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Dados desatualizados travam emissão de passagens do Voa Brasil para quem se aposentou em 2025

Publicado em: 21/03/2026 03:16

Site do Voa Brasil informa que utiliza dados de janeiro de 2025 referentes a dezembro de 2024 Reprodução Idosos, aposentados desde janeiro de 2025, que tentam acessar o programa Voa Brasil, que oferece até dois bilhetes aéreos por ano por até R$ 200 para aposentados, relatam receber a mensagem de que não constam na base de dados do sistema. (veja o passo a passo para acessar) O aviso no site informa que a última atualização ocorreu em janeiro de 2025, com informações referentes a dezembro de 2024. Na prática, mesmo atendendo aos critérios do programa, esses beneficiários ficam impedidos de acessar a plataforma e, consequentemente, de emitir passagens. O problema decorre da defasagem da base, que ainda não contempla os novos aposentados. Ao g1, o Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor) confirmou que a última atualização foi feita em 2025 e informou que, devido à complexidade do processo, a atualização cadastral é realizada uma vez por ano. Segundo a pasta, uma nova atualização deve ocorrer ainda neste mês. “Ministério de Portos e Aeroportos, Serpro e Dataprev trabalham em melhorias para automatizar esse procedimento e torná-lo mais ágil”, afirmou. De acordo com o ministério, as solicitações de dados para a atualização deste ano já foram encaminhadas, mas houve problemas de compatibilidade e na disponibilização das informações, o que impactou o cronograma inicial. Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha Ana Clara Marinho/g1 A pasta acrescentou que solicita periodicamente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a base de beneficiários para atualização do sistema. Além disso, explicou que o processo é programado, e não automático. Após o recebimento dos dados, cabe ao Serpro, responsável pela gestão da plataforma, realizar a atualização. “Durante esse intervalo, pode haver um lapso no acesso para aposentados que ainda não constam na base mais recente”, disse o ministério. Sobre a periodicidade, a pasta destacou que o procedimento segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Essas exigências também implicam custos operacionais, o que reforça a necessidade de planejamento e de atualizações periódicas, atualmente realizadas de forma anual”, declarou o órgão. Atraso lançamento O Voa Brasil foi anunciado em março de 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, que deixou a pasta sem lançar o programa. Silvio Costa Filho assumiu o ministério em setembro e, em dezembro, disse que a iniciativa só sairia do papel em 2024. O governo federal apresentou o programa em julho de 2024. De acordo com a estimativa do Ministério de Portos e Aeroportos apresentada na época de seu lançamento, cerca de 23 milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas pelo Voa Brasil.

Palavras-chave: lgpd

Empresa diz ter 'carregado' cérebro de mosca em computador; pesquisadores dizem que a afirmação é exagerada

Publicado em: 21/03/2026 03:14

Empresa diz ter copiado cérebro de mosca para computador; especialistas contestam Um vídeo curto, compartilhado nas redes sociais, mostra uma mosca digital andando, se alimentando e limpando o próprio corpo. À primeira vista, parece só mais uma animação. Mas por trás da cena está uma promessa ousada: a de que, pela primeira vez, um cérebro biológico teria sido “copiado” para dentro de um computador e colocado para funcionar. A afirmação vem da empresa Eon Systems, nos Estados Unidos, e rapidamente viralizou, junto com comparações com filmes de ficção científica e previsões sobre até um “upload de mentes humanas”. Mas, na avaliação de especialistas ouvidos pelo g1, o que foi demonstrado está muito longe disso. À esquerda, a mosca digital em simulação; à direita, o conectoma — a rede de conexões neurais usada no modelo. Especialistas ressaltam: isso não equivale a um cérebro real. Eon Systems O que a empresa fez foi mapear as conexões entre os neurônios do cérebro da mosca e usar esse mesmo mapa para controlar um corpo virtual em simulação: um avanço real e inédito, reconhecem os pesquisadores. ➡️Mas um mapa de conexões NÃO é um cérebro. "É como ter o mapa das estradas de uma cidade sem saber o tipo de veículos, o trânsito ou as regras de circulação — você conhece a estrutura, mas não entende o fluxo real", diz o médico e neurocientista Rogério Panizzutti, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da UFRJ que não teve relação com o estudo. Para ele, o modelo deixa de fora praticamente tudo que faz o cérebro funcionar de fato: a identidade de cada neurônio, os sinais químicos que eles trocam entre si, a capacidade do cérebro de se reorganizar com o tempo e a influência do ambiente ao redor de cada célula. Na prática, o sistema consegue reproduzir comportamentos básicos porque segue esse “mapa” de conexões, mas não incorpora a complexidade biológica que define como um cérebro realmente funciona — o que limita até onde essa simulação pode ir. Entenda mais abaixo. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Veja os vídeos que estão em alta no g1 Corpo simulado em computador Para entender o que a Eon Systems realmente fez (e o que não fez) é preciso olhar para como diferentes peças desse experimento foram combinadas. Em outubro de 2024, Philip Shiu, cientista sênior da empresa, e dezenas de colaboradores de várias universidades publicaram na prestigiada revista científica "Nature" um modelo computacional baseado no mapeamento do cérebro da Drosophila melanogaster, a mosca-das-frutas. Mosca-das-frutas (Drosophila melanogaster) se alimenta de banana; espécie é amplamente usada em pesquisas. Sanjay Acharya/Wikimedia Commons Esse mapeamento, chamado de conectoma, registrou mais de 125 mil neurônios e 50 milhões de conexões entre eles, reconstruídos a partir de imagens de microscopia eletrônica produzidas por outros grupos de pesquisa ao longo de anos. Com base nessa estrutura, os pesquisadores criaram então um modelo matemático simples que simula como sinais elétricos se propagam de neurônio em neurônio, e mostraram que esse modelo consegue prever, com mais de 90% de acerto, quais células nervosas disparam quando a mosca detecta açúcar ou precisa limpar a sua antena, por exemplo. 🔍 O que a Eon Systems afirma ter feito agora vai além desse artigo, mas sem o mesmo respaldo. “Minha preocupação é com a forma como a Eon Systems tem apresentado esses avanços, especialmente ao falar em ‘animais realmente carregados’. O que eles fizeram é limitado, baseado em trabalhos mais fundamentais, e essa ideia de ‘upload’ de um animal não se sustenta”, critica Alexander Bates, pesquisador em neurobiologia da Harvard Medical School (EUA). “Não vejo evidência de que tenhamos ‘carregado’ um animal real em qualquer sentido significativo", acrescenta o pesquisador. A empresa diz ter integrado esse modelo neural a um corpo virtual de mosca, ele próprio desenvolvido por outros pesquisadores em um projeto separado, e a uma plataforma de física computacional chamada MuJoCo, amplamente usada em robótica e inteligência artificial. A ideia é que os sinais gerados pela simulação do cérebro passem a controlar os movimentos da mosca digital, fazendo com que ela ande, se alimente e se limpe sem que cada gesto tenha sido programado manualmente. ⚠️ Essa parte, porém, não foi publicada em nenhum artigo científico, não passou por revisão independente e não teve sua metodologia detalhada em nenhum documento público. O que existe são dois vídeos curtos postados no X, antiga rede social Twitter, e uma postagem no blog da própria empresa. "Acho que o termo 'emulação' é mais adequado nesse caso", pondera também João Luís Garcia Rosa, professor associado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP). Para ele, se comprovado, o resultado representa um avanço real, mas ainda distante de reproduzir um cérebro completo. "A teoria na prática é outra — a física pode ser muito diferente do modelo teórico", diz o especialista, que também pesquisa a interface entre neurociência e inteligência artificial, com foco justamente em interfaces cérebro-computador. Na avaliação do pesquisador, o avanço está em mostrar esse modelo funcionando em um corpo simulado, o que amplia o que antes ficava restrito ao ambiente computacional. Ainda assim, ele pondera que se trata de uma representação muito simplificada, capaz de reproduzir apenas aspectos limitados do comportamento cerebral, algo muito distante da complexidade de cérebros avançados. “Não vejo objeção em chamar de ‘mosca virtual’, mas copiar o circuito do cérebro não cria uma mosca — apenas descreve seu funcionamento elétrico, que pode servir de base para protótipos mecânicos”, diz André Luiz Paranhos Perondini, professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP e especialista em biologia evolutiva de moscas-das-frutas. LEIA TAMBÉM: Espécie achada em esterco de gado pode explicar a origem do 'cogumelo mágico' mais cultivado do mundo Cientistas encontram fóssil de tiranossauro gigante que pode ser parente antigo do T. rex Estudos sugerem que o Sol 'fugiu' do centro da Via Láctea junto com estrelas gêmeas O que o mapa deixa de fora O g1 entrou em contato com o cofundador da Eon Systems Alexander Wissner-Gross e com o cientista sênior Philip Shiu — principal autor do artigo publicado na Nature — para comentar as críticas de especialistas ao experimento. Nenhum dos dois respondeu até a publicação desta reportagem. Entre as perguntas enviadas estavam como a empresa sustenta a afirmação de ter “carregado” um cérebro em um computador, qual seria exatamente o avanço em relação a estudos anteriores, o que a integração com um corpo virtual acrescenta do ponto de vista científico e como são tratados os limites conhecidos desse tipo de modelo. Essas são justamente algumas das questões que mais geram debate entre especialistas. “Modelos baseados apenas no conectoma [o esquema de conexões entre neurônios] são úteis para mapear ‘quem se conecta com quem’, mas deixam de fora praticamente tudo o que faz o cérebro funcionar de fato”, acrescenta Panizzutti. Ele explica que elementos centrais não entram nesse tipo de simulação, como os sinais químicos trocados entre os neurônios, a identidade de cada célula, a capacidade de adaptação do cérebro ao longo do tempo e a influência do ambiente ao redor. “É como ter o mapa das estradas de uma cidade sem saber o tipo de veículos, o trânsito ou as regras de circulação — você conhece a estrutura, mas não entende o fluxo real.” Na prática, isso limita o alcance dessas simulações. Embora permitam identificar caminhos possíveis de propagação de informação, prever comportamento real é outra questão. “O comportamento emerge de interações dinâmicas entre circuitos, estados neuroquímicos, experiências prévias e o ambiente”, diz. “Dois cérebros com conectividade semelhante podem se comportar de maneiras completamente diferentes.” Por isso, para o pesquisador, o principal avanço está em usar esses modelos para testar hipóteses sobre circuitos específicos — não em reproduzir um cérebro completo nem em sustentar a ideia de que uma mente possa ser “transferida” para um computador. Fotógrafo do RS faz imagem incrível de cometa 'mais brilhante do ano'

Palavras-chave: inteligência artificial

Como TikTok e Meta ignoraram segurança para ganhar disputa por engajamento, segundo ex-funcionários

Publicado em: 21/03/2026 03:00

Denunciantes deram uma visão de dentro da corrida entre algoritmos que se seguiu ao crescimento explosivo do TikTok BBC/Getty Images Gigantes das redes sociais permitiram mais conteúdo nocivo nos feeds dos usuários, mesmo depois que pesquisas internas sobre os seus algoritmos mostraram que a indignação impulsionava o engajamento, disseram à BBC pessoas que são ou foram ligadas a essas empresas. Mais de uma dúzia de denunciantes e pessoas de dentro das empresas expuseram à BBC como essas companhias assumiram riscos de segurança em questões como violência, chantagem sexual e terrorismo, enquanto disputavam a atenção dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Um engenheiro da Meta, empresa que controla as redes sociais Facebook e Instagram, descreveu como recebeu orientação da direção da empresa para permitir mais conteúdo nocivo "limítrofe", que inclui misoginia e teorias conspiratórias, nos feeds dos usuários para competir com outra rede social, o TikTok. "Eles basicamente nos disseram que era porque o preço das ações estava em queda", disse o engenheiro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um funcionário do TikTok deu à BBC acesso raro aos painéis internos da empresa com reclamações de usuários, além de outras evidências de como funcionários foram instruídos a priorizar vários casos envolvendo políticos em detrimento de uma série de denúncias de publicações nocivas envolvendo crianças. As decisões estavam sendo tomadas para "manter um relacionamento forte" com figuras políticas e evitar ameaças de regulação ou proibições, e não por causa dos riscos aos usuários, disse o funcionário do TikTok. Os denunciantes que falaram no documentário da BBC Inside the Rage Machine (Dentro da Máquina de Raiva, em tradução livre) oferecem uma visão detalhada de como o setor reagiu após o crescimento explosivo do TikTok, cujo algoritmo altamente envolvente de recomendação de vídeos curtos transformou as redes sociais, deixando rivais correndo para tentar acompanhar. Matt Motyl, pesquisador sênior da Meta, disse que o concorrente do TikTok criado pela empresa, o Instagram Reels, foi lançado em 2020 sem proteções suficientes. Pesquisas internas compartilhadas com a BBC mostraram que os comentários no Reels apresentavam prevalência significativamente maior de bullying e assédio, discurso de ódio e violência ou incitação à violência do que em outras partes do Instagram. Matt Motyl disse que a Meta lançou o Instagram Reels sem proteções suficientes BBC ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade, e redes tentam adivinhar faixa etária Google, Meta e TikTok explicam como verificam idade de usuários no Brasil Como denunciar posts em Facebook, Instagram, TikTok, Kwai e outras redes sociais A empresa investiu na contratação de 700 funcionários para expandir o Reels, enquanto equipes de segurança tiveram negada a contratação de dois especialistas para lidar com a proteção de crianças e de mais dez profissionais para ajudar na integridade das eleições, disse outro ex-funcionário sênior da Meta. Motyl, da Meta, entregou à BBC dezenas do que descreveu como "documentos de pesquisa de alto nível mostrando todo tipo de danos aos usuários nessas plataformas". Entre eles, havia evidências que mostravam que o Facebook estava ciente de problemas causados por seu algoritmo. Segundo um estudo interno, o algoritmo oferecia aos criadores de conteúdo um "caminho que maximiza os lucros às custas do bem-estar de sua audiência", e "o atual conjunto de incentivos financeiros que nossos algoritmos criam não parece estar alinhado com nossa missão" de aproximar as pessoas ao redor do mundo. O documento afirma que o Facebook pode "escolher permanecer inativo e continuar alimentando os usuários com conteúdo de qualidade duvidosa, mas isso só funciona por algum tempo". Em resposta às alegações dos denunciantes, a Meta disse: "Qualquer sugestão de que ampliamos deliberadamente o conteúdo nocivo para ganho financeiro é incorreta." O TikTok afirmou que essas são "alegações fabricadas" e que a empresa investe em tecnologia que impede que o conteúdo nocivo seja visualizado. O Facebook estava ciente de que seu algoritmo tinha problemas BBC TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Os algoritmos são uma "caixa-preta", cujo funcionamento interno é difícil de examinar, disse Ruofan Ding, que trabalhou como engenheiro de aprendizado de máquina no desenvolvimento do mecanismo de recomendação do TikTok de 2020 a 2024. Ele afirmou que era difícil construir sistemas como esse que fossem completamente seguros. "Não temos controle sobre o próprio algoritmo de aprendizado profundo [deep learning]." Segundo ele, os engenheiros não prestam muita atenção ao conteúdo das publicações. "Para nós, todo o conteúdo é apenas um ID, um número diferente." Ele disse que dependiam das equipes de segurança de conteúdo para remover publicações nocivas e impedir que fossem promovidas pelo algoritmo. Segundo ele, essa relação entre as equipes é como a de diferentes grupos que trabalham em partes de um carro. "Há a equipe responsável pela aceleração, pelo motor, certo? Então esperamos que a equipe que trabalha no sistema de freios esteja fazendo um bom trabalho", disse. Mas Ding disse que, enquanto o TikTok atualizava seu algoritmo quase toda semana para ganhar mais espaço no mercado, ele passou a ver mais conteúdo "limítrofe" ou publicações problemáticas aparecendo depois que os usuários já estavam há algum tempo assistindo a vídeos. Conteúdo limítrofe é um termo usado por empresas de redes sociais para descrever publicações prejudiciais, mas que não violam as regras, como posts misóginos, racistas, sexualizados e teorias conspiratórias. Instagram e TikTok Reuters Adolescentes disseram à BBC que as ferramentas para indicar que não querem ver conteúdo problemático não funcionam e que ainda recebem recomendações de violência e discurso de ódio nas principais redes sociais. Em um caso extremo, outro adolescente, Calum - hoje com 19 anos - disse que havia sido "radicalizado pelo algoritmo" desde os 14 anos. O algoritmo lhe mostrava conteúdo que o deixava indignado e o levou a adotar visões racistas e misóginas, afirmou. Os vídeos "me energizavam, mas não de um jeito bom", disse ele. "Eles só me deixavam muito irritado. Refletiam muito a forma como eu me sentia por dentro, que eu estava com raiva das pessoas ao meu redor." Especialistas da polícia antiterrorismo no Reino Unido, que analisam milhares de publicações nas redes sociais todos os anos, dizem ter observado um aumento e uma "normalização" de posts antissemitas, racistas, violentos e de extrema direita nos últimos meses. "As pessoas estão mais dessensibilizadas à violência no mundo real e não têm medo de compartilhar suas opiniões", disse um dos agentes. 'Deletem o TikTok' Ao longo de vários meses em 2025, a BBC conversou regularmente com um integrante da equipe de confiança e segurança do TikTok, a quem estamos chamando de Nick. A BBC teve acesso ao painel interno da empresa no laptop dele, que mostrava os casos analisados por sua equipe e como respondia a eles. "Se você se sente culpado diariamente por causa do que é instruído a fazer, em algum momento começa a pensar: devo dizer algo?", disse Nick. Ele acrescentou que o volume de casos que estavam avaliando era grande demais para acompanhar e garantir a segurança dos usuários, deixando adolescentes e crianças especialmente em risco. Segundo ele, cortes e a reorganização de algumas equipes de moderação - nas quais algumas funções estão sendo substituídas por tecnologia de inteligência artificial - reduziram a capacidade da empresa de lidar de forma eficaz com esse tipo de conteúdo. Conteúdos ligados a "terrorismo, violência sexual, violência física, abuso e tráfico" parecem estar aumentando, disse o denunciante. A realidade do que o aplicativo recomenda e das medidas tomadas contra conteúdos nocivos é "muito diferente, em muitos aspectos, do que as plataformas dizem ao público", acrescentou. Nick mostrou à BBC evidências de que o TikTok tratava alguns casos relativamente simples envolvendo políticos como prioridade maior para revisão pela equipe de segurança do que vários casos envolvendo danos a adolescentes. Em um exemplo, um político que havia sido ridicularizado ao ser comparado a uma galinha recebeu prioridade sobre um jovem de 17 anos que relatou ser vítima de cyberbullying e falsificação de identidade na França, e sobre uma jovem de 16 anos no Iraque que disse que imagens sexualizadas, supostamente dela, estavam sendo compartilhadas no aplicativo. Ao falar sobre o caso no Iraque, Nick disse: "Se você olha o país de onde vem esse relato, é de altíssimo risco porque envolve um menor e chantagem sexual. Mas, você pode ver aqui, a prioridade não é alta." Imagem de abril de 2023 mostra prédio do TikTok na Califórnia Mike Blake/Reuters Nick também mostrou exemplos de publicações que incentivavam pessoas a se juntar a grupos terroristas ou a cometer crimes e que não haviam sido classificadas como prioridade máxima. Quando a equipe de confiança e segurança pediu para priorizar casos envolvendo jovens em vez de casos políticos, disse o denunciante, eles foram orientados a não fazer isso e a seguir tratando os casos de acordo com a identificação que haviam recebido. Códigos e até 'trends': a tática de grupos nazistas para espalhar discurso de ódio no TikTok Segundo Nick, isso acontece porque, em sua avaliação, a empresa se preocupa menos com a segurança das crianças do que em manter um "relacionamento forte" com políticos e governos, para evitar regulações ou proibições que poderiam prejudicar seus negócios. Nick disse que, quando ele e outros funcionários levantaram algumas dessas preocupações com a direção, não houve receptividade, porque eles "não são expostos a esse conteúdo no dia a dia". O conselho de Nick aos pais cujos filhos usam o TikTok é: "Apaguem o aplicativo. Mantenham as crianças o mais longe possível dele pelo maior tempo possível." O TikTok afirmou que rejeita a ideia de que conteúdo político tenha prioridade sobre a segurança dos jovens e disse que a alegação "deturpa fundamentalmente a forma como os seus sistemas de moderação funcionam". TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo A equipe da qual Nick faz parte integra um sistema de segurança mais amplo, com várias equipes responsáveis por analisar denúncias sobre conteúdos. O TikTok afirmou: "Fluxos de trabalho especializados para determinadas questões não resultam na redução da prioridade de casos envolvendo segurança infantil, que são tratados por equipes dedicadas dentro de estruturas paralelas de revisão." Um porta-voz do TikTok disse que as críticas "ignoram a realidade de como o TikTok permite que milhões de pessoas descubram novos interesses, encontrem comunidade e sustentem uma economia vibrante de criadores". A empresa afirmou que contas de adolescentes têm mais de 50 recursos e configurações de segurança pré-definidos que são ativados automaticamente. Também disse que investe em tecnologia para impedir que conteúdos nocivos sejam exibidos, mantém regras rígidas de recomendação e oferece ferramentas para que os usuários personalizem sua experiência. 'Fazer o que for possível para recuperar o atraso' Em 2020, a disputa entre algoritmos ficou mais intensa quando o Instagram lançou o Reels, como resposta ao TikTok, que ganhou enorme popularidade durante a pandemia de Covid-19. Matt Motyl, que trabalhou como pesquisador sênior no Facebook e em sua empresa sucessora, a Meta, a partir de 2021, disse que essa foi a tentativa da companhia de "imitar" o "produto único" lançado pelo TikTok. Entre 2019 e 2023, seu trabalho envolvia "realizar experimentos em larga escala com, às vezes, centenas de milhões de pessoas" — que muitas vezes "não tinham ideia" de que isso estava acontecendo — para testar como o conteúdo era exibido nos feeds. "Os produtos da Meta são usados por mais de três bilhões de pessoas. Quanto mais tempo elas passam na plataforma, mais anúncios a empresa vende e mais dinheiro ganha. Mas é muito importante fazer isso da forma certa, porque quando isso não acontece, coisas muito ruins podem acontecer", disse. Quanto ao Reels, Motyl disse que a estratégia era avançar o mais rápido possível, independentemente do impacto sobre os usuários. Segundo ele, havia um "dilema comum entre proteger as pessoas de conteúdo nocivo e o engajamento". De acordo com um estudo que ele compartilhou com a BBC, a Meta estava tendo dificuldades para evitar danos no Reels após seu lançamento. O documento sugere que publicações no Reels tinham maior prevalência de comentários nocivos do que posts no feed principal do Instagram: 75% a mais de bullying e assédio, 19% a mais de discurso de ódio e 7% a mais de violência ou incitação à violência. Ele afirmou que havia um "desequilíbrio de poder", porque as equipes de segurança precisavam da aprovação das equipes responsáveis pelo Reels para lançar novos recursos que aumentassem a segurança dos usuários. Segundo Motyl, essas equipes tinham "incentivo para impedir o lançamento dessas ferramentas, porque o conteúdo tóxico gera mais engajamento do que conteúdo normal". Ícone do Instagram em um smartphone. Dado Ruvic/Reuters/Ilustração Brandon Silverman, cuja ferramenta de monitoramento de redes sociais Crowdtangle foi comprada pelo Facebook em 2016, participou de discussões em alto nível nesse período e disse que o CEO Mark Zuckerberg estava "muito paranoico" com a concorrência. "Quando ele percebe que há concorrência, não mede esforços nem dinheiro", disse Silverman. Ele afirmou que, nesse período, viu equipes de segurança lutando para conseguir aprovação para contratar poucos funcionários, enquanto a empresa priorizava a expansão do Reels. "Ao mesmo tempo, outra equipe disse: 'Acabamos de conseguir 700 pessoas para o Instagram Reels'. Eu pensei: ok", afirmou. Um ex-engenheiro da Meta, a quem estamos chamando de Tim, disse que, enquanto a empresa tentava competir com o TikTok, passou a permitir mais conteúdo nocivo limítrofe na plataforma. Segundo ele, sua equipe trabalhava para reduzir esse tipo de conteúdo, até que o "posicionamento de negócios" da empresa mudou. "Você está perdendo para o TikTok e, portanto, o preço das suas ações estava caindo. As pessoas começaram a ficar paranoicas e reativas e passaram a pensar: precisamos fazer tudo o que pudermos para recuperar o atraso. Onde podemos conseguir ganhar 2% ou 3% de receita no próximo trimestre?", disse Tim. Ele afirmou que a decisão de deixar de limitar conteúdos possivelmente nocivos, mas que não eram ilegais e geravam engajamento dos usuários, foi tomada por um vice-presidente sênior da Meta que, segundo ele, respondia diretamente a Mark Zuckerberg. Na época em que o Facebook dizia ser apenas um "espelho da sociedade", documentos internos compartilhados com a BBC por Motyl, o pesquisador sênior, revelam como a empresa sabia que estava amplificando conteúdo que deixava as pessoas irritadas e até incitava danos. Os documentos explicam que conteúdos sensíveis — como publicações ligadas a crenças morais ou que incentivam violência — tendem a gerar mais reação e engajamento na plataforma, especialmente quando provocam indignação. "Como esse conteúdo gera muito mais engajamento, nossos algoritmos passam a entender que os usuários gostam dele e querem ver mais", afirma o estudo. Silverman disse que, no início, a liderança da Meta parecia não saber como lidar com o conteúdo tóxico na plataforma e que houve um período em que a empresa estava "genuinamente introspectiva". Mas, segundo ele, essa posição "começou a se consolidar em uma espécie de postura defensiva". A atitude passou a ser a de que "não somos responsáveis por toda a polarização na sociedade", afirmou. "Ninguém está dizendo que vocês são responsáveis por toda a polarização. Estamos dizendo apenas que vocês contribuem para isso, e provavelmente de maneiras que poderiam evitar. Com algumas mudanças, essa contribuição poderia ser menor", afirmou Silverman. Um porta-voz da Meta negou as acusações feitas pelos denunciantes. "A verdade é que temos políticas rigorosas para proteger os usuários em nossas plataformas e fizemos investimentos significativos em segurança ao longo da última década", afirmou. A empresa também disse que "fez mudanças reais para proteger adolescentes online", incluindo a introdução de um novo recurso chamado Teen Accounts, "com proteções integradas e ferramentas para que os pais gerenciem a experiência de seus filhos adolescentes". Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia

Prolagos distribui Relatório Anual de Qualidade da Água para moradores

Publicado em: 21/03/2026 00:03

O Relatório Anual de Qualidade da Água detalha o resultado de milhares análises laboratoriais realizadas pela concessionária Divulgação/Prolagos A Prolagos está distribuindo de casa em casa o Relatório Anual de Qualidade da Água referente ao ano de 2025. O documento, que funciona como um instrumento de transparência e cidadania, detalha os resultados de milhares análises laboratoriais realizadas ao longo do último ano para garantir que a água que chega às torneiras dos moradores das cinco cidades atendidas seja segura para o consumo humano. De acordo com o levantamento, a concessionária manteve conformidade total com a Portaria GM/MS nº 888 do Ministério da Saúde, que estabelece os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água e seu padrão de potabilidade. Para alcançar esses índices, a Prolagos realiza um monitoramento contínuo em todas as etapas, desde a captação na Represa de Juturnaíba, no distrito de São Vicente de Paulo, em Araruama, até pontos de entrega nos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia. Ao longo de 2025, foram realizadas nas cinco cidades mais de 20 mil coletas para monitorar parâmetros fundamentais como cor, turbidez, presença de cloro residual, flúor e análises bacteriológicas. Todo esse processo é validado pelo laboratório da concessionária, que conta com equipamentos de alta precisão e uma equipe técnica especializada para assegurar a precisão dos dados. “A publicação deste relatório é um compromisso de transparência que temos com cada cidadão. Nosso objetivo é mostrar que, por trás de cada gota de água, existe um investimento em tecnologia e uma fiscalização técnica rigorosa para ajudar a proteger a saúde da população e apoiar o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o gerente de Operações da Prolagos, Pablo Meletti. O documento completo também está disponível para consulta no site oficial da concessionária (www.prolagos.com.br), onde os clientes podem acessar tabelas detalhadas com os resultados de cada parâmetro analisado.

Palavras-chave: tecnologia

DJ Mu540 leva funk à Índia e descobre conexão com a música de lá: 'Nós é tudo a mesma fita'

Publicado em: 21/03/2026 00:01

Nascido e criado na Baixada Santista, em São Paulo, o DJ Mu540 já sabia que chegaria longe, mas talvez não imaginasse o quanto. O produtor se apresentou no Lolla Índia, em Mumbai, em janeiro — e voltou de lá inspiradíssimo. "Os caras têm uma cultura milenar, têm uma experiência diferente da nossa. Dá para ver, dá para sentir. Lá tem um deus para dança, tá ligado? Pro ritmo, para a criação". Em entrevista ao g1, ele conta o que aprendeu com a viagem à Índia e o que vem preparando para o Brasil, incluindo o Lollapalooza, já que é um dos principais nomes no palco de música eletrônica no sábado (21). Veja abaixo: DJ Mu540 se apresenta no Lollapalooza Brasil neste sábado (21) Caique Tavares Conexão Índia-Brasil Afinal, como é o Lollapalooza Índia? Mu540 conta que o festival é bem parecido com o nosso em termos de estrutura — mas dá pra aprender muito com a forma com que eles curtem as músicas. "O que muda muito mesmo são os artistas e o público. Lá eles dançam bastante, ninguém tem vergonha de dançar, o pessoal lança os 'passinho' que eles têm, sem vergonha alguma. O mundo todo deveria aderir". A princípio, a gente pensa que tocar funk e estilos brasileiros na Índia causaria algum estranhamento — mas o DJ garante que o som deles lá conversa bem com o nosso. "Eles têm ritmos muito parecidos com o Brasil. Tipo o khutu sound, uma parada muito antiga, acho que é de um povoado antigo lá. É um ritmo muito parecido com lambada, com ritmada da zona norte. Então eles já sabiam desse ritmo, mas eles faziam um pouquinho adiantado do nosso". O DJ conta que tem se aprofundado no ritmo como ponto de partida. Ele estuda a música de vários cantos do Brasil e do mundo, para decifrar por que cada lugar explora o ritmo de um jeito. "O ritmo tem muito a ver com a comida, com o jeito, o jeito de fazer", explica. "Vou levar tecnologia do produtor periférico mundial pras pistas brasileiras. Tudo que a gente tem de tecnologia. Então isso envolve Índia, Colômbia, Paraguai, Bolívia, Singapura... todo mundo ali que não que não tá no destaque, mas estamos com força e estamos com cultura e estamos com ritmo para chegar". Initial plugin text É pra dançar Mu540 quer trazer toda essa pesquisa para o Brasil. Ele conta que preparou o set do Lollapalooza como nunca na vida: habituado a montar a sequência de músicas no improviso, desta vez, ele vai deixar tudo esquematizado antes. Isso porque ele quer garantir um telão sincronizado com o som. "É a primeira vez que eu tô montando um set, já com as viradas. Isso vai dar o dinamismo do telão, entendeu? Que a gente vai tentar juntar todo mundo, toda a minha equipe. A gente vai funcionar meio como se fosse uma banda", conta. No repertório, vai ter música indiana, garage, dubstep, techno, ritmado... Mu540 quer provar que, quando o assunto é música eletrônica, todos os produtores conversam a nível mundial. "Tô explorando todos os campos de todas as vertentes da música eletrônica, incluindo o funk como um filho da música eletrônica. Pra gente ver que nós é tudo a mesma fita. Só nascemos cada um em um lugar". Mu540 se apresenta no Lollapalooza Brasil neste sábado (21) Caique Tavares Para quem é um show do Mu540, então? Ele resume: "é para quem gosta de dançar". "Se o público fizer força para não dançar, mata qualquer carreira. Então o público ele tem que vir junto, então o público joga comigo também e eu tenho isso com o meu público. Meu público pode estar uma vibe zoada no dia, mas se meu público tiver lá, mano, a gente vai fazer o rolê. Se você é fã do DJ Mu540, você é o DJ também". "Eu fico 1 hora e meia treinando o passinho quando eu faço uma música nova. Eu fico dançando minhas próprias músicas porque eu quero ver se tá bom. Eu também sou meu público, tá ligado? Então o show do Mu540 é para você dançar, mano. Sai de casa para dançar, tá? Tá triste, dá um abraço em alguém, fala com a sua mãe e vai dançar e volta".

Palavras-chave: tecnologia

TRE-AM reverte decisão sobre fraude à cota de gênero e mantém vereadores nos cargos em Eirunepé

Publicado em: 20/03/2026 23:04

TRE-AM reverte decisão sobre fraude à cota de gênero e mantém vereadores nos cargos em Eirunepé. Divulgação/TRE-AM O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas reformou a decisão que havia reconhecido fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024 em Eirunepé, no interior do estado. Com o novo julgamento, foram mantidos nos cargos os vereadores eleitos pelos partidos PSB e AGIR. A mudança ocorreu após as siglas apresentarem embargos de declaração na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apurava supostas irregularidades no cumprimento da cota mínima de candidaturas femininas. A ação foi proposta pela candidata à vereadora Cibele de Freitas Mendes e havia sido relatada pelo então membro do Pleno, Fabrício Frota Marques. Na ocasião, o tribunal decidiu, por unanimidade, pela cassação dos mandatos de cinco parlamentares. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A decisão anterior apontou a existência de candidaturas femininas fictícias, o que levou à anulação dos votos recebidos pelos partidos e, consequentemente, à perda dos mandatos dos eleitos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante a sessão realizada na quinta-feira (19), houve empate na votação dos embargos. Coube à presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, proferir o voto de minerva. Com isso, os embargos foram aceitos, revertendo a decisão anterior e restabelecendo a composição da Câmara Municipal de Eirunepé. O acórdão do julgamento deve ser publicado nos próximos dias no sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe). LEIA TAMBÉM: Governo federal regulamenta refino na Zona Franca de Manaus e prevê incentivo fiscal para combustíveis Leopoldo Montenegro assume comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus

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Justiça proíbe Prefeitura de SP de fechar mais um centro de acolhida na Zona Leste; unidade faz 14 mil atendimentos por mês

Publicado em: 20/03/2026 20:51

Usuários do centro de acolhida São Leopoldo em ato contra o fechamento do serviço Lucas Martins A Justiça de São Paulo proibiu a gestão Ricardo Nunes (MDB) de fechar ou reduzir o número de vagas do Centro de Acolhida São Leopoldo, localizado no Belenzinho, na Zona Leste da capital. O equipamento realiza cerca de 14 mil atendimentos mensais à população em vulnerabilidade social, com 180 vagas de pernoite e distribuição de 450 refeições diárias. É a segunda decisão contrária à prefeitura, neste mês, referente a encerramento de serviços de centros de acolhida da região (leia mais abaixo). A prefeitura planejava interromper o serviço a partir do dia 17 do mês que vem, atendendo pedido do vice-prefeito, Ricardo Mello Araújo (PL), e do ex-subprefeito da Mooca, Marcos Vinícius Valério. A entidade que administra a unidade foi oficialmente comunicada da rescisão na semana passada e 93 colaboradores já estão de aviso-prévio. A decisão desta sexta-feira (20) considera que o encerramento do serviço configuraria descumprimento de uma liminar anterior e impõe multa diária de R$ 30 mil caso o atendimento seja descontinuado pelo município. A ação movida pela Defensoria Pública do estado também protege um hotel social que seria fechado na semana que vem. A prefeitura recebeu 24 horas para se manifestar nos autos. O risco de desassistência com o fechamento do centro de acolhida já havia motivado recomendação contrária à medida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Nesta quinta-feira (19), o órgão pediu que a decisão de fechamento fosse imediatamente suspensa até que sejam apresentadas justificativas técnicas e garantias da continuidade do atendimento aos usuários. Prefeitura de SP anuncia novo Censo da População de Rua para 2025 Relatórios produzidos pela própria Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) reconhecem a importância do São Leopoldo para a rede socioassistencial da região. Um documento publicado em setembro do ano passado apontou que o atendimento teve 99% de avaliação positiva em 60 pareceres técnicos. No início de março, uma funcionária da pasta se opôs expressamente ao fechamento do serviço, considerado de "excelente execução". A medida faz parte de um processo de reorganização da rede de assistência na região da Mooca, iniciado em maio passado por uma solicitação direta do vice-prefeito Mello Araújo (PL) com o então subprefeito Marcos Vinicius Valério (em janeiro ele assumiu o comando da Subprefeitura da Sé). Em cartas oficiais enviadas à secretária Eliana Gomes, eles solicitaram a transferência "urgente" do equipamento para outro local, argumentando que muitos usuários ficam aglomerados em calçadas e vias públicas, causando incômodo à vizinhança e prejudicando a segurança e a organização urbana. Ricardo Nunes (MDB) e o vice Ricardo Mello Araújo (PL) na posse em 1° de janeiro de 2025, na Câmara Municipal de SP. Divulgação/Rede Câmara Dias depois, a titular da pasta solicitou a elaboração de um estudo para viabilizar a transferência do serviço, alegando que as condições atuais poderiam "macular o nobre trabalho da Administração e a imagem do nosso Nobre Prefeito". O relatório final do grupo de trabalho sugeriu que o atendimento fosse desmembrado, mas não encerrado, para aliviar a sobrecarga causada pela sobreposição de serviços. Em nota, a secretaria informou que, "em relação ao Centro São Leopoldo, a pasta realiza estudos técnicos. A iniciativa integra o processo permanente de monitoramento da SMADS, com foco no aprimoramento contínuo da rede de proteção social". O g1 questionou a Prefeitura de São Paulo se existe um plano para realocar os usuários do núcleo São Leopoldo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A gestão municipal também não esclareceu se pretende contratar outras organizações para que o atendimento não seja interrompido. MP investiga reorganização A reorganização dos serviços de assistência social na região da Mooca é alvo de um inquérito civil instaurado pela Promotoria de Direitos Humanos da capital. Recentemente, a gestão Nunes recuou da decisão de fechar o Núcleo São Martinho de Lima, serviço fundado há 35 anos pelo padre Julio Lancellotti, após mobilização social e investigação do MP. A investigação foi aberta após uma representação formal do deputado estadual Eduardo Suplicy e da vereadora Luna Zarattini, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). Os parlamentares argumentam que o fechamento viola a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 976, que reconheceu um "estado de coisas inconstitucional" em relação à população de rua no Brasil. Segundo o argumento jurídico, a prefeitura estaria levantando "barreiras intransponíveis" ao acesso a serviços públicos essenciais, contrariando a ordem da Suprema Corte de eliminar obstáculos e garantir dignidade à população vulnerabilizada. Nesta quarta-feira (18), dezenas de usuários do núcleo São Leopoldo participaram de um ato contra o fechamento da unidade na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco. De acordo com o último Censo da prefeitura, 31.884 pessoas viviam em situação de rua na capital em 2021. Um levantamento atualizado está em produção e deve ser publicado no segundo semestre.

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Pirarucu: entenda porque peixe nativo da Amazônia se tornou invasor dentro do próprio rio

Publicado em: 20/03/2026 20:10

Pirarucu adulto pode passar de 2 metros de comprimento manimiranda O pirarucu, um dos peixes mais conhecidos da Amazônia, passou a ser tratado como espécie invasora em um trecho do rio Madeira, em Porto Velho, acima da barragem de Santo Antônio. A mudança foi oficializada nesta semana por uma medida do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que liberou o abate do peixe sem limite nessa região. Na prática, isso significa que pescadores — tanto profissionais quanto artesanais — agora podem capturar e abater o pirarucu sem restrições de quantidade, tamanho ou período do ano. Mas por que essa decisão foi tomada? Segundo a doutora em Biodiversidade e Biotecnologia, Dayane Catâneo, a expansão do pirarucu para novas áreas do rio está diretamente ligada às mudanças no ambiente. Antes, a espécie era encontrada principalmente na parte do rio Madeira abaixo da antiga Cachoeira de Santo Antônio, onde as condições naturais eram mais favoráveis. Naquela região, a presença de várias corredeiras, com águas rápidas e turbulentas, funcionava como uma espécie de barreira natural. Esse tipo de ambiente não favorece o pirarucu, que prefere águas mais calmas, como lagos e áreas de pouca correnteza. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com as alterações no rio, essas barreiras deixaram de existir, facilitando a chegada do peixe a novos trechos. De acordo com Dayane Catâneo, o pirarucu é um predador de topo da cadeia alimentar e não possui predadores naturais. Isso faz com que, ao ocupar novos ambientes, ele possa reduzir a população de outras espécies nativas e causar desequilíbrios no ecossistema aquático. "Como o é um predador forte, o pirarucu pode diminuir outras espécies e mudar o equilíbrio do rio. Por isso, mesmo sendo da Amazônia, ele é considerado invasor nessas regiões específicas, onde pode causar impactos ao meio ambiente", explicou Dayane. Ainda de acordo com Dayane, o problema não está no peixe em si, mas nas mudanças ambientais que permitiram sua expansão. Por isso, ela defende o controle da espécie como uma forma de evitar impactos maiores na biodiversidade local. Decisão O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classificou o pirarucu como espécie invasora na região acima da barragem de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Além disso, o órgão autorizou a captura e o abate sem limite do peixe nessa área. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana. No caso do rio Madeira, acima da barragem de Santo Antônio, os peixes não poderão ser devolvidos em suas áreas de origem, caso capturados: todos devem ser abatidos obrigatoriamente. Os produtos da pesca só podem ser comercializados dentro do estado onde o peixe foi retirado. Caso sejam transportados para outro estado, serão apreendidos. A norma também autoriza que governos estaduais e municipais incentivem ações de controle da espécie. O pirarucu abatido poderá ser destinado a programas sociais, como merenda escolar, hospitais públicos e iniciativas de combate à fome. Em unidades de conservação, o controle dependerá de autorização dos gestores e deverá seguir os planos de manejo específicos. A decisão será reavaliada em três anos, para verificar se a medida é eficaz no controle da presença do pirarucu fora de sua área natural.

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Lei que recompensa financeiramente denúncias de maus‑tratos a animais entra em vigor em Presidente Prudente

Publicado em: 20/03/2026 19:49

Animais vítimas de maus-tratos e abandono recebem cuidados em abrigo de Presidente Prudente (SP) Reprodução/Abrigo municipal Uma nova lei que entrou em vigor em Presidente Prudente (SP) prevê recompensa financeira a quem denunciar maus-tratos contra animais no município. A lei foi sancionada e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (19). A medida havia sido aprovada pela Câmara Municipal em 23 de fevereiro. Assim como o documento do Diário Oficial, a proposta prevê punição aos responsáveis pelos maus-tratos, além de estimular a colaboração de moradores na fiscalização das infrações previstas na Lei Municipal nº 10.006/2019. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo o Diário Oficial, a Lei nº 11.900 autorizada pelo prefeito Milton Carlos de Mello, o Tupã (Republicanos), passou a valer na data de publicação, sendo a partir de quinta-feira (19). Já a lei de 2019 define como maus-tratos toda conduta que coloque em risco a integridade física ou psicológica do animal. Entre as práticas enquadradas estão agressões físicas, envenenamento, abusos e abandono em vias públicas ou em locais fechados e desabitados, além da omissão de socorro. Câmara vota projeto que prevê recompensa para quem denunciar maus-tratos em animais LEIA TAMBÉM: ‘Tem ração nessa casa?’: rapaz é preso após polícia encontrar cão desnutrido e com carrapatos em Álvares Machado Mulher é presa suspeita de manter 23 animais em situação de maus-tratos em Itapetininga Aumento nos casos de maus-tratos a animais no interior de SP acende alerta: 'Precisamos de leis mais fortes', diz presidente da OAB A legislação também considera maus-tratos a negligência por parte dos tutores, como a falta de controle reprodutivo de fêmeas e a interrupção da amamentação antes do período adequado de desmame. Recompensa financeira A lei de 2019 previa a aplicação de multas calculadas com base em Unidades Fiscais do Município (UFMs), cujo valor era multiplicado conforme o número de animais vítimas de maus-tratos. As penalidades eram estabelecidas da seguinte forma: 20 UFMs: para casos de maus-tratos que não resultassem em lesão ou morte do animal; 40 UFMs: quando houvesse lesão; 80 UFMs: quando o ato resultasse na morte do animal. Em 2026, cada UFM está fixada em R$ 5,36, após reajuste de 4,46% anunciado pela Prefeitura de Presidente Prudente em dezembro de 2025. A lei de autoria do vereador Wellington Bozo estabelece que o morador que colaborar com a identificação do infrator poderá receber 20% do valor da multa efetivamente arrecadada pelo município. A quantia deverá ser paga ao denunciante em até 30 dias após o recebimento do valor pelo poder público. Para ter direito ao benefício, o morador deverá apresentar, no momento da denúncia, provas como fotos, vídeos e/ou a identificação dos supostos envolvidos. De acordo com o texto do projeto, a fiscalização poderá ser feita por qualquer cidadão ou instituição, mediante a apresentação de provas, testemunhas ou boletim de ocorrência ao órgão competente do município, para que sejam adotadas as providências cabíveis e aplicadas as penalidades previstas. Importância de denunciar Ao g1, o capitão da Polícia Militar Ambiental, Júlio César Cacciari, destacou a importância do apoio da população por meio de denúncias para o trabalho da corporação. Initial plugin text “Nenhuma viatura, nenhuma equipe, nenhuma força de segurança consegue estar em todos os locais ao mesmo tempo. Mas, quando a população denuncia, sem dúvida, ela se torna nossos olhos e nossos ouvidos no combate a qualquer tipo de crime.” Para o agente, a aprovação do Projeto de Lei pelo Legislativo é um passo importante e fundamental em todas as questões que envolvem a proteção animal. “Maus-tratos não é um problema particular, é crime. E crime tem que se combater com a ação. Quando alguém registra imagens, reúne informações e torna uma denúncia palpável, está rompendo esse ciclo de violência, salvando uma vida que não pode se defender sozinha”, reforça Cacciari. Denunciar casos de maus-tratos é um ato de coragem e responsabilidade social, conforme aponta o capitão da Polícia Ambietal. “O silêncio protege sempre o agressor e a denúncia protege a vítima. Seguimos fortes na defesa da vida e no combate ao crime de maus-tratos, afinal de contas, aqui a nossa missão é proteger a vida.” Nas redes sociais, capitão divulga ocorrências para conscientizar a população sobre o bem-estar animal Reprodução/Júlio Cacciari/Arquivo Pessoal Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Pelo menos três crimes foram orquestrados dentro de presídios da Bahia em uma semana

Publicado em: 20/03/2026 19:44

Investigação aponta que menina que desapareceu foi morta por vingança de traficante preso Pelo menos três crimes contra mulheres foram orquestrados dentro de presídios da Bahia na última semana. Um deles terminou com uma adolescente de 14 anos morta e os outros dois com vítimas traumatizadas. Os casos aconteceram entre os dias 12 e 16 de março. Os crimes são apurados pelas Polícia Civis da Bahia e do Espírito Santo, onde mora uma das pessoas atacadas pelos suspeitos. Pelo menos três pessoas tiveram mandados de prisão cumpridos por envolvimento nas ações. Um quinto investigado morreu em confronto com policiais. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Adolescente executada Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, foi encontrada morta, na quinta-feira (19), sete dias depois de sumir ao sair da escola onde estudava, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A suspeita é de que ela tenha sido executada no mesmo dia do desaparecimento, 12 de março. Segundo a polícia, o traficante Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, ordenou o crime, por vingança, de dentro da Cadeia Pública de Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. O motivo seria o fato dele ter acreditado que Thamiris foi a responsável por denunciá-lo à polícia por violência doméstica — o que o levou ao sistema prisional no dia 20 de fevereiro. O vizinho da vítima é apontado como suspeito de ter atraído a menina para a morte. Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, conhecia a garota há mais de 10 anos. Sem saber que estava sob investigação, o homem chegou a integrar o grupo de voluntários que ajudava nas buscas e fez protestos com familiares e amigos da menina. Davi de Jesus Ferreira é apontado como mandante da morte de Thamiris Divulgação Os dois foram alvos de mandados de prisão preventiva na quinta-feira. Um deles cumprido no presídio e o outro na casa do suspeito, no bairro do Jardim das Margaridas, em Salvador. Enquanto era capturado pela polícia, Rodrigo foi ameaçado por moradores da região. O interior da residência dele, que fica abaixo da casa da família da adolescente, foi destruído. Na manhã desta sexta-feira (20), mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro endereços investigados por envolvimento no crime. Um deles fica na Rua Antônio das Neves, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Na região, foram realizadas buscas por vestígios biológicos e outros indícios que possam contribuir para o esclarecimento do crime, que ainda não teve as circunstâncias detalhadas. Até a última atualização desta reportagem, apenas Davi e Rodrigo tinham sido presos. No entanto, a polícia investiga a participação de outras pessoas. Thamiris dos Santos Pereira, 14 anos. Redes sociais Sequestro em shopping Na tarde do último domingo (15), uma idosa de 77 anos e suas duas filhas foram sequestradas no estacionamento do Salvador Shopping, no bairro do Caminho das Árvores, área nobre da capital baiana. As mulheres foram mantidas em cárcere por cerca de 12 horas, no bairro de Plataforma, no Subúrbio de Salvador, até que o mandante do crime informou o local do cativeiro, na manhã da segunda (16). O homem também é um dos detentos do Complexo da Mata Escura, porém fica na Penitenciária Lemos Brito (PLB). Segundo a polícia, Pedro Vitor Lima Sena Júnior cooperou depois que investigadores prenderam a companheira dele, que foi uma das pessoas beneficiadas por transferências bancárias feitas pelas vítimas sob ameaça. A pedido da polícia, Emile Quessia Oliveira ligou por chamada de vídeo para o suspeito, que atendeu de dentro da cela. Para isso, foi usado o celular que o homem se comunicava com os comparsas que estão fora do sistema prisional. Mulher que recebeu pix de sequestrada vai continuar presa Investigado por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo e homicídio, Pedro também passou a responder por mais esse crime. Além dele e de Emile Quessia, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, outros suspeitos são procurados. As vítimas relataram a participação de pelo menos seis homens no sequestro. O grupo foi responsável por levar as mulheres para o cárcere, além de fazer ameaças com armas para que elas dessem o dinheiro roubado pelos suspeitos. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos outros envolvidos tinha sido preso. Crime por prêmio da Mega-Sena Já na segunda-feira (16), uma ordem que partiu do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, levou ao sequestro de uma adolescente de 16 anos, em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo as investigações, que resultaram no resgate da jovem dois dias depois, o crime foi planejado após os criminosos descobrirem que um parente da vítima teria faturado um prêmio de R$ 99,59 milhões da Mega-Sena em agosto do ano passado. Adolescente sequestrada foi solta após operação na Bahia Reprodução/PCES Conforme apurou o g1 na região, a intenção era sequestrar um parente direto do vencedor do sorteio, porém os suspeitos tiveram dificuldades para executar o plano e acabaram capturando a adolescente que não tem vínculo consanguíneo com o milionário. Após o sequestro, a garota foi levada para a cidade de Nova Viçosa, no sul baiano, onde ficou mantida. Com o resgate, a adolescente foi encaminhada, sem ferimentos, para o estado natal. Na mesma ação de resgate, ocorrida durante uma operação, um dos criminosos foi baleado e morreu. O nome dele não foi divulgado. A ação apreendeu uma arma de fogo, um veículo com restrição de roubo e aproximadamente 800 gramas de entorpecentes, como crack e maconha. As investigações continuam para identificar os demais suspeitos. Presídios superlotados e falta de estrutura Complexo Penitenciário da Mata Escura em Salvador SEAP Bahia Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a Cadeia Pública, onde está preso o suspeito de ordenar o assassinato de Thamiris, está superlotada. O local que tem capacidade para 842 presos, tem atualmente 1.247 detentos — 421 a mais. Em contato com a TV Bahia, o Sindicato dos Policiais Penais da Bahia (SINPPSPEB) diz que o local foi reformado recentemente, mas não conta com sistema de bloqueio de sinal de celular. A entidade diz ainda que a vigilância dos presos é feita por 10 agentes, quase 25 vezes menos do que o que recomenda o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que orienta um policial penal a cada cinco detentos. Conforme apurou a equipe de reportagem, a situação é parecida na Penitenciária Lemos Brito, de onde saiu o plano de sequestro de mãe e filhas. Com capacidade para 878 presos, a unidade comporta 1.627, um excedente de 749 presos. No presídio, conforme o Sindicato os detentos são vigiados por 20 policiais penais por plantão, quando o mínimo ideal para a categoria seriam 200. Já no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, o excedente é de 362 presos. A unidade tem capacidade para 331, mas abriga 660. A unidade deveria ter 70 policiais penais por plantão, mas opera com 7. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) garantiu que o combate à entrada de ilícitos nos presídios, o que inclui aparelhos celulares, é permanente, com controle rigoroso de acesso e uso de tecnologias. Das 25 unidades aptas, 17 já têm bodyscan, com previsão de instalação nas outras até o fim de ano. Segundo a pasta, as demais contam com detectores de metais e bloqueadores de sinal, e as revistas são regulares. Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia Reprodução/Redes Sociais Leia o que diz a Seap na íntegra "A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informa que o combate à entrada de ilícitos, o que inclui aparelhos celulares, nas unidades prisionais do estado é uma ação permanente e integrada à rotina operacional do sistema. No que se refere ao controle de acesso, as unidades adotam protocolos rigorosos de segurança, com fiscalização e uso de diferentes tecnologias. Atualmente, das 25 unidades aptas a instalação do bodyscan, 17 já contam com o sistema em funcionamento, havendo previsão de instalação em todas as unidades até o final desse ano. Mesmo nas unidades que ainda não contam com o equipamento, o controle é realizado por meio de raquetes, esteiras e portais detectores de metais presentes em todas as unidades, além dos bloqueadores de sinal. As revistas operacionais são realizadas de forma regular e permanente, com uma média de duas por mês em cada unidade. A Seap destaca ainda que a lei de execução penal assegura aos custodiados assistências jurídica, de saúde, odontológica, além do direito à visitação, tendo o interno, por tanto, contato com o mundo externo, não só supostamente via celular. Por fim, a secretaria reafirma que os protocolos de segurança são constantemente monitorados, avaliados e aprimorados, com foco na prevenção e no fortalecimento do controle nas unidades prisionais do estado". Pelo menos três crimes foram orquestrados dentro de presídios da Bahia em uma semana Reprodução/TV Bahia/Divulgação LEIA MAIS: Mais três suspeitos de envolvimento nas mortes de técnicos de internet em Salvador são presos Olheiro, mandantes e executores: entenda como traficantes agiram nos assassinatos dos três técnicos de internet em Salvador Ex-diretora de presídio acusada de facilitar fuga de 16 detentos na Bahia deixa presídio após mais de um ano Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Elon Musk é considerado culpado por fraudar investidores antes de comprar o Twitter, diz agência

Publicado em: 20/03/2026 19:42

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber O bilionário Elon Musk foi considerado culpado por fraudar acionistas do antigo Twitter em 2022, antes de comprar a rede social, informou nesta sexta-feira (20) a Bloomberg. A decisão foi tomada por um júri federal dos Estados Unidos, que responsabilizou Musk por tentar derrubar o preço das ações da empresa em uma tentativa de renegociar ou desistir da compra. Em abril de 2022, o Twitter anunciou ter aceitado uma proposta de US$ 44 bilhões, feita por Musk para comprar a plataforma. No mês seguinte, o empresário acusou a empresa de subnotificar a quantidade de contas falsas ou voltadas para spam, conhecidas como bots. O Twitter informava que menos de 5% de sua base de usuários era de contas falsas ou de spam. Mas Musk disse que o índice chegava a pelo menos 20% de todas as contas da rede social, o que, segundo ele, diminuiria o valor do negócio. "Você não pode pagar o mesmo preço por algo que é muito pior do que eles alegaram", disse Musk na All-In Summit 2022, uma conferência de tecnologia nos Estados Unidos em meio ao embate com a antiga administração da empresa. Depois de Musk questionar os números oficiais, as ações do Twitter passaram a se desvalorizar. Em apenas um dia, elas caíram quase 11% na bolsa de Nova York. Musk foi processado por fazer acusações falsas que prejudicaram acionistas. O nível dos danos ainda serão determinados pela Justiça americana, informou a Bloomberg. À época, o empresário retomou a negociação e concluiu a compra do Twitter em outubro de 2022. Sob seu comando, a plataforma abandonou o antigo símbolo do pássaro azul e passou a se chamar X.

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Ministro Paulo Teixeira visita Vale do Ribeira e anuncia investimentos e ações para agricultores e quilombolas

Publicado em: 20/03/2026 19:25

Ministro Paulo Teixeira cumpre agenda em Iguape para assinatura de acordo com a Cooperpesca. Dione Teixeira/TV Tribuna O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), visita o Vale do Ribeira entre esta sexta-feira (20) e sábado (21). Conforme apurado pelo g1, ele cumpre uma agenda voltada à agricultura familiar, cooperativismo e políticas públicas para comunidades quilombolas. O primeiro compromisso ocorreu por volta das 16h30 desta sexta-feira, em Iguape (SP). Teixeira esteve na sede da Cooperpesca Artesanal, onde foi assinado um acordo de R$ 1,9 milhão com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para fortalecer a pesca artesanal. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ainda nesta sexta-feira, o ministro seguiu para Registro (SP), onde participou de uma aula magna no Instituto Federal (Campus Registro) e visitou salas dos cursos da unidade. Já no sábado, a programação tem início em Miracatu, com uma visita à Associação dos Bananicultores de Miracatu (ABAM), onde Teixeira vai acompanhar o trabalho de agricultores familiares na produção de banana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em seguida, o ministro vai participar de um encontro na Câmara Municipal com autoridades locais, prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira e Litoral Sul (Codivar) e representantes da sociedade civil, com anúncios de programas e investimentos para o setor. O último compromisso na região será em Eldorado, com um encontro com comunidades quilombolas no Patrimônio Integrado do Quilombo André Lopes (PIQUAL), onde serão entregues portarias de reconhecimento de territórios. Confira a agenda completa: Sábado (21) 8h — Miracatu: visita à Associação dos Bananicultores de Miracatu (ABAM) 8h30 — Miracatu: encontro na Câmara Municipal com autoridades e anúncios de programas 11h — Registro: conversa com lideranças locais na Praça da Vila Romão 12h30 — Jacupiranga: reunião-almoço com o prefeito 14h — Eldorado: encontro com quilombolas no PIQUAL e entrega de portarias de reconhecimento de territórios VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Mulheres são presas por envolvimento em assassinato de secretário municipal no interior do Ceará

Publicado em: 20/03/2026 19:19

Vídeo mostra momento em que secretário municipal é morto a tiros no interior do Ceará Duas mulheres foram presas em flagrante nesta sexta-feira (20) por suspeita de envolvimento no assassinato do secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, morto a tiros na manhã de quinta-feira (19), em um comércio no centro do município, no interior do Ceará. As duas suspeitas têm 24 anos e foram detidas no município de Caucaia, a cerca de 66 quilômetros da cidade onde ocorreu o crime. Conforme as investigações, elas são apontadas como integrantes de um grupo criminoso e seriam responsáveis por monitorar e repassar informações sobre a vítima aos atiradores. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo testemunhas, Ricardo estava em um depósito de construção de sua propriedade quando foi surpreendido pelos disparos. Nas imagens, o secretário aparece conversando dentro do estabelecimento, acompanhado de outros dois homens, quando dois suspeitos encapuzados entram no local e efetuam diversos disparos. Um vídeo registrado por câmeras de segurança na parte externa do imóvel mostra quando um carro prata para em uma rua na lateral do estabelecimento, antes do crime. Em seguida, os dois criminosos descem do veículo, enquanto o motorista permanece no carro. Vídeo mostra chegada e fuga de suspeitos após execução de secretário no interior do Ceará. Após o crime, os criminosos correm de volta em direção ao automóvel. O motorista então arranca, e os dois entram no carro já em movimento antes da fuga. A Polícia Civil informou que segue nas buscas para capturar outros suspeitos de envolvimento no crime. Além de secretário, Ricardo Abreu é pai do vereador Júnior Abreu, presidente da Câmara de São Luís do Curu, e tio do atual prefeito do município, Tiago Abreu. Ele também foi vereador da cidade por dois mandatos. Ricardo abreu foi presidente da Câmara Municipal Secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, foi morto a tiros no depósito de construção de sua propriedade. Reprodução O prefeito de São Luís do Curu, Tiago Abreu, publicou uma nota de pesar em seu perfil no instagram. O político lembrou que o tio foi vereador, presidente da Câmara Municipal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade. Tiago Abreu destacou a dedicação do tio ao serviço público e o compromisso com a população. Segundo ele, Ricardo era reconhecido pelo respeito e senso de responsabilidade no exercício das funções. “Que sua trajetória seja lembrada com carinho, respeito e gratidão. Seu legado permanecerá vivo entre nós”, diz trecho da nota. O velório e enterro de Ricardo ocorreram na tarde desta sexta-feira (20). Dois criminosos mataram o secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso. Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Unimed amplia cirurgias complexas e realiza implante de esfíncter urinário

Publicado em: 20/03/2026 18:41

O Hospital Unimed Cuiabá realizou recentemente seu primeiro implante de esfíncter urinário artificial, ampliando a oferta de procedimentos urológicos especializados na unidade. A cirurgia representa mais uma alternativa de tratamento para pacientes que enfrentam incontinência urinária grave, condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. O esfíncter urinário artificial é um dispositivo implantado cirurgicamente. Ele funciona como uma válvula que controla a passagem da urina, substituindo a função do esfíncter natural quando o músculo responsável pelo controle urinário deixa de funcionar adequadamente. O procedimento exige equipe médica especializada, estrutura hospitalar adequada e acompanhamento multiprofissional. A realização da cirurgia reforça a capacidade técnica do hospital e integra o processo de ampliação dos serviços de média e alta complexidade oferecidos na unidade. “É uma cirurgia que não é feita com frequência, como é uma implantação de uma prótese, um sistema complexo para auxiliar na incontinência urinária masculina, é uma cirurgia que é feita num ambiente em que o cirurgião confia muito. Onde conhece os processos de esterilização, um centro cirúrgico adequado”, destaca o diretor-presidente da Unimed Cuiabá, Carlos Bouret, médico urologista. A primeira cirurgia de implante de esfíncter urinário no Hospital Unimed Cuiabá foi feita pela equipe dos médicos urologistas Dr. Carlos Bouret e Dr. Felipe Bouret. “Eu confio no centro cirúrgico do nosso hospital, tenho feito praticamente todas as minhas cirurgias nele,” destaca Bouret. A opinião é compartilhada também pelos médicos urologistas Dr. Walid Khalil, de Cuiabá, e Dr. Eduardo Bertero, de São Paulo. Após fazer a primeira cirurgia no Hospital da Unimed Cuiabá, Dr. Walid Khalil, avaliou a estrutura da unidade como sendo de primeira qualidade. E o colega cirurgião convidado por ele complementou: “Hospital moderno, bem atual, salas bem equipadas, material bom, e uma equipe preparada para oferecer segurança em cada detalhe”, disse o urologista e Andrologista, Eduardo Bertero. A cirurgia representa mais uma alternativa de tratamento para pacientes que enfrentam incontinência urinária grave. Assessoria. Inaugurado oficialmente em 29 de maio de 2025, o hospital vem ampliando gradativamente o número de cirurgias e consolidando sua atuação assistencial em Mato Grosso. Desde a inauguração, a agenda cirúrgica tem crescido de forma consistente. De junho de 2025 a fevereiro de 2026, mais de 2.100 procedimentos já foram realizados no Centro Cirúrgico, contemplando áreas como Oncologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Ortopedia, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia e Mastologia. Só nos dois primeiros meses de 2026 já foram 745 cirurgias. Segundo o diretor-presidente da Unimed Cuiabá, Carlos Bouret, colocar o hospital em pleno funcionamento é uma prioridade desta gestão. “Temos um compromisso claro de colocar o Hospital Unimed Cuiabá para funcionar, com uma estrutura moderna, segura e à altura do que nossos cooperados e pacientes merecem”, afirmou. A gestão também tem incentivado a utilização do Centro Cirúrgico pelos médicos cooperados, que contam com equipamentos modernos, fluxos eficientes e suporte completo às equipes assistenciais. Na prática, os investimentos já refletem na rotina dos profissionais. Com mais de 30 anos de experiência, a cirurgiã plástica Dulciyara Lopes destaca a estrutura e a organização da unidade. “O Centro Cirúrgico é muito organizado, moderno e oferece várias tecnologias. Ele atende muito bem às necessidades dos médicos e, principalmente, dos pacientes”, avaliou. Médico Responsável: Dr. Carlos Eduardo Almeida Bouret, inscrito no CRM – MT 2426

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Hospital São José promove ação pelo uso consciente da água

Publicado em: 20/03/2026 18:34

O Hospital São José realizou uma ação interna alusiva ao Dia Mundial da Água, celebrado neste dia 22 de março, com foco no uso responsável dos recursos hídricos e na prevenção de desperdícios dentro da instituição. A iniciativa envolveu vistorias técnicas em diversos setores, incluindo áreas assistenciais, administrativas e de apoio. Durante as inspeções, foram avaliadas as condições da rede hidráulica, com atenção a possíveis vazamentos, desgastes e oportunidades de melhoria na estrutura. Hospital São José Divulgação Paralelamente a isso, também foi desenvolvida uma ação de conscientização com os colaboradores, reforçando a importância de comunicar imediatamente a equipe de manutenção ao identificar qualquer tipo de irregularidade. A participação dos profissionais é considerada importante para evitar desperdícios e garantir agilidade na resolução de problemas. “Estamos reforçando a importância de um recurso essencial para todos nós, a água. Pequenas atitudes no dia a dia fazem uma grande diferença, e a colaboração de cada profissional é fundamental. Cuidar da água é cuidar do meio ambiente, da nossa instituição e das futuras gerações”, explica a assistente de Meio Ambiente do setor de Qualidade do hospital, Franciani Sandrini Angulski. De acordo com o responsável pela manutenção hidráulica da instituição, Junior Jaime da Silva, o caráter preventivo das vistorias e a importância do envolvimento coletivo é importante para promover a conscientização de todos. “Nosso trabalho é garantir que toda a rede hidráulica do hospital funcione de forma segura e eficiente. Durante as vistorias, avaliamos torneiras, conexões, sanitários e equipamentos para prevenir desperdícios e evitar problemas maiores. Mas contamos com o apoio de todos para que, ao perceber qualquer vazamento, avise a manutenção. Essa parceria é muito importante para mantermos a qualidade e evitar o desperdício de água”, garante Junior. A ação tem como objetivo fortalecer o uso responsável da água, reduzir desperdícios, promover a sustentabilidade e gerar economia para a instituição, além de reforçar o compromisso do hospital com a gestão consciente dos recursos naturais. A atividade foi realizada em parceria entre os setores de manutenção hidráulica e qualidade. Hospital São José Divulgação Reconhecimento em sustentabilidade O trabalho desenvolvido pelo Hospital São José na área ambiental também vem sendo reconhecido por meio de certificações voltadas à sustentabilidade. Recentemente, a instituição recebeu um selo que destaca práticas adotadas no laboratório de análises clínicas, especialmente pela utilização de tecnologias que reduzem o consumo de água nos processos de análise. Entre os resultados, está a economia estimada de cerca de 600 mil litros de água por ano, obtida com o uso de sistemas que dispensam o consumo direto de água durante os exames. O reconhecimento evidencia a busca por soluções que conciliam eficiência assistencial e responsabilidade ambiental.

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