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Projetos do MA vencem etapa estadual do Prêmio Educador Transformador e avançam para final nacional

Publicado em: 28/02/2026 09:48

As educadoras Christiane Praseres Lima Cunha, Karini da Silva Pinto e Ecleid Maria Bonfim Vieira, de São Luís (MA), são finalistas na categoria Gestão Educacional Transformadora. Divulgação/Sebrae Três projetos de educadores do Maranhão venceram a etapa estadual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e vão representar o estado na fase nacional do Prêmio Educador Transformador. A premiação é realizada pelo Sebrae, em parceria com o Instituto Significare e a Bett Brasil. Os projetos são de professores de Tutóia, Açailândia e São Luís. Eles ficaram em primeiro lugar nas categorias Inclusão e Sustentabilidade na Educação, Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas e Gestão Educacional Transformadora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp Os vencedores da etapa estadual foram os professores Lute Rafael de Souza e Evania Maria Ferreira dos Santos, além das gestoras pedagógicas Karini da Silva Pinto, Ecleid Maria Bonfim Vieira e Christiane Praseres Lima Cunha. Além de troféu, certificado e selo digital, os selecionados vão participar, com todas as despesas pagas, da Bett Brasil 2026, maior evento de educação e tecnologia da América Latina. O resultado final será divulgado durante o encontro, que acontece de 5 a 8 de maio, em São Paulo. Os primeiros colocados na etapa nacional, em cada categoria, vão receber pacote completo para participar da Bett UK 2027, em Londres, e um MBA em Educação Empreendedora a distância. Projeto transforma biomassa em biocombustível O professor Lute Rafael de Souza, de Tutóia (MA), é finalista da categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação. Divulgação/Sebrae O professor Lute Rafael, de Tutóia, desenvolveu um projeto que propõe a produção de biocombustível a partir da biomassa de mangue acumulada nas praias da cidade. Segundo ele, a ideia surgiu ao perceber que o material, visto por muitos como sujeira, poderia ter potencial energético sustentável. “Durante a fase de imersão, notei a grande quantidade de biomassa (galhos, folhas, flores e fragmentos vegetais) trazida pelas marés e acumulada na faixa litorânea. Em conversas com moradores, ficou evidente que esse material é visto como sujeira que prejudica a paisagem e o turismo local”, relata. O projeto estimula a investigação científica e o protagonismo dos estudantes. “Mais do que criar um produto final, o projeto tem como foco o processo investigativo. Ele transforma um problema ambiental em um laboratório vivo de aprendizagem, estimulando pensamento crítico, análise de dados, experimentação e tomada de decisão baseada em evidências”, detalha. Tecnologia e empreendedorismo social A professora Evania Maria Ferreira dos Santos, de Açailândia (MA), é finalista na categoria Inovação Pedagógica e Metodologias Ativas. Divulgação/Sebrae Em Açailândia, a professora Evania Maria criou o projeto “Jovens de Mídias”, voltado ao desenvolvimento de habilidades digitais e ao empreendedorismo social. A iniciativa começou como uma proposta para registrar atividades escolares e evoluiu para ações na comunidade. O grupo já realizou feira de empreendedorismo, palestras sobre uso seguro das mídias e mapeamento de microempreendedores locais. “É um projeto que visa desenvolver habilidades técnicas em ferramentas digitais, fortalecer a autoestima, o senso de coletividade, o vínculo com o território e o protagonismo dentro e fora da escola. Na formação temos oito alunos participantes, dois destes são bolsistas de um curso de informática patrocinado pela Secretaria de Educação, com o objetivo de auxiliarem os demais”, acrescenta Evânia Maria. Leitura e protagonismo estudantil Em São Luís, as gestoras Karini da Silva Pinto, Ecleid Maria Bonfim Vieira e Christiane Praseres Lima Cunha desenvolveram o projeto “Gostei, Indiquei: o protagonismo e a formação do comportamento leitor”. A proposta busca fortalecer a relação dos estudantes com a leitura na rede pública de ensino. “Buscamos estimular o comportamento leitor com estratégias que valorizem a escuta, a troca de experiências, a escolha consciente de textos e o diálogo entre diferentes linguagens e gêneros textuais”, explica Karini. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes, incentivando a leitura como uma prática social, crítica e significativa”, afirma. Como obter mais informações Quem quiser saber mais sobre o prêmio ou sobre as ações do Sebrae pode procurar a sede da instituição, no bairro Jaracaty, em São Luís. As informações também estão disponíveis no portal oficial e na Central de Atendimento, pelo telefone 0800 570 0800, que também funciona via WhatsApp.

Palavras-chave: tecnologia

Polícia prende suspeito de criar 'bailes virtuais' no Roblox com conteúdo sexual e apologia ao crime

Publicado em: 28/02/2026 09:33

Roblox: o que pais precisam saber sobre a segurança das crianças A Polícia Civil prendeu, na manhã deste sábado (28), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um homem suspeito de criar e administrar “bailes virtuais” dentro do Roblox que expunham crianças e adolescentes a conteúdo sexual e apologia ao crime. A ação faz parte da “Operação Fim de Jogo”, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a investigação, as salas funcionavam dentro da plataforma de jogos online, amplamente utilizada por menores de idade, e permitiam simulações envolvendo armas, drogas, bebidas alcoólicas e incitação a práticas criminosas. Polícia prende suspeito de criar 'bailes virtuais' no Roblox com conteúdo sexual e apologia ao crime Reprodução Durante a operação, além da prisão de um dos suspeitos, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outros dois investigados. O material recolhido será periciado para aprofundar a apuração. A Polícia Civil alertou que a internet não é um ambiente seguro para acesso irrestrito por crianças e adolescentes e orientou que responsáveis acompanhem as interações dos filhos em plataformas digitais. Casos suspeitos podem ser denunciados em delegacias especializadas. O que é o Roblox A plataforma onde os “bailes virtuais” foram identificados é o Roblox, um dos ambientes digitais mais populares entre crianças e adolescentes. O serviço reúne milhares de jogos criados pelos próprios usuários e permite interação por meio de avatares personalizados. Segundo dados divulgados pela empresa, a plataforma tem cerca de 144 milhões de usuários diários no mundo. Desses, 50 milhões têm menos de 13 anos e 57 milhões estão na faixa entre 13 e 17 anos. A maior parte acessa o serviço pelo celular. Roblox Reprodução A criação de conta é simples e, em alguns casos, não exige envio de documentos para verificação de idade. No início do ano, o Roblox passou a adotar verificação facial para tentar restringir o acesso de menores a determinados recursos, como chats, medida que gerou críticas dentro da própria comunidade de usuários. Jogos impróprios e investigações Autoridades apontam que, apesar do caráter lúdico da plataforma, parte dos conteúdos criados por usuários apresenta temas inadequados para menores. Entre os ambientes identificados por órgãos de investigação estão: bailes virtuais com músicas sexualizadas; jogos com apologia a facções criminosas; simulações de ataques em escolas; espaços que incentivam automutilação ou suicídio; jogos que oferecem recompensas por “matar pessoas”; mundos com “venda de crianças”. Delegacias especializadas relatam que conteúdos denunciados podem levar semanas para serem retirados do ar. Porta de entrada para crimes Segundo núcleos de investigação digital, grande parte das vítimas monitoradas em apurações recentes iniciou contato com agressores dentro da própria plataforma. A estratégia, de acordo com investigadores, inclui adultos que se passam por crianças, estabelecem vínculos afetivos e transferem a conversa para outros aplicativos, onde iniciam manipulação emocional e pedidos de envio de fotos ou vídeos íntimos. 'Foi um estupro de vulnerável de forma digital', diz mãe de menina que sofreu abuso através do Roblox Casos recentes no Paraná e no Rio Grande do Sul ilustram esse tipo de dinâmica. Em uma das ocorrências, uma menina de 11 anos passou a ser chantageada após contato feito em um jogo. Em outro caso, um adolescente foi identificado como responsável por divulgar imagens íntimas de uma vítima de 12 anos. O que diz a plataforma Em nota, o Roblox afirma que suas medidas de segurança superam as adotadas por outras plataformas e que não permite compartilhamento de imagens ou vídeos no chat. A empresa diz que monitora as comunicações, proíbe conteúdos que promovam atividades ilegais e mantém ferramentas de denúncia. A companhia também afirma que utiliza verificações humanas e automatizadas para identificar e remover conteúdos inadequados. Debate legal e proteção digital O tema ganha relevância em meio à implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), aprovado no ano passado e que entra em vigor em 1º de março. A norma estabelece regras mais rígidas para proteção de menores em plataformas online. Crianças protestam no Roblox contra restrição do uso do chat Reprodução/X A discussão sobre redes e jogos digitais para crianças também avança em outros países. A Austrália já adotou restrições, a Espanha estuda medidas semelhantes e, na Califórnia, famílias e escolas movem ações judiciais contra empresas de tecnologia por supostos danos a menores. A Polícia Civil informou que as investigações sobre os “bailes virtuais” continuam e que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias.

Palavras-chave: tecnologia

Imersão total: Xiaomi anuncia Redmi Buds 8 Pro com áudio espacial, ANC e 33h de uso

Publicado em: 28/02/2026 08:57 Fonte: Tudocelular

A Xiaomi aproveitou a sua passagem pela MWC em Barcelona para renovar todo o seu ecossistema de aparelhos na Europa. A marca chinesa realizou um evento gigantesco e revelou ao mundo os novos celulares da linha Xiaomi 17 com a versão avançada 17 Ultra, além do relógio inteligente Watch 5 e novos tablets. No meio desse mar de anúncios poderosos, a empresa também guardou espaço de destaque para o áudio e apresentou de forma oficial o fone de ouvido sem fio Redmi Buds 8 Pro.O pequeno acessório foi lançado no final de janeiro na China e foca em entregar um som rico e detalhado aos consumidores mais exigentes. A estrutura interna abriga um driver triplo coaxial composto por um tweeter de cerâmica de 6,7 milímetros e um diafragma de titânio de 11 milímetros, uma combinação arquitetada de forma específica para reproduzir graves profundos e vocais cristalinos. A união entre suporte à tecnologia Dolby Audio e áudio dimensional da própria Xiaomi oferece modos espaciais customizados para aprimorar diferentes cenários de uso, como a reprodução de músicas, vídeos, jogos e audiolivros.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O que é a Guarda Revolucionária do Irã

Publicado em: 28/02/2026 08:05

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã A União Europeia incluiu em janeiro de 2026 a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) em sua lista de organizações terroristas. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e é uma reposta à violenta repressão aos protestos que ocorreram no país. EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã, que dispara mísseis em resposta Veja a cobertura do conflito AO VIVO Quem é o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã alvo dos EUA Quem são os 'Mustazafin', ou 'oprimidos', jovens pobres que formaram a guarda que hoje protege a ditadura do Irã "Quando se age como terrorista, deve-se ser tratado como terrorista", destacou Kallas, criticando o papel desempenhando pela Guarda Revolucionária do Irã, a força militar de elite do Irã responsável por proteger o regime de ameaças internas e externas, na repressão às manifestações no país no último mês. "O balanço de vítimas e os meios utilizados pelo regime são verdadeiramente aterrorizantes. Por isso é que enviamos a mensagem de que, quando se reprimem as pessoas, isso tem um preço e merece sanções", afirmou. Essa força paramilitar foi criada após a Revolução Iraniana de 1979, em que islamistas derrubaram o governo apoiado pelo Ocidente, para proteger o então embrionário regime clerical xiita. Ela também formou um importante contrapeso para os militares convencionais do Irã, cujos integrantes foram vistos durante muito tempo como leais ao xá exilado. A unidade operou inicialmente como uma força doméstica, mas expandiu-se rapidamente depois que o então ditador iraquiano, Saddam Hussein, invadiu o Irã em 1980. Em reação, o aiatolá Ruhollah Khomeini deu ao grupo suas próprias forças terrestre, naval e aérea. A instituição é parte das Forças Armadas do país e está diretamente subordinada a Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora o Irã nunca tenha divulgado números oficiais, uma estimativa do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos calcula que a IRGC seja formada por 125 mil homens. Um Estado dentro do Estado A Guarda Revolucionária é considerada o pilar mais poderoso da liderança do Irã. Ela tem tropas próprias para o Exército, Marinha e Aeronáutica, unidades especiais para missões no exterior e a Basij, milícia paramilitar formada por voluntários. Soldados da Basij patrulham mesquitas e têm papel crucial na repressão violenta de civis contrários ao regime do aiatolá. A Guarda Revolucionária dispõe ainda de um exército cibernético, um centro de monitoramento e combate a crimes cibernéticos e um serviço secreto próprio, que age independente do órgão de inteligência do governo e reporta diretamente a Khamenei. Sanções internacionais Embora seja um órgão oficial do Irã, a IRGC foi designada uma organização terrorista pelos EUA em 2019, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. O Canadá seguiu o exemplo em 2024, e a Austrália, em 2025 – após um ataque a uma sinagoga em Melbourne, pelo qual a Guarda Revolucionária foi responsabilizada. Na União Europeia, essa designação é limitada apenas a alguns oficiais do alto escalão da instituição. Em 2023, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução solicitando a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas da UE. A decisão final cabe, porém, aos Estados-membros. Com a violenta repressão à atual onda de protestos que se espalhou pelo país, o bloco europeu está inclinado agora a adotar essa medida. "A guarda foi criada como uma ferramenta para promover a jihad em todo o mundo", afirmou em 2019 à DW Paulo Casaca, fundador e diretor executivo do South Asia Democratic Forum, baseado em Bruxelas. Segundo ele, a Guarda Revolucionária "está envolvida na promoção do terrorismo há muito tempo" e é o "principal instrumento armado para os abusos do regime". Papel na economia Nas últimas décadas, a Guarda Revolucionária ampliou amplamente sua influência sobre a economia iraniana. Um exemplo disso é o Khatam-al-Anbia, conglomerado fundado no final da década de 1980 para reconstruir o Irã no pós-guerra. Controlado pela força de elite, ele é responsável por diversos projetos de infraestrutura e investimentos estratégicos. Hoje, a Guarda Revolucionária fabrica carros, constrói represas, estradas, ferrovias e até mesmo linhas de metrô. Ela também está intimamente ligada à economia de gás e petróleo do país e atua nos setores de mineração e farmacêutico. Informalmente, seus domínios se estendem até mesmo ao mercado imobiliário e ao contrabando. Não há, contudo, dados precisos sobre a participação da força militar no PIB iraniano. Estima-se que Guarda Revolucionária do Irã reúna um total de 125 mil homens Iranian Supreme Leader'S Office/Zuma/picture alliance Papel no exterior e em conflitos fora do Irã A brigada Quds da Guarda Revolucionária é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do Irã. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Líbano, o Hezbollah; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo radical palestino Hamas. Essa aliança informal de países e milícias do Oriente Médio liderada pelo Irã é conhecida como "Eixo da Resistência" e inclui ainda grupos no Afeganistão e Paquistão. O que os une é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a "resistência" à influência dos Estados Unidos e de seu aliado Israel na região. Pai da Revolução Iraniana e líder supremo do Irã de 1979 até 1989, Ruhollah Khomeini fez do apoio à causa palestina e da eliminação de Israel um elemento central da política externa do país. Irã e Israel têm travado uma guerra indireta há anos, mas em 2024 passaram a se atacar diretamente, na esteira das guerras na Faixa de Gaza e contra o Hezbollah no Líbano. Em junho de 2025, Israel lançou um pesado ataque contra o Irã, o pior infligido ao país desde a guerra com o Iraque de 1980, com o objetivo de sabotar o desenvolvimento de armas nucleares pela República Islâmica. Um dos mortos nesse ataque foi Hossein Salami, de 65 anos, chefe da Guarda Revolucionária iraniana desde 2019. Ele era um oficial experiente e integrava a organização praticamente desde a sua fundação, em 1979.

Palavras-chave: cibernético

Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio

Publicado em: 28/02/2026 07:21

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã Os ataques de EUA e Israel ao Irã são mais um movimento que ocorre no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A região, uma das mais conflituosas do mundo desde meados do século XX, também é uma das que mais abriga bases militares norte-americanas. As bases são um indicativo da importância que os EUA dão à região. Ao longo dos anos Washington construiu uma série de alianças com países, inclusive com o Irã — Teerã rompeu as relações, no entanto, com o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi e instituiu o regime dos aiatolás. Desde então, os iranianos costuraram uma rede de apoio entre os vizinhos, majoritariamente entre os grupos xiitas. Os principais atores dessa rede não costumam ser líderes de países, mas organizações que atuam paralelamente ao Estado, às vezes instaurando governos rebeldes. Ao mesmo tempo em que os EUA construíram uma sólida rede de apoio, o ataque ao Irã está longe de ser consenso - muitos estados pró-Washington se posicionaram contra uma guerra por motivos próprios. Veja, abaixo, quais são os principais aliados dos EUA e do Irã na região: Aliados dos EUA Israel: é o principal aliados dos EUA no Oriente Médio, recebendo armamento e compartilhando inteligência e tecnologia militar. Arábia Saudita: Riad mantém laços estreitos com o Ocidente e com os EUA há décadas, com desavenças pontuais que jamais chegaram perto de escalar para um conflito aberto. Por ser o mais poderoso país sunita da região, além de controlar Meca, a cidade mais sagrada do Islã, há uma desavença aberta entre o país e o Irã, xiita. Emirados Árabes Unidos: o país na península arábica mantém uma forte cooperação militar e econômica com os EUA. Jordânia: a monarquia da família Hashem é uma tradicional aliada das potências ocidentais, assim como a família Saud, da Arábia Saudita. Bahrein: aliado de primeira hora da Arábia Saudita e dos EUA, que estabeleceu um acordo com o país insular do Golfo Pérsico para abrigar a sua Quinta Frota marítima. Kuwait: é um aliado estratégico dos americanos no Golfo Pérsico. Os EUA saíram em defesa do país quando este foi invadido pelo regime de Saddam Hussein, do Iraque, em 1990. Desde então, os dois países são parceiros em diversos acordos de Defesa. Egito: embora não se alinhe automaticamente aos EUA em todas as questões do Oriente Médio, o governo do Cairo recebe ajuda militar americana desde os anos 1970, quando se viu obrigado a reconhecer Israel e se aproximar do Ocidente para receber de volta o controle da Península do Sinai, conquistada por Tel Aviv em 1967. Atualmente, tenta adotar uma postura de mediador de conflitos na região. Síria: o país era um dos principais aliados do Irã durante o regime de Bashar al-Assad, cuja família pertencia a um ramo da minoria xiita local. Com a queda de Assad, o atual presidente interino, Ahmed Al-Sharaa, um ex-integrante da Al Qaeda (sunita) local, busca aproximação com Trump e com Israel. Embora seja visto com desconfiança pelos ocidentais, ele manteve o espaço aéreo aberto para aviões militares israelenses atacarem o Irã na guerra de doze dias em junho de 2025. Aliados do Irã Iêmen (houthis): o país é efetivamente controlado pelos houthis, um grupo xiita que tomou o controle da capital, Sanaa. O regime não tem amplo reconhecimento e é considerado rebelde por boa parte da comunidade internacional. Os houthis recebem apoio militar de Teerã e empreendem ataques ocasionais a Israel. Hezbollah: o grupo extremista é um partido libanês xiita dotado de uma milícia que age como força paramilitar. Enquanto o Líbano permanece formalmente neutro, o Hezbollah atua em forte aliança com Teerã. O grupo foi fortemente enfraquecido em 2024 com o ataque a pagers do grupo por Israel, e pela morte de seu líder Hasan Nasrallah. Hamas: um dos raros aliados sunitas do Irã. Tanto o Hamas, originário da Irmandade Muçulmana, quanto os aiatolás compartilham a aversão ao estado de Israel com raízes na identidade islâmica. Paquistão: não é considerado um país do Oriente Médio, mas faz fronteira com o Irã e costuma se alinhar a Teerã quando o vizinho é atacado ou ameaçado. Países neutros ou aliados ocasionais As redes de apoio no Oriente Médio não são estanques; os países mantém objetivos, aliados e inimigos próprios. Alguns deles se destacam por posições deliberadamente neutras ou por seus canais diplomáticos: Catar: sede da maior base americana dos EUA na região, Al Udeid, o país tem maioria xiita, estabelecendo um canal de relações com o Irã. O emirado com sede em Doha não considera os conflitos na região como de seu interesse e tem buscado adotar um papel de mediador. Omã: o sultanato tem como princípio central da sua diplomacia a neutralidade pragmática e aposta na estratégia de não confrontação e mediação de conflitos. Frequentemente ele age como canal de diálogo entre rivais. Iraque: ao mesmo tempo em que é parceiro dos EUA na área de defesa, desde a queda de Saddam Hussein, em 2003, o atual regime de governo busca equilibrar as forças xiitas e sunitas da sociedade. Por meio dos políticos xiitas, Teerã e Bagdá normalizaram relações. Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. Kayan Albertin/Arte g1 Bases dos EUA Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, oito delas controladas pelo país e outras 11 com presença de tropas e equipamentos militares, segundo o Congresso norte-americano: Kuwait: 5 bases; Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Síria: 2 bases cada; Egito, Jordânia, Omã, Catar: 1 base cada. A maior delas fica no Catar. É a de Al Udeid, que abriga cerca de 10 mil soldados. Outras bases da região, principalmente na Jordânia, têm sido utilizadas para acumular jatos de guerra para um eventual ataque contra o Irã. Em janeiro, países da Península Arábica, que tem alguns dos maiores aliados dos EUA no Oriente Médio, proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar um ataque contra o Irã. Foi o caso da Arábia Saudita, da Jordânia, e dos Emirados Árabes Unidos. Onda de protestos no Irã Bruna Azevedo/Editoria de Arte g1 Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

Palavras-chave: tecnologia

Polícia investiga uso de IA para criar e vender nudes falsos de adolescentes em escola de MS

Publicado em: 28/02/2026 06:00

Imagens manipuladas por IA: adolescentes são vítimas em escolas de Campo Grande A Polícia Civil investiga casos de deepfake envolvendo adolescentes em uma escola particular de Campo Grande. Segundo a denúncia de uma das vítimas, ouvida pelo g1, colegas são suspeitos de terem usado inteligência artificial (IA) para criar nudes falsos de alunas e vender as imagens manipuladas em grupos de mensagens. Veja o vídeo acima. Pelo menos cinco meninas teriam sido vítimas. Acompanhada da mãe, uma das adolescentes relatou ao g1 como descobriu a montagem feita por deepfake e os traumas após ver o rosto em um nude falso. As identidades da mãe e da menina foram preservadas. "As montagens foram feitas por três colegas de turma. No momento que eu fiquei sabendo, na verdade eu senti muita raiva. Tem vezes que eu acordo e não lembro muito, tento esquecer. Só que tem vezes que eu me olho no espelho e eu me sinto suja. Eu sei que o corpo nas fotos não era meu, mas o rosto era", disse a menina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaji). Conforme o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), o ato infracional apurado é tipificado como "participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual". 🔎Menores respondem criminalmente? - O ECA estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ou seja, não podem responder por crimes com base no Código Penal. Nesses casos, quando cometem uma conduta prevista como contravenção, o ato é classificado como ato infracional. Em vez de penas, como ocorre com adultos, crianças e adolescentes estão sujeitos a medidas socioeducativas previstas na própria legislação. 🔎 🔎 Afinal, o que é Deepfake? - É uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA). Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. Vítimas tiveram fotos manipuladas espalhadas por grupos Menina, de 15 anos, foi vítima em Campo Grande. TV Morena/Reprodução Conforme a denúncia da mãe da adolescente, ao menos cinco meninas foram vítimas da adulteração das imagens. Todas tiveram fotos manipuladas e vendidas por cerca de R$ 50 em grupos de mensagens. “Uma amiga minha, que também sofreu isso, recebeu um áudio dizendo que esse menino tinha pegado foto nossa, colocado na Inteligência Artificial, tirado nossa roupa, e ele tinha feito um grupo com mais dois amigos e estava divulgando essas fotos lá", contou a adolescente de 15 anos. A adolescente conta que procurou o menino suspeito, que confessou a manipulação das imagens. "No momento em que eu fiquei sabendo senti muita, muita raiva. Só que na hora que eu desci para confrontar ele parecia que eu tinha perdido o chão. Conversei com ele, perguntei o porque tinha feito isso, ele não soube dar uma resposta", conta chorando. A mãe relata que, ao descobrir o caso, buscou a filha na escola e procurou a polícia. “Quando eu cheguei na escola, um desses meninos estava conversando com a minha filha e assumiu que havia pegado fotos dela, colocado na inteligência artificial e manipulado as imagens. A primeira reação foi ir para a delegacia. Isso é um crime e precisa ser investigado”, contou a mãe da menina. O g1 questionou as secretarias Municipal e Estadual de Educação e o sindicato que representa as escolas particulares para saber quais medidas são adotadas quando há envolvimento de estudantes nestes tipos de crime. Também questionamos se existe protocolo específico para prevenção e enfrentamento desse tipo de crime e quais ações educativas são desenvolvidas sobre o uso responsável da internet e da inteligência artificial. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. Polícia investiga deepfake O caso é investigado pela delegada titular da Deaji, Daniella Kades. Ela explicou que a prática é considerada grave. "Quando há montagem ou transformação de vídeos através da inteligência artificial, que agora é uma coisa corriqueira, que está começando a aparecer muito na delegacia, nós temos um crime ou um ato infracional. No caso disso ocorrer no âmbito escolar, com a exposição contínua e repetitiva desse menor, nós teremos um crime, que é o 241C do ECA, com pena até 3 anos", esclarece. No caso de Campo Grande, além da manipulação, as imagens falsas também foram comercializadas. "O Estatuto já prevê que será responsabilizado quem realizou a adulteração da fotografia ou da montagem, quem divulgou, quem expôs à venda, quem disponibilizou ou simplesmente armazenou. Todos os estudantes que participaram dessa cadeia, desde a montagem da fotografia, do armazenamento, da distribuição ou da venda, ou até mesmo quem comprou, porventura, uma fotografia modificada, respondem pelo mesmo ato infracional", explica a delegada. A delegada informou que já oficiou a escola para identificar e qualificar os alunos envolvidos e que agora vai reunir todo o material coletado para dar andamento à investigação. Kades afirmou ainda que este é o terceiro caso de modificação de fotografia com uso de inteligência artificial registrado em ambiente escolar, mesmo com o ano letivo recém-iniciado. Orientações aos pais nestes tipos de caso A orientação é que pais ou responsáveis façam capturas de tela, salvem as mensagens e procurem a delegacia ao identificar que os filhos foram vítimas de atos pela internet. Segundo a delegada, o material é essencial como prova, já que os envolvidos podem se desfazer dos celulares e nem tudo fica salvo na nuvem. “Deixo aqui o meu apelo, para que todas as mães que as filhas foram vítimas desses três meninos, que procurem a delegacia, que registrem o boletim de ocorrência para que todas as medidas necessárias sejam tomadas”, diz a mãe da adolescente. A mãe diz que a família vive um antes e depois do crime "Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer com a minha filha. O celular dela é monitorado, eu tenho a senha, olho tudo em que ela entra, vejo com quem ela conversa. Sempre tive essa preocupação, mas nunca passou pela minha cabeça que alguém teria a capacidade de pegar uma foto da minha filha, alterar e vender. Comercializar como se ela estivesse nua”, lamentou. O choque da mãe foi ainda maior quando foi informada que os adolescentes chegaram a cobrar pelas imagens falsas. “Foi criado um grupo com três meninos, e eles cobravam, começaram a oferecer na escola, provavelmente eles deveriam falar o conteúdo do grupo e cobravam R$ 50 para quem quisesse ver a foto das meninas, que não foi só a minha filha, teve outras vítimas desse trio”, contou. Rede de apoio “Sem todo esse apoio que tenho recebido, estaria sendo muito pior. A minha mãe tem me ajudado bastante, minha psicóloga, minha família toda. Meus amigos também", afirma a adolescente. A jovem faz acompanhamento psicológico e afirma que ainda enfrenta dias difíceis. “Tem vezes que eu acordo e tento esquecer. Só que tem vezes que eu me olho no espelho e me sinto suja. Sei que o corpo nas fotos não era meu, mas o rosto era. E eu me sinto invadida”. Para a mãe, não saber o nível que as fotos podem ter chegados é uma preocupação. "Eu sei o peso que isso pode causar na vida de uma adolescente. A minha filha, graças a Deus, tem uma rede de apoio, ela tem tratamento psicológico e psiquiátrico". Psicóloga alerta para gatilho emocional A psicóloga Luana Silva explica que os crimes em ambientes escolares não podem ser tratados como brincadeira, sobretudo na adolescência, fase marcada por mudanças emocionais. “Quando isso acontece na adolescência isso é ainda muito pior, porque pode gerar um grande isolamento social, fazer com que aquela pessoa até mesmo se sinta culpada por aquela atitude provocada por outros". Atenção dos pais O advogado Raphael Chaia reforça que a participação ativa dos pais na rotina digital dos filhos ajuda a prevenir casos de bullying online. “Saiba quais sites seus filhos acessam, saibam com quem eles conversam, que jogos eles frequentam para que vocês possam ter segurança e a tranquilidade de que eles não estão perpetrando uma prática tão abusiva quando a do bullying”. Para a adolescente ouvida pelo g1, o que aconteceu com ela precisa ser tratado como crime e não como brincadeira. Ela afirma que muitos jovens passam grande parte do tempo na internet e que é necessário mais conscientização e responsabilidade para evitar esse tipo de violência. "A minha geração agora é uma geração que tá muito dentro da internet e a gente precisa ter limites com isso. O que aconteceu comigo, e que eu tenho certeza que aconteceu com muitas outras meninas, é um crime. A gente não pode deixar isso ser levado como uma brincadeira, porque é sério. Isso causa danos físicos, pode acontecer, e mentalmente com certeza. A gente tem que correr atrás da justiça". Em fóruns online, há pessoas que fazem encomendas de 'deepfakes' usando imagens de familiares e conhecidas. Getty Images via BBC Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

Após perda milionária em fundo do Banco Master, IPREM revela déficit anual de R$ 17,5 milhões em Pouso Alegre, MG

Publicado em: 28/02/2026 05:01

Após perda milionária em fundo do Banco Master, IPREM revela déficit anual de R$ 17,5 mi O Instituto de Previdência Municipal de Pouso Alegre (IPREM) apresentou, em audiência pública nesta semana, a primeira prestação de contas após registrar um prejuízo de quase R$ 8 milhões em um fundo imobiliário ligado ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Só no ano passado, o instituto fechou o período com um déficit anual de cerca de R$ 17,5 milhões. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A apresentação abrange o terceiro quadrimestre e o consolidado do ano passado e revela um cenário de desequilíbrio financeiro. Segundo o balanço, ao qual a EPTV teve acesso, o IPREM recolheu mais de R$ 82 milhões em contribuições ao longo do ano. No mesmo período, gastou mais de R$ 99,8 milhões com o pagamento de aposentadorias e pensões. De acordo com o presidente do instituto, Daniel Ribeiro Vieira, esse desequilíbrio não é novidade. “Essa conta não fecha desde 2021. Todo mês precisamos tirar de fundos líquidos, aqueles aplicados em grandes bancos, entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões para cobrir aposentadorias e pensões”, afirmou. Após perda milionária em fundo do Banco Master, IPREM revela déficit anual de R$ 17,5 milhões em Pouso Alegre Reprodução EPTV Crescimento das despesas e pressão futura Atualmente, o IPREM atende 2.216 beneficiários, entre aposentados e pensionistas. Para os próximos dois anos, outros 210 servidores já estão aptos a se aposentar, o que pode ampliar ainda mais as despesas do instituto. Em 2020, a Câmara Municipal aprovou o aumento da alíquota de contribuição dos servidores, que passou de 11% para 14%, percentual que continua em vigor. Quatro anos depois, o repasse patronal da Prefeitura e da Câmara também teve reajuste, subindo de 14% para 17,3%. Além disso, a Prefeitura realiza mensalmente um aporte suplementar para ajudar a cobrir os déficits. Em 2025, esse repasse somou 27,29% da folha; neste ano, segundo o IPREM, aumentou para 28%. O presidente do instituto afirmou que, para equilibrar as contas, seria necessário elevar ainda mais esse percentual. “Ou o município faz uma reforma da Previdência, ou precisa colocar mais dinheiro. Para equacionar o déficit, a contribuição teria que ficar entre 55% e 60% da folha dos servidores ativos”, disse. Após perda milionária em fundo do Banco Master, IPREM revela déficit anual de R$ 17,5 milhões em Pouso Alegre Reprodução EPTV Impacto da Operação Encilhamento O IPREM foi alvo de diferentes fases da Operação Encilhamento, da Polícia Federal, que investigou investimentos considerados fraudulentos. Entre 2011 e 2017, o instituto aplicou R$ 182 milhões em 17 fundos de um mesmo conglomerado, todos com problemas financeiros. O caso mais recente é de 2013, envolvendo o Banco Master. Dos R$ 10 milhões aplicados em um fundo imobiliário, hoje restam apenas R$ 2,1 milhões em valor contábil. O presidente da Câmara de Vereadores, Oliveira Altair Amaral (Republicanos), acompanhou a prestação de contas e defende que a única saída para evitar o colapso do instituto é a realização de uma reforma previdenciária. Câmara Municipal de Pouso Alegre Reprodução EPTV “Se nada for feito, em 14 anos o IPREM afunda. Temos que garantir que os aposentados continuem recebendo. É preciso ação conjunta do Executivo e do IPREM”, afirmou. O sindicato dos profissionais da educação, representado por sua presidente Dulcinéia Costa, também demonstra preocupação com o cenário, citando o aumento do número de aposentadorias e a entrada de menos novos servidores por concurso. Crise no Iprem ameaça pagamento de servidores públicos de Pouso Alegre “Estamos preocupados, mas ainda temos esperança de que será resolvido. O servidor contribuiu e espera isso do município”, disse. A Prefeitura de Pouso Alegre informou que mantém diálogo constante com o IPREM e que está realizando estudos técnicos detalhados para avaliar as alternativas possíveis visando à sustentabilidade do instituto. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

É #FAKE vídeo de vaca carregando cachorros nas costas durante enchente; cena foi feita com inteligência artificial

Publicado em: 28/02/2026 05:00

É #FAKE vídeo de vaca supostamente carregando cachorros nas costas durante enchente; cena foi fabricada com IA Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que mostra uma vaca caminhando em uma rua alagada enquanto carrega, sobre as costas, quatro cachorros. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo falso? O conteúdo viralizou, nesta sexta-feira (27), em redes sociais como Instagram, Facebook e X. Ele mostra uma vaca marrom caminhando em uma rua alagada enquanto carrega, nas costas, quatro cachorros. É possível ver a água chegando quase à altura das janelas de algumas casas, além de dois carros parcialmente encobertos. Boa parte das legendas omite que se trata de um conteúdo criado com inteligência artificial (IA) – e que vem circulando desde, ao menos, 20 de janeiro (leia detalhes abaixo). No início de fevereiro, ele voltou a se espalhar em perfis que, com legendas em espanhol, associaram o material a fortes chuvas que atingiram a Colômbia. Finalmente, houve agora uma nova onda de compartilhamentos, em meio aos temporais que desde segunda-feira (23) causaram enchentes e deslizamentos na Zona da Mata de Minas Gerais, deixando mais de 60 mortos e milhares de desabrigados, em cidades como Juiz de Fora, Ubá, Matias Barbosa, Cataguases e Tabuleiro. Uma das recentes descrições no Instagram alega: "Cachorrinhos foram vistos se agarrando a uma vaca na tentativa de se proteger da força da água, em um gesto de sobrevivência que emocionou milhares de pessoas. A imagem [...] se tornou um símbolo de solidariedade entre os animais em um momento de grande dificuldade". ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu o registro a duas plataformas que detectam materiais fabricados com IA – e ambas apontaram uso desse recurso: o Hive Moderation indicou 99,9% de probabilidade de a peça ser sintética; e o Sight Engine, 99% (veja infográficos ao final desta reportagem). Este último indicou ainda serem grandes as chances de aplicação do Sora, modelo da Open AI (dona do ChatGPT) para criação de vídeos a partir de textos simples. Entre as inconsistências visuais, está o súbito "crescimento" da pata dianteira esquerda de um dos cães. Para chegar à origem do conteúdo, o Fato ou Fake usou a ferramenta InVID e fragmentou a cena em vários frames (imagens estáticas). Em seguida, fez uma busca reversa por essas "fotos" no Google Lens. Isso serve para descobrir se elas já haviam sido publicadas anteriormente na internet – e em que contexto. Em 20 de janeiro, um perfil do Facebook chamado "La gracia del Señor" postou o vídeo e teve 78 mil curtidas e 8,4 mil compartilhamentos. Na "bio", a conta informa, em espanhol: "Compartilho conteúdo de IA 100% original, não leve para o lado pessoal, vamos apenas ser felizes". Outros resultados da pesquisa levaram a inúmeros posts publicados a partir de 4 de fevereiro no TikTok, no Facebook, no X e no Instagram. Com legendas em espanhol, muitos deles mencionaram se tratar da "gravação" de um episódio ocorrido durante cheias em Córdoba, na Colômbia, o que também não é verdade. Ferramenta Hive Moderation apontou 99,9% de probabilidade de vídeo de vaca carregando cachorros em enchente ter sido criado com IA Reprodução Ferramenta Sight Engine apontou 99% de probabilidade de vídeo de vaca carregando cachorros nas costas ter sido criado com IA Reprodução Chuva volta a provocar estragos em Ubá (MG) É #FAKE vídeo de vaca supostamente carregando cachorros nas costas durante enchente; cena foi fabricada com IA Reprodução Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

O que é o arsênio, substância usada por secretária para envenenar médico de 90 anos no ES

Publicado em: 28/02/2026 04:01

Arsênio foi encontrado em médico de 90 anos de Vitória, Espírito Santo, e suspeita é que ex-funcionária dava água de coco envenenada Reprodução Presente na conservação de madeira, na produção de ligas metálicas e em herbicidas, o arsênio voltou ao noticiário após ser apontado como substância usada no envenenamento do médico cardiologista Victor Murad, de 90 anos, em Vitória. O médico afirma ter sido envenenado pela própria secretária, Bruna Garcia, que, segundo a investigação, também desviou dinheiro de suas contas ao longo de anos. Ela está presa, acusada de desviar mais de R$ 500 mil e colocar arsênio na água de coco servida ao profissional. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a Polícia Científica, desde 2012 foram registrados seis casos positivos de intoxicação por arsênio no estado. Antes do episódio envolvendo o cardiologista, o último registro havia sido em 2014. O pós-doutor em Ciências e professor dos cursos de Química e Farmácia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Wanderson Romão, explicou que a administração do arsênio em humanos é incomum e restrito a situações específicas. Médico fala sobre envenenamento por arsênio no ES LEIA TAMBÉM: CINCO DENUNCIADOS PELO MP: Presos foram forçados a votar em candidatos escolhidos por organização criminosa no ES 'ALUCINAÇÕES': Irmãos do RJ que ficaram 60h perdidos no Pico da Bandeira contam como enfrentaram os dias sem água e comida Como exemplo, ele citou o tratamento de pacientes em remissão de leucemia promielocítica aguda. Por isso, segundo o professor, tanto a comercialização quanto a aplicação devem ser monitoradas para evitar intoxicações que podem levar à morte. Atualmente, cerca de 70% do consumo mundial da substância ocorre como conservante de madeira, na forma de arseniato de cobre e cromo. O elemento também é empregado na indústria de tecnologia e no agronegócio. “Vemos também o uso na fabricação de semicondutores nas indústrias do silício, em aditivos de ligas metálicas para gerar um elemento menos pesado para a fabricação de computadores, por exemplo. Ou também ligado ao sódio pela indústria do agro para a fabricação de herbicidas e inseticidas, em alguns casos”, explicou o professor. Substância sem cheiro, cor ou gosto As investigações envolvendo o caso do cardiologista capixaba apontaram que um frasco contendo 100 gramas de óxido de arsênio (As₂O₃), também chamado de trióxido de arsênio, foi comprado por Bruna Garcia em uma loja que fornece artigos para laboratórios, no Centro de Vitória. Para a compra no valor de R$ 49,50, foi utilizado o nome e o CNPJ do marido, de acordo com nota fiscal localizada durante as investigações. A secretária Bruna Garcia, suspeita de envenenar médico de 90 anos, comprou 100 gramas de arsênio por R$ 49,50, em Vitória, de acordo com nota fiscal localizada durante as investigações Reprodução Segundo o professor da Ufes, o trióxido de arsênio é uma das formas mais comuns no mercado, geralmente apresentado como pó branco. "O trióxido de arsênio é um pó branco, não tem cheiro, nem cor, nem gosto, o que facilita o uso por envenenamento por criminosos. Já em casos de intoxicação menos graves, provoca vômitos violentos, diarreias, dores abdominais", afirmou. Dependendo da quantidade administrada, a substância pode causar a morte. Em doses menores e repetidas, pode provocar intoxicação crônica. Lacunas na legislação Em 2025, o Conselho Federal de Química (CFQ) se manifestou sobre a necessidade de um controle mais rigoroso para a produção e comercialização de algumas substâncias arsenicais, após a morte de uma adolescente depois de comer um bolo envenenado, em São Paulo. O professor Romão corrobora com a necessidade de se trabalhar para ter uma legislação que minimize os riscos de mau uso para todos os tipos de substâncias com arsênio. “O problema nunca é o que existe na natureza, sempre são as pessoas, principalmente nesse caso. O arsênio está sendo tirado de contexto, da indústria e da finalidade que deveria ter, colocado em um ambiente que não deveria estar, com um objetivo bem claro que é o criminal”, avaliou. No Brasil, o Exército regula a venda e o uso de substâncias como o tricloreto de arsênio e o hidreto de arsênio (arsina), usados principalmente em fins militares. No entanto, segundo o CFQ, há lacunas na regulamentação do óxido de arsênio e de outros compostos arsenicais. Projetos de Lei n° 1381/2025, do deputado federal Gilson Daniel (PODE-ES), e nº 985/2025, do deputado federal Lula da Fonte (PP/PE), são exemplos de ementas propostas com o objetivo de corrigir essa brecha. Os textos falam sobre a proibição da venda de substâncias arsenicais a pessoas físicas, criando um controle mais rigoroso sobre o transporte, o armazenamento, além da identificação do comprador e a justificativa técnica de uso. Médico Victor Murad, 90 anos, foi envenenado pela secretária Bruna Garcia para encobrir roubo de R$ 700 mil em clínica, no Espírito Santo Reprodução O primeiro aguarda designação de relator na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), enquanto o segundo aguarda parecer da Comissão de Saúde (CSAUDE). Enquanto isso, empresas que comercializam produtos químicos devem estar registradas no Sistema CFQ/CRQs e cumprir exigências de licenciamento ambiental e sanitário, conforme o Inventário Nacional de Substâncias Químicas. Entenda caso do médico capixaba O médico cardiologista Victor Murad, de 90 anos, alega ter sido envenenado lentamente por sua própria secretária, Bruna Garcia, funcionária de confiança, que é investigada por desviar dinheiro de suas contas. O caso, que agora é tratado pela polícia e pelo Ministério Público como tentativa de homicídio qualificado associada a fraude financeira. Clínica do médico Victor Murad, que diz ter sofrido envenenamento por arsênio, está fechada, em Vitória, Espírito Santo TV Gazeta Bruna trabalhava na clínica de Murad desde 2013. Ela é filha de uma antiga funcionária que trabalhou com o cardiologista por duas décadas. Por causa desse vínculo, a secretária detinha controle total sobre as finanças do médico, que não utilizava ferramentas digitais como o PIX. "Confiava cegamente nela, foi esse meu mal. Acreditava nela, assim, ela encanta qualquer um. É uma serpente", desabafou o médico. A investigação aponta que Bruna desviou R$ 544 mil ao longo de 12 anos. O dinheiro era usado para financiar um padrão de vida luxuoso, com viagens para a Disney e hotéis de alto padrão, enquanto o médico via seu patrimônio diminuir sem explicação. "Quando eu fui uma vez questionar o gerente, falei: 'Como é que pode que meu saldo não sobe?'. O gerente dizia que eu estava gastando demais. E era ela que estava tirando o dinheiro", relata Murad. Segundo o promotor Rodrigo Monteiro, os saques eram frequentes e variados: "Eram valores de três, quatro, até dez mil reais. Às vezes duas, três transferências no mesmo dia". Cortina de fumaça Para o Ministério Público, o envenenamento começou quando os desvios ficaram prestes a ser descobertos. A intenção da secretária seria jogar uma cortina de fumaça e afastar a responsabilidade pelos crimes financeiros através da morte da vítima. Enquanto Bruna ostentava em redes sociais, o médico apresentava sintomas graves e inexplicáveis: Dores intensas e vômitos com sangue; Anemia profunda e fraqueza nas pernas; Agravamento dos tremores e rigidez da doença de Parkinson. O veneno, segundo a polícia, era misturado à comida e à água de coco servidas na clínica. Devido ao mal-estar constante, Victor Murad precisou fechar o consultório que mantinha há mais de 30 anos. Defesa nega acusações Bruna Garcia está presa desde outubro e deve ser levada a júri popular por tentativa de homicídio qualificado. O advogado de defesa, James Gouveia, nega todas as acusações. "Ter um laudo que foi envenenado não comprova que a Bruna o envenenou. Pode ter sido outra pessoa, pode ter sido acidental", afirmou o advogado. Bruna Garcia Barbosa, suspeita de envenenar um médico de 90 anos por arsênio para encobrir um desvio de cerca de R$ 700 mil, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Sobre o dinheiro, a defesa sustenta que toda a movimentação financeira era de conhecimento do médico e devidamente autorizada por ele. O marido da suspeita, Alisson Oliveira Marinho, chegou a ser preso preventivamente em setembro do ano passado, com a esposa, mas acabou sendo solto em novembro devido à ausência de indícios de participação no crime. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Transformadores com tecnologia 100% brasileira são peças-chave na construção de cidade vertical futurista no Oriente Médio; entenda

Publicado em: 28/02/2026 03:00

Supercarreta com carga milionária para a Arábia Saudita para rodovia de SP Um transformador com tecnologia 100% brasileira vai ajudar a viabilizar a construção da “The Line”, megaprojeto da Arábia Saudita que prevê a criação de uma cidade linear de 170 quilômetros, totalmente abastecida por fontes de energia renovável. "Nessa primeira etapa do projeto, não é nem para levar luz para nenhuma residência, é simplesmente para uma infraestrutura de uma construção de uma cidade", explicou Alexandre Malveiro, diretor de Negócios e Transformadores da Hitachi. A "Linha" é uma cidade vertical futurista na Arábia Saudita Reprodução/Fantástico O Fantástico acompanhou a operação logística para levar uma das unidades — a quarta de um total de 14 — da fábrica, em Guarulhos (SP), até o Porto de Itaguaí (RJ), de onde segue para o Oriente Médio. Cada transformador, com um custo milionário, foi montado peça por peça e, juntos, têm potência para abastecer duas cidades do porte de São Paulo ou uma Nova York. O transporte de do equipamento de 11 metros e 540 toneladas exigiu uma supercarreta com mais de 50 eixos e 380 pneus, três cavalos mecânicos e ao menos 50 profissionais envolvidos. A viagem foi feita de madrugada para reduzir impactos no trânsito e incluiu inspeções da Polícia Rodoviária Federal, checagem constante de pneus e manobras milimétricas, especialmente na Serra das Araras, onde o comboio chegou a trafegar a 5 km/h. Ao ver o equipamento finalmente embarcado, o sentimento é de dever cumprido. "Chegar e ver o bichão indo embora é uma satisfação muito grande", desabafa Fabrício Verpa, gerente de logística. A operação enfrentou atrasos por questões mecânicas, climáticas e burocráticas. A previsão inicial de entrega de três transformadores em dois meses não se confirmou, acumulando mais de três meses de atraso. Ainda restam 11 unidades a serem embarcadas para atender ao cronograma saudita de modernização até 2030. Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Doenças raras: brasileiros esperam 5,4 anos por diagnóstico, aponta estudo; confira as condições mais frequentes

Publicado em: 28/02/2026 01:00

Doenças raras: brasileiros esperam 5,4 anos por diagnóstico, aponta estudo; confira as condições mais frequentes Adobe Stock O Dia Mundial das Doenças Raras foi celebrado pela primeira vez em 29 de fevereiro de 2008 para reforçar o caráter raro das condições, já que esse dia só ocorre a cada quatro anos. Neste dia 28 de fevereiro, o g1 destaca um levantamento feito com mais de 12 mil brasileiros, que relevou que pessoas com essas doenças no país enfrentam, em média, uma espera de 5,4 anos até obter um diagnóstico definitivo. O estudo, publicado na revista científica Orphanet Journal of Rare Diseases, também mostra que quase um em cada cinco pacientes acompanhados em centros especializados segue sem diagnóstico confirmado. A pesquisa é a primeira análise nacional abrangente sobre o tema e foi conduzida pela Rede Brasileira de Doenças Raras (RARAS), reunindo dados de 34 serviços públicos de saúde entre 2018 e 2019. Nesta semana, o Ministério da Saúde anunciou que passará a oferecer um novo exame genético de tecnologia avançada chamado Sequenciamento Completo do Exoma (WES), que promete reduzir tempo de diagnóstico para seis meses. As doenças raras afetam cerca de 13 milhões de brasileiros e estima-se que existam mais de sete mil tipos diferentes delas, sendo mais de 70% de origem genética. Suas causas podem envolver fatores genéticos, ambientais, infecciosos ou imunológicos, entre outros. No Brasil, a definição oficial considera rara qualquer doença que atinja até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes. Fenilcetonúria e fibrose cística lideram casos O estudo identificou 1.778 códigos diagnósticos diferentes. As doenças raras mais frequentes foram: Fenilcetonúria (5,1%) Fibrose cística (4,1%) Acromegalia (3,1%) Osteogênese imperfeita (2,9%) Distrofia muscular (2,3%) Hiperplasia adrenal congênita (2,2%) Neurofibromatose (2,2%) Mucopolissacaridose (1,8%) Esclerose lateral amiotrófica (1,7%) Síndrome de Turner (1,6%) Outras condições raras conhecidas são: Síndrome de Marfan; Angioedema hereditário; Síndrome de Noonan Neurofibromatose: doença genética que causa tumores e desafios à saúde Os pesquisadores destacam que a alta frequência de fenilcetonúria e fibrose cística pode estar associada à presença de serviços de triagem neonatal entre os centros participantes. Entre os sinais e sintomas mais comuns das doenças raras em geral estavam: atraso global do desenvolvimento, convulsões e baixa estatura. Média de 5,4 anos para alcançar o diagnóstico não é exclusiva do Brasil Apesar de isoladamente essas doenças serem incomuns, coletivamente elas representam um importante desafio para a saúde pública. A chamada “odisseia diagnóstica” — período entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da doença — dura, em média, 5,4 anos. Essa média reflete um desafio significativo, mas não exclusivo do Brasil, segundo a médica especialista em Patologia Clínica e diretora médica do centro de diagnósticos Werfen, Catalina Perez. “Em nível global, o atraso no diagnóstico nesse tipo de patologia costuma variar entre cinco e sete anos. Mas sob a perspectiva da saúde pública, cinco anos ainda representam um período clinicamente relevante, especialmente em doenças autoimunes sistêmicas ou vasculites, nas quais o dano orgânico pode progredir de forma silenciosa”, afirma Perez. A médica acrescenta que reduzir esse tempo não apenas melhora o prognóstico individual, mas também diminui complicações, hospitalizações e custos para o sistema de saúde. Os autores apontam que atrasos no acesso a testes moleculares podem explicar a elevada proporção de casos ainda sem definição diagnóstica. Segundo estudo anterior da própria rede, exames moleculares estavam disponíveis em pouco mais da metade dos centros participantes. Doenças raras afetam de 3,5% e 8% da população mundial, indicam estudos Estudos internacionais estimam que entre 3,5% e 8% da população mundial viva com alguma doença rara. No Brasil, isso representa de 7 a 16 milhões de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que variam de acordo com a enfermidade e a pessoa – mesmo quando se trata da mesma condição. Médicos alertam que muitas pessoas com doenças raras convivem durante anos com sintomas que consideram “normais” ou inespecíficos, como fadiga persistente, dor articular ou manifestações cutâneas, sem buscar atendimento especializado. Mais de 12 mil pacientes analisados O estudo avaliou 12.530 participantes atendidos em hospitais universitários, serviços de referência em doenças raras e unidades de triagem neonatal. A idade mediana era de 15 anos, e as mulheres representavam 50,6% da amostra. A maior parte dos pacientes nasceu nas regiões Sudeste (33,6%) e Nordeste (33,2%). Pessoas de 1.750 municípios brasileiros foram incluídas — cerca de 31% das cidades do país. Segundo os dados, 63,2% tinham diagnóstico confirmado, 19,5% estavam sob suspeita diagnóstica e 17,3% eram considerados sem diagnóstico. Sintomas começam cedo De acordo com o estudo, a média de idade do início dos sintomas das doenças raras foi de 0,8 ano. Mais de 80% dos pacientes apresentaram manifestações antes dos 18 anos. Mesmo assim, o diagnóstico pré-natal ocorreu em apenas 1,2% dos casos. Outros 9,9% foram identificados por meio da triagem neonatal. Excluindo esses dois grupos, a idade mediana no momento da confirmação diagnóstica foi de 10,4 anos. SUS financia maioria dos exames e tratamentos O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por financiar 84,2% dos exames diagnósticos e 86,7% dos tratamentos. Entre os pacientes, 54,3% recebiam alguma terapia específica para a doença rara ou para controle de sinais e sintomas. As abordagens mais comuns foram: Tratamento medicamentoso (55%) Terapias de reabilitação (15,6%) Terapias dietéticas (8,8%) O acompanhamento multidisciplinar foi relatado em 84% dos casos. Ministério promete reduzir tempo de diagnóstico para 6 meses com novo exame Na última quinta-feira (26), o Ministério da Saúde informou que o SUS vai ofertar um exame genético de tecnologia avançada para o diagnóstico de doenças raras. Segundo a pasta, o tempo de espera das famílias pela confirmação, que hoje é de até 7 anos, será de seis meses. O Sequenciamento Completo do Exoma (WES) vai atender a 90% dos casos de pessoas com doenças raras no Brasil, reduzindo o tempo de espera por um diagnóstico de 5 a 7 anos para 6 meses, promete o ministério. Na rede privada, esse exame custa de R$ 2 a R$ 5 mil por paciente. O investimento no SUS será de R$ 26 milhões por ano. O WES analisa a região do DNA onde se concentra a maioria das mutações genéticas com amostras de sangue ou saliva. Esse exame é fundamental para confirmar o diagnóstico de doenças raras genéticas, inclusive após o teste do pezinho. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a rede especializada do SUS, com foco em tratamento de doenças raras, aumentará em 120%. Para isso, a pasta destinou R$ 44 milhões que vão habilitar mais 11 novos serviços no SUS em quatro regiões do país. Internações frequentes e impacto na mortalidade Quase metade dos participantes (44,5%) já havia sido internada pelo menos uma vez. A média foi de 4,1 hospitalizações por paciente, com 5% registrando 13 ou mais internações. A taxa de mortalidade no período analisado foi de 1,5%. A idade mediana ao morrer foi de 20,3 anos, e a média, de 30,3 anos — 47 anos a menos do que a expectativa de vida brasileira em 2021, segundo os autores. As principais causas de morte registradas foram doenças do neurônio motor, fibrose cística e parada cardíaca. Histórico familiar da doença foi relatado em 21,6% dos casos. A taxa de consanguinidade foi de 6,4%, com maior frequência na região Nordeste (14%). Entenda o que é a ELA, doença degenerativa que destrói neurônios motores e vitimou o ator Eric Dane Desigualdades regionais e desafios Pacientes nas regiões Sul e Sudeste apresentaram proporção maior de diagnósticos confirmados, possivelmente devido à maior oferta de testes genéticos e recursos especializados. Os autores destacam que, embora estimativas internacionais indiquem que entre 3,5% e 8% da população possa ter alguma doença rara, o número de pacientes incluídos na pesquisa representa apenas uma fração do total esperado no país. Para os pesquisadores, os dados inauguram uma base nacional inédita que pode orientar políticas públicas, alocação de recursos e organização da rede de cuidados às doenças raras no Brasil. LEIA TAMBÉM: 'Não controlava meu corpo': sem diagnóstico por 4 anos, mulher tentou suicídio duas vezes até descobrir distonia Médicos conseguem "reescrever" DNA em tratamento inédito e curam bebê de doença rara; entenda como é feito A doença rara desvendada pela ciência na cidade onde 'todo mundo é primo' no sertão

Palavras-chave: tecnologia

PF indicia Rodrigo Bacellar e mais 4 por vazamento de dados para o Comando Vermelho

Publicado em: 27/02/2026 21:47

Polícia Federal indicia presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar A Polícia Federal indiciou o presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), e outras quatro pessoas por vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Bacellar foi apontado pela PF como a liderança do núcleo político de uma organização criminosa. A investigação reuniu novas provas do vazamento de uma operação da PF contra o Comando Vermelho realizada em setembro de 2025. O alvo da ação era o ex-deputado TH Joias, eleito pelo MDB. Segundo a polícia, ele foi alertado por Bacellar na véspera da ação. TH Joias foi preso junto com um dos chefes da facção. Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, relatou aos policiais federais que perguntou ao ex-deputado sobre a operação: “Pô, mano, você já sabia da operação?” De acordo com o relato do chefe da facção, o ex-parlamentar respondeu: “Pô, já sabia, pô, o Bacellar me avisou”. Rodrigo Bacellar chegou a ser preso em dezembro, mas foi solto menos de uma semana depois por decisão de parlamentares da Alerj. Atualmente, ele está licenciado do cargo de presidente da assembleia. Os investigadores apontam a existência de um "verdadeiro estado paralelo" capitaneado por líderes da política fluminense que vazam informações e inviabilizam o sucesso de operações contra facções. No relatório, a PF afirma: "Todos esses elementos descortinam a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense que nos bastidores vazam informações que inviabilizam o sucesso de operações policiais relevantes contra facções criminosas violentas, a exemplo do Comando Vermelho." Segundo a Polícia Federal, a principal força de Rodrigo Bacellar no esquema era a capacidade de interlocução e persuasão junto a integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Rio. No relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aparece o nome do desembargador federal Macario Neto. Ele não foi indiciado porque a Lei Orgânica da Magistratura estabelece regras específicas para a responsabilização de magistrados. Os agentes afirmam que Macário tentou parar as investigações, sem sucesso. A investigação obteve imagens que mostram o desembargador na recepção do prédio do escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo, no dia 10 de dezembro. Segundo a polícia, ele esteve no local por cerca de uma hora. De acordo com a investigação, Macário tinha o objetivo de encontrar Temer na esperança de que o ex-presidente acionasse o ministro do STF, Alexandre de Moraes, para frear o processo. PF indicia Rodrigo Bacellar por vazamento de dados para o Comando Vermelho Reprodução/TV Globo Michel Temer afirmou que recebeu o magistrado, mas não interferiu no caso, que achou que Bacellar viria pedir apoio para se candidatar ao STJ. O ministro Alexandre de Moraes mandou prender o desembargador Macario Neto no dia 16 de dezembro, menos de uma semana após o encontro em São Paulo. Ao todo, cinco pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal, incluindo Rodrigo Bacellar e o ex-deputado TH Joias. Os indiciados respondem por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A defesa de Rodrigo Bacellar disse que não existem provas sobre práticas ilícitas do deputado, apenas ilações, e que o indiciamento é descabido. O advogado do ex-deputado TH Joias nega a participação dele em atividades criminosas e diz que ele não teve acesso às informações. LEIA MAIS 'Bacellar me avisou': PF diz que TH Joias confirmou para traficante ter sido avisado sobre operação contra CV

Palavras-chave: vazamento de dados

Ceará recebe pontos de coleta gratuita para exames genéticos de doenças raras

Publicado em: 27/02/2026 21:22

Ceará tem ambulatório pioneiro para doenças raras e insuficiência respiratória O Ceará ganhou pontos de coleta de exames para identificar doenças raras na rede pública de saúde. No estado, as coletas são realizadas nos hospitais Infantil Albert Sabin (HIAS) e Universitário Walter Cantídio (HUWC), ambos em Fortaleza. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto do Ministério da Saúde, que passa a ofertar no SUS um exame genético inovador e de alta tecnologia: o Sequenciamento Completo do Exoma (WES). O exame é capaz de atender até 90% dos pacientes que precisam do laudo em tempo oportuno no país. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo o Ministério da Saúde, um dos principais problemas enfrentados por quem necessita desse tipo de exame é a demora na confirmação diagnóstica. Com a nova oferta, o resultado será entregue em até seis meses. Antes, a espera podia chegar a sete anos, o que representa uma redução de 93% no tempo de espera. LEIA TAMBÉM: Ceará investiga quatro casos suspeitos de mpox no estado em 2026 Família tenta voo de UTI aérea avaliado em R$ 1,9 milhão para trazer cientista de volta ao Brasil As amostras coletadas nos estados serão enviadas para dois laboratórios públicos no Rio de Janeiro, responsáveis pela realização dos exames: o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), que opera em fase piloto desde outubro de 2025, e a Fiocruz, cuja estrutura deve estar concluída até o fim de maio. O exame é fundamental para confirmar o diagnóstico de doenças raras genéticas. Ele analisa regiões do DNA onde se concentram a maioria das mutações genéticas, a partir de amostras de sangue ou saliva. O exame também contribui para a confirmação diagnóstica de doenças identificadas no teste do pezinho, como fibrose cística, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, outras hemoglobinopatias e hiperplasia adrenal congênita. Alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera no SUS, a iniciativa terá capacidade para atender 100% da demanda nacional pelo exame, o equivalente a 20 mil diagnósticos por ano. Ceará recebe pontos de coleta gratuita para exames genéticos de doenças raras. Adobe Stock Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: tecnologia

Secretaria de Segurança Pública do Paraná assinou contrato de R$ 438 milhões com a Celepar um dia antes de governo publicar edital para privatizar companhia

Publicado em: 27/02/2026 19:57

Tribunal de Contas quer detalhes sobre contratos entre Secretaria de Segurança e Celepar A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) assinou um contrato de R$ 438 milhões com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) em meio ao processo de privatização da companhia. O contrato, que tem validade de cinco anos, foi assinado no dia 5 de fevereiro. No dia seguinte, o Governo do Paraná publicou o edital do leilão para a privatização da Celepar – marcado, inicialmente, para o dia 17 de março na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. O processo de privatização foi suspenso provisoriamente no domingo (22) após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Leia mais a seguir. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O contrato prevê a prestação de serviços como computação em nuvem, agendamentos, consultoria especializada e soluções voltadas a informações estratégicas. Conforme o documento, a Celepar será a operadora, que trata informações pessoais em nome da secretaria, seguindo regras definidas pelo contrato. O documento aborda também a proteção de dados pessoais e estabelece que a Secretaria de Segurança Pública será a controladora dos dados, ou seja, a responsável por decidir como as informações serão tratadas. O texto ressalta que todo o tratamento dos dados será feito em nome da secretaria, que dará as instruções. O documento proíbe expressamente a Celepar de utilizar essas informações para qualquer outra finalidade, pública ou privada, que não esteja prevista no contrato. São informações que incluem, por exemplo, dados de empregados, usuários de serviços públicos, prestadores de serviço, fornecedores e quaisquer outros titulares cujos dados sejam necessários para a execução do contrato. Celepar foi fundada em 1964 e conta com 980 funcionários José Fernando Ogura/Arquivo AEN TCE pediu esclarecimentos Na sexta-feira (20), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) encaminhou um ofício à Sesp pedindo esclarecimentos. O órgão solicitou que a Secretaria de Segurança Pública preste informações sobre o contrato assinado com a Celepar. Na prática, caso a privatização seja concluída, o contrato em questão deixaria de ser entre entes públicos. Entre as informações armazenadas pela Sesp estão Boletins de Ocorrência, dados sobre presos do estado, monitoramento por tornozeleira eletrônica e laudos da Polícia Científica. Porém, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em nenhum caso, a totalidade dos dados pessoais da segurança pública pode ser tratada por uma empresa privada. O Governo do Paraná informou que parte dos dados da Secretaria de Segurança Pública foi separada com chaves de acesso e mecanismos de controle que permanecem exclusivamente sob a gestão do poder público. Segundo a nota, os dados foram isolados em um ambiente comparável a um "bunker", com acesso restrito exclusivo à Sesp. Não esclareceu, porém, que tipo de dados são esses. O governo informou ainda que a Celepar atua somente como operadora em relação a outra parcela dos dados. "A assinatura do contrato faz parte do processo que garante que Estado do Paraná cumpra a LGPD e reforça o que tem sido afirmado desde o início: os dados sensíveis continuarão sob tutela pública, portanto, sob governança estadual", diz a nota. LEIA TAMBÉM: Entenda: STF impede Câmara e Prefeitura do Paraná de vetarem participação da atleta trans Tifanny Abreu na Copa Brasil de Vôlei Saúde: Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia Impasse com a Copel: Agricultor tem prejuízo de cerca de R$ 9 milhões após queda de energia causar morte de tilápias Venda da Celepar está suspensa O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu, no domingo (22), o processo de privatização da Celepar. A decisão é provisória e ainda será avaliada pelo plenário do STF. A previsão é que isso aconteça na próxima sexta-feira, 6 de março. Dino determinou que o governo do Paraná adote medidas que garantam a proteção dos dados dos cidadãos paranaenses e as informe ao STF. A partir disso, o tribunal decidirá sobre a continuidade do processo de privatização. Na decisão, o ministro Flávio Dino apontou que existem "sucessivas decisões" do Tribunal de Contas do Paraná (TCE) que paralisam e retomam o processo de privatização da Celepar, o que "configura indesejado cenário de insegurança jurídica, inclusive para os futuros participantes da desestatização". "Esses direitos abrangem dimensões de altíssimo relevo jurídico, tais como os da privacidade, proteção contra discriminações e políticas de segurança pública. O controle sobre dados pessoais, especialmente sensíveis, constitui tema mundialmente debatido e de crescente importância, por isso mesmo objeto de rígidas políticas públicas nas mais diversas nações soberanas", escreveu o ministro. O governador Ratinho Junior informou que os dados estão levantados e que estão fazendo os esclarecimentos. "Nós vamos apresentar toda a fundamentação que foi pedida, e aí o plenário vai julgar. Nós entendemos que vai julgar a nosso favor, porque não tem nenhum motivo de não poder continuar essa modernização que queremos para a Celepar", afirmou o governador. O que dizem os citados O Governo do Paraná reforçou, por meio de nota, que os dados sensíveis continuam sob tutela pública. "A assinatura do contrato faz parte do processo que garante que Estado do Paraná cumpra a LGPD e reforça o que tem sido afirmado desde o início: os dados sensíveis continuarão sob tutela pública, portanto, sob governança estadual." À RPC, a Celepar informou que a legislação impede que a totalidade dos dados relacionados à segurança pública fique integralmente sob operação de entes privados. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Após ajuda do estado, Prefeitura de Votorantim desiste de encerrar UTI neonatal e abre mais 6 leitos

Publicado em: 27/02/2026 19:22

Hospital Municipal de Votorantim (SP) Prefeitura de Votorantim/Divulgação Prefeitura de Votorantim (SP) voltou atrás na decisão de fechar seis leitos de UTI neonatal e anunciou que vai abrir mais quatro, totalizando dez. A reviravolta aconteceu após o governo estadual garantir que vai custear o serviço. Conforme o g1 mostrou na quinta-feira (26), o fechamento estava previsto por questões financeiras e técnicas, já que o convênio com a instituição que gerencia o hospital municipal estava perto do fim. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp No entanto, a prefeitura informou na sexta-feira (27) que, no mesmo dia do anúncio do fechamento, o prefeito Weber Manga (Progressista) se reuniu em São Paulo com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, para discutir o problema. Prefeitura de Votorantim fecha única UTI Neonatal da cidade alegando crise financeira Segundo a prefeitura, o secretário garantiu que a UTI Neonatal será credenciada e passará a receber recursos do estado, que vai assumir o custeio total do serviço. Com a mudança, o Hospital Municipal Dr. Lauro Roberto Fogaça passará a ter dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, todos custeados pelo governo estadual. A ampliação, que representa um aumento de quatro leitos em relação à estrutura atual, está prevista para abril. LEIA TAMBÉM VÍDEO: ônibus bate contra barreira de proteção e invade contramão Acolhidos em casa de passagem, sobreviventes de acidente na BR-153 relatam incerteza sobre destino e trabalho que iriam realizar Motivos para o fechamento Em um ofício enviado à Câmara Municipal, a prefeitura justificou o fechamento pela necessidade de cortar gastos, argumentando que a manutenção da UTI não era uma obrigação da cidade. O documento explicava que a unidade foi instalada sem o credenciamento do estado e, por isso, os custos eram bancados quase que integralmente pelo município. A gestão municipal afirmou que tentou regularizar a situação, mas a estrutura do hospital não atendia aos critérios técnicos exigidos, como ter uma maternidade de alta complexidade para justificar a UTI. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal