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Yamaha Ténéré 700 está de volta por R$ 72.990 e promete acirrar disputa entre as trail; veja o teste

Publicado em: 18/09/2025 03:00

Yamaha Ténéré 700 está de volta por R$ 72.990 e promete acirrar disputa entre as trail O principal lançamento da Yamaha neste ano, a Ténéré 700 (ou T7), chega às concessionárias em outubro por R$ 72.990. Diante de rivais mais acessíveis, a T7 precisa mostrar que seu prestígio não ficou no passado e que a versão 2025 é, de fato, uma moto competente. O g1 já testou a novo modelo que carrega a história de sucesso no Brasil nas décadas de 1980, 1990 e 2000, com versões de 250, 600, 660 e 1200 cilindradas. Após ser descontinuada em 2018, ela retorna em 2025 com a missão de reconquistar os antigos fãs da bigtrail japonesa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O modelo é conhecido por sua vocação off-road e, há 30 anos, era destaque em competições como o Rali Paris-Dakar. Ainda assim, sua trajetória no Brasil não será simples, especialmente por conta da estratégia de preços salgados da Yamaha. A BMW F 800 GS, por exemplo, traz motor maior, com 87 cv e 9,1 kgfm de torque, números bem acima dos 68,9 cv e 6,6 kgfm da Ténéré. E custa R$ 69.990, sem frete. Quem busca uma opção menos conhecida, mas mais em conta, pode considerar a Moto Morini X-Cape — a trail da marca italiana — disponível por R$ 52.990 na versão topo de linha. Há ainda a versão de entrada da X-Cape, de R$ 47.990, equipada com motor de 649 cm³ que entrega 60 cv e 5,6 kgfm de torque. É menos que a Yamaha, mas a diferença de R$ 25 mil é significativa. A seguir, confira os pontos fortes e fracos da moto e descubra se ela tem potencial para reviver seus dias de brilho. Yamaha Ténéré tem preço inicial de R$ 72.990, mais caro que a concorrente da BMW Stephan Solon Menos potência que a Ténéré europeia A Yamaha Ténéré 700 nacional tem motor de dois cilindros com capacidade volumétrica de 689 cm³, que entrega 4,1 cv e 0,4 kgfm a menos que a versão europeia. Apesar disso, os 68,9 cv são suficientes para arrancadas e ultrapassagens. O motor, porém, não responde bem em baixas rotações. Em saídas de pedágio, por exemplo, fica mais evidente essa demora para encher o propulsor de ar. Isso é uma característica sentida nas trail, pois o coletor de ar costuma ser mais longo nesse tipo de moto e o caminho que o oxigênio percorre até chegar à câmera de combustão também é maior, o que leva à demora para responder ao comando do punho direito. O desempenho começa a aparecer a partir de 6.500 rpm. É nessa faixa que as 700 cilindradas mostram vigor. O torque de 6,6 kgfm exige que o piloto mantenha firmeza nas pernas para não escorregar do banco. Ela chegou em três opções de cor Stephan Solon O conjunto motriz é completado por câmbio manual de seis marchas, com escalonamento eficiente. A 120 km/h, em sexta marcha, o motor gira a cerca de 5.000 rpm, o que garante conforto em viagens. A embreagem, no entanto, poderia ser do tipo deslizante — tecnologia que evita trancos em reduções. Em frenagens para lombadas ou obstáculos, é comum ouvir o pneu travando no asfalto. Pilotagem e dimensões A roda dianteira de 21 polegadas — maior que as de motos urbanas, geralmente de 18 polegadas — permite superar obstáculos com facilidade. O problema está nos pneus de uso misto, que geram ruído excessivo em rodovias por conta dos sulcos largos. Nas dimensões, a Ténéré intimida quem está subindo em uma bigtrail pela primeira vez. A altura do assento, de quase 90 cm, dificulta manobras para pilotos mais baixos. Na Europa, existe uma versão com banco 2 cm mais baixo, totalizando 85 cm de altura. No Brasil, a Yamaha oferecerá apenas uma versão, sem opção de ajuste. Galerias Relacionadas O banco também poderia ser mais confortável. Para o piloto, falta maciez. Para a garupa, a porção do assento é mais estreito e fino, tornando viagens longas bastante desconfortáveis. Por conta das dimensões exageradas, a moto não é ágil nas mudanças de direção e isso precisa ficar claro antes de o consumidor optar por subir de patamar. As maxtrail normalmente não são motos com a agilidade das street e naked. São pesadas e exigem certa previsibilidade para fazer desvios. Além disso, não são nada aptas para andar no trânsito das grandes cidades. Passar no corredor? Esqueça. A Ténéré, por exemplo, tem 20 cm a mais de largura do que uma Honda CG 160. Confira a ficha técnica: Tecnologia e conectividade Um dos destaques da Ténéré 700 é o painel TFT de 6,3 polegadas, posicionado na vertical. Com dois modos de visualização — Street e Adventure —, ele exibe todas as funções, incluindo a possibilidade de desligar o ABS e o controle de tração. O painel permite conexão com o celular via Bluetooth, possibilitando atender chamadas e ouvir música. O mostrador é bonito e completo. No punho esquerdo, há um botão para acessar as funções do celular e do computador de bordo. Uma entrada USB-C fica ao lado direito da tela. Durante o teste, o consumo médio foi de 19,2 km/l, número condizente com o segmento, especialmente considerando o uso em pistas não pavimentadas. A iluminação é totalmente em LED, com quatro projetores nos faróis. A silhueta da moto convida para aventuras fora de estrada. Farol é composto por quatro "canhões" de LED Stephan Solon Continua o legado da Ténéré? A Yamaha oferece quatro anos de garantia para o modelo. Para segurança, a Ténéré 700 oferece freios ABS com três modos: totalmente ativado, desativado apenas na roda traseira ou desligado nas duas rodas — ideal para pilotagem off-road. E, respondendo à pergunta: sim, a Ténéré 700 tem fôlego para continuar o legado da linha. É uma ótima escolha para quem gosta de viajar e enfrentar terrenos acidentados. Tem boa potência, é uma moto segura e prazerosa ao pilotar. E a evolução comparando ao modelo de 2018 é inegável. O motor passou a ter dois cilindros — antes era monocilíndrica —, o que diminuiu bastante a vibração em altas rotações. A Ténéré 700 conta com ABS de série, enquanto a geração anterior oferecia esse item opcionalmente. Duas ressalvas precisam ser feitas: faltou uma versão com assento mais baixo para democratizar o uso da moto e o preço salgado, que pode afastar parte do público que fez da Ténéré, não só um sucesso, mas uma moto desejada nas gerações anteriores. Banco da Ténéré 700 poderia ser mais confortável, especialmente para quem vai na garupa Stephan Solon

Palavras-chave: tecnologia

Ex-delegado executado liderava projetos para reduzir gastos públicos em Praia Grande, diz prefeito

Publicado em: 18/09/2025 02:00

Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi assassinado enquanto ocupava cargo de secretário de Administração de Praia Grande Reprodução e Prefeitura de Praia Grande O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, executado por criminosos em Praia Grande, no litoral de São Paulo, trabalhava para reduzir gastos públicos à frente da Secretaria de Administração da cidade. Segundo o prefeito Alberto Mourão (MDB), a vítima desenvolvia três projetos que poderiam resultar na economia de R$ 15 milhões por ano. Ruy foi executado na noite de segunda-feira (15), após cumprir expediente na prefeitura. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que dois suspeitos já foram identificados, mas ninguém havia sido preso até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil tem duas linhas principais de investigação: uma possível vingança pela atuação de Ruy contra chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e a reação de criminosos insatisfeitos com medidas adotadas por ele na Secretaria de Administração de Praia Grande (SP). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo Mourão, entre os principais projetos conduzidos por Ruy estava a renovação da frota municipal de veículos, com a substituição de automóveis movidos a combustível por elétricos. “Ele estava tocando esse projeto que era prioridade para mim”, afirmou. O prefeito também destacou que o secretário trabalhava na implantação de um sistema de "Uber Empresarial", para reduzir a frota, além da criação de uma central de chamadas para os veículos oficiais. “Era a prioridade do meu governo para a redução de gastos”, completou. Ruy Ferraz Fontes é executado com mais de 20 tiros no litoral de SP Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a ideia era colocar os projetos em prática no decorrer da atual gestão, mas sem data prevista. Perguntado sobre eventuais planos para um futuro substituto no cargo de secretário de Administração, Mourão afirmou que o município está "respeitando o luto" e ainda não discute o assunto. Motivação Ao g1, Mourão afirmou anteriormente que não acredita que a morte do ex-delegado tenha relação com o cargo que ele ocupava na prefeitura, uma vez que Fontes cuidava de compras, recursos humanos e patrimônio à frente da secretaria. "Ele estava tranquilo, não contrariou interesse de ninguém", afirmou o prefeito, dizendo que não soube de nenhum problema relacionado ao ex-delegado na administração. "Se tivesse sido algum problema administrativo, os caras não iam vir com três metralhadoras". Prefeito Alberto Mourão falou sobre a execução do secretário de Administração, e ex-delegado-geral, Ruy Ferraz. Prefeitura de Praia Grande e Reprodução Dr. Ruy na Secretaria de Administração Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que a gestão de Fontes à frente da Secretaria de Administração foi marcada por medidas voltadas aos servidores municipais, como a aprovação de planos de carreira, programas permanentes de capacitação e o fortalecimento do diálogo com o sindicato da categoria. Segundo o município, ele também implantou ferramentas tecnológicas para dar mais transparência à gestão, como o Diário Oficial Eletrônico. De acordo com a prefeitura, a Secretaria de Administração é responsável por coordenar as atividades de apoio administrativo, abrangendo o processo de desenvolvimento de informática e de tecnologia da informação. Segundo o município, a pasta promove também o "aprimoramento organizacional e centraliza o tratamento das questões de pessoal e desenvolvimento de recursos humanos". Execução O assassinato de Ruy Ferraz Fontes ocorreu momentos após ele cumprir expediente na Prefeitura de Praia Grande. Ele estava aposentado da Polícia Civil. Outras câmeras flagraram o momento em que três criminosos portando fuzis desembarcam de uma caminhonete que estava logo atrás do carro de Ruy Ferraz e atiram contra o ex-delegado (veja abaixo). Infográfico: criminosos fazem tocaia antes de iniciar ataque e perseguição ao delegado Arte/g1 Quem era Ruy Ferraz Fontes Entenda o que se sabe sobre a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes em SP Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o PCC. Comandou divisões como Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc), além de dirigir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Fontes teve passagens por delegacias especializadas como o DHPP, o Denarc e o Deic. Foi justamente no Deic, no início dos anos 2000, como chefe da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos, que ele iniciou investigações sobre o PCC, sendo responsável por prender lideranças da facção e mapear sua estrutura criminosa. Sua atuação foi decisiva durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC promoveu uma série de ações violentas contra forças de segurança em São Paulo. Entre 2019 e 2022, comandou a Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Nesse período, liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias. Ruy Fontes participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá, e também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal. Ele estava aposentado da Polícia Civil. Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até agora, quando foi assassinado. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Exclusivas na Vilarejo, as louças DAX unem modernidade, estilo e durabilidade

Publicado em: 18/09/2025 00:02

O banheiro deixou de ser apenas um espaço funcional para se tornar um dos ambientes mais valorizados da casa. Escolher as louças certas é essencial para unir praticidade, conforto e estilo. É nesse cenário que a DAX, marca exclusiva da Vilarejo, se destaca, trazendo cubas, bacias e louças sanitárias desenvolvidas com tecnologia de ponta e design contemporâneo. Cubas DAX combinam resistência, funcionalidade e estética sofisticada para banheiros atuais Acervo Vilarejo Entre os destaques está a bacia monobloco, que une praticidade e modernidade em uma peça única, fácil de limpar e resistente ao uso diário. Outro produto inovador é a bacia eletrônica Volga, que oferece assento aquecido, higienização automática e tecnologia de ponta para transformar a rotina de cuidados pessoais. As cubas DAX estão disponíveis em diferentes formatos e tamanhos, ideais para banheiros compactos ou ambientes amplos que pedem mais sofisticação. Aliando acabamento impecável e design clean, elas se adaptam a diferentes estilos de decoração, elevando a estética de lavabos e suítes. A bacia monobloco DAX alia modernidade, praticidade e design elegante em uma peça única Acervo Vilarejo Na Vilarejo, os clientes encontram a linha completa da DAX com garantia de 10 anos, além de consultoria gratuita para a escolha das louças mais adequadas para cada projeto. Com estoque garantido e entregas diárias, o processo de reforma ou construção acontece com mais agilidade e tranquilidade. Investir nas louças DAX é transformar o banheiro em um espaço funcional, durável e cheio de estilo. Exclusiva da Vilarejo, a marca traduz a união perfeita entre inovação, design e resistência. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

Palavras-chave: tecnologia

Ensino da democracia será incluído nas escolas; MEC diz que programa pode alcançar 1 milhão de estudantes

Publicado em: 18/09/2025 00:00

Crianças de escola pública na Biblioteca do Amanhã no Rio Comprido Divulgação / Secretaria Municipal de Cultura/Arquivo A pouco mais de um ano para as novas eleições presidenciais e em meio a um efervescente cenário de embates político-partidários, o Brasil irá inserir o ensino da democracia, oficialmente, nas salas de aula. O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quarta-feira (17/9) a portaria 642, instituindo no país o Programa Educação para a Cidadania e para a Sustentabilidade. Capitaneado pela Secretaria de Educação Básica do MEC, o programa tem por objetivo contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam as capacidades necessárias ao pleno exercício da cidadania e à "participação autônoma, responsável e solidária na vida social democrática”. Para isso, a iniciativa estabelece parâmetros para coordenar ações desenvolvidas pelo governo federal, estados, municípios e Distrito Federal. A adesão de estados e municípios é voluntária, mas espera-se que o programa chegue a 1 milhão de estudantes por ano. A ideia é estimular redes estaduais e municipais de educação a inserir na rotina de ensino e aprendizagem temas abordando o que é e para que serve a democracia, como são estruturados os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, assim como questões relacionadas ao exercício da cidadania e da democracia no dia a dia, como a participação social na estruturação das políticas públicas. 7 em cada 10 alunos de ensino médio usam inteligência artificial em pesquisas; alunos relatam falta de orientação sobre como usar Para isso, o MEC irá criar uma Matriz Nacional de Saberes em educação cidadã e também estruturas que permitam a execução da política, como currículos, material didático e cursos para formação de professores, em parceria com entidades da administração pública e vinculadas aos poderes Legislativo e Judiciário. Caberá aos estados e municípios desenvolver as ações necessárias para que suas escolas tenham acesso aos documentos e aos materiais. A expectativa é que cada estado e município designe um responsável por conduzir a política localmente, após aderir à iniciativa. O programa foi apresentado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM), Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele nasceu da mobilização de 120 instituições da sociedade civil, reunidas na Rede Nacional de Educação Cidadã (Rede NEC), e tem como inspiração políticas de países como Alemanha e França. "A gente quer possibilitar que os estudantes se exponham à democracia e aprendam que a política é importante, que desenvolvam a crença da autoeficácia, ou seja, que o jovem entende que se ele agir e se organizar, consegue fazer a mudança”, afirma João Tavares, advogado e diretor executivo da Rede NEC. Espera-se que os alunos aprendam a reconhecer, compreender e valorizar a Constituição Federal e os fundamentos do Estado democrático de direito; os fundamentos, as características e os procedimentos do processo de votação; sobre o pluralismo de ideias e a importância do diálogo inclusivo, pacífico, tolerante e construtivo; e a valorizar as múltiplas expressões da diversidade humana. Também está prevista a elaboração e execução de um plano de monitoramento e avaliação da implementação do programa, bem como uma pesquisa bianual para sistematizar as experiências. Haverá ainda um apoio financeiro a quem aderir ao programa, por meio das dotações consignadas na Lei Orçamentária Anual ao Ministério da Educação. Estratégias e prazos para a implementação de ações complementares para as populações específicas serão estabelecidos, no futuro, pelo MEC. Promessa não cumprida O Brasil já estabelece na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, a formação cidadã como uma das finalidades da educação básica. A própria Constituição Federal de 1988 também estabelece que um dos objetivos da educação é preparar para o exercício da cidadania, sendo esta uma competência do Conselho Nacional de Educação. Entretanto, defende Tavares, o processo de redemocratização do Brasil, iniciado em 1985, depois do fim do regime militar, deixou como promessa não cumprida a democratização do sistema político e da cultura democrática. "Existe uma frase do Norberto Bobbio (filósofo e político italiano, 1909-2004) que diz que a educação para a cidadania é uma das promessas não cumpridas da democracia”, afirma. Em 2022, o Brasil participou pela primeira vez do ICCS (International Civic and Citizenship Study, em inglês), o maior estudo internacional dedicado à educação cívica e cidadania. A ideia era avaliar o quanto estudantes do 8º ano do ensino fundamental estavam preparados para atuar como cidadãos num mundo globalizado, explica Maribel Sevilla, coordenadora da pesquisa no país. Na escala, em comparação a outros 22 países, o Brasil ficou em último. "Os resultados mostram que os alunos acham que eles não estão estudando ou sendo preparados para engajamento político futuro, ou seja, para ter uma carreira política ou atuar como cidadão junto às instituições cívicas, sociais e políticas”, afirma Sevilla. O estudo também está servindo de referência para orientar o programa em criação pelo MEC. De acordo com o professor, cientista político e diretor do Movimento Voto Consciente, Humberto Dantas, um problema existente é que os temas cidadania e direitos e deveres na sociedade vêm sendo levados às salas de aula desde a proclamação da República, em maior ou menor escala. Contudo, sempre acabaram a serviço dos interesses do regime político vigente no Brasil. "Em boa parte da história, esse tipo de conteúdo foi utilizado dentro das escolas como de doutrinação do regime vigente. Getúlio Vargas, por exemplo, distorceu completamente a ideia de educação para o exercício da cidadania e implementou conteúdos dentro das escolas de louvor à sua ditadura”, lembra. Isso se repetiu, segundo Dantas, no regime militar (1964-1985) com as disciplinas Educação Moral e Cívica e também Organização Social e Política do Brasil (OSPB). "Eram disciplinas que doutrinavam os indivíduos a entenderem o sentido de se viver num país governado da forma como era governado”, afirma. Mas, ao invés de reformular os currículos à luz da democracia, o sistema educacional brasileiro optou por retirá-los de sala de aula. Esse hiato na história deixou um desfalque estrutural, pois professores não foram formados nem matrizes curriculares pensadas para colocar em prática o que está previsto na Constituição e na LDB. "O MEC hoje pode contribuir de uma maneira muito significativa tentando, minimamente, construir um conteúdo basilar mínimo daquilo que precisa ser ensinado em termos de política, democracia e cidadania dentro da sala de aula”, afirma Dantas. Segundo Tavares, a expectativa é que o programa do MEC também crie as condições para que o tema democracia e educação cidadã não seja deixado de lado frente a questões consideradas mais urgentes, como a melhoria da infraestrutura das escolas e a qualificação geral dos professores e educadores. Há alguns países no mundo que já têm iniciativas de educação cidadã em âmbito nacional. A França tem uma diretoria dentro do Ministério da Educação que promove a educação para a democracia, assim como o Reino Unido. Na Alemanha, há uma agência criada em 1952, após o fim da Segunda Guerra, com orçamento próprio e independência para definir diretrizes de formação de professores e material didático para fortalecer a cultura democrática no país. Na América Latina, há iniciativas incipientes no Chile e na Colômbia. Diferença entre educar e doutrinar De acordo com a Rede NEC, a educação cidadã é o conjunto de competências, habilidades, atitudes, valores e emoções que preparam as pessoas para atuar de forma mais consciente e engajada numa democracia. Mais do que ensinar o conceito de democracia, é também explicar como ela se pratica e demonstrar a crianças e jovens que eles podem ter um papel ativo nela. Por isso, a educação cidadã abarca um guarda-chuva de temas que precisam ser tratados pelas diferentes instituições que compõem uma sociedade democrática, como as mudanças climáticas, o combate à desinformação, ética no ambiente digital e o combate à violência doméstica e de gênero. Além disso, passa também por municiar a população sobre as competências e deveres dos diferentes entes políticos. Para Tavares, é ir além da democracia formal, é pensar numa democracia social. Esta segunda passa por ensinar os estudantes a participar, cobrar e entender o seu lugar como cidadãos. "A gente sempre puxa para o lado das políticas públicas, da institucionalidade, porque a alavanca para grandes mudanças sociais. Em escala, está em você entender e se apropriar da política, da importância da política”, defende Tavares. Isso, porém, é diferente de doutrinação política, pontua Tavares. "É importante isso ser feito de forma suprapartidária, pois educação cidadã é diferente de doutrinação. A doutrinação não necessariamente é pejorativa, mas ela é de função constitucional dos partidos políticos”, explica. Segundo Dantas, há uma diferença entre educar e doutrinar. "Educar significa construir e transmitir valores minimamente desejáveis para uma sociedade. A democracia é, indiscutivelmente, um valor desejável na sociedade brasileira”, diz. Doutrinar, segundo ele, é apresentar apenas um caminho para chegar a parte dos valores desejados pela sociedade. O papel de um programa nacional é justamente preparar o professor para que ele não leve para dentro da sala de aula suas preferências ideológicas. Para fazer isso, entretanto, o Brasil precisa vencer o momento de polarização política atual. "As pesquisas com professores mostram que eles não se sentem confortáveis abordando temáticas associadas à política dentro da sala de aula, não só por uma questão de falta de preparo, mas também por ameaças e insegurança. Nós precisamos, em alguma medida, arrefecer o sentimento de que existem verdades absolutas na política”, pondera Dantas. Tavares defende que é preciso aplicar no Brasil um princípio disseminado na Alemanha, país que visitou ao ser escolhido como um "Young Global Changer" (YGC) pela Global Solutions Initiative, rede de think tanks baseada em Berlim que fornece propostas a organizações internacionais como o G20 e o G7. "Eles repetem que o que é controverso na sociedade tem que ser trazido como controverso para a sala de aula", lembra. Iniciativas nos três Poderes Mesmo antes de ter um programa nacional, a educação cidadã já é o mote de iniciativas de organizações dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo nacionais. A Corregedoria Geral da União (CGU), por exemplo, tem um programa de educação cidadã coordenado pela Secretaria de Integridade Pública, voltado para estudantes, professores e escolas da Educação Básica, incluindo os ensinos fundamental e médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). De acordo com o órgão, a iniciativa é realizada desde 2007 e atingiu cerca de 6,3 milhões de estudantes e 22,3 mil escolas, por meio de seis projetos diferentes. Entre os temas abordados, estão a autoestima, o combate ao bullying, a democracia, a participação social, a transparência, a preservação do meio ambiente, o combate à corrupção, entre outros. Um dos programas mais antigos do Brasil é o "Cidadania e Justiça também se aprendem na escola”, mantido pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), que nasceu no interior do Paraná, em 1993, quando o atual desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) Roberto Bacellar era juiz na comarca de Umuarama. Tudo começou por meio de uma cartilha, que ensinava direitos e deveres e como resolver conflitos, iniciativa do próprio Bacellar a pedido do ex-presidente da AMB Francisco de Paula Xavier Neto. Na época, o magistrado havia regressado da Alemanha, onde havia visto cartilhas semelhantes sendo entregues em pontos de ônibus e estações de metrô, e quis promover algo semelhante no Brasil. Bacellar decidiu expandir a ideia, depois da sugestão de um publicitário, e levar as cartilhas para as escolas. Desde então, nunca parou. Hoje o programa já chegou a 7 milhões de crianças e a todos os estados da federação, incluindo a ida de juízes e outros funcionários do judiciário às escolas, visitas aos tribunais de justiça, produção cultural, práticas de justiça restaurativa e mediação. O projeto também tem parcerias com outros órgãos, como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o que permite levar urnas eletrônicas que já não estão em utilização pelo sistema eleitoral às escolas. De acordo com Bacellar, um dos objetivos é também fazer com que as crianças sejam estimuladas a ver o lado positivo de cada cargo do poder, inclusive dos cargos eletivos da política. "Eles fazem simulações, julgamentos, fazem peças de teatro. É uma coisa maravilhosa, porque daí vem a criatividade deles e eles trazem algumas coisas inovadoras”, afirma Bacellar. O uso da criatividade dos alunos, por exemplo, já os levou a usar os ensinamentos para julgar o rio Atuba, em Curitiba, por ter entrado na casa deles. O debate abriu espaço para falar de mata ciliar, as árvores, assoreamento do rio e ocupação irregular, depois virou matéria jornalística e terminou se transformando numa ação civil pública do Ministério Público para despoluir o curso d'água. "Eles perceberam que são agentes de transformação. Ali, para mim, despertou a cidadania. Aquelas crianças nunca mais vão ser as mesmas, né?”, diz Bacellar.

Palavras-chave: inteligência artificial

Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h

Publicado em: 17/09/2025 20:47

Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h A maior fronteira agrícola do Norte-Nordeste do Brasil teve quase mil focos de incêndios em dois dias. A 40 quilômetros de Teresina, o fogo chegou perto das casas e deixou moradores em alerta. "O vento vem e leva uma faísca que já pega em outro lugar. E aí a gente não consegue apagar", diz Maria da Cruz, agricultora. O Maranhão lidera o número de incêndios florestais no Brasil nas últimas 48 horas. Em seguida, aparecem a Bahia, o Mato Grosso, Piauí e o Tocantins — 4 deles integrantes da região conhecida como Matopiba, um grande polo do agronegócio brasileiro. Muitos têm origem às margens das rodovias. A fumaça de um foco próximo à BR-242 provocou um engavetamento com 10 veículos em Luís Eduardo Magalhães, no começo da semana. 80 bombeiros, dois aviões e um helicóptero estão combatendo as chamas em oito cidades no oeste da Bahia. "Muita quentura, calor extenso, umidade baixa. Isso desgasta muito o brigadista", ressalta Marcelo Loredo, chefe de brigada do Prevfogo. Em Barra, a cidade mais atingida, as equipes enfrentam dificuldades há quase 20 dias para controlar o fogo. "Eu tenho relatos de minhas equipes de percorrer até 6 horas de caminhada de zona de vegetação para que eu consiga chegar ao primeiro foco de incêndio", comenta Major Henrique Barreto, comandante da Base Florestal Oeste. A situação das queimadas na Bahia é acompanhada diariamente de uma sala do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Lá, tem o painel do fogo que exibe imagens de satélite que registram focos de calor, em sua maioria incêndios florestais. São pontos vermelhos, concentrados principalmente nesses 4 estados: Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins. Em outra tela, uma tecnologia mais avançada, que permite constatar onde o fogo começou, os avanços e a situação no momento. O tempo seco nessas regiões do Cerrado dura cerca de 180 dias. E o período crítico está só começando. "Normalmente essa presença de fogo, esse incêndio florestal, tem origem na atividade humana. Ou seja, muitas vezes, na queima de lixo, ou, muitas vezes, na beira de estradas, com uma simples ponta de cigarro", diz Aldírio Almeida, meteorologista. Região do Matopiba teve quase mil focos de incêndios em 48h Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: tecnologia

Lula assina projeto que dá mais poder ao Cade para monitorar aquisições de big techs

Publicado em: 17/09/2025 20:36

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto para dar mais poder ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para monitorar as fusões e aquisições nas plataformas digitais. O foco é nas big techs. O objetivo da proposta, que precisa do aval do Congresso, é aumentar o monitoramento da concorrência no meio digital. Se grandes empresas desse setor quiserem comprar outras menores, o Cade irá analisar e decidir se autoriza ou não a operação. A medida vale, por exemplo, para plataformas de redes sociais, de entrega de produtos e de varejo on-line –modelo de negócio que tem se expandido no país. Pelas regras previstas na proposta, o foco do Cade será analisar fusões e aquisições em que uma das empresas tenha faturamento bruto anual maior do que R$ 50 bilhões no mundo ou superior a R$ 5 bilhões no Brasil. O projeto prevê ainda a criação de um departamento no Cade que irá ficar responsável por esses casos. É a Superintendência de Mercados Digitais. O superintendente será indicado pelo presidente da República e precisará ser aprovado pelo Senado Federal. Essa área do Cade vai cuidar dos processos e fiscalizar o cumprimento de obrigações das empresas consideradas “de relevância sistêmica em mercados digitais”. A palavra final sobre os casos ainda será do Tribunal do Cade. O governo argumenta que é preciso atualizar as regras de defesa da concorrência para a complexidade da dinâmica do mercado digital, pois grupos econômicos têm atuação em múltiplos serviços. Ou seja, vários aplicativos diferentes pertencem ao mesmo dono, o que, segundo o governo, reduz a concorrência, inibe a inovação e prejudica a produtividade do país nesse setor. Entre as práticas consideradas anticoncorrenciais estão: falta de transparência nos buscadores, cobrança de taxas abusivas pelas lojas de aplicativos às empresas de tecnologia menores, venda casada de serviços, direcionamento nos meios de pagamento, entre outras ações.

Palavras-chave: tecnologia

3 mil passageiros por dia pulam catracas do BRT e prejuízo mensal chega a R$ 500 mil em Campinas

Publicado em: 17/09/2025 19:41

3 mil passageiros por dia pulam catracas do BRT e prejuízo chega a R$ 500 mil em Campinas Campinas (SP) tem, em média, prejuízo mensal de cerca de R$ 500 mil por conta da evasão da tarifa no transporte coletivo nas estações dos corredores BRT Ouro Verde e Campo Grande, segundo Paulo Barddal, diretor de comunicação da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). São aproximadamente 3,1 mil passageiros por dia que pulam ou passam por baixo das catracas para não pagar a passagem — que atualmente custa R$ 5,70. "Essa evasão chega a meio milhão ou 500 mil por mês. Um ano esse prejuízo chega a seis milhões de reais. Esse dinheiro poderia ser usado, desde manutenção de veículos, melhoria na frota, investimento em tecnologia, compra de novos ônibus", explica Paulo Barddal, diretor de comunicação da Transurc. A estação Parque Industrial, no BRT Ouro Verde, registrou o maior número de infrações do tipo, com 301 no total. Em seguida aparece a Estação PUC/Roseira, no BRT Campo Grande, com 292 registros. Confira as estações com mais infrações abaixo: 📲 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça BRT Campo Grande PUC/Roseira - 292 Bandeirantes - 284 Satélite Íris - 259 Garcia - 238 Bela Aliança - 233 Nova Esperança - 191 Rossin - 177 Mercado - 163 Londres - 131 Ipaussurama - 112 Florence - 86 Rodoviária - 80 Vila Teixeira - 46 Bonfim - 45 Alberto Sarmento - 39 BRT Ouro Verde Parque Industrial - 301 João Jorge - 286 Capivari - 246 Vila Rica - 155 Anhanguera - 96 Piracicaba - 92 Mário Gatti - 83 São Bernardo - 76 Morumbi - 73 Pompeia - 68 Marajó - 46 Santa Lúcia - 33 Aurocan - 31 Jardim Miranda - 24 Campos Elíseos - 18 LEIA MAIS Câmeras flagram dezenas de estudantes vandalizando e acessando BRT sem pagar tarifa em Campinas Fiscais passaram a atuar nas principais estações e uma central de monitoramento foi criada para fiscalizar 24 horas por dia os corredores e terminais do BRT. Mesmo assim, câmeras de segurança flagram infratores pulando a catraca mesmo em frente de fiscais. Mais de 3 mil passageiros por dia pulam catracas em estações do BRT em Campinas Divulgação Instalação de catracas eletromecânicas Para tentar coibir a evasão, catracas eletromecânicas estão sendo instaladas nas estações do BRT desde maio, com um investimento de R$ 1,6 milhão. Até o momento, quatro estações receberam os novos equipamentos: Estação Aurélia Parque Industrial João Jorge PUC/Roseira A instalação das novas catracas é realizada em uma parceria entre a Emdec, a Secretaria de Transportes (Setransp) e a Transurc. A meta é equipar quatro estações por mês e concluir o trabalho em cerca de oito meses. Apesar de diminuir uma prática que é indevida, usuários contam que o novo modelo se tornou um incômodo na hora de entrar e sair. "É muito apertada, né? Normalmente eu venho com uma mochila. É mais difícil para a pessoa idosa ou a gente com sacola para passar a catraca", conta a artesã Silvia dos Santos. O sistema de segurança também conta com rondas diárias feitas por equipes patrimoniais, com viaturas dedicadas em cada corredor e veículos de apoio para situações emergenciais. A ideia é expandir gradativamente para todas as estações. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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Exclusivo | Lula sobre anistia a Bolsonaro: 'Pode ficar certo de que eu vetaria'

Publicado em: 17/09/2025 19:17

Presidente Lula em entrevista à BBC Paulo Koba/BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista exclusiva à BBC News Brasil e à BBC News, que vetará a proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso o Congresso Nacional aprove um projeto de lei que tramita no Parlamento e que pode ir a votação nos próximos dias. "Se viesse pra eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria", disse Lula. A entrevista foi concedida na manhã desta quarta-feira (17/9), no Palácio da Alvorada. A declaração de Lula acontece em meio a uma intensa movimentação no Congresso Nacional organizada pela ala bolsonarista que pressiona o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar o texto em votação. A expectativa entre lideranças bolsonaristas é de que Motta libere a votação de um pedido de tramitação da proposta em regime de urgência, que aceleraria a apreciação do projeto. Apesar de dizer que vetaria a anistia, Lula tentou se distanciar do assunto indicando que caberia ao Congresso e não a ele decidir sobre o assunto. "O presidente da República não se mete numa coisa do Congresso Nacional. Se os partidos políticos entenderem que é preciso dar anistia e votar a anistia, isso é um problema do Congresso", diz o presidente. Bolsonaro foi condenado no dia 11/09 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão no processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado entre 2021 e 2023. Sua defesa negou a participação do ex-presidente no caso e alegou que ele é inocente. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto por descumprir medidas cautelares impostas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Como ainda cabe recurso da condenação do ex-presidente, ainda não houve definição sobre em que local ou presídio ele irá cumprir sua pena. Na entrevista, Lula também criticou a aprovação pela Câmara dos Deputados da proposta de emenda constitucional (PEC) que criou dificuldades para a abertura de investigações criminais contra parlamentares. A medida ficou conhecida por críticos como "PEC da blindagem" e foi aprovada por ampla maioria na Casa, inclusive, com o voto de parte da bancada do PT. "Se eu fosse deputado, eu votaria contra. Se eu fosse presidente do meu partido, orientaria para votar contra. Aliás, eu votaria para fechar questão e votar contra". A quatro dias de embarcar para Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, Lula criticou o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diz que não ligou para o americano por entender que ele não quer diálogo. "Eu não tentei fazer chamada porque ele nunca quis conversar. Nunca quis conversar", afirmou. Apesar disso, Lula afirmou que se os dois se encontrarem durante sua passagem por Nova York, estaria disposto a conversar com o presidente norte-americano. "E se ele chegar e passar perto de mim eu vou cumprimentá-lo porque eu sou cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo. Eu estendo a mão pra todo mundo. Eu nasci na vida política negociando. Então, pra mim não tem nenhum problema". Questionado sobre se se arrepende de ter associado Trump ao fascismo durante uma entrevista em 2024, Lula não respondeu diretamente. "O comportamento dele é muito ruim para a democracia. O presidente Trump tem negado tudo aquilo que é habitualmente conhecido de respeito às instituições democráticas do mundo. Ele tem tido um comportamento muito ruim e tem apoiado pessoas antidemocráticas no mundo inteiro". Lula também foi questionado sobre o fato de o Brasil receber a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) ao mesmo tempo em que ele e parte de seu governo apoiam a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, contrariando cientistas e ambientalistas. "Eu sou totalmente favorável de que haverá o momento em que o mundo não vai precisar de combustível fóssil. Mas este momento não chegou. Eu quero saber qual é o país do planeta que está preparado para ter uma transição energética capaz de abdicar do combustível fóssil?", disse. Confira os principais trechos da entrevista editados por motivos de clareza e concisão: BBC News Brasil e BBC News - O senhor comemorou Bolsonaro ter sido condenado a 27 anos de prisão? Luiz Inácio Lula da Silva - Não, eu acho que não é para se comemorar o julgamento feito pela Suprema Corte contra um homem que cometeu muitos erros. O que é importante que as pessoas tenham clareza é que não foi um homem ou três homens que foram julgados. Foram pessoas que tiveram um comportamento irregular, um comportamento equivocado, ferindo a Constituição brasileira e ferindo o Estado democrático de direito no Brasil. Essas pessoas fizeram muito mal ao país. Essas pessoas tentaram dar um golpe de Estado. Essas pessoas articularam a minha morte, a morte do meu vice, a morte de um juiz da Suprema Corte. Esta gente preparou uma bomba para explodir no aeroporto de Brasília. Essa gente fez muita desordem no Brasil na perspectiva de evitar a minha posse. Eles estão sendo julgados pelas provas. Eu acho triste isso, porque o mais longo período de democracia contínua no Brasil é esse que estamos vivendo agora. A gente precisa aprender a gostar da democracia, o direito de ir e vir, o direito de respeitar os outros. O direito à liberdade de expressão não dá direito de você desacatar, de você ofender, de você pregar o ódio através das redes digitais. Sinceramente, eu gostaria que ninguém tivesse cometido nenhum crime. E ele [Bolsonaro] teve todo o direito de se defender. Todo o direito. Ele teve a presunção de inocência, sabe? E foi condenado. Eu espero que ele continue apresentando suas defesas e continue tentando provar que ele não tem culpa, porque até agora ele é o culpado de dar tentativa de golpe de estado nesse país e de tentar outras mazelas. Lula diz que preferia que Bolsonaro não tivesse cometido crime Paulo Koba/BBC BBC – 'Vítimas da maior mentira legal'. Essas palavras não foram ditas por Bolsonaro ou por Trump. Essas foram as palavras do senhor quando foi condenado à prisão por corrupção. O senhor concorda com Bolsonaro que o Judiciário no Brasil às vezes pode ser político? Lula - Acho que ele [Bolsonaro] foi julgado por um crime que ele cometeu. Não tem política nisso. Eu fui julgado sem ter direito de defesa. Fui julgado, fiquei 580 dias preso, até hoje não provaram absolutamente nada. E a sentença que deram para mim era que eu tinha cometido um crime chamado fato indeterminado, ou seja, uma má fé. No caso do ex-presidente, você tem provas concretas, você tem delações concretas, você tem documentos concretos escritos por eles. Então, não há como você tentar colocar que foi um julgamento político. Não. Foi um julgamento processual por desrespeito à nossa Constituição, por tentar destruir o Estado democrático de direito desse país, com todas as provas possíveis. Com imagens das coisas que eles fizeram de errado. Então, não tem política. Tem justiça. BBC - O senhor já disse que concorda com Donald Trump quando ele diz que é importante trazer de volta empregos e indústrias para os EUA, mas diz que a tarifas não são a resposta certa. Qual é a resposta certa? Lula - Eu acho que as acusações e as afirmações pelas quais o presidente Trump fez uma taxação contra o Brasil são eminentemente políticas. Não tem nada de comercial. Do ponto de vista comercial, os Estados Unidos, nos últimos 15 anos, tiveram 410 bilhões de superávit comercial com o Brasil. Portanto, Trump tomou a atitude em função de um processo político do Bolsonaro, o que eu lamento profundamente... que um presidente de um outro país não leve em conta a necessidade de respeitar a soberania do outro país, inclusive de respeitar o Poder Judiciário e a Suprema Corte de um outro país. Nós ainda vamos ter que esperar muito para ver o que vai acontecer. Eu tenho a convicção de que algumas coisas estão prejudicando também os Estados Unidos, porque a inflação vai crescer, porque o café vai ficar mais caro, porque a carne vai ficar mais cara, porque o povo americano vai pagar pelos equívocos que o presidente Trump está tendo na relação com o Brasil. BBC – Qual é a solução, então? Lula - Para qualquer conflito, a melhor alternativa é você se sentar em torno de uma mesa e negociar. Se é do ponto de vista comercial, tem negociação, se é do ponto de vista econômico, tem negociação, tanto do ponto de vista de tributação, tem negociação. O que não tem negociação é a questão da soberania nacional. A nossa democracia e a nossa soberania não estão na mesa de negociação. Ela é nossa, ela é do povo brasileiro. E aqui mandamos nós. BBC – O senhor escreveu um artigo no New York Times em que disse que estava aberto ao diálogo. Por que não ligar para Trump? Lula – Porque eles não querem conversar. BBC – Mas Trump disse que o senhor poderia ligar a qualquer momento... Lula – Eles não querem conversar. Eu estou dizendo há quatro meses que estamos dispostos a conversar. É importante lembrar que, quando o presidente Trump comunicou a taxação ao Brasil, ele não comunicou da forma civilizada com a qual dois chefes-de-Estado se comunicam. BBC – Mas por que não tentar pegar o telefone e ligar para ele? Lula – Ele publicou no portal dele [as tarifas] e eu fiquei sabendo pelos jornais aqui no Brasil. Eu tenho o meu ministro da Fazenda [Fernando Haddad], eu tenho o meu ministro da Indústria e Comércio, que é meu vice-presidente [Geraldo Alckmin]. Eu tenho o meu ministro das Relações Exteriores [Mauro Vieira] tentando conversar com os negociadores americanos e ninguém consegue conversar porque eles não querem conversar. Eles não querem multilateralismo, eles querem unilateralismo. Quando eles quiserem conversar, o Brasil está pronto. E com o Trump, na hora que ele quiser, eu estou disposto a conversar. BBC - O senhor tentou ligar para Trump e ele apenas não atendeu, ou o senhor não tentou ligar? Lula - Eu não tentei fazer chamada porque ele nunca quis conversar. BBC - Então o senhor nunca tentou... Lula - Nunca, nunca quis conversar. Uma coisa é falar com a imprensa. Outra coisa é dizer o seguinte: ninguém tentou conversar com o Brasil. Estou dizendo a você que a informação da taxação eu recebi pela imprensa. Nem o meu Ministério das Relações Exteriores recebeu. Nem o meu. Foi uma coisa taxada simplesmente de uma pessoa que não quer conversar, não quer dialogar. Não é comigo, não. É com ninguém. E nós tentamos entrar em contato muitas vezes. Tivemos várias reuniões. Aliás, tivemos muitas reuniões com os EUA e no dia 16 de maio mandamos uma carta cobrando uma resposta das negociações que a gente tinha feito. BBC - O senhor não tentou ligar porque Trump não tentou ligar antes de impor as tarifas, correto? Lula - A razão que nós não ligamos é porque os americanos não querem conversar. Eles acham que eles podem tomar decisões, publicar no jornal e a responsabilidade fica do nosso lado. Não. O que nós estamos trabalhando é o seguinte: nós entramos num processo na OMC, nós estamos entrando com o processo na seção 301 [respondendo à investigação do Departamento de Comércio dos EUA) e nós vamos fazer a reciprocidade, no momento em que nós entendemos que é correto fazer a reciprocidade. Quem sabe, depois de tudo isso, haja a possibilidade de sentar numa mesa e negociar? BBC – Em poucas palavras, como o senhor descreveria seu relacionamento com Donald Trump? Lula – Olha, não tem relação. Eu tive muita relação com todos os presidentes americanos. Eu tive muita relação com o [George W.] Bush, eu tive muita relação com o [Joe] Biden, eu tive muita relação com o [Barack] Obama, tive relações com ex-presidentes americanos. Tenho relação com o Reino Unido, todos os primeiros-ministros, tenho com toda a União Europeia, Rússia, Ucrânia, tenho com a Venezuela, Bolívia, todos os países do mundo. O Brasil não tem contencioso com nenhum país do mundo. O Brasil não tem contencioso e o Brasil não quer contencioso. BBC – Muitos nações e líderes que discordam de Trump politicamente construíram relacionamentos com ele. O senhor se arrepende de não ter tido essas relações diante dessa situação agora do tarifaço? Lula – O problema da soberania americana é um problema deles. Eu não posso ficar dando palpite na relação do presidente Trump com outros presidentes de países. O que me preocupa é a relação com o Brasil. O Brasil tem 201 anos de relações com os Estados Unidos. O que me estranha é que o presidente Trump, ao invés de, de forma civilizada, conversar com o Brasil, ele resolveu inventar uma história política. Ele resolveu inventar a inverdade do déficit do comercial. Depois, disse que o Bolsonaro está sendo perseguido, que não tem democracia. O Brasil tem muita democracia. Aliás, tem muitos artigos hoje publicados nos Estados Unidos mostrando que o Brasil está dando um exemplo de democracia no mundo. O que eu disse era que, se o presidente Trump tivesse feito aqui no Brasil o que ele fez no Capitólio, ele também teria sido julgado. Porque aqui a Justiça é para todos. BBC - O senhor construiu relacionamentos, como o senhor disse, com outros líderes mundiais. O senhor foi ao aniversário do fim da Segunda Guerra na Rússia. Com quem o senhor tem um melhor relacionamento: com Putin ou com o presidente Trump? Lula - Com Putin eu tive relações porque ele foi presidente outras vezes e eu já fui presidente outras vezes. Eu não tenho nenhuma relação com o Trump, porque quando o Trump foi presidente da outra vez, eu não era presidente da República. Agora a relação dele é com o Bolsonaro, não é com o Brasil. BBC – O senhor diz que quer uma ONU mais democrática. Por que não denunciar o autoritarismo entre alguns dos seus aliados? Rússia, China, Irã são países onde têm sido amplamente documentado que tem havido eleições injustas, eleições não democráticas, e abusos de direitos humanos... Lula – Deixa eu te dizer uma coisa sobre o que eu quero das Nações Unidas. Eu quero que as Nações Unidas representem a geografia mundial do século XXI. A ONU de hoje, sabe, não tem nada a ver com a ONU, que foi criada em 45, ou melhor... a ONU que foi criada em 45. Não tem nada a ver com a ONU de hoje, ou seja, é preciso colocar os outros países. Cadê o Brasil na ONU? Cadê o México? Cadê a Argentina? Cadê a Índia? Cadê a Alemanha? Cadê o Japão? Cadê os países africanos? A ONU não pode continuar com os cinco países que resultaram da Segunda Guerra Mundial. A geografia mundial mudou, a geopolítica mudou e é preciso que a ONU volte a ter força para que ela possa incidir nos conflitos. Se ela não tem força, ela não tem incidência em nenhum conflito. Não consegue incidir na guerra da Ucrânia, não consegue incidir em Israel, na guerra do Irã, não consegue inicidir em nada porque não tem mais representatividade. Os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, os membros permanentes, eles próprios não respeitam mais a ONU. Eles tomam decisões unilaterais. O que nós queremos é uma ONU que representa a geopolítica de hoje. Que os países estejam presentes. Nós temos na África países com 240 milhões de habitantes, [outros] com 120 milhões de habitantes. Nós temos o Brasil com 200 milhões. Esses países têm que estar no Conselho da ONU para ajudar a tomar decisões de democracia. BBC – O senhor fala sobre democracia. Por que, então, não condenar a Rússia por suas ações na Ucrânia com a mesma linguagem que o senhor usa contra Israel, por exemplo? Por que o Brasil continua, alegremente, a financiar a guerra na Ucrânia ao comprar diesel russo? Lula - Deixe-me falar uma coisa: é importante que tenha clareza do que o Brasil faz. O Brasil foi o primeiro país a condenar a ocupação da Ucrânia pela Rússia. O Brasil não financia a Rússia. O Brasil compra petróleo porque o Brasil precisa comprar petróleo. Como a China precisa comprar petróleo, como a Índia precisa comprar petróleo, como a Inglaterra precisa comprar petróleo, como os Estados Unidos precisam comprar petróleo. Agora, se nós tivéssemos uma ONU funcionando corretamente, certamente essa guerra não teria acontecido. Não tem ninguém negociando porque a ONU não representa muita coisa. Hoje, se tivesse uma ONU funcionando, essa guerra não precisaria ter existido. Se a ONU estivesse funcionando, não precisava estar acontecendo Gaza. E eu não acho que em Gaza tem uma guerra. Em Gaza tem um genocídio. Em Gaza tem um Exército [israelense] altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso porque toda vez eu vejo na imprensa passeata do povo judeu contra a matança que o Netanyahu está fazendo em Gaza. Se vocês acham que isso é uma guerra, eu não acho. Eu acho que isso é um genocídio e que não pode continuar. É por isso que eu defendo a criação de dois Estados. É por isso que eu defendo a criação do Estado palestino para viver em harmonia com o Estado de Israel. BBC – Gostaria de falar, também, sobre a COP30. O Brasil vai estar no palco mundial recebendo a COP30 neste ano… Lula - Eu só queria voltar à questão da democracia. Nenhum país do mundo pode colocar em xeque a democracia brasileira. Aqui as coisas funcionam, aqui a Justiça funciona. Aqui o Poder Legislativo funciona e aqui o Executivo funciona. O que nós queremos é o seguinte: nós somos soberanos nas decisões que estamos tomando no Brasil. Nós fomos o primeiro a criar o Grupo de Amigos da Paz na Rússia e Ucrânia. Fomos o primeiro. Criamos um grupo de 13 países para negociar. Procurei as Nações Unidas para dizer que era preciso criar um grupo de amigos, visitar o Putin, visitar os Zelensky [presidente da Ucrânia] e dizer para eles que era preciso acabar com essa guerra. A pedido do Zelensky, eu liguei para o Putin para ele participar da mesa de negociação. Agora não somos nós que vendemos armas para a Rússia e muito menos para o Zelensky. Não somos nós que queremos a guerra. Eu não quero nem destruir a Rússia e nem destruir a Ucrânia. Eu quero que os dois países vivem em paz. É isso que eu quero. BBC – Gostaria de seguir para a COP30 quando o Brasil vai estar no palco mundial recebendo a COP30. Como a sua liderança climática é consistente com seu desejo pessoal para permitir petroleiras para perfurar na bacia amazônica? Lula - Olha, deixa eu lhe dizer uma coisa muito clara: nós vamos realizar a melhor COP já realizada na história das COPs. A COP foi escolhida para ser feita na Amazônia porque eu quero que o mundo, ao invés de falar sobre a Amazônia, conheça a Amazônia. Eu quero que as pessoas que estão preocupadas com as florestas venham conhecer as florestas. É muito fácil fazer uma COP em Paris. É muito fácil fazer uma Copa em Dubai. Agora, fazer uma COP na Amazônia? Eu quero que as pessoas conheçam a Amazônia. Quero que as pessoas conheçam o povo da Amazônia. BBC – Com todo respeito, presidente: a Agência Internacional de Energia diz que não pode haver nenhum novo projeto de petróleo se queremos atingir emissões zero até 2050. Eles estão errados? Lula – Não estou entendendo sua pergunta sobre energia... BBC - A Agência Internacional de Energia diz que não pode haver nenhum novo projeto de petróleo se queremos atingir emissões zero até 2050. Eles estão errados? Lula – Primeiro, é preciso saber qual é a necessidade de cada país. O Brasil é um país que tem petróleo e nós possivelmente temos petróleo na Margem Equatorial. E nós estamos pesquisando, cumprindo todos os rigores da lei, para que a gente possa fazer a pesquisa e saber se lá tem petróleo. Nós temos a empresa chamada Petrobras, que é a empresa que tem a melhor tecnologia de prospecção em águas profundas. É uma empresa que nunca teve um incidente, diferentemente da empresa inglesa, que teve um problema no Golfo do México. Nós nunca tivemos um problema. E se nós tivermos um problema, nós seremos responsáveis para cuidar desse problema. Eu sou totalmente favorável de que haverá o momento em que o mundo não vai precisar de combustível fóssil. Mas este momento não chegou. Eu quero saber qual é o país do planeta que está preparado para ter uma transição energética capaz de abdicar do combustível fóssil? E eu vou lhe dizer uma coisa é importante o povo inglês saber. O Brasil é o país que tem a matriz energética mais limpa do mundo. Noventa por cento da energia elétrica brasileira é limpa. O Brasil tem 30% de etanol na gasolina. O Brasil tem 15% de biodiesel no óleo diesel. O Brasil é um país que tem um potencial de eólica, de solar, de biomassa que nenhum país do mundo tem. Então, nós estamos fazendo a maior revolução na transição energética que algum país está fazendo. BBC – Gostaria de lhe perguntar, sim ou não, o senhor vai disputar as eleições no ano que vem, em 2026. O senhor se arrisca repetir o que aconteceu nos EUA, onde um presidente perto dos 80 disputou contra um populista de extrema direita? Lula - Eu não sei se eu vou concorrer porque não está o momento de decidir ainda. Quem vai decidir se eu vou concorrer ou não são dois fatores: meu estado de saúde e o meu partido e a conveniência política sobre s eu vou ganhar ou não vou ganhar as eleições. Mas eu fui eleito ainda para governar. Eu tenho um ano e meio de mandato. Eu tenho que governar esse país. Eu tenho muita coisa para fazer. Quando deixei o país, esse país tinha acabado com o mapa da fome em 2014. Quando eu voltei, esse país tinha 33 milhões de pessoas passando fome. Nós acabamos com a fome em dois anos e meio nesse país. Esse país está crescendo há dois anos acima da média mundial. Esse país está crescendo, a massa salarial está crescendo, a renda do povo trabalhador, o menor desemprego da história está acontecendo aqui. Tudo isso são fatores que vão pesar no momento em que eu tiver que decidir ou não de ser candidato. Mas ainda é muito cedo e eu vou aguardar o momento para saber se eu decido ser candidato ou não. BBC - O senhor já falou a respeito da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gostaria de saber: que sentimento o senhor teve quando soube da existência de um plano para lhe assassinar? Lula - Eu fiquei um pouco bestificado porque o Brasil não tem essa cultura. O Brasil não tem essa cultura de assassinato como você vê no México. De vez em quando você vê isso num país da América Central ou nos Estados Unidos. O Brasil não tem essa cultura. Eu fiquei assustado porque eu imaginei que a gente já tinha derrotado a ideia de golpe no Brasil e, de repente, surge um cidadão que se acha no direito de desacreditar tudo o que é normal, de negar todas as instituições e achar que somente o que ele pensa que é verdadeiro. Eu fiquei imaginando como é a cabeça de um cidadão que, ao perder as eleições, arquitetou a morte do ganhador para não deixar ele tomar posse. BBC - Está havendo uma articulação no Congresso para que seja concedida a anistia. O senhor vetará uma anistia? Lula - O presidente da República não se mete numa coisa do Congresso Nacional. Se os partidos políticos entenderem que é preciso dar anistia e votarem assim, isso é um problema do Congresso. BBC - Mas isso volta para o senhor sancionar… Lula - Se for PEC (proposta de emenda constitucional), não precisa sancionar. Se for uma lei aprovada e os partidos estiverem de acordo, o presidente da República… se viesse pra eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria. BBC - E o senhor vetaria uma anistia para reduzir as penas dos outros envolvidos? Lula - Você está pedindo para eu discutir uma coisa que é do Poder Judiciário. As pessoas ainda sequer foram presas. Ainda tem possibilidade de recurso. Vamos aguardar o processo. O presidente da República pode dar indulto. O presidente da República pode fazer um monte de coisas. Não há porque essa pressa toda. Vamos ver qual é o comportamento do Congresso Nacional. Nós vamos ter eleições daqui a 18 meses e já tem gente dizendo que se for eleito, vai liberar, vai dar indulto. BBC - A Câmara aprovou ontem o que já é considerada a maior blindagem contra investigações a políticos desde 2001. Qual sua opinião sobre a PEC da blindagem? Lula - Se eu fosse deputado, eu seria contra e votaria contra. Eu acho que a maior blindagem que as pessoas precisam é ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito na vida. Eu acho desagradável as pessoas fazerem uma blindagem, inclusive colocando o presidente de partido. Ficou uma coisa muito esquisita para a sociedade brasileira compreender o que é isso. BBC - Dezoito por cento da bancada do seu partido votou a favor. O senhor pretende orientar de forma diferente? Lula - Deixe eu lhe falar uma coisa: eu não sou o presidente do meu partido, sou o presidente da República. Eu estou dizendo para você que se eu fosse deputado, eu votaria contra. Se eu fosse presidente do meu partido, orientaria para votar contra. Aliás, eu votaria para fechar questão e votar contra. BBC - Em 2018, o PT tinha o seguinte lema: eleição sem Lula era ilegítima. Hoje, a direita faz isso em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senhor teme enfrentar Jair Bolsonaro em 2026? Lula - Em primeiro lugar, essa comparação não pode ser feita. Eu estava preso por irresponsabilidade de um juiz [o atual senador Sergio Moro] e de um promotor [o ex-deputado federal Deltan Dallagnol] sem que tivessem qualquer prova contra mim. Eu tive autorização da ONU duas vezes, em Genebra, para ser candidato. E aqui no Brasil, resolveram que a decisão da ONU não valia para o Brasil e não me deixaram ser candidato. No caso desse cidadão, há crime comprovado. Se você assistiu ao julgamento, você viu as provas concretas dos crimes cometidos. Eu ganhei dele quando ele estava na Presidência. Não me causa nenhum problema disputar eleição com quem quer que seja. O que eu acho é que esse cidadão cometeu um crime e se ele não provar a inocência dele até o final desse processo, ele vai ser condenado e vai ser preso. BBC - De forma objetiva, o senhor teme enfrentá-lo nas urnas de 2026? Lula - Eu comecei dizendo o seguinte: eu ganhei dele quando ele estava no mandato, utilizando todos os meios possíveis para evitar que eu ganhasse, inclusive mandando a Polícia Rodoviária Federal cercear estradas para que os eleitores não fossem votar. Ele utilizou o equivalente a US$ 60 bilhões do orçamento brasileiro para tentar evitar que eu ganhasse as eleições e eu ganhei. BBC - O senhor vem citando o fato de que em nenhum momento os Estados Unidos tentaram abrir algum diálogo com o Brasil, mas em 2024, o senhor declarou apoio à candidatura da [ex-vice-presidente] Kamala Harris para a presidência dos Estados Unidos e também, numa entrevista, o senhor associou Donald Trump ao fascismo. O senhor se arrepende de ter feito essa associação? Lula - Eu não declaro apoio a presidente de outro partido, de outro país. BBC - O senhor fez isso em redes sociais, em entrevistas... Lula - Eu disse claramente que se eu fosse eleitor americano, eu votaria no Biden. BBC - Mas isso não é declarar apoio? Lula - Mas isso não tem nada a ver com a relação Brasil. BBC - E com relação a associar o Trump ao fascismo? O senhor se arrepende de ter feito isso? Lula - O comportamento dele é muito ruim para a democracia. O presidente Trump tem negado tudo aquilo que é habitualmente conhecido de respeito às instituições democráticas do mundo. Ele tem tido um comportamento muito ruim e tem apoiado pessoas antidemocráticas no mundo inteiro. Mas isso não mexe com a relação do Brasil com os Estados Unidos. Os dois presidentes de dois países não precisam ser ideologicamente afinados. O que nós temos que ter é ter responsabilidade de presidente. Ele é presidente de um país e eu sou presidente de outro. A relação de chefe de Estado não tem ideologia. O que tem é o interesse do povo que nós representamos. Eu tive relação com todos os primeiros-ministros da Inglaterra sem nenhum problema. Eu não quero saber de que ser é de direita nem de esquerda. Eu quero saber se ele é primeiro-ministro, se ele tem voto. A minha relação com Trump é a mesma coisa. Se o Trump foi eleito pelo povo americano, ele é o presidente dos Estados Unidos e é com ele que eu tenho que ter relações. E ele da mesma forma comigo. Ele pode ter uma simpatia pelo Bolsonaro, mas eu sou o presidente. Ele tem que negociar com o Brasil. É assim que dois chefes de Estado se comportam. BBC - Não ficou claro para mim: o senhor se arrepende de ter feito essa associação ou não? E gostaria de adicionar uma pergunta. O senhor está indo a Nova York e há possibilidade de dividir o mesmo espaço com o presidente Trump. Se o senhor tiver a oportunidade, o que o senhor falará ao presidente Trump? Lula - Eu fui à ONU muitas vezes e tem presidente que eu encontro e outros que eu não encontro e vai ser assim com o Trump. Eu falo primeiro que ele e vou chegar antes. Se ele chegar e passar perto de mim, vou cumprimentá-lo porque eu sou cidadão civilizado. Eu converso com todo mundo. Eu estendo a mão pra todo mundo. Eu nasci na vida política negociando. Não tenho nenhum problema pessoal com o presidente Trump. A única coisa que eu sei é que ele é presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Ele não é o imperador do mundo. A única coisa que quero dele é que ele tenha uma relação civilizada com o Brasil e o Brasil com eles. Se for necessário negociar com o Trump na hora, eu negocio e converso com o Trump. O que eu quero é que o Brasil seja tratado com respeito e o que aconteceu até agora não foi isso [...] Depois que nós mandamos uma carta pedindo que eles definissem se aceitavam ou não as nossas propostas, eles publicaram a taxação pela imprensa brasileira. Isso é inaceitável. Uma taxação com mentiras dizendo que a gente não poderia regular as big techs americanas. Ninguém vai regular big tech nos Estados Unidos. O que vamos regular é as big techs que funcionam no Brasil, que é o que o mundo inteiro tem que fazer. O Brasil tem um histórico: a nossa última guerra foi com o Paraguai e já faz quase 200 anos. Eu quero manter uma relação civilizada com os americanos. Eu até já tinha esquecido que eles foram responsáveis pelo golpe de 1964. As declarações que eu vejo de alguns porta-vozes são desrespeitosas a um país soberano. Agora mesmo, um cidadão [o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio] disse que vão aumentar as punições ao Brasil e tirar vistos de ministros da Suprema Corte brasileira. BBC - O senhor teme uma nova retaliação? Lula - Isso é uma política pequena que não leva a nada. Como eu sou um cidadão com muita paciência, tenho certeza que o tempo vai ser o senhor da razão e a gente vai ver o que vai acontecer. 'PEC da Blindagem' é aprovada na Câmara; o que pode mudar com proposta para dificultar processos criminais contra parlamentares STF fez o que tinha que fazer, mas precisa voltar ao seu devido lugar quando crise passar, diz autor de 'Como as democracias morrem' 'Toda vez que Trump der um passo contra o Brasil, vai ampliar a coalizão de Lula', diz cientista político

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Viagens internacionais: governador afastado e primeira-dama percorreram equivalente a quase 4 voltas ao mundo durante mandato

Publicado em: 17/09/2025 19:04

Wanderlei Barbosa e a então 1ª dama percorreram 148 mil km em 3 anos Desde que assumiu o comando do Poder executivo do Tocantins, há três anos e meio, o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), realizou nove viagens internacionais bancadas pelo Palácio Araguaia. A primeira-dama, Karynne Sotero, ex-secretária extraordinária de Participações Sociais, o acompanhou em oito viagens. A distância percorrida por eles é suficiente para dar quase quatro voltas ao redor do planeta. O governador e a esposa foram afastados dos cargos pelo prazo de 180 dias, por decisão do Superior tribunal de Justiça (STJ), no dia 3 de setembro. A ação ocorreu durante a segunda fase da “Operação Fames-19”, que investiga supostos desvios de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19 no Tocantins. Um levantamento feito pela TV Anhanguera e g1 mostrou que nos últimos anos, o casal percorreu mais de 148 mil quilômetros em viagens internacionais. Uma volta completa em torno da Terra tem 40 mil quilômetros. Ou seja, o casal percorreu o equivalente a 3,71 voltas ao mundo. Em nota, a assessoria de Wanderlei e Karyne afirmou que todas as viagens foram feitas a trabalho, publicadas em Diário Oficial e estritamente dentro da legalidade. Afirmou que as visitas trouxeram retornos financeiros e investidores ao estado, dando como exemplo o acordo de crédito de carbono assinado com a empresa Mercuria na Suíça, em 2024, que já rendeu R$ 20 milhões para os cofres públicos. Também citou que não há impedimento para que a primeira-dama acompanhe o governador em compromissos oficiais (veja nota na íntegra no fim da reportagem). Karynne Sotero durante viagens internacionais com o governador Reprodução Redes Sociais/ Karynne Sotero Se não tivessem sido afastados por suspeita de envolvimento nos crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o casal faria a décima viagem internacional, com destino a Washington e Nova York, nos Estados Unidos, entre 6 e 14 de setembro. O vice-governador Laurez Moreira (PSD), que assumiu o governo no mesmo dia da determinação do afastamento de Wanderlei, suspendeu o ato para a viagem internacional da comitiva tocantinense. "Nós não admitimos esse tipo de coisa. Você usar o cargo público para fazer viagem que não traga nenhum resultado para o Estado. Eu entendo que o governador deve viajar quando for uma viagem produtiva, que ela possa trazer recurso, possa trazer benefício para o Estado, mas não você sair com seus amigos para fazer viagens internacionais de turismo", comentou Laurez. Para não precisar entregar o governo ao vice durante as viagens nacionais e internacionais, Wanderlei propôs uma emenda constitucional para permanecer no cargo mesmo fora do país. O texto, que ficou conhecido como 'PEC do Apego' foi aprovado em 2024 pela Assembleia Legislativa. Wanderlei Barbosa durante viagem a Israel e Istambul Reprodução/Redes Sociais Wanderlei Barbosa Em uma mesma viagem, Wanderlei e Karynne chegaram a passar por três países europeus – Estônia, Espanha e Suíça, em maio de 2023. As visitas tinham como objetivo a participação em um fórum sobre transformação digital no setor público. Só em 2025, a comitiva do governador foi três vezes para o exterior. Em janeiro, o destino foi Zurique, na Suíça. Em maio, o governador esteve em Tel Aviv, Israel, para uma troca de experiências em inovação e tecnologia, segundo consta documento no Diário Oficial. Durante essa viagem, a delegação que acompanhou Wanderlei e Karynne precisou se proteger da aproximação de mísseis interceptados no céu da cidade. Na viagem de volta, eles passaram também por Istambul. Em julho, o governador participou de um evento em Marrakech, no Marrocos, sobre agronegócio e segurança alimentar. Além das viagens com o governador, em março, a primeira-dama foi até a Espanha acompanhar estudantes. A roupa de uma grife francesa usada por ela no voo gerou repercussão. Além de secretários e assessores, era comum na comitiva do governo ter a presença de deputados estaduais. Entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos), e a deputada Claudia Lelis (PV). Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero durante viagem a Israel, em maio de 2025 Divulgação/ Consórcio Brasil Central (BrC) Pagamentos de diárias De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), entre fevereiro de 2024 a agosto de 2025, Karynne recebeu cerca de R$ 80 mil em diárias, como secretária de Participações Sociais. O valor não inclui gastos com passagens e hospedagem. Segundo Mauro dos Anjos, especialista em gestão pública, viagens como essas podem ser importantes. Mas é preciso colocar na ponta do lápis qual será o retorno para os cofres públicos. "É importante que a viagem seja bem planejada e que os custos da viagem sejam geridos de maneira proba, ou seja, de manteira a economizar e fazer o melhor uso do dinheiro público para captar o melhor volume de investimentos. Essas despesas precisam ser demonstradas, por meio do portal da transparência. A população precisa saber o que foi gasto, onde foi gasto, como foi gasto e qual o propósito disso", comentou o especialista. Enquanto as viagens internacionais geravam despesas ao Estado, investigações da Polícia Federal apontavam que aliados próximos do governador criticavam a ausência frequentes do casal. Segundo a PF, até suspeitos de serem lobistas de propinas criticavam o excesso de viagem. Paulo Cesar Lustosa, ex-marido de Karynne e investigado na Operação Fames-19, disse ao irmão: "Coisa tá se arrumando, mas não tá fácil, tratar com Karynne tá difícil, sempre viajando”, apurou. A suspeita da polícia é de que Karynne atuava facilitando e agilizando pagamentos a credores dispostos a pagar propina. Relembre o afastamento O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal no mesmo dia do afastamento do governador. Conforme a PF, as investigações, que tramitam no STJ, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos nos anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. A defesa de Mauro Carlesse (Agir), governador na época, lamentou os recentes acontecimentos e afirmou que "inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados". Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero Todas as viagens realizadas pelo Governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero foram a trabalho, publicadas em Diário Oficial e estritamente dentro da legalidade, e sempre trouxeram resultados práticos para o Tocantins. Como exemplo podemos citar o acordo de crédito de carbono assinado com a empresa Mercuria na Suíça, em 2024, que já rendeu R$ 20 milhões para os cofres públicos estaduais, com expectativa de gerar mais R$ 120 milhões ao longo dos próximos anos. Outro exemplo é a viagem para a Estônia, que permitiu ao Tocantins investir na digitalização dos serviços públicos estaduais, sendo premiado nacionalmente em 2024 como o terceiro estado que mais evoluiu. A participação em Fóruns nacionais e internacionais, como o LIDE, nos quais o Governador Wanderlei Barbosa foi palestrante resultaram na atração de investimentos para o Tocantins tanto de empresas nacionais quanto estrangeiras, prova disso são os indicadores econômicos do Tocantins, que estão entre os melhores do Brasil, ao mesmo tempo que tem uma das menores taxas de desemprego da sua história, abaixo dos 6%. Muitas delas custeadas total ou parcialmente pelos realizadores dos eventos, sem ônus para o estado. Além do não impedimento para que a primeira-dama acompanhe o governador em compromissos oficiais, as agendas cumpridas no exterior tiveram mérito e pertinência em relação às atribuições da secretaria e da Rede Cuidar, coordenada pela mesma. Na Espanha, por exemplo, Karynne Sotero acompanhou um grupo de dez jovens beneficiários do programa Jovem Trabalhador, inserido na Rede Cuidar e voltado ao desenvolvimento e inclusão de adolescentes e jovens tocantinenses. Da mesma forma, o vice-governador Laurez Moreira também fez diversas viagens nacionais e internacionais custeadas pelo governo do estado, como a sua ida à China, durante cerca de 15 dias em setembro de 2023, acompanhado de sua comitiva. Desde que assumiu temporariamente o comando o vice-governador tem feito a divulgação distorcida das viagens a trabalho do Governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero para tentar tirar a atenção da sua péssima gestão e da inércia que o Governo do Tocantins se encontra desde que ele assumiu temporariamente o cargo. Íntegra da nota de Amélio Cayres O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres, informa que participou de duas viagens internacionais, como representante do Poder Legislativo. Em junho de 2023, o chefe do Legislativo esteve em missão oficial em Portugal, participando do XI Fórum Jurídico, cujas discussões tiveram como mote central “Governança e Constitucionalismo Digital”, e ainda participou de reuniões com deputados de outros países durante a Sessão Comemorativa do Dia Internacional do Parlamento e a Celebração do 134º Aniversário da União Interparlamentar (UIP). Já em janeiro de 2025, Amélio Cayres participou da Comitiva em viagem à Suíça, com agendas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à geração e comercialização de créditos de carbono e ao incentivo a projetos de reflorestamento. Na ocasião, o deputado também acompanhou o Brazil Economic Forum, e prestigiou a assinatura do Protocolo de Negociação para Restauração Florestal, que beneficiou diretamente o Tocantins com a previsão de recuperação de 12 mil hectares de áreas degradadas no Estado. O parlamentar ressalta ainda que sua presença nestas agendas esteve diretamente relacionada à função de representar o Parlamento tocantinense em discussões estratégicas para o Estado. Íntegra da nota de Claudia Lelis A deputada estadual Cláudia Lelis esclarece que sua participação em agendas internacionais ocorreu exclusivamente em caráter oficial, voltada à busca de recursos, parcerias e investimentos para o Tocantins. Profunda conhecedora da pauta ambiental e das negociações que envolvem o tema em nível global, Cláudia Lelis sempre esteve preparada para representar o Estado e a Assembelia Legislativa em debates internacionais, inclusive como vice-governadora esteve em diversas viagens representando o Tocantins. Fluente em inglês, a parlamentar que era presidente da Comissão de Meio Ambiente, Turismo e Recursos Hídricos da Assemebleia Legislativa do Tocantins, participava ativamente das reuniões, discutindo e defendendo propostas de interesse do Tocantins. Sua presença nas comitivas oficiais foi, portanto, de grande importância para assegurar que o Estado estivesse inserido nas discussões mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável. A deputada reafirma seu compromisso com políticas públicas que tragam benefícios concretos ao Tocantins e ressalta que todas as viagens foram realizadas de forma estritamente institucional, com transparência e responsabilidade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Incêndio é controlado após 2 semanas em patrimônio histórico natural de MT

Publicado em: 17/09/2025 19:04

Chuva ajudou a controlar incêndio no Parque Estadual Serra Azul, em Barra do Garças O incêndio que atinge há duas semanas o Parque Estadual Serra Azul e a do Roncador, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, foi controlado, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (17) pelos bombeiros. A chuva que caiu nos últimos dias ajudou a conter as chamas na região, que é considerada patrimônio histórico natural e turístico. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp As operações com duas aeronaves continuam no parque, além das equipes que atuam em campo, com apoio de brigadistas da prefeitura, para a extinção completa dos focos de calor. Uma família de quatis chegou a ser flagrada fugindo das chamas. Ainda no parque, um homem foi preso na segunda-feira (8) suspeito de caçar animais e tentar provocar incêndio na região. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) ainda fechou a visitação ao parque devido à gravidade da situação dos incêndios. Fogo é controlado em 3 frentes na Serra do Roncador em MT Bombeiros Já na região da Serra do Roncador, a aeronave e as equipes em solo permanecem mobilizadas, no combate e monitoramento dos focos ativos e atuando preventivamente para evitar novos incêndios, de acordo com os bombeiros. Estado de emergência Na segunda-feira (8), a prefeitura de Barra do Garças decretou estado de emergência por causa dos incêndios, com validade de 180 dias. A medida permite ao município adotar medidas urgentes, como a compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço das ações de combate. Segundo a prefeitura, o documento já foi enviado à Câmara Municipal para referendo e também à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Palavras-chave: câmara municipal

Mulher presa por espancar a filha de 12 anos é solta; Justiça nega medida protetiva para vítima no Piauí

Publicado em: 17/09/2025 18:20

Mulher é presa por espancar a própria filha de 12 anos no interior do PI A mulher presa suspeita de agredir a filha em Miguel Alves, foi liberada nesta quarta-feira (17) após audiência de custódia. Durante a prisão, na noite de terça-feira (16), a vítima, de 12 anos, pediu uma medida protetiva de urgência contra a mãe. No entanto, segundo o delegado Paulo Nogueira, a Justiça não autorizou o pedido. "O juiz aceitou a questão do flagrante e o caso segue sendo investigado, porém ele entendeu que nesse momento não cabia. A mulher foi solta com algumas restrições como comparecer à vara da cidade e se comprometer a não mais agredir a filha", afirmou o delegado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A Polícia Civil está ouvindo vizinhos, testemunhas e familiares para esclarecer o caso. O padrasto da menina também será interrogado, já que a menina afirmou, durante a prisão da mãe, que ele também a agrediu em outra ocasião. O Conselho Tutelar, a Assistência Social de Miguel Alves e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), responsável pelo atendimento à família, foram acionados para acompanhar a situação. “O inquérito segue em andamento. Vou ouvir outras pessoas mencionadas, inclusive o suposto agressor — o atual padrasto — que, segundo relatos da menina e da mãe, também teria agredido a criança por outro motivo. Se as denúncias forem confirmadas, ele pode ser indiciado”, afirmou o delegado Paulo Nogueira. O caso Uma mulher identificada pelas iniciais M. L. S. L. foi presa na noite desta terça-feira (16), suspeita de maus tratos contra a própria filha, de 12 anos, na cidade de Miguel Alves, no Piauí. Vizinhos denunciaram o caso para a Polícia Militar, que encontrou a vítima com lesões em todo o corpo e rosto. Segundo informações do 26º Batalhão da Polícia Militar (26º BPM), moradores da região ligaram para a polícia após perceberem a menina na rua, aparentemente em situação de vulnerabilidade, e apresentando marcas de agressão física. Policiais atenderam a denúncia e encontraram a menina com sinais de maus tratos no meio da rua por volta das 22h. Mulher é presa por espancar a própria filha no interior do PI Montagem g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: vulnerabilidade

Vereadores de Pouso Alegre aprovam utilidade pública de terreno da Câmara

Publicado em: 17/09/2025 18:07

Vereadores de Pouso Alegre aprovam utilidade pública de terreno da Câmara Municipal – Crédito: Divulgação A Câmara Municipal de Pouso Alegre aprovou em agosto o Projeto de Decreto Legislativo nº 468/2025, que declara de utilidade pública um terreno localizado no bairro Primavera, com área de 728,70 m². O imóvel poderá ser desapropriado de forma amigável ou judicial. De autoria da Mesa Diretora, o decreto tem como objetivo viabilizar a construção de um novo prédio para ampliar as dependências do Legislativo. O valor da indenização foi fixado em R$ 2.125.835,69, calculado a partir da média de três avaliações contratadas. Os recursos para a aquisição sairão do orçamento da própria Câmara. Expectativa é oferecer melhores condições de trabalho a servidores e agentes políticos, além de ampliar a capacidade de atendimento ao público – Crédito: Divulgação A urgência na desapropriação foi declarada no texto aprovado, permitindo que o Legislativo inicie imediatamente o processo de negociação com o proprietário. Caso não haja acordo, a ação judicial será conduzida pela Procuradoria-Geral do Município. A justificativa apresentada destaca que o prédio atual da Câmara, inaugurado em 2008, já não comporta todas as atividades legislativas, administrativas e culturais. Salas destinadas a gabinetes parlamentares vêm sendo usadas por setores como Comunicação e Jurídico, enquanto novas estruturas, como as procuradorias da Mulher e da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, ainda carecem de espaço adequado. Com a futura ampliação, a expectativa é oferecer melhores condições de trabalho aos servidores, além de ampliar a capacidade de atendimento ao público. O projeto reforça a necessidade de adequação da estrutura física da Câmara diante do crescimento populacional e da expansão de serviços como a Escola do Legislativo, o Museu Tuany Toledo e o Centro de Apoio ao Cidadão. Veja o vídeo abaixo produzido pela TV Câmara: Vereadores de Pouso Alegre aprovam utilidade pública de terreno da Câmara Com a futura ampliação, a expectativa é oferecer melhores condições de trabalho a vereadores e servidores, além de ampliar a capacidade de atendimento ao público – Crédito: Divulgação

Palavras-chave: câmara municipal

MP arquiva investigação sobre suposto desvio de verbas na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo

Publicado em: 17/09/2025 18:05

MP arquiva inquérito sobre propina na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo O Ministério Público arquivou o inquérito que apurava suspeitas de cobrança de propina em contratos da Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Segundo o MP, o arquivamento foi motivado pela falta de indícios que comprovassem as irregularidades. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O principal investigado era o ex-vereador Lourival Heitor (Solidariedade), que integrou a direção do hospital no período em que teriam ocorrido os supostos desvios. MP arquiva investigação sobre suposto desvio de verbas na Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo Divulgação A investigação havia sido aberta em maio de 2025, após uma denúncia feita pelo vereador Carlos Eduardo (Psol), conhecido como Duzão, durante uma entrevista em uma rádio local. Na ocasião, o parlamentar afirmou que um funcionário do hospital estaria acrescentando 20% ao valor de contratos para se apropriar dessa quantia, embora não tenha apresentado provas ou nomes de envolvidos. Diante da denúncia, o MP encaminhou o caso à Polícia Civil e orientou que a Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo também apurasse o assunto. Além disso, foi solicitado um parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo sobre possíveis irregularidades no uso do dinheiro público. O arquivamento, porém, não impede que o caso seja retomado se surgirem novas evidências desde que dentro do prazo legal. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal

Lula sanciona lei que combate 'adultização' de crianças na internet e cria regras para empresas de redes sociais

Publicado em: 17/09/2025 18:05

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que combate a 'adultização' de crianças nas redes sociais, nesta quarta-feira (17). O presidente vetou um trecho que dava prazo de 12 meses para que as regras entrem em vigor. Em substituição, o governo enviará uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional fixando esse prazo em seis meses. O texto da lei estabelece uma série de obrigações aos provedores de serviços digitais. Entre elas, garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e a remoção de conteúdo considerado abusivo para este público. 🔎 O tema ganhou força após um vídeo feito pelo influenciador Felca viralizar nas redes sociais. Após a repercussão, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar a proposta. O projeto foi aprovado no mês passado, tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal. 👉🏽 As regras serão aplicadas sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. 🚫 As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. Presidente Lula (PT) Ricardo Stuckert/PR Verificação de idade O projeto estabelece que fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes. No entanto, determina apenas que os fornecedores devem adotar medidas eficazes, por mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo. O texto proíbe que a conferência de idade seja realizada por meio de autodeclaração do usuário. A proposta também estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente. No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais. Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma. Controle dos pais A lei também exige que as empresas responsáveis por produtos ou serviços digitais disponibilizem mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes e para limitar o tempo de uso. 🚸 Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor. Felca dá entrevista ao Fantástico sobre alcance do vídeo 'adultização' Reprodução Medidas de prevenção As novas regras determinam ainda que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual. Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento. As plataformas que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar: um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas; a quantidade de conteúdo moderada; detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados. Criação de Agência O presidente também editou uma MP que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), inserindo o órgão no rol das agências reguladoras – segundo o governo, isso tornará a ANPD "mais robusta e imune a interferências, equipada com instrumentos suficientes para regular, fiscalizar e sancionar de forma efetiva". Além disso, o presidente vetou um trecho que atribuía competências à Anatel, o que o governo entendeu é inconstitucional. Para corrigir isso, o governo editar um decreto que vai organizar a divisão de funções entre os órgãos, deixando claro em que camada atua cada regulador. Assim, fica tudo como já é hoje: a Anatel segue responsável por encaminhar as ordens de bloqueios no nível dos provedores de conexão, e o Comitê Gestor da Internet (CGI) continua a atuar sobre nomes de domínio (DNS) no Brasil.

Palavras-chave: tecnologia

Conhecimento em jogo: Gincana do Saber Mirim define finalistas em Pouso Alegre

Publicado em: 17/09/2025 18:04

Conhecimento em jogo: Gincana do Saber Mirim define finalistas em Pouso Alegre – Crédito: Divulgação A Gincana do Saber Mirim já tem seus finalistas definidos! Após uma semana de disputas classificatórias, realizadas entre os dias 8 e 15 de setembro, cinco escolas conquistaram vaga na Grande Final, que acontece no dia 9 de outubro, às 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Pouso Alegre. As instituições classificadas foram: Colégio Objetivo e SESI-SENAI, ambos com 16 pontos; Centro Educacional Reis Magos e Colégio Europa, com 14,5 pontos; e o Colégio Fênix, que somou 14 pontos. Promovida há 17 anos pela Escola do Legislativo de Pouso Alegre, a Gincana Mirim é voltada para estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental II e já se consolidou como uma das principais atividades de educação cidadã da cidade. O projeto Gincana do Saber foi inclusive apresentado na Organização das Nações Unidas (ONU) como modelo de boas práticas, sendo destaque internacionalmente como exemplo de dinamismo e inovação no ensino legislativo. Nesta edição, a disputa reuniu 30 escolas públicas e privadas do município. Os desafios são baseados nas obras da autora Madu Macedo: Constituição em Miúdos I e Estatuto da Igualdade Racial em Miúdos, publicadas em parceria com a Câmara Municipal de Pouso Alegre, o Senado Federal e a ABEL (Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas). Mais do que testar conhecimentos, a competição busca fortalecer valores como respeito, cidadania e cooperação. Ao longo das etapas, os estudantes mergulharam nos conteúdos e demonstraram dedicação, engajamento e comprometimento. Toda a comunidade está convidada a prestigiar a final, torcer e vibrar junto com os jovens competidores nessa grande celebração da educação.

Palavras-chave: câmara municipal