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Cidade goiana abre inscrições para concursos com salários de até R$ 13,5 mil

Publicado em: 24/05/2026 07:51

prefeitura e Câmara Municipal de Faina abre inscrições para concursos com salários de até R$ 13,5 mil Reprodução/Google Maps A Prefeitura e a Câmara Municipal de Faina, município no noroeste de Goiás, abriram inscrições para o concurso que vai selecionar 66 novos servidores para cargos cujos salários variam entre R$ 1.621,00 e R$ 13.530,00. As vagas são destinadas para profissionais de nível fundamental, médio e superior. As inscrições estão abertas até o dia 22 de junho. A banca responsável pelo concurso é a Itame Consultoria e Concursos e as inscrições podem ser feitas aqui. Entre os cargos disponíveis no edital estão motorista, pedreiro, agente administrativo, técnico em enfermagem, farmacêutico, fonoaudiólogo e médico (confira a lista completa ao final do texto). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A prova está prevista para o dia 16 de agosto de 2026, podendo ser realizada também no dia 15, a depender da quantidade de inscritos. O resultado final do concurso está marcado para novembro. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: Ministério Público de Goiás lança edital de concurso com salários de R$ 11,8 mil Candidato é preso suspeito de fotografar prova de concurso de auditor fiscal e receber respostas do ChatGPT pelo celular, em Goiás Concurso da Câmara de Goiânia: Entenda por que secretaria vinculada ao TCM recomenda suspensão de parte da seleção Os valores da inscrição são de R$ 80 para os cargos de nível fundamental, R$ 90 para cargos de nível médio e R$ 150 para cargos de nível superior. Confira a relação de cargos e vagas disponíveis no edital: Prefeitura de Faina Nível Fundamental Coveiro - 2 vagas Motorista de Ambulância - 2 vagas Motorista de Veículo Pesado - 2 vagas Operador de Máquinas Pesadas - 2 vagas Pedreiro - 2 vagas Porteiro/ Vigia/ Zelador - 2 vagas Serviços Gerais - 12 vagas Nível Médio Agente Administrativo - 4 vagas Encanador - 2 vagas Fiscal de Vigilância Sanitária - 1 vaga Técnico em Enfermagem - 3 vagas Técnico em Raio - X - 2 vagas Nível Superior Assistente Social - 1 vaga Enfermeiro - 2 vagas Enfermeiro (Plantonista) - 3 vagas Farmacêutico/ Bioquímico - 1 vaga Fisioterapeuta - 1 vaga Fonoaudiólogo - 1 vaga Médico Plantonista - 3 vagas Médico PSF - 2 vagas Nutricionista - 1 vaga Odontólogo - 2 vagas Professor(a) - Pedagogo - 5 vagas Psicólogo - 1 vaga Psicopedagogo - 1 vaga Terapeuta Ocupacional - 1 vaga Câmara Municipal Nível Médio Técnico em Controle Interno - 1 vaga Técnico em Tecnologia da Informação - 1 vaga Técnico Legislativo - 3 vagas 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Cafés especiais do interior de SP conquistam prêmios e mercado consumidor

Publicado em: 24/05/2026 07:30

Interior de SP une tradição e tecnologia e se destaca na produção de cafés especiais TV TEM/Reprodução O cheiro de café passado ainda faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas antes de chegar à xícara, a bebida percorre um longo caminho no campo. No interior de São Paulo, cidades como Torrinha (SP) e Garça (SP) se destacam na produção de cafés especiais, unindo tradição familiar, investimento em tecnologia e foco na qualidade para conquistar um mercado consumidor cada vez mais exigente. Em Torrinha, na região da Cuesta Paulista, produtores apostam em técnicas de seleção de grãos e processos de torra diferenciados para agregar valor ao produto. Segundo o Sindicato Rural, a cidade tem mais de 290 produtores, e o clima e a altitude favorecem o cultivo do café arábica, uma das variedades mais apreciadas. O investimento em qualidade foi impulsionado pela mudança no perfil do consumidor, que passou a buscar mais informações sobre a origem e as características do café. Como resultado, o café produzido em Torrinha já conquistou prêmios e recebeu o selo de indicação geográfica do Ministério da Agricultura. Outra cidade que é referência no setor é Garça (SP), considerada um dos principais polos cafeeiros do estado. A região, que concentra até 13% de toda a produção paulista, também tem investido em tecnologia para aumentar a produtividade. Máquinas e sistemas com GPS auxiliam no plantio e mecanizam etapas da colheita, reduzindo a necessidade de mão de obra. Além disso, os produtores afirmam que estão adaptando os métodos de cultivo para reduzir o impacto ambiental. Combinando tradição familiar, tecnologia e a valorização dos cafés especiais, as cidades do interior paulista seguem fortalecendo a produção cafeeira e ampliando seu espaço no mercado nacional e internacional. Veja a reportagem exibida no programa em 24/05/2026: Cafés especiais do interior de SP conquistam prêmios e mercado consumidor VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Palavras-chave: tecnologia

Safra de algodão cresce com ajuda de robôs e tecnologia no interior de SP

Publicado em: 24/05/2026 07:30

Safra de algodão cresce no interior de SP com aposta em tecnologia Reprodução/TV TEM A safra de algodão no Brasil está em crescimento, e o interior de São Paulo tem contribuído para impulsionar esse resultado. Em Paranapanema (SP), produtores estão otimistas e investindo em tecnologia, como robôs e insumos biológicos, para aumentar a produção. A previsão da Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA) é que a safra brasileira de 2025/2026 chegue a quase 4 milhões de toneladas, superando o ciclo anterior. Esse cenário positivo foi discutido em uma das maiores feiras do setor em Paranapanema, onde produtores, técnicos e empresários se reuniram para acompanhar as novidades do mercado. Com a expectativa de aumento na produção, os produtores da região têm investido em tecnologia para enfrentar desafios como as mudanças climáticas e as pragas. Um dos diferenciais locais é um sistema de irrigação que reaproveita a água da chuva. Entre as novidades que ganham espaço no campo, estão: Inteligência Artificial e Robôs: utilizados para pulverização, aplicação de fertilizantes e análise das condições do solo; Insumos Biológicos: técnica adotada para aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais. Veja a reportagem exibida no programa em 24/05/2026: Safra de algodão cresce com ajuda de robôs e tecnologia no interior de SP VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Encontro em Araçatuba reúne produtores rurais para discutir negócios e tecnologia no campo

Publicado em: 24/05/2026 07:30

Encontro do Sebrae reúne produtores rurais em Araçatuba Reprodução/TV TEM Produtores rurais da região de Araçatuba (SP) participaram, nesta semana, de um encontro promovido pelo Sebrae para discutir novas tecnologias, geração de negócios e a troca de experiências no agronegócio. O evento reuniu empreendedores e especialistas para debater temas importantes para o desenvolvimento das propriedades rurais. Durante a programação, foram abordados assuntos como acesso ao mercado, linhas de crédito especiais para o agronegócio, regularização de produtos artesanais e técnicas de plantas de cobertura. Outro tema que foi destaque foi a orientação sobre o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi Artesanal), sistema importante para produtores de queijo artesanal ampliarem a comercialização dos produtos. Além das palestras e orientações técnicas, o encontro também proporcionou momentos de networking entre os participantes, fortalecendo a troca de informações e experiências entre produtores da região. Veja a reportagem exibida no programa em 24/05/2026: Encontro em Araçatuba reúne produtores rurais para discutir negócios e tecnologia no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Palavras-chave: tecnologia

Jovem começa a trabalhar como 'neta de aluguel' após perder a avó: 'Ressignificar a dor'

Publicado em: 24/05/2026 06:11

Carol Ingrid Fonseca Rondon, de 29 anos, se tornou 'neta de aluguel' após a perda da avó Arquivo Pessoal A jovem Carol Ingrid Fonseca Rondon, de 29 anos, encontrou uma forma de lidar com o luto pela morte da avó ao se tornar “neta de aluguel”. Ao mesmo tempo em que se mantém próxima de idosos e ressignifica a perda, ela também transformou a ideia em uma fonte de renda, oferecendo companhia, ajuda com tecnologia e apoio em tarefas do dia a dia na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Os valores dos serviços podem variar de R$ 45 a R$ 1.500, dependendo da demanda. "A proposta do projeto é oferecer companhia, apoio cotidiano e presença humanizada", disse Carol, que teve uma repercussão positiva ao compartilhar os serviços no Facebook. "Muitas pessoas começaram a entrar em contato pelo WhatsApp para entender melhor como funciona e demonstraram carinho". ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Como surgiu a ideia? A ideia surgiu quando Carol trabalhava como vendedora de planos de telefonia e percebia a dificuldade de idosos com tarefas simples, principalmente relacionadas à tecnologia. O projeto, porém, só foi tirado do papel neste ano, motivado pela morte da avó, em 2023. Maria Angélica Prudente Rondon, de 74 anos, faleceu após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que evoluiu para falência de órgãos. Antes de morrer, a avó paterna dela precisava de auxílio nas tarefas cotidianas. Carol a acompanhava em consultas médicas, buscava remédios na farmácia, ajudava nos cuidados pessoais e, principalmente, fazia companhia — atividades semelhantes às que hoje oferece no projeto. Agora no g1 "Dormi várias vezes no hospital e acompanhei de perto momentos delicados da vida dela. Tudo isso me fez enxergar como muitos idosos acabam vivendo situações de solidão, carência emocional e falta de apoio, mesmo precisando apenas de alguém presente para ajudar e ouvir", lembrou Carol. Emocional abalado Após a morte da avó, Carol enfrentou um período difícil emocionalmente, então decidiu mudar de Guarujá (SP) para Curitiba (PR) para tentar conseguir lidar com o luto. Ela retornou para o litoral paulista em março deste ano. "Voltei com um pensamento diferente: o de ressignificar a dor e transformar isso em algo que pudesse fazer sentido não só para mim, mas também para outras pessoas. Minha avó amava essa cidade e, de certa forma, o 'Neta de Aluguel' também é uma homenagem para ela", contou a jovem. Carol Ingrid Fonseca Rondon, de 29 anos, se tornou 'neta de aluguel' após a perda da avó Arquivo Pessoal Serviços Atualmente, Carol estuda Logística e está desempregada do modelo CLT, realizando os trabalhos apenas como autônoma. Ela destacou que não atua como cuidadora de idosos e não tem formação na área de enfermagem, então não realiza administração de medicamentos, banho ou troca de fraldas. A 'neta de aluguel' oferece ajuda tecnológica para idosos, companhia em casa, acompanhamento leve para mercado, farmácia, passeios e compras, além de presença e apoio emocional para pessoas internadas ou que apenas não querem ficar sozinhas. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Mesmo banquete, objetivos diferentes: como Xi Jinping tratou Trump e Putin em Pequim

Publicado em: 24/05/2026 06:01

Putin e Xi se encontram em Pequim dias após visita de Trump à China Na superfície, as reuniões do líder chinês Xi Jinping com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pareceram bastante semelhantes. Elas ocorreram com dias de diferença e foram celebradas com apertos de mão formais na Praça Tiananmen, em Pequim, saudações entusiasmadas de crianças acenando com flores e colunas de soldados marchando com baionetas reluzentes. Mas as visitas também revelaram o quão diferente é a relação da China com os dois países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante a visita de Trump, a China buscou estabilizar os laços com os Estados Unidos, enquanto a viagem de Putin serviu para aprofundar sua parceria estratégica com a Rússia. Xi enfatizou a hospitalidade cerimonial durante a visita de Trump, incluindo um raro passeio por Zhongnanhai, um antigo jardim imperial que agora serve como sede da cúpula do governo chinês. Pequim entendeu que Trump valorizava demonstrações públicas de respeito, disse George Chen, sócio da área de Grande China do The Asia Group: "Xi sabe que é isso que Trump valoriza: ser tratado como um VIP, respeitado diante das câmeras". O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026. Evan Vucci / Pool / AFP Com Putin, disse Chen, Xi passou a focar na substância. "Reafirmando o tratado de amizade, assinando novos acordos energéticos e reforçando a parceria 'sem limites'", acrescentou. Duração e quantidade de visitas As semelhanças e os contrastes começaram com a agenda e duração da visita: o presidente dos EUA permaneceu na China por três dias, enquanto Putin ficou dois dias. Ambos os líderes foram recebidos na Praça Tiananmen com guardas cerimoniais, uma banda militar e crianças acenando bandeiras. O presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping inspecionam a guarda de honra durante uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim. Maxim Shemetov/Pool/Reuters Ambos também realizaram reuniões a portas fechadas com Xi no Grande Salão do Povo, ao lado da praça. Trump também fez um tour privado pelo Templo do Céu e caminhou pelos jardins imperiais de Zhongnanhai. Putin, por sua vez, passou grande parte do tempo com Xi dentro do Grande Salão do Povo, onde os dois presidentes visitaram uma exposição de fotos sobre as relações China-Rússia e, mais tarde, tomaram chá. A viagem da semana passada foi a segunda visita de Trump à China como presidente. Para Putin, foi a sua 25ª visita ao país. Trump encerra visita à China sem acordo significativo para resolver impasses com Xi Jinping Divisão clara nas mensagens O principal contraste entre as duas cúpulas foi a mensagem transmitida. Com Trump, Xi focou na necessidade de manter uma relação relativamente estável após meses de tensões e uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Ele instou o presidente americano a enxergar a China como uma parceira, e não como uma rival, e ambos os líderes concordaram em trabalhar em prol do que descreveram como “uma relação construtiva China-EUA de estabilidade estratégica”. Donald Trump e Xi Jinping se reúnem em Pequim para encontro histórico Com Putin, Xi buscou reforçar e aprofundar uma parceria de longa data, importante tanto estratégica quanto economicamente para os dois países. Embora os EUA e a China ainda estejam tentando estabilizar suas relações comerciais, Moscou e Pequim reafirmaram seu relacionamento como parceiros essenciais. Putin afirmou que a “força motriz” da relação era o setor energético, particularmente o petróleo e o gás. Xi assinou acordos com apenas um dos presidentes China e Rússia firmaram mais de 40 acordos de cooperação, abrangendo áreas como comércio, tecnologia e intercâmbio de mídia. Os dois líderes também assinaram uma declaração conjunta descrevendo a Rússia e a China como "importantes centros de poder em um mundo multipolar". Trump e Xi, por outro lado, não assinaram uma declaração conjunta nem supervisionaram publicamente a assinatura de quaisquer acordos durante a visita. Foi somente após a saída do presidente americano de Pequim que os dois países anunciaram os detalhes de vários acordos, com Washington afirmando que a China concordou em comprar produtos agrícolas americanos a uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões e adquirir 200 jatos Boeing. “A China e a Rússia firmaram mais acordos, e com a China e os EUA, quais são os acordos? Nem isso está muito claro”, disse Claus Soong, analista do Instituto Mercator para Estudos da China, em Berlim. Mas Lyle Morris, pesquisador sênior em segurança nacional chinesa e política externa do Centro de Análise da China do Asia Society Policy Institute, disse que a maior surpresa dos encontros entre Xi e Putin foi a aparente ausência de um acordo formal para o projeto do gasoduto Força da Sibéria 2, que poderia transportar gás da Rússia para a China através da Mongólia. “Este é um grande revés para a Rússia e para Putin”, disse ele. Putin e Trump têm posições diferentes sobre Taiwan Moscou está alinhada com Pequim na questão de Taiwan, a ilha democrática que a China reivindica como sua. Enquanto isso, os EUA mantêm uma postura intencionalmente ambígua em relação à ilha e atuam como seu principal apoiador informal e fornecedor de armas. Xi deixou claro para Trump que Taiwan é a questão mais importante na relação bilateral e alertou que o mau gerenciamento das relações dos EUA com a ilha autogovernada poderia levar a um confronto entre os dois países. Trump não mencionou Taiwan publicamente durante a visita. Mas, em seu retorno aos Estados Unidos, descreveu a venda de armas para Taiwan como uma “ótima moeda de troca” com a China, comentários que geraram ansiedade na ilha. Com Putin, não houve sinal de discordância sobre o assunto. Na declaração conjunta assinada por Xi e Putin, a Rússia reiterou sua oposição à independência de Taiwan "em qualquer forma" e manifestou apoio ao que descreveu como os esforços da China para defender sua soberania e alcançar a "unificação nacional". Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, ambos os lados também expressaram preocupação com o que chamaram de "remilitarização acelerada" do Japão, em um contexto de tensas relações sino-japonesas devido a Taiwan.

Palavras-chave: tecnologia

Microsoft expõe verdade oculta da IA: tecnologia já é mais cara que funcionários humanos

Publicado em: 24/05/2026 05:22 Fonte: Tudocelular

O custo de uso da inteligência artificial está se tornando cada vez mais pesado para grandes empresas de tecnologia, e isso pode acabar se tornando uma barreira para o uso de ferramentas no dia a dia. Um exemplo desse "freio de arrumação" aconteceu nesta semana, uma vez que o The Verge revelou que a Microsoft começou a cancelar a maioria das suas licenças diretas do Claude Code, passando a direcionar seus funcionários para o uso da CLI do GitHub Copilot. O que mais chama a atenção nesse movimento da gigante de Redmond é o fato de ele ter acontecido apenas seis meses após a empresa liberar o acesso gratuito ao Claude Code. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas, mas acendem alerta sobre exposição indevida nas redes

Publicado em: 24/05/2026 05:01

Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros A popularização dos óculos inteligentes tem impulsionado um novo tipo de conteúdo nas redes sociais: pegadinhas gravadas secretamente com pessoas desconhecidas. Os vídeos, porém, levantam preocupações sobre privacidade e exposição de pessoas sem consentimento. Os óculos inteligentes são modelos com lentes de grau ou de sol que trazem câmeras, microfones e alto-falantes embutidos. Eles permitem gravar vídeos, tirar fotos e atender ligações sem precisar tirar o celular do bolso. Alguns incluem IA para traduzir textos em tempo real, responder dúvidas sobre o que o usuário está vendo e publicar conteúdo diretamente nas redes sociais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Dispositivos como o Ray-Ban Meta, lançado no Brasil em setembro de 2025, têm uma luz que indica quando estão gravando. Mas alguns usuários danificam esse LED para que as pessoas não percebam que estão sendo filmadas. Esse tipo de vídeo tem se tornado cada vez mais viral no Brasil e em outros países em plataformas como TikTok e Instagram. Alguns acumulam milhões de visualizações. Pegadinha do supermercado usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok Há diferentes estilos de pegadinhas com óculos inteligentes nas redes sociais. Em uma das mais populares, a pessoa esconde um cartão de crédito ou débito com pagamento por aproximação dentro da embalagem de algum produto. Ao passar no caixa do supermercado, ela aproxima o produto da maquininha e o pagamento é aprovado. Usando os óculos com câmera, o autor grava a reação de surpresa do funcionário ao ver a compra ser paga sem um cartão visível. Em parte dos vídeos vistos pelo g1, o criador revela no fim que se trata de uma brincadeira e pede autorização para publicar nas redes. Em outros casos, não fica claro se houve consentimento das pessoas filmadas antes da postagem. Pode isso? A advogada Patrícia Peck explica que ser filmado em público sem autorização não implica automaticamente crime ou indenização. Ainda assim, o risco legal aumenta quando não há aviso claro ou consentimento. (saiba mais abaixo) "Por isso, mesmo que a gravação busque uma reação espontânea, é necessário obter consentimento específico antes da publicação", diz. Em nota, a Meta reforçou que há um alerta luminoso que indica quando os dispositivos estão gravando e que os usuários são "responsáveis por cumprir todas as leis aplicáveis e por usar os óculos de forma segura e respeitosa". A empresa não comentou os casos em que o LED do produto é danificado. (leia a íntegra ao final da reportagem) A empresa afirma que os óculos não capturam imagens quando o LED está "tapado". Mas o g1 testou o dispositivo e, ao cobrir o LED com o dedo, os óculos continuaram gravando após um comando de voz. A mensagem para liberar o sensor só apareceu ao pressionar o dedo com mais força e direcionar os óculos para um ambiente mais escuro. (veja abaixo) Já o TikTok afirmou que analisou alguns dos vídeos compartilhados pelo g1 e que "todos foram removidos por violarem as Políticas de Privacidade da plataforma". Contas no Instagram e no TikTok fazem pegadinhas com anônimos usando óculos inteligentes. Reprodução/TikTok Em janeiro, o portal de tecnologia Mashable denunciou casos nos Estados Unidos de criadores de conteúdo usando esses dispositivos para assediar mulheres e tirar sarro de pessoas em situação de rua e trabalhadores — como no caso do supermercado. Para especialistas, as discussões e regras sobre o uso de óculos inteligentes ainda estão em desenvolvimento. Mesmo assim, algumas empresas já começaram a rever a presença desses dispositivos em seus espaços. Em 2025, a MSC Cruzeiros, por exemplo, passou a proibir o uso do equipamento em áreas comuns dos navios, como piscinas. O embarque, porém, continua permitido. Segundo a empresa, a medida busca "proteger a privacidade e a segurança de hóspedes e tripulantes". "Eu não posso ter um passageiro no navio capturando imagem de terceiros e postando direto na internet. Considerando tanto regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como da Constituição Federal, você teria que fazer o aviso prévio da captura em si de imagens e deixar claro a finalidade", contou ao g1 Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, em 2025. Tática para inibir sinal de filmagem Óculos da Meta têm LED para indicar quando estão gravando ou tirando foto. Darlan Helder/g1 Entre as formas de burlar o aviso de gravação, existem adaptadores à venda que cobrem a luz indicativa e até técnicas na internet que ensinam como desativar esse alerta de privacidade, conta Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio). Isso ganha relevância porque o uso desses dispositivos é mais discreto do que o de um celular. No smartphone, é preciso tirar o aparelho do bolso e apontá-lo para alguém. Já com os óculos, esse gesto praticamente desaparece, analisa Lemos. "Se o aparelho vem de fábrica com uma salvaguarda que avisa sobre a gravação, quem hackeia o aparelho para desabilitar esse aviso já adota uma conduta fraudulenta para ocultar a gravação. Isso traz uma responsabilidade jurídica adicional", completa o especialista. O g1 entrou em contato com quatro pessoas que produzem pegadinhas com óculos inteligentes. Duas delas aceitaram dar detalhes sobre a produção dos vídeos: Juan Eugenio, que tem 67 mil seguidores no TikTok, e Rafael Rabyot, que soma 1.777 seguidores na plataforma, mas acumula milhares de visualizações em seus conteúdos. Os dois confirmaram que é possível burlar o sensor dos óculos Ray-Ban Meta. Rafael Rabyot disse que preferiu não arriscar danificar o equipamento e que tenta disfarçar a gravação usando "um gorro, boné ou algo do tipo". Já Juan Eugenio afirmou que danificou o LED dos próprios óculos. Segundo ele, foi usada uma ferramenta comum em consultórios odontológicos. Sem a luz indicativa de gravação, ele admitiu que registra as pegadinhas sem que a "vítima" perceba. Juan e Rafael afirmam pedir autorização antes de publicar os vídeos, mas nem todos os conteúdos mostram esse momento. Juan relatou, inclusive, um caso em que uma pessoa voltou atrás e pediu a exclusão do conteúdo depois de vê-lo nas redes sociais. Embora o produto da Meta seja o mais comum no Brasil, com preços a partir de R$ 3.299, outros modelos de marcas desconhecidas também são encontrados na internet por valores mais baixos e com funções semelhantes. Não há informações claras sobre se esses dispositivos oferecem recursos de privacidade semelhantes aos da Meta. Óculos inteligentes de marcas desconhecidas são vendidos em site de varejo no Brasil. Reprodução Quais são os direitos de quem é filmado sem autorização Quem é alvo de pegadinhas sem consentimento está amparado por diferentes mecanismos legais, segundo especialistas consultados pelo g1. ➡️ Caso não haja autorização, o primeiro passo é reunir provas do ocorrido. Isso inclui registrar o vídeo (com prints ou até por meio de uma ata notarial online), guardar o link do conteúdo publicado, identificar a conta responsável e salvar eventuais comentários, orienta o advogado Ronaldo Lemos. "O TikTok e o Instagram têm canais de denúncia para casos de violação de privacidade e de direitos de imagem. Outro caminho é enviar uma notificação extrajudicial e, se necessário, recorrer à Justiça com um pedido de indenização por danos morais e materiais, além da remoção do conteúdo", diz. Lemos afirma que, dependendo da situação, também é possível registrar um boletim de ocorrência, principalmente quando há exposição difamatória, assédio, bullying, stalking ou outras condutas que possam configurar crime. Segundo ele, o tema tem respaldo na Constituição, que garante a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem (art. 5º, X). O Código Civil também prevê indenização em casos de violação desses direitos (arts. 20 e 21). Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera a imagem um dado pessoal e exige base legal para seu uso. O Superior Tribunal de Justiça tem a Súmula 403, que estabelece que o uso não autorizado de imagem para fins comerciais gera dano moral presumido, independentemente de prova de prejuízo. A publicação de vídeos virais, como reels que geram engajamento e podem ser monetizados, pode se enquadrar nessa hipótese. Empresas têm responsabilidade? CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. REUTERS/Carlos Barria Fabricantes costumam alegar que não respondem pelo uso indevido do equipamento, assim como uma empresa de câmeras não é responsabilizada por gravações feitas de forma ilícita, afirma Ronaldo Lemos. "Esse argumento, no entanto, está sendo testado em ações judiciais em curso nos Estados Unidos, que vale acompanhar", diz. Via de regra, a responsabilidade pela conduta recai sobre o usuário que grava e divulga imagens de terceiros sem consentimento, com fundamento na teoria do risco ou na culpa, a depender da relação jurídica estabelecida, afirma Patrícia Peck. "Entretanto, sob a ótica do Direito do Consumidor, pode haver responsabilidade do fabricante se não houver mecanismos adequados de segurança para o uso do dispositivo", diz a especialista, destacando que, no caso da Meta, já existe uma medida de privacidade, como o LED nos óculos. No Brasil, um projeto de lei (PL 19/2026), do deputado Carlos Zarattini (PT), propõe regulamentar o uso, a comercialização e a operação de óculos inteligentes, além de criar o crime de uso para vigilância ilícita. O que diz a Meta "Ao contrário dos smartphones, nossos óculos têm uma luz LED que é acionada sempre que alguém captura conteúdo, deixando claro que o dispositivo está gravando. Nossos Termos de Serviço deixam claro que os usuários são responsáveis por cumprir todas as leis aplicáveis e por usar os óculos Ray-Ban Meta de maneira segura e respeitosa. E, como acontece com qualquer dispositivo de gravação, as pessoas não devem usá-los para se envolver em atividades nocivas, como assédio, violação de direitos de privacidade ou captura de informações sensíveis". LEIA TAMBÉM: O que acontece com seus dados na internet quando você morre? TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência Android XR: g1 testa novo sistema operacional para óculos de realidade virtual e headsets TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Por que o câncer de pâncreas é um desafio para médicos e pacientes

Publicado em: 24/05/2026 04:02

Tecnologia ajuda pacientes no tratamento do câncer de pâncreas Apesar de relativamente raro, o câncer de pâncreas talvez seja um dos mais temidos por sua alta letalidade. Como o número de casos vem crescendo – embora sua incidência não se compare à de tumores mais comuns, como os de pulmão, mama e colorretal – achei importante trazer o assunto para a coluna. No Brasil, a estimativa é de 10.980 novos casos anuais para o triênio 2023-2025, com uma taxa de mortalidade preocupante devido, sobretudo, ao diagnóstico tardio. A busca por novas drogas para combater a enfermidade mobiliza a comunidade científica, como mostrou reportagem do g1 publicada na sexta-feira. Eduardo Viana de Carvalho, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro Mariza Tavares O perfil dos pacientes também está mudando. Embora a maioria dos diagnósticos ocorra após os 55 anos, um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil e do Canadá revela que a incidência e a mortalidade pela doença em pessoas de até 49 anos devem aumentar nas próximas décadas. A análise foi baseada em dados do Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study (Estudo da Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco), levantamento global que reúne informações de 204 países e territórios. Para quem não lembra das lições de biologia: o pâncreas está localizado atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. É classificado como uma glândula mista porque possui duas funções fundamentais e distintas: auxilia a digestão por meio da produção do suco pancreático; e regula os níveis de glicose no sangue através de hormônios como a insulina. Quem me deu uma aula sobre o tema foi o médico Eduardo Viana de Carvalho, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro. O senhor pode dar uma dimensão da mortalidade do câncer de pâncreas? O grande problema é que 80% dos casos diagnosticados não permitem um tratamento cirúrgico curativo. Só conseguimos tratar 20%, quando o câncer está restrito ao pâncreas, isto é, quando não atingiu outros órgãos (metástase), nem invadiu estruturas vasculares que o tornam irressecável. Mesmo entre esses 20% tratáveis, somente 15% dos pacientes têm sobrevida acima de cinco anos. Em que condição o tumor é irressecável? Quando se diz que um câncer de pâncreas é irressecável, devido ao atingimento de estruturas vasculares, significa que o tumor cresceu a ponto de envolver ou invadir vasos sanguíneos vitais que passam muito próximos ao órgão. Esses vasos vitais são a artéria mesentérica e a veia porta. Para que a cirurgia aconteça, elas têm que estar livres ou em uma condição na qual seja possível fazer uma reconstrução do vaso – seja por meio de uma emenda ou da colocação de uma prótese. Por que, ao contrário de outros tipos de câncer, o de pâncreas não costuma dar sinais claros de que há algo errado? Justamente porque não há sintomas claros da doença, o diagnóstico pode demorar, mas é importante explicar que há duas regiões do pâncreas bastante distintas do ponto de vista cirúrgico: a cabeça e o corpo/cauda. A cabeça tem a peculiaridade de ser atravessada pela via biliar. Por isso, quando o tumor está localizado nessa região, um dos sinais precoces é a icterícia, caracterizada pelos olhos amarelados (esclera), urina escura e alteração nas fezes. As pessoas precisam saber que a icterícia é uma emergência médica e não deve ser negligenciada. Já no corpo e na cauda, os sintomas são ainda mais vagos: inapetência, emagrecimento sem causa aparente, dor inespecífica nas costas (muitas vezes confundida com problemas de coluna), ou um mal-estar interpretado como má digestão. Por ser agressivo, três meses de atraso no diagnóstico podem fechar a janela de oportunidade do tratamento. O que faz com que esse câncer seja tão difícil de visualizar? Noventa por cento dos casos de câncer de pâncreas surgem a partir de uma lesão microscópica chamada PanIN, sigla para Neoplasia Intraepitelial Pancreática (do inglês Pancreatic Intraepithelial Neoplasia). Ela não forma um nódulo visível em exames de imagem comuns, como a tomografia ou a ressonância magnética, mas sim uma alteração microscópica nas células que revestem os pequenos ductos do órgão. Um radiologista não consegue ver o PanIN; ele só é identificado por um patologista ao analisar o tecido no microscópio, geralmente após uma biópsia ou cirurgia feita por outro motivo. E quando o diagnóstico detecta um cisto? Significa que ele inevitavelmente evoluirá para um câncer? Não necessariamente. Se o PanIN responde por 90% dos casos, os cistos representam os outros 10%. Desde 2012, o Consenso Internacional de Fukuoka uniformizou a conduta para as chamadas Neoplasias Mucinosas Papilares Intraductais (IPMN em inglês). Diferentemente do PanIN, que é microscópico, as IPMNs são visíveis em exames de imagem e se caracterizam por ser a única lesão prevenível, que pode ser monitorada e removida a tempo. O número de diagnósticos tem crescido devido à melhoria dos exames de imagem. Para facilitar a compreensão, imagine o pâncreas com um ducto principal e ductos secundários, como se fossem “espinhas do peixe”. Com essa imagem na cabeça, temos as seguintes possibilidades: Alto risco: cisto no ducto principal que provoca uma dilatação maior que 1cm. Preocupante: cisto no ducto principal que provoca uma dilatação entre 0,5cm e 1 cm. Quando as lesões estão nos ductos secundários, na maioria das vezes só se tornam preocupantes se apresentarem um crescimento superior a 5mm ao ano; se atingirem mais de 3cm; e se contiverem um componente sólido em seu interior. Todo cisto pancreático exige acompanhamento médico regular, pelo menos por um período de tempo. É preciso que o médico se certifique se o cisto se mantém inalterado, ou se dobrou de tamanho em seis meses – crescimento é o critério de preocupação. Quais são as causas conhecidas e os fatores de risco? Apenas cerca de 10% dos casos têm um componente genético. O risco familiar é considerado alto quando o paciente tem dois ou mais parentes de primeiro grau, como avós, pais e irmãos, diagnosticados com a doença – a recomendação é o rastreamento periódico a cada seis meses. Há também os fatores ambientais reconhecidos: tabagismo, álcool e obesidade. O abuso prolongado de bebidas alcoólicas pode levar a uma pancreatite crônica: um fator de risco que aumenta em até 20 vezes as chances de um câncer. A pancreatite crônica difere da aguda (que produz aquela dor súbita e violenta, geralmente associada a pedras na vesícula). A crônica é silenciosa, acarretando a fibrose progressiva do órgão e a perda de suas funções. Além disso, embora ainda sem uma validação científica definitiva, a literatura médica mostra que dietas ricas em alimentos ultraprocessados colaboram para o surgimento da doença. Como estão os avanços na cirurgia e no tratamento oncológico? A cirurgia existe desde a década de 1940, mas, naquela época, a mortalidade operatória girava em torno de 50%. Hoje, em centros de referência, ela é inferior a 1%. O tratamento quimioterápico complementar é indispensável depois da operação e, frequentemente, tem sido indicado antes do procedimento. Na verdade, a técnica cirúrgica atingiu o seu limite técnico: ela já é a mais radical possível, combinada a reconstruções vasculares de última geração. Atualmente, a grande fronteira de inovação está na oncologia clínica, com o avanço da imunoterapia, das terapias-alvo e, inclusive, de vacinas terapêuticas que estão sendo testadas em centros de pesquisa internacionais. Ilustração apresenta as diferenças entre as Neoplasias Mucinosas Papilares Intraductais e o câncer de pâncreas IA por Eduardo Viana de Carvalho

Palavras-chave: tecnologia

Brasil propõe pacto contra feminicídio ao Mercosul para combater violência contra as mulheres

Publicado em: 24/05/2026 04:01

O governo brasileiro propôs a criação de um pacto regional para o enfrentamento ao feminicídio durante reunião de ministras e altas autoridades da Mulher do Mercosul realizada em Assunção, no Paraguai. A iniciativa foi apresentada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), na sexta-feira (22). A proposta prevê a articulação entre os países do bloco para desenvolver ações conjuntas de prevenção à violência contra mulheres, ampliar mecanismos de proteção e facilitar o acesso à Justiça. A ideia é criar uma estratégia integrada, respeitando as legislações de cada país, mas com cooperação entre os governos. Segundo a ministra, a construção de um acordo regional pode fortalecer a resposta ao problema em toda a América do Sul e ampliar a efetividade de políticas já adotadas nos países membros. “Há uma possibilidade grande de que nós tenhamos um pacto do Mercosul contra o feminicídio. Isso vai, mais uma vez, nos unificar numa agenda que é prioritária”, declarou a ministra. Representantes de outros países do Mercosul indicaram apoio à iniciativa, embora o tema ainda deva avançar em discussões técnicas antes de eventual formalização. O Uruguai sinalizou que dará continuidade ao debate ao assumir a presidência temporária do bloco, enquanto a Argentina informou que ainda analisará o tema internamente. Agora no g1 Ampliação da proteção Durante o encontro, o governo brasileiro também apresentou medidas adotadas ao longo da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltadas à proteção das mulheres, com destaque para ações no ambiente digital. Entre os pontos ressaltados estão iniciativas para ampliar a responsabilização de plataformas digitais e fortalecer mecanismos de combate à violência online, incluindo ataques, assédio e disseminação de conteúdos prejudiciais a mulheres. Um decreto assinado por Lula durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio trouxe medidas para proteger mulheres e meninas contra a violência na internet. Os principais pontos são: as plataformas devem criar um canal específico para denúncias de nudez (seja de imagens verdadeiras ou de imagens falsas, geradas por Inteligência Artificial contra pessoas reais). Nesses casos, o conteúdo de nudez deve ser removido em até 2 horas após a notificação feita pela vítima ou por seu representante; o algoritmo deve ser programado para reduzir o alcance de ataques coordenados contra mulheres — como os que costumam atingir mulheres jornalistas atacadas por causa de seu trabalho; as companhias ficam proibidas de disponibilizar ferramentas de IA que permitam a criação de "nudes" falsos — como as que alteram fotos reais "retirando" a roupa de mulheres; dentro do canal de denúncia para as mulheres, as empresas devem divulgar a informação de que as vítimas também devem ligar para o 180, o canal de denúncias oficial do governo. Entrega de banco vermelho na Praça México, bairro Jardim Leopoldina, para alertar sobre violência contra a mulher Pedro Piegas/PMPA Lula também sancionou três leis que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as medidas, estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar. Outra lei amplia as hipóteses que podem justificar o afastamento imediato do agressor do lar, incluindo casos de violência psicológica, moral e patrimonial. Entre as situações previstas estão a chamada “vingança pornográfica”, a divulgação de informações falsas e a exposição da vida privada da vítima em ambientes públicos ou profissionais. A terceira lei altera a Lei de Execução Penal para aumentar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, principalmente em casos em que o agressor continua ameaçando ou volta a cometer violência mesmo depois de preso ou condenado. A proposta autoriza a transferência do agressor para outro presídio, no mesmo ou em outro estado, inclusive para presídios federais, quando houver ameaças ou novas agressões contra a vítima ou familiares após o crime.

Palavras-chave: inteligência artificial

Por que Foz do Iguaçu se tornou o epicentro do contrabando de canetas emagrecedoras no Brasil

Publicado em: 24/05/2026 04:01

Por que Foz do Iguaçu se tornou o epicentro do contrabando de canetas emagrecedoras Foz do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, se tornou o principal ponto de entrada de canetas emagrecedoras ilegais no país. A localização estratégica da cidade, com cerca de 30 quilômetros de fronteira e três pontes de acesso internacional, impulsionou o avanço do contrabando destes medicamentos. Somente entre 1º de janeiro e 20 de maio deste ano, a Receita Federal apreendeu mais de 69 mil medicamentos para emagrecimento na cidade. O número supera em 165% o volume apreendido em todo o estado do Paraná em 2025, quando foram confiscadas cerca de 26 mil unidades de emagrecedores — entre canetas e ampolas. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp “Até fevereiro deste ano, o Paraná apreendeu 60% das canetas [emagrecedoras] apreendidas em todo o Brasil. E Foz apreende mais da metade [do total do] Paraná”, afirmou Toni Bassoni, chefe da comunicação institucional da Receita Federal. O órgão ressalta que os números são atualizados constantemente, conforme avançam os processos de apreensão, catalogação e registro dos medicamentos, o que pode provocar alterações nos dados em curtos períodos. Os medicamentos são apreendidos e destruídos Receita Federal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringe a importação de emagrecedores para o Brasil. Segundo o órgão, há apenas cinco medicamentos autorizados para comercialização no país: Mounjaro, Turzemax, Veltrane, ZPHC e Thera Biolabs. Além do Paraná, os estados que mais apreenderam canetas emagrecedoras em 2025 foram São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia, de acordo com dados da Receita Federal. Segundo a Receita, a região da fronteira com o Paraguai é um polo para o contrabando desses produtos porque laboratórios paraguaios produzem emagrecedores tanto de forma regular quanto clandestina, o que alimenta o mercado ilegal no Brasil. Entenda o caminho desse contrabando no infográfico abaixo: Infográfico - Foz do Iguaçu virou rota de emagrecedores paraguaios. g1/Arte Apesar do grande volume de produtos encontrado pelas autoridades brasileiras, o total apreendido representa apenas entre 5% e 10% dos emagrecedores contrabandeados, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf). Na prática, isso significa que a quantidade de medicamentos emagrecedores em circulação no Brasil pode ser mais de 10 vezes maior do que o volume apreendido. Emagrecedores apreendidos são destruídos Emagrecedores apreendidos pela Receita Federal são queimados Após serem apreendidos pela Receita Federal, os medicamentos passam por um processo administrativo antes da destruição definitiva: A destruição das cargas costuma ocorrer a cada três meses. O intervalo serve para concluir os processos administrativos e reunir quantidade suficiente de mercadorias para viabilizar o transporte até a empresa responsável pela incineração, em Senador Canedo, em Goiás. Medicamentos apreendidos são armazenados em depósitos da Receita Federal. Receita Federal/Divulgação Até o fim do trâmite burocrático, os medicamentos ficam armazenados em depósitos da Receita Federal. Nas apreensões de Foz do Iguaçu, ficam no depósito da Alfândega da Receita Federal na cidade. Nos casos em que há receita médica e possibilidade de regularização da entrada no país, os produtos podem permanecer refrigerados se, no momento da apreensão, forem encontrados em condições apropriadas. Se isso não acontecer, os produtos são destinados à incineração. Os responsáveis pelas mercadorias têm entre 30 e 45 dias para apresentar defesa ou recorrer da apreensão. Descarte de canetas emagrecedoras Receita Federal O passo a passo da destruição: Os medicamentos são retirados das embalagens originais; As embalagens são prensadas, enfardadas e encaminhadas para reciclagem; Os emagrecedores são incinerados em um forno com temperaturas a partir de 1.000 ºC; As cinzas restantes podem ser reaproveitadas na fabricação de tijolos e cimento; O processo de destruição costuma levar entre um e dois dias; Junto aos emagrecedores, também são destruídas outras mercadorias irregulares. Os emagrecedores são incinerados em um forno e cinzas podem ser reaproveitadas para fazer tijolos. Receita Federal/Divulgação Perfil dos contrabandistas, esconderijos ousados e falta de refrigeração Ampolas de tirzepatida são encontradas em carregamento de potes de doce de leite no Paraná Nas apreensões rotineiras, as identidades dos contrabandistas raramente são divulgadas por conta da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), mas segundo as autoridades, na maioria das vezes, são pessoas comuns que cometem os crimes. Os medicamentos entram no Brasil principalmente em pequenas quantidades, no modelo conhecido como "contrabando formiguinha" ou "varejo". Os casos também revelam estratégias cada vez mais ousadas para esconder os produtos e tentar driblar a fiscalização. Um caso recente aconteceu na última segunda-feira (18), quando agentes interceptaram um carro que seguia para Londrina, no Norte do Paraná, próximo ao pedágio de São Miguel do Iguaçu, a 40 quilômetros de Foz do Iguaçu. Dentro do veículo foram localizadas 2.210 unidades dos medicamentos escondidas em compartimentos do automóvel. Outro caso que chamou a atenção aconteceu no dia 2 de maio: um tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia foi preso ao tentar entrar no Brasil com mais de 300 ampolas de tirzepatida. Em 30 de abril, servidores da Receita Federal encontraram 2.545 unidades escondidas dentro de potes de doce de leite em um ônibus de turismo que seguia para Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Tirzepatida estava escondida em doce de leite Receita Federal Em fevereiro, um estudante de medicina foi abordado transportando 462 unidades de medicamentos avaliados em cerca de R$ 69 mil. A carga seguiria para Campinas, em São Paulo, segundo a investigação. De acordo com o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Cezar Vianna, os contrabandistas ignoram completamente as exigências de conservação. “É um produto que precisa ser mantido em condições estáveis de temperatura e refrigerado. No entanto, as apreensões mostram que esses medicamentos entram no país escondidos em motores de carros e escapamentos de motocicletas. A preocupação com a integridade do medicamento é praticamente inexistente. O objetivo é sempre o lucro.” De acordo com a Polícia Federal, pessoas flagradas contrabandeando os medicamentos ilegalmente podem responder pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, relacionado à entrada e comercialização irregular de medicamentos sem autorização sanitária. O entendimento predominante na Justiça é de que o transporte e a revenda desses produtos configuram crime, principalmente quando os medicamentos entram no país sem registro ou autorização da Anvisa. A aplicação da pena, porém, ainda gera discussões jurídicas. Decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) alteraram o entendimento sobre a punição prevista para esse tipo de crime. Na prática, a pena passou a variar entre um e três anos de prisão. Quando as autoridades identificam pessoas transportando os produtos ilegalmente, os suspeitos podem ser levados à delegacia da Polícia Federal (PF). Nos casos em que há indícios de comercialização ou revenda, a PF instaura inquérito e os presos podem responder criminalmente. Produção no Paraguai impulsiona mercado ilegal Cidade do Leste é conhecida pelo comércio de diversos produtos RPC Os medicamentos emagrecedores apreendidos na fronteira têm origem, principalmente, no Paraguai. De acordo com Luciano Barros, pesquisador e diretor do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, a produção em larga escala e a fiscalização mais branda no país vizinho ajudam a abastecer o mercado ilegal no Brasil. Ele destaca que os principais laboratórios estão localizados na região metropolitana de Assunção, capital do país vizinho. Já as compras acontecem em Cidade do Leste, vizinha a Foz do Iguaçu, e em vez de grandes carregamentos, os produtos são comprados em pequenas porções em farmácias e transportados em carros, ônibus de linha e até caminhões. “Eles têm facilidade de importar matéria-prima, produzir esses produtos ou trazer medicamentos acabados, mesmo sem licença sanitária. O Paraguai tem pouco controle aduaneiro e pouca integração institucional”, explicou. No Paraguai, a produção, comercialização e consumo desses medicamentos são regulados pela Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa). Segundo a Receita Federal, as regras no país são mais flexíveis do que no Brasil. Em dezembro do ano passado, o governo paraguaio reconheceu a circulação de canetas emagrecedoras falsificadas na fronteira com o Brasil e publicou um alerta sanitário sobre o tema. Nesta semana, a Dinavisa voltou a se pronunciar e informou a proibição de produtos que contêm tirzepatida. "Esses produtos não possuem registro sanitário e podem conter ingredientes não declarados ou substâncias perigosas à saúde. O uso pode provocar graves efeitos adversos, já que a composição, origem e condições de fabricação são desconhecidas", informou o órgão. Segundo o delegado Cezar Vianna, os fabricantes mudam constantemente os nomes e embalagens dos produtos para tentar escapar das proibições da Anvisa. “Eles produzem uma marca, como a TG. Quando a Anvisa proíbe, mudam para TY. Depois fazem TW. Mas é o mesmo produto sendo introduzido no país”, afirmou. BR-277 concentra rota do contrabando no Paraná BR-277 cruza o estado do Paraná. Divulgação A maior parte dos medicamentos emagrecedores contrabandeados que entram no Brasil passa por Foz do Iguaçu e segue pela BR-277, principal corredor de distribuição desses produtos no Paraná, segundo Luis Carlos de Goes Maciel Junior, porta-voz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná. A presença nas rodovias não é à toa — são as rotas que o tráfico mais utiliza. A rodovia corta o estado de Oeste a Leste e conecta a fronteira com cidades estratégicas, como Cascavel, Guarapuava e Curitiba. Dados da Receita Federal mostram que, entre janeiro e abril de 2026, Ponta Grossa, Londrina e Maringá também apresentam um número de apreensões maior que o registrado no ano anterior. Em apenas quatro meses de 2026, Foz do Iguaçu registrou quase cinco vezes mais apreensões do que algumas regiões do estado tiveram durante todo o ano passado (veja tabela abaixo). Apreensão de emagrecedores “É natural que esses medicamentos sejam transportados pela BR-277, que funciona como um eixo logístico entre a fronteira e o restante do Brasil. A gente percebe uma dispersão para cidades como Maringá, Londrina e até para a Região Metropolitana de Curitiba”, afirmou Maciel, porta-voz da PRF. As autoridades ainda não conseguem identificar com precisão o destino final de todas as cargas, mas a suspeita é de que grande parte siga para grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além da BR-277, a BR-163 também aparece como rota importante para o transporte dos medicamentos, principalmente em direção ao estado de São Paulo. “Esses produtos entram pela BR-277 e, em Cascavel, encontram acesso à BR-163, que corta o Brasil de Norte a Sul e facilita o escoamento das cargas”, explicou Luciano Barros, diretor do Idesf. Contrabando atrai de turistas a organizações criminosas Produtos foram encontrados em um veículo com placas brasileiras na Ponte Internacional da Amizade Receita Federal O delegado Cezar Vianna explica que os emagrecedores viraram uma febre comercial, impulsionada também por turistas. Segundo ele, os revendedores conseguem lucrar até cinco ou seis vezes o valor pago no Paraguai. O levantamento do Idesf mostra que a margem de lucro do contrabando de emagrecedores chega a 415% e está atrás apenas do cigarro ilegal. “Hoje você vê muita gente vindo aqui do Brasil inteiro para comprar três, seis canetas. Tem gente que já vem para revender. É uma febre comercial. Quando fazemos apreensões, encontramos pessoas de várias partes do Brasil. Há casos de pessoas que vendem o carro ou recorrem a agiotas para financiar a viagem. Quando perdem a mercadoria em uma apreensão, além do prejuízo financeiro, ainda ficam sem recursos para retornar aos seus estados”, disse. Paralelamente aos contrabandos em pequenas quantidades, a Polícia Federal também trabalha para identificar organizações criminosas ligadas ao comércio ilegal. Segundo Sérgio Stinglin, delegado da Polícia Federal, os contrabandistas passaram a adotar estratégias típicas de organizações criminosas para tentar escapar da fiscalização. As apreensões em fundos falsos e compartimentos ocultos são exemplos disso e indicam que parte desse mercado ilegal passou a operar com outras estratégias. "Já identificamos contratação de batedores e outros mecanismos usados também em esquemas de contrabando, descaminho e tráfico", afirmou. As ações de prevenção incluem fiscalizações permanentes em pontos estratégicos da fronteira entre Brasil e Paraguai, como pontes internacionais, aeroportos, rodovias e áreas de travessia clandestina pelo Lago de Itaipu, Rio Paraná e Rio Iguaçu. PM reforça fiscalização da Polícia Federal no Lago de Itaipu e no Rio Paraná Parte das operações é realizada pelo Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), responsável pelo patrulhamento aquático na região. Segundo a Polícia Federal, apreensões de medicamentos irregulares acontecem praticamente todos os dias. A polícia também tem desenvolvido investigações de longo prazo para mapear rotas, identificar padrões de transporte e localizar financiadores do esquema. O objetivo é desarticular organizações criminosas responsáveis pela logística do contrabando, e não apenas apreender pequenas cargas transportadas individualmente. Mais reportagens do Paraná: Maior usina de energia limpa do mundo: produção de Itaipu evitou queima de mais de 400 mil barris de petróleo por dia em 2025 O sonho latino-americano de Oscar Niemeyer que ficou abandonado por uma década e agora volta a ganhar vida em Foz do Iguaçu 'Tarzan das Cataratas': a história do austríaco que desbravou as quedas d'água mais famosas do Brasil apenas com uma corda VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná

Palavras-chave: lgpd

Ex-modelo conta como Jeffrey Epstein usava falsas propostas de trabalho para atrair vítimas

Publicado em: 24/05/2026 03:01

A ex-modelo francesa Juliette posa durante uma sessão de fotos em Paris em 10 de março de 2026 Joël Saget / AFP Após a procuradora Laure Beccuau revelar à rádio RTL que novas potenciais vítimas de Jeffrey Epstein procuraram a promotoria de Paris, a ex‑modelo francesa Juliette, hoje com 43 anos, decidiu contar como escapou há mais de 20 anos. Seu relato surge enquanto duas investigações avançam na França sobre violência sexual e aspectos financeiros ligados à rede do milionário. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Guia do empreendedor: Menos opções, mais lucros Quatro meses após a divulgação dos “Epstein Files” pela justiça dos EUA, novos testemunhos continuam emergindo. Na França, ao menos dez potenciais vítimas se apresentaram à promotoria de Paris, segundo informou a procuradora Laure Beccuau, em entrevista à rádio RTL. Entre elas está Juliette, ex‑modelo francesa que, aos vinte e poucos anos, cruzou o caminho de Jeffrey Epstein – sem saber quem ele era – e conseguiu escapar antes de ser capturada pela engrenagem de exploração sexual que hoje é investigada em vários países. Juliette guardou quase tudo daquela época: o book, e‑mails, anotações e até a agenda onde escreveu à mão os contatos de Epstein e de Daniel Siad, um recrutador de modelos. Anos depois, descobriria que Siad era suspeito pelo FBI de identificar e recrutar jovens para o milionário. Foi ele quem a abordou em Paris, em 2004, entre dois castings, oferecendo “oportunidades” em Nova York. Sua agência confirmou que Siad era “confiável”. Juliette aceitou. Ela recebeu imediatamente uma passagem e instruções para solicitar apenas um visto de turista. “Me deram o endereço de um apartamento em Nova York. Não sabia se era ligado a uma agência. Não me deram detalhes, nem horários, nada. Presumi que era profissional. Se não me davam informações, era porque não havia perguntas a fazer.” O primeiro encontro: passaporte retido e mal‑estar  Ao chegar a Nova York, Juliette encontrou Epstein rapidamente. Ele não tinha “tempo para recebê‑la”, tomou seu passaporte e marcou para o dia seguinte. Sua mãe, desconfiada, ligou para alertá‑la sobre o risco de uma rede de tráfico sexual. Juliette hesitou, mas decidiu voltar: “Nada tinha acontecido. Eu tinha um objetivo: conseguir contrato.” Epstein tentou deixá‑la à vontade, mostrou o apartamento, apresentou um estúdio que não parecia profissional. Fotos de close de partes íntimas de mulheres cobriam paredes. “Olhei com curiosidade e pensei: que fascinação é essa? Achei inadequado. Comecei a me sentir mal.” Ele a conduziu por um corredor com quartos. Sentou‑se na cama e fez sinal para que ela se aproximasse. Juliette parou na porta: “Te aviso, não vou fazer nada.” Epstein recuou, disse que só queria “avaliar” se poderia apresentá‑la às agências. Ela entrou. Ele pediu que ficasse de roupa íntima – comum no meio – mas também que tirasse o sutiã, o que não era. Epstein a examinou, tocou suas coxas, quadris, nádegas. Disse que ela “não estava pronta”, que precisava perder peso e que levaria três meses até ser apresentada às agências. Ofereceu acesso a academias e “pequenos trabalhos” enquanto esperava: aeromoça em jato privado, acompanhante à noite. Foi aí que Juliette entendeu o risco. A fuga Juliette se vestiu, pediu o passaporte e disse que pensaria. Melania Trump nega amizade com Jeffrey Epstein “Acho que ele sentiu que eu não ia permitir, ou que eu tinha entendido como funcionava”, relembra a jovem. Ela ficou mais alguns dias em Nova York, fez castings, mas percebeu que estava “queimada” em todas as agências. “É uma loucura.” A vergonha a acompanhou por anos. “Vergonha se fosse uma oportunidade de trabalho que perdi. Vergonha se fosse uma rede criminosa, por ter acreditado que podia ser outra coisa.” Em 2019, ao ouvir o nome de Epstein no rádio, Juliette entrou em choque. Só então compreendeu o que havia escapado. Sua história, reconstruída com base nos documentos que guardou e no depoimento prestado à polícia francesa em 2019, revela como funcionava o processo de aliciamento do predador. (Entenda mais abaixo) Vítimas de Jeffrey Epstein processam governo dos EUA e a empresa de tecnologia Google Epstein já tinha sido condenado em 2008 por solicitação de prostituição e incitação de menores, cumprindo apenas 13 meses. Em 2019, foi preso novamente e encontrado morto na cela um mês depois. Juliette prestou depoimento à polícia francesa em 2019. Seu nome aparece nos “Epstein Files”, os três milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro de 2026. Ela acredita que o milionário a expor a “níveis de submissão” para medir até onde iria em troca de trabalho. Rede em Paris: recrutadores, promessas e vulnerabilidade As investigações abertas na França – uma sobre violência sexual, outra sobre aspectos financeiros – buscam entender como funcionava a rede de Epstein em Paris, onde ele viveu por anos. Recrutadores identificavam jovens modelos, mas também algumas em fim de carreira, oferecendo contratos internacionais. A vulnerabilidade profissional era explorada como porta de entrada. Juliette reconhece hoje os sinais: a falta de informações, o visto inadequado, o apartamento sem vínculo com agência, o controle do passaporte, a pressão psicológica, a promessa de “oportunidades” nebulosas. “Ele testava limites. Era um processo.” Por muito tempo, Juliette não falou sobre o episódio. “Eu não sabia quem ele era. E tinha vergonha.” Hoje, aos 43 anos, ela tenta reconstruir a narrativa da própria vida. “Passei anos revendo a cena. Só em 2019 entendi de verdade.” Seu testemunho, agora público, ajuda a mapear o funcionamento da rede e a compreender como tantas jovens foram capturadas por um sistema que misturava glamour, poder e violência.

Palavras-chave: tecnologia

Dia do Café: veja como é produzir grãos no DF e dicas para preparar a bebida em casa

Publicado em: 24/05/2026 02:00

Imagem ilustrativa de grãos de café reprodução Tudo começou por volta de 1720, quando o brasileiro sargento-mor Francisco de Melo Palheta visitou a Guiana Francesa e trouxe as primeiras mudas e sementes para o Brasil. Desde então, o grão se tornou paixão nacional e, neste domingo (24), celebramos o Dia Nacional do Café. ☕ Até 2024, o DF dedicou cerca de 440 hectares ao cultivo de café, reunindo mais de 100 produtores, segundo a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. 🧑‍🌾 Ao g1, o produtor Juliano Coacci explica o que é essencial para produzir uma boa bebida e quais são os desafios dos pequenos produtores do DF. Já o barista profissional Daniel Viana dá dicas para preparar um café de qualidade em casa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Como é produzir café no DF? Juliano Coacci e Felipe Brige, Café Chácara Passárgada, no DF arquivo pessoal Para o produtor Juliano Coacci, o preparo do solo é fundamental para uma boa produção. ☕ Junto com o sócio e engenheiro agrônomo Felipe Brige, Juliano produz café na Chácara Passárgada, no DF. O grão produzido pela dupla ganhou o primeiro lugar no Prêmio Café do Cerrado Central de 2025. Juliano e Felipe começaram vendendo para amigos, entregando pessoalmente. A marca foi divulgada e mais pessoas queriam conhecer o produto. "Hoje continuamos com essa prática, entregando o café pessoalmente. Então, podemos dizer que nossos clientes são, antes de clientes, amigos", diz. Cuidados Produção de café na Chácara Passárgada, no DF arquivo pessoal Segundo Juliano, para começar a produção é preciso escolher bem a área e analisar a fertilidade e adubação do solo. "A escolha da cultiva também é fundamental para não ter frustração lá na frente, ciclos diferentes, espaçamento. Vale ressaltar a importância de se adquirir mudas vigorosas e livre de doenças proveniente de viveiros certificados", fala Juliano. Depois é preciso plantar e cuidar da colheita, selecionando os frutos maduros e retirando os imaturos. O cuidado na pós-colheita também é essencial, separando e manejando corretamente o café durante a secagem. Produção de café na Chácara Passárgada, no DF arquivo pessoal Juliano explica que o solo e o clima influenciam diretamente a qualidade e o sabor do café. ☀️ "A interação entre a genética e o ambiente, assim como as técnicas de manejo, refletem no que o consumidor vai perceber na xícara", diz. Ele explica que outro aspecto importante do clima do DF, e que acredita ser uma vantagem, é o fato de a colheita coincidir com a estiagem. "Aproveitamos essas características para aplicar a tecnologia do estresse hídrico, desenvolvida pela Embrapa Cerrados, que consiste em interromper totalmente a irrigação durante um determinado período da seca para sincronizar a florada, o que pode resultar em uma maturação mais uniforme durante a colheita", explica. Sobre as dificuldades de ser um produtor do grão no DF, Juliano diz que, como pequenos produtores, é a etapa de beneficiamento. "O maquinário necessário é caro para adquirir, então muitas vezes precisamos terceirizar esses serviços, o que acaba tendo um custo alto para a nossa realidade", conta. Outra dificuldade é evitar qualquer erro na produção, que pode comprometer a qualidade do produto final. "O desafio não é apenas produzir um café de qualidade, mas conseguir manter esse padrão de forma consistente, mesmo com uma estrutura limitada", fala. Dicas para preparar um bom café Daniel Viana, barista do Distrito Federal arquivo pessoal O g1 conversou com Daniel Viana, barista profissional há 17 anos e atuante no Distrito Federal, e reuniu dicas para preparar um bom café em casa: Utilize um grão de qualidade: não adianta você se preocupar com o método, com os equipamentos, se não tiver um bom café. Utilize sempre água filtrada: o cloro que pode estar na água da torneira é um grande inimigo do café. Não tenha medo de ferver a água: a temperatura é muito importante e, se você não tiver uma chaleira que controle a temperatura, deixe a água ferver até que se formem as bolhas maiores e desligue o fogo. Tenha medidas para fazer seu café: profissionalmente, preparamos qualquer grão em qualquer método com o auxílio de uma balança, para termos referência e ajustar o que for necessário nos próximos preparos. Caso não tenha balança, utilize copos medidores e vá ajustando a receita ao seu gosto a cada preparo. Se puder, utilize café moído na hora: isso eleva bastante a qualidade da bebida. Se ainda não tem um moedor em casa, compre o grão o mais fresco possível, olhando a data de fabricação. Quanto mais fresco, mais saboroso estará a bebida. Segundo Daniel, o que mais deve ser evitado é fazer a bebida em excesso. "Um erro muito comum aqui no Brasil é fazer café demais, guardar na garrafa térmica e, no fim do dia, jogar o resto fora. Imagina você compra no mercado pelo preço, mas acaba jogando metade fora. No fim das contas, está pagando preço especial em café tradicional", fala. Imagem ilustrativa de preparação do café reprodução Daniel destaca que, acima de tudo, a principal dica é não ter medo de experimentar. "O café é uma bebida com uma diversidade enorme de sabores, aromas e origens, e muita gente acaba ficando presa a um único tipo a vida toda. Procure experimentar cafés de categorias mais valorizadas, como gourmet e especial, eles abrem um mundo novo de sensações. O mais importante é sentir prazer ao degustar, independentemente da qualidade, mas é muito interessante ter a experiência de provar cafés melhores e diferentes. Cada xícara pode ser uma descoberta", fala. Para o barista, a bebida é especial porque está presente no nosso dia a dia, nos acompanhando em todos os momentos, seja em negócios, trabalho ou diversão. ☕ "Faz parte da nossa cultura e do desenvolvimento do nosso país, somos o maior produtor mundial de café. É uma bebida que conecta o Brasil com sua própria história, e cada xícara carrega um pouco disso. Deveria ser mais valorizada como um símbolo nacional", diz Daniel. Brasileiro é eleito o melhor barista do mundo em competição LEIA TAMBÉM: CAFÉ BRASILEIRO: quem controla as marcas mais populares no país? VEJA DADOS: exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8% Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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MP pede cronograma para aumento de uso de câmeras corporais por policiais militares no RS

Publicado em: 24/05/2026 02:00

MP abre inquérito para investigar uso de câmeras corporais por policiais militares no RS O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) abriu um inquérito para investigar por que unidades do interior e batalhões de elite da Brigada Militar (BM) não utilizam câmeras corporais. A tecnologia é usada por parte da corporação na Região Metropolitana desde outubro de 2024. Segundo o MPRS, o objetivo é obter explicações do governo sobre a ausência do equipamento em toda a tropa e cobrar um cronograma de expansão. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp As câmeras registram toda a atuação dos policiais e permitem o acompanhamento em tempo real das ocorrências. A ferramenta também é apontada como importante para garantir transparência e proteger tanto agentes quanto a população. Dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que, em um ano de uso, houve redução de 74% nos conflitos, 87% nos casos de resistência, 70% de desacato e 65% de desobediência. As mortes em ações da Brigada Militar caíram 59%. Apesar dos resultados, as câmeras ainda não são utilizadas em todos os batalhões. Os equipamentos estão disponíveis em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Alvorada e Cachoeirinha. Regiões como o Vale dos Sinos e o interior do estado não contam com a tecnologia. Batalhões de elite, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque, também não utilizam câmeras corporais. Atualmente, a Brigada Militar dispõe de cerca de 1.250 câmeras para um efetivo de aproximadamente 18 mil policiais. A promotora de Justiça de Controle Policial Anelise Haertel Grehs afirma que o uso das câmeras tem contribuído para esclarecer casos graves envolvendo agentes. “Casos de tortura e abuso de autoridade já foram elucidados com base em imagens. A tecnologia é fundamental como prova”, afirma. O inquérito prevê diálogo com o estado para ampliar o uso dos equipamentos. Caso não haja acordo, o Ministério Público pode acionar a Justiça para buscar a obrigatoriedade da implementação em toda a corporação. A Brigada Militar informou por nota que a expansão total das câmeras exigiria custo estimado de R$ 3,6 milhões por mês. A corporação também afirmou que firmou convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para a contratação de 1.745 novos equipamentos. Segundo a BM, a prioridade é atender municípios com mais de 100 mil habitantes. Sobre o não uso por batalhões de elite, a corporação afirmou que esses grupos atuam em cenários de maior complexidade. Especialistas avaliam que a tendência é de ampliação do uso das câmeras. Além de auxiliar investigações, os equipamentos também registram atendimentos em que policiais prestam socorro, como casos de salvamento. Brigada Militar (BM), a polícia militar do Rio Grande do Sul, usa câmeras desde 2024 Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Quase 100 tubarões-tigre são identificados na baía de Ilha Grande, no RJ

Publicado em: 23/05/2026 21:11

Pesquisadores monitoram tubarões-tigre na Baía de Ilha Grande, no litoral fluminense Pesquisadores encontraram quase 100 tubarões-tigre na baía de Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro. A espécie é comum no Nordeste e, pela primeira vez, está sendo monitorada na região sudeste. Um dia de expediente comum: de olho no mar. O trabalho do Instituto Pró-Shark é esse mesmo: procurar tubarões. Há cinco anos, os pesquisadores monitoram tubarões e raias na baía da Ilha Grande, Angra dos Reis (RJ), litoral sul do estado do Rio. Nossa equipe foi até lá porque, pela primeira vez, os pesquisadores estão monitorando via satélite os tubarões-tigre na região sudeste. "A gente agora tem, pela primeira vez, tubarões-tigres monitorados no sudeste, fora do eixo Recife-Noronha, no país", diz Fernanda lana, do Instituto Pró-Shark. Os tubarões-tigre, chamados também de tintureiros, têm uma cobertura rajada. São considerados agressivos. A partir de informações de pescadores, com a ajuda da tecnologia, a equipe conseguiu, no início do ano, instalar uma antena na barbatana dorsal de um deles. Um localizador via satélite. O tubarão foi batizado Gaspar, em homenagem a um dos reis magos que dão o nome à cidade de Angra dos Reis. Semanas depois, os biólogos identificaram o segundo: Balthazar. E no domingo de Páscoa, o trio ficou completo: Melchior. De volta ao mar, toda vez que tiram a barbatana da água, o satélite captura a localização. "Baltazar a gente foi às cinco horas da manhã, a gente teve sinal dele, e também temos aqui o nosso Belchior Eles estão nadando juntos", revela Fernanda Depois de marcar os três reis magos, os pesquisadores encontraram também as rainhas. Fêmeas poderosas, enormes e uma delas, provavelmente, vai aumentar ainda a população de tubarões na baía da Ilha Grande. Os pesquisadores dizem que essa gigante, escoltada por beijupirás, deve estar grávida. A outra fêmea inspira respeito até nos outros tubarões-tigre, que saem de perto. "No estado do Rio de Janeiro, no Sudeste, nunca teve registros de fêmeas de mais de 4,5 metros, como a gente está reparando aqui", aponta Fernanda. A ideia é entender se há ligação com tubarões-tigre do nordeste do Brasil e de outras partes do mundo. "Não tem registro de acidente aqui?", indaga uma pessoa. "Não tem registro de acidentes com humanos com nenhum tubarão aqui na baía", aponta Fernanda. "A orientação é sempre respeito. A gente tem que ter respeito por esse ambiente, respeito por esses animais", complementa. "A pesquisa agradece, os animais agradecem, a gente vai ter informação pra ajudar a manter esse ambiente, a conservação, o equilíbrio que a gente tem e ter essa convivência harmoniosa com os tubarões", diz a pesquisadora. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Operação que prendeu Deolane Bezerra partiu de bilhetes achados em cela da Penitenciária de Presidente Venceslau (SP) Deolane processou banco após irmã ser impedida de sacar R$ 1 milhão por suspeita de lavagem Quem é Deolane Bezerra, a advogada e influencer com 21 milhões de seguidores presa pela 2ª vez em SP

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