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Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp

Publicado em: 28/03/2026 06:00

Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Acesso controlado, normas rígidas para transporte de micro-organismos de alto risco e protocolos de descontaminação. Para ser classificada com nível de biossegurança 3 (NB-3), uma estrutura como o Laboratório de Virologia da Unicamp, que teve amostras de vírus furtadas, precisa atender a uma série de exigências. Ao todo, existem quatro níveis de biossegurança, do NB-1 ao NB-4. O Brasil, no entanto, opera apenas até o nível 3. No Brasil, há laboratórios NB-3 distribuídos em diferentes regiões, como em Campinas, incluindo unidades da Unicamp; na Universidade de São Paulo (USP); no Rio de Janeiro, na Fiocruz; e em Belém (PA), no Instituto Evandro Chagas (IEC). O NB-4, considerado o mais alto grau de contenção, está em construção no país, em Campinas, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Possuir um laboratório de biossegurança máxima (NB-4) oferece condições ao país de monitorar, isolar e pesquisar os agentes biológicos para desenvolver métodos de diagnóstico, vacinas e tratamentos. No mundo, estruturas como essa são as responsáveis por análises e estudos de vírus como o Ebola, por exemplo, que são mais perigosos que o SARS-CoV-2, causador da Covid-19. 🧪 Nesta reportagem, o g1 consultou as resoluções normativas e um especialista para explicar o que é um laboratório NB-3, como ele funciona, as regras e sua importância para a ciência. Níveis de biossegurança Nível de biossegurança 1 (NB-1): é o nível básico de contenção voltado para o trabalho com microrganismos conhecidos por não causarem doenças em adultos saudáveis, apresentando risco mínimo. ⚠️ O trabalho é feito em bancadas abertas usando práticas padrão de microbiologia, e a única barreira secundária exigida é uma pia para lavagem das mãos. Nível de biossegurança 2 (NB-2): aplicável a laboratórios que lidam com um espectro de agentes de risco moderado associados a doenças humanas de gravidade variável. ⚠️ Exige, além das práticas de NB-1, treinamento específico, acesso limitado, precauções extremas com objetos cortantes e o uso de Cabines de Segurança Biológica (CSB) para procedimentos que gerem aerossóis ou borrifos. Nível de biossegurança 3 (NB-3): destinado ao trabalho com agentes nativos ou exóticos que possuem potencial de transmissão por via respiratória (aerossóis) e podem causar infecções sérias ou fatais. ⚠️ Enfatiza barreiras primárias e secundárias, exigindo que todas as manipulações ocorram em cabines de segurança e que o laboratório possua fluxo de ar negativo unidirecional, sem recirculação para outras áreas. Nível de biossegurança 4 (NB-4): representa o nível máximo de contenção para agentes exóticos perigosos que oferecem alto risco de doenças fatais, transmissão por aerossóis e para os quais não existem vacinas ou tratamentos. ⚠️ Requer o isolamento completo do pessoal por meio de cabines de segurança classe III ou macacões de pressão positiva, em instalações isoladas com sistemas de ventilação e gerenciamento de resíduos altamente especializados 🔬 Como funciona o NB-3 O que é: É uma instalação de contenção projetada para o manejo seguro de micro-organismos. O objetivo é garantir a proteção do pesquisador e do meio ambiente contra agentes que possuam alto risco de agravo à saúde, mas baixo ou moderado risco de disseminação. Exemplo de agentes da classe de risco 3: Bacillus anthracis, bactéria causadora da doença infecciosa conhecida como antraz, e vírus da imunodeficiência humana (HIV) -- a depender da carga viral. Para que serve: O laboratório é uma barreira de segurança para pesquisas, ensino, desenvolvimento tecnológico e produção em pequena ou grande escala envolvendo micro-organismos. É necessário para a criação de vacinas e medicamentos. "Para você fazer qualquer estudo, seja de vacina ou medicamento, você precisa ser capaz de propagar esse vírus de forma contida. Isso é feito com segurança no NB-3", explica Luis Lamberti, coordenador do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP). O professor da FMRP destaca que micro-organismos estudados em estruturas com NB-3 são aqueles que oferecem risco biológico, que podem causar algum tipo de doença, e para os quais ainda não existe uma vacina, ou que não são tão comuns naquele ambiente. "O vírus da dengue, por exemplo, a gente não usa o NB-3, porque ele já está em nosso ambiente. Mas o coronavírus, quando surgiu, não tinha vacina, causava uma doença grave, por muito tempo foi um vírus de classe 3. Essas classificações são dinâmicas", diz Lamberti. 🦠 O especialista usa a manipulação do vírus HIV para explicar a dinâmica dos trabalhos dentro dos diferentes níveis de biossegurança. "O HIV é um vírus patogênico de classe 3, a gente quer evitar que as pessoas se contaminem. Mas manipular sangue de um paciente HIV positivo, não precisa ser no NB-3. Você faz isso no NB-2, porque a carga viral é baixa, não é fácil de se infectar. Agora, quando a gente vai fazer um estudo para HIV, a gente tem que produzir o HIV, e aí a quantidade de vírus é alta. Aí precisa ser no NB-3". Lamberti detalha que o mesmo ocorre com vírus como o H1N1, que estava entre as amostras furtadas da Unicamp. LEIA TAMBÉM Pesquisadora investigada por furto de vírus descartou amostras em laboratório após busca da PF em sua casa, diz delegado Furto de vírus da Unicamp: câmera flagrou marido de pesquisadora saindo de laboratório com caixas, diz PF Laboratório de Virologia do instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Exigências técnicas Segundo a Resolução Normativa nº 18, do CTNBio, as principais exigências para um laboratório NB-3 são: 🧫 Infraestrutura e contenção física Isolamento: As instalações do NB-3 devem ter separação física de outras áreas de trânsito livre ou corredores. Acesso controlado: A entrada para o laboratório deve ser feita por meio de um sistema de dupla porta, incluindo uma antessala para troca de roupas e dispositivos de acesso em duas etapas. Superfícies e mobiliário: Paredes, tetos e pisos devem ser resistentes à água, selados e lisos para facilitar a limpeza. O mobiliário deve ser rígido e as janelas lacradas com vidros duplos de segurança. Equipamentos de proteção: Toda manipulação de risco deve ocorrer obrigatoriamente dentro de cabines de segurança biológica, que funcionam como uma barreira física e de fluxo de ar, que protegem o material manipulado, o ambiente e o operador. 😷 Sistema de ventilação e ar Pressão negativa do ar: é um sistema de ventilação em que o ar sempre flui para dentro do ambiente, impedindo que os contaminantes escapem para áreas externas. Filtragem do ar: Todo o ar que sai do laboratório deve passar por filtros capazes de capturar vírus, bactérias, fungos, poeira fina e aerossóis antes de ser eliminado para o exterior ou recirculado. Esses filtros são conhecidos como HEPA (High Efficiency Particulate Air, ou filtro de ar de alta eficiência para partículas, em português). ☣️ Gestão de resíduos e descontaminação Autoclave de barreira: É obrigatória a presença de uma autoclave de dupla porta no interior das instalações para a descontaminação de resíduos. O equipamento esteriliza materiais por meio de vapor de água sob alta temperatura e pressão. Resíduos líquidos: Todos os líquidos gerados na estrutura devem passar por tratamento em caixas de contenção antes de serem liberados no sistema sanitário. Higiene: Deve haver um sistema de descontaminação das mãos próximo à saída. Ralos são proibidos ou devem possuir dispositivos de fechamento. 🥼 Procedimentos e equipe Roupas e equipamentos de proteção individual (EPI): Obrigatório o uso de uniforme completo específico, que deve ser descontaminado antes de ir para a lavanderia ou descarte. É exigido o uso de máscaras faciais ou respiradores. Treinamento e saúde: A equipe que utiliza o NB-3 deve ter treinamento específico em agentes de Classe 3 e supervisão constante. Exames médicos anuais são obrigatórios. Transporte: Qualquer material biológico com capacidade de propagação só pode sair se estiver em embalagem apropriada. Regras para transporte A resolução normativa nº 26, também da CTNBio, define as diretrizes obrigatórias para o transporte desses agentes. No caso de materiais de classes 2 e 3, as regras envolvem autorização expressa e embalagens específicas. A retirada das amostras sem autorização do laboratório da Unicamp, entre elas dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, além de outros vírus humanos e suínos, representa um claro descumprimento dessas regras. Para o transporte de micro-organismos dessas classes, a CTNBio precisa emitir uma autorização prévia, com informações sobre destino, quantidade e condições da embalagem, além da anuência expressa da instituição de destino. 🧰 Dupla embalagem obrigatória: segundo a norma, devem ser utilizados, no mínimo, dois recipientes, um interno e um externo, que ofereçam resistência durante o transporte. ☣️ Símbolos obrigatórios: a embalagem deve conter o símbolo universal de "risco biológico" e, se pertinente, o de "frágil". ⚠️ Mensagem de alerta: O conteúdo deve apresentar, obrigatoriamente, a frase: "O acesso a este conteúdo é restrito à equipe técnica devidamente capacitada". 📞 Informações de contato: O recipiente externo deve exibir nome, endereço e telefone de quem envia e de quem vai receber. Professor de Biologia Celular, Luis Lamberti explica que, por conta de tantas etapas de segurança e normas, um caso como o registrado na Unicamp só ocorreu porque envolvia pessoas com acesso a áreas restritas e conhecimento técnico para manipulação das amostras. "É quase impossível uma pessoa de fora fazer isso. Não é tão fácil. Era preciso ter acesso, saber exatamente onde estava e pegar. E transportar corretamente, com gelo seco. Se você pegar e deixar uma amostra no sol, esses vírus vão morrer. É preciso conhecimento técnico", ressalta. LEIA TAMBÉM Câmeras registraram retirada de vírus de laboratório da Unicamp; veja cronologia do caso Furto de vírus na Unicamp: H1N1 estava entre amostras levadas de laboratório Entenda em vídeo a distância percorrida por material biológico dentro da universidade Unicamp aciona Polícia Federal e interdita laboratórios após furto de material de pesquisa Professora da Unicamp investigada por furto de vírus estuda vacinas e doenças em animais Sociedade Brasileira de Virologia acompanha investigação e reforça confiança em protocolos de segurança científica Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada (NB-2 e NB-3) do Instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 'Investimento necessário' O especialista ressalta que a construção de um laboratório NB-3 representa um investimento caro, desde a estrutura física, que conta, entre outras coisas, com sistemas de ar que precisam ser trocados com regularidade, equipamentos importados, treinamento de equipes e materias de segurança. 🔬 Mas um equipamento desse porte é essencial para a ciência e resposta diante de emergência sanitárias, como foi o caso da Covid-19. "Não tem como a gente fazer uma vacina pra um vírus se você não tem um estoque desse vírus. Na pandemia, quando o pessoal conseguiu isolar o coronavírus e replicar ele, a gente conseguiu o vírus para testar, entender como ele agia", disse. Segundo Lamberti, manter vírus e outros micro-organismos armazenados em estruturas seguras é necessário para o enfrentamento de doenças, inclusive de algumas erradicadas. LEIA TAMBÉM De roupa inflável a banho químico: conheça protocolos de segurança no 1º laboratório do Brasil para estudar vírus mais letais do mundo Como brinquedos infantis serão usados para treinar cientistas no 1º laboratório do Brasil de biossegurança máxima "O vírus da varíola está erradicado, a gente não tem mais ele circulando. Mas há um local que esse vírus está estocado, porque se um dia ele voltar a circular, a gente consegue produzir uma vacina. Por isso a gente tem que ter os nossos bancos, precisamos ter isso aqui", enfatiza. Como Orion vai garantir segurança para estudar vírus e bactérias altamente perigosos Investigação e prisão de pesquisadora A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais. No dia 23 de março, a PF cumpriu mandados em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos. Todos os laboratórios da faculdade ficaram temporariamente interditados durante a ação. A Polícia Federal localizou as amostras espalhadas em três locais diferentes: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA): foram encontradas diversas caixas com amostras dentro de tubetes em um freezer lacrado. Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia): foram localizados tubetes manipulados e abertos no espaço reservado a Soledad dentro do freezer de outra professora. Próximo ao refrigerador, havia material descartado que provavelmente já havia passado por autoclave. Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia): uma grande quantidade de frascos descartados foi localizada em uma lixeira. Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), depois que a Polícia Federal encontrou as amostras virais em laboratórios da universidade aos quais a professora conseguiu acesso com o consentimento de outros pesquisadores. A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava os laboratórios do Instituto de Biologia por não possuir estrutura própria. A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (25) que o marido da professora, Michael Edward Miller, também é investigado por suspeita de envolvimento no furto de amostras de vírus de um laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp. Michael Miller é médico veterinário e faz doutorado em Genética e Biologia Molecular na universidade. A corporação não informou quais são as suspeitas sobre ele. O g1 tenta localizar a defesa dele. Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp Estevão Mamédio/g1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA

Publicado em: 28/03/2026 05:01

Formado em escola pública do CE, jovem comemora conquista de bolsa milionária nos EUA. As mãos tremendo e as exclamações de “Meu Deus” marcaram o momento em que o jovem Vinícius Felix Nascimento, de 19 anos, conferiu a aprovação na Williams College, universidade em Massachusetts, nos Estados Unidos. Nascido em São Paulo, mas criado no Ceará, o jovem conquistou uma bolsa milionária em uma instituição que figura em listas como uma das melhores na “terra do Tio Sam”. Em 2025, a Williams College foi considerada uma das dez melhores universidades dos Estados Unidos, segundo a Forbes. “O meu objetivo de ir para uma universidade de elite como a Williams College é abrir oportunidade, abrir caminho para que nós do Brasil, para que a gente represente, no caso, jovens latino-americanos, jovens de países do sul global, possam ter a possibilidade de transformar a comunidade deles através da tecnologia e participar desse diálogo global, para que a gente não fique à escória do mapa”, explicou o jovem. Em 2020, quando tinha 13 anos, Vinícius criou o Instituto Terra Alien, um canal de Youtube que virou uma ONG com o objetivo de ampliar o acesso à ciência e a oportunidades educacionais para outros estudantes. Ele disse que a atuação do instituto já chegou a dez países, principalmente os lusófonos do continente africano. “Eu sempre fui muito engajado com questões sociais. Eu tenho participado de muitos projetos sociais. Eu realmente gosto de doar o meu tempo para o próximo, acho que isso faz um mundo cada vez melhor”, declarou o jovem. Vinícius nasceu em São Paulo (estado natal da mãe dele), mas ainda nos primeiros anos de vida se mudou com pai e mãe para a Paraíba (onde o pai nasceu). Lá, o divórcio dos pais fez com que ele continuasse com a mãe e se mudasse para o Ceará. Os dois foram morar em Paraipaba, na região metropolitana de Fortaleza, com cerca de 32 mil habitantes. O jovem cresceu no distrito de Boa Vista, zona rural do município, onde mora a família materna. Ele estudou na Escola de Ensino Profissionalizante (EEEP) Flávio Gomes Granjeiro, no mesmo município, onde cursou técnico em informática. Filho de costureira, a família não teria condições de pagar os altos custos de uma graduação internacional. “É questão de você gastar dois milhões de reais por uma graduação completa e eu não tinha esse valor nunca na minha vida”, disse o jovem. “Então, eles cobrem absolutamente tudo. Eles vão cobrir dormitório, alimentação, uma viagem por ano de volta para o Brasil para visitar os familiares. Eles vão me dar todo o suporte necessário para que eu possa completar minha graduação”, agradeceu o estudante. A bolsa conquistada por Vinícius cobre todos os custos durante os quatro anos de graduação na Williams — com a possibilidade ainda de estudar durante um ano no Reino Unido. “Vou para o exterior fazer um ano. Eles dão a possibilidade de você também fazer um ano em Oxford ou Cambridge, que são as melhores universidades do mundo”, destacou o jovem. Ano sabático Vinícius se formou, em 2024, em uma escola pública da rede estadual do Ceará. Arquivo pessoal Vinícius concluiu o ensino médio em 2024. Depois, ele decidiu tirar um ano sabático para focar na aprovação em alguma universidade estadunidense. Ele até conseguiu uma vaga na graduação em engenharia de software da Universidade Federal do Ceará (UFC), mas recusou, com o objetivo de focar no aceite internacional. Ele, inclusive, precisou focar intensamente em aprender inglês — idioma que ele não falava quando surgiu o interesse em estudar fora. Durante o ano sabático, Vinícius decidiu fazer o Enem novamente. Com isso, conseguiu uma vaga na Universidade Federal de São Carlos, em Sorocaba (SP), já que não tinha certeza sobre a aprovação na instituição internacional. Ele se mudou para São Paulo devido às aulas. Vinícius explicou que, na Williams, é possível estudar mais de uma área ao mesmo tempo. Ele pretende focar em ciências da computação, mas também estudar economia e política. A viagem para os Estados Unidos, no entanto, não tem uma data exata. Ele sabe apenas que deve acontecer em agosto, uma vez que as aulas começam em setembro. A Williams College vai pagar todo o deslocamento. Impacto social Desde criança, Vinícius demonstrou interesse em participar de projetos sociais. Arquivo pessoal As vivências e experiências de Vinícius na zona rural de Paraipaba começaram a inspirá-lo a buscar mudanças sociais ainda cedo. Enxergando a ausência de possibilidades para ele e amigos, além do sofrimento da mãe, que adquiriu problemas de saúde em um antigo emprego, o jovem decidiu se movimentar em busca de melhorias. “Eu fui exposto a esse ambiente, de luta, de garra, e fui crescendo com essa perspectiva. Eu fui aprendendo com a vivência de colegas, com a minha própria vivência e fui percebendo que se nós não agimos por nós, quem lutará por nós no futuro?”, questionou o jovem. Em 2024, surgiu um novo projeto no instituto criado por ele: o “Code 4 Causes”. “Essa organização foca em dar possibilidade para jovens que estão interessados em ingressar na área de tecnologia. Então, eles vão ter acesso a aulas relacionadas à tecnologia: como criar um site, como hospedar um site, etc., e toda a segurança, questão estética do site, e depois a gente conecta eles com organizações sem fins lucrativos entre educativos que não têm site, para que possam causar mais impacto social na sua área específica”, explicou. Durante o ano sabático, Vinícius participou também de uma formação ofertada pelo Watson Institute, uma organização de Nova York. “Eu fui exposto a diversas pessoas do sul global que tiveram situações parecidas com a minha, de extrema pobreza, de falta de acesso a oportunidades”, comentou. A intenção de Vinícius, para o futuro, é unir as duas principais áreas de interesse dele: a tecnologia e a mudança social. “A gente como jovens, como pessoas de tecnologia, precisa se assegurar que nós estamos defendendo o nosso povo, que a gente está fazendo com que o nosso povo faça parte do processo e não seja discriminado no futuro”, declarou o jovem. “Então eu acredito que Williams, ela traz muito daquilo que eu acredito, muito dessa questão de usar aquilo que eu aprendo para o impacto social, que é o que eu venho trazendo desde quando eu era criança”, reforçou. Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: tecnologia

FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o vídeo dos sete cachorros andando juntos em rodovia na China; assista

Publicado em: 28/03/2026 05:00

O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Circulam nas redes sociais posts com o vídeo de sete cachorros andando à beira de uma rodovia na China durante a noite. Algumas legendas descrevem os cães teriam escapado de um sequestro e percorrido 17 quilômetros para voltar para casa. Segundo essas alegações, criminosos queriam ou vender os animais ou "abastecer o comércio clandestino de carne", o que foi desmentido pela mídia chinesa. As publicações viralizaram no Instagram, Threads, X, TikTok e Facebook nos últimos — um único post desta segunda-feira (23) passou e 25 milhões de visualizações. Na seção de comentários, usuários escreveram "muito espertos" e "que bonitinhos", mas muitos questionaram se o episódio era verdadeiro ou uma produção de inteligência artificial (IA). Veja, abaixo, o que sabemos sobre o caso: Selo 'O que sabemos' g1 O Fato ou Fake encontrou no Douyin (versão do TikTok usada na China) a primeira publicação de um vídeo com as mesmas cenas, compartilhada em 15 de março. Para isso, foi necessário buscar os termos "7只狗回家", algo como "7 cachorros voltam pra casa", e procurar o conteúdo mais antigo disponível. Na legenda, o autor daquele post escreveu que o episódio ocorreu em uma rodovia na região da cidade de Changchun, na província de Jilin:"Ontem à noite, em Changchun, a cerca de 300 metros da divisa entre a rodovia Changshuang e Jingyue, encontrei por acaso sete cachorros. Tinha pastor-alemão, golden retriever, labrador e outros. Por que eram sete cachorros? Alguém sabe o que aconteceu?". Em 19 de março, o perfil compartilhou um vídeo um pouco mais longo da cena – esse acabou sendo o registro que mais viralizou nas redes sociais. Os conteúdos dispararam no Douyin, somando mais de 2 milhões de curtidas. Depois disso, outras se espalharam em diversas plataformas. Publicado nesta segunda, um deles tem a seguinte legenda em inglês: "Sete cães roubados de seus donos viralizaram após escaparem de um caminhão de transporte ilegal e voltarem para casa. Eles percorreram cerca de 17 km juntos, liderados por um corgi, atravessando rodovias e campos, e agora estão de volta em segurança com seus respectivos donos". No mesmo dia, uma publicação em português no Instagram descreveu: "Segundo relatos dos proprietários, os animais haviam sido levados para abastecer o comércio clandestino de carne de cachorro". Mas a mídia estatal chinesa contestou essas versões, citando uma reportagem publicada na própria segunda pelo jornal "China Jilin Net". Segundo esse relato, voluntários fizeram buscas com drones na região e se mobilizaram para encontrar o grupo. O veículo informou que os cachorros pertenciam a moradores de vilarejos próximos ao local onde o vídeo foi registrado. Os tutores disseram que a pastora-alemã estava no cio, o que teria atraído os outros cães. A reportagem também cita que, em no sábado (21), o canal oficial do Departamento de Cultura e Turismo da Província de Jilin declarou que as alegações de sequestro não passavam de boatos. Veja um trecho reproduzido pelo jornal britânico "The Guardian" em texto publicado nesta terça-feira (24): "A mídia estatal alertou que o incidente 'reflete as deficiências da disseminação de informações online – uma mistura de informações verdadeiras e falsas, onde especulações subjetivas são facilmente tomadas como fatos e se espalham'". O Fato ou Fake submeteu o vídeo a duas ferramentas de detecção de conteúdos criados com IA, mas nenhuma apontou o uso do recurso. Veja os resultados e os infográficos a seguir: Hive Moderation — "O arquivo provavelmente não contém IA ou deepfake". SynthID Detector — "Não foi feito com a IA do Google". Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. HiveModeration não acusa uso de IA em vídeo. Reprodução SynthID não detectou a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução FATO OU FAKE: O que sabemos sobre o grupo de sete cachorros em Changchun, na China Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa este sábado e promete encantar o público no interior de PE

Publicado em: 28/03/2026 05:00

Dudu Azevedo viverá Jesus em Espetáculo da Paixão de Cristo 2026 Divulgação O Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém começa oficialmente neste sábado (28) no maior teatro a céu aberto do mundo. Este ano, o evento chega a sua 57ª edição e traz novidades que prometem emocionar as milhares de pessoas que visitam o local durante a Semana Santa. A peça teatral conta a vida de Jesus em nove palcos-plateia em uma cidade cenográfica de 100 mil m². Desde 1968, durante a Semana Santa, o palco gigantesco recebe cerca de 60 mil pessoas nas noites de encenação. Este ano, Dudu Azevedo interpretará Jesus, Beth Goulart será Maria, Carlo Porto interpreta Herodes e Marcelo Serrado vive Pilatos. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp A cidade-teatro é cercada por uma muralha de pedras de quatro metros de altura e com 70 torres de sete metros cada uma. A encenação dura aproximadamente três hora e conta com 450 atores e figurantes, além de centenas de outros profissionais envolvidos. O espetáculo reproduz arruados, ruelas, grandes pátios e jardins da Jerusalém dos tempos de Jesus, como os cenários do Templo, do Fórum Romano, do Palácio de Herodes, da Via Sacra e do Monte do Calvário. Registro do ensaio da subida de Jesus ao céu no espetáculo da Paixão de Cristo 2026 Segundo dados do Ministério do Turismo, durante os dias de espetáculo, o município de Brejo da Madre de Deus, onde o distrito de Fazenda Nova fica localizado, cerca de 250 mil pessoas circulam durante a temporada. “As pessoas vem para cá, [para] além de assistir um grande espetáculo, elas vem também para carregar as suas baterias de energias boas, de espiritualidade. Outras vem dividir com o público presente essa energia, pela mensagem que é dada pelo Espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”, disse Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, em entrevista à TV Asa Branca. LEIA MAIS Paixão de Cristo de Nova Jerusalém: veja como surgiu o espetáculo que encena a morte e ressurreição de Jesus em PE VÍDEO mostra Dudu Azevedo ensaiando pela primeira vez para Paixão de Cristo Dudu Azevedo, José Loreto, Fábio Assunção e Renato Góes: veja atores que já interpretaram Jesus na ‘Paixão de Cristo’ Homenagem ao idealizador da cidade-teatro Na temporada de 2026, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém celebra os 100 anos de nascimento de Plínio Pacheco, o idealizador da cidade-teatro de Nova Jerusalém. De acordo com Robinson Pacheco, que leva o legado do pai, é preciso muita responsabildiade para levar adiante um espetáculo tão grandioso. Este ano, uma das grandes novidades é o uso de novas tecnologias para encantar ainda mais o público. “Tudo é um conjunto de informações que uma grande equipe já está trabalhando para que a gente se supere a cada ano”, destacou. Muralhas cercam a cidade-teatro de Nova Jerusalém Arquivo/g1 A cena em questão acontecerá no último ato, onde Jesus subirá aos céus. A Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) divulgou um vídeo que mostra um spoiler sobre como a cena acontecerá (veja vídeo acima). A Sociedade Teatral de Fazenda Nova não revelou como funciona o mecanismo utilizado para criar o efeito visual. De acordo com os responsáveis, a proposta é surpreender o público durante a apresentação e preservar o segredo da produção. No entanto, o vídeo divulgado foi de um ensaio e não contou com a presença do ator Dudu Azevedo. “A novidade tem como objetivo não apenas emocionar a plateia, mas também renovar o interesse do público que já conhece a Fazenda Nova e atrair novos visitantes para o Agreste pernambucano”, afirmou Robinson Pacheco. Cenários do espetáculo Ao longo do espatáculo, o público caminha até os cenários que mudam a cada cena: O Sermão: O espetáculo começa com os profetas anunciando a vinda do Messias. Em seguida, Jesus é tentado no deserto e prega o Sermão da Montanha, ensinando a oração do "Pai Nosso". Templo de Jerusalém: Neste cenário, Jesus expulsa os vendedores do Templo e debate com os fariseus. É também onde o Sinédrio, conselho supremo, decide condená-lo, e Judas o trai por 30 moedas. O Cenáculo: O palco representa a Última Ceia, momento em que Jesus se despede dos 12 apóstolos, partilhando o pão e o vinho. O Horto: Após a ceia, a cena mostra a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. É ali que Judas o trai com um beijo, entregando-o aos soldados. Palácio de Herodes: Jesus é levado à presença de Herodes Antipas. O cenário retrata o bacanal da corte e o desprezo do governante por Cristo. Fórum Romano: Diante de Pôncio Pilatos, Jesus é açoitado e condenado à morte. Pilatos lava as mãos e liberta o criminoso Barrabás, atendendo ao clamor da multidão. A Via Sacra: Durante o caminho até o calvário, ocorre o comovente encontro de Jesus com sua mãe, Maria. Ele também consola as mulheres de Jerusalém. O Calvário: Este cenário retrata o ponto alto do sofrimento: a crucificação e a morte de Jesus. A cena também mostra o desespero e o suicídio de Judas. O Sepulcro: A encenação termina com o sepultamento do corpo de Cristo, seguido por sua ressurreição e ascensão aos céus, em uma cena grandiosa diante do público. Os ingressos para temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém podem ser adquiridos pela internet através do site oficial.

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Quem é o físico que identificou o acidente com Césio-137 em Goiânia?

Publicado em: 28/03/2026 04:01

Profissionais que atuaram na época do acidente com o césio-137 relembram histórias O físico Walter Mendes Ferreira teve um papel de extrema importância para conter o maior desastre radiológico da história. Aos 29 anos, ele foi o responsável por identificar o acidente com o césio-137 em 1987, em Goiânia. CÉSIO-137: veja página especial sobre o acidente radiológico No dia 29 de setembro daquele ano, o físico foi chamado para analisar uma substância desconhecida deixada na Vigilância Sanitária, que havia permanecido por um dia no local, dentro de uma sacola plástica. Com apoio de um aparelho de medição de radiações ionizantes, ele identificou o risco e orientou a evacuação imediata. O acidente foi oficialmente reconhecido e notificado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que depois comunicou o caso à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Atualmente, com 73 anos, Walter é chefe da Divisão de Emergências Radiológicas da CNEN. Walter foi a inspiração para o personagem interpretado pelo ator Johnny Massaro na minissérie “Emergência Radioativa”, da Netflix. O que aconteceu com as vítimas do Césio-137? Como estão os locais atingidos pelo Césio-137? Natural de Minas Gerais, o especialista é casado e tem dois filhos. Ele é formado em física, com pós-graduação em proteção radiológica e segurança nuclear pela Universidade de Buenos Aires e mestre em engenharia nuclear pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. Para a revista que relembrava os 37 anos do acidente com o Césio-137, elaborada pelo Governo de Goiás, Walter contou que sua experiência de vida ficou marcada pela tragédia. “Sofremos uma mudança brusca. Na época, eu tinha 29 anos, então fui trabalhar com as vítimas, porque a maioria das pessoas ficaram doentes e aéreas. Tinha que ter uma pessoa a frente, então, fui trabalhar com eles. Hoje, lutamos para que o acidente não seja esquecido”, relatou, na época. Walter Mendes Ferreira foi o responsável por identificar o acidente com o césio-137 em 1987 Reprodução/Cnen Físico Walter Mendes Luana Avelar/SES-GO Lições deixadas pelo césio-137 Para Walter, o acidente em Goiânia deixou lições para toda a comunidade científica que utiliza a tecnologia nuclear, que foram incorporadas por vários organismos internacionais. “As ações empregadas para mitigar o acidente levou ao aprimoramento e criação de novos protocolos e procedimentos: a radioproteção caracterização de rejeitos, comunicação com o público e mídia, o trabalho conjunto com instituições afins, instrumentação nuclear, descontaminação de áreas, o atendimento médico ao radioacidentado, a criação de um arcabouço legal para esse tipo de acidente e o fortalecimento do poder regulatório”, destacou o especialista. Após a tragédia, o físico ressaltou que foi implantado um sistema de informação ao público incorporado ao Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-CO), com palestras e cursos para alunos dos diversos níveis para desmistificar avaliar a percepção da tecnologia nuclear e mostrar suas diversas aplicações e os seus benefícios. Anualmente, o centro atende em média 2,5 mil alunos. LEIA TAMBÉM: Césio-137: maior acidente radiológico da história deixou 4 mortos, 6 mil toneladas de lixo e ainda terá impacto por mais 200 anos Césio-137: Mãe de Leide das Neves, símbolo do acidente, desabafa após quase 40 anos: 'A gente revive tudo' VÍDEO: Vítimas do Césio-137 foram enterradas sob protesto de moradores e com cruzes sendo arremessadas Relembre o acidente Imagens da tragédia do Césio 137 Reprodução/ TV Anhanguera O acidente radioativo teve início em 13 de setembro de 1987, quando Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves retiraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR). Eles levaram a peça para a casa de Roberto, na Rua 57, onde removeram o lacre da cápsula que continha césio-137 na forma de pó, semelhante ao sal de cozinha, mas que emitia um intenso brilho azul no escuro. Em 18 de setembro, a peça foi vendida para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho, que ficou encantado com a luminosidade e distribuiu fragmentos da substância para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia. A suspeita de que o pó era o culpado surgiu com Maria Gabriela, esposa de Devair, que em 28 de setembro levou a cápsula em uma sacola de plástico até a Vigilância Sanitária. Residência onde o equipamento com Césio-137 foi aberto Divulgação/Cnen O acidente foi oficialmente identificado no dia seguinte, 29 de setembro, pelo físico Walter Mendes, que confirmou os altos níveis de radiação e iniciou o isolamento das áreas afetadas. De acordo com informações divulgadas pelo Governo de Goiás, na época, um monitoramento realizado no Estádio Olímpico avaliou mais de 112.800 pessoas, das quais 249 apresentaram algum grau de contaminação e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente. O que aconteceu com as vítimas do Césio-137? O acidente resultou em quatro vítimas fatais diretas, que faleceram entre quatro e cinco semanas após a exposição devido à Síndrome Aguda da Radiação (SAR): Leide das Neves Ferreira: Um dos símbolos da tragédia, a menina de apenas 6 anos era filha de Ivo Ferreira, e foi a pessoa mais afetada por ter brincado com o pó e ingerido partículas. A criança morreu em 23 de outubro de 1987 e foi enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação. Maria Gabriela Ferreira: Esposa de Devair e a pessoa responsável por evitar que a contaminação fosse ainda maior, ela adoeceu três dias após o contato e faleceu na mesma data que Leide, em 23 de outubro, aos 37 anos. Israel Batista dos Santos: Jovem de 20 anos era funcionário de Devair e trabalhou na remoção do chumbo da fonte. Ele faleceu em 27 de outubro. Admilson Alves de Souza: Aos 18 anos, ele também era um funcionário do ferro-velho, que manipulou a fonte radioativa e morreu em 28 de outubro. A tragédia gerou 6 mil toneladas de rejeitos radioativos, que estão armazenados de forma definitiva em depósitos em Abadia de Goiás. Atualmente, o Centro de Assistência aos Radioacidentados (CARA) continua monitorando a saúde das vítimas e de seus descendentes. Milhares de pessoas foram avaliadas na época do acidente com césio-137 Reprodução/Cara 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

Publicado em: 28/03/2026 04:01

Por que ninguém responde seu currículo? Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão "enviar candidatura", ela não está apenas concorrendo a uma vaga. Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (...). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira. Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%). Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano. Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%). Essas percepções refletem o momento atual do mercado. Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional. Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro. Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026. Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga. "As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas", analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina. Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão. Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados. Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido. Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Onde o processo realmente emperra? Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, entender por que os processos seguem lentos exige separar dois fatores que costumam ser confundidos: o volume de candidatos e o número de etapas. Segundo ela, há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez porque conta com uma triagem eficiente. Em outros, a falta de processos estruturados transforma a análise manual de currículos em um gargalo inevitável. Ela menciona processos seletivos que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Quando o sistema é robusto, o verdadeiro entrave geralmente aparece em outra etapa: as validações humanas, como entrevistas. "Entrevistas, reuniões com gestores e decisões finais dependem de agendas, alinhamentos internos e critérios subjetivos. É ali que o relógio desacelera", explica. Thomas Costa, head de growth da Redarbor — grupo que reúne plataformas como Catho e InfoJobs — concorda. Ele explica que, quando a tecnologia entrega uma lista enxuta de candidatos potenciais, começa uma fase de escolha mais complexa. Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua ativo, ainda que silencioso. Nesse período, as empresas também costumam sentir o impacto de terem mais candidatos empregados disputando as vagas. "Esse perfil [profissional que já está em um emprego] ainda não tem a mesma urgência ou velocidade para responder, marcar uma entrevista, do que uma pessoa que está desempregada", diz. Além disso, o custo de uma contratação equivocada pesa. Em funções estratégicas, errar é caro — e isso leva empresas a alongar etapas, envolver mais decisores e aprofundar análises. O resultado é um processo mais cauteloso e demorado. O desafio, apontam os especialistas, é equilibrar rigor e agilidade para não prejudicar a experiência do candidato nem perder talentos no caminho. Dados da Gupy indicam que cada etapa adicional em um processo seletivo aumenta em 13% o tempo estimado para o preenchimento da vaga. Por isso, a empresa decidiu limitar a oito o número de etapas configuráveis. Na avaliação da plataforma, fluxos muito extensos afastam candidatos e elevam a taxa de desistência, sem necessariamente melhorar a qualidade da escolha. Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. Samanta Santos IA é aliada ou inimiga? Se por um lado a inteligência artificial tem acelerado as etapas iniciais — triando currículos e organizando o funil —, por outro, tornou‑se também um novo ponto de tensão para os candidatos. A sensação de que algoritmos filtram perfis sem considerar contexto ou potencial aparece com frequência nos relatos dos candidatos. Samanta é um desses casos. “O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial, não vê que a experiência conversa com a vaga”, resume. Formada em engenharia de produção e técnica em logística, ela afirma ter um histórico que permite atuar em áreas distintas — como planejamento, indústria, logística e construção civil — e diz ser flexível quanto ao modelo de trabalho e ao formato de contratação. Ainda assim, não consegue avançar nas seleções feitas por plataformas digitais. Dados da pesquisa do LinkedIn mostram que, embora muitos profissionais reconheçam que a inteligência artificial pode reduzir vieses e padronizar critérios, há um incômodo evidente com a falta de transparência. No Brasil, 29% dos entrevistados dizem não entender como a IA é usada nos processos seletivos, e 28% questionam se as candidaturas são analisadas de forma justa. A falta dessa transparência alimenta a sensação de injustiça, especialmente quando processos se estendem por meses sem atualização. Plataformas como Gupy e Redarbor, no entanto, reforçam que a IA não elimina candidatos. O sistema apenas organiza os perfis conforme a aderência ao que foi solicitado pela empresa, e todos permanecem visíveis ao recrutador. Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado. É essa dinâmica que cria a percepção de que “o robô derruba”, mesmo quando, tecnicamente, isso não ocorre. O que candidatos querem melhorar g1/ Alberto Correa Silêncio, vagas fantasmas e desgaste emocional Entre todas as dores relatadas por quem busca emprego, a falta de retorno aparece como a mais persistente. "O candidato não é só um número", lamenta. Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva. A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas destaca que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, foram 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma. Ainda assim, a empresa decidiu agir diante da sensação de “vagas fantasmas” — anúncios de emprego que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação. Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que somavam 4 milhões de candidaturas. A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro. "Elas não querem descartar formalmente alguém que ainda pode voltar para o processo", diz Thomas. Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. Samanta Santos O que pode mudar Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos por tecnologia e mais por escolhas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela. Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos — em que o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve levar ou o que está sendo avaliado — alimentam a percepção de desorganização. “Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho. E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, mesmo que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar. O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a noção de que houve acompanhamento humano — e não apenas um desaparecimento silencioso —, pontuam os entrevistados. Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema. Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e fichas preenchidas, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos. "Uma hora vai. Só queria que o caminho fosse menos escuro", completa. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

Leilão da Receita tem iPhone 17, MacBook Air, videogames e vinhos; veja lances a partir de R$ 100

Publicado em: 28/03/2026 03:00

Receita Federal Marcelo Camargo/ Agência Brasil A Receita Federal anunciou nesta sexta-feira (27) um novo leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. O certame será relizado no dia 14 de abril, em São Paulo. Entre os itens disponíveis nos 260 lotes estão joias e pedras preciosas, vinhos, veículos, smartphones, notebooks, relógios, perfumes, roupas, tecidos, utensílios domésticos, livros e brinquedos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Há ainda uma variedade de peças e acessórios para celulares, componentes para computadores, latas para envase de alimentos, lâmpadas, válvulas, concentrado de cobre, além de motocicletas elétricas, automóveis, caminhonetes, caminhões e gasolina tipo A. 🍷 Segundo o edital, os lotes que contêm vinhos estão sujeitos à obtenção de laudo para emissão de declaração de aptidão para comercialização e consumo. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos de itens específicos e selecionados. Entre os lotes com valores mais baixos, há opções com lance inicial de R$ 100, que incluem desde itens isolados — como uma tiara (lote 32) — até produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Também aparecem no leilão um smartphone Xiaomi Redmi A2 de 32 GB (lote 151) e tablets Amazon Fire HD 10 e Fire 7 (lotes 152, 154 e 155), todos com preço mínimo de R$ 100. O lote mais caro é o 198, formado por 6.140 aparelhos de iluminação pública com tecnologia LED, com lance inicial de R$ 232,1 mil. Outros destaques do leilão incluem: No lote 81, é possível adquirir um conjunto de peças de vestuário de marcas como Ralph Lauren, Emilio Pucci, Versace e Balmain, além de vestidos de noiva, a partir de R$ 10 mil. Nos lotes 52 e 64 a 68, aparecem vinhos classificados como itens de coleção, incluindo uma garrafa de Pétrus 1980 e rótulos do produtor Domaine Leroy, com preços a partir de R$ 3 mil. Nos lotes 181, 212 e 223, há produtos ligados a videogames, como controles de Xbox em grande quantidade, um Nintendo Switch e um console Xbox Series S, com lances mínimos entre R$ 500 e R$ 14,8 mil. Nos lotes 247 e 210, aparecem computadores, incluindo um MacBook Air de 13 polegadas com SSD de 512 GB e um notebook Dell Inspiron 15, com preços mínimos a partir de R$ 300. Nos lotes 251 a 260, é possível adquirir unidades do iPhone 17 Pro Max de 256 GB, com valores iniciais entre R$ 4,6 mil e R$ 5,1 mil. No lote 209, há um conjunto com dois smartphones Xiaomi de 512 GB, além de smartwatches e consoles portáteis Steam Deck, com lance mínimo de R$ 2,1 mil. Apple iPhone 17 Pro Nic Coury/AFP De acordo com a Receita, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período de recebimento das propostas vai das 8h do dia 9 de abril até as 21h do dia 13 de abril. A sessão para lances está prevista para as 10h do dia 14 de abril (horário de Brasília). Os lotes estarão disponíveis para visitação mediante agendamento, em dias de expediente normal, de 30 de março a 10 de abril, nas cidades de Campinas, Guarulhos, Santos, Guarujá, São Paulo, Santo André, Barueri, São Bernardo do Campo, Taubaté, Sorocaba e Bauru. Os endereços e horários para visitação, bem como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão.. Os endereços, horários e contatos para agendamento constam no edital do leilão, disponível no site da Receita Federal, assim como a lista de mercadorias e as fotos dos lotes. A Receita informou ainda que os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados e que o órgão não se responsabiliza pelo envio das mercadorias. Bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes comprados por pessoas jurídicas. O pagamento das mercadorias deve ser feito exclusivamente por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). A participação nos leilões eletrônicos ocorre apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via e-CAC, com conta GOV.BR de nível Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Como funcionam os leilões Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 9 e 12 de março, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000002/2026 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Palavras-chave: tecnologia

Banheiros inteligentes estão em alta no mundo da arquitetura

Publicado em: 28/03/2026 00:02

O banheiro deixou de ser apenas funcional para se tornar um espaço de tecnologia aplicada ao cotidiano. Nos projetos atuais, inovação e conforto caminham juntos, transformando a experiência diária em um ritual de cuidado e sofisticação. Design inteligente, conforto e inovação para o seu lar Acervo Vilarejo As bacias eletrônicas representam um dos avanços mais significativos desse movimento. Com recursos como assento aquecido, controle de temperatura da água, sistemas de autolimpeza e economia inteligente de consumo, elas oferecem mais higiene e eficiência. O resultado é um ambiente que alia desempenho técnico e sensação de acolhimento. A Bacia DAX oferece descarga automática, economia de água e higiene máxima Acervo Vilarejo BACIA ELETRÔNICA VOLGA - DAX COM 18 FUNÇÕES, A VOLGA É O QUE HÁ DE MAIS NOVO NO MERCADO. ENTRE SEUS DIFERENCAIS EXCLUSIVOS ESTÃO: Assento aquecido com regulagem de temperatura. Jato de higienização ajustável, substituindo a ducha higiênica. Fechamento suave da tampa, sem ruídos incômodos. Design compacto e sofisticado, que valoriza qualquer projeto. Controle intuitivo, para fácil utilização das funções inteligentes. Metais tecnológicos também ganham protagonismo. Torneiras com acionamento suave, arejadores que reduzem o consumo de água e acabamentos resistentes ao uso intenso elevam o padrão estético e funcional do espaço. As soluções DAX unem design contemporâneo, engenharia precisa e durabilidade, valorizando o imóvel e agregando bem estar ao dia a dia. Torneira Aira com sensor: conforto, eficiência e design moderno em um só produto Acervo Vilarejo Ao reunir essas soluções em seu portfólio, a Vilarejo reafirma sua curadoria criteriosa e seu compromisso com inovação acessível e de qualidade. Cada escolha é orientada para garantir compatibilidade técnica, longevidade e uma experiência que vai além da estética. Nas lojas Vilarejo, a consultoria personalizada conduz o cliente na seleção das peças ideais, alinhando tecnologia, estilo e funcionalidade. Uma jornada que transforma o banheiro em um espaço de conforto elevado e inteligência aplicada ao viver contemporâneo. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

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Grupo hacker ligado ao Irã divulga imagens vazadas de diretor do FBI para provar ação; veja as fotos

Publicado em: 28/03/2026 00:00

Hackers iranianos vazaram fotos de Kash Patel, diretor do FBI Reprodução/Redes Sociais O diretor do FBI, Kash Patel, foi hackeado por um grupo ligado ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio. A informação foi confirmada pela instituição nesta sexta-feira (27). (Veja as fotos ao longo da matéria) ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Diante da possibilidade de que um adversário dos Estados Unidos tenha invadido a conta de uma das figuras mais visadas do FBI, a expectativa inicial seria de um vazamento de informações sensíveis — seja de dados pessoais de Patel, ou então de conteúdos estratégicos a serem usados no conflito. As primeiras fotos, no entanto, mostram o diretor em alguns de seus momentos de lazer, como a imagem em que ele está cheirando e fumando charutos, andando em um conversível e fazendo careta em selfie no espelho com uma garrafa de rum. Não se sabe o que mais o grupo iraniano pode ter obtido após o ataque. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Kash Patel fumando charuto Reprodução Redes Sociais O Handala Hack Team, reivindicou a invasão da caixa de entrada do e-mail pessoal de Patel. Em seu site, o grupo de hackers afirmou que Patel "agora encontrará seu nome na lista de vítimas hackeadas com sucesso". Eles dedicaram o hack às vítimas do navio Iris Dena, bombardeado pelos EUA na costa do Sri Lanka durante a guerra. Segundo um porta-voz do FBI, os dados obtidos pelos hackers “são de natureza histórica e não envolvem nenhuma informação do governo”. Kash Patel, diretor do FBI, em uma viagem a Cuba. Reprodução/Redes Sociais A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade dos e-mails publicados por Hanadala, mas uma amostra do material carregado pelos hackers e analisado pela agência de notícias parece mostrar uma mistura de correspondências pessoais e profissionais datadas entre 2010 e 2019. Handala, que se autodenomina um grupo de hackers vigilantes pró-Palestina, é considerado por pesquisadores ocidentais como uma das várias identidades usadas pelas unidades de ciberinteligência do governo iraniano. O Handala também reivindicou ainda nesta semana um outro ataque hacker, em que publicou fotos de documentos de 28 engenheiros da Lockheed Martin, uma das maiores empresas militares dos EUA, que trabalham no Oriente Médio e ameaçou os matar. Alguns dias antes, em 11 de março, o Handala reivindicou um ataque hacker à Stryker, fornecedora de dispositivos e serviços médicos com sede em Michigan, e alegou ter apagado um enorme conjunto de dados da empresa. Kash Patel, diretor do FBI. Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Chanceler do Irã acusa EUA e Israel de genocídio e pede que ONU condene ataque a escola em Minab, que matou mais de 170 Trump amplia por mais 10 dias adiamento de possíveis ataques a usinas de energia do Irã

Palavras-chave: hackerhackers

Cessar-fogo ou invasão terrestre? Os caminhos dos EUA no conflito contra o Irã após 1 mês de guerra

Publicado em: 28/03/2026 00:00

Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês Há um mês, em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançavam um grande ataque contra o Irã. A ofensiva resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei e deu início a uma guerra que se espalhou por outros países do Oriente Médio. Agora, o conflito avança diante de dois caminhos: a negociação de um cessar-fogo ou uma invasão terrestre do território iraniano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: A guerra começou em meio às negociações entre EUA e Irã para limitar o alcance dos mísseis iranianos e encerrar o programa nuclear do país. Washington afirma que Teerã estava próximo de desenvolver uma arma nuclear e um míssil capaz de atingir os americanos. Os ataques de Israel e dos EUA se concentraram em infraestruturas militares e em autoridades da alta cúpula iraniana, incluindo o líder supremo. O Irã acusa os rivais de atingirem alvos civis, como uma escola no sul do país, onde morreram 175 pessoas, entre elas crianças. Teerã reagiu lançando mísseis contra alvos israelenses e bases militares americanas no Oriente Médio. Os ataques ampliaram o conflito para países como Catar, Arábia Saudita e Kuwait. Também houve troca de ataques contra infraestruturas energéticas. Israel atingiu um campo de gás iraniano, e o Irã lançou mísseis contra refinarias de petróleo e centros de processamento de gás ligados aos EUA em países vizinhos. O conflito provocou forte impacto na economia global, principalmente pela alta do petróleo. O Irã fechou parte do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da exportação mundial. Isso fez o barril superar os US$ 100 e atingir o maior valor em quase quatro anos. Diante da pressão do mercado, a Casa Branca passou a sinalizar que o conflito seria breve, com duração máxima de seis semanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 20 de março que o país estava próximo de atingir os objetivos na guerra. Na última semana, os EUA confirmaram o envio ao Irã de um plano de 15 pontos para encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, a imprensa americana informou que o Departamento de Defesa planeja enviar mais militares ao Oriente Médio, com uma possível operação terrestre no radar. 🔎 Para Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen, uma possível operação terrestre pode abrir caminho para um conflito mais longo, com mais mortes e maior impacto econômico. "Obviamente, quando se trata de Donald Trump, tudo pode mudar de repente. Ele pode simplesmente decidir que já fez o suficiente, declarar vitória e vender a ideia de que enfraqueceu militarmente o Irã, destruiu as forças marítimas do país e matou Ali Khamenei", diz. 🔎 Já Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, afirma que os objetivos dos Estados Unidos na guerra estão confusos e que o Irã tem conseguido demonstrar resistência. "O Irã está conseguindo mostrar ao mundo que a guerra tem um custo muito alto. O país sofre, claro, com os efeitos dos bombardeios. Mas, do ponto de vista da estratégia econômica, isso tem funcionado." Nesta reportagem você vai ver: Os sinais que indicam a possibilidade de uma invasão terrestre As condições impostas por Estados Unidos e Irã para acabar a guerra As narrativas sobre o fim do conflito e o ultimato de Trump Infográfico: o conflito entre Israel, EUA e Irã e a escolha do novo líder supremo Arte/g1 Invasão terrestre no radar Até agora, os Estados Unidos conduziram operações aéreas e navais contra alvos do Irã. Para isso, posicionaram porta-aviões e navios de guerra no Oriente Médio para reforçar a presença militar na região. Bases americanas também dão suporte às ações. 👉 Segundo a agência Reuters, no entanto, a Casa Branca tem avaliado a possibilidade de iniciar uma operação terrestre no país. Uma das hipóteses, segundo a Reuters, seria usar tropas para tomar a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. Outra possibilidade é o envio de soldados para a costa iraniana, para garantir a segurança do Estreito de Ormuz. Na quinta-feira (26), o jornal The Wall Street Journal informou que o governo Trump avaliava enviar mais 10 mil soldados para atuar como forças terrestres na região. O novo contingente se somaria aos cerca de 50 mil militares já posicionados no Oriente Médio, além de fuzileiros navais e paraquedistas mobilizados recentemente. Também foram enviados navios com capacidade para operações anfíbias, incluindo transporte de tropas, desembarque de blindados e apoio logístico. 🔎 As movimentações ocorrem ao mesmo tempo em que Trump afirma que negociações com o Irã estão em andamento. Uriã Fancelli avalia que o presidente adota uma estratégia já empregada no passado: enquanto acena para a via diplomática, prepara o terreno para um avanço militar. "Quando ele dá ultimatos ao regime e ameaça atacar a infraestrutura de energia caso não aceite as demandas norte-americanas, isso parece mais uma forma de construir uma narrativa para depois dizer que tentou negociar, enquanto ganhava tempo para se posicionar melhor", diz. "E é aí que entra o risco de uma escalada maior. Por mais que o governo americano se vanglorie de ter reduzido o poder ofensivo iraniano, as tropas ficariam vulneráveis a mísseis, drones e minas." 🔎 Já o professor Maurício Santoro avalia que uma mobilização limitada dos Estados Unidos poderia ter dois objetivos principais: Ocupar a ilha de Kharg para controlar o refino do petróleo iraniano e usar isso como instrumento de pressão econômica. Ocupar ilhas no Estreito de Ormuz ou trechos do litoral iraniano para liberar o tráfego marítimo e reduzir a pressão sobre a rota comercial. "Todas essas opções são bastante arriscadas. Tem muita coisa que pode dar errado, inclusive porque o Irã está tendo muito tempo para preparar sua defesa", afirma. "Outra possibilidade é que, ao ocupar a ilha de Kharg, os Estados Unidos provoquem uma destruição tão grande da infraestrutura petrolífera iraniana que os efeitos durem anos. Se isso acontecer nos próximos dias, o impacto sobre a economia tende a ser muito negativo." Ilha de Kharg, no Irã Arte g1 Questionado na sexta-feira (27) sobre a possibilidade de enviar tropas ao Irã, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que não poderia comentar estratégias militares. Por outro lado, disse que o país pode atingir todos os objetivos sem uma operação terrestre. Trump já afirmou que não pretende enviar tropas "para lugar nenhum", mas que, se decidisse fazê-lo, não informaria os jornalistas. Voltar ao início. Condições dos dois países Estados Unidos e Irã apresentaram propostas com condições diferentes para encerrar a guerra. Do lado americano, o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, confirmou que a Casa Branca enviou à Teerã um plano com 15 pontos, por meio do Paquistão. 👉 Segundo a imprensa americana, o documento inclui condições sobre armas e o enriquecimento de urânio. Entre os principais termos estão: o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares; a limitação do alcance e da quantidade de mísseis; a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow; o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah; a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz. O jornal The Wall Street Journal afirmou que os EUA ofereceram suspender as sanções econômicas ligadas ao programa nuclear. A Casa Branca também indicou a possibilidade de auxiliar e monitorar um programa nuclear civil com fins pacíficos. Ainda segundo o jornal, o plano segue, em linhas gerais, o que os EUA já defendiam antes do início da guerra. Já o Canal 12, de Israel, disse que a proposta prevê um cessar-fogo de 30 dias para avançar nas negociações. Explosão é vista em Tel Aviv, em Israel, após ataque iraniano na noite deste sábado, 28 de fevereiro John Wessels/AFP 👉 O Irã rejeitou publicamente o plano e o classificou como "excessivo e desconectado da realidade". O governo iraniano afirmou ainda ter enviado uma contraproposta com cinco condições: interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo"; criação de mecanismos para garantir que a guerra não seja retomada; ressarcimento e reparações por danos causados durante o conflito; fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência na região; "exercício da soberania" sobre o Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas afirmam que essas exigências se somam a outras já apresentadas em negociações com os EUA poucos dias antes do início do conflito. Por outro lado, fontes ouvidas pela Reuters disseram que o Irã não rejeitou completamente a proposta americana. Voltar ao início. Ultimato de Trump e narrativas Donald Trump, presidente dos Estados Unidos REUTERS/Elizabeth Frantz Ao longo das últimas semanas, Donald Trump vem afirmando que o Irã deseja um acordo e que as conversas já estão em andamento. Na quinta-feira (26), ele anunciou pela segunda vez o adiamento de possíveis ataques contra usinas de energia iranianas. Em 21 de março, o presidente afirmou que iria "obliterar" as usinas caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, deu mais cinco dias de prazo e classificou as negociações como "muito boas e produtivas". Agora, ele ampliou o prazo até 6 de abril, data vista como um ultimato para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos. 👉 Em uma rede social, Trump afirmou que as negociações "estão indo muito bem". Horas antes, no entanto, adotou outro tom e disse não ter mais certeza de que quer um acordo para encerrar a guerra. No dia seguinte, em um evento com investidores, declarou que os iranianos estavam "implorando por um acordo" e que os EUA estavam "aniquilando" a capacidade militar do adversário. 🔎 Para Maurício Santoro, Trump e outros membros do governo americano têm feito declarações contraditórias e ambíguas sobre a guerra. "Há momentos, por exemplo, em que Trump diz que está negociando com o Irã e que a guerra está prestes a acabar. É provável que faça isso para tentar acalmar o mercado financeiro nos Estados Unidos, e não porque isso represente, de fato, a estratégia americana hoje", analisa. 👉 O Irã também tem defendido a própria narrativa sobre a guerra. Por meio da imprensa estatal, o regime divulga vídeos de lançamentos de mísseis contra bases americanas e reproduz reportagens com críticas a Trump publicadas na mídia dos Estados Unidos. Para o público interno, o governo sustenta que consegue resistir aos bombardeios de Israel e dos EUA e retaliar os ataques. Autoridades e civis mortos nos bombardeios são classificados como mártires. O regime também tem mobilizado manifestantes para ir às ruas em apoio ao país durante o conflito. 🔎 Para Uriã Fancelli, o Irã tem usado episódios como o ataque a uma escola infantil em Minab, que deixou 175 mortos, para capitalizar politicamente o conflito. O regime também aposta em inteligência artificial para produzir peças de propaganda antiamericanas, voltadas ao público interno e externo. "Esse é o mesmo regime que, de dezembro a janeiro, massacrou mais de 40 mil iranianos apenas por protestarem. Enquanto tenta transformar o episódio em munição de propaganda contra os Estados Unidos, a repressão continua dentro do país, com intimidação, medo e pressão", diz. No início de março, quando os Estados Unidos passaram a afirmar que o Irã negociava um acordo, Teerã negou e disse que não mantinha conversas com os americanos — versão mantida até a última semana. Na quarta-feira (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, admitiu contatos com os EUA, mas afirmou que eles ocorrem de forma indireta e não configuram uma negociação. Segundo ele, os americanos "reconhecem a derrota" ao falar sobre negociações neste momento. No entanto, nos bastidores, autoridades iranianas estão se mostrando abertas para negociações, segundo o jornal The New York Times. Voltar ao início. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza

Publicado em: 27/03/2026 21:45

Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza. Polícia Civil do Pará/Reprodução Cinco suspeitos de aplicar o “golpe do falso advogado” foram presos nesta sexta-feira (27) durante a operação “Falso Patrono”. As prisões aconteceram nos municípios de Pacatuba e Guaiúba, ambos na região metropolitana de Fortaleza. Durante as investigações, foi constatado que o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de perfil de advogados reais, informando sobre uma suposta liberação de alvarás judiciais e convenciam as vítimas a pagarem antecipadamente despesas extras para liberar os valores. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme a Polícia Civil do Pará, a organização criminosa usava os valores obtidos para financiar atividades criminosas de uma facção local na região metropolitana de Fortaleza. As prisões aconteceram após parceria entre as polícias civis do Pará — através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP) — e do Ceará. LEIA TAMBÉM: ‘Do bar ao botequim, tudo fechado’: Chefe de facção criminosa é preso suspeito de ameaçar comerciantes em Fortaleza Chefe de facção que ostentava armas e publicava vídeos treinando tiros nas redes sociais é preso na Grande Fortaleza Segundo o delegado João Amorim, titular da DECCEP, um dos casos foi formalizado em fevereiro de 2025, quando a vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil. “Durante as investigações, constatamos que outros casos semelhantes também foram registrados nos Estados do Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo esta mesma associação criminosa de caráter interestadual, cujos valores somados revelam um prejuízo considerável para as vítimas”, explicou o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os cinco suspeitos presos deverão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outras tipificações relacionadas ao crime organizado. Esquema interestadual Eletrônicos apreendidos com grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado. Polícia Civil do Pará/Reprodução Com o avanço da investigação, as autoridades constataram que o esquema era operado por uma célula familiar baseada nos municípios de Guaiúba e Pacatuba. Os principais alvos e suas funções na engrenagem criminosa incluíam um núcleo de coordenação, de “laranjas”, de suporte logístico e digital e um operador técnico. “Chegamos aos investigados através de uma minuciosa análise telemática que rastreou endereços de IPs, registros digitais bancários e uso de e-mails de recuperação compartilhados entre os envolvidos. Dessa forma, constatou-se que o grupo operava de forma coordenada, possivelmente com divisão de tarefas para dificultar o rastreio do dinheiro”, comentou o delegado João Amorim. Segundo o titular da DECCEP, além das prisões, foram realizadas buscas nos imóveis visando coletar novos dispositivos eletrônicos que possam detalhar a extensão do esquema e identificar outras vítimas. “Os recursos obtidos pelas fraudes sustentavam os conflitos territoriais para grupos criminosos responsáveis por homicídios e tráficos de drogas na região metropolitana de Fortaleza”, acrescentou o delegado. As diligências seguem em andamento, para localizar um integrante do grupo criminoso que ainda não foi capturado. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: cibernético

Edital da Fundação Guamá convida artistas a conectar arte, grafite e ciência na Amazônia

Publicado em: 27/03/2026 20:07

Fundação Guamá Divulgação No Dia Mundial das Artes Urbanas e do Grafite (27), a Fundação Guamá anunciou o edital “Intervenções Visuais – 15 Anos de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia: Território e Tecnologia em Conexão”, com o objetivo de credenciar artistas e coletivos amazônidas para ações que aproximem a população do ecossistema de inovação paraense. Arte, ciência e tecnologia em diálogo O chamamento público convida artistas a criarem intervenções visuais que dialoguem com ciência, tecnologia e as múltiplas dimensões da Amazônia, incluindo suas culturas, saberes tradicionais e linguagens contemporâneas. As atividades serão realizadas ao longo do segundo semestre de 2026, no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, com coordenação da Fundação Guamá. Os participantes devem realizar uma imersão no ecossistema do Parque Tecnológico, conhecendo os projetos e laboratórios, antes de apresentar propostas de intervenções em locais específicos, como a guarita de entrada do PCT, a caixa-d’água e a parede principal do Guamá Hub, que será inaugurado no dia 30. Quem pode participar O edital é voltado a artistas e coletivos, com ou sem CNPJ, que comprovem experiência na área. No caso de coletivos, todos os membros devem assinar uma carta de anuência, e a inscrição ficará sob responsabilidade de um representante do grupo. Os interessados devem enviar: Proposta artística alinhada ao tema do edital Orçamento detalhado, incluindo cachê artístico Cronograma de atividades Todos os critérios de avaliação e documentos necessários estarão disponíveis no edital, no site da Fundação Guamá. Criada em 2009, a Fundação Guamá é uma Instituição de Ciência e Tecnologia de Interesse Público, reconhecida como Organização Social (OS) pelo Governo do Estado do Pará. Sem fins lucrativos, a instituição atua no desenvolvimento e financiamento de projetos que integram ciência, tecnologia e sustentabilidade, gerenciando ambientes de inovação, programas e parcerias públicas e privadas. Seu objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação na Amazônia, promovendo desenvolvimento sustentável e democratização do acesso ao conhecimento científico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de SP envia lista de moradias sociais à CPI que investiga fraudes, mas vereadores apontam falhas

Publicado em: 27/03/2026 19:48

Prefeitura de SP envia lista de moradias sociais a CPI que investiga fraudes, mas vereadores apontam falhas A Prefeitura de São Paulo enviou à Câmara Municipal na quinta-feira (26), no limite do prazo, uma lista de empreendimentos imobiliários aprovados com incentivos municipais para a produção de moradia para a população de baixa renda. A relação foi solicitada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga distorções no uso desses imóveis, como a locação temporária, prática proibida pela legislação municipal. Mas vereadores afirmam que as informações prestadas pela prefeitura têm uma série de inconsistências que podem inviabilizar a correção pelas plataformas. O Airbnb, maior empresa do segmento no mundo, disse que poderia remover anúncios irregulares se recebesse uma comunicação formal com a identificação dos imóveis (veja vídeo abaixo). Planilha identifica unidades habitacionais por categoria em edifício produzido com incentivo para moradia popular em São Paulo Reprodução O material consiste numa planilha com dados de 3.874 empreendimentos residenciais licenciados na capital entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2026, com 507.200 unidades habitacionais divididas em quatro categorias: 68.410 unidades de Habitação de Interesse Social 1 (HIS-1) - para famílias com renda até 3 salários mínimos 304.645 unidades de Habitação de Interesse Social 2 (HIS-2) - para famílias com renda até 6 salários 59.956 unidades de Habitação de Mercado Popular (HMP) - para famílias com renda até 10 salários 74.189 unidades residenciais sem destinação por faixa de renda Para cada um dos milhares de endereços, a prefeitura forneceu um link que deveria levar ao mapa das unidades nos edifícios, mas a reportagem do g1 verificou que esses detalhes estão indisponíveis em muitos casos. Outro problema apontado pela vereadora Silvia Ferraro (PSOL) é que na planilha, a numeração das moradias pode não corresponder à adotada pelos condomínios. "A atribuição da numeração das unidades nessa listagem se dá conforme projeto protocolado no Alvará de Aprovação, considerando o posicionamento das unidades na planta. Ressaltamos que tal numeração pode não corresponder à adotada no empreendimento após sua incorporação, uma vez que, nessa etapa, os números das unidades podem ser alterados e definidos conforme critérios próprios do processo de incorporação, registro e instituição do condomínio", explicou a parlamentar. Vista de prédios e área verde em São Paulo. Paulo Pinto/Agência Brasil O vereador Nabil Bonduki (PT), vice-presidente da CPI, considerou a planilha pouco funcional para fiscalização. Para ele, o material entregue não é uma relação clara de unidades habitacionais, mas um compilado de planilhas com inconsistências, lacunas e organização confusa, que dificulta o uso prático. "Na prática, a identificação depende de um trabalho manual, caso a caso, inviabilizando qualquer tentativa de fiscalização efetiva. Do jeito que está, é impossível automatizar a retirada de anúncios ilegais ou mesmo fazer uma conferência minimamente eficiente", afirmou em publicação no X. Outro problema apontado pelos parlamentares é a ausência de dados sobre imóveis licenciados antes de 2020. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), presidente da CPI que investiga desvios nas habitações sociais, foi procurado, mas preferiu não se manifestar sobre o material apresentado pela gestão Ricardo Nunes (MDB). Desde maio de 2025, um decreto da prefeitura de São Paulo proíbe que unidades HIS sejam destinadas ao aluguel de curta temporada. Essa regra foi decretada pelo prefeito Nunes, depois que foi descoberto o esquema de fraudes das construtoras. Airbnb diz à CPI que retirará anúncios de apartamentos populares em SP Fiscalização Mais cedo, o prefeito comentou o caso. Segundo ele, a fiscalização acontece a partir da denúncia, porque "tem que sempre partir do pressuposto da boa-fé das pessoas". "A gente vai fiscalizar quando tem uma denúncia, a gente tem que sempre partir do pressuposto da boa-fé das pessoas. Não tem como ficar 24 horas atrás. Olha a quantidade, 300 mil apartamentos em 1.700 empreendimentos. A gente fez o correto, incentivar que eles construíssem habitações para a classe mais pobre", afirmou. Segundo o prefeito, quem fizer em "desacordo com a legislação" vai pagar com a consequência das punições da lei. "[A consequência] são as multas que eles estão recebendo. Tanto é que tem lá essa CPI, investigação do Ministério Público, nossa controladoria e a própria prefeitura através da Secretaria de Habitação está fazendo esse acompanhamento e essa punição de quem descumpriu." Procurado, o Airbnb enviou nota ao g1 dizendo que tem colaborado com as autoridades, mas que ainda não recebeu nenhum pedido formal para remover anúncios irregulares. "Na audiência de 10 de março [da CPI], a empresa deixou claro que removerá anúncios de unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) a partir da identificação formal e completa desses imóveis pelos órgãos competentes. Até o momento, não foi recebido um pedido de remoção com uma base oficial contendo essas informações por parte da Prefeitura", diz o texto. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento disse que a lista enviada considera os alvarás de aprovação e execução, o que não implica que as obras já tenham começado. Informou, ainda, que todo imóvel tem uma matrícula e que é responsabilidade das plataformas buscarem, nos cartórios de registro, informações sobre os imóveis que oferecem para aluguel. A empresa Airbnb disse ainda que, até o momento, não recebeu da Prefeitura pedido de remoção de anúncios com uma base oficial contendo as informações sobre as habitações de interesse social. A Booking também afirmou que não recebeu ofício da gestão municipal, mas que tem respondido ao que foi solicitado em semanas anteriores.

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça suspende bloqueio de bens de prefeito de Governador Valadares após decisão do TCE

Publicado em: 27/03/2026 19:29

Prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL) Divulgação A Justiça de Minas Gerais suspendeu o bloqueio de bens do prefeito de Governador Valadares, Sandro Lúcio Fonseca, determinado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). A decisão liminar foi concedida nesta quinta-feira (26), em mandado de segurança. Na decisão, a desembargadora Cláudia Maia determinou a suspensão dos efeitos da medida cautelar do TCE, que havia decretado a indisponibilidade de bens do prefeito no valor de R$ 908 mil. Também foi determinado o desbloqueio imediato dos valores eventualmente já bloqueados. Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que há indícios de violação ao devido processo legal. Segundo a decisão, o prefeito não foi intimado previamente antes da imposição da medida, que atingiu diretamente o patrimônio pessoal dele. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Leste e Nordeste de Minas em tempo real e de graça A relatora também destacou que, neste momento inicial do processo, não há demonstração clara de responsabilidade individual do prefeito nas irregularidades apontadas pelo TCE, relacionadas ao contrato de transporte escolar. Outro ponto considerado foi a existência de divergência nos valores estimados de possível prejuízo aos cofres públicos. De acordo com a decisão, os próprios relatórios técnicos apresentam metodologias diferentes, o que fragiliza, neste estágio, a imposição de uma medida patrimonial mais grave. A magistrada também citou que o decreto municipal questionado pelo tribunal de contas possui, em tese, respaldo em lei municipal, o que afasta, em análise preliminar, a caracterização de irregularidade evidente. A decisão é liminar e vale até o julgamento final do mandado de segurança. Entenda o caso O bloqueio de bens havia sido determinado pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais no início da semana. Na decisão, o órgão apontou indícios de irregularidades em um contrato de transporte escolar firmado pelo município. TCE-MG determina bloqueio de bens do prefeito de Valadares e da secretária de Educação Entre os problemas identificados estavam falhas no planejamento, deficiência na pesquisa de preços e possível superfaturamento. A análise técnica do TCE indicou um aumento de 161% na quilometragem prevista no contrato, sem justificativa técnica. O tribunal também apontou que o caso pode ter gerado um prejuízo de até R$ 3,8 milhões aos cofres públicos. Apesar disso, o contrato foi mantido por se tratar de serviço essencial. Investigação também na Câmara O caso também é investigado pela Câmara Municipal de Governador Valadares. No início de março, os vereadores abriram uma comissão processante para apurar possíveis irregularidades no contrato de transporte escolar. A denúncia foi aceita por 19 dos 21 parlamentares e foi apresentada por um empresário do setor. A comissão tem prazo de até 90 dias para concluir os trabalhos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: TCE manda bloquear bens de prefeito de Governador Valadares por irregularidades no transporte escolar Câmara abre comissão para investigar prefeito por contrato do transporte escolar Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: câmara municipal

Presidente da Câmara se torna réu por desvio de dinheiro público em Conceição das Alagoas

Publicado em: 27/03/2026 18:57

Giliarde Pereira Alves e outras cinco pessoas são apontadas como participantes do esquema Reprodução/Câmara Municipal de Conceição das Alagoas A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o presidente da Câmara de Conceição das Alagoas, Giliarde Pereira Alves (MDB), por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na desapropriação de terrenos para construção de moradias populares. A denúncia também pedia o bloqueio de bens do vereador, que é taxista, e de outras cinco pessoas apontadas como participantes do esquema. 🔍 Tornar-se réu significa que a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e abriu um processo criminal contra a pessoa, por entender que existem indícios mínimos de que um crime pode ter sido cometido; isso não é uma condenação, mas o início da ação penal, na qual o acusado terá direito à defesa antes de qualquer decisão final. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com o MPMG, o parlamentar é acusado de liderar a organização, também suspeita de lavagem de capitais durante a aquisição da área desapropriada. Os investigados teriam atuado em um esquema que envolveu superfaturamento do imóvel, falsidade ideológica em laudo de avaliação e ocultação de valores por meio de transferências fracionadas e saques em espécie. O g1 procurou a defesa de Giliarde, que informou que não iria se manifestar porque ainda não teve ciência formal da denúncia. A reportagem também tenta retorno da Câmara. Pedido de bloqueio de bens As investigações começaram com o promotor de Justiça Rodrigo Barbosa, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Em seguida, apresentada denúncia criminal e pedido de bloqueio de bens dos envolvidos. Segundo o MPMG, a desapropriação do terreno foi formalizada com base em um laudo de avaliação elaborado de forma fraudulenta por uma comissão municipal. O documento teria sido utilizado para justificar o pagamento de indenizações com recursos públicos. A investigação aponta ainda que o presidente da Câmara usou sua influência política para viabilizar a operação, inclusive na aprovação da norma que autorizou a abertura de crédito para a desapropriação. Conforme a acusação, o proprietário da área recebeu os valores pagos pelo município e, posteriormente, parte do dinheiro teria sido repassada ao vereador e a outros envolvidos, com a intermediação de um operador financeiro. O MPMG também atribui aos integrantes da comissão de avaliação a inserção de declaração ideologicamente falsa em documento público. Se condenados pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara e os demais denunciados podem pegar até 30 anos de prisão. LEIA TAMBÉM: Justiça absolve ex-vereadora Pâmela Volp em caso de peculato e lavagem de dinheiro Vinte vereadores de Uberlândia são presos em operações do MP Vereador de Uberlândia é denunciado pelo MP por desvio de verba de associação que cuida de pacientes com câncer Segundo vereador denunciado Giliarde foi o segundo vereador de Conceição das Alagoas denunciado em março. Outro parlamentar foi denunciado por fraude processual e associação criminosa relacionadas ao acidente de caminhões na Ponte do Rio Grande. O nome dele não foi informado. ASSISTA: Vereador de Uberaba é alvo de operação que investiga assessores fantasmas Vereador de Uberaba é alvo de operação que investiga assessores fantasmas VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal