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Mulher que atirou em jovem a pedido do ex-marido para dar um 'susto' nela é identificada; vítima está paraplégica

Publicado em: 24/09/2025 05:28

Jovem é baleada nas costas por outra mulher no litoral de SP A Polícia Civil identificou a mulher que atirou em uma jovem de 27 anos e a deixou paraplégica em Santos, no litoral de São Paulo. A mulher foi baleada nas costas ao sair da academia. De acordo com o delegado Wagner Camargo Gouveia, responsável pelas investigações, o ex-marido da vítima pediu para que a suspeita desse um 'susto' nela. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o ataque ocorrido na Rua Cecília Meirelles, no bairro Bom Retiro, na noite de 3 de setembro. Segundo o boletim de ocorrência, a suspeita disparou cinco vezes contra a vítima, atingida nas costas. Na manhã de 9 de setembro, o ex-marido da vítima foi preso suspeito de envolvimento no crime. Segundo o delegado, o homem de 63 anos foi filmado transportando a autora dos disparos e uma comparsa, que seria a filha adolescente dela, no próprio carro. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A autora do disparo, que ainda não teve a identidade revelada pela Polícia Civil, era conhecida do ex-marido da vítima - preso preventivamente suspeito de envolvimento no crime. De acordo com o delegado, ele pediu ajuda na comunidade para dar um 'susto' na ex. "Ele [ex-marido] fala que era só para dar um susto na ex-mulher dele e ele não acreditava que ela [autora] fosse dar um tiro", disse Wagner. Para o delegado, com a identificação da suspeita de atirar na vítima, é questão de tempo para que ela - que é considerada foragida - seja presa. "Com o avanço das investigações, principalmente com a prisão do mandante, ele mesmo já deu o nome da atiradora, bem como endereço". De acordo com Wagner, a expectativa da polícia é conseguir colher o depoimento da vítima da tentativa de feminicídio, que segue internada. "Está em estado grave, a gente nem consegue falar com ela ainda porque está entubada". Ex-preso Ex-marido de jovem baleada nas costas por mulher, em Santos, foi preso suspeito de envolvimento no crime Reprodução e Polícia Civil Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o homem tem um filho de 4 anos com a vítima. A polícia identificou que o carro usado no crime pertence ao suspeito e estava com uma lanterna queimada e um tapete cobrindo a placa. O delegado afirmou que as mulheres envolvidas foram filmadas saindo do veículo e, depois, levadas por ele até o canal 2. “No cumprimento do mandado, encontramos o veículo na casa dele, justamente com a lanterna queimada e o tapete utilizado, tudo indicando autoria”, disse. A polícia acredita que o suspeito possa ser o mandante do crime. “Ela já tinha vários boletins de ocorrência contra ele, por ameaça, lesão corporal e violência doméstica, mostrando que havia um histórico sério de conflitos conjugais”, afirmou o delegado. Wagner também disse que a prisão da autora dos disparos poderá esclarecer se houve pagamento para a execução. "A vítima realmente não conhece ela, provavelmente deve ter tido benefício financeiro para cometer esse delito". A Polícia Civil representou pela prisão temporária de 30 dias do ex-marido pelo crime de tentativa de feminicídio. "Segundo a médica que está no caso, trata ela [vítima] como paraplégica. A munição está alojada nas costas, ela [médica] alega até que se tirar essa munição, ela pode ficar tetraplégica. Realmente, o caso está bem grave", disse o delegado. Confundida por atiradora A vítima afirmou que a autora dos disparos a confundiu com outra pessoa. A informação é de uma testemunha que prestou socorro à vítima e conversou com ela até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A testemunha, que preferiu não ser identificada, disse que tentou manter a vítima acordada até a ambulância ou a polícia chegarem ao local. Ela acrescentou que não conseguiu ver a autora dos disparos. Jovem foi baleada nas costas por outra mulher após sair da academia em Santos (SP) Reprodução e Reprodução/TV Tribuna Paraplégica Por meio de nota, a Santa Casa de Santos informou que a jovem encontra-se internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O hospital destacou não ter autorização para prestar mais informações por conta da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), n.º 13.709/2018. O delegado Wagner Camargo Gouveia contou anteriormente ao g1 que foi avisado pela unidade de saúde sobre a vítima estar paraplégica. Conforme o agente, ainda não há informações se a condição é temporária ou permanente. Segundo a médica neurologista Andréa Anacleto, que não tem relação com o caso, a paraplegia se dá quando ocorre a perda parcial ou total dos movimentos e da sensibilidade da metade inferior do corpo, ou seja, as pernas e parte do tronco (saiba mais sobre a condição clicando aqui). Relembre o caso A Polícia Militar foi acionada para a ocorrência na Rua Cecília Meirelles. Conforme o BO, ao chegar no local, os agentes souberam que a vítima havia saído da academia e estava indo para casa, quando passou por duas mulheres que estavam em um ponto de ônibus, incluindo a suspeita. Os policiais foram informados de que, após a vítima passar pelas mulheres, uma delas passou a dizer que ela havia mandado uma mensagem nas redes sociais ameaçando outra pessoa - não identificada. Em seguida, a suspeita teria disparado na direção da vítima, ainda segundo o BO. No vídeo, é possível ouvir a suspeita armada intimidando a vítima e dizendo: "Vai tomar uns pipocos agora". Pouco depois, a mulher efetuou um disparo na direção das costas da jovem, que caiu na calçada. Mesmo com a vítima no chão, ao menos outros três tiros podem ser ouvidos na sequência. Jovem foi baleada nas costas por outra mulher, no bairro Bom Retiro, em Santos (SP) Reprodução O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou a jovem ao pronto-socorro da Santa Casa de Santos, onde permanece internada. A perícia foi acionada ao local do crime e o celular da vítima foi apreendido pela polícia. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Central de Polícia Judiciária (CPJ). O delegado disse que a equipe iniciou as diligências, indo ao local do crime e tendo acesso às imagens. "Questão de tempo para tentar esclarecer esse crime", explicou ele. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: lgpd

Celulares intermediários: g1 testa 5 modelos com bom desempenho e custo-benefício

Publicado em: 24/09/2025 05:03

Celulares intermediários: g1 testa 5 modelos com bom desempenho e custo-benefício Os celulares da categoria dos intermediários lançados em 2025 lembram muito seus "primos" mais caros, com muitas funcionalidades integradas e a promessa de um preço menor (mas nem todos). Eles rodam apps com inteligência artificial – já que vêm com o Gemini, do Google, pré-instalado, tiram boas fotos e, no geral, têm uma boa performance com grande duração da bateria. O Guia de Compras testou 5 modelos com sistema Android. São eles: Jovi V50 Lite (R$ 3.000) Moto G86 (R$ 2.000) Oppo Reno 13F (R$ 3.000) Samsung Galaxy A56 (R$ 2.000) Xiaomi Redmi Note 14 Pro (R$ 4.600) Os valores foram consultados nas lojas da internet no meio de setembro. Foram avaliados o design, o desempenho em tarefas cotidianas e em jogos, a duração da bateria e as câmeras dos celulares. Veja os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. Jovi V50 Lite Moto G86 Oppo Reno 13F Samsung Galaxy A56 Xiaomi Redmi Note 14 Pro Design Vistos de frente, os celulares intermediários testados são bastante parecidos. Todos têm telas na faixa das 6,7 polegadas, com taxa de atualização de até 120Hz. A taxa de atualização significa quantas vezes a tela “pisca” para trocar uma imagem e, quanto maior, mais rápido aparece a informação para quem está usando o aparelho. Isso é um diferencial na hora de ver vídeos e jogar. Celulares intermediários vistos de frente: Jovi, Motorola, Oppo, Samsung e Xiaomi Henrique Martin/g1 O Jovi V50 Lite, como o nome diz, é uma versão mais básica do Jovi V50 (veja o teste), com acabamento em plástico e câmeras ressaltadas na traseira. O flash acende como um “ring light” para iluminar as fotos, como no outro modelo da marca. O aparelho vem nas cores ouro ou preto. Conta com proteção IP65 contra água e poeira (saiba quais são as diferenças entre os tipos de proteção). O Moto G86 segue uma proposta mais ousada, com uma espécie de couro falso na traseira e câmeras menos evidentes. As bordas metálicas acompanham a cor do celular, disponível em grafite ou vermelho. A proteção é IP68 e IP69 (água, poeira e jatos de alta pressão). O Oppo Reno 13F lembra muito o modelo mais avançado da marca, o Reno 13 (leia o teste). A versão em preto é bastante tradicional, mas a na cor lavanda chama a atenção por ter um padrão no plástico, como se fosse uma flor rabiscada ou uma explosão. Celulares intermediários vistos por trás: Jovi, Motorola, Oppo, Samsung e Xiaomi Henrique Martin/g1 Como no Moto G86, a proteção é do tipo IP68 e IP69, com o diferencial de que a Oppo permite tirar fotos embaixo d’água, com algumas restrições (somente água doce, nada de mar ou piscina, a 2 metros de profundidade até 30 minutos). A função subaquática da câmera funciona e utiliza vibrações para expelir a água quando a sessão de fotos acaba. Com traseira em vidro e bordas em alumínio, o Samsung Galaxy A56 até parece o topo de linha Galaxy S25. Ele segue o mesmo padrão do irmão mais caro, com as câmeras alinhadas na traseira. É o celular com mais opções de cores do teste, disponível em rosa, verde, preto e cinza. A proteção é do tipo IP67. O Redmi Note 14 Pro, da Xiaomi, tem as bordas curvas, com a tela acompanhando a lateral do aparelho, que tem estrutura em alumínio. É um diferencial aos demais, que seguem o padrão mais “chapado” dos smartphones. Seu display é um pouquinho menor (6,67”) na comparação com os outros celulares do teste. Tem proteção do tipo IP68. As cores disponíveis são preto, roxo e verde. Desempenho e bateria As configurações dos cinco intermediários estão dentro do esperado para a categoria, com: Processadores da Samsung (Galaxy A56), Qualcomm (Reno 13F) e MediaTek (Jovi, Motorola e Xiaomi), fabricados no processo de 4 nanômetros, com exceção do Jovi V50 Lite, feito em 6 nm. Para comparação, os topo de linha estão em 3 nanômetros; quanto menor o número, mais "poderoso" é o chip do celular. 8 ou 12 GB de RAM. Armazenamento generoso, com 256 GB em todos os modelos. Tanto o Motorola quanto o Xiaomi vêm com uma entrada para cartões de memória padrão microSD, algo raro de encontrar nos celulares em 2025. Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), os melhores resultados vieram do Moto G86, seguido por Galaxy A56 e Redmi Note 14 Pro (quase empatados) e Oppo Reno 13F. Na avaliação de performance gráfica, que indica como o smartphone lida com gráficos como vídeos e games, o Galaxy A56 ficou na frente, seguido por Redmi Note 14 Pro, Moto G86 e Reno 13F. O da Jovi ficou na última posição nos dois testes. A duração da bateria variou bastante entre os celulares do teste por conta das distintas capacidades de cada um deles. O Jovi V50 Lite teve a maior duração (17h48) por conta da maior capacidade de bateria (6.500 mAh). O aparelho foi seguido pelo Oppo Reno 13F (12h40 com 5.800 mAh de capacidade) e Galaxy A56 (12h30 com 5.000 mAh). O Redmi Note 14 Pro atingiu 11h27, com bateria de 5.100 mAh. O último lugar do teste ficou com o Moto G86, com 9h32 e 5.200 mAh. Vale ressaltar que a duração da bateria varia de acordo com o uso individual e não significa que será igual para todos. No dia a dia, caso a bateria acabe antes do previsto, os smartphones avaliados vieram com carregadores rápidos. O da Motorola é o mais “lento”, com 33W de potência. Oppo, Samsung e Xiaomi têm carregadores de 45W. O da Jovi é de 90W e promete carregar a bateria de 0 a 100% em 52 minutos. Para comparação, o carregador padrão dos iPhones é de 20W. Câmeras Tirar fotos com celular intermediário em 2025 significa ter ótimas imagens. Agradeça ao trabalho quase mágico que ocorre graças à interação entre os sensores da câmera, o processador do celular e um pouco de inteligência artificial. Jovi V50 Lite, Moto G86, Oppo Reno 13F e Galaxy A56 têm um sensor principal de 50 megapixels. O Redmi Note 14 Pro, de 200 MP. Os resultados são excelentes para todos – com pouquíssimas mudanças entre eles. Dá para notar mais mudanças no tom do céu, nas fotos a seguir. Ou nas cores da orquídea: Mas não muito nas cores dos gatos. Além disso, todos têm uma grande angular de 8 MP – o Samsung tem 12 MP. Veja abaixo: e Os aparelhos da Oppo, Samsung e Xiaomi contam ainda com uma lente macro de 2 MP (5 MP no Samsung), para tirar fotos de detalhes. Todos permitem dar um zoom, também com bons resultados. Nas fotos feitas à noite, as diferenças aparecem bastante no equilíbrio de áreas escuras e claras. Os celulares da Jovi e da Samsung foram melhores nessa tarefa que os demais. anões de Android e três natualizaç As selfies também são de alta resolução: 32 megapixels no Jovi, Motorola e Oppo, 20 MP no Xiaomi e 12 MP no Samsung. Conclusão Todos os celulares testados têm um bom desempenho no geral e tiram ótimas fotos. A duração da bateria variou bastante na avaliação, mas não são aparelhos que vão deixar seus donos sem energia no meio do dia. Na comparação pela melhor relação custo/benefício, o Moto G86 e o Samsung Galaxy A56, ambos na faixa de preço de R$ 2.000, são a melhor escolha. Além do valor, ambos têm boas câmeras e um ótimo desempenho. Na duração de bateria, o Jovi V50 Lite liderou com folga, com quase 18h de uso, seguido por Oppo, Samsung (ambos na faixa das 12h30) e Xiaomi (11h30). O Moto G86 teve a menor duração nos testes, com 9h32. Mas o da Jovi foi mais lento que os demais no desempenho. O tempo que a fabricante promete atualizar o sistema Android dos celulares é um ponto a levar em consideração na hora da compra. Com mais tempo de atualizações, mais durável pode ser o aparelho. O sistema, desenvolvido pelo Google, está hoje na versão 15, apesar de a versão 16 já estar disponível nos modelos mais caros, como os dobráveis. A Jovi informa que o V50 Lite contará com duas atualizações de Android e três anos de atualizações de segurança. No Oppo Reno 13F, serão seis anos de atualizações de segurança e cinco upgrades de Android. A Samsung diz que o Galaxy A56 tem seis anos de atualizações de segurança e que o produto terá suporte para até seis gerações de upgrade do Android. Para o Redmi Note 14 Pro, serão 3 atualizações de Android e quatro anos de updates de segurança. Como foram feitos os testes Os aparelhos foram emprestados pelas fabricantes e serão devolvidos. Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros. Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação. Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino. Os testes foram feitos com as telas com taxa de atualização padrão (60 Hz). A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Quem são os novos fabricantes chineses que vendem celulares no Brasil? Celulares dobráveis em 2025: mais opções, mas bem mais caros

Philips TAT1209: fone TWS com bateria de boa duração surge em oferta na Amazon

Publicado em: 24/09/2025 04:45 Fonte: Tudocelular

Para quem está atrás de um fone Bluetooth, mas não quer ter que esvaziar a carteira para conseguir um, o modelo da Philips TAT1209 pode ser uma ótima opção. Com microfone, certificação IPX4 e bateria de boa duração, ele pode ser exatamente o que você estava procurando. E agora, o modelo acaba de entrar em oferta na Amazon! No site da gigante do varejo, a versão preta (TAT1209BK/00) do periférico pode ser encontrada por R$ 119 para pagamento à vista ou em até 3x no cartão sem juros. Confira a oferta: Fone de ouvido sem fio TWS Philips TAT1209BK/00 na cor preto, com bluetooth, microfone, tecnologia IPX4 e 18 horas de reprodução. Amazon R$119 Ver Oferta Sobre o dispositivoEmbora esteja posicionado em um espectro de entrada no mercado de fones, o Philips TAT1209 promete entregar uma ótima experiência sonora para o usuário. Com design compacto e ergonômico, o modelo True Wireless (TWS) traz drivers de 10 mm com uma boa equalização. E para quem curte graves mais intensos, um simples toque no fone esquerdo ativa o recurso de graves dinâmicos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Atraso no início da radioterapia em pacientes com câncer aumenta risco de morte em 29% e pode limar chances de cura

Publicado em: 24/09/2025 04:02

Radioterapia utiliza radiação ionizante de alta energia para destruir células tumorais. Rede ICC/Divulgação A radioterapia, indicada em algum momento para até 60% dos pacientes com câncer, segue como um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de ser um pilar no tratamento oncológico, o país enfrenta falta de equipamentos, filas longas e desigualdade regional que comprometem a chance de cura de milhares de brasileiros. Um alerta recente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) mostra que atrasos no início da radioterapia podem elevar o risco de morte em até 29%, além de transformar tumores com bom prognóstico em casos sem chance de cura. O impacto dos atrasos Cada semana de atraso pesa. Uma revisão internacional que analisou mais de 1,2 milhão de pacientes mostrou que, em tumores de cabeça e pescoço, apenas quatro semanas de espera aumentam em quase 10% a mortalidade. No câncer de colo do útero, um mês a mais antes da radioterapia pode elevar esse risco em 23%. Se a demora se estende a três meses, o impacto acumulado chega a 29%. “Tempo é vida em oncologia. O paciente que poderia ter chance de cura corre o risco de ver a doença avançar e se tornar incurável”, afirma o radio-oncologista Gustavo Nader Marta, presidente da SBRT. A legislação brasileira prevê que o tratamento comece em até 60 dias após o diagnóstico. Mas, na prática, o caminho é mais longo. Dados do movimento Todos Juntos Contra o Câncer divulgados com exclusividade pelo g1 mostram que, em média, o paciente do SUS espera 50 dias apenas para confirmar a doença e outros 75 para iniciar a primeira sessão. O que é a radioterapia e quando ela é indicada A radioterapia utiliza radiação ionizante de alta energia para destruir células tumorais. O tratamento pode ser aplicado de forma isolada, como principal estratégia contra determinados tumores, ou combinado com cirurgia e quimioterapia. Segundo a rádio-oncologista do Instituto Nacional do Câncer (INCA) Raquel Guimarães, ela está presente em até 60% dos planos terapêuticos dos pacientes oncológicos. Entre os casos mais comuns estão os cânceres de mama, próstata, pulmão, reto, colo do útero e tumores de cabeça e pescoço. A técnica também é indicada como terapia adjuvante, complementando cirurgias — por exemplo, após a retirada de um tumor de mama —, ou como tratamento neoadjuvante, antes da cirurgia, em cânceres de reto e esôfago. Além das situações com intenção curativa, a radioterapia também pode ser usada para aliviar sintomas, como dor provocada por metástases ósseas ou sangramentos. Nos últimos anos, avanços tecnológicos permitiram ainda técnicas mais precisas, como as chamadas radioterapias ablativas. No Brasil, porém, boa parte dos serviços do SUS ainda não consegue oferecer essas modalidades, porque dependem de equipamentos mais modernos. Corrida contra o relógio Adiar o início da radioterapia não significa apenas aumentar a angústia do paciente, mas também comprometer suas chances de cura. “Quando a radioterapia não acontece no tempo adequado, muitos pacientes apresentam recidiva precoce. O retratamento não oferece a mesma chance de cura e acaba sobrecarregando um sistema já limitado”, explica Raquel Guimarães. O efeito se reflete também nos custos. Quanto mais avançada a doença, mais complexos e caros se tornam os tratamentos. “O atraso no início adequado pode significar perda de chance de cura e maior custo tanto para o paciente quanto para o sistema de saúde”, reforça Gustavo Nader Marta. Além do tempo, pesa também a distância. Estimativas da SBRT mostram que a jornada até um centro de radioterapia pode chegar a 167 quilômetros em média. No Norte e no Nordeste, pacientes muitas vezes precisam viajar por mais de 12 horas de ônibus ou até dias de barco para chegar ao local onde farão sessões diárias. Estrutura que não acompanha a demanda Com o envelhecimento da população, a estimativa é de que os casos de câncer aumentem mais de 30% até 2030. No entanto, desde a criação do Plano de Expansão da Radioterapia (PER-SUS), em 2012, o número de aceleradores lineares cresceu apenas 17%. O balanço mais recente mostra que, das 92 soluções prometidas, pouco mais da metade foi concluída. Muitas ainda aguardam licenciamento, e parte do parque de máquinas em uso já está obsoleta, com aparelhos de mais de duas décadas, segundo a SBRT. O impacto econômico também preocupa. Segundo a SBRT, o valor de reembolso pago pelo SUS cobre menos da metade do custo real de uma sessão de radioterapia. Na prática, isso significa que muitos serviços trabalham no limite ou até com prejuízo, o que compromete a capacidade de manter equipes qualificadas, realizar manutenções de equipamentos e investir em tecnologias mais modernas. Hospitais filantrópicos, que concentram boa parte do atendimento oncológico no país, relatam dificuldade para sustentar os programas sem apoio externo. “O modelo atual ameaça a sustentabilidade da rede. Se não houver revisão do financiamento, corremos o risco de ver serviços reduzindo a oferta ou até fechando portas”, afirma Marta, que também integra o Latin America Cooperative Oncology Group (LACOG). Arte g1/ Sociedade Brasileira de Radioterapia Urgência de ação Diante do aumento projetado da demanda e da defasagem da rede, os especialistas ouvidos pelo g1 defendem que a prioridade seja modernizar os equipamentos, ampliar a capacidade instalada e rever a política de financiamento. “Não basta inaugurar novas máquinas se não houver política de financiamento que permita que elas funcionem de forma contínua”, resume Gustavo Marta. O Ministério da Saúde foi procurado pelo g1 e questionado sobre os resultados do PER-SUS, a previsão de substituição de aparelhos obsoletos e a revisão dos valores de reembolso. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. Hospital precisa arrecadar 10 milhões de reais para comprar máquina de radioterapia

Palavras-chave: tecnologia

Ciências Humanas no Enem: veja os tópicos mais cobrados e abordagem das questões

Publicado em: 24/09/2025 04:02

Enem 2025: Primeiro dia de exame é em 9 de novembro. Candidatos resolvem 90 questões, divididas entre Ciências Humanas e Linguagens, além da redação. Freepik No primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, em 9 novembro, os candidatos deverão responder a 90 questões de múltipla escolha, divididas entre Linguagens e Ciências Humanas, além da redação. Na contagem regressiva para a prova, professores orientam reforçar os tópicos mais recorrentes, sempre de olho em como são abordados. Confira abaixo os temas de história, geografia, filosofia e sociologia que mais caem no Enem – a lista tem como base edições anteriores do exame, a partir de análises do Curso Anglo (2019-2024) e do SAS Educação (2009-2024). O g1 também reuniu dicas de professores para cada disciplina. 📲 Siga o canal do g1 Enem no WhatsApp 🧾 Como é a prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias no Enem O aluno que vem se preparando para o Enem sabe que interpretação de texto é a principal habilidade para resolver a prova – e conta muito no bloco de Humanas. As questões podem vir também acompanhadas de imagens, gráficos, tabelas e mapas, exigindo uma boa capacidade de análise, ressalta Thomas Wisiak, coordenador de História do Curso e Colégio Etapa. "O foco da prova de Ciências Humanas não é o domínio de conteúdo em si, mas saber lidar com o conhecimento adquirido no Ensino Médio para identificar e compreender problemas e seus respectivos contextos, apontando causas, consequências e possíveis soluções", diz o professor. Rodrigo Magalhães, professor de Geografia e diretor do Colégio e Curso AZ, também atenta para o volume de leitura no primeiro dia de exame. Para economizar tempo, ele recomenda que, antes de tudo, o aluno leia o enunciado do exercício com atenção e identifique o comando. Em seguida, poderá ler o texto de apoio de forma direcionada e analisar as alternativas com mais precisão, sem precisar voltar ao texto várias vezes. ➡️ Questões interdisciplinares: O diálogo entre conteúdos é uma característica do Enem, presente em especial na prova de humanas, destaca Magalhães. "Aparecem, por exemplo, itens que relacionam aspectos geográficos a momentos da história. Sociologia também pode vir associada às outras disciplinas, em questões sobre grupos e movimentos sociais na história, ou com conceitos ligados a desigualdade e segregação socioespacial". ➡️ Atualidades: Embora a prova seja elaborada a partir de um banco de questões, com muitos itens criados anos antes, ainda podem surgir temas atuais, mas não necessariamente imediatos. Magalhães explica a abordagem: "É interessante entender o que está acontecendo na geopolítica mundial, a relação com a ONU e os conflitos que se arrastam há alguns anos, como na Faixa de Gaza ou entre Rússia e Ucrânia. E até o contexto brasileiro: quando pensamos em política e sociedade, questões de filosofia e sociologia podem abordar isso", ressalta o professor. "Dificilmente o Enem pergunta sobre o que está acontecendo agora. As questões são feitas com antecedência, e o mundo muda muito rápido. Mas, muitas vezes, essas questões se relacionam com alguma causa ou fato histórico, que explicam o que levou até ali", explica. Wisiak recomenda que o estudante acompanhe análises e discussões publicadas na imprensa sobre grandes temas da atualidade, variando as fontes em busca de diferentes perspectivas. "Temas com maior influência costumam ser ciência, tecnologia, meio ambiente natural, direitos humanos, migrações, conflitos internacionais e nova ordem mundial", destaca. 🏛️ Temas de história mais cobrados no Enem História do Brasil: Brasil Colônia (trabalho escravo, ciclos econômicos do açúcar, ouro e café), Brasil Império (Independência e Segundo Reinado), Primeira República (República Velha), Abolição, Era Vargas, Ditadura Militar e redemocratização História Contemporânea: Era das Revoluções (Francesa e Industrial), Guerras Mundiais, Guerra Fria, Neocolonialismo e regimes totalitários História geral: Antiguidade Clássica (Grécia e Roma), Idade Média (feudalismo, Igreja e Cruzadas) e Idade Moderna (Renascimento, Reforma, Iluminismo e Grandes Navegações) Movimentos sociais e historiografia: História e cultura afro-brasileira e indígena, lutas por direitos, diversidade sociocultural; memória e patrimônio Luiz Carlos Rodrigues, consultor pedagógico e professor de História do SAS Educação, explica que a disciplina aparece de forma cada vez mais contextualizada na prova. Os exercícios não se limitam à memorização de nomes e datas: também exigem leitura crítica das fontes históricas. "O importante não é decorar, mas compreender. Mais do que fatos isolados, o que se busca é a noção de processo histórico: entender causas, consequências, permanências e mudanças. A ponte entre passado e presente é frequente. Muitas vezes, o estudante é convidado a analisar o mundo atual à luz da História, com olhar crítico sobre a sociedade em que vive", diz Rodrigues. O professor acrescenta que essa análise deve ser feita com distanciamento. "O estudante precisa ser capaz de distinguir opinião de fato histórico e relacionar fontes visuais, como charges, pinturas e mapas, ao contexto em que foram produzidas. Ou seja, entendê-los como expressões de uma época, e não como verdade absoluta", recomenda. ➡️ Paralelos históricos: O Enem costuma cobrar conexões entre História Geral e do Brasil. Rodrigues destaca algumas: O Iluminismo europeu, por exemplo, aparece ligado à Independência e às primeiras Constituições; a Revolução Industrial, à escravidão, ao café e à economia nacional. Também são comuns correlações com a África (escravidão, tráfico negreiro, cultura afro-brasileira) e com os Estados Unidos (Doutrina Monroe, Guerra Fria e seus reflexos na política externa e na Ditadura Militar). ➡️ Conteúdos ligados à atualidade também são destacados pelo professor, como ditaduras, democracia, direitos humanos e desigualdade social. "Lembre-se de que o norteador da leitura é sempre o universo ético, nunca o moral", pondera. Ou seja, ler a partir de critérios universais, e não valores pessoais. Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar) 🗺️ Temas de geografia mais cobrados no Enem Urbanização, industrialização e desenvolvimento econômico: mundo do trabalho, transportes, comércio, mobilidade, segregação e outros fenômenos Geografia agrária e meio ambiente: agricultura, pecuária e outras atividades econômicas, conflitos de terras, uso do solo e impactos humanos na natureza Geografia física: clima, vegetação, relevo, solos, recursos hídricos, energia; cartografia e interpretação de mapas Globalização, geopolítica e relações internacionais: fronteiras, fluxos migratórios, blocos econômicos, disputas territoriais, distribuição de riqueza, demografia, mudança climática Para Rodrigo Magalhães, um tema que exige cuidado é geografia física. "São assuntos bem conceituais e que vão exigir que o aluno de fato conheça o conteúdo", diz. Em questões focadas em Brasil, espaço agrário e espaço urbano devem ser priorizados. "A prova exige pensar na dinâmica da cidade – nas desigualdades, na segregação socioespacial – e também nas questões do campo – o avanço do agronegócio, a concentração de terras, como isso impacta o meio ambiente", exemplifica. ➡️ Meio ambiente, um tema favorito do Enem, não aparece somente na prova de Ciências da Natureza. "Nossa relação, como sociedade, com a natureza, tanto no sentido das atividades de conservação quanto das ações predatórias", destaca Magalhães. ➡️ Crise da globalização é outro ponto de atenção. "O assunto está em voga, com os nacionalismos cada vez mais fortes, tarifas, fechamento de fronteiras. Isso vai, justamente, contra todo o processo de globalização que vivemos nos últimos anos", acrescenta o professor. LEIA TAMBÉM: Ciências da Natureza no Enem: veja temas que mais caem na prova e como se preparar Matemática no Enem: veja os temas que mais caem na prova e como estudar 💭 Filosofia e sociologia no Enem: qual a abordagem? Geralmente, os alunos acabam priorizando os estudos de geografia e história, deixando temas de filosofia e sociologia em segundo plano. Por isso, saber o conteúdo dessas disciplinas (que, inclusive, aparecem muito em itens interdisciplinares) pode diferenciar o candidato na hora do exame. "O Enem privilegia a interpretação crítica e a aplicação conceitual em vez da 'decoreba'. A memorização, porém, não é descartada: funciona como um vocabulário conceitual que deve ser reconhecido e aplicado ao caso do enunciado", diz Gregor Castro Erbiste, editor de avaliações do SAS Educação. Filosofia Filosofia política e contrato social Moral, ética e justiça Filosofia antiga (Pré-socráticos, Sócrates, Platão, Aristóteles) Filosofia moderna (Racionalismo, Empirismo, Idealismo alemão) Filosofia contemporânea (Existencialismo, Escola de Frankfurt) Epistemologia e Filosofia medieval ✅ Para quem precisa otimizar tempo na reta final, Erbiste indica revisar conceitos-chave como contrato social (Hobbes, Locke e Rousseau), virtude e prudência (Aristóteles), dever e autonomia (Kant), método e dúvida (Descartes) e a crítica da indústria cultural (autores de Frankfurt). Nos últimos anos de Enem, tópicos sobre política e ética se mantêm no topo, mas há movimentos notáveis: "Cresce a presença de Epistemologia (verdade, método, critérios de conhecimento) e de Filosofia medieval (fé-razão, lei natural, Agostinho e Tomás de Aquino), enquanto Descartes perde um pouco de espaço", aponta Erbiste. ➡️ Dica de estudo: "Em Filosofia, ter vantagem significa interpretar bem e aplicar conceitos a situações concretas. Vale treinar a leitura de excertos, charges, notícias e dados, sempre perguntando: 'Qual conceito filosófico está envolvido nesse problema?' e 'Como esse conceito se articula às dimensões sociais presentes no enunciado?'" Sociologia Cidadania, direitos e deveres Democracia e movimentos sociais Estado e política Trabalho e desigualdade Cultura, mídia e indústria cultural Identidade e diversidade Erbiste destaca que, nas últimas edições da prova, cresceu a presença de temas como identidade e diversidade (marcadores como raça, gênero e sexualidade) e discussões sobre trabalho, cultura e sociedade (precarização, socialização e interseccionalidades). Itens sobre desigualdade e políticas públicas, e dilemas da sociedade contemporânea (vigilância, desinformação e tecnopolítica) também seguem em alta. ➡️ Nas revisões, novamente, o foco deve ser em conceitos-chave como cidadania, esfera pública, estratificação e mobilidade, socialização, indústria cultural e opinião pública, buscando conhecer os pensamentos de autores estruturantes – lista que inclui Marx, Durkheim, Bourdieu, Habermas, Adorno, Stuart Hall, Nancy Fraser e Bauman, entre outros

Palavras-chave: tecnologia

Conselheira tutelar que coagiu jovem agredida e disse que 'lésbica e ateia é coisa do demônio' segue atendendo no DF

Publicado em: 24/09/2025 04:01

Deputada Erika Hilton (PSOL) Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias A conselheira tutelar que coagiu uma jovem violentada pelo pai e disse que 'lésbica e ateia é coisa do demônio' segue atendendo jovens no Conselho Tutelar do Sol Nascente. Passado mais de um mês desde que as denúncias foram formalizadas, o g1 ligou nesta terça-feira (23) para a unidade do Conselho Tutelar. Na ligação, ouviu que Cláudia Damiana da Silva não foi afastada e segue atendendo crianças e adolescentes. Ao g1, o Ministério Público do Distrito Federal também afirmou que, apesar das denúncias, a conselheira tutelar não foi destituída, nem afastada, nem presa. O processo contra ela segue em análise. Em agosto, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) chegou a sugerir que o MP pedisse à Justiça a destituição e a prisão preventiva da conselheira (entenda abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O g1 revelou que Cláudia Damiana é acusada de: violência institucional após comentários discriminatórios; coação psicológica; revitimização; exibição de conteúdo sensível para a jovem. 🔎 Violência institucional: é quando o agente público submete uma vítima de infração penal ou testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver a situação de violência ou gere sofrimento ou estigmatização. Violência, coação e ultimato Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? O caso foi em 19 de setembro de 2024. Nesse dia, a vítima foi atendida por Cláudia Damiana na UPA do Sol Nascente – e durante a conversa, relatou ter sido vítima de violência psicológica e violência sexual cometidas pelo próprio pai. "ser lésbica e ateia é coisa do demônio" "vou te provar que Deus existe" "você precisa ler a Bíblia" "o que você está me dizendo é pecado" Em resposta, a conselheira tutelar disse uma série de ofensas e repreendeu a adolescente, com frases como: Depois, ainda segundo o relato da vítima, Cláudia Damiana deu um ultimato à jovem. "Você escolhe: mudar de cidade para um lugar desconhecido, com outra família, sem celular; ou ficar com sua mãe?" Já ao fim do atendimento, a conselheira tutelar teria mostrado à jovem uma foto com um conteúdo sobre automutilação. Após a visita de Cláudia Damiana, a adolescente de 17 anos tentou se matar. Uma medida protetiva de urgência foi aplicada contra a conselheira sob pena de prisão em caso de descumprimento. Suicídio: sinais de alerta, como ajudar e como buscar ajuda Suicídio: como pais e educadores podem trabalhar a prevenção Segundo o Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, o último salário recebido pela conselheira tutelar foi em julho, um valor líquido de R$ 5.837,23. Em junho, ela recebeu R$ 9.092,23. O pedido de prisão A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público do Distrito Federal, ainda em agosto, para pedir providências contra Cláudia Damiana da Silva. "Estou pedindo a prisão de Cláudia Damiana por homotransfobia - termo utilizado pelo STF ao criminalizar todas as formas de LGBTFobia - e pela indução ao suicídio", escreveu a deputada em uma rede social. A deputada diz que a "gravidade das condutas exige responsabilização imediata da conselheira, tanto na esfera administrativa quanto na penal". "Pois não basta ela apenas perder o cargo. Quem pratica a lesbofobia e induz uma pessoa em vulnerabilidade ao suicídio não precisa ser Conselheira Tutelar para fazer isso. Quero que ela pague por este crime vil. Que, na prisão, ela tente provar para as paredes a existência desse seu "Deus" deturpado feito à imagem de sua própria maldade", seguiu a parlamentar. "É necessária a decretação de prisão preventiva e a destituição do cargo de Cláudia Damiana, considerando que a medida não se limita à perda funcional, mas visa proteger crianças e adolescentes de uma pessoa que demonstrou comportamento criminoso e abusivo, inclusive por homotransfobia, conforme previsto pelo STF ao criminalizar todas as formas de LGBTFobia", escreve. "Quem pratica lesbofobia e induz uma pessoa em vulnerabilidade ao suicídio representa risco à sociedade e deve ser responsabilizado criminalmente, tanto para garantir justiça à vítima quanto para prevenir novos atos de violência institucional", segue Erika. Investigação em múltiplas esferas Além do Ministério Público (MPDFT), a Polícia Civil investiga o caso e a Comissão de Ética e Disciplina dos Conselheiros Tutelares (Cedicon) abriu um processo administrativo. Entenda abaixo como cada órgão apura o caso: MPDFT: começou o inquérito civil em 18 de agosto. O Ministério Público afirmou que os processos estão em andamento no âmbito penal e administrativo e que o MP está acompanhando. PCDF: a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM II), em Ceilândia, investiga o caso. Cedicon: começou o processo administrativo em fevereiro de 2025 após denúncia anônima na Ouvidoria do DF. Em junho, a comissão informou que o caso seguia em apuração e que Cláudia Damiana da Silva Teixeira tinha sido ouvida e informações foram solicitadas ao Conselho Tutelar do Sol Nascente. Precisa de ajuda? O ideal é sempre procurar ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes canais: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde). UPA 24h, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais Centro de Valorização da Vida – telefone 188 (ligação gratuita). O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita. 📽️ Veja abaixo sobre a escuta protegida: 'Lei da Escuta Protegida' completa oito anos LEIA TAMBÉM: PRESO EM MINAS GERAIS: homem é preso após tentar estuprar e matar mulher em Águas Claras, no DF SOBRADINHO: menina de 1 ano cai em piscina, se afoga e é salva no DF; reanimação levou cerca de 30 minutos Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Afirmação de Trump de que Tylenol causa autismo é nova mentira estimulada por Robert F. Kennedy Jr.

Publicado em: 24/09/2025 03:00

OMS descarta ligação entre uso do paracetamol e autismo Donald Trump, 45º e 47º presidente dos Estados Unidos da América. Dentre todas as agendas prioritárias, decidiu embarcar na narrativa conspiracionista de que rastros químicos despejados por aviões e vacinas da “Big Pharma” seriam as causas do autismo. Essa ideia não vem sozinha, pois é fruto de uma antiga agenda de Robert F. Kennedy Jr., hoje no comando da Saúde dos EUA e mentor político da pauta. O próprio Kennedy Jr. já disse diversas vezes, mesmo sem nenhuma evidência científica, que a causa do autismo seriam as vacinas. Dessa vez, Trump também veio a público e anunciou que a causa do autismo seria o consumo de Tylenol durante a gestação. A manchete corre o mundo antes de qualquer ressalva metodológica. O pacote incluiria ainda a promoção de uma suposta cura milagrosa para o autismo, a leucovorina. O próprio Trump tratou o anúncio como “um dos maiores da história do país”. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Contudo, é importante dizer que isso não é Ciência, é espetáculo. E é falso chamar essa hipótese de causalidade. Frascos de Tylenol expostos em uma farmácia de Nova York, em 5 de setembro de 2025. REUTERS/Kylie Cooper Os fatos: Em 2024, por exemplo, um estudo de base populacional com 2,48 milhões de crianças na Suécia, publicado na JAMA, encontrou apenas uma diferença absoluta de risco de 0,09% para autismo aos 10 anos entre expostos e não expostos ao acetaminofeno. Após ajustes estatísticos e comparações dentro de famílias, esse efeito ficou ainda mais fraco. Como dizemos na Ciência, o estudo mostrou apenas uma associação, não uma causalidade. Em outras palavras, ver duas coisas acontecendo juntas não significa que uma cause a outra. E, mesmo nesse caso, a diferença foi tão pequena que não muda nada na prática. OMS: não existe vínculo comprovado entre paracetamol, vacinas e autismo As sociedades médicas que lidam com gestação e risco fetal não apoiam a cruzada política. A Society for Maternal-Fetal Medicine reiterou em setembro de 2025 que acetaminofeno permanece apropriado para tratar dor e febre na gravidez, que febre não tratada traz riscos reais, e que os estudos que sugeriram alguma ligação com autismo possuem limitações metodológicas importantes e não estabelecem causalidade. O recado é simples: prudência sim, pânico não. Há outro dado incômodo para a narrativa de Trump. Em 2023 e 2024, a juíza federal Denise Cote, no caso multidistrital sobre Tylenol, rejeitou sucessivamente as testemunhas de “causalidade geral” dos autores, por falhas metodológicas, e encerrou a maior parte das ações. Em agosto de 2024, ela voltou a barrar a última testemunha remanescente sobre TDAH. A mensagem do tribunal foi cristalina, não há base científica robusta que sustente a alegação de que o acetaminofeno cause autismo. Mas por que, então, esse boato persiste e, em mãos políticas, vira decreto? Porque existe um conjunto de estudos frágeis, pequenos, com vieses graves, que alimentam manchetes e confirmam suspeitas prévias. Tomemos alguns exemplos que analisamos recentemente. Um artigo em Behavioral Sciences analisou pesquisas em que os próprios pais, por meio de questionários online, relataram tanto o uso de acetaminofeno quanto sinais de autismo em seus filhos. Esse tipo de estudo tem vários problemas: a memória dos pais pode falhar, as respostas podem ser imprecisas e o grupo que responde ao questionário não representa necessariamente todas as famílias. O próprio artigo cita pesquisas desse tipo, incluindo uma em que os pais foram perguntados, no aniversário de um ano da criança, se haviam dado antitérmicos e depois se relataram sintomas de autismo. Além disso, havia poucos casos envolvendo meninas, o que não permite comparar de forma confiável diferenças entre meninos e meninas. Como dizemos na Ciência, isso gera apenas correlações frágeis. Em outras palavras, mostra coisas que parecem andar juntas, mas sem qualquer base para concluir que uma causa a outra. Tylenol na gravidez e autismo: o que se sabe Também existem estudos ainda mais frágeis, chamados de análises ecológicas, que usam montagens de dados secundários. Um artigo na revista Entropy, por exemplo, sugeriu que a combinação entre o alumínio usado como adjuvante em vacinas e o acetaminofeno explicaria “a maioria” dos casos de autismo e TDAH. Como indício, os autores recorreram ao VAERS, que é um sistema americano de notificações espontâneas de efeitos adversos. Esse sistema, no entanto, registra apenas relatos voluntários, com muitas falhas, omissões e ruídos, sem confirmação independente. Esse tipo de raciocínio se apoia em dados não verificados e correlações agregadas. Ou seja, junta coincidências em bancos de dados pouco confiáveis e transforma em hipótese causal. É justamente nesse terreno que aparecem erros clássicos como confusão por indicação, viés de reporte e múltiplos testes, que nada mais são do que distorções estatísticas capazes de criar miragens em vez de fatos. Outro exemplo, bem antigo, afirma que o aumento do uso de acetaminofeno “poderia explicar grande parte” da chamada epidemia de autismo. É um raciocínio “pós hoc”. Em outras palavras, é quando alguém vê duas curvas crescendo ao mesmo tempo e conclui que uma coisa causa a outra, sem apresentar um mecanismo biológico plausível e sem controlar fatores que poderiam explicar a coincidência. Mesmo revisões recentes de tom mais especulativo, que sugerem que acetaminofeno “deve ser considerado um fator de risco etiológico” para TEA e TDAH, reconhecem, ao fim, que carecemos de ensaios e de medidas de exposição objetivas ao longo da gestação. O veredito honesto hoje é incerteza, com alguns sinais de associação em certos recortes, mas sem causalidade estabelecida. De fato, uma revisão sistemática de 2025 em Environmental Health, concluiu haver “evidência de associação” entre o uso de acetaminofeno na gravidez e autismo. Mas mesmo nesse trabalho, os autores reconhecem limitações: os estudos são muito diferentes entre si, há disputas sobre fatores externos que podem estar confundindo os resultados, existem erros em como a exposição ao remédio foi medida e, quando a análise é feita comparando irmãos dentro da mesma família, o efeito quase sempre desaparece. De forma mais didática: não é porque as vendas de limonada crescem no verão e os ataques de tubarões também, que as vendas de limonada são causa dos ataques de tubarões. Não é reduzindo a venda de limonadas que reduzirá os ataques de tubarões. Essa é a diferença entre associação e causalidade: os dois números andam próximos, mas um não é a causa do outro. Em resumo, há sinais de que as coisas podem andar juntas em alguns recortes muito específicos, mas isso está muito longe de provar que uma coisa causa a outra. E política pública séria não pode tratar “associação observacional” como sentença biológica. Lógica eugenista Mas onde entra o czar da saúde americana nessa história? Ele é o vetor político dessa agenda, com histórico longo de distorcer a literatura sobre autismo e causas ambientais. Agora, desde a cadeira de Secretário de Saúde, promete um “relatório definitivo” e influencia o presidente a adotar medidas que contrariam o consenso clínico e regulatório atual. Ocorre que Trump e Kennedy não estão apenas equivocados quando falam que o autismo é causado pelo uso de Tylenol, mas estão reintroduzindo no século XXI a lógica eugenista que trata pessoas com deficiência como tragédia. O autismo se torna um vilão a ser combatido, e pessoas autistas são reduzidas a sujeitos desumanizados numa cruzada moral em nome de uma sociedade “pura” e “homogênea”, sem lugar para aqueles tidos como “diferentes” ou “deficientes”. A cobertura jornalística recente também registra que, diante do rumor de um vínculo entre Tylenol e autismo, entidades como a American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) reafirmaram que não há evidência clara de relação direta e que acetaminofeno continua entre as poucas opções seguras para dor e, sobretudo, para febre, cujo não tratamento é um risco conhecido para o feto. A CBS, por exemplo, compilou vozes de especialistas destacando que a literatura é conflitante e que confusão por indicação é um problema central. O resultado prático de um anúncio presidencial como esse, em vez de proteger famílias, é ampliar o dano. Primeiro, gera medo em gestantes que precisam tratar febre e dor. Febre alta na gestação pode, de fato, aumentar riscos reais, e a orientação de décadas tem sido usar acetaminofeno com parcimônia, na menor dose eficaz, por menor tempo possível. Ao semear pânico, o governo empurra pacientes para o pior dos mundos, a não tratar febre ou buscar analgésicos com perfil de risco mais problemático. Segundo, reforça o estereótipo de que o autismo tem um “culpado simples” e recente, o que estimula caça às bruxas doméstica, culpa materna e rachas em comunidades que lutam por inclusão. A retórica mirabolante desloca o foco do que realmente importa, acesso a diagnóstico, intervenções baseadas em evidências e políticas de suporte às famílias. Autismo não é doença e não precisa de cura Ao apresentar o autismo como um erro biológico a ser evitado, eles não apenas distorcem a Ciência, mas legitimam um projeto de extermínio silencioso. Não é por acaso que Kennedy Jr. reduziu pessoas autistas a “pessoas que nunca pagarão impostos, nunca terão um emprego, nunca jogarão beisebol, nunca escreverão um poema, nunca sairão em um encontro”. Esse discurso nos desumaniza e rebaixa pessoas autistas à condição de peso social, preparando o terreno para políticas que não reconhecem nossa dignidade, mas apenas seu apagamento. No fim, o que temos é o seguinte: A Ciência de maior qualidade sinaliza que, se existe alguma minúscula e residual coexistência do acetaminofeno sobre risco de TEA, ele é inconsistente entre desenhos, altamente sensível ao controle de confundidores e não significa causalidade. As principais sociedades clínicas mantém recomendação de uso prudente quando clinicamente indicado. A Justiça desautorizou peritos que tentaram transformar falsamente associação em causalidade. E o governo, empurrado por um propagador de teses desacreditadas, prefere dobrar a aposta no bode expiatório do momento. Chamar isso de Ciência é um insulto a quem pesquisa honestamente, a quem cuida e, sobretudo, a quem vive o autismo todos os dias. Dessa forma, é preciso reafirmar que o autismo não é doença e não precisa de cura. O que a sociedade deve buscar são políticas públicas que promovam emancipação, e isso não se dá com um discurso que patologize a existência de pessoas autistas, se dá com acessibilidade, educação inclusiva, cuidado humanizado e emprego apoiado. Hoje, qualquer discurso que tente explicar o autismo por causas misteriosas ou externas à genética não passa de especulação ou teoria da conspiração. Pois, até o momento, não existe pesquisa de qualidade que comprove de forma consistente essas outras hipóteses. O DSM passou a agrupar em um mesmo espectro condições que antes eram classificadas separadamente. Isso, por si só, aumenta o número de diagnósticos. Além disso, grupos historicamente ignorados, como mulheres autistas e pessoas negras, hoje têm mais acesso a avaliação e diagnóstico, revelando desigualdades que antes mantinham essas populações invisíveis no debate público. Portanto, o aumento de casos não é “epidemia” e não é sinal de “crise de saúde pública”. É sinal de que estamos diagnosticando melhor, reconhecendo mais pessoas autistas e corrigindo décadas de exclusão. É o avanço da democratização do acesso à saúde mental (democratização diagnóstica). O que mais preocupa é que essa lógica patologizante em relação às deficiências, já encontra ressonância no Brasil. Setores ligados ao lobby das clínicas de autismo vêm importando, esse discurso medicalizante e repressivo, vendendo a promessa de “cura” e “normalização” como cuidado. É o mesmo roteiro: transformar o autismo em problema a ser corrigido em vez de reconhecer que somos sujeitos de direitos, com o mesmo direito à diferença e à dignidade que qualquer outra pessoa. E, depois, vender a cura milagrosa do momento. Mas a Ciência de verdade jamais se deixa rebaixar por anúncios alarmistas e conspiratórios: Trump pode usar estudos frágeis para insinuar uma suposta associação, mas a verdade é que não existe prova de causalidade. E, quando diz que o Tylenol causa autismo, está mentindo. * Os dois autores do artigo acima são autistas. Ergon Cugler é autista. Mestre pela FGV, graduado e pós-graduado pela USP, especialista pela Universitat de Barcelona. Atuou como pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e atualmente integra pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas (DesinfoPop) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Autista, Arthur Ataide Ferreira Garcia é graduando em medicina pela Unimes, ativista político pela neurodiversidade, primeiro cidadão autista a criar uma Lei Estadual no país. É Vice-Presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil)

Palavras-chave: tecnologia

'É caro morar?': Florianópolis lidera buscas na web sobre custo de vida e moradia em cidades do Brasil

Publicado em: 24/09/2025 03:00

Ponte Hercílio Luz, um dos mais importantes cartões-postais de Florianópolis Allan Carvalho/Divulgação Florianópolis concentra o maior número de buscas no Google sobre custo de vida e moradia, com 21,9 mil pesquisas nos últimos 12 meses. Os dados foram levantados e divulgados por uma empresa brasileira de tecnologia voltada à gestão imobiliária. A pesquisa da Universal Software identificou mais de 1 milhão de buscas no site para entender se “é caro morar” em diferentes cidades do país e trouxe dados sobre aluguel, transporte e alimentação nesses locais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O interesse em Florianópolis, avalia a empresa, pode estar ligado à qualidade de vida e inovação da capital catarinense, que lidera o ranking com maior participação da tecnologia no PIB entre capitais e é considerada a mais competitiva do país, além das praias e opções de lazer na cidade. O estudo mapeou que um em cada quatro brasileiros deve buscar uma nova moradia em 2025. Vista aérea de Florianópolis Governo de SC/Secom/Divulgação Quanto custa morar em Florianópolis? 🏠 A pesquisa usou dados do Índice FipeZAP, da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), para mostrar que o valor do aluguel na Capital catarinense está acima da média nacional. Conforme o relatório de agosto, é o quinto mais valorizado do país, com média de R$ 59,08/m². 🫘 O custo de vida também passa pela alimentação. Em agosto, Florianópolis teve a segunda cesta básica mais cara entre as capitais, custando R$ 823,11, atrás apenas de São Paulo (SP). 🚌 O transporte é outro item que pesa no orçamento. A capital catarinense registrou a passagem mais cara (R$ 6,90 para pagamento em dinheiro ou QR Code), seguida por Belo Horizonte (R$ 5,75) e Salvador (R$ 5,60). 🌉 Leia também: dados sobre Florianópolis Florianópolis é a 3ª cidade mais cara do país para viver de aluguel Capital de SC é a mais competitiva do Brasil Florianópolis lidera ranking com maior participação no PIB entre capitais Ranking do número de buscas Florianópolis - 21.900 Brasília - 20.200 João Pessoa -16.400 São Paulo - 16.200 Belo Horizonte -10.580 Campinas - 10.270 Rio de Janeiro - 9.300 Recife - 8.430 Porto Alegre - 8.150 Sorocaba - 7.980 Manaus - 6.770 Salvador - 6.620 Florianópolis é cidade mais competitiva do Brasil; veja porque VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias u

Palavras-chave: tecnologia

Apple testa protocolo MCP no iOS 26.1 e macOS 26.1 para melhorar a IA

Publicado em: 24/09/2025 00:29 Fonte: Tudocelular

A Apple parece determinada a acelerar a presença da IA em seus dispositivos, mesmo após perder nomes importantes de sua equipe dedicada ao setor. Prova disso é que a versão beta do iOS 26.1 e do macOS 26.1 mostraram referências ao Model Context Protocol (MCP), tecnologia desenvolvida pela Anthropic e apresentada em novembro de 2024. A proposta é criar uma interface padrão entre sistemas de IA e as plataformas, funcionando para a inteligência artificial como o HTTP funciona para a web. Na prática, o MCP estabelece um caminho padronizado para que assistentes de IA acessem APIs e dados de forma simplificada. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Qualcomm prevê chegada do 6G em 2028

Publicado em: 24/09/2025 00:04 Fonte: Tudocelular

O 5G ainda nem mostrou todo o seu potencial, mas a indústria móvel já está de olho no 6G. Durante o Snapdragon Summit, o CEO da Qualcomm — Cristiano Amon — revelou que a companhia espera lançar os primeiros dispositivos pré-comerciais com suporte à nova rede móvel já em 2028. Se a previsão se confirmar, teremos em apenas três anos uma prévia do que o 6G pode oferecer aos usuários. Se o planejamento for implementado, a história vai se repetir, pois os primeiros aparelhos com 5G surgiram em 2016 em caráter experimental, mas só em 2019 a tecnologia chegou de forma consistente ao consumidor final. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Presa na Itália, Carla Zambelli será ouvida por comissão da Câmara em processo de perda de mandato nesta quarta

Publicado em: 24/09/2025 00:00

Presa na Itália, Carla Zambelli não se opõe a cumprir pena no Brasil, diz defesa A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados ouve nesta quarta-feira (24) a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) em um processo de perda de mandato. A parlamentar deve participar por videoconferência da reunião, como em sua primeira participação no caso. O processo em curso foi instaurado em junho na comissão para analisar o pedido de perda de mandato de Zambelli após a deputada ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 🔎 Um deputado perde o mandato quando tem uma decisão transitada em julgado, quando não são possíveis mais recursos. A análise da perda de mandato começa pela CCJ. Além da parlamentar, ainda devem ser ouvidas cinco testemunhas antes que o relator apresente o parecer (entenda mais abaixo). Foto de arquivo: a deputada federal Carla Zambelli (PL- SP) participa uma coletiva de imprensa NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Zambelli condenada Carla Zambelli foi condenada à prisão, pelo STF, por uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes de a condenação do Supremo se tornar definitiva, Carla Zambelli fugiu para a Itália, o que levou a parlamentar a ser incluída na difusão vermelha da Interpol. Em julho, a deputada foi presa nos arredores de Roma. Alvo de um processo de extradição, Carla Zambelli aguarda decisão do caso detida na penitenciária feminina de Rebibbia. Próximos passos Após os depoimentos, o parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PR) deverá ser apresentado em até cinco sessões. Seja qual for a posição da CCJ, o parecer aprovado pela comissão é levado ao plenário da Casa. Em plenário, para que o mandato seja cassado de fato, é a maioria absoluta de votos – ou seja, pelo menos 257 votos a favor da perda. Até o momento, a comissão ouviu o especialista em coleta de dados Michel Spiero, o hacker Walter Delgatti Neto e o ex-assessor do TSE, Eduardo Tagliaferro. Ainda falta ouvir as seguintes testemunhas: Carla Zambelli (deputada licenciada e presa) Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (general, ex-ministro da Defesa) Flávio Vieitez Reis (delegado da Polícia Federal) Felipe Monteiro de Andrade (agente da Polícia Federal) Oswaldo Eustáquio (blogueiro) Zambelli e Delgatti na CCJ Detida em uma penitenciária na Itália, a deputada licenciada participou remotamente de reunião no processo de perda de mandato e trocou acusações com o hacker Walter Delgatti no início de setembro. 👉🏽 Os dois participaram da audiência de forma remota. Delgatti falou diretamente de uma sala no presídio de Tremembé, onde cumpre pena. A deputada, por sua vez, obteve autorização da Justiça da Itália para participar remotamente da reunião. Walter Delgatti foi convocado para depor de novo à PF nesta sexta Ueslei Marcelino/Reuters Walter Delgatti afirmou que a invasão aos sistemas do CNJ ocorreram a pedido da deputada e que ele teria se hospedado na casa da parlamentar, em Brasília. Segundo ele, Carla Zambelli "exerceu o comando direto sobre os crimes". A deputada rebateu afirmando que todo o processo que a levou a ser condenada se baseia em "disse-me-disse". Carla Zambelli afirmou que Delgatti é um "mitomaníaco" e chegou a questionar a sanidade mental do hacker, fazendo menção ao uso de medicamentos para tratar um Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Palavras-chave: hacker

Projeto Stargate: como serão os novos data centers da OpenAI nos EUA

Publicado em: 24/09/2025 00:00

OpenAI está construindo complexo de data centers em Abilene, no Texas Divulgação/OpenAI A OpenAI, criadora do ChatGPT, planeja construir mais cinco data centers no projeto Stargate, iniciativa bilionária com as empresas de telecomunicações SoftBank e de servidores Oracle. O projeto Stargate promete investir US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos. As empresas anunciaram o plano em janeiro ao lado do presidente americano Donald Trump, um dia após ele tomar posse em seu mandato atual. Até então, a OpenAI só tinha anunciado a construção de um complexo de data centers em Abilene, no Texas. Na terça-feira (23), a empresa informou que o projeto receberá mais data centers e, nos próximos três anos, vai ampliar sua capacidade para 7 gigawatts (ou 7.000 megawatts). Data centers convencionais, com foco no armazenamento de dados, costumam ter potência bem abaixo de 100 megawatts cada um. Mas o plano da OpenAI exige mais capacidade para operar sistemas poderosos de inteligência artificial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Onde serão construídos os novos data centers da OpenAI Arte g1 Os novos investimentos foram divididos em duas frentes, uma em parceria com a Oracle e outra com a SoftBank. O investimento com a Oracle prevê 5,5 gigawatts de potência para data centers no Novo México, no Texas e na região Meio-Oeste dos EUA, ainda sem local definido. A dona do ChatGPT disse que a capacidade do complexo em Abilene será ampliada em 600 megawatts. A unidade de Abilene terá oito prédios com cerca de 100 megawatts de potência cada um, segundo a Wired. O site afirma ainda que o espaço terá 400 mil chips usados no treinamento de IA. A ampliação do acordo entre OpenAI e Oracle já tinha sido anunciada em julho, com planos de investir US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos. As empresas estimam que os empreendimentos criarão 25 mil empregos, mas não detalham o perfil dessas vagas. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas Outros dois data centers serão construídos no Texas e em Ohio por meio de parceria com a SoftBank. Eles chegarão a 1,5 gigawatt de potência nos próximos 18 meses, segundo a OpenAI. A OpenAI disse que os projetos com a SoftBank terão um método de construção rápida com eficiência de custos e possibilidade de ampliar a escala. "A inteligência artificial só poderá cumprir sua promessa se desenvolvermos a computação necessária para alimentá-la", disse o CEO da OpenAI, Sam Altman. A empresa afirmou que analisou 300 propostas de cidades em 30 estados americanos que queriam atrair a construção de data centers. "O anúncio de hoje marca o primeiro conjunto de seleções, com mais locais nos EUA a serem abertos", declarou a OpenAI. Data center da OpenAI em Abilene, no Texas Reuters/Shelby Tauber; Divulgação/OpenAI Investimento bilionário da Nvidia O anúncio da ampliação do projeto Stargate foi feito um dia após a Nvidia informar que vai investir até US$ 100 bilhões na OpenAI para "rechear" esses data centers. A Nvidia vai fornecer milhões de chips gráficos (GPUs, sigla para "unidades de processamento gráfico"). Eles são fundamentais para o treinamento e a execução de sistemas poderosos de inteligência artificial. A partir do segundo semestre de 2026, os data centers deverão usar o Vera Rubin, descrito pela Nvidia como um "superchip" capaz de reunir simulações, dados e IA em apenas um mecanismo. LEIA TAMBÉM: Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas 'Cidades' de servidores e água do subsolo: o que se sabe sobre os data centers de IA no Brasil Por que a OpenAI comprou startup do criador do visual do iPhone Data Centers no Brasil são alternativa para uso de energia renovável excedente

Palavras-chave: inteligência artificial

Huawei Mate 80 Air? Chinesa projeta celular ultrafino para concorrer com novo iPhone

Publicado em: 23/09/2025 23:59 Fonte: Tudocelular

Assim como a Samsung e diversas outras marcas chinesas, a Huawei também planeja o lançamento de um smartphone ultrafino para concorrer com o novo iPhone Air na China. Conforme informações levantadas pelo vazador SuperDimensional, esse novo aparelho pode pertencer à linha Mate 80 e até mesmo receber o nome de Mate 80 Air. Além disso, ele deve usar a tecnologia eSIM e uma microbomba para o líquido de arrefecimento. Ou seja, algo pensado para manter o celular frio em longas horas de uso. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Honor Magic 8 Pro: amostras de câmera revelam desempenho de sensor periscópio de 200 MP

Publicado em: 23/09/2025 23:57 Fonte: Tudocelular

A Honor prepara o lançamento da linha Magic 8 para outubro na China. Para promover a chegada dos flagships, a fabricante divulgou amostras de câmeras que revelam o desempenho do sensor periscópio de 200 megapixels. Paralelamente, o informante Digital Chat Station trouxe outros detalhes sobre o aparelho. Além do Honor Magic 8 Pro, o vivo X300 Pro e OPPO Find X9 Pro também virão equipados com o sensor periscópio de 200 megapixels. Ambos também chegarão ao mercado chinês em outubro.Além de compartilhar amostras de câmera capturadas com o sensor periscópio de 200 megapixels do Honor Magic 8 Pro, o blogueiro Ouyang Tongxuan compartilhou alguns insights de uma sessão de 4 horas a portas fechadas sobre a tecnologia de imagem da marca, com a presença do CEO da Honor, Li Jian, e das principais equipes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Em votação unânime, vereadores de São Sebastião aprovam cobrança de taxa ambiental na cidade

Publicado em: 23/09/2025 21:53

Imagem aérea de São Sebastião (SP) Divulgação/Prefeitura de São Sebastião Em votação unânime, os vereadores de São Sebastião aprovaram, na noite desta terça-feira (23), um projeto que prevê a cobrança de taxa ambiental pela entrada de veículos na cidade. Uma segunda votação ainda será realizada. O projeto foi elaborado pela Prefeitura de São Sebastião (SP) e enviado para votação na Câmara Municipal. Segundo o projeto, esses valores seriam cobrados pela entrada e permanência dos veículos na cidade - a previsão é que uma taxa seja cobrada por dia. Os valores propostos são: motocicletas: R$ 5,25 automóveis: R$ 20 caminhonetes: R$ 24,80 vans e micro-ônibus: R$ 64,40 ônibus: R$ 119,25 caminhões: R$ 143,10 A proposta prevê que veículos que fiquem menos de duas horas na cidade sejam isentos. Além disso, também ficariam isentos veículos licenciados em Bertioga, Ilhabela e Caraguatatuba, além de São Sebastião. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Há ainda outras isenções, como para veículos de órgãos públicos, viaturas de atendimento à população, como ambulâncias e polícia e veículos de transporte de pessoas com deficiência física, visual e mental. O projeto de lei complementar deixa aberta a possibilidade da contratação de uma empresa privada para administrar o serviço da cobrança da taxa. O projeto criado pelo prefeito de São Sebastião, Reinaldinho (Republicanos), foi enviado à Câmara dos Vereadores no dia 15 de setembro. Na proposta, o prefeito argumenta que a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) deve ser criada para mitigar os impactos ambientais e urbanos do intenso fluxo turístico registrado na cidade do Litoral Norte de São Paulo. “O Município de São Sebastião, em razão de sua vocação turística e relevância ambiental, recebe anualmente expressivo número de visitantes, especialmente mediante ingresso de veículos automotores. O fluxo intenso acarreta impactos significativos sobre a infraestrutura urbana, os serviços de limpeza pública, a gestão de resíduos sólidos e efluentes, bem como sobre os ecossistemas locais”, argumenta Reinaldinho. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa passar por segunda votação e, se aprovado, deve ser sancionado pelo prefeito, que é o autor da proposta. Recentemente, a Câmara Municipal de Ilhabela aprovou um projeto da prefeitura para cobrança de taxa ambiental na cidade. A previsão da cidade vizinha de São Sebastião é de arrecadar R$ 45 milhões por ano com a cobrança. Imagem aérea de São Sebastião (SP) Divulgação/Prefeitura de São Sebastião TPA de Ilhabela deve entrar em vigor em dezembro Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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