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Como conectar e usar um teclado físico junto com o iPhone | TC Ensina

Publicado em: 01/11/2025 11:31 Fonte: Tudocelular

Você carrega seu iPhone contigo para cima e para baixo e, às vezes, percebe que determinadas tarefas seriam muito mais fáceis de resolver se fosse possível conectar um teclado físico a ele? Ficamos felizes de dizer que é possível! Hoje, dando sequência ao nosso quadro de dicas e tutoriais, confira a seguir como ligar um teclado externo ao seu telefone da Apple e desfrutar dessa dose extra de produtividade.3 formas de conectar e usar um teclado físico junto com o iPhoneQuando os primeiros dispositivos com tela sensível ao toque foram introduzidos, ainda não sabíamos direito onde aquela tecnologia poderia chegar. Hoje, ela está inteiramente inserida na palma da mão e, para algumas pessoas, já substitui por completo periféricos como mouse e teclado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Prato Cheio 2025: Piauí tem oito pontos de coleta de doações; veja onde doar

Publicado em: 01/11/2025 11:27

Dia D da a Campanha Prato Cheio: Alimente a Esperança Lucas Marreiros/g1 A campanha Prato Cheio tem oito pontos de coleta de doações no Piauí. A iniciativa arrecada alimentos não perecíveis para famílias em situação de vulnerabilidade social e, em 2025, conta com um ponto fixo de arrecadação no Teresina Shopping até 12 de dezembro. As instituições selecionadas, localizadas em Teresina (três), Picos (uma), Floriano (uma) e Parnaíba (uma), também são pontos de arrecadação, além da sede da TV Clube. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A quantidade de pontos de arrecadação será ampliada entre os dias 1º e 12 de dezembro, quando ocorre o Dia D da campanha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira os pontos de arrecadação Em Teresina: Teresina Shopping - Endereço: Av. Raul Lopes, 1000 - Noivos; TV Clube - Endereço: Avenida Professor Valter Alencar, 2120 - Monte Castelo; Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina (ASCAMTE) - Endereço: Avenida Frei Serafim, nº 3200 - Centro; Associação de Mielomenigocele e Hidrocefalia (AMH) - Endereço: Rua dos Aflitos, nº 565 - Piçarra; Movimento Pela Paz Na Periferia (MP3) - Endereço: Av. Prof. Valter Alencar, nº 762 - São Pedro. Em Parnaíba: Obras Sociais Luz da Esperança - Endereço: Rua Anhanguera, nº 4170 - Bairro Piauí. Em Floriano: Associação Casa Dorcas - Endereço: R. Salvador, nº 771 - Parque de Exposição. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: vulnerabilidade

Número de focos de queimadas no Amapá em 2025 é o menor dos últimos três anos, diz CBM

Publicado em: 01/11/2025 11:20

Margens de rodovias concentram os maiores registros de ocorrências de queimadas no Amapá O Amapá registrou 387 focos de queimadas até 29 de outubro de 2025, o menor número dos últimos três anos, segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM). A queda foi de mais de 80% em relação a 2023. Esses focos são pontos de calor identificados por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e indicam a presença de fogo em áreas de vegetação. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Eles ajudam a monitorar e medir, em tempo real, a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Confira os números dos últimos anos: 2025 (até 29 de outubro): 387 focos 2024: 2.014 focos 2023: 2.552 focos A queda nos registros é atribuída a ações de monitoramento, fiscalização e campanhas de conscientização realizadas pelas forças de segurança do Estado. “O resultado vem do esforço conjunto das equipes em campo. Investir em prevenção, tecnologia e conscientização traz resultados reais e protege vidas, comunidades e o meio ambiente”, disse Cézar Vieira, secretário de Justiça e Segurança Pública. Em 2025, o Corpo de Bombeiros registrou 265 ações de combate direto a incêndios florestais e realizou 1.214 atividades preventivas, como palestras e instruções. As ações alcançaram cerca de 21.365 pessoas — número maior que os 13.990 atendidos em 2024. LEIA MAIS: Incêndio destrói casa e deixa sete pessoas desabrigadas em Macapá Incêndio atinge creche na zona sul de Macapá e destrói parte da estrutura; VÍDEO As margens das rodovias estão entre os pontos que mais preocupam os bombeiros. No domingo (26), um incêndio de grandes proporções às margens da rodovia AP-070 causou um acidente e afetou o tráfego perto da comunidade Abacate da Pedreira. Testemunhas relataram que a fumaça tomou conta da pista e obrigou motoristas a parar no acostamento. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pelsondré Martins, afirmou que as equipes atuam de forma integrada, com ações de combate e educação ambiental nas áreas mais afetadas. “Os resultados vêm de investimentos contínuos, ações educativas e da presença constante das equipes da Operação Amapá Verde. Essa atuação tem sido essencial para reduzir os focos de queimadas, principalmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou o coronel. A Operação Amapá Verde começou em 21 de agosto e vai até dezembro. A iniciativa é dividida em 12 ciclos, com troca de equipes a cada 10 dias. O Corpo de Bombeiros mantém bases em Laranjal do Jari, Mazagão, Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Tartarugalzinho, Amapá e Itaubal — regiões com maior risco de queimadas. Amapá registra redução nos focos de queimadas Gea/Divulgação Amapá registra redução nos focos de queimadas Gea/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Chuva transforma fotos de pré-casamento em 'cenas de filme' em RO

Publicado em: 01/11/2025 10:56

Chuva transforma fotos de pré-casamento em 'cenas de filme' em RO Diego Alencar, de 21 anos, e Jéssica Carvalho, de 23, planejaram um ensaio fotográfico de pré-casamento ao pôr do sol. No dia, porém, o tempo virou e uma chuva forte apareceu. Ao invés de adiar o ensaio, eles decidiram aproveitar o momento. O resultado? Fotos que mais parecem cenas de filme. “Desde o início, desejávamos que chovesse no nosso casamento, pois acreditamos que a chuva representa a presença de Deus. E realmente, não poderia ter sido mais perfeito: o local, a chuva, o profissional e o amor presente em cada detalhe”, contou Jéssica, a noiva. A ideia era fazer um piquenique. Como a chuva não deu trégua, o fotógrafo montou o cenário em uma área coberta, onde começaram as primeiras fotos. Porém, quando já estavam finalizando, o noivo sugeriu que eles se molhassem na chuva e registrassem o momento. Para o fotógrafo Matheus Fideles, o maior desafio foi proteger o equipamento. Mesmo em uma parte coberta, o vento trazia a chuva com força, exigindo muito cuidado para não molhar a câmera. “Inicialmente seria algo simples, sem grandes emoções. Quando vimos que a chuva voltava, o casal decidiu se jogar nela. A iniciativa foi deles, e estavam totalmente dispostos com a ideia”, contou Matheus Fideles. Leia também: Passeio leva turistas para lago com mais de 36 mil jacarés em reserva de RO 'Bilingo': como pesquisadores e indígenas apostam na tecnologia para salvar línguas ancestrais ameaçadas em RO e MT Em seus anos de carreira, Matheus já sabe: no clima amazônico, fotografar ao ar livre é sempre uma surpresa: pode haver muito calor ou muita chuva. Apesar das dificuldades, o resultado encantou. Segundo Matheus, uma das fotos que melhor representa o ensaio mostra o casal brincando de mãos dadas na chuva, totalmente presentes e transbordando amor e afeto. Para Diego e Jéssica, a chuva tornou o ensaio ainda mais especial. E, para Matheus, cada desafio enfrentado valeu a pena, mostrando que, às vezes, a beleza está justamente nas situações inesperadas da vida. Veja mais fotos a seguir: Casal Diego e Jessica no ensaio de pré wedding na chuva Matheus Fideles Pré wedding na chuva Matheus Fideles Ensaio de pré wedding na chuva Matheus Fideles

Palavras-chave: tecnologia

Unesp 2026: professor de física explica ondulatória com violão em sala de aula; VEJA VÍDEO

Publicado em: 01/11/2025 10:33

Professor de física usa violâo para explicar conceitos da ondulatória 🎶 O doce som de um violão vai muito além da arte: é também pura física em ação. Pensando nisso, o professor de física Márcio Miranda, do cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante, de Campinas (SP), levou o instrumento a sala de aula para explicar ondulatória. (assista acima) O conceito é comumente abordado pelos principais vestibulares do país, incluindo o da Universidade Estadual Paulista (Unesp), conhecida por aproximar conteúdos teóricos à realidade dos estudantes. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram 💻 O g1 São Carlos realiza o projeto "Vestibulou", que busca levar informação de qualidade e dicas para estudantes que prestarão as principais provas do país. A primeira fase do vestibular é aplicada no próximo domingo (2). Logo após o encerramento da prova, o g1 receberá professores para uma transmissão que contará com gabarito oficial e também resolução ao vivo das questões. Entenda, abaixo, características da ondulatória abordadas pelo professor: Mais notícias do 'Vestibulou': 1ª FASE DA UNESP: veja o que a prova vai exigir e dicas valiosas de professores para se dar bem CONFIRA: Unesp divulga locais de prova do Vestibular 2026; 1ª fase será no dia 2 de novembro IA, POLÍTICA, TRUMP: veja temas que podem cair na Unesp 2026 🔢 Fórmula e finalidade Conceito de ondulatória pode estar presente na Unesp 2026 Reprodução/Freepik Na revisão, o professor Márcio Miranda, que também é músico, destaca que a ondulatória vai muito além da música: também é encontrada em sinais de Wi-Fi e roteadores de internet, bem como nos fenômenos de reflexão, difração e refração em ambientes domésticos. A ondulatória estuda o comportamento e as propriedades das ondas que podem ser de dois tipos: mecânicas (som, ondas do mar) ou eletromagnéticas (luz, raio-X). O conteúdo ainda se associa ao meio em que a onda se propaga, à forma e à direção das ondas. Além desses conceitos, o professor afirma que é indispensável lembrar a fórmula (v=λ⋅f), sendo "v" para o cálculo da velocidade de propagação, "λ" para o comprimento e "f" para a frequência da onda. 📚 Temas A carreira de medicina, oferecida no campus da Unesp de Botucatu (SP), é a mais concorrida entre todos os cursos Unesp/reprodução Majoritariamente, a prova de física da Unesp costuma cobrar assuntos como: Mecânica; Estudo do movimento; Relação de velocidade e aceleração; Leis de Newton (Inércia, princípio da dinâmica, ação e reação); Transformação de energia. transformação de energia. Além disso, o exame organizado pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) geralmente reúne questões que dizem respeito à eletricidade e o cotidiano. Um exemplo é o uso de baterias de celular. Dessa forma, é importante estar atento a conteúdos como corrente e potência elétricas, além da termologia, processo de troca de calor e temperatura entre corpos. 📝 Sobre a prova Estudante se atenta a questões de prova Gustavo Rodrigues/UEA A primeira fase tem duração de 5 horas e conta com 90 questões de múltipla escolha. As perguntas abordarão as áreas de Linguagens e suas Tecnologias (Português, Literatura, Inglês, Educação Física e Arte), Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia), Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química) e Matemática e suas Tecnologias. SONO, CALMA E HOBBIES: veja como diminuir estresse e ansiedade antes dos vestibulares Já a segunda fase, que acontece em dois dias (7 e 8 de dezembro), reúne 36 questões discursivas e uma redação. A prova exige um texto dissertativo-argumentativo em prosa. Ao todo, 65.218 estudantes se inscreveram para concorrer às 5.867 vagas disponíveis, resultando em uma média geral de 11,1 candidatos por vaga. Na área de cobertura da EPTV Central, afiliada da TV Globo, o curso de Engenharia Química de Araraquara (SP) é o 8º mais concorrido, com 24,7 candidatos por vaga. (clique e veja ranking) COLOCAR FRAME DO PROFESSOR ASSISTA: Saiba como diminuir estresse e controlar ansiedade para vestibulares Saiba como diminuir estresse e controlar ansiedade para vestibulares REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Mais de 40 pessoas enterradas como indigentes nos últimos 20 anos são identificadas em Cuiabá

Publicado em: 01/11/2025 08:38

Mais de 40 pessoas mortas sem identificação nos últimos 20 anos são identificadas em MT A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) conseguiu revelar a identidade de 42 pessoas enterradas inicialmente sem qualquer identificação. A iniciativa do projeto "Lembre de mim", uma parceria entre a Politec e a empresa Griaule, revisou 122 casos de pessoas mortas entre 2009 e 2025. Desde janeiro, 34% das vítimas não identificadas em 16 anos ganharam nome, em Cuiabá. A identificação biométrica usa as impressões digitais coletadas de pessoas falecidas não identificadas e realiza o cruzamento com bancos de dados digitalizados que reúnem registros de milhões de pessoas. O projeto usa informações de órgãos como a Secretaria de Segurança Pública que esta digitalizando o acervo civil do estado desde 2024, convertendo as impressões digitais e as faces dos cidadãos para o meio digital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Muitos dos falecidos não puderam ser identificados no passado pela ausência de tecnologia biométrica. Segundo dados do projeto, existem hoje cerca de 400 mil vítimas sem identificação no IML de Cuiabá. Para a dona de casa Tereza de Andrade, 72 anos, avó de Thiago Carlos, a confirmação do paradeiro do neto veio 12 anos depois. Na época do acontecido, a família chegou a colocar cartazes por toda a cidade atrás do paradeiro do rapaz. Quando soube que o corpo do neto havia sido identificado, a primeira reação dela foi pensar "Mas que corpo? Não tem mais corpo". Porque faz tanto tempo, tantos anos, então não tem mais corpo." Para ela, a notícia foi uma conclusão ao caso, porém, ela se abala ao pensar que não vai mais encontrar com o neto, como ansiava. "A tristeza é muito grande, principalmente quando você está angustiada. Agora não tenho mais que esperar por ele. Não vou pensar que ele chegou no portão e está gritando por mim" , relembrou ela. Thiago Carlos Neto, desaparecido desde agosto de 2012 Arquivo pessoal Esse resultado foi alcançado com a implementação do Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS). A empresa fornece ao Governo de Mato Grosso toda a tecnologia de reconhecimento facial, biométrico e serviços na emissão de documentos e pesquisa papiloscópica, que é a investigação e análise de impressões papilares, como as digitais, para a identificação humana. Ao g1, Thiago Ribeiro, diretor de negócios da Griaule, explicou que o sistema biométrico possui cerca de 4 milhões de pessoas cadastradas, que teve um trabalho de digitalização do acervo estadual. O estabelecimento desse sistema serve para resolver casos de pessoas desaparecidas e de vítimas de acidentes. "As biometrias, impressões digitais ou a face, são transformadas em templates biométricos e são pesquisados nessa base de dados para que seja possível fazer a determinação da identidade daquela pessoa. Isso permitiu com que pessoas desaparecidas há mais de 20 anos fossem identificadas" ,explicou ele. Ele também explicou que o sistema biométrico conta com criptografia avançada, inteligência artificial e algoritmos que processam informações em milissegundos durante a checagem. O tempo médio de identificação das vítimas é de até 13 dias. Identificação das pessoas A primeira fase do processo é a identificação do corpo que chega ao IML ou está no sistema como sem identificado. A coordenadora do projeto "Lembre de mim" e papiloscopista do IML, Simone Delgado, conta como este processo é realizado. "Hoje em dia se entra um corpo não identificado, nós fazemos a coleta das impressões digitais, até mesmo em casos desafiadores, a gente consegue recuperar tecido de corpos em avançado estado de decomposição/ carbonizados e nós processamos essa impressão digital da pessoa desconhecida no sistema automatizado" ,explicou ela. A base biométrica utilizada para a identificação do corpo e da própria família é atualizada através dos documentos emitidos no estado. Por exemplo, ao atualizar o Registro Geral (RG), todos precisam tirar uma foto. Ao emitir o documento pela primeira vez, são coletadas as impressões digitais dos dez dedos. Estes dados (foto e impressão digital) também são utilizados para identificar os corpos no IML. Após a identificação do corpo, o próximo passo é rastrear os familiares. "Cada indivíduo tem a digital única. Por conta dessa individualização, o sistema faz essa pesquisa e ele vai nos apontar os candidatos que tem as impressões digitais semelhantes. É assim que a gente consegue, por exemplo, já identificar qual que é a família daquela pessoa" ,contou Simone. É o caso de Rafael de Oliveira Flores, 24 anos, que deixou de ter contato com a família pouco depois de 2014, após uma visita de um irmão. Quando o pai faleceu, em 2016, a meia irmã dele, Franciele Paula Flores tentou entrar em contato para avisar do falecimento. Ela procurou o irmão por muitos anos, mas, como não o encontrou, acreditou que ele estava trabalhando em alguma fazenda e não quisesse contato. Foi apenas em 2025 que Paula teve a notícia: Rafael havia falecido em fevereiro de 2015, um ano antes do pai. "Sonhava muito com ele e tinha a esperança de encontrar, mas não desse jeito. Sempre achei que seria eu a encontrar o meu irmão, e de certa forma foi" contou. Paula comenta que só foi possível contatar a família, pois ela mantém os seus dados atualizados no sistema. Por ser doadora de medula, ela sempre mantém as informações como telefone e endereço ajustadas para, caso tenha alguma compatibilidade, poder ser encontrada sem dificuldade. "Eles fizeram um cruzamento de dados, começando pela mãe dele. Não conseguiram encontrar, pois, os dados estavam desatualizados então eles foram procurar pelo nome do nosso pai, que não é tão comum, o que pode ter ajudado. Buscando pela filiação, eles chegaram até mim, cruzando os dados genéticos e da digital. Foram de pessoa a pessoa da família até encontrarem algum contato válido." explicou ela. Rafael de Oliveira Flores e seu irmão (direita pra esquerda) Arquivo pessoal

Quer fugir de golpes na Black Friday 2025? Comece a comparar preços agora; veja mais dicas

Publicado em: 01/11/2025 08:01

Quer fugir de golpes na Black Friday 2025? Comece a comparar preços agora A Black Friday 2025 vai cair no dia 28 de novembro, mas os descontos e promoções de produtos geralmente começam na semana ou até no mês anterior. Quem tem planos de caçar aquelas ofertas imperdíveis deve começar a pesquisar desde já e sempre se manter atento para não cair em ciladas, que todo ano aparecem para tentar enganar o consumidor. O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Esse ano, os internautas terão que enfrentar mais um obstáculo: fraudes e promoções falsas feitas por IA (inteligência artificial). Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto desse ano, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com IA. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Leia a seguir. ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp 🕵️ Comece a pesquisar agora Black Friday 2025: para se preparar, comece a comparar preços desde já Freepik Segundo o Procon-SP, é recomendado que o comprador comece a pesquisar o quanto antes para ter noção dos preços e saber o que, de fato, é um desconto. Isso é fundamental para identificar e evitar práticas abusivas como a chamada ‘metade do dobro do valor’, onde as lojas aumentam o preço do produto e então dão um ‘desconto’ de 50%. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como um print das telas com as informações da alteração do preço. 🧐 Compare, compare, compare A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. 😳 Planeje-se e segure a emoção Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. O Guia de Compras também te ajuda a se informar melhor sobre o produto que você quer comprar e entender se ele se adequa às suas necessidades. Confira aqui uma lista de guias, listas e testes com informações sobre uma variedade de produtos, organizada por categorias. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 'Deepfake ao vivo': tecnologia que muda rosto e voz em videochamada já existe na vida real

Unesp 2026: Saiba o que levar na prova e o que pode desclassificar candidatos no vestibular

Publicado em: 01/11/2025 06:01

Veja o que você precisa saber antes de fazer a prova da Unesp neste domingo A primeira fase do Vestibular Unesp 2026 acontece neste domingo (2). No total, 65.218 candidatos disputam 5.867 vagas em 136 cursos de graduação oferecidos em 24 cidades do estado de São Paulo. Para garantir a tranquilidade e evitar imprevistos que podem levar à eliminação, é fundamental que os estudantes conheçam as regras sobre o que levar e quais atitudes são proibidas durante o exame. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Logo após a prova, o g1 terá uma transmissão com resolução comentada das questões por professores do colégio Oficina do Estudante, além do gabarito oficial. Veja mais notícias do Vestibulou: PREPARE-SE: Sisu 2026 aceitará notas do Enem 2023, 2024 e 2025 1ª FASE NA UNESP: Veja o que a prova vai exigir e dicas valiosas de professores para se dar bem ATENÇÃO: Unesp divulga locais de prova do Vestibular 2026; primeira fase será no dia 2 de novembro Veja abaixo: O que levar para a prova O que é proibido durante o exame O que pode eliminar o candidato Que horas a prova começa? Onde vou fazer a prova da 1ª fase Unesp? Quantas questões vou responder? 1- O que levar para a prova?🎒 Para realizar o exame, o candidato deve obrigatoriamente levar: Documento de identificação original com foto: São aceitos RG, CIN, CNH (modelo com foto), Certificado Militar, CTPS, Passaporte, RNE ou carteiras de órgãos e conselhos de classe e de corporações militares. Atenção: Não serão aceitos protocolos ou cópias, mesmo que autenticadas. O documento deve permitir a clara identificação do candidato. Caneta esferográfica de tinta preta: Fabricada em material transparente. O uso de outra cor pode impedir a leitura óptica das respostas. Régua transparente. 2 - O que é proibido durante o exame?🚫 É estritamente proibido o uso ou porte dos seguintes itens durante a realização das provas: Aparelhos eletrônicos: Calculadoras, celulares, relógios (de qualquer tipo), reprodutores de áudio, ou qualquer dispositivo similar. Equipamentos eletrônicos devem ser desligados, embalados e lacrados pelo fiscal, permanecendo assim até a saída do prédio. Acessórios: Protetores auriculares, bonés, gorros, chapéus e óculos de sol. Armas: De qualquer espécie, mesmo com porte ou autorização. Cabelos longos soltos, bandanas ou similares: As orelhas devem permanecer visíveis para fiscalização. 3 - O que pode eliminar o candidato? ❌ Diversas situações podem levar à desclassificação do estudante do Vestibular Unesp 2026. Fique atento: Atraso: Chegar ao local de prova após o fechamento dos portões (13h40). Falta de Identificação: Não apresentar um dos documentos originais válidos listados. Ausência: Faltar em qualquer uma das provas (1ª ou 2ª fase). Uso de itens proibidos: Utilizar qualquer dispositivo eletrônico ou acessório não permitido durante a prova. Porte de armas: Mesmo com autorização. Desobediência: Não seguir as orientações dos fiscais ou as normas do Manual do Candidato. Recusa em permanecer na sala: Caso seja um dos três últimos candidatos a terminar, recusar-se a aguardar a entrega da prova pelo último participante. Fraude: Qualquer tentativa de fraude durante o processo. Para evitar problemas, confira atentamente o Manual do Candidato e planeje sua chegada ao local de prova com antecedência. 4 - Que horas a prova começa? 🕐 A prova de Conhecimentos Gerais terá início às 14h, com duração de 5 horas. Os portões serão abertos às 13h e fechados, impreterivelmente, às 13h40 (horário de Brasília). O estudante pode deixar o local de prova a partir das 17h. 5 - Onde vou fazer a prova da 1ª fase Unesp? 📍 O exame é aplicado em 31 municípios paulistas, além de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG). A recomendação é chegar ao local com uma hora de antecedência. Os locais de prova podem ser consultados no site da Vunesp desde 24 de outubro. 6 - Quantas questões vou responder?📝 A prova consiste em 90 questões objetivas de múltipla escolha sobre: Linguagens - português, literatura, inglês, educação física e arte Ciências humanas e sociais aplicadas - história, geografia, filosofia e sociologia Ciências da Natureza e suas tecnologias - biologia, física e química Matemática e suas tecnologias REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Bares secretos em Belo Horizonte: descubra como encontrá-los

Publicado em: 01/11/2025 05:01

Os bares secretos de hoje são inspirados nos speakeasys, que eram bares clandestinos dos Estados Unidos. Eles ficaram populares durante o período da lei seca por lá, entre 1920 e 1933, quando era proibido consumir e vender álcool. Tinha bar secreto em porões, dentro de lavanderias, pet shops, etc. E, geralmente, era preciso sussurrar uma senha para conseguir autorização para entrar. A ideia chegou a Belo Horizonte, e atualmente há, pelo menos, cinco espaços em funcionamento na capital mineira. O Terra de Minas, que vai ao ar na tarde deste sábado (4), fez um roteiro para conhecer os atrativos de cada bar. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Braço robô Bartender Jocassia Coelho e o braço robô que prepara drinks. Jéssica Marques / TV Globo O primeiro bar secreto visitado fica no subsolo de uma choperia. Ele tem um ar vintage, mas também muito espaço para a tecnologia. Para entreter os clientes, um telão com projeção mapeada exibe shows, enquanto parte dos drinks oferecidos no bar é preparada por um braço robô. ✅Mande sua denúncia, reclamação ou sugestão para o g1 Minas e os telejornais da TV Globo Quem comanda o robô e também o bar do espaço, que é praticamente feminino, é a bartender Jocassia Coelho. Foi ela quem criou a carta de drinks, que tem 14 tempos, e segue a história da criação das bebidas alcoólicas, começando pelos coquetéis feitos a base de vinho. Para visitar o bar é preciso reservar mesas por meio das redes sociais do espaço ou diretamente no link. Jardim secreto Drink "Rosemari" servido na taça em formato de flor e dentro de uma cúpula de vidro. Henrique Campos / TV Globo O segundo bar do roteiro fica dentro de uma floricultura. O espaço tem capacidade para até 140 pessoas. São três ambientes: a floricultura no primeiro andar, um restaurante no segundo e um lounge, com DJ, no terceiro. A decoração lembra um jardim secreto, e a ideia dos idealizadores do espaço é que, ao entrar no espaço, os clientes pudessem se desconectar do mundo lá fora. Os drinks são feitos pelo chefe Vini. Muitos deles vêm acompanhados de experiências como o "The Book - o guardião dos segredos", entregue aos clientes dentro de um livro onde eles podem escrever confissões, e o "Rosemary", servido em uma taça em formato de flor, que vem dentro de uma cúpula de vidro. Para visitar o local é preciso acessar as redes sociais do bar ou solicitar a reserva por meio do link. Na data do agendamento, os clientes recebem uma senha secreta, que deve ser digitada na fechadura eletrônica, na porta da floricultura que dá acesso ao bar. Clube de Membros Bartender Joander Figueira prepara drink vermelho que combina com a decoração do bar. Jéssica Marques / TV Globo A terceira parada do Terra de Minas foi em um bar secreto bastante exclusivo que fica no alto de outro bar. Os dois espaços funcionam em um casarão tombado que tem mais de 100 anos. O bar secreto tem decoração baseada na cor vermelha e grande parte dos drinks segue a paleta. Para visitar o espaço, que recebe no máximo 25 pessoas por vez, é preciso receber um convite e participar de um clube de membros. Som de vinil Cliente seleciona vinil para tocar no bar secreto. Henrique Campos / TV Globo O quarto bar secreto do roteiro é o menor entre todos os bares visitados pelo Terra de Minas. Para que todos fiquem sentados confortavelmente, o espaço aceita reservas de, no máximo, sete pessoas. A decoração é aconchegante e inspirada nos anos 1960 e 1970. Por lá, os clientes são recebidos com uma xícara de chá. A ideia é que a bebida sirva de boas-vindas e de estimulante para os drinks oferecidos no bar. A carta de drinks tem 110 opções de coquetéis clássicos, além dos drinks autorais feitos com cachaça. As receitas foram datilografadas e são guardadas em um fichário, considerado o tesouro do bar. Enquanto apreciam os drinks, os clientes podem escolher a trilha sonora, tocada só com discos de vinil. Outra regra por lá é que não se pode trocar o disco até que ele termine de tocar os lados A e B. Para reservar o espaço é só acessar as redes sociais do bar ou fazer o agendamento aqui. Para o outro lado do mundo Drinks do cardápio do bar secreto inspirado no Japão. Henrique Campos / TV Globo O último bar secreto do roteiro é uma viagem para o Japão dos anos 1980. A ideia dos sócios do bar é que os clientes fossem transportados para um outro lugar, em uma outra época, onde pudessem ter contato com uma coquetelaria sofisticada. No bar, a maioria dos drinks é chamada de coquetel de preparo, com misturas que, às vezes, levam dias para ficar prontas. Além disso, muitos drinks são feitos com ingredientes japoneses, o que torna a experiência ainda mais inusitada. Para visitar o espaço, é preciso solicitar acesso ao perfil do bar em uma rede social. O perfil é fechado, mas aceita novos seguidores a cada semana. Depois de ser aceito, é possível reservar e curtir a experiência de viajar no tempo para o outro lado do mundo. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Tecnologia no combate ao tráfico: investigação contra o Comando Vermelho usou softwares de rastreamento e análise de dados

Publicado em: 01/11/2025 05:00

Traficantes do Alemão e da Penha planejam comprar drone com câmera térmica, aponta investigação A investigação que deu origem à Megaoperação Contenção, deflagrada esta semana contra o Comando Vermelho (CV), utilizou ferramentas tecnológicas de rastreamento e análise de dados para identificar conexões entre chefes da facção e grupos armados que atuam em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Ao todo, o MPRJ denunciou 69 pessoas por associação para o tráfico. Na última terça (28), 113 pessoas foram presas, e outras 121 foram mortas, incluindo 4 policiais civis e militares. De acordo com os relatórios anexados ao processo, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreram a softwares e sistemas como IBM i2, VIGIA e AUDIT para cruzar informações de celulares, redes sociais e registros de internet. As plataformas permitiram mapear trocas de mensagens em grupos de WhatsApp e Telegram, além de localizar movimentações suspeitas em tempo real. LEIA MAIS: RJ divulga lista de mortos em megaoperação Até comparsas eram proibidos de entrar armados na casa de Doca Arsenal do CV tinha fuzis do Exército de Venezuela, Argentina, Peru e Brasil Porsche, ordens de tortura e 'favor' para major da PM: o retrato do CV na denúncia 'Muro do Bope': a estratégia da polícia contra os bandidos na área de mata entre a Penha e o Alemão. Arte/g1 Entenda as ferramentas usadas na investigação: IBM i2: Plataforma de análise de inteligência da IBM, utilizada por forças de segurança para cruzar grandes volumes de dados e visualizar conexões entre pessoas, endereços, veículos e eventos. VIGIA: Programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltado ao monitoramento de fronteiras e combate a crimes transnacionais, com uso de sistemas integrados de rastreamento e vigilância. AUDIT: Sistema técnico das operadoras de telefonia que permite auditar comunicações em tempo real. No processo, foi usado para permitir que os investigadores identificassem, durante a transmissão de dados, a localização dos telefones (IMEIs) interceptados pelos sinais das antenas (ERBs). Os documentos indicam que o IBM i2 foi usado para construir diagramas de vínculos entre suspeitos e monitorar conversas em grupos com nomes como Tropa do Edgar e Ph os cria, associados a traficantes do Complexo da Penha. Já os sistemas VIGIA e AUDIT foram empregados no rastreamento de dados fornecidos por operadoras de telefonia e provedores de internet. O cruzamento das informações, segundo os investigadores, permitiu identificar ligações entre chefes presos e integrantes ainda em atividade nas comunidades. O material serviu de base para pedidos de prisão e de quebra de sigilo telemático apresentados ao Judiciário. Em manifestação enviada à 42ª Vara Criminal da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) afirmou que o uso de tecnologia foi determinante para revelar a estrutura hierárquica da facção e a forma como as ordens eram repassadas a diferentes núcleos regionais. A Polícia Civil também informou, em ofício ao Ministério Público, que as ferramentas ajudaram a reduzir riscos durante o cumprimento de mandados, ao indicar rotas e possíveis pontos de confronto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Doca, traficante do CV Reprodução/TV Globo Conversas A denúncia do MPRJ que resultou na megaoperação revelou como mensagens de WhatsApp e vídeos de drones foram usados para comprovar a estrutura e o funcionamento do Comando Vermelho na capital fluminense. O documento do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), elaborado a partir de uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), acusa 69 pessoas de associação para o tráfico de drogas e descreve um organograma da facção com funções definidas para cada integrante. Segundo a investigação, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, é apontado como principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades como Gardênia Azul, Cesar Maia, Juramento, Quitungo e Alemão — algumas delas recentemente tomadas de grupos paramilitares. Ele conseguiu escapar da megaoperação da última terça e segue foragido. Os chefes do CV criaram grupos em aplicativos de mensagem para avisar os integrantes da quadrilha sobre temas que variam da prática de torturas a moradores dos complexos do Alemão e da Penha até a escala de seguranças que atendem pontos de venda de drogas ou a Doca. Doca teria sob seu comando uma cadeia hierárquica rígida, com ordens diretas e punições severas a quem desobedecesse às determinações. Para coibir brigas em bailes funk na comunidade, por exemplo, mulheres são colocadas em galões de gelo. Em uma mensagem investigada pela polícia, um homem identificado como Aldenir Martins do Monte Junior foi arrastado durante 7 minutos pelas ruas da favela. O morador está algemado e amordaçado, obrigado a delatar a quadrilha rival. Diante dele está Juan Breno Ramos, o BMW, responsável por aplicar as punições definidas pela facção nos complexos. BMW debocha da situação de Aldenir e faz uma chamada de vídeo com outro integrante do grupo: Carlos Costa Neves, o Gadernal. Aldenir está desaparecido. A polícia acredita que ele esteja morto.

Palavras-chave: tecnologia

Deportações, perseguição a rivais e decisões por decreto: em 9 meses, Trump tira do papel quase metade de projeto ultraconservador

Publicado em: 01/11/2025 05:00

Conheça o 'Projeto 2025', criado por lideranças conservadoras dos Estados Unidos Em nove meses, o governo de Donald Trump já tirou do papel 47% do chamado "Projeto 2025", um plano ultraconservador que se tornou um dos principais temas das eleições dos Estados Unidos em 2024. O levantamento, recém-concluído, é do Centro para a Reforma Progressista, organização norte-americana que realiza pesquisas políticas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: O Projeto 2025 foi elaborado pela Fundação Heritage e por grupos conservadores antes mesmo de Trump ser oficializado candidato nas eleições do ano passado. A ideia era criar um plano de governo para um eventual presidente republicano. Mais de 350 lideranças conservadoras participaram da elaboração do projeto, visando tornar a Casa Branca “mais favorável à direita”. O ponto central é o livro “Mandate for Leadership” (“Diretrizes para a Liderança”, em tradução livre), publicado em 2023. Com mais de 900 páginas, a obra reúne 532 propostas para implementar uma agenda conservadora nos Estados Unidos. O plano prevê a centralização de poder nas mãos do presidente, críticas às políticas chamadas de “woke”, como iniciativas LGBTQIA+, e o desmonte de ações ambientais. Capa do livro que inspirou o Projeto 2025 Reprodução Segundo levantamento do Centro para a Reforma Progressista, até 30 de setembro, o governo Trump havia iniciado ou concluído 251 das 532 medidas previstas no plano da Fundação Heritage — uma média de uma ação por dia desde o início do mandato, em 20 de janeiro. Uma das áreas que mais tirou do papel as medidas do Projeto 2025 foi Escritório de Gestão e Orçamento. O setor é comandado por Russel Vought, um dos pais do Projeto 2025. Leia mais abaixo. Entre as principais medidas adotadas pelo governo Trump alinhadas ao Projeto 2025 estão: Expansão do poder presidencial: muitas vezes, Trump usou ordens executivas — uma espécie de decreto presidencial — para governar sobre temas que dependeriam do Congresso, como a aplicação de tarifas a outros países. Deportações em massa: o governo adotou uma série de medidas para combater a imigração ilegal, autorizando prisões até mesmo em locais considerados protegidos, como escolas e igrejas, e sem suspeita razoável. Perseguições a rivais políticos: Trump solicitou que a Procuradoria-Geral investigasse com urgência adversários, como uma procuradora que o denunciou por fraude e um parlamentar democrata que supervisionou o processo de impeachment do presidente em seu primeiro mandato. Cortes no meio ambiente: o presidente retirou os EUA do Acordo de Paris e suspendeu outras medidas ambientais, que vão desde a exploração de petróleo até metas para carros elétricos. Abolição de políticas inclusivas: Trump determinou a remoção de termos ligados à comunidade LGBTQIA+ de sites da Casa Branca e encerrou agências que cuidavam de programas de diversidade e inclusão social. 🔵 Para James Goodwin, diretor de políticas do Centro para a Reforma Progressista, ao aplicar o Projeto 2025, Trump tem mostrado como a democracia americana pode ser frágil. Segundo ele, a rapidez na implementação da agenda se deve ao uso agressivo de “atalhos”. “O progresso tem sido realmente rápido de maneiras que talvez nem nós esperávamos. Isso nos ensina o quão frágil é a supervisão sobre o governo. É muito difícil responsabilizar alguém que não age de boa-fé e não respeita o Estado de Direito. Trump tem explorado isso impiedosamente”, afirma. 🔎 Para Uriã Fancelli, mestre em relações internacionais pelas universidades de Estrasburgo e Groningen, o Projeto 2025 tem funcionado como a “espinha dorsal do governo Trump”. Por outro lado, segundo ele, as medidas adotadas representam um risco à democracia americana. “Os Estados Unidos podem entrar em uma fase que vai além da erosão democrática, indo para o colapso democrático. Os freios democráticos permaneceriam apenas de fachada. As instituições continuariam existindo, mas sem poder real.” O g1 entrou em contato com a Casa Branca sobre o assunto e aguarda retorno. Nesta reportagem você vai ver: O que Trump já aplicou do Projeto 2025 Como Trump tentou se afastar do Projeto 2025 nas eleições Russell Vought: o nome por trás da agenda de governo O impacto do projeto nos EUA e no mundo Pontos aplicados Presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordem executiva que permite a aplicação da pena de morte Washington D.C., capital dos Estados Unidos, em 25 de setembro de 2025. AP Photo/Alex Brandon Já no primeiro dia de mandato, Trump assinou dezenas de medidas e revogou outras 70 da gestão anterior, de Joe Biden. Grande parte dessas ações estava prevista no Projeto 2025. O plano traz fortes críticas à gestão Biden e sugere que o próximo presidente conservador deve “usar de forma agressiva os vastos poderes do Poder Executivo” para “quebrar a burocracia”. O projeto também recomenda que o presidente não espere pelo Congresso para agir. “Existem muitas ferramentas executivas que um presidente conservador corajoso pode usar para algemar a burocracia e pressionar o Congresso a retomar sua responsabilidade constitucional”, diz o texto. O plano também afirma que o presidente deve “colocar o Estado administrativo sob controle e, nesse processo, neutralizar e cortar recursos dos militantes da cultura ‘woke’ que se infiltraram em todas as instituições dos Estados Unidos”. 👉 O Projeto 2025 recomenda centenas de medidas, que vão desde o combate à imigração ilegal até o desmonte de ações ambientais e o fim de políticas consideradas “woke” e progressistas. Trump agiu nas primeiras semanas de governo seguindo várias dessas iniciativas. Trump declarou emergência na fronteira com o México, enviou tropas do Exército e da Guarda Nacional, ampliou poderes de agentes para deter suspeitos, eliminou o direito à cidadania para filhos de imigrantes ilegais e ampliou deportações aceleradas, sem audiência judicial. Ele revogou políticas ambientais da gestão anterior, retirou os EUA do Acordo de Paris, promoveu a extração de petróleo e acabou com as metas para veículos elétricos. O presidente também eliminou programas de diversidade, equidade e inclusão em agências públicas e determinou a retirada de termos ligados à comunidade LGBTQIA+ de sites oficiais. Ao lado de Elon Musk, promoveu reformas em agências governamentais para cortar gastos: fechou a USAID, criou um programa para demitir milhares de servidores federais e aplicou tarifas comerciais — incluindo a de 50% sobre produtos do Brasil. Boa parte dessas medidas foi questionada na Justiça e continua sendo analisada nos tribunais, incluindo a Suprema Corte. Opositores alegam que Trump adotou ações inconstitucionais ou fora de seu poder legal. 📋 Compare na tabela abaixo alguns pontos do que prevê o Projeto 2025 e o que Trump fez. O que diz o Projeto 2025 e o que Trump fez O levantamento do Centro para a Reforma Progressista indica que, das 532 ações previstas no plano do Projeto 2025, Trump tirou do papel 251. Desse total, 126 foram totalmente concluídas, enquanto 125 estão em andamento. Isso significa que Trump implementou 47,2% do Projeto 2025 em nove meses. Quando se consideram apenas as ações totalmente concluídas, o índice é de 23,6%. O estudo também dividiu as medidas previstas no plano entre 20 órgãos da administração federal dos Estados Unidos. O levantamento aponta que a execução não tem sido uniforme entre as agências governamentais. Alguns órgãos, como o Escritório de Gestão e Orçamento e o Departamento de Justiça, tiveram mais de 60% das propostas implementadas ou iniciadas. Outros, como o Departamento de Comércio e as agências financeiras regulatórias, tiveram desempenho mais baixo, com menos de 30% das ações realizadas. 📊 Veja no gráfico abaixo a execução do Projeto 2025 por agência. Voltar ao início. Nas eleições, Trump manteve distância do projeto O Projeto 2025 se tornou extremamente impopular durante a campanha presidencial de 2024. O plano virou um trunfo nas mãos do Partido Democrata, que enfrentava dificuldades na candidatura à reeleição de Joe Biden. Após Biden desistir de disputar a eleição, a vice-presidente Kamala Harris assumiu a candidatura e manteve as críticas a Trump com base no Projeto 2025. Em agosto, logo após ser oficialmente indicada como candidata do partido à Presidência, ela afirmou que o plano seria colocado em prática por Trump e levaria o país de volta a um “passado sombrio”. Uma pesquisa publicada pelo jornal The New York Times, dois meses antes da eleição, mostrou que 63% dos eleitores que conheciam o Projeto 2025 eram contrários ao plano. Para 71%, Trump tentaria implementar algumas ou a maioria das medidas. Diante do desgaste, Trump procurou se distanciar do Projeto 2025. Em entrevistas e nas redes sociais, ele afirmou desconhecer o plano e disse que os adversários estavam mentindo. Veja abaixo alguns posts que o presidente fez no Truth Social. Trump fez posts nas redes sociais sobre o Projeto 2025 Bruna Azevedo e Dhara Pereira/g1 Voltar ao início. A importância de Russell Vought O tom de Trump sobre o Projeto 2025 começou a mudar logo depois que ele venceu as eleições. No fim de novembro, ele anunciou Russell Vought, uma das principais lideranças por trás da elaboração do plano, para um cargo no governo. Vought assumiu o comando do Escritório de Gestão e Orçamento, órgão da Casa Branca responsável por coordenar o orçamento federal, revisar regulamentos e supervisionar o funcionamento das agências do governo. Segundo o levantamento do Centro para a Reforma Progressista, o escritório comandado por Vought é o que mais concluiu ações do Projeto 2025: 58,1%. Quando se somam as ações totalmente implementadas com as que estão em andamento, o índice sobe para 77,4%, o que coloca o órgão entre os cinco que mais avançaram na execução da agenda ultraconservadora. O conservador já havia participado do primeiro mandato de Trump. Vought é visto como leal e já havia participado do primeiro mandato de Trump. Apesar de ser um nome pouco conhecido do grande público, o diretor é uma das figuras mais influentes do governo, com papel central no aumento dos poderes presidenciais. Segundo a imprensa americana, ele foi um dos principais responsáveis por congelar gastos federais, demitir milhares de funcionários públicos e até mesmo paralisar agências inteiras, como a USAID. O jornal The New York Times afirmou que Vought também liderou uma iniciativa para eliminar uma série de regulamentações sobre meio ambiente, saúde, transporte, alimentação e segurança do trabalho. Ainda segundo a reportagem, líderes políticos dizem que foi ele quem transformou o movimento “Make America Great Again” em um projeto político viável, sendo classificado como o “buldogue do MAGA”. O jornal afirma que Vought passou anos planejando como expandir o poder presidencial e que agora está mais perto de transformar essa visão em realidade — algo que, segundo a publicação, ameaça os freios e contrapesos da democracia americana. O diretor do Escritório de Administração e Orçamento, Russell Vought , fala com repórteres do lado de fora da Casa Branca, em 17 de julho de 2025 REUTERS/Nathan Howard 🔎 Uriã Fancelli analisa que Vought é o responsável por comandar os cortes no governo americano. Se Elon Musk era visto como a vitrine para enxugar a máquina pública por meio do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), é Vought quem tem colocado as medidas em prática. “Musk estava ali na frente segurando a motosserra diante das câmeras e em cima do palanque. Mas quem realmente estava fazendo esses cortes e promovendo a centralização de poder era o Russell”, afirma. “Não há dúvidas. Atualmente, ele é uma das pessoas mais poderosas dos Estados Unidos.” #️⃣ No início deste mês, na Truth Social, Trump anunciou que iria se reunir com Vought para analisar novos cortes e atacar órgãos que, segundo ele, estão ligados ao Partido Democrata. Ele citou diretamente o Projeto 2025. “Tenho hoje uma reunião com Russ Vought, aquele do famoso Projeto 2025, para decidir quais das muitas agências democratas, a maioria das quais é uma fraude política, ele recomenda cortar e se esses cortes serão temporários ou permanentes”, publicou. Além disso, no dia 3 de outubro, logo no início da paralisação do governo dos EUA por causa de uma disputa orçamentária no Senado, o presidente publicou um vídeo criado com inteligência artificial em que Vought aparecia como ceifador. A gravação mostra também Trump tocando instrumentos ao lado de uma banda de esqueletos. Uma música acompanha o vídeo, e a letra afirma que “Russ Vought é o ceifador”, sugerindo que ele miraria lideranças democratas por ter “chegado a hora deles”. Voltar ao início. Risco para democracia Para James Goodwin, diretor de políticas do Centro para a Reforma Progressista, a aplicação do Projeto 2025 representa uma ameaça direta ao sistema constitucional dos Estados Unidos, criado no século 18 após o rompimento com a monarquia inglesa. “Na independência, nós percebemos que a forma de evitar futuros reis era criar diferentes núcleos de poder e organizá-los de modo que estivessem sempre em conflito entre si, para que ninguém conseguisse manter o poder por muito tempo. O Projeto 2025 mina esse modelo.” Segundo Goodwin, a velocidade de execução da agenda tem surpreendido analistas, que esperavam processos demorados de regulamentação. Ele afirma que o governo Trump tem “muitos atalhos”, inclusive ilegais, para realizar tarefas que levariam meses ou anos. “Tudo se trata de enfraquecer a supervisão do Congresso sobre a presidência. Tudo se trata de eliminar normas, até mesmo coisas que não estavam exatamente escritas em lei, mas que foram criadas para impedir um presidente com poder excessivo”, afirma. 🧠 Uriã Fancelli ressalta que o Projeto 2025 tem funcionado como a “espinha dorsal do governo Trump”. Segundo o especialista, o projeto adotado por Trump transforma as instituições estatais em instrumentos de perseguição política. Ele avalia que essa estratégia busca punir e intimidar adversários, servidores federais e a imprensa, para que não se posicionem contra o governo. “Os veículos de comunicação passam a medir cada palavra, temendo represálias políticas disfarçadas de decisões técnicas. Tudo mostra como o Projeto 2025 tenta transformar as instituições do Estado como se fosse um instrumento pessoal de Donald Trump”, analisa. “Acredito que, se tudo isso continuar, os Estados Unidos podem entrar em uma fase que vai além da erosão democrática, caminhando para o colapso democrático. Os freios democráticos permaneceriam apenas de fachada. As instituições continuariam existindo, mas sem poder real.” O presidente dos EUA, Donald Trump, em imagem de 30 de setembro de 2025 Ken Cedeno/Reuters Goodwin complementa dizendo que a execução do Projeto 2025 mina a confiança que outros países tinham nos Estados Unidos, até então vistos como exemplo de uma democracia livre. Ele afirma que a concentração de poder na figura do presidente, conforme defende a agenda ultraconservadora, tem levado a ações que prejudicam as relações dos EUA com outros países, como a imposição de tarifas. “Países como o Brasil vão querer negociar tratados ou acordos comerciais conosco no futuro? Acredito que não. Não há como confiar que cumpriremos a nossa parte do acordo. E isso é importante, porque o objetivo desses acordos é que eles nos tornem ambos melhores”, disse. “Uma vez que nossa própria disfunção interna se torna tão grave, simplesmente não conseguimos desempenhar nem mesmo um papel útil no palco global. Outros países terão que compensar essa lacuna. Isso pode ser desestabilizador.” Voltar ao início. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: inteligência artificial

De submarino-robô a retrovisor inteligente: conheça 5 soluções tecnológicas reveladas no ‘Vale da Eletrônica’, em MG

Publicado em: 01/11/2025 04:00

Dentista em casa? Conheça o consultório odontológico que vai onde o paciente está De submarino-robô que opera em profundidades oceânicas a retrovisores automotivos equipados com inteligência artificial. A tecnologia desenvolvida em Santa Rita do Sapucaí (MG) mostra como o chamado “Vale da Eletrônica” tem ajudado a mudar a forma de ensinar, produzir e explorar ambientes antes inacessíveis. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em meio à programação da Feira de Inovação e Tecnologia do Vale da Eletrônica (Fivel), o g1 conheceu cinco soluções tecnológicas que compartilham o Sul de Minas Gerais como mesmo ponto de partida. As aplicações vão do fundo do mar às salas de aula. Veja abaixo: 1. Submarino-robô de inspeção 🤿 Equipamento atua em ambientes de risco para fazer inspeções subaquáticas em embarcações e plataformas de petróleo Júlia Reis/g1 Primeiro do tipo 100% brasileiro, o ROV (veículo operado remotamente) é usado em embarcações e plataformas marítimas para realizar inspeções subaquáticas de integridade estrutural, substituindo a atuação humana em ambientes de risco. Controlado à distância por um joystick desenvolvido pela própria empresa, o equipamento realiza medições com rapidez e precisão, suportando altas pressões embaixo d’água. Compacto e versátil, o ROV pode ser adaptado a diferentes cenários, de tanques de lastro a inspeções externas em plataformas. “O ROV precisa ser uma extensão humana debaixo d’água. Ele faz medições com rapidez e eficiência, simulando o que uma pessoa faria, mas com muito mais velocidade. A gente tem vários sensores para várias funções diferentes", explica José Mercolino, coordenador de P&D. A tecnologia foi projetada para suportar grandes pressões embaixo d’água e já está em operação com grandes empresas do setor. 2. Consultório odontológico na mala 🦷 Consultório odontológico portátil foi desenvolvido para levar atendimento a locais remotos e pacientes com dificuldade de locomoção Júlia Reis/g1 Um consultório odontológico portátil ajuda a facilitar o acesso à saúde bucal. Com design leve e funcional, o kit reúne tudo o que um dentista precisa para atender fora da clínica, incluindo seringa tríplice, sugador, canetas de alta e baixa rotação e pedal de controle. O objetivo é oferecer autonomia e praticidade para o profissional e conforto para o paciente, atendendo desde moradores de áreas remotas até pessoas com mobilidade reduzida. “O consultório portátil traz portabilidade e dinamismo para o dentista e comodidade para o paciente. Ele pode ser levado para áreas de difícil acesso ou usado no atendimento domiciliar, garantindo o mesmo padrão de qualidade de uma clínica tradicional", explica Luany Fernandes Mendes, representante. Já comercializado no Brasil, o consultório tem versões adaptadas a diferentes demandas de mobilidade. 3. Retrovisor com câmera e IA 🚗 Retrovisor substituído por câmeras laterais com telas internas e tratamento de imagem via inteligência artificial embarcada Júlia Reis/g1 Na área automotiva, um sistema de retrovisores digitais substitui os espelhos tradicionais por câmeras laterais e telas full LCD. A tecnologia amplia o campo de visão do motorista e elimina pontos cegos, com ajuste automático de brilho e tratamento de reflexos via inteligência artificial embarcada. A instalação é simples e deve ser feita por técnicos ou diretamente pelas montadoras parceiras da empresa. “Nosso objetivo é trazer conforto e segurança para o motorista com o uso da tecnologia. Esse sistema elimina os reflexos e amplia a visão do entorno do veículo, proporcionando uma experiência de direção mais segura", afirma Felipe Laguetto, engenheiro de aplicação. Ainda em fase de protótipo, o sistema já desperta interesse de montadoras e pode ser instalado em carros de passeio e caminhões. 4. Kits tecnológicos educativos 🧩 Kits tecnológico com materiais didáticos que levam conceitos de robótica e automação para dentro da sala de aula Júlia Reis/g1 Para ajudar professores e alunos a colocarem a mão na massa, transformando teoria em prática dentro da sala de aula, foram idealizados os kits tecnológicos com materiais didáticos. Os conjuntos abordam temas como ótica, energia solar, pneumática, automação e programação, adaptados a cada etapa de ensino, da educação infantil ao médio. Voltados da educação básica ao ensino profissionalizante, os experimentos incluem relógios solares, carrinhos movidos a energia verde e miniaturas de plantas industriais automatizadas, que simulam todos os processos de uma fábrica real, do estoque à entrega final. “O interesse dos alunos muda completamente quando eles veem o conteúdo na prática. Eles ficam mais entusiasmados, se aprofundam no que estão aprendendo e começam a enxergar oportunidades na área de tecnologia, que é o nosso grande objetivo", explica João Pedro Lemos Costa, analista de aplicação. As soluções já estão presentes em escolas e prefeituras em diferentes regiões do Brasil. 5. Pulsos elétricos contra esporotricose 🐈 Equipamento usa pulsos elétricos aplicados diretamente na lesão para tratar a esporotricose em gatos, eliminando o fungo sem uso de medicamentos e reduzindo o risco de contágio aos tutores Júlia Reis/g1 Uma solução criada no Vale da Eletrônica aposta em pulsos elétricos aplicados diretamente nas lesões para tratar doenças como esporotricose — infecção fúngica transmitida de gatos para humanos e considerada um problema crescente no Brasil. O equipamento é portátil, funciona à bateria e utiliza agulhas descartáveis para evitar contaminação. Além de reduzir custos, o método diminui drasticamente o risco de contágio para os tutores, já que evita a administração oral diária de antifúngicos, exigindo apenas três sessões mensais. “O tratamento é muito rápido. Se fosse feita a aplicação de uma lesão pequena, o tratamento já teria sido finalizado. Estamos falando em questões de segundos, dependendo do tamanho da lesão, minutos”, afirmou Carlos Brunner, médico-veterinário e um dos idealizadores da tecnologia. Com quatro protótipos já em uso, o equipamento deve chegar ao mercado ainda neste ano, com planos de parceria com clínicas veterinárias e prefeituras. Conheça 5 soluções tecnológicas reveladas no ‘Vale da Eletrônica’ durante 17ª Fivel Júlia Reis/g1 *Jornalista viajou para Santa Rita do Sapucaí a convite do Sebrae Minas VÍDEOS: tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

E se um robô cuidar de você ou dos seus pais na velhice?

Publicado em: 01/11/2025 02:00

Robôs podem ser cuidadores de idosos? BBC/Getty Images Escondidas em um laboratório no noroeste de Londres, três mãos robóticas de metal preto se movem lentamente sobre uma bancada de engenharia. Nada de garras ou pinças — cada uma tem quatro dedos e um polegar, articulados de forma quase humana. "Não estamos tentando criar um Exterminador do Futuro", brinca Rich Walker, diretor da empresa que as desenvolveu. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 De aparência mais hippie do que o estereótipo de um engenheiro, Walker se orgulha de mostrar o que considera um passo importante na robótica. "Queríamos construir um robô que ajude as pessoas, que torne a vida melhor — um assistente capaz de fazer qualquer tarefa doméstica, de varrer o chão a preparar uma refeição." Mas a ambição vai além das tarefas cotidianas: pesquisadores e empresas apostam que robôs desse tipo podem ajudar a enfrentar uma das maiores questões do futuro — como cuidar de uma população cada vez mais idosa, com menos profissionais disponíveis para prestar assistência. No Reino Unido, essa discussão vem ganhando força diante do envelhecimento rápido da população, mas o debate é global. Pepper, o pequeno robô humanoide, já conduziu aulas de alongamento com moradores de uma casa de repouso BBC/AFP via Getty Images A aposta em robôs de cuidado cresce em vários países, com governos e empresas investindo em tecnologias capazes de oferecer apoio físico, companhia e monitoramento a pessoas que vivem sozinhas ou têm limitações de mobilidade. No Reino Unido, isso vem sendo visto como uma possível resposta à escassez de cuidadores e ao envelhecimento acelerado da população — desafios que também se repetem em boa parte do mundo desenvolvido. A promessa é tentadora: máquinas que aliviam a sobrecarga dos sistemas de saúde e oferecem mais autonomia aos idosos. Mas também levanta dilemas éticos e emocionais: será que queremos — e podemos confiar — que uma máquina cuide de nós quando estivermos mais vulneráveis? Veja mais: Como um ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa da história a atingir US$ 5 trilhões em valor Satélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço? Treinos com o robô Pepper O Japão oferece um vislumbre de um futuro em que robôs convivem entre nós. Há dez anos, o governo japonês começou a oferecer subsídios a fabricantes de robôs para desenvolver e popularizar o uso dessas máquinas em casas de repouso — uma iniciativa impulsionada pelo envelhecimento da população e pela escassez relativa de profissionais de cuidado. O professor James Wright, especialista em inteligência artificial e pesquisador visitante da Queen Mary University, em Londres, passou sete meses observando esse fenômeno — em especial, como esses robôs funcionavam no ambiente de uma casa de repouso japonesa. Ao todo, três tipos de robôs foram estudados. O primeiro, chamado **HUG**, foi desenvolvido pela Fuji Corporation, no Japão, e se parecia com um andador altamente sofisticado. Ele tinha apoios acolchoados que permitiam às pessoas se inclinar com segurança, ajudando cuidadores a transferi-las da cama para uma cadeira de rodas ou para o banheiro, por exemplo. O robô de cuidados HUG, desenvolvido pela Fuji Corporation, no Japão, foi projetado para ajudar cuidadores a erguer pessoas BBC/NurPhoto via Getty Images O segundo robô, por sua vez, parecia uma pequena foca e se chamava Paro. Criado para estimular pacientes com demência, ele foi programado para responder a carinhos com movimentos e sons. O terceiro era um pequeno robô humanoide de aparência simpática chamado Pepper. Ele podia dar instruções e demonstrar exercícios movendo os braços — e chegou a conduzir aulas de ginástica na casa de repouso. Antes mesmo de começar suas observações, o professor Wright já havia se deixado levar um pouco pelo entusiasmo em torno dessas tecnologias. "Eu esperava que os robôs fossem facilmente adotados pelos cuidadores, que estão sobrecarregados e extremamente atarefados", contou. "O que encontrei foi quase o oposto." Pepper podia dar instruções e demonstrar exercícios movendo os braços — mas algumas pessoas que o testaram acharam sua voz aguda demais BBC/Getty Images Ele descobriu que, na verdade, o que mais consumia o tempo da equipe das casas de repouso era limpar e recarregar os robôs — e, principalmente, resolver falhas quando algo dava errado. "Depois de algumas semanas, os cuidadores concluíram que os robôs davam mais trabalho do que ajuda e começaram a usá-los cada vez menos, porque simplesmente não tinham tempo para isso", contou. "O HUG precisava ser movido o tempo todo para não atrapalhar os moradores. O Paro causou angústia em uma residente que acabou se apegando demais a ele. E os exercícios do Pepper eram difíceis de acompanhar — ele era baixo demais para ser visto por todos e sua voz aguda dificultava a compreensão." O Paro se parece com uma pequena foca e foi projetado para reagir com movimentos e sons quando é acariciado BBC/The The Washington Post via Getty Images As equipes responsáveis pelos robôs tiveram suas próprias respostas à pesquisa do professor Wright. Os desenvolvedores do HUG afirmam que, desde então, aprimoraram o design para torná-lo mais compacto e fácil de usar. Takanori Shibata, criador do Paro, disse que o robô vem sendo utilizado há 20 anos e apontou estudos que comprovariam "evidências clínicas de seus efeitos terapêuticos". O Pepper agora pertence a outra empresa, e seu software foi significativamente atualizado. Ainda assim, o estudo não foi desprovido de valor. Walker, da Shadow Robot, é enfático ao afirmar que o uso de robôs em cuidados não deve ser descartado. Ele argumenta, entre outras coisas, que a próxima geração desses robôs será muito mais capaz. Dos laboratórios para o mundo real Praminda Caleb-Solly, professora da Universidade de Nottingham, está determinada a fazer com que esses robôs funcionem bem na prática. "Estamos tentando tirar esses robôs dos laboratórios e levá-los para o mundo real", diz ela. Para isso, criou a rede 'Emergence', que conecta fabricantes de robôs a empresas e indivíduos que os utilizarão — e também para descobrir diretamente com os idosos o que eles esperam dessas máquinas. As respostas variam. Algumas pessoas disseram que querem robôs com interação por voz e, compreensivelmente, aparência não ameaçadora. Outras preferem um "design fofo". Mas muitos pedidos se resumem à forma prática como o robô deve se adaptar às necessidades em mudança — e ao fato de que ele deve se carregar e se limpar sozinho. "Não queremos cuidar do robô — queremos que o robô cuide de nós", disse uma pessoa entrevistada. Algumas empresas no Reino Unido também estão testando robôs. O provedor de cuidados domiciliares Caremark vem experimentando o Genie, um pequeno robô ativado por voz, com algumas pessoas que utilizam seus serviços em Cheltenham. Um homem com início precoce de demência explicou que gostava de pedir ao Genie para tocar músicas de Glenn Miller. No geral, entretanto, as reações foram "como Marmite", segundo o diretor Michael Folkes — algumas pessoas adoraram o Genie, enquanto outras foram menos entusiasmadas. Mas Folkes também ressalta que esses dispositivos não têm o objetivo de substituir pessoas. "Estamos tentando construir um futuro em que os cuidadores tenham mais tempo para cuidar." Mãos robóticas: aprendendo com a evolução De volta ao laboratório da Shadow Robot Company, em Londres, Rich Walker aponta outro grande desafio: dominar a mão robótica perfeita. "Para que o robô seja útil, ele precisa ter a mesma capacidade de interagir com o mundo que um humano", explica. "E, para isso, precisa de destreza semelhante à humana." A mão robótica que Walker me mostra certamente parece ágil. É feita de metal e plástico, equipada com 100 sensores, e possui a destreza e a força de uma mão humana. Cada dedo se move para tocar o polegar de forma suave, rápida e precisa, finalizando com um gesto de "OK". Ela consegue até resolver um cubo mágico usando apenas uma das mãos. Ainda assim, está longe de realizar tarefas mais delicadas, como usar uma tesoura ou pegar objetos pequenos e frágeis. "O jeito como usamos uma tesoura é realmente impressionante, quando você pensa nisso", diz Walker. "Se você tentar analisar o que acontece, está usando o sentido do tato de maneira sutil e precisa, recebendo feedback que faz você ajustar a forma de cortar. Como você ensina um robô a fazer isso?" A equipe de Walker, junto com outras 35 empresas de engenharia, está trabalhando para projetar uma mão mais parecida com a nossa — parte do que é conhecido como Programa de Destreza Robótica. É um dos projetos conduzidos por uma agência governamental chamada Advanced Research and Invention Agency (ARIA), que busca apoiar pesquisas científicas de alto risco (porque podem não dar certo), mas também de alto retorno, pelo seu potencial de transformar a sociedade. A líder do projeto, professora Jenny Read, explica que estão estudando como os animais se movimentam para orientar melhor o design, não apenas da mão, mas para repensar completamente como os robôs são construídos. "Uma das coisas mais impressionantes nos corpos dos animais é a graça e eficiência que eles apresentam; a evolução garantiu isso", diz ela. "Acho que a graça é realmente uma forma de eficiência." Replicando músculos humanos Guggi Kofod, engenheiro e agora empreendedor da Dinamarca, está tentando desenvolver músculos artificiais para robôs que possam ser usados no lugar de motores. Sua empresa, Pliantics, com sede na Dinamarca, ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas já alcançou um avanço importante: encontrou um material que parece funcionar e é durável. Ele também é movido por motivos profundamente pessoais. "Várias pessoas próximas a mim morreram recentemente de demência", explica. "Vejo como é desafiador para quem cuida de pacientes com demência. "Então, se pudermos construir sistemas que os ajudem a não ter medo e que permitam viver, pelo menos, com uma qualidade de vida decente… Isso é incrivelmente motivador para mim." Os músculos que a empresa de Kofod desenvolve são feitos de um material macio que se estende e se contrai, de forma semelhante aos músculos reais, quando uma corrente elétrica é aplicada. Guggi Kofod está trabalhando com a Shadow Robot, como parte do projeto ARIA, para desenvolver uma mão robótica do tamanho humano cujos músculos artificiais possam proporcionar uma pegada mais precisa e delicada. O objetivo final é que a mão consiga detectar pequenas mudanças de pressão ao segurar um objeto e saiba exatamente quando parar de apertar, assim como a pele das pontas dos dedos faz. O que os robôs significam para os cuidadores O professor Wright, que observou os robôs no Japão, tem uma preocupação final: se a tecnologia se popularizar, os robôs podem acabar tornando a vida dos cuidadores humanos mais difícil. "A única forma economicamente viável de fazer isso funcionar é pagar menos aos cuidadores e ter casas de repouso muito maiores, padronizadas para facilitar a operação dos robôs", argumenta. "Como resultado, haveria mais robôs cuidando das pessoas, enquanto os cuidadores seriam pagos com salário mínimo apenas para dar suporte aos robôs — o oposto da visão de que os robôs devolveriam tempo aos cuidadores para que pudessem passar mais momentos de qualidade com os residentes, conversar com eles." Outros especialistas têm uma visão mais positiva. "Vai se tornar uma indústria enorme, considerando o déficit que temos atualmente na força de trabalho. A demanda por cuidadores, à medida que a população envelhece, será enorme", afirma Gopal Ramchurn, professor de inteligência artificial na University of Southampton. Ele também é CEO da Responsible AI, organização que busca garantir que sistemas de inteligência artificial sejam seguros, confiáveis e dignos de confiança. Mas ele cita o robô humanoide Optimus, de Elon Musk, que serviu bebidas e interagiu em um evento da Tesla no ano passado, como sinal de que — gostemos ou não — os robôs estão chegando. "Estamos tentando antecipar esse futuro, antes que as grandes empresas de tecnologia implantem essas máquinas sem nos perguntar o que pensamos sobre elas", acrescenta. Portanto, agora é o momento de desenvolver regulamentações adequadas para garantir que os robôs trabalhem a nosso favor, e não o contrário, argumenta. "Precisamos estar preparados para esse futuro." Veja mais: Manifesto contra IA superinteligente reúne príncipe Harry, artistas e ex-estrategista de Trump Análise do cocô: novo dispositivo 'lê' suas fezes e pode ajudar na detecção de doenças

O que uma máquina de café e cientistas preguiçosos têm a ver com a invenção da webcam?

Publicado em: 01/11/2025 00:01

Como uma máquina de café inspirou cientistas a criar a primeira webcam Você sabia que a primeira webcam do mundo nasceu por causa de uma cafeteira — e pesquisadores com preguiça de andar pelos laboratórios? Nos anos 1990, cientistas da Universidade de Cambridge estavam cansados de atravessar o prédio para descobrir que o café tinha acabado. A solução foi instalar uma câmera conectada à rede interna, permitindo que todos os laboratórios vissem quando a cafeteira já estava cheia com a nova rodada da bebida. Mais tarde, ela foi conectada à internet e se tornou a primeira webcam transmitida ao vivo para o mundo. Neste domingo (26), o quadro Mentes Digitais, do Fantástico, voltou à Universidade no Reino Unido, lar de grandes cientistas e invenções, para mostrar as pesquisas de ponta em inteligência artificial que estão transformando o mundo. Veja a reportagem completa no Fantástico Mentes Digitais: professora brasileira lidera pesquisas de Inteligência Coletiva no Reino Unido

Palavras-chave: inteligência artificial

'Free flow': pedágio eletrônico chega a mais estradas de SP; veja trechos e valores

Publicado em: 01/11/2025 00:00

'Free flow': pedágio eletrônico passa a valer em mais estradas de SP; veja os valores Os motoristas que circulam entre cidades do interior e do litoral de São Paulo poderão pagar pedágio por meio do sistema "free flow" — que dispensa a parada do veículo para o pagamento — a partir deste sábado (1º). As novas regras para o modelo de pedágio eletrônico, aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em outubro do ano passado, trazem ainda uma série de descontos e isenções. (Veja mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a concessionária, serão seis pórticos, instalados nas seguintes cidades: Arujá; Mogi das Cruzes; Bertioga; Santos; Miracatu. Segundo o presidente da Concessionária Novo Litoral (CNL), João Couri, afirmou que a implementação do pedágio trará melhorias nas rodovias. "A rodovia já foi elevada a um novo padrão de segurança e também de trafegabilidade, onde todo o pavimento passou por um tratamento de aumento de indicadores e também a rodovia como um todo receberá R$ 5 bilhões de investimentos, principalmente em 90 quilômetros de duplicação, outros 80 quilômetros de vias marginais, várias passarelas", disse Couri. Entenda nesta reportagem: Qual o valor cobrado em cada pedágio? Quais os descontos e isenções concedidos? Como são as regras do free flow? O que muda entre a antiga e a nova regra? O que é o pedágio eletrônico (free flow)? O pedágio free flow aplica multa? Como acontece a cobrança do pedágio? Free flow coleciona reclamações Qual o valor cobrado em cada pedágio? Rodovia Pedro Eroles (Mogi-Dutra), trecho Arujá: R$ 1,56 por sentido; Rodovia Pedro Eroles (Mogi-Dutra), trecho Mogi das Cruzes: R$ 1,99 por sentido; Estrada da Pedreira: R$ 0,57 por sentido; Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (Mogi-Bertioga), trecho Bertioga: R$ 6,95 por sentido; Rodovia Manoel Hipólito Rego (Rio-Santos), trecho Santos: R$ 5,80 por sentido; Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, trecho Miracatu: R$ 5,59 por sentido. Volte ao início. Quais os descontos e isenções concedidos? De acordo com a concessionária, os descontos podem chegar a 20% sobre o valor da tarifa. Veja as regras para pagar menos: Usuários de tags têm 5% de desconto; Motociclistas são isentos da tarifa; Moradores de Mogi das Cruzes não pagam deslocamento no município; Moradores de Santos, nos bairros de Caruara, Iriri, Monte Cabrão e Cabuçu não pagam a passagem no município; Moradores do Taboão não pagam o pedágio em uma mesma viagem quando utilizam o acesso do km 38+300 da mesma rodovia; Usuários que cruzarem o pórtico na altura do km 40+800 da SP-088 e acessarem a Estrada da Pedreira (km 41+190), em ambos os sentidos, pagarão apenas pelo trecho efetivamente percorrido da SP-088. O valor é de R$ 0,57; Motoristas frequentes pagam menos, com 10% de desconto a partir da 11ª passagem e 20% a partir da partir da 21ª passagem. Segundo a concessionária, as reduções não são cumulativas e vale a maior. Volte ao início. Como são as regras do free flow? O Contran aprovou as novas regras para os pedágios eletrônicos em outubro do ano passado. O novo texto substituiu o conjunto de normas aprovadas em 2022. A nova lista de regras visa facilitar a comunicação dos usuários e o uso do sistema de pedágio eletrônico, permitindo que os motoristas transitem pelas rodovias sem precisar parar para efetuar o pagamento. O g1 listou as principais mudanças e como sua viagem acontecerá a partir do novo sistema. Veja abaixo todas as alterações. Volte ao início. O que muda entre a antiga e a nova regra? 💵 O prazo de pagamento do pedágio passa de 15 para 30 dias após o motorista passar pelo free flow; 🗓️ Caso a data limite para pagamento não seja considerada dia útil, o prazo será estendido até o próximo dia útil; 🙋 Os usuários podem contestar as passagens ou valores cobrados que julgar indevidos; 💳 Todos os dados sobre cobrança passam a estar disponíveis em um local centralizado, além do aplicativo Carteira Digital de Trânsito — onde o motorista já pode acessar a CNH e até ver quantas multas tomou; 🛑 Novas placas e símbolos instalados em todos os trechos onde o pedágio free flow de livre passagem é adotado, incluindo nos acessos das vias; 🚗 Motoristas passarão a pagar apenas pelo trecho percorrido; 🧑‍🏫 Órgãos e concessionárias promoverão campanhas educativas para explicar o funcionamento do novo pedágio; 📷 As imagens capturadas do veículo serão armazenadas nos sistemas por 90 dias contados da data da passagem, ou cinco anos para motoristas que não pagaram o pedágio; 🏡 Veículos registrados no exterior não poderão deixar o país até o pagamento de todas as passagens nos pedágios eletrônicos. Sinalização sobre pedágios eletrônicos aprovada pelo Contran Divulgação/Contran Volte ao início. O que é o pedágio eletrônico (free flow)? O pedágio eletrônico, ou free flow (“fluxo livre”, em inglês), é um sistema de cobrança que dispensa cabines de atendimento e não exige o uso de tag pelo motorista. Nesse sistema, o motorista não precisa reduzir a velocidade para que os dados do veículo sejam lidos. Outra vantagem é a cobrança proporcional ao trecho percorrido, já que o sistema identifica onde o carro entrou e saiu da rodovia. O pedágio eletrônico já é adotado em mais de 20 países, como Noruega, Portugal, Estados Unidos, Itália, China e Chile — um dos pioneiros na América Latina a implementar o sistema em suas rodovias. No Brasil, o sistema já funciona em rodovias federais, como a BR-101 (Rodovia Rio-Santos), e agora foi autorizado para uso em vias urbanas e rurais, abrangendo estradas e rodovias federais, estaduais, distritais e municipais em todo o país. Volte ao início. O pedágio free flow aplica multa? Não. A função do pedágio eletrônico é apenas identificar corretamente o veículo para realizar a cobrança. As câmeras e sensores instalados nos pórticos são usados exclusivamente para esse propósito. A multa por evasão de pedágio é aplicada apenas quando o pagamento não é efetuado. Trata-se de uma infração grave, com penalidade de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Volte ao início. Como acontece a cobrança do pedágio? O sistema de cobrança do free flow utiliza a mesma tecnologia das tags já comuns no Brasil, com avanços importantes para identificar corretamente cada tipo de veículo. Diversas câmeras e sensores são instalados nos pórticos fixos nas rodovias. Eles identificam os veículos com tag ou fazem a leitura das placas para determinar quem será cobrado. Algumas câmeras possuem lentes duplas para capturar imagens em 3D, permitindo identificar o tipo de veículo, o número de eixos e quais estão suspensos. Isso garante a cobrança correta de acordo com o porte do veículo, como no caso dos caminhões. Luzes infravermelhas são utilizadas para garantir a identificação dos veículos mesmo em condições adversas, como neblina ou fumaça. Volte ao início. Free flow coleciona reclamações A isenção da cobrança de pedágio na região de Mogi das Cruzes foi concedida após uma um pedido da prefeitura da cidade para garantir a isenção da cobrança para seus cidadãos. Arujá também entrou na Justiça com o mesmo pedido, mas não conseguiu o benefício. A prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli (PL), afirmou que “não tem cabimento o mogiano pagar para entrar e sair de sua cidade”. Além das duas cidades do Alto Tietê, a Justiça Federal de Guarulhos também determinou a suspensão das multas aplicadas a motoristas que passarem pelos pedágios do sistema de cobrança automática. Com a medida, os órgãos federais ficam proibidos de multar os motoristas que passarem pelos pórticos do sistema sem efetuar o pagamento, até nova decisão judicial. Na ação, o MPF argumenta que o modelo de cobrança apresenta falhas sistêmicas e problemas de transparência, apontando que um projeto-piloto da ANTT — chamado Sandbox Regulatório — registrou alto número de multas indevidas e dificuldades técnicas na identificação dos usuários. Volte ao início. Contran aprova novas regras para pedágio eletrônico em rodovias do país

Palavras-chave: tecnologia