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TCL anuncia nova TV SQD-Mini LED com 10.000 nits, imagem de alta fidelidade e 144hz

Publicado em: 07/01/2026 10:59 Fonte: Tudocelular

Além de confirmar a chegada do aplicativo de Xbox as suas TVs, a TCL também revelou a reinvenção dos Quantum Dots na CES 2026 com a tecnologia SQD-Mini LED, criando cores mais vivas, semelhantes às produzidas por painéis OLED enquanto mantém o alto brilho e contraste elevado.Como o próprio nome diz, o Super Quantum Dot (SQD)-Mini LED se concentra no filtro de pontos quânticos pelo qual a luz branca ou azul emitida pelos MiniLEDs passa para elevar a qualidade da imagem. Graças a esta mudança, a nova smart TV TCL X11L SQD é capaz de cobrir 100% da gama BT.2020, enquanto televisores Mini LED convencionais somente alcançam 83% dela. Isto significa que a TV é capaz de reproduzir imagens com mais cores e precisão.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Eita, Samsung! Empresa é acusada de "espionar" usuários para vender anúncios

Publicado em: 07/01/2026 10:57 Fonte: Tudocelular

A Samsung enfrenta uma nova polêmica nos EUA. A Justiça do Texas emitiu uma ordem restritiva temporária que proíbe a empresa de coletar e compartilhar dados por meio da tecnologia ACR (Automated Content Recognition) em suas smart TVs. A medida faz parte de um processo movido pelo procurador-geral Ken Paxton, que acusa a fabricante de “espionar” usuários texanos por meio de capturas automáticas de tela. Essa decisão foi assinada pelo juiz Benjamin Smith, que determinou a suspensão imediata da coleta e uso dessas informações dentro do estado. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Jovem é baleado por policiais militares ao sair de cinema em shopping

Publicado em: 07/01/2026 10:54

Jovem está internado em estado grave após ser baleado na saída de cinema Wendel Victor da Silva Pereira, de 21 anos, foi baleado após sair do cinema em um carro com amigos no Shopping Sul, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com a família, ele foi atingido com dois disparos por policiais militares à paisana e está em estado grave. O caso é investigado pela Polícia Civil e segue sob sigilo. Em nota enviada ao g1, a Polícia Militar de Goiás informou que os policiais se identificaram e emitiram ordens de parada e desembarque, que não teriam sido atendidas. “Os ocupantes fugiram da tentativa de abordagem e o condutor avançou com o veículo em direção aos policiais, gerando risco iminente, o que levou ao uso de arma de fogo para cessar a ameaça”, destacou a corporação (leia na íntegra ao final do texto). O caso aconteceu na noite de segunda-feira (5). De acordo com a TV Anhanguera, dentro do veículo estavam três jovens. Um dos rapazes, que preferiu não se identificar, relatou que o pai é dono do carro e que havia saído no momento dos disparos para buscar ajuda devido à uma pane mecânica. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsAp "Eu apertei o botão de novo, deu partida, o carro pegou e estabilizou. Aí eu liguei para o meu pai, para ele não precisar trazer as ferramentas, só vim buscar a gente", relatou o amigo à TV Anhanguera. De acordo com o jovem, os disparos que atingiram Wendel saíram de um carro branco, que havia parado do lado deles: "Os policiais chegaram totalmente descaracterizados. Eu travei, o carro andou. No que o carro andou um pouco, eles já meteram bala na gente, foi uma questão de segundos”. “Aí, como o carro já tinha saído do local, o Wendel gritou: 'Tô baleado, tô baleado!' Eu sem reação nenhuma, só levantei um pouco e pisei no acelerador para tirar o carro dali", destacou. A PM ressaltou que, quando os militares perceberam que o jovem havia sido atingido, providenciaram “socorro imediato e encaminhamento ao hospital". Os agentes identificaram ainda que o motorista do carro não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). LEIA TAMBÉM: Empresário é morto a tiros às margens de lago, em Caldas Novas Jovens são baleados em frente a praça, em Goiás Morre jovem que foi baleado em praça, em Nerópolis Jovem é baleado ao sair de cinema em shopping, em Goiás Reprodução/TV Anhanguera Imagens mostram as marcas de tiros no veículo em que os jovens estavam (veja acima). O amigo relatou que os militares quiseram chamar o Corpo de Bombeiros, mas ele optou por levar Wendel ao hospital, momento em que teriam sido seguidos pelos policiais. “E eu peguei e falei: ‘Ó, liga pra todo mundo, fala que a gente tá sendo perseguido por eles e tals’. Aí quando chegou lá no hospital, a gente pediu socorro, mas antes da gente chegar no hospital, já tinha viatura lá esperando a gente”, contou o jovem. Estado grave e revolta Wendel foi socorrido na UPA de Valparaíso e depois transferido para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), em Brasília, onde continua internado. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe do jovem lamentou o ocorrido. “Ele está entubado, em estado muito, muito grave. É revoltante. Não tenho nem o que dizer. Saíram para um passeio os jovens da igreja para assistir um filme e voltam com meu filho nesse estado. Revoltante”, desabafou a empresária, Geisa Barbosa Silva. Ao g1, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que gere o hospital que Wendel está internado, comunicou que não pode passar informações sobre o estado de saúde dos pacientes devido a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nas redes sociais, o pastor Ygor Santos, da igreja que o jovem frequenta, pediu orações pela sua recuperação: "Gostaria de pedir um momento da atenção de vocês para pedir orações pela vida do Wendel Victor, que está no hospital. Que Deus possa restaurar sua saúde e dar forças a ele e à família nesse momento. Amém". Nota da Polícia Civil de Goiás A Polícia Civil de Goiás informa que foi noticiada dos fatos e o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Valparaíso de Goiás - 5ª DRP. As investigações estão em andamento e prosseguirão sob sigilo. Goiânia, 7 de janeiro de 2025. Gerência de Comunicação da Polícia Civil de Goiás / PCGO Leia a nota da Polícia Militar de Goiás A Polícia Militar de Goiás (PMGO) informa que, conforme registro de ocorrência, em Valparaíso de Goiás, policiais militares identificaram indivíduos em atitudes suspeitas adentrando em veículo nas proximidades de uma concessionária com histórico de furtos de veículos. Os policiais se identificaram e emitiram ordens legais de parada e desembarque, que não foram acatadas. Os ocupantes fugiram da tentativa abordagem e o condutor avançou com o veículo em direção aos policiais, gerando risco iminente, o que levou ao uso de arma de fogo para cessar a ameaça. O veículo foi posteriormente interceptado nas proximidades do Shopping Sul. Na abordagem, constatou-se que um dos ocupantes foi atingido, sendo providenciado socorro imediato e encaminhamento ao hospital. Constatou-se ainda que o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação. Os fatos encontram-se sob apuração da autoridade de polícia judiciária competente. Ademais, foi instaurado procedimento apuratório no âmbito da Polícia Militar de Goiás para a devida análise das circunstâncias da ocorrência. A PMGO reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a segurança da população. Assessoria de Comunicação Social 5ª Seção do Estado-Maior Estratégico da PMGO 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: lgpd

Novo Centro de Operações da Unimed Teresina traz mais agilidade no atendimento aos pacientes

Publicado em: 07/01/2026 10:31

O COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera. Unimed Teresina A rotina de um hospital é feita de decisões que acontecem minuto a minuto. Cada passo dado por um paciente, da recepção à alta, carrega impacto direto sobre seu bem-estar e sobre a capacidade de resposta da instituição. Foi desse entendimento que nasceu, na Unimed Teresina, o COLA (Centro de Operações Logísticas Assistenciais) um sistema criado para acompanhar em tempo real toda a jornada do beneficiário e transformar dados em ações imediatas. A iniciativa, implementada no Hospital de Alta Complexidade Unimed - Unidade Primavera (HUP), reúne tecnologia, integração de equipes e uma mudança profunda de cultura organizacional para colocar a experiência do paciente no centro da operação. A ideia partiu do desejo da Diretoria da Unimed Teresina de implantar um centro de comando para tornar o atendimento mais ágil, seguro e centrado no paciente. Ao receber o projeto, o gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, identificou a oportunidade de ir além do modelo convencional: reunir, no mesmo ambiente, monitoramento assistencial, controle de custos por setor, acompanhamento de orçamento e comparação com a rede. “O sonho inicial era um centro de comando assistencial, mas vimos a oportunidade de desenvolver uma solução que também integrasse custos por setor, faturamento, orçamento e indicadores. Assim, poderíamos acompanhar de perto a sustentabilidade do negócio e a eficiência operacional”, afirma Hugo. Embora o conceito do COLA se inspire em centros de comando utilizados em outras instituições, como as Unimeds de Sorocaba e Caruaru e o Hospital Israelita Albert Einstein, a versão implantada em Teresina foi desenvolvida internamente. As equipes de TI e Inteligência da cooperativa criaram painéis, indicadores e dashboards próprios, adaptados às necessidades locais e à realidade operacional do hospital. O objetivo central era resolver desafios antigos, como a falta de previsibilidade de resultados, o risco de aumento de custos e a necessidade de garantir eficiência sem comprometer a qualidade do cuidado oferecido aos beneficiários. O gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, destaca a importância do COLA para melhorar o atendimento aos pacientes. Unimed Teresina Monitoramento em tempo real melhora experiência dos pacientes Na prática, o COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera, desde o momento em que ele solicita a senha de atendimento, seja na urgência, seja na internação. A partir dali, cada etapa é acompanhada por analistas treinados. No Pronto Atendimento, por exemplo, são observados o tempo até a triagem, a espera pela consulta, a realização de exames laboratoriais e de imagem e o caminho até a alta. Na internação cirúrgica, o monitoramento inclui o trajeto do cadastro ao quarto, o encaminhamento ao centro cirúrgico, o tempo de procedimento, a recuperação e o retorno ao leito. Todos esses fluxos seguem tempos definidos com base em normas de segurança, qualidade e regulamentações como LGPD, Anvisa e Vigilância Sanitária. Se algum desses prazos é ultrapassado, o COLA aciona imediatamente o setor responsável para que a situação seja resolvida. Esse acompanhamento permite que a equipe aja antes que o atraso se transforme em problema, reduzindo esperas desnecessárias e melhorando a experiência do beneficiário. “Se percebemos que um paciente pode exceder o tempo previsto em qualquer etapa, notificamos a equipe assistencial no mesmo instante”, afirma Hugo Neves. O objetivo é evitar gargalos, redistribuir equipes, reorganizar fluxos e garantir que o beneficiário não permaneça em espera desnecessária. Segundo Hugo, essa vigilância contínua melhora não apenas a fluidez da operação, mas também a evolução clínica. “Quanto menos tempo o paciente espera, menor a chance de agravamento dos sintomas. Agilidade também é cuidado”, reforça. Além do trajeto do paciente, o COLA monitora dados assistenciais e operacionais fundamentais: tempo de espera na recepção e na triagem, tempo de atendimento médico, andamento de cirurgias, disponibilidade de quartos, deslocamento de maqueiros, prescrição e administração de medicamentos, realização de exames e altas. Também acompanha custos por setor, evolução do orçamento, temperatura de medicamentos e ambientes, além de indicadores estratégicos como tempo de permanência, taxa de ocupação e volume de altas diárias. Importante salientar que toda movimentação é compartilhada diretamente com as equipes assistenciais e de suporte, por meio de ramais, e-mails e canais de mensagens. Assim, qualquer desvio é tratado no ato, permitindo intervenções como remanejamento de equipes, abertura de consultórios e salas cirúrgicas ou aceleração de processos administrativos. Para Hugo, a integração é um dos pilares do projeto: “Todos os setores fazem parte do COLA. Da portaria ao faturamento, ninguém fica de fora. É essa união que permite que os resultados apareçam.” O monitoramento On Time, aliado a dados de ocupação, prescrição, medicação, exames e deslocamentos, cria uma imagem completa do hospital em funcionamento, permitindo decisões assertivas minuto a minuto. Resultados, mudança de cultura e impacto no atendimento Desde sua implantação no Hospital Unimed Primavera, o COLA já promoveu mudanças significativas. O tempo médio de atendimento no Pronto Atendimento Adulto caiu de 69 para 39 minutos. No infantil, reduziu de 89 para 51 minutos. O índice de altas antes do meio-dia passou de 51% para 89%, tornando o fluxo de internação mais eficiente para pacientes e equipes. O tempo médio de permanência hospitalar caiu de 5,2 dias para 3,12. E a satisfação dos beneficiários, medida pelo NPS, cresceu de 72 para 88 pontos. “Todos esses indicadores foram construídos em painéis que não permitem interferência humana. Eles mostram de forma transparente que a metodologia funciona”, destaca o gerente. Os indicadores também mostram mais do que ganhos de produtividade. Revelam o efeito de uma lógica integrada que favorece decisões ágeis, reduz desperdícios e libera as equipes para atuarem com foco maior no cuidado. Para Hugo Neves, o impacto direto na experiência do paciente é um dos pilares do sistema: quanto menos tempo de espera, menores os riscos e melhor a evolução clínica. Além disso, o monitoramento constante e o retorno dos beneficiários estimulam cada profissional a buscar sua melhoria contínua. O COLA também representa uma mudança de cultura dentro do hospital. Todos os setores, da portaria ao faturamento, foram envolvidos na construção do processo. A lógica passou a ser compartilhada: interpretar dados, intervir no momento certo, planejar estrategicamente e tratar cada etapa como parte essencial do cuidado integral ao paciente. “O resultado é uma rede mais alinhada, capaz de prever demandas, dimensionar equipes e responder com segurança às variações de fluxo típicas da rotina hospitalar. Estamos, cada vez mais, buscando soluções assertivas, de sustentabilidade, para oferecer o que tem de melhor para nosso beneficiário. Atender melhor, de forma rápida e segura com qualidade”, finaliza Hugo Neves.

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Polícia Civil não encontra provas de coação em caso envolvendo vereador e ambulante em Corumbá

Publicado em: 07/01/2026 10:30

Vereador quebra isopor de ambulante durante discussão em MS A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as diligências iniciais sobre o caso que envolveu o vereador de Corumbá Elinho Júnior (PP) e o vendedor ambulante José Elizeu Lara Navarro, de 41 anos, ocorrido no dia 27 de dezembro de 2025, e não encontrou provas de que tenha havido coação, ameaça, entrega de dinheiro por policial civil ou qualquer direcionamento indevido dentro da delegacia. O episódio começou após uma discussão em frente a uma lanchonete de propriedade do parlamentar, na Rua Delamare, região central da cidade. Imagens mostram o vereador alterado, empurrando a bicicleta do ambulante e quebrando uma caixa de isopor usada para transportar salgados. O vídeo viralizou nas redes sociais e gerou repercussão política e policial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada via 190 e encontrou as duas partes em conflito. Foi constatado o dano à bicicleta e ao isopor do ambulante, além de troca de acusações. Ambos foram à delegacia por meios próprios. LEIA TAMBÉM: Câmara vai apurar caso de vereador que quebrou isopor de ambulante durante briga em Corumbá (MS) Vereador quebra isopor de ambulante durante discussão em Corumbá; veja vídeo Na unidade policial, houve uma tentativa de conciliação espontânea, mediada por civis, incluindo uma liderança religiosa. Um vídeo de retratação foi gravado por José Elizeu na parte externa da delegacia, no qual ele afirma que o conflito estava resolvido. No entanto, no dia seguinte, o vendedor divulgou um novo vídeo nas redes sociais alegando que teria sido coagido por um policial civil a gravar a retratação, apagar vídeos anteriores e desistir do registro da ocorrência. Ele também afirmou que teria recebido dinheiro dentro da delegacia para encerrar o caso. Diante da gravidade das acusações, a Delegacia Regional de Polícia de Corumbá ouviu todas as partes envolvidas, testemunhas civis, policiais militares e policiais civis de plantão, além de analisar imagens das câmeras internas e externas da delegacia e registros do sistema da unidade. Após a apuração, a polícia concluiu que nenhuma testemunha confirmou a existência de coação ou ameaça, nem a participação de servidores públicos na entrega de dinheiro. De acordo com os depoimentos, o vídeo de retratação foi gravado sem a presença de policiais civis e o valor citado pelo ambulante — entre R$ 100 e R$ 200 — foi entregue pelo próprio vereador, como reparação pelos danos causados à bicicleta e ao isopor. Caso aconteceu no centro de Corumbá. Reprodução A investigação também apontou contradições relevantes nas versões apresentadas pelo ambulante, inclusive sobre quem teria entregue o dinheiro, onde teria ocorrido a suposta coação e quem teria solicitado a gravação do vídeo. Testemunhas atribuíram a iniciativa da conciliação à esposa do vereador e a uma pastora da igreja frequentada pelo vendedor. Apesar da conclusão preliminar, a Polícia Civil informou que o procedimento que apura eventual conduta irregular de servidores públicos segue em andamento, com análise de provas digitais, e será encaminhado à Corregedoria-Geral e ao Departamento de Polícia do Interior para avaliação final. Câmara apura conduta do vereador Paralelamente à investigação policial, a Câmara Municipal de Corumbá informou que vai apurar a conduta do vereador Elinho Júnior. O caso pode ser encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Em nota, o Legislativo afirmou que não compactua com atos que violem o respeito mútuo ou a dignidade humana. Nas redes sociais, Elinho Júnior reconheceu que errou. Disse que “perdeu a cabeça” e que falhou “na forma como agiu” durante a discussão com o ambulante. A Polícia Civil reforçou que atua com transparência e respeito à legalidade e que não há qualquer tipo de favorecimento ou perseguição no andamento das investigações. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: câmara municipal

Novo monitor 6K 3D da Samsung oferece imersão total sem necessidade de acessórios extras

Publicado em: 07/01/2026 09:35 Fonte: Tudocelular

O monitor Odyssey 6K da Samsung também deu as caras na CES 2026 entre os produtos revelados. Para quem não sabe, esse dispositivo se destaca por ser o primeiro modelo do mundo com suporte a 3D sem necessidade de óculos de sua categoria. Os visitantes do evento tiveram a oportunidade e conferir melhor o aparelho. Especificações atraentes? De modo geral, esse monitor tem um painel de 32 polegadas com suporte a resolução 6K, além de taxa de atualização de 165 Hz. Além disso, ele possui um tempo de resposta de 1 ms (GtG). Para o efeito tridimensional, o equipamento usa rastreamento ocular em tempo real para ajustar a profundidade e perspectiva em relação à posição do usuário.Mais detalhes em mistério Apesar de interessantes, esses são os únicos detalhes revelados pela Samsung até o momento. Ou seja, ainda não está claro qual o tipo de tecnologia usada para a qualidade da tela, a disponibilidade de portas de conectividade para o produto. Preço e disponibilidade também seguem sem ser revelados pela companhia.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fallout 3 e New Vegas ganharão remasters como Oblivion, aponta vazamento

Publicado em: 07/01/2026 08:57 Fonte: Tudocelular

O sucesso avassalador da franquia Fallout está prestes a render frutos nostálgicos para os fãs. Após a Bethesda revitalizar o clássico The Elder Scrolls IV: Oblivion com a Unreal Engine 5, novos relatórios indicam que Fallout 3 e Fallout: New Vegas receberão o mesmo tratamento de gala "eventualmente". A informação vem de Jez Corden, do Windows Central, uma das fontes mais respeitadas do ecossistema Microsoft. Segundo ele, os dois títulos mais queridos da era moderna da franquia já estão no radar para remasterizações profundas, seguindo a fórmula de sucesso aplicada em Oblivion Remastered.Não é a primeira vez que rumores sobre esses remakes circulam, mas o cenário atual nunca foi tão favorável. O sucesso comercial de Oblivion Remastered — que figurou no Top 12 de receitas do Steam em 2025 — provou que há um mercado massivo para versões modernizadas de clássicos da Bethesda.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

As churrascarias e restaurantes japoneses acusados de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão: 'Parece presídio'

Publicado em: 07/01/2026 08:43

"Não tenho dinheiro nem para um café. Estou totalmente zerado!" Era véspera do décimo dia do mês, mas Wellington, um maranhense de 26 anos nascido em Bacabal, município a 250 km de São Luís, acreditava que teria que esperar mais uma semana para receber, enfim, a primeira parte do seu salário de R$ 2 mil, um montante não muito maior do que o salário mínimo. Ele tinha desembarcado em São Paulo havia três semanas, atraído pela oferta de uma agência de empregos para trabalhar como passador na churrascaria Boizão Grill, na região em que a Marginal Tietê atravessa o bairro do Pari, no Centro da cidade. Passador é a pessoa responsável por circular — ou "passar" — por entre as mesas de churrascarias oferecendo cortes de carnes. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Até então desempregado, pai de um garoto de 6 anos, ele diz que topou a proposta mais pelos benefícios do que pelo salário em si: incluía a moradia subsidiada e três refeições diárias no restaurante. "Eu teria o dinheiro limpo para mim", disse Wellington, que teve seu nome verdadeiro preservado nesta reportagem. Ele chegou a uma rodoviária na capital paulista em um domingo cedo, com a promessa de que teria a carteira assinada após um período de experiência. Acomodou-se em um alojamento de funcionários indicado pelo novo emprego e, na manhã seguinte, estava trabalhando. "Daí, uma semana depois, fiquei doente", relatou à BBC News Brasil. "Tosse, febre, uma dor absurda no corpo. Não dava para levantar da cama." Ele conta que foi, então, a uma Unidade de Pronto Atendimento e, apesar de ter saído sem um diagnóstico, recebeu um atestado para ficar sete dias afastado do trabalho. "Mas, como eu tinha trabalhado só uma semana, eles disseram que iriam me pagar só por esses dias. O problema é que nem isso eu recebi", reclamou. Sem poder ir ao restaurante por conta da saúde, ele diz ter comido, por alguns dias, somente biscoitos e café preto — mas seguiu morando no alojamento. Era um sobrado marrom e cinza, envelhecido, de cerca de 80 m². Com dois quartos, ficava a menos de um quarteirão da churrascaria. Além dele, viviam ali outros 11 garçons e passadores — com três deles, Wellington dividia um dos dormitórios. Ele pensou na época: "Vou ficar aqui até quando eles deixarem ou até eu encontrar um lugar melhor para trabalhar. Quem sabe volte para o Maranhão". Hoje, se arrepende: "Se eu soubesse que seria desse jeito, não teria nem vindo." A Boizão Grill disse à reportagem não ter tido qualquer vínculo empregatício com Wellington e que sequer sabia que ele estava vivendo no alojamento com os outros garçons. Wellington fez esse relato à BBC News Brasil em maio do ano passado, enquanto uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) e do MTE cumpria uma ordem judicial para comprovar a denúncia de que a Boizão Grill — cujo rodízio de carne sai por cerca de R$ 170 por pessoa — mantinha ali, naquela casa, trabalhadores em condições análogas à escravidão. Na denúncia original contra a Boizão Grill, um garçom demitido meses antes contou que tinha morado ali por meio ano em condições precárias de higiene, convivendo com picadas de percevejos na sua cama. Ele reclamava ainda que as jornadas eram maiores do que o combinado e que parte dos empregados não tinha a carteira de trabalho assinada pelos patrões sob o pretexto de que estavam no "período de experiência". Pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, o funcionário deve ser formalmente registrado mesmo quando ainda está em teste. O relato era verídico, como a força-tarefa comprovou ao longo daquele dia. Denúncias contra restaurantes disparam no Brasil De maio para cá, a BBC News Brasil acompanhou outras duas operações da força-tarefa em churrascarias da capital paulista. Denúncias desse tipo eram raras no Brasil até meados de 2022, mas cresceram substancialmente de lá para cá — segundo entrevistados, em parte pela maior conscientização dos trabalhadores de que enfrentar condições degradantes é ilegal. Documentos do MTE aos quais a BBC News Brasil teve acesso apontam que, de 2022 até setembro de 2025, foram realizados 152 resgates de trabalhadores e trabalhadoras nessa situação em restaurantes no Brasil — desde estabelecimentos simples aos de alto padrão. O número de resgates por ano passou de 8 em 2022 para 71 em 2023, 34 em 2024 e 39 em 2025. Os 12 homens da Boizão Grill ainda não foram contabilizados oficialmente nessa lista, porque a ação contra a churrascaria ainda não foi ajuizada, mas, quando forem, a contagem subirá para 51 pessoas resgatadas no ano passado — um salto de 538% em quatro anos. A maioria ocorreu nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mas há casos também no Ceará, Pernambuco e Pará. São Paulo tem sido o epicentro do fenômeno: segundo o MTE, todas as 34 pessoas resgatadas em condições análogas à escravidão em restaurantes no Brasil em 2024 estavam trabalhando no Estado — boa parte delas na capital. Os dados consideram apenas empresas registradas na Receita Federal como "restaurantes e similares", o que exclui estabelecimentos como lanchonetes, por exemplo. Maurício Krepsky, auditor-fiscal do MTE, aponta que a centralidade de casos em São Paulo se explica, em parte, pela maior quantidade de restaurantes da cidade — reconhecida como um polo gastronômico —, mas também pelo maior acesso à informação que os trabalhadores encontram trabalhando nas cidades. "Quanto mais fiscalização se faz, mais coisas se acham. Mas, no caso de São Paulo, há uma particularidade: a parte urbana do Estado tem mais acesso aos canais de denúncias do que no Acre, Roraima ou Rondônia, por exemplo, onde as pessoas não conseguem alcançar os meios de denunciar", diz Krepsky. "Sem contar o medo. Nessas regiões mais afastadas, se a pessoa denunciar, ela e a família ficam vulneráveis a todo tipo de retaliação. Não conseguem mais emprego, podem sofrer uma violência." Paulo Roberto Warlet, também auditor do ministério, lotado na capital paulista, afirma que a maioria das denúncias são contra churrascarias e restaurantes de comida japonesa que operam no sistema de rodízio. "Quando falamos em trabalho análogo à escravidão, algumas imagens surgem automaticamente na cabeça de todo mundo: a carvoaria, a fazenda, o garimpo, as áreas rurais, distantes. Aqui em São Paulo, também se tornou comum a associação com oficinas de costura", explicou Warlet, enquanto ouvia os relatos de trabalhadores no alojamento da Boizão. "Mas sujeitar pessoas a essas condições", apontou, girando a mão para o entorno do imóvel, "é uma prática que sempre ganha novas facetas." "Acontece lá, aqui, em lugares que não se imagina. Esse é um processo perversamente dinâmico." 'O alojamento parece um presídio' Funcionário do ministério desde 2011, Paulo Roberto Warlet coleciona histórias sobre as operações que já participou pelo Brasil. Conta que já foi recebido a tiros por garimpeiros mantidos em regime análogo à escravidão no Pará; resgatou trabalhadores que, descobriu depois, eram procurados pela Justiça por crimes hediondos; e até virou notícia em 2020, na pandemia, pela agressão que sofreu de um empresário em São Paulo que resistia em cumprir em seu escritório de contabilidade as regras sanitárias impostas pelo governo estadual. O alojamento da churrascaria em São Paulo, no entanto, conseguiu deixá-lo impressionado. Na parte de baixo da casa, quatro beliches se colavam uns aos outros, nem todos com colchões. Outras três camas avançavam pela cozinha, que, por isso, não estava sendo usada. Lençóis cobriam os vãos para dar alguma privacidade aos homens — na chegada da equipe, dois dormiam abraçados às suas malas. "A gente tem medo de ser roubado", explicou Gabriel, um dos garçons que morava no imóvel. Para preservá-lo, seu nome foi trocado. Janelas tampadas por roupas penduradas e pelos próprios beliches mantinham a sala na penumbra. Sem ar circulando, o odor era forte. Segundo um relatório da ação, no fundo, havia um banheiro "úmido, (que) ostentava lixo sobre a pia e, à falta de cesto, o papel higiênico servido era atirado sobre [sic] o chão". "O vaso sanitário, com várias peças de revestimento faltantes na parede, não tinha assento e exalava odor de urina e fezes", prosseguem os fiscais no documento. "O chuveiro elétrico não estava aterrado, o que colocava em risco, em caso de fuga acidental de corrente, a integridade física e, quiçá, a vida dos alojados." No quintal, bitucas de cigarro, restos de alimentos e roupas sujas dividiam espaço com uma faca de corte de carnes sobre o que já foi uma cama. No andar de cima, os dois quartos eram divididos por sete homens, que tinham a vantagem de ter acesso mais rápido ao outro banheiro do imóvel — o único com chuveiro, embora sem água quente. Nas portas, um aviso fixado em uma folha de papel definia as regras, como "não usar drogas", não "transitar pelo espaço durante a madrugada" e "não mexer no que não lhe pertence". A força-tarefa — formada por Warlet, pela auditora-fiscal Maria do Carmo Pimentel e pela então promotora do MPT-SP Andréa Tertuliano, além de dois policiais — não teve dúvidas: resgatou todos os 12 trabalhadores por "condições degradantes". Essa é uma das quatro categorias que caracterizam uma situação de trabalho análogo à escravidão, segundo regras do MTE publicadas em 2021. Além de condições degradantes, outras categorias são: trabalho forçado, jornadas exaustivas e servidão por dívidas (cobrar despesas ou dívidas de alguém a partir de algum tipo de vínculo de trabalho). "Parece um presídio!", exclamou Warlet enquanto caminhava pela casa. A comparação já lhe havia surgido semanas antes, quando participou de uma ação em um alojamento que abrigava garçons de um restaurante japonês em Moema, na Zona Sul da capital paulista. "As janelas tinham grades grossas, as roupas penduradas, o espaço imundo. Era um absurdo! Parecia uma cela de penitenciária", recorda. No relatório sobre os trabalhadores da Boizão, que baseará uma Ação Civil Pública (ACP) contra a churrascaria, a força-tarefa argumentou que as condições encontradas no alojamento "afrontavam a dignidade humana". Segundo o auditor-fiscal Maurício Krepsky, operações em ambientes urbanos nos últimos anos têm mostrado condições até mais precárias do que em fazendas ou garimpos no interior do país. "Colegas experientes, que trabalham na Amazônia, por exemplo, têm ficado cada vez mais chocados com o que encontram nas cidades", diz Krepsky, que acabou de defender uma dissertação na Universidade de York, na Inglaterra, sustentando que auditores atuam resguardando os direitos humanos. Ele lembra do relato de uma colega do ministério sobre o resgate de uma família em uma pastelaria no Rio de Janeiro: "Ela só chorava. Tinha encontrado um bebê de cinco meses em um local onde não cabia um adulto em pé". Krepsky afirma que os riscos de uma pessoa ser explorada estão diretamente ligados à sua vulnerabilidade social — influenciada, sobretudo, pelo recorte regional. Muitos dos resgatados pelo país são de Estados do Norte ou Nordeste, onde indicadores socioeconômicos são, em geral, piores. "Quanto mais vulnerável é, mais exposta uma pessoa fica — e mais difícil de ela perceber a precariedade em que está", afirma o auditor. Procurada pela reportagem, a Boizão Grill respondeu, por meio de sua advogada, que os esclarecimentos estão sendo prestados à Justiça. O espaço permanece aberto caso o restaurante decida se manifestar. Durante a operação, a churrascaria não negou que mantém um alojamento para os funcionários. Os fiscais relatam que alguns restaurantes, quando estão diante dos agentes, assumem que mantêm alojamentos, mas é prática comum colocar "laranjas" nos contratos de aluguel dos imóveis para haver ligação formal com as empresas. Não é ilegal que um empregador ofereça alojamento para os empregados, mas esses locais precisam atender a normas mínimas de higiene e segurança. A reportagem tentou também falar com algumas de agências que mediam o contato entre empregados e empregadores, mas não conseguiu contato com nenhuma delas. Segundo o MTE, são geralmente empresas informais, quando não recrutadores individuais. Alguns garçons relataram de fato que a intermediação tinha sido feita por uma pessoa que os havia procurado pelo WhatsApp e que sequer tinham visto pessoalmente. McDonald's e supermercados são acusados de usar trabalho análogo à escravidão no Reino Unido Máquinas podem pensar? Os 70 anos de história que levaram à inteligência artificial dos dias atuais Buscando 'rabiscos' no escuro "Imagina uma sala escura cujas paredes estão todas rabiscadas", diz Leonardo Sakamoto, jornalista que cobre o trabalho análogo à escravidão há duas décadas. "O facho de luz que nós temos para ver os rabiscos é muito pequeno, mas, toda hora que se aponta para a parede, dá para ver um pedaço deles. Onde você apontar, você vai encontrar. Só não tem como iluminar a sala inteira. Essa é a metáfora que melhor explica o esforço em combater esse tipo de crime: não há como saber tudo. Só o que a fiscalização consegue iluminar." Professor na Pontíficia Universidade de São Paulo (PUC-SP) e fundador do portal Repórter Brasil, especializado no tema, Sakamoto diz que tem ouvido falar sobre o trabalho degradante em estabelecimentos que servem comida há pelo menos 15 anos — "sobretudo em pastelarias do Rio de Janeiro". Mas, agora, ele nota que o facho de luz da Justiça se voltou com mais força para os restaurantes. "Há alguns anos, aconteceu o mesmo com o trabalho doméstico. Fizeram muitas ações e encontraram muita coisa. O processo é esse: tem uma primeira fiscalização, descobrem que se trata de algo generalizado e, então, as operações — e os casos — aumentam." Warlet corrobora a constatação: "É claro que isso vem acontecendo há muito mais tempo". Para o auditor do MTE, o aumento nas denúncias e resgates em restaurantes é, antes de tudo, reflexo do processo em que os trabalhadores vão se dando conta da precariedade à qual estão sujeitos. "Ou seja: está deixando de ser naturalizado. Isso é bom", comemora. Analistas apontam, porém, a dificuldade no reconhecimento de situações de exploração como um dos motivos pelos quais há pouquíssimos restaurantes na Lista Suja do Trabalho Escravo, relação pública de empresas autuadas e que esgotaram todas as possibilidades de recursos nas esferas administrativas. Pela lei, elas devem permanecer na relação por dois anos — período em que, entre outras punições, não conseguem acessar linhas de crédito ou participar de licitações públicas. Hoje, há 684 empresas na lista, mas apenas 11 são restaurantes — sete em São Paulo, dois no Pará, um no Ceará e um em Pernambuco. Ao menos quatro são churrascarias e dois, restaurantes de comida japonesa. Esse dado, diz Sakamoto, é uma subrepresentação do fenômeno. Primeiro porque "o que permanece invisível não está nessa estatística". Além disso, alinhado à visão de Warlet, ele destaca que o volume de denúncias depende das fiscalizações e da compreensão dos trabalhadores de que são submetidos a condições degradantes nos restaurantes. "Cada vez que os órgãos vão agindo, vão aumentando as ações, iluminando mais a 'sala'. Daí, quanto mais pessoas resgatadas descobrem que estão na situação de escravidão, mais elas denunciam", explica. Esse ciclo, porém, gira mais lentamente do que a própria força-tarefa gostaria — e muito porque São Paulo tem, hoje, somente três auditores debruçados sobre todas as denúncias de trabalho análogo à escravidão do Estado que chegam à Justiça. Há casos que demoram meses para serem descobertos. Alguns Estados, como Pernambuco e Rondônia, pior do que isso: não têm ninguém. Maurício Krepsky afirma que é comum auditores viajarem para outros Estados para suprir a falta de profissionais. "O último concurso foi realizado há 11 anos, quando entraram cerca de 3 mil auditores. Só agora que foram diplomados 825 novos auditores-fiscais para ampliar essa equipe", diz o auditor. Ele aponta também para a falta de interesse na área "porque tem mais risco em comparação a outras, como fiscalizações remotas [nas áreas tributárias, administrativas, etc.] e sem perigo à integridade física". "No caso de trabalho análogo à escravidão, você está no campo, correndo risco de ser alvejado, até de morrer...", afirma Krepsky. À BBC News Brasil, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirmou que "nunca recebeu qualquer informação sobre o assunto por parte de qualquer órgão público ou privado". Procurado, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis, Motéis, Flats, Pensões, Hospedarias, Pousadas, Restaurantes, Churrascarias, Cantinas, Pizzarias, Bares, Lanchonetes, Sorveterias, Confeitarias, Docerias, Buffets, Fast-Foods e assemelhados de São Paulo e região (Sinthoresp) não respondeu. Facas escondidas, colchões infestados de percevejos e calor 'insuportável' Paranaense de Santo Antônio do Sudoeste, cidade na fronteira com a Argentina, Gabriel Garcez conta que tinha feito "de tudo" até chegar a São Paulo. "Já fui vigia de prefeitura, entregador de comida, vendi churrasco na rua...", elenca. Ele foi atraído pelo mesmo aspecto que chamou a atenção de Wellington: trabalho com casa e refeições pagas pelo patrão. Vivia no alojamento da Boizão Grill desde o final de 2024. De todos os problemas de morar ali, disse que o pior era o medo de conviver com as facas. "Olhem nos colchões", apontou à força-tarefa durante a inspeção. Enquanto os agentes iam suspendendo as camas, várias facas surgiam escondidas debaixo dos estrados, no chão ou nos travesseiros. Os passadores explicaram que precisaram comprar os equipamentos com dinheiro do próprio bolso, já que a churrascaria não havia fornecido os utensílios e não era possível trabalhar sem eles. O valor alto — uma faca para cortar carne custa, em média, R$ 200 — aumentava o risco de que elas fossem furtadas na cozinha do restaurante. Por isso, era mais "confiável" levá-las de volta para o alojamento. Um garçom contou à equipe que, na semana anterior à operação, dois homens tinham brigado no alojamento por uma desavença do trabalho. Um deles teria desembainhado sua faca e ferido o outro no braço em um confronto na rua. Ninguém soube dizer nome e localização de ambos. Em outro alojamento mantido por um restaurante inspecionado semanas depois, na Zona Norte da cidade, os trabalhadores disseram ter medo de que as facas possam ser usadas após o uso de drogas por alguns dos colegas. Como o restaurante assinou um acordo com a Justiça, o nome do estabelecimento que mantinha o imóvel será preservado pela reportagem a pedido dos auditores. Segundo Andrea Tertuliano, que liderava as forças-tarefas em São Paulo até junho, a capacidade de corte das facas utilizadas pelos trabalhadores as torna uma "arma mortal". "É um risco até para a população em geral, não só para quem vive na casa", afirma Tertuliano, que foi promovida a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e, assim, deixou o grupo. No primeiro momento, a Boizão Grill contestou a versão dos passadores: disse aos fiscais que havia comprado facas novas para a equipe e que as mantinha sob custódia fora do horário do expediente. Então, pressionada a mostrar os comprovantes das compras dos objetos, a churrascaria apresentou a nota fiscal da aquisição de uma única faca, comprada no mês anterior à inspeção. Semanas depois, em outra operação da força-tarefa, os percevejos nas camas eram a principal queixa dos garçons. Eles trabalhavam na Maninho's Steak House, uma churrascaria vizinha à Boizão Grill, também na Marginal Tietê, e estavam, da mesma forma, morando em um alojamento arranjado pelo restaurante. O sobrado branco grande fica na esquina do estabelecimento. Ali, dez homens dividiam um espaço de cerca de 70 m², com dois cômodos e uma sala enxuta compartilhada por três deles. No fundo, a cozinha era dormitório, e quatro trabalhadores ficavam ali. A pia servia de armário de sapatos, apoio para um ventilador — "porque o calor é insuportável", contou um dos entrevistados — e para cozinhar vez ou outra. No quintal, dava para ver alguns objetos do restaurante, como caixas e maquinário. Sem beliches suficientes para os recém-chegados, caixotes de plástico originalmente destinados a guardar garrafas de cerveja eram usados como suportes para colchões. Era possível ver percevejos nos lençóis e no chão. "Eles mandam a gente ir 'limpo' para lá [churrascaria]. Mas como?", questionou Alfredo, um baiano que, após uma década na Bahia, havia regressado a São Paulo. Ele pediu para que seu nome verdadeiro não fosse usado nesta reportagem. Ele contou que foi demitido de uma fábrica de elásticos durante a pandemia e perambulou por diferentes empregos até aceitar a proposta para ser garçom na capital paulista. "A gente amanhece todo picado", continuou ele, indicando as marcas nas costas e nos braços. Outros dois moradores do alojamento mostraram picadas à força-tarefa. Mas os agentes decidiram não resgatar os trabalhadores nessa segunda operação, já que o restaurante apresentou comprovantes de dedetizações recentes — o que mostrou, segundo o MTE, "preocupação com a resolução do problema". Entretanto, o relatório da ação descreve que "o empregador não dotara o alojamento de colchões, lençóis, fronhas, cobertores e travesseiros limpos", e que tampouco "assegurou que houvesse a coleta de lixo diária e lavagem periódica das roupas de cama, o que compromete a higiene do local". Além dos problemas encontrados no imóvel, 29 funcionários da churrascaria não tinham registro em carteira, e um deles estava recebendo seguro-desemprego por uma demissão anterior — portanto, não estava apto a trabalhar. Ao final, a força-tarefa pediu que o MPT ponha o estabelecimento "no rol daqueles sujeitos a fiscalizações reiteradas". Sobre os trabalhadores informais, notificou o Ministério Público Federal. A Maninho's Steak House disse em nota que já "regularizou integralmente todas as solicitações pontuais apresentadas" pelos órgãos. A churrascaria acrescentou que os "alojamentos" — no plural — "já se encontravam em plenas condições de uso" em novembro. Sobre a falta de registros em carteira, o restaurante argumentou que alguns profissionais eram "colaboradores eventuais" que "prestam apoio nos períodos de maior demanda", mas que também regularizou a situação deles. Enviados 'como escravos' à Rússia: os relatos de imigrantes da Coreia do Norte à BBC Mães PJ enfrentam maternidade sem direitos: 'Vamos te desligar porque você está grávida' 'A pessoa fica presa ao local de trabalho' A dinâmica do trabalho análogo à escravidão em restaurantes é, antes de tudo, um truque sobre a jornada, dizem especialistas. O tempo regulamentado de trabalho no Brasil é de 44 horas semanais, de segunda a sábado — um total máximo de 7,3 horas diárias. A lei ainda permite duas horas extras remuneradas por dia. Como churrascarias e os rodízios de comida japonesa, ao contrário de lanchonetes ou outros tipos de restaurantes, têm movimentos intensos em dois momentos – no almoço e no jantar –, eles criam as escalas de trabalho com um período de descanso na metade do dia, geralmente à tarde, quando os clientes rareiam. É uma maneira de distribuir o custo do trabalho a partir da demanda do negócio. Nas operações da força-tarefa, por exemplo, os garçons e passadores começavam a trabalhar ao meio-dia e saíam às 15h. Depois, voltavam das 18h até 22h30. "É o que explica por que os restaurantes oferecem alojamento", sugere Andrea Tertuliano. Na leitura dela, esse foi o jeito encontrado para manter os trabalhadores sempre por perto e, assim, demandá-los em horários paralelos. A consequência é que a jornada real de trabalho fica bem maior do que a combinada no ato da contratação. À medida que as denúncias de trabalho análogo à escravidão em restaurantes de São Paulo foram se avolumando, Tertuliano notou como a dinâmica dos alojamentos também foi se adaptando à vulnerabilidade dos trabalhadores. "Eles são trazidos de outros Estados, muitas vezes com as passagens rodoviárias pagas. Chegam aqui com salários baixos, sem conhecer a cidade. Na lógica comum, iriam viver na periferia, em bairros distantes, onde o aluguel é mais barato", diz ela. "Mas, assim, ficaria mais difícil para os restaurantes: não só seria mais caro, por causa do vale-transporte, como também teriam menos controle sobre a presença deles", prossegue. "O alojamento, de alguma forma, prende a pessoa ao local de trabalho." Warlet acrescenta que oferecer moradia acaba "fidelizando" a mão de obra: "Porque, morando no alojamento, o trabalhador não consegue achar outro emprego caso queira". Alfredo Rosa, um dos garçons ouvidos nesta reportagem, ilustra essa dinâmica a partir das regras da comida. Quando chegou ao restaurante, foi informado que poderia fazer as três refeições no próprio trabalho, em horários acordados antes. Pelo horário previsto no contrato, ele só poderia começar a trabalhar ao meio-dia. "Mas, para tomar café da manhã, já tem que ir uniformizado. Daí sempre surge um pedido, uma tarefa ali. E vamos ficando..." Tertuliano ressalta: "Esse é um exemplo de como até a alimentação serve para prender o trabalhador ao local de trabalho: ele não consegue comer sem intermediação do empregador". Em dias mais movimentados, como finais de semana ou datas comemorativas, ou quando grupos grandes chegam ao restaurante, o descanso também costuma ser ignorado. "Dá a hora de sair, o salão está cheio. A gente já sabe: se não ficar lá, eles te olham feio, te ameaçam. Daí a gente trabalha direto mesmo", afirmou Gabriel Garcez. Para a advogada de um restaurante de comida japonesa autuado pela força-tarefa em junho, os alojamentos são efeito da alta rotatividade. O nome dela não será revelado nesta reportagem porque o estabelecimento assinou um acordo com a Justiça e os auditores pediram sigilo para não prejudicar o cumprimento do combinado. "Ninguém para no trabalho. O 'cara' fica aqui sem gastar dinheiro, ganha Bolsa Família na cidade dele ou confia no seguro-desemprego. Os custos do excesso de contratações ficam com a gente, que temos que pagar verbas rescisórias, multas, etc..", disse ela. 'Se eu perder esse emprego, não tenho para onde ir' De maio até novembro, a BBC News Brasil questionou garçons de 13 restaurantes diferentes — oito rodízios de comida japonesa e cinco churrascarias —, em várias áreas de São Paulo, se eles viviam em alojamentos fornecidos pelos empregadores. Em 12, as respostas foram positivas. Também foram perguntados sobre condições dos imóveis, volume de pessoas por cômodo e se sabiam de alguma denúncia envolvendo esses locais, mas todos hesitaram temendo represálias ou demissões. "Se eu perder esse emprego, não tenho para onde ir", confidenciou um garçom de um restaurante japonês de Perdizes, na zona oeste. Natural de Pedro II, no Piauí, ele estava em seu segundo emprego com alojamentos do tipo na cidade. "Eu saí do alojamento de lá para vir para esse, que era melhor. Lá era bem ruim: sujo, muita gente junta...", revelou. Em meio ao aumento de denúncias, a força-tarefa paulista também percebeu uma aparente mudança no perfil de trabalhadores de churrascarias: a substituição dos "gaúchos", em referência àqueles vindos de Estados do Sul, pelos nordestinos. Não há dados quantitativos sobre isso, mas a impressão dos auditores é que, desde a pandemia, os restaurantes de São Paulo e do Rio passaram a buscar mão de obra mais do Nordeste e do Norte. "Minha hipótese é que, no Sul, existem mais opções profissionais, ao contrário do Nordeste e do Norte. É um efeito da desigualdade entre as regiões do país", sugere Tertuliano. "Até porque, nas operações da força-tarefa no Sul, as pessoas resgatadas lá tampouco são sulistas: também são nordestinas e nortistas." Nos alojamentos em que a reportagem esteve, a maioria dos trabalhadores era, de fato, de Estados como Maranhão, Piauí, Pernambuco e Bahia. Gabriel Garcez era o único "gaúcho", do Paraná. Tertuliano aponta para as raízes históricas, datando da escravidão no Brasil colonial, das denúncias verificadas atualmente. "Quando trabalhadoras domésticas são encontradas nessas condições, os donos da casa justificavam que, se não fosse por eles, elas estariam passando fome. Esse é um pensamento que existia desde a época da colônia", exemplifica. Maria do Carmo Pimentel, outra auditora-fiscal do MTE que estava nas operações, ratifica essa interpretação: "Em um país com 300 anos de escravidão, ela não acaba facilmente. Talvez nem acabe". Onde está Wellington? No fim de setembro, a BBC News Brasil voltou ao alojamento mantido pela Boizão Grill, no Pari. A casa seguia seu fluxo normal: homens vestidos com camisa branca, calça, gravata e sapatos pretos entravam e saíam conforme o ritmo do restaurante. A churrascaria havia optado por não assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) oferecido pela força-tarefa na primeira operação para corrigir os problemas encontrados. Por isso, os auditores do MTE decidiram entrar com uma ação civil pública contra o restaurante no MPT-SP. Apesar de ser um instrumento administrativo, o TAC costuma ser a primeira oferta feita a um estabelecimento flagrado mantendo pessoas em analogia à escravidão. Além de ser mais rápido, por estipular as ações que devem ser tomadas dentro de um período curto, ele ainda costuma ser menos oneroso para as empresas do que um processo jurídico. Caso o TAC não seja aceito, a etapa seguinte é recorrer à Justiça. No caso da Boizão, Andréa Tertuliano, ainda na função de promotora, sugeriu que os trabalhadores resgatados fossem demitidos e tivessem verbas rescisórias pagas integralmente. Ela também pediu um ressarcimento, cujo valor não foi revelado, a cada um deles, e que, se o restaurante decidisse manter o alojamento, que o adequasse às regras que estabelecem condições básicas de conforto e higiene em locais de trabalho. O TAC teria duração de 15 dias e, se não fosse seguido, seria sucedido por uma ação civil pública. O restaurante pediu que os garçons não fossem resgatados imediatamente, já que haveria a comemoração do Dia das Mães naquele fim de semana, data em que as gorjetas dos clientes tendem a ser mais altas. Por isso, aquela escala era disputada entre eles. A força-tarefa aceitou. Mas o restaurante não quis seguir com o TAC. Até agora, a ação não foi ajuizada. Tertuliano, responsável por fazer o processo avançar no Judiciário, mudou de cargo dias depois da operação e não tem mais poder de ajuizamento — isto é, de fazer a denúncia ao Ministério Público. Seu substituto ainda não foi nomeado e, assim, o documento está engavetado. Em outubro, em uma terceira operação na Boizão, a força-tarefa descobriu que o alojamento continuava funcionando e que a churrascaria não tinha feito nenhuma adequação. A casa continuava igual. Wellington Silva, porém, não estava mais lá. Os colegas não sabiam sobre ele, mas, no relatório do MTE, um funcionário deu uma pista. "Houve notícia até de que um dos resgatados em maio, Wellington, embora com pneumonia, fora expulso do local sem que sequer as verbas rescisórias lhe houvessem sido pagas." Imóvel de cerca de 80 m² tinha 12 trabalhadores, entre garçons e passadores Vinícius Mendes/BBC

Palavras-chave: inteligência artificial

Windows 11 26H1 será lançado com exclusividade para dispositivos Snapdragon X2

Publicado em: 07/01/2026 08:28 Fonte: Tudocelular

A Microsoft trabalha na sua próxima versão para o Windows 11, mas o lançamento terá suas restrições. A edição 26H1 chegará de maneira exclusiva aos computadores equipados com a mais recente plataforma Snapdragon X2 da Qualcomm. Esta instalação do sistema operacional será a primeira a ser disponibilizada com exclusividade para uma arquitetura específica de hardware. Ela teve a sua construção em uma plataforma diferente, com o codinome Bromine, e promete entregar aprimoramentos de desempenho e estabilidade.As mudanças na plataforma e no cronograma de lançamentos da Qualcomm seriam as responsáveis pela decisão da Microsoft. Isso porque a agenda da desenvolvedora de chips teria ficado desalinhada com a da gigante de Redmond, o que obrigou a ter um lançamento do sistema fora do ciclo atual, com as devidas alterações.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Mirage Circus retorna a Balneário Camboriú com temporada inédita em 2026

Publicado em: 07/01/2026 08:26

O Mirage Circus, considerado o maior circo itinerante da América Latina, retorna a Balneário Camboriú em 2026 com uma temporada inédita e um espetáculo completamente remodelado. A estreia oficial está marcada para o dia 2 de janeiro, com apresentações montadas ao lado do ExpoCentro BC, um dos principais centros de eventos da cidade. A venda antecipada de ingressos já está aberta no site oficial do circo. Durante a temporada, as sessões acontecem sempre de terça a domingo e integram a programação de verão do município, período em que Balneário Camboriú recebe milhares de turistas de diferentes regiões do país e do exterior. Após uma temporada de sucesso no Sul do Brasil, o Mirage chega ao litoral catarinense com novos números, artistas internacionais e uma estrutura de grande porte. A proposta é renovar a experiência do público, mas, manter os elementos que consagraram o espetáculo ao longo dos últimos anos. Segundo a organização, mais de 200 profissionais participam da operação, entre artistas, técnicos e equipe de apoio. A montagem envolve o transporte de mais de 1.200 toneladas de equipamentos, o que reforça a dimensão logística do projeto. Ainda, o espetáculo é apresentado pelo ator Marcos Frota, um dos principais nomes do circo brasileiro. Além das apresentações no picadeiro, o espaço do Mirage Circus conta com atrações externas que ampliam a experiência do público. Entre elas, estão uma roda-gigante de 35 metros de altura, brinquedos radicais, carrossel, telão de LED e praça de alimentação. A estrutura também inclui lona climatizada, cenografia imersiva e tecnologia de ponta, inspirada em grandes produções internacionais. O espetáculo conta com números de acrobacias, aéreos, dança, humor, música e efeitos especiais, em uma narrativa pensada para públicos de todas as idades. A produção aposta em combinar a tradição circense e recursos modernos, para criar uma experiência visual, sensorial e emocional. O elenco que estreia em Balneário Camboriú conta com artistas de diferentes nacionalidades e trajetórias Divulgação Elenco internacional e talentos brasileiros O elenco que estreia em Balneário Camboriú conta com artistas de diferentes nacionalidades e trajetórias, o que reforça o caráter multicultural do circo. Entre os principais nomes, está Tereza Haianne Araújo, ex-soberana do Carnaval do Pará e Miss Beleza Brasileira, que trocou a passarela pelo picadeiro após a passagem do circo por sua cidade natal. “Sou aquela que fugiu com o circo”, brinca. Sem origem circense, ela ingressou no Mirage como bailarina e, seis anos depois, assina um dos números mais aplaudidos do espetáculo, um duo acrobático apresentado ao lado do namorado. Outro nome do elenco é a argentina Quimey Freire, natural de Buenos Aires. Bailarina e acrobata, ela integra o Mirage desde 2024 e se destaca em um solo nas faixas aéreas. — Todas as apresentações exigem força, foco e emoção, cada número conta uma história, nosso papel é fazê-la ganhar vida — afirma, em português marcado pelo sotaque espanhol. História e reconhecimento Com 12 anos de história, o Mirage Circus já foi assistido por mais de 6 milhões de pessoas e passou por mais de 50 cidades brasileiras. Fundado pelo casal circense Jefferson Souza e Sabrina Robatini, o projeto se consolidou como uma das principais referências do circo contemporâneo no país. A proposta do Mirage é unir números clássicos, como trapezistas, malabaristas, palhaços, acrobatas e o “Globo da Morte”, a recursos modernos de produção, como iluminação digital, som de última geração, telão de LED e climatização. A inspiração estética remete a grandes espetáculos de Las Vegas, nos Estados Unidos. Saiba todas as informações: O quê: Mirage Circus Quando: a partir de 2 de janeiro de 2026 Onde: ao lado do ExpoCentro BC, em Balneário Camboriú Ingressos: vendas abertas em miragecircus.com.br Sessões: de terça a domingo

Palavras-chave: tecnologia

Bonde Urbano Digital inicia operação completa na Região Metropolitana de Curitiba; veja como funciona

Publicado em: 07/01/2026 07:49

Bonde urbano digital começa a funcionar com trajeto completo O Bonde Urbano Digital (BUD) entrou em operação oficial na manhã de terça-feira (6) e, pela primeira vez desde o início do funcionamento, percorreu todo o trajeto previsto no sistema. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre o transporte. O BUD liga o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O percurso, de cerca de dez quilômetros, foi concluído em aproximadamente 25 minutos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp O transporte já estava em funcionamento desde 9 de dezembro, porém em trajeto parcial. Com a mudança, passa a atender integralmente o percurso planejado. O sistema é guiado no asfalto por meio de indução magnética, o que dispensa a instalação de trilhos físicos. O Paraná é o primeiro estado da América do Sul a testar a tecnologia. Perguntas e respostas sobre o Bonde Urbano Digital: Qual é a rota do bonde? Quantos passageiros cada bonde transporta? Qual é o valor da passagem? Muda algo no transporte tradicional? O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Qual velocidade o bonde consegue atingir? Como funciona a tecnologia que move o bonde? Qual tipo de combustível o bonde usa? A tecnologia é usada em outros locais? Qual será a rota do bonde? Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba Roberto Dziura Jr/AEN A rota percorrida pelo veículo sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. Quantos passageiros cada bonde transporta? Segundo o Governo do Paraná, o Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros. Há a possibilidade de ampliação para transporte de 360 passageiros. Atualmente, o maior ônibus em circulação no transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba tem capacidade para 250 pessoas. Atualmente os ônibus que fazem a linha entre Pinhais e Piraquara transportam 10 mil passageiros por dia. Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros Roberto Dziura Jr/AEN Qual é o valor da passagem? O valor da passagem para o Bonde Urbano Digital é de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional. Muda algo no transporte tradicional? Segundo o governo, não. O sistema de transporte tradicional continua operando normalmente. O Bonde Urbano Digital precisa de motorista? Não, ele tem orientação autônoma. Apesar disso, conforme Gilson Santos, todos os testes foram realizados com motoristas. "Ele é autônomo, mas ele sempre funciona com um guia. Sempre tem um piloto auxiliar junto, para quando, eventualmente, seja necessário fazer essa condução fora do trilho digital", detalha Santos. A Amep estuda, junto com órgãos de regulamentação de trânsito, a possibilidade da atuação do veículo sem um condutor. Qual velocidade o bonde consegue atingir? A velocidade de deslocamento de um Bonde Urbano Digital pode chegar a até 70 km/h. Como funciona a tecnologia que move o bonde? O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – usado no Rio de Janeiro e na Baixada Santista. Porém, ao invés de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual". Conforme Gilson Santos, os magnetos são instalados no asfalto, a cada um metro. LEIA TAMBÉM: 5 dias desaparecido: veja estratégias de sobrevivência de jovem que se perdeu no Pico Paraná Relato: 'Se eu pudesse voltar no tempo, eu não tinha deixado ele', diz amiga que estava com jovem que ficou 5 dias desaparecido no Pico Paraná Palmital: Criança filma mãe sendo espancada por outra mulher no meio da rua; vítima morreu horas depois Qual tipo de combustível o bonde usa? O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea. Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos é o suficiente para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo. A tecnologia também está preparada para, futuramente, operar com hidrogênio. A tecnologia é usada em outros locais? Sim. O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália A aplicação no Paraná segue como referência o projeto realizado em Campeche, no México. Lá, a linha guiada tem cerca de 15 quilômetros, sendo cinco deles de condução automática segregada, com 13 estações. São cinco veículos com três vagões cada, que conectam a estação de trem Maya, o aeroporto da cidade, áreas residencial e histórica e a praia. Conforme o Governo do Paraná, o tempo de implantação completa do sistema mexicano foi de 14 meses. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

Cidade na Região Metropolitana de Goiânia abre processo seletivo com quase 1 mil vagas e salário de R$ 4,5 mil

Publicado em: 07/01/2026 07:39

Prova de concurso público. Reprodução/Freepik A Prefeitura de Abadia de Goiás abriu um processo seletivo simplificado com 972 vagas, incluindo PCDs e cadastro reserva. Os salários vão de R$ 1,6 mil a R$ 4,5 mil e as vagas são destinadas a candidatos com nível fundamental, médio ou superior. As inscrições devem ser feitas na sede da prefeitura até esta sexta-feira (9). O edital pode ser conferido aqui. Por dois anos, os selecionados vão ocupar vagas na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo; de Saúde; de Infraestrutura e do Bem-Estar Social e Habitação. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 29 de janeiro. A lista com os nomes dos aprovados será disponibilizada no site da Prefeitura de Abadia de Goiás. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Concurso do Tribunal de Justiça de Goiás: edital prevê 41 vagas e salário de R$ 5,2 mil Câmara Municipal de Goiás lança concurso público com 45 vagas Cidade em Goiás abre inscrições para concurso em diversas áreas e salários de até R$ 4,2 mil Confira abaixo as vagas disponíveis e os respectivos salários: Ensino Fundamental Incompleto Auxiliar de Serviços Gerais (178 vagas) - R$ 1.601,58 Merendeira (64 vagas) - R$ 1.601,58 Motorista (55 vagas) - R$ 1.634,00 Ensino Fundamental Completo Porteiro (51 vagas) - R$ 1.601,58 Ensino Médio Agente de Apoio a Inclusão (107 vagas) - R$ 2.161,29 Agente Educativo (148 vagas) - R$ 1.897,82 Ensino Superior Assistente Social (4 vagas) - R$ 2.530,00 Fonoaudiólogo “TEA” (4 vagas) - R$ 4.580,00 Nutricionista (8 vagas) - R$ 2.530,00 Professor PII Pedagogo (253 vagas) - R$ 3.651,00 Professor PII de Informática (17 vagas) - R$ 3.651,00 Professor PII de Intérprete (17 vagas) - R$ 3.651,00 Psicólogo (9 vagas) - R$ 4.580,00 Psicopedagogo (17 vagas) - R$ 4.580,00 Terapeuta Ocupacional “ABA” (4 vagas) - R$ 4.580,00 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: câmara municipal

4 maneiras de ajudar seu corpo a fazer um 'detox' para limpar o organismo

Publicado em: 07/01/2026 07:12

Se você participou dos excessos típicos do período festivo, talvez esteja pensando em fazer uma dieta de desintoxicação por algumas semanas Getty Images/BBC Se você participou dos excessos típicos do período festivo, talvez esteja pensando agora em fazer uma dieta de desintoxicação (ou "detox") por algumas semanas, na tentativa de limpar o organismo. Mas, dos jejuns à base de sucos e muitas outras dietas detox com restrição calórica e proteica, geralmente há poucas evidências de que elas realmente funcionem para eliminar toxinas ou controlar o peso. Até a própria palavra "toxinas", que em geral se refere a substâncias venenosas para os organismos, costuma ser usada de forma vaga e indefinida na promoção dessas dietas. E, embora existam sim substâncias no ambiente que podem nos fazer mal, o corpo humano dispõe de uma série de mecanismos extremamente eficazes para eliminá-las naturalmente. Aqui estão algumas maneiras de ajudar esses processos. Nutricionista dá dicas para quem exagerou nas festas de final de ano Coma mais fibras A grande maioria de nós consome fibras em quantidade muito inferior à recomendada. Nos Estados Unidos, cerca de 97% dos homens e 90% das mulheres não atingem a ingestão sugerida. Na verdade, a maioria dos americanos consome menos da metade do valor recomendado. As fibras têm um impacto significativo na saúde. Ajudam a reduzir a inflamação, fortalecem o sistema imunológico e podem influenciar o funcionamento do cérebro, o humor e a cognição. Também estão associadas à redução do risco de várias doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer de cólon. A forma como as fibras ajudam a "limpar" o organismo é uma das razões desses efeitos benéficos. Para começar, as fibras aumentam o volume e o peso das fezes, tornando-as mais macias e fáceis de eliminar, além de reduzir o tempo de contato de substâncias nocivas com o intestino. Pesquisas também mostram que as fibras podem agir como uma espécie de ímã, ligando-se a toxinas e a outras substâncias e ajudando a removê-las do corpo. Um estudo de 2015, por exemplo, mostrou que as fibras se ligam a íons tóxicos como chumbo, arsênio e cobre, facilitando sua excreção. As fibras também parecem ajudar o organismo a eliminar ácidos biliares, reduzindo o colesterol e, assim, o risco de doenças cardiovasculares. Estudos mostram ainda que alguns tipos de fibra podem inclusive potencializar a desintoxicação de substâncias carcinogênicas e inibir o crescimento de células cancerígenas, embora essa ainda seja uma área de pesquisa inicial. As fibras podem até nos ajudar a eliminar os "produtos químicos eternos", um conjunto de substâncias sintéticas com efeitos de longo prazo e potencialmente nocivas. Estudos de pequena escala em ratos e humanos descobriram que a ingestão de suplementos de fibras com as refeições parece reduzir seus níveis no organismo, embora essa área de pesquisa ainda esteja em fase inicial. Os abacates são um excelente lanche saudável e rico em fibras, assim como as maçãs Getty Images/BBC As fibras também ajudam a proteger os rins e o fígado, ambos essenciais para a eliminação de toxinas do organismo, ao protegê-los de bactérias nocivas e favorecer o crescimento de bactérias benéficas. Para aumentar o consumo de fibras, os alimentos de origem vegetal são a melhor opção. Frutas secas como damascos, verduras de folhas verdes como espinafre e leguminosas como grão-de-bico, lentilhas e feijões são ricas em fibras, assim como aveia, pão e massas integrais. Para lanches, vale apostar em maçãs, frutas vermelhas, nozes, sementes, pipoca ou leguminosas torradas. A variedade é fundamental, já que existem muitos tipos de fibras, com propriedades diferentes. Beba mais água A água ajuda a remover toxinas do corpo ao auxiliar os rins e o fígado na excreção de resíduos. Os rins, por exemplo, usam a água para eliminar toxinas como sódio e ureia. A desidratação pode levar ao acúmulo dessas substâncias. Com o tempo, até mesmo uma desidratação leve pode aumentar o risco de danos aos rins e tornar a eliminação de resíduos menos eficiente. Beber água em quantidade adequada também ajuda a proteger os rins a longo prazo. Uma revisão de 18 ensaios clínicos randomizados mostrou que o maior consumo de água pode reduzir o risco de pedras nos rins, entre outros benefícios. Então, quanta água é suficiente para que o corpo desempenhe essas funções essenciais? A recomendação popular de oito copos por dia (cerca de dois litros) está desatualizada e tem origem em uma orientação de 1945. Hoje, estima-se que cerca de 1,5 a 1,8 litro por dia (seis a sete copos e meio) seja suficiente para a maioria das pessoas. Água, leite com baixo teor de gordura e bebidas sem açúcar, incluindo chá e café, contam nessa ingestão diária de líquidos. Beber água em quantidade suficiente (cerca de sete copos por dia) ajuda rins e fígado a eliminar resíduos Getty Images/BBC Ajude seus pulmões Proliferaram produtos que afirmam limpar os pulmões, às vezes em poucos dias. A Associação Americana do Pulmão alerta para o risco de confiar nessas "soluções rápidas" e observa que alguns desses supostos remédios de desintoxicação podem ser perigosos. Mas há algo que pode ser feito para favorecer a capacidade natural de autolimpeza dos seus pulmões: evitar os poluentes em primeiro lugar. Se você fuma ou usa cigarro eletrônico, parar é a medida mais importante, assim como evitar a exposição à fumaça passiva. A Associação Americana do Pulmão também recomenda manter o ar dentro de casa o mais limpo possível: o que inclui evitar produtos de limpeza ou aromatizadores de ambiente que contenham compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) ou fragrâncias, além de evitar velas, lareiras e gás natural. A Associação Americana do Pulmão também sugere aspirar a casa com aspiradores equipados com filtro HEPA, para reduzir poeira e alérgenos. Os exercícios cardiovasculares também contribuem para a saúde dos pulmões em geral, por exemplo, ao reduzir a inflamação das vias aéreas e melhorar a força e a resistência dos músculos respiratórios. Você também pode cuidar da saúde dos seus pulmões exercitando-os diretamente, inclusive tocando um instrumento de sopro. Aproveite seu sono A privação de sono já demonstrou prejudicar o funcionamento da barreira hematoencefálica Getty Images/BBC Isso dá um novo sentido à expressão "lavagem cerebral": todas as noites, um fluxo de fluídos percorre canais nos espaços ao redor das células cerebrais para eliminar os resíduos do cérebro. Esses resíduos, proteínas em excesso e outras moléculas, incluindo as beta-amiloides associadas à doença de Alzheimer, são produzidos pelas células cerebrais durante sua atividade diária e vão se acumulando ao longo do dia. Parte deles pode ser decomposta e transportada através da barreira protetora entre os vasos sanguíneos e o cérebro. O restante, no entanto, se acumula nos espaços entre os neurônios. Pesquisas recentes sugerem que o líquido cefalorraquidiano — o fluído incolor que protege a nossa coluna vertebral e o cérebro — é bombeado para esses espaços extracelulares à medida que passamos pelos diferentes estágios do sono, eliminando essas moléculas potencialmente tóxicas. Pequenos despertares durante o sono leve, em particular, provocam ondas de líquido cefalorraquidiano em diversas regiões do cérebro. Alguns cientistas acreditam que a melatonina, o hormônio do sono presente nesse líquido, também atue como uma espécie de detergente, ajudando a remover parte dos resíduos mais nocivos. No entanto, não há evidências de que o uso de suplementos melhore esse processo. A privação de sono, por sua vez, demonstrou prejudicar a função da barreira hematoencefálica, o que pode afetar a capacidade do nosso cérebro de se limpar de subprodutos potencialmente neurotóxicos. Mesmo dormir um pouco menos do que o corpo precisa, em geral cerca de sete horas, embora isso varie de pessoa para pessoa, pode prejudicar essa capacidade de eliminação de resíduos. Tudo isso pode ter impacto no nosso cérebro no dia seguinte. Sem esse ajuste noturno, as capacidades cognitivas tendem a ficar mais lentas e o julgamento pode ser afetado. Alguns pesquisadores têm investigado se seria possível reproduzir os processos de eliminação de resíduos que ocorrem durante o sono, enquanto estamos acordados, inclusive experimentando uma tecnologia conhecida como tratamento de radiofrequência transcraniana, que emite ondas de rádio para todo o cérebro. Outros, porém, consideram mais eficaz focar em escolhas de estilo de vida que favoreçam o sistema natural de remoção de toxinas do sono. Alguns estudos sugerem que dormir de lado, especialmente sobre o lado direito, pode melhorar a eliminação de toxinas pelo líquido cefalorraquidiano (embora valha notar que uma pessoa média muda de posição durante o sono, em média, cerca de 11 vezes por noite). O consumo elevado de álcool também tem sido associado a efeitos negativos sobre o sono, enquanto a prática regular de exercícios físicos parece melhorá-lo. Mas grande parte dessas pesquisas ainda está em desenvolvimento e foi realizada em estudos com animais, portanto, precisa ser devidamente validada em humanos antes que qualquer recomendação possa ser feita. Mantenha-se ativo Você pode ajudar o corpo a eliminar toxinas por meio do exercício físico. Mas não pelo suor. Sessões de hot yoga, sentar em saunas e treinos em estúdios aquecidos se tornaram cada vez mais populares, mas cientistas são céticos em relação à ideia de que seja possível "eliminar toxinas pelo suor". Davide Filingeri, professor de fisiologia da Universidade de Southampton (Reino Unido), disse à BBC em outubro de 2025 que não tem conhecimento de "qualquer evidência empírica robusta" que comprove essa afirmação. Já Sarah Everts, química e autora do livro The Joy of Sweat (A Alegria do Suor, em tradução livre), classificou a ideia como "completamente absurda". O suor é composto principalmente por água e sua principal função é regular a temperatura corporal e nos refrescar. O fígado e os rins são as principais vias de eliminação de toxinas do corpo, e pesquisas mostram que o exercício aumenta o fluxo sanguíneo para esses órgãos, permitindo que filtrem resíduos de forma mais eficiente. O excesso de gordura prejudica a capacidade do fígado de filtrar toxinas, e pesquisas indicam que o exercício pode ajudar a reduzi-la. Em um estudo com pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode causar danos e cicatrizes permanentes no fígado, o treinamento de força e o exercício aeróbico reduziram o teor de gordura no fígado. Outro estudo mostrou que o treinamento intervalado de alta intensidade, mantido ao longo do tempo, reduz o declínio da função renal em adultos mais velhos. A entidade Kidney Research UK recomenda caminhada em ritmo acelerado, natação e ciclismo como alguns dos melhores exercícios para a saúde dos rins. Até atividades como jardinagem, tarefas domésticas ou optar pelas escadas em vez do elevador podem ajudar. É claro que, para todos esses processos, assim como para a maioria das mudanças de comportamento voltadas à saúde, o que importa é o longo prazo. Especialistas também apontam, por exemplo, que embora participar do Dry January (ou Janeiro Seco, período de abstenção de bebidas alcoólicas) possa trazer alguns benefícios de curto prazo, beber dentro dos limites recomendados durante todo o ano é muito mais importante para a saúde. Da mesma forma, adotar permanentemente uma dieta mediterrânea é frequentemente apontado por cientistas como a mudança alimentar mais saudável que se pode fazer. Portanto, vale sim apostar em uma mudança neste mês baseada na ciência, mas, se você quiser ver benefícios reais para a saúde, talvez precise mantê-la por muito mais tempo do que apenas algumas semanas.

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Positivo revela notebook Master na CES 2026 com CPUs Intel Core Ultra Série 3 Panther Lake

Publicado em: 07/01/2026 06:16 Fonte: Tudocelular

Aproveitando a CES 2026, a Positivo confirmou que lançará em breve a nova geração do notebook Master, com uma grata surpresa — a novidade já chegará equipada com os recém-anunciados processadores Intel Core Ultra Série 3 "Panther Lake", prometendo desempenho potente e extensa autonomia de bateria. Apesar de manter a maioria dos detalhes técnicos em segredo, a companhia ao menos especificou alguns dos destaques da máquina."Com essa união de forças, seremos a primeira empresa nacional a lançar no mercado local um PC com Inteligência Artificial (IA) embarcada de última geração, em um movimento sincronizado com o lançamento global da tecnologia. Isso demonstra nossa evolução em desenvolvimento de produtos aplicada às tecnologias mais avançadas do mercado", afirmou a diretora de Procurement e Desenvolvimento de Produtos da Positivo Tecnologia, Daniela Colin. De fato, ao que tudo indica, o Positivo Master 2026 deve ser um dos primeiros notebooks do Brasil a contar com processadores Intel Panther Lake. A série de modelos é voltada para o mercado corporativo, mas a estreia deve abrir margem para que outros laptops da fabricante adotem os chips modernos.Clique aqui para ler mais

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Biomédica piauiense é selecionada para programa de inovação na China; está entre 15 profissionais da América Latina

Publicado em: 07/01/2026 06:00

Biomédica piauiense é selecionada para programa de inovação na China; está entre 15 profis A biomédica piauiense Ester Miranda Pereira foi selecionada para participar do China–Latin America Youth Entrepreneurship and Innovation Program and Innovation Tour in China, um programa internacional de ciência, tecnologia e inovação que reunirá, em janeiro de 2026, apenas 15 jovens pesquisadores de toda a América Latina. A iniciativa prevê uma imersão em universidades, centros de pesquisa e polos tecnológicos da China, com foco em cooperação internacional e transferência de tecnologia. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Doutora em biotecnologia e pesquisadora nas áreas de doenças raras, genética, saúde pública e plataformas digitais em saúde, Ester desenvolve suas pesquisas no Laboratório de Imunogenética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Piauí (LIB-UFPI). No espaço, atua na interface entre pesquisa científica, diagnóstico e inovação aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pesquisadora, o programa tem como objetivo aproximar jovens cientistas latino-americanos de instituições estratégicas chinesas. “É um programa de transferência de tecnologia entre jovens cientistas da América Latina e a China. A ideia é pensar projetos conjuntos e trazer tecnologias que possam inovar nossos trabalhos na América Latina”, explicou. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Seleção entre pesquisadores de toda a América Latina De acordo com Ester, o processo seletivo envolveu análise curricular e critérios como doutorado concluído, idade inferior a 40 anos, inglês fluente e atuação nas áreas de saúde ou educação. Após uma primeira triagem, os candidatos ainda precisaram enviar um vídeo apresentando suas pesquisas e propostas futuras. “Foram apenas 15 selecionados em toda a América Latina. No Brasil, eu soube que fui selecionada junto com outra professora de Recife”, contou. Treinamentos, inteligência artificial e visitas técnicas A programação do intercâmbio inclui duas semanas de atividades na China. Na primeira, os pesquisadores participam de um treinamento intensivo em empreendedorismo, com foco na aplicação da inteligência artificial nas áreas da saúde e da educação. “Vamos passar cinco dias com professores em Zuhai aprendendo sobre a aplicabilidade de ferramentas de inteligência artificial para resolver problemas e inovar nessas áreas”, disse. Na segunda etapa, o grupo fará um tour por cidades chinesas com ecossistemas tecnológicos consolidados, como Pequim, além de outros polos de inovação. Nesse período, os pesquisadores também apresentarão pitches de projetos a representantes de universidades e investidores. 👩‍🏫 Pitches são apresentações curtas e objetivas usadas para explicar uma ideia, projeto ou negócio. Nelas, a pessoa apresenta o problema, a solução proposta, os diferenciais e os impactos esperados, geralmente para investidores, parceiros ou instituições, com o objetivo de despertar interesse e viabilizar apoio, parcerias ou financiamento. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Projetos voltados a doenças raras e saúde digital Durante o programa, Ester pretende buscar parcerias principalmente na área de biotecnologia, com foco no desenvolvimento de métodos diagnósticos mais acessíveis para doenças genéticas. Atualmente, ela coordena projetos voltados à saúde digital, entre eles a plataforma Integra Raras, voltada a pacientes com suspeita ou diagnóstico de doenças raras. A ferramenta busca conectar pacientes a especialistas, orientar sobre exames diagnósticos e organizar informações de forma integrada. Biomédica piauiense é uma das 15 selecionados para programa de inovação na China Arquivo Pessoal Outro projeto, desenvolvido em parceria com instituições públicas, tem foco na atenção primária à saúde e no apoio a médicos generalistas por meio de triagem inteligente, facilitando o encaminhamento de pacientes para centros especializados. “O objetivo é diminuir o atraso no diagnóstico, reduzir o itinerário terapêutico e garantir que o paciente não fique perdido na rede de saúde”, disse a pesquisadora. Trajetória ligada à ciência no Piauí A atuação de Ester está diretamente ligada ao fortalecimento da ciência no estado. Ela é egressa do Programa de Fixação de Jovens Doutores, iniciativa do CNPq em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi), e integra há mais de 15 anos pesquisas na área de doenças genéticas. Segundo a pesquisadora, muitas das iniciativas surgiram a partir da convivência com pacientes e da identificação de lacunas no diagnóstico e no acompanhamento em saúde. “Eu acredito que ciência é isso: transformar conhecimento em solução para que as pessoas tenham acesso a uma melhor qualidade de vida”, afirmou. Representatividade e reconhecimento Para Ester, a participação no programa internacional também tem um significado simbólico. “Historicamente, os grandes centros de pesquisa em biotecnologia e genética estão concentrados no Sul e Sudeste. Ter uma piauiense participando de um programa dessa magnitude na China consolida o trabalho que vem sendo desenvolvido no estado”, destacou. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube