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Prints mostram conversas entre suspeitos do 'núcleo político' do CV e servidor do Tribunal de Justiça do AM

Publicado em: 20/02/2026 13:35

Polícia Civil faz operação contra núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas Prints de conversas obtidos pela Polícia Civil do Amazonas na operação Erga Omnes, realizada na sexta-feira (20), mostram como suspeitos de integrar o "núcleo político" ligado ao Comando Vermelho trocavam informações sobre pagamentos e decisões judiciais no estado. Segundo a investigação, o grupo usava influência em órgãos públicos para obter informações sigilosas e facilitar ações da quadrilha. Na operação, a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito deles no Amazonas. Entre os presos, estão a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça do estado . De acordo com a polícia, as mensagens estavam no celular de Lucila Meireles Costa, de 42 anos, presa no Centro de Teresina, no Piauí. Os prints incluem referências a transferências via Pix e consultas sobre a expedição de mandados de prisão. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em um dos trechos, Lucila envia um comprovante de pagamento para Izaldir Moreno Barros, servidor do tribunal, e afirma que a missão dele era verificar se "tem algo no sistema e se já foi expedido o mandado de prisão". Ela também diz que eles deveriam monitorar a situação até o fim do mês. Em outra conversa, Lucila fala com Allan Kleber Bezerra Lima, apontado pela investigação como líder do núcleo político e considerado foragido após a operação. Nas mensagens, trocadas em 2 de setembro de 2025, ela mostra que havia falado minutos antes com Izaldir. Prints mostram pagamento e consultas sobre mandados entre suspeitos de núcleo do CV no AM Divulgação Como era o esquema Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. LEIA TAMBÉM: Mulher é presa em Belém durante operação nacional contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro CV trava guerra com PCC por rotas do tráfico na Amazônia após exterminar facção que já foi 3ª maior do Brasil Manaus vira epicentro do crime organizado na Amazônia, aponta relatório internacional Quem são os alvos da operação Ao todo, oito pessoas foram presas no Amazonas e seis fora do estado. Confira quem são os detidos no AM: Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. A polícia aponta que ele recebia pagamentos para fornecer informações sigilosas de processos em segredo de Justiça, o que teria beneficiado o grupo criminoso. Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas. Relatórios de inteligência financeira indicam transações milionárias ligadas ao esquema; Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil que integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida. A investigação diz que ela teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão em favor da facção por meio de empresas de fachada; Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por participação no esquema financeiro que movimentava valores suspeitos para a organização criminosa; Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar de vereador, apontado pela polícia como parte da rede de influência do grupo; Osimar Vieira Nascimento – policial militar preso sob suspeita de envolvimento com as atividades do núcleo político investigado; Bruno Renato Gatinho Araújo – preso no Amazonas e incluído na lista de investigados pela operação. Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara por suposta participação no esquema. Lucila Costa Meireles, presa fora do Amazonas, também é apontada como integrante do núcleo político. Ela já exerceu cargos de assessoria parlamentar, inclusive na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara Municipal de Manaus. Segundo a polícia, Lucila se apresentava como advogada sem ter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuava como lobista do grupo. Mensagens analisadas indicam que ela e outra suspeita teriam pago propina a um servidor do Judiciário para obter e repassar informações de processos que tramitavam em segredo de Justiça. Além de Allan Kleber, outros oito investigados são considerados foragidos. Entre eles está Núbia Rafaela Silva de Oliveira, ex-assessora parlamentar do vereador Elisansandro Bessa (PSB). A investigação aponta que ela atuava como advogada do grupo e trabalhava em conjunto com Lucila Costa Meireles para dificultar o andamento das apurações. Relatórios e mensagens extraídas de celulares indicam que Núbia foi contratada por Allan Kleber e participava de conversas sobre pagamentos a servidores do Judiciário para acompanhar e agilizar processos de interesse da organização. Infográfico mostra como funcionava o esquema do Comando Vermelho no AM Arte/g1 A defesa de Anabela Cardoso Freitas informou que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas nem com os demais investigados. A defesa destacou ainda que ela é servidora pública concursada e reconhecida pela idoneidade. O g1 tenta ainda localizar a defesa dos outros alvos da operação. Procurado, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que já adotou medidas administrativas em relação ao servidor citado na operação. A Corte afirmou que preza pela legalidade, pela transparência e pela integridade e que não compactua com condutas incompatíveis com os deveres funcionais. Já a Universidade do Estado do Amazonas declarou que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do âmbito institucional. Sobre Adriana Almeida Lima, a instituição esclareceu que eventuais ações realizadas fora das dependências da universidade e do exercício das atividades acadêmicas são de responsabilidade exclusiva da professora. A UEA reafirmou compromisso com a ética, a legalidade e as normas que regem o serviço público. Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo preso na operação da Polícia Civil do Amazonas vai responder aos procedimentos na Justiça e também a trâmites administrativos na corporação. Segundo a PM, foi instaurado procedimento na Diretoria de Justiça e Disciplina. A instituição afirmou ainda que colabora com as investigações e não compactua com desvios de conduta. Já a Prefeitura de Manaus informou que não é alvo da operação realizada na sexta-feira (20). De acordo com a nota, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município fazem parte da investigação. A prefeitura declarou que mantém compromisso com a legalidade e a transparência e que eventuais servidores investigados responderão individualmente por seus atos, conforme a lei. A Câmara Municipal de Manaus orientou que os questionamentos sejam direcionados aos gabinetes dos vereadores onde os investigados trabalharam. A reportagem aguarda o retorno da Assembleia Legislativa do Amazona. Anabela Cardoso Freitas, policial e ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, é presa

Palavras-chave: câmara municipal

Líder de 'núcleo político' do Comando Vermelho no AM está foragido, diz polícia

Publicado em: 20/02/2026 12:22

Polícia Civil faz operação contra núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas Allan Kleber Bezerra Lima, apontado como líder do "núcleo político" ligado ao Comando Vermelho no Amazonas, é considerado foragido após operação deflagrada na sexta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas. Segundo as investigações, ele comandava um esquema de tráfico de drogas que usava empresas de fachada e apoio de servidores públicos para facilitar as ações do grupo. Nesta sexta (20), durante a operação a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito deles no estado do Amazonas. Entre os presos, estão a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça do estado . De acordo com a polícia, Allan Kleber usava igrejas evangélicas para tentar despistar as autoridades. Ele frequentava cultos, vestia roupas associadas à comunidade religiosa e, em um dos casos, escondeu drogas dentro de um templo na Zona Leste de Manaus. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Ele usava as roupas da igreja evangélica. em uma ocorrência anterior, ele escondeu drogas dentro dessa igreja evangélica e nós temos um outro alvo que também morava dentro de uma igreja evangélica", disse o delegado Marcelo Martins, que comanda a operação. Líder de 'núcleo político' do Comando Vermelho no AM está foragido, diz polícia Divulgação/PC-AM Alvos da operação Ao todo, oito pessoas foram presas no Amazonas e seis fora do estado. Confira quem são os detidos no AM: Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. A polícia aponta que ele recebia pagamentos para fornecer informações sigilosas de processos em segredo de Justiça, o que teria beneficiado o grupo criminoso. Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas. Relatórios de inteligência financeira indicam transações milionárias ligadas ao esquema; Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil que integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida. A investigação diz que ela teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão em favor da facção por meio de empresas de fachada; Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por participação no esquema financeiro que movimentava valores suspeitos para a organização criminosa; Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar de vereador, apontado pela polícia como parte da rede de influência do grupo; Osimar Vieira Nascimento – policial militar preso sob suspeita de envolvimento com as atividades do núcleo político investigado; Bruno Renato Gatinho Araújo – preso no Amazonas e incluído na lista de investigados pela operação. Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara por suposta participação no esquema. Lucila Costa Meireles, presa fora do Amazonas, também é apontada como integrante do núcleo político. Ela já exerceu cargos de assessoria parlamentar, inclusive na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara Municipal de Manaus. Segundo a polícia, Lucila se apresentava como advogada sem ter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuava como lobista do grupo. Mensagens analisadas indicam que ela e outra suspeita teriam pago propina a um servidor do Judiciário para obter e repassar informações de processos que tramitavam em segredo de Justiça. Além de Allan Kleber, outros oito investigados são considerados foragidos. Entre eles está Núbia Rafaela Silva de Oliveira, ex-assessora parlamentar do vereador Elisansandro Bessa (PSB). A investigação aponta que ela atuava como advogada do grupo e trabalhava em conjunto com Lucila Costa Meireles para dificultar o andamento das apurações. Relatórios e mensagens extraídas de celulares indicam que Núbia foi contratada por Allan Kleber e participava de conversas sobre pagamentos a servidores do Judiciário para acompanhar e agilizar processos de interesse da organização. Como era o esquema Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. O g1 tenta ainda localizar a defesa dos alvos da operação. Procurado, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que já adotou medidas administrativas em relação ao servidor citado na operação. A Corte afirmou que preza pela legalidade, pela transparência e pela integridade e que não compactua com condutas incompatíveis com os deveres funcionais. Já a Universidade do Estado do Amazonas declarou que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do âmbito institucional. Sobre Adriana Almeida Lima, a instituição esclareceu que eventuais ações realizadas fora das dependências da universidade e do exercício das atividades acadêmicas são de responsabilidade exclusiva da professora. A UEA reafirmou compromisso com a ética, a legalidade e as normas que regem o serviço público. Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo preso na operação da Polícia Civil do Amazonas vai responder aos procedimentos na Justiça e também a trâmites administrativos na corporação. Segundo a PM, foi instaurado procedimento na Diretoria de Justiça e Disciplina. A instituição afirmou ainda que colabora com as investigações e não compactua com desvios de conduta. Já a Prefeitura de Manaus informou que não é alvo da operação realizada na sexta-feira (20). De acordo com a nota, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município fazem parte da investigação. A prefeitura declarou que mantém compromisso com a legalidade e a transparência e que eventuais servidores investigados responderão individualmente por seus atos, conforme a lei. A reportagem aguarda o retorno da Assembleia Legislativa do Amazona e da Câmara de Manaus.

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça aceita recurso e empresa de ônibus volta a funcionar após MTE anexar foto produzida por inteligência artificial

Publicado em: 20/02/2026 11:55

Operação interdita empresa e deixa Pilar do Sul sem transporte público A empresa responsável pelo transporte público de Pilar do Sul (SP), que teve os serviços suspensos após ser interditada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 12 de fevereiro, deve retornar às operações após a Justiça aceitar um recurso e decretar tutela de urgência em favor da viação. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (19). O g1 teve acesso ao processo, que corre sob segredo de Justiça. No documento, consta que o auditor-chefe regional do MTE, Ubiratan Vieira, teria anexado uma foto de um bode e de uma cabrita no interior de um dos ônibus da empresa, classificando a cena como uma "situação vexatória". No entanto, a imagem teria sido produzida com uso de Inteligência Artificial (IA). 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Por causa disso, Ubiratan passou a figurar como réu no processo juntamente com a Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o registro, a fotografia anexada não corresponderia aos fatos narrados no auto de interdição. Veja a imagem abaixo: Imagem foi anexada e teria sido gerada por IA Reprodução "A autora [empresa] articula, com veemência, que a referida fotografia utilizada como elemento de convicção pelo auditor fiscal não retrata a realidade e trata-se, na verdade, de imagem gerada por IA", diz o documento. O juiz responsável pelo caso, Paulo Eduardo Belotti, deferiu a tutela de urgência a favor da empresa após analisar o recurso. Com a decisão, a viação volta a ser responsável pelo transporte público da cidade. No entanto, isso não impede que o MTE continue exercendo a fiscalização sobre a empresa. A viação deve continuar cumprindo as normas de segurança e trabalho, garantindo a integridade física dos funcionários. Ainda conforme o documento, os réus devem apresentar defesa no prazo de 20 dias. Caso não haja contestação, o processo poderá seguir conforme prevê a legislação processual. À TV TEM, Ubiratan afirma que não foi notificado sobre a situação e que a fiscalização do MTE segue em andamento. Além disso, o auditor alega que o serviço de transporte público está sob responsabilidade de uma nova empresa e que deve continuar desta forma. A equipe também entrou em contato com a Prefeitura de Pilar do Sul para um posicionamento sobre a situação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Entenda o caso Operação envolve empresa de transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais O transporte público de Pilar do Sul (SP) foi temporariamente suspenso após a empresa responsável pelo serviço ser embargada e interditada durante uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizado no dia 12 de fevereiro. Segundo o MTE, a operação foi realizada após uma denúncia ser protocolada no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Um dos documentos, com 74 páginas, aponta maus-tratos, assédio moral e até tortura contra funcionários. Ainda de acordo com o órgão, a empresa recebeu 21 autuações. A situação representava riscos aos 59 funcionários da empresa e aos passageiros. Funcionários relatam situações de abuso Divulgação/MTE O g1 teve acesso ao documento de embargo do ministério, que aponta irregularidades graves em diferentes áreas, como segurança, condições de trabalho, manutenção, proteção e saúde dos funcionários. O MTE também constatou durante a fiscalização que há a falha de controle de risco e manutenção, podendo causar acidentes graves. Enquanto durar o embargo, que deve permanecer até que as irregularidades sejam solucionadas, a empresa não poderá fazer uma série de ações. Veja a lista: Liberar ônibus em situação de irregularidade; Fazer manutenções sem a segurança devida; Expor trabalhadores a jornadas exaustivas diárias; Utilizar veículos sem segurança comprovada. Outro documento emitido pelo MTE, ao qual a reportagem também teve acesso, mostra que a prefeitura chegou a ser notificada da operação dois dias antes, no dia 10. No entanto, a gestão municipal não propôs nenhuma alternativa para o transporte público da cidade durante o período. Entre as irregularidades, a fiscalização apontou que a garagem dos ônibus está em um local não permitido pelo zoneamento urbano do município. Caso o embargo seja descumprido, a empresa responsável estará sujeita a sanções administrativas. Veículos estavam em situações precárias Divulgação/MTE Na denúncia dos funcionários enviada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, é relatado que os veículos utilizados no transporte estão em condições precárias, incluindo ausência de freios, cintos de segurança, assentos para idosos, além de falhas mecânicas frequentes. Além disso, os trabalhadores relataram uma jornada exaustiva, chegando a até 15 horas diárias. Também foi mencionado que não há o pagamento de horas extras, nem recebimento de vale-refeição, apesar de o benefício constar no contrato de trabalho. Ainda conforme a denúncia protocolada no MDH, há relatos de situações envolvendo abuso sexual e assédio moral no ambiente de trabalho, além da proibição de que os funcionários denunciassem os casos ao sindicato. Ao analisar os depoimentos, o ministério identificou graves violações ao princípio da dignidade humana, incluindo tortura psicológica, violação à integridade física e negligência. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: inteligência artificial

Lula diz que não quer transformar Brasil em 'santuário' e pretende conversar com Trump sobre minerais críticos e terras raras

Publicado em: 20/02/2026 11:52

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (20) que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma negociação soberana para a venda e exploração de minerais críticos e terras raras. 🔍Minerais críticos e estratégicos são aqueles que desempenham papel central na economia do presente e do futuro. São usados, por exemplo, na tecnologia de ponta, em chips para celulares e computadores e na transição energética. O petista afirmou que pretende ter uma conversa "olho no olho" com o norte-americano para tratar de questões de interesse para os dois países. Lula e Trump acertaram uma visita oficial do brasileiro à Casa Branca durante uma ligação telefônica no ano passado. A previsão é que a viagem ocorra neste mês de março, após viagem de Lula para a Coreia do Sul. Lula deu a declaração a uma TV local na Índia, onde está cumprindo agenda oficial. A conversa foi traduzida para o inglês. O Palácio do Planalto não divulgou uma tradução oficial da entrevista. "Quero negociar com ele a questão dos minerais críticos e das terras raras. O Brasil tem muitos minerais críticos e terras raras, mas não queremos transformar o território brasileiro em um santuário da humanidade", disse o presidente. "Prefiro negociar de forma soberana para que o processo de transformação desses minerais críticos seja feito e explorado em nosso país, dentro do nosso país. E venderemos para quem quisermos vender", prosseguiu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele também citou o fim do tarifaço e o combate ao crime organizado internacional. "Agora, eu quero ir para os Estados Unidos porque já que o presidente Trump disse que quer combater o tráfico internacional de drogas e o crime organizado, na Venezuela, eu também quero combater isso no Brasil". - Esta reportagem está em atualização.

Palavras-chave: tecnologia

Três engenheiros do Vale do Silício são presos acusados de roubar dados do Google para mandar para o Irã

Publicado em: 20/02/2026 11:51

Três engenheiros do Vale do Silício foram presos na quinta-feira (19) acusados de roubar segredos comerciais do Google e de outras grandes empresas de tecnologia para enviar ao Irã, informou a procuradoria dos Estados Unidos, do Distrito Norte da Califórnia. Eles também são acusados por obstrução da Justiça Entre os dois acusados são Samaneh Ghandali, 41 anos, Mohammadjavad Khosravi, também conhecido como Mohammad Khosravi, 40, e Soroor Ghandali, 32, todos moradores de San Jose. De acordo com a denúncia apresentada na quarta-feira (18) e tornada pública na quinta, os três conseguiram emprego em empresas líderes na área de processadores para computadores móveis. Samaneh Ghandali e Soroor Ghandali, que são irmãs, trabalharam no Google antes de irem para outra empresa de tecnologia identificada no processo como “Empresa 3”. Já Khosravi, marido de Samaneh, trabalhou em uma companhia identificada como “Empresa 2”. Segundo a acusação, os réus usaram seus cargos para obter acesso a informações confidenciais e sensíveis. Em seguida, teriam transferido documentos confidenciais — incluindo segredos comerciais relacionados à segurança de processadores, criptografia e outras tecnologias — do Google e de outras empresas para locais não autorizados, inclusive dispositivos de trabalho vinculados aos empregadores uns dos outros, locais pessoais e para o Irã. A denúncia descreve que, enquanto trabalhava no Google, Samaneh Ghandali teria transferido centenas de arquivos, incluindo segredos comerciais da empresa, para uma plataforma de comunicação de terceiros, em canais que levavam os primeiros nomes de cada um dos acusados. Soroor Ghandali também é acusada de ter transferido diversos arquivos do Google para esses canais enquanto ainda era funcionária da empresa. Posteriormente, esses arquivos teriam sido copiados para dispositivos pessoais, para o computador de trabalho de Khosravi na “Empresa 2” e para o equipamento profissional de Soroor na “Empresa 3”. Ainda de acordo com a acusação, os três tentaram ocultar as ações por meio da entrega de declarações juramentadas falsas às empresas vítimas, negando condutas relacionadas aos segredos comerciais roubados. Também teriam destruído arquivos e registros eletrônicos e adotado métodos para evitar a detecção, como fotografar manualmente telas de computador com documentos confidenciais, em vez de transferir os arquivos completos por plataformas digitais. Em agosto de 2023, após os sistemas internos de segurança do Google detectarem atividades de Samaneh Ghandali e revogarem seu acesso aos recursos da empresa, ela teria assinado uma declaração afirmando que não havia compartilhado informações confidenciais fora da companhia. Segundo a denúncia, ela e Khosravi passaram então a pesquisar e acessar sites sobre como excluir comunicações e dados, incluindo informações sobre quanto tempo operadoras de celular mantêm mensagens “para imprimir em tribunal”. O casal continuou acessando segredos comerciais armazenados em dispositivos pessoais e, ao longo de meses, teria fotografado manualmente centenas de telas de computador com informações confidenciais do Google e da “Empresa 2”. Na noite anterior a uma viagem ao Irã, em dezembro de 2023, Samaneh Ghandali teria feito cerca de 24 fotografias da tela do computador de trabalho de Khosravi, contendo informações sigilosas da “Empresa 2”. Já no Irã, um dispositivo pessoal associado a Samaneh teria acessado essas imagens, enquanto Khosravi teria acessado outras informações confidenciais da empresa. Em nota, o procurador federal dos Estados Unidos Craig H. Missakian afirmou que os acusados “exploraram suas posições para roubar segredos comerciais confidenciais de seus empregadores” e que o escritório continuará atuando para proteger a inovação americana e processar indivíduos que roubem tecnologias sensíveis para ganho indevido ou para beneficiar países hostis. O agente especial do FBI responsável pelo caso, Sanjay Virmani, disse que as ações descritas na denúncia representam “uma traição calculada de confiança” e que os acusados teriam adotado medidas deliberadas para evitar detecção e ocultar suas identidades. Ele afirmou que proteger a inovação do Vale do Silício e as tecnologias que impulsionam a economia e a segurança nacional é prioridade da agência. Os três devem voltar ao tribunal em 20 de fevereiro de 2026, quando será definida a representação legal, perante a juíza Susan van Keulen. A denúncia apenas alega que crimes foram cometidos, e todos os acusados são considerados inocentes até que se prove a culpa além de dúvida razoável. Se condenados, cada um pode pegar até 10 anos de prisão e multa de US$ 250 mil por cada acusação de conspiração para roubo de segredos comerciais e de roubo ou tentativa de roubo. No caso de obstrução de procedimento oficial, a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão e multa de US$ 250 mil. O caso está sendo processado pela Seção de Segurança Nacional e Processos Especiais do escritório do procurador dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, a partir de investigação conduzida pelo FBI.

Palavras-chave: tecnologia

Presidente da Unafisco que criticou investigação do STF depõe à PF nesta sexta após determinação de Moraes

Publicado em: 20/02/2026 11:34

Por ordem de Moraes, PF intima presidente da Unafisco para depor após críticas O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, irá depor na Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (20). O depoimento foi marcado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta (18), Cabral deu entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, e fez críticas à operação da PF contra auditores da Receita Federal por suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo. A operação também foi determinada por Moraes, como parte do inquérito das fake news, do qual ele é relator. O blog não obteve informações sobre o motivo da intimação, nem se há relação com as declarações de Cabral. Não se sabe tampouco se ele será ouvido como testemunha ou como investigado. Na entrevista de quarta, o presidente da Unafisco afirmou que medidas impostas aos auditores alvos da operação constrangem a categoria e impactam diretamente sua atuação. Veja no vídeo abaixo. É menos arriscado fiscalizar PCC do que altas autoridades da República, diz presidente da Unafisco “Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. Se você perguntar hoje quem está disposto a organizar um grupo de fiscalização para investigar autoridades, provavelmente não encontrará ninguém. Tornou-se menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”, declarou. Operação da PF contra auditores Na terça-feira (17), a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Salvador, em Guarujá e São José do Rio Preto. As medidas foram determinadas por Moraes a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os quatro alvos da operação tiveram os celulares apreendidos, foram afastados da função pública e vão usar tornozeleira eletrônica. Eles também tiveram os passaportes cancelados e estão proibidos de sair do país. Os quatro foram ouvidos pela polícia e podem responder por violação de sigilo funcional, acesso indevido a sistemas de informação e vazamento de dados sigilosos. Na entrevista à GloboNews, o presidente da Unafisco afirmou que um auditor da Receita confirmou ter acessado dados de um parente do ministro Gilmar Mendes, mas negou que se tratassem de informações sigilosas de contas bancárias. Auditor confirmou que acessou dados de parente de Gilmar Mendes, diz presidente da Unafisco Segundo ele, o auditor — que atua no interior de São Paulo — foi ouvido pela administração da Receita e relatou que fez um acesso em novembro do ano passado para verificar se a pessoa era uma conhecida de longa data com o mesmo sobrenome. “Pode fazer isso? Não pode”, disse Cabral. De acordo com o presidente da Unafisco, o auditor não ultrapassou a tela inicial de vínculo de parente, relacionada a uma declaração de 2008. “Ele só ficou naquela telinha inicial. Quem é que vai querer pegar dados de alguém de 2008 para acessar hoje?”, afirmou. Cabral disse ainda que o servidor negou ter acessado dados sigilosos de contas bancárias e disse que o caso “não tem absolutamente nada a ver com os fatos que estariam sendo investigados”. Presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral. Reprodução/GloboNews O STF declarou que a operação foi autorizada depois que "foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita Federal e o vazamento das informações sigilosas". Em nota, a Receita Federal afirmou que uma auditoria está em andamento e que irregularidades já detectadas foram comunicadas ao relator do caso no Supremo; que os sistemas são rastreáveis e permitiram identificar acessos indevidos.

Palavras-chave: vazamento de dados

Ex-diretor de Compliance do Master diz à PF que assinava documentos 'sem ler'

Publicado em: 20/02/2026 11:26

Camila: diretor diz que não exercia compliance no Master O ex-diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Master Luiz Antonio Bull disse à Polícia Federal que, apesar de ser diretor da área de compliance, não exercia funções de monitoramento, prevenção de irregularidades e correição no banco. O blog apurou, inclusive, que ele disse à PF que assinava documentos "sem ler". Bull prestou depoimento aos investigadores no dia 27 de janeiro. Ele afirmou que o Compliance do Master era feito em parte pelo banco e, em parte, por um escritório de advocacia. Isso revela que a estrutura que fiscalizar e zelar pela boa governança do banco não funcionava como deveria e ainda tinha uma extensão em um escritório de advocacia. O ex-diretor disse que, apesar de ser, no papel, o chefe de Compliance, cuidava de outras áreas e não sabia dos problemas que estavam ocorrendo. Bull disse que há uma normativa do Banco Central que determina que é preciso ter pessoas responsáveis pelos departamentos de um banco; e que banco Master tinha 4 diretores. Bull disse que fazia parte da diretoria, mas não tomava decisões. O blog apurou que Bull disse não ter formação em Compliance nem na área jurídica. E que afirmou à PF que era um diretor só no papel. Segundo ele, quem fazia essa parte eram outras pessoas do jurídico do Master e, também, integrantes de um escritório de advocacia contratado pelo banco. Ex-diretor do BRB Já o ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Jr, disse à PF que o BRB não sabia o que tava comprando por 12 bilhões de reais (as carteiras do Master). O blog apurou que Dario disse que não entendeu o que aconteceu, como o BRB comprou tantas carteiras sem lastro de existência . O BRB trocou toda a sua diretoria após o escândalo do Master e Dário não é mais diretor.

Palavras-chave: tecnologia

Airbnb lança Hub de Engenharia no Brasil e abre dezenas de vagas para tecnologia

Publicado em: 20/02/2026 11:04 Fonte: Tudocelular

O Airbnb anunciou oficialmente a abertura de um novo Hub de Engenharia no Brasil. Esse movimento marca uma expansão significativa das operações técnicas da empresa na América Latina e chega com foco em aproveitar o talento local para desenvolver soluções globais. Airbnb aposta no talento brasileiro para expandir engenharia global Em geral, o objetivo da iniciativa inclui fortalecer o ecossistema de inovação, enquanto as soluções desenvolvidas se voltam para áreas como: Infraestrutura; Experiência do usuário; Pagamentos. Por que o Brasil? A escolha estratégica pelo mercado latino Fiamma Zarife, Diretora Geral do Airbnb na América do Sul, comentou mais sobre o assunto:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Paraná tem alerta de chuvas com grande volume para o litoral; veja previsão do tempo

Publicado em: 20/02/2026 11:00

Previsão é de chuva intensa no Paraná nesta sexta-feira (20) O Paraná está sob alerta perigo de tempestade nesta sexta-feira (20), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso prevê ventos que podem variar de 60 km/h até 100 km/h, pancadas volumosas de chuva e até queda de granizo. O alerta vale até o fim do dia. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Conforme o instituto, ainda há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a instabilidade no estado acontece devido a atuação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos e da circulação de ventos em níveis baixos na atmosfera. A chuva é esperada desde o período da manhã nas regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste. No restante do estado, estima-se que as tempestades aconteçam entre tarde e noite. Para o litoral, a expectativa é de chuva forte no período noturno. Aviso de perigo de tempestade para todo o Paraná. Inmet Leia também: Cataratas do Iguaçu: Homem que arriscou vida de bebê para foto correu risco de derrubá-lo em queda equivalente a prédio de 27 andares Caso reaberto: Homem cita criança morta há 19 anos durante abuso sexual, volta a ser suspeito e acaba preso Mega-Sena: Um bolão e quatro apostas simples do PR acertam a quina e levam prêmios Previsão do tempo no Paraná para os próximos dias ⛈️ No sábado (21), segundo o Simepar, o tempo segue instável especialmente no interior do estado. Apesar de continuar abafada, a temperatura será mais amena comparada aos dias anteriores. Na Serra do Mar e Litoral, o volume de precipitação pode acumular mais de 100 mm. No domingo (22), ainda estão previstas tempestades no interior do Paraná. A variação de temperatura deve ser menos expressiva, principalmente na região de Curitiba e Litoral. Foto ilustrativa Sedest Curitiba Sexta-feira (20): mínima de 19°C e máxima de 29°C Sábado (21): mínima de 17°C e máxima de 23°C Domingo (22): mínima de 17°C e máxima de 23°C Ponta Grossa Sexta-feira (20): mínima de 19°C e máxima de 30°C Sábado (21): mínima de 18°C e máxima de 25°C Domingo (22): mínima de 17°C e máxima de 25°C Guarapuava Sexta-feira (20): mínima de 19°C e máxima de 27°C Sábado (21): mínima de 17°C e máxima de 25°C Domingo (22): mínima de 16°C e máxima de 23°C Londrina Sexta-feira (20): mínima de 22°C e máxima de 33°C Sábado (21): mínima de 21°C e máxima de 31°C Domingo (22): mínima de 20°C e máxima de 29°C Maringá Sexta-feira (20): mínima de 23°C e máxima de 35°C Sábado (21): mínima de 22°C e máxima de 31°C Domingo (22): mínima de 21°C e máxima de 30°C Paranavaí Sexta-feira (20): mínima de 24°C e máxima de 33°C Sábado (21): mínima de 22°C e máxima de 32°C Domingo (22): mínima de 22°C e máxima de 31°C Cascavel Sexta-feira (20): mínima de 22°C e máxima de 30°C Sábado (21): mínima de 21°C e máxima de 29°C Domingo (22): mínima de 20°C e máxima de 26°C Foz do Iguaçu Sexta-feira (20): mínima de 24°C e máxima de 30°C Sábado (21): mínima de 23°C e máxima de 31°C Domingo (22): mínima de 24°C e máxima de 27°C 📞 Telefones para emergências Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Os paranaenses também podem receber no próprio celular alertas e informações da Defesa Civil do Paraná sobre risco de mau tempo na própria região: basta enviar um SMS com o CEP da região para o número 40199. A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul Leia mais notícias da região em g1 Paraná.

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Lagos biodiversos viram terapia dentro de casa e até em apartamentos; veja como

Publicado em: 20/02/2026 10:53

Lagos biodiversos: o segredo da ‘água selvagem’ para transformar seu quintal em refúgio Imagine trocar o barulho do tráfego ou o zumbido do ar-condicionado pelo som sutil de uma libélula pousando em uma ninfeia (gênero de várias plantas aquáticas) ou pelo movimento rítmico de pequenos peixes entre as raízes. Uma tendência que une ecologia e saúde mental está transformando espaços — de grandes quintais a pequenas varandas — em ecossistemas vivos e autossuficientes: os lagos biodiversos. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp Diferente dos aquários tradicionais, que dependem de filtros caros e controle rígido, o lago biodiverso aposta na "sabedoria da água selvagem". Como define a educadora e permacultora Andrea Pesek: "A água é o epicentro da regeneração do planeta. Se cuidarmos dela, revertemos as mudanças climáticas em qualquer escala". Veja mais conteúdos do Terra da Gente: O FIM DAS ÁGUAS? Pantanal sofre a maior alteração em 40 anos e pode mudar sua paisagem MAR EM ALERTA: Fenômeno invisível afeta audição de peixes e ameaça a vida marinha no Brasil e no mundo ESTRELA-FLOR E PORCO-DO-MAR: Seres desconhecidos são achados a 4 mil metros no oceano A quebra do controle: água sem cloro e sem química O conceito desafia o medo urbano da água parada. Para Andrea, criamos um afastamento da natureza que nos faz desconfiar do que é selvagem. "A gente vai à natureza ver cachoeira e rios, mas quando está perto da gente, não confiamos que vai dar certo", reflete a especialista. Lago em vaso e no jardim, construídos por Andrea Andrea Pesek Diferente da lógica de "controlar a água" com bombinhas, aeradores e algicidas , o lago biodiverso trabalha com a lógica da natureza. "O que queremos é a água em seu estado selvagem, pura e vitalizada, com o mínimo de intervenção". O ecossistema: como funciona a filtragem natural Para que o sistema funcione sem filtros mecânicos, ele depende de uma "teia da vida" ativa. O segredo está na diversidade: Substratos porosos: Areia, pedras e até cacos de telha abrigam microrganismos benéficos que ciclam os nutrientes. As plantas (macrófitas): São o "pulmão" do lago. A ninfeia, por exemplo, aumenta em 10 vezes o oxigênio da água em comparação a um lago sem ela. Outras espécies como aguapé e alface-d’água filtram impurezas e sombreiam a água, mantendo-a fresca. O controle da dengue: O maior mito é de que o lago atrai focos de mosquito. "É o contrário. Cuidamos dos predadores naturais, como libélulas e sapos". Para segurança extra, peixes como o Guaru, Lebiste e Espada devoram qualquer larva que apareça. O biólogo Henrique Mariuti confirma que lagos equilibrados e bem adaptados, ainda que em tamanho reduzido, podem evitar a proliferação de algumas pragas. No entanto, é essencial prezar pela construção com vistas ao equilíbrio. "Se você abandonar um buraco cheio de água parada e esperar que ele se torne um local cheio de peixes e plantas, esqueça. É preciso fazer uma construção adequada, com substratos corretos, plantas bem estruturadas e vida aquática que dê conta de possíveis agentes nocivos. Especialmente com bombas d'águas ou movimentos baseados em gravidade, o problema se resolve", explica o biólogo, que também é um entusiasta dessa prática. "Criar ambientes naturais e 'selvagens' em casa não é apenas um conselho de bem-estar, é uma necessidade ecológica e instintivas dos seres humanos." A experiência de quem Montou: terapia em casa A psicóloga Karina Bicalho encontrou no lago uma resposta para o "prejuízo silencioso" da vida urbana. "A consciência de que fazemos parte da natureza é um despertar. Quando começamos, encontramos o espaço que inicialmente parecia não existir", conta ela, que buscou na Andrea a mentoria para seu projeto. Lago biodiverso construído por Karina Bicalho Karina Bicalho Para Karina, a manutenção é, na verdade, um exercício de desapego e observação. "Não é desafiador quando sua mentalidade é de cooperação e não de controle. Se um pássaro vem e come um peixe, é apenas a natureza se autorregulando". Ela relata que a prática clínica de 20 anos e sua experiência pessoal confirmam os benefícios: "Essa observação singela é mais eficiente do que muitas drogas psiquiátricas. É um gole de néctar após sabores amargos". Um sistema de abundância Pássaros fazem ninhos próximo ao lago Andrea Pesek O lago biodiverso não termina na água; ele nutre o entorno. Andrea explica que o manejo é simples: "Retiramos o excesso de plantas e usamos para cobrir o solo dos canteiros; elas nutrem e hidratam o jardim". É um ciclo onde nada se perde: o lodo do fundo vira adubo para a horta e plantas como a Elódia servem de alimento proteico para animais domésticos, como galinhas. Para quem mora em apartamento, um "lago de recipiente" pode ser feito em vasos de cerâmica, banheiras antigas ou tonéis de madeira. "O custo pode ser praticamente zero se você usar a criatividade e aproveitar os recursos abundantes à sua volta, como pedras largadas na rua ou em caçambas". "O lago é um convite para a vida. Ele atrai, cuida e alimenta animais preciosos", finaliza Andrea (@jardimagroecologico). A ciência por trás do bem-estar Lagos biodiversos atraem "vida" para as casas Andrea Pesek A sensação de paz relatada por quem cultiva esses lagos encontra eco em estudos robustos sobre a Biofilia — a nossa necessidade inata de conexão com a vida. Uma pesquisa publicada na revista científica Scientific Reports revelou que o contato com a natureza por pelo menos 120 minutos semanais é um divisor de águas para a saúde pública, associando-se diretamente a níveis mais altos de bem-estar psicológico. No cérebro, a observação do movimento da água e da biodiversidade ativa a "atenção fascinada", um estado que permite a restauração da fadiga mental acumulada pelo excesso de telas e estresse urbano. Além do impacto emocional, o lago biodiverso funciona como um laboratório de controle biológico. Enquanto o senso comum teme a água parada, a ciência ambiental demonstra que ecossistemas ricos em biodiversidade são, na verdade, "armadilhas ecológicas" para vetores como o Aedes aegypti. Estudos indicam que a presença de predadores naturais, como as ninfas de libélula e pequenos peixes larvófagos, reduz drasticamente a taxa de sobrevivência de mosquitos em comparação a recipientes isolados e sem vida. Segundo o biólogo Henrique, a filtragem natural realizada pelas plantas macrófitas é uma tecnologia de ponta da própria Terra, conhecida como Fitorremediação. Plantas como a Ninfeia e o Aguapé possuem a capacidade de absorver metais pesados e filtrar excessos de nutrientes orgânicos, transformando impurezas em biomassa vegetal. "Esse processo de autodepuração garante que a água se mantenha cristalina e oxigenada sem a necessidade de filtros mecânicos, mimetizando o comportamento de rios e lagos selvagens em um ciclo fechado de abundância", afirma Mariuti. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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Isenção de IPTU para casas em ruas sem asfalto é aprovada na Câmara de Cuiabá

Publicado em: 20/02/2026 10:31

Proposta altera a lei que trata do IPTU no município e passa a valer ainda neste ano Secom/Câmara A isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). para moradores de casas localizadas em ruas sem pavimentação foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Cuiabá, em sessão extraordinária realizada nessa quinta-feira (19), na capital. A proposta altera a lei que trata do IPTU no município e passa a valer ainda neste ano. O benefício será concedido a imóveis exclusivamente residenciais, com área total e construída de até 600 metros quadrados, que estejam em vias sem qualquer tipo de pavimentação, como asfalto, paralelepípedo ou bloquete. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp De acordo com a prefeitura, mais de 19 mil móveis atendem aos critérios e devem deixar de pagar o imposto. A isenção será automática, sem necessidade de pedido por parte do contribuinte, salvo em caso de inconsistência nos dados cadastrais. Durante a votação, vereadores da base e da oposição defenderam a medida sob o argumento de que moradores de regiões sem infraestrutura não devem pagar o mesmo valor de imposto que quem vive em ruas asfaltadas. O texto aprovado segue agora para sanção do prefeito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apresentação do projeto Há três semanas, o projeto de lei foi enviado para Câmara Municipal de Cuiabá. A proposta foi anunciada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) por meio da Secretaria Municipal de Economia. Segundo a prefeitura, a proposta faz parte de um pacote de medidas voltadas à reorganização das prioridades de investimento em infraestrutura urbana. De acordo com o prefeito, o objetivo seria corrigir uma distorção histórica enfrentada pelas famílias que, mesmo pagando imposto, moram em ruas de terra, que resultam em poeira no período seco e lama durante as chuvas. Ainda segundo a prefeitura, cerca de R$ 120 milhões foram assegurados para a ampliação da malha asfáltica neste ano. Os recursos devem ser aplicados em projetos que estão em fase de elaboração e contemplar diversos bairros da capital.

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Comandante de grupo de elite da polícia é preso suspeito de usar viatura para traficar drogas em MS

Publicado em: 20/02/2026 10:23

Esquema usava viatura caracterizada para driblar fiscalização, aponta investigação Polícia Civil de MS O policial penal Antonio Fernando Martins da Silva, comandante do Grupo Tático de Escolta (GTE), foi dispensado do cargo nesta sexta-feira (20), após ser apontado como suspeito de usar viaturas para traficar drogas. O g1 não encontrou a defesa do policial. Antonio foi alvo da Operação Rota Blindada, deflagrada na quinta-feira (19) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para desarticular uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a investigação, o grupo utilizava uma estratégia conhecida no meio criminoso como “frete seguro” para transportar entorpecentes entre os municípios de Corumbá e Campo Grande. Policial garantia frete seguro das drogas Conforme a Denar, o servidor público teria usado a própria função e uma viatura oficial caracterizada para fazer o transporte da droga. A prática consistia em utilizar o veículo institucional para reduzir o risco de fiscalização nas estradas e aumentar as chances de sucesso no deslocamento da carga ilícita. De acordo com os investigadores, a estrutura do Estado era usada para dar aparência de legalidade ao transporte e dificultar abordagens policiais. Na manhã de quinta-feira, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá. A operação contou com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário. Acompanhamento da Corregedoria As medidas judiciais envolvendo o policial penal foram acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Penal, que atuou para garantir a regularidade e a transparência dos procedimentos. A investigação foi coordenada pela Denar, com apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp), que colaborou com o compartilhamento de informações estratégicas. Em nota, as forças de segurança afirmaram que a operação é mais uma etapa das ações permanentes de combate ao tráfico de drogas no estado e reforça o compromisso das instituições em responsabilizar todos os envolvidos, inclusive agentes públicos que utilizem o cargo para práticas ilegais. Comando de Operações Penitenciárias Criado oficialmente em 27 de dezembro de 2017 dentro da estrutura da Agepen, o Comando de Operações Penitenciárias (COPE) é pautado nos pilares da disciplina e da hierarquia. A unidade é subdividida em Grupo de Intervenção Tática (GIT) e Grupo Tático de Escoltas (GTE). Entre as principais atribuições estão a retomada da ordem e da disciplina em ambientes considerados hostis, a realização de procedimentos de segurança em unidades prisionais e escoltas de presos classificadas como de alto risco. Para integrar o COPE, os policiais penais passam por curso de elevado desgaste físico e psicológico, preparado para simular situações reais de crise. Os integrantes recebem treinamento especializado em Atendimento Pré-Hospitalar Tático, Rapel Tático, Tecnologias Não Letais, Combate Prisional em Ambientes Fechados, Combate Corpo a Corpo, Imobilização Tática, Escolta de Presos e Intervenção Prisional, entre outras técnicas operacionais. O que diz a Agepen A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que a conduta investigada configura desvio individual, absolutamente incompatível com os princípios que regem a Polícia Penal e não reflete a postura institucional. A Corregedoria-Geral da Agepen instaurou procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos, com a adoção de todas as medidas administrativas e legais cabíveis. O processo seguirá os trâmites legais, assegurando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório. A instituição mantém política permanente e implacável de combate a desvios de conduta, com fiscalização contínua, corregedoria atuante e mecanismos internos de controle. Eventuais irregularidades são tratadas com absoluto rigor e transparência. A Agepen atua pautada na integridade institucional, legalidade e confiança da sociedade, não compactuando com qualquer prática que comprometa a missão da Polícia Penal. A instituição também trabalha de forma integrada com as demais forças de segurança, inclusive por meio de seu serviço de inteligência, mantendo cooperação permanente no enfrentamento ao crime e no combate a qualquer prática ilícita. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Prefeito de Taboão da Serra diz que não pretende exonerar chefe de gabinete preso por usar carro com placa adulterada

Publicado em: 20/02/2026 10:19

O prefeito de Taboão da Serra, Daniel Bogalho (União Brasil), e seu chefe de gabinete, o pastor Marco Roberto da Silva. Reprodução/Redes Sociais O prefeito de Taboão da Serra, Daniel Bogalho (União Brasil), disse nesta sexta-feira (20) que não pretende exonerar o seu chefe de gabinete que foi preso por usar placa adulterada de veículo no interior de São Paulo. Marco Roberto da Silva foi detido na última terça-feira (18), na cidade de Águas Claras, ao ser flagrado pela Polícia Militar de Minas Gerais usando placas falsas do Poder Legislativo da cidade vizinha de Embu das Artes no seu carro pessoal. Em conversa com o g1, o prefeito Daniel Bogalho classificou o flagrante como grave, mas afirmou que o pastor presta bons serviços à gestão municipal e prefere esperar a apuração. “O Pastor Marco Roberto, como chefe de gabinete, vem prestando um bom e importante trabalho. O ocorrido deve e está sendo apurado pela Justiça, na qual todos nós confiamos”, afirmou. Chefe de gabinete da prefeitura de Taboão da Serra é preso por uso de placas adulteradas em carro particular “Entendo ser grave sim, não somos coniventes com nenhuma atitude como esta. Mas prefiro me posicionar melhor após apurar todos os fatos”, disse Bogalho. O g1 não conseguiu localizar Marco para comentar o assunto. Procurado, seu advogado, Paulo Cesar dos Anjos, afirmou que vai se ”manifestar apenas nos autos do processo, em momento oportuno”. A reportagem também procurou a prefeitura de Embu para comentarem o assunto e aguarda os seus posicionamentos, além da Câmara Municipal de Embu. Marco Roberto foi solto na quinta-feira (19), após audiência de custódia. Na decisão de libertação, o juiz do caso determinou uma série de medidas cautelares. Em uma delas, o pastor está proibido de deixar a cidade onde mora, Embu das Artes, sem autorização expressa da Justiça. No entanto, Marcos Roberto mora em Embu, mas trabalha na cidade vizinha de Taboão da Serra. Ele foi indicado ao cargo em Taboão pelo ex-prefeito de Embu, Ney Santos (Republicanos), após ter participado da campanha que elegeu o atual prefeito de Embu, Hugo Prado (Republicanos). O prefeito de Taboão - Daniel Bogalho - diz que pretende dar licença para o chefe de gabinete, caso ele não possa comparecer à prefeitura para o trabalho diário. “Eu preciso entender melhor do processo, porém, se a determinação da Justiça for de que o mesmo não possa sair de Embu das Artes, com certeza teremos que licenciar o mesmo”, declarou. Uso de remédios fortes Marco Roberto da Silva, conhecido como ‘Pastor’, foi detido pela Polícia Militar de Minas Gerais na rodovia SP-342, na altura da cidade de Águas da Prata, no interior de SP Montagem/g1/Reprodução Ao ser preso pela polícia, Marco que se apresenta como "Pastor Marco Roberto", disse em depoimento que se esqueceu de retirar as placas por conta de "remédios fortes" que toma. Ele foi solto na quinta-feira (19) pela Justiça e terá de cumprir algumas medidas cautelares (saiba mais abaixo). Ele alegou em sua defesa durante interrogatório na Polícia Civil que alguém, que não viu e não sabe dizer quem é, colocou "por brincadeira ou por maldade" as placas falsas (dianteira e traseira) com o brasão de Embu em seu veículo quando o estacionou em Taboão. Mas, segundo Marco, como ele "está fazendo uso de remédios fortes, tanto para doenças físicas quanto psíquicas, acabou esquecendo de retirá-la". E, que durante uma viagem com o automóvel, se lembrou disso somente quando foi parado pela Polícia Militar (PM). Policiais de Poços de Caldas, em Minas Gerais, notaram que a caminhonete estava com placas adulteradas e informaram ter ordenado que o motorista parasse o veículo. Como desobedeceu, segundo os agentes, eles perseguiram o automóvel até Águas da Prata, já no interior paulista. Foi somente nessa cidade que Marco parou a caminhonete e foi abordado pela PM. Segundo o chefe de gabinete, nesse momento, se lembrou que havia esquecido de retirar a placa falsa. Marco foi indiciado pelo crime de "adulteração de sinal identificador de veículo automotor" na delegacia de Águas da Prata. Na quinta-feira (19) passou por audiência de custódia na Justiça de São João da Boa Vista, também no interior de São Paulo. O Ministério Público (MP) concordou com o pedido da defesa dele para que seu cliente respondesse ao crime em liberdade. A Justiça o soltou com as condições de que Marco: não mude de endereço ou se ausente da cidade onde mora, por mais de 30 dias, sem prévia autorização do Juízo; não poderá ir a bares e "locais de má fama, como prostíbulos, casas de apostas e pontos de venda de drogas"; terá de permanecer em sua casa, das 23h até às 6h, inclusive nos finais de semana e nos dias de folga. Marco Roberto da Silva está registrado como funcionário do gabinete do prefeito de Taboão da Serra, com salário de mais de R$ 15 mil mensais. Reprodução De acordo com os PMs que chegaram a prendê-lo, a caminhonete que Marco dirigia é de uso particular e está registrada em nome de uma empresa. As duas placas originais, segundo os policiais, tinham sido retiradas e estavam guardadas dentro do veículo. Ainda segundo os agentes, quando foi detido em flagrante, o chefe de gabinete havia dado a eles uma versão diferente da que deu depois em seu interrogatório na delegacia. De acordo com a PM, Marco admitiu que ele mesmo tinha colocado as placas falsas no veículo. “Informou ainda que utiliza a referida placa por exercer o cargo de Secretário Municipal no município de Taboão da Serra, alegando ter obtido a placa do 'Poder Legislativo' junto à Prefeitura de Embu das Artes, tendo ele próprio providenciado o emplacamento", informa trecho do boletim de ocorrência. Daniel Bogalho em entrevista ao g1 durante a eleição de 2024. Fábio Tito/g1 Ainda conforme a PM, Marco afirmou que utilizava a identificação para “desfrutar de livre circulação” e declarou que na Grande São Paulo seria comum o uso dessas placas falsificadas. O pastor Marcos Roberto ao lado de Ney Santos e Hugo Prado (Embu) e do prefeito Daniel Bogalho, de Taboão da Serra. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais O pastor Marcos Roberto tem ligação pessoal com o ex-prefeito de Embu, Ney Santos (Republicanos), e com o atual, Hugo Prado (Republicanos). Em agosto do ano passado, Ney Santos postou uma foto de pijama e pantufas, recebendo em casa o pastor e o prefeito de Taboão. Nas redes sociais, Marcos Roberto postou várias fotos ao lado de Ney Santos, inclusive o abraçando e falando em gratição ao ex-prefeito de Embu.

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Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil

Publicado em: 20/02/2026 09:59

Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões Aly Song/Reuters O Grindr, aplicativo de relacionamento LGBTQIA+, começa a exigir verificação de idade dos usuários nesta sexta-feira (20). A atualização atende a uma nova exigência do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA). "A lei determina que plataformas e serviços destinados a adultos utilizem métodos de verificação de idade para garantir que apenas pessoas com 18 anos ou mais tenham acesso aos seus serviços", diz a plataforma. O Grindr também explicou como vai funcionar a verificação de idade e qual ferramenta utiliza. Veja abaixo: verificação de idade: para confirmar que têm 18 anos ou mais, usuários do Grindr no Brasil podem enviar um breve vídeo selfie ou optar por combinar o vídeo com um documento oficial com foto; processo único e vinculado à conta: a verificação precisa ser feita apenas uma vez por conta. Novos usuários serão solicitados a concluir o procedimento durante o cadastro. Quem já utiliza o aplicativo — ou abrir o app enquanto estiver no Brasil — também deverá passar pelo processo; acesso condicionado à conclusão: no Brasil, o acesso ao Grindr ficará bloqueado até que a verificação de idade seja finalizada; parceria com a FaceTec: o Grindr utiliza tecnologia de verificação biométrica da FaceTec. Segundo a empresa, todo o processamento de dados é gerenciado de forma independente, com o objetivo de proteger a privacidade dos usuários e garantir que o acesso seja restrito a adultos. Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona Veja os vídeos que estão em alta no g1 Documentos oficiais aceitos Caso você opte — ou seja solicitado — a usar o método que combina um documento oficial com foto e um vídeo selfie, os seguintes documentos são aceitos: Carteira de Motorista Passaporte Carteira de Identidade Carteira de Piloto Carteira da OAB Carteira de Identidade Digital Carteira de Registro Nacional Migratório Carteira de Farmacêutico Carteira de Enfermagem Carteira Profissional / Carteira de Identidade Profissional Registro Nacional Migratório Carteira de Bombeiro Militar Carteira de Farmacêutico Como sua privacidade é protegida Para proteger sua privacidade, documentos e vídeos fornecidos são utilizados apenas para a verificação de idade, são criptografados de forma segura durante o processo e excluídos permanentemente após a conclusão. O Grindr não retém os documentos ou vídeos enviados, mantém apenas a informação sobre qual método de verificação foi escolhido e se o processo foi aprovado ou reprovado. E fora do Brasil? Se você estiver fora do Brasil, não verá essa verificação, a menos que abra o Grindr durante uma visita ao país. Nesse caso, o processo será aplicado da mesma forma.

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Desafio LED 2026 vai distribuir R$ 300 mil; inscrições terminam em 1º de março

Publicado em: 20/02/2026 08:33

Desafio LED Divulgação Estudantes brasileiros maiores de 18 anos têm até 1º de março de 2026 para se inscrever no Desafio LED: Me dá uma luz aí!, que neste ano tem como tema a evasão escolar. A edição vai premiar cinco propostas inovadoras, que dividirão R$ 300 mil. Promovido pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com o g1, o edital convida jovens de todo o país a desenvolver soluções para o país enfrentar um dos principais desafios da educação brasileira: manter crianças e adolescentes na escola. 🎓 Quem pode participar Estudantes com 18 anos ou mais Com matrícula ativa no primeiro semestre de 2026 💻Como se inscrever? A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site www.movimentoled.com.br. 👩‍🎓 O que o edital busca? A chamada prioriza propostas conectadas a diferentes contextos sociais, que reconheçam a educação como instrumento de transformação. Entre as frentes possíveis estão: uso criativo de tecnologia; metodologias inovadoras de ensino; estratégias de engajamento familiar; ações comunitárias; iniciativas de acolhimento e fortalecimento do pertencimento. Os cinco projetos selecionados passarão por uma jornada de desenvolvimento com mentorias especializadas, com foco na estruturação das ideias até a criação de um protótipo viável. As propostas vencedoras serão apresentadas no palco do Festival LED, no Rio de Janeiro. Para se inspirar: conheça os projetos vencedores de 2025 🔹 Ana Paula de Souza Silva (RJ) – Plataforma Te Guio (1º lugar) Espaço digital que reúne informações acessíveis, suporte emocional e orientação para famílias e educadores, promovendo inclusão de crianças do espectro autista. 🔹 Milena Aparecida Nicolay Nogueira (RJ) – Útero Pop (2º lugar) Projeto de educação menstrual voltado a meninas e pessoas a partir dos 8 anos, com foco em autoconhecimento, respeito e autoestima. 🔹 Ethan Freitas da Silva Gonçalves de Alcântara (RJ) – Jogo Lendas Matemáticas (3º lugar) Jogo físico com tabuleiro e cartas que torna o aprendizado da matemática mais acessível e lúdico. 🔹 Pedro Henrique Pereira Novaes (BA) – Plataforma QG Uni (4º lugar) Ferramenta digital que conecta estudantes a opções de moradia acessível e segura, ampliando o acesso ao ensino superior. 🔹 Albert de Souza Nunes (AM) – Acessibilidade sobre as águas (5º lugar) Iniciativa que leva recursos pedagógicos adaptados e formação docente a comunidades ribeirinhas do Amazonas, promovendo inclusão de crianças cegas ou com baixa visão. Veja a apresentação final de 2025: Festival LED 2025 | Desafio LED - Me dá uma luz aí, a apresentação final Desafio LED Divulgação

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