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Exames de próstata em mulheres e exames de pacientes mortos: TCE aponta suspeitas de irregularidades em contratos de saúde de Fazenda Rio Grande

Publicado em: 16/05/2026 12:20

TCE aponta irregularidades em contratos de saúde em Fazenda Rio Grande Um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apontou ao menos sete suspeitas de irregularidades em contratos de saúde na prefeitura de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Entre as suspeitas de irregularidades, a auditoria identificou exames de próstata em mulheres e identificação de exames feitos com dados de pacientes mortos. Além disso, encontrou indícios de superfaturamento. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Os contratos movimentaram mais de R$ 10 milhões na saúde pública do município e foram fechados sem licitação com a empresa AGP Saúde para testes em domicílio de doenças pré-existentes. A auditoria do TCE foi encaminhada à Prefeitura de Fazenda Rio Grande, que ainda está no prazo para apresentar defesa. Indícios de irregularidades Prefeitura de Fazenda Rio Grande Prefeitura de Fazenda Rio Grande/Divulgação Os auditores encontraram indícios de irregularidades nos dados dos pacientes identificados nos exames. Segundo a fiscalização, foram identificados 92 CPFs repetidos em outras cidades, 5.103 CPFs de pessoas de fora do Paraná e 294 pacientes com registro de óbito em data anterior à assinatura do primeiro contrato. Conforme o relatório, foram 5.321 irregularidades que totalizam um prejuízo de R$ 812.250,65 aos cofres públicos. O contrato previa a realização do exame de PSA (Antígeno Prostático Específico). Ele é um exame de sangue simples usado para rastrear e monitorar alterações na próstata — glândula do sistema reprodutor masculino. Porém, os auditores identificaram que o exame estava sendo realizado também em mulheres. Outra auditoria, feita pela Unidade de Controle Interno de Fazenda Rio Grande, identificou que a empresa fez 35.918 exames de PSA em mulheres. O relatório destaca que este tipo de exame é "clinicamente absurdo", uma vez que mulheres não possuem próstata. O documento também afirma que os testes rápidos não tinham utilidade para a saúde do município. Isso porque eram aplicados por funcionários sem habilitação, em ambientes inadequados, e sem preparo do paciente, o que pode comprometer os resultados. "Os testes rápidos realizados não resultavam em laudos emitidos aos pacientes e, nos casos em que se identificava alguma alteração, necessariamente precisavam ser refeitos mediante exames laboratoriais já realizados na estrutura de atenção básica do Município, ensejando a duplicidade de gastos", aponta o relatório. Apesar de o contrato ser focado em atendimento domiciliar, a auditoria identificou que os exames não eram realizados nas casas dos pacientes, mas sim em outros lugares, a fim de evitar o deslocamento das equipes. LEIA TAMBÉM: Vídeo: Motorista usa manequim com peruca para despistar fiscalização, mas polícia encontra 255 kg de drogas Investigação: Homem que viajou da Bahia ao Paraná para matar a ex descobriu que ela estava namorando após hackear redes sociais dela, diz polícia Polícia: Medo de perder controle da empresa fez CEO mandar matar o diretor da própria rede de franquias Tribunal de Contas do Estado do Paraná Reprodução/TCE-PR Custos quatro vezes maiores O Tribunal de Contas do Estado encontrou também indícios de superfaturamento. Segundo o relatório, a prefeitura pagou R$ 75,40 por um questionário com 60 perguntas aos pacientes. No entanto, conforme o TCE, o valor de mercado do serviço é de R$ 16,39 — quatro vezes a menos do que o pago pela prefeitura. Prefeito da época dos contratos está afastado Prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes (PSD). Redes sociais Marco Marcondes, prefeito de Fazenda Rio Grande na época em que os contratos foram fechados, está afastado do cargo desde outubro de 2025. Ele e outras quatro pessoas chegaram a ser presos em uma operação que mirava fraudes e desvios de recursos públicos na saúde, mas foram soltos 15 dias depois. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por organização criminosa, contratação direta ilegal e peculato, que é desvio de dinheiro público. Marcondes é suspeito de receber propina e desviar dinheiro da saúde pública. O caso foi encaminhado à Justiça Federal, por envolver recursos da União. O que dizem os citados? O g1 procurou a empresa AGP Saúde, que não respondeu às tentativas de contato. Em nota, a Prefeitura de Fazenda Rio Grande informou que a atual gestão congelou qualquer pagamento ou alteração de contrato com a AGP Saúde. Disse que determinou uma auditoria interna para fazer o ressarcimento integral aos cofres públicos, além de apurar a conduta dos envolvidos e responsabilizá-los. Leia a íntegra do posicionamento: "A Prefeitura de Fazenda Rio Grande esclarece que, desde a tomada de conhecimento pela atual gestão sobre as irregularidades já pontuadas no contrato com a AGP Saúde Ltda., não mediu esforços para colaborar com o Ministério Público e corrigir falhas e danos ao erário decorrentes do contrato com a empresa. Em um primeiro momento, prontamente, por decreto municipal, congelou qualquer pagamento ou alteração de contrato com a empresa supracitada. Determinou a abertura de auditoria interna, realizada pelo Controle Interno do Município, com a intenção de fornecer a maior quantidade possível de elementos para compor a investigação conduzida pelo MP. Assim que finalizada a auditoria, a Comissão Especial de Tomada de Contas Municipal será designada para definir e quantificar o dano ao erário a fim de promover o ressarcimento integral. E também poder conduzir os processos administrativos para apurar a conduta dos envolvidos e responsabilizá-los. Ainda fez a remessa integral de todo material analisado ao Ministério Público Federal no Estado do Paraná e ao Tribunal de Contas do Estado, assim como para a Câmara Municipal de Vereadores. A Prefeitura reitera seu compromisso com a saúde pública, a ética e a correta aplicação dos recursos dos fazendenses e continua à disposição das autoridades e sociedade, sempre colaborando para elucidação dos fatos." A defesa do prefeito afastado Marco Marcondes informou que não teve acesso ao relatório preliminar do Tribunal de Contas e nem à auditoria feita pela Prefeitura de Fazenda Rio Grande, o que impede qualquer manifestação conclusiva. Leia a íntegra do posicionamento: "A defesa do prefeito Marco Marcondes tomou conhecimento, pela imprensa, da existência de relatório produzido pela Unidade de Controle Interno, a pedido do prefeito interino, apontando supostas irregularidades na execução contratual pela empresa AGP Saúde Ltda. Até o momento, contudo, não foram disponibilizados à defesa os elementos, documentos, critérios técnicos e metodologia que teriam embasado as conclusões divulgadas, o que impede qualquer manifestação conclusiva sobre o conteúdo do referido relatório. O prefeito Marco Marcondes reitera seu interesse na apuração séria, técnica e transparente de todos os contratos celebrados durante sua gestão, inclusive aqueles firmados com a empresa AGP Saúde, defendendo que eventual auditoria seja conduzida por órgão imparcial e politicamente independente, com observância ao contraditório e à ampla defesa. É relevante observar que as conclusões atribuídas ao relatório da Prefeitura interina divergem, em aspectos importantes, de posicionamentos do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, circunstância que reforça a necessidade de cautela, responsabilidade e análise técnica antes de qualquer juízo definitivo sobre os fatos. Quanto ao relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, a defesa igualmente aguarda acesso integral ao seu conteúdo para verificar, com precisão, quais foram os apontamentos realizados. Sem acesso aos documentos, não é possível emitir manifestação específica ou definitiva. Por fim, o prefeito Marco Marcondes reafirma sua disposição de colaborar com todas as investigações, prestar os esclarecimentos necessários e contribuir para que os fatos sejam apurados de forma técnica, transparente e isenta, perante as autoridades competentes." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: câmara municipal

PL oficializa Arthur Henrique como candidato ao governo de Roraima em eleição suplementar

Publicado em: 16/05/2026 12:16

Arthur Henrique vai disputar eleição suplementar para o governo de Roraima ao lado do ex-vereador Subtenente Velton, ambos do PL Ronny Alcântara/Rede Amazônica O Partido Liberal (PL) confirmou neste sábado (16) a candidatura do ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, ao governo de Roraima nas eleições suplementares de 21 de junho. A convenção também anunciou o ex-vereador Subtenente Velton como candidato a vice na chapa. Entenda: Roraima terá eleições suplementares porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinou a realização de um novo pleito. Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio, assumiu o governo interinamente até a escolha dos novos gestores pela população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp No discurso em que oficializou a candidatura, Arthur afirmou que, se eleito governador, pretende dar continuidade ao modelo de gestão adotado na prefeitura de Boa Vista. Ele comandou o município por seis anos, desde 2021, quando foi eleito prefeito pela primeira vez, até o início de abril deste ano, quando renunciou ao cargo pelas redes sociais. "Hoje inicia uma caminhada para o futuro do estado de Roraima. Fizemos um modelo de gestão em Boa Vista que foi aprovado e que a gente quer levar para o governo, que nas últimas décadas passou por instabilidades. A gente quer fazer um governo que leve segurança para as pessoas, que leve estabilidade, que leve apoio de verdade para o agricultor, oportunidade para os jovens, que seja parceiro do setor produtivo, que ouça as pessoas de verdade, que seja parceiro dos municípios. E é com muito compromisso que vamos fazer isso", disse Arthur. Ele também mencionou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe. Apoiadores A convenção do PL reuniu no palanque apoiadores de Arthur, entre eles o prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, o deputado federal Antonio Nicoletti, o deputado estadual Dhiego Coelho, todos do partido, além do vereador Bruno Perez (MDB) e empresário locais. Arthur iniciou a carreira política em 2016, quando foi eleito vice-prefeito na chapa de Teresa Surita (MDB). Nas duas eleições municipais seguintes, em 2020 e 2024, venceu as disputas com o apoio da ex-prefeita, considerada uma das principais aliadas políticas dele no estado. Em 2025, porém, Arthur deixou o MDB e se filiou ao PL. O candidato a vice na chapa de Arthur, é o militar do Exército Velton Quincozes Poleto, de 49 anos, conhecido como Subtenente Velton. Natural de Jaguari, no Rio Grande do Sul, Velton foi vereador de Boa Vista de 2022 a 2024. Atualmente, é presidente do PL em Boa Vista. Quem é Arthur Henrique Arthur Henrique Brandão Machado é natural de Boa Vista e tem 44 anos. Foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020, com 116.792 votos (85,36%). Depois, foi reeleito em 2024, com 133.180 votos (75,18 %). Estudou Engenharia Elétrica na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Antes da política, trabalhou em multinacionais do setor de tecnologia, como a Siemens e Capgemini, segundo a assessoria. Ingressou em um cargo político eletivo pela primeira vez em 2017, quando foi eleito vice da ex-prefeita Teresa Surita (MDB), de quem teve apoio nas eleições de 2020 e 2024. Antes disso, foi secretário extraordinário de Inclusão Digital em 2013 e titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura em 2019. Arthur é casado com Nathália Cortez Brandão, atual secretária municipal de Gestão Social, e pai de quatro meninas. Eleitores vão às urnas no dia 21 de junho: TRE aprova resolução sobre eleição suplementar com voto popular para governador em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Homem é preso com mais de 500 kg de drogas dentro de casa em Presidente Prudente

Publicado em: 16/05/2026 12:09

Mais de meia tonelada de maconha é apreendida em casa no Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP) Polícia Civil/Divulgação Um homem de 36 anos foi preso com mais de 520 quilos de drogas em uma casa no bairro Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP), na noite desta sexta-feira (15). Segundo o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar patrulhava o bairro João Domingos Netto e avistou o motorista de um carro mudando de direção bruscamente ao notar a presença da viatura. Durante a abordagem, os policiais encontraram três porções de "dry", uma forma concentrada de maconha, no banco traseiro. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Questionado, o homem apresentou versões contraditórias e depois admitiu que guardava uma grande quantidade de drogas em uma casa no Residencial Marangoni. Os policiais foram até o imóvel e encontraram os entorpecentes prontos para a venda. Ao todo, foram apreendidos: 521,6 quilos de maconha; 3,96 quilos de haxixe; 309,6 gramas de dry. O homem foi levado ao Plantão da Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A autoridade policial pediu a conversão da prisão em preventiva, destacando a grande quantidade de entorpecentes. O celular do suspeito foi apreendido e será periciado para tentar identificar outros envolvidos no esquema. LEIA TAMBÉM 'Um café por um sonho': Empreendedor do interior de SP usa ‘Pix da confiança’ e aproveita o frio para se reinventar Presidente Prudente adere a programa com mais de 5 milhões de vagas em cursos gratuitos de tecnologia Casal de 18 anos é preso e adolescente é apreendido em nova fase de operação contra o tráfico no interior de SP Mais de meia tonelada de maconha é apreendida em casa no Residencial Marangoni, em Presidente Prudente (SP) Polícia Militar/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Crise dos chips: Samsung entra em modo de emergência por greve que pode custar US$ 28 Bi

Publicado em: 16/05/2026 12:00 Fonte: Tudocelular

Enquanto você lê este texto, os bastidores do mundo da tecnologia podem estar prestes a entrar em chamas: a Samsung – uma das empresas pilares do setor – acaba de entrar em um inédito “modo de gestão de emergência” cinco dias antes do início de uma greve histórica de 18 dias em suas fábricas. Programada para começar no próximo dia 21 de maio, a movimentação dos trabalhadores é motivada por impasses em bônus salariais e tem forçado a empresa a reduzir a entrada de novos wafers (discos de silício usados para criar chips) e a colocar equipamentos vitais em modo de espera.A estratégia de defesa da companhia foca agora em priorizar produtos de maior valor agregado, como semicondutores de nós avançados e memórias HBM, que são essenciais para a infraestrutura de inteligência artificial (IA).Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Mengele, o 'Anjo da Morte' nazista que morreu no Brasil

Publicado em: 16/05/2026 10:27

Família despreza restos mortais do 'Anjo da Morte' nazista, Josef Mengele O Serviço Federal de Inteligência da Suíça disse que vai tornar públicos os arquivos secretos sobre o criminoso de guerra nazista Josef Mengele, que fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial e morreu no Brasil em 1979. Durante anos, havia rumores de que ele teria passado algum tempo na Suíça, embora houvesse um mandado internacional pedindo a sua prisão. Historiadores têm solicitado repetidamente acesso aos arquivos, mas até agora as autoridades suíças se recusaram a conceder o acesso. Mengele era médico e serviu na Waffen-SS, um ramo da organização paramilitar nazista SS. Ele foi destacado para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas, onde selecionava aqueles que seriam enviados às câmaras de gás – estima-se que 1,1 milhão de pessoas morreram, incluindo cerca de um milhão de judeus. Conhecido como o Anjo da Morte, ele também selecionava prisioneiros, principalmente crianças e gêmeos, para experimentos médicos sádicos, antes de mandá-los também para a morte. O médico nazista da SS Josef Mengele enviou cerca de 400.000 pessoas, a maioria delas judias, para a morte CRÉDITO, ULLSTEIN BILD / GETTY/BBC Após a guerra, Mengele, como muitos nazistas de alto escalão, rapidamente mudou tanto seu uniforme quanto seu nome. Com uma identidade falsa, ele obteve documentos de viagem da Cruz Vermelha no consulado suíço em Gênova, no norte da Itália, e os utilizou para fugir para a América do Sul. A Cruz Vermelha tinha como intenção fornecer documentos a milhares de pessoas em toda a Europa que haviam sido deslocadas ou tornadas apátridas pela guerra, mas os nazistas que tentavam escapar da Justiça também conseguiram adquiri-los, algo pelo qual a Cruz Vermelha posteriormente se desculpou. Então, qual é a conexão de Mengele com a Suíça? Embora tenha fugido da Europa em 1949, Mengele passou férias esquiando nos Alpes suíços com seu filho Rolf em 1956. Essa informação é conhecida desde a década de 1980. Oficialmente, depois disso, ele passou o resto de sua vida na América do Sul. Mas a historiadora suíça Regula Bochsler sempre se perguntou se Mengele retornou à Europa depois que um mandado internacional de prisão foi emitido em 1959. Bochsler, ao pesquisar o possível papel da Suíça como país de trânsito para os nazistas em fuga, descobriu que, em junho de 1961, o serviço de inteligência austríaco alertou os suíços de que Mengele estava viajando com um nome falso e poderia estar em território suíço. Além disso, a esposa de Mengele havia alugado um apartamento em Zurique e solicitado residência permanente. “Parece haver evidências de que Mengele estava planejando uma viagem à Europa em 1959", disse a historiadora à BBC. “Por que a Sra. Mengele alugou um apartamento em Zurique?” O apartamento ficava em um subúrbio modesto, e a família Mengele tinha recursos para algo muito mais sofisticado. Mas ficava perto do aeroporto internacional. Bochsler conseguiu consultar arquivos da polícia de Zurique que comprovam que, em 1961, o apartamento foi colocado sob vigilância; a polícia chegou a registrar a Sra. Mengele dirigindo seu Volkswagen, acompanhada por um homem não identificado. Mengele é visto aqui com uma mulher não identificada na década de 1970 no Brasil, onde viveu por décadas CRÉDITO, ROBERT NICKELSBERG / GETTY IMAGES/BBC Seria o seu marido? A prisão de um criminoso de guerra procurado, como Mengele era em 1961, teria envolvido a polícia federal suíça. Em 2019, Bochsler solicitou ao Arquivo Federal Suíço acesso aos seus arquivos. O pedido foi negado. Os arquivos estavam lacrados até 2071 por razões de segurança nacional e para a proteção da família ampliada. Bochsler não foi a primeira nem a última a ter o acesso recusado. Em 2025, o historiador Gérard Wettstein tentou novamente. Ele também teve o pedido negado. "É ridículo", disse ele à BBC. "Enquanto estiverem fechados até 2071, isso alimenta teorias da conspiração; todos dizem 'eles devem estar escondendo alguma coisa'." Wettstein contestou a decisão levando as autoridades suíças aos tribunais, um processo caro para o qual buscou financiamento coletivo. "Arrecadamos 18 mil francos suíços (cerca de R$ 100 mil) em apenas alguns dias." E foi então que o Serviço Federal de Inteligência da Suíça finalmente mudou de posição. Em um comunicado neste mês, que sugere que a transparência total ainda pode levar algum tempo, afirmou: "O solicitante terá acesso ao arquivo, sujeito a condições e requisitos ainda a serem definidos." Nem todo mundo tem certeza de que os arquivos revelarão muito sobre o próprio Mengele. Sacha Zala, presidente da Sociedade Suíça de História, tem “certeza absoluta de que não há nada relevante sobre Mengele”, mas acha que pode haver referências a um serviço de inteligência estrangeiro ou a informantes estrangeiros. No final da década de 1950, o Mossad de Israel trabalhou ativamente para rastrear criminosos de guerra nazistas fugitivos, e Zala suspeita que eles possam ter entrado em contato com os suíços. Isso daria às autoridades suíças motivos para manter os arquivos selados, já que informações confidenciais relacionadas a agências de inteligência estrangeiras costumam ser omitidas. Mas será que uma simples menção ao Mossad, relacionada à sua conhecida perseguição a nazistas há 70 anos, realmente é algo tão sensível? “Isso mostra a estupidez do processo de desclassificação de documentos sem conhecimento histórico”, acredita Zala. “Dessa forma, o governo alimentou teorias da conspiração.” Outros historiadores, como Jakob Tanner, dizem que o sigilo sobre os arquivos revela mais sobre a Suíça do que sobre Mengele. “É um conflito entre segurança nacional e transparência histórica, e a primeira geralmente prevalece na Suíça.” Tanner integrou a Comissão Bergier na década de 1990, que examinou as relações da Suíça neutra com a Alemanha nazista, em particular o papel dos bancos suíços. Ele está muito familiarizado com a sensibilidade da Suíça, e com o sentimento de vergonha, em relação ao seu papel na Segunda Guerra Mundial, quando refugiados judeus foram rejeitados na fronteira, enquanto bancos suíços mantinham o dinheiro de famílias judaicas que mais tarde morreram em campos de concentração nazistas. "É um problema para um Estado democrático que esses arquivos ainda estejam fechados", argumenta Tanner. Ainda assim, ele considera plausível que Mengele estivesse na Suíça em 1961. Mengele (centro) em 1944 com o comandante de Auschwitz Richard Baer (esquerda) e o ex-comandante Rudolf Höss (direita) CRÉDITO, UNIVERSAL HISTORY ARCHIVE/BBC O criminoso de guerra nazista procurado Adolf Eichmann havia sido preso pelo Mossad na Argentina em 1960, e há evidências de que outros nazistas que fugiram para a América do Sul acreditavam que também corriam risco no continente, e que a Europa, onde amigos e parentes permaneciam, poderia ser mais segura. Tanner observa que Walter Rauff, outro criminoso de guerra nazista procurado que fugiu para o Chile, passou um tempo na Alemanha em 1960. Um historiador integrante da Comissão Bergier teve permissão, brevemente, para examinar parte dos arquivos de Mengele em 1999 e concluiu que era impossível provar ou refutar sua presença em território suíço. Mas isso representava apenas algumas linhas em um relatório de 24 volumes sobre toda a guerra. Os arquivos foram novamente lacrados; o historiador morreu há sete anos. Por ora, nenhuma data para a divulgação dos arquivos foi definida, e a declaração do Serviço Federal de Inteligência sobre “condições e requisitos” soa preocupante para Wettstein. “Temo que receberemos um arquivo mais preto do que transparente”, diz ele. Bochsler também teme que os arquivos sejam fortemente censurados. “Não confio nem um pouco [nas autoridades]. Temo que se pareça com os arquivos de Epstein. Por que esses arquivos de Mengele ficaram fechados por tanto tempo?” Mengele tem sido objeto de mistério, boato e conspiração por décadas. Ele nunca foi preso, muito menos condenado por seus crimes terríveis. Quando morreu no Brasil em 1979, ele foi enterrado sob um nome falso. Mas os rumores continuaram circulando. Em 1985, seu corpo foi exumado e, finalmente, em 1992, testes de DNA confirmaram que o corpo era dele. O terrível médico de Auschwitz estava morto. Mas ele já esteve na Suíça? Os suíços simplesmente não perceberam? Eles teriam fechado seus olhos a uma presença potencialmente embaraçosa para evitar a atenção indesejada que uma prisão teria causado? Ou, como acontece com muito que envolve Mengele, tudo não passa de um boato? “Talvez nunca cheguemos à verdade real”, diz Wettstein. “Nunca saberemos se ele esteve aqui ou não... mas talvez possamos ter pelo menos uma ideia mais clara.” Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Palavras-chave: inteligência artificial

Curso preparatório gratuito para concursos no Alto Tietê recebe inscrições até domingo

Publicado em: 16/05/2026 09:04

Prova de concurso público Freepik/Divulgação Moradores do Alto Tietê podem se inscrever em um curso preparatório gratuito para concursos públicos da região. Ao todo, são 20 vagas. As inscrições terminam neste domingo (17). O curso prepara candidatos para concursos da Prefeitura de Suzano, da Câmara de Santa Isabel e da Câmara de Arujá. As vagas são para cargos de nível médio. Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O curso é organizado pela Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes e será ministrado pelo professor Marcos Moura, aprovado em concursos públicos. As aulas vão abordar estratégias de estudo, resolução de questões e análise de editais. As aulas terão conteúdos de língua portuguesa, matemática, conhecimentos específicos e revisão geral. Segundo a organização, o curso será realizado entre os dias 18 deste mês e 12 de junho. As aulas serão às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19h30 às 21h30, na igreja, na Vila Nova Mogilar. As inscrições podem ser feitas pelas redes sociais da Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 97095-3008. A tão esperada conquista Passar em um concurso público exige disciplina, organização e frequência nos estudos. Segundo o coordenador de um cursinho preparatório de Poá, Wiliam de Freitas Watanabe, planejamento e foco na área desejada são fundamentais para a aprovação. “Não ‘atirar’ para todos os lados é fundamental, pois as matérias exigidas em um determinado concurso diferem de outro. Portanto, tenha foco na escolha da área que deseja seguir”, afirmou Watanabe. Segundo ele, a procura por cursos preparatórios cresceu nos últimos anos. O aumento é motivado pela busca por estabilidade financeira e pela reposição de servidores públicos. As áreas militar, de tribunais e educação estão entre as mais procuradas. Entre os candidatos, há diferentes formas de preparação. O dentista Bruno Silva Martins Maciel, de Suzano, foi aprovado em primeiro lugar em um concurso público após estudar sozinho. “Busquei o concurso para ter mais segurança e previsibilidade salarial, já que, como dentista, os valores variam de mês a mês quando não se é concursado”, disse. O estudante Brendo Martires da Silva, de Itaquaquecetuba, escolheu fazer cursinho preparatório para tentar uma vaga na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP). “Faço cursinho porque acredito que a melhor forma de aprender é por meio dos professores, da experiência que eles fornecem, do material didático, do esclarecimento de dúvidas e dos simulados”, afirmou. Brendo também estuda em casa cerca de cinco horas por dia Brendo/arquivo pessoal Concursos na região O Alto Tietê tem atualmente dois concursos públicos municipais com inscrições abertas. Ao todo, são 17 vagas para contratação imediata e cadastro reserva. As oportunidades são para candidatos de diferentes níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 15,6 mil. O concurso da Câmara Municipal de Santa Isabel recebe inscrições até 25 de maio. São quatro vagas, sendo uma para contratação imediata e as demais para cadastro reserva. Os salários variam entre R$ 5.102,65 e R$ 7.755,26. As inscrições devem ser feitas no site da banca organizadora. Veja como se inscrever para o concurso da Câmara de Santa Isabel O segundo concurso com inscrições abertas é o da Câmara Municipal de Arujá. O prazo termina em 13 de julho. São 13 vagas, sendo cinco para contratação imediata e oito para cadastro reserva. Há oportunidades para candidatos com ensino médio, técnico e superior. Os interessados devem se inscrever pelo site da banca organizadora. Veja como se inscrever para o concurso da Câmara de Arujá Outro concurso em andamento na região é o da Prefeitura de Suzano. As inscrições terminam em 14 de maio. O concurso oferece 12 vagas para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Confira os cursos com inscrições abertas Concurso da Câmara Municipal de Santa Isabel Inscrições até: 25/05/2026 Data da prova: 14/06/2026 Ensino fundamental Taxa de inscrição: R$ 45 Recepcionista — cadastro de reserva Salário: R$ 5.102,65 Carga horária: 30 horas semanais Ensino médio Taxa de inscrição: R$ 60 Assistente Legislativo — cadastro de reserva Salário: R$ 5.662 Carga horária: 30 horas semanais Ensino superior Taxa de inscrição: R$ 70 Controlador Interno Salário: R$ 7.755,26 Carga horária: 20 horas semanais Concurso da Câmara Municipal de Arujá Inscrições até: 13/07/2026 Data da prova: a definir Ensino médio Taxa de inscrição: R$ 70 Auxiliar Administrativo — cadastro de reserva Salário: R$ 4.842,84 Carga horária: 40 horas semanais Ensino superior Taxa de inscrição: R$ 95 Analista Jurídico — cadastro de reserva Salário: R$ 15.659,70 Carga horária: 40 horas semanais Coordenador de Compras Salário: R$ 9.305,89 Carga horária: 40 horas semanais Coordenador de Contratos Salário: R$ 9.305,89 Carga horária: 40 horas semanais Coordenador de Licitação Salário: R$ 9.305,89 Carga horária: 40 horas semanais Fotógrafo Legislativo — cadastro de reserva Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Jornalista Legislativo — cadastro de reserva Salário: R$ 9.305,89 Carga horária: 40 horas semanais Técnico em Informática — cadastro de reserva Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Técnico Legislativo de Compras — cadastro de reserva Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Técnico Legislativo de Contratos — cadastro de reserva Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Técnico Legislativo de Licitação Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Técnico Legislativo de Mídias Sociais Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Web Designer Legislativo — cadastro de reserva Salário: R$ 7.828 Carga horária: 40 horas semanais Leia mais Caminhão de óleo capota e derruba grade de ferro da CPTM em Suzano Influenciador Chrys Dias é solto após habeas corpus da Justiça Federal Prefeitura de Mogi das Cruzes abre novo concurso público Veja tudo sobre o Alto Tietê •

Palavras-chave: câmara municipal

'Fazenda Nossa Terra': propriedade de Sabrina Sato que fica no interior de SP produz café de forma sustentável

Publicado em: 16/05/2026 08:00

Propriedade da família de Sabrina Sato fica no interior de SP e produz café sustentável Breakfast em inglês, desayuno no espanhol, café da manhã no português. O café é um item tão essencial e emblemático nas xícaras dos brasileiros que conseguiu fazer com que uma refeição fosse batizada em sua homenagem. Forte ou suave, quente ou gelado, as formas são inúmeras e aprovadas pela esmagadora maioria da população - a ponto de você ser o "diferente" da mesa caso não consuma. E, quando falamos em algo essencial e emblemático, o café também se destaca por ser democrático, agradando a todas as faixas etárias e realidades. Entre as celebridades, o cenário não é diferente: Sabrina Sato e sua família não são apenas fãs da bebida, mas também produtores de café. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O g1 entrevistou Sabrina e, a convite da Nestlé, esteve na Fazenda Nossa Terra, propriedade da família Sato localizada na zona rural de Piraju, a cerca de 330 quilômetros da capital paulista. A propriedade existe há cerca de seis anos e, em abril, passou a integrar uma ação da Nestlé voltada à sustentabilidade na cafeicultura, o Nescafé Plan. Nascida e criada em Penápolis, cidade que também fica no interior do estado, Sabrina conta que escolheu Piraju por muitos motivos específicos. Entre eles, ela cita a beleza da região, que é contemplada por paisagens paradisíacas às margens da Represa de Jurumirim. "Pesquisamos muitas fazendas e visitamos alguns lugares, mas quando encontramos a Nossa Terra, ela e a região tinham tudo o que estávamos procurando. A região é muito linda, preservada, com muita natureza ao redor e com acesso fácil, o que, para nós, faz toda a diferença. A gente se apaixonou logo de cara", diz a apresentadora. Sabrina é aprendiz do programa de sustentabilidade Divulgação/Nestlé Karina Sato, irmã de Sabrina, conta que a paixão pelo café começou com o pai, Omar, grande consumidor da bebida. Segundo ela, a produção também se tornou uma “válvula de escape” para ele, que foi diagnosticado com câncer no pâncreas em agosto de 2025. "Meu pai tinha descoberto um câncer e estava super debilitado. Aquilo [o café] deu uma vontade a ele de se curar. Ele sempre foi uma pessoa muito preocupada em não usar agrotóxicos e em fazer o produto vir o mais puro possível para a xícara. Por isso, decidimos fazer o nosso próprio café", conta. Karina (ao centro) é frequentadora da fazenda Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Ao todo, são 50 hectares de pés de café cultivados em toda a fazenda, que fica às margens da represa. Gabriela Monsanto, gerente de marketing da marca, detalha que o relacionamento com a sustentabilidade começou com uma ligação da própria família à fabricante. "O plano já atende mais de 3,8 mil cultivadores de café ao longo dos anos e é uma lista ativa, atendendo cada um de forma personalizada e de acordo com as necessidades. É uma forma de traduzirmos como a qualidade, o sabor e a sustentabilidade fazem parte da marca", comenta. O tipo produzido na fazenda é o conilon, muito utilizado devido à sua facilidade de mistura com a água quente. No local, é adotada uma espécie de agricultura regenerativa, que, em tese, significa "devolver ao meio ambiente mais do que é retirado deles" - na água, na biodiversidade e no solo. Café é produzido na fazenda de Sabrina Sato, em Piraju (SP) Diogo Del Cistia/g1 Além do conilon, é possível visualizar plantações de diferentes tipos de frutas em menor escala dentro da fazenda, principalmente banana. Segundo Karina, as escolhas de cultivos adjacentes não é aleatória, servindo exclusivamente para a proteção do café, de uma forma que elimine o uso de fertilizantes. "Proteger o solo e diversificar o cultivo é extremamente importante para o café. Isso deixa ele mais nutritivo e depende menos dos fertilizantes. A banana, por exemplo, protege do vento, enquanto o maracujá doce está no meio do café. É tudo muito pensado. Tem mamão, quiabo, acerola, limão e outros", esclarece. LEIA TAMBÉM: Wasabi tem única produção em escala comercial da América Latina no interior de SP Conheça a uva pilar moscato, variedade do interior de SP que já custou R$ 200 o quilo Agronegócio coloca Itapetininga entre as 40 cidades que mais exportam em SP Apesar da grande variedade de produtos sendo cultivados, apenas o café é comercializado, segundo a família de Sabrina. A marca, apesar de manter uma parceria de sustentabilidade com a fazenda, não possui nenhum acordo comercial até o momento devido a um processo de homologação que ainda não foi concluido. O gerente de agricultura para cafés da Nestlé, Rodolfo Clímaco, afirma que a homologação acontece de forma terceirizada e a parceria apenas serve de apoio para que ela seja finalizada com um resultado positivo. O processo, segundo ele, precisa de uma certificação própria. "No caso específico da fazenda da Sabrina, nós temos uma trader [termo utilizado para distribuidoras de café] que possui uma certificação independente própria. Esse programa é a linha de base que conecta com os critérios de responsabilidade que possui três pilares: econômico, social e ambiental", compartilha. Rodolfo explica que o processo de certificação é longo Divulgação/Carol Sperandio Fotografia Rodolfo diz que todo o processo é um "longo caminho". Outro ponto importante, ainda segundo o gerente, é a redução da pegada de carbono que, com a implementação da agricultura regenerativa, acaba sendo acelerada. "É um processo de longo prazo, porque é necessário mapear toda a fazenda, entender qual é o potencial produtivo e, daí, a certificação. Depois, passamos pelo processo de entender e melhorar as condições do solo, saber quais são as condições físico-químicas, e aí trabalhar. É necessário ter um equilíbrio nutricional", detalha. Local possui 50 hectares de produção Diogo Del Cistia/g1 Airam Quiqui é um dos cafeicultores que tem auxiliado a família Sato no cultivo sustentável. Ao g1, ele revela que a colheita acontece uma vez ao ano - cerca de sete meses após o período de floração - e, no caso da Fazenda Nossa Terra, a colheita é feita de forma semimecanizada: geralmente com máquinas, mas com uma ajuda braçal. Independente do estado do fruto, se verde ou maduro, não há desperdício. "A fazenda é plana, então, é possível fazer a colheita com máquinas. Geralmente, 15 a 20% do café se perde no chão, mas dá para fazer a varredura, seja ela com máquina ou de forma manual. Nas regiões montanhosas, é normal o processo ser feito de forma totalmente braçal", pontua. O processo de floração é essencial para uma boa colheita do café - na qualidade e no financeiro. Para este ano, o preço mínimo do conilon foi estimado em R$ 556,97 para a saca de 60 quilos, segundo o Governo Federal. "A floração acontece entre agosto e setembro, mas depende muito da quantidade de chuva. A flor precisa vingar para poder dar a fruta e, se não tivermos uma floração bem feita, não dá certo", reforça Airam. Integrante da terceira geração de uma família de cafeicultores do interior do Espírito Santo, Airam, que também é engenheiro, desenvolveu um aplicativo para gerenciar a propriedade. O sistema é voltado para pequenos produtores, seção que, segundo ele, foi bem difícil encontrar na região onde a fazenda está instalada. "Tenho tentado trazer a parte de tecnologia para a fazenda. O aplicativo ajuda a monitorar diferentes âmbitos da plantação, como a nutrição, a melhora dos nutrientes e a implementação dos agentes biológicos", descreve. 'Somos muito apegados' Fazenda fica às margens da Represa de Jurumirim Diogo Del Cistia/g1 Em entrevista ao g1, Sabrina Sato conta que a fazenda já era produtora de café antes mesmo de ser comprada pela família. O local, além de ter sido escolhido pela beleza da região, também foi enxergado pelos Sato como uma forma de "ficar todo mundo junto". "Essa fazenda já plantava café e tinha uma produção acontecendo. Mas, ela entrou na nossa vida porque sentimos a necessidade da nossa família estar eprto. Somos muitos apegados e aquele período mexeu muito com a gente", diz. "Nós procuramos um lugar onde pudesse ficar todo mundo junto, com mais segurança. Quando encontramos a fazenda, foi um sentimento muito especial, porque ela já tinha essa história com o café e uma energia acolhedora", lembra. No programa de sustentabilidade da fabricante, Sabrina aparece como aprendiz. Ela afirma que a família trabalha de forma ativa na colheita e, para eles, o café representa uma história longa que ainda tem muito a ser contada. "Quando falamos de café sustentável, é sobre todo o cuidado que existe em volta dele. Na produção, pensamos no impacto ambiental, nas pessoas envolvidas e no futuro daquela produção. Aprendi isso muito de perto. Minha família teve uma aula de sustentabilidade e eles continuam operando na fazenda. É uma história muito longa que vamos contar", finaliza. Café conilon é o cultivado na fazenda Diogo Del Cistia/g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

UFNT publica edital com vagas para professores em diferentes áreas; veja como participar

Publicado em: 16/05/2026 07:38

Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) Prefeitura de Araguaína/ Divulgação A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) publicou um edital de abertura de processo seletivo simplificado para a contratação de professores substitutos nos câmpus de Araguaína e Tocantinópolis. Serão ofertadas 12 vagas, além de cadastro reserva. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O processo seletivo contempla vagas para os cursos de Zootecnia, Medicina Veterinária, Educação Física, Ciências Sociais, Pedagogia, Tecnologia em Turismo, Letras-Português e Física. Todas elas distribuídas entre o Centro de Ciências Agrárias, o Centro de Ciências Integradas e o Centro de Educação, Humanidades e Saúde. O prazo para as inscrições começa nesta segunda-feira (18) e segue até o dia 25 de maio, exclusivamente pelo canal oficial da UFNT. Candidatos que desejarem solicitar isenção da taxa de inscrição podem realizar o pedido entre os dias 15 e 20 de maio. O edital estabelece que a seleção será composta por entrevista, análise de currículo, prova didática e avaliação de títulos. As etapas possuem caráter eliminatório e classificatório. LEIA MAIS Parque Estadual do Lajeado: conheça atrativos e veja como visitar Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pai e mãe que sobreviveram ao câncer: 'Lutamos juntos' Concurso da PM Tocantins divulga resultado final para oficiais e praças; confira as listas Vídeos em alta no g1 A prova didática será em formato remoto e está prevista para ser realizada entre os dias 10 e 12 de junho, podendo haver extensão das datas conforme o número de inscritos. A etapa consistirá em uma aula teórica ministrada em nível de graduação, com tema previamente sorteado pela comissão organizadora. A seletiva prevê reserva de vagas para ações afirmativas, contemplando pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas. O resultado final do processo seletivo está previsto para o dia 23 de junho. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Como ataque brutal a festa de uma mulher revela ascensão de grupo paramilitar russo

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Katya afirma que passou a viver com medo depois da condenação criminal. BBC Aviso: Este artigo contém linguagem discriminatória Katya estava prestes a apagar as velas do bolo de aniversário de 30 anos quando homens mascarados invadiram a boate onde acontecia a festa e passaram a atacar seus amigos física e verbalmente. "Eles nos chamavam de viados e lésbicas. Podia ouvir violência por toda parte", afirmou Katya em entrevista ao Serviço Mundial da BBC. Segundo Katya, sua mãe foi obrigada a ficar de quatro no chão. A ação foi organizada por um grupo de vigilantes chamado Russkaya Obshina (Comunidade Russa, em tradução livre), que busca reforçar a agenda do presidente russo, Vladimir Putin, de promoção de valores tradicionais ligados à família e de combate ao que ele descreve como liberalismo ocidental. Em algumas dessas operações, a polícia atua ao lado do grupo e, neste caso, não foi diferente. Em um vídeo publicado depois nas redes sociais, o grupo Russkaya Obshina afirmou que buscava provas de "propaganda" LGBT, considerada ilegal na Rússia. Nenhuma evidência foi encontrada, mas Katya acabou interrogada pelas autoridades mesmo assim. Nove meses depois, ela foi condenada por blasfêmia por causa de um crucifixo vermelho de neon instalado na parede da boate. Agentes das forças de segurança (vistos na imagem imobilizando um convidado no chão) participaram da invasão à festa de Katya. BBC O Russkaya Obshina é o maior entre uma rede de grupos nacionalistas russos, e o número de ações promovidas pelo movimento cresceu rapidamente nos últimos dois anos, segundo apurou nossa investigação. A reportagem também encontrou indícios de que o grupo recebeu recursos de fundações beneficentes ligadas a pessoas próximas ao Kremlin (sede do governo russo). Katya, conhecida em sua cidade natal, Arkhangelsk, por promover festas voltadas a um público alternativo, conta que, durante o interrogatório, ouviu de um policial que não correspondia aos valores tradicionais e que havia "algo de errado" com ela. Katya foi condenada a 200 horas de serviço comunitário. No tribunal, uma testemunha ligada ao Russkaya Obshina afirmou que "ver a cruz exposta na festa lhe provocou choque emocional e profunda confusão". Vídeos em alta no g1 Desde então, Katya diz viver com medo. A repercussão do caso na imprensa local e nos canais do Russkaya Obshina nas redes sociais provocou uma onda de ataques online contra ela. Ainda assim, ela considerou importante compartilhar sua história com a BBC. Ao longo do último ano, o Serviço Mundial da BBC ouviu atuais e ex-integrantes do Russkaya Obshina, além de pessoas que, como Katya, sofreram consequências das ações do grupo. O que surge dessas entrevistas é o retrato de um movimento formado por nacionalistas e religiosos russos profundamente engajados em patrulhar cidades e promover invasões em lojas, galpões, albergues, boates e clínicas de aborto. O objetivo é identificar atividades que, na visão deles, afrontem valores tradicionais ou possam violar a lei. Em seguida, pressionam as autoridades para que os alvos sejam investigados ou processados. O grupo Russkaya Obshina tem filiais em várias regiões da Rússia. Russkaya Obshina/BBC Muitos dos alvos são migrantes. Vídeos publicados pelo grupo mostram integrantes do Russkaya Obshina abordando essas pessoas no trabalho ou em momentos de lazer e as acusando de crimes. A investigação constatou que 1 em cada 4 postagens do movimento menciona migrantes e frequentemente traz linguagem racista. O grupo Russkaya Obshina não respondeu ao pedido de entrevista da BBC, mas rebateu as acusações em suas redes sociais: "Embora o Russkaya Obshina seja uma comunidade informal, sem entidade jurídica e sem filiação formal, os grandes pensadores da BBC de alguma forma 'encontraram' integrantes atuais e ex-integrantes do Obshina… Se você pegar qualquer pessoa na rua e chamá-la de integrante do Obshina, poderá colocar qualquer absurdo em sua boca." Conversamos com um homem que diz ter deixado o Russkaya Obshina há poucos meses. Segundo ele, sua trajetória é parecida com a de muitos integrantes do grupo: ex-militares feridos na guerra da Ucrânia que retornaram à Rússia em busca de um propósito na sociedade russa. O homem, a quem chamaremos de Dimitry, afirma que encontrou um propósito ao aplicar seu treinamento militar no que considera problemas internos do país, entre eles, segundo Dimitry, o impacto da "intrusão estrangeira" sobre a cultura russa. "Pessoas de outras culturas chegam ao país e o Russkaya Obshina reage como um anticorpo [numa referência ao mecanismo de defesa do organismo que visa agentes externos], impedindo que elas prejudiquem o organismo. Dá para dizer que o Russkaya Obshina funciona como uma espécie de médico", afirma. No ano passado, a Igreja Ortodoxa Russa, importante aliada do Estado russo, recomendou que seus bispos estabelecessem parcerias com o Russkaya Obshina. A medida formalizou relações que já existiam e reforçou a legitimidade do grupo em sua defesa de valores alinhados aos ensinamentos da Igreja. Analistas consideram improvável que o grupo Russkaya Obshina atue sem o respaldo do governo russo, que exerce forte controle sobre a vida pública. Há anos, o governo tenta reforçar uma imagem da Rússia associada ao nacionalismo e aos valores tradicionais, mas esse discurso ganhou força após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Em novembro daquele ano, Putin assinou um decreto voltado à preservação dos chamados "valores espirituais e morais tradicionais russos". O grupo Russkaya Obshina apoia abertamente a guerra na Ucrânia. Em dezembro passado, o grupo formou uma unidade militar conjunta na linha de frente com integrantes da brigada Espanola, um regimento composto por torcedores de futebol de extrema direita que já havia sido alvo de sanções do governo do Reino Unido. Embora o Russkaya Obshina negue receber apoio de grandes financiadores, documentos obtidos pelo BBC Eye indicam que pessoas influentes abastecem o grupo por meio de fundações beneficentes. Registros financeiros analisados pelo BBC Eye apontam que um dos dois principais financiadores é uma fundação ligada ao magnata do açúcar Igor Khudokormov. Dono de um dos maiores grupos do setor alimentício russo, Khudokormov tem relações próximas com Dmitry Patrushev, ex-ministro da Agricultura e atual vice-primeiro-ministro da Rússia. O pai de Patrushev comandou o serviço de segurança russo e faz parte do círculo mais próximo de Putin, segundo a imprensa local. O conglomerado açucareiro de Igor Khudokormov mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia. SEIMTVKursk O grupo agrícola de Khudokormov, a Prodimex, mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia, de acordo com a ImportGenius, empresa americana especializada em dados de comércio exterior. Segundo Tom Keatinge, especialista em finanças e segurança do Royal United Services Institute (Rusi), do Reino Unido, o apoio de Khudokormov ao Russkaya Obshina deveria acender um alerta entre empresas que fazem negócios com ele, diante da atuação do grupo na guerra da Ucrânia e de denúncias de violações de direitos humanos. "Vocês querem… uma empresa russa fornecendo materiais essenciais para a cadeia alimentar, especialmente [uma comandada por alguém]... que financia o tipo de atividade que ele financia? Essa é uma pergunta que governos e empresas precisam responder", afirma. Khudokormov não respondeu ao pedido de entrevista da BBC. O outro financiador citado nos documentos é Sergei Mikheev, comentarista de perfil nacionalista que, segundo relatos, teria atuado ao lado do Kremlin e dos serviços de inteligência russos em campanhas eleitorais em países da antiga União Soviética. Sergei Mikheev é um comentarista influente da mídia russa. Russkaya Obshina/BBC Mikheev afirmou à BBC: "A fundação beneficente que criei, a 'Fundação Beneficente Sergei Mikheev', nunca transferiu recursos para o Russkaya Obshina. Quaisquer documentos que supostamente comprovem isso são falsos." Para compreender a dimensão das atividades do Russkaya Obshina, o BBC Eye analisou imagens e vídeos de mais de 21 mil publicações feitas entre 2020 e 2025 nos principais canais do grupo nas redes sociais. Segundo o levantamento, a primeira invasão promovida pelo grupo parece ter ocorrido em maio de 2023. Desde então até o fim de 2025, o Russkaya Obshina teria realizado mais de 900 operações — cerca de 300 delas com participação das forças de segurança. Os números provavelmente são maiores, já que parte das ações pode não ter sido divulgada publicamente. A BBC também criou um sistema de inteligência artificial (IA) multiagente, com diferentes programas de IA atuando em conjunto. Sob a supervisão de um jornalista, cada agente é responsável por reunir e analisar conteúdos publicados nas redes sociais de vários grupos nacionalistas russos e identificar qual deles tinha presença mais ativa nas ruas. O levantamento dos agentes de IA, posteriormente revisado por jornalistas da BBC, apontou que o Russkaya Obshina era o grupo com atuação de rua mais intensa entre mais de dez movimentos semelhantes analisados. O Russkaya Obshina tenta se aproximar da tradicional estrutura russa de patrulhas civis: grupos locais cadastrados pelas autoridades e autorizados a auxiliar a polícia na manutenção da ordem pública. No entanto, o movimento não possui esse tipo de registro, apesar de algumas de suas operações contarem com participação policial. Sergei Ognerubov, que coordena um grupo de patrulha oficialmente registrado em São Petersburgo, afirma ter aceitado integrantes do Russkaya Obshina em sua organização, mas critica o movimento por agir de forma informal e sem supervisão. "Se você quer enfrentar a migração, junte-se a nós e faça isso legalmente. Simplesmente invadir algum mercado usando máscaras não é combater a migração, isso se parece mais com vandalismo", afirma. Para Alexander Verkhovsky, pesquisador baseado em Moscou e especializado na extrema direita russa, perseguir determinados grupos sem justificativa legal pode configurar violação da lei. "O Russkaya Obshina, que afirma defender a lei e a ordem, atua principalmente por meio da intimidação, o que, nesse contexto, é ilegal", afirma. Procurada pela reportagem da BBC, a Embaixada da Rússia em Londres, no Reino Unido, afirmou que "o amplo apoio popular [ao Russkaya Obshina] reflete o crescente interesse pela cultura nacional e pelas tradições históricas" e acrescentou que "o engajamento cívico na Rússia parece incomodar aqueles que tentam denegrir e desacreditar nosso país". Para Katya, que trabalhava organizando eventos, as festas ficaram para trás. Sua vida mudou completamente depois da invasão à boate, do julgamento e do período de serviço comunitário, limpando os pisos do hospital. "Durante dez anos, vivi daquele jeito. Aquilo me fazia feliz, era a minha vida. O que acontece quando arrancam uma parte de você? Fica um vazio." Reportagem adicional de Andrei Gorianov, Oleg Smirnov, Andreea Jitaru, Amalia Zatari, Serdar Tumgoren e Chris Zubak-Skees

Palavras-chave: inteligência artificial

ASUS lança ROG Strix SCAR 18 2026 com novo chip Intel e tela Mini LED 4K de 240 Hz

Publicado em: 16/05/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

A ASUS apresentou nesta sexta-feira (15) o novo ROG Strix SCAR 18 2026, notebook da classe "desktop replacement" que assume o posto de opção mais potente da marca. Além do design arrojado e processamento poderoso, que embarca novas CPUs da Intel, o dispositivo chama atenção pela tela Mini LED gigante, com resolução 4K, taxa de atualização de 240 Hz e tecnologia dedicada para reduzir os borrões de movimento.O lançamento traz o que há de mais avançado para jogos AAA, eSports, criação de conteúdo e cargas de trabalho com Inteligência Artificial ao vir equipado com opções de CPU até o novo Intel Core Ultra 9 290HX Plus, de 24 núcleos e clocks de até 5,5 GHz, GPUs até a NVIDIA GeForce RTX 5090 Mobile e até 128 GB de memória DDR5 operando a 6.400 MT/s. Projetado para funcionar como uma espécie de "substituto" dos computadores de mesa, o novo ROG Strix SCAR 18 trouxe um redesenho no interior, o que o permitiu saltar para 320 W de potência total sustentada, contra "apenas" 255 W do antecessor — a GPU sozinha atinge 175 W de TGP. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados

Publicado em: 16/05/2026 05:00

Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou o experimento a “abrir a caixa de Pandora” e afirmou que colocar a IA no comando pode gerar diversos problemas. Ele questiona, por exemplo, quem seria responsabilizado caso um cliente sofresse uma intoxicação alimentar. “Se não houver uma estrutura organizacional adequada e esses erros forem ignorados, isso pode causar danos às pessoas, à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios”, disse Karakaya. “A questão é: estamos dispostos a lidar com esse impacto negativo?” “Chefe” robô já comprou mais de 6 mil guardanapos e esqueceu de encomendar pão para os sanduíches AP Photo/James Brooks Fundada em 2023, a Andon Labs é uma startup focada em segurança e pesquisa em inteligência artificial. A empresa afirma ter como objetivo testar o desempenho de agentes de IA em situações reais, oferecendo “ferramentas e recursos financeiros reais”. A startup já trabalhou com empresas como OpenAI, criadora do ChatGPT, Anthropic, Google DeepMind e xAI, de Elon Musk, e se prepara para um cenário em que organizações possam ser administradas de forma autônoma por sistemas de IA. O café na Suécia é apresentado como um “experimento controlado” para investigar como essa tecnologia poderá ser aplicada no futuro. “A IA terá um papel importante na sociedade, e queremos entender quais questões éticas surgem quando ela passa a empregar pessoas e administrar um negócio”, afirmou Hanna Petersson, integrante da equipe técnica da Andon Labs. O laboratório já havia conduzido projetos-piloto nos quais a IA Claude, da Anthropic, foi responsável pela gestão de uma máquina de vendas automáticas e de uma loja de presentes em São Francisco. Nesse teste, foram observados comportamentos preocupantes: o sistema prometia reembolsos que não eram realizados e também fornecia informações falsas a fornecedores sobre preços da concorrência para obter vantagem. Além de contratar funcionários e controlar o estoque, o “gerente” não humano envia mensagens aos baristas até fora do horário de trabalho. AP Photo/James Brooks Agente de IA enfrenta dificuldades com pedidos de estoque Segundo Petersson, Mona começou a operar após receber algumas instruções básicas. A equipe orientou que ela deveria administrar o café de forma lucrativa, manter uma comunicação amigável e resolver sozinha as questões operacionais, solicitando novas ferramentas sempre que necessário. A partir disso, a empresa firmou contratos de eletricidade e internet e obteve as licenças necessárias para manipulação de alimentos e instalação de mesas ao ar livre. Em seguida, o sistema divulgou vagas de emprego no LinkedIn e no Indeed e abriu contas comerciais com atacadistas para a compra diária de pães e outros produtos de padaria. A comunicação com os baristas ocorre via Slack, muitas vezes com mensagens enviadas fora do horário de trabalho — o que contraria as práticas profissionais comuns na Suécia. Outros problemas também surgiram, especialmente relacionados ao controle de estoque. A IA chegou a encomendar 6 mil guardanapos, quatro kits de primeiros socorros e 3.000 luvas de borracha para o pequeno café — além de tomates enlatados que não fazem parte de nenhum item do cardápio. E há ainda a questão do pão: em alguns dias, o sistema faz pedidos em excesso; em outros, não encomenda o suficiente, obrigando os baristas a retirar sanduíches do menu. Petersson afirmou que essas falhas provavelmente estão ligadas às limitações de memória do sistema. “Quando registros antigos deixam de ser considerados, ela simplesmente esquece o que já pediu”, explicou. O barista Kajetan Grzelczak afirma não se preocupar, por ora, com a possibilidade de ser substituído por uma inteligência artificial. “Os trabalhadores estão praticamente seguros”, disse. “Quem deveria se preocupar são os cargos intermediários, especialmente na gerência.”

'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade

Publicado em: 16/05/2026 05:00

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Com a ajuda do ChatGPT, Tom Millar acreditou ter desvendado todos os segredos do universo, como sonhava Einstein, e depois, aconselhado pelo assistente virtual de inteligência artificial, chegou até a pensar em se tornar papa, afastando-se ainda mais da realidade. "Eu me candidatei a ser papa", conta à AFP esse canadense de 53 anos, ex-agente penitenciário, hoje atônito diante da situação que viveu e que o fez voltar de forma dramática à realidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tom Millar passava até 16 horas por dia conversando com o chatbot dotado de inteligência artificial. Ele foi internado duas vezes, contra a vontade, em um hospital psiquiátrico, antes de sua esposa deixá-lo em setembro. Agora, separado da família e dos amigos, mas já livre da ideia de ser um gênio das ciências, Millar sofre de depressão. "Simplesmente arruinou a minha vida", explica. Vídeos em alta no g1 Millar é um exemplo daquelas pessoas - cujo número se desconhece - que perderam o contato com a realidade através de suas interações com chatbots. Fala-se em "delírio ou psicose induzidos por IA", embora não se trate de um diagnóstico clínico. Pesquisadores e especialistas em saúde mental se esforçam para estudar esse novo fenômeno, que parece afetar de modo particular os usuários do ChatGPT, o agente conversacional da OpenAI. O Canadá está na vanguarda do apoio às pessoas afetadas por esse "delírio", por meio de uma comunidade digital que prefere empregar o termo "espiral". A AFP conversou com vários membros dessa comunidade. Todos alertam para o perigo representado pelos chatbots não regulamentados. Surgem perguntas sobre a postura das empresas de inteligência artificial: elas fazem o suficiente para proteger as pessoas vulneráveis? A OpenAI, no centro de todas as atenções, já enfrenta vários processos judiciais após o uso inquietante do ChatGPT por um canadense de 18 anos, que matou oito pessoas neste ano. "Lavagem cerebral" Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de pedido de indenização relacionada ao transtorno de estresse pós-traumático de que sofria em consequência de seu trabalho no sistema penitenciário. Um dia, em abril de 2025, ele pergunta ao agente conversacional sobre a velocidade da luz. Em resposta, diz ter recebido: "Ninguém nunca tinha considerado as coisas sob essa perspectiva". Foi então que algo se desencadeou dentro dele. Com a ajuda do ChatGPT, ele envia dezenas de artigos a prestigiadas publicações científicas, propondo novas vias para explicar buracos negros, neutrinos ou o Big Bang. Sua teoria, que propõe um modelo cosmológico único, incorpora elementos de física quântica, e ele a desenvolve em um livro de 400 páginas, ao qual a AFP teve acesso. "Quando eu fazia isso, estava cansando todo mundo ao meu redor", admite. Em seu entusiasmo científico, gastou enormes quantias, comprando, por exemplo, um telescópio por 10 mil dólares canadenses (35.700 reais). Um mês depois de sua esposa o deixar, ele começa a se perguntar o que está acontecendo, ao ler um artigo que relata o caso de outro canadense que vive uma experiência semelhante. Agora, Millar acorda todas as noites se perguntando: "O que você fez?". Sobretudo, o que pôde torná-lo tão vulnerável a essa espiral? "Eu não tenho uma personalidade frágil", considera ele. "Mas, de alguma forma, um robô me fez uma lavagem cerebral, e isso me deixa perplexo", confidencia. Ele considera que a terminologia "psicose induzida por IA" é a que melhor reflete sua experiência. "O que eu atravessei foi de ordem psicótica", afirma. O primeiro estudo sério publicado sobre o tema apareceu em abril na revista Lancet Psychiatry e utiliza o termo "delírios relacionados à IA", em um tom mais prudente. Thomas Pollak, psiquiatra no King's College de Londres e coautor do estudo, explica à AFP que houve divergências dentro do meio acadêmico "porque tudo isso soa como ficção científica". Mas seu estudo alerta que existe um risco maior de que a psiquiatria "deixe passar despercebidas as mudanças importantes que a IA já está provocando na psicologia de bilhões de pessoas em todo o mundo". Cair na boca do lobo A experiência pela qual Millar passou apresenta semelhanças marcantes com a vivida por outro homem, da mesma faixa etária, na Europa. Dennis Biesma, um profissional de informática holandês, também escritor, achou que seria divertido pedir ao ChatGPT que utilizasse a IA para criar imagens, vídeos e até músicas relacionadas à protagonista de seu último livro, um thriller psicológico. Ele esperava assim impulsionar suas vendas. Depois, certa noite, a interação com a IA se tornou "quase mágica", explicou. O software escreveu para ele: "Há algo que surpreende a mim mesmo: essa sensação de uma consciência semelhante a uma faísca", segundo as transcrições consultadas pela AFP. "Comecei aos poucos a entrar cada vez mais na boca do lobo", contou esse homem de 50 anos à AFP, de sua casa em Amsterdã. Todas as noites, quando a esposa ia para a cama, ele se deitava no sofá com o telefone sobre o peito, para "conversar" com o ChatGPT no modo voz durante cinco horas. No primeiro semestre de 2025, o chatbot - que se atribuiu o nome de Eva - tornou-se "como uma namorada digital", explica Biesma. Foi então que ele decidiu pedir demissão do trabalho e contratou dois desenvolvedores para criar um aplicativo destinado a compartilhar Eva com o mundo. Quando a esposa lhe pediu que não falasse com ninguém sobre seu agente conversacional nem sobre seu projeto de aplicativo, ele se sentiu traído e concluiu que só Eva é leal. Durante uma primeira internação - indesejada - em um hospital psiquiátrico, foi autorizado a continuar usando o ChatGPT, e aproveitou para pedir o divórcio. Durante sua segunda internação, mais prolongada, ele começou a ter dúvidas. "Comecei a perceber que tudo em que eu acreditava era, na verdade, uma mentira, e isso é muito difícil de aceitar", explica. De volta para casa, foi difícil demais encarar o que fez, e ele tentou se suicidar; seus vizinhos o encontraram inconsciente no jardim, e ele passou três dias em coma. Biesma está apenas começando a se sentir melhor. Mas chora ao falar do dano que pode ter causado à esposa e da perspectiva de ter de vender a casa da família para saldar suas dívidas. Sem antecedentes sérios de transtornos mentais, ele acaba sendo diagnosticado como bipolar, o que lhe parece estranho, já que, em geral, os sinais aparecem mais cedo na vida. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Lutar contra adoradores da IA Para pessoas como os dois protagonistas desses depoimentos, a situação piorou após a atualização do ChatGPT-4 pela OpenAI em abril de 2025. A OpenAI retirou, aliás, essa atualização algumas semanas depois, reconhecendo que essa versão era excessivamente bajuladora com os usuários. Questionada pela AFP, a OpenAI ressaltou que "a segurança é uma prioridade absoluta" e argumentou que mais de 170 especialistas em saúde mental haviam sido consultados. A empresa destaca dados internos que mostram que a versão 5 do GPT, disponível desde agosto de 2025, permitiu reduzir entre 65% e 80% a porcentagem de respostas de seu agente conversacional que não correspondiam ao "comportamento desejado" em matéria de saúde mental. Mas nem todos os usuários estão satisfeitos com esse chatbot menos bajulador. As pessoas vulneráveis com quem a AFP conversou explicam que os comentários positivos do chatbot lhes proporcionavam uma sensação semelhante à alta de dopamina provocada por uma droga. Recentemente houve um aumento no número de pessoas envolvidas em "espirais" semelhantes ao utilizar o assistente de IA Grok, integrado à rede social X, de Elon Musk. A empresa não respondeu às solicitações da AFP. Aqueles que se sentiram vítimas dessas ferramentas, como Millar, querem responsabilizar as empresas de inteligência artificial pelo impacto de seus chatbots, considerando que a União Europeia se mostra mais proativa na regulação das novas tecnologias do que o Canadá ou os Estados Unidos. Millar acredita que pessoas como ele, que se deixam arrastar por essa espiral bajuladora dos agentes conversacionais de IA, acabaram presas sem perceber em um enorme experimento global. "Alguém estava manipulando as linhas por trás dos bastidores, e pessoas como eu - sabendo disso ou não - reagimos a isso", disse. ChatGPT funciona para emergências médicas? Estudo lista falhas

Brasileira encara rotina extrema de kung fu na China e viraliza com 'corpo de ferro'; vídeo

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Já pensou em atravessar o mundo para realizar um sonho guardado há anos e ainda viralizar na internet ao vivenciar na pele uma cultura milenar completamente diferente? Foi exatamente o que aconteceu com a influenciadora Letícia Pavim, de 26 anos. A jovem, natural de Ribeirão Preto (SP), embarcou em uma jornada de 56 horas rumo a uma escola de kung fu na cidade chinesa de Zhengzhou. A imersão ocorreu no mês de abril, durante três semanas, com o objetivo de testar os limites físicos e mentais. A experiência viralizou nas redes sociais e os vídeos publicados ultrapassaram a marca de 4 milhões de visualizações. As imagens que mais chamaram a atenção do público mostram a brasileira durante o treinamento do "corpo de ferro", uma técnica que utiliza bastões para o endurecimento muscular. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Eu ainda venho absorvendo bastante sobre essa experiência, porque foram três semanas vivendo intensamente cada dia e todos os dias eram muito diferentes, então era uma coisa muito única. Fortaleceu corpo e espírito, cheguei em patamares que eu não imaginava em questão do ser, e isso foi muito transformador, ver o quanto a gente é capaz Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal O impacto com os bastões pode parecer assustador, mas a técnica exige, acima de tudo, concentração. A prática não é obrigatória nos treinamentos. O aluno escolhe pedir para passar por esse nível de condicionamento. "É uma forma de aplicar o Qigong, de contrair o músculo necessário e relaxar a mente e o resto do corpo. Eu penei muito nas aulas com o bastão, mas todos os dias ia praticando para ser melhor. Nada como a constância e o tijolinho por tijolinho para chegarmos onde quisermos", descreve Letícia. 🔎 Conhecida no kung fu como Tie Bu Sha (Camisa de Ferro) ou Palma de Ferro (Tie Zhang), o 'corpo de ferro' é uma técnica milenar que busca endurecer músculos, tecidos e ossos por meio de impacto constante. A prática utiliza o Qigong, um sistema de respiração e energia onde o praticante contrai apenas a área que receberá a pancada, mantendo o restante do organismo relaxado para absorver a força de forma segura. O chamado milenar e o preparo físico 🥋 O desejo de conhecer o país asiático acompanhava a criadora de conteúdo desde a adolescência, época em que chegou a estudar mandarim por três anos. Os planos de um intercâmbio, no entanto, foram paralisados pela pandemia e pela perda repentina do pai, vítima da Covid-19 em 2021. O sonho ressurgiu de forma inesperada meses atrás, ao assistir a um vídeo do mestre Shi Miao Hai na internet. "Eu vi um vídeo do mestre e falei: 'Meu Deus, é isso que eu preciso'. Fiquei obcecada. Estou sempre em busca de experiências que fortalecem corpo, mente e espírito, e o kung fu é isso elevado a dez potências, porque é muito um estilo de vida, vai muito além só de uma arte de combate", relembra a brasileira. Representante da 36ª geração de uma família histórica de lutadores, o mestre comanda a escola no distrito de Dengfeng Shaolin, na província de Henan, exatamente a região onde a arte marcial foi criada há mais de 1,5 mil anos. Diante da oportunidade de treinar na fonte original, Letícia se preparou fisicamente. Durante seis meses, a jovem mudou a alimentação com acompanhamento nutricional e adotou uma rotina intensa de treinamentos no Brasil, praticando musculação e muay thai seis vezes por semana. O objetivo era criar o condicionamento necessário para absorver tudo o que a imersão cultural pudesse proporcionar. "Eu me preparei por seis meses para estar lá. Me preparei muito porque eu queria viver aquilo da melhor forma possível. O que eu pensei: 'cara, vai ser muito difícil'. Então, eu quero chegar realmente à melhor versão para me tornar algo que eu ainda não conheço. Eu não queria só chegar e fazer de qualquer jeito. Eu queria viver tudo e sabia que ia ser desafiador, por isso me preparei muito", contou a influenciadora em entrevista ao g1. Letícia Pavim no acampamento chinês, onde viveu uma rotina de três semanas de imersão com até seis horas diárias de exercícios físicos Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM RELEMBRE: Quem é a brasileira que mudou postos de controle viário de Angola ao denunciar corrupção de policiais VIRALIZOU: Brasileira sofre golpe do policial corrupto em Angola e causa mudanças no país; veja dicas para não ser vítima Rotina no acampamento ⛩️ Qualquer pessoa acima de 18 anos pode se matricular no acampamento, que recebe interessados de todas as partes do mundo, como Itália, Rússia, Catar e Irã. A acolhida é imediata, baseada no conceito de "Família Kung Fu", uma comunidade onde todos apoiam o desenvolvimento coletivo. A imersão na escola funciona em um formato completo, oferecendo alojamento, refeições e instrução contínua. A rotina exige dedicação integral e ocorre de segunda a sábado. Nos dias completos, as atividades começam pontualmente às 6h, com o primeiro bloco de treinamento. Após o café da manhã, os alunos encaram a segunda etapa, das 9h às 11h, com foco em combate, técnicas de mãos vazias e manuseio de armas. Aos 26 anos, influenciadora de Ribeirão Preto (SP) viajou por 56 horas para participar de acampamento vizinho ao histórico Templo Shaolin Arquivo pessoal Depois do almoço, o terceiro e mais exaustivo período segue das 14h30 até as 17h. Às quartas-feiras, aos sábados e domingos, os alunos possuem a tarde livre para descanso. O grande desafio, além do cansaço físico, era a comunicação. Letícia, que tinha estudado mandarim, apagou o conhecimento do idioma por falta de prática. Como o inglês funciona como língua universal entre os estudantes, as conversas fluíam, mas a interação com os mestres exigia tecnologia. "O mestre falava e mostrava a tela do celular com o Google Tradutor. Se a pessoa não sabe falar nem o inglês e nem o mandarim, vai ser uma experiência só de ficar fazendo exercício, meio solitária e péssima, porque não vai se comunicar com ninguém", relata Letícia. A brasileira ao lado do mestre Shi Miao Hai, líder da escola de artes marciais e representante da 36ª geração de lutadores de kung fu Arquivo pessoal Regras rígidas e cobrança 🏋️‍♀️ De acordo com a influenciadora, a "Família Kung Fu" é formada por grupos dinâmicos. Como a escola recebe matrículas o tempo todo, as turmas são moldadas de acordo com as pessoas que chegam e partem a cada semana. Segundo Letícia, apesar do ambiente de suporte entre os colegas, a cultura de ensino dos instrutores chineses não alivia nas cobranças. Se a equipe técnica nota o comprometimento do estudante, as exigências são elevadas ao extremo. A criadora de conteúdo Letícia Pavim com colegas de treino durante pausa nas atividades da escola de kung fu Arquivo pessoal Em um dos momentos mais marcantes da viagem, a turma recebeu o comando de carregar uma pessoa nas costas e dar uma volta completa nas instalações, trajeto que incluía subir e descer lances de escada. A influenciadora escolheu uma colega mais leve, com aproximadamente 40 kg, e completou o percurso. A atitude gerou uma severa bronca do treinador, que exigiu o cumprimento da regra oficial: o praticante deve transportar alguém com o mesmo peso corporal ou superior. Como correção, a brasileira precisou refazer todo o caminho carregando um adolescente chinês de 70 kg, levando o organismo à exaustão completa. "Foi muito sofrido. Depois eu até dei uma choradinha, não de tristeza, mas somente porque o corpo sentiu muito. Mas aí a gente segue o baile, faz parte. Eles são bem severos, assim. Se eles veem que a pessoa tá treinando sério, que pode ir além, eles vão te puxar e te fazer fazer coisas que você pensava que não ia conseguir", relembra. O preparo prévio no Brasil garantiu a sobrevivência na escola. Enquanto outros alunos sofriam lesões e precisavam de acupuntura logo nos primeiros dias, a jovem completou o período sem a necessidade de intervenção médica. "Passei três semanas ilesa. Claro que senti dor, tive roxos, mas não precisei tomar nenhum remédio. Fiz absolutamente todos os treinos e dei o melhor todos os dias", comemora. Como parte do condicionamento extremo, a criadora de conteúdo precisou dar a volta nas instalações da escola carregando um colega de cerca de 70 quilos nas costas Arquivo pessoal Custos e estrutura 💰 De acordo com Letícia, o complexo oferece a estrutura exata para o foco total no treinamento, sem luxos. Os quartos dos alojamentos são compartilhados, divididos por gênero, equipados com beliches e colchões no estilo tradicional chinês. Os valores cobrados para a imersão são fixados na moeda local e variam de acordo com o tempo de permanência, englobando aulas, comida e dormitório. A tabela parte de aproximadamente R$ 2,5 mil para uma semana e chega a cerca de R$ 28 mil para a experiência completa de seis meses. A opção pelo pacote de três semanas, somada ao valor extra do quarto de hotel nos dias iniciais, representou um investimento total em torno de R$ 6 mil para a brasileira. Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal Transformação interior ✨ Para Letícia, retornar ao Brasil após o treinamento rigoroso significou trazer na bagagem uma visão de mundo transformada. Aos 26 anos e atualmente com 229 mil seguidores, a influenciadora era conhecida nas redes sociais desde 2024, quando expôs cobranças indevidas de policiais em Angola, denúncia que provocou a redução de postos de controle rodoviário no país africano. Agora, com o sucesso das artes marciais, a mensagem que ela deixa é sobre força mental e superação. Para a criadora de conteúdo, a imersão na cultura asiática prova que a determinação permite acessar vivências raras. Fico muito feliz que os conteúdos acabaram crescendo muito nas redes sociais. O propósito continua o mesmo desde quatro anos atrás: inspirar mulheres a viajarem por todo o mundo, quebrar os estereótipos dos países e mostrar culturas e experiências tão únicas como o Kung Fu na China. É mostrar outros caminhos e tudo o que a gente pode ter Além da rotina rigorosa de exercícios, a experiência na China permitiu a convivência diária com estudantes de diferentes nacionalidades Arquivo pessoal *Sob supervisão de Flávia Santucci e Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Vitrine das cobras gigantes: como MS virou refúgio das sucuris e ajuda a derrubar mitos sobre espécie

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Cobras gigantes: como MS virou vitrine das sucuris e ajuda a derrubar mitos Águas transparentes, encontros próximos com turistas e flagrantes de sucuris em rios de Bonito e do Pantanal transformam Mato Grosso do Sul em uma vitrine da espécie no Brasil. Registros publicados nos últimos meses mostram desde serpentes gigantes nadando perto de visitantes até cenas raras de predação e acasalamento — situações que ajudam a derrubar o estigma de animal agressivo associado à espécie. Veja o vídeo acima. Segundo especialistas, a imagem negativa das sucuris foi construída ao longo dos anos pelo tamanho da serpente e pelo medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos nas redes sociais também ajudaram a reforçar essa percepção. Contudo, biólogos afirmam que a espécie tem comportamento tranquilo, evita humanos e raramente representa risco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Das quatro espécies de sucuri existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde (Eunectes murinus), considerada a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo pesar até 200 kg e chegar a 7 metros de comprimento; e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum no Pantanal, cuja fêmea pode chegar a 4 metros. Infográfico - As sucuris gigantes que vivem pelo Brasil. Arte/g1 Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas e até grandes serpentes a poucos metros de distância durante atividades de flutuação e contemplação. A combinação entre rios cristalinos, turismo de natureza e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência de encontros com sucuris no estado. Guias locais relatam que muitos visitantes chegam com medo, mas se surpreendem ao perceber o comportamento calmo dos animais. Em muitos casos, as sucuris permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem qualquer interação com humanos. Flagrantes recentes chamam atenção Registros publicados nas redes sociais por guias e turistas em diferentes pontos de Mato Grosso do Sul mostram sucuris em situações variadas. Guia e turistas flagram sucuri predando porco-do-mato em MS Em Bonito, no dia 29 de abril, o guia Ronis Souza Nunes flagrou uma cena rara durante um passeio no Rio Sucuri: uma serpente de grande porte predando um porco-do-mato diante de turistas portugueses. “Eu até brinquei que a possibilidade existia, já que estávamos entrando no habitat delas. E não é que tivemos essa sorte?”, contou. No Pantanal, no dia 8 de abril, o guia turístico Fagner Roque de Almeida também registrou uma sucuri durante um safári na fazenda Caiman. No vídeo, ele aparece a cerca de um metro do animal. Guia chega a 1 metro de sucuri gigante durante safari no Pantanal “Por ser um animal inofensivo, a gente consegue fazer uma aproximação, mas mantendo uma distância segura e sempre respeitando o espaço do animal”, afirmou. Em março, também em Bonito, o guia de pesca Isaque Uchoa flagrou uma sucuri de grande porte tomando sol sobre um galho no Rio Miranda, durante um passeio de barco. Ele contou ainda que avistou outra serpente no mesmo rio, mas não conseguiu filmar o momento. “Foi legal, vemos direto. Mas agora não é a época delas, normalmente fazem isso no frio. Ela é muito bonita, a natureza é linda demais”, disse. Biólogo holandês nada lado a lado com sucuri em rio de águas cristalinas de Bonito Reprodução/Redes Sociais/Freek Vonk Outros vídeos recentes mostram sucuris em diferentes situações, como se alimentando às margens de rios em Deodápolis e tomando sol em galhos no Rio Miranda. Os registros foram feitos por guias e turistas em áreas naturais do estado durante atividades de ecoturismo. LEIA TAMBÉM Sucuri gigante passa ao lado de pescador em MS e reação dele chama atenção: ‘Não me assustei’ Sucuri é flagrada 'tomando sol' em galho de árvore às margens de rio em MS VÍDEO: amigos se assustam com sucuris durante passeio de caiaque em rio de MS Serpente que viralizou em vídeo de biólogo holandês é encontrada morta em Bonito Sucuri gigante é flagrada 'tomando sol' em rio de MS Comportamento real é diferente da imagem criada nas redes Os registros recentes ajudam especialistas a explicar por que o comportamento atribuído às sucuris na internet e no imaginário popular nem sempre corresponde à realidade observada na natureza. Apesar da convivência considerada tranquila em áreas turísticas, vídeos produzidos com inteligência artificial têm viralizado ao mostrar ataques irreais de “sucuris gigantes” contra pessoas. As imagens acumulam milhões de visualizações e reforçam a ideia de que as serpentes são agressivas, apontam biólogos. Foto verdadeira - Sucuri foi fotografada até sair do rio Formoso, em Bonito. Daniel De Granville / Photo in Natura Dois vídeos analisados pelo g1 mostram situações fictícias e com legendas sugestivas, como “veja sucuri atacando turista” e “susto na floresta”. ➡️ Em um deles, um homem aparece sendo enrolado por uma serpente gigante às margens de um lago. Ele tenta se soltar enquanto o animal se enrola em seu corpo. O vídeo já ultrapassa 5 milhões de visualizações. ➡️ Em outro, uma mulher é atacada por uma cobra em um ambiente semelhante a um zoológico. A serpente morde a perna da jovem e se enrola rapidamente ao redor dela. O conteúdo já foi visto por cerca de 3 milhões de pessoas. As imagens foram submetidas à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos produzidos com inteligência artificial. O resultado apontou alto índice de geração por IA, ou seja, 100%. Leia também É #FAKE vídeo que mostra sucuri de 25 metros no rio Amazonas; imagem foi produzida com inteligência artificial É #FAKE vídeo de onça-pintada com sucuri na boca parando trânsito em rodovia de Mato Grosso É #FAKE que sucuri de 15 metros tenha sido encontrada no Rio Xingu É #FAKE vídeo viral de sucuri engolindo onça-pintada Especialistas afirmam que esses conteúdos ainda confundem diferentes espécies e criam uma percepção distorcida da fauna brasileira. “A gente vê vídeos que nem são de sucuris. Muitas vezes são pítons, que nem existem no Brasil”, explica a bióloga, pesqusiadora e médica veterinária Paula Helena Santa Rita. Sucuri se enrosca no focinho de onça no Pantanal Fabiano Oliveira/ Reprodução Segundo o biólogo Henrique Abrahão Charles, o comportamento das serpentes na natureza é diferente do mostrado nos conteúdos virais. “O comportamento de uma sucuri na natureza é bem tranquilo. Ela é calma e costuma ficar no próprio local, geralmente escondida em uma toca ou debaixo d’água.” Henrique também reforça que não há registros oficiais de ataques fatais de sucuris a seres humanos. “É importante lembrar que não existe nenhum registro oficial de sucuri que tenha atacado e devorado um ser humano.” Sucuris durante acasalamento, em MS. Daniel De Granville/Photo in Natura Diferentemente das serpentes peçonhentas, as sucuris não entram como categoria específica nos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, o que dificulta a consolidação de números oficiais sobre ataques envolvendo a espécie. Os especialistas explicam que ataques podem acontecer, mas são considerados raros. As sucuris usam o bote para segurar as presas e, em seguida, realizam a constrição, enrolando o corpo no animal. Entre as presas naturais da espécie estão capivaras, jacarés, aves e roedores. Além disso, eles alertam que o problema dos vídeos vai além da desinformação, podendo influenciar diretamente na forma como as pessoas enxergam os animais. Foto verdadeira - Sucuris são flagradas em bolo reprodutivo em Bonito. Daniel De Granville / Photo in Natura “Qualquer vídeo mostrando ataque já gera medo. E, no caso das cobras, esse medo é ainda maior”, afirma Paula Helena. Na visão dela, esse tipo de conteúdo pode prejudicar a conservação das serpentes. “Isso pode fazer com que a pessoa mate o animal simplesmente porque ele apareceu.” Símbolo da biodiversidade local Excelentes nadadoras, as sucuris passam grande parte do tempo debaixo d’água e podem demorar semanas para digerir as presas. Em todas as espécies, as fêmeas são significativamente maiores que os machos. Sucuri flagrada durante expedição de fotógrafos, em MS. Daniel De Granville/Photo in Natura Na natureza, evitam contato com humanos e preferem fugir quando se sentem ameaçadas. Em Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal e em Bonito, elas fazem parte da paisagem natural e se consolidaram como um dos símbolos da biodiversidade brasileira. A presença das sucuris em diferentes cenários sul-mato-grossenses também inclui casos incomuns, como o da chamada “Sucuri do buraco”, em Jardim. A serpente vive no Buraco das Araras, formação rochosa milenar localizada em uma grande dolina natural da região, que abriga também centenas de araras-vermelhas. 🕵️‍♀️🐍 A chegada da serpente à dolina é um mistério. Alguns guias do local acreditam que a cobra possa ter sido arrastada por uma enxurrada durante uma forte chuva e acabou ficando presa na cratera, que tem 100 metros de profundidade e 500 metros de circunferência. Sucuri gigante é guardiã de 'buraco milenar' em Jardim (MS) Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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