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Influencer que imitou macaco no Rio diz repudiar gestos semelhantes do pai após vídeo em bar na Argentina

Publicado em: 04/04/2026 17:06

Pai de mulher presa por racismo no Rio imita macaco horas após ela voltar à Argentina A advogada e influenciadora Agostina Páez, ré por injúria racial no Brasil, publicou um posicionamento em suas redes sociais para se desvincular das atitudes do pai, o empresário Mariano Páez, que foi filmado em um bar de Santiago del Estero imitando um macaco e afirmando sentir “asco pelo Estado” (veja acima). “O que se vê é lamentável e eu repudio completamente. Eu me responsabilizo pelo que fiz: reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos”, afirmou. Os gestos são semelhantes aos que Agostina fez em direção a funcionários de bar em Ipanema, em janeiro. Ela foi detida à época e permaneceu por mais de dois meses no país, sob monitoramento com tornozeleira eletrônica (veja mais detalhes abaixo). A manifestação do pai ocorreu menos de 24 horas após o retorno dela à Argentina, e o vídeo repercutiu nas redes sociais. Em seu perfil, Agostina demonstrou abatimento com a situação e repudiou o comportamento do pai. A influenciadora também declarou que não tem qualquer relação com o episódio. “Não tenho absolutamente nada a ver com isso. Eu estava em casa, acompanhada de amigos que estiveram ao meu lado durante todo esse tempo”, escreveu. Na sequência, ela destacou que o pai esteve presente durante o período difícil que enfrentou, mas reforçou que não pode ser responsabilizada pelas atitudes dele. Agostina posta esclarecimento após vídeo do pai Reprodução/Redes sociais As imagens foram divulgadas por um site local e mostram o empresário em uma saída noturna acompanhado da companheira. Em determinado momento, ele grita e imita um macaco — o mesmo gesto que levou a filha a ser presa no Brasil. Além desse vídeo, também circulou outra gravação em que o empresário afirma que foi ele quem pagou a fiança de US$ 18 mil para que a filha responda ao processo em liberdade e que não recebeu dinheiro público. Na gravação, ele diz: “Eu tenho asco do Estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco…”, afirma, cercado por outras pessoas. Segundo o jornal La Nación, o pai afirmou que as gravações foram feitas com uso de inteligência artificial. O g1 submeteu o vídeo a ferramentas, que analisaram como entre 0% e 2% a chance de ter IA na geração das imagens. Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema Sem tornozeleira A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que Agostina Páez, ré por injúria racial, retirou a tornozeleira eletrônica na terça-feira (31), após receber permissão da Justiça. Ela retornou para seu país nesta quarta (1º) e falou com jornalistas no aeroporto em Buenos Aires. A advogada também se encontrou com a senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei, uma das representantes da direita do país. O encontro foi registrado com uma selfie postada pela ex-ministra em uma rede social (veja abaixo). Agostina Páez posou para selfie com a ex-ministra Patricia Bullrich na volta à Argentina Reprodução/X Agostina definiu o que passou no Brasil como um "calvário", mas se disse arrependida por sua "reação", no episódio de gestos e palavras racistas contra funcionário de um bar na Zona Sul do Rio. "Apesar do contexto, me arrependo de ter reagido desta maneira, mas agora estou aqui". Ela afirmou que não é racista. "Há uma lei no Brasil que é muito severa", disse aos jornalistas. "Nunca contaram a minha parte da história e sou inimiga pública no Brasil", disse. Ela aconselhou os viajantes que conheçam os contextos das leis no Brasil. A advogada foi autorizada a voltar para a Argentina após a defesa obter um habeas corpus e o pagamento do valor de fiança estabelecido pela Justiça do Rio de Janeiro. Ela vai responder ao processo em liberdade, a partir do país de origem. Pai de influenciadora ré por racismo no Rio é filmado imitando macaco Reprodução Fiança de R$ 97 mil Uma decisão da Oitava Câmara do Tribunal de Justiça determinou nesta segunda-feira (30) o cumprimento de condições, entre elas o pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos - aproximadamente R$ 97 mil, para Agostina deixar o Brasil. A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso na Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e confirmada pelo colegiado. Segundo a denúncia do MPRJ, no dia 14 de janeiro deste ano, Agostina se referiu a um empregado de um bar em Ipanema como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, além de imitar gestos do animal. Os gestos foram flagrados em vídeo. Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m*rda” e “monos” para outros dois funcionários, caracterizando três crimes. A acusada chegou a ser presa e foi submetida a medidas cautelares como retenção de passaporte, proibição de sair do país e uso de tornozeleira eletrônica. Na decisão, o relator entendeu que, com o encerramento da fase de instrução do processo, deixou de existir a necessidade de manter as restrições impostas à ré. Agostina deverá manter endereço e contatos atualizados e se comprometer a atender às convocações da Justiça brasileira, mesmo estando fora do país. O relator considerou ainda que a acusada é primária, tem profissão definida e demonstrou colaboração com o processo, inclusive com manifestação pública de arrependimento. Para o magistrado, impedir a saída do país, mesmo após o fim da instrução, configuraria constrangimento ilegal. Ele também ressaltou que acordos internacionais entre Brasil e Argentina permitem, em caso de condenação, o cumprimento da pena no país de origem da acusada. Durante uma audiência em março, Agostina pediu desculpas para os três funcionários do bar pelos gestos racistas. O Ministério Público defendeu uma “reparação financeira pelo dano moral” às vítimas no valor de 120 salários mínimos, ou R$ 190.452. Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar Reprodução/TV Globo Pai de influenciadora ré por racismo no Rio é filmado imitando macaco Reprodução

Palavras-chave: inteligência artificial

Por que botão de emergência contra 'rabeiras' em ônibus de Ribeirão Preto é ineficiente, segundo motoristas

Publicado em: 04/04/2026 15:00

Motoristas dizem que botão contra 'rabeiras' em Ribeirão Preto é ineficiente Motoristas de ônibus do transporte público de Ribeirão Preto (SP) reclamam da ineficiência do botão de pânico acionado para coibir as práticas de "rabeira" no município. O dispositivo está instalado na cabine dos veículos, próximo aos motoristas, e pode ser acionado em situações de emergência. Quando apertado, o Centro de Controle Operacional recebe um alerta, e equipes da RP Mobi, responsável pelo trânsito de Ribeirão, e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) são enviadas ao determinado local. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Apesar da medida, motoristas dizem ser "ignorados" quando acionam o botão, já que, segundo eles, nenhuma equipe aparece. A prática de "rabeira", se flagrada, pode resultar em multas e apreensões de bicicletas, conforme lei municipal (entenda abaixo). "Os motoristas acionam o botão do pânico para que cheguem a GCM, a RP Mobi, para darem um apoio, e não tem esse apoio. Semana passada, teve um caso que o motorista ficou parado, e não teve êxito, não foi ninguém para socorrer o motorista lá. Vários elementos pegando rabeira, foi acionado o botão, e não teve êxito, infelizmente", diz Marcelo da Silva Leão, chefe do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de Ribeirão Preto. Procurada, a prefeitura disse que vem combatendo a prática, citando o botão de emergência, mas ressaltou, sem especificar, que existe um tempo de resposta. A administração municipal ainda reforçou o número da Guarda, 153, para denúncias. Jovens pegando 'rabeira' em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM Entenda lei contra 'rabeira' que prevê multa de R$ 518 para infratores em Ribeirão Preto Adolescente fica ferido após pegar rabeira em ônibus em Ribeirão Preto; VÍDEO Casos recorrentes e perigo para todos Os casos de "rabeira" em Ribeirão Preto ocorrem com frequência. Nesta semana, por exemplo, uma câmera de segurança flagrou quando adolescentes se desequilibraram e chegaram a cair no asfalto durante a prática, no bairro Ipiranga (assista no início desta reportagem). Leão destaca que os episódios proporcionam riscos não só para os responsáveis da conduta, mas também para os passageiros e motoristas. "Motorista corre risco, de repente, de ser agredido no local, porque não tem apoio nenhum. Em todos os casos, eles [quem faz 'rabeira'] se revoltam, jogam pedra, ficam xingando o motorista. Pode, de repente, uma pedra pegar em um usuário também. Chega a casos até de o motorista se afastar [do trabalho], porque psicologicamente ele fica abalado, não tem ânimo mais para trabalhar em certas linhas, pois aquilo não é resolvido, é diário." O diretor de fiscalização da RP Mobi, Carlos Eduardo Hashisaka, lista os pontos da cidade onde os casos são mais recorrentes. "Nós temos vários locais onde os motoristas de ônibus fazem a solicitação e também a população, como a Avenida Dom Pedro, [bairros] Cristo Redentor, Parque São Sebastião, Jardim Juliana, Vila Tibério. [...] A cidade é muito grande, então a gente está atendendo em pontos de solicitação, marcando operações planejadas para ver se a gente alcança o máximo possível." Jovens caem ao pegar 'rabeira' em ônibus de Ribeirão Preto Reprodução/Câmera de segurança Lei contra 'rabeira' A lei que proíbe pegar "rabeira" em quaisquer veículos que se movam por meio de um sistema de propulsão próprio, como os automotores e elétricos, foi aprovada pela Câmara Municipal em novembro de 2023, sancionada pelo Executivo em junho de 2025 e regulamentada em setembro do mesmo ano. O texto prevê multa de R$ 518,28 para quem for flagrado realizando a prática, além da apreensão do equipamento usado para pegar a "rabeira". Entre os equipamentos estão a bicicleta, patinete, skate ou similares. O objetivo da lei é prevenir acidentes e conscientizar crianças e adolescentes quanto ao perigo da prática. Veja o que diz o texto: Fica proibida a condução de bicicleta, patinete, skate ou similares, enquanto equipamento de mobilidade individual, quando agarrado ou ligado a outro veículo; Os agentes de trânsito da RP Mobi, da GCM e PM, no caso de flagrante, farão a remoção da bicicleta, patinete, skate ou similares com emissão de um Comprovante de Recolhimento ou Remoção (CRR) com cadastro que identifica o infrator; Quem for flagrado pegando "rabeira" será multado em 14 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp). Em 2025, cada Ufesp equivale a R$ 37,02, portanto, o valor total chega a R$ 518,28; Em caso do não pagamento da multa no prazo de cinco dias úteis, a cobrança será inscrita na dívida ativa do município; Se houver reincidência da infração no prazo de um ano, o valor da multa será aplicado em dobro; No caso de reincidência de condutor menor de idade, o Conselho Tutelar será comunicado; O pagamento da multa não retira do infrator a responsabilidade civil e penal em caso de ocorrer lesões ou danos a pessoas, animais e bens públicos ou privados; Os veículos apreendidos serão removidos para a RP Mobi, em local específico, para garantir a sua guarda; A devolução do veículo será feita mediante recibo de entrega e pagamento da multa; Fica permitido que veículos de transporte coletivo, público e privado usem um adesivo de advertência, com o objetivo de conscientizar a população; A Secretaria da Educação e a RP Mobi poderão realizar ações educativas para evitar a prática de rabeira. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: câmara municipal

SaaS, PaaS, IaaS, DaaS, WaaS: entenda as diferenças entre os modelos de negócio digitais

Publicado em: 04/04/2026 14:00

O modelo "como serviço" (ou as a service) transfere o foco em ativos físicos (hardware) para a agilidade dos recursos baseados em nuvem. Se antigamente investir em soluções de TI significava contratar servidores, licenças de software e equipes de manutenção dedicada, hoje o conceito de negócio digital permite que empresas de todos os portes acessem infraestrutura de alto desempenho sob demanda. Essa liberdade de usar apenas o que precisa e quando precisa garante que as empresas se adaptem a picos de demanda ou mudem de estratégia sem precisar lidar com vários equipamentos e tecnologias obsoletas. O que cada modelo “as a service” faz pela sua empresa Para decifrar essa “sopa de letrinhas” dos modelos de negócio digitais, imagine que você está dividindo as tarefas com o seu fornecedor. A regra é simples: quanto maior o nível de entrega, menor é a carga de gerenciamento técnico da sua equipe. Em alguns modelos, a sua empresa assume o controle da configuração, em outros, a equipe de TI recebe a solução finalizada e pronta para o uso imediato. Já pensou em terceirizar a área de TI da sua empresa? SaaS (Software como Serviço): É o modelo mais comum no qual a sua empresa usa o software via navegador ou aplicativo. Banco de dados, servidores, atualizações de segurança e correções de erros ficam sob responsabilidade do fornecedor. É a solução ideal para ferramentas de gestão (ERP), relacionamento com clientes (CRM) ou e-mail corporativo. PaaS (Plataforma como Serviço): É voltado para quem cria tecnologia. Em vez de se preocupar com o sistema operacional ou a configuração do servidor, o desenvolvedor recebe uma plataforma pronta para programar, testar e lançar seus próprios aplicativos. IaaS (Infraestrutura como Serviço): Em vez de manter servidores físicos próprios, a empresa pode contratar recursos de infraestrutura sob demanda por meio da nuvem, como computação, armazenamento, redes e virtualização. É ideal para empresas que precisam de alta performance, grandes volumes de dados ou querem rodar sistemas próprios com total flexibilidade. DaaS (Desktop como Serviço): Se trata da virtualização da estação de trabalho individual. O hardware de processamento fica no data center, e o usuário acessa o seu desktop completo remotamente, garantindo que dados sensíveis não fiquem armazenados em aparelhos físicos, o que diminui os riscos de perda ou roubo de informações. WaaS (Workplace como Serviço): É a evolução do escritório remoto. Além do computador virtual (DaaS), esse modelo já entrega o pacote completo de trabalho, incluindo ferramentas de chat, videoconferência, antivírus e VPN, todos previamente configurados para a equipe trabalhar de qualquer lugar como se estivesse dentro da empresa. Sua empresa já tem uma VPN corporativa? De qual “as a service” a sua empresa precisa? A maioria das empresas modernas não escolhe apenas um, mas combina vários modelos de negócio digitais para otimizar custos e garantir agilidade operacional. Por exemplo, uma empresa pode usar um SaaS para o seu financeiro, uma IaaS para o site rodar sem travar e um WaaS para seus funcionários remotos trabalharem com segurança de qualquer lugar. Se você não sabe de qual modelo como serviço a sua empresa precisa, confira esse comparativo prático que mostra a função principal de cada modelo, quem ele mais beneficia dentro da organização e em quais situações cada um é usado no dia a dia. Principais diferenças entre SaaS, PaaS, IaaS, DaaS e WaaS IaaS: a base para o crescimento seguro da sua empresa Se você quer modernizar a sua TI de verdade, o foco deve ser em uma IaaS (Infraestrutura como Serviço). Com esse modelo digital, a sua empresa ganha agilidade para acelerar o lançamento de novos produtos, otimizar a gestão de dados e garantir que os sistemas corporativos tenham alta disponibilidade. Para sustentar essa estrutura, essas são as soluções integradas que a Ligga Telecom oferece para o seu negócio: Servidor Virtual: Substitui o hardware físico — que sofre depreciação e exige manutenção constante — por recursos que podem ser redimensionados conforme as demandas da sua empresa Cloud Backup: Camada de proteção que automatiza a cópia de segurança dos dados na nuvem, garantindo a recuperação rápida em caso de perdas, falhas ou ataques SD-WAN: Gerencia os links de internet de forma inteligente para que o tráfego de dados críticos percorra sempre a melhor rota e com estabilidade RAV e RAV L2: Redes de acesso virtual que criam conexões diretas e privadas para reduzir a latência e garantir que filiais acessem a infraestrutura central com alta performance e disponibilidade Sua empresa está pronta para modernizar a infraestrutura de TI? Nossa equipe técnica auxilia no planejamento da sua migração para a nuvem. Entre em contato e saiba mais sobre as nossas soluções corporativas.

Palavras-chave: tecnologia

Sesi abre mais de 900 vagas para EJA em São José e Jacareí; veja como se inscrever

Publicado em: 04/04/2026 13:21

Sala de aula Ricardo Wolffenbüttel/Udesc As unidades do Sesi em São José dos Campos e Jacareí estão com mais de 900 vagas abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 10 de abril, pela internet. As oportunidades são para quem não concluiu os estudos na idade regular. As aulas estão previstas para começar no dia 22 de abril. Além da formação básica, os alunos também podem fazer cursos profissionalizantes em parceria com o Senai, dependendo da disponibilidade de vagas em cada unidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inscrições e formato das aulas As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Sesi-SP. No momento do cadastro, o candidato precisa escolher a unidade e o curso desejado. Para se inscrever, é necessário apresentar CPF, RG, comprovante de endereço, comprovante de escolaridade e uma foto 3x4. Em caso de mudança de nome, também é exigida a certidão de casamento. Os documentos devem estar digitalizados para serem anexados no momento da inscrição. A EJA contempla duas etapas: o Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano), para maiores de 15 anos, e o Ensino Médio, para maiores de 18 anos. Em São José dos Campos, há opções de cursos profissionalizantes como operador de logística, eletricista instalador residencial e auxiliar de produção, entre outros. Já em Jacareí, os cursos incluem auxiliar de produção e inspetor de qualidade. Os cursos têm duração de até 12 meses, variando conforme o ritmo e os conhecimentos já adquiridos pelos alunos. A maior parte da carga horária é feita de forma online, com atividades mediadas por tecnologia. Os encontros presenciais representam uma parte menor do curso e são realizados nas unidades do Sesi. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

Juros, câmbio: que fatores desafiam setor de máquinas agrícolas em 2026

Publicado em: 04/04/2026 12:22

Setor de máquinas agrícolas projeta queda no faturamento em 2026; entenda Nos últimos meses, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas brasileiro vem enfrentando uma baixa que se confirmou no início deste ano: as indústrias do segmento faturaram entre janeiro e fevereiro cerca de R$ 8 bilhões, 17% a menos do que em 2025, em um cenário marcado por problemas macroeconômicos que devem se manter ao longo de 2026. Os desafios que vêm pela frente, segundo Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), passam por entender como os juros, a taxa cambial e o preço das commodities impactam na rentabilidade do produtor rural. "O setor de máquinas agrícolas é um dos setores que têm registrado pior desempenho nesse início de ano, nesse primeiro bimestre", confirmou Cristina Zanella, diretora da Abimaq. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Além de representar 20% dos negócios monitorados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o movimento da indústria de máquinas agrícolas é um importante termômetro para feiras como a Agrishow, um dos maiores eventos de tecnologia agrícola do mundo que acontece entre 27 de abril e 1º de maio em Ribeirão Preto (SP). Na última edição, mais de R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios foram movimentados com o evento. Setor de máquinas agrícolas teme retração com taxa de juros, mudança cambial e baixa no preço das commodities. Julio Araujo A seguir, entenda os principais fatores determinantes para as vendas de máquinas agrícolas: 💲Câmbio e 🌽commodities A questão mais determinante para o setor nesse momento é a valorização do real diante do dólar . Se,. por um lado, isso ajuda a dar mais acesso a insumos importados e até facilita as exportações, por outro, reduz a rentabilidade dos produtores com a produção das commodities, desvalorizadas no mercado internacional. "O câmbio em janeiro do ano passado estava a R$ 6,20, ele veio caindo e chegou a R$ 5,10 agora em janeiro. E isso diminui muito a rentabilidade do agricultor", afirma Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da câmara setorial de máquinas agrícolas da Abimaq. 📈Taxa de juros e prioridade no custeio Os recentes anúncios do Banco Central ainda são insuficientes para amenizar a elevada taxa de juros do país, hoje acima dos 14%, e que representam um problema para quem precisa investir em equipamentos caros e que demandam financiamentos para serem adquiridos. Mesmo em linhas com juro subsidiado pelo governo, como o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), do Plano Safra, a taxa está na casa de 13,5%, analisa Bastos de Oliveira. LEIA TAMBÉM Faturamento com máquinas agrícolas cai 17% no 1º bimestre; setor projeta baixa e cenário desafiador em 2026 Entenda o que é agricultura regenerativa e por que técnica é aposta para o futuro do café Raízen: pedido de recuperação extrajudicial acende alerta para produtores de cana às vésperas da nova safra Com isso, segundo ele, o produtor acaba priorizando o custeio da produção. "Porque, se ele for a mercado pegar esse dinheiro, é um dinheiro muito caro, então ele prefere pegar o dinheiro próprio dele. Então, ele começa a dar prioridade para custeio." Atrelado a isso, o representante da câmara setorial de máquinas agrícolas avalia que os bancos estão mais cautelosos em conceder linhas de crédito, principalmente por um aumento na inadimplência. "Os investimentos acabam travando porque o banco está bastante seletivos." ⚠️Guerra EUA/Israel x Irã Os impactos da guerra para a produção agrícola e consequentemente para a comercialização de máquinas ainda são desconhecidos, mas Bastos de Oliveira teme problemas relacionados ao preço do diesel e a produtos de adubação se a crise diplomática se prolondar. "Se a guerra terminar logo você não tem um efeito muito prolongado, agora, se a guerra esticar, aí vamos ter um efeito prolongado, que é aumento de custo lá para o agricultor." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

Palavras-chave: tecnologia

Paraná recebe alertas de tempestades rápidas nesta Páscoa; veja regiões que podem ser afetadas e previsão do tempo

Publicado em: 04/04/2026 11:20

Há previsão de chuva neste domingo (5) para o Paraná O Paraná recebeu novos alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), voltados para este fim de semana de Páscoa. Durante a semana o estado também havia recebido alguns avisos meteorológicos, que se concretizaram; as chuvas deixaram ruas parecendo rios, alagaram casas, mataram cães e causaram outros transtornos. Agora, os novos alertas são válidos desde este sábado (4) até segunda-feira (6). Enquanto que um avisa sobre a possibilidade de tempestades na metade sul e em parte do noroeste paranaense, o outro aponta as chances de chuvas intensas nas outras cidades. Veja nos mapas abaixo. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 PR no WhatsApp Alertas do Inmet Reprodução/Inmet Os dois alertas indicam que as chuvas podem totalizar até 30 mm por hora ou 50 mm por dia, e que os ventos podem chegar a 60 km/h. A principal diferença é que, no caso das cidades sob o alerta de tempestades, pode haver queda de granizo. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) afirma que tanto no sábado (4), quanto no domingo (5) as chuvas devem cair no período da tarde, de forma localizada, em meio à sensação de abafamento. Veja previsão do tempo por região mais abaixo. "O tempo segue predominantemente estável em grande parte do Paraná neste sábado, com predomínio de sol ao longo do dia e temperaturas elevadas. [...] A partir da tarde, áreas de instabilidade se desenvolvem em vários setores. Previsão de pancadas de chuva bem localizadas, que não atingem todos os municípios de uma mesma região. Chance de chuva é um pouco maior no sudoeste, centro-sul, Campos Gerais e no leste do estado". O órgão destaca que a possibilidade de chuva retorna ao Paraná entre a tarde e a noite de domingo (5), em função do aquecimento durante o dia e da maior disponibilidade de umidade na atmosfera. "No entanto, os eventos previstos devem ocorrer de forma bem isolada e irregular, mais característicos de verão. No litoral, a presença da circulação marítima mantém o céu com maior variação de nuvens, e há condição para chuvas em vários momentos do dia, com períodos de melhoria intercalados. As temperaturas máximas seguem elevadas em todas as regiões do estado, reforçando a sensação de tempo abafado, principalmente no interior". Foto ilustrativa Millena Sartori/g1 Leia também: Crime contra família: Homem é preso suspeito de arrombar a casa do próprio pai, de 79 anos, e furtar cofre cheio de dinheiro e itens de valor Entenda: Agentes desconfiam de veículos viajando juntos e descobrem esquema de contrabando com 'batedores' usando internet por satélite Golpes: Jovem finge ser amigo de aposentado para obter R$ 72 mil fazendo dívidas no nome dele Previsão do tempo para o Paraná nesta Páscoa Veja, abaixo, as temperaturas previstas pelo Simepar para diferentes regiões do Paraná: Sábado de Aleluia, 4 de abril Previsão para o Sábado de Aleluia, 4 de abril Reprodução/Simepar Domingo de Páscoa, 5 de abril Previsão para o Domingo de Páscoa, 5 de abril Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

Palavras-chave: tecnologia

Edital de R$ 150 milhões vai financiar projetos da agricultura familiar; veja como se inscrever

Publicado em: 04/04/2026 11:00

Imagem produtor mexendo as sementes de café. Reprodução: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação/Foto: Mamirauá O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação abriu prazo para envio de projetos voltados à agricultura familiar e à produção de alimentos de forma sustentável. A chamada pública, feita em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos, vai investir R$150 milhões. 30% desses recursos serão destinados à região Norte. As inscrições começaram no dia 31 de março e seguem até 19 de junho. Podem participar instituições de pesquisa universidades, institutos de pesquisa e centros tecnológicos públicos ou privados de todo o país. ➡️ Clique para se inscrever 📄 Veja o edital O objetivo é apoiar projetos que tragam soluções para melhorar a produção, fortalecer pequenos produtores e usar a biodiversidade brasileira de forma sustentável. 🌱 Para que serve esse dinheiro? Para financiar projetos que criem, por exemplo: tecnologias para melhorar a produção no campo; alternativas mais sustentáveis (sem agredir o meio ambiente); soluções digitais para ajudar pequenos produtores e; melhorias na criação de peixes e uso da biodiversidade. O edital tem quatro áreas principais. Duas delas bioinsumos e produção agroecológica e orgânica podem receber até R$50 milhões cada. As outras duas, soluções digitais para pequenas propriedades e criação de peixes nativos, terão até R$25 milhões cada. Um ponto importante é que pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com isso, estados como Rondônia têm mais chances de conseguir os recursos. O dinheiro vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e não precisa ser devolvido. Podem participar instituições públicas e privadas que desenvolvem pesquisa e tecnologia. A ideia é incentivar soluções que ajudem a agricultura familiar, a pesca e a produção de alimentos no país. Os detalhes da chamada foram apresentados durante um seminário realizado nos dias 30 e 31 de março, em Fortaleza (CE). O evento marcou o início de um projeto chamado Agricultura Biossalina, desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Universidade Federal do Rio Grande e a Fundação Arthur Bernardes. Ao todo, participaram cerca de 150 pessoas, entre convidados, autoridades e palestrantes. Veja vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Ovo de Páscoa de R$ 35 mil: empresário de Rondônia cria doce de 52 quilos Hildon Chaves deixa presidência da Arom e confirma pré-candidatura ao governo de RO Polícia Militar apreende caminhões com madeira ilegal em Porto Velho

Palavras-chave: tecnologia

Univasf Petrolina inscreve para curso sobre agroecologia, saúde e sustentabilidade no Semiárido

Publicado em: 04/04/2026 10:06

Ação de arborização em Petrolina do Programa Escola Verde da Univasf Reprodução/ Programa Escola Verde O Programa Escola Verde, da Universidade Federal do vale do São Francisco (Univasf), está com inscrições abertas para o I Curso de Formação em Agroecologia, Saúde e Sustentabilidade no Semiárido. A formação gratuita será realizada nos dias 11, 12, 18 e 19 deste mês de abril, com atividades on-line, com transmissão ao vivo pelo canal do programa, e práticas em Petrolina, Sertão de Pernambuco, e em outras localidades do Vale do São Francisco. O curso é aberto ao público, voltado para estudantes, docentes, técnicos, agricultores, lideranças de comunidades quilombolas e indígenas e demais interessados na temática. As inscrições devem ser feitas pelo site do cuso (clique aqui). 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça A programação inclui diferentes eixos temáticos, como produção agroecológica, manejo sustentável da água, segurança alimentar, saúde da família, plantas medicinais, economia solidária e tecnologias aplicadas ao contexto rural. As atividades contemplam aulas expositivas, estudos de caso, oficinas e planejamento de ações voltadas à realidade das comunidades participantes. Os participantes que alcançarem frequência mínima de 70% terão direito a certificado de 30 horas, emitido por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mais informações e a programação completa do evento podem ser acessadas através deste link (clique aqui). Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: tecnologia

Alunos criam lixeira 'inteligente' com sensores e IA para descarte correto de medicamentos

Publicado em: 04/04/2026 08:00

Alunos de Araçatuba (SP) criam lixeira 'inteligente' para descarte correto de medicamentos Etec de Araçatuba/Divulgação O descarte incorreto de medicamentos vencidos ou sem uso pode contaminar a água e gerar riscos à saúde. Pensando nisso, um grupo de estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) de Araçatuba (SP) desenvolveu uma lixeira “inteligente” que permite automatizar o processo. Batizado como TampAI, o projeto une tecnologia e preservação ambiental. Para desenvolver o equipamento, os alunos utilizaram recursos de automação e inteligência artificial. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A ideia surgiu dentro da própria escola, a partir de uma demanda identificada pelos alunos do 3º ano do ensino médio Rafael Batista Prescinato, Vitor de Assis Silva e Felipe Braga Beltran, de 17 anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na prática, o equipamento funciona sem contato físico, o que reduz os riscos de contaminação. Ao se aproximar do lixo, um sensor detecta a presença do usuário e aciona automaticamente a abertura da tampa. Segundos depois, ela se fecha sozinha. O sistema conta com um segundo sensor, responsável por monitorar o nível de armazenamento interno para evitar que o recipiente transborde. O lixo possui conectividade e envia dados em tempo real para uma plataforma que permite o acompanhamento do volume de resíduos. Conforme os alunos, ao oferecer um local adequado e controlado para o descarte, o projeto contribui para a redução dos impactos ambientais e a preservação da saúde. “É algo frequentemente negligenciado. Por isso, decidimos criar uma solução para eliminar esse problema”, explica Vitor de Assis. O descarte inadequado de medicamentos causa contaminação do solo e da água, já que substâncias químicas presentes nos remédios podem atingir os lençóis freáticos e os cursos d’água. Initial plugin text Isso afeta animais, plantas e pode retornar até ao consumo humano, caso a água sem tratamento seja ingerida. Além disso, medicamentos descartados incorretamente podem ser reutilizados de forma indevida, causando automedicação e intoxicações, bem como riscos de acidentes com crianças. LEIA MAIS Menina de 7 anos transforma fé em artesanato ao produzir terços infantis Inteligência Artificial atua como 'olho invisível' ao auxiliar cientista brasileiro em pesquisa para identificar molécula que destrói células cancerígenas 🗑️ Reconhecimento Alunos de Araçatuba (SP) apresentam lixeira criada para descarte correto de medicamentos Etec de Araçatuba/Divulgação Desde a concepção até a versão final, o desenvolvimento do protótipo levou cerca de sete meses, ou seja, de março a setembro do ano passado. O resultado foi apresentado na Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), um dos principais eventos de inovação estudantil do estado de São Paulo. Além do reconhecimento acadêmico, os alunos acreditam que o projeto tem potencial de aplicação prática em diferentes espaços. A proposta é que o repositório inteligente possa ser instalado em farmácias, unidades de saúde, escolas e locais públicos. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Quatro praias em Natal estão impróprias para banho

Publicado em: 04/04/2026 06:01

Ponta Negra praia Natal Rio Grande do Norte RN Morro do Careca verão movimentação Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi Quatro trechos de praia em Natal estão impróprios para banho, segundo o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Além deles, há outros dois pontos em Parnamirim e Nísia Floresta, na Região Metropolitana, que também não estão aptos para banho, segundo o documento. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Os trechos em questão são: Ponta Negra (trecho do Morro do Careca), em Natal Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal Praia do Forte, em Natal Redinha (trecho do Rio Potengi), em Natal Rio Pirangi-Pium (Balenário Pium), em Parnamirim Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta É importante frisar que há outros trechos em algumas praias que estão aptos para banho, como é o caso por exemplo de Ponta Negra, que tem os trechos do acesso principal, da Rua C. G. Teixeira - Escadaria e da Rua M. S. Medeiros como próprias para banho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O boletim de balneabilidade monitora 33 pontos de praia ao longo do ano - 18 a menos que no período do verão. As praias monitoradas ficam em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta e Extremoz. 🏖️ VEJA AQUI TODAS AS PRAIAS MONITORADAS A análise tem como base a quantidade de coliformes termotolerantes - também chamados de coliformes fecais - presentes na água, seguindo os critérios estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os parâmetros para a classificação das águas próprias e impróprias para banho. O boletim desta semana tem validade até a próxima quinta-feira (9), já que na sexta (10) um novo documento será emitido. O monitoramento integra o Programa Água Azul, que é desenvolvido em parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). Vídeos mais assistidos do g1 RN

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Artur Nogueira cresceu? Entenda porque atualização de mapas do IBGE fez cidade 'ganhar' território igual ao de Águas de São Pedro

Publicado em: 04/04/2026 06:00

Imagem aérea da cidade de Artur Nogueira (SP), no interior de São Paulo Prefeitura de Artur Nogueira A atualização dos mapas municipais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou um dado curioso: Artur Nogueira, na região de Campinas, “cresceu” 3,7 km² — pelo menos nos mapas oficiais. É como se a cidade tivesse incorporado, em área, quase uma Águas de São Pedro inteira, que tem cerca de 3,6 km² de território. Mas o que explica isso? 📊 Após uma revisão técnica dos mapas municipais, o território de Artur Nogueira, segundo o IBGE, passou de 178,026 km² em 2024 para 181,786 km² em 2025, uma diferença de 3,76 km². 📍 O aumento, no entanto, não representou um ganho real de território. De acordo com a prefeitura, a atualização não se refere a uma mudança recente nos limites da cidade, mas a uma correção técnica. 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram “A atualização dos limites divulgada pelo IBGE não se trata de alteração territorial recente, mas da correção de uma divergência que existia entre diferentes bases cartográficas oficiais, especialmente entre os traçados do IBGE e do Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC)”, destacou a administração municipal, em nota. A administração pontua que a inconsistência fazia com que os limites municipais estivessem em desacordo com a Lei Estadual nº 8.550/1993, sendo que a principal diferença estava na divisa com o município de Cosmópolis (SP). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Atualização e 'refinamento' De acordo com o IBGE, os mapas produzidos anualmente levam em conta a situação atualizada da Divisão Político-Administrativa Brasileira (DPA), e as atualizações são feita em decorrência de um dos seguintes fatores: publicação de nova legislação; decisão judicial; relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos respectivos órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado e encaminhados ao IBGE. "Esclarecemos que os fatores mais comuns são os ajustes cartográficos a partir dos relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos Estados e a publicação pelo Estado de nova Legislação atualizando os limites municipais", diz o órgão. Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) esclarece que os dados fornecidos ao IBGE referem-se a um refinamento do traçado do limite de municípios, a partir da utilização de tecnologias mais precisas que permitem uma nitidez maior sobre o território. "Os documentos cartográficos oficiais anteriores foram elaborados de acordo com a tecnologia disponível na época, o que permitia um nível de escala e detalhamento inferior ao que se dispõe atualmente", defendeu. O que muda para a população? A prefeitura de Artur Nogueira defende que a atualização não provoca alterações de endereços e tributos, e por isso não há impactos para a população em geral. "Eventuais mudanças podem ocorrer apenas em situações pontuais, principalmente em áreas rurais que estão passando por processo de georreferenciamento", explica. Na avaliação da administração, a atualização dos limites territoriais traz aumento da segurança jurídica, "uma vez que os limites passam a refletir mais precisamente o que está estabelecido na legislação estadual, reduzindo possíveis conflitos de interpretação." Mapa atualizado dos limites de Artur Nogueira (SP) pelo IBGE: cidade "ganhou" 3,7 km², o equivalente a uma Águas de São Pedro inteira Reprodução/IBGE VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Cientistas mapeiam pela 1ª vez nervos do clitóris e mostram que sensibilidade sexual feminina pode ser maior do que se pensava

Publicado em: 04/04/2026 05:01

Novas imagens revelam nervos do clitóris em 3D e mudam o que se sabia sobre corpo feminino Pela primeira vez, cientistas conseguiram mapear toda a rede de nervos do clitóris, revelando uma estrutura muito mais complexa do que a descrita nos livros de anatomia. O estudo mostra que ideias consolidadas há décadas estavam erradas. As imagens inéditas chegam com um atraso de quase 30 anos em relação ao conhecimento sobre as terminações nervosas do órgão masculino. Enquanto a neuroanatomia do pênis foi detalhada ainda na década de 1990, o clitóris só agora pôde ser mapeado com esse nível de precisão. O estudo utilizou uma tecnologia avançada de imagem em acelerador de partículas para observar estruturas microscópicas e reconstruir, em três dimensões, os caminhos dos nervos. O resultado corrige uma ideia difundida há décadas: a de que os nervos “diminuem” ao chegar à glande do clitóris. Na prática, é o contrário. Os pesquisadores identificaram que o principal nervo da região se ramifica intensamente, formando uma estrutura semelhante a uma árvore que se projeta até a superfície. (Veja a imagem acima) Isso pode, finalmente, ajudar a compreender a sexualidade feminina, mas vai muito além: pode redefinir os limites das cirurgias na região para evitar a perda de sensibilidade e orgasmo, melhorar os processos de reconstrução em casos de mutilação, entre outros avanços. A pesquisa é liderada pela pesquisadora Ju Young Lee, da universidade UMC de Amsterdam, e ainda não foi revisada por pares. Este trabalho apresenta uma reconstrução 3D em alta resolução do clitóris, revelando sua neuroanatomia com detalhes sem precedentes. Essa é uma iniciativa científica para corrigir a lacuna do conhecimento anatômico sobre as mulheres”. Imagem 3D mostra extensão de nervos do clitóris Divulgação Como a pesquisa foi feita e o que descobriu? Para chegar a esse nível de detalhe, os cientistas usaram uma técnica chamada Tomografia de Contraste de Fase Hierárquica (HiP-CT), capaz de visualizar estruturas internas com resolução muito alta. Os exames foram realizados no ESRF, um dos mais potentes aceleradores de partículas do mundo, na França. Nesse tipo de equipamento, feixes de raios X extremamente precisos atravessam os tecidos e permitem reconstruções em altíssima definição — algo impossível com métodos tradicionais de imagem. Com isso, os pesquisadores conseguiram observar os chamados troncos nervosos dentro da glande do clitóris e acompanhar, em 3D, como eles se ramificam até a superfície — algo que nunca havia sido feito antes. E a descoberta muda o que se tem até hoje registrado em livros e que norteia decisões na saúde feminina: 🐸 Esse novo mapa também mostra que a sensibilidade não está restrita ao clitóris em si, mas se estende para áreas vizinhas, como o capuz do clitóris, o monte do púbis e os lábios vaginais. Estudo mapeia rede de nervos do clitóris pela 1ª vez Pexels O que isso pode mudar? O novo mapeamento não é apenas uma correção teórica, mas tem implicações diretas na saúde e na prática médica: Cirurgias de reconstrução após mutilação genital feminina Hoje, cerca de 230 milhões de mulheres no mundo vivem com consequências da mutilação genital feminina. Uma parcela significativa das pacientes que passa por cirurgias de reconstrução relata perda de sensibilidade. Isso pode acontecer por essa lacuna de conhecimento. O novo mapa permite localizar e reconectar nervos com mais precisão, aumentando as chances de recuperação funcional. Tratamentos oncológicos Cirurgias para câncer na região pélvica podem ser planejadas com maior cuidado para preservar a inervação e permitir que as mulheres mantenham a capacidade de ter orgasmo. Assistência ao parto Entender melhor a distribuição nervosa pode ajudar a reduzir lesões e orientar práticas mais seguras durante o nascimento. Compreensão da sexualidade Esse mapeamento é fundamental para entender a sexualidade feminina, principalmente ao fornecer uma base anatômica precisa para o prazer e a sensibilidade — áreas historicamente negligenciadas pela ciência. O estudo revela a extensão de nervos que são cruciais para o orgasmo. Ao detalhar o caminho do nervo dorsal e de outras ramificações que chegam ao capuz clitoridiano, ao monte do púbis e aos lábios vaginais, os cientistas oferecem um mapa de como a sensibilidade é distribuída na região vulvar. A extensão desses nervos é crucial para o orgasmo. Redução de riscos em procedimentos estéticos O estudo mostra que nervos estão fora das áreas tradicionalmente consideradas de risco, o que exige revisão das técnicas para evitar danos permanentes. A diferença de quase três décadas entre o mapeamento do pênis e do clitóris não é apenas técnica — ela reflete uma negligência histórica da ciência em relação ao corpo feminino. Essa é uma área do corpo feminino que sempre teve pouca atenção e é um órgão muito importante para a mulher. Os médicos não costumam pensar: será que isso pode afetar a inervação e a qualidade da vida sexual dela? Então, essa imagem pode mudar as discussões sobre a saúde feminina.

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Parangaba: o antigo vilarejo que já foi 'cidade' por três vezes antes de virar bairro de Fortaleza

Publicado em: 04/04/2026 05:00

Regional 4 conecta diferentes modais de Fortaleza Quando Fortaleza virou capital, em 1726, era uma vila de menos de 10 mil habitantes, restrita à faixa de litoral. Os viajantes que vinham do interior, após dias de viagem, muitas vezes paravam em um ponto nos arredores de Fortaleza, onde podiam descansar e se preparar para os quilômetros finais até a capital. A localidade viria se tornar uma "cidade" independente, até ser extinta e incorporada a Fortaleza. Mas, na época, era conhecida como Aldeia do Bom Jesus de Porangaba. Hoje, a Parangaba. Fundada na década de 1660, o aldeamento de 'Porangaba' é um das zonas mais antigas continuamente habitadas de Fortaleza. Atualmente, Parangaba é parte de uma cidade, mas antes foi ela própria uma "cidade" - pelo menos, nos termos jurídicos do que era considerado uma cidade até então. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ao longo dos anos, a "cidade" de Parangaba foi extinta três vezes. Na terceira e última, virou um pedaço da capital cearense. A região chegou a ter uma Intendência (similar à prefeitura) e Câmara municipal, abrigou o primeiro hospício do Ceará, tinha estação ferroviária e até mesmo um teatro. 🎉 A cidade de Fortaleza completa 300 anos no dia 13 de abril de 2026. O g1 Ceará publica uma série de reportagens contemplando histórias e curiosidades de todas as regionais até a data do aniversário da capital cearense. Parangaba tem poucos prédios históricos restantes, a despeito de importância da região para a formação da cidade. Ismael Soares/SVM 📍Atualmente, a Parangaba está situada na Regional 4 de Fortaleza, junto aos bairros Vila Peri, Itaoca, Aeroporto, Montese, Parreão, Vila União, Jardim América, Damas, Bom Futuro, Benfica, Fátima, José Bonifácio. Com cerca de 29 mil habitantes, conforme dados do Censo 2022 do IBGE, a Parangaba tem a maior população da regional. O IDH é 0,420, considerado baixo. Se, para contar a história de Fortaleza, é preciso falar da Barra do Ceará, onde tudo começou; para entender como a cidade foi crescendo até se tornar a maior do Nordeste é preciso falar da Parangaba, um dos povoamentos mais antigos da região, que, por décadas, fez às vezes de porta de entrada para a capital cearense. Do Arronches à Parangaba: três vezes independente, três vezes extinta O aldeamento que deu origem à Parangaba foi criado entre os anos de 1662 a 1664 pelos jesuítas, reunindo malocas do povo indígena Potiguar. À época, o local recebeu o nome de Aldeia de Bom Jesus de Porangaba. Estima-se que o primeiro oratório do local foi levantado em 1664. Centro histórico da Parangaba fica próximo à lagoa, um dos símbolos mais reconhecíveis do bairro Ismael Soares/SVm No século seguinte, as reformas empreendidas pelo Marquês de Pombal em Portugal, com objetivo de modernizar o império e, também, reduzir o poder dos jesuítas, fez que com que as aldeias levantadas pelos jesuítas com os povos indígenas fossem transformadas em vilas e passassem a ter uma administração estatal. 📍Na época, as “vilas” eram administrativamente semelhantes às cidades e costumavam ter, por exemplo, Câmara Municipal e Intendência (semelhante às atuais prefeituras). Com a ordem de Pombal, em 1759, quando Fortaleza já era capital do Ceará há 33 anos, a Aldeia do Bom Jesus da Parangaba acabou convertida em Vila Nova de Arronches, nome que homenageia a cidade portuguesa de Arronches. O local tinha inclusive uma Intendência. O prédio, hoje pouco mais que uma ruína abandonada e tomada por raízes, está na esquina da avenida Carlos Amora com a avenida General Osório de Paiva. Veja na foto abaixo: Prédio da antiga Intendência da Vila de Arronches está abandonado e tomado por ruúnas, na Parangaba Ismael Soares/SVM Arronches permaneceu como independente de 1759 até 1833, quando uma resolução de maio do Conselho Provincial (algo semelhante às atuais Assembleias Legislativas) extinguiu o status de vila. Foi a primeira “extinção” da vila. Em dezembro do mesmo ano, a resolução foi anulada e o Arronches voltou a ser uma vila independente, mas não por muito tempo. Conforme levantamento do advogado e historiador Clodoaldo Pinto, do Instituto Ceará, em maio de 1835, uma lei estadual extinguiu o status de vila do Arronches pela segunda vez e a anexou a Fortaleza. A situação permaneceu assim até 1885, quando o Arronches novamente foi elevado a vila por lei estadual. Desta vez, porém, a vila recebeu o nome do antigo aldeamento do século XVII: Porangaba. O local permaneceu assim, independente, até ser novamente suprimido pela terceira e última vez pela Lei 1.913, de outubro de 1921. A vila foi transformada de vez em um pedaço de Fortaleza. Em 1943, por determinação oficial, o distrito de Porangaba trocou o ‘o’ pelo 'a' e virou Parangaba. ‘Nos arrabaldes da capital’ Igreja de Bom Jesus dos Aflitos, na Parangaba, é uma das mais antigas de Fortaleza Ismael Soares/SVM O centro da antiga vila de Arronches, ou vila de Porangaba, ficava em torno da Igreja de Bom Jesus dos Aflitos, no que hoje é a avenida Carlos Amora. Construída em algum momento do século XVII e reconstruída em 1877, a igreja é uma das mais antigas de Fortaleza. Nos arredores da igreja estava o prédio da Intendência, onde também funcionava a Câmara. Este ‘centrinho’ ficava a cerca de 7,2 quilômetros de distância do centro de Fortaleza. No século XVIII, quando as carroças eram o meio de transporte mais comum e a conexão entre as duas localidades era uma estrada de terra que ficava tomada por mato na quadra chuvosa, a viagem de um ponto para outro era demorada. Por isso, a vila servia como ponto de parada para quem vinha do sertão ou das serras e precisava descansar ou reabastecer antes de seguir viagem. Do mesmo modo, era um ponto de apoio para quem deixava a capital rumo ao interior. Nas margens da lagoa, que hoje é conhecida pela feira, havia sazonalmente uma feira de bovinos. O cenário mudou no século XIX, com a melhoria das estradas e implantação da Estrada de Ferro de Baturité, que tinha o objetivo de escoar a produção agrícola do interior para a capital. Na Parangaba, foi inaugurada uma estação de trem em 1873, que era a última antes de Fortaleza. A estação ainda hoje existe e é tombada pela prefeitura. Veja na foto a seguir: Prédio da antiga estação ferroviária da Parangaba é tombado e foi preservado. Estrutura fica debaixo da linha de Metrô de Fortaleza Ismael Soares/SVM Em 1886, foi instalado na vila o Asilo dos Alienados - o primeiro hospício do Ceará e o décimo do Brasil. Na década de 1890, foi inaugurado uma linha de bonde entre Parangaba e o bairro Benfica, que até então era uma região tomada por chácaras. A vila de Porangaba teve até teatro, o Guarany, que funcionou até o início do século XX. Com o passar dos anos, o local passou ser uma espécie de passeio para os moradores da capital, como descreveu o memorialista Antônio Bezerra de Menezes em um artigo de 1901, no acervo do Instituto Ceará. “Essa vila é quase um arrabalde da capital, tantos e tão fáceis são os meios de comunicação entre uma e outra localidade”, escreveu. “Diversas pessoas que têm ocupações na Fortaleza residem em Porangaba, devido à amenidade do clima, fáceis condições de vida e simplicidade de costume dos moradores”. Trecho indeterminado da Estrada da Parangaba no início do século XX. Pista era então principal via de acesso à Fortaleza de quem vinha do sertão ou do Maciço de Baturité Fotografia de O. Justa/Acervo da Biblioteca Nacional Até a década de 1929, o caminho até a Parangaba ainda era de terra e boa parte das casas ainda eram cercadas de mata, em um cenário que remete muito mais aos cenários do interior do que os arredores de uma capital que começava a inaugurar cinemas, cassinos e prédios altos. Parte disso pode ser visto no relato de Antônio Bezerra. “Do bonde [que ia à Parangaba] goza-se soberbamente, à direita, da vista das belas chácaras do Benfica, do Barreiro, das Damas, da pontezinha da Panela Quebrada, do majestoso edifício do Asilo dos Alienados com o seu elegante jardim, seu pomar, sua horta; da bela casa de sobrado do coronel Manoel Albano”, descreveu. O cenário, inclusive, permaneceu assim por muito tempo. Na década de 1930, a estrada que ligava Parangaba e Fortaleza, até então de terra, foi coberta de concreto. A via foi renomeada avenida João Pessoa. A mudança foi quase anunciação de transformações maiores: nas décadas seguintes, a pacata vila viu o cenário se alterar drasticamente. A partir de 1940, várias indústrias passaram se instalar nas proximidades da linha férrea que cortava a Parangaba. Com as indústrias, operários passaram a se instalar na região, e o mato deu lugar a casas. Estrada que ligava a antiga Vila da Parangaba ao centro de Fortaleza. Foto do início do século XX. Arquivo Nirez Com o processo de urbanização da Parangaba e dos bairros próximos, como Damas, Parangaba e Montese - que mais tarde viriam a integrar a mesma regional 4 -, o cenário urbano passou a ser um só, com as construções lado a lado ocupando as ruas e avenidas. A Parangaba da Regional 4 Com 13 bairros e população estimada de 220 mil habitantes, conforme dados da Prefeitura de Fortaleza, a Regional 4 apresenta grande diversidade de paisagem urbana, indo desde a Lagoa da Parangaba até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A avenida João Pessoa, antigo caminho para Fortaleza, segue até o antigo bairro das chácaras, o Benfica, onde os sítios viraram o campus da Universidade Federal do Ceará (UFC). Se, no passado, a região da Parangaba se firmou como um importante ponto logístico na ligação entre capital e interior, a Parangaba da atualidade e a Regional 4 preservam algo dessa vocação. Na Parangaba, estão localizados dois dos sete terminais de ônibus de Fortaleza, o Lagoa e o Parangaba. E o Metrô e o VLT têm, no bairro, duas de suas mais movimentadas estações. Ainda na mesma Regional 4, no bairro Aeroporto, está o Aeroporto Internacional Pinto Martins, um dos mais importantes do Nordeste. E, em outra ponta da regional, o bairro de Fátima abriga a Rodoviária de Fortaleza João Thomé, principal porta de entrada do transporte rodoviário à capital cearense. Terminal de ônibus da Parangaba fica ao lado de estação da linha sul do Metrô de Fortaleza e do VLT Linha Leste Governo do Ceará Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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De mísseis de fragmentação ao bombardeiro do 'juízo final': relembre as armas utilizadas na guerra do Irã

Publicado em: 04/04/2026 04:01

Bombardeiro B-52 operando na década de 1960 Força Aérea dos EUA O mundo presenciou um verdadeiro "desfile" de armamentos modernos e destrutivos na guerra de EUA e Israel contra o Irã. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Diversos países foram envolvidos no conflito, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Omã — praticamente toda a região foi impactada. Nesse cenário, diferentes tecnologias militares ganharam protagonismo no campo de batalha. Nesta reportagem você confere algumas das principais armas utilizadas até agora: GBU-72: a superbomba lançada pelos EUA B-52: o bombardeiro do juízo final Os mísseis de fragmentação do Irã Shahed-136: o drone iraniano barato e mortal O que são mísseis de fragmentação, que Israel acusa o Irã de usar na guerra GBU-72: a superbomba lançada pelos EUA Conhecida como "bomba antibunker", a GBU-72 pesa 2.300 kg e só explode quando alcança o alvo. Os militares norte-americanos a usaram para atingir instalações subterrâneas que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio iranianos. Esse tipo de armamento é projetado para atingir estruturas altamente reforçadas, como instalações militares protegidas e bunkers subterrâneos, capazes de resistir a explosões convencionais. Ao ser lançada, ela penetra no solo, sendo capaz de atravessar camadas espessas de concreto e alcançar locais subterrâneos antes de detonar. Ao explodir já abaixo da superfície, esse tipo de armamento tende a concentrar o impacto no alvo, reduzindo danos ao redor e ampliando a capacidade de destruição em profundidade. Para além da alta letalidade, a bomba é também mais precisa por utilizar um kit de orientação conhecido como Joint Direct Attack Munition (JDAM), que basicamente converte bombas não guiadas em munições guiadas de precisão para todos os climas, com o uso de um receptor GPS. GBU-72, a superbomba lançada pelos EUA Reprodução/Wikimedia Commons B-52: o bombardeiro do juízo final Um dos últimos a entrar no conflito e o menos moderno da lista, o bombardeiro B-52 tem capacidade para transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas, minas e mísseis, além de poder carregar ogivas nucleares. O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, sendo visto como o “bombardeiro do juízo final”. A entrada da aeronave na guerra indicou que as defesas aéreas do Irã já estavam bem enfraquecidas, já que ele não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos. Veja ficha técnica do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. Equipe de arte/g1 Os mísseis de fragmentação do Irã Utilizadas pelos iranianos em ataques a Israel, as munições de fragmentação — também conhecidas como "cluster munition" — são armamentos projetados para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre um território extenso. Essas pequenas bombas têm como alvo principal áreas amplas, podendo atingir simultaneamente soldados, veículos e infraestruturas. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, elas foram usadas pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial. Quando disparadas, muitas submunições podem não explodir no momento do impacto e permanecem ativas no solo — funcionando como minas terrestres, o que significa que elas podem ferir ou matar anos após o fim dos conflitos. EUA anunciam o envio de bombas de fragmentação, capazes de grande destruição, para a Ucrânia Jornal Nacional/ Reprodução Míssil de fragmentação iraniano explode sobre Israel em 5 de março de 2026 Dylan Martinez/Reuters Shahed-136: o drone iraniano barato e mortal Um dos primeiros armamentos a serem utilizados nesta guerra, o Shahed-136 se consolidou como um dos principais trunfos do Irã por ser barato e de fácil produção — podendo atingir alvos rapidamente como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e até bases navais. Em duas semanas de trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo já haviam sido lançadas pelo Irã. A estratégia aposta no volume, não na precisão: grandes enxames são disparados simultaneamente para saturar as defesas aéreas. Com apenas 3,5 metros de comprimento, eles podem ser lançados a partir de estruturas simples, montadas em poucas horas. 👉 O preço justifica a quantidade: Um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil (R$ 100 mil a R$ 261 mil), segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos. O disparo de um único míssil de defesa aérea usado pelos EUA e aliados para derrubar os drones pode custar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões (R$ 6,7 milhões a R$ 20,9 milhões). Cálculos da agência Reuters mostram que o custo de apenas um míssil de defesa Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos. Conheça o drone Shahed-136, utilizado pelo Irã para atacar Israel. Arte/g1

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Como o tarifaço de Trump remodelou o comércio global

Publicado em: 04/04/2026 04:01

Trump durante anúncio do tarifaço em abril de 2025 Carlos Barria/Reuters Em 2 de abril de 2025, Donald Trump surpreendeu o mundo ao anunciar a "independência econômica" dos Estados Unidos, com a imposição de tarifas de importação a todos os países. Desde então, o presidente americano tem se mostrado disposto a manter a medida, mesmo com a Suprema Corte questionando a legalidade do tarifaço. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A DW analisou dados comerciais sobre a origem das importações dos EUA ao longo do último ano para entender os efeitos das tarifas de Trump. Como o mundo vem se ajustando a essa nova ordem econômica? E quem está se beneficiando dessas mudanças? Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como falas de Trump mexem no preço do petróleo — e como ele reage com respostas do Irã 2 de abril de 2025: Casa Branca anuncia as tarifas do "Dia da Libertação" No anúncio do tarifaço, no chamado "Dia da Libertação", a Casa Branca informou que todos os países — com algumas exceções devido a sanções e acordos comerciais pré-existentes — seriam submetidos a uma sobretaxa básica de 10% sobre todas as importações. Além disso, 85 países que exportam mais para os EUA do que importam seriam alvo de tarifas mais altas, que chegavam a até 50%. "Não acho que as pessoas esperavam que o governo dos EUA basicamente declarasse uma guerra comercial contra o mundo inteiro", afirma Haishi Li, economista da Universidade de Hong Kong, cuja pesquisa se concentra em como tarifas e sanções afetam o comércio global. O impacto foi imediato, e os mercados financeiros globais despencaram. Enquanto Trump insistia publicamente que "as grandes empresas não estão preocupadas com tarifas", o governo americano decidiu, em 9 de abril, fazer uma pausa de 90 dias em todas as tarifas acima da taxa básica de 10%. Durante essa suspensão, diversos parceiros comerciais, como União Europeia, Vietnã e Reino Unido, correram para negociar acordos comerciais na tentativa de reduzir as tarifas anunciadas. As negociações com a China permaneceram tumultuadas nos meses seguintes, com rodadas de ameaças de tarifas recíprocas que chegaram a até 125%. Após múltiplas extensões de última hora da pausa de 90 dias, as tarifas específicas por país entraram em vigor em 7 de agosto de 2025. O Brasil acabou sendo penalizado com uma tarifa adicional de 40%. Isso elevou para 50% a alíquota extra imposta às exportações brasileiras a partir de 6 de agosto. A sobretaxa, porém, foi revertida por decisão do próprio Trump no fim de novembro. Início de 2025: importadores dos EUA fazem estoques prevendo tarifas Mesmo antes de abril, já era claro que mudanças estavam a caminho. "As tarifas vão nos deixar ricos pra caramba", declarou Trump ao iniciar seu segundo mandato, em janeiro de 2025. As empresas americanas entenderam o recado. Em uma corrida para encher armazéns antes do aumento de custos, ampliaram drasticamente os pedidos e trouxeram para o país, entre janeiro e março, um volume de bens 20% maior do que a média de 2022 a 2024 — um salto equivalente a cerca de 184 bilhões de dólares (R$ 949 milhões). Prevendo tarifas mais altas sobre barras de ouro, por exemplo, os EUA importaram cerca de 50 vezes o volume habitual no início de 2025, totalizando aproximadamente 72 bilhões de dólares (R$ 371 bilhões) — principalmente da Suíça, mas também de fornecedores menos tradicionais, como Uzbequistão, Filipinas e Zimbábue. Grandes fabricantes em toda a Ásia também registraram fortes altas, com Taiwan, Vietnã e Índia exportando volumes acima do normal para os Estados Unidos nesse período. Abril a julho de 2025: empresas americanas migram para países com tarifas mais baixas O período de suspensão implementado em 9 de abril deu aos importadores americanos uma janela de três meses para se adaptar à nova situação. Um estudo de Haishi Li e colegas constatou que as empresas tentaram deslocar suas cadeias de suprimentos para países com menor risco tarifário. "As importações se comportaram como a água, fluindo de países com tarifas altas para países com tarifas baixas", disse Li à DW. Nenhum país sofreu uma redução maior do que a China, que enfrentou as ameaças tarifárias mais altas e voláteis. Entre abril e julho de 2025, os EUA importaram 66 bilhões de dólares a menos da China do que nos anos anteriores. O Canadá, que enfrentou ameaças de tarifas de 25%, também registrou uma queda significativa de 24 bilhões de dólares. No entanto, o país parece ter compensado essa redução ao ajustar seu comércio com outros parceiros: no total, as exportações canadenses em 2025 ficaram apenas 1,6 bilhão abaixo das de 2024. "Os países que mais se beneficiaram do tarifaço foram os 'países dos 10%', como Austrália e várias nações da América Latina", aponta Haishi Li. Mas algumas nações sujeitas a taxas elevadas também registraram forte aumento nas exportações para os EUA: Vietnã, Tailândia e Taiwan enfrentaram algumas das chamadas "tarifas recíprocas" mais altas — 46%, 36% e 34%, respectivamente — e, ainda assim, os EUA registraram um acréscimo de 34 bilhões de dólares em importações de Taiwan apenas entre abril e julho. "Os importadores americanos buscaram países que pudessem servir como substitutos para a China", explica o economista da Universidade de Hong Kong. Muitos fabricantes em Taiwan e no Vietnã já mantinham laços fortes com empresas dos EUA, reforçados durante a disputa comercial com a China no primeiro mandato de Trump, o que já havia deslocado parte da produção e das cadeias de suprimentos para essas e outras economias asiáticas. Americanos arcam com maior parte dos custos Até agora, a medida não trouxe a produção de volta para os Estados Unidos, afirma Alex Durante, economista-sênior do think tank americano Tax Foundation, que analisou o impacto doméstico do tarifaço de Trump. "O último ano foi bastante ruim para a indústria e para o emprego", diz ele à DW. "Os setores que estão crescendo tendem a ser aqueles relativamente protegidos das tarifas, devido a isenções como as concedidas a computadores e produtos ligados à inteligência artificial." Mesmo com a mudança na origem das compras, o valor total das importações voltou ao normal pouco depois do anúncio do "Dia da Libertação", em 2 de abril. Um dos números que mais cresceram foi a arrecadação alfandegária dos EUA. Em 2025, o Tesouro americano recolheu 287 bilhões de dólares em tarifas e impostos, aproximadamente o triplo do registrado em anos anteriores. Dados preliminares indicam que 2026 deve ultrapassar esse total. Essa arrecadação representou cerca de 5% de todos os impostos coletados nos Estados Unidos em 2025. Estudos mostram que as tarifas mais altas têm sido pagas quase integralmente pelos importadores americanos, e não por exportadores estrangeiros. Como resultado, os consumidores dos EUA acabaram arcando com a maior parte dos custos. "Estimamos que as tarifas custaram, na prática, cerca de mil dólares por domicílio americano em 2025", afirma Alex Durante, da Tax Foundation. "Esse é o efeito cumulativo de as empresas aumentarem preços, reduzirem investimentos, cortarem empregos ou diminuírem salários para se ajustar às tarifas." Incerteza assombra exportadores No cenário internacional, os meses desde agosto de 2025 têm sido marcados por acordos comerciais fechados às pressas — e desfeitos com a mesma rapidez —, além de novas rodadas de ameaças tarifárias direcionadas a países ou grupos específicos de produtos. O comércio global, afirma Haishi Li, tornou-se muito mais incerto. "Se você perguntar a acadêmicos, formuladores de políticas nos EUA ou a qualquer pessoa o que vai acontecer neste ano, acredito que ninguém saiba responder", diz o economista. O choque mais recente nesse equilíbrio já frágil do sistema tarifário dos EUA veio com a decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que derrubou a base legal das tarifas do "Dia da Libertação". Com uma nova alíquota geral de 15% em vigor e o governo americano aparentemente determinado a encontrar outras formas de aplicar tarifas mais altas, exportadores e importadores tentam prever o que os próximos meses trarão. Para se adaptar a essa incerteza, diz Haishi Li, os governos podem priorizar o apoio a empresas que busquem novos mercados fora dos EUA. "Se conseguirem diversificar suas cadeias de suprimentos, isso as tornará mais resilientes — o que pode ser um ponto positivo em meio a esse cenário", finaliza.

Palavras-chave: inteligência artificial