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Celular fino com bateria de 15.000 mAh, Xiaomi 15T e preço do Galaxy S25 FE | Plantão TC

Publicado em: 28/08/2025 09:29 Fonte: Tudocelular

Hoje é quinta-feira e o Plantão TC está no ar com as principais notícias do mercado de tecnologia nessa semana. Nesta edição, vamos destacar a apresentação de um celular da realme que tem bateria de 15.000 mAh e também os primeiros detalhes do Redmi Note 15 Pro Plus global. Além disso, temos mais informações sobre a linha iPhone 17 e um lançamento da OPPO no Brasil. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

JBL lança linha MK2 de soundbars com três modelos no Brasil

Publicado em: 28/08/2025 08:40 Fonte: Tudocelular

A JBL apresentou nesta quinta-feira (28) a sua nova linha de soundbars no Brasil. A JBL MK2 chega com três modelos e promete aprimorar a imersão sonora e o áudio da TV, sem a necessidade de montar um sistema com múltiplas caixas ou receiver. Eles são os sucessores diretos dos equipamentos lançados em 2023. A JBL BAR 500MK2, a JBL BAR 800MK2 e a JBL BAR 1000MK2 têm em comum o suporte à tecnologia Dolby Atmos, a presença de Multibeam 3.0 para um amplo palco sonoro, a conectividade com HDMI eARC, além da compatibilidade com serviços como AirPlay, Google Cast, Spotify Connect, Tidal Connect e Roon Ready.JBL BAR 500MK2Soundbar mais modesta da série, a JBL BAR 500MK2 se destaca por entregar um som com potência de 375 W RMS e 5.1 canais. Ela promete iniciar as evoluções deste tipo de produto da marca, com melhorias na experiência de som 3D.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Com 2,6 mil domicílios, Tarauacá tem o maior índice de famílias em risco de insegurança alimentar no AC

Publicado em: 28/08/2025 08:00

Tarauacá tem maior índice de famílias em risco de insegurança alimentar do Acre O município de Tarauacá, no interior do Acre, tem o maior índice de insegurança alimentar do estado. Dos 6.399 domicílios avaliados, 2.616 estão em risco, o que representa 40,9% das famílias da cidade. O dados foram constatados a partir de um questionário aplicado na atenção primária, chamado de "Triagem para Risco de Insegurança Alimentar", usado para identificar famílias sem acesso regular e suficiente a alimentos nutritivos, e aplicado entre novembro de 2023 e maio de 2025. 📲 Baixe o app do g1 para ver notícias do AC em tempo real e de graça No total, o Acre registrou 10.733 domicílios em risco de insegurança alimentar, o equivalente a 11,2% dos 95.514 domicílios avaliados. (Veja a tabela completa mais abaixo) A triagem considera a proporção de domicílios em risco em relação ao total de famílias de cada município. LEIA MAIS: Projetos do AC podem se inscrever em prêmio nacional que reconhece iniciativas de combate à fome; veja requisitos Deputada do Acre propõe programa que troca material reciclável por alimentos Justiça aprova pedido do MP e prefeitura de Rio Branco deve continuar oferecendo alimentação às pessoas em situação de rua Brasil sai novamente do Mapa da Fome, segundo relatório da ONU Segundo levantamento, Tarauacá tem alto índice de famílias em risco de segurança alimentar no Acre Reprodução Ainda segundo o estudo, nos domicílios avaliados em Tarauacá, a maioria dos moradores são menores de 18 anos. Entre as pessoas que responderam à TRIA, o maior número é de mulheres. Sobre a raça ou cor, a maior parte se autodeclara parda, seguida por branca, preta, amarela e indígena. Além de Tarauacá, outros índices elevados foram registrados em Marechal Thaumaturgo (25,1%), Mâncio Lima (22,7%), Santa Rosa do Purus (19,6%), Porto Walter (19,1%) e Porto Acre (18,2%). Já os menores percentuais foram observados em Senador Guiomard (3,5%), Rio Branco (4,4%) e Sena Madureira (4,5%). Risco de insegurança alimentar nos municípios do Acre Norte e Nordeste Em todo o Brasil, o levantamento já coletou dados de mais de 20,5 milhões de domicílios, dos quais cerca de 1,4 milhão estão em situação de risco de insegurança alimentar. Além disso, os dados também dizem que as capitais do Nordeste e do Norte são as que concentram mais lares e famílias em situação de vulnerabilidade. Na região Nordeste, por exemplo, o índice chega a 10,9% dos 8,6 milhões de domicílios analisados. Já na Região Norte, mais de 2,2 milhões de casas foram avaliadas e, dessas, aproximadamente 332 mil enfrentam algum nível de dificuldade para garantir alimentação adequada. Além disso, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) define os níveis de insegurança alimentar: Grave: quando pessoas ficam sem comida, podendo passar um ou mais dias sem se alimentar. Moderada: quando há incerteza sobre a obtenção de alimentos, com necessidade de reduzir a qualidade e/ou quantidade do consumo. Triagem Segundo o Ministério da Saúde, a triagem permite identificar famílias que precisam de acompanhamento das equipes de saúde e encaminhamento para serviços sociais e políticas de segurança alimentar. Entre os domicílios acreanos em risco, chama atenção o fato de que a maioria possui menores de 18 anos entre os moradores. Um domicílio é considerado em risco quando pelo menos um morador adulto responde positivamente às perguntas da triagem. Nesses casos, as equipes de Atenção Primária à Saúde avaliam o estado nutricional da família, encaminham para serviços de proteção social e orientam políticas e programas voltados à segurança alimentar. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Glocal Amazônia 2025 começa nesta quinta com debates, oficinas e show da Orquestra Filarmônica

Publicado em: 28/08/2025 08:00

Glocal Amazônia 2025: evento gratuito acontece em diversos pontos do Centro de Manaus A 3ª edição da Glocal Amazônia 2025 começa nesta quinta-feira (28) em Manaus, oferecendo três dias de programação com debates, oficinas, workshops e apresentações culturais. O evento gratuito ocorre em diversos pontos do Centro da cidade, incluindo o Palácio da Justiça, Teatro Amazonas e Largo de São Sebastião. O encontro reúne autoridades, especialistas, artistas e líderes empresariais, promovendo reflexões e soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Além de painéis temáticos, haverá atividades comunitárias, oficinas e masterclasses no GlocaLAB, além de grandes atrações culturais. Programação do 1º dia Manhã – Palco Glocal: 11h30 – Cerimônia de abertura com Eduardo Taveira, Phelippe Daou, Claudia Daou Paixão e Malu Sevieri B2B: Oficina de Business Model Canvas para negócios de impacto Tarde – Palácio da Justiça (B2B): 14h às 16h30 – Oficina de Pitch para investimento de impacto Tarde – Palco Glocal: 14h às 15h30 – Painel: Tecnologia Verde – IA, Big Data e Inovação para a Floresta 15h45 às 17h15 – Painel: Como Empresas Podem Impulsionar o Desenvolvimento Sustentável e Valor de Mercado na Amazônia, com Phelippe Daou Jr., Simone Ponce, Átila Denys e Daniela Assayag Encerramento – Teatro Amazonas: 19h – Apresentação da Orquestra Filarmônica do Amazonas Participação gratuita mediante inscrição no site da Glocal Confira a programação completa dos três dias do evento clicando aqui. CEO da Rede Amazônica fala sobre economia sustentável durante painel na Glocal Amazônia 2024. Leonardo Matheus/Fundação Rede Amazônica

Palavras-chave: tecnologia

Petrobras conclui simulação de emergência na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá

Publicado em: 28/08/2025 07:58

A fronteira do petróleo: série mostra a perspectiva da exploração na costa do Amapá A Petrobras concluiu na tarde desta quarta-feira (27) uma simulação de emergência na costa do Amapá. O exercício, chamado de Avaliação Pré-Operacional (APO), foi realizado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A ação, que começou às 18h10 de domingo (24), testou a capacidade da empresa de conter vazamentos de óleo — etapa obrigatória para obter licença ambiental e iniciar a pesquisa de petróleo na região. A operação aconteceu no bloco FZA-M-59, onde está o navio-sonda NS-42. Mais de 400 profissionais participaram da simulação, que contou com embarcações de apoio, helicópteros e um hospital de fauna montado em Oiapoque. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as equipes que acompanharam o exercício estão sendo desmobilizadas. Nos próximos dias, será iniciada a análise dos dados coletados nos postos de observação. "Somente após a conclusão dessa análise, será elaborado um relatório técnico sobre a exequibilidade (ou não) do Plano de Emergência Individual (PEI) proposto pela empresa empreendedora. Não há prazo previsto para a conclusão dessa etapa", informou o Ibama. LEIA TAMBÉM: Petrobras monta maior estrutura de emergência para realizar simulação no Amapá Conheça área no centro da discussão sobre a exploração de petróleo na costa do Amapá Produtores indígenas de Oiapoque recebem tecnologia para combater praga da mandioca Sobre a simulação Sonda de perfuração NS-42 será utilizada durante a Avaliação Pré-Operacional (APO) no Amapá Divulgação Foresea O objetivo da simulação foi testar o Plano de Emergência Individual (PEI) da Petrobras, que avalia se a empresa está preparada para conter e recolher óleo em caso de acidente, além de proteger animais afetados. Durante a APO, foi simulado um vazamento de óleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas. É nesse ponto que a Petrobras pretende iniciar a perfuração, que só poderá ocorrer após a liberação final do Ibama. O governador do Amapá, Clécio Luís, anunciou nas redes sociais que a simulação foi concluída com sucesso. A declaração foi feita após reunião com representantes da Petrobras, durante a inauguração da nova sede da Polícia Federal. “A informação até agora é que todos os acionamentos feitos pelo Ibama foram bem-sucedidos. As respostas foram rápidas e satisfatórias. Se Deus quiser, logo teremos a liberação da Margem Equatorial em Oiapoque para pesquisa e, depois, a extração propriamente dita do petróleo. Esse foi um passo decisivo para a exploração de petróleo em nosso estado”, destacou o governador. Sonda de perfuração NS-42 será utilizada durante a Avaliação Pré-Operacional da Petrobras no Amapá Divulgação Foresea Infográfico mostra o local em que a Petrobras quer explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas Editoria da Arte/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Motorista acusado de atropelar casal e causar morte de ciclista em Bálsamo vai a júri popular: 'Três anos com muita dor', diz irmã

Publicado em: 28/08/2025 07:21

Motorista acusado de atropelar casal e causar morte de ciclista em Bálsamo vai a júri O motorista acusado de atropelar um casal de ciclistas em Bálsamo (SP), em 10 de julho de 2022, vai a júri popular nesta quinta-feira (28). Naitielle de Paula Pantano morreu no dia do atropelamento, enquanto Júlio Cesar Braguini Fernandes foi socorrido com ferimentos. O réu, o servidor público Guilherme Augusto dos Reis Jordão, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por homicídio, tentativa de homicídio, embriaguez ao volante, omissão de socorro, fuga do local de acidente e dirigir sem carteira de habilitação. Ele responde ao processo em liberdade. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Natielle, à época com 33 anos, e o marido, Júlio Cesar, pedalavam em uma estrada rural entre Mirassol (SP) e Bálsamo quando foram atingidos pelo carro do acusado. Ela morreu no local. "Ele [Guilherme] não tinha condições mínimas de dirigir. Isso foi presenciado por testemunhas que tentaram tirar a chave dele. Não bastasse isso, estava em alta velocidade, então não teve tempo hábil para que eles pudesse correr, se jogar ali, às margens da rodovia. Ele não prestou socorro às vítimas", explicou a promotora Patrícia Pelozo, em entrevista à TV TEM. Natielle era enfermeira, pesquisadora, casada com Júlio e apaixonada pelo ciclismo. Ela tinha o sonho de ser mãe e treinava para, junto à família, percorrer o Caminho da Fé pela primeira vez. Casal atropelado por carro em Bálsamo (SP) Reprodução/TV TEM A irmã da vítima, Heloísa de Paula, disse que custa acreditar no que aconteceu naquela estrada e que espera por justiça. "Desde aquele dia do acidente, a vida da minha irmã foi interrompida e a nossa também. A gente segue nesses três anos com muita dor, revolta, acabou com a nossa família. A gente revive tudo, mas é necessário para que esse cara não volte a cometer isso", revelou a irmã. LEIA MAIS: Grupo é condenado por matar mulher encontrada carbonizada; penas ultrapassam 60 anos de prisão Hacker brasileiro é condenado a 9 anos de prisão por invadir e-mail e redes sociais de ex-prefeito de Araçatuba Homem é condenado a 12 anos de prisão por matar autônomo em Brejo Alegre Natielle morreu ao ser atropelada em Bálsamo (SP) Arquivo pessoal Relembre o caso No dia 10 de julho de 2022, após o atropelamento e a confirmação da morte de Natielle, o marido dela, Júlio Cesar, foi socorrido e levado ao Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), onde recebeu atendimento médico e foi liberado depois de semanas internado. No local do acidente, os policiais encontraram pedaços do veículo e a placa de identificação. Carro ficou destruído após acidente em Bálsamo (SP) Arquivo pessoal A investigação apontou que Guilherme ingeriu bebida alcoólica em um restaurante e foi embora dirigindo. Nos depoimentos à polícia, amigos de Guilherme afirmaram que, minutos antes do acidente, tentaram impedir que ele saísse da festa com o veículo. Segundo eles disseram à polícia, chegaram a retirar a chave do carro, mas, ainda conforme o processo, a namorada disse que ele "não estava tão ruim assim". Conforme o Ministério Público, o motorista trafegava pela estrada rural quando atropelou o casal e fugiu sem prestar socorro às vítimas. Depois, o veículo foi localizado destruído na garagem de um familiar dele. Ele se entregou à Polícia Civil somente no dia 13 de julho daquele ano. Guilherme teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto. Na ocasião, uma das advogadas de Guilherme afirmou que ele não teve intenção de atropelar o casal e que não prestou socorro por medo. Cinco meses depois, o condutor do carro foi solto e, desde então, responde ao processo em liberdade. Atropelamento ocorreu em estrada de terra entre Mirassol e Bálsamo (SP). Andre Modesto/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: hacker

Navios de guerra dos EUA na costa da Venezuela levantam suspeita de ação militar de Trump contra Maduro, diz jornal

Publicado em: 28/08/2025 07:15

EUA divulgam imagens de navios de guerra em operação no Oceano Atlântico O envio de oito navios de guerra pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a costa da Venezuela, como revelado por agências de notícias nos últimos dias, levantam a suspeita de uma possível ação militar contra o regime Maduro, segundo o jornal americano "Washington Post". ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a reportagem, "é raro ver tantos recursos [navios militares] enviados para apoiar" a região do Caribe, que o Exército americano chama de "Comando Sul", e as embarcações designadas oferecem diversas opções ao governo Trump. (Leia mais abaixo) A justificativa oficial do governo Trump para o envio dos navios de guerra é combater cartéis de droga da América Latina, que foram designados pelos EUA como organizações terroristas internacionais. O governo Trump acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar um deles, o Cartel de los Soles. Analistas veem a presença militar na costa da Venezuela como um instrumento de pressão ao governo do país —que tem a maior reserva de petróleo do mundo. O "Washington Post" afirmou ainda que, juntos, os navios de guerra designados oferecem uma ampla variedade de opções para o governo Trump em um eventual ataque. O anfíbio USS Iwo Jima transporta helicópteros e serve como pista de pouso para jatos, já os destróieres e cruzadores contam com sensores avançados de vigilância, além de mísseis Tomahawk, de alta precisão, e mísseis de cruzeiro capazes de atingir alvos em terra. Segundo informações de agências de notícias, os navios designados por Trump até o momento são os seguintes: USS Gravely: destróier; USS Sampson: destróier; USS Jason Dunham: destróier; USS Iwo Jima: navio de ataque anfíbio; USS San Antonio: navio de transporte anfíbio; USS Fort Lauderdale: navio de transporte anfíbio; USS Lake Erie: cruzador de mísseis guiados; USS Newport News, submarino de ataque rápido com propulsão nuclear. Os navios foram atrasados por conta de um furacão que se formou no Oceano Atlântico nos últimos dias, mas devem começar a chegar à costa da Venezuela ainda nesta quinta-feira, segundo o governo de Curaçao, que fica próximo ao país de Maduro. Leia abaixo mais detalhes sobre as embarcações e o poder de fogo do arsenal militar venezuelano. Recado a Maduro EUA enviam navios de guerra para a costa da Venezuela Nos últimos dias, os Estados Unidos deslocaram navios de guerra, aviões, ao menos um submarino e cerca de 4.000 militares para o mar do Sul do Caribe, perto da costa da Venezuela, segundo as agências de notícias Reuters e Associated Press. O governo do presidente Donald Trump tem dado mostras de que Maduro é o novo alvo dos EUA: Oito navios de guerra foram deslocados para o sul do Caribe, perto da costa da Venezuela, sob a alegação de conter ameaças de cartéis de tráfico de drogas, segundo agências de notícias. Ao responder o porquê do deslocamento de navios, a porta-voz do governo, Karoline Leavitt, disse na terça (19) que Maduro "não é um presidente legítimo", além de ser "fugitivo" e "chefe de cartel narcoterrorista" —e que, por isso, os EUA usariam "toda a força" contra o regime venezuelano. A referência a "fugitivo" se explica pelo fato de os EUA terem colocado, no início de agosto, uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 275 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o presidente venezuelano é acusado de envolvimento em conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas em apoio a crimes relacionados ao tráfico. O governo americano também diz que Maduro lidera o suposto Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos EUA como organização terrorista internacional. Entenda a escalada de tensões entre governo Trump e Venezuela Além dos três destróieres da Marinha dos EUA, equipados com o poderoso sistema de combate Aegis, e três navios de desembarque anfíbio, feitos para transportar e desembarcar divisões terrestres, o governo Trump deslocou aviões espiões P-8 Poseidon e pelo menos um submarino, além de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais para a região. Em resposta ao envio americano dos navios de guerra, Maduro anunciou mobilização de 4,5 milhões de milicianos para combater o que chamou de "ameaças" dos EUA. Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, líder do chavismo na Venezuela Kevin Lamarque e Manaure Quintero/Reuters Navio anfíbio USS San Antonio, integrante do grupo de combate Iwo Jima da Marinha dos Estados Unidos. Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos Cartel de los Soles Donald Trump aponta Nicolás Maduro como o chefe de uma organização chamada Cartel de los Soles, que seria liderada pelo alto escalão do Exército da Venezuela. Segundo a imprensa latino-americana, o grupo atua como facilitador de rotas de drogas para outros grupos que vendem os produtos no mercado americano, como o mexicano Cartel de Sinaloa e o também venezuelano Tren de Aragua. Desde a semana passada, alguns países sul-americanos têm acompanhado a decisão de Trump de designar o Cartel de los Soles como organização terrorista, começando pelo Equador, governado por Daniel Noboa, de direita. Em seguida, foi a vez do presidente Santiago Peña, do Paraguai. Nesta sexta-feira (22), a Guiana também publicou uma medida semelhante. Enquanto Equador e Paraguai são governados por opositores do chavismo, a Guiana se encontra em uma disputa terrirorial com Caracas pela região de Essequibo, que ela controla. Poder de fogo de Caracas Em contraposição aos EUA, a Venezuela tem problemas em seu arsenal militar. Segundo o IISS (Instituto Internacional para Estudos Estratégicos), as Forças Armadas venezuelanas operam com "capacidades restritas" e "problemas de prontidão" por conta de "sanções internacionais, isolamento regional e uma crise econômica de longa data", que nas últimas décadas limitaram a capacidade de comprar armamentos e tecnologia militar. "Sanções internacionais e a crise econômica limitaram significativamente a capacidade do país de obter novas tecnologias militares. (...) Devido à capacidade limitada de aquisição, grande esforço é direcionado a reparos e modernizações de sistemas já existentes, e a Força Aérea e a Marinha enfrentam problemas de prontidão", afirmou o IISS no relatório. Por conta dessas restrições, muita incerteza paira sobre as capacidades militares reais da Venezuela, mesmo com o país tendo alguns equipamentos considerados relativamente modernos. Poderio militar da Venezuela. Gui Sousa/Equipe de arte g1

Palavras-chave: tecnologia

Apesar de Trump, mercado de smartphones deve crescer em 2025

Publicado em: 28/08/2025 07:12 Fonte: Tudocelular

Quando iniciou uma guerra tarifária com vários países do mundo, mas principalmente com a China, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez os mercados entrarem em pânico. Mas ao que parece, mesmo com as novas taxas, o segmento de smartphones deve crescer em 2025. Todo o desespero com as novas tarifas é justificado – afinal, como grande parte dos telefones são fabricados na China, muitos se preocuparam sobre um aumento de preços; que no final das contas, deve mesmo acontecer. Mas segundo a IDC, empresa de inteligência de mercado e consultoria em tecnologia, nem mesmo essas mudanças devem parar o crescimento do nicho de smartphones. Novos dados divulgados pela companhia reescrevem uma impressão anterior desanimadora.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Geoeconomia: Trump turbina era da economia como arma geopolítica — e Brasil pode ser um dos grandes perdedores

Publicado em: 28/08/2025 07:08

Governo americano afasta críticos do Presidente Trump Desde a campanha eleitoral de 2024 e do primeiro dia como presidente dos Estados Unidos em seu segundo mandato, Donald Trump fala em tarifas. Primeiro, foram México e Canadá, cujos produtos importados pelos EUA foram atingidos com taxas de 25% logo no primeiro decreto de Trump, ainda no rescaldo da posse. Depois vieram países da Ásia, a União Europeia — que chegou a um acordo, em julho, para tarifas fixadas em 15% — e, nas últimas semanas, o Brasil. À medida em que essas tarifas têm se expandindo, observadores apontam que há uma mudança mais profunda em curso no planeta: a entrada em cena da geoeconomia. Nela, os países — sobretudo os mais desenvolvidos — se valem de mecanismos econômicos que funcionam com armas geopolíticas, como sanções financeiras, regras para investimentos, mudanças nas dinâmicas monetárias ou tarifas. Para além de uma mudança na forma como os países se relacionam, a geoeconomia tem uma vítima central, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil: a Organização Mundial do Comércio (OMC). Enquanto esta organização define as regras das trocas comerciais entre os países com acordos entre eles e, a partir disso, estabelece princípios gerais que os membros devem seguir, na geoeconomia, cada país atua por conta própria, sem a mediação de um órgão internacional. E, para muita gente, o Brasil será um dos principais prejudicados nessa nova ordem global. Por quê? As 'armas' da geoeconomia No discurso inaugural na volta ao poder, em janeiro, Trump contou que iria renomear a maior montanha da América do Norte, no Alasca. O nome nativo, Denali, seria substituído por Monte McKinley. Não foi trivial. Vem de William McKinley, presidente dos Estados Unidos entre 1897 e 1901. McKinley, ainda como congressista, batizou uma lei muito parecida à que Trump decretou sobre as tarifas contra o Brasil em julho: Tariff Act, ou "Tarifa McKinley", que elevou em 1890 as taxas de entrada de produtos estrangeiros nos EUA em quase 50%. "Ele fez nosso país ser muito rico usando tarifas e o talento. Era um homem de negócios nato", disse Trump à multidão em Washington. Renato Baumann, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor da Universidade de Brasília (UnB), analisa que a lógica da atual Casa Branca é combater o déficit comercial "de qualquer forma" — e a melhor maneira de fazer isso, sob essa perspectiva, seria por meio das tarifas. "É um pensamento relativamente primário de comparação de níveis de alíquota. A estranheza é que barreiras desse tipo, tarifárias, não figuravam na agenda global. O foco estava sobre as barreiras não tarifárias", aponta o economista. Para Baumann, essa guinada, liderada pelos EUA — a economia mais aberta do mundo até então, ele diz —, é consequência de mudanças geopolíticas. Por exemplo, o crescimento de intervenções em outros países através de punições financeiras, protecionismo tarifário e estratégias de investimentos setoriais, em detrimento de conflitos territoriais protagonizados por exércitos. "A criatura que surgiu foi a geoeconomia", aponta o pesquisador, autor de A geoeconomia e a estrutura produtiva brasileira (Ipea, 2025). O conceito não é tão novo: apareceu pela primeira vez em um artigo do cientista político e estrategista militar Edward Luttwak na revista americana The National Interest, em 1990. O argumento dele era que, naquele contexto de fim da Guerra Fria, em que o poder militar não era mais tão relevante nas relações entre países, os "métodos comerciais" estavam assumindo o antigo papel de tropas EUA eram a economia mais aberta do mundo há até pouco tempo, mas está dando uma guinada por mudanças geopolíticas, aponta entrevistado Getty Images via BBC "Capital disponível ao invés do poder de fogo, inovação civil ao invés de avanço nas técnicas militares, penetração em mercados ao invés de guarnições", diz um trecho do artigo. Pelo raciocínio de Luttwak, sem uma ameaça bélica no horizonte, o "mundo da política" dava lugar ao "mundo dos negócios". Neste, havia duas possibilidades inevitáveis: competir ou cooperar, e sempre para além das fronteiras nacionais. A economista Vera Thorstensen, da Escola de Economia (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por sua vez, prefere o conceito que aparece no livro War by Other Means ("Guerra por outros meios", em tradução livre, sem versão em português), de 2016. Escrito por Robert Blackwill, que foi conselheiro do ex-presidente norte-americano George W. Bush, em 2001, e pela cientista política Jennifer Harris, o livro define a geoeconomia como a "armamentização dos instrumentos econômicos". A obra foi publicada na véspera de Trump assumir seu primeiro mandato, em 2017 — e, a partir do comportamento do republicano, Blackwill e Harris previram como seu governo se comportaria no comércio exterior. Para os autores, enquanto muitos países hesitavam em usar suas "armas econômicas" com objetivos próprios, os EUA do primeiro mandato de Trump iriam na direção contrária: se valeriam significativamente de tarifas, sanções, além do poder do dólar como moeda internacional para produzir vantagens geopolíticas a si mesmo, como atrair investimentos ou punir rivais, tais como a China ou a Rússia. "Mas é soft power [pressão ou influência exercida por um país sem o uso da força]. Não é enviar exército. É operar na base da pressão. É tornar os instrumentos econômicos armas para forçar a posição econômica de quem as usa", explica Thorstensen, coordenadora da Cátedra da OMC no Brasil (programa da organização que reúne pesquisadores sobre comércio internacional em alguns dos países-membros). Thorstensen serviu também na missão brasileira da OMC na sede da instituição em Genebra, Suíça, entre 1995 e 2010. Ela diz que, além das tarifas, outras estratégias usadas pelos países na "geoeconomia" são o endurecimento de regras de origem de produtos, barreiras sanitárias e subsídios a setores sensíveis às exportações. "Governos costumam fazer isso de forma mais elegante. O Trump não faz elegantemente, mas os países fazem", afirma a economista. Hoje, os Estados Unidos são o mercado mais protegido do mundo, com uma tarifa efetiva média de 17%, segundo cálculos da consultoria Fitch Ratings. Em 2024, era de apenas 2%. No ano passado, segundo o FGV Ibre, a tarifa média brasileira no comércio internacional foi de 12,4%. Outro instrumento da geoeconomia, aponta a professora, são os próprios investimentos — um recurso que tem sido bastante utilizado pela China. "A China investe em portos, em minas, em infraestruturas, financia tudo em dólar. Quando o país que recebeu os aportes se endivida, ela assume a concessão do que ela mesma construiu, contratada para 30 anos, por 100 anos, como forma de pagar essa dívida", observa. "A estratégia da Nova Rota da Seda [obras e investimentos para ampliar a presença e os mercados da China no mundo, projeto iniciado em 2013] é exatamente essa. Não foi o Trump que começou com isso, portanto. Foi a China!" Existem ainda os instrumentos digitais, que vão das notícias falsas à dependência cada vez maior, pelos setores produtivos, das grandes empresas de tecnologia (big techs) do Vale do Silício, nos EUA. Thorstensen arrisca dizer que, logo mais, haverá um outro desdobramento da geoeconomia: as "geofinanças". Novamente, ela se volta aos Estados Unidos — que segundo ela tem um problema "grave" de déficit comercial. "A política tarifária do Trump é para eles exportarem mais. Só que a consequência é valorização do dólar, e eles querem desvalorizá-lo pelos interesses nacionais [se a moeda está valorizada, os produtos norte-americanos ficam mais caros na arena global]. O poder de controlar o dólar é central na conjuntura 'geofinanceira'", diz. Conflitos exacerbados Potências, EUA e China têm usado estratégias da geoconomia, dizem entrevistados AFP via Getty Images/BBC O escopo do conceito de geoeconomia, porém, não é uma unanimidade. Nas últimas semanas, a BBC News Brasil conversou com pelo menos dez especialistas de diferentes disciplinas: das relações internacionais à ciência política, da sociologia à economia. E há quem diga que a geoeconomia é, de forma simples, só a velha geopolítica. "No fundo, são a mesma coisa", sentencia o cientista político Daniel Kosinski, professor do Departamento de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). "A geopolítica sempre tratou de produção, distribuição e consumo. Eu não vejo um momento sequer na história em que esses elementos não foram geopoliticamente centrais. Logo, a geoeconomia sempre esteve aí. Não tem diferença." Para Kosinski, o mais importante para entender as mudanças recentes na ordem do comércio global é se perguntar por que os conflitos globais ao redor da economia "estão tão exacerbados agora". Ele oferece uma resposta curta: China. "Ela ascendeu e, agora, os EUA querem conter essa ascensão. Isso aconteceu porque os chineses souberam usar magistralmente a globalização desenhada pelos Estados Unidos dos anos 1960 em diante", reflete ele. "Isso só foi possível porque nenhum outro país conseguiu ficar fora da subordinação dos EUA — Japão, Alemanha, Grã-Bretanha — até agora. Todos eram e são sujeitos ao Exército e às finanças dos EUA. A China, não." É uma explicação muito parecida à do Global Capital Allocation Project (GCAP), um dos principais centros de estudos de geoeconomia, formado por pesquisadores de universidades como Stanford e Columbia, ambas nos Estados Unidos. O argumento é que a China domina as cadeias globais de fornecimento e os minerais de terras raras (um conjunto de elementos de difícil extração, como gadolínio ou ítrio, fundamentais nas cadeias de produção de eletrônicos, como smartphones, mas também na indústria armamentista). Em outras palavras, tem a hegemonia produtiva do mundo. Já os EUA, por emitirem a moeda internacional, dominam as finanças do planeta. Assim, o que Trump quer fazer, para o GCAP, é diminuir o poder industrial chinês e, na mesma tacada, proteger esse controle financeiro americano. "Mas não dá para isolar a China em uma tacada só, porque isso significaria acabar com cerca de um terço da produção mundial. Então, os EUA estão tentando fazer aos poucos", completa Kosinski. De acordo com ele, essa estratégia americana contra a China envolve não só desmontar instituições como a OMC ou aplicar tarifas altas sobre produtos chineses — que hoje estão em 30%, mas já chegaram a 145% em maio, antes de os dois países se sentarem frente a frente em Estocolmo, onde seguem negociando —, mas também atacar "satélites" econômicos mundo afora. "Eles foram para cima da Europa e do Japão e conseguiram acordos bastante criticados. Agora, chegou nossa vez", diz, referindo-se à tarifas contra o Brasil. Brasil na era da geoeconomia No começo de julho, primeiro em uma carta divulgada em sua rede social, Donald Trump comunicou o governo brasileiro de que iria adicionar mais 40% de taxas sobre todas as importações do país, além dos 10% anunciados meses antes. Os EUA ainda abriram uma investigação na Justiça do país para analisar o que chamaram de "práticas comerciais desleais" brasileiras, citando indiretamente o Pix, entre outras coisas. Dias depois, em uma canetada, o americano confirmou a decisão sobre as tarifas contra o Brasil — motivadas pelo que chamou de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na Justiça brasileira. No dia seguinte ao anúncio da nova tarifa, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) divulgou um relatório mostrando que, no primeiro semestre de 2025, o saldo das trocas entre os dois países foi favorável aos EUA: superávit de US$ 1,7 bilhão. Era uma repetição, em pequena escala, do resultado de 2024 — em que, de uma corrente de comércio de US$ 80,9 bilhões, os estadunidenses saíram com excedente de US$ 253,3 milhões. O Brasil é deficitário no comércio com os EUA desde 2009, segundo dados oficiais Números como esses reforçam, para os economistas, a lógica geoeconômica atual e o papel do Brasil nela. "Os interesses por trás do tarifaço sobre o Brasil são geoeconomia na veia", aponta Baumann, do Ipea. Para ele, o argumento sobre Bolsonaro é só "jogo de cena" diante dos reais objetivos — entre eles, influenciar o mercado em favor das big techs e de cartões de crédito, além de conter o Brics, sobretudo nos planos do bloco de eventualmente fazer transações sem o dólar. O bloco é objeto, além do mais, do temor de Trump em torno da hegemonia americana no mundo. Se esse é o diagnóstico, então o Brasil entra na era da geoeconomia em crise. "O cenário é trágico para nós", reflete Thorstensen, da FGV. "Porque nós sempre ficamos nessa posição cômoda, em cima do muro entre China e EUA. Agora não tem jeito: nós teremos que escolher entre um deles." Na visão dela, essa é apenas uma das complexidades postas ao país. A outra é que, enquanto vê os EUA punirem mais tarifas, o Brasil observa, do outro lado, a China deslocar mercados externos brasileiros para si mesma. Em 2024, a corrente comercial entre os países foi de US$ 188,17 bilhões. A demanda dos chineses correspondeu a 28% de todas as exportações brasileiras, segundo a FGV. Em 2014, os números do comércio bilateral eram mais tímidos: US$ 40,6 bilhões em trocas comerciais e 18% das exportações brasileiras indo pra China. Nesse mesmo período, perderam relevância na balança brasileira países como a Argentina (6,5% das exportações em 2014 para 4% em 2024) e a Alemanha (3% para 1,7%). "E a China segue investindo [no Brasil]. Quer potencializar o renminbi [moeda chinesa] aqui. Está claro que os Estados Unidos não vão deixar isso acontecer", continua ela, para emendar, então, uma solução possível. "Fazer acordos loucamente e com qualquer um que aparecer. União Europeia, Canadá, países asiáticos... Sabe por quê? Porque eles ainda estão jogando o jogo da OMC. Eles não vão aumentar tarifas". Mas o tiro pode sair pela culatra, aponta Daniel Kosinski, da Uerj. Ele argumenta que a situação é mais complexa quando se trata de Estados Unidos e as Américas. Na ótica dele, há três atores centrais no plano de reordenamento global norte-americano em curso: o Japão, "potência industrial e tecnológica localizada às margens da China"; a União Europeia e o continente americano. "A proposta é muito clara e muito antiga: é porrete em todo mundo. Ninguém daqui pode bater de frente com os EUA e, se existe algum candidato a fazer isso, é o Brasil. País continental, população grande, uma das maiores economias do mundo, apesar dos problemas...". "Além disso, temos uma relação ótima com a China, que eles [EUA] querem isolar. Então, eles vão nos enquadrar de algum jeito. Nem que seja na porrada", afirma Kosinski. OMC em crise existencial A sede da OMC em Genebra; há até pouco tempo, 'mundo das regras' da organização parecia inabalável Getty Images via BBC Se há outro consenso na era da geoeconomia, é de que a OMC respira por aparelhos. "Existem boas razões para crer que ela ou se transforma ou vai deixar de existir", sentencia Vitor Ido, professor de Direito Comercial da Universidade de São Paulo (USP). Criada em 1995, após uma década de discussões entre os países, a organização já nasceu intermediando 98% dos fluxos comerciais do planeta à época. A OMC herdou os termos do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, na sigla em inglês), convenção estabelecida depois da Segunda Guerra Mundial e que foi atualizada em rodadas periódicas entre os países. Diferente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, duas instituições criadas a partir de consensos entre os países após a Segunda Guerra Mundial, o GATT sempre foi um tratado, não uma entidade. E, segundo especialistas, era assim, justamente, porque havia mais discordância do que acordos sobre comércio internacional. Com o fim da União Soviética, os EUA ficaram livres para desenhar o modelo comercial do planeta. Em 1994, em uma rodada decisiva do GATT, no Uruguai, nasceu a OMC. Em 1996, um ano após sua gênese, a taxa média de tarifas entre países-membros da organização era de 13,2%. Já em 2020, ela estava em 7,4%. Não à toa, nesse mesmo intervalo, a quantidade de bens intercambiados no mundo explodiu, saindo de um volume de receitas de US$ 4,4 trilhões naquele primeiro ano para US$ 18,6 trilhões em 2021. Esse "mundo das regras da OMC", como chama Vera Thorstensen, funcionava tanto a partir de regras comuns — por exemplo, de que maneira os países deveriam negociar seus acordos comerciais — quanto com base em alguns princípios. O mais conhecido deles, talvez, seja o da "nação mais favorecida" (NMF): caso um país conceda uma vantagem comercial específica ao produto de um parceiro, ele deve estendê-la, automaticamente, a mercadorias e serviços similares de outras nações. Eram heranças do GATT. O Itamaraty lançou justamente esta carta na mesa em 6 de agosto: pediu à OMC que avalie se há violações americanas às regras e aos princípios da entidade — entre elas, à NMF. As regras eram aplicáveis a todos os países-membros. Mas, durante a pandemia, elas começaram a dar sinais de fraqueza. "Fui notando que esse mundo das regras da OMC não existia mais", revela Thorstensen. "Sabe quando se sente um ambiente de rivalidade [entre os países]? Em 2021, mais ou menos, eu notei que a questão ali era outra: as regras da OMC simplesmente não funcionavam mais", lembra. Há um consenso entre os especialistas que a crise da OMC começou por causa das barreiras não tarifárias, isto é, medidas de proteção diferentes das taxas, como exigências sanitárias. Segundo Renato Baumann, do Ipea, à medida em que a organização estabeleceu padrões tarifários globais, as barreiras não tarifárias ficaram mais sofisticadas e menos transparentes, porque eram a única alternativa disponível. "A criatividade era infinita: questões trabalhistas, ambientais, sanitárias, 'pseudossociais'... Tudo era motivo para barrar o comércio. Mas tarifas, em si, não tinham sentido mais", aponta. O pesquisador do Ipea lembra de um episódio importante na deterioração da OMC: os grandes protestos que marcaram a reunião da entidade em Seattle, nos EUA, em 1999. Pelas contas dos jornais da época, cerca de 50 mil pessoas saíram às ruas da cidade em marcha contra as corporações representadas pela organização. Elas protestavam, sobretudo, contra as barreiras não tarifárias, para as quais a organização ainda não tinha soluções claras. Não à toa, lembra Baumann, muitos dos manifestantes eram representantes de setores agrícolas, afetados por esse tipo de obstáculo. "Foi surgindo esse impasse comercial global. E é por isso que voltamos a falar de geoeconomia agora." Vera Thorstensen concorda — e, por isso, estende a relevância do conceito geoeconomia para além do tarifaço trumpista. Para ela, quando a União Europeia (UE) passou a impor barreiras comerciais sob a justificativa de uma dita preocupação ambiental, em meados de 2010, o bloco estava lançando mão de uma "arma" geoeconômica. "A UE não tinha condição de impor as regras, mas ela dizia: 'Você quer entrar aqui no meu mercado? Então você precisa fazer o que eu quero'. O resultado é que nem os agricultores europeus aguentam mais". "E todo mundo passou a fazer a mesma coisa. Cada país tinha seu instrumento". Já Vitor Ido adiciona outro fator à crise da OMC para além das barreiras não tarifárias. Ele lembra que tudo se intensificou quando Trump, no seu primeiro mandato, conseguiu bloquear as indicações de novos juízes do Sistema de Solução de Controvérsias (SSC) e, com isso, travou as resoluções dos conflitos em curso. Joe Biden, que o sucedeu na Casa Branca, manteve a decisão. O Sistema de Solução de Controvérsias é uma espécie de tribunal internacional da OMC com poder suficiente para dar vereditos sobre quaisquer conflitos comerciais. "Ninguém no mundo acredita mais que [a corte] voltará a funcionar. Todo mundo acha que a economia e a política assumiram todo o controle de novo". Segundo Vitor Ido, quando estava em funcionamento, o SSC foi fundamental para países como o Brasil, que se dependessem apenas da política e da retórica, ficariam em desvantagem para negociar acordos com países mais poderosos e ricos. Se esse cenário de desmonte se confirmar, Renato Baumann afirma que "quem tem os instrumentos geoeconômicos vai ter vantagem". Ele lembra que, para Trump, esvaziar a OMC tem outro motivo ligado à geoeconomia: a tentativa de conter a China. Perto do fim do seu primeiro mandato, ele prometeu que "faria algo com a OMC" por ela ter deixado o país asiático "escapar impune". A potência asiática entrou na organização em 2001, após mais de 15 anos de negociações. A demora ocorreu porque, de um lado, exigia-se dos chineses uma maior abertura da sua economia — menos tarifas e queda de barreiras a investimentos estrangeiros, por exemplo. Além disso, havia uma exigência tácita de que, antes da entrada do país asiático na OMC, os EUA firmassem um acordo com a China, o que ocorreu apenas em 1999. Segundo Vera Thorstensen, Trump bloqueou o SSC justamente por acreditar que os juízes estavam tentando beneficiar a China. No começo de ano, na comemoração de 30 anos de existência da organização, a diretora-geral Ngozi Okonjo-Iweala não escondeu sua apreensão. "As incertezas do comércio global nos lembram do valor da OMC como um pilar da previsibilidade na economia mundial", afirmou ela. Por incertezas, dizem os especialistas, dá para entender "Trump". Daniel Kosinski reforça seu ceticismo. "A OMC é até mais autônoma do que o Banco Mundial e o FMI [Fundo Monetário Internacional], que não são mais do que correias de transmissão da política externa norte-americana, mas a pergunta é: quais são os meios efetivos que a OMC terá para agir contra a vontade dos EUA?" A resposta poderá vir provocada pela petição brasileira enviada à OMC há alguns dias, mas ele não tem dúvidas. "Mesmo que a OMC diga: 'OK, Brasil, você está certo!'. O que ela pode fazer contra os Estados Unidos? Sancionar? Punir? Eu te digo: ela não pode fazer nada." Geoeconomia tem como 'armas' tarifas, investimentos no exterior e 'geofinanças' Getty Images via BBC

Palavras-chave: tecnologia

Dupla mata 2 pessoas e tenta matar outras 3 durante assaltos no DF

Publicado em: 28/08/2025 07:07

Dupla suspeita de matar 2 pessoas e tenta matar outras 3 durante assaltos no DF reprodução Uma dupla de criminosos matou duas pessoas e tentou matar outras três durante assaltos em Ceilândia, no Distrito Federal. Os crimes aconteceram entre a madrugada e manhã de quarta-feira (27). Um dos suspeitos, Jonathan Bruno Dias Santos, de 30 anos, foi preso na tarde de quarta. O segundo suspeito ainda não foi identificado e está foragido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em todos os casos, os suspeitos usaram uma faca para exigir dinheiro ou pertences das vítimas. Segundo a Polícia Civil, a maioria das vítimas vive em situação de vulnerabilidade. Uma foto mostra os dois suspeitos juntos (veja acima). A polícia informou que o homem foragido é o que aparece usando a camiseta vermelha. Onda de crimes Veja os crimes cometidos pelos suspeitos entre a madrugada e manhã de quarta, em Ceilândia: Assalto por volta de 0h, na QNN 18: a vítima foi um homem de 65 anos, que sobreviveu. Ele foi atacado com aproximadamente 15 golpes de faca e socorrido pelo SAMU. Assalto pelas 2h, na EQNM 2/4: vítima foi um homem de 39 anos, que também foi esfaqueado e sobreviveu. Assalto às 3h, na QNN 2: vítima foi um homem de 24 anos. Ele foi ferido com golpes no pescoço e abdômen após reagir ao roubo. O homem sobreviveu e está internado. Assalto às 7h, na QNN 12: vítima foi atacada e morta; ainda não identificada. Assalto às 8h20, na QNN 1: vítima foi um homem de 25 anos. Ele foi abordado e negou entregar o dinheiro. Depois foi esfaqueado na cabeça e morreu. Suspeito preso Jonathan Bruno Dias Santos, de 30 anos, foi preso após onda de crimes em Ceilândia reprodução O suspeito Jonathan Bruno Dias Santos foi preso pela 23ª Delegacia no início da tarde de quarta. Ele foi indiciado por dois crimes de latrocínio consumado e dois de tentativa de latrocínio. Segundo a polícia, Jonathan Bruno Dias Santos tem extensa ficha criminal, como roubo, tráfico, furto e corrupção de menores. Ele cumpria prisão domiciliar. LEIA TAMBÉM: SAÚDE: Falta de médicos fecha UTIs para recém-nascidos em Ceilândia; DF estuda migrar equipe de Brazlândia VEJA DETALHES: Condomínio onde Bolsonaro está preso tem quadras, quatro igrejas e pista de skate Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Por que potes plásticos mancham e pegam cheiro? Dá para evitar?

Publicado em: 28/08/2025 07:00

Por que potes plásticos mancham e pegam cheiro? Dá para evitar? Freepik Você tira o macarrão da geladeira e, ao lavar o pote, percebe que ele ficou alaranjado para sempre. Dias depois, vai guardar uma sobremesa e… lá está o cheiro de alho. Mas afinal, por que potes plásticos mancham e absorvem odores? E mais importante: tem como evitar? 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Airfryer: saiba quais são as comidas que não podem entrar na fritadeira sem óleo 🔬 Plástico poroso: o vilão das manchas e dos cheiros A maioria dos potes são fabricados a partir de polipropileno (PP) e polietileno (PE). As moléculas desses plásticos são apolares e, por isso, têm grande afinidade com outras substâncias apolares, como óleos e gorduras. É o que explica Paulo Henrique Kiyataka, engenheiro de alimentos do Cetea-Ital (Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos). Segundo Kiyataka, essa afinidade "facilita a penetração e retenção de compostos aromáticos". Assim, o plástico vai manchar mais fácil quando colocado em contato com alimentos gordurosos ou com corantes naturais lipofílicos, ou seja, que também têm afinidade com gorduras. São encontrados em derivados de tomates, no açafrão, na beterraba, no colorau, entre outros. E isso também vale para aquele cheiro de comida que parece impregnar certos potes. De acordo com o engenheiro, os odores mais suscetíveis à absorção também são aqueles que interagem mais com gorduras, como óleos essenciais (presentes em frutas cítricas), substâncias sulfuradas (alho, cebola e feijão), aldeídos (carnes, óleos e baunilha) e substâncias de decomposição dos alimentos (pescados). "É importante destacar que a tendência de certos polímeros absorverem mais coloração ou odores não está associada a riscos que comprometam a segurança", acrescenta Kiyataka. "Todos os recipientes plásticos que cumprem resoluções da Anvisa são considerados seguros para o uso aos quais foram aprovados", completa. ⚠️ Potes de plástico devem ficar longe do micro-ondas Esquentar o pote dentro do micro-ondas – e até colocar comida quente no recipiente – é um hábito que potencializa a adesão de manchas e odores no plástico. Segundo Raquel Souza, pesquisadora tecnológica do Cetea/Ital, o aumento da temperatura favorece a interação entre as moléculas dos alimentos e as do pote. "Esse efeito térmico facilita a migração e absorção de pigmentos e compostos aromáticos, aumentando a retenção de corantes e odores no material", afirma Souza. “Devemos evitar o aquecimento de alimentos ricos em gordura e açúcar, como chocolate e manteiga, porque absorvem rapidamente muita energia térmica, fazendo com que a temperatura ultrapasse a suportada pelo plástico”, completa a Sanremo. Se precisar esquentar um alimento dentro de um pote no micro-ondas, prefira usar recipientes de vidro. 🤔 Existem potes de plástico que mancham menos? Embora todos os plásticos sejam mais propensos a manchar do que, por exemplo, o vidro, alguns modelos podem ser mais resistentes. Kiyataka sugere optar por recipientes fabricados com poliéster (PET), que apresentam menor tendência à coloração e absorção de odores em comparação com polietileno e polipropileno. Verifique a composição do pote na embalagem, na etiqueta ou, em compras on-line, na descrição do site. A organizadora profissional Ana Ziccardi também orienta o consumidor a buscar potes sem bisfenol A (BPA). “Se certifique que os potes são feitos de material sem bisfenol A”, diz. Ela ainda alerta sobre os símbolos no fundo do pote: “se este número for 3, 6 ou 7, não compre, pode conter BPA”. Por fim, outra dica é buscar potes com interior liso, sem curvas ou ranhuras, o que facilita a limpeza de resíduos. 🍝 Alimentos que mais mancham e deixam cheiro nos potes Entre os principais causadores de manchas e odores, Ana Ziccardi destaca alimentos gordurosos e oleosos ou com pigmentação forte. “A gordura presente nos alimentos adere com facilidade ao plástico poroso e, se esses alimentos tiverem pigmentos escuros ou amarelados, mancham os potes facilmente”, afirma Ziccardi. A organizadora também elenca os principais vilões dos potes: 🍅 Alimentos que causam manchas: Molho de tomate Beterraba Curry Açafrão Cúrcuma Cenoura Abóbora Amoras e morangos 🧄 Alimentos que causam odores fortes: Alho Cebola Queijo Peixes Brócolis Couve-flor Vegetais verde-escuros 💡 Dá para evitar manchas e odores nos potes? Sim, dá! Os especialistas têm uma série de dicas práticas: Fazer a primeira lavagem dos potes após o uso sempre em água fria, para tirar o excesso de alimento. Depois, utilizar água morna e detergente neutro. Evitar o uso de produtos de limpeza abrasivos ou solventes fortes, de modo a evitar ranhuras na superfície do material. Guardar os potes com as tampas abertas para permitir circulação de ar, prevenindo odores. Trocar periodicamente os potes. Ao passar as mãos dentro dos potes e ter a sensação de “ranhuras”, já está na hora de trocar. Separar potes específicos para alimentos como alho e cebola, que naturalmente possuem forte odor. Ziccardi também sugere um truque para potes com muita gordura: “colocar uma folha de toalha de papel absorvente, algumas gotas de detergente e água fria. Tampar e sacudir bem o pote. Esse movimento junto ao papel fará com que a gordura se solte das paredes do pote e migre para a folha, sem abrasividade”. Vale lembrar que essa dica serve apenas para potes que acabaram de ser usados, e não para aquelas manchas que já estão lá há meses. 🧼 Como remover manchas e odores de potes plásticos? Se o estrago já foi feito, pode não ser possível recuperar aquele pote, mas dá para tentar amenizar a situação. Ana Ziccardi recomenda lavar com detergente e esponja não abrasiva, deixar de molho com bicarbonato e água por meia hora, lavar novamente, secar bem e guardar aberto. E um aviso importante: “colocar limão ou vinagre, que são ácidos, causará mais danos à estrutura dos potes, não recomendo”, alerta a organizadora. 'Receitas' de produtos de limpeza: saiba quais são os riscos Abaixo, veja modelos de detergente, papel-toalha e bicarbonato de sódio com preços de R$ 5 a R$ 15, consultados em agosto nas principais lojas on-line. Detergente líquido Limpol Neutro 500ml Detergente Ypê Neutro 500 ml Papel-toalha interfolhado Scott Essential Toalha de papel Snob Bicarbonato de sódio Quero 80g Bicarbonato de sódio Kitano Pouch 80g Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Saiba quais alimentos não devem ir à airfryer

Palavras-chave: tecnologia

O dia em que um avião quase derrubou prédio-símbolo de Nova York

Publicado em: 28/08/2025 06:38

Foto de 1930 mostra operário fazendo a estrutura metálica do Empire State. Foto de Lewis Hine, hoje em Domínio Público. Domínio Público via BBC Naquele verão de 80 anos atrás, os Estados Unidos ainda vestiam o caráter sóbrio da Segunda Guerra Mundial. Se na Europa o conflito já havia terminado, com a rendição dos nazifascistas, a Ásia estava em combustão, com o Japão ainda lutando. Em uma manhã de sábado, em 28 de julho de 1945, um avião militar chocou-se contra o edifício Empire State, então o arranha-céu mais alto do mundo, um símbolo da pujança de Nova York, que havia sido inaugurado 14 anos antes. O edifício, de 102 andares, tem 444 metros de altura. Para quem se lembra dos atentados de 11 de setembro de 2001, com as Torres Gêmeas do World Trade Center indo ao chão, essa história ecoa com a mesma sensação de um ataque deliberado contra uma construção icônica — curiosamente, aliás, foi a Torre Norte do World Trade Center que tirou do Empire State o posto de maior prédio do mundo, nos anos 1970. Nesse caso de 80 anos atrás, contudo, o choque não foi intencional. Mas o impacto foi histórico e deixou vítimas. Um bombardeiro B-25 Mitchell das Forças Armadas dos Estados Unidos, batizado de Old John Feather Merchant, realizava um voo de rotina, para transporte de pessoal, partindo da base aérea Hanscom, em Bedford, Massachussetts. Seu destino era o aeroporto de Newark, em Nova Jersey, onde ele iria buscar um oficial militar. O deslocamento, embora feito por militares em avião militar, não estava diretamente ligado aos esforços de guerra. Segundo noticiou à época o jornal The New York Times, a aeronave era destinada a treinamento e não carregava armamentos. No início daquela semana, o piloto, o tenente-coronel William Franklin Smith Jr. e seu superior haviam partido de uma base de Dakota do Sul. O comandante desembarcou em Newark e o tenente-coronel prosseguiu até a base aérea de Bedford, em Massachusetts — ali aproveitaria dias de folga para visitar sua mulher. O oficial William Mitchell, em foto dos anos 1920, feita pelas forças armadas americanas. Domínio Público via BBC No sábado do acidente, portanto, Smith Jr. estava fazendo o caminho de volta e precisava buscar seu superior em Nova Jersey. Havia um nevoeiro denso e, em tempos de parcos equipamentos de navegação aérea, não tinha visibilidade. Quando ele se aproximou do aeroporto La Guardia, em Nova York, a 26 quilômetros de seu destino final, foi advertido pela torre de controle de que não havia condições de prosseguir e que era melhor que ele pousasse ali. Visibilidade nula e desobediência "No momento, não consigo ver a torre do Empire State", disse o controlador de voo a ele, para dar dimensão da dificuldade. O piloto respondeu de forma lacônica com um "entendido, torre, obrigado". E seguiu. Conforme relata à BBC News Brasil o jornalista João Paulo Moralez, apresentador do podcast sobre aviação militar Fox 3 Kill, depois de "alertado pelos controladores de voo de que deveria fazer pouso imediato", Smith Jr. preferiu ignorar as ordens. "Sobrevoou Manhattan e baixou a altitude de 2 mil pés, mínimo aceitável para sobrevoo na ilha, para 1 mil pés, numa tentativa de enxergar o terreno e se reorientar", explica Moralez — 1 mil pés são cerca de 300 metros. Foi quando, ressalta o especialista, ele percebeu que estava no meio dos prédios de Nova York. O piloto decidiu subir para tentar evitar uma tragédia. Foi quando o Empire State surgiu à sua direita. "Mesmo tentando, não conseguiu evitar a colisão", diz Moralez. Eram 9h49, dois ou três minutos depois do seu último diálogo com a torre de controle. O B-25 bateu no prédio a uma velocidade de 320 quiômetros por hora. O acidente destruiu os escritórios ocupados por entidades de assistência ligadas à Igreja Católica que funcionavam entre os andares 78 e 80 do prédio. Um buraco de mais de 30 metros quadrados foi aberto mas a estrutura do edifício não foi danificada. A bordo, além do piloto, estavam o sargento Christopher Domitrovich e o mecânico de aviação Albert Perna. Os três morreram — os restos mortais de Perna só foram encontrados dois dias depois. Onze pessoas que estavam no Empire State morreram e pelo menos 24 ficaram feridas. No momento do acidente, cerca de 50 pessoas estavam no mirante do edifício. "Talvez por ser um sábado, havia menos pessoas no prédio e a tragédia não foi maior por isso", comenta Moralez. Um dos motores da aeronave atravessou o prédio e foi parar no outro quarteirão. Ao despencar, incendiou um ateliê de arte. "Foi uma espécie de chuva metálica em cima dos carros e das pessoas que estavam passando embaixo", conta à BBC News Brasil o consultor aeronáutico Gianfranco Panda Beting, publisher da revista Flap International e um dos fundadores da Azul Linhas Aéreas. O outro motor e parte do trem de pouso desabaram pelo fosso de um dos elevadores. Com o vazamento do combustível do avião, o fogo espalhou-se pelos andares afetados. Os bombeiros de Nova York conseguiram controlar as chamas em 40 minutos. Como não houve avaria estrutural, o Empire State foi reaberto parcialmente na segunda-feira, dia 30, menos de 48 horas depois do acidente histórico. Obras de reforma reconstruíram a parte afetada em cerca de três meses. "Embora o prédio não tenha sido feito para resistir a impactos dessa magnitude, a sua estrutura provou-se se robusta para tal situação", diz Moralez. "Pelo fato de a dimensão do avião não ser tão grande e por estar próximo ao seu destino final, indicando ter pouco combustível nos tanques que comportavam quase 3,5 mil litros, não houve grande incêndio no prédio." De acordo com depoimentos de quem estava no edifício na hora do choque, as pessoas pensaram que Nova York estava sendo bombardeada e o barulho da explosão era resultado de algum ataque aéreo. O clima de guerra, afinal, ainda pairava. O New York Times também noticiou que alguns pensaram se tratar de um terremoto. "De repente, as chamas alimentadas por combustível se espalharam pelo andar. Secretárias largaram seus blocos de anotações, executivos interromperam conversas no meio da frase", escreveu o matutino. Empire State em foto de 1932, de autor desconhecido. Foto do US National Archives and Records Administration, em domínio público. Domínio Público via BBC Consequências "Foi um acidente muito falado porque, imagina, um avião se colidiu com aquele que era então o prédio mais alto do mundo", pontua Beting. "Era um momento em que se discutia muito a questão dos arranha-céus e do uso de aviões militares sobre cidades." "Foi o acidente mais famoso da aviação em Nova York até os eventos de 11 de setembro de 2001", define Moralez. Segundo especialistas, o ocorrido não impactou diretamente em melhorias com relação a segurança de voo. Mas, evidentemente, com os avanços da tecnologia aeronáutica de lá para cá dificilmente algo assim poderia tornar a acontecer de modo não intencional — a navegabilidade, graças aos aparelhos, é muito mais segura atualmente. O investigador de acidentes aeronáuticos Mauricio Pontes, gestor de crises e CEO da C5i Consultoria de Riscos e Crises, ressalta à BBC News Brasil que se a "navegação por instrumentos já estivesse tão evoluída" quanto é hoje, o acidente não teria ocorrido. "Em termos de segurança, mudou tudo. A gente está falando de 80 anos de evolução", diz Beting. O consultor lembra que não foi o acidente em si que "catalisou as mudanças tecnológicas". Mas o pós-guerra desencadeou "uma nova fase no desenvolvimento de serviços de controle de tráfego, de radar, coisas que aumentariam sobremaneira a segurança". No caso histórico, contudo, como não foi constatada nenhuma falha estrutural do avião ou erro de procedimento, o problema foi a atitude do piloto. Moralez lembra que as investigações que costumam ser realizadas após acidentes aéreos servem para "gerar relatórios a fim de evitar novos erros semelhantes". "Esses relatórios são abertos e distribuídos ostensivamente para os pilotos, para a comunidade aeronáutica, para que se crie uma cultura de segurança de voo." Ele lembra que, de acordo com os relatórios produzidos após as investigações conduzidas na época, o acidente foi causado pelo mau tempo. "O piloto estava com dificuldades e procurou descer para melhorar a visibilidade, sair de dentro da camada de nuvens. Desceu abaixo do esperado em uma área urbana e, por uma fatalidade, atingiu o Empire State", relata Pontes. Moralez ressalta que a tragédia foi consequência "de uma ação isolada do piloto que decidiu descumprir uma ordem" dos controladores de voo. "Em termos de normas e legislações, nada mudou por conta desse acidente. Se o piloto tivesse seguido a ordem de ficar a 2 mil pés de altitude, ele não teria colidido com o Empire State, que é um pouquinho maior do que 1,5 mil pés", salienta Moralez. "Ou se ele tivesse cumprido o que foi dito pelo controlador, ou seja, pousar imediatamente no La Guardia." A lição que ficou para a aeronáutica, na visão de Moralez, é a importância de seguir as orientações à risca. "Provavelmente ele desobedeceu porque pensava que tinha de chegar [ao destino], cumprir a missão. Ou por ego. Existe muito essa questão, de que 'não é um nevoeiro desse que vai me impedir', 'eu consigo', 'eu sou o maioral'", afirma. "Evidentemente que [o acidente] também trouxe lições importantes em relação ao fator humano, quanto a questões de decisões de comando. Além de subsídios para o incremento da navegação por instrumentos", analisa Pontes. "Foi um acidente muito relevante [para a história da aviação] e com repercussão midiática na época." Fotos do B-25 feitas pelas forças armadas americanas. Domínio Público via BBC A aeronave Moralez conta que o B-25 Mitchell foi um bombardeiro médio, de dois motores, produzido pela empresa North American a partir de 1940. "Foi amplamente utilizado na Segunda Guerra Mundial", comenta ele. Quase 10 mil unidades chegaram a ser produzidas. Seu nome Mitchel era uma homenagem ao oficial americano William Lendrum Mitchel (1879-1936), um dos idealizadores da Força Aérea dos Estados Unidos. Quinze aeronaves desse modelo participaram do histórico ataque contra Tóquio em 18 de abril de 1942. "Foi uma ação simbólica, mas muito importante para abalar o moral japonês", frisa Pontes. "[Na ocasião] o avião levava bombas em seu compartimento interno", pontua o jornalista Moralez. "[O episódio] se tornaria lendário porque foi a primeira vez que os Estados Unidos atacaram o território japonês", lembra Beting. Quatro meses antes, em dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa havia atacado a base naval americana de Pearl Harbor, no Havaí. Os Estados Unidos chegaram a exportar a aeronave. Reino Unido, União Soviética, Peru, México, Indonésia, República Dominicana, Colômbia, Cuba, Chile, China e Brasil estão entre os países que chegaram a utilizar o modelo. Os bombardeiros B-25 estiveram em operação até os anos 1970. "Foi um avião de extremo sucesso nas missões realizadas na Segunda Guerra. Era um avião muito querido pelos pilotos, muito eficiente. Podia ser equipado também com canhões para se defender de intercepção de caças", conta Pontes. O B-25 tinha mais ou menos o tamanho de um ônibus articulado urbano — 16 metros de comprimento. Chegava a 482 quilômetros por hora e podia voar a até 7.162 metros de altura. Em geral, sua tripulação era de cinco a sete militares.

Palavras-chave: tecnologia

ViewSonic lança telas interativas ViewBoard IFP51 com certificação Android EDLA

Publicado em: 28/08/2025 06:30 Fonte: Tudocelular

A ViewSonic apresentou a série ViewBoard IFP51, que é sua nova aposta para o setor educacional. O display interativo foi projetado para transformar salas de aula em ambientes digitais mais dinâmicos e seguros. Com certificação Android EDLA, as telas têm recursos de conectividade avançada e integração nativa com os ecossistemas do Google e da Microsoft.As telas interativas estão disponíveis em versões que vão de 55 até 98 polegadas, entregando resolução 4K, brilho de 450 nits e taxa de atualização de 60 Hz. O destaque vai para a tecnologia de toque infravermelho, que suporta até 50 pontos de contato no Windows e 20 no Android, além de rejeição de palma para escrita natural, tornando o uso mais confortável para os professores. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Estudante reage a assalto, luta com bandido e é esfaqueado em MG

Publicado em: 28/08/2025 06:00

Homem reage à assalto, luta com bandido e é esfaqueado em MG O mestrando em Inteligência Artificial, Max Ziller, de 33 anos, foi surpreendido por um homem que roubou o seu celular e o atacou com um canivete na noite de domingo (24) enquanto passeava com o cachorro no Bairro Santa Mônica, em Uberlândia. Apesar do susto, Max disse que o sobrepeso o ajudou. “A médica me disse que a gordura me salvou e evitou que a faca chegasse até aos meus órgãos”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Em imagens registradas por câmeras de monitoramento, é possível ver que Max andava pela Avenida Oscar Miranda quando foi atacado com um mata-leão pelo criminoso que, segundo ele, usava tornozeleira eletrônica. “Eu estava fazendo o passeio noturno com o Baby como faço todos os dias. Quando passei pelo suspeito, ele estava mexendo em uma lixeira, mas agi com naturalidade. Alguns metros a frente ele me agarrou com o golpe e me deu a primeira facada na barriga”, relembrou. No entanto, ao contrário do que é recomendado pelas autoridades, o mestrando reagiu ao assalto e lutou com o suspeito. “Na hora eu pensei: no soco eu me garanto”, riu. Durante a luta, o criminoso deu outra facada em Max Ziller, pegou o celular e fugiu. De acordo com a vítima, só quando o suspeito foi embora ele se deu conta de que estava sangrando e pediu ajuda. “Um motorista passava de carro pelo local, parou e disse que não podia me levar até o hospital, mas contou que iria me ajudar. Momentos depois ele voltou com o celular e me disse que havia chamado os bombeiros.” A vítima foi levada pelo Corpo de Bombeiros para atendimento médico e foi liberado. Segundo Max, ele está bem e já retornou para às suas atividades. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar (PM) para saber se o criminoso foi encontrado, porém não houve retorno até a última atualização da reportagem. Momento em que a vítima reagiu ao assalto Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Mulher persegue ladrão e recupera bolsa mesmo com o dedo quebrado em MG Briga generalizada em bar termina com homem esfaqueado Pedreiro é morto a facadas por cobrar serviço prestado em Uberlândia Polícia orienta a não reagir a assaltos Apesar do desfecho favorável, a Polícia Militar reforçou que a recomendação é não reagir em casos de assalto. “Como sempre fazemos, orientamos à vítima a não reagir a um assalto, mesmo que ela tenha habilidades. Não sabemos com que objeto o autor está armado, se fez o uso de alguma substância ou se há um comparsa escondido, por exemplo. Além disso, é importante que a vítima procure o órgão de segurança com o maior número de informações possíveis”, afirmou o major Anderson Claiton Borges. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: inteligência artificial

Solidão, dependência e baixa autoestima deixam mulheres mais vulneráveis em relações violentas, aponta pesquisa no RJ

Publicado em: 28/08/2025 05:04

'Até quando?' Saiba como pedir socorro em casos de violência doméstica Uma pesquisa feita com mulheres assistidas pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) de Queimados, da secretaria estadual da Mulher, apontou alguns fatores que deixam as mulheres mais vulneráveis em relações abusivas e violentas. O estudo, conduzido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), analisou os impactos da dependência emocional. Os dados sobre a vulnerabilidade em relações violentas apontam que 30% das mulheres justificaram por solidão, outras 24% acreditam que a dependência do parceiro e 18% das entrevistadas acreditam que a baixa autoestima influencia. Já os principais elementos que mantêm a permanência nesses relacionamentos são a dependência emocional (25%), a vergonha, majoritariamente reforçada por crenças religiosas (21%), e a preservação da família em função dos filhos (17%). O estudo também aponta que a violência perdura por gerações: 52% das participantes relataram que ao menos uma mulher da família sofreu violência e 48% delas já haviam vivenciado violência por parceiro íntimo em outros relacionamentos. Esse histórico contribui especialmente para sentimentos de desconexão e rejeição (73,33%), super vigilância e inibição (66,66%). "Os resultados confirmam a importância da rede integrada de proteção à mulher e o papel fundamental dos centros especializados, que oferecem acolhimento psicológico, social, jurídico e, sobretudo, esperança e oportunidade de recomeço", afirma a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar. As consequências emocionais e psicológicas dessas violências mais recorrentes na pesquisa foram a auto culpabilização (38%), a desesperança (31%) e os danos psicológicos (31%). Entre as reações comportamentais, prevaleceram o choro (40%) e o isolamento (35%). Segundo a pesquisa, a maioria das mulheres encontrou apoio para romper o ciclo da violência principalmente por meio da rede de acolhimento (73%), seguida por organismos de enfrentamento e combate à violência, como polícias e órgãos de assistência (20%). Para a pesquisadora responsável, Elisângela Cunha, os resultados do estudo desenvolvido em seu mestrado no Laboratório de Estudos sobre Violência contra Crianças e Adolescentes da UFRRJ reforçam a relevância dos equipamentos especializados. “Constatamos que a dependência emocional atua como um padrão dentro do ciclo da violência. Isso evidencia o papel essencial de espaços como o CEAM no processo de acolhimento e transformação da vida das mulheres", afirma Cunha. A pesquisa foi realizada com base em uma metodologia qualitativa e quantitativa, envolvendo 15 mulheres em 45 encontros. As mulheres tinham a partir de 18 anos, sofreram violência psicológica e foram atendidas no CEAM Queimados. Pintando recomeços Secretaria da Mulher faz oficina de pintura com vítimas de violência Divulgação/Fernanda Sabença Uma das ações realizadas no acolhimento dessas mulheres foram oficinas de pintura conduzidas pela professora e artista plástica Fernanda Brandão, entre maio e julho deste ano, e tiveram como objetivo promover bem-estar e fortalecer a autoestima de mulheres em situação de violência. A atividade fez parte da programação promovida pela Secretaria nas três unidades de referência do Governo do Estado, o Centro Integrado de Atendimento à Mulher Márcia Lyra, no Centro do Rio; o CIAM Baixada, em Nova Iguaçu; e o CEAM Queimados. A iniciativa gerou uma exposição dos trabalhos produzidos, realizada nesta quinta-feira (28), com a presença da atriz Patrícia Ramos. “Nunca tinha pintado nada antes. Mas essa é a casa dos meus sonhos. Ainda não é a que eu tenho, mas é a que desejo: limpinha, cheirosa, do meu jeitinho”, contou Ana (nome fictício), emocionada ao apresentar sua primeira tela durante a oficina de pintura acrílica sobre tela. A obra, que retrata uma casa e uma árvore, simboliza seu recomeço após anos de violência doméstica. Secretaria da Mulher faz oficina de pintura com vítimas de violência Divulgação/Fernanda Sabença Maria (nome fictício) também participou das oficinas e contou que precisou se afastar do mercado de trabalho em função da violência psicológica praticada pelo marido. “No CIAM, eu fui acolhida logo no primeiro dia e encaminhada para atendimento psicológico. Aqui, encontrei um lugar que realmente funciona e se importa. Vim para a oficina de pintura em busca de conhecimento e saio com vontade de transformar isso em oportunidade”, afirma. Rede de proteção O Governo do Estado dispõe de uma rede de proteção e acolhimento formada por três Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CIAMs e CEAMs). As unidades da SEM-RJ, localizadas no Centro do Rio, em Queimados e em Nova Iguaçu, oferecem atendimentos psicológico, social e jurídico, além de ações de capacitação profissional, geração de renda e fortalecimento da autonomia. Em 2024, os centros especializados realizaram 11 mil atendimentos, oferecendo apoio integral a mulheres em situação de violência física, sexual, moral, psicológica ou patrimonial. No primeiro semestre deste ano, já foram 7.085 atendimentos. Essa rede de enfrentamento também conta com 14 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), um abrigo sigiloso, 47 equipes da Patrulha Maria da Penha, além de UPAs e hospitais estaduais com equipes capacitadas para acolher vítimas de violência. Todos os endereços, incluindo os dos 50 centros especializados municipais que existem no estado do Rio, podem ser consultados no aplicativo gratuito para celular Rede Mulher e no site www.secmulher.rj.gov.br . Endereços das unidades estaduais CIAM Márcia Lyra Rua Regente Feijó, 15 – Centro, Rio de Janeiro CEAM Queimados Rua Odilon Braga, 26 – Queimados, RJ CIAM Baixada Rua Coronel Bernardino de Melo, s/nº, 4º andar – Centro, Nova Iguaçu

Palavras-chave: vulnerabilidade