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UFNT publica edital com vagas para professores em diferentes áreas; veja como participar

Publicado em: 16/05/2026 07:38

Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) Prefeitura de Araguaína/ Divulgação A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) publicou um edital de abertura de processo seletivo simplificado para a contratação de professores substitutos nos câmpus de Araguaína e Tocantinópolis. Serão ofertadas 12 vagas, além de cadastro reserva. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O processo seletivo contempla vagas para os cursos de Zootecnia, Medicina Veterinária, Educação Física, Ciências Sociais, Pedagogia, Tecnologia em Turismo, Letras-Português e Física. Todas elas distribuídas entre o Centro de Ciências Agrárias, o Centro de Ciências Integradas e o Centro de Educação, Humanidades e Saúde. O prazo para as inscrições começa nesta segunda-feira (18) e segue até o dia 25 de maio, exclusivamente pelo canal oficial da UFNT. Candidatos que desejarem solicitar isenção da taxa de inscrição podem realizar o pedido entre os dias 15 e 20 de maio. O edital estabelece que a seleção será composta por entrevista, análise de currículo, prova didática e avaliação de títulos. As etapas possuem caráter eliminatório e classificatório. LEIA MAIS Parque Estadual do Lajeado: conheça atrativos e veja como visitar Estudante de medicina celebra Cerimônia do Jaleco com pai e mãe que sobreviveram ao câncer: 'Lutamos juntos' Concurso da PM Tocantins divulga resultado final para oficiais e praças; confira as listas Vídeos em alta no g1 A prova didática será em formato remoto e está prevista para ser realizada entre os dias 10 e 12 de junho, podendo haver extensão das datas conforme o número de inscritos. A etapa consistirá em uma aula teórica ministrada em nível de graduação, com tema previamente sorteado pela comissão organizadora. A seletiva prevê reserva de vagas para ações afirmativas, contemplando pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas. O resultado final do processo seletivo está previsto para o dia 23 de junho. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Como ataque brutal a festa de uma mulher revela ascensão de grupo paramilitar russo

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Katya afirma que passou a viver com medo depois da condenação criminal. BBC Aviso: Este artigo contém linguagem discriminatória Katya estava prestes a apagar as velas do bolo de aniversário de 30 anos quando homens mascarados invadiram a boate onde acontecia a festa e passaram a atacar seus amigos física e verbalmente. "Eles nos chamavam de viados e lésbicas. Podia ouvir violência por toda parte", afirmou Katya em entrevista ao Serviço Mundial da BBC. Segundo Katya, sua mãe foi obrigada a ficar de quatro no chão. A ação foi organizada por um grupo de vigilantes chamado Russkaya Obshina (Comunidade Russa, em tradução livre), que busca reforçar a agenda do presidente russo, Vladimir Putin, de promoção de valores tradicionais ligados à família e de combate ao que ele descreve como liberalismo ocidental. Em algumas dessas operações, a polícia atua ao lado do grupo e, neste caso, não foi diferente. Em um vídeo publicado depois nas redes sociais, o grupo Russkaya Obshina afirmou que buscava provas de "propaganda" LGBT, considerada ilegal na Rússia. Nenhuma evidência foi encontrada, mas Katya acabou interrogada pelas autoridades mesmo assim. Nove meses depois, ela foi condenada por blasfêmia por causa de um crucifixo vermelho de neon instalado na parede da boate. Agentes das forças de segurança (vistos na imagem imobilizando um convidado no chão) participaram da invasão à festa de Katya. BBC O Russkaya Obshina é o maior entre uma rede de grupos nacionalistas russos, e o número de ações promovidas pelo movimento cresceu rapidamente nos últimos dois anos, segundo apurou nossa investigação. A reportagem também encontrou indícios de que o grupo recebeu recursos de fundações beneficentes ligadas a pessoas próximas ao Kremlin (sede do governo russo). Katya, conhecida em sua cidade natal, Arkhangelsk, por promover festas voltadas a um público alternativo, conta que, durante o interrogatório, ouviu de um policial que não correspondia aos valores tradicionais e que havia "algo de errado" com ela. Katya foi condenada a 200 horas de serviço comunitário. No tribunal, uma testemunha ligada ao Russkaya Obshina afirmou que "ver a cruz exposta na festa lhe provocou choque emocional e profunda confusão". Vídeos em alta no g1 Desde então, Katya diz viver com medo. A repercussão do caso na imprensa local e nos canais do Russkaya Obshina nas redes sociais provocou uma onda de ataques online contra ela. Ainda assim, ela considerou importante compartilhar sua história com a BBC. Ao longo do último ano, o Serviço Mundial da BBC ouviu atuais e ex-integrantes do Russkaya Obshina, além de pessoas que, como Katya, sofreram consequências das ações do grupo. O que surge dessas entrevistas é o retrato de um movimento formado por nacionalistas e religiosos russos profundamente engajados em patrulhar cidades e promover invasões em lojas, galpões, albergues, boates e clínicas de aborto. O objetivo é identificar atividades que, na visão deles, afrontem valores tradicionais ou possam violar a lei. Em seguida, pressionam as autoridades para que os alvos sejam investigados ou processados. O grupo Russkaya Obshina tem filiais em várias regiões da Rússia. Russkaya Obshina/BBC Muitos dos alvos são migrantes. Vídeos publicados pelo grupo mostram integrantes do Russkaya Obshina abordando essas pessoas no trabalho ou em momentos de lazer e as acusando de crimes. A investigação constatou que 1 em cada 4 postagens do movimento menciona migrantes e frequentemente traz linguagem racista. O grupo Russkaya Obshina não respondeu ao pedido de entrevista da BBC, mas rebateu as acusações em suas redes sociais: "Embora o Russkaya Obshina seja uma comunidade informal, sem entidade jurídica e sem filiação formal, os grandes pensadores da BBC de alguma forma 'encontraram' integrantes atuais e ex-integrantes do Obshina… Se você pegar qualquer pessoa na rua e chamá-la de integrante do Obshina, poderá colocar qualquer absurdo em sua boca." Conversamos com um homem que diz ter deixado o Russkaya Obshina há poucos meses. Segundo ele, sua trajetória é parecida com a de muitos integrantes do grupo: ex-militares feridos na guerra da Ucrânia que retornaram à Rússia em busca de um propósito na sociedade russa. O homem, a quem chamaremos de Dimitry, afirma que encontrou um propósito ao aplicar seu treinamento militar no que considera problemas internos do país, entre eles, segundo Dimitry, o impacto da "intrusão estrangeira" sobre a cultura russa. "Pessoas de outras culturas chegam ao país e o Russkaya Obshina reage como um anticorpo [numa referência ao mecanismo de defesa do organismo que visa agentes externos], impedindo que elas prejudiquem o organismo. Dá para dizer que o Russkaya Obshina funciona como uma espécie de médico", afirma. No ano passado, a Igreja Ortodoxa Russa, importante aliada do Estado russo, recomendou que seus bispos estabelecessem parcerias com o Russkaya Obshina. A medida formalizou relações que já existiam e reforçou a legitimidade do grupo em sua defesa de valores alinhados aos ensinamentos da Igreja. Analistas consideram improvável que o grupo Russkaya Obshina atue sem o respaldo do governo russo, que exerce forte controle sobre a vida pública. Há anos, o governo tenta reforçar uma imagem da Rússia associada ao nacionalismo e aos valores tradicionais, mas esse discurso ganhou força após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Em novembro daquele ano, Putin assinou um decreto voltado à preservação dos chamados "valores espirituais e morais tradicionais russos". O grupo Russkaya Obshina apoia abertamente a guerra na Ucrânia. Em dezembro passado, o grupo formou uma unidade militar conjunta na linha de frente com integrantes da brigada Espanola, um regimento composto por torcedores de futebol de extrema direita que já havia sido alvo de sanções do governo do Reino Unido. Embora o Russkaya Obshina negue receber apoio de grandes financiadores, documentos obtidos pelo BBC Eye indicam que pessoas influentes abastecem o grupo por meio de fundações beneficentes. Registros financeiros analisados pelo BBC Eye apontam que um dos dois principais financiadores é uma fundação ligada ao magnata do açúcar Igor Khudokormov. Dono de um dos maiores grupos do setor alimentício russo, Khudokormov tem relações próximas com Dmitry Patrushev, ex-ministro da Agricultura e atual vice-primeiro-ministro da Rússia. O pai de Patrushev comandou o serviço de segurança russo e faz parte do círculo mais próximo de Putin, segundo a imprensa local. O conglomerado açucareiro de Igor Khudokormov mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia. SEIMTVKursk O grupo agrícola de Khudokormov, a Prodimex, mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia, de acordo com a ImportGenius, empresa americana especializada em dados de comércio exterior. Segundo Tom Keatinge, especialista em finanças e segurança do Royal United Services Institute (Rusi), do Reino Unido, o apoio de Khudokormov ao Russkaya Obshina deveria acender um alerta entre empresas que fazem negócios com ele, diante da atuação do grupo na guerra da Ucrânia e de denúncias de violações de direitos humanos. "Vocês querem… uma empresa russa fornecendo materiais essenciais para a cadeia alimentar, especialmente [uma comandada por alguém]... que financia o tipo de atividade que ele financia? Essa é uma pergunta que governos e empresas precisam responder", afirma. Khudokormov não respondeu ao pedido de entrevista da BBC. O outro financiador citado nos documentos é Sergei Mikheev, comentarista de perfil nacionalista que, segundo relatos, teria atuado ao lado do Kremlin e dos serviços de inteligência russos em campanhas eleitorais em países da antiga União Soviética. Sergei Mikheev é um comentarista influente da mídia russa. Russkaya Obshina/BBC Mikheev afirmou à BBC: "A fundação beneficente que criei, a 'Fundação Beneficente Sergei Mikheev', nunca transferiu recursos para o Russkaya Obshina. Quaisquer documentos que supostamente comprovem isso são falsos." Para compreender a dimensão das atividades do Russkaya Obshina, o BBC Eye analisou imagens e vídeos de mais de 21 mil publicações feitas entre 2020 e 2025 nos principais canais do grupo nas redes sociais. Segundo o levantamento, a primeira invasão promovida pelo grupo parece ter ocorrido em maio de 2023. Desde então até o fim de 2025, o Russkaya Obshina teria realizado mais de 900 operações — cerca de 300 delas com participação das forças de segurança. Os números provavelmente são maiores, já que parte das ações pode não ter sido divulgada publicamente. A BBC também criou um sistema de inteligência artificial (IA) multiagente, com diferentes programas de IA atuando em conjunto. Sob a supervisão de um jornalista, cada agente é responsável por reunir e analisar conteúdos publicados nas redes sociais de vários grupos nacionalistas russos e identificar qual deles tinha presença mais ativa nas ruas. O levantamento dos agentes de IA, posteriormente revisado por jornalistas da BBC, apontou que o Russkaya Obshina era o grupo com atuação de rua mais intensa entre mais de dez movimentos semelhantes analisados. O Russkaya Obshina tenta se aproximar da tradicional estrutura russa de patrulhas civis: grupos locais cadastrados pelas autoridades e autorizados a auxiliar a polícia na manutenção da ordem pública. No entanto, o movimento não possui esse tipo de registro, apesar de algumas de suas operações contarem com participação policial. Sergei Ognerubov, que coordena um grupo de patrulha oficialmente registrado em São Petersburgo, afirma ter aceitado integrantes do Russkaya Obshina em sua organização, mas critica o movimento por agir de forma informal e sem supervisão. "Se você quer enfrentar a migração, junte-se a nós e faça isso legalmente. Simplesmente invadir algum mercado usando máscaras não é combater a migração, isso se parece mais com vandalismo", afirma. Para Alexander Verkhovsky, pesquisador baseado em Moscou e especializado na extrema direita russa, perseguir determinados grupos sem justificativa legal pode configurar violação da lei. "O Russkaya Obshina, que afirma defender a lei e a ordem, atua principalmente por meio da intimidação, o que, nesse contexto, é ilegal", afirma. Procurada pela reportagem da BBC, a Embaixada da Rússia em Londres, no Reino Unido, afirmou que "o amplo apoio popular [ao Russkaya Obshina] reflete o crescente interesse pela cultura nacional e pelas tradições históricas" e acrescentou que "o engajamento cívico na Rússia parece incomodar aqueles que tentam denegrir e desacreditar nosso país". Para Katya, que trabalhava organizando eventos, as festas ficaram para trás. Sua vida mudou completamente depois da invasão à boate, do julgamento e do período de serviço comunitário, limpando os pisos do hospital. "Durante dez anos, vivi daquele jeito. Aquilo me fazia feliz, era a minha vida. O que acontece quando arrancam uma parte de você? Fica um vazio." Reportagem adicional de Andrei Gorianov, Oleg Smirnov, Andreea Jitaru, Amalia Zatari, Serdar Tumgoren e Chris Zubak-Skees

Palavras-chave: inteligência artificial

ASUS lança ROG Strix SCAR 18 2026 com novo chip Intel e tela Mini LED 4K de 240 Hz

Publicado em: 16/05/2026 05:01 Fonte: Tudocelular

A ASUS apresentou nesta sexta-feira (15) o novo ROG Strix SCAR 18 2026, notebook da classe "desktop replacement" que assume o posto de opção mais potente da marca. Além do design arrojado e processamento poderoso, que embarca novas CPUs da Intel, o dispositivo chama atenção pela tela Mini LED gigante, com resolução 4K, taxa de atualização de 240 Hz e tecnologia dedicada para reduzir os borrões de movimento.O lançamento traz o que há de mais avançado para jogos AAA, eSports, criação de conteúdo e cargas de trabalho com Inteligência Artificial ao vir equipado com opções de CPU até o novo Intel Core Ultra 9 290HX Plus, de 24 núcleos e clocks de até 5,5 GHz, GPUs até a NVIDIA GeForce RTX 5090 Mobile e até 128 GB de memória DDR5 operando a 6.400 MT/s. Projetado para funcionar como uma espécie de "substituto" dos computadores de mesa, o novo ROG Strix SCAR 18 trouxe um redesenho no interior, o que o permitiu saltar para 320 W de potência total sustentada, contra "apenas" 255 W do antecessor — a GPU sozinha atinge 175 W de TGP. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados

Publicado em: 16/05/2026 05:00

Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou o experimento a “abrir a caixa de Pandora” e afirmou que colocar a IA no comando pode gerar diversos problemas. Ele questiona, por exemplo, quem seria responsabilizado caso um cliente sofresse uma intoxicação alimentar. “Se não houver uma estrutura organizacional adequada e esses erros forem ignorados, isso pode causar danos às pessoas, à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios”, disse Karakaya. “A questão é: estamos dispostos a lidar com esse impacto negativo?” “Chefe” robô já comprou mais de 6 mil guardanapos e esqueceu de encomendar pão para os sanduíches AP Photo/James Brooks Fundada em 2023, a Andon Labs é uma startup focada em segurança e pesquisa em inteligência artificial. A empresa afirma ter como objetivo testar o desempenho de agentes de IA em situações reais, oferecendo “ferramentas e recursos financeiros reais”. A startup já trabalhou com empresas como OpenAI, criadora do ChatGPT, Anthropic, Google DeepMind e xAI, de Elon Musk, e se prepara para um cenário em que organizações possam ser administradas de forma autônoma por sistemas de IA. O café na Suécia é apresentado como um “experimento controlado” para investigar como essa tecnologia poderá ser aplicada no futuro. “A IA terá um papel importante na sociedade, e queremos entender quais questões éticas surgem quando ela passa a empregar pessoas e administrar um negócio”, afirmou Hanna Petersson, integrante da equipe técnica da Andon Labs. O laboratório já havia conduzido projetos-piloto nos quais a IA Claude, da Anthropic, foi responsável pela gestão de uma máquina de vendas automáticas e de uma loja de presentes em São Francisco. Nesse teste, foram observados comportamentos preocupantes: o sistema prometia reembolsos que não eram realizados e também fornecia informações falsas a fornecedores sobre preços da concorrência para obter vantagem. Além de contratar funcionários e controlar o estoque, o “gerente” não humano envia mensagens aos baristas até fora do horário de trabalho. AP Photo/James Brooks Agente de IA enfrenta dificuldades com pedidos de estoque Segundo Petersson, Mona começou a operar após receber algumas instruções básicas. A equipe orientou que ela deveria administrar o café de forma lucrativa, manter uma comunicação amigável e resolver sozinha as questões operacionais, solicitando novas ferramentas sempre que necessário. A partir disso, a empresa firmou contratos de eletricidade e internet e obteve as licenças necessárias para manipulação de alimentos e instalação de mesas ao ar livre. Em seguida, o sistema divulgou vagas de emprego no LinkedIn e no Indeed e abriu contas comerciais com atacadistas para a compra diária de pães e outros produtos de padaria. A comunicação com os baristas ocorre via Slack, muitas vezes com mensagens enviadas fora do horário de trabalho — o que contraria as práticas profissionais comuns na Suécia. Outros problemas também surgiram, especialmente relacionados ao controle de estoque. A IA chegou a encomendar 6 mil guardanapos, quatro kits de primeiros socorros e 3.000 luvas de borracha para o pequeno café — além de tomates enlatados que não fazem parte de nenhum item do cardápio. E há ainda a questão do pão: em alguns dias, o sistema faz pedidos em excesso; em outros, não encomenda o suficiente, obrigando os baristas a retirar sanduíches do menu. Petersson afirmou que essas falhas provavelmente estão ligadas às limitações de memória do sistema. “Quando registros antigos deixam de ser considerados, ela simplesmente esquece o que já pediu”, explicou. O barista Kajetan Grzelczak afirma não se preocupar, por ora, com a possibilidade de ser substituído por uma inteligência artificial. “Os trabalhadores estão praticamente seguros”, disse. “Quem deveria se preocupar são os cargos intermediários, especialmente na gerência.”

'Eu me candidatei a papa': como usar o ChatGPT fez usuários perderem o contato com a realidade

Publicado em: 16/05/2026 05:00

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Com a ajuda do ChatGPT, Tom Millar acreditou ter desvendado todos os segredos do universo, como sonhava Einstein, e depois, aconselhado pelo assistente virtual de inteligência artificial, chegou até a pensar em se tornar papa, afastando-se ainda mais da realidade. "Eu me candidatei a ser papa", conta à AFP esse canadense de 53 anos, ex-agente penitenciário, hoje atônito diante da situação que viveu e que o fez voltar de forma dramática à realidade. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tom Millar passava até 16 horas por dia conversando com o chatbot dotado de inteligência artificial. Ele foi internado duas vezes, contra a vontade, em um hospital psiquiátrico, antes de sua esposa deixá-lo em setembro. Agora, separado da família e dos amigos, mas já livre da ideia de ser um gênio das ciências, Millar sofre de depressão. "Simplesmente arruinou a minha vida", explica. Vídeos em alta no g1 Millar é um exemplo daquelas pessoas - cujo número se desconhece - que perderam o contato com a realidade através de suas interações com chatbots. Fala-se em "delírio ou psicose induzidos por IA", embora não se trate de um diagnóstico clínico. Pesquisadores e especialistas em saúde mental se esforçam para estudar esse novo fenômeno, que parece afetar de modo particular os usuários do ChatGPT, o agente conversacional da OpenAI. O Canadá está na vanguarda do apoio às pessoas afetadas por esse "delírio", por meio de uma comunidade digital que prefere empregar o termo "espiral". A AFP conversou com vários membros dessa comunidade. Todos alertam para o perigo representado pelos chatbots não regulamentados. Surgem perguntas sobre a postura das empresas de inteligência artificial: elas fazem o suficiente para proteger as pessoas vulneráveis? A OpenAI, no centro de todas as atenções, já enfrenta vários processos judiciais após o uso inquietante do ChatGPT por um canadense de 18 anos, que matou oito pessoas neste ano. "Lavagem cerebral" Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. SEBASTIEN BOZON / AFP Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de pedido de indenização relacionada ao transtorno de estresse pós-traumático de que sofria em consequência de seu trabalho no sistema penitenciário. Um dia, em abril de 2025, ele pergunta ao agente conversacional sobre a velocidade da luz. Em resposta, diz ter recebido: "Ninguém nunca tinha considerado as coisas sob essa perspectiva". Foi então que algo se desencadeou dentro dele. Com a ajuda do ChatGPT, ele envia dezenas de artigos a prestigiadas publicações científicas, propondo novas vias para explicar buracos negros, neutrinos ou o Big Bang. Sua teoria, que propõe um modelo cosmológico único, incorpora elementos de física quântica, e ele a desenvolve em um livro de 400 páginas, ao qual a AFP teve acesso. "Quando eu fazia isso, estava cansando todo mundo ao meu redor", admite. Em seu entusiasmo científico, gastou enormes quantias, comprando, por exemplo, um telescópio por 10 mil dólares canadenses (35.700 reais). Um mês depois de sua esposa o deixar, ele começa a se perguntar o que está acontecendo, ao ler um artigo que relata o caso de outro canadense que vive uma experiência semelhante. Agora, Millar acorda todas as noites se perguntando: "O que você fez?". Sobretudo, o que pôde torná-lo tão vulnerável a essa espiral? "Eu não tenho uma personalidade frágil", considera ele. "Mas, de alguma forma, um robô me fez uma lavagem cerebral, e isso me deixa perplexo", confidencia. Ele considera que a terminologia "psicose induzida por IA" é a que melhor reflete sua experiência. "O que eu atravessei foi de ordem psicótica", afirma. O primeiro estudo sério publicado sobre o tema apareceu em abril na revista Lancet Psychiatry e utiliza o termo "delírios relacionados à IA", em um tom mais prudente. Thomas Pollak, psiquiatra no King's College de Londres e coautor do estudo, explica à AFP que houve divergências dentro do meio acadêmico "porque tudo isso soa como ficção científica". Mas seu estudo alerta que existe um risco maior de que a psiquiatria "deixe passar despercebidas as mudanças importantes que a IA já está provocando na psicologia de bilhões de pessoas em todo o mundo". Cair na boca do lobo A experiência pela qual Millar passou apresenta semelhanças marcantes com a vivida por outro homem, da mesma faixa etária, na Europa. Dennis Biesma, um profissional de informática holandês, também escritor, achou que seria divertido pedir ao ChatGPT que utilizasse a IA para criar imagens, vídeos e até músicas relacionadas à protagonista de seu último livro, um thriller psicológico. Ele esperava assim impulsionar suas vendas. Depois, certa noite, a interação com a IA se tornou "quase mágica", explicou. O software escreveu para ele: "Há algo que surpreende a mim mesmo: essa sensação de uma consciência semelhante a uma faísca", segundo as transcrições consultadas pela AFP. "Comecei aos poucos a entrar cada vez mais na boca do lobo", contou esse homem de 50 anos à AFP, de sua casa em Amsterdã. Todas as noites, quando a esposa ia para a cama, ele se deitava no sofá com o telefone sobre o peito, para "conversar" com o ChatGPT no modo voz durante cinco horas. No primeiro semestre de 2025, o chatbot - que se atribuiu o nome de Eva - tornou-se "como uma namorada digital", explica Biesma. Foi então que ele decidiu pedir demissão do trabalho e contratou dois desenvolvedores para criar um aplicativo destinado a compartilhar Eva com o mundo. Quando a esposa lhe pediu que não falasse com ninguém sobre seu agente conversacional nem sobre seu projeto de aplicativo, ele se sentiu traído e concluiu que só Eva é leal. Durante uma primeira internação - indesejada - em um hospital psiquiátrico, foi autorizado a continuar usando o ChatGPT, e aproveitou para pedir o divórcio. Durante sua segunda internação, mais prolongada, ele começou a ter dúvidas. "Comecei a perceber que tudo em que eu acreditava era, na verdade, uma mentira, e isso é muito difícil de aceitar", explica. De volta para casa, foi difícil demais encarar o que fez, e ele tentou se suicidar; seus vizinhos o encontraram inconsciente no jardim, e ele passou três dias em coma. Biesma está apenas começando a se sentir melhor. Mas chora ao falar do dano que pode ter causado à esposa e da perspectiva de ter de vender a casa da família para saldar suas dívidas. Sem antecedentes sérios de transtornos mentais, ele acaba sendo diagnosticado como bipolar, o que lhe parece estranho, já que, em geral, os sinais aparecem mais cedo na vida. Logo da OpenAI, dona do ChatGPT REUTERS/Dado Ruvic/ Lutar contra adoradores da IA Para pessoas como os dois protagonistas desses depoimentos, a situação piorou após a atualização do ChatGPT-4 pela OpenAI em abril de 2025. A OpenAI retirou, aliás, essa atualização algumas semanas depois, reconhecendo que essa versão era excessivamente bajuladora com os usuários. Questionada pela AFP, a OpenAI ressaltou que "a segurança é uma prioridade absoluta" e argumentou que mais de 170 especialistas em saúde mental haviam sido consultados. A empresa destaca dados internos que mostram que a versão 5 do GPT, disponível desde agosto de 2025, permitiu reduzir entre 65% e 80% a porcentagem de respostas de seu agente conversacional que não correspondiam ao "comportamento desejado" em matéria de saúde mental. Mas nem todos os usuários estão satisfeitos com esse chatbot menos bajulador. As pessoas vulneráveis com quem a AFP conversou explicam que os comentários positivos do chatbot lhes proporcionavam uma sensação semelhante à alta de dopamina provocada por uma droga. Recentemente houve um aumento no número de pessoas envolvidas em "espirais" semelhantes ao utilizar o assistente de IA Grok, integrado à rede social X, de Elon Musk. A empresa não respondeu às solicitações da AFP. Aqueles que se sentiram vítimas dessas ferramentas, como Millar, querem responsabilizar as empresas de inteligência artificial pelo impacto de seus chatbots, considerando que a União Europeia se mostra mais proativa na regulação das novas tecnologias do que o Canadá ou os Estados Unidos. Millar acredita que pessoas como ele, que se deixam arrastar por essa espiral bajuladora dos agentes conversacionais de IA, acabaram presas sem perceber em um enorme experimento global. "Alguém estava manipulando as linhas por trás dos bastidores, e pessoas como eu - sabendo disso ou não - reagimos a isso", disse. ChatGPT funciona para emergências médicas? Estudo lista falhas

Brasileira encara rotina extrema de kung fu na China e viraliza com 'corpo de ferro'; vídeo

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Já pensou em atravessar o mundo para realizar um sonho guardado há anos e ainda viralizar na internet ao vivenciar na pele uma cultura milenar completamente diferente? Foi exatamente o que aconteceu com a influenciadora Letícia Pavim, de 26 anos. A jovem, natural de Ribeirão Preto (SP), embarcou em uma jornada de 56 horas rumo a uma escola de kung fu na cidade chinesa de Zhengzhou. A imersão ocorreu no mês de abril, durante três semanas, com o objetivo de testar os limites físicos e mentais. A experiência viralizou nas redes sociais e os vídeos publicados ultrapassaram a marca de 4 milhões de visualizações. As imagens que mais chamaram a atenção do público mostram a brasileira durante o treinamento do "corpo de ferro", uma técnica que utiliza bastões para o endurecimento muscular. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Eu ainda venho absorvendo bastante sobre essa experiência, porque foram três semanas vivendo intensamente cada dia e todos os dias eram muito diferentes, então era uma coisa muito única. Fortaleceu corpo e espírito, cheguei em patamares que eu não imaginava em questão do ser, e isso foi muito transformador, ver o quanto a gente é capaz Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal O impacto com os bastões pode parecer assustador, mas a técnica exige, acima de tudo, concentração. A prática não é obrigatória nos treinamentos. O aluno escolhe pedir para passar por esse nível de condicionamento. "É uma forma de aplicar o Qigong, de contrair o músculo necessário e relaxar a mente e o resto do corpo. Eu penei muito nas aulas com o bastão, mas todos os dias ia praticando para ser melhor. Nada como a constância e o tijolinho por tijolinho para chegarmos onde quisermos", descreve Letícia. 🔎 Conhecida no kung fu como Tie Bu Sha (Camisa de Ferro) ou Palma de Ferro (Tie Zhang), o 'corpo de ferro' é uma técnica milenar que busca endurecer músculos, tecidos e ossos por meio de impacto constante. A prática utiliza o Qigong, um sistema de respiração e energia onde o praticante contrai apenas a área que receberá a pancada, mantendo o restante do organismo relaxado para absorver a força de forma segura. O chamado milenar e o preparo físico 🥋 O desejo de conhecer o país asiático acompanhava a criadora de conteúdo desde a adolescência, época em que chegou a estudar mandarim por três anos. Os planos de um intercâmbio, no entanto, foram paralisados pela pandemia e pela perda repentina do pai, vítima da Covid-19 em 2021. O sonho ressurgiu de forma inesperada meses atrás, ao assistir a um vídeo do mestre Shi Miao Hai na internet. "Eu vi um vídeo do mestre e falei: 'Meu Deus, é isso que eu preciso'. Fiquei obcecada. Estou sempre em busca de experiências que fortalecem corpo, mente e espírito, e o kung fu é isso elevado a dez potências, porque é muito um estilo de vida, vai muito além só de uma arte de combate", relembra a brasileira. Representante da 36ª geração de uma família histórica de lutadores, o mestre comanda a escola no distrito de Dengfeng Shaolin, na província de Henan, exatamente a região onde a arte marcial foi criada há mais de 1,5 mil anos. Diante da oportunidade de treinar na fonte original, Letícia se preparou fisicamente. Durante seis meses, a jovem mudou a alimentação com acompanhamento nutricional e adotou uma rotina intensa de treinamentos no Brasil, praticando musculação e muay thai seis vezes por semana. O objetivo era criar o condicionamento necessário para absorver tudo o que a imersão cultural pudesse proporcionar. "Eu me preparei por seis meses para estar lá. Me preparei muito porque eu queria viver aquilo da melhor forma possível. O que eu pensei: 'cara, vai ser muito difícil'. Então, eu quero chegar realmente à melhor versão para me tornar algo que eu ainda não conheço. Eu não queria só chegar e fazer de qualquer jeito. Eu queria viver tudo e sabia que ia ser desafiador, por isso me preparei muito", contou a influenciadora em entrevista ao g1. Letícia Pavim no acampamento chinês, onde viveu uma rotina de três semanas de imersão com até seis horas diárias de exercícios físicos Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM RELEMBRE: Quem é a brasileira que mudou postos de controle viário de Angola ao denunciar corrupção de policiais VIRALIZOU: Brasileira sofre golpe do policial corrupto em Angola e causa mudanças no país; veja dicas para não ser vítima Rotina no acampamento ⛩️ Qualquer pessoa acima de 18 anos pode se matricular no acampamento, que recebe interessados de todas as partes do mundo, como Itália, Rússia, Catar e Irã. A acolhida é imediata, baseada no conceito de "Família Kung Fu", uma comunidade onde todos apoiam o desenvolvimento coletivo. A imersão na escola funciona em um formato completo, oferecendo alojamento, refeições e instrução contínua. A rotina exige dedicação integral e ocorre de segunda a sábado. Nos dias completos, as atividades começam pontualmente às 6h, com o primeiro bloco de treinamento. Após o café da manhã, os alunos encaram a segunda etapa, das 9h às 11h, com foco em combate, técnicas de mãos vazias e manuseio de armas. Aos 26 anos, influenciadora de Ribeirão Preto (SP) viajou por 56 horas para participar de acampamento vizinho ao histórico Templo Shaolin Arquivo pessoal Depois do almoço, o terceiro e mais exaustivo período segue das 14h30 até as 17h. Às quartas-feiras, aos sábados e domingos, os alunos possuem a tarde livre para descanso. O grande desafio, além do cansaço físico, era a comunicação. Letícia, que tinha estudado mandarim, apagou o conhecimento do idioma por falta de prática. Como o inglês funciona como língua universal entre os estudantes, as conversas fluíam, mas a interação com os mestres exigia tecnologia. "O mestre falava e mostrava a tela do celular com o Google Tradutor. Se a pessoa não sabe falar nem o inglês e nem o mandarim, vai ser uma experiência só de ficar fazendo exercício, meio solitária e péssima, porque não vai se comunicar com ninguém", relata Letícia. A brasileira ao lado do mestre Shi Miao Hai, líder da escola de artes marciais e representante da 36ª geração de lutadores de kung fu Arquivo pessoal Regras rígidas e cobrança 🏋️‍♀️ De acordo com a influenciadora, a "Família Kung Fu" é formada por grupos dinâmicos. Como a escola recebe matrículas o tempo todo, as turmas são moldadas de acordo com as pessoas que chegam e partem a cada semana. Segundo Letícia, apesar do ambiente de suporte entre os colegas, a cultura de ensino dos instrutores chineses não alivia nas cobranças. Se a equipe técnica nota o comprometimento do estudante, as exigências são elevadas ao extremo. A criadora de conteúdo Letícia Pavim com colegas de treino durante pausa nas atividades da escola de kung fu Arquivo pessoal Em um dos momentos mais marcantes da viagem, a turma recebeu o comando de carregar uma pessoa nas costas e dar uma volta completa nas instalações, trajeto que incluía subir e descer lances de escada. A influenciadora escolheu uma colega mais leve, com aproximadamente 40 kg, e completou o percurso. A atitude gerou uma severa bronca do treinador, que exigiu o cumprimento da regra oficial: o praticante deve transportar alguém com o mesmo peso corporal ou superior. Como correção, a brasileira precisou refazer todo o caminho carregando um adolescente chinês de 70 kg, levando o organismo à exaustão completa. "Foi muito sofrido. Depois eu até dei uma choradinha, não de tristeza, mas somente porque o corpo sentiu muito. Mas aí a gente segue o baile, faz parte. Eles são bem severos, assim. Se eles veem que a pessoa tá treinando sério, que pode ir além, eles vão te puxar e te fazer fazer coisas que você pensava que não ia conseguir", relembra. O preparo prévio no Brasil garantiu a sobrevivência na escola. Enquanto outros alunos sofriam lesões e precisavam de acupuntura logo nos primeiros dias, a jovem completou o período sem a necessidade de intervenção médica. "Passei três semanas ilesa. Claro que senti dor, tive roxos, mas não precisei tomar nenhum remédio. Fiz absolutamente todos os treinos e dei o melhor todos os dias", comemora. Como parte do condicionamento extremo, a criadora de conteúdo precisou dar a volta nas instalações da escola carregando um colega de cerca de 70 quilos nas costas Arquivo pessoal Custos e estrutura 💰 De acordo com Letícia, o complexo oferece a estrutura exata para o foco total no treinamento, sem luxos. Os quartos dos alojamentos são compartilhados, divididos por gênero, equipados com beliches e colchões no estilo tradicional chinês. Os valores cobrados para a imersão são fixados na moeda local e variam de acordo com o tempo de permanência, englobando aulas, comida e dormitório. A tabela parte de aproximadamente R$ 2,5 mil para uma semana e chega a cerca de R$ 28 mil para a experiência completa de seis meses. A opção pelo pacote de três semanas, somada ao valor extra do quarto de hotel nos dias iniciais, representou um investimento total em torno de R$ 6 mil para a brasileira. Brasileira Letícia Pavim durante treinamento rigoroso de kung fu em escola na província de Henan, na China Arquivo pessoal Transformação interior ✨ Para Letícia, retornar ao Brasil após o treinamento rigoroso significou trazer na bagagem uma visão de mundo transformada. Aos 26 anos e atualmente com 229 mil seguidores, a influenciadora era conhecida nas redes sociais desde 2024, quando expôs cobranças indevidas de policiais em Angola, denúncia que provocou a redução de postos de controle rodoviário no país africano. Agora, com o sucesso das artes marciais, a mensagem que ela deixa é sobre força mental e superação. Para a criadora de conteúdo, a imersão na cultura asiática prova que a determinação permite acessar vivências raras. Fico muito feliz que os conteúdos acabaram crescendo muito nas redes sociais. O propósito continua o mesmo desde quatro anos atrás: inspirar mulheres a viajarem por todo o mundo, quebrar os estereótipos dos países e mostrar culturas e experiências tão únicas como o Kung Fu na China. É mostrar outros caminhos e tudo o que a gente pode ter Além da rotina rigorosa de exercícios, a experiência na China permitiu a convivência diária com estudantes de diferentes nacionalidades Arquivo pessoal *Sob supervisão de Flávia Santucci e Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Vitrine das cobras gigantes: como MS virou refúgio das sucuris e ajuda a derrubar mitos sobre espécie

Publicado em: 16/05/2026 04:01

Cobras gigantes: como MS virou vitrine das sucuris e ajuda a derrubar mitos Águas transparentes, encontros próximos com turistas e flagrantes de sucuris em rios de Bonito e do Pantanal transformam Mato Grosso do Sul em uma vitrine da espécie no Brasil. Registros publicados nos últimos meses mostram desde serpentes gigantes nadando perto de visitantes até cenas raras de predação e acasalamento — situações que ajudam a derrubar o estigma de animal agressivo associado à espécie. Veja o vídeo acima. Segundo especialistas, a imagem negativa das sucuris foi construída ao longo dos anos pelo tamanho da serpente e pelo medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos nas redes sociais também ajudaram a reforçar essa percepção. Contudo, biólogos afirmam que a espécie tem comportamento tranquilo, evita humanos e raramente representa risco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Das quatro espécies de sucuri existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde (Eunectes murinus), considerada a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo pesar até 200 kg e chegar a 7 metros de comprimento; e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum no Pantanal, cuja fêmea pode chegar a 4 metros. Infográfico - As sucuris gigantes que vivem pelo Brasil. Arte/g1 Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas e até grandes serpentes a poucos metros de distância durante atividades de flutuação e contemplação. A combinação entre rios cristalinos, turismo de natureza e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência de encontros com sucuris no estado. Guias locais relatam que muitos visitantes chegam com medo, mas se surpreendem ao perceber o comportamento calmo dos animais. Em muitos casos, as sucuris permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem qualquer interação com humanos. Flagrantes recentes chamam atenção Registros publicados nas redes sociais por guias e turistas em diferentes pontos de Mato Grosso do Sul mostram sucuris em situações variadas. Guia e turistas flagram sucuri predando porco-do-mato em MS Em Bonito, no dia 29 de abril, o guia Ronis Souza Nunes flagrou uma cena rara durante um passeio no Rio Sucuri: uma serpente de grande porte predando um porco-do-mato diante de turistas portugueses. “Eu até brinquei que a possibilidade existia, já que estávamos entrando no habitat delas. E não é que tivemos essa sorte?”, contou. No Pantanal, no dia 8 de abril, o guia turístico Fagner Roque de Almeida também registrou uma sucuri durante um safári na fazenda Caiman. No vídeo, ele aparece a cerca de um metro do animal. Guia chega a 1 metro de sucuri gigante durante safari no Pantanal “Por ser um animal inofensivo, a gente consegue fazer uma aproximação, mas mantendo uma distância segura e sempre respeitando o espaço do animal”, afirmou. Em março, também em Bonito, o guia de pesca Isaque Uchoa flagrou uma sucuri de grande porte tomando sol sobre um galho no Rio Miranda, durante um passeio de barco. Ele contou ainda que avistou outra serpente no mesmo rio, mas não conseguiu filmar o momento. “Foi legal, vemos direto. Mas agora não é a época delas, normalmente fazem isso no frio. Ela é muito bonita, a natureza é linda demais”, disse. Biólogo holandês nada lado a lado com sucuri em rio de águas cristalinas de Bonito Reprodução/Redes Sociais/Freek Vonk Outros vídeos recentes mostram sucuris em diferentes situações, como se alimentando às margens de rios em Deodápolis e tomando sol em galhos no Rio Miranda. Os registros foram feitos por guias e turistas em áreas naturais do estado durante atividades de ecoturismo. LEIA TAMBÉM Sucuri gigante passa ao lado de pescador em MS e reação dele chama atenção: ‘Não me assustei’ Sucuri é flagrada 'tomando sol' em galho de árvore às margens de rio em MS VÍDEO: amigos se assustam com sucuris durante passeio de caiaque em rio de MS Serpente que viralizou em vídeo de biólogo holandês é encontrada morta em Bonito Sucuri gigante é flagrada 'tomando sol' em rio de MS Comportamento real é diferente da imagem criada nas redes Os registros recentes ajudam especialistas a explicar por que o comportamento atribuído às sucuris na internet e no imaginário popular nem sempre corresponde à realidade observada na natureza. Apesar da convivência considerada tranquila em áreas turísticas, vídeos produzidos com inteligência artificial têm viralizado ao mostrar ataques irreais de “sucuris gigantes” contra pessoas. As imagens acumulam milhões de visualizações e reforçam a ideia de que as serpentes são agressivas, apontam biólogos. Foto verdadeira - Sucuri foi fotografada até sair do rio Formoso, em Bonito. Daniel De Granville / Photo in Natura Dois vídeos analisados pelo g1 mostram situações fictícias e com legendas sugestivas, como “veja sucuri atacando turista” e “susto na floresta”. ➡️ Em um deles, um homem aparece sendo enrolado por uma serpente gigante às margens de um lago. Ele tenta se soltar enquanto o animal se enrola em seu corpo. O vídeo já ultrapassa 5 milhões de visualizações. ➡️ Em outro, uma mulher é atacada por uma cobra em um ambiente semelhante a um zoológico. A serpente morde a perna da jovem e se enrola rapidamente ao redor dela. O conteúdo já foi visto por cerca de 3 milhões de pessoas. As imagens foram submetidas à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos produzidos com inteligência artificial. O resultado apontou alto índice de geração por IA, ou seja, 100%. Leia também É #FAKE vídeo que mostra sucuri de 25 metros no rio Amazonas; imagem foi produzida com inteligência artificial É #FAKE vídeo de onça-pintada com sucuri na boca parando trânsito em rodovia de Mato Grosso É #FAKE que sucuri de 15 metros tenha sido encontrada no Rio Xingu É #FAKE vídeo viral de sucuri engolindo onça-pintada Especialistas afirmam que esses conteúdos ainda confundem diferentes espécies e criam uma percepção distorcida da fauna brasileira. “A gente vê vídeos que nem são de sucuris. Muitas vezes são pítons, que nem existem no Brasil”, explica a bióloga, pesqusiadora e médica veterinária Paula Helena Santa Rita. Sucuri se enrosca no focinho de onça no Pantanal Fabiano Oliveira/ Reprodução Segundo o biólogo Henrique Abrahão Charles, o comportamento das serpentes na natureza é diferente do mostrado nos conteúdos virais. “O comportamento de uma sucuri na natureza é bem tranquilo. Ela é calma e costuma ficar no próprio local, geralmente escondida em uma toca ou debaixo d’água.” Henrique também reforça que não há registros oficiais de ataques fatais de sucuris a seres humanos. “É importante lembrar que não existe nenhum registro oficial de sucuri que tenha atacado e devorado um ser humano.” Sucuris durante acasalamento, em MS. Daniel De Granville/Photo in Natura Diferentemente das serpentes peçonhentas, as sucuris não entram como categoria específica nos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, o que dificulta a consolidação de números oficiais sobre ataques envolvendo a espécie. Os especialistas explicam que ataques podem acontecer, mas são considerados raros. As sucuris usam o bote para segurar as presas e, em seguida, realizam a constrição, enrolando o corpo no animal. Entre as presas naturais da espécie estão capivaras, jacarés, aves e roedores. Além disso, eles alertam que o problema dos vídeos vai além da desinformação, podendo influenciar diretamente na forma como as pessoas enxergam os animais. Foto verdadeira - Sucuris são flagradas em bolo reprodutivo em Bonito. Daniel De Granville / Photo in Natura “Qualquer vídeo mostrando ataque já gera medo. E, no caso das cobras, esse medo é ainda maior”, afirma Paula Helena. Na visão dela, esse tipo de conteúdo pode prejudicar a conservação das serpentes. “Isso pode fazer com que a pessoa mate o animal simplesmente porque ele apareceu.” Símbolo da biodiversidade local Excelentes nadadoras, as sucuris passam grande parte do tempo debaixo d’água e podem demorar semanas para digerir as presas. Em todas as espécies, as fêmeas são significativamente maiores que os machos. Sucuri flagrada durante expedição de fotógrafos, em MS. Daniel De Granville/Photo in Natura Na natureza, evitam contato com humanos e preferem fugir quando se sentem ameaçadas. Em Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal e em Bonito, elas fazem parte da paisagem natural e se consolidaram como um dos símbolos da biodiversidade brasileira. A presença das sucuris em diferentes cenários sul-mato-grossenses também inclui casos incomuns, como o da chamada “Sucuri do buraco”, em Jardim. A serpente vive no Buraco das Araras, formação rochosa milenar localizada em uma grande dolina natural da região, que abriga também centenas de araras-vermelhas. 🕵️‍♀️🐍 A chegada da serpente à dolina é um mistério. Alguns guias do local acreditam que a cobra possa ter sido arrastada por uma enxurrada durante uma forte chuva e acabou ficando presa na cratera, que tem 100 metros de profundidade e 500 metros de circunferência. Sucuri gigante é guardiã de 'buraco milenar' em Jardim (MS) Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: inteligência artificial

Microsoft Surface Duo 3: patente do dobrável cancelado revela design para uso com uma mão

Publicado em: 16/05/2026 04:01 Fonte: Tudocelular

Uma nova patente da Microsoft trouxe à tona detalhes inéditos do Surface Duo 3, smartphone dobrável que foi cancelado em 2023. O documento revela um mecanismo diferenciado de dobradiça com mola, projetado para resolver uma das principais queixas dos usuários: a dificuldade de abrir o aparelho com apenas uma das mãos.Descoberto pelo portal Windows Central, o projeto detalha um botão lateral que, ao ser pressionado, faria as duas telas se separarem levemente. Os diagramas da patente mostram que esse acionador poderia apostar em duas posições diferentes: na região da dobradiça, ou próximo ao botão de energia. Para que tudo funcionasse como esperado, o sistema interno contaria com um elo retrátil e uma mola comprimida ligada a um gatilho. Um toque liberaria a tensão da mola, o que proporcionaria uma abertura inicial suave e facilitaria o manuseio rápido do dispositivo com uma mão.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Medo da tecnologia faz universitários abandonarem estes cursos e migrarem para áreas 'à prova de IA'

Publicado em: 16/05/2026 04:00

Como a IA está impactando o trabalho de freelancers Há dois anos, Josephine Timperman chegou à faculdade com um plano. Ela escolheu cursar análise de negócios, imaginando que aprenderia habilidades específicas que se destacariam no currículo e a ajudariam a conquistar um bom emprego após a graduação. Mas o avanço da inteligência artificial (IA) mudou esse cenário. As competências básicas que ela estava desenvolvendo, como análise estatística e programação, agora podem ser facilmente automatizadas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Todo mundo tem medo de que os empregos de nível inicial sejam substituídos pela IA", disse a estudante de 20 anos da Universidade de Miami, em Ohio. Há algumas semanas, Timperman trocou de curso e migrou para marketing. Sua nova estratégia é usar a graduação para desenvolver pensamento crítico e habilidades interpessoais — áreas em que os humanos ainda têm vantagem. “Não basta apenas saber programar. É preciso saber se comunicar, construir relações e pensar criticamente, porque, no fim, é isso que a IA não pode substituir”, afirmou Timperman. Josephine Timperman, estudante da Universidade de Miami (Foto AP/Jeff Dean) Ela mantém a análise de dados como disciplina optativa e planeja se aprofundar no tema em um mestrado de um ano. Estudantes universitários dizem que escolher uma área “à prova de IA” é como mirar em um alvo em movimento. Eles se preparam para um mercado de trabalho que pode ser profundamente diferente quando concluírem os estudos. Como resultado, muitos estão repensando seus caminhos profissionais. Cerca de 70% dos universitários veem a IA como uma ameaça às perspectivas de emprego, segundo pesquisa de 2025 do Instituto de Política da Harvard Kennedy School. Ao mesmo tempo, levantamentos recentes da Gallup mostram que trabalhadores americanos estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de serem substituídos por novas tecnologias. Estudantes buscam cursos que valorizem habilidades “humanas” A incerteza parece maior entre aqueles que optam por cursos de tecnologia e áreas profissionalizantes. Nesses casos, os estudantes sentem que precisam dominar a IA, mas também temem ser substituídos por ela. Uma pesquisa da Quinnipiac aponta que a maioria dos americanos considera “muito” ou “um tanto” importante que universitários aprendam a usar IA. Dados da Gallup Workforce indicam ainda que a adoção da tecnologia é mais acelerada em áreas ligadas à tecnologia. Por outro lado, cursos nas áreas de saúde e ciências naturais tendem a ser menos impactados por essas mudanças, também segundo a Gallup. “Vemos estudantes mudando de curso o tempo todo. Isso não é novidade, mas normalmente acontece por diversos motivos”, afirmou Courtney Brown, vice-presidente da Lumina, organização sem fins lucrativos voltada à educação. “O fato de tantos alunos dizerem que a decisão está relacionada à IA é surpreendente.” Uma pesquisa recente da Gallup com jovens da Geração Z (entre 14 e 29 anos) mostra um aumento do ceticismo em relação à tecnologia. Embora metade dos adultos dessa geração use IA ao menos semanalmente — e os adolescentes relatem um uso ainda maior — muitos enxergam desvantagens e se preocupam com impactos nas habilidades cognitivas e nas oportunidades de trabalho. Cerca de 48% dos jovens trabalhadores afirmam que os riscos da IA no mercado superam os possíveis benefícios. Parte do desafio para esses universitários é a falta de respostas claras. Especialistas que costumam orientar suas decisões — como professores, conselheiros e pais — também enfrentam incertezas. “Os alunos estão tendo que lidar com isso praticamente sozinhos, sem um mapa claro”, disse Brown. Josephine Timperman trocou Análise de Negócios por Marketing Foto AP/Jeff Dean Essa dúvida ficou evidente no mês passado na Universidade de Stanford, onde lideranças de diversas instituições se reuniram para discutir o futuro do ensino superior. Entre os principais temas estava o impacto da IA, que já transforma a forma de aprender e obriga educadores a rever métodos de ensino. “Precisamos refletir seriamente sobre o que os alunos devem aprender para ter sucesso no mercado de trabalho daqui a 10, 20 ou 30 anos”, disse Christina Paxson, presidente da Universidade Brown. “E a verdade é que ninguém tem essa resposta”, completou. “Acredito que comunicação e pensamento crítico serão fundamentais. As bases de uma formação ampla podem ser mais relevantes agora do que aprender, por exemplo, uma linguagem específica de programação.” A ansiedade também atinge estudantes de ciência da computação. Ben Aybar, de 22 anos, formado pela Universidade de Chicago na primavera passada, se candidatou a cerca de 50 vagas — principalmente em engenharia de software — sem conseguir sequer uma entrevista. Diante disso, optou por iniciar um mestrado em Ciência da Computação. Paralelamente, conseguiu um trabalho de meio período como consultor de IA para empresas. “Profissionais que sabem usar IA serão muito valorizados”, disse Aybar. Ele acredita no surgimento de novos cargos que exigirão domínio da tecnologia, especialmente para quem consegue traduzir conceitos complexos de forma simples. “Saber se comunicar e interagir de maneira genuinamente humana é mais valioso do que nunca.” Na Universidade da Virgínia, Ava Lawless, estudante de ciência de dados, questiona se seu curso ainda é uma boa escolha, mas não encontra respostas claras. Alguns orientadores acreditam que a área continuará relevante, já que esses profissionais desenvolvem modelos de IA. Ainda assim, ela se depara com análises pessimistas sobre o mercado de trabalho. “Isso me deixa um pouco sem esperança em relação ao futuro”, disse Lawless. “E se, quando eu me formar, não houver mais espaço para essa profissão?” Ela considera migrar para artes plásticas, sua segunda área de interesse. “Cheguei a um ponto em que penso que, se não conseguir trabalho como cientista de dados, talvez seja melhor me dedicar à arte”, afirmou. “Se existe o risco de ficar desempregada, prefiro ao menos fazer algo que eu realmente ame.”

'Dá pra traçar um mapa do RS com as músicas da Fresno', diz Lucas Silveira antes de show gratuito em Porto Alegre

Publicado em: 16/05/2026 02:00

Guerra (E), Lucas (C) e Vavo (D) lançam o 11º álbum da carreira da Fresno Camila Cornelsen/Divulgação [...] faz frio em Porto Alegre toda noite! 🎶 A Capital gaúcha aparece em álbuns, em letras e na própria história da Fresno. Neste sábado (16), a banda volta à cidade onde nasceu para um show gratuito no Parque da Redenção, o mesmo que dá nome a um dos discos do grupo e onde o vocalista, anos antes de qualquer palco, distribuía flyers xerocados anunciando apresentações. Com mais de 20 anos de carreira e um novo álbum, o "Carta de Adeus", Lucas Silveira falou ao g1 sobre as marcas do Rio Grande do Sul na música da banda, a origem no 4º Distrito e o que, na visão dele, separa uma obra humana de qualquer coisa gerada por inteligência artificial. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔍 A apresentação gratuita em Porto Alegre integra a programação da Semana S, realizada pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, com entrada gratuita, às 20h. Para Silveira, a relação com Porto Alegre não é somente nostálgica, mas constitutiva. "Muito do que a gente faz diz respeito a Porto Alegre. O nome da cidade aparece em músicas nossas. O nome do Parque da Redenção, onde a gente vai tocar, é o nome de um álbum inteiro", disse o músico. "A gente faz questão de que o nosso nome sempre carregue um pouco de Porto Alegre." Mas a geografia da banda se estende para além da capital. Silveira afirma que é possível "traçar quase um mapa do Rio Grande do Sul" com os lugares citados nas músicas. Mostardas e o Pinhal, municípios do Litoral gaúcho onde tem raízes familiares, aparecem na faixa O Resto é Nada Mais, do disco Infinitos (2012). "Tem uma letra que diz: 'Eu tentei pintar na minha cara um sorriso igual àquele que eu sei que está lá, num grão de areia entre as Mostardas e o Pinhal'", recitou. "É um lugar que não tem nada, mas é impossível que uma pessoa com alguma sensibilidade vá lá e não sinta alguma coisa diferente. Fora do verão é muito ermo, muito solitário, ao mesmo tempo de uma beleza insana. Eu vou lá visitar minha família quase todo ano e é natural que venham momentos de reflexão e de uma solitude completa." A origem da banda tem endereço preciso: um quartinho nos fundos de uma casa na esquina das ruas Arabutã e França, na fronteira entre os bairros Navegantes e São Geraldo, no 4º Distrito. A casa foi demolida, mas Silveira ainda procura aquelas ruas quando está em Porto Alegre. "O começo foi ali. Boa parte dos três primeiros discos foi composta naquele quarto, onde eu e meu irmão ficávamos o tempo inteiro. Eu sempre dou um jeito de andar por aquelas ruas quando estou na capital, justamente para dar essa recetada na mente." A cena que criou a banda não era a dos grandes shows no Gigantinho ou no Opinião, era a do Garagem Hermética e do Bar do João, na Avenida Osvaldo Aranha. "O primeiro show da banda foi no Garagem Hermético. A gente conserva muitas coisas dessa época: desse jeito de pensar a música, a criação, a gestão de uma carreira. Ainda vivemos muito sobre essa ética", afirmou. Silveira também aponta um traço que diferenciou aquela geração: "A gente faz parte da primeira geração de bandas que percebeu que a internet era uma ferramenta muito poderosa para divulgar o som. Isso fez toda a diferença no começo." O retorno ao Parque da Redenção, neste sábado, fecha um ciclo que começou nas calçadas do mesmo parque. "De certa forma, uma versão minha de 18 anos está ali entregando flyer de show. E tem essa banda mais antiga fazendo um show na Redenção. Esse show tem a dimensão do lapso temporal, de unir a Fresno do início com a Fresno de agora." Fresno: 'Um compositor consegue fazer música sobre qualquer coisa que conhece e entende' Novo disco e a inteligência artificial Com o novo disco, a banda trouxe para o centro do debate uma questão que, segundo Silveira, vai além da Fresno: o que se perde quando a criação musical é delegada a algoritmos. "Eu poderia, no meu quarto agora, botar cinco prompts e sairia uma música que parece uma música da Fresno, para quem ouve de forma desatenta. Mas aquela voz não seria a minha, a bateria não seria do Guerra. Aquela coisa que está sendo falada não foi vivida, ela não existe", disse. Para o vocalista, o que sustenta a conexão entre a banda e os fãs é justamente o acúmulo de experiências reais por trás de cada música. "A mente que escreveu aquelas músicas não viveu as coisas que eu vivi, não viu o que eu vi, não aprendeu o que eu aprendi e não cometeu os erros que eu cometi. É uma coisa vazia." Ele admite que, para determinados usos, a música gerada por IA "até serve". Mas traça uma linha clara: "A gente não faz música para preencher um tempo ou sonorizar alguma outra coisa. A gente faz música para se expressar de forma profunda e buscar a identificação das pessoas. O fã se sente amigo da gente porque só de ouvir a música ele consegue me conhecer de uma maneira que às vezes uma pessoa da minha família não me conhece. Isso é o que é mais bonito." VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

Donald Trump deixa a China sem anúncio de acordos

Publicado em: 15/05/2026 22:51

Trump encerra visita à China sem acordo significativo para resolver impasses com Xi Jinping Donald Trump encerrou a viagem à China com uma visita à residência do presidente Xi Jinping. Os dois líderes voltaram a falar em cooperação e em fortalecer as relações entre China e Estados Unidos, mas não anunciaram nenhum acordo significativo para resolver impasses comerciais ou em outras áreas. Os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis contaram os detalhes direto de Pequim. "Tempo é poder. Essa praça histórica aqui no Centro de Pequim deixa isso muito claro. Aqui atrás de mim é a torre do tambor. Por séculos, durante a madrugada, eles ficavam assim: 'tum-tum, tum-tum, tum-tum'. Avisavam para toda população em volta que eles tinham que ficar em casa, era vigília, tempo de reflexão. A China, no século 21, acredita cada vez mais que pode ditar o tempo do mundo. E em um momento muito importante, em que cada segundo importa. Em uma corrida tecnológica, quem tem um segundo a mais, tem poder. Nesses dois dias, Xi Jinping tentou dizer isso para Donald Trump de várias formas através de gestos: que China e Estados Unidos estão equiparados", conta o correspondente Felipe Santana. Quem não gosta muito de gestos é o mercado. Porque os principais índices das bolsas de valores de Nova York caíram, o preço do barril de petróleo subiu porque não houve acordo sobre o Estreito de Ormuz, não houve acordo sobre Taiwan. Não tiveram grandes acordos. "Mas o grande saldo desse encontro para a China foi Xi Jinping ter dito a Donald Trump para ele acordar para uma nova era. E Trump parece ter entendido, porque ele foi para casa pensando", diz Felipe Santana. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução De madrugada, ainda no hotel, Trump postou: “Quando Xi Jinping disse, muito elegantemente, que os Estados Unidos são uma nação em declínio, ele estava se referindo aos quatro anos do governo de Joe Biden”. Não ficou claro a que Trump se referia, mas muito provavelmente foi quando Xi Jinping, no encontro anterior, disse que Estados Unidos e China precisavam evitar a armadilha de Tucídides. Não se assuste com o nome difícil. Xi Jinping se referia a uma teoria simples: de que quando uma potência em ascensão, no caso a China, ameaça uma potência já estabelecida, no caso os Estados Unidos, uma guerra entre as duas se torna quase inevitável. Tucídides, que dá nome à teoria, era general de Atenas no início dos anos 400 a.C. Além de militar, escreveu a história da guerra do Peloponeso. Quando Atenas, então potência em ascensão, entrou em guerra contra Esparta - a potência que já estava estabelecida. Um conflito que se espelhou pelo mundo grego e pelo Mediterrâneo. Tucídides afirma que foi o medo da ascensão de Atenas entre os espartanos que tornou a guerra inevitável. Xi Jinping disse querem superar esse paradigma e defende a coexistência entre potências. Depois da postagem, Donald Trump foi recebido no complexo de Zhongnanhai, o centro do poder do país. Residência principal de Xi Jinping. Fica no meio de jardins milenares e secretos. Xi apontou para dois ciprestes com os troncos entrelaçados. Os famosos lianlibai - são símbolo chinês de união indissolúvel - e disse: “Olhe só, estão aqui há 200 anos”. O convite para visitar esse jardim simboliza a intimidade da relação entre os dois. As câmeras conseguiram capturar uma parte da conversa - através dos tradutores, porque nenhum dos dois fala a língua do outro. Trump diz: “Outros dignatários de outros países, presidentes ou primeiros-ministros, ele traz aqui também? Xi responde: “Muito poucos. A gente não faz eventos diplomáticos aqui. E mesmo assim é muito raro. Por exemplo: Putin”. “Bom! Gostei”, disse Trump. A menção ao nome do presidente russo, Vladimir Putin, serviu para enfatizar a relação dos chineses com os russos. Mas já estiveram no jardim de Zhongnanhai outros três presidentes americanos: Richard Nixon - em 1972, quando encontrou Mao Tsé-Tung e abriu a relação diplomática entre os dois países -; George W. Bush, em 2002; e Barack Obama, em 2014. Xi mencionou que o convite a Trump é uma retribuição pela acolhida em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2017. Dentro do complexo, Xi Jinping disse que eles estabeleceram uma nova relação entre Estados Unidos e China. “É uma visita histórica. Chegamos a muitos entendimentos”, diz Xi Jinping - sem mencionar quais. Trump afirmou que eles discutiram a situação no Irã e que pensam muito parecido sobre como querem que termine a guerra. Disse: “Não queremos que o Irã tenha arma nuclear. Nós queremos que o Estreito de Ormuz seja aberto e queremos que acabe porque é uma coisa maluca lá”. Xi Jinping e Donald Trump na China Jornal Nacional/ Reprodução Trump afirmou que resolveram muitos problemas que outras pessoas não seriam capazes de resolver e que a relação entre eles é muito forte. Mas, na prática, não houve nenhum grande anúncio que tocasse nas questões importantes tanto para Pequim quanto para Washington. O elefante continua ali no meio da sala. Eles projetaram estabilidade controlada, prometeram cooperar. Mas, a princípio, foi mais coreografia do que acordo. Muito mais gesto do que compromisso. Em Zhongnanhai, Trump até falou em acordos comerciais fantásticos. E, em uma entrevista ao canal de TV Fox News, amigável a ele, o presidente americano disse que a China concordou em comprar 200 aviões da Boeing. Depois, falou em uma promessa ainda maior dos chineses de 750 aviões. Trump disse ainda que as empresas de tecnologia vão receber centenas de bilhões de dólares em investimentos; que os chineses concordaram em comprar mais soja e petróleo. Autoridades americanas afirmam que será criada uma comissão para reduzir tarifas em vários produtos que, somados, chegam a US$ 30 bilhões. Pequim confirmou que os países concordaram em criar conselhos de comércio e investimento. O governo chinês declarou que os dois lados querem diminuir as sobretaxas e que as equipes estão negociando detalhes. Mas não confirmou as compras mencionadas por Trump. Só que esses temas todos são comerciais. Taiwan continua sendo o assunto mais explosivo entre os dois países. Xi viu Trump partir sem a garantia que queria, de que os Estados Unidos vão parar de vender armas à ilha. A disputa por chips e por inteligência artificial, acirrada pelas tarifas, continua em aberto. E a guerra no Oriente Médio, por mais que Trump afirme que eles pensam parecido, continua sem solução. Sem essas respostas, continua o clima de disputa e tensão entre os dois países. Donald Trump e Xi Jinping na China Jornal Nacional/ Reprodução O dia foi bem mais curto que o de quinta-feira (14). Às 14h30, Donald Trump foi para o aeroporto, onde foi recepcionado pelo ministro das Relações Exteriores Wang Yi e escoltado pela guarda de honra do Exército chinês. A bordo do Air Force One, Trump falou com jornalistas. Disse que não pediu a Xi Jinping que ele pressionasse o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Trump afirmou: “Eu não preciso de favores”. Segundo o presidente, Xi lembrou com um sorriso que os americanos também estão bloqueando a passagem. Um repórter perguntou a Trump se os Estados Unidos defenderiam Taiwan de uma invasão chinesa. Trump disse que Xi fez a mesma pergunta e que ele respondeu: “Não falo sobre essas coisas”. Trump também não respondeu se vai seguir adiante com um novo repasse de armamentos para a ilha. O que nenhuma imagem dessa visita revelou é se os dois países vão conseguir evitar a tal da armadilha de Tucídides. Ou se, sem acordos nos temas mais importantes para os dois lados, vão acabar caindo nela. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Xi Jinping defende parceria com americanos, mas destaca que desentendimento sobre Taiwan pode levar a conflito Sandra Cohen: Em vantagem sobre Trump, Xi coloca Taiwan como linha vermelha e dá recado claro aos EUA Trump diz que Xi Jinping garantiu que China não enviará apoio militar ao Irã e defendeu Estreito de Ormuz aberto Banquete entre Trump e Xi tem troca de elogios e convite para líder chinês viajar aos EUA Trump diz que China concordou em comprar 200 jatos da Boeing

PT pede cassação do vereador que arrancou microfone de vereadora ao citar áudios de Flávio Bolsonaro para Vorcaro no RS

Publicado em: 15/05/2026 21:41

Vereador tira microfone de vereadora que citou áudio de Flávio Bolsonaro na Câmara A bancada do PT da Câmara Municipal de Porto Alegre ingressou na Comissão de Ética e no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) contra o vereador que arrancou microfone da mão de vereadora após ela citar em plenário os áudios do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. ENTENDA: Caso aconteceu após citação a áudio de Flávio para Vorcaro na Câmara de Porto Alegre O partido pediu a cassação do mandato parlamentar de Mauro Pinheiro (PP) à Comissão de Ética do Legislativo porto-alegrense "por entender que sua conduta é incompatível com o decoro parlamentar e representa um grave ataque ao exercício democrático do mandato de uma mulher eleita". Ao TRE, a vereadora Juliana de Souza (PT), que teve o microfone arrancado, formalizou uma denúncia à Ouvidoria Especializada de Gênero, Raça e Diversidades da Corte Eleitoral gaúcha "solicitando apuração do episódio enquanto manifestação de violência política de gênero". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Juliana teve o microfone arrancado de sua mão por Pinheiro durante sessão da Câmara da capital gaúcha na quarta-feira (13), após citar áudios em que Flávio cobra dinheiro de Vorcaro. (Veja posicionamentos ao final da matéria). 🔎 O material foi revelado na quarta-feira pelo portal Intercept Brasil e teve seu conteúdo confirmado pela TV Globo, que teve acesso às informações sobre a existência do áudio e do conteúdo da reportagem. A discussão ocorreu em meio aos debates finais da atualização do Plano Diretor de Porto Alegre, polêmico projeto do governo Sebastião Melo (MDB) que concentrou os trabalhos legislativos dos últimos meses na capital gaúcha. Nas redes sociais, Mauro Pinheiro se descreve como um combatente contra "a esquerda e o comunismo" e aparece em manifestações contra a prisão de Jair Bolsonaro, a favor da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Quem são os vereadores envolvidos em confusão da Câmara de Porto Alegre Ederson Nunes/CMPA/Divulgação Entenda polêmica entre vereadores envolvendo áudios de Flávio Bolsonaro a Vorcaro no RS Vereadora que teve microfone arrancado após citar áudios de Flávio para Vorcaro diz que foi 'ataque à própria liberdade de expressão' Vereadora que teve microfone arrancado por aliado de Flávio Bolsonaro no RS vai acionar Comissão de Ética VÍDEO: Vereador bolsonarista tira microfone de vereadora que citou áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro na Câmara de Porto Alegre Parlamentar conservador tira microfone de vereadora em Porto Alegre Reprodução/Câmara de Vereadores de POA Veja o comunicado do PT de Porto Alegre "Diante do episódio de violência política de gênero ocorrido durante sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre, quando o vereador Mauro Pinheiro retirou o microfone utilizado por mim durante minha fala em plenário, informo que tomamos, nesta sexta-feira (15), duas medidas institucionais formais em resposta à agressão e em defesa da democracia, das prerrogativas parlamentares e do direito das mulheres à participação política. A primeira delas é uma denúncia encaminhada à Ouvidoria Especializada de Gênero, Raça e Diversidades do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, solicitando apuração do episódio enquanto manifestação de violência política de gênero. A segunda é o pedido de cassação do vereador Mauro Pinheiro junto à Comissão de Ética da Câmara Municipal de Porto Alegre, protocolado pelo Partido dos Trabalhadores, por entender que sua conduta é incompatível com o decoro parlamentar e representa um grave ataque ao exercício democrático do mandato de uma mulher eleita. O que aconteceu não é um caso isolado. É parte de uma escalada de violência e intimidação contra mulheres na política, especialmente contra aquelas que enfrentam os interesses da extrema direita e se recusam a se calar diante dos abusos de poder. Seguiremos tomando todas as medidas cabíveis para responsabilização dos envolvidos e para garantir que nenhuma mulher seja intimidada ou violentada por exercer o direito legítimo de ocupar espaços de poder e representação política." O que diz Mauro Pinheiro O vereador Mauro Pinheiro também emitiu comunicado. Ele afirma que o ocorrido "não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida". Leia a nota completa abaixo. Nas redes sociais, ele se descreve como um combatente contra "a esquerda e o comunismo" e aparece em manifestações contra a prisão de Jair Bolsonaro, a favor da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Veja a nota completa: "O episódio ocorrido ontem não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida, tampouco buscou desqualificar sua atuação, trajetória ou mandato. O contexto esteve estritamente ligado à condução dos trabalhos da sessão e à preservação da ordem regimental e da pauta em discussão, diante de manifestação que se afastava do tema deliberado naquele instante. Em nenhum momento houve ataque pessoal ou qualquer conduta motivada por questão de gênero. A situação tratada foi exclusivamente de natureza regimental (art. 192/RI CMPA) e relacionada à ordem dos trabalhos legislativos, dentro de um ambiente de debate político naturalmente marcado por divergências. Nesse sentido, não se pode admitir distorções narrativas ou tentativas de transformar um episódio regimental em acusação de violência política de gênero sem a presença dos elementos que efetivamente a caracterizam. Ao longo da minha trajetória pública, construída em cinco mandatos como vereador e em duas passagens pela presidência da Câmara Municipal, sempre mantive uma atuação pautada pelo diálogo democrático, pelo respeito institucional e pela convivência respeitosa com todos os parlamentares, independentemente de gênero, posição ideológica ou partido político. Reafirmo meu absoluto respeito às mulheres na política e à importância de sua participação nos espaços de decisão e representação pública. A violência política de gênero é um tema sério e deve ser tratada com responsabilidade, rigor e verdade sempre que efetivamente configurada. Seguirei atuando com transparência, respeito ao eleitorado, compromisso com a verdade e responsabilidade no exercício do meu mandato." Vereador conservador Mauro Pinheiro (PP) retirou o microfone da vereadora Juliana dos Anjos de Souza (PT) em sessão na Câmara de Porto Alegre Reprodução/ TV Câmara Porto Alegre VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: câmara municipal

Caiado diz que não fará 'juízo de valor' sobre comportamento de Flávio Bolsonaro e critica governo Lula

Publicado em: 15/05/2026 20:59

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira (15), em Campo Grande, que não vai fazer “juízo de valor” sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), citado em um pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou ainda que cada pessoa deve responder pelos próprios atos. Apesar do tom cauteloso ao falar de Flávio, também pré-candidato à Presidência, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “populista” e “irresponsável”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A declaração foi dada durante uma coletiva na capital. Caiado cumpriu agenda política e econômica no estado e disse que veio discutir temas como logística, agropecuária, segurança pública, educação e inteligência artificial. Eleições 2026: quem são os pré-candidatos à Presidência da República Questionado sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Caiado disse que não pretende comentar e afirmou que mantém a mesma postura adotada ao longo da vida pública. "Cada um responde pelos seus atos. Então se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problema na Câmara, problema no Senado, cada um responde pelos seus atos ", afirmou o ex-governador. Durante a entrevista, Caiado evitou comentar diretamente denúncias e reportagens envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Ele citou, por exemplo, o caso do Banco Master e supostas contradições em declarações públicas. Segundo ele, não cabe a um pré-candidato avaliar o comportamento de outras pessoas. “Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas”, declarou. Na sequência, Caiado disse que sua candidatura se apoia nas “credenciais” que acumulou na política. Ele citou a trajetória pública e o índice de aprovação ao deixar o governo de Goiás. Críticas ao governo Lula e ao PT Apesar do tom em relação ao adversário, Caiado aumentou as críticas ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo Caiado, o Brasil vive um cenário de endividamento e de medidas improvisadas. Ele afirmou que o governo Lula pressiona governadores, enquanto adota subsídios e mudanças em impostos. Caiado afirmou ainda que o governo atua de forma populista e que a oposição não deve perder o foco nas eleições. Segurança pública e facções criminosas Ao falar sobre segurança pública, Caiado atribuiu o avanço das facções criminosas aos governos do PT. Ele citou o crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho no país. Caiado defendeu mudanças na Constituição para ampliar os poderes dos estados. Também falou em reforçar o combate ao tráfico de armas e drogas e em investir no sistema prisional. “O Lula, que sempre foi complacente com o crime [...] Há cinco meses de acabar o governo dele, ele quer dizer que agora ele vai fazer um combate à criminalidade, porque ninguém acredita nisso", afirmou. Agenda em Mato Grosso do Sul Caiado afirmou que a visita a Mato Grosso do Sul inclui debates sobre a Rota Bioceânica, projeto logístico que liga o Brasil ao Oceano Pacífico por meio de países vizinhos. Ele também citou o desenvolvimento do setor de celulose e a crise na agropecuária. O pré-candidato disse ainda que pretende discutir o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia. Ele defendeu a produção agropecuária brasileira e criticou barreiras impostas por países como França e Irlanda. Durante a entrevista, Caiado elogiou o senador Nelsinho Trad (PSD) e afirmou que ele é um nome preparado para o Senado. Questionado sobre alianças no estado, Caiado disse que esse processo deve ser conduzido por líderes locais e que não cabe a ele interferir diretamente. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

Justiça atende MP e suspende concurso da Câmara de Mirassol

Publicado em: 15/05/2026 20:02

Justiça suspende concurso público da Câmara de Mirassol por irregularidades O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu liminar que suspende o concurso nº 001/2025, da Câmara Municipal de Mirassol. Segundo os autos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública, em abril deste ano, contra a Câmara e contra o Instituto de Estudos Unidos pela Qualificação de Pesquisas Sociais e Educacionais (Unique), empresa que executou o concurso. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Na ação, o MP alega suspeitas de irregularidades na contratação direta da empresa, mediante dispensa de licitação e que, o caso em questão, não se enquadra neste cenário, já que o "serviço de organização de concurso público possui natureza operacional e comercial, envolvendo elaboração de edital, aplicação de provas, correção, processamento de dados e logística do certame". O MP ressaltou também que o valor estimado da contratação foi de R$ 247.500,00, correspondente à arrecadação prevista com taxas de inscrição, montante superior ao limite legal para dispensa por valor. Câmara de Mirassol (SP) Google Street View Além disso, a própria documentação administrativa indica que a contratação foi estruturada sem desembolso direto pela Câmara Municipal, já que todo o custeio do certame decorreria das taxas pagas pelos candidatos. A Câmara informou que as cotações resultaram em valor médio de R$ 282.000,00 e que o processo seria custeado pelo valor arrecadado com inscrições, sem ônus ao Legislativo. "Esse ponto é relevante, já que a ausência de desembolso direto pelo órgão público não afasta, por si só, o interesse público primário envolvido na arrecadação e destinação das taxas de inscrição", destacou o MP. O Ministério Público chegou a recomendar à Câmara a suspensão do concurso em fevereiro deste ano, porém, por decisão administrativa do próprio Legislativo, em março foi retomado o andamento, após apresentação de documentos de defesa. Com a liminar, a Câmara deve suspender todos os atos do concurso, até o julgamento do mérito da ação. A decisão foi tomada pelo juiz Marcos Takaoka, da 3ª Vara da Justiça de Mirassol (SP). O magistrado ainda fixou multa de R$ 10 mil por ato de convocação, nomeação ou posse praticado em descumprimento da decisão, com um teto máximo de até R$ 300 mil. Em nota, a Câmara de Mirassol informou que ainda não foi notificada formalmente sobre o processo relacionado ao concurso público realizado no dia 11 de janeiro, bem como de eventuais decisões ou determinações judiciais ali expedidas. “Acrescentamos que, após a notificação oficial, poderemos tomar ciência do teor processual e de eventuais medidas a serem adotadas”, informa o Legislativo, na nota. A empresa Unique foi procurada pela TV TEM, mas, até a última atualização desta reportagem não havia se manifestado. Ao todo, foram 1.980 inscritos para a prova que foi realizada em janeiro de 2026, concorrendo a nove vagas. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal