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Ciência no bar: festival leva debates científicos ao público em Presidente Prudente; veja como participar

Publicado em: 10/05/2026 19:15

Pint of Science é realizado simultaneamente em 27 países, em mais de 500 cidades, sendo 100 brasileiras Divulgação A cidade de Presidente Prudente (SP) recebe, entre os dias 18 e 20 de maio, o Pint of Science, considerado o maior festival de divulgação científica do mundo. A proposta é aproximar pesquisadores do público em conversas informais realizadas em bares. Em sua quarta edição no município, o evento terá a participação de docentes e estudantes de três instituições de ensino: a FCT Unesp, o IFSP Presidente Prudente e a Unoeste, por meio do Grupo de Estudo em Reprodução Animal (Reprodoeste), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “O evento mobiliza pesquisadores para discutir temas contemporâneos de interesse público, em um ambiente descontraído, promovendo o encontro direto entre a ciência e a sociedade”, explica o coordenador local do festival, professor doutor Ricardo Pires de Paula. Ao todo, nove especialistas participarão das rodas de conversa, que abordam assuntos presentes no cotidiano das pessoas. “Essa ampliação reforça o caráter multidisciplinar do Pint of Science e consolida a articulação entre diferentes campos do conhecimento em torno da divulgação científica”, destaca Ricardo. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Além das conversas com pesquisadores, a programação inclui atrações musicais, momentos de interação com o público, espaços para troca de experiências e sorteio de brindes, unindo conhecimento e entretenimento. “A proposta tem atraído públicos diversos e fortalecido a cultura científica em Presidente Prudente”, acrescenta. O Pint of Science ocorre simultaneamente em 27 países. No Brasil, mais de 100 cidades participam da iniciativa. O festival é gratuito e não exige inscrição prévia. Nos dias 18 e 19 de maio, as atividades serão realizadas na Fábrica Gastrobar. Já no dia 20, o encontro ocorre no Jardim Suinga. As programações começam sempre às 19h. LEIA TAMBÉM: Fã de Stitch, menina tem aniversário transformado por surpresa em pizzaria no interior de SP Pedidos judiciais por questões de saúde aumentam quase 20% em Presidente Prudente Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo Temas das apresentações No primeiro dia (18), a pesquisadora Barbara Antunes (FCT Unesp) falará sobre a relação entre ciclo menstrual e imunidade. O professor Antonio Tommaselli (FCT Unesp), coordenador do projeto Harpia, apresentará aplicações do sensoriamento remoto na agricultura digital. Já a especialista em Ciência de Alimentos Roselene Oliveira (IFSP Presidente Prudente) discutirá o caminho do campo inteligente até o alimento que chega à mesa. A noite termina com show da banda C3P-Rock. Na terça-feira (19), duas apresentações abordam o tema das Terras Raras. O coordenador do curso de Química e do Laboratório de Luminescência em Materiais e Sensores (LLumes) da Unesp, Sérgio Lima, falará sobre o papel desses elementos na tecnologia. Já o geógrafo Eder Spatti Junior, docente do Programa de Pós-graduação em Geografia da FCT Unesp, propõe a discussão “Terras Raras e minerais críticos, voltaremos a ser colônia?”. A apresentação musical da noite será da banda Stereonatos. No último dia (20), as atividades são organizadas pelo grupo Reprodoeste, da Unoeste. O médico veterinário e especialista em parasitologia Vamilton Santarém apresentará o tema Saúde Única: um novo olhar para o bem-estar global. A professora Ines Giometti falará sobre edição gênica e os chamados bebês do futuro, enquanto a pesquisadora Caliê Castilho discutirá clonagem e os avanços na reprodução animal. O encerramento terá show da banda Solária. Veja o cronograma do evento em Presidente Prudente (SP) Divulgação Sobre o festival O Pint of Science surgiu na Inglaterra, em 2012, idealizado pelos pesquisadores Michael Motskin e Praveen Paul, do Imperial College London. A iniciativa começou como um convite para pacientes conhecerem laboratórios de doenças neuromusculares e acabou se transformando em um movimento internacional. Em 2025, mais de 130 mil pessoas participaram do festival em 512 cidades de 27 países. O Brasil é atualmente o país com maior número de cidades participantes. Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

'Um Pé no Parque': UFU projeta centro pioneiro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais

Publicado em: 10/05/2026 18:19

Crianças no projeto "Um Pé no Parque"durante visita a mata CEFEC/Divulgação Entre trilhas na mata, contêineres adaptados e conversas fora da sala de aula, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vai criar, no campus em Monte Carmelo, o primeiro Centro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais. A iniciativa pretende promover educação ambiental e conscientização sobre as mudanças climáticas de forma acessível, fora do ambiente tradicional das salas de aula. O projeto começou antes mesmo da criação oficial do centro, a partir das trilhas educativas do projeto 'Um Pé no Parque'. Desde fevereiro do ano passado, foram realizadas 17 edições de visitas guiadas no Parque da Matinha, com alunos do ensino fundamental e apoio de estudantes de graduação de diferentes áreas científicas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A proposta do Centro de Formação em Educação Climática (Cefec), também chamado de Sala Verde, é ampliar ainda essas ações e levar a educação ambiental para além das escolas. Com a nova estrutura, o objetivo é ensinar conceitos de ecologia e mudanças climáticas de forma simples e informal. O público inclui professores, estudantes do ensino médio e trabalhadores rurais. A iniciativa tem parceria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Fundação de Apoio Universitário (FAU), que apoiam as pesquisas realizadas em unidades de conservação. O investimento é do Ministério da Educação (MEC), no valor de R$ 267 mil, com previsão de conclusão até agosto deste ano. Segundo Luciano Cavalcante, coordenador do projeto e professor do curso de Engenharia Florestal do Instituto de Ciências Agrárias da UFU (ICIAG), a criação da sala verde é uma forma de levar o conhecimento para além das salas de aula e atingir toda a comunidade. “Nosso principal foco e ambição hoje é fazer educação climática de maneira informal. Qual é a diferença disso para dar fora de aula? É porque a gente converte tudo aquilo que é muito técnico para uma linguagem mais adaptada, em que a população possa entender. Desde o pequenininho até o mais idoso, até o produtor rural”, comentou Cavalcante. LEIA TAMBÉM: Vedação total, ar filtrado e traje especial: como funciona o 1º laboratório de microrganismos perigosos Universidade Federal de Uberlândia cria tecnologia que detecta metanol em bebidas UFU desenvolve teste rápido de Covid com saliva e IA e resultado pelo celular O docente ainda esclarece que as escolas antes ensinavam assuntos relacionados ao meio ambiente, como reciclagem e tempo de banho. Nos dias de hoje, o desafio é ensinar sobre como o clima extremo prejudica o nosso dia a  dia. Para isso, é preciso levar as pessoas para a floresta, onde o aprendizado acontece de forma mais concreta. "O nosso papel é fazer a educação climática. Fazendo exatamente o papel de formiguinha, que é combater o negacionismo climático", concluiu Luciano. Confira a seguir fotos do projeto do Centro de Educação Climática em Minas Gerais no campus Monte Carmelo da UFU. Primeiro Centro de Educação Climática em Minas Gerais; FOTOS * Estagiário sob supervisão de Caroline Aleixo. Visitas buscam ensinar sobre a natureza Cefec/Divulgação Esboço de Centro de Formação em Educação Climática (Cefec) Cefec/Divulgação ASSISTA: UFU inaugura laboratório avançado de biossegurança UFU inaugura laboratório avançado de biossegurança VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Final do rodeio e show de Leonardo encerram o Votu International Rodeo neste domingo

Publicado em: 10/05/2026 14:17

Cantor Leonardo encerra hoje o rodeio de Votuporanga Érico Andrade/G1 O Votu International Rodeo chega ao fim neste domingo (10), em Votuporanga (SP), com as finais das competições de montaria em touros e um show do cantor Leonardo para encerrar o evento. A programação no Centro de Eventos começa a partir das 18h. A noite anterior, de sábado (9), foi marcada por grande público nos shows da dupla Rionegro & Solimões e do DJ Alok. A apresentação de Alok, que durou mais de duas horas, contou com um espetáculo de drones que formou o nome de Votuporanga no céu da arena. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Promovido pelo Grupo Tercio Miranda, com promoção da TV TEM e apoio da prefeitura e da Câmara Municipal, o Votu International Rodeo reúne competidores do Brasil, Estados Unidos, México e Austrália em 19 companhias de rodeio, que chegam à fase decisiva neste domingo, com início previsto para as 18h. Rodeio Internacional movimenta Votuporanga neste fim de semana Quatro equipes disputam a premiação, que inclui carros e motos: Associação de Campeões de Rodeio (ACR) Ekip Rozeta Circuito Rancho Primavera (CRP) Arena Dreams Cup As semifinais serão disputadas em confrontos diretos, e as duas equipes vencedoras avançam para a grande final. Além da disputa por equipes, o público também acompanha o tradicional Desafio do Bem, uma montaria especial com renda revertida para a Santa Casa de Votuporanga. Show de Encerramento O encerramento do evento fica por conta do cantor Leonardo, que sobe ao palco após o término das montarias, por volta das 23h. O artista deve apresentar grandes sucessos de sua carreira, como "Pense em Mim" e "Talismã". Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

'Pense fora da caixa': como evitar que IA enferruje seu cérebro

Publicado em: 10/05/2026 13:00

Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória Getty Images via BBC Anos atrás, eu passei a me obrigar a usar inteligência artificial (IA) o máximo possível. Se pretendia escrever sobre o tema, também precisava usar a tecnologia. Mas uma série de estudos publicados no último ano começaram a me preocupar: será que estou prejudicando o meu cérebro nesse processo? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória. Outros levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar? "De modo geral, sim", afirma Adam Greene, professor de neurociência e diretor do Laboratório de Cognição Relacional da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos. Vídeos em alta no g1 Segundo Greene, o tema envolve muitas nuances, mas a IA tende a assumir tarefas que antes exigiam esforço mental. "Há muitas evidências de que, se você deixa de exercitar determinados tipos de pensamento, sua capacidade de realizar esse tipo de raciocínio tende a se deteriorar." Mesmo para quem não procura usar ferramentas como ChatGPT ou Claude, respostas geradas por IA já aparecem no topo das buscas do Google, enquanto grandes empresas de tecnologia aceleram a integração desses sistemas nos celulares. A tecnologia está cada vez mais difícil de evitar, mas há medidas que podem reduzir os principais riscos. Para Jared Benge, professor e neuropsicólogo clínico da Escola de Medicina Dell, da Universidade do Texas, nos EUA, a questão é mais complexa do que parece. Usar IA não significa, automaticamente, que a tecnologia fará mal. Se a IA aliviar a carga mental e permitir foco em tarefas mais importantes, por exemplo, isso pode até trazer benefícios cognitivos. "Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou?", questiona Benge. "A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim." Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde. Com isso em mente, conversei com alguns dos principais especialistas da área para entender como a IA pode ser usada sem prejudicar nossas capacidades mentais. Com o que estamos preocupados? Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de "demência digital", marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Recentemente, Benge, da Universidade do Texas, participou de uma meta-análise que analisou 57 estudos envolvendo mais de 411 mil adultos. Ao final, os pesquisadores não encontraram evidências de "demência digital". Pelo contrário: o uso de tecnologia parecia reduzir o risco de comprometimento cognitivo. Mas isso não significa que não exista motivo para preocupação. As pesquisas mostram que pessoas que dependem de sistemas de navegação por satélite, como GPS, deixam de formar mapas mentais do ambiente ao redor, e sua memória espacial tende a piorar com o tempo. Algo semelhante ocorreu com os mecanismos de busca, em um fenômeno que ficou conhecido como "efeito Google". Aparentemente, temos menos tendência a memorizar informações encontradas em buscadores porque acessá-las exige pouco esforço. Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado. A IA pode estar tornando as pessoas menos criativas, menos analíticas e prejudicando a memória, mas especialistas dizem que ainda é possível evitar esses efeitos Getty Images via BBC "O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado", afirma Greene, da Universidade de Georgetown. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. A piada da festa de aposentadoria pode funcionar perfeitamente. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa. "É como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos por você", diz Greene. "Você não ganha nada com isso." Então, como usar IA sem deixar de exercitar o cérebro? Não aceite a resposta da IA sem questionar Um estudo recente mostrou que usuários mais frequentes de IA tiveram desempenho significativamente pior em um teste padrão de pensamento crítico. A explicação seria o hábito de transferir parte do raciocínio para sistemas automatizados, ou robôs. Os pesquisadores também observaram que muitas pessoas passam a confiar mais na IA do que no próprio julgamento, mesmo quando a ferramenta está errada. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de "rendição cognitiva". O problema tende a ser maior quando o usuário conhece pouco o assunto. Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. "Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo", afirma Hank Lee, doutorando da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e coautor do estudo. Para Lee, a solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio. Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo. Introduza mais esforço no processo de pesquisa Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam se envolver ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção Getty Images via BBC "Quando algo está diante de você, é comum acreditar que a informação já foi armazenada na memória de longo prazo, quando isso nem sempre acontece", afirma Barbara Oakley, professora emérita de engenharia da Universidade de Oakland, nos EUA, que pesquisa o funcionamento do aprendizado no cérebro. Pesquisas iniciais indicam que a IA pode afetar a capacidade de retenção de informações. Um levantamento com 494 estudantes mostrou que usuários mais frequentes do ChatGPT relataram mais episódios de perda de memória. Avaliações feitas pelos próprios participantes não constituem prova científica definitiva, mas outros trabalhos apontam na mesma direção. Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta. Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção. Também é possível pedir à IA que faça perguntas sobre o tema ou crie flashcards (cartões de revisão, em tradução livre). O esforço faz diferença. Pode parecer excessivamente trabalhoso, mas a ideia é justamente introduzir algum grau de dificuldade no processo. Deixe a página em branco por mais tempo A IA é extremamente eficiente para gerar ideias. E esse é justamente o problema. Pesquisas indicam que pessoas que usam IA em tarefas criativas tendem a produzir ideias mais previsíveis e menos originais do que aquelas que não recorrem à tecnologia. Isso pode enfraquecer a sua capacidade criativa. Segundo Greene, da Universidade Georgetown, a criatividade surge quando o cérebro estabelece conexões inesperadas. Quando essa tarefa é delegada à IA, parte desse exercício mental se perde. "Estamos preocupados com a perda desse 'músculo criativo'", afirma Greene. "A IA nos leva, de várias formas, a acreditar que está tornando as pessoas mais criativas." Uma forma de evitar isso é colocar primeiro as próprias ideias no papel, ainda que de maneira incompleta ou confusa. Vale passar mais tempo diante da página em branco e escrever o que vier à mente. A qualidade inicial importa menos do que o processo. O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas. Preste atenção Pesquisas sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco Getty Images via BBC Se você chegou até aqui no texto, parabéns. Mas se você já começou a perder a atenção, você não está sozinho. Pode ser apenas que este texto esteja entediante. Mas há pesquisas que sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco. A IA pode intensificar esse problema: as respostas estão disponíveis instantaneamente, e há inúmeras maneiras de escapar do esforço e do desconforto. No entanto, a lógica é semelhante à das outras recomendações: optar conscientemente pelo caminho mais lento. Não peça ao ChatGPT para resumir aquele artigo longo. Passe algum tempo tentando resolver um problema difícil antes de recorrer a um robô. Permita-se sentir tédio. O desconforto faz parte do processo. É assim que o cérebro aprende a lidar e, eventualmente, a apreciar o esforço mental necessário para um pensamento mais profundo. Cérebros humanos ainda importam Não estou dizendo que as pessoas devem deixar de usar chatbots de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini. Mas tenho tentado usar essas ferramentas de maneira mais consciente, para garantir que eu continue pensando por conta própria. E isso pode nos deixar mais preparados para o futuro. Segundo Greene, da Universidade Georgetown, o cérebro humano funciona de forma muito diferente da IA em aspectos fundamentais: somos capazes de criar conexões pessoais, inesperadas e genuinamente originais, algo que máquinas baseadas em probabilidade não conseguem reproduzir. "A singularidade e a diversidade das ideias humanas serão de grande valor nos próximos anos", afirma Greene. Para ele, a necessidade de "pensar além dos robôs" tende a se tornar uma forma de adaptação social. E, como lembra Benge, da Universidade do Texas, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie", afirma. "Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar." As ferramentas mudam. Mas, ao que tudo indica, o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é muito mais difícil de automatizar. LEIA TAMBÉM: 6 conselhos de especialistas sobre como falar com a IA para obter as melhores respostas O que está por trás da disputa entre os ex-amigos Elon Musk e Sam Altman, do ChatGPT, nos tribunais dos EUA Você deve confiar em conselhos de saúde de um chatbot de IA?

Fórum da Internet no Brasil retorna a Belém com debates sobre IA e cibersegurança; inscrições abertas

Publicado em: 10/05/2026 12:00

Fórum da Internet no Brasil chega a Belém em 2026. Divulgação Após mais de uma década, Belém volta a sediar de 25 a 29 de maio o 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16), um espaço multissetorial de diálogo sobre governança digital, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia aborda temas estratégicos como soberania digital, Inteligência Artificial, cibersegurança, proteção online de crianças e conectividade no Norte, com transmissão gratuita pela internet, e certificado para participantes presenciais ou remotos. Temas e programação A edição destaca a segunda passagem do fórum pela capital paraense desde 2013, enfatizando desafios amazônicos como desenvolvimento sustentável via tecnologia. "Belém tem peso estratégico para debater conectividade única da região Norte, alinhando realidades locais à pauta global", afirma Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. A programação inclui o Dia Zero (25/05) para iniciativas comunitárias, 27 workshops selecionados de 150 propostas nacionais, trilhas técnicas e parlamentares sobre regulação de IA e plataformas. Lançamentos previstos são um novo "Caderno CGI.br" sobre o Pacto Digital Global e WSIS+20, além do jogo "Confluência" no 3º Encontro de Alumni e o 3º Encontro Nacional de Jovens na Governança da Internet, com foco em diversidade e direitos digitais. Inscrições e acesso As inscrições são gratuitas e estão abertas no site oficial, com agenda detalhada em https://fib.cgi.br/pt/agenda. O FIB serve como preparatório ao Fórum de Governança da Internet (IGF) da ONU, consolidando o Brasil como referência em debates sobre o ambiente digital. Serviço: 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16) Datas e horários: 25/05 (seg): 9h-20h30 | 26/05 (ter): 9h-20h | 27/05 (qua): 9h-18h | 28/05 (qui): 9h-22h30 | 29/05 (sex): 10h30-16h30 Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia - Av. Dr. Freitas, s/n, Marco, Belém-PA Transmissão: YouTube NIC.br Inscrições: https://fib.cgi.br/pt VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

Coração gelado: Dua Lipa processa Samsung por uso indevido de sua imagem

Publicado em: 10/05/2026 09:40 Fonte: Tudocelular

A parceria musical de sucesso com Elton John não foi meramente artística para a estrela da música pop Dua Lipa. A britânica mostrou ter um coração bastante gelado e foi à Justiça contra a Samsung por uso indevido de sua imagem nas embalagens de televisores ao redor do mundo.Uma ação judicial foi ajuizada na última sexta-feira, 8, pela diva pop contra a fabricante sul-coreana no Tribunal Distrital dos EUA, no centro da Califórnia. A artista alega que não autorizou o uso de sua imagem em campanhas de marketing em massa por parte da empresa de tecnologia e pede uma indenização de US$ 14,8 milhões. Segundo os autos do processo, a foto de Dua Lipa apareceu com destaque nas caixas de papelão de televisores da Samsung. A utilização teria começado em 2024 e a defesa da artista alega total desconhecimento e falta de consentimento para a ação publicitária.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza passam a ser comandados por interinos; entenda

Publicado em: 10/05/2026 09:22

Governador Elmano de Freitas e prefeito Evandro Leitão publicaram a posse dos gestores interinos nas redes sociais. Reprodução. O Governo do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza passaram a ser comandados por gestores interinos, nos últimos dias. O desembargador Heráclito Vieira, presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), assumiu o Estado; enquanto o vereador Léo Couto (PSB), presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, tomou posse como prefeito interino. Em publicação nas redes sociais na última sexta-feira (8), o governador Elmano de Freitas (PT) divulgou a passagem de comando para o desembargador Heráclito Vieira. "Tenho plena confiança de que seguirá conduzindo os trabalhos com compromisso e responsabilidade", destacou Elmano. O governador viajou naquele dia para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde cumpre agenda oficial em busca de novas parcerias para o Ceará, segundo a publicação no Instagram. "Nossa missão é fortalecer áreas estratégicas, como tecnologia e indústria, atraindo investimentos, gerando oportunidades e impulsionando ainda mais o desenvolvimento do nosso estado", afirmou o governador Elmano de Freitas. A vice-governadora Jade Romero (PT) está em período de férias oficiais e o deputado estadual Romeu Aldigueri (PSB), presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), também estará ausente nos próximos dias. Eles estão à frente do presidente do TJCE na linha sucessória do estado. Vídeos em alta no g1 Prefeitura de Fortaleza O prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) também publicou nas redes sociais, neste domingo (10), que estará ausente da Prefeitura nos próximos dias, assim como a vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD). O chefe do executivo municipal não explicou o motivo. No lugar dele, assume o vereador Léo Couto, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. A casa parlamentar passa a ser comandada pelo primeiro vice-presidente, o vereador Adail Junior (PDT), neste período. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Mudança silenciosa no Google bloqueia a internet de quem busca mais privacidade

Publicado em: 10/05/2026 09:05 Fonte: Tudocelular

Buscar por mais segurança e anonimato na internet virou motivo de desconfiança para o Google. Usuários de sistemas operacionais alternativos, criados justamente para tirar o rastreio da gigante de tecnologia, começaram a enfrentar um bloqueio em massa. Sites que usam as ferramentas de verificação da empresa simplesmente travam a navegação em celulares modificados. Tudo isso por causa de uma atualização de segurança aplicada nos bastidores, sem qualquer aviso direto ao público.O problema, denunciado pela newsletter International Cyber Digest, gira em torno do Cloud Fraud Defense, uma evolução do famoso reCAPTCHA apresentada em uma conferência recente do Google. Quando a ferramenta desconfia do tráfego de um site, aqueles velhos testes com imagens de semáforos e ônibus saem de cena e no lugar deles aparece um código QR na tela para validar o acesso. O ponto polêmico é que a leitura desse código depende da presença do Google Play Services ativo no aparelho. Quem usa sistemas focados em privacidade máxima, como GrapheneOS ou CalyxOS, costuma remover exatamente esses serviços do Google para reduzir o rastreio. Sem os apps oficiais instalados, o celular não consegue escanear o QR code e o acesso ao site fica completamente bloqueado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Mulher com condição rara que teve bebê gestado pela tia de 63 anos fala sobre relação familiar pós-parto: 'Estaremos sempre juntas'

Publicado em: 10/05/2026 08:00

Mulher de 63 anos gera bebê para realizar sonho de sobrinha em Itapetininga Para muitas mulheres, a maternidade é um dos maiores sonhos da vida. Mas gerar um filho biológico nem sempre é a única forma de se tornar mãe. No caso de Mary Ellen Marques, de 32 anos, que não possui útero devido a uma condição rara, a tecnologia e um gesto de extrema generosidade tornaram possível a realização desse sonho. O filho de Mary Ellen foi gestado pela tia, Maria Ambrosia Marques, de 63 anos, na forma de "barriga solidária". O pequeno Samuel nasceu às 18h33 do dia 27 de fevereiro, com 2,5 kg. A mãe e o pai, Danilo Marques, acompanharam o parto dentro do centro cirúrgico. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp No Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), o g1 e a TV TEM mostram como está a vida da família de Itapetininga (SP) após a chegada do menino. Mary Ellen conta que para ela todo o processo aconteceu como se fosse dentro do próprio útero. "Nunca tive problema nenhum do Samuel ter sido gerado na barriga da Tia Maria. Ela é como se fosse uma mãe para mim. Senti ele mexer, eu sempre colocava a mão na barriga. A emoção que senti foi como se fosse dentro do meu útero. Nós temos uma conexão muito grande. Eu sempre tive o sonho de ser mãe e tudo isso é muito gratificante. Meu filho é uma bênção", diz. Maria Ambrosia gerou a criança pela sobrinha Reprodução/TV TEM A mãe faz questão que a tia acompanhe de perto a criação e o crescimento de Samuel. Muitas vezes, segundo ela, as pessoas entendem que a barriga solidária deve participar apenas da gestação e se afastar após o nascimento, o que não é necessariamente verdade. "As pessoas têm essa dúvida, mas pelo contrário. Ela, apesar de ter gerado, é considerada como a avó do Samuel. Ele vai crescer e ter muito contato com ela. Nossa família é muito reduzida, mas muito unida. Estamos sempre juntos e almoçando juntos. Quanto mais amor para o meu filho, melhor", destaca. Maria Ambrosia diz que vê Samuel como um "filho do coração" e que o amor que sente pela criança é reflexo do amor que já sentia pela sobrinha. "Eu sinto muito amor por ele, desde quando eu colocava a mão da Mary Ellen para sentir na barriga. Chorei de alegria quando o Samuel nasceu. Foi um presente de Deus que eu gerei para ela. Ele é um filho do coração e, para mim, um neto. É maravilhoso poder contribuir com a felicidade de outra pessoa", pontua. 🍼 Sonho da maternidade Nasce bebê gerado por tia de 63 anos para sobrinha com síndrome rara no interior de SP Mary Ellen é casada há quatro anos com Danilo, de 40 anos. Eles se conheceram pelas redes sociais, logo após ela se divorciar. "Desde o início eu contei para ele que tinha o sonho de ser mãe. Eu sempre falo que nasci com esse desejo, mas cresci sabendo que não poderia gerar filhos", conta. Ela explica que, em relacionamentos anteriores, o desejo de adotar uma criança não foi aceito pelos parceiros. "Hoje entendo que foi um livramento. Quando conheci o Danilo, perguntei se ele queria ter mais um filho, porque ele já tem uma menina de 16 anos. E ele respondeu que sim, que Deus havia prometido um filho da promessa chamado Samuel", lembra. LEIA TAMBÉM: Quase 80% das famílias em Itapetininga que utilizam benefícios sociais são chefiadas por mulheres; veja mapa Grávida aos 62 anos dá à luz sexta filha: 'Sentimento maravilhoso', diz pai Mais de 5,4 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no interior de SP desde 2020 O casal decidiu iniciar o processo de adoção, mas, no fim de 2024, a esperança de ter um filho biológico voltou a ganhar força. Uma amiga mostrou nas redes sociais o vídeo de uma mulher que gestou o bebê de uma amiga, e a história reacendeu em Mary Ellen o desejo de seguir pelo mesmo caminho. "Entrei em contato com a moça do vídeo e, por incrível que pareça, nós temos a mesma síndrome. Ela me indicou uma clínica em Goiânia (GO)", relata. Os pais do Samuel, com a tia que permitiu que eles realizassem o sonho de ter um filho Arquivo Pessoal/Mary Ellen Marques O casal viajou até Goiânia, onde fez a coleta dos óvulos de Mary Ellen e do material genético de Danilo. Dez embriões foram congelados. Depois de uma tentativa que não deu certo e sem outras opções entre familiares e amigas, Mary Ellen decidiu esperar. Oito meses depois, a mesma amiga lhe enviou outro vídeo, dessa vez de uma mulher de 62 anos que havia gerado o bebê da sobrinha. "Mostrei o vídeo para a minha prima Kelly, filha da tia Maria. Ela mostrou para a tia, que respondeu na hora: 'Fale para a fia que eu vou para ela'. Quando recebi a notícia, quase caí dura de felicidade", conta emocionada. Samuel nasceu na noite desta sexta-feira (27) em Itapetininga (SP) Arquivo Pessoal/Mary Ellen Marques A partir daí, começaram os exames médicos" Minha tia é muito saudável, teve três filhos de parto normal, nunca fez tratamento de saúde e está ótima. Passou por cardiologista, endocrinologista, mastologista, ginecologista e psicólogos, e todos atestaram a capacidade física e mental dela para gerar nosso bebê." A advogada da família, especializada em reprodução assistida, entrou com o pedido de autorização no Conselho Regional de Medicina (CRM). "Em junho, recebemos a liberação para a transferência do embrião. Fomos novamente a Goiânia e, nove dias depois, veio o tão sonhado positivo", celebra Mary Ellen. 💙 A dinda do Samuel Kelly, prima de Mary Ellen e técnica de enfermagem, foi escolhida para ser a madrinha do pequeno Samuel. Filha mais velha de Maria, Kelly conta que também chegou a se oferecer para gerar o bebê, mas precisou retirar o útero após um problema de saúde. Em agosto de 2025, Kelly foi a "guardiã" do segredo sobre o sexo do bebê e organizou o chá revelação. Ela conta que se emocionou ao descobrir que seria um menino, promessa, segundo ela, que Deus havia feito à família. O nome escolhido foi Samuel, que significa "nome de Deus". 🏥 O parto Mary Ellen possui uma síndrome que faz com que ela não tenha útero Reprodução/TV TEM Maria Ambrosia passou por uma cesariana no fim da tarde de 27 de fevereiro. O procedimento foi antecipado após pequenas alterações na pressão arterial. "Foi indescritível. Eu já sabia que seria um momento único, mas sentir aquilo foi como se o céu descesse ali. Muitos médicos achavam que ele precisaria de UTI por causa da prematuridade ou da idade da gestante, mas nem ele nem a tia precisaram. Ele nasceu saudável, e o centro cirúrgico inteiro chorou. Todo mundo pôde contemplar de perto a obra de Deus. É muita emoção", disse Mary Ellen. A tia também falou sobre a experiência após o parto. "Eu estou bem, graças a Deus. Já passei pela cesárea, agora estou aqui só me recuperando. Correu tudo bem. Estou me sentindo realizada e muito feliz pela minha sobrinha e pelo Samuelzinho. Agora é só vitória. Só ver ele crescer", disse. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Ponte Estaiada e Biblioteca Mário de Andrade serão iluminadas de azul em campanha sobre doença que afeta 2 milhões de brasileiros

Publicado em: 10/05/2026 07:01

Fachada da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. Secom/PMSP/Divulgação A Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira e a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, receberão iluminação especial na cor azul entre os dias 10 e 12 de maio como parte da campanha #VidasInvisíveis, que busca ampliar a conscientização sobre a Encefalomielite Miálgica (EM), também conhecida como Síndrome da Fadiga Crônica (SFC). Já a Câmara Municipal de São Paulo ficará iluminada entre os dias 12 e 15 de maio. As ações fazem parte do Maio Azul, período internacional de conscientização sobre a doença, cujo dia central é celebrado em 12 de maio. Segundo os organizadores da campanha, a enfermidade multissistêmica afeta mais de 2 milhões de brasileiros. A mobilização é liderada pela psicóloga e ativista Ivana Andrade. Além da iluminação dos monumentos, a programação inclui uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, marcada para 12 de maio, às 18h. O encontro será promovido pela vereadora Renata Falzoni (PSB) e deve reunir especialistas, representantes da sociedade civil e gestores públicos para discutir diagnóstico, tratamento e assistência às pessoas que convivem com a doença. Entre os participantes confirmados para a audiência estão a médica e professora da Unifesp Eloara Campos; o médico e professor da Unifesp Rudolf Oliveira; a presidente da Associação Brasileira de Encefalomielite Miálgica e Disautonomia (ABEMDIS), Márcia Campos de Oliveira; e o professor de Bioética do Hospital Israelita Albert Einstein Henderson Fürst. A campanha também promove neste domingo (11), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), uma instalação simbólica com pares de sapatos usados para representar pacientes que deixaram de participar da vida social em razão da gravidade da doença. A exposição será montada no Espaço Heróis de 32, com abertura prevista para as 19h. Segundo a organização, cerca de 25% dos pacientes vivem em condição severa, muitas vezes confinados ao próprio leito. Após a ação, os sapatos arrecadados serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Vídeos em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Desmonte do Huawei Pura X Max expõe inovações e extrema dificuldade de reparo

Publicado em: 10/05/2026 05:48 Fonte: Tudocelular

O Huawei Pura X Max chegou recentemente ao mercado e mostrou grande interesse por parte do público, mas alguns segredos ainda precisavam ser descobertos. O canal iFixit publicou o primeiro vídeo de desmonte do topo de linha e mostrou que, por trás de um visual futurista, existem surpresas complexas na montagem interna. Os especialistas definiram a experiência com uma frase de impacto: "Este dobrável parece o futuro... até você consertá-lo".O celular tem um formato elogiado por facilitar a leitura natural ao imitar o estilo de um pequeno tablet. Além da estrutura externa atraente, o grande destaque positivo ficou para a câmera principal equipada com abertura variável. Essa tecnologia sumiu de muitos aparelhos caros e não aparece na linha rival Samsung Galaxy desde a época do lançamento do S9. No tópico da bateria, a capacidade energética também impressionou os técnicos com as duas baterias que somam 19,73 Wh, um total 14% superior à oferecida pelo Galaxy Z Fold 7. Além disso, a porta USB-C também ganhou pontos na bancada por ter um acesso bem simplificado.O Huawei Pura X Max ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Menor preço já visto: Moto G17 cai para menos de R$ 830 em oferta da Amazon

Publicado em: 10/05/2026 04:29 Fonte: Tudocelular

O Motorola Moto G17 é uma opção boa e barata entre os modelos disponíveis no mercado de entrada hoje no Brasil. Apesar da ausência de redes 5G, o dispositivo oferece desempenho suficiente para lidar com tarefas leves e possui boa capacidade de armazenamento para guardar seus arquivos. Pois o baratinho da Motorola está com seu menor preço já registrado no país em uma oferta da Amazon, onde o dispositivo sai por R$ 826. Para quem prefere parcelar, a varejista oferece divisão em até 12x, com valor total em R$ 918,23.Sobre o celularO Moto G17 se destaca pelo seu conjunto de câmeras com um sensor principal de 50 MP Sony LYTIA 600 com tecnologia Quad Pixel e Night Vision automático, que garante fotos nítidas mesmo em baixa luz. Ele também conta com lente ultrawide híbrida de 5 MP e câmera frontal de 32 MP, considerada a melhor da categoria para selfies e vlogs.O Motorola Moto G17 está disponível na Amazon por R$ 826. O custo-benefício é ótimo e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 15 ofertas clique aqui. (atualizado em 10 de May de 2026, às 11:18)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Os Legos do Irã: quem está por trás dos vídeos de IA que levam propaganda de guerra ao TikTok?

Publicado em: 10/05/2026 04:02

Irã cria animação em estilo Lego para atacar EUA e Israel Bombas feitas de peças coloridas, líderes mundiais transformados em bonecos e trilhas sonoras para retratar ataques militares. Desde o início da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, vídeos inspirados na estética da marca Lego passaram a circular em massa nas redes sociais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Do debate político ao palco do festival Coachella, essas produções passaram a integrar uma estratégia cada vez mais sofisticada de propaganda de guerra. 🎯Publicadas nas redes sociais, as animações mostram drones, explosões e confrontos militares em estilo de desenho. Em muitos dos vídeos, autoridades americanas como Donald Trump, soldados dos EUA e líderes aparecem como responsáveis por guerras e destruição, enquanto o Irã e grupos aliados são retratados como resistência. Especialistas ouvidos pelo g1 classificam as produções como uma nova forma de propaganda pensada para a internet, que usa linguagem simples, humor e uma estética mais leve para ampliar o alcance e ser facilmente compartilhada. Ao mesmo tempo, para quem consome, serve para simplificar temas complexos e pode acabar suavizando ou banalizando a violência retratada. Explosive Media Uma das principais organizações por trás dos vídeos de Lego é a Explosive Media. Em entrevista à BBC, um representante da organização — que se identifica como “Sr. Explosivo” — explicou que a escolha da estética inspirada em Lego foi estratégica. “Lego é uma linguagem universal", afirmou. Segundo ele, o formato também ajuda a suavizar a violência da guerra e evitar rejeição do público. Maurício Ramos, cientista político e professor da Pós-Graduação em Estratégia e Liderança Política, da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), concorda com essa visão: "É uma comunicação voltada para o ocidente e é o único brinquedo que consegue atravessar todas as faixas etárias", explica. Ainda na entrevista da BBC, o grupo admitiu, após negar vínculos anteriormente, que o governo do Irã é um “cliente”. De acordo com o representante, a equipe responsável pelos vídeos é formada por cerca de dez pessoas, entre operadores de inteligência artificial, pesquisadores e animadores. Ele afirmou ainda que o projeto se sustenta com doações do público, além de contratos com diferentes clientes. Muitas vezes, as próprias empresas responsáveis pelas redes acabam excluindo as contas do grupo. Em março, o Youtube suspendeu o canal da organização por violações das políticas da plataforma sobre spam, práticas enganosas e golpes. Criado em 2025, o grupo que publica as animações produzidas com inteligência artificial acumula milhões de visualizações. Na época, eles também faziam vídeos curtos voltados a comentários políticos. Propaganda de guerra Perfis compartilham imagens de guerra transformadas em animações de Lego Reprodução Para Ramos, não há dúvidas que as animações são propaganda de guerra. “Talvez seja a primeira vez que a gente vê isso estruturado como uma política de comunicação pensada especificamente para as redes sociais", explica. “A grande diferença em relação à propaganda tradicional é que agora o foco não está no medo, mas no engajamento. E o engajamento vem de conteúdos leves, rápidos e fáceis de consumir", explica Ramos. Ramos afirma ainda que o objetivo é o compartilhamento. "Quando as pessoas compartilham, concordando ou não, elas ajudam a multiplicar o discurso", continua. Segundo o especialista, os clipes são vistos tantas vezes que passam a parecer comum, a fazer parte do senso coletivo. E o Irã aproveita essa viralização, já que perfis oficiais do governo compartilham os vídeos nas redes sociais. LEIA MAIS Bombardeios do Irã atingiram mais de 220 estruturas em bases militares dos EUA no Oriente Médio, diz jornal Abacatudo vai para a guerra? A psicanalista Fabíola Barbosa analisa que essa busca pela viralização também ajuda a banalizar o tema pesado da guerra. "Um dos aspectos mais preocupantes é a forma como temas problemáticos são diluídos em uma estética aparentemente inocente. [Isso] mascara conteúdos que reproduzem violência consumidos como entretenimento", afirma. "A estética serve para suavizar e normalizar imagens que seriam chocantes em filmagens reais e seriam bloqueadas pelas plataformas. Feitas com Lego, parecem 'inofensivas e engraçadas”", afirma. O potencial de viralizar e entrar na discussão pública usando vídeos de IA, segundo a psicanalista, se assemelha aos vídeos das "novelas de frutas" que ganharam repercussão nas redes nos últimos meses. "[Os vídeos] seguem a esteira do uso indiscriminado de inteligência artificial para fazer roteiros, histórias, sejam LEGO – ou frutas e animais que circulam em outras narrativas, não há autoria", afirma. "A novidade de vídeos, curtos, protagonizados por figuras que não são humanas, deixa sempre maior espaço para o horror ser apresentado de forma mais lúdica", continua. O mesmo ocorre com os vídeos de frutas, que mostram cenas carregadas de palavrões e discursos preconceituosos. Vídeos transformam figuras políticas em Lego Reprodução Dos memes ao Coachella Se o objetivo era viralizar e trazer a guerra para as discussões do dia a dia, os vídeos foram bem-sucedidos. A fama é tanta que o assunto chegou aos palcos de um dos festivais de música mais famosos do mundo. O vocalista da banda norte-americana The Strokes, Julian Casablancas, citou a propaganda na segunda apresentação do grupo no Coachella, em 18 de abril. “Fiquei tentado a sair esta noite com um laptop e mostrar para vocês alguns daqueles vídeos de Lego do Irã. Vocês viram? Muito bons! Mais bem feitos do que o noticiário local de vocês. Mas derrubaram. O YouTube ou o governo, sei lá. Tiraram do ar. Terra da liberdade, estou certo?”, disse o cantor.

Palavras-chave: inteligência artificial

Mercosul-UE: em visita ao Brasil, missão europeia busca acelerar efeitos econômicos do acordo

Publicado em: 10/05/2026 04:01

Poucos dias após a entrada em vigor do acordo entre União Europeia e Mercosul, uma comitiva de deputados do Parlamento Europeu realiza visita ao Brasil em busca consolidar a implementação do tratado em reuniões com autoridades do governo, parlamentares, empresários e representantes da sociedade civil. Essas é a primeira visita da missão europeia desde que o acordo entrou em vigor de forma provisória no dia 1º de maio, após 25 anos de negociação. Enquanto a União Europeia aguarda o Parlamento Europeu aprovar o acordo com o Mercosul, os deputados europeus elogiam aprovação em tempo recorde da tramitação pelo Congresso brasileiro e afirmam que os avanços devem continuar mesmo diante de possíveis mudanças de governo. Acordo comercial Mercosul-UE começa a valer Segundo o chefe da delegação, deputado português Hélder Sousa, o objetivo é demonstrar, já nos primeiros meses, que o tratado pode gerar ganhos concretos e reduzir críticas políticas e econômicas dos dois lados. O presidente da delegação do Parlamento Europeu diz que há apoio transversal ao tratado entre parlamentares brasileiros de diferentes correntes políticas. “Falei com deputados e senadores da esquerda, do centro e da direita e todos eles me disseram: o acordo vai continuar independentemente da decisão do povo brasileiro”, disse Sousa em entrevista à GloboNews. “É um acordo que não depende do resultado eleitoral”, completou. A aposta da missão europeia é que os resultados práticos, nos próximos meses, ajudem a reduzir as críticas e consolidar o tratado como uma parceria estratégica de longo prazo entre Europa e Mercosul. Agenda com autoridades e empresários Em Brasília, os parlamentares europeus cumpriram uma série de encontros com autoridades brasileiras. A agenda incluiu reuniões com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicano-PB), e integrantes do Congresso Nacional, como os presidentes das comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado. Os parlamentares também se encontros com membros do governo federal, como representantes dos ministérios do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além do Itamaraty. Um dos pontos centrais da visita foi a reunião interparlamentar entre Brasil e União Europeia, que resultou na decisão de criar um grupo de trabalho conjunto para acompanhar a implementação do acordo e resolver eventuais dificuldades. “Nós queremos garantir que a execução do acordo nos primeiros meses seja positiva e mostrar que é um acordo ganha-ganha para ambos os lados”, afirmou Hélder Sousa. Segundo o deputado europeu, o tratado prevê a redução de tarifas em cerca de 91% dos produtos comercializados entre os blocos, o que deve baratear exportações e importações ao longo dos próximos anos. Etapas ainda pendentes Apesar da entrada em vigor provisória, o acordo ainda precisa passar por etapas formais na União Europeia. O Parlamento Europeu decidiu submeter o texto ao Tribunal de Justiça do bloco para análise jurídica. Sousa afirmou que o processo pode levar de um ano e meio a dois anos, mas não deve impedir o avanço da implementação. "Já temos outros acordos em vigor nesse regime transitório. Isso não nos preocupa", afirmou o chefe da delegação europeia. Segundo ele, os efeitos econômicos serão graduais, já que a redução de tarifas ocorrerá ao longo de um período de até 15 anos, dependendo do setor. Sousa também destacou que o atual cenário internacional — com disputas comerciais e revisões de políticas tarifárias por grandes economias — acelerou o interesse dos dois blocos na conclusão do acordo. Para ele, tanto a União Europeia quanto os países do Mercosul buscam diversificar parcerias e reduzir dependências externas. “Nós despertamos para uma oportunidade. Há uma necessidade de diversificar parceiros comerciais e isso nos aproximou”, disse Hélder Sousa. O acordo Com o acordo em vigência, o agronegócio brasileiro, alvo de forte resistência de produtores europeus, passa a se beneficiar nas exportações para o mercado europeu. ➡️ O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto. 🍎Entre os itens que vão passar a ter taxa zero, estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído — o café em grão já entra na Europa sem taxa. Outros produtos terão redução de imposto, mas condicionada a cotas de exportação. É o caso de carne bovina, frango e porco, que são considerados produtos “sensíveis” pelos europeus por competirem diretamente com a produção local.

Palavras-chave: tecnologia

Urna eletrônica faz 30 anos: ‘ninjas’ da tecnologia ajudaram a criar em São José máquina que transformou as eleições no Brasil; veja história

Publicado em: 10/05/2026 04:01

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026 Um dos instrumentos mais importantes das eleições, a urna eletrônica completa 30 anos nesta semana. Foi em 13 de maio de 1996 que as primeiras urnas para o voto informatizado foram enviadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos estados, representando um marco na democracia. 📍E foi em São José dos Campos, conhecida por ser polo tecnológico brasileiro, que o embrião dessas máquinas nasceu. Concebida no eixo Brasília (DF) - São Paulo (SP), o aparelho teve como base para seu desenvolvimento as mentes de engenheiros e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ambos no interior paulista. O grupo foi batizado de 'ninjas' 🥷. (leia mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Além dos técnicos das instituições, também estiveram envolvidos na criação das urnas membros da diretoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), secretários de TREs de outros estados, professores, entre outros especialistas em tecnologia e processo eleitoral. Urna eletrônica está presente em todas as cidades do país nas eleições Reprodução/TRE-RN A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força entre o fim dos anos 1980 e começo da década de 1990, mas foi exatamente em 1995 que a Justiça Eleitoral resolveu tirar do papel a ideia da urna como conhecemos hoje. (veja abaixo a cronologia da criação da urna eletrônica) Em entrevista ao g1, o ex-ministro Carlos Velloso, que assumiria a presidência do TSE à época, contou que a ideia surgiu em conversa com o então superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) do órgão, Paulo Camarão, durante uma partida de tênis, em Brasília, em dezembro de 1994. “Tudo começou com uma simples conversa, num intervalo de partidas de tênis, no Club Naval de Brasília, com o técnico em informática Paulo César Camarão. Empossado na presidência do TSE, pus a matéria à apreciação do Tribunal, que decidiu pela informatização do voto”, relembrou. Na presidência, Velloso contou que nomeou Camarão como secretário de informática do Tribunal. A partir daí, foi criada uma comissão dividida em cinco sub-relatorias: Código Eleitoral, Reforma Partidária, Sistemas Eleitorais, Financiamento de Campanhas e Informatização do Voto. 📅⏰ Da conversa na partida de tênis à instituição das comissões, foram cerca de quatro meses. De lá até a entrega da primeira urna eletrônica, segundo Camarão, foram mais 12 meses, totalizando 16 meses da ideia à execução do projeto. ITA é reconhecido pela formação de engenheiros de altíssimo nível Inpe é um dos dos principais centros científicos do Brasil; saiba mais Imagem de arquivo mostra a comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' Divulgação/TSE Os técnicos que desenvolveram a urna foram chamados de ‘ninjas’. Eram eles: Paulo Nakaya, Mauro Hashioka e Antônio Ésio Salgado, o ‘Toné’, todos do Inpe, além de Oswaldo Catsumi, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), ligado à Aeronáutica, além de Giuseppe Janino. Todos liderados por Paulo Camarão. (veja foto acima) "Coordenar uma equipe eclética como a do projeto da urna eletrônica não foi tarefa muito fácil, principalmente porque envolvia perfis diferenciados voltados à área de informática, como hardware, software, segurança, logística e outros. O desafio e objetivo de alcançarmos o sucesso e contribuir para a garantia de eleições seguras foi determinante para união do grupo", relembrou Camarão. Segundo Velloso, a ideia de chamar engenheiros e técnicos do INPE e do CTA surgiu pelo fato de ambos os órgãos serem referências e a intenção do TSE era utilizar, na época, o que tinha de melhor à disposição para a informatização do voto. “Os técnicos do Inpe e do Instituto Tecnológico da Aeronáutica [ITA] sempre foram respeitados e reconhecidos como da melhor qualidade. Buscamos apoio em outros centros de conhecimento tecnológico, como o Ministério de Ciência e Tecnologia, a Telebrás, órgãos técnicos estaduais”, contou. Conheça o 'Pilili', mascote das Eleições de 2026 lançada pelo TSE; veja vídeo Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil Arte/g1 Medos e desafios Também em entrevista ao g1, o engenheiro Antônio Ésio Salgado, o ‘Toné’, um dos “ninjas” que desenvolveram a urna, explicou que o maior desafio na época era criar um produto robusto e seguro. “A gente tinha que propor um equipamento que pudesse funcionar de maneira segura, sem ser frágil, tinha que ser robusto, [funcionando] durante o dia todo, em condições seguras e invioláveis, em locais até inóspitos”, explicou. O primeiro modelo da urna eletrônica foi a UE96, que contava com um teclado numérico similar ao de um telefone. O aparelho também tinha 2 megabites (MB) de memória, além de dois disquetes. Em 1996, ela foi utilizada por cerca de 30% do eleitorado. Antonio Esio Salgado, o 'Toné', um dos criadores da urna eletrônica em entrevista ao TSE celebra os 30 anos da urna O cientista político e professor da Universidade de Taubaté (Unitau), José Maurício Cardoso do Rego, lembrou que, antes de 1996, sem a urna eletrônica, o que se apresentava era um sistema que facilitava fraudes eleitorais por meio da contagem manual de votos e o uso de cédulas de papel. “É preciso lembrar que o Brasil [naquela época] tinha e tem uma tradição muito grande do mandonismo, do coronelismo, dessa prática do poder. Então era muito comum, antes, existirem notícias de fraudes, de manipulação, de condução ilegal e imoral do processo eleitoral. Com a implantação de urnas eletrônicas pelo Tribunal Superior Eleitoral, há uma inibição clara desse processo”, pontuou. Na Presidência do TSE, Nunes Marques vai defender robustez e credibilidade das urnas TSE divulga respostas aos questionamentos sobre urnas eletrônicas Imagem de arquivo - Primeira urna eletrônica desenvolvida, em 1996, a UE96 Divulgação/TSE Ele também avaliou que, com a informatização do voto, contribuiu para amadurecimento político da sociedade, pautado pela impessoalidade e objetividade do processo eleitoral. “"Houve um amadurecimento, no sentido de, primeiro, acreditar no voto que é individual e intransferível e, segundo, que é um sistema tecnicamente blindado em relação a qualquer tipo de intervenção exterior," definiu. O ex-ministro Velloso explicou que, tanto as comissões quanto os técnicos nunca duvidaram que o projeto daria certo. “Tudo foi planejado com o que tínhamos de melhor, em termos de material técnico e material humano – técnicos respeitáveis e respeitados da própria Justiça Eleitoral, TSE e TREs, de outros órgãos de governo, inclusive estaduais. Pedimos a colaboração dos ministérios militares, Exército, Marinha e Aeronáutica, que mandaram os seus técnicos. O da Aeronáutica mandou um integrante do corpo docente do Instituto Tecnológico da Aeronáutica”, contou Velloso. Imagem de arquivo - Ex-ministro do TSE, Carlos Velloso, vota em urna eletrônica em 1996 Divulgação/TRE-SP Quem são os pré-candidatos à Presidência da República em 2026 IA, influenciadores, posts nas redes: o que diz a lei sobre campanha eleitoral Por que não é possível se candidatar sem partido no Brasil Para Osvaldo Catsumi, que também foi um dos "ninjas" da operação que concebeu a urna eletrônica, o prazo dado para que os estudos pelos técnicos fossem feitos foi crucial na geração de um equipamento considerado seguro. "O fator mais impactante foi o tempo que nos foi disponibilizado para realizar todos os estudos, a identificação dos objetivos, a elaboração do projeto descritivo, a definição dos parâmetros e requisitos técnicos e a elaboração de um edital para a contratação de empresa para implementar os equipamentos e o software", pontuou ele. Imagem de arquivo - Protótipo da urna eletrônica utilizada no TRE do Rio Grande do Sul Divulgação/TSE Ataque às urnas De acordo com Toné, a preocupação, desde o princípio, foi criar um sistema que deixasse a urna sem chances de ser fraudada. "Isso tudo envolveu ações antifraude. Não dá para fraudar uma urna eletrônica. Se eu mexer na urna eletrônica, eu descaracterizo ela e ela acaba gerando dados que não são compatíveis, não consigo nem extrair esses dados", explicou. Ainda segundo ele, a urna ao longo dos anos, acompanharam o que há de mais moderno em tecnologia, passando de disquetes a processadores modernos. Os princípios de segurança, contudo, não mudaram. Segundo Carlos Velloso, a urna eletrônica e a informatização do voto chegaram para acabar com as fraudes. "A gente tem princípios de segurança que são bastante severos e que são aprimorados. À medida que a solução era pensada, a comunidade técnica testava possibilidades de ataque àquele tipo de componente ou àquele tipo de software, então providências eram automaticamente tomadas antes que aquilo viesse a ser uma ameaça para a urna eletrônica. É como se fosse uma corrida de gato e rato, sempre implementando requisitos de segurança mais aprimorados". O pioneiro do voto eletrônico no Brasil ainda fez uma crítica àqueles que pediam a volta do voto em cédula de papel. Tudo hoje é informatizado: bancos, comércio, cartões de crédito, repartições públicas, empresas aéreas e aeroportos. Então, qual a conclusão a que se chega diante de quem pleiteia o retorno à moda antiga, em que fraudes de todo tipo ocorriam, principalmente na apuração dos votos pela mão humana? O que deseja essa minoria que ataca as urnas eletrônicas? A volta ao sistema das fraudes?", disparou. Catsumi pontuou que qualquer vulnerabilidade de segurança na urna eletrônica sempre foi tratada com prioridade e que essa filosofia de prevenir qualquer tipo de insegurança foi adotada desde a concepção do aparelho. "As vulnerabilidades de segurança sempre foram avaliadas de forma prioritária nos sistemas eleitorais. Os riscos associados às escolhas de tecnologias e aos procedimentos manuais ou automatizados são identificados a cada eleição a ser realizada para criar os mecanismos de defesa", relembrou. Teste público de segurança dos Sistemas Eleitorais em 2025 Divulgação/TSE 🔒Segurança Um ano antes da disputa eleitoral, o TSE realiza o chamado Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais -- ou o 'Teste da Urna' --, onde são realizadas simulações de ataques reais para verificar a segurança dos sistemas de votação, apuração e totalização. O teste, que é aberto aos cidadãos maiores de 18 anos, foi criado ainda nos anos 2000. Nesta última edição, 15 grupos com 27 investigadores participaram do teste. Para as eleições de 2026, segundo o calendário eleitoral, a última etapa do teste será realizada entre os dias 13 e 15 de maio, chamada de Teste de Confirmação. Além disso, segundo o TSE, as urnas eletrônicas só funcionam com softwares oficiais desenvolvidos pela Justiça Eleitoral, assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública realizada um mês antes das eleições. Também são considerados diversos fatores de segurança que acompanham a urna, como Registro Digital do Voto (RDV), hardwares de segurança e criptografia, por exemplo. Fato ou Fake: como funciona a urna eletrônica e quais são as principais #FAKES sobre ela Infográfico traz o cronograma das próximas eleições, em outubro de 2026 Arte/g1 Orgulho e inspiração Resistindo a ataques há três décadas, as urnas eletrônicas serão utilizadas, em 2026, pela 16ª vez e são motivo de orgulho para os pioneiros do projeto no Brasil 🌏Além do Brasil, ao menos 33 países já usaram algum tipo de votação eletrônica, em modelos que variam do uso integral das urnas a sistemas híbridos com voto em papel, seguindo a legislação eleitoral de cada um deles. A Índia, que tem a maior eleição do mundo, é um deles. Imagens da eleição com urna eletrônica na Índia Arquivo Sendo um dos principais instrumentos da democracia brasileira, a urna eletrônica é também motivo de orgulho para seus desenvolvedores. "Sob a batuta amiga, porém severa do Ministro Carlos Velloso, maior merecedor de todas as honras, uma ideia se concretizou como projeto de sucesso até os dias de hoje e garantidamente por ainda muitos anos. Há de não se esquecer de toda a equipe da Justiça Eleitoral que, durante todos estes 30 anos, vem trabalhando diuturnamente para o aprimoramento do sonho sonhado numa quadra em 1994", celebrou Paulo Camarão Urna eletrônica terá um tempo a mais para o eleitor conferir o voto Já na visão de Catsumi, ainda há espaço para aprimorar e melhorar cada vez mais a urna eletrônica brasileira. "A continuidade é sempre um fator motivador para manter o espírito de avanço. Apesar de todas as evoluções e resultados obtidos nessas três décadas, acreditamos que ainda há espaço para melhorias. Nesse caminho haverá ainda grandes desafios e conquistas proporcionais. ", disse. Toné avalia que a urna é um projeto que ajudou na expertise de tecnologia da Justiça Eleitoral e, ver isso, o deixa feliz. "Naturalmente isso dá uma satisfação muito legal, porque é um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil", comemorou O ex-ministro Carlos Velloso disse que ver a urna regendo a democracia brasileira é uma satisfação. "Ter liderado um trabalho de gente do melhor nível intelectual, tecnológico e, sobretudo, moral, gente de respeito, brasileiros, paisanos e militares, que trabalharam de boa vontade. A urna eletrônica torna mais legítimas as eleições, assim torna mais legítima a democracia representativa que temos e que é possível ser praticada. Agradeço a Deus ter me dado tempo de ver tudo isso", finalizou. Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luiz Roberto/TSE

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