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Como a PM do RS está usando algoritmo para agilizar atendimento a mulheres vítimas de violência

Publicado em: 09/04/2026 01:00

Violência contra mulher: como pedir ajuda A Brigada Militar (BM), como é conhecida a Polícia Militar do Rio Grande do Sul, implantou uma ferramenta inédita que utiliza algoritmos para otimizar as rotas das Patrulhas Maria da Penha em todo o estado. A expectativa é de um aumento de cerca de 20% no número de visitas a mulheres vítimas de violência doméstica. Até então, os roteiros eram definidos manualmente com base nos endereços. A partir desta semana, a tecnologia passa a considerar fatores como proximidade e grau de risco para gerar os trajetos, visando maior efetividade. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Desenvolvido internamente, o sistema permite ampliar o número de atendimentos realizados dentro do mesmo período de trabalho, aumentando a prevenção. A iniciativa integra o Sistema de Planejamento e Estatística (SPE), implementado em julho de 2025. "O grande objetivo da roteirização é ampliar a área de cobertura das nossas patrulhas. A roteirização dessas patrulhas, em específico, traz maior profundidade e um número maior de atendimentos", afirma o comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Luigi Gustavo Soares Pereira. Como denunciar violência contra a mulher no RS: veja serviços nas principais cidades do estado Como funciona A nova funcionalidade classifica o risco de cada vítima com um sistema de cores. Uma mulher que acabou de receber uma medida protetiva e ainda não foi visitada, por exemplo, aparece com um indicador preto, sinalizando prioridade máxima. O risco também é medido pela natureza da ocorrência registrada, como uma tentativa de feminicídio, que eleva a pontuação. "Quanto mais tempo que ela está sem visita ou o risco dela, conforme a ferramenta vai indicando, ela vai ficando vermelha", explica o Major PM Ademir Henz, um dos coordenadores do projeto. Segundo o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha da BM, Tenente-Coronel PM Cristiano Moraes, a ferramenta permite que o operador selecione vítimas e escolas, no caso das Patrulhas Escolares, próximas no mapa para incluí-las na mesma rota, otimizando o itinerário. "Com isso, os policiais militares podem direcionar seus esforços à finalidade do serviço, que consiste na visita e fiscalização das escolas e no acompanhamento das medidas protetivas de urgência", completa o Tenente-Coronel PM Moraes. Resultados e implementação A ferramenta também é usada nas Patrulhas Escolares, onde já foi observado um aumento significativo no número de visitas. O sistema permite que cada organização policial militar (OPM) crie rotas adaptadas à sua realidade, com critérios como número de alunos ou informações de inteligência. "Consequentemente, vai beneficiar tanto as instituições de ensino como todas as vítimas de violência doméstica que estão no processo", ressalta o Major PM Henz. Um projeto piloto foi realizado em Porto Alegre em 2023. Com os resultados positivos, a ferramenta foi desenvolvida ao longo de 2024 e 2025. A partir de 1º de abril, o sistema foi lançado para todos os comandos do estado. Nesta semana, a Brigada Militar iniciou o treinamento dos efetivos dos Comandos Regionais de Polícia Militar (CRPM) para a implementação imediata da ferramenta em todas as regiões do RS. Brigada Militar usa algoritmo para otimizar rotas e prevê aumento de 20% em visitas da Patrulha Maria da Penha no RS Sd Morch - PM5/Ascom Brigada Militar VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Guardas Municipais iniciam nova etapa nos treinamentos de qualificação

Publicado em: 09/04/2026 00:03

As táticas de imobilização, o uso de algemas e a condução de detidos são fundamentais na segurança pública Secom A Guarda Civil Municipal de Rio das Ostras deu início, nesta semana, a mais uma etapa dos treinamentos de segurança. Desde a última segunda, dia 23, até sexta-feira, dia 27 de março, os agentes aprendem técnicas de imobilização, utilização de algemas e condução de detidos. As aulas estão sendo ministradas no Núcleo de Gestão Pedagógica – Nugepe, na Extensão do Bosque. O curso tem duração de quatro horas por turma. Na semana passada, os servidores tiveram aulas de atualização sobre o uso de armas não letais, adquiridas para reforçar as ações de segurança e ordenamento urbano no Município. As aulas tiveram foco nas Tecnologias Não Letais (TNL), no dispositivo elétrico incapacitante (spark) e no espargidor de OC (spray de pimenta). Toda a capacitação tem como objetivo fortalecer a qualificação profissional e garantir a constante atualização dos agentes. O secretário municipal de Segurança Pública, Carlos Menegasi, a atualização constante é fundamental para oferecer mais segurança à população e aos próprios agentes. “O governo tem priorizado a ampliação da capacidade operacional da Guarda Civil Municipal, proporcionando mais proteção aos munícipes”, observou o secretário. As aulas estão sendo ministradas no Núcleo de Gestão Pedagógica Secom CURSO – As táticas de imobilização, o uso de algemas e a condução de detidos são fundamentais na segurança pública para garantir a integridade física dos agentes, de terceiros e do próprio detido, pautando-se no uso proporcional da força. A doutrina brasileira foca em técnicas de controle e submissão, sendo o uso de algemas excepcional e regulamentado.

Palavras-chave: tecnologia

TJPA mantém validade de pacote de leis da Prefeitura de Belém

Publicado em: 08/04/2026 22:14

Tribunal de Justiça do Pará, em Belém TJPA O plenário do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) decidiu, nesta quarta-feira (8), por unanimidade, manter suspensa a decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública que invalidou um pacote de leis da Prefeitura de Belém. A decisão confirmou o entendimento proferido de forma monocrática pelo presidente do TJPA, em 21 de janeiro, que havia atendido a um recurso da prefeitura e suspendido os efeitos da decisão de primeira instância. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Segundo a Prefeitura de Belém, “ao manter a validade e eficácia do conjunto de leis, como o Estatuto do Magistério e o Estatuto do Servidor, a Justiça garante a ordem pública, a segurança jurídica e a estabilidade das relações institucionais”. Em nota, a vereadora Marinor Brito (Psol) criticou o resultado. “A Justiça de primeira instância reconheceu as irregularidades e anulou o Pacote de Maldades. O TJPA escolheu ignorar isso. Mas nós não vamos aceitar. Vamos recorrer até onde for preciso”, afirmou. Ação que levou à suspensão A ação que deu origem à decisão de primeira instância foi movida pelas vereadoras Marinor Brito (Psol) e Vivi Reis (Psol). Em 12 de janeiro, a juíza Cíntia Gomes, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Belém, determinou que a tramitação e a votação dos projetos de lei aprovados pela Câmara Municipal em 17 de dezembro de 2025 retornassem às comissões da Casa. As parlamentares alegaram que houve violação ao prazo regimental mínimo de 48 horas e à comunicação escrita para convocação de sessão extraordinária durante o recesso parlamentar. Segundo elas, no dia 15 de dezembro, último dia para reuniões ordinárias, os vereadores receberam, às 17h41, um comunicado informando sobre a sessão extraordinária marcada para o dia 17. Entre os projetos aprovados na sessão de 17 de dezembro estão o novo Estatuto dos Servidores Públicos, as alterações nas regras do cálculo do IPTU e o Estatuto do Magistério do Município de Belém. Plenário da Câmara Municipal de Belém Ascom Câmara de Belém/Divulgação Projetos aprovados pela Câmara Na sessão extraordinária de 17 de dezembro, os vereadores da Câmara de Belém apreciaram 14 projetos de lei, todos de autoria da Prefeitura de Belém. Todas as proposições foram aprovadas por maioria de votos. Confira a lista dos projetos a seguir: Projetos de Lei aprovados no dia 17/12/2025 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

Palavras-chave: câmara municipal

Em visita à região de Campinas, Tarcísio vistoria obras do Trem Intercidades e inaugura Fatec

Publicado em: 08/04/2026 21:48

Governador Tarcísio de Freitas faz visita técnica às obras do Trem Intercidades O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cumpriu agenda na região de Campinas (SP), nesta quarta‑feira (8), onde realizou visita técnica às obras do Trem Intercidades (TIC), em Vinhedo (SP), e inaugurou a Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) de Paulínia (SP). A unidade está em funcionamento desde fevereiro. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Durante os compromissos na região, Tarcísio anunciou a publicação, nesta quinta‑feira (9), do edital para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas. A obra, que tem como objetivo reduzir a pressão por leitos na rede pública, havia sido confirmada em junho de 2025. Pré‑candidato à reeleição pelo Republicanos, o governador cumpre nova agenda em Campinas nesta quinta‑feira (9), com a inauguração de um centro de educação infantil no Jardim Telesp, pela manhã, seguida de reunião com prefeitos da região. LEIA TAMBÉM Trem Intercidades: operação está prevista para 2031 Com projeto e orçamento a serem concluídos, decreto do Estado formaliza terreno para Hospital Metropolitano em Campinas O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante evento em Vinhedo (SP), nesta quarta-feira (8) Reprodução/EPTV Trem Intercidades A empresa TIC Trens, responsável pela construção do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC), que vai ligar Campinas (SP) à capital paulista, iniciou as obras para implantação da locomotiva em 27 de março. As primeiras intervenções acontecem em Vinhedo (SP). Ainda de acordo com a TIC Trens, as obras vão avançar gradativamente no trecho entre Campinas e Jundiaí (SP) e, depois, em direção a São Paulo. Segundo a empresa, nesta fase inicial, as ações incluem: instalação do canteiro de obras e áreas de apoio preparação do terreno obras de terraplenagem contenções implantação de uma passagem inferior à ferrovia, destinada à transposição de veículos a remoção de interferências O Trem Intercidades será o primeiro serviço de média velocidade do Brasil, alcançando até 140 km/h. De acordo com o edital de concessão, os passageiros contarão com assentos marcados, além de espaços dedicados para bagagens e bicicletas. A previsão é que a operação comece em 2031. Fatec em Paulínia Tarcísio participou da inauguração da unidade da Fatec em Paulínia que começou a funcionar em fevereiro. A Fatec Paulínia, 16ª unidade de ensino superior tecnológico do Centro Paula Souza (CPS) na região de Campinas, oferece graduação tecnológica em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. O processo seletivo para o primeiro semestre de 2026 ofereceu 35 vagas para este curso, das quais 15 pelo Provão Paulista e outras 20 vagas pelo vestibular do CPS. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: tecnologia

Ford abre inscrições para programa de estágio em Camaçari; saiba como participar

Publicado em: 08/04/2026 21:43

Ford abre inscrições para programa de estágio em Camaçari Ford A Ford abriu inscrições para o programa de estágio do segundo semestre de 2026 para a cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. As oportunidades disponíveis são para atuar no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da empresa, que ainda atua na cidade baiana. O processo seletivo também oferece vagas para as cidades de São Paulo e Tatuí. Podem participar do programa estudantes das áreas de Engenharia, Tecnologia e Humanas que desejam iniciar carreira em empresas da indústria automotiva. Os selecionados poderão participar de diversos setores de funcionamento da empresa, como as áreas de desenvolvimento de produtos, finanças, T.I, comunicação, RH, marketing e jurídico. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para participar, os interessados devem estar cursando o penúltimo ano da graduação, em uma instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e ter disponibilidade para cumprir um ano de contrato. Além da bolsa de estágio, os selecionados receberão benefícios como "day-off" de aniversário, cartão de alimentação, Totalpass de academia e telemedicina, entre outros. Os interessados têm até o dia 1º de maio para se inscrever, por meio do site da empresa. LEIA TAMBÉM: Correios oferecem vagas para Programa Jovem Aprendiz em Salvador e cidades do interior da Bahia Construtora anuncia mutirões com vagas de emprego em Salvador e na região metropolitana; veja como participar Prefeitura na Bahia anuncia concurso para médicos com salários até R$ 6,6 mil; veja especialidades Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Campinas aprova, em 1ª votação e com emenda, prorrogação do contrato do transporte público por até 2 anos

Publicado em: 08/04/2026 21:15

Câmara de Campinas aprovou na noite desta quarta-feira (8), em 1ª votação, o projeto que prorroga o atual contrato do transporte público por até 2 anos Câmara Municipal de Campinas Com alteração do prazo de três para, no máximo, dois anos, a Câmara de Vereadores de Campinas (SP) aprovou, na noite desta quarta-feira (8), em primeira votação, o projeto de lei complementar que prorroga o contrato do transporte público em vigor na cidade e que se encerra em 29 de abril de 2026. A análise do texto pela Casa Legislativa ocorre em meio à espera da finalização do processo de licitação, após a realização do leilão em março e foi motivo de debate entre parlamentares da base do governo e oposição. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A proposta do Executivo previa a extensão contratual em até três anos, o que gerou manifestação contrária do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e emendas de vereadores com prazos menores. Na votação desta quarta, uma emenda protocolada pelo líder do governo, que reduz o prazo da extensão para no máximo dois anos, foi à votação junto ao projeto. Os dois textos foram aprovados por 25 votos favoráveis e 6 contrários. Votaram a favor ✅ Ailton da Farmácia (PSB) Arnaldo Salvetti (MDB) Benê Lima (PL) Carlinhos Camelô (PSB) Carmo Luiz (Republicanos) Debora Palermo (PL) Dr. Yanko (PP) Edison Ribeiro (União Brasil) Filipe Marchesi (PSB) Guilherme Teixeira (PL) Hebert Ganem (Podemos) Higor Diego (Republicanos) Luís Yabiku (Republicanos) Luiz Cirilo (Podemos) Marcelo Silva (PP) Marrom Cunha (MDB) Mineiro do Espetinho (Podemos) Nelson Hossri (PSD) Nick Schneider (PL) Otto Alejandro (PL) Paulo Haddad (PSD) Permínio Monteiro (PSB) Roberto Alves (Republicanos) Rodrigo Farmadic (União Brasil) Rubens Gás (PSB) Votaram contra ❌ Fernanda Souto (Psol) Guida Calixto (PT) Gustavo Petta (PCdoB) Mariana Conti (Psol) Paolla Miguel (PT) Vini Oliveira (Cidadania) ➡️ Para que o contrato atual do transporte público seja prorrogado, no entanto, a Casa ainda precisa analisar e votar o mérito do projeto, o que deve ocorrer na próxima semana. Cláusula resolutiva e processo licitatório Além de reduzir o prazo máximo da extensão contratual para dois anos, a emenda votada pela Casa dá ênfase à cláusula resolutiva, já presente no projeto original. A redação assegura a extinção automática da prorrogação tão logo concluído o procedimento licitatório e iniciada a operação pelos novos concessionários. Sancetur e Consórcio Grande Campinas vencem leilão para operar transporte público Em março, um leilão na B3, em São Paulo, definiu os ganhadores do certame para operar o sistema de transporte público de Campinas pelos próximos 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. O processo enfrenta um atraso de mais de uma década, desde que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Atualmente, a Comissão de Licitação analisa as planilhas enviadas pelas empresas vencedoras do leilão ocorrido em 5 de março. "Essa fase não tem prazo estipulado pelo edital, sendo o que se mostrar necessário para que não fique dúvidas em relação à viabilidade das propostas apresentadas. Apenas após essa análise é que o resultado é homologado". Veja abaixo o passo a passo: Análise da Comissão de Licitação: que fará a avaliação técnica das planilhas para verificar se a proposta é economicamente viável. Essa etapa não tem prazo definido. Publicação do julgamento: após a análise, será publicado o julgamento do resultado da licitação. Apresentação de recursos: a partir da publicação, abre-se um período de 3 dias úteis para que as empresas apresentem eventuais recursos administrativos contestando o resultado. Homologação do processo: se não houver recursos (ou após a análise deles), ocorre a homologação da licitação, confirmando oficialmente os vencedores. Criação das empresas operadoras: o consórcio vencedor terá até 2 meses para constituir as Sociedades de Propósito Específico (SPEs) — empresas criadas exclusivamente para operar o transporte coletivo de Campinas. Assinatura do contrato: após a criação das SPEs, ocorre a assinatura do contrato de concessão com a prefeitura. Emissão da Ordem de Serviço: o poder público terá até 120 dias (90 dias mais 30) para emitir o documento que autoriza oficialmente o início dos investimentos pelas concessionárias. Início da operação: a partir da ordem de serviço, as empresas terão até 180 dias para adquirir ônibus, estruturar garagens e preparar a operação, até disponibilizar a frota e iniciar o serviço no sistema de transporte coletivo. Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas Histórico Inicialmente prevista para março de 2016, a nova licitação é aguarda porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Segundo o tribunal, as empresas não poderiam ter passado pelo sistema de avaliações técnicas dentro da licitação de preços. Em agosto de 2019, a prefeitura lançou a primeira versão do edital, mas o documento foi suspenso pelo TCE dois meses depois e acabou barrado pela Justiça em novembro daquele ano. A licitação de 2005 venceu em 2020 e a definição do novo contrato virou uma "novela". Com a anulação, a administração municipal recomeçou o processo para consolidar um novo edital, que foi publicado em dezembro de 2022 — já na gestão Dário Saadi (Republicanos). Em março de 2023, o processo chegou a ser interrompido pelo TCE após contestação pelo sindicato das empresas do segmento (Setcamp). Em maio de 2023, o TCE-SP determinou a reformulação do edital com correções de 14 itens para o processo ser retomado. A reformulação foi publicada no dia 14 de julho. Os estudos para adequações foram realizados pela Emdec e secretarias de Transporte, Administração e Justiça, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com as correções no edital, a licitação ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. Com isso, a prefeitura recomeçou o processo licitatório do zero. A administração municipal abriu em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas. Em junho de 2024 foi nomeado, pela administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. A prefeitura realizou 11 audiências públicas em dezembro daquele ano, e abriu uma consulta pública para receber contribuições. Ao todo, foram enviadas 1,1 mil contribuições na consulta pública, que ficou aberta de 2 de abril a 2 de julho de 2025. Em dezembro de 2025, o novo edital foi lançado. Terminal Campo Grande, em Campinas (SP): metrópole tenta definir nova licitação do transporte público Carlos Bassan/PMC VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Americana demite guardas após apuração sobre caso de agressão e conduta antiética

Publicado em: 08/04/2026 19:28

Americana apura dois casos de agressão envolvendo guardas municipais; veja vídeo A Guarda Municipal de Americana (Gama) demitiu por justa causa pelo menos seis guardas após a conclusão de um procedimento administrativo que apurou um caso de agressão e conduta antiética contra um morador. Os desligamentos foram oficializados no Diário Oficial da cidade. O g1 teve acesso ao relatório de conclusão do procedimento. Nele, oito demissões são informadas, mas a reportagem não localizou duas das demissões — a Gama não confirmou se estes servidores conseguiram reverter a decisão. A autarquia não vai comentar sobre o caso. A agressão aconteceu em 15 de outubro de 2025 e ganhou repercussão por conta de um vídeo que viralizou nas redes sociais — confira o vídeo acima. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Nas imagens, um guarda municipal bate em um homem, que não oferece qualquer resistência. O agente ainda exige que esse homem se levante e coloque a mão na cabeça. É possível ver o brasão da Prefeitura de Americana no uniforme de um dos agentes, bem como os dizeres "Guarda Civil Municipal" e "Americana" em uma das viaturas. Demissões no Diário Oficial Americana apurou caso de agressão envolvendo guardas municipais Reprodução EPTV Por conta desse caso, inicialmente a Gama afastou 16 servidores. Com o término das apurações, pelo menos seis guardas foram demitidos — os desligamentos foram oficializados por meio do Diário Oficial do município: Thatiana Ribeiro Pinto - contratada em 15/03/2010 e demitida em 17/03/2026 Edson Jesus de Souza - contratado em 03/01/2011 e demitido em 18/03/2026 Luis Carlos Pires - contratado em 22/11/1993 e demitido em 20/03/2026 Wilson Junior Rodrigues - contratado em 15/03/2010 e demitido em 20/03/2026 Christiane Aparecida da Cunha - contratada em 15/03/2010 e demitida em 23/03/2026 Emerson Antunes da Silva - contratado em 03/01/2011 e demitido em 23/03/2026 A defesa de Thatiana, Edson, Luis Carlos e Wilson, representada pelas advogadas Sara Pinto e Veridiana Polo, contestou a conclusão do procedimento realizado pela Prefeitura de Americana, já que teria sido baseada em relato de outra servidora. Além disso, segundo as defensoras, os guardas não poderiam ter sido demitidos porque estão afastados devido a problemas de saúde. Elas entraram com ações judiciais para suspender as demissões e, posteriormente, tentar a nulidade das investigações. No caso de Wilson, a 1ª Vara Cível de Americana decidiu nesta quarta-feira (8), em caráter liminar, que ele deve ser readmitido. O advogado de Christiane, André Quilles, classificou a demissão como "desproporcional e incompatível com a realidade dos fatos apurados" e destacou com a guarda não praticou qualquer agressão física nem exercia posição de comando. Ele buscará medidas judiciais — leia a manifestação completa abaixo. O advogado de Emerson foi procurado e o g1 aguarda o retorno. A matéria será atualizada com o posicionamento. Investigação Imagem de arquivo da sede da Guarda Municipal de Americana (Gama) Marilia Pierre De acordo com o relatório de conclusão do procedimento, ao qual a reportagem teve acesso, a ocorrência se deu por conta do suposto furto de um aparelho celular. A Gama foi ao local indicado pelo GPS do telefone, no bairro Jardim dos Lírios. Ao chegar no lugar, o suspeito teria visualizado a aproximação das viaturas e fugido. Emerson iniciou a perseguição a pé, atravessando a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), e conseguiu deter o homem mesmo com resistência física. Na sequência, ocorreram as agressões com socos e tapas, registradas no vídeo. O relatório detalha as "infrações" e a relação de cada um com o caso: Emerson: autor das agressões. Ele teria dado socos na cabeça e no estômago do homem; Luis Carlos: estava com uma câmera própria, autorizada pela Gama, gravando as agressões, quando poderia ter atuado para cessar a conduta antiética. Ele também não teria apresentado as imagens a um superior; Christiane: estava ao lado de Emerson durante as agressões e não interviu. Ela ainda teria recebido o vídeo do fato de Luis Carlos e não formalizou denúncia; Thatiana: teria recebido de Luis Carlos o vídeo da agressão, mas não formalizou denúncia; Edson: teria recebido de Thatiana o vídeo da agressão e também ouvido dela sobre a existência do material, mas não formalizou denúncia; Wilson: teria recebido de Edson o vídeo da agressão, mas não formalizou denúncia. A Corregedoria da Gama imputou a eles artigos que envolvem conduta antiética e omissão. No caso de Emerson, também foi apontada a postura agressiva em relação ao suspeito. O que diz a defesa de Thatiana, Edson, Wilson e Luis Carlos Sara e Veridiana contestam as demissões. Segundo elas, os desligamentos de Thatiana, Edson e Wilson aconteceram por conta de uma "fofoca" contada por Christiane durante as apurações do procedimento administrativo. Christiane teria dito que Luis Carlos mandou o vídeo para Thatiana, que encaminhou para Edson e Wilson. As advogadas sustentam que Thatiana recebeu, sim, o vídeo de Luis Carlos, mas apagou no mesmo dia. Já Edson e Wilson não teriam nem recebido o material — Edson "ouviu falar" e não quis se envolver, enquanto Wilson nem sabia do que se tratava quando a denúncia chegou à Corregedoria. Por sua vez, Luis Carlos teria sido permitido pela Gama a usar o gravador e só não reportou porque dois superiores estavam no local das agressões — e não teriam sido demitidos. Além disso, Emerson seria subinspetor e superior a Luis Carlos. No dia seguinte ao caso, Luis Carlos teria solicitado o boletim de ocorrência e recebido ameaças, por isso encaminhou o vídeo à Thatiana e à Christiane. "Não tinha para quem levar. Fora o fato de que existe toda uma repressão entre eles. Tem de ficar sempre quietinho para não serem vistos e não correrem o risco de sofrer processo administrativo, porque os corregedores são nomeados do comando e vão fazer aquilo que o comando manda fazer", disse Sara. As advogadas ajuizaram ações para tentar reverter as demissões de seus clientes. O que diz a defesa de Christiane A GCMF Christiane não compactua com qualquer forma de agressão física, tampouco com qualquer desvirtuamento de conduta ou da função pública. A defesa ressalta que a penalidade de demissão por justa causa, por se tratar da sanção máxima no âmbito administrativo-disciplinar, mostra-se manifestamente desproporcional e incompatível com a realidade dos fatos apurados, uma vez que não foi atribuída a Christiane a prática de qualquer agressão física direta contra a vítima, nem o exercício de posição de comando na ocorrência. A conclusão adotada pela Comissão Corregedora revela-se excessiva e equivocada, sobretudo porque desconsidera a trajetória funcional da GCMF Christiane, marcada por histórico profissional ilibado e exemplar, com diversas moções de aplausos concedidas ao longo dos anos pela Câmara Municipal de Americana, além de certificações técnicas e atuação como instrutora da própria GAMA, sempre pautada pelo comprometimento com a função pública e pela confiança institucional anteriormente nela depositada. Nesse contexto, a demissão aplicada destoa frontalmente dos princípios da proporcionalidade, razoabilidade, individualização da responsabilidade administrativa e coerência decisória, inclusive quando comparada a situações em que outros agentes, com participação mais direta e gravosa nos fatos, receberam tratamento administrativo mais benéfico. Por isso, a defesa entende que a decisão é injusta, juridicamente insustentável e será objeto das medidas judiciais cabíveis. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: câmara municipal

TRE-PI empossa novos presidente e vice em solenidade em Teresina

Publicado em: 08/04/2026 19:08

Desembargadores José Wilson (à esq.) e Olímpio Galvão (à dir.) Divulgação/TRE-PI O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) empossa, na noite desta quarta-feira (8), os novos presidente e vice-presidente e corregedor regional eleitoral da Corte. A solenidade ocorre no plenário Heli Sobral, na sede do órgão, no bairro Cabral, na Zona Norte de Teresina. Assumem os cargos os desembargadores José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, como presidente, e Olímpio Passos Galvão, como vice-presidente e corregedor regional eleitoral. Eles vão conduzir a Justiça Eleitoral do estado no biênio abril de 2026 a abril de 2028, período que inclui a organização das Eleições Gerais deste ano. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Iremos agora enfrentar uma Eleição e estamos com uma equipe muito boa. São muitos os desafios mas, com certeza, com a equipe que estamos e com fé em Deus, nós conseguiremos resolver. Realmente é uma missão porque nós temos que fiscalizar todas as zonas eleitorais, são 72 zonas eleitorais, e vou fiscalizar como fiz quando era corregedor, visitei todas as comarcas e pretendo visitar todas as zonas eleitorais", disse o futuro vice-presidente do TRE-PI, o desembargador Olímpio Galvão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A cerimônia reúne autoridades dos três poderes, além de convidados, amigos e familiares dos empossados. Entre as presenças, está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Também está prevista no evento a participação do padre Arlindo Laurindo de Matos Júnior, conhecido por atuações religiosas nas redes sociais. Os novos dirigentes substituem os desembargadores Sebastião Ribeiro Martins e Ricardo Gentil Eulálio Dantas, que encerraram o biênio à frente da Corte Eleitoral nesta quarta-feira (8). Ao chegar na cerimônia, em entrevista à imprensa, o atual presidente do TRE-PI, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, alertou sobre o uso da inteligência artificial (IA) na propaganda de partidos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos nas Eleições 2026. "Sabemos que a inteligência artificial veio como um avanço muito significativo para a sociedade, em todos os ramos da ciência, da medicina, mas deve ser usada para o bem, porque se você usar na propaganda política, está sujeito a pagar multa e, em casos mais graves, pode ter o registro cassado". "Ela pode ser usada no âmbito do TRE, de acordo com a resolução, para fazer minutas, mas não substitui o homem. Por exemplo, o juiz da corte pode elaborar uma decisão usando inteligência artificial, mas a decisão final é dele", comentou. José Wilson e Olímpio Galvão foram escolhidos para os cargos no dia 21 de janeiro de 2026, em votação entre os desembargadores do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), para compor a Corte Eleitoral no biênio 2026-2028. TRE-PI empossa novos presidente e vice em solenidade em Teresina Aric Lages/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: inteligência artificial

Filha da PM Gisele começa a receber pensão 49 dias após morte da mãe

Publicado em: 08/04/2026 19:00

Advogado da família da PM Gisele fala sobre pensão destinada à filha dela A família da policial militar Gisele Alves Santana – encontrada baleada na cabeça no apartamento em que vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto – confirmou que a filha de 7 anos da PM começou a receber a pensão do governo de São Paulo nesta quarta-feira (8), 49 dias após a morte da mãe, ocorrida em 18 de fevereiro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o advogado que representa a família da PM, José Miguel da Silva Júnior, disse que o pai da criança e ex-marido de Gisele recebeu cerca de R$ 7.100. Ele chegou a comentar que o valor seria o equivalente a três meses de pensão, o que daria cerca de R$ 2.100 por mês, mas a informação foi negada pela São Paulo Previdência (SPPrev), órgão responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais. Em nota, a SPPrev afirmou que "a informação divulgada acerca do valor mensal da pensão não corresponde aos critérios legais aplicáveis ao benefício. O cálculo do pagamento observa a legislação federal e estadual vigente". Ainda segundo a nota, "o primeiro crédito considerou o período proporcional do mês de fevereiro, a partir do falecimento da policial militar Gisele Alves Santana, ocorrido no dia 18, bem como o mês integral de março. A partir de abril, a pensão será paga mensalmente, calculada com base na remuneração percebida pela policial na data do óbito". O órgão ainda ressaltou que não divulgou o valor do benefício "em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e considerando tratar-se de beneficiária menor de idade, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)". Segundo apuração do g1 com fontes da PM, a menina recebeu a quantia bruta de R$ 8.500, referente aos últimos 45 dias desde a morte da PM. O valor líquido de fato é de quase R$ 7.200. O governo estima que a menina comece a receber cerca de R$ 6.300 brutos, considerando o aumento de 10% a todos os policiais concedido pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a partir do próximo mês. O valor líquido da pensão deve ser de cerca de R$ 5.300, de acordo com essas mesmas fontes. Em um novo vídeo, o advogado da família da PM afirma que, "sobre a questão dos meses. a informação que foi passada para ele foi a de que poderiam ser três meses. Não está claro pq a SPPrev não é clara nem com o banco nem com a família, sequer dá informação para a família. Então está se fazendo contato com a SPPrev para que se esclareça o valor e os meses relativos, pq houve o falecimento no dia 18 e a entrada no dia 6, e nós temos aí o lapso temporal que não está batendo como que foi informado ao banco". E finaliza dizendo que "carece de informação". A PM Gisele Alves Santana, com a filha de sete anos, o advogado José Miguel da Silva Júnior e o tenente-coronel Geraldo Neto. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais No primeiro vídeo, o advogado diz também que pretende cobrar uma indenização do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar a PM Gisele. “Evidentemente, nós estaremos tomando medidas cabíveis, legais para que a filha da Gisele tenha, sim, uma aposentadoria e pensão mais digna, com valor mais digno. E que saia do bolso do senhor tenente-coronel essas despesas”, declarou. Gisele Alves tinha pelo menos 12 anos de Polícia Militar. Segundo o portal da Transparência, do governo de São Paulo, o último salário bruto recebido por ela foi de R$ 4.775, no mês de fevereiro, dias antes do crime que aconteceu no apartamento no bairro do Brás, no Centro de São Paulo. O valor líquido recebido por ela naquele mês foi de R$ 2.452,56. Última remuneração recebida por Gisele Alves Santana na Polícia Militar, antes da morte em 18 de fevereiro. Reprodução/Transparência/GESP PM aposenta com salário integral tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa em SP Espera pela pensão Filha da PM Gisele Alves ainda aguarda pensão por morte de mãe em SP Conforme o g1 publicou na semana passada, a filha de 7 anos da policial militar Gisele Alves Santana, aguardava desde março na fila pela pensão prevista em lei para filhos com menos de 18 anos de servidores falecidos, do Instituto SPPrev, do governo de São Paulo. Segundo documentos obtidos pela reportagem, a família da menina protocolou em 6 de março o pedido de pensão, com base na Lei Complementar 1.354/2020, que regula a previdência dos servidores públicos do Estado de São Paulo. Pelas regras dessa lei, a pensão deve ser paga à criança de acordo com o tempo de contribuição da mãe à corporação e é garantida até ela completar a maioridade. "Esse procedimento envolve validações administrativas e jurídicas próprias, distintas daquelas aplicáveis aos processos de passagem para a inatividade, o que pode resultar em prazos diferentes de conclusão. A autarquia esclarece ainda que a passagem de policiais militares para a inatividade é um ato administrativo de competência exclusiva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, conforme a legislação vigente. A atuação da SPPREV se limita à gestão e ao pagamento dos benefícios previdenciários", disse a nota da semana passada. A PM Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Neto e a filha de 7 anos.Ele foi preso preventivamente por feminicídio e fraude processual. Reprodução/TV Globo Para o advogado criminalista que representa a família de Gisele, a demora para que a filha receba o benefício contrastou com a rapidez na concessão da aposentadoria ao tenente-coronel acusado do assassinato. Segundo ele, “é uma discrepância enorme, que causa ainda mais indignação na sociedade”. “A filha da vítima, que tem direito à pensão por ser menor de idade e que deveria estar sendo protegida por lei, tem o prazo de 120 dias para fazer uma análise. Já o assassino, um indiciado e preso, em menos de uma semana ele consegue uma aposentadoria e é amparado na legislação. É uma discrepância enorme e isso causa ainda mais indignação da sociedade”, afirmou na semana passada. “Essa aposentadoria [ao tenente-coronel} é baseada na legislação? Sim, é baseada, embora seja imoral. Só que causou espécie a celeridade, onde a gente tem notícias que outros policiais precisam ingressar no Poder Judiciário para obter aposentadoria semelhante, porque geralmente a Polícia Militar cria alguns obstáculos. Só que da parte do tenente-coronel, tudo para ele tem sido facilitado. E é isso que causa espécie e indignação à família, mas também à própria sociedade”, afirmou. Protocolo de pedido de pensão feito pela família da PM Gisele Alves Santana, em benefício da filha menor da soldado morta. Reprodução Aposentadoria integral PM aposenta tenente-coronel acusado de matar a soldado Gisele Santana Conforme o g1 publicou, a Diretoria de Pessoal da Polícia Militar (PM) divulgou nesta quinta-feira (2) uma portaria de inatividade que manda para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O documento diz que, pela lei, o oficial tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais. O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel à corporação. Com isso, ele deve continuar recebendo salário, que foi de R$ 28,9 mil brutos em fevereiro, segundo o site da Transparência do governo de São Paulo. Com os critérios de proporcionalidade da idade atual dele, de 53 anos, a aposentadoria deve ficar em torno de R$ 21 mil, segundo cálculos feitos pela reportagem. A PM afirma que a transferência para a reserva não livra o tenente-coronel do processo que pode levar à sua expulsão da corporação, aberto pela Corregedoria. Segundo fontes consultadas pelo g1 e TV Globo, ele pode perder a patente uma vez aposentado, mas não o direito ao salário conquistado por tempo de serviço. PM aposenta com salário integral tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa O tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, por decisão da Justiça Militar. Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que "o pagamento dos vencimentos do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está suspensa desde a sua prisão". "A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário. A interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva", declarou. LEIA TAMBÉM: Tarcísio diz que aposentadoria de tenente-coronel preso por feminicídio beneficia família e quer que ele 'apodreça na cadeia' Reação da família Pais da PM Gisele se revoltam com aposentadoria de oficial acusado de feminicídio da filha Os pais da soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro com um tiro na cabeça, reagiram com revolta e indignação à decisão da Polícia Militar de São Paulo de transferir para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual. O oficial, que é acusado de assassinar a ex-mulher, receberá cerca de R$ 21 mil mensais de aposentadoria. Em depoimento enviado à TV Globo, o pai de Gisele, José Simonal Telles, criticou a medida e a rapidez do processo. "Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele?", questionou, pontuando em seguida que "para aposentar ele foi rápido, para a minha filha sobrou o caixão e o luto para a família". A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto Montagem/g1 A mãe, Marinalva Vieira Alves de Santana, também reagiu à transferência do oficial para a reserva. “É muito revoltante ver um assassino desse ser aposentado, é muito triste para nós, revoltante também, um assassino desse se aposentar assim tão rápido”, disse ela (veja vídeo acima). Já o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou esperar que a Justiça o condene, e que ele “apodreça o resto da vida na cadeia” pelo suposto assassinato da esposa. Ele também disse que a legislação assegura a aposentadoria para o réu. “As instâncias são independentes. Você tem uma legislação que não pode ser vista de forma casuística. Ele vai agora sofrer o processo penal. Nosso desejo é que ele seja condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro, que eu tenho certeza que a gente não vai deixar passar impune. Que a Justiça não vai deixar isso passar”, disse Tarcísio (veja vídeo abaixo). ‘O beneficiário são os familiares’, diz Tarcísio sobre PM aposentar oficial acusado de matar a esposa em SP “O que a gente acha e espera é que tenha uma punição severa e que perca o posto, a patente. E quando isso acontece, é como se ele tivesse morrido para a força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo do tempo [de serviço]: os familiares. Porque a nossa ideia é que ele apodreça o resto da vida na cadeia”, completou. Relembre o caso A soldado Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, Zona Leste de São Paulo, em 18 de fevereiro. Na ocasião, o oficial afirmou que ela teria se suicidado. A investigação, no entanto, passou a contestar a versão inicial com base em laudos e elementos colhidos durante a apuração. A Polícia Civil identificou indícios de manipulação de evidências, incluindo mensagens apagadas do celular da vítima minutos após a morte. Também foram relatados à investigação episódios anteriores de agressões contra Gisele dentro do quartel onde ela trabalhava. Colegas da soldado disseram à polícia que o tenente-coronel era controlador e mostrava sinais de ciúmes excessivos. A defesa nega o crime, questiona a competência da Justiça Militar e afirma que o oficial colaborou com as investigações. Os detalhes que transformaram o tenente-coronel em réu pelo feminicídio da PM Gisele Alves

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Governador de Roraima faz trocas no comando de mais quatro secretarias

Publicado em: 08/04/2026 18:52

Engenheiro Edilson Damião em 27 de março de 2026, quando tomou posse como governador de Roraima Ale-RR/Divulgação O governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), deu continuidade à reforma administrativa no primeiro e segundo escalões do governo estadual. As novas mudanças constam no Diário Oficial do Estado (DOE) dos dias 6 e 7 de abril. Foram feitas alterações no comando de pastas essenciais, como a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) e Secretaria de Cultura e Turismo (Secult). Em algumas secretarias, como na Sesau e na Secult, os antigos titulares passaram a atuar como secretários adjuntos, enquanto adjuntos foram promovidos à chefia das pastas. Confira o que mudou: Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) Sai: Adilma Rosa de Castro Lucena (deixou cargo e foi nomeada secretária adjunta da pasta); Entra: Rafaell Azevedo Nascimento (de adjunto a titular). Outras mudanças: Edson Castro Neto foi exonerado do cargo de secretário adjunto, e Manuel Roque Becil Junior assumiu a função. Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) Sai: José Alex Soares Ferreira (deixou o cargo e passou a ser secretário adjunto); Entra: Cássio Murilo Gomes (de adjunto a titular). Outras mudanças: Sandro Denis de Souza Cruz foi exonerado do cargo de secretário adjunto, e Bruno Dantas Muniz de Brito assumiu a função. Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) Entra: Michelly Regina Viau Fernandes (promovida de secretária adjunta para titularidade da pasta). Secretaria da Fazenda (Sefaz) Sai: Manoel Sueide Freitas; Entra: Luiz Carlos Moreira Gomes. Outras mudanças: No Centro de Tecnologia de Informação Fazendário (Cetif), vinculado à pasta, Kleber da Silva Lyra foi exonerado da função de secretário adjunto e Danilo Garrido de Carvalho assumiu o posto. Leia mais: Governador oficializa troca de comando em secretarias do alto escalão de Roraima Governador de Roraima nomeia primeira-dama para Setrabes Três secretários e reitora são exonerados do governo de Roraima Nomeação da primeira-dama Antes dessas publicações, o governador já havia nomeado a primeira-dama Gizely Caetano Damião Lima para a titularidade Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), que preencheu a vaga deixada na primeira leva de exonerações. Além disso, o ex-governador Francisco Flamarion Portela, que havia deixado a Casa Civil, retornou ao primeiro escalão, agora como Secretário Extraordinário de Relações Institucionais. Para essa estrutura, Joaquim de Freitas Ruiz foi nomeado adjunto. Igor Tajura Reis assumiu como adjunto na Casa Civil, e Danyel Bacelar como adjunto na Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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IFMG oferece consultoria gratuita para declaração do Imposto de Renda 2026

Publicado em: 08/04/2026 18:51

Prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 vai até 29 de maio. Joédson Alves/Agência Brasil O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), campus São João Evangelista, está oferecendo consultoria gratuita para contribuintes que precisam declarar o Imposto de Renda 2026. O serviço é voltado para pessoas físicas de baixa renda e microempreendedores individuais (MEIs) do município. A iniciativa é realizada pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal, recém-inaugurado no campus, em parceria com a Delegacia da Receita Federal de Governador Valadares. O atendimento é feito por estudantes voluntários da Destaque Jr., empresa júnior do curso de Administração. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Os interessados devem realizar um agendamento prévio por meio do formulário oficial, disponível no site. Após o cadastro, a equipe do núcleo entra em contato para confirmar o horário e informar a lista de documentos necessários para a declaração. Declaração do Imposto de Renda O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começou no dia 23 de março e se estende até 29 de maio. O programa para declaração está disponível para download. Imposto de Renda: veja mudanças e quem precisa declarar Veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida Entre as mudanças na declaração deste ano estão: a possibilidade de os contribuintes informarem o nome social na declaração; aumento das informações disponíveis na declaração pré-preenchida; redução no número de lotes de restituição, de cinco para quatro; um tipo de "cashback" para contribuintes que tiveram retenção na fonte em 2025, mas que não vão apresentar a declaração neste ano. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano. Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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Pai e filho empresários são presos suspeitos de participar de esquema de jogo do bicho que movimentou mais de R$ 2 bilhões

Publicado em: 08/04/2026 18:36

Pai e filho empresários são presos suspeitos de participar de esquema de jogo do bicho Pai e filho empresários foram presos nesta quarta-feira (8) suspeitos de participar de um esquema de jogo do bicho que movimentou mais de R$ 2 bilhões. Os dois eram responsáveis pela digitalização do jogo do bicho e vendiam a tecnologia para o Brasil todo. Eles foram presos em Goiânia antes de embarcarem para um evento de apostas esportivas. A reportagem não localizou a defesa dos suspeitos. A operação contou com a participação de mais de 330 policiais civis e três aeronaves. Em Goiás, a polícia atuou em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, em Anápolis, na região central de Goiás, e em Goiânia. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Ao g1, o Ministério Público do Paraná informou que foram quatro alvos no estado de Goiás, sendo que três foram presos e houve apreensão de bens. Segundo a Polícia Civil do Paraná, a operação é o resultado de uma investigação de mais de três anos que teve início na cidade de Grandes Rios, no Norte do Paraná. LEIA TAMBÉM: Operação combate grupo suspeito de movimentar R$ 60 milhões com tráfico de drogas Servidores são suspeitos de vender vagas na fila da rede pública de saúde PF combate grupo suspeito de contrabandear medicamentos de alto custo para tratamento de câncer Pai e filho empresários são presos suspeitos de participar de esquema de jogo do bicho que movimentou mais de R$ 2 bilhões, Goiás Adilson Domingues/PCPR Megaoperação A operação foi realizada em conjunto com o Ministério Público e resultou na prisão de 61 pessoas, abrangendo 27 cidades em cinco estados diferentes, incluindo Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás. A polícia analisou mais de 2,6 terabytes de dados para mapear a estrutura do grupo, que operava com um sistema sofisticado para atrair vítimas e lavar o capital acumulado ilegalmente. O grupo movimentou uma cifra bilionária por meio de 520 mil operações financeiras ao longo de uma década. Entre os detidos estão as principais lideranças da organização, membros dos núcleos financeiro e operacional, e até dois vereadores do Paraná. O esquema utilizava empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar a origem ilícita. Os valores eram obtidos com apostas esportivas e jogos online, como o popular "Tigrinho". A operação também conseguiu remover da internet 21 sites de apostas ilegais que eram utilizados para viabilizar as fraudes. A Justiça determinou o cumprimento de 371 ordens judiciais, que incluíram o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em contas bancárias e a apreensão de bens luxuosos. Ao todo, foram apreendidos 132 veículos avaliados em R$ 11 milhões, 111 imóveis que somam mais de R$ 32 milhões, além de cem cabeças de gado. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Fatec de Piracicaba abre inscrições para 120 vagas em 3 cursos gratuitos; veja como se candidatar

Publicado em: 08/04/2026 18:12

Fatec de Piracicaba Divulgação/Fatec A Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) de Piracicaba (SP) abriu inscrições para 120 vagas para estudar em três opções de cursos na unidade. O exame será aplicado no dia 28 de junho, às 13h. As candidaturas para o vestibular de ingresso começaram nesta terça-feira (7) e podem ser feitas até 1º de junho, pelo site oficial na instituição. A taxa de inscrição é de R$ 90. O requisito para concorrer a uma vaga é ter concluído ou estar cursando o terceiro ano do Ensino Médio. Quem não atender a esse quesito pode participar como treineiro. Cursos oferecidos As Fatecs são administradas pelo Centro Paula Souza, que mantém 86 Faculdades de Tecnologia distribuídas em 76 municípios paulistas, com 102 cursos de graduação tecnológica presenciais e um na modalidade à distância. Em Piracicaba, são ministrados os cursos: Alimentos Manhã - 30 vagas Biocombustíveis Noite - 30 vagas Gestão Empresarial Manhã - 30 vagas Noite - 30 vagas 🔎 Saiba mais: Decreto oficializa criação de Fatec em Limeira; aulas devem começar em 2027 Inscrição As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial. No formulário, o candidato escolhe um curso como primeira opção e outro como segunda, em qualquer Fatec e período. É possível usar a nota do Enem de 2023, 2024 ou 2025, desde que o número de inscrição seja informado corretamente. A taxa pode ser paga em dinheiro, em agências bancárias, via internet banking ou cartão de crédito, pela ferramenta Getnet. A inscrição só é confirmada após a compensação do pagamento. As Fatecs oferecem computadores com acesso à internet para quem quiser se inscrever no Vestibular. O interessado deve entrar em contato com a unidade para mais informações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

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PL dos apps: Boulos critica relatório e diz que vai conversar com Lula para governo fechar posição

Publicado em: 08/04/2026 18:03

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), criticou nesta quarta-feira (8) o novo relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) sobre regulamentação do trabalho por aplicativo que mantém valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e prevê piso de R$ 14,74 por hora trabalhada. Segundo Boulos, o novo texto teve "muitos retrocessos" em relação à versão anterior. A Secretaria-Geral fez uma análise do parecer e pontuou o que chamou de "pioras no texto" (veja mais abaixo). O ministro disse que vai conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para o governo fechar uma posição sobre o novo relatório. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Coutinho decidiu não incorporar a proposta do Grupo de Trabalho do governo de elevar a remuneração mínima para R$ 10 por corrida. O grupo foi criado pelo governo para discutir um projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, como forma de oferecer alternativas à proposta. O GT é composto por representantes de entregadores, de motoristas por aplicativo e de sete ministérios do governo Lula. O texto do relator também não estabelece remuneração mínima para transporte de passageiros. Segundo o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a previsão é que a proposta seja analisada pela Comissão Especial e pelo plenário da Casa na próxima semana. Executivo e Legislativo colocaram como uma das prioridades deste primeiro semestre do ano a construção de alternativas para garantir direitos aos trabalhadores de aplicativos. O tema ganha espaço no debate político com vistas à eleição de 2026. Entregadores de aplicativo se concentram na porta de supermercados da Zona Sul do Rio Marcos Serra Lima/G1 Críticas ao texto A Secretaria-Geral da Presidência fez uma análise do parecer apresentado pelo relator e cita "pioras" no texto. Veja abaixo os pontos criticados: Pagamento por horas trabalhadas e taxa mínima O relator incluiu no texto duas possibilidades de remuneração, um pagamento mínimo por entrega ou por hora trabalhada. Com a inclusão de duas formas de remuneração, o governo entende que empresas podem escolher de forma unilateral o modelo remuneratório, bastando haver notificação com 60 dias de antecedência. Isso pode significar não colocar em prática a taxa mínima pleiteada — que se manteve em R$ 8,50. Perda de direitos dos trabalhadores O texto não incluiu adicional noturno e em domingos e feriados, aumento de 30% para serviços em dezembro, reserva financeira opcional pelo trabalhador de 5% a 20% para do valor recebido pelos serviços para sacar em momento posterior a ser definido por ele próprio. Redução da transparência base no “segredo de negócio” como critério de salvaguarda à transparência de informações sobre ordem de recebimento e distribuição de serviços, avaliação, pontuação e tipos de dados coletados; Pontos de apoio facultativos e com previsão de dispensa No texto antigo, pontos de apoio eram uma obrigação direta das plataformas, já no atual viraram "diretriz de política pública a ser promovida de forma progressiva". Além disso, o governo critica que o texto dispensa essa necessidade em razão de “critérios de viabilidade técnica, operacional e territorial, considerados, entre outros fatores, a densidade de demanda, a distância, o tempo de deslocamento e as especificidades locais”. Contribuição previdenciária pelas empresas No texto antigo, a alíquota da empresa era de 20% + 2% (acidente de trabalho) sobre a parcela remuneratória (25% do bruto), com alíquota crescente conforme a taxa cobrada do trabalhador chegasse a 30% (podendo chegar a 23%). Ou seja, havia um mecanismo para desestimular aumento de taxas com o aumento da contribuição patronal. No texto atual, a empresa paga 20% fixo sobre a mesma base, sem a progressividade e sem a opção pela receita bruta. Seguro de saúde Mantém-se a obrigatoriedade e o valor mínimo de R$ 120.000, mas com reduções significativas na cobertura — antes não havia franquia, nem carência e família podia ser contemplada. O texto atual retira essa possibilidade. Rota agrupada Não conta mais com a proporcionalidade apresentada no texto antigo, cujo valor de referência era a entrega com maior preço e pagamento proporcional para as demais (50% do valor de referência —entrega mais cara — para segunda, 25% valor de referência às entregas subsequentes). Tempo mínimo de trabalho Segundo o governo, o novo texto abriu margem para possibilidade de obrigatoriedade de exigência de tempo mínimo de trabalho caso haja “ajustes previamente pactuados”. Plataformas fazem ressalvas A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou que está avaliando os impactos da nova versão do relatório do deputado Augusto Coutinho. Em nota, a Amobitec disse que "é preocupante, entretanto, a manutenção no texto de pontos que não foram suficientemente discutidos na Comissão Especial sobre Regulamentação dos Trabalhadores por Aplicativos da Câmara dos Deputados e a celeridade para a votação de uma proposta". "Entre os pontos estão a imposição de uma taxa mínima no delivery e a limitação na taxa de serviço das plataformas, que podem prejudicar a operação dos aplicativos, o equilíbrio de oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso ao serviço pela população", disse a associação. Representantes de empresas têm afirmado que as mudanças que têm sido propostas pelo governo e pelo Congresso vão inviabilizar o serviço, além de aumentar os custos da operação.

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'Esqueleto de prédio': o que explica a obra abandonada no Centro de Osasco

Publicado em: 08/04/2026 16:30

O que está por trás da obra abandonada no centro de Osasco A construção de um prédio no centro de Osasco está paralisada há quase dez anos e se transformou em uma estrutura inacabada que chama a atenção de quem passa pela região. Iniciada em 2014, a obra foi anunciada como o futuro Paço Municipal da cidade, mas o projeto nunca foi concluído. Desde então, permanece sem avanço, marcando a paisagem urbana com o aspecto de abandono. O terreno e o imóvel pertencem à empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário S.A., anteriormente chamada GBX Tietê Empreendimentos e Participações S.A.. A mudança de nome ocorreu após o início do empreendimento, que acabou interrompido antes da finalização das estruturas previstas. De acordo com a prefeitura, a empresa acumula uma dívida de quase R$ 6 milhões com o município, referente a multas e impostos. Ainda segundo a administração municipal, a companhia não foi localizada para receber a intimação relacionada aos débitos, o que dificulta o andamento das medidas administrativas ligadas ao caso. Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê II, em Osasco, previa a construção de uma torre com 19 andares para abrigar as secretarias municipais, o gabinete do prefeito e a Câmara Municipal. Rian Enrique/g1 O g1 também tentou contato com a empresa responsável pelo empreendimento e com os sócios José Carlos Lima de Abreu e Robson Henrique Diniz, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 🔎 Um paço municipal é o edifício que concentra as sedes dos poderes Executivo e Legislativo de uma cidade, reunindo em um único espaço a estrutura administrativa e política do município. A proposta em Osasco previa justamente essa centralização dos serviços públicos em um novo complexo institucional. O projeto incluía a construção de uma torre de 19 andares, planejada para abrigar secretarias municipais, o gabinete do prefeito e a Câmara Municipal. A estrutura também previa áreas de uso público e comercial, como restaurante, plenário, auditório, estacionamento, teatro e espaços destinados a atividades comerciais. A proposta foi oficializada por meio da Lei nº 203, de 2010. As obras tiveram início em 2014, com participação da Método Engenharia, dentro de uma parceria público-privada vinculada à Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê 2. Pelo acordo, a construção do novo prédio ocorreria em troca da cessão, por parte da prefeitura, de parte da atual sede administrativa e de um terreno pertencente à Companhia Municipal de Transportes de Osasco (CMTO), localizado na Vila Yara. A parceria foi encerrada em 2020. Desde então, a obra foi oficialmente paralisada e não houve retomada dos trabalhos no local. Moradores de Osasco culpam prefeitos pelo abandono da construção do paço municipal no centro. Rian Enrique/g1 Moradores ouvidos pelo g1 demonstraram descrença na retomada do projeto. Marcelo, que trabalha na estação de inspeção veicular em frente ao terreno, afirma que as únicas mudanças nos últimos anos foram a troca de tapumes e o corte da grama. O terreno tem seguranças que acompanham as manutenções e evitam invasões. Hoje, a Prefeitura de Osasco funciona na Avenida Lázaro de Mello Brandão, na Vila Campesina. A Câmara Municipal está em um prédio alugado na Avenida dos Autonomistas que custa mais R$ 87 mil por mês. Entre março de 2017, ano em que o paço seria inaugurado, e março de 2026, o valor acumulado pago pela locação do prédio da Câmara Municipal foi de R$ 6.115.013. Corrigido para a moeda de hoje, a quantia corresponde a mais de R$ 7 milhões. Em nota, a Câmara informa que a sede própria da Câmara Municipal de Osasco está em construção. A previsão é que o prédio seja entregue ainda este ano.  Nascimento da OUC Tietê II A construção do paço foi proposta pelo então prefeito Emídio de Souza, em 2012, na esteira do plano de revitalização do bairro Bonfim lançado em 2010, chamado Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê 2. A viabilização do projeto ocorreria por uma parceria com a empresa dona do terreno, a Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário. Em troca, a prefeitura cederia parte da sede atual e o terreno da CMTO, na Vila Yara. O Termo de Pactuação foi firmado com a GBX Tietê Empreendimentos, que depois passou a se chamar Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário S.A. O interesse da empresa estava ligado ao potencial construtivo do restante da área. Projeto de novo paço municipal de Osasco, que seria construído no bairro Bonfim. Reprodução Demolição da primeira indústria da cidade Para dar lugar ao paço, foi demolido o imóvel da primeira indústria da cidade, inaugurada em 1950. O prédio já não era mais utilizado pela indústria Hervy, que havia transferido a sede para Taubaté nos anos 1990, embora ainda fosse proprietária do terreno. Ao g1, o advogado da Hervy afirmou que o imóvel foi vendido à Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário, então chamada GBX, em 2013, um ano antes da demolição. Ele também disse que a Hervy não teve envolvimento com o projeto da OUC Tietê II. Primeira paralisação da obra e retomada Com o terreno liberado, a construção começou na gestão de Jorge Lapas, em 2014. A previsão de entrega era 2017. Em 2016, a obra foi interrompida por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que considerou inconstitucional a lei municipal que permitia usar terrenos públicos e de lazer como contrapartida à iniciativa privada. A obra foi retomada em 2018, após ajustes jurídicos e retirada de pontos considerados irregulares da lei. O prédio atingiu cerca de 20% do total previsto, com 11 dos 19 andares erguidos, nesse período. A nova previsão de conclusão era entre junho e julho de 2020. No início daquele ano, porém, o contrato entre prefeitura e empresa foi encerrado. O ex-prefeito Rogério Lins (Podemos) afirmou que faltavam recursos para concluir a obra. “A prefeitura iria ficar com toda a parte de acabamento, cabeamento. Teria que gastar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões. Não vou dar área nobre da prefeitura em troca de prédio sem acabamento”, declarou Rogério Lins. Com o fim do acordo, o terreno foi devolvido à empresa, e a lei da OUC Tietê II que obrigava o espaço a ser usado apenas para a construção do paço foi revogada. Acordo entre a Prefeitura e a empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliáro, que é dona do imóvel, encerrou em 2020. Rian Enrique/g1 Em nota, a prefeitura afirmou que “não houve aplicação de recursos públicos na operação, uma vez que se tratava de parceria com investimento privado, posteriormente desfeita”. Procurada, a Método Engenharia informou que atuou apenas como construtora e não participou da incorporação ou do desenvolvimento do projeto. Também declarou que não tem mais envolvimento com o empreendimento. Promessas de família Com a Lei Complementar nº 432/2024, o terreno passou a ser classificado como Zona Industrial ZI/14, podendo ser usado para várias finalidades. O mesmo documento informa que a empresa cumpriu suas obrigações e que o município não tem interesse na construção do paço no local. Mesmo com a liberação e a permissão para usar o terreno, a Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário não continuou a construção e, desde então, a obra está paralisada. Na época, Rogério Lins, ex-prefeito e cunhado do atual prefeito Gerson Pessoa (Podemos), publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que o prédio seria transformado em complexo empresarial e tecnológico. Disse que as obras seriam retomadas no segundo semestre de 2024. A construção, porém, não foi retomada. O vídeo foi excluído após o g1 questionar a prefeitura. Gerson Pessoa (Podemos) é prefeito de Osasco e cunhado de Rogério Lins (Podemos), ex-prefeito de Osasco e secretário de Esportes de São Paulo. Reprodução No plano de governo de Gerson Pessoa há promessa de construir um novo paço, sem indicação de endereço. Em entrevista à TV Globo, o prefeito disse que o projeto está em fase de estudo. Por e-mail, a Secretaria de Comunicação de Osasco informou que não há "definição quanto à localização, prazos ou modelo do projeto”. A prefeitura também informou que não mantém relação com a Estação Osasco e que não tem um sistema para cadastrar prédios ociosos na cidade. Dívidas milionárias A Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário tem R$ 1.516.564,94 inscritos em dívida ativa e R$ 4.256.632,88 já ajuizados com a Prefeitura de Osasco. Os valores são referentes a multas, taxas de licença de funcionamento e IPTU. A Justiça, porém, não conseguiu encontrar a empresa, e há diligências extrajudiciais para a verificação de outros endereços. Caso a dívida não seja quitada, a prefeitura pretende solicitar apreensão de bens, com bloqueio de contas ou da matrícula do imóvel. A empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário deve quase R$ 6 milhões ao município de Osasco em multas e impostos. Rian Enrique/g1 A Estação Osasco também teve uma dívida com os fundos GGR Prime I Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios e GGR Institucional Fundo de Investimento Renda Fixa IMA-B5. Para viabilizar a construção do paço, a empresa tomou recursos com esses fundos e deu o terreno como garantia. Como o projeto não foi concluído e a empresa não pagou a dívida, foi pedida na Justiça a penhora do imóvel. Em 2024, a prefeitura tentou impedir a penhora alegando que parte da área seria pública, mas a Justiça autorizou o uso do terreno para quitar a dívida e não reconheceu o terreno como área pública. Os fundos venderam o direito de cobrança da dívida para uma companhia imobiliária, que passou a ser responsável pela cobrança na Justiça. *Sob supervisão de Cíntia Acayaba

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