Arquivo de Notícias

TRE-AP declara vacância em Oiapoque e determina novas eleições municipais

Publicado em: 15/12/2025 08:17

Prefeito e vice-prefeito são cassados pela Justiça Eleitoral em Oiapoque O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) cassou os mandatos do prefeito Breno Almeida e do vice Arthur Lima, eleitos em 2024 em Oiapoque, no extremo norte do estado. A decisão, assinada pelo presidente da Corte, Carmo Antônio de Sousa, também anulou os votos recebidos pela chapa e determinou a realização de novas eleições no município. A medida atende a um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, que solicitou a execução imediata da sentença que já havia confirmado a cassação. Segundo Carmo Antônio, o tribunal rejeitou os embargos de declaração e o recurso especial eleitoral foi negado na sexta-feira (12). Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça "Não havendo qualquer decisão, ainda que precária, que suspenda os efeitos do acórdão (...), impõe-se a execução imediata do julgado", afirmou o presidente do TRE-AP. Com a decisão, os cargos de prefeito e vice ficam vagos. A presidência da Câmara Municipal de Oiapoque deve assumir interinamente a chefia do Executivo até a realização do novo pleito. LEIA TAMBÉM: Homem condenado por homicídio morre em confronto com a Força Tática em Macapá Justiça Federal do Amapá mantém autorização para testes de perfuração de petróleo na Foz do Amazonas As eleições suplementares serão realizadas em 2026, em data a ser definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dentro do calendário oficial. O TRE-AP também foi incumbido de elaborar o calendário eleitoral, que será analisado e aprovado pelo Pleno da Corte. Investigação No dia 28 de setembro de 2024, a Polícia Federal prendeu Breno Almeida e outras três pessoas ligadas à prefeitura de Oiapoque com R$ 99.850,00 mil que seriam usados para compra de votos. Em julho deste ano, a 4ª Zona Eleitoral de Oiapoque cassou os mandatos do prefeito do município, Breno Almeida (PP), e do vice-prefeito Artur Lima de Sousa (Solidariedade). Eles recorreram da decisão. Em outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) manteve a cassação dos mandatos por abuso de poder econômico e político nas Eleições Municipais de 2024. Breno Almeida Reprodução Polícia Federal prendeu em 2024, quatro pessoas em Oiapoque por suposta compra de votos Polícia Federal/divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: câmara municipal

Microsoft libera guia oficial do Windows 11 com recomendações de hardware para jogos

Publicado em: 15/12/2025 07:49 Fonte: Tudocelular

Depois de prometer tornar o Windows 11 no melhor lugar para se jogar, a Microsoft publicou um novo guia oficial com orientações de hardware para jogos no sistema, reunindo recomendações de CPU, GPU, memória, armazenamento e monitor. O material foi identificado pelo site Neowin e busca ajudar usuários a otimizar PCs gamers para diferentes níveis de desempenho. No guia, a empresa detalha configurações mínimas e recomendadas de forma semelhante ao padrão adotado por estúdios antes do lançamento de grandes títulos. O objetivo é orientar escolhas de hardware mais equilibradas para 2026.Em seu novo guia dedicado ao Windows 11, a Microsoft começa explicando o papel de processadores e placas gráficas no desempenho em jogos. Segundo a empresa, a CPU cuida de física, lógica e chamadas de renderização, enquanto a GPU assume o processamento gráfico e pode auxiliar em cálculos avançados, como física baseada em GPU.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Igreja, feira e padaria: como os últimos redutos do dinheiro vivo resistem à era do PIX no interior de SP

Publicado em: 15/12/2025 07:33

Dinheiro em espécie perde espaço, mas resiste como ferramenta de controle Qual foi a última vez que você viu uma nota de dinheiro? Para muita gente, o dinheiro físico basicamente sumiu de circulação. Com o avanço da tecnologia, pagamentos por cartão físico, digital e Pix se tornaram comuns na rotina. Mas será que o dinheiro em espécie realmente desapareceu? Para descobrir, a TV TEM visitou três lugares onde as notas ainda circulam com força: feiras livres, igrejas e uma padaria de bairro. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Todos mostram que, apesar da modernização, o dinheiro vivo continua presente, seja por hábito, praticidade ou controle das finanças. 🥬Na feira, notas e moedas continuam à mostra Na feira da rua Floriano Peixoto, no Altos da Cidade, em Bauru (SP), bastam poucos passos para ver as notas passando de mão em mão. Entre as barracas de frutas, legumes e verduras, o dinheiro segue firme na preferência de muitos consumidores. Na feira da rua Floriano Peixoto, em Bauru, notas e moedas ainda circulam com frequência entre consumidores e feirantes TV TEM/Reprodução A empregada doméstica Maria Helena dos Reis Moreira diz que pagar em espécie ajuda no controle das compras. “Só em dinheiro. Eu vou pagando e vai sobrando. Se você vem com cartão, você se anima. O dinheiro não. Acabou, acabou.” A feira é frequentada majoritariamente por pessoas mais velhas, muitas delas acostumadas a lidar com dinheiro vivo e que não se adaptaram totalmente à tecnologia. Além disso, os valores das compras são baixos, o que favorece o uso de notas pequenas. Os feirantes seguem a mesma linha. O vendedor Sidney Sartori diz que as taxas das maquininhas pesam, então o dinheiro é sempre bem-vindo. “Eu prefiro dinheiro porque a taxa do cartão é alta. No dinheiro é melhor. Fico feliz quando chega nota.” O troco que pode ser um problema é resolvido rápido com a coletividade entre os feirantes, explica a feirante Ana Aparecida. “Sempre tem um amigo, um vizinho do lado ajudando. Quando eu tenho, ela não tem, e assim nós vamos. É pra facilitar o troco. Não dá pra perder a compra, né? Nem pensar.” ⛪ Na igreja, tradição e modernidade dividem espaço Outro ambiente onde o dinheiro segue circulando é a igreja. As tradicionais cestas de oferta agora dividem espaço com QR Codes colados nos bancos, que permitem a doação pelo celular. Em uma paróquia de Bauru, fiéis usam tanto dinheiro quanto Pix nas doações feitas durante as missas TV TEM/Reprodução O pároco Adinam Roniere da Silva explica que o tipo de oferta varia conforme o público: “Varia muito de missa pra missa. Na missa do domingo de manhã, que é predominantemente de pessoas adultas e idosas, prevalece a oferta em dinheiro. Nas outras missas, já oscila mais para a oferta digital.” “O que deve prevalecer é o espírito com o qual a oferta é feita. Mais do que ofertar o dinheiro que eu tenho, é ofertar a minha vida", completa. Entre os fiéis, há preferências distintas. A dentista Marina Prado afirma que cedeu à modernidade e até seu banco é digital. “Pago por Pix, que é mais fácil. Nem ando com dinheiro. Tenho banco digital.” Já o sindicalista Cilso José de Moraes admite que está mudando o hábito. “Eu ainda estou na moda antiga, mas acho que vou começar a fazer via Pix também, que é mais fácil.” Em uma paróquia de Bauru, fiéis usam tanto dinheiro quanto Pix nas doações feitas durante as missas TV TEM/Reprodução 🥖 Na padaria, a tecnologia domina, mas o dinheiro não some No bairro Mary Dota, o mais populoso de Bauru, uma padaria que atende de 800 a 1.000 clientes por dia registra um fluxo intenso de pagamentos digitais. A cada 10 clientes, 8 usam cartão ou Pix. Mesmo assim, cerca de 20% ainda preferem pagar em espécie. “A gente já chega com um fundo. Precisa ter troco ao longo do dia. Não pode faltar, senão o cliente sai bravo”, explica a gerente Ana Paula Borges. Em uma padaria no bairro Mary Dota, pagamentos digitais dominam, mas cerca de 20% dos clientes ainda preferem dinheiro vivo TV TEM/Reprodução Dinheiro só perde para o Pix Uma pesquisa do Banco Central feita no fim do ano passado, com 2 mil entrevistados, mostrou que o Pix é o método de pagamento mais usado no dia a dia. Mesmo assim, o dinheiro segue logo atrás: é a preferência de 22% dos brasileiros. O estudo indica que o uso do dinheiro é maior entre pessoas com menor renda, de até dois salários mínimos, e entre idosos: 72% das pessoas acima de 60 anos preferem notas e moedas. Igreja, feira e padaria: como os últimos redutos do dinheiro vivo resistem à era do Pix Freepik Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: tecnologia

Rival do iPhone Air? Honor prepara celular “ultrafino” misterioso para 2026

Publicado em: 15/12/2025 03:24 Fonte: Tudocelular

A Honor parece pronta para entrar na briga pelo título de celular mais fino do mundo. Rumores recentes apontam que a fabricante chinesa trabalha em um novo smartphone ultrafino que deve chegar ao mercado em 2026 para competir diretamente com o iPhone Air, e, surpreendentemente, o modelo não será o Magic 8 Mini, como muitos esperavam. O projeto misterioso promete unir design minimalista, alto desempenho e tecnologias de ponta em um formato leve e elegante. A novidade surge em meio à preparação da marca para a estreia da sua nova linha WIN, sucessora direta dos aparelhos GT e voltada para o público que busca desempenho extremo. No entanto, o vazador FixedFocus afirmou que o novo modelo ultrafino não fará parte dessa série, o que indica uma proposta mais focada em estilo e portabilidade do que em potência. Ainda sem nome oficial, a revelação movimentou fóruns e redes sociais chinesas, com fãs da marca questionando se o novo aparelho trará bateria reduzida.O Apple iPhone Air está disponível na Mercadolivre por R$ 8.052. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 85 ofertas clique aqui. (atualizado em 15 de December de 2025, às 09:54)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Justiça demora, em média, 429 dias para começar a analisar casos de violência doméstica no Brasil

Publicado em: 15/12/2025 02:00

'Não basta matar a mulher: é preciso humilhar': a escalada de violência contra mulheres A Justiça brasileira demora, em média, 429 dias para começar a julgar casos de violência doméstica. O prazo equivale a 1 ano, 2 meses e 4 dias. Em relação aos casos de feminicídio, o tempo médio de espera chega a 263 dias até o primeiro julgamento, ou seja, quase 9 meses. Os dados de 2025 são do Painel de Dados Estatísticos do Poder Judiciário, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Programa Justiça 4.0. Atualmente, cerca de 1,3 milhão de processos de violência doméstica e pouco mais de 14 mil ações de feminicídio aguardam julgamento no Brasil, segundo o CNJ. 👉 Para conferir o painel completo, clique aqui. Por que tanta demora? Ao g1, a conselheira do CNJ Renata Gil afirma que a dificuldade de intimar todas as partes envolvidas nos casos de violência doméstica e a não captura do réu nos casos de feminicídios são alguns dos motivos para o alongamento do prazo. "Questões de distância, de não localização precisa. Trabalhamos muito no formulário de risco para que ele seja preenchido, para que consigamos alcançar os agressores e as vítimas para que as audiências ocorram e os processos sejam finalizados. [...] Feminicídio é mais difícil ainda, se o réu não é preso, não pode ser julgado perante o tribunal do júri", afirma a conselheira Renata Gil. Outro ponto que impacta nos prazos, segundo a juíza Fabriziane Zapata, coordenadora da Coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica da Justiça do DF (CMVD-DF), é o esgotamento mental de servidores. Frequentemente, servidoras e servidores acabam pedindo para migrar para outra lotação nos tribunais por não aguentarem mais lidar, todos os dias, com a brutalidade e com a urgência desses casos. "O juiz acaba de completar a equipe e o servidor já quer sair, quer ir para outro lugar que não haja tanta urgência. Porque na violência doméstica, tudo é urgente", aponta a juíza. Protesto contra violência às mulheres reúne manifestantes na Avenida Paulista ANGÉLICA ALVES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Meta 8 do CNJ O CNJ estabeleceu, em 2017, uma meta nacional no Poder Judiciário para priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres. A determinação, conhecida como "Meta 8", é atualizada anualmente e define que, em 2026: a Justiça Estadual deve julgar 75% dos casos de feminicídio e 90% dos casos de violência doméstica distribuídos até 2024; o Superior Tribunal de Justiça (STJ) assumirá um "objetivo máximo", comprometendo-se a julgar 100% dos processos de feminicídio e violência doméstica distribuídos até 2024. Ao longo dos anos, segundo a conselheira do CNJ Renata Gil, a meta vai se tornando mais rigorosa. "Começamos com percentuais baixos de cumprimento, agora temos o STJ com meta de 100% dos processos que entraram até 2024, ou seja, a Justiça de primeiro grau está recebendo, julgando e chegando ao último degrau", afirma a conselheira. Situação no DF Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Reprodução/ TJDFT O Tribunal de Justiça do Distrito Federal demora, em média, 177 dias para iniciar o julgamento de casos de feminicídio. Em relação aos casos de violência doméstica, a média é de 359 dias, ou seja, quase um ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. De acordo com a juíza Fabriziane Zapata, esse é o tempo médio para a conclusão de toda a investigação – ou seja, do momento em que ela começa na delegacia até chegar à mesa do juiz. "O processo leva esse tempo, seja por causa do tempo em que ele leva lá na delegacia até a conclusão do inquérito, seja por conta de obedecer o que está estabelecido em lei. Garantindo esses direitos de contraditório e ampla defesa pra os réus", afirma a juíza. A juíza, também titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Riacho Fundo, aponta que os casos de feminicídio são julgados com prioridade quando o sistema de segurança pública consegue prender o réu. Por isso, na média, esses casos são julgados "mais rápido" que os de violência doméstica. O Tribunal de Justiça do DF tem 19 varas especializadas para os delitos de violência doméstica. Já em relação aos casos de feminicídio, a competência é do Tribunal do Júri. Mesmo com os prazos extensos, o Tribunal de Justiça do DF cumpriu a "Meta 8" em 2025: julgou 106,52% dos casos de violência doméstica e 120,19% dos casos de feminicídio na fila. O que pode ser feito? CNJ lança protocolo para julgamento com perspectiva de gênero De acordo com as especialistas entrevistadas, para resolver essa "fila de casos", é preciso: criar mais varas de violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil; incentivar que tribunais também criem seus equipamentos de combate à violência; facilitar a denúncia com registros online, campanhas, uso de câmeras; adotar medidas protetivas online nos tribunais; mudar penas previstas em lei para violência doméstica – que são pequenas e, inicialmente, em regime aberto; criar grupos reflexivos para homens autores de violência; educar para a equidade de gênero, o respeito e valores; garantir atendimento psicossocial de qualidade nos equipamentos da rede. "Todos os estudos apontam que não é a pena que vai resolver o problema da violência doméstica, mas sim as medidas a serem tomadas pelo Poder Executivo na implementação de políticas públicas de atenção à saúde da mulher, à saúde mental, aos cuidados com o homem, com a mulher, cuidados desde a primeira infância", diz a juíza Fabriziane Zapata. LEIA TAMBÉM: INTEGRAÇÃO E TECNOLOGIA: DF tem uma das maiores taxas de localização de pessoas desaparecidas no país VÍDEO: entregador de aplicativo agride porteiro em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções

Publicado em: 15/12/2025 00:00

A perda acelerada de um dos biomas mais ricos do planeta se tornou um dos maiores desafios ambientais do Brasil. Com apenas 31% da cobertura original preservada, a Mata Atlântica segue em risco. Dados do MapBiomas mostram que entre 1985 e 2024 o bioma perdeu de 10% a 11,5% de sua vegetação nativa, um ritmo incompatível com a estabilidade climática, a segurança hídrica e a manutenção da biodiversidade. A gravidade do cenário coloca o país no centro da crise global da natureza. O Fórum Econômico Mundial já classifica a perda de biodiversidade como um dos principais riscos de longo prazo para a economia internacional. A ONU reforça a urgência: o avanço da degradação ameaça diretamente o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 15 (Vida Terrestre) e o ODS 10 (Redução das Desigualdades), ambos fundamentais para o futuro das novas gerações. Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções Divulgação/Maple Bear Penedo Quando biomas como a Mata Atlântica se deterioram, os impactos não são distribuídos de maneira uniforme. Comunidades mais vulneráveis — urbanos periféricos, pequenos produtores, populações tradicionais — são as primeiras a sentir: falta de água, já que a Mata Atlântica é responsável por regular mananciais que abastecem mais de 70% dos brasileiros; perda de produtividade agrícola, porque solos degradados reduzem renda e segurança alimentar; aumento de enchentes e deslizamentos, afetando sobretudo áreas onde vivem famílias de baixa renda; redução de oportunidades econômicas locais, já que o colapso ambiental diminui turismo, serviços e geração de emprego. A ONU afirma que “a crise climática é também uma crise de desigualdade”, pois os efeitos ambientais ampliam brechas sociais existentes. Ou seja: sem proteção ambiental, não há caminho real para reduzir desigualdades. Esse contexto ganhou força recente após a COP 30, realizada em Belém, onde governos, pesquisadores e organizações ressaltaram que políticas públicas só se sustentam quando acompanhadas de transformação social — e, sobretudo, educativa. A crise da Mata Atlântica, portanto, não é um problema distante: é uma herança imediata que recai sobre crianças e jovens, que precisarão compreender e agir sobre ela de forma concreta. Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções Divulgação/Maple Bear Penedo Da ONU à sala de aula: por que a educação é o eixo da regeneração A Agenda 2030 é explícita ao afirmar que a educação é uma plataforma estruturante para atingir metas ambientais e sociais. Na legislação brasileira, esse princípio se torna obrigatório: a LDB determina que a Educação Ambiental seja transversal em toda a formação básica, enquanto a BNCC reforça o desenvolvimento de competências éticas, cidadãs e ambientais, especialmente a Competência Geral 10, que convoca o estudante a agir com responsabilidade socioambiental. Isso significa que a escola deve ir além da teoria. Para que o Brasil cumpra seus compromissos climáticos, a educação precisa articular ciências, tecnologia, cultura, cidadania, ancestralidade, comportamento e comunidade. A transversalidade não é só uma orientação pedagógica, mas a forma mais eficaz de dar ao aluno capacidade real de enfrentar a crise ambiental. Quando a teoria encontra solo fértil: o case Maple Bear Penedo e o Projeto Quintal Tekohá É nesse ponto que iniciativas práticas ganham força. Em Itatiaia (RJ), a Maple Bear Penedo se tornou a primeira escola do país a integrar o Projeto Quintal Tekohá, desenvolvido pelo Instituto Isokoti. O programa já está em andamento e transforma o campus escolar em uma Plataforma Viva de Tecnologia Socioambiental, onde crianças participam ativamente dos conhecimentos sobre regeneração. A proposta materializa a transversalidade prevista na LDB: envolve professores de diferentes áreas, conecta disciplinas, integra ciência e cultura e transforma aprendizagem em ação. No Tekohá, os estudantes plantam e cuidam de dezenas de espécies nativas, como araçá, jatobá, pitanga e guapuruvu, enquanto compreendem, na prática, os efeitos da degradação e da regeneração. A poucos metros da escola, os alunos também podem visitar o Berçário Tekohá, projeto dedicado à regeneração da Mata Atlântica e produção de mudas para restauração florestal. Por meio dessa colaboração, a escola potencializa o aprendizado dos alunos ao levá-los para atividades práticas no berçário e no quintal ecológico do Tekohá, transformando a teoria estudada em vivência real. Para Marilize Martins, diretora pedagógica da Maple Bear Penedo, essa abordagem responde à urgência climática com formação cidadã. “O Quintal Tekohá é a nossa plataforma viva de tecnologia socioambiental. Ao plantar e cultivar um legado de responsabilidade, a Maple Bear Penedo demonstra que a educação mais eficaz é a que devolve à criança sua conexão com a natureza, formando cidadãos ativos, críticos e regenerativos.” Com a participação ativa da embaixadora Rosana Garcia, o projeto também incorpora narrativas ancestrais, como o conto indígena “As Três Irmãs”, que ajudam a entender os princípios de equilíbrio ecológico de forma sensível e profunda. Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções Divulgação/Maple Bear Penedo Um modelo que avança para além dos muros da escola O impacto do Tekohá não se limita aos alunos da Maple Bear. A iniciativa se tornou referência para o Instituto Isokoti, que pretende expandir o modelo para a rede municipal de ensino, democratizando o acesso à tecnologia socioambiental. A coordenadora do projeto, a bióloga e doutora em Ciências Ambientais, Mariana Quinteiro, ressalta o valor da escola na consolidação desse modelo. “O sucesso deste piloto é diretamente proporcional à abertura da Maple Bear Penedo para iniciativas transformadoras. A escola não apenas acolheu o Quintal Tekohá, como demonstrou um compromisso concreto com a pedagogia da natureza e com a integração de saberes. Mostrou, na prática, que metodologias experimentais e ancestrais podem atuar como uma poderosa tecnologia socioambiental. Esse modelo nos dá a base necessária para expandir o programa para a rede municipal de ensino, democratizando a experiência e inspirando ainda mais crianças a se tornarem agentes reais de regeneração.” Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções Divulgação/Maple Bear Penedo Novas gerações herdam a crise da Mata Atlântica e começam a liderar soluções Divulgação/Maple Bear Penedo O legado que começa agora A crise da Mata Atlântica é enorme, mas o movimento regenerativo já começou, e ele começa pelas mãos das novas gerações. Ao transformar educação em ação, escolas como a Maple Bear Penedo mostram que ainda há tempo de construir um futuro ambientalmente saudável e socialmente responsável. Se o país precisa regenerar seu bioma mais ameaçado, a solução passa necessariamente pela formação de crianças capazes de compreender, cuidar e reconstruir. A herança ambiental que recebem é desafiadora, mas a capacidade de transformá-la já está sendo cultivada no interior do estado do Rio.

Palavras-chave: tecnologia

Meditação reduz dor crônica em mulheres com disfunção na mandíbula, diz pesquisa da USP

Publicado em: 14/12/2025 23:08

Pesquisa da USP Ribeirão Preto usa meditação para tratar Disfunção Temporomandibular Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (EERP-USP) apontou que a prática regular de meditação pode diminuir a dor crônica em mulheres com Disfunção Temporomandibular (DTM). O estudo acompanhou 53 mulheres entre 18 e 61 anos ao longo de oito semanas e registrou melhora no limiar de dor, redução de marcadores inflamatórios e benefícios emocionais associados ao estresse e à sensibilidade dolorosa. A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma condição que afeta as articulações responsáveis por abrir e fechar a boca e os músculos da mastigação. Pode causar estalos, dificuldade de mastigar, dores na mandíbula, cabeça e ouvido, além de impacto na rotina e na saúde mental. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Segundo especialistas, é de duas a três vezes mais comum em mulheres e, quando se torna crônica, tende a alterar mecanismos do sistema nervoso central, ampliando a percepção da dor. O estudo foi conduzido no Centro de Mindfulness e Terapias Integrativas da USP, e publicado no Journal of Oral Rehabilitation. Nele, os pesquisadores buscaram avaliar como a meditação de atenção plena, o "mindfulness", poderia ajudar mulheres que convivem com o problema. Segundo a coordenadora da pesquisa, Edilaine Gherardi Donato, a dor crônica afeta a função muscular e os mecanismos de saúde mental. Ela explica que estratégias que unem corpo e mente ajudam a reduzir esse ciclo. "A dor é um fator que gera sofrimento contínuo e desencadeia estresse físico e emocional. Quando promovemos saúde mental por meio de estratégias que conectam corpo e mente, prevenimos o adoecimento e ampliamos a qualidade de vida". Mulheres participaram de programa de mindfulness de oito semanas para reduzir dor crônica causada por disfunção na mandíbula Carlos Trinca | Reprodução EPTV Rotina de dor crônica impactava sono, humor e relações Entre as voluntárias está Maria Fernanda Capeli, que convivia com dor intensa na mandíbula e na cabeça, o que afetava inclusive a rotina em casa e no trabalho. “Quando você chega do dia cansada e aquela dor vem com tudo, isso impacta relações, humor, disposição. A tensão só aumenta”, relatou. LEIA TAMBÉM: Laboratório inédito recém-lançado pela USP estimula sentidos para melhorar bem-estar de idosos; conheça Pesquisadores da USP Ribeirão criam ferramenta com Inteligência Artificial capaz de prever agressividade do câncer Braço robótico da USP vira aliado em terapias contra Parkinson, esquizofrenia e até depressão; conheça Melissa de Oliveira Melchior, fonoaudióloga e pesquisadora da USP de Ribeirão Preto, explica que esses sintomas são comuns. “Os principais sinais da DTM incluem estalidos, ruídos articulares, dor na musculatura da mastigação, cansaço para mastigar e dores de cabeça. É uma condição multifatorial e semelhante, por exemplo, à dor crônica nas costas”. Como foi feita a pesquisa Parte das mulheres participou de sessões semanais guiadas de mindfulness, além de exercícios diários em casa. O programa teve duração de oito semanas, com práticas que começaram em cinco minutos por dia e chegaram a 30 minutos. As atividades incluíam exercícios de respiração, consciência corporal e atenção a pensamentos e emoções, além de meditações em diferentes posturas. Já a outra parte das mulheres integrou o grupo controle e não recebeu nenhuma intervenção durante o mesmo período. Elas foram acompanhadas para garantir que não iniciaram outro tipo de tratamento. As pesquisadoras compararam exames de sangue e avaliações de sensibilidade antes e depois do período de intervenção. Para medir a percepção de dor, foi aplicada uma pressão gradual em pontos específicos da face e do corpo, método usado para identificar o limiar doloroso. De acordo com Melissa, a avaliação do limiar de dor mostrou mudança consistente nas voluntárias que participaram das sessões. Ela destaca que esse avanço foi percebido no dia a dia das mulheres. “Antes da intervenção, a dor surgia com pouca pressão. Depois das oito semanas, as participantes suportaram mais estímulo até que a dor aparecesse. A diminuição da sensibilidade se refletiu na rotina e na realização das atividades." Pesquisadoras da USP de Ribeirão Preto (SP) analisaram marcadores inflamatórios e perceberam melhora após a prática regular da meditação Carlos Trinca | Reprodução EPTV Além da melhora clínica percebida pelas participantes, os exames mostraram mudanças biológicas importantes. De acordo com a pesquisa, houve: Diminuição de marcadores inflamatórios; Redução do estresse oxidativo; Aumento de marcadores de neuroplasticidade, o que indica envolvimento cerebral positivo no controle da dor. O estudo também registrou queda da catastrofização da dor (quando a pessoa concentra toda a atenção no incômodo, o que amplia a sensação dolorosa), além de melhora na regulação emocional e na consciência corporal. “É uma mulher com dor crônica, mas agora com um corpo menos inflamado. Os marcadores mostram que o organismo respondeu ao processo de atenção plena", afirma Edilaine. Impacto na rotina e mudança de hábito Os resultados indicam que a meditação pode ser aliada no tratamento da Disfunção Temporomandibular (DTM), que exige abordagem multidimensional. Embora a dor não desapareça completamente, as participantes passaram a lidar melhor com ela. “A dor continua existindo, mas deixa de ocupar 100% da atenção. Isso abre espaço para autocuidado e para lidar com pensamentos e emoções negativas”, explica Edilaine, coordenadora da pesquisa. Para Maria Fernanda, a meditação se tornou parte da rotina. “Tem que levar para a vida. Se não inserir na rotina, não funciona”. A meditação integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS desde 2017. A técnica pode ser oferecida em unidades de saúde como forma complementar de cuidado. A proposta, segundo as pesquisadoras, não substitui tratamentos convencionais, mas amplia o cuidado integral. “A ideia é que a pessoa tenha autonomia para compor seu tratamento com diferentes possibilidades. Não é escolher entre medicação e meditação, mas unir estratégias que façam sentido e promovam saúde de forma integral”, afirma Edilaine. Maria Fernanda Capeli participou do estudo e relata que a meditação ajudou a reduzir a dor e a melhorar a rotina Carlos Trinca | Reprodução EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: inteligência artificial

Mais de 3 horas de duração e sem IA: o trabalho de James Cameron em 'Avatar: Fogo e Cinzas'

Publicado em: 14/12/2025 22:10

Mais de 3 horas de duração e sem IA: o trabalho de James Cameron em Avatar: Fogo e Cinzas "Avatar: Fogo e Cinzas" é o terceiro filme de uma franquia que se destaca pela ambição. A produção estreia no Brasil na próxima quinta-feira (18), mas o Fantástico foi convidado para acompanhar a primeira exibição mundial do filme em Hollywood. Na era dos vídeos curtos, o desafio é atrair o público aos cinemas com uma história que tem mais de três horas de duração. Os produtores do filme estão confiantes pelo espetáculo o que aparece nas telas, mas também por quem está por trás dela: James Cameron. Diretor James Cameron em entrevista ao Fantástcio. Reprodução/Fantástico A tecnologia criada no primeiro filme, em 2008, revolucionou os efeitos especiais no cinema e inaugurou uma nova era do cinema 3D. Entusiasta de novas tecnologias, Cameron não tem planos de usar inteligências artificial para substituir atores, mas admite experimentá-la nos próximos filmes. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Cidade do Paraná registra em um dia 66% de chuva prevista para dezembro

Publicado em: 14/12/2025 19:13

Chuva forte atingiu Paranavaí neste domingo e provocou alagamentos, crateras e interdições. Prefeitura de Paranavaí/Jonatas Daminelli Em Paranavaí, no noroeste do Paraná, 66% da chuva prevista para o mês de dezembro caiu somente neste domingo (14). Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) a cidade registrou 104,6 mm até às 18h. A média histórica para o mês é de 158,6 mm. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 PR no WhatsApp Por conta das fortes chuvas, foram registrados pontos de alagamentos, rompimento de galerias e crateras. Uma represa transbordou e estradas rurais também foram interditadas. Veja quais são: Estrada Pioneiro Ravidute e Água do 10; Estrada Mirassol na altura fonte luminosa; Estrada Santa Rosa; Estrada Cristo Rei está com seis pontos com dificuldade de passagem; Estrada Água São Pedro; Estrada Água da Prata; Estrada Pilão, na altura da Guanabara; Estrada Club Médicos interditada na cabeceira da ponte; Estrada Lemes Ferreira interditada na altura da ponte Ferro; Estrada Wandress São Cristóvão Graciosa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Paranavaí está completando 73 anos neste domingo. O show da banda Jota Quest, que estava marcado como parte das comemorações, precisou ser adiado após equipamentos serem danificados pela água. Segundo a prefeitura, o show será remarcado. Apesar do alto índice de chuva, não há registro de desabrigados ou desalojados. Leia também: Cobradores de dívidas mortos: Polícia divulga novidades do caso Curioso: Carro capota, para aos pés de imagem de Nossa Senhora, e motorista escapa ilesa Mega-Sena: Três apostas, uma em bolão, acertam a quina; veja premiação Chuva também causou interdição em estradas rurais de Paranavaí. Prefeitura de Paranavaí Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: tecnologia

No ápice, ato contra PL da Dosimetria em Copacabana teve 18,9 mil pessoas, diz levantamento de pesquisadores da USP

Publicado em: 14/12/2025 18:56

Ato contra o PL da Dosimetria em Copacabana neste domingo (14) Reprodução/More in Common O protesto contra o PL da Dosimetria em Copacabana neste domingo (14) teve, no ápice, 18,9 mil pessoas, segundo cálculo da equipe do Monitor do Debate Político e a ONG More in Common, que consiste em usar imagens da multidão capturadas por drones. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A contagem no ato, intitulado "Ato Musical/Congresso Inimigo do Povo", foi feita no momento de pico da manifestação, às 17h, a partir de fotos aéreas analisadas com software de Inteligência Artificial. A margem de erro de 12% indica um público entre 16,7 mil e 21,2 mil participantes. Neste domingo (14), foram tiradas fotos em 9 diferentes horários (13h45, 14h, 14h30, 15h, 15h35, 16h, 16h30, 17h e 17h30) durante toda a manifestação, totalizando 143 imagens. Os pesquisadores selecionaram 6 fotos tiradas às 17h momento de pico do ato. As imagens, segundo eles, cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição. Um levantamento em parceria com a mesma ONG feito durante o ato contra a PEC da Blindagem em setembro em Copacabana indicou 41,8 mil pessoas. O protesto Caetano se apresenta em ato em Copacabana Um ato reuniu manifestantes na Orla de Copacabana na tarde deste domingo (14) que protestavam contra decisões recentes do Congresso Nacional, como o PL da Dosimetria. A mobilização foi convocada pela Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, 243 Artes, centrais sindicais e movimentos sociais. Os manifestantes se reuniuram no Posto 5, com faixas que pediam a manutenção da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e com críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). Até as 15h45, políticos e membros de movimentos sociais e sindicais já tinham discursado no trio elétrico do evento. Um deles foi Glauber Braga (PSOL), suspenso semana passada por 6 meses das atividades da Câmara. Ele agradeceu o apoio contra o que chamou de "perseguição política" e ameaça de perda de mandato. "Nosso mandato não ficará sem gabinete porque o gabinete será a praça pública e a rua, mobilizando a luta contra a anistia dos golpistas", disse ele, que também pregou o fim do orçamento secreto. Além dos discursos, o ato também teve apresentações musicais de artistas que apoiavam as causas do protesto. Por volta das 16h, Gilberto Gil e Xamã chegaram ao local. Caetano Veloso foi o primeiro a se apresentar, às 16h30. Em seguida se apresentaram Duda Beat, Tony Bellotto, Fernanda Abreu, Lenine, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Xamã, Baco Exu do Blues, Chico Buarque, Moreno Veloso, Paulinho da Viola e Gilberto Gil. A atriz Fernanda Torres fez um discurso e Paulo Vieira apresentou a parte musical. Além do Rio, outras capitais também receberam protestos contra o PL da Dosimetria (veja aqui como foi). Manifestantes protestam contra o PL da Dosimetria em Copacabana Reprodução/GloboNews Ato reúne manifestantes em Copacabana contra decisões do Congresso Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: inteligência artificial

No ápice, ato contra PL da Dosimetria na Avenida Paulista teve 13,7 mil pessoas, diz levantamento da USP

Publicado em: 14/12/2025 18:14

Manifestantes fazem protesto contra PL da Dosimetria na Av. Paulista Neste domingo (14), o protesto contra o PL da Dosimetria na Avenida Paulista teve, no ápice, 13,7 mil pessoas, segundo cálculo da equipe do Monitor do Debate Político e a ONG More in Common, que consiste em usar imagens da multidão capturadas por drones. Na manifestação anterior, em 21 de setembro, contra a PEC da Blindagem e o projeto que anistia condenados pelo 8 de janeiro, que também ocorreu na Paulista, foram 42,4 mil participantes, segundo cálculos dos mesmos pesquisadores da USP. A contagem foi feita no momento de pico da manifestação, às 16h13, a partir de fotos aéreas analisadas com software de Inteligência Artificial. A margem de erro de 12% indica um público entre 12,1 mil e 15,4 mil participantes. Ato contra o PL da Dosimetria na Av. Paulista neste domingo (14) Reprodução/More in Common Foram tiradas fotos durante toda a manifestação em sete diferentes horários: 14h11, 14h38, 15h18, 15h37, 16h13, 16h35 e 17h07. Os pesquisadores selecionaram seis imagens registradas às 16h13, momento de pico do ato. Segundo os realizadores do levantamento, as imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição (veja um trecho acima). Protesto Manifestantes fazem ato neste domingo (14) em frente ao Masp, na Avenida Paulista, na capital. A via foi totalmente bloqueada por volta das 14h, segundo a CET, e os participantes ocupam um quarteirão. O ato foi convocado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e protesta contra a anistia a envolvidos no 8 de janeiro e o projeto de lei que reduz o tempo de prisão de condenados por tentativa de golpe de Estado, o chamado "PL da Dosimetria". Manifestantes carregam placas e faixas contra a anistia e há um carro de som no local. Estão previstos discursos de políticos e líderes de movimentos sociais. A Polícia Militar acompanha a manifestação, e o protesto segue de forma pacífica. Manifestantes fazem ato contra o PL da Dosimetria em frente ao Masp, na Avenida Paulista Reprodução/GloboNews Já aprovado pela Câmara, o texto prevê que: O crime de golpe de Estado, que tem pena maior (de 4 a 12 anos), deve absorver o de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (de 4 a 8 anos); A progressão de pena seja mais rápida do que a atual, permitindo a saída do regime fechado após cumprimento de um sexto da pena. Atualmente, a lei exige um quarto; Se o projeto for aprovado também no Senado, o ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por comandar um plano para dar um golpe de Estado – pode ter de passar menos tempo na cadeia. Segundo cálculos do relator da proposta na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o tempo de prisão do ex-presidente cairia para cerca de 2 anos e meio. A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira (17), mas pode sofrer alterações. O relator é o senador Esperidião Amin (PP-SC). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem dito que quer concluir a análise do texto na Casa ainda neste ano. Manifestantes protestam contra o projeto de lei da dosimetria Manifestantes protestam contra PL da Dosimetria na Avenida Paulista Manifestantes se reúnem em frente ao Masp, na Avenida Paulista, em ato contra o PL da Dosimetria Reprodução/TV Globo Manifestantes fazem protesto no Masp, na Avenida Paulista, contra o PL da Dosimetria Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: inteligência artificial

Fábrica São Luiz, símbolo da indústria paulista, é reconhecida como patrimônio nacional em Itu

Publicado em: 14/12/2025 18:14

Primeira fábrica a vapor de SP se torna patrimônio cultural nacional em Itu A fábrica de tecidos "São Luiz" em Itu (SP) foi tombada e reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A indústria, fundada em 1869, foi a primeira fábrica a vapor do Estado de São Paulo e a segunda do país. Conforme a reportagem exibida pela TV TEM, o prédio foi idealizado por quatro empresários, produtores de algodão e café, apaixonados por inovação e que trouxeram a tecnologia da época. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Maria Sofia, atual proprietária da chácara, explica que, durante a guerra nos Estados Unidos, os tecidos que eram exportados para o Brasil deixaram de ser enviados. Com a paralisação desse fluxo, o grupo foi afetado. "Diante do problema, os fazendeiros resolveram montar a fábrica. Mandaram dois engenheiros para fora: um para os Estados Unidos e um para a Inglaterra. O que foi para a Inglaterra chegou em 1866, com o que chamavam de caldeirada. O outro que trouxe a planta dos Estados Unidos. Diante disso, começaram a construção do que temos hoje. Muitas escolas de arquitetura vieram aqui para ver a evolução da engenharia industrial", diz. Fábrica em Itu (SP) é reconhecida como patrimônio cultural TV TEM/Reprodução Ricardo Pacheco, também proprietário do prédio, cresceu imerso nos trabalhos braçais diários do prédio. Ele conta que durante toda sua infância e adolescência, construiu e guardou memórias que atualmente fazem parte não só da história da família dele, mas também da cidade. "Todos os assuntos da minha infância giravam em torno da fábrica, que era o ganha-pão da família. Eu vinha muito pra cá nas férias, então tenho muitas memórias. São lembranças da parte mais divertida, porque eu vinha brincar com o dono, acompanhar a fiação, as bandeiras, as máquinas na passadeira, escovar o tecido", relembra. "Até hoje converso com alguns antigos funcionários, que dizem que as minhas férias eram o terror deles, porque vinha a família toda fazer bagunça. Mas era muito gostoso. Ao mesmo tempo, a gente foi entendendo qual era a importância da indústria e como funcionava", acrescenta. Vanessa Pereira, coordenadora de Identificação e reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pontua que a fábrica foi um empreendimento de extrema importância para o século 19. Fábrica de tecidos em Itu (SP) guarda memórias e história de anos de trabalho TV TEM/Reprodução "Como o prédio era uma iniciativa rara, já que não havia muitas fábricas no Brasil, torna-se relevante proteger essa memória, incluindo a participação das mulheres, da mão de obra feminina e de todo o trabalho que se desdobrou a partir disso. Além de ser um espaço de produção, a fábrica também tinha a preocupação de oferecer creche e atendimento de saúde, o que era bastante inovador naquele momento", diz. Itu reúne outros bens reconhecidos pelo Iphan, como a Igreja Matriz Candelária e o Conjunto de Obras do Padre Jesuíno do Monte Carmelo. "Costumo dizer que o tombamento tem duas funções importantes: uma é a proteção e a outra é o reconhecimento. A proteção significa que o bem não pode ser demolido nem alterado, garantindo que suas características mais importantes sejam preservadas para que ele continue existindo da forma como deve", ressalta. "Ao mesmo tempo, o tombamento traz um reconhecimento: o bem passa a ser entendido como importante para o país. Isso também abre portas, por exemplo, para conseguir investimentos. Com o reconhecimento federal, é possível obter patrocínios e recursos destinados a bens que têm esse valor nacional", finaliza. Fábrica de tecidos é reconhecida pelo patrimônio cultural em Itu (SP) TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

União doa ao Ceará terreno para instalação de usina de dessalinização na Praia do Futuro, em Fortaleza

Publicado em: 14/12/2025 16:06

Entenda como vai funcionar a usina que remove sal da água do mar em Fortaleza Um imóvel na Praia do Futuro foi entregue pela União à Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) para a instalação da planta da Dessal do Ceará, usina de dessalinização de água marinha. A cessão foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (12). O projeto se viu envolto em polêmicos após empresas de telecomunicação alegarem que a localização da usina poderia afetar os cabos submarinos que conectam a internet de todo o Brasil e parte da América Latina. Diante da pressão das empresas, o governo cedeu e mudou de local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O terreno fica localizado entre o calçadão e o mar da Praia do Futuro, no trecho que vai da Rua Ismael Pordeus até a Rua Miguel Calmom. A área total é de 88.300 m², avaliada em R$ 31.266.147. LEIA TAMBÉM: Entenda oposição de empresas de internet à construção de usina próximo a cabos submarinos em Fortaleza Após polêmica sobre proximidade com cabos de internet, empresas de telecomunicações avaliam mudança do local onde seria usina, em Fortaleza Conforme Fábio Galvão, superintendente do Patrimônio da União no Ceará, a Dessal tem como contra partida para a cessão gratuita realocar as famílias devidamente já cadastradas. Ao saírem, a administração da usina deve urbanizar toda a área, e será para uso público a parte que não for a planta da usina, devolvendo para a cidade uma área pública e urbanizada. União doa ao Ceará terreno para instalação de usina de dessalinização na Praia do Futuro, em Fortaleza. Google Maps/Street View Em setembro, a Dessal do Ceará, obteve a licença de instalação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), o que deixa o projeto mais próximo de se concretizar. A expectativa da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) é começar as obras ainda neste ano. Com a emissão da licença pela Semace, a Dessal do Ceará precisará obter ainda algumas permissões, como o alvará de construção que deve ser emitido pela Prefeitura de Fortaleza, e então as obras vão poder começar. A previsão é que, uma vez iniciadas, as obras terminem em dois anos. Além do alvará, a empresa Águas de Fortaleza - vinculada à Cagece e que será responsável pela operação da usina - deve apresentar um projeto de canteiro de obras, que passará também pela aprovação da prefeitura. A planta de dessalinização fará o tratamento da água do mar com a tecnologia de osmose reversa. Cagece/Divulgação O projeto da Dessal é capitaneado pela Cagece e vai utilizar a tecnologia de osmose reversa para tornar potável a água do mar. A usina deve ter capacidade de produção de água de 1 m³ por segundo (mil litros por segundo). Conforme o Governo do Ceará, o projeto vai ajudar a garantir a segurança hídrica no estado. A localização da usina, porém, era motivo de oposição das empresas de telecomunicações ao projeto, que diziam que as estruturas da usina podem afetar os cabos e interromper o funcionamento da internet no Brasil. Após reclamações das empresas de telecomunicação, o equipamento foi mudado de local para ficar mais distante dos cabos subterrâneos de internet que passam pelo local. A realocação da usina para um novo local havia sido anunciada pelo governador Elmano de Freitas no último dia 14 de junho. A usina vai continuar localizada na Praia do Futuro, mas será instalada a mais de 1.000 metros do local que estava previsto, o que, conforme os responsáveis pelo projeto, vai afastar qualquer risco. A estrutura de captação das águas do mar também vai ser deslocada com a usina. A licença emitida agora pela Semace é justamente para o funcionamento neste novo local. As obras da usina serão feitas por meio de parceria público-privada do consórcio SPE - Águas de Fortaleza, que venceu edital da Cagece com investimento previsto de R$ 3,2 bilhões. Polêmica com o local da usina Fortaleza é o ponto central dos cabos que abastecem a internet no Brasil Globo/Reprodução A localização da usina na Praia do Futuro era motivo de oposição das empresas de telecomunicações, que diziam que as estruturas da usina poderia afetar os cabos e interromper o funcionamento da internet no Brasil, causando um "apagão" de conexão no país. A Praia do Futuro é um dos locais no Brasil mais próximos da Europa e por isso é o lugar que primeiro recebe cabos de fibra ótica do continente. A partir da Praia do Futuro, esses cabos vão para Rio de Janeiro, São Paulo e países da América Latina. Esses cabos são responsáveis por 99% do tráfego de dados do Brasil. O bairro também costuma ter uma das águas mais limpas da orla de Fortaleza, por isso é defendido que a usina seja construída no local, uma vez que tornaria o processo de dessalinização da água mais fácil e mais barato. O possível risco da instalação da usina, segundo a associação de operadoras TelComp, era que a estrutura da usina, que capta água no fundo do mar, possa romper os cabos submarinos. Se os cabos forem rompidos, o fornecimento de internet poderia ser afetado em todo o continente, deixando usuários off-line ou com internet lenta. Ao longo de todo o imbróglio, a Cagece, empresa estatal do governo cearense responsável pela usina, defendeu que o projeto não apresentava nenhum risco ao funcionamento dos cabos submarinos localizados na Praia do Futuro". Ao fim de meses de polêmica, em junho de 2024 o Governo do Estado cedeu e mudou a localização do projeto da usina, que continuou na Praia do Futuro, porém em uma posição mais afastada do ponto onde os cabos de internet convergem. Após o anúncio da mudança de local, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avaliou que o novo local de instalação de usina no Ceará não põe internet do país em risco. A mudança foi anunciada em junho do ano passado e, desde então, o projeto aguardava as licenças necessárias. LEIA TAMBÉM: Entenda como funciona a usina que tira sal da água do mar e gera embate por risco de derrubar a internet no Brasil Entenda por que usina será construída perto de cabos submarinos Entenda riscos para a sua internet caso Fortaleza crie usina perto de cabos submarinos Projeto acumula atrasos e contratempos A usina de dessalinização foi anunciada em 2017 pelo Governo do Ceará. Em agosto daquele ano, a Cagece lançou um edital para estudar a viabilidade do projeto. A ordem de construção, porém, só foi assinada pelo governo estadual em julho de 2021. A previsão era que a usina estivesse em funcionamento em 2025. Desde então, a Cagece tem tentado obter as aprovações de órgãos ambientais e de regulamentação para levar a usina adiante. Em 8 de novembro de 2022, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou a licença ambiental para construção da usina, que foi emitida no dia 28 do mesmo mês. No dia 20 de dezembro de 2023, a empresa afirmou que a construção da usina em Fortaleza foi aprovada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU-CE), que precisa aprovar obras na faixa de praia, uma vez que, no Brasil, a faixa de praia pertence à União. Usina para tirar sal da água do mar em Fortaleza deve ser construída na Praia do Futuro Reprodução Apesar destas aprovações recentes, o projeto tem sofrido oposição tanto das empresas de telecomunicações quanto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A agência já emitiu uma recomendação contrária à instalação da usina na Praia do Futuro. No fim de janeiro de 2024, o consórcio SPE solicitou à Semace a licença de instalação, que permite o início das obras. A área técnica tem até 180 dias para emitir ou não o documento, prazo que encerrava em julho de 2024. No entanto, a licença só outorgada agora, em setembro de 2025. Inicialmente, a previsão era que as obras tivessem início em março de 2024, com prazo estimado de conclusão para o primeiro semestre de 2026. No entanto, com a emissão da licença de instalação emitida agora, a espera pelo alvará de construção e a previsão de dois anos de obra, o cronograma de construção da usina deve atrasar mais uma vez. Como funciona a usina A usina de dessalinização possui uma torre de captação e as tubulações que ficam dentro do mar, captando a água e enviando para a estrutura em terra. Uma vez lá, a água é bombeada para a planta de dessalinização, onde acontece a parte mais importante do processo. Usina terá torre submersa para captar água do mar a 14 metros de profundidade SPE Águas de Fortaleza/Reprodução Conforme a Cagece, o equipamento vai utilizar tecnologia de osmose reversa para obtenção de água potável. Nesse processo, o sal é separado da água por meio da aplicação de uma pressão sobre o líquido. Funciona assim: Pré-tratamento: nesta etapa, a água do mar passa por um primeiro processo de filtragem. Osmose reversa: é a etapa mais importante do projeto. A água é pressionada contra membranas, que barram a passagem das moléculas de sais. Assim, duas soluções são criadas: solvente (água) de um lado, soluto (sal) do outro. Pós-tratamento: livre dos sais marinhos, a água recebe flúor e outros minerais, além de passar por desinfecção e correção do pH. Após essa etapa, a água está própria para consumo humano. Depois destas etapas, a água potável é levada para o reservatório dentro da usina. De cada 2,3 mil litros que chegam do mar, apenas mil litros chegam como água potável até o fim do processo. Esta água, por sua vez, será encaminhada ao sistemas de abastecimento da Cagece. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: tecnologia

Quem é Adilson Barroso, suplente que deve assumir mandato de Zambelli na Câmara

Publicado em: 14/12/2025 15:24

Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada federal O suplente Adilson Barroso (PL-SP) deve assumir o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara dos Deputados após a parlamentar entregar sua carta de renúncia neste domingo (14). Zambelli está presa na Itália. A informação da renúncia foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa. "A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje", afirma o texto. Com a renúncia de Zambelli ao cargo, quem assume agora será o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso. Ele é primeiro suplente do partido e já assumiu o mandato em outras ocasiões. Barroso recebeu mais de 62 mil votos em 2022. Quem é Adilson Barroso? Natural de Minas Gerais, Adilson Barroso é filiado ao Partido Liberal (PL) de São Paulo. Barroso é suplente da bancada do PL e já exerceu mandato parlamentar em ocasiões anteriores durante a atual legislatura. Barroso é o primeiro suplente do estado pelo PL por ter conseguido mais de 62 mil votos no pleito. Nas redes sociais, Adilson se apresenta como “bolsonarista de Direita, conservador, Patriota, amigo do Pres. Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, Nikolas Ferreira”. O parlamentar exerceu o mandato na vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) entre 2023 e 2025. Derrite havia se licenciado para assumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas retomou o cargo no fim de novembro. Com o retorno, Barroso voltou à condição de suplente. Adilson Barroso, deputado suplente deve assumir mandato de Zambelli Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Barroso foi vereador pelo PTB em Barrinha, no interior de São Paulo, em 1988 e reeleito em 1992, pelo antigo PFL. Também foi vice-prefeito da cidade de 1997 a 2002. Ele foi eleito deputado estadual pelo Prona em 2002. Ocupou a cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) até 2010, mas perdeu a eleição naquele ano. Em 2016, voltou à Câmara Municipal de Barrinha. Barroso foi um dos fundadores do PEN (Partido Ecológico Nacional) em 2012. A legenda mudou o nome para Patriota em 2017. Bolsonaro chegou a cogitar se filiar ao partido em 2021, mas desistiu e foi para o PL. Adilson foi afastado do comando da sigla por ter negociado “individualmente” a filiação do presidente Jair Bolsonaro, que na época estava sem partido e precisava se filiar a algum para disputar as eleições de 2022. Barroso foi destituído da presidência do Patriota e se filiou ao PL em 2021. No ano seguinte, disputou a eleição para deputado federal e se tornou suplente. STF determinou perda do mandato Antes da deputada renunciar, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinava a perda de seu mandato, o que anulou a votação da Casa que manteve o mandato da parlamentar condenada e determinou a perda imediata do mandato. A cassação seria uma consequência da condenação da deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter comandado uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença, de 10 anos de prisão, se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho. Na decisão, o ministro também ordenou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dê posse ao suplente em até 48 horas. Os ministros da Primeira Turma do STF analisam a decisão em sessão virtual nesta sexta-feira (12). ➡️Moraes é o relator de um dos processos penais no qual Zambelli foi condenada e afirmou que a Câmara deveria somente declarar a perda de mandato, não decidir se acatava ou não a decisão do STF. Moraes decidiu sobre o tema porque é o relator da execução da pena da parlamentar. Segundo o ministro, a votação da Câmara que preservou o mandato da deputada "ocorreu em clara violação" à Constituição. 🔍 Na quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação do mandato de Zambelli. Foram 227 votos a favor da cassação e 170 votos contra. Eram necessários 257 votos para que o mandato fosse cassado. Com o resultado, o processo foi arquivado. STF analisa decisão de Moraes que determinou perda de mandato de Zambelli ⚖️ Carla Zambelli foi condenada em duas ações penais no STF. Em um dos casos, recebeu pena de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). ⚖️ No outro, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por perseguição armada a um apoiador do presidente Lula às vésperas das eleições de 2022. A deputada está presa na Itália, para onde fugiu em meados de junho. O governo brasileiro pediu a extradição dela, que ainda não foi analisada pela justiça italiana.

Palavras-chave: câmara municipal

Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal

Publicado em: 14/12/2025 15:13

Carla Zambelli durante depoimento à CCJ da Câmara do Deputados em 24/09/2025 Renato Araújo/Câmara dos Deputados A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) entregou à Câmara dos Deputados uma carta renunciando ao cargo neste domingo (14). A informação foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa. "A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje", afirma o texto. Com a renúncia de Zambelli ao cargo, quem assume agora será o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que foi uma estratégia conjunta da defesa para evitar a cassação da deputada. “A renúncia vai dar a ela mais possibilidades de defesa para ser solta e permanecer na Itália", afirmou Cavalcante à GloboNews. Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada federal Processo de cassação Na quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar a cassação do mandato parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP). Foram 227 votos a favor, 170 contrários e 10 abstenções – seriam necessários 257 votos para a cassação. Já na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que decretou a perda automática do mandato da deputada. O julgamento ocorreu em plenário virtual, onde os ministros registraram os votos no site do STF. Votaram os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Entretanto, como a decisão do STF não foi formalizada à Câmara dos Deputados, a casa não atendeu a determinação para que a perda do mandato de Zambelli, por isso ela pôde fazer o pedido de renúncia ao cargo. Condenação de Zambelli A cassação seria uma consequência da condenação da deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter comandado uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença, de 10 anos de prisão, se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho. A condenação de Zambelli pela Primeira Turma do STF se deu por unanimidade em maio. Os ministros acataram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ – incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o STF determinou a perda de mandato, o que deveria ocorrer de forma automática. No entanto, a Câmara contrariou essa decisão ao rejeitar o pedido de cassação da deputada. 🔎Além disso, no caso de condenações criminais, quando não são mais passíveis de recurso (como as de Zambelli), ocorre a suspensão dos direitos políticos. Assim, a pessoa fica sem a possibilidade de votar ou de se candidatar a cargo eletivo enquanto durar a pena. ➡️Em outra ação, a deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Relembre a situação jurídica da deputada aqui. Segundo a PGR, a intenção era "colocar em dúvida a legitimidade da Justiça" e fomentar manifestações contra as instituições republicanas. Em junho, a decisão foi mantida pela Primeira Turma – também por unanimidade – ao analisar os recursos apresentados pela parlamentar. A parlamentar fugiu para a Itália. Dias depois de ser considerada fugitiva e procurada pela Interpol, Zambelli foi presa nos arredores de Roma. O governo brasileiro pediu a extradição da deputada, que ainda não foi analisada pela justiça italiana.

Palavras-chave: hacker