Arquivo de Notícias

BYD se prepara para lançar nova picape no Brasil para competir com Fiat Toro; veja modelo

Publicado em: 29/04/2026 06:34

BYD exibe maquete da nova picape que chega ao mercado para competir com Fiat Toro A BYD colocou no radar do público o lançamento de uma nova picape durante a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio do Brasil, que acontece até sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP). Uma maquete em tamanho natural do modelo que vem sendo chamado de Mako pode ser vista no estande da montadora no evento. Ela será lançada para brigar com modelos da Fiat e da Ford. Segundo o supervisor de comunicação da BYD Victor François, o protótipo é uma espécie de spoiler e ainda pode passar por alterações. O utilitário com caçamba terá variações que visam atender tanto o público do campo quanto da cidade. "A ideia é que a partir da Shark, nosso showcase de caminhonetes, a gente vá desdobrando outros modelos para outros nichos de mercado, com diferentes enfoques e posicionamentos", diz. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 O lançamento amplia o leque de picapes da montadora no país. Atualmente, a BYD tem o modelo Shark, vendido a R$ 316,8 mil, segundo a tabela FIPE de 2026. Shark, em inglês, quer dizer tubarão. Mako é uma raça veloz da espécie. De acordo com François, a Mako deve estar nas lojas com preço mais acessível. A ideia é que ela concorra com modelos como Fiat Toro e Ford Maverick, que custam a partir de R$ 159 mil nas concessionárias. A Shark é a única do mercado das picapes que segue o formato híbrido. A previsão é que a Mako tenha a mesma característica e uma versão 4x4. "Por enquanto, informações técnicas eu não posso abrir ainda, mas o mercado vai gostar muito do que a BYD vai lançar. A princípio, a marca só trabalha com carros elétricos e híbridos, então, seguindo a linha da Shark, a gente está falando aí de um modelo híbrido", afirma. BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 François diz que a BYD estuda o modelo híbrido flex para lançamentos futuros. A expectativa é que a Mako também seja produzida em Camaçari (BA), como o Dolphin Mini e o Song Pro. "A princípio, a nossa fábrica na Bahia tem capacidade para produzir todos os modelos, então a gente vai estudando a aceitação de mercado. A ideia é que a gente possa produzir todos os modelos dos top sellers na Bahia, mas a princípio está no radar." LEIA TAMBÉM: Zema afirma que equilíbrio de poderes depende de Supremo 'sem rabo preso' Robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA Tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas; entenda Agrishow 2026: Veja FOTOS da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 Matheus Vinícius/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026

Palavras-chave: tecnologia

Escola de arte e tecnologia abre no Centro do Rio com cursos gratuitos focados em IA

Publicado em: 29/04/2026 06:10

Sede da Ebat, no Rio Divulgação A Escola Brasileira de Arte e Tecnologia (EBAT) começa a funcionar no próximo dia 4 de maio, no Centro do Rio, com a proposta de formar profissionais para um mercado cada vez mais impactado pela inteligência artificial e por tecnologias emergentes. A instituição será instalada na Rua da Assembleia e aposta em uma formação gratuita voltada à economia criativa, com aulas presenciais e atividades práticas. A primeira turma já conta com 125 alunos inscritos. A abertura oficial acontece com uma aula inaugural nesta quarta-feira (29), com a participação do educador e desenvolvedor Yuri Amorim e do jornalista da Globo Ben-Hur Correia, que cobre inteligência artificial. O evento acontece às 18h30, na Meta Gallery, aberto ao público (entradas limitadas, que podem ser retiradas na plataforma Luma). A EBAT foi idealizada pela Metaverse Agency. O curso tem duração de dez meses e é dividido em seis módulos, que incluem temas como inteligência artificial, computação criativa, eletrônica, arte interativa e audiovisual. Vídeos em alta no g1 Projeto social e expansão A escola funciona como um projeto social e oferece formação gratuita para alunos de diferentes faixas de renda, com patrocínio da Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura. “A partir de uma seleção pública aberta no Rio de Janeiro, os participantes foram escolhidos com base em critérios socioeconômicos, priorizando pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e desemprego, além de promover a diversidade com a inclusão de grupos historicamente sub-representados em termos de raça, gênero e etnia", explicou Paulo Foster, coordenador-geral da EBAT. Além do Rio, a escola prevê a abertura de novos núcleos em outros estados, como Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. Segundo o CEO da Metaverse Agency e da escola, Byron Mendes, a proposta é conectar arte, tecnologia e inteligência artificial em uma formação alinhada às novas demandas do mercado. “Nosso foco é transformar acesso em oportunidade concreta, conectando arte, tecnologia e inteligência artificial a uma formação prática”, afirmou.

Aprenda, Microsoft: Windows 11 ganha conceito com interface modular e minimalista

Publicado em: 29/04/2026 05:35 Fonte: Tudocelular

A Microsoft fez uma grande mudança no design com o lançamento do Windows 11, mas muitos usuários ainda desejam algo mais moderno e minimalista. Pensando nisso, o designer Raditya Aryaputra criou um conceito de como seria o Windows 11 com uma interface minimalista focada em produtividade e usar melhor o espaço útil da tela.A principal mudança notada no conceito é o menu Iniciar, mantendo uma grade de aplicativos fixados à esquerda, a lista alfabética com todos à direita, botões na área superior ao lado do ícone do usuário. Na área inferior há uma caixa de pesquisa.A Barra de Tarefas também recebeu um tratamento especial com novos ícones de Iniciar, pesquisa, tarefas, Copilot e Vincular ao celular mais discretos e monocromáticos, enquanto ícones de aplicativos permanecem coloridos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Lembra dele? Honda Civic desaparece das lojas e o g1 descobre quem são os culpados; VÍDEO

Publicado em: 29/04/2026 05:01

Por que o Honda Civic sumiu das ruas? E o Honda Civic, hein? Essa é uma pergunta que se ouve desde o ano passado, como se o sedã fosse aquele primo que sempre estava nas festas de família e, de repente, sumiu. Todo mundo quer saber por onde ele anda. Pois bem: o Honda Civic continua nas lojas e ainda aparece no site da marca por R$ 266 mil. Porém, em 2026, apenas sete unidades foram emplacadas, segundo números da Fenabrave. A versão esportiva, Type-R, vendeu oito unidades no mesmo período. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O que aconteceu com ele? Um carro que já foi produzido no Brasil, que esteve entre os sedãs médios mais vendidos e desejados do país, é hoje apenas uma lembrança do que já foi. Para entender essa história, o g1 vai mostrar a nova geração do sedã, que agora é híbrida, e explicar quem são os responsáveis por fazer o Civic deixar de ser aquela figurinha fácil que a gente sempre via no trânsito. E já adiantamos: há mais que um responsável. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Recheado de equipamentos Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que o Civic vem muito bem equipado e com muita tecnologia. Basta observar as listas para ver os equipamentos de segurança e tudo que vem de série no veículo. Não deve em nada para qualquer outro modelo na mesma faixa de preço de R$ 260 mil. Mas é justamente aí que a Honda se torna responsável pelo baixo desempenho de vendas do Civic. O cliente imagina o sedã competindo ombro a ombro em preço com o Corolla, seu rival histórico. Mas agora a diferença de preço é de R$ 60 mil. Então, a Honda colocou o Civic numa prateleira que os clientes não alcançam. E o g1 perguntou para a marca justamente a razão dessa estratégia. O que levou a Honda a subir o Civic de patamar? “Os projetos de desenvolvimento seguem uma estratégia global e, dentro desse contexto, a nova geração do Civic passou a ser oferecida exclusivamente com tecnologia híbrida no Brasil. A opção por essa estratégia evidenciou os diferenciais do sistema e:HEV, elevando significativamente o nível de eficiência, desempenho e sofisticação do Civic. Por consequência, a percepção do consumidor em relação ao produto também foi alçada a um patamar muito superior. O conjunto híbrido da Honda é reconhecido por entregar um equilíbrio excepcional entre performance e baixo consumo, posicionando o Civic como uma referência em seu segmento por conta do nível mais elevado de tecnologia, segurança e experiência. Assim, o reposicionamento ocorreu não apenas em função de uma decisão comercial, mas também por refletir a evolução tecnológica do modelo e do alinhamento global da marca.” Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Paz interior A cabine transmite uma paz instantânea. Em poucos minutos todos os comandos já fazem sentido. Os materiais em tom escuro dão seriedade à experiência. Isso combina com as opções de cores para a carroceria oferecidas no Brasil: preto, azul muito escuro e... só. O espaço no banco traseiro é bom, mas dá para entender o consumidor que prefere um SUV mais generoso. O porta-malas tem trava com acionamento elétrico que abre sozinho, mas não fecha como vários utilitários esportivos. Outro atributo que já está ficando comum nessa faixa de preço. Galerias Relacionadas Caráter esvaneceu O que é legal ao dirigir o Civic é perceber o DNA da Honda na construção, na solidez e no acerto da suspensão. Porém, se você tem na memória o Civic da geração anterior, talvez fique desencantado com este modelo. Ela seguia um projeto mais tradicional e simples, com motor 2.0 de 150 cavalos, mas era muito focada em proporcionar uma sensação de condução diferente da oferecida pelo campeão Corolla. E essa era uma estratégia que fazia sentido. Quando existe um líder disparado, a melhor tática nem sempre é tentar imitá-lo, mas sim oferecer uma alternativa para um público que busca características diferentes. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem ótima calibração de direção e suspensão Divulgação / Honda O Corolla sempre foi um carro voltado para uma direção neutra, extremamente confortável e pensado para passar despercebido em suas sensações. Está claro que o brasileiro gosta dessa proposta, tanto que o modelo vende muito bem. Já o Civic anterior seguia outro caminho. Não era necessariamente mais potente ou mais forte. A diferença estava na sensação ao volante, na calibração, na suspensão, na forma como a carroceria se comportava nas curvas. Além disso, o design também reforçava essa proposta: linhas mais ousadas, caimento de teto quase de cupê e uma proporção de porta-malas mais curta. Tudo isso entregava uma opção mais jovial para quem não se identificava com o visual mais sisudo do Corolla. Agora, com este novo Civic, essa história mudou. Ele parece quase uma versão em escala menor do Accord. (compare com o sedã modelo 2021 abaixo) Honda Accord 2021 visto de perfil foi a inspiração para o Honda Civic Divulgação / Honda E não foi apenas o design e a proporção que ele herdou do irmão maior. Também adotou uma postura mais "aristocrática", mais voltada a transportar seus passageiros com conforto, quase como um chofer, do que a oferecer uma experiência marcante ao motorista. Talvez, ao considerar preço e posicionamento, o Civic tenha renunciado a parte da sua essência. E, por isso, abriu mão de um de seus argumentos para ser uma alternativa ao Corolla. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 tem proporções mais sóbrias nesta geração Divulgação / Honda Híbrido com vida própria Debaixo do capô está um dos principais responsáveis por aumentar o preço do Civic: um excelente conjunto híbrido. Ele combina um motor 2.0 com injeção direta e ciclo Atkinson (mais voltado para eficiência de combustível) que gera 143 cavalos, com um motor elétrico de 184 cavalos. Além disso, há ainda um segundo motor elétrico, responsável pela recuperação de energia durante as desacelerações, recarregando as baterias de íon de lítio. Na prática, o carro alterna entre três modos de funcionamento: o modo totalmente elétrico, o modo híbrido, em que os dois motores trabalham juntos, e o modo somente a combustão. Essa variação depende do relevo, da intensidade com que o motorista acelera e também do nível de carga das baterias. Dentro do carro, com ele em movimento, tudo funciona muito bem, e os números de consumo são realmente impressionantes, comparáveis aos de carros 1.0. O único ponto que causa estranheza aparece em situações de trânsito intenso, como engarrafamentos. O motor a combustão entra em funcionamento apenas para manter o nível de carga das baterias, mesmo com o carro parado. O giro mais alto causa a sensação de que o motorista está acelerando sem sair do lugar, o que pode parecer um pouco estranho para quem passa na calçada. Você talvez seja cúmplice Bom, o segundo responsável pelo desaparecimento do Civic é o próprio cliente brasileiro. Se observarmos o último ano de fabricação da geração anterior do Civic no Brasil, em 2021, o sedã vendeu pouco mais de 19 mil unidades. Naquele mesmo ano, o HR-V, SUV da Honda, mesmo em sua geração anterior, já vendia 38,4 mil unidades. Bem mais que o Civic. No ano passado, em 2025, a nova geração do HR-V ultrapassou mais de 60 mil unidades vendidas. E agora a Honda também conta com o WR-V, que tem dimensões muito próximas, utiliza o mesmo motor e câmbio das versões de entrada do HR-V e já chama atenção no showroom. Ou seja: o cliente brasileiro não deixou de comprar Honda. Ele apenas deixou de comprar o Civic. Agora, esse consumidor prefere os SUVs da marca japonesa. A explicação, portanto, é simples e dispensa qualquer teoria da conspiração: a Honda apenas tomou a decisão de concentrar esforços no tipo de produto que percebeu que o brasileiro realmente quer comprar. E, nesse contexto, coincidiu o fato de que o Civic, nesta nova geração, já não fazer tanto sentido econômico para o mercado brasileiro, especialmente considerando o baixo volume de vendas. A própria Honda disse ao g1 em comunicado que percebeu o mesmo movimento. g1 – A Honda acredita que o mercado de sedãs médios diminuiu enquanto o de SUVs cresceu? "Globalmente — e isso já há vários anos —, os SUVs de diferentes portes, estilos e faixas de preço passaram a dominar a preferência dos consumidores. No Brasil, seguimos a mesma tendência, com os SUVs ganhando cada vez mais espaço no mercado. Em retrospecto, sim, é possível dizer que o mercado de sedãs médios é um dos que foram alterados com a popularização dos SUVs." Acontece em várias marcas Esse, aliás, não é um fenômeno exclusivo da Honda. A Toyota já vê o Corolla Cross vender significativamente mais que o Corolla sedã. Não por acaso, também lançou o Yaris Cross como uma alternativa de SUV posicionada logo abaixo. Da mesma forma, não é coincidência que a Toyota tenha lançado o novo RAV4 com preço reduzido em sua versão de entrada. Afinal, o consumidor brasileiro que está disposto a pagar na faixa dos R$ 300 mil, hoje, em grande parte não está mais buscando sedãs. Está comprando SUVs e, principalmente, SUVs de marcas chinesas. Honda Civic Advanced Hybrid 2026 Divulgação / Honda Outro patamar Portanto, muitas pessoas que passaram os últimos 30 anos admirando o Civic terão de se resignar. Viam o Honda como um dos carros mais vendidos do Brasil. Usavam o Civic como referência de sedã ideal para quem gosta de uma tocada mais esportiva. Agora, resta manter essa fantasia no imaginário. Com isso, sobra ao Civic Type-R carregar a bandeira do modelo. Ele é inacessível para a maioria, e acaba servindo mais como pôster ou papel de parede de celular. Ver o nome Civic adormecer na preferência popular (quem sabe, ele ainda pode voltar no futuro) não é exatamente uma novidade. Nos últimos anos, vimos o nome Gol ser colocado na geladeira pela Volkswagen. A Fiat já não produz mais o Uno. E a General Motors abandonou nomes como Corsa, Astra, Vectra, Cruze e tantos outros carros que fizeram sucesso, marcaram época e hoje já não estão mais presentes. Também é importante lembrar que, atualmente, nomes têm muito mais função estratégica e de marketing para as montadoras do que necessariamente ligação com a essência original. A Toyota, por exemplo, já não vê problema em usar o nome Corolla tanto em versões esportivas quanto em um SUV com o sobrenome Cross. A Chevrolet resgata nomes conhecidos e os reposiciona em novas propostas. Sonic era nome de hatch e agora é usado num SUV compacto. A Ford faz o mesmo ao colocar Mustang em um carro elétrico e transformar Maverick em uma picape híbrida. Talvez esse sentimento de saudosismo e decepção ao ver o Civic nessa condição seja apenas um sinal de que nós, estamos nos tornando uma geração “antiga” dentro do mercado automotivo.

Palavras-chave: tecnologia

"Revolução" do eSIM trava em alguns países com preferência dos usuários pelo chip físico

Publicado em: 29/04/2026 04:34 Fonte: Tudocelular

Apesar das promessas de praticidade e segurança, o chip virtual ainda engatinha em mercados onde o consumidor tem o poder de escolha. Dados recentes mostram que, sem a imposição das fabricantes ou crises de segurança que forçam a migração, o antigo chip físico é mantido como preferência do público.A resistência onde há escolhaConforme aponta o portal ETNews, na Coreia do Sul, o eSIM representa apenas 5% da base total de assinantes, com 2,9 milhões de linhas em um universo de 57 milhões de usuários. O leve salto recente (de 3% para 5%) não teria sido espontâneo, mas sim impulsionado por um incidente de segurança em rede que forçou a migração. O site sugere que a falta de conhecimento seria o principal obstáculo, o que está levando o governo sul-coreano a planejar intervenções — um porta-voz da administração do país deixou as intenções claras em comunicado enviado ao ETNews.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Agrishow 2026: robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA

Publicado em: 29/04/2026 04:01

Agrishow 2026: robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA O avanço da tecnologia no agronegócio brasileiro já não está apenas nos tratores ou softwares de gestão. Robôs autônomos, apresentados como novidades da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do país, em Ribeirão Preto (SP), começam a ganhar espaço nas lavouras, prometendo transformar como o produtor monitora, cuida e protege suas plantações. Entre as inovações está uma tecnologia desenvolvida com inteligência artificial e energia solar para diminuir custos com mão de obra e insumos, além de promover a sustentabilidade. “Hoje, a gente sai de uma agricultura de precisão para uma agricultura autônoma. Nós chamamos essa máquina popularmente de robô, mas é uma Inteligência Artificial física, responsável não só por entender todo o cenário que acontece no campo, mas também agir. Essa é a grande disrupção, que é conseguir entender, analisar, tomar as melhores decisões e agir”, explica Léo Carvalho, diretor de estratégia global da Solinftec. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Atualmente, a "família" de robôs é composta por quatro máquinas, duas lançadas na Agrishow. A tecnologia atua no cultivo de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural Divulgação/Solinftec Robô que 'vive' na lavoura Diferente de máquinas tradicionais, que entram e saem da área de produção, os robôs ficam no campo 24 horas por dia, sete dias por semana. Movidos a energia solar, monitoram continuamente cada parte da lavoura e de forma remota. Na prática, isso significa que uma área de 200 hectares pode ser analisada como se fosse dividida em 2 mil pequenos talhões, permitindo um acompanhamento detalhado e individualizado. “Eles moram no campo. Isso permite constantemente capturar informações e atingir a necessidade em tempo real. Esse conceito traz autonomia e liberdade para o produtor para que ele possa tomar decisões mais rapidamente”, afirma Carvalho. Essa presença constante permite identificar problemas ainda no início, como falhas no plantio, surgimento de plantas daninhas ou infestação de pragas. Menos herbicida e mais precisão Um dos principais ganhos da tecnologia está na redução do uso de herbicidas. Com câmeras de alta precisão e sistemas de visão computacional, os robôs conseguem diferenciar a cultura principal das plantas daninhas e aplicar o produto apenas onde é necessário. “O produtor precisa de alguma forma conseguir produzir mais com menos insumos, menos tempo e menos gasto de energia. Os nossos robôs fazem essa aplicação localizada, reduzindo o uso de insumos de uma forma sustentável, já que hoje a sustentabilidade é um grande diferencial”, explica o diretor. Além da economia, a prática reduz impactos ambientais, preservando a microbiologia do solo e diminuindo a pegada de carbono da produção. LEIA TAMBÉM Agrishow: entenda por que Índia virou 'cliente de ouro' do agro paulista Agrishow: Tecnologia que mede ‘suor’ das plantas ajuda a salvar colheitas; entenda Agrishow 2026: Veja FOTOS da maior feira de tecnologia agrícola da América Latina Robô que 'mora' no campo é uma das novidades da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Divulgação/Solinftec Retorno rápido O desenvolvimento da tecnologia levou em conta não apenas a inovação, mas também o retorno financeiro para o produtor. Além disso, a proposta é oferecer equipamentos de fácil manutenção e operação, reduzindo a dependência de assistência técnica especializada. “A gente trabalha com a lógica de payback em até um ano ou um ano e meio. Hoje, o produtor só investe em tecnologia se ele vê resultado claro”, explica. Com a combinação de inteligência artificial, robótica e energia limpa, a tecnologia representa um novo passo na evolução do agronegócio, que busca aumentar a produtividade sem ampliar a área plantada. “A agricultura do futuro não depende de máquinas maiores, mas de soluções mais eficientes. O produtor está mais criterioso e busca tecnologias que realmente façam diferença no custo e na produção”, conclui Carvalho. Agrishow 2026: Feira em Ribeirão Preto, SP, acontece até o dia 1º de maio Érico Andrade/g1 Leia mais notícias da Agrishow 2026

Fiéis ajoelhados, com olhos fechados e em meio a louvor: vídeo de encontro religioso na Câmara de BH viraliza

Publicado em: 29/04/2026 04:01

Evento religioso realizado na Câmara Municipal de BH Um vídeo que mostra um encontro religioso realizado dentro da Câmara Municipal de Belo Horizonte viralizou nas redes sociais (veja acima) nesta semana. As imagens mostram uma reunião promovida pelo coletivo Fire Up Collective, realizada no dia 27 de março. O grupo organiza encontros religiosos em diferentes pontos da capital mineira, como na praça da Liberdade e Praça da Bandeira. As reuniões costumam reunir participantes para momentos de oração, música e pregação. No vídeo, diversas pessoas aparecem ajoelhadas, chorando e cantando. De acordo com o coletivo que realizou o evento, mais de 300 pessoas estiveram presentes no encontro. O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Belo Horizonte e com o Fire Up Collective, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. Vídeo gera debate nas redes sociais A publicação sobre o evento gerou diferentes reações, com usuários questionando a realização de eventos religiosos em um órgão público. Entre os comentários há manifestações favoráveis, que defendem a realização da atividade caso tenha havido autorização prévia e também críticas que citam o princípio do Estado laico e questionam a adequação do espaço para esse tipo de evento. Alguns usuários também levantaram comparações com manifestações de outras religiões e com o uso do local para atividades não institucionais. Print da rede social X Redes sociais/Reprodução No documento de Regime Interno da câmara, não há menção a incentivo ou vedação das manifestações. O espaço pode ser utilizado para: reuniões de comissões audiências públicas palestras projetos de formação para cidadania cursos de capacitação tanto para servidores quanto para a população. Ainda segundo o documento esses encontros podem acontecer desde que haja um requerimento aprovado e que o uso não fira a isonomia, ou seja, o direito deve ser garantido a diferentes crenças, caso solicitado. Evento religioso realizado da Câmara Municipal de BH Redes sociais/ Reprodução Encontro realizado na Câmara Municipal de BH Redes sociais/Reprodução LEIA TAMBÉM Quaest: Cleitinho lidera todos os cenários em que aparece na disputa para o governo de MG Governo de MG diz que saída do ex-secretário de Educação foi motivada por investigação da CGE e nega decisão 'em comum acordo' Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

Dois anos da enchente no RS: entenda por que buscas físicas a 23 desaparecidos se encerraram

Publicado em: 29/04/2026 04:00

Dois anos depois da enchente que deixou 185 mortos, o que ainda falta mudar no RS? Desde maio de 2024, quando a força da água destruiu cidades inteiras no Rio Grande do Sul, 23 pessoas permanecem oficialmente desaparecidas. A última atualização da Defesa Civil do Estado é de agosto de 2025, somando 185 mortos em decorrência da tragédia climática. Passados mais de 700 dias, as buscas físicas por essas pessoas já não acontecem mais, já que não surgiram novos vestígios. A investigação, no entanto, permanece aberta. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Dois anos depois, RS está mais preparado? Veja o que mudou Segundo o Corpo de Bombeiros, as operações de procura não continuam porque os meios disponíveis foram esgotados e não há novas informações — a corporação fez buscas por terra, ar, água, montanhas de entulhos e com cães farejadores. Os bombeiros explicam que esse tipo de busca pode ser retomado apenas se surgirem indícios concretos sobre possíveis locais onde as vítimas possam estar. "A partir de um certo tempo, onde não temos mais informações novas, e se esgotaram os meios, elas acabam. Podem retornar quando surgem novas informações", informa o Corpo de Bombeiros Militar do RS. Buscas por desaparecidos na enchente de 2024 Polícia diz que casos continuam abertos O delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, esclarece que, apesar do encerramento das buscas físicas no terreno, as investigações da Polícia Civil não foram encerradas. Segundo ele, há uma diferença entre o trabalho operacional feito pelos bombeiros e o acompanhamento policial dos casos. "As buscas fisicamente no local, com pessoas cavando, máquinas, cães, não estão acontecendo agora. Mas o caso continua aberto para a Polícia Civil. As buscas quanto investigação, denúncias que podem chegar, informações, isso continua em aberto, e é constante sim", esclarece. De acordo com Souza, a polícia permanece atenta a qualquer informação nova que possa levar ao encontro de alguma das pessoas desaparecidas. Caso surja um indício concreto, as buscas devem ser retomadas. Cheia do Rio Taquari no Rio Grande do Sul durante enchente de 2024 Diego Vara/Reuters Chance de sobreviventes é remota O delegado reconhece que, com o passar do tempo, as chances de encontrar sobreviventes diminuem significativamente. "É claro que quanto mais o tempo passa, por óbvio, a chance de a gente encontrar a pessoa com vida fica mais remota", comenta. A principal hipótese é de que os corpos tenham sido encobertos pelas mudanças no terreno provocadas pela força da enchente. Ainda assim, Souza afirma que a polícia não deve desistir enquanto os casos não forem esclarecidos. Por que os desaparecidos não são considerados mortos? A ausência de corpos e de registros materiais concretos faz com que a situação dessas vítimas permaneça indefinida do ponto de vista legal. Segundo o delegado Mario Souza, não é possível declarar a morte dessas pessoas sem provas materiais que confirmem o óbito. "A gente não pode declarar que a pessoa morreu, porque nós não temos provas cabais disso. Existem grandes possibilidades, mas não cabe à área criminal fazer isso", comenta. Ele destaca que já houve, em outras situações, casos de pessoas inicialmente dadas como desaparecidas que foram localizadas com o passar do tempo. O exemplo mais recente relacionado à enchente ocorreu em agosto de 2025, mais de um ano após a tragédia, quando a Defesa Civil confirmou a identificação de uma vítima. A confirmação foi possível após a aplicação de protocolos que envolveram o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e da Polícia Civil, permitindo esclarecer o caso. Infográfico detalha números da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul Arte/g1 Lista dos desaparecidos da enchente de 2024: No último ano, a reportagem solicitou à Defesa Civil e à Secretaria de Segurança Pública mais detalhes sobre os desaparecidos, além dos nomes e cidades (veja lista completa abaixo). Contudo, ambas as entidades informaram que esses dados estão protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Histórias inacabadas: o que dizem as famílias Desaparecidos da enchente do Rio Grande do Sul em maio de 2024 Arquivo pessoal Agudo (1): William da Silva Ramos Bento Gonçalves (4): Carine Milani, Isabel Velere Antonello Gallon, Lourdes Helena Lazarini e Nelsa Faccin Gallon Caxias do Sul (1): Doceliria Lourenço da Silva Cruzeiro do Sul (4): Diana Alves Meirelles, Fabricio Adriano Wendt, Jorge Lauri Rodrigues e Valdelirio Farias do Amaral Encantado (2): Bernadete Marques da Silva e César Gilmar das Chagas Estrela (1): Andre Dutra Lajeado (3): João Luiz Maurante, Gladis Elisabeth da Silva e Alexânder Júnior da Silva Marques de Souza (1): Clair Teresinha Bergmann Poço das Antas (1): Vanderlei da Rosa Porto Alegre (1): Diulnei Silva Corrêa Relvado (1): Leandro da Rocha Roca Sales (2): Elirio Brino e Erica Brino São Leopoldo (1): Carlos Eduardo Lassakoski dos Santos Bote usado para realizar as buscas por desaparecidos em Bento Golçalves (RS) Fábio Tito/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: lgpd

Exynos 2600: chip da Samsung bate rivais com "DLSS" próprio, mas há limitações

Publicado em: 29/04/2026 03:45 Fonte: Tudocelular

A Samsung começou a destacar nesta semana o Exynos Neural Super Sampling (ENSS), tecnologia similar ao DLSS da NVIDIA exclusiva do Exynos 2600. Com o recurso, o chip que equipa o Galaxy S26 e o Galaxy S26 Plus conseguiria abrir margem de cerca de 15% em relação aos concorrentes de acordo com a marca, mas o suporte e a provável baixa adoção pelos desenvolvedores de jogos devem ser os maiores desafios da função.Segundo a agência sul-coreana Yonhap News, a Samsung iniciou nesta terça-feira (28) uma campanha para demonstrar algumas tecnologias exclusivas do Exynos 2600, em especial o ENSS, que realiza upscaling da imagem para aliviar o estresse no chip, e o Neural Frame Generation (NFG), que usa IA para gerar quadros adicionais e proporcionar mais fluidez no gameplay. Ambas são similares ao que a NVIDIA oferece com o DLSS e, segundo números de testes internos divulgados pela fabricante, os ganhos de performance são promissores. Mais do que isso, há uma vantagem adicional em relação aos PCs: reduzir o consumo de energia para estender a autonomia de bateria.O Samsung Galaxy S26 Plus está disponível na Amazon por R$ 6.439. O custo-benefício é bom mas existem 6 modelos melhores. O Samsung Galaxy S26 está disponível na Mercadolivre por R$ 5.485. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 29 de April de 2026, às 05:34)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Jornadas longas, insegurança e assédio no trabalho causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT

Publicado em: 29/04/2026 03:00

Problemas como estresse, assédio e jornadas longas causam mais de 840 mil mortes por ano, diz OIT Freepik/Reprodução Mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde associados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, insegurança no emprego e assédio. O dado é de um relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o estudo, esses fatores estão diretamente relacionados a doenças cardiovasculares e transtornos mentais, incluindo casos de suicídio. Ao todo, os riscos psicossociais levam à perda de quase 45 milhões de anos de vida saudável por ano, considerando doença, incapacidade ou morte prematura. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além do impacto na saúde, o problema também pesa na economia. A OIT estima que esses riscos gerem perdas equivalentes a 1,37% do Produto Interno Bruto (PIB) global por ano. O relatório, intitulado “O ambiente psicossocial de trabalho: tendências globais e orientações para a ação”, foi preparado para o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado em 28 de abril. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O documento destaca o impacto crescente da forma como o trabalho é planejado, organizado e gerido na saúde dos trabalhadores. De acordo com a organização, o ambiente psicossocial envolve a estrutura do trabalho, a forma de gestão, as relações interpessoais e as políticas adotadas pelas empresas — elementos que influenciam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores. O relatório aponta três dimensões principais: A natureza do trabalho, como nível de exigência e adequação às habilidades; A organização e gestão, incluindo carga de trabalho, autonomia e apoio; E as políticas e práticas do ambiente profissional, como jornadas, remuneração e prevenção ao assédio. Quando mal administrados, esses fatores aumentam o risco de adoecimento. A OIT também destaca que mudanças recentes, como a digitalização, o uso de inteligência artificial e a expansão do trabalho remoto, estão transformando o ambiente profissional. Essas transformações podem agravar riscos existentes ou criar novos desafios caso não sejam acompanhadas por políticas adequadas. “Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e saúde no trabalho no mundo moderno”, afirmou Manal Azzi, líder da equipe de políticas de segurança e saúde da OIT. Segundo ela, melhorar o ambiente de trabalho é essencial não só para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores, mas também para fortalecer a produtividade, o desempenho das organizações e o desenvolvimento econômico sustentável. O relatório reforça que esses riscos podem ser prevenidos, desde que suas causas estruturais sejam enfrentadas. Entre as recomendações estão a melhoria da organização do trabalho, o fortalecimento das políticas de saúde e segurança e o incentivo ao diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores. NR-1 No Brasil, o governo já reconheceu o avanço desses riscos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais. A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025 — ano em que, como o g1 mostrou, o país bateu recorde de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos. Após pressão de entidades empresariais, a implementação foi adiada para maio de 2026. Agora, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) avalia um novo adiamento. O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença. A decisão de adiamento vai na contramão do cenário do trabalho no país. Em 2025, quando a norma já deveria estar em vigor, o quadro de afastamentos piorou: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por transtornos mentais. O MTE informou que ainda não tem uma definição e que deve divulgar uma decisão em breve. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

Palavras-chave: inteligência artificial

Samsung revela Galaxy Book 6 Edge de surpresa com Snapdragon X2 Elite; confira

Publicado em: 29/04/2026 02:33 Fonte: Tudocelular

A Samsung oficializou o Galaxy Book 6 Edge em um anúncio surpresa, sem os tradicionais eventos ou teasers. O novo notebook, focado em inteligência artificial, surgiu inicialmente no mercado francês, confirmando rumores. Com foco na arquitetura ARM, o dispositivo marca o novo posicionamento da marca para 2026. O design mantém a elegância da linha, mas traz uma evolução física drástica para a mobilidade. O corpo agora possui apenas 12,3 mm de espessura, reduzindo os 15,5 mm da geração passada. Essa mudança reflete o compromisso da Samsung com a portabilidade premium e o uso em deslocamento.O desempenho é comandado pelo Qualcomm Snapdragon X2 Elite, o motor por trás da nova experiência do Windows 11 em ARM. Sua Unidade de Processamento Neural (NPU) alcança 80 TOPS, garantindo um fôlego extra para tarefas complexas. Com essa potência dedicada, o notebook gerencia processos de IA e multitarefas sem qualquer sinal de lentidão.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

3 meses após aprovação da Anvisa, injeção semestral contra HIV ainda não tem perspectiva de incorporação ao SUS

Publicado em: 29/04/2026 02:00

O que falta para o remédio com quase 100% de eficácia contra o HIV chegar ao SUS Mais de três meses depois de aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o lenacapavir — uma injeção semestral com eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV — ainda não tem perspectiva definida de chegada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O principal obstáculo, por ora, é regulatório: o medicamento precisa ter seu preço máximo fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de qualquer avaliação de incorporação ao sistema público. A Anvisa confirmou ao g1 que o prazo para essa definição vai até o próximo dia 3 de junho, "caso não ocorram interrupções" (veja TODAS as notas na íntegra ao final deste texto). Droga, chamada comercialmente de Sunlenca, é um medicamento injetável aplicado somente duas vezes por ano. AP via Business Wire A Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, protocolou o pedido de precificação em março. O prazo regulatório é de até 90 dias a partir da submissão do protocolo completo, mas pode ser interrompido em caso de exigências técnicas. Só após essa definição de preço pela CMED é que o lenacapavir poderá percorrer um possível caminho até o SUS. Anvisa aprova lenacapavir injetável para prevenção do HIV Justamente por isso, até o momento, não há pedido de análise do medicamento na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A submissão de demandas à comissão exige, além do registro na Anvisa — já obtido —, o preço máximo estabelecido pela CMED, etapa ainda pendente. "O medicamento lenacapavir ainda não conta com essa última etapa e, com isso, não pode ser amplamente comercializado no Brasil nem ser avaliado pela Conitec", informou o Ministério da Saúde (MS) em nota. A Conitec avalia critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade antes de emitir parecer ao Ministério da Saúde. Apenas após esse processo o governo pode decidir pela incorporação. Rico Vasconcelos é médico infectologista e pesquisador do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP), especialista em HIV/ISTs e prevenção (PrEP), avalia que, mesmo que a precificação avance em junho, o custo do lenacapavir deve ser o principal obstáculo à sua oferta gratuita. “Hoje, o principal limitante é o preço. O lenacapavir é vendido por valores muito altos fora do Brasil — cerca de 28 mil dólares por pessoa por ano — o que torna inviável a implementação no SUS em larga escala", avalia o médico. Nos Estados Unidos, o tratamento custa cerca de US$ 25,3 mil por pessoa ao ano — o equivalente a aproximadamente R$ 136 mil. Em algumas situações, o valor pode chegar a US$ 44,8 mil (cerca de R$ 241 mil). No Brasil, a Gilead afirmou que a precificação seguirá os critérios técnicos da CMED e que "quaisquer estimativas de preço são especulativas neste momento". A empresa acrescentou que "o preço é apenas um dos componentes do acesso" e que mantém diálogo com o Ministério da Saúde para discutir caminhos que possibilitem a disponibilização do medicamento no país. Pela regra de regulação, o valor aprovado pela CMED não pode superar o menor preço observado em uma cesta de países de referência, e pode ser ainda mais restringido caso o medicamento não represente avanço clínico significativo em relação às alternativas já disponíveis. "A Conitec deve considerar preço, evidências científicas e a experiência brasileira, que começa a ser construída com esses estudos em andamento no país", relembra Rico. Há ainda outro ponto que complica a equação: o Brasil não foi incluído nos acordos de licenciamento que permitem a produção de versões genéricas do lenacapavir. A Gilead firmou esses acordos com 120 países considerados mais vulneráveis economicamente — mas o Brasil ficou de fora. Um estudo publicado na revista "The Lancet", contudo, estimou que uma versão genérica poderia custar algo entre US$ 25 e US$ 47 por ano. O que é o lenacapavir O lenacapavir é um antirretroviral inovador com ação prolongada para a prevenção do HIV. Ele é um medicamento injetável (ou seja, aplicado por injeção, mas não se trata de uma vacina) usado como profilaxia de pré-exposição (PrEP) ao vírus e administrado apenas duas vezes por ano, o que representa uma mudança significativa em relação aos comprimidos de uso diário. 💊ENTENDA: Disponível no SUS desde 2018, esses remédios são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente, cerca de 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente no país. O principal diferencial do lenacapavir, contudo, está na duração da proteção. Enquanto a PrEP oral exige uso frequente e contínuo, o medicamento injetável mantém níveis de proteção elevados por vários meses após a aplicação, o que pode facilitar a adesão e reduzir falhas no uso. "Uma coisa é ensaio clínico, outra coisa é a vida real. Como seria implementar uma medicação aplicada a cada seis meses no SUS? A gente ainda não sabe se as pessoas vão conseguir manter as aplicações em dia e se, fora do estudo, a eficácia vai se manter", pondera Vasconcelos. Estudos clínicos de grande porte mostraram sua eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV, inclusive entre mulheres, grupo que historicamente enfrenta mais limitações com os métodos disponíveis. Por esses resultados, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar o lenacapavir como opção adicional de PrEP e o classificou como a melhor alternativa disponível enquanto ainda não existe uma vacina contra o vírus. Veja como funciona o lenacapavir. Arte/g1 - Thalita Ferraz Um passo concreto desde a sua aprovação na Anvisa foi o início de um estudo de implementação coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) da Fiocruz. O projeto, chamado de ImPrEP LEN Brasil, acontece em sete cidades — São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Manaus (AM), Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ) — e tem como meta incluir 1.500 participantes. Diferente dos estudos clínicos anteriores, a pesquisa avalia como o lenacapavir funciona na rotina real dos serviços de saúde. Por isso, a adesão é espontânea: são incluídas no programa pessoas que chegam por conta própria aos centros de saúde em busca de proteção contra o HIV. O público-alvo são gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, homens e mulheres transgênero e pessoas não-binárias, entre 16 e 30 anos. A pesquisa é liderada pela médica Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV, Aids, IST e Hepatites do INI e presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS). Segundo ela, o estudo vai gerar informações cruciais sobre como a PrEP de longa duração pode fortalecer o acesso à prevenção como um direito. “É importante lembrar, contudo, que a PrEP oral segue disponível no SUS e é uma estratégia consolidada de prevenção”, afirma Grinsztejn em janeiro ao g1. Prep oral disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Ministério da Saúde O Brasil tem histórico para negociar esse tipo de medicamento? Sim. O Brasil acumula uma experiência longa na negociação de medicamentos contra o HIV/Aids, construída desde os anos 1990 a partir da decisão de garantir tratamento gratuito e universal pelo SUS. Para sustentar esse modelo, o governo precisou negociar preços com a indústria farmacêutica, buscar alternativas de fornecimento e investir, ao longo do tempo, em produção nacional e parcerias tecnológicas. Esse histórico ajuda a entender por que o lenacapavir já está no radar das negociações, mesmo antes de qualquer decisão sobre incorporação ao SUS. Em janeiro, por exemplo, a Gilead Sciences assinou um memorando de entendimento com o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos) para avaliar formas de cooperação, incluindo uma possível transferência de tecnologia. O acordo, porém, não garante produção local nem redução imediata de preço; trata-se de uma etapa preliminar de diálogo. “Do ponto de vista da infectologia, o lenacapavir representa o nosso maior avanço desde o início das terapias antirretrovirais, principalmente por ser uma tecnologia injetável de longa ação, a cada seis meses. Mas, no cenário atual, ele não muda nada, porque estamos fora do acordo de genéricos e um tratamento que custa cerca de US$ 40 mil por ano é inviável para a saúde pública", diz a médica infectologista Mafê Medeiros, especialista em saúde da população LGBTQIA+ Por causa desse alto custo, Medeiros avalia que o lenacapavir só faz sentido como política pública se vier acompanhado de uma análise cuidadosa de custo-efetividade. Na leitura da especialista, o medicamento tem potencial para integrar o SUS sobretudo por reduzir a necessidade de consultas frequentes, exames e deslocamentos aos serviços de saúde, especialmente quando comparado a outras opções injetáveis, como o cabotegravir, aplicado a cada dois meses. Essa diferença, segundo ela, pode representar economia operacional para o sistema, ao diminuir o número de visitas e o uso de insumos ao longo do ano. "Em saúde pública, não tem como ignorar que o dinheiro é limitado", diz. Saiba como a profilaxia pré-exposição (PrEP) protege contra o HIV Quem poderia ser priorizado no SUS, caso o medicamento seja adotado? Caso o lenacapavir venha a ser incorporado ao SUS, especialistas avaliam que a adoção dificilmente ocorreria de forma ampla e imediata. Como acontece com outras tecnologias novas e de alto custo, a tendência seria uma implementação gradual, guiada por critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde e pelas instâncias responsáveis pela avaliação de tecnologias em saúde. Nesse cenário, a priorização poderia considerar situações em que o risco de infecção permanece elevado apesar da existência da PrEP oral e de outras estratégias de prevenção. Especialistas apontam que há grupos e contextos em que barreiras estruturais, sociais ou logísticas dificultam o acesso contínuo aos serviços de saúde, o que acaba limitando a efetividade das políticas atuais. O lenacapavir, por ter aplicação semestral, poderia ser avaliado como uma alternativa nesses casos, desde que demonstrasse benefícios claros em relação às opções já disponíveis. Hoje, a adesão à PrEP oral gira em torno de 60%, enquanto cerca de 40% das pessoas têm dificuldade em manter o uso regular dos comprimidos. A introdução de uma opção injetável poderia justamente atender esse grupo que não consegue aderir ao esquema diário. O lenacapavir substituiria a PrEP oral no Brasil? 🚫NÃO. A avaliação predominante entre especialistas é que o lenacapavir não substituiria a PrEP oral, que já é uma das bases da política de prevenção ao HIV no Brasil. O que está em discussão, segundo infectologistas e gestores, é a ampliação do conjunto de ferramentas disponíveis, e não a troca de uma tecnologia por outra. O lenacapavir entraria como uma opção adicional dentro da chamada prevenção combinada, permitindo que diferentes métodos coexistam e sejam utilizados de acordo com as necessidades e possibilidades do sistema de saúde. Essa lógica busca evitar dependência de uma única estratégia e aumentar a flexibilidade da política pública. Além disso, a substituição pura e simples da PrEP oral levantaria questões práticas e financeiras. A PrEP em comprimidos tem custo menor, logística conhecida e já está integrada aos serviços. O lenacapavir, por outro lado, envolve preço elevado, aplicação injetável e necessidade de adaptação da rede. Atualmente, 40,8 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo Adobe Stock Como o lenacapavir age no organismo? O lenacapavir atua no HIV de um jeito diferente dos remédios mais conhecidos. Em vez de atacar uma única etapa da infecção, ele mira a “carcaça” do vírus, o capsídeo: uma estrutura de proteína que funciona como uma cápsula protetora do seu material genético. Assim, ao atingir o capsídeo, o medicamento acaba atrapalhando várias fases do ciclo do HIV ao mesmo tempo (veja o INFOGRÁFICO do começo desta reportagem). Logo após a entrada do HIV na célula humana, o capsídeo precisa manter um equilíbrio delicado: ser estável o suficiente para proteger o material genético, mas flexível para se desmontar no momento certo. O lenacapavir interfere nesse processo, dificultando que o vírus faça esse “desencaixe” no tempo adequado e consiga levar seu material genético até o núcleo da célula, etapa essencial para que a infecção se estabeleça. Por isso, o efeito do medicamento não se limita ao início da infecção. Em fases mais avançadas, quando o HIV tenta produzir novas partículas, o lenacapavir também interfere na montagem dos vírus recém-formados. O resultado são partículas mal estruturadas, com menor capacidade de infectar outras células e de dar continuidade à infecção. Como essa ligação ao capsídeo é duradoura, o bloqueio se mantém por longos períodos no organismo. É isso que permite esquemas de uso espaçados, como a aplicação a cada seis meses, tanto em estratégias de prevenção quanto de tratamento. Qual é a eficácia comprovada do lenacapavir? Em dados apresentados na 25ª conferência internacional sobre a Aids, que aconteceu em Munique, na Alemanha, em 2024, e publicados no NEJM, a Gilead Sciences mostrou que o lenacapavir tem uma eficácia geral de 100% na prevenção da infecção pelo HIV-1 - responsável por quase todas as infecções de HIV no mundo. Segundo a publicação, que trouxe dados desse acompanhamento de mais de 2 mil mulheres cisgênero na Uganda e na África do Sul, o medicamento injetável aplicado somente duas vezes por ano se provou tão eficaz que o estudo clínico chegou a ser interrompido precocemente, já que os números superaram os critérios de interrupção pré-definidos. O estudo provou que NENHUMA das 2.134 mulheres que recebeu o lenacapavir contraiu o HIV. Em comparação, 16 das 1.068 mulheres (ou 1,5%) que tomaram entricitabina (FTC) e fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), a combinação farmacológica da PrEP, foram infectadas. Já 39 das 2.136 mulheres (1,8%) que receberam emtricitabina (FTC) e tenofovir alafenamida (TAF), um comprimido diário chamado comercialmente de Descovy, foram infectadas. Resultados semelhantes apareceram também no PURPOSE 2, estudo que incluiu homens cis, homens trans, mulheres trans e pessoas não binárias em países como Brasil, Argentina, México, Peru, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos. Nesse ensaio, o lenacapavir injetável aplicado duas vezes por ano reduziu em 96% o risco de adquirir HIV quando comparado à chamada incidência “de base”, isto é, a taxa esperada de infecção em pessoas com perfil semelhante que não utilizavam PrEP. Na prática, isso significa que o risco observado entre usuários do lenacapavir foi apenas 4% do risco esperado sem prevenção. O estudo também comparou diretamente o lenacapavir com a PrEP oral diária padrão (FTC/TDF). Houve 2 infecções entre cerca de 2.180 participantes que receberam o injetável, contra 9 infecções entre pouco mais de mil pessoas que usaram a PrEP oral. Célula infectada por partículas do vírus HIV, anexas à superfície National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) O que é essencial saber sobre o HIV e a Aids? A Aids é uma doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês). Esse vírus invade e enfraquece o sistema imunológico, que protege o corpo contra doenças. O HIV atinge principalmente os linfócitos T CD4+. Ele modifica o DNA dessas células e se replica. Após se multiplicar, o vírus destrói os linfócitos e continua a infecção em novas células. Pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) com carga viral indetectável têm risco zero de transmitir o vírus por via sexual. Já pessoas que vivem com HIV/Aids que não estão em tratamento ou possuem carga viral detectável podem transmitir o vírus a outras pessoas. A transmissão pode ocorrer por meio de relações sexuais sem proteção, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, caso não sejam adotadas as medidas preventivas necessárias. A maneira mais eficaz de prevenir o HIV é a prevenção combinada, que utiliza várias abordagens simultâneas para atender diferentes necessidades e formas de transmissão. Já a PrEP é uma das principais formas de prevenção do HIV. Comprimidos são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Se você teve uma situação de risco, como sexo desprotegido ou uso compartilhado de seringas, faça o teste de HIV. Se a exposição ocorreu há menos de 72 horas, procure informações sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP). Veja TODAS as notas na íntegra Anvisa Em esclarecimento ao e-mail, informamos que o processo de precificação deste medicamento está em análise técnica no âmbito da Secretaria-Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED). Nos termos da Resolução CM/CMED nº 3/2025, o prazo regulatório para conclusão da análise é de até 90 dias, contados a partir da submissão do protocolo completo de solicitação, podendo haver interrupções em caso de exigências técnicas. Caso não ocorram interrupções, o prazo regular para conclusão da análise é 03 de junho de 2026. Por fim, ressaltamos que as decisões da SCMED são publicadas oficialmente no Diário Oficial da União e os pareceres ficam disponíveis em nosso site. Ministério da Saúde O Ministério da Saúde mantém diálogo regular com o setor empresarial para identificar produtos estratégicos ao fortalecimento do sistema público de saúde, incluindo o incentivo à produção nacional de tecnologias. O SUS oferece diagnóstico, inclusive com testes rápidos, e tratamento com antivirais de ação direta para o HIV. Em março, foi incorporado o DoxiPEP, de forma inédita, como profilaxia pós-exposição com doxiciclina, estratégia para prevenir clamídia e sífilis, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas. A ação amplia o uso da doxiciclina 100 mg no SUS. Nos últimos anos, o Brasil praticamente triplicou o número de usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), passando de 50,7 mil em 2022 para mais de 150 mil em 2026. A vacina contra a hepatite B segue como principal forma de prevenção, e, para a hepatite A, a vacinação foi ampliada para usuários de PrEP. Com relação ao medicamento lenacapavir, não há pedido de análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A Comissão analisa critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade, assessorando o Ministério da Saúde na decisão de incorporação ou não de uma tecnologia no SUS. Para uma tecnologia ser incorporada ao SUS, é necessária a avaliação e o parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias e cuidados em saúde no sistema público. No processo, a Comissão considera as melhores evidências científicas disponíveis quanto à eficácia, segurança e custo-efetividade, comparando-as também com as tecnologias já disponíveis e ofertadas. A submissão de demandas para análise pode ser realizada por pessoa física ou jurídica, sendo obrigatório o registro na Anvisa e o preço máximo estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O medicamento lenacapavir ainda não conta com essa última etapa e, com isso, não pode ser amplamente comercializado no Brasil nem ser avaliado pela Conitec, conforme as regras mencionadas anteriormente. Gilead Sciences Brasil A Gilead informa que o preço do lenacapavir no Brasil ainda não foi definido e que sua determinação seguirá os critérios técnicos estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Nesse contexto, quaisquer estimativas de preço são especulativas neste momento. Ressalta-se, ainda, que o preço é apenas um dos componentes do acesso e que o processo envolve etapas regulatórias subsequentes, como a avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC), atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e a definição de estratégias de implementação no SUS. A Gilead atua de forma contínua para viabilizar o acesso ao lenacapavir no Brasil, por meio do diálogo com o Ministério da Saúde e demais autoridades, com o objetivo de discutir caminhos que possibilitem sua disponibilização no país. A companhia segue empenhada com avanço de iniciativas que contribuam para esse acesso de forma responsável, sustentável e alinhada às necessidades da população brasileira, incluindo a avaliação de alternativas que possam contemplar a produção local, ainda em caráter exploratório e sujeita às etapas regulatórias aplicáveis. O lenacapavir é resultado de pesquisa e desenvolvimento em inovação científica de longa duração, com potencial de transformar a prevenção ao HIV ao ampliar as opções disponíveis e contribuir para a superação de barreiras de adesão às abordagens atuais. Trata-se de uma alternativa que complementa as estratégias já existentes no SUS, contribuindo com o fortalecimento de política públicas de prevenção, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade. VÍDEO: Preconceito e discriminação com quem vive com HIV são obstáculos para uma vida saudável Preconceito e discriminação com quem vive com HIV são obstáculos para uma vida saudável

Palavras-chave: tecnologia

Senado analisa nesta quarta-feira indicação de Jorge Messias para vaga no STF; veja perfil

Publicado em: 29/04/2026 00:01

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias será sabatinado nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Os questionamentos são etapa obrigatória do processo para assumir uma vaga na Suprema Corte. Jorge Messias Antônio Cruz/ Agência Brasil. Atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), ele foi escolhido para ocupar o lugar deixado por Luís Roberto Barroso, aposentado no fim do ano passado. Esta é a terceira indicação de Lula para uma vaga no STF. Depois da sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça decide se aprova o nome. Se houver aval, a indicação ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado. Veja abaixo os principais pontos da trajetória de Jorge Messias e entenda como funciona a tramitação da indicação no Senado. Vídeos em alta no g1 Perfil Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Ele integra o primeiro escalão do governo desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Na área acadêmica, Messias é formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Servidor público desde 2007, Messias ocupou cargos estratégicos no Poder Executivo. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação. Também atuou como consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de procurador do Banco Central e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, cargo responsável pela cobrança de dívidas fiscais de contribuintes com a União. Em 2022, Messias integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula. Em dezembro daquele ano, foi anunciado como chefe da AGU e tomou posse em janeiro de 2023. Posse de Jorge Messias como advogado-geral da União, em janeiro de 2023 Ricardo Stuckert/PR 🔎A Advocacia-Geral da União é responsável por assessorar juridicamente a Presidência da República e representar a União no STF. Messias é considerado um nome de confiança de Lula. A relação entre os dois é próxima desde o período do governo Dilma Rousseff. Como serão a sabatina e as votações A Constituição determina que indicados ao STF passem por sabatina no Senado. Pelas regras da Casa, a análise é feita pela CCJ, composta por 27 senadores titulares e 27 suplentes. Sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Marcos Oliveira/Agência Senado ⏱️Durante a audiência, os senadores se revezam nas perguntas ao indicado. Cada parlamentar tem até 10 minutos para questionar, e o indicado dispõe do mesmo tempo para responder. 🗣️Também é permitida réplica e tréplica imediata, com duração de cinco minutos. Cidadãos podem enviar perguntas pela internet ou por telefone, que são analisadas pelo relator da indicação. Após a sabatina, a comissão decide se aprova ou rejeita o nome indicado. Se aprovado na CCJ, o nome segue para votação no plenário do Senado. Para ser confirmado, o indicado precisa do voto favorável de pelo menos 41 senadores, maioria absoluta da Casa. A votação é secreta. Para ser confirmado, o indicado precisa do voto favorável de pelo menos 41 senadores, maioria absoluta da Casa. A votação é secreta Jonas Pereira/Agência Senado Próximos passos Se o Senado rejeitar a indicação, o presidente da República poderá escolher outro nome. Em caso de aprovação, o Senado comunica o resultado ao Poder Executivo, responsável por oficializar a nomeação no Diário Oficial da União. Com a escolha oficializada, o Supremo Tribunal Federal pode marcar a posse do novo ministro. A cerimônia ocorre no plenário da Corte.

Palavras-chave: tecnologia

Cleitinho, Kalil, Pacheco, Simões: quem são os nomes que aparecem na pesquisa Quaest para governo de MG

Publicado em: 29/04/2026 00:01

Nomes que aparecem na pesquisa Quaest para governo de MG Reprodução Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (28) aponta cenários de intenções de voto entre dez possíveis nomes para disputar o governo de Minas Gerais: Alexandre Kalil (PDT) Ben Mendes (Missão) Cleitinho (Republicanos) Flávio Roscoe (PL) Gabriel Azevedo (MDB) Maria da Consolação (PSOL) Mateus Simões (PSD) Rafael Duda (PSTU) Rodrigo Pacheco (PSB) Túlio Lopes (PCB) Segundo a Quaest, o senador Cleitinho lidera em todos os cenários pesquisados. Ele tem entre 30% e 37% das intenções de voto no primeiro turno. Depois dele, aparece o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil, com valores entre 14% e 18% das intenções de voto, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco, que tem entre 8% e 12%. O atual governador, Mateus Simões, tem entre 3% e 5%. Alguns dos nomes citados na pesquisa já anunciaram oficialmente a pré-candidatura ao governo de MG, enquanto outros são apenas citados no meio político como possíveis candidatos e ainda não confirmaram a intenção de concorrer ao cargo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp A oficialização das candidaturas deve acontecer somente durante as convenções partidárias, previstas para agosto, e após o registro na Justiça Eleitoral. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, e o segundo deve acontecer em 25 de outubro. Veja, abaixo, mais detalhes sobre os nomes cotados para disputar o Executivo estadual: Alexandre Kalil (PDT) Alexandre Kalil durante a campanha de 2022 Reprodução/TV Globo O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) anunciou sua pré-candidatura em outubro de 2025. Com trajetória que começou no setor empresarial, Kalil ganhou projeção ao presidir o Clube Atlético Mineiro a partir de 2008. Em 2016, foi eleito prefeito da capital mineira e, quatro anos depois, reeleito em primeiro turno. Em 2022, deixou o cargo para disputar o governo do estado, ficando em segundo lugar. Em 2024, chegou a se aproximar de outros partidos, mas, no final de 2025 se filiou ao PDT para concorrer ao Palácio Tiradentes. Ben Mendes (Missão) Ben Mendes (Missão), pré-candidato ao governo de MG. Reprodução/Instagram A pré-candidatura de Ben Mendes (Missão) foi anunciada em fevereiro de 2026. Advogado e influenciador digital, ele ganhou visibilidade nas redes sociais com conteúdos voltados a direitos do consumidor, nos quais acompanha denúncias e intermedia conflitos. Nas plataformas digitais, também aborda temas políticos e religiosos e se apresenta como conservador. Filiado ao partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), o pré-candidato declara defender valores associados à família tradicional e mantém forte presença online. Cleitinho (Republicanos) Senador Cleitinho Cleitinho (Republicanos-MG) O senador Cleitinho chegou a anunciar oficialmente a pré-candidatura em março de 2026. Em abril, entretanto, divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que "decidirá em junho, junto ao povo" se seguirá na disputa. Cleitinho nasceu em Divinópolis, na Região Centro-Oeste do estado. Em 2016, foi eleito para seu primeiro mandato como vereador na cidade. Já em 2019 teve início o seu primeiro mandato como deputado estadual. Em 2022, foi eleito senador. Ele consolidou a própria trajetória política usando as redes sociais como trampolim para alavancar sua popularidade. Flávio Roscoe (PL) Flávio Roscoe (PL) Sebastião Jacinto Júnior/Fiemg No início de abril, dias após se filiar ao Partido Liberal (PL), o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, pediu licença do comando da entidade para se colocar à disposição da disputa eleitoral deste ano no estado. Em entrevista coletiva, ele afirmou que pretendia disputar uma vaga no Executivo, seja como cabeça de chapa ou vice-governador, e negou ter interesse em se candidatar ao Legislativo. Natural de Belo Horizonte, Roscoe é um empresário ligado ao setor têxtil. Ele é sócio-diretor do Grupo Colortêxtil, com unidades na capital mineira, Itabirito e Sergipe. O industrial ganhou visibilidade à frente da Fiemg entre 2018 e 2026. Gabriel Azevedo (MDB) Gabriel Azevedo (MDB) Cristiane Mattos/Divulgação O ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo oficializou sua pré-candidatura em novembro de 2025. Aos 39 anos, ele presidiu a Câmara Municipal entre 2023 e 2024 e acumula duas eleições consecutivas para o Legislativo da capital mineira. Em 2024, disputou a prefeitura e obteve mais de 130 mil votos. Professor universitário desde 2014, atua nas áreas de Direito Constitucional e Teoria do Estado. Também é advogado, jornalista e publicitário, com formação acadêmica no Brasil e no exterior, incluindo mestrado e pós-graduação internacional. Maria da Consolação (PSOL) Maria da Consolação (PSOL) Reprodução/Redes sociais Maria da Consolação é professora aposentada e uma das fundadoras do PSOL em Minas Gerais. Natural de Piranga, ela se apresenta como militante da esquerda ao articular lutas por direitos humanos, educação pública, transporte popular e resistência à privatização de serviços essenciais. Na vida política, percorreu vários pleitos como candidata de base socialista, disputando a Prefeitura de Belo Horizonte em 2012 e 2016, além de concorrer a deputada federal (2010, 2014 e 2018), deputada estadual (2022) e vereadora da capital mineira (2020 e 2024). Em 2026, teve o nome colocado à disposição como pré‑candidata ao governo de Minas pelo PSOL. Mateus Simões (PSD) Mateus Simões, vice-governador de Minas Gerais, em cerimônia de filiação ao PSD Mônica Costa/Divulgação Pré-candidato a reeleição desde outubro de 2024, Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas em março de 2026, após a saída do então governador Romeu Zema (Novo), de quem era vice. Atuou como secretário-geral de governo, com participação em agendas estratégicas e articulação institucional. Formado e mestre em direito, também é professor universitário. Na trajetória pública, foi procurador concursado da Assembleia Legislativa e foi eleito vereador da Câmara de Belo Horizonte. No setor privado, atua como empresário e produtor rural, com experiência no agronegócio. Rafael Duda (PSTU) Rafael Duda (PSTU) Reprodução/Redes sociais Rafael Duda é pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSTU desde janeiro de 2026. Operário da mineração e dirigente do Metabase Inconfidentes, sindicato dos trabalhadores da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Congonhas, Belo Vale, Ouro Preto e região, este será o quarto pleito que participará. Em 2020 e 2024, disputou a Prefeitura de Congonhas, na Região Central do estado. Já em 2022, tentou se eleger deputado federal. Rodrigo Pacheco (PSB) Rodrigo Pacheco (PSB) Edilson Rodrigues/Agência Senado Apesar de não ter anunciado formalmente uma pré-candidatura ao governo de Minas Gerais, Rodrigo Pacheco (PSB) é cotado como possível candidato do presidente Lula (PT) no estado. Em todos os cenários avaliados pela pesquisa Quaest desta terça-feira (28), o senador aparece como segundo e terceiro nome com mais intenções de voto na disputa para governador. A candidatura de Pacheco ao Executivo estadual mineiro vem sendo defendida há mais de um ano por Lula, que busca um palanque forte em MG para a campanha presidencial. O presidente já chegou a chamar o senador de "futuro governador" em um evento público. Rodrigo Pacheco nasceu em Porto Velho (RO), mas foi criado em Minas. Ele construiu sua carreira profissional em Belo Horizonte, onde se graduou em direito. Antes de ingressar na vida política, atuou como advogado criminalista. Foi deputado federal entre 2015 e 2019 e, em 2018, foi eleito Senador para o mandato 2019-2026. Entre 2021 e 2025, ocupou a presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional. Túlio Lopes (PCB) Professor Túlio Lopes (PCB), pré-candidato ao Governo de Minas. Reprodução/Facebook A pré-candidatura de Túlio Lopes (PCB) foi lançada em 2025. Professor e historiador, ele tem trajetória ligada ao movimento estudantil e sindical em Minas Gerais. Atua como secretário político do Partido Comunista Brasileiro no estado e integra organizações ligadas à militância de trabalhadores. É doutor em educação e leciona na rede pública e no ensino superior. Já disputou eleições anteriores, incluindo governo estadual e Senado. Mantém atuação política voltada a pautas como educação pública e organização popular. Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, sede do governo de Minas Gerais Gil Leonardi/Divulgação Vídeos mais assistidos do g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

CCJ do Senado sabatina Jorge Messias nesta quarta; entenda rito

Publicado em: 29/04/2026 00:01

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai nesta quarta-feira (28) sabatinar e votar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado, mas a indicação foi formalizada somente em abril. A reunião da comissão está marcada para as 9h. Após análise da CCJ, a indicação deverá ser votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Uma vez aprovado pelo plenário, Messias estará apto a assumir a função. Senado sabatina Jorge Messias para o STF Cabe somente ao Senado analisar a escolha, que não precisa passar pela Câmara. Os requisitos para preencher a vaga do STF são: idade superior a 35, notável saber jurídico e reputação ilibada. Os ministros Renan Filho (Transportes) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) se licenciaram das pastas e, como são senadores, vão votar a favor para dar suporte ao nome de Messias. Renan Filho, inclusive, agora é membro da CCJ, no lugar de Sérgio Moro (PL-PR). Serão necessários para aprovação: Na CCJ: votos favoráveis da maioria dos presentes. A votação só começará com a presença de ao menos 14 senadores. A comissão possui 27 membros titulares; No plenário: pelo menos 41 votos favoráveis. A votação só começará quando este número de presentes estiver no plenário. Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025 WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Nas duas etapas, a votação será secreta. Não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado. Segundo assessoria do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), a sabatina do AGU será a terceira e última do dia. Primeiro, a comissão vai sabatinar e votar os nomes de Margareth Costa para ser ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Machado para o cargo de defensora pública-geral federal. Depois, será a vez de Messias. A reunião da CCJ será organizada da seguinte forma: Messias fará uma apresentação inicial; cada parlamentar terá até dez minutos para perguntar. As perguntas serão divididas por blocos, formados por três ou quatro senadores; Messias não deve ter um limite de tempo para responder; geralmente, a réplica do senador é de até 5 minutos e a tréplica do indicado também. Otto Alencar, que comandará a sessão, é quem vai balizar a tréplica e decidir se a concede ou não. Qualquer senador poderá fazer perguntas, mesmo se não for membro titular ou suplente da comissão. Independente se a comissão aprovar ou rejeitar o nome, a indicação terá de passar pelo plenário, que tem o poder de manter ou reverter as decisões do colegiado. Quem é Jorge Messias Jorge Rodrigo Araújo Messias comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do terceiro mandato de Lula e tem bom trânsito com ministros do STF pela longa atuação na Corte. Messias é evangélico, tem 46 anos e é natural de Pernambuco. Foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional. No governo Dilma Rousseff, atuou como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, e foi subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.

Palavras-chave: tecnologia