futuro". O Brasil vive um novo normal? Para Adriana Cuartas, que acompanha a hidrologia no país há décadas, e Carlos Nobre, uma das maiores autoridades em mudanças climáticas, o Brasil já enfrenta um novo normal climático — resultado direto das ações humanas. Os dois especialistas destacam o impacto do desmatamento histórico, ainda significativo mesmo com as reduções recentes. “A perda de toda a vegetação que tivemos ao longo da nossa história mudou a umidade do país e, consequentemente, os ciclos das chuvas. Temos a junção do nosso panorama regional, que é o desmatamento, com a exposição ao aquecimento global. O Brasil vive um novo normal”, explica Cuartas. “Não dá mais para crer que isso é uma crise que vai passar, já vivemos os impactos de um país mais quente e mais seco que o normal”, reforça. Carlos Nobre, reforça que essa não é uma crise momentânea, mas um retrato do novo normal do clima com as mudanças climáticas. "O país está mais quente e com menos chuva. Essa não é uma crise que estamos enfrentando agora e que têm previsão de passar. É o novo clima no Brasil, uma nova realidade aletrada pelas mudanças climáticas", diz Nobre. O coordenador geral de Operações e Modelagem do Cemaden, Marcelo Seluchi, ainda reforça a influência dos aquecimentos dos oceanos que vêm pressionando ainda mais a mudança nos padrões de chuva no país. Os dados mostram que em momentos em que a seca se intensificava em algumas das bacias isso acontecia por interferência de movimentos como o El Niño. "Temos um país mais quente por causa das mudanças climáticas e todo esse calor ainda é reforçado pelo aquecimento dos oceanos, como o El Niño", explica. O que dizem o ONS e a EPE Nota do ONS: As mudanças climáticas são um fator de atenção para toda a sociedade, incluindo o setor elétrico. No caso do ONS, o horizonte máximo dos estudos eletroenergéticos é de cinco anos, não considerando os cenários climáticos provenientes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que contemplam projeções até o ano de 2100. Os modelos utilizados pelo Operador, no horizonte de 9 meses e de até cinco anos - Plano da Operação Energética (PEN) e Programa Mensal da Operação (PMO) - consideram dados históricos das vazões e necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos. Já nas previsões de curto prazo são levadas em consideração informações de alguns dos melhores modelos de previsão do tempo disponíveis no Brasil e no mundo (modelos do centro europeu e norte americano). Nota da EPE: A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acompanha com atenção as discussões sobre as mudanças climáticas na matriz elétrica e energética brasileira. O tema é complexo e exige uma abordagem robusta, multidisciplinar e integrada, considerando as diversas naturezas dos impactos, bem como as diferentes instituições do setor. Tendo em vista a importância crescente de se incorporar aspectos de mudanças climáticas nos estudos e análises de planejamento energético, temos desenvolvido documentos técnicos que buscam contribuir com esse debate. Pode-se citar o "Roadmap para o Fortalecimento da Resiliência do Setor Elétrico em Resposta às Mudanças Climáticas", que vem sendo elaborado nos últimos meses, com três documentos já publicados. Considerando sua competência legal de prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, a EPE mantem seu olhar atento aos desafios da transição energética, especialmente no que se refere à segurança energética nacional.

Palavras-chave: vulnerabilidade

WhatsApp para iOS recebe função que permite criar papéis de parede com Meta AI

Publicado em: 07/09/2025 06:33 Fonte: Tudocelular

O WhatsApp está disponibilizando um recurso que promete mudar a forma como usamos a câmera e as chamadas de vídeo no app. Em vez de se limitar a opções pré-definidas, os usuários poderão gerar papéis de parede totalmente personalizados com inteligência artificial, transformando descrições em imagens únicas com o Meta AI.A novidade está presente na versão 24.22.10.81 do app para iOS, e já estava em fase de testes desde dezembro de 2024. Essa funcionalidade chega um pouco depois do Liquid Glass para o mensageiro, e vai além da criação de backgrounds com IA, pois permitirá substituir o ambiente real captado pela câmera por imagens criadas na hora, em tempo real. Para isso, basta abrir a câmera, acessar o botão de efeitos visuais e escolher a opção “criar com IA”. A partir daí, o usuário descreve o cenário desejado em poucas palavras, e o sistema gera o fundo automaticamente. Ainda assim, os desenvolvedores alertam que a tecnologia pode apresentar falhas ocasionais, entregando imagens que não correspondem exatamente ao que foi solicitado. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Jovem que está paraplégica disse que foi confundida por atiradora no litoral de SP, afirma testemunha

Publicado em: 07/09/2025 06:26

Jovem é baleada nas costas por outra mulher no litoral de SP A jovem de 27 anos que está paraplégica após ser baleada nas costas por outra mulher ao sair da academia em Santos, no litoral de São Paulo, afirmou que a autora dos disparos a confundiu com outra pessoa. A informação é de uma testemunha que prestou socorro à vítima e conversou com ela até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As imagens registradas por câmeras de monitoramento mostram o crime que ocorreu no bairro Bom Retiro, na última quarta-feira (3). Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita teria disparado cinco vezes na direção da vítima, sendo que ela foi atingida por ao menos um deles nas costas. Até o momento, ninguém foi preso. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A testemunha, que preferiu não ser identificada, disse que tentou manter a vítima acordada até a ambulância ou a polícia chegarem ao local. Ela acrescentou que não conseguiu ver a autora dos disparos. "Ela [a vítima] falou que não conhecia [a suspeita], que ela foi confundida com outra pessoa e nunca tinha visto essas mulheres na vida dela", explicou a testemunha. "[A mulher baleada] só pedia [...] para chamar a polícia logo porque ela estava com medo, não conseguia sentir o corpo", acrescentou a testemunha, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Jovem foi baleada nas costas por outra mulher após sair da academia em Santos (SP) Reprodução e Reprodução/TV Tribuna O delegado do 5º Distrito Policial da cidade, Wagner Camargo Gouveia, afirmou que as investigações estão avançadas e também que já foi constatado o envolvimento de outras pessoas no crime. "Como teve uma discussão, pode ser uma possível vingança", afirmou ele. Algumas marcas de tiros ficaram no muro da casa da coordenadora de projeto social, Aida Lúcia. Ela disse ter escutado o barulho, mas no momento não imaginou que poderiam ser disparos. "Achei que fosse alguma coisa que estourou, aí o meu sobrinho falou: 'São tiros'. Foram muitos tiros", disse. Paraplégica Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que a jovem encontra-se internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O hospital destacou não ter autorização para prestar mais informações por conta da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), nº 13.709/2018. O delegado Wagner Camargo Gouveia contou anteriormente ao g1 que foi avisado pela unidade de saúde sobre a vítima estar paraplégica. De acordo com o agente, ainda não há informações se a condição é temporária ou permanente. Segundo a médica neurologista Andréa Anacleto, que não tem relação com o caso, a paraplegia se dá quando ocorre a perda parcial ou total dos movimentos e da sensibilidade da metade inferior do corpo, ou seja, as pernas e parte do tronco (saiba mais sobre a condição clicando aqui). Medula espinhal Thinkstock Relembre o caso A Polícia Militar foi acionada para a ocorrência na Rua Cecília Meirelles. De acordo com o BO, ao chegar no local, os agentes souberam que a vítima havia saído da academia e estava indo para casa, quando passou por duas mulheres que estavam em um ponto de ônibus, incluindo a suspeita. Os policiais foram informados de que, após a vítima passar pelas mulheres, uma delas passou a dizer que ela havia mandado uma mensagem nas redes sociais ameaçando outra pessoa - não identificada. Em seguida, a suspeita teria disparado na direção da vítima, ainda segundo o BO. No vídeo, é possível ouvir a suspeita armada intimidando a vítima e dizendo: "Vai tomar uns pipocos agora". Pouco depois, a mulher efetuou um disparo na direção das costas da jovem, que caiu na calçada. Mesmo com a vítima no chão, ao menos outros três tiros podem ser ouvidos na sequência. Jovem foi baleada nas costas por outra mulher, no bairro Bom Retiro, em Santos (SP) Reprodução O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou a jovem ao pronto-socorro da Santa Casa de Santos, onde permanece internada. A perícia foi acionada ao local do crime e o celular da vítima foi apreendido pela polícia. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Central de Polícia Judiciária (CPJ). O delegado disse que a equipe iniciou as diligências, indo ao local do crime e tendo acesso às imagens. "Questão de tempo para tentar esclarecer esse crime", explicou ele. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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O aplicativo que detecta o grau de maturação da banana e pode minimizar perdas após colheita

Publicado em: 07/09/2025 06:02

Sistema mobile de predição do grau de maturação de bananas prata catarina 🍌 Acessível, barata e gostosa, a banana é uma das frutas mais populares do Brasil, o 4° maior produtor mundial do alimento. Presente na mesa de muitos cearenses, tudo dela se aproveita: a casca pode ir bem em receitas veganas e a polpa, quando já muito madura, dá sabor a panquecas e bolinhos. ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Não dá para dispensar comê-la fresco, claro. Afinal, ela vem embalada, é fácil de carregar na lancheira e rica em nutrientes. Mas você já reparou que a banana apodrece bem rápido? A rápida degradação em função do amadurecimento pode causar problemas de estoque, o que significa uma dor de cabeça imensa para quem está na outra ponta da mesa: os agricultores. LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: Governo do Ceará decreta situação de emergência Ministro da Saúde fala sobre aumentos abusivos dos preços de planos de saúde ➡️ Entenda: as bananas apodrecem rápido devido à liberação de uma substância chamada etileno, produzida pela própria fruta. Instigados pelo problema, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) uniram agricultura e tecnologia e criaram um aplicativo que detecta o grau de maturação da banana e pode até minimizar perdas pós- colheitas. Este é o “BananaRipe”, que usa uma Inteligência Artificial (I.A) para classificar o grau de maturação de bananas colhidas e é capaz de permitir previsibilidade a produtores e comerciantes sobre possíveis perdas em seus estoques. Na imagem, veja diferentes classificações do grau de maturação das bananas. Reprodução 🤳🏽 E tudo é simples: o agricultor baixa o app em seu smartphone e “fotografa” o produto (entenda abaixo com mais detalhes). Emannuel Diego de Freitas, doutorando na UFC e um dos autores do projeto, conta que a ideia surgiu conversando com agricultores da região de Iguatu, onde ele leciona pelo IFCE: "Nosso campus já foi, no passado, uma escola agrotécnica e possui, portanto, aptidão para resolução de problemas do setor agrícola. Em Iguatu também há uma extensa produção de bananas que atende ao mercado local e das cidades vizinhas. Um dos produtores de banana da nossa cidade já conversava conosco sobre automação de etapas do seu processo, como a irrigação, e sugerimos também o uso de visão computacional aplicada ao setor agrícola, que é a tecnologia pesquisada no meu doutorado". App usa câmera de smartphone para classificar as bananas BananaRipe: professor explica como aplicativo une tecnologia e agricultura Sob a orientação do professor Danielo Gomes, Cientista Chefe da Transformação Digital no ÍRIS Lab (Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará), os pesquisadores Emmanuel Diego, José Neves e publicaram um artigo na revista "Engenharia Agrícola" sobre o aplicativo. 🍌 Eles explicam como o BananaRipe funciona: Como não há necessidade de conexão com a internet, basta o agricultor ter um smartphone para instalar o app. Com o programa 'baixado', o trabalhador aponta a câmera para 'fotografar' as bananas. O app, então, faz a classificação daquele produto em sete níveis: completamente verde, verde com traços amarelos, mais verde que amarelo, mais amarelo que verde, amarelo com pontas verdes, completamente amarelo, amarelo com pintas marrons e amarelo com casca muito marrom. Essa classificação dada em tempo real, por meio de um smartphone, permite que produtores e comerciantes tenham condições de monitorar a evolução da maturação em seus estoques. Isso permite uma análise estratégica, já que é possível estimar quanto tempo a fruta tem até atingir um nível de amadurecimento não interessante ao consumidor. Com o app, também é possível saber se a fruta está muito verde para ser passada ao comerciante. Aplicativo detecta grau de maturação da banana, no CE. Reprodução "Como essas informações, pode-se assumir preços promocionais, permitindo venda rápida antes das perdas ou evitar vendas de frutas muito verdes, que também trazem problemas aos estoques em razão do tempo prolongado na prateleira", complementou Emannuel. O aplicativo ainda não está disponível de maneira comercial, mas já passou por vários testes e apresenta 95,96% de precisão na classificação. A escolha pela banana, como dito acima, é pela sua popularidade no cardápio dos brasileiros, mas a ideia é expandir para outras frutas, como manga e melão. "É um trabalho sobre a grande árvore que a gente chama de fruticultura de precisão. Guardadas as proporções, poderia ser qualquer outro fruto: melão, goiaba, uva, pitaya. A gente atacou a banana por essa particularidade", explicou o professor Danielo ao g1. “BananaRipe” e o tarifaço dos EUA O Ceará é a "porta de saída" de 50% das frutas brasileiras, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). A exportação via porto do Pecém é a que mais leva as frutas para fora do país. Com o tarifaço imposto por Donald Trump, as frutas brasileiras sofrem risco de estragar ou de serem comercializadas abaixo do preço de mercado, a exemplo das mangas e uvas. Quando publicaram o artigo em maio deste ano, os pesquisadores cearenses não pautaram o tarifaço dos Estados Unidos, mas esperam que o projeto possa ajudar de alguma maneira: "Muitas frutas que deixariam de ser importadas pelos norte-americanos passariam a ser vendidas no mercado interno do Brasil, aumentando os estoques nacionais. Ter ferramentas para monitorar o estoque de bananas (ou outras frutas) colhidas, que amadurecem rapidamente, é estratégico na redução de prejuízos enquanto ajudam a prever pontos de perdas. Acreditamos que nosso aplicativo pode ajudar produtores e comerciantes a reduzir os possíveis impactos financeiros do tarifaço, dando a eles a oportunidade de agirem preventivamente pelo conhecimento do momento em que não seria mais possível comercializar a fruta", pontuou Emannuel Diego. Ainda conforme a Abrafrutas, melões, melancias e bananas são consideradas as principais frutas exportadas do Ceará para o mundo. 🍉 Uma pesquisa publicada em abril deste ano no site da associação aponta que: Somente em 2024, saíram da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, mais de 160 mil toneladas de frutas, representando cerca de R$ 1 bilhão em mercadorias. O estado é o quarto do Nordeste que mais exporta frutas no país, ficando atrás do Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. Dados deste ano apontam que o Ceará já exportou cerca de 30 mil toneladas. "Independentemente de tarifaço ou não, eu entendo que é uma ferramenta muito interessante. Recentemente, o governador Elmano de Freitas fez um pronunciamento com respeito aos incentivos aqui no Ceará (após o tarifaço). Me ocorre diretamente que o aplicativo poderia ser interessante para o programa Ceará Sem Fome, de modo que esse incentivo aos alimentos produzidos aqui no Ceará, retornando para políticas públicas do próprio Estado, pode ser uma alternativa interessante. E o aplicativo vai nessa esteira", complementou o professor Danielo. Além da importância para a ciência e economia, os cearenses destacam que o app fortalece a educação no Brasil, especialmente por proporcionar uma integração entre o setor produtivo e a academia. Para Emannuel, o projeto reforça o papel transformador da ciência e da educação na solução de desafios reais da nossa sociedade. "Espero que esta iniciativa inspire novos projetos que unam tecnologia, pesquisa e ensino com propósito e impacto socioeconômico". Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: