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Esmênia Miranda toma posse como prefeita de São Luís após renúncia de Braide

Publicado em: 31/03/2026 19:47

Nova prefeita toma posse em São Luís A professora Esmênia Miranda ( PSD), de 44 anos, assumiu a Prefeitura de São Luís nesta terça-feira (31), após a renúncia do então prefeito Eduardo Braide (PSD). Ela era vice-prefeita desde 2020. Eduardo Braide deixou o cargo para disputar o Governo do Maranhão nas eleições de 2026. A posse de Esmênia ocorreu durante sessão extraordinária no plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís. Em seguida, a Mesa Diretora convocou uma sessão extraordinária para formalizar a transição de governo. Perfil Esmênia Miranda toma posse como prefeita de São Luís após renúncia de Braide Foto/Leonardo Mendonça Esmênia Miranda nasceu em 18 de julho de 1982, no município de Bacabal. É graduada em Geografia e História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e mestre em História pela Universidade Federal do Maranhão. A nova prefeita ingressou na Polícia Militar do Maranhão em 2007, onde atuou no Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), com foco no atendimento a pessoas com deficiência, especialmente por meio da equoterapia. Em 2011, passou a lecionar História no Colégio Militar Tiradentes I. Ela estava em seu segundo mandato como vice-prefeita da capital. Na primeira gestão como vice-prefeita, Esmênia Miranda também ocupou o cargo de secretária municipal de Educação, função que exerceu até maio de 2021.

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça arquiva inquérito sobre desapropriações em Bauru; processo na Câmara quase resultou em cassação de Suéllen Rosim

Publicado em: 31/03/2026 19:45

Justiça arquiva inquérito sobre desapropriações feitas pela Prefeitura de Bauru em 2021 O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) arquivou o inquérito que investigava supostas irregularidades cometidas pela prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), no processo de desapropriação de imóveis destinados à Secretaria Municipal de Educação em 2021. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp As desapropriações envolveram 16 imóveis adquiridos pela prefeitura para a instalação de escolas, sedes administrativas e garagens, com investimento total de R$ 34,8 milhões. O caso chegou a gerar um processo político na Câmara Municipal e quase resultou na cassação da prefeita Suéllen Rosim, que ainda estava no seu primeiro mandato. Após cinco dias de julgamento, Suéllen foi absolvida das acusações político-administrativas. (Entenda mais abaixo). Suéllen Rosim durante sessão extraordinária que votou pedido de cassação do seu mandado Luís Ricardo da Silva/Arquivo Pessoal Segundo o Judiciário, as investigações não identificaram irregularidades que configurassem responsabilidade penal na atuação da chefe do Executivo. A decisão seguiu parecer da Procuradoria de Justiça, que também apontou não haver indícios de crime nas condutas analisadas. Com o arquivamento do inquérito pelo Tribunal de Justiça, a investigação na esfera criminal foi encerrada. Investigação começou na Câmara As apurações tiveram origem em uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada pela Câmara Municipal no início de 2022. Vereadores questionaram representantes da prefeitura sobre a opção pela desapropriação dos imóveis, em vez da compra direta, procedimento que, segundo parlamentares, seria o mais comum nesses casos. Sessão extraordinária contou com a presença dos 17 vereadores que compõe a Casa Legislativa de Bauru Luís Ricardo da Silva/Arquivo Pessoal Na desapropriação, o poder público pode dispensar o processo licitatório e definir o valor do imóvel, sem negociação direta com o proprietário. Posteriormente, a Câmara abriu uma Comissão Processante (CP) para apurar eventual responsabilidade político-administrativa da prefeita. Julgamento político e absolvição A Comissão Processante concluiu pela abertura de processo de cassação do mandato, levado ao plenário da Câmara. Suéllen Rosim respondia por três infrações político-administrativas. Após uma sessão que durou cinco dias, os vereadores decidiram absolver a prefeita. Para a cassação, seriam necessários ao menos 12 votos favoráveis entre os 17 parlamentares, o que não ocorreu. Durante a defesa, Suéllen afirmou que algumas desapropriações ocorreram por valores inferiores aos avaliados posteriormente e declarou que a medida foi adotada também por outras administrações municipais. A prefeita classificou o processo como um ato político e, após o resultado, afirmou que “a justiça foi feita”. Suéllen Rosim em meio à leitura do relatório da CP Mayky Araújo/TV Tem Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal

Amazônia Que Eu Quero: painel debate tecnologia e segurança nas Eleições 2026 em Boa Vista

Publicado em: 31/03/2026 19:14

Painel 'Amazônia Que Eu Quero' reuniu três especialistas em Boa Vista para debater tecnologia e segurança nas Eleições 2026. g1 RR A influência do mundo digital no voto, o combate à desinformação e a segurança das urnas eletrônicas foram temas centrais do painel "Amazônia Que Eu Quero" (AMQQ) 2026. O evento ocorreu nesta terça-feira (31), no auditório da sede administrativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) , em Boa Vista. De maneira geral, o AMQQ colocou em debate este ano o tema "Democracia na era digital: a tecnologia aliada ao voto". O objetivo foi debater o papel da tecnologia na democracia e preparar o eleitor para o próximo pleito. O projeto é um iniciativa da Fundação Rede Amazônica (Fram). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As discussões e ideias levantadas durante o encontro vão compor o terceiro "Caderno de Soluções", documento que reúne propostas da sociedade e será entregue a autoridades políticas como sugestão de melhorias. Logística da urna eletrônica em Roraima Roraima tem hoje mais de 387 mil eleitores aptos a votar para governador, senador e deputados em 2026. Para garantir que as eleições aconteçam, é necessário um planejamento logístico para que o direito ao voto chegue a todas as pessoas e nas mais diversas localidades do estado. Segundo Fábio Rogério Santos Barros, chefe da Seção de Sistemas Eleitorais do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), esse trabalho começa muito tempo antes de cada eleição e envolve não só a preparação das urnas, mas também o recrutamento e treinamento de mesários. Sobre a tecnologia das urnas, Fábio reforçou a transparência do sistema e incentivou o eleitor a buscar informações oficiais. "Não podemos entender o sistema eletrônico como uma verdade absoluta. Temos que questionar ele. Isso é importante, mas esse questionamento tem que vir fundamentado. É isso que a gente quer. Se informem antes, leiam antes", disse o painelista no AMQQ. Educação no combate à desinformação A jornalista e mestre em Antropologia Social, Sheneville Araújo, ressaltou a importância da educação midiática neste cenário. Para ela, preparar o cidadão para consumir informações na internet é o melhor escudo contra notícias falsas. "Vivemos um momento de um fenômeno que vem crescendo, sendo influenciado principalmente pelo advento da inteligência artificial, que é o fenômeno da desinformação, que se inseriu nos mais diversos setores sociais e, chegando às eleições, isso vai se amplificar ainda mais", explicou. Sheneville orientou o público a buscar letramento digital e a usar as ferramentas de denúncia das próprias plataformas e do TRE-RR para combater as fake news. "Cidadania é isso também, temos que nos preparar, nos educar. Muitas vezes o poder público falha nisso, mas quem puder, de maneira independente, autônoma, invista", disse a especialista Jornalista Sheneville Araújo falou sobre importância da educação midiática no combate à desinformação. g1 RR Transparência e fiscalização O coordenador do Núcleo de Prevenção à Corrupção e ouvidor da Controladoria-Geral da União (CGU) em Roraima, Celso Duarte de Sousa Júnior, apontou que ferramentas públicas e gratuitas devem ser usadas como aliadas do eleitor. Ele citou o Portal da Transparência e a plataforma Fala.br como meios para investigar candidatos. "Investigue a vida do candidato. Investigue o passado dele. (...) Façam a triagem, verifiquem se uma dessas empresas financiou a candidatura ou está financiando a candidatura do seu candidato. Fiscalizem", reforçou Celso. Ele disse ainda que o voto não é um ato solitário e que o eleitor bem informado vira um "agente disseminador de informações corretas" em sua comunidade. Painelistas Fábio Rogério Santos Barros e Celso Duarte de Sousa Júnior durante o painel AMQQ 2026. g1 RR LEIA TAMBÉM: Amazônia Que Eu Quero 2026 promove painel sobre democracia na era digital em Boa Vista Urna de lona e ata da votação de Juscelino Kubitschek estão entre peças históricas em museu Adolescentes que vão votar pela 1ª vez falam por que vão às urnas em 2026 Repercussão A advogada eleitoral Maria Diazanete de Souza acompanhou o evento e destacou a importância de desmistificar as urnas para a população. "Como a urna não está integrada no sistema de internet, então ela merece essa confiança. É muito importante que as pessoas saibam que o resultado já sai na hora, não só quando termina a votação", analisou. O diretor executivo da Rede Amazônica em Roraima, Joel Gomes, destacou o papel da iniciativa no momento em que a Fundação Rede Amazônica (FRA) completa 41 anos de atuação. "O que precisamos levar para a sociedade é o entendimento do que o mundo digital está influenciando nas comunidades, o que pode oferecer para compor um melhor entendimento para o eleitor poder votar e, sobretudo, os riscos e ameaças que se tem", disse o diretor. Para a ouvinte Luiana Matos, o acesso a esse tipo de conhecimento aumenta a confiança do eleitor. "Fazer esse tipo de evento faz com que as pessoas tenham mais segurança jurídica na hora de votar, pois ela acaba tendo mais confiança no processo eleitoral", avaliou. Conheça os painelistas do AMQQ 2026 em RR: Conheça os painelistas do Amazônia Que Eu Quero 2026 em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará

Publicado em: 31/03/2026 18:40

Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará. Redes sociais/Reprodução O vereador Francisco das Chagas Tavares, conhecido como Chagas Teteu (PDT), foi condenado por vender armas ilegalmente em Ipu, município no interior do Ceará onde é parlamentar. A decisão da Justiça cearense é do último dia 27 de março. O g1 entrou em contato com o vereador, e aguarda resposta. O g1 também tentou contato com a presidente da Câmara Municipal de Ipu, Cristina Peres (PSB), mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Chagas Teteu foi eleito vereador do município em 2024 por quociente partidário. Ele já havia tentado o cargo em 2004, quando ficou como suplente. LEIA TAMBÉM: Deputados federais do Ceará se filiam ao PSB em mais uma etapa de debandada do PDT Membro de organização criminosa é condenado por matar menina de 7 anos em Fortaleza Ele foi condenado a quatro anos de prisão e multa dez dias-multa no valor de 1/3 do salário mínimo vigente. A Justiça determinou que ele pode recorrer em liberdade. A investigação contra Chagas Teteu começou em maio de 2019, quando foi apontado que ele comercializava de forma ilegal armas, munições e outros itens correlatos em Ipu, que fica na Serra da Ibiapaba, e municípios vizinhos. Denúncia por venda de armas À época, as polícias Civil e Militar foram à residência do acusado, que autorizou a entrada dos agentes de segurança. No local, contudo, não foi encontrada nenhuma prova contra o atual vereador. Chagas Teteu também concedeu acesso ao celular dele, e as autoridades analisaram conversas em um aplicativo de mensagens. Assim foi identificada relação com um homem identificado como Antônio José Bezerra, que compraria munição para armas de fogo e pólvora, espoletas e chumbo — insumos para fabricação de munição — com o investigado. Os dois homens marcaram um encontro na localidade de São João, em Ipu. Os policiais foram ao local e abordaram Antônio José. Após a abordagem, eles foram à casa do suposto cliente, onde encontraram armas de fogo, munições de diversos calibres, pólvora, espoletas e outros materiais, que foram apreendidos. Durante a investigação, Antônio José afirmou que parte do material apreendido foi comprado com Chagas Teteu. A Justiça também disse que no celular do réu foram encontrados vídeos onde ele aparecia manuseando armas de fogo, bem como registros escritos e anotações que indicariam a comercialização de materiais ilícitos, inclusive com menção a valores e transações financeiras. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Tropas britânicas serão enviadas ao Oriente Médio, enquanto Trump critica atuação do Reino Unido na guerra

Publicado em: 31/03/2026 18:38

Cerca de 1.000 militares britânicos estarão envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre Ministério da Defesa do Reino Unido O Reino Unido decidiu enviar tropas e mais sistemas de defesa aérea ao Oriente Médio para ações defensivas contra ataques do Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O deslocamento vai elevar para cerca de 1.000 o total de militares britânicos envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, disse que equipes e sistemas adicionais de defesa aérea seriam enviados à Arábia Saudita, ao Bahrein e ao Kuwait, enquanto o uso de jatos Typhoon no Qatar será estendido. Ele informou ainda que o Reino Unido enviará à Arábia Saudita, ainda esta semana, o sistema de mísseis de defesa aérea Sky Sabre, juntamente com equipes para operá-lo. Irã divulga vídeo derrubando drones avançados dos EUA O sistema pode interceptar munições e aeronaves e será integrado às defesas aéreas mais amplas da região, disse o ministério. "Minha mensagem aos parceiros do Golfo é: o que o Reino Unido tem de melhor ajudará vocês a defender seus céus", afirmou Healey em viagem pelos países do Golfo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a posição do Reino Unido em relação à guerra, assim como a de outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta terça-feira (31), o presidente mencionou especificamente o Reino Unido ao afirmar que países que não participaram dos ataques iniciais contra o Irã deveriam "buscar seu próprio petróleo" no Estreito de Ormuz. "Todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem dos EUA, nós temos de sobra, e Número 2, criem um pouco de coragem tardia, vão ao Estreito e simplesmente TOMEM", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social. "Vocês terão de começar a aprender a lutar por si mesmos." O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse na segunda-feira (30) que o país "não vai ser arrastado para esta guerra", mas vai continuar defendendo seus interesses e aliados na região. Starmer reiterou que tropas britânicas não serão enviadas para atuar em solo iraniano. "Essa guerra não é nossa e não vamos ser arrastados para ela", afirmou ao responder a uma pergunta de jornalistas. O Reino Unido anteriormente autorizou os EUA a utilizarem bases militares britânicas para ataques "defensivos" contra locais de lançamento de mísseis iranianos, depois que Starmer recusou um pedido para usar bases britânicas nos ataques iniciais dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro. Netanyahu diz que 'mais da metade' dos objetivos militares foram alcançados Netanyahu disse que ofensiva contra o Irã 'definitivamente ultrapassou a metade', mas esclareceu que se refere a missões, não a tempo Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo Nesta segunda, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia a missões, não a tempo. Netanyahu acrescentou que a guerra matou "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os EUA estavam "perto de acabar com a indústria armamentista", destruindo fábricas inteiras e o próprio programa nuclear. Segundo o Wall Street Journal, Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu a comentários feitos pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o estreito de Ormuz "reabrirá de uma forma ou de outra". Trump fez novas ameaças de "aniquilar" as usinas de energia, poços de petróleo e "possivelmente" as usinas de dessalinização de água do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve". "Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã", o mandatário publicou na rede social Truth Social. Mas um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã negou, mais uma vez, que tenha havido negociações com autoridades americanas. Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã "não negociou com os EUA nesses 31 dias", referindo-se à duração da guerra. "O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de certos intermediários, incluindo o Paquistão", escreveu Baqaei em uma declaração online. "Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã. Não nos esquecemos da traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano." Homem carrega caixas de uma casa danificada por ataques em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (30) Reuters Ataques e mortes continuam As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos. De acordo com o comunicado, divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22 anos, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado foi morto no mesmo incidente, mas seu nome não foi divulgado. Duas pessoas também foram levadas para o hospital: um soldado foi classificado como "gravemente ferido" e um reservista como "moderadamente ferido". Já a terça-feira (31) começou com uma nova onda de ataques lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas depois de os militares supostamente terem identificado mísseis do Irã em direção a Israel. Ataques também foram registrados em Dubai, onde as autoridades afirmam que um navio com dois milhões de barris de petróleo que navega em direção à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano pouco antes das 4h do horário local. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente, que ocorreu perto de uma casa abandonada na área de Al Badia. O incêndio foi controlado após algumas horas e, embora tenha havido alguns danos ao navio, os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, segundo as autoridades em Dubai. A mídia iraniana noticiou o ataque, mas não houve atribuição de autoria. Ainda não há imagens ou vídeos do navio danificado. Vale lembrar que, de acordo com as leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes, é proibido fotografar, compartilhar ou publicar imagens de locais atingidos por mísseis ou drones. O navio Al-Salmi, construído em 2011, pertence e é operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação desta reportagem. A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado. O navio Al-Salmi está transmitindo sua posição, indicada no mapa pelo ponto vermelho, no Golfo Pérsico, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos Marinetraffic via BBC Em uma publicação no X, o Ministério de Defesa dos Emirados Árabes afirmou que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira em todo o país são de interceptações com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones. Assim que os ataques começaram, alertas foram enviados aos celulares de quem está na região, orientando os moradores e visitantes a procurarem abrigo e permanecerem em um local seguro. Os alertas, que também são enviados em outros países do Golfo, ocorrem com mais frequência à noite. O exército do Kuwait também afirmou que está interceptando ataques de drones e mísseis sobre seu território. Já na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido. Não houve feridos, informou a autoridade de defesa civil do país em um comunicado. Na cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes, as autoridades informaram que um drone foi lançado por Israel tendo como alvo o edifício administrativo da Companhia de Telecomunicações Thuraya. Não houve feridos. Explosões também foram ouvidas em Teerã durante a madrugada, segundo a agência de notícias AFP. Isso teria levado à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, segundo a mídia local. A agência de notícias Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira após a interrupção, que teria sido causada por estilhaços que atingiram uma subestação. O estreito de Ormuz Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no estreito de Ormuz, de acordo com a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A agência acrescenta que, segundo os planos, navios americanos, israelenses e de outros países que participaram das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito. A agência de notícias AFP informou que o novo sistema de pedágios foi anunciado na televisão estatal iraniana, que afirmou que o Irã o implementará em cooperação com Omã. Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã. Desde o início da guerra, as travessias caíram cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.

Palavras-chave: cibernético

Prefeitura de Taubaté envia à Câmara reforma administrativa; entenda propostas

Publicado em: 31/03/2026 18:32

Prefeitura de Taubaté Reprodução/TV Vanguarda A Prefeitura de Taubaté enviou à Câmara Municipal, nesta terça-feira (31), um pacote de projetos de lei que propõe uma reforma administrativa na gestão. Entre as mudanças está a redução do número de secretarias, que deve passar de 17 para 16. A proposta é unificar as áreas de Habitação e Planejamento em uma única pasta, com um departamento voltado a políticas habitacionais e fundiárias. Desde o início da gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo), o cargo de secretário de Habitação está vago - leia mais propostas abaixo. Os projetos foram lidos no plenário da Câmara nesta terça-feira. Agora, cabe ao presidente da Casa, Richardson da Padaria (União Brasil), definir por quais comissões as propostas devem passar antes de serem votadas. Ainda não há data prevista para a votação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Outras propostas O pacote também prevê a redução de cargos comissionados, de 174 para 152. Segundo a prefeitura, a medida pode gerar uma economia de R$ 1.027.067,52. Além disso, o projeto inclui outras mudanças administrativas, como a criação da Diretoria de Agricultura e Abastecimento e a reorganização da Defesa Civil, que passará a ser uma coordenadoria ligada ao gabinete do prefeito. Também estão previstas novas coordenadorias voltadas a políticas públicas, como ações para mulheres e pessoas idosas. Negociação de dívidas No campo fiscal, a proposta prevê a criação de um programa de negociação de dívidas com o município. A ideia, segundo a prefeitura, é facilitar o pagamento por contribuintes e aumentar a arrecadação. Entre as medidas estão descontos em juros e multas, além de condições específicas para débitos considerados de difícil recuperação. O município estima ter cerca de R$ 800 milhões a receber. Outro ponto do pacote é a criação de 40 cargos técnicos efetivos, que devem ser preenchidos por meio de concurso público. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Assista ao Agenda Piracicaba

Publicado em: 31/03/2026 18:06

Assista ao Agenda Piracicaba Advogado e pesquisador Ronaldo Lemos, um dos principais especialistas em tecnologia e inovação do país, apresenta a palestra 'O poder das relações humanas para além das IAs'.

Palavras-chave: tecnologia

Comissão da Alepe aprova convocação de procurador-geral do Recife, mas decisão é anulada em meio a impasse

Publicado em: 31/03/2026 18:05

Plenário da Alepe nesta terça-feira (31) Roberto Soares/Divulgação A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou nesta terça-feira (31) a convocação do procurador-geral do Recife, Pedro Pontes, para prestar esclarecimentos sobre a alteração do resultado de um concurso público para procurador do município. Com ampla repercussão, o caso ficou conhecido como "Fura-fila", e a mudança beneficiaria o filho de um juiz que arquivou operação contra corrupção na prefeitura (entenda mais abaixo). A aprovação ocorreu numa reunião chefiada pelo vice-presidente da CCLJ, deputado Edson Vieira (União Brasil), mas a ata foi questionada pelo presidente, Coronel Alberto Feitosa (PL), que não estava presente à sessão. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A convocação de Pedro Pontes havia sido aprovada por unanimidade, e atende a um requerimento protocolado pela deputada Débora Almeida (PSD), que é procuradora federal concursada. Pontes, que foi nomeado para o cargo por indicação do prefeito João Campos (PSB), seria convocado porque foi quem acatou o requerimento do filho do juiz, contrariando pareceres de três procuradoras concursadas. A reunião era presidida por Edson Vieira, vice-presidente da comissão, e nela também foram analisados projetos do Executivo que se arrastam na casa, como o aumento salarial para os professores estaduais e a ampliação da margem de remanejamento do orçamento estadual de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente, Alberto Feitosa, e diversos outros membros da CCLJ estavam em reunião da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Alepe, que também analisava os projetos do Executivo. Momentos após a aprovação, Feitosa decidiu realizar outra reunião da CCLJ e invalidou tudo o que foi votado na reunião anterior. Nessa nova sessão, todos os outros projetos voltaram a ser votados e aprovados, com exceção da convocação do procurador-geral do município. O requerimento sequer entrou em pauta. Posteriormente, em plenário, os deputados utilizaram a aprovação do aumento para os professores, que foi uma das pautas da primeira sessão da CCLJ, para trazer o assunto de volta. Alguns dos parlamentares defenderam que a aprovação dessa proposta ocorreu na primeira reunião, numa tentativa de validar o que foi discutido nela, incluindo a convocação do procurador Pedro Pontes. Por outro lado, outros deputados defenderam a anulação da primeira reunião. O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (MDB), questionou em qual das votações o aumento para os professores foi aprovado pela CCLJ, e houve divergências. "Hoje de manhã, houve reunião da CCLJ no horário do edital, convocado pelo próprio presidente Alberto Feitosa, e eu estava lá, onde foi convocado. Às 11h nós abrimos a comissão e foi feita [a reunião]. Agora, não se quer respeitar o trâmite que foi [estabelecido] no edital desta casa. Não foi por 'zap' convocando deputado para mudar de plenário, foi o edital, e foi feito pela maioria presente", disse o deputado Edson Vieira, que presidiu a primeira reunião da comissão. Diante da fala de Edson Vieira, Álvaro Porto pediu que o presidente da comissão, Alberto Feitosa, explicasse se houve aprovação em reunião feita anteriormente. "Tanto não houve que o próprio deputado Edson Vieira acabou de votar aprovando o parecer da Comissão de Justiça para os professores. A votação foi colhida aqui, agora, e cabe a votação da Comissão de Finanças", disse o deputado, que não citou o porquê de a primeira reunião ter sido anulada. Em resposta, Edson Vieira pediu explicações sobre o porquê da anulação. "A gente lamenta porque foi feita a reunião com a maioria. A gente lamenta como está sendo conduzido, mas tem que deixar bem dito, porque não tem nenhuma justificativa, porque foi conduzido na maior transparência possível, até foi filmado, foi feito pela TV Alepe", declarou. Em seguida, o presidente da Alepe reconheceu a validade da segunda votação da CCLJ, sem a convocação de Pedro Pontes. "A reunião que o senhor [Edson Vieira] fez está prejudicada, valendo a do deputado presidente, Coronel Alberto Feitosa", afirmou. Esta foi a primeira vez que a Alepe se manifestou sobre o caso, que ficou conhecido como "fura-fila". No entanto, na Câmara Municipal, vereadores já votaram um pedido de impeachment e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a mudança no concurso. Ambos os requerimentos não vingaram. Sobre a convocação de Pedro Pontes, o g1 entrou em contato com a prefeitura, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Entenda o caso Vereadores do Recife rejeitam abertura de processo de impeachment contra João Campos No concurso, de 2022, o advogado Marko Venício Batista foi o único aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD). Entretanto, mais de dois anos depois de o resultado ser homologado, ele deixou de ser nomeado e, em seu lugar, o prefeito João Campos nomeou outra pessoa: Lucas Vieira da Silva, que tinha ficado em 63º lugar nas vagas de ampla concorrência. Lucas Vieira obteve laudo de autismo e, em maio de 2025, pediu para concorrer às vagas PCD. Ele é filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas e do juiz Rildo Vieira da Silva, da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. Pouco tempo depois de assumir a Vara dos Crimes Contra a Administração Pública, o juiz arquivou a Operação Barriga de Aluguel, operação que investigava suspeitas de corrupção na prefeitura do Recife. Conforme as investigações, a quadrilha é suspeita de desviar recursos públicos que deveriam ser empregados em recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões. O procurador Pedro Pontes foi quem aprovou o pedido mesmo diante de pareceres contrários de três procuradoras concursadas, que opinaram que a reclassificação do candidato violaria normas do edital. Após grande repercussão nas redes sociais e em diversos setores da sociedade do caso, que ficou conhecido como "Fura-fila", o prefeito João Campos voltou atrás e tornou sem efeito a portaria que nomeou o filho do juiz. A decisão foi tomada no dia 31 de dezembro de 2025. Na mesma edição do Diário Oficial, Marko Batista foi nomeado procurador judicial. Ele tomou posse no dia 6 de janeiro. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara aprova criação de taxa do lixo em Santa Bárbara d'Oeste; entenda como será

Publicado em: 31/03/2026 18:04

Lixo acumulado em lixeiras de Santa Bárbara d'Oeste (SP) Reprodução/EPTV A Câmara de Santa Bárbara d’Oeste (SP) aprovou, na tarde desta terça-feira (31), um projeto de lei complementar para criação de uma Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos (TMRS), também conhecida como taxa do lixo. A proposta havia sido protocolada pela prefeitura no período da manhã e entrou na pauta da sessão legislativa em regime de urgência. Conforme o g1 noticiou, houve uma recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para criação dessa cobrança. No documento, o órgão cita um conjunto de leis que obriga os municípios a terem essa taxa. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A cobrança ocorrerá anualmente, a partir de 2027, e o valor será o custo do serviço dividido pelo número de imóveis — entenda melhor abaixo. Votação O projeto teve dez votos favoráveis e oito contrários. Veja como os vereadores votaram: ✅ Alex Dantas (PL) ✅ Arnaldo Alves (PRD) ✅ Cabo Dorigon (Podemos) ✅ Careca do Esporte (PRD) ❌ Carlos Fontes (União) ❌ Celso Ávila (Solidariedade) ❌ Esther Moraes (PV) ✅ Felipe Corá (PL) ✅ Gustavo Bagnoli (PL) ❌ Isac Sorrillo (Republicanos) ✅ Joi Fornasari (DC) ✅ Juca Bortolucci (MDB) 🔵 Kifu (PL) — por ser presidente, não vota ✅ Lúcio Donizete (Agir) ✅ Marcelo Cury (Republicanos) ❌ Paulo Monaro (PSD) ❌ Rony Tavares (Republicanos) ❌ Tikinho TK (DC) ❌ Wilson da Engenharia (União) Entre os pontos criticados por quem votou contra, está a rapidez com que a proposta foi votada. "Uma decisão dessa magnitude não pode ser tomada sem transparência, sem dados técnicos claros, sem debate público, sem evidências e justificativas que deem legitimidade ao projeto. O que a gente vê hoje é um atropelo do processo democrático", disse Esther Moraes. Wilson da Engenharia também sugeriu que não há entendimento suficiente sobre o texto apresentado pela administração municipal. “Eu tenho um escritório de engenharia e moro em cima. Tenho uma residência e um comércio. Qual é o impacto que vou ter? Até agora não consigo entender", afirmou. Projeto Segundo o projeto, a TMRS deverá ser paga por proprietários ou possuidores de unidades imobiliárias (edificadas ou não) que utilizem ou tenham o serviço de coleta e manejo de lixo à disposição e que gerem até 200 litros de resíduos por dia. Por outro lado, empresas responsáveis pela própria gestão de seis resíduos não precisarão pagar a taxa. A proposta também prevê isenção social em programas de renda do Governo Federal, que possuam apenas um imóvel residencial, que comprovem hipossuficiência financeira anualmente e que solicitem o benefício. Cálculo Primeiro, o cálculo leva em consideração o custo do serviço, do qual a prefeitura subsidiará 30%, segundo emenda proposta pelo vereador Juca Bortolucci e aprovada nesta terça. Depois, divide-se os outros 70% pela quantidade de unidades imobiliárias no município. A partir dessa conta, chega-se ao chamado "Valor Básico de Referência". Na sequência, multiplica-se esse Valor Básico de Referência por um índice que varia conforme o padrão da construção (precário, popular, médio, fino ou luxo) e o uso do imóvel (residencial, comercial ou industrial). No caso de proprietários de casas precárias, por exemplo, aplica-se um índice de 30%. Para quem possui casa de luxo, o índice é 140%. Ou seja, se o Valor Básico de Referência for R$ 100, o proprietário da casa considerada precária pagará R$ 30. O dono da casa de luxo, por sua vez, precisará desembolsar R$ 140. A prefeitura não divulgou uma estimativa do valor que, de fato, será cobrado do contribuinte. Pagamento O pagamento à vista terá desconto de 10%. Também será possível o parcelamento em até dez vezes. Se não pagar, o contribuinte ficará sujeito a multas de 2% a 20% — varia de acordo o período da inadimplência —, além de juros e atualização monetária. Segundo a prefeitura, os recursos serão exclusivamente destinados ao custeio dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos. Recomendação do MP O Ministério Público havia formalizado uma recomendação, neste mês, para que Santa Bárbara passasse a cobrar dos moradores uma taxa pelo serviço de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos Um ofício foi enviado pela promotora Alexandra Facciolli Martins, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão vinculado ao MP, tanto para a prefeitura para a Câmara Municipal. No documento, ela cita que a legislação torna obrigatória a taxa do lixo, pois a ausência dela configura renúncia de receita e pode impedir o município, inclusive, de acessar recursos federais destinados ao saneamento. Sem a taxa, o gestor também fica sujeito às sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal e pode ser responsabilizado por improbidade administrativa, conforme apontou a promotora. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Brizola, José Alencar e Alckmin: quem são os vices que Lula já teve em suas campanhas

Publicado em: 31/03/2026 16:25

Vices de Lula nas eleições de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026. Arte/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que irá concorrer à reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante a reunião ministerial desta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, quando o presidente citou a saída de Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), pasta da qual ele é ministro. "O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou Lula. Baixe o app do g1 para receber notícias da eleição Segunda vez que Lula repete candidato a vice Com a decisão de manter a atual chapa para as eleições gerais deste ano, Lula e Alckmin repetem a aliança que, em 2022, simbolizou o que ficou conhecido como “frente ampla”. Esta é a segunda vez que Lula repete a escolha de vice em uma candidatura. A primeira foi com José de Alencar, que ocupou a vice-presidência em seus dois primeiros mandatos (2003–2006 e 2007–2010). Antes disso, Lula teve tentativas frustradas de chegar à Presidência, em 1989, 1994 e 1998, quando ainda buscava consolidar alianças mais amplas, especialmente no campo da esquerda. Veja abaixo quem foram os outros vices de Lula, seus papéis nas respectivas campanhas e os objetivos por trás das estratégias de escolha: José Paulo Bisol (1989) José Paulo Bisol, candidato à vice-presidente na chapa de Lula em 1989 CEDI - Câmara dos Deputados Bisol foi candidato a vice-presidente na primeira vez em que Lula concorreu à Presidência da República, em 1989. Advogado gaúcho, atuou na política como deputado estadual (1983–1987) e senador (1987–1995), além de ter integrado a chapa presidencial naquele ano. Na época, o PT levou em consideração seu perfil técnico, o histórico de oposição à ditadura e a atuação na construção democrática. Embora tenha disputado a eleição pelo PSB, Bisol também ficou conhecido por sua passagem pelo MDB e por ter sido um dos fundadores do PSDB. Morreu em 26 de junho de 2021. Aloizio Mercadante (1994) Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante reunião de encerramento dos grupos de trabalho do governo de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mercadante substituiu Bisol e foi o candidato a vice de Lula em 1994, quando o petista tentou pela 2ª vez ser presidente. Foi a única eleição em que o PT escolheu um integrante do próprio partido para compor a chapa com Lula. No contexto econômico dos anos 1990, a decisão buscou oferecer uma resposta técnica ao recém-criado Plano Real, associado a Fernando Henrique Cardoso. Economista formado pela USP, participou da elaboração de programas econômicos do PT e de campanhas presidenciais. Em sua trajetória política, foi deputado federal (1991–1995) e senador por São Paulo (2003–2011), além de ter ocupado os cargos de ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Leonel Brizola (1998) Leonel Brizola em 2003 Ana Nascimento - Agência Brasil Fundador do PDT, Leonel Brizola foi escolhido como vice de Lula em 1998, em uma tentativa de fortalecer a aliança de esquerda contra a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart, Brizola simbolizava o movimento trabalhista, enquanto Lula representava o sindicalismo. Engenheiro formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), construiu uma longa trajetória na política: foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de presidir nacionalmente o PDT. José Alencar (2002 e 2006) José de Alencar, empresário mineiro, foi vice de Lula em 2002 e 2006 Alesp A aliança entre Lula e José Alencar foi vista como decisiva para viabilizar a campanha de 2002, ao aproximar a esquerda do PT de um perfil considerado mais “moderado”. Empresário de destaque no setor têxtil, Alencar era fundador e um dos principais nomes do grupo Coteminas. Natural de Minas Gerais, foi candidato ao governo do estado em 1994, pelo então PMDB (atual MDB), e eleito senador em 1998. Posteriormente, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e, mais tarde, ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sua presença na chapa foi estratégica para ampliar a base eleitoral no Sudeste. Morreu em 29 de março de 2011. Geraldo Alckmin (2022 e 2026) O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo Geraldo Alckmin é um dos principais articuladores do governo Lula nas áreas de economia, indústria e nas relações com o setor privado. Paulista de Pindamonhangaba e médico de formação, consolidou-se como um dos principais políticos de São Paulo pelo PSDB, partido que deixou em 2022 ao se filiar ao PSB para compor a chapa com o atual presidente. A aliança entre os dois marcou uma tentativa de ampliar o apoio político à campanha, unindo partidos de esquerda e de centro. Antes de assumir a vice-presidência, foi vereador em Pindamonhangaba, deputado estadual na Alesp, deputado federal constituinte em 1988, vice-governador de São Paulo (1995–2001) e governador do estado em dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

Palavras-chave: tecnologia

Novo app do ChatGPT integra inteligência artificial generativa ao painel do seu carro via CarPlay

Publicado em: 31/03/2026 16:15 Fonte: Tudocelular

A OpenAI lançou um novo aplicativo dedicado do ChatGPT para o Apple CarPlay. Com isso, os motoristas poderão interagir com a IA diretamente no sistema do carro. Essa é mais uma das novidades do iOS 26.4 e promete oferecer respostas e interações sem distrações visuais para o motorista. ChatGPT chega ao Apple CarPlay para revolucionar a assistência de voz nos veículos O ChatGPT agora tem uma versão própria para o Apple CarPlay, o que possibilita ao usuário uma interação totalmente baseada em áudio, sem texto na tela. As principais funcionalidades incluem responder perguntas, ajudar com tarefas e conversas. O suporte chega oficialmente pouco tempo depois da chegada do iOS 26.4.Integração nativa: como a interface do ChatGPT se adapta às telas automotivas O suporte não chegou a ser mencionado no changelog, mas está disponível nesta versão do sistema operacional da maçã. A interface, no caso, é basicamente a mesma que se vê no modo de conversação do iPhone, mas dá para visualizar as abas de Chats com interações recentes e Projetos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: inteligência artificial

Por dentro da sala de controle da Artemis, a nova missão da Nasa à Lua

Publicado em: 31/03/2026 16:10

Os cientistas que projetam os foguetes recebem os aplausos e os astronautas ficam com a glória. Mas, na hora de voar até a Lua, o centro real das ações fica em um conjunto de escritórios de concreto construído nos anos 1960, no Estado americano do Texas. O Centro de Controle de Missões Christopher C. Kraft, Jr., da Nasa, fica na periferia da cidade de Houston. Ele recebeu o nome do homem que criou este conceito logo no início da era espacial. A ideia de Kraft era reunir, em uma única sala e sob a coordenação de um diretor de voo, todas as pessoas responsáveis pela espaçonave. O controle da missão original que supervisionou o primeiro pouso na Lua e nos trouxe a frase "o fracasso não é uma opção", quando uma parte da espaçonave Apollo 13 explodiu a caminho do nosso satélite natural, está, agora, preservado como Marco Histórico Nacional dos Estados Unidos. Isso inclui os cinzeiros, xícaras de café e tudo o mais. Mas, do outro lado do salão, fica o seu equivalente moderno, para as missões lunares do século 21. A sala de controle da missão Artemis e o seu propósito são essencialmente os mesmos. "A estrutura criada por Chris Kraft, como o primeiro diretor de voo, realmente resistiu ao teste do tempo", afirma Fiona Antkowiak, uma dentre os nove diretores de voos designados para a Artemis 2, a primeira missão lunar tripulada da Nasa desde 1972. Programada atualmente para lançamento em abril de 2026, a Artemis 2 levará quatro astronautas em um looping para além da Lua, cobrindo a maior distância já percorrida por seres humanos. Eles serão as primeiras pessoas a serem lançadas ao espaço pelo novo e gigantesco foguete SLS, voando na cápsula Orion. Ou seja, há muito trabalho em jogo. A equipe de Houston será responsável por manter a missão no seu curso e trazer a tripulação de volta para a Terra com segurança, 10 dias depois. Trabalhando em três turnos, 24 horas por dia, o controle da missão se manterá em comunicação com a espaçonave, enviará comandos e monitorará tudo, desde a trajetória e os sistemas de propulsão até os batimentos cardíacos dos astronautas. "O papel do controle da missão, em última análise, é manter os astronautas em segurança, manter a espaçonave Orion em segurança e atingir os objetivos da missão", explica Antkowiak. "Nós estruturamos o nosso trabalho para cumprir estes pontos em ordem de prioridade." Ambiente saudável e com diversidade Entre o logotipo de "minhoca" da Nasa, dos anos 1980, na parede de fundo, e as luzes de LED hexagonais suspensas do teto, a sala de controle de missão atual é uma mistura do novo e do velho. Os consoles de cor cinza sob medida com os botões volumosos e monitores em preto e branco da era Apollo foram substituídos por teclados e telas sensíveis ao toque. Mas os nomes das mesas datam das primeiras missões. O suporte à vida, por exemplo, ainda é supervisionado pelo Eecom (Oficial de Emergência, Ambiental e de Materiais de Consumo, na sigla em inglês). Ele foi fundamental para manter os astronautas vivos durante o resgate da Apollo 13. O ar, agora, também é muito mais limpo do que costumava ser, já que o fumo é proibido e as xícaras de porcelana foram substituídas por canecas de viagem de plástico. Mas, além da tecnologia, a maior mudança provavelmente foi a aparência dos próprios controladores da missão. Se você observar qualquer fotografia do controle da missão Apollo, verá que todos os controladores eram homens brancos jovens, vestindo camisas brancas, com bolsos cheios de canetas e réguas. Poppy Northcutt foi a primeira mulher engenheira a entrar para a equipe, em meados da década de 1960. Na época, a sala mais parecia um clube só para meninos. Hoje em dia, não só os trajes são muito mais informais, mas a equipe de controle da missão tem muito mais diversidade. E, frequentemente, as mulheres estão na liderança. A sala onde tudo acontece Cada aspecto do voo será supervisionado desta sala. Os controladores da missão em terra trabalharão com os astronautas no espaço para manter a Artemis 2 no seu curso. Para evitar confusões, todas as comunicações com a tripulação são realizadas por um comunicador de cápsula, abreviado em inglês "capcom" (um nome que data dos primeiros voos espaciais Mercury, 1958-1963). Mas quem dá as ordens finais é o diretor de voo. "O principal é que você tem um diretor de voo no console e aquela pessoa detém a autoridade final para tomar qualquer decisão rápida", conta Antkowiak. Os sistemas desta complexa espaçonave, em grande parte, são automáticos. Mas, mesmo assim, acompanhar tudo e lidar com eventuais problemas é uma tarefa além do que um pequeno grupo de pessoas pode fazer sozinho em uma sala. É aqui que entra em ação outra equipe, que fica na Sala de Avaliação da Missão Orion (Mer, na sigla em inglês), no mesmo edifício. "A Mer tem uma perspectiva única e diferente do diretor de voo e sua equipe operacional", segundo o chefe da Orion Mer, Trey Perryman. "Não somos responsáveis pela operação, nem pela resposta imediata a cada questão, mas por monitorar o desempenho da espaçonave em minuciosos detalhes e liderar a resolução de problemas. Existe uma diferença entre reagir a um problema e resolvê-lo." Os engenheiros que trabalham na Orion Mer são os mesmos que projetaram e construíram a espaçonave. Por isso, eles conhecem cada um dos seus parafusos, componentes, circuitos e válvulas. A equipe da Mer inclui um grupo europeu, responsável pelo módulo de serviço anexado à Orion, que é de fundamental importância. Fornecido pela Agência Espacial Europeia (Esa, na sigla em inglês) e construído pela Airbus, na Alemanha, esta metade da espaçonave contém o motor principal e o combustível necessário para alimentar a espaçonave, além da água e do ar que irão manter os astronautas vivos. "Somos quem mais conhece a espaçonave", afirma Perryman. "Por isso, nós apoiamos todos os seus operadores por toda a missão, para ajudá-los a entender o que está acontecendo, onde eles podem precisar de um pouco mais de ajuda da engenharia e resolver eventuais problemas, pois é de fundamental importância trazer a tripulação para casa." As simulações É possível que todos os estágios da Artemis 2 funcionem exatamente conforme o planejado, do lançamento até o pouso no mar. A primeira missão não tripulada, Artemis 1, foi à Lua e voltou com poucas falhas. Mas o histórico dos voos espaciais humanos indica que é aconselhável se preparar para qualquer eventualidade. Quase todas as missões lunares Apollo sofreram algum tipo de anomalia, desde propulsores com defeito até computadores sobrecarregados. Todos os problemas foram resolvidos e todas as missões foram salvas, graças ao conhecimento combinado da tripulação, do controle da missão e da Mer. Antes que qualquer missão deixasse o solo, a maior parte das contingências havia sido estudada, preparada e simulada em terra. Os astronautas da Apollo passaram meses das suas vidas trancados em um simulador de espaçonave, aprendendo a voar e pousar. Paralelamente, o controle das missões Apollo e Mercury passou por falhas e mais falhas durante as simulações, para desenvolver o conhecimento necessário para as viagens reais. Durante a segunda missão para a Lua, por exemplo, o foguete foi atingido por um raio, segundos após o lançamento. A descarga desligou a energia no módulo de comando, com os astronautas se precipitando em direção ao espaço no topo de um foguete gigante, com todos os alarmes soando e a espaçonave, aparentemente, fora de controle. Mas Houston havia vivenciado isso durante uma simulação e sugeriu que a tripulação selecionasse uma chave obscura no painel de controle da espaçonave: SCE para Aux. SCE significa Equipamento de Condicionamento de Sinal, o sistema que processava os dados de sensores para transmissão para a Terra. Com a chave selecionada, a energia voltou e os astronautas prosseguiram em sua viagem para caminhar na Lua. Prevendo os problemas A tecnologia da Artemis 2 é muito mais sofisticada que a da missão Apollo. E, para ter certeza de que eles a conheçam por dentro e por fora, os controladores da missão também passaram meses levando a espaçonave até o seu ponto de ruptura. "Nosso objetivo é fazer uma simulação com 10 coisas se quebrando em três horas", explica Antkowiak. "Na missão real, esse número deverá ser menor e estamos preparados para cuidar disso." "Sabemos que, ao entrarmos, haverá problemas", destaca Perryman. "Você pode imaginar um cenário onde, talvez, um propulsor falhe e um sistema de navegação em outra parte também falhe. É importante compreender não apenas se podemos recuperá-los, mas também, se não pudermos, o que isso significa para a missão." O que diferencia a Artemis 2 de qualquer outra missão em mais de 50 anos se baseia em uma decisão a ser tomada dois dias após o início da viagem. Depois do lançamento, a Artemis 2 irá orbitar a Terra para ajustar sua trajetória e permitir que a tripulação e os controladores de voo verifiquem os sistemas da espaçonave. Este intervalo incluirá um período em que os astronautas assumirão o controle manual da espaçonave, algo que os pilotos, altamente treinados, com certeza aguardarão ansiosamente. Por fim, no segundo dia, o diretor de voo de plantão irá reunir a sala e definir: todos os sistemas estão aptos a mandar a Orion para a Lua? "É a chamada injeção translunar", segundo Antkowiak. "É uma decisão imensa — você precisa ter certeza de que a espaçonave está pronta para sustentar a tripulação por até 10 dias e, depois que você tomar esta decisão, não há muitas formas rápidas de voltar para casa." Outro aspecto incomum da Artemis 2 é que a tripulação ficará sem contato com a Terra por cerca de 40 minutos, quando a Orion desaparecer atrás da Lua. A trajetória e as leis da física indicam que a espaçonave certamente dará a volta, mas isso não irá necessariamente diminuir a tensão na sala de controle. "Nós certamente gostamos de ter comunicação com a nossa espaçonave", reconhece Antkowiak. "É uma bela, confusa e calorosa sensação poder ouvir a tripulação e ver os dados de telemetria chegando." "Acho que, quando chegarmos perto do momento da volta das comunicações, você terá uma sala inteira de pessoas no controle da missão simplesmente olhando para suas telas, esperando que os dados retornem no momento certo." A volta para casa Mas, para a tripulação, este período fora de contato com o controle da missão provavelmente representará outro clímax da viagem. Serão apenas eles e a Lua, enquanto voam sobre áreas da superfície lunar nunca antes observadas diretamente por olhos humanos. A programação, segundo o cronograma oficial, é que os astronautas passem esse tempo olhando pela janela, tirando fotos, filmando vídeos e registrando seus pensamentos. Depois que a Orion circundar a Lua, a física também determina que eles voltarão rapidamente para casa. Ao se aproximar da Terra, a cápsula irá viajar a cerca de 40.200 km/h. E, quando entrar na atmosfera terrestre, a Orion enfrentará temperaturas de mais de 2000 °C — potencialmente, os minutos mais perigosos da viagem. Durante a missão Artemis 1, em 2022, o escudo térmico foi danificado na reentrada e esta foi uma das razões do grande atraso da Artemis 2. Perryman considera muito bem os riscos do retorno à Terra. Ele estava presente no controle da missão quando o ônibus espacial Columbia se desintegrou durante a reentrada, em janeiro de 2003, matando os sete astronautas a bordo. "O acidente do Columbia deixou em mim uma marca permanente", ele conta. "Ele com certeza está em um canto da minha mente, dizendo que o que fazemos neste prédio, na minha sala e com o diretor de voo e sua equipe tem uma importância imensa." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology. Primeiro a Lua, depois Marte? Por que nova missão da Nasa é importante Missão Artemis: como diversidade étnica e de gênero marca retorno da humanidade à Lua Os planos da primeira missão tripulada da Nasa à Lua em 50 anos em 2026 Em imagens, a evolução da sala de controle das missões da Nasa, dos primórdios à Artemis

Palavras-chave: tecnologia

Prefeito de Passos, Diego Oliveira, renuncia ao cargo após anunciar candidatura a deputado estadual

Publicado em: 31/03/2026 15:55

Prefeito de Passos deixa o cargo para concorrer como deputado estadual O prefeito de Passos (MG), Diego Oliveira, do PSD, deixou o cargo nesta terça-feira (31) após anunciar a candidatura a deputado estadual. Até a formalização da renúncia, ele manteve a agenda administrativa no município. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A mudança ocorre em um momento de reorganização política dentro do PSD local, já que o atual deputado estadual pela cidade, Cássio Soares, deve disputar uma vaga na Câmara Federal, abrindo espaço para a tentativa de Diego Oliveira de manter a representatividade de Passos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Prefeito de Passos, Diego Oliveira, renuncia ao cargo após anunciar candidatura a deputado estadual Reprodução/EPTV Com a saída do prefeito, assume o comando da prefeitura o vice-prefeito Maurício Antônio da Silva, também do PSD. A transmissão oficial do cargo será realizada em solenidade na Câmara Municipal de Passos, aberta ao público, a partir das 19h30. Com a posse de Maurício Silva no Executivo, o cargo de vice-prefeito passará a ser ocupado pelo atual presidente da Câmara, Plínio Andrade, igualmente do PSD. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Deepfake: Polícia apura suspeita de manipulação de imagens de alunas do Colégio de Aplicação da UFRGS

Publicado em: 31/03/2026 15:45

Ato em colégio de Porto Alegre pede respeito às mulheres Reprodução/RBS TV A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar suposta manipulação de imagens (deepfake) de alunas do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). As investigações tiveram início na segunda-feira (30) a partir do registro de duas ocorrências por adolescentes que teriam sido vítimas. ➡️ Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA). Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. As imagens compartilhadas na internet teriam sido alteradas digitalmente, incluindo conteúdo pornográfico. Estudantes suspeitos de envolvimento foram suspensos cautelarmente, disse a instituição de ensino. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A escola não informou o número de alunos suspensos. Também não foi divulgada quantidade de estudantes que seriam vítimas. A Corregedoria da Universidade acompanha o caso. Em nota, a UFRGS afirma que "segue acompanhando o caso com a máxima seriedade, prestando apoio às estudantes e suas famílias, e adotará todas as medidas necessárias à responsabilização dos envolvidos, respeitando o devido processo legal". Leia abaixo a nota na íntegra Segundo a delegada Alice Fernandes, do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente, testemunhas devem ser ouvidas nesta semana. G1 Explica: Deepfake Ato pede respeito às mulheres Estudantes do colégio realizaram um ato na manhã desta terça-feira (31) em defesa do respeito às mulheres e do uso responsável das redes sociais. O ato foi organizado pelos próprios alunos após o caso. Vestindo camisetas brancas e com cartazes com a frase "Respeito não é um favor. Respeito é um direito", os estudantes se reuniram em uma mobilização de conscientização no saguão do colégio. Participaram alunos de turmas do ensino fundamental e do ensino médio. Ato em colégio de Porto Alegre pede respeito às mulheres Reprodução/RBS TV Nota da UFRGS "A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Colégio de Aplicação, informa que tomou conhecimento de relatos envolvendo a produção e circulação de conteúdos digitais manipulados (deepfakes) com imagens de estudantes. Desde o primeiro momento, a Direção do Colégio, juntamente com o Núcleo de Orientação Educacional, Serviço Social e Psicologia Escolar (NOPE), iniciou a escuta das estudantes envolvidas, bem como a apuração dos fatos junto aos alunos mencionados. Medidas imediatas já foram adotadas, incluindo contato com as famílias, aplicação de suspensão cautelar dos estudantes envolvidos e o encaminhamento dos procedimentos administrativos cabíveis, com acompanhamento da Corregedoria da Universidade. Até o momento, as informações apuradas indicam a existência de um número restrito de materiais, ainda não acessados pela instituição, sendo que as investigações seguem em andamento para a devida verificação dos fatos. A UFRGS reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, com o combate a todas as formas de violência, inclusive digital, e com a promoção de um ambiente educacional seguro, ético e respeitoso. A Universidade segue acompanhando o caso com a máxima seriedade, prestando apoio às estudantes e suas famílias, e adotará todas as medidas necessárias à responsabilização dos envolvidos, respeitando o devido processo legal." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

É #FAKE que vídeo mostre navios de guerra do Japão no Estreito de Ormuz; imagens registram exibição militar de 2022

Publicado em: 31/03/2026 15:37

Japão não enviou navios para o Estreito de Ormuz g1 Japão não enviou navios para o Estreito de Ormuz g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que o Japão enviou navios de guerra ao Estreito de Ormuz para ajudar o governo Donald Trump a restabelecer o fluxo de navios comerciais na região, considerada vital para o fluxo do petróleo mundial. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o post? Publicado em 22 de março no X, onde já foi visto mais de 126 mil vezes, o post exibe o vídeo de embarcações militares japonesas, incluindo um porta-aviões, em alto mar. A legenda diz: "Por pressão do pedófilo, o Japão envia seus navios ao Estreito de Ormuz para ajudar Trump! O Japão se meteu numa fria e não vai sair nada bem dessa aventura. Seus navios não poderão retornar em segurança". Mas isso não é verdade. Embora seja real — e não produto de inteligência artificial (IA) –, o vídeo mostra uma exibição militar ocorrida em novembro de 2022. Ao Fato ou Fake, a Embaixada do Japão no Brasil disse: ""Não há navios da Força de Autodefesa do Japão atualmente enviado para o Estreito de Ormuz. Esta postagem no X é uma informação falsa". O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita e estratégica, controlada pelo Irã, que conecta o Golfo Pérsico ao mar aberto. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente passa pela região. Com o início das ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, o regime islâmico determinou o fechamento da passagem marítima para navios cargueiros americanos e de países aliados a Washington, aumentando a pressão sobre a oferta global de petróleo. Em resposta, Donald Trump pressionou aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do Golfo e da Ásia a conduzir ações militares no Estreito para restabelecer o fluxo dos navios. Em 22 de março, a agência de notícias Reuters noticiou que o Japão avaliava a possibilidade de enviar embarcações especializadas para desminar o Estreito de Ormuz, mas isso ocorreria somente após um cessar-fogo (leia mais abaixo). Em 24 de março, a Otan declarou que um grupo de 22 países, que inclui também aliados no Oriente Médio e na Ásia, estaria se preparando para o restabelecimento total da rota -- sem deixar explícito como isso ocorreria na prática. Por fim, nesta segunda-feira (30) o jornal americano "The Wall Street Journal" publicou uma reportagem relatando o presidente americano Unidos considera encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Irã mostra momento em que chefe da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz ⚠️ Por que o post é mentira? Para confirmar a origem do conteúdo, o Fato ou Fake selecionou um frame (imagem estática) do vídeo viral e fez a busca reversa por essa "foto" no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar se um conteúdo havia sido reproduzido anteriormente na internet – e em que contexto. O resultado apontou para um vídeo publicado em 6 de novembro de 2022 pela Jiji Press, uma agência de notícias japonesa. Naquele dia, a marinha japonesa realizou uma exibição de suas embarcações militares na Baía de Sagami, ao largo da costa da província de Kanagawa. Ao todo, 18 navios de 12 nações, incluindo Austrália, Canadá, Índia e Estados Unidos, bem como um total de seis aviões de combate franceses e americanos, participaram do evento. O Fato ou Fake consultou Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV NPII), que explicou os limites impostos pela Constituição japonesa de 1947 sobre as Forças Armadas do país: "A Constituição japonesa foi redigida sob a supervisão americana no Pós-Guerra, de maneira a tornar o Japão um regime pacifista, como se comprova pelo Artigo 9. Isso significa que as Forças Armadas japonesas são orientadas para a defesa do próprio território e priorizaram, ao longo de todas as últimas décadas, o uso de equipamentos mais defensivos, como sistemas anti-aéreos". No entanto, o pesquisador analisa que recentemente o Japão aprovou um conjunto de leis de segurança que testam os limites da Constituição pacifista: "A partir de 2015, o Japão teve uma mudança dessa lógica [de defesa]. Agora, existe em curso uma concepção de autodefesa coletiva, e não só autodefesa pura. A autodefesa pura é você pensar só no seu próprio território. Já a autodefesa coletiva permite ao Japão projetar poder de forma defensiva em apoio a aliados, quando um ataque contra eles ameaça a própria segurança do país. É nesse contexto que o Japão passou a comprar equipamentos mais ofensivos, comprar novos caças F-35 e reconfigurou porta-helicópteros para tornar dois porta-aviões operacionais". Com relação à intervenção do Japão no Estreito de Ormuz, o pesquisador descartou o envio de embarcações de guerra no atual momento do conflito: "Para garantir o domínio do Estreito de Ormuz, você teria que ocupar basicamente a parte sul do Irã, obviamente limpar todo tipo de equipamento de defesa e criar uma zona também de exclusão aérea para interceptar os drones que viessem de mais longe. Então, assim, é dificílimo [fazer isso]. O Japão não é o país que tem condição de ajudar nessa questão. O que o Japão já se colocou à disposição de fazer, eventualmente, num contexto em que o conflito já esteja arrefecido, uma embarcação chamada Mine Sweeper para desminar o Estreito. Mas fora isso, a capacidade militar do Japão é muito pequena". Japão não enviou navios para o Estreito de Ormuz g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

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