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Por que brasileiros recorrem à Justiça para ter acesso ao Ozempic?

Publicado em: 25/10/2025 04:01

O que acontece com o paladar de quem usa Ozempic, Wegovy e Mounjaro A aposentada Solange, 58 anos, vive com diabetes tipo 2, obesidade e doença renal crônica em estágio 3. Depois de anos tentando controlar a glicemia com medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela ouviu do médico que não podia mais usar metformina, o principal fármaco oral indicado pelo sistema público. “O remédio do SUS me fazia inchar e engordar, o que também aumentava minha pressão. Foi com o Ozempic que consegui estabilizar a diabetes e perder peso”, conta. Há um ano, Solange usa semaglutida (Ozempic), medicamento de aplicação semanal que ajuda a controlar o açúcar no sangue e, como efeito adicional, reduz o apetite e o peso corporal. Segundo ela, os resultados são nítidos: “Antes eu tomava dois comprimidos de losartana [inibidor de pressão] por dia, agora tomo apenas um. A glicemia está controlada e até a função do rim melhorou.” A aposentada Solange, 58 anos, conseguiu liminar judicial para receber Ozempic para tratar diabetes. Arquivo Pessoal O tratamento, contudo, só começou após uma ação judicial. O processo ainda aguarda sentença de, mas uma liminar garantiu o fornecimento. “Ela tem contraindicação comprovada aos medicamentos do SUS e apresentou laudos médicos e exames completos. São todos requisitos exigidos pela Justiça”, explica a advogada Luma Ponte, especialista em direito à saúde pública e suplementar. SUS é réu em dois terços das ações por Ozempic Casos como o de Solange são parte de um movimento crescente de pacientes que recorrem à Justiça para obter o medicamento. Um levantamento da Projuris, empresa de inteligência jurídica, analisou 445 ações judiciais distribuídas entre 2023 e maio de 2025 e apontou que 67,2% delas têm o SUS como réu — o que, na prática, inclui União, estados e municípios, conforme a responsabilidade pelo atendimento. Outros 29,9% envolvem planos de saúde, e o restante foi movido contra pessoas físicas ou não teve parte ré identificada. As doenças mais citadas nos processos são obesidade (28,5%), diabetes (24%) e casos combinados das duas (17,5%). “O fato de quase 70% das ações recaírem sobre o SUS mostra que o sistema público concentra a maior parte da demanda, mas também há crescimento nas ações envolvendo a rede privada”, afirma Fernando Ribeiro, diretor de produto da Projuris. Segundo o levantamento, 53% dos pedidos de liminar foram concedidos, permitindo que pacientes iniciassem o tratamento antes da sentença final. METODOLOGIA: O levantamento analisou 445 ações judiciais envolvendo pedidos de Ozempic e semaglutida registradas entre 2023 e maio de 2025. Os casos fazem parte de um conjunto de processos públicos monitorados em tempo real pela plataforma, o que, segundo a empresa, permite traçar um recorte empírico e representativo de como o tema da judicialização desses medicamentos tem se manifestado no país. Para identificar as ações, o Projuris utilizou uma solução de jurimetria baseada em mineração de dados, processamento de linguagem natural (NLP) e reconhecimento de padrões em textos jurídicos. A partir dessas técnicas, foi possível mapear automaticamente os temas predominantes, as partes envolvidas, os fundamentos jurídicos e os desfechos processuais. A empresa explica que o estudo não busca estimar o total absoluto de processos no Brasil, mas oferecer uma análise de tendências com alto grau de confiabilidade, apoiada na recorrência dos padrões observados na amostra monitorada. ‘O remédio que o SUS oferecia sobrecarregava meu fígado’ Daniela Cortinovis é diagnosticada com diabetes, obesidade e esteatose hepática. Arquivo Pessoal A empresária Daniela Cortinovis, 52 anos, também recorreu à Justiça. Diagnosticada com diabetes, obesidade grau 3 e esteatose hepática, ela não podia usar medicamentos orais, que são metabolizados pelo fígado. “Cada remédio que eu tomava aumentava a gordura no fígado. Com a semaglutida, reduzi quatro dos nove comprimidos diários, e a gordura diminuiu muito”, relata. O processo foi aberto em 2021 e teve sentença favorável dois meses depois. “Na época, ainda havia resistência em aceitar que o pedido não era para emagrecimento, mas para controle clínico da diabetes. Foi preciso um laudo detalhado da médica explicando os riscos hepáticos”, afirma Daniela. Desde então, a empresária relata melhora ampla: “Durmo melhor, tenho mais energia e o controle glicêmico melhorou muito.” Por que a semaglutida é diferente A endocrinologista Maria Clara Martins, que também é metabologista e nutróloga, explica que a semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 (glucagon-like peptide-1), uma das terapias mais avançadas hoje para o controle da diabetes tipo 2. “Ela ajuda o pâncreas a liberar insulina de forma mais eficiente e reduz a liberação do glucagon, o hormônio que aumenta o açúcar no sangue. Além disso, atua no sistema nervoso central, promovendo saciedade. É uma combinação de efeitos que nenhuma outra medicação oral do SUS consegue reproduzir”, afirma. Segundo a médica, o medicamento tem impacto metabólico global, não apenas glicêmico. “Pacientes costumam apresentar melhora no peso corporal, na pressão arterial e até nos níveis de colesterol, com baixo risco de hipoglicemia.” Os resultados vêm sendo observados em grandes estudos clínicos internacionais, que também investigam possíveis efeitos protetores para o coração e os rins. “Há evidências de que o uso prolongado de agonistas de GLP-1 pode reduzir o risco cardiovascular e desacelerar a progressão da doença renal crônica”, acrescenta Maria Clara. ‘É uma medicação completa’, diz endocrinologista da USP Para a endocrinologista Maria Fernanda Barca, doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a semaglutida representa um marco no tratamento de doenças metabólicas. “A metformina é eficaz e segura, mas muitos pacientes não a toleram por efeitos gastrointestinais. A pioglitazona, por sua vez, pode causar inchaço e ganho de peso. Já a semaglutida tem o efeito oposto: reduz a glicemia, desinflama os tecidos e melhora o metabolismo de gorduras e carboidratos”, explica Barca, que também é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). A médica acrescenta que, ao reduzir a gordura visceral e hepática, a semaglutida contribui para prevenir complicações cardiovasculares e hepáticas. “Temos visto pacientes com melhora expressiva da esteatose hepática, que é hoje uma das principais causas de cirrose e transplante de fígado no mundo.” Ela destaca, contudo, que o uso deve ser acompanhado por equipe médica. “É uma medicação potente, que precisa ser associada à reeducação alimentar e atividade física. Quando usada corretamente, traz benefícios que vão além do controle da diabetes — é uma ferramenta de prevenção de doenças crônicas.” Conitec rejeitou incorporação dos medicamentos ao SUS Em entrevista ao g1, a advogada Luma Ponte afirma que o cenário atual revela um impasse. “De um lado, há pacientes que não respondem aos medicamentos do SUS; de outro, uma política pública que ainda não se adaptou ao avanço terapêutico. A judicialização surge nesse vácuo”, afirma. “Há uma linha tênue entre o medicamento de luxo e o medicamento necessário”, diz Luma. “Para quem tem contraindicação e risco de complicações, o Ozempic não é estética, é sobrevivência.” Em agosto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) deu parecer contrário à inclusão da semaglutida e da liraglutida na rede pública. O grupo técnico apontou o alto custo das medicações como principal entrave: o tratamento poderia gerar impacto de até R$ 6 bilhões em cinco anos. Atualmente, as substâncias — presentes em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Saxenda — permanecem restritas à rede privada. Os planos de saúde também não cobrem o tratamento e, assim como o SUS, mantêm como principal alternativa para obesidade a cirurgia bariátrica. A decisão, à época, foi recebida com preocupação pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). “É uma pena, porque o SUS deixa de oferecer um tratamento eficaz para doenças crônicas graves como obesidade e diabetes, que estão ligadas a complicações cardiovasculares e renais”, diz Maria Fernanda Barca. Segundo a médica, os análogos de GLP-1 já demonstraram benefícios que vão além da perda de peso. “Eles reduzem a inflamação dos tecidos e melhoram condições como gordura no fígado e até cognição em alguns pacientes. Ignorar isso pode gerar custos ainda maiores no futuro.” O Ministério da Saúde, entretanto, afirmou que as decisões da Conitec levam em conta “as melhores evidências científicas disponíveis, abrangendo eficácia, segurança e custo-efetividade”. Cenário futuro: genéricos podem reduzir preço A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, detentora da patente da semaglutida, deve perder a exclusividade da fórmula a partir de 2026 no Brasil. A queda da patente pode permitir a entrada de versões genéricas e biossimilares, com potencial de redução significativa no preço do tratamento. Especialistas avaliam que o cenário deve impactar o mercado e, futuramente, abrir novas possibilidades para o uso desses medicamentos na rede pública. O Ministério da Saúde informou que trabalha, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS, no desenvolvimento de canetas injetáveis nacionais à base de liraglutida e semaglutida, com o objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso no país. O g1 procurou o Ministério da Saúde, que diz, em nota: "Desde 2024, o Ministério da Saúde realizou o cumprimento de 10 demandas judiciais referentes à semaglutida, por meio da entrega do medicamento e de depósito judicial. Importante destacar que as demandas judiciais referentes ao SUS podem ser de esfera nacional, estadual ou municipal. O Ministério da Saúde é responsável pelo cumprimento de pedidos que demandam a União. Como estratégia para ampliar o acesso da população a medicamentos, o Ministério da Saúde tem priorizado medidas para ampliar a soberania e a autonomia do Brasil na produção de tecnologias em saúde, reduzir a dependência externa e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). No caso dos tratamentos de pacientes com obesidade e diabetes mellitus tipo 2, o Ministério da Saúde solicitou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) priorize o registro de medicamentos compostos pelos princípios ativos semaglutida e liraglutida. Com mais medicamentos disponíveis no mercado, será possível estimular a concorrência e reduzir os preços em até 40%. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já possui um acordo com a farmacêutica EMS para a transferência dessa tecnologia para a rede pública. No mês de agosto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) deu parecer desfavorável a incorporação da liraglutida e da semaglutida na rede pública de saúde. Foi considerado, entre outras questões, o impacto financeiro do medicamento - estimado em R$ 8 bilhões anuais, quase o dobro do orçamento do programa Farmácia Popular (R$ 4,2 bilhões)." Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que “não tem acesso direto às ações judiciais envolvendo planos de saúde, a menos que seja parte no processo. A agência destaca que acionar a Justiça é um direito constitucional e que respeita essa prerrogativa dos cidadãos”. Veja nota: “Sobre a cobertura, a ANS esclarece que medicamentos como o Ozempic (semaglutida), de uso subcutâneo, não têm cobertura obrigatória na saúde suplementar, quando prescritos para uso domiciliar. Pelas regras da Lei nº 9.656/1998, apenas os medicamentos antineoplásicos orais (para tratamento do câncer) e os indicados para o controle de seus efeitos colaterais têm cobertura obrigatória. Caso a semaglutida seja prescrita durante internação hospitalar, a cobertura é obrigatória pelo plano, desde que o uso conste em bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ANS também informou que não realiza o monitoramento da prescrição ou cobertura desses medicamentos pelas operadoras, já que a prescrição é atribuição médica e a agência não interfere na prática clínica. Além disso, não há campanhas informativas próprias da ANS sobre o uso da semaglutida; ações educativas e de vigilância sanitária cabem a outros órgãos de saúde pública.”

Palavras-chave: tecnologia

'VLTzação': entenda o plano da Prefeitura do Rio para substituir o BRT por VLT ou VLP

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Prefeitura do Rio propõe transformar corredores do BRT em VLT ou VLP; projeto pode custar R$ 12 bilhões A Prefeitura do Rio quer transformar os corredores de BRT em linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Veículo Leve sobre Pneus (VLP). O projeto foi aprovado pela Câmara de Vereadores na quinta-feira (23) e agora segue para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD). A proposta, chamada de VLTzação, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) para substituir o sistema de ônibus articulados por trens leves nos corredores Transcarioca e Transoeste. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O plano começou a ser debatido em 2022, quando Paes anunciou que queria “VLTzar” o transporte da cidade em 15 anos. Na época, ele prometeu aproveitar a estrutura já existente dos corredores de BRT, o que reduz custos e evita novas desapropriações. Três anos depois, o projeto ganhou força e foi aprovado com o apoio da base do governo na Câmara. Ponto final do VLT junto à Rodoviária Novo Rio, no centro Marcos Serra Lima/g1 💰 Quanto vai custar e quem paga O custo da VLTzação é estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões. A prefeitura pretende firmar uma PPP — o investimento será dividido entre o setor privado e o poder público. As obras devem durar até 45 meses (cerca de quatro anos), com operação parcial na metade do prazo. Ainda não há previsão de início. 🚈 O que muda com a “VLTzação” Na prática, o projeto autoriza a conversão dos corredores Transcarioca e Transoeste — que hoje operam com ônibus BRT — em linhas de VLT ou VLP. Transcarioca: 35,6 km de extensão, 45 estações e terminais entre Alvorada e Fundão; Transoeste: 44,6 km, 41 estações e terminais entre Santa Cruz e Jardim Oceânico. A proposta é que as linhas tenham capacidade para 16 mil passageiros por hora por sentido, nível equivalente ao do sistema atual, mas com custos operacionais menores, vida útil mais longa dos veículos e redução de ruído e poluição. Exemplo de Veículo Leve sobre Pneus (VLP) exibido em audiência pública no Rio Divulgação/Prefeitura do Rio O modelo VLP — que roda sobre pneus, mas é elétrico e pode ser guiado automaticamente — também está sendo estudado como alternativa mais barata, com tecnologia importada da China. O sistema vai atender 1,7 milhão de moradores e pode transportar até 580 mil passageiros por dia, caso funcione por 18 horas diárias. 🌎 Benefícios prometidos O estudo técnico da prefeitura, elaborado com apoio do BNDES, aponta ganhos sociais, econômicos e ambientais. Entre os principais benefícios estão: Redução do tempo de viagem; Menos poluição, com queda de R$ 19,8 milhões/ano em emissões; Mais conforto acústico e térmico para passageiros; Criação de empregos e ativação econômica nos bairros ao redor dos corredores. ⚖️ Debate e críticas Apesar de aprovado, o projeto ainda levanta dúvidas entre vereadores e especialistas. O vereador Pedro Duarte (Novo), por exemplo, questionou a falta de transparência nos custos e no cronograma, lembrando que a cidade já gastou quase R$ 9 bilhões na recuperação do sistema BRT nos últimos quatro anos — com compra de ônibus, reforma de estações e construção de terminais. Estudo aponta alto potencial para ônibus elétricos no Rio Outros parlamentares, como Paulo Messina (PL), defendem a mudança, afirmando que o transporte sobre trilhos deveria ter sido adotado desde 2010, quando os corredores foram construídos. "Construir uma calha fixa e botar o transporte sobre rodas é um contrassenso. Quinze anos depois, a prefeitura me dá razão", afirmou. 🧭 Próximos passos A versão final do texto aprovada pelos vereadores permite também expandir o VLT para São Cristóvão, Ilha do Governador e Botafogo. Antes do início das obras, o município ainda precisará definir o modelo (VLT ou VLP) e abrir licitação para a concessão. Segundo a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, a decisão será tomada com base em estudos técnicos e de custo-benefício. "Os investimentos são mais altos, mas a qualidade é maior e perdura por mais tempo. A vida útil de um trem é muito superior à de um ônibus", disse a secretária.

Palavras-chave: tecnologia

A cidade cearense que vai ter novas eleições após interferência de facção e cassação de prefeito

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Santa Quitéria: cidade cearense que vai ter novas eleições após interferência de facção Os eleitores de Santa Quitéria voltam às urnas neste domingo (26) para escolher um novo prefeito. O município, o maior do Ceará em território, se viu obrigado a passar por novas eleições devido a um fator alarmante: interferência do Comando Vermelho (CV) no pleito de 2024. 🔍A Justiça Eleitoral decidiu anular o resultado das eleições, e o prefeito reeleito, José Braga Barroso, o Braguinha (PSB), e seu vice, Gardel Padeiro (PSB), foram cassados por abuso de poder político e econômico e por receberem vantagem indevida do Comando Vermelho. Por isso, a cidade vai realizar uma eleição suplementar para escolher um novo prefeito. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, as ações de interferência foram ordenadas por Anastácio Paiva Pereira, o “Doze”, natural de Santa Quitéria e atualmente foragido no Rio de Janeiro. Ele é considerado um dos principais chefes do Comando Vermelho no Ceará. Sob ordens do “Doze”, a facção ameaçou apoiadores da oposição, ofereceu drogas em troca de votos durante a campanha e intimidou eleitores. O prefeito Braguinha comandava o município desde 2021 e foi reeleito em 2024, mas não chegou a iniciar o novo mandato, que iria de 2025 a 2028. Ele foi preso no dia 1º de janeiro de 2025, horas antes da posse, por suspeita de envolvimento com o grupo criminoso. Em maio, ele se tornou o 1º prefeito do Brasil cassado por acusação de envolvimento com facção. O filho de Braguinha, Joel Barroso (PSB), então presidente da Câmara Municipal, assumiu o cargo de forma interina após a prisão do pai. Agora, Joel tenta se eleger prefeito nas eleições deste domingo (26), disputando com a ex-deputada estadual Cândida Figueiredo (União) e Lígia Protásio (PT), que foi vice-prefeita de Braguinha no primeiro mandato. A votação ocorre sob um forte aparato de segurança, com presença desde a Polícia Federal até Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Chefe do Comando Vermelho no Ceará, Anastácio Pereira Paiva, o “Doze”, nasceu em Santa Quitéria e interferiu nas eleições da cidade Reprodução Ordens partiram do Rio de Janeiro 📍A mais de 200 km de Fortaleza, Santa Quitéria tem um território de mais de 4.200 km², 3,5 vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro. A cidade não figura entre as mais violentas do Ceará - em 2024 foram 8 homicídios ao todo. O local possui as maiores reservas de urânio já descobertas no Brasil. Há planos de exploração das jazidas, sem data confirmada. Conforme documentos aos quais o g1 teve acesso, a interferência do Comando Vermelho nas eleições de 2024 não foi a primeira ação do tipo da facção no município: em 2020, os criminosos também tentaram influenciar o resultado por meio de ameaças e mensagens nas redes sociais. De acordo com as investigações, as ordens para interferir nas eleições de Santa Quitéria em 2020 e em 2024 partiram do traficante Anastácio Paiva Pereira, o “Doze”, nascido em Santa Quitéria e atualmente foragido no Rio de Janeiro. Santa Quitéria é o maior município do Ceará em território: são mais de 4.200 km² de extensão Aprece A primeira atuação do Comando Vermelho nas eleições de Santa Quitéria aconteceu em 2020. Naquele ano, Tomás Figueiredo (MDB) era prefeito e buscava a reeleição. Ele disputou o cargo contra seu vice-prefeito, com quem havia rompido ao longo do mandato, Braguinha (PSB). A poucos dias da votação, em uma abordagem de rotina, a Polícia acabou realizando a prisão de dois homens: um responsável por fazer pichações contra Tomás, e outro vindo de Fortaleza, a mando de Anastácio, para atacar adversários políticos. O plano incluía atentar contra o então prefeito e candidato à reeleição, Tomás Figueiredo (MDB), e metralhar a casa de um aliado dele. O ataque chegou a ocorrer, sem deixar feridos. A investigação do Ministério Público mostrou que o grupo criminoso também espalhou mensagens nas redes sociais e pichações em muros com ameaças a quem apoiasse Tomás. Comando Vermelho ameaçava quem apoiava o candidato Tomás Figueiredo, rival de Braguinha nas eleições 2024 de Santa Quitéria Reprodução Apesar da violência e das ameaças, não foram encontradas provas de que o candidato Braguinha tivesse envolvimento direto ou indireto com o grupo. O resultado do pleito de 2020, no qual Braguinha foi eleito prefeito pela primeira vez, foi mantido pela Justiça. Em 2024, Braguinha concorria à reeleição e enfrentava novamente Tomás Figueiredo nas urnas. Anastácio Pereira, o Doze, enviou ao Ceará dois homens de confiança para interferir nas eleições de 2024. Mensagens obtidas pela Polícia Civil mostram que o grupo criminoso mandou ameaçar eleitores, cabos eleitorais e aliados do candidato Tomás. Eles ordenaram quebrar carros e motos com adesivos de campanha e espalhar mensagens de intimidação nas redes sociais e nos muros. Muitas vezes, eles se referiam ao grupo político como “15”, referência ao número de Tomás nas urnas. Apoiadores de Tomás Figueiredo, candidato à Prefeitura de Santa Quitéria em 2024, eram ameaçados pelo Comando Vermelho; objetivo era que o candidato apoiado pela facção, Braguinha, fosse o vencedor da disputa Reprodução Algumas ameaças eram enviadas por mensagens de WhatsApp e por pichações, com frases como: “Se apoia o Tomás, vai entrar no problema”, “Fora Tomás. Bala no 15” “Quem apoiar o Tomás vai entrar no problema com C.V. e a tropa do Paulinho Maluco" [alcunha de Anastácio Pereira] “Quem apoiar o Tomás vai entrar na bala” As intimidações chegaram à sede Justiça Eleitoral do município, a 54ª Zona Eleitoral, que teve os funcionários ameaçados de morte. A Polícia Federal e a PM precisaram reforçar a segurança no local até o dia da votação. Além das ameaças, o Comando Vermelho teria oferecido drogas em troca de votos. Segundo o Ministério Público, a estratégia era conquistar “apoio dos viciados”, como descrevem as conversas entre os criminosos. Braguinha foi reeleito em 2024 com 51% dos votos e uma diferença de mais de 3 mil votos para Tomás Figueiredo. A esta altura, a investigação contra ele pelo envolvimento do Comando Vermelho já estava ocorrendo, e no dia 1º de janeiro, no dia da posse, Braguinha foi preso. Infográfico - disputa em Santa Quitéria Arte/g1 Apoio velado Apesar de o Comando Vermelho não mencionar Braguinha nas pichações, os investigadores afirmam que as ordens internas deixavam claro o apoio ao prefeito nas eleições de 2024. Em mensagens de WhatsApp, um dos chefes da facção enviados ao Ceará por Anastácio escreveu: “Temos Kylvia Lima e Gabriel Filho pra vereador e BG pra prefeito. Vamos apoiar os nossos”. Outro orientava: “Quando for pichar, não pode botar o nome do Braga, ok”. Não há, no processo, menção a qualquer encontro, acordo direto ou troca de mensagens entre Braguinha e Anastácio Pereira, o Doze, ou com outros membros do Comando Vermelho. Apesar disso, as investigações apontam que havia ligações entre integrantes da administração municipal e o grupo criminoso. Em dezembro de 2024, uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu uma casa de luxo atribuída a Anastácio Pereira, o Doze, com piscina e veículos de alto valor. Um deles era um Mitsubishi Eclipse Cross, avaliado em cerca de R$ 195 mil. O carro havia sido levado do Ceará ao Rio em julho, meses antes da eleição. Mitsubishi Eclipse Cross, avaliado em cerca de R$ 195 mil, foi enviado do CE para o RJ para ser entregue a traficante Reprodução Os motoristas que fizeram o transporte eram servidores da Prefeitura de Santa Quitéria: o coordenador do gabinete do prefeito e um assessor técnico do órgão de trânsito, que já havia sido motorista de Anastácio. Ambos foram nomeados por Braguinha. O prefeito alegou que não sabia da viagem nem da entrega do veículo, mas para o Ministério Público Eleitoral, o episódio reforça que o gestor “é aliado de pessoas envolvidas com a organização criminosa”. Por que Santa Quitéria? Não há uma resposta direta para os benefícios que a facção criminosa queria ao interferir nas eleições municipais de Santa Quitéria. Embora Santa Quitéria não possua portos ou outras grandes estruturas logísticas, o amplo território do município serve de apoio para ações nas cidades vizinhas, como Hidrolândia, Varjota, Canindé, Boa Viagem, Cariré e Sobral – a quarta maior do Ceará. Ao longo das investigações, a Polícia Civil destacou que o grupo "trava uma guerra sangrenta na região norte do Estado, em razão da busca por expansão de seu território de tráfico”. Em uma conversa em agosto de 2024, um dos criminosos afirma que “nossa família” (Comando Vermelho) precisava de um representante na Câmara Municipal, e indica uma candidata, Kylvia Lima, como representante deles. A mulher não foi eleita. Para o Ministério Público, “as organizações criminosas agem visando apenas alcançar seus interesses, quais sejam, obter mais lucro e mais poder, pois no crime organizado não há espaço para preferências gratuitas a autoridades políticas”. Eleição virou símbolo de combate a facções A eleição de Santa Quitéria será a única realizada no Brasil neste domingo, e com um aparato de segurança surpreendente para uma cidade de 41 mil habitantes - até a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vai estar na cidade. A campanha eleitoral suplementar, de 33 dias, transcorreu sem denúncias de ameaças por parte do Comando Vermelho. O tema, aliás, foi pouco abordado pelos três candidatos, conforme uma fonte da cidade relatou à reportagem. Apesar disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) solicitou o apoio de tropas da União. Além da Abin, da Polícia Civil e da Polícia Militar, equipes do Exército, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal vão atuar para garantir a lisura do pleito. Ao g1, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE), Alisson Simeão, apontou que o caso da cidade acabou se tornando um símbolo nacional do combate às facções - o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai para a cidade acompanhar a votação. "A eleição de Santa Quitéria acabou se tornando um símbolo, um símbolo do combate que a Justiça Eleitoral quer fazer desse novo problema que ela tem que enfrentar, porque durante décadas o problema da eleição era a compra de voto", afirmou o magistrado. “Uma coisa é você lidar com a compra de voto, outra coisa é você lidar com o Comando Vermelho, é diferente”, explica. “De repente, a gente está tendo que se preparar para uma situação completamente nova, uma situação que envolve ameaça, que envolve pânico, que envolve esses perfis falsos em rede social, pichações, financiamento do crime” O juiz destaca que parte da dificuldade de combater a atuação das facções está no modus operandi dos criminosos, que muitas vezes envolve mais o boato do que a ação concreta. "Alguém lança uma ideia, 'fecha o comércio', 'atenção em quem votar'... Aí fica aquela mensagem de WhatsApp circulando em grupos, amedrontando o eleitor", explica. Entenda o que são eleições suplementares Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Mouse 'espião' pode ser usado para gravar conversas, diz pesquisa; entenda como isso acontece

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Pessoa usando mouse de computador Jeswin Thomas/Unsplash Mouses podem ser usados por hackers para gravar tudo o que você diz perto do computador sem nem mesmo precisar de um microfone, apontou uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Irvine. Segundo o estudo, mouses mais avançados podem captar vibrações emitidas pela fala por meio de seus sensores ópticos e transmiti-las para terceiros, que converteriam o material em áudio. Sensores ópticos de mouses são usados para movimentar o ponteiro na tela, mas, neste caso, seriam usados como um espião capaz de ouvir conversas particulares. Hacker poderiam usá-los para captar informações confidenciais de empresas ou chantagear pessoas, por exemplo. Batizada de Mic-E-Mouse (em trocadilho com o personagem Mickey Mouse), a técnica foi aplicada em laboratório. Não há referências de que ataques desse tipo tenham sido realizados na prática. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Ligações de números parecidos: como são feitas as chamadas adulteradas que irritam usuários Torres de vigilância em prédios monitoram todos, mas levantam dúvidas sobre uso dos dados "Sinais de áudio podem induzir vibrações sutis na superfície que são detectáveis pelo sensor óptico do mouse", diz a pesquisa. "Nossos resultados demonstram uma precisão de reconhecimento de fala de aproximadamente 42% a 61%". Os pesquisadores apontaram que hackers poderiam ouvir o que foi dito se fizessem o mouse transmitir sinais coletados e, depois, realizassem a limpeza do sinal e a conversão para áudio. Mas eles destacam que os resultados são melhores nas condições ideais, o que nem sempre pode ser reproduzido na vida real. Para funcionar como um espião, o mouse precisa: ter taxa de atualização a partir de 8 kHz (ou 8.000 Hz), isto é, comunicar sua movimentação para o computador na frequência de 8 mil vezes por segundo; ter sensor de pelo menos 20.000 DPI (pontos por polegada), que mede quantos pixels o ponteiro se desloca a cada polegada física que o mouse é movimentado – quanto mais DPIs, mais sensível o mouse é a movimentos; estar em superfícies que permitam a propagação de sinais de áudio, como mesas de madeira até 3 cm de espessura; estar parado ou com movimento mínimo, para que a captura do sensor não tenha interferências; transmitir dados para programas que fazem registros da movimentação do mouse e que poderiam ser controlados por hackers. Os mouses que podem ser alvo desse ataque são voltados para games e custam a partir de R$ 200 no Brasil. Além disso, a conversa gravada pelo dispositivo deve ter um volume adequado, de 60 a 80 decibéis, o que cobre conversas típicas no escritório ou em casa. Ataque exige tratamento de áudio Ainda segundo pesquisadores, a vibração captada pelo mouse tem baixa qualidade. Para resolver isso, hackers precisariam filtrar os sinais e convertê-los de volta em ondas sonoras. "Os ruídos têm características específicas, estão em outras frequências. Há filtros que eliminam frequências mais baixas e mais altas, tiram o chiado e ficam com os picos [de ondas sonoras]", explicou Guilherme Neves, professor de cibersegurança da faculdade Ibmec. "Esse pico é colocado em um algoritmo e será interpretado como um fonema, isto é, alguma coisa que a pessoa está falando". Os pesquisadores da Universidade da Califórnia apontaram que a possibilidade de um ataque por meio do mouse é um exemplo de como a disseminação de dispositivos de alta qualidade e baixo custo é boa para usuários, mas pode trazer riscos. "Câmeras, relógios inteligentes, carros e um mundo de sensores e dispositivos mandam informações para a nuvem e podem ser subvertidos para vazar dados. Há muitos pontos de vulnerabilidade", disse Cleórbete Santos, professor de Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Quanto mais dispositivos colocamos ao nosso redor, mais estamos aumentando a superfície de ataque e mais poderemos ser atacados", afirmou. Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas

TikTok e redes sociais: deletar ou não os apps nas semanas antes do Enem?

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Monóxido de carbono: por que gás invisível é mortal? A duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o tempo gasto nas redes sociais pode prejudicar a capacidade de concentração, fundamental para um bom desempenho na prova. Especialistas ouvidos pelo g1 recomendam cautela e equilíbrio, para que o foco não seja perdido para a rolagem infinita do TikTok, Instagram e outros aplicativos. O uso intenso dessas plataformas ativa o circuito cerebral ligado à sensação de prazer e recompensa, conhecido como sistema dopaminérgico. “Cada notificação libera pequenas doses de dopamina, criando um ciclo de busca por estímulos rápidos e recompensas imediatas”, explica Robson Batista Dias, psicólogo especialista em neuropsicologia e professor da Rhema Neuroeducação. 🧠 "Com o tempo, o cérebro se acostuma a essas recompensas e reduz a tolerância à monotonia, tornando mais difícil manter a atenção em tarefas prolongadas, como ler um texto ou resolver uma prova", acrescenta. Plataformas de vídeos curtos, como TikTok ou Reels, no Instagram, são construídas para prender o usuário pelo máximo de tempo possível. É um formato que estimula o cérebro a buscar novidade constantemente – o oposto do que o estudo requer: foco prolongado, esforço e paciência cognitiva, resume Dias. O resultado é uma queda tanto do foco sustentado (capacidade de manter a atenção por longos períodos, mesmo com distrações) quanto da memória de trabalho (função cognitiva que permite guardar informações temporárias). Ambos são fundamentais para o aprendizado. Uma prova longa e cansativa como o Enem demanda resistência dos candidatos: no primeiro domingo, são 5h30 para resolver 90 questões e escrever uma redação; no segundo, mais 5h para outras 90. Tempo gasto nas redes sociais pode afetar a capacidade de concentração nas semanas antes do Enem. Freepik 😓 Outro fator a ser considerado é a ansiedade de desempenho, termo que remete ao medo de não alcançar bons resultados em uma atividade. No contexto da internet, esse sentimento é potencializado pela comparação constante. "O celular e as redes sociais funcionam como ferramentas de ampliação daquilo que o jovem está vivendo ou buscando. O digital também é um espaço de conexão social e formação de subjetividade", ressalta Eduardo Takayuki Katto, psicólogo do Curso Anglo. Em uma fase marcada por tanta pressão, tais plataformas também podem aumentar inseguranças. "É comum que os estudantes se comparem a rotinas idealizadas e sintam culpa por não alcançar o desempenho exibido por outros nas redes sociais", alerta Katto. Ele lembra que as redes são vitrines de sucesso, recortes do que o outro quer mostrar, e não a realidade completa. LEIA TAMBÉM: Como pais e professores podem ajudar na reta final do Enem sem aumentar a pressão Técnicas de memorização no Enem: o que realmente funciona e quando não usar Como um hobby pode ajudar a quebrar o hábito de ficar rolando a tela do celular 📲 Vale a pena apagar as redes sociais nas semanas pré-Enem? O ambiente virtual funciona, hoje, como extensão da vida real – e por isso é difícil imaginar um cenário de desconexão total das redes, principalmente para os jovens, que já cresceram nesse ecossistema. Como, então, regular a presença online para não prejudicar o próprio desempenho no vestibular? Para Vinícius Beltrão, gerente de ensino e inovações do SAS Educação, a palavra-chave é equilíbrio. "É essencial planejar os horários de estudo, descanso e uso das redes. Inserir o tempo de navegação como parte da agenda – e não como distração espontânea – ajuda a manter o foco", indica. A tecnologia, assim, exerce o papel de potencializadora da aprendizagem, em vez de competir com ela. Apagar os aplicativos pode parecer uma solução, mas estabelecer limites saudáveis não depende, necessariamente, do caminho mais radical. “Cortar as redes sociais pode ser pouco realista e até gerar ansiedade ou sensação de isolamento, já que elas também são um meio de contato com amigos”, pondera Idelfrânio Moreira, gerente executivo de ensino e inovações do SAS. Segundo ele, a decisão depende do perfil de cada estudante. "Quem já consegue limitar o uso das redes a horários e intervalos específicos pode aproveitar o celular como ferramenta de pesquisa e estudo. Mas, se o aluno reconhece que se distrai com facilidade, é melhor recorrer a materiais tradicionais ou baixar previamente os conteúdos de revisão”, recomenda. 📵 Para Robson Dias, diminuir o uso de redes sociais nas semanas que antecedem o Enem melhora a qualidade da atenção, reduz a ansiedade e otimiza o tempo de estudo. "Quem não consegue (ou não quer) desconectar totalmente pode ao menos desativar notificações e definir horários específicos para navegar. Isso evita que o cérebro fique em alerta o tempo todo e direciona a energia para os estudos", orienta. Além disso, é crucial reduzir o uso do celular antes de dormir. Um sono de qualidade é essencial para que o cérebro descanse e possa consolidar o que foi estudado – especialmente às vésperas do exame. ✅ Em comum, os especialistas recomendam: definir horários específicos para acessar as redes sociais, evitando que interfiram na rotina de estudo e descanso; desativar notificações e evitar conteúdos que possam gerar comparação ou ansiedade, ou ainda que prometam soluções milagrosas; fazer uma curadoria e priorizar o consumo de conteúdos educativos, que complementam a preparação para o Enem; reduzir o tempo de tela nos dias que antecedem a prova; nunca trocar uma boa noite de sono por horas de vídeos curtos. Como as redes sociais podem ajudar nos estudos Usadas com propósito, as redes podem ser aliadas do estudo. O celular já é uma ferramenta de estudos comum entre os jovens, seja para acessar materiais digitais, consumir conteúdos de professores ou participar de grupos de apoio e motivação. "Temos aplicativos para flashcards, podcasts educativos, simulados e até aplicativos que regulam o tempo de estudo", elenca Dias. "O principal é ter consciência do propósito: use a tecnologia a seu favor, não como fuga do desconforto do estudo", afirma. Para Moreira, as mídias cumprem um papel importante no acesso à informação e no relaxamento, mas ainda é mais saudável consumir "filmes, séries e documentários relevantes para estudo, revisão e construção de repertório". Beltrão acrescenta que os perfis de professores e cursinhos oferecem revisões e aulões úteis na reta final. “O segredo é fazer uma curadoria, filtrando perfis e conteúdos de qualidade e evitando conteúdos com promessas irreais.” Vale também criar uma rede de apoio entre colegas para trocar indicações e tornar o uso das redes mais produtivo e colaborativo. 📆 O Enem 2025 será aplicado nos dias 9 e 16 de novembro. No primeiro domingo de provas, os candidatos encaram Linguagens, Ciências Humanas e redação; no segundo, será a vez de Matemática e Ciências da Natureza. Local de prova do Enem é divulgado; saiba como consultar

Palavras-chave: tecnologia

iPhone 18 Pro pode expandir comunicação via satélite com suporte ao 5G

Publicado em: 25/10/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

A Apple pode estar preparando mais uma novidade de peso para a série iPhone 18 Pro: a adição de internet 5G via satélite. O novo rumor indica ainda que a marca poderia estar trabalhando em um acordo com a SpaceX para tirar proveito da rede da Starlink, e menciona pistas que a companhia teria dado para reforçar a mudança.As informações chegam em reportagem do portal The Information, que afirma que a Maçã "planeja adicionar em futuros iPhone lançados tão cedo quanto o próximo ano suporte para redes 5G que não estão vinculadas à superfície da Terra, o que inclui satélites". A tecnologia pode estar relacionada com o padrão 5G NTN de redes não terrestres para ter acesso total de internet, em vez de apenas comunicação emergencial como ocorre no momento, através do trabalho conjunto com a empresa de satélites Globalstar.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Crédito do governo para reformar a casa: veja quanto custam as parcelas e se vale a pena aderir

Publicado em: 25/10/2025 04:00

G1 em 1 Minuto: o passo a passo para entrar no programa de crédito para reforma da casa O governo lançou nesta semana o Programa Reforma Casa Brasil, que entra em vigor oficialmente em 3 de novembro e promete liberar R$ 40 bilhões em crédito para reformas e pequenas obras em todo o país. A iniciativa, voltada a famílias de diferentes faixas de renda, busca melhorar as condições de moradia e estimular o consumo. Os juros variam entre 1,17% e 1,95% ao mês, dependendo do rendimento familiar. A Caixa Econômica Federal divulgou uma simulação com parcelas que vão de R$ 116,45 a R$ 1.167,51, conforme o valor do empréstimo, o número de meses de parcelamento e a faixa de renda. (veja mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o programa está alinhado às demandas atuais do setor de habitação, mas fazem um alerta: sem planejamento financeiro e boa execução, o sonho da casa reformada pode se transformar em dor de cabeça e desequilíbrio no orçamento familiar. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), explica que o programa surge como uma resposta a uma lacuna antiga da política habitacional. “Até então, os principais programas do governo, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), se concentraram na construção de novas moradias. Agora, o foco se volta ao déficit qualitativo, ou inadequação edilícia, financiando reformas e pequenas obras nas habitações já existentes.” 🏠 A chamada inadequação edilícia aparece quando uma moradia não reúne condições básicas para se viver bem. É o caso de imóveis com infiltrações, fiação antiga ou malfeita, pouca ventilação ou cômodos pequenos demais para o número de pessoas que moram ali. Embora o conceito não seja totalmente novo — já houve iniciativas como o Construcard, linha de crédito da Caixa para compra de materiais de construção em lojas credenciadas, além de tentativas de incluir ações semelhantes no Casa Verde e Amarela —, Castelo afirma que o Reforma Casa Brasil é o primeiro esforço estruturado e acessível para financiar melhorias habitacionais de forma consistente. O governo prevê, inicialmente, 1,5 milhão de contratações. A iniciativa complementa um novo modelo de crédito imobiliário, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de outubro, um ano antes das eleições presidenciais de 2026. Taxas reduzidas Em um contexto de juros altos, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o novo programa é atraente, em especial por oferecer taxas subsidiadas e condições adaptadas à renda das famílias. Veja as regras: ▶️ Faixa 1 - renda de até R$ 3.200: juros de 1,17% ao mês e prazo de até 60 meses para pagamento. ▶️ Faixa 2 - renda entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600: juros de 1,95% ao mês, também com até 60 meses de financiamento. ▶️ Renda acima de R$ 9.600: juros entre 1,33% e 1,95% ao mês e possibilidade de financiar até 50% do valor de avaliação do imóvel, respeitando o limite do Sistema Financeiro de Habitação (R$ 2,25 milhões). O prazo pode chegar a 180 meses, conforme o valor contratado. Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), observa que, mesmo com a taxa Selic elevada — atualmente em 15% ao ano —, o programa é competitivo em relação a outras modalidades de crédito disponíveis no mercado. “As taxas são atrativas, especialmente quando comparadas a linhas tradicionais e ao crédito consignado do governo para os trabalhadores CLT, que hoje opera com juros próximos de 5% ao mês.” Os recursos poderão ser usados para pintura, instalações elétricas e hidráulicas, troca de piso e até construção de novo cômodo. O programa também permite que locatários solicitem o crédito, desde que as intervenções estruturais sejam negociadas com o proprietário do imóvel. (veja a lista completa de serviços abaixo) O que pode ser reformado? Arte/g1 Ao g1, o ministro das Cidades, Jader Filho, explicou como funciona a participação no Reforma Casa Brasil: por meio do aplicativo da Caixa, a família precisa informar qual obra pretende realizar, simular o crédito e enviar uma foto do local onde a intervenção será feita. A análise será feita por inteligência artificial. Quem usar o crédito para fins diferentes de reformas poderá ser penalizado. Nesses casos, segundo o ministro, o beneficiário perde a taxa de juros reduzida e passa a ser cobrado como em um financiamento comum. "Na hora que você não comprovar, perde o subsídio", disse Filho. Para ajudar quem pensa em obter o crédito para a reforma, a Caixa simulou o financiamento para rendas de até R$ 9,6 mil mensais, já que rendas superiores serão avaliadas caso a caso. (veja a seguir) Reforma Casa Brasil: veja simulações por faixa de renda Arte/g1 Riscos financeiros e planejamento Apesar do potencial econômico do programa, o alto endividamento das famílias brasileiras é um alerta. Dados do Serasa apontam que, em agosto deste ano, 78,8 milhões de pessoas estavam inadimplentes, um crescimento de 8,75% em relação ao mesmo período de 2024. Diante desse cenário, o presidente da Abefin recomenda que, antes de contratar o crédito do Reforma Casa Brasil, as famílias avaliem quatro pontos: por que a reforma é necessária; quanto custará; quanto tempo levará; e quanto será possível poupar. Arquiteto viraliza nas redes sociais com reforma de casa simples na periferia de Brasília Marcos Vinícius Teixeira da Silva/ arquivo pessoal Segundo Domingos, muitos se empolgam com a ideia de reformar suas casas e acabam assumindo parcelas que nem sempre cabem no orçamento. “Mesmo com taxas de juros reduzidas, as parcelas continuam sendo uma dívida, e o financiamento deve ser contratado com planejamento cuidadoso.” Um dos riscos é o comprometimento excessivo da renda familiar. Pelas regras do programa, o valor das parcelas será limitado a 25% da renda mensal. Outro ponto de atenção dos especialistas é o chamado “poço sem fundo da reforma”, quando obras iniciadas com orçamento modesto acabam custando o dobro ou até mais devido a imprevistos ou ampliação do projeto. Essa elevação dos custos, inclusive, pode ser afetada por outro obstáculo: a mão de obra. “O setor da construção civil está aquecido, e a falta de profissionais qualificados pode atrasar ou encarecer as reformas. Esse é um aspecto que precisa ser acompanhado de perto e que costuma afetar o valor final”, aponta a coordenadora do FGV IBRE. Em contrapartida, Castelo frisa que o mercado de materiais de construção vive um bom momento, com estoques equilibrados e uma demanda em ritmo moderado – isso deve facilitar a execução das obras. “A indústria de materiais tem estoques suficientes e capacidade para atender à demanda, enquanto o varejo vinha em um processo de desaceleração nos últimos meses. Isso deve dar um impulso à atividade tanto no comércio quanto na indústria. Não há risco de o setor não suportar o programa; pelo contrário. A questão principal é acompanhar como o programa vai alcançar efetivamente quem precisa.” Casa própria, imóveis Foto de PhotoMIX Company

Palavras-chave: inteligência artificial

Vingança após demissão: apagar dados de empresas vira moda, mas põe carreira em risco; entenda

Publicado em: 25/10/2025 04:00

Apagar dados de empresas após demissão vira moda, mas põe carreira em risco "Apaguei tudo." A frase, que normalmente sugeriria um erro de clique, ganhou outro sentido nas redes sociais. Ex-funcionários têm relatado episódios em que apagaram arquivos importantes das empresas após serem demitidos. "Fui lá e apaguei todas as planilhas que eu montei desde que entrei (...) perderam histórico de consumo de mais de 15 meses", escreveu uma usuária no X (antigo Twitter), referindo-se à programação de produção que ela mesma havia criado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outro post viralizou com tom de confissão: "Apaguei as senhas de tudo e era a única que tinha anotado. Me mandaram uma notificação extrajudicial e, quando o advogado ligou, falei que não podia fazer nada porque já estava perdido". Os relatos se multiplicam e, em muitos deles, a reação do público mistura empatia e riso, como se o ato de apagar arquivos fosse uma forma de se vingar de demissões mal conduzidas. 🚨 Mas o que parece brincadeira esconde um problema maior. Mesmo quando a intenção é só "descontar a raiva", o gesto pode gerar sérias consequências. Advogados alertam que deletar arquivos corporativos pode ser considerado crime digital, quebra de contrato e até motivo para processos por danos à empresa. Já especialistas em recursos humanos afirmam que esses casos também revelam falhas na forma como as empresas lidam com desligamentos e com a proteção de dados internos. Do lado dos profissionais, o impulso costuma nascer da frustração. Segundo Tiago Santos, da Sesame HR, muitos trabalhadores ainda encaram a demissão como algo pessoal. “As redes funcionam como uma válvula de escape, um espaço para buscar apoio e validação”, explica. O problema é que esse tipo de exposição pode prejudicar a reputação e afastar oportunidades no mercado. Para as empresas, as perdas também são concretas. Apagar arquivos pode causar paralisação de processos, perda de informações estratégicas e até ações judiciais. Para evitar isso, especialistas recomendam medidas básicas: contratos mais claros, backups automáticos e protocolos de desligamento bem definidos. ➡️ Entenda nesta reportagem os impactos desse comportamento, o que ele revela sobre a cultura das empresas e como evitar que um simples clique apague mais do que arquivos. Abaixo, confira: Vingança pode afetar a reputação profissional? Quais são os riscos jurídicos? Como as empresas podem se proteger? Apagar arquivos de empresas após demissão vira moda g1 Vingança pode afetar a reputação profissional? Apesar de os relatos serem feitos em tom de humor por usuários do X, essas vinganças mostram que muitos profissionais ainda vivem a demissão como uma ferida pessoal, explica Tiago Santos, vice-presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR. "A ‘vingança’ costuma ser uma reação impulsiva, nascida da frustração, do sentimento de injustiça e da perda de controle", afirma. Para ele, quando a demissão é percebida como algo que fere o valor pessoal do trabalhador, a emoção tende a se sobrepor à razão. As redes sociais amplificam esse impulso. O que antes seria um desabafo restrito a conversas entre amigos, hoje se transforma em um post público, em busca de empatia, curtidas e apoio, segundo Tiago. O problema é que essa validação imediata pode gerar consequências duradouras. A exposição de comportamentos impulsivos pode prejudicar a reputação e criar barreiras no mercado de trabalho. “Essas atitudes costumam ser vistas como falta de maturidade e geram desconfiança em recrutadores e gestores”, alerta o especialista. Isso pode dificultar futuras contratações e enfraquecer a marca pessoal do profissional. Wolnei Ferreira, diretor jurídico da ABRH Brasil, acrescenta que a situação pode ser ainda mais grave quando envolve informações sigilosas. Ele lembra que, se dados confidenciais forem levados ou utilizados em outra empresa, a nova contratante também pode ser responsabilizada judicialmente por concorrência desleal. Por isso, recomenda que o profissional, ao sair de um emprego, busque apoio emocional e orientação de carreira, evite reações impulsivas e cuide da comunicação pública. "Manter o respeito e o equilíbrio é essencial para preservar a reputação e deixar portas abertas", reforça. Quais são os riscos jurídicos? Segundo o advogado trabalhista Luís Gustavo Nicoli, apagar arquivos corporativos pode configurar dano ao patrimônio, violação da boa-fé contratual e, em alguns casos, crime digital. "Se os arquivos pertencem à empresa, o ato pode gerar responsabilidade civil e até criminal, caso se comprove a intenção de causar prejuízo", explica. A depender da situação, a conduta pode ser enquadrada em diferentes dispositivos legais. O artigo 163 do Código Penal trata do crime de dano, enquanto o artigo 154-A prevê punição para quem invade, adultera ou destrói dados de sistemas informáticos — conduta reforçada pela Lei nº 12.737/2012, conhecida como Lei Carolina Dieckmann. Mesmo quando o funcionário foi o autor do material, isso não lhe dá o direito de exclusão ou uso. “Se o conteúdo foi produzido no exercício do trabalho, com recursos da empresa e dentro do horário contratual, os direitos patrimoniais pertencem à companhia”, explica Nicoli. O empregado pode manter apenas o crédito moral pela autoria, mas não o controle sobre os arquivos. A advogada trabalhista Elisa Alonso reforça que a exclusão intencional de arquivos pode gerar ação de indenização por prejuízos materiais e morais. “O dever de lealdade e boa-fé permanece mesmo após a dispensa. O ex-empregado deve preservar o patrimônio e as informações da empresa”, afirma. Para ela, o dano é caracterizado quando há perda de dados, paralisação de sistemas ou impacto financeiro comprovado. Nesses casos, a empresa pode acionar a Justiça para pedir reparação, desde que demonstre dolo ou culpa. A justa causa retroativa, segundo os especialistas, é rara e só ocorre se o ato danoso foi praticado antes do desligamento formal. Fora isso, a medida adequada é o pedido de indenização judicial. 🤔 E se o trabalhador for acusado injustamente? Elisa Alonso recomenda cautela: não assinar confissões sem orientação jurídica, reunir provas, como e-mails, mensagens e registros de acesso. E, se necessário, solicitar perícia técnica para comprovar quem realmente excluiu os dados. "A acusação falsa pode, inclusive, gerar direito a indenização por dano moral", ressalta. Como as empresas podem se proteger? Para as empresas, o aumento de casos de exclusão deliberada de arquivos e bloqueio de acessos após demissões é um sinal de alerta. De acordo com o diretor jurídico da ABRH Brasil, Wolnei Ferreira, situações desse tipo têm se tornado cada vez mais comuns e podem causar grandes transtornos. "Muitas vezes o empregado que deixa a organização apaga informações, retém senhas ou cria barreiras de acesso. Isso causa embaraços e prejuízos sérios às operações", afirma. Segundo Ferreira, a melhor resposta é agir de forma preventiva. Ele recomenda que as empresas deixem claro, desde o contrato de trabalho, que todos os arquivos e dados produzidos em equipamentos corporativos pertencem à companhia e podem ser monitorados. “Essas cláusulas dão respaldo jurídico para que a empresa adote medidas cabíveis, inclusive em casos de justa causa ou ações judiciais”, explica. Além da previsão contratual, Ferreira destaca a importância de manter backups diários e sistemas de monitoramento, capazes de recuperar arquivos apagados. Outra medida essencial é o bloqueio imediato de acessos após o desligamento e a adoção de termos de confidencialidade assinados pelos colaboradores. Essas práticas também se relacionam diretamente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que reforça o dever das empresas de proteger informações sensíveis e garantir o sigilo. “Essas regras ajudam a evitar incidentes e protegem tanto a empresa quanto o trabalhador”, diz Ferreira. Para além dos mecanismos legais, Ferreira defende que o RH exerça papel ativo na construção de uma cultura de desligamento ética e transparente. Políticas claras, comunicação humanizada e treinamentos sobre segurança da informação ajudam a reduzir conflitos e proteger tanto a organização quanto o profissional.

Palavras-chave: lgpd

Brasil e Malásia assinam acordo de comércio e investimentos; confira o discurso completo de Lula

Publicado em: 25/10/2025 03:01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. Reprodução/X/ricardostuckert Em visita histórica à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro Anwar Ibrahim assinaram atos de cooperação com o objetivo de intensificar e diversificar o comércio e os investimentos entre os dois países. O foco são setores estratégicos como energia, ciência, tecnologia e inovação. A visita marca a primeira presença de um presidente brasileiro na Malásia em 30 anos e eleva a relação bilateral a um novo patamar. Durante a cerimônia, Anwar Ibrahim destacou a amizade pessoal com Lula e a afinidade de valores entre os dois países. Segundo o primeiro-ministro, Lula é um líder que representa a classe trabalhadora, cuida dos pobres e desprivilegiados e tem coragem de se opor aos horrores do mundo com dignidade. Ibrahim elogiou a liderança do presidente brasileiro e ressaltou que o encontro consolida a parceria entre Brasil e Malásia fortalece a parceria entre os dois países em comércio, tecnologia, educação e cultura. “Este é um encontro entre amigos que compartilham convicções e ideias. Tenho certeza de que nossos países vão trabalhar juntos como parceiros em diferentes áreas”, disse Anwar Ibrahim. Ele também agradeceu a hospitalidade do Brasil em fóruns internacionais, como o BRICS, e reafirmou a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) ser realizada no país. 🔎 O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã. Trump confirma que vai se encontrar com Lula na Malásia Anwar reforçou a intenção de compartilhar conhecimento e parcerias em setores como energia, tecnologia, educação e cultura, além de ampliar a importação de produtos brasileiros. "Este não é um encontro diplomático ordinário. É um encontro de amigos que compartilham ideais", disse. Para Lula, a visita também teve caráter estratégico global. Ele criticou o protecionismo e destacou a importância de paz, livre comércio e humanismo. "A relação do Brasil com a Malásia muda de patamar a partir de hoje. Temos possibilidade de mudar o mundo e fazer com que as coisas sejam melhores, de mostrar que o humanismo não seja derrotado pelo político", afirmou. O presidente brasileiro também falou sobre sua trajetória pessoal e o compromisso com políticas sociais: "Quando assumi em 2003, tínhamos 54 milhões de pessoas passando fome. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome. Retornei ao governo e, em dois anos e meio, conseguimos reduzir novamente a fome. Cuidar dos pobres é a coisa mais barata e fácil de se fazer", disse. Lula criticou a falta de governança global e a ineficácia de instituições multilaterais diante de guerras recentes e crises humanitárias, como o conflito em Gaza. Ele também destacou a urgência das questões climáticas e a necessidade de instrumentos globais de governança. “Como vamos evitar que o planeta seja destruído, se sabemos o que o destrói e não tomamos atitude? A COP30, em Belém, será a COP da verdade”. Segundo Lula, os líderes precisam pensar no planeta e adotar instrumentos de governança global eficazes. O presidente brasileiro afirmou que um dos principais problemas do mundo é a falta de lideranças capazes de conter guerras e combater a fome. “Na ausência de lideranças, tudo que é de pior pode acontecer”, avaliou. O presidente destacou ainda que o comércio bilateral precisa crescer, atualmente limitado a apenas US$ 6 bilhões. "Precisamos juntar nossas preocupações, identificar similaridades e fortalecer a transferência de tecnologia e conhecimento entre os países", disse. O encontro foi descrito pelos líderes como um encontro de amigos e não apenas diplomático, com o compromisso de transformar a relação Brasil-Malásia em um pilar estratégico de comércio, investimentos, política e cultura, além de abordar questões globais como governança, direitos humanos e mudanças climáticas. A visita à Malásia também teve caráter estratégico bilateral. Os dois países assinaram atos de cooperação com foco em energia, ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de intensificar e diversificar o comércio e os investimentos, atualmente na casa de US$ 5,8 bilhões por ano. Lula enfatizou que a parceria vai além do interesse comercial: “Temos possibilidade de mudar o mundo, de fazer com que as coisas sejam melhores. Precisamos de mais comida e menos armas, de paz e não de guerra, de livre comércio e não de protecionismo”. O presidente também destacou o papel do Estado no cuidado com os mais pobres: “Governar é fazer escolhas. Para um governante, andar de cabeça erguida é mais importante que um Prêmio Nobel. Cuidar das pessoas mais humildes é quase uma missão bíblica.” O presidente brasileiro ainda será homenageado com o título de doutor honoris causa pela Universidade Nacional da Malásia, em cerimônia prevista para este sábado (25). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. Reprodução/X O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. Reprodução/X Veja a íntegra da declaração à imprensa do presidente Lula durante visita à Malásia "É com muita alegria que eu estou nessa querida cidade, Kuala Lumpur. Eu tenho na minha cabeça a ideia de que a relação entre seres humanos é uma coisa muito química. Quando a gente encontra um ser humano, a gente gosta ou não gosta da pessoa à primeira vista. E desde a primeira vez que eu encontrei com o nosso querido companheiro Anwar Ibrahim [primeiro-ministro da Malásia] e nos cumprimentamos, eu tinha certeza de que eu estava diante de um amigo. De alguém que, como eu, tinha sido perseguido, de alguém que, como eu, tinha sido preso, de alguém que, como eu, tinha sido vítima de uma determinação de acabar com a sua carreira política. Isso aconteceu com Vossa Excelência, e isso aconteceu comigo. E cá estamos nós dois, você como primeiro-ministro da Malásia, e eu como presidente da República, para causar um pouco de raiva nos nossos inimigos. É assim que as coisas acontecem no mundo. A relação do Brasil com a Malásia muda de patamar a partir de hoje. Eu não vim aqui apenas com o interesse de vender ou com o interesse de comprar. Eu vim aqui dizer ao primeiro-ministro Anwar Ibrahim que nós temos possibilidade de mudar o mundo. De fazer com que as coisas sejam melhores, de fazer com que o humanismo não seja derrotado pelos algoritmos. De dizer ao mundo que o mundo precisa de paz e não de guerra. De dizer ao mundo que nós precisamos de livre comércio e não de protecionismo. De dizer ao mundo que nós precisamos de mais comida e de menos armas. Esse é o objetivo da minha visita à Malásia. E eu quero que o primeiro-ministro saiba que eu levo essas questões com muita seriedade. Eu disse ontem numa entrevista e vou dizer agora: quando nós governamos um país, eu no meu Brasil não gosto de usar a palavra governar. Eu gosto de usar a palavra cuidar. Porque a nossa missão é cuidar do povo que nós representamos. E cuidar do povo significa cuidar das pessoas mais necessitadas. Aqueles que efetivamente precisam do papel do Estado são os mais necessitados. Os ricos não precisam do Estado. Muitas vezes os ricos usurpam e usufruem de coisas do Estado que deveriam ser dedicadas às pessoas mais pobres. Então eu tenho uma obsessão, primeiro-ministro. Uma obsessão. Eu digo sem nenhuma vergonha que eu nasci numa cidade em que as pessoas morriam de fome antes de completar cinco anos de vida. E eu sobrevivi. Eu fui comer um pedaço de pão na minha vida pela primeira vez aos sete anos de idade. E eu sobrevivi. E isso me fez colocar a questão dos deserdados do mundo. Dos pobres que muitas vezes são chamados e cuidados como se fossem invisíveis. As pessoas não querem enxergar os outros pobres. Parece que eles não existem aos olhos do mundo. Mas eles são milhões, milhões e milhões, que muitas vezes estão à espera de apenas um gesto. Estão à espera que uma pequena parcela do orçamento de cada país seja dedicada a eles. Para resolver problemas elementares: da comida, da educação, da moradia. Que custa tão pouco. Custa tão pouco, mas é tratado como se fosse impossível cuidar dos pobres. Eu nunca consegui entender. No caso do Brasil, quando eu tomei posse em 2003, nós tínhamos 54 milhões de pessoas passando fome. Em 2014, a ONU reconheceu o Brasil como um país fora do Mapa da Fome. Eu fiquei fora do governo 15 anos. E quando eu votei, outra vez tinha 33 milhões de pessoas passando fome. Em apenas dois anos e meio, nós acabamos com a fome. Uma demonstração de que é plenamente possível. E eu digo sempre que a coisa mais barata, a coisa mais fácil de a gente fazer é cuidar dos pobres. Eles custam pouco. E muitas vezes no orçamento parece que é muito, porque eles são muitos. E como tem muita gente pobre, parece muito dinheiro no orçamento. Mas é pouco se a gente comparar com o dinheiro que vai para outras coisas. É apenas uma definição de prioridades. É apenas uma definição de escolha. Porque governar é fazer escolhas. Governar é decidir para quem você quer governar, de que lado você está, com quem você vai fazer relações. E eu sempre digo que a coisa mais fácil para um homem governar uma nação é você saber de onde você veio e você saber para onde você vai voltar. É você não esquecer a sua origem. É você não esquecer o seu berço. E não ter vergonha das coisas que você fez. Para um governante, andar de cabeça erguida é mais importante que um Prêmio Nobel. Para um governante, cuidar das pessoas mais humildes é quase que uma obrigação bíblica. É um mandamento de Deus. Porque é para isso que a gente vem para governar. E quando eu digo que um líder tem que fazer escolhas, é porque nós temos que decidir sempre. Toda decisão de um primeiro-ministro ou de um presidente da República, é para decidir para um lado ou para o outro lado. Para quem que você atender. E nós temos que fazer escolhas. E uma das escolhas que a gente tem que fazer, é se a gente quer ser um líder respeitado. Ou temido. O líder respeitado, ele pode ser amado pelo seu povo. O líder temido, ele pode ser odiado pelo seu povo. Porque essa é a grande mensagem que a liderança tem que passar para o mundo. Quem é que se conforma com a duração da guerra entre a Ucrânia e a Rússia? Quem é que pode se conformar com o genocídio impetrado na Faixa de Gaza durante tanto tempo? E não só a violência dos tiros e das guerras e das bombas, mas a violência de utilizar a fome, a vontade de comer de uma criança, como forma de torturá-las. Quando nós aceitamos isso como normal, nós não estamos sendo seres humanos. Estamos sendo outra coisa. Que eu possivelmente não sei o que seja. Mas seres humanos nós não somos quando aceitamos isso como normal. E por que isso acontece? Porque as instituições multilaterais que foram criadas para tentar evitar que essas coisas acontecessem, pararam de existir. Hoje, o Conselho de Segurança da ONU e a ONU não funcionam mais. Não funcionam. Todas as guerras acontecidas nos últimos tempos foram guerras determinadas por gente que faz parte do Conselho de Segurança da ONU. E que não consultou, e que não aprovou em nenhum fórum. Foi assim com a guerra do Iraque. O Bush [George W. Bush, ex-presidente dos Estados Unidos] não consultou a ONU. Foi assim com a invasão da Líbia, Inglaterra e França não consultaram o Conselho de Segurança. Foi assim, sabe, com a Rússia e a Ucrânia. A Rússia é membro fixo do Conselho de Segurança, mas também não consultou a ONU. E assim as coisas vão acontecendo, sem que haja nenhuma governança mundial capaz de dizer que não pode ser assim. E entra a questão global. Entra a questão do clima. Ora, como é que nós vamos evitar que o planeta possa ser destruído se nós sabemos o que está destruindo o planeta e não tomamos atitude para evitar que ele seja destruído? Nós tomamos as decisões numa COP e quem é que vai cumprir essa decisão? O Protocolo de Kyoto até hoje não foi levado em prática. O Acordo de Paris muita gente não está respeitando. As decisões da COP no Brasil, da COP30, eu tenho dito que ela será a COP da verdade. Ela será a COP em que a gente vai ter que dizer se a gente acredita ou não nas informações que a ciência está nos dando. O planeta corre ou não corre risco? As pequenas ilhas do Atlântico e do Pacífico correm ou não correm risco? E esse risco afeta mais as pessoas pobres que moram nas periferias das grandes metrópoles, que serão vítimas dos desastres climáticos: da seca, da chuva, do vento e do furacão. E nós, líderes políticos, é que temos que tomar decisão: O que fazer? Não cada um pensando no seu país ou na sua pátria. Chega o momento em que a gente tem que pensar no planeta. E aí é que é preciso ter instrumentos de governança global. E é isso que nos faz falta hoje. Faz falta para a Malásia, faz falta para o Brasil e faz falta para o mundo. Por isso, meu querido amigo, eu digo sempre que a gente não escolhe pai. A gente não escolhe mãe. A gente não escolhe, sabe? Amigo a gente escolhe. E eu quero lhe dizer que você, meu caro amigo Anwar Ibrahim, eu considero como meu amigo. Pelo seu passado, pela sua luta e pela sua tenacidade de enfrentar adversidades. Eu quero que os ministros brasileiros e as ministras saiam daqui com a certeza de que essa visita de hoje é extremamente importante. Primeiro, pela amizade do primeiro-ministro de nos convidar para participar da ASEAM. Nós somos o primeiro país da América Latina a ser convidado para participar. Não é pouca coisa. E isso só pode acontecer quando existe um grau de confiança entre as pessoas. E eu espero que a participação do Brasil amanhã e depois da manhã, na segunda-feira, seja bastante relevante. Não se esqueça de que eu faço aniversário na segunda-feira. Não se esqueça de que você prometeu que eu ia completar o aniversário aqui na Malásia. Então é importante lembrar. E eu queria terminar, eu nem li o meu discurso aqui porque eu acho que a reunião foi tão importante entre os nossos ministros. Eu acho que há tanta confluência entre os nossos pensamentos que basta agora a gente fazer com que as nossas pessoas trabalhem de forma, sabe, com muito afinco para que possa acontecer nos próximos anos aquilo que não aconteceu em tantos outros anos. Porque não é possível que Malásia e Brasil tenham um fluxo comercial de só 6 bilhões. Não é possível. Alguma coisa está errada, sabe, no nosso comportamento. Alguma coisa está errada no nosso governo. Alguma coisa está errada nos nossos empresários. Alguma coisa está errada. Porque nós precisamos ter consciência de que um dos problemas que o mundo tem hoje é a ausência de lideranças. E na ausência de lideranças, tudo que é de pior pode acontecer. Então, meus queridos companheiros ministros da Malásia e ministros brasileiros, nós vamos sair daqui com a missão. E a nossa missão é muito responsável. Nós precisamos da Malásia e a Malásia precisa do Brasil. E quem tem que cuidar disso somos nós. Ninguém está preocupado com a Malásia como vocês. Ninguém está preocupado com o Brasil como nós. Então, nós temos que juntar nossas preocupações. Saber o que nós temos de similaridade. O que a Malásia pode vender para o Brasil. O que a Malásia pode transferir de tecnologia para o Brasil. O que o Brasil pode vender para a Malásia ou transferir tecnologia, transferir conhecimento. Até a dança carioca, a dança do Rio o primeiro-ministro pode aprender com muita facilidade. É só deixar um pouco de disponibilidade na sua agenda, porque só agenda de trabalho não dá certo. Então, eu quero terminar essa entrevista aqui dizendo o seguinte: os acordos que foram firmados estão firmados. Nós vamos voltar para o Brasil com a certeza de que há 30 anos não vinha um presidente brasileiro na Malásia. Há 30 anos. O que é impensável, porque já faz muito tempo que a Malásia é tida e vendida aos olhos do mundo como lugar de extraordinário crescimento e desenvolvimento. E a gente poderia ter vindo aqui muito mais vezes. Mas sempre tem a primeira vez. E eu quero terminar dizendo ao meu amigo, primeiro-ministro Ibrahim: esteja certo de que essa viagem vinha à Malásia, e esse carinho com que você está nos convidando para a viagem mudará a história da relação Brasil-Malásia. Muito obrigado." Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Análise do cocô: novo dispositivo 'lê' suas fezes e pode ajudar na detecção de doenças

Publicado em: 25/10/2025 03:01

Análise do cocô: novo dispositivo 'lê' suas fezes e pode ajudar na detecção de doenças 💩 Uma empresa dos Estados Unidos lançou um dispositivo inteligente que promete analisar a saúde do cocô do usuário. O Dekoda, criado pela Kohler Health, fica acoplado ao vaso sanitário e envia para um aplicativo informações sobre o estado de saúde da pessoa. Por enquanto, o equipamento está à venda apenas nos Estados Unidos por US$ 599 (cerca de R$ 3,2 mil na cotação atual). O Dekoda tem sensores e usa algoritmos para fornecer dados sobre nível de hidratação, saúde intestinal e detecção de sangue nas fezes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Dekoda, dispositivo criado pela Kohler Health para analisar as fezes da pessoa. Divulgação/Dekoda "Ao estabelecer linhas de base pessoais e acompanhar tendências ao longo do tempo, o Dekoda ajuda as pessoas a tomar decisões baseadas em dados e a criar hábitos mais saudáveis", explica a Kohler Health. A companhia informa ainda que o dispositivo foi projetado para se adaptar à maioria dos vasos sanitários. No entanto, avisa que ele pode não funcionar bem em banheiros muito escuros, já que a falta de luz pode atrapalhar os sensores na hora de fazer a leitura. Na parte de segurança, o proprietário pode cadastrar outros moradores da casa, para que o Dekoda analise o cocô de mais de uma pessoa. Para ajudar na identificação de cada usuário, o aparelho vem com um leitor de impressão digital. Leitor de digital do equipamento Dekoda. Divulgação/Dekoda A Kohler Health afirma que os dados são criptografados de ponta a ponta, o que significa que nem a própria empresa tem acesso às informações dos usuários coletadas pelo equipamento. O dispositivo funciona com bateria, que precisa ser removida periodicamente para recarga. Segundo a empresa, não é necessário desacoplar o aparelho do vaso toda vez que ele precisar ser carregado — basta remover a bateria do equipamento. Os interessados, além de desembolsar US$ 599, também precisam fazer uma assinatura vinculada ao aplicativo para ter acesso a todos os dados. Usuários individuais pagam US$ 7 (cerca de R$ 38) por mês ou US$ 70 (R$ 377) por ano. Também há um plano familiar, que permite cadastrar até cinco pessoas, por US$ 13 (R$ 70) mensais ou US$ 130 (R$ 700) anuais. LEIA TAMBÉM: Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo Pane na Amazon 'enlouqueceu' camas inteligentes na madrugada Selo de ligação segura para combater robocalls só vai aparecer em alguns sistemas operacionais Equipamento é conectado a um app que pode exibir informações da sua saúde. Divulgação/Dekoda Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Como criar uma senha forte, difícil de ser violada, e proteger suas contas

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Arte in Ouro: 13 anos encantando corações e eternizando histórias em ouro

Publicado em: 25/10/2025 00:02

Campanha especial de dia dos namorados da Arte in Ouro/Por Joalheria Arte in Ouro Joalheria Arte in Ouro Fundada com o propósito de oferecer mais do que simples acessórios, a empresa construiu uma identidade pautada em valores sólidos. Cada joia vendida carrega consigo a essência de momentos inesquecíveis, desde um pedido de casamento até uma celebração familiar. É essa conexão emocional que diferencia a Arte in Ouro e a torna uma marca tão querida por seus clientes. A força da empresa vai além das vitrines. Sua presença digital é intensa, marcante e estratégica, com lives, promoções, eventos exclusivos e até iniciativas ousadas como a Love Run, corrida que une esporte, saúde e romantismo em uma experiência única. Assim, a marca demonstra que não se limita a vender joias, mas sim a construir um relacionamento próximo e duradouro com seu público. Em agosto de 2025, a inauguração da unidade em Nova Friburgo reforçou esse compromisso de expansão e proximidade com os clientes. Moderna, acolhedora e repleta de novidades, a loja representa um marco importante na história da Arte in Ouro, abrindo portas para um futuro ainda mais brilhante e promissor. Alianças exclusivas e personalizadas Joalheria Arte in Ouro 13 Anos de Emoção e Brilho: A História Viva da Arte in Ouro Há treze anos, a Arte in Ouro iniciou sua jornada com sonhos brilhantes e corações cheios de paixão pelo que faz. Cada peça criada carrega sentimentos, histórias e memórias que atravessam gerações, tornando-se símbolos de momentos inesquecíveis na vida dos clientes. Do primeiro sorriso recebido ao entregar uma joia, crescendo lado a lado com famílias, celebrando conquistas e amores eternos.Esse aniversário não é apenas uma data, mas a prova viva de um compromisso com qualidade, carinho e autenticidade inigualáveis. Ao longo desses anos, a joalheria viu alianças selarem promessas e colares eternizarem emoções que palavras não poderiam expressar. Clientes se tornaram amigos, histórias se entrelaçaram, e cada detalhe do trabalho da equipe Arte in Ouro refletiu o cuidado e a dedicação nas joias. Para a Arte in Ouro, celebrar treze anos é celebrar o amor, a confiança e as memórias construídas com cada cliente que fez parte dessa trajetória. A equipe cresceu e evoluiu, sempre buscando superar expectativas e transformar simples compras em experiências emocionantes e memoráveis. Esse marco de treze anos representa o encontro entre tradição e inovação, mantendo vivo o cuidado artesanal em cada detalhe. Treze anos depois a empresa olha para trás com gratidão e para frente com esperança e entusiasmo renovado. Encantando corações, conquistando gerações e tornando-se parte das histórias mais importantes de cada cliente. A empresa ressalta que não é apenas uma joalheria, é uma guardiã de sentimentos e memórias eternas. Esse aniversário é uma celebração da essência da Arte in Ouro: transformar joias em emoções que brilham para sempre na vida de quem as escolhe. Há 13 anos transformando momentos em eternidade Joalheria Arte in Ouro A história de uma marca consolidada Fundada em 24 de setembro de 2012, a Arte in Ouro nasceu do desejo de oferecer joias que simbolizassem mais do que luxo: representassem sentimentos, conquistas e memórias. Desde sua fundação, a marca se destacou pela forma única de atender seus clientes, sempre com atenção, carinho e a busca por oferecer a melhor experiência de compra. Esse cuidado transformou-se em uma das principais bases de sua consolidação no mercado. Atualmente, a joalheria conta com oito unidades físicas, duas em Cabo Frio, Araruama, duas em Rio das Ostras, Maricá, Macaé e agora também em Nova Friburgo. No início com pouco estoque, mas com muita dedicação e força de vontade de seus colaboradores, a empresa foi conquistando clientes através de seu atendimento diferencial e mão de obra especializada. Essa presença física é acompanhada de um crescimento exponencial na área digital, onde a Arte in Ouro constrói diariamente relacionamentos com milhares de pessoas que acompanham seus conteúdos, promoções e lançamentos. Inegavelmente, a Arte In Ouro inovou nos processos de atendimento e produção de joias na região. Trazendo um modelo de serviços e atendimento personalizado ao cliente que deseja confeccionar sua joia exclusiva. Mais do que uma joalheria, a Arte in Ouro se tornou um ponto de referência em suas cidades. Seja em Cabo Frio, Araruama, Rio das Ostras, Maricá, Macaé e agora em Nova Friburgo, a marca conquistou espaço e tornou-se parte da rotina das famílias locais. São gerações que encontram na empresa a segurança e a tradição necessárias para investir em uma joia que atravessa o tempo. Esse reconhecimento é fruto de um trabalho contínuo de inovação. A marca não se acomodou no sucesso inicial, mas buscou expandir, investir em novas tecnologias e fortalecer a equipe para oferecer sempre um atendimento diferenciado. Essa postura é o que garante sua posição de destaque e o respeito de clientes e parceiros. A nova joia da serra: Nova Friburgo Em agosto de 2025, a Arte in Ouro deu mais um passo importante em sua história: inaugurou sua oitava unidade, desta vez em Nova Friburgo. Conhecida como a “Suíça Brasileira”, a cidade serrana agora conta com uma joalheria que une tradição, sofisticação e um atendimento verdadeiramente apaixonado. A nova loja foi planejada para refletir toda a essência da marca. Com um espaço moderno, aconchegante e cuidadosamente projetado, cada detalhe foi pensado para encantar desde o primeiro olhar. O ambiente acolhedor e a diversidade de produtos transformam a experiência de compra em algo inesquecível. Além do design inovador da loja, a equipe de Nova Friburgo foi cuidadosamente selecionada e treinada para oferecer o padrão Arte in Ouro de atendimento. Atenciosos, acolhedores e apaixonados pelo que fazem, os colaboradores são parte essencial dessa experiência única, transmitindo segurança e proximidade em cada interação. A inauguração não foi apenas um marco comercial, mas também um presente para a cidade. Clientes da região, que antes precisavam viajar até outras localidades para encontrar joias de alto padrão, agora podem contar com sua joalheria e relojoaria em Nova Friburgo. Isso reforça o compromisso da marca em estar sempre próxima de seus clientes, onde quer que eles estejam. Produtos que encantam: alianças e relógios de prestígio Um dos grandes diferenciais da Arte in Ouro está em sua linha de produtos. A marca é especialmente reconhecida pelas alianças de ouro, que se tornaram símbolo de confiança, qualidade e beleza. Com uma variedade de modelos que atendem a diferentes estilos e orçamentos, cada par de alianças representa a união de duas histórias em um só caminho. As alianças da Arte in Ouro se destacam não apenas pela qualidade do material, mas também pelo design exclusivo e pelo acabamento impecável. Muitas delas são personalizadas, permitindo que os clientes gravem mensagens especiais e eternizem momentos únicos em suas peças. Essa personalização fortalece ainda mais a conexão emocional entre cliente e marca. Além das alianças, a Arte in Ouro oferece uma ampla variedade de marcas de relógios de renome. São modelos modernos, clássicos e esportivos, que atendem desde quem busca funcionalidade até quem valoriza estilo e sofisticação. O mix de produtos foi cuidadosamente selecionado para agradar diferentes perfis de clientes. Joias como brincos, colares, pulseiras e anéis também compõem o portfólio da marca, sempre prezando pela elegância e qualidade. Cada peça é escolhida com critério, garantindo não apenas beleza, mas também durabilidade e valor agregado. Assim, a Arte in Ouro se torna uma escolha completa para quem busca joias e relógios em um só lugar. Atendimento que conquista O atendimento da Arte in Ouro é um dos pilares que sustentam sua consolidação no mercado. Clientes frequentemente destacam, em avaliações e depoimentos, o quanto se sentem acolhidos e bem cuidados em cada visita. Esse cuidado genuíno vai além da venda: é um relacionamento de confiança construído ao longo do tempo. As equipes das lojas são treinadas para compreender as necessidades de cada cliente, oferecer opções adequadas e esclarecer dúvidas com paciência e empatia. Mais do que vendedores, os colaboradores atuam como consultores, ajudando as pessoas a encontrarem a joia ideal para o momento certo. Esse padrão de atendimento também se estende ao ambiente digital. A Arte in Ouro mantém uma equipe dedicada a responder rapidamente nas redes sociais e no atendimento online, sempre com a mesma atenção e simpatia encontradas nas lojas físicas. Essa integração fortalece a experiência do cliente e cria um elo único com a marca. Essa filosofia humanizada é, sem dúvida, um dos grandes diferenciais da Arte in Ouro. Ao tratar cada cliente como único, a marca constrói uma base sólida de confiança e fidelidade, transformando simples compras em experiências memoráveis. Presença digital e eventos exclusivos No mundo atual, estar presente no digital é indispensável. A Arte in Ouro entendeu isso cedo e, hoje, é uma das joalherias com maior presença online na região. A marca realiza transmissões ao vivo, apresenta promoções exclusivas, compartilha conteúdos sobre joias e moda e mantém um diálogo constante com seu público. Essa estratégia digital não apenas fortalece a imagem da empresa, como também amplia seu alcance. Pessoas de diferentes cidades acompanham as novidades, participam das lives e se encantam com as histórias contadas em cada joia apresentada. Essa presença online aproxima ainda mais a Arte in Ouro de seus clientes. Além do digital, a marca é presença confirmada em grandes eventos na Região dos Lagos e em feiras de casamento e joalheria por todo o país. Essas participações consolidam ainda mais sua imagem como referência no setor e abrem novas oportunidades de negócios. Dentre as ações inovadoras, destaca-se a Love Run, uma corrida temática que une esporte, saúde e romantismo. O evento é um exemplo de como a Arte in Ouro vai além do convencional, promovendo experiências únicas e reforçando sua ligação emocional com o público. Crescimento e planos para o futuro O crescimento da Arte in Ouro é resultado de uma estratégia bem planejada e de uma dedicação ininterrupta à excelência. Em poucos anos, a marca passou de uma joalheria regional para uma empresa de destaque em toda a Costa do Sol, Região dos Lagos e, agora, na serra fluminense. Com oito unidades em operação e planos de inaugurar mais duas em curto prazo, a expansão é uma realidade concreta. Além disso, a empresa já estuda estratégias para transformar a marca em uma franquia, levando o padrão Arte in Ouro para ainda mais cidades e estados do país. Esse crescimento não é apenas físico, mas também digital e institucional. A cada dia, novas pessoas conhecem a marca por meio das redes sociais, das campanhas promocionais e das participações em feiras e eventos. Esse fortalecimento de imagem garante que o futuro da empresa seja cada vez mais promissor. A visão de futuro da Arte in Ouro é clara: continuar sendo referência em qualidade, atendimento e inovação, mantendo-se próxima de seus clientes e expandindo sua presença de forma sustentável e estratégica. Nossos diferenciais Joalheria Arte in Ouro A Arte in Ouro não é apenas uma joalheria, é uma marca que conquistou espaço e respeito ao longo dos anos por sua dedicação em transformar joias em histórias. Consolidada na Região dos Lagos e Costa do Sol, agora também brilha na serra com a nova unidade de Nova Friburgo. Seja pelo atendimento diferenciado, pelos produtos de qualidade impecável ou pela presença marcante no digital, a empresa demonstra diariamente sua paixão pelo que faz. Essa paixão é o que a torna única e faz com que cada cliente sinta-se parte de algo maior. Os planos de expansão, com a previsão de novas lojas e o projeto de franquia, mostram que a Arte in Ouro está apenas começando sua trajetória de crescimento. O futuro reserva ainda mais conquistas e a marca segue firme em sua missão de encantar e emocionar através de suas joias. Em um mercado competitivo, a Arte in Ouro se destaca por unir tradição, inovação e humanização. Mais do que vender joias, a empresa cria experiências, celebra histórias e reforça que, quando se trata de marcar momentos especiais, ela é a escolha certa.

Palavras-chave: tecnologia

Manaus ganha Praça dos Remédios revitalizada no aniversário de 356 anos

Publicado em: 24/10/2025 21:53

Praça dos Remédios é revitalizada com acessibilidade e fiação subterrânea Em comemoração aos 356 anos de Manaus, a Praça dos Remédios, no centro histórico, foi entregue totalmente revitalizada nesta sexta-feira (24). O espaço histórico ganhou novo paisagismo, melhorias na acessibilidade e a fiação elétrica foi transferida para o subsolo, modernizando a praça sem perder seu valor cultural. Inaugurada em 1899 com pedras calcárias trazidas de Lisboa, a praça passou por sua última reforma em 2003 e, desde então, apresentava desgaste e insegurança. Antes da revitalização, o local também abrigava moradores em situação de rua — atualmente, cerca de 2.423 pessoas vivem em situação de vulnerabilidade na área central, segundo a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Para acolher essa população, a prefeitura anunciou a inauguração, ainda neste mês, de um novo Centro Pop nas proximidades da praça, que oferecerá refeições, atendimento médico e psicológico, banho e encaminhamento ao mercado de trabalho. A requalificação do espaço incluiu a recuperação das pedras portuguesas, reforma dos 52 bancos de mármore, restauração dos oito pilares ornamentais, pintura do monumento central, implantação de rampas acessíveis e iluminação cênica. O paisagismo trouxe de volta os canteiros e duas oliveiras centenárias, símbolos de paz e resistência. Uma das intervenções técnicas de destaque foi a instalação de uma estrutura metálica para sustentar uma árvore centenária, que corria risco de queda, preservando seu valor histórico e ambiental. O evento de entrega reuniu autoridades, empresários, feirantes, trabalhadores informais e moradores da região, celebrando a reabertura de um dos espaços mais simbólicos de Manaus. “Hoje, devolvemos à população um patrimônio requalificado e, acima de tudo, resgatamos a dignidade de pessoas em situação de rua, que passam a ter acolhimento e oportunidade”, afirmou o prefeito David Almeida. Moradora do Centro desde a infância, a aposentada Maria de Fátima Dias, 83 anos, resumiu a emoção coletiva. “Meu coração ficava partido ao ver a praça abandonada. Agora, Manaus está renascendo. É um sonho realizado”, disse. LEIA TAMBÉM Manaus faz 356 anos entre o verde da floresta que resiste e o cinza da cidade que cresce Estradas invisíveis: a função dos rios na mobilidade e desenvolvimento de Manaus Praça dos Remédios recebe melhorias no paisagismo, acessibilidade e fiação elétrica Semcom Praça dos remédios em Manaus Divulgação Monumento símbolo da Praça dos Remédios Divulgação

Palavras-chave: vulnerabilidade

Vereador Lucas Ganem, de BH, é investigado pela PF por suspeita de fraudar declaração de domicílio eleitoral

Publicado em: 24/10/2025 19:32

Vereador Lucas Ganem (Podemos) Dara Ribeiro/CMBH A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar o vereador de Belo Horizonte Lucas Ganem (Podemos) por suspeita de crime eleitoral. Segundo as apurações, o parlamentar, que nasceu e cresceu em São Paulo, transferiu o domicílio eleitoral para a capital mineira no início de 2024 e informou um endereço em que nunca morou. De acordo com a PF, o registro do domicílio eleitoral de Lucas Ganem em BH foi feito em fevereiro do ano passado. Ele declarou como residência um imóvel localizado no bairro Trevo, na Região da Pampulha, que pertence a Grijalva de Carvalho Lage Duarte Júnior, atual secretário de Licitação e Contratos da Prefeitura de Contagem. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Policiais federais foram até o endereço sem se identificar e conversaram com uma moradora, que disse não conhecer Lucas. Ela também afirmou que ele nunca residiu no local. Ainda segundo um relatório da PF, em 2024, Lucas renovou a carteira de habilitação em São Paulo. No mesmo ano, ele era gerente estadual no Paraná de uma empresa de plano de saúde para servidores públicos. O vereador foi eleito com 10.753 votos. Ele pertence a uma família de políticos de São Paulo: é primo do deputado federal Bruno Ganem (Podemos), e o sobrenome também está presente na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal de SP. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ação na Justiça Eleitoral Além das investigações da PF, iniciadas após denúncia anônima, está em andamento na Justiça Eleitoral de Minas Gerais uma ação de impugnação de mandato de Ganem, proposta pelo ex-vereador Rubão (Podemos). O caso tramita em segredo de justiça. Em nota, a assessoria de Lucas Ganem afirmou que ele "nunca recebeu qualquer intimação da Policia Federal quanto ao suposto inquérito". Disse, ainda, que uma diligência ao endereço registrado pelo vereador em agosto de 2025 "não o encontraria mesmo" porque ele reside em outro local desde novembro de 2024. "Além disso, em relação ao domicílio eleitoral, esse assunto já foi regularmente esclarecido na audiência de instrução e documentos juntados na Aime [Ação de Impugnação de Mandato Eletivo] perante a justiça eleitoral". A Prefeitura de Contagem afirmou que não se manifestará, e que o secretário Grijalva Duarte Júnior não comentará o caso.

Palavras-chave: câmara municipal

Após 17 anos do início das obras, Tribunal de Justiça inaugura novo Fórum de Jacareí

Publicado em: 24/10/2025 19:23

Depois de 17 anos, TJ inaugura novo fórum de Jacareí Após 17 anos do início das obras, o Tribunal de Justiça inaugurou, nesta sexta-feira (24), o novo Fórum de Jacareí. Uma cerimônia foi realizada para oficializar a entrega do prédio e contou com a participação de autoridades. O novo prédio fica na praça dos Três poderes - região Central de Jacareí - ao lado do antigo fórum e em frente à prefeitura e à Câmara Municipal. Com espaço de 3,5 mil metros quadrados, o fórum conta com quatro andares e vai abrigar os gabinetes de juízes, cartórios e salas de audiência das Varas da Fazenda Pública e do Juizado Especial Cível e Criminal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a prefeitura, o prédio antigo está passando por uma restauração na fachada e continuará sendo usado para outros serviços, como sala da Ordem dos Advogados do Brasil, Salão do Júri, cartório da Vara da Fazenda Pública, entre outros. Ainda de acordo com a prefeitura, a inauguração representa uma economia de cerca de R$ 300 mil mensais aos cofres públicos, já que, até então, parte dos serviços funcionava em imóveis alugados. Após 17 anos do início das obras, Tribunal de Justiça inaugura novo Fórum de Jacareí Divulgação/Prefeitura de Jacareí Atraso A obra do novo Fórum de Jacareí começou em 2008, com previsão de conclusão em 2010. Naquele ano, porém, a construtora que venceu a licitação fez pedidos de reajuste nos valores do contrato, inicialmente orçado em R$ 5 milhões. Os pedidos não foram aceitos, e a empresa abandonou a obra. Ela ficou 12 anos paralisada, até ser retomada em 2022. O custo total foi de R$ 21 milhões - 75% foram assumidos pelo Tribunal de Justiça e os outros 25% pela prefeitura. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Vereador é denunciado pelo MP por importunação sexual e perseguição no AC; ele nega

Publicado em: 24/10/2025 19:13

Cleuson de Oliveira (PP) é vereador em Acrelândia, no interior do Acre Arquivo pessoal O vereador Cleuson de Oliveira (PP), de Acrelândia, no interior do Acre, foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por importunação sexual, perseguição e violência psicológica contra três mulheres. Ele nega as acusações. A Promotoria de Justiça Criminal do município encaminhou denuncia à Justiça e pediu que, caso condenado, Oliveira pague indenização de, pelo menos, R$ 100 mil a cada uma das vítimas. A denúncia segue para recebimento ou rejeição. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho Conforme o MP, as vítimas relataram ter recebido mensagens com conteúdo sexual de Cleuson de Oliveira (PP), sem consentimento, entre 2019 e 2025. Além disso, segundo as vítimas, o parlamentar as perseguiu e constrangeu por meio de redes sociais e locais públicos. O Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do MP também acompanha o caso. "O MP-AC também aponta a ocorrência de danos emocionais decorrentes das condutas investigadas, como crises de ansiedade, insônia e necessidade de acompanhamento psicológico e uso de medicação", ressalta a denúncia. Vereador alega perseguição O g1 ouviu Oliveira, que destacou ter trajetória conhecida pelos moradores de Acrelândia e que foi reeleito em 2024. Ele atribuiu as denúncias a uma suposta perseguição política que sofre, segundo ele, devido à sua atuação na Câmara Municipal. Oliveira não soube especificar quem seria responsável pela suposta perseguição, mas citou que, na política, sempre há pessoas interessadas em tomar a vaga dos outros. "Infelizmente, quem está na política, na vida pública, tem que estar preparado para isso. Com o papel da gente, como o vereador, a gente combate as coisas erradas que vêm acontecendo na gestão pública, a gente tem que estar preparado para qualquer armação política", argumentou. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: câmara municipal