Arquivo de Notícias

Dell lança monitor Ultrawide P34 com webcam e USB-C de 90W que limpa sua mesa

Publicado em: 25/03/2026 07:05 Fonte: Tudocelular

Estendendo a sua linha de monitores, a Dell acaba de anunciar mais um modelo – desta vez, contudo, com foco no ambiente de produtividade, não gamer. O Dell Pro P34 USB-C Hub Webcam é o novo monitor ultrawide da marca com webcam embutida.Com resolução de 3.440 x 1.440 pixels e taxa de atualização de 100 Hz, a novidade chega com curvatura de 3.800R e brilho típico de 350 cd/m². Dotado de um painel IPS LCD, o dispositivo oferece cobertura de 99% da escala de cores sRGB e tempo de resposta gray-to-gray de 8 milissegundos. Um dos destaques está fora da tela: o novo modelo traz uma webcam de 4 MP capaz de registrar vídeos em até 30 quadros por segundo. A câmera ainda possui suporte ao Windows Hello, tecnologia de autenticação segura da Microsoft que substitui senhas tradicionais por métodos biométricos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

UFPI abre concurso com 31 vagas para professores em Teresina, Picos, Floriano e Bom Jesus; confira edital

Publicado em: 25/03/2026 06:30

UFPI abre concurso com 31 vagas para professores em Teresina, Picos, Floriano e Bom Jesus; confira edital Unitins/Divulgação A Universidade Federal do Piauí (UFPI) publicou edital de concurso público com 31 vagas para professores do Magistério Superior, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades estão distribuídas entre os campi de Teresina, Bom Jesus, Picos e Floriano, contemplando 27 áreas de conhecimento. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site da Coordenadoria de Concursos, Projetos Estratégicos e Seleções (Copese), no endereço copese.ufpi.br, até o dia 17 de abril. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O processo seletivo será composto por três etapas: prova escrita (eliminatória), prova didática (eliminatória) e prova de títulos (classificatória). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja o cronograma do concurso: Inscrições: até 17 de abril (pela internet) Prova escrita: 24 de maio, das 8h30 às 12h30, no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina Divulgação dos locais de prova: no cartão de inscrição, no sistema da Copese Prova didática: a partir de 10 de junho, no campus da vaga Para conferir o edital completo, clique aqui. Distribuição das vagas Floriano – Campus Amílcar Ferreira Sobral (CAFS) | 7 vagas Habilidades Médicas / Bases da Prática Médica / Internato / Atenção Primária à Saúde – 20h (2 vagas) Habilidades Médicas / Bases da Prática Médica / Internato / Atenção Primária à Saúde – 40h (2 vagas) Atenção Primária à Saúde e Internato (1 vaga) Bases dos Processos de Agressão, Defesa e Proteção (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos I (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos II (1 vaga) Teresina – Campus Ministro Petrônio Portella (CMPP) | 12 vagas Libras (1 vaga) Filosofia Medieval (1 vaga) Patrimônio e Seminário de Pesquisas em Artes (1 vaga) Estatística (2 vagas) Arqueologia Brasileira (1 vaga) Sistemas Dinâmicos (1 vaga) Matemática Aplicada (1 vaga) Inteligência Artificial (2 vagas) Neurologia (1 vaga) Engenharia de Produção / Pesquisa Operacional (1 vaga) Bom Jesus – Campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE) | 4 vagas Produção e Nutrição de Ruminantes (1 vaga) Produção e Nutrição de Não Ruminantes (1 vaga) Tecnologia de Produtos de Origem Animal e Vegetal (1 vaga) Engenharia Agrícola (1 vaga) Picos – Campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB) | 8 vagas Bases dos Processos Biológicos I (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos II (1 vaga) Bases dos Processos de Agressão, Defesa e Proteção I (1 vaga) Bases da Prática Médica (1 vaga) Atenção Primária à Saúde (1 vaga) Habilidades Médicas (1 vaga) Alimentos e Nutrição (1 vaga) VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Uber lança "nota" de direção e vai banir motociclistas imprudentes no Brasil

Publicado em: 25/03/2026 06:07 Fonte: Tudocelular

A Uber lançou hoje (25) o Painel de Direção para o Uber Moto no Brasil, usando GPS e feedback para criar uma nota de conduta. O sistema foca em coibir a alta velocidade e profissionalizar o modal em todo o território nacional. Condutores que desrespeitarem as regras de segurança podem receber orientações educativas ou até o banimento definitivo. Com o intuito de reduzir riscos nas vias, essa nova interface processa métricas coletadas em tempo real pelo smartphone do parceiro. Os sensores de localização conseguem identificar acelerações bruscas e apontar os trechos exatos onde os limites de velocidade não foram respeitados. Assim, o motociclista recebe um diagnóstico claro sobre quais pontos da sua pilotagem precisam de correção imediata.Além da tecnologia de telemetria, o algoritmo também leva em conta as avaliações detalhadas que os usuários deixam após as viagens. Caso as notas sejam consistentemente baixas, a plataforma dispara alertas e materiais educativos para tentar melhorar o comportamento do piloto. Se o perigo à vida for recorrente, a empresa reserva-se o direito de realizar o desligamento definitivo do perfil.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Ele não vem mais! Sony e Honda desistem de lançar carros elétricos Afeela

Publicado em: 25/03/2026 05:55 Fonte: Tudocelular

A joint venture Sony Honda Mobility anunciou a suspensão do projeto dos carros elétricos Afeela 1 e Afeela 2. Em comunicado oficial, a empresa confirmou que vai interromper o desenvolvimento e o lançamento dos modelos. A decisão ocorre após um cenário desfavorável para o segmento de veículos elétricos, aliado a desafios financeiros e estratégicos. A companhia informou que revisará sua direção de negócios e divulgará novos planos em breve.O projeto Afeela nasceu como uma aposta ambiciosa para unir tecnologia e mobilidade, transformando o carro em um “dispositivo inteligente sobre rodas”. A iniciativa ganhou destaque inicial com o conceito Vision-S, apresentado pela Sony há seis anos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Autor da foto que levou família a identificar canadense por IA relembra último encontro

Publicado em: 25/03/2026 05:28

Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP A foto que fez o canadense Karl Van Roon ser localizado pela família com ajuda de inteligência artificial foi publicada em uma reportagem um dia antes da morte dele em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme relatado pelo autor da fotografia, o homem estava há meses vivendo em situação de rua e dizia esperar "a divina morte". Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que eles colocaram uma foto do homem em uma ferramenta de inteligência artificial e chegaram a uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que estava há meses dormindo entre a Rua Braz Cubas e a Praça José Bonifácio, no Centro de Santos. Ao g1, o autor da foto confirmou que o canadense se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. Dessa forma, Karl teria dito ao homem que esperava "a divina morte", apontando para o céu e balançando as mãos para frente. Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna O morador de Santos ressaltou que o estrangeiro negou comida mesmo debilitado. Não há detalhes sobre o que aconteceu para ele não entrar em contato com a família e passar a viver em situação de rua. Enterro Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024, após sofrer uma embolia pulmonar. Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. Canadense Karl Van Roon foi reconhecido em reportagem sobre estar em situação de rua em Santos, SP Arquivo Pessoal e Reprodução/A Tribuna Reconhecimento O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Translado Agora, os pais desejam realizar o translado do corpo de Santos até o Canadá, levando o filho de volta para casa. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna A Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos explicou que não houve, até o momento, qualquer notificação oficial por parte de familiares ou autoridades competentes solicitando apoio da Prefeitura de Santos para o procedimento. A pasta ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda o que falta para confirmar se líquido achado no Ceará é petróleo

Publicado em: 25/03/2026 05:04

Possível poço de petróleo no CE: quais são os próximos passos O caso de um agricultor do interior do Ceará que encontrou um líquido semelhante a petróleo em seu quintal, em 2024, ainda não há previsão de ter resposta definitiva. Sidrônio Moreira, de 63 anos, possui um sítio na cidade de Tabuleiro do Norte, e descobriu o material ao perfurar o solo do terreno onde vive em busca de água. A família enfrenta um problema antigo: falta de água encanada em casa. Na esperança de conseguir uma fonte própria através de um poço artesiano, eles decidiram perfurar o solo duas vezes. No lugar da água, Sidrônio viu jorrar um líquido preto, denso, viscoso e com cheiro de combustível. LEIA TAMBÉM: Agricultor que encontrou possível petróleo no CE estranhou material que jorrou no quintal 'Nem água nem R$ 15 mil', lamenta agricultor que contraiu dívida e encontrou possível petróleo Após o primeiro contato, um dos filhos do agricultor decidiu levar o caso para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que tem um campus em Tabuleiro do Norte. Em 2025, testes laboratoriais feitos pelo instituto apontaram que o líquido encontrado pelo agricultor tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. IFCE mediou contato com a ANP. Gabriela Feitosa/g1 Desde então, o caso passou a ser investigado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto aguarda o laudo do órgão, a família segue com problemas de acesso à água, e não há prazo para resposta definitiva do órgão. Diante do caso, muitas dúvidas surgiram: a família poderá ter algum 'lucro' caso o líquido se trate de petróleo? O que falta para confirmar ou descartar a descoberta? Quais são os próximos passos? O g1 lista abaixo algumas das principais dúvidas. Acompanhe: Caso seja confirmado, o agricultor poderá 'lucrar'? Sidrônio buscava água, mas encontrou líquido preto e denso. Gabriela Feitosa/g1 Se o líquido for mesmo petróleo, Sidrônio não será dono do material, pois a Constituição Federal determina que o subsolo e suas riquezas, incluindo o petróleo e o gás, são de propriedade e monopólio da União. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual. ➡️Mas, atenção: primeiro a agência precisa analisar se vale a pena explorar a bacia. Outros achados parecidos foram descartados por serem acúmulos pequenos. Esse repasse financeiro, garantido por lei, pode chegar a até 1%, dependendo de vários fatores que precisarão ser avaliados. O que se sabe até agora? Na foto estão Sidney Moreira (esquerda) e Sidrônio Moreira (direita) no sítio onde moram em Tabuleiro do Norte. Gabriela Feitosa/g1 A ANP visitou pela 1° vez o sítio de Sidrônio em 12 de março deste ano. Ao g1, eles disseram que o achado causou espanto na equipe, pois é incomum que líquido semelhante a petróleo jorre de uma profundidade considerada rasa (40 metros). "Existe o processo de exsudação, que é quando o petróleo ou hidrocarboneto como um todo vai à superfície de maneira natural. Mas não é o caso, claramente, aqui. Houve uma perfuração, uma perfuração rasa, uma profundidade muito abaixo do que é naturalmente realizado na exploração e produção de petróleo e gás", explicou Ildeson Prates Bastos, superintendente da ANP. Nesta primeira visita, no entanto, os agentes apenas verificaram o poço de onde a substância emergiu e conversaram com a família do agricultor. "Isso nos causou um pouco de espanto, mas considerando a área e a geologia da região, sendo uma borda de bacia, a gente pretende dar continuidade aos estudos para entender melhor o que pode ter acontecido. E, a partir de um relatório, a gente conseguir se manifestar mais assertivamente", pontuou o especialista. Achado de possível petróleo em poço raso no Ceará 'causa espanto' em técnicos da ANP Os técnicos da ANP não colheram uma amostra no local, mas levaram uma amostra feita pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha o caso desde o início. De acordo com Adriano Lima, engenheiro químico do Instituto Federal do Ceará (IFCE), outras análises mais específicas devem ser feitas pela ANP para confirmar (ou não) a descoberta: ➡️ Análises preliminares já realizadas: Viscosidade Densidade A análise por Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) Flashpoint (também chamado de ponto de fulgor) Resultados: Esses primeiros testes apontaram que o material tem um comportamento extremamente similar aos óleos da região. Ou seja: é semelhante a petróleo. Mas por que isso ainda não pode ser cravado? De acordo com Adriano, somente a ANP pode dar este resultado. ➡️ Para isso, outras análises devem ser feitas, como: Medição do teor de compostos saturados Medição do teor de compostos aromáticos Medição do teor de resina Medição do teor de asfaltenos Verificação da origem do material, para confirmar se tem de fato uma origem geológica. Uma outra amostra também foi enviada para a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com um laboratório especializado nesses casos. Ao g1, um dos professores que conduz o processo disse que as análises demoram um pouco, mas ele acredita ter algo concreto até esta sexta-feira (27). "Algumas análises são mais específicas, são mais elaboradas, exigem uma norma muito mais apurada, até com equipamentos, com tudo que precisa ter. Naturalmente, a gente teve que buscar ajuda a uma ou outra instituição, que no caso foi a Universidade Federal do Ceará (UFC), e o material está lá, passando por análises", pontuou Adriano. Quais são os próximos passos? Equipe da ANP levou amostra colhida pelo IFCE para analisar. Divulgação/IFCE Moisés Vieira, representante da ANP, explica que nesse momento a orientação principal do órgão é isolar a área e evitar qualquer contato com o material. Os proprietários não devem acessar o poço nem permitir a aproximação de terceiros. Essa precaução é fundamental para garantir a segurança das pessoas e proteger o meio ambiente contra possíveis riscos não dimensionados Agora, os técnicos da ANP devem encaminhar uma amostra ao laboratório da agência para que faça as devidas análises. "A análise aí é uma questão técnica, tem que ver os parâmetros que vão ser analisados, mas essa análise vai buscar trazer algumas informações, características químicas desse material, para que se entenda do que se trata", explicou Moisés Vieira. Um processo foi aberto pela ANP para apurar oficialmente a notificação. Ainda não há um prazo estimado para a conclusão e divulgação dos resultados. O tempo necessário dependerá da logística de transporte da amostra e da complexidade dos testes laboratoriais exigidos. "Ele só pode ser explorado e produzido mediante um contrato assinado entre a União, com a ANP envolvida e empresas especializadas no setor. O proprietário da terra não tem direito ao material, é propriedade da União. Eu não posso estimar prazo [para a divulgação oficial do resultado], o que a gente pode dizer é que toda e qualquer informação produzida vai constar no processo administrativo", concluiu o técnico. Problema da água continua Enquanto espera por uma resposta da ANP, o problema da falta de água encanada ainda afeta a rotina de Sidrônio e família. Eles dependem de uma adutora da região, carros-pipa enviados pela prefeitura e compram água mineral na cidade. A renda da família vem das aposentadorias de Sidrônio e sua esposa, Maria Luciene, e do trabalho realizado no campo, com a venda de animais, feijão e milho. Na casa, moram o casal e dois filhos. O agricultor, de 63 anos, é enfático ao dizer que lhe interessa apenas resolver o problema da água, e não tinha intenção de encontrar o possível petróleo. "Eu não quero riqueza, quero dinheiro para sobreviver, você acredita? O que vale é a saúde da pessoa. É tanta conversa por aqui, já inventaram tanta coisa. Já me disseram para trancar o portão do sítio para ninguém entrar, para não contar ninguém [da descoberta], mas eu disse: 'Quando o 'cabra' vai no médico ele precisa conversar para saber o que está sentindo e o médico passar remédio'. Como eu vou ficar calado? Como nunca vou tirar a dúvida do que é isso?", diz o cearense. Relembre o caso Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo A substância semelhante a petróleo foi encontrada em novembro de 2024 enquanto o agricultor Sidrônio Moreira perfurava o solo em busca de água para abastecimento de animais da sua propriedade, na localidade de Sítio Santo Estevão. Um vídeo gravado pela família em novembro de 2024 mostra o momento em que Sidrônio e a equipe contratada furam o primeiro poço. Em determinado momento, um líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. Semanas mais tarde, porém, a família descobriu que o líquido pode ser petróleo. 📍Localizado a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza, Tabuleiro do Norte fica na divisa com o Rio Grande do Norte e faz parte da região do Vale do Jaguaribe. A região fica próxima à Bacia Potiguar, uma área de exploração de petróleo localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Casa feita em impressora 3D? Bienal traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil e mostra arquitetura na prática

Publicado em: 25/03/2026 04:01

Casa feita em impressora 3D? Bienal traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil Uma casa com pilares “impressos” por um robô, inspirados no formato de um galho de bananeira e montados como peças de Lego será uma das principais atrações da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), que começa nesta quarta-feira (25), no Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. Desenvolvido pelo escritório de arquitetura Superlimão em parceria com a startup Portal 3D e a Universidade de São Paulo (USP), o projeto aposta em uma tecnologia ainda pouco difundida no país: a impressão 3D de concreto em larga escala. A proposta vai além da estética e apresenta, na prática, novas formas de construir com menos material, mais eficiência e menor dependência de mão de obra. Como funciona a impressão 3D de concreto A estrutura da casa é formada por pilares produzidos por um braço robótico usado na indústria automotiva e adaptado para a construção civil. O robô funciona como uma impressora 3D em escala ampliada. Em vez de tinta ou plástico, ele deposita um microconcreto de alta resistência, camada por camada, até formar as paredes. Cada pilar leva cerca de quatro horas para ser produzido. O processo é feito em etapas, com pausas para garantir o resfriamento do material antes da aplicação das camadas seguintes. A tecnologia combina equipamentos já conhecidos no canteiro de obras, como bomba e misturador de concreto, com softwares sofisticados e linguagem de programação. Segundo Mateus Fernandes, fundador da Portal 3D, a adaptação de tecnologias já existentes foi essencial para viabilizar o projeto. Casa feita em impressora 3D? Evento traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil e mostra arquitetura na prática Gustavo Honório/g1 “Isso aqui é um robô que já é utilizado na indústria automobilística. A gente o adapta para a nossa realidade e usa para depositar concreto camada por camada”, explicou. Além da precisão, a tecnologia também responde a uma demanda crescente da construção civil: a falta de mão de obra. Com o sistema, duas pessoas conseguem operar o equipamento sem esforço físico intenso. “A dor do construtor hoje é mão de obra. Está cada vez mais difícil encontrar profissionais para esse tipo de trabalho, que é muito pesado. O robô vem para auxiliar isso”, disse Fernandes. Biomimética e sustentabilidade Mais do que uma solução tecnológica, o projeto parte de uma lógica simples: observar como a natureza resolve problemas complexos. Tecnicamente, isso se chama biomimética, ou seja, mimetizar as soluções já criadas pela natureza ao longo de bilhões de anos. Os pilares foram inspirados no formato do galho da folha da bananeira, uma estrutura leve, mas resistente; Em vez de tijolos sólidos e pesados, a proposta foi criar peças ocas, com cavidades internas que lembram sistemas naturais como ossos de pássaros, que funcionam como colchões de ar; Isso tudo ajuda a manter a temperatura interna mais estável, melhorando o isolamento acústico. Se por fora a casa chama atenção pelo formato, por dentro a lógica é de economia e eficiência. Ao trabalhar com estruturas ocas e otimizadas, o projeto consegue usar menos concreto sem perder resistência. Isso reduz custos, diminui o impacto ambiental e ainda melhora o desempenho térmico da casa. “A gente cria uma estrutura extremamente rígida e leve ao mesmo tempo. Ela é oca, então gasta muito menos material do que um pilar tradicional”, explicou Lula Gouveia, do Superlimão. “Se eu gasto menos material, é melhor para o meio ambiente e também mais econômico”, disse Mateus Fernandes. Inspirada nas palafitas do Norte e nas construções do Sul do Brasil, a casa é feita com madeira de reúso e "flutua" sobre o terreno. Essa elevação garante conforto térmico, proteção natural e permite que a estrutura seja implantada sem ferir ou impermeabilizar o solo. Além disso, o fechamento do projeto é composto por mantas de lã de PET reciclado e revestido com tintas ecológicas à base de terra. "O material age como um regulador térmico e de umidade. Em dias úmidos, a parede absorve a umidade; em dias secos, ela a devolve ao ambiente, funcionando como um verdadeiro pulmão natural", informou o escritório Superlimão. Projeto da casa com pilares feitos em impressora 3D Reprodução/Superlimão Montagem como um “Lego” Depois de prontos, os pilares foram içados por guindastes e levados até o Parque Ibirapuera, onde a casa ficará montada durante a Bienal. O processo foi comparado pelos próprios criadores a um jogo de encaixe: “Uma vez pronto, a gente leva para a Bienal e monta como se fosse um Lego”, explicou Lula Gouveia. Os seis pilares-paredes funcionam ao mesmo tempo como estrutura e vedação parcial da casa. Esse modelo segue o conceito de construção off-site, explicou Matheus Fernandes. Nessa dinâmica, os elementos são fabricados fora do canteiro e apenas montados no destino final. No futuro, a ideia de negócio é dar um passo além e levar o próprio robô até a obra. Pilar é içado para caminhão Fabio Borges Espaço da startup Portal 3D Gustavo Honório/g1 Como é a casa A casa também foge do padrão tradicional no formato. Em vez de paredes retas formando um quadrado, o projeto aposta em uma geometria hexagonal, que pode virar pentagonal, dependendo da quantidade de pilares. Segundo Lula, a forma ajuda a distribuir melhor o espaço, melhora a acústica e cria uma sensação mais acolhedora para quem está dentro. A referência lembra construções já conhecidas, como ocas indígenas ou coretos de interior, mas reinterpretadas com tecnologia. “O hexágono é o quadrado redondo”, resumiu Gouveia. Projeto do escritório Superlimão Reprodução A casa ficará exposta por cerca de um mês no Ibirapuera. Depois disso, a estrutura não será descartada. A proposta é desmontar e reconstruir o projeto em outro local, permitindo que mais pessoas tenham contato com a tecnologia. Bienal reúne projetos de todo o Brasil A casa impressa em 3D é apenas um dos destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira, que reúne projetos de todos os estados do país. Segundo o diretor-executivo do evento, Rafael Tristão, a proposta é mostrar que a arquitetura pode ir além do discurso técnico e acadêmico. “A gente trouxe uma Bienal que vai falar do dia a dia da arquitetura, das soluções que são viáveis, são novas, são práticas e são bonitas também”, disse. Os trabalhos foram selecionados por meio de um concurso nacional e representam diferentes realidades do país. No Pavilhão Brasil, cada projeto expressa características regionais e a diversidade dos biomas brasileiros, da Amazônia ao Pampa, do Cerrado à Mata Atlântica, da Caatinga ao Pantanal. 🏠 Clique aqui e veja mais informações sobre a BAB

Palavras-chave: tecnologia

Como era o Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos? Telescópio pode ter a resposta — e as imagens

Publicado em: 25/03/2026 03:30

Sistema planetário em formação ao redor da estrela jovem WISPIT 2 revela dois planetas gigantes gasosos, identificados em meio ao disco de gás e poeira onde novos mundos estão surgindo. ESO/C. Lawlor, R. F. van Capelleveen et al. Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu algo raro: observar, em tempo real, dois planetas nascendo ao mesmo tempo em torno de uma mesma estrela jovem. O feito foi anunciado nesta última terça-feira (24) na revista científica "The Astrophysical Journal Letters" e envolveu telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. A estrela em questão se chama WISPIT 2. Ao seu redor, um enorme disco de gás e poeira ainda está em processo de se transformar em planetas — e o sistema se parece tanto com o que os modelos científicos descrevem como o estágio inicial do nosso Sistema Solar que os próprios pesquisadores o chamaram de "a melhor vista que temos, até agora, do nosso próprio passado". "O WISPIT 2 é a melhor vista que temos, até agora, do nosso próprio passado", disse em um comunicado Chloe Lawlor, doutoranda da Universidade de Galway, na Irlanda, e autora principal do estudo. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Esta é apenas a segunda vez que a ciência consegue observar diretamente dois planetas se formando ao redor de uma estrela ao mesmo tempo. O único caso anterior era o sistema PDS 70. Mas o novo sistema tem uma diferença importante: o disco de material ao redor de WISPIT 2 é muito maior e mais estruturado do que o de PDS 70, com anéis e espaços vazios bem definidos, o que sugere que ainda mais planetas podem estar nascendo ali. "O WISPIT 2 proporciona-nos um laboratório perfeito para observar não apenas a formação de um planeta individual, mas também a de um sistema planetário completo", afirmou Christian Ginski, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Galway. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como os planetas foram encontrados O primeiro planeta do sistema — chamado WISPIT 2b — havia sido detectado no ano passado. Ele tem uma massa quase cinco vezes maior que a de Júpiter e orbita a estrela a uma distância equivalente a cerca de 60 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Depois disso, indícios de um segundo objeto apareceram próximo à estrela. Para confirmar se era mesmo um planeta, a equipe usou dois instrumentos potentes do ESO: o SPHERE, acoplado ao Very Large Telescope (VLT), que capturou uma imagem direta do objeto; e o GRAVITY+, ligado ao Interferômetro do VLT, que confirmou sua natureza planetária. O resultado: um segundo planeta, batizado de WISPIT 2c, quatro vezes mais próximo da estrela central do que o primeiro e com o dobro de sua massa. Ambos são gigantes gasosos, do mesmo tipo que Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar. "O nosso estudo utilizou a recente atualização GRAVITY+, sem a qual não teríamos conseguido obter uma detecção tão clara de um planeta tão próximo da sua estrela", explicou Guillaume Bourdarot, pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, e coautor do trabalho. Imagem do telescópio VISTA mostra a região ao redor da estrela jovem WISPIT 2, vista no centro do campo. ESO/VHS team Um terceiro planeta a caminho? Agora imagine um enorme redemoinho de poeira e gás girando ao redor de uma estrela recém-nascida. Com o tempo, partículas desse material começam a se aglomerar, atraindo mais e mais matéria pela força gravitacional, como uma bola de neve que cresce enquanto rola. Quando esse aglomerado atinge massa suficiente, nasce um protoplaneta: o embrião de um planeta. O material que sobra ao redor desse espaço se organiza em anéis, deixando uma lacuna visível no disco. É exatamente isso que os astrônomos estão vendo ao redor de WISPIT 2: dois espaços vazios no disco, cada um ocupado por um planeta em formação, cercados por anéis de poeira bem definidos. E além dos dois espaços onde WISPIT 2b e WISPIT 2c foram encontrados, há pelo menos mais uma lacuna no disco, ainda mais distante da estrela — e menor. "Suspeitamos que exista um terceiro planeta em formação nesse espaço", disse Lawlor, "possivelmente com a massa de Saturno, dado que o espaço é mais estreito e menos profundo." A equipe pretende investigar essa região com mais detalhes. Com o futuro Extremely Large Telescope do ESO, ainda em construção no deserto chileno do Atacama, os pesquisadores esperam conseguir imagens diretas desse possível terceiro planeta. Mapa indica a posição da estrela jovem WISPIT 2 na constelação de Águia, destacada por um círculo vermelho entre estrelas visíveis a olho nu. ESO, IAU and Sky & Telescope LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam O que acontece quando um clone é clonado repetidas vezes? Ciência finalmente tem a resposta Nasa gastará US$ 20 bilhões em base na Lua e cancela estação orbital lunar

Palavras-chave: inteligência artificial

'Minha alegria era água': produtor que encontrou possível petróleo no quintal diz que ficou triste

Publicado em: 25/03/2026 03:00

Água preta? O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal. O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água. "Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água. Tendo água é uma riqueza medonha", diz o agricultor. No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído. Por isso, cresce a importância dos poços artesianos. Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto. "Eu fiquei triste. Até briguei com minha esposa. O dinheiro foi embora. [Ficamos] sem água e sem dinheiro", diz. O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A propriedade de Sidrônio fica a cerca de 10 km de áreas onde há exploração de petróleo. Mesmo que seja petróleo, o agricultor não deve enriquecer. Isso porque o recurso pertence à União. O dono do terreno tem direito apenas a uma parte dos lucros. Para Sidnei Moreira, filho de Sidrônio, a maior preocupação é outra: que o material contamine o solo usado para plantio. Leia também: ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

Palavras-chave: tecnologia

Risco à saúde: amostras de vírus furtadas na Unicamp estavam em laboratório com maior nível de biossegurança disponível no Brasil

Publicado em: 25/03/2026 03:00

Furto em laboratório da Unicamp: Justiça concede liberdade a professora As amostras de vírus que teriam sido furtadas do laboratório de virologia da Unicamp foram retiradas de uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), que exige protocolos rigorosos e é, atualmente, o nível mais alto possível para se estudar agentes infecciosos (como vírus e bactérias) em laboratórios no Brasil. A informação consta no Termo de Audiência que deu liberdade provisória à professora doutora Soledad Palameta Miller, suspeita pelo desaparecimento do material biológico. A pesquisadora vai responder por expor a perigo a vida e saúde de outras pessoas, por transporte irregular de organismo geneticamente modificado e por fraude processual, de acordo com a Justiça Federal. 🔎 Classe de risco 3 é aquela em que o agente infeccioso apresenta alto risco para o indivíduo e risco moderado para a comunidade. São agentes que podem causar doenças graves ou letais, transmitidos especialmente pelo ar, e podem se espalhar na comunidade, embora existam medidas de prevenção e tratamento. Exemplos: Bacillus anthracis e vírus da imunodeficiência humana (HIV). O Orion, primeiro laboratório do Brasil com nível 4 (máximo) de biossegurança está em construção em Campinas, com previsão de ficar pronto em 2027. Miller foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), depois que a Polícia Federal encontrou as amostras virais em laboratórios da universidade usados pela professora. Na decisão judicial, o tipo de material - até então mantido em sigilo pelos órgãos públicos - é tratado como vírus. A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava o laboratório do Instituto de Biologia, de onde as amostras foram retiradas, por não possuir estrutura própria. LEIA TAMBÉM Furto em laboratório da Unicamp: Justiça concede liberdade a professora e diz que amostras levadas eram vírus Anvisa, PF e Ministério da Agricultura mantêm sigilo sobre material furtado de laboratório de virologia da Unicamp Unicamp aciona Polícia Federal e interdita laboratórios após furto de material de pesquisa Após interdição de laboratórios, PF prende mulher suspeita de furtar material biológico da Unicamp De roupa inflável a banho químico: conheça protocolos de segurança no 1º laboratório do Brasil para estudar vírus mais letais do mundo Com a expedição do alvará de soltura, a professora responderá ao processo em liberdade, mas precisará cumprir regras determinadas pela Justiça: A docente fica obrigada a comparecer mensalmente à 9ª Vara Federal, pagar uma fiança no valor de dois salários-mínimos, e está proibida de deixar a cidade de Campinas por mais de cinco dias e de sair do país sem autorização prévia Além disso, foi determinado que ela está proibida de acessar os laboratórios da Unicamp envolvidos na investigação A Unicamp informou que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. Cronologia dos fatos: 13 de fevereiro: amostras de vírus somem do laboratório de virologia do Instituto de Biologia da Unicamp 23 de março: após investigação, PF encontra material em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde Soledad atuava 23 de março: os laboratórios ficam interditados para cumprimento de mandados e a pesquisadora é presa 24 de março: Justiça concede liberdade e menciona em decisão que trata-se de vírus Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Investigação A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa suspeita de furtar material biológico de um laboratório na Unicamp Reprodução O início: A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais. Local original: O material subtraído pertencia ao Laboratório de Virologia Animal e estava armazenado em uma área classificada como NB-3 (alta contenção biológica e rigorosos protocolos de biossegurança). Tipificação penal: Soledad foi autuada em flagrante por três crimes: artigo 29 da Lei 11.105/2005 (produzir, armazenar ou transportar Organismos Geneticamente Modificados - OGM irregularmente), artigo 132 do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem) e artigo 347 do Código Penal (fraude processual). O esquema e o risco envolvido As investigações apontam que, como Soledad não possuía laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) nem acesso autorizado aos locais de segurança, ela usava a sua orientanda de mestrado para abrir as portas dos laboratórios para ela, inclusive em finais de semana. A professora possuía o consentimento prévio de responsáveis por outros laboratórios para utilizar parte de seus freezers. ⚠ Riscos à Saúde: A movimentação e o armazenamento do material biológico sensível foram feitos em ambientes não controlados, segundo a apuração. Além disso, houve o descarte de material em lixeiras comuns, o que configurou exposição da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, de acordo com o documento da Justiça. Onde os materiais foram encontrados Instituto de Biologia da Unicamp Reprodução/EPTV A Polícia Federal localizou as amostras espalhadas em três locais diferentes: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA): foram encontradas diversas caixas com amostras dentro de tubetes em um freezer lacrado. Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia): foram localizados tubetes manipulados e abertos no espaço reservado a Soledad dentro do freezer de outra professora. Próximo ao refrigerador, havia material descartado que provavelmente já havia passado por autoclave. Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia): uma grande quantidade de frascos descartados foi localizada dentro de uma lixeira. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Quem é a pesquisadora Presa por furto de material do laboratório de virologia é professora doutora da Unicamp Segundo o portal do Docente e Pesquisador da Unicamp, Miller coordena, atualmente, o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos em linhas de pesquisa orientadas a vigilância epidemiológica e desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas aos vírus transmitidos por alimentos e água. ➡ A pesquisadora atuou como analista no Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em projetos na área de engenharia de vetores virais, imunomodulação e anticorpos monoclonais dirigidos para terapia de câncer. Realizou pós-doutorado no Laboratório de Virologia da Unicamp em projetos relacionados ao desenvolvimento de vacinas vetorizadas, protótipos de testes rápidos para diagnóstico de doenças aviárias e estabelecimento de modelos alternativos para diagnóstico e produção de vacinas veterinárias. Interdição de laboratórios Unicamp interdita laboratórios após furto de material de pesquisa, e Polícia Federal é acionada Junia Vasconcelos/EPTV Todos os laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) foram interditados temporariamente por conta do crime na manhã de segunda-feira (23). De acordo com a PF, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos para localizar o material biológico furtado, que estava dentro da própria Unicamp. A desinterdição dos laboratórios ocorreu no início da tarde de segunda-feira. Segundo a PF, a própria universidade comunicou o desaparecimento das amostras, o que levou à abertura do inquérito policial. A reitoria da Unicamp afirmou, também na segunda-feira, que o furto ocorreu nas dependências do Instituto de Biologia, com possíveis consequências para as atividades da FEA. "Em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido, a Instituição acionou prontamente a Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a condução das investigações e procedimentos periciais necessários", informou. As aulas na graduação e nos laboratórios de ensino foram mantidas. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado nesta quarta na Embraer, no interior de SP

Publicado em: 25/03/2026 02:00

Primeiro caça Gripen feito no Brasil é apresentado na Embraer em Gavião Peixoto, SP O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil será apresentado nesta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O evento terá a presença do presidente Lula e de autoridades a partir das 9h30. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O Gripen, da empresa sueca Saab, é um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários. Armas como míssil Meteor, considerado um dos mais letais da atualidade, e canhão poderão ser usados em missões de defesa, reconhecimento e ataque. Em novembro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o primeiro lançamento do míssil. Caça F-39E Gripen durante testes de lançamento de bombas no Rio Grande do Norte Sargento Müller Marin/FAB/Divulgação LEIA TAMBÉM: TESTES: VÍDEO: Após primeiro voo no país, dois caças Gripen F-39E pousam em Gavião Peixoto para testes MÍSSIL: FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen O modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca, e faz parte do programa de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção. O F-39 substitui os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas. Ao todo, o Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves dentro do acordo firmado em 2014 com a fabricante, sendo parte delas produzidas no país. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais). FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen Marco nacional supersônico A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional. Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal. A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia. Segundo a FAB: Fabricação do Gripen em território nacional consolida o Brasil como um polo de alta tecnologia. A transferência de tecnologia: mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do projeto e de treinamentos na Suécia. Mais de 2 mil empregos diretos na frente de produção e 10 mil postos de trabalho Veja mais detalhes sobre o caça: Primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil será apresentado em Gavião Peixoto, SP Saab/Divulgação RWR - Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen; ECM - Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo; MAWS - Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen. Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo; Datalink / Link 16 / Link tático: As capacidades de datalink garantem a superioridade da informação e o compartilhamento de fusão de dados em tempo real para a tomada de decisões rápidas; Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos; Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado; CAS/GAAI - Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL); ISR - Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional; LADM - Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos; IFF - Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional; Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo. Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL:

Palavras-chave: tecnologia

Entenda o que é agricultura regenerativa e por que técnica é aposta para o futuro do café

Publicado em: 25/03/2026 02:00

Agricultura regenerativa pode garantir futuro do café no planeta; entenda Os cinco maiores países produtores de café do mundo tiveram, em média, 144 dias com temperaturas acima dos 30ºC nos últimos cinco anos, aponta um estudo recente da organização internacional Climate Central. A lista inclui o Brasil, que responde por quase 40% de todo o grão produzido no planeta. ☕Dados como esses evidenciam um cenário cada vez mais desafiador para a cafeicultura e são um dos motivos que impulsionam dúvidas sobre o futuro de uma das bebidas mais consumidas pela humanidade. Em território brasileiro, iniciativas voltadas para a agricultura regenerativa prometem dar uma resposta para as mudanças climáticas, com uma combinação de cuidados com a saúde do solo, equilíbrio biológico e redução de insumos químicos na lavoura. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "A agricultura regenerativa traz segurança quando a gente olha para o futuro do café sobre várias perspectivas. Sobre um olhar de produção, tem um modelo que tem como objetivo principal regenerar o solo e reequilibrar o ecossistema, nos permite estar bem mais preparados para qualquer desafio que a agricultura possa enfrentar atualmente ou nos próximos anos", afirma a cafeicultora Gabriela Vieira, que implementa técnicas sustentáveis com o marido Guilherme Vicentinni em uma fazenda centenária de Altinópolis (SP). O que vai acontecer com o café nos próximos 100 anos é um dos temas que Gabriela, Guilherme e outros especialistas apresentam durante a sexta edição da Alta Café, uma das principais feiras de negócios voltados para o mercado cafeeiro que acontece em Franca (SP), na Alta Mogiana Paulista, até quinta-feira (26). Produção de café em fazenda centenária de Altinópolis (SP) utiliza métodos sustentáveis como consórcio com mogno africano.. Divulgação/Fazenda Liberdade Além da troca de conhecimento com palestras e workshops e da exposição de inovações e tecnologias, os organizadores esperam movimentar mais de R$ 260 milhões em negócios no evento. A abertura aconteceu na terça-feira (24), com a presença do vice-governador Felício Ramuth. A seguir, entenda os impactos das mudanças climáticas no café e como a agricultura regenerativa pode ser uma aliada: O aquecimento global e os riscos para a cafeicultura De acordo com o levantamento da Climate Central, entre 2021 e 2025 o Brasil teve, por ano, 187 dias de calor extremo, 70 a mais do que o avaliado antes disso. Em regiões produtoras importantes, como o estado de São Paulo, foram 75 dias a mais. ☀️O calor extremo é um dos fatores atrelados às mudanças climáticas que dificultam a produção de café, principalmente o da espécie arábica. As chuvas excessivas e fora de época também representam um problema de produtividade e uma maior incidência de doenças na lavoura, explica o cafeicultor Guilherme Vicentinni, da Fazenda Liberdade, em Altinópolis (SP). "Geadas, chuva de granizo e até mesmo veranicos têm sido bastante recorrentes nesses últimos anos. O que acontece é que, em determinado momento, uma chuva prolongada com uma umidade alta acaba favorecendo o desenvolvimento de determinadas doenças no café. A depender do veranico prolongado acaba interferindo também no ciclo de alguns insetos, favorecendo ali o desenvolvimento e até o ataque de determinadas pragas", explica. Café produzido na Fazenda Liberdade, em Altinópolis (SP). Divulgação/Fazenda Liberdade 🌱Como resposta, os agricultores precisam melhorar a adubação e as medidas fitossanitárias, ou seja, de saúde das plantas. Como consequência, a produção na lavoura vai ficando mais cara, o que também passa a ser percebido pelos consumidores. "Estamos falando de um impacto direto na questão de insumos, uma mudança, um aumento na questão dos insumos para poder levar para a planta essa resiliência, esse preparo que ela precisa para lidar com tudo isso." LEIA TAMBÉM Raízen: pedido de recuperação extrajudicial acende alerta para produtores de cana às vésperas da nova safra Tereos anuncia venda da Usina Andrade, em Pitangueiras, SP Como o acordo UE-Mercosul deve beneficiar produtores da região de Ribeirão Preto O que é a agricultura regenerativa? Apontada como uma das soluções sustentáveis para as mudanças climáticas, a agricultura regenerativa é uma modalidade que visa a regeneração do solo e manter a alta produtividade a longo prazo. Segundo Vicentini, ela resulta de uma série de práticas que foram se disseminando ao longo das décadas, inclusive por grandes empresas, visando a diversidade de espécies, o equilíbrio e uma melhor estrutura do solo para ampliar a qualidade dos produtos agrícolas. Fazenda Liberdade, com produção de café baseada em agricultura regenerativa. Divulgação/Fazenda Liberdade "Existia uma vida nesse solo que estava sendo pouco explorada, como a parte biológica, a questão de microrganismos, fungos e bactérias coexistindo, fazendo uma diferença significativa", diz. Segundo o cafeicultor, a agricultura regenerativa tem como princípio a visão do sistema como um todo de modo a enxergar possíveis fontes de desequilíbrio. "Em outras palavras, seria como a gente olhar para pragas e doenças na cafeicultura e entendê-las como sendo um sintoma. Atrás desse sintoma existe alguma brecha, algum desequilíbrio abrindo oportunidade para esses danos econômicos que a gente intitula de pragas e doenças. Então, se a gente olhar dessa maneira, a gente vai entender que o foco tá na saúde do solo." Entre as práticas mais comuns associadas estão o uso de matéria orgânica e de fontes biológicas de enriquecimento do solo, bem como de plantas de cobertura, ou seja, semeadas em períodos de entressafra. "A gente está falando de uma rotação de espécies dentro de um sistema para poder ajudar no reequilíbrio. Uma vez que a gente entende que a agricultura moderna, ela tá baseada em latifúndio e monocultura. Então, a gente precisa equilibrar isso de alguma maneira." Pátio de compostagem, uma das técnicas associadas à agricultura regenerativa no café Divulgação/Fazenda Liberdade Como a agricultura regenerativa é aplicada ao café? Segundo especialistas, a agricultura regenerativa voltada para o café tem práticas como o consórcio, ou seja, do cultivo simultâneo de diferentes espécies no mesmo terreno - como o plantio de árvores no cafezal. Outro aspecto importante é a redução de insumos químicos para a proteção e o controle de pragas. "Poderíamos usar o químico de uma maneira consciente, apenas como corretivo. Significa que uma vez que algum descontrole aconteceu e que se está correndo risco econômico na lavoura, a gente entra com um químico para combater isso, mas de outra maneira a gente trata ou traz o biológico ali para restaurar o equilíbrio e se tornar um agente protetivo." 📈A confirmação de que essas práticas estão realmente funcionando vem por meio de um constante monitoramento de variáveis comparadas ano após ano como o índice de compactação do solo, a análise biológica do solo e, claro, a produtividade, a qualidade do café colhido e os custos de produção. A presença de "amigos naturais" como aranhas e alguns tipos de fungos e bactérias, não considerados patógenos, pode representar um bom sinal, segundo Vicentini, enquanto resquícios de agentes químicos são compreendidos como negativos. "Tudo isso acaba trazendo uma harmonia, um reequilíbrio. A gente faz análises, por exemplo, nos grãos para entender os índices de contaminação, se está reduzindo. Algumas moléculas químicas têm efeito cumulativo. Então, mesmo que a gente tenha parado de usar, ainda se tem o efeito no solo sendo disponibilizado. A gente vai analisando de uma maneira diferente e traçando soluções integrativas para restaurar o equilíbrio do sistema." Atenção à saúde do solo é um dos pilares da agricultura regenerativa. Divulgação/Fazenda Liberdade A agricultura regenerativa e o futuro do café Para Vicentini, a agricultura regenerativa tem resultado em elevados índices de produtividade, por exemplo, em produções com restrição de água, o que indica um caminho para o futuro, marcado ao mesmo tempo por incertezas climáticas e pela certeza de que o café continuará sendo uma bebida altamente demandada. Segundo ele, tudo depende da postura dos produtores em aceitar se adequar e abandonar velhas práticas. "Se a gente passa para analisar também que a demanda do mercado está aumentando sobre o café, eu diria que o futuro do café está garantido. O produtor terá a opção de entrar nessa senda pelo amor, ou seja, expandindo o olhar dele sobre essas novas práticas ou será pela dor, uma vez que os resultados dele irão mostrar uma necessidade de atualização das práticas, das técnicas desde a gestão até o manejo." Para Gabriela Vieira, a modalidade não só é uma aliada para elevar a produtividade como também para fazer frente a outras demandas de uma sociedade que busca ser cada vez mais sustentável. "É bacana também gente observar uma perspectiva de cadeia e não somente produção. É interessante ver que não só a natureza, mas a cadeia como um todo vem exigindo esse movimento de mudança. A gente vai de forma ao encontro do que o consumidor final está buscando. A gente tem observado cada vez mais a exigência do consumidor final em saber como que esse café foi produzido da porteira para dentro, em termos ambientais, em termos sociais. Todo esse movimento que começa no campo também reflete na xícara como parte da experiência do produto", analisa. Alta Café, feira especializada em mercado cafeeiro que acontece em Franca, na Alta Mogiana Paulista. Divulgação/ Alta Café Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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CEO da Nvidia diz que inteligência artificial atingiu nível humano; por que ideia é contestada

Publicado em: 25/03/2026 02:00

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 Reuters/Carlos Barria O CEO da Nvidia, Jensen Huang, chamou atenção ao afirmar que a inteligência artificial já alcançou o nível de aprendizado humano, considerado por muitos o próximo grande passo da tecnologia. Em entrevista ao cientista da computação Lex Fridman, ele foi questionado sobre quando uma IA seria capaz de comandar uma empresa de US$ 1 bilhão e realizar ações como encontrar clientes, realizar vendas e gerenciar funcionários. "Acho que agora é a hora. Acho que alcançamos a inteligência artificial geral [AGI, na sigla em inglês]", disse o executivo, no episódio da última segunda-feira (23). "É possível. E a razão é a seguinte: você disse [uma empresa de] um bilhão, não disse para sempre". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Huang deu como exemplo o fenômeno do agente de IA OpenClaw, capaz de automatizar tarefas como gerenciar e-mails, ler contratos, enviar mensagens e controlar dispositivos inteligentes, por exemplo. "Não é impossível [imaginar] que um usuário do OpenClaw tenha conseguido criar um serviço web, um aplicativo interessante que, de repente, bilhões de pessoas usaram por 50 centavos e, então, tenha falido pouco tempo depois", comentou. O chefe da Nvidia afirmou que pessoas estão lançando agentes de IA e ganhando muito dinheiro com isso, mas disse que essas experiências não serão suficientes para criar empresas gigantes. "Não me surpreenderia se acontecesse algo nas redes sociais, alguém criasse um influenciador digital super fofo ou algum aplicativo que, do nada, se tornasse um sucesso instantâneo. Muita gente usa por alguns meses e depois some", afirmou Huang. "Agora, a probabilidade de 100 mil desses agentes criarem a Nvidia é 0%", disse. "As pessoas estão realmente preocupadas com seus empregos. Quero lembrá-las de que o propósito do seu trabalho e as ferramentas usadas para realizá-lo estão relacionados, mas não são a mesma coisa". Por que declaração é contestada Ainda que a inteligência artificial tenha avançado muito nos últimos anos, especialistas avaliam que ela ainda não alcançou todo o seu potencial. O teto, segundo eles, é a inteligência artificial geral (ou AGI), quando a tecnologia será capaz de fazer algumas atividades que parecem simples para humanos, mas que são extremamente complicadas para um robô. Os agentes de IA conseguem automatizar muitas tarefas e, por isso, têm obtido um papel maior em empresas, mas estão longe de ser uma AGI, disse ao g1 o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Álvaro Machado Dias. "É exagero dizer que [IAs] podem ou estão perto de conseguir gerir empresas grandes, mas é fato que podem torná-las muito mais produtivas e lucrativas. É nesse sentido que Jensen Huang diz que já atingimos a AGI", afirmou. A IA ainda não consegue fazer ações que parecem cotidianas, como dirigir carros por regiões não mapeadas ou comandar um robô em um local bagunçado, destacou Dias "O caráter 'geral' dessa inteligência exigiria que ela soubesse fazer coisas mais simples também", explicou. "Cada vez mais, o que nos separa da AGI não é o complexo, mas o que nos parece quase trivial". Hoje, a inteligência artificial consegue fazer tarefas específicas, como responder perguntas elaboradas ou jogar um jogo complexo. Caso alcance o nível "geral", ela poderia usar o conhecimento humano de forma abstrata. "Nós temos muita dificuldade de falar sobre essa inteligência artificial geral, porque ainda não conseguimos nem definir exatamente o que é inteligência", afirmou Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp a uma reportagem de 2024 da BBC. Segundo ela, as máquinas já superam humanos em muitas atividades, mas não necessariamente são mais inteligentes. "Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário", afirmou. A inteligência artificial geral também teria a capacidade de entender o que ainda não entende e, então, buscar formas de se aprofundar nessas lacunas. Essa capacidade permitiria às máquinas realizar tarefas que hoje são impossíveis por se basearem em ideias elaboradas por humanos.

Secadores 'tipo Dyson'? g1 testa modelos mais baratos com tecnologia semelhante

Publicado em: 25/03/2026 02:00

Secadores sabor Dyson? g1 testou secadores brushless da Elgin e Mondial A marca Dyson carrega o prestígio de ser conhecida como a dona de um dos melhores secadores de cabelo do mercado. Tudo isso graças à tecnologia do motor brushless, que funciona com ímãs e sem escovas internas, e promete uma secagem mais rápida e com menos danos para os cabelos, além de uma vida útil maior. Mas o preço também ficou famoso: em março, o produto custava R$ 5.000 nas lojas on-line consultadas – o valor de aproximadamente 3 salários-mínimos. O Guia de Compras teve acesso a dois modelos de secadores com a mesma tecnologia brushless, mas por preços mais acessíveis: o Elgin Super Ionic Plus, na faixa de R$ 500, e o Mondial Ultra Sonic by Juliette, na de R$ 900. Secadores brushless da Elgin e da Mondial. Laís Ribeiro Os aparelhos também prometem ser leves, potentes e silenciosos, e são até visualmente parecidos com os secadores virais da gringa. Foram analisados o design, o peso na mão e a facilidade de usar os secadores. Quem testou Os testes foram feitos por mim, Laís Ribeiro, autora da matéria. Meu cabelo é cacheado, com cachos abertos. Numa escala que vai do 1a (liso sem ondulações) ao 4c (crespo bem fechado), meu cabelo fica entre o 2c e o 3a — cachos abertos e bem definidos. Os fios são finos e estão sem química. Antes de usar os secadores, eu lavei o cabelo com shampoo, máscara e condicionador e finalizei com creme, da mesma forma que faço ao secar naturalmente. Para referência, este é meu cabelo em um dia sem secador: Cabelo cacheado seco sem secador Laís Ribeiro Vale dizer: o resultado pode mudar bastante dependendo do tipo de fio do cabelo e até do tipo de produtos que você usa, então use este teste como referência, não como regra. Veja o resultado dos testes a seguir e, ao final, a conclusão. Elgin Super Ionic Plus O Elgin Super Ionic Plus chama a atenção logo de cara pelo visual bem parecido com o do Dyson, com corpo mais largo e arredondado. Ele vem com dois acessórios, o difusor e o concentrador. Uma das vantagens é que o encaixe dos bocais é magnético, então é só encostar o bocal no secador que ele já gruda. É bastante prático. O uso do jato frio é fácil, mas pode cansar um pouco o dedo: você precisa ficar segurando o botão para ativá-lo. Tem também a opção de desligar o ar quente no botão seletor de temperatura, o que não cansa. Mas, na hora do uso, é muito mais prático interromper o jato quente direto no botão de ar frio. Nos testes, o desempenho variou conforme o uso: Com difusor: secou em cerca de 15 minutos e sem desconforto térmico. O frizz ficou relativamente controlado – tanto quanto na secagem natural – mas não desapareceu. Sem difusor: teve resultado melhor, com menos frizz e mais controle dos fios. Cabelos secos com o acessório difusor do modelo da Elgin. Laís Ribeiro No uso geral, o modelo se mostrou confortável: apesar de mais pesado que o da Mondial, não incomodou mesmo após alguns minutos segurando. O aparelho tem três níveis de velocidade e três de temperatura, além do botão dedicado ao jato frio. Botões do secador Elgin Super Ionic Plus. Em cima, os seletores da velocidade e temperatura do jato de ar. Embaixo, o botão de liga e desliga e o botão do jato frio. Laís Ribeiro O secador tem 1.700 W de potência, nível de ruído de até 79 dB (nível 2) e peso de 465g. Cuidado com a voltagem: o modelo não é bivolt. Mondial Ultra Sonic by Juliette O Mondial Ultra Sonic by Juliette aposta em um formato diferente, mais fino e cilíndrico, lembrando modelos como o da Shark, outra fabricante famosa no mercado. A parte traseira é cheia de pequenas aberturas e, segundo a marca, conta com um filtro que ajuda a purificar o ar. Na prática, o secador entrega um vento bem forte e temperaturas elevadas. Isso ajuda na rapidez, mas pode incomodar: durante o teste com o difusor, o fluxo de ar intenso acabou dando uma “bagunçada” nos fios, o que resultou em mais frizz. Além disso, tem apenas duas seleções de velocidade para escolher. Cabelo seco com o acessório difusor do modelo da Mondial. Laís Ribeiro Entre os pontos positivos, o modelo se destaca pela portabilidade. Além de ser ainda mais leve que o da Elgin, tem ainda cabo dobrável para ficar mais compacto e vem com um estojo de transporte. A única contradição aqui é que o aparelho também não é bivolt, então você ainda precisa ficar atento na voltagem do destino se for viajar com ele. Mondial Ultra Sonic by Juliette dobrado para transporte fácil. Laís Ribeiro Os acessórios que o acompanham – um bocal concentrador e um difusor – não são magnéticos e exigem um pouco mais de força para encaixar, embora ainda permitam ajuste de posição. Outro recurso legal é o visor digital em LCD, que mostra a temperatura do vento em graus Celsius. São três níveis de jato quente: 60 °C, 80 °C e 120 °C. O jato frio sai na temperatura ambiente, sem indicação no visor. A ativação é menos intuitiva que no da Elgin: o botão é o mesmo que escolhe a temperatura quente, então é necessário ir apertando até chegar na opção que você quer. Nos testes: Com difusor: a secagem levou 10 minutos, mas o vento forte aumentou o frizz. Sem difusor: resultado melhor que o da Elgin, provavelmente pela temperatura mais alta. O modelo tem 1.600 W de potência, ruído de até 83 dB (nível 3) e pesa 285g. Conclusão A grande vantagem imediata dos secadores brushless é a leveza e a potência deles. Quem sempre passou a vida lutando para segurar um secador comum sabe que quanto menos tempo você fica com aquilo na mão, melhor. Os dois modelos conseguiram atingir um resultado rápido e, melhor ainda, não deixam o punho doendo por conta do peso. Mas faz falta a variedade de acessórios que acompanham os modelos Dyson e Shark, os concorrentes mais caros desses modelos. Tanto o Elgin como o Mondial vêm apenas com os bocais concentrador e difusor, sem escova, bocal anti-frizz ou desembaraçante. Os secadores também prometem vantagens a longo prazo, como durabilidade maior por conta do motor brushless e uma secagem mais saudável para os fios. Esse tipo de benefício é difícil de medir ao longo de um teste, e só alguém que é dono de um produto desse por muitos anos consegue dizer se é verdade. O essencial é conhecer as necessidades do seu cabelo, já que os modelos têm pontos fortes distintos. Os fios do meu cabelo, por exemplo, são finos, o que significa que qualquer vento mais forte acaba bagunçando mais do que o desejado, por isso o aparelho da Elgin teve um resultado melhor na hora de secar com o difusor. Enquanto isso, na escova, o da Mondial alisou com mais facilidade e rapidez, graças à potência. Os secadores testados foram enviados por empréstimo e serão devolvidos aos fabricantes após o teste. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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Tradutor de ‘corporativês’ viraliza ao converter textos em linguagem de LinkedIn

Publicado em: 25/03/2026 02:00

Uma nova ferramenta de tradução online que utiliza inteligência artificial (IA) está viralizando nas redes sociais. O Kagi Translate, serviço gratuito lançado em 2024, disponibilizou recentemente uma nova função: o “LinkedIn Speak”, que traduz frases do cotidiano em textos mais formais, no estilo usado na plataforma profissional — e com um toque de deboche. Com funcionamento semelhante ao de tradutores tradicionais, a ferramenta permite converter qualquer frase para o que a empresa chama de “linguagem do LinkedIn” – ou o já conhecido “corporativês”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para testar, o g1 selecionou o português (Brasil) e, em seguida, a opção “LinkedIn Speak”. Ao digitar “fui demitida por xingar meu chefe”, a plataforma gerou a seguinte versão: “Hoje encerro meu ciclo nesta empresa. Embora tenha sido um desligamento inesperado após uma comunicação mais assertiva com a liderança, sou grata pelos aprendizados. Às vezes, o crescimento profissional exige momentos de fricção para que possamos encontrar ambientes mais alinhados com nossos valores. Aberta a novos desafios! #OpenToWork #TransiçãoDeCarreira #SoftSkills” Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Reprodução/Captura de Tela Quem navega pelo LinkedIn provavelmente já se deparou com publicações semelhantes, em que usuários compartilham relatos detalhados ou reflexões sobre situações corriqueiras. Por mais precisas — e, em alguns casos, exageradas — que sejam as respostas, não surpreende que a ferramenta tenha ganhado popularidade nas redes. No X, por exemplo, usuários têm compartilhado versões bem-humoradas de frases traduzidas para o “corporativês”. Veja alguns exemplos: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Uso é legítimo, mas exige cuidados ⚠️ Apesar de ter alguma utilidade, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o uso desse tipo de ferramenta exige cautela. Se a intenção do usuário é séria, é fundamental revisar os textos antes da publicação, para evitar exageros, perda de autenticidade ou mensagens que não reflitam a experiência do profissional. E talvez seja o caso de usar outra plataforma de IA. Para a psicóloga e consultora em gestão de pessoas Andréa Krug, as ferramentas de IA generativa funcionam como “assistentes que vieram para ficar”, capazes de apoiar desde a elaboração de textos para o LinkedIn até a adequação da linguagem em e-mails corporativos. Segundo Krug, a IA pode ser uma aliada na comunicação, mas deve ser usada como apoio – e não como substituta da autoria. “Elas ajudam a dar o tom, mas a ideia precisa partir do ser humano. A IA existe para lapidar, não para substituir a identidade profissional”, afirma. A especialista destaca que o recurso pode contribuir para tornar mensagens mais claras, economizar tempo e até aumentar a confiança de quem enfrenta barreiras com a escrita. Ainda assim, ressalta que o conteúdo precisa passar por um filtro pessoal. O problema não está em usar a IA, mas em terceirizar a própria voz, o repertório e até a visão do profissional. A visão é compartilhada pela especialista em posicionamento profissional Juliana Novochadlo, que destaca que a tecnologia pode oferecer clareza e ajudar quem tem dificuldade para estruturar ideias – especialmente em momentos de bloqueio criativo ou forte envolvimento emocional com o tema. Ainda assim, ela alerta: “Um texto pode até ficar bonito, mas continua vazio se não refletir a trajetória e o repertório de quem assina”. Ambas apontam que o maior risco é a perda de autenticidade, algo já visível em muitos perfis. Como a IA usa padrões comuns da internet, ela tende a repetir frases e estilos parecidos. Krug lembra que isso já gerou até memes nas redes, quando usuários publicam respostas da IA sem remover instruções internas da ferramenta. “Pode até ficar bonito, mas o texto fica insosso, pasteurizado – e isso enfraquece a reputação do profissional. Mesmo longe dos casos mais extremos, é nítido quando o conteúdo não tem conexão com a vivência real de quem assina. Falta verdade, falta voz própria, e o resultado perde impacto”, afirma. O uso dessa linguagem também pode influenciar processos seletivos, especialmente em sistemas automatizados de triagem. Segundo Novochadlo, recrutadores experientes já conseguem identificar com facilidade textos gerados por IA sem revisão, o que pode levantar dúvidas sobre autenticidade e consistência das experiências relatadas. Krug acrescenta que profissionais menos experientes podem se deixar influenciar por currículos repletos de palavras-chave otimizadas, mas lembra que, na prática, o que realmente importa são evidências concretas. “O que realmente diferencia é a experiência vivida, os resultados entregues e a perspectiva individual — algo que a IA não consegue reproduzir”, afirma. 'Por que vou te pagar se posso fazer com o ChatGPT?': freelancers contam perrengues do mercado de trabalho com a IA Como usar sem soar artificial 🤔 As especialistas recomendam tratar a IA como apoio de edição, não como substituta da escrita. Entre as orientações, estão: Estruturar a ideia antes de pedir ajuda à ferramenta; Incluir experiências reais e ajustar o texto ao próprio tom de voz; Evitar jargões e promessas exageradas sugeridas pela IA; Revisar criticamente cada trecho antes de publicar. Um bom teste, segundo Novochadlo, é simples: "alguém que conhece você reconheceria aquele texto como seu?", questiona. Apesar do avanço das ferramentas, ambas reforçam que a responsabilidade final sempre recai sobre o autor. A inteligência artificial pode apoiar, acelerar e organizar, mas não responde pelas consequências. Quem assina o texto é quem responde por ele. Para Krug, a regra é clara: não existe inteligência artificial eficaz sem uma inteligência natural muito bem aplicada. O que diz o Linkedin 🛜 Procurado pelo g1, o LinkedIn afirmou que busca incentivar interações mais autênticas na plataforma. Segundo a empresa, conteúdos de maior valor são aqueles que refletem as experiências reais dos usuários. “Interações de alto valor acontecem quando as pessoas envolvidas usam suas competências reais de forma autêntica — e nossa infraestrutura é pensada para facilitar esse alinhamento”, disse a companhia, em nota. A empresa também destacou que vem aprimorando seus sistemas para reduzir a circulação de postagens repetitivas, com foco excessivo em cliques ou engajamento, e reforçar conteúdos mais relevantes no feed. LinkedIn é a maior rede social profissional do mundo, funcionando como um currículo online, ferramenta de networking e plataforma de busca de empregos. Adobe Stock 'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados