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Funcionário do Banco do Brasil cobra R$ 1 milhão para permitir invasão a sistema

Publicado em: 27/09/2025 09:08

Sede do Banco do Brasil, em Brasília Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Um funcionário da área de tecnologia do Banco do Brasil é suspeito de cobrar R$ 1 milhão para permitir que criminosos invadissem o sistema da instituição. O suspeito foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, na manhã de sexta-feira (26). A corporação realizou buscas e apreendeu um celular e um notebook do suspeito para perícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O funcionário não chegou a ser preso. Segundo a delegada Isabel Dávila, ele colaborou com as investigações e deve ser indiciado. A identidade dele não foi revelada. Segundo a Polícia Civil, a ação aconteceu em conjunto com o Banco do Brasil e impediu a invasão. Em nota, o BB disse que detectou a tentativa por meio de monitoramento interno e acionou a polícia. O banco destacou que seu padrão de governança impede que acessos a credenciais de funcionários causem impactos a clientes ou à empresa (veja íntegra no final da reportagem). Acordo de R$ 1 milhão Computador apreendido durante operação contra funcionário do BB PCDF De acordo com as investigações, o funcionário teria acertado o recebimento de R$ 1 milhão para repassar suas credenciais de acesso a fraudadores. Com as credenciais, os criminosos iriam invadir a rede corporativa e executar fraudes bancárias de grande valor. A delegada Isabel Dávila disse que a perícia dos dispositivos apreendidos, durante a operação na sexta (26), deve revelar quem são os suspeitos de terem feito esse acordo com o funcionário. O caso é investigado como invasão de dispositivo informático e associação criminosa. A operação foi realizada pela Coordenção de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial, e a Fraudes (Corf) da Polícia Civil. O que diz o Banco do Brasil "O Banco do Brasil informa que detectou e frustrou a tentativa por meio de monitoramento interno; e adotou todas as providências no seu âmbito de atuação. O BB acionou a polícia e colabora com as investigações sobre o caso. O banco possui processos estabelecidos para monitoramento e apuração de situações suspeitas contra a instituição e acrescenta que seu padrão de governança inibe que acessos isolados a credenciais de qualquer funcionário possam causar impactos financeiros a clientes ou à empresa." LEIA TAMBÉM: CRIME DA 113 SUL: MP recorre da decisão do STJ que anulou condenação e pede prisão de Adriana Villela ENTENDA: MP recomenda que Torcida Jovem do Flamengo seja proibida de entrar em estádios do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Entenda projeto de lei contra 'cristofobia' aprovado pela Câmara Municipal de Salvador

Publicado em: 27/09/2025 07:42

A Câmara Municipal de Salvador aprovou, na quarta-feira (24), um projeto de lei contra a “cristofobia” Giana Mattiazzi/TV Bahia A Câmara Municipal de Salvador aprovou, na quarta-feira (24), um projeto de lei contra a “cristofobia”. A proposta, de autoria do vereador Cezar Leite (PL), segue para sanção do prefeito Bruno Reis (União Brasil). O texto prevê a aplicação de multas a pessoas ou grupos que utilizem símbolos e imagens cristãs em contextos considerados sensuais” ou “desrespeitosos, como em fantasias ou apresentações artísticas. Também proíbe a contratação, com recursos públicos municipais, de artistas que façam esse tipo de uso. Caso o projeto seja sancionado, será proibido hostilizar Jesus Cristo em eventos e atividades culturais e usar fantasias de freiras com conotação sensual e apelo sexual. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O projeto de lei prevê uma série de medidas para combater a chamada “cristofobia” e promover o respeito à fé cristã no município. Entre as ações propostas estão iniciativas educativas e de conscientização, além da criação de mecanismos para acolher vítimas de intolerância religiosa. De acordo com o texto, serão realizadas campanhas educativas e firmadas parcerias com instituições governamentais, não-governamentais e religiosas para ampliar o diálogo sobre o tema. Também está prevista a promoção de eventos inter-religiosos, com o objetivo de estimular a tolerância e o respeito entre crenças diferentes. O projeto ainda determina a criação de canais acessíveis para denúncias de casos de cristofobia, garantindo atendimento especializado às vítimas. Outra medida é a formação continuada de profissionais das áreas de educação, saúde, segurança pública e assistência social, com foco na valorização das diferentes manifestações religiosas. O texto estabelece, de forma permanente, a proibição de ataques à fé cristã e a símbolos religiosos, seja de forma direta ou indireta, verbal, escrita ou física, tanto em espaços públicos quanto privados de Salvador. Além disso, ficará vedada a contratação, com recursos da prefeitura, de artistas, pessoas físicas ou jurídicas condenadas judicialmente por crimes de intolerância religiosa, com destaque para casos relacionados à "cristofobia". O projeto aprovado pela Câmara de Salvador também estabelece a criação de um banco de dados para o registro e acompanhamento de casos de "cristofobia" na capital. Além disso, prevê a encomenda de estudos e pesquisas para monitorar e analisar a incidência desse tipo de prática. Entre as medidas propostas, estão o desenvolvimento de ações específicas que promovam o respeito e a proteção aos cristãos, com ênfase na defesa de evangélicos e outras comunidades religiosas consideradas mais vulneráveis. Caberá ao Poder Executivo municipal regulamentar a lei e definir os modos de operacionalização. O texto determina ainda que empresas, organizadores de festas, blocos de Carnaval, camarotes e pessoas físicas devidamente identificadas que descumprirem as regras estarão sujeitos a multa administrativa no valor de três salários mínimos. Segundo a proposta, os valores arrecadados com as penalidades serão destinados exclusivamente a ações educativas e programas de conscientização. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. LEIA TAMBÉM: Vereadores aprovam projeto que modifica lei do uso do solo em Salvador após MP recomendar suspensão de votação Ministério Público recomenda que Prefeitura de Salvador não sancione lei de uso do solo Entenda lei que oferece descontos e perdão para dívidas do IPVA e do licenciamento de veículos na Bahia Câmara municipal de Salvador aprova Lei de Ordenamento e Uso do Solo (LOUOS) Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: câmara municipal

Governador em exercício nomeia presidente da Agência de Metrologia do Tocantins

Publicado em: 27/09/2025 07:24

Sede da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins Brenda Ramos/Governo do Tocantins Paulo Sidnei Antunes é o novo presidente da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM). Ele foi nomeado ao cargo pelo governador em exercício Laurez Moreira (PSD) nesta sexta-feira (26). A AEM é um órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O cargo era ocupado por Débora Batista Almeida Vasconcelos Miola, nomeada no dia 4 de setembro. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa, no dia 3 de setembro de 2025, Laurez exonerou todos do primeiro escalão. Desde então, o governador em exercício tem nomeado os novos secretários. LEIA TAMBÉM: Prefeitura multa BRK em mais de R$ 195 mil após moradores reclamarem de falta de água em bairros de Palmas Detran publica listas com mais de 780 notificações de multas de trânsito; confira IFTO oferece 1.585 vagas em cursos técnicos integrados ao ensino médio; veja como se inscrever Perfil do presidente Paulo Sidnei Antunes é arquiteto, natural de Inhumas (GO). Foi eleito deputado federal na primeira legislatura do estado do Tocantins, de 1989 a 1990. Em seguida, tornou-se vice-governador na gestão de Moisés Avelino. Foi eleito prefeito de Araguaína, em 1996, e deputado estadual em 2002. Ocupou o cargo de vice-governador novamente com Marcelo Miranda (2007–2009), sendo cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico. Além dos cargos eletivos, Paulo Sidinei soma outras atuações também como secretário de Planejamento, de Governo e secretário de Representação do Estado em Brasília. VEJA TAMBÉM: Governador em exercício dá inicio à reforma administrativa e nomeia novos gestores Governador em exercício dá inicio à reforma administrativa e nomeia novos gestores Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

UFRN desenvolve sistema tátil para identificação de cores e texturas voltado a pessoas cegas

Publicado em: 27/09/2025 06:01

UFRN desenvolve sistema tátil para identificação de cores e texturas voltado a pessoas cegas Cícero Oliveira/Agecom UFRN Um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criou um sistema que permite a identificação tátil de cores e texturas, pensado para pessoas cegas ou com baixa visão. O invento, chamado “Sistema para identificação tátil de cores em arco, seu método de produção e uso”, possibilita diferenciar cores e suas intensidades, identificar texturas de materiais e anexar amostras físicas para percepção sensorial completa. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O pedido de patente foi feito em julho junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O sistema funciona como um arco semicircular que representa a sequência tradicional das cores do arco-íris — vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta — com faixas em relevo diferenciadas para cada cor. Invenção usa faixas de relevo diferenciadas para cada cor Cícero Oliveira/Agecom UFRN A intensidade ou saturação da cor pode ser percebida por meio da espessura variável de uma linha inferior em relevo. No centro do arco, há espaço para anexar amostras de materiais, permitindo que o usuário sinta a textura, a absorção de calor ou o tipo de material correspondente. “O sistema permite não só identificar a cor, como também a textura do material, garantindo os aspectos de cores e os níveis de intensidade. É possível ainda anexar mostras dos materiais, o que garante uma experiência tátil mais completa. As pessoas cegas ou com baixa visão podem compreender a transição cromática de forma sensorial e identificar graduações de intensidade por meio da espessura de uma linha inferior em relevo”, explicou o pesquisador Kleison José Medeiros Leopoldino, servidor técnico da UFRN vinculado à FACISA. A estudante de Psicologia e pesquisadora Albanizia Ferreira Campelo explica que o sistema dispensa legendas, pois permite identificar cor, intensidade e textura diretamente pelo tato. “Pensando nesse sistema de cores, tanto como pesquisadora quanto como usuária, eu posso dizer que esse é um sistema prático de ser sentido, porque facilmente eu posso identificar a cor, a intensidade de forma mais intuitiva e a textura a que ela se refere. Então, isso é muito importante para a gente", disse. Segundo Edson Noriyuki Ito, coordenador do grupo, a invenção está inserida no campo da acessibilidade, do design universal e da educação inclusiva. “O sistema é aplicado para facilitar o acesso às cores e à textura durante a leitura voltada para pessoas com cegueira ou baixa visão. Também estamos desenvolvendo outras tecnologias que garantam a integração de pessoas com diversas deficiências no mundo acadêmico, laboratorial e industrial”, afirmou. O pesquisador Isaac de Santana Bezerra acrescentou que o protótipo já foi testado: “A tecnologia já possui protótipo, tendo sido aprovada após uso por pessoas cegas, as quais garantiram ser um sistema superior a todos os outros já utilizados por parte deles.” Ele destacou ainda que a invenção atingiu nível de maturidade TRL 7, de acordo com a escala de prontidão tecnológica. O projeto contou com a participação de Kleison Leopoldino, Albanizia Campelo, Isaac de Santana Bezerra, Edson Noriyuki Ito, Bismarck Luiz Silva e João Marcelo Silva de Lima, em uma parceria entre a FACISA, o Laboratório de Polímeros do Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Tecnologia (CT) e o grupo de tecnologia e educação inclusiva. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN

Palavras-chave: tecnologia

Pioneira e líder de audiência, TV Gazeta de Alagoas celebra 50 anos

Publicado em: 27/09/2025 06:00

TV Gazeta de Alagoas celebra 50 anos Vivi Leão/g1 🎉📺Uma data para celebrar! A TV Gazeta de Alagoas completa neste sábado 50 anos. Meio século levando informação para os alagoanos através de seus telejornais, programas esportivos e de entretenimento. Com uma história de pioneirismo e liderança, a TV Gazeta mescla a sua trajetória com a dos alagoanos. Um sonho que nasceu a partir de uma ideia visionária do ex-senador e governador de Alagoas, Arnon de Mello. Um planejamento que colocaria Alagoas na rota das grandes transmissões televisivas brasileiras. Um sonho que tornou-se realidade. Em 27 de setembro de 1975 a TV Gazeta era inaugurada com um status revolucionário, sendo a primeira TV do Nordeste a receber sinal diretamente da Globo. Com programação também local e transmissão de alta qualidade para época, a Gazeta se consolidava entre as grandes emissoras do Brasil. "O início da TV aqui em Alagoas tem o pioneirismo do senador Arnon de Mello, que colocou o estado no mapa da história. Até então, era o único estado do Brasil que não tinha uma televisão. É de uma importância realmente grande! De lá para cá, houve uma evolução tecnológica que transformou ao longo do tempo o fazer jornalismo", disse a diretora de jornalismo da emissora, Maria Goretti. Anrnon de Mello na inauguração da TV Gazeta Arquivo Padrão de referência de informação. Durante meio século, a TV Gazeta entrou na casa dos alagoanos e se reinventou durante décadas. Os anos de 2010 e 2012 foram marcados pelo lançamento das transmissões digitais e em alta definição. O diretor técnico da TV Gazeta, Jaime Fernandes, destacou o salto de evolução dado a partir dos novos aparatos tecnológicos. "Desses 50 anos de TV Gazeta, já estou aqui há 40. Nessa época, a televisão era muito rudimentar, a gente começou com câmera preta e branca, e foi em 1982 que nós entramos com câmeras coloridas. A gente conseguiu evoluir muito. Antigamente, tinha que deslocar um caminhão de externa três horas antes de um 'ao vivo'. Montar toda aquela parafernália para colocar o jornal no ar. Então, era uma demanda muito complicada, com a tecnologia hoje você consegue fazer um 'ao vivo' em questão de minutos". 📺Jornalismo de qualidade Apresentadores da TV Gazeta Divulgação O trabalho de qualidade vem também da formação de equipes de profissionais qualificados. Durante 50 anos muitos rostos passaram pelos corredores da TV Gazeta e muitos permanecem até hoje, formando um time campeão de profissionais. Ao longo dos 50 anos, o trabalho jornalístico foi feito de forma ininterrupta, mesmo durante a pandemia e o período de lockdown. Os trabalhos nunca pararam. "Essa é a missão do jornalista: levar informação. A gente passou por alguns momentos muito adversos, mas eu encaro eles como desafios. A pandemia foi um desses momentos. A gente estava na linha de frente, mas eu acho que a gente conseguiu fazer uma entrega boa nesse período, com muita garra. Perdemos alguns colegas, um sentimento de saudade que fica até hoje. Graças a Deus a pandemia passou, a esperança reacendeu", disse Goretti. Meio século registrando acontecimentos marcantes, com coberturas políticas, festivas e religiosas. Memórias que se eternizaram através de registros em matérias e ao vivos. "Eu sempre cito a visita do Papa aqui em Maceió, em 1992. Foi um marco maravilhoso para toda a comunidade católica. A gente também teve as grandes coberturas das enchentes e campanhas de solidariedade. E a TV Gazeta está aí, acompanhando tudo, vivendo junto com quem mora em Alagoas", completou a diretora de jornalismo. 📲 Participe do canal do g1 AL no WhatsApp Nas últimas cinco décadas, a TV Gazeta leva informação aos alagoanos, estando em todos os municípios do estado com os principais telejornais e programas esportivos: Bom Dia Alagoas, AL1, Globo Esporte e Gazeta Rural. 🖥️Uma nova era tecnológica, onde o telespectador pode interagir com os apresentadores através de envios de fotos, mensagens e vídeos. "A tecnologia realmente veio para quebrar todo o processo. Até 2030, a gente tem expectativa de ter a TV 3.0, que é um negócio fantástico e vai ser a grande revolução da TV no futuro", destacou o diretor de tecnologia da TV Gazeta. 📲E como a evolução não pode parar, todo conteúdo jornalístico da TV Gazeta hoje é transmitido em tempo real no g1 Alagoas. Unindo informação e tecnologia. Além das transmissões ao vivo, os programas ficam salvos em playslists no site e podem ser acessados e compartilhados a qualquer momento. Coordenadora do g1 Alagoas, Michelle Farias destaca o trabalho de parceria jornalística do portal com a TV Gazeta. "Desses 50 anos, o g1 está há 13 anos sendo o portal da TV Gazeta. Nesse tempo, muita coisa mudou. Hoje, você pode assistir aos telejornais de qualquer lugar, seja no computador, tablet ou celular. Nós conseguimos unir a tecnologia com a informação para manter o leitor e telespectador sempre bem informado. Nossa parceria com a TV Gazeta é muito forte, nós compartilhamos matérias, personagens, nos ajudamos bastante para que a informação chegue até o leitor de forma clara e objetiva", disse. A evolução faz parte da história da TV Gazeta e se mantém ativa e pulsante a cada ano que passa. Cinquenta anos de transmissão televisiva, de trabalho jornalístico e de entretenimento. Meio século de existência sendo referência de qualidade em Alagoas. "A TV Gazeta é uma televisão que passa a contar a história de Alagoas, a fazer parte da histeria e a fazer a história de Alagoas", destacou Maria Goretti". Arnon de Mello com os filhos Leopoldo e Fernando Collor Arquivo Veja os vídeos mais recentes do g1 AL Leia mais notícias da região no g1 AL

Palavras-chave: tecnologia

Logitech K980 é novo teclado com recarga via luz artificial e até 4 meses de autonomia

Publicado em: 27/09/2025 05:05 Fonte: Tudocelular

A Logitech lançou nesta semana o Signature Slim Solar Plus K980, novo teclado da marca para uso empresarial que traz um truque interessante: o carregamento via luz. Apesar de não se tratar de uma tecnologia inovadora, o recurso promete se destacar por também funcionar com iluminação artificial de lâmpadas e garantir uma autonomia extensa, de até 4 meses de uso, quando está com a bateria cheia.O K980 não chama atenção pelo visual, que lembra outros teclados corporativos da Logitech, entre eles o MX Keys S. Temos corpo em alumínio em perfil baixo, e cores neutras para ornar melhor com o ambiente de escritório. Há, porém, uma faixa de tom escuro no topo, em que está o segredo do lançamento: o painel de recarga por luz. Chamada de Logi LightCharge, a funcionalidade não é inédita, já tendo sido vista em acessórios como os controles remotos de TVs da Samsung, mas há uma implementação mais encorpada por aqui. Segundo a gigante, o método de carregamento não seria compatível apenas com luz solar, como ainda com iluminação artificial interna, a partir de 200 lux de intensidade.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

PF investiga desvio de dinheiro de processos trabalhistas do TRT no RJ; diretor da vara é exonerado e juiz, afastado

Publicado em: 27/09/2025 04:30

PF investiga desvio de dinheiro de processos trabalhistas do TRT no RJ A Polícia Federal está investigando uma fraude na expedição de alvarás para pagar beneficiários de ações trabalhistas do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro (TRT-RJ). O caso aconteceu na 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu e levou à instauração de uma sindicância, determinada pela presidência do TRT-RJ, à exoneração de um funcionário, ao afastamento de outra e do juiz titular e à nomeação de uma juíza interventora na vara. Segundo o TRT-RJ as irregularidades na vara de Nova Iguaçu foram constatadas pela Corregedoria, que verifica os alvarás judiciais expedidos no âmbito do Projeto Garimpo e nas demais rotinas judiciárias de 1º grau do Tribunal. Em 2019, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho e a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho lançaram o Projeto Garimpo, que busca identificar valores esquecidos em contas judiciais de processos encerrados. Esse dinheiro é transferido aos beneficiários das ações. Em cinco anos, foram devolvidos cerca de R$ 5 bilhões, mas os valores esquecidos ainda somavam R$ 21 bilhões em 2024. O g1 apurou que parte do dinheiro desviado da 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu estava vinculado a ações trabalhistas encerradas, cujos valores não foram pagos aos verdadeiros beneficiários. O TRT-RJ diz que os desvios foram constatados somente na 2ª Vara, sem relação direta com o Projeto Garimpo. O Conselho Superior da Justiça do Trabalho também diz que a fraude não tem relação direta com a estrutura nacional do Projeto Garimpo ou com outras unidades judiciárias. Em nota, o tribunal informou que as investigações estão sendo feitas para identificar quando começaram os desvios e o valor total. A suspeita, segundo duas fontes do TRT-RJ com conhecimento sobre o caso, é que o valor chegue a R$ 14 milhões, mas esse número não foi confirmado pelo tribunal. Diretor de vara é afastado; juiz responde a reclamação disciplinar No início de setembro, o então diretor de secretaria, Vidal Nobre de Azevedo, foi exonerado do cargo. Sua assistente foi afastada por 60 dias. O juiz da vara, Francisco Antônio de Abreu Magalhães, também foi afastado e está respondendo a uma reclamação disciplinar – ou seja, a apuração de atos praticados que possam configurar falta ou infração disciplinar. Procurados, o ex-diretor e o juiz não quiseram se manifestar. O g1 tentou contato com a assistente da secretaria, mas não conseguiu. O caso está sendo acompanhado pela Secretaria-Geral da Presidência do tribunal e também foi encaminhado para o Ministério Público Federal e para a Polícia Federal, que já começou a colher os depoimentos. Procurados, a PF e o MPF disseram que não se manifestam sobre investigações em andamento. Processo no TRT-RJ corre em sigilo Em 9 de setembro, foi publicado no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho o decreto de intervenção na vara do trabalho de Nova Iguaçu. O texto diz que o juiz Magalhães informou à presidência e à corregedoria do tribunal sobre diversos alvarás e ordens de pagamentos expedidos em processos para beneficiários que não possuíam relação com as ações. O g1 teve acesso à tramitação do processo administrativo que deu origem à sindicância para apurar os desvios. A investigação corre em sigilo no TRT-RJ, mas é possível saber que o que está sendo investigado é um “incidente de segurança da informação”. Uma fonte do TRT-RJ disse que o ex-diretor Azevedo teria usado o token do juiz – uma espécie de senha, necessária para liberar os valores. Em uma mensagem enviada pelo WhatsApp aos colegas de trabalho, à qual o g1 teve acesso, Azevedo falou que isentou outras pessoas de envolvimento com a fraude, em seu depoimento à Polícia Federal, inclusive a assessora afastada e o juiz. Segundo ele, os dois não "sabiam do que estava acontecendo”. Segundo o TRT-RJ, as irregularidades foram constatadas pela Corregedoria, que verifica os alvarás judiciais expedidos tanto no âmbito do Projeto Garimpo quanto nas demais rotinas judiciárias de 1º grau. A exoneração do ex-diretor Azevedo, segundo o tribunal, atendeu a um pedido do juiz Magalhães. Antes de ser afastado, o magistrado também determinou o bloqueio das contas correntes distintas das que são efetivamente relacionadas aos beneficiários dos processos judiciais. Juíza interventora terá que regularizar expedição de alvarás Em decisão unânime, o Órgão Especial do TRT-RJ determinou intervenção na 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu por 60 dias, a partir de 8 de setembro, ou enquanto durar a sindicância. A medida, segundo a publicação do Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, é para “preservação da atividade jurisdicional e da necessária apuração dos fatos relativos aos pagamentos realizados a terceiros”. A juíza do trabalho substituta Mônica do Rêgo Barros Cardoso é quem está atuando como interventora, no lugar do juiz Magalhães. Já o servidor Celso Sampaio Pereira de Lima assumiu o cargo de diretor de secretaria, ocupando a função de Azevedo. Também fica sob a responsabilidade da juíza interventora a elaboração de um relatório mensal dos alvarás expedidos. O documento deve ser entregue à corregedoria do tribunal. Fraude em emissão de alvarás ocorreu em 2022 no mesmo tribunal Essa é a segunda vez, em três anos, que o TRT-RJ identifica irregularidades na expedição de alvarás. Em novembro de 2022, os desvios de aproximadamente R$ 4 milhões aconteceram na 80ª Vara do Trabalho da capital. Veja na reportagem abaixo, do Jornal Hoje de 14/11/2022: TRT-RJ suspende pagamentos de alvarás da Justiça do Trabalho Os golpistas acessaram o sistema de liberação de alvarás usando um token de magistrado, obtido de maneira fraudulenta na empresa certificadora regularmente habilitada pelo Tribunal. A Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRT-RJ identificou 17 certificados digitais suspeitos, atribuídos a magistrados e servidores. O dinheiro das ações era desviado para uma pessoa jurídica cujo CNPJ tinha sido constituído na Receita Federal havia poucos meses. Na ocasião, por medida de segurança, foram retirados do ar os sistemas de pagamento de alvarás eletrônicos pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Questionado se este caso tem relação com a fraude mais recente, o TRT-RJ disse que as investigações continuam em andamento junto à Polícia Federal. “O que se sabe é que foi um caso de fraude externa, mediante utilização de certificados digitais não reconhecidos pelo TRT-RJ, sem que tenha havido participação de magistrados ou servidores do Tribunal. Sendo assim, enquanto perduram as investigações, não há que se falar em correlação entre as duas situações”, disse o tribunal. A PF não respondeu sobre o andamento da investigação iniciada em 2022. O que dizem os órgãos TRT-RJ O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), por meio de sua Corregedoria Regional, constatou irregularidades na expedição de alvarás pela 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu. A constatação das irregularidades foi possível pela atuação ordinária da Corregedoria, que verifica os alvarás judiciais expedidos tanto no âmbito do Projeto Garimpo quanto no das demais rotinas judiciárias de 1º grau do Tribunal. Diante da irregularidade, o TRT-RJ, imediatamente, comunicou o fato à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho. Sem que paire qualquer dúvida quanto à idoneidade do magistrado e servidores que tiveram suas credenciais digitais relacionadas às irregularidades, foram determinados os afastamentos de suas atribuições, enquanto as investigações são concluídas. Não obstante, atendendo a requerimento do próprio magistrado, o diretor de secretaria da 2ª VT/NI foi exonerado do cargo comissionado. Do mesmo modo, o magistrado já havia determinado o bloqueio das contas correntes distintas das que são efetivamente relacionadas aos beneficiários dos processos judiciais em questão. As apurações estão sendo feitas pelos órgãos competentes, a fim de estabelecer o marco temporal inicial das irregularidades, bem como seu valor total. Importante frisar que a irregularidade foi constatada somente no âmbito da unidade judiciária da 2ª VT de Nova Iguaçu, ressaltando-se que não há relação direta deste caso com o Projeto Garimpo ou com demais VTs do Tribunal, de acordo com a apuração realizada até agora. Sobre este caso [relação da fraude recente com a de 2022], as investigações continuam em andamento junto à Polícia Federal. O que se sabe é que foi um caso de fraude externa, mediante utilização de certificados digitais não reconhecidos pelo TRT-RJ, sem que tenha havido participação de magistrados ou servidores do Tribunal. Sendo assim, enquanto perduram as investigações, não há que se falar em correlação entre as duas situações. Conselho Superior da Justiça do Trabalho O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) recebeu o comunicado do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) acerca da constatação de irregularidades na expedição de alvarás na 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu (RJ) e, em conjunto com o TRT-1 (RJ), está colaborando com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. De acordo com as informações apuradas até o momento, as irregularidades foram identificadas somente na 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu (RJ), sem relação direta à estrutura nacional do Projeto Garimpo ou com outras unidades judiciárias. O CSJT reitera seu compromisso com a integridade da Justiça do Trabalho de 1ª e 2º graus e destaca que o caso foi identificado em um monitoramento da Corregedoria Regional, procedimento de rotina adotado em âmbito nacional e regional em toda a Justiça do Trabalho para a fiscalização e auditoria das unidades judiciárias trabalhistas. Polícia Federal A Polícia Federal não divulga informações sobre eventuais investigações em andamento. Ministério Público Federal Para preservar o andamento de investigações, o MPF não se manifesta sobre possíveis fatos sob apuração.

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Órgão de tubos: 'gigante' musical faz reestreia no litoral de SP após 33 anos mudo; VÍDEO

Publicado em: 27/09/2025 04:03

Órgão de tubos foi reformado na Igreja do Embaré, em Santos (SP) e pode até tocar 'sozinho' Após mais de três décadas de silêncio, o órgão de tubos da Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré voltou a ecoar em Santos, no litoral sul de São Paulo. O projeto de restauro contemplou a reforma e a automação do instrumento, que tem mais de 75 anos de história. O 'gigante' de 35 m² e dois andares foi reinaugurado com o mesmo visual, mas seu imponente som estreou na era digital. Com recursos arrecadados pelos fiéis e pelas mãos do restaurador Danilo Brás, o instrumento, construído na primeira metade do século passado, ganhou ajuda da tecnologia para tocar até 'sozinho'. (veja no vídeo acima) ⛪🎵 'Rei dos instrumentos': usual em igrejas para entoar músicas sacras, o órgão de tubos é composto por tubos de diferentes comprimentos que produzem som ao deixar passar o ar, a partir de um complexo sistema de teclados e pedaleiras. Segundo especialistas, apesar de não serem considerados raros, a maioria dos órgãos de tubos existentes no Brasil estão em condições precárias ou descaracterizados. A manutenção dos exemplares é considerada um desafio pelo alto custo e falta de mão-de-obra especializada. (leia mais abaixo) O órgão de tubos do Embaré tem 1.317 tubos, dois teclados manuais e uma pedaleira. A imponente estrutura é feita de madeira e metal e o restauro levou dois anos e meio. O órgão foi reinaugurado oficialmente em junho, na missa do Dia de Santo Antônio. Na ocasião, foi anunciada pelo frei Paulo Henrique Romeiro, pároco da basílica, a retomada da operação do órgão. (veja vídeo abaixo) "Cumprimos nossa missão. Foi a primeira vez que eles [os fiéis] viram funcionando", disse. Reinauguração ocorreu durante a missa de Santo Antônio em Santos (SP) Patrimônio religioso O órgão de tubos da Igreja do Embaré foi inaugurado em 1949 e é considerado um patrimônio religioso da cidade. Construído a partir das peças de outro instrumento importado anos antes da Alemanha, o órgão estava desativado desde 1992 após apresentar problemas mecânicos. Além disso, a deterioração do instrumento foi agravada pela falta de uso. Nos anos 2000, a parte elétrica dele foi removida durante uma reforma da Igreja. Após uma conversa com o Frei Paulo Henrique, o restaurador Danilo Brás resolveu iniciar em janeiro de 2023 a reforma do orgão. Os R$ 110 mil empenhados no serviço foram custeados com recursos arrecadados durante as festas promovidas pela Basílica, como quermesses e eventos aos finais de semana. 🪚⚙️Desafio: O instrumento é produzido de maneira artesanal e a manutenção especializada deveria ser feita por um organeiro-mestre, profissional cuja formação leva pelo menos 10 anos. Por isso, o restaurador precisou mergulhar em um minucioso processo que envolveu estudo e centenas de horas de trabalho para a completa desmontagem e restauração de cada um dos componentes do órgão de tubos. Restauração e automação Toda a parte estrutural e elétrica do órgão foi restaurada. Para isso, foram produzidas cerca de 1,3 mil molas inox - ante as de ferro existentes -, fabricados artesanalmente diversos tubos de madeira e criado um sistema de automação, que possibilita a utilização do órgão mesmo sem que haja um músico para tocá-lo. Na versão manual, o instrumento é tocado por um organista com as mãos e pés simultaneamente. “Toda vez que se conversava sobre o órgão, falavam: 'Não tem quem toque'. Então eu pensei que eu tinha que automatizar. Eu não vou ficar com um instrumento que gastei uma fortuna à mercê de uma pessoa [que saiba tocar manualmente]. É um investimento que eu precisava ver funcionar”, conta. Os serviços de restauro foram realizados, sob o comando de Danilo, pelos próprios colaboradores da Basílica do Embaré. A ideia era preservar a originalidade do instrumento na parte externa. Reforma do órgão de tubos possibilitou reinauguração do instrumento após mais de 30 anos Danilo Brás Infográfico: órgão de tubos do Embaré uniu a comunidade para dar fim a anos de silêncio do instrumento Arte/g1 A revitalização contou com o apoio de eletricistas e musicistas da basílica, que auxiliaram no processo para afinar as notas do instrumento após o restauro. O órgão, então, recebeu uma controladora após a reforma. Por meio de um computador, sem um operador humano, ele pode receber o comando das notas para controlar a abertura das válvulas que liberam o ar para os tubos, por meio de um arquivo chamado Musical Instrument Digital Interface (MIDI). Órgão de tubos foi automatizado em Santos, SP Danilo Brás Danilo disse que a automação foi fundamental para os testes do equipamento, tendo em vista que ele não possuía capacidade técnica para manuseá-lo. A presença de um músico era necessária no local para afinar as notas do instrumento. Essa ajuda veio do maestro Mario Tirolli, músico profissional há 35 anos. Durante esses testes de afinação e automação, ele utilizou arquivos de obras famosas para o órgão reproduzir, tais como as trilhas sonoras de The Batman, Star Wars, Conan, o Bárbaro e até mesmo serenatas de Mozart. (confira no vídeo acima) “Eu fui fazer também aula de teclado para aprender alguma coisa caso eu precisasse, mas eu percebi que não tenho talento nenhum para isso. Preciso realmente que seja automatizado”, brinca. Órgão de tubos foi reinaugurado na Igreja do Embaré, em Santos (SP) Desafios Um dos entraves enfrentados foi a falta de materiais disponíveis, sendo que a maioria são importados. Por isso, foi necessário fabricar grande parte dos itens - como os tubos metálicos e de madeira - e adaptar outros materiais com os produtos disponíveis no Brasil. “Muita coisa era da Alemanha. E o custo era alto por causa do Euro. A gente não tinha plena certeza se aquilo era exatamente o que a gente queria. Foi feita uma adaptação e fizemos testes com vários materiais”, conta. Apesar disso, segundo Danilo, o maior desafio no trabalho foi mais pessoal do que técnico. Durante o período, a sua mãe teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e acabou morrendo em 2024. Nele o período em que ela adoeceu, precisou utilizar as horas que passava na reforma do instrumento para cuidar da mãe. Os trabalhos eram realizados nos finais de semana e no seu horário de almoço. "Eu só não larguei o órgão porque ela me autorizou. E, infelizmente, ela não viu o órgão pronto porque ela acabou falecendo”, lamenta. Órgão de tubos foi reformado na Basílica do Embaré, em Santos Basílica do Embaré e Ronaldo Tarallo Júnior Maestro Mário Tirolli e o órgão de tubos da Basílica do Embaré, em Santos Danilo Brás/arquivo pessoal 'Novos músicos' O restaurador contou, porém, que se emocionou ao ver os membros da comunidade, que já atuavam na parte musical das cerimônias, interessados em utilizar o equipamento após a reforma. Uma delas é a professora de música Cátia Radzvilaviez Grande, de 64 anos, musicista há cerca de 40 anos. Ao g1, ela contou que é tecladista e passou a integrar o quadro de músicos da Igreja há cerca de dois anos, quando soube que o equipamento estava sendo reformado. Mesmo com a extensa carreira, Cátia destacou que foi no Embaré em que ela teve o primeiro contato com um órgão de tubos. "Foi emocionante e desafiador. Nunca tinha passado na minha cabeça tocar o órgão de tubos. Foi e é muito prazeroso poder ouvir seu som majestoso e, ao mesmo tempo, tão delicado," afirmou. Com ela, são três as organistas que atuam nas missas aos domingos. As outras 'alunas' são fiéis que aprenderam com ela a manusear o equipamento. "O importante é termos mais músicos utilizando esse instrumento e para isso sempre estou aberta a ensinar", destaca. Cátia Radzvilaviez Grande é professora de música há 40 anos e teve primeiro contato com um órgão de tubos na Basílica do Embaré Arquivo pessoal Análise Um estudo científico produzido pela organista Elisa Freixo e pelo pesquisador Andrea Cavicchioli, da Universidade de São Paulo (USP), concluiu que o Brasil tinha, em 2010, poucas centenas de exemplares do órgão de tubos. Por causa da mão-de-obra escassa no país, muitos órgãos acabaram tendo suas características comprometidas pela falta de profissionais capacitados para fazer consertos e manutenção. "Portanto, em um cenário como este, a manutenção do patrimônio organológico é difícil ou mesmo quase impossível", diz trecho do estudo. A igreja da Sé, marco da cidade de São Paulo, por exemplo, abriga um órgão de tubos que é considerado o maior instrumento musical da cidade, com 11 mil flautas. Ele está inativo há mais de 20 anos devido à deterioração. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Raniela e Rafaela: Saiba como vivem gêmeas que nasceram unidas pelo abdômen e passaram por cirurgia de separação em 2002

Publicado em: 27/09/2025 04:01

Raniela e Rafaela: Saiba como vivem gêmeas siamesas que passaram por cirurgia de separação Gêmeos siameses são chamados os casos em que os bebês nascem unidos fisicamente e compartilham um ou mais órgãos. Goiás é considerado uma referência nos casos de separação, com a sobrevida chegando a 50% nos casos mais complexos. Veja como estão as irmãs Raniela e Rafaela Rocha Cardoso, que nasceram unidas pelo abdome e foram separadas em 2002. Hoje, uma delas se tornou mãe. As jovens nasceram em Goianésia, no centro do estado, unidas pelo abdome. Elas compartilhavam o fígado e foram separadas sete dias após o nascimento. Hoje, com 23 anos, elas vivem saudáveis, sem problemas de saúde. A gêmea Rafaela, inclusive, se tornou mãe. Elas conversaram com o g1 e contaram que não precisam fazer nenhum tipo de acompanhamento médico. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Siamesas Raniela (centro) e Rafaela (direita) com a mãe Meire (esquerda) e o médico Zacharias Calil Arquivo pessoal/Raniela Rocha Cardoso Descoberta aconteceu após o parto Segundo Raniela, na gravidez, a mãe delas sabia que teria gêmeas, mas não que as irmãs estavam unidas, porque a ultrassom não mostrava. "Ela só descobriu no parto. Foi um susto tanto para ela quanto para o médico que estava no momento", contou. Raniela disse que, logo depois do parto, a família foi encaminhada para Goiânia. A gêmea explicou que elas demoraram a descobrir porque tinham uma cicatriz na barriga. Só quando completaram 7 anos, é que a mãe contou a história, mostrando uma gravação em vídeo. A família esperou para quando as meninas tivessem idade para entender. "Quando a gente tinha mais ou menos 7 anos, voltamos da igreja e minha mãe nos chamou para sentar no sofá. Falou que tinha um presente para nós, que era uma gravação. A primeira gravação que fizeram da gente para contar nossa história", disse. Raniela disse que foi muito emocionante para ela e a irmã saberem da história. Rafaela tem um filho que hoje está com nove meses. Ela contou que chegou a ter medo de ter gêmeos quando estava grávida, mas que depois o medo passou. Segundo ela, o filho Davi Emanuel nasceu saudável e é bastante calmo. Gêmeas nasceram unidas pelo abdômen e foram separadas em 2002, em Goiás Arquivo pessoal/Raniela Rocha Cardoso Formação de siameses O g1 conversou com o médico de Goiás que é referência no assunto e realizou a separação das meninas, Zacharias Calil. Para ajudar a entender a complexidade quando se fala em gêmeos siameses, o médico explica que a incidência de casos no mundo é de 1 a cada 150 mil nascidos vivos. "Desde 1999, já atendemos 44 gêmeos conjugados, mas apenas 24 conseguiram chegar na idade para serem separados", disse. Segundo Zacharias, não existe uma causa definida nem um fator que aumente as chances desse tipo de gestação. A ciência explica que, no 13º dia da ovulação, o óvulo não se divide completamente e os bebês passam a compartilhar determinados órgãos, podendo ser o mesmo coração ou fígado, às vezes até os intestinos. "Se são unidos pela bacia, são chamados isquiópagos e podem ter de três a quatro pernas, e dividem vários órgãos. Esses são os mais complexos da minha especialidade e o 2º em grau de dificuldade; o primeiro são os que nascem unidos pela cabeça", disse o médico. O médico explica que gestações de siameses geralmente não chegam à 35ª semana. A mãe pode evoluir para complicações como hemorragia uterina e já houve paciente que precisou retirar o útero. Pré-natal e pós-parto Zacharias explica que o pré-natal e o pós-parto de siameses incluem exames de imagem como ultrassonografia, ecocardiograma fetal e ressonância magnética após a 22ª semana de gestação. Os exames buscam analistar com maior precisão os órgãos compartilhados pelos gêmeos e o prognóstico. Características da gestação e parto de siameses: O parto tem que ser programado com antecedência; O parto é feito por cirurgia cesariana; Após o nascimento, são acompanhados por neonatologistas experientes e em UTI neonatal preparada; Após o nascimento, são feitos exames de imagem nos bebês, impressão 3D e realidade aumentada para planejar essas operações complexas que serão feita; É feita a colocação de expansores subdérmicos de silicone para criar nos bebês. Exame mostra exemplo da união do tórax e abdome. Observa os dois corações bem juntos e compartilhavam a mesma cavidade em um único pericárdio Reprodução Centro de Tecnologia e Informação/Divulgação por Zacharias Calil Risco de morte Zacharias esclarece que o risco de morte para bebês siameses é alto logo após o nascimento, por causa de más-formações, principalmente nos casos que são unidos pelo tórax e dividem o coração. Em números, cerca de 75% morrem logo após o nascimento e 15% não sobrevivem nas primeiras semanas, de acordo com o médico. "A literatura médica mundial fala em 20% (de sobrevivência). Aqui em Goiás, a sobrevida chega a 50% nos casos mais complexos e 100% nos casos que apresentam menos compartilhamento de órgãos", disse Calil. Goiás como referência O médico contabiliza que desde 1999 já foram atendidos 44 gêmeos siameses em Goiás, mas apenas 24 conseguiram chegar na idade para serem separados. Segundo ele, o Brasil é considerado o terceiro país no mundo com mais separações de siameses. Calil disse ainda que a idade ideal para a cirurgia é por volta de seis meses a 1 ano de idade. "Depende muito da união e se tem pele suficiente", afirma. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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Oriente Médio estaria a caminho de ter uma 'Otan islâmica'?

Publicado em: 27/09/2025 04:01

Israel ataca dirigentes do Hamas no Catar Não havia muito o que o Catar pudesse fazer em relação aos mísseis balísticos que Israel disparou em Doha no dia 9 de setembro, quando cerca de 10 caças israelenses sobrevoaram o Mar Vermelho, sem cruzarem o espaço aéreo de nenhum outro país, antes de colocarem a ação em prática. Um ataque considerado "além do horizonte". Mísseis balísticos viajam até a atmosfera ou até mesmo ao espaço sideral antes de voltarem à Terra. O alvo dos mísseis israelenses eram membros do grupo Hamas, reunidos para discutir um possível cessar-fogo em Gaza, em um bairro nobre da capital Doha. Seis pessoas foram mortas, embora, aparentemente, não fossem os alvos de Israel. Como os mísseis surgiram inesperadamente, o Catar pouco pôde fazer para se defender. A verdade é que uma das salvaguardas mais importantes do país contra Israel não tem ligação com sofisticados sistemas de defesa antiaéreos. O maior aliado israelense, os Estados Unidos, têm sua maior base regional no país e recentemente concedeu ao Catar o status de "grande aliado não membro da Otan". Mas nem isso parece ter sido suficiente para impedir Israel de realizar seu primeiro ataque conhecido a um Estado árabe do Golfo, uma ação sobre a qual os EUA provavelmente teriam que saber. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, durante cerimônia de assinatura de acordos em Doha na quarta-feira (14/5). Reuters via BBC EUA são vistos como pouco confiáveis "O ataque israelense abala as premissas do Golfo sobre suas relações com os EUA, e esses países se aproximarão ainda mais. Essas monarquias petrolíferas são muito semelhantes… Um ataque tão direto à sua soberania e segurança é um anátema para todas elas", escreveu Kristin Diwan, pesquisadora do Instituto dos Estados Árabes do Golfo, em Washington, logo após o ataque. Como resultado, "os governantes dos países do Golfo buscam maior autonomia estratégica e estão cada vez mais determinados a se proteger contra os riscos de depender dos EUA", reiterou Sanam Vakil, diretora do programa do Oriente Médio e Norte da África da Chatham House, em um artigo publicado neste mês no jornal britânico The Guardian. Devido a tudo isso, nas últimas semanas, tem-se falado cada vez mais sobre a formação de uma "Otan islâmica", uma aliança de defesa entre países islâmicos e árabes que poderia funcionar de maneira semelhante à Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em uma cúpula de emergência organizada na semana passada pela Liga Árabe e pela Organização da Cooperação Islâmica, autoridades egípcias sugeriram a criação de uma força-tarefa conjunta para as nações árabes, semelhante à Otan. Durante um discurso, o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, também pediu uma abordagem coletiva para a segurança regional. E os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – disseram que ativariam uma cláusula de um acordo conjunto de defesa, assinado pela primeira vez em 2000, que dizia que um ataque a um Estado-membro era um ataque a todos – uma formulação semelhante ao artigo 5.º da Otan. Após a cúpula emergencial, os ministros da Defesa dos Estados do Golfo realizaram outra reunião em Doha e concordaram em aprimorar o compartilhamento de informações e os relatórios sobre a situação aérea, bem como em acelerar a criação de um novo sistema regional de alerta de mísseis balísticos. Também foram anunciados planos para exercícios militares conjuntos. Na mesma semana, a Arábia Saudita anunciou um "acordo estratégico de defesa mútua" com o Paquistão, declarando que "qualquer agressão contra um dos dois será considerada uma agressão contra ambos". Início da 'Otan islâmica'? De acordo com especialistas entrevistados pela DW, pode parecer, em um primeiro momento, que o Golfo Pérsico está mesmo formando uma espécie de "Otan islâmica" para combater Israel, mas a realidade é um pouco diferente. "Uma aliança no estilo da Otan não é realista porque envolveria os países do Golfo em guerras que eles não consideram vitais para seus próprios interesses. Nenhum governante do Golfo quer ser arrastado para um confronto com Israel em nome do Egito, por exemplo", avalia Andreas Krieg, professor sênior da Escola de Estudos de Segurança do King's College de Londres. Os observadores acreditam, no entanto, que as coisas estão mudando após o ataque em Doha. "A segurança no Golfo tem se baseado há muito tempo em uma lógica tributária, [em que] basicamente você paga alguém para cuidar da sua proteção. Após o ataque em Doha, essa mentalidade está começando a mudar, mas apenas lentamente", argumenta Krieg. Fumaça é vista em Doha, no Catar, após ataques de Israel contra lideranças do Hamas Ibraheem Abu Mustafa/Reuters 'Formato 6+2' Em vez de uma "Otan islâmica", o que o mundo poderá ver é o chamado "formato 6+2", explica Cinzia Bianco, especialista em países do Golfo no think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR). A expressão "6+2" refere-se aos seis países do CCG, mais a Turquia e o Egito. Bianco acredita que esse formato provavelmente é discutido nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta semana. "No entanto, não se trata realmente de um acordo como o Artigo 5. É mais provável que se trate de coletivizar as posturas de segurança e defesa e, talvez o mais importante, enviar uma mensagem de dissuasão a Israel", diz, alegando que o compromisso dos Estados do Golfo com a defesa mútua não é tão sólido quanto o dos membros da Otan. Ajuda militar de outros lugares Conforme Krieg, o "6+2" faz mais sentido do que uma "Otan islâmica" porque a Turquia é "o parceiro não ocidental mais confiável para o Golfo, com tropas já estacionadas no Catar desde 2017 e capacidade real de agir rapidamente em caso de crise. O Egito, porém, é mais complicado. O país tem força militar, mas sua confiabilidade é questionada em algumas capitais do Golfo", argumenta. E mesmo que um formato "6+2" esteja nos planos, isso acontecerá de forma lenta e discreta, observam Krieg e Bianco. "A maioria das mudanças significativas ocorrerá nos bastidores. Veremos comunicados públicos, cúpulas e exercícios conjuntos. Mas o trabalho essencial, como o compartilhamento de dados de radar, a integração de sistemas de alerta precoce ou a concessão de direitos de base, permanecerá discreto", prevê Krieg. Também é possível que os países do Golfo, que têm dependido amplamente dos EUA, tentem expandir os laços de defesa com outros países. "Há outros atores, como Rússia e China, que estão dispostos a substituir os EUA. Mas é improvável que qualquer ator externo substitua os americanos da noite para o dia", afirma Sinem Cengiz, pesquisadora do Centro de Estudos do Golfo da Universidade do Catar. Dependência americana De qualquer forma, não há como os Estados do Golfo quererem isso, acrescenta Bianco. Eles continuam dependentes da tecnologia militar dos EUA. Por exemplo, após o ataque a Doha, o Catar buscou garantias dos EUA de que eles ainda eram seus parceiros. "Uma observação importante aqui é que os EUA nunca se opuseram abertamente a esse tipo de regionalização da defesa. Na verdade, eles sempre incentivaram uma arquitetura única de defesa antimísseis balísticos para os países do Golfo", ressalta Bianco. Na verdade, uma maior integração militar no Golfo poderia significar mais presença dos EUA, pois os sistemas americanos são a espinha dorsal da defesa na região, explica Krieg. "Mas o significado político mudou. Washington não é mais vista como a garantia máxima de segurança, mas como uma parceira cujo apoio é condicional e transacional. Os líderes do Golfo estão se adaptando à ideia de que os EUA têm interesses, em vez de aliados, e estão buscando um polo de segurança liderado pelo próprio Golfo, um meio-termo entre Irã e Israel", conclui o especialista.

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Mil currículos enviados, qualificado e desempregado: por que milhões seguem fora do mercado há anos?

Publicado em: 27/09/2025 03:00

Por que milhões seguem fora do mercado há anos? Mais de mil currículos enviados. Quase 100 entrevistas realizadas. E, ainda assim, nada de emprego. Esse é o retrato de profissionais como Felipe Bomfim e Leandro Tenório que, mesmo com formação sólida, fluência em outros idiomas e cursos de especialização, seguem fora do mercado de trabalho há quase dois anos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Histórias como as deles se repetem pelo país. Mais de 1,2 milhão de pessoas estão há mais de dois anos fora do mercado. E 1,9 milhão estão afastados há mais de um ano. Os dados são da PNAD do segundo trimestre de 2025. Trata-se do chamado desemprego de longo prazo, caracterizado por quem segue procurando, mas não consegue se recolocar por um período prolongado. É diferente do desalento, situação em que a pessoa já perdeu a esperança e, por isso, deixou de procurar emprego. Esses números chamam a atenção justamente porque surgem em meio ao melhor momento do mercado de trabalho desde 2012. A taxa de desocupação atingiu 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, renovando o menor nível da série histórica do IBGE. 💭 Ou seja, os indicadores estão no auge, mas uma parte da população segue sem conseguir voltar a trabalhar. Diante disso, é inevitável a pergunta: se os indicadores estão em alta, por que tanta gente continua sem conseguir voltar ao mercado? Segundo o economista Bruno Imaizumi, a explicação não é tão simples. Embora muitos associem o desemprego à falta de estudo, os dados mostram que os mais afetados são profissionais com ensino médio completo. Imaizumi acrescenta ainda que, quanto mais qualificados, mais seletivos tendem a ser os trabalhadores em relação às oportunidades que surgem. A especialista em carreiras Taís Targa acrescenta que o mercado de trabalho está mais exigente, cobrando múltiplas competências, domínio de idiomas, experiência com tecnologia e flexibilidade contratual. Ela lembra ainda que ainda existe preconceito contra quem está há muito tempo sem emprego. "O recrutador pode pensar: por que essa pessoa está há dois anos fora do mercado? Será que ela tem algum problema?", observa. Ela também alerta: aceitar qualquer vaga só para não carregar o rótulo de “desempregado” pode ser perigoso. "Às vezes, esse trabalho indesejado pode sugar a alma, toda a energia, e você não terá nem tempo para procurar algo melhor". No fim, o dilema é cruel: De um lado, profissionais que tentam resistir, insistindo em continuar nas suas áreas. De outro, a pressão econômica e o estigma social que empurram muitos a aceitar o que aparecer, mesmo que seja abaixo da sua qualificação. O desemprego prolongado não compromete apenas a renda. Ele abala a autoestima, reforça estigmas e alimenta a ideia equivocada de que "só não trabalha quem não quer", pontua Targa. Ao mesmo tempo, mostra ainda como idade, atualização tecnológica, excesso de exigências e critérios seletivos pesam nas chances de recolocação. Abaixo, explore o tema a partir dos seguintes tópicos: 'Ninguém dá chance' Contexto econômico Fatores que levam ao desemprego de longo prazo O que fazer ou não? 'Ninguém dá chance' Leandro Tenório é engenheiro de software, mas atua como motorista de aplicativo para garantir renda Arquivo Pessoal Mesmo em setores como tecnologia, conhecidos por boas oportunidades e salários, há profissionais que enfrentam desemprego de longo prazo. Leandro Tenório, por exemplo, construiu carreira sólida como desenvolvedor, mas acabou fora do mercado. Antes, ele trabalhava como barman e garçom, mas decidiu investir em cursos técnicos, entrou na faculdade e conquistou um estágio em consultoria. Em quase quatro anos, passou de analista júnior a desenvolvedor pleno, cuidando de sistemas em C# .NET Framework. A virada do mercado veio com novas ferramentas e demandas. A mudança reduziu o espaço para profissionais como ele. Mesmo com duas pós-graduações — em desenvolvimento full stack e engenharia de software —, ele não consegue retornar à área. "Já me candidatei para vagas de júnior, pleno e sênior. Parece que nada serve. Não adianta estudar se você não está atuando. Vai acabar caindo no esquecimento", desabafa. Hoje, ele sustenta a família como motorista de aplicativo, trabalhando de 8 a 12 horas por dia. Felipe é relações públicas e tem experiência em comunicação e eventos, mas está desempregado há quase dois anos Arquivo Pessoal Felipe enfrenta um cenário parecido. Formado em Relações Públicas, trabalhou como social media, assessor de imprensa, recepcionista bilíngue, analista de SAC e voluntário em eventos, como a Copa do Mundo. Para se qualificar ainda mais, estudou espanhol fora do país. Mesmo assim, está há um ano e cinco meses sem emprego formal. "Tenho espanhol, estudei fora, tenho graduação, inglês, alemão… e não estou utilizando todo esse conhecimento", lamenta. Para se manter, Felipe dá aulas de espanhol, é freelancer em eventos e iniciou uma segunda graduação em Gestão de Eventos. Ele acredita que sua dificuldade vem do aumento das exigências das empresas. Vagas de entrada pedem experiência que só se adquire na prática, mas as oportunidades raramente surgem. “Experiência só se adquire na prática, mas ninguém dá a chance”, diz. Os dois relatam ainda o desgaste dos processos seletivos longos, formulários extensos e quase nenhum retorno. O resultado é frustração e desânimo. Contexto econômico Mesmo com a taxa de desemprego em queda e sinais de recuperação no mercado, mais de 1,2 milhão de brasileiros seguem há dois anos ou mais sem conseguir uma vaga. Mais de 1,2 milhão de brasileiros seguem há dois anos ou mais sem conseguir uma vaga. g1 Segundo Bruno Imaizumi, esse grupo já foi maior (quase 4 milhões em 2021), mas ainda merece atenção. "O número caiu, sim, mas o risco agora é que parte dessas pessoas, que continuam tentando se recolocar sem sucesso, acabe desistindo de procurar emprego", alerta. "Você perde habilidade, deixa de ser produtivo. O medo é que essa pessoa se torne uma desalentada", explica o economista. ⚠️ Quando o desemprego se prolonga demais, cresce o risco de desalento — ou seja, a pessoa para de buscar trabalho por achar que não há mais chances. Os dados mostram que os mais vulneráveis são moradores do Nordeste, mulheres, pessoas pretas e profissionais com ensino médio completo, justamente o grupo mais numeroso entre os desocupados de longo prazo. Mesmo quem tem ensino superior enfrenta barreiras, principalmente quando não possui experiência prática com tecnologias atuais ou não aceita vagas fora da área de formação. Além disso, existe um descompasso entre o que o mercado exige e o que os trabalhadores oferecem, segundo o economista. "A qualificação de uma pessoa nem sempre é o que a empresa está buscando hoje", comenta Imaizumi. Ele também critica a ideia de que “quem quer, trabalha”, lembrando que essa visão ignora desigualdades regionais e sociais do país: "São Paulo e Rio são exceções. Em muitas regiões, falta oportunidade de verdade". População desocupada caiu para 6,118 milhões, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 Marcelo Camargo/Agência Brasil Fatores que levam ao desemprego de longo prazo O desemprego prolongado resulta de uma combinação de fatores que dificultam a recolocação, mesmo com melhora nos indicadores econômicos. Um dos principais obstáculos é o preconceito contra quem está fora do mercado há muito tempo, segundo Taís Targa. Recrutadores desconfiam de lacunas no currículo e preferem candidatos ativos, mesmo com menos experiência. O ritmo acelerado do mercado também pesa. Em tecnologia, ferramentas e linguagens se tornam obsoletas em poucos anos. Cursos e pós-graduações ajudam, mas a falta de experiência prática ainda é um empecilho. "Hoje, é comum pedir idiomas, softwares específicos, flexibilidade de horário e disponibilidade como PJ. Para quem tenta se recolocar, as regras parecem cada vez mais difíceis", afirma Taís. A idade também conta. Profissionais mais velhos enfrentam barreiras invisíveis, mesmo qualificados e dispostos a aprender, enquanto empresas preferem candidatos mais jovens por serem considerados "mais adaptáveis". Essa situação é vivenciada por Leandro: "Na tecnologia, é comum que as empresas queiram profissionais mais jovens por estarem com cabeças mais frescas para as novas ferramentas". O que fazer ou não? O desemprego prolongado afeta não só o bolso, mas também a autoestima e a saúde mental, segundo a especialista em carreira Taís Targa. Ele pode gerar insegurança e até desencadear transtornos psicológicos, além de reforçar estigmas que dificultam a recolocação. Para enfrentar o período sem trabalho, Taís recomenda manter uma rotina equilibrada, cuidar da saúde mental e adotar estratégias que mantenham o profissional em movimento, mesmo fora do regime CLT. Abaixo, confira algumas recomendações: 🟢 Evite o rótulo de "desempregado": O profissional deve se apresentar como alguém em período de recolocação. A mudança de linguagem preserva a identidade profissional e combate o preconceito do mercado. "O recrutador pode pensar: por que essa pessoa está há dois anos fora do mercado?", alerta Taís. ⚠️ Aceitar qualquer vaga pode ser um risco: A pressão por aceitar qualquer trabalho é grande, mas nem sempre é a melhor saída. Avaliar o impacto emocional e financeiro é essencial. Em alguns casos, aceitar uma vaga fora da área ou com salário menor pode ser estratégico, se feito com planejamento. 💼 Freelas e trabalhos informais ajudam a manter o ritmo: Dar aulas, prestar consultorias, atuar como freelancer ou participar de projetos pessoais mantém habilidades ativas e evita o afastamento completo do mercado. Essas experiências devem constar no currículo e ser mencionadas em entrevistas, orienta Taís. 🤝 Networking é essencial: Participar de eventos, cursos, grupos de discussão e redes sociais profissionais aumenta a visibilidade. É importante explicar o que foi feito durante o período fora do mercado — trabalhos informais, cuidados com familiares ou projetos próprios — para mostrar proatividade e combater preconceitos. 🌱 Valorize outras áreas da vida: A recolocação pode demorar, mas o profissional não deve se definir apenas pelo desemprego. Cuidar da saúde, da família, da espiritualidade e manter uma rotina equilibrada preserva bem-estar e motivação para continuar buscando oportunidades, conclui a especialista em carreiras. Por que tantos profissionais preferem se demitir a deixar o home office? Divulgação

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Passageiros do DF vão poder consultar informações de motoristas de aplicativo usando QR Code

Publicado em: 27/09/2025 02:00

Passageiros do DF poderão consultar dados de motoristas por aplicativo usando QR Code Quem usa transporte por aplicativo no Distrito Federal vai poder conferir, com o celular, se o carro e o motorista estão devidamente autorizados a prestar o serviço. Isso, porque uma portaria da Secretaria Mobilidade (Semob) determinou que todos os veículos cadastrados passem a exibir um selo eletrônico com QR Code, fixado no para-brisa, em local visível. A medida busca aumentar a segurança e a transparência no serviço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Carros de aplicativo Reprodução/TV Globo Ao escanear o código com qualquer smartphone, o passageiro vai poder acessar informações básicas, como: nome do condutor; número da autorização; placa e modelo do veículo; empresa de aplicativo vinculada ao veículo. Para os agentes de fiscalização, o QR Code vai permitir uma consulta mais completa, com foto do motorista e dados detalhados sobre a autorização vigente. Implementação O prazo para que motoristas e empresas se adequem à nova regra é de 90 dias. Durante esse período, a fiscalização será educativa. Depois disso, quem não estiver regularizado poderá sofrer sanções administrativas, como multa ou até apreensão do veículo em casos de transporte não autorizado. Segundo a Secretaria de Mobilidade, o objetivo é modernizar o transporte individual por aplicativo e garantir mais segurança para usuários e motoristas. O sistema foi desenvolvido com mecanismos de segurança e criptografia, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). LEIA TAMBÉM: PREVISÃO DO TEMPO: Fim de semana no DF terá tempo firme, queda na umidade e calor em elevação, diz Inmet PROCURANDO O QUE FAZER?: Roberto Carlos, Alma Djem, Grupo Bom Gosto e Festival Paredão Ocupa o Museu agitam fim de semana no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Construção sustentável: saiba por que a madeira voltou a ser uma alternativa para construtores

Publicado em: 26/09/2025 21:16

O futuro da construção com sustentabilidade passa por novos materiais e pela madeira Na terceira e última reportagem da série sobre construção sustentável que o Jornal Nacional está exibindo esta semana, nós vamos ver como a madeira voltou a ser uma alternativa para os construtores. Pense na floresta como um lugar onde se planta árvore e se colhe madeira. Soa um pouco estranho. Mas essa é uma lógica que faz todo sentido quando discutimos o futuro da construção civil. Produzir madeira em áreas certificadas tem dupla função na redução das emissões do setor. As árvores capturam CO₂ da atmosfera e retêm o poluente mesmo depois que a madeira é cortada e processada. O material ainda pode substituir outros que têm uma pegada muito maior de gás carbônico. A tecnologia fez crescer o uso da madeira em quantidade e tamanho mesmo. A estrutura, ainda em obras, é de um shopping no interior de São Paulo. Lá, tem colunas de 3m de altura e vigas que vão de 12m a 15m – tudo em madeira, inclusive as lajes. Um projeto pensado para aguentar muito peso. Floresta em pé e construções gigantes de madeira dividindo a mesma paisagem. “Tem 1.500 m³ de madeira aqui. E a gente não está falando da madeira amazônica. A gente está falando de colheita de árvore, plantio. Como se planta arroz, feijão ou soja, se planta árvore também em larga escala no Brasil", diz Alan Dias, sócio-diretor da Timbau Estruturas de Madeira. Agora, falta ganhar escala na construção, diz o engenheiro civil. Ele enxerga no novo shopping uma vitrine de possibilidades. As lajes vão suportar restaurantes, lojas e até mesmo festas de casamento: “A madeira tem uma propriedade muito interessante. Ela é super leve. Então, a gente consegue construir uma estrutura exatamente como a de concreto, com a mesma resistência estrutural, só que ela pesa cinco vezes menos”, explica Alan Dias. Construção sustentável: saiba por que a madeira voltou a ser uma alternativa para construtores Jornal Nacional/ Reprodução Os novos tempos chegaram ao Centro antigo de São Paulo. O prédio de 1951 vai ganhar um restaurante na cobertura – em madeira, para não pesar demais nos alicerces feitos há mais de 70 anos. Obras dessas dimensões saíram do papel graças a máquinas que alongam e fortalecem o material renovável por natureza. É a madeira engenheirada, que vem de florestas de pinus ou eucalipto plantadas para abastecer a indústria. As lâminas são coladas para formar peças bem grandes – vigas, como explica o engenheiro que dirige a fábrica. “Se você pegar de uma árvore, por maior que seja, você não consegue tirar uma peça reta com 24m de comprimento. Quando você trabalha com madeira engenheirada, você tem uma liberdade formal. Você pode fazer formas que ninguém imagina que fossem possíveis em madeira, a partir dessa soma de pequenos elementos”, afirma Hélio Olga, fundador e diretor da construtora ITA Engenharia. Todas as peças são tratadas contra fogo e insetos. O Hélio Olga nunca duvidou que a madeira tinha futuro, mas diz que as mudanças climáticas aceleraram o relógio: “Eu sempre brinco que o material de construção do século 21 é madeira. Assim como o concreto foi do século 20, o aço no século 19, o futuro é a madeira. Eu nunca imaginei que eu ia estar nesse processo. Porque teve esse salto temporal. O evento que eu achava que ia acontecer daqui a 20 anos está acontecendo hoje”, diz. “Essa árvore aqui era um tronco de eucalipto, só que ele é uma coluna torta. Daí a gente não sabia o que fazer. Aí, minha mãe teve a ideia de fazer essa árvore aqui para deixar de decoração”, diz Natan Cavalcante Ramires, de 10 anos. A mãe do Natan é a Vanessa Ramires, engenheira ambiental. A casa da família, encravada na mata da Serra do Mar, é prova de que madeira cabe em qualquer projeto. “Aqui, as colunas são de eucalipto. Então, por exemplo, ali dá para ver bem. A estrutura, em vez de ser uma coluna de concreto, é uma coluna de eucalipto”, diz Vanessa Ramires. Ao longo da obra, outras ideias surgiram. As janelas da sala parecem sob medida, mas foram reaproveitadas. No escritório, modelos diferentes formam um mosaico. E para aumentar a entrada de luz, outro mosaico – só que com garrafas de vidro. “Eu falo que a casa é viva porque, na obra, vão surgindo ideias. Às vezes, aparece um problema e você encontra uma solução que vira uma ideia”, afirma Vanessa Ramires. Construção sustentável: saiba por que a madeira voltou a ser uma alternativa para construtores Jornal Nacional/ Reprodução Pensar diferente é o fio condutor das construções do futuro. Como usar fiapos de tecido para revestir paredes. “A gente pega tudo que é descartado na indústria do jeans, e a gente coloca como um produto agregado na nossa matéria-prima. Então, isso aí é feito como um revestimento e depois aplicado na parede”, conta o diretor comercial Lincoln Lepri. A própria fabricante do jeans usa o revestimento nos mostruários das lojas para chamar a atenção mesmo. “O intuito é reutilizar esses resíduos têxteis de forma mais sustentável, sem agredir o meio ambiente. Então, nosso objetivo é esse: voltado para a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente”, afirma Bruna de Oliveira Barbosa, gestora da Damyller. Menos descarte: esse é o horizonte projetado pelo professor da USP José Eduardo Baravelli: “Ter canteiros muito produtivos são, geralmente, canteiros muito limpos e com pouco desperdício. E com uma mão de obra muito bem treinada, que produz em um ambiente muito seguro”. Casas e apartamentos sobem do chão em Santos, no litoral de São Paulo Jornal Nacional/ Reprodução De um dia para o outro, casas e apartamentos sobem do chão em Santos, no litoral de São Paulo. O canteiro é limpo e seco, sem água. As paredes vêm prontas de fábrica, explica o diretor responsável pela obra. “Isso aqui é exatamente a parte estrutural da parede. Depois, a gente vem com outras camadas de revestimento. E dentro da parede, a gente já manda de fábrica essas paredes prontas com elétrica embutida, com hidráulica embutida, com a camada de isolamento. Em alguns casos, a gente tem a camada de lã de rocha, lã de vidro. Isso tudo aqui dentro. Então, eu consigo ter um pouquinho mais de tecnologia embarcada na parede porque eu tenho parte da parede vazia dentro, ela não é maciça", conta Stephan Constantino, diretor de operações da Tecverde. Para lá vão se mudar famílias que hoje vivem em palafitas no manguezal. “A última camada é a chapa cimentícia. Depois disso, a gente vem com textura, pintura e o revestimento depende muito do cliente. Qualquer coisa. A gente entrega tanto casa para programas sociais quanto casa de alto padrão", diz Stephan Constantino. A técnica se chama wood frame – um método rápido e parecido com o steel frame, que, em vez de madeira, usa aço na estrutura. As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 pediram urgência para lidar com os eventos climáticos extremos. O pessoal do Quilombo dos Machados ajudou como pôde e chamou a atenção de muita gente. “O pessoal viu toda a trajetória do quilombo, viu o que o quilombo fez, viu o que o quilombo faz. Foi onde a gente ganhou esse espaço para a gente poder prosseguir naquilo que a gente sempre faz”, diz o educador quilombola Luís Rogério Machado. Em dois meses, o novo centro de convivência ficou pronto. “A construção a seco, de uma maneira geral, possibilita que estruturas como essa façam parte cada vez mais do cenário das cidades e transformem a realidade de tantas comunidades, de tantas famílias que precisam de um apoio cada vez mais rápido, em função das mudanças climáticas”, afirma Danilo Resendes, coordenador social da operação emergencial da Teto no RS. “Eu acho que estamos caminhando por uma fase de conscientização do que não pode continuar. Mas o que é novo ainda não está claro para todo mundo. Então, tenho a impressão de que todo nosso empenho em fazer com que as discussões sobre construção ambiental deem certo é porque é um futuro que a gente precisa construir”, diz José Eduardo Baravelli. LEIA TAMBÉM Conheça investimentos e técnicas da construção com foco na sustentabilidade Construções sustentáveis: usar o que tem à mão é a essência das bioconstruções

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Bombeiros do DF atendem emergências por vídeo e salvam vidas à distância

Publicado em: 26/09/2025 20:43

Agora bombeiros tem videochamada para auxiliar em urgências O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal passou a utilizar chamadas de vídeo como ferramenta de apoio em atendimentos de emergência. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A tecnologia, implantada há três meses, tem sido usada em casos de engasgos e paradas cardiorrespiratórias, permitindo que os atendentes da central de operações orientem familiares e testemunhas enquanto as viaturas se deslocam até o local. A inovação surgiu após uma ocorrência envolvendo um recém-nascido de apenas quatro dias, que se engasgou em casa. Na ocasião, os bombeiros da central decidiram realizar uma chamada de vídeo com os pais do bebê, explicando os procedimentos que poderiam ser feitos até a chegada da equipe. Graças às instruções, a criança sobreviveu. A partir desse episódio, foi criado um protocolo específico para atendimentos por vídeo. Nesta sexta-feira (26), aconteceu a formatura da primeira turma do curso de teleatendimento, com 114 bombeiros. Formatura da primeira turma do curso de teleatendimento, com 114 bombeiros TV Globo/Reprodução Segundo o tenente-coronel Efraim Miranda Lima, chefe da central de operações, são realizados em média dez atendimentos por vídeo por dia. "Quando o cidadão consegue auxiliar a vítima realizando essas manobras, ele já está oferecendo um suporte que talvez só estivesse disponível com a chegada de uma viatura ao local. É uma forma de ganhar tempo e aumentar as chances de sobrevivência”, afirma. Ocorrências de paradas cardiorrespiratórias Bombeiros do DF tem videochamada para auxiliar em urgências TV Globo/Reprodução De janeiro até o fim de agosto deste ano, foram registradas 1.063 ocorrências de paradas cardiorrespiratórias no DF — uma leve queda em relação ao mesmo período em 2023, que teve 1.257 casos. Já os engasgos somaram 558 ocorrências até agosto, com uma média superior a dois casos por dia. A atuação remota dos bombeiros representa um avanço na forma de prestar socorro. A expectativa é que o protocolo seja ampliado para outros tipos de emergência. LEIA TAMBÉM: RECANTO DAS EMAS: Fiscalização apreende 3 toneladas de produtos vencidos que seriam comercializados no DF APÓS ASSASSINATO: MP recomenda que Torcida Jovem do Flamengo seja proibida de entrar em estádios do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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É #FAKE vídeo dizendo que 'eleições são manipuladas pelo crime organizado' no Brasil

Publicado em: 26/09/2025 20:20

TRE publicou nota desmentindo que falhas de segurança nas urnas eletrônicas mencionadas em vídeo g1 Um vídeo no YouTube alega que o crime organizado estaria interferindo nos resultados das eleições do Brasil, por meio de uma alteração das urnas eletrônicas e da compra de votos em "regiões estratégicas". É #FAKE. selo fake g1 🛑 O que diz a publicação? Com 42 minutos de duração e mais de 40 mil visualizações, o vídeo foi publicado no YouTube em 16 de setembro e tem o seguinte título: "Como as ELEIÇÕES são MANIPULADAS pelo CRIME ORGANIZADO (A FRAUDE EXPOSTA)". O vídeo mostra uma sucessão de "fotos" de pessoas trabalhando em escritórios, homens engravatados em um corredor, uma cédula de dinheiro sendo passa de uma mão para outra e supostos policiais usando coletes com grafias erradas ("Poliisia Federal" e "Pollerila TSE"). A narração do conteúdo tem uma voz masculina, que se apresenta como Carlos Eduardo Ferreira. No áudio, ele diz que teria trabalhado por 12 anos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na função de "coordenador técnico de manipulação eleitoral", até se aposentar em junho de 2020, aos 40 anos. Em nota divulgada em seu site, na qual desmentiu o conteúdo, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou: "Nos registros do TSE, não consta nenhum analista de sistemas com esse nome que tenha se aposentado nessa data e com essa idade" (veja detalhes abaixo). O "esquema" citado na fake funcionaria por meio de alteração do programa das urnas eletrônicas e de um processo de compra de votos. Alegações sobre o funcionamento e segurança das urnas eletrônicas foram desmentidas pelo Fato ou Fake ao longo de todo o período eleitoral de 2022. O narrador diz ainda que a manipulação era "sistemática e tecnologicamente sofisticada", envolvendo "vulnerabilidades intencionais nos sistemas eleitorais" e a "alteração de software das urnas para favorecer candidatos específicos", caracterizada como "hacking democrático em escala industrial". Além disso, seria possível instalar versões modificadas do software em regiões estratégicas e sistemas que apagavam os rastros da manipulação. A fake menciona que foram manipulados 5 milhões de votos em eleições nacionais, dos quais 2 milhões teriam sido em decorrência da alteração de urnas e 3 milhões seriam por atos de intimidação de eleitores, mesários e fiscais partidários. . A trama permitiria, por fim, obter detalhes sobre financiamento de campanhas e candidatos — sendo que, na realidade, esses dados estão abertos para consulta pública. ⚠️ Por que isso é mentira? O publicou uma nota em seu site desmentindo as alegações do vídeo sobre alterações de software das urnas e a lisura do processo eleitoral no Brasil. Veja ponto a ponto: ➡️ Softwares de urnas eletrônicas não podem ser mudados: O TRE-SP diz: "Não é possível alterar os softwares que funcionam dentro da urna eletrônica. Há diversas camadas de segurança altamente sofisticadas que impedem qualquer tipo de fraude. Entenda aqui em detalhes como esse sistema de segurança funciona. E, mesmo que alguém conseguisse quebrar todas essas barreiras e fizesse alguma alteração nos programas, há um hardware dentro da urna, chamado módulo de segurança embarcado, que faz uma verificação assim que o equipamento é ligado. Se houver qualquer alteração, por menor que seja, a urna não funciona" E complementa: "Além disso, é possível fazer diversas auditorias nas urnas antes, durante e depois da eleição. Uma delas é o Teste Público da Urna, em que especialistas em tecnologia da informação são convidados a tentar quebrar as barreiras da urna para identificar possíveis vulnerabilidades — até hoje, nunca foi encontrada nenhuma falha de segurança capaz de alterar o resultado da eleição. Desde 1996, quando as urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez, nunca foi comprovada nenhuma fraude". ➡️ Sobre falsa 'intimidação de mesários': O TRE-SP afirma: "Nem os mesários, nem os fiscais de partidos têm qualquer possibilidade de alterar os votos digitados na cabina pelas eleitoras e eleitores. O voto é sigiloso e não há como descobrir em quem cada pessoa votou". E complementa: "Para garantir ainda mais a segurança dos sistemas eleitorais, nenhum técnico do TSE tem acesso a todas as etapas do desenvolvimento dos programas. O conhecimento é compartimentalizado, impedindo que um eventual infiltrado seja capaz de tentar fraudar o sistema. As empresas que fornecem os equipamentos tampouco têm acesso aos programas que fazem a urna funcionar; elas fornecem apenas o hardware, não o software, desenvolvido pelo TSE". ➡️ Sobre o funcionário que não existe: O TRE-SP aponta para incoerências na fala desse narrador: "O vídeo fala que o susposto servidor teria coordenado a 'operação nacional que elegeu simultaneamente governadores, senadores e deputados em 12 estados' em novembro de 2020. Isso é incompatível com a data informada de aposentadoria dele, junho de 2020. E mais gravemente: as eleições de 2020 foram municipais, ou seja, foram eleitos somente prefeitos e vereadores". E complementa: "A voz do narrador também diz que em novembro de 2016 participou da operação que elegeu 15 prefeitos em cidades controladas por facções criminosa (sic), mas os dois turnos das eleições municipais de 2016 ocorreram em outubro". TRE publicou nota desmentindo que falhas de segurança nas urnas eletrônicas mencionadas em vídeo g1 Veja também Veja o que é #FATO ou #FAKE em vídeos do conflito entre Israel e Irã Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

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