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Trabalho, arte e glitter: carnaval impulsiona vendas de pequenos empreendedores em SP

Publicado em: 01/02/2026 06:00

Bruno Sunga, fundador da Sungolé, também é arquiteto, "marido de aluguel e vende bolos. Acervo pessoal/Bruno Sunga Com a alta demanda por itens de festa e serviços, o carnaval se tornou uma oportunidade para microempreendedores lucrarem, além de ser, também, uma opção de renda extra para quem tem emprego fixo. Os produtos vendidos pelos pequenos empresários vão desde tiaras e plaquinhas para usar nos blocos a doces alcoólicos caseiros. Há pessoas que até se aventuram na máquina de costura e nas misturas de tecidos coloridos, lantejoulas e glitter. Bruno Spinardi, de 36 anos, também conhecido como Sunga, é um desses microempreendedores. Além de arquiteto, é fundador da Sungolé. A empresa vende uma versão alcoólica do doce de verão com nome que varia conforme a cidade: geladinho, sacolé ou chup-chup. Blocos fazem ensaios e shows pra afinar detalhes e fazer caixa para o carnaval de rua de SP Tudo começou em 2015 com uma brincadeira entre amigos a fim de "fazer uma grana extra" para curtir o carnaval em outro estado. "A gente queria ir ao Rio de Janeiro, mas estávamos 'duros'. Então surgiu a ideia: vamos fazer geladinho em casa e vender nos blocos", contou Bruno ao g1. "Fizemos isso em cinco finais de semana seguidos, e deu certo!" O projeto se repetiu nos anos seguintes, e outras pessoas quiseram participar, tornando-se revendedoras. Hoje, a produção dos produtos da Sungolé é feita em uma fábrica. Os revendedores compram as unidades que desejam vender por valor de atacado e ficam responsáveis pelo armazenamento e pelas vendas. No ano passado, a Sungolé vendeu cerca de 40 mil geladinhos com uma equipe de quase 20 revendedores. "Temos pessoas que vendem entre 3.000 e 4.000 unidades nos blocos de pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval. A média é mais ou menos mil unidades vendidas por pessoa", diz Bruno. Os preços de venda recomendados pela Sungolé é uma unidade por R$ 8 e três por R$ 20. Acervo pessoal/Lígia Godoy Para os próximos anos, as metas são continuar a fomentar o carnaval de rua e entrar no setor de moda carnavalesca a partir da venda de maiôs e viseiras da marca. Ele estima que haverá ao menos 25 vendedores do Sungolé nas ruas neste ano. As cidades que vão receber os isopores da empresa são São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. Bruno explica que ganhar uma renda extra é a principal motivação das pessoas para se juntarem à Sungolé. "Os revendedores dizem que precisam pagar dividas ou que são tímidas, e as vendas de geladinhos ajudam a se soltar, 'trocar ideias' com outros foliões e ganharem dinheiro." Lucro de R$ 2 mil com geladinhos A advogada Lígia Godoy, de 30 anos, é uma das revendedoras do projeto desde 2025. Durante uma conversa com Bruno, o empresário disse a ela que ser um revendedor é "uma opção muito legal para fazer uma renda extra". Lígia topou. "Além de ganhar uma renda extra, para mim, foi muito divertido, porque eu conheci muita gente, fiz muitas amizades em blocos. Eu gosto bastante", disse, em entrevista ao g1. Ela contou também que, em 2025, lucrou quase R$ 2 mil com vendas no carnaval. A advogada, que usou o dinheiro para viajar, tinha comprado 1.200 geladinhos para revender. Lígia Godoy e Bruno Sunga se conheceram em um bloco de Carnaval. Acervo pessoal/Lígia Godoy Sobre seu emprego fixo, ela conta que escolheu uma profissão que não tem muita relação com a Lígia fora do escritório. "Mas a parte interessante de ser advogada nessas horas da curtição do carnaval é ter conhecimento jurídico para ajudar as pessoas em casos de assédios e outras questões." Brilho e penas Enquanto o carnaval é animado para quem está vendendo geladinhos, "o mercado de arquitetura é parado", diz Fabrício Cervelin, arquiteto autônomo de 46 anos, ao g1. A marca de roupas de Fabrício, a Fabrilhe, surgiu em 2020, depois de ele ter sido demitido do seu antigo emprego. O arquiteto, porém, fazia fantasias de carnaval criança. "É uma paixão antiga, porque o carnaval de rua de Divinolândia acontecia na frente da casa da minha avó. Eu assistia e ficava encantado com aquilo", conta. Fabricio nasceu em Divinolândia, cidade do interior de São Paulo com cerca de 11 mil habitantes. Agora, na capital, ele aproveita a data festiva para fazer uma renda extra vendendo roupas e acessórios artesanais: "É muito importante, é um dinheiro extra maravilhoso". A loja vende bonés, tiaras, colares, bodychains, coletes, shorts e outras roupas e acessórios para serem usados na rua e chamar a atenção nos blocos. As peças mais caras custam R$ 380. Os clientes da Fabrilhe costumam ser amigos de amigos ou pessoas atraídas pelo perfil da marca nas redes sociais. Acervo pessoal/Fabrício Cervellin A marca é praticamente trabalho de um homem só: "eu desenho, crio, produzo, tiro foto, saio na foto, edito, posto. Eu faço tudo, exceto os shorts e os coletes, que são feitos por uma costureira", diz o arquiteto. Para além do retorno financeiro, Fabrício diz que "é gratificante ir aos lugares e ver pessoas usando coisas que eu fiz". Os itens vendidos são feitos de restos de tecidos ou são comprados na internet e no Centro de São Paulo. As penas usadas são verdadeiras, mas ele conta que não envolve sofrimento de pavões, faisões e galinhas do sítio do pai dele: as aves soltam penas naturalmente no verão. Inteligência artificial como ajudante A inteligência artificial é usada na produção e edição de imagens e na criação de textos para as redes sociais e o site da Lucky Charm. Acervo pessoal/Maria Claudia Marrey Depois de trabalhar em várias agências de marketing, a comunicadora social Maria Claudia Marrey, de 43 anos, decidiu fundar sua própria marca, a Lucky Charm Acessórios. Foi em 2018 que ela vendeu a primeira peça feita à mão da marca. Desde então, as datas comemorativas se tornaram um momento para obter dinheiro, principalmente o carnaval. "Eu faço tudo sozinha: desde a escolha dos materiais até a planilha de custos e a organização das encomendas", contou Maria Claudia ao g1. Recentemente, porém, ela teve uma ajuda que considera importante: a da inteligência artificial (IA). Segundo Maria Claudia "as ferramentas de IA foram uma 'mão na roda' para empreendedores autônomos". A piracicabana não está sozinha. Uma pesquisa da plataforma de serviços financeiros InfinitePay revelou que os empreendedores brasileiros usam a IA da empresa principalmente em transações financeiras, controle de caixa, campanhas de marketing e análises para a tomada de decisões. A Lucky Charm vende tiaras, ombreiras, earcuffs (brincos que contornam as orelhas) e viseiras cheios de penas e brilhos para usar nos blocos. Tiaras são os itens mais vendidos. As peças feitas à mão variam entre R$ 89,90 e R$ 400. Mesmo deixando a carreira no marketing de lado, Maria também aplicou as habilidades que obteve na Faculdade Belas Artes em sua marca. "Eu trabalhei em agência de publicidade e atendia muitos clientes, então tenho noção de o que uma empresa precisa para funcionar e entendo de campanhas no Instagram e no Google Ads", diz ela. De acordo com Maria Claudia, o carnaval é a data comemorativa que a marca mais vende. "É uma festa que o Brasil inteiro comemora. Eu recebo pedidos até de gente de fora. Já mandei peças aos Estados Unidos e, neste ano, recebi pedidos de pessoas da Argentina". Com as vendas do período, a comunicadora consegue caixa suficiente para manter a empresa o resto do ano inteiro. *Sob supervisão de Paula Lago e Fernanda Calgaro

Palavras-chave: inteligência artificial

Prova da CNH: baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados brasileiros — e serão 11 em fevereiro

Publicado em: 01/02/2026 05:01

Contran acaba com o teste da baliza para candidatos a motorista em todo o Brasil Quatro estados brasileiros deixaram de exigir o teste de baliza durante a prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nesta sexta-feira (30), o estado de Sergipe também derrubou a obrigatoriedade. Em São Paulo, a obrigatoriedade caiu na última segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a medida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O tema parece novidade, mas já são 10 estados brasileiros que não exigem a baliza na prova prática. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004. Já no estado de Mato Grosso a baliza deixou de ser obrigatória em janeiro, mas a mudança ocorre de forma gradual até 10 de fevereiro. O g1 procurou os 27 Detrans do país para consultar sobre a exigência da baliza na obtenção da carteira de motorista. Veja a lista de estados em que a baliza não faz mais parte da prova prática: Na maior parte dos estados, a mudança começou após a publicação da Resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o Contran, a nova resolução “normatiza os procedimentos sobre a aprendizagem, a habilitação e a expedição de documentos de condutores e o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação”. A norma não menciona diretamente a baliza, mas prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, ainda não publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que deverá definir regras nacionais também para a prova prática. Por isso, os Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram à reportagem que aguardam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste. Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP São Paulo permite carros automáticos Outra mudança promovida pelo Detran de São Paulo foi a permissão para que candidatos utilizem veículos automáticos durante a prova prática. Antes, isso só era permitido a candidatos que precisavam de algum tipo de adaptação no veículo. Para o Detran, a medida “reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta que apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual. Esse total representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil. Mudança divide especialistas Ao g1, a especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo. “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo", aponta a especialista. Para Laura, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo". Já a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina não acredita que a retirada da baliza seja, de fato, negativa. “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses", diz Bellina. A preocupação dela está voltada para outras mudanças no processo de obtenção da CNH, como a redução das aulas práticas e o fim da obrigatoriedade da autoescola.

Palavras-chave: tecnologia

O animal que sobreviveria ao fim do mundo, segundo estudos sobre asteroides e supernovas

Publicado em: 01/02/2026 04:01

Impacto de asteroide acabaria com muitas formas de vida. Mas microanimal de 1,2 milímetro sobreviveria Freepik A vida na Terra se caracteriza não tanto por sua fragilidade, mas por sua capacidade de persistir. Ao longo de bilhões de anos, ela sobreviveu a eventos aparentemente definitivos – de erupções vulcânicas em grande escala a impactos de asteroides e extinções em massa – e, ainda assim, conseguiu continuar. Os registros mais antigos datam sua origem há pelo menos 3,7 bilhões de anos, um período durante o qual sobreviveu a crises que dizimaram mais de três quartos de todas as espécies existentes. A maior dessas crises ocorreu há cerca de 250 milhões de anos, durante a extinção do Permiano, quando aproximadamente 90% das espécies desapareceram. Contudo, após apenas alguns milhões de anos, a vida se reorganizou e continuou. Essa resiliência surpreendente levou muitos cientistas a uma conclusão incômoda para nossa espécie: mesmo que os humanos desapareçam, a vida provavelmente não desaparecerá. Isso levanta a questão: qual criatura seria a última a sobreviver? Enquanto a humanidade enfrenta ameaças que vão desde as mudanças climáticas a um potencial conflito nuclear, existe um pequeno animal que provavelmente sobreviverá a todos nós. E não, não são baratas nem escorpiões. Trata-se de um organismo humilde, com oito patas, que se destaca dos demais quando se trata de extrema resiliência: o tardígrado. Resiliência que desafia a lógica Esses microanimais, também conhecidos como ursos-d'água, mal chegam a 1,2 milímetro de comprimento, mas demonstraram uma resiliência que desafia toda a lógica biológica. Conforme relatado pela publicação especializada IFL Science , eles podem sobreviver sem comida ou água por períodos extremamente longos – até 30 anos em condições experimentais – suportar temperaturas extremas – de condições criogênicas próximas do zero absoluto até cerca de 150 °C em laboratório – resistir a pressões esmagadoras e doses letais de radiação, e até mesmo permanecer expostos ao vácuo do espaço sem se abalarem. Tardígrados podem sobreviver 30 años sem água, suportam o vácuo espacial e radiação letal Kazuharu Arakawa and Hiroki Higashiyama O segredo dessa sobrevivência extrema reside em um processo conhecido como criptobiose. De acordo com a publicação científica, quando as condições se tornam hostis, os tardígrados expelem mais de 95% da água de seus corpos e se contraem em uma espécie de cápsula desidratada. Nesse estado de animação suspensa, eles podem permanecer por décadas, até que o ambiente se torne favorável novamente. Ameaças cósmicas Mas, além de seus aparentes superpoderes biológicos, o que é realmente interessante é o que eles representam: a prova tangível de que a vida, uma vez estabelecida, pode ser extraordinariamente difícil de erradicar. Um estudo de 2017 realizado por físicos das universidades de Oxford e Harvard, divulgado por veículos como IFL Science e Vice, analisou três dos piores cenários astrofísicos imagináveis: impactos de asteroides gigantes, explosões de supernovas próximas e explosões de raios gama. Todos esses eventos seriam devastadores para a humanidade e para a maioria das espécies do planeta. Os tardígrados, no entanto, provavelmente sobreviveriam. Para que um impacto de asteroide os exterminasse, explicam os pesquisadores, o evento teria que ser capaz de alterar drasticamente o equilíbrio térmico do planeta, elevando as temperaturas globais a níveis incompatíveis com a existência de oceanos líquidos. Dos corpos conhecidos no sistema solar, apenas uma dúzia de asteroides e planetas anões atingem esse limite de massa – incluindo Plutão –, e não é esperado que nenhum deles intercepte a órbita da Terra. No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de 0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro anos-luz de distância. LEIA TAMBÉM: Aurora boreal de rara intensidade é avistada na Europa e nos EUA O que são os 'pontos vermelhos' do universo primitivo? Estudo do James Webb traz resposta Calendário astronômico de 2026: confira quando haverá eclipses, chuvas de meteoro e superluas A guerra nuclear representa uma ameaça imediata à vida complexa na Terra Imago/United Archives International Algo semelhante acontece com as explosões de raios gama, os eventos mais energéticos do universo. Para causar um aquecimento global capaz de ferver os mares, elas teriam que se originar a menos de 40 anos-luz da Terra, uma possibilidade considerada mínima antes que o próprio Sol chegue ao fim de sua vida. Nesse sentido, os pesquisadores concluem que, a menos que ocorra um evento capaz de literalmente ferver todos os oceanos do planeta, os tardígrados ainda estarão aqui, indiferentes ao nosso fim. "Os tardígrados são os seres mais próximos da indestrutibilidade que existem na Terra", afirma o físico brasileiro Rafael Alves Batista, em um texto divulgado pela Universidade de Oxford , no Reino Unido. "Sem nossa tecnologia para nos proteger, os seres humanos são uma espécie extremamente sensível. Mudanças sutis em nosso ambiente podem nos afetar drasticamente." Guerra nuclear Paradoxalmente, além dos cenários extremos delineados pelos cientistas, uma das ameaças mais imediatas à vida complexa pode não vir do espaço, mas de nós mesmos. As armas nucleares representam um risco real e iminente, cujos efeitos se estenderiam muito além da destruição imediata da Terra. No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de 0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro anos-luz de distância. Um estudo publicado na AGU Advances e citado em maio de 2023 pela Universidade do Colorado em Boulder , nos EUA, modelou vários cenários de guerra nuclear e concluiu que a fuligem gerada pelas explosões bloquearia a luz solar por aproximadamente uma década, causando um resfriamento global abrupto. Em um conflito em larga escala entre os Estados Unidos e a Rússia, por exemplo, as temperaturas médias globais poderiam cair cerca de 10 °C nos três anos seguintes. Os oceanos, que cobrem mais de 70% do planeta, esfriariam rapidamente e desenvolveriam extensas camadas de gelo marinho. A fotossíntese do fitoplâncton – a base da cadeia alimentar marinha seria severamente afetada, desencadeando uma grave reação em cadeia nos ecossistemas oceânicos. "Se as algas desaparecerem, tudo o mais desaparece também", alertou Nicole Lovenduski, coautora do estudo, em um comunicado da Universidade do Colorado em Boulder. Os ursos d'água usam criptobiose para expelir 95% da água de seus corpos e ficam em estado de animação suspensa por décadas Micropia Mesmo conflitos nucleares regionais mais limitados produziriam efeitos globais duradouros, de acordo com as simulações. E, diferentemente dos tardígrados, os humanos dependem de sistemas agrícolas, cadeias de suprimentos e condições climáticas extremamente sensíveis. Mesmo assim, nem a guerra nuclear nem os asteroides marcarão o fim definitivo da vida na Terra. Esse destino está reservado para o Sol. Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol esgotar seu hidrogênio e se transformar em uma gigante vermelha, ele se expandirá a ponto de engolfar Mercúrio e Vênus e, provavelmente, a Terra também. Muito antes de o Sol atingir esse estágio final, o aumento progressivo de sua luminosidade transformará irreversivelmente o ambiente da Terra. A intensificação da radiação alterará a estabilidade climática do planeta, causará a perda gradual de sua atmosfera e, eventualmente, eliminará a água superficial que torna a vida possível hoje. O resultado será uma Terra transformada em um mundo seco e inóspito, incapaz de sustentar até mesmo os organismos mais resistentes. Esse será o ponto final até mesmo para os tardígrados, pelo menos em escala planetária. Algumas bactérias extremófilas podem sobreviver por um tempo, mas a vida como a conhecemos chegará ao fim. Até lá, a lição é clara: a Terra não precisa dos humanos para sobreviver. Nós, por outro lado, precisamos de um planeta estável para sobreviver. E nesse delicado equilíbrio, os tardígrados têm uma vantagem de milhões de anos. Planeta parecido com a Terra é descoberto

Palavras-chave: tecnologia

Conheça relatos de contato com extraterrestres em Goiás

Publicado em: 01/02/2026 04:01

Corretor de imóveis fala sobre aterrissagem de óvnis em Goiás Goianos revelaram ao g1 as experiências que tiveram ao longo da vida com objetos e seres que acreditam pertencerem a outro mundo. Embora detalhem circunstâncias bem diferentes entre si, todos eles guardam uma característica em comum: a convicção de que viveram algo real, não fruto da imaginação. Aos 64 anos, o corretor de imóveis Miguel Ferreira relata que passou por duas experiências, ao longo da vida: uma envolvendo OVNI (Objeto Voador Não Identificado) e outra de abdução. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A primeira, aos 14 anos, foi em Goiânia. Miguel conta que ele e alguns amigos viram, durante o dia, um disco voador no céu, enquanto estavam descendo uma rua, no Bairro Feliz. A segunda experiência foi mais profunda. Então com 18 anos, ele estava acampando com alguns amigos na Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, quando decidiu, em uma noite, caminhar sozinho. Ele afirma que foi abduzido e se lembra apenas de "flashes" do que aconteceu. "Estávamos no alto da serra. Tudo rústico, sem luz. E não havia celular naquela época. Eu saí para caminhar à noite. De repente, vi uma luz diferente. Vi uma nave espacial e um ser muito grande", contou. Miguel diz que marcas em chão, em Paraúna, é uma das comprovações do pouso de objetos voadores não identificados Reprodução/ Perfil do Instagram de Miguel Ferreira O corretor conta que, durante a abdução, esse ser não se comunicou com ele, não disse nada. Mas Miguel sentiu que estava em um deslocamento muito rápido, como se estivesse sendo transportado para algum lugar. "Parecia um sonho. Foi algo sobrenatural. Eu guardei isso (essa experiência) por muito tempo", afirmou, acrescentando que não costumava falar muito sobre as suas experiências por receio de ser alvo de preconceito ou acusações diversas, como invenção ou que estivesse sob efeito de substâncias alucinógenas. Segundo o goianiense, quando ele reencontrou os amigos, veio a surpresa. "Eles falaram que eu tinha sumido por mais de um dia. Ou seja, teve um lapso temporal. Eu creio. Eu fui abduzido", afirmou. Histórias de décadas João Oliveira Ramos, professor de história do Instituto Federal de Goiás (IFG), explica que relatos de contatos com supostos seres extraterrestres atravessam décadas, misturando testemunhos populares, investigações independentes e o imaginário coletivo. Embora o caso mais famoso do país seja, sem dúvidas, o do "ET de Varginha", em Minas Gerais, Goiás também teve exemplos emblemáticos. O exemplo goiano mais conhecido, segundo o historiador, é o de Alto Paraíso de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros, onde todos os anos diversas pessoas afirmam ver discos voadores. "Alto Paraíso surgiu da exploração mineradora e, com a exaustão dessa fonte, a economia do município se reinventou através do ecoturismo, que foi impulsionado pela migração de grupos esotéricos para a região a partir da década de 1980", contou. Miguel teve mais de uma experiência com extraterrestres, em Goiânia e Paraúna; Édina avistou uma nave, em Cavalcante Reprodução/ Perfis do Instagram de Miguel Ferreira e Édina Marczal A cerca de 90 quilômetros dali, em Cavalcante, a terapeuta natural Édina Marczal, de 50 anos, teve a sua experiência mais intensa com objetos de outros planetas. Ela conta que em uma noite de outubro de 2025, avistou várias caneplas, uma espécie de drone extraterrestre. "No entorno dessas caneplas, deu para perceber nitidamente o vulto de um objeto muito maior. Parecia uma nave. A visão que tive desse vulto foi muito nítida", contou. Édina conta que ela mantém contato por telepatia com seres extraterrestres desde nova, mas que os episódios têm sido mais frequentes ultimamente. "A cada dia que passa, as comunicações telepáticas e os avistamentos estão ocorrendo com períodos menores entre um e outro", relatou. O historiador João destaca que outro local que também recebe atenção da ufologia em Goiás é a Serra da Portaria, no Parque Estadual de Paraúna. "Além dos relatos de objetos luminosos no céu, pelos moradores, também há formações circulares concêntricas nas rochas que muitos interpretam como sendo evidências de pousos de discos voadores", afirmou. Uma das testemunhas dessas luzes estranhas no céu foi Claudia Garcia Rodrigues, de 45 anos. Em julho de 2024, por volta da meia-noite, a chefe do departamento turístico da cidade avistou luzes com movimentos estranhos, no alto da Serra do Cristo. Ela estava saindo do trabalho, da organização de um evento que aconteceria no dia seguinte na cidade, acompanhada de uma amiga, quando fez um vídeo dos OVNIs (veja no início da reportagem). "Para mim, foi algo muito forte. Naquele dia, a minha amiga estava bebendo, mas eu não, porque eu estava a trabalho. O movimento delas era muito rápido. Durou mais ou menos três minutos e sumiu de uma vez", contou. Claudia diz que não tem dúvidas de que os seres humanos não são os únicos habitantes do universo. "Eu acredito muito em Deus. E acredito que ele não fez só a gente, aqui na Terra, e falou 'olha, só aqui que haverá vida'. Eu falo de seres mesmo. Uns mais evoluídos, outros menos evoluídos, com formações diferentes da nossa", afirmou. Moradora de Paraúna, Claudia Garcia Rodrigues avistou dois objetos luminosos estranhos no céu, em julho de 2024 Arquivo pessoal/ Claudia Garcia Rodrigues Foi em Paraúna, aliás, que o corretor Miguel Ferreira avistou, em outubro do ano passado, marcas circulares no chão. Eram as tais formações circulares concêntricas às quais o professor João se referiu. Miguel as avistou enquanto passeava no Parque Ecológico de Paraúna, na Serra das Galés, próximo à Cachoeira do Desengano. Na ocasião, um dos turistas que o acompanhava registrou o momento e os sinais no solo. "Aqui é uma das comprovações do pouso de objetos voadores não identificados. Isso aqui, pelo que tudo demonstra, são as bases de apoio de aterrisagem dos OVNIs. Só não crê quem não quer", disse Miguel, na ocasião. Disco voador em Goiás Velho Os relatos de Miguel, Édina e Claudia se somam a pelo menos dezenas de outros semelhantes que aconteceram em Goiás. No caso dos OVNIs, o Arquivo Nacional do Brasil, órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, possui um banco de dados de registros de no país. De 1952 até 2024, houve 924 casos registrados. Desses, segundo a pesquisa feita pelo g1 na última semana, 34 tinham o termo “Goiás”. O primeiro deles data de maio de 1969 e se refere a uma reportagem do jornal “Correio Braziliense” sobre o caso divulgado pela imprensa goiana de um fotógrafo que registrou um objeto semelhante a um disco voador enquanto descansava em sua fazenda, na Cidade de Goiás. Além dele, sua esposa e dois funcionários teriam visto o OVNI. A mesma reportagem conta, ainda, que em Jaraguá a informação de que um disco voador havia caído na zona rural causou um grande alvoroço na cidade. Um lavrador, chamado Paulo Alves Rezende, teria visto o objeto decolando, enquanto ele saía da sua casa, e caindo, logo em seguida, a cerca de 500 metros. Moradores chegaram a montar grupos de caça ao OVNI e até o presidente da Câmara Municipal se envolveu nas buscas. Segundo o jornal, os relatos de objetos voadores não identificados estavam sendo estudados pela Aeronáutica, que cogitava criar um órgão exclusivo para a análise desses casos. A relação entre as histórias de OVNIs e de autoridades militares não era meramente técnica e de defesa do território nacional, segundo o historiador João. Ele destaca que o período da Ditadura Militar no Brasil, iniciado em 1964, cinco anos antes das notícias da cidade de Goiás e de Jaraguá, foi crucial para a divulgação de relatos ufológicos pela imprensa, contribuindo para a construção do imaginário coletivo. “Como havia censura e não havia liberdade para o jornalismo investigar denúncias contra o governo, o espaço dos jornais muitas vezes era preenchido com pautas sobre temas misteriosos, como aparição de discos voadores e fenômenos paranormais”, afirmou. Ufólogo cita casos emblemáticos A ufologia é uma paraciência que estuda e investiga casos de OVNIs e outros fenômenos relacionados à vida extraterrestre, segundo o ufólogo Edison Boaventura Júnior . Em entrevista ao g1, ele conta que Goiás teve casos emblemáticos de relatos sobre objetos não identificados. Um deles foi em uma fazenda em Morrinhos, em maio de 1981. Na ocasião, um engenheiro, filho do dono da fazenda, disse que o pai tinha visto um objeto de cor escura sobrevoar a propriedade, por volta das 16h. "Após ouvir um barulho, o objeto caiu no maior dos três açudes da fazenda. Na hora da queda, segundo ele, a água transbordou e ferveu. No dia seguinte, os peixes estavam todos mortos", contou Edison. Na semana seguinte, segundo Edison, outro filho do fazendeiro nadou no açude e, pouco tempo depois, morreu. À época, a causa da morte foi apontada como leucemia. Um delegado que soube do ocorrido pediu que o açude fosse drenado. "Após a drenagem, constatou-se no meio do açude uma perfuração circular de aproximadamente 20 metros de profundidade e 4 a 5 metros de diâmetro", contou. O ufólogo diz que uma equipe da base aérea de Anápolis chegou a ser chamada para fotografar estudar local, mas militares pediram que o açude fosse aterrado, por causa da inviabilidade de esvaziar a fenda e retirar o objeto. O que diz a ciência Não há uma resposta única para o questionamento se existe ou não vida extraterrestre. Em entrevista ao g1, o astrônomo Manoel Alves Rodrigues, professor do Planetário da Universidade Federal de Goiás (UFG) explicou que, até hoje, ainda não há evidências de vida fora da Terra. Por outro lado, também não se pode afirmar que não há. Ele explica, no entanto, que há o chamado Paradoxo de Fermi, formulado pelo físico italiano Enrico Fermi. "O paradoxo diz o seguinte: 'Se o universo é tão grande e antigo, onde está todo mundo?", resume Manoel. Para se ter uma ideia do que significa "tão grande", o astrônomo explica que o universo possui trilhões de galáxias. "E cada uma dessas galáxias com cerca de 200 a 400 bilhões de estrelas. E cada estrela podendo ter (ao redor) mais de um planeta, dezenas ou nenhum. Portanto, a quantidade de planetas é imensa. Então, não é possível não ter vida em outro local. Mas a ciência ainda não tem isso definido", afirma. Em relação aos OVNIs, o professor explica que é muito comum as pessoas que os avistam não conseguirem identificar do que se trata. Os casos podem se encaixar em uma das seguintes situações: satélites artificiais: um dos principais motivos de confusão com OVNIs, são pontos que cruzam em linha reta e não piscam. "Outro destaque são os satélites utilizados para internet, como os da Starlink, que muitas vezes aparecem em conjunto como se fosse um trem de luzes e são visíveis a olho nu", disse Manoel. meteoros: quando entram na atmosfera a determinada velocidade, aquecem tanto que pegam fogo e geram um rastro no céu; bólidos: são meteoros um pouco maiores e muito brilhantes. "Eles podem iluminar o céu por alguns segundos e geram luzes interessantes e diferentes, dependendo da composição química deles", disse o professor. planetas: Vênus é o mais comum dos que podem ser confundidos porque é possível vê-lo com muito brilho, principalmente no começo da manhã ou no final da tarde. aeronaves: aviões com luzes vermelhas e verdes piscando podem confundir as pessoas."No planetário já ligou gente falando que estava vendo um ponto passando na frente do sol à tardezinha, e nada mais era do que a trajetória de um avião", explica Manoel. balão meteorológico: São equipamentos soltos por institutos de meteorologia, para medir aspectos como temperatura e pressão. "O balão infla e muitas vezes estoura, caindo com um paraquedas, para não causar dano. É muito comum as pessoas confundirem com disco voador, como aconteceu em Goiânia no começo da década de 1980". O astrônomo conclui que, caso exista vida extra terrestre, há diversas possibilidades: ela pode ser inteligente, rara ou ter tido um "grande filtro" que essas civilizações extraterrestres não superaram, filtro esse que envolve sobrevivência, uso de tecnologias e outros fatores. "Ou, mais ainda, pode ser que essas civilizações existam, mas não se comunicam (com o humanos) porque não querem ou não precisam", disse. Para Manoel, o astrônomo norte-americano Carl Sagan definiu bem a situação da humanidade em qualquer uma das duas hipóteses, de existência ou não de vida extraterrestre. "Ele disse: 'O que é mais assustador? A ideia de extraterrestres em mundos estranhos, ou a ideia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?'", afirmou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Pesquisa brasileira pode ampliar acesso a açúcar funcional usado como prebiótico; entenda como

Publicado em: 01/02/2026 03:00

Pesquisa brasileira pode ampliar acesso a açúcar funcional usado como prebiótico Imagine um açúcar funcional já conhecido pela ciência, mas que pode passar a ser produzido no Brasil com tecnologia nacional. Essa é a proposta do estudo desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) e instituições parceiras. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Produzido a partir da sacarose da cana-de-açúcar e transformado com auxílio de uma enzima específica, o composto conhecido cientificamente como frutooligossacarídeo (FOS) surge como uma alternativa ao açúcar comum. "Se o Brasil é o maior produtor mundial de sacarose, por que não utilizar esse açúcar convencional e transformá-lo em FOS com tecnologia 100% nacional? Dessa forma, seria possível reduzir custos, promover autonomia tecnológica e ampliar o acesso da população brasileira a um produto funcional e saudável", explicou o pesquisador Rafael Firmani Perna. Embora não sejam uma novidade científica, os FOS já são estudados e utilizados como ingredientes prebióticos em diversos países e têm uso aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pesquisas nacionais também investigam aplicações e processos envolvendo açúcares funcionais. O diferencial do trabalho conduzido pela Unifal-MG está no desenvolvimento de uma rota enzimática nacional, capaz de converter a sacarose da cana-de-açúcar em FOS de forma mais eficiente, com potencial de reduzir custos e diminuir a dependência de importações. Pesquisadora cultiva fungo Aspergillus oryzae IPT-301, utilizado na produção de enzimas para conversão da sacarose em FOS Arquivo/Grupo de pesquisa O que diferencia os FOS do açúcar tradicional? A principal diferença está na forma como o corpo humano processa esse composto, segundo o professor Rafael Firmani Perna, líder do grupo de pesquisa na UNIFAL-MG em Poços de Caldas. Ele explica que o organismo humano não possui enzimas capazes de quebrar completamente as ligações entre as moléculas de frutose presentes nos FOS. Por isso, eles chegam intactos ao intestino grosso, onde servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal, ao contrário do açúcar comum, rapidamente absorvido e associado ao aumento da glicemia. "Os FOS são açúcares de baixa caloria (1 – 1,5 kcal/g) e de baixo índice glicêmico. Os açúcares comuns, ao contrário, fornecem energia rápida e podem contribuir para o aumento dos níveis de glicose e insulina", afirmou o pesquisador. Benefícios à saúde Estudos científicos já consolidados indicam que os frutooligossacarídeos (FOS), usados como ingredientes prebióticos, oferecem benefícios à saúde e à nutrição, tanto humana quanto animal. Além de terem baixa caloria, auxiliam na absorção de minerais como cálcio, magnésio e fósforo, podendo contribuir no tratamento de doenças como anemia, osteoporose, hipertensão, intolerância à lactose e insuficiência renal. Outro ponto positivo é a ação anti cariogênica, já que os FOS não fermentam na boca como os açúcares comuns. Além disso, pode ser uma opção mais adequada para pessoas com diabete, desde que consumido com orientação profissional, porque ele não eleva tão rápido ou tão alto o nível de açúcar no sangue quanto os açúcares tradicionais. "Não quer dizer que 'podemos consumi-lo à vontade'. Mesmo alimentos com FOS, dependendo da quantidade, podem influenciar a glicemia. É importante que a pessoa consulte seu médico ou nutricionista, porque cada caso de diabete é diferente: tipo (tipo 1, tipo 2), medicação, controle, dentre outros fatores", explicou. Em relação à saúde intestinal, os FOS ajudam a equilibrar a microbiota e, consequentemente, podem auxiliar na redução de fatores associados a inflamações intestinais, relacionadas ao risco de câncer de cólon. "No intestino grosso há muitas bactérias boas e ruins. Se bactérias ruins crescem, elas podem produzir substâncias que irritam ou danificam a parede intestinal, o que, a longo prazo, pode aumentar risco de câncer de cólon. Os FOS ajudam a alimentar as bactérias boas e, portanto, suprimir as ruins". Frutooligossacarídeos (FOS) estimulam a proliferação de microrganismos benéficos na microbiota intestinal Getty Images Potencial na cozinha Na prática, esse ingrediente poderia futuramente substituir parcialmente o açúcar refinado em receitas como bolos, pães, bebidas e molhos, já que são relativamente estáveis ao calor. Entre as possibilidades está o uso em dietas com restrição calórica, prevenção de diabete ou produtos voltados para a saúde intestinal. "Os FOS são adoçantes de baixa caloria e podem adoçar receitas, mas geralmente têm cerca de 30 a 60% da doçura da sacarose, então talvez seja necessário ajustar a quantidade. Em excesso, os FOS podem causar desconforto gastrointestinal (gases ou leve diarreia), então recomenda-se moderação, especialmente em receitas consumidas por várias pessoas". Os FOS podem ser usados como alternativa parcial ao açúcar tradicional, com menor valor calórico e efeito prebiótico Getty Images via BBC Pesquisa Essa tecnologia para produção nacional de FOS começou a ser desenvolvida em 2004 e hoje se encontra em fase avançada de aprimoramento do processo, com foco na purificação e viabilidade econômica. Todo trabalho surgiu a partir de uma colaboração científica motivada por fatores como as mudanças no cenário alimentar do país e a dependência total da importação de FOS. "Escolhemos a sacarose proveniente da cana-de-açúcar como matéria-prima por ser abundante no Brasil, apresentar baixo custo relativo e já possuir ampla utilização industrial na produção de açúcar comum e etanol", conta o professor. A partir disso, foi desenvolvido um processo com enzimas produzidas pelo fungo Aspergillus oryzae IPT-301, capazes de converter a sacarose em frutooligossacarídeos (FOS). O professor explica que a robustez do processo aumentou por meio da imobilização de células microbianas e enzimas em diferentes materiais de suporte, para ampliar a resistência, prolongar a vida útil do biocatalisador e viabilizar a operação em modo contínuo em reatores de leito fixo, garantindo maior desempenho e produtividade. Por fim, eles usaram materiais como polímeros e compósitos para criar estruturas tridimensionais (3D) que fazem uma fixação eficiente das células microbianas e enzimas, o que, segundo o professor, assegura maior estabilidade térmica e operacional ao processo enzimático. Integrantes do grupo de pesquisa em Tecnologia Enzimática e Bioprocessos da UNIFAL-MG, do campus Poços de Caldas Reprodução / Grupo de pesquisa O grupo é formado pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP), a Universidade Federal do Tocantins (UFTTO), e a Universidade Estadual Paulista (UNESP - Campus São Vicente), além da parceria com o Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, em Braga (Portugal). Atualmente, a rede de pesquisa atua de forma integrada, com cada instituição responsável por uma etapa, como produção enzimática, engenharia de biorreatores, purificação e caracterização do produto, além de estudos de viabilidade técnico-econômica. Os avanços da pesquisa já resultaram em publicações científicas em revistas internacionais nos últimos cinco anos, especialmente nas áreas de engenharia química e biotecnologia com ênfase em alimentos. O grupo também avalia a proteção intelectual da tecnologia. Escala e acessibilidade Apesar do avanço, o Brasil ainda não produz FOS em escala industrial. Na visão dos pesquisadores, o principal desafio estaria nas limitações tecnológicas e estruturais do país. "A produção envolve processos enzimáticos de alto custo, que demandam equipamentos especializados, controle rigoroso das condições de reação e purificação do produto final. Poucos laboratórios de pesquisa no país dominam essas etapas em escala piloto, o que restringe o avanço para a produção industrial", explicou. Além das barreiras técnicas, fatores como o alto custo de importação de enzimas e reagentes, a logística complexa e a carga tributária tornam os FOS importados pouco competitivo no mercado nacional. A produção local, por outro lado, poderia reduzir custos, garantir autonomia produtiva e estimular o desenvolvimento científico. PLA [Poliácido Láctico - tipo plástico biodegradável] impresso em 3d para imobilização das células fúngicas Arquivo/Grupo de pesquisa "Iniciamos, em 2024, o desenvolvimento de uma etapa crucial do processo que envolve a recuperação e purificação deste bioproduto. Esta etapa envolve cerca de 70-80% dos custos operacionais e estamos avançando, com resultados promissores, nesse sentido", disse o pesquisador. Segundo o professor, após essa etapa ainda será necessário avançar em frentes como a otimização para escala piloto, avaliação regulatória e de segurança, parcerias com a indústria, testes de aceitação do consumidor e definição de custos e logística. Quando pode chegar ao mercado? A previsão é que o açúcar funcional feito à base de sacarose da cana chegue às prateleiras em 8 a 10 anos, caso o projeto receba apoio de agências de fomento e estabeleça parcerias, seja com a indústria alimentícia ou o setor privado. Os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderá representar um avanço importante para pessoas com diabete, hipertensão e distúrbios metabólicos, oferecendo uma alternativa mais saudável ao açúcar comum. "Se o chamado “açúcar do bem” puder ser produzido a um custo mais baixo, seu consumo deixará de ser privilégio de poucos e poderá beneficiar também comunidades periféricas e pessoas de menor renda. Dessa forma, o FOS pode se tornar um aliado tanto da saúde pública quanto da educação nutricional", explicou o professor. Grupo de Pesquisa em Tecnologia Enzimática e Bioprocessos da UNIFAL-MG Reprodução/Grupo de pesquisa VÍDEOS: tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Investir em ouro é boa saída em tempos de turbulência na economia?

Publicado em: 01/02/2026 02:00

O preço do ouro bateu uma série de recordes nos últimos tempos, em meio à incertezas da geopolítica global. Reuters via BBC O preço do ouro ultrapassou os US$ 5 mil (cerca de R$ 26,4 mil) por onça troy (31,1034768 gramas) pela primeira vez na história, dando continuidade a uma alta inédita que fez o metal subir em mais de 60% em 2025. O aumento vem em um momento em que as tensões entre os Estados Unidos e a Otan em relação à Groenlândia fizeram crescer as preocupações mundiais em relação às incertezas financeiras e geopolíticas. A política comercial do presidente americano, Donald Trump, também vem preocupando os mercados. No sábado (24/1), ele ameaçou impor uma tarifa de importação de 100% ao Canadá, se o país celebrar um acordo comercial com a China. O ouro e outros metais preciosos são considerados ativos seguros para os investidores em tempos de incerteza. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na sexta-feira (23/1), a prata atingiu US$ 100 (cerca de R$ 530) a onça pela primeira vez, em novo aumento somado aos quase 150% do ano passado. Diversos outros fatores também alavancaram a demanda por metais preciosos. Eles incluem a inflação mais alta que o habitual, a fraca cotação do dólar americano, a compra dos metais por bancos centrais de todo o mundo e a expectativa de que o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) venha a reduzir novamente as taxas de juros este ano. 'As pessoas vão para o ouro' As preocupações com a economia podem ajudar a elevar o preço do ouro, mas a cotação do metal também tende a subir quando os investidores esperam redução das taxas de juros. Taxas mais baixas normalmente indicam menores retornos para investimentos como títulos do governo. Por isso, os investidores buscam ativos como o ouro e a prata. Grande parte do mercado espera que o Federal Reserve reduza sua principal taxa de juros duas vezes em 2026. "A relação é inversa porque o custo de oportunidade de manter o dinheiro em um título do governo, na verdade, não vale mais a pena. Por isso, as pessoas vão para o ouro", explica o estrategista de pesquisa Ahmad Assiri, da corretora australiana Pepperstone. Será que o ouro é realmente um porto seguro? Reuters via BBC As guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, além da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por Washington, também ajudaram a elevar o preço do ouro. Quando os mercados financeiros desabam, pode haver uma súbita "corrida do ouro", com um grande número de compradores (incluindo governos e investidores individuais) buscando comprar o metal precioso, segundo o historiador da economia Philip Fliers, da Universidade de Belfast, no Reino Unido. O ouro teve um ano de destaque em 2025. Muitos investidores migraram para os metais preciosos, gerando o maior aumento anual do preço do ouro desde 1979. Com os mercados financeiros assustados por diversas preocupações, como as tarifas de importação de Donald Trump e o receio de que as ações relacionadas à inteligência artificial estejam supervalorizadas, o ouro atingiu repetidos recordes de alta. Susannah Streeter é a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, uma plataforma de investimentos voltada a clientes de alto padrão. Ela afirma que o ouro "parece não conhecer fronteiras", em meio às atuais incertezas políticas. "A corrida para o porto seguro dourado continua, com o preço do metal precioso subindo cada vez mais", segundo ela. Streeter destaca as tensões comerciais geradas pela ameaça de tarifas de Trump contra o Canadá, que "deixaram os investidores inquietos". Disparada Nem todos os que investem em ouro compram o metal precioso em forma física. Alguns investidores colocam seu dinheiro em produtos financeiros, como fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs), que são atrelados ao ouro. "O ouro é um investimento 'seguro', mas isso não significa que ele não apresente riscos", explica Fliers. Em janeiro de 2020, no início da pandemia de covid-19, os preços do ouro dispararam. Mas, em março do mesmo ano, eles começaram a cair. "Quando a confiança nos ativos financeiros e na estabilidade política começa a oscilar, o ouro tende a reagir primeiro, como o principal metal monetário", explica a planejadora financeira Anita Wright, da empresa britânica Ribble Wealth Management. O ouro sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Reuters via BBC Da máscara mortuária do faraó Tutancâmon, no Egito Antigo, até o Banco de Ouro da nação Asante, em Gana, e os Tronos de Ouro do Templo Padmanabhaswamy, na Índia, o metal sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Um dos maiores apelos do ouro é sua relativa escassez. Foram mineradas até hoje apenas cerca de 216.265 toneladas do metal, segundo o Conselho Mundial do Ouro. Esta quantidade é suficiente para encher três a quatro piscinas olímpicas. A maior parte deste volume só foi extraída de 1950 para cá, com os avanços da tecnologia de mineração e a descoberta de novos depósitos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula que outras 64 mil toneladas de ouro ainda poderão ser extraídas das reservas subterrâneas. Mas a previsão é que o abastecimento do metal atinja um nível estável nos próximos anos. Compras em volume Não surpreende que muitas pessoas busquem o investimento em ouro como uma forma confiável de proteger seu patrimônio. O valor dos objetos e joias de ouro guardados em casa, muitas vezes, não é afetado pelas alterações dos mercados financeiros globais. "Quando você tem ouro, não está preso à dívida de outra pessoa, como um título ou ação, quando o desempenho de uma empresa define o desempenho" do investimento, explica Nicholas Frappell, chefe global de mercados institucionais da empresa ABC Refinery. "É uma ótima opção de diversificação, em um mundo com muitas incertezas." Mas qualquer grande investimento pode ficar à mercê das ações dos grandes operadores financeiros. Fliers suspeita que grande parte do recente aumento dos preços do ouro "seja causado pelos bancos centrais dos governos, aumentando seus estoques de ouro". Eles costumam comprar ouro em grandes volumes para ampliar suas reservas, fugindo de investimentos em ações em tempos de incerteza. Longo prazo No ano passado, os bancos centrais acumularam centenas de toneladas de lingotes nas suas reservas, segundo o Conselho Mundial do Ouro. "Existe um claro afastamento do dólar americano, o que beneficia imensamente o ouro", segundo Nikos Kavalis, diretor-gerente da consultoria de metais preciosos Metals Focus. No início deste ano, o ouro continuou a subir, mas Frappell alerta que as notícias, que "orientam o mercado", também poderão resultar na queda das cotações. "É preciso haver escopo para notícias inesperadas que poderão realmente ser positivas para o mundo, mas não necessariamente para o ouro", afirma ele. Ou seja, investir no metal precioso pode trazer seus riscos. "Ainda é uma estratégia arriscada especular no aumento do preço do ouro, pois, assim que os mercados se acalmarem e os governos recobrarem o juízo, as pessoas irão deixar novamente o ouro", explica Fliers. "Eu diria que o investimento em ouro é algo que se faz a longo prazo." Em muitas culturas, o ouro é comprado durante festivais ou oferecido como presentes em comemorações. Getty Images via BBC Mas nem todos compram ouro puramente por razões de investimento. Em muitas culturas, o metal é adquirido durante festivais ou oferecido como presente em comemorações, como casamentos. Na Índia, o festival anual Diwali é considerado uma ocasião auspiciosa para comprar metais preciosos que irão trazer sorte e riqueza. Segundo o banco de investimentos americano Morgan Stanley, as famílias indianas possuem US$ 3,8 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões) em ouro. Este valor equivale a 88,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já a vizinha China é o maior mercado consumidor de ouro do mundo. Muitos acreditam que comprar o metal traz boa fortuna. "Costumamos observar um pico sazonal da demanda perto do Ano Novo Chinês, como estamos verificando no momento, até certo ponto", explica Kavalis. Ele se refere ao Ano do Cavalo, que começa em fevereiro.

Congresso retoma trabalhos nesta segunda com eleições no radar e 73 vetos para analisar

Publicado em: 01/02/2026 00:00

O Congresso Nacional retoma os trabalhos a partir desta segunda-feira (2). Com uma cerimônia tradicional, com salva de tiros de canhão e discurso dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) , e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), será oficializada a abertura do ano Legislativo. O calendário para votações, no entanto, está apertado. Devido às eleições em outubro deste ano, espera-se que em julho as Casas sofram um esvaziamento, pois deputados e senadores devem voltar as atenções às campanhas. As votações, portanto, devem se concentrar no primeiro semestre, antes do início da campanha eleitoral. Na Câmara os trabalhos já começam oficialmente nesta segunda. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta agendou a primeira sessão de votação para o início da noite e a expectativa é que os deputados votem a medida provisória do Gás do Povo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 Batizado de “Gás do Povo”, o programa oferece gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. A medida precisa ser aprovada pelas duas Casas até o dia 11 de fevereiro para não perder a validade. A primeira sessão do ano do Senado ainda não foi convocada por Alcolumbre. Vetos a serem analisados Com a retomada dos trabalhos legislativos, deputados e senadores terão 73 vetos presidenciais para serem analisados. Os vetos realizados pelo presidente da República são encaminhados ao Congresso para que os parlamentares analisem, em uma sessão conjunta entre Senado e Câmara, sobre manutenção ou derrubada das decisões presidenciais. No entanto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, ainda não marcou uma sessão para a análise dos vetos. Entre os vetos pendentes de análise estão o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por atos golpistas, inclusive pelos episódios de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. A proposta ficou conhecida como PL da Dosimetria. A proposta foi aprovada pelo Congresso no fim do ano passado e foi vetada na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de janeiro. Além disso, os parlamentares também devem se debruçar sobre o veto de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares que estavam previstas no Orçamento de 2026. O Congresso aprovou a peça orçamentária deste ano prevendo R$ 50 bilhões em emendas individuais, de comissão e de bancada. Emendas parlamentares são recursos dentro do Orçamento executados conforme indicação de deputados e senadores. Outros R$ 11,5 bilhões foram carimbados como despesas do governo que poderiam ser alocadas conforme indicação do parlamento. É esta última fatia que foi alvo do corte. Outro veto pendente é do projeto que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. A ampliação — que vai aumentar gastos públicos — foi motivada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a readequação da representação dos estados com base nos dados do Censo de 2022. Só que o STF queria uma readequação de vagas, não um aumento no número de deputados, como aprovou o Congresso. A proposta foi vetada pelo presidente Lula e, a pedido da Advocacia do Senado, o STF estendeu o prazo para 2030. Cenário na Câmara dos Deputados Apesar de o calendário neste ano ser mais apertado, há a expectativa de votação de propostas importantes ainda em fevereiro. Entre elas estão o acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia e a proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. Sobre o acordo Mercosul-UE, Motta afirmou que pretende colocar em votação antes do feriado de Carnaval e que, para isso, aguarda apenas o governo federal encaminhar a proposta ao Congresso. O presidente da Casa também estabeleceu um calendário para a análise da PEC da Segurança. A PEC, relatada pelo deputado da oposição, Mendonça Filho (União-PE), já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e aguarda votação em uma comissão especial antes de ir ao plenário. Caso seja aprovada, seguirá para a análise dos senadores. O relator afirmou que na primeira semana de fevereiro vai procurar as bancadas na Câmara para apresentar e discutir o relatório proposto na comissão especial. A expectativa é que o texto seja votado após o Carnaval. Além disso, o projeto de lei Antifacção deve voltar ao debate. A proposta já foi aprovada na Câmara e como houve mudanças no texto aprovado no Senado, terá que ser apreciada novamente pelos deputados. Também há expectativa de temas como o fim da escala 6x1, a regulação da Inteligência Artificial e do trabalho por aplicativo voltarem a serem discutidas. Cenário no Senado Neste primeiro semestre, o Senado deve se debruçar sobre o projeto que atualiza a Lei do Impeachment. O relator da proposta, senador Weverton Rocha (PDT-MA), ainda não apresentou parecer, mas já afirmou que a proposta não trata somente dos impedimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal, discussão que, nos últimos dias, colocou o projeto em destaque. O projeto estava na pauta de votações da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no final do ano passado, mas a pedido do relator, foi retirado da pauta. O assunto voltou a ser discutido após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes restringir a apresentação de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte à Procuradoria-Geral da República. Ainda não há data para a proposta ser votada, mas a expectativa é que os senadores se debrucem sobre o tema ainda neste ano. Os trabalhos das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) também continuam. A CPI mista do INSS, que investiga fraudes em descontos de benefícios de aposentados do INSS, agendou a primeira reunião do colegiado para esta quinta-feira (5). Na ocasião, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve comparecer para prestar depoimento sobre operações do Master de crédito consignado a aposentados e pensionistas. O senador disse que vai tentar conversar com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no do Supremo Tribunal Federal (STF), para que libere o banqueiro para depor, já que ele está submetido a medidas restritivas. A CPMI do INSS terá até o dia 28 de março para votar o relatório final da comissão. Já a CPI do Crime Organizado, que também está em funcionamento, realizará os trabalhos até 14 de abril. 🔎 A CPI do Crime Organizado foi instalada em meio à repercussão da operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos em outubro do ano passado. Deputados federais no plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Palavras-chave: inteligência artificial

Guarujá integra grupo de 10 cidades que usam inteligência artificial para modernizar serviços públicos

Publicado em: 31/01/2026 19:14

Guarujá passa a integrar grupo da Coalizão de Cidades para a Inteligência Artificial no Brasil (CIIAR Brasil) Prefeitura de Guarujá Guarujá, no litoral de São Paulo, foi selecionada para integrar o grupo da Coalizão de Cidades para a Inteligência Artificial no Brasil (CIIAR). A iniciativa reúne dez municípios escolhidos entre 46 inscritos, com o objetivo de modernizar serviços públicos por meio da tecnologia e da inteligência artificial. Entre as ações previstas estão a integração de sistemas, adesão à rede Gov.br, melhorias nos recursos da Prefeitura e uso de IA em processos internos (confira abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O município se candidatou por meio da Secretaria de Gestão Administrativa (ADM) e da Secretaria de Modernização Digital (Semod), com a proposta de transformar Guarujá em uma Smart City. Em nota, o Secretário de Gestão Administrativa, Valter Batista, destacou que a tecnologia deve ser usada para facilitar a vida da população e acelerar a transformação digital da cidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ele estar entre os dez selecionados "é muito desafiador" e cria uma obrigação: "Fazer com que a tecnologia seja uma ferramenta para facilitar a vida das pessoas e sua relação com a prefeitura". "Essa oportunidade de aprendizagem e troca de experiências, vai acelerar muito a modernização e transformação digital", disse Batista. Além de Guarujá, farão parte do grupo: Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Belém (PA), Recife (PE), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e Maringá (PR). As cidades selecionadas participarão de capacitações, oficinas e projetos ao longo do ano, em uma agenda de intercâmbio e colaboração. Guarujá também estará conectado a uma rede regional de cidades da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai voltadas à inovação pública, dentro do projeto GovTech Connect. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Corpo de Daniel Rocha, fundador da rede Açaí no Grau, é sepultado no Piauí

Publicado em: 31/01/2026 18:53

Corpo de empresário fundador de rede de franquias de açaí é velado e sepultado no Piauí O empresário piauiense Daniel Rocha, 43 anos, fundador e CEO da rede de franquias Açaí no Grau, foi sepultado no final da tarde deste sábado (31), após missa de despedida na Catedral Nossa Senhora dos Remédios, em Picos. Ele morreu na madrugada de sexta-feira (30), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O corpo de Daniel foi transferido de São Paulo para Teresina durante a madrugada. De lá, seguiu para Picos, onde chegou no início da manhã. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores da cidade se reuniram em uma caminhada até a Câmara Municipal de Picos, local onde o empresário foi velado durante a manhã e parte da tarde. Empresário e fundador de franquia de açaí é velado e sepultado no Piauí Cidades na Net Internação Empresário e fundador de franquia de açaí morre no Hospital Sírio-Libanês em SP Reprodução/Redes Sociais Daniel deu entrada na segunda-feira (26) no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, após sentir mal-estar, fraqueza muscular e falta de ar. Na madrugada de terça-feira (27), ele foi transferido em uma UTI aérea para o Hospital Sírio-Libanês, onde permaneceu internado até a morte. A assessoria do empresário informou que não divulgou a causa da morte a pedido dos familiares de Daniel. A rede de franquias fundada por Daniel tem unidades no Piauí e em outros oito estados. Em nota, a empresa lamentou a morte do fundador e afirmou que seguirá "honrando sua história e seus valores". LEIA TAMBÉM Políticos lamentam morte de empresário fundador de rede de franquias de açaí: 'generoso e trabalhador' Prévia de carnaval é cancelada após mortes de empresário fundador de rede de açaí, soldado e criança no PI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: câmara municipal

VÍDEO: drone com sensor de calor localiza homem que estava perdido em área de mata, no Paraná

Publicado em: 31/01/2026 15:02

Homem se perde em mata do PR e é encontrado por drone do Corpo de Bombeiros Um homem de 50 anos foi encontrado em uma mata entre Altônia e São Jorge do Patrocínio, no noroeste do Paraná. As buscas foram realizadas com um drone que possui equipamentos que auxiliam na identificação, como alto-falantes. Desta forma, a vítima conseguiu se comunicar com os bombeiros. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), entre a decolagem do drone e o homem ser localizado foram sete minutos. Confira o momento no vídeo acima. A imagem foi borrada para preservar a identidade da vítima. Na noite de quarta-feira (28), o Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação do homem pedindo ajuda. Segundo o governo, ele disse na ligação que estava desorientado há três horas na mata e não conseguia refazer o caminho para sair. ✅ Clique aqui e siga o g1 PR no WhatsApp Os bombeiros foram ao local que o ele conseguiu especificar e iniciaram a procura com o drone - que também possui câmera termográfica e holofotes. No vídeo divulgado pelo governo, é possível ver o momento em que o homem foi encontrado em cima de uma árvore, depois de sobrevoar a região de vegetação. Conforme os bombeiros, a vítima subiu na árvore para tentar manter o sinal do celular funcionando e para se proteger dos animais que estavam no local. Momento em que o homem foi encontrado, em cima da árvore. SESP-PR "Também com o uso da tecnologia embarcada, foi feito contato, com os alto-falantes, com a vítima, perguntando o seu estado de saúde e também as suas condições, se ele conseguia andar ou não. Dessa maneira, a equipe de resgate conseguiu decidir quais os equipamentos utilizar para realização desse resgate", explicou o sargento Douglas Arcanjo Dias, do Corpo de Bombeiros. As coordenadas foram repassadas ao GPS e os bombeiros conseguiram realizar o resgate. O homem tinha machucados pelo corpo, mas não precisou de atendimento médico. Leia também: Tragédia: Casal morre após colidir carro com caminhão, rodar na pista e ser atingido por carreta Golpe: Criminosos simulam voz de mãe de vítima por inteligência artificial para pedir transferência de R$ 1 mil Estudo feito no Paraná: Pesquisa indica recuperação da memória de pacientes com Alzheimer após tratamento com cannabis medicinal Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Como mulheres pelo mundo lidam com a menopausa, da 'segunda primavera' no Japão ao hábito de mascarar sintomas na Inglaterra

Publicado em: 31/01/2026 12:37

Muitas outras mulheres compartilharam suas próprias estratégias de enfrentamento: algumas mantêm ventiladores sobre as mesas no trabalho para lidar com as ondas de calor, outras escrevem lembretes para si mesmas, como eu fiz, para contornar a névoa mental durante reuniões e apresentações. Tara Moore / Getty Images via BBC Por Zoe Kleinman, editora de tecnologia, BBC News Em novembro de 2025, publiquei uma nota no LinkedIn sobre névoa mental (brain fog, em inglês). Escrevi rapidamente, em cerca de dez minutos, relatando que, pela primeira vez em 20 anos de carreira, precisei recorrer a anotações durante uma transmissão de notícias ao vivo por causa da névoa mental da perimenopausa. Eu não esperava muitas respostas. Para minha surpresa, a postagem gerou uma conversa nacional. Eu fiquei impressionada com a quantidade de mensagens de apoio que recebi, quase 400 comentários no LinkedIn, dezenas de mensagens privadas e centenas de interações em uma matéria sobre o tema no site da BBC News. Muitas seguiam a mesma linha, me chamando de "corajosa" por falar sobre o assunto ou agradecendo por "normalizar" a névoa mental. Na época, eu não me senti particularmente corajosa (ou normal!), mas aquilo deixou claro o quanto a vergonha e o estigma ainda cercam alguns sintomas da perimenopausa e da menopausa, mesmo que eles afetem praticamente metade da população em algum momento da vida. Estrelas de Hollywood, como Oprah Winfrey e Halle Berry, falaram sobre suas próprias experiências com a menopausa e seu impacto, assim como as apresentadoras de TV Davina McCall e Lorraine Kelly. Em 2018, a atriz Gwyneth Paltrow defendeu um "rebranding" da menopausa. E algumas mudanças já ocorreram. Por exemplo, os exames de rastreamento da menopausa serão oficialmente incorporados às consultas de saúde do NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) para mulheres com mais de 40 anos a partir deste ano. Além disso, o Employment Relations Bill (projeto de lei sobre direitos trabalhistas) determina que os empregadores do Reino Unido com 250 ou mais funcionários devem ter "planos de ação sobre menopausa". A medida entra em vigor em abril de 2027 (e de forma voluntária a partir de abril deste ano). Ainda assim, uma pesquisa com autorrelato de cerca de 1.600 mulheres, publicada em outubro de 2025 pela University College London (Reino Unido), apontou que mais de 75% delas se sentem pouco informadas sobre a menopausa. O dado sugere que algo não vai bem. Em 2018, a atriz Gwyneth Paltrow defendeu um "rebranding" da menopausa. Getty Images for BAFTA via BBC Além disso, muitas mulheres afirmam que ainda existe estigma em torno da menopausa e relatam não se sentir à vontade para falar abertamente sobre o tema. Uma mulher na casa dos 60 anos, acadêmica especializada em políticas sociais, me enviou uma mensagem dizendo que passou a brincar sobre seus "momentos da menopausa" com colegas mulheres. Ainda assim, destacou, era "constrangedor", especialmente quando esquecia termos específicos de políticas em sua área de atuação. No entanto, esconder os sintomas ou mascarar a menopausa pode ser desgastante. "A energia gasta em mascarar ou compensar os desafios enfrentados pelas mulheres frequentemente esgota ainda mais suas reservas e reduz os limites para o esgotamento", afirma Fionnuala Barton, médica generalista (GP, na sigla em inglês) e especialista certificada em menopausa pela British Menopause Society (Sociedade Britânica de Menopausa, em tradução livre). Segundo Barton, isso pode aumentar o risco de burnout e levanta uma questão importante: será que o próprio ato de ocultar os sintomas pode afetar a vida das mulheres? Mascaramento da menopausa e burnout O sistema público de saúde do Reino Unido lista 34 sintomas possíveis da menopausa (leia mais abaixo), alguns são mais comuns que outros. E muitos podem ser debilitantes. Uma mulher que me procurou após ver minha publicação no LinkedIn relatou que a queda de estrogênio havia provocado ressecamento vaginal, o que tornava doloroso caminhar. Uma amiga revelou que desenvolveu fraqueza na bexiga. "Foi quase da noite para o dia", disse, e agora nem sempre consegue chegar ao banheiro a tempo. "É mais incômodo do que qualquer outra coisa", admitiu, mas afirmou que não gostaria de voltar a um escritório por causa disso e prefere trabalhar em casa. Outra mulher contou que evita socializar porque se sente incapaz de acompanhar conversas quando está tomada pela névoa mental. Muitas outras mulheres compartilharam suas próprias estratégias de enfrentamento: algumas mantêm ventiladores sobre as mesas no trabalho para lidar com as ondas de calor, outras escrevem lembretes para si mesmas, como eu fiz, para contornar a névoa mental durante reuniões e apresentações. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) lista 34 sintomas da menopausa; ainda assim, esconder os sintomas ou mascarar a menopausa torna tudo ainda mais desgastante. Bloomberg via Getty Images Por um lado, tudo isso mostra a criatividade e a resiliência dessas mulheres, que conseguem lidar com sintomas, em alguns casos debilitantes, e ainda seguir com a vida. Fiona Clark, jornalista e autora do livro Menowars (Guerras da Menopausa, em tradução livre), afirma que muitas mulheres passam por uma jornada ao começar a notar os sintomas: "No começo, há confusão e negação, depois vem o luto e, depois, a aceitação". "Mas, se você está escondendo ou mascarando, você não está buscando a ajuda de que precisa." O mascaramento da menopausa pode ser um desafio particular no trabalho. Se estima que haja 4 milhões de mulheres com idades entre 45 e 55 anos empregadas no Reino Unido, segundo um relatório do governo publicado em 2024, e esta é a faixa etária mais comum para a menopausa. Jo Brewis, professora de pessoas e organizações na The Open University Business School (Reino Unido), afirma que, quando as pessoas mascaram os sintomas no trabalho, isso pode gerar o que economistas chamam de custos na margem intensiva. "Em outras palavras, o esforço envolvido cria um peso extra para as pessoas afetadas." Algumas mulheres chegam a deixar seus empregos. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres com idades entre 40 e 55 anos que trabalham durante a menopausa tenha deixado um emprego por causa dos sintomas, segundo um relatório da organização que luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres The Fawcett Society (Reino Unido), divulgado em 2022, que analisou dados de uma pesquisa com cerca de 4.000 mulheres britânicas realizada pela consultoria de pesquisa Savanta ComRes. Estrelas de Hollywood, incluindo a atriz Halle Berry, falaram sobre suas próprias experiências com a menopausa e seu impacto. FilmMagic via Getty Images "Esse peso pode se manifestar na forma de se tornarem menos visíveis, como não se candidatarem a promoções ou até mesmo migrarem para cargos de menor status, geralmente com menor salário, para conseguir lidar com a situação", diz Brewis, da The Open University Business School. "As pessoas também podem investir esforço extra para evitar qualquer percepção de que estão descuidadas ou que seu desempenho está caindo. Por exemplo, podem trabalhar horas extras para garantir que revisaram seu trabalho caso estejam vivenciando sintomas comuns, como perda de foco ou fadiga." Mulheres japonesas e a 'segunda primavera' É claro que algumas mulheres têm experiências positivas com a menopausa, e é importante não generalizar. E algumas culturas também apresentam atitudes diferentes em relação à menopausa enquanto sociedade. Por exemplo, a palavra japonesa para menopausa, konenki, significa renovação e energia. Lá, a menopausa às vezes é descrita como uma "segunda primavera", uma referência a uma transição positiva para uma fase diferente da vida. Megan Arnot, pesquisadora honorária em Antropologia Evolutiva na University College London (Reino Unido), afirma: "Muitos países ainda carregam um estigma em torno da menopausa, semelhante ao do Reino Unido, embora pareça que as atitudes aqui começaram a mudar nos últimos anos." No entanto, ela sugere que existem culturas e países em que a menopausa é enquadrada de forma mais positiva. "Em muitas comunidades indígenas, incluindo culturas nativo-americanas e maias, a menopausa é vista como uma transição para a sabedoria e a liderança, conferindo às mulheres maior respeito e influência […] Da mesma forma, entre comunidades indígenas australianas, mulheres pós-menopáusicas frequentemente se tornam educadoras culturais e guias espirituais." A palavra japonesa para menopausa, konenki, significa renovação e energia. Getty Images via BBC Melissa Melby, professora de Antropologia na Universidade de Delaware (EUA), concorda que, no Ocidente, "há a percepção de que a menopausa será horrível, difícil de enfrentar e que a vida vai só ladeira abaixo a partir daí". "Geralmente, damos às mulheres listas de sintomas negativos. Problemas. Nós nunca as perguntamos: houve alguma mudança durante esse período que tenha sido positiva para você? Se você só faz perguntas sobre aspectos negativos, vai acabar tendo percepções muito negativas", diz Melby. Ela passou dez anos vivendo e trabalhando no Japão, e conversar com mulheres locais a deixou com "uma sensação de potencial e esperança para a próxima fase da [sua] vida". Admito que, atualmente, não compartilho dessa visão, e se meu marido me dissesse isso agora, eu não poderia garantir sua segurança. Mas talvez haja algo na ideia de, em vez de se fixar na montanha-russa de sintomas, considerar o quadro mais amplo. Não há solução única A menopausa há muito tempo é um grande negócio: há suplementos alimentares, rastreadores de sintomas, faixas terapêuticas para a cabeça e coaches de vida especializados no tema. Meus feeds direcionados nas redes sociais estão cheios de anúncios de remédios naturais para a meia-idade. O mercado de menopausa foi estimado em mais de US$ 17 bilhões (cerca de R$ 85 bilhões) em 2024, e projeta-se que alcance mais de US$ 24 bilhões (aproximadamente R$ 120 bilhões) até 2030. Mas, frequentemente, nada disso é suficiente por si só. No ambiente de trabalho, Brewis, da The Open University Business School, ressalta que os empregadores precisam ter cuidado na forma como oferecem suporte. Em sua visão, os gerentes precisam de treinamento específico para apoiar suas equipes, por exemplo, conduzindo conversas sensíveis e definindo ajustes razoáveis para indivíduos. Ela acrescenta que identificar claramente a menopausa como um motivo legítimo de ausência também é importante. "Algumas pessoas nunca vão querer revelar seu status menopausal no trabalho, não importa quão compassiva ou apoiadora seja a organização, e isso é absolutamente prerrogativa delas", acrescenta. "Mas iniciativas eficazes sobre menopausa podem e devem facilitar a divulgação e reduzir esse estigma." Margaret Mead, antropóloga dos Estados Unidos conhecida por seus estudos sobre papéis de gênero, cunhou o termo post-menopausal zest (entusiasmo pós-menopausa, em tradução livre). Universal Images Group via Getty Images No fim das contas, descobri que a atitude desempenha um papel crucial. Foi Margaret Mead (1901-1978), uma antropóloga pioneira dos Estados Unidos, quem cunhou o termo post-menopausal zest (entusiasmo pós-menopausa, em tradução livre) há mais de 70 anos. Na década de 1950, ela disse: "Não há poder maior no mundo do que o entusiasmo de uma mulher pós-menopausa." Por enquanto, esse pensamento positivo é ao que muitas de nós precisamos nos apegar. Quanto a mim, vou me agarrar a ele enquanto isso durar, também canalizar o konenki, e fazer reposição hormonal. Mas a onda de apoio e as conversas provocadas pelo meu episódio de névoa mental me mostraram outro fato, ainda mais reconfortante: que definitivamente não estou sozinha. Menopausa e perimenopausa Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), a menopausa ocorre quando a menstruação cessa devido à queda nos níveis hormonais. Geralmente afeta mulheres entre 45 e 55 anos, mas pode ocorrer mais cedo, e atinge qualquer pessoa que menstrue. Ela pode acontecer de forma natural ou por causas como cirurgia para remoção dos ovários ou do útero, tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, ou fatores genéticos; às vezes, a causa é desconhecida. A perimenopausa é o período em que aparecem sintomas da menopausa, mas a menstruação ainda não parou. A menopausa é confirmada após 12 meses sem menstruação. Tanto a menopausa quanto a perimenopausa podem causar sintomas como ansiedade, alterações de humor, névoa mental, ondas de calor e ciclos irregulares, que podem surgir anos antes do fim da menstruação e persistir depois. Esses sintomas podem afetar significativamente a vida diária, incluindo relações pessoais e trabalho. Há medidas e medicamentos que ajudam a aliviar os sintomas, incluindo a reposição hormonal. A experiência varia de pessoa para pessoa: é possível apresentar diversos sintomas ou nenhum. Eles geralmente começam meses ou anos antes da interrupção da menstruação, período conhecido como perimenopausa. Entre os sintomas mais conhecidos, de acordo com o NHS, estão: Mudanças na duração e frequência da menstruação; Mudanças na quantidade de sangramento (maior ou menor); Secura vaginal e dor, coceira ou desconforto durante o sexo; Diminuição do desejo sexual; Névoa mental; Mudanças de humor, ansiedade e baixa autoestima; Ondas de calor; Dificuldade para dormir; Palpitações; Dor e rigidez das articulações; Dor de cabeça e enxaqueca; Redução da massa muscular; Mudanças na forma corporal e ganho de peso; Dentes sensíveis, gengivas doloridas ou outros problemas bucais; Alterações na pele, incluindo pele seca e com coceira; Infecções do trato urinário recorrentes. O NHS recomenda alimentação equilibrada, exercícios, cuidados com sono e bem-estar mental, atividades relaxantes e lubrificantes vaginais, além de evitar tabagismo e álcool em excesso. O principal tratamento medicamentoso é a terapia de reposição hormonal (TRH), que repõe estrogênio e, quando necessário, progesterona, aliviando os sintomas; gel ou creme de testosterona, medicamentos não hormonais e terapia podem ser usados em casos específicos. Consultas regulares são essenciais para ajustar o tratamento e monitorar efeitos colaterais. Reportagem adicional: Harriet Whitehead

Palavras-chave: tecnologia

Polícia Civil de Roraima tem novo delegado-geral após aposentadoria da titular

Publicado em: 31/01/2026 12:15

Luciano Silvestre é o novo delegado-geral da Polícia Civil de Roraima Secom/Divulgação/Arquivo O governador Antonio Denarium (Progressistas) anunciou nessa sexta-feira (30) Luciano Silvestre como novo delegado-geral da Polícia Civil de Roraima. A mudança ocorre após a então titular, Darlinda Moura, se aposentar após 30 anos de atuação na corporação. Natural de Recife, no Pernambuco, Luciano Silvestre é bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, pós-graduado em Direito pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco e em Ciências Criminais pela Universidade do Sul de Santa Catarina. "Recebo essa missão com muita responsabilidade", afirmou o novo chefe da Polícia Civil. O governo ainda não informou quem ficará no cargo de delegado-adjunto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Ao longo da carreira na Polícia Civil roraimense, esteve à frente de diversas unidades, como a Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), Delegacias de Alto Alegre, Cantá, Caracaraí, Iracema e Normandia, interior. Também exerceu as funções de delegado-geral da Polícia Civil entre abril e dezembro de 2014, e foi diretor Departamento de Polícia Judiciária da Capital e corregedor-geral da instituição. Aposentadoria de Darlinda Moura À frente da Polícia Civil de Roraima desde 16 de fevereiro de 2024, Darlinda Moura conduziu uma gestão marcada por ações de modernização da instituição, com avanços estruturais e operacionais que refletiram diretamente na melhoria dos serviços prestados à população, segundo o governo. "Sou grata ao governador Antonio Denarium por esses anos de trabalho, primeiro como delegada-geral adjunta e depois como delegada-geral. Agradeço também a toda a equipe de governo e aos secretários parceiros ao longo dessa caminhada. Desejo muito sucesso ao meu colega e amigo Luciano Silvestre nessa nova missão”, declarou. Moura é delegada na Polícia Civil desde 19 de julho de 2004, após ser aprovada no concurso público de 2003. A trajetória dela inclui atuação como delegada nos municípios de Iracema, Rorainópolis e São João da Baliza, além de passagens por distritos policiais e pela Central de Flagrantes, em Boa Vista. Também trabalhou em unidades especializadas no combate à violência contra a mulher, à corrupção, a crimes cibernéticos e a acidentes de trânsito, além de exercer funções na área de inteligência e no departamento de narcóticos. Ela assumiu o cargo de delegada-geral adjunta em março de 2022. Mais sobre a Polícia Civil de Roraima Polícia Civil faz megaoperação contra o PCC e cumpre 77 mandados em cidades de Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: cibernético

Policial militar usa arma do trabalho para matar ex-companheira e homem que estava com ela, no Paraná

Publicado em: 31/01/2026 11:33

Policial militar usou a arma do trabalho para matar a ex-companheira e um homem que estava com ela. Polícia Militar Um policial militar matou a tiros a ex-companheira e um homem que estava com ela, em Terra Boa, no noroeste do Paraná, na madrugada deste sábado (31). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), ele usou a arma do trabalho para cometer o crime. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp As identidades do policial e das vítimas não foram divulgadas oficialmente até a última atualização desta reportagem. Conforme a nota compartilhada pela SESP, o policial militar é lotado em Cianorte, a 24 quilômetros de distância da cidade em que o crime aconteceu. Ele estava de folga, quando foi à casa da ex-companheira e atirou nas vítimas que estavam no local. Não há informações sobre a ligação entre a mulher e o homem que também foi assassinado. "Após o fato, o policial apresentou-se espontaneamente no Pelotão da Polícia Militar de Terra Boa, realizando a entrega da arma institucional utilizada", diz o comunicado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O policial militar foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. De acordo com a SESP, ele irá responder pelos crimes de feminicídio e homicídio. O comunicado também informou que serão adotadas "medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis". Leia também: Tragédia: Casal morre após colidir carro com caminhão, rodar na pista e ser atingido por carreta Golpe: Criminosos simulam voz de mãe de vítima por inteligência artificial para pedir transferência de R$ 1 mil Estudo feito no Paraná: Pesquisa indica recuperação da memória de pacientes com Alzheimer após tratamento com cannabis medicinal Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: inteligência artificial

Nova sede da Câmara Municipal de Fortaleza vai funcionar no prédio do antigo Mucuripe Club

Publicado em: 31/01/2026 11:16

Maquete de como será a nova sede da Câmara Municipal Divulgação A Câmara Municipal de Fortaleza vai mudar de endereço. A sede do poder legislativo municipal passará a funcionar no prédio onde era o antigo Mucuripe Club, no Centro da capital. O novo local foi anunciado na manhã deste sábado (31) pelo presidente da Casa, Leo Couto (PSB). Ainda não há informações de quando as obras iniciarão. O anúncio ocorreu durante a 1ª edição do programa Nossa Casa é de Todos de 2026, no Passeio Público, Praça dos Mártires, no Centro de Fortaleza. Nova sede será construída onde funcionava o prédio do antigo Mucuripe Club Divulgação O governador Elmano de Freitas (PT), o prefeito Evandro Leitão (PT) e vereadores de Fortaleza estiveram presentes no evento. Conforme a Câmara, desde o início do ano passado, um grupo de trabalho foi criado para estudar o retorno da sede do Parlamento da Capital ao Centro da Cidade. A mudança busca aproximar os vereadores da população e colaborar com a requalificação do bairro. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Porciúncula completa 365 dias sem registro de homicídios

Publicado em: 31/01/2026 11:09

Porciúncula completa um ano sem registro de homicídios Porciúncula, no Noroeste Fluminense, alcançou a marca histórica de 365 dias sem registro de homicídios, resultado atribuído aos investimentos em segurança pública e à criação da Secretaria Municipal de Ordem Pública. A integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal, aliada ao uso da tecnologia por meio do Programa Escudo e da ampliação do monitoramento por câmeras, é apontada como um dos fatores que contribuíram para a redução da criminalidade no município. O resultado é associado ao monitoramento por câmeras e à atuação integrada das forças de segurança. A Praça Antônio Amado, no Centro de Porciúncula, reflete o clima de tranquilidade de quem mora ou visita o município. No local, moradores aproveitam os bancos da praça para momentos de lazer e descanso. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Centro de Porciúncula Diego Varsi / Prefeitura de Porciúncula Atualmente, 45 câmeras de segurança estão instaladas em pontos estratégicos das ruas de Porciúncula. O sistema é reforçado por outras quase 160 câmeras disponibilizadas por meio de parcerias com empresas e comércios locais, auxiliando o trabalho das forças de segurança municipais e estaduais. De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a integração entre os sistemas municipal e estadual permitiu a utilização de tecnologia de reconhecimento facial e de placas de veículos, ampliando a eficiência do monitoramento e contribuindo de forma significativa para a segurança pública. Uma lei municipal regulamentou o monitoramento por câmeras em agosto do ano passado. O trabalho é realizado desde as entradas até as saídas da cidade, por meio do Programa Escudo, que colaborou para que, ao longo de um ano, não fosse registrado nenhum homicídio no município. Imagens do último homicídio registrado em Porciúncula, ocorrido em 22 de janeiro do ano passado, mostram o suspeito chegando e saindo do bairro Greenville. Ele foi identificado poucos minutos após o crime e, após o monitoramento do deslocamento, foi localizado e preso na manhã do dia seguinte. Para os moradores, os 365 dias sem assassinatos representam uma conquista para o município. Na praça central, o clima de tranquilidade é percebido no dia a dia, e comerciantes também comemoram o resultado, destacando a sensação de segurança na cidade.

Palavras-chave: tecnologia