Arquivo de Notícias

Polícia Civil de Roraima tem novo delegado-geral após aposentadoria da titular

Publicado em: 31/01/2026 12:15

Luciano Silvestre é o novo delegado-geral da Polícia Civil de Roraima Secom/Divulgação/Arquivo O governador Antonio Denarium (Progressistas) anunciou nessa sexta-feira (30) Luciano Silvestre como novo delegado-geral da Polícia Civil de Roraima. A mudança ocorre após a então titular, Darlinda Moura, se aposentar após 30 anos de atuação na corporação. Natural de Recife, no Pernambuco, Luciano Silvestre é bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, pós-graduado em Direito pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco e em Ciências Criminais pela Universidade do Sul de Santa Catarina. "Recebo essa missão com muita responsabilidade", afirmou o novo chefe da Polícia Civil. O governo ainda não informou quem ficará no cargo de delegado-adjunto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Ao longo da carreira na Polícia Civil roraimense, esteve à frente de diversas unidades, como a Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), Delegacias de Alto Alegre, Cantá, Caracaraí, Iracema e Normandia, interior. Também exerceu as funções de delegado-geral da Polícia Civil entre abril e dezembro de 2014, e foi diretor Departamento de Polícia Judiciária da Capital e corregedor-geral da instituição. Aposentadoria de Darlinda Moura À frente da Polícia Civil de Roraima desde 16 de fevereiro de 2024, Darlinda Moura conduziu uma gestão marcada por ações de modernização da instituição, com avanços estruturais e operacionais que refletiram diretamente na melhoria dos serviços prestados à população, segundo o governo. "Sou grata ao governador Antonio Denarium por esses anos de trabalho, primeiro como delegada-geral adjunta e depois como delegada-geral. Agradeço também a toda a equipe de governo e aos secretários parceiros ao longo dessa caminhada. Desejo muito sucesso ao meu colega e amigo Luciano Silvestre nessa nova missão”, declarou. Moura é delegada na Polícia Civil desde 19 de julho de 2004, após ser aprovada no concurso público de 2003. A trajetória dela inclui atuação como delegada nos municípios de Iracema, Rorainópolis e São João da Baliza, além de passagens por distritos policiais e pela Central de Flagrantes, em Boa Vista. Também trabalhou em unidades especializadas no combate à violência contra a mulher, à corrupção, a crimes cibernéticos e a acidentes de trânsito, além de exercer funções na área de inteligência e no departamento de narcóticos. Ela assumiu o cargo de delegada-geral adjunta em março de 2022. Mais sobre a Polícia Civil de Roraima Polícia Civil faz megaoperação contra o PCC e cumpre 77 mandados em cidades de Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: cibernético

Policial militar usa arma do trabalho para matar ex-companheira e homem que estava com ela, no Paraná

Publicado em: 31/01/2026 11:33

Policial militar usou a arma do trabalho para matar a ex-companheira e um homem que estava com ela. Polícia Militar Um policial militar matou a tiros a ex-companheira e um homem que estava com ela, em Terra Boa, no noroeste do Paraná, na madrugada deste sábado (31). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), ele usou a arma do trabalho para cometer o crime. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp As identidades do policial e das vítimas não foram divulgadas oficialmente até a última atualização desta reportagem. Conforme a nota compartilhada pela SESP, o policial militar é lotado em Cianorte, a 24 quilômetros de distância da cidade em que o crime aconteceu. Ele estava de folga, quando foi à casa da ex-companheira e atirou nas vítimas que estavam no local. Não há informações sobre a ligação entre a mulher e o homem que também foi assassinado. "Após o fato, o policial apresentou-se espontaneamente no Pelotão da Polícia Militar de Terra Boa, realizando a entrega da arma institucional utilizada", diz o comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O policial militar foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. De acordo com a SESP, ele irá responder pelos crimes de feminicídio e homicídio. O comunicado também informou que serão adotadas "medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis". Leia também: Tragédia: Casal morre após colidir carro com caminhão, rodar na pista e ser atingido por carreta Golpe: Criminosos simulam voz de mãe de vítima por inteligência artificial para pedir transferência de R$ 1 mil Estudo feito no Paraná: Pesquisa indica recuperação da memória de pacientes com Alzheimer após tratamento com cannabis medicinal Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: inteligência artificial

Nova sede da Câmara Municipal de Fortaleza vai funcionar no prédio do antigo Mucuripe Club

Publicado em: 31/01/2026 11:16

Maquete de como será a nova sede da Câmara Municipal Divulgação A Câmara Municipal de Fortaleza vai mudar de endereço. A sede do poder legislativo municipal passará a funcionar no prédio onde era o antigo Mucuripe Club, no Centro da capital. O novo local foi anunciado na manhã deste sábado (31) pelo presidente da Casa, Leo Couto (PSB). Ainda não há informações de quando as obras iniciarão. O anúncio ocorreu durante a 1ª edição do programa Nossa Casa é de Todos de 2026, no Passeio Público, Praça dos Mártires, no Centro de Fortaleza. Nova sede será construída onde funcionava o prédio do antigo Mucuripe Club Divulgação O governador Elmano de Freitas (PT), o prefeito Evandro Leitão (PT) e vereadores de Fortaleza estiveram presentes no evento. Conforme a Câmara, desde o início do ano passado, um grupo de trabalho foi criado para estudar o retorno da sede do Parlamento da Capital ao Centro da Cidade. A mudança busca aproximar os vereadores da população e colaborar com a requalificação do bairro. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Porciúncula completa 365 dias sem registro de homicídios

Publicado em: 31/01/2026 11:09

Porciúncula completa um ano sem registro de homicídios Porciúncula, no Noroeste Fluminense, alcançou a marca histórica de 365 dias sem registro de homicídios, resultado atribuído aos investimentos em segurança pública e à criação da Secretaria Municipal de Ordem Pública. A integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal, aliada ao uso da tecnologia por meio do Programa Escudo e da ampliação do monitoramento por câmeras, é apontada como um dos fatores que contribuíram para a redução da criminalidade no município. O resultado é associado ao monitoramento por câmeras e à atuação integrada das forças de segurança. A Praça Antônio Amado, no Centro de Porciúncula, reflete o clima de tranquilidade de quem mora ou visita o município. No local, moradores aproveitam os bancos da praça para momentos de lazer e descanso. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Centro de Porciúncula Diego Varsi / Prefeitura de Porciúncula Atualmente, 45 câmeras de segurança estão instaladas em pontos estratégicos das ruas de Porciúncula. O sistema é reforçado por outras quase 160 câmeras disponibilizadas por meio de parcerias com empresas e comércios locais, auxiliando o trabalho das forças de segurança municipais e estaduais. De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a integração entre os sistemas municipal e estadual permitiu a utilização de tecnologia de reconhecimento facial e de placas de veículos, ampliando a eficiência do monitoramento e contribuindo de forma significativa para a segurança pública. Uma lei municipal regulamentou o monitoramento por câmeras em agosto do ano passado. O trabalho é realizado desde as entradas até as saídas da cidade, por meio do Programa Escudo, que colaborou para que, ao longo de um ano, não fosse registrado nenhum homicídio no município. Imagens do último homicídio registrado em Porciúncula, ocorrido em 22 de janeiro do ano passado, mostram o suspeito chegando e saindo do bairro Greenville. Ele foi identificado poucos minutos após o crime e, após o monitoramento do deslocamento, foi localizado e preso na manhã do dia seguinte. Para os moradores, os 365 dias sem assassinatos representam uma conquista para o município. Na praça central, o clima de tranquilidade é percebido no dia a dia, e comerciantes também comemoram o resultado, destacando a sensação de segurança na cidade.

Palavras-chave: tecnologia

Exame aponta que motorista de aplicativo morto no Paraná foi ferido com 24 facadas, diz delegado

Publicado em: 31/01/2026 11:08

Delegado fala sobre caso de motorista que sumiu após sair para fazer corrida particular, n O exame necroscópico apontou que Valdir de Oliveira Nascimento, de 64 anos, foi assassinato com 24 facadas. Ele era motorista por aplicativo e sumiu depois dizer que ia fazer uma corrida particular em Bela Vista do Paraíso, no norte do Paraná. O corpo dele foi encontrado semicarbonizado na área rural da cidade no dia 22 de janeiro. As informações são do delegado Ivan Pinheiro. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Um homem foi preso e um adolescente apreendido, suspeitos de cometer o crime. Relembre o caso aqui. ✅Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Segundo o delegado, os suspeitos prestaram depoimento e confessaram o assassinato. Eles disseram que Valdir foi morto assim que chegou à cidade. Depois, eles passaram a circular com o carro dele pelas ruas de Bela Vista do Paraíso. Câmeras de segurança registraram o veículo passando diversas vezes em diferentes direções. Valdir de Oliveira Nascimento está desaparecido desde a noite de quarta e o carro dele foi encontrado sem placa. Cedida pela família/Alceu Nascimento/RPC O carro também foi encontrado no dia 22 de janeiro, abandonado em uma rua sem saída no bairro Santa Margarida. O local fica a aproximadamente cinco quilômetros de distância de onde o corpo de Valdir foi encontrado. A Polícia Militar (PM-PR) disse que havia mancha de sangue em uma das portas traseiras, além de peças de roupas e objetos pessoais no porta-malas. Apesar da confissão, o delegado acredita que ainda existam lacunas no depoimento e, por isso, o caso continua sendo investigado. A previsão é de que o inquérito seja finalizado na próxima semana. Leia também: Tragédia: Casal morre após colidir carro com caminhão, rodar na pista e ser atingido por carreta Golpe: Criminosos simulam voz de mãe de vítima por inteligência artificial para pedir transferência de R$ 1 mil Estudo feito no Paraná: Pesquisa indica recuperação da memória de pacientes com Alzheimer após tratamento com cannabis medicinal Valdir sumiu depois de dizer que faria uma corrida particular Felipe Andrade Nascimento é um dos filhos de Valdir e contou que o pai trabalhava há dois anos como motorista de aplicativo em Londrina. No dia 21 de janeiro, ele saiu de casa por volta das 18h, dizendo que precisava chegar a Bela Vista do Paraíso, cidade a 46 quilômetros de distância, até às 19h para buscar um passageiro. Valdir falou ao filho que tinha levado a pessoa até a cidade por meio de uma corrida por aplicativo anteriormente, mas dessa vez a viagem seria particular, sem a intermediação e o rastreio da plataforma. Quando os familiares não tiveram mais notícias do motorista, registraram um boletim de ocorrência informando o desaparecimento de Valdir. "Apuramos que a vítima esteve em Bela Vista em data anterior, em local próximo à residência dos autores, indicando a premeditação. [...] Ainda estamos confirmando, mas essa é a principal hipótese", disse o delegado. Pinheiro acredita que o principal objetivo dos suspeitos era roubar o carro de Valdir. O delegado também explicou que não há indícios de que eles conheciam a vítima anteriormente. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: inteligência artificial

Três praias do litoral do RN ficam impróprias para banho

Publicado em: 31/01/2026 10:54

Praia de Areia Preta, em Natal Caroline Macedo Três praias do litoral do Rio Grande do Norte estão impróprias para banho neste fim de semana, segundo o boletim de balneabilidade do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Os trechos em questão são: Praia do Bacupari, na Rua Antônio Henrique Souto, em Baía Formosa Paraia do Porto, na Praça da Conceição, em Baía Formosa Praia de Areia Preta, na Escadaria de Mãe Luíza, em Natal Neste verão, o Idema monitora 51 pontos de praia - 18 a mais que ao longo do ano. Os trechos são distribuídos em toda a faixa costeira do estado, de Tibau, no Oeste potiguar, até Baía Formosa, no Litoral Sul. A análise tem como base a quantidade de coliformes termotolerantes - também chamados de coliformes fecais - presentes na água, seguindo os critérios estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os parâmetros para a classificação das águas próprias e impróprias para banho. RN registrou 48 resgates por afogamento na primeira quinzena de janeiro O boletim desta semana tem validade até a próxima quinta-feira (5), já que na sexta (6) um novo documento será emitido. O monitoramento integra o Programa Água Azul, que é desenvolvido em parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: tecnologia

Câmara da 2ª maior cidade de MS tem 30 dias para explicar obra pública parada

Publicado em: 31/01/2026 09:13

Reforma da Câmara de Dourados (MS). Aldemir Romero O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu prazo de 30 dias para que a Câmara Municipal de Dourados informe o que será feito com a obra da nova sede do Legislativo, que está parada. A cidade é a segunda maior do estado. Um inquérito civil apura possíveis irregularidades na reforma e ampliação do Palácio Jaguaribe. A obra começou em março de 2023, mas apenas 25% do projeto foi executado até agora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O novo procedimento administrativo foi aberto para investigar a falta de uma definição sobre o destino da obra. A mesa diretora da Câmara deverá informar se pretende retomar os trabalhos, abrir uma nova licitação ou adotar outra alternativa dentro do prazo estabelecido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Além disso, a mesa diretora terá 15 dias para explicar como será feita a organização da documentação, a revisão dos projetos, o controle dos gastos e a apresentação de um estudo sobre custos e impacto no orçamento. Paralelamente, outra investigação analisa possíveis falhas técnicas, administrativas, contratuais e financeiras, incluindo suspeitas de improbidade administrativa. Enquanto a sede própria não é concluída, a Câmara funciona em um prédio anexo a um shopping de Dourados, com custo mensal de R$ 68 mil em aluguel. A Câmara Municipal de Dourados informou que as manifestações serão apresentadas dentro dos prazos fixados e reforçou que a conclusão da sede própria permanece como objetivo institucional, inclusive pela economia com despesas de locação. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: câmara municipal

Empresário fundador de rede de franquias de açaí que morreu em SP é velado neste sábado no PI

Publicado em: 31/01/2026 08:52

Empresário piauiense morre após 4 dias internado O empresário piauiense Daniel Rocha, 43 anos, fundador e CEO de uma rede de franquias de açaí, será velado às 9h30 deste sábado (31) na Câmara Municipal de Picos, no Sul do Piauí. Ele morreu na madrugada de sexta-feira (30), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O corpo de Daniel foi transferido de São Paulo para Teresina durante a madrugada. De lá, seguiu para Picos, onde chegou no início da manhã. A missa de despedida será celebrada às 15h30 na Catedral Nossa Senhora dos Remédios, também em Picos. O sepultamento ocorrerá logo depois. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Internação Empresário e fundador de franquia de açaí morre no Hospital Sírio-Libanês em SP Reprodução/Redes Sociais Daniel deu entrada na segunda-feira (26) no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, após sentir mal-estar, fraqueza muscular e falta de ar. Na madrugada de terça-feira (27), ele foi transferido em uma UTI aérea para o Hospital Sírio-Libanês, onde permaneceu internado até a morte. A rede de franquias fundada por Daniel tem unidades no Piauí e em outros oito estados. Em nota, a empresa lamentou a morte do fundador e afirmou que seguirá "honrando sua história e seus valores". LEIA TAMBÉM Políticos lamentam morte de empresário fundador de rede de franquias de açaí: 'generoso e trabalhador' Prévia de carnaval é cancelada após mortes de empresário fundador de rede de açaí, soldado e criança no PI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: câmara municipal

IFMS abre matrículas do Sisu 2026 com 960 vagas em cursos de graduação

Publicado em: 31/01/2026 08:42

IFMS em Campo Grande IFMS/ Reprodução O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) abriu nesta sexta-feira (30) o período de matrícula para os candidatos convocados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os estudantes selecionados devem fazer a matrícula entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro, conforme o cronograma, com o envio de toda a documentação exigida pelo Portal de Matrículas do IFMS. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Quem não concluir a matrícula dentro do prazo perde a vaga, que será repassada automaticamente ao próximo candidato da lista de classificação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta edição do Sisu, o IFMS oferece 960 vagas em 16 cursos de graduação, entre cursos superiores de tecnologia, bacharelados e licenciaturas. As vagas estão distribuídas pelos campi de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas. Segundo o edital do processo seletivo, os candidatos que não foram aprovados na chamada regular podem manifestar interesse em participar da lista de espera do Sisu entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, diretamente no site oficial do sistema. O início das aulas está previsto para 23 de fevereiro na maioria dos cursos. As exceções são uma turma de Sistemas para Internet, no campus Campo Grande, e o curso de Automação Industrial, em Três Lagoas, cujas aulas começam em 10 de agosto. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

As previsões sobre inteligência artificial de 70 anos atrás que são realidade hoje

Publicado em: 31/01/2026 07:12

Joseph Weizenbaum, criador do primeiro chatbot, Eliza, de 1966. Getty Images via BBC Recorrer a um chatbot (como o ChatGPT, Gemini ou Claude) em busca de terapia, ou até mesmo de um novo amigo, pode soar como uma história controversa dos nossos tempos, coisa do século 21. Mas não é uma questão exatamente inédita. Desde os anos 1950, a trajetória da inteligência artificial tem sido marcada pelos mesmos dilemas: medo de que máquinas substituam humanos, a tendência de humanizar a tecnologia, o apego emocional que muitas pessoas desenvolvem por ela e as promessas ambiciosas que raramente se cumprem — mas que continuam a atrair investimentos e atenção. O cenário do século passado e de agora são diferentes, no entanto, em um aspecto principal: o tanto de dinheiro e recursos que se está investindo nessas tecnologias nos dias atuais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Existe uma diferença de que hoje estamos em um contexto do capital financeiro e dos investimentos que essas empresas atraem, o espaço que elas conseguem junto a governos", disse à BBC News Brasil Bernardo Gonçalves, pesquisador de inteligência artificial, filósofo e tecnologista do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). "Mas as questões, eu diria que são as mesmas", completa. Em entrevista à reportagem, Gonçalves fez um resgate dos debates históricos em torno da inteligência artificial, de momentos em que cientistas projetaram o futuro e os problemas da IA — muitos debates que ainda permanecem vivos. Confira alguns deles a seguir. O apego emocional às máquinas A tendência de tratar máquinas como pessoas Máquinas para ajudar os humanos ou substituí-los? 'São tecnologias que deslocam poder' O ciclo de promessas e frustrações com a IA Para Bernardo Gonçalves, pesquisador de inteligência artificial, questões sobre a IA permanecem as mesmas há mais de 50 anos. Arquivo pessoal via BBC O apego emocional às máquinas O professor do MIT e cientista Joseph Weizenbaum criou um programa, ainda na década de 60, que é hoje considerado o primeiro chatbot a se tornar conhecido no mundo. Batizado de Eliza, o programa rodava em um computador IBM 7094, uma máquina de grande porte, que à época custava milhões de dólares, e era capaz de simular conversas. O programa seguia um conjunto de regras pré-definidas para analisar o que era digitado e responder de forma automática. No fundo, a máquina não entendia o que estava sendo dito, mas imitava uma conversa. Em um dos testes, Weizenbaum programou Eliza para agir como uma terapeuta. O chatbot reformulava o que o "paciente" dizia, transformando frases em perguntas, o que criava a ilusão de diálogo. PACIENTE: Meu namorado me fez vir aqui. ELIZA: Seu namorado te fez vir aqui. PACIENTE: Ele diz que estou deprimida a maior parte do tempo. ELIZA: Lamento que você esteja deprimida. Naquela época, como relatou Weizenbaum em um capítulo de livro, alguns pesquisadores começaram a prever que, no futuro, máquinas poderiam oferecer terapia de verdade, até mesmo em hospitais. O próprio criador da tecnologia se espantou com essa possibilidade. "Sem dúvida há técnicas para facilitar a projeção do terapeuta na vida do paciente. Mas que fosse possível a um psiquiatra defender que esse componente crucial do processo terapêutico pudesse ser substituído, isso eu não tinha imaginado", escreveu. O interesse por Eliza era tanto que, certa vez, sua secretária pediu que ele saísse da sala para poder ter uma conversa particular com o programa. "Por mais inteligentes que as máquinas possam vir a ser, há certos atos de pensamento que devem ser tentados apenas por seres humanos", disse ele no livro Computer Power and Human Reason, em 1976. Clique aqui para voltar ao início. A tendência de tratar máquinas como pessoas Turing questionava se máquinas podem pensar e antecipou críticas da época, publicadas em jornais ingleses. Getty Images via BBC No artigo considerado pioneiro na discussão sobre inteligência artificial, Computing Machinery and Intelligence (1950), o cientista britânico Alan Turing propôs a pergunta que ecoa até hoje: as máquinas podem pensar? Antecipando objeções que já circulavam na imprensa britânica, Turing reuniu no artigo algumas das críticas mais comuns. Havia as teológicas, segundo as quais "pensar é uma função da alma imortal do homem", e as filosóficas, que argumentavam que "somente quando uma máquina for capaz de escrever um soneto ou compor um concerto a partir de pensamentos e emoções sentidos — e não pela simples combinação de símbolos — poderemos concordar que ela é igual ao cérebro humano". Talvez tenha sido essa última objeção, sobre a consciência e a criação genuína, a que mais inquietou seus contemporâneos. O pesquisador Bernardo Gonçalves lembra que esses críticos diziam que os termos usados por Turing, que faziam alusões ao cérebro ou ao pensamento humano, eram inadequados. "O Turing já tinha sido exposto como uma pessoa que estimulava o uso de certos termos que outros eram contra, como cérebro eletrônico ou se referir à capacidade de armazenamento de uma máquina como memória." Anos depois da publicação do artigo de Turing, uma conferência na Dartmouth College, em 1956, ficaria conhecida como o momento de nascimento do termo "inteligência artificial". E o conceito tentou evitar justamente essa definição que mistura máquinas e mentes humanas. "Eles definiram o campo como: máquinas que se comportam de tal forma que, se fosse um humano, seria dito que são inteligentes", lembra Gonçalves. "Essa tradição de antropomorfizar continua até hoje, impulsionada por histórias de Hollywood que combinam a ideia de IA com antigas representações de criações humanas, que de repente ganham vida", afirma a jornalista Karen Hao em seu livro Império da AI (Empire of AI), que conta a história e os bastidores da criação e evolução da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. "Desenvolvedores de IA falam com frequência sobre como seus softwares aprendem, leem ou criam, como os humanos. Isso não só alimentou a percepção de que as tecnologias atuais de IA são muito mais capazes do que realmente são, como também se tornou uma ferramenta retórica para que empresas evitem responsabilidade legal", argumenta, citando exemplos de artistas e escritores que processaram essas empresas por não terem dado consentimento de uso de suas obras para treinar os modelos de linguagem. Gonçalves avalia que a crítica de Karen Hao é muito semelhante à feita nos anos 50. Ele lembra de um debate entre Turing e o matemático Douglas Hartree na década de 40, que já foi tema de um de seus artigos. Em outubro de 1945, poucos meses após o fim da 2ª Guerra Mundial, Alan Turing foi contratado pelo Laboratório Nacional de Física britânico (National Physical Laboratory, ou NPL) para liderar o projeto de construção de uma máquina de computação. A iniciativa buscava consolidar a posição do Reino Unido na corrida tecnológica que emergia do pós-guerra. O projeto recebeu o nome de Automatic Computing Engine (ACE) e se tornaria um dos primeiros computadores eletrônicos programáveis da história. Era um momento em que governos e cientistas começavam a vislumbrar usos civis e militares para essas novas máquinas capazes de armazenar instruções em memória, avanço decisivo em relação aos computadores criados durante o conflito. "Depois da guerra se constroem os computadores capazes de armazenar um programa em memória", lembra Gonçalves. "Havia interesse em financiar esses projetos no contexto militar". Clique aqui para voltar ao início. Máquinas para ajudar os humanos ou substituí-los? Tradição de antropomorfizar IA continua até hoje, diz a jornalista Karen Hao, autora do livro Empire of AI. BBC Na proposta apresentada ao NPL, Turing incluía algumas das suas primeiras reflexões sobre o futuro da computação. Entre elas, a ideia de que máquinas poderiam aprender tarefas complexas, como jogar xadrez. Já Douglas Hartree era considerado um dos principais especialistas em computação do Reino Unido e se tornaria membro do comitê executivo do próprio Laboratório Nacional de Física (NPL). Enquanto Turing olhava para o futuro filosófico das máquinas, tentando compreender se elas poderiam, um dia, pensar, Hartree mantinha a cabeça na aplicação prática daquelas invenções. Em 1946, ele publicou um artigo na revista Nature advertindo para o uso exagerado de metáforas humanas ao descrever computadores. "Parece-me que a distinção é importante e que o termo cérebro eletrônico a obscurece e é enganoso, pois atribui à máquina capacidades que ela não possui; e é por isso que espero que o uso desse termo seja evitado no futuro", escreveu. Hartree temia que expressões como essa criassem a ilusão de que as máquinas pudessem replicar a mente humana, confusão que desviaria a atenção do verdadeiro propósito da computação: o de ampliar a capacidade de cálculo e auxiliar o raciocínio humano, não substituí-lo. Turing chegou a prever que seria tão fácil fazer uma pergunta a uma máquina quanto a uma pessoa no futuro. Hartree, por outro lado, via nesse entusiasmo um risco moral e político: acreditava que desprezar a razão humana e superestimar a das máquinas poderia abrir caminho para formas de autoritarismo, como aquelas que a Europa acabara de testemunhar. Turing, vale lembrar, ajudou os Aliados e teve papel-chave na guerra, ao quebrar o código secreto nazista, que permitiu ler as mensagens navais alemãs cifradas com a máquina Enigma. Clique aqui para voltar ao início. Uma máquina de criptografia Enigma modelo I é vista em Bletchley Park, perto de Milton Keynes, ao norte de Londres, em 26 de outubro de 2023 Getty Images via BBC 'São tecnologias que deslocam poder' Para o pesquisador Bernardo Gonçalves, as disputas em torno da inteligência artificial têm a ver com o poder e quem irá exercê-lo. "Por que temos controvérsia? Essa analogia com o humano, no fundo, é uma expansão do espaço da máquina na sociedade, que vai impactar no espaço do humano. Por exemplo, no que é um posto de trabalho", diz. A própria história da computação, destaca Gonçalves, mostra como essas transformações sempre tiveram efeitos sociais concretos. Nos anos 1940 e 1950, o termo "computador" ainda designava pessoas, em especial mulheres, que realizavam cálculos complexos. "Temos aí uma informação histórica que funciona como uma cápsula do tempo. A própria profissão de computador foi extinta pela construção dessas máquinas", explica. Com o avanço da automação, essas tecnologias passaram a concentrar poder e alterar estruturas de trabalho. "Estamos falando de coisas que têm uma repercussão social muito forte e clara", afirma. "São tecnologias de automação que deslocam poder, fazem impacto na vida das pessoas, na economia." Clique aqui para voltar ao início. O ciclo de promessas e frustrações com a IA O CEO da OpenAI, Sam Altman, testemunha perante a Comissão do Senado para o Comércio, Ciência e Transportes no Senado americano. Getty Images via BBC Nos anos 1970, o Reino Unido viveu um "inverno da IA", após o matemático James Lighthill publicar um relatório afirmando que o campo "vivia de especulações sem fundamento". "Faz-se todo um glamour, mas não se alcançam esses resultados. Promete-se ir muito longe", afirma Gonçalves. "Alguns pesquisadores começaram a dizer: a gente precisa parar de prometer tudo isso, porque depois isso queima a área." Hoje, segundo ele, o ciclo se repete, agora impulsionado por empresas de tecnologia com alcance global e orçamentos bilionários. "A polarização é tão forte que parece que ou esses sistemas vão logo se transformar em superinteligências e tomar o poder, ou são burros, estúpidos, meros papagaios estocásticos. Mas, na verdade, a área segue se desenvolvendo." Mesmo com o ceticismo de parte da comunidade científica, Gonçalves destaca que o poder econômico e político dessas corporações sustenta o ritmo das inovações. "Desde 2022, quando surge o ChatGPT, esses sistemas vêm melhorando. E aí não estou falando do que se promete, mas do que de fato se observa." "É um tipo de pesquisa que, se bem-sucedida, tem impacto muito grande. Você poder automatizar mais e mais atividades intelectuais, de escritório, que foram as mais preservadas da automação das primeiras revoluções industriais, que eram mais mecânicas", diz. Clique aqui para voltar ao início.

Não é para sua sala, mas você vai querer: conheça a linha Sony Bravia BZ-P para empresas

Publicado em: 31/01/2026 07:00 Fonte: Tudocelular

A Bravia BZ-P é mais recente proposta da Sony para o setor de sinalização digital e ambientes corporativos. Nesse sentido, a série possui 16 modelos e tem como foco principal áreas corporativas, educacionais, varejo e transporte. Uma prévia dos equipamentos deve ser revelado durante a ISE 2026. Alta performance visual: brilho e tecnologia de painel De modo geral, a família de produtos revelada pela japonesa se divide em três ramificações. Mesmo assim, é possível encontrar algumas características comuns entre elas, como suporte a resolução 4K e HDR. Veja quais são: BZ40P (topo de linha) 55" a 85" 700 nits, antirreflexo premium, certificação IP5X BZ35P (intermediária) 43" a 85" 500 nits, antirreflexo padrão, IP5X BZ30P (básica) 43" a 85" 400 nits, antirreflexo padrão Painéis 4K com tecnologia Deep Black Non-Glare para visibilidade total Quanto aos principais destaques, vale mencionar o uso da tecnologia Deep Black Non‑Glare, implementada para reduzir reflexos. Além disso, os modelos trazem o chip XR, adaptado ao uso profissional e com otimizações via IA. No mais, o design é mais fino, leve e vem com molduras simétricas, bem como montagem VESA centralizada para instalação fácil.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Motorista que desviou R$ 88 mil de idosa é condenada a devolver valor com juros: 'Vai ser mais de R$ 100 mil', diz advogado

Publicado em: 31/01/2026 05:01

Motorista espelhou celular de idosa e realizou 48 transferências bancárias entre janeiro de 2023 e abril de 2024 Divulgação A motorista que se aproveitou da confiança de uma idosa de 79 anos para realizar 48 transferências bancárias que juntas somaram R$ 88.847,40, deverá devolver o valor à vítima. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) na quinta-feira (29) e o estorno do valor deve ser acrescido de juros e correção monetária. Cabe recurso da decisão. O crime foi descoberto em maio de 2024, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, depois que o gerente do banco ligou para a vítima alertando sobre as transferências frequentes. Na época, a vítima disse que a motorista de 26 anos prestou serviços de transporte por aplicativo para ela entre janeiro de 2023 e abril de 2024, depois de conquistar sua confiança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A suspeita é que a mulher se aproveitava dos momentos em que a idosa deixava a bolsa no carro, pegava o telefone e realizava as transferências depois de conseguir acesso às senhas do celular e dos aplicativos de bancos. Ao g1, o advogado da idosa, Rafael Vinicius Normandia da Cruz, afirmou que só estará de fato satisfeito quando sua cliente for integralmente ressarcida. "Ela fez um espelhamento do celular da minha cliente, então ela conseguia mexer no aplicativo pelo celular dela e realizar as transferências. Caso a justiça negue mais uma vez o recurso da motorista, se ela recorrer, ela deverá pagar o valor corrigido que soma um valor superior a R$ 100 mil. Se por ventura ela não pagar, a justiça pode optar pela penhora dos bens dela", esclareceu o advogado. Já o advogado da motorista, Brian Epstein Campos, disse que irá comentar sobre o caso posteriormente. Relembre o caso Segundo o processo, a motorista prestava serviços com frequência para a idosa, criando uma relação de confiança entre as duas. Com o tempo, se aproveitando da vulnerabilidade da vítima e do fato de ela ter pouca familiaridade com tecnologia, a motorista usou aplicativos de acesso remoto para controlar o celular da idosa à distância. As investigações e a análise dos extratos bancários mostraram que, entre janeiro de 2023 e abril de 2024, foram realizadas 48 transferências da conta bancária da idosa diretamente para a conta da motorista. Ao todo, os valores desviados somaram mais de R$ 88 mil. Além da ação na área cível, que trata da devolução do dinheiro, a motorista também foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por furto qualificado, crime que ocorre quando há agravantes, como o abuso de confiança. “Diversas tentativas de conciliação foram realizadas. No entanto, todas foram infrutíferas. Diante da gravidade da situação, da tentativa de ocultar provas e da ausência de êxito nas tratativas extrajudiciais, não restou alternativa senão propor a ação buscando a reparação dos prejuízos causados pelos valores indevidamente desviados da conta bancária”, ressaltou Rafael Normandia. LEIA TAMBÉM: Idosa é atropelada por moto ao atravessar Avenida Seme Simão, em Uberlândia VÍDEO: Homem aproveita conversa de idosa e furta carteira com R$ 1.600 Ladrão é preso após derrubar idosa ao puxar bolsa durante roubo Em primeira instância, a Justiça condenou a motorista a devolver os valores. Inconformada com a decisão, ela recorreu ao Tribunal de Justiça. No recurso, a motorista alegou que não teve direito pleno de defesa, o que é chamado juridicamente de cerceamento de defesa. Segundo ela, a sentença deveria ser anulada para que testemunhas fossem ouvidas e para que fosse feita uma perícia técnica no celular da idosa. A defesa também argumentou que as provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar o crime. Ao analisar o recurso, o relator do caso, desembargador Nicolau Lupianhes Neto, rejeitou os argumentos da defesa. Ele explicou que a motorista não apresentou contestação dentro do prazo previsto em lei, situação conhecida como revelia, mesmo tendo participado de uma audiência de conciliação acompanhada de advogada. O magistrado destacou ainda que não houve prejuízo ao direito de defesa, já que os documentos anexados ao processo eram suficientes para a análise do caso. “Os extratos bancários detalham cronologicamente 48 transferências bancárias, todas destinadas à conta da apelante”, afirmou o desembargador no voto. Ao manter a condenação, o relator ressaltou que a motorista agiu de forma intencional ao se apropriar do dinheiro da idosa, explorando a fragilidade da vítima e a relação de confiança construída ao longo do tempo. A decisão também destacou a gravidade da conduta por se tratar de um crime cometido contra uma pessoa idosa, grupo que tem proteção especial garantida pelo Estatuto do Idoso, lei que busca coibir abusos e garantir os direitos dessa parcela da população. Veja também: Idoso é vítima de golpe do empréstimo Idoso é vítima de golpe do empréstimo em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Como proposta de taxação gerou 'revolta' de bilionários na Califórnia

Publicado em: 31/01/2026 05:01

David Sacks fala em evento na Casa Branca, em julho de 2025. Ele é um dos bilionários que se opõem à medida Casa Branca via BBC O mês de dezembro de 2025 foi marcado por uma movimentação peculiar no Vale do Silício, região da Califórnia (EUA) que é considerada a capital global da tecnologia e lar de muitos dos bilionários que fizeram sua fortuna no setor. À medida que o fim do ano se aproximava, cresciam rumores de que alguns desses residentes mais ricos planejavam reduzir seus vínculos com a Califórnia ou até mesmo abandonar completamente o Estado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A suposta revolta seria provocada pela ameaça de um novo imposto estadual de 5% sobre fortunas a partir de US$ 1 bilhão. Caso aprovado, o imposto será aplicado retroativamente a todos os bilionários residentes da Califórnia em 1º de janeiro de 2026, o que explicaria a aparente urgência em deixar o Estado antes do fim de 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O empresário e investidor David Sacks, assessor especial para Inteligência Artificial e Cripto do governo do presidente Donald Trump, aumentou a especulação sobre o assunto em um post na rede social X em 21 de dezembro. Ao comentar sobre um protesto contra bilionários em San Francisco, ele escreveu: "Mensagem recebida". Dez dias depois, em 31 de dezembro, Sacks postou: "Tenho o prazer de encerrar o ano anunciando que a Craft Ventures [empresa de capital de risco da qual é fundador] abriu um escritório em Austin [no Texas]. Que Deus abençoe o Texas e feliz ano novo!". Segundo comunicado da empresa, Sacks se mudou para Austin em dezembro. No mesmo dia, Peter Thiel, cofundador da PayPal e da empresa de software Palantir Technologies, entre outras, anunciou que sua empresa de investimentos privados, Thiel Capital, estava abrindo um escritório em Miami, na Flórida. A nova unidade, segundo comunicado, irá "complementar" as operações da empresa em Los Angeles. A imprensa americana também relatou que Sergey Brin e Larry Page, os fundadores do Google, retiraram diversos ativos da Califórnia pouco antes do Natal, incluindo a transferência para outros Estados de empresas de responsabilidade limitada (LLCs) que gerenciam parte de seus interesses comerciais e investimentos. Como a Califórnia tem mais de 200 bilionários, mais do que qualquer outro Estado americano, a possibilidade de taxação sobre essas fortunas gerou um enorme debate, envolvendo não apenas líderes do setor de tecnologia, mas também deixando claras divisões no Partido Democrata, que domina a política local. Peter Thiel anunciou escritório na Flórida Reuters via BBC Os detalhes da proposta A proposta de taxar bilionários foi apresentada no fim do ano passado pelo Service Employees International Union-United Healthcare Workers West (SEIU-UHW), um sindicato que representa mais de 120 mil profissionais de saúde, trabalhadores de hospitais e pacientes na Califórnia. Residentes do Estado com fortunas a partir de US$ 1 bilhão estariam sujeitos ao novo imposto, cuja alíquota aumenta de forma progressiva e linear, partindo de 0% até chegar a 5% para aqueles com US$ 1,1 bilhão ou mais. Na prática, quase todos os afetados pagariam a alíquota de 5%. Isso porque, de acordo com a lista de bilionários compilada pela Revista Forbes, citada pelos autores da proposta, apenas um entre os 204 bilionários da Califórnia tem fortuna abaixo de US$ 1,1 bilhão. Esse imposto estadual seria pago uma única vez, não seria recorrente, e o pagamento poderia ser dividido ao longo de cinco anos, em parcelas de 1% (acrescidas de "uma pequena taxa"). Mas a medida só entrará em vigor caso seja aprovada por consulta popular na eleição legislativa de novembro deste ano. E nem mesmo a inclusão da proposta nas cédulas de votação está garantida, já que depende da assinatura de 875 mil eleitores da Califórnia. O SEIU-UHW anunciou que começou a coleta de assinaturas neste mês, mas opositores da ideia, entre eles o governador do Estado, o democrata Gavin Newsom, já avisaram que pretendem lutar para que não seja incluída nas cédulas de votação. Caso o SEIU-UHW consiga reunir o número necessário de assinaturas e a pergunta realmente chegue às cédulas, são esperadas campanhas intensas, tanto por parte de apoiadores quanto de opositores, para convencer os eleitores a votar pelo "sim" ou pelo "não". Peter Thiel já doou US$ 3 milhões para uma campanha contra a medida, e há relatos na imprensa americana de que vários outros investidores também fizeram doações. Se a proposta for aprovada em novembro, os contribuintes afetados terão de pagar o imposto já em 2027, e o montante exato devido será calculado com base em seu patrimônio líquido total em 31 de dezembro de 2026. Mesmo se aprovada, porém, muitos apostam que a mudança será contestada na Justiça. As justificativas para o imposto Gavin Newsom, governador democrata da Califórnia, promete campanha contra o imposto. EPA via BBC O SEIU-UHW e um grupo de especialistas em direito e política tributária consultados para elaborar a proposta afirmam que a taxação dos bilionários serviria para compensar cortes de gastos na saúde adotados pelo governo Trump em 2025. O argumento é o de que a Califórnia enfrenta "uma crise fiscal aguda", causada "em grande parte" pelos cortes federais, que devem causar um aumento nos custos de saúde. É citado o risco de fechamento de hospitais, demissão de funcionários e perda cobertura de saúde para muitos moradores, entre outros impactos negativos. "Novas receitas são necessárias para atenuar o impacto desses danos", afirmam coautores da propostas em um artigo recente. Eles observam que muitos dos cortes federais foram "para compensar o custo de grandes isenções fiscais para os mais ricos". A ideia do imposto seria "utilizar fundos dos que mais ganharam com as recentes mudanças federais para proteger aqueles que foram mais prejudicados". "Economistas projetam que a Califórnia perderá cerca de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos [em cortes à saúde]", diz à BBC News Brasil um dos autores, Brian Galle, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley). "Nossa pesquisa sugere que a maneira economicamente mais sensata de preencher esse rombo seria impor um imposto sobre este grupo de pessoas que já são extraordinariamente confortáveis [financeiramente]", afirma Galle. A expectativa é a de que o novo imposto arrecade cerca de US$ 100 bilhões ao longo de cinco anos, sendo US$ 20 bilhões por ano, de 2027 a 2031. Pela proposta, 90% da receita seria investida em saúde, e o restante em assistência alimentar e educação. Divisões no Vale do Silício e no Partido Democrata A perspectiva de um imposto sobre fortunas desencadeou uma reação imediata por parte de bilionários e investidores. Em uma mobilização online, críticos como David Sacks, que comanda um podcast popular, passaram a ressaltar os possíveis impactos negativos no setor de tecnologia e na economia do Estado. Um dos argumentos é o de que o imposto tributaria ativos e participação acionária em vez de renda e prejudicaria fundadores de empresas e startups. Há o temor da necessidade de vender grande quantidade de ações para pagar o imposto, com impacto negativo no valor das empresas. O investidor do setor de tecnologia Chamath Palihapitiya disse em postagem no X em dezembro que a medida levaria a Califórnia à falência. "O desfecho inevitável será um êxodo dos empreendedores mais talentosos, que podem — e irão — optar por fundar suas empresas em Estados menos regressivos." Em postagem no X neste mês, Andy Fang, cofundador da empresa de entrega de comida DoorDash, disse que ama a Califórnia, "mas propostas estúpidas de imposto sobre a fortuna como esta tornam irresponsável da minha parte não planejar sair do Estado". Outros bilionários, porém, descartaram planos de deixar o Estado, entre eles o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o fundador do Airbnb, Brian Chesky O debate deixou claras as divisões não apenas entre fundadores, CEOs e investidores do Vale do Silício, mas também na política local e no Partido Democrata, em um ano eleitoral que irá definir o controle do Congresso em Washington. Em um momento de crescente preocupação com o aumento dos níveis de desigualdade nos Estados Unidos, políticos da ala progressista do partido, entre eles o novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, têm ganhado destaque com a defesa de alta de impostos para os mais ricos. A proposta de taxação na Califórnia já recebeu apoio de nomes como o senador Bernie Sanders, que é independente mas vota com os democratas no Congresso, e o deputado federal Ro Khanna, que representa o distrito que engloba o Vale do Silício. No entanto, a discussão pode complicar a estratégia do governador Gavin Newsom, que vem tentando se firmar como um dos críticos mais proeminentes de Trump, de olho em uma posssível candidatura democrata à Presidência em 2028. Newsom, que tem uma relação próxima com a indústria de tecnologia e já foi prefeito de San Francisco, onde vivem muitos dos líderes do setor, prometeu lutar para impedir que a proposta vá adiante. Segundo o governador, o novo imposto poderia inibir a inovação e tornar a Califórnia menos atraente para startups. Em entrevista recente ao jornal New York Times, ele disse que a mera introdução da proposta já havia prejudicado o Estado, ao levar alguns bilionários a se mudarem e, assim, "levarem seus dólares de impostos com eles". Resposta às críticas Em análise conjunta, o órgão técnico e apartidário de assessoria fiscal da Assembleia Legislativa da Califórnia e o Departamento de Finanças do governador estimam que o novo imposto resultaria em dezenas de bilhões de dólares em receitas extraordinárias. Ao mesmo tempo, preveem que possa levar a centenas de milhões de dólares por ano em perdas contínuas devido à provável saída de alguns bilionários da Califórnia, para evitar a tributação. Apoiadores da proposta, no entanto, descartam a possibilidade de um grande "êxodo" de bilionários. "Minha opinião é a de que falar é fácil", observa Galle. "Em muitos casos anteriores, quando um governo, seja nacional ou local, iria adotar novos impostos para os super-ricos, ouvimos ameaças de que essas pessoas iriam partir. Mas elas não foram embora", afirma o professor da UC Berkeley. Galle cita o caso da própria Califórnia, que em 2012 estabeleceu um novo imposto sobre milionários. "Opositores disseram que iria destruir a economia. Em vez disso, hoje a Califórnia tem uma parcela maior de pessoas que ganham US$ 1 milhão do que tinha antes do imposto." "Há muitas evidências econômicas, ao redor do mundo e nos Estados Unidos, sobre se esses tipos de impostos causam respostas reais de deslocamento. E a evidência é de que, sim, alguns se mudam. Mas são poucos", diz Galle. Estabelecer domicilio fiscal fora da Califórnia é um processo complexo, que leva em conta uma série de fatores e envolve mais do que simplesmente comprar uma casa em outro Estado. "É um teste complicado para definir quem conta como residente da Califórnia, que analisa todos os vínculos sociais e comerciais, onde seus filhos frequentam a escola, quem é seu médico, que escritórios você frequenta quando vai trabalhar", destaca Galle. "Seria muito difícil mudar todos esses fatores para conseguir deixar de ser residente nas poucas semanas entre quando os bilionários começaram a falar sobre isso e o dia 1º de janeiro", diz Galle, lembrando que quem sair do Estado após essa data não vai evitar pagar o imposto. 'Corrigir desequilíbrios' O debate na Califórnia ocorre em um momento em que inúmeros estudos e especialistas em tributação indicam que os mais ricos pagam taxas de imposto menores do que a classe média trabalhadora. No artigo conjunto, os autores da proposta estimam que, "incluindo todos os impostos em todos os níveis de governo, bilionários pagaram 24% de sua verdadeira renda econômica em impostos nos anos de 2018 a 2020, enquanto a média nacional dos EUA foi de 30%". O novo imposto poderia ajudar a corrigir esse desequilíbrio, ao tributar toda a riqueza, "independentemente de ter sido realizada como renda ou não". Diferentemente de contribuintes assalariados, a maior parte da riqueza dos bilionários está em ações e outros ativos intangíveis e em investimentos tributados a uma alíquota menor. Os sistemas de imposto de renda dos Estados Unidos e da Califórnia tributam ganhos de capital e investimentos apenas quando o proprietário vende seus ativos. "O imposto de renda, mesmo que tenha alíquotas progressivas, em que as pessoas pagam mais conforme sua capacidade de pagar, não é muito eficiente em tributar os super-ricos", diz à BBC News Brasil outro dos arquitetos da proposta, Darien Shanske, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis). "Isso ocorre porque os super-ricos não recebem renda. Eles têm muitos ativos, é isso que os torna ricos, e não precisam vendê-los para se beneficiar deles", afirma Shanske. "A maioria dos sistemas de imposto de renda tributa os investidores apenas quando vendem seus investimentos", complementa Galle. "Há um incentivo muito forte para que indivíduos ricos nos Estados Unidos simplesmente mantenham seus investimentos para sempre e não os vendam." Para os autores da proposta, como os bilionários "geralmente não têm muita renda comum, nem costumam vender seus ativos", mesmo se alguns realmente deixarem o Estado, o impacto não seria tão profundo. "Sua renda representa uma parcela relativamente pequena [cerca de 2,5%] do total de receitas do imposto de renda da Califórnia", diz o artigo, ao sugerir que a perda seria "muito pequena em relação à receita esperada de US$ 100 bilhões com o [novo] imposto". Dados citados pelos autores indicam que "o crescimento anual da riqueza dos bilionários [nos EUA] de 1982 a 2025 foi de cerca de 7,5% ao ano [ajustado pela inflação], enquanto a renda média cresceu apenas 1,5% ao ano no mesmo período". "O que é intrigante e, francamente, um pouco desanimador sobre algumas das reclamações por parte dos bilionários é que cada um deles, mesmo que pague o total de 5% no primeiro ano [em parcela única], ainda estará mais rico ao final do ano do que quando começou", afirma Shanske. "Porque seus ativos estão se valorizando a mais de 5%." "Como o pagamento pode ser parcelado em cinco anos, na prática, os bilionários continuarão a ver sua riqueza crescer, em média, cerca de 6,5% ao ano, ao mesmo tempo que fornecem ao Estado uma receita valiosa", diz o artigo. Segundo os autores, com o novo imposto, os super-ricos passariam a contribuir "com algo mais próximo de uma parcela justa de sua riqueza para sustentar o Estado no qual construíram suas fortunas".

EUA x Irã: como está o cerco militar no Oriente Médio e quais os 'buracos' na defesa iraniana

Publicado em: 31/01/2026 05:01

Irã diz estar preparado para negociações "justas" com os Estados Unidos O Irã dificilmente conseguiu reparar o estrago em seu arsenal provocado pela guerra de 12 dias contra Israel e os EUA, em 2025. Segundo analistas ouvidos pelo g1, os danos causados nas defesas do país agora dão a Donald Trump uma "excelente" oportunidade para atacar novamente e pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei. O presidente dos EUA ameaça o Irã com uma ação militar caso o regime se recuse a negociar limitações ao seu programa nuclear. A pressão escalou nas últimas semanas com o envio de uma grande força ao Oriente Médio, com navios de guerra e jatos de combate (veja mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ainda não se sabe se o cerco militar de Trump será suficiente para fazer o regime Khamenei negociar um acordo nuclear, porém, uma coisa é certa: os EUA têm à frente uma grande oportunidade para atacar o Irã, afirmou ao g1 Ana Karolina Morais, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (NUPRI). “Do ponto de vista tático, acho difícil, mas não impossível, que Trump faça algo mais ousado ou até mesmo tente depor o aiatolá. Os EUA têm uma excelente oportunidade de atacar o Irã, porque a Rússia voltou as atenções para a Ucrânia, e Bashar al-Assad foi deposto. É como se a Síria fosse a única coisa que restava no caminho da escalada de EUA e Israel contra o Irã”, disse Ana. Trump considera desde bombardeios até incursões dentro do país para pressionar por uma mudança de regime, segundo a mídia dos EUA. Já Teerã afirma que qualquer agressão militar norte-americana será interpretada como um ato de guerra e disse estar pronto para uma "resposta esmagadora". Buracos na defesa x discurso iraniano Apesar da retórica de força do regime iraniano, o país enfrentaria sérios problemas para se defender de um bombardeiro dos EUA e para responder de forma eficaz, afirmou ao g1 Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard. "O Irã gastou muitos de seus mísseis contra Israel no ano passado e com certeza não tiveram condições de repor. Já a defesa aérea do Irã tem áreas descobertas e isso ficou claro nos bombardeios do ano passado. Dificilmente essas deficiências foram reparadas ao longo dos meses subsequentes aos bombardeios", afirmou Brustolin. O governo iraniano, no entanto, afirma estar pronto para a guerra e diz que aumentou seus estoques de mísseis e drones. Segundo o general Reza Talaei-Nik, porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, "a capacidade das defesas antimísseis do país foi fortalecida e se tornou mais eficaz graças às experiências adquiridas durante a guerra". Mas, o discurso do regime iraniano é visto com cautela pelos analistas. Segundo eles, o país tenta se mostrar forte o tempo todo — inclusive, se declarou vencedor da guerra contra Israel e os EUA, o que não aconteceu. Outro fator que contribui para desacreditar em parte as falas oficiais são as sanções internacionais impostas ao Irã, que dificultam a capacidade de adquirir novos armamentos e baterias de defesa aérea e também de reparar a indústria de mísseis (leia mais abaixo). Para Vitelio Brustolin, dada a situação atual do regime Khamenei, Trump está em condições inclusive de tentar tirar o aiatolá do poder e colocar alguém alinhado aos interesses dos EUA, tal qual a Casa Branca fez na Venezuela. Autoridades dentro do governo dos EUA afirmaram ao jornal "The New York Times" que Trump passou a considerar essa possibilidade nos últimos dias. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ataque por via aérea Um ataque dos EUA contra o Irã necessariamente seria pela via aérea, já que os países não são vizinhos e não há indícios de preparativos para uma invasão terrestre a partir de países que fazem fronteira com os iranianos. Nesse caso, o Exército norte-americano lançaria mísseis e jatos a partir de navios de guerra e de bases aéreas situadas em países aliados no Oriente Médio. É provável também que Israel se junte a uma ofensiva americana. , O cerco do Exército dos EUA ao Irã Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci Trump enviou o grupo de ataque USS Abraham Lincoln, que contém o porta-aviões de mesmo nome e ao menos três destróieres como escolta. A bordo do USS Abraham Lincoln estão ao menos 60 aeronaves de guerra. Veja a força militar abaixo: USS Abraham Lincoln (porta-aviões); USS Spruance, USS Michael Murphy, USS Frank E. Petersen Jr. e USS Delbert D Black (destróieres); Cerca de 56 jatos dos modelos F-35 e F-18 (a bordo do porta-aviões); Ao menos 1 submarino nuclear da classe Virginia; As embarcações se juntaram recentemente à região do Comando Central do Exército dos EUA, que responde pelo Oriente Médio. Cada um dos destróieres citados tem capacidade para carregar até 96 mísseis Tomahawk, de longo alcance e difíceis de serem detectados. Ao todo, há ao menos dez navios de guerra norte-americanos no alcance do Irã, segundo o jornal “The New York Times” (veja abaixo). O porta-aviões e os destróieres Spruance, Michael Murphy e Frank E. Petersen Jr. estão no Mar Arábico, ao sul do Irã. Já o Delbert D Black está perto do porto israelense de Eilat, do outro lado da Península Arábica e a cerca de 1.200 km do território iraniano. Segundo a Marinha dos EUA, outros cinco destróieres fazem parte do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln e deveriam estar junto com o porta-aviões, são eles: USS Milius, USS Decatur, USS Kidd, USS Dewey e USS Wayne E. Meyer. No entanto, não foi possível determinar, com informações de rastreamento naval disponíveis publicamente, se essas embarcações estão presentes no Oriente Médio. Os navios de guerra enviados por Trump são acompanhados por diversos jatos e outras aeronaves. Algumas estão a bordo do USS Abraham Lincoln e outras estão estacionadas nas 19 bases militares em diferentes países do Oriente Médio, como Catar, Arábia Saudita, Bahrein, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Gui Sousa/Arte g1 Editoria de Arte/g1 Como estão hoje arsenal e defesas do Irã? Irã e Israel travaram, em junho de 2025, uma guerra de 12 dias com trocas de bombardeios. Cerca de mil pessoas morreram e outras 5 mil ficaram feridas no Irã. Em Israel, foram 28 mortos e cerca de 3,3 mil feridos. Os EUA se envolveram no conflito e bombardearam três instalações nucleares iranianas —Fordow, Isfahan e Natanz. Após o fim da guerra, o Irã correu para reabastecer seu arsenal de mísseis, composto por projéteis balísticos e de cruzeiro, e em agosto realizou exercícios militares para demonstrar força. Segundo estimativas de institutos especializados, Teerã utilizou entre 500 e 600 mísseis e mais de 1.000 drones no conflito em 2025. Mísseis iranianos Contando os mísseis utilizados e as eventuais perdas causadas por bombardeios israelenses, que alvejaram instalações militares e galpões, é possível que o arsenal de mísseis do Irã tenha caído dos estimados 3 mil no primeiro semestre de 2025 para cerca de 1.500 atualmente, segundo institutos especializados em assuntos militares. Segundo Vitelio Brustolin, apesar das afirmações de Teerã, é quase improvável que o governo iraniano tenha conseguido repor seu arsenal nesses sete meses desde o conflito, levando em conta as sanções que enfrenta. Interior de uma das "cidades de mísseis" onde é armazenada uma grande quantidade de mísseis balísticos Kheibar Tansim Defesas aéreas O mesmo ocorre com as defesas aéreas do Irã, segundo Brustolin. Israel afirma que destruiu na guerra cerca de 40 sistemas S-300, de fabricação russa e altamente avançados. Dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) do início de 2025 afirmam que o Irã tinha ao menos 42 baterias de S-300 e S-200 como trunfo de sua defesa aérea. O Irã tem defesas aéreas consideradas robustas, até por serem reforçadas por tecnologia russa. São um sistema multicamadas, com dezenas de dispositivos de médio alcance e centenas de baterias de curto alcance. No entanto, todo esse aparato falhou durante os ataques de Israel, segundo Ana Karolina Morais. Avançado sistema de mísseis S-300 é exibido pelo Exército do Irã durante desfile militar em 2022. Ebrahim Noroozi/AP Segundo o IISS, um dos trunfos do Irã está em sua indústria militar, que “atingiu alto grau de proficiência na produção de alguns tipos de armamentos avançados”, como os mísseis e os drones. Os drones de ataque produzidos por Teerã estão entre os mais tecnológicos do mundo, e o regime Khamenei tem centenas de milhares desses projéteis em seu arsenal. A combinação de seu programa de mísseis e a forte indústria drones de ataque compensam pela força aérea iraniana, que é “incapaz”, segundo o IISS. Apesar de contar com mais de 270 jatos fabricados nos EUA e na Rússia, a falta de peças causada pelas sanções prejudica na prontidão dessa força. Veja abaixo os jatos que o Irã tinha no primeiro semestre de 2025: 69 F-5; 55 F-4; 35 Mig-29; 29 Su-24; 18 F-7; 12 Mirage; 10 F-14; 6 Azarakhsh; 6 HESA Saegheh.

Palavras-chave: tecnologia

Paciente sobrevive mais de 48 horas sem pulmões após médicos criarem sistema artificial antes de transplante

Publicado em: 31/01/2026 04:02

Radiografias mostram os pulmões novos (à esquerda) e os pulmões antigos (à direita) Northwestern Medicine Cirurgiões nos Estados Unidos conseguiram fazer um paciente sobreviver por mais de 48 horas sem pulmões. Após uma infecção grave, os médicos removeram o órgão e criaram um sistema artificial para mantê-lo vivo até o transplante. 🫁 O caso pode mudar o tratamento de infecções graves, em que o transplante não é uma indicação hoje, mas pode ser a única forma de salvar o paciente. A cirurgia aconteceu em um hospital nos Estados Unidos, e os médicos publicaram o caso em um artigo nesta quinta-feira (29), na revista científica Med. Da infecção grave ao colapso dos pulmões O paciente, que não teve a identidade revelada, tinha 33 anos quando desenvolveu uma infecção grave causada por uma gripe. O quadro evoluiu rapidamente e levou à síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), um tipo de insuficiência respiratória que provoca acúmulo de líquidos nos pulmões e redução do oxigênio no sangue. 🔴 Em pouco tempo, a função pulmonar entrou em colapso, e outros órgãos, como coração e rins, começaram a falhar. O estado dele era crítico. O coração parou assim que chegou. Tivemos que fazer reanimação cardiopulmonar. Cirurgiões removeram os pulmões infectados de um paciente e ele permaneceu vivo sem pulmões por 48h Northwestern Medicine Segundo o médico, quando a infecção é tão severa que o tecido pulmonar começa a se deteriorar de forma extensa, os danos se tornam irreversíveis. “É aí que os pacientes morrem”, afirma. Os pulmões estavam tão comprometidos que, além de não funcionarem mais, continuavam alimentando a infecção. Ao mesmo tempo, o organismo estava debilitado demais para receber imediatamente órgãos de um doador. 🔴 A equipe médica se viu diante de um impasse: remover os pulmões era necessário para controlar a infecção, mas, biologicamente, uma pessoa não consegue sobreviver sem eles. 48 horas sem os pulmões Atualmente, pacientes com esse tipo de quadro são mantidos vivos com o auxílio da ECMO, sigla para oxigenação por membrana extracorpórea. A tecnologia oxigena o sangue fora do corpo e remove o dióxido de carbono, funcionando como um suporte temporário. Só que isso é feito enquanto os pulmões se recuperam. 🫁No caso dele, isso não era possível, já que os pulmões estavam agravando o quadro e deteriorando o organismo. Para resolver o problema, os cirurgiões desenvolveram para o paciente um sistema de pulmão artificial capaz de substituir temporariamente todas as funções pulmonares. Os médicos retiraram os dois pulmões e instalaram o dispositivo, que oxigenava o sangue, removia o dióxido de carbono e mantinha o fluxo sanguíneo necessário para o coração e o restante do corpo, permitindo que o paciente permanecesse vivo enquanto se recuperava da infecção sistêmica. O resultado surpreendeu a equipe médica. Assim que os pulmões foram removidos, o homem começou a apresentar melhora. A pressão arterial se estabilizou, outros órgãos passaram a funcionar melhor e a infecção cedeu. Em dois dias, o quadro clínico mudou completamente, e ele pôde receber o transplante. Hoje, cerca de dois anos após o procedimento, leva uma vida normal. O que essa descoberta muda Atualmente, o transplante de pulmão é reservado a pacientes com doenças crônicas, como fibrose cística ou doença pulmonar intersticial. Em casos agudos de SARA, a estratégia costuma ser manter o suporte intensivo na expectativa de que os pulmões se recuperem. 🔴 O estudo, no entanto, sugere que essa lógica pode não se aplicar a todos os pacientes. Ao analisar os pulmões removidos, os pesquisadores encontraram cicatrizes extensas e sinais de dano imunológico em nível molecular. Esses achados indicam que o tecido havia atingido um estágio irreversível, sem capacidade de regeneração. Ou seja, o que os médicos descobriram ao analisar os pulmões do paciente é que a síndrome havia causado danos irreversíveis e que, sem a retirada do órgão infectado e o transplante, ele não teria se recuperado. Segundo os pesquisadores, isso pode acontecer com outros pacientes em situações semelhantes. De acordo com Bharat, é a primeira vez que evidências biológicas mostram de forma clara que, em alguns casos, o transplante duplo de pulmão é a única alternativa possível para a sobrevivência. O médico, que é especialista nesse tipo de procedimento, afirma que pacientes jovens com danos pulmonares graves morrem com frequência porque o transplante nem sequer é considerado uma opção. “Para danos pulmonares graves causados por vírus ou infecções respiratórias, mesmo em situações agudas, um transplante de pulmão pode salvar vidas”, diz.

Palavras-chave: tecnologia