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Clones digitais: YouTube permitirá que criadores usem IA de si mesmos nos Shorts

Publicado em: 21/01/2026 09:05 Fonte: Tudocelular

O YouTube confirmou que prepara uma tecnologia que para permitir aos criadores de conteúdo gerar versões digitais de si mesmos por meio da inteligência artificial. A novidade foi revelada pelo CEO da plataforma, Neal Mohan, em sua carta anual, divulgada nesta terça-feira.Segundo o executivo, o recurso estará disponível para o formato Shorts ainda em 2026. A ferramenta permitirá que os youtubers criem vídeos curtos com uma versão semelhante a si mesmos — em inglês, ele usou o termo "likeness" — gerada por IA. A empresa, no entanto, não detalhou tecnicamente como o processo de captura ou animação funcionará. Mais IA e combate ao spam A criação de clones digitais oficiais faz parte de um pacote maior de inovações. Mohan citou que os criadores também poderão usar IA para "experimentar com música" e até criar jogos simples por meio de comandos de texto, os chamados prompts.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fim da linha para Huawei e ZTE? Nova lei europeia quer limpar 5G chinês do continente

Publicado em: 21/01/2026 08:32 Fonte: Tudocelular

O cerco contra as gigantes chinesas de tecnologia está prestes a se fechar completamente na Europa. A Comissão Europeia prepara uma nova legislação que pretende transformar o banimento de equipamentos da Huawei e ZTE em uma obrigação legal para todos os países afiliados. Com isso, o bloco deve dar um passo além da postura anterior de apenas recomendar a exclusão. A proposta faz parte de um novo Ato de Cibersegurança que visa eliminar fornecedores considerados de "alto risco" das infraestruturas críticas do continente. A medida afeta diretamente a Huawei e a ZTE.Até agora, a União Europeia utilizava uma "caixa de ferramentas" que sugeria aos países membros que evitassem usar equipamentos chineses em suas redes móveis. No entanto, a adesão foi baixa e muitos governos ignoraram o pedido para evitar atritos diplomáticos com Pequim.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vídeo mostra encontro entre pai e filha de 16 anos desaparecida há 5 dias no PI

Publicado em: 21/01/2026 08:21

Maria Isabela, de 16 anos, se reencontrou com o pai e o meio-irmão na madrugada desta quarta-feira (21), em Altos. A adolescente estava desaparecida desde a última quinta-feira (15). Nos últimos dias, o pai e um meio-irmão de Maria se mobilizavam através das mídias para localizar e se comunicar com a adolescente. Segundo a família, ela não respondia mensagens nem atendia ligações. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O reencontro foi registrado e publicado nas redes sociais. Nas imagens, Maria Isabela aparenta estar bem e carrega uma mochila nas costas, já seu pai se demonstra emocionado e chora no momento da reunião com a filha. O pai da adolescente relatou que em um único dia, a família recebeu nove ligações falsas sobre o paradeiro da filha. Ele também afirma que teve receio de que criminosos poderiam utilizar a voz da menina com inteligência artificial para enganar os familiares. "Ela ligou pra gente e ficamos pensando que era mais um trote. Perguntamos coisas que só ela saberia responder", disse o irmão, Hycaro Breno. A jovem entrou em contato com os familiares, que solicitaram um veículo por aplicativo para buscá-la de onde ela estava até a residência da família. "Obrigado, meu Deus. E obrigado a todos que participaram da corrente de mensagens positivas", agradeceu o pai. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: inteligência artificial

Por que EUA estão comprando navios quebra-gelo da Finlândia em meio à disputa sobre a Groenlândia

Publicado em: 21/01/2026 08:21

A Finlândia é líder mundial no projeto e construção de navios quebra-gelos Aker Arctic Technology via BBC Enquanto o presidente americano, Donald Trump, insiste que os Estados Unidos precisam se apropriar da Groenlândia, seu interesse cada vez maior pela região ártica levou Washington a encomendar novos navios quebra-gelos. E, para a construção desses navios, capazes de navegar por mares cobertos de gelo sólido, os Estados Unidos recorreram ao país que é especialista mundial no assunto: a Finlândia. No laboratório de gelo da Aker Arctic Technology, as temperaturas são abaixo de zero. Uma maquete em escala de um navio quebra-gelo navega em um tanque de simulação com 70 metros de comprimento. O modelo abre um canal limpo através da superfície congelada da água. Submetido a testes em uma fábrica na capital finlandesa, Helsinque, este é um projeto da próxima geração de quebra-gelos do país. "É fundamental que ele tenha resistência estrutural e potência de motor suficiente", explica a engenheira Riikka Matala, especializada em desempenho no gelo. O diretor-executivo da empresa, Mika Hovilainen, destaca que o formato do navio também é crucial. "Ele deve ter um formato de casco que rompa o gelo dobrando-o para baixo", explica ele. "Sem cortar, nem fatiar." A Finlândia é indiscutivelmente a líder mundial em quebra-gelos. As empresas finlandesas projetaram 80% de todos os navios deste tipo atualmente em operação e 60% foram construídos nos estaleiros do país. Os finlandeses atingiram o primeiro lugar do setor por necessidade, segundo Maunu Visuri, presidente e diretor-executivo da empresa estatal finlandesa Arctia, que opera uma frota de oito quebra-gelos. "Este é o único país do mundo onde todos os portos podem congelar durante o inverno", explica ele. Visuri destaca que 97% dos produtos importados pelo país chegam por via marítima. Novos quebra-gelos na era Trump Durante os meses mais frios, os navios quebra-gelo mantêm os portos finlandeses abertos e servem para orientar os grandes navios de carga. "É uma necessidade vital para a Finlândia, prossegue Visuri. "Costumamos dizer que a Finlândia é uma ilha." Foi esta experiência que levou Donald Trump a anunciar, em outubro, que os Estados Unidos planejavam encomendar junto à Finlândia quatro quebra-gelos para a Guarda Costeira americana. Outros sete navios, que os Estados Unidos chamam de "patrulhas de segurança do Ártico", serão construídos nos EUA, utilizando projetos e tecnologia da Finlândia. "Estamos comprando os melhores quebra-gelos do mundo e a Finlândia é conhecida pela sua fabricação", declarou Trump. A legislação americana determina que os navios da Marinha e da Guarda Costeira do país devem ser construídos em território nacional. Mas, neste caso, Trump descartou esta exigência por "motivos de segurança nacional". Ele mencionou a "atitude militar agressiva e a intrusão econômica de adversários estrangeiros", em referência à Rússia e à China. Esta preocupação dos Estados Unidos surge em um momento em que as mudanças climáticas fazem com que o Oceano Ártico passe a ser mais navegável para os navios de carga, pelo menos se os quebra-gelos abrirem o caminho. Este fenômeno abre rotas comerciais entre a Ásia e a Europa, seja pelo norte da Rússia ou do Alasca, até a parte continental do Canadá, descendo pela Groenlândia. A redução dos níveis de gelo também faz com que as jazidas de petróleo e gás do Ártico fiquem mais acessíveis. "Existe, agora, muito mais trânsito naquela parte do mundo", destaca o oficial aposentado da Marinha americana Peter Rybski, especialista em navios quebra-gelo que mora em Helsinque. "Existe uma indústria ativa de exploração e extração de petróleo e gás na Rússia, bem como uma nova rota de transbordo emergente entre a Europa e a Ásia", acrescenta ele. Igualar-se à Rússia Após o anúncio preliminar de Trump, os primeiros contratos foram firmados no dia 29 de dezembro. A empresa finlandesa Rauma Marine Constructions fabricará dois quebra-gelos para a Guarda Costeira americana no seu estaleiro localizado no porto de Rauma, na Finlândia. A previsão é que o primeiro deles seja entregue em 2028. E outros quatro serão construídos no Estado americano da Louisiana. Os seis navios, com propulsão diesel-elétrica, seguirão um projeto da Aker Arctic Technology, em colaboração com seu sócio canadense, a Seaspan. Os pedidos norte-americanos fazem parte de um projeto para igualar o número de quebra-gelos russos. A Rússia possui atualmente cerca de 40 navios quebra-gelo, oito deles movidos a energia nuclear. Já os Estados Unidos possuem apenas três em funcionamento. A China opera cerca de cinco navios com capacidade de navegar nas regiões polares. Mas "nenhum deles, tecnicamente, é um quebra-gelos", segundo Rybski. Ele destaca que o projeto dos navios chineses não atende aos rigorosos critérios estabelecidos. "Mas eles estão aumentando sua frota." Rybski destaca que a China vem enviando cada vez mais destes navios de "pesquisa" para as águas do Ártico, entre o Alasca e o extremo leste da Rússia, incluindo regiões que os Estados Unidos consideram sua "zona econômica exclusiva". "Com meios limitados para reagir, isso se torna um problema [para os Estados Unidos]", segundo o especialista. Projetar poder O desejo de Trump de ampliar sua frota de quebra-gelos vai além das necessidades práticas de operar nos mares árticos, segundo a pesquisadora Lin Mortensgaard, do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais. Para ela, também é uma questão de projetar poder. "Por mais porta-aviões que você tenha e os use para ameaçar outros países, você não consegue navegar com um porta-aviões na região central do Oceano Ártico", explica ela. "Os quebra-gelos são praticamente o único tipo de navio de guerra que permite demonstrar que você é um Estado ártico com capacidades na região. E acredito que é disso que trata grande parte do discurso americano." De volta à Finlândia, o estaleiro de Helsinque ocupa um cais no litoral da capital. É ali que foi fabricada metade dos quebra-gelos do mundo. O estaleiro é de propriedade da empresa canadense Davie e também espera conseguir novos contratos da Guarda Costeira americana. "A situação geopolítica definitivamente se alterou", afirma o diretor-geral do estaleiro, Kim Salmi. "Temos este nosso vizinho do leste [a Rússia]. Eles estão construindo sua própria frota nova. E os chineses também estão construindo a sua." "Os Estados Unidos, o Canadá e os aliados ocidentais em geral buscam o equilíbrio de poder", destaca Salmi. No interior de um enorme hangar de construção naval, trabalhadores cortam e soldam aço para o último quebra-gelo do estaleiro, um navio ártico de grande capacidade chamado Polarmax, destinado à Guarda Costeira canadense. Os finlandeses podem construir esses navios complexos com uma rapidez incrível (entre dois anos e meio e três anos), graças a um método de produção otimizado e décadas de experiência. "Praticamos isso há mais de 100 anos", explica Visuri. "Existe um ciclo formado por projetistas, operadores e construtores. Por isso, a Finlândia é a superpotência dos quebra-gelos."

Palavras-chave: tecnologia

Mulher se joga de carro em movimento com filho no colo após agressões em Cascavel

Publicado em: 21/01/2026 08:08

Delegacia da Mulher em Cascavel Câmara Municipal de Casavel Uma jovem de 19 anos ficou ferida após pular de um carro em movimento com o filho de um ano no colo, em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a Guarda Municipal, a mulher tentou escapar de agressões cometidas pelo namorado, de 20 anos, durante uma discussão dentro do veículo. A criança não se feriu. De acordo com o relato da vítima, a briga começou por causa do uso da cadeirinha. Durante a discussão, o homem teria passado a xingá-la, ameaçá-la e, em seguida, desferir socos. Assustada, a mulher puxou o freio de mão e se jogou do carro com o filho. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Com a queda, ela sofreu ferimentos nos joelhos e teve um dos pés atingido pela roda do veículo. O suspeito fugiu após o ocorrido e não foi localizado durante as buscas feitas pelas equipes. A vítima recebeu orientação para registrar boletim de ocorrência na delegacia e solicitar medida protetiva. Ela também será acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: Crime: Mãe é presa por espancar filhas adolescentes no meio da rua após elas se recusarem a acompanhá-la em festa, no Paraná Descaminho de celulares: Família tenta embarcar com mais de 100 iPhones escondidos em nove malas em aeroporto de Foz do Iguaçu Alerta de furto: Vice-prefeito do Paraná é preso após ser parado em blitz e polícia descobrir que moto usada por ele tinha alerta de furto VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

Palavras-chave: câmara municipal

Nem a Razer parece entender direito o motivo de lançar uma “Esposinha de IA”

Publicado em: 21/01/2026 08:06 Fonte: Tudocelular

A Razer apresentou durante a CES 2026 um de seus conceitos mais controversos dos últimos anos: o Project Ava, uma “companheiro” de IA em forma de holograma com visual de personagem de anime, disponível como waifu ou husbando, preso dentro de um recipiente de vidro sobre a mesa do usuário. A empresa afirma que o produto se tornará real, mas ainda não consegue explicar com clareza quando, como ou por que alguém deveria comprá-lo. O anúncio ocorreu em meio ao tradicional desfile de protótipos da marca na feira, conhecida por levar conceitos experimentais que nem sempre chegam ao mercado. Desta vez, porém, a Razer garante que o Project Ava deixará de ser apenas uma ideia, mesmo sem apresentar especificações técnicas, modelo final ou proposta de uso bem definida.Na prática, o Project Ava combina tecnologias já conhecidas: um avatar animado em tempo real e um chatbot de IA voltado a funcionar como mentor de jogos e companhia virtual no desktop. Nada disso representa uma inovação real frente a assistentes digitais e copilotos de jogos já disponíveis no mercado, apenas ganha uma camada estética baseada em personagens estilizados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Classificados do Edimilson: veja as vagas de emprego de 21 a 30 de janeiro

Publicado em: 21/01/2026 07:59

Selo dos Classificados do Edimilson Ávila Infografia: Wagner Magalhães/G1 Icatu Seguros 1. Icatu Seguros A Icatu Seguros anunciou a abertura de novas vagas de emprego em diferentes regiões do país. As oportunidades estão disponíveis tanto na matriz da companhia, localizada no Rio de Janeiro (RJ), quanto nas filiais de São Paulo (SP), Teresina (PI) e Uberlândia (MG). Os cargos abrangem diversas áreas estratégicas, incluindo Marketing, Análise de Dados e Tecnologia, entre outras. A lista completa das posições oferecidas pode ser consultada na página oficial de recrutamento da empresa. O que colocar no 'objetivo' do currículo para primeiro emprego?

Palavras-chave: tecnologia

Orelhões começam a ser retirados das ruas de todo o país; Alto Tietê tem 775 aparelhos

Publicado em: 21/01/2026 07:18

Apesar do avanço da tecnologia, Alto Tietê ainda tem orelhões Os famosos "orelhões", como são popularmente conhecidos os telefones públicos, começarão a ser retirados das ruas de todo o Brasil a partir de janeiro. A medida afeta 38 mil aparelhos em território nacional, sendo 775 deles instalados em cidades do Alto Tietê. Mogi das Cruzes, com 263, é o município da região que mais possui orelhões, enquanto Salesópolis, com apenas 14, é a que menos apresenta (confira abaixo a quantidade em cada município). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a retirada começa em janeiro deste ano devido ao fim das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos. O contrato acabou no fim do ano passado. Dos 38 mil aparelhos do Brasil, mais de 33 mil ainda estão ativos, e cerca de 4 mil estão em manutenção. Na capital de São Paulo, são mais de quatro mil. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028. Parte da memória afetiva dos brasileiros, os orelhões foram criados pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, em 1971. Com um formato diferente das cabines telefônicas comuns, o estilo tinha uma justificativa funcional, que é a qualidade do som. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo. Confira quantos orelhões existem em cada cidade do Alto Tietê Orelhões no Alto Tietê Leia mais Alto Tietê apresenta sinais claros de crise hídrica, aponta Cemaden Alto Tietê conta com mais de 2,1 mil vagas de emprego nesta segunda-feira; veja lista Fim dos orelhões: retirada começa em janeiro deste ano devido ao fim das concessões do serviço de telefonia fixa André Luis Rosa / Tv Vanguarda Veja tudo sobre o Alto Tietê

Palavras-chave: tecnologia

Casio e beautiful people lançam G-Shock de luxo feito em resina especial que imita couro

Publicado em: 21/01/2026 06:36 Fonte: Tudocelular

A Casio oficializou nos Estados Unidos o lançamento do G-Shock GM-S2110BP-5A, uma colaboração exclusiva com a grife japonesa beautiful people. O modelo une a robustez extrema da linha com um acabamento de luxo inédito. O grande destaque técnico desta edição é a pulseira de resina marrom. Através de uma técnica de impressão a jato de tinta de alta precisão, a marca replicou a aparência e o toque do couro natural.Essa tecnologia mantém a resistência à água e o conforto hipoalergênico da resina, eliminando o desgaste precoce do couro comum. O relógio apresenta uma caixa com moldura em metal em tons dourados e prateados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

ET de Varginha completa 30 anos: o que uma revelação alienígena faria com a economia global?

Publicado em: 21/01/2026 05:03

30 anos do ET de Varginha: veja a linha do tempo do caso A cidade de Varginha (MG) entrou para a história como cenário de um dos episódios ufológicos mais conhecidos do mundo. 👽 No dia 20 de janeiro de 1996, a rotina da cidade foi interrompida por relatos de uma criatura estranha, operações militares incomuns e um silêncio oficial que jamais foi totalmente esclarecido. O chamado “ET de Varginha” atravessou gerações como um símbolo do mistério — e da desconfiança em relação às versões oficiais. Nas últimas semanas, o tema ganhou visibilidade a partir do documentário “A Era da Revelação”, que reúne entrevistas com mais de 30 pessoas ligadas ao governo dos Estados Unidos, incluindo militares e integrantes da comunidade de inteligência. 🛸 O filme apresenta depoimentos de autoridades como o secretário de Estado Marco Rubio, a senadora Kirsten Gillibrand e o ex-diretor de Inteligência Nacional James Clapper, que tratam da atuação do governo americano em relação aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP) ao longo das últimas décadas. Passados 30 anos, o tema da vida extraterrestre ganha novos contornos e sai do imaginário popular para o debate econômico. Um relatório elaborado por Helen McCaw, ex-analista sênior de segurança financeira do Banco da Inglaterra, passou a circular nas redes sociais, ampliando a discussão para os possíveis impactos econômicos associados ao tema. Afinal, o que aconteceria com os mercados, os governos e o sistema financeiro global se uma presença alienígena fosse confirmada na Terra? Segundo ela, a confirmação de uma presença alienígena teria implicações que vão além da curiosidade científica, exigindo atenção das autoridades para possíveis efeitos sobre a economia. LEIA TAMBÉM ET de Varginha, 30 anos: o que se sabe e o que nunca foi explicado sobre o caso ET de Varginha: teste seu conhecimento sobre o caso ‘Eu sei o que eu vi': Médico diz que escondeu relato sobre suposta criatura em hospital de Varginha até da família ET de Varginha (MG) Júlia Reis/g1 Choque na confiança Segundo McCaw, a constatação de que os chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês) não têm origem humana poderia provocar o que ela define como um “choque ontológico” — uma mudança na forma como pessoas, governos e mercados passam a interpretar a realidade. “A confirmação de tecnologias além do conhecimento humano atual, como sistemas avançados de propulsão ou novas formas de energia, poderia desestabilizar setores inteiros da economia ao alterar paradigmas hoje consolidados”, diz a economista em relatório. Ela acrescenta que a possibilidade de uma inteligência não humana tecnologicamente avançada tenderia a elevar a incerteza, levando investidores a rever estratégias, com impactos como fuga de capitais, reavaliação de ativos e maior volatilidade global. Junto a isso, setores como energia, defesa, transporte e tecnologia estariam entre os primeiros a sentir esses efeitos, diante do risco de que modelos produtivos hoje dominantes se tornem rapidamente ultrapassados. O papel dos bancos centrais Nesse contexto, o papel dos bancos centrais iria além do controle da inflação. Considerando o cenário britânico, McCaw defende que o Banco da Inglaterra passe a avaliar formalmente os riscos à estabilidade financeira associados aos UAP e articule respostas em coordenação com organismos internacionais. A preocupação é que, diante de uma revelação desse tipo, o sistema financeiro global enfrente uma crise de confiança semelhante — ou até superior — às observadas em momentos como a crise de 2008 ou a pandemia de Covid-19. A diferença é que, desta vez, não haveria precedente histórico para orientar as decisões econômicas. “A política atual de silêncio precisa ser substituída por planejamento proativo e transparência”, destaca o relatório. Para McCaw, ignorar o tema não reduz o risco — apenas transfere o problema para um momento em que a reação precisará ser imediata e improvisada. Ilustração mostra suposta captura do ET de Varginha por militares dos bombeiros Reprodução TV Globo Impactos sociais Além dos efeitos imediatos sobre os mercados, o relatório aponta riscos econômicos e geopolíticos de longo prazo. Países que demorarem a tratar o tema de forma institucional podem perder espaço em uma eventual corrida científica e tecnológica, com reflexos sobre competitividade e crescimento. Segundo o documento, o incentivo à pesquisa acadêmica sobre o fenômeno poderia resultar em “avanços extraordinários em física, ciência de materiais e exploração espacial”. Esses progressos teriam potencial para impulsionar a inovação, aumentar a produtividade e fortalecer o crescimento econômico ao longo do tempo. Os impactos, no entanto, não se limitariam ao campo financeiro: a confirmação de uma inteligência não humana também influenciaria o comportamento das pessoas, com efeitos indiretos sobre a economia. “Mudanças nas decisões de consumo, nas relações de trabalho e nas crenças sociais tenderiam a afetar a dinâmica da atividade econômica”, diz o relatório. McCaw aponta ainda para uma possível demanda inédita por serviços de saúde mental. Nesse cenário, governos seriam pressionados a ampliar gastos com assistência psicológica, comunicação institucional e gestão de crises — o que poderia alterar orçamentos públicos e prioridades fiscais. Infográfico 30 anos do Caso ET de Varginha Arte/g1

Palavras-chave: tecnologia

Acer Swift Go 16: notebook com Intel Core Ultra e 512 GB surge em oferta em até 18x sem juros

Publicado em: 21/01/2026 04:55 Fonte: Tudocelular

Equipado com processador Intel Core Ultra 7 e 16 GB de RAM, o Acer Swift Go 16 é uma boa alternativa para quem busca um notebook para estudar ou trabalhar. O modelo também chama atenção pela tela IPS LCD grande sensível ao toque, 512 GB de armazenamento e Windows 11 de fábrica. A máquina atinge um dos seus menores preços nesta oferta da Amazon — utilizando o cupom PTEC30, você pode levá-la por R$ 6.304, com possibilidade de parcelamento em até 18 vezes sem juros no cartão Amazon, ou até 10 vezes sem juros nos demais cartões. Notebook Acer Swift GO 16 SFG16-72T-78ZP Intel core Ultra 7 16GB RAM 512GB SSD 16´Touchscreen LED IPS Wide Ultra 60Hz Windows 11 Home Amazon R$ 6.304 Ver Oferta Sobre o dispositivoAlém da construção premium em metal com apenas 1,6 kg, o Acer Swift Go 16 vem embarcado com um bom conjunto de especificações, sendo uma opção atraente para quem procura um notebook para trabalho ou estudos. Junto da CPU Intel Core Ultra 7 155H, de 16 núcleos, o dispositivo possui 16 GB de memória e SSD de 512 GB.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Phishing no Turismo: como identificar os e-mails falsos do Booking.com nesta temporada

Publicado em: 21/01/2026 04:54 Fonte: Tudocelular

Cibercriminosos aproveitam o período de férias e o alto volume de reservas online para lançar uma nova onda de e-mails fraudulentos que simulam comunicações da Booking.com. A princípio, a campanha utiliza uma técnica sofisticada de engenharia social para roubar dados sensíveis de usuários no Brasil e no exterior. Como funciona a armadilha do "ClickFix" Diferente dos golpes tradicionais que pedem apenas um clique em um link malicioso, esta campanha utiliza o método ClickFix. O e-mail falso, que copia a identidade visual da plataforma de hospedagem, alerta sobre supostos problemas com reservas ou reembolsos.Ao clicar no link fornecido, a vítima é direcionada a um site fraudulento que simula uma falha técnica e chega a exibir uma falsa "Tela Azul da Morte" do Windows. O usuário é então instruído a executar comandos manuais para "corrigir" o erro. Sem saber, a própria vítima instala um malware do tipo infostealer, projetado para varrer o computador em busca de senhas, dados bancários e outras informações confidenciais.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Microsoft discute "truque secreto" do Windows 95 que acelerava a reinicialização do sistema

Publicado em: 21/01/2026 04:14 Fonte: Tudocelular

Com pouco mais de 30 anos de vida, o Windows 95 continua chamando atenção pelos "truques secretos" e otimizações que trazia, em uma época em que era preciso manter suporte a tecnologias como o MS-DOS e chips de 16-bit. Nesta semana, um dos principais engenheiros de software da Microsoft discutiu um desses truques, usado para acelerar o processo de reinicialização através da tecla Shift, explicando melhor seu funcionamento.Entusiastas que utilizaram o Windows 95 devem lembrar de um truque curioso no qual, ao segurar a tecla Shift, o processo de reinicialização era agilizado — em vez de reiniciar a máquina por completo, apenas o sistema operacional era recarregado. Na era em que HDDs dominavam e os processadores não eram tão ágeis como atualmente, levando um tempo extenso para carregar aspectos mais complexos, em especial a interface gráfica, aplicar otimizações ajudavam a tornar o processo um pouco menos demorado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência espacial dos EUA

Publicado em: 21/01/2026 02:00

Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência americana "Frustrante e muito irritante". É assim que o brasileiro Carlos Eduardo Zambelli Aloi, de 38 anos, profissional de segurança da informação, descreve os seis meses que passou, ao longo de 2025, em busca de falhas de segurança em sistemas da Nasa, a agência espacial americana. Segundo ele, os problemas encontrados nem sempre eram aceitos quando reportados à Nasa e, em alguns casos, o retorno com feedback demorava semanas. Em novembro de 2025, a agência reconheceu duas das 26 falhas de segurança identificadas por Carlos Eduardo em sistemas próprios. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok Em uma das vulnerabilidades, ele afirma ter acessado um documento no Google Docs com um artigo científico que deveria estar restrito a funcionários da Nasa. Na outra, foi possível acessar informações sensíveis, como senhas (saiba mais abaixo). Carlos Eduardo Zambelli Aloi trabalha há mais de 20 anos com tecnologia da informação. Arquivo pessoal Como resposta, Carlos recebeu uma carta de agradecimento assinada pela diretora de segurança da informação da Nasa, Tamiko Fletcher. Segundo ele, o reconhecimento não envolve recompensa financeira (leia a carta na íntegra ao final da reportagem). "Para mim, é uma conquista pessoal, de testar até onde consigo ir e saber se estou no caminho certo. Isso reforça que meus estudos e o trabalho que venho fazendo na área estão dando resultado", disse ao g1. Procurada, a Nasa não quis comentar as descobertas do brasileiro por "questões de segurança". Em nota, um porta-voz afirmou que a agência mantém um programa para o relato responsável de falhas encontradas por pesquisadores externos, aberto a qualquer pessoa. Além dele, o g1 encontrou outros dois brasileiros que também foram reconhecidos pela agência norte-americana. Os nomes aparecem no site Bugcrowd, plataforma usada pela Nasa para receber relatórios de vulnerabilidades. O g1 não conseguiu contato com eles até a publicação desta reportagem. Tamiko Fletcher, diretora de segurança da informação da Nasa. Divulgação/Nasa Seis meses de tentativas até a carta Os esforços de Carlos Eduardo começaram no meio do ano passado. A partir de novembro, ele intensificou as buscas, dedicando de três a quatro horas por dia (geralmente entre 21h e 2h da manhã) após o expediente de trabalho e as aulas da pós-graduação de cibersegurança ofensiva. No primeiro teste, Carlos afirma ter acessado diretórios restritos e manipulado identificadores de login para baixar documentos internos. Segundo ele, chegou a obter permissão de edição em um artigo científico armazenado no Google Drive. "Era um estudo sobre condições de vento solar e eventos magnéticos, possivelmente ligado à astronomia e à física espacial", afirmou. "Eu entrei e inseri um link para um site falso. A partir daí, se quisesse, poderia roubar credenciais, como e-mails e senhas, de pessoas da Nasa". O arquivo, ao qual o g1 conseguiu visualizar parte, continha a mensagem "for more content click here:" ("para mais conteúdo, clique aqui:"), acompanhada do site falso criado por ele. No segundo teste, o brasileiro afirmou ter encontrado uma pasta restrita com dados internos da Nasa, como repositórios de sistemas, credenciais de acesso (senhas) e endereços de IP usados pela agência. O material foi localizado após uma série de tentativas para mapear falhas na estrutura digital da instituição. Segundo ele, foram usadas técnicas de reconhecimento e enumeração para identificar diretórios e pastas que não deveriam estar visíveis. Ao encontrar uma brecha, disse ter conseguido explorá-la como ponto de entrada para acessar outras áreas do sistema, até localizar a pasta restrita. "Você encontra uma brecha, entra nela e descobre outra, avançando aos poucos", explicou. "É como um rato procurando um caminho. Nesse processo, acabei chegando a informações muito sensíveis da infraestrutura interna deles". Segundo ele, a Nasa demorou a responder. O relatório sobre a vulnerabilidade ficou semanas em análise e o retorno só veio após a correção do problema. "Você passa muito tempo testando, monta o relatório, envia e ele não é aceito ou a falha é considerada sem impacto. É frustrante ficar horas trabalhando e não receber retorno", disse. O g1 teve acesso a parte das evidências encontradas, mas a divulgação do material depende de autorização da Nasa. A liberação foi solicitada pelo brasileiro, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Mensagem da Nasa que pede autorização para divulgação de materiais Reprodução/Nasa LEIA TAMBÉM: Segurança da informação tem salário de R$ 38 mil, mas não encontra profissionais Apple fecha parceria com Google para levar o Gemini aos iPhones 'Você Morreu?': app faz sucesso por monitorar pessoas que vivem sozinhas Brasileiro trabalha com TI há mais de 20 anos Carlos Eduardo vive em São Paulo e diz que trabalha com tecnologia da informação (TI) há mais de 20 anos. Ele atua na área de cibersegurança há cerca de uma década. Atualmente, é analista de sistemas sênior em uma das maiores redes de estacionamentos do Brasil. Segundo ele, a persistência em buscar falhas nos sistemas da Nasa também foi influenciada por um momento pessoal delicado: a morte do pai, em outubro de 2025. Carlos afirma que o desafio técnico serviu como forma de distração durante o luto. "Eu me apoiei nisso para distrair a cabeça, porque é uma coisa que eu gosto de fazer", disse. Ele já tinha experiência em testes de invasão por meio de programas oferecidos por empresas, que convidam profissionais da área a buscar vulnerabilidades em seus sistemas. Segundo ele, em alguns desses casos há recompensas financeiras. Receber um reconhecimento da Nasa, mesmo sem pagamento, era um objetivo pessoal. "Eu sempre quis ter essa carta. Acompanhava outras pessoas que recebiam esse reconhecimento depois de encontrar falhas. Eu queria muito isso", contou. A carta foi emitida em nome de "Kazam", apelido que ele usa em comunidades de hacking (grupo de hackers) e que reúne "Kadu", seu apelido, com o sobrenome Zambelli. O feito também garantiu ao brasileiro um lugar na "hall da fama" da Nasa no site da Bugcrowd, plataforma de cibersegurança colaborativa usada pela agência para receber relatórios de falhas (veja na imagem abaixo). O site Bugcrowd é uma das principais plataformas que reúnem empresas interessadas em incentivar pesquisadores a identificar falhas de segurança. Em muitos casos, o reconhecimento se limita a uma menção no "hall da fama", mas algumas companhias oferecem recompensas mais atrativas, como dinheiro ou produtos. Em nota, a Nasa confirmou que o Bugcrowd é o canal usado por pesquisadores para relatar vulnerabilidades em seus sistemas, com concessão de cartas de reconhecimento após a correção dos problemas, e que o "hall da fama" é gerenciado pela própria Bugcrowd. Brasileiro aparece no "hall da fama" da Nasa no site da Bugcrowd. Reprodução/Bugcrowd O reconhecimento veio por meio da Vulnerability Disclosure Policy (Política de Divulgação de Vulnerabilidades), programa que conta com a ajuda de pesquisadores para identificar problemas de segurança em sistemas da agência, incluindo sites oficiais como nasa.gov e nsc.nasa.gov. Em seu site, a Nasa informa que nem todos os relatórios resultam em uma carta de reconhecimento, chamada de "Letter of Recognition" (LOR). Segundo a agência, o documento é concedido apenas a relatórios validados, aceitos e confirmados como corrigidos (veja todas as regras aqui). Na carta enviada ao brasileiro, a Nasa afirma que o relatório dele "contribuiu para ampliar a conscientização sobre vulnerabilidades que, de outra forma, poderiam permanecer desconhecidas, ajudando a proteger a integridade e a disponibilidade das informações da agência". Carlos diz conhecer outros brasileiros já reconhecidos pela Nasa e afirma que, após o reconhecimento, passou a receber mensagens de pessoas interessadas em participar do programa. Carta da Nasa enviada ao Brasileiro Eduardo Zambelli Aloi Arquivo pessoal/Eduardo Zambelli Aloi Leia a tradução da carta "Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço Sede da NASA Mary W. Jackson Washington, DC 20546-0001 Prezado Kazam, Em nome da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço e da Política de Divulgação de Vulnerabilidades (VDP) da NASA, gostaríamos de reconhecer seus esforços como pesquisador independente de segurança, tanto na identificação da vulnerabilidade que você submeteu quanto no cumprimento da política e das diretrizes da VDP da NASA ao reportá-la de forma responsável. A capacidade de detectar e relatar vulnerabilidades de segurança é uma habilidade valiosa na indústria de segurança da informação. Seu relatório contribuiu para ampliar a conscientização da NASA sobre vulnerabilidades que, de outra forma, poderiam permanecer desconhecidas, e nos ajudou a proteger a integridade e a disponibilidade das informações da NASA. Por favor, aceite esta carta como um sinal de nossa apreciação por seus esforços na detecção dessa vulnerabilidade, contribuindo para que a NASA possa continuar avançando nas áreas de ciência, tecnologia, aeronáutica e exploração espacial, com o objetivo de ampliar o conhecimento, a educação, a inovação, a vitalidade econômica e a preservação da Terra. Estamos todos juntos nisso como uma comunidade de segurança, e sua participação e expertise são dignas de reconhecimento. Atenciosamente, Tamiko Fletcher Atuante como Diretora Sênior de Segurança da Informação da Agência (SAISO) Escritório do Diretor de Informação da NASA (OCIO) Política de Divulgação de Vulnerabilidades da NASA (VDP) 22 de dezembro de 2025" O que diz a Nasa "A NASA reconhece que vulnerabilidades externas podem ser descobertas por qualquer pessoa a qualquer momento e criou a Política de Divulgação de Vulnerabilidades para que pesquisadores de segurança relatem de boa-fé as vulnerabilidades que descobriram. Relatórios de vulnerabilidades pelo canal oficial são reconhecidos, e pesquisadores de segurança podem ser contatados durante a remediação. Por questões de segurança, não é apropriado que a NASA comente relatórios específicos. Por favor, entre em contato com a Agência de Segurança de Cibersegurança e Infraestrutura para obter informações adicionais sobre sistemas federais. - Porta-voz" Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas Cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil

Palavras-chave: hackerhackerstecnologia

Ex-assessor de Trump diz que ameaças à Groenlândia podem ser 'tática de negociação'

Publicado em: 21/01/2026 02:00

Premiê diz que Groenlândia deve estar preparada para possível invasão dos EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá forçar a Groenlândia a mudar de soberania, afirmou Gary Cohn, ex-assessor econômico do presidente americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em entrevista à BBC, Cohn, que assessorou Trump durante seu primeiro mandato e foi diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, disse que as ameaças recentes do presidente "podem fazer parte de uma negociação" e relacionou a necessidade de acesso a minerais importantes aos planos de seu ex-chefe para o território. "Acabei de sair de uma reunião com uma delegação do Congresso dos EUA, e acho que há um consenso bastante uniforme entre republicanos e democratas de que a Groenlândia continuará sendo a Groenlândia", disse ele. Gary Cohn é vice-presidente da IBM e um dos principais executivos de tecnologia dos Estados Unidos, líder na corrida para desenvolver inteligência artificial e computação quântica. Indicando o quão seriamente os líderes empresariais estão encarando a crise, ele alertou que "invadir um país independente que faz parte da Otan" seria "passar dos limites". Segundo ele, a Groenlândia ficaria feliz se os EUA aumentassem sua presença militar na ilha, num contexto em que o Atlântico Norte e o Oceano Ártico estão "se tornando muito mais uma ameaça militar". Os EUA também poderiam negociar um acordo de "compra futura" para os vastos, porém em grande parte inexplorados, recursos de minerais de terras raras da Groenlândia, sugeriu Cohn. "Mas eu acho que invadir um país que não quer ser invadido, que é parte de uma aliança militar, a Otan, me parece um pouco passar dos limites neste momento", afirmou. O presidente Donald Trump durante evento com jornalistas em 20 de janeiro de 2026 REUTERS/Jessica Koscielniak Cohn sugeriu que o presidente pode estar exagerando suas exigências como parte de uma tática de negociação — algo que, segundo ele, Trump já fez com sucesso no passado. "É preciso dar algum crédito a Donald Trump pelos sucessos que ele teve, e muitas vezes ele tentou ir além dos limites para conseguir algo em uma situação de compromisso", disse. "Ele exagerou ao anunciar algo para, no fim, conseguir o que realmente queria. Talvez o que ele realmente queira seja uma presença militar maior e um acordo para comprar esses minerais." O início do Fórum Econômico Mundial deste ano, em Davos, na Suíça, foi ofuscado pela postura cada vez mais agressiva do presidente em relação ao território ártico, com muitos líderes políticos e empresariais alarmados com o potencial impacto geopolítico e econômico. Trump deve discursar para os delegados no encontro na quarta-feira (21). Embora Cohn tenha expressado reservas sobre algumas das ações do presidente, ele disse que o governo dos EUA tinha "vários motivos diferentes" para o que estava fazendo. Ele afirmou que a decisão de Trump de intervir na Venezuela foi "um caminho" para prejudicar o relacionamento do país com a China, o maior mercado para seu petróleo, assim como com a Rússia e Cuba. Cohn também acredita que o presidente passou a se concentrar cada vez mais na importância dos minerais de terras raras, observando que "a Groenlândia tem uma boa quantidade" desses recursos. Esses minerais são fundamentais para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e da computação quântica, que também são temas centrais em Davos. Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra ele fincando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia. Reprodução/Donald Trump no Truth Social O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reagiu nesta segunda-feira (19) às alegações de que Trump teria atribuído suas ameaças crescentes sobre a Groenlândia ao fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. Em uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump culpou o país por não lhe conceder o prêmio e disse que não se sente mais obrigado a pensar apenas na paz. Bessent disse: "Não sei de nada sobre a carta do presidente à Noruega, e acho que é completamente falsa a ideia de que o presidente faria isso por causa do Prêmio Nobel." "O presidente está vendo a Groenlândia como um ativo estratégico para os Estados Unidos. Não vamos terceirizar nossa segurança hemisférica para mais ninguém." LEIA TAMBÉM Pentágono planeja reduzir participação dos EUA na Otan, diz jornal EUA apreendem sétimo navio petroleiro ligado à Venezuela Trump confirma convite a Lula para 'Conselho da Paz' e elogia brasileiro: 'Eu gosto dele' IA 'fará parte de todos os negócios' Os avanços em computação quântica e IA são vistos como críticos não apenas para a economia e a produtividade dos EUA, mas também para a influência estratégica do país no mundo. "A IBM está bem no centro do que está acontecendo hoje em computação quântica. Temos o maior número de computadores quânticos em uso atualmente", disse Cohn, destacando que sua empresa colocou muitos desses computadores em operação em empresas por toda a América, de setores como o bancário e o de medicina. "A IA vai ser a espinha dorsal dos dados que alimentam a computação quântica para resolver problemas que nunca conseguimos resolver", acrescentou. "O caminho para onde estamos indo é que a IA fará parte das operações de todas as empresas. IA e computação quântica vão trabalhar nos bastidores das organizações para tornar todas as empresas mais eficientes. E estamos apenas no começo dessa longa jornada, que provavelmente levará mais três a cinco anos para chegar lá." No início deste mês, o Google, também uma empresa dos EUA, disse à BBC que possui o computador quântico de melhor desempenho do mundo. A corrida para desenvolver essa tecnologia é o outro grande tema de discussão, além da Groenlândia, no Fórum Econômico Mundial. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1