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Ministro da Saúde participa do Dia 'D' de vacinação e anuncia nova UPA em Santarém

Publicado em: 29/11/2025 09:53

Ministro Alexandre Padilha com prefeito José Maria Tapajós, secretário Everaldo Martins Filho, e coordenadora do CTA Ana Lúcia Ferreira (à esq.) e vereadores Bárbara Matos e Biga Kalahari (à dir.) Manoel Batista Na região do Baixo Amazonas para cumprir agenda de trabalho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou no início da manhã deste sábado (29) da abertura do Dia D de Vacinação contra a Influenza na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santarenzinho, em Santarém. Na ocasião, o ministro anunciou a construção de uma nova UPA e de um Centro de Saúde Clínica. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Em relação à nova UPA, que deve ser construída nas proximidades do Residencial Salvação, zona leste da cidade, Padilha disse que o Ministério da Saúde está buscando um convênio com a Caixa Econômica para assegurar os recursos para a obra. Já sobre o Centro de Saúde Clínica, informou que a obra deve ser feita em área próxima ao Centro de Controle de Zoonoses. Acompanhado pelo prefeito José Maria Tapajós (MDB), secretário de Saúde Everaldo Martins Filho, da presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereadora Bárbara Matos (PP), vereador Biga Kalahari (PT) e da coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Ana Lúcia Ferreira, o ministro Alexandre Padilha também falou sobre os investimentos do Ministério da Saúde para fortalecer a estratégia de imunização. A pasta destinou R$ 54,5 milhões e encaminhou 3,2 milhões de doses da vacina aos estados do Norte. Em um momento descontraído, Padilha conversou com Rosinaldo Araújo, conhecido popularmente como "Surdão", que estava na UBS Santarenzinho para receber a vacina contra a Influenza. Ministro Alexandre Padilha em momento descontraído com Rosinaldo Araújo, o Surdão Amarildo Gonçalves/TV Tapajós Convênio De Santarém, Padilha seguiu para o território indígena da etnia Zo'é, no município de Óbidos, para acompanhar ação de saúde especializada. Na ocasião, o ministro assinará um Termo de Cooperação com a Fundação Dieter Morszeck para o atendimento aos indígenas residentes na área de atuação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins. O documento prevê a disponibilização de aeronaves especializadas e de equipes médicas e técnicas qualificadas para o transporte de pacientes em situações de urgência e emergência, além de apoio logístico para o envio de insumos, medicamentos, vacinas e profissionais de saúde, bem como suporte às ações nos territórios da região. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: câmara municipal

Radares de Goiânia param de funcionar por falta de pagamento, diz consórcio

Publicado em: 29/11/2025 08:40

Radar de fiscalização no trânsito de Goiânia Wildes Barbosa/O Popular Os serviços de fiscalização do trânsito de Goiânia, que incluem o fornecimento de radares de velocidade e câmeras de videomonitoramento, prestados pelo Consórcio Anhanguera Segurança, foram suspensos a partir de sexta-feira (28) por falta de pagamento por parte da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET). Em nota, o consórcio afirmou que os débitos correspondem aos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2025 e totalizam mais de R$ 7,8 milhões. A medida foi considerada inevitável diante da inviabilidade econômica gerada com a dívida. "A retomada das atividades fica condicionada à quitação integral de todas as medições em atraso", afirmou a Anhanguera Segurança (leia na íntegra ao final do texto). Ao g1, a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) informou que os pagamento pendentes serão realizados na próxima semana e que “não há qualquer impacto na continuidade da fiscalização eletrônica” (confira na íntegra ao final do texto). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O Centro de Controle Operacional (CCO) de Goiânia foi inaugurado pelo prefeito Sandro Mabel (UB) em março deste ano. A tecnologia permite a integração de câmeras e radares ao banco de dados das forças de segurança. Carros em trânsito em Goiânia Diomício Gomes/O Popular LEIA TAMBÉM: Giro de 360º e detalhes a longa distância: conheça câmeras instaladas em Goiânia que podem multar motoristas que mexem no celular Prefeitura vai proibir estacionamento em avenidas, criar vagas rotativas e implantar semáforos inteligentes; veja locais das mudanças Livre à direita: Prefeitura de Goiânia implementa cinco pontos que permitem furar sinal vermelho Além do Anhanguera Segurança, o Consórcio Fiscaliza Gyn também presta serviços ao CCO e está sem receber R$ 3,5 milhões, acumulados entre junho e outubro de 2025, conforme noticiado pela Coluna Giro do Jornal O Popular. Em nota, a Fiscaliza Gyn afirmou que na quarta-feira (26), obteve junto à Prefeitura de Goiânia, a liberação para a emissão das notas fiscais que estavam pendentes, por isso, "não há, neste momento, intenção ou medida por parte do Consórcio de suspender a prestação dos serviços" (leia na íntegra abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Notificação extrajudicial A Anhanguera Segurança havia encaminhado um óficio na segunda-feira (24), em que a empresa notificou extrajudicialmente a SET sobre a falta de pagamento de mais de R$ 7,8 milhões referente a dois contratos de prestação de serviços. "Ressaltamos que, o atraso no pagamento ultrapassou o limite de 2 (dois) meses, situação que, nos termos do Art. 137, § 2º, IV, da Lei nº 14.133 de 2021, confere à contratada o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que a situação seja normalizada", destacou o texto do óficio enviado à SET. Nota do Consórcio Anhanguera Segurança Consórcio Anhanguera Segurança confirma a procedência das informações e a suspensão dos serviços a partir das 18h desta data, medida inevitável diante da inviabilidade econômica gerada pela inadimplência acumulada e amparada pelo Art. 137 da Lei n° 14.133/2021. Lamentamos profundamente o desfecho, ocorrido após exaustivas tentativas de composição para manter a segurança viária, e asseguramos que a retomada das atividades será imediata tão logo ocorra a quitação integral dos débitos. Atenciosamente, Consórcio Anhanguera Segurança Nota da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) informa que mantém diálogo permanente com os consórcios responsáveis pela fiscalização eletrônica na capital e que o pagamento dos serviços referente aos meses pendentes já foi alinhado para a próxima semana, dentro dos prazos e das etapas administrativas necessárias. A SET reforça que não há qualquer impacto na continuidade da fiscalização eletrônica. Nota do Consórcio Fiscaliza Gyn O Consórcio Fiscaliza Gyn, no dia 26, obteve junto à Prefeitura de Goiânia a liberação para emissão das notas fiscais que estavam pendentes. Diante da eminência de regularização dos pagamentos, esclarece que não há, neste momento, intenção ou medida por parte do Consórcio de suspender a prestação dos serviços. VEJA TAMBÉM: Consórcio ameaça desligar radares em Goiânia Consórcio ameaça desligar radares em Goiânia 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Entenda os planos da Petrobras para investimentos, produção e dividendos até 2030

Publicado em: 29/11/2025 05:00

A Petrobras divulgou na última quinta-feira (27) o seu novo plano estratégico para os próximos cinco anos. O documento prevê redução nos investimentos em relação ao plano anterior, aumento na produção e menor distribuição de dividendos aos acionistas — medidas para enfrentar a expectativa de queda no preço do petróleo Brent, usado como parâmetro global para precificação da commodity. ➡️ A queda nos preços do petróleo pode impactar diretamente o resultado da companhia, já que parte do lucro vem da venda do produto. Com preços mais baixos, cada barril rende menos receita, reduzindo o lucro. “Os desafios aumentam. Estamos em um mundo instável, e o preço do petróleo flutua. Houve uma redução no preço por barril do petróleo cru desde o ano passado. Hoje temos 75% do valor do Brent, que é o que nos remunera, em relação a 2024”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (28). “Por isso, planejamos diversas medidas para racionalizar e simplificar projetos. Estamos voltando para a prancheta com alguns projetos que já estavam mais avançados justamente para trabalhar nas suas simplificações, otimizando gastos”, acrescentou a executiva. Entenda nesta reportagem quais os rumos da Petrobras até o final desta década. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Investimentos e aumento de produção O plano prevê investimentos de US$ 109 bilhões (R$ 581,4 bilhões) em investimentos classificados como Capex — ou seja, usados para expandir e manter as operações da companhia. No plano anterior (2025-2029), o valor era de US$ 111 bilhões (R$ 592,1 bilhões). Do total, US$ 91 bilhões (R$ 485,4 bilhões) serão aplicados em projetos já em execução, e US$ 18 bilhões (R$ 96 bilhões) na Carteira em Avaliação — que reúne iniciativas em estudo e sujeitas a análises adicionais antes de avançar. A Petrobras projeta que a produção de petróleo alcance 2,7 milhões de barris por dia (bpd) em 2028 — 200 mil bpd acima da estimativa para 2026 (2,5 milhões) e 100 mil acima da previsão para 2027 (2,6 milhões). A estimativa é que a produção se mantenha nesse patamar até 2034. Analistas apontam que o plano busca enfrentar a queda prevista nos preços do Brent com maior flexibilidade nos investimentos, aumento da produção e redução de despesas. Isso porque o plano estabelece um novo mecanismo que separa projetos com orçamento aprovado daqueles que ainda precisam passar por análise de financiabilidade — estudo que avalia se são seguros e viáveis para receber investimento — antes da confirmação. “Separamos os projetos maduros dos que ainda serão avaliados. Eles vão concorrer entre si, e escolheremos os que trazem maior retorno para a companhia”, explicou Chambriard. A expectativa é que a empresa reveja esses projetos a cada três meses, avaliando disponibilidade de caixa, necessidade de retorno para a companhia e a financiabilidade desses projetos. “É o que vamos fazer para garantir a financiabilidade e a adequação desses projetos a uma futura realidade de mercado”, completou a presidente da estatal. Segundo as projeções da Petrobras, o preço do Brent deve ficar em US$ 63 por barril em 2026 e subir para algo em torno de US$ 70 nos anos seguintes até 2030. Dividendos Para dividendos, a estimativa é de pagamentos entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (R$ 240 bilhões a R$ 266,7 bilhões) nos próximos anos. A projeção considera a carteira total da Petrobras e seu fluxo de caixa livre — dinheiro que sobra após o pagamento de despesas e investimentos. O valor é menor que o previsto no plano anterior (2025-2029), que projetava entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões (R$ 240 bilhões a R$ 293,4 bilhões). Além disso, a empresa também não prevê mais dividendos extraordinários — que, no plano anterior, estavam estimados entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões (entre R$ 26,7 bilhões e R$ 53,3 bilhões). Esse cenário, segundo o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, também reflete o cenário de preços mais baixos do Brent. Melgarejo explica que, para garantir caixa suficiente para pagamentos extraordinários, seria necessário um preço maior do petróleo no mercado internacional e produção acima do previsto. “A expectativa de produção é a que temos aqui [no plano]. A dúvida, é o Brent. Como todo mundo tem um consenso de que o Brent não está em uma visão altista no curto prazo [ou seja, não deve ficar mais caro em um futuro próximo], muito provavelmente não teremos dividendos extraordinários nos próximos períodos”, afirmou o diretor. “Não temos problema em distribuir caixa excedente, desde que isso não comprometa a financiabilidade dos projetos”, completou. Exploração e produção O plano destina US$ 69,2 bilhões à Carteira de Implantação para exploração e produção. Do total: 62% para projetos no Pré-sal; 24% em campos do Pós-sal; 10% alocados em exploração e; 4% relacionados a terra, águas rasas, ativos no exterior e tecnologias ou projetos de descarbonização. Segundo o plano, a projeção de aumento na produção de óleo e gás no curto e médio prazo se darão por meio de uma melhor gestão dos reservatórios, novos poços complementares e entrada de novos sistemas de produção, além de uma maior disponibilidade de gás natural à frente. De acordo com Chambriard, a manutenção da produção entre 2027 e 2030 deverá ser mantida por “desenvolvimento complementar”. “Isso significa novos poços perfurados nas mesmas plataformas, substituindo os poços que perderam suas produtividades. É trocar os poços menos produtivos pelos mais produtivos”, explicou a executiva. O plano também prevê investimentos na Margem Equatorial, onde a Petrobras deve perfurar mais um poço. “Estamos perfurando o Morpho [poço localizado na Foz do Amazonas]. Na descida da sonda, vamos para o Rio Grande do Norte perfurar o terceiro poço”, explicou a diretora-executiva de exploração e produção, Sylvia Maria Couto dos Anjos. Segundo ela, o objetivo é somar esse poço aos dois já descobertos na região, garantindo volume suficiente para justificar uma unidade de produção. “Furamos dois poços, todos com óleo. Mas ainda precisamos otimizar [os volumes para justificar os custos]. Esse terceiro poço tpode complementar os outros dois ou, sozinho, justificar a produção”, completou dos Anjos. Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1

Palavras-chave: tecnologia

Enem 2025 no Pará: estudantes comentam expectativas para prova após adiamento pela COP 30

Publicado em: 29/11/2025 05:00

Estudantes da região metropolitana de Belém que farão o ENEM, se preparam para o 1° dia Estudantes de Belém, Ananindeua e Marituba compartilham as expectativas para o primeiro dia de prova do Enem, que será realizado neste domingo (30) nos três municípios do Pará. Segundo o Inep, 95.784 estudantes estão inscritos e tiveram a data da prova alterada por causa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 30). A candidata Ana Lívia Mayron, de 18 anos, diz que a mudança foi positiva. Tentando pela segunda vez uma vaga em psicologia na Universidade Federal do Pará (UFPA), ela espera melhorar o desempenho em relação ao ano passado. “Tive mais tempo para estudar e rever os assuntos, não me impactou de forma negativa”, afirma. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Ana Lívia diz que concilia a preparação para o Enem com a rotina de trabalho em uma funerária, onde atua das 8h às 18h. Morando sozinha, ela também precisa administrar as tarefas domésticas. Ao chegar em casa no início da noite, prepara a própria refeição, organiza o que é necessário para o dia seguinte e só então dedica as horas restantes aos estudos, que realiza exclusivamente nesse período. No entanto, ela segue confiante. "Eu quero trabalhar com o que eu gosto. Não vale a pena passar anos trabalhando com qualquer coisa", diz. Estudantes se preparam para o Enem 2025. Divulgação A rotina de preparação também é intensa para Júlia Monteiro Meireles, de 19 anos, que busca uma vaga em biomedicina na UFPA. Ela estruturou o estudo com base principalmente na resolução de provas anteriores do Enem e na revisão de conteúdos em que tinha maior dificuldade. A jovem espera um exame semelhante ao da primeira aplicação, com textos longos e questões interpretativas. Apesar disso, evita criar expectativas muito otimistas. “Sou meio cética quanto à possibilidade de a prova vir mais fácil, especialmente considerando as circunstâncias desta aplicação”, afirma. Leia também: 'Vou concretizar meu sonho', diz idosa que vai fazer Enem na Grande Belém Endy Reis, de 17 anos, aluna da escola estadual Albanizia de Oliveira Lima, também organizou uma rotina de estudos. Ela se matriculou em um cursinho para complementar o conteúdo visto na escola e adotou uma rotina baseada na resolução de questões e na prática frequente de redação. A estudante pretende ingressar no curso de design gráfico na Universidade do Estado do Pará (Uepa) e vê o Enem como uma oportunidade para medir seu desempenho. “O adiamento deu mais tempo pra me preparar melhor”, diz. Tema da redação continua sendo motivo de preocupação A redação também é alvo de expectativa entre os candidatos. Para Ana Lívia, o tema não deve ter relação direta com meio ambiente. “Embora o assunto esteja em alta por causa da COP 30, o Enem geralmente não escolhe temas muito repercutidos”, avalia. Tema da redação gera apreensão entre os candidatos do Enem 2025. Letícia Santiago Já Endy acredita que a proposta pode seguir o eixo da primeira aplicação, voltado para minorias invisibilizadas: "Acho que pode ir para esse lado”, diz. Júlia, por sua vez, acha a possibilidade de um tema ambiental possível, mas ainda difícil. Ela observa que as escolhas do Enem costumam surpreender e prefere não criar expectativas específicas. "Nunca é fácil, mas eu me sinto preparada. Estou estudando desde o início justamente pra isso", afirma. Enem 2025 na Grande Belém O Enem será em 30 de novembro e 7 de dezembro na região metropolitana da capital do Pará (Belém, Ananindeua, Marituba) por causa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30). Apesar de a prova ser realizada duas semanas após o restante do Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) diz que vai "manter o padrão de dificuldade". Segundo o Inep, as provas na região metropolina de Belém seguirá a mesma ordem já aplicada: Em 30 de novembro serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, além de redação. O segundo dia de provas, em 7 de dezembro, será para questões de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Professor de Sociologia destaca temas atuais que podem cair no Enem 2025 Os participantes de outras 141 cidades paraenses já realizaram a prova, junto com os demais estados brasileiros, no dia 9 e 16 de novembro. As provas foram realizadas em 86 municípios do Pará a quase 200 mil inscritos. Horários de aplicação Portões abrem às: 12h Portões fecham às: 13h Prova começa às: 13h30 Aplicação da prova no 1º dia acaba às: 19h Aplicação da prova no 2º dia acaba às: 18h30 O candidato só deixa o local de aplicação com o Caderno de Questões nos últimos 30 minutos que antecedem o término da prova. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.

Palavras-chave: tecnologia

Top de linha compacto: Samsung Galaxy S25 em ótima oferta no Mercado Livre

Publicado em: 29/11/2025 04:18 Fonte: Tudocelular

O Galaxy S25 é um dos melhores celulares para comprar em 2025, trazendo hardware potente com chip Qualcomm Snapdragon 8 Elite for Galaxy, 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno, tela AMOLED de 120 Hz com alto brilho, câmeras poderosas e bateria de boa duração. Disponível recentemente em seu menor preço histórico na Amazon, o celular top de linha da Samsung agora pode ser comprado em ótima oferta também no Mercado Livre, nas opções de cores Azul Marinho, Azul Claro e Prata. Ao usar o cupom de R$ 300 OFF para a linha Galaxy S25 e optar pelo pagamento via PIX, o preço cai para apenas R$ 3.512,91, um dos menores já cobrados pelo celular desde o seu lançamento. Compre antes que o cupom esgote! "Samsung Galaxy S25 5G, 256GB, 12GB, Câmera Tripla - Azul marinho" Mercadolivre R$3512 Ver Oferta "Samsung Galaxy S25 5G, 256GB, 12GB, Câmera Tripla - Prata" Mercadolivre R$3512 Ver Oferta "Samsung Galaxy S25 5G, 256GB, 12GB, Câmera Tripla - Azul claro" Mercadolivre R$3512 Ver Oferta Sobre o Galaxy S25O Galaxy S25 chegou ao Brasil para reafirmar o domínio da Samsung no segmento premium, unindo potência, design refinado e o que há de mais moderno em tecnologia móvel. O aparelho tem tela AMOLED Dinâmico 2X de 6,2 polegadas com resolução Full HD+, taxa de atualização de 120 Hz e brilho máximo impressionante de 2600 nits, além de ser protegida pelo Gorilla Glass Victus 2.O Samsung Galaxy S25 está disponível na Amazon por R$ 3.797. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 25 ofertas clique aqui. (atualizado em 29 de November de 2025, às 07:40)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

TCL 60 NxtPaper alia conforto visual e bom preço em oferta

Publicado em: 29/11/2025 04:05 Fonte: Tudocelular

A TCL anunciou a sua linha 60 no começo do ano na MWC 2025. Entre os vários modelos, temos o TCL 60 NxtPaper que se destaca por sua tela com maior conforto visual para quem passa muitas horas na frente do celular. Na opção de cor em preto, o modelo está com bom desconto nesta oferta no Mercado Livre — realizando o pagamento no PIX, você pode levá-lo por R$ 1.320, ao ativar o cupom de R$ 100 na própria página do produto. Ainda é possível parcelá-lo em até 24 vezes sem juros no cartão Mercado Pago, totalizando R$ 1.577. TCL 60 NXTPAPER Dual SIM 512 GB dark black 8 GB RAM Mercadolivre R$1420 Ver Oferta Sobre o dispositivoO TCL 60 NxtPaper tem como um dos seus destaques sua tela de 6,8″ com tecnologia NxtPpaper — um painel IPS LCD FHD+ com taxa de atualização de 90 Hz que busca imitar a aparência de papel. Essa tela reduz reflexos, filtra luz azul e torna a leitura ou navegação muito mais confortável aos olhos, especialmente em sessões longas de uso. O TCL 60 NxtPaper está disponível na Mercadolivre por R$ 1.420. O custo-benefício é médio e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 28 de November de 2025, às 08:26)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Intel W890: primeira placa-mãe para novos chips Xeon ganha fotos e tem recursos detalhados

Publicado em: 29/11/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

A ainda não revelada próxima geração de processadores Intel Xeon para workstations, de codinome "Granite Rapids-WS", acaba de ter a primeira placa-mãe revelada, munida do inédito chipset W890. Desenvolvida pela fabricante de servidores ADLINK, a novidade teve fotos divulgadas e a maioria dos recursos detalhados, incluindo formato, configurações de memória e a vasta lista de conexões.Ao que tudo indica, a ADLINK será uma das primeiras empresas a trazer suporte para os novos Xeon Workstation e, de forma silenciosa, listou em seu site oficial a ISB-W890, primeira placa-mãe confirmada no momento a ser preparada para a próxima família de CPUs de alto desempenho da Intel. Assim como a linha Granite Rapids para servidores, a variante WS deve utilizar o soquete LGA4710-2. A diferença estaria no uso do chipset Intel W890, com funcionalidades e conexões orientadas para estações de trabalho. Ao compararmos a listagem com os vazamentos, a novidade parece tirar proveito total do W890.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Reaproveitamento de minerais no Pará é chave para transição energética; conheça iniciativas

Publicado em: 28/11/2025 22:15

Mineração: imagem mostra minerais e alguns de seus itens finais A transição energética justa e sustentável depende da extração de minerais críticos e estratégicos, associada a cadeias produtivas de baixo carbono e, principalmente, ao reaproveitamento de recursos minerais. Esse foi um dos principais temas da COP 30 em relação à atividade minerária. 🌍 Segundo o governo federal, a COP 30 consolidou o Brasil, e o Pará, como protagonistas rumo a um futuro que concilia consumo e preservação ambiental. A mineração circular e o reaproveitamento de rejeitos mostram potencial para minimizar impactos ambientais e já são adotados no estado, apesar de desafios. Essa prática é fundamental para reduzir emissões e equilibrar a oferta global de insumos, aponta a Agência Internacional de Energia (AIE/IEA). 🔶“O reaproveitamento de minerais críticos será determinante para a redução das emissões e para o equilíbrio da oferta global desses insumos”. Esta é a terceira reportagem da série sobre minerais críticos, transição energética e o papel do Pará no contexto da COP 30. Nesta matéria, você vai entender o potencial do reaproveitamento da produção e o que vem sendo realizado para uma transição energética mais sustentável e justa. A primeira mostra o papel do Pará na busca por minerais essenciais na transição energética E a segunda mostra o potencial da produção paraense de cobre e níquel Mineração: imagem mostra minerais e alguns de seus itens finais Reprodução 📲 Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Reaproveitamento mineral 🚗 Com a crescente necessidade de minerais críticos para baterias e semicondutores, como cobre, níquel e lítio, a reutilização máxima desses recursos é essencial. Um desafio é expandir oportunidades sem pressionar comunidades e meio ambiente. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o foco está em aprimorar o reaproveitamento desses minerais. O níquel e o lítio avançam em reciclagem para baterias de íons-lítio e armazenamento de energia, áreas com investimentos crescentes no Brasil Já o cobre, um dos minerais mais extraídos no Pará, tem índices próximos de 100% de reaproveitamento industrial. 🚮 Uma das formas deste reaproveitamento ocorrer está na destinação correta dos resíduos na ponta do consumo: materiais eletrônicos ou mesmo fios que parecem não ter mais serventia podem ser deixados em ecopontos específicos de lixo eletrônico. Segundo o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), empresas associadas incorporam ações para reduzir a pegada de carbono e fortalecer a economia circular: Tecnologias de mineração 4.0 Sistemas de reaproveitamento de rejeitos Digitalização de processos Ampliação do uso de energia renováve O Projeto Gelado, no Complexo de Carajás, é um exemplo do uso de sistema de reaproveitamento de rejeitos. O local produz o chamado pellet feed, material com maior teor de ferro, menos impurezas e gerado do reaproveitamento dos rejeitos de minério de ferro acumulados desde 1986 na Barragem do Gelado, que fica em Parauapeba, sudeste do Pará. Projeto Gelado, no complexo Carajás, reaproveita rejeitos de minério de ferro A operação, com bombas e dragas 100% elétricas, é uma das ações da chamada mineração circular, como explica Gildiney Sales, Diretor do Corredor Norte da Vale. A mineração circular é um conceito alinhado à mineração do futuro, com a maximização do uso dos recursos minerais, buscando utilizar os resíduos que são gerados no processo produtivo, como estéril e rejeito, e gerando valor social Na mesma região, na cidade vizinha de Canaã dos Carajás, onde há uma mina mais recente, de 2016, o sistema de funcionamento é mais tecnológico e não necessita de uma barragem de rejeitos, como o Gelado, nem mesmo água, e também usa menos caminhões no transporte dentro da mina. 🟤 “Quando comparada a uma mina convencional, que utiliza água no processo de mineração, as tecnologias adotadas na operação permitem redução em 95% do consumo de água e 73% em relação a consumo de energia e a redução da emissão de gases do efeito estufa em cerca de 40%”, explica Gildiney Sale. As empresas também têm investido, junto de suas políticas de compensação ambiental, na proteção de áreas de florestas e reflorestamento. O professor Rômulo Simões Angélica, do Instituto de Geociências da UFPA, já visitou áreas exploradas e lavradas em Paragominas, no sudeste do estado, para retirada de bauxita há 10 anos, e que atualmente estão reflorestadas. “A questão de recuperação de áreas mineradas é fantástica. Você passa por uma área e não acredita que aquilo ali era buraco e tinha sido lavrado", diz. O ex-presidente do Ibama e atual diretor do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas), Eduardo Martins, aponta mais potenciais de reaproveitamentos ainda pouco explorados. "Rejeitos de mineração não são só rejeitos. Quando você vai minerar, você tem uma parte do material que a gente chama de estéril. E muito do estéril, muito dos rejeitos de várias das áreas, no contexto do Pará, por exemplo, são insumos para agricultura. São remineralizadores que poderiam estar sendo utilizados para fazer a restauração dessas áreas, com um impacto extraordinário”, sugere o biólogo e mestre em ecologia. O reaproveitamento de minerais, seus rejeitos e ainda a reciclagem de seus bens, sejam fios ou baterias, por exemplo, ainda está em expansão, tanto que ainda não há dados consolidados do estado, segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Semas), sobre a quantidade de materiais reciclados por ano, por exemplo. ⛏️ Trabalhos e parceria têm sido desenvolvidas para potencializar e aumentar o potencial da mineração rumo à redução de carbono. O Simineral, por exemplo, pretende coordenar com o Governo do Pará, o Banco de Dados Setorial da Mineração, com informações sobre emissões, energia, recursos hídricos e investimentos sociais, instrumento de governança climática e base técnica para políticas públicas. A reciclagem de minerais também está inserida no Plano Nacional de Mineração 2030 (PNM-2030), que estabelece metas para avanço da economia circular e redução de novas extrações, e também é abordada na recém criada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). “Essas ações incentivam parcerias com centros de pesquisa, universidades e empresas locais para o desenvolvimento de tecnologias de recuperação de metais em resíduos industriais e eletrônicos, promovendo empregos verdes, eficiência energética e redução de emissões”, afirma o Ministério de Minas e Energia. LEIA TAMBÉM: COP30 aprova acordos com meta de triplicar financiamento e sem definição para o 'mapa do caminho' Entenda em 12 tópicos os avanços e as pendências da COP30 Lula diz que Brasil não será exportador de minerais críticos: 'Quem quiser vai ter que industrializar no nosso país' Ministério define regras para investimentos em minerais estratégicos e espera captar R$ 5,2 bilhões ao ano VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

Palavras-chave: tecnologia

Banco Central anuncia regras novas para impedir ação do crime organizado

Publicado em: 28/11/2025 21:16

Banco Central anuncia regras novas para impedir ação do crime organizado O Banco Central anunciou novas regras para impedir a ação do crime organizado no sistema financeiro. Instituições financeiras terão que encerrar as chamadas contas-bolsão. Esse tipo de conta é aberto em bancos tradicionais por empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, as fintechs. Para o banco aparecia apenas o nome da fintech como titular da conta, mas dezenas de pessoas faziam parte da teia de movimentação do dinheiro, o que dificultava a identificação da origem e o rastreio dos recursos. Essa prática era usada por bandidos no setor de combustíveis. A Operação Carbono Oculto investiga facções criminosas, como o PCC, que usavam essas contas para lavar dinheiro e esconder patrimônio. O mesmo procedimento ocorria no esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, alvo da Operação Poço de Lobato. A partir de segunda-feira (1º), as contas-bolsão serão encerradas pelo Banco Central. "Do nosso ponto de vista, conta bolsão é uma prática irregular. Ela nunca foi permitida. Qualquer prática com essa característica deve ser cancelada", diz Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central. O Banco Central também proibiu que instituições que não são banco usem a denominação no nome. Na apresentação ao público, elas deverão utilizar termos que deixem claro aos clientes o tipo de instituição e o serviço que oferecem. Outra medida anunciada nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central reforça a responsabilidade de quem atua na terceirização de serviços bancários, um modelo de negócios permite a qualquer empresa oferecer produtos e serviços que antes eram exclusivos das instituições bancárias. Uma loja de eletrodomésticos, por exemplo, pode usar a estrutura de um banco ou de uma fintech para oferecer a seu cliente uma conta digital ou um cartão de crédito. E é dessa empresa contratada pela loja a responsabilidade pelo controle e uso dos serviços financeiros. A regulamentação desta sexta-feira (28) deixa mais claro os compromissos dessa terceirização. A norma vale para contas depósito, pagamentos com Pix e boletos e operações de crédito. As novas regras já estão em vigor, mas os contratos ativos terão até o fim de 2026 para se adequar. "Para o cliente, é importante que ele saiba quem é que é a instituição autorizada com quem está se relacionando. Tanto para compreender com quem está fazendo negócio quanto onde deve procurar caso tenha algum problema. Dessa forma, quem responde pelo seu cliente, lavagem de dinheiro, comunicações ao BC, todo processo é de responsabilidade da instituição financeira autorizada pelo BC", explica Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central. Em nota, a Associação Brasileira de Banking as a Service disse que o novo Marco Regulatório do Banco Central é um movimento natural e bem-vindo, que eleva o padrão de qualidade e protege todo o sistema. Banco Central anuncia regras novas para impedir ação do crime organizado Reprodução/TV Globo

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Iniciativas sustentáveis que buscam reaproveitar minérios impulsionam práticas de economia circular no Pará

Publicado em: 28/11/2025 21:08

Instalações da Alunorte, em Barcarena Divulgação/ Hydro A busca por soluções sustentáveis permeia vários setores industriais no Brasil e no mundo. As iniciativas são para mitigar impactos ambientais, diminuir emissões de gases de efeito estufa e ainda assim manter ou até ampliar a capacidade de produção. No setor da mineração do Pará, a discussão se estabelece no paradoxo entre a crescente demanda global por minerais, essenciais para o desenvolvimento sócio-econômico das cidades, e o alto impacto ambiental, típico da atividade. ✅ Siga o canal do g1 Pará e receba as notícias direto no WhatsApp As soluções podem vir da ciência e do desenvolvimento tecnológico. No estado, o trabalho é realizado pelo Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM). As pesquisas voltadas à mineração têm como foco as áreas de biotecnologia mineral, economia circular, transformação digital, saúde e segurança do trabalho. O objetivo é tornar a mineração mais sustentável, diminuir a pegada de carbono no processo produtivo e aumentar a competitividade da mineração. Entre os projetos estão o tratamento de resíduos da indústria mineradora, o uso de microrganismos em substituição a processos químicos, tratamento e reabilitação de áreas de mineração e o uso de subprodutos da mineração em outros setores industriais. Pesquisa avalia uso de resíduo de bauxita na melhora da qualidade dos solos Uma das iniciativas transforma o pó de basalto, resíduo do processamento da rocha utilizada como matéria-prima para produção de materiais da construção civil, em um fertilizante com capacidade de sequestrar carbono da atmosfera. Outro projeto mistura resíduo de bauxita e biomassa de dendê para produzir condicionador de solo e fertilizante (veja no vídeo acima). O instituto também desenvolve estudos para a criação de uma bactéria redutora de ferro que tem a capacidade de auxiliar na reabilitação ambiental das minas de Carajás, a maior mina de minério de ferro do mundo, localizada no município de Parauapebas, sudeste paraense. A pesquisa permite que espécies que só existem nessa região do país e correm risco de extinção possam voltar às áreas reabilitadas e, assim, fortalecer a biodiversidade local. “A gente diminui a pressão sobre a necessidade de aumento das minas, então já seria uma vantagem inicial. Em segundo lugar, há a valorização desses resíduos em outras cadeias industriais, também diminui a pressão e isso também é economia circular. Isso permite depois a recuperação, o reflorestamento, fixando carbono também em biomassa, fixando carbono no solo”, explica o diretor do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais, Adriano Luchetta. Adriano Luchetta, diretor do Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais Reprodução/TV Liberal Nesse contexto, o conceito de economia circular, que é uma forma de organizar a produção e consumo evitando desperdício e aproveitando ao máximo recursos, é adaptado, já que a mineração reutiliza subprodutos do setor e rejeitos da mineração. Ainda assim é possível manter o valor daquele bem por mais tempo e o material, que já teve uma pegada de carbono maior durante o momento de extração, passa a ser uma matéria-prima com uma pegada de carbono mais baixa do que o mineral primário. "O foco é melhorar a vida útil da bacia" Em meio a essa realidade, a mineradora Artemyn, que atua com a extração e beneficiamento do caulim nos municípios paraenses de Barcarena e Ipixuna, desenvolveu o projeto premiado Working Horse 2 (WH2), que reaproveita o material depositado em bacias de rejeitos para produzir novos produtos, como papel e cerâmica. Roberto Antonio Macedo Silva, coordenador de produção da Artemyn. Artemyn O grande desafio e elemento central de engenharia do projeto era chegar na "blendagem ideal", que tornou viável o reaproveitamento do rejeito do WH2, permitindo que o material depositado substituísse o insumo de maior qualidade que era historicamente utilizado. A blendagem é a fórmula de mistura que permite o reaproveitamento do material da bacia para substituir o material mais nobre. Essa nova metodologia de reaproveitamento gera menos impacto ambiental, pois a utilização desses rejeitos aumenta a vida útil das bacias e evita a necessidade da criação de outras, é o que explica Roberto Antônio Macedo Silva, coordenador de produção da Artemyn. “O foco principal não era nem financeiro, era mais questão de melhorar a vida útil da bacia. Tem um potencial maior de vida útil”, diz Roberto. Segundo Roberto, o objetivo é transformar o que é considerado um passivo ambiental em matéria-prima com valor comercial, reduzindo ainda a retirada do material virgem diretamente da mina, minimizando o uso de combustível, a operação de caminhões e máquinas e a geração de poluentes associados ao transporte e à extração. Roberto destaca que projetos como o WH2 estão alinhados com as tendências globais de sustentabilidade e que existe um esforço para encontrar soluções menos nocivas ao meio-ambiente. “No último ano, nós estamos tendo um uma sinergia muito grande com a Semas [Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade], de questões ambientais. Então, estamos tendo reuniões todos os meses, até quinzenal, para alinhar e deixar bem claro o que a empresa pretende, junto com as comunidades, principalmente, não só trabalhando para ganhar dinheiro, mas trabalhando com as comunidades”. "Questão de sobrevivência" Doutor em ciências ambientais e mestre em engenharia urbana, Paulo Pinho destaca a necessidade de pensar o processo da mineração de forma mais ampla. O trabalho deve considerar não só o beneficiamento de minério, mas toda a cadeia produtiva, incluindo a destinação e uso potencial de rejeitos. “Eu tenho que pensar como eu vou extrair, quanto rejeito eu vou produzir, quanto desse rejeito eu vou reaproveitar. Tudo isso diminui os impactos ambientais, tudo isso diminui a emissão de CO2”. O conceito aplicado resulta em uma economia circular, a partir do desenvolvimento tecnológico. Significa usar a ciência para criar novos produtos e subprodutos que têm como matéria-prima os rejeitos da indústria mineral. Para o especialista, é uma questão de sobrevivência que deve estar associada também ao consumo sustentável. “No caso do setor da mineração, é preciso produzir consumindo menos água, consumindo menos energia, gerando menos resíduos, aproveitando os resíduos. Isso é uma nova forma de desenvolvimento. Internamente uma mineradora, uma empresa pode e deve realizar isso”. Ferro metálico “verde” Na refinaria Alunorte, braço da Hydro, em Barcarena, no Pará, o conceito de economia circular será aplicado com a construção da planta de demonstração semi-industrial da New Wave, que visa transformar o resíduo de bauxita em ferro metálico. A expectativa é que o ferro metálico produzido tenha uma pegada ambiental que é menos da metade daquela gerada por qualquer processo que não utilizam iniciativas sustentáveis. Por essa razão, o produto é classificado como um "ferro metálico verde". O consultor sênior em tecnologia da Hydro, Raphael Costa, explica que a refinaria Alunorte gera mais de 4,5 milhões de toneladas por ano de resíduos, os quais possuem uma concentração significativa de óxido de ferro (mais de 30%). Refinaria Alunorte Alunorte A inovação reside no processo de extração, que é descrito como "completamente pioneiro" e "muito limpo na questão ambiental". A planta de demonstração, que processará 50.000 toneladas de resíduo por ano, utiliza um método de tratamento térmico avançado. "Ela [a planta] pega o resíduo, peletiza e coloca numa câmara, numa correia que passa por várias câmaras de micro-ondas", explica Raphael Costa. Este tratamento inicial com micro-ondas faz com que o óxido de ferro no resíduo se altere, tornando-se magnetizado e "fácil de separar". Após essa etapa, o material é levado a um forno de indução. O grande diferencial na sustentabilidade está na fonte de energia. Costa explica que tanto o micro-ondas quanto o forno de indução são movidos a eletricidade, não queimando "nenhum combustível fóssil". "Microondas é a fonte é elétrica. Energia limpa. Depois, passa por um forno de indução que também é elétrico", diz o consultor sênior em tecnologia da Hydro. “Circularidade” Embora exija uma pequena quantidade mínima e precisa de carbono que deve reagir com óxido de ferro para convertê-lo totalmente em ferro metálico, essa fonte no futuro pode ser biomassa, “que também é um impacto zero ambiental", segundo Costa. O grande benefício para a refinaria é buscar a circularidade, transformando o que é estocado hoje em uma matéria-prima com valor comercial. O objetivo é eliminar gradualmente a necessidade de estocagem permanente de resíduo, o que gera um "impacto brutal, positivo na sociedade". Para ele, o trabalho é um indicativo de que a sustentabilidade e a viabilidade econômica andam juntas. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

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Guarujá recebe embarcações de até R$ 27 milhões em fim de semana náutico de luxo

Publicado em: 28/11/2025 20:30

Feira náutica no Guarujá exibe barcos de luxo avaliados em até R$ 27 milhões Divulgação A Marina das Astúrias, em Guarujá (SP), recebe a 2ª edição do Black Weekend Náutico, com embarcações avaliadas entre R$ 40 mil e R$ 27 milhões. O evento acontece de sexta-feira (28) a domingo (30), das 11h às 20h, e retorna de 5 a 7 de dezembro. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis no Sympla. Além de reunir operadores de turismo, autoridades portuárias, investidores e entusiastas do mar, a feira tem como objetivo reforçar o turismo náutico na região. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Rotas Náuticas Turísticas: novos percursos que conectam pontos de interesse da costa, incentivando a exploração marítima e a prática de esportes aquáticos. Projetos de implantação e revitalização de Piers Públicos: expansão da infraestrutura de apoio às embarcações, garantindo melhor experiência aos visitantes. Centro de Visitação Subaquático: espaço inovador voltado à sustentabilidade e educação ambiental, que permitirá ao público conhecer a vida marinha local por meio de tecnologias imersivas. Valor de embarcações de luxo podem chegar a R$ 27 milhões. Divulgação A feira reúne ainda empresas especializadas em produtos e serviços premium dos segmentos náutico, automotivo, aeronáutico e lifestyle, com marcas como BMW Osten, Casarini, Vip Náutica, Mercedes Divena, DVB Blindados, Yachmax e Promarine. A estrutura inclui pouso gratuito para helicópteros, estacionamento sem custo, píer exclusivo para barcos e motos aquáticas, além de gasolina Podium para veículos esportivos. Veja também: A 1ª edição da feira náutica teve exposição de modelos de automóveis superesportivos, SUVs de luxo, helicópteros e aeronaves de elite. Confira: Guarujá realiza 1º Black Weekend Náutico com feira, carros de luxo e lifestyle VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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TRF-1 manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Master, e outros quatro executivos; eles terão que usar tornozeleira eletrônica

Publicado em: 28/11/2025 20:25

Daniel Vorcaro, dono do Master, é transferido para presídio em SP O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou nesta sexta-feira (28) a soltura do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro executivos do banco. Os cinco terão de usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas restritivas durante as investigações do suposto esquema revelado pela operação Compliance Zero, na última semana. Vorcaro está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, para onde foi transferido na última segunda (4). Antes, passou dias detido na superintendência da PF em São Paulo. Na decisão, a desembargadora Solange Salgado da Silva mandou soltar, também, outros quatro executivos do banco: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do Master; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master. O recurso de Vorcaro No pedido ao STJ, a defesa de Vorcaro alegou que a prisão não se justificava diante da ausência de fatos concretos e individualizados que apontem risco efetivo de que o investigado pode atrapalhar a investigação. A defesa afirmou ainda que não há risco de Vorcaro voltar a praticar os crimes apontados pela investigação, sendo que o Banco Central já determinou a liquidação do Master. "A frágil situação econômica do Banco Master já está acautelada pela liquidação extrajudicial decretada pelo Bacen. Não há mais qualquer ingerência do Paciente na referida instituição e por tanto nenhuma conduta possível de ser por ele praticada para reverter o quadro financeiro em questão", argumentou a defesa. Mais cedo nesta sexta, a defesa de Vorcaro havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que a Justiça Federal, que ordenou a prisão do banqueiro, não é o grau do Judiciário competente para cuidar do caso. Operação Compliance Zero A Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro há 10 dias, foi autorizada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília. Além do empresário, mais seis executivos ligados ao banco são acusados de fraude em papéis vendidos ao Banco de Brasília (BRB), que é público. Na segunda-feira (24), Vorcaro foi transferido de uma cela na Polícia Federal (PF), em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos. A instituição também é acusada de vender títulos de crédito falsos. O banco emitia CDBs com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. No entanto, esse retorno era irreal. Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões. No dia da operação, o BC emitiu um comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição. Conselho Monetário Nacional já havia tomado medidas para coibir modelo de negócios do Banco Master Jornal Nacional/ Reprodução

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Empresa de secretário exonerado por acumular cargos em SP e Pernambuco prestou serviço ao poder público

Publicado em: 28/11/2025 20:17

Secretário de Esportes em Elias Fausto é exonerado após acumular cargo público em PE Estevan Rodrigues da Silva, que foi exonerado do cargo de secretário de Esportes de Elias Fausto (SP) por acumular outro emprego público no interior de Pernambuco, a 2,7 mil quilômetros de distância, tem uma empresa que prestou serviços ao poder público. Para um especialista, esse tipo de contratação é irregular. A produção da EPTV, afiliada da TV Globo, apurou que Estevan tem uma empresa criada em 2012 como comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes, segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo. O nome da empresa era Comercial Adocicado, com capital social de R$ 100 mil. Em 2018, o nome da empresa foi alterado para EDRS Assessoria em Gestão Empresarial. O capital aumentou para R$ 150 mil e o objeto social foi alterado para "treinamento em informática, atividades de apoio à educação, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação, serviços de hospedagem na internet e atividades de apoio à gestão de saúde". 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram No dia em que Estevan foi nomeado em Quipapá, no interior de Pernambuco, como controlador geral, ele também prestou consultoria pela empresa dele para o Instituto de Previdência Social de Quipapá, a mesma cidade. O valor do serviço foi de R$ 40,8 mil. "Para funcionário público, a legislação traz algumas restrições. Por exemplo, ele não pode trazer conflito de interesse, ele não poderia ser o administrador dessa empresa [...] Ele pode se privilegiar de informações, de muita coisa que ele tem esse privilégio de saber no âmbito, por ser um funcionário público, e aí beneficiar essa empresa. Eventualmente, se ele incorrer na improbidade, é uma infração, ele vai ter que devolver esse valor, provavelmente, corrigido", avalia o advogado especialista em direito administrativo Jamil Itani. De 20 de fevereiro a 16 de maio deste ano, enquanto recebeu os dois salários das prefeituras de Elias Fausto e de Quipapá, a empresa de Estevan Rodrigues prestou serviços para a Câmara Municipal de Tacaimbó, também em Pernambuco, e para a Câmara Municipal de São Caetano, na região do ABC Paulista. O valor total foi de R$ 115.220,00. O que diz Estevan Em nota, Estevan Rodrigues da Silva informou que a empresa presta serviço há mais de cinco anos, na maioria dos locais, com excelência. E que tem associados competentes, que seguem prestando serviços de qualidade. E que toda narrativa criada será rechaçada e a lisura será comprovada. Estevan Rodrigues da Silva, secretário de Esportes de Elias Fausto que acumulou cargo público em Quipapá (PE) Reprodução Acúmulo de cargos é irregular, diz especialista Estevan ganhava cerca de R$ 16 mil somando os dois cargos públicos, segundo consulta aos sites do Portal da Transparência dos municípios. Em Elias Fausto, Estevan foi nomeado para cargo comissionado de secretário municipal de Esportes em 20 de janeiro deste ano, com salário de R$ 8.489,88. Em Quipapá (PE), ele ocupa desde 2 de janeiro o cargo comissionado de controlador geral do município, com 30 horas semanais e salário de R$ 7.500,00. No cargo pernambucano, as atribuições incluem assessoramento ao prefeito, auditorias, acompanhamento de metas e ações de combate à corrupção. Segundo a prefeitura, a função exige 30 horas semanais. Ele afirma que atuava em teletrabalho. O advogado Paulo Braga afirmou que, fora as exceções previstas na Constituição, não existe hipótese legal que permita acumular cargos comissionados ou concursados na administração pública. E que as exceções são para dois cargos na área da saúde ou dois cargos de magistério. “Fora isso, independentemente de o cargo ser comissionado ou decorrente de concurso, independentemente da atividade ser exercida presencialmente ou por home office, isso é irrelevante”, afirma Braga. O advogado afirmou, ainda, que o secretário poderá ser obrigado a devolver a remuneração recebida em um deles. Além disso, órgãos como o Ministério Público, Tribunal de Contas e procuradorias municipais podem abrir apurações para analisar a irregularidade. Segundo o advogado, é um ato ilícito civil administrativo, então, ele pode responder por improbidade administrativa. Paço Municipal de Elias Fausto (SP) Gustavo Biano/EPTV Prefeito diz que não sabia O prefeito pernambucano informou que não sabia do acúmulo dos cargos. “Estou sabendo agora. Essas coisas, a gente não sabe. Só sabe depois que vem a denúncia. Eu vou me informar com o pessoal do jurídico para ficar a par dessa situação”, afirma Genivaldo Bezerra (Republicanos). A Prefeitura de Elias Fausto informou que Estevan foi exonerado e que, durante o período de transição, as responsabilidades relativas às atividades da Secretaria de Esportes serão assumidas, interinamente, por um servidor, até a nova nomeação oficial. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que recebeu a denúncia e está examinando os fatos. Estevan diz que fazia teletrabalho O produtor da reportagem conseguiu falar com Estevan por telefone. Ele confirmou que ocupava simultaneamente os dois cargos e afirmou que estava em Quipapá no momento da ligação. “Realmente, existia acumulação, mas o horário não é incompatível. Quipapá é teletrabalho. Não há incompatibilidade de horário e eu entendo que é possível sim exercer”, argumentou. Ele afirmou que a exoneração de Elias Fausto ocorreu “preventivamente”, após a denúncia chegar à prefeitura. Praça em Elias Fausto (SP), cidade do interior de SP com mais de 17 mil moradores, segundo Censo IBGE Gustavo Biano/EPTV O que diz a defesa A defesa de Estevan Rodrigues da Silva também enviou nota à EPTV. Confira abaixo: “A incompatibilidade de horários, base da denúncia anônima, é inexistente. O exercício da função de Secretário Municipal de Esportes em Elias Fausto/SP é plenamente compatível com o exercício de consultoria em teletrabalho para a Prefeitura de Quipapá/PE, uma vez que esta última não exige o comparecimento presencial do servidor. Considerando a modalidade legal de teletrabalho, não há fundamento para a denúncia, pois não se configura a duplicidade ilegal de cargos públicos com incompatibilidade de horários ou regime de dedicação exclusiva que impeça a consultoria remota”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Repórter Regina Souza é homenageada com título de cidadã ludovicense na Câmara Municipal de São Luís

Publicado em: 28/11/2025 19:42

Regina Souza recebe título de cidadã ludovicense por sua contribuição ao jornalismo em SL A repórter da TV Mirante, Regina Souza, foi homenageada com o título de cidadã ludovicense em uma sessão solene na Câmara Municipal de São Luís. A cerimônia, realizada no Plenário da Câmara nesta sexta-feira (28), foi marcada por um reconhecimento à sua contribuição para a cidade, especialmente nas áreas de cultura, direitos sociais e informação. A homenagem foi indicada pelo coletivo Nós, que destaca profissionais que contribuem para o desenvolvimento da capital. Durante a cerimônia, foram ressaltadas a coragem e o profissionalismo de Regina, que, ao longo de sua trajetória no jornalismo, se tornou um exemplo de superação e dedicação. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Regina nasceu em Peri-Mirim, na Baixada Maranhense, e foi criada em Pinheiro. Aos 14 anos, se mudou para São Luís, onde concluiu seus estudos. Ela considera a cidade como parte fundamental de sua vida e carreira. "Cheguei aos 14 anos e fui me construindo aqui como cidadã, mulher, mãe e profissional. Fui abraçada e também abracei essa cidade", declarou. A repórter da TV Mirante, Regina Souza, foi homenageada com o título de cidadã ludovicense em uma sessão solene na Câmara Municipal de São Luís. Tharcila Castro/ Grupo Mirante A jornalista iniciou sua carreira no jornalismo em 1999, ainda estudante de Comunicação na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Desde então, ela integra o grupo Mirante e tem sido responsável por coberturas históricas, como a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado e o caso dos meninos Eculados. Ela também se destacou em outras coberturas, como o desabamento da ponte no estreito, em que a falta de previsão para a recuperação foi amplamente noticiada. Além disso, Regina é a primeira maranhense a atuar como repórter no Jornal Nacional e já foi premiada em diversos festivais, incluindo o Festival Guarnicê de Cinema. Sua carreira também é marcada por denúncias importantes sobre a realidade das comunidades maranhenses, abordando temas como a falta de acesso a direitos básicos em cidades como Bom Jardim. Para o colega de profissão Eduardo Santos, Regina Souza é amplamente reconhecida por seu compromisso com a ética e a qualidade no jornalismo. "Trabalhar com Regina é aprender todos os dias", afirmou. Ela é vista como uma referência no Maranhão, mostrando tanto os desafios quanto as belezas naturais do estado. Na mesma cerimônia, o professor e sociólogo Horácio Antunes de Santana também recebeu o título de cidadão ludovicense. Natural de São Luís de Montes Belos, Goiás, Santana tem se dedicado ao desenvolvimento de pesquisas e à atuação junto às comunidades maranhenses, especialmente as mais vulneráveis. Durante seu discurso, Santana enfatizou a importância de realizar todas as reportagens com responsabilidade, ética e empatia, refletindo sobre o impacto do jornalismo na vida das pessoas. "Cada matéria deve ser feita com o mesmo compromisso, levando informação de qualidade e servindo à sociedade", destacou.

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Votação sobre licenciamento para exploração de terras raras em MG é adiada pela 2ª vez consecutiva após recomendação do MPF

Publicado em: 28/11/2025 18:52

Amostra de argila retirada de área formada sobre cratera de vulcão extinto no Sul de Minas rica em elementos conhecidos por terras raras Viridis/Divulgação A Comissão de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais adiou a deliberação sobre o licenciamento ambiental para os projetos de exploração e beneficiamento de terras raras "Colossus", da empresa Viridis, em Poços de Caldas (MG), e "Caldeira", da mineradora Meteoric, em Caldas (MG). É a segunda vez consecutiva que a apreciação do processo é adiada (leia mais abaixo). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O adiamento da votação , que deveria ocorrer na reunião da comissão, nesta sexta-feira (28), foi provocado por uma recomendação do O Ministério Público Federal (MPF) que fez uma série de questionamentos. "Considerando a extensão do que foi solicitado a título de esclarecimento adicional do Ministério Federal bem como o exíguo prazo de análise dos pontos indicados na recomendação, o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente o presidente dessa Câmara optam por retirar os processos da pauta desta reunião", informou o presidente da CMI, Renato Teixeira Brandão. MPF recomenda suspensão de votação sobre licenciamento para exploração de terras raras MPF pede mais estudos Segundo o MPF, a recomendação para a retirada da votação dos licenciamentos da pauta da reunião desta sexta-feira baseia-se no princípio da precaução, que "exige a adoção de medidas para prevenir danos graves, visto que o conhecimento científico sobre os impactos da mineração de terras raras na atualidade ainda é limitado". O órgão alega que são necessários estudos e consultas complementares que tratem dos riscos ambientais e sociais pendentes. Veja abaixo as preocupações do MPF. Entenda o que são 'terras raras' e como será a extração de argila iônica, investimento de R$ 1,1 bi anunciado por Zema em MG Divulgação / Meteoric Resource Veja as preocupações do MPF sobre o projeto Caldeira: Proximidade com a Unidade de Descomissionamento de Caldas (UDC) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que armazena rejeitos e materiais radioativos. O MPF solicitou manifestação da INB e da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) sobre o risco à segurança nuclear que decorre da movimentação de argila e veículos pesados nas proximidades. A procuradoria demanda estudos complementares para analisar se o processo de lixiviação química, que usa grande volume de água, pode capturar metais pesados, como tório e urânio, o que poderia gerar rejeitos radioativos. Violação de um direito fundamental de populações locais: a falta de consulta livre, prévia e informada às Comunidades Indígenas e Quilombolas da região. Essa consulta é um requisito legal estabelecido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e sua ausência impede o prosseguimento da licença. Projeto inclui parte de uma Área de Proteção Ambiental (APA) Santuário Ecológico da Pedra Branca. Projeto Caldeira da Meteoric recebe autorização do Conselho Gestor da Área de Preservação Ambiental Santuário Ecológico da Pedra Branca (Congeapa) de Caldas Meteoric/Divulgação LEIA TAMBÉM: Copam adia licenciamento ambiental para a exploração de terras raras no Sul de MG após pedido de vista de conselheiros Resíduo radioativo trava desmonte de 1ª mina de urânio do Brasil, fechada há 30 anos Mineradora consegue licença para instalar laboratório inédito de testes para terras raras em MG Corrida por terras raras: descoberta de jazida em MG atrai mais de 100 pedidos de mineração Cratera de vulcão em MG pode suprir 20% da demanda global por terras raras, minerais estratégicos cobiçados pelos EUA Conselho muda decisão e autoriza mineração de terras raras no entorno de área de proteção ambiental em Caldas Projeto Colossus: Governo de MG assina protocolo de intenções com empresa australiana para minerar 'terras raras' em Poços de Caldas, MG Júlia Reis/g1 Outras preocupações sobre o projeto Colossus: Riscos ambientais e hídricos, uma vez que a área de mineração é de recarga do Aquífero Alcalino de Poços de Caldas, que abastece a região e já enfrenta risco de escassez hídrica, segundo o MPF. Ausência de estudo de impacto regional sobre o recurso hídrico, que seria utilizado no abastecimento do próprio projeto. Falta de estudos que demonstrem a ausência de risco de contaminação das águas subterrâneas pelo nitrato proveniente do processamento da argila. Ausência de estudos sobre os impactos a longo prazo pela penetração da água da chuva no solo que passou pelo processo de lixiviação, e se a devolução dessa argila compactada impedirá o processo de reflorestamento previsto. A atividade está a menos de 300 metros de um hospital e a, aproximadamente, 50 metros de bairros residenciais. Também está dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) do Aeroporto de Poços de Caldas, o que requer aprovação prévia do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), devido ao risco de colisão com aves e elevação de obstáculos. Para ambos os projetos, o MPF argumenta que o licenciamento ambiental fragmentado, focado em projetos individuais, é insuficiente para tratar dos impactos cumulativos e sinérgicos da região, que tem múltiplos projetos de mineração. Por isso, o MPF solicitou que a Feam exija uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) ou Avaliação Ambiental Integrada (AAI) para o Planalto de Poços de Caldas. A região é sensível e abrange ecossistemas e corpos hídricos interconectados a bacias hidrográficas interestaduais e integra o bioma Mata Atlântica. O MPF recomenda ainda que a Feam inclua como condicionante a instalação de uma planta piloto para os projeto Colossus e Caldeiras. Essa planta deve comprovar que 99% do sulfato de amônia será removido da argila, atestando quimicamente que o resíduo é compatível com um fertilizante agrícola comum e não um contaminante tóxico. Por fim, o MPF exige a suspensão dos Pareceres de Licença Prévia já emitidos e que a Feam realize consultas aos órgãos competentes e à população afetada antes de qualquer deliberação. O órgão também destacou que o Copam e sua Câmara de Atividades Minerárias (CMI) estão com mandatos vencidos e sem composição renovada desde maio de 2025, o que afeta o princípio da paridade entre Estado e sociedade civil. A Meteoric disse que acata a decisão do Copam, mas diz que cumpre, de forma integral e rigorosa, todas as determinações da legislação ambiental brasileira em níveis federal, estadual ou do Município de Caldas, que se aplicam ao licenciamento ambiental do Projeto Caldeira, e às determinações da própria Fundação, que emitiu Parecer Técnico favorável à emissão da Licença Prévia (LP). Em nota a empresa esclarece os pontos levantados pelo MPF (leia no final desta reportagem). A Viridis afirmou que o processo de licenciamento ambiental do projeto Colossus vem sendo conduzido em conformidade com a legislação vigente. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) apresentado pela empresa foi elaborado por equipes multidisciplinares altamente qualificadas, seguindo metodologias reconhecidas nacional e internacionalmente e diversos órgãos ambientais e autoridades públicas participaram ativamente das etapas já realizadas, incluindo audiências públicas, ocasião em que os principais temas levantados foram discutidos com a comunidade e integrados ao processo. A empresa reiterou sua confiança na qualidade técnica dos estudos e na correção do rito processual adotado, reconhecendo o papel legítimo dos órgãos de controle, mas reforçando que não identifica fundamentação técnica ou jurídica que justifique a retirada do projeto da pauta deliberativa do Copam (veja abaixo a nota na íntegra com esclarecimento da empresa sobre as questões levantadas pelo MPF). Votação já havia sido adiada Copam adia análise de terras raras após pedidos de vista Em outubro, o Copam adiou a avaliação dos licenciamentos ambientais para a exploração de terras raras pelos projetos Colossus e Caldeira após pedido de vista conjunta dos conselheiros representantes da Associação Ambiental Zeladoria do Planeta, do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG), do Sindextra - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Itaúna e Itatiaiuçu, e da Escola Superior Dom Helder Câmara. Gustavo Bleme, representante da Associação Ambiental Zeladoria do Planeta, justificou o pedido dizendo que era preciso mais tempo para analisar e ter mais clareza dos processos e também para atender aos pedidos da sociedade civil. Além dos projetos de terras raras, todos os projetos de licença ambiental foram adiados. Solo de região do Sul de Minas que fica sobre uma cratera de vulcão extinto é rico em terras raras Reprodução EPTV Antes da votação, o Copam sofreu pressão de organizações de proteção do meio ambiente e de políticos para adiar as avaliações de pareceres referentes aos licenciamentos ambientais dos projetos para exploração de terras raras. A Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG) aprovou duas moções de apelo solicitando à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e ao Copam para não votarem os projetos. Os parlamentares alegaram que os projetos fazem parte de uma atividade recente, complexa e com impactos ainda pouco conhecidos. Eles observaram ainda que as áreas previstas para exploração estão a poucos metros da zona urbana. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) também oficiou todos os conselheiros da Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Copam, solicitando a retirada de pauta dos processos de licenciamento ambiental referentes aos Projetos Caldeira e Colossus. A parlamentar afirmou que havia irregularidades graves nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de ambos os empreendimentos. Também questionou a legitimidade do Copam no momento, envolvido nas investigações da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro, que revelou um esquema de corrupção e favorecimento a mineradoras em processos de licenciamento ambiental. Planalto de Poços de Caldas é uma das maiores reservas de terras raras do mundo Vulcão inativo no Sul de MG abriga jazida de terras raras O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23% do total global, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Projetos de extração desses minérios já estão em andamento em Goiás e Minas Gerais, mas há jazidas também no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Roraima e Bahia. O depósito de terras raras formado sobre a cratera do vulcão extinto no Planalto de Poços de Caldas se destaca pela extensão e alta concentração destes minérios. A estimativa é que ele possa suprir cerca de 20% da demanda global. Ele também possui facilidades de extração não encontradas em outros locais do mundo, sendo considerado por algumas empresas de mineração "um unicórnio", termo utilizado para ilustrar a sua raridade e a sua singularidade. Empresas brasileiras e estrangeiras têm feito uma corrida pela exploração de terras raras. A Agência Nacional de Mineração (ANM) já concedeu, até o início de 2025, 1.882 autorizações para pesquisa desses minerais no Brasil. Em Minas Gerais, foram 361 pedidos, e cerca de um terço está concentrado na região de Poços de Caldas. O que dizem as mineradoras Veja a nota da Meteoric na íntegra: "A Meteoric, empresa responsável pelo Projeto Caldeira, tomou conhecimento da decisão da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) em adiar a votação para a exploração de terras raras no Sul de Minas, após recomendação do Ministério Público Federal. A empresa acata a decisão do órgão ambiental. No entanto, esclarece que cumpre, de forma integral e rigorosa, todas as determinações da legislação ambiental brasileira, sejam elas em nível Federal, Estadual ou do Município de Caldas, que se aplicam ao licenciamento ambiental do Projeto Caldeira, e às determinações da própria Fundação, que emitiu Parecer Técnico favorável à emissão da Licença Prévia (LP). Histórico do Processo O licenciamento prévio do Projeto Caldeira foi formalizado junto à FEAM em maio de 2024, após quase um ano de estudos técnicos e ambientais elaborados por consultorias independentes, seguindo o Termo de Referência definido pelo órgão ambiental e de acordo com a legislação vigente. A Meteoric assumiu o compromisso declarado no Estudo de Impacto Ambiental (EIA), em análise pelo órgão, que irá atender todas as legislações ambientais aplicadas às atividades que serão executadas para a implantação, operação, fechamento e pós-fechamento do Projeto Caldeira. O EIA descreve as características sociais, ambientais e culturais da área do projeto e os programas de gestão, de mitigação e de compensação dos impactos e de monitoramento socioambiental necessários para garantir o completo atendimento à legislação ambiental municipal, estadual e federal. Tais estudos demonstram que o Projeto Caldeira é plenamente viável do ponto de vista socioambiental. Os estudos hidrogeológicos do projeto confirmam a ausência de impactos nas águas termais de Pocinhos do Rio Verde, localizado em Caldas/MG, e de outras fontes de águas termais em Poços de Caldas. Ausência de Risco Radioativo e de Impacto sobre a INB O Projeto Caldeira foi dispensado de licenciamento radiológico pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), uma vez que os resultados de radioatividade medidos em mais de 22 mil amostras do empreendimento foram considerados abaixo dos limites de risco para o meio ambiente e para a saúde da população. A argila lavada, material que será utilizado para a recuperação das cavas de extração, e que é o resíduo do processo de separação das terras raras, foi analisada em laboratórios credenciados e não oferece risco nem de contaminação ambiental e nem de radiação. Os laudos das análises são documentos que estão anexados ao processo de licenciamento. Além disso, o Projeto Caldeira não está localizado em área pertencente às Indústrias Nucleares do Brasil (INB), assim como não haverá tráfego de veículos pela propriedade da INB. Anuências e apoio do Município de Caldas/MG O projeto obteve anuência do Conselho Gestor da APA da Pedra Branca (Congeapa), que autorizou a instalação e a operação do projeto na sua zona de amortecimento, fora dos limites da referida APA, além da certidão de conformidade com as leis de uso do solo municipal, emitida pelo Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Caldas (Codema). O Poder Público do Município de Caldas, acompanhando as decisões tomadas pelos conselhos municipais, tem mantido apoio incondicional ao Projeto Caldeira, tornando isso público em suas manifestações oficiais. De forma voluntária, a Meteoric firmou Termo de Compromisso com a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores de Caldas, assumindo 46 obrigações socioambientais, entre elas: apoio à elaboração do Plano Diretor do Município de Caldas e do Plano de Manejo da APA Pedra Branca, capacitação de mão de obra local, desenvolvimento de fornecedores locais, priorização de contratações regionais, incentivo a ações sociais e ambientais, participação no Projeto Minas com Vida através da recuperação de Áreas de Preservação Permanentes (APP) de propriedades particulares cadastradas na Prefeitura de Caldas/MG. Comunicação e Engajamento Desde o início das atividades de Pesquisa Mineral do Projeto Caldeira, a Meteoric tem estabelecido ações de comunicação e engajamento com a comunidade, em diferentes formatos, para alcançar toda a população de Caldas. Também tem desenvolvimento parcerias em projetos sociais e ambientais que antecedem o Licenciamento Ambiental." Veja a nota da Viridis na íntegra: A Viridis Mineração informa que o processo de licenciamento ambiental do Projeto Colossus (SLA nº 634/2024) vem sendo conduzido em conformidade com a legislação vigente. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) apresentado pela empresa foi elaborado por equipes multidisciplinares altamente qualificadas, seguindo metodologias reconhecidas nacional e internacionalmente. Diversos órgãos ambientais e autoridades públicas participaram ativamente das etapas já realizadas, incluindo audiências públicas amplamente divulgadas, ocasião em que os principais temas levantados foram discutidos com a comunidade e integrados ao processo. Dessa forma, a empresa reitera sua confiança na qualidade técnica dos estudos e na correção do rito processual adotado, reconhecendo o papel legítimo dos órgãos de controle, mas reforçando que não identifica fundamentação técnica ou jurídica que justifique a retirada do projeto da pauta deliberativa do COPAM. Sobre os pontos técnicos mencionados na Recomendação nº 87/2025 do MPF, a Viridis esclarece: - Ao contrário do informado, o Projeto Colossus não prevê a supressão de 98 nascentes. Durante o diagnóstico ambiental, foram identificadas e avaliadas 98 nascentes, muitas delas não mapeadas oficialmente pelo IBGE. Deste total, foram realizados testes de qualidade da água em 35 pontos e apenas 3 nascentes serão suprimidas, o que corresponde a cerca de 3% do total identificado. Embora a Licença Prévia seja fundamentada em estudos conceituais, a Viridis reforça que investiu significativamente em análises detalhadas dos recursos hídricos, incluindo modelagens hidrogeológicas numéricas e projetos de engenharia já em fase final de elaboração. Esses estudos demonstram ausência de impactos hídricos relevantes em escala local/regional. A estratégia de captação de água do empreendimento será realizada exclusivamente por meio de barramentos já existentes, sem a construção de novas estruturas. A empresa reafirma seu compromisso de obter todas as autorizações junto ao IGAM na etapa de Licença de Instalação, conforme determina a legislação. Haverá monitoramento contínuo da quantidade e da qualidade da água, com transparência total e publicação dos resultados, permitindo o acompanhamento pelos órgãos ambientais e pela sociedade. Mesmo com os estudos indicando a ausência de impactos significativos na disponibilidade hídrica, a Viridis reconhece o histórico de escassez de água no município. Por isso, está estruturando, em parceria com o DMAE, a implementação da linha de recalque e das estruturas de apoio da ETE 5, contribuindo para a segurança hídrica do abastecimento público nos próximos 20 anos. - A tecnologia utilizada no tratamento da argila lixiviada representa um avanço ambiental significativo, pois dispensa a construção de barragens de rejeitos. O minério é processado por lixiviação com solução salina de amônio em pH próximo ao neutro (≈5), seguida de etapas sucessivas de lavagem com água, permitindo que o material seja retornado de forma segura e gradual às cavas. Os ensaios já realizados demonstram que o resíduo é classificado como Não Perigoso – conforme a norma ABNT NBR 10.004:2004 – e será submetido à monitoramento ambiental contínuo. Além disso, mais de 75% da água utilizada no processo será reaproveitada por meio de um sistema moderno de tratamento por osmose reversa e ultrafiltração. - Quanto à proximidade do empreendimento com áreas urbanas e hospitalares, os estudos ambientais mostram que as distâncias reais são superiores às indicadas na recomendação. As avaliações incluem cenários conservadores e demonstram que os níveis de qualidade do ar permanecem dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para assegurar esse padrão ao longo de todo o projeto, serão adotadas medidas permanentes de controle, como: • limitação de velocidade e rotas definidas para o tráfego; • aspersão de água nas vias; • implantação de cortinas arbóreas; • monitoramento contínuo da qualidade do ar, com adoção imediata de ajustes, se necessário. - Sobre a consulta a órgãos especializados, a Viridis esclarece que, de acordo com a Lei nº 11.428/2006 e o Decreto nº 6.660/2008, a anuência prévia do IBAMA somente é exigida para intervenções em áreas com vegetação nativa superior a 50 hectares, em estágio médio ou avançado, no bioma Mata Atlântica. O Projeto Colossus prevê intervenção em 17 hectares, portanto, não se enquadra na obrigatoriedade. Da mesma forma, conforme regulamentação vigente, as atividades minerárias não estão classificadas como de potencial atratividade de fauna, não havendo exigência legal de manifestação prévia da ANAC. A Viridis reforça seu compromisso com a transparência, a governança ambiental e a adoção das melhores práticas internacionais, mantendo diálogo com a sociedade e com os órgãos reguladores. A empresa acredita na importância estratégica do Projeto Colossus para a transição energética global e na viabilidade sustentável de sua implementação." Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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