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Quem são os investigados em operação da PF contra fraudes em concursos públicos

Publicado em: 21/03/2026 16:35

PF prende suspeitos de fraude em concursos em João Pessoa Uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema fraudes em concursos públicos, entre eles provas federais, como o Conscurso Nacional Unificado (CNU). Foram cumpridos mandados na Paraíba, em Alagoas e Pernambuco. Duas pessoas foram presas em João Pessoa. Entenda abaixo quem são os investigados e os detalhes da apuração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A Operação Concorrência Simulada investiga a chamada "Máfia dos Concursos" e cumpriu 11 mandados de busca, além dois de prisão. Alguns dos alvos já respondem por crimes semelhantes , como, por exemplo, a dupla que foi presa. Os dois presos são o professor de português e funcionário da Caixa Econômica Federal Dárcio de Carvalho Lopes, e Flávio Luciano Nascimento Borges, também funcionário da Caixa. Segundo documentos aos quais o g1 teve acesso, são investigados: Gustavo Xavier do Nascimento (Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas) Eudson Oliveira de Matos Ramon Izidoro Soares Alves Dárcio de Carvalho Lopes da Silva Souza Flavio Luciano Nascimento Borges Flávio Pedro da Silva Ingrid Luane de Souza Ferreira Lariça Saraiva Amando Alencar Waldir Luiz de Araújo Gomes Mércio Xavier Costa do Nascimento Alvanir Gomes da Silva Quem são os investigados em operação da PF contra fraudes em concursos públicos na PB Divulgação/Polícia Federal Entenda quem é quem na investigação Gustavo Xavier do Nascimento, Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, é suspeito de pressionar a família que chefiava o grupo criminoso para garantir vantagens ilícitas para familiares serem aprovados em concursos. Eudson Oliveira de Matos é um policial civil envolvido em vários crimes. Segundo a PF, ele prestou concurso para Delegado da Polícia Civil de Alagoas e seria braço direito de Gustavo Xavier. Ramon Izidoro Soares Alves também é policial civil e atualmente é vereador. A PF apontou que ele integrava a organização criminosa repassando informações sobre operações. Dárcio de Carvalho Lopes da Silva Souza foi detido em 2017 quando fazia uma prova para o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Na época, ele disse que a organização criminosa o ofereceu R$ 300 por questão respondida e que aceitou porque estava "passando por dificuldades financeiras". Foi um dos presos na Concorrência Simulada. Flavio Luciano Nascimento Borges também é réu em outros inquéritos referentes a fraudes em concursos públicos, sendo denunciado pelo Ministério Público Estadual como líder de organização criminosa especializada em tal atividade criminosa. Também foi preso na atual operação Flávio Pedro da Silva atuou na fraude do concurso da Polícia Federal e, possivelmente segundo a PF, foi beneficiário da fraude do CNU. Ingrid Luane de Souza Ferreira teria fotografado as provas do CNU para que as respostas fossem enviadas por meio de ponto eletrônico. Lariça Saraiva Amando Alencar é esposa de um delegado da Polícia Civil e teria sido aprovada em concurso público a partit de por uma fraude Waldir Luiz de Araújo Gomes, servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), também teve papel relevante no esquema de fraude em concursos, sendo identificado como “Mister M". A Justiça aponta que ele atuava como coordenador de local de prova dos concursos, o que permitia acessar e violar malotes, obtendo provas antes da aplicação e repassando ao grupo criminoso. Mércio Xavier Costa do Nascimento é irmão de Gustavo Xavier, Delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, e teve o gabarito idêntico ao de outro citado nas investigações. Alvanir Gomes da Silva teria atuado ativamente na fraude do concurso da Polícia Federal e foi beneficiado com a fraude no CNU, ainda de acordo com a PF. Wanderlan Limeira de Sousa, Wanderson Gabriel de Brito Limeira, Larissa de Oliveira Neves, Valmir Limeira de Souza e Wanderlan Limeira de Sousa, integrantes da família Limeira que já foram investigados por fraudes no CNU, também são citados na investigação. LEIA TAMBÉM: Entenda investigação contra o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas O que dizem os citados na investigação O g1 entrou em contato com o delegado-geral da Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) e também a Polícia Civil do estado. A SSP-AL disse que só vai se pronunciar quando for formalmente informada dos acontecimentos. O delegado e a Polícia Civil não responderam até a última atualização desta reportagem. A Rede Paraíba entrou em contato com o TRE-PB sobre o servidor Waldir Luiz de Araújo Gomes. O órgão disse que não iria se pronunciar acerca de assuntos que não foi oficiado formalmente. Waldri não foi localizado para comentar. A Câmara Municipal de Arapiraca também foi procurada para falar sobre o vereador Ramon Izidoro, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. As defesas dos outros citados não foram localiizadas. Máfia dos concursos com sede na Paraíba A Polícia Federal descobriu um esquema de fraudes em concursos públicos liderado por uma família de Patos, no Sertão, que cobrava até R$ 500 mil por vaga. No ano passado, no âmbito dessas investigações contra o grupo, uma operação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão, além de prender o líder do grupo, para desarticular a organização. Esse chefe, inclusive, morreu na Paraíba, no ano passado. O grupo usava tecnologia para burlar os sistemas de segurança das bancas, incluindo dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas. Os valores exigidos variavam conforme o cargo e o grau de dificuldade do concurso e, além de dinheiro vivo, o grupo aceitava pagamentos em ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitar a propina, segundo a investigação. A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. Durante todo o período, o grupo teria vendido aprovações, corrompido agentes de fiscalização e utilizado mecanismos sofisticados de fraude e falsificação para garantir cargos de alto escalão. Segundo a PF, as fraudes alcançaram concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Polícias Civil e Militar, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Banco do Brasil e até o Concurso Nacional Unificado (CNU). Como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo público Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Centro de conservação em Araçoiaba da Serra comemora nascimento de mico-leão-preto

Publicado em: 21/03/2026 15:04

Filhote de mico-leão-preto nasce em Centro de Conservação no interior de SP O nascimento do primeiro filhote de mico-leão-preto de 2026 em um centro de conservação em Araçoiaba da Serra (SP) traz uma nova esperança para uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica. A notícia foi divulgada na sexta-feira (20), após o filhote, que ainda não teve o sexo identificado, completar as primeiras quatro semanas de vida, período considerado o mais delicado para a sobrevivência. De acordo com o CECfau, o filhote é fruto de um casal nascidos na extinta Fundação Zoológico de SP, Keila e Tupa. O mico-leão-preto integra um histórico consistente de conservação da espécie que atualmente abriga 15 indivíduos da espécie e já registrou 34 nascimentos desde o início do programa. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ao longo dos anos, 16 animais foram transferidos para outras instituições, contribuindo para o fortalecimento de populações sob cuidados humanos. Símbolo da biodiversidade paulista, o mico-leão-preto é uma espécie endêmica do estado de São Paulo, com uma população estimada em apenas 1,6 mil indivíduos na natureza. Por isso, cada nascimento em cativeiro é comemorado. “O nascimento desse filhote é extremamente significativo, porque o mico-leão-preto é uma espécie ameaçada e cada indivíduo faz diferença para a conservação. Nas primeiras semanas, o cuidado é redobrado, já que esse é um período mais delicado. Ver o desenvolvimento saudável do filhote, com o comportamento natural dos pais, é um indicativo muito positivo”, afirma a médica veterinária do Cecfau, Mayara Caiaffa. LEIA MAIS: Novos ovos de arara-azul-de-lear são conservados em Araçoiaba da Serra para preservar espécie ameaçada Centro de Conservação da Fauna Silvestre se prepara para instalar novos recintos e abrigar outras espécies Cupins e pets: veja como proteger seu animal de intoxicações na época das chuvas O filhote, fruto do casal Keila e Tupac, tem apresentado o comportamento esperado para a espécie. Nos primeiros dias, ele fica com a mãe, mas depois é o pai quem assume a maior parte do tempo, carregando o filhote e o entregando à mãe apenas para amamentar. Primeiro filhote de mico-leão-preto de 2026 nasce em Centro de Conservação no interior de SP Reprodução/CECFau A conservação da espécie envolve um conjunto de estratégias integradas, que vão desde pesquisas de campo e manejo populacional até a restauração de áreas florestais e a conexão entre fragmentos de Mata Atlântica. “Esse resultado reforça o papel estratégico do Cecfau na conservação de espécies ameaçadas no Estado de São Paulo. É um trabalho técnico, de longo prazo, que contribui diretamente para a manutenção da biodiversidade paulista”, destaca Patrícia Locosque Ramos, diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). As ações também incluem programas de educação ambiental e o trabalho coordenado entre instituições que mantêm populações sob cuidados humanos, garantindo a sobrevivência da espécie a longo prazo. O sexo do filhote ainda não foi identificado e deverá ser confirmado nos próximos meses, durante exames de rotina e testes moleculares realizados pela equipe técnica da DBB. Referência em conservação Centro ambiental de Araçoiaba da Serra conserva espécies em risco de extinção CECFau/Divulgação O Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CECFau), onde ocorreu o nascimento, é uma referência nacional na reprodução de espécies ameaçadas. Desde o início do programa com o mico-leão-preto, o local já registrou 34 nascimentos. Entre os destaques estão programas voltados ao mico-leão-preto, à arara-azul-de-lear, ao sagui-da-serra-escuro e à perereca-pintada-do-rio-pomba. Ao todo, o CECFau já contabiliza mais de 450 nascimentos sob cuidados humanos e conta com uma equipe de cerca de 20 profissionais dedicados às áreas de manejo, pesquisa e cuidado animal. No caso da arara-azul-de-lear, espécie que já foi considerada uma das mais raras do mundo, o centro já registrou 27 nascimentos desde 2019, com indivíduos destinados a programas de soltura na natureza — evidenciando a relevância do CECFau também em iniciativas de alcance nacional e internacional. Além do mico-leão-preto, o CECFau também registrou recentemente o nascimento de pererecas-pintadas-do-rio-pomba, espécie ameaçada e de distribuição restrita. Atualmente, o centro mantém cerca de 150 filhotes, além de um número expressivo de girinos em desenvolvimento. Pioneiro na reprodução da espécie sob cuidados humanos, o CECFau mantém uma população de segurança que possibilita o avanço de estudos sobre comportamento, biologia e saúde dos anfíbios, contribuindo para estratégias de conservação diante da perda de habitat. O filhote é fruto de um casal nascidos na extinta Fundação Zoológico de SP, Keila e Tupa. Reprodução/CECFau Espécie de perereca-pintada-do-rio-pomba criada no Núcleo Reprodução Tem Notícias 1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Morre ex-diretor do FBI que revelou interferência russa nas eleições dos EUA em 2016; 'Estou contente', diz Trump

Publicado em: 21/03/2026 15:02

O ex-diretor do FBI Robert Mueller durante depoimento ao Congresso em 2019. Jonathan Ernst/Reuters Robert Mueller, o ex-diretor do FBI que documentou a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 e seus contatos com a campanha de Donald Trump, morreu neste sábado (21) aos 81 anos, segundo noticiou a imprensa norte-americana. Trump disse estar "contente" ao comentar a morte do ex-diretor. "Robert Mueller acaba de morrer. Que bom, estou contente que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes!", escreveu, em sua rede social Truth Social. Mueller liderou as investigações que identificaram a interferência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016. Donald Trump venceu o pleito naquele ano. A investigação expôs o que Mueller descreveu como uma campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda para semear discórdia nos EUA e afetar a imagem da candidata democrata à presidência em 2016, Hillary Clinton, e impulsionar Trump, o candidato preferido do Kremlin. Após a divulgação do relatório, 34 pessoas nos EUA, incluindo vários associados a Trump, além de oficiais da inteligência russa e três empresas da Rússia, foram formalmente acusadas de interferência nas eleições. Mas Mueller acabou não indiciando o presidente republicano, o que decepcionou muitos democratas. A Rússia negou a interferência nas eleições. Veja, abaixo, um trecho de uma declaração de Mueller em 2019, na qual fala sobre a investigação da interferência russa nas eleições dos EUA pela primeira vez: Procurador especial americano Robert Mueller fala pela primeira vez sobre investigação Veterano condecorado da Guerra do Vietnã, Mueller passou a liderar o FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos pela Al-Qaeda. Ele ficou 12 anos no cargo. As causas da morte não foram divulgadas. O jornal norte-americano "The New York Times" noticiou no ano passado que Mueller sofria de Mal de Parkinson. Mueller se aposentou após 12 anos como diretor do FBI em 2013, mas foi convocado de volta ao serviço público por um alto funcionário do Departamento de Justiça quatro anos depois, como conselheiro especial para assumir uma investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições, após a demissão de James Comey, então diretor do FBI, por Trump. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: cibernético

Assassinato de secretário municipal no Ceará foi ordenado por chefe de facção foragido no Rio de Janeiro

Publicado em: 21/03/2026 15:02

Vídeo mostra momento em que secretário municipal é morto a tiros no interior do Ceará A morte do secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, executado na manhã da última quinta-feira (19), foi ordenada por um dos chefes do Comando Vermelho do Ceará, que está foragido no Rio de Janeiro, segundo o inquérito policial que o g1 teve acesso. Investigações apontaram que Wesley Pereira Balbino, conhecido como "Guaxinim", responsável pelo tráfico de drogas na cidade, arquitetou a trama e recrutou os criminosos envolvidos na execução. A motivação do crime estaria relacionada ao fato de Guaxinim acreditar que a influência política do secretário estivesse ligada à atuação da Polícia Militar na cidade. Entre os suspeitos recrutados por Wesley, estão Laila Aparecida Rodrigues Meneses, de 18 anos e Gleiciane Barbosa Diniz, de 24 anos, que monitoraram Ricardo Abreu por dois dias e avisaram aos comparsas sobre o momento em que o secretário estava no comércio. Câmeras de segurança registraram as duas mulheres passando de moto pelo depósito de construção da vítima antes e durante o crime. Elas foram presas nesta sexta-feira (20), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Contato antes do crime Câmeras de segurança registraram Gleiciane Barbosa Diniz, de 24 anos (condutora) e Laila Aparecida Rodrigues Meneses, de 18 anos (passageira) seguindo o secretário municipal antes de ele ser executado. Reprodução Dois dias antes do assassinato de Ricardo Abreu, Wesley Guaxinim entrou em contato com Laila pelo WhatsApp. A jovem já havia namorado um dos integrantes da mesma facção criminosa, que atualmente está preso. Nessas mensagens, Wesley mandou Laila "ficar de olho em Ricardo Abreu e avisar quando ele estivesse pelo depósito". Os pedidos seguiram até o dia do crime, quando Wesley mandou mensagens e ligou insistentemente para que Laila fosse à casa de Gleiciane, o que foi feito. As duas saíram de moto e deram voltas no entorno do comércio do secretário municipal. Ao avistarem o alvo, Laila enviou uma mensagem para Wesley Guaxinim sobre o paradeiro da vítima, recebendo como resposta do criminoso apenas "tá certo". Logo em seguida, outros suspeitos chegaram ao local em um carro, dois deles desceram e mataram Ricardo Abreu no interior do comércio, na frente de um dos filhos e de um conhecido. Após a conversa, Laila destruiu o chip que usou para falar com o suspeito e seguiu para a casa da mãe de Gleiciane, onde as duas tomaram café da manhã. Ao ver a movimentação da polícia na cidade, elas fugiram para Caucaia. Sítio invadido e família feita refém Dois criminosos mataram o secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso. Reprodução Horas antes de matar o secretário, um grupo, formado por cerca de cinco indivíduos, invadiu um sítio e rendeu os moradores, passando a aguardar as informações sobre o paradeiro da vítima, que foram colhidas por Laila e Gleiciane. Depois de receberem informações sobre a exata localização da vítima, quatro suspeitos pegaram o carro de um dos reféns para ir até o depósito. Enquanto isso, um criminoso permaneceu no sítio, para garantir que os reféns não pudessem pedir ajuda. Depois do crime, os suspeitos fugiram e o veículo roubado foi abandonado. Motivação Vídeo mostra chegada e fuga de suspeitos após execução de secretário no interior do Ceará. Ricardo já havia sido ameaçado por Wesley Guaxinim por conta da atuação da Polícia Militar em São Luís do Curu, que levou ele e outros comparsas a fugirem da cidade. O criminoso acreditava que a influência política do secretário tivesse contribuído para ações do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), da Polícia Militar, prejudicando a facção criminosa na cidade. Em 2024, o carro de Ricardo foi atingido por vários disparos, mas ele não ficou ferido. Um familiar da vítima também teve a casa atingida por tiros. Posteriormente, Guaxinim seguiu com as ameaças, uma delas citava diretamente a atuação do Raio. "Se não tirar o Raio de São Luís do Curu, os tiros não vão ser mais nas casas". Segundo as investigações, a situação se agravou após a morte de Uesclei Pereira Balbino, conhecido como "Gringo", ocorrida no dia 12 de março. O homem é irmão de Wesley Guaxinim e foi ferido em uma troca de tiros com policiais, durante um cumprimento de mandado de prisão preventiva contra o suspeito, em Fortaleza. Além da morte de Uesclei Gringo, a polícia prendeu José Igor Sousa Meneses, o "Keka", apontado como braço direito de Guaxinim em São Luís do Curu. Os últimos acontecimentos teriam sido o estopim para que Gaxinim ordenasse a morte do secretário municipal. Quem era a vítima Secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, foi morto a tiros no depósito de construção de sua propriedade. Reprodução Ricardo Abreu foi vereador, presidente da Câmara Municipal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Luís do Curu. O atual prefeito e sobrinho de Ricardo, Tiago Abreu, publicou uma nota de pesar e destacou a dedicação do tio ao serviço público e o compromisso com a população. Segundo ele, Ricardo era reconhecido pelo respeito e senso de responsabilidade no exercício das funções. “Que sua trajetória seja lembrada com carinho, respeito e gratidão. Seu legado permanecerá vivo entre nós”, diz trecho da nota. O velório e enterro de Ricardo ocorreram na tarde desta sexta-feira (20). Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Polícia prende 6 homens e apreende 2 menores por agressão a capivara na Zona Norte do Rio; animal está grave

Publicado em: 21/03/2026 14:02

Polícia Civil do RJ prende 6 homens e apreende 2 menores por agressão a capivara A Delegacia da Ilha do Governador (37ª DP) prendeu, neste sábado (21), 6 homens e apreendeu 2 menores suspeitos de participar do ataque brutal contra uma capivara na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, Zona Norte do Rio, nesta madrugada. Todos são moradores da comunidade do Guarabu. A Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal informou que o animal está sedado, sofreu traumatismo craniano e seu estado de saúde é considerado grave. De acordo com a Polícia Civil, a identificação dos suspeitos foi possível após a análise das imagens de câmeras de segurança e denúncias de moradores. Os agentes da delegacia da Ilha realizaram buscas na região do Guarabu durante a manhã e localizaram o grupo. Segundo a polícia, os maiores responderão pelos crimes de maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores, enquanto os adolescentes infratores responderão por atos infracionais análogos aos crimes de maus-tratos e associação criminosa. “Trata-se de um crime brutal, que choca a sociedade. Verificamos que o animal estava no local sem oferecer qualquer risco a terceiros, e ainda assim foi deliberadamente atacado", disse o delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP. "Os envolvidos aguardaram a presença do animal para praticar a agressão até a morte. Eram oito pessoas contra um animal completamente indefeso. É um ato de extrema crueldade contra um ser que não representava ameaça alguma, encontrando-se acuado e vulnerável”, acrescentou. O caso ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem o grupo perseguindo e espancando o animal com pedaços de pau durante a madrugada (veja abaixo). As imagens mostram o momento em que o animal tenta fugir, mas cai após ser atingido várias vezes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Grupo espanca capivara na Ilha do Governador, RJ Agressores correndo atrás da capivara Divulgação Capivara sendo perseguida pelos criminosos Divulgação Pouco depois das 12h30, a capivara foi capturada pela Patrulha Ambiental. O animal foi encaminhado ao Núcleo Veterinário de Vargem Grande, onde recebe atendimento especializado. Segundo a equipe, trata-se de um macho adulto, com 64 kg. Os seis adultos foram levados para a 37ª DP, onde permanecem presos. Os dois menores foram encaminhados ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Animal foi agredido por pelo menos 8 homens Reprodução Segundo a polícia, 6 homens e 2 menores estão envolvidos na agressão da capivara Divulgação

Palavras-chave: câmara municipal

Mulheres presas por envolvimento em assassinato de secretário municipal estavam monitorando vítima há 2 dias

Publicado em: 21/03/2026 13:17

Vídeo mostra momento em que secretário municipal é morto a tiros no interior do Ceará As duas mulheres presas por envolvimento no assassinato do secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, estavam monitorando a vítima há pelo menos dois dias, de acordo com investigação da Polícia Civil. Ricardo, de 65 anos, foi morto a tiros na manhã da quinta-feira (19), em um comércio no centro do município do interior do Ceará. As suspeitas foram identificadas como Gleiciane Barbosa Diniz, 24 anos, e Laila Aparecida Rodrigues Meneses, 18. Elas foram detidas no município de Caucaia, a cerca de 66 quilômetros da cidade onde ocorreu o crime. As duas não possuem antecedentes criminais. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram que, no dia do crime, Gleiciane e Laila passam de motocicleta em frente ao comércio onde Ricardo estava, param um pouco à frente desembarcam e mexem no celular. Logo depois, os executores chegam. No momento em que os executores descem do carro para matar a vítima, as duas sobem na moto e vão embora. ➡️Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme as investigações, elas são ligadas a uma liderança do Comando Vermelho, identificada como Wesley Pereira Balbino, o "Guaxinim", que teria ordenado que as duas monitorassem a vítima e repassassem informações sobre aos atiradores. Mulheres presas por envolvimento em assassinato de secretário municipal de São Luís do Curu (CE) estavam monitorando vítima há 2 dias Reprodução Ricardo estava em um depósito de construção de sua propriedade quando foi surpreendido pelos disparos. Nas imagens, o secretário aparece conversando dentro do estabelecimento, acompanhado de outros dois homens, quando dois suspeitos encapuzados entram no local e efetuam diversos disparos. Vídeo mostra chegada e fuga de suspeitos após execução de secretário no interior do Ceará. Um vídeo registrado por câmeras de segurança na parte externa do imóvel mostra quando um carro prata para em uma rua na lateral do estabelecimento, antes do crime. Em seguida, os dois criminosos descem do veículo, enquanto o motorista permanece no carro. Após o crime, os criminosos correm de volta em direção ao automóvel. O motorista então arranca, e os dois entram no carro já em movimento antes da fuga. A Polícia Civil informou que segue nas buscas para capturar outros suspeitos de envolvimento no crime. Além de secretário, Ricardo Abreu é pai do vereador Júnior Abreu, presidente da Câmara de São Luís do Curu, e tio do atual prefeito do município, Tiago Abreu. Ele também foi vereador da cidade por dois mandatos. Ricardo abreu foi presidente da Câmara Municipal Secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, foi morto a tiros no depósito de construção de sua propriedade. Reprodução O prefeito de São Luís do Curu, Tiago Abreu, publicou uma nota de pesar em seu perfil no instagram. O político lembrou que o tio foi vereador, presidente da Câmara Municipal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade. Tiago Abreu destacou a dedicação do tio ao serviço público e o compromisso com a população. Segundo ele, Ricardo era reconhecido pelo respeito e senso de responsabilidade no exercício das funções. “Que sua trajetória seja lembrada com carinho, respeito e gratidão. Seu legado permanecerá vivo entre nós”, diz trecho da nota. O velório e enterro de Ricardo ocorreram na tarde desta sexta-feira (20). Dois criminosos mataram o secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso. Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Vereador é preso por agredir enteada e sargento dos Bombeiros de Alagoas; VÍDEO

Publicado em: 21/03/2026 12:26

Vereador é preso por ameaça e agressão à enteada e sargento do CBMAL de AL Um vereador do município de Belo Monte, no sertão de Alagoas, foi preso em flagrante na sexta-feira (20), em Maceió, suspeito de agredir e ameaçar a enteada, de 14 anos, e um sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL). Segundo informações da Polícia Militar, a adolescente relatou que o padrasto, identificado como Edson Maurício Barbosa Ferreira, conhecido como Edson Negão (PSB), teria desferido um tapa em seu rosto, arremessado um objeto contra ela e feito ofensas verbais. A confusão ocorreu dentro de um apartamento em um condomínio na capital alagoana, onde a menor estava com a mãe e o suspeito. Moradores ouviram a discussão e acionaram a polícia. Um dos vizinhos, sargento do CBMAL, também interveio e acabou sendo alvo de ameaças e agressões por parte do vereador. Vereador suspeito de agressão em Alagoas Reprodução Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o parlamentar se identifica como vereador e avança contra o bombeiro, enquanto outras pessoas acompanham a cena. Em determinado momento, outro homem tenta conter o suspeito para defender o militar. Ainda no vídeo, o vereador profere ofensas contra o sargento e faz novas ameaças, inclusive mencionando possível retaliação após eventual abordagem policial. Diante da situação, todos os envolvidos foram encaminhados à Central de Flagrantes. Edson Negão teve a prisão em flagrante decretada pelos crimes de ameaça, vias de fato e maus-tratos. violencia contra a mulher © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Quem é Edson Negão Edson Negão, conforme consta em seu perfil no portal da Câmara Municipal de Belo Monte, é natural de Maceió e atua como motorista particular. Ele foi eleito vereador em 2024 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), para o mandato de 2025 a 2028. Até a última atualização desta reportagem, não havia posicionamento da Câmara Municipal de Belo Monte nem da defesa do vereador.

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara de Oriximiná concede título de Cidadão Oriximinaense ao bispo Dom Bernardo Johannes

Publicado em: 21/03/2026 11:58

Bispo diocesano Dom Bernardo Johannes recebendo título de Cidadão Oriximinaense Diocese de Óbidos/Divulgação Em sessão solene realizada na noite de sexta-feira (20), a Câmara Municipal de Oriximiná, no oeste do Pará, concedeu o título honorífico de Cidadão Oriximinaense ao bispo diocesano Dom Bernardo Johannes. A honraria reconhece os relevantes serviços prestados pelo religioso à população local, com destaque para sua atuação nas áreas pastoral e social. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A homenagem é fruto do Decreto Legislativo nº 005/25, de autoria conjunta dos vereadores Miguel Canto, Renan Guimarães, Ludugero Junior e Rosivaldo Costa. Conforme o texto do decreto, a concessão do título reconhece a contribuição de Dom Bernardo para o fortalecimento da fé católica, a expansão da ação pastoral e o cuidado com as famílias da região amazônica, além do incentivo a projetos sociais voltados ao desenvolvimento humano da população local. Alemão de nascimento, o bispo missionário franciscano adotou a Amazônia como campo de missão e de vida desde 2009. Durante a cerimônia, foi destacado o compromisso do religioso com a sensibilidade humana e o trabalho social. Sua trajetória episcopal é marcada pela proximidade com a população, pautada pela defesa da dignidade humana e pelo apoio às comunidades tradicionais e ribeirinhas. A entrega do título oficializa um reconhecimento já presente na comunidade: o de Dom Bernardo Johannes como um filho da terra, ligado a Oriximiná não apenas pelo ofício religioso, mas também pelo vínculo de dedicação ao seu povo. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: câmara municipal

Pedágio na BR-116 fica mais caro em Leopoldina, Laranjal e São Francisco do Glória; veja novos valores

Publicado em: 21/03/2026 11:53

Pedágios da Ecovias Rio Minas Divulgação Motoristas que circulam pela BR-116 na Zona da Mata mineira devem ficar atentos à mudança no valor das tarifas. A concessionária Ecovias Rio Minas, responsável pelo trecho, aplicou um reajuste nos pedágios de Leopoldina, Laranjal e São Francisco do Glória. Os novos valores passaram a valer neste domingo (22) e são válidos para veículos de passeio e comerciais. Veja o detalhamento por praça abaixo: Novos valores de pedágio na BR-116 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O reajuste tarifário é uma previsão contratual anual, baseada nos índices de inflação e investimentos realizados na infraestrutura da rodovia. Incentivos e descontos Para minimizar o impacto no bolso do usuário, a concessionária mantém políticas de incentivo ao uso de tecnologias de pagamento automático e para quem utiliza a via com constância: Desconto de TAG: Veículos que utilizam o sistema de pagamento eletrônico (TAG) recebem 5% de desconto fixo em cada passagem. Desconto de Usuário Frequente (DUF): Exclusivo para veículos leves, o sistema oferece abatimentos progressivos a partir da segunda passagem pela mesma praça de pedágio, dentro do mesmo mês. A Ecovias Rio Minas é o sistema rodoviário que liga o Rio de Janeiro a Governador Valadares, com 726,9 quilômetros de extensão. Ao todo 12 praças administradas pela Ecovias Rio Minas foram reajustadas. ASSISTA TAMBÉM: Pedágio da BR-040 fica 45% mais caro Pedágio da BR-040 fica 45% mais caro após nova concessionária assumir o trecho VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

Protesto de Cesar Camargo Mariano contra remixagem de álbum de Elis Regina reacende o debate sobre os limites da interferência na obra alheia

Publicado em: 21/03/2026 10:55

Capa do álbum 'Elis', gravado em 1973 por Elis Regina (1945 - 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada na última terça-feira, 17 de março Divulgação ♫ OPINIÃO ♬ Pianista, arranjador e diretor musical do álbum lançado em 1973 por Elis Regina (1945 – 1982), Cesar Camargo Mariano expressou em rede social a insatisfação com a remixagem do álbum “Elis”. Orquestrada por João Marcelo Bôscoli, filho primogênito e herdeiro de Elis, com o engenheiro de som Ricardo Camera, a edição remixada e remasterizada do álbum “Elis” foi disponibilizada pela gravadora Universal Music na última terça-feira, 17 de março, como celebração pelos 81 anos de nascimento de Elis Regina. “...Ouvi (a edição) com tristeza. Tristeza por ouvir todo o trabalho de meses de criação do conceito musical, dos arranjos e das execuções, dos planos de gravação e mixagem, todos estudados e muito bem pensados por nós, jogados no lixo. Estas questões, para mim, não são passiveis de alterações por terceiros. [...] Não se pode mexer tecnicamente em uma obra final a este ponto, alterar os planos de mixagem, a voz, os arranjos, os timbres dos instrumentos dos músicos escolhidos a dedo, incluir instrumentos que foram rejeitados, mutilar toda uma dinâmica originalmente muito bem pensada e trabalhada. E não digo estas coisas por estar envolvido visceralmente no projeto original, mas sim pelo respeito que tenho a qualquer obra e seus criadores. Esta é a minha opinião“, conclui Mariano após expor detalhes técnicos que o descontentaram na remixagem das faixas do disco. O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” reacende o debate sobre os limites éticos da interferência alheia na obra de artistas, sobretudo os já falecidos. No caso do álbum de Elis, não há o que contestar sob o prisma jurídico, já que João Marcelo Bôscoli é um dos herdeiros de Elis e os fonogramas do referido disco, lançado originalmente pela gravadora Philips, pertencem à Universal Music, companhia fonográfica que encampou em 1999 o acervo da Philips / Polygram. Tudo foi feito com o aval da empresa Universal Music. A questão é mesmo ética. Particularmente, defendo que um álbum possa ser remixado desde que esse álbum continue disponível no formato original, tal como foi concebido pelo artista com o arranjador e com o produtor musical. Nesse caso, a edição remixada funcionaria como uma versão alternativa do disco, sem substituir a obra original. Se a edição original continua ao alcance dos ouvintes, não vejo problema na proposta de uma outra experiência sonora, desde que fique evidenciado que a versão remixada é tão somente uma alternativa para a fruição da obra, jamais a edição definitiva. Futuras gerações têm direito a ouvir o disco tão como ele foi concebido. E remixar um álbum é, sim, alterar a forma original. Nesse ponto técnico, Cesar Camargo Mariano tem toda a razão. É fato que, decorridos 53 anos do lançamento do álbum “Elis”, somente Cesar Camargo Mariano pode analisar e apontar com precisão o que maculou a concepção original dos arranjos. Elis já não está aqui para se posicionar. Seja como for, não é o caso de apontar culpados. Como diretor musical do álbum, concebido por ele ao lado de Elis Regina, Mariano tem razão na indignação. Contudo, João Marcelo Bôscoli também tem o direito de propor uma nova mixagem de álbum gravado em época de limitações técnicas. Mal nenhum há nisso. O importante, como dito, é ressaltar que se trata de uma alternativa de som, não do som definitivo que deve ser tomado como referência a partir de então. Por maiores e melhores que sejam os ganhos técnicos, a referência de qualquer álbum será sempre a edição original. ♫ Eis, na íntegra, o texto em que Cesar Camargo Mariano expressou em rede social o descontamento com a remixagem do álbum “Elis”: “Estou sendo procurado para dar minha opinião sobre o lançamento da nova versão remixada e remasterizada do álbum "Elis 1973", do qual fui o diretor musical, arranjador e pianista. Na madrugada de hoje ouvi este lançamento. E respondo que ouvi com tristeza. Tristeza por ouvir todo o trabalho de meses de criação do conceito musical, dos arranjos e das execuções, dos planos de gravação e mixagem, todos estudados e muito bem pensados por nós, jogados no lixo. Estas questões, para mim, não são passiveis de alterações por terceiros. Nada justifica a alteração no final da faixa "É com esse que eu vou", onde o track do teclado RMI foi "arrastado" e antecipado em 4 compassos (!), prejudicando a parte final da canção que foi pensada, exaustivamente, entre mim e Elis, pois tinha um forte sentido aquele espaço que deixei em suspense no arranjo, em função da sua interpretação e da história que estava sendo contada e cantada por ela. Na faixa "Doente, Morena" agora há DUAS guitarras(!). O arranjo final não foi concebido assim. Agora aparecem duas guitarras fazendo um 'duelo' atrapalhado, tirando toda a singeleza e o lirismo da interpretação, do nosso conceito final para a canção. Na faixa "Oriente", há agora um corte súbito em sua voz, no princípio da frase "a possibilidade de ir pro Japão" que, a meu ver, resultou muito mais problemático do que qualquer deficiência na dicção da voz de Elis que pudesse haver na gravação original. Em "Caçador de esmeraldas", a percussão agora está exagerada, e foi incluído um tímpano que, a princípio, era para ser apenas um detalhe sutil no arranjo, criando um ambiente, mas que decidi tirar, pois estava pesado demais. Agora ele aparece 'misteriosamente' e bem à frente, se sobrepondo à voz de Elis e mudando todo o clima do nosso conceito final da obra. Em "É com esse que eu vou", além do novo plano e timbragem dos instrumentos tirarem todo o clima do groove e swing intencional, agora está totalmente fora de sincronismo. E parei por aqui... Todos sabem que sempre fui a favor da tecnologia, quando bem utilizada. Há 22 anos, em 2004, aceitei produzir a remixagem e remasterização do Álbum "Elis & Tom" em 5.1 e DVD Áudio, novíssimas tecnologias na época, com a competência técnica dos sensíveis profissionais, Luís Paulo Serafim e Carlos Freitas, mantendo sempre o maior respeito por toda a obra original. O álbum original 'Elis 1973,' que agora completa 53 anos, pode não agradar a gregos e troianos. E é assim mesmo, tudo certo. Mas agradou a quem mais importava. Os planos técnicos de gravação e mixagem foram construídos de acordo com a intenção da interpretação de Elis e, principalmente, aprovados por ela. Não se pode mexer tecnicamente em uma obra final a este ponto, alterar os planos de mixagem, a voz, os arranjos, os timbres dos instrumentos dos músicos escolhidos a dedo, incluir instrumentos que foram rejeitados, mutilar toda uma dinâmica originalmente muito bem pensada e trabalhada. E não digo estas coisas por estar envolvido visceralmente no projeto original, mas sim pelo respeito que tenho a qualquer obra e seus criadores. Esta é a minha opinião“. CCM

Palavras-chave: tecnologia

Sigilo médico: o que diz a lei sobre paciente exposto por profissionais de saúde com confirmação de HIV

Publicado em: 21/03/2026 10:07

HIV positivo anunciado em UPA: o que diz legislação brasileira sobre sigilo médico Na semana passada, um jovem de 23 anos de Ribeirão Preto (SP) procurou a polícia para denunciar que foi exposto e humilhado ao ter o teste de HIV positivo confirmado em voz alta por profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, no Sumarezinho. O caso aconteceu no dia 9 de março e gerou revolta, uma vez que a legislação brasileira garante sigilo na comunicação do diagnóstico médico, principalmente a pacientes com HIV e prevê pena de prisão para quem descumpre esta prerrogativa. O caso foi registrado na Polícia Civil como injúria racial -- equiparada ao crime de homofobia alegado pela vítima -- e violação do sigilo médico. A Secretaria Municipal de Saúde informou que afastou uma das profissionais envolvidas e deve instaurar um processo administrativo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ao g1, o advogado Raul Canal, especialista em direito médico e presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), disse que, em casos como o que aconteceu na semana passada em Ribeirão Preto, o paciente jamais deveria ser exposto. "Considerando as boas práticas médicas e as normas éticas vigentes, a comunicação de um diagnóstico sensível, como de HIV, deve ser realizada de forma absoluta sigilosa, individualizada e humanizada. O procedimento adequado envolve conduzir o paciente a um ambiente reservado, sem a presença de terceiros, garantindo plena privacidade". LEIA TAMBÉM Paciente diz ter tido teste de HIV positivo confirmado em voz alta em UPA Paciente com teste de HIV positivo confirmado em voz alta em UPA: veja o que se sabe 'Sigilo médico não é uma cortesia', diz advogada de paciente com teste de HIV confirmado em voz alta em UPA Médico que tocou seios de paciente para medir temperatura já havia importunado outras mulheres, dizem funcionários de UPA Procurado pelo g1, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) informou que abriu sindicância para verificação do caso, que segue sob sigilo, de acordo com os ritos de apuração e as diretrizes da Resolução Cofen nº 706/2022. "O conselho reforça seu compromisso com o exercício profissional de enfermagem seguro e livre de danos aos pacientes e cidadãos", diz em nota. A reportagem também entrou em contato com o Conselho Regional Medicina Estado São Paulo (Cremesp) e aguarda um posicionamento. Advogada da vítima, Julia Gobi Turin disse ao g1 que sigilo médico é um dever profissional inegociável e não uma cortesia. Ela informou que vai solicitar providências da Prefeitura e da Polícia Civil. "Estamos formalizando notificações à Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto e à Prefeitura Municipal, exigindo rigorosa fiscalização e pedido de instauração de sindicância administrativa junto à Fundação Hospital Santa Lydia, gestora da unidade, para identificação e responsabilização disciplinar das profissionais". Rispidez e exposição O caso aconteceu quando o paciente, de 23 anos, foi até a UPA Oeste para buscar o protocolo de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP) depois de uma relação sexual com suspeita de transmissão. 🔎 A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência do SUS para prevenir HIV, hepatites virais e ISTs, indicada após risco (sexo sem camisinha, violência sexual, acidentes com perfurocortantes). Deve ser iniciada em até 72 horas (idealmente nas primeiras duas horas) e dura 28 dias. É gratuita, sigilosa e disponível em serviços de emergência. Na triagem, a pressão foi aferida e considerada alta, o que fez com que o atendimento dele fosse classificado como prioritário, segundo o boletim de ocorrência. O jovem relatou que ficou horas aguardando atendimento. Paciente afirma ter tido diagnóstico de HIV confirmado em voz alta dentro de UPA de Ribeirão Preto. Arquivo pessoal Segundo ele, após alguns questionamentos sobre a demora no atendimento, uma funcionária da unidade, que não se identificou, o atendeu de forma ríspida. O jovem disse que foi orientado a aguardar por mais algumas horas, por falta de um enfermeiro disponível para realizar o protocolo. Após mais algumas tentativas, o paciente notou que as profissionais da unidade pareciam estar falando dele e acionou a Guarda Civil Municipal. Na sequência, uma enfermeira disse que, para iniciar o protocolo de PEP, era necessário passar pela coleta de sangue. Ele diz que, naquele momento, já sentia que outros pacientes estavam prestando atenção nele. "Ela (a médica) 'olha, o seu teste deu positivo para o HIV. Não tem como eu fazer o protocolo.' Ela pegou os papéis e saiu. Não houve um acolhimento. Foi um diagnóstico exposto na frente de todo mundo". Além disso, ele relatou que, minutos depois, a enfermeira confirmou outros dois exames reagentes, novamente sem sigilo, em frente a sobrinha que o acompanhava, outros pacientes e terceiros. Depois disso, ao procurar a Polícia Civil, ele foi orientado a pedir o exame para a médica da UPA Oeste que o atendeu, mas a profissional se recusou a entregar o documento, segundo o paciente. O teste foi obtido posteriormente na mesma unidade, mas em outro setor. O que diz a lei de sigilo médico? De acordo com Raul Canal, presidente da Anadem, o sigilo médico é um direito fundamental do paciente e um dever legal do profissional de saúde, com fundamento na Constituição Federal, especialmente no artigo 5º inciso 10, que protege a intimidade, a vida privada e a honra. No âmbito penal, ainda de acordo com Canal, o artigo 154 do Código Penal tipifica como crime de violação de segredo profissional. "O Código de Ética Médica reforça esse dever ao vedar em seu artigo 73 a revelação de informações obtidas no exercício da profissão, bem como no artigo 74, a exposição do paciente a situações constrangedoras. Além disso, a LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados, classifica os dados da saúde como dados pessoais sensíveis, exigindo, portanto, tratamento com elevado nível de proteção". O dever de confidencialidade também é reforçado em relação a condições de saúde que possam gerar estigmatização, como é o caso específico do HIV. "De forma geral, o paciente tem direito ao sigilo em todas as informações relacionadas ao seu diagnóstico, histórico clínico e atendimento. As exceções são restritas e previstas em lei, como nos casos de notificação compulsória, determinação judicial ou situações de risco relevante a terceiros. Mesmo nestas hipóteses, a divulgação deve ocorrer de forma limitada e técnica, nunca com exposição pública ou desnecessária". UPA Oste em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Como deve ser feita a comunicação de resultados e exames sensíveis? Ao g1, Raul Canal explicou que a comunicação de resultados e exames mais delicados e sensíveis deve ser feita de maneira clara, empática e cuidadosa, respeitando o momento emocional do paciente. "Além disso, é fundamental oferecer acolhimento, esclarecer dúvidas e orientar sobre os próximos passos, inclusive, quanto ao tratamento e ao acompanhamento. A comunicação em voz alta na presença de outras pessoas não se alinha aos parâmetros técnicos, éticos e legais que regem a prática médica e da enfermagem. Em tese, poderia caracterizar falha na preservação do sigilo, inadequação da comunicação do diagnóstico e ausência do acolhimento", aponta. Segundo ele, o paciente que tiver o sigilo médico violado é protegido nas esferas administrativa, civil e penal. Esfera administrativa: pode formalizar denúncia junto ao Conselho Geral de Medicina ou de Enfermagem, que poderão instaurar o processo processos éticos profissionais com a aplicação de sanções que vão desde uma advertência simples em aviso confidencial até a cassação do exercício profissional, a depender da gravidade da conduta. Esfera civil: o paciente pode buscar indenização por danos morais, com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil, uma vez que a exposição indevida de informações de saúde pode gerar constrangimento, abalo psicológico e violação da própria dignidade. Esfera penal: a conduta pode ser enquadrada como violação de segredo profissional, nos termos do artigo 154 do Código Penal. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: lgpd

O fim do "humano" na internet? CEO da Cloudflare prevê domínio de bots até 2027

Publicado em: 21/03/2026 10:00 Fonte: Tudocelular

Os bots estão dominando a internet e, com a velocidade com que a inteligência artificial está avançando, poderão ultrapassar o tráfego humano on-line até 2027. Essa declaração não é nossa, mas de Matthew Prince, CEO da Cloudflare, em entrevista durante o SXSW, festival de tecnologia, cultura e negócios.De acordo com Prince, o uso da web por bots tem aumentado junto ao crescimento da tecnologia de IA generativa, uma vez que eles são capazes de acessar muito mais sites que humanos para responder às perguntas de seus usuários. "Se um humano estivesse realizando uma tarefa – digamos, comprar uma câmera digital – e visitasse cinco sites, seu agente ou o bot que realiza essa tarefa geralmente visitará 1.000 vezes mais sites do que um humano real", disse Prince. "Então, ele poderia visitar 5.000 sites. E isso é tráfego real, é uma carga real com a qual todos precisam lidar e levar em consideração”.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Entenda como IA foi usada para encontrar canadense que foi enterrado como indigente no Brasil

Publicado em: 21/03/2026 06:17

Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP Uma família canadense conseguiu descobrir o paradeiro de um parente desaparecido por quatro anos com ajuda de inteligência artificial. Uma busca reversa de imagens mostrou Karl Van Roon em uma reportagem sobre um estrangeiro que vivia em situação de rua em Santos, no litoral de São Paulo. A esperança de um reencontro durou pouco, já que descobriram que Karl morreu um dia depois da publicação da matéria, em 2024. Ele foi enterrado como indigente após sofrer uma embolia pulmonar. Não há detalhes sobre como o homem chegou ao Brasil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que um amigo da família contou sobre o caso para um colega e ele lhe deu a ideia de usar a busca reversa de imagens para tentar encontrar alguma informação sobre o paradeiro do homem. Canadense Karl Van Roon foi reconhecido em reportagem sobre estar em situação de rua em Santos, SP Arquivo Pessoal e Reprodução/A Tribuna Entre os resultados, estava a reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. As imagens da matéria chamaram atenção do amigo da família, pois aparecia um homem que não estava sorridente como nas fotos do canadense que ele estava acostumado a ver. 📰A notícia era sobre um homem que vivia há meses nas ruas de Santos. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. O amigo da família copiou a imagem da reportagem e usou novamente a busca reversa para fazer uma comparação. Nesse momento, os resultados o levaram de volta às imagens de Karl disponíveis publicamente. "Ele entrou em contato conosco quando encontrou um resultado que não tinha visto e que estava relacionado a uma história plausível", afirmou a mãe do canadense ao g1. Ela não informou o site usado pelo colega na busca, mas destacou que tinha certeza que era o filho ao ver a reportagem. Reconhecimento Canadense Karl Van Roon vivia em situação de rua em Santos, SP Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna e Arquivo Pessoal Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024. Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Translado Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna Agora, os pais desejam realizar o translado do corpo de Santos até o Canadá, levando o filho de volta para casa. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. A Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos explicou que não houve, até o momento, qualquer notificação oficial por parte de familiares ou autoridades competentes solicitando apoio da Prefeitura de Santos para o procedimento. A pasta ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: inteligência artificial

Posso falar da minha demissão nas redes? 'Vlogs' sobre desligamentos viralizam, mas exigem cuidados

Publicado em: 21/03/2026 04:56

'Vlog de demissão': vídeos de desligamentos viralizam, mas exigem cuidados Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com “vlogs de demissão”, vídeos em que trabalhadores registram a rotina no dia em que são desligados da empresa. Curiosamente, os bastidores de um momento delicado da vida profissional têm atraído milhões de visualizações. É o caso de Victoria Macedo, de 28 anos, que publicou no TikTok um vídeo sobre o dia em que foi desligada da Natura. O post alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A repercussão impulsionou seu perfil como criadora de conteúdo e abriu portas para novas oportunidades, com convites para entrevistas de emprego — mesmo antes de atualizar currículo ou portfólio. Formada em administração e com uma segunda graduação em publicidade e propaganda em andamento, Victoria construiu carreira no mercado corporativo desde os 16 anos, com passagens por bancos e, mais recentemente, pela Natura. Lá, ingressou como estagiária em 2024, foi efetivada após oito meses e atuou no planejamento comercial até a reestruturação que levou à sua saída. Victoria trabalhava na empresa havia quase dois anos quando foi desligada. Paralelamente, já produzia conteúdo sobre rotina profissional no TikTok – hábito que ganhou força após a efetivação. A familiaridade com as câmeras, inclusive, a levou a participar do programa de influenciadores internos da empresa, no qual colaboradores divulgam a marca de forma voluntária. “Eles analisam nossas redes antes de aprovar, então sabiam exatamente o tipo de conteúdo que eu produzia”, conta. Mesmo assim, decidiu registrar a demissão para explicar aos seguidores por que deixaria de mostrar o dia a dia na empresa. “Eu pensei: vou postar porque vou parar de produzir esse tipo de conteúdo e as pessoas podem estranhar”, diz. A identificação do público foi imediata, e o vídeo viralizou no dia seguinte. Para Victoria, o tema é sensível e universal: “Quase todo mundo já passou ou vai passar por isso. É um momento frágil, mas muito real.” Ela acredita que o sucesso está justamente no contraste com a narrativa tradicional das redes profissionais, que costuma destacar promoções e conquistas – como no LinkedIn. “As pessoas se enxergam ali, no dia difícil que quase nunca aparece na internet”, afirma. Victoria Macedo, de 28 anos, foi demitida da Natura em uma reestruturação da empresa e compartilhou o processo nas redes sociais. Reprodução/Tiktok O caso não é isolado. Ao buscar por “vlog de demissão” no TikTok, é possível encontrar diversos vídeos que somam milhões de visualizações sobre o tema. Apesar da popularização, especialistas ouvidos pelo g1 alertam que é preciso cautela ao compartilhar esse tipo de conteúdo. A exposição pode trazer consequências para a vida profissional, especialmente dependendo do que é divulgado. “A demissão em si não é o problema, faz parte da trajetória de qualquer pessoa. O ponto-chave é como ela é exposta”, afirma Raquel Nunes, líder de RH na HUG. A especialista explica que conteúdos que revelam conflitos, críticas diretas ou detalhes internos tendem a gerar alerta entre recrutadores. Já publicações estruturadas, que destacam aprendizados, podem até fortalecer a imagem profissional. Segundo ela, profissionais de seleção não avaliam apenas o fato de alguém ter sido desligado, algo comum, mas a maturidade demonstrada ao comunicar esse momento. “No fim, o que se avalia é a capacidade de lidar com situações difíceis sem expor terceiros ou informações sensíveis”, diz. Recrutadores de grandes empresas acompanham redes sociais com frequência, especialmente quando um conteúdo viraliza. Isso não elimina automaticamente um candidato, mas influencia a percepção sobre competências como confidencialidade, inteligência emocional e profissionalismo. Em tempos de redes sociais, cada postagem ajuda a construir – ou desgastar – a marca pessoal do profissional. Conteúdos sobre demissão podem mostrar resiliência e autoconhecimento, mas também podem transmitir impulsividade. No caso de Victoria, por exemplo, ela afirma que teve cautela ao produzir os vídeos. Evitou mostrar colegas, ambientes internos ou qualquer informação confidencial, mantendo o foco na própria experiência. “Se você pretende continuar no mercado, não faz sentido expor ou difamar a empresa”, diz. Do sucesso à demissão: saiba por que algumas empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’ 📱 Palavra ‘demissão’ impulsiona engajamento Outro caso é o da mineira Thaís Borges, de 26 anos, conhecida nas redes como Thaís do Millenium. Após mais de uma década trabalhando como CLT – sendo três anos e meio como designer sênior em uma multinacional – foi desligada pela primeira vez durante uma demissão em massa. O que poderia ser apenas um episódio traumático acabou se tornando um impulso para ampliar a presença digital. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Thaís começou a trabalhar aos 14 anos, como jovem aprendiz na área de marketing. Com o tempo, migrou para o design de produtos e construiu carreira no setor. Até então, nunca havia enfrentado o desemprego. “Foi um baque, mesmo tendo me preparado financeiramente”, conta. A virada aconteceu quando decidiu registrar a própria demissão – e a reação do marido ao receber a notícia. O vídeo, publicado sem grandes expectativas, viralizou rapidamente e já acumula mais de meio milhão de visualizações. Para o público, parecia o início de uma trajetória como criadora de conteúdo. Mas Thaís explica que já produzia vídeos sobre carreira há cerca de quatro anos. “Algumas pessoas acharam que comecei depois da demissão, mas não. Eu já falava de vida profissional”, diz. Segundo a criadora, a explosão de alcance não foi por acaso e a palavra “demissão” carrega uma força emocional capaz de conectar pessoas. “Situações traumáticas geram empatia. É natural que as pessoas se compadeçam”, afirma. Desde então, ela passou a usar o termo de forma estratégica em títulos, falas e hashtags — tanto para ampliar o alcance quanto para normalizar a experiência. Eu não sabia do poder que a palavra ‘demissão’ poderia ter.” Conhecida nas redes como Thaís do Millenium, Thaís Borges, de 26 anos, compartilha conteúdos sobre demissão e carreira. Reprodução/Instagram Apesar de já produzir conteúdo sobre carreira, foi após esse episódio que seus vídeos ganharam maior alcance. A partir disso, passou a compartilhar a rotina de recolocação profissional, mostrando etapas como atualização de currículo e portfólio. Para Thaís, falar abertamente sobre o desligamento ajuda a romper o tabu. “Antes, eu via ‘demissão’ como algo negativo, como se estivesse ligado à competência. Hoje, falo com todas as letras: fui demitida. Quero desmistificar isso”, afirma. A repercussão nas redes também teve impacto direto na carreira. Mesmo sem se candidatar a vagas, Thaís recebeu contatos de empresas e convites para processos seletivos, muitos deles por indicação de seguidores. “Eu fiquei impressionada com o poder da internet de fazer as coisas acontecerem”, diz. “Antes mesmo de eu assimilar o que estava acontecendo, já tinha empresa me chamando para conversar, sem eu ter enviado currículo”, completa. Há um mês e meio sem emprego formal, ela ainda avalia os próximos passos. Enquanto isso, atualiza currículo e portfólio em pequenos avanços – seu lema é “1% todo dia” –, enquanto mantém a produção de conteúdo. Para ela, produzir para as redes também é trabalho, que exige planejamento, rotina e dedicação. “Eu não quero me limitar agora dizendo que quero um emprego CLT ou focar só na produção de conteúdo. Estou me deixando aberta para o que vier”, finaliza. 🧠 O que explica o fenômeno? Para a pesquisadora e professora Issaaf Karhawi, da Universidade de São Paulo (USP), o fenômeno de transformar a demissão em conteúdo está ligado a mudanças mais amplas na forma como as pessoas se relacionam com a exposição nas redes sociais. Segundo ela, esse movimento nasce do “borrão” entre vida privada e esfera pública, cada vez mais evidente nas plataformas digitais. Trabalho, lazer e intimidade se misturam, e o cotidiano passa a ser empacotado como uma narrativa para as redes sociais. “Vivemos uma convocação permanente à visibilidade. Tudo precisa ser tornado público, empacotado como conteúdo”, afirma. Para a pesquisadora, filmar um momento tradicionalmente íntimo, como o desligamento, revela como a vida profissional foi incorporada às práticas culturais online. Karhawi diz que o TikTok tem papel central nessa lógica. A plataforma fortaleceu formatos como os vlogs, já conhecidos no YouTube, mas agora adaptados a vídeos curtos sobre rotina, trabalho e produtividade – especialmente entre os jovens profissionais. O TikTok se consolidou como um espaço de conteúdos mais autênticos, que fogem da estética perfeita de outras redes. Os vlogs de rotina de trabalho já eram comuns, e a demissão passou a ser incorporada como parte dessa narrativa.” A pesquisadora avalia que esses vídeos funcionam como uma “contra-narrativa” em relação ao padrão tradicional das redes, historicamente marcado por performance, sucesso e conquistas. Enquanto Instagram e LinkedIn costumam funcionar como vitrines de promoção, mérito e ascensão, o TikTok tem aberto espaço também para rupturas, frustrações e momentos de vulnerabilidade. “Esses vídeos mostram algo que normalmente não aparece nas redes: o momento difícil. Isso gera conexão porque contrasta com a lógica de sucesso que domina plataformas como LinkedIn e Instagram”, afirma. Ela também destaca que conteúdos com forte carga emocional tendem a ganhar mais alcance. “Vídeos como esses geram muitas reações. E o algoritmo tende a ampliar aquilo que mobiliza atenção, seja ela positiva ou negativa”, diz. A professora lembra ainda que o fenômeno não é totalmente novo. Vídeos de demissão já circularam com força em 2024, especialmente durante os layoffs (demissões) em massa na indústria de tecnologia. Hoje, esse tipo de publicação se consolidou quase como um subgênero dentro da plataforma, reunindo pessoas que compartilham experiências semelhantes. Apesar do potencial de engajamento, Karhawi faz um alerta: a viralização pode até abrir portas no universo da influência, dependendo da forma como o criador aproveita essa exposição, mas não garante recolocação profissional em setores tradicionais. “Cada mercado reage de forma muito diferente. O setor da comunicação, por exemplo, não funciona como o agronegócio ou a indústria farmacêutica. Em algumas áreas pode ser mais aceito, em outras pode gerar resistência”, explica. A pesquisadora enfatiza ainda que viralizar não significa consolidar uma carreira como influenciador. Isso porque a maioria dos criadores que vivem de conteúdo tem anos de dedicação, e não apenas um vídeo de grande repercussão. Além disso, muitos seguem conciliando a produção digital com empregos formais. “A ideia de que basta viralizar para viver de conteúdo não corresponde à realidade. Construir uma carreira digital exige consistência e tempo”, afirma. Para Karhawi, a popularização desses vídeos diz menos sobre a demissão em si e mais sobre a forma como as plataformas moldam a experiência humana. “Nada escapa do imperativo da visibilidade. Trabalho, relacionamentos, lazer, tudo passa pela lógica de transformar a vida em conteúdo”, conclui. Conheça os 'blogueiros CLTs', que mostram a rotina e os perrengues de trabalho nas redes sociais ⚠️ Cuidados ao expor a demissão nas redes Segundo a especialista em RH Raquel Nunes, existe uma diferença clara entre compartilhar uma experiência pessoal e expor a empresa. Falar sobre sentimentos, aprendizados e trajetória é legítimo. Já divulgar detalhes internos, citar nomes, envolver gestores ou buscar validação por meio de conflito tende a ser visto como comportamento de risco – tanto para a reputação do profissional quanto para sua empregabilidade. A orientação é evitar publicações feitas no calor do momento. “Nada de expor a empresa, o gestor ou informações internas. O ideal é focar no próprio processo e nos aprendizados”, afirma. Ela também recomenda que o trabalhador reflita antes de publicar: “Como isso seria interpretado em um processo seletivo?” Para a especialista, o tema deve ganhar ainda mais espaço com o avanço dos conteúdos sobre rotina de trabalho nas redes. Por isso, o cuidado com a imagem profissional se torna ainda mais relevante. “Conte sua história, mas com consciência de que ela também compõe sua reputação profissional”, completa. Além dos impactos na imagem, a exposição pode trazer consequências legais. Segundo a advogada trabalhista Isabel Cristina, do escritório Ferraz dos Passos, a liberdade de expressão do trabalhador não é absoluta – especialmente quando envolve a imagem do empregador. Compartilhar vídeos gravados dentro da empresa, mostrando colegas, chefes ou processos internos, pode caracterizar violação de confidencialidade e descumprimento de regras de compliance. De acordo com a especialista, muitas empresas possuem cláusulas que proíbem gravações ou a divulgação da marca sem autorização. Nesses casos, o trabalhador pode ser responsabilizado por danos à reputação da companhia. Se o conteúdo tiver tom irônico, ofensivo ou crítico, a situação pode ser interpretada como ato lesivo à honra do empregador – o que abre espaço para pedidos de indenização. O risco é ainda maior quando a publicação ocorre durante o aviso prévio ou enquanto o desligamento ainda está em andamento. 📌 Quando a demissão pode virar justa causa Nesses casos, a empresa pode até reverter uma dispensa comum em demissão por justa causa. Segundo o advogado trabalhista Cid de Camargo Júnior, isso pode acontecer quando há publicação de conteúdo ofensivo enquanto o contrato ainda está em vigor. Como o contrato ainda está ativo, a empresa pode reverter a dispensa para justa causa, desde que comprove a gravidade da conduta. Ele ressalta que a mudança não é automática e depende de análise da Justiça, já que a justa causa é a penalidade mais severa prevista na legislação trabalhista. Mesmo após o fim do vínculo, a empresa ainda pode recorrer à Justiça para pedir indenização por danos morais ou materiais. Embora não exista uma legislação específica sobre redes sociais nesses casos, as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem ser aplicadas ao ambiente digital. Entre as situações previstas estão: ato lesivo à honra ou à imagem do empregador; mau procedimento; indisciplina ou insubordinação. Segundo especialistas, a Justiça do Trabalho já reconhece que o comportamento nas redes pode impactar diretamente a relação profissional. Trabalhador pode ser demitido por conta de publicações nas redes sociais? Veja como funciona Do sucesso à demissão: empresas têm se incomodado com os ‘blogueiros CLT’

Palavras-chave: tecnologia

VÍDEO: Prefeito usa marreta para demolir cocho tombado após charretes serem proibidas em MG; Câmara questiona

Publicado em: 21/03/2026 04:01

Prefeito destrói cocho tombado após charretes serem proibidas em Poços de Caldas A Câmara Municipal de Poços de Caldas (MG) fez um requerimento questionando a atitude do prefeito Paulo Ney (PSD), que destruiu um cocho tombado durante um ato público que oficializou o fim do serviço de charretes a cavalo na cidade. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O ato aconteceu na segunda-feira (16). Acompanhado de protetores da causa animal, o prefeito usou uma marreta para quebrar as pedras do cocho que era usado como bebedouro para os animais das charretes. Os vereadores entenderam que a atitude do prefeito foi um desrespeito à história de Poços de Caldas e aos charreteiros. O requerimento apresentado pelo vereador Thiago Mafra (PT) e aprovado por unanimidade questiona a legalidade do ato e se houve autorização dos órgãos responsáveis. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas Reprodução redes sociais Segundo o vereador, a praça Getúlio Vargas, onde fica o cocho, integra o Complexo Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, tombado pelo estado desde 1989 e pelo município desde 2006. Ele destacou que a Lei Orgânica de Poços de Caldas proíbe a descaracterização de espaços tombados sem autorização legislativa e uma lei complementar de 2006 estabelece que bens protegidos não podem ser destruídos, alterados ou restaurados sem autorização prévia do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (CONDEPHACT). A Divisão de Patrimônio Construído e Tombamento (DPCT) disse que o cocho não é tombado e foi construído recentemente. A prefeitura informou que o cocho foi reconstruído na sexta-feira (13). A gestão municipal não comentou sobre a atitude do prefeito. Cocho de praça de Poços de Caldas que foi destruído é reconstruído Reprodução redes sociais e Fabiana Assis/g1 Embora refeita, a estrutura ficou descaracterizada. As pedras foram cimentadas e a fonte de água foi retirada, sendo substituída por terras e plantas. O professor e historiador Hugo Pontes diz que, como a praça é tombada, todos os elementos nela devem ser preservados. Ele defende que o local deva ser conservado e, inclusive, sinalizado para registrar a existência das charretes naquele local por décadas como fato histórico da cidade. "A prefeitura deveria colocar uma placa, porque as futuras gerações talvez não venham a se lembrar disso, como nós que estamos presenciando a situação na nossa época", afirmou. Apesar de as charretes a cavalo terem sido extintas em Poços de Caldas, as carruagens elétricas, que deveriam substituí-las, ainda não têm prazo para começar a operar. Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney (PSB) participa de ato que destruiu cocho em Poços de Caldas ONG Pegasus Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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