Arquivo de Notícias

Senar abre inscrições para cursos gratuitos de capacitação rural em várias cidades de MS

Publicado em: 14/03/2026 17:20

Plataforma EaD do Senar/MS João Carlos Castro O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS) está com inscrições abertas para cursos gratuitos de capacitação profissional em várias cidades do estado. As aulas começam a partir de 16 de março, com vagas limitadas e carga horária definida para cada formação. Os cursos são voltados a trabalhadores e produtores rurais. As capacitações tratam de temas como segurança no trabalho, uso de tecnologias no campo e atividades ligadas à produção agropecuária. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Cursos disponíveis Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apicultura Básica Local: Sindicato Rural de Maracaju Carga horária: 24 horas NR 31.7 – Prevenção de Acidentes com Defensivos Agrícolas (norma de segurança rural) Local: Sementes América, em Camapuã Carga horária: 20 horas Análise e Classificação de Grãos (Soja e Milho) Local: Sindicato Rural de Itaporã Carga horária: 32 horas Fundamentos da Utilização de Drones no Agronegócio – Módulo II Local: Polícia Científica de Campo Grande Carga horária: 16 horas Operação e Manutenção de Roçadeira Local: Sindicato Rural de Corumbá Carga horária: 16 horas Casqueamento e Manutenção de Cascos de Equídeos Local: Fazenda Lageado, em Anastácio Carga horária: 16 horas A lista completa dos cursos, com datas, pré-requisitos e informações para inscrição, pode ser consultada aqui. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

Tamoiotatá 6 combate desmatamento e aplica mais de R$ 28 milhões em multas no Amazonas

Publicado em: 14/03/2026 16:46

Primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 chega ao fim com mais de R$ 28,2 milhões em multas no Amazonas Foto: Divulgação/Ipaam A primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 terminou neste sábado (14), com mais de R$ 28,2 milhões em multas aplicadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A fiscalização ocorreu entre 23 de fevereiro e 14 de março em quatro municípios do sul do estado — Humaitá, Apuí, Novo Aripuanã e Canutama — regiões consideradas estratégicas no combate ao desmatamento ilegal. A operação registrou 63 autos de infração e 24 embargos. Mais de 2,3 mil hectares foram interditados por irregularidades ambientais — área equivalente a 3,2 mil campos de futebol. As principais infrações foram desmatamento ilegal, descumprimento de embargos, impedimento à regeneração da vegetação e atividades agropecuárias sem licença. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a atuação integrada entre os órgãos estaduais e federais fortalece o combate aos ilícitos ambientais no interior do estado, ampliando a presença do poder público em regiões com histórico de pressão sobre a floresta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Essa integração entre os órgãos de fiscalização ambiental, segurança pública e inteligência geoespacial é fundamental para ampliar a presença do Estado em regiões críticas. Com isso, conseguimos identificar infratores, aplicar as sanções previstas na legislação e impedir que novas áreas sejam degradadas”, afirmou o gestor. Nos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, as equipes fiscalizaram 21 polígonos com alertas de desmatamento, resultando na aplicação de R$ 15.115.500 em multas e no embargo de 1.562 hectares de áreas. Também foram lavrados 16 autos de infração, 11 termos de embargo e interdição, duas notificações e um termo de apreensão. Entre os materiais apreendidos estão rolos de arame utilizados em atividades irregulares e combustível. Na base operacional de Humaitá, a operação resultou em 47 autos de infração e 13 embargos em áreas localizadas principalmente nos municípios de Humaitá e Canutama. As multas aplicadas somaram R$ 13.154.100, e cerca de 776 hectares foram embargados por irregularidades ambientais. As ações contaram com o apoio de tecnologias de sensoriamento remoto e inteligência geoespacial para identificação de áreas com indícios de desmatamento e outras infrações ambientais. Ao todo, 23 agentes participaram diretamente das atividades de fiscalização, segurança e suporte técnico. Força-tarefa integrada A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação conjunta do Governo do Amazonas e contou, nesta primeira etapa, com a atuação do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A operação também contou com o apoio de órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa. As ações da Tamoiotatá 6 incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, lavratura de autos de infração, embargos e outras medidas administrativas previstas na legislação ambiental. O trabalho também prioriza a proteção das Unidades de Conservação (UCs) estaduais e de áreas estratégicas para a conservação da floresta. Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e reforçando as ações permanentes de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas. A iniciativa conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento. O Ipaam disponibiliza à população um canal direto para denúncias de infrações ambientais por meio do WhatsApp (92) 98557-9454. O número é administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) e permite o envio de informações que auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização em todo o Amazonas.

Palavras-chave: tecnologia

Agentes resgatam cadelinha trancada há 3 dias em carro em Copacabana; VÍDEO

Publicado em: 14/03/2026 16:36

Agentes resgatam cadelinha trancada em carro em Copacabana Agentes da Prefeitura do Rio de Janeiro resgataram na manhã deste sábado (14) uma cadelinha que, segundo moradores, estava trancada há 3 dias em um carro estacionado na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul. Segundo vizinhos, o automóvel estava parado em uma vaga desde a última quinta-feira (12), mas somente neste sábado perceberam que havia uma cachorrinha presa — o animal foi visto arranhando as janelas do banco traseiro. Um grupo avisou ao vereador Luiz Ramos Filho, da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, que acionou a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais. Com auxílio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), conseguiram abrir o veículo e retirar a cadelinha em segurança. O sábado no Rio foi de sol, com máxima de quase 30°C, e fazia calor em Copacabana quando a cachorrinha foi salva. Agentes deram água para ela e a levaram para a 12ª DP (Copacabana), onde o caso foi registrado, e depois para o Hospital Veterinário Jorge Vaitsman, na Mangueira. “Aparentemente a cadelinha está bem de saúde. Vai ser avaliada pelos veterinários do município. A boa notícia é que já temos uma pessoa interessada em adotá-la”, disse a secretária Jeniffer Coelho. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cadelinha é resgatada em Copacabana Reprodução Luiz Ramos Filho lembrou que neste sábado é o Dia Nacional dos Animais. “A crueldade contra esses seres indefesos aumenta a cada dia. Precisamos lembrar que maltratar e abandonar animais é crime e dá até 5 anos de cadeia.” Além da infração por maus-tratos aos animais, o veículo estava estacionado irregularmente, já que parou em uma vaga reservada para idosos sem qualquer identificação compatível. O carro foi rebocado. Os tutores da cadelinha não foram localizados. Cadelinha foi levada para o Hospital Veterinário Jorge Vaitsman e será adotada Reprodução

Palavras-chave: câmara municipal

Caso Eloá: Preso em Tremembé, Lindemberg pede redução de 80 dias da pena por ter feito prova do Enem

Publicado em: 14/03/2026 15:39

Lindemberg no Fórum de Santo André. Diogo Moreira / Futura Press / Agência Estado Condenado a 39 anos de prisão pela morte da ex-namorada, Eloá Pimentel, Lindemberg Alves quer reduzir a pena no presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo. Neste mês, a defesa dele protocolou na Justiça um novo pedido de remição de pena. Desta vez, Lindemberg quer eliminar o cumprimento de 80 dias da condenação. A justificativa feita pela defesa dele é a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "Sempre demonstrou proatividade nos estudos, dedicando-se intensamente não apenas ao aprimoramento intelectual, mas também ao seu compromisso com o processo de ressocialização", alegou a advogada Marcia Renata da Silva no processo. A defesa citou ainda que Lindemberg atingiu a média de notas em quatro áreas de conhecimento da prova do Enem de 2025. Arquivo N: 10 anos do caso Eloá MP-SP é contra Ainda no processo, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra o pedido da defesa, alegando que uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exige, "para o reconhecimento da pretendida remição, que o reeducando obtenha a aprovação nos referidos exames, satisfazendo uma pontuação mínima para tanto". No documento, o MP explicou que, para que Lindemberg tenha a redução da pena autorizada, era necessário que ele atingisse o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, além de 500 pontos na redação. Caderno de Provas do primeiro dia do Enem 2025 Angelo Miguel/MEC O documento anexado pela defesa, contudo, mostra que Lindemberg tirou 361,6 pontos em 'Matemática e suas Tecnologias'. Segundo o MP, ele foi reprovado no quesito e não deve ter a redução autorizada. Ainda não há uma data definida para que a Justiça julgue o pedido. O g1 acionou a defesa de Lindemberg Alves e aguarda um retorno. Reduções anteriores Ao todo, Lindemberg já conseguiu reduzir 887 dias da pena prevista. Segundo o último cálculo da pena, ao qual o g1 teve acesso, foram 465 dias remidos por trabalho na prisão, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2015, além de 313 dias, também por trabalho, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2020. A mais recente das reduções foi autorizada pela Justiça em março do ano passado. Diferente do novo pedido, o Ministério Público havia se manifestado favoravelmente ao pedido. A redução de 109 dias foi referente ao trabalho realizado por Lindemberg na prisão entre 2021 e 2024, além dele ter feito curso de empreendedorismo. 🔍 A redução de pena é prevista em lei. Segundo a Lei de Execução Penal, cada detento tem o direito de remir 1 dia da pena a cada 3 dias trabalhados. Lindemberg Alves, durante condenação globonews Caso Eloá O crime aconteceu em 13 de outubro de 2008, em Santo André (SP). Na época, Lindemberg invadiu o apartamento onde morava Eloá e manteve ela, sua amiga Nayara Rodrigues e outros dois colegas de escola delas, reféns. Eloá ficou cinco dias em cárcere privado, sob ameaças do namorado. Os outros reféns foram liberados, mas Nayara voltou ao local por orientação da polícia. No dia 17 de outubro de 2008, a polícia invadiu o local após escutar um ruído que seria de um tiro. Antes da entrada da PM, o Lindemberg ainda conseguiu balear Nayara (que sobreviveu) e deu dois tiros em Eloá, que morreu. Eloá Pimentel e Lindemberg Alves namoraram por pouco mais de 2 anos. Ela tinha 15 e ele 22. Reprodução/Arquivo pessoal Lindemberg foi preso em flagrante e, quatro anos depois, condenado a 98 anos de prisão. Em 2013, a pena dele foi reduzida para 39 anos. Em 2021, o detento chegou a obter progressão ao regime semiaberto, mas o benefício foi revogado quatro meses depois. No fim de 2022, conseguiu progredir novamente ao semiaberto. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

Condenado por estupro que virou suplente de vereador no PI é preso novamente por violar tornozeleira

Publicado em: 14/03/2026 13:25

Foto de registro de candidatura de Gasparino Azevedo, suplente de vereador do Piauí Reprodução/TSE Gasparino Lustosa Azevedo, 37 anos, foi preso novamente na sexta-feira (13) em Corrente, no Sul do Piauí, por violar a tornozeleira eletrônica, segundo a Polícia Civil do Piauí (PC-PI). Ele cumpria pena em prisão domiciliar, mas a Justiça revogou a medida após o sistema registrar descumprimentos das regras de monitoramento. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Equipes de investigação da Delegacia de Corrente fizeram a captura. O condenado foi localizado menos de 24 horas após a expedição do novo mandado de prisão, emitido na quinta-feira (12). Segundo a polícia, ele deve retornar ao sistema prisional para continuar cumprindo a pena. Histórico de prisões e erro judicial Gasparino já havia sido preso em novembro de 2024, em Brasília, após uma operação de inteligência da polícia piauiense. Ele era considerado foragido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caso teve repercussão nacional depois que o g1 revelou que ele conseguiu disputar as eleições municipais de 2024 mesmo condenado em decisão definitiva. A candidatura só foi registrada por causa de um erro na emissão de documentos. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) liberou uma certidão negativa que classificava Gasparino como “ficha limpa”. O tribunal informou que o problema ocorreu por uma “falha técnica” no sistema. Com a certidão, ele se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) e concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Sebastião Barros. Recebeu 135 votos e, mesmo sem ser eleito, virou o primeiro suplente do partido. Cassação do diploma Em outubro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) cassou por unanimidade o diploma de suplente de Gasparino. O tribunal afirmou que uma condenação já transitada em julgado suspende automaticamente os direitos políticos, tornando-o inelegível para qualquer cargo público. O crime Gasparino foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável, ocorrido na noite de Natal de 2015, na zona rural de Sebastião Barros. A sentença afirma que Gasparino violentou uma adolescente de 17 anos por mais de uma hora dentro de um carro. Para dominar a vítima, usou ameaças de morte e agressões que a deixaram inconsciente. A jovem foi abandonada ferida em um local isolado. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: câmara municipal

Ela passava 16 horas no Instagram. Agora, um júri vai decidir se a Meta e o Google têm culpa nisso

Publicado em: 14/03/2026 13:21

Pais que afirmam que as redes sociais levaram seus filhos à morte acompanham o julgamento da Meta e do Google em Los Angeles Ethan Swope/Getty Images/AFP Kaley ficava no Instagram até pegar no sono. Ela acordava no meio da noite para conferir as notificações. Abria o aplicativo assim que acordava. Um dia, passou 16 horas nessa rede social. "Parei de interagir com minha família porque passava todo o meu tempo nas redes sociais", relatou Kaley a um júri em Los Angeles, nos EUA, durante um processo histórico contra a Meta e o Google, duas das maiores empresas do mundo. O TikTok e o Snapchat, que também foram citados no processo original, fizeram um acordo extrajudicial. Conhecida apenas por seu primeiro nome ou pelas iniciais KGM, para proteger sua privacidade, a história de Kaley se tornou o caso exemplar para mais de 2 mil processos semelhantes que buscam responsabilizar as empresas de redes sociais pelos supostos danos à saúde mental de seus usuários mais jovens. Esse é o primeiro julgamento do tipo, e ele é acompanhado de perto por especialistas jurídicos e pais que acreditam que seus filhos foram prejudicados, até mesmo levados ao suicídio, por causa das redes sociais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Lori Schott passou vários dias de olho no julgamento em Los Angeles, apesar de não ter participado do processo. Sua filha Annalee tirou a própria vida aos 18 anos, uma tragédia que Schott atribui à forma como o Instagram a expôs a conteúdos psicologicamente prejudiciais, apesar de a empresa supostamente saber o que essas postagens poderiam causar aos jovens. "Eles esconderam as evidências que tinham. Sabiam que era viciante. Nos deram uma falsa sensação de segurança", disse Schott, descrevendo à BBC o que aprendeu com o julgamento. "A equipe de relações públicas deles parecia apenas tentar nos convencer de que o mundo era um mar de rosas." Alto risco O cerne desse caso reside em saber se Kaley era viciada em redes sociais — e se as empresas de redes sociais projetaram as plataformas justamente para serem viciantes. Caso isso se confirme, o júri precisará decidir o que as empresas devem a jovens como Kaley, que podem ter sido prejudicadas por causa disso. O que está em jogo neste julgamento, para a Meta, o Google e outras plataformas de redes sociais, é muito importante. A maioria das questões legais do caso, principalmente a de que as plataformas de redes sociais são viciantes para jovens usuários e foram projetadas intencionalmente para serem assim, são "completamente inéditas", como afirmou a juíza Carolyn Kuhl diversas vezes ao longo do julgamento. O resultado pode ser tão potencialmente controverso que o próprio Mark Zuckerberg, bilionário cofundador e CEO da Meta, proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp, compareceu pessoalmente para defender as suas plataformas. Foi a primeira vez que ele prestou um depoimento do tipo diante de um tribunal, apesar de sua empresa ter sido processada centenas de vezes no passado. Se o júri decidir a favor de Kaley, isso abalaria décadas de precedentes legais e culturais que trataram as plataformas como meros repositórios da natureza humana. Isso também abriria caminho para possíveis acordos históricos a serem pagos por empresas como a Meta. Milhares de outros casos semelhantes ao de Kaley, que atualmente tramitam no sistema judicial dos EUA, serão inevitavelmente influenciados pelo resultado deste julgamento inédito. Mesmo que o júri de Los Angeles não considere a Meta ou o Google culpados no caso de Kaley, a pressão pública e política contra as grandes empresas de tecnologia tem aumentado nos últimos anos. Essas empresas, em geral, não têm responsabilidade legal em relação aos seus usuários, mas uma onda de adolescentes diagnosticados com sérios problemas de saúde mental e um aumento nos episódios de suicídios entre crianças levaram pais e governos a começar a proibir o uso de mídias sociais para os mais jovens. Eles dizem que as plataformas expõem as crianças a tudo, desde padrões de beleza inatingíveis até predadores sexuais. Aaron Ping também tem acompanhado o julgamento de perto. Seu filho, Avery, tirou a própria vida aos 16 anos. Ele descreveu à BBC a história de um menino que passou de um "companheiro de aventuras" a alguém com quem frequentemente brigava por causa do uso excessivo do YouTube. "Elaboramos um acordo sobre o tempo de tela com os orientadores da escola, e definimos o que ele precisava fazer para obter a quantidade de tempo de tela permitida", disse Ping. A Meta e o YouTube não responderam a um pedido da BBC por um posicionamento a respeito das experiências de Schott e Ping. Kaley explicou no tribunal que começou a usar o YouTube aos seis anos. Aos nove, ela tinha uma conta no Instagram. A Meta afirma proibir o acesso de usuários menores de 13 anos a qualquer uma de suas plataformas, enquanto o YouTube oferece versões diferentes de sua plataforma para crianças, como o YouTube Kids. Kaley logo criou dezenas de contas em ambas as plataformas, numa tentativa de gerar curtidas e interações com o conteúdo que publicava — selfies no Instagram e vídeos cantando no YouTube. Ela queria se sentir querida e valorizada. Quando não publicava o próprio conteúdo, ela passava horas no Instagram e no YouTube consumindo vídeos e fotos de outras pessoas. Ela começou a sair menos de casa e a ter dificuldade para interagir com outras pessoas presencialmente. Quando tinha cerca de 10 anos, Kaley se lembra de ter os primeiros sentimentos de ansiedade e depressão, transtornos que seriam diagnosticados anos depois por um profissional da saúde. Ela também começou a ficar obcecada com a aparência física e passou a usar filtros do Instagram que alteravam o rosto e o corpo, em busca de um nariz menor, olhos maiores, maquiagem... Desde então, Kaley foi diagnosticada com dismorfia corporal, uma condição em que as pessoas se preocupam excessivamente com a aparência física e não se enxergam como os outros as veem. Questionada por seu advogado, Mark Lanier, se ela havia sofrido com esses sentimentos antes de estar nas redes sociais, Kaley relatou que "não, não sofria". Pais que afirmam que as redes sociais levaram seus filhos à morte acompanham o julgamento da Meta e do Google em Los Angeles Daniel Cole/Reuters Uso problemático ou dependência? A Meta defende que os problemas de saúde mental de Kaley decorrem de sua vida pessoal e criação, e não podem ser atribuídos ao uso do Instagram. Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou no tribunal que mesmo 16 horas de uso da rede social não pareceram a ele um vício ou uma dependência. Em vez disso, Mosseri referiu-se a alguém que passasse quase um dia inteiro nas redes sociais como algo "problemático". Quando Mark Zuckerberg testemunhou, após ser escoltado para o tribunal cercado por quatro seguranças pessoais, ele repetiu várias vezes que sua empresa sempre teve uma política que proibia usuários menores de 13 anos. Questionado sobre vários documentos internos da empresa fornecidos como parte do processo, nos quais executivos da Meta discutiam os milhões de crianças que usam o Instagram e o Facebook, e até elogiavam e planejavam aumentar o uso entre crianças, Zuckerberg pareceu ficar frustrado. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake "Não vejo por que isso é tão complicado", disse o bilionário em um dado momento. "Tem sido nossa política consistente que eles [menores de 13 anos] não são permitidos e tentamos removê-los. Não somos perfeitos", complementou ele. Os advogados de Kaley pressionaram Zuckerberg sobre a alegação de que o único objetivo da Meta era criar plataformas úteis — algo que, segundo eles, naturalmente leva a um maior uso das redes sociais. Lanier disse que a dependência também leva as pessoas a usarem algo com mais frequência, e Zuckerberg pareceu, por um momento, não saber o que dizer. "Não sei o que dizer sobre isso", disse o CEO da Meta. "Acho que pode ser verdade, mas não sei se se aplica. Estou tentando construir um serviço." O foco dos advogados de Kaley no vício em redes sociais pode ser um argumento difícil de sustentar, já que a condição não existe oficialmente nos manuais de Medicina. Quando os advogados da Meta conversaram com uma terapeuta que havia tratado Kaley, ela admitiu nunca ter diagnosticado sua paciente com dependência em redes sociais. Os argumentos da Meta se concentraram principalmente na vida familiar de Kaley, e às vezes fazem referência às próprias postagens dela no Instagram, ao mostrar uma garota que lidava com pais instáveis, críticos de sua aparência e, por vezes, abusivos emocional, verbal e fisicamente. A principal questão levantada pela empresa perante o júri foi que os problemas de saúde mental de Kaley não são claramente causados ​​pelo uso das redes sociais, e muitos outros fatores também são responsáveis pela história de vida dela. Hoje, Kaley relata ter um relacionamento amoroso com a mãe e que trabalha enquanto segue os estudos. Ela ainda continua a usar as redes sociais — e até admitiu ao tribunal que estaria interessada em seguir uma carreira de gestão de mídias sociais. Porém, quando perguntada se sua vida seria melhor se ela nunca tivesse usado plataformas como o Instagram, a resposta de Kaley foi curta: "Sim."

Palavras-chave: tecnologia

MP recomenda suspensão imediata de programa que autoriza voluntários na segurança pública de Florianópolis

Publicado em: 14/03/2026 11:39

Voluntários da segurança em Florianópolis cercam e chamam morador de rua de 'vacilão' O Ministério Público de Santa Catarina recomendou a suspensão, em até 48 horas, do programa de Agentes de Segurança Comunitários em Florianópolis. O documento foi assinado na sexta-feira (13), menos de um mês após um voluntário ser filmado cercando um homem em situação de rua durante uma abordagem no Centro da cidade (assista acima). Ele foi afastado. A recomendação aponta que o modelo implantado apresenta vícios de inconstitucionalidade e configura exercício indevido de funções típicas de segurança pública por pessoas que não ocupam cargo público. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 'Vou te arrancar daqui': voluntários cercam homem em situação de rua Em nota, o município informou que irá manter a atuação dos agentes e que "a legislação foi regularmente aprovada pela Câmara Municipal dentro da constitucionalidade" (veja íntegra abaixo). A 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua no controle externo da atividade policial, citou vídeos divulgados em redes sociais que registraram integrantes do programa em abordagens com postura intimidatória, própria do policiamento ostensivo, extrapolando as atribuições previstas para o voluntariado. Entre as condutas, o MP cita frases ditas por agentes no vídeo gravado na região central da cidade, como: “vou te arrancar daqui". Além disso, a recomendação aponta que o programa apresenta uma série de irregularidades, que incluem: a criação de uma categoria de agentes para desempenhar atividades operacionais sem concurso público; invasão da competência legislativa da União, responsável por normatizar a segurança pública; desvirtuamento do serviço voluntário, já que a lei municipal prevê pagamentos entre R$ 125 e R$ 250 por turno; previsão de até 300 agentes voluntários, número superior ao efetivo da própria Guarda Municipal. Abordagem de segurança voluntária em Florianópolis vira alvo do MP Redes sociais/ Reprodução O município, por outro lado, afirma que o programa foi concebido com o objetivo de estimular a participação comunitária e apoiar ações de orientação e convivência urbana, "não se confundindo com atividades típicas de segurança pública". ➡️ Pela lei municipal nº 11.498/2025, sancionada no final do ano passado, moradores podem atuar em três diferentes instituições: Guarda Municipal, Defesa Civil e Fiscalização. A prefeitura afirma que o projeto visa fortalecer a atuação dos serviços de segurança durante a temporada de verão. Quais foram as recomendações? Para o MPSC, a manutenção do programa pode configurar “situação potencialmente inconstitucional”, com risco à regularidade da prestação do serviço público de segurança e violação dos princípios administrativos, e recomendou à prefeitura as seguintes providências: suspensão, no prazo de 48 horas, dos efeitos da lei 11.498/2025 e do decreto 28.779/2025, incluindo qualquer atividade operacional dos voluntários vinculados ao programa; que informe formalmente ao MPSC, também em até 48 horas, as medidas adotadas para o cumprimento da recomendação, com envio de documentos comprobatórios. A falta de manifestação, de acordo com o órgão, será interpretada como negativa, e que o não atendimento poderá levar a uma ação direta de inconstitucionalidade, entre outras medidas judiciais ou administrativas. O que disse a prefeitura? O Município esclarece que irá manter a atuação dos agentes, afinal, a legislação foi regularmente aprovada pela Câmara Municipal dentro da constitucionalidade. Além disso, a administração reconhece a importância dos voluntários para ajuda na organização da cidade, principalmente em grandes eventos e na temporada de verão. O programa foi concebido com o objetivo de estimular a participação comunitária e apoiar ações de orientação e convivência urbana, não se confundindo com atividades típicas de segurança pública, que permanecem sendo exercidas exclusivamente pelos órgãos constitucionalmente competentes. A Prefeitura ressalta que os voluntários não possuem poder de polícia nem substituem a atuação da Guarda Municipal ou das forças de segurança, atuando apenas em atividades de apoio e orientação à população. Em relação aos episódios mencionados na recomendação, o Município informa que eventuais condutas individuais incompatíveis com as diretrizes do programa serão devidamente apuradas e, se necessário, corrigidas, de modo a garantir o estrito cumprimento da legislação e dos limites de atuação estabelecidos. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Aposentado perde R$ 54 mil após ser convencido por falso gerente de banco a dar acesso remoto ao celular

Publicado em: 14/03/2026 11:28

Vítima de estelionato segura mexe no celular, meio por onde golpe foi aplicado Reprodução/TV Globo Um aposentado de 55 anos procurou a polícia na sexta-feira (13) para denunciar que perdeu R$ 54 mil ao ser convencido a dar acesso remoto ao celular a um falso gerente do banco após uma suposta invasão na conta bancária em São José do Rio Preto (SP). Segundo o boletim de ocorrência, o homem informou à polícia que, na quarta-feira (11), passou a receber mensagens nas redes sociais de um golpista que afirmava ser o gerente da conta bancária. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O suposto gerente disse que a conta teria sido invadida e questionou se o acesso tinha sido autorizado pela vítima, que negou. Diante disso, o falso funcionário afirmou que o “setor antifraude” do banco entraria em contato para dar orientações. Quadrilha que fornecia tecnologia para golpe do falso gerente Depois, o aposentado recebeu uma ligação de outro falso funcionário, do suposto setor, que pediu que ele compartilhasse a tela do celular para que fosse feito o bloqueio da conta. O suspeito, então, insistiu que as medidas adotadas seriam para “evitar prejuízos” e orientou a vítima a aguardar um dia para a conclusão do procedimento. No dia seguinte, o golpista voltou a fazer contato, alegando uma segunda transação suspeita. LEIA MAIS Vigilante preso suspeito de gravar crianças nuas em ligações de vídeo é solto pela Justiça após audiência Vítima de dono de garagem em Rio Preto relata prejuízo de R$ 36 mil em golpe: 'Não recebi o pagamento' PF apreende R$ 200 mil com empresário investigado por receber carga milionária de cigarros falsos em SP Ainda de acordo com o BO, o aposentado passou a desconfiar e interrompeu os contatos. Ao verificar a conta bancária, notou que tinha sido feita a transferência via PIX no valor de R$ 54 mil, sem a autorização. A ocorrência foi registrada como estelionato na Central de Flagrantes de Rio Preto. Initial plugin text Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Relatório da PF sobre suposto esquema criminoso de deputado federal cita conversas com cantor Wesley Safadão e família

Publicado em: 14/03/2026 11:25

A Polícia Federal encontrou conversas entre Wesley Safadão e familiares e o deputado federal Júnior Mano. Reprodução; Divulgação/ Câmara dos Deputados. O relatório da Polícia Federal que apontou o envolvimento do deputado federal Júnior Mano (PSB) em um esquema de negociação de emendas parlamentares, fraudes a licitações de prefeituras e financiamentos ilegais de campanhas eleitorais no Ceará também mostrou que o parlamentar mantinha negociações constantes com o cantor Wesley Safadão e sua família. As conversas encontradas no aparelho celular do parlamentar mostram que Júnior Mano solicitou patrocínio de R$ 200 mil a uma empresa de Safadão, pouco após o artista fechar contrato para show na cidade de Nova Russas, que tem como prefeita a esposa do deputado, Giordanna Mano (PRD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Júnior Mano também aparece discutindo apoios políticos com o irmão de Safadão, Yvens Watilla, e pedindo ao Ministério dos Portos e Aeroportos a liberação de aeronaves do cantor para que ele pudesse usar durante a campanha eleitoral. As conversas encontradas no aparelho celular do parlamentar fazem parte da investigação da PF sobre o grupo criminoso que seria liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), foragido há mais de um ano, e por Júnior Mano (PSB). A Polícia Federal apontou a participação de 13 pessoas no esquema, envolvidos em crimes como organização criminosa com fins eleitorais, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e captação ilícita de sufrágio. Safadão e família não são investigados por nenhum destes crimes. Por meio de nota enviada ao g1, Wesley Safadão disse que "não possui qualquer envolvimento político com as pessoas mencionadas" e que o pedido de patrocínio é "algo comum dentro do ambiente de eventos e entretenimento". "O artista segue dedicado integralmente à sua carreira musical", completou a nota. Por meio de nota, a assessoria jurídica do deputado Júnior Mano disse que a investigação da Polícia Federal "nada encontrou de relevante contra o deputado" e lamentou o "vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano". Patrocínio e avião De acordo com o relatório da PF, Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, era o responsável por intermediar a destinação das emendas parlamentares do deputado Júnior Mano para prefeituras alinhadas ao grupo. O suspeito também negociava uma porcentagem da emenda que ficava com o grupo, uma “taxa” que variava entre 12 e 15% do recurso. As investigações apontam que Bebeto utilizava várias empresas, que tinham contratos com diversas prefeituras do interior do Ceará, para desviar recursos que eram utilizados tanto para enriquecimento ilícito quanto para financiar campanhas eleitorais de aliados, por meio de práticas como a compra de votos. Depois, as mesmas empresas conseguiam contratos nas prefeituras dos aliados eleitos. Entre as conversas captadas pelos investigadores, está a de Júnior Mano com Wesley Safadão. Em 2024, o deputado pede que a empresa de apostas de Safadão, a BetVip, patrocine em R$ 200 mil um evento em Nova Russas, cidade natal do parlamentar e sua base política. O cantor responde: "Vamos falar amanhã. Tô saindo agora para uma oração". O pedido para Safadão ocorreu pouco após a prefeitura de Nova Russas fechar um contrato de R$ 900 mil para que o cantor realizasse um show no evento Festeja Nova Russas, em 2024. O cantor se apresentou novamente no evento, em 2025, desta vez com um cachê de R$ 1,2 milhão. A atual prefeita do município, Giordanna Mano, é esposa de Júnior Mano. O relatório da PF sugere que o pedido de patrocínio de Júnior Mano para Safadão, na verdade, se trata "de solicitação camuflada de propina, com devolução de parte do valor contratado", em referência aos shows contratados pela prefeitura de Nova Russas. Ainda em 2024, Júnior Mano falou diretamente com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, pedindo que ele acelerasse a liberação, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de duas aeronaves de Safadão que seriam usadas pelo deputado nas eleições de 2024. "Vou andar nesse [avião] menor nas campanhas, não aguento mais carro", disse o parlamentar ao ministro. Júnior Mano pediu que Ministério dos Portos e Aeroportos libarasse aeronaves de Wesley Safadão para ele usar Reprodução Outras conversas mostram a proximidade do parlamentar com Yvens Watilla, irmão de Safadão e administrador da sua carreira. Ao longo de uma série de conversas, Watilla e Júnior discutem quem apoiar em determinadas prefeituras, citam movimentações financeiras e pedidos para que o irmão do cantor fizesse intermediação com determinados políticos em prefeituras do interior. O relatório também cita que, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em um imóvel de Júnior Mano em Fortaleza, a PF encontrou na vaga de estacionamento do deputado um carro pertencente à empresa de Watilla. Para a Polícia Federal, as conversas evidenciam que "o relacionamento próximo entre o parlamentar e os familiares de Wesley Safadão não se limitou a fotografias, agendas e cordialidade: ele transbordou a para a gestão concreta de interesses". A defesa de Yvens Watilla não foi localizada para comentar a relação dele com Junior Mano e a investigação da Polícia Federal. A família de Wesley Safadão tem forte atuação na política na cidade cearense de Aracoiaba. Outro irmão do cantor, Wellington Silva de Oliveira, o Edim (PP), era prefeito do Município, até ser cassado pela Câmara dos Vereadores, em fevereiro deste ano. Pai e mãe do artista também foram vereadores na cidade. Como funcionava suposto esquema criminoso Esquema envolvendo deputado federal Júnior Mano (PSB) e ex-prefeito Bebeto Queiroz (PSB) negociava emendas parlamentares, fraudes em licitações de prefeituras e financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Ceará Reprodução De acordo com a Polícia Federal, o deputado Júnior Mano e o ex-prefeito Bebeto operavam o esquema de distribuição de emendas parlamentares com cobrança de retorno financeiro. A PF indica que a estrutura montada por Bebeto já existia antes da entrada de Júnior Mano. Com sua chegada, porém, o deputado passou a contribuir com recursos que ampliaram o alcance do esquema. “A partir da influência de Junior Mano na captação de emendas, o grupo de Bebeto direcionava os recursos para determinados municípios estratégicos, onde a alocação financeira serviria de base para a cooptação política de prefeitos e a posterior manipulação dos processos de contratação pública”, diz o relatório da PF, ao qual o g1 teve acesso. O grupo ficava com parte do dinheiro das emendas, valor que variava entre 12 e 15% do recurso. Além disso, o caixa das empresas envolvidas era utilizado para movimentações financeiras expressivas, com o envio de milhares de reais tanto por transações via Pix quanto no saque de dinheiro vivo. O esquema se retroalimentava: mais tarde, uma vez que os candidatos apoiados pelo grupo fossem eleitos, as empresas do esquema conseguiam contratos com as prefeituras dos aliados eleitos. O relatório cita pelo menos dez empresas suspeitas de envolvimento no esquema. De acordo com análise de 2025 da Controladoria-Geral da União (CGU), nove dessas empresas envolvidas no esquema receberam de prefeituras cearenses cerca R$ 455,5 milhões entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. Bebeto Queiroz e Júnior Mano são acusados de chefiar grupo criminoso envolvido em fraudes e compra de votos no Ceará Reprodução Nas conversas, Bebeto constantemente orienta os supostos proprietários das empresas sobre valores que eles devem enviar para políticos aliados. Os operadores enviavam os valores e depois compartilhavam os comprovantes com Bebeto. Em outras conversas, Bebeto negocia a compra de votos nas eleições de 2024 por valores entre R$ 200 e R$ 500. O político costumava dizer que estava realizando atividades a pedido ou em favor de Júnior Mano, inclusive visitava gestores apoiados pelo grupo ou realizava transferências de dinheiro a pessoas indicadas pelo parlamentar. Os investigadores encontraram uma lista com pelo menos 71 prefeituras do Ceará que estariam vinculadas ao deputado. Destas, os candidatos apoiados pelo grupo teriam sido eleitos em aproximadamente 50 cidades. Não está claro se os políticos receberam dinheiro do esquema. Bebeto Queiroz está foragido há mais de um ano. Redes sociais/Reprodução O que dizem os citados no relatório Júnior Mano: Depois de um ano de uma ruidosa investigação,  a Polícia Federal nada encontrou de relevante contra o deputado Júnior Mano. As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto,  não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade. É lamentável o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano. Esperamos que o inquérito aberto pela PF para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos. Wesley Safadão: Wesley Safadão não possui qualquer envolvimento político com as pessoas mencionadas. A troca de mensagens divulgada entre o deputado Júnior Mano e o artista diz respeito exclusivamente a um pedido de patrocínio encaminhado ao cantor, algo comum dentro do ambiente de eventos e entretenimento. Não houve, por parte de Wesley, qualquer participação em articulações políticas, apoio a iniciativas dessa natureza ou relação com decisões institucionais. O artista segue dedicado integralmente à sua carreira musical e aos seus projetos profissionais. Bebeto Queiroz: A defesa do Senhor Carlos Alberto esclarece que todas as manifestações são apresentadas exclusivamente nos procedimentos respectivos, foro adequado para o debate das questões em análise. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: vazamento de dados

Feirão de Renegociação de Dívidas oferece descontos e condições especiais em Natal

Publicado em: 14/03/2026 11:25

Procon Natal Alessandro Marques - Procon Natal O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realiza, entre os dias 16 e 18 de março, das 8h às 14h, o Feirão de Renegociação de Dívidas. A ação acontece em alusão ao Mês do Consumidor e oferece aos cidadãos natalenses a oportunidade de negociar débitos, recuperar crédito e regularizar a situação financeira com condições especiais. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O feirão contará com a participação de diversas empresas que estarão disponíveis para negociação direta com os consumidores, oferecendo possibilidades de descontos e parcelamento. Entre as instituições confirmadas estão: Bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú; Serviços públicos: Caern e Cosern; Comunicação: operadoras de telefonia móvel e provedores de internet; Educação: instituições de ensino. O evento também contará com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que disponibilizará consulta de débitos junto ao SPC e Serasa, além da participação da OAB/RN, do Juizado Especial Cível e da Câmara Municipal de Natal (CMN). Nesta edição, o Procon Natal também disponibilizará o agendamento para emissão da Carteira de Identidade, ampliando os serviços oferecidos à população durante o evento. Para mais informações, os consumidores podem procurar o Procon Natal, na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou entrar em contato pelos canais digitais: WhatsApp (84) 3232-6189 e e-mail procon.natal@natal.gov.br Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Mais vistos do RN

Palavras-chave: câmara municipal

Alerta do TikTok ajuda Polícia Civil encontrar adolescente em situação de risco em Rondônia

Publicado em: 14/03/2026 11:00

Imagem ilustrativa Reprodução A Polícia Civil de Rondônia encontrou, na noite de quinta-feira (12), um adolescente em situação de risco extremo depois de receber um alerta internacional enviado pelo TikTok. O local da operação e as condições em que o jovem foi encontrado não foram divulgados. O aviso, chamado Emergency Disclosure Request (EDR), é usado pela plataforma quando há risco imediato à vida ou à segurança de um usuário. Assim que recebeu a notificação, a Polícia Civil acionou equipes especializadas em crimes cibernéticos para agir rapidamente. Com base nos dados fornecidos pelo TikTok, os investigadores conseguiram identificar em poucos minutos a localização do jovem em um município do interior do estado. A polícia entrou em contato com a família e garantiu a proteção do adolescente. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Laboratório de Tecnologia contra Crimes Cibernéticos (Ciberlab) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Em nota, a Polícia Civil destacou o compromisso de proteger vidas e ressaltou a importância do uso de tecnologia avançada para prevenir situações de risco e combater crimes.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Presidente da Câmara é denunciado por desvio de dinheiro público em Conceição das Alagoas

Publicado em: 14/03/2026 10:54

Giliarde Pereira Alves e outras cinco pessoas são apontadas como participantes do esquema Reprodução/Câmara Municipal de Conceição das Alagoas O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o presidente da Câmara Municipal de Conceição das Alagoas, Giliarde Pereira Alves (MDB), por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na desapropriação de terrenos para construção de moradias populares. A denúncia pede o bloqueio de bens do vereador, que é taxista, e de outras cinco pessoas apontadas como participantes do esquema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com o MP, o parlamentar é acusado de liderar a organização, também suspeita de lavagem de capitais durante a aquisição da área desapropriada. Os investigados teriam atuado em um esquema que envolveu superfaturamento do imóvel, falsidade ideológica em laudo de avaliação e ocultação de valores por meio de transferências fracionadas e saques em espécie. A TV Integração procurou a defesa de Giliarde, que informou que não iria se manifestar porque ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia. A reportagem também tenta retorno da Câmara. Pedido de bloqueio de bens dos envolvidos As investigações começaram com o promotor de Justiça Rodrigo Barbosa, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Em seguida, apresentada denúncia criminal e pedido de bloqueio de bens dos envolvidos. Segundo o MPMG, a desapropriação do terreno foi formalizada com base em um laudo de avaliação elaborado de forma fraudulenta por uma comissão municipal. O documento teria sido utilizado para justificar o pagamento de indenizações com recursos públicos. A investigação aponta ainda que o presidente da Câmara usou sua influência política para viabilizar a operação, inclusive na aprovação da norma que autorizou a abertura de crédito para a desapropriação. Conforme a acusação, o proprietário da área recebeu os valores pagos pelo município e, posteriormente, parte do dinheiro teria sido repassada ao vereador e a outros envolvidos, com a intermediação de um operador financeiro. O MPMG também atribui aos integrantes da comissão de avaliação a inserção de declaração ideologicamente falsa em documento público. Se condenados pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara e os demais denunciados podem pegar até 30 anos de prisão. Segundo vereador denunciado Este é o segundo vereador de Conceição das Alagoas denunciado em menos de uma semana. Na quarta-feira (4), outro parlamentar foi denunciado por fraude processual e associação criminosa relacionadas ao acidente de caminhões na Ponte do Rio Grande. O nome dele não foi informado. LEIA TAMBÉM: Justiça absolve ex-vereadora Pâmela Volp em caso de peculato e lavagem de dinheiro Vinte vereadores de Uberlândia são presos em operações do MP Vereador de Uberlândia é denunciado pelo MP por desvio de verba de associação que cuida de pacientes com câncer Veja também: Vereador de Uberaba é alvo de operação que investiga assessores fantasmas Vereador de Uberaba é alvo de operação que investiga assessores fantasmas VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Bloco do Game of Thrones, cerveja em bar, churrasco na laje: ator que fez Tyrion Lannister usa IA pra curtir o Rio com personagens

Publicado em: 14/03/2026 10:52

Ator que fez Tyrion Lannister usa IA pra curtir o Rio com personagens Reprodução O ator Peter Dinklage, conhecido por interpretar Tyrion Lannister na série Game Of Thrones, publicou imagens nas redes sociais aparentemente curtindo o Rio de Janeiro ao lado de outros personagens da série. As fotos, geradas com Inteligência Artifical, viralizaram e ultrapassaram mais de 500 mil curtidas. Nas fotos publicadas no perfil dele do Instagram, o grupo aparece em cenários típicos da cidade: participando de um bloco de carnaval, fazendo churrasco em uma laje com vista para o mar e almoçando em um boteco com cerveja e petiscos. As imagens, no entanto, não são reais. Elas foram criadas com inteligência artificial e misturam os rostos dos atores da série em situações bem brasileiras: como beber chope em mesas de bar, posar em meio a bandeiras de casas de Westeros em um bloco de rua e fazer churrasco em uma laje com caixas térmicas e garrafas de cerveja. Assista a uma reportagem sobre o mundo de Westeros, um dos cenários da série: Tour por estúdio de 'Game of Thrones' leva fãs ao mundo de Westeros Os personagens também estavam vestidos com roupas de times cariocas e de chinelo, em um estilo bem carioca. Em uma das imagens mais compartilhadas, os personagens aparecem em um bloco chamado “Bloco do Game of Thrones”, cercados por foliões e com bandeiras das casas da série ao fundo. Entre os rostos reconhecíveis estão personagens ligados à família Lannister e outros protagonistas da trama, criada a partir dos livros de George R. R. Martin. Ator que fez Tyrion Lannister usa IA pra curtir o Rio com personagens Reprodução Outra montagem mostra o grupo reunido em uma laje com vista para a praia, com churrasqueira, cervejas e refrigerantes sobre a mesa. Já em outra cena, eles aparecem almoçando em um bar de rua, com pratos de comida brasileira e garrafas de cerveja sobre a mesa. As imagens viralizaram e a web entrou na brincadeira, com comentários do tipo: “Oficial: Tyrion é brasileiro”. Um usuário comentou: “Você já pode comer cuscuz e tapioca”. Ator que fez Tyrion Lannister usa IA pra curtir o Rio com personagens Reprodução

Palavras-chave: inteligência artificial

MP pede suspensão de lei que aumenta em até 100% salários de prefeito e secretários de município do AM

Publicado em: 14/03/2026 10:38

MP pede suspensão de lei que aumenta em até 100% salários de prefeito e secretários de município do AM Divulgação/Prefeitura de Humaitá O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) entrou na Justiça contra uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Humaitá, no interior do estado, que aumenta os salários do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais. Segundo o órgão, os reajustes chegam a 100% e ferem regras da Constituição Federal. A ação civil pública questiona a Lei Municipal nº 1029/2026, que prevê a recomposição dos salários com base em perdas inflacionárias acumuladas entre novembro de 2012 e outubro de 2025. De acordo com a lei, o salário do prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo, conhecido como Dedei Lobo (União Brasil), passaria de R$ 18 mil para R$ 30 mil. Já o do vice-prefeito subiria de R$ 15 mil para R$ 25 mil. Em ambos os casos, o aumento é de 66,67%. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No caso dos secretários municipais, o subsídio passaria de R$ 5 mil para R$ 10 mil, o que representa aumento de 100%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Ministério Público, os reajustes podem gerar impacto de cerca de R$ 986 mil aos cofres públicos apenas em 2026. Na ação, o MP pede a suspensão imediata dos pagamentos com base nos novos valores até o julgamento final do processo. O órgão também solicita que os salários voltem aos valores definidos pela Lei Municipal nº 608/2012. Caso a decisão seja descumprida, o Ministério Público pede a aplicação de multa pessoal de R$ 100 mil ao gestor municipal. O órgão também solicita que eventuais valores pagos a mais sejam descontados na folha de pagamento a partir do mês seguinte à decisão judicial. "No presente caso, verificou-se que a lei impugnada pretendia a produção de efeitos imediatos, o que é expressamente proibido pela Constituição Federal e pela jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal", declarou o promotor de Justiça Sylvio Henrique Lorena Duque Estrada. Segundo o MP, situação semelhante já ocorreu no município. Em 2020, leis municipais também tentaram aumentar os salários de agentes políticos. Na época, a 2ª Promotoria de Justiça de Humaitá entrou com ação e conseguiu suspender os reajustes por decisão judicial. Para o Ministério Público, a tentativa de aplicar novo aumento em 2026 repete uma prática que já havia sido considerada irregular pela Justiça. Na ação, o MP também pede que o Município de Humaitá e a Câmara Municipal sejam citados para apresentar defesa dentro do prazo legal.

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça Eleitoral cassa mandato de vereadora do MDB no interior do Amazonas por fraude eleitoral

Publicado em: 14/03/2026 09:47

Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas Júnior Souza/TRE-AM O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cassou o mandato da vereadora Lene Barros, eleita pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Novo Aripuanã, no interior do estado, por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão realizada na sexta-feira (13). Além da perda do mandato da parlamentar, a Corte também cassou o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do MDB no município, documento que valida a participação do partido na eleição. O julgamento analisou um recurso apresentado pelo candidato a vereador pelo Republicanos nas eleições de 2024, Gerson Mota Vales. Os magistrados entenderam que houve fraude no cumprimento da cota mínima de candidaturas femininas exigida por lei. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a relatora do processo, juíza Giselle Falcone Medina, foram identificados indícios de candidaturas fictícias. Entre os elementos apontados estão votação considerada insignificante, ausência de campanha eleitoral e falta de movimentação financeira nas prestações de contas. As irregularidades foram atribuídas às candidaturas de Irislene Sodre Alves Ribeiro, Franciele Nunes da Silva e Elcilene de Lima Alves. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a decisão, o tribunal também determinou o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal de Novo Aripuanã. A Justiça Eleitoral também determinou que a zona eleitoral responsável seja comunicada para cumprir a decisão. Ainda cabe recurso. A decisão será publicada na próxima edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJE), disponível no site do TRE-AM.

Palavras-chave: câmara municipal