Arquivo de Notícias

Galaxy S27 Ultra: vazamento revela tamanho do aumento no preço do celular

Publicado em: 11/05/2026 02:22 Fonte: Tudocelular

A crise dos chips de memória deve tornar o Galaxy S27 Ultra um pouco mais caro em 2027. A informação voltou a circular diante de novas análises da cadeia de fornecimento global, que inclusive é composta pela própria Samsung. Segundo fontes, a marca coreana, bem como a SK Hynix, tem apostado pesadamente no desenvolvimento de memórias para aplicação em data centers de Inteligência Artificial. Por conta disso, a previsão é de que o uso de tecnologia de RAM LPDDR6 no S27 Ultra, somada ao chipset Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro for Galaxy, obrigue a Samsung a elevar novamente os preços em até US$ 100 (~R$ 490). Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Netanyahu diz à TV americana que Israel não previa crise em Ormuz

Publicado em: 11/05/2026 02:19

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Cemitério Militar do Monte Herzl, em Jerusalém, Ilia YEFIMOVICH / POOL / AFP O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse em entrevista à emissora americana CBS que Israel não previa a dimensão da crise envolvendo o Estreito de Ormuz no início da guerra contra o Irã. Segundo ele, o impacto estratégico da região “foi entendido à medida que os combates prosseguiam”. A declaração foi dada ao programa “60 Minutes” neste domingo (10), na primeira entrevista de Netanyahu à televisão americana desde o início do conflito, agora em sua 11ª semana. O premiê afirmou ainda que a guerra “não acabou” e indicou que Israel considera necessárias novas ações contra o programa nuclear iraniano, instalações de enriquecimento de urânio e grupos aliados de Teerã na região. Questionado sobre uma reportagem do The New York Times que reportou que integrantes do governo israelense acreditavam que o Irã estaria enfraquecido demais para bloquear o Estreito de Ormuz, Netanyahu respondeu que “o problema de Ormuz foi compreendido durante a guerra”. “Existe um grande risco para o Irã fazer isso. Levou um tempo para eles entenderem a dimensão desse risco, o que eles entendem agora”, afirmou. Em seguida, reconheceu as limitações das análises feitas antes do conflito. “Não afirmo ter previsão perfeita, e ninguém tinha previsão perfeita. Nem os iranianos.” Vídeos em alta no g1 O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A escalada militar envolvendo o Irã provocou temor nos mercados internacionais sobre um possível bloqueio da passagem, elevando tensões no Golfo e pressionando os preços globais da energia. Durante a entrevista, Netanyahu afirmou que Israel e os Estados Unidos ainda avaliam como neutralizar o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o Irã continua mantendo urânio enriquecido, instalações nucleares e capacidade de produção de mísseis balísticos. “Ainda há material nuclear que precisa ser retirado do Irã. Ainda existem instalações de enriquecimento que precisam ser desmanteladas”, disse. Questionado sobre como o urânio altamente enriquecido poderia ser removido do território iraniano, o premiê respondeu: “Você entra e tira”. Ele evitou detalhar se uma eventual operação envolveria forças especiais israelenses ou americanas, mas afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou disposição para agir. “Trump me disse: ‘Eu quero entrar lá’. Acho que isso pode ser feito fisicamente”, afirmou Netanyahu, sem explicar em que contexto a conversa ocorreu. O premiê também indicou que o conflito pode continuar em outras frentes mesmo se houver um acordo entre Washington e Teerã. Segundo ele, Israel pretende seguir combatendo o Hezbollah no Líbano. Netanyahu afirmou que o Irã tenta vincular qualquer cessar-fogo no Golfo ao fim das operações israelenses contra o Hezbollah. Ele acrescentou que acredita que um eventual enfraquecimento ou até a queda do regime iraniano poderia provocar o colapso da rede de aliados de Teerã na região, incluindo Hezbollah, Hamas e Houthis. A entrevista também abordou a relação entre Israel e países árabes. Netanyahu afirmou que alguns governos da região passaram a demonstrar maior interesse em aprofundar alianças estratégicas com Israel após o conflito. “Vejo uma expansão e aprofundamento dos acordos com Estados árabes de um tipo que nunca imaginávamos”, declarou. Segundo ele, as conversas envolvem áreas como energia, inteligência artificial e tecnologia. O premiê ainda acusou a China de fornecer componentes utilizados na fabricação de mísseis iranianos, mas não apresentou provas nem detalhou quais equipamentos teriam sido enviados. Apoio financeiros americano Outro ponto que chamou atenção foi a defesa feita por Netanyahu de uma redução gradual da ajuda financeira dos Estados Unidos a Israel. Atualmente, Washington envia cerca de US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar ao país. “Quero reduzir a zero o apoio financeiro americano”, afirmou. Segundo ele, o processo poderia ocorrer ao longo da próxima década. Netanyahu também comentou o desgaste internacional enfrentado por Israel desde o início da guerra, especialmente após a ofensiva em Gaza. Ele atribuiu a deterioração da imagem do país principalmente ao impacto das redes sociais. Segundo pesquisa do Pew Research Center mencionada na entrevista, 60% dos adultos americanos têm atualmente uma visão desfavorável de Israel , aumento de quase 20 pontos percentuais em quatro anos. O primeiro-ministro afirmou que Israel “não foi bem” na “guerra de propaganda” e acusou países de manipularem plataformas digitais para prejudicar a imagem israelense. Apesar das operações militares em Gaza, Netanyahu reconheceu que Israel ainda não atingiu um de seus principais objetivos estratégicos: desarmar o Hamas.

Forza Horizon 6 vaza na íntegra e já pode ser jogado após falha do estúdio

Publicado em: 11/05/2026 02:08 Fonte: Tudocelular

A Playground Games confirmou recentemente que Forza Horizon 6 entrou em fase "gold", sinalizando o fim do desenvolvimento principal. No entanto, o início do pré-download no Steam trouxe um efeito colateral grave: o vazamento completo dos dados do título. A falha expôs o jogo muito antes da hora, surpreendendo a comunidade. De acordo com relatos no Reddit e portais como o VGC, a produtora esqueceu de aplicar a criptografia correta ao subir os arquivos no backend do Steam. Isso permitiu que o repositório ficasse totalmente acessível. Não se trata de um ataque hacker, mas de um descuido técnico da própria equipe durante o upload.O vazamento envolve massivos 155 GB de conteúdo, que já estão circulando em fóruns de pirataria. Testes realizados nas últimas horas confirmam que é possível iniciar e rodar o game diretamente desta build. Embora o acesso seja instável, muitos já conseguem explorar as estradas nipônicas ilegalmente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hacker

O Brasil e a nova estratégia chinesa - O Assunto #1716

Publicado em: 11/05/2026 00:30

A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. Como explica Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), a potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras. Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade". Por isso, o 15º Plano Quinquenal, que orienta o desenvolvimento do gigante asiático, projeta um crescimento mais moderado e maior foco no fortalecimento do mercado interno. Nesse contexto, segurança alimentar e segurança nacional passam a caminhar juntas. Esse movimento já aparece nos indicadores: na última década, a participação das importações no PIB chinês caiu de 22% para menos de 18%. Na área de alimentos, a estratégia combina tecnologia, subsídios, expansão da produção doméstica e estoques elevados — um cenário que tende a pressionar exportadores no longo prazo. Hoje, o Brasil responde por 25% de tudo o que a China importa do agronegócio global. Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo? Para Wachholz, o país também precisa ficar atento a possíveis acordos entre Estados Unidos e China e ampliar seu leque de parceiros comerciais. Convidado: Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) O que você precisa saber: O Brasil é dependente da China? E quais os riscos disso?; Como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil; O plano da China que pode mudar a economia global; JN: A cidade que simboliza o avanço tecnológico da China; Como a China venceu corrida global das baterias para veículos elétricos; Qual é o papel da China na crise climática?; FANTÁSTICO: Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. [corte] O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. 'Efeito China': aproximação com o gigante asiático pode enfraquecer a indústria no Brasil? Getty Images via BBC Ouça também:

Palavras-chave: tecnologia

Golpes digitais preocupam 83% da população, aponta levantamento

Publicado em: 10/05/2026 23:00

Renovação automática da CNH é usada como isca em golpe digital. Redes sociais/ Reprodução Ser vítima de golpe digital é o principal medo dos brasileiros: 83,2% da população afirmam temer fraudes financeiras via internet ou celular, índice tecnicamente empatado com o medo de roubo à mão armada (82,3%) e de ser morto durante um assalto (80,7%). O dado faz parte do relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado neste domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha. Veja os números : Ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou celular: 83,2%; Ser roubado(a) à mão armada: 82,3%; Ser morto durante um assalto: 80,7%; Ter o celular furtado ou roubado: 78,8%; Ser roubado ou assaltado na rua: 78,6%; Ser vítima de bala perdida: 77,5%; Ter sua residência invadida ou arrombada: 76,1%; Ser assassinado: 75,1%; Ser vítima de agressão sexual: 66,2%; Ter sua aliança ou outra joia arrancada em um assalto: 65,3%; Ser agredido fisicamente pela escolha política ou partidária: 59,6%; Andar pela sua vizinhança depois de anoitecer: 47,6%; Ser vítima de agressão física pelo parceiro íntimo ou ex: 42,2%. Medo da violência por tipo de situação Kayan Albertin - Arte/g1 Os golpes virtuais que mais fazem os brasileiros perder dinheiro Nove em cada 10 moradores de SP sofreram tentativas de golpes digitais em 2025, diz pesquisa Segundo o relatório, os golpes digitais também foram o crime mais frequente vivenciado pelos brasileiros nos últimos 12 meses, atingindo cerca de 15,8% da população com 16 anos ou mais — o equivalente a 26,3 milhões de vítimas. Veja o percentual da população que sofreu algum tipo de crime no último ano, de acordo com o relatório: População vítima de crime nos últimos 12 meses Kayan Albertin - Arte/g1 Vítima de golpe/perdeu dinheiro via internet/celular: 15,8%; Teve algum familiar ou conhecido assassinado: 13,1%; Fraude/desvio de recursos em apps bancários ou PIX: 12,4%; Foi ou teve conhecido vítima de bala perdida: 9,7%; Teve o celular furtado ou roubado: 8,3%; Foi roubado ou assaltado na rua: 6,5%; Familiar ou conhecido morto durante assalto: 6,2%; Foi roubado(a) à mão armada: 3,8%; Agredido fisicamente por parceiro íntimo ou ex: 3,8%; Teve sua residência invadida ou arrombada: 3,6%; Agredido fisicamente por escolha política/partidária: 2,2%; Teve aliança ou outra joia arrancada em assalto: 1,7%; Foi vítima de agressão sexual: 1,4%; A distribuição da vitimização digital apresenta um padrão diretamente ligado à inserção financeira e ao porte dos municípios: Classes econômicas: A incidência cresce conforme a classe econômica sobe, atingindo 21,8% nas classes A/B, 16,3% na classe C e 10,2% nas classes D/E. Porte urbano: O crime é mais frequente em grandes centros, alcançando 19,2% de vitimização em cidades com mais de 500 mil habitantes, contra 12,7% em municípios de até 50 mil. Um dos maiores desafios para a segurança pública é a subnotificação massiva. Estima-se que apenas 8,2% dos casos de vitimização digital cheguem ao conhecimento das autoridades por meio de boletins de ocorrência de estelionato. Essa "cifra oculta" alimenta a percepção de impunidade e a baixa confiança nas instituições, segundo o relatório. SAIBA MAIS 41% dos brasileiros dizem conviver com o crime organizado Medo da violência altera a rotina de 57% dos brasileiros e afeta mais mulheres e população de baixa renda, diz pesquisa A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, mostra como é a percepção do medo e de vitimização criminal no Brasil e foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios

Palavras-chave: golpe digital

China acelera corrida tecnológica com robôs, fábricas automatizadas e produção em massa

Publicado em: 10/05/2026 22:10

Robôs humanóides, fábricas automatizadas: a corrida industrial entre China e EUA Robôs que trabalham como humanos, fábricas automatizadas e uma produção em escala gigantesca marcam a corrida industrial do século XXI. Esta disputa entre duas superpotências, China e Estados Unidos, define o futuro do planeta. Veja no terceiro episódio da série "Entre Dois Mundos". O gigantesco mercado de Yiwu Na mais nova ala do maior mercado de atacado do mundo, localizado em Yiwu, na China, a tecnologia é a protagonista antes mesmo da inauguração oficial. Robôs dançarinos e humanoides que praticam kung fu interagem com os visitantes. As demonstrações incluem desde treinamento de cães-robôs, que pulam aros e dão a pata, até tecnologias utilitárias, como luvas que controlam mãos biônicas e robôs que limpam painéis solares. Itens de consumo cotidiano também ganham versões tecnológicas, como mochilas de LED e gatinhos com inteligência artificial que custam cerca de 300 reais. Óculos com inteligência artificial, que têm foto, vídeo, tocam música e traduzem tudo o que a pessoa fala e custam um quinto do modelo americano. Há também malas motorizadas para facilitar o deslocamento em aeroportos. Yiwu é uma cidade com 700 mil habitantes locais e mais de 1 milhão de trabalhadores migrantes. O mercado atacadista possui 6 milhões de metros quadrados e 75 mil lojistas. Se você parar um minuto em cada estande, demora 5 meses para ver tudo. No local, encontram-se desde produtos populares até itens de luxo. Ana, que auxilia compradores brasileiros, explica o processo de seleção de mercadorias, como as populares pelúcias de capivara. "Primeiro ponto que a gente vai observar é o tamanho, então desde o acabamento, tamanho, qualidade da pelúcia por fora, qualidade de dentro", explica Ana. A negociação é direta: os preços e condições são anotados no chão. Felipe registrou um dos valores: "Isso aqui é o equivalente a 5 reais e 80 centavos." Ana complementa sobre a escala: "Se você levar duas caixas, ela é um custo; se você levar um contêiner, a gente consegue diluir muito mais." Embora a China não celebre o Natal, a maior parte dos artigos natalinos mundiais sai de Yiwu. A estratégia industrial chinesa No ano passado, a China registrou o maior superávit comercial da história mundial, vendendo 1 trilhão e 200 bilhões de dólares a mais do que comprou. Mesmo com a redução nas compras americanas devido às tarifas de Donald Trump, o domínio chinês é evidente. Enquanto o lema "Faça a América Grande de Novo" estampa souvenirs em Nova York, a etiqueta revela: "Fabricado na China". A organização industrial chinesa remonta à década de 1980, com a criação das Zonas Econômicas Especiais. O modelo, descrito como "capitalismo à moda chinesa", permitiu que o Estado controlasse enclaves capitalistas em um país comunista. Uma geração de trabalhadores aceitou jornadas de doze horas e salários baixos para transformar a China na "fábrica do mundo". Esse processo gerou polos industriais especializados, como a "cidade do cristal" ou polos de carros elétricos e placas solares. Em uma fábrica de calças legging, a eficiência impressiona. Ana explica as diferenças de material: "Pega aqui nos dois. Basicamente essa fábrica produz esses dois tipos de qualidade. Um é poliéster e um é poliamida... esse toque é muito mais macio e é um tecido mais caro. Então esse tipo de fábrica que consegue produzir os dois tem uma competitividade muito grande." A produção utiliza máquinas alemãs de alta precisão e é monitorada por um "cérebro inteligente". Uma funcionária da fábrica relata: A fábrica produz entre 200 mil e 250 mil peças por dia, podendo entregar pedidos de 10 mil peças em apenas sete dias. O custo de saída da fábrica para uma legging varia de 9 a 24 reais, mas o preço final ao consumidor pode chegar a 800 reais, dependendo da marca aplicada. Uma marca cara consegue, em algumas situações, vender um material que não seja premium, não seja o melhor. A gerente da fábrica vê a revenda por preços altos como um "reconhecimento da qualidade" do que produzem. Infraestrutura e o desafio americano Para escoar essa produção, a China investiu massivamente em infraestrutura. Em 1988, o país não possuía rodovias expressas; hoje, tem a maior malha do mundo, com 180 mil quilômetros. Possui também mais trilhos de alta velocidade que o restante do mundo somado e construiu mais de 100 aeroportos comerciais em duas décadas. Nos Estados Unidos, o impacto dessa ascensão foi sentido na manufatura. Estima-se que a entrada da China na Organização Mundial do Comércio tenha extinguido mais de 1 milhão de empregos nos EUA. Dan Ariens, dono de uma fábrica de cortadores de grama em Wisconsin, explica a reação. "Nós e todos os outros que sobreviveram ficamos mais inteligentes em construir, com melhor custo-benefício, melhor qualidade e processos de produção mais seguros." A automação foi o caminho, embora tenha substituído trabalhadores. Ariens detalha que o uso de veículos autônomos na fábrica eliminou cerca de 20 postos de trabalho de operadores de empilhadeira. Robótica e o futuro do trabalho Atualmente, a China busca derrubar mitos, como o de que a produção barata depende apenas de salários baixos. Em uma década, o salário médio em fábricas de legging subiu de 1.100 para valores entre 3.000 e 5.000 reais. No laboratório da Universidade de Zhejiang, o foco é o desenvolvimento de robôs humanoides. Um pesquisador explica: "A gente precisa de um sistema em que os robôs possam trabalhar para a gente... é por isso que não apenas na China, mas também em todo o mundo, as pessoas estão particularmente interessadas em robôs humanoides." O destaque é o robô Bolt, batizado em homenagem a Usain Bolt, com o objetivo de ser mais rápido que um humano. "Apenas duas pessoas chinesas conseguem correr 100 metros em 10 segundos. Mas nossa missão estará completa quando ele for mais rápido que Usain Bolt", afirma o desenvolvedor. Segundo ele, a China lidera na construção do corpo dos robôs, enquanto os americanos avançam mais na inteligência artificial. O conceito de "fábricas escuras" ou "fábricas de luzes apagadas" também ganha força, simbolizando a automação total, onde a intervenção humana é mínima ou inexistente, como em setores de soldagem de automóveis. O gerente de uma dessas fábricas explica: "'Apagar as luzes' não é o que define esse tipo de fábrica. Na prática, esse conceito está ligado à automação. E automação significa justamente menos participação humana." Apesar do avanço, especialistas como um professor da Universidade de Nova York apontam que a China ainda não alcançou a liderança ocidental na indústria de semicondutores, que exige trabalho humano altamente qualificado. Ele observa: "A China tem uma série de dimensões de vantagem. Eles têm o conhecimento de processo por serem a fábrica do mundo nos últimos 20 anos... Um setor em que os EUA e a Europa Ocidental ainda mantêm alguma liderança é o de semicondutores." Enquanto os americanos debatem a reconstrução de suas fábricas, a China aposta na tecnologia que molda o futuro, como carros elétricos e baterias de lítio. A reportagem encerrou registrando o robô chinês atingindo a velocidade de 12 metros por segundo, equiparando-se a Usain Bolt. Felipe concluiu a interação com a máquina: "Parabéns, robô. Reconheço sua vitória." No próximo episódio, a série abordará o encontro em Pequim entre Donald Trump e Xi Jinping, colocando a diplomacia em jogo. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico  Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Festival de Parintins inspira alunos da Ufam que promovem concurso de Cunhã-Poranga; 'Tia da Trufa' conquista segundo lugar

Publicado em: 10/05/2026 19:33

Festival de Parintins inspira alunos da Ufam que promovem concurso de Cunhã-Poranga O 1º Concurso de Cunhã-Poranga da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) movimentou a Galeria de Arte, repercutiu nas redes sociais e encerrou a segunda edição da Feira Criativa, em Manaus. O evento, ocorrido na última sexta-feira (8), reuniu dez candidatas, seis jurados e cerca de 500 pessoas, dentro e fora da galeria. A ideia do concurso surgiu no dia 29 de abril, durante o planejamento da feira. O evento foi pensado como encerramento da feira. A proposta foi aceita de imediato por Brisa Rocha, organizadora da feira, e os detalhes começaram a ser definidos. As inscrições foram abertas no último dia do evento e as regras eram simples: ser estudante da Ufam e se apresentar como cunhã-poranga. Uma exceção foi feita para a “tia da trufa”, figura conhecida há quase 25 anos na universidade. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Ela não é aluna, mas é um patrimônio da Ufam. Todos conhecem e respeitam sua história. Por isso, foi muito especial vê-la conquistar o segundo lugar.", disse o Gabriel Vaz, estudante de Biblioteconomia, apresentador e organizador do Concurso de Cunhã Poranga da Ufam. A vencedora foi Sabrina Menezes, representante do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET), da Ufam de Itacoatiara. Em segundo lugar ficou Francisca Queiroz de Lima, a “tia da trufa” e, em terceiro, Lívia Lisboa, aluna da Faculdade de Psicologia (FAPSI). As três vencedoras receberam certificados e prêmios simbólicos, como doces da “tia da trufa”, bebidas e desenhos dos bois Garantido e Caprichoso, produzidos pela artista Brisa Rocha, coordenadora da feira. Festival de Parintins inspira alunos da Ufam que promovem concurso de Cunhã-Poranga; 'tia da trufa' conquista segundo lugar Foto: Divulgação Com bom humor, vendedora de trufa conquista fãs em universidade no AM Representantes dos Boi de Parintins A participação dos representantes dos bois Garantido e Caprichoso João Paulo Farias e Prince do Boi levou o público ao delírio e ampliou a repercussão do evento. "A presença dos bois aconteceu de forma espontânea. JP, do Garantido, já havia participado de eventos na Ufam em 2025 e sempre demonstrou proximidade com a universidade. A confirmação da participação dele facilitou também a vinda do Prince, do Caprichoso", explicou Gabriel. O cantor do Caprichoso, Prince do Boi disse que o evento contou com uma 'juventude linda e calorosa'. "Fomos recebidos e nos sentimos em casa com tanta energia". Em tom de descontração, o amo do Garantido, João Paulo Farias, reforçou que foi uma honra rever a tradicional figura da Ufam, 'Tia da Trufa' e disse que deu dez para todos os participantes do concurso. "A Ufam é um local de pluralidade de ideias. Foi uma honra para nós levarmos um pouquinho de representatividade da cultura do Boi Bumbá para o Setor Norte", finalizou A coordenação de Cultura, Esporte e Lazer da Ufam já estuda a participação da cunhã-poranga vencedora no encerramento dos Jogos Universitários (JUUFAM), previsto para o período de férias.

Palavras-chave: tecnologia

Ciência no bar: festival leva debates científicos ao público em Presidente Prudente; veja como participar

Publicado em: 10/05/2026 19:15

Pint of Science é realizado simultaneamente em 27 países, em mais de 500 cidades, sendo 100 brasileiras Divulgação A cidade de Presidente Prudente (SP) recebe, entre os dias 18 e 20 de maio, o Pint of Science, considerado o maior festival de divulgação científica do mundo. A proposta é aproximar pesquisadores do público em conversas informais realizadas em bares. Em sua quarta edição no município, o evento terá a participação de docentes e estudantes de três instituições de ensino: a FCT Unesp, o IFSP Presidente Prudente e a Unoeste, por meio do Grupo de Estudo em Reprodução Animal (Reprodoeste), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp “O evento mobiliza pesquisadores para discutir temas contemporâneos de interesse público, em um ambiente descontraído, promovendo o encontro direto entre a ciência e a sociedade”, explica o coordenador local do festival, professor doutor Ricardo Pires de Paula. Ao todo, nove especialistas participarão das rodas de conversa, que abordam assuntos presentes no cotidiano das pessoas. “Essa ampliação reforça o caráter multidisciplinar do Pint of Science e consolida a articulação entre diferentes campos do conhecimento em torno da divulgação científica”, destaca Ricardo. Veja os vídeos em alta no g1 Vídeos em alta no g1 Além das conversas com pesquisadores, a programação inclui atrações musicais, momentos de interação com o público, espaços para troca de experiências e sorteio de brindes, unindo conhecimento e entretenimento. “A proposta tem atraído públicos diversos e fortalecido a cultura científica em Presidente Prudente”, acrescenta. O Pint of Science ocorre simultaneamente em 27 países. No Brasil, mais de 100 cidades participam da iniciativa. O festival é gratuito e não exige inscrição prévia. Nos dias 18 e 19 de maio, as atividades serão realizadas na Fábrica Gastrobar. Já no dia 20, o encontro ocorre no Jardim Suinga. As programações começam sempre às 19h. LEIA TAMBÉM: Fã de Stitch, menina tem aniversário transformado por surpresa em pizzaria no interior de SP Pedidos judiciais por questões de saúde aumentam quase 20% em Presidente Prudente Assustada, raposinha-do-campo é resgatada em área urbana de Presidente Venceslau: ‘Muito dócil’, aponta biólogo Temas das apresentações No primeiro dia (18), a pesquisadora Barbara Antunes (FCT Unesp) falará sobre a relação entre ciclo menstrual e imunidade. O professor Antonio Tommaselli (FCT Unesp), coordenador do projeto Harpia, apresentará aplicações do sensoriamento remoto na agricultura digital. Já a especialista em Ciência de Alimentos Roselene Oliveira (IFSP Presidente Prudente) discutirá o caminho do campo inteligente até o alimento que chega à mesa. A noite termina com show da banda C3P-Rock. Na terça-feira (19), duas apresentações abordam o tema das Terras Raras. O coordenador do curso de Química e do Laboratório de Luminescência em Materiais e Sensores (LLumes) da Unesp, Sérgio Lima, falará sobre o papel desses elementos na tecnologia. Já o geógrafo Eder Spatti Junior, docente do Programa de Pós-graduação em Geografia da FCT Unesp, propõe a discussão “Terras Raras e minerais críticos, voltaremos a ser colônia?”. A apresentação musical da noite será da banda Stereonatos. No último dia (20), as atividades são organizadas pelo grupo Reprodoeste, da Unoeste. O médico veterinário e especialista em parasitologia Vamilton Santarém apresentará o tema Saúde Única: um novo olhar para o bem-estar global. A professora Ines Giometti falará sobre edição gênica e os chamados bebês do futuro, enquanto a pesquisadora Caliê Castilho discutirá clonagem e os avanços na reprodução animal. O encerramento terá show da banda Solária. Veja o cronograma do evento em Presidente Prudente (SP) Divulgação Sobre o festival O Pint of Science surgiu na Inglaterra, em 2012, idealizado pelos pesquisadores Michael Motskin e Praveen Paul, do Imperial College London. A iniciativa começou como um convite para pacientes conhecerem laboratórios de doenças neuromusculares e acabou se transformando em um movimento internacional. Em 2025, mais de 130 mil pessoas participaram do festival em 512 cidades de 27 países. O Brasil é atualmente o país com maior número de cidades participantes. Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

'Um Pé no Parque': UFU projeta centro pioneiro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais

Publicado em: 10/05/2026 18:19

Crianças no projeto "Um Pé no Parque"durante visita a mata CEFEC/Divulgação Entre trilhas na mata, contêineres adaptados e conversas fora da sala de aula, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vai criar, no campus em Monte Carmelo, o primeiro Centro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais. A iniciativa pretende promover educação ambiental e conscientização sobre as mudanças climáticas de forma acessível, fora do ambiente tradicional das salas de aula. O projeto começou antes mesmo da criação oficial do centro, a partir das trilhas educativas do projeto 'Um Pé no Parque'. Desde fevereiro do ano passado, foram realizadas 17 edições de visitas guiadas no Parque da Matinha, com alunos do ensino fundamental e apoio de estudantes de graduação de diferentes áreas científicas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A proposta do Centro de Formação em Educação Climática (Cefec), também chamado de Sala Verde, é ampliar ainda essas ações e levar a educação ambiental para além das escolas. Com a nova estrutura, o objetivo é ensinar conceitos de ecologia e mudanças climáticas de forma simples e informal. O público inclui professores, estudantes do ensino médio e trabalhadores rurais. A iniciativa tem parceria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Fundação de Apoio Universitário (FAU), que apoiam as pesquisas realizadas em unidades de conservação. O investimento é do Ministério da Educação (MEC), no valor de R$ 267 mil, com previsão de conclusão até agosto deste ano. Segundo Luciano Cavalcante, coordenador do projeto e professor do curso de Engenharia Florestal do Instituto de Ciências Agrárias da UFU (ICIAG), a criação da sala verde é uma forma de levar o conhecimento para além das salas de aula e atingir toda a comunidade. “Nosso principal foco e ambição hoje é fazer educação climática de maneira informal. Qual é a diferença disso para dar fora de aula? É porque a gente converte tudo aquilo que é muito técnico para uma linguagem mais adaptada, em que a população possa entender. Desde o pequenininho até o mais idoso, até o produtor rural”, comentou Cavalcante. LEIA TAMBÉM: Vedação total, ar filtrado e traje especial: como funciona o 1º laboratório de microrganismos perigosos Universidade Federal de Uberlândia cria tecnologia que detecta metanol em bebidas UFU desenvolve teste rápido de Covid com saliva e IA e resultado pelo celular O docente ainda esclarece que as escolas antes ensinavam assuntos relacionados ao meio ambiente, como reciclagem e tempo de banho. Nos dias de hoje, o desafio é ensinar sobre como o clima extremo prejudica o nosso dia a  dia. Para isso, é preciso levar as pessoas para a floresta, onde o aprendizado acontece de forma mais concreta. "O nosso papel é fazer a educação climática. Fazendo exatamente o papel de formiguinha, que é combater o negacionismo climático", concluiu Luciano. Confira a seguir fotos do projeto do Centro de Educação Climática em Minas Gerais no campus Monte Carmelo da UFU. Primeiro Centro de Educação Climática em Minas Gerais; FOTOS * Estagiário sob supervisão de Caroline Aleixo. Visitas buscam ensinar sobre a natureza Cefec/Divulgação Esboço de Centro de Formação em Educação Climática (Cefec) Cefec/Divulgação ASSISTA: UFU inaugura laboratório avançado de biossegurança UFU inaugura laboratório avançado de biossegurança VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Final do rodeio e show de Leonardo encerram o Votu International Rodeo neste domingo

Publicado em: 10/05/2026 14:17

Cantor Leonardo encerra hoje o rodeio de Votuporanga Érico Andrade/G1 O Votu International Rodeo chega ao fim neste domingo (10), em Votuporanga (SP), com as finais das competições de montaria em touros e um show do cantor Leonardo para encerrar o evento. A programação no Centro de Eventos começa a partir das 18h. A noite anterior, de sábado (9), foi marcada por grande público nos shows da dupla Rionegro & Solimões e do DJ Alok. A apresentação de Alok, que durou mais de duas horas, contou com um espetáculo de drones que formou o nome de Votuporanga no céu da arena. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Promovido pelo Grupo Tercio Miranda, com promoção da TV TEM e apoio da prefeitura e da Câmara Municipal, o Votu International Rodeo reúne competidores do Brasil, Estados Unidos, México e Austrália em 19 companhias de rodeio, que chegam à fase decisiva neste domingo, com início previsto para as 18h. Rodeio Internacional movimenta Votuporanga neste fim de semana Quatro equipes disputam a premiação, que inclui carros e motos: Associação de Campeões de Rodeio (ACR) Ekip Rozeta Circuito Rancho Primavera (CRP) Arena Dreams Cup As semifinais serão disputadas em confrontos diretos, e as duas equipes vencedoras avançam para a grande final. Além da disputa por equipes, o público também acompanha o tradicional Desafio do Bem, uma montaria especial com renda revertida para a Santa Casa de Votuporanga. Show de Encerramento O encerramento do evento fica por conta do cantor Leonardo, que sobe ao palco após o término das montarias, por volta das 23h. O artista deve apresentar grandes sucessos de sua carreira, como "Pense em Mim" e "Talismã". Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

'Pense fora da caixa': como evitar que IA enferruje seu cérebro

Publicado em: 10/05/2026 13:00

Estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória Getty Images via BBC Anos atrás, eu passei a me obrigar a usar inteligência artificial (IA) o máximo possível. Se pretendia escrever sobre o tema, também precisava usar a tecnologia. Mas uma série de estudos publicados no último ano começaram a me preocupar: será que estou prejudicando o meu cérebro nesse processo? 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esses estudos sugerem que pessoas que dependem excessivamente de ferramentas como o ChatGPT podem enfrentar prejuízos em áreas como criatividade, capacidade de atenção, pensamento crítico e memória. Outros levantam a preocupação de que o uso da IA esteja reduzindo o esforço mental necessário para desenvolver pensamento crítico, e de que, como sociedade, possamos passar a produzir menos ideias originais. Ainda assim, essa linha de pesquisa é muito recente, e as respostas continuam incertas. Devemos nos preocupar? "De modo geral, sim", afirma Adam Greene, professor de neurociência e diretor do Laboratório de Cognição Relacional da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos. Vídeos em alta no g1 Segundo Greene, o tema envolve muitas nuances, mas a IA tende a assumir tarefas que antes exigiam esforço mental. "Há muitas evidências de que, se você deixa de exercitar determinados tipos de pensamento, sua capacidade de realizar esse tipo de raciocínio tende a se deteriorar." Mesmo para quem não procura usar ferramentas como ChatGPT ou Claude, respostas geradas por IA já aparecem no topo das buscas do Google, enquanto grandes empresas de tecnologia aceleram a integração desses sistemas nos celulares. A tecnologia está cada vez mais difícil de evitar, mas há medidas que podem reduzir os principais riscos. Para Jared Benge, professor e neuropsicólogo clínico da Escola de Medicina Dell, da Universidade do Texas, nos EUA, a questão é mais complexa do que parece. Usar IA não significa, automaticamente, que a tecnologia fará mal. Se a IA aliviar a carga mental e permitir foco em tarefas mais importantes, por exemplo, isso pode até trazer benefícios cognitivos. "Por que imaginar que a IA seria tão diferente de outras tecnologias às quais o cérebro humano já se adaptou?", questiona Benge. "A ferramenta, por si só, não é boa nem ruim." Como ocorre com qualquer tecnologia, os efeitos da IA dependem do modo como ela é usada. Ainda assim, as preocupações são sérias o suficiente para levar usuários a repensar a forma como utilizam essas ferramentas, antes que seja tarde. Com isso em mente, conversei com alguns dos principais especialistas da área para entender como a IA pode ser usada sem prejudicar nossas capacidades mentais. Com o que estamos preocupados? Há cerca de 20 anos, surgiu a ideia de que a dependência excessiva da tecnologia poderia provocar uma espécie de "demência digital", marcada pela deterioração da memória de curto prazo e de outros processos cognitivos. Recentemente, Benge, da Universidade do Texas, participou de uma meta-análise que analisou 57 estudos envolvendo mais de 411 mil adultos. Ao final, os pesquisadores não encontraram evidências de "demência digital". Pelo contrário: o uso de tecnologia parecia reduzir o risco de comprometimento cognitivo. Mas isso não significa que não exista motivo para preocupação. As pesquisas mostram que pessoas que dependem de sistemas de navegação por satélite, como GPS, deixam de formar mapas mentais do ambiente ao redor, e sua memória espacial tende a piorar com o tempo. Algo semelhante ocorreu com os mecanismos de busca, em um fenômeno que ficou conhecido como "efeito Google". Aparentemente, temos menos tendência a memorizar informações encontradas em buscadores porque acessá-las exige pouco esforço. Em outras palavras, o cérebro tende a perder habilidade em tarefas que delegamos a ferramentas externas. E a IA pode ser o instrumento de terceirização cognitiva mais poderoso já criado. A IA pode estar tornando as pessoas menos criativas, menos analíticas e prejudicando a memória, mas especialistas dizem que ainda é possível evitar esses efeitos Getty Images via BBC "O que a IA está fazendo é nos oferecer, pela primeira vez, uma maneira fácil de trocar o processo pelo resultado", afirma Greene, da Universidade de Georgetown. O texto pode ficar melhor escrito. A apresentação pode parecer mais sofisticada. A piada da festa de aposentadoria pode funcionar perfeitamente. Mas o esforço mental, a dificuldade, as tentativas frustradas e o momento em que algo finalmente faz sentido são justamente o que o cérebro precisa. "É como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos por você", diz Greene. "Você não ganha nada com isso." Então, como usar IA sem deixar de exercitar o cérebro? Não aceite a resposta da IA sem questionar Um estudo recente mostrou que usuários mais frequentes de IA tiveram desempenho significativamente pior em um teste padrão de pensamento crítico. A explicação seria o hábito de transferir parte do raciocínio para sistemas automatizados, ou robôs. Os pesquisadores também observaram que muitas pessoas passam a confiar mais na IA do que no próprio julgamento, mesmo quando a ferramenta está errada. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, chamam esse fenômeno de "rendição cognitiva". O problema tende a ser maior quando o usuário conhece pouco o assunto. Um estudo da Microsoft Research concluiu que o risco aumenta justamente em áreas nas quais a pessoa tem menos familiaridade. "Se o usuário não tem conhecimento suficiente para avaliar se a resposta é boa ou não, aí está o perigo", afirma Hank Lee, doutorando da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, e coautor do estudo. Para Lee, a solução começa antes mesmo de abrir o aplicativo. Se você não confia automaticamente na resposta de um desconhecido, também não deveria confiar cegamente na IA. São justamente esses temas que exigem julgamento próprio. Uma alternativa é formular antes uma visão inicial sobre o assunto e usar a IA para testar ou confrontar esse raciocínio, em vez de simplesmente aceitar a resposta da ferramenta. Assim, a IA funciona como um instrumento para colocar o pensamento à prova, e não para substituí-lo. Introduza mais esforço no processo de pesquisa Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam se envolver ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção Getty Images via BBC "Quando algo está diante de você, é comum acreditar que a informação já foi armazenada na memória de longo prazo, quando isso nem sempre acontece", afirma Barbara Oakley, professora emérita de engenharia da Universidade de Oakland, nos EUA, que pesquisa o funcionamento do aprendizado no cérebro. Pesquisas iniciais indicam que a IA pode afetar a capacidade de retenção de informações. Um levantamento com 494 estudantes mostrou que usuários mais frequentes do ChatGPT relataram mais episódios de perda de memória. Avaliações feitas pelos próprios participantes não constituem prova científica definitiva, mas outros trabalhos apontam na mesma direção. Um estudo de 2024 ainda não publicado, por exemplo, sugere que resolver pequenos problemas antes de usar um chatbot de IA pode melhorar o aprendizado obtido com a ferramenta. Ao recorrer à IA para buscar informações importantes, especialistas recomendam desacelerar e se envolver mais ativamente com o conteúdo. Fazer anotações, de preferência à mão, embora digitá-las também ajuda, pode contribuir para a retenção. Também é possível pedir à IA que faça perguntas sobre o tema ou crie flashcards (cartões de revisão, em tradução livre). O esforço faz diferença. Pode parecer excessivamente trabalhoso, mas a ideia é justamente introduzir algum grau de dificuldade no processo. Deixe a página em branco por mais tempo A IA é extremamente eficiente para gerar ideias. E esse é justamente o problema. Pesquisas indicam que pessoas que usam IA em tarefas criativas tendem a produzir ideias mais previsíveis e menos originais do que aquelas que não recorrem à tecnologia. Isso pode enfraquecer a sua capacidade criativa. Segundo Greene, da Universidade Georgetown, a criatividade surge quando o cérebro estabelece conexões inesperadas. Quando essa tarefa é delegada à IA, parte desse exercício mental se perde. "Estamos preocupados com a perda desse 'músculo criativo'", afirma Greene. "A IA nos leva, de várias formas, a acreditar que está tornando as pessoas mais criativas." Uma forma de evitar isso é colocar primeiro as próprias ideias no papel, ainda que de maneira incompleta ou confusa. Vale passar mais tempo diante da página em branco e escrever o que vier à mente. A qualidade inicial importa menos do que o processo. O que importa, segundo pesquisadores, é que o cérebro faça suas próprias conexões, recorrendo a experiências, memórias e conhecimentos pessoais para produzir algo singular. É aí que acontece o exercício mental. Só depois disso a IA deveria entrar em cena, para desenvolver, questionar ou aprimorar as ideias já formuladas. Preste atenção Pesquisas sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco Getty Images via BBC Se você chegou até aqui no texto, parabéns. Mas se você já começou a perder a atenção, você não está sozinho. Pode ser apenas que este texto esteja entediante. Mas há pesquisas que sugerem que o excesso de estímulos tecnológicos também está tornando mais difícil manter o foco. A IA pode intensificar esse problema: as respostas estão disponíveis instantaneamente, e há inúmeras maneiras de escapar do esforço e do desconforto. No entanto, a lógica é semelhante à das outras recomendações: optar conscientemente pelo caminho mais lento. Não peça ao ChatGPT para resumir aquele artigo longo. Passe algum tempo tentando resolver um problema difícil antes de recorrer a um robô. Permita-se sentir tédio. O desconforto faz parte do processo. É assim que o cérebro aprende a lidar e, eventualmente, a apreciar o esforço mental necessário para um pensamento mais profundo. Cérebros humanos ainda importam Não estou dizendo que as pessoas devem deixar de usar chatbots de IA, como ChatGPT, Claude ou Gemini. Mas tenho tentado usar essas ferramentas de maneira mais consciente, para garantir que eu continue pensando por conta própria. E isso pode nos deixar mais preparados para o futuro. Segundo Greene, da Universidade Georgetown, o cérebro humano funciona de forma muito diferente da IA em aspectos fundamentais: somos capazes de criar conexões pessoais, inesperadas e genuinamente originais, algo que máquinas baseadas em probabilidade não conseguem reproduzir. "A singularidade e a diversidade das ideias humanas serão de grande valor nos próximos anos", afirma Greene. Para ele, a necessidade de "pensar além dos robôs" tende a se tornar uma forma de adaptação social. E, como lembra Benge, da Universidade do Texas, essa não é a primeira vez que a humanidade passa por uma transformação tecnológica desse tipo. "O cérebro humano sempre se adaptou à tecnologia. Nós nos adaptamos o tempo todo. Essa é uma das forças da nossa espécie", afirma. "Perdemos a capacidade de correr maratonas porque existem carros? Não. Isso apenas passou a ser uma atividade que as pessoas escolhem praticar." As ferramentas mudam. Mas, ao que tudo indica, o desejo humano de pensar, criar e compreender o mundo por conta própria é muito mais difícil de automatizar. LEIA TAMBÉM: 6 conselhos de especialistas sobre como falar com a IA para obter as melhores respostas O que está por trás da disputa entre os ex-amigos Elon Musk e Sam Altman, do ChatGPT, nos tribunais dos EUA Você deve confiar em conselhos de saúde de um chatbot de IA?

Fórum da Internet no Brasil retorna a Belém com debates sobre IA e cibersegurança; inscrições abertas

Publicado em: 10/05/2026 12:00

Fórum da Internet no Brasil chega a Belém em 2026. Divulgação Após mais de uma década, Belém volta a sediar de 25 a 29 de maio o 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16), um espaço multissetorial de diálogo sobre governança digital, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia aborda temas estratégicos como soberania digital, Inteligência Artificial, cibersegurança, proteção online de crianças e conectividade no Norte, com transmissão gratuita pela internet, e certificado para participantes presenciais ou remotos. Temas e programação A edição destaca a segunda passagem do fórum pela capital paraense desde 2013, enfatizando desafios amazônicos como desenvolvimento sustentável via tecnologia. "Belém tem peso estratégico para debater conectividade única da região Norte, alinhando realidades locais à pauta global", afirma Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. A programação inclui o Dia Zero (25/05) para iniciativas comunitárias, 27 workshops selecionados de 150 propostas nacionais, trilhas técnicas e parlamentares sobre regulação de IA e plataformas. Lançamentos previstos são um novo "Caderno CGI.br" sobre o Pacto Digital Global e WSIS+20, além do jogo "Confluência" no 3º Encontro de Alumni e o 3º Encontro Nacional de Jovens na Governança da Internet, com foco em diversidade e direitos digitais. Inscrições e acesso As inscrições são gratuitas e estão abertas no site oficial, com agenda detalhada em https://fib.cgi.br/pt/agenda. O FIB serve como preparatório ao Fórum de Governança da Internet (IGF) da ONU, consolidando o Brasil como referência em debates sobre o ambiente digital. Serviço: 16º Fórum da Internet no Brasil (FIB16) Datas e horários: 25/05 (seg): 9h-20h30 | 26/05 (ter): 9h-20h | 27/05 (qua): 9h-18h | 28/05 (qui): 9h-22h30 | 29/05 (sex): 10h30-16h30 Local: Hangar Convenções & Feiras da Amazônia - Av. Dr. Freitas, s/n, Marco, Belém-PA Transmissão: YouTube NIC.br Inscrições: https://fib.cgi.br/pt VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

Coração gelado: Dua Lipa processa Samsung por uso indevido de sua imagem

Publicado em: 10/05/2026 09:40 Fonte: Tudocelular

A parceria musical de sucesso com Elton John não foi meramente artística para a estrela da música pop Dua Lipa. A britânica mostrou ter um coração bastante gelado e foi à Justiça contra a Samsung por uso indevido de sua imagem nas embalagens de televisores ao redor do mundo.Uma ação judicial foi ajuizada na última sexta-feira, 8, pela diva pop contra a fabricante sul-coreana no Tribunal Distrital dos EUA, no centro da Califórnia. A artista alega que não autorizou o uso de sua imagem em campanhas de marketing em massa por parte da empresa de tecnologia e pede uma indenização de US$ 14,8 milhões. Segundo os autos do processo, a foto de Dua Lipa apareceu com destaque nas caixas de papelão de televisores da Samsung. A utilização teria começado em 2024 e a defesa da artista alega total desconhecimento e falta de consentimento para a ação publicitária.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza passam a ser comandados por interinos; entenda

Publicado em: 10/05/2026 09:22

Governador Elmano de Freitas e prefeito Evandro Leitão publicaram a posse dos gestores interinos nas redes sociais. Reprodução. O Governo do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza passaram a ser comandados por gestores interinos, nos últimos dias. O desembargador Heráclito Vieira, presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), assumiu o Estado; enquanto o vereador Léo Couto (PSB), presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, tomou posse como prefeito interino. Em publicação nas redes sociais na última sexta-feira (8), o governador Elmano de Freitas (PT) divulgou a passagem de comando para o desembargador Heráclito Vieira. "Tenho plena confiança de que seguirá conduzindo os trabalhos com compromisso e responsabilidade", destacou Elmano. O governador viajou naquele dia para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde cumpre agenda oficial em busca de novas parcerias para o Ceará, segundo a publicação no Instagram. "Nossa missão é fortalecer áreas estratégicas, como tecnologia e indústria, atraindo investimentos, gerando oportunidades e impulsionando ainda mais o desenvolvimento do nosso estado", afirmou o governador Elmano de Freitas. A vice-governadora Jade Romero (PT) está em período de férias oficiais e o deputado estadual Romeu Aldigueri (PSB), presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), também estará ausente nos próximos dias. Eles estão à frente do presidente do TJCE na linha sucessória do estado. Vídeos em alta no g1 Prefeitura de Fortaleza O prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) também publicou nas redes sociais, neste domingo (10), que estará ausente da Prefeitura nos próximos dias, assim como a vice-prefeita Gabriella Aguiar (PSD). O chefe do executivo municipal não explicou o motivo. No lugar dele, assume o vereador Léo Couto, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza. A casa parlamentar passa a ser comandada pelo primeiro vice-presidente, o vereador Adail Junior (PDT), neste período. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Mudança silenciosa no Google bloqueia a internet de quem busca mais privacidade

Publicado em: 10/05/2026 09:05 Fonte: Tudocelular

Buscar por mais segurança e anonimato na internet virou motivo de desconfiança para o Google. Usuários de sistemas operacionais alternativos, criados justamente para tirar o rastreio da gigante de tecnologia, começaram a enfrentar um bloqueio em massa. Sites que usam as ferramentas de verificação da empresa simplesmente travam a navegação em celulares modificados. Tudo isso por causa de uma atualização de segurança aplicada nos bastidores, sem qualquer aviso direto ao público.O problema, denunciado pela newsletter International Cyber Digest, gira em torno do Cloud Fraud Defense, uma evolução do famoso reCAPTCHA apresentada em uma conferência recente do Google. Quando a ferramenta desconfia do tráfego de um site, aqueles velhos testes com imagens de semáforos e ônibus saem de cena e no lugar deles aparece um código QR na tela para validar o acesso. O ponto polêmico é que a leitura desse código depende da presença do Google Play Services ativo no aparelho. Quem usa sistemas focados em privacidade máxima, como GrapheneOS ou CalyxOS, costuma remover exatamente esses serviços do Google para reduzir o rastreio. Sem os apps oficiais instalados, o celular não consegue escanear o QR code e o acesso ao site fica completamente bloqueado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia