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Houthis aliados do Irã atacam Israel e aumentam temores de expansão da guerra

Publicado em: 28/03/2026 10:57

Rastros de mísseis lançados do Iêmen contra Israel, avistados no céu sobre Hebron, Cisjordânia Anadolu via Getty Images Os houthis do Iêmen, aliados do Irã, reivindicaram neste sábado (28/03) seu primeiro ataque contra Israel desde o início do atual conflito no Oriente Médio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O grupo afirma ter disparado uma série de mísseis balísticos "almejando alvos militares israelenses sensíveis" em resposta aos ataques contra o Irã, o Líbano, o Iraque e os territórios palestinos. Os houthis disseram ainda que suas operações continuarão até o fim da "agressão" em todas as frentes. Mais cedo neste sábado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter interceptado um míssil lançado do Iêmen. Os houthis começaram a atacar navios no Mar Vermelho em novembro de 2023 e lançaram mísseis regularmente contra Israel após o início da guerra em Gaza Reuters via BBC O envolvimento direto dos houthis no conflito amplia os temores de uma expansão da guerra, segundo especialistas. Para Jo Floto, chefe do escritório da BBC News no Oriente Médio, em Jerusalém, a intervenção abre uma nova frente do conflito na península Arábica. E segundo o pesquisador Farea Al-Muslimi, do centro de estudos britânico Chatham House, o novo desdobramento é de "enorme importância" diante da influência que os houthis mantém no Mar Vermelho. O grupo já ameaçou bloquear e atacar o Estreito de Bab el-Mandeb, situado entre o Iêmen, Djibuti e Eritreia. O estreito controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez e transporta cerca de 12% do petróleo comercializado por via marítima no mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último mês, a rota ganhou ainda mais importância ao se tornar uma alternativa para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, diante do fechamento do Estreito de Ormuz. Em outros momentos, como durante a guerra em Gaza, o Estreito de Bab el-Mandeb já foi alvo dos houthis, que bloquearam a rota atacando navios, usando drones e mísseis. Ao ser questionado sobre o quão disruptivo seria outro bloqueio efetivo do estreito, Al-Muslimi afirmou que seria "um pesadelo". "Já temos um pesadelo, e isso só o tornaria ainda pior", disse o especialista. Os houthis se tornaram uma força poderosa no Iêmen Reuters via BBC Na quinta-feira (26/3), a agência semioficial iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os houthis — grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã— estariam prontos para assumir o controle do estreito como parte do que chamam de "forças de resistência". "Se houver necessidade de controlar o Estreito de Bab el-Mandeb para punir ainda mais o inimigo, os heróis do Ansar Allah do Iêmen estão totalmente preparados para desempenhar um papel fundamental", disse uma fonte militar iraniana à agência, acrescentando que os houthis já provaram que fechar a rota "é uma tarefa fácil para eles". No dia anterior, a mesma Tasnim já havia publicado uma advertência feita por uma fonte: "Se os americanos quiserem pensar em uma solução para o Estreito de Ormuz com medidas imprudentes, devem ter cuidado para não adicionar outro estreito aos seus problemas", disse a fonte, em referência à movimentação de tropas americanas na região. Antes mesmo do ataque deste sábado, o líder houthi Abdul Malik Al-Houthi já havia reforçado as ameaças sobre uma escalda, dizendo que o grupo responderia militarmente a ataques dos EUA e de Israel caso os desdobramentos da guerra exigissem, segundo noticiou a Bloomberg. À Reuters, um outro dirigente houthi, em anonimato, afirmou que eles estão "militarmente prontos" para atacar o Estreito de Bab el-Mandab em apoio a Teerã. "Estamos com todas as opções à nossa disposição. A decisão sobre o momento cabe à liderança, que acompanha os desdobramentos e definirá a hora certa de agir", declarou. Após as ameaças, os Estados Unidos emitiram um alerta sobre a possibilidade de ataques de houthis no Estreito de Bab el-Mandab. "Embora o grupo terrorista houthi não tenha atacado navios comerciais desde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Gaza em outubro de 2025, os houthis continuam a representar uma ameaça aos ativos dos EUA, incluindo embarcações comerciais, nesta região", disse um aviso publicado pela Administração Marítima do Departamento de Transportes dos EUA na quinta-feira. Quem são os houthis? Os houthis são um grupo armado político e religioso que defende a minoria muçulmana xiita do Iêmen, os zaiditas. Eles se declaram parte do "Eixo da Resistência" liderado pelo Irã contra Israel, os EUA e o Ocidente em geral, juntamente com grupos armados como o Hamas e o Hezbollah, do Líbano. Formalmente conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus), o grupo surgiu na década de 1990 e leva o nome de seu fundador, Hussein al-Houthi. O líder atual é seu irmão, Abdul Malik al-Houthi. Como os houthis ocuparam grandes partes do Iêmen? Os houthis ganharam grande força política no Iêmen no início de 2014, quando se levantaram contra o presidente iemenita Abdrabbuh Mansour Hadi, sucessor de Ali Abdullah Saleh. Eles chegaram a um acordo com seu antigo inimigo e tentaram conduzir Saleh de novo ao poder. Os rebeldes tomaram o controle da província de Saada, no norte do Iêmen. E, no início de 2015, eles capturaram a capital do país, Sanaa, forçando o presidente Hadi a fugir para o exterior. A maioria da população do Iêmen vive em áreas sob o controle dos houthis Reuters via BBC A Arábia Saudita, vizinha do Iêmen, interveio militarmente para tentar derrubar os houthis e reempossar Hadi na presidência. A ação teve o apoio do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos. Os houthis repeliram os ataques e continuaram a controlar grandes partes do Iêmen. Eles assassinaram Ali Abdullah Saleh em 2017, quando ele tentou trocar de lado e aliar-se aos sauditas. LEIA TAMBÉM: O outro estreito crucial para a economia global que o Irã ameaça bloquear Grupo hacker ligado ao Irã divulga imagens vazadas de diretor do FBI para provar ação; veja as fotos

Palavras-chave: hacker

Vereador suspeito de atropelar jovem no Réveillon é cassado por unanimidade em Varginha, MG

Publicado em: 28/03/2026 10:50

O Plenário da Câmara Municipal de Varginha decidiu, por unanimidade, cassar o mandato do vereador Marquinho da Cooperativa durante sessão extraordinária realizada na noite desta sexta-feira (27). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A decisão foi baseada no relatório final da Comissão Processante, que concluiu pela procedência da denúncia por infração político-administrativa. A comissão era formada pelos vereadores Davi Martins (presidente), Zilda Silva (relatora) e Miguel da Saúde (vogal). O vereador é suspeito de ter atropelado um jovem de 19 anos, na madrugada do Réveillon, dirigir embriagado e não ter prestado socorro. Mesmo com a ausência do parlamentar investigado e de seu advogado, houve o direito de defesa. O advogado Cláudio Miranda, que estava no Plenário para acompanhar a sessão, foi nomeado defensor ad hoc e apresentou a defesa técnica em plenário após a leitura do processo. Câmara de Varginha cassa mandato do vereador Marquinho da Cooperativa por unanimidade Reprodução / TV Câmara Segundo o presidente da Câmara, Alexandre Prado, o processo respeitou os prazos legais e os princípios de imparcialidade. “Esta Casa primou pelo devido processo legal, terminando os trabalhos antes do prazo de 90 dias”, afirmou. Com a decisão, foi lido o Decreto Legislativo nº 14/2026, que oficializa a perda do mandato. O suplente Afonso Monticeli (Mobiliza) foi convocado e tomou posse ainda durante a sessão, assumindo a vaga na Casa. A votação teve 15 votos favoráveis à cassação. As sessões extraordinárias da Câmara de Varginha não são remuneradas. LEIA TAMBÉM: Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro Família de jovem atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha pede cassação do vereador Vídeo mostra presidente da Câmara de Varginha recusando fazer teste do bafômetro Comissão processante A denúncia, protocolada pela vítima do atropelamento, Luiz Felipe Lisboa, na segunda-feira (5) e, em sessão extraordinária realizada na quinta-feira (8), em meio ao recesso parlamentar, foi aceita por unanimidade pelos 12 vereadores votantes. Durante a sessão, foram definidos os três vereadores que irão compor a CP: Integrante - Miguel da Saúde (PSD) Relatora - Zilda Silva (PP) Presidente - David Martins (PL) De acordo com o regimento interno da Câmara, o vereador investigado será notificado oficialmente em até 48 horas e tem até 5 dias para apresentar a primeira defesa. A comissão tem até 90 dias para produzir um relatório com uma indicação sobre uma decisão da Câmara para o caso. Se houver punição, ela pode variar de advertência e suspensão até a cassação do mandato. O relatório deve ser votado em plenário. O vereador Marquinho não quis dar entrevista à imprensa. Vereador renuncia à presidência Vereador Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa (Mobiliza), renuncia à presidência da Câmara de Varginha Reprodução EPTV Durante a sessão, o vereador Marquinho renunciou ao cargo de presidente da Câmara. “Eu conversei com alguns vereadores, parceiros, amigos e chegamos a uma conclusão que seria melhor eu renunciar. Em consideração ao grupo, meu grupo, vou fazer a renúncia da presidência e vou continuar o meu trabalho como vereador”, disse. O vereador Alexandre Prado (Avante) irá assumir a cadeira da presidência no lugar de Marquinho. Acordo Luiz Felipe da Silva Lisboa, de 19 anos, atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa, entra com pedido de cassação do mandato do vereador Reprodução EPTV Antes da leitura da denúncia, o vereador também comunicou que fez um acordo de indenização cível de R$ 90 mil com a vítima por danos morais, estéticos, lucros cessantes, entre outros. A informação foi confirmada pelo advogado da vítima, que informou que, como a Justiça está de recesso, o acordo ainda não foi homologado, mas já está submetido ao crivo judicial. Atropelamento Luiz Felipe Lisboa, de 19 anos, foi atingido pelas costas quando voltava com a namorada e um amigo da festa da virada do ano no Centro de Eventos Mauro Brito na madrugada de quinta-feira (1º). O atropelamento foi em um trecho da Avenida Celina Ferreira Tony. Após informações sobre o veículo envolvido no acidente, a Polícia Militar chegou até o vereador Marquinho, que estava em uma área de chácaras. Minutos antes do acidente, uma câmera de segurança flagrou a sua caminhonete batendo em um contêiner em uma rua no bairro Sion, próximo ao local do atropelamento. O vereador foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio de Varginha. Ele foi solto no dia seguinte, após passar por audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil e cumprimento de medidas cautelares. Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro EPTV/Reprodução Em entrevista na segunda-feira, Marquinho disse que não parou para prestar socorro porque não percebeu que havia atropelado o jovem. "Eu não vi o atropelamento. Tinha muita gente, o local é escuro, o prefeito precisa iluminar aquele local e tinha várias pessoas. Não fugi de lugar nenhum, fui embora para minha casa. Se eu fugisse, eu não ia para minha casa. Eu cheguei em casa, a polícia chegou e falou que eu tinha atropelado uma pessoa. Não senti impacto, porque ali tem vários redutores de velocidade. Então passei normal, fui para minha casa normal, sem fugir", alegou. Ele reconheceu que bateu em um contêiner antes do atropelamento. "Eu bati sim, eu estava olhando o celular, no contêiner eu bati", disse. Mas, na sessão extraordinária da Câmara, na quinta-feira, o vereador deu outra versão para não ter parado e disse que teve medo de represálias. "Se eu parasse ali, minha vida estaria em risco. De repente, morto hoje estaria eu", disse. Polícia Militar divulga vídeo da abordagem feita ao vereador Marquinho da Cooperativa Um vídeo da Polícia Militar mostra Marquinho se recusando a soprar no bafômetro (veja acima). As imagens, citadas no boletim de ocorrência e encaminhadas à perícia, foram gravadas pelos policiais militares que fizeram a prisão do vereador em sua casa, antes que ele fosse conduzido ao pronto-socorro e à delegacia. "Diante do estado aparente de embriaguez alcoólica, foi produzido um registro audiovisual, no qual o autor foi entrevistado", justifica a corporação no B.O. Durante o diálogo com o policial, o vereador disse que estava em um local chamado "Arca de Noé", onde ocorria uma festa de Réveillon, e que havia discutido com a esposa. O PM perguntou se ele havia consumido bebida alcoólica e Marquinho negou, dizendo que não bebia há 33 anos por ser evangélico. Durante a gravação, o policial ressalta que está sentindo um hálito etílico do vereador e perguntou se ele sopraria no etilômetro, o que foi recusado por Marquinho. "Se o juiz falar para mim que eu devo soprar eu vou sim. Mas, do contrário, não", disse. O vereador disse depois que, no momento da gravação do vídeo, ele estava com sono e havia tomado um remédio para controlar a pressão, que estava alta. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Mulher morre horas após acidente que matou o marido na BR-060, em Goiás

Publicado em: 28/03/2026 10:35

Casal morreu após um acidente na BR-060, em Goiás Reprodução/Câmara Municipal de Jataí Iloni Hudson, de 71 anos, morreu horas após o acidente que matou o seu marido, o empresário e produtor rural, Vilmar Hudson, de 73, na BR-060, em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o casal estava junto no carro no momento da batida. O empresário faleceu logo após a caminhonete que dirigia colidir com um veículo de carga, na noite de quinta-feira (26). De acordo com a PRF, Iloni, que estava no banco do passageiro, foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital Municipal Universitário (HMU) da cidade. Ela faleceu na sexta-feira (27). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Os dois moravam em Jataí. Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a morte do casal. A irmã de Vilmar, Ivone Hudson, publicou uma carta de despedida: "Que história vocês deixaram escrita aqui na terra, há 51 anos casados, sempre juntos e nunca soltaram as mãos. Um esperou pelo outro até na hora de partir. Para sempre juntos. Que legado lindo de amor, união, família linda que vocês dois construíram ". "Nem a morte os separou! Descansem em paz, queridos. Amo vocês além da vida", escreveu Ivone. "Obrigado por tudo, pai e mãe. Vocês agora vão juntos. O papai vai continuat te cuidando, mamãe. Amor eterno!", publicou o filho do casal, Patrick Hudson. Iloni Hudson e Vilmar Hudson foram casados por 50 anos Reprodução/Redes sociais O empresário era sócio da Agrogene Comércio e Exportações. Em 2021, ele foi homenageado pela Câmara Municipal e recebeu o título de cidadão jataiense pela sua atuação na agricultura. Natural de Sobradinho (RS), o produtor se mudou para Goiás durante a safra de 1979/1980. Iloni e Vilmar serão sepultados juntos neste sábado (28), no Cemitério São Miguel. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Empresário e produtor rural morre em acidente na BR-060 Jovem morre após carro funerário bater em ônibus Acidente entre duas caminhonetes causa morte e deixa três pessoas feridas na BR-080 Acidente Acidente no km 405 da BR-060, em Rio Verde Divulgação/PRF De acordo com a polícia, o casal estava em uma caminhonete que colidiu com um veículo de carga, que realizava uma manobra de retorno para acessar a rodovia no mesmo sentido. Segundo a PRF, o motorista do outro veículo, de 32 anos, foi conduzido até a delegacia para prestar esclarecimentos. A causa do acidente será investigada. As equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) também atuaram na ocorrência. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: câmara municipal

Fernando de Noronha tem pré-estreia de documentário com imagens em 360 graus

Publicado em: 28/03/2026 09:34

Documentário ‘Noronha 360 Graus’ tem pré-estreia na ilha O documentário Noronha 360 Graus, gravado em 2019 e ainda inédito, terá pré-estreia em Fernando de Noronha neste sábado (28), às 20h. A exibição será durante um luau na Praia da Conceição, com entrada gratuita (veja vídeo acima). O filme é dirigido por Gustavo Marcolini e produzido por Dora Vergueiro. Além das imagens tradicionais, as gravações também foram feitas com uma câmera especial que capta imagens em 360 graus. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Documentário mostra Noronha em 360 graus Gustavo Marcolini/Divulgação A proposta é mostrar a ilha por um novo ângulo. “Usamos essa tecnologia para registrar as ondas e os golfinhos. É uma forma de mostrar Fernando de Noronha por uma nova perspectiva”, disse Marcolini. Com 50 minutos de duração, o documentário retrata surfistas locais e a relação com o mar que atravessa gerações. Entre os personagens estão Caia Souza e o filho, Caio, além do surfista Patrick Tamberg. A obra também homenageia a produtora cultural Ana Martins, conhecida como Dona Nanete, que morreu em 2020. A produção foi finalizada durante a pandemia da Covid-19, mas não chegou a ser lançada na época. A expectativa é que o filme seja exibido no segundo semestre deste ano no Canal OFF. Golfinhos também foram registrados no documentário Gustavo Marcolini/Divulgação Serviço: 🎬 Pré-estreia: Noronha 360 Graus 📍 Local: Praia da Conceição, Fernando de Noronha 📅 Data: sábado (28) 🕗 Horário: 20h 🎟️ Entrada: gratuita VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Janete Aparecida toma posse como a primeira prefeita da história de Divinópolis

Publicado em: 28/03/2026 09:31

Janete Aparecida toma posse como prefeita de Divinópolis Marcos Canício/Prefeitura de Divinópolis Janete Aparecida Silva Oliveira (Avante) tomou posse como a primeira prefeita da história de Divinópolis na noite de sexta-feira (27), em cerimônia realizada na Câmara Municipal. “Emoção é o sentimento que posso dizer que tive nesta noite”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Durante o discurso, ela agradeceu a Deus e a familiares e disse que vai contar com as instituições para dar continuidade à gestão em Divinópolis. “Eu não quero e não vou governar sozinha”. Janete Aparecida durante o juramento como prefeita de Divinópolis. Marcos Canício/Prefeitura de Divinópolis A cerimônia foi aberta ao público e reuniu autoridades, familiares e representantes do município. A mudança ocorre após a saída do prefeito Gleidson Azevedo (Novo), que deixou o cargo para concorrer às próximas eleições. LEIA TAMBÉM: Quem é Janete Aparecida, nova prefeita de Divinópolis Quem é Janete? Janete Aparecida Silva Oliveira, conhecida como Janete Aparecida, nasceu em Brumadinho em 3 de maio de 1975 e se mudou ainda criança para Divinópolis, onde cresceu no bairro Alto São Vicente. Atua há décadas no serviço social, com foco em crianças e comunidades carentes, e é catequista há mais de 30 anos. Ingressou na política em 2011 e, em 2016, foi eleita vereadora, sendo a única mulher na Câmara de Divinópolis na legislatura 2017 a 2020. Em 2020, foi nomeada vice-prefeita ao lado de Gleidson Azevedo. Com a mudança, ela passa a comandar o Executivo municipal e se torna a primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita na história de Divinópolis. ASSISTA TAMBÉM: Empresários são convidados para capacitação sobre exportações em Divinópolis Empresários são convidados para capacitação sobre exportações em Divinópolis VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Aumento da tarifa de ônibus para R$ 5,20 entra em vigor neste domingo (29) em Natal

Publicado em: 28/03/2026 09:10

Ônibus passa em frente à sede da Prefeitura de Natal Demis Roussos/STTU O aumento da tarifa de ônibus entra em vigor neste domingo (29) em Natal. As passagens vão passar dos atuais R$ 4,90 para R$ 5,20. O reajuste representa uma alta de 6,1%. O decreto que oficializa o aumento, assinado pelo prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil), foi publicado no Diário Oficial do Município na sexta (27). O reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana na quinta-feira (26). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a prefeitura de Natal, o reajuste "levou em consideração critérios técnicos e considerou a necessidade de manutenção do funcionamento do sistema, diante do aumento acumulado dos custos operacionais nos últimos 15 meses". O último reajuste tinha acontecido em dezembro de 2024, quando a tarifa da capital subiu de R$ 4,50 para R$ 4,90. Pacote de gratuidades Segundo a prefeitura, o Conselho de Transporte também aprovou o pacote de gratuidades proposto pelo município, com previsão de tarifa zero aos domingos, gratuidade para estudantes da rede pública estadual até o Ensino Médio e gratuidade um sábado por mês para os centros comerciais do Alecrim e Cidade Alta. O projeto de lei deve ser encaminhado à Câmara Municipal esta semana, informou a prefeitura. A prefeitura anunciou que vai detalhar as medidas nesta sexta-feira (27).

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Ministério das Comunicações injeta R$ 104 milhões para acelerar a inclusão digital no Brasil

Publicado em: 28/03/2026 09:00 Fonte: Tudocelular

O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou o investimento de R$ 104 milhões em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesse sentido, a ideia é que essas atividades foquem em novas tecnologias como 6G, inteligência artificial e computação em nuvem. O destino dos R$ 104 milhões: prioridades do Ministério das Comunicações Em resumo, a ideia do ministério é destinar o valor citado para a realização de projetos estratégicos. No caso, os recursos vêm do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).Execução pelo CPQD Os projetos, então, serão conduzidos pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e têm período de execução entre 2026 e 2028. Com prioridade para 6G, IA e computação em nuvem, a iniciativa busca:Clique aqui para ler mais

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Portal que liga Barra Grande a cidades de outros países é inaugurado no litoral do Piauí; 1º da América Latina

Publicado em: 28/03/2026 08:40

Portal que liga Barra Grande a cidades de outros países é inaugurado no litoral do Piauí; 1º da América Latina Divulgação Um portal que conecta o vilarejo de Barra Grande, em Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, à outros países é inaugurado neste sábado (28). A estrutura com transmissão ao vivo permite a interação entre moradores e turistas com pessoas de diferentes cidades do mundo. Segundo o Governo do Piauí, o portal é o primeiro na América Latina e estará conectado, inicialmente, às cidades de Vilnius, na Lituânia; Lublin, na Polônia; Dublin, na Irlanda; Filadélfia, nos Estados Unidos; e Ipswich, no Reino Unido. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A estrutura, criada pelo projeto Portals – Bridge to a United Planet (Portais – Ponte para um Planeta Unido, em tradução livre), foi instalada no Parque Público Reserva do Portal, localizado na Rua Pontal da Barra, Nº 538. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Secretaria do Turismo do Piauí (Setur), o Parque Público Reserva do Portal conta ainda com playground, área de apoio ao turista, área de monitoramento, área de preservação, praça, acesso à praia, chuveiros públicos e varandas. O valor investido na obra foi de R$ 3,7 milhões. “Estamos criando uma vitrine permanente para o turismo do Piauí, com o objetivo de aumentar a visitação de turistas e a permanência média no estado, fortalecendo o comércio, a rede hoteleira, os bares, restaurantes e serviços turísticos”, declarou o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida. Nos primeiros dias após a instalação do portal, estão previstas atividades culturais com manifestações tradicionais do Piauí. O objetivo é promover o intercâmbio entre povos e aproximar culturas por meio da tecnologia. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Imagens de satélite mostram a evolução das voçorocas de Buriticupu nos últimos sete anos

Publicado em: 28/03/2026 08:13

Imagens de satélite mostram a evolução das voçorocas de Buriticupu nos últimos sete anos Imagens de satélite mostram a dimensão do avanço das voçorocas em Buriticupu, cidade localizada a 415 km de São Luís nos últimos sete anos (veja as imagens acima). O fenômeno, que já causou mortes, destruiu dezenas de residências e afeta diariamente a rotina de centenas de moradores, persiste há mais de três décadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp 🛰️ As imagens obtidas pelo g1 foram geradas por satélites da Planet, empresa norte-americana do setor, e processadas pela SCCON, empresa brasileira de tecnologia geoespacial. Os equipamentos geram alertas e identificam mudanças em áreas desmatadas, deslizamentos de terra e outros fenômenos, como as voçorocas. Ao todo, o município conta com 33 voçorocas catalogadas, algumas com mais de 600 metros de extensão e 80 metros de profundidade. Em mais de 30 anos, o fenômeno já causou a morte de sete pessoas e afetou a vida de 360 famílias que, em muitos casos, precisaram deixar suas casas. O monitoramento foi feito entre os anos de 2019 e 2025. Dentro de um círculo vermelho, é possível observar o aumento das voçorocas ao longo dos anos, especialmente entre 2023 e 2025, período em que o município passou a ser conhecido como a “cidade das crateras gigantes”. Cidade das crateras gigantes: em quatro décadas, 33 voçorocas já provocaram sete mortes e afetaram mais de 360 famílias em Buriticupu Ao g1, o geólogo e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marcelino Farias, explicou que a erosão observada nas imagens avança em razão da instabilização das paredes das voçorocas, provocada pela retenção de umidade causada pelo esgoto e pelo aumento do fluxo de água pluvial. “É possível observar que a erosão cresce mediante a instabilização dos taludes, ou ‘paredes’ das voçorocas, a partir da retenção de umidade pela deposição de esgoto, supressão da vegetação e aumento do fluxo de água pluvial. O aumento do fluxo de água se dá devido ao crescimento da cidade e à impermeabilização das ruas, sem drenagem ou com drenagem inadequada”, explicou. Entenda ponto a ponto a crise das voçorocas que avançam há décadas em cidade do Maranhão Ao longo dos anos, outro ponto que chama atenção nas imagens é a perda da vegetação nativa ao redor dos paredões. Segundo o geólogo, isso acontece em razão do rápido crescimento urbano, o que contribui para a intensificação dos focos de erosão. “A cobertura vegetal tem mudado muito ao longo dos anos no entorno da cidade por causa do rápido crescimento urbano. A retirada dessa cobertura resulta na perda da camada de raízes, que dificulta a erosão, além de reduzir a infiltração da água no solo, aumentando o escoamento superficial, o que favorece o surgimento e a intensificação de focos erosivos”, explicou o professor ao g1. O monitoramento Evolução das voçorocas de Buriticupu ao longo dos anos PlanetScope via SCCON As imagens fazem parte de um monitoramento realizado pelo Programa Brasil MAIS, que conta com mais de 100 satélites responsáveis por acompanhar cerca de 8,5 milhões de km², incluindo o território brasileiro. As imagens ajudam órgãos públicos e empresas privadas a mapear áreas de risco. Os satélites responsáveis pela captação das imagens estão em órbita a cerca de 550 quilômetros da Terra e possuem sensores capazes de captar sinais que geram imagens em alta resolução, possibilitando uma análise detalhada da situação. Como a Terra gira em torno do próprio eixo, é possível obter imagens de toda a superfície terrestre diariamente, ao longo de todo o ano. Se você quiser, eu também posso fazer uma versão mais “redonda” de reportagem especial, porque esse texto tem cara de matéria de destaque e dá pra deixá-lo mais forte no lide e na transição entre os blocos. O que são as voçorocas? Voçorocas em Buriticupu (MA): primeiras erosões começaram a se formar há 30 a 40 anos Reprodução/TV Globo Com o início do período chuvoso no Maranhão, as voçorocas ficam ainda mais vulneráveis. Isso porque a chuva e o relevo ondulado da região favorecem o avanço das erosões. ➡️ As voçorocas são fenômenos geológicos que surgem como fendas no solo, geralmente provocadas pela água da chuva. Se nada for feito para conter, uma erosão pode evoluir até atingir o lençol freático, tornando-se uma voçoroca. ⚠️ Esses processos são acelerados pela ação da chuva e pelas enxurradas em áreas com solo sem cobertura vegetal. As crateras se formaram a partir da rápida expansão urbana e como consequência do desmatamento da vegetação nativa em áreas de alta declividade, somado à falta de planejamento no crescimento da cidade. “O que tem feito essas erosões aumentarem consideravelmente é o crescimento urbano sem planejamento. Não há um Plano Diretor que contemple essas mudanças urbanas e as ruas pavimentadas não contam com drenagem. Por isso, no período chuvoso, toda rua vira um rio e essa água é encaminhada para uma encosta que vira uma voçoroca”, explica Marcelino Farias, professor do curso de Geografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Voçorocas em Buriticupu (MA): primeiras erosões começaram a se formar há 30 a 40 anos Reprodução/TV Globo O que pode ser feito? O surgimento de novas crateras pode ser prevenido para evitar tragédias de maiores proporções. Ao g1, o professor Fernando Bezerra, do programa de pós-graduação em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), explica que é necessário investir na proteção do solo com cobertura vegetal. Para ele, é fundamental preservar a vegetação em áreas próximas às encostas e nascentes de rios, além de evitar queimadas e desmatamento. “A população que vive em torno das cabeceiras das voçorocas precisa ser retirada para evitar novas tragédias. Também é necessário desviar os fluxos de água que chegam às cabeceiras das erosões, investir no plantio de espécies arbóreas nas bordas e no interior das crateras e aplicar técnicas de bioengenharia de solos”, explicou o professor. Desmatamento causou crateras que ameaçam 'engolir' casas no MA Kayan Albertin/g1

Palavras-chave: tecnologia

Inteligência Artificial atua como 'olho invisível' ao auxiliar cientista brasileiro em pesquisa para identificar molécula que destrói células cancerígenas

Publicado em: 28/03/2026 08:00

IA ajuda cientista formado em Catanduva a desenvolve pesquisa de combate ao câncer A Inteligência Artificial (IA) em uma plataforma experimental foi decisiva para a descoberta feita por um cientista brasileiro ao desenvolver uma pesquisa para identificar uma molécula que destrói células cancerígenas. Formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), no interior de São Paulo, José Emilio Fehr Pereira Lopes, de 63 anos, desempenhou o trabalho junto à Harvard Medical School. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Os estudos começaram em 2009, quando José Emilio e uma equipe de cientistas passaram a analisar uma molécula descrita pelo imunologista Elieser Flescher, da Universidade de Tel Aviv, em Israel. Conforme José Emilio, a IA passou a ser considerada um “olho invisível”, capaz de fazer os especialistas enxergarem o que antes demoraria anos para ser compreendido. “A IA funciona como um sistema que analisa milhões de possibilidades ao mesmo tempo. Ela identifica padrões invisíveis, encontra vulnerabilidades das células cancerígenas e ajuda a direcionar a estratégia com muito mais precisão”, explica o cientista. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina em Catanduva (SP) Arquivo pessoal O trabalho foi desempenhado com um conceito da biologia tumoral, que apontou que células cancerígenas produzem energia diferente das células saudáveis do corpo humano. Com a união entre engenharia molecular, bioenergia celular e modelagem computacional, Pereira Lopes juntamente com a tutoria do cientista brasileiro José Alexandre Marzagão Barbuto e do Assistente em medicina Arthur Cesar Azevedo Menezes, encontraram uma forma de desenvolver a molécula agindo contra o câncer de forma seletiva. “No nosso caso, a IA ajudou a entender como levar a molécula certa até o lugar certo dentro da célula. Não basta ter uma boa droga, ela precisa chegar viva, protegida e ativa até o alvo. Muitas moléculas são destruídas antes mesmo de chegar às células, pois o organismo, para se proteger, acaba reconhecendo esses possíveis medicamentos como algo invasor”, explica Pereira Lopes. José Emilio e outros cientistas desenvolveram a molécula sintética chamada A14, nomeada pelos pesquisadores como biointeligente. O composto molecular foi feito para reconhecer as características das células tumorais e eliminar os mecanismos que sustentam o seu desenvolvimento. Cientista brasileiro, formado em Catanduva (SP), desenvolve pesquisa oncológica Arquivo Pessoal “A inteligência artificial nos ajudou a escolher e ajustar carreadores como o chamado ‘pacotinho de açúcar’, que funciona como uma espécie de ‘cápsula inteligente’, protegendo a molécula no caminho e liberando-a no momento ideal”, explica. Initial plugin text Utilização de açúcar A técnica representa uma abordagem benéfica e promissora na oncologia e foi testada durante anos em diferentes sistemas de transporte e formulações químicas. Ao longo do trabalho, os cientistas perceberam que as células cancerígenas têm uma “assinatura” diferente, pois consomem mais açúcar do que as células normais e precisam de muita energia para crescer. “A IA consegue identificar esses padrões, como se fossem, por exemplo, ‘cores metabólicas’ diferentes, e usar essa informação para guiar a molécula até essas células. É como se o sistema soubesse exatamente onde está o alvo e enviasse o tratamento direto para ele”, pontua José Emilio. José Emilio Fehr Pereira Lopes é formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) Arquivo Pessoal LEIA MAIS: Grafiteiro usa psicologia das cores para transformar muros de cidade em experiência sensorial Publicitária descobre Síndrome de Sjögren dez anos após ter inchaço no rosto Comida di Buteco desafia 22 bares do noroeste de SP a reinventarem petiscos com verduras Próximo passo Com grande parte da pesquisa concluída, o próximo passo é aumentar a precisão do estudo e buscar resultados cada vez mais rápidos e efetivos. Para ser submetida ao Food and Drug Administration (FDA), a molécula continua sendo acompanhada pelos cientistas. Ainda segundo Pereira Lopes, outro desafio agora é encontrar empresas que se interessem em participar desse trabalho como investidoras. “A tecnologia já mostrou um potencial muito forte, agora o objetivo é transformá-la em uma solução real para pacientes. Ressaltando que dependerá de muito investimento para terminar todos os testes antes de ser levado ao FDA para autorização dos testes clínicos em humanos. Por isso, buscamos empresas que se interessem em participar”, finaliza. Faculdade de Medicina de Catanduva (SP) UNIFIPA/Divulgação Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Agricultores do AP recebem R$ 26 milhões para combater praga da mandioca e garantir alimentos

Publicado em: 28/03/2026 08:00

Governo Federal anuncia R$ 26 milhões em investimentos para o Amapá A praga da mandioca tem afetado agricultores do Amapá, prejudicando a economia e a produção de alimentos básicos consumidos por famílias em áreas tradicionais do Estado há pelo menos dois anos. O fungo já destruiu várias plantações e comprometeu a produção de alimentos essenciais da região Norte, como farinha e mandioca. Povos indígenas, principais produtores, estão entre os mais afetados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Desde a detecção da praga, foram criadas barreiras fitossanitárias e iniciados estudos para conter a proliferação. Nesta quinta-feira (26), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou o envio de R$ 26 milhões ao Amapá. Os recursos serão usados em assistência técnica para povos indígenas, ações emergenciais contra a praga e projetos de incentivo às chamadas florestas produtivas. A proposta busca unir produção agrícola e preservação ambiental. Segundo Camilo Capiberibe, presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), uma das medidas prevê o reflorestamento das áreas atingidas e o estudo de novas culturas. “É fundamental garantir comida na mesa do agricultor, que hoje enfrenta dificuldades e depende de cestas básicas. Ao mesmo tempo, é preciso diversificar a produção”, disse Camilo. Municípios do Amapá onde a doença foi detectada: Oiapoque Tartarugalzinho Ferreira Gomes Pedra Branca do Amapari Ferreira Gomes Calçoene Leia mais sobre a Praga da Mandioca: Praga da mandioca: barreiras fitossanitárias são montadas nos municípios atingidos no AP Aplicativo gratuito ajuda agricultores do Amapá a combater praga em lavouras de mandioca Produtores indígenas de Oiapoque recebem tecnologia para combater praga da mandioca Os investimentos serão aplicados ao longo de dois anos. Segundo o ministro Paulo Teixeira, a meta é não apenas conter a crise, mas criar um modelo agrícola sustentável para o futuro. “Com esses recursos, vamos orientar a substituição por espécies mais resistentes e o descanso das áreas, para evitar a disseminação do fungo no Amapá”, explicou Teixeira. Os investimentos devem beneficiar 950 famílias atendidas pela Anater no Amapá. A ação faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o apoio à agricultura familiar e enfrentar desafios sanitários. Praga da mandioca 'Vassoura de Bruxa' atinge o Amapá há pelo menos dois anos GEA/divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Pré-candidato ao governo do RN, Allyson Bezerra renuncia à prefeitura de Mossoró; vice assume

Publicado em: 28/03/2026 07:30

Marcos Medeiros assume prefeitura de Mossoró Reprodução/Inter TV Costa Branca Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) renunciou nesta sexta-feira (27) ao cargo de prefeito de Mossoró. Com isso, o vice dele, Marcos Medeiros, (Republicanos) assume o Poder Executivo municipal. O documento que marca a saída do gestor foi lido durante a tarde na Câmara Municipal de Mossoró. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Allyson Bezerra não compareceu pessoalmente ao Palácio Rodolfo Fernandes para a leitura. O texto foi lido na íntegra pelo primeiro-secretário da Casa Legislativa. Na carta, o agora ex-prefeito agradeceu à população mossoroense e aos servidores municipais pelo período em que esteve à frente do Executivo. Allyson Bezerra confirma pré-candidatura ao governo estadual Ele afirmou que entrega o comando da cidade a um "prefeito preparado e amigo", e que dará continuidade ao legado construído construído por ele. Allyson Bezerra confirmou que deixa a prefeitura para se colocar à disposição como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Ele teve a pré-candidatura confirmada no início de fevereiro. Após a leitura do termo de renúncia, o presidente da Câmara, vereador Genilson Alves, convocou o vice-prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) para assumir a cadeira principal. Ele toma posse do cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2028. Marcos Medeiros tem 50 anos, é servidor público, formado em gestão pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e foi eleito vice-prefeito na chapa com Allyson em 2024, tendo 78% dos votos. No início da noite, o vice-prefeito fez o discurso e o juramento à população mossoroense, dizendo estar pronto para assumir a responsabilidade.

Palavras-chave: câmara municipal

Aurora boreal: o que é o fenômeno flagrado por Anitta e Bela Gil na Finlândia

Publicado em: 28/03/2026 06:22

Anitta posa sob as luzes da aurora boreal na Finlândia Divulgação/Instagram Anitta e Bela Gil divulgaram na sexta-feira (27) fotos com o resultado de uma "caçada" pela aurora boreal na Finlândia. Em viagem pelo país, a dupla conseguiu visualizar o fenômeno natural. A aurora boreal costuma acontecer em regiões polares, nos extremos do planeta. A aurora boreal é formada a partir de uma erupção solar que envia partículas carregadas de luz e energia para a Terra. Essas partículas interagem então com a atmosfera, gerando as luzes nas cores verde e vermelha, principalmente. Aurora boreal: um espetáculo visto do espaço A chamada aurora boreal costuma aparecer com mais frequência à noite ou no fim da tarde, e pode ser observada a olho nu. O fenômeno costuma aparecer mais frequentemente na Islândia. Em condições normais, a aurora acontece porque partículas carregadas de luz e energia são empurradas para a Terra em uma erupção solar. Essas partículas interagem então com a atmosfera, gerando as luzes nas cores verde e vermelha, principalmente. É considerado raro o surgimento da aurora austral, nome dado para o mesmo fenômeno, mas quando acontece no Hemisfério Sul. Apesar de bonitos, eventos como esse podem causar interferências na tecnologia e nos sistemas de comunicação se forem fortes o suficiente. Anitta posa sob as luzes da aurora boreal na Finlândia Reprodução/Instagram

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Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp

Publicado em: 28/03/2026 06:00

Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Acesso controlado, normas rígidas para transporte de micro-organismos de alto risco e protocolos de descontaminação. Para ser classificada com nível de biossegurança 3 (NB-3), uma estrutura como o Laboratório de Virologia da Unicamp, que teve amostras de vírus furtadas, precisa atender a uma série de exigências. Ao todo, existem quatro níveis de biossegurança, do NB-1 ao NB-4. O Brasil, no entanto, opera apenas até o nível 3. No Brasil, há laboratórios NB-3 distribuídos em diferentes regiões, como em Campinas, incluindo unidades da Unicamp; na Universidade de São Paulo (USP); no Rio de Janeiro, na Fiocruz; e em Belém (PA), no Instituto Evandro Chagas (IEC). O NB-4, considerado o mais alto grau de contenção, está em construção no país, em Campinas, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Possuir um laboratório de biossegurança máxima (NB-4) oferece condições ao país de monitorar, isolar e pesquisar os agentes biológicos para desenvolver métodos de diagnóstico, vacinas e tratamentos. No mundo, estruturas como essa são as responsáveis por análises e estudos de vírus como o Ebola, por exemplo, que são mais perigosos que o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. 🧪 Nesta reportagem, o g1 consultou as resoluções normativas e um especialista para explicar o que é um laboratório NB-3, como ele funciona, as regras e sua importância para a ciência. Níveis de biossegurança Nível de biossegurança 1 (NB-1): é o nível básico de contenção voltado para o trabalho com microrganismos conhecidos por não causarem doenças em adultos saudáveis, apresentando risco mínimo. ⚠️ O trabalho é feito em bancadas abertas usando práticas padrão de microbiologia, e a única barreira secundária exigida é uma pia para lavagem das mãos. Nível de biossegurança 2 (NB-2): aplicável a laboratórios que lidam com um espectro de agentes de risco moderado associados a doenças humanas de gravidade variável. ⚠️ Exige, além das práticas de NB-1, treinamento específico, acesso limitado, precauções extremas com objetos cortantes e o uso de Cabines de Segurança Biológica (CSB) para procedimentos que gerem aerossóis ou borrifos. Nível de biossegurança 3 (NB-3): destinado ao trabalho com agentes nativos ou exóticos que possuem potencial de transmissão por via respiratória (aerossóis) e podem causar infecções sérias ou fatais. ⚠️ Enfatiza barreiras primárias e secundárias, exigindo que todas as manipulações ocorram em cabines de segurança e que o laboratório possua fluxo de ar negativo unidirecional, sem recirculação para outras áreas. Nível de biossegurança 4 (NB-4): representa o nível máximo de contenção para agentes exóticos perigosos que oferecem alto risco de doenças fatais, transmissão por aerossóis e para os quais não existem vacinas ou tratamentos. ⚠️ Requer o isolamento completo do pessoal por meio de cabines de segurança classe III ou macacões de pressão positiva, em instalações isoladas com sistemas de ventilação e gerenciamento de resíduos altamente especializados 🔬 Como funciona o NB-3 O que é: É uma instalação de contenção projetada para o manejo seguro de micro-organismos. O objetivo é garantir a proteção do pesquisador e do meio ambiente contra agentes que possuam alto risco de agravo à saúde, mas baixo ou moderado risco de disseminação. Exemplo de agentes da classe de risco 3: Bacillus anthracis, bactéria causadora da doença infecciosa conhecida como antraz, e vírus da imunodeficiência humana (HIV) -- a depender da carga viral. Para que serve: O laboratório é uma barreira de segurança para pesquisas, ensino, desenvolvimento tecnológico e produção em pequena ou grande escala envolvendo micro-organismos. É necessário para a criação de vacinas e medicamentos. "Para você fazer qualquer estudo, seja de vacina ou medicamento, você precisa ser capaz de propagar esse vírus de forma contida. Isso é feito com segurança no NB-3", explica Luis Lamberti, coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP). O professor da FMRP destaca que micro-organismos estudados em estruturas com NB-3 são aqueles que oferecem risco biológico, que podem causar algum tipo de doença, e para os quais ainda não existe uma vacina, ou que não são tão comuns naquele ambiente. "O vírus da dengue, por exemplo, a gente não usa o NB-3, porque ele já está em nosso ambiente. Mas o coronavírus, quando surgiu, não tinha vacina, causava uma doença grave, por muito tempo foi um vírus de classe 3. Essas classificações são dinâmicas", diz Lamberti. 🦠 O especialista usa a manipulação do vírus HIV para explicar a dinâmica dos trabalhos dentro dos diferentes níveis de biossegurança. "O HIV é um vírus patogênico de classe 3, a gente quer evitar que as pessoas se contaminem. Mas manipular sangue de um paciente HIV positivo, não precisa ser no NB-3. Você faz isso no NB-2, porque a carga viral é baixa, não é fácil de se infectar. Agora, quando a gente vai fazer um estudo para HIV, a gente tem que produzir o HIV, e aí a quantidade de vírus é alta. Aí precisa ser no NB-3". Lamberti detalha que o mesmo ocorre com vírus como o H1N1, que estava entre as amostras furtadas da Unicamp. LEIA TAMBÉM Pesquisadora investigada por furto de vírus descartou amostras em laboratório após busca da PF em sua casa, diz delegado Furto de vírus da Unicamp: câmera flagrou marido de pesquisadora saindo de laboratório com caixas, diz PF Laboratório de Virologia do instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Exigências técnicas Segundo a Resolução Normativa nº 18, do CTNBio, as principais exigências para um laboratório NB-3 são: 🧫 Infraestrutura e contenção física Isolamento: As instalações do NB-3 devem ter separação física de outras áreas de trânsito livre ou corredores. Acesso controlado: A entrada para o laboratório deve ser feita por meio de um sistema de dupla porta, incluindo uma antessala para troca de roupas e dispositivos de acesso em duas etapas. Superfícies e mobiliário: Paredes, tetos e pisos devem ser resistentes à água, selados e lisos para facilitar a limpeza. O mobiliário deve ser rígido e as janelas lacradas com vidros duplos de segurança. Equipamentos de proteção: Toda manipulação de risco deve ocorrer obrigatoriamente dentro de cabines de segurança biológica, que funcionam como uma barreira física e de fluxo de ar, que protegem o material manipulado, o ambiente e o operador. 😷 Sistema de ventilação e ar Pressão negativa do ar: é um sistema de ventilação em que o ar sempre flui para dentro do ambiente, impedindo que os contaminantes escapem para áreas externas. Filtragem do ar: Todo o ar que sai do laboratório deve passar por filtros capazes de capturar vírus, bactérias, fungos, poeira fina e aerossóis antes de ser eliminado para o exterior ou recirculado. Esses filtros são conhecidos como HEPA (High Efficiency Particulate Air, ou filtro de ar de alta eficiência para partículas, em português). ☣️ Gestão de resíduos e descontaminação Autoclave de barreira: É obrigatória a presença de uma autoclave de dupla porta no interior das instalações para a descontaminação de resíduos. O equipamento esteriliza materiais por meio de vapor de água sob alta temperatura e pressão. Resíduos líquidos: Todos os líquidos gerados na estrutura devem passar por tratamento em caixas de contenção antes de serem liberados no sistema sanitário. Higiene: Deve haver um sistema de descontaminação das mãos próximo à saída. Ralos são proibidos ou devem possuir dispositivos de fechamento. 🥼 Procedimentos e equipe Roupas e equipamentos de proteção individual (EPI): Obrigatório o uso de uniforme completo específico, que deve ser descontaminado antes de ir para a lavanderia ou descarte. É exigido o uso de máscaras faciais ou respiradores. Treinamento e saúde: A equipe que utiliza o NB-3 deve ter treinamento específico em agentes de Classe 3 e supervisão constante. Exames médicos anuais são obrigatórios. Transporte: Qualquer material biológico com capacidade de propagação só pode sair se estiver em embalagem apropriada. Regras para transporte A resolução normativa nº 26, também da CTNBio, define as diretrizes obrigatórias para o transporte desses agentes. No caso de materiais de classes 2 e 3, as regras envolvem autorização expressa e embalagens específicas. A retirada das amostras sem autorização do laboratório da Unicamp, entre elas dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, além de outros vírus humanos e suínos, representa um claro descumprimento dessas regras. Para o transporte de micro-organismos dessas classes, a CTNBio precisa emitir uma autorização prévia, com informações sobre destino, quantidade e condições da embalagem, além da anuência expressa da instituição de destino. 🧰 Dupla embalagem obrigatória: segundo a norma, devem ser utilizados, no mínimo, dois recipientes, um interno e um externo, que ofereçam resistência durante o transporte. ☣️ Símbolos obrigatórios: a embalagem deve conter o símbolo universal de "risco biológico" e, se pertinente, o de "frágil". ⚠️ Mensagem de alerta: O conteúdo deve apresentar, obrigatoriamente, a frase: "O acesso a este conteúdo é restrito à equipe técnica devidamente capacitada". 📞 Informações de contato: O recipiente externo deve exibir nome, endereço e telefone de quem envia e de quem vai receber. Professor de Biologia Celular, Luis Lamberti explica que, por conta de tantas etapas de segurança e normas, um caso como o registrado na Unicamp só ocorreu porque envolvia pessoas com acesso a áreas restritas e conhecimento técnico para manipulação das amostras. "É quase impossível uma pessoa de fora fazer isso. Não é tão fácil. Era preciso ter acesso, saber exatamente onde estava e pegar. E transportar corretamente, com gelo seco. Se você pegar e deixar uma amostra no sol, esses vírus vão morrer. É preciso conhecimento técnico", ressalta. LEIA TAMBÉM Câmeras registraram retirada de vírus de laboratório da Unicamp; veja cronologia do caso Furto de vírus na Unicamp: H1N1 estava entre amostras levadas de laboratório Entenda em vídeo a distância percorrida por material biológico dentro da universidade Unicamp aciona Polícia Federal e interdita laboratórios após furto de material de pesquisa Professora da Unicamp investigada por furto de vírus estuda vacinas e doenças em animais Sociedade Brasileira de Virologia acompanha investigação e reforça confiança em protocolos de segurança científica Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada (NB-2 e NB-3) do Instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 'Investimento necessário' O especialista ressalta que a construção de um laboratório NB-3 representa um investimento caro, desde a estrutura física, que conta, entre outras coisas, com sistemas de ar que precisam ser trocados com regularidade, equipamentos importados, treinamento de equipes e materias de segurança. 🔬 Mas um equipamento desse porte é essencial para a ciência e resposta diante de emergência sanitárias, como foi o caso da Covid-19. "Não tem como a gente fazer uma vacina pra um vírus se você não tem um estoque desse vírus. Na pandemia, quando o pessoal conseguiu isolar o coronavírus e replicar ele, a gente conseguiu o vírus para testar, entender como ele agia", disse. Segundo Lamberti, manter vírus e outros micro-organismos armazenados em estruturas seguras é necessário para o enfrentamento de doenças, inclusive de algumas erradicadas. LEIA TAMBÉM De roupa inflável a banho químico: conheça protocolos de segurança no 1º laboratório do Brasil para estudar vírus mais letais do mundo Como brinquedos infantis serão usados para treinar cientistas no 1º laboratório do Brasil de biossegurança máxima "O vírus da varíola está erradicado, a gente não tem mais ele circulando. Mas há um local que esse vírus está estocado, porque se um dia ele voltar a circular, a gente consegue produzir uma vacina. Por isso a gente tem que ter os nossos bancos, precisamos ter isso aqui", enfatiza. Como Orion vai garantir segurança para estudar vírus e bactérias altamente perigosos Investigação e prisão de pesquisadora A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais. No dia 23 de março, a PF cumpriu mandados em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos. Todos os laboratórios da faculdade ficaram temporariamente interditados durante a ação. A Polícia Federal localizou as amostras espalhadas em três locais diferentes: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA): foram encontradas diversas caixas com amostras dentro de tubetes em um freezer lacrado. Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia): foram localizados tubetes manipulados e abertos no espaço reservado a Soledad dentro do freezer de outra professora. Próximo ao refrigerador, havia material descartado que provavelmente já havia passado por autoclave. Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia): uma grande quantidade de frascos descartados foi localizada em uma lixeira. Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), depois que a Polícia Federal encontrou as amostras virais em laboratórios da universidade aos quais a professora conseguiu acesso com o consentimento de outros pesquisadores. A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava os laboratórios do Instituto de Biologia por não possuir estrutura própria. A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (25) que o marido da professora, Michael Edward Miller, também é investigado por suspeita de envolvimento no furto de amostras de vírus de um laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp. Michael Miller é médico veterinário e faz doutorado em Genética e Biologia Molecular na universidade. A corporação não informou quais são as suspeitas sobre ele. O g1 tenta localizar a defesa dele. Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp Estevão Mamédio/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA

Publicado em: 28/03/2026 05:01

Formado em escola pública do CE, jovem comemora conquista de bolsa milionária nos EUA. As mãos tremendo e as exclamações de “Meu Deus” marcaram o momento em que o jovem Vinícius Felix Nascimento, de 19 anos, conferiu a aprovação na Williams College, universidade em Massachusetts, nos Estados Unidos. Nascido em São Paulo, mas criado no Ceará, o jovem conquistou uma bolsa milionária em uma instituição que figura em listas como uma das melhores na “terra do Tio Sam”. Em 2025, a Williams College foi considerada uma das dez melhores universidades dos Estados Unidos, segundo a Forbes. “O meu objetivo de ir para uma universidade de elite como a Williams College é abrir oportunidade, abrir caminho para que nós do Brasil, para que a gente represente, no caso, jovens latino-americanos, jovens de países do sul global, possam ter a possibilidade de transformar a comunidade deles através da tecnologia e participar desse diálogo global, para que a gente não fique à escória do mapa”, explicou o jovem. Em 2020, quando tinha 13 anos, Vinícius criou o Instituto Terra Alien, um canal de Youtube que virou uma ONG com o objetivo de ampliar o acesso à ciência e a oportunidades educacionais para outros estudantes. Ele disse que a atuação do instituto já chegou a dez países, principalmente os lusófonos do continente africano. “Eu sempre fui muito engajado com questões sociais. Eu tenho participado de muitos projetos sociais. Eu realmente gosto de doar o meu tempo para o próximo, acho que isso faz um mundo cada vez melhor”, declarou o jovem. Vinícius nasceu em São Paulo (estado natal da mãe dele), mas ainda nos primeiros anos de vida se mudou com pai e mãe para a Paraíba (onde o pai nasceu). Lá, o divórcio dos pais fez com que ele continuasse com a mãe e se mudasse para o Ceará. Os dois foram morar em Paraipaba, na região metropolitana de Fortaleza, com cerca de 32 mil habitantes. O jovem cresceu no distrito de Boa Vista, zona rural do município, onde mora a família materna. Ele estudou na Escola de Ensino Profissionalizante (EEEP) Flávio Gomes Granjeiro, no mesmo município, onde cursou técnico em informática. Filho de costureira, a família não teria condições de pagar os altos custos de uma graduação internacional. “É questão de você gastar dois milhões de reais por uma graduação completa e eu não tinha esse valor nunca na minha vida”, disse o jovem. “Então, eles cobrem absolutamente tudo. Eles vão cobrir dormitório, alimentação, uma viagem por ano de volta para o Brasil para visitar os familiares. Eles vão me dar todo o suporte necessário para que eu possa completar minha graduação”, agradeceu o estudante. A bolsa conquistada por Vinícius cobre todos os custos durante os quatro anos de graduação na Williams — com a possibilidade ainda de estudar durante um ano no Reino Unido. “Vou para o exterior fazer um ano. Eles dão a possibilidade de você também fazer um ano em Oxford ou Cambridge, que são as melhores universidades do mundo”, destacou o jovem. Ano sabático Vinícius se formou, em 2024, em uma escola pública da rede estadual do Ceará. Arquivo pessoal Vinícius concluiu o ensino médio em 2024. Depois, ele decidiu tirar um ano sabático para focar na aprovação em alguma universidade estadunidense. Ele até conseguiu uma vaga na graduação em engenharia de software da Universidade Federal do Ceará (UFC), mas recusou, com o objetivo de focar no aceite internacional. Ele, inclusive, precisou focar intensamente em aprender inglês — idioma que ele não falava quando surgiu o interesse em estudar fora. Durante o ano sabático, Vinícius decidiu fazer o Enem novamente. Com isso, conseguiu uma vaga na Universidade Federal de São Carlos, em Sorocaba (SP), já que não tinha certeza sobre a aprovação na instituição internacional. Ele se mudou para São Paulo devido às aulas. Vinícius explicou que, na Williams, é possível estudar mais de uma área ao mesmo tempo. Ele pretende focar em ciências da computação, mas também estudar economia e política. A viagem para os Estados Unidos, no entanto, não tem uma data exata. Ele sabe apenas que deve acontecer em agosto, uma vez que as aulas começam em setembro. A Williams College vai pagar todo o deslocamento. Impacto social Desde criança, Vinícius demonstrou interesse em participar de projetos sociais. Arquivo pessoal As vivências e experiências de Vinícius na zona rural de Paraipaba começaram a inspirá-lo a buscar mudanças sociais ainda cedo. Enxergando a ausência de possibilidades para ele e amigos, além do sofrimento da mãe, que adquiriu problemas de saúde em um antigo emprego, o jovem decidiu se movimentar em busca de melhorias. “Eu fui exposto a esse ambiente, de luta, de garra, e fui crescendo com essa perspectiva. Eu fui aprendendo com a vivência de colegas, com a minha própria vivência e fui percebendo que se nós não agimos por nós, quem lutará por nós no futuro?”, questionou o jovem. Em 2024, surgiu um novo projeto no instituto criado por ele: o “Code 4 Causes”. “Essa organização foca em dar possibilidade para jovens que estão interessados em ingressar na área de tecnologia. Então, eles vão ter acesso a aulas relacionadas à tecnologia: como criar um site, como hospedar um site, etc., e toda a segurança, questão estética do site, e depois a gente conecta eles com organizações sem fins lucrativos entre educativos que não têm site, para que possam causar mais impacto social na sua área específica”, explicou. Durante o ano sabático, Vinícius participou também de uma formação ofertada pelo Watson Institute, uma organização de Nova York. “Eu fui exposto a diversas pessoas do sul global que tiveram situações parecidas com a minha, de extrema pobreza, de falta de acesso a oportunidades”, comentou. A intenção de Vinícius, para o futuro, é unir as duas principais áreas de interesse dele: a tecnologia e a mudança social. “A gente como jovens, como pessoas de tecnologia, precisa se assegurar que nós estamos defendendo o nosso povo, que a gente está fazendo com que o nosso povo faça parte do processo e não seja discriminado no futuro”, declarou o jovem. “Então eu acredito que Williams, ela traz muito daquilo que eu acredito, muito dessa questão de usar aquilo que eu aprendo para o impacto social, que é o que eu venho trazendo desde quando eu era criança”, reforçou. Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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