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Rua em Santo Amaro, SP, é autorizada a ir para leilão sem moradores serem avisados

Publicado em: 09/09/2025 05:00

A rua América Central foi alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB), que autorizou o leilão da rua onde fica a empresa farmacêutica Apsen. Montagem/g1/Rodrigo Rodrigues e Lucas Bassi/Rede Câmara Moradores da Rua América Central, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, se dizem surpresos e preocupados com uma emenda aprovada na Câmara Municipal na última quarta-feira (3) que autoriza a prefeitura a leiloar a via para a iniciativa privada, caso o projeto seja sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). O vereador Marcelo Messias (MDB) incluiu em um projeto de lei da prefeitura uma emenda que autoriza a gestão municipal a negociar a venda do trecho de cerca de 250 metros da via, que inclui uma viela adjacente sem nome que tem sete imóveis residenciais. O projeto foi aprovado com oito emendas por 29 votos a favor e 11, contrários. Os moradores afirmam não ter sido consultados. A emenda do vereador se refere ao trecho entre as ruas La Paz e Ada Negri, inclusive a viela adjacente e sem nome, e 80% deste trecho da rua é ocupado por prédios e galpões da empresa farmacêutica Apsen. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp No total, além dos prédios da farmacêutica, a Rua América Central – que teve autorização da Câmara Municipal para ser negociada – tem cerca de outros dez imóveis de propriedade particular. Um deles é uma microempresa de produtos eletromecânicos que tem 18 funcionários e, em 2026, vai completar 30 anos de atuação na rua. O dono da empresa e do imóvel, Joel Moraes, não sabia da autorização para que a rua fosse leiloada e se disse surpreso com a notícia dada a ele pelo g1. “Estou sabendo agora por você e estou muito surpreso”, disse ele. “Nunca fomos procurados por nenhum vereador para falar sobre o assunto. Eu nem sabia que podia vender uma rua em São Paulo... Como é esse processo, você sabe? Vou ter o direito de ir e vir se uma empresa comprar a rua? Ela vai ser fechada pela empresa? Para quem vou pagar o IPTU?”, questionou o empresário. Emenda do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua América Central, inclusive a viela residencial adjacente. Reprodução/Câmara Municipal Na viela aos fundos da fábrica da Apsen, existem sete casas. Duas delas, a empresa já comprou. Nas outras cinco, moram famílias que se disseram "apavoradas" com a possibilidade de terem de deixar seus imóveis por conta do repasse da rua. Uma delas é Antonieta Cruz, de 65 anos. Mãe de um filho com transtorno do espectro autista de 47 anos, ela vive com o marido e o filho na casa há mais de 35 anos. “Nós vimos na reportagem da Globo nosso endereço. Fiquei chateada e muito preocupada. Mas a gente não sabe nem quem a gente pode procurar. A gente vai ter que deixar nossa casa? Eu não tenho interesse de sair daqui”, disse ela. Outro comerciante do local que se disse surpreso com a notícia da emenda é o empresário Ivan Nazarenko, dono de uma empresa de instrumentos cirúrgicos na mesma América Central. Ele também soube da emenda do vereador Messias pela imprensa. “Não entendi como a prefeitura pode vender meu endereço. Qual o significado exato dessa venda, e no que isso implica? Colocarão cancelas de acesso? Mudarão o nome? Como ficará o acesso de serviços públicos como coleta de lixo quando a rua virar propriedade privada? Como ficará o acesso de meus fornecedores e clientes? Estou meio perdido com isso...”, escreveu ele ao g1. “Não me procuraram e é possível que nosso imóvel desvalorize com essa venda da rua. Mas, de qualquer forma, a princípio não teríamos razões, no momento, de sair daqui. Não coloquei nada à venda”, destacou. Nem a Prefeitura de São Paulo tem as respostas para as perguntas feitas pelos moradores da rua. Porque o projeto de lei 673/2025, que foi aprovado na quarta-feira (3) na Câmara, tinha como objetivo a entrega para a iniciativa privada de apenas uma viela nos Jardins que não é mais habitada. A Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior teve todas as casas compradas e demolidas por uma construtora, que agora vai erguer um condomínio de luxo no local. Não há mais moradores ou comerciantes naquele local. A travessa deve ser negociada pelo preço mínimo de R$ 16 milhões. Em meio ao trâmite do projeto na Câmara, os vereadores incluíram oito emendas diferentes, concedendo ou autorizando o leilão e o repasse de outras áreas da cidade, sem nenhuma justificativa técnica nem consulta pública aos interessados registrada na Casa. Dona Antonieta Cruz, de 65 anos, vive na viela adjacente da rua América Central há 35 anos e não quer mudar ou vender seu imóvel. Rodrigo Rodrigues/g1 Uma dessas emendas é justamente a do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua de Santo Amaro. O g1 procurou o vereador e sua assessoria de imprensa, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, disse que o prefeito Ricardo Nunes tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o Projeto de Lei 673/2025 e que, nesse período, “diferentes secretarias e áreas técnicas analisam o conteúdo e apresentam subsídios para a decisão”. “Somente depois dessas etapas e da publicação da lei é que começam as análises de viabilidade técnica e jurídica dos pedidos específicos, sejam eles de alienação ou de concessão”, afirmou. Em nota, a farmacêutica Apsen informou que "está acompanhando o processo e esclarece que aguarda a sanção do Prefeito do Município de São Paulo, Ricardo Nunes, para que se posicione. A Apsen reafirma seu compromisso em contribuir de forma construtiva com a sociedade e com a comunidade em que atua". O empresário Joel Moraes e o filho, Joel Júnior, souberam da autorização para leilão da rua através do g1. Eles têm uma empresa na rua América Central há quase 30 anos. Rodrigo Rodrigues/g1 Na Rua América Central, os moradores que são alvos da emenda de Marcelo Messias criticaram o vereador e pediram veto do prefeito ao projeto. “Acho um absurdo o que foi feito. A primeira coisa que ele [vereador Messias] deveria ter feito, os seus assessores, é uma pesquisa aqui antes. Só pode estar atendendo algum interesse [que não é público]. Espero que o prefeito seja coerente e não sancione isso, porque que é um absurdo”, disse o empresário Joel Moraes. “Nunca me passou na cabeça vender a casa. Porque aqui é a maior paz para cuidar do meu filho e do meu marido. Estou bem chateada e preocupada. Quero pedir para eles não aprovarem isso, para não tirar o sossego da gente. Peço para que eles não levem isso adiante e deixem a gente em paz”, afirmou Antonieta Cruz. Casas e viela adjacente à Rua América Central, em Santo Amaro, alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB). Rodrigo Rodrigues/g1 Expansão O pano de fundo dessa história é a especulação imobiliária que atinge a cidade. Por conta do crescimento da Apsen no bairro, aos poucos a empresa foi comprando os imóveis vizinhos e expandindo seus prédios na vizinhança das ruas La Paz e América Central. Só que esse plano de expansão esbarrou na vontade dos moradores e comerciantes de se manter nos imóveis em que vivem ou trabalham há décadas, conforme eles mesmo contaram ao g1. “A Apsen nos procurou duas vezes nos últimos três ou quatro anos. Numa delas, ofereceu um valor pelo nosso imóvel, muito abaixo do mercado, e não nos interessou sair daqui. A outra foi para trocar o nome da rua para um dirigente fundador da empresa deles. A gente concordou, desde que eles cobrissem os nossos custos de mudança do material gráfico com novo endereço. Mas não sei se essa história de troca de nome evoluiu ou não”, afirmou o empresário Joel Moraes. O filho dele, Joel Júnior, que ajuda o pai a tocar a empresa de produtos eletrônicos, diz que não tem problemas em negociar o imóvel da empresa, caso seja procurado pela farmacêutica. Porém, ele fala que é preciso oferecer um preço justo, para cobrir as despesas de mudança. A farmacêutica Aspen tem 80% dos prédios da Rua América Central e tem interesse na compra dos demais imóveis da via Rodrigo Rodrigues/g1 “Não é só o preço do imóvel que a gente precisa negociar. A nossa empresa tem uma característica muito particular, porque as máquinas daqui foram adaptadas sob medida para o espaço atual. Devido ao alto consumo de energia da nossa atividade, a gente também teve que negociar com a Enel um transformador de energia no poste da rua só para a gente”, explicou o empresário. “A saída daqui envolve uma logística complexa, que a gente precisa embutir nessa negociação. Tem toda uma infraestrutura nossa aqui que precisa ser adaptada para sairmos. É preciso negociar um valor compatível, para construir outra planta em outro lugar”, afirmou. Na viela mora também dona Eva, que tem um imóvel de cerca de 150 metros quadrados, com um grande jardim. Ela comprou a casa, décadas atrás, com a ajuda da mãe e dos irmãos, trabalhando duramente como secretária por quase 40 anos. “Eu pensei que ia terminar os meus dias aqui. Mas estou preocupada com essa história de venderem a rua...”, disse ela. Na conversa no portão da casa, o genro dela, Fernando, contou que também foi procurado pela Apsen para vender o imóvel, mas não também não houve interesse. “Essa casa aqui tem uma característica que você não vê mais aqui em Santo Amaro. É uma casa grande, com quintal e jardim, onde minha sogra criou os filhos e agora os netos vêm se divertir. Com o dinheiro que eles nos ofereceram, a gente não consegue comprar nada parecido em São Paulo”, disse ele. “Eu vejo essa ideia de vender a rua como uma forma de nos aprisionar aqui e forçar a gente a vender as casas a preço de banana”, afirmou. A opinião é compartilhada pelo empresário Ivan Nazarenko: “O leilão dessa rua tem cliente certo, que é a Apsen. Não faz muito sentido dizer ‘leilão’ abstraindo quem é o comprador óbvio. É absolutamente óbvio que isso foi, de alguma forma, articulado pela Apsen. Nossa rua tem uso, não é inútil. Tem a gente, a Eletroero, o pessoal da viela”. O que dizem os especialistas O professor da FGV, Marco Antonio Teixeira, e a doutora em Direito Bianca Tavolari, pesquisadora do Cebrap/USP. Reprodução/Instagram O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor do curso de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou a importância do debate sobre a decisão dos vereadores. “O papel dos vereadores foi bastante corporativo ao desconsiderar o interesse dos moradores e de quem lá na rua já está, já mora há muito tempo e terá suas vidas completamente modificadas. Eles [parlamentares] viraram representantes da empresa. E este é um debate muito importante para a cidade porque, por mais que haja interesses corporativos, é preciso considerar o interesse coletivo. Faltou esse espírito público aos parlamentares”, afirmou. A doutora em direito Bianca Tavolari, coordenadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap-USP) e professora da FGV Direito, diz que a Câmara tem incluído nos projetos "privatizações ou potenciais privatizações de ruas por emendas, sem a necessária discussão com a população sobre o interesse público desses espaços". “É muito preocupante, porque isso já foi visto nas revisões de Plano Diretor, em que boa parte foi de emendas de vereadores atendiam a interesses exclusivos do mercado imobiliário. E é muito difícil sustentar que há interesse público nisso", ressalta. E finaliza: "Uma situação sem transparência e sem que a gente possa, de fato, ter uma percepção pública de qual é o interesse real desses vereadores". Quem é o vereador Marcelo Messias O vereador Marcelo Messias, do MDB, está no 2° mandato dele na Câmara Municipal de São Paulo. Lucas Bassi/Rede Câmara Cirurgião dentista, Marcelo Messias é vereador em São Paulo desde 2021, quando foi eleito com pouco mais de 23 mil votos. Ele está no 2° mandato na Câmara Municipal e foi reeleito em 2024 com 40.079 votos. Fiel ao prefeito Ricardo Nunes, ele é considerado o substituto do prefeito nas associações comerciais de empresários regionais na Zona Sul de São Paulo, onde Nunes atuava antes de se tornar vice-prefeito e, depois, prefeito reeleito de São Paulo. Na Câmara Municipal, o vereador do MDB faz parte da Corregedoria da Casa – que julga processos de quebra de decorro pelos parlamentares – além de ter sido indicado recentemente para a CPI que começou a investigar as fraudes das construtoras na construção de habitações de interesse social na cidade. O parlamentar também é membro de duas comissões do Poder Legislativo: a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Cidadania e a Subcomissão do Plano Municipal de Cultura da Comissão de Finanças e Orçamento.

Palavras-chave: câmara municipal

Pesquisa brasileira descobre por que alguns tipos de câncer de mama não respondem a tratamentos

Publicado em: 09/09/2025 05:00

Mamografia é o principal exame para detectar câncer de mama. Adobe Stock Uma pesquisa 100% brasileira trouxe novas respostas para uma das perguntas mais desafiadoras da oncologia: por que alguns pacientes com câncer de mama não respondem — ou deixam de responder — a terapias já consideradas revolucionárias? Cientistas do Hospital Sírio-Libanês identificaram 90 diferentes versões da proteína HER2, contra cerca de 20 conhecidas até então. Essa diversidade pode explicar a resistência de parte dos tumores às drogas que têm como alvo essa proteína. Os resultados foram publicados na capa da revista científica Genome Research, em setembro. O que é a proteína HER2 A HER2 é uma proteína natural do organismo, ligada ao processo de divisão celular. Em condições normais, ela se comporta como um interruptor: liga e desliga para controlar o crescimento das células. No câncer de mama, esse mecanismo pode falhar. O gene responsável pela produção da HER2 às vezes fica permanentemente ativado, funcionando como um “acelerador preso”, o que leva à multiplicação descontrolada das células tumorais. Por isso, a presença da HER2 é usada para classificar os tumores: HER2-positivo: cerca de 20% dos casos no Brasil se enquadram nessa categoria. São tumores que produzem a proteína em grande quantidade e costumam receber tratamentos específicos que bloqueiam a HER2. HER2-low: correspondem a aproximadamente 60% dos casos. Nesses tumores, a HER2 aparece em níveis baixos, mas ainda detectáveis nos exames. Até pouco tempo, esses pacientes não tinham acesso a terapias anti-HER2, mas drogas mais recentes, como o trastuzumabe-deruxtecana (TDXd), passaram a oferecer benefício também para esse grupo. HER2-zero: nesses tumores, a proteína não é identificada de forma mensurável. Como as terapias anti-HER2 não funcionam, os médicos recorrem a outros tipos de tratamento. Como o estudo foi feito O estudo investigou 561 amostras de tumores de mama do The Cancer Genome Atlas (TCGA), um dos maiores bancos de dados genômicos de câncer do mundo, criado nos Estados Unidos e usado por pesquisadores para investigar as características moleculares da doença. Analisou, ainda, linhas celulares cultivadas em laboratório sensíveis ou resistentes a drogas como trastuzumabe e T-DXd (anticorpos conjugados a quimioterápicos). Para chegar à descoberta, os cientistas utilizaram tecnologias avançadas de leitura genética, que permitem enxergar detalhes invisíveis em exames comuns. Assim, perceberam que o gene HER2 consegue gerar muito mais versões da proteína do que se imaginava. Depois, os pesquisadores confirmaram que essas versões realmente aparecem nos tumores e até fizeram modelos em computador para prever a forma de cada uma delas. Com isso, mostraram que muitas dessas variações não têm o ponto de encaixe onde os remédios deveriam agir — o que pode explicar por que alguns tratamentos deixam de funcionar. A descoberta Com essa abordagem, o grupo expandiu de 20 para 90 isoformas codificadoras da HER2. Muitas delas apresentavam diferenças importantes: algumas não tinham o ponto de ligação para os anticorpos usados nos tratamentos, o que pode permitir que as células tumorais “escapem” das terapias. “Encontramos 90 variações da HER2, muito além das 20 conhecidas. É como se tivéssemos descoberto diferentes tipos de fechaduras. As drogas atuais são chaves que funcionam bem em algumas, mas não em todas”, explica o pesquisador Pedro Galante, coordenador do Grupo de Bioinformática do Sírio-Libanês. Na prática, isso ajuda a explicar casos em que pacientes classificados como HER2-positivo não respondem ao tratamento e outros, com níveis considerados baixos de HER2, apresentam resposta inesperadamente boa. Medicamento de câncer, Trastuzumabe deruxtecan, cancer de mama, Presidente Olegário, Astrazeneca/Divulgação O impacto clínico Para Galante, a descoberta traz um novo mecanismo possível de resistência. “Apesar dos avanços, ainda vemos pacientes que não respondem ou que param de responder às terapias anti-HER2. Nossa pesquisa sugere que a diversidade de isoformas pode ser uma das explicações”, afirma. Essa informação é crucial diante de drogas como o trastuzumabe-deruxtecana (TDXd), lançado há apenas quatro anos e considerado uma revolução no tratamento. Cada dose custa em torno de R$ 40 mil e deve ser aplicada mensalmente. “Estratificar melhor os pacientes é fundamental: evitar que alguém use um tratamento caro, com efeitos colaterais, sem chance real de resposta”, reforça Galante. O que vem pela frente O próximo passo dos cientistas é acompanhar pacientes em tratamento para verificar, na prática, se os perfis de isoformas correspondem à resposta clínica observada. A longo prazo, o estudo pode servir de base para que a indústria farmacêutica desenvolva novos anticorpos adaptados às diferentes variações ou até terapias combinadas, capazes de bloquear várias isoformas ao mesmo tempo. “Mapear essa diversidade ajuda a entender como o câncer se adapta às terapias. Isso pode direcionar o desenvolvimento de medicamentos mais precisos”, diz Galante. Ciência brasileira em destaque O estudo foi conduzido inteiramente no Brasil e publicado em uma das revistas mais prestigiadas da área. “Em um cenário em que a ciência nacional muitas vezes sofre descrédito, é importante mostrar que produzimos conhecimento de ponta”, destaca Galante. A expectativa é que o achado abra caminho para um futuro de tratamentos cada vez mais personalizados, capazes de aumentar a eficácia contra o câncer de mama e reduzir custos e efeitos colaterais. Mamografias diminuíram nos últimos 10 anos em SC e mortes por câncer de mama aumentaram

Palavras-chave: tecnologia

Nova técnica permite transformar plástico PET em material capaz de capturar CO2

Publicado em: 09/09/2025 04:01

COP30 - O que é e como funciona o mercado de carbono? Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, desenvolveram uma tecnologia que pode ajudar a enfrentar dois dos maiores problemas ambientais do planeta: o acúmulo de plástico e a crise climática. O grupo conseguiu transformar resíduos de PET — usado em garrafas, tecidos e embalagens — em um material capaz de capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Lixo, um recurso valioso? Segundo o estudo, publicado na revista Science Advances, o processo químico “upcycle” converte o plástico PET descartado em um novo material chamado BAETA. Esse pó, que pode ser compactado em pellets, tem uma superfície quimicamente modificada que se liga ao CO2 de maneira eficiente. Quando saturado, o material pode ser aquecido para liberar o gás em alta concentração. O CO2 liberado pode ser armazenado de forma segura ou aproveitado em processos industriais, como a produção de combustíveis sintéticos. “A beleza desse método é resolver um problema sem criar outro. Transformamos lixo em um recurso que ajuda a reduzir gases de efeito estufa”, explica a autora principal do estudo, Margarita Poderyte. Escalável e resistente Segundo os pesquisadores, o BAETA funciona em diferentes condições: desde a temperatura ambiente até cerca de 150 ºC. Essa característica permite o uso em indústrias, instalando unidades de captura diretamente nas chaminés para filtrar o CO2 antes que ele seja lançado na atmosfera. Coautor do trabalho, Jiwoong Lee destaca que o material mantém sua eficiência por longos períodos e se adapta a diferentes ambientes. “Com essa tolerância ao calor, ele pode ser usado até no final do processo industrial, onde os gases estão mais quentes”, diz. BAETA, material capaz de capturar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Divulgação/Max Emil Madsen, Universidade de Copenhague. Ganho duplo para o meio ambiente O PET, que representa boa parte do lixo plástico mundial, costuma se acumular em lixões ou acabar nos oceanos, fragmentando-se em microplásticos. Com a nova tecnologia, até mesmo resíduos degradados e de baixa qualidade — que não entram na reciclagem tradicional — podem ser reaproveitados. Para os cientistas, essa é uma forma de “unir problemas” em uma mesma solução: menos plástico na natureza e mais eficiência no combate às mudanças climáticas. “Nosso material pode criar um incentivo econômico concreto para limpar os oceanos”, afirma Lee. Como funciona a captura de CO2 com plástico reciclado O PET contém cerca de 60% de carbono em sua composição. Ele é quimicamente transformado com etilenodiamina, substância conhecida pela alta capacidade de ligação ao CO2. O processo decompõe o plástico em partículas menores, criando uma estrutura que “puxa” o gás da atmosfera. Quando cheio, o material é aquecido para liberar o CO2, que pode ser armazenado ou reaproveitado. Próximos passos Agora, o desafio é levar a descoberta do laboratório para a indústria. Os pesquisadores já buscam investidores para produzir o BAETA em escala de toneladas e instalar os sistemas em fábricas. “A tecnologia é sustentável e pode ser ampliada. O ponto decisivo será convencer autoridades e empresas a investir”, afirma Poderyte.

Palavras-chave: tecnologia

Universitários com hábitos pouco saudáveis têm 3 vezes mais risco de depressão, diz pesquisa da UFSC

Publicado em: 09/09/2025 03:00

Professor Thiago Matias explica resultados preliminares de estudo sobre universitários Metade dos universitários brasileiros apresenta sinais de depressão, e um fator em comum pode estar ligado aos hábitos diários. É o que aponta uma pesquisa inédita feita com mais de 6 mil calouros de 12 universidades do país capitaneada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo revela que hábitos diários, ligados à alimentação, ao sono e à prática de exercícios, podem influenciar de forma decisiva a saúde mental dos jovens. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O responsável pelo estudo em Santa Catarina é o professor Thiago Matias, coordenador do Grupo de Pesquisa em Motivação e Movimento Humano (Motus). A iniciativa para a colaboração partiu do professor Felipe Barreto Schuch, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Estilos de vida são aspectos que envolvam comportamentos de saúde. O quanto se pratica de atividade física, o que se come, como se dorme, como se relaciona, o tempo que se passa em frente às telas. E aí a gente tem observado que essas alterações, positivas ou negativas, podem de alguma forma se relacionar com a saúde mental deles”, diz o professor. A pesquisa faz parte de um levantamento global que acompanha estudantes de 60 instituições em 20 países, o projeto "Unilife-M". No Brasil, a amostra foi composta por 6.371 universitários, com idades entre 16 e 35 anos, que responderam a questionários sobre hábitos de vida e saúde mental. Os dados chamam atenção: 54,4% dos estudantes apresentaram sintomas de depressão; Entre os que têm hábitos menos saudáveis, o risco é três vezes maior; Foram identificados três perfis: 42,3% com estilo de vida positivo, 44% com perfil de risco e 13,7% com hábitos mistos. Entre os fatores analisados estão: alimentação atividade física qualidade do sono uso de substâncias gerenciamento do estresse apoio social comportamento sedentário. Já no questionário sobre sintomas, os estudantes responderam sobre assuntos como: depressão, ansiedade, mania, distúrbios no sono, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), falta de atenção, hiperatividade e risco de suicídio. “O estudante que dorme mal, alimenta-se de forma inadequada e não se exercita tem mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade e depressão”, reforça Matias. O professor explica que esses alunos, todos os anos, vão novamente responder a esses formulários, completando o ciclo de formação, o que caracteriza um estudo longitudinal. O grupo de estudos na UFSC também criou um manual para ajudar os estudantes a encontrar uma rede de apoio na universidade. "Esse cenário epidemiológico, com essas prevalências que são muito altas, pode até assustar a população. Justamente os alunos já carregam alguns desses sintomas na entrada da universidade, e a universidade tenta criar formas e faz pesquisa para tentar entender essa situação, e ajudá-los a encontrar locais de apoio", explica o professor. Estudantes correm durante olimpíada estudantil na UFSC em 2023 Leticia Schlemper/Agecom/UFSC Fase vulnerável Para os especialistas, a entrada na universidade é um momento de vulnerabilidade. A psiquiatra Deisy Porto diz que a transição entre a escola e a graduação traz muitos desafios à saúde mental, por envolver escolhas importantes como a profissão e um vestibular concorrido, por exemplo. "Fora todas as mudanças que podem vir, como o afastamento dos amigos e família, novas responsabilidades, cobrança por desempenho e pressão financeira. A adolescência e início da vida adulta são períodos de maior vulnerabilidades para o início de transtornos mentais, como depressão, ansiedade ou até quadros psicóticos, por todos esses fatores ambientais, associados às vulnerabilidades genéticas e individuais", explicou. O consumo de bebidas alcoólicas também pode afetar a saúde mental de estudantes universitários, já que é frequentemente normalizado nessa faixa etária e pode aumentar os riscos de acidentes e episódios de violência. "O consumo de álcool é um fator de risco importante para adoecimento psiquiátrico. Ele pode agravar quadros de ansiedade e depressão, favorecer condutas impulsivas. Além disso, quando usado como forma de lidar com sofrimento emocional, o álcool mascara os sintomas e atrasa a busca por ajuda adequada". Virada de chave Universitária Ingridy Della Betta comenta importância dos exercícios físicos Quem sentiu na pele a diferença que um estilo de vida saudável pode fazer foi a estudante Ingridy Della Betta, de 28 anos. Durante a graduação, no Paraná, ela enfrentou uma rotina exaustiva e deixou os exercícios de lado. A pandemia agravou o quadro: Ingridy desenvolveu ansiedade. Depois que o pior da Covid-19 passou, ela resolveu fazer mudanças na vida. Porém, novamente não conseguiu tempo para os exercícios. "Foi na época em que fui morar sozinha. Tinha que manter uma rotina de dois trabalhos, dois estágios, mais a graduação e, nesse tempo, o que mais pesou foi o fato de eu não conseguir manter uma rotina de treinamentos", contou. A virada aconteceu no mestrado, em Florianópolis, que começou neste ano. Agora, ela separa tempo para os exercícios, seja na academia, caminhadas, pedaladas e trilhas, aproveitando a natureza da capital catarinense. Segundo ela, isso ajudou na saúde mental, junto a outras questões. "Sou bolsista do mestrado e isso facilita, porque ser bolsista proporciona com que eu esteja disponível para a pós-graduação. Mas, ao mesmo tempo, maior tempo para flexibilizar minhas rotinas. Então, consigo me dedicar a ter uma rotina de treino, uma rotina de alimentação mais saudável". "Hoje eu digo que eu estou no meu auge de bem-estar psicológico, feliz com as minhas escolhas e com as consequências de estar aqui onde eu estou, na cidade em que eu estou, com as oportunidades de poder fazer atividade física", resumiu. Estudante Ingridy aproveita atividades ao ar livre em Florianópolis Ingridy Della Betta/Arquivo pessoal Como reduzir os riscos Segundo a psiquiatra, ao longo da graduação, diversos fatores podem impactar a saúde mental dos estudantes. No início do curso, é comum enfrentarem a pressão da adaptação e a insegurança diante do novo ambiente. Já na metade da formação, as exigências acadêmicas se intensificam e surgem dúvidas sobre o futuro profissional. No final, a ansiedade relacionada ao ingresso no mercado de trabalho e à vida adulta independente tende a aumentar. Além disso, muitos concluem a graduação com dívidas de financiamento estudantil, o que representa mais um fator de estresse. De acordo com a especialista, pequenas mudanças podem ajudar: 💤manter uma rotina minimamente organizada de sono, alimentação e estudo 🙌 cultivar vínculos sociais de qualidade 🎲reservar tempo para lazer e atividade física 🧑‍⚕️procurar apoio psicológico quando sentir necessidade "Reconhecer que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas, sim, de cuidado consigo mesmo. Pode fazer toda a diferença para atravessar esse período com mais saúde", concluiu a doutora. Prevenção Os pesquisadores defendem que políticas públicas voltadas para a promoção de hábitos saudáveis podem ser essenciais para prevenir transtornos mentais entre universitários. “Temos observado que boa parte dos transtornos mentais que esses jovens vão enfrentar acontecem justamente nesse período. A gente quer entender o que acontece e se a exposição a essas alterações do estilo de vida influenciam de alguma forma esses sintomas de transtorno mental” Além do professor Matias, fazem parte da pesquisa, pela UFSC, os acadêmicos Tuane Sarmento, Renato Claudino e Jhonatan Wélington Pereira Gaia. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

iPhone 17 mais fino e mais caro: o que a Apple deve revelar nesta terça

Publicado em: 09/09/2025 00:00

iPhone 16 em loja da Apple em Londres, em 6 de outubro de 2024 Reuters/Hollie Adams/File Photo O evento da Apple deverá ter como destaque um celular ultrafino. É o iPhone 17 Air, voltado para ser a versão leve dos celulares da empresa, assim como acontece com o computador MacBook Air. Com o tema "Queixos vão cair", o anúncio deverá ser feito nesta terça-feira (8), a partir das 14h (horário de Brasília) na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia. A empresa também poderá lançar novas versões do relógio Apple Watch, dos fones de ouvido AirPods e dos óculos Vision Pro. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma das questões para o evento é como ficarão os preços de produtos da Apple após o tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos importados aos Estados Unidos. A Apple fabrica mais de 90% de seus celulares na China. Por isso, analistas acreditam que haverá um reajuste de preços, mesmo que a empresa não faça alusão ao tarifaço. "Eles aprenderam a jogar limpo com Washington – um aumento direto de preços pode não ser bem aceito", disse à Reuters Gene Munster, sócio-gerente da Deepwater Asset Management, que detém ações da Apple. "Mas eles têm custos crescentes e têm sido leais ao aumento das margens [de lucro] e, para isso, é preciso encontrar algum método." Tim Cook, chefão da Apple, elogiou Trump em jantar na Casa Branca Modo IA: Google começa a liberar versão repaginada da busca que lembra ChatGPT 'Atendimento de bilhões': o dia que Bill Gates trabalhou na startup de sua filha iPhone 17 O iPhone 17 Air deverá impressionar pelo seu visual compacto, com apenas 5,5 mm de espessura, de acordo com a Bloomberg. A expectativa é que ele tenha menos da metade da espessura do primeiro iPhone, lançado em 2007 com 11,6 mm. O novo modelo também deverá ser mais fino que o Galaxy S25 Edge, lançado este ano com 5,8 mm de espessura. Para conseguir um celular ultrafino, a Apple usará só um sensor de câmera traseiro, segundo o site MacWorld. E usará apenas uma saída de alto-falante em vez de duas, de acordo com o 9to5Mac. O tamanho do iPhone 17 Air também forçará a Apple a abandonar a entrada para chip físico, obrigando o uso do chip virtual eSIM, segundo o site The Verge. A versão Air é apontada como o início de uma transição para um iPhone dobrável em 2026, de acordo com analistas ouvidos pela agência Reuters. Diferenças entre o iPhone 16e e o iPhone 16 Na versão básica, o iPhone 17 deverá ganhar tela maior e uma câmera de selfie com 24 megapixels. E a Apple não lançará um iPhone 17 Plus, segundo o MacRumors. Os modelos Pro e Pro Max deverão ter mudanças no visual das câmeras, distribuídas em uma barra retangular que ocupará de um lado ao outro na traseira. Eles terão câmera frontal de 24 megapixels (bem acima dos 12 MP do iPhone 16 Pro e Pro Max), além do processador A19 Pro. Apple Watch O Apple Watch Series 11 continuará com o mesmo visual, mas ganhará uma tela mais brilhante e, ao mesmo tempo, mais econômica, segundo o site CNET. O Apple Watch Ultra 3, modelo mais avançado, poderá ter uma tela maior e suporte para troca de mensagens de texto via satélite. Tanto o Series 11 quanto o Ultra 3 terão alertas para os usuários em caso de pressão alta e de apneia do sono. Já o Apple Watch SE 3 deverá ter seu visual renovado após uma insatisfação da equipe de design da empresa com a aparência e os materiais do modelo, segundo o Verge e a Bloomberg. AirPods O evento deverá servir para apresentar os fones de ouvido AirPods Pro 3, de acordo com o 9to5Mac. Eles devem ganhar o "TechWoven", um novo estojo com acabamento em tecido. Os fones também ganharão monitoramento de frequência cardíaca, segundo o Verge. E o H3, um novo chip para melhorar o cancelamento de ruído e o áudio adaptativo, de acordo com o TechCrunch. Duelo de inteligência artificial: Galaxy S25 x iPhone 16 Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Palavras-chave: inteligência artificial

Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena de MT após município decretar estado de emergência; vídeo

Publicado em: 08/09/2025 20:07

Fazendeiros ajudam no combate às chamas em Barra do Garças (MT) Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, segundo relato de produtor rural nesta segunda-feira (8). O fogo ainda não foi controlado e fazendeiros também ajudam no combate às chamas. (Veja vídeo acima). O município ainda decretou estado de emergência em razão dos inúmeros focos de incêndio que se espalharam pela região, e atingem o Parque Estadual da Serra Azul e a Serra do Roncador. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os bombeiros trabalham na região para conter as chamas, mas as altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar dificultam o trabalho. As chamas começaram no dia 4 de setembro e, desde então, bombeiros, brigadistas e militares do Exército atuam em uma operação conjunta para conter o avanço do fogo. Os bombeiros instalaram dentro do Parque Serra Azul uma sala de situação para monitorar o incêndio em tempo real. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) fechou o parque à visitação até que a situação melhore, que já dura a quatro dias. A medida busca definir estratégias rápidas para o combate ao fogo na área de preservação. Segundo os bombeiros, o monitoramento em tempo real é necessário devido às condições climáticas extremas, como as altas temperaturas e os ventos intensos, que têm favorecido a propagação do fogo. Já na Serra do Roncador, as chamas se aproximam das fazendas e da Terra Indígena. Até agora, cerca de cinco mil hectares de mata foram destruídos pelo fogo. Fogo avança sem controle em Barra do Garças Arquivo pessoal Estado de emergência O decreto que instituiu o estado de emergência na região tem validade de 180 dias e permite ao município adotar medidas urgentes, como a compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço das ações de combate. Segundo a prefeitura, o documento já foi enviado à Câmara Municipal para referendo e também à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A prefeitura pretende ainda comunicar oficialmente o Governo Federal para tentar garantir apoio nacional no enfrentamento do desastre ambiental.

Palavras-chave: câmara municipal

'Efeito tarifaço?' Viracopos registra queda de 18,5% nas exportações para EUA

Publicado em: 08/09/2025 20:03

As exportações pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP) registraram queda de 18,5% em agosto em comparação com o mesmo mês em 2024. Em nota, Viracopos afirmou que o recuo pode estar relacionado ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que passou a valer no dia 6 de agosto e elevou em 50% as tarifas sobre parte dos produtos brasileiros. O levantamento foi divulgado pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos e mostra a comparação entre as exportações de cada ano: agosto de 2025: 6.761 toneladas exportadas agosto de 2024: 8,292 toneladas exportadas ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Produtos exportados Viracopos é um dos principais portões de saída de mercadorias brasileiras — especialmente das regiões Sudeste e Sul — para os Estados Unidos. Por ano, cerca de 20 mil toneladas saem de Viracopos com destino ao mercado norte-americano. Entre os produtos exportados estão: calçados; tecidos; peças para as indústrias farmacêutica e automotiva; itens do setor metalmecânico; frutas; peixes. O tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos, em vigor desde 6 de agosto, aumento em 50% as tarifas de quase 36% das mercadorias brasileiras exportadas para o país, incluindo café, carnes e frutas. Leia também: 'Forte vulnerabilidade': tarifaço do Trump pode impactar mais da metade dos produtos exportados pela RMC aos EUA, diz estudo Tarifaço de Trump: como taxação de 50% impacta produção de café na região de Campinas Queda de exportações em Viravopos pode ser efeito do tarifaço EPTV/Reprodução VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas.

Palavras-chave: vulnerabilidade

É #FAKE que imigrantes paquistaneses colocaram fogo em igreja no País de Gales

Publicado em: 08/09/2025 19:04

Imigrantes paquistaneses não estiveram por trás de incêndio criminoso no Sul de Gales G1 Circula nas redes socais um vídeo de uma igreja pegando fogo no País de Gales– e a legenda diz que dois imigrantes paquistaneses causaram o incêndio. É #FAKE. selo fake g1 🔴 O que diz a publicação mentirosa? Publicado em 27 de agosto de 2025 no X, onde já teve mais de 3,4 milhões de visualizações, o post exibe um vídeo real de uma igreja em chamas, enquanto bombeiros tentam controlar o fogo. Construída em 1879, o templo calvinista está desativado desde 2000. O texto da publicação, escrito em inglês, diz: "Reino Unido: Uma igreja no País de Gales foi incendiada por dois imigrantes paquistaneses. O cristianismo está sob ataque no Reino Unido". A mensagem não apenas mente sobre a suposta autoria do crime – ela omite que o incidente ocorreu em 24 de abril (leia mais abaixo). Já na época do incêndio, o apresentador americano Alex Jones, conhecido por propagar teorias das conspirações de extrema direita, escreveu o seguinte no X: "Uma igreja no País de Gales foi incendiada por dois invasores paquistaneses. O cristianismo está sob grande ataque no Reino Unido. Se você se queixar, a polícia do pensamento irá prendê-lo". O post teve mais de 1,3 milhão de views. Desde então, essa falsa alegação vem reaparecendo periodicamente nas redes, como no conteúdo fake que viralizou no final de agosto. A acusação contra imigrantes feita por Jones e outros perfis semelhantes continuaram se espalhando mesmo após a polícia local ter afirmado que os suspeitos eram adolescentes do próprio País de Gales (veja mais abaixo). ⚠️ Por que isso é mentira? O vídeo do incêndio é real – e não uma fake produzida por inteligência artificial (IA) –, mas o texto do post engana ao atribuir o episódio à ação de pessoas vindas do Paquistão. Com a especulação de que os autores seriam imigrantes ganhando força nas redes sociais, o perfil oficial da polícia de Gales do Sul informou, em 27 de abril, que os suspeitos eram, na verdade, dois adolescentes do País de Gales. No mesmo comunicado, as autoridades encorajaram as pessoas a não compartilharem boatos "exaltados": "Essa informação [envolvimento de paquistaneses no incêndio] é completamente falsa. Um menino de 14 anos de Sandfields, Neath Port Talbot, e um menino de 15 anos de Bryn, Neath Port Talbot, foram presos sob suspeita de incêndio criminoso. Qualquer outro rumor que esteja circulando é falso e exaltado. Pedimos às pessoas que não os compartilhem". Para encontrar o vídeo usado no post viral, o Fato ou Fake usou a ferramenta InVID e fragmentou o conteúdo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, fez uma busca reversa por algumas dessas "fotos" no Google Lens. Essa ação permite identificar publicações mais antigas de um material na internet. A pesquisa indicou que o vídeo do incêndio começou a circular em 24 de abril de 2025, data do incêndio. Segundo o site do departamento de bombeiros do Gales do Sul, mais de 20 bombeiros foram enviados ao local -- uma igreja calvinista construída em 1879, mas desativada desde 2000. A ação durou mais de 12 horas. Imigrantes paquistaneses não estiveram por trás de incêndio criminoso no Sul de Gales G1 Veja também Veja o que é #FATO ou #FAKE em vídeos do conflito entre Israel e Irã Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Lei considera Presidente Prudente capital estadual da batata-doce e incentiva produção do alimento no Oeste Paulista

Publicado em: 08/09/2025 19:03

Batata-doce Divulgação A cidade de Presidente Prudente (SP) é considerada a capital estadual da batata-doce a partir da Lei nº 11.702, aprovada pela Câmara Municipal e pelo prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” (Republicanos), conforme comunicado publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (8). A declaração, segundo o artigo 1º, é em razão da expressiva produção, da qualidade reconhecida do produto regional e do processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) – modalidade Indicação de Procedência – conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), garantindo também: I- culinária, alimentos diversos e bebidas; II- compostos bioativos com finalidades terapêuticas e medicinais; III- farinhas e subprodutos com alto valor nutricional; IV- alimentos processados de baixo índice glicêmico e elevado valor funcional. Ao g1, o secretário de Desenvolvimento do município, Tiago Oliveira, informou que eventos ligados à batata-doce serão incentivados pelo poder público. A finalidade é fomentar e divulgar a potência do setor no oeste paulista. “Levaremos a batata-doce para a feira do empreendedor do Sebrae em SP, levando para Holambra (SP) no dia vento Conexidades, seremos porta-vozes dos batateiros que aquecem nossa economia”, destacou. Ainda conforme o secretário, ser classificado como capital da batata-doce, gera mais visibilidade para os produtores do legume e para o município de Presidente Prudente. “Logo, um crescimento no faturamento, o que gera reinvestimento, levando o setor à famosa bola de neve positiva da economia”. No parágrafo 2 da lei aprovada, consta ainda que o Poder Executivo pode criar políticas públicas de incentivo à produção, industrialização, comercialização e exportação da batata-doce, promovendo parcerias com instituições de pesquisa, educação, fomento e extensão rural. “A prefeitura tem a intenção de contribuir não só com eventos, mas com a infraestrutura para um melhor escoamento da produção, essa é a determinação do prefeito. Hoje, Prudente está no centro da produção da batata-doce em quantidade e qualidade”, continuou o secretário. Outro ponto importante para o município, a partir da nova lei, é a inclusão obrigatória da batata-doce nas refeições da merenda escolar da rede pública municipal, bem como a criação de uma rota turística e cultural. A partir da decisão, o município prevê a criação da Semana Municipal da Batata-Doce, realizada anualmente durante a última semana do mês de julho. Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: apostas de Capão Bonito e Jundiaí somam mais de R$ 12 milhões na Lotofácil Lotofácil da Independência, concurso 3480: apostas de Capão Bonito e Jundiaí somam mais de R$ 12 milhões Panacota em formato de capivara viraliza na internet e atrai clientes em restaurante no interior de SP Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Programa Minha Casa, Minha Vida abre cadastro até o fim de setembro em Corumbá

Publicado em: 08/09/2025 18:05

Minha Casa Minha Vida Clóvis Neto/Arquivo PMC Moradores de Corumbá (MS) podem se inscrever para concorrer a imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. O cadastramento e a atualização de dados vão até o dia 30 de setembro, pela Agência Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (AMHARC). Ao todo, 181 imóveis serão entregues. As inscrições podem ser feitas através deste link, ou presencialmente na sede da AMHARC, na Rua Frei Mariano, esquina com a Avenida General Rondon, das 7h30 às 13h30. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Podem se inscrever famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850. Também é preciso cumprir os critérios previstos na Lei Federal nº 14.620/2023 e na Portaria do Ministério das Cidades nº 738/2024, como não ter imóvel próprio nem ter sido beneficiado por outro programa habitacional. A seleção será feita pelo sistema HABIX, com apoio da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab-MS). Terão prioridade famílias chefiadas por mulheres, com idosos, crianças, pessoas com deficiência, vítimas de violência doméstica ou que moram em áreas de risco. O edital reserva 50% das unidades para famílias em situação de vulnerabilidade social, como beneficiários do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Outros 10% são para pessoas com deficiência e 5% para idosos. A lista final de selecionados e suplentes será publicada pela prefeitura depois da análise dos documentos. Documentos exigidos (do titular e do cônjuge, se houver): RG, CPF e carteira de trabalho (CTPS); Certidão de nascimento (se solteiro) ou de casamento (com averbação, se divorciado ou viúvo); Certidão de nascimento dos filhos menores de 18 anos, se houver; Comprovante de renda (como holerite); Declaração de recebimento do BPC, se for o caso; Comprovante de endereço atualizado; Laudo médico para pessoas com deficiência, câncer, doenças raras ou microcefalia; Contrato ou recibo de aluguel, se houver; Comprovante de participação em programa de aluguel social; Declaração da prefeitura para quem está em situação de rua; Registro de denúncia no Ministério Público para mulheres vítimas de violência doméstica. Quem pode se inscrever: Moradores de Corumbá (MS); Maiores de 18 anos ou emancipados legalmente; Brasileiros natos ou naturalizados; Quem nunca teve imóvel próprio; Quem nunca foi beneficiado por outro programa habitacional ou de regularização fundiária. Tenha em mãos para o cadastro: Comprovante de endereço atualizado com CEP; RG ou certidão de nascimento/casamento de todos os moradores da casa; CPF e Número de Identificação Social (NIS), se tiverem; Comprovante de renda dos moradores, se houver; Laudo médico com CID para pessoas com deficiência na família. Lula assina MP que retoma programa habitacional Minha Casa, Minha Vida Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Dentista é presa por injúria racial contra funcionário de boate em Vitória

Publicado em: 08/09/2025 16:55

Dentista é presa por racismo em boate em Vitória Uma dentista foi presa em flagrante por injúria racial após ofender um funcionário de 42 anos em uma boate, na madrugada deste domingo (7), em Vitória. Segundo a Polícia Militar, Camila Magalhães Bonfim Ribeiro chamou o trabalhador de “negrinho” mesmo na presença dos policiais. Antes disso, a mulher teria ficado agressiva e se recusado a pagar a conta no local. Segundo a defesa da dentista, a Camila sofreu um surto psicótico e ainda teria sido impedida de deixar o estabelecimento. (confira nota abaixo) 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a confusão começou quando a dentista se recusou a pagar pelas bebidas consumidas e passou a fazer insultos e ameaças dentro da boate, no bairro Praia do Canto. A PM informou que foi acionada porque a mulher estava “bastante alterada e agressiva”. Testemunhas relataram que ela tentou fugir e precisou ser contida pela equipe de segurança. A dentista Camila Magalhães Bonfim Ribeiro foi presa por injúria racial em Vitória, neste domingo (7). Espírito Santo. TV Gazeta Durante a abordagem, Camila disse que havia sido agredida, mas testemunhas afirmaram que os ferimentos foram provocados por ela mesma, em razão do estado de embriaguez. A dentista foi levada ao Hospital de Urgência e Emergência de Vitória (HEUE) onde foram constatados arranhões no joelho e um corte na cabeça. Após receber atendimento, foi encaminhada para a 1ª Delegacia Regional de Vitória. De acordo com a Polícia Civil, na delegacia, a mulher foi autuada em flagrante por injúria racial e conduzida ao sistema prisional. Delegacia Regional de Vitória Carlos Alberto Silva/ Rede Gazeta Defesa A advogada Angélica Damasceno Romeiro, que faz a defesa da dentista, informou que a cliente é uma mulher em situação de fragilidade e que teria sido vítima de agressão física na casa noturna. “Em meio à violência sofrida, [Camila] apresentou sinais de um possível surto psicótico, o que reforça sua vulnerabilidade naquele momento. Diante desse cenário, foi ela própria quem acionou a Polícia Militar, buscando proteção e amparo das autoridades. Reiteramos que Camila afirma que em nenhum momento buscou proferir ofensas de cunho racial, manifestando, inclusive, seu repúdio a toda e qualquer prática discriminatória. Ressaltamos que a tentativa de inverter a condição de vítima para transformá-la em agressora não condiz com a realidade dos fatos”. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: vulnerabilidade

Como vai funcionar bonde elétrico na Região Metropolitana de Curitiba?

Publicado em: 08/09/2025 16:10

MDPR mostra os detalhes do primeiro bonde urbano elétrico do Paraná Passageiros que dependem de transporte coletivo para fazer o trajeto entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, logo poderão contar com mais um modal: o Bonde Urbano Digital (BUD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Confira, abaixo, perguntas e respostas sobre o transporte: Qual será a rota do bonde? Quando ele ficará disponível para a população? Quantos passageiros cada bonde transporta? Qual será o valor da passagem? Muda algo no transporte tradicional? O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Qual velocidade o bonde consegue atingir? Como funciona a tecnologia que move o bonde? Qual tipo de combustível o bonde usa? A tecnologia é usada em outros locais? Qual será a rota do bonde? Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba Roberto Dziura Jr/AEN A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. Quando ele ficará disponível para a população? Segundo Gilson Santos, diretor-presidente da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a expectativa é que o bonde esteja em funcionamento em cerca de 45 dias. Conforme Santos, equipes estão fazendo a montagem do sistema, que passará por testes. Em seguida, ele deverá entrar em operação. Quantos passageiros cada bonde transporta? Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros. Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas. Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia. Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros Roberto Dziura Jr/AEN Qual será o valor da passagem? O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital será de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional. Muda algo no transporte tradicional? Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente durante os testes do BUD. O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes serão realizados com motoristas. "Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital", detalha Santos. A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor. Qual velocidade o bonde consegue atingir? A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h. Como funciona a tecnologia que move o bonde? O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista. Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual". Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro. LEIA TAMBÉM: Confusão mental e condições precárias: Mulher que ficou 10 anos em cárcere privado acreditava que seria morta se deixasse a casa, diz delegada Polícia: Família pede exumação do corpo de bebê que morreu após ter atendimento negado em posto de saúde Tempo: Paraná recebe previsão de chuvas e tempestades Qual tipo de combustível o bonde usa? O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea. Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo. A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio. A tecnologia é usada em outros locais? Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro; vídeo foi criado com inteligência artificial

Publicado em: 08/09/2025 16:07

É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostraria a Casa Branca, residente oficial do presidente dos Estados Unidos, soltando fumaça verde e amarela em "homenagem" ao 7 de Setembro no Brasil. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo? Publicado nesta segunda-feira (8) no TikTok, onde passou de 430 mil visualizações, o post tem um vídeo criado com inteligência artificial (IA) que mostra a Casa Branca soltando fumaça verde e amarela, cercada por manifestantes que erguem a bandeira do Brasil. Uma legenda sobreposta à imagem diz: "A Casa Branca hoje é verde e amarela. 7 de Setembro". O conteúdo viralizou um dia após manifestantes terem promovido atos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Reunidos em diversas cidades do país no feriado da Independência, eles pediram anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e por crimes contra a democracia. Na avenida Paulista, uma bandeira gigante dos Estados Unidos foi exibida na altura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Cartazes em inglês pediram que o presidente americano, Donald Trump, tomasse novas medidas para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes (leia mais ao final desta reportagem). ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao SynthID Detector, ferramenta do Google que identifica conteúdo gerados com a IA da própria companhia. Esse mecanismo de detecção é uma tecnologia que aplica uma marca d'água diretamente em vídeos, imagens, áudio ou texto fabricados sinteticamente. A técnica é imperceptível para humanos, mas rastreável pelo sistema. No caso analisado, o resultado apontou esse indicador em diversos pontos do quadro do registro (veja abaixo). Além disso, não há qualquer registro, na imprensa nacional ou internacional, de que a Casa Branca tenha realizado uma homenagem como a que foi exibida no vídeo enganoso. Áreas em azul na primeira imagem mostram os pontos em que a marca d'água das IAs do Google foram identificadas. SynthID Na semana passada, o Fato ou Fake já havia desmentido um vídeo sobre um tema semelhante (e também feito com a IA do Google): É #FAKE que EUA fizeram parada militar em homenagem a Bolsonaro; imagens foram geradas com inteligência artificial. 🎯 Em que contexto circula a fake? Na terça-feira (2), o STF começou a julgar Bolsonaro e outros sete réus, acusados de envolvimento na trama golpista. Nos dois primeiros dias, os ministros da 1ª Turma da Corte ouviram a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e as defesas dos oito acusados de participação na trama golpista. O julgamento voltará nesta terça-feira (9), a partir das 9h, com o voto do relator, Alexandre de Moraes. É #FAKE que Casa Branca soltou fumaça verde e amarela no 7 de Setembro Reprodução Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Alunos de Sistemas de Informação do UNIFEB criam game sobre emoções humanas

Publicado em: 08/09/2025 15:33

Alunos de Sistemas de Informação do UNIFEB criam game que transforma emoções humanas em aventura interativa - Crédito: Divulgação O curso de Sistemas de Informação do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) tem mostrado, na prática, como a tecnologia pode ser ferramenta de inovação, criatividade e transformação. Um exemplo é o SoulsForge, game em pixel art 2D desenvolvido como Projeto Integrador por alunos do 4º ano, que busca dar vida às emoções humanas em uma experiência interativa e reflexiva. O estudante João Marcelo Nogueira de Carvalho, responsável pelo desenvolvimento técnico do jogo, explica que a ideia surgiu a partir da disciplina e foi evoluindo junto à equipe. “Exploramos várias possibilidades até chegarmos ao conceito do SoulsForge. A proposta é que o jogador percorra fases inspiradas em diferentes sentimentos, enfrentando chefes que representam emoções desafiadoras, como o medo, e coletando emoções positivas, como a felicidade, ao longo da jornada”, conta. O SoulsForge é resultado de uma experiência digital que combina programação, narrativa e criatividade no ambiente acadêmico – Crédito: Divulgação A narrativa acompanha um personagem misterioso, que não se lembra de seu nome nem de como chegou ao universo do jogo, e que precisa superar desafios emocionais para avançar. Segundo João Marcelo, a mensagem central é de superação e positividade, proporcionando uma experiência envolvente para o público gamer. O projeto foi construído em equipe, reunindo seis alunos. Além de João Marcelo, que liderou o processo técnico, participaram Yukio Hirooka Guizelin Mendes, Matheus Tassinari Rizzati, Kaiky Luziano de Oliveira Barbarelli, João Pedro Félix e Vitor Silvestre. O trabalho coletivo envolveu desde a documentação até a criação da narrativa e os testes finais. As disciplinas do curso tiveram papel decisivo na viabilização do projeto. “A matéria de desenvolvimento de games foi a principal, porque nos apresentou o motor gráfico utilizado e ferramentas para sons e artes. Além disso, os conhecimentos em linguagem de programação e lógica foram fundamentais para tornar o jogo possível”, destaca João Marcelo. Os professores também tiveram contribuição essencial. “Eles sempre foram muito atenciosos, sanando dúvidas, dando feedbacks importantes e ajudando o projeto a evoluir com mais fluidez”, completa. Sobre os próximos passos, o estudante revela que a equipe pretende disponibilizar o game em plataformas que apoiam produções independentes. “Ainda não lançamos porque ele precisa de ajustes e de mais conteúdo, mas a ideia é oferecer uma versão gratuita futuramente”, finaliza.

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Governo quer ocupar pauta da Câmara com isenção de IR e propostas populares para evitar anistia

Publicado em: 08/09/2025 15:25

Em reunião nesta segunda-feira (8) com ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, ministros de partidos do Centrão ouviram que a prioridade do governo é focar em pautas populares – como isenção do imposto de renda, PEC da segurança pública, redução do preço do gás e da conta de luz – na tentativa de esvaziar discursos sobre a anistia no Congresso Nacional. STF retoma amanhã o julgamento de Jair Bolsonaro e de 7 aliados acusados de tentar um golpe de estado A ideia, segundo um ministro que participou do encontro, é que o governo dispute a pauta com as prioridades do país, e "se [o ex-presidente Jair] Bolsonaro quiser focar na pauta da anistia, deixe ele defender isso." De acordo com relatos dos participantes, a ministra pediu para que os ministros trabalhem coletivamente, nos partidos e nas bancadas, e façam um esforço em torno da pauta de governo. A avaliação é que isso seria positivo até mesmo para o Congresso, que fica muito mal visto pela população diante da inércia sobre outras pautas. Estavam presentes no encontro os ministros: Celso Sabino (Turismo) e Frederico Siqueira (Comunicações), indicações do União Brasil; Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca), do PSD; Jader Barbalho Filho (Cidades), Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento), do MDB; Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), do PCdoB; e Márcio França (Empreendedorismo), do PSB. Outro ministro que estava na reunião disse que, no encontro, alguém questionou a ministra: "e a anistia?" e ela respondeu: "essa não é a pauta do país". União Brasil e Progressistas ameaçam filiados que não deixarem o governo Lula. Imposto de renda Nas últimas semanas, o projeto da isenção do imposto de renda perdeu força no Congresso Nacional, com a ameaça de parlamentares da oposição e de alguns partidos de Centro, como o União Brasil, de não aceitar as compensações propostas no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL). Um importante parlamentar da federação União/PP disse que, se o governo quiser aprovar a matéria, "vai ter que sentar com eles". Durante a reunião, contudo, os ministros receberam uma boa notícia: uma postagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma rede social, em que se comprometeu a votar o projeto de lei que tramita na Casa. "Há um entendimento da Casa que é uma prioridade para o Brasil e os brasileiros", escreveu Motta. A avaliação de governistas, até mesmo de ministros, é que alguns parlamentares perceberam que, se o projeto for aprovado, o presidente Lula ganha politicamente – o que poderia atrapalhar os planos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Blog do Valdo: Depois de elevar tom contra STF e ser criticado por ministros, aliados de Tarcísio destacam que ele terá tempo para refazer pontes Presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Miguel Pessoa/Código19/Estadão Conteúdo Por isso, partidos de Centro que apostam no nome do governador ao Palácio do Planalto estão resistentes à proposta. Ao mesmo tempo, a pauta está sendo usada por parlamentares para negociar com o governo. Um deputado governista a par das negociações admite que parlamentares do Centrão podem usar o projeto para "aumentar a fatura" com o governo, mas diz que "a pauta é muito forte e é difícil alguém ficar contra". Já interlocutores de Arthur Lira afirmam que a Câmara dos Deputados "está vivendo um conflito constante", um clima que dificulta a aprovação, e que o grande protagonista deste momento é Hugo Motta. Segundo esses aliados de Lira, quando Motta quiser "dar o start", a pauta vai avançar, e não dá para Arthur Lira negociar diretamente com o colégio de líderes. Uma possibilidade levantada, de o governo editar uma medida provisória para aprovar o projeto de lei, foi rejeitada por Gleisi Hoffman durante a reunião desta segunda-feira, segundo participantes. Ela mesma procurou o presidente da Câmara para rechaçar a ideia.

Palavras-chave: tecnologia