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Meninos dançam 'Passinho do Jamal' e viralizam com mais de 10 milhões de visualizações

Publicado em: 12/02/2026 06:00

Meninos dançam 'Passinho do Jamal' e viralizam com mais de 10 milhões de visualizações A dança foi tão sincronizada que levantou suspeita de uso de inteligência artificial. A coreografia era, na verdade, puro talento. Os primos Benício Monteiro, de 5 anos, e Lorenzo Oliveira, de 4, conquistaram a internet com a dança do Passinho do Jamal e ultrapassaram 10 milhões de visualizações nas redes sociais. Agora, eles até tem sido reconhecidos pelas ruas de Boa Vista. 🕺 Passinho do Jamal é uma dança que surgiu no Recife. A coreografia mistura movimentos dos braços em sincronia com as pernas, um balanço tímido do quadril e um senso de ritmo apurado. O ritmo conquistou famosos como Adriane Galisteu, João Gomes e Ivete Sangalo e veio parar em Roraima com Benício e Lorenzo. Publicado no TikTok, o vídeo protagonizado pelos primos ultrapassa milhões de visualizações e acumula 660 mil curtidas. Na gravação, eles aparecem de uniforme escolar — a dupla estava a caminho do primeiro dia de aula do ano. Nem as mochilas nas costas impediram que entregassem o molejo digno da repercussão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Quem gravou e postou o vídeo viral, no último dia 2 de fevereiro, foi a jovem Emilly Cristina Oliveira, de 24 anos, mãe de Benício - o loirinho das imagens. "Acredito porque eles [seguidores] não estão acostumados a ver crianças dançando assim. E por eles saberem muito o passinho da dança, estão confiando que é a inteligência artificial, por eles saberem dançar. Mas não é IA. Por incrível que pareça, não é IA", conta Emilly. Emilly publicou outros 13 vídeos dos dois. Juntos, os conteúdos somam mais de 14 milhões de visualizações nas redes sociais - número quase 20 vezes maior que a população de Roraima, estimada em 738 mil habitantes. Meninos têm a mesma idade do passinho A história da dança se entrelaça com a dos pequenos estudantes. O Passinho do Jamal surgiu no bairro Santo Amaro, no Centro do Recife, onde moram os amigos de infância Pedro Henrique, de 25 anos, e Romero Júnior, de 21 — conhecidos como Eo Chapa e Jamal. Embora tenha surgido em 2020, o brega funk só ganhou força nas redes sociais quase cinco anos depois, praticamente o tempo de vida de Benício e Lorenzo. Enquanto a dança crescia na internet, os dois também cresciam, até que, no extremo Norte do país, fizeram história. "Postei o vídeo e fui fazer minhas obrigações. Quando entrei no TikTok à noite, já tinha mais de 20 mil visualizações. No outro dia, já estava com um milhão. Não imaginei que iria repercutir dessa forma", disse a mãe de Benício. Os primos vivem com a família no bairro Cidade Satélite, na zona Oeste de Boa Vista. As casas ficam a cerca de dois minutos uma da outra, o que faz com que estejam sempre juntos. Além de primos, são grandes amigos. O vídeo viral é resultado de treino - eles começaram a dançar aos 2 anos de idade. “Tudo que eles vão fazer é um incluindo o outro. São bem apegados um ao outro, bem amigos, se protegem”. #FATO OU #FAKE? “Eu jurava que era IA”. "Já IA acreditando" são alguns dos comentários, feitos em vários idiomas, no Instagram e no TikTok. Vários perfis questionam se as crianças são reais ou se o vídeo foi produzido com uso de inteligência artificial. E, mais uma vez, Emilly garantiu: é tudo real, mesmo que uma adulta de mais de 20 anos não consiga fazer o passinho por falta de coordenação motora (como a repórter que vos fala). Ou seja, caso ainda haja dúvidas, é #FATO. Os primos também acompanham o alcance do vídeo e comemoram o sucesso. "Estão adorando [a repercussão]. Inclusive, antes de você mandar mensagem, eles estavam ensaiando aqui em casa, super animados", contou Emilly. As casas ficam a cerca de dois minutos uma da outra, o que faz com que estejam sempre juntos — além de primos, são grandes amigos. Arquivo 'Não é só diversão' A mãe de Lorenzo, Mônica Vital da Silva, de 25 anos, disse que os meninos têm uma rotina bem definida. Os dois estão em processo de alfabetização, e além das danças e brincadeiras em casa, elas também estudam com eles. "A gente pratica o alfabeto, o abecedário. Não é só diversão. Eu comprei letras pra ajudar no aprendizado. A gente acredita que não é só na escola que a criança aprende, em casa também precisa de incentivo". A repercussão do vídeo não ficou apenas nas redes sociais. Os meninos estão sendo reconhecidos nas ruas e até são parados para tirar fotos. "Quando a gente vai deixar eles na escola, as pessoas ficam comentando: 'Olha os menininhos do passinho do Jamal'. Teve até umas meninas, de uns 14 ou 15 anos, que quiseram tirar foto com eles, e ele [Benício] ficou com vergonha". Estilo é para poucos Além dos passinhos, o estilo dos pequenos também chamou a atenção dos seguidores, especialmente o de Benício. Ele aparece com luzes loiras no cabelo e com um cordão, o que compõe o visual que já virou marca registrada. “O Benício é fogoió de nascença, né? Ruivinho. Eu sempre tive a ideia de fazer isso nele. Ele ficou curioso para saber por que os meninos pintam o cabelo no fim do ano, nesse negócio de ‘nevou’ e tal”. Segundo a mãe, ele é muito vaidoso e preocupado com o estilo. "O tempo todo gosta de andar bem arrumado. Quando eu falo: ‘Benício, a gente vai sair’, ele se preocupa com que roupa ele vai, se a sandália dele tá lavada, onde que tá o cordão. Ele é muito vaidoso, muito vaidoso mesmo". Brega funk O gênero musical surgiu entre 2008 e 2010 e tem um perfil mais dinâmico, que se reinventa e se adapta aos novos cenários. Antes mesmo de ser criada a expressão "brega funk", já existiam músicas e danças que carregavam elementos do gênero, mas eram enquadradas como tecnobrega. O Passinho do Jamal tem uma característica diferente: o foco não está no movimento do quadril. O desafio da dança é conseguir a sincronia entre os braços e as pernas, de uma forma rítmica, quase como uma marcha. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: inteligência artificial

Samsung revela painel QD-OLED Penta-Tandem que promete brilho e até 4.500 nits

Publicado em: 12/02/2026 05:39 Fonte: Tudocelular

A Samsung Display oficializou uma nova etapa na evolução dos painéis com o anúncio da tecnologia QD-OLED Penta-Tandem, que identifica sua estrutura inédita orgânica de cinco camadas emissoras. A novidade chega para reforçar o posicionamento premium da empresa no segmento de monitores e TVs de alto desempenho, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo em brilho e densidade de pixels. As cinco camadas orgânicas responsáveis pela emissão de luz azul são a base do funcionamento do QD-OLED. Ao ampliar de quatro para cinco camadas e adotar materiais orgânicos de última geração, a fabricante afirma ter alcançado ganhos expressivos em eficiência luminosa, estabilidade térmica e vida útil do painel. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Lava Yuva Star 3 é anunciado com tela de 90Hz e câmera de 50 MP por preço agressivo

Publicado em: 12/02/2026 05:21 Fonte: Tudocelular

O Lava Yuva Star 3 foi oficialmente anunciado pela marca com foco em custo-benefício. A princípio, é um dispositivo que chega para compor o portfólio de modelos de entrada, equipado com especificações modestas e um preço mais em conta para quem busca um dispositivo indicado para tarefas leves. Lava Yuva Star 3: Redefinindo o que esperar de um celular de entradaEm geral, o novo modelo vem com uma tela de 6,75 polegadas com tecnologias LCD e resolução HD+, além de suporte a taxa de atualização de 90 Hz. Por dentro, ele é equipado com o chip Unisoc SC9863A, 4GB de memória RAM e armazenamento com capacidade de 64 GB.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Porto de Santos prepara leilões para até 30 novos terminais e pode ganhar Zona de Processamento de Exportação

Publicado em: 12/02/2026 05:19

Imagem aérea do Porto de Santos, SP Vosmar Rosa/Divulgação/Ministério dos Portos e Aeroportos A Autoridade Portuária de Santos (APS) planeja licitar, a partir de 2027, as novas áreas incorporadas ao Porto de Santos. A expectativa é que o espaço ampliado comporte entre 20 e 30 novos terminais, além da possível implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A área do complexo portuário foi ampliada de 9,3 km² para 14,5 km² — um ganho territorial de 56% — conforme portaria publicada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) no Diário Oficial da União na última terça-feira. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Leilões e novos investimentos Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que já há planejamento para arrendar os novos espaços à iniciativa privada, com foco em infraestrutura moderna e tecnológica. “Ano que vem já faremos chamamentos para a ocupação destas áreas por terminais que tragam novas tecnologias aplicadas nos mais modernos portos do mundo”, afirmou. Segundo ele, a ampliação da poligonal é estratégica para acompanhar o crescimento do comércio exterior brasileiro. Píer 1 do cais da Alemoa, no Porto de Santos. Divulgação/Autoridade Portuária de Santos “A importância estratégica deste aumento da poligonal é justamente a de atender o constante crescimento da economia do Brasil e do Porto de Santos, que atende 600 destinos em quase 200 países. Este crescimento de 56% de áreas terrestres significa que poderemos, no futuro, comportar mais 20 a 30 terminais". “A ampliação da poligonal é resultado do nosso planejamento. Solicitamos mais espaço ao Ministério de Portos e Aeroportos, justamente para realizarmos ações de curto, médio e longo prazos”, complementou. Onde ficam as novas áreas A APS indicou três regiões consideradas prioritárias e estratégicas: Entorno do Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com trechos planos, vegetação e espaços aquaviários; Alemoa: área de 114 mil m² com acesso ao canal do Porto, ao lado do terminal da Petrobras; Monte Cabrão: cerca de 180 mil m² na Área Continental de Santos, também com acesso ao canal. “As áreas no Caneu comportam novos terminais e, também, uma ZPE”, disse Pomini. Entre as áreas de expansão estão a Alemoa e o Largo do Caneu, trecho que aparece ao fundo na imagem Alexsander Ferraz/AT Entenda a ampliação da poligonal O pedido de expansão da poligonal para até 20,4 km² foi encaminhado pela APS ao Ministério em 2024. Em 2025, houve consulta pública e, agora, foi autorizada a ampliação parcial. Antes disso, a poligonal já havia sido atualizada de 7,8 km² para 9,3 km². A expansão também envolve áreas marítimas — incluindo o Perímetro de Deposição Oceânica (PDO) e Área de Fundeio — ampliando o trecho aquaviário de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total utilizada pelo cais santista passou de 383,8 km² para 401 km². Especialistas veem potencial, mas alertam para gargalos Navios no Porto de Santos, SP Divulgação/APS A oferta de áreas greenfield — livres de edificações — e a localização estratégica do Porto de Santos são consideradas atrativas para a instalação de novos terminais e de uma ZPE. Especialistas, no entanto, alertam para desafios estruturais, especialmente nos acessos. Para o estrategista de políticas públicas e especialista em Relações Internacionais Leandro Lopes, a expansão pode inaugurar um novo ciclo econômico. “O Porto de Santos já responde por cerca de 30% da balança comercial brasileira e a ampliação territorial reforça sua posição como principal hub logístico da América do Sul”. Segundo ele, a disponibilidade de espaço abre oportunidades para terminais, retroáreas e operações logísticas integradas, aumentando a atratividade para investidores nacionais e estrangeiros. “Santos se fortalece como o maior e mais estratégico porto do Hemisfério Sul em diversidade de cargas e volume. O aumento da escala desperta o interesse de grupos que buscam presença em um ativo logístico de alcance global”. Risco de concentração Imagem aérea do Porto de Santos, SP Alexsander Ferraz/AT O especialista, porém, alerta para o risco de concentração excessiva de cargas. “Quanto maior o share nacional concentrado em Santos, maior o risco de lentidão se a infraestrutura ao redor não evoluir. A região enfrenta acessos rodoviários saturados, limitações ferroviárias, conflitos urbanos e restrições futuras a navios cada vez maiores. O entorno precisa crescer junto para não virar gargalo”. Lopes também vê potencial para a criação de uma ZPE integrada ao complexo portuário. “Uma ZPE estruturada em Santos poderia atrair multinacionais exportadoras, fortalecer a indústria nacional, reduzir tempo e custo logístico e gerar empregos e inovação”, apontou. Ele ressalta, no entanto, que o projeto depende de avanços estruturais. “Sem integração ferroviária, mobilidade urbana eficiente e segurança jurídica, a ZPE corre o risco de existir apenas no papel”. Canal do porto de Santos Arquivo AT Previsibilidade ao investidor O advogado especializado em Direito Marítimo e de Transportes João Paulo Braun, sócio da Reis, Braun e Regueira Advogados Associados, avalia que a nova poligonal traz segurança jurídica e previsibilidade para investidores. “Com a incorporação de milhões de metros quadrados de áreas terrestres e aquáticas, o Porto de Santos sinaliza que tem espaço para crescer com projetos modernos e planejados do zero, os chamados greenfields. Isso reduz o risco de saturação e mantém o porto competitivo, funcionando como um imã para grandes operadores”. Segundo Braun, a nova configuração territorial é fundamental para viabilizar a ZPE. “Ao trazer áreas estratégicas para dentro do Porto Organizado, abre-se caminho para o conceito de Porto-Indústria, atraindo fábricas que operam coladas ao cais. Isso encurta distâncias e transforma a logística em uma vantagem competitiva real, fazendo com que o Porto de Santos deixe de apenas movimentar carga e passe a gerar valor e competitividade para o produto brasileiro”. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE anúncio de remédio que cura visão embaçada; golpe usa vídeos feitos com IA e imagens de Ana Maria Braga e Drauzio Varella

Publicado em: 12/02/2026 05:03

Não existe remédio miraculoso para catarata e visão turva g1 Circulam nas redes sociais anúncios de um suposto médico oferecendo um remédio que ajudaria pacientes na recuperação de visão embaçada e catarata. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como são os anúncios? Desde o início de fevereiro, viralizaram no Instagram perfis e anúncios falsos de um "remédio" chamado Renova Vision, que serviria para recuperar a visão embaçada, inclusive para pacientes com catarata. Ao clicar nos anúncios ou no link "saiba mais" disponível na bio desses perfis, os usuários são levados a uma conversa no WhatsApp com um atendimento que compartilha vídeos, áudio e a foto de um suposto médico. Mas nada disso é real. O Renova Vision não existe, e tanto o médico quanto os pacientes que aparecem satisfeitos foram inteiramente fabricados por inteligência artificial (IA). Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o produto não tem registro, classificando-o como "clandestino". Também fez um alerta para "promessas mirabolantes" (leia mais abaixo). 🔊 No áudio falso, o médico recomenda aos usuários que se mantenham na conversa, pois o produto está se esgotando: "Assim como já te falei, a gente importa a matéria-prima dos Estados Unidos, juntamente com a autorização do Ministério da Saúde. Por isso, eu quero que você preste atenção e não saia da nossa conversa, porque o nosso estoque leva em média 6 meses para renovar e já estamos quase no final do nosso lote. Está bom? Eu quero saber, então, se ficou alguma dúvida sobre o que expliquei até agora do Renova Vision". 📸 Na foto falsa, o médico aparece ao lado da apresentadora Ana Maria Braga, que seria supostamente uma consumidora do Renova Vision. Na parte inferior direita da foto, é possível identificar o losango que simboliza o Gemini (ferramenta de IA do Google). No entanto, esse detalhe só é visível se a pessoa ampliar a foto fora do campo de conversa do WhatsApp. 🎥 Nos vídeos falsos, o "médico" aparece ao lado de pacientes que atestam a eficiência do produto:"Faz dois meses que usei Renova Vision, e parece que minha visão já está igual à de quando eu tinha 18 anos. Minha catarata – nem os médicos acreditam, porque ela sumiu toda", diz uma personagem identificada como Dona Maria. Entre as mensagens, também aparecem os CNPJs de duas empresas, que seriam responsáveis por encapsular e distribuir o Renova Vision. A promessa é a entrega de 12 frascos do produto. Ao fim da interação com o atendimento, é disponibilizada a opção de pagamento em boleto, cartão de crédito e PIX, com valores que variam de R$ 688,98 a R$ 1.228. Usuários que efetuaram o pagamento usaram o portal Reclame Aqui. Uma mensagem diz: "Efetuei uma compra de um produto Renova Vision para minha mãe no dia 05/01/2026. O boleto veio de R$ 688,98 e efetuei o pagamento na Lotérica. Porém, após efetuar o pagamento no dia 05/01/2026 não recebi mais nenhuma informação de rastreamento e nem consegui mais contato com quem me vendeu". No Facebook, há outra versão do anúncio do Renova Vision, desta vez protagonizado pelo deepfake (imagens de pessoas reais distorcidas por IA) do médico Drauzio Varella. Ao Fato ou Fake, ele afirmou: "Nunca fiz nem farei propaganda de remédios. Essas propagandas são golpes de criminosos que usam minha imagem". Algumas dessas peças publicitárias estão ativas desde dezembro, mostra a Biblioteca de Anúncios da Meta (controladora de Facebook, Messenger, Instagram e Threads). Trata-se de uma central de informações sobre todas as propagandas (pagas por usuários ou empresas) veiculadas nas redes da plataforma. Elas aparecem para o usuário de acordo com idade, gênero, localização e interesses. ⚠️ Por que é mentira? O Fato ou Fake submeteu o áudio e os vídeos do WhatsApp a ferramentas de identificação do uso de inteligência artificial em vídeos, áudios e fotos. O diagnóstico é o seguinte: SynthID Detector – A plataforma do Google verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa. Nesse caso, aponta que todos os vídeos e a foto do médico com Ana Maria Braga foram feitos, em parte ou na íntegra, com esse recurso. Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar vídeos, imagens, áudios ou textos fabricados sinteticamente. Embora imperceptível para humanos (que não conseguem verificar o indicador apenas assistindo às cenas ou escutando os áudios), o selo é detectável pelo sistema. Hiya Deepfake Detector – Em uma escala de 0 a 100 de autenticidade, o áudio recebeu nota 10. Uma pontuação baixa como essa indica probabilidade muito elevada de o material ser sintético. Diagnóstico do SynthID g1 Diagnóstico do Hiya Deepfake Detector g1 O Fato ou Fake também consultou, por e-mail, a assessoria de imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para verificar a procedência desse medicamento. A resposta foi: "Não existe nenhum medicamento oficialmente registrado na Anvisa com esse nome, logo esse produto é clandestino e não pode ser usado. Ao público, recomenda-se atenção e desconfiança de promessas mirabolantes". A Anvisa também lembra que a consulta de produtos registrados pode ser feita publicamente no site oficial do órgão: "Os medicamentos devem ser registrados na Anvisa para poderem ser comercializados e anunciados em propagandas. Na dúvida, verifique se o produto tem registro no portal da Agência, na Consulta de Produtos, pois pode se tratar de um produto irregular ou mesmo de uma falsificação". Lula passa por cirurgia de catarata em Brasília Não existe remédio miraculoso para catarata e visão turva g1 Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Vereador aciona a Justiça contra desapropriação de imóvel em Botafogo e recorre contra arquivamento de inquérito

Publicado em: 12/02/2026 05:00

Desapropriação de prédio ativo em Botafogo gera reações O vereador Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio, ingressou com uma ação popular na Justiça estadual para tentar anular o decreto municipal que desapropriou um imóvel na Rua Barão de Itambi, em Botafogo, Zona Sul da cidade. A ação já tramita na 15ª Vara de Fazenda Pública. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No processo, o parlamentar pede a intimação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a declaração de nulidade do Decreto 57.362/2025 e a concessão de tutela antecipada (liminar) para suspender os efeitos da norma até decisão final da Justiça. Prefeitura desapropria prédio com comércio ativo em Botafogo; vereador e moradores apontam ilegalidade Reprodução Google Maps O decreto, assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) e publicado em 27 de novembro de 2025, declarou o imóvel de utilidade pública para fins de desapropriação por hasta pública. O mecanismo faz parte do Plano Diretor e permite ao município levar diretamente a leilão imóveis considerados ociosos, abandonados ou que não cumpram a função social. Desde o início da controvérsia, Duarte sustenta que o prédio não estava abandonado nem subutilizado e, portanto, não se enquadraria nos critérios legais para esse tipo de desapropriação. Segundo o vereador, o imóvel estava alugado e havia planejamento para troca de bandeira do supermercado que funcionava no local. "Ainda que o beneficiário da expropriação seja entidade eminentemente privada, a desapropriação por hasta pública demanda uma causa de utilidade pública, quer uma renovação urbana, quer uma regularização fundiária”, justificou o vereador na ação popular. O advogado que assina a ação, Vinícius Monte Custodio, afirmou que o decreto fere princípios legais. “A ação popular é uma medida judicial que permite a qualquer cidadão brasileiro pleitear a anulação de atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico-cultural”, explicou. Recurso contra arquivamento Paralelamente à ação popular, Duarte recorreu, no último dia 4, contra o arquivamento de um inquérito civil instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Urbanismo da Capital. O procedimento havia sido aberto para apurar a legalidade do decreto, mas foi encerrado 20 dias depois, sob o argumento de perda de objeto, já que a empresa proprietária do imóvel havia ajuizado ação própria. O vereador sustenta que a ação movida pelo Grupo Sendas — de natureza declaratória de nulidade — trata de direito individual. Já a representação feita por ele teria alcance mais amplo, ao questionar a conformidade do ato administrativo com o Plano Diretor e eventual desvio de finalidade. “É importante ressaltar que, apesar do arquivamento, a promotora destacou em seu despacho os indícios de ausência de requisitos necessários à utilização da desapropriação por hasta pública, bem como a falta de motivação técnica do decreto e desvio de finalidade”, disse Duarte. Entenda o caso A desapropriação do imóvel gerou reação de moradores e empresários da região. O prédio pertence à Sendas Invest e estava alugado para operação de supermercado. Arthur Sendas Filho, presidente da empresa proprietária, afirmou que o imóvel estava em atividade. “Querem tomar nosso imóvel. Imagina se amanhã uma imobiliária quer a sua casa, sua loja, seu imóvel e combina com a prefeitura uma ação. A prefeitura desapropria, a imobiliária compra no leilão e decide fazer um empreendimento bem onde era a sua casa. Estamos chocados”, disse. O imóvel alvo da prefeitura do Rio tem entrada pela Rua Barão de Itambi e pela Rua Jornalista Orlando Dantas. Reprodução Google Maps Em entrevista à CBN, no fim do ano passado, o prefeito Eduardo Paes afirmou que a desapropriação foi motivada por um pleito da Fundação Getulio Vargas (FGV) para conectar prédios na região e viabilizar um projeto ligado a pesquisa e inteligência artificial. Segundo ele, o encaminhamento ainda pode ser ajustado. "Se for mais interessante para a cidade, nós vamos fazer", disse Paes.

Palavras-chave: inteligência artificial

Epic acaba de transformar o Fortnite no pesadelo dos trapaceiros

Publicado em: 12/02/2026 04:50 Fonte: Tudocelular

A Epic Games anunciou novas exigências técnicas para quem deseja disputar torneios oficiais de Fortnite no PC. A partir de 19 de fevereiro, os participantes precisarão ativar TPM, Secure Boot e IOMMU para acessar o jogo e competir. A medida surge após uma série de banimentos aplicados inclusive depois de competições, envolvendo uso de softwares de terceiros e outras fraudes para obter vaga em campeonatos. A empresa agora quer fechar brechas exploradas por soluções externas.A principal novidade no sistema de segurança do Fortnite está na obrigatoriedade da tecnologia IOMMU (Input-Output Memory Management Unit). O recurso permite ao sistema operacional controlar com maior rigor o acesso de dispositivos à memória do PC.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Windows 11 trava acesso de apps com sistema de permissões estilo mobile

Publicado em: 12/02/2026 04:01 Fonte: Tudocelular

A Microsoft anunciou que o Windows 11 receberá um novo sistema de segurança inspirado na interface de dispositivos móveis para gerenciar permissões. Sob as iniciativas User Transparency and Consent e Windows Baseline Security Mode, o sistema passará a exigir autorização explícita para que aplicativos acessem arquivos, câmeras e microfones.Historicamente, o Windows operou com um modelo de permissões mais permissivo que os sistemas móveis. Agora, o engenheiro da Microsoft, Logan Iyer, confirmou que o objetivo é impedir que softwares alterem configurações do sistema ou instalem componentes secundários sem o consentimento direto do usuário, elevando o padrão de privacidade da plataforma.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Galaxy S26: Arm revela detalhes do Exynos 2600 com tecnologia SME2 para superar Snapdragon

Publicado em: 12/02/2026 03:37 Fonte: Tudocelular

A Samsung pode estar prestes a colocar o Exynos novamente no centro da disputa entre os topos de linha Android. O Exynos 2600, que estará presente na linha Galaxy S26, que chega em 25 de fevereiro, acaba de ter um detalhe técnico importante confirmado pela Arm. A Arm confirmou oficialmente que o chip vai ter suporte ao SME2 (Scalable Matrix Extensions 2), uma tecnologia voltada para acelerar cálculos matriciais usados em aplicações de IA. Segundo empresa, o ganho pode chegar a 70% em tarefas como detecção de objetos e processamento de visão computacional, e isso ajuda a entender de o hardware bater de frente com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Lunar Gateway: por que construir uma estação espacial que vai orbitar a Lua?

Publicado em: 12/02/2026 03:00

Módulo Halo da Gateway em uma instalação no Arizona. Nasa/Josh Valcarcel A Lunar Gateway é uma estação espacial planejada que orbitará a Lua. Ela faz parte da misão Artemis, liderado pela Nasa. A Artemis tem como objetivo levar humanos de volta à Lua, estabelecendo uma presença sustentável para fins científicos e comerciais e, eventualmente, alcançar Marte. No entanto, a estação espacial modular enfrenta agora atrasos, preocupações com custos e possíveis cortes de financiamento nos Estados Unidos. Isso levanta uma questão fundamental: uma estação espacial em órbita é realmente necessária para atingir os objetivos lunares, incluindo os científicos? A proposta orçamentária do presidente para 2026 buscou cancelar a Gateway. No fim, a pressão dentro do Senado levou à manutenção do financiamento para o posto avançado lunar. Mas o debate continua entre formuladores de políticas sobre seu valor e sua necessidade dentro do programa Artemis. Cancelar a Gateway também levantaria questões mais profundas sobre o futuro do compromisso dos EUA com a cooperação internacional no âmbito do Artemis. Isso poderia enfraquecer a influência dos EUA sobre as parcerias globais que definirão o futuro da exploração do espaço profundo. A Gateway foi projetada para apoiar essas ambições, atuando como ponto de apoio para missões tripuladas e robóticas (como veículos lunares), como plataforma para pesquisas científicas e como campo de testes para tecnologias essenciais para levar humanos a Marte. Trata-se de um empreendimento multinacional. Além da Nasa, participam quatro parceiros internacionais: a Agência Espacial Canadense, a Agência Espacial Europeia (Esa), a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial e o Centro Espacial Mohammed Bin Rashid, dos Emirados Árabes Unidos. VEJA TAMBÉM: Artemis II: a contagem regressiva para a próxima missão à Lua A maioria dos componentes fornecidos por esses parceiros já foi produzida e entregue aos EUA para integração e testes. Mas o projeto tem sido marcado por aumento de custos e debates persistentes sobre seu valor. Se for cancelado, o abandono, pelos EUA, do componente mais multinacional do programa Artemis — em um momento em que a confiança nessas alianças está sob tensão sem precedentes — pode ter consequências amplas. A estação será montada módulo por módulo, com cada parceiro contribuindo com componentes e com a possibilidade de novos parceiros se juntarem ao longo do tempo. Objetivos estratégicos A Gateway reflete um objetivo estratégico mais amplo do Artemis: conduzir a exploração lunar por meio de parcerias com a indústria e outras nações, ajudando a distribuir os custos financeiros — em vez de ser um empreendimento exclusivamente dos EUA. Isso é especialmente importante diante da intensificação da competição, principalmente com a China. China e Rússia estão desenvolvendo seu próprio projeto lunar multinacional, uma base de superfície chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar. A Gateway poderia atuar como um importante contrapeso, reforçando a liderança dos EUA na Lua. Em seus 25 anos de operação, a Estação Espacial Internacional (ISS) recebeu mais de 290 pessoas de 26 países, além de seus cinco parceiros internacionais, incluindo a Rússia. Mais de 4.000 experimentos foram conduzidos nesse laboratório único. LEIA MAIS: Artemis II: após adiamentos, Nasa se prepara para voo tripulado à Lua; saiba tudo sobre a missão Treinamento extremo, pouco espaço e nenhum erro: os bastidores da missão Artemis II à Lua Em 2030, a ISS deverá ser substituída por estações espaciais privadas e nacionais separadas em órbita baixa da Terra. Nesse contexto, a Lunar Gateway poderia repetir o papel estratégico e estabilizador entre diferentes nações que a ISS desempenhou por décadas. No entanto, é essencial examinar cuidadosamente se o valor estratégico da Gateway corresponde, de fato, à sua viabilidade operacional e financeira. Pode-se argumentar que o restante do programa Artemis não depende da estação espacial lunar, o que torna suas justificativas cada vez mais difíceis de defender. Alguns críticos apontam questões técnicas; outros dizem que o propósito original da Gateway perdeu força; e há ainda os que defendem que as missões lunares podem avançar sem um posto avançado orbital. Exploração sustentável Os defensores argumentam que a Lunar Gateway oferece uma plataforma crítica para testar tecnologias no espaço profundo, possibilitar a exploração lunar sustentável, fomentar a cooperação internacional e estabelecer as bases para uma presença humana de longo prazo e uma economia na Lua. O debate agora se concentra em saber se existem formas mais eficazes de alcançar esses objetivos. Apesar das incertezas, parceiros comerciais e nacionais seguem comprometidos com suas entregas. A Esa está fornecendo o Módulo Internacional de Habitação (IHAB), além de sistemas de reabastecimento e comunicações. O Canadá está construindo o braço robótico da Gateway, o Canadarm3; os Emirados Árabes Unidos produzem um módulo de eclusa; e o Japão contribui com sistemas de suporte à vida e componentes de habitação. A empresa americana Northrop Grumman é responsável pelo desenvolvimento do Habitat and Logistics Outpost (Halo), e a empresa Maxar deve construir o elemento de energia e propulsão (PPE). Uma parte substancial desses equipamentos já foi entregue e está em fase de integração e testes. Se o projeto Gateway for encerrado, o caminho mais responsável para evitar desestimular futuros contribuintes de projetos Artemis seria estabelecer um plano claro para reaproveitar os equipamentos em outras missões. O cancelamento sem essa estratégia corre o risco de criar um vácuo que coalizões rivais poderiam explorar. Mas também pode abrir espaço para novas alternativas, potencialmente incluindo uma liderada pela Esa. A Esa reafirmou seu compromisso com a Gateway, mesmo que os EUA eventualmente reconsiderem seu próprio papel. Para nações espaciais emergentes, o acesso a um posto avançado como esse ajudaria a desenvolver suas capacidades em exploração. Esse acesso se traduz diretamente em influência geopolítica. Empreendimentos espaciais são caros, arriscados e frequentemente difíceis de justificar perante o público. Ainda assim, a exploração sustentável além da órbita da Terra exigirá uma abordagem colaborativa de longo prazo, em vez de uma série de missões isoladas. Se a Gateway não fizer mais sentido técnico ou operacional para os EUA, seus benefícios ainda poderão ser alcançados por meio de outro projeto. Ele poderia estar localizado na superfície lunar, integrado a uma missão a Marte ou assumir uma forma completamente nova. Mas, se os EUA descartarem o valor da Gateway como posto avançado de longo prazo sem garantir que seus benefícios mais amplos sejam preservados, correm o risco de perder uma oportunidade que moldará sua influência de longo prazo na confiança internacional, na liderança e no futuro da cooperação espacial. *Berna Akcali Gur é professor de Direito Espacial na Queen Mary University London. **Este texto foi publicado originalmente no site do The Coversation.

Palavras-chave: tecnologia

Apple adia nova Siri com Gemini para iOS 26.5 e 27 após falhas críticas

Publicado em: 12/02/2026 02:03 Fonte: Tudocelular

A Apple foi forçada a revisar o cronograma de lançamento da nova geração da Siri devido a problemas de instabilidade técnica. Segundo relatório da Bloomberg, recursos de IA contextual originalmente previstos para março (iOS 26.4) foram empurrados para o iOS 26.5 (maio) e para a grande atualização do iOS 27 (setembro). Os testes internos das últimas semanas revelaram gargalos de desempenho inaceitáveis para os padrões da empresa. Engenheiros relataram que a assistente apresentava latência excessiva nas respostas, interrupções indevidas durante a fala do usuário e dificuldades em processar comandos complexos.A reformulação da Siri baseia-se em uma nova arquitetura interna denominada "Linwood". Este sistema utiliza os Apple Foundation Models em conjunto com tecnologias integradas da equipe Google Gemini.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O julgamento das big techs e a responsabilidade do algoritmo - O Assunto #1659

Publicado em: 12/02/2026 00:30

Duas das maiores empresas de tecnologia do mundo foram colocadas no banco dos réus pela Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos. Meta, dona do Instagram, e Alphabet, controladora do YouTube, são acusadas de, conscientemente, programar os algoritmos de suas plataformas para viciar os usuários, principalmente crianças e adolescentes. TikTok e Snapchat foram incluídos inicialmente no processo, mas fecharam acordo com a acusação. Quem levou o caso à Justiça é uma jovem de 20 anos, identificada pelas iniciais K. G. M. Segundo a ação, ela criou uma conta no YouTube aos 8 anos e abriu perfil no Instagram aos 9 – rede social onde, afirma, chegou a passar mais de 16 horas conectada em um único dia. Já adulta, ela foi diagnosticada com problemas graves de saúde mental. A tese da acusação compara o funcionamento das plataformas ao da indústria do tabaco e descreve o scroll infinito como uma espécie de “cassino digital”. As empresas negam. O caso é o primeiro desse tipo a ser analisado por um júri popular nos Estados Unidos. Para explicar o que está em jogo neste tribunal, Natuza Nery entrevista a especialista em Direito da Tecnologia Carolina Rossini. Professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts, ambas nos EUA, ela responde sobre o que se sabe a respeito do funcionamento dos algoritmos e se há relação entre isso e a dependência de redes sociais. Ela avalia ainda como resultado do julgamento pode influenciar outras ações, dentro e fora dos Estados Unidos. Convidada: Carolina Rossini, especialista em Direito da Tecnologia, professora na Escola de Direito na Universidade de Boston e diretora de Programas de Tecnologia de Interesse Público na Universidade de Massachusetts, ambas nos EUA. O que você precisa saber: INÉDITO: Júri popular contra Meta e Google entra no 3º dia nos EUA; redes são acusadas de causar vícios em crianças ENTENDA: Como o julgamento histórico da Meta e do Google pode impactar o Brasil? REDE SOCIAL DE VÍDEOS CURTOS: União Europeia acusa TikTok de 'design viciante' e cobra mudanças para proteger crianças e adolescentes ROBLOX, DISCORD, YOUTUBE E MAIS: Redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Participou deste episódio Paula Paiva Paulo. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem ilustrativa mostra jovem, não identificada, com um celular nas mãos Hollie Adams/Reuters

Palavras-chave: tecnologia

Musk declara guerra à Wikipédia e lança rival baseado em IA

Publicado em: 12/02/2026 00:01

Elon Musk, em foto de setembro de 2025, e tela inicial da Grokipedia AP Photo/Julia Demaree Nikhinson; Reprodução No início de 2026, a Wikipédia celebrou seu 25º aniversário como um dos maiores projetos colaborativos da história. No entanto, sua posição como principal fonte de conhecimento livre na internet está sendo desafiada por um novo e controverso concorrente: a Grokipédia, uma enciclopédia gerada por inteligência artificial (IA) e liderada pelo bilionário Elon Musk e sua empresa xAI. Fundada em 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger, a Wikipédia começou como um experimento participativo para complementar a Nupedia, um projeto com artigos escritos e editados por especialistas nos assuntos abordados — e que nunca decolou. Duas décadas e meia depois, a Wikipédia tornou-se uma rede com mais de 65 milhões de artigos em mais de 300 idiomas, mantida por cerca de 250 mil voluntários ativos em todo o mundo. E agora enfrenta os desafios de um novo cenário, cada vez mais dominado pela inteligência artificial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Artigos copiados da Wikipédia Musk lançou a Grokipédia em 27 de outubro de 2025 com uma publicação massiva: mais de 885 mil artigos gerados automaticamente pelo Grok — muitos deles copiados ou adaptados da Wikipédia. Conforme o próprio Musk declarou ao podcast All In, o Grok, o modelo linguístico de inteligência artificial da xAI, gerou os primeiros artigos da Grokipédia – todos em inglês – processando informações de um milhão das entradas mais populares da Wikipédia. Em seguida, elas foram modificadas e complementadas com pesquisas de outras informações publicamente disponíveis na internet. Se na Wikipédia milhares de voluntários atualizam e revisam constantemente o conteúdo, na Grokipédia os usuários não participam diretamente da criação, edição ou correção dos artigos. O papel deles se limita a sugerir correções, que estão sujeitas a um processo de revisão pela plataforma. Não há informações públicas sobre o funcionamento ou os modelos utilizados na plataforma, nem sobre as diretrizes para revisão de correções. O objetivo declarado de Musk é "eliminar a propaganda" e criar uma base de conhecimento "mais objetiva" do que a Wikipédia, que ele acusa de ser "capturada por ativistas de esquerda" e de ter se tornado "woke". Grok, IA de Elon Musk, criou 3 milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores, aponta investigação Acusações de distorções e viés Essa promessa de neutralidade, porém, não convenceu a todos. A diretora executiva da Wikimedia Alemanha, Franziska Heine, avalia que a Grokipédia não é neutra, mas repleta de preconceitos. Ela menciona como exemplo artigos sobre a invasão do Capitólio em Washington em 6 de janeiro de 2021 ou o suposto genocídio da população branca na África do Sul. Diversos veículos de comunicação, incluindo a revista Wired e o jornal The Guardian, identificaram um viés conservador na Grokipédia e afirmaram haver distorções em temas sensíveis, como aids e HIV, direitos LGBTQ+ e a invasão do Capitólio. Um de seus verbetes, por exemplo, dizia que o consumo de pornografia favoreceu a disseminação da aids, afirmou a Wired. Para os críticos, o problema não está apenas no conteúdo, mas também na falta de transparência do projeto, já que a Grokipédia opera sem autores ou administradores identificáveis e carece de um sistema aberto de revisão pela comunidade. Segundo a pesquisadora Nina Jankowicz, citada pelo Guardian, esse modelo transforma a Grokipédia num sistema de informação que, apesar de se apresentar como neutro, pode introduzir vieses sem que o público perceba. Embora ainda longe do alcance e da influência da Wikipédia, a Grokipédia já está indexada por mecanismos de busca como Google e Bing e gera milhares de visitas diárias, segundo dados compilados pela Search Engine Roundtable. Seu crescimento é rápido para um projeto tão recente e possivelmente se beneficia da notoriedade e presença midiática de Musk. 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk Wikipedia defende criação compartilhada de verbetes A Wikimedia, no entanto, enfatiza que a diferença fundamental continua sendo as pessoas. "O conhecimento da Wikipédia é – e sempre será – humano. Esse conhecimento criado por humanos é o que as empresas de IA usam para gerar conteúdo. Até mesmo a Grokipédia precisa da Wikipédia para existir", afirmou. Embora reconheça que controvérsias possam surgir em questões políticas, a Wikimedia rejeita a ideia de que a Wikipédia tenha sido "capturada" por uma ideologia e destaca uma vantagem essencial de seu modelo: os artigos são desenvolvidos a partir de fontes visíveis, debates públicos e um processo coletivo de edição aberto à revisão constante. A comunidade da Wikipédia também mantém uma postura cautelosa em relação ao uso da inteligência artificial na criação e edição de conteúdo. Embora ferramentas automatizadas sejam usadas para tarefas auxiliares, como a detecção de vandalismo, o conteúdo principal continua sendo criado por pessoas. Como alerta Heine, a IA "sempre se baseia no que já é conhecido e, no pior cenário, mistura isso com coisas que são completamente falsas ou que não se encaixam". Quem decide o que é verdade na era da IA? A Grokipédia se encaixa no ecossistema tecnológico de Musk – que inclui as empresas X, Tesla, SpaceX e xAI – como mais um elemento em sua cruzada contra o que ele considera uma hegemonia cultural progressista. Para os críticos da enciclopédia, no entanto, trata-se de um experimento ideológico que utiliza a capacidade da inteligência artificial para remodelar consensos informacionais sem mecanismos claros de responsabilização. E embora não tenha o impacto da Wikipédia, sua crescente presença nos resultados de buscadores e as citações ocasionais por modelos de IA, como o ChatGPT, como fonte em algumas respostas – como mostrou o Guardian – levanta uma questão preocupante: quem decidirá o que é verdade na era dos chatbots? A Wikipédia, com seus erros, limitações e campanhas periódicas de doações, continua defendendo a transparência, a colaboração e o debate público. A Grokipédia promete velocidade, escala e "objetividade", mas a partir de um modelo centralizado. Nessa tensão entre conhecimento compartilhado e controle centralizado, está em jogo mais do que apenas o futuro das enciclopédias, mas também a própria maneira como o conhecimento comum será construído na era da inteligência artificial. Leia também: Foi vítima da "trend do biquini" no X? Veja o que fazer Sob críticas por imagens sexualizadas não consentidas, empresa de IA de Musk arrecada US$ 20 bi Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas

Palavras-chave: inteligência artificial

Laser, drone ou balão? Fechamento de aeroporto nos EUA causa confusão e levanta hipótese de erro militar

Publicado em: 12/02/2026 00:00

Aeroporto Internacional de El Paso Redes Socias/El Paso International Airport O governo de Donald Trump afirmou que a incursão de um drone de um cartel mexicano levou ao fechamento temporário de um aeroporto no Texas. Legisladores e reportagens da imprensa, porém, indicam que a causa pode ter sido o uso inadvertido de um laser antidrones pelo Pentágono. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) informou na noite de terça-feira que o espaço aéreo sobre El Paso, na fronteira com o México, ficaria fechado por dez dias por “razões de segurança”. A restrição foi suspensa poucas horas depois do anúncio. O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse na rede X que a FAA e o Pentágono “reagiram rapidamente para enfrentar uma incursão de drones pertencentes a um cartel”. Segundo ele, “a ameaça foi neutralizada” e não havia perigo para o tráfego comercial. A deputada democrata Verónica Escobar, que representa El Paso, questionou a versão oficial e afirmou que essa não foi a explicação apresentada ao Congresso. Um laser? Mais tarde, reportagens da imprensa local citaram testes do governo federal com tecnologia antidrones em uma base aérea próxima ao Aeroporto Internacional de El Paso. A medida teria motivado o fechamento da área para voos civis. A emissora CBS informou, com base em fontes governamentais, que a FAA fechou o espaço aéreo em meio a dúvidas sobre a segurança de testar a tecnologia perto do aeroporto. A Rádio Pública Nacional (NPR) disse que o Departamento de Defesa implantou o sistema antes da conclusão de uma avaliação de segurança da FAA, o que levou ao fechamento repentino. O jornal The Wall Street Journal afirmou que o dispositivo é um tipo de laser. Segundo fontes, o Pentágono teria usado recentemente a tecnologia para derrubar o que acreditava ser um drone, mas o objeto era um balão de festa. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse não ter informações sobre o uso de drones na fronteira e afirmou que há “comunicação constante” entre os dois governos. Os congressistas Rick Larsen e André Carson afirmaram que a legislação atual permite que as forças armadas atuem “de maneira imprudente no espaço aéreo público”, sem detalhar. Algo 'não coincide' Helicópteros estacionados na Base Aérea de Fort Bliss após fechamento do espaço aéreo sobre El Paso, nos EUA REUTERS/Jose Luis Gonzalez “A informação procedente do governo não coincide com a que pude apurar durante a noite e na manhã de hoje”, disse a deputada Verónica Escobar a jornalistas. Outros membros do Comitê de Transportes da Câmara sugeriram que o Pentágono pode ter sido responsável pela situação. O Pentágono encaminhou questionamentos à FAA. Ao anunciar a restrição, a agência afirmou que nenhum piloto poderia operar aeronaves nas áreas afetadas e alertou para o possível uso de “força letal”. O governo Trump diz estar em guerra contra “narcoterroristas” e tem realizado ataques letais contra supostos traficantes no Caribe e no Pacífico Oriental. O presidente também afirmou que pretende ampliar essas ações para o território continental. Sheinbaum se opõe a uma intervenção militar dos Estados Unidos no México e tem buscado manter equilíbrio diplomático com Trump. O governo mexicano aumentou extradições de líderes de cartéis e reforçou a cooperação na fronteira em meio a ameaças tarifárias e à promessa de campanha de Trump de conter a imigração irregular. 'Decisão desnecessária' Um painel exibe voos cancelados no Aeroporto Internacional de El Paso em 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Jose Luis Gonzalez Companhias aéreas suspenderam voos com chegada ou partida em El Paso, cidade na fronteira com Ciudad Juárez. O prefeito Renard Johnson chamou a medida de “decisão desnecessária” e disse que não houve coordenação com autoridades locais. Segundo ele, algo semelhante não ocorria desde os ataques de 11 de setembro de 2001. O aeroporto de El Paso recebeu 3,49 milhões de passageiros nos 11 primeiros meses de 2025. Em 16 de janeiro, a FAA alertou para “atividade militar” no espaço aéreo de regiões próximas ao México e a países da América Central e do Sul, recomendando maior cautela por 60 dias. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Palavras-chave: tecnologia

Ufam abre concurso para níveis médio e superior; veja oportunidades e como se inscrever

Publicado em: 11/02/2026 22:15

Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Carolina Diniz/G1AM A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) lançou dois editais de concurso público para o Quadro Permanente de Pessoal Técnico-Administrativo (PSTEC), com mais de 40 vagas para candidatos de níveis médio e superior. As oportunidades são para atuação em Manaus, Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Itacoatiara. As inscrições devem ser feitas pelo sistema PSConcursos, entre às 10h do dia 12 de março e às 17h do dia 6 de abril de 2026. As provas estão previstas para o dia 10 de maio de 2026. A remuneração inicial varia de R$ 4.356,39 a R$ 6.390,39. Clique aqui para se inscrever. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Vagas de nível médio De acordo com o Edital nº 03/2026, são ofertadas 28 vagas para cargos de nível médio. As oportunidades são para: Assistente em Administração; Técnico de Laboratório (Cartografia, Cerâmica, Farmacologia, Hidráulica e Hidrologia, Informática, Saneamento Ambiental e Química); Técnico de Tecnologia da Informação; Técnico em Contabilidade; Técnico em Enfermagem. Vagas de nível superior Já o Edital nº 04/2026 prevê 14 vagas para cargos de nível superior. As áreas contempladas são: Arquivista; Bibliotecário-Documentalista; Biólogo; Contador; Enfermeiro; Engenheiro Civil; Farmacêutico; Médico (Clínica Geral); Médico do Trabalho; Médico Psiquiatra; Museólogo; Químico; Técnico em Assuntos Educacionais. As provas serão aplicadas nos municípios de Manaus, Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins. Isenção da taxa Terão direito à isenção da taxa de inscrição os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita igual ou inferior a meio salário-mínimo. O pedido de isenção deve ser feito por meio de formulário eletrônico no sistema PSConcursos, entre às 10h do dia 25 e às 17h do dia 26 de fevereiro de 2026. O prazo para recursos contra o indeferimento vai das 10h do dia 4 até as 17h do dia 5 de março. O resultado final será divulgado em 9 de março. Taxas e orientações A Comissão Permanente de Concursos (Compec) informou que todos os candidatos, inclusive os que tiverem o pedido de isenção deferido, devem realizar a inscrição no sistema dentro do prazo estabelecido. Para os candidatos pagantes, o pagamento da taxa deve ser efetuado até 6 de abril de 2026, por meio de boleto bancário, preferencialmente no Banco do Brasil. Nível médio: R$ 130 Nível superior: R$ 150 Os interessados devem consultar os editais para verificar requisitos dos cargos, reserva de vagas, prazos específicos, procedimentos para atendimento especial e demais informações. Mais detalhes também estão disponíveis no site da Compec: https://compec.ufam.edu.br. Ufam passa a ofertar dois novos cursos na grade voltados a ampliação da tecnologia

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